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Arborização Urbana

Por Caroline Faria

A vegetação em ambiente urbano além do aspecto paisagístico facilmente


percebido tem também a função de garantir uma melhora na qualidade de vida dos
habitantes uma vez que garante proteção contra ventos, sombreamento, diminuição
da poluição sonora, absorção da poluição atmosférica e diminuição das ilhas de calor.
Além de favorecer a recarga hídrica e garantir locais para reprodução de alguns insetos
e pássaros que podem ajudar no controle de vetores.
A arborização urbana abrange toda cobertura vegetal de porte arbóreo
existente nas cidades e que pode ocupar as áreas livres particulares ou públicas e
potencialmente coletivas (pátios de universidades, escolas e igrejas, por exemplo, que
tem seu acesso de alguma forma controlado), além de acompanhar o sistema viário
(Fonte EDUCAR).
O ideal é que processos de arborização urbana obedeçam a projetos pré-
estabelecidos que levem em consideração aspectos importantes para a garantia da
segurança e mobilidade dos usuários dessas áreas como, por exemplo, o porte adequado
das mudas a serem plantadas. Mas na prática não é difícil perceber situações
conflitantes entre a arborização e equipamentos urbanos como fiações elétricas, postes
de iluminação, muros e etc. devido à falta de planejamento. Para que isso não ocorra
basta que se obedeça a alguns princípios básicos da arborização urbana:
1. Sempre que possível, consulte o órgão ambiental de seu município que
poderá orientá-lo quanto às espécies mais adequadas, os cuidados para plantio e
manutenção e a necessidade de consultar outros órgãos (Departamento de
Iluminação Pública, Prefeitura e etc.) sobre a existência de rede de água, esgoto,
eletricidade, cabos de fibra ótica e outras instalações;
2. As medidas apresentadas abaixo servem como referência, mas podem
variar de acordo com a região pois podem existir leis municipais específicas para
projetos de arborização urbana em sua cidade. Portanto, uma consulta aos órgãos
públicos de seu município é fundamental;

3. Para o plantio de árvores em calçadas sob a rede elétrica devem-se


utilizar árvores de pequeno porte (de 4 a 5 m de altura na fase adulta e com raio de
copa em torno de 3m) que também são ideais para calçadas estreitas com até 2,5m e
ausência de recuo predial. Nesse caso, deve-se utilizar um canteiro ou faixa
permeável de 2m²;

4. Para árvores de copa de diâmetro em torno de 8m (copas grandes) o


canteiro ou faixa permeável deve ter 3m²;

5. Não é recomendado o plantio de árvores em calçadas muito estreitas


(menor que 1,50m);

6. Segundo a NBR 9050/94 o espaço mínimo para o trânsito de pedestres na


calçada deve ser de 1,20m;

7. Se a calçada for mais larga, maior que 2,50m, houver recuo predial e não houver
fiação elétrica, podem ser utilizadas árvores de médio porte;

8. Árvores de médio e grande porte podem ser utilizadas em locais com fiação
elétrica desde que não sejam plantadas no alinhamento da rede e tenham sua
copa conduzida desde cedo acima da rede (também existe a opção da poda em
“V” ou em “furo”);

9. Árvores de grande porte são mais adequadas para parques, rotatórias, praças e
outros locais com mais espaço. No entanto, em calçadas com largura superior a
3m e sem fiação elétrica elas também podem ser utilizadas;

10. As árvores não devem interferir na iluminação pública, na visualização de placas


e sinalização de trânsito;

11. Devem-se evitar espécies venenosas ou tóxicas e com espinhos e dar preferência
aquelas de flores e frutos pequenos;

12. Dar preferência a espécies resistentes e de crescimento rápido e com raízes que
não prejudiquem o calçamento (evitar, por exemplo, espécies com raízes aéreas);

13. As mudas plantadas em vias públicas devem obedecer as seguintes medidas:


altura de 2,50m; diâmetro a altura do peito (DAP) de 0,03m; altura da primeira
bifurcação de 1,80m;

14. Algumas medidas que devem ser respeitadas no plantio de árvores em vias
públicas:
Características Máximas da Espécie
Distância mínima em relação à
Pequeno porte Médio porte Grande porte
Esquina (referenciada ao ponto
de encontro dos alinhamentos
5,0m 5,0m 5,0m
dos lotes da quadra em que se
situa)
Iluminação pública (1) (1) (1) e (2)
Postes 3,0m 4,0m 5,0m e (2)
Placas de identificação e
(3) (3) (3)
sinalização
Equipamentos de segurança
1,0m 2,0m 3,0m
(hidrantes)
Instalações subterrâneas
1,0m 1,0m 1,0m
(gás,água,energia, etc.)
Ramais de ligações subterrâneas 1,0m 3,0m 3,0m
Mobiliário urbano (bancas,
2,0m 2,0m 3,0m
cabines, guaritas, telefones)
Galerias 1,0m 1,0m 1,0m
Caixas de inspeção (boca-de-
lobo, boca-de-leão, poço-de- 2,0m 2,0m 3,0m
visita, bueiros, etc.)
Fachadas de edificação 2,40m 2,40m 3,0m
Guia rebaixada, gárgula, borda
1,0m 2,0m 1,5R (5)
de faixa de pedestre
Transformadores 5,0m 8,0m 12,0m
Espécies arbóreas 5,0m (4) 8,0m (4) 12,0m (4)
Tabela retirada de “Manual Técnico de Arborização Urbana” – 2005 – Prefeitura de São
Paulo.

(1) Evitar interferências com cone de iluminação;

(2) Sempre que necessário, a copa de árvores de grande porte deverá ser conduzida
acima das fiações elétricas e da iluminação pública;

(3) A visão dos usuários não deve ser obstruída;

(4) Caso as espécies arbóreas sejam diferentes pode ser adotada a média aritmética;
(5) Uma vez e meia o raio da circunferência circunscrita à base do tronco da árvore
quando adulta, medida em metros;

referencias:

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?
base=./urbano/index.html&conteudo=./urbano/arborizacao.html

http://educar.sc.usp.br/biologia/prociencias/arboriz.html

Manual Técnico de Arborização Urbana. Prefeitura de São Paulo. Secretaria do Verde e


do Meio Ambiente. 2ª Edição – 2005. Acessado em:
http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/meio_ambiente/manual_arborizaca
o.pdf

Arquivado em: Ecologia, Meio Ambiente