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Programa de Pós-Graduação em Geotecnia

A l 13 – Rede
Aula R d de
d Fluxo
Fl em Meios
M i Anisotrópicos
A i tó i

Prof. André Brasil

Geotecnia 2

Geotecnia 2 – Prof. André Brasil


Agenda

RedededeFluxo
1. Rede Fluxoem
emMeios
Meios Anisotrópicos
Anisotrópicos
pp

2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Capítulo
p 7 Capítulo
p 7 Capítulo
p 2

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
Seja considerar o fluxo d’água em um meio onde se tem “kx  kz”. Pela

equação matemática para o fluxo estacionário, tem-se:

2h 2h
kz  2  kx  2  0 Assim,, p
pode-se obter a Equação
q ç de
z x
Laplace apresentada desde que se
 h 2
 h 2

ou:  0 trabalhe com a abscissa transformada


z 2
 k z  x 2
 k 
 x “xT”.

2h 2h
ou ainda:  2 0 Neste caso valem os procedimentos
z 2
xT apresentados para o traçado de redes

kz d fluxo
de fl para fluxo
fl estacionário
t i á i em
onde: xT  x materiais homogêneos e isotrópicos.
kx

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos

O procedimento a ser seguido é:

 Desenha-se o problema a ser analisado na escala transformada (xT, z).

 Traça-se a rede, neste novo desenho, obedecendo às condições para


materiais homogêneos e isotrópicos (equipotenciais e linhas de fluxo
normais, formar “quadrados”, etc.).

 Após a rede de fluxo ter sido traçada na escala transformada, pode-se


retornar à escala verdadeira para se obter a rede de fluxo real.

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos

Deve-se observar que na rede de fluxo na escala transformada deve-


se trabalhar com o Coeficiente de Permeabilidade Equivalente
q ((ke)). A
razão disto é a seguinte:

 Ao considerar a vazão que atravessa o elemento de solo


submetido a fluxo bidimensional tem-se:

dq dqx dqz
 
d
dy dy
d dy
d
dqq h h
 kx   dz
d  kz   dx
d
dy x z

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos

kz k
Na seção transformada: xT   x  dxT  z  dx
kx kx

Substituindo-se na equação anterior:

dq h k h k
 kx   z  dz  k z   x  dxT
dy xT kx z k z

dq  h h 
 kx  kz    dxT   dz 
dy  z xT 
dq  h h 
 ke    dxT   dz 
dyy  z xT 
onde: ke  k x  k z

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos

Assim, o cálculo de vazões é efetuado na seção


transformada por meio da utilização do Coeficiente de
Permeabilidade Equivalente (ke) utilizando-se a expressão:

q nc
 ke   h
ly nd

Observação: Cálculos dos gradientes hidráulicos e


poropressões devem ser efetuados na rede de fluxo real.

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos

Exercício 1: Determine a vazão que percola a barragem, considerando kx =


5,8x10
, -7 m/s e k = 2,3x10
, -7 m/s.
z

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
Solução:
kz 2,3
Escala transformada na direção
ç x: xt  x x  0,63x
kx 5,8

Isto significa que, se a escala vertical é 1:500, então a


escala horizontal será 0,63:500
, ou 1:794.

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
Solução:

Da rede de fluxo segue:


g
nc  5 nd  14

k e  k x k z  5,8  2,3  10 7  3,65  10 7 m / s

q nc 7 5
 ke h  3,65.10 .35  4,5.10 6 m 3 / s / m
ly nd 14

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
Exercício 1: Para o problema apresentado abaixo
abaixo, pede-se:
pede se:

a) Rede de fluxo real d) Sub-pressão na base da barragem


b) Vazão de fluxo e) Gradiente de saída
c) Poropressão em A

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
E
Exercício
í i 2:
2 Para
P as condições
di õ ded fluxo
fl apresentadas
t d abaixo,
b i pede-se
d calcular:
l l
a) Vazão de fluxo por unidade de c) Poropressão no ponto P
comprimento
b) Gradiente de saída d) Traçar a rede de fluxo real

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1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos
E
Exercício
í i 3:
3 Para
P as condições
di õ ded fluxo
fl apresentadas
t d abaixo,
b i pede-se
d calcular:
l l

a) Vazão de fluxo por unidade de c) Gradiente hidráulico no ponto


p
comprimento A ((z=4,0m).
)
b) Poropressão no ponto B Obs.: Adotar o peso específico da
(z=2,0m) água igual a 10 kN/m3.

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Agenda

1. Rede de Fluxo em Meios Anisotrópicos


p

2. Critérios
Critérios para
paraDimensionamento
Dimensionamentodede
Filtros
Filtros

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Princípio da Filtração

• Grãos menores são retidos nos vazios deixados por grãos maiores.
• Não há p
passagem
g contínua e sistemática de g
grãos menores p
pelos
vazios do maciço deixados pelos grãos menores até o extremo do
fluxo.
• Caso ocorra perda de material através dos vazios tem-se o fenômeno
denominado “piping” (tubificação).

Obs: Deve-se verificar no solo se a fração grossa é filtro da


fina, não favorecendo o piping.

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
Princípio do Filtro:

Piping”:

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
Critério de Terzaghi & Corp of Engineers (USA):

1 F  5  D885S
D15

D15F
4  20
D15S

D50F  25  D50S

onde,
D15F,S, D50F,S, D85S = diâmetro correspondente a % que passa;
S = solo;
F = filtro.

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
A seleção do material de filtro é feita através do estabelecimento de
faixas de aceitação em função das condições apresentadas
anteriormente Por exemplo:
anteriormente.

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
Di
Dimensionamento
i t dde Filt
Filtros V
Vertical
ti l (“Ch
(“Chaminé”)
i é”) e H
Horizontal
i t l
(Colchão Drenante) em Barragens

q2  qB qF 
d1  ? d 2  ?      FS
l y  l y l y 
q1 qB
  FS em geral: 10  FS 100
ly ly

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
Di
Dimensionamento
i t dde Filt
Filtros V
Vertical
ti l (“Ch
(“Chaminé”)
i é”) e H
Horizontal
i t l
(Colchão Drenante) em Barragens
Filtro Vertical:
q1
 v  A  k1  i1  d1
ly
Admitindo-se o filtro como se estivesse totalmente cheio d’água
(situação mais desfavorável)  h1
i1   1
L1

q1 qB q1 q1
L
Logo,  .FS  ly  k1  d1
ly ly d1  , onde: ly
k1

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Dimensionamento de Filtros Vertical (“Chaminé”) e Horizontal


(Colchão Drenante) em Barragens

Filtro Horizontal

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros
Filtro Horizontal
q2 dh
 v  A  k2  i2  h  k2   h
ly dx
L h
q2 q2 2 I

 dx  k2  h  dh    dx  k2   h  dh
ly ly 0 hS

hI
q2  h2  q2  hI2  hS2 
  x 0  k2      L2  k2  
L2

ly  h
2 l
S
y  2 
q2 L2
mas: hI  d 2 e como hS  0 , tem-se: d 2  2  
l y k2

qF
Notar que
q2 q1 qF
  .FS , onde  vazão oriunda do solo de
ly ly ly ly fundação.

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Exercício 4: Dimensionar preliminarmente os filtros da barragem


apresentada abaixo:
qB
 3.106 m3 / s / m
ly

qF
 10.106 m3 / s / m
ly
30 m

60 m

Materiais disponíveis para o filtro:


• Areia: Ka = 150 x 10-4 cm/s
• Pedrisco:
P di Kp = 10000 x 10-44 cm/s
/
• Brita: Kb = 180000 x 10-4 cm/s

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Sugestão: Vazões de Projeto:

q1 qB q2 q1 qF
 .FS   .FS
ly ly ly ly ly

Em geral: 10 < FS < 100  Adota-se


Adota se no presente caso FS = 50.
50 Então:

q1 qB
 .FS  50.3.106  150.106 m3 /s/m
ly ly

q2 q1 qF
  .FS  150.106  50.10.106  650.106 m3 /s/m
ly ly ly

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Sugestão: Filtro Vertical de Areia:

q1
ly 106
150.10
150
d1   6
 1m
k1 150.10

Filtro Horizontal:

q2 L2 6 60
d2  2    2  650.10  6
 22,8m
l y k2 150 10
150.10

Muito Grande... Necessário Redimensionar...

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2. Critérios para Dimensionamento de Filtros

Sugestão: Adote um filtro sandwich

0,2 m Areia
0,15 m Pedrisco
0,3 m Brita

0,15 m Pedrisco
0,2 m Areia

k
 kli i

l i

Se ainda assim
assim, não der
der, a
aumente
mente a espess
espessura
ra da brita para 40 cm
cm.

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