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Química

Resumo

MATÉRIA E SUBSTÂNCIA 2) Como regra, os sistemas formados por n sóli-


dos são polifásicos e contém n fases.
CONCEITOS ⎧Quartzo (sólido)

1. Fenômenos Físicos ⇒ não alteram a estrutura Exemplo: Granito ⎨Feldspato (sólido)
interna da matéria. ⎪Mica (sólido)

Exemplo: O choque entre duas bolas.
3) No caso de sistemas formados por n líquidos
2. Fenômenos Químicos ⇒ alteram a estrutura não há generalização.
interna da matéria.
Exemplos: água + álcool ⇒ 1 fase
Exemplo: A queima de uma vela.
água + gasolina ⇒ 2 fases
Matéria é todo sistema que possui massa e
ocupa lugar no espaço. SUBSTÂNCIAS E MISTURAS
1. Tipos de substâncias
Exemplos: Vidro, madeira, borracha, ar etc.
a) Quanto ao número de elementos químicos:
3. Sistema
• Substâncias Simples ⇒ Formada por um úni-
Sistema é uma parte do Universo considerada co elemento químico.
como um todo para efeito de estudo.
Exemplos: O2, O3, H2, He, Cgrafite,, Cdiamante, etc.

a) Sistema Homogêneo ⇒ é todo sistema que: • Substância composta ou Composto Químico


⇒ Formada por mais de um elemento químico.
a) apresenta as mesmas propriedades em
qualquer parte de sua extensão em que seja exa- Exemplos: H2O, C6H12O6, NaCl, AlCl3 etc.
minado;
b) apresenta um aspecto uniforme em toda b) Quanto ao Grau de Pureza:
sua extensão, mesmo quando examinado com
aparelhos ópticos. • Substância Pura ⇒ Só possui um tipo de a-
glomerado de átomos (molécula), ou seja, não
Exemplos: água e álcool; água e sal dissolvido. existe uma outra substância presente no reci-
piente que a contém.
b) Sistema Heterogêneo ⇒ é todo sistema que: Exemplo: Água tridestilada.
a) não apresenta as mesmas propriedades
• Mistura ⇒ Reunião de duas ou mais substân-
em qualquer parte de sua extensão em que seja
examinado; cias em um mesmo recipiente sem a alteração
das características individuais das mesmas,
b) não apresenta aspecto uniforme em toda pois se isso ocorrer teremos uma reação quí-
sua extensão quando examinado (com ou sem mica e não uma mistura.
aparelhos ópticos).
Exemplos: Ar água de chuva, água do mar, gasoli-
Exemplos: água e gelo; água e gasolina. na etc.

4. Fase ALOTROPIA
Fases são as diferentes partes homogêneas 1. Alotropia por atomicidade:
que constituem um sistema heterogêneo. Exemplo: oxigênio O2 (atomicidade 2) e ozônio O3
(atomicidade 3).
Observações:
2. Alotropia Geométrica:
1) Todo sistema formado por n gases é monofási-
Exemplos: carbono grafite e carbono diamante.
co (não há exceção).

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MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO

SUBSTÂNCIAS E MISTURAS
1. Misturas

a) Mistura Homogênea ⇒ possui uma única fase, um só aspecto.


Exemplos: água e álcool comum, água e sal.

b) Mistura Heterogênea ⇒ possui mais de uma fase, mais de um aspecto.


Exemplos: água, areia e óleo (trifásico).

Obs.:
1ª ) Um sistema com mais de três fases é denominado polifásico.
2ª ) Quando uma substância está mudando de estado físico, temos um sistema heterogêneo e não uma mistu-
ra heterogênea, pois nesse sistema existe apenas uma única substância pura.
3ª ) Água e óleo misturam-se? Sim. Formam uma mistura heterogênea, porém não se dissolvem. Não confun-
da dissolver com misturar.

2. Curvas de aquecimento
Curva de aquecimento de uma substância pura

s = fase sólida
l = fase líquida
v = fase vapor (gasosa)
No caso particular da água: P.F. = 0ºC e P.Eb. = 100ºC.

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Curva de aquecimento de uma mistura qualquer 4. Fusão fracionada ⇒ Separa ligas metálicas como
Ouro e Prata de uma aliança e quaisquer misturas
entre sólidos. Levando-a a alto aquecimento, a pra-
ta, que possui o menor ponto de fusão, derreterá
mais rapidamente.
Exemplo: Separação de areia + enxofre.
5. Cristalização fracionada ou evaporação ⇒ Méto-
do natural utilizado para a separação de uma
mistura homogênea ou heterogênea de um sóli-
do e um líquido ou entre dois sólidos, neste caso
com a adição de um solvente apropriado. Espon-
t1 = temperatura no início da fusão. taneamente, com o passar do tempo, o líquido
t2 = temperatura no final da fusão. (ou solvente) evapora restando o sólido. Na se-
t3 = temperatura no início da ebulição. paração de dois sólidos, os componentes crista-
lizam-se separadamente, à medida que vão
t4 = temperatura no final da ebulição.
sendo atingidos seus limites de solubilidade (co-
eficientes de solubilidade).

3. Mistura Azeotrópica ⇒ é uma mistura especial 6. Separação magnética ⇒ Ocorre quando um


que possui o P.Eb. constante, porém P.F. variável. dos componentes da mistura possui propriedade
magnética podendo ser atraído por um imã.
Exemplo: 96% álcool e 4% de água
Exemplo: Separação da mistura limalha de ferro
+ pó de enxofre.
4. Mistura eutética ⇒ é uma mistura especial que
possui o P.F. constante, porém P.Eb. variável. 7. Sublimação ⇒ Usado quando um dos sólidos
Exemplo: Liga metálica de Pb/Sb, 88% chumbo e sofre sublimação. Por aquecimento da mistura, o
12% Antimônio. componente que sublima separa-se no estado
Obs.: Uma mistura não poderá ser azeotrópica e de vapor e a seguir cristaliza-se.
eutética ao mesmo tempo. Exemplos: Purificação do iodo e da naftalina.

SEPARAÇÃO DAS MISTURAS HETEROGÊNEAS CUJAS


FASES SÃO TODAS SÓLIDAS SEPARAÇÃO DAS FASES DE OUTRAS MISTURAS
HETEROGÊNEAS
1. Levigação ⇒ A fase mais leve é separada por
uma corrente de água. 1. Filtração ⇒ Processo de separação de misturas
que ocorre entre um sólido e um líquido em que
Exemplo: Separação de areia do ouro, das o sólido ficará retido no papel de filtro.
areias auríferas; a areia é arrastada pela
corrente de água.
a) Filtração comum ou por gravidade
2. Flutuação ⇒ Utiliza um líquido, normalmente a É um processo mais lento e recomendado
água, como elemento de separação de dois sóli- quando o sólido possui grãos de tamanho médio e
dos em que um deles possui densidade menor a grande. É utilizada quando o que interessa é a
deste líquido. Isso faz com que o sólido menos parte sólida.
denso levite. Vale lembrar que esses sólidos não
podem ser solúveis nesse solvente.
Exemplo: Separação da serragem da areia e do
alpiste da areia, pela água.

3. Dissolução fracionada ⇒ Introduz-se a mistura


num líquido que dissolva somente um dos com-
ponentes: o componente insolúvel é separado da
solução obtida por filtração. Por evaporação ou
destilação da solução, separa-se o componente
dissolvido do respectivo líquido.
Exemplo: Separação de (sal + areia) pela água. Filtração comum com papel de filtro.

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b) Filtração à Vácuo 3. Centrifugação ⇒ A decantação vista anterior-


mente é um processo lento, pois depende da a-
Processo rápido realizado quando os grãos do
ção da gravidade sobre as partículas; porém, se
sólido são muito pequenos. É obtida por sucção.
imprimirmos às partículas dispersas uma acelera-
ção bem maior, a deposição do sólido será mais
rápida. Essa deposição mais rápida é conseguida
por meio de um centrifugador.
SEPARAÇÃO DOS COMPONENTES DAS MISTURAS
HOMOGÊNEAS
1. Gás + Gás ⇒ O processo mais utilizado para
realizar a separação dos componentes deste sis-
tema é a liquefação fracionada. Realizada a al-
tas pressões e lento resfriamento de uma mistu-
ra gasosa. O gás que possuir maior ponto de
ebulição será retirado em primeiro lugar.
É dessa forma que obtemos oxigênio e o nitro-
gênio encontrados no ar.

2. Sólido + líquido ⇒ O processo utilizado neste


caso é o da destilação que separa tanto misturas
homogêneas como heterogêneas a partir de um
aquecimento contínuo. A substância mais volátil
possui o menor ponto de ebulição e destila pri-
meiro. Após entrar em ebulição, a substância no
estado de vapor é resfriada no condensador
transformando-se novamente em líquido e reco-
Filtração à vácuo. lhida em um novo frasco. Enquanto existir uma
única gota dessa substância, a temperatura do
sistema permanece constante.
2. Decantação ⇒ Baseia-se no repouso de uma
mistura heterogênea, em que a substância me-
nos densa (“mais leve”) localiza-se sobre a subs-
tância mais densa.

Destilação simples em laboratório.

3. Líquido + líquido ⇒ O método usado é o da desti-


lação fracionada. Os líquidos destilam separada-
Decantação de uma mistura sólido + líquido. mente à medida que os seus pontos de ebulição
vão sendo atingidos.
Para efetuar a destilação fracionada, usa-se
uma coluna de fracionamento.
Um dos tipos de coluna de fracionamento consta
de um tubo de vidro relativamente longo, cheio de
bolinhas de vidro, em cuja superfície ocorre a con-
densação do vapor. O vapor, subindo pela coluna,
sofre sucessivas condensações seguidas de vapori-
zações, vai enriquecendo-se do componente mais
volátil e ao sair da coluna de fracionamento é consti-
tuído praticamente de 100% do componente mais
volátil. Na parte superior da coluna de fracionamen-
to, o vapor é mais rico em componente mais volátil,
Decantação com funil de bromo.
e na parte inferior da coluna de fracionamento o
vapor é mais rico no componente menos volátil.

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Química

4ª. Para anular a carga positiva do núcleo, existem


cargas negativas girando em órbitas circulares
e concêntricas ao redor do mesmo. A região
em que essas cargas ficam girando foi deno-
minada eletrosfera. A eletrosfera é cerca de
10.000 a 100.000 vezes maior que o núcleo do
átomo.
O modelo atômico “planetário”, em que o átomo
é comparado com o sistema solar.

Destilação fracionada em laboratório


Exemplos: Pinga, água do mar, petróleo (para
obtenção de gasolina e óleo diesel) etc.

Destilação fracionada do petróleo.


ESTRUTURA ATÔMICA
1. MODELO DE DALTON
Para Dalton, um átomo possui as seguintes 4. MODELO DE BÖHR
propriedades:
O Modelo de Böhr conferiu às órbitas dos elé-
1ª. É uma esfera indivisível, indestrutível e maciça trons o caráter de conservação de energia: ao girar
(não possui espaços vazios); ao redor do núcleo, o elétron não ganha nem perde
2ª. Átomos iguais possuem massas iguais; energia, pois essas órbitas são níveis estacionários
3ª. Átomos diferentes possuem massas diferentes; de energia.
4ª. As combinações dessas pequenas esferas Porém, quando um elétron ganha energia, o
formam os infinitos tipos de materiais da natu- mesmo é promovido a um nível mais energético
reza. (mais distante do núcleo) e logo em seguida retor-
2. MODELO DE THOMSOM na ao nível de origem liberando toda a energia
recebida sob a forma de luz: é o chamado salto de
Böhr.

Esse modelo foi chamado de modelo do “Pudim


de Ameixas ou Pudim de Passas”. Para Thomsom,
o átomo era uma esfera positiva, não maciça, divi-
sível e eletricamente neutra, devido às cargas ne-
gativas espalhadas por toda a sua extensão. Absorção de energia (Quantum)

3. MODELO DE RUTHERFORD
A partir da realização de uma experiência que
consistia no bombardeamento de uma radiação
emitida pelo Polônio (Po) sobre uma fina placa de
ouro (da espessura de uma folha de papel).
Conclusões de Rutherford
1ª. A maior parte do átomo é espaço vazio, pois a
maioria das partículas α atravessou a lâmina. Liberação de energia sob a forma de luz (Fóton)
2ª. O átomo possui uma região central denomina-
da núcleo, em que a maior parte de sua massa
5. MODELO ATUAL
encontra-se concentrada. O núcleo é positivo, No modelo atômico atualmente aceito as leis que
pois algumas partículas α (positivas) ricochete- regem o sistema atômico não são as leis da mecâ-
aram evidenciando a repulsão entre cargas de nica clássica, mas sim as da mecânica quântica em
mesmo sinal. que um elétron possui um comportamento DUAL,
3ª. No núcleo existem partículas neutras que iso- partícula-onda, e a energia não é convertida de
lam as partículas positivas evitando a repulsão forma contínua, mas de forma descontínua (paco-
entre as mesmas. tes de energia), quantum de energia.

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PARTÍCULAS SUBATÔMICAS

Massa Absoluta
Partículas Região (localização) Carga Elétrica Massa Relativa
(g)

prótons núcleo +1 ⇒ p+ 1,672 . 10−24 1


−24
nêutrons núcleo 0⇒n 0
1,675 . 10 1
elétrons eletrosfera −1 ⇒ e− 9,109 . 10−28 1
1836

1. Número Atômico (Z)


É o número de prótons do átomo.

⎧⎪ 17 p + ⎧17p
Exemplo: ⎨ cloro ⎨
⎪⎩Z = 17 ⎩Z = 17

Elemento químico é um conjunto de átomos de mesmo número atômico.

2. Número de Massa (A)

Número de massa (A) de um átomo é o seu número de prótons somado ao seu número de nêutrons.

ISÓTOPOS

Átomos com igual número atômico (igual Z) e diferentes números de massa (diferentes A) são isótopos de um
mesmo elemento químico.

ISÓBAROS
São átomos com diferentes números atômicos e iguais números de massa.
40 40 40
Exemplos: 18 Ar , 19 K e 20 Ca (A = 40)

ISÓTONOS
São átomos de elementos químicos diferentes (Z ≠) e mesmo número de nêutrons (N).
38 39 40
Exemplos: 18 Ar , 19 K e 20 Ca (20 nêutrons)

ÁTOMOS NEUTROS
Exemplos: O, N, S, F, N etc.

nº p+ = nº e−

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ÍONS
Quando um átomo neutro perde elétrons, ele se transforma em um cátion.
⎧20p+
2+ ⎪
Exemplo: 40
20 Ca ⎨20n
0

⎪18e-

Quando um átomo neutro ganha elétrons, ele se transforma em um ânion.
⎧ 8 p+
16 ⎪
3-
Exemplo: 8 O ⎨ 8 n0
⎪10 e-

Distribuição eletrônica dos elementos
Para distribuirmos os elétrons em suas respectivas camadas eletrônicas, devemos utilizar o diagrama
de Linus Pauling.

NÚMEROS QUÍMICOS
As letras s, p, d e f são subníveis, e os números 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7 são camadas eletrônicas.
Os subníveis de energia são formados a partir de orbitais.
Orbitais: são regiões ao redor do núcleo em que é máxima a chance de se encontrar um elétron.
Subnível Representação dos orbitais

Subnível N.º máximo de elé-


trons
s 2
p 6
d 10
f 14

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DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA DE ÍONS

Quando quisermos fazer a distribuição de cátions (perdem e−) e ânions (ganham e−), basta retirarmos ou
acrescentarmos elétrons no subnível de valência.
Exemplo 1:

Ca2+ (Z = 20) ⇒ perdeu 2 e−

átomo neutro ⇒ 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2

Devemos retirar 2 elétrons do subnível de valência 4s.


cátion ⇒ 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6

Exemplo 2:

Cl− (Z = 17) ⇒ ganhou 1 e−

átomo neutro ⇒ 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5


Devemos acrescentar 1 elétron ao subnível de valência 3p.
ânion ⇒ 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6

TABELA PERIÓDICA

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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA ATUAL

IA ou 1 Metais alcalinos - Li, Na, K, Rb, Cs, Fr

IIA ou 2 Metais alcalino-terrosos - Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra

IIIA ou 13 Família do boro - B, Al, Ga, In, Tl

IVA ou 14 Família do carbono - C, Si, Ge, Sn, Pb

VA ou 15 Família do nitrogênio - N, P, As, Sb, Bi

VIA ou 16 Calcogênios - O, S, Se, Te, Po

VIIA ou 17 Halogênios - F, Cl, Br, I, At

0, VIII ou 18 Gases nobres - He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn

GRUPO CAMADA DE VALÊNCIA

Grupos IA(1) e IB(11) ⇒ 1 elétron (ns1)

Grupos IIA(2) e IIB(12) ⇒ 2 elétrons (ns2)

Grupo IIIA(13) ⇒ 3 elétrons (ns2 - np1)

Grupo IVA(14) ⇒ 4 elétrons (ns2 - np2)

Grupo VA(15) ⇒ 5 elétrons (ns2 - np3)

Grupo VIA(16) ⇒ 6 elétrons (ns2 - np4)

Grupo VIIA(17) ⇒ 7 elétrons (ns2 - np5)

Grupo 0 ou VIIIA(18) ⇒ 8 elétrons (ns2 - np6)

ELEMENTOS REPRESENTATIVOS E ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO

Os elementos representativos são aqueles cujos subníveis de energia dos seus átomos são s ou p. Os e-
lementos representativos estão reunidos nos grupos A (IA, IIA, ...) e no grupo 0.
Os elementos de transição são aqueles cujos subníveis de maior energia de seus átomos são d ou f. To-
dos pertencem ao grupo B (IB, IIB, ..., VIIIB). Quando o subnível de maior energia for o d, o elemento é cha-
mado de transição externa ou simplesmente de transição; quando for o f, o elemento é chamado de transição
interna. Os elementos de transição externa constituem o bloco d e os de transição interna constituem o bloco f.

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CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS QUANTO ÀS PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS


1. Metais
• Possuem brilho característico;
• São bons condutores de calor e eletricidade na fase sólida;
• São sólidos à temperatura ambiente (exceto o mercúrio – Hg – que é líquido);
• São dúcteis ⇒ podem ser estendidos em fios;
• São maleáveis ⇒ podem ser estendidos em lâminas;
• Geralmente possuem 1, 2 ou 3 elétrons em sua camada de valência;
• Geralmente são doadores de elétrons devido a sua baixa eletronegatividade.

2. Ametais
Os elementos ametálicos possuem propriedades diametralmente opostas às dos metais.

3. Semimetais
São elementos que possuem algumas propriedades dos metais e algumas propriedades dos ametais.

4. Gases Nobres
São os elementos formadores do grupo “0” ou VIIIA(18), possuem a última camada eletrônica completa, e
por este fato eles não possuem a tendência a estabelecerem ligações químicas. São denominados também de
gases raros ou inertes, esta última denominação está sendo abandonada, uma vez que esses elementos fa-
zem ligações químicas em condições especiais.

5. Hidrogênio
É um elemento muito especial e é estudado à parte por não se enquadrar em nenhuma outra classificação.

PROPRIEDADES PERIÓDICAS
1. Raio Atômico
No caso de moléculas simples, há uma interpenetração das nuvens eletrônicas (over lap) que resulta
em uma diminuição do raio atômico em relação ao átomo isolado.

Na molécula de nitrogênio N2, d = 1,4 Å, logo: rN = 0,7 Å.

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2. Eletronegatividade
É a medida da tendência relativa que os átomos têm de atrair elétrons. Em geral, usa-se a Escala de
Pauling em que o flúor foi tomado como padrão com o valor 4,0 (mais eletronegativo). A variação dessa
propriedade ao longo da tabela é:

Verifique que não se define eletronegatividade para os gases nobres, já que estes possuem a camada de
valência completa sendo estáveis e não necessitando de receber elétrons.
3. Potencial de ionização ou energia de ionização
É a energia necessária para retirar um elétron da camada mais externa de um átomo neutro e isolado, no
estado gasoso.
E1 < E2 < E3

TEORIA DO OCTETO
Os gases nobres são átomos quimicamente estáveis, só realizam ligações químicas com outros átomos em
condições especiais (drásticas). Esse fato pode ser explicado por possuírem as suas camadas de valência
completas, com dois elétrons (He) ou oito elétrons (Ne, Ar, Xe, Rn e Kr).

LIGAÇÃO IÔNICA
É uma ligação que se caracteriza pela transferência de elétrons de um átomo a outro formando íons. O á-
tomo que perde elétrons fica positivo (+) e é denominado cátion; o átomo que recebe elétrons fica negativo (−)
e é denominado ânion.

A maioria dos metais tem de 1 a 3 elétrons na ca-


mada de valência de seus átomos. Os não-metais
têm de 4 a 7 elétrons na camada de valência de
seus átomos.
Por isso, os metais têm tendência a ceder os elétrons da camada de valência de seus átomos,
transformando-se em cátions. Os não-metais têm tendência a receber elétrons na camada de va-
lência de seus átomos, até saturar essa camada (8 elétrons, ou 2 no caso de ser a camada K),
transformando-se em ânions.

PROPRIEDADES DOS COMPOSTOS IÔNICOS

1. São cristalinos, ou seja, sólidos, nas condições ambientes;


2. Têm P.F. e P.Eb. elevados. Exemplo: NaCl (P.F. = 800º C; P.Eb. = 1400ºC);
3. São quebradiços;
4. Conduzem a corrente elétrica no estado fundido e em solução aquosa, mas não a conduzem no estado
sólido.

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LIGAÇÃO COVALENTE
É a ligação em que os elementos que irão unir-se compartilham pares de elétrons.
Esse tipo de ligação ocorre quando a diferença de eletronegatividade entre os elementos ligantes é inferior
a 1,7. Generalizando temos: ligação que ocorre sem a presença de metais (Alguns metais, como o Berílio (Be)
e o Alumínio (Al), fazem ligações covalentes.)

CLASSIFICAÇÃO DAS LIGAÇÕES COVALENTES

1. Quanto ao número de pares eletrônicos compartilhados


• Simples (–) ⇒ compartilhamento de 1 par de e−.
• Duplas (=) ⇒ compartilhamento de 2 pares de e−.
• Triplas (≡) ⇒ compartilhamento de 3 pares de e−.

2. Quanto à diferença de eletronegatividade entre os elementos ligantes

a) Apolar
Ocorre quando a diferença de eletronegatividade entre os átomos ligantes é zero. Nesse caso, cada átomo atrai
igualmente o par de elétrons que está sendo compartilhado.

b)Polar

Ocorre quando os elementos ligantes possuem diferenças de eletronegatividade.

3. Quanto à origem do par de elétrons


a) Covalência Normal ou Simples
Ocorre quando cada elemento entra com um elétron para a formação do par a ser compartilhado.
Exemplos:

b) Covalência Coordenada ou Dativa


Ocorre quando temos, em uma molécula, o átomo central já estável (com 8e−). Caso este átomo central
disponha de pares de elétrons ainda não utilizados, ele poderá compartilhar um desses pares, exclusivamente
seu, com um elemento com o octeto incompleto.
Observe a molécula de SO2:

S
Ο Ο

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PROPRIEDADES DOS COMPOSTOS COVALENTES (MOLÉCULAS)


• Podem ser substâncias simples ou compostas;
• São líquidos, gases ou sólidos de baixos pontos de fusão e ebulição;
• São bons isolantes, ou seja, são maus condutores de corrente elétrica.
LIGAÇÕES METÁLICAS
Ligação que ocorre exclusivamente entre metais, em que os núcleos dos mesmos ficam fixos e os elétrons
das camadas de valência ficam livres formando “nuvens” que se movimentam o tempo todo ao redor dos nú-
cleos, conferindo a estabilidade aos átomos.

1. PROPRIEDADES DOS COMPOSTOS METÁLICOS


1. São bons condutores de calor e eletricidade;
2. Possuem brilho característico;
3. São sólidos (exceto mercúrio Hg0 que é líquido), em condições ambientes;
4. Geralmente possuem altos pontos de fusão e ebulição;
5. São ductéis (podem ser estendidos em fios);
6. São maleáveis (podem ser estendidos em lâminas);
7. Geralmente são densos;
8. São resistentes à tração (resistem bem às forças aplicadas, a de “puxar ou alongar” um fio ou barra
metálica).
2. LIGAS METÁLICAS
Liga Composição
Fe 98,5%
Aço C 0,5 a 1,5%
traços de Si, S e P
aço 74%
Aço Inox Cr 18%
Ni 8%
Au 75%
Ouro 18 Quilates Cu 12,5%
Ag 12,5%
Cu 90%
Bronze
Sn 10%
Cu 67%
Latão
Zn 33%
Hg, Ag, Cd, Cu, Sn, Au
Amálgama (percentuais variados, com o
predominância do Hg)
Formulação de substâncias químicas
1. Fórmula Molecular
Somente indica os elementos existentes na substância e quantos átomos de cada elemento existem na
mesma.
Exemplo: H3PO4 ⇒ 3 elementos: hidrogênio, fósforo e oxigênio, com 3, 1 e 4 átomos, respectivamente.
2. Fórmula Eletrônica
É aquela que se baseia na representação de Lewis. Exemplo:

H H
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3. Fórmula Estrutural Plana

É aquela que representa as ligações por meio de traços e setas não importando a distribuição espacial dos
átomos. Exemplo:
Ο
Η Η
OBTENÇÃO DA FÓRMULA DE COMPOSTOS IÔNICOS A PARTIR DE SEUS ÍONS

Para obtermos a fórmula dos compostos iônicos a partir de seus íons, basta fazer a inversão das cargas
para conseguirmos os índices.

Veja:

Quando as cargas do cátion e do ânion são iguais elas se anulam.

Ca2+ O2– ⇒ CaO


Cu 2+
SO42– ⇒ CuSO4

Geometria molecular

N.ºde ligan- Forma da molécula


Geometria molecular ângulos
tes
2 Linear 180º
Linear 180º

3 Angular (com presença


de pares de elétrons variável
livres no átomo central)

Trigonal Plana 120º

4
Piramidal (com presença
de pares de elétrons variável
livres no átomo central)

5 Tetraédrica 109º 28’

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Polaridade das Moléculas

Condição: ligantes
Geometria Polaridade
ao átomo central
Linear, trigonal plana, tetraé- iguais apolar
drica e bipiramidal pentagonal diferentes polar
Angular e piramidal iguais ou diferentes polar

Forças Intermoleculares
As forças de atração que unem as moléculas são denominadas forças intermoleculares que podem ter in-
tensidades maiores ou menores. Elas são:

1. Dipolo induzido, força de Van der Waals ou London ⇒ ocorre entre moléculas apolares. Exemplo: CO2;
2. Dipolo-Dipolo ou Dipolo Permanente ⇒ ocorre entre moléculas polares. Exemplo: HCl;
3. Ponte de Hidrogênio ⇒ ocorre entre moléculas polares em que encontramos ligações de hidrogênios com
os elementos F, O e N. Exemplos: H2O, HF e NH3.
A ordem crescente da intensidade das forças de atração é:

1<2<3

Obs.: As pontes de hidrogênio são 10 vezes mais fracas que uma ligação covalente.
Funções Inorgânicas

Teoria de ARRHENIUS

Arrhenius inicialmente classificou as substâncias em eletrólitos e não eletrólitos conforme suas espécies
químicas formassem ou não íons ao serem dissolvidas em água.

Experiência utilizada para a determinação dos eletrólitos.

Arrhenius dizia que uma solução só seria eletrólita se sofresse o processo de ionização ou dissociação para
haver a liberação de íons.

Dissociação

Dissociação ⇒ separação de íons pré-existentes.

Exemplo:

NaCl(s) ⎯⎯⎯ → Na+(aq) + Cl−(aq)


2 H O

íons fixos íons livres

No estado fundido, os compostos iônicos também encontram-se dissociados, uma vez que o aquecimento
afasta os íons rompendo o retículo cristalino.

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Química

IONIZAÇÃO 1. CLASSIFICAÇÃO DOS ÁCIDOS

Ionização ⇒ quebra de ligações com a formação a) Quanto à existência de oxigênio


de íons. • Hidrácidos (não possuem oxigênio): HCl, HCN,
H4[Fe(CN)6]3.
Exemplo:
HCl(g) ⎯⎯⎯
2
→ H+(aq) + Cl−(aq)
H O • Oxiácidos (possuem oxigênio): H2SO4, HNO3,
H3PO4.

GRAU DE IONIZAÇÃO OU DISSOCIAÇÃO (α) b) Quanto ao número de hidrogênios ionizáveis


• Monoácidos (1H+): HCl, HNO3, HCN.
o
n de estruturas ionizadas ou dissociadas
α= • Diácidos (2H+): H2SO4, H2CO3, H2S.
n o de estruturas dissolvidas
• Triácidos (3H+): H3PO4, H3BO3.
Podemos calcular o valor percentual de α.
• Tetrácidos (4H+): H4P2O7, H4SiO4.
α% = α . 100
c) Quanto à força (de acordo com o grau de ioni-
zação).
Valor mínimo Valor máximo
Numérico ⇒ 0 1 • Para os Hidrácidos:
Percentual ⇒
100% Fortes: HCl < HBr < HI
0%
Médio: HF
Fortes: α > 50%
Fracos: os demais
Moderados: 5% < α% < 50%
• Para os Oxiácidos:
Fracos: α% < 5%
Determinamos a força de um oxiácidos a partir
da seguinte regra:
Ácidos

Segundo Arrhenius, ácidos são todos os com- n.º oxigênio − n.º H+ Classificação
postos que dissolvidos em água ionizam, liberando =0 fraco
o cátion H+. Os ácidos são compostos exclusiva-
=1 médio
mente moleculares.
=2 forte
Em meio aquoso, o íon H+ é capturado pela =3 muito forte
água dando origem a íon hidrônio ou hidroxônio.
H+ + H2O → H3O+ Exemplos:
Exemplo: HClO ⇒ 1 – 1 = 0 (fraco)
H2SO4 + 2H2O → 2H + +
SO42− HNO2 ⇒ 2 – 1 = 1 (médio)
ou
H2SO4 ⇒ 4 – 2 = 2 (forte)
H2SO4 + 2H2O → 2H3O+ + SO42−
HClO4 ⇒ 4 – 1 = 3 (muito forte)
Obs.: os ácidos com mais de um hidrogênio ionizá-
vel1, liberam o H+ em etapas sucessivas. Obs.: essa regra só não é válida para o H2CO3,
que é fraco.
1ª etapa: H2SO4 → H+ + HSO4−
2ª etapa: HSO4− → H+ + SO42− Cuidado!
Equação global H2SO4 → 2H + +
SO42−
H3PO3 ⇒ apesar de possuir 3 hidrogênios, so-
mente 2 são ionizáveis (diácido ⇒ 2H+).
Hidrogênio ionizável ⇒ é todo átomo de hidrogênio que pode
1
+
ser liberado na forma de íon H , quando o composto é dissolvido
em água.
H3PO2 ⇒ possui somente 1 hidrogênio ionizá-
vel (monoácido ⇒ 1H+).

16
Química

2. NOMENCLATURA DOS ÁCIDOS Ânion Ácido


BrO4− ⇒ perbromA- HBrO4 ⇒ Ácido perbrômICO
a) Hidrácidos
TO (nox = +7)
BrO3− ⇒ bromATO HBrO3 ⇒ Ácido brômICO
Ácido ÍDRICO
(nox = +5)
Nome do ânion − BrO2− ⇒ bromITO HBrO2 ⇒ Ácido bromOSO
ETO
(nox = +3)
BrO− ⇒ hipobromITO HBrO ⇒ Ácido hipobromOSO
Ânion Ácido (nox = +1)
Cl− ⇒ clorETO HCl ⇒ Ácido clorÍDRICO
F− ⇒ fluorETO HF ⇒ Ácido fluorÍDRICO • Quanto à diferença do grau de hidratação:
Br− ⇒ bromETO HBr ⇒ Ácido bromÍDRI-
CO P2O5 + 1H2O → ácido metafosfórico (menos

I ⇒ iodETO HI ⇒ Ácido iodÍDRICO 2HPO3 hidratado)
CN− ⇒ cianETO HCN ⇒ Ácido cianÍDRI- P2O5 + 2H2O →
ácido pirofosfórico
CO H4P2O7
S2− ⇒ sulfETO H2S ⇒ Ácido sulfÍDRICO P2O5 + 3H2O → ácido (orto)fosfórico (mais
2H3PO4 hidratado)
Obs.: HCl também pode ser chamado de cloreto de Note que em todos eles o nox do fósforo é +5.
hidrogênio, quando puro no estado gasoso.
b) Oxiácidos Ainda podemos obter os ácidos meta e pirofos-
fórico a partir do orto fosfórico.
⎧-ITO ⎧+OSO
Ânion ⎨ ⇒ Ácido ⎨
⎩ -ATO ⎩+ICO 2 x H3PO4 = H6P2O8
− H2 O
• Quando o elemento forma um único oxiácido:
H4P2O7

Ácido ICO
H3PO4
Nome do ânion −
ATO − H2 O
HPO3

Ânion Ácido
Hidróxidos ou bases
CO32− ⇒ carbonATO H2CO3 ⇒ Ácido carbônI-
CO
Segundo Arrhenius, bases são todos os com-
BO33− ⇒ borATO H3BO3 ⇒ Ácido bórICO
postos que por dissociação, em solução, liberam
OH−, hidroxila ou oxidrila.
• Quando o elemento forma dois oxiácidos:
A maioria das bases são metálicas. A base não
metálica mais importante é NH4OH.
Vejamos as equações de dissociação de algu-
Ácido OSO ⇒ menor nox
mas bases:
Nome do elemento ICO ⇒ maior nox
NaOH → Na+ + OH−
Ba(OH)2 → Ba2+ + 2OH−
Ânion Ácido

NO2 ⇒ nitrITO HNO2 ⇒ Ácido nitrOSO (nox = 1. CLASSIFICAÇÃO DAS BASES
+3)
1. Quanto ao número de hidroxilas (OH−):
NO3− ⇒ nitrATO HNO3 ⇒ Ácido nitrICO (nox = +5)
• Quando o elemento forma três ou quatro oxiá- • Monobase (possuem 1 OH−) ⇒ NaOH, KOH,
cidos: NH4OH
• Dibase (possuem 2 OH−) ⇒ Ca(OH)2, Fe(OH)2
per..........ico
..........ico • Tribase (possuem 3 OH−) ⇒ Al(OH)3, Fe(OH)3
..........oso
hipo........oso • Tetrabase (possuem 4 OH−) ⇒ Sn(OH)4,
Mn(OH)4, Pb(OH)4

17
Química

Obs.: não encontramos bases que possuem mais COR EM COR EM MEIO
de 4 OH−. INDICADOR
MEIO ÁCIDO BÁSICO
fenolftaleína incolor vermelho róseo
2. Quanto ao grau de dissociação (α):
alaranjado de
vermelho amarelo
• Bases Fortes: possuem α praticamente 100%. metila
São os hidróxidos das famílias IA(1) e IIA(2), tornassol vermelho azul
que constituem bases de natureza iônica.
• Bases Fracas: possuem α inferior a 5%. São Sais
todos os demais hidróxidos, que são bases de São compostos iônicos obtidos pela reação de
natureza molecular. um ácido com uma base (reação de neutralização
ou salificação).
2. FORMULAÇÃO DAS BASES Exemplo:
KOH + HBr → KBr + H2O
X y+ OH 1– X(OH)y Base + Ácido = Sal + Água
1 y
y≤4 1. CLASSIFICAÇÃO DOS SAIS
radical ânion
positivo A) SAIS NORMAIS OU NEUTROS
Exemplo: NaOH + HCl → NaCl + H2O

Al 3+ OH 1– Al(OH)3 1OH− + 1H+ → Sal neutro + Água


1 3
Exemplos: Na3PO4, Ca(NO3)2, Ca3(PO4)2 e CaCl2.

B) ESTRUTURA DOS SAIS NEUTROS


3. NOMENCLATURA DAS BASES Na formulação de um sal neutro temos:

Hidróxido de B x+ A y–
Nome do cátion ligado à hidroxila y x

NaOH ⇒ hidróxido de sódio


Ca 2+ PO4 3– Ca3(PO4)2
Ca(OH)2 ⇒ hidróxido de cálcio 3 2
NH4OH ⇒ hidróxido de amônio
Fe(OH)2 ⇒ Fe2+ ⇒ hidróxido de ferro II
Fe(OH)3 ⇒ Fe3+ ⇒ hidróxido de ferro III Caso as cargas sejam iguais, elas simplesmen-
te anulam-se.
Uma outra nomenclatura dá ao elemento com
maior nox o sufixo “ico” e com menor nox o sufixo Ca2+ + SO42− → CaSO4
“oso”. Veja: Al3+ + PO43− → AlPO4

Fe(OH)2 ⇒ hidróxido ferrOSO C) NOMENCLATURA DOS SAIS NEUTROS


Fe(OH)3 ⇒ hidróxido férrICO A nomenclatura dos sais neutros deriva do ácido
que lhe deu origem alterando-se apenas o sufixo:
4. CARACTERÍSTICAS DAS BASES nome do ácido ⇒ nome do sal
ídrico ⇒ eto
As bases possuem sabor cáustico ou adstrin-
oso ⇒ ito
gente, conduzem corrente elétrica em solução (hi-
dróxidos IA também conduzem corrente elétrica no ico ⇒ ato
estado fundido, pois são iônicos) e, o mais impor- nome do ânion deri-
tante, possuem ação recíproca em relação aos nome do cátion
vado do ácido, alte- de
ácidos (juntando-se um ácido com uma base, um derivado da base
rando o sufixo
irá “anular” as propriedades do outro).
Os ácidos e bases ainda têm a propriedade de NaCl ⇒ cloreto de sódio (HCl ⇒ Ác. clorídrico).
mudar a cor de determinadas substâncias chama- CaSO4 ⇒ sulfato de cálcio (H2SO4 ⇒ Ác. sulfú-
das de indicadores ácido-bases. Veja os três indi- rico).
cadores ácido-bases mais importantes e suas res- KNO2 ⇒ nitrito de potássio (HNO2 ⇒ Ác. nitro-
pectivas colorações no meio ácido e básico. so).

18
Química

Caso o elemento forme mais de um sal temos: • Sofrem dissociação quando interagem com um
maior nox ⇒ sufixo ico solvente polar.
menor nox ⇒ sufixo oso • Possuem normalmente sabor salgado.
ou o nox em algarismo romano após o nome do • A maioria dos sais é solúvel em água.
cátion.
Exemplos: Tabela dos principais ânions.
FeCl2 ⇒ Fe 2+
⇒ cloreto de ferro II ou cloreto
ferroso. ÂNIONS
FeCl3 ⇒ Fe ⇒ cloreto de ferro III ou cloreto
3+
HALOGÊNIOS NITROGÊNIO
férrico. Fluoreto NO2− Nitrito

Para sais hidratados, basta colocarmos os pre- Cl Cloreto NO3− Nitrato
fixos mono, di, tri..., antes da palavra hidratado. F− Brometo ENXOFRE

Exemplo: I Iodeto S2− Sulfeto

ClO Hipoclorito SO32− Sulfito
CaCl2.4H2O ⇒ cloreto de cálcio TETRA- − 2−
ClO2 Clorito SO4 Sulfato
hidratado.
ClO3− Clorato OUTROS
D) SAIS ÁCIDOS OU HIDROGENO-SAIS ClO4− Perclorato H− Hidreto

NaOH + H2SO4 → NaHSO4 + H2O BrO Hipobromito O2− Óxido
1OH− + 2H+ = sal ácido + água BrO3− Bromato O22− Peróxido
IO− Hipoiodito OH− Hidróxido
A nomenclatura desse tipo de sal pode ser da- − 2−
IO3 Iodato CrO4 Cromato
da de várias formas, veja os exemplos de NaH2PO4
e Na2HPO4. IO4− Periodato Cr2O72− Dicromato
⎧ortofosfato mono - sódico CARBONO MnO4− Permanganato
⎪ CN −
Cianeto MnO4 3−
Manganato
NaH2PO4 ⎨ortofosfato diácido de sódio
⎪di - hidrogeno - ortofosfato de sódio CO32− Carbonato BO33− Borato
⎩ C2O4 2

⎧ortofosfato di - sódico − Oxalato



Na2HPO4 ⎨ortofosfato (mono) ácido de sódio FÓSFORO
⎪(mono) - hidrogeno - ortofosfato de sódio
⎩ H2PO2
− Hipofosfito
2
Usualmente, os sais ácidos derivados de biáci- HPO3
− Fosfito
dos recebem o prefixo bi.
PO43− (Orto) fosfato
NaHCO3 ⇒ bicarbonato de sódio.
PO3− Metafosfato
KHSO4 ⇒ bissulfato de potássio. P2O74
− Pirofosfato
Ca(HSO3)2 ⇒ bissulfito de cálcio.
E) SAIS BÁSICOS OU HIDROXI-SAIS ÓXIDOS
Todos os compostos binários em que o oxigê-
Al(OH)3 + HCl → Al(OH)2Cl + H2O nio é o elemento mais eletronegativo são denomi-
2OH− + 1H+ = sal básico + água nados óxidos. Normalmente o oxigênio nos óxidos
possui nox – 2.
A nomenclatura é semelhante a dos sais áci-
dos, tomemos como exemplo o Al(OH)2Cl: Exemplos: H2O, SiO2, Al2O3, CaO.

⎧cloreto dibásico de alumínio 1. Classificação dos Óxidos


Al(OH)2 Cl ⎨
⎩di - hidroxi - cloreto de alumínio
A) QUANTO AO TIPO DE LIGAÇÃO
2. Propriedades dos Sais
Óxidos covalentes ou moleculares
• Não contêm um radical funcional, pois seus
cátions e ânions não são fixos. São óxidos de ametais e semi-metais, são ga-
• São sólidos iônicos, cristalinos de altos P.F. e ses ou líquidos e possuem ligações covalentes.
P.Eb. Exemplos: CO2, CO, NO, XeO3, SeO4.

19
Química

Óxidos iônicos Outros anidridos, quando são hidratados com


quantidades crescentes de água, produzem ácidos
São óxidos de metais de baixa eletronegativi- diferentes.
dade, são sólidos e possuem ligações iônicas.
Exemplo: P2O5
Exemplos: CaO, MgO, Li2O.
P2O5 + H2O → 2HPO3 ⇒ Ác. meta fosfórico
B) QUANTO AO COMPORTAMENTO QUÍMICO P2O5 + 2H2O → H4P2O7 ⇒ Ác. piro fosfórico
P2O5 + 3H2O → 2H2PO4 ⇒ Ác. orto fosfórico
Óxidos básicos
São óxidos que se comportam como base ou Óxidos neutros
que, em meio aquoso, originam uma base. São óxidos indiferentes, não reagindo frente a
ácidos, bases ou água. São óxidos gasosos de
K2O + H2O → 2KOH ametais.
K2O + 2HCl → 2KCl + H2O Exemplos: CO, NO e N2O.
óxido básico + ácido = sal + água
Peróxidos
Esses óxidos são formados por metais de bai-
xo nox (+1, +2 ou +3). São sólidos iônicos de ele- São óxidos em que o nox do oxigênio é –1.
vados P.Eb. e P.F. São pouco solúveis em água, Reagem com água ou ácidos diluídos, produzindo
exceto óxidos das famílias IA(1) e IIA(2). água oxigenada, H2O2.
CaO2 + 2H2O → Ca(OH)2 + H2O2
Exemplos: Na2O, Fe2O3, Cu2O.
CaO2 + 2HCl → CaCl2 + H2O2
Óxidos ácidos ou anidridos Exemplos: Na2O2, K2O2, H2O2, BaO2.
São óxidos que se comportam como ácidos ou O único peróxido molecular e líquido é o H2O2,
que em meio aquoso originam ácidos. os outros são sólidos iônicos que possuem a estru-
tura
SO3 + H2O → H2SO4 −
O – O− (O22−).
SO3 + 2NaOH → Na2SO4 + H2O Nomenclatura dos Óxidos
óxido ácido + base = sal + água Quando um elemento forma um único óxido
São formados por metais de alto nox ou por temos:
ametais (nesse caso são geralmente gases).
Óxido de
Exemplos: SO2, SO3, CO2, N2O5, CrO3, MnO3,
Mn2O7. Nome do elemento ligado ao
oxigênio
Os anidridos podem ser considerados compos-
tos obtidos pela desidratação total do respectivo Exemplos:
oxiácido do elemento. Na2O ⇒ óxido de sódio.
CaO ⇒ óxido de cálcio.

Porém, quando o elemento forma mais de um


H2CO3 H2SO3 2 x HNO3 = H2N2O6 óxido, devemos enunciar o nox do elemento em
algarismo romano ou o número de átomos do ele-
mento e de oxigênio.
− H2O − H2O − H2O
Exemplos:
CO2 SO2 N2O5
FeO ⇒ Fe2+ ⇒ óxido de ferro II ou ferroso.
Fe2O3 ⇒ Fe3+ ⇒ óxido de ferro III ou férrico.
Alguns anidridos produzem dois ácidos diferen-
tes, quando reagem com a água. Eles são denomi- ⎧oso ⇒ menor nox
Obs.: sufixos ⎨
nados anidridos duplos. ⎩ ico ⇒ maior nox
ou ainda:
Exemplos:
N2O4 + H2O → HNO2 + HNO3 FeO ⇒ monóxido de ferro.
Assim como: NO2, Cl2O6 e ClO2. Fe2O3 ⇒ trióxido de diferro.

20
Química

Os anidridos podem ainda receber o nome do Massa molecular de uma substância


ácido que dão origem, quando hidratados, antece-
dido da palavra anidrido. É a massa de uma espécie química (molécula,
aglomerado iônico ou íon composto) de uma subs-
tância, expressa em unidades de massa atômica (u).
Exemplos: Numericamente, a massa molecular é obtida
⎧SO2 Þ H2 SO3 anidrido sulfuroso. pela soma das massas atômicas de todos os áto-
⎨ mos contidos em uma espécie química.
⎩SO3 Þ H2 SO4 anidrido sulfúrico.
Exemplo:
CO2 ⇒ H2CO3 anidrido carbônico.
Massas atômicas: H = 1 u; O = 16 u.
NO2 ⇒ HNO2 e HNO3 anidrido nitroso - nítrico. Massa molecular do H2O = (2 x 1 + 16) u = 18 u.

Teoria Atômico-Molecular A partir desse valor, podemos concluir que:


uma molécula de H2O tem a massa 18 vezes
O átomo padrão na escala de massa atômicas é o 1
maior que do átomo de 12C;
átomo de carbono, isótopo 12 (12C), cuja massa 12
atômica foi fixada em 12 unidades (12 u). uma molécula de H2O tem sua massa 18 vezes
maior que a unidade padrão (u);
UNIDADE DE MASSA ATÔMICA (U)
CONSTANTE DE AVOGADRO
1 É uma constante cujo valor é numericamente
(u) ⇒ é da massa do átomo 12C. igual ao número de átomos de 12C contidos em 12
12 g de 12C. Valor este determinado experimentalmen-
te e que é igual a 6,02 x 1023 mol-1.
MOL2
É a unidade de quantidade de matéria.
É um conjunto que contém 6,02 x 1023 espécies
químicas constituintes de um determinado material.
Exemplos:
1 mol de H2O é a quantidade de matéria que
contém 6,02 x 1023 moléculas de H2O.
1 mol de Na+ Cl– é a quantidade de matéria que
contém 6,02 x 1023 aglomerados iônicos de cloreto
de sódio (NaCl), ou seja, 6,02 x 1023 cátions Na+ e
MASSA ATÔMICA DE UM ELEMENTO 6,02 x 1023 ânions Cl–.
É a massa de um átomo desse elemento ex- 2 mol de Ti é a quantidade de matéria que con-
pressa em unidades de massa atômica (u). tém 2 x 6,02 x 1023, ou seja, 12,04 x 1023 átomos
de Ti.
Exemplo: Massa atômica do titânio (Ti) = 48 u.
A partir desse valor, podemos concluir que: Quantidade de matéria3 (N)
– um átomo de Ti tem a massa de 48 u; É a grandeza que indica o número de mols con-
– um átomo de Ti tem sua massa 48 vezes maior tido em um determinado sistema. Para calcularmos
que a unidade padrão (u); a quantidade de matéria, podemos utilizar a se-
– um átomo de Ti tem sua massa 48 vezes maior guinte expressão:
1
que do átomo de 12C;
12 massa (g ) m
n= −1
ou n =
massa molar (g.mol ) M
Para mistura de isótopos, temos:
Exemplo: A unidade da quantidade de matéria é o mol.
⎧ 35
Cl ⎨ 37 Cl . . . . . . . . . . 75% 2
⎩ Cl . . . . . . . . . . 25% O plural de mol é mols. Quando a palavra mol representa uma
unidade, ela não pode ser flexionada no plural, veja: 5 mol
Massa atômica do cloro: (escreve-se a unidade no singular e lê-se no plural, cinco mols).
3
75 x 35 + 25 x 37 O termo quantidade de matéria é atualmente recomendado
M.A. Cl = = 35,5 u pela IUPAC. Esse termo veio substituir o termo número de mols.
100

21
Química

MASSA MOLAR ESTUDO FÍSICO DOS GASES


É a massa em gramas que contém 6.02 x 1023 Variáveis de Estado
espécies químicas. Sua unidade é g. mol−1 ou 1. Volume
g/mol.
É o espaço ocupado por um gás.
Exemplos:
1 L = 1000 mL
Massa molar do oxigênio (O) = 16 g/mol ⇒
1 mL = 1 cm3
um mol de átomos de oxigênio têm a
massa de 2. Pressão
16 g ⇒ 6,02 x 1023 átomos de oxigênio →
F
têm a massa de 16 g. É força por unidade de área. P = →
Massa molar da glicose (C6H12O6) = A
180 g/mol ⇒ um mol de moléculas de gli-
cose têm a massa de
180 g ⇒ 6,02 x 1023 moléculas de glicose
têm a massa de 180 g.

VOLUME MOLAR
É o volume ocupado por um mol de qualquer
substância.
Nas mesmas condições de pressão e tempera-
tura, o volume molar de dois ou mais gases é sem-
pre o mesmo. Particularmente nas CNTP (Condi-
ções Normais de Temperatura e Pressão ⇒ 0 ºC e a) Unidades
1 atm ou 1,01325x105 Pa), 1 mol de qualquer gás
ocupa um volume de 22,4 L.
1 atm = 760 mmHg
Mais recentemente a IUPAC alterou o valor da
pressão nas CNTP, de modo que os seus novos 1 mmHg = 1 Torr
valores são: 0ºC e 1,0x105 Pa; e novo valor do
volume molar passou a ser 22,71 L. b) Pressão atmosférica
Fórmula Molecular É a pressão que a camada de ar exerce sobre
a superfície terrestre. A pressão atmosférica varia
com a altitude.
É a fórmula que indica o número de átomos de
cada elemento em uma molécula da substância.
Exemplo:
Fórmula molecular do ácido sulfúrico ⇒ H2SO4.
Fórmula mínima ou empírica

É a fórmula que indica a proporção entre o nú- Ao nível do mar (altitude zero), a camada de ar
mero de átomos de cada elemento formador da que exerce pressão sobre a superfície terrestre é a
substância. maior possível, ou seja, é a pressão exercida pela
atmosfera inteira; assim, a pressão atmosférica é
igual a 1 atm. Quanto mais alta está a localidade,
C6H12O6 : 6 ⇒ CH2O menor é a camada de ar que atua sobre a superfície
Fómula Molecu- Fórmula Mínima terrestre, logo menor será a pressão atmosférica.
lar
3. Temperatura

Fórmula Percentual ou centesimal É a medida do grau de agitação das moléculas


ou medida da energia cinética média das moléculas.
Indica as porcentagens, em massa, de cada e-
lemento constituinte da substância.
TK = T o C + 273
Exemplo:

Fórmula centesimal do metano ⇒ C75%H25%.

22
Química

Transformações gasosas 4. as colisões das partículas gasosas entre si e


com as paredes do recipiente que as contém
1. Transformações isotérmicas ⇒ ocorrem sob são perfeitamente elásticas e de duração
temperatura constante. desprezível, ou seja, ao se chocarem, as
partículas não perdem energia o que confere
Lei de Boyle-Mariotte às mesmas um movimento contínuo;
5. cada partícula terá uma velocidade e uma
À temperatura constante, o volume ocupado energia cinética, embora possuam a mes-
por uma determinada massa gasosa é inver- ma massa. Quando nos referimos à veloci-
samente proporcional à pressão. dade e à energia cinética das partículas de-
vemos nos referir à velocidade média e à
energia cinética média. Segundo a teoria
1 cinética dos gases, a energia cinética mé-
Vα dia das partículas é diretamente proporcio-
P
nal à temperatura Kelvin;
2. Transformações isobáricas ⇒ ocorrem sob
pressão constante. Ec = KT
Lei de Gay Lussac
6. As forças de atração ou repulsão que atu-
À pressão constante, o volume ocupado por uma am são desprezíveis, exceto durante uma
determinada massa gasosa é diretamente pro- colisão. Devido à grande distância entre as
porcional à temperatura (Kelvin). partículas, tais forças são praticamente nu-
las. Uma conseqüência disso é que o mo-
VαT vimento das partículas é retilíneo e unifor-
me entre duas colisões.
3. Transformações isométricas, isovolu-
métricas ou isocóricas ⇒ ocorrem sob volume Gás ideal ou Perfeito
constante. Gás ideal ou perfeito é todo e qualquer sistema
Lei de Charles e Gay Lussac gasoso em que suas partículas constituintes com-
portam-se como está previsto na teoria cinética dos
À volume constante, a pressão exercida gases.
por uma determinada massa gasosa é Porém, um gás real aproxima-se do comporta-
diretamente proporcional à temperatura mento ideal a baixas pressões e altas temperatu-
(Kelvin). ras, em que as partículas praticamente não intera-
gem entre si.

PαT Equação Geral dos gases

Teoria Cinética dos Gases P. V


= constante
T
É uma teoria que explica o comportamento mi-
croscópico das partículas constituintes de um sis-
tema gasoso a partir de um modelo que explicará
os fenômenos e leis fundamentais experimentais. Estado inicial = Estado final
As bases da teoria cinética dos gases são:
Pi .Vi Pf .Vf
1. um gás é constituído de partículas idênticas =
Ti Tf
entre si que podem ser átomos, moléculas
ou íons; Hipótese de avogadro
2. as partículas são dotadas de movimento de-
sordenado (em todas as direções com velo-
cidades variadas) e obedecem às leis de Volumes iguais de gases diferentes, sob as mes-
Newton; mas condições de pressão e temperatura, contêm
3. o número total de partículas de um gás é o mesmo número de partículas.
grande e o volume das mesmas é despre-
zível em relação ao volume ocupado pelo
gás, devido à grande distância entre as par- Volume molar é o volume ocupado por 1 mol de
tículas no estado gasoso; partículas de qualquer espécie química.

23
Química

As condições de temperatura e pressão mais utilizadas são:

1 atm ou 760 mmHg de pressão e 0°C ou 273 K de temperatura.

A essas condições damos o nome de condições normais de temperatura e pressão (CNTP). Nas CNTP o
volume molar vale 22,71 L.
Equação de Clapeyron
P.V = n.R.T
P ⇒ pressão
V ⇒ volume
n ⇒ quantidade de matéria:
massa (g)
n=
massa molar (g/mol)
R ⇒ constante universal dos gases
T ⇒ temperatura termodinâmica
Obs.: Quando a pressão for dada em mmHg, o valor de R é:

mmHg.L
R = 62,3
K.mol
Densidade gasosa
massa molar
d =
volume molar
P. M
d =
R. T
Cálculos Estequiométricos
Seqüência prática para montagem dos problemas envolvendo cálculos estequio-métricos
• Escrever a equação da reação química citada no problema;
• Balanceá-la acertando os coeficientes que indicarão a proporção, em mols, existente entre os participantes
da reação;
• Caso exista mais de uma reação, sendo as mesmas sucessivas4, devemos somar as suas equações para
obter uma única equação, a equação global ou total. É importante verificar que as equações devem ser ba-
lanceadas individualmente, e as substâncias comuns a cada membro devem ser canceladas. Às vezes, es-
se cancelamento deve ser precedido da multiplicação ou divisão de uma ou mais equações por números
convenientes, para que uma substância não venha a aparecer nos dois membros da equação final.
• Estabelecer uma regra de três a partir da relação fundamental:

1 mol ⎯ 6,02x1023 moléculas ⎯ 6,02x1023 n.º de átomos ⎯ M (g) ⎯ 22,71 L (nas CNTP).

A montagem do problema fica facilitada ao estabelecermos uma convenção:


1ª linha ⇒ proporção estequiométrica (obtida pela relação fundamental);
2ª linha ⇒ dado e pergunta do problema.

• Caso o problema se refira a rendimento ou pureza, devemos realizar uma nova regra de três com o
valor obtido anteriormente, tomando o seguinte cuidado:
• se esse valor se referir a um produto ⇒ ele corresponderá a 100% de pureza ou rendimento;
• se esse valor se referir a um reagente ⇒ ele corresponderá ao valor da pureza ou do rendimento
fornecido no problema.

Reações sucessivas ⇒ são as reações em que pelo menos um dos produtos de uma das etapas é reagente da etapa seguinte.
4

24
Química

Caso o problema forneça pelo menos dois dados referente aos reagentes, devemos determinar qual deles
está em excesso5. O reagente que não está em excesso é denominado fator limitante e é o dado fornecido
para o mesmo que será utilizado para a montagem da regra de três.

Soluções

CLASSIFICAÇÃO DAS SOLUÇÕES

CRITÉRIO TIPOS DE SOLUÇÕES CONCEITO EXEMPLO


ligas metálicas
Sólidas Solvente é sólido Hg em Ouro (amálgama)
Estado de H2 em paládio
agregação sal + H2O
do solvente Líquidas Solvente é líquido álcool + H2O
CO2 + H2O
Gasosas Solvente é gasoso ar atmosférico filtrado
As partículas dissolvidas são açúcar + H2O
Natureza Moleculares moléculas. Não conduzem álcool + H2O
das partícu- eletricidade. gasolina
las dissolvi- As partículas dissolvidas são sal + H2O
Iônicas
das íons. Conduzem corrente ácido + H2O
(ou Eletrolíticas)
elétrica. base + H2O
Pequena quantidade de solu-
Diluídas to em relação à quantidade 10 g de NaCl/1 litro de H2O
de solvente.
Grande quantidade de soluto
Concentradas em relação à quantidade de 200 g de NaCl/1 litro de H2O
solvente.
Contêm uma quantidade de
Quantidade soluto menor que a prevista
Insaturadas 100 g de NaCl/1 litro de H2O a 25ºC
de soluto e pelo C.S., para uma dada
solvente temperatura.
Máxima quantidade de soluto
numa quantidade determina-
Saturadas 358 g de NaCl/1 litro de H2O a 25ºC
da de solvente, para uma
dada temperatura.
Contém um excesso de soluto 400 g de NaCl/1 litro de H2O a 25ºC,
Supersaturadas em relação à solução satura- nessa solução há um excesso de 22
da. g.

Coeficiente de solubilidade (C.S.) ⇒ é a quantidade máxima de soluto que uma quantidade padrão de sol-
vente consegue dissolver a uma dada temperatura e pressão. Exemplo: C.S. (NaCl) = 358 g / 1 litro de á-
gua a 25ºC.

A solubilidade dos gases nos líquidos

• Aumento da temperatura do sis-


Diminuição da quantidade de tema.
gás dissolvido no líquido. • Diminuição da pressão do siste-
ma.

5
Quando uma reação ocorre com a quantidade de um dos reagentes fora da proporção estequiométrica, temos um reagente em excesso.

25
Química

CURVAS DE SOLUBILIDADE DILUIÇÃO E MISTURA DE SOLUÇÕES


gramas de soluto / 100 g H2O Na diluição de uma solução:
• A quantidade de soluto será constante
em g/L temos:
A
Cg/L i.Vi = Cg/L f.Vf

em mol/L temos:
B

Cmol/L i.Vi = Cmol/L f.Vf

T(ºC) Na mistura de soluções de mesmo soluto e mesmo


solvente:
A curva A é representa uma dissolução endo- • As quantidades de soluto se somam
térmica (↑T e ↑solubilidade), enquanto a curva
B uma dissolução exotérmica (↑T e ↓solubili- em g/L temos:
dade).
Cg/L f.Vf = Cg/L A.VA + Cg/L B.VB

UNIDADES DE CONCENTRAÇÃO em mol/L temos:

massa de soluto Cmol/L f.Vf = Cmol/L A.VA + Cmol/L B.VB


% em massa de soluto = ⋅100
massa de solução

% em volume de soluto =
volume de soluto
⋅100 Realização de uma titulação
volume de solução
massa de soluto em g A solução, ácida ou básica, cuja concentração
concentração em g/L = deve ser definida é denominada solução problema
volum de solução em L
ou titulante. Ela é colocada em um erlenmeyer, ao
massa de soluto em mg qual é adicionado uma substância indicadora6,
concentração em ppm =
massa de solução em kg fenolftaleína, por exemplo.
quantidade (mol) de soluto Em uma bureta é colocada a solução de con-
concentração em mol/L =
volume de solução em L centração conhecida, solução padrão ou titulada.

Relações entre as unidades de concentração


1. Relação entre densidade, Cg/L e Cm/m

Cg/L = d.Cm/m

Obs.: essa equação só é válida para densidades


expressas em g/L.

Cg/L = 1000.d.Cm/m

Obs.: essa equação só é válida para densidades


expressas em g/mL ou g/cm3.

2. Relação entre Cmol/L e Cg/L


Indicador ⇒ substância química que possui cores específicas
6

em função da constituição do meio. Os indicadores ácido-base


Cg/L = 1000.d.Cm/m = Cmol/L.M1
possuem colorações diferentes para os meios ácido, básico e,
em algumas vezes, neutro.

26
Química

Deixa-se escorrer cuidadosamente a solução pressão A


padrão, observando-se o término da titulação pela B
mudança de coloração da solução problema.
O ponto em que há esta mudança de coloração
PA
é denominado ponto de viragem.
∆P
PB
Princípio da equivalência

Toda titulação segue o princípio da equivalên- T temperatura


cia: a neutralização só se completa quando o nú-
mero de hidrogênios ionizáveis é igual ao número
A ⇒ solvente puro;
de hidroxilas dissociáveis.
B ⇒ solução.
quantidade em mol de H+ = quantidade em mol de
OH− 1. PRESSÃO MÁXIMA DE VAPOR (P.M.V.)

Quando o número de íons H+ (ionizáveis) e


OH− (dissociáveis), por fórmula, são iguais, temos:
nácido = nbase

Cmol/L ácido . Vácido = Cmol/L base . Vbase

Quando o número de íons H+ e OH−, por fórmu-


la, são diferentes, temos genericamente:

x . Cmol/L ácido . Vácido = y . Cmol/L base . Vbase


P.M.V. é a pressão exercida pelas moléculas
do vapor de um determinado líquido, a uma
Em que:
dada temperatura, no estado de equilíbrio, en-
tre a vaporização e a condensação.
x ⇒ número de hidrogênios ionizáveis por fórmula;
y ⇒ número de hidroxilas dissociáveis por fórmula.

Propriedades Coligativas
tonoscopia
Diminuição da pressão de vapor do solvente
devido a adição de soluto não volátil (açúcares,
uréia, compostos iônicos).

ebulioscopia

Aumento do ponto de ebulição do solvente de-


vido a adição de soluto não volátil (açúcares, uréia,
compostos iônicos).

1. EBULIÇÃO DE UM LÍQUIDO

P.M.V. = Patm

O líquido entrando em ebulição.

27
Química

A entalpia é uma função de estado, pois é uma


grandeza que independe dos estados intermediá-
rios pelos quais passa a reação, mas sim de seus
estados inicial e final.

∆H = H final − H inicial

∆H = H produtos − H reagentes
↑Altitude ↓Pressão Atmosférica ↓T.E.

↑P.M.V. ↑volatilidade ↓ T.E. REAÇÕES EXOTÉRMICAS E ENDOTÉR-MICAS


Exotérmicas
crioscopia
São reações que liberam energia térmica.
Diminuição do ponto de solidificação do solven-
te devido a adição de soluto não volátil (açúcares, ∆H < 0, logo Hp < Hr
uréia, compostos iônicos).
Esquema:
osmose

Fluxo de solvente através de uma membrana


semipermeável devido a diferença de concentração
entre os meios.

Representação por meio de equações:

H2(g) + ½ O2(g) → H2O + 68,3 kcal/mol ou


H2(g) + ½ O2(g) − 68,3 kcal/mol → H2O ou ainda
H2(g) + ½ O2(g) → H2O ∆H = − 68,3 kcal/mol

Energia
reagentes
Hi ∆H < 0
produtos
Hf
H f < Hi
sentido da
reação

Endotérmicas
A pressão osmótica de uma solução é numeri-
São reações que absorvem energia térmica.
camente igual à pressão exercida sobre a super-
fície da solução que anula o deslocamento do
solvente através da membrana semipermeável. ∆H > 0, logo Hp > Hr
Esquema:
Termoquímica
ENTALPIA (H)

ENTALPIA ⇒ Calor à pressão constante.

28
Química

Representação por meio de equações: Substâncias simples no estado padrão (H = O)

H2(g) + I2(g) + 12,4 kcal/mol → 2HI(g) ou O2(g) I2(s)


H2(g) + I2(g) → 2HI(g) − 12,4 kcal/mol ou ainda
N2(g) P(vermelho)
H2(g) + I2(g) → 2HI(g) ∆H = + 12,4 kcal/mol
Energia H2(g) S(rômbico)
produtos
Hf Cl2(g) C(grafite)

reagentes ∆H > 0 F2(g) Hg(l)


Hi
Hf >Hi Os metais, exceto o mercúrio, são
Br2(l) sólidos. Exs.: Al(s), Fe(s),
sentido da
Cu(s)
reação
H2(g) + ½ O2(g) → H2O(l) ∆Hºf = − 68,3 kcal/mol
∆H < 0 ⇔ liberação de energia ⇔ maior estabi-
½ H2(g) + ½ Cl2(g) → HCl(g) ∆Hºf = − 22,1
lidade dos produtos ⇔ reação com maior es- kcal/mol
pontaneidade.
Cuidado!
CALORES DE REAÇÃO
CO(g) + ½ O2(g) → CO2(g) ∆Hºf = − 67,6
Calor de reação é a energia liberada ou ab- kcal/mol
sorvida em uma reação química, ou seja é o ∆H
da reação.
Não é calor de reação, pois o CO é uma substância
Os elementos químicos em sua forma mais composta.
estável a 25ºC e 1atm de pressão, que recebe-
ram o valor de entalpia zero (H = 0). FATORES QUE ALTERAM O VALOR DA ENTALPIA
Formas alotrópicas 1. Temperatura
2. Pressão
estáveis (H = 0) instáveis (H ≠ 0) 3. Quantidade de reagentes e produtos
oxigênio comum (O2) ozônio (O3) 4. Estado físico de reagentes e produtos
carbono grafite carbono diamante 5. Presença do solvente
6. Forma alotrópica
enxofre rômbico (Sα) enxofre monoclínico
(Sβ)
fósforo vermelho (Pn) fósforo branco (P4) CÁLCULOS TEÓRICOS DO CALOR DE REAÇÃO
1. Cálculo do ∆H a partir da aplicação da Lei de
PRINCIPAIS CALORES DE REAÇÃO Hess

1. Calor padrão de combustão A variação de entalpia de uma reação depende


É a variação da entalpia (∆Hº) verifi- exclusivamente da entalpia final e inicial dos
cado na combustão completa de um produtos e reagentes, respectivamente, seja ela
mol de reagente à 25ºC e 1 atm. realizada em uma única etapa ou em várias
etapas.
Exemplos:
CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2H2O(l) ∆H = − 212,8
Exemplo:
kcal/mol 2 C(grafite) + O2(g) → 2CO(g)
SO2(s) + ½ O2(g) → 2SO3(g) ∆H = − 27 kcal/mol Essa reação pode ocorrer em etapas:
2. Calor padrão de formação C(grafite) + O2(g) → CO2(g) ∆H = − 94,1 kcal

É a variação de entalpia (∆Hº) verificada na re- 2CO(g) + O2(g) → 2CO2(g) ∆H = − 135,4 kcal
ação de formação (síntese) de um mol de molécu-
Se multiplicarmos a 1ª equação por 2 obteremos:
las de qualquer substância, a partir de substâncias
simples dos elementos que a compõem no estado
2x C(grafite) + O2(g) → CO2(g) ∆H = − 94,1 kcal
padrão.

29
Química

2C(grafite) + 2O2(g) → 2CO2(g) ∆H = − 188,2 kcal Complexo Ativado


Agora invertendo a 2ª equação obteremos:
2CO(g) + O2(g) → 2CO2(g) ∆H = − 135,4 kcal
2CO2(g) → 2CO(g) + O2(g) ∆H = + 135,4
kcal
Finalmente somando as duas equações alteradas: Produtos

2C(grafite) + 2O2(g) → 2CO2(g) ∆H = − 188,2 kcal Teoria das colisões


2CO2(g) → 2CO(g) + O2(g) ∆H = + 135,4 kcal
2C(grafite) + O2(g) → 2CO(g) ∆H = − 52,8 kcal Para que haja a quebra de ligações químicas,
as espécies reagentes devem efetuar choques
2. Cálculo do ∆H a partir do calor de formação entre si para que haja o enfraquecimento das liga-
ções e posterior ruptura.
∆H = Σ∆Hfº produtos − Σ∆Hfº reagentes
Características de um choque efetivo:
Exemplo:
Dados os calores de formação, no estado padrão: 1. Energia Mínima: denominada energia de ati-
vação (Eat).
N2H4(l) = + 12 kcal/mol
H2O2(l) = − 46 kcal/mol 2. Orientação Favorável: existem determinadas
H2O(l) = − 57,8 kcal/mol direções que tornam favorável a quebra das li-
Calcule o ∆H para a seguinte reação: gações a partir dos choques.
N2H4(l) + 2H2O2(l) → N2(g) + 4H2O(l) 3. Freqüência dos Choques: quanto maior o
Resolução: número de choques, maior é o número de que-
∆H = Σ∆Hf0 produtos − Σ∆Hf0 reagentes bra de ligações e conseqüentemente maior a
. velocidade de reação.
∆H = [(0) + 4x(− 57,8)] − [(+ 12) + 2x(− 46)]
.

O Complexo ativado (CAT)


∆H = − 311,2 kcal
É um estado intermediário ou de transição de
uma reação. É o estado de mais alta energia em
uma reação, por isso é extremamente instável. É
Cinética Química nesse ponto que as ligações dos reagentes come-
çam a ser quebradas e simultaneamente as liga-
Etapas de uma reação ções dos produtos começam a ser formadas ocor-
Podemos dividir uma reação química em 3 eta- rendo o rearranjo atômico.
pas:
1a) Quebra de ligações a partir de choques efe- CÁLCULOS DAS VELOCIDADES DE REAÇÃO
tivos;
A velocidade de uma reação é definida como:
2a) Rearranjo atômico (mudança dos átomos de
lugar); ∆ quantidade
V =
∆ tempo
a
3 ) Formação de novas ligações.
Exemplo:
H2 + F2 → 2HF A quantidade poderá ser medida em:
– quantidade de matéria (número de mols);
– volume;
– concentração molar, mol/L, ou [ ].
Choque efetivo entre os reagentes
TIPOS DE VELOCIDADE
Tomando por base a reação:

N2(g) + 3H2(g) ⇄ 2NH3(g)

30
Química

1. VELOCIDADE DE CONSUMO (REAGENTES) 3. É utilizado em pequenas quantidades para não


tomar parte da reação, como reagente;
Velocidade de consumo de N2:
4. Não aumenta ou diminui o rendimento da rea-
∆[ N 2 ] ção;
VC =
N2
∆t 5. Quando atua em uma reação reversível, age
2. VELOCIDADE DE FORMAÇÃO (PRODUTOS) com a mesma intensidade na reação direta e
na reação inversa;
Velocidade de formação NH3: 6. Não altera os valores de Hr, Hp e ∆H;
∆[ NH 3 ] 7. Cria para a reação um novo caminho com e-
VF NH =
3 ∆t nergia de ativação menor.
Obs.: as velocidades de consumo e formação são 8. É específico, ou seja, um catalisador não é
proporcionais aos coeficientes estequiométricos de capaz de catalisar todas as reações.
reagentes e produtos, sendo assim:
VFNH = 2VC N LEI DE VELOCIDADE dE REAÇÃO
3 2
aA + bB+ ... → produtos
GRÁFICOS TERMO-CINÉTICOS
Lei de velocidade: v = k[A]p . [B]q...
em que:
k ⇒ constante de velocidade de reação
p ⇒ ordem de reação em relação a A
q ⇒ ordem da reação em relação a B
(p + q) ⇒ ordem da reação
k ⇒ varia com a temperatura mas é constante na
mesma temperatura.

Reação elementar ⇒ ocorre em uma única etapa.


aA + bB → produtos, sendo elementar v = k[A]a .
∆H < 0, pois a reação é exotérmica (libera ca- [B]b
lor)
Hp < Hr. Fatores que aumentam a VELOCI-DADE dE REA-
ÇÃO
CATALISADORES
A velocidade da reação aumenta com o:
São substâncias químicas que, ao serem adi-
a) aumento da concentração dos reagentes.
cionadas a uma reação, aumentam a velocidade da
reação devido à diminuição da energia de ativação b) aumento da temperatura.
e criação de um novo complexo ativado com menor c) aumento da superfície de contato dos reagen-
energia. tes.
d) presença de catalisadores.
e) aumento da pressão se os reagentes forem
gasosos.

Regra De Van’t Hoff


Um aumento de 10ºC, geralmente, dobra a ve-
locidade da reação.

Equilíbrio Químico
Definição
Características de um catalisador
Toda reação reversível que ocorre em recipien-
1. Aumenta a velocidade de uma ração química; te fechado atinge o estado de equilíbrio químico,
2. Um catalisador não é consumido; quando há uma igualdade entre as velocidades
direta v1 e inversa v2.

31
Química

Quando a reação atinge o estado de equilíbrio, KC ⇒ constante de equilíbrio em termos de


todas as suas propriedades ficam constantes.
concentração (em mol/L)
Sistema homogêneo em equilíbrio:

Sistema homogêneo em equilíbrio:


[ C] c ⋅ [ D ] d
v 1 = v 2 ⇒ Kc =
v1 = v2 [A ] a ⋅ [B] b

Obs. só participam da expressão de Kc substân-


Princípio de Le Chatelier cias gasosas e aquosas.
Uma reação em equilíbrio tende a permanecer
neste estado, a menos que um fator externo ao KP ⇒ constante de equilíbrio em termos de
sistema venha a perturbá-lo. Quando isso ocorre, o pressões parciais
sistema se desloca na tentativa de anular tal fator e
restabelecer o estado de equilíbrio. PCc ⋅ PDd
Kp =
PAa ⋅ PBb
Ação Deslocamento
aumento de T ⇒ para a reação endo- Obs. só participam da expressão de Kp substân-
térmica (∆H > 0) cias gasosas.
diminuição de T ⇒ para a reação exo-
térmica (∆H < 0) ALTERAÇÃO DO VALOR DA CONsTANTE DE EQUIL-
aumento de P ⇒ para o lado de menor
BRIO
volume gasoso
diminuição de P ⇒ para o lado de maior O único fator que altera o valor da constante de
volume gasoso equilíbrio é a temperatura. Para reações:
aumento da concen- ⇒ para a formação de
tração de reagentes produtos ENDOTÉRMICAS ⇒ ↑T ⇒ ↑Kc
aumento da concen- ⇒ para a formação de EXOTÉRMICAS ⇒ ↑T ⇒ ↓Kc
tração de produtos reagentes
Grau de equilíbrio (α)
Catalisador
Valor numérico que indica o percentual de reagente
Diminui o tempo gasto para que o equilíbrio se-
que se converte em produtos.
ja atingido, mas não desloca o equilíbrio.
Quantidade de espécies que reagem
Gráficos α=
Quantidade de espécies iniciais

α% = α . 100

EQUILÍBRIO iônico

Constante de ionização (K) em função do grau de


ionização (α) e da concentração do eletrólito em
mol/L:
C mol/L .α 2
K=
1− α
Eletrólito fraco → (1 – α) ≅ 1 → K = Cmol/L . α2

Diluindo-se um eletrólito, diminui sua concen-


tração e aumenta o grau de ionização (α) para
manter constante o valor de K.
Diluindo-se um ácido aumenta α e diminui [H+].
Diluindo-se uma base aumenta α e diminui [OH–].

32
Química

PH DE ÁCIDOS FORTES E FRACOS

Definição: pH = − log[H + ] ∴ [H + ] = 10− pH

ÁCIDOS CARACTERIZAÇÃO DO ÁCIDO EXPRESSÃO MATEMÁTICA


ácidos monopróticos [H+] = Cmol/L
(apenas 1 H ionizável) Cmol/L = concentração em mol/L do ácido
Fortes
Ácidos dipróticos (2 H ionizáveis)
[H+] = 2 . Cmol/L
Exemplo: H2SO4
[H+] = k . α . Cmol/L
Cmol/L = concentração em mol/L do ácido
Fracos Em função do grau de ionização, α.
k ⇒ número de hidrogênios ionizáveis do ácido
α ⇒ grau de ionização do ácido

PH DE BASES FORTES E FRACAS


Definição: pOH = = − log [OH − ]; [OH − ] = 10− pOH ⇒ a 25ºC pH + pOH = 14

ÁCIDOS CARACTERIZAÇÃO EXPRESSÃO MATEMÁTICA



Monobases ⇒ possuem uma hidroxila (OH) [OH ] = Cmol/L
Exemplos: LiOH, NaOH, KOH, RbOH, CsOH. Cmol/L = concentração em mol/L da base
Fortes ∴ pH = 14 – pOH
Dibases ⇒ 2 hidroxilas
[OH–] = 2 . Cmol/L
Exemplos: Ca(OH)2; Sr(OH)2
[OH] = k . α . Cmol/L
Cmol/L = concentração em mol/L da base
Fracos Em função do grau de dissociação, α.
k ⇒ número de hidrogênios ionizáveis da base
α ⇒ grau de dissociação da base

Solução tampão
Solução – Tampão ⇒ É aquela que evita a variação brusca de pH.

1º tipo: Ácido fraco + sal desse ácido com base forte.

Exemplos: CH3COOH + CH3COO–Na+; NaHCO3 + Na2CO3 etc.

2º tipo: Base fraca + sal dessa base com ácido forte.

Exemplos: NH3 + NH4Cl; Al(OH)3 + Al2(SO4)3 etc.

hidrólise
Hirólise Salina
Sais de ácidos fracos e bases fortes (e- Sais de ácidos fracos e base fracas (e-
xemplo: NaCN) em solução aquosa dão xemplo: CH3 − COONH4) em solução a-
hidrólise do ânion e a solução aquosa é quosa dão hidrólise do ânion e do cátion e
básica. a solução aquosa será ácida se o Ka for
A– + H2O HA + OH– maior que o Kb e será básica no caso con-
trário.

Sais de ácidos fortes e base fracas (exem- Ânions de ácidos fortes e cátions de bases
plo: NH4Cl) em solução aquosa dão hidró- fortes não dão hidrólise, portanto os sais
lise do cátion e a solução aquosa é ácida. de ácidos fortes e bases fortes (exemplo:
NaCl) não dão hidrólise e a solução aquo-
sa é neutra.

33
Química

Eletroquímica O processo de redução é inverso ao processo


de oxidação.
A eletroquímica é a parte da química que estu-
da as relações entre a corrente elétrica e as rea- Redução
ções químicas.
Cu2+ → Cu0 E0red = + 0,34 V
Existem dois processos eletroquímicos:
O inverso é:
Pilha ⇒ reação que produz corrente elétrica.
Eletrólise ⇒ reação que para ocorrer consome Oxidação
corrente elétrica. Cu0 → Cu2+ E0oxi = − 0,34 V
Todos os processos eletroquímicos envolvem
Logo o potencial de redução é o igual ao po-
transferência de elétrons, ou seja, oxidações e
tencial de oxidação, com o sinal trocado.
reduções.
Oxidação ⇒ perda e− ⇒ aumento do nox ⇒ E0red = − E0oxi
agente redutor.
Redução ⇒ ganho e− ⇒ diminuição do nox ⇒ PREVISÃO DA ESPONTANEIDADE DAS REAÇÕES A
agente oxidante. PARTIR DOS POTENCIAIS DE ELETRODO

POTENCIAL DE ELETRODO (E) O elemento de maior E0red ⇒ reduz


O elemento de menor E0red ⇒ oxida
Podemos prever a realização das reações a
partir de potenciais elétricos medidos em volts (V).
Exemplo: reação entre alumínio e ferro
Em eletroquímica, encontramos 2 tipos de potenci-
ais:
Fe2+ → Fe0 E0red = − 0,44 V
Potencial de Oxidação (Eoxi) ⇒ potencial relativo à Al3+ → Al0 E0red = − 1,66 V
tendência de ceder elétrons (oxidar);
Potencial de Redução (Ered) ⇒ potencial relativo à Como o alumínio possui o menor E0red, ele so-
tendência de receber elétrons (reduzir). frerá oxidação. Para obtermos a equação da rea-
ção que ocorre entre os dois elementos, mantere-
Iremos minimizar os problemas relativos ao mos a semi-reação do ferro e inverteremos a equa-
aumento de temperatura e concentração de íons,
ção do alumínio.
fixando o valor de temperatura em 25ºC e a con-
centração da solução em −
1 mol/L. O potencial medido nessas condições e a Fe +2 ⎯⎯⎯→ Fe 0
2e
E0red = − 0,44 V
1 atm de pressão é denominado potencial normal −

ou padrão de eletrodo (E0). Al 0 ⎯⎯⎯→ Al +3


3e
E0red = + 1,66 V
O valor numérico correspondente ao potencial
de um determinado eletrodo é medido a partir do Observe ainda que o número de elétrons en-
potencial de referência, o qual foi convencionado volvidos nas semi-reações não é o mesmo. Para
de valor 0 V (zero volt). Adotou-se como eletrodo balancearmos essas equações, iremos multiplicar a
de referência o eletrodo de hidrogênio gasoso. semi-reação do ferro por 3 e a do alumínio por 2.

E0red < 0 (negativo) ⇒ eletrodo sofre oxidação Semi-reação de redução:


mais facilmente do que o hidrogênio.
6e −
3Fe2+ ⎯⎯⎯⎯→ 3Fe0 E0 = − 0,44 V

Semi-reação de oxidação:
E0red > 0 (positivo) ⇒ eletrodo sofre redução
6e −
mais facilmente do que o hidrogênio. 2Al0 ⎯⎯⎯⎯→ 2Al3+ E0 = + 1,66 V

Obs.: Reação global:

A IUPAC recomenda que os trabalhos eletro- 3Fe2+ + 2Al0 → 3Fe0 + 2Al3+ ∆E0 = +
químicos sejam realizados com potenciais 1,22 V
de redução.

34
Química

Semi-reação E0red
Quando uma reação possui ∆E0 > 0 a reação é

espontânea e produz energia elétrica (pilha). Cu 2+ ⎯⎯⎯→ Cu 0
2e + 0,34V
Quando uma reação possui ∆E0 < 0 a reação é −
Zn 2 + ⎯⎯⎯→ Zn 0
2e − 0,76 V
não-espontânea e para ocorrer consome ener-
gia elétrica (eletrólise).
O cobre tem o maior potencial de redução, logo
sofrerá redução, devido ao ganho de elétrons. O
zinco tem o menor potencial de redução e sofre
oxidação, perdendo elétrons para o cobre.
A d.d.p. de uma reação pode ser calculada a
Para obtermos as equações iônicas que ocor-
partir dos potenciais de redução. rem na pilha, iremos sempre manter a semi-reação
∆Eo = E0oxidante – E0redutor do elemento de maior E0red e sempre inverteremos
ou a semi-reação do elemento de menor E0red e depois
iremos somá-las.
∆Eo = E0maior – E0menor
2e −
Cu 2 + ⎯⎯⎯⎯→ Cu 0 E0 = + 0,34 V
(manter)
PILHA DE DANIELL 2e−
Zn 2 + ⎯⎯⎯⎯→ Zn 0 E0 = − 0,76 V (in-
A partir do experimento de Volta, J.F. Daniell verter)
idealizou um sistema formado por dois eletrodos,
Reação catódica:
um de cobre e outro de zinco, ligados por um fio
condutor e mergulhados em soluções aquosas (1 Cu2+ → Cu0 E0 = + 0,34 V
mol/L) que contêm os seus respectivos íons. As
Reação anódica:
soluções mais utilizadas são CuSO4 e ZnSO4.
Zn0 → Zn2+ E0 = − 0,76 V
Equação global:
Cu2+ + Zn0 → Cu0 + Zn2+ ∆E0 = + 1,1 V
Nessa pilha há a transferência de 2e− de cada
átomo de zinco para cada íon Cu2+.
Obs.:
Quando invertemos uma equação, trocamos o
sinal do potencial de eletrodo.
A soma dos potenciais após a inversão do me-
nor E0red corresponde à d.d.p. ou ∆E0 da pilha. Ain-
da podemos calcular o ∆E0 pela expressão:

∆E0 = E0maior −
Após algum tempo, verificamos algumas altera-
ções no sistema: E0menor
– o eletrodo de cobre começa a aumentar de
volume; Com base na equação global, iremos explicar as
– o eletrodo de zinco começa a ser corroído; alterações verificadas na pilha em funcionamento.
– o galvanômetro registra uma d.d.p. de 1,1 V; O eletrodo de cobre começa a aumentar de vo-
lume, pois o Cu2+ que está em solução recebe 2e−
– a solução de cobre começa a diminuir a sua perdidos pelo zinco e se transforma em Cu0 que
concentração; fica aderido ao eletrodo. Do que foi dito, observa-
– a solução de zinco começa a aumentar a sua mos que a quantidade de Cu2+ em solução irá di-
concentração. minuir, tornando-a diluída.
O eletrodo de zinco sofre corrosão, ou seja, há
Isso se dá devido à reação existente entre o
uma diminuição de seu volume, porque o Zn0 perde
cobre e o zinco:

2e− e se transforma em Zn2+ caindo em solução e
CuSO 4( aq ) + Zn 0 (s ) ⎯⎯⎯→ Cu 0(s ) + ZnSO4( aq )
2e
deixando o espaço que ocupava no eletrodo vazio.
Assim, a quantidade de Zn2+ em solução irá au-
Essa reação pode ser explicada pelo potencial mentar fazendo com que essa solução torne-se
padrão de redução dos dois elementos. mais concentrada.

35
Química

Esse sistema não poderia gerar corrente elétri- PILHA SECA


ca se o circuito não estivesse fechado. Isso ocorre,
pois no circuito externo (fio condutor) há o fluxo de É uma pilha em que suas reações são irrever-
elétrons do eletrodo de zinco para o eletrodo de síveis, ou seja, não pode ser recarregada. Quando
cobre; e no circuito interno (soluções eletrolíticas ocorre uma transformação total dos reagentes, a
separadas pela placa de porcelana porosa ou pon- pilha pára de funcionar.
te salina) há o fluxo iônico pelos poros da porcela-
na porosa: cátions em direção ao cátodo e ânions
em direção ao ânodo.
Veja o esquema da pilha em funcionamento:

O sistema é formado por uma série de reações


muito complexas, porém as mais importantes e que
mais contribuem para d.d.p. são:
Reação catódica:
2NH4+ + 2MnO2 → Mn2O3 + 2NH3 + H2O
Reação anódica:
Zn → Zn2+
Reação global:
2NH4+ + 2MnO2 + Zn → Mn2O3 + 2NH3 + H2O +
Zn2+
Na verdade, essas pilhas não são totalmente
Semicela A ⇒ ânodo ⇒ eletrodo de Zn e solução de
0 secas, pois em seu interior sempre obteremos na
Zn2+; pasta NH3 e H2O. Assim, só iremos obter um ren-
dimento máximo intercalando intervalos de uso e
Semicela B ⇒ cátodo ⇒ eletrodo de Cu0 e solução “repouso”. Dessa forma poderemos verificar, em
de Cu2+. alguns casos, vazamentos na pilha. Para evitá-los
devemos retirá-la no período de “repouso”.
CARGA E DESCARGA EM UMA PILHA PILHAS ALCALINAS
São pilhas semelhantes às secas, alterando
Com o passar do tempo, há um desgaste do somente a substância que está impregnada na
ânodo da pilha, então ela está se descarregando. pasta externa, no caso da pilha alcalina é o KOH e
não NH4Cl.
Quando as reações da pilha são reversíveis,
podemos recarregá-la. Isso é feito ligando um ge- As pilhas alcalinas apresentam um rendimento
rador ao circuito externo, com d.d.p. superior a da muito superior ao das pilhas secas comuns.
pilha.
BATERIA DE AUTOMÓVEL
O gerador “força” os elétrons a retornarem ao
ânodo, logo o processo é não-espontâneo (∆E0 < É uma associação de pilhas em série. Normal-
0). Para a pilha de Daniell temos: mente são associadas 6 pilhas de 2V, logo a bate-
ria fornecerá 12V.
Descarga:
As reações que ocorrem durante o processo
Cu2+ + Zn0 → Cu0 + Zn2+ ∆E0 = + 1,1 V ⇒ espontâ- são:
neo.
Reação catódica:
Carga:
PbO2 + SO42− + 4H+ → PbSO4 + 2H2O
Cu + Zn → Cu + Zn ∆E
0 2+ 2+ 0 0
= − 1,1 V ⇒ não-
espontâneo. Reação anódica:
Pb + SO42− → PbSO4
À medida que a pilha é carregada, a lâmina de
zinco recompõe-se enquanto a de cobre diminui Reação global:
até voltarem ao normal. PbO2 + 2H2SO4 + Pb → 2PbSO4 + 2H2O

36
Química

Obs.: Semi-reação de oxidação:


Pb, PbO2 e PbSO4 são sólidos e o ∆E0 do acu- 2e −
2Cl−(l) ⎯⎯⎯⎯→ Cl2(g) E0red = + 1,36 V
mulador depende da concentração de H2SO4. As-
(ânodo)
sim é sempre bom manter constante o volume de
água. Semi-reação de redução:
O ácido sulfúrico não deve ser substituído por 2e −
2Na+(l) ⎯⎯⎯⎯→ Na0(s) E0red = − 2,4 V
outro ácido, senão o sal formado seria solúvel,
além do fato de que outro ácido iria corroer as pla- (cátodo)
cas. Reação global:
O ácido sulfúrico vai sendo consumido e é por
2Cl−(l) + 2Na+(l) → Cl2(g) + 2Na0(s) ∆E0 = −
isso que, na prática, testa-se a carga da bateria
medindo-se a densidade do ácido. 4,07 V

Essas reações são reversíveis. Em um auto- Observe que o ∆E0 < 0, ou seja, o gerador de-
móvel, o alternador ou dínamo é o responsável verá produzir 4,07 V, no mínimo, para que esta
pela recarga contínua da bateria, o que prolonga reação ocorra.
muito a vida útil da bateria. Esquema:
ELETRÓLISES elé-
t elé-
t
Eletrólise ⇒ Reação eletroquímica não- cátodo ânodo
espontânea que é promovida pelo consumo
de energia elétrica. (∆E0 < 0).
+
Na

A Eletrólise tem como característica principal a Cl−


descarga de íons, tornando-os neutros. Os cátions
descarregam-se em um eletrodo denominado cáto-
do.
O cloro gasoso irá borbulhar na solução e de-
verá ser recolhido com a ajuda de um tubo de vidro
cátodo ⇒ pólo − ⇒ eletrodo em que há a re-
dução. adaptado ao sistema.

ELETRÓLISE AQUOSA
Em um eletrodo:
um cátion metálico neutraliza-se na forma metá- Quando a dissociação do eletrólito é promovida
lica. pela água, temos a eletrólise aquosa. Em uma
Exemplos: eletrólise aquosa, existem duas alternativas de íons
Fe2+ → Fe0 para promoverem a descarga nos eletrodos, os
Na+ → Na0 íons obtidos da auto-ionização da água e os íons
do eletrólito, gerando uma competição. Veja o e-
um ânion simples neutraliza-se na forma de xemplo do cloreto de sódio.
uma molécula biatômica.
H O −
Exemplos: NaCl(s) ⎯⎯⎯⎯
2 ⎯→ Na+
(aq) + Cl (aq)

2Cl− → Cl2
2Br− → Br2 H2O(l) + H2O(l) → H3O+(aq) + OH−(aq)

Porém, apenas um dos cátions e apenas um


ELETRÓLISE ÍGNEA
dos ânions irá descarregar-se.
É a eletrólise em que os íons são obtidos a par-
A ordem de descarga dos cátions é:
tir da fusão do eletrólito sólido, ou seja, dissociação
do eletrólito a partir do aquecimento. Veja:
Cátions da família IA(1) e IIA(2), Al3+, H+
∆ (H3O+), os demais cátions.
⎯→ Na+(l) + Cl−(l)
NaCl(s) ⎯⎯⎯
Agora, com íons livres, uma fonte geradora de Observe que o cátion da água só descarrega
corrente elétrica promove a oxidação e a redução. primeiro (vence a competição) do que os cátions
das família IA(1), IIA(2) e Al3+.

37
Química

A ordem de descarga dos ânions é: Obs.:


Oxigenados e F−, OH−, não-oxigenados e
Como o resíduo do processo eletrolítico é uma
HSO4−. base, com o passar do tempo, o pH da solução
Observe que o ânion da água só descarrega aumenta;
primeiro (vence a competição) quando os ânions Os gases são coletados em tubos especiais;
são oxigenados (exceto o HSO4−) ou o fluoreto. gás cloro é de cor esverdeada e muito utilizado
como bactericida.
Quando os íons da água descarregam primeiro
do que os íons do eletrólito, as reações que ocor-
rem são:
EQUAÇÃO GERAL DA ELETRÓLISE
Semi-reação de redução: Experimentalmente verificou-se que 96.500C ou
1 F (um Faraday) é a carga necessária para trans-
2H3O+(aq) → H2(g) + 2H2O(l) (cátodo) formar a massa molar por carga de qualquer subs-
tância em uma eletrólise.
Semi-reação de oxidação:
Como:
2OH−(aq) → H2O(l) + 1/2 O2(g) (ânodo)
96.500 C –−−−−− 1E
Q −−−−− m
Eletrólise aquosa do cloreto de sódio (NaCl) logo:
m. 96.500 = E.Q
Íons em solução: Q.E
m=
96.500
íons da água H 3O + OH− como:
Q = i.t
íons do eletrólito Na+ Cl−
itE
m=
96.500
Nessa eletrólise, o H3O+ vence a competição
pela descarga no cátodo e descarrega primeiro, da
mesma forma o Cl− vence a competição e descar- Em que E = M/carga ⇒ massa molar por carga.
rega primeiro no ânodo.
Unidades:

i ⇒ Ampére (A)
Q ⇒ Coulomb (C)
t ⇒ segundos (s)

Obs.:

1 F é a carga transportada por um mol de elé-


trons (6,02.1023 e−) que é capaz de descarregar 1 E
de qualquer substância em uma eletrólise;
As Leis de Faraday podem ser aplicadas às pi-
lhas para determinarmos as massas que se deposi-
Os eletrodos utilizados são inertes.
tam no cátodo ou a massa corroída no ânodo;
Como a eletrólise é uma reação química, ela po-
O resíduo dessa reação é o NaOH, e assim a de ter um rendimento inferior a 100%. Caso o rendi-
eletrólise aquosa do NaCl consiste no processo mento seja dado em um problema, devemos corrigir
industrial de produção de soda cáustica (NaOH). os cálculos com uma de regra de 3 simples.
Reação catódica:
Exemplo: a massa obtida para o rendimento 100% é
2H3O+(aq) → H2(g) + H2O(l) (redução) 20 g, como a eletrólise se processa com 70% de
rendimento.
Reação anódica:
20 g −−−− 100 %
2Cl−(aq) → Cl2(g) (oxidação)
x −−−− 70%
Reação global:
x = 14 g
2H3O+(aq) + 2Cl−(aq) → H2(g) + Cl2(g) + H2O(l)

38
Química

Reações Nucleares

RADIOATIVIDADE

A radioatividade é um fenômeno nuclear, isto é, deve-se unicamente ao núcleo atômico instável que emite
partículas e radiações, buscando a estabilidade.

1. Partículas α

São partículas constituídas de 2 prótons e 2 nêutrons (conjunto igual ao núcleo do átomo de Hélio), emiti-
das pelo núcleo radioativo.

LEI DE SODDY: Quando um elemento radioativo emite uma partícula α, seu número atômico diminui duas
unidades e o seu número de massa diminui quatro unidades.

ZT ⎯
⎯→ 42 α
A A-4
+ Z-2W
2. Partículas β
Cada partícula β é um elétron emitido em alta velocidade pelo núcleo radioativo.
Admite-se que a partícula β (elétron) deva ser formada pela desintegração de um nêutron:
Esse elétron é imediatamente expulso pelo núcleo e recebe a denominação de partícula β.

LEI DE SODDY-FAJANS-RUSSEL: Quando um elemento radioativo emite uma partícula β, seu número atômi-
co aumenta de uma unidade e o seu número de massa não se altera.

Z X⎯
⎯→ −01 β+ ZA
A
+1Y

3. Radiações γ

São radiações eletromagnéticas cujos comprimentos de onda variam de 0,5 a 0,005 Å. A emissão de partí-
culas α e β é normalmente acompanhada de emissão de radiação γ.

EQUAÇÕES DE DESINTEGRAÇÃO

Nas equações de desintegração a soma dos índices superiores ou inferiores do 1o membro é igual a do 2o
membro).
Exemplo:

90 Th
232
→ + 2 α 4 + 88 Ra 228 {{228 + 4= 232
88+ 2 =90

90 Th
234
→ −1 β 0 + 91 Pa 234 {{234 + 0 = 234
91−1=90

39
Química

CARACTERÍSTICAS DAS EMISSÕES RADIOATIVAS

PROPRIEDADES ALFA 42 α BETA −1 β


0
GAMA 00 γ
A velocidade é de 5 A velocidade é de A velocidade é
Velocidade a 10% da velocida- 90% da velocidade igual à velocidade
de da luz. da luz. da luz.
De 50 a 100 vezes Altíssimo. São mais
Pequeno. Não
maior que as partí- penetrantes que os
atravessam uma
Poder de penetra- culas alfa. São de- raios X, por possuí-
camada de ar de
ção tidas por uma cha- rem pequenos
7 cm, uma folha de
pa de chumbo de 2 comprimentos de
papel.
mm. onda.
Pequenos. Na mai- Altos. Atravessam
oria das vezes são com-pletamente o
Médios. Penetram
detidas pelas ca- organismo, poden-
até
Efeitos fisiológicos madas de células do provocar vários
2 cm no corpo hu-
mortas da pele. tipos de câncer e
mano.
Podem causar até mutações gêni-
queimaduras. cas.

PERÍODO DE SEMIDESINTEGRAÇÃO OU MEIA-VIDA (P)


É o tempo necessário para que a metade dos átomos presentes numa amostra desintegrem-se.

1P No 1P No 1P No 1P N
N o ⎯⎯→ ⎯⎯→ ⎯⎯→ ⎯⎯→ xo
2 4 8 2
2 MEIAS VIDAS
3 MEIAS VIDAS
X MEIAS VIDAS

Decorridos x meias-vidas, o número final de átomos (N) em uma amostra radioativa será:

No
N=
2x
⎧N = n.o final de átomos em uma amostra radioativa

em que : ⎨No = n.o inicial de átomos em uma amostra radioativa
⎪x = n.o de meias - vidas

Nessa expressão, N e No podem também representar a massa final (m) e a massa inicial (mo) de uma a-
mo
mostra radioativa. Assim: m=
2x
O tempo (t) correspondente a x meias-vidas é dado por:

t = x.P

Em que: {P = tempo correspondente a uma meia-vida.

TRANSMUTAÇÃO
Ocorre transmutação quando os átomos sofrem transformações em seus núcleos, originando átomos de
um novo elemento.

40
Química

Transmutação Natural ⇒ ocorre por emissão espontânea de partículas por parte do núcleo.
Exemplo: 137
55 Cs → 137
56 Ba + −1 β
0

Transmutação Artificial ⇒ provocada por bombardeamentos de núcleos com partículas. As principais partícu-
las utilizadas são partículas α, prótons e dêuterons.
Exemplo: Reação de descoberta do nêutron por

4 Be + 2 α ⎯
⎯→ 01 n +
9 4 12
6C

FISSÃO NUCLEAR
No processo conhecido como fissão, um núcleo muito “pesado” parte-se e forma núcleos de “peso” médio.
235
Exemplo: Fissão do 92 U , quando bombardeado com nêutrons lentos.

235
92 U + 01 n ⎯
⎯→ 142
56 Ba + 91
36 Kr +3 01 n + ENERGIA
Durante a fissão são produzidos nêutrons. Os nêutrons emitidos podem causar a fissão de outros núcleos
235
de 92 U ,
ocorrendo uma reação em cadeia.

1. Reação em Cadeia
No processo da fissão ocorre uma perda de massa que é convertida de acordo com a equação de Einstein:

∆E = ∆m . c 2

em que ∆E é a energia libertada durante a fissão.


A energia libertada em uma fissão nuclear é aplicada para fins pacíficos nos reatores nucleares (reação
controlada) ou para fins bélicos em bombas atômicas, “bombas A” (reação incontrolada).
2. Bomba Atômica (Bomba A)
A bomba atômica é detonada em três estágios. O 1º estágio consiste em detonar a espoleta da bomba,
uma carga de TNT, que ao explodir libera energia suficiente para juntar massas de material físsil (normalmen-
te urânio-235 ou plutônio-239). Quando essas massas juntam-se, elas formam uma massa denominada mas-
sa crítica, completando o 2º estágio. No 3º estágio, a massa crítica penetra na fonte de nêutrons dando ori-
gem à reação em cadeia.

FUSÃO NUCLEAR
No processo conhecido como fusão, núcleos “leves” combinam-se para formar núcleos mais “pesados”.
Exemplo: “Energia solar”.
Na superfície solar, admite-se que ocorre a reação de fusão de quatro núcleos de H para formar um núcleo de
He.
mi- 4
411 H C
o
2 He + 2pósitrons + 2 neutrinos + E

No processo, ocorre uma perda de massa, que é convertida de acordo com a equação de Einstein,
∆E = ∆m . c 2 , em que ∆E é a energia libertada durante a fusão.

Bomba de Hidrogênio (Bomba H)

Em uma bomba de hidrogênio, a espoleta é uma “bomba A” que ao ser detonada libera uma fabulosa quanti-
dade de energia suficiente para elevar a temperatura e fundir os núcleos atômicos.

41
Química

Introdução à Química Orgânica


QUÍMICA ORGÂNICA

Química orgânica é a parte da química que estuda os compostos do elemento carbono.

Alguns compostos orgânicos, apesar de possuírem carbono, não são orgânicos; são os compostos de tran-
sição. Exemplos: Cgrafite, Cdiamante, cianetos, cianatos, carbonatos, bicarbonatos etc.

Todo composto orgânico possui átomos de carbono, mas nem todo composto que possui átomos de carbono
é orgânico.

O ÁTOMO DE CARBONO
Ângulo entre as liga-
Hibridação Ocorrência Geometria Molecular
ções

sp3 C tetraédrica 109º 28’ ou 109,5º

sp2 C trigonal plana 120º

sp C ou C linear 180º

TIPOS DE CARBONO
primário ⇒ ligado a no máximo 1C;
secundário ⇒ ligado 2C;
terciário ⇒ ligado 3C;
quaternário ⇒ ligado 4C.
FÓRMULAS
Fórmula Molecular
Exemplos: C6H6, C12H22O11 e CH3Cl
Fórmula Estrutural Plana
H H H H Cl H
Exemplos: H - C - C - C - H e H - C - C - C - OH
H H H H H H
ou
Cl
CH3- CH 2- CH 3 e CH3- CH - CH 2- OH

Fórmula Estrutural Espacial do Tipo “Traço”


Cl
OH
Exemplos: e

Cl F
OH

dupla ligação e tripla ligação

Obs.:
Nesse tipo de representação, cada extremidade de um traço corresponde a um átomo de carbono;
Para se determinar o número de hidrogênios ligados a cada carbono é só verificar quantas ligações cada um
desses átomos está fazendo e subtrair de quatro unidades (o carbono é tetravalente);

42
Química

CADEIAS CARBÔNICAS
Cadeia Característica Exemplo
Os átomos de carbono não CH3- CH 2- CH 3
Aberta, acíclica ou alifática
formam ciclo.

Os átomos de carbono for-


Fechada ou cíclica
mam um ciclo.

É uma cadeia formada por


uma parte aberta e outra fe- CH 2 -CH 3
Cadeia mista chada.
Obs.: a parte aberta da cadeia
deve conter carbonos.
Não apresenta dupla ou tripla
Saturada ligação entre dois átomos de CH3- CH 2- CH 3
carbono.
Apresenta pelo menos uma
Insaturada ligação dupla e/ou tripla entre CH 3 - CH 2 - CH = CH 2
dois átomos de carbono.
Entre dois átomos de carbono
só há a presença de carbono
Homogênea (para cadeias fechadas, po- CH3- CH 2- CH 3
demos denominá-la homocí-
clica).
Entre dois átomos de carbono
há a presença de um átomo
diferente de carbono, heteroá-
Heterogênea tomo (para cadeias fechadas, CH 3 - O - CH = CH 2
podemos denominá-la hetero-
cíclica).
Heteroátomos: O, N, S e P.
Cl
Todos os carbonos estão dis-
Normal ou não-ramificada CH3 - CH - CH2 - OH
postos num único eixo.

Existe mais de um eixo con-


tendo carbonos. CH3 - CH2 - CH - CH2 - CH 3
Ramificada
Obs.: toda cadeia mista é CH3
ramificada.
Cadeia fechada em que se
verifica a presença de resso-
nância (deslocamento de pa-
res de elétrons pi). As únicas
cadeias aromáticas a serem
estudadas por nós, nesta o- ou
Aromática
bra, são as cadeias benzêni-
cas (ciclo com seis átomos de
carbonos com alternância de
simples e duplas ligações
entre carbonos) e suas cadei-
as derivadas.

Cadeia fechada não-


Alicíclica
aromática.

43
Química

Funções e Nomenclatura
NOMENCLATURA OFICIAL (IUPAC) DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS
Prefixo Infixo Sufixo
número de carbonos na ca-
tipo de ligação entre carbonos função a que o composto pertence
deia principal
Obs.: Cadeia Principal ⇒ é a maior seqüência de átomos de carbono que contém as insaturações e grupos
funcionais.
N.º DE CARBONOS TIPO DE LIGAÇÃO FUNÇÃO
1C ⇒ MET Saturada ⇒ AN
2C ⇒ ET Insaturada entre carbonos: hidrocarboneto ⇒ O
3C ⇒ PROP 1 dupla ⇒ EN álcool ⇒ OL
4C ⇒ BUT 1 tripla ⇒ IN aldeído ⇒ AL
5C ⇒ PENT 2 duplas ⇒ DIEN cetona ⇒ ONA
6C ⇒ HEX 2 triplas ⇒ DIIN ácido carboxílico ⇒ ÓICO
7C ⇒ HEPT 1 dupla e 1 tripla ⇒ ENIN
8C ⇒ OCT
Se o composto for cíclico, receberá o prenome ⇒ CICLO

Caso a cadeia principal de um composto orgânico contenha ramificações, insaturações ou grupos funcio-
nais móveis, devemos numerá-la para localizá-los. As regras para a numeração da cadeia principal são:
numera-se a cadeia a partir da extremidade mais próxima da insaturação, grupo funcional ou ramificação;
– o grupo funcional tem preferência sobre as insaturações e essas, por sua vez, em relação às ramificações;
– se duas ramificações estão à mesma distância das extremidades, começamos a numerar pela extremidade
mais próxima da ramificação mais simples;
– havendo mais de uma possibilidade de cadeia principal, será considerada a que possui o maior número de
ramificações;
– havendo mais de uma possibilidade de cadeia principal, será considerada a que dá a menor soma dos índi-
ces que indicam a localização do grupo funcional, insaturação e ramificações;
– as ramificações devem ser colocadas em ordem alfabética. Havendo mais de uma ramificação do mesmo
tipo, devemos colocar os prefixos di, tri, tetra,... que não deverão ser levados em consideração para efeito
dessa ordem.
PRINCIPAIS RADICAIS LIVRES DA QUÍMICA ORGÂNICA

CH3 - CH3 - CH2 - CH3 - CH2 - CH2 -

metil(a) etil(a) propil(a)

CH3 - CH - CH3 CH3 - CH2 - CH2 - CH2 -


-

sec-propil(a) butil(a)
ou isopropil(a)
-

CH3 - CH2 - CH - CH3 CH3 - C - CH3 CH3 - CH- CH2 -


-

CH3 CH3
sec-butil(a)
terc-butil(a) iso-butil(a)

CH2 -
CH2 = CH -

vinil(a) ou fenil(a) benzil(a)


etenil(a)

44
Química

HIDROCARBONETOS 6. Ciclenos (ou Ciclo-Alcenos)


1. Alcanos Hidrocarbonetos alicíclicos e insaturados por
meio de uma dupla ligação.
Hidrocarbonetos alifáticos e saturados.

1 2 3 4 5 6 3 CH3
CH3 - CH - CH - CH2 - CH - CH3 1 2
CH3 CH2 CH3
3 - metil – ciclopropeno
Obs.: Nos ciclenos, a dupla ligação deve sempre
estar indicada pelos números 1 e 2.
3 - benzil - 2,5 - dimetil - hexano

2. Alcenos (ou Alquenos) 7. Aromáticos

Hidrocarbonetos alifáticos e insaturados por São hidrocarbonetos derivados do benzeno.


uma única dupla ligação. Esses compostos possuem cadeias fechadas e
realizam o fenômeno da ressonância.
1 2 3 4 5 6
CH3 - CH - C = CH - CH2 - CH3
CH3 CH2- CH3
3 - etil - 2 - metil - 3 - hexeno
benzeno
3. Alcinos (ou Alquinos)

Hidrocarbonetos alifáticos e insaturados por


uma única tripla ligação.

3 2 1 naftaleno
CH3 - C C
1 - fenil - propino 3 CH2 - CH3
4. Alcadienos 2
1
CH 3
Hidrocarbonetos alifáticos e insaturados por
duas duplas ligações. CH 3
3 - etil - 1,2 - dimetil - benzeno
1 2 3 4 5
CH2 = C = C - CH2 - CH3
3 CH2 - CH3
CH2- CH3
2
3 - etil - 1,2 - pentadieno 1

5. Ciclanos (ou Ciclo-Alcanos) CH 3


3 - etil - 1 - metil - benzeno
Hidrocarbonetos alicíclicos e saturados. ou m - etil - metil - benzeno
ou m - etil - tolueno
1
CH3
Obs.: Quando o anel aromático do benzeno está
substituído apenas por dois grupos, podemos de-
nominar as posições da seguinte forma:
2
CH - CH3
posições 1 e 2 ocupadas ⇒ posição orto (o);
CH3 posições 1 e 3 ocupadas ⇒ posição meta (m);
1 - metil - 2 isopropil - ciclobutano posições 1 e 4 ocupadas ⇒ posição para (p).

45
Química

ÁLCOOIS O
Compostos que possuem como grupo funcional H-C-H
a hidroxila (– OH), ligada diretamente a um carbono metanal (IUPAC)
saturado. aldeído fórmico ou formaldeído (usual)
Classificação:
Quanto ao número de hidroxilas:
O

monoálcool ⇒ 1OH em sua cadeia carbônica; CH3 - C - H


etanal (IUPAC)
diálcool (glicol) ⇒ 2OH em sua cadeia carbônica;
aldeído acético ou acetaldeído (usual)
triálcool ⇒ 3OH em sua cadeia carbônica;
poliálcool ⇒ + de 3OH em sua cadeia carbônica. O
5 4 3 2 1
CH3 - CH - CH2 - CH2 - C - H
Quanto ao tipo de carbono a que a hidroxila
CH3
encontra-se ligada:
4 - metil - pentanal
primários ⇒ OH ligada a um Cp;
secundários ⇒ OH ligada a um Cs; O
5 4 3 2 1
terciários ⇒ OH ligada a um Ct. CH3 - CH = C - CH2 - C - H
OH CH2CH3
5 4 3 2 1
3 - etil - 3 - pentenal
CH3 - CH - CH2 - CH - CH3
CH3 CETONAS
4 - metil - 2 - pentanol
Compostos que possuem como grupo funcional
OH OH a carbonila (C = O) em um carbono secundário, ou
1 2 3 4 5
seja, ligada a dois átomos de carbono.
CH2 - CH - CH - CH - CH3
CH3 CH2CH3 Nomenclatura Usual:
3 - etil - 2 - metil - 1,4 - pentanodiol
Citam-se os nomes, em ordem alfabética, dos
Nomenclatura Usual para Monoálcoois: radicais ligados à carbonila e, em seguida, adicio-
na-se o termo CETONA.
Inicia-se com a palavra ÁLCOOL, seguida do
O
nome do radical ligado à hidroxila com a termina-
ção ÍLICO. CH3 - C - CH3
CH3 - CH2 - OH propanona (IUPAC)
acetona ou dimetil - cetona (usuais)
etanol (IUPAC) ou álcool etílico (usual)
O
5 4 3 2 1
OH OH OH CH3 - CH - CH2 - C - CH3
3 2 1
CH3
CH2 - CH - CH2
4 - metil - 2 - pentanona (IUPAC)
1, 2, 3 - propanotriol (IUPAC) isobutil - metil - cetona (usual)
glicerol ou glicerina (usuais)
ÁCIDOS CARBOXÍLICOS
ALDEÍDOS
Compostos que possuem como grupo funcional Compostos que possuem como grupo funcional
a carbonila (C = O) em um carbono primário, ou a carbonila (C = O), ligada a uma hidroxila (– OH),
seja, ligada a pelo menos um átomo de hidrogênio. o que denominamos de grupo carboxila. A carboxi-
O la pode ser representada por: – COOH, ou ainda –
Esse grupo funcional ( C
H
) também pode ser CO2H. Os ácidos carboxílicos constituem a função
denominado aldoxila. de maior caráter ácido na química orgânica.

46
Química

O ÉSTERES
H - C - OH São compostos derivados dos ácidos carboxíli-
ác. metanóico (IUPAC) cos, obtidos pela substituição do hidrogênio da
ác. fórmico (usual) carboxila por um radical carbônico. A reação entre
um ácido carboxílico e um álcool (reação de esteri-
ficação) é uma das mais importantes para a obten-
O
ção dos ésteres. Tais compostos possuem o gru-
CH3 - C - OH O
pamento funcional carboxi ( C ).
ác. etanóico (IUPAC) O
ác. acético (usual)
Nomenclatura IUPAC:
O
4 3 2 1 Deveremos apenas substituir a terminação ICO
CH3 - CH - CH2 - C - OH do ácido carboxílico pela terminação ATO, seguido
CH3 da preposição DE e do nome do radical ligado ao
oxigênio. Para numerarmos a cadeia principal de
ác. 3 - metil - butanóico
um éster devemos começar pelo carbono do gru-
pamento carboxi.
FENÓIS
O
Compostos que possuem como grupo funcional
a hidroxila (– OH) ligada diretamente a um átomo H3C - CH2 - C - O - CH2 - CH3
do anel aromático. São menos ácidos do que os
propanoato de etila
ácidos carboxílicos.

O
Nomenclatura IUPAC: 4 3 2 1
CH3 - CH2 - CH - C - O
Coloca-se o prefixo hidroxi ao nome do hidro-
carboneto de origem. Para numerarmos a cadeia CH3
fechada de um fenol, devemos começar pelo car-
bono que se encontra ligado à hidroxila. 2 - metil - butanoato de fenila
OH
ÉTERES
Compostos que possuem o oxigênio (– O – ,
oxi) como grupamento funcional.

1. Nomenclatura IUPAC:
hidróxi - benzeno (IUPAC)
O radical de menor cadeia recebe a terminação
fenol ou ác. fênico (usuais)
ÓXI e radical de maior cadeia recebe o nome do
hidrocarboneto de origem.
3 CH2 - CH3
2
2. Nomenclatura Usual:
1
Inicia-se com a palavra ÉTER, seguida dos
nomes dos radicais (em ordem de complexidade),
OH
colocando-se no radical mais complexo a termina-
3 - etil - hidróxi - benzeno ção ÍLICO.
ou m - etil - hidróxi - benzeno
ou m - etil - fenol
CH3 - O - CH2 - CH3

3 CH2 - CH3 metóxi - etano (IUPAC)


2
éter metil - etilíco
1
OH
CH3 - CH2 - CH2 - CH2 - O - CH2 - CH3
OH
etóxi - butano (IUPAC)
3 - etil - 1,2 - diidróxi - benzeno éter etil - n butilíco

47
Química

AMINAS O
São compostos derivados da amônia, NH3, pela H3C - C - NH2
substituição de um átomo de H (ou mais) por radi-
cais carbônicos, em que os carbono(s) que se li- etanoamida
ga(m) ao nitrogênio é(são) saturado(s). As aminas (amida não-substituída)
podem ser classificadas em:
O
– aminas primárias ⇒ nitrogênio ligado a 1C;
– aminas secundárias ⇒ nitrogênio ligado a 2C; H3C - C - NH - CH2 - CH3
– aminas terciárias ⇒ nitrogênio ligado a 3C. N - etil - etanoamida
(amida monossubstituída)
As aminas são os compostos de maior caráter
básico na química orgânica. O
4 3 2 1
Nomenclatura IUPAC: CH3 - CH - CH2 - C - N - CH2 - CH3
A nomenclatura de uma amina é formada pelos CH3 CH3
nomes dos radicais ligados ao átomo de nitrogênio, N - metil - N - etil - 4 - metil - butanoamida
em ordem de complexidade, sendo que o radical (amida dissubstituída)
mais complexo recebe a terminação AMINA.

CH3 - NH2 NITRILAS OU CIANETOS


metilamina São compostos orgânicos que apresentam o
grupamento ciano (– CN).
CH3 - CH2 - CH2 - CH2 - NH - CH3
metil - butilamina
Nomenclatura IUPAC:
CH3 - CH2 - N - CH3 A nomenclatura de uma nitrila é formada acres-
CH3 centando-se a terminação NITRILA ou NITRILO ao
dimetil - etilamina nome do hidrocarboneto que possui igual cadeia
carbônica. Para numerarmos a cadeia de uma nitri-
AMIDAS la, devemos começar pelo carbono do grupamento
Compostos derivados dos ácidos carboxíli- ciano.
cos por substituição da hidroxila por um nitro-
gênio, ou seja, o grupo funcional é constituído CH3 - CH2 - CH2 - CN
por um átomo de nitrogênio ligado a uma car- butanonitrila
bonila. Apesar de possuírem um átomo de oxi-
gênio em seu grupo funcional, as amidas são 4 3 2 1
consideradas compostos nitrogenados. CH3 - CH - CH2 - CN
As amidas podem ser classificadas em: CH3
– amidas não-substituídas ⇒ amidas em que o 3 - metil - butanonitrila
nitrogênio está ligado à carbonila e a 2H.
– amidas N - substituídas:
NITROCOMPOSTOS
– amidas monossubstituídas ⇒ amidas em que o
nitrogênio está ligado à carbonila e a um radical São compostos orgânicos que apresentam o
carbônico; grupamento nitro (– NO2) ligado a átomo de carbo-
– amidas dissubstituídas ⇒ amidas em que o no.
nitrogênio está ligado à carbonila e a dois radi-
cais carbônicos. Nomenclatura IUPAC:
Nomenclatura IUPAC: A nomenclatura de um nitrocomposto é forma-
da antepondo-se o termo NITRO à nomenclatura
A nomenclatura de uma amida não substituída do hidrocarboneto de origem. Para numerarmos a
é derivada da nomenclatura dos ácidos carboxíli- cadeia de um nitrocomposto devemos começar
cos, deveremos substituir a terminação ICO do pela extremidade mais próxima do grupamento
ácido carboxílico de origem pela Terminação AMI- nitro.
DA. Na nomenclatura de uma amida N-substituída
escrevemos a letra N, seguida do nome dos radi- NO2
cais ligados ao nitrogênio, um a um, em ordem de 5 4 3 2 1
complexidade. Para numerarmos a cadeia de uma CH3 - CH - CH2 - CH - CH3
amida, devemos começar pelo carbono do grupa-
mento carboxila. CH3

48
Química

4 - metil - 2 - nitropentano álcoois e éteres;

CH3 - CH2 - CH2 - OH CH3 - O - CH2 - CH3


3 CH2 - CH3
2 1 - propanol metóxi - etano
1
NO2
aldeídos e cetonas;
NO2
O O
3 - etil - 1,2 - dinitrobenzeno
CH3 - C - CH3 CH3 - CH2 - C - H
COMPOSTOS HALOGENADOS OU HALETOS ORGÂ-
NICOS propanona propanal

São compostos orgânicos que possuem pelo


menos um halogênio ligado diretamente a um car- ácidos carboxílicos e ésteres.
bono da cadeia carbônica. Os halogênios serão
representados genericamente por X (= F, Cl, Br e O O
I).
CH3 - CH2 - C - OH H3C - C - O - CH3
Nomenclatura IUPAC: ác. propanóico etanoato de metila

A nomenclatura de um haleto orgânico é a


mesma nomenclatura do hidrocarboneto de ori- 2. Isomeria de cadeia
gem, considerando o halogênio como um radi-
cal e não como um grupamento funcional. En- Isomeria de Cadeia ⇒ os isômeros pertencem
tretanto, a ordem de importância para se nume- à mesma função e têm cadeias diferentes.
rar os carbonos da cadeia principal é
Toda cadeia carbônica não ramificada, satura-
insaturação > ramificação > haleto.
da ou insaturada (por ligação dupla), com quatro ou
mais carbonos, possui pelo menos um isômero de
6 5 4 3 2 1
cadeia ramificada.
CH3 - CH - CH2 - CH - CH - CH3
CH3 - CH2 - CH2 - CH3 CH3 - CH - CH3
F Cl Br
2 - bromo - 3 - cloro - 5 - flúor - hexano
CH3
butano
1 2 3 4 5 metil - propano
CH3 - CH - CH2 - CH - CH3 Toda cadeia carbônica aberta, insaturada (com
uma ligação dupla), com três ou mais carbonos,
CH3 Cl possui um isômero de cadeia fechada e saturada.
4 - cloro - 2 - metil - pentano
CH2 = C - CH3
Isomeria Plana
propeno
ISOMERIA
ciclopropano

Isomeria é a propriedade que alguns compos- Toda cadeia carbônica aberta, insaturada (com
tos orgânicos apresentam por possuírem em uma ligação tripla), com três ou mais carbonos,
possui um isômero de cadeia fechada e insaturada
comum a mesma fórmula molecular, porém
com uma ligação dupla.
fórmulas estruturais diferentes.

1. Isomeria de Função HC C - CH2 - CH3

1 - butino
Isomeria de Função ⇒ os isômeros possuem ciclobuteno
grupos funcionais diferentes.

49
Química

3. Isomeria de Posição Reações Orgânicas

Isomeria de Posição ⇒ os isômeros pertencem Reações de adição


à mesma função, têm cadeias iguais e diferen-
tes localizações de insaturações, grupos fun- As reações de adição ocorrem em compostos
cionais ou ramificações. insaturados, pela quebra de ligações pi (π), sendo
adicionadas duas espécies à molécula, para cada
Exemplos: ligação pi (π) quebrada.
a) Posição de uma insaturação:
Regra de markovnikov
H2C = CH - CH2 - CH3
1 - buteno
A espécie química hidrogênio deverá ser adicio-
nada ao carbono mais hidrogenado da dupla ou
CH3 - CH = CH - CH3 tripla (o que possui o maior número de ligações
2 - buteno com hidrogênios).

b) Posição de um radical: Porém há uma inversão dessa preferência,


quando adicionamos ácido bromídrico (HBr) na
O presença de peróxidos orgânicos, é a chamada
4 3 2 1
CH3 - CH2 - CH2 - C - H Regra Anti-Markovnikov, ou efeito Kharash.
CH3
3 - metil - butanal Hidrogenação catalítica

O Em alcenos e alcinos.
4 3 2 1
CH3 - CH2 - CH2 - C - H
Esquema geral:
CH3
2 - metil - butanal

c) Posição de um grupo funcional:


OH
CH3 - CH - CH3
2 - propanol

CH3 - CH2 - CH2 - OH


1 - propanol

4. Isomeria de Compensação ou Metameria


Exemplos:
Isomeria de Compensação ⇒ os isômeros per-
tencem à mesma função e apresentam radicais
diferentes ligados ao heteroátomo.

Exemplos:

CH3 - CH2 - CH2 - CH2 - NH - CH3

metil - butilamina

CH3 - CH2 - CH2 - NH - CH2 - CH3

etil - propilamina

50
Química

Em compostos carbonílicos (aldeídos e cetonas)

Esquema geral:

Adição de halogenidretos (HX)


(X = F, CL, BR, I)

Esquema geral:

Exemplos:

Halogenação
Esquema geral: Exemplos:

Exemplos:

51
Química

Hidratação (adição de água)

Esquema geral:

Exemplos:

Reações de oxidação
As reações de oxidação são aquelas onde átomos
de oxigênio atacam moléculas orgânicas. Sendo
assim, um composto orgânico após ser oxidado,
apresenta maior número de átomos de oxigênio ou
menor número de átomos de hidrogênio. Observa-
se também que há aumento do número de oxida-
ção no átomo de carbono que sofreu a oxidação.

52
Química

Oxidação em alcenos
Esquema geral:

1. OZONÓLISE

Esquema geral:

Exemplo:

Generalizando:

Tipo de carbono da insaturação du-


Produto obtido
pla
primário metanal
secundário aldeído com dois ou mais carbonos
terciário cetona

2. OXIDAÇÃO BRANDA
Os alcenos podem sofrer reações de oxidações em que apenas a ligação pi (π) da dupla é rompida; esse
tipo de oxidação é denominada oxidação branda e ocorre em meio básico ou ligeiramente neutro sem aqueci-
mento (a frio).
Exemplo:

53
Química

3. OXIDAÇÃO ENÉRGICA

Os alcenos, quando em presença de oxidantes enérgicos tais como: KMnO4 em meio ácido concentrado ou
K2Cr2O7 em meio ácido concentrado sofrerão oxidação podendo originar ácidos carboxílicos, cetonas e ainda
gás carbônico. Nesse tipo de oxidação as duas ligações, sigma e pi, são rompidas originando sempre dois
produtos que possuem carbono.

Esquema geral:

Exemplos:

Generalizando:
Tipo de carbono da insaturação du-
Produto obtido
pla
primário CO2 + H2O
secundário ácido carboxílico
terciário cetona

Oxidação em álcoois
Os álcoois em condições de oxidação enérgica − meio ácido, oxidante forte e aquecimento − originam pro-
dutos carbonílicos e carboxílicos.
Exemplos da oxidação nos três diferentes tipos de álcoois:

Álcool primário:

Álcool secundá-
rio:

Álcool terciário:

54
Química

Generalizando:

Tipo de álcool Produto obtido


aldeído (intermediário) que transfor-
primário ma-se-á em ácido carboxílico (produ-
to final)
secundário cetona
terciário não sofre oxidação

Reações de eliminação

As reações de eliminação ou decomposição são aquelas em que moléculas orgânicas liberam grupos de
átomos, originando substâncias inorgânica e orgânica. A principal molécula liberada em um processo de elimi-
nação é a água. Essas reações são denominadas reações de desidratação.
Em uma reação de desidratação, devemos utilizar uma substância que auxiliará a retirada da molécula de
água dos compostos orgânicos. Essa substância é denominada agente desidratante (H2SO4).

Desidratação intermolecular de álcoois


Esquema geral:

H+
R – O H + H O – R’ R – O – R’ + H2O

Exemplo:

H2SO4
CH3 – CH2 – O H + H O – CH2 – CH3 CH3 – CH2 – O – CH2 – CH3 + H2O
140ºC

H+
CH3 – O H + H O – CH2 – CH3 CH3 – O – CH2 – CH3 + H2O

Desidratação intramolecular de álcoois


Esquema geral:

H OH
H+
R – CH – CH – R’ R – CH = CH – R’ + H2O

Exemplo:

H OH
H2SO4
CH2 – CH2 CH2 = CH2 + H2O
170ºC
Exemplo:

H OH H
H+
CH3 – CH – CH – CH2 CH3 – CH = CH – CH3 + H2O

55
Química

Obs.:

– o único álcool que não é capaz de realizar desidratação intramolecular é o metanol;


– a desidratação intramolecular requer maior temperatura para eliminar a água do que a desidratação in-
termolecular;
– a facilidade em sofrer desidratação é maior em álcoois terciários, depois em álcoois secundários e por
último em álcoois primários.

Reação de esterificação
Esquema geral:

O O
H+
R–C + H O – R’ R–C + H2O

OH O – R’

Experimentalmente, verificamos que, na desidratação que ocorre com álcoois primários, a hidroxila é elimi-
nada pelo álcool, entretanto quando o reagente é um álcool terciário a mesma é eliminada pelo ácido carboxíli-
co.

Exemplo:

O O
H+
CH3 – C + H O – CH2 – CH3 R–C + H2O

OH O – CH2 – CH3

Generalizando:

Tipo de desidratação Produto obtido


intermolecular em álcoois éteres
intramolecular em álcoois alcenos
intermolecular entre álcoois e ácidos carboxíli-
ésteres
cos

Reações de Substituição

As reações de substituição são aquelas em que um átomo ou grupo de átomos em uma molécula é substi-
tuído por outro
Esquema geral:

R– H + X Y R – Y + HX

Reações de Substituição em alcanos


Os alcanos são pouco reativos e as reações de substituição só ocorrem em condições drásticas (altas
temperaturas e luz ultravioleta – LUV).

Preferência de substituição dos hidrogênios: Cterciário > Csegundário > Cprimário. Caso existam dois
carbonos do mesmo tipo retira-se o hidrogênio do carbono que possui o vizinho menos hidrogenado.

56
Química

SO3H NO2
H 2SO4 HNO3
H 2O + CH3 – CH2 – C – CH3 CH3 – CH2 – CH – CH3 CH 3 – CH2 – C – CH3 + H 2O
Cl
Sulfonação Nitração
CH3 CH3 CH3
Ác. Sulfônico Halogenação Nitrocomposto

LUV Cl2

Cl

CH3 – CH2 – C – CH3 + HCl

CH3

Haleto

Reações de Substituição em aromáticos

Os aromáticos possuem uma alta reatividade, porém as reações de substituição só ocorrem na presença
de áidos de Lewis (AlCl3, BF3, H2SO4) como catalisadores. Os grupamentos saturados (CH3, Cl, OH, NH2) ori-
entam as substituições para as posições orto e para. Já os grupamentos insaturados (NO2, SO3H, COOH, CO-
NH2) orientam as substituições para a posição meta.

SO 3H H NO 2
H2SO 4 HNO 3
H2O + + H2O
Sulfonação Nitração

Ác. Sulfônico Halogenação Nitrocomposto

LUV Cl2

Cl

+ HCl

Haleto

57