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UMA BREVE TEOLOGIA DO SACRIFÍCIO

ANTONIO CLÁUDIO DE OLIVEIRA DA SILVA


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Sumário
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 3

1. A ORIGEM DOS SACRIFÍCIOS ....................................................................................... 5

2. O LUGAR CERTO PARA O SACRIFÍCIO ...................................................................... 7

3. A PESSOA CERTA PARA A REALIZAÇÃO DO SACRIFÍCIO .................................... 8

4. TERMOS USADOS NO ANTIGO TESTAMENTO ....................................................... 10

4.1 Sacrifício (Zebah) ........................................................................................................... 10

4.2 O holocausto (Olah) ........................................................................................................ 10

4.3 O sacrifício de comunhão ou oferta pacífica (shélem) ................................................... 11

4.4 O sacrifício pelo pecado ou de expiação (Hattat) ........................................................... 12

4.5 Sacrifício pela culpa (Ashãm). ........................................................................................ 13

5. OS SACRIFÍCIOS E O NOVO TESTAMENTO ............................................................. 15

5.1 Jesus o sacerdote perfeito................................................................................................ 15

5.2 Jesus o santuário perfeito ................................................................................................ 16

5.3 Jesus o sacrifício perfeito ................................................................................................ 17

5.4 O sacrifício e o cristão .................................................................................................... 18

CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 19

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .......................................................................................... 20


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INTRODUÇÃO

O propósito de Deus para a Criação é demonstrar Sua glória, poder e majestade,


reinando sobre tudo e todos no tempo e no espaço. Além disso, estabelecer comunhão
com o ser humano criado à sua imagem e semelhança, compartilhando com ele a
responsabilidade de dominar o universo. Estes propósitos deveriam claramente
comunicar as qualidades inerentes à Sua natureza e caráter.
O primeiro casal de serem humanos a habitar a terram falhou no cumprimento
desse propósito. Após o evento da Queda Deus se manifestou a indivíduos
estabelecendo um relacionamento diretamente com algumas personagens da narrativa
bíblica como Enoque, Noé e Abraão.
Com este último Deus celebra uma aliança pessoal lhe faz uma promessa de
constituí-lo pai de uma grande nação, a partir da qual todas as famílias da Terra seriam
reconciliadas com o Senhor Deus Criador dos céus e da terra (Gn 12.2-3).
O livro de Êxodo narra o nascimento dessa nação escolhida por Deus, em
cumprimento à sua promessa a Abraão. Israel é a nação eleita por Deus para o
estabelecimento de Seu propósito de revelar Sua glória a todos os povos da terra.
Por meio de uma nova aliança, agora com toda a nação, Deus manifesta seu
propósito de relacionar-se com Israel de uma forma peculiar, diferente de qualquer
outro relacionamento já visto por eles. Deus tem em mente fazer de Israel um reino de
sacerdotes. Israel seria a partir de então uma nação não mais de escravos, mas de servos
que executassem o santo ofício de representar Deus e Seu Santo caráter entre as outras
nações da terra.
No exercício do ofício sacerdotal, a nação de Israel tinha como uma das suas
atribuições a de reconciliar as nações com o Senhor – O propósito supremo da promessa
feita a Abraão.
A condição exigida por Deus a Israel como nação mediadora entre o Senhor e os
povos da terra era a santidade. Essa deveria ser a principal característica que distinguiria
a nação de Israel dos demais povos.
No entanto, essa tarefa de comunicar o caráter do Deus Santo pressupõe
relacionar-se com esse Deus. E é aqui que nasce um importante ponto de tensão nesse
relacionamento. Como uma nação composta de pessoas pecadoras pode se relacionar
com um Deus totalmente e perfeitamente Santo?
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Lasor (1999, p. 101) comenta essa questão da seguinte forma:

Dado que os seres humanos pecam continuamente, a comunhão com o Deus


santo, o próprio propósito da aliança, exigia um meio de acesso a Deus. Tal
meio era a expiação pela apresentação de sacrifícios. O pecado produz
consequências profundas: responsabilidade pelos danos tangíveis causados
pelo pecado; alienação do pecador da pessoa contra quem pecou, alienação
do pecador de Deus, alienação dentro do próprio pecador, e geração de uma
corrupção que contamina o altar e o tabernáculo.

É a partir desse ponto de tensão que a prática do sacrifício assume um papel


importante no relacionamento entre Deus e seu povo Israel. Tão importante que o
Senhor inspira o seu servo Moisés a escrever um livro inteiro a respeito do serviço
sacerdotal, do qual, uma parte considerável é dedicada à prática dos sacrifícios.
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1. A ORIGEM DOS SACRIFÍCIOS

Por inferência, podemos dizer que o primeiro registro bíblico de um sacrifício se


encontra em Gênesis 3.21, no episódio pós Queda onde Deus cobre a nudez e a
vergonha de Adão e Eva com pele animal, inaugurando assim a noção de expiação do
pecado do homem, feita a partir do sangue de animais derramado em um ato de
sacrifício.
A segunda ocorrência bíblica da prática explícita de sacrifício encontra-se na
narrativa da vida dos irmãos Caim e Abel em Gênesis 4. O texto sagrado diz que Caim
apresentou-se ao Senhor com uma oferta do “fruto da terra”, essa oferta também poderia
ser entendia como uma homenagem ou tributo, ou seja, daquilo que havia produzido,
expressando sua satisfação e orgulho pelo seu próprio trabalho.
Entretanto, seu irmão Abel “trouxe da gordura das primeiras das crias de suas
ovelhas” como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a
necessidade da expiação de seus pecados. Certamente que essa atitude de Abel, na
qualidade de ofertante foi exatamente o que o diferenciou de seu irmão Caim ao
apresentarem suas ofertas ao Senhor.
O que devemos concluir do episódio de Caim e Abel é que a mensagem mais
importante desse texto está no fato da necessidade de coerência entre oferta e ofertante,
além de apontar para o desenvolvimento embrionário de um sistema de adoração
segundo a vontade de Deus. Esse sistema parece ter tomado mais forma a partir das
práticas de adoração por meio de sacrifícios oferecidos por outros homens de Deus ao
longo da narrativa encontrada no livro de Gênesis.
Logo depois do evento do Dilúvio temos o registro de que Noé realizou um
sacrifício de holocausto ao Senhor com os animais que haviam sido preservados com
vida pela salvação através da Arca: “edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo
animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar” (Gn 8.20).
É extremamente significativo o fato de que a primeira atitude que Noé tomou, ao
sair da Arca, foi oferecer um sacrifício de holocausto ao Senhor. Esse evento também
traz consigo o surgimento da palavra “altar”, o que nos transmite a ideia de que o
sistema de adoração parece dar um passo importante em direção a uma organização em
relação aos registros anteriores.
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A prática de oferecer ofertas e sacrifícios como uma forma de manter


relacionamento com Deus foi seguida pelos patriarcas Abraão (Gn 12.8; 13.18; 15.9-17;
22.2ss.); Isaque (Gn 26.25); e Jacó (Gn 33.20; 35.3). Estes realizaram seus rituais
religiosos isoladamente, isto é, sem a expressa necessidade de um intermediário, isto é,
um sacerdote.
Muito tempo depois, sob a liderança de Moisés, é registrado que aos pés do
Monte Sinai, um grande avanço na organização e na diferenciação dos sacrifícios
ocorreu com a entrega da Lei; não apenas a lei moral (os Dez Mandamentos) como
também a lei cerimonial (basicamente o livro de Levítico) que trazia detalhadamente
cada elemento do culto prescrito por Deus ao seu povo Israel. Inclusive um rico
detalhamento sobre a prática do rito dos sacrifícios.
Antes ainda da entrega da Lei do Senhor por intermédio de Moisés, Deus
instituiu a Páscoa, uma festa que envolvia a prática de sacrifício animal – um cordeiro
deveria ser morto e seu sangue aspergido nos umbrais das portas de cada casa do povo
hebreu na noite que antecipou a saída do povo de Deus da terra do Egito. Essa
cerimônia deveria ser observada como um mandamento perpétuo para o povo de Israel.
No Novo Testamento Jesus substituiu a Páscoa pela Santa Ceia ordenando a sua prática
à Sua igreja até o dia de Seu retorno. A Santa Ceia tem como um de seus objetivos
manter viva a memória do sacrifício de Jesus na mente de todo cristão que aguarda Sua
volta.
Considerado um elemento essencial e central na relação de Deus com o seu
povo, fazia-se necessário que a prática do sacrifício obedecesse às diretrizes Daquele
que o exigia. Nenhum detalhe deveria ser omitido ou distorcido de todas as orientações
fornecidas por Deus.
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2. O LUGAR CERTO PARA O SACRIFÍCIO

No mundo antigo, todo abatimento de animais tinha um peso religioso, pois


pouca ou nenhuma diferenciação havia entre o sagrado e o secular. Mesmo que fosse
destinado ao consumo humano, qualquer animal morto intencionalmente pelo homem
era visto e entendido como um sacrifício, ou seja, uma atividade de cunho religioso. Por
essa razão, enquanto peregrinava pelo deserto do Sinai, o povo de Israel foi proibido
sacrificar animais longe do Tabernáculo ainda que fosse para o mantimento cotidiano.
Essa proibição guardava o povo de oferecer sacrifício secretamente a outros
deuses, evitava a banalização da vida dos animais, dignificava e santificava as refeições
que incluísse carne, além disso, essa recomendação encorajava o povo à generosidade,
pois o sangue e a gordura do animal abatido eram oferecidos a Deus sobre o altar e parte
da carne e o couro era oferecido ao sacerdote.
Durante os quarenta anos da travessia do deserto, ninguém do povo de Israel
morava longe do Tabernáculo, pelo menos não o suficiente para se negar a apresentar
seu animal a ser abatido diante do altar do Senhor. No entanto, ao conquistarem a terra
de Cannã, morar longe do Templo do Senhor (o local prescrito para o sacrifício) seria
uma realidade inevitável. Por isso, no nascimento da nação de Israel, ainda no deserto
do Sinai, Deus orienta seu povo sobre o devido local para a prática de sacrifícios de
animais Lv 17.
Uma vez que Israel já estivesse estabelecido na terra prometida por Deus, o povo
ficaria desbrigado de apresentar ao Senhor diante do templo, seus animais abatidos para
alimentação, porém, todo animal abatido para fins de expiação de pecados e oferecido
ao Senhor, deveria ser apresentado diante e sobre o altar do Senhor no templo por meio
do ofício dos sacerdotes, porém, proibicição de ingestão de sangue continuava em vigor
(Dt 12.15-16).
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3. A PESSOA CERTA PARA A REALIZAÇÃO DO SACRIFÍCIO

A Bíblia nos relata que muitas pessoas ofereceram sacrifícios ao Senhor de


forma isolada e Deus os aceitou. Abel, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e Jó são exemplo de
possoas que se apresentarm a Deus para realizarem o rito do sacrifício. No entanto,
apartir do nascimento da nação de Israel, após sair da terra do Egito, Deus designou a
tribo Levi para que dela fossem designados os responsáveis pela ministração dos
serviços religiosos no Tabernáculo e posteriormente no Templo erguido na terra
prometida. Todo sacerdote deveria ser levita, mas nem todo levita era sacerdote.
Uma vez que eram representantes de Deus para o povo e representante do povo
para Deus, os sacerdotes eram os responsáveis centrais e exclusivos pela execução das
atividades religiosas tanto no Tabernaculo durante a peregrinação no deserto, como no
Templo depois de Israel se estabelecer na terra de Canaã.
Dentre as muitas atividades que os descedentes de Levi haviam recebido de
Deus para executarem, encontrava-se a prática do ritual do sacrifício de animais. A
realização do tipo certo de sacrifício para cada ocasião e a maneira adequada de fazê-lo
dependiam da técnica e do conhecimento sacerdotal, por isso Levítico 1-7 é chamado de
o manual do sacerdote.
Somente os sacerdotes podiam manipular os elementos envolvidos nos ritos, tais
como o sangue, a carne e a gordura do sacrifício no altar (Lv 1.5-9); até mesmo as
cinzas, resultantes do sacrifícios realizados, estavam sob responsabilidade dos
sacerdotes do Tabernáculo, em quanto peregrinavam pelo deserto, e posteriormente do
Templo em Jerusalém. (Lv 6.11). Além disso, os sacerdotes também desempenhavam
um papel importantíssimo ao tratar das imundícias mais importantes por meio do
sacrifício (Lv 12.6), por meio dos rituais especiais de sangue (Lv 14.4) ou por meio do
fornecimento de água para limpar a impureza do cadáver (Nm 19.1-7).
Os sacerdotes usavam roupas especiais para ministrarem diante do altar e não
poderiam possuir nenhum tipo de defeito físico; suas vidas eram regidas por leis
específicas, que não se aplicavam às demais pessoas do povo em geral. Todos estes
aspectos apontavam para o fato que os sacerdotes eram uma classe de homens separada
por e para Deus, por isso, uma classe que deveria ser santa, exclusiva para o serviço ao
Senhor.
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Veremos a seguir alguns dos termos mais utilizados para a construção da ideia
de sacrifício do Antigo Testamento.
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4. TERMOS USADOS NO ANTIGO TESTAMENTO

4.1 Sacrifício (Zebah)


Sendo um termo mais genérico e empregado 162 vezes nos escritos do Antigo
Testamento em todos os períodos da narrativa de Gênesis a Malaquias, zebah tem como
significado básico “sacrifício”.
De forma geral podemos apontar alguns propósitos aos quais os sacrifícios
serviam para aqueles os que ofereciam na história do Antigo Testamento. Consagração,
mordomia ou administração, comunhão com Deus e adoração certamente faziam parte
das intenções da maioria dos ofertantes ao aderir à prática dos sacrifícios.
No entanto, a função mais importante era a da expiação, pelo fato de ter sido
declarado expressamente por Deus em Levítico 17.11 “Porque a vida da carne está no
sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma,
porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida”. Sacrificar um animal
implicava tirar a vida do mesmo ao derramar o seu sangue, o que em suma constituía-se
um ato expiatório e vicário. Wiersbe (2006. v.1, p. 365) nos fornece uma valiosa
contribuição a esse respeito quando comenta sobre a santidade do sangue ao afirmar:
Muito antes de a ciência médica entender a circulação do sangue no corpo e
sua importância para a vida, as Escrituras já nos diziam que o sangue era a
vida. Quando um sacrifício era oferecido e seu sangue era derramado,
significava uma vida sendo entregue no lugar de outra. A vítima inocente
morria no lugar do pecador culpado. Ao longo das Escrituras, é o sangue que
faz a expiação. Qualquer teologia que ignore ou que subestime o sangue não
é fundamentada na Palavra de Deus.

O que precisamos lembrar aqui é que o termo zebah é de certa maneira uma
palavra genérica para expressar uma prática quase que universal de oferta de sacrifício.
A seguir veremos alguns termos hebraicos básicos que compõem o sistema sacrifical de
Israel tanto para o Tabernáculo, período de peregrinação no deserto, como para o
Templo em Jerusalém.
4.2 O holocausto (Olah)
Este sacrifício tinha como principal característica o fato de ser integralmente
apresentado a Deus como oferta e completamente consumido pelo fogo sobre o altar.
Já houve quem sugerisse que o termo original para holocausto era kalil, que quer
dizer “interio, completo, perfeito ou integral” e que poderia ser traduzido mais
naturalmente como “toda a oferta”.
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Derivado do verbo 'eileih, "subir" o termo olah pode ter sido adotado da
prescrição levítica, quando a prática do holocausto passou a excluir a pele das ofertas (e
no caso de aves, as penas e o papo). Dessa forma o termo olah passaou a ser o termo
mais aceito e por refere-se à “subida da oferta” ao Senhor na fumaça, pela incineração
total dela sobre o altar.
O melhor entendimento que se pode ter dessa questão é que os dois termos se
complementam, construindo a ideia de uma oferta totalmente dedicada e consumida
pelo fogo, e que sobe em direção a Deus em forma de fumaça, a representação física de
que sua oferta chega à presença de Deus.
As expressões “perante o Senhor” e “ao Senhor”, que ocorrem sete vezes no
primeiro capítulo do livro de Levítico (vv. 2, 3, 5, 9, 13, 14,17), certamente apontam
para o significado do holocausto. Essas expressões tinham como objetivo cientificar o
ofertante que a oferta de seu sacrifício sobre o altar, ainda que intermediada por um
sacerdote oficiante, dizia respeito única e exclusivamente à relação entre o ofertante e
Deus, a quem se destinava a oferta.
A motivação do adorador em oferecer um holocausto ao Senhor poderia ser a
expiação pelo pecado, alegria, ação de graças dentre outras. No entanto, o significado
maior era a total dedicação ou consagração do ofertante ao Senhor.
O holocausto também transmitia a ideia de uma completa dedicação,
dependência e consagração do ofertante ao Senhor, reconhecendo tanto a absoluta
soberania de Deus sobre toda a ordem criada quanto a Sua exigência de obediência em
toda a vida do adorador.
Quando oferecido em total obediência às suas exigências e com a atitude correta
do coração do ofertante, tal sacrifício era recebido por Deus como um “aroma
agradável”, simbolizando que o ofertante e sua oferta haviam sido aceitos por Deus.
4.3 O sacrifício de comunhão ou oferta pacífica (shélem)
O aspecto característico do sacrifício pacífico era o fato de que os ofertantes e os
sacerdotes costumavam comer quase toda a carne como parte de uma refeição comunal
diante do Senhor, certas porções da came eram entregues aos sacerdotes como sua
prebenda.
Diferentemente do holocausto, somente a gordura do sacrifício, que representava
a excelência da terra, era depositada sobre o altar para ser consumida pelo fogo
juntamente com os rins, e o sangue que representava a vida do animal sacrificado era
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aspergido sobre o altar. Essa eram as unicas partes dedicadas diretamente ao Senhor (Lv
7.22-27).
Beckwith argumenta que o fato de a palavra hebraica rêkêl significar tanto
templo como palácio, ao passo que o altar dos sacrifícios era a nessa do rei (Ml 1.7,12) e
os sacrifcícios apresentados sobre o altar serem descritos com pão e alimento de Deus
(Lv 3.11; 21.6,8,17,21; 22.25; N m 28.2; Ez 44.7), o sacrifício de comunhão significava
uma generosa oportunidade onde Deus estendia a todos os seus súditos, o privilégio de
participassem de uma refeição em comunhão com o Rei1.
O termo shelem tem como seu radical na língua hebraica a tão conhecida palavra
shalom, que significa paz. Daí se pode concluir que o significado máximo desse
sacrifício era a realidade de estar em paz com Deus. Muito mais que desfrutar uma
refeição de boa qualidade compartilhada com parentes e amigos, o sacrifício pacífico
expressava a alegria e a agratidão do adorar por estar em paz com o Deus adorado.
A sacrifício pacífico tinha como seu principal foco o fato de que todas as
pessoas que compunham a nação de Israel tinham a oportunidade de estar em comunhão
íntima com o Senhor. Significava ainda que o relacionamento entre o Senhor e seu povo
desfrutava de perfeita paz e por isso sempre era o ultimo sacrifício oferecido nas
celebrações nas quais era incluso.
4.4 O sacrifício pelo pecado ou de expiação (Hattat)
O termo hebraico hattat traz em si o significado tanto de "pecado" como "oferta
pelo pecado", tendo como sua principal caracteríscita a aplicação do sangue como um
elemento fundamental para a expiação dos pecados do ofertante. Além disso,
diferentemente do holocausto e do sacrifício pacícifo, – apesar de a gordura do
sacrifício ser queimada no altar–, o que restava do animal do sacrifício deveria ser
queimado num lugar puro fora do acampamento
Essa orientação tinha como propósito estabelelcer tistinção entre o sacrifício
pelos pecados e o holocausto, além do mais, isso era didático aos adoradores que
assistiam a execução dos sacrifícios. No entatanto, o motivo mais importante era
lembrar o povo de que os pecados do sumo sacerdote e de toda a congregação poluíam
todo o acampamento, e o sacrifício pelos pecados era sagrado demais para permanecer
dentro de um acampamento impuro.

1
Alexander, T. D. e Rosner, Brian S., Novo Dicionário de Teologia Bíblica. São Paulo: Ed. Vida, 2009,
p.1146.
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Nesse ritual o animal sacrificado variava de acordo com o pecador ofertante. A


relevância do pecado estava ligada à posição social de quem pecava. O pecado do
sacerdote era mais sério que o do príncipe ou de uma pessoa comum. Quanto maior
oprivilégio, maior a responsabilidade e maiores as conseqüências.
No caso de um sumo sacerdote pecar, devia sacrificar um novilho (Lv 4.1-12);
se toda a congregação pecasse, um novilho também deveria ser o sacrifício (vv. 13-22);
quando o pecador era um príncipe, este deveria levar um bode (vv. 22-26); enquanto
uma "pessoa do povo da terra" levava uma cabra (vv. 27-35). Uma pessoa pobre podia
se valer de uma rola ou um pombinho e, se fosse uma pessoa muito pobre, podia levar
um sacrifício sem sangue, constituído de flor de farinha (Lv 5.11).
Dentro de todo o sistema de ofertas do santuário, o sacrifício pelo pecado era a
principal oferta de expiação que envolvia sangue. Esse sacrifício tinha como objetivo
promover expiação pelo pecado cometido involuntariamente ou inadivertidamente. Por
meio do sacrifício pelo pecado os adoradores podiam receber perdão pelos pecados
cometidos por ignorância.
A ingnorância aqui não era o desconhecimento da lei, mas a ingnorância quanto
à trasngressão da lei. Outra verdade implícita aqui é que não existia sacrifício prescrito
pela lei cerimonal para pecados cometidos intencional e deliberadamente Nm 15.30.
O sacrifício pelo pecado era um ritual exigido por Deus em várias ocasiões
bastante particulares tais como: a consagração dos sacerdotes (Êx 29.14, 36; Lv 8.2,14),
a inauguração da adoração no altar (Lv 9.2-7, 8-11, 15- 17), a dedicação do altar tribo
por tribo (Nm 7.16), e a consagração dos levitas (8.8, 12)
O sacrifício pelo pecado também era exigido em ocasiões regulares (Nm 28.15)
e nos festivais anuais como Pentencostes, ofertas contínuas e em ofertas por ocasião de
festas solenes (Lv 23.19; Nm 28.22; 29.5, 16-38). E de forma especial, o sacrifício pelo
pecado tinha sua aplicação mais notória no Dia de Expiação anual, no qual era realizada
a expiação pelos pecados de toda a nação de Israel, inclusive os sacerdotes. (Êx 30.10;
Lv 16; Nm 29.11).
4.5 Sacrifício pela culpa (Ashãm).
O termo hebraico que define este sacrifício é ashãm, que objetivamente quer
dizer “culpa” e traz consigo a ideia de dano, prejuízo ou estrago. Além disso, ashãm
também é o termo que tecnicamente define o sacrifício que tal culpa requer para a
devida reparação do dano causado.
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Embora muito parecido com o sacrifício pelo pecado, ashãm “sacrifício pela
culpa” era exigido em de pecados que podemos classificar em duas categorias. A
primeira delas dizia respeito aos direitos de Deus; eram considerados pecados contras as
coisas sagradas pecados como: A não entrega do dízimo, ofertas, primícias e coisas
semelhantes. A segunda categoria de pecados estava relacionada com pecados
cometidos contra o próximo e suas propriedades, tais como: furto, extorsão, falso
juramento (em geral que envolvia vantagem monetária indevida) além de apropriação
indevida de algum bem do próximo.
Na realização do sacrifício cabia ao ofensor ofertante: a confissão do pecado, a
restituição do bem em questão acrescido de uma multa de vinte por cento do valor do
bem violado, podendo toda a restituição e a multa ser convertida e paga em dinheiro.
Além, é claro, de oferecer um cordeiro para o sacrifício.
A restituição, a multa bem como o cordeiro para o sacrifício eram submetidos a
uma espécie de auditoria realizada pelo sacerdote, que mediava a restituição do dano e
oficiava o sacrifício.
Este sacrifício servia para imprimir na consciência do ofertante o fato de os
nossos pecados ofenderem o nosso próximo, e em ultima análise ofende principalmente
a Deus. Além disso servia ainda para ilustrar o alto preço que se faz necessário para a
purificação do povo e o elevado custo que o pecado tem para Deus, e a partir disso
conscientizar o povo da responsabilidade de uma conduta honesta diante dos homens e
uma vida santa diante de Deus.
Pro fim, um fator fundamental no sacrifício pela culpa era o verdadeiro
arrependimento a partir do qual brotava o desejo de reconciliação e perdão, para tal, se
fazia necessário a morte de um substituto inocente.
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5. OS SACRIFÍCIOS E O NOVO TESTAMENTO

Deus chamou a nação de Israel para ser seu santo sacerdócio e comunicar Sua
santidade, poder e glória entre todos os povos da Terra. O sistema sacrificial do livro de
Levítico foi dado por Deus instruir Israel a viver em santidade e comunhão com Ele. A
santidade da nação deveria perpassar todas as áreas da vida do povo, fosse no âmbito
individual como coletivo.
As cerimônias, e especialmente os sacrifícios, foram dados por Deus para
promover a restauração da comunhão do homem com Deus e investi-los de um espírito
de serviço santo e exclusivo a Deus.
Todos os elementos dos sacrifícios prescritos no Antigo Testamento, bem como
os sacerdotes que os oficiavam tanto no Tabernáculo como no Templo em Jerusalém,
representavam Deus se relacionando com a humanidade e promovendo a ela o perdão e
a remoção de seus pecados.
No entanto, todas as leis levíticas – mesmo sendo prescritas pelo próprio Deus –,
segundo o autor da carta aos Hebreus, constituíam-se apenas uma sombra das bênçãos
espirituais reveladas na plenitude dos tempos com a vida e a obra de Jesus Cristo (Hb
10.1; 1 Co 2.9).
A esse respeito Gunthrie (2011, p. 439) aponta o que ele chama de “fraquezas”
que o sistema sacrificial levítico continha do ponto de vista do autor aos Hebreus:
(i) O fato de que os sacrifícios podiam ser um mero ritual sem qualquer
compromisso moral correspondente por parte do adorador...
(ii) Os sacrifícios eram eficazes apenas por pecados cometidos de maneira
inadvertida, e não por pecados deliberados ... ...aqueles que possuem um
espírito rebelde se colocam fora dos meios de graça. A limitação estava,
nesse caso, na mente do suposto adorador.
(iii) As vítimas dos sacrifícios eram passivas e não participantes ativas do
ritual. O elemento moral estava ausente.
(iv) A inadequação do sistema também é vista no fato dos sacrifícios terem
de ser repetidos constantemente. Eles podiam, de fato, ser eficazes somente
sobre pecados já cometidos.

Mesmo tendo completa e perfeita consciência dessa verdade, ao assumir seu


ministério terreno Jesus não aboliu o sistema sacrificial do Templo, antes o respeitou e
orientou pessoas a se submeterem a ele, pois sabia que ainda não era chegada a Sua hora
(Jo 2.4; Mc 13.41; Jo 13.1).
5.1 Jesus o sacerdote perfeito
No Antigo Testamento Deus estipulou e exigiu do Seu povo os sacrifícios com
lugar e forma certa para serem realizados, no entanto, também se fazia necessário a
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pessoa certa para a realização dos mesmos, mediando assim a relação do Deus Santo
com o Seu povo. Para isso Deus instituiu os sacerdotes, os responsáveis por executar o
serviço sagrado no Tabernáculo e mais tarde no Templo.
O sacerdote era o oficiante legal segundo a Lei levítica para representar Deus
diante do povo, representar o povo na presença de Deus. Não obstante, os sacerdotes
eram homens falhos e mortais, tão vulneráveis ao pecado quanto o povo a quem
representavam. Sendo assim, eles apenas pré figuravam o Sacerdócio de Cristo que é o
Sacerdote para sempre, e por tanto é detentor de uma natureza adequada ao sacerdócio
eterno e que jamais será substituído.
5.2 Jesus o santuário perfeito
O local onde Deus se manifestava ao seu povo era o Tabernáculo – enquanto
peregrinavam pelo deserto e no Templo depois de Israel ter-se estabelecido na terra
prometida. A Arca da aliança que repousava no Santo dos Santos e representava a
presença de Deus para toda a nação de Israel. Era a partir do lugar de sua presença que o
Senhor revela sua vontade e dispensava sua bênção sobre seu povo.
No Novo Testamento também temos a apresentação de Jesus como sendo o
“local” de manifestação da presença, vontade e bênção de Deus.
Porém, tanto o Tabernáculo como o Templo em Jerusalém apresentaram suas
limitações e fraquezas. Eles eram terrenos, inacessíveis ao povo, transitórios e não
tratava o cerne do problema do pecado: o coração corrompido na Queda do Éden,
sendo, por tanto, mais uma vez, apena uma sobra daquilo que se revelou em Cristo, o
Santuário perfeito e eficaz.
Em João 1.14 temos uma das mais profundas declarações da manifestação de
Deus aos homens: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de
verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.
O verbo grego skênoô traz o perfeito significado que o Verbo levantou o seu
tabernáculo ou a sua tenda e passou a residir no meio de nós.
Jesus disse aos seus discípulos: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9) e
Paulo nos diz em Colossenses 1.15; 2.9: “Este é a imagem do Deus invisível, o
primogênito de toda a criação”, “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a
plenitude da Divindade”.
Concluímos então que em Jesus temos a perfeita expressão da presença, vontade
e benção de Deus habitando em nosso meio. Jesus é o próprio Deus vivendo em meio ao
Seu povo.
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5.3 Jesus o sacrifício perfeito


O sistema sacrificial descrito no livro de Levítico teve um papel importante na
vida da nação de Israel como um reino sacerdotal e uma nação santa. No entanto,
devemos lembra que do ponto de vista da totalidade da revelação do propósito redentor
de Deus para a humanidade, ele apenas apontava e simbolizava para um sacrifício
perfeito que seria realizado no futuro.
Em Hebreus capítulo 10 faz-se uma referência direta aos sacrifícios que eram
realizados no Antigo Testamento dizendo que eles apresentavam sérias limitações
quanto à função de expiar e remover a culpa e o pecado do homem.
O autor vai direto ao centro da questão quando declara no verso 4: “pois é
impossível que o sangue de touros e bodes apague pecados”.
Se os sacrifícios do Antigo Testamento eram apenas uma sombra, Jesus foi e é o
sacrifício substancial para o qual as leis cerimoniais apontavam (Hb 10.1). O
Evangelista João faz questão de apresenta-lo aos seus leitores como o Cordeiro de Deus
que tira o pecado do mundo por meio de seu sangue derramado na cruz do calvário (Jo
1.29).
O sacrifício de Jesus Cristo é Superior, perfeito e eficaz na obra de purificação e
santificação do seu novo povo. “Jesus Cristo fez a vontade de Deus quando nos
purificou do pecado por meio da oferta que ele fez de si próprio, uma vez por todas”
(10.10); “Foi por isso que Jesus também morreu fora dos muros da cidade, com o fim de
purificar o povo por meio do seu próprio sangue” (13.12).
Para Ledd (2003, p.772), o sacrifício de Jesus é tão perfeito e excelente que
extrapola o tempo e o espaço, tendo valor e eficácia inclusive para os adoradores do
passado ao afirmar:
A morte de Cristo é eficiente não apenas para aqueles que vêm a crer nele,
mas também é eficiente para os santos do Antigo Testamento. Por ser
também um evento no mundo espiritual, Ele se tornou o “Mediador de um
novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das
transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados
recebam a promessa da herança eterna” (Hb 9:15).

O sacrifício de Jesus não é apresentado como um caminho viável para Deus,


mas, segundo as palavras do próprio Jesus Ele é o único Caminho a Deus (Jo 14.6) e
para o autor aos Hebreus o sacrifício de Cristo abriu um novo e vivo acesso a Deus (Hb
10.20) Por meio do seu sangue vertido no madeiro Jesus abriu de forma eficaz e
definitiva o caminho da salvação que o ser humano necessitava tão urgentemente.
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Seu sacrifício na cruz do calvário e sua ressurreição supriu de uma vez por todas
a necessidade de expiação, santificação e comunhão entre Deus e Sua criação.

5.4 O sacrifício e o cristão


Para todo efeito de Expiação, santificação e comunhão, o sacrifício de Cristo na
Cruz já supriu todas as nossas necessidades. Exatamente por essa razão o derramamento
de sangue de animais sobre altares já foi cessado. No entanto, aqueles que pertencem a
Deus tanto pelo direito de criação como pelo ato de redenção.
Na carta de Paulo aos Romanos, no capítulo doze e versos um e dois, o apóstolo
exorta a igreja a apresentar a Deus a totalidade de seu ser a Deus como expressão
máxima do culto que podemos prestar a Ele.
Para Calvino (2001, p. 433), esse é um assunto levanta duas questões as quais
carecem de santa atenção. A primeira é o fato de sermos, assim como a nação de Israel,
propriedade exclusiva de Deus. A segunda questão, que emerge da anterior, é que
devemos santidade a Deus e negar-lhe esse direito seria uma afronta à Santíssima
natureza do Senhor. O reformador segue defendendo que “apresentar vossos corpos por
sacrifício” seria o mesmo que permear todas as áreas e extensão da nossa vida com a
santidade que vem do nosso Salvador.
Outro fato que deriva da verdade de pertencermos a Deus, é que agora, nós os
cristãos, somos morada e templo de Deus. Por meio da morte e ressurreição de Cristo,
nos tornamos um tabernáculo a serviço do Deus Santo na terra. Essa graciosa e suprema
verdade deve encorajar e conduzir todo cristão à uma entrega completa e sem reservas à
boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Com uma ideia de apresentar e ofertar a Deus a totalidade d o que temos e o que
somos, Henry (2008, p. 390) argumenta da seguinte forma:
O sacrifício é considerado aqui qualquer coisa que é por ordem do próprio
Deus dedicada a si mesmo (ver 1 Pe 2.5). Nós somos templo, sacerdócio e
sacrifício, como Cristo foi em seu sacrifício singular. Apresentar os corpos a
Deus não significa apenas evitar os pecados que são cometidos através de e
contra o corpo, mas usar o corpo como um servo da alma no serviço de Deus.

Podemos concluir dizendo que a vida do cristão precisa ser um contínuo


holocausto, completamente entregue no altar de Deus e que sobe à Sua presença como
um aroma agradável ao Senhor.
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CONCLUSÃO

Ao longo de toda narrativa bíblica podemos perceber o grande interesse de Deus


em estabelecer comunhão com o homem, trazendo sobre sua vida a expiação de sua
culpa e o perdão pelo seu pecado.
Desde Adão e Eva no jardim do Éden, passando por Abel, Noé, Abraão Isaque e
Jacó vemos evidências claras e objetivas de que Deus se utilizaria da prática do
sacrifício para realizar e manter a reconciliação do homem com Ele mesmo.
Em Moisés o Senhor estabelece regras e ritos que normalizam e sistematizam a
prática do sacrifício como um meio de graça não como uma fonte real de expiação e
perdão, mas como uma sobra que aponta para real substância da graça salvadora
realizada na Pessoa e Obra de Jesus Cristo.
Naquele que é o verdadeiro Tabernáculo, o verdadeiro Sumo Sacerdote e o
verdadeiro Sacrifício, temos a mais plena e eterna expiação, perdão, alegria e liberdade
que nenhum outro sangue poderá nos proporcionar.
Que essa indizível bênção motive cada coração a uma entrega sem reservas
Àqueles que nos fez propriedade Sua eternamente para o ofício do serviço santo em
meio à um mundo que tão urgentemente carece de Reconciliação.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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2009.

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Edição Completa. Rio de Janeiro: Ed. CPAD, 2010.

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