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RUTH E. NOGUEIRA
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CARTOGRAFIA
REPRESENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO E
VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS

lo

~DITORA
2ª edição revista

~
DA UFSC WUE DID.ITICA

L...

Este livro é um projeto que se
tornou realidade depois de mais de
vinte anos de expe riência na
produção de mapas e no ensino de
Cartografia e outras disciplinas nas
quai s o mapa representa uma
importante saída de dados, ou
instrumento de análise espacial.
Seu título di z o conteúdo que ele
abrange: como fazer a represen-
tação de dados espacia is e qual o
papel dos mapas como meio de
comunicação e visuali zação de
dados.
Acredita-se que a "facilidade de
construir" mapas com as ferramen-
tas tecnológicas desenvolvidas para
análise de dados espaciais, aliada ao
desconhecimento da representação
cartográfica, são os responsáveis
pela atual prolife ração de mapas
inefi cientes. Tentando reduzir esse
problema, fez-se um esforço pa ra
condensar as teorias da Cartografi a
e procurou-se faze r um livro
completo e atu al na área de
Cartografi a Temática, utilizando-se
uma linguagem clara e didática e
exemplos nacio nais . Com isso ,
espera-se que os estudantes, pes-
qu isadores e profissio nais da
Cartografia, Geografia, Agrimen-
sura e de outras áreas consigam
e nt e nd e r mais fa cilm e nte o
conteúdo dos assuntos tratados e
possam, então, elaborar melhor
seus mapas.

CARTOGRAFIA
REPRESENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE
DADOS ESPACIAIS

' l·

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Reitor
Lúcio José Botelho
Vice-Reitor
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EDITORA DA UFSC
Diretor Executivo
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Conselho Editorial
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Maria Cristina Marino Calvo
Ni/céa Lemos Pelandré
Regina Carvalho

Ruth E. Nogueira

CARTOGRAFIA
REPRESENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO
DE DADOS ESPACIAIS

2ª edição revista

Editora da UFSC
Florianópolis
2008

© 2006 Ruth E. Nogueira

Editora da UFSC
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Fone (48) 3721-9408, 3721-9605 e 3721-9686
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Direção editorial e capa:
Paulo Roberto da Silva
Revisão técnico-editorial:
Aldy Vergés Maingué
Editoração:
Daniel/a Zatarian
Revisão:
Júlio César Ramos

Ficha Catalográfica
(Catalogação na fonte pela Biblioteca Universitária da
Universidade Federal de Santa Catarina)

N812c Nogueira, Ruth E.
Cartografia: representação, comunicação e visualização
de dados espaciais / Ruth E. Nogueira. - 2. ed. rev. -
Florianópolis: Ed. da UFSC, 2008.
314p.: il.

Inclui bibliografia

1. Cartografia. 2. Mapas. 1. Título.
CDU: 912
ISBN 978-85-328-414-3

Reservados todos os direitos de publicação total ou
parcial pela Editora da UFSC
Impresso no Brasil

aprendendo o que era a Cartografia. À Universidade Federal de Santa Catarina pela "licença capacitação" a qual me permitiu terminar esta obra e à minha colega e amiga Rosemy da Silva Nascimento. por ter me mostrado o universo da representação cartográfica. Primeiro Àquele que me concedeu talentos e pacientemente espera para ver o que faço com eles: meu Deus. a Geodésia. enquanto eu existir não será tempo suficiente para agradecê-Lo. À professora Mariane D'al Santo. tenho muito a agradecer. que se mostraram ou continuam interessados em aprender e aplicar a Cartografia em tantas e nas mais variadas áreas do conhecimento. a Fotogrametria . Depois.. a quem ensinei e ensino Cartografia. meu professor de Cartografia Temática e orientador no Curso de Mestrado em Geografia. Especialmente aos professores François Albert Rosier. Portanto. Agradeço aos meus mestres da UFPR com quem iniciei meus estudos superiores. AGRADECIMENTOS Reúno aqui algumas das coisas que aprendi estudando Cartografia e fazendo mapas e outras tantas que aprendi ensinando Cartografia. que ensina Cartografia / . que assumiu minhas aulas nesse período. pois é um aprendizado contínuo.. Quero lembrar também o professor Oda ir Gersino da Silva. Finalmente. agradeço e dedico este livro àqueles que ao longo da história da humanidade estudaram e aprimoraram os instrumentos e técnicas que representam o espaço geográfico. João Bosco Lugnani e Cami 1Gemael. Para mim é sempre um prazer ensinar. da UFSC. Lineu Raton. é necessário agradecer especialmente àqueles que tornaram possível a realização desta obra. deixando registrado o conhecimento para que outros tivessem acesso a ele. Gostaria também de agradecer aos meus alunos.

Aos meus auxiliares de digitação e desenho: meus alunos Kênya Naoe de Oliveira. Loch.na Universidade Estadual de Santa Catarina. o meu muito obrigada! . E finalmente. se dispôs a ler e contribuir com críticas e sugestões ao conteúdo do livro. À Ana Maria Vasco pela revisão ortográfica e de compreensão textual. e que serviram como alguns dos exemplos ilustrativos. gentilmente. aos meus alunos que me permitiram usar seus mapas com as devidas adaptações. e meu filho Günter N. A todos. que. Simone Daniela Moretti e Luiz Felipe.

e finalmente. com a devida largura e longura. facilitaram-se todos os comércios. província." (Dom João de Castro. com muita facilidade agora se comunica com todo o mundo e se navega. descobriu-se outro mundo novo. ficaram muito mais fáceis todas as navegações antigas. E esta é a verdadeira e perfeita Geografia. apud Miceli. a qual principalmente consiste em demarcar terras pela correspondência que tem cada uma ao céu. descobriram-se muitos mares e terras de novo. Da Geografia por modo de Diálogo. e. e fica agora tão fácil dar uma volta ao mundo. reino ou comarca dele com muita certeza. "Achada maneira de pôr cada uma das terras deste mundo em seu certíssimo lugar. como era antigamente navegar da ltál ia para a África. 1538. e desta maneira se pode pôr em uma breve carta e pintura todo mundo e qualquer parte.2002) .

..........6 Tipos de mapas ...... 42 1...........................3................................5 Características básicas dos mapas ..................3.....3..................1 Superfícies de projeção ................5... 37 1............................. 17 L1sTA DE QUADROS ......... SUMÁRIO L1sTA DE FIGURAS .....................5................................. 31 1................................................................ 2 7 CAPÍTULO 1 .............3 Classificação geral das projeções de natureza geométrica .................1 Localização e atributos .......... 38 1...........4 Abstração ...........A NATUREZA DA CARTOGRAFIA ...5...5..................................................................2 O que é um mapa ............. 23 L1sTA DE TABELAS ......... 36 1................................. carta e planta .......................................................................5..................................... 46 1....................... 38 1..........................................................................................................................1 Formas de comunicar o conhecimento .................................................3 Projeção cartográfica ........................................................ 37 1..............4 A Cartografia e os mapas ................................................................5............................................................. 24 PREFÁCIO ............................................... 42 1................... 32 1.......................................................................................2 Classificação das projeções cartográficas segundo as propriedades ............................................................. 37 1................. 40 1........... 25 APRESENTAÇÃO .................................................................................................. 45 1......................................2 Escala ...........................................................3 Mapa......5............................. 31 1...................................5.............5 Simbolismo ......... 46 ............................................................

...... 52 2............. 66 2......4 Cartografia de base e sua relação com a cartografia temática .. 51 2................. 66 2.........Global Positioning System .............3 Projeção universal transversa de Mercator.............................................................................. 66 2.... 61 2..................................1 Sensores multiespectrais .....7................................................. 55 2..1 Origem da tecnologia SIG ...............1........5.... 55 2.....6 Digitalização de mapas analógicos ..........2 Mapeamento sistemático nacional .............2 Sensores ativos .............................LTM ..................................4 Scanners de alta resolução .....................2 Projeção conforme de Gauss .......4..............1 Levantamentos aerofotogramétricos .......................... 92 4................................................................... 71 3.....................................3 Cartas cadastrais ................ 53 2................3...........................1 Carta internacional do mundo ao milionésimo ..6 Informações sobre o relevo ............................................ 68 CAPÍTULO 3..................................... 97 4..... 95 4...................4...................2 Arquivos no formato raster .9 Controle e qualidade dos dados ............................7 Projeções cartográficas adotadas no Brasil .3 Levantamentos aéreos ............1 Necessidade de conhecer os métodos de aquisição de dados .....UTM ........................... 64 2....................................................................5 Imagens orbitais ...................................................................................2 GPS ...... 83 3..2 Sensores a laser ............................ 86 3....................................... 59 2......................3 O método cartográfico .............2 A evolução da tecnologia SIG ............ 57 2...........8. 52 2....... 87 3............................ l Arquivos no formato vetorial .........................................1 Sensores passivos .1 Projeções cartográficas adotadas em mapeamentos nas escalas maiores que l: 25.....................................3 Sistemas radar .........5..................4 Projeção local transversa de Mercator ..................... 80 3........................................... 61 2............... 67 2.............................................................. 85 3............................... 101 4........................................................................................................................ 52 2.......................................... 65 2................ 71 3....................8.........7................................7 .................................................. DADOS PARA MAPEAMENTO .. 91 4............2........ 62 2....................................1 Topografia .............................................2 Levantamentos terrestres .....................7 .........5 Relação dos SIGs com a Cartografia ...........................................................1...................................5 Cartografia de base e sistema de informações geográficas .......... 76 3...................... 73 3.................. l 02 ................ 53 2........8 Estocagem e formato dos dados .................. l Características de arquivos vetoriais-e raster .........................7 Arquivos de dados estatísticos socioeconômicos .............................................................CAPÍTULO 2................... CARTOGRAFIA DE BASE ............................. 89 3.... 80 3.....................................7................................... 85 3................... 51 2...........4.. 90 CAPÍTULO 4 -SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA-SIC ECARTOGRAFIA .....................................................................................................2.........8..........................................................4 Aplicação do método cartográfico em ambiente SIG ...... 91 4...............5 Projeção cônica conforme de Lambert ..................................SIG ..................6 Aspectos importantes dos mapas como entrada de dados em SIG ..000 .....................................

..CAPÍTULO 5 .....3 Esquema seqüencial (hierarquia) . 132 5.......................... 142 5.................................................. 139 5........ 113 5.10..........................................................................3..............................................................1 Cognição visual ..14....5..1 O sistema da cor natural ...............1 Comunicação cartográfica ...........................................................12.14 Tipos básicos de esquemas de cores para displays eletrônicos ............................................................................................................................ 144 5................................2 Estágio atual da visualização cartográfica .............................10......................................COMUNICAÇÃO....14.. 107 5....................... 109 5.............. 145 / .............................................................6 Variável visual orientação .................................................................3.............4 Variável visual cor .................8....................................1 Dimensão da cor .............1 O Variáveis visuais ou variáveis gráficas .. 119 5..............2 Mapas topográficos .....3 Modelos de comunicação cartográfica ............ 129 5............5..........12 A teoria da cor ......................................................1............................. 131 5.... VISUALIZAÇÃO EFUNDAMENTOS DA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA . 123 5.....................................10.......... 123 5.......................... 126 5........2 Modelos coloridos desenvolvidos para a tela do computador .........................................................14.................3 Modelagem dos sistemas de cores .... 141 5..6 Visualização na Cartografia ..1 Estudo dos símbolos para representação cartográfica ..............2 Imagem mental e mapas ....10............................ 143 5............... 133 5..................... 143 5.................8 A gramática cartográfica .....................................5 Variável visual croma (saturação) ...................................... 127 5...........2 Etapas da pesquisa em comunicação cartográfica ......................1 Comunicação na cartografia digital ................1 Cognição ..................................................6..............4 Teoria do processamento da informação na mente humana: o modelo de Klatzky ..........................10..........7 Variável visual granulação ou textura ................................................... 111 5...........................................................................................SCN ...................7 Design ou representação cartográfica ....... 112 5..8..........................................1 Discussão sobre os mapas como ferramenta de análise visual .................................................6......3 Variável visual valor .....5 Cognição e Cartografia .......................................... 114 5...... 137 5................................14........12.............................1 Esquema qualitativo .................... 133 5.......12..................................................2 Variável visual tamanho .......3 Mapas temáticos ......... 122 5........ 136 5.....8 Variável visual arranjo ou padrão ..... 111 5..................................................................................11 Cor e Cartografia .. 105 5.............................15 Outras observações importantes sobre cor ....... 132 5...................................................................... 130 5..........10...................................................... 105 5............. 118 5................... 122 5............2 Esquema binário .......................1 Variável visual forma ....... 142 5................................... 137 5....................................................... 135 5....................................................... 11 O 5..4 Esquema divergente ................. 134 5.........................................................................3............................................ 112 5........ 136 5..9 Semiologia gráfica ................................................................10.................. 130 5......12......................2 Teorias sobre a visão da cor ....................... 106 5......................5.......8...............................13 Círculo das cores .......................................................10...12.......

181 7..........1 Generalização raster ............................... MEDIDAS DAS VARIÁVEIS GEOGRÁFICAS E ABSTRAÇÃO CARTOGRÁFICA .1 Tipos de mapas de solos .... 151 6.....................................1........2................ 179 7................................................ 186 .... 147 6..............................4..........1 Nível de medida nominal . 154 6......................................3........ 173 7.... 159 6..2 Generalização vetorial .2........ 154 6.............4.......1 Natureza dos fenômenos geográficos ...... 174 7... 1 76 7..3...1....................... 1 70 7..........2...................3 Medidas das variáveis geográficas ..........................1 Comportamento espacial das distribuições contínuas ..............2...........5 Simbologia para os mapas geológicos .........4 Nível de medida proporcional (classificação) ..............................2 Mapas hipsométricos .....3.......1 Questões importantes para a cartografia do clima .......... 151 6................................. 147 6.................... REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS: MAPAS FÍSICOS .....1 Pequeno histórico ...........2.........5 Representações dos tipos de solo ..............................2 Mapas básicos ..3............2.................2..................2... 152 6....4 Representações da geomorfologia ............4....................................................3 Representações geológicas .........1 Métodos para a construção de mapas de declividade .... 164 7 ...................1 Mapas geomorfológicos ...... 179 7 ............................3 Mapas detalhados ............................................ 151 6......................2.................................................................................. 148 6...... 170 7 .5.........2...........................3 Mapas clinográficos ................................ 160 CAPÍTULO 7..............1 Cores hipsométricas .................................2 Distribuição contínua .................3...............................5......... 183 7.................................... 174 7.......... 164 7 .. 150 6.......2..................................2 Mapas que representam a altitude do relevo ..............................................1..3.....................4..................3......1 Mapas climáticos ........................1 Cuidados a serem observados na generalização cartográfica ........................................................2..2..................................................1 Seleção ...............2.............................................2...................... 162 7.2 Generalização gráfica e conceituai .................3 Nível de medida intervalar ....2.... 182 7....... 149 6.......2 Representações da crosta terrestre ..................... 159 6.......................................... 154 6................................. 171 7 .4.............2.. 161 7...................3..........4 Princípios de seleção e generalização .................... 161 7................................1 Mapas murais .................................2.............................................. ~ ............. 156 6.............2............... 176 7 ........................... 174 7..........................................1...........................3 Classes de altitude ............................2............... 171 7..... 148 6..............CAPÍTULO 6...............................2.......4 Organismos de levantamento geológicos ............2 Cartografia dos solos .........4.......3 Generalização manual e automática .............. 173 7..........................2...4.............................2Generalização cartográfica ..................................................................3...2....... 149 6...............................................2...........................................................................3............................................. 173 7.................4. 155 6..2 Nível de medida ordinal (hierarquizada) ........2.3..........................1.................2 Características qualitativas e quantitativas dos fenômenos geográficos ........................... 164 7.......................3........................................4 Mapeamento do uso e cobertura da terra ......2 Representação de massas de ar e ventos .......1 Distribuição discreta .................

.2.........2.......................................2...............2.............1.... 214 9..................... 200 8.................1............... 202 8.............2........2.............. ECONÔMICOS EFÍSICOS ............. 200 8........ 206 8............................................ 213 9..3 Método gráfico: gráfico da dispersão da freqüência .....1 Quando empregar o método ......... 216 9......REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS: TEMAS HUMANOS.....................2...............1 Quando empregar o método ...........................................................................................4..................................2......1..............4......................1 Tratamento de dados estatísticos para a produção de mapas ..................1.......5 Relação entre média. 217 9..........4............. 196 8.................2...........................1 Métodos de mapeamento para fenômenos qualitativos .. 202 8............. 189 7......2....................••• 211 9............ 186 7.............5 Mapeamento da rede hidrográfica .....2 Escalas dos mapas de uso e cobertura da terra ...4 Moda ...2 Mapa de símbolos lineares nominais .2 Dados absolutos e dados derivados ...2.......... 201 8...4..................2 Medidas estatísticas de tendência central ......................................1. 204 8........................................2..........2...2...........3 Mediana .... 198 8......................................... 192 7................................. 207 CAPÍTULO 9 .. 217 9.......3 Razões: taxa...................4.............1.. mediana e moda ................................ 195 8..1....1 Método da amplitude ...............1....1 Aplicações dos mapas de uso e cobertura da terra .............7......................1................. 221 9.................. 222 .........2 Base conceituai do método ..................3........3 Construção de mapas de círculos proporcionais de modo manual .2 Variância e desvio padrão ................................................. 215 9................3 Cuidados na construção de mapas corocromáticos .....2......................... 212 9................................. 204 8...1 Mapas de símbolos pontuais nominais .....2 Métodos de mapeamento para fenômenos quantitativos ...........................................4....................................2........... 204 8.. 187 7.1 Média aritmética ..........BASE ESTATÍSTICA PARA REPRESENTAÇÕES TEMÁTICAS •••••••••••••••••••••••• 195 8.....................................2....................................2 Método dos quantis (quantidades) .1.........2 Métodos de determinação do intervalo entre as classes ..........1 Quando empregar o método ............................ 198 8......1 Determinação do número de classes ........................ 219 9......2......................2...... proporção e porcentagem .. 212 9......3.................5...................4..............................1 Modificações na representação cartográfica em mapas da hidrografia 192 CAPÍTULO 8 .........3.........................................4............2..........................................................................2............2........... 203 8. 197 8.... 215 9..3 Arredondamento de dados ....2..........................4 Cuidados na construção dos mapas ... 217 9.5 Uso do computador para a construção de mapas de círculos proporcionais ............... 204 8....... 215 9.......4 Método do histograma ............................................2.....1..1 Mapa de símbolos proporcionais ..................................................................................................... 213 9..............................1..................3 Mapas corocromáticos .................................................................4 Métodos para a determinação do número de classes e intervalo das classes ..............4................................2 Construção de mapas de fluxo para dados qualitativos ......... 217 9.........................3 Classes de uso da terra . 199 8...1 Densidades ......2......2 A construção de mapas corocromáticos .....................1..........

..............4 Uso do computador na construção de mapas isopléticos e de isol inhas .........2................................. 235 9.......1 Quando empregar o método .......................................................2........3...2..............6 Vantagens e desvantagens do uso do método de símbolos proporcionais ......1 Quando aplicar o método ......................3.........4......5...........................6.........................................................2..................... 226 9...7 Cuidados na construção de mapas de pontos ....4 Mapas isopléticos ou de isolinhas .......5....2...2 Mapas de pontos ...............2........................................... 240 9...............................4 Desvantagens do uso de mapas coropléticos ...2........2............................................2 Base conceituai do método ........... 251 10.............2...... 236 9......2 Legenda ........2 Disponibilidade dos dados ..1 Quando empregar este método .................................1 Quando empregar o método ..3 Inovações no desenho de mapas de fluxos ...................................................................................... 248 10................1 Título ..............2 Base conceituai do método ..........................3 Construção do mapa .. 241 9.2........................................ 225 9......................................................2. 250 10................................................................. 223 9...........2... 224 9............. 224 9.........2...............................3..2 O que se precisa saber para a confecção de um mapa ..2... usuário e recursos financeiros ................................................ 232 9........4 Planejamento de desenho .....3 Construção manual de mapa isoplético ou de isolinhas .................................................................................2.......5 Cuidados na interpretação de um mapa isoplético .................2..... 225 9. 233 9..................................2 Base conceituai do método ...........................2.................................................... 224 9........2...................4................6 Mapas diagramas .............3..............................................................................2.....2. 230 9. 247 10.................. 228 9.........2......................................1 O uso público dos mapas . 232 9..............2................2...........2 Construção de mapas de fluxo para dados quantitativos ...............2................................................1 Esboço gráfico ..2.........3 Componentes visuais de um mapa temático ..............2............ 233 9.............................................................2........... 245 10.............3........... 245 10........ 228 9..1 Propósito....................... 232 9......... 236 9.........5 A escala do mapa ..............................4....................2................................3................................................2........ 225 9..................2......2..........2......2 Balanço visual ...2.......................................1 Quando empregar o método ........... 224 9............... 252 ..... 244 10............................................. 243 10......4.. 241 9.............2...... 251 10...2..... 228 9...3 Construção de mapas coropléticos ...................................3 Limites técnicos .................................... 227 9...........................9 Vantagens do mapa de pontos ...... ........6 Construção manual de um mapa de pontos ..2......2...2 Uso do computador na construção de mapas diagramas ................... 243 10..............................2....................................................6.............2....4 Localização do ponto ....................2.....5.5 Mapas de fluxos ..........1.... 248 10..............................8 Uso do computador na construção de mapas de pontos ....3 Mapas coropléticos ......................'.........2...................................................4........4......................... 236 9.....9............2....... 237 9........... 241 CAPÍTULO 1O-A CONCEPÇÃO DE MAPAS ..................2........ 226 9......................................................4....2...

.....2 A cor na impressão gráfica ou plotter a jato de tinta ........................1...3.........................5......2 Atlas em multimídia: os atlas digitais ou atlas eletrônicos .................. 279 11....................1 Principais funções de um hipermapa ........2 O potencial da Cartografia em multimídia ............. 254 10................................... 256 10...4.........1 Mapas como ferramentas para acesso à informação em multimídia ......... 268 11.................................................................................5..................6 Gráfico triangular ................2 Efetividade dos gráficos ............3....3 Produção de poucas cópias ......................................................7 Gráfico de pirâmides ...................................1 Formação da cor na tela de monitor colorido ................... 261 10.........................2 Adequação das feições à escala do mapa temático ...2.. 292 12......... 265 11...................................5...................................1 Procedimentos técnicos para textos sobre o mapa ..... 258 10......1 Construção de histogramas . 266 11.........3 Planejamento para a visualização de gráficos ............. 278 11.....................................................................................................3........................ 276 -..........4 Produção de muitas cópias .....................................5.............................3 Orientação geográfica (indicação do Norte) ........ 296 .......... 263 CAPÍTULO 11 .. 254 10.......................6 Apresentação e disposição de mapas .....................5 Produtos cartográficos em multimídia ...... 291 12........................6...4...5..........................-/ 11................................. 284 CAPÍTULO 12 .......... 2B3 11....................................................................................................... 267 11 ...4 Gráficos de setores ............. 269 11.....5 Textos nos mapas ................................. 262 10...........................5.....1 Tabelas ou séries ....................1 Apresentação de tabelas ....6......................... 271 11................ 294 12.................4 Elementos dos gráficos construídos a partir de eixos cartesianos ...................... 259 10................. 278 11.........5..............................................2 A abordagem Gestalt para textos ..................6..........1 Regras básicas para desenhar gráficos de barras ....................................................................1 Gráficos de linhas ........5 Gráfico direcional ou polar ...................................................................................................................4 Escala ...............................1 Letras dentro de mapas ..5................................................................................... 282 11..................................1 Elementos do mapa básico ..................... 261 10....5...2 Textos marginais de um mapa .................6........... 255 10............................5..5....................................3 Histograma ............................................................ REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS ............................... 271 11............................ 256 10........... 288 12...... 290 12.............. 269 11................ 280 11..........5 Tipos de gráficos .................... 287 12......................... 274 11...........................5................................1................................1 Cartografia em multimídia ..... 295 12......4 Hipermapas ....1.... 253 10....... 262 10........... 293 12............................................ MULTIMÍDIA E CARTOGRAFIA .........................................................5........2 Gráficos de barras ou de colunas ..........................................................................5..... 253 10........................................................................................................................... 256 10..4 Mapa de fundo ou mapa básico .................................... 10........3 Funções da mídia na Cartografia .........5...............5 Inserções ........................3.................................................. 255 10....................4.....1 Regras básicas para representação de um gráfico de setores .....................5.4.....

.........6 Mapas como ferramentas para a visualização ...............8 O futuro da Cartografia em multimídia ..........................1 Características dos atlas ......... 301 12.................................................1 A natureza e qualidade dos dados ............ 303 REFER~NCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................. 305 ................................................5............... 300 12...........12......2 Novas áreas de aplicação da Cartografia em multimídia .............8.....2...... 299 12...................8........... 301 12........................................ 298 12.............................. 297 12....2 Vantagens e desvantagens de um atlas em multimídia ...............................................5.7 Estocagem ótica disponível ..............2.........

........... (b) projeção de Miller e (e) projeção interrompida e condensada em dois mapas contíguos ........... Banda X (a) e banda P (b) do SAR na Floresta Nacional de Tapajós ............................9 .8........... 63 Figura 2.......................... SC e (b) a mesma imagem classificada e georreferenciada .......... Classificação dos tipos de mapas .7 ..... Imagem JERS 1-SAR (filtrada) ........ (a) Parte de um modelo digital do terreno gerado a partir dos dados do Laser scanner e (b) Visualização 3D desse MDT ........exemplo de representação cartográfica gerada: a) com objetivo de comunicação. Processo de mapeamento: realidade (foto oblíqua retratando a paisagem)................ Exemplos de projeção convencional contínua: (a) projeção de Mercator........ 44 Figura 1.......... 41 Figura 1........................1............................................. 49 Figura 1........ 59 Figura 2... 45 Figura 1................. Temperatura média anual de um lugar ............. b) com objetivo de análise .........2 ... Uso da terra em área de exploração de carvão ....................... SC .............. Parte de um mapa derivado da análise espacial de dados estatísticos .....4 ........................ Parte de uma fotografia aérea na escala 1: 8 000 (reduzida aqui .................3 .................8 ... Parte do mapa de natalidade do município de São José................5 ..................... 56 Figura 2................................................. Aspectos da superfície de projeção em relação à superfície de referência ....9.....1 .............. LISTA DE FIGURAS Figura 1..........2 ..7 ..........4.............. cilindro e cone ....... 55 Figura 2...................3 ..... Superfícies de projeção: plano....................... 66 ... b) DTM............. e) ortofoto verdadeira em RGB (colorida na·original) e d) Imagem raster em 3D .. 49 Figura 2...... Pontos de projeção para sistemas perspectivos ................... 61 Figura 2.......6.......................... Imagem do·satélite QUICKBIRD ........ Produtos do Laser scanner a) MDS......5 ....... (a)c imagem CASI de parte de Siderópolis............................ 40 Figura 1...... (a) Representação de uma linha (b) no formato vetorial e (e) formato raster .................. 62 Figura 2.............6 .. fotografia aérea vertical (obtenção de dados da realidade) e mapa mostrando a representação da realidade abstraída .... 43 Figura 1.................................. 65 Figura 2.. 35 Figura 1.... 58 Figura 2................................. 47 Figura 1....

...................8.. Comparação dos fenômenos do mundo real e a concepção cartográfica na visão local e na visão regional ou mais distanciada ................................ 108 Figura 5........... Modelo de comunicação na cartografia automatizada .............. Representação de Oi Biasi para a visualização como ferramenta de pesquisa científica ....... 100 Figura 4.................. Componentes que formam um SIG ................................... 100 Figura 4...5..... 90 Figura 4.......... Cartografia e o uso de mapas a partir das novas tecnologias da computação: as três principais situações para visualizar mapas em um SIG .............. Parte de uma planta cadastral urbana .........................Variáveis visuais: elaborado com base em Robinson (1995) e Kraak e Ormeling (1997) .....................2 ............. 117 Figura 5..1 O.6. Fusos UTM no Brasil e respectivo meridiano central de cada um .......6................ Gráfico da evolução do uso/cobertura da terra na área de mineração de carvão em Siderópolis-SC ............ 88 Figura 3.....a original é colorida ............ Representações cartográficas utilizando pontos .....4....................................................13 ... reinterpretado...7 ..........................à esquerda escala 1: 50 000................... na escala original 1:30000... 82 Figura 3.... Modelo de comunicação em um SIG ............................... Teoria de Klatzky: reconhecimento de um estado do Brasil ............ SC e seus arredores em 1996 .. cuja base são os modelos de Salichtchev e Ratajski mostrados por Simielli . 72 Figura 3................. à direita escala 1:100 000 os originais são coloridos . 108 Figura 5. Resultados da análise espacial efetuada para detecção das mudanças temporais em aéreas de mineração...... 99 Figura 4.......... 86 Figura 3..................5 ..................11 ..................................... Representações cartográficas utilizando linhas ..... Váriável visual forma no modo de implantação pontual ............ Fuso de 6° na projeção de Gauss com cilindro secante ... 125 Figura 5.2..7 ............... Esquema básico de um processo de comunicação .............9 ........................18 CARTOGRAFIA . 89 Figura 3................. 116 Figura 5................... COMUNlCAÇÃO E VISUALIZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS Figura 3.............2.....3 .........Projeção cônica de Lambert com dois paralelos padrões ............... Elementos que constituem a gramática cartográfica .......... Especificações de um fuso UTM......... 128 Figura 5...... Parte da folha da CIM.................. Ca~~as topográficas do mapeamento sistemático brasileiro .......3............................. Modelo de comunicação na cartografia analógica.......12 ... 123 Figura 5.......... 11 O Figura 5......8...........1 ...............N' é a distância em metros à linha do Equador e E' é a distância em metros ao MC . 129 ............3..................................9.........1 ...............1 O................................................. 78 Figura 3............. cujo mapa de fundo básico foi a planta cadastral .. 76 Figura 3.4...... Parte de um mapa do uso do solo...................... abrange a cidade de Siderópolis...............................................................1 .. 103 Figura 5......... Aerofoto pancromática preto e branco............REPRESENTAÇÃO...... 11 O Figura 5..... Um fuso UTM comporta seis fusos LTM: exemplo utilizando o território abran- gido pelo Estado de Santa Catarina que está todo dentro do fuso 22 S.. 111 Figura 5................ Uma base conceituai para a Cartografia .......... 115 Figura 5... 124 Figura 5....4... 87 Figura 3. 77 Figura 3....

.............................. Modelo tridimensional do terreno .... 165 Figura 7........... 180 Figura 7.............................................21 ............................................13 .. 138 Figura 5.......................................... Mapa de Tuscany feito por Leonardo da Vinci entre 1502 e 1503 . 181 Figura 7............ 139 Figura 5.................................... 132 Figura 5................... 166 Figura 7...22 .7 ................... (b) simbolização...... 141 Figura 5. 160 Figura 7...... considerando os quatro níveis de medidas das variáveis geográficas .......................................Mapa coroplético onde foram utilizadas linhas para preencher áreas ............ 172 Figura 7. Ilustração da declividade entre duas curvas de nível ................................9 ... 191 Figura 7..........Mapa de uso e cobertura da terra na APA da Costa Brava............. Esquema de cálculo de declividade em cartas com curvas de nível ..... Diagrama ilustrativo do sistema RGB .. 130 Figura 5 ... (e) seleção e (d) realce ...........Emprego da variável visual orientação .................. Declividade entre duas curvas................ lineares e zonais............Legendas de mapas mostrando aplicações da variável visual cor em mapas da rede hidrográfica para estudos ambientais..................... Mapa esquemático de solos ..........................23 ..........................20 ...... Variável visual valor mostrando a hierarquia dos dados .. 141 Figura 6.................................................. Variável padrão ou textura empregada em mapa climático ............. (e) exagero e (d) seleção e fusão .. 131 Figura 5................................................................... 134 Figura 5..........................18 ..........14 .. Classes de altitude para toda a Terra baseadas na progressão geométrica ..11 ............... após aplicar filtro .......15 ................. tintas e tons de cinza ........................ 193 ................3 ............................ 183 Figura 7.............Gráfico triangular do sistema de cor natural mostrando a localização de sombras........... 133 Figura 5...4............... Exemplos de generalização gráfica: (a) suavização...... 169 Figura 7.... :......................6... Círculo das cores ...................1 ........19 ..... 158 Figura 6..LISTA OE FIGURAS 19 Figura 5........... e a imagem (b)..17 ............ município de Balneário Camboriú -SC ..8.................. (b) deslocamento...16 ...................... 185 Figura 7.......................... A imagem (a) mostra o resultado da classificação... Diagrama ilustrativo do sistema HSV .. 163 Figura 7... 163 Figura 7................1 O.............1 ...................................... ·157 Figura 6..................... Unidades do relevo brasileiro .4.............2 ............. Variável visual tamanho no modo de implantação pontual ............................. 1ílS Figura 7.. 153 Figura 6........................ Variável visual valor empregada em mapa climático ..15 ..... Compilado a partir dos mapas originais coloridos (no mapa original cada nome da cor é substituído pela própria cor) .... Mapa exploratório de solos ..... 169 Figura 7... obtida com uso de gabarito de distâncias horizontais ..............5 ........2 .................... 177 Figura 7........................................... Mapas primitivos com a representação do relevo . Exemplos de diferenciação de dados pontuais.....12 ...14 .... Exemplos de generalização conceituai: (a) fusão............................................................. Imagem de intensidade do sensor Laser scanner .............Sistema de cor natural .............Exemplo de emprego da variável visual padrão .....3 ....................... 137 Figura 5................

..... 234 Figura 9.........os tamanhos das caixas e dos pontos são determinados pela escala do mapa .....................5 . (a) Comparação da influência da forma na estimativa de tamanho de símbolos proporcionais e (b) Formas dos símbolos proporcionais ... 222 Figura 9...... 213 Figura 9.......... 225 Figura 9................ 223 Figura 9................Rfl'RESENTAÇÃO................................................................1 . Exemplo de aplicação do método do histograma para determinação do número e intervalo de classes ..................................................................8 ................3 ....6 ...4........ Mapas de densidades resultantes de três métodos de cálculo das densidades: a) amplitude.... Gráfico da dispersão da freqüência .... 199 Figura 8....... 216 Figura 9............................................... (a) Mapa da rede viária e (b) mapa de fluxo ............................................. 218 Figura 9.18 ................ Desenho da legenda de um mapa de pontos ...... 209 Figura 9.................... Interpolação linear entre pontos ...... 221 Figura 9. 237 ...................................... 234 Figura 9.. Padrões com igual valor ........... Legendas obtidas para (A) representar círculos escalados para raio proporcional ao valor e (B) círculos escalados psicologicamente para compensar a subestimação ....................................... Curva normal .... e) distribuição da freqüência ............2 .......... ·Localização dos pontos próximos ao centro gravitacional.. 214 Figura 9..... ......... Localização do ponto de controle (valor da área) para a construção de um mapa isoplético ...............1 O............17 .............. a original é colorida . b) distribuição assimétrica positiva........12 ..... 201 Figura 8....11 ....16 .................................. Mapa de fluxo: petróleo na economia mundial (original colorido) .20 .... 227 Figura 9........................................ 205 Figura 8. 235 Figura 9............. 229 Figura 9........13 .... Distribuição dos dados em quartis ......3 .... Ábaco para o cálculo dos símbolos proporcionais ...... (b) detalhe de como é obtido o lugar por onde passa a linha .............................................. 226 Figura 9.9 ......... e) distribuição assimétrica negativa ................. 206 Figura 8................... Simetria da curva de distribuição dos dados: a) distribuição simétrica....................... b) quantis.....19 .... 231 Figura 9......................5 .........20 ÚRTOGRAflA ........... Concepção de um mapa de pontos (desenhado com base em Dent (1996) ........................ Exemplo de mapa coroplético: densidade demográfica do Brasil ....................... Resultado de três métodos de escolha do intervalo de classes . Legenda de mapa de símbolos pontuais nominais: a) símbolos geométricos.............................................1 .7 ...................... COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS Figura 8...... b) figuras evocativas .. Exemplo de mapa de pontos . 218 Figura 9...6.. Uso impróprio do método de símbolos proporcionais ..... Tamanhos dos círculos proporcionais para mapas temáticos de escala pequena . 220 Figura 9.. Exemplo de um mapa de símbolos proporcionais .... Processos de construção de um mapa isoplético (a) desenho dos segmentos de reta unindo todos os pontos e linhas de valor 20 deter- minado...............4........................................................................................... 224 Figura 9.......... 215 Figura 9......2..... Parte de uma imagem classificada......14 ...15 .......... 208 Figura 8................ desenhado com base em Dent (1996) .......................

......... Elementos de uma tabela ... 272 Figura 11 .... 280 Figura 11......7 com nova proposta de visualização ...............................9 ...............:79 Figura 11........................... 272 Figura 11...textura nas colunas é ineficaz .............. Exemplos de similaridade em textos sobre mapas .A eficácia dos gráficos de colunas é definida pela escolha da representação: a) um gráfico balanceado visualmente ... Exemplos de fechamento de textos sobre mapas .......... 14 .. 15 . elaborado com base em Robinson (1995) ........ No gráfico (a) observa-se a variação de um fenômeno ao longo do tempo em cinco lugares ..... visando à comunicação .......... Receita do turismo nas três capitais do Sul do Brasil ..4 ................ (b) visualização prejudicada pela vista tridimensional oblíqua .........3 ..Gráfico de setores sobre o uso da terra em Siderópolis ............... 276 Figura 11........... 247 Figura 10....23 .................. 260 Figura 10....................... magenta e ciano ..........................................9 ..... Exemplos de variações possíveis para uma visualização de dados cartográficos........ Duas formas de representar a circulação de trabalhadores no espaço...........7 .. Exemplos de alinhamento semelhante em textos sobre mapas .2 ...............colunas sem cor e textura ao fundo. b) um gráfico confuso ....... 278 Figura 11.............6 ....................... Exemplos de mapas diagrama ............................................ 260 Figura 10..7 ................1 ..SC ........22 ............. Gráficos de Linhas trabalhados com texturas................Histograma típico .... 281 ... 277 Figura 11..........................4 ... Elementos típicos de um gráfico genérico .........................................24 .............. Assinatura espectral das áreas amostrais de uma imagem Landsat TM .. Exemplo de mapa de fluxos .......... 277 Figura 11........................................... Série histórica em gráfico de coluna ... Como as cores se formam: (a) superposição das três cores resultando em uma visão da cor branca.. 11 ................5 ..21 ................. 12 ......................................... Legendas em um mapa de fluxo: (a) valores específicos........................... 274 Figura 11 ..............................5 .. 250 Figura 10........8 .. 13 ...................................................... :~60 Figura 10....................................................Saída de mapas gerados pelo StatCart (original é colorido) ..................Gráfico de barras utilizado para comparar duas categorias .............................................. Esquemas preliminares de um mapa para testar o balanço visual . (b) superposição de duas de cada vez resultará em amarelo... 238 Figura 9.............. (b) intervalo de classes...... 240 Figura 9........................ (a) Mapa de referência reduzido e (b) mapa básico após a generalização cartográfica ..2 ........ 268 Figura 11 ................. 261 Figura 11...........Histograma de uma imagem ........ (e) legenda exata em degraus ........................ 242 Figura 1O..... 270 Figura 11................. 1O..Alternativas para localizações regionais de acidentes geográficos ........................8 ................. 255 Figura 10...........3 ............................ confeccionado com base em Kraak e Ormeling (1997) ..LISTA DE FIGURAS 21 Figura 9........ Gráfico da Figura 11 ... 249 Figura 10.. 1 ............. 273 Figura 11 ......................... 273 Figura 11 ........................ 275 Figura 11 . 239 Figura 9..Gráfico de setores: (a) visualização ótima..... 257 Figura 10.............6 ........ Figura de uma ogiva .

.2000 ............................19 ......................REPRESENTAÇÃO.........Gráfico triangular típico ........................................Gráfico direcional ou polar: número de banhistas nas praias da ilha de Santa Catarina em 2002 (dados hipotéticos) ............... 1920 ...........Gráfico da pirâmide de idades e sexos ..........16 ............... 284 Figura 11.....Pirâmide da variação temporal da população urbana e rural no Brasil. 285 Figura 12..........Esfera do potencial cartográfico e o plano geográfico da realidade: a Ca11ografia na multimídia corresponde ao movimento da esfera ....17 ...........1 ...... 285 Figura 11.......18 .. 282 Figura 11.....22 ÚRTOGRAFIA .. COMUNICAÇÃO EVISUAllZAÇÃO DE DAOOS ESPACIAIS Figura 11........................................................................................ 290 .

... Projeções cartográficas adotadas no Brasil ...3 ...................................... 267 .............. 185 Quadro 7............ 184 Quadro 7............1 ................ 85 Quadro 4... LISTA DE QUADROS Quadro 3.......4 .......... 183 Quadro 7............... 75 Quadro 3. 98 Quadro 7.......2 ..... Proposições de classes de declividade para a construção de mapas ....... Aplicação do método cartográfico de modo automatizado em SIG .............................. Tipos de séries estatísticas ..............................2 .................... 190 Quadro 11............................. Classificação do relevo em função da declividade ..........1 ................ Afastamento das curvas de nível e declividade ........ Distâncias horizontais e respectiva declividade na escala 1:50000 .. Extrato da tabela de base cartográfica digital .................1 ........ Níveis de mapeamento ................1 ..5 ................ 182 Quadro 7.

......... Intervalo das classes ..................... 207 ......1 .......................................................... Espectro visível .................................................. 135 Tabela 8................. 203 Tabela 8....... .................................................1 . Microrregião de Canoinhas (SC) .........3 ............2 ....... SC ..... LISTA DE TABELAS Tabela 5....... 206 Tabela 8.... Mortalidade infantil na microrregião de Campos de Lages......

A leitura do livro foi prazerosa e proveitosa. um material bibliográfico de qualidade e inteiramente compatível com as necessidades de conhecimento da área de Cartografia. projeto cartográfico. por terem agora a sua disposição. Ora. senti-me honrado pela deferência. Desta forma. Tendo alguns pontos comuns com a Profa. Ruth Loch um inestimável serviço. não só aos estudantes universitários. tanto pela forma clara e didática que a autora apresenta. Assim. não só para as necessidades de conhecimentos cartográficos exigidos para a formação do geógrafo tanto em nível de bacharelado ou licenciatura. pois a abrangência dos assuntos. Ruth Nogueira Loch para prefaciar este 1ivro. PREFÁCIO Ao receber o convite da Profa. como também ser utilizado por todos aqueles que os necessitem. cobrem também as interfaces com o geoprocessamento. Com certeza poderá ser adotado como referência. indo do GPS às novas tecnologias. vem este livro ajudar a preencher um grande vazio bibliográfico existente na área. Dr. Paulo Márcio Leal de Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro . mas também preocupado. Ruth. para a obtenção de material bibliográfico nacional. tais como a graduação em Engenharia Cartográfica e pertencer ao quadro de professores de um departamento de Geografia de uma Universidade Federal. Ora. como também pela abrangência e profundidade dos conceitos apresentados. pela responsabilidade de apresentar um livro que de antemão já sabia ser um material bibliográfico de alta qualidade. presta a Profa. laserscanning e cartografia multimídia. aquisição e tratamento de dados. Prof. mas também aos docentes. sabemos perfeitamente da grande dificuldade dos estudantes das áreas de Geociências.

E que papel é esse? A função de um mapa quando disponível ao público é a de comunicar o conhecimento de poucos para muitos. [. na medida em que reconhecem o potencial dos mapas como instrumento de visualização. que de algum modo precisam fazer mapas. cada vez mais comuns entre a população leiga e nas diversas áreas do conhecimento. ] Um cartógrafo é aquele que traduz um tema físico. necessariamente precisarão de conhecimentos sobre Cartografia. Na Cartografia Analógica à construção de mapas era limitada aos especialistas." A revolução tecnológica trouxe uma mudança radical para a Cartografia.. . APRESENTAÇÃO Este 1ivro foi pensado e elaborado para ter como leitores os estudantes de graduação e pós-graduação.223) ·"para a redação correta de um documento cartográfico é necessário conhecer as técnicas gráficas. humano ou econômico dentro da linguagem gráfica. eles não cumprem o seu papel. análise e comunicação de dados espaciais. Tem-se observado que os mapas estão mais acessíveis ao público em geral. constituída de signos e cores.. como mostra a afirmação de André (1980. para tanto. na maioria das vezes. por conseguinte ele deve ser elaborado de forma a realmente comunicar. Acredita-se que a facilidade de "construir" mapas com as ferramentas tecnológicas desenvolvidas para análise de dados espaciais. Atualmente um usuário de mapas pode se sentir estimulado a ser cartógrafo. diferente da linguagem falada. p. Este livro objetiva diminuir as ambigüidades observadas na apresentação de mapas. aliadas ao desconhecimento da representação cartográfica são os responsáveis pela atual proliferação de mapas não eficientes. Espera-se também que seja útil aos pesquisadores e profissionais das mais variadas áreas do conhecimento. no entanto.

enquanto o segundo capítulo apresenta a origem dos dados para o mapeamento e o terceiro aborda a questão da Cartografia de Base. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO rn: DADOS ESPACIAIS ou seja. Para tanto. permitindo experimentar novas possibilidades de usar/criar mapas. e conclui-se o livro abordando a questão do futuro da Cartografia. além é lógico. de desconhecer os fatores de sustentação da Cartografia Contemporânea: a cognição. com um peso maior para as representações socioeconômicas. Considerou-se necessária a dedicação de um capítulo no que diz respeito às Projeções Cartográficas. Então. os gráficos facilitam a visualização e análise de dados numéricos. no entanto. por sua natureza quantitativa.REPR[S(NTAÇÃO. o livro inicia com conceitos básicos de Cartografia. fez-se aqui um esforço para condensar. as variáveis gráficas. . Todas limitadas pelas ferramentas tecnológicas. O décimo primeiro capítulo foi dedicado às representações gráficas denominadas Diagramas ou Gráficos. Assim como os mapas socioeco- nômicos. as análises espaciais por intermédio dos mapas. tão em voga atualmente no exterior. a visualização cartográfica e a representação' cartográfica são assuntos tratados com detalhes e exemplos. isto é. neste volume. uma vez que elas foram e ainda continuam sendo um assunto complexo. Tratando-os sob o ponto de vista da Cartografia. esboçou-se uma idéia do que vem a ser a Cartografia em Multimídia. pode estar apto para criar seus próprios mapas. uma vez que estas. muitos aspectos deverão ser levados em conta para construí-los.SIG à Cartografia. Outro assunto imprescindível foi relacionar os Sistemas de Informações Geográficas . ajudando-os numa melhor elaboração de seus mapas. discute-se o método cartográfico. pois o ferramental está disponível. O problema que ocorre é que esse usuário geralmente não sabe nada sobre representação cartográfica. porém neste caso. O alfabeto cartográfico.28 (ARTOGRAFIA . Finalmente. a comunicação e a visualização. E para serem úteis. requerem tratamento de dados numéricos e escolha de método de mapeamento. e. Considerando o exposto. a comunicação cartográfica. muitas vezes são ignoradas por profissionais que não são da área da Cartografia. ou seja a Cartografia Nacional e a Cadastral. trata-se mais especificamente da Cartografia Temática. para se consiguir sensibilizar e esclarecer os leigos e estudantes. de forma não espacializada. eles devem ser apresentados de forma a facilitar a comunicação dos dados. isto significa muito mais que a escolha de um software que execute automaticamente um comando de construção de um determinado tipo de gráfico. Desde o capítulo sexto até o capítulo décimo. a teoria básica da Cartografia.

optou- se por deixar de fazer referências específicas a um ou outro tipo. que demorou muito mais que os outros para ser gestado. Espero que ainda continuem tão entusiasmados como eu pela Cartografia. Termino esta apresentação dirigindo-me especialmente a alguns dos meus ex-alunos: Aqui está o tão necessário conteúdo que tanto me cobraram para que eu o disponibilizasse escrito. como ferramentas para a produção.APRfscNTAÇÁO 29 Por se tratar de um 1ivro de Cartografia Contemporânea. visualização ou manipulação de mapas. que nasceu com a mesma expectativa. mas. . preferindo tratá-los. quando fosse o caso. Porém. Creio que estes vinte e poucos anos de carreira profissional tenham me dado alguma experiência como engenheira no início. e depois como professora. a pergunta ao olhá-lo é: a quantos ele servirá? Espero que a muitos. e assim me sentirei feliz por saber que o tempo "tirado" para fazê-lo proporcionará novos tempos para outros. Agradeço sugestões e críticas. esperava-se uma atenção para os softwares para produção de mapas. Este livro é para mim como um filho. pois é esta experiência que relatei aqui. No entanto.

por gráficos. as experiências do passado deixaram de depender da memória dos indivíduos. Ao estudar o progresso da civilização. como procurar representar. utilizam palavras. dentre outros. Na quarta forma de comunicação. magnitudes e abstrações. na matemática é preciso reconhecer simbolizações. figuras. usando gráficos. 1999). gráficos. é preciso saber construir e interpretar planos e diagramas a partir da observação de números. Graças à escrita. a troca de mercadorias (valor) e a invenção da moeda. na linguagem escrita deve-se ter a aptidão para a leitura e a escrita. Por exemplo. de desenhos e imagens ou mesmo do próprio meio ambiente. idéias. 2001 ). No domínio dos comportamentos sociais. a invenção de códigos gráficos que traduzem a linguagem trouxe um progresso decisivo para a comunicação do conhecimento acumulado. a capacidade de articular as palavras. CAPÍTULO 1 A NATUREZA DA CARTOGRAFIA 1. para alcançar tal propósito (Barbosa e Rabaça. gestos. na fala. Entretanto. 1r \ Cada uma das formas de comunicação exige do indivíduo capacidades específicas para que a comunicação ocorra. números. reconhecer relações entre conjuntos. as coisas importantes do meio ambiente que . o homem se depara com esforços nesse sentido. A escrita dos números possibilitou. igualmente. emoções e habilidades.1 FORMAS DE COMUNICAR O CONHECIMENTO :\-' A comunicação entre os seres humanos permite que eles compartilhem informações. Para tanto. os gestos e a linguagem oral deram origem a rituais e comportamentos. enquanto a música e o canto contribuíram para aumentar o alcance da mensagem e sua carga de emoção (Claval. a difusão da matemática (fazer contas). imagens.

manipular e analisar idéias. Logo. .forma_ de r~présentàçãó-aoõtada-difere de . Outras vezes. o mapa é uma forma de comunicar um conhecimento que se efetiva somente se o usuário.~ das G~9_ciênçias re_conh~c~_m~ Às vezes. Nesse processo. conseguir obter tal conhecimento ao lê-lo. freqüent~m~nte_. Contudo.32 ÚRTOGIWIA .g~Qgráfiço~ Por isfo.~ 1.IZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS permitiam sua sobrevivência. tanto o ato de mapear quant~o produto . então.são diferentes 1" daqueles que se conhece na Cartografi~'GeralmeQt~.2 Ü QUE É UM MAPA s.. Era preciso comunicar o conhecimento existente sobre o mundo e isto envolvia o espaço e sua percepção e as imagens construídas pela mente humana. também são utilizados os termos "mapeamento" e "mapa"._Q~_ajnda_um_instrum_ento fé!cilitador para a compreensão da estrutura-de-u'!l f~nôme_no _qualquer. Também é da antiguidade a notícia dos primeiros "mapas" marcando itinerários. essà ·representação não passa de uma lista de palavras e números. para complicadas representações considerando a esfericidade da Terra. Apesar deste fato.mapa . tais como Medicina. Na linguagem coloquial e em diversas outras áreas da Ciência que não aquelas ligadas à Cartografia. Â. O mapa foi. somente marcavam uma rota que comunicava um conhecimento essencial à sobrevivência. Portanto. o mapa como forma de comunicação exige tanto do seu criador como do usuário conhecimentos específicos de Cartografia. Conforme as necessidades e a tecnologia disponível. o leitor do mapa. evoluíram os mapas de simples representações do meio. Ainda não aparecia a estrutura espacial do ambiente.um mapa-c:omüos-profissionais. COMUNICAÇÃO EVISUAl. uma maneira que o homem encontrou para representar o que era importante ou de interesse de um grupo dominante. formas e relações que ocorrem no espaço bi e/ ou tridimensional. por ser extremamente eficiente para expressar. ffi:!e pode ou não ser. que lembram animais. São do tempo das populações nômades das cavernas. na verdade. o mapa não pode ser negligenciado como instrumento de comunicação. o homem desenvolveu habilidades em descrever um cenário geográfico usando a simbologia gráfica para construir o que se designa "mapa". Economia e Administração. A evolução humana na construção de gráficos e mapas aconteceu paralela à evolução das idéias e da tecnologia.REPRESENTAÇÃO. sigDifiç_~m~mª forma de levantamento de dados e de apresentá-los. . os desenhos ou inscrições rupestres. um fluxograma mostrando como ocorre um fenômeno ou processo. organizados sistematicamente ou.

. ]". J(.a visão subjetiva ou o conhecimento de alguém ou de poucos para muito?' Esse conhecimento pode ser o mais amplo e variado possível ou o mais restrito e objetivo possível.. Silver e Balmori (2003) mostram uma interessante coletânea. ·~~ ~. perseguindo a manutenção da sua especificidade de objeto original. Além destas.. sem os quais seria difícil orientar-se no espaço geográfico ou nos grandes ambientes terrestres (água. /No livro Mapping in the age of digital media. ] o mapeamento do genoma humano[ .A NATUREZA DA ÚRTOGRAflA 33 é um esquema gráfico de algum fluxo. É comum ouvir nos noticiários coisas como "[ ..ÚPITUlO 1. o resultado de um levantamento ou pesquisa é algo muito diferente dos mapas gerados na Cartografia.. de forma reduzida. o que pode ser um outro caminho para a Cartografia.. concebidos para transmit~. Mas. mapeah1ento em 3-D dos movimentos do corpo humano no espaço. Então. o uso de imagens para a visualização científica de eventos como "fluxo corrente versus posição" em uma estrutura do mundo quântico para a obtenção de novas informações que antes não eram possíveis. de fato.. do sangue no corpo humano. Dent (1996) amplia esse conceito quando afirma que os mapas são capazes de fornecer uma estrutura para guardar e ou mostrar o conhecimento geográfico e experiências dos mais variados interesses.. ]". os topográficos ou os cadastrais)."[ . ou. na qual diversos pesquisadores apresentam novos assuntos e temas para a cartografia eletrônica: aplicação de projeções cart9gráficas para representar o corpo humano em três dimensões (3-DVC:omo uma extensão do processo não tradicional de escultura. os mapas são veículos de transmissão do conhecimento. utilizando simbologia e projeção cartográfica. mapas das formas de objetos arquitetônicos em 3-D. uma questão e um tema (mesmo os mapas de referência geral. por exemplo. Eles são representações gráficas de determinado espaço geográfico. cada mapa tem um autor. e representam elementos selecionados em um determinado espaço geográfico. ar e terra). A palavra mapeamento tem assumido um significado mais amplo no vocabulário. . Para os cartógrafos. construção de mapas em 3-D do espaço interno do corpo humano a partir de scanners que registram dados volumétricos compostos de múltiplas fatias de diferentes tipos de tecidos no interior do corpo. ] estão procedendo ao mapeamento da droga no País[ . a coletânea traz outras interessantes aplicações distintas daquelas que a comunidade cartográfica está habituada a ver.Os mapas da Cartografia têm características típicas que os classificam. ou da seiva em uma espécie vegetal.

] mostra os interesses difundidos através de um sistema social.. inclusive as abstrações mentais que não estão explícitas fisicamente na paisagem geográfica. "Um modelo pode ser interpretado como a representação da realidade. então eles são subjetivos e não podem ser considerados como fotografias da realidade ou a própria realidade reduzida. nem puramente natural nem puramente cultural. cidade. mas não é o animal reduzido. concentrados em uma classe. o significado de um mapa. "o mapa é principalmente um dispositivo de apresentação. é preciso inseri-lo no contexto histórico e social do qual ele emerge e sobre o qual atua. país. A visão de Wood e Keller (1996) sobre mapas é mais política. as pessoas vivem e colaboram para construir. ]" que.Rfl'RESENTAÇÃO..14). Dent (1996) explica que o meio inclui todos os aspectos culturais e físicos do ambiente. considerando o científico e a arte. Robinson e Petchenik (1976 apud Dent. Para eles o mapa "representa idéias e o trabalho do passado sobre o meio [. Como um telescópio ou microscópio.. na qual são consideradas as características relevantes observadas e que a realidade consiste em objetos ou sistemas. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS Cosgrove (2003) apresenta um conceito interessante de mapa. 1996) preferem defini-lo como uma "representação gráfica do meio". nesta ou naquela vizinhança. afinal o que é um modelo? Segundo Echenique (1972 apud Batty. Para ele O mapa é um dos instrumentos que servem para aumentar a capacidade do corpo humano. ele nos permite ver em escalas impossíveis para olhos descobertos e sem precisar movermo- nos fisicamente no espaço. ele é um objeto híbrido. ele é capaz de tornar o passado presente. simultaneamente. a idéia. Entretanto. -k Mas. profissão. o futuro desconhecido ou imaginado. entende que este é complementado com o entendimento do conteúdo do mapa.34 CARTOGRAFIA . um bichinho de pelúcia é um modelo de algum animal. Segundo MacEacheren (1994). Se os mapas são modelos da realidade e a realidade é vista de maneira individual.. Esse autor coloca o mapa como um mero estágio no processo de mapeamento. 2003. pois. existem ou podem existirf. os fatos e a ficção. neste ou naquele . neste contexto. por mais que lhe sejam dados atributos característicos daquilo que está representando. Veja. e. ocupação e economia.. que existiram.Neste contexto. Ele apresenta uma vista abstrata de uma porção do mundo com ênfase em algumas feições selecionadas [ . ele"[. ]". e para entender o conteúdo. um mapa como modelo da realidade pode tudo: representar o passado.. p.

a posição de pontos com relação a outro.A NATURCZA DA CAAroc1w1A 35 interesse" . Os mapas são produtos construídos a partir de um sistema de signos naturalizados por tais forças conservati vas.1. Estas respostas podem se r retiradas diretame nte do mapa se m necess idade de ajuda nem de i mp lementações. Considerando as cl asses de precipitação.1 b).1 .1 a) . tais como: a) as distâ ncias entre do is pontos. os mapas passa ram a ser considerados também como uma form a de comun icação de dados e mais recentemente. é possível visualizar num relance a d istribuição de cada classe em relação às outras (Figura 1. é natural. deixa ndo para o leitor form ular uma idéia própri a do fenômeno "precipitação" (Figura 1 . em que estes signos são dispostos a serviço de um m ito de que o mu ndo.exemplo de representação cartográfica gerada: a) com objetivo ele comunicação. A principa l ca racterística dos mapas era a estocagem dos dados geográficos que serviam para anál ise dos lugares e de como chegar até eles. veri fi ca-se que os mapas antigos eram v istos como veículos de orientação no espaço geográfi co. como um instrumento de visualização científi ca. O Baixa D • • Alta Figura 1. Um exemplo destes aspectos diferenciados da Cartografia é mostrado na Figu ra 1. Na hi stóri a da Ca rtografia e da humanidade. O u então. b) com objetivo ele análise .CAPiruLO 1. Com a evolução humana e também da Cartografia. mostrado em um m apa. a Cartografia pode ligar igualmente a análi se. ter apenas uma idéia das vá rias cl asses de prec ipitação. Entretanto. Um mapa pode ser co nsiderado como um Sistema de Inform ação Espac ial que fo rn ece respostas para mu itas qu estões concernentes à área representada. b) o tamanho de áreas e c) a distribuição de certos padrões. a visualização e a comunicação de dados.Temperatura média anual ele um lugar .

direções e localização geográfica de pontos. como exemplo. carta e planta tem origem no uso popular de documentos cartográficos. numa folha de papel ou monitor de vídeo. francesa e alemã. A confusão no Brasil entre as palavras mapa. :< b) CARTA: representação dos aspectos físicos naturais ou artificiais da Terra. mapa mundi. que terão variações conforme a projeção cartográfica escolhida para representar a superfície curva da Terra. -t. as palavras CARTA e PLANTA. c) PLANTA: representação concebida em escala muito grande (1: 500 a 1: 2 000). no mais existe somente a palavra carte. áreas e detalhes. de áreas suficientemente pequenas que podem ser assimiladas.36 ÚRTOGRAflA. percebe- se que nestas línguas não há confusão entre os termos mapa e carta. isto é. o que não acontece com os mapas e cartas. por exemplo.REPRESENTAÇÃO. as pessoas que usavam mapas foram cristalizando idéias que acabaram por criar a presente situação. ilustrativos e para análises qualitativas ou quantitativas genéricas. COMUNlCAÇÃO EVISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 1. A projeção desta superfície para o plano de representação é ortogonal. onde a curvatura da Terra pode ser desconsiderada. enquanto no francês. Geralmente é concebido em escalas pequenas. que se destina para fins culturais. Atualmente. as Cartas de Marear. ou aspectos abstratos da superfície terrestre. a escala é preservada em qualquer ponto ou direção. a única vez que se observa a palavra mape refere-se ao . Em alemão. CARTA E PLANTA Na linguagem verbal e também na literatura da língua portuguesa encontram-se expressões coadjuvantes à palavra MAPA. O mesmo acontece na língua inglesa. em que predomina a palavra map. estes termos estão ligados à ESCALA de representação.3 MAPA. usadas indiscriminadamente como sinônimos. ou seja. destinada para fins práticos da atividade humana. e que somente depois do século XIV. permitindo a avaliação precisa de distâncias. Observando a literatura técnica e científica nas línguas inglesa. Geralmente concebida em escalas médias a grandes. . Bakker (1965) comenta que a palavra mapa teve origem na Idade Média e era empregada ap~nas para designar as representações terrestres. portanto. gerando os seguintes conceitos: ! a) MAPA: representação dos aspectos físicos naturais ou artificiais. os mapas marítimos passaram a ser designados como cartas. sem erro sensível às superfícies planas. existe a palavra karte para todas as representações cartográficas.

5. Um mapa ou carta apresenta características próprias.1 LOCALIZAÇÃO E ATRIBUTOS Os mapas são concebidos a partir de dois elementos da realidade: localização e atributos. por conseguinte. Independentemente das discussões do conceito de Cartografia. cartas e outros produtos tais como. consiste na representação da superfície terrestre ou parte dela. 1. Mapeamento de Superfície. tipo de solo e tipos de religiões. 1976). Cartografia Geomorfológica. Cartografia Geotécnica. que recebe o nome genérico de mapa ou carta. dentre outros e isto pode confundir conceitos com tipos de mapas. etc. o conceito de Cartografia apresenta uma acentuada tendência de alterar o significado inicial a ela atribuído. • Atributos: são as qualidades ou magnitudes. de forma gráfica e bidimensional. sendo.CAPITulO 1. de onde derivam vocábulos como Cartografia Geológica.4 A CARTOGRAFIA E OS MAPAS Os levantamentos executados na superfície terrestre por meio da Geodésia. clima. outras ciências além das já citadas no início deste parágrafo produzem mapas. • Localização: dada por suas posições no espaço (coordenadas) bidimensional ou tridimensional.A NATUREZA DA ÚRTOGRAFIA 37 1. inicialmente. ninguém há de discordar que o produto. Fotogrametria e Sensoriamento Remoto e Topografia geram dados de diversos interesses e para serem visualizados espacialmente são representados graficamente no plano. maquetes. visualizações 3-D da superfície. diferente de outros tipos de representações gráficas cujas características serão tratadas a seguir. Algumas definições incluem os aspectos da confecção e uso de mapas. . assunto este que caracteriza o objeto da Cartografia (Gemael. Entretanto. como: temperatura. Portanto. inegavelmente objeto desta ciência. Atualmente. Outros entendem a Cartografia como o conjunto das ciências que conduzem ao mapa. ou ainda podem ser compreendidos como uma variável temática. é o mapa. tendo como exemplo o título dos Cursos de Engenharia Cartográfica em nosso país.5 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS MAPAS 1. o objetivo da Cartografia.

5. maior será a generalização e simbolização no mapa. Exemplo: 1: 20 000. ou seja.dados com representação detalhada. semelhante a que se deseja representar. Quanto menor a escala. caracteriza- se a Escala. Tecnicamente. Nos globos terrestres. isto é.Escala pequena: denominador grande . um centímetro gráfico. a escala é definida como a razão entre a distância gráfica (d) a distância real (D). . duzentos metros.5. A escala mostra a quantidade de redução do mundo real.3 c. 1 (cm): 20 000 (cm).grandes áreas . no caso geral. POSSIBILIDADES DE INDICAR A ESCALA A escala pode ser representada nos mapas de três formas: a) descrição verbal (escala falada): 1 cm corresponde a 100 m.dados com representação geral. a representação de superfícies consideráveis nas quais a curvatura da Terra . E ao se definir a relação dimensional entre a representação gráfica e a realidade.pequenas áreas . COMUNlCAÇÃO EVISUAl. b) representação unitária ou numérica: 1:1 O 000 e e) representação gráfica· barra de escala 100 o 100 200 m • 1 1 1 1 A seleção da escala tem conseqüências importantes na aparência do mapa e no seu potencial de comunicação.38 (ARTOGIWIA. 3 PROJEÇÃO CARTOGRÁFICA Conforme explicado no item 1. a representação da Terra se restringe a um problema geométrico de solução imediata: construir uma figura em escala adequada. . corresponde a vinte mil centímetros da realidade. Neste caso sabe-se que. quando representado na forma gráfica. 1.RCPRESENTAÇÃO. Toda vez que se decide fazer a representação gráfica de uma porção do ambiente. a primeira coisa a ser feita é escolher a escala do mapa.Escala grande: denominador pequeno . em que cada distância é expressa na mesma unidade de medida e reduzida de tal forma que o numerador seja representado pela unidade. Porém.IZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 1.2 ESCALA Os mapas são representações reduzidas do mundo real. quer dizer. pode-se desconsiderar a superfície curva da Terra nas plantas porque se representam pequenas áreas. uma esfera.

as quais serão tanto maiores quanto mais extensa for a área em consideração. . Para conseguir manter a similitude das formas. Um exemplo sempre citado nos livros didáticos é o da Groenlândia. nos dias atuais existe mais de uma centena de projeções as quais são resultantes do trabalho e de muita imaginação de famosos matemáticos. ele poderia ser substituído pelo termo "representação". nenhum mapa será exato. não é possível conservar todas estas características da área em representação. porque nem sempre uma projeção cartográfica se subordina às regras da geometria descritiva. cartógrafos e astrônomos. as quais são conhecidas sob a denominação genérica de projeções cartográficas. a forma ou fisionomia dos elementos desenhados no mapa mantém-se igual àquela da superfície terrestre. geometricamente semelhante à figura que deseja representar. Como não há possibilidade de uma representação absolutamente rigorosa. apesar de ser cerca de oito vezes menor. são alteradas as áreas. Segundo o autor. ou seja. outros para conservar a forma da área.esférica ou elipsoidal. em concordância com a Geometria Descritiva. somente os Sistemas Perspectivos são suscetíveis de definição genérica simples. 1 Os primeiros sistemas de projeção remontam à antiguidade. Contudo. ou seja. Estes tipos de superfície não permitem suas representações em um plano sem dobras ou rasgaduras. que exigem laboriosas soluções. Qualquer sistema de projeção representará a superfície da Terra com deformações. ele sempre terá deformações.A NATUREZA DA ÚRTOGRAflA 39 não pode ser negligenciada. Em tal caso. é mantida a similitude entre as regiões representadas. Portanto. Tal constatação deu origem ao que denominamos de propriedades das projeções cartográficas. o homem procurou soluções cartográficas aproximadas. Este é o caso da conhecida projeção de Mercator. mas as grandes áreas aparecerão aumentadas. outros para manter os comprimentos em certas direções. não fosse o uso consagrado do vocábulo. a representação plana desta superfície envolve dificuldades tais. Gemael (1976) considera o vocábulo "projeção" impróprio. na qual os ângulos das figuras pequenas são conservados. que aparece no planisfério construído nessa projeção. com superfície superior à América do Sul.CAPITULO 1. Tal fato é devido à forma do nosso Planeta . sendo elas: CONFORMIDADE Ausência de deformação angular. Existem sistemas desenvolvidos para representar a área em verdadeira grandeza. Quando alguém estuda projeções cartográficas é preciso muita imaginação para tal compreensão.

é alterada a forma ou a fisionom ia das regiões representadas no m apa . Ela apresenta verd adeiram ente as áreas dos países. . 1. Em ta is tipos.1 SuPERFfCIES DE PROJEÇÃO Como a superfície terrestre (esfera ou elipsóide) não se desenvolve sobre o plano sem grandes deformações.. esta é oposta àquela de Mercator...3 . cilindro e cone .. ou uma superfície aux i/iardesenvo lvível em um plano como o ci lindro ou o cone...40 EQUIVALÊNCIA Conserva a relação entre as áreas da super fíci e terrestre e as representadas no mapa. foi desenvolvido um arti fício. As projeções deste tipo mantêm a proporção de tamanho entre a superfície rea l e a do desenho. que apa rece para fazer oposição à de M ercator... Esta questão implica na relação de comprimento dos paralelos e meri dianos rea is com aqueles desen hados nos mapas. Para visualizá- los basta observar as figuras abaixo (Figura 1. para que a relação entre as áreas seja mantida....2). que aumenta a área dos países do hemi sfério Norte onde estão os grandes gru pos dominantes no que tange às questões econôm ica e cultural. cri aram-se superfícies intermediárias ou auxi li ares. Um exemplo atual nos livros didáticos é a projeção de Peters.2 ..... Os partidários dessa projeção para o planisféri o consideram -na pol iti camente mais correta para mostrar o tamanho rea l das massas continentais e que.... porém as fo rm as são visivelmente alteradas. o p lano.......5.. Estas superfícies são chamadas de superfície de projeção e podem ser. isto é. EQÜIDISTÂNCIA Conserva ina lterada a relação entre os comprimentos med idos em certas direções..Superfícies de projeção: plano. Figura 1.

nem perpendicular ao plano do Equador e nas cônicas e cilíndricas. em projeções cilíndricas. o cilindro é paralelo ao plano do Equador e perpendicular ao eixo da Terra. A superfície de projeção é um plano que pode ser tangente ou secante à Superfície de Referência.CAPITULO 1. Bakker (1965) considera as projeções que se comportam desta forma como projeções horizontais. o eixo não coincide nem é perpendicular ao eixo de rotação da Terra. em torno do ponto de tangência. São chamadas de Azimutais em virtude dos azimutes. isto é.O aspecto normal. enquanto. o cilindro que envolve o globo é perpendicular ao plano do Equador.Para o aspecto transverso. eles podem ser: • Normal .Aspectos da superfície de projeção em relação à superfície de referência 2 As Projeções Planas são geralmente designadas como Azimutais. . serem representados sem deformações.3 como estes três aspectos aconteceriam para o caso de cada uma das superfícies de projeção. e em projeções cônicas o eixo do cone é perpendicular ao de rotação da Terra e ambas são projeções transversas. nesse caso designadas de projeção polar. Observe na Figura 1 . paralelo ao eixo da Terra. o eixo do cone é paralelo ao de rotação da Terra. 1965). e esta projeção é conhecida como equatorial. • Oblíquo . no caso das projeções cônicas.2 significa que o plano de projeção é perpendicular ao eixo de rotação da Terra com ponto de tangência no pólo. • Transverso .3 . As Projeções Azimutais são também são chamadas de Zenitais (Bakker.A NATUREZA DA URTOGRAFIA 41 Quanto aos aspectos da superfície de projeção em relação à superfície de referência. em projeções azimutais o plano é perpendicular ao plano do Equador (projeção equatorial). Para as projeções cilíndricas. em relação às projeções azimutais.O aspecto oblíquo acontece quando o plano da projeção azimutal não é nem perpendicular ao eixo da Terra. Normal Trans ersa Figura 1.

1976). b) Projeções equivalentes A equivalência é a característica de igualdade de áreas. qualquer uma das projeções anteriormente citadas pode apresentar o atributo de serem eqüidistantes em alguma direção. Estas direções são ausentes de deformações lineares. ressalvada a escala (Gemael. Uma condição necessária é a interseção perpendicular de linhas do canevá à semelhança do que ocorre no globo. cada área em uma representação está em verdadeira grandeza (desde que se considere a escala em questão).42 CARTOGRAFIA . Ou seja. tal como acontece em navegação.RIPRESENTAÇÃO. 2 ÜASSIFICAÇÃO DAS PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS SEGUNDO AS PROPRIEDADES a) Projeções conformes Conformidade é a característica de verdadeira . d) Projeções eqüidistantes Na verdade. por isto pode ser relacionada com outras em qualquer outro setor da representação.5 J . 3. Um exemplo é a projeção conforme de Gauss. A preservação por equivalência envolve transformação inexata dos ângulos e distâncias e é importante em mapas usados para comparar densidades e os dados de distribuição. como no caso da demografia. nunca em todas. e) Projeções afi láticas São aquelas que não conservam ângulos e nem as áreas. 1. Porém. nestes sistemas é dada a preferência para reduzir ambas as deformações em vez de eliminar uma à custa de contemplar a outra. esta tem maior destaque haja vista facilitar o entendimento do que vem a ser projeção cartográfica. ela é eqüidistante segundo o meridiano central (somente este).forma.3 CLASSIFICAÇÃO GERAL DAS PROJEÇÕES DE NATUREZA GEOMÉTRICA Existem outras classificações para as projeções cartográficas. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 1. A propriedade de conformidade é importante em mapas que são usados para analisar ângulos. na qual uma projeção preserva na carta as magnitudes angulares formadas pelos mesmos pontos representados da superfície da Terra.5. . que é projetado em verdadeira grandeza. mantendo as Qistâncias corretas em certas direções privilegiadas.

no centro da Terra.4). elas poderão ser contínuas ou interrompidas (Figura 1. pode se r definida. Sobre um pl ano tangente ao planeta Terra.. (2 ) Estereográfi co - no po nto di ametralm ente o posto ao de tangê nc ia.C. an aliticamente. ~ 5 infinito Figura 1.33) b) Sistemas não perspectivos O s sistemas não perspectivos. (5) O rtográfico .no infin ito .. p.A NATURfLA DA CARrcx:RArlA 43 a) Si stem as perspecti vos São aqueles que têm ori gem nos ensinamentos da geometria descritiva.4 ..rhuw 1. • Projeções convencionais . ~ 3 4 . analogamente a um ponto de vista situado em: (1) Gnomôn ico 3 . . (4) Equiva lente...•.. como é o caso dos sistemas azimutais o rtográfi cos. uma séri e ele condi ções para ori ginar as projeções con ven c io nai s.- . como o nome diz. O sistema Gnomônico é afilático..Pontos de projeção para sistemas perspectivas Fo111c: Robinson (1995. são abso lutamente artifi ciais. (3) Eqüidistante.5). considerando a representação da total idade da superfíc ie terrestre. fogem às defin ições geométricas. proj eta. não conserva nem os ãngulos nem as áreas. L ~ 1-Ft-:::::i~+::>!rt-~-#o/-~~:::----1t.sã o si stem as resultantes de va ri ações simpl es cios sistemas p erspecti vos.. ou seja. por isto são construídos a partir de uma defi nição geom étri ca simples..1--~~----iv. estereográficos e gnomônico (Figura 1 . um exem plo é o sistema az imutal po lar equiva lente.co m o o p ró prio no m e di z. não são subordinados à Descriti va e são subdivididos em dois grupos: • Projeções modificadas ou Pseudoprojeções .se a reg ião a representar segundo um centro de projeção..

m1:1<1NTAÇÁO. ((). (b) projeção de Miller e (e) projeção Interrompida e condensada em dois mapas contíguos fonrc: lf3GEa (2002) e Robinson ( 1995) .1mx.Exemplos de projeção convencional contínua: (a) projeção de Mercator.5 .1WL\ .\IU~"CAÇÁO { \15UALIZAÇÁO IX DADOS CSl'AOAIS a b Figura 1.44 0.

Cons iderando.•h (J. Essa informação é subj eti va e depende de uma va riedade de operações.._. fotografia aérea vertical (obtenção de dados da realidade) e mapa mostrando a representação da realidade abstraída ... que o resultante ficaria ilegível ou muito confu so ..7 do capítulo 3 deste li vro.••• . .. lo • ." · ••--·• .t.. Figura 1. ... t •• ... se dará continuidade às projeções ca rtográficas.. Portanto..... • v•.. Ele é tão compl exo. . os mapas mostram so m ente as informa ções se lecio nadas no mund o r ea l para se rem representadas. 4 ABSTRAÇÃO O s mapas são abstrações da rea lidade... . esse processo acontecerá cm dois momentos principa is: (a) abstração e (b) representação.Processo de mapeamento: realidade (foto oblíqua retratando a paisagem).. . .•• . .. . .. no item 3. t I~ 1 .. .. . .6 ....5. então. '1 • 1-• •~:f". sendo impossíve l reduzir o mundo rea l tal como ele é e representá-lo no mapa...f ftl ••• ( • . tratando daquelas utilizadas nos mapas produz idos no Bras il. .._. ou constru ção do mapa (Figura 1..ÚS'flULO 1-A NAIURr7A DA W lOCRAflA 45 Devido a sua importância.. que os dados pa ra mapeamento são referentes à rea lidade. 1.6). tais como classifi cação e simplifi cação que procuram faci litar o seu en tendimento .. ••l•t.

azul. bacia hidrográfica ou outro lugar qualquer) podem ser mostrados com o uso de uma variedade de signos gráficos. tais como: a) água . incluindo a navegação 4 A diferença entre Legenda e Convenções Cartográficas é muito simples: os mapas de referência. todos os mapas usam signos para representar elementos da realidade. pontos. tais como rios. e assim por diante. tais como. Pelo seu aspecto. É senso comum que uma das funções mais importantes dos mapas é servir a necessidade de orientação ou mobilidade. sua seleção e arranjo afetam fortemente a visualização e a comunicação do mesmo. A idealização desses signos para construir um mapa.5 SIMBOLISMO Os dados que descrevem um fenômeno de um determinado espaço geográfico (seja um país. a LEGENDA e/ou as Convenções Cartográficas 4 são necessárias em um mapa. As características gráficas dos traços relacionados aos atributos dos dados conduzem à idéia de signos. quando arranjados num plano. por sua natureza. Todos os símbolos usados para representar dados consistem de vários signos ou traços. Alguns símbolos usados em mapas têm significados universais. formam o que se chama de Mapa. Elas revelam o significado dos signos. eles podem variar drasticamente em aparência. cidades. cores. padrões. b) vegetação . Existem mapas especializados para muitos propósitos. O significado dos signos caracteriza o simbolismo da Cartografia. Assim. estradas. os quais são designados de símbolos.6 TIPOS DE MAPAS Apesar de os mapas apresentarem características básicas. tons.verde e c) estradas . denota-se sua pretensão de uso. Por isto. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACWS 1. .1inhas pretas ou vermelhas. Os símbolos dotados de significado geográfico.REPRESENTAÇÃO. os mapas temáticos por tratarem de temas de natureza muito diferentes não podem ser subordinados a convenções.46 ÚRTOGRAflA.5. município. usam convenções padronizadas e universalmente aceitas para representar os elementos gerais da superfície terrestre. trazendo a idéia do que ele representa. 1. estado. por isto a simbologia usada deve ser decodificada pela Legenda. linhas.

por exemplo. Foram essas necessidades que fizeram surgir este modo de representação gráfica. Os mapas podem ser classificados a partir da sua função principal. visualizar o que de outra forma não pode ser visível. p. Existem mapas cuja função é de codificação. 1 TIPOS DE MAPAS 1 + Mental + Tangível ·.7 .Classificação dos tipos de mapas Fonte: Dent (1996. Mapas de escala grande (na língua portuguesa denominados de Cartas) geralmente são usados com o propósito de monitoramento ou tarefas de manejo.7). Podem também ser subdivididos de acordo com os temas que tratam. Quando os objetivos são educacionais. Por exemplo: mapas cadastrais. Dent (1996) mostra uma interessante classificação genérica dos mapas existentes no mundo atual. conforme esquema a seguir (Figura 1. os mapas em mídia eletrônica como os Atlas em CD . ou seja. hoje em dia. A evolução das atividades humanas permitiu o aparecimento de outros tipos de mapas. Referência \ Temático Virtual i i Qualitativo Quantitativo i Simples i Multivariado Figura 1. mapas geológicos. um exemplo é a distribuição da temperatura.6) . Existem mapas que são usados para reduzir volumosos dados estatísticos. por exemplo. de climas. método coroplético e método isoplético. os quais são construídos para atender propósitos analíticos envolvendo medidas e cálculos. mapas de população. mostrar a situação legal da propriedade da terra. pela semelhança no método específico uti 1izado para sua representação. produzem-se mapas geográficos de parede e mapas em livros e. mapas urbanos. Outros mapas que são usados para planejamento físico inventariam a situação presente. ou então. etc.ROM. definem o processo de desenvolvimento e apresentam as propostas para uma situação futura.(APITUlO 1-A NATUREZA DA ÚRTOCiRAFIA 47 (mapas rodoviários e· topográficos). ou então.

Os mapas de referência. também incluindo distâncias e direções. COMUNlCAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS A categoria identificada por Small (1992) e Dent (1996) como mapas mentais diz respeito aos mapas elaborados pela mente humana. quando o usuário requer quantidades exatas. dando ênfase à localização e mostrando uma variedade de feições do mundo ou parte dele (Vias de comunicação. Para tanto.9). Os primeiros têm por objetivo principal mostrar a distribuição espacial ou localização de algum fenômeno geográfico. freqüentemente. podem ser novas imagens de lugares nunca vistos. estão envolvidos os mapeamentos de fenômenos físicos e culturais ou de idéias abstratas. mapa virtual refere-se àquele que apenas se torna real quando algum dispositivo possibilita sua visualização momentânea (pelo tempo desejado). Os mapas temáticos são separados em duas categorias: os qualitativos e os quantitativos. Por isso. as quais a mente cria a partir de algum estímulo externo. quando se referem às localizações. o melhor caminho é o uso de tabelas ou diagramas. Por exemplo. Assim. ou então. etc. é preciso transformar dados tabulares em um formato especial de mapa e se obterá uma generalização dos dados originais. ou em monitores). em vários aspectos da tomada de decisão. Mapas tangíveis referem-se aos que podem ser tocados e. uso da terra mostrado na Figura 1. Os mapas temáticos ou de propósitos especiais são definidos pela lnternational Cartographic Association (ICA) como "Mapa designado para mostrar feições ou conceitos particulares''. A função destes mapas é ajudar a resolver alguns problemas como.). pois o mapa temático lhe dará apenas uma idéia da distribuição espacial das quantidades (Figura 1. corpos d'água. Os mapas quantitativos. mostram objetos naturais ou artificiais do meio ambiente. impossível de ser observado pelos olhos humanos.48 ÚRTOGRMIA . ou seja. linhas costeiras. por outro lado. . mapas de base ou de propósitos gerais. Exemplos: mapas topográficos e atlas geográficos. costumeiramente.RCPR[S{NTAÇÀO. Eles são imagens guardadas na mente que levam em conta informações sobre o ambiente que cerca os seres humanos. ilustram "quanto" de alguma coisa está presente na área mapeada. no mais ele está estocado em arquivos magnéticos. padrões de localização ou atributos espaciais de mudanças de tamanho e magnitude (Dent. eles podem ser de considerável significado na seleção das áreas onde se vai viver e na escolha de locais residenciais.8. limites político-administrativos. encontrar um caminho ou localizar algum alvo. Para tanto. Os mapas mentais influenciam. 1996). mostram os aspectos espaciais de dados numéricos. e por isso envolvem muito mais que apenas estoques de informações gráficas (como os mapas em papel.

(,,1'11'\,LO 1- t\ ~'ILRfZA DA CAl:ICX.RAU.. 49

Do ponto de v ista do usuári o ou do cartógrafo, não é importante discutir
a ca tegoria cios mapas separadamente, po is, para mapas temáticos diferentes
podem oco rrer métodos idênticos, representações semelha ntes o u ainda, os
mesmos problemas ele interpretação.

USO DA TERRA EM ÁR EAS DE
MINERAÇÃO DE CARVÃO
Siderópolis, SC -1978

LEGENDA

D Mineração
- Urbano
~fü}$. Agropecuária

- Eucalipto
. , . Lagoas Artificiais

Figura 1.8 - Uso da terra cm área de exploração de carvão

/

Natalidade
2000
Municlpio: São José, SC

Natalidade

- >25
- 21 .25
- •6·20
li . 15

6° IO

·-·-. 0.5

N
t
f Of'!C t dOI dfslol i
e... "" 1nrormaçõc• PO"
Sefcr Ctn..rauo • IBGE 120011

Figura 1.9 - Parte do mapa de natalidade cio município de São José, SC
Fonte: UFSC (2004)

DADOS PARA MAPEAMENTO

2.1 NECESSIDADE DE CONHECER OS MÉTODOS DE AQUISIÇÃO DE DADOS

Por que é preciso conhecer os métodos de aquisição dos dados, se de
fato o que o cartógrafo vai fazer é utilizar esses dados para construir mapas?
Ora, parece óbvio que para se ter confiança em algo é preciso conhecê-lo; a
mente humana automaticamente analisa cada item descoberto, compara
com valores preestabelecidos ou com o conhecimento adquirido e dá o
veredicto: isto é bom, ou isso não é bom; isto é mais ou menos; tem problema
aqui[ ... ]. Os julgamentos são estabelecidos segundo alguns conhecimentos
e experiências específicas, de acordo com as disciplinas envolvidas, pois o
conhecimento formal foi adquirido desta maneira.
No caso da Cartografia, há dois aspectos distintos com relação aos
dados: um diz respeito à aquisição dos dados para gerar os mapas e o outro
ao uso dos mapas como fonte de dados. Neste momento, serão tratados de
forma resumida os diferentes métodos de aquisição de dados para o
mapeamento e o uso de mapas já existentes na forma analógica para produzir
mapas digitais.
Existem vários métodos de aquisição de dados para o mapeamento;
cada um com finalidade de produzir mapas específicos, como se observará
adiante. É evidente que o cartógrafo precisa conhecer muito bem o aspecto
relacionado à confiabilidade dos dados levantados, a qual deve estar de
acordo com a qualidade preestabelecida, já que o reflexo é no produto final,
ou seja, o mapa. Então para que se indique a "qualidade do mapa" é preciso
conhecimento quanto aos métodos de aquisição de dados.

52 (ARTOGIWIA - REPRESENTAÇÃO, COMUNICAÇÃO CVISUAUZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS

2.2 LEVANTAMENTOS TERRESTRES

2.2.1 TOPOGRAFIA

Levantamento terrestre ou levantamento de campo é um conjunto de
operações efetuadas no terreno para se obter as medidas de interesse à
representação desejada. Tal representação gráfica é a planta topográfica,
que é sempre confeccionada em escalas grandes, variando de 1: 200 até 1:
1O000. Por ter escala grande, a planta pode representar os detalhes do terreno
com precisão geométrica.
A Topografia é a ciência aplicada que utiliza medidas de distâncias
horizontais e verticais, ângulos e orientação, para a partir de uma projeção
ortogonal sobre um plano, representar os pontos que definem a forma, as
dimensões e as posições relativas de uma parte da superfície terrestre, sem
considerar sua curvatura (Loch; Cordini, 2000).
Atualmente, os métodos modernos de medições topográficas permitem
que as representações dos dados sejam feitas, na maioria das vezes,
automaticamente, por programas computacionais e armazenados em arquivos
digitais. As coordenadas obtidas na Topografia são referidas ao plano
horizontal de referência: o plano topográfico.
O sistema de coordenadas topográficas é um sistema plano - retangular
definido pelo eixo das ordenadas y', paralelo à direção Norte- Sul e um eixo
x' (abcissa) formando 902 com a ordenada na direção Leste. Existe a coordenada
'z ', dada pela cota ou altitude. O sistema de coordenadas topográficas tem
uma origem arbitrária e por ser plano- retangular, como o sistema de projeção
UTM- Universal Transversa de Mercator, é fácil fazer sua transformação para
UTM, por meio de uma translação de eixos. Assim, a sua origem deverá
coincidir com um marco geodésico de coordenadas UTM conhecidas.

2.2.2 GPS - GLOBAL PosmoNJNG 5YSTEM
O Global Positioning System é um sistema de posicionamento
geodésico baseado num conjunto de satélites artificiais, capazes de fornecer
posições na superfície terrestre com a acurácia de poucos centímetros.
Segundo o IBGE (2000), o sistema GPS é composto basicamente de
três segmentos:
a) Segmento de controle - consiste em um conjunto de estações
monitoras terrestres, fixas e espalhadas pelo globo.

CAPÍTULO 2- ÜADOS PARA MN'[AMENTO 53

b) Segmento espacial - constelação de vinte e quatro satélites artificiais
em órbita da Terra e
c) Segmento dos usuários - formado pela comunidade de usuários,
incluindo receptores, algoritmos, software, dentre outros, utilizados
para a determinação do posicionamento.

O GPS pode ser utilizado para muitas aplicações: 1
a) nos levantamentos geodésicos para estabelecimento de pontos
precisos da rede básica de pontos sobre a superfície terrestre;
b) na topografia, ou seja, levantamentos locais, tanto rurais quanto
urbanos, para obter coordenada de pontos uti 1izados nesses
levantamentos, ou nos levantamentos lineares;
e) no georreferenciamento de imagens de satélite, destinado ao
mapeamento temático, ou o uso dos produtos de sensoriamento
remoto como a carta - imagem;
d) atualização de informações cartográficas e
e) atualização do Sistema de Informações Geográficas - SIG.

Os dados obtidos por intermédio do registro dos receptores são aqueles
definidos pelo sistema GPS, ou seja, têm como base o Sistema Global de
Referência, World Geodetic System, (WGS84), os quais, portanto, devem
ser convertidos para o Sistema Geodésico Nacional, para serem utilizados.

2.3 LEVANTAMENTOS AÉREOS

2.3.1 LEVANTAMENTOS AEROFOTOGRAMÉTRICOS

Os dados obtidos por levantamentos aerofotogramétricos, isto é, por
fotografias aéreas métricas, são transformados em produtos cartográficos 2
por fotogrametria ou fotointerpretação. 3
A fotogrametria, conforme definido por Andrade (1998) "é a ciência e
a tecnologia de obter informações confiáveis através de processos de registro,

Outras aplicações do GPS são: a navegação marítima e aérea, gerenciamento e
monitoramento ambiental, transportes, comunicação e esportes.
Produtos cartográficos obtidos por fotogrametria são: cartas planimétricas e planialti-
métricas, cartas cadastrais, ortofotos, ortofotocartas, e modelo digital do terreno.
3 Produtos cartográficos obtidos por fotointerpretação são: cartas e mapas temáticos.

54 (ARTOGIWIA- RIPRESENTAÇÀO, COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS

interpretação e mensuração de imagens". Sua maior aplicação é na
e'aboração de mapas, tendo para isto o apoio da Geodésia e da Cartografia.
A fotointerpretação ou interpretação fotográfica foi definida pela
Sociedade Americana de Fotogrametria e Sensoriamento Remoto - ASPRS
como "o ato de examinar imagens fotográficas com o propósito de identificar
objetos e julgar seu significado" (Colwell, 1997). O conteúdo das fotografias
é considerado tão importante quanto a geometria que está associada aos
objetos fotografados. Assim, o resultado da fotointerpretação será uma
classificação dos objetos semelhantes identificados.
Na fotogrametria, 4 o posicionamento de pontos é realizado com apoio
de levantamento de campo (Geodésia) e por métodos de triangulação
fotogramétrica, também conhecido como aerotriangulação. O processo de
transferência das informações da foto para o mapa, na fotogrametria digital
é feito primeiro pela conversão analógica/digital das aerofotos com o uso de
scanners de alta resolução. Eem seguida, pelos métodos de restituição, usando
equipamentos restituidores analíticos ou digitais que geram produtos
fotogramétricos em arquivos digitais, tanto em formato rastercomo vetorial.
A partir das fotografias aéreas 5 (Figura 2.1) são produzidos mapas
básicos em diversas escalas; as mais comuns são aquelas dos mapas
urbanos, nas escalas 1: 2 000 ou 1: 1 000 e aqueles para fins rurais, nas
escalas 1: 5000e1: 1O000. Obtém-se, portanto, uma visão geral da cidade
com o auxílio dos mapas urbanos nas escalas 1: 20 000 ou 1: 25 000 e, na
área rural, é possível se ter uma visão panorâmica de glebas em mapas nas
escalas 1: 40 000 e 1 : 50 000.
A fotointerpretação é utilizada para produzir mapas temáticos,
complementando assim, os dados básicos fornecidos pela fotogrametria nos
mapas topográficos ou cadastrais. Ela é feita por analistas de imagens,
especialistas no tema em questão, com auxílio de diversos equipamentos
analógicos. Atualmente, os computadores e a fotografia transformada para
formato digital possibilitam uma melhor interpretação visual ou automática.

4
Oliveira (2002) explica que o desenvolvimento da Fotogrametria pode ser considerado
em três etapas: a fotogrametria analógica que trabalha/manipula fotografias aéreas em
instrumentos ótico-mecânicos; a fotogrametria analítica que a sucedeu, introduzindo os
computadores para a parte de cálculos e restituição, mas ainda trabalhando com as
fotografias analógicas e; fotogrametria digital, na qual as aerofotos são digitalizadas e
todo o processamento fotogramétrico é realizado com auxílio de computador.
5
O mapeamento fotogramétrico é executado por empresas especializadas na produção de
mapas, tendo como clientes, geralmente, os organismos públicos.

CAPÍTULO 2 - DADOS PARA ~W'[,\M(NTO
55

- .
Figura 2.1 - Parte de uma fotografia aérea na escala 1: 8 000
(reduzida aqui)
Fonte: UFSC (2004)

2.4 SCANNERS DE ALTA RESOLUÇÃO

2.4.1 SENSORES MULTIESPECTRAIS

O s sistemas senso res multiespectrais aerotransportáveis são utilizados
para a obten ção de imagens da superfície terrestre, operando tanto na
po rção visível do espectro eletromagnético quanto no infraverm elho. O
sistema de imagea mento utili zado por estes sensores pode ser por varredu ra
ou detectores eco s. 6
Foram desenvolv idos diversos sistemas scanners aerotransportáveis, nos
anos 1990, em países europeus e ela América cio Norte, cujo objetivo era o de
efetuar o leva ntamento de dados que atendessem principalmente às questões

'' CCDs - Charge Cornpl etcd Detectors

identifi cação de doenças fl orestais em alguns reflorestamentos. ~ Figura 2.~11~1 q-NTA(ÀO. Alguns exemplos de aplicação em trabalhos e pesquisas acadêmicas podem ser citados: avaliação da qualidade da água na Baía de Guanabara. foram implantados vinte e quatro projetos pilotos com o objetivo de mostrar a ap licação do sensor CASI. O CASI possibilitou a geração de imagens digitais programáveis no intervalo do espectro magnético d e 430 mm (visível) a 870 mm (infravermelho próximo). trazido por um convênio entre esta empresa canadense e uma empresa de aerolevantamento brasi leira.Compact Airbone Spectrographic lmager. avaliação da degradação ambiental de áreas de exploração de carvão mineral a céu aberto no Sul do Brasil. desenvolv ido pela empresa canadense ITRES Research Ltd.2). Um exemplo destes sensores é o CASI . com alta resolução espacial (3. SC e (b) a mesma imagem classificada e georreferenciacla Fonlc: Loch (2000) . COMU~lfA(ÁO C\lSUAllZAÇÁO DC DADOS Lll'ACIAJS 56 ambienta is e que por necessidades específicas exigiam uma resolução melhor do que as disponíveis nas fotografias aéreas ou imagens de satélite d a época.5 metros) e espectral (Figura 2. (AATOGIWIA . No Brasi l.2-(a)c imagem CASI de parte de Siderópolis.

DADOS PARA ~W'fAMINTO 57 2. mas se tornou comercialmente viável em meados dos anos 1990. mais conhecidos comercialmente como mapeamento LI DAR .. das câmeras fotogramétricas ou de outros sensores passivos. e assim possam capturar o retorno total das ondas emitidas. transversal à linha de vôo.Airborne Laser Scanning - não são provenientes de uma tecnologia tão atual como muitos pensam. O aperfeiçoamento da tecnologia.2 SENSORES A laser Os sensores de varredura a LASER. 2001. a distância do sensor até a superfície abaixo de sua plataforma é determinada pela medida do tempo entre o sinal emitido e o retorno de cada pulso laser. 2001 ). que é essencialmente um modelo digital 3-D da superfície varrida pelo laser (Wehr. estes são combinados com dados de posição e orientação da plataforma para a criação de uma nuvem de pontos georrefe- renciados. e assim gerar dados de altitude e dos elementos da superfície. enquanto o ALS é empregado nas outras partes do mundo.4. Durante o vôo. O uso do laser como instrumento de sensoriamento remoto tem uma história de mais de trinta anos. isto é. Esforços estão sendo feitos pela NASA para o desenvolvimento de sensores LIDAR digitais que operem num sistema de ondas. Maune et ai. Lohr. 7 Segundo Jonas e Byrne (2003 apud Brandalize 2004). O Laser scanner é um sensor ativo destinado para medir distâncias por · varredura. Flood. com aplicações experimentais nos anos de 1970 e 1980. a diminuição dos custos e as vantagens em usar tecnologia LIDAR para a captura de dados de elevação permitiram que empresas adquirissem o sistema e integrassem-no na produção de mapas por aerolevantamento (Flood. 1999. emite e captura uma grande quantidade de dados laser. No pós-processamento. 2001 ). O sistema de varredura ótico-mecânica do sensor. 2001 ).(Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation).Light Detection and Ranging ou ALS 7 . que produza uma imagem com aparência daquelas dos sensores de microondas RADAR (sensor ativo). No futuro próximo. o desenvolvimento de sistemas de posicionamento GPS. Todos os sistemas LIDAR medem. .CAPITULO 2. de alguma forma. o termo LIDAR é mais utilizado pelos norte-americanos. A precisão está atrelada à elevada densidade de pontos. Não se pode considerar que seja imageador. a distância entre o sensor e o lugar iluminado na superfície terrestre. esta técnica deve ser incorporada aos sensores LIDAR a bordo de satélites e de aeronaves (Flood. ao longo da linha de vôo.

((). Figura 2.imx. obtidas em conjunto com o perfilh amento a laser a partir de um sensor multi espectral que opera para lelo ao sensor Laser sca nner (Figu ra 2.IW IA .RfrR[S[NTA~ÀO. no caso do Laser scanner ela TopoSys.excl ui a vegetação.4). mas os valores de elevação obtidos são irregu larmente espaçados. (2001 ).3 -(a) Parte de um modelo digital do terreno gerado a partir dos dados do Laser scanner e (b) Visuali- zação 30 desse MDT Fonte: Schafcr (2004) . Uma vez obtidos esses va lores. 0. os produtos gerados pelos sensores a laser normalmente são: a) Modelo Digital de Elevação .semelhante ao MOE.MOE .MDT . fazer a fu são dos MDT ou MOS com imagens multiespectrais da superfície. Tendo como parâmetro as pesqu isas de Ma une et ai.3 . é possível extrai r curvas de nível automaticamente ou proceder à retifi cação de fotografias aéreas para a gera ção de ortofotocartas ou ainda.incorpora valores de elevação de tod as as feições naturais (vegetação) e artific iai s acima da superfície nu a do terreno. feições artific iais e obté m va lores de elevação a partir de urna grade regularmente espaçada de pontos . c) Modelo Digital de Superfície-MOS. b) Modelo Digital do Terreno .\\UNICAÇÃO e VISUALIZAÇÃO oc OADOS CSl'ACWS 58 Parte de um modelo digital cio terreno gerado a partir dos pontos Laser sca nner e a v isua li zação em 30 deste para a v isual ização da situação de cortes e aterros necessários para a impl antação de urna rodovia é mostrado na Figura 2.

Lamentavelmente esse traba lho foi pouco divulgado na comunidade científi ca e técni ca e atua lmente pe rm anece-se com um conhec imento ca rtográfico pobre dessa área. e) Ortofoto verdadeira em RGB (colorida na original) e d) Imagem raster em 3D Fonte: LOI IR (2003) 2.3 SISTEMAS RADAR O imageamento radargramétrico é mais uma das formas de adquirir dados para o mapeamento. o que permite a obtenção de imagens em qualquer situação de nebulosidade e de tempo atmosférico. em esca la 1 :250 000 com folhas temáti cas 1 :1 000 000. b) MDT. principalmente cm regiões de fl oresta.Úl'il\JLO 2 .4 . Nos anos 1970 o Brasil fez um imageamento racla rgramétrico de todo o território nacional. não ex ige cond ições atmosfé rica s espec iais para o imagea mento.4 .ÜAOOS PARA AWlA\fNTO 59 Figura 2. As imagens do radar de abertura sin téti ca (SAR-Synthetic Aperturc Radar) são geradas tanto na plataforma da aero nave como ern satélites . como ta l.Produtos cio Laser scanner a) MDS. o qu e forneceu o ún ico rnapeamento sistemático de todo o territóri o. O radar é um sensor ativo e.

. 2005). segundo Macedo e Fernades (2005). o que. é de grande importância para a geração de cartas topográficas. Segundo a FAPESP (2005). Outro exemplo de aplicação do SAR é o Projeto de cartografia nacional da Venezuela. denominados de orto- SAR-mapas.. de São José dos Campos (SP).RCPR[S{NTA(Àü. O sinal eco é conseqüência do retroespalhamento provocado pela propagação radial do pulso transmitido ao longo da faixa imageada. Em ambos os casos. uma seqüência de sinais (ecos) é recebida de volta. a penetração do sinal de microondas está relacionada com a estrutura da floresta e a polarização utilizada. uso da terra.000. na geometria básica de um sistema SAR são consideradas a velocidade do sensor e a altura deste em relação ao alvo na superfície terrestre. À medida que o sensor se move emitindo pulsos. os quais. é dominado por apenas três companhias: a lntermap. o que permitiria obter o Modelo Digital de Elevação Real - MOE.60 (ARTOCRAflA . densidade de construções. dos Estados Unidos. onde uma antena radia pulsos eletromagnéticos com certa duração de tempo. principalmente em áreas de floresta. É um projeto de cartografia operacional cobrindo um terço do território do país através de mapas de radar em escala 1:50. empresa alemã. sobre uma determinada superfície (faixa) determinada pela largura do feixe de iluminação da antena. COMUNICAÇÃO [ VISUA11ZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS artificiais. em cooperação com a lnfoterra GmbH. da Alemanha e a Orbisat. Na Figura 2.MOS (Outra et ai. esse tipo de tecnologia do radar de abertura sintética aerotransportado. A banda X reflete o dossel da floresta ou dos alvos da superfície. são bidimensionais em função da direção do vôo (direção azimutal) e da direção de propagação do sinal transmitido (direção radial). que é distinta para cada uma). e modelos digitais de elevação (ORBISAT. do ponto de vista cartográfico. que apresentam curvas de nível. corpos d'água. Atualmente o SAR aerotransportado pode obter imagens na faixa de freqüência de microondas nas bandas P e X (cada banda é determinada a partir de freqüência média. estradas. no mundo inteiro. para testar a capacidade de classificação da cobertura da Terra. Entretanto. o CartoSUR que vem sendo executado pela Orbisat da Amazônia S/A. etc. em 2000. a Aerosensing. A banda P tem alto poder de penetração do sinal de microonda em áreas de cobertura florestal densa.5 uma parte de imagens de radar obtidas no projeto conjunto Diretoria do Serviço Geográfico do Exército (DSG) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na Floresta Nacional de Tapajós no Pará. o que permite construir o Modelo Digital de Superfície. 2005).

poi s o acesso a lugares era e ainda é feito. via de regra. assim as imagens dos sensores orbitais podem ser urna solução compatível. quanto maior a reso lução. A esco lh a ele um se nsor apropriado para o mapea mento de uma determin ada área nem sempre é fácil e rea lmente é raro ex istir um úni co sensor com ca racterísticas idea is que possa forn ecer informações e reso lver um determin ado problem a. as quais poderiam ser transformad as em imagens. pode não ser economicamente ju sti ficável usa r uma im agem com grande reso lu ção.DADOS PARA M.Úl'llUIO 2 .5 . 2. De modo geral. antes obtidos apenas por observações e medições locais di retas qu e eram demo rad as e onerosas. Se info rmações gerais são requerid as sobre uma grande área. foram equipados com sensores suscetíveis à radiação emitida ou refl etida pelos alvos da superfíc ie terrestre quando iluminados pela energia .5 IMAGENS ORBITAIS O desenvolvimento da tecnologia cio sensoriam ento remoto facil itou mu ito a aquisição de dados ou informações da superfície terrestre.1 SENSORES PASS IVOS Os primeiros satél ites desenvolvidos cuja final idade era a obtenção ele informações da superfície terrestre. por estradas.Banda X (a) e banda P (b) do SAR na Floresta Nacional de Tapajós Fonte: Outra et ai. (2005) 2. maior o custo por quilômetro quadrado.5.\J'fA\l[NlO 61 (a) (b) Figura 2. Os prin cipais fa tores a serem considerados na esco lha do senso r são: as resoluções espacia l e a espectral requ erid as para levantamento cios dados e cios custos envolvidos. A obtenção ele uma v isão sinóptica era difícil.

na direção perpendicular à linha de recobrimento. durante o d ia.Imagem do satélite QUICKBIRD Fonte: UFSC (2004) 2. registrando o sina l refl etido pelos alvos. O primeiro a operar de forma comercial no Brasil pelo INPE foi o ERS.2 SEN SORES ATIVOS Os saté lites equipados com sensores ati vos. que têm uma fonte de energi a e emitem-na para a superfície terrestre.5. A lguns exemplos destes sensores são: Landsat 7 ETM (sétimo satélite da séri e lançada em 1972) e QU ICKB IRD (Figu ra 2.Japanese Earth Resources Satellite .62 ÚRl<X. va riando desde algu ns decímetros ao metro.lndian Space Research Organization '° JERS .~ 111' 1 \l'llAÇÁO. com diferentes resoluções espacia is. ou seja.8 entretanto existem outros satélites em operação no mundo como o RADARSAT. Portanto. 10 ERS . CO\IUNlCA(ÁO ! VISUAllZAÇÁO O! DADOS ESPACIAIS solar. Figura 2.6 .European Remoce Sensing Satellite IRS . Atualmente.6). foram concebidos para imagca r uniformemente a face terrestre pelo método de varredura.IWL~ . foram lançados somen te na década de 1990. IRS 9 e JERS. ex istem diversos sa télites equipados com sensores desse tipo. pois dependi am da luz solar.

). portando o sistema sensor.7). parece ser mais interes- sante quando se refere aos estudos geológicos na Amazônia. ou então quando ligada ao uso conjunto das im agens radar com imagens óticas pa r a ap li cações florestais. será sempre formado pelos seguintes segmentos: a) orbital: saté lite em ó rbita terrestre. to rnando a imagem compatíve l com o uso cm computadores. por isso imageiam a Terra independen- temente da duração do dia ou das condi ções meteo ro lógicas (chuva. bem como a superfície do mar. etc. A con fiabilid ade das informa- ções dos mapas produzidos a partir das imagens de saté lite dependerá das técnicas utiliz adas para as correções radiométrica e geométri ca para análise de imagens. nuvens. d) comercial: representado por empresas govern amentais ou parti- culares para a venda elas imagens em meio digital ou cm papel e e) usuári o: form ado pelos diferentes usuários que dispõem ele software para análise automática de dados ele Sensori amento Remoto (SR). DADOS PARA MAJ'fA. na detecção ela umidade e uso do so lo (Figura 2. tendo em vista obter informações temáticas e prod uzir mapas temáticos. ventos. fazem algumas correções e transform ações. e) estações ele receb imento: recebem dados.ÚPiTULO 2 . A aplicação de imagens radar. além das reso luções espaciais e espectra is do sensor.\ ICNlO 63 Todos operam com ondas de radar. Foram desenvolvidos principalmente para obter info rmações de lugares dos quais outros satélites passivos não conseguem obter devido à cobertura das nuvens. Fonte: Rosot (200 l ) . Qualquer que seja o sistema senso r. para estuda r áreas permanentemente cobe rtas com gelo. no Brasil. b) estações de controle terrestre: para manter e controlar altitude e outros parâmetros cio satélite.

estes métodos geram muitos erros e resultam em muito trabalho no momento da edição. Este método. em seguida. a transformação dos dados analógicos para digitais é feita por um varredor digital denominado scanner. este mesmo mapa pode ser reduzido para visualização na tela ou a apresentação em papel de formato menor que aquele do original. linhas e áreas . Entretanto. precisará passar pelo processo de generalização para ser transformado de uma escala maior para uma menor.64 ÚRTOGRAFIA .pontos. Existem ainda os processos automático e semi-automático de vetorização. o qual. O processo de vetorização leva em conta uma escala específica do ·mapa. mas. Apesar de rápidos.RCPR(5[NTAÇÃO. Neste livro. Além disto. ainda gera discussões quanto à acurácia dos dados quando comparado ao uso de mesas digitalizadoras. o operador interfere no sistema determinando feições a serem vetorizadas. pois o aumento da visualização produzirá uma visão pobre e grosseira. mais utilizado hoje em dia. com auxílio do cursor. sem acrescentar detalhamentos. o processo de "zoom in" ou "zoom out" torna possível visualizar o mapa em diferentes escalas. no entanto. gerando um mapa na estrutura raster(conhecido como imagem). Nestes casos são utilizados algoritmos de processamento digital de imagens para detectar os pixeis de uma estrutura rastere convertê-los em vetorial. Isto significa que. Por outro lado. a ampliação resultante não poderá ser usada para um referenciamento preciso. sendo disponível em meio digital. entretanto. Na digitalização manual ou vetorial. Neste caso.em dados digitais. . a escala do mapa permanece a mesma do original. A diferença do processo totalmente automático para o semi-automático é que no segundo. o mapa deve ser convertido para meio digital pelo processo de scanner. gerando um mapa na estrutura vetorial. a possibilidade de uso de recursos de zoom tornou as mesas digitalizadoras obsoletas. Na digitalização automática ou rasterização. utiliza-se mesa digitalizadora para transformar os dados do mapa . no capítulo 6. Um processo mais produtivo para vetorização que o uso da mesa digitalizadora é a vetorização via tela do monitor.4. para que este processo ocorra de modo satisfatório. COMUNICAÇÃO E VISUAUZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 2. o tema generalização cartográfica é abordado de modo mais aprofundado. é o mais confortável para o operador. 6 DIGITALIZAÇÃO DE MAPAS ANALÓGICOS A digitalização de mapas analógicos pode ser feita por processo manual ou automático (uso de scanner). pode ser exposto numa tela de monitor para que o operador efetue o processo de vetorização de cada feição raster. item 6.

. É possível preservar as li gações com as áreas ou usa r os cód igos de dados para estabe lecer l igações com áreas e produzir dive rsos mapas temáticos soc ioeconômicos uti 1iza ndo software do tipo Sistema de Informações Geográficas .Úl'iTULO 2. Porém.1 l Figura 2. quando são espacializados. é ligar os dados. a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE-é o organismo nacional oficial para coleta e disponibi lização dos dados estatísticos socioeconômicos do País. no banco de dados estatísticos do IBGE).8 . os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ele alguns estados. segundo um cód igo relacionado à área na qual eles foram obtidos (por exemplo: o código 0960001 sign ifica população total residente no Bras il em 1996. (Figura 2. e outros.Parte de um mapa derivado da análise espacial de dados estatísticos Fonie: UFSC (200-1) . geral mente. alguns institutos estaduais de pesquisa agropecuária. Uma das características destes arqu ivos.DADOS PARA MMfA\ICNTO 65 2. 7 ARQUIVOS DE DADOS ESTATÍSTICOS SOCIOECONÔMICOS No Brasil. existem outros organismos que publicam dados de outros setores como o Instituto Nacional da Previdência Socia l (INAMPS). Todos os arqui vos de dados do tipo socioeconôm ico.SIG ou Sistema ele In formações Cartográficas - SIC.8). são apresentados em formato padrão compatíve l com a maioria dos softwares de mapeamento.

8. Sabe-se também que hoje em dia._. uma grade regular de tamanho específico (Figura 2. apresentados em papel. os limites ou outra informação relevante são definidos como pixeis (picture elements).... os dados de aerolevantamentos são armazenados em discos rígidos e CD-ROM..__.1 CARACTERÍSTICAS DE ARQUIVOS VETORIAIS E RASTER Existem dois tipos básicos de arquivos usados comercialmente para disponibilizar mapas em meio digital: os arquivos vetoriais e os arquivos raster (matriciais).SENTAÇÀO.. diversos softwares de SIG oferecem essa possibilidade. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO OE DADOS ESPACWS 2..1.. 2. seu sistema de pro- jeção mudado ou modificado.. facilmente.. desde que se conheça a fórmula de transfor- mação. arquivos de dados espaciais ou socioeconômicos podem ser adquiridos pela World Wide Web. os mais antigos são... as linhas e limites entre áreas são definidos por uma série de pontos e suas conecções.66 ÜRTOGIWIA ._. y y ._.. ainda atualmente.. .. X (a) (b) (e) Figura 2.. Nos arquivos raster._..... ou seja._... conforme já mencionado no item 2... Os mapas em formato vetorial podem ter.__.9 -(a) Representação de uma linha (b) no formato vetorial e (e) formato raster 2. na sua maioria.1 ARQUIVOS NO FORMATO VETORIAL Os mapas originados em formato vetorial são obtidos por restituição fotogramétrica ou vetorização de mapas analógicos ou ainda por vetorização automática de mapas no formato raster. pouca coisa foi convertida para o meio digital. Atualmente..8.9).~.6.._.REPRE... Nos arquivos vetoriais....... Os dados dos sensores a bordo de satélite são guardados em fitas magnéticas e comercializados em CD-ROM..8 ESTOCAGEM E FORMATO DOS DADOS Os dados das diferentes fontes são armazenados de diversas maneiras.

ÜPiTUlO 2 . (12) lagos. Então. pois eles registram os dados com um número específico de dots per inch (dpi) ou pontos por polegada. 254 pontos serão · referentes a 25. por intermédio do IBGE. converteu todos os mapas que recobrem o Estado. . b) 1O pontos ocuparão 1 mm e e) 1 ponto ocupará 0. 2. Os mapas analógicos também podem ser transformados para o meio digital no formato raster. 11 pixel .4 mm.menor área para qual a radiação eletromagnética é coletada individualmente.2 ARQUIVOS NO FORMATO RASTER As ortofotocartas originadas pelas fotografias aéreas e os dados de satélites são disponibilizados para uso em arquivos raster. (15) nome de lagos. de acordo com a categoria dos objetos. A hidrografia pode ser subdividida em seis níveis. via scanner. (4) vicinais e (5) caminhos. Por exemplo. ou áreas) com o tamanho de 0.4 mm.1. (14) nome de rios de 2ª ordem. Neste tipo de conversão é importante observar a resolução do scanner. indicando a menor unidade de área para qual se terá informação. então. (3) municipais. (11) rios de 2ª ordem.01 mm 2 • Quanto maior a quantidade de pontos por polegada ou por milímetro. Hidrografia: (1 O) rios de 1ªordem. Vias: (1) federais. Este fato possibilita que cada categoria possa ser ativada de maneira independente para sua visualização.8. Um exemplo de mapa em arquivo raster são os mapas analógicos do mapeamento sistemático nacional. DADOS PARA MAf'EMIENTO 67 Outra facilidade dos mapas em formato vetorial é a estocagem dos dados em diversas camadas (/ayers). 1 mm linear ou uma área de 0. as vias de comunicação podem ser hierarquizadas e distribuídas em cinco níveis ou camadas: . maior será a resolução do scanner. na seqüência dos níveis das vias de comunicação: .01 mm 2 • Isto porque 1 in = 25. Um exemplo desta situação pode ser observado a seguir: a resolução de 254 dpi define pixeis (pontos. O estado de Santa Catarina. (13) nome de rios de 1ªordem. (2) estaduais. se deduz que: a) 100 pontos ocuparão 1O mm. para meio digital utilizando scanners.

os quais podem ser espacia lizados ou não . latitude e lo ngitude. refere-se à " representação" (constru ção do mapa). Outra desvantagem é a d ificuldade de transformar as projeções cartográficas dos arqu ivos raster. moldada por especificações concernentes a sua geometri a e semântica. princ ipa lmente.mundo rea l . são aqueles relacionados a uma loca lização na superfície terrestre. mas sim do campo de visão do sensor que registra a radiação de pequenas áreas da superfície terrestre. do SPOT PAN (pancromático) é de 1O x 1 O m.9 (ONTROLE E QUALIDADE DOS DADOS Conforme exposto neste capítu lo. ele sempre representará um níve l de abstração da rea lidade.\ÇÁO. O conhecimento históri co de todo o processamento dos dados permi te que seja feita uma definição quanto aos seus pa râmetros de qua lidade. endereço postal. por exempl o. representados como pixels11 na imagem. que podem ser geográfi cos ou não. Por exemplo. Quanto maior a resolução ou menor o tamanho do pixel maior será o arqu ivo. Com relação às imagens de satélite. Tal local ização espacia l de dados geográficos tanto pode ser expressa por coordenadas. posto que se refere ao número de cores que podem ser d iferenciadas pelo scanner e à capacidade de mostrá-las. O primeiro diz respeito às pos ições e relações espaciais das entidades do mundo rea l e o segundo escla rece suas intenções e suas relações funcionais.Kll'R!~NT. como por alguma referência ind ireta à sua posição. Q uando havia apenas os dados geográficos arqui vados nos mapas analógicos era fácil a aquisição de informações sobre a natureza destes dados e informações correlatas. . Quanto menor o tamanho do pixel. Os chamados dados espacia is. existem diversas maneiras para a aquisi ção dos dados geográfi cos. Considerando os dados obtidos como referentes à rea lidade . 2. Independentemente das fontes de dados geográficos. A van tagem da estrutu ra raster sobre a vetori al está nas operações analíticas que são m ais fáceis e consome-se menos tempo pa ra compil ar os dados e a desvantagem está. a resolução não é uma função de algum scanner. definem a resolução espacial do sensor. no tama nho dos arqui vos.este processo acontece em dois momentos principais: o primei ro é denom inado "abstração" e o segundo. um maior nC1mero de informações consegue ser registrado e v ice-versa. CO\IUN'(A(ÁO C 11SUA112AÇÁO ()[DADOS LSPACWS A reso lução rad iométrica também é importante. Estes elementos de área da superfície. por exempl o.68 ÚRTOGRAllA . a resolução do Landsat 5 Thematic Mapper é de 30 x 30 m.

Atualmente. Assim. datas. ou seja. Os metadados. é preciso distinguir o que vem a ser sua qualidade. criam-se metadados particulares que permitirão acesso a qualquer um que necessite de tais informações. elas faziam parte do mapa. ACURÁCIA ou EXATIDÃO Descreve os erros de observações e um indicador. Geralmente. ajudando a organizar as informações sobre os dados. consistência lógica e completitude. ÜADOS PARA MAPEAMENTO 69 Normalmente. organização responsável (nome e endereço). os dados geográficos dispostos em meio digital precisam de alguns dispositivos para fornecer um sumário informativo. acurácia dos atributos (também denominada de acurácia semântica). e) tipo de conteúdo. são uma forma de se obter informações sobre o conjunto de dados. ou seja. acurácia posicional. b) identificar o fornecedor e as condições de acesso aos dados. incluindo a sua qualidade. e) projeção cartográfica e elementos afins. vinham descritas nos "dados marginais ou máscara" e em relatórios que as acompanhavam. f) linhagem e processamento e g) qual idade dos dados. Muitos softwares de análise de informações geográficas incluem metadados que vêm numa forma padrão. ou a probabilidade do quanto o dado está correto. atualizada. disponibilizando as informações sobre os dados.(APiTUtO 2. do dado relacionado a uma localização na Terra. d) classificação . deve-se acoplar ao projeto em que se está trabalhando um arquivo no formato de texto. Os seguintes aspectos da qualidade ou acurácia devem ser distinguidos: linhagem. qualidade e histórico dos dados. disponível. faz uma descrição do método de captura. Quando não houver esta possibilidade. as características. "dados sobre dados".confidencial. ela pode ser observada em diferentes tipos de dados tais como: . incluem um conjunto de elementos que permitem: a) identificar o dado. das transformações aplicadas. Explicando cada um destes termos. Voltando à questão da qualidade do dado espacial. é possível verificar que: LINHAGEM Refere-se ao histórico dos dados.

COMUNICAÇÃO EVISUALIZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS • Acurácia dos atributos qualitativos . linhas e áreas está incluída neste 'tipo de descrição e sempre é obtida na mesma unidade de medida e sistema de referência de dados. A omissão é descrita por: Omissão = Número de ocorrências existentes. todos os elementos dos metadados seriam registrados automaticamente pelo software no processo de estruturação dos dados. intervalo de confiança. etc. Neste caso. Exemplo: Acurácia dos pixeis classificados corretamente em uma imagem. Contudo. A exatidão geométrica de pontos. medidas de qual idade a serem registradas nos metadados. (OMPLETITUDE ( COMPLETNESS) A completitude dos dados cartográficos diz respeito ao nível de abstração da realidade mostrado pelo conjunto de dados. Outras vezes. Numa situação ideal.é descrita geralmente por desvio padrão.70 CARTOGRAFIA . CONSISTÊNCIA LÓGICA Diz respeito à totalidade dos dados. histograma de desvios. incluindo a generalização na representação das feições e na descrição dos atributos e é dada por duas razões: omissão (esquecimento) e comissão (criação do que não existe de fato).mostra a probabilidade de o nome ou classe ter sido assinada corretamente. • Acurácia dos atributos quantitativos . . nem todos os elementos relacionados à qualidade dos dados estão contemplados nos metadados disponibilizados. atributos e geometria. mas que não foram representadas Número de ocorrências existentes A comissão é descrita por: Comissão= Número de ocorrências nos dados que não existem Número de ocorrências do conjunto de dados Este tipo de medida de qualidade é indispensável para mapas temáticos derivados do sensoriamento remoto.REPRESENTAÇÃO. permite validar a consistência dos aspectos definidos nas especificações para a obtenção dos dados tais como: feições. será preciso que se desenvolvam. separadamente. isto ainda não é uma prática corrente.

As cartas são organizadas num sistema próprio de cada país e apresentam informações típicas das cartas topográficas. No Brasil. de responsabilidade de agências governamentais.Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da DSG.1 (ARTA INTERNACIONAL DO MUNDO AO MILIONÉSIMO A Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo (CIM) é um exemplo de cartografia de base. Nos Estados Unidos. em todo o mundo. as cartas de base são enquadradas como mapas de referência ou de propósitos gerais. 1 A cartografia nacional ou de base é. a USAGS-US Geological Survey é responsável pela produção da base cartográfica nacional. civil ou militar. dentre eles o Brasil. CAPÍTULO 3 CARTOGRAFIA DE BASE É imprescindível o conhecimento acerca das principais características da cartografia nacional de um país porque as cartas originadas por este tipo de mapeamento são os referenciais para a construção dos mapas de fundo básico para muitos mapas temáticos. com o objetivo de mapear uma grande parte do globo terrestre. a cartografia de base é de responsabilidade do IBGE . ela é também de responsabilidade do Exército. cada estado tem um organismo responsável pela produção do mapeamento para a nação. Cada país tem definido em lei seu Sistema Geodésico e sua Cartografia. cuja origem foi um acordo internacional realizado em 1908. . No Chile.Diretoria do Serviço Geográfico do Exército. comprometeram-se em mapear seus territórios 1 Na classificação dos mapas. Na Alemanha. 3. Os países signatários.

sendo cinco no hemi sfério Norte e quarenta e uma no hemi sfério Su l. linhas de limite) e à altim etria (representada pelas cores hip so m étricas. sistemas viários e de comun icação. algum as curvas de nível e pontos co- tados). que de- veri am ser atualizadas pelo IBGE a cada dez anos. sei. A Figura 3. 1993). No decorrer do sécu lo XX. 49• Figura 3.a original é colorida Fonlc: 113GE (1975) . unidades políticas ou administrativas. vegetação. por processo analógico e apresentada em papel.\ . um código para a localização das folhas e as convenções cartográficas a serem utilizadas.RfPRISlNTAÇÁO.Parte da folha da CIM . As especificações da CIM têm duas finalidades principais: (a) fornecer um documento que permita uma visão de conjunto do mundo para estudos preliminares de planej amento e investimentos e. COMUNICA(ÁO 1 \'ISUAllZAÇÁO OC OAOOS 15PACIAIS seguindo os padrões técnicos estabelecidos pa ra a confecção de folhas na escala de 1: 1 000 000. um manual técnico específico para a elaboração das CIM brasileiras. Estes padrões definiam as projeções cartográfi cas. as quais constituam ele- mentos fund amentais pa ra a execução de estudos e análises (IBGE. (b) oferecer uma carta básica qu e permita preparar séries de cartas temáticas. Os princ ipais ac identes geográficos representados nessas ca rtas correspondem à planimetria (hidrografia.1 . editado pelo IBGE. Existe. aspectos do solo. as dimensões da folha (4° de latitude por 6º de longitude). no Brasil. como por exemplo. a necessidade de m anter as cartas atualizadas e o intercâmbio de informações.72 (AATOUAft. tem seu territóri o coberto por quarenta e seis folhas. outras reun iões internacionais aconteceram para discutir questões pertinentes à CIM.1 mostra parte de uma carta 1: 1 000 000 produz ida pelo IBGE. como signatário da CIM. O Brasil. localidades.

Esforços individuais ainda são aplicados nos diferentes estados da Federação. no sentido de resolver as questões de desatualização das cartas e a transformação analógica/digital. Reconhece-se que em um país de dimensões continentais. muitas vezes. Os dados das cartas topográficas são. o que abre precedentes para desentendimentos e duplos esforços entre os próprios organismos responsáveis pela cartografia brasileira. 1: 500 000 e 1: 250 000.2 MAPEAMENTO SISTEMÁTICO NACIONAL A confecção das cartas quanto ao mapeamento topográfico do Brasil. deve haver entraves de diversos tipos que vêm dificultando tanto a conversão para o meio digital quanto a atualização do mapeamento sistemático nacional. caso delas precisem. visando a produção dos dados de fundo para mapeamentos temáticos. 1 : 250 000. Por isso. freqüentemente. nos dias de hoje. Conhecer nosso território . o que não tem acontecido. os únicos disponíveis para que o usuário de mapas possa obter informação cartográfica. sendo previstas atualizações periódicas. Estas cartas elaboradas por aerolevantamentos (1: 100 000. elas continuam desatualizadas. .é um fator de segurança nacional e a Cartografia é um dos primeiros recursos a serem disponibilizados para o planejamento. Porque não se pode planejar o que não se conhece. 1: 50 000 e 1 :25 000) foram elaboradas para serem disponibilizadas em papel. Constata-se que um dos principais problemas é a falta de uma política cartográfica nacional clara.CARTOGRAflA DE BASE 73 3. 1: 50 000 e 1 : 25 000. Contudo. 1 : 100 000. deparam-se com a falta de um padrão oficial para o mapeamento topográfico digital. seja ele ambiental. a Diretoria do Serviço 2 As outras escalas. social ou econômico. a tarefa de mapear o território e manter atualizado tal mapeamento é dispendiosa. como a seleção das redes viária e hidrográfica. nos últimos anos (a partir de 2001 ). mais conhecido como mapeamento sistemático nacional (porque é sistematizado a partir das folhas da carta CIM). cabendo aos usuários tal tarefa. datam de trinta a quarenta anos atrás.o que temos e onde . É possível imaginar a "ginástica" que se pratica para utilizar essas cartas nos sistemas de mapeamento digital e nos sistemas de informações geográficas. Finalmente.ÜPÍTULO 3 . mas nem por isso menos importante. Certamente. Assim. são obtidas a partir da compilação e generalização destas. estão muito defasadas. foi planejada nas escalas 1: SOO 000. apesar de os organismos responsáveis terem dado início à conversão dessas cartas para o meio digital. 2 Na sua maioria. os usuários.

e até a atualidade nem todas as folhas estão convertidas como se pode observar ao acessar a URL do IBGE. O grau de detalhamento da superfície mapeada mostra claramente a relação escala versus resolução. . Como já comentado. pontos de referência. Estas normas representam um avanço significativo na cartografia oficial. A exemplo das normas estabelecidas no manual técnico T347-I (2000) para a cartografia oficial em meio analógico.DSG .TBCD .1.AÇÃO DE DADOS ESPACWS Geográfico do Exército . pois conforme Chemim et ai. No Quadro 3. muitas vezes. limites.REPRESENTAÇÃO.74 CARTOGRAFIA . ou parte delas. Diante disso. os usuários têm. como organismo oficial responsável pelo mapeamento sistemático nacional.ibge. sem atualizá-las.2. na maioria dos mapas temáticos ou como sendo uma base cartográfica digital em SIG. e os organismos oficiais que estão fazendo esta conversão têm uma metodologia para verificar essa qualidade? Já foram verificadas as qualidades das cartas analógicas antes da sua conversão para o meio digital?".gov. elas devem contemplar caraçterísticas essenciais à sua utilização em ambientes SIG. As especificações completas desta e das outras categorias (sistema viário. hipsografia) podem ser obtidas diretamente na URL do IBGE ou na DSG ou em Chemim et ai. assumido a transformação analógica/digital dessas folhas. 3 Este organismo efetua a conversão das cartas analógicas para o formato digital. "normas de estruturação e validade de dados digitais".apresentou oficialmente um padrão para estruturar dados digitais. COMUNICAÇÃO EVISUALl1. surge um questionamento imediato: "onde ou como fica a qualidade dos dados cartográficos? Aliás. Parte das cartas nas escalas 1: 50 000 e 1: 100 000 disponíveis em meio analógico aparecem na Figura 3. (2001 ). também apresenta uma preocupação em definir meios para disponibilizar as bases cartográficas do mapeamento nacional. o DSG desenvolveu as Tabelas de Base Cartográfica Digital . (2001 ). juntamente com o DSG. O IBGE.br Clica na barra Geociências para acessar cartografia/ mapeamento topográfico. quando precisam de dados cartográficos. localidades. São destas folhas os dados que geralmente "aparecem" como mapa base. edificações. A concepção da mapoteca pode ser acessada via URL do IBGE. em parceria com os estados. pode-se encontrar um extrato dessa tabela para a categoria hidrografia. considerada para as escalas do mapeamento 1: 250 000 e/ou superiores a esta extensão. 3 Home page: www. Tal fato evidencia-se pelas publicações em congressos ou trabalhos técnicos.contemplando os mesmos elementos espaciais divididos segundo as categorias e os atributos gráficos. Viana (2001) apresentou no Congresso de Cartografia de 2001 a idéia concebida para a criação da Mapoteca Topográfica Digital MTD.

Quadro 3. FNAME -· .> Hidrografia 1 MSLINK .DIGCMD .FCODE .Extrato da tabela de base cartográfica digital ~ 5 I..fELEMENT 103 04413 Baixio tbhd_baixio 4 42 o 3 O place point 3 104 04114 Bóia tbhd_boia 1 43 o 1 O place point 3 408 04206 Canal ou vala tbhd_canal_vala 2 1 o 1 71 place !string 4 f ~ ~ 105 04115 Casco soçobrado tbhd_casco_socobra 1 39 o 1 O place poi nt 3 266 04209 Catarata cachoeira md tbhd_catar cachoe 2 13 o 1 71 place !string 4 267 04110 Catarata cachoeira ms tbhd catar cachoe 1 14 o 1 71 place point 3 88 04401 Contorno hd intermitente tbhd_cont_mas_agua 4 47 o 3 71 place point 3 90 04402 Contorno hd permanente tbhd_cont_mas_agua 4 47 o 3 71 place point 3 100 04211 Corredeira rápida md tbhd_corred_rapid 2 15 o 1 71 place !string 4 101 04112 Corredeira rápido ms tbhd_corred rapid 1 16 o 1 71 place point 3 409 04225 Estirâncio tbhd_estirancio 2 44 o 1 71 place !string 4 410 04226 Estuário tbhd_estuario 2 45 o 1 71 place !string 4 108 04116 Fonte d' água tbhd_fonte_agua 1 22 o 1 71 place point 3 251 04421 Grupo rocha perig nav c/repr tbhd__grupo_rocha 4 56 o 3 O place point 3 249 04120 Grupo rocha perig nav s/repr tbhd__grupo_rocha 1 60 o 1 O place point 3 91 04403 Ilha tbhd_ilha 4 51 o 3 71 place point 3 254 04223 Limite de área conduto submarino tbhd_lim_cond_sub 2 59 1 1 O place !string 4 107 04117 Poço de água tbhd_poco_agua 1 23 o 1 71 place point 3 253 04422 Recife rochoso ou de coral tbhd_recife 4 58 o 3 O place poi nt 3 93 04205 Rio permanente ou aluvião tbhd_rio 2 7 o 1 71 place !string 4 92 04204 Rio intermitente ou aluvião tbhd_rio 2 9 3 1 71 place !string 4 109 04119 Sondagem tbhd_sondagem 1 54 o 1 O place point 3 52 04118 Sumidouro hd tbhd_sumidouro 1 11 o 1 71 place point 3 411 04227 Talude tbhd talude 2 46 o 1 71 place !string 4 96 04407 Terreno sujeito à inundação tbhd_terre_suj_inu 4 49 o 3 71 place !string 4 256 04424 Viveiro tbhd_viveiro 4 49 o 3 71 place point 3 Fonte: IBGE (2004) ""'-J Ul .1 . TABLENAME· FTYPE FLEVEL FSTYLE FWEIGHT FCOLOR .

_.' ·'1\· ·1/ ..-~ . ~ 1 . . ..:t ·~.2 ...•• .-.-- 1 ..~""~. . • • ".:..1 1\e. :..1).>( -·.... . ~~~ ... COMUNICAÇÃO EVISUAl.. li . .... ...~-.. ) / -· P• ~?"·· .. No que concerne ao meio rural..•\•!l":7 ..·. ( .Parte das cartas topográficas do mapeamento sistemático brasileiro -à esquerda escala 1: 50 000.~~~ ·0 • ~ . . ..._J \f • fn u . 1.-.. -~/ ·-. ··~ '· { ••... pois. No caso urbano. a rede hidrográfica e as edificações importantes dentro dos limites legais.:·"'--'r·.·. --· ··-. que é a unidade geográfica básica sob responsabilidade de um proprietário que tem seus direitos e deveres sobre a propriedade garantidos em lei.. . mostram estradas ou ruas.i. quanto de produção gera e outros tantos fatores importantes ligados direta e indiretamente ao uso da terra são imprescindíveis para evitar conflitos e promover o desenvolvimento socioeconômico de um país.. ... conhecer o que se produz. ...~~-•\lf~.•.76 (ARTOGRAFIA .. 1016 ~... os quais possuem 1igação com outros componentes do sistema de informação cadastral.(... : 1.-"". . .~·-~'.• ·. . • 1 ___ . tendo reconhecido os proprietários legais desta parcela..! ~ ·- J:a.\ . f"l.f. onde isso acontece.H•• ..~ -· ..J 1 --~ '-~ --~'?\. .•·f> .. -··'...~ d. 1 •.r:v.'~1'.. com registro público do bem imobiliário é conhecido como Cadastro Técnico. 1 :· . '=':&.__c1. ...~-"~tf•·l''fJ-'-....•....... --~L.' . ---\1. í \t m ...'c~~f})~ü ·. ... -···········-·-··--·······--~ --~---~-··--------·-------~--~-----···---~----··-·------··--···---·--··----·--· -·- Figura 3...... ~.. .• ...:. 1 / . ' 1: .'~. . à direita escala 1:100 000 os originais são coloridos fonte: IBGE (1975) 3.. . f/ ..'t... !·r.. as cartas cadastrais. ~ ' ·~._ . ... · . quem está produzindo. ~ ._ 1. As parcelas de terra são identificadas por números que podem ser os das coordenadas ou outro sistema.. .. a Terra era mapeada porque ela era e continua sendo vital para a sobrevivência humana. ...·. • .3 (ARTAS CADASTRAIS Desde os tempos remotos. ' • ~' • \ ... . ••.i. t' ~· ·.I:..· 21'00" 1·'···'. /·\~/. o interesse em conhecer o uso e a ocupação do solo é para a taxação e o ordenamento territorial.-.. 596 · ' • . O sistema de informação baseado na parcela da terra como unidade geográfica básica.~· . 1 r"'V~. / ' !!d.. :· •.... Em ambos os casos.. '.••.. todas as informações a respeito da Terra são atreladas à parcela da terra. no Brasil....·--. '.I· . Um dos principais componentes de um sistema cadastral é a carta cadastra/.u.. e_\. .i. ll .." " '1•" . Além deles. .IZAÇÀO OE DADOS ESPACWS ' . . ~ .REPRESENTAÇÃO... ela mostra os limites que definem a propriedade.

a partir daí. . por força de lei. ou seja. O fim primeiro do cadastro urbano é a taxação e o das plantas cadastrais é a localização. em escala grande o suficiente para atender seu objetivo que é mostrar o parcelamento do solo.CAPITULO 3. assim como o Cadastro Técnico mediante concorrência pública. elas são denominadas de plantas cadastrais. cuja base é a parcela da terra. com a participação do INCRA. Se o interesse for a cidade. desde a década de 1980 são impedidos de produzi-las. No caso de planta cadastral urbana (escala 1: 2 000). mas. geralmente a prefeitura do Município (Figura 3. O sistema cadastral urbano dá condições para a construção da planta de valores genéricos que mostrará o valor da terra em cada zona urbana.RTOGRAFIA or BASE 77 As cartas cadastrais são confeccionadas a partir da Topografia ou com auxílio da Fotogrametria. Mas a tendência é descentralizar o cadastro rural e torná-lo municipal. a base para um sistema de informações cadastrais mais conhecido como sistema de informações da terra. Este último organismo ainda é o responsável por estes documentos. Os organismos públicos ou de utilidade pública são os que utilizam estas cartas. gerando. contratando para tanto as empresas nacionais privadas. se for a área rural são cartas cadastrais rurais ou cartas fundiárias.3) contrata esse tipo de serviço. ú. l :o 1 As cartas cadastrais rurais (escala 1: 1O000 ou 1: 5 000) e o cadastro rural já foram de responsabilidade dos organismos públicos estaduais de terra e do Instituto Nacional de Cadastro e Reforma Agrária (INCRA). mostrar a estrutura fundiária de um determinado lugar.

Para alguns.Parte de um mapa do uso do solo. . na telefoni a. e ass im por diante. As prin cipa is ca rtas qu e compõem um sistema cadastral trazem informações da seguinte natureza: a) parcelamento da terra . Muito Denso D Média . para a rede de distribui ção de energia elétrica dentre outros. redistribu ição e incl usão de terras.4). As principais aplicações das cartas que compõem um sistema cadastral ocorrem: a) na taxação (impostos).\ .IOOS ISPACWS As ca rtas ou pl antas cadastrais são extremamente úteis para estudos loca is. os lotes e a altimetri a. muni cipais ou urbanos (Figura 3. geralmente seus usuári os são os diversos organi smos públi cos ou empresas de utilidade pública. e) no planej amento urbano ou rural e f) no saneamento bás ico. cujo mapa de fundo básico foi a planta cadastral Dessas diversas ap li cações. Os elementos das cartas cadastrais a serem util izados para compor o mapa de fundo da ca rta tem ática de interesse pa rticular de cada organ ismo vari am con forme a apl icação. para outros perm anecem todo o arru amento. d) no pl anej amento e implantação de assentamentos coloni ais. b) dados do va lo r da terra . por isso. c) na ava li ação e manejo dos recursos da terra. COMUN'CAÇÁO [ \15UALIZAÇÁO IX D.4 .ca rtas cadastrais. b) na reform a agrária.Ril'ltlSCNIAÇÁO. deri va-se a multifi nal idade do cadastro. Denso D Baixa Figura 3.planta de va lores genéricos.78 WIOGIWI. . perm anecem somente os eixos das ru as e os lotes (no caso urbano).

rede hidrográfica.) . É preciso esclarecer que muito pouco ou quase nada do Brasil foi mapeado em escala compatível a proporcionar o conhecimento da estrutura fundiária existente.carta cadastral. Ficaram esquecidos nos porões úmidos.cartas da rede viária.BIRD. Aqueles que foram utilizados se perderam por falta de atualização ou desmonte dos organismos públicos. . No entanto. edifícios públicos. sabe-se que esses mapas. mantinha convênio com o Deutsche Gesellschaft für Thechnische Suzammenarbeit. na sua maioria. percebe-se a falta de uma política clara em relação ao mapeamento do nosso país. Na década de 1980.CAPITULO 3 . tipos de solo. observou-se o fracasso na continuidade desse projeto. No Sul. o estado do Paraná.CARTOGRAFIA DE BASE 79 e) dados do uso da terra . Este trabalho foi financiado pelo Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento. Além disso. g) dados da vegetação . é preciso que cada um faça a sua parte da melhor maneira possível. e) dados da topografia .cartas altimétricas ou modelo digital do terreno. i) dados para a administração (equipamentos urbanos.carta de uso da terra. Porém.cartas especiais e j) dados da população-cartas temáticas: da distribuição e densidade demográfica. existem muitos problemas e tão grandes quanto a extensão territorial e a diversidade desta terra. obviamente.cartas temáticas: cartas geotécnicas. nosso país e nosso povo merecem que sejam dadas soluções para essas questões. parques. Os motivos foram os mesmos que desmon- taram o "Projeto Nordeste". nem chegaram a ser utilizados pelos organismos oficiais de terras ou de planejamento. No Brasil. do saneamento. apesar do sucesso na criação do método. da rede elétrica. bem como da renda média. é imprescindível que se cobre dos responsáveis uma política clara em relação ao desenvolvimento do nosso país incluindo. entre outras. grande parte do Nordeste brasileiro foi mapeada em escala cadastral. Dos fatos apontados. da saúde. entre as atividades previstas estava o desenvolvimento de uma metodologia de mapeamento cadastral das propriedades rurais.DGTZ no projeto Microbacias. d) dados da titulação das terras . f) dados do solo . nessa mesma época. Mais uma vez. sendo consumidos pelo tempo.cartas da cobertura vegetal. geológica. da escolaridade. da telefonia. uma política cartográfica nacional. h) dados da Infraestrutura . Por conseguinte.

caso sejam usadas folhas com diferentes "datuns''. Todas as observações efetuadas têm por finalidade chamar a atenção para a questão dos Sistemas de Referência. um rio e/ou estradas ocupam duas dimensões quando observados de perto (mapas cadastrais. com coordenadas geocêntricas. forma e área. os objetos passam a ficar cada vez menores ou estreitos. a representação de um mesmo objeto será diferente de um mapa para outro.ncipalmente. ter um mesmo lugar ou ponto. O uso de mapas e de diferentes escalas também é um problema para análises espaciais. com o mesmo elipsóide de referência (Hayford). principalmente dos não-especialistas em Cartografia ou Geodésia. Esse sistema desenvolvido em 1960 pela Agência Nacional de Imagens e Mapeamentos dos Estados Unidos sofreu novas definições de acordo com os avanços tecnológicos e não tem origem em um ponto datum definido. pois. toda vez que forem usadas Cartas do Mapeamento Sistemático Nacional. também se torna impossível representá-los de outra maneira que não seja por linhas e pontos.RCPRCSENTAÇÁO. por exemplo. No caso . Este fato implica em deslocamentos das coordenadas que afetam. cartografia em escala grande). (IBGE. e outras no SAD69 (Elipsóide de 1967) e outras ainda no SAD69.82 (ARTOGRAflA . outras no Chuá. 2000). haverá diferentes níveis de detalhamento. a cartografia de escala grande.realização 1996. com diferentes coordenadas. com alta precisão e utilizado na Geodésia por satélites. tal como acontece na maioria das entidades representadas nos mapas em escala pequena. Por exemplo. cuja posição. isto é.5). A falta de cuidado implicará na inconsistência dos dados. Tomando como exemplo um lago na cartografia de escala grande. foi criado o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas- SIRGAS. É representado por um elipsóide. pri. É preciso dizer ainda que existe o sistema World Geodetic System - WGS. coincidente com o Geóide. permitindo que um mesmo objeto sofra diferentes abordagens espaciais. Por falta de atenção. Existem cartas que foram confeccionadas com o sistema Córrego Alegre. um sistema geodésico mundial. Pode-se. muitas vezes não são levados em consideração tais aspectos. Ao mudar a escala de observação e distanciar a visão.GPS é um exemplo de aplicação. COMUNICAÇÃO E VISUAUZAÇÃO IX DADOS ESPACIAIS para a América do Sul. que permite aplicações em nível local e mundial. Os parâmetros de mudanças de referencial estão disponíveis na página (URL) do IBGE. sua descrição no SIG inclui dimensão geométrica. Diante disto. onde o sistema Global Positioning System . O SIRGAS é atualmente o sistema geodésico oficial de referência e deve ser adotado para todas as representações cartográficas atuais. Nos dois casos. até que sejam imaginados apenas como uma linha ou um ponto (Figura 3. compatível com a tecnologia atual em termos de precisão. orientação e dimensão foram melhor ajustadas à superfície equipotencial da Terra.

No Brasil.BIRD. da escolaridade. observou-se o fracasso na continuidade desse projeto. Os motivos foram os mesmos que desmon- taram o "Projeto Nordeste". ÚRTOGRAflA DE BASE 79 e) dados do uso da terra . bem como da renda média. obviamente. sendo consumidos pelo tempo. edifícios públicos. É preciso esclarecer que muito pouco ou quase nada do Brasil foi mapeado em escala compatível a proporcionar o conhecimento da estrutura fundiária existente. Dos fatos apontados. grande parte do Nordeste brasileiro foi mapeada em escala cadastral. Por conseguinte. entre outras.cartas especiais e j) dados da população-cartas temáticas: da distribuição e densidade demográfica.cartas da rede viária.ÚPÍTULO J. nosso país e nosso povo merecem que sejam dadas soluções para essas questões. tipos de solo. é imprescindível que se cobre dos responsáveis uma política clara em relação ao desenvolvimento do nosso país incluindo.cartas da cobertura vegetal. é preciso que cada um faça a sua parte da melhor maneira possível. g) dados da vegetação .cartas temáticas: cartas geotécnicas. No entanto. rede hidrográfica. do saneamento. i) dados para a administração (equipamentos urbanos. Ficaram esquecidos nos porões úmidos. e) dados da topografia. Mais uma vez. Na década de 1980. parques. . na sua maioria. da saúde.carta de uso da terra. Além disso.) . apesar do sucesso na criação do método. f} dados do solo . h) dados da Infraestrutura . Porém. sabe-se que esses mapas. nessa mesma época. mantinha convênio com o Deutsche Gesellschaft für Thechnische Suzammenarbeit. uma política cartográfica nacional. o estado do Paraná. existem muitos problemas e tão grandes quanto a extensão territorial e a diversidade desta terra. percebe-se a falta de uma política clara em relação ao mapeamento do nosso país. Este trabalho foi financiado pelo Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento. nem chegaram a ser utilizados pelos organismos oficiais de terras ou de planejamento. geológica.carta cadastral. Aqueles que foram utilizados se perderam por falta de atualização ou desmonte dos organismos públicos. No Sul. da telefonia.cartas altimétricas ou modelo digital do terreno. d) dados da titulação das terras . da rede elétrica. entre as atividades previstas estava o desenvolvimento de uma metodologia de mapeamento cadastral das propriedades rurais.DGTZ no projeto Microbacias.

5 CARTOGRAFIA DE BASE E SISTEMA DE INFORMAÇÕES GEOGRÁ- FICAS . As cartas temáticas analógicas do passado encontravam na base cartográfica. uma fonte de dados tais como rios. Um mapa temático começa a ser planejado tendo em vista sua finalidade e o público a que se destina. Desta maneira. as feicões ou elementos selecionados . Sua importância na Cartografia torna-se clara.4 CARTOGRAFIA DE BASE ESUA RELAÇÃO COM A CARTOGRAFIA TEMÁTICA A cartografia de base ou de referência geral compõe junto com a Rede Geodésica Nacional a base cartográfica de um país. na cartografia temática produzida em meio digital. as cartas CIM podem servir como base cartográfica para mapas temáticos dos aspectos físicos. depois. No mapeamento socioeconômico. envolvendo mais que um estado da Federação. SIG A componente locacional é responsável pela característica espacial dos dados cartográficos. Elas fornecem uma visão geral do conjunto que pode. ser mais bem detalhada pelas cartas topográficas. As cartas CIM são utilizadas pelos geógrafos e planejadores no estudo e planejamento de grandes áreas. estado ou município. e como já comentado. a Base cartográfica continua tendo a mesma finalidade: localização geográfica. Apesar de não serem suficientemente detalhadas para tal. além de servir para compilar o mapa básico ou de fundo dos mapas socioeconômicos regionais. estradas. conseqüentemente. Atualmente. os dados e a forma de apresentação destes. pois. visando análises regionais. a localização distingue esse tipo de dado dos outros dados.80 (ARTOGIWIA . Na cartografia temática. a cartografia de base sempre teve um papel importante. Por falta de bases cartográficas na escala 1: 25 000 são utilizadas aquelas 1: 50 000 e 1:100 000 para estudos de bacias hidrográficas. devem ser definidos a base cartográfica necessária. As cartas topográficas são muito utilizadas no Brasil para estudos regionais. Uma base cartográfica serve de referência geométrica para análises espaciais em diferentes aplicações sempre que se requer espacialização dos dados ou informações. COMUNx:AÇÁO E VISUAUZAÇÃO [)[ DADOS ESPACIAlS 3. 3.RfPRESENTAÇÃO. limites. que é localizado cada obieto maoeado. cidades que ao serem "redesenhados" num "mapa de fundo" serviam como referência de localização para os dados temáticos a serem mapeados. por estarem desa tu ai izadas. é por meio de um sistema de referência estabelecido em relação à Terra.

SA069 . cujo ponto de origem era no vértice de mesmo nome e mantinha o Elipsóide de Hayford como superfície matemática de referência. Esse sistema tem a origem no vértice Chuá da cadeia de triangulação. haja vista implicar em deslocamentos nas coordenadas. Houve algumas mudanças de sistemas geodésicos de referência no Brasil. embora algumas vezes utilizassem o mesmo elipsóide como superfície matemática. 2000). pois.como sistema de projeção para as cartas topográficas nas escalas 1: 250 000.CAPinJLO 3. conforme recomendado em 1969 pelo Grupo de Trabalho do Comitê de Geodésia.LTM. No caso de mapeamentos cadastrais urbanos. ou sistema topográfico local. Para as escalas maiores e que não são de responsabilidade da União. Esse sistema foi estabelecido na condição de provisório até que se chegasse a um sistema mais consistente para a América do Sul. Outro sistema geodédico de referência foi o Chuá Astro Oatum. Os mapeamentos urbanos mais antigos foram feitos no mesmo sistema de projeção da cartografia oficial para facilitar a correlação dos dados geográficos. um em relação ao outro. e na sua posição absoluta a partir de um sistema de referência. não havia a facilidade de transformação de projeção cartográfica disponibilizada atualmente no programas SIG. 1: 100 000. O Sistema Córrego Alegre Oatum (o vértice de mesmo nome foi escolhido para ponto datum horizontal) adotou o Elipsóide Internacional de Hayford (1924) como superfície matemática de referência. Para a cartografia sistemática brasileira foi oficializado o uso do sistema universal transverso de Mercator. . A partir de 1977 o IBGE estabeleceu que o elipsóide de referência a ser empregado para as representações cartográficas deveria ser o South Americam Oatum 1969 - SAD69. Existe ainda uma realização do SAD69 referido ao ano de 1996. Outra questão a se considerar são os "Sistemas Geodésicos" 4 utilizados no mapeamento. O SG vertical fornece a referência para a determinação da altimetria e os SG horizontais para a determinação das componentes horizontais. quando o IBGE reajustou a rede de estações geodésicas definidas originalmente quando da implantação do SAD69. latitude e longitude. o sistema de projeção não é regulamentado. o sistema local transverso de Mercator. Com o objetivo de promover um referencial geocêntrico único 4 Sistema Geodésico (SG) = Sistema Geodésico de Referência é definido para um país como um sistema de coordenadas associado a algumas características da Terra. CWOGRAFIA DE BASE 81 no mundo real são representados na sua posição relativa. Os países da América do Sul adotaram diferentes sistemas de referência.UTM . são utilizados o sistema UTM e sistemas locais como. ou sistema de coordenadas e um sistema de projeção cartográfica pré-definido. por exemplo. 1: 50 000 e 1: 25 000.realização 1996. na XI Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Cartografia (COSTA.

82 (ARTOGRAflA . com coordenadas geocêntricas. Por exemplo.5). por exemplo. um sistema geodésico mundial. pois. É representado por um elipsóide. Esse sistema desenvolvido em 1960 pela Agência Nacional de Imagens e Mapeamentos dos Estados Unidos sofreu novas definições de acordo com os avanços tecnológicos e não tem origem em um ponto datum definido. pri. a cartografia de escala grande. tal como acontece na maioria das entidades representadas nos mapas em escala pequena. até que sejam imaginados apenas como uma linha ou um ponto (Figura 3. 2000). os objetos passam a ficar cada vez menores ou estreitos. com alta precisão e utilizado na Geodésia por satélites. toda vez que forem usadas Cartas do Mapeamento Sistemático Nacional. compatível com a tecnologia atual em termos de precisão. A falta de cuidado implicará na inconsistência dos dados. com o mesmo elipsóide de referência (Hayford). a representação de um mesmo objeto será diferente de um mapa para outro. cartografia em escala grande). Nos dois casos. cuja posição. O SIRGAS é atualmente o sistema geodésico oficial de referência e deve ser adotado para todas as representações cartográficas atuais. ter um mesmo lugar ou ponto. que permite aplicações em nível local e mundial. permitindo que um mesmo objeto sofra diferentes abordagens espaciais. É preciso dizer ainda que existe o sistema World Geodetic System - WGS. (IBGE.RCPRCSlNTAÇÀO.realização 1996. muitas vezes não são levados em consideração tais aspectos. isto é. Diante disto. principalmente dos não-especialistas em Cartografia ou Geodésia. onde o sistema Global Positioning System-GPS é um exemplo de aplicação. também se torna impossível representá-los de outra maneira que não seja por linhas e pontos. Ao mudar a escala de observação e distanciar a visão. O uso de mapas e de diferentes escalas também é um problema para análises espaciais. outras no Chuá. orientação e dimensão foram melhor ajustadas à superfície equipotencial da Terra. coincidente com o Geóide. Este fato implica em deslocamentos das coordenadas que afetam. sua descrição no SIG inclui dimensão geométrica. Tomando como exemplo um lago na cartografia de escala grande. foi criado o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas- SIRGAS. Todas as observações efetuadas têm por finalidade chamar a atenção para a questão dos Sistemas de Referência. No caso . um rio e/ou estradas ocupam duas dimensões quando observados de perto (mapas cadastrais. Existem cartas que foram confeccionadas com o sistema Córrego Alegre. haverá diferentes níveis de detalhamento.ncipalmente. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS para a América do Sul. e outras no SAD69 (Elipsóide de 1967) e outras ainda no SAD69. caso sejam usadas folhas com diferentes "datuns''. Os parâmetros de mudanças de referencial estão disponíveis na página (URL) do IBGE. forma e área. Pode-se. Por falta de atenção. com diferentes coordenadas.

1 ).ÚRTOGIWIA oc BASr 83 da ca rtografia de esca la pequena. ele ocupará um lugar simples no espaço e por isto é representado por um ponto.Comparação dos fenômenos do mundo real e a concepção cartográfica na visão local e na visão regional ou mais distanciada 3. isto é. Mundo Real Escala Grande Escala Pequena Representado como Área Representado como ponto D D • • o Represen tado como Área Representado como linha Figura 3. é representado em term os absolutos. tem-se um complexo prob lema a ser considerado nos SIGs. à posição da superfície de projeção em rel ação ao globo terrestre. os .CAPiTuto 3. cuj as proj eções cartográficas são diferentes. somando-se os três fatores: sistemas de projeção. Ex istem vári os métodos para representar o relevo.5 . Cada projeção tem um padrão específico ele distorção referente às propriedades elas projeções. ou ainda nas posições relativas . m apas de um mesmo luga r com projeções diferentes podem implicar em d istorções nas formas dos objetos. sistem as de referência e esca la.4 do mapeamento sistemático. Tal problema é cada vez maior na medida em que se faz a combinação de dados cartográfi cos ele esca las pequ ena e grand e. O relevo nos m apas de referência. Na CIM são utilizadas cores hipsom étri cas. por curvas de nível ou pontos cotados como mostra a Figura 3. Portanto. ao tipo de superfície ele projeção e como ela toca a superfície terrestre. na maioria das vezes. se fo r de pequena dimensão ou importância pode não ser mapeado. comentou-se apenas sobre os aspectos plan imétricos da ca rtografia de base a ser inserid a num SIG. descritas no capítulo 1. ou.6 INFORMAÇÕES SOBRE O RELEVO Até agora. na área. Portanto. representand o relativamente o relevo e ainda combinando algumas curvas de nível e pon tos cotados (F igura 3.

ele é chamado de modelo digital de elevação . No entanto. são úteis para calcular os volumes das caixas de empréstimo ou cortes e aterros. servem para se verificar se há ou não barreiras na transmissão dos dados das torres de celular e calcular as melhores localizações para elas. Entretanto. as formas de grade quadrangular ou triangular fornecem a declividade e orientação espacial da unidade com respeito ao Norte. conforme discutido no capítulo 2. Nas cartas cadastrais executadas por levantamento aerofotogramétrico. Para criar uma representação do relevo utilizando um software.Rfl'R[SCNTAÇÃO. construindo uma grade regular de pontos que pode variar de mais fina a mais grosseira. as curvas de nível são obtidas por processos automáticos. conforme pré- determinado. ainda em exploração.2. Em ambiente SIG. Neste caso.MDT. Também se utilizam os MDT para executar análise de superfície em SIG. Isto porque as curvas são derivadas da interpolação e ao digitalizá-las haverá uma releitura cujo resultado é a formação de um conjunto de dados numéricos diferentes daqueles que lhes deram origem. os MDT são utilizados para visualizar a forma da Terra e podem ser incorporados a ortofotos ou imagens de satélite. as representações do relevo podem ser criadas a partir dos mapas bases existentes na forma analógica por meio da digitalização das curvas de nível e pontos cotados. as curvas de nível são mais utilizadas nos mapas topográficos do Brasil.2 do capítulo 7. necessita- se de dados do referido relevo.84 (ARTOGRAflA . conforme discutido no capítulo 2. observa-se que a qualidade do produto MDT nunca ultrapassará aquela da qual os dados foram obtidos. Neste caso especial. Na maioria das vezes. fatores importantes em uma análise de superfície.MOE. Na atualidade. os quais são fornecidos pelo modelo digital do terreno . a qualidade do MDT derivado das curvas de nível digitalizadas de uma carta de escala 1: 50 000 é menor do que a do MDT obtido por técnicas fotogramétricas para construir curvas de nível numa carta da mesma escala. Pontos notáveis podem ser incorporados a essa grade. dentre outras aplicações. os MDT além de serem construídos a partir dos dados obtidos por levantamentos no campo. COMUNICAÇÃO E VISUAUZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS quais são descritos no item 7. quando este se refere somente aos aspectos altimétricos. os MDT. . as aplicações. Por exemplo. podem ser obtidos diretamente pelos sensores laser aerotranspor- tados. Na Engenharia Civil. deixam expectativas de superar aquelas até agora desenvolvidas. Além disto. o método mais utilizado aplica amostragem sistemática em que o dado é amostrado em distâncias regulares. por Fotogrametria ou digitalizados de outros mapas. nas telecomunicações. Este é definido por Kraak e Ormeling (1997) como uma representação numérica das características do modelado terrestre. A coleta dos dados para a construção do MDT é feita por intermédio de levantamentos terrestres ou aéreos. mas.

(ARTOCRAFIA DE BASE 85 3. Como não existe norma para cartas em escalas maiores que 1: 25 000. estadual ou municipal. Quadro 3. cada organismo licitante.2 .2000). ainda não foram normatizadas. cilindro-tangente 1943 Cartas na escala 1: 50 000 da cartografia Conforme de Gauss. cilindro sistemático terrestre brasileiro secante Atual Todas as cartas do mapeamento UTM. fusos de sistemática nacional e 1O'x 1O' 6º. e usam o sistema local transverso de Mercartor . A capital do Pará. cilindro sistemático terrestre brasileiro secante Atual Cartografia náutica e carta ao milionésimo Cônica Conforme de Lambert 3. com exceção das cartas aeronáuticas que têm norma expedida pela Diretoria de Eletrônica e Proteção de Vôo. pois diferem de acordo com cada país. Rio de Janeiro. fusos de 6º. fusos de sistemática nacional e 1O'x 1O' 3º. resumiu-se.2. o histórico das mudanças de sistema de projeção para a cartografia nacional. cilindro secante 1955 Todas as cartas do mapeamento UTM.1 PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS ADOTADAS EM MAPEAMENTOS NAS ESCALAS MAIORES QUE 1: 25. no Quadro 3. Curitiba. Belém.LTM. por causa dos diferentes propósitos de mapeamentos.(APÍTULO 3 .7 PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS ADOTADAS NO BRASIL Não existe uma projeção única. O homem moderno está aprendendo a conviver no mundo "globalizado". . ou seja. a partir de informações de Rocha (1994). do Ministério da Aeronáutica (DEPV-MA). ao organizar pela primeira vez uma cartografia cadastral (1997 . que atenda a múltiplos propósitos e satisfaça as tolerâncias nacionais. escolhe um sistema de projeção cartográfica diferente. No caso do território brasileiro. com a coexistência de um grande número de projeções.000 As cartas em escalas grandes (maiores que 1: 25 000) da cartografia terrestre. universalmente aceita em todo o planeta.Projeções cartográficas adotadas no Brasil DATA ESCALA E FORMATO TIPO DE PROJEÇÃO 1900 Cartas 1: 100 000 da cartografia Poliédrica sistemática nacional e 30'x 30' 1932 Cartas na escala 1: 50 000 da cartografia Conforme de Gauss. inclusive superpondo diferentes projeções numa mesma área. 7. fusos de 6º. São Paulo e Recife usaram projeção UTM nas suas cartas cadastrais.

Ela será proporcional ao quadrado do afastamento deste ponto ao MC. A recomendação de Krüger para minimizar os problemas de distorção nas bordas foi que os países exte.. Nesta condição. Portanto. e ao longo das mesmas a projeção será eqüidistante. o único em verdadeira grandeza. Este tipo de projeção sofrerá ampliações de escala a partir do MC. Isto significa que terão duas linhas de contato paralelas ao MC. 1976). considerando um ponto situado no bordo do fuso.. como uma reta.7. haverá um alongamento de um metro em 725 metros._____---+-_ Linha de demonstrado na Figura 3. y aproximadamente a 232 km do I MC. Geometricamente pode ser visualizada como um cilindro transverso tangente à Terra ao longo do Meridiano Central (MC) do fuso-circunferência de contato. 1 MC Oº O módulo de redução da escala Ké0.2 PROJEÇÃO CONFORME DE GAUSS A projeção conforme de Gauss é também conhecida sob a denomi- nação de Gauss-Krüger. 3. .6 .6. Somente o MC se projeta em verdadeira grandeza. para ocaso Figura 3. Propôs-se que o cilindro transverso fosse secante ao elipsóide (superfície de referência) para diminuir ainda mais tal deformação. na linha do Equador (Gemael. coincidindo com o MC do fuso. na linha do Equador. assim como Linha dP--.RCPRESCNTAÇÃO.999333 . as máximas ampliações ocorrerão nas bordas do fuso.nsos em longitude dividissem seu território em fusos de amplitudes convenientes. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS optou por utilizar a projeção LTM.-+----1 . assim como outras diversas cidades de menor expressão nacional e que pela primeira vez tiveram seu território urbano cartografado em escala grande (1: 2 000).86 CARTOGRAFIA . haverá redução de escala na área situada entre as linhas de K>l K<l K<l K>l contato e ampliação de escala x=Equador na área considerando entre cada uma delas e suas correspon- dentes bordas.Fuso de 6° na projeção de Gauss com do cilindro secante em fusos de 6 cilindro secante de amolitude. Este MC e a linha equatorial são considerados eixos que marcam a origem em cada um dos fusos de 6° que compõem o sistema. Para o caso de fusos de 6º de amplitude.

E" 1 E= 500. A essência do sistema UTM é uma modificação da projeção transversa de Mercator proposto por Gauss.000 • + Eº Figura 3. UTM A tentativa de unificar os trabalhos cartográficos partiu da Associação Geodésica e Geofísica Internacional (AGGI). 1: o• 1 :- :~ 1 n' 1 N = 10.000. Ele propôs a projeção conforme Gauss.. Meridiano de Secãncia" 180 km l ! y " MC = 500. O continente africano foi tomado como ponto de partida para tal proposição e os estudos passaram a ser uma responsabilidade de Tardi.N' é a distância em metros à linha do Equador e E' é a distância em metros ao MC a) O UTM é um sistema de representação plana da Terra. aplicada a fusos de 6° de amplitude.000 m 1 -. considerada um elipsóide. Nesse sistema. Em 1951.7.000.7 .x = Equador Oe 10.3 PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR . 1976).CARTOGRAFIA DE BASE 87 3.000---+---+--+--+--+--+--+--+--+. em que cilindros transversos secantes são considerados para amplitudes de 6º.000 E= 500. o sistema UTM foi adotado em 1955. Portanto. No Brasil. pela diretoria do Serviço Geográfico do Exército com as seguintes especificações que podem ser visualizadas na Figura 3.Especificações de um fuso UTM. o número dos fusos obedece às especificações . quando sugeriu a escolha de um sistema universal. os pontos supostos sobre o elipsóide são projetados para um cilindro posicionado transversalmente em relação ao eixo de rotação terrestre.000 . 1 X.7. algumas vezes é referida como Gauss-Krüger.Universal Transversa de Mercator (Gemael. com denominação de UTM.ÚPITUlO 3 . o qual mais tarde foi reestruturado por Krüger ao estabelecer o sistema de fusos.000 m N=N' 10. a AGGI recomendou essa projeção para o mundo inteiro.000. em 1935.Nº ~· 1 1 • .

19 e 18.1/2500. e) Eixos cartesianos ortogonais: transformados do Meridiano Central (MC) e do Equador. são acrescidos 10. no Equador) e g) cada fuso pode ser prolongado por até 30 minutos sobre os adjacentes. aproximadamente.000 metros às abscissas. COMUNICAÇÃO E VlSUM. 20. isto é. 18 19 21 25 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 111" 72' 66" 60° M' 411• 42• 36° 311' Figura 3. isto é. e a linha transformada do Equador é a abscissa principal. no sentido anti-horário. representando paralelos e meridianos planos pelas letras N (ordenada) e E (abscissa). 24. cuja numeração é 25. 23. e) O MC é uma ordenada móvel.IZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS do acordo da Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo. conforme demonstrado na Figura 3.8.Fusos UTM no Brasil e respectivo meridiano central de cada um .9996 = 1.88 CARTOGRAFIA. Asecância do cilindro transverso acontece a 1º 3 7' do MC de cada fuso. compondo sessenta fusos. O Território brasileiro tem oito fusos UTM. cada fuso terá um Meridiano Central. 21. 22.8 . d) Designação das coordenadas plaoo-retangulares. f) Para evitar valores negativos. criando-se uma área de superposição para facilitar os trabalhos nos locais onde ocorre a mudança de fuso. eles são numerados a partir do antimeridiano de Greenwich.Rfl'RCSCNTAÇÁO. com o módulo de redução da escala KO = 0. b) A projeção conforme de Gauss. 340 km a O e L do MC.000. 7 (cada fuso tem. conforme pode ser visto na Figura 3.000 metros às ordenadas do Hemisfério Sul e 500.

000 .CwOGRMIA DE BASE 89 3. para pontos a Oeste do MC a coordenada E = 200. Isso diminuiu o módulo de deformação da escala no MC de kO = 0.999995. a coordenada E= 200. As características do sistema LTM (vide Figura 3.999995 e significa que o erro relativo no MC passa a ser de 1/200. FUS022 S Figura 3. criada com a finalidade de aumentar a acurácia na representação cartográfica de forma a torná-la compatível com atividades que requerem mais precisão nas medidas.000 m.000 + E'. cada fuso de 6º foi subdividido em fusos de 1ºde amplitude. como os projetos de engenharia. O sistema LTM é indicado para cartas em escala grande como aquelas do mapeamento cadastral. diferenciando-se deste em alguns aspectos como: a) fusos de 1ºde amplitude. c) o ponto de secância do cilindro no elipsóide é de 15 minutos e o d) coeficiente de deformação no MC. kO =0.9) são idênticas ao sistema UTM. com MC marcando a origem da abscissa = E 200.9996 para kO = 0.4 PROJEÇÃO LOCAL TRANSVERSA DE MERCATOR . Para tanto.CAPITULO 3 .Um fuso UTM comporta seis fusos LTM: exemplo utilizando o território abrangido pelo Estado de Santa Catarina que está todo dentro do fuso 22 S .7. b) para pontos a Leste do MC. lTM A projeção Local Transversa de Mercator é uma modificação do sistema UTM.000.E'.9 .

Tal projeção atende aos seguintes requisitos: a) meridianos representados por linhas retas e b) paralelos representados por arcos de círculos. secante cuja propriedade é de ortomorfismo (conformidade). Figura 3. 1976). COMUNICAÇÃO EVISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 3.7. tendo pouco uso no início. a cônica conforme de Lambert com dois paralelos padrões para as folhas situadas entre as latitudes de 84º N e 80º S. Para construir o Canevá conforme de Lambert. é necessário efetuar os cálculos considerando os paralelos de contato e estes são escolhidos em função da região a representar. foi substituída pela cônica conforme de Lambert (IBGE.1 O. Na Figura 3. 1993).5 PROJEÇÃO CÔNICA CONFORME DE LAMBERT A projeção de Lambert é uma cônica modificada. Foi criada em 1772.90 (ARTOGRAflA. Nas primeiras cartas CIM foi utilizada a Projeção policônica modificada que atendia às condições acima. contudo.1 O. pode ser visto um esquema desse tipo de projeção que mostra a variação do fator escala (KO). hoje em dia é bastante utilizada em navegação aérea (Gemael. ou seja. Para a Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo foi adotada esta projeção. cujos centros ficam no lugar geométrico de encontro dos planos que contêm os meridianos. mas já que apresentava alguns inconvenientes.REPRESENTAÇÃO.Projeção cônica de Lambert com dois paralelos padrões Fonte: Richardus e Adler (1972) .

CAPÍTULO 4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA . navegação marítima e para conhecer as feições da superfície terrestre . No entanto. os dados espaciais são coletados por navegadores. Montgomery e Schuch (1993). a história segundo a percepção do narrador. permitindo que nasçam narrativas particulares. registro da propriedade da terra. para chegar ao SIG. (1995). tomando como base de informações Burrough (1986). geógrafos. As novas necessidades implicaram em checar informações do espaço geográfico considerando os objetivos militares. Narradores diferentes contam um mesmo fato de forma diferente. Desde as antigas civilizações até os tempos modernos. O desenvolvimento da Cartografia ou dos mapas aconteceu naturalmente com o desenvolvimento da humanidade. e Korte (1992). levando em consideração seus valores. Será desta forma que se discorrerá sobre a origem e evolução dos sistemas de informação geográfica. crenças. é preciso lembrar que seu desenvolvimento está atrelado à evolução dos modos de se fazer e usar mapas. agrimensores e geodesistas e representados na forma de mapas pelos cartógrafos ou pelos próprios coletores de dados. isto é. a qual foi muito bem contada por Robinson et ai. conhecimento do assunto e informações que dispõem. Foi vencido o impulso de recontar neste livro a história da evolução da Cartografia.1 ÜRIGEM DA TECNOLOGIA SIG É interessante observar como são contadas as histórias ou estórias.SIG E CARTOGRAFIA 4.

análise e apresentação de dados. produzir mapas de declividade . por exemplo. Buscavam-se soluções para satisfazer necessidades particulares. A história do uso de computadores para mapeamento e análises espaciais mostra que diversas áreas do conhecimento têm paralelamente desenvolvido a captura. Estas áreas são: o mapeamento topográfico e cadastral. o planejamento rural e urbano. da população e outras características ligadas a eles exigiam cada vez mais o desenvolvimento de métodos de levantamento para efetuar o inventário (observar.RCPRESfNTAÇÃO. da vegetação. como será tratado a seguir. Essa multiplicidade de esforços. as engenharias. organizações e agências de diversos setores do mercado nos EUA e Canadá. a Geografia. classificar e registrar) bem como para o mapeamento dos dados. 4. inicialmente separados. o desenvolvimento efetivo dessas ferramentas aconteceu a partir dos anos 1960 com a disponibilidade dos computadores. as ciências do solo. e outros. O conhecimento da distribuição espacial dos recursos naturais terrestres.92 (ARTOGRAflA. As aplicações militares geralmente se superpunham dominando várias dessas aplicações. o desenvolvimento do SIG aconteceu no Laboratório de Computação Gráfica da Universidade de Harward. Os pesquisadores conseguiram. Mas. resultou na possibilidade de ligar muitos tipos de dados espaciais para o processamento conjunto em um verdadeiro sistema de informações geográficas. produzindo mapas específicos sobre um determinado assunto ou tema. COMUNICAÇÃO E VISUAllZAÇÁO [)[ DADOS ESPACWS (mapeamentos nacionais). O homem se deparou com problemas relativos ao levantamento de dados e a falta de ferramentas matemáticas para descrever quantitativamente as variações espaciais. Na academia. o mapeamento temático quantitativo e as análises espaciais começaram então a florescer. Os primeiros desenvolvimentos em matemática apropriados para análise espacial iniciaram entre as décadas de 1930 e 1940. de solos. o sensoriamento remoto. a cartografia temática.2 A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA SIG O desenvolvimento dos SIGs aconteceu paralelamente no âmbito de companhias privadas. medir. paralelos ao desenvolvimento de métodos estatísticos e análise de séries temporais. mapa geológico. mas muito próximos. O desenvolvimento científico do estudo da Terra e dos recursos naturais fez surgir a Cartografia especializada. Estes mapas passaram a ser referidos como "mapas temáticos" porque contêm informações sobre um tema único. em especial aquelas cujo propósito era o de manusear e utilizar dados georreferenciados. na década 1960.

os quais tinham a tarefa de proceder a análise automática das imagens dos satélites de monitoramento dos recursos terrestres. estradas. O CAM descreve a geometria dos dados. a Cartografia era voltada para a representação de feições lineares e pontuais. tendo como principal característica os usos de camadas (/ayers) para organizar as feições por tema. os quais podem ser seletivamente visualizados e editados. Harward produziu o Odyssey. 1 Eles foram desenvolvidos para gerar mapas.Computer Aided Design para digitalizar e editar mapas bem como desenvolver capacidades gráficas para a preparação de mapas topográficos de alta qualidade. As características dos dutos eram estocadas como textos na forma de arquivos gráficos. também baseado em tecnologias CAD. Em 1970.ra facilitar o gerenciamento de dados.SIG E CARTOGRAFIA 93 com a ajuda de uma impressora programada para esse fim. . Esses sistemas foram desenvolvidos para atender às necessidades das indústrias ligadas a dutos com relação aos mapas e pa. 2 Os sistemas CAM foram desenvolvidos para aplicações em engenharia e desenho técnico. Esses produtos são considerados os primeiros a serem identificados com a funcionalidade de um SIG. um sistema que processava polígonos e realizava operações de sobreposição destes. Portanto. permitiam apenas a estocagem. ainda incipientes. Esses sistemas possibilitaram a geração dos chamados "mapas digitais". os sistemas AM/FM caminhavam no sentido de buscar soluções para casos lineares. 2 O primeiro sistema de satélites para monitoramento dos recursos terrestres foi lançado em 1972 pelos EUA. é dessa fase a criação dos sistemas de análise de imagens de sensoriamento remoto. O sistema AM/FM-Automated Mapping Facility Management. tais como rios. Também. por exemplo. algumas manipulações e a visualização de dados espaciais. Esses sistemas são baseados na tecnologia CAD. pode ser considerado um tipo de SIG porque permite estocagem.S1sTEMAS DE INFORMAÇÃO GcocRÃrtCA. enquanto os sistemas SIG procuravam soluções para aplicações envolvendo áreas. Por isso. de duas rodovias que se interceptam. resultaram nos sistemas CAM-Computer assisted Mapping. Os sistemas de informação geográfica dos anos 1970.CAPITULO 4 . Os esforços para utilizar o computador na produção de mapas. O fato de uma cruzar a outra não é reconhecido pelo sistema porque isso não é importante para fazer mapas impressos e as relações espaciais não são definidas na estrutura dos dados. O programa desenvolvido teve o nome de SYMAP e marcou o início da computação gráfica nessa universidade. sem que houvesse qualquer ligação entre os dois tipos de arquivos. que até então eram feitos manualmente. com pouca interação software/usuários. mas não para analisar dados. manuseio e algum tipo de análise de dados.

94 (ARTOGRAflA . Algumas empresas de mapeamento fotogramétrico desenvolveram seus próprios softwares CAD para a produção de mapas em escala grande. assim como. adicionando novas funções. a exemplo dos SIGs. foi iniciada praticamente dez anos depois.GDBS (Geofacilities Data Base Support System) foram criados e desenvolvidos com tecnologia computacional para possibilitar melhorias na forma de estocar. teve aplicação a partir do início da década de 1990 com a popularização do CAD. Esses dados podem ser consultados. COMUNICAÇÃO EVISUAUZAÇÃO OE DAOOS ESPACIAIS Independentemente do desenvolvimento dos CAD 3 e dos SIGs. pelos modelos matemáticos com dados numéricos. permitindo análises espaciais. à sua popularização. a produção de mapas. Mas. Por exemplo. A otimização do potencial de análise evoluiu. Na década de 1990.RCPRESENTAÇÃO. os SIGs foram impulsionados mais uma vez pelo crescimento industrial e comercial. Tornou mais fácil e freqüente a interação do usuário no processo de análise. Outras empresas de mapeamento optaram por adquirir pacotes CAD desenvolvidos para a engenharia e para o desenho técnico. outra para rede de drenagem. A ênfase nas operações analíticas. os sistemas de gerenciamento de banco de dados . comercialmente. mas. com auxílio de computador. A evolução das tecnologias AM/FM e SIG foi incorporada e gerou o que hoje em dia é denominado de SIG.posição geográfica. como os Estados Unidos e Canadá. Este fator aliado à necessidade de transformar dados numéricos em novas informações deu continuidade ao desenvolvimento dos SIGs. próprias para a criação de mapas. editados e visualizados separadamente ou em conjunto. manipular e acessar os dados. Os SIGs incorporaram os conceitos de CAD. . A partir da década de 1980. lineares e zonais (polígonos). o que distingue um SIG de outros sistemas de informação é a capacidade de combinar layers para análises espaciais. 3 Os sistemas AM e CAD. uma camada apenas para rodovias. proporcionou avanços significativos na relação software/usuários. iniciou-se a segunda fase da aplicação da tecnologia computacional para análise de dados espaciais. o ponto forte de um SIG é a análise de polígonos. No Brasil. surgiram no início da década de 1970. Outra capacidade única de um SIG são os chamados "queries''. A introdução da capacidade de análise espacial nos SIGs teve como requisito a criação de um conjunto de técnicas que permitissem o acesso tanto aos atributos do dado quanto à sua localização . Isto é. criação manipulação e visualização de uma variedade de dados espaciais representados por feições pontuais. Ela é marcada pelo aumento da capacidade de processamento e de memória dos computadores. nos quais cada camada (layer) apresenta um conjunto diferente dos dados mapeados. nos países onde a indústria e a tecnologia computacional se desenvolviam a passos largos. um sistema de informação formado por um conjunto de funções para a estocagem. outra para edificações e assim por diante.

Ormeling. preocupação geodésica. da tecnologia e do modo de produção chegou-se ao final do século XX com preocupações globais que forçaram o homem a considerar o meio ambiente nas suas decisões econômicas. na maioria das vezes. relações de transformação. StSTEMAS DE INfORMAÇÃO Gmr. Por exemplo. O SIG é uma ferramenta que oferece a possibilidade de integrar os dados de diferentes fontes e tipos.RAftCA . permitindo a análise no computador. assim como sua manipulação. resultando na criação de diferentes funcionalidades nos SIGs. durante todo o processo. de configuração geométrica em funções matemáticas. para serem analisados. precisam ser abordados interdisciplinarmente. 1997). Assim. Não se concebe a Geografia sem mapas. . os problemas socioeconômicos atuais. fizeram do SIG um poderoso aliado tanto para análises espaciais como para tomada de decisões (sistemas especialistas). nos estudos de impacto ambiental decorrente da implantação de obras de engenharia ou da implantação de empreendimento econômico.Land lnformation Systems) e Sistemas de Informação dos Recursos Naturais. especialmente a Geodésia e a Geografia. A exemplo da primeira fase. Muitos dos conceitos e funções de um SIG foram concebidos primeiro por cartógrafos. a Geografia e a Cartografia. Com a evolução das idéias. na qual ele estabelece a relação espacial existente entre cada feição geográfica. Cada setor criou funções específicas para o seu sistema. é apresentada em mapas. 4. A "alma" de um SIG originou-se em disciplinas como a Geodésia. são necessários dados de diferentes campos do conhecimento. o desenvolvimento dos SIGs continuou na segunda fase a ocorrer de forma paralela segundo as necessidades de cada segmento envolvido. mapas) são exemplos da influência de cartógrafos na criação do SIG (Kraak. Esse fato propiciou a geração de novos termos na literatura como.SIG ECARTOGRAFIA 95 Essa obtenção se deu pelas relações topológicas.CAP!ruw 4 . Sistema de Informação da Terra (LIS. sempre tiveram os mapas como companheiros inseparáveis. As funções de processamento dos dados (como transformações e análises) funções de entrada (digitalização e rasterização) e funções de saída (as quais são.3 Ü MÉTODO CARTOGRÁFICO As ciências da Terra. e uma importante expressão da forma e medida da Terra. As operações de análise espacial e a possibilidade de visualização dos dados em qualquer tempo.

96 CARnx;RMIA - RIPRESCNTAÇÂO, COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS

O uso de mapas para a observação das conexões, relações e padrões
dos objetos geográficos é característica da Geografia desde os seus
fundamentos até a atualidade. Tradicionalmente, as análises espaciais eram
efetuadas com o uso de diversos mapas temáticos dispostos em um sistema
de transparências. Utilizando-se de técnicas manuais, eram observadas, com
a ajuda da visualização das transparências, as relações existentes entre os
objetos geográficos temáticos em análise. Este modo de proceder análises
espaciais deu origem ao chamado "método cartográfico".
Enquanto Simielli (1981 ), na sua pesquisa de mestrado, apontou que
na literatura consultada não conseguiu visualizar a existência do método
cartográfico, e que, nem Rimbert (1964, 1968) nem Libault (1975) afirmaram
que existia um método cartográfico, na antiga União Soviética, em 1955, já
havia um conceito claro reconhecendo a existência dele. A definição de
Rudenko (1984 apud Karnaukhova, 2000, p.72), dizia que "o Método
Cartográfico consiste na utilização de mapas para a descrição, análise e
investigação da natureza de uma série de fenômenos espaciais".
Ao longo do tempo, a evolução conceituai do que seria método
cartográfico aconteceu em paralelo à evolução da tecnologia para a produção
e uso dos mapas. Neste contexto, Berliant (1997 apud Karnaukhova, 2000,
p.72), compreende o método cartográfico como "método de investigação
científica no qual o mapa representa um modelo do objeto de estudo e, ao
mesmo tempo, constitui um vínculo intermediário entre o objeto e o
investigador".
Kraak e Ormeling (1997, p.19) entendem que o método cartográfico
"consiste em visualizar as relações espaciais entre objetos, usando técnicas
de abstração e transformação, tendo como base uma linguagem gráfica
própria, (em outras palavras, usando mapas)." 4
Com a automatização das análises de dados espaciais, 5 por meio dos
SIGs, a análise espacial com mapas, ou seja, a aplicação do método
cartográfico foi automatizada e reapareceu na literatura técnica com o nome
de modelo cartográfico.
Christofoletti (2000) mostra que os modelos cartográficos são
característicos dos SIGs, assim como os modelos espaciais. Entretanto, a
distinção entre os dois é feita pelo modo ou funções utilizadas em cada um.
Os modelos cartográficos são desenvolvidos usando a lógica binária (geo-

4
O que está entre parênteses foi acrescentado pela autora.
5
Dados espaciais são entendidos como dados georreferenciados, podendo ou não estar
dispostos na forma de mapas.

CAPirulo 4 - SISTEMAS DE INroRMAÇAo GcocRAr1cA - SIG eCARTOGRAFIA
97

query), enquanto os modelos espaciais são resultantes de relações
matemáticas entre variáveis mapeadas.
Independente da distinção, devida às funções utilizadas para análise
espacial dos dados, é possível considerar que os modelos cartográficos e
espaciais, por analisarem dados dispostos em mapas, representam um avanço
do método cartográfico. Essa idéia parece inegável, se for considerada a pos-
sibilidade ofertada pelos SIGs em se utilizar funções matemáticas para proceder
análises espaciais, o que não era possível no método cartográfico tradicional.
Hoje em dia, o método cartográfico é uma característica básica dos
SIGs e é utilizado por uma gama de disciplinas que precisam efetuar análises
espaciais. Os SIGs incorporam princípios de banco de dados, algoritmos
gráficos cada vez mais poderosos, funções que permitem interpolação e
zoneamento e também análise de redes.
A tendência é a incorporação de novas capacidades que permitam
análises complexas e envolvam dependência espacial, heterogeneidade
espacial e temporal idade.
No exemplo simples mostrado na seqüência, verifica-se como pode
ser aplicado o método cartográfico de modo automatizado em um SIG.

4.4 APLICAÇÃO DO MÉTODO CARTOGRÁFICO EM AMBIENTE SIG
O exemplo apresentado no Quadro 4.1 foi aplicado em uma área de
exploração de carvão mineral, no município de Siderópolis, Sul de Santa
Catarina. 6
O primeiro passo para a execução de operações de análise espacial
foi definir os objetivos e as condições existentes para atingi-los. O objetivo
do caso era obter dados de onde e quanto do território municipal foi utilizado
na exploração comercial do carvão e as mudanças temporais ocorridas no
uso e cobertura da terra. Sabia-se que o carvão mineral foi explorado
comercialmente a partir da década de 1950. Sobre os dados cartográficos
existentes, sabia-se que havia uma base cartográfica aerofotogramétrica
produzida em 1956, na escala 1: 1O000, cartas topográficas do mapeamento
sistemático nacional de 1976, fotografias aéreas de 1956, 1978 na escala
1: 25 000 e de 1996 na escala 1: 30 000 e imagens de satélite Landsat desse
mesmo ano, em formato digital.
6 Os dados originais constam em Loch (2000).

98 (ARTOGRAFIA - RCPRCSCNTAÇÃO, COMUNICAÇÃO EVISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS

Quadro 4.1 -Aplicação do método cartográfico de modo automatizado em SIG
Abordagem conceituai de um SIG Caso de aplicação: Siderópolis-SC
Definição do objetivo e condições Determinar onde e quanto de área
para atingi-lo. municipal foi minerada e quais foram as
mudanças temporais ocorridas nessa área.
Preparação dos dados para análise Preparar a base cartográfica digital; fazer
espacial. o georreferenciamento das aerofotos e
interpretar com auxílio do computador;
criar mapas da exploração de carvão.
Execução da análise espacial. União e interseção
Execução dos cálculos. Calcular áreas
Avaliação e interpretação dos Usar resultados das análises (mapas das
resultados mudanças temporais) as áreas calculadas
e outros dados discutidos.
Apresentação dos resultados Mapas, tabelas e gráficos.

O segundo passo foi analisar e preparar os dados espaciais. Como já
foi explicado, esses dados eram de fontes, escalas, datas e mídias diferentes
assim como os sistemas de coordenadas e datuns eram distintos. Portanto,
precisavam ser disponibilizados em formato adequado para análises espaciais,
num mesmo sistema de coordenadas e nível de detalhamento, o qual foi
executado em dois momentos. Em princípio, a partir das aerofotos de 1996,
foi gerada uma base cartográfica na escala 1: 1O 000 com o auxílio da
fotogrametria. Ela foi utilizada para fazer o georreferenciamento das aerofotos
nos anos de 1956, 1978 e 1996 e da base cartográfica de 1956 (Figura 4.1 ).
Não se sabia qual datum geodésico havia sido utilizado - ou elipsóide de
referência - para gerar a carta de 1956. Num segundo momento, fez-se a
interpretação das aerofotos de 1956, 1978 e de 1996 e geraram-se os mapas
da mineração do carvão em cada ano.7
O terceiro passo na operação foi executar a análise espacialª. No caso
de aplicação, essa fase consistiu de uma simples operação de overlay. Os
dados de 1956 foram combinados via operação de interseção com aqueles
de 1978 e os de 1978 com aqueles de 1996. A intersecção foi usada para
delimitar os tipos de mudanças ocorridas nas áreas mineradas, ou seja,
surgimento de lagoas de decantação, lagos represados entre montanhas de

7
Além das áreas diretamente utilizadas para mineração, identificou-se o uso do solo nos
arredores dessas áreas que possivelmente sofrem os impactos diretos desta atividade.
11
Geralmente os softwares trazem diversos módulos para análises espaciais: análises de
rede, análises de superfícies e análises espaciais do tipo ovelay e buffer.

0.Piruio 4 - SisrrMAS DC INTOR.\IA(ÁO Grcx.RAJu - SIG r CAA1oc;w1..1 99

material estéril , regeneração da vegetação em materi al esté ril , expa nsão
urbana e refl orestamentos (F iguras 4.2 e 4.3).
Na seqüência, fo ram calcu ladas as áreas ele cada uma elas classes
detectadas na análise espac ial das mudanças tempora is da porção minerada
e avaliados os resultados. Para tanlo, foram observadas as alterações ocorridas
nesses luga res em cada data . Um fa to surpreendente fo i detectado nessas
análi ses: a área urbana do Município ini c io u e expa ndiu e m c ima da
mineração. Lagoas surgiram e se expand iram até 1996 nos loca is minerados
até 1955, e novas áreas mineradas foram identifi cadas em 1978 e 1996.
O Ciltimo passo fo i idea liza r as saídas, cri ando um layout úni co pa ra
os mapas, tabe las e gráfi cos.

Figura 4. 1 -Aerofoto pancromática preto e branco, na escala original 1: 30 000;
abrange a cidade de Siderópolis, SC e seus arredores em 1996
Fonte: 1.och (2000)

USO DA TERRA EM ÁREAS DE
MINERAÇÃO DE CARVÃO
Siderópolis, SC -1978

LEGENDA

D Mineração
- Urbano
}~)$};; Agropecuária

g Eucalipto
. , . Lagoas Artificiais

Figura 4.2 - Resultados da análise espacial efetu ada para detecção das mudanças
temporais em aéreas de mineração
Fonlc: Loch, (2000)

1956 1978 1996
21
17o/c
@ 4 1%
18º(
º 9
1 •
1 5% 13% 43%
19%

21%
37% 8% 11 %

D Mineração • Urbana D Agropecuária D Eucalipto D FI. Nativa

Figura 4.3 - Gráfico da evolução do uso/cobertura da terra na área de mineração de carvão
em Siderópolis-SC
Fonte: Loch (2000)

Observam-se, na Figura 4.2, tipos de mud anças detectadas em
pequ enos polígonos marca ndo lagos, vegetação nati va (recuperação
espontânea), euca li ptos, pastagens ou gramíneas e área urbana. 9

Maiores detalhes sobre o método, consultar a tese de doutorado de Loch, R. E. N. (2000).

_CAPí_i_uL_o4_-_S_1~-~~~IX_IN_H~-~~~-·o_G_rrn_;R_M1_cA_-_SIG~rC_AA_TO<_;w_1_A~~~~~~~~~~~~101

4.5 RELAÇÃO oos SIGs coM A CARTOGRAFIA
O SIG tornou-se popular na Cartografia devido à possibilidade que se
tem em acessar, manusear e visualizar os dados espaciais a qualquer
momento. Também, foi relevante para sua popularização, a disponibilização
automática de métodos de mapeamento e, mais recentemente, a possibilidade
de interatividade do cartógrafo/usuário com os dados para a visualização
instantânea na forma de mapas. Entretanto, Kraak e Ormeling (1997) salientam
que há pontos de vista conflitantes da relação entre a Cartografia e o SIG.
Algumas destas visões colocam o SIG como um ferramental técnico a serviço
da Cartografia. Outras colocam a Cartografia somente como um suporte
para visualização de dados em um SIG.
Um raciocínio sobre essas visões polêmicas poderia ser longamente
explanado neste 1ivro, mas este não é o objetivo. Concorda-se com Kraak e
Ormeling (1997) ao apresentarem várias razões para a Cartografia ter um
lugar importante nos SIGs:
a) os mapas são direta e indiretamente uma interface para SIG;
b) os mapas podem ser usados como forma de visualização, ajudando
na exploração dos dados para descobrir padrões e correlações;
e) os mapas podem ser usados na comunicação visual dos resultados
da exploração dos dados e além disto;
d) eles também são importantes como entrada de dados em um SIG; a
qualidade da saída depende muito da qualidade dos dados de entrada.

Há muitas outras razões para a Cartografia ser considerada como o
"centro" de um SIG. Porém, como este livro visa atender um amplo público,
incluindo analistas de dados, neste momento é mais relevante discorrer sobre
como usar o método cartográfico. Por conseguinte, a Cartografia deve ser
considerada como suporte essencial para quase todos os aspectos de
manuseio de dados espaciais. Ou seja, é imprescindível para quem vai utilizar
SIG ter conhecimentos de Cartografia e, assim utilizá-la adequadamente. A
habilidade de trabalhar com mapas, analisá-los e interpretá-los corretamente
é uma característica desejável para os usuários de SIG. Contudo, sabe-se
que em nosso país esta habilidade, que deveria ser tarefa da educação formal,
não é desenvolvida na criança. As escolas não trabalham com a linguagem
cartográfica, colaborando assim para formar cidadãos analfabetos em
Cartografia. A grande maioria da população não sabe ler um mapa. Contudo,
é interessante observar que os manuais de SIG desconhecem estas deficiências
e consideram os usuários conhecedores de mapas.

102~~~~~~~~~~~-CAA_T~-™~~_-R_Effi_&_NT~A~_·o~,C_OMU_N_ICAÇÁ-'-O_E~_u_AL_l~~~-º~~ºAOOS~~-~-w_s

No processamento da informação espacial (geoprocessamento) o dado
não precisa estar disponível em mapas. Podem existir dados representados
por seus atributos geométricos (coordenadas, endereço postal, forma,
extensão e conexões) e lógicos (taxonomia) dispostos na base de dados.
Com essas características satisfeitas, a estrutura de armazenamento e a
manipulação de dados digitais permitem que sejam processadas as análises,
relações, conexões, etc., sem precisar de inspeção visual, ou seja, de mapas
(Silva, 2001 ). As saídas podem ser em tabelas. Mas, ao se executar desta
maneira pode-se deixar de aproveitar a oportunidade para adquirir
informações adicionais do processo. A visualização proporciona a análise
de tendências e de padrões que apenas a mente humana consegue obter.

4.6 ASPECTOS IMPORTANTES DOS MAPAS COMO ENTRADA DE DADOS
EM SIG
Conforme explorado por vários autores da literatura técnica pertinente
(Robinson et ai., 1995; Silva, 2001; Montgomery; Schuch, 1993) um SIG é
composto de:
a) hardware: computador e periféricos de entrada e de saída;
b) software: programas constituídos em módulos para a execução de
variadas funções;
c) dados: elementos fundamentais de um SIG em que são, geralmente,
a parte mais dispendiosa de um projeto, e
d) peopleware: o profissional, a pessoa responsável pela
implementação e uso de um SIG.
Todos os componentes supracitados, quando juntos (Figura 4.4),
formam o chamado sistema de informações geográficas. Cada uma das partes
que constituem este sistema tem uma importância, porém, existem duas delas,
sem as quais, ele poderia ser inviabilizado: a primeira é o profissional que
implementará um SIG. Se esse profissional não tiver claro o que está buscando
(formular a questão principal com objetividade) e se não for treinado
adequadamente, será difícil obter sucesso no seu projeto de SIG. A segunda
refere-se aos dados, que é o outro elemento fundamental de um SIG.

REALIDADE

~~~~~~-H-A_R_D_W~A-R-E~~~~~ TIP OS

·MAPAS
·MAPAS
EXISTENTES · TABELAS
·OBSERVAÇÕES
DE CAMPO
1-,,....-..~ SAIDAS ....
·FIGURAS
PERIFÊRICÓS
- MEIO
-SENSORES
-DIGITALIZA·
@ MAGNÊTICO

~
ÇÃO

·ARQUIVOS
DE TEXTOS

-SCANNERS
SOFTWARE
• ENTRADA DE DADOS
-MEIO
MAGNÊTICO • ESTOCAGEM E MANEJO DE DADOS

· TRANSFORMAÇÃO DE DADOS

- INTERAÇÃO COM O USUÁRIO

• REPRESENTAÇÕES

-SAIDAS

.t&

\ USUÁRIO
\
Figura 4.4 - Componentes que formam um SIG

Sabe-se que no Bras il, os dados d isponíveis na form a digita l são escassos
e, na maioria das vezes, desatuali za dos. A conseqü ênc ia disto são as não
rara s difi cu ldades para se encontrar mapas que integrem os dados de u m
SIG . Na prática, a aqu isição de d ados pa ra SIG é feita aquém do ideal. M u itas
vezes, os dados cartográfi cos são váli dos por tempo d iferenciado; apresentam
distintas reso luções espaciai s; algun s podem ter sido coletados diretamente
n o ca mpo, en qu anto out ros re sultam d e mapas ex istentes qu e foram
genera l izados com magni tude descon hecida; outras vezes são resultantes
de amostras randômicas, outros por levantamento completo, enquanto alguns
arqu ivos p recisariam ser compatibil izados por transformações numéri cas de
p rojeções cartográfi cas, d entre outras.
Numa situação ideal, tod os os dad os, para que pudessem ser
u ti lizados em aná lises espac iais no ambiente SIG, deveri am ser identificados
e medidos na mesma data, com a mesma reso lução espac ial, de aco rdo
com procedi mentos idênti cos e, por conseq üência, usar a entrada no SIG

com o mesmo método (Kraak e Ormeling, 1997). Como a situação ideal
não existe, é preciso interpretar os resultados das análises espaciais com
cuidado. Seria necessário indicar no SIG a qualidade dos dados inseridos
para se decidir sobre a validade dos resultados. Por exemplo, é necessário
ter cuidado ao cruzar_ informações fornecidas por um mapa geológico na
escala 1: 500 000 com aquelas de um mapa do uso e cobertura da terra na
escala 1: 50 000. A precisão de localização do primeiro, salvo outros erros,
é da ordem de 250 metros e a do segundo, de 25 metros (dez vezes maior).
o resultado deste cruzamento deve ser observado tendo em mente este
conhecimento. Não se pode obter a mesma qualidade locacional do mapa
de uso e cobertura da terra.
Além da qualidade geométrica, existe ainda a qualidade temática dos
mapas a qual envolve a questão dos limites corretos de cada classe ou feição
e os atributos destas. Um exemplo de feição polígono poderia ser tipos de
solos aos quais estariam associados atributos como textura, cor, umidade e
profundidade. Outro exemplo é a feição linear- via-onde os atributos a ela
associados poderiam ser: número de faixas, tipos de acostamento, pavimentos,
manutenções, quantidade média de tráfego/dia, número de acidentes/ano
em trechos. É evidente que os atributos das feições mapeadas são
armazenados e gerenciados em arquivos separados da base cartográfica. A
ligação entre eles é feita por registro espacial; assim, seria conveniente saber
a origem, data, técnicas de levantamento empregadas e a acurácia dos dados
que são utilizados como entrada em um SIG. Isto daria maior segurança
para a determinação dos cruzamentos de dados e interpretação dos resultados
de um SIG, além de testar a confiabilidade deste poderoso instrumento.

CAPÍTULO 5
COMUNICAÇÃO, VISUALIZAÇÃO E
FUNDAMENTOS DA REPRESENTAÇÃO
CARTOGRÁFICA

5.1 (OMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA

y A origem da palavra comunicação nos remete à idéia de comunhão,
comunidade, pelo intercâmbio de informações. A comunicação é algo que
se experimenta em vários campos e esta experiência se consolida através
dos meios de comunicação (Barbosa; Rabaça, 2001 ). /
Na área da Cartografia, a_Ç_Qfl1unicação é_ intr_í_Q~~_q1 e'--Q_rincip_~Lmente,
uma pr~q_çuEação qa ~~rtografia temática; e neste conte~to, é pesquisada há
pelo menos drl_quenta anos e continua_ aberta às pesquisa~. Na cartografia
de base ou topográfica, a simbologia para a confecção dos mapas foi definida
há muito tempo e por isto é mais usada e conseqüentemente experimentada.
Na maioria dos países, ela tem sua simbologia definida por normas, que são
mais ou menos idênticas no mundo ocidental.
\ Na cartografia temática, os temas a serem mapeados são muitos e
variados. Por isto, a construção de cada mapa temático é sempre um novo
desafio, tendo sempre em mente a confecção de um mapa eficiente. Qmapa
temático deve cumprir Sl.J.? função, ou seja, dizer o quê, onde e, como ocorre
determi_nado fenômeno geográfico, uti 1izando símbolos gráficos
especialmente p_l_anejados para facilitar a compreensão de diferenças ou
semel~a_nçªs,_pelo-u-súârio a quem se destina.

da Cartografia nos computadores.Comunicação Cartográfica._azer _rrmpas com a ajuda dos comp_LJtadg!"es tornou-se mais fáci 1do que e sua execução por processo manuat. adaptadas dos processos manuais. por exemplo. A percepção do cérebro humano para imagens eletrônicas não é a mesma daquelas dos produtos tradicionais. que não cabem neste momento. em nível mundial. Consideram que as novidades criadas pelas novas tecnologias. Aos poucos. o refázeÇsem-grandes prejuízos financeiros. Taylor (1994). as pesquisas em comunicação cartográfica tiveram as seguintes fases: a) No início dos anos 1950. a Cartografia incorporou os métodos de pesquisa da Psicofísica para examinar as relações entre estímulo- resposta e símbolos individuais. Eles permitem a-experimentação. como a interatividade e o som.2 ETAPAS DA PESQUISA EM COMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA Segundo Peterson (1994) e Wood e Keller (1996). principalmente os socioeconômicos. que as representações cartográficas cobrem sobreposições entre as ciências da informação e da comunicação. Estas preocupações referem-se ao processo de confecção e uso de mapas que envolvem a comunicação cartográfica.1O6 (ARTOGRAflA . b) No final dos anos 1960 e início dos anos 1970. entre elas. são questões discutíveis. da ICA. As pesquisas estavam direcionadas para a psicologia cognitiva: o interesse central era descobrir como os mapas eram processados mentalmente e lembrados pelo cartógrafo e usuário. entretanto. Neste sentido. 5. Se estas padronizações. embutidas nos softwares como caixa preta. foram suscitadas diversas questões na Comissão IV . 1 tentando formalizar o processo cartográfico. . os mapas vistos como Simielli (1986) destaca que no final da década de 1970 a Cartografia passa a ser considerada dentro da visão de comunicação visual. a ênfase em cognição não chegou a ser tão dominante quanto da psicofísica. podem revitalizar a comunicação cartográfica. Aceleraram também o processo de construção do mapa e trazem uma certa padronização para as saídas ou visualização. Modelos de comunicação cartográfica foram amplamente publicados na literatura. a dinâmica dos displays (disposição/apresentação) de mapas e as limitações do instrumental. enfatiza que o processo de comunicação cartográfica para a confecção e uso dos mapas tradicionais é diferente daquele envolvido nos mesmos processos para os novos produtos eletrônicos.REPRESENTAÇÃO. Diversos pesquisadores. COMUNICAÇÃO EVlSUALIZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS '=. os pesquisadores pro- duziram teorias sobre a comunicação cartográfica. ou de outro ponto de vista. estão preocupados com a introdução dos computadores na Cartografia. estão sendo eficientes para a construção de mapas temáticos.

Portanto. ressurgiu o interesse pela cognição na Cartografia. e usuário. Os computadores pessoais tornaram-se equipamentos que produziam mapas em papel e eram um novo meio de comunicação. mas. por causa do surgimento dos computadores. o processo mental que envolve a dinâmica de display associada à visualização. A computação gráfica. para estocar dados matriciais. Os modelos de comunicação na Cartografia tiveram como base o modelo da Figura 5. e isto era uma coisa inédita. as tecnologias disponíveis proporcionam muitas escolhas. e) No início dos anos 1980. vetoriais e textos que podem ser acessados e combinados. em parte devido à dificuldade de interpretar os resultados das experimentações cognitivas com mapas.RÃ_F1c_·A________________~107 modelos de comunicação declinaram. a visualização passou a assumir um papel preponderante ao lado da comunicação cartográfica. considerando. Variações destes componentes introduziram os sinais(simbolização) e o ruído. inserindo as palavras: realidade. Apesar de este ser concebido a partir de enfoques diversos.3 MODELOS DE COMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA Existem várias representações esquemáticas do processo comunicacional. e (c) a pessoa que escuta . Houve um retorno à cognição. então. trouxe uma novidade à Cartografia: a flexibilidade na visualiza- ção de mapas. Rabaça. 2001 ). proporcionando a dinâmica de displaye também a interatividade.receptor (Barbosa.fonte.1. O ruído é qualquer interferência em um sistema de comunicação que possa causar perda de informação. d) Nos anos 1990. conduzia à exploração de novas alternativas de representação cartográfica sem adicionar custos.PR_Br_Nt~A~_·o_a_Rr_oc_. (b) a mensagem. Entretanto._c~_rr_ul_oS_-_c_~_1uN_C~AÇÂ-º~·~_su_Af_l~~~-º-Ef-UN_DM_l[_NT_~_M_Rr_. as quais podem conduzir à má compreensão e subutilização da informação de uma base de dados acessada. A flexibilidade oferecida pelos computadores.1. conforme mostrados na Figura 5. cartógrafo. principalmente. os microcomputadores desviaram o interesse pela experimentação cognitiva para o entendimento da nova tecnologia e como desenvolver tal tecnologia para automatizar as operações cartográficas e implementar algoritmos com esta finalidade. mapa. em que as novas ferramentas introduzidas deveriam ser integradas às novas formas de comunicação cartográfica. permanece praticamente ligado ao clássico esquema tricotômico da comunicação apresentado por Aristóteles: (a) a pessoa que fala . com . 5. Estava acontecendo um processo de adaptação às inovações tecnológicas.

O cartógrafo estuda a realidade para adquirir a informação e utiliza a sua percepção de mundo real para confeccionar o mapa (mensagem).. tornando-se conhecido como processo de comunicação cartográfica (Figura 5..2).. Fonte: Barbosa e Rabaça (2001) CONFECÇÃO USO DO MAPA DO MAPA lnfonnação de fonte direta/indireta percepyão conhec1memto experiência / \ • . Na outra parte.._·o_E_~~-M_~_~~·º-~-OADOS~-~-~-CIAIS_ algumas variações.1 .. reinterpretado. I • (mensagem) 1 A cepção ma inação n~ecimento motivação Figura 5.. 1986).. para completar o processo de comunicação. do' mapa..... .Figura 5. o ponto inicial do processo de comunicação cartográfica é o mundo real. está o usuário do mapa (receptor) que deve ser o intérprete e assim decodificar a mensagem .. de " " Criação da Mensagem MAPA '. O modelo da comunicação da informação cartográfica foi desenvolvido em 1969 por Kolacny... .. Seu papel é muito importante. : I USUÁRIO (receptor) ~~~~~f \: Mapa.Modelo de comunicação na cartografia analógica... como veremos a seguir. Outras variações Fonte Sinal Receptor desse modelo foram desenvol- vidas para a cartografia analó- gica nos anos 1970 e 1980 o Ruido qual continuou a sofrer adapta..c_OM_U_NlCAÇA_.w_~---~-~-™_NT~~-ÁO~. Nesse modelo. I CARTÓGRAFO (emissor) \. cuja base são os modelos de Salichtchev e Ratajski mostrados por Simielli Fonte: Simielli (1986. p. simplificado por Salichtchev em 1978 e difundido em várias línguas (Simielli.Esquema básico de um processo de ções na era da cartografia comunicação digital.10B~~~~~~~~~~~~ÚR~T~_. pois deverá definir uma série de características que tornarão o mapa cada vez mais útil à medida que for melhor projetado.51 e 55) .2 ..

... 09 5. O mapa é interpretado pelo seu leitor... Os ruídos na comunicação podem ser derivados de erros no processo de representação cartográfica. classificação. ···' ~ ~ri§!J r-:"~doDodo~ CARTÓGRAFO 4 USUÁRIO ~~~ Figura 5. 8\ L~. que refletirá a visão do cartógrafo considerando a seleção. O cartógrafo utiliza o dado. o propósito da comunicação cartográfica é evitar que aconteçam tais confusões.. bem como sua percepção do mundo real.RA_· flC_A_ _ _ _ _ _ _ _ _ ._Cm_·ru_L_O5_-_C_G\\_u_NICA--'ÇA'--.1 (OMUNICAÇÃO NA CARTOGRAFIA DIGITAL O modelo de comunicação cartográfica.'Vl_SU_AL_IZA__ ÇÃ_o_cr_uN_DAMI_Nr_os_DA_R_EPR_ESE_NT""""'AÇ_Ão_cA_RT_OG_. verifica-se que os dados do mundo real são levanta- dos por outras pessoas. A diferença deste é o processo contínuo de interação entre seus componentes.. ou agentes de dados censitários. e assim sanar seus problemas. que interpretou errado as informações cartográficas ou não as compreendeu a contento..3 ..º. O usuário do mapa pode interagir com o cartógrafo até que consiga perceber os dados mapeados de forma muito próxima daquela imaginada pelo seu construtor.3. possível graças à cartografia automatizada.3..2. Ele pode também sugerir ao cartógrafo novas representações ou a inclusão de novos dados no banco . geógrafos.. que formará uma imagem mental do mundo real próxima à do cartógrafo ou diferente dela...Modelo de comunicação na cartografia automatizada Examinando o modelo. as quais podem tanto ser fotogrametristas. topógrafos. mostrado na Figura 5. simplificação e simbolização dos dados. agrimensores. tem como base o modelo da cartografia analógica. Portanto.. para confeccionar o mapa. esquematizado na Figura 5. ou ainda devidos a problemas por parte do usuário. ou do método de mapeamento..

O processamento da informação visual inicia na memória icônica.. mesmo porque não cabe aos cartógrafos tal tarefa. Possibilita ao primeiro avaliar o seu produto. sendo questionados.. existem três compartimentos de estocagem na mente humana. REALIDADE Percepç~ I Modelo Mental Base de do Usuário Dados \ Ação -conJ. ~ SAIDA . (Figura 5. o usuário é também o cartógrafo.4).c_oM_UN_~~A~_·o_E~_w_~-~-~_o_oE_DAOOS~-~-~~ws de dados... percebidos e modificados. O diálogo entre o cartógrafo e o usuário está associado à facilidade de experimentações fornecidas pelos computadores.de @ - Q Informações Processo ~ENTRADA~ ~Fluxoda Informações Figura 5.5). os quais são diferenciados pela quantidade de informações processadas. 4 TEORIA DO PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO NA MENTE HUMANA: O MODELO DE KLATZKY Este assunto será abordado apenas para auxiliar no entendimento do processo de comunicação e visualização em Cartografia. (Figura 5.. Lindholm e Sarjakoski (1994) apresentam um modelo de comunicação cartográfica quando se utiliza SIG para produzir. Não é a práxis desta obra discutir exaustivamente os modelos de processamento da informação na mente humana. com o objetivo de exemplificar uma possível forma de processamento das informações na memória humana. podendo ajustá-lo até satisfazer os objetivos a que se propôs. Essa memória é um tipo de . O ponto inicial para o SIG é a base de dados.. Segundo o modelo.. Neste caso.. e os dados seguem um fluxo contínuo.. a qual permite diminuir o "ruído" na comunicação cartográfica.110~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_·RM_~_-_R!PRBEN~-l~A~_·o~. Uma crítica a esse modelo é que ele aponta um usuário difuso. tão logo o registro sensorial capte a informação... analisar e apresentar mapas.. Mostra-se neste texto apenas o modelo simplista de Klatzky apresentado por Peterson (1994).Modelo de comunicação em um SIG fonte: Lindholm e Sarjakoski (1994) 5. não há um lugar para ele.4 .

1 COGNIÇÃO Cognição é o ato ou processo de conhecer. O termo cognição tem origem na Filosofia e é observado nos escritos de Platão . o juízo e o discurso.MCD é requerida a atenção. Para a informação icônica mover-se para a memória de curta duração ._c~_T_UL_o_S_-_CO\l __ UN_C~A~_·o~.RA_·n_cA__________________~111 imagem física dentro da retina. utilizados para reconhecer padrões.5 . Na MLD. Essa memória tem duração mais longa do que a icônica.~--UA_ll~_~~-º-E_ru_ND_M_[_NT_~_D_AR_E~_c~_N_~~~-º-~_RT_oc_. a imaginação. com aqueles adquiridos previamente e estocados na MLD. a percepção. o pensamento. Inclui a atenção. com capacidade relativamente ilimitada e não afetada pela complexidade. até que seja reconhecido. Desta forma se completa o ciclo da percepção visual baseado no reconhecimento de padrões. estão estocados os conhecimentos adquiridos previamente. mas tem uma capacidade mais limitada que a primeira e também é afetada pela complexidade da informação. Existem outros modelos que descrevem como acontece o processo de fusão dos dados observados. Nenhum dos modelos esclarece como um padrão é reconhecido somente com sua descrição estrutural. cada pedaço é comparado com o estoque de dados da MLD. pois poderá ser necessário "focar" alguma coisa e rejeitar estímulos vizinhos. PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO NA MENTE HUMANA Estoques Processamento de memória d~ Informação Memória Registro Icónica Sensorial Memória de Estocagem visual Curta Duração de curta (MCD) duração Memória de Memória visual Longa delonga Duração duração MLD Na confecção e uso do mapa existe um estimulo mental: percepyão) Isto faz com que memória se reconheça reflexão a Cartografia É o Estado X atenção muito próxima Estimulo motivação da cognição Figura 5.MLD para comparar padrões.5 COGNIÇÃO E CARTOGRAFIA 5. Ela serve para fazer conjecturas sobre o que se vê e busca auxílio na memória de longa duração . Um deles argumenta que a feição observada é quebrada em pedaços.5. a memória.Teoria de Klatzky: reconhecimento de um estado do Brasil Fonte: Adaptado e traduzido de Peterson (1994) 5.

Com o passar do tempo a Psicologia separou-se da Filosofia.5.O.a imagem é usada para definir movimentos físicos. Neste caso. resolução de problemas. mas originada na memória. 5. que vem sendo tratada de diversos pontos de vista. É uma . raciocínio. segundo o autor. tais como: a) raciocínio-combinação de elementos familiares para novos proce- dimentos ou como linha de partida. Entretanto. A cognição também é usada para o entendimento dos nossos movimentos no espaço. devido ao seu processamento analítico linear.1 (OGNIÇÃO VISUAL Cognição visual é o uso de imagens mentais no pensamento. pensamento. Isto é. uma função analítica a qual não pode ser facilmente replicada pelos softwares SIG. Ela é importante para realizar diversas atividades. a partir da interpretação de um mapa.1. imagens que podem estimular a descoberta de novas invenções e criar novos conceitos. ou seja. . 5.RfPRCSCNTAÇi. d) criatividade. a tendência que os atos e as crenças das pessoas têm de ser consistentes logicamente. c) compreender descrições verbais para se chegar a certo lugar. A cognição cartográfica é entendida por Taylor (1994) como um processo que envolve o uso da mente no reconhecimento de padrões e suas relações no contexto espacial. passando ·a se preocupar com a cognição. incluindo atividades mentais como percepção.a imagem mental parece ser vital para a interpretação de uma descrição.2 IMAGEM MENTAL EMAPAS A imagem mental é definida como uma representação interna semelhante à experiência sensorial.ou seja. b) aprender uma habilidade . como o treino de esportes.5. codificação e memorização da informação. têm sido um dos tópicos centrais em estudos de cognição. Flavell 1977 (apud Peterson.11 2 (ARTOGRAflA . e imagens mentais. Os psicólogos sociais têm estudado a consistência cognitiva. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS e Aristóteles. usando somente componentes elementares. Estas últimas. Um campo de estudo da cognição é a organização da informação cognitiva. ela pode ser realçada pela visualização cartográfica. é estabelecido um paralelismo entre o cérebro humano e os conceitos utilizados nos computadores. 1994) define a cognição como "processo inteligente e produto da mente humana". tais como armazenamento.

as partes bem conhecidas da área são representadas em detalhe no mapa.. em forma de mapas cognitivos. esta concepção. formadas na mente humana. especialmente na Cartografia. As imagens mentais foram estudadas na Cartografia. enquanto outras. Na maior parte dos casos. Muitos pesquisadores ressaltavam empolgados que aconteceria uma verdadeira revolução científica.6 VISUALIZAÇÃO NA CARTOGRAFIA A dinâmica de displaye a interatividade fizeram a visualização assumir um papel preponderante na Cartografia no início da década de 1990.. Uma imagem mental tanto pode ser criada a partir do material estocado na memória quanto ser um esboço mental de coisas nunca vistas. b) usar imagens como mapas. nos anos 1980 e 1990 com os seguintes objetivos: a) verificar a relação entre imagens e mapas. 1994). __~_s_-_c_~_uN_~AÇÃ _CAPfru __&_m~A~~º-ª-RT_~_RA_r1c_A_________________ 113 ~_~_SUA_u~_~~º-E_FU_NO_M'l... em todos os níveis de mapeamento. Eles são a imagem de uma área ou lugar que uma pessoa constrói na mente e derivam da experiência nesse local ou da informação que dele tem por vários meios (filmes. a visualização na Cartografia era entendida como uma maneira de observar dados e isto acontecia. são usadas para estimar distância e direções.). Isto é verdade se for considerado o senso de tornar algo visível. livros. de duas maneiras: a) com imagens oriundas de fotografias aéreas ou de satélites e b) pelo arranjo de traços. e) estudar imagens mentais derivadas de mapas e d) estudar como as imagens mentais. 1992).. sempre se está envolvido em algum tipo de visualização. o mapa mental é substancialmente diferente dos mapas reais dos atlas: as distâncias e as direções estão distorcidas. Os argumentos para tais afirmações eram as novas oportunidades que a computação proporcionava para transformar as imagens mentais e a comunicação._m_~_o_ARCPR . Rimbert (1973) e Freitag (1993) defendem a idéia de que.. MacEachren e Kraak (2004) comentam que nomes expoentes da Cartografia mundial. visualização interna (Peterson. como Philbrick (1953). No entanto. 5. As imagens mentais do espaço geográfico.. Até então. jor- nais. basicamente. pontos e textos que formam uma representação visual de fenômenos espaciais selecionados. que se convencionou chamar de MAPA. são apenas esboçadas ou vagas (Small... etc. são denominadas de mapas mentais ou cognitivos... dizem MacEachren e .. menos conhecidas..

MacEachren e Taylor editaram. Para discutir essa nova concepção de visualização na Cartografia. A visualização permite ao pesquisador produzir rapidamente um número de imagens com diversas combinações das variáveis de um conjunto de dados. em 1994.114~~~~~~~~~~~-(AA_TOG_W~~--R-~_~_Nt~A~~º~•º-~_UNIOl__. no final da década 1990 e início deste século XXI. 1996). ignora a evolução do significado de visualização que está associada a caminhos específicos nos quais a tecnologia da computação é utilizada para facilitar o processo de "tornar visível" o objeto desejado em tempo real. A visualização é um método da computação em que a computação gráfica e a tecnologia de processamento de imagens são usadas em aplicações científicas de análise intensiva de dados. Kelller.. O uso de ferramentas computacionais permite ao usuário explorar possibilidades de visualização dos dados as quais o leva ao entendimento dos fenômenos em situações profissionais práticas ou em estudos científicos (Sluter. Quando um mapa permite a interação do usuário.1 DISCUSSÃO SOBRE OS MAPAS COMO FERRAMENTA DE ANÁLISE VISUAL A comunicação cartográfica é importante sempre que os mapas forem apresentados de forma definitiva ao usuário. Contudo. visando transformar o simbólico em geométrico._~_o_~_DADOS~~-l\ClAl~S Kraak (2004). Aparentemente chegou-se.. serão apresentadas algumas das idéias trazidas naquele compêndio e em outras publicações mais recentes. Observa-se no livro que não havia um consenso sobre um conceito moderno de visualização cartográfica ou geovisualização. 2001 ). a simbologia ou a disposição dos elementos que formam o mapa. No próximo item. ele deixa de ser apenas um veículo de comunicação e passa a ser uma ferramenta de análise visual. 5. como também é denominada. a visualização. considerando desde a seleção dos fenômenos que deseja visualizar até a escolha da simbologia para os fenômenos selecionados. capacitando assim o pesquisador a observar suas simulações e cálculos (Mccormick et ai. a leitura ou a interpretação do mapa por parte do usuário acontecerá sem que ele possa modificar o conteúdo._E~_~_AUZA___. antes de continuar discorrendo sobre visualização na Cartografia é preciso esclarecer o que ela é fora da Cartografia..ÇAO_. . Então. a um acordo entre muitos pesquisadores do qµe seria a visualização na Cartografia. um compêndio para dar oportunidade ·aos nomes conceituados da Cartografia contemporânea de apresentarem sua visão particular do que seria a visualização cartográfica no início de década de 1990.6. 1987 apud Wood.

outros acreditam não haver esta distinção. na qual os mapas desempenh am papel fundamental na seqüênc ia de uma pesq ui sa ou de um processo de análi se ou de planeja mento : no início . apenas urna alternação entre ambos consideran do su a impo rtâ ncia tanto na função analítica e cognitiva ela Ca ~tografi a. no final .fase explo ratóri a dos dados.Representação de Di Biasi para a visualização como ferramenta de pesquisa científica Fonte: Adaptado e traduzido de MacEachren (1994. D i Bi asi (1990) co nsidera a visual ização corno uma ferramenta de pesq uisa c ientífi ca. As conclusões ou resu ltados são apresentados em um conjunto de inform ações que incl uem mapas já de domínio público (Figu ra 5. proceder às análises e tornar decisões. Na verd ade.na síntese e confirmação de hipóteses. p. No domínio privado. Taylo r (1994) entende a visualização como um suporte à pesqu isa.3) Alguns pesq uisadores enfatizam os usos da v isualização. corno na função de comunicação. para ele a visua li zação é um comp lemento da comunicação. os mapas são utili zados pe lo autor e/ou usuári o com o objetivo de adqui rir conhecimento.~CAf_ ~T~UL~ o_S -_C_o_ MU_ N_ ~~~~ º·- ~-SU_ All_ ~~~- º c_ru_N_ DM_~_Nr_ ~_™_R_r~_B_IN_IA~~·o_C_ AR_To_ c_RÁ_ flC_ A~~~~~~~~~115 O utros conceitos de visuali zação foram apresentados por pesquisadores no início da década de 1990 e evoluíram no decorrer dos anos. agregando novas ap licações e im pli cações co rn o se observará a seguir.6) . tanto na Ca rtografi a como nas c iênc ias em geral e que também provoca um impacto . Comunicação Visual Domínio Público Figura 5. D i Biasi (1990) e MacEachren (1994) incorporaram o pú blico e o pri vado a estas fases. ass im como para MacEachren (1994).6. fase intermed iária .para a apresentação dos resultados. fazen do distinção entre a visua li zação para análi se e aquela pa ra a comunicação.

pois ela inclui imagens mentais e comunicação visual. .116~~~~~~~~~~~-C_ART_~_RAf~~-_R_E~_~_NT~A~~·º~·~-~_tuN_~~~-º-E-~_uAf_~~~-º-m_o_AflOS~~-~~IAIS sob três aspectos principais: o da cognição. MacEachren e Kraak (2004) e Monmonier (1994) enfatizam o uso do mapa e a interatividade em tempo real proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico. p. a computação gráfica. No modelo de um cubo apresentado na Figura 5. p. Kraak e Ormeling (1996) adaptaram o modelo de MacEachren (1994) para o uso de mapas em situações distintas de visualização. sem restringi-la à pesquisa científica (Figura 5. além do desenho.12) e MacEachren (1994.4) A Cartografia moderna deve ser considerada sob três aspectos. enquanto MacEachren (1994). 1994): a base do triângulo representa os aspectos da produção cartográfica. A interação pode ocorrer em diferentes graus.7). vídeo. incluindo técnicas computacionais. o da comunicação cartográfica e o da dependência do formalismo da tecnologia dos computadores. A diferença se dá na ênfase à tecnologia que proporciona a visualização. ser encarada como um "sinônimo" de cartografia. Comunicação (novas técnicas de disposição) Visualização - ~ Formalismo (novas tecnologias da computação) Figura 5. o status do conhecimento pode revelar o que se sabe ou apresentar o desconhecido. No segundo lado do triângulo está a comunicação incluindo. A visualização cartográfica poderia. com ênfase nos processos e técnicas denominados de formalismo.Uma base conceituai para a Cartografia Fonte: Traduzido de Taylor (1996. televisão interativa e realidade virtual.8. envolvendo três aspectos: interação. conforme pode ser visto na Figura 5. neste caso. público-alvo e status do conhecimento. O terceiro lado do triângulo comporta a cognição e a análise. que precisa adequar-se às respostas procuradas. A ênfase de Taylor para a visualização é concernente à representação cartográfica na produção do mapa. Nele são considerados os novos equipamentos e ferramentas de produção.7 (Taylor.7 . que interagem sem um limite específico. elementos como som e tato. Todas estas novidades tecnológicas provocam mudanças na concepção do desenho cartográfico. variando de alta até baixa interação usuário/mapa. algumas vezes. multimídia. enquanto o público-alvo pode interagir de forma particular ou então evoluir até uma apresentação pública.

O rmeling (1999) e M acEachren e Kraak (2004) convergem na interpretação de que a v isuali zação na Cartografia está ligada à seleção e apresentação ele dados espacial izados. divulgar a informação espacial . A com issão que trata cio tema visualização cartográfica na Associação Intern aciona l de Ca rtografia . a aná li se e a ex ploração de dados. Cartwright (1999). Os arti gos apresentados por diversos pesqu isadores permitiram agrupá-los em três grupos qu e mostraram as tendênc ias. o u sej a. tanto a visu ali zação qu anto a comuni cação estão presentes em quai squer destes processos. a ênfase em cada uma está nos extremos cio c ubo. veri fica-se que. a c ri ação de um co mpênd io espec i al sobre esse tema co m o o bj etivo de forn ecer à comun idade ca rtográfica e outras correlatas arti gos que mostrassem como está acontece ndo o ava nço na v i su ali zação ca rtog ráf ica . segundo M acEachren e Kraak (2 004) : a) anál i se exp lo rató ri a ele dad os espac i ai s. VISUALIZAÇÃO [ f UNOMl[NTOS DA RfPR[S[NTAÇÁO CARTOCRAflCA 11 7 alla interatividade gráfica para ) revelar padrões espaciais para um individuo Alta o 1(1) baixa interatividade 1~ gráfica na Q) apresentação e para o público \ Baixa uso do mapa "'ºº - c. a interati vidade do usuário é enfatizada assim como a mu ltimíd ia pa ra a apresentação cios dados . em 1995.incluem o desenvolvimento de prod utos na web para apresentar.Cartografia e o uso de mapas a partir elas novas tecnologias da computação: as três principais situações para visualizar mapas em um SIG Fonte: MacEachrcn ( 1994) e Kraak.( OMUNICAÇÁO. in c lu indo gráficos dinâmi cos. O rmc ling ( 1996) Considerando a apresentação. ênfase em com uni cação pa ra ap resentar dad os e na v isualização para exp loração cio desconhec ido. animações temporais e animações não temporais.ICA coordenou. b) hiperlinks e World Wide Web .o~-r-0 p·ublico Privado Figura 5.ÚPÍTULO 5 .8 .

associados aos métodos originais de dispor mapas são fatores que estão dificultando os estudos cognitivos e aplicações práticas associadas aos métodos de geovisual ização.introduz o conceito de virtualidade e sua terminologia do ponto de vista da Cartografia. Éo caso desenvolvimento dos atlas nacionais. O problema a ser pesquisado na cognição precisa levar em conta quem será o usuário: criança ou adulto (idade. b) Um segundo aspecto está relacionado à questão da engenharia. sons. mas não exatamente separadas: a) Pesquisas dirigidas à teoria da cognição no contexto geoespacial. e como a mente reage à dinâmica de displays. para mostrar em linguagem VRML um protótipo de mapa de campus. ainda relativamente elevados de software. 5. (2004). ou mais especificamente. movimento. Uma vez resolvido. Entretanto. tanto via mapa. é essencial. cultura e outras características individuais). sexo.2 ESTÁGIO ATUAL DA VISUALIZAÇÃO CARTOGRÁFICA A visualização cartográfica precisa continuar a ser pesquisada em duas vertentes distintas. ou seja. Neste contexto. A disponibilidade das teorias desenvolvidas permite que sejam criadas e utilizadas as imagens mentais. Os pontos-chave dos métodos de visualização espacial são: a capacidade de. como processam mentalmente imagens não fixas.explorar dados espaciais. e realidade virtual. pode ser minimizada a necessidade de os usuários testarem os métodos específicos de geovisual ização. novos padrões de variáveis visuais e as relações a serem estabelecidas no espaço e no tempo. Entretanto. nos dias de hoje. como andando a pé ou de automóvel no mundo real.6. não se pode negar a existência de uma complexidade crescente oferecida pelas novas tecnologias que facilitam a introdução de "coisas novas" para a apresen- tação de produtos cartográficos. de forma diferente daquelas tradicionais. os custos. conforme Slocum et ai. isto é que propiciem facilidade de manuseio e possam dar respostas satisfatórias aos usuários. tai~omo fotografias. desenvolvimento de software para aplicações práticas. ao estudo de como os humanos criam e utilizam representações mentais do ambiente terrestre. e a e) realidade virtual . tudo isso associado a um alto grau de interatividade ainda não característico dos softwares de processamento de dados espaciais. o mesmo pode ocorrer quando se tratar da geração de dispositivos para representação adequada quando os dados forem acessados por qualquer usuário. .

7 DESIGN OU REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA Etimologicamente. 2001 ). se for intro- duzida a alfabetização cartográfica no ensino formal. De fato. . Este funcionava como um dispositivo de estoca- gem de dados espaciais.designar.. são ainda muito poucos os adeptos da geovisualização. a palavra inglesa design tem origem no latim designare. No Brasil. McGuinness (1994) alertava que após uma primeira geração de usuários das ferramentas de visualização. Entretanto. planejadores. intenção. acreditava que a geovisualização poderia ser utilizada na educação para comunicar e persuadir colegas._NT_os_o_ARf_PR_ES_ENI__. design tem mais afinidade com designo do que com desenho. formada exclusivamente por experts. propósito. Rabaça. políticos e o público em geral. Citava como não adeptos. embora seja difícil reconhecer. introduzir a aprendizagem do mapa. Nossos pesquisadores e a população.AÇÃ_O_CA_RT_OG_. no Brasil falta muito para se chegar ao estágio adquirido pelos pesquisadores europeus ou norte americanos. Observam-se profissionais da arquitetura. ç. observa-se que as crenças de McGuiness (1994) tornaram-se verdades. vontade" e veio também do latim designare. Alguns poucos geógrafos e cartógrafos aderiram a esta nova forma de análise espacial. nas quais poderiam encontrar usuários não favoráveis a esta nova ferramenta. 5. No decorrer da década de 1990. que tanto poderia servir como uma ferramenta analítica (mapas para ler) como de comunicação (mapas para ver). Isto é uma proposta inovadora na qual os mapas deixam de ser apenas recursos didáticos -ensino com o mapa-e passam a ser ensinados como um conteúdo específico. ou seja._Vl_SUAl_IZA_ÇÃ _CAP_IT_Ul0_5_-_C_OM_uN_JCA__ __O_E_FU_ND_M1f.__o. Acredita-se que tal quadro possa ser revertido com o tempo. viria uma segunda geração de usuários que estenderiam a visualização espacial a outras áreas do conhecimento. os geodesistas e cientistas da área ambiental. descobrir a utilidade dos mapas. da computação e educadores criarem e utilizarem mais intensamente mapas dispostos em multimídia do que geógrafos e cartógrafos envolvidos neste processo. Designo significa ''idéia de realizar algo. os geógrafos. inicialmente. de modo geral precisam.RÁ_FIC_A_ _ _ _ _ _ _ _ _ 11 9 considerar as implicações de alguns mapas temáticos como ferramentas de informação espacial interativa e dinâmica em contraste com o tradi- cional mapa estático. portanto. considerando a linguagem própria dos mapas. que evoluiu para o latim designium (Barbosa. pois ele é um instrumento de comunicação da informação espacial e não uma mera figura ilustrativa de livros ou decorativa de paredes para localizar algum lugar.

c-~_uN_la~~-º-Ew_u_M_~~~-º-ºE_DADOS~~-~-~-IS Quando se trata de conceituar o design. englobando uma série de especializações. como no planejamento da identidade corporativa de uma empresa . o gráfico. referem-se ao design gráfico. de tal forma que o momento da concepção é indissociável das possibilidades oferecidas pelos recursos tecnológicos escolhidos para realizar o projeto" (Carvalho et ai. 1996) conceitua o design gráfico como o ato de "conceber a idéia para preparar uma descrição de um sistema proposto. 2004). da papelaria. criando uma linguagem comum entre todos estes elementos -·quanto de forma isolada. Os designers profissionais entendem que o elemento essencial na definição de design é a noção de conceber na mente um plano ou esquema de alguma coisa a ser feita. funcionais-subjetivos (ou simbólicos). da marca.. que surgiu junto com a revolução industrial. (2004) tentam conceituar design gráfico da seguinte forma:" Design gráfico se refere à área de conhecimento e à prática profissional específica relativa ao ordenamento estético-formal de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente comunicacional". o questionamento sobre sua natureza. das embalagens. . artefato. Keller. Carvalho et ai. dentre outras. além da sinalização e do /ayoutdos seus ambientes físicos. Mas para os autores. de interiores. freqüentemente. tanto como campo de conhecimento quanto campo de atividade remete invariavelmente à pergunta: como caracterizar o design? Na esfera da Arte. Tanto a linguagem do design produto quanto a linguagem do design gráfico se revelam pelo projeto. usam o termo design quando se referem aos processos para preparação e produção de um mapa. ou seja. na esfera da Ciência ou em ambas? Carvalho et ai. dos uniformes.120~~~~~~~~~~~-CAA_T~~m-~_-REPR~B_ENt~A~~·o~. funcionais-objetivos.atuando no desenvolvimento dos produtos. metodológicos e. Os cartógrafos de língua inglesa. independentemente do ambiente automa- tizado ou tradicional. dentre as quais podem ser citadas o design de produtos. assim como não deixa de usar os conhecimentos científicos disponíveis para conferir desempenho funcional adequado aos mapas virtuais ou materiais que concebem. Devem considerar para tanto que o design não se descuida de utilizar os melhores postulados da estética para refinar a. ou agregação de artefatos".forma. "todo projetista tem sua invenção permeada pelos aspectos materiais da realização da idéia. Archer (1969 apud Wood. Alguns autores definem o design de acordo com a área em que atuam ou estudam. um objeto é considerado fruto de design gráfico se envolver quatro aspectos básicos: formais. (2004) consideram o design como um ramo da atividade humana bastante amplo. como áreas independentes. Portanto. Estas especializações podem tanto se apresentar de forma combinada. o design de moda.

Portanto. algumas vezes. o vocábulo design é. Ao examinar o significado da palavra representação. ordenamento e na apresentação visual de mensagens. o desenho cartográ- fico. disposição prévia dos caracteres lipográficos para impressão (Oliveira. o que é muito diferente de design. na maioria das vezes. 2 Porém.rn_A________________~121 No Brasil. pudesse ser traduzido de forma adequada para algumas expressões tais como: preparação do mapa ou composição do mapa. Por outro lado. etimologicamente. diagramação significa "projeto de página. Desenho como substantivo é "a arte de representar objetos por linhas e sombras. O termo cartographic desing. interpretado erroneamente como sinônimo de desenho. Deriva do verbo compor que significa produzir.t. manipula palavras ou imagens e resolve problemas na interpretação. Ferreira (1979) fornece os seguintes significados para essa palavra: "reprodução do que se tem na idéia . justamente por causa dos sentidos dos vocábulos em ambas as línguas. diferentemente dos desenhos na engenharia." A origem da palavra representação vem do latim 2 Composição: agrupamento de objetos num quadro ou numa fotografia a fim de se obter equilíbrio e valorização do assunto principal. vem do latim compositione (Barbosa. 1979).v. etimologicamente.R. p. privadas ou públicas tinham a participação dos desenhistas técnicos. ou seja. conhecido no Brasil como um copista. a palavra diagramação. de acordo com o tipo de mapa a ser produzido. na cartografia analógica ou na cartografia digital. 2001 )._. representar = ser imagem ou reprodução de. As cartas analógicas executadas nas empresas brasileiras. pois ambos não atingem o verdadeiro significado. do grego diagramma-atos que significa figura geométrica (Cunha._c~_rr_ul_o_S-_C_OM_U_NC_~~~~º·-~s_uA_ll~_Ç~ÃC_>E_FU_ND_M_~N_T~ __ ~_RE_PR_E~_NM~~-·o_cA_RT_O(_. Por isto. O profissional desenhista técnico foi. 1999). talvez. este. e a produção cartográfica diferenciada. fica claro que não se pode traduzir design como desenho.128). o que contém indicação rigorosa das medidas do impresso". delineamento ou traçado geral de um quadro" (Ferreira. descrever. o levantamento e a preparação de dados. (2004) apontam que o designer gráfico é alguém que tem idéias. . nenhum dos dois consegue ser eficiente. 1983. exige conhecimentos profundos e específicos. Carvalho et ai. Rabaça. tornar perceptível". deriva do francês diagramme. que por sua vez origina-se do latim diagramma-atis e. o cartógrafo era considerado como um desenhista~ Entretanto. verifica-se que é entendida por Oliveira (1983) como "expressão cartográfica de um fenômeno". por muito tempo. Desenhar significa: "representar por meio de linhas e sombras. Ao se considerar os conceitos de design. O significado de diagramação deixa claro que ele não abrange o significado da palavra design. é um processo que envolve. inventar. O termo composição. "aquele que passa a limpo" aquilo que um engenheiro ou arquiteto concebe como projeto. Segundo Oliveira (1983). dar feito ou forma a algo.

5. o produto desta representação. imaginação. a representação cartográfica continua a ocupar um nicho na pesquisa. 1996). Para se fazer um mapa são necessários dados. A criação de uma representação cartográfica. Apesar das mudanças de concepção.8. chega-se à conclusão que o termo que melhor traduz cartographic desing é representação cartográfica.repraesentatio-oni. A representação sempre ocupou um lugar na Cartografia. Muitas convenções. evoluindo na era da informação digital para uma nova aplicação: a visualização cartográfica em displays eletrônicos. ser a imagem ou a reprodução de. o cartógrafo deverá preocupar-se com a "comunicação visual" a ser estabelecida. requer dados que precisam ser preparados. rodoviários. Os dados são transformados em informações gráficas que devem representar o fenômeno em consideração. (Cunha. e saber qual é o propósito de uso. Considerando tais significados da palavra representação. o mapa. produção de um mapa. concebidos mentalmente. conforme o problema apresentado. 1999).8 A GRAMÁTICA CARTOGRÁFICA 5. . originando a grande coleção de símbolos que foram mundialmente mais ou menos padronizados e que ainda são usados. Quando considera o propósito de uso. ou seja.1 ESTUDO DOS SÍMBOLOS PARA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA Tudo que existe no mundo real da superfície emersa pode ser repre- sentado em dois caminhos distintos: no da Cartografia de base ou Uso geral (mapas topográficos ou cadastrais. de tal forma que a informação possa ser interpretada e analisada pelo usuário. Keller. etc) ou então pela Cartografia especializada (em mapas temáticos). especialmente aquelas dos mapas topográficos foram idealizadas ainda no século XXVlll. se alteraram paradigmas envolvendo mapas. Também. considerando um público-alvo e a função do mapa. As convenções cartográficas são responsáveis pela descrição do mundo real e conseqüentemente pelo entendimento do mapa. cada mapa temático terá uma solução própria. fornece ao seu usuário uma determinada concepção do espaço geográfico. comunicação e representação. mudando seu grau de importância através do tempo (Wood. Independente do caminho a ser escolhido para representar os dados do mundo real. conhecimento. turísticos. Esta tarefa envolve uma atividade mental que será mais ou menos complexa. Este é um problema para ser resolvido na representação cartográfica.

8. Área . traços e áreas. ponto. As pessoas que usam ou fazem mapas desse tipo podem aprender a simbologia usual ou normalizada. a forma. linha e área constituem as primitivas gráficas ou elementos gráficos básicos para uma representação cartográfica. Para tanto. infra-estrutura. Eles não são governados por convenções pré-definidas. I·~ ~I Figura 5.RA_ll(_A~~~~~~~~~l23 5. também são padronizadas. áreas e volumes para representar a localização e qualidade ou magnitude (atributos) de objetos (entidades). planejamento. torna fácil fazer a representação ou interpretação dos dados da superfície. 5. administração. Usam-se pontos. Linha . e arranjá-los de forma a aumentar a eficiência no fornecimento da informação.9). Para representar os diversos temas é preciso recorrer ao conjunto de pontos. o tamanho e a textura. Parece óbvio .Elementos que constituem a gramática cartográfica Ponto-é a mais fundamental das primitivas. / _CAPi_·ru_L_o_S-_C_o_MU_NICAÇ_·~~-'-v1s_uM_V_~~-Al_H_ru_ND_M_~N_H_~_1M_Kr_rK1_~_NTA_~_·o_cA_RT_Ol_. que uma vez compreendida. É justamente nos mapas temáticos que as primitivas gráficas passam a constituir uma gramática própria ela Cartografia. 2 MAPAS TOPOGRÁFICOS Os mapas topográficos têm suas convenções cartográficas padronizadas porque as áreas do conhecimento humano que se utilizam deles. por exemplo. direção e posição.3 MAPAS TEMÁTICOS Os mapas temáticos não trazem uma herança de convenções fixas em suas origens porque sempre há uma mudança de tema e aspectos da realidade a serem visualizados.9 .exibe extensão. são utilizadas as características inatas de variações gráficas. 8. convencionalmente marca a posição. pode ser pensada como fila de pontos em duas dimensões.exibe a direção e a posição. linhas. fazem-se necessárias adaptações diferenciadas para cada situação. Portanto. construções. como a cor. pode ser pensada como uma sucessão de pontos. Estes elementos gráficos básicos constituem o alfabeto cartográfico ou a gramática cartográfica (Figura 5. Justamente por representarem uma enorme variação temática.

Figura 5. centro de gravidade de área. 5. e linhas representam dados lineares. Podem ainda representar volume. rodovias.1 O (a).11 ).. Pon~os que variam no tamanho representam diferentes valores para localização específica. Por exemplo.1 O. curvas de nível ou hachuras do relevo.1 Oa). Pontos alinhados representam feições lineares e podem também ser considerados símbolos de áreas quando cada um deles é centrado sobre uma certa localização.rw_~_-_R_m_&_m~AÇÀC~·>~.124~~~~~~~~~~~~C_AA_Toc. ou seja. os pontos com tamanhos iguais denotam mesmo valor (por exemplo: 1000 habitantes).C_OM_U_NICAÇA_. o valor de uma área pode ser decifrado pela soma dos valores dos pontos impostos numa grade regular sobre a área. podem estar representando valores de distintas áreas. pontos que variam no tamanho. considerando limites e proporcionalidade de pontos. e também podem ser combinadas para representar áreas. fluxo de carros em determinadas rodovias(Figura 5. PONTOS Na Figura 5. conforme exemplo a seguir. limites. ._. por exemplo. Por outro lado. como demonstrado na Figura 5. o alfabeto cartográfico permite a construção de uma gama de simbologia. sede de município ( Fig._·o_E_m_uM_~_~~º-~~ºAOOS~~-~-IAIS_ que os pontos representam dados pontuais.1 O (b). Entretanto. desde que sejam arranjadas e percebidas como um padrão.Representações cartográficas utilizando pontos LINHAS Linhas expressam dados que podem ser interpretados como ocorrência linear no espaço.

O arranjo repetido de linhas ou pontos conduz à percepção de diferenças qualitativas ou quantitativas (Fig. Federal Estadual Municipal FLUXO DE VEÍCULOS -- li 2000 Figura 5.11 . 5. desde que sejam distribuídas adequadamente._ÚffTU~_w_5_-_C_OM_u_NICAÇA_.. ._·o~·-VISU~M_IZAÇA~--º_E_FU_ND_AMCN~T~~M_R_c~_~_N_~~~Á_o_cA_RT_o_cR_Ár_1c_'~~~~~~~~~-125 REDE VIÁRIA .Representações cartográficas utilizando linhas ÁREAS As áreas ou zonas de interesse são simbolizadas com a repetição de pontos e linhas.1 Ob) entre as várias áreas contíguas..

9 SEMIOLOGIA GRÁFICA Quando se utilizam as primitivas gráficas em uma representação cartográfica. em 1986.c_u_MU_NICAÇ_·~~º_c_~_~_M_~~~-º-~-ºAOOS~-~-~~ws 5. são ainda úteis. existem duas abordagens para se estudar a representação gráfica. Jaques Bertin. são denominadas variáveis visuais ou variáveis gráficas. a qual procura descobrir relações existentes entre os dados de uma tabela e como agrupá-los de forma a obter respostas satisfatórias às questões que precisam ser formuladas. como se fosse uma IMAGEM . la Graphique. A segunda refere-se à neográfica de comunicação. pode-se fazer com que os pontos. Uma denominada de neográfica5 de tratamento. Outra forma que contribuiu sobremaneira para divulgar a neográfica foram as publicações em periódicos científicos e livros traduzidos para diversas línguas. ou da tela de um computador) e variando visualmente manchas que devem atrair a atenção do leitor. conforme dito. que se preocupa com a maneira de fixar e transmitir às pessoas o que foi descoberto nos dados considerando as duas dimensões do plano (da folha de papel. orientação. 11 . Seu maior legado para a Cartografia foi a sistematização das variáveis gráficas. tamanho. Os resultados das pesquisas de Bertin (1986). Tem como finalidade proporcionar a percepção rápida do conjunto de dados. (Robinson et ai. Em português foi publicado. 3 ainda nos anos 1960 e denominadas por ele variáveis visuais4 as quais determinam a representação gráfica compondo uma linguagem bidimensional e atemporal destinada à visão humana. O essencial do trabalho do geo-cartógrafo. valor e textura.a mancha visível pode assumir três significados.126~~~~~~~~~~~~-(AA_T_~_. publicado em francês. "Graphique et /e traitement Graphique de lnformation. linha ou área. foi posteriormente traduzido para outras 1ínguas. é difundida pelo mundo por inúmeros especialistas de vários campos de conhecimento que freqüentaram esse laboratório. cor. desenvolvida por Bertin no "Laboratoire de Graphiquee da Éco/e des Hauntes Études en Sciences Socia/es". mesmo que modificados pela introdução dos computadores. em 1967. as linhas ou as áreas sejam mais ou menos perceptíveis. O pesquisador francês foi o criador da semiologia gráfica. ou como conhecida em francês. mapas estatísticos ou socioeconômicos. Suas variações ou modulações visuais. Essas variações gráficas foram identificadas pelo francês Jaques Bertin. principalmente. 1995). Conforme Bertin (1986). distintos em relação ao plano: ponto. A maneira de se conseguir isto é considerar a alteração da sua forma. Esta abordagem denominada semiologia gráfica é utilizada na construção de mapas temáticos.AA_r~_-_Rr_~_~_NT~~-Ãl_>. atualmente evocadas toda vez que se quer construir.. 5 A neográfica. quanto à representação cartográfica.

b) Identifi cação Intern a . partindo cio pressuposto de que existem dois tempos de percepção: a) Identificação Extern a . respecti vamente. as recomendações para uma boa representação temática são as segu intes: a) Um fenômeno se tradu z por um só sinal e um só. Consideram : tamanho. cor (mati z.1 Ü ºº D ººº V ARIÁVEIS VISUAIS OU VARIÁVEIS GRÁFICAS Bertin evocava a percepção humana para desenvolver seu método de neográfica. agora cond ic ionadas ao novo instrumental uti lizado para ta l traba lho. gran ul ação. Para transcrevê-las são util izadas as variáveis visuais.relacionada aos sinais utilizando as variações visuais.W _T_ ~_D_ AR_r~_rn _N_ ~~ ~- º~ ª R_JO~C:- ~_flC_ A~~~~~~~~~ 127 As preocupações de Bertin com a visualização e comunicação das informa- ções nos mapas conti nuam sendo objeto de estudo de diversos pesqu isadores. na sua maioria. (1995) apresentam urn a l ista de va riáveis v isuais um pouco di ferente. procurando as melhores formas de representar dados em mapas e também exp licitar quais são as respostas que a mente humana dá à apresentação de mapas na tela de vídeo. As va riáve is distinguidas po r Bertin são: as duas dimensões cio plano (x e y). Assi m. va lor e croma) e form a corn o .Ç ~Ã~ O. ordem e proporcionalidade.~ ~~~~'~ ~~~~ º- [ f~ UN~ DN_ . cor (mati z). tamanho. D ©O O ~ Ô d) As va ri ações quantitati vas se traduzem pela va ri ação do tamanho dos sinais 5. o rientação e form a. Em resumo. co nsegue transcrever relações ele semelhança. O princ ipal gu ia do cartógrafo é o bom senso.deve ser imediatamente legível e compreensível. Robi nson et ai. as regras editadas pela sem io logia para confeccionar mapas temáticos co ntinuam vá lidas.~ c~ _·r_ uL_ o~5--C~~ -IU_N_ O. valor (c i nza). O argil a Q grafite 6 areia O cobre b) U m va lor forte o u fraco se trad uz por um sinal forte ou fraco. c=i 0-9 c=i 10-19 c) As variações qualitativas se traduzem pela variação da forma dos sinais. ~u e acrescentaram as ferramentas computacionais às pesquisas.

1 4 . a esca la de va lo r é percebida como muita luz p ara altos va lores e menos luz ou sombra para baixos valores. Mil ··25 @ --15 --1 •• 5 ··1 o Figu ra 5. Vicie exemplo ela Fi gura 5.2 VARIÁVEL VISUAL TAMANHO Di z-se qu e sinais o u rn arcas va riam no tam anho se eles ti verem d iferentes dimensões no tamanho (a ltura.Va riável visual tamanho no modo de implantação pontua l 5. ou seja. porqu e permi te uma aproximação correta dos dados . 1986).1 Ü. profundidade) . largura.1Ü.14. No caso ela lu z refl etid a por uma superfície.RfPll[SíNTA(ÁO. Um exemplo disto são as im agens ele satél ites que apresentam va riações em tons de cinza en tre zero e 255.3 VARIÁVEL VISUAL VALOR A va ri áve l visual valor refere-se à claridade ou escuridão de um sina l. às va ri ações ele c inza considerando desde o preto ao branco. COMUNICAÇÃO E vtSUAllZAÇÁO oc DADOS [Sl'A(WS 5. Ele deve definir a ordem visua l ele acordo com a ordem fornecida pelos dados.13o Cvncx:IWIA . A legenda va i apenas servir para definir "verbalmente" os limites cios patamares (Berti ni. . do escuro ao claro . ou sej a. A vari ável visua l tamanho é indicada para representar dados quantitati vos. Uma diferença de taman ho pode exprimir uma proporção entre duas grandezas e esta é urna responsabilidade do autor do mapa. no modo de implantação pontual e linea r. largu ra) ou vo lume (a ltura.

méd io e baixo) . LEGENDA Alto D Médio O eaixo Figura 5.1 5 o ci nza escuro mostra quantidades maiores e qu anto mais claro. O valor pode ser usado para medidas de fenômenos geográficos ordin ais. que o Brasil consome 1000. . A variável visual valor não possibilita construir uma idéia de proporção .1 Ü. a va riável valor é di ssoc iativa. isto é com valores expressos na legenda. A va ri ável cor também permite que se entendam as diferen tes cores. a medida hierárquica dos dados (muito alto.4 VARIÁVEL VISUAL COR A cor é uma va ri ável selet iva e fornece uma melhor seleção depois do tamanho e do va lor. Por ser uma va riáve l muito importante e co mplexa. principalmente. isto é. por exemplo. devido a sua intensa apli cação na atuali dade. descr itas pe las suas características corno. amarelo. rosa. vermelh o. Contudo. descreve menores quantidades. verd e. a Argentina 500.1 5-Variável visual va/ormostranclo a hierarquia ciosdados 5. alto. azul. di ssocia qualquer outra va ri áve l com a qual ela pode combinar. etc. o Uruguai 200 e o Paraguai 100. ela será disc uticléi com mais profund idade noutro mom ento. desde que se util ize a i luminação adequada . Na Figura 5. Assim como a va ri ável tamanho. ou seja. a 1iteratu ra tem mostrado que esta variável também tem sido empregada para descrever fenôm enos geográficos na escala interva lar e proporcional.

. o croma de qualquer cor pode se estender do cinza. a variável visual orientação seria aplicada para linhas e formas alongadas.6 VARIÁVEL VISUAL ORIENTAÇÃO Para Bertin (1986). 5.5 VARIÁVEL VISUAL CROMA (SATURAÇÃO) Croma é uma variável gráfica que se refere à quantidade de cor pura existente em uma cor.16 . podendo auxiliar na ordenação dos dados. . o Croma é ordenado e usado da mesma forma. considerada a partir do cinza._ Figura 5. sem cor aparente. No modo de implantação pontual ela também é seletiva. sem cinza aparente. 6 ou seja. a variação na direção das linhas que preenchem as áreas é obrigatória. mas a distância entre elas deve ser a mesma. ou seja. Neste caso. pode ser utilizada para construir mapas corocromáticos. mas exige cuidado na sua aplicação (Figura 5. A orientação pode substituir a variação na cor. As variações de orientação combinam bem com a variação de tamanho.132~~~~~~~~~~~-CAA_T_~_w_~--~-f'R(5[~N_M~~--º~·(-~_1u_N~~~-º-EVISU~~-~~~-º-~-ºAOOS~~-~-w_s 5. considerando diferentes direções.10. Assim como o Valor. aqueles que mostram dados qualitativos. as quais não podem passar de quatro: horizontal e vertical e inclinada em 45º. Por exemplo.14 do Capítulo 9. para a cor pura.Emprego da variável visual orientação 6 Os mapas corocromáticos são tratados no item 9.10.16).

7 se forem usadas linhas para preencher as diferentes áreas. A granulação é seletiva porque permite separar os dados num mesmo plano de visibilidade.RA_'nc_·A~~~~~~~~-133 5. Ela é vista como uma textura padronizada obtida a partir do tamanho e espaçamento das primitivas gráficas ponto e linha.. Vide exemplo na Figura 5. para dar a sensação de diferentes valores. No caso de construir mapas coropléticos.10. (1995).15 do Capítulo 9. ela também pode ser ordenada ou associativa._CAP_IT_UL_oS_-_c_~_uN_CAÇA~·º·~~-U_Au_~ç~~º-c_ru_ND_AMI_N_T~_D_AR_r~_B_cm~~~~º-ª_RT_oc_. deve-se utilizar sempre a mesma direção. . variando apenas o espaçamento ou a espessura.17. O padrão de pontos e linhas tanto pode ser 7 Os mapas coropléticos são tratados no item 9. (1995) como uma variável visual secundária.10. para a constituição de áreas. símbolos subsidiários.17 . Neste caso. pontos ou uma área gráfica. para produzir linhas. introduzida por Robinson et ai. desde que se escolham tramas adequadas. ela independe da forma utilizada. Entretanto.8 VARIÁVEL VISUAL ARRANJO OU PADRÃO Esta variável gráfica. Figura 5.Mapa coroplético onde foram utilizadas linhas para preencher áreas 5. refere-se às diferentes formas e configurações de linhas e pontos.7 VARIÁVEL VISUAL GRANULAÇÃO OU TEXTURA A Variável granulação é considerada por Robinson et ai. a correta granulação deve ser feita de maneira que todas tenham a mesma visibilidade.

18 . usada para mapas corocromáticos.134~~~~~~~~~~~-CAR_r~_·_w_~--~-'~-~_cN_Mç~Ao~. verificou-se que.c-~_ruN_~~~-·o_c~_su_M_~~~-º-ru_oADOS~~-~-~- randômico como sistemático. A preocupação de Bertin procede e merece a devida atenção. Veja exemplo na Figura 5. a padrão também é seletiva e. pois os computadores e impressoras deram fácil acesso ao usuário de mapas para que ele faça os "seus mapas". Da mesma maneira que a variável granulação. Éneste caso que o problema do uso incorreto da cor em vez de ajudar. portanto. esta pode também ser ordenada quando se trata da construção de mapas coropléticos. segundo ele. (1995). prejudica a ponto de tornar um mapa inútil. os quais depois se tornam mapas de uso público. Ele defendia a cor quando o objetivo desta era seleção ou separação de variáveis. o que. No entanto. ~A ~ B ~e ~D Figura 5.Exemplo de emprego da variável visual padrão 5.11 CoR E CARTOGRAFIA Bertin (1986) afirmava ser contra a cor sempre que ela fosse usada para escamotear a incompetência ou superpor caracteres em um mapa até o limite do absurdo. este assunto é tratado rapidamente por Bertin (1986). na maioria das vezes. Robinson et ai. Uma abordagem mais apropriada foi feita por Brewer (1994) discutindo diferentes . Buscando instruções para o uso da cor na Cartografia.18. Kraak e Ormeling (1997) e Dent (1996). poderia ser melhor alcançada quando do uso de cores puras.

.v_1su_AL_IZA. 5. As radiações visíveis no espectro eletromagnético são categorizadas em uma seqüência de faixas de diferentes comprimentos de onda. Antes é preciso apresentar alguma teoria sobre a cor para que se possa compreender sua aplicação em mapas.12 A TEORIA DA COR A cor não existe por si mesma..nm . considerando duas visualizações distintas: os mapas para tela (monitor e televisão) e os mapas impressos. cuja variação é de 400 nm a 700 nm. Os nervos sensoriais conseguem captar uma variada gama de cores. localizadas na retina.._CAP_íT_Ul_o_5-_C_OM_u_NICAÇÃ ____o_. muito além das formadas pelo arco-íris conhecidas como materialização das radiações visíveis do espectro eletromagnético. . Ela é um produto do processamento mental da radiação eletromagnética detectada pelos olhos humanos.. elas transmitem sensações ao cérebro dos seres humanos. Pode-se então afirmar que a percepção humana da cor começa com a sensação visual. o sinal emitido pelos receptores é enviado ao cérebro. 8 Esta fonte de radiação eletromagnética tanto pode ser o Sol como outra fonte qualquer que emita luz visível. Devido às propriedades de cada cor. porque uma parte da energia eletromagnética é absorvida e outra refletida. Mais adiante serão discutidos alguns dos sistemas apresentados por essa autora. Depois da luz ser captada pelo olho. (Ã_o_H_UN_DM_1C_NT_OS_DA_R_fPR_csc_NT_A(_Ão_cA_RT_oc_:RA_'nc_·A_ _ _ _ _ _ _ _ _ 135 esquemas de cores a serem utilizadas em mapas temáticos que fazem a representação de feições zonais tais como: coropléticos. Dois aspectos importantes devem ser considerados quando se trata das cores. correspondendo a uma luz de determinada cor. corocromáticos e isolinhas. são estimulados pela radiação eletromagnética de certos comprimentos de onda. isto é.equivale a 10-9 metro.. assim (Tabela 5. quando então são identificadas diferentes cores e seus tons. A autora considera que os esquemas coloridos também podem ser utilizados para mapas temáticos que trazem símbolos pontuais ou lineares. quando cones e bastonetes dos olhos.intensidade e comprimento de onda.1 ): 8 Um nanômetro . O primeiro é estar ciente de que se refere às respostas das cores do espectro visível e o outro é que se vê as cores refletidas pelas feições. que são células responsáveis pela percepção da cor.

começando pelo violeta e seguindo até o vermelho. 5.760 Esta seqüência espectral das cores. Termos alternativos de saturação são cromo. COMUNlCAÇÃO E VISUAUZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS Tabela 5.12. vermelho e verde. A teoria tricromática descrita por Robinson . mostra as cores do arco-íris. principalmente por estarem referindo-se a tintas de impressões gráficas. vermelho de luminosidade constante pode se estender do acinzentado ao vermelho puro.RIPR&NTAÇÁO. pureza e colorido total.Espectro visível COR COMPRIMENTO DE ONDA (nanômetros) VIOLETA 380-450 AZUL 450. O matiz é o aspecto da cor descrita pelos nomes como: amarelo. O comprimento de onda dominante é a correlação física do matiz. A saturação pode ser pensada como sendo uma quantidade de matiz na cor.soo VERDE 500-570 AMARELO 570-590 LARANJA 590-610 VERMELHO 610. O brilho é a quantidade de energia refletida. objetos que reflitam a luz e olhos/cérebros humanos para processá-la. na maioria das vezes. tais como: valor. Existem algumas teorias desenvolvidas para o entendimento de como transformamos a luz emitida pelos objetos em sensações de cor. a cor somente ocorre se estiverem presentes três elementos: uma fonte de iluminação. luminosidade.12 . Muitos termos diferentes são usados para a dimensão brilho. por causa de discussões simultâneas de valores de dados e valores de cor.2 TEORIAS SOBRE A VISÃO DA COR Conforme dito no início desta seção. Às vezes aparece o termo valor sempre esclarecido como luminosidade e o uso deste é impróprio. 5. escuridão. intensidade.1 .1 DIMENSÃO DA COR Quando se trabalha com cores deve-se levar em conta três dimensões: matiz. nos quais a intensidade tem sido usada de forma confusa tanto para o brilho como para a saturação. intensidade. Alguns autores preferem o termo tonalidade. brilho e saturação.136 (ARTOGIWIA . claridade e tonalidade. Por exemplo.

um sinal fraco produzirá uma mensagem vermelha.SCN O sistema da cor natural . e magenta. . Estas três cores são denominadas de fundamentais9 e neste caso apenas um tipo de cone é excitado pela luz (Bertin.12.12.ÇÀ_O_EF_UN_DMlf_NT_OS_DA_Rr_PR_csc_Nt_..: mL.. para produzir a primeira fotografia em cores. amarelo e magenta são cores secundárias.AÇA_· o_CA_RT_OG_RÁ_FIC_A_ _ _ _ _ _ _ _ _ 137 et ai. amarelo e magenta são cores primárias. Um sinal forte. pois são geradas pela mistura das primárias. verde e vermelho.. opostos de 90° no sentido dos ponteiros do relógio (Figura 5. definido pelo WBK e GR será uma mensagem verde.li. resumidamente. 1986). GR (Green-Red) e WBK (White-8/ack). amarelo. azul e verde. A estrutura do SCN foi concebida segundo a teoria do processo oponente das cores primárias. descritos como BY (Blue-Yelow). verde. e vermelho como primárias.vi_su_At_IZA.foi desenvolvido por cientistas suecos na metade dos anos 1960.. (1995) tem como premissa que nossos olhos atuam como três câmaras de filtragem. 1995). Elas são transmitidas ao cérebro que recria as imager. eles passam por três separadores de sinal. antes dos impulsos óticos serem transmitidos para o cérebro. considera- se um círculo no qual são arranjados os matizes amarelo. classificadas e modeladas por pesquisadores em sistemas que são extremamente úteis para diferentes profissionais. vermelho ou verde. enquanto o ciano.. tornou-se conhecido pela sua aplicação prática (Robinson et ai. Passa apenas um sinal de cada vez em cada um destes separadores.. Assim.3 MODELAGEM DOS SISTEMAS DE CORES As cores foram estudadas. por exemplo. 5...ÇÀ_O. três destes modelos que são intensamente utilizados na produção cartográfica: o sistema natural e dois modelos desenvolvidos para tela de monitores de computador... verde e vermelho como cores fundamentais. vermelho.. azul.. 5.. Quando dois cones são excitados surgem as cores primárias ciano.1 o SISTEMA DA COR NATURAL . O mesmo acontece com BYeWBK. Outra teoria conhecida como processo oponente é baseada na premissa de que. eles são oponentes.. como fez Maxwell nos anos de 1860.19).3. Serão abordados.. 9 Bertin (1996) define o azul. Os receptores separam a luz em componentes de azul. e desde então..icores dos objetos de maneira análoga à superposição de imagens..... julgando a intensidade de cada um. enquanto o ciano._CAPl_T_UL_O5_-_C_G\\_U_NICA. que são utilizadas para criar toda a combinatória de impressões coloridas. Outros autores têm as cores.SCN .

produzirão tons de cinza. a porcentagem de branco ou de preto de cada novo matiz (Figura 5. As combinações de preto/branco. Por exemplo. (brilho) tonalidade ou claridade e (saturação ou cromo) escuridão. azul escuro (sujo) com 75% de preto e 25% de azul.19 . azul e verde. COMUNICAÇÃO E VISUAUZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS Todas as cores intermediárias são resultantes da mistura das cores primá- rias vizinhas. é possível ter um azul claro com 75% de branco e 25% de azul ou.Sistema de cor natural Fonte: Robinson et ai.138 ÚRTOGRAFIA . no lado esquerdo do triângulo. de duas cores opostas quaisquer (complementares). vermelho. A distância linear entre eles indica a porcentagem de branco ou de preto do matiz. Nos cantos dos triângulos estão situados o branco. e se misturar 20% de vermelho e 80% de azul obter-se-á V80Az e assim por diante. Laranja Figura 5. utiliza-se um triângulo para mostrar a cada cor 'pura'. a mistura do matiz composto de 90 (%)de amarelo e 10% de vermelho está no círculo com A 1OV. Portanto. Por exemplo. No centro do círculo aparece o cinza que é a mistura em proporções iguais. o preto e o matiz puro. (1995) .Rll'RESENTAÇÃO.20). deve sempre ser obedecida a ordem das cores no círculo: amarelo. Considerando as dimensões da cor: (matiz) cor pura.

tintas e tons de cinza fonte: Robinson et ai.2 MODELOS COLORIDOS DESENVOLVIDOS PARA A TELA DO COMPUTADOR SISTEMA RGB Enquanto o sistema colorido natural é utilizado principalmente por artistas na indústria e nas atividades comerciais como reprodução cartográfica.21) no qual. green and blue) vermelho.VlSU--~_~~~-º-Er_UN_DAME _CAPITu __ m_~_~_Rfl'R __ &_m~A~_·o_CAR_l_OG_AA_FIC_A________________~139 cu N e õ CD Matiz "C U> e ~ Preto Figura 5. são feitas de forma que cada ponto ocupe uma posição única no espaço. Todo o modelo foi desenvolvido em um cubo (Figura 5. é importante que o cartógrafo saiba como utilizar os modelos coloridos para computadores. (1995) 5.Gráfico triangular do sistema da cor natural mostrando a localização de sombras.20 . O mais conhecido dos sistemas de cores para monitores é o RGB (red.0. verde e azul. Partindo destas três cores primárias. as combinações possíveis.12. __t_o5_-_C_OM_UN_CAÇÃ--'-O~.3. no sistema off-setos modelos desenvolvidos para computadores têm aplicação para visualização em telas eletrônicas. Como a produção e/ou disposição final de mapas são comumente efetuadas com a ajuda de computadores. por adição. a partir de uma origem (0.0) originam-se as .

ponto de partida..' . Por exemplo: eia no = azu 1+ verde. com o topo correspondente a V= 1 (valor um) que emite os valores máximos das cores. a partir do vermelho.22).'magenta (branco) do topo do cone.' puro. 255).. O espaço no qual o modelo está definido é o cone hexagonal (Figura 5.0. Por exemplo. Qualquer valor de S entre O e 1 pode ser associado com V.\1:1·' ' ' \\1~/ . As outras cores Branco (255. cian vermelho. As cores aditivas primárias. value).0) enquanto o branco. preto ' . . para vermelho S = 1. saturation. 255. no canto oposto (255. 1989). Equações matemáticas permitem fazer a transformação do sistema de coordenadas RGB para HSV e vice- \\~..I:'// . As cores complementares são opostas de 180º e são medidas por H. isto é. Esta implementação está disponí- Figura 5. 2000) . A saturação Sé dada pela variação dentro dos. azul e verde. serão os cantos opostos do cubo. Os valores intermediários de V para '' S =O (na linha central) correspondem às cores acinzentadas. V= 1 e H =O tem-se o vermelho etano . variações de 1 i1 / .22 . vermelho é igual a zero. (1995) SISTEMA HSV O segundo modelo mais conhecido é o HSV (hue. limites de zero (0) na linha central do eixo V V e um (1 ). onde V=O corresponde ao preto. Fonte: Robinson et ai.. é conseguido na posição Magenta (0. para o ponto S = O e V = 1 tem-se o branco. O vértice do cone é a origem do sistema. o ângulo em torno do eixo vertical. ou seja. Fonte: Foley e Dam (1982 apud LOCH.Diagrama ilustrativo do vel em vários softwares de interpretação sistema HSV de imagens. a intensidade. º·º versa.. O preto. 255. quando combinadas duas a duas. marca o máximo de incremento de todas as três cores. ou seja.140~~~~~~~~~~~-C_AA_TOGAAf~-~--~-~-™_Nl~A~~º~·C_OMU~NICAÇÃ~O_E_~s_uM_~~~--º-~-DAOOS~-~-~~IAIS cores vermelhas e azuis. Na diagonal do cubo ficam as três tona- lidades acinzentadas. ao (preto) na \\\ /// base (Silveira Filho. 255) são conseguidas por incrementos de zero a 155 de cada uma das cores básicas. considerando os lados do cone.

. transmitir sensação de harmonia. laranja.. amarelo.. O Círculo das cores é substituído nos softwares por uma paleta de cores mostrando muito mais variações de matizes..Círculo das cores . (Figura 5. CIRCULO DAS CORES Cores Quentes ººº Cores Frias loO . no Maplnfo e no ldrisi. Para se fazer um bom mapa temático é exigência que seu idealizador tenha um bom nível de conhecimento das cores.. bem como as nuances cromáticas diferenciadas pelos seus matizes..m~•lo) OÜ\. oo o o~ o OO(ciano) \00 roxo Figura 5. como se observa no ArcView. azul. Pode ser considerada uma variação contínua de cores intermediárias. hierarquia ou classificação utilizando uma seqüência cromática adequada..13 CíRCULO DAS CORES Um melhor entendimento de uso das cores ocorre ao dispô-las num círculo cromático.. Tal construção é feita considerando uma série de pastilhas coloridas segundo a sucessão espectral de acordo com os comprimentos de onda: violeta.RA_· nc_A_ _ _ _ _ _ _ _ _ 141 5..23).23 ._çA_o_EF_uND_M_II_NT_os_oA_RI_PR_ESE_NT""'""AÇA_· _ÚPÍTU_· o_CA_RT_oc_. e vermelho.. verde. Pode-se dar idéia de tensão e de diferença utilizando-se cores antagônicas ou. O uso do círculo das cores pode ser de grande ajuda para aqueles que não são habituados a usá-las na construção de representações gráficas.. Ele pode facilitar o entendimento das paletas de cores dos programas na produção de mapas temáticos digitais.__·o-'--. por exemplo. Misturando-se as extremidades obtém-se o púrpura que permite fechar o círculo..Vl_SU_At_IZA. _t_oS_-_C_OM_U_NJCAÇA.

como depósitos de lixo. isto é. 5. são designadas cores mais claras ou mais escuras e mais saturadas. Grandes diferenças no brilho ou saturação entre matizes denotam diferenças na importância e pode-se chamar a atenção para categorias que não têm maior significância que outras sobre um mapa qualitativo. por exemplo. Podem ser usados diferentes matizes como.14 TIPOS BÁSICOS DE ESQUEMAS DE CORES PARA DISPLAYS ELETRÔNICOS Serão apresentados alguns dos esquemas de cores para telas de monitores segundo a percepção e recomendações de Brewer (1994). essenciais para as cores serem mais facilmente diferenciadas. Por exemplo. mas não iguais. recomenda-se atenção para o brilho dos matizes. Ao construir mapas para serem dispostos em telas de monitores.c-~_UN!CAÇÃ____. As diferenças entre elas podem ser expressas com diferença de brilho de um mesmo matiz.142~~~~~~~~~~~-CAR_TOG~w-~_-REPR~~-m~A~~-º~. considerando que. áreas com cultivo e em pousio podem ser interpretadas como intensidade de atividade agrícola. As categorias que aparecem com pouca freqüência ou as áreas muito pequenas no mapa. seriam beneficiadas com maior contraste de brilho ou maior saturação._o_E~_~_M_~~~-º-~-ºAOOS~~-~-w_s 5. No contexto estatístico tem uma implicação de como a escala de medida (nominal) é apropriada para o mapeamento de fenômenos geográficos classificados como qualitativos. de brilhos e saturação semelhantes para cada uma das diferentes categorias empregadas com conotação qualitativa. azul e magenta. área de solo nu e estradas estreitas.14. tendo no mapa de uso e cobertura de terra um exemplo de variáveis qualitativas freqüentemente mapeadas com o uso de matizes. ou . entretanto. para mostrar a diferença nominal ou diferenças nas espécies. para categorias qualitativas eles precisam ser semelhantes. Pequenas diferenças de brilho entre matizes são. verde. Para as categorias que precisam de ênfase no mapa. O esquema qualitativo de cores é empregado para representar diferenças nos dados nominais. Relações de ordem também podem ser empregadas dentro da categorização qualitativa. Este esquema é próprio dos mapas corocromáticos.1 ESQUEMA QUALITATIVO A palavra qualitativo é mais comumente usada em contraste com o quantitativo.

vermelho e branco. então os valores altos são enfatizados para cores claras as quais apresentam contraste máximo dentro do display. Podem ser tomados como exemplo o laranja e o vermelho que são cores adjacentes de aparência relativamente semelhantes e complementares com alto contraste. privado/ público._CAP1TU_.3 ESQUEMA SEQÜENCIAL (HIERARQUIA) O esquema de cores seqüenciais pode ser comparado à harmonia pelas cores vizinhas. azul claro e azul escuro ou azul claro e verde escuro (dois matizes) e a diferença primária pode ser no contraste da luminosidade. 5. sendo preciso ficar bem claras na legenda. dentro/fora.14. os valores altos são representados por cores escuras. numa seqüência de degraus de alto para baixo e.14. as categorias ou classes são representadas por seqüências de cores e brilho ou tonalidade no caso de mapas impressos. tais·como: sim/não. com somente uma leve diferença de luminosidade entre dois matizes. elas serão tratadas como um sistema qualitativo. Esta reversão é comum em mapas de sensoriamento remoto e contradiz a expectativa da grande maioria dos mapas. Se nenhuma das duas categorias é mais importante. É permitida uma seqüência de preto para branco se existem várias classes e uma extensão maior de contraste é desejada. 5. Existe uma . como verde claro e escuro. e aquela será mais escura. A associação pode ser revertida se as cores claras representarem altos valores.harmonia policromática ou harmonia com uma única cor - harmonia monocromática que são usadas na confecção de mapas a serem impressos. Aquele que faz o mapa decide qual das duas categorias é a mais significativa para os objetivos do mapa. Por exemplo: cinza e branco (nenhum matiz). Variáveis binárias apresentam dados que são divididos em somente duas categorias._l_os_-_C_O'ol_U_NCAÇAO--'-·~.~-U_M_~~~-º-EF_UN_DM_~_NT_~_~_REPR __ &_Nt~AÇAO_·_~_RT_OG_AA_FIC_A________________~143 matizes semelhantes. presente/ausente. Categorias de valores baixos são representadas por cores claras. Categorias de grande similaridade podem ser representadas apropriadamente por cores apresentadas na seqüência do círculo de matizes.2 ESQUEMA BINÁRIO O esquema binário de cores é um caso especial apropriado para dados qualitativos. Os dados quantitativos medidos nas escalas ordinal ou proporcional são arranjados de forma lógica. Isto ocorre quando toda a área do display é escura.

A dificuldade está no amarelo saturado. podem ser construídos sistemas seqüenciais usando t~do o círculo das cores. vermelho e marrom (laranja escuro).4 ESQUEMA DIVERGENTE O esquema divergente é sempre recomendado pára representações cartográficas de dados que têm dupla finalidade. com transição do amarelo claro para roxo. A ordem dos matizes associados com o espectro eletromagnético visível inicia com o vermelho e termina com o roxo ou violeta.144~~~~~~~~~~~-ÚR~TOGRAf~-~--RD'RCS[Nl~~A~_·o_.14. mas é importante que suas diferenças estejam subordinadas às diferenças de luminosidade entre categorias. pois linhas pretas são obscurecidas -e áreas brancas confundidas com ausência de dados. os degraus seqüenciais forçam um matiz não saturado no meio do sistema e é ·muito difícil criar transições para o amarelo escuro que forneçam cores parecidas às do espectro saturado. Não é recomendável usar saturações sozinhas para distinguir mais de três ou quatro categorias por causa da limitação de contraste disponível com saturação. numa seqüência de claro para escuro. passando pelos verdes. enquanto o amarelo escuro é necessariamente não saturado. desde o amarelo. Então. que é uma cor clara. A progressão de claro para escuro precisa dominar a vista do mapa com o acompanhamento da transição em matizes aumentando o contraste entre categorias. passando pelo laranja até o vermelho escuro. No entanto. O termo divergente enfatiza a importância de valores críticos dentro de uma extensão de dados. O sistema espectral não é recomendado para usar como um sistema seqüencial (ordem). não se deve ignorar a saturação quando são selecionadas as cores. no início . É difícil produzir uma seqüência que se mova por meio do espectro do vermelho para o roxo. no meio do espectro. púrpura. passando pelo verde. É permitido usar mais de um sistema seqüencial de matizes. 5. azul.c_OMU_N_Q~~-·o_E_~_uALIZA ___~_·_~_o_AOOS~~-ACIAIS~ desvantagem no uso do preto. Cuidando do brilho. Éfundamental também cuidar para que a transição ocorra somente se movendo em uma parte do círculo das cores ou espectro. Exemplo 2: amarelo claro. As mais longas extensões de matizes para sistemas seqüenciais são as seguintes: · Exemplo 1: sete categorias com degraus de brilho seqüencial.

A seletividade das cores varia com o brilho. Um verde e um vermelho de mesmo brilho visual mais parecem semelhantes do que diferentes. Classes de semelhante valor absoluto acima e abaixo do valor crítico precisam ter brilho e saturação semelhantes. azul e violeta. o amarelo e o laranja. Um exemplo de dados que são representados apropriadamente com progressões de brilho divergente são os desvios acima e abaixo de uma média. De cada um dos lados do amarelo (vide o círculo das cores). A decisão de apresentar ou não dados qualitativos como esquema seqüencial ou divergente é sempre subjetiva e depende dos atributos dos dados mapeados e da ênfase na exploração dos dados ou na forma de comunicação que se quer estabelecer com um determinado público. as cores criam duas ordens visuais opostas a partir do amarelo: matizes frios em direção ao violeta. A percepção de brilho prevalece sobre a percepção dos matizes. Outro exemplo é o mapeamento de resíduos de um modelo de regressão. Para os brilhos escuros ela é obtida com vermelho. . e dos valores acima e abaixo do nível de pobreza (ou acima de e abaixo de outro nível de renda significante). é possível usar um matiz para resíduos positivds e outro para os negativos.(APiTULO 5. percebidas mais como semelhantes do que como diferentes. matizes quentes em direção ao vermelho. Por isto.ÀO. VISUAUZAÇÀO E fUNDMlfNTOS DA Rf PRCSCNTAÇÃO CARTOCRÀflCA 145 e final da extensão. e para os brilhos claros. o brilho deve ser observado toda vez que se for usar cor em uma tela de monitor. Valores positivos e negativos não são pré-requisitos para aplicação do esquema divergente. 5. é possível uma melhor seletividade com o verde. Quando usados com ênfase para dados quantitativos podem ser progressões visíveis de um ponto médio crítico.IUNICAÇ. É interessante também usar este esquema de cores para representar os resultados de votação (50% é o valor crítico de duas partes). Ü». existem sempre duas cores de mesmo valor visual.15 ÜUTRAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE COR Considerando a seqüência espectral. assim eles são percebidos com praticamente a mesma magnitude. mediana ou zero. e assim escurecer estes matizes para positivos maiores e negativos maiores.

(Dent.. Assim. aqueles derivados das ações humanas. é possível pensar o mundo real ocorrendo em quatro formas diferentes e facilmente identificáveis: pontos. tendo como conseqüência a dificuldade de se interpretar a informação. MEDIDAS DAS VARIÁVEIS GEOGRÁFICAS EABSTRAÇÃO CARTOGRÁFICA 6. Estas quatro formas podem representar a maioria dos fenômenos que ocorrem. com diferentes e intricados caminhos. o fenômeno clima pode ser visto em parte através dos dados da precipitação. os fenômenos naturais e até mesmo aqueles elaborados pela mente humana. áreas e superfície. . 1996). cidades. Entretanto. rodovias. Os mapas fazem uso deste entendimento e seus respectivos símbolos para representar o mundo real e esta é sua principal vantagem sobre as imagens já que ele apresenta um modelo da realidade. Por exemplo. ou imateriais como Os fenômenos geográficos são distintos de dados geográficos. complexa e confusa. bem como usar uma abordagem sistemática para descrever as feições . Fenômenos materiais como rios. muitas vezes. linhas. os quais são feições selecionadas (geralmente numéricas) que os geógrafos usam para descrever ou medir direta ou indiretamente o fenômeno que tem a qualidade de ser espacial. Uma imagem aérea mostra toda a diversidade da superfície.1 NATUREZA DOS FENÔMENOS GEOGRÁFICOS Os fenômenos geográficos 1 ocorrem na superfície terrestre de maneira. para fazer mapa é importante entender a natureza essencial das variáveis geográficas.

considerando como referencial o nível médio dos mares. .2 DISTRIBUIÇÃO CONTÍNUA São entendidos como tendo distribuição contínua. b) pode também ser apresentada como área se os objetivos são administrativos ou e) pode ainda ser concebida como "volume" se considerada a população em relação a outras cidades. os fenômenos discretos são aqueles que podem ser reduzidos à forma de um ponto na representação cartográfica. fábricas. altura. Geralmente. Na modelagem espacial os objetos são assumidos como não tendo dimensão. na superfície terrestre. 2 2 Os morros.c-~_ruN_1~~~-·o_Em_u_M_~~~-·o_~_oAOOS~-~-~-ws religiões e densidade populacional são fenômenos geográficos que têm localização e atributos. os fenômenos que espacialmente ocupam uma área ou volume sem interrupção. ou peso-. mas a escala espacial com que se observam estes objetos vai determinar se podem ser assumidos como ponto. ser uma distribuição discreta ou contínua. Portanto.1 DISTRIBUIÇÃO DISCRETA Os fenômenos discretos são os que ocupam um lugar no espaço e no tempo. 6. neste caso. Alguns exemplos são valores de temperatura. portanto podem ser mapeados. entretanto podem ser referenciados por suas coordenadas num sistema definido de coordenadas.rw_1_A-_R_r~_rn_N1~~A_·o~.comprimento. suas dimensões terão valor zero. conseqüentemente. tornam possíveis a medida da quantidade de mudanças na topografia ou de altura terrestre. linha. elementos individuais como casas.14B~~~~~~~~~~~-c-~_roc_. se representados em terceira dimensão. não têm tamanho . largura. ou seja.1. Saber representá-los adequadamente em um mapa é uma tarefa complexa que exige conhecimentos específicos e experiência. Uma cidade por exemplo: a) pode ser concebida e representada por um ponto em um mapa de escala pequena.1. postes são _entendidos como assumindo uma localização pontual. área ou volume e. etc.. considerando as variações de um lugar para outro ou as diferentes altitudes. Na realidade. categorias de cobertura da Terra em algum lugar e a topografia terrestre. vales. 6. árvores. é evidente que estes fenômenos denominados feições ou objetos ocupam um determinado espaço.

Um exemplo é a pressão atmosférica ou a temperatura que varia gradualmente de um lugar para o outro.. o número de pessoas num determinado espaço (Robinson et ai. as diferenças de um lugar para o outro acontecem num contínuo espacial. . habitantes ou população são entendidos como elementos discretos e podem ser transformados para uma distribuição contínua no espaço quando aplicado o conceito de densidade. 3 isto é. Nos fenômenos de transição suave.ÚPiTUto 6 . Esta necessidade de ordenamento é inerente ao homem. bem como categorizá-los segundo seus atributos.1. Cada uma tem seus próprios métodos de mapeamento: 3 A densidade demográfica é obtida dividindo-se o número de habitantes pela área considerada. 1995). 6. que está sempre procurando entender o meio que o cerca para adquirir conhecimentos a fim de torná-lo seguro e dominador do espaço que habita.2 CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS EQUANTITATIVAS DOS FENÔMENOS GEOGRÁFICOS No instante em que alguém observa o ambiente espacial dos seres humanos almeja automaticamente entender como estão distribuídos os objetos. Esta concepção básica de observação do meio ambiente espacial originou dois tipos de representação cartográfica temática: a quantitativa e a qualitativa. Existem fenômenos que se distribuem em degraus ou variam de forma mais abrupta. Por exemplo.1 COMPORTAMENTO ESPACIAL DAS DISTRIBUIÇÕES CONTÍNUAS A ocorrência espacial de um fenômeno geográfico pode ser observada com o intuito de classificá-lo em transição suave ou em degraus. ou ainda são interpretados conceitualmente desta forma.2. o número de doenças endêmicas em regiões geográficas e a variação da população de um estado para outro. O nível mais básico de ordenamento classifica de imediato os objetos geográficos em dois grandes grupos: aqueles em que são observados seus atributos qualitativos e aqueles em que são observados seus atributos quantitativos.MEDIDAS DAS VARIÁVUS CWGRÁflCAS [ABSTRAÇÃO CARTOGRÁflCA 149 Os fenômenos espaciais que são intrinsecamente discretos podem ser transformados conceitualmente em contínuos para efeito de mapeamento. tenta ordenar o espaço para facilitar seu entendimento. Na verdade. Por exemplo. 6.

localizá-los a partir de algum referencial. para fazer uma representação cartográfica destes objetos é preciso escolher qual nível de medida será usado. em tal tarefa. a responsabilidade do criador de mapas. parte em função dos objetos que estão sendo classificados. Como ordená-los? Qual a exatidão necessária? Quais os métodos de mapeamento? Qual o nível de medida? Assim como já foram estabelecidas as diferentes unidades de medidas para todos os objetos com os quais se lida no dia-a-dia. pela habilidade de quem decide medir. Assim. precisa ter claro quais critérios usar para selecionar os objetos ou elementos a serem mapeados. os quais serão discutidos a seguir. deu-se preferência ao primeiro termo. Evidenciam- se relações de tamanho ou proporcional idade entre os objetos. ordinal. os chamados "níveis de medida" ou "escalas de medidas". Na Cartografia. considerando as escalas geográfica e cartográfica selecionadas. .3 MEDIDAS DAS VARIÁVEIS GEOGRÁFICAS Como já comentado. Para não fazer confusão com os termos escala geográfica e escala cartográfica. Para tanto. O termo qualitativo é muito amplo e é comum empregá-lo em oposição ao termo quantitativo.c_m_1uN_l~-·-·o_EVISU~Af-~~~-º~~ºAOOS~~-~-~- a) Representações qualitativas Levam em conta a diversidade dos objetos ou elementos. b) Representações quantitativas Levam em conta a grandeza dos elementos representados. o faz procurar conhecimentos que permitam construir mentalmente o mapa pretendido. para os dados geográficos. medi-los e compará- los. o processo natural para ordenar mentalmente o ambiente espacial conduz o ser humano a separar ou agrupar de imediato os objetos. os quais se diferenciam pela sua natureza ou tipo. também já foram determinados.150~~~~~~~~~~~-ÜR_T~_-_w_~--~-~_&_NT~A~_·o~. A maneira mais eficiente para descrever fenômenos geográficos considerando um conjunto de variáveis envolve quatro níveis de medidas: nominal. Os diferentes níveis de medida dos dados geográficos permitem comparar as propriedades de objetos geográficos. e finalmente. parte pelo que se deseja conhecer. Esta escolha será feita. intervalar e proporcional. 6.

é preciso determinar facilidades como infra-estrutura._CAP1TU_. geralmente usando um adjetivo.3 NíVEL DE MEDIDA INTERVALAR Quando se deseja obter informações mais precisas sobre os objetos geográficos. áreas verdes. se o objetivo for classificar um ambiente adequado para instalar um camping em um determinado município. Um exemplo de mapa com descrição nominal é o chamado mapa de uso da terra. Este tipo de medida também pode ser empregado para dados qualitativos..~_0CART_·_oow_·_·u_·____________________~_151 6. será apresentada. busca-se o nível de medida intervalar. De fato.3. em um dado lugar existem árvores e noutro existe um lago.. cuja perspectiva é diferenciar o objeto por classe ou dentro de uma classe. permitir uma comparação entre eles.1 NíVEL DE MEDIDA NOMINAL O nível de medida nominal é o mais elementar para descrever as propriedades geográficas. de âmbito geral. 6. Além de hierarquizar. proximidade da praia. Por exemplo.3 ._L_o6_-_M_rn_1oo __ oo_~_AA~_~_1s_a_~_w_~_~_EM_sru__. não há como fazer uma comparação. cidades: pequenas. considerando algum valor numérico implícito. mas não há como dizer que um é melhor do que o outro porque são diferentes. proteção ambiental. Por exemplo. mas não indicando especificamente uma magnitude de diferença. podem ser classificados os lugares dentro da área em observação como localização: ótima. ele permite que se nomeiem objetos ou feições. Esta descrição é usada para distinguir feições quando considerada a abordagem qualitativa. diz-se que. sem. Um objeto A é diferente de um objeto B.2 NíVEL DE MEDIDA ORDINAL (HIERARQUIZADA) O nível de medida ordenado ou ordinal é utilizado quando se quer comparar objetos com algum grau de precisão. separam-se os objetos.. esta descrição adiciona informação numérica. médias e grandes. tendo como base uma hierarquia. Por exemplo. portanto considera uma unidade padrão de medida para expressar diferenças quantitativas.3. Alguma informação. Então. A conotação geográfica a ser salientada pode ser quantitativa:do maior para o menor ou vice-versa. razoável e imprópria. . Este nível de medida pode ser considerado um avanço do ordinal. no entanto. 6. Como o próprio nome diz.

devem ser tomados cuidados na interpretação dos dados. A maioria dos valores a serem mapeados são relativos a: área. Pode-se usar o valor zero como valor inicial ou não (zero indica ausência). tendo em vista critérios universais e não permitindo descrições ou intervalos subjetivos do cartógrafo. o cartógrafo deve saber que a Descrição Proporcional é mais subjetiva.de valores é determinada pela área do conhecimento diretamente relacionada ao dado. Entretanto. volume. a média poderia ser entre 28 ºC e 32 ºC. expressando seqüência única e ordena elementos. O número de classes. extensão. de 16 ºC a 20 ºC. não existe diferença entre a simbolização dos dados geográficos a serem representados nas descrições intervalar e proporcional.999 toneladas. . Por exemplo. a natureza dos dados não permite comparações diretas.152~~~~~~~~~~~-CAA_l_~_w_~_-R_c~_B_EN_M~~·º~·c_~_uN_~~~-º-E~_u_M_~~~-º-~-ºAOOS~~-~-~- A quantidade de chuvas. os níveis de elevação do terreno são expressos em intervalos de metros. assim como o intervalo de classes é subjetivo e dependerá do objeto em questão e da decisão do cartógrafo. em países tropicais. A-descrição intervalar é utilizada para dados quantitativos. nos quais a escala . Exemplo: Cultivo de milho (em mil toneladas): Classe 1: < 100 /Classe 2: 100-300 /Classe 3: > 300 Na primeira classe. para Kelvins o qual inicia a medida em zero. do que a descrição intervalar. portanto faz uma comparação direta entre as variáveis espaciais. seria preciso transformar a unidade de medida de temperatura Celsius. Para fazer esta cor:nparação.diz respeito à determinação do número e ao intervalo de classes. Tal classificação. 6.3. ser!a definida por especialistas. enquanto nos países frios esta média variaria de 1O ºC a 2 ºC. Utiliza magnitudes que são intrinsecamente sugestivas. Por exemplo: 20 ºC não significa dizer que seja duas vezes mais quente que 1 O 2 C. por exemplo. Entretanto.4 NíVEL DE MEDIDA PROPORCIONAL (CLASSIFICAÇÃO) O nível de medida proporcional faz o refinamento de uma descrição intervalar. Do ponto de vista do mapeamento. é expressa em milímetros.001 e chegar a 299. a produção pode atingir 99. este cuidado é apenas para a leitura e interpretação dos dados e não para criar o mapa. neste exemplo. pois. para o caso das temperaturas médias. em países de clima temperado. ou seja.999 toneladas. e na segunda classe pode começar com 100. as classes e os intervalos são preestabelecidos pela disciplina envolvida. Entretanto. hipotética. no que. alguma~ vezes. e peso.

_R A_ fK_ A _ __ _ __ _ _ _ _ _ _~ ·1 53 Na Figura 6 ......1 estão aprese nt ados exe mplos de simboliz ação considerando os modos de impl antação pontual. lineares e zona is.. po r exemplo. aos m apas qualitati vos..._c~_i_r ut_ o_6_ -_M_1ll_ ll>AS _ llAS _V_AR_ ~_vn_H_. ·.200 .·.100 . de nom ina l pa ra proporciona l.. Mas é proibido ou impossível o sentido contrári o. generaliza r a simbo lização no sentido crescente do níve l de med ida: proporcio nal ou interva lar.1 ..· . para ordina l ou para nom inal.. linea r e zonal e os quatro níveis de medidas elas va ri áve is geográficas.~-~~~ .. Tam bém é interessante escla recer que os mapas confeccionados a partir dos níveis de medida inte rva lar ou p roporção utili za m uma mesma simboli zação. co nseqüentemente. .Exemplos de diferenciação ele dildos pontuais. 200 PROPORCIONAL > 2001 Figura 6.50 INTERVALAR -.·. MODO DE IMPLANTAÇÃO NÍVEL DE MEDIDA PONTUAL LINEAR ZONAL ~·.. a p artir ele um mapa ou de um conjunto ele dados... dados nominais dão o rigem à medida no mina l e. 500 1~ D - 101 .._ ~_11t_ AS_ t_AS_ SIR_ 'A\~ À(_ >l_ AR_H_ x .] Baixo D o . considerando os quatro níveis de medidas das variáveis geográficas Convém lembrar que no mapea mento temático pode-se.. Po r outro lado.......·.Pequeno ORDINAL @ @ Médio Pequeno • • • • • Grande = [ill.1 • A R ~ p e -' H NOM INAL ~ J ~ R F e ~ MC'M MMM M F 1111 Alto (j) = Grande .. D 800 51 .r<_x.

colocar e retirar feições. 1995. para serem representadas em um mapa.1 SELEÇÃO Abordam-se na seqüência duas importantes atitudes necessárias para se fazer um mapa. exagero e simbolização devem ser consideradas com cuidado. ela é necessária cada vez que a escala de um mapa for reduzida (Müller et ai.000 habitantes ou de todas as cidades. Por exemplo. Kraak.4. a decisão de considerar a população total por região geográfica e não por município. após a seleção de feições. ou. Isto é. O termo seleção é entendido como um processo de decisão referente ao que será ou não mapeado. considerando a escala de representação. Na cartografia digital é mais fácil fazer a seleção daquilo que deve ou não ser representado do que na analógica porque é mais simples fazer experimentações. exagero e simbolização.2 GENERALIZAÇÃO CARTOGRÁFICA A generalização pode ser vista de dois modos: (a} como um processo de interpretação que conduz a diferentes visões de um mesmo fenômeno.c-~_IUNJCAÇA_·~·-·o_E~_ru_M_~~~-º-~-DAOOS __~_~_M_ 6. 1997).4 PRINCÍPIOS DE SELEÇÃO E GENERALIZAÇÃO 6. devem atender os objetivos para o qual o mapa está sendo construído. simplificação. ainda hoje a generalização é uma atividade muito subjetiva. (b} como uma série de transformações que devem ser aplicadas a algum tipo de representação espacial cuja intenção é melhorar a legibilidade e o entendimento na apresentação do produto final. Os quatro elementos da generalização cartográfica são: classificação. ou. tendo em vista a legibilidade das informações espaciais a serem representadas. Ormeling. simplificação. além da importância de serem visualizadas com clareza. a decisão de incluir ou não as vias de comunicação de menor importância em um mapa de uso do solo. 6.154~~~~~-------------CAA_T~_·_w_~_-R_E~_c~_NT~A~~··o~. E estas.. Ela apresenta uma resposta diferente de . 1997). colocar o nome apenas das cidades com mais de 20. Empregar cada um destes elementos constitui o processo da generalização como um dos principais responsáveis pelo realce da informação e sua conseqüente comunicação cartográfica (Kraak. seja ele temático ou com propósitos gerais como a seleção e generalização cartográfica. Apesar dos avanços na cartografia digital. Por ·isto. as operações de classificação.4. Ormeling. ou ainda.

6. obter mapas não confiáveis. Em um ambiente SIG._Cm_ru_L_o6_-_M_ro_1o_M_DM_~_AA_1~_c1s_G_Eoc_·RÁF_l_CAS_E_AB_STAA~~~-º-~_ITT_~_. mais radicalmente a generalização afetará os dados originais. uma ferramenta de generalização cartográfica pode ser muito útil. Um mapa é sempre concebido para ser representado em uma determinada escala. Segundo João (1998).1 CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS NA GENERALIZAÇÃO CARTOGRÁFICA a) Conhecer o propósito do mapa e para quais usuários: dependendo do público usuário os resultados podem ser diferentes. Entretanto.2. b) a área geográfica que necessita ser mapeada. Manter a exatidão geométrica e dos atributos. que resultem em máxima redução de dados e ocupem o mínimo do arquivo de . o sucesso da generalização depende da combinação de fatores locais e globais. ou seja. no que se refere à interpretação de seu conteúdo. e. c) a escala original e final do mapa.RAf_. porque quanto maior a redução. assim como a qualidade estética do mapa. Para efetuar a generalização cartográfica devem ser considerados os seguintes fatores: a) o propósito para que os mapas serão usados. o qual oferece a possibilidade de zoom (ilimitado zoom in e zoom out) podem-se. as opções de zoom devem ser usadas com cuidado no processo de generalização ou corre-se o risco de construir confusões. b) Reconhecer que a generalização implica em perda de informação. em ambiente digital. . como no caso do atlas de referência e o atlas escolar. Por conseguinte. (2) escolha de algoritmos mais eficientes.4. e) Estar atento quanto à magnitude de redução de escala. as análises de dados espaciais de diferentes fontes precisam ter o mesmo nível de detalhamento.feições ressaltadas no mapa original devem permanecer ressaltadas no mapa generalizado.(_'A______________________~1ss acordo com cada cartógrafo e dé algoritmo para algoritmo. d) Distinguir os fatores humanos e técnicos que influenciam o processo de generalização: fatores técnicos: (1) tamanho e resolução da tela do monitor. procurar manter sempre que possível a hierarquia visual . porém é preciso tentar preservar a essência do conteúdo do mapa original. nesse caso. por causa disto. e d) o entendimento individual da generalização. mesmo que ela seja feita manualmente por uma pessoa ou automaticamente por algoritmos.

os detalhes curvos de linhas de limites podem ser suavizados retirando aquelas que se congestionam. fatores humanos: (1) a capacidade de di scriminação dos olhos humanos é limitada. no mapa deri vado (Figura 6. 6. (2) a natureza dos conteúdos dos mapas qualitati vo ou qua nti tati vo .3) está relacionada aos métodos envolvidos no processo de generalização. enquanto a generalização conceituai afeta principal mente o componente atributo do dado espacial.2). . aumentando o tamanho deste no mapa fin al. criando um borrão na linha. por exemplo. Fusão traços permanecem traços e áreas permanecem Á reas A suavização ou simplificação é utilizada pa ra alterar ou ajustar a geometri a dos elernentos do mapa ou melho rar a sua visuali zação em coerência com a rea lidade. caso não apresente um tamanho pré-definid o pode ser desprezado. ou sej a.2 G ENERALIZAÇÃO GRÁFICA E CONCEITUAL A divisão da natureza dos dados qu alitati vos ou quantitati vos resulta em duas cl asses de generalização: a gráfica e a conceitu ai.2 . O processo de generalização gráfica é mais ligado à componente geométrica cio dado geográfico.2) e conceituai ou temáti ca (Figura 6. O deslocamento permite aju star os elementos cio mapa de acord o com um certo limiar de separaç ão a fim ele torná-lo v isível e sem impli ca r em mudança significativa de loca lização. se eles esti verem próx imos o sufi ciente que pareça m apenas um. A di ferença na generali zação gráfica ou geométri ca (Figura 6. é possíve l unir dois ou ma is elementos ele form a a construir um novo elemento. por exemp lo). A fusão ou união é utili zada para comp letar a se leção. O exagero é usa do para ressa ltar a feição ou ele mento que se desej a evidenciar. A generalização gráfi ca é caracterizada por: Nenhum destes cinco Simplificação procedimentos aíeta a Seleção simbologia: Exagero Deslocamento e Po ntos permanecem pontos. memóri a. e) Saber que um mapa temáti co requer mais conhecimentos das feições mapeadas quando comparado a um mapa de base (topográfico.4. A seleção é utilizada quando se deve definir quais feições ou elementos apresentam área (tam anho) capaz de ser v isuali zada no mapa deri vado.

..[. Com o resultado destas ações. se leção e ainda o rea lce/exagero.1 () / ./. na verd ade. (b) deslocamento. a fusão é.}] ••• •• ••• •• ./ / Figura 6.lS7 Escala Generalização Escala Original Final (a) --.~' ~ ~ (b) -e 1 • •• (e) / / (d) /. A lguns símbolos . simbo li zação._ ÚJ>l _r_LL_ o_6_ -~ _1r_ ~_o~ _~~vAA _~ _1_ rn_ cJ_ ~_. generalizando a informação geográfica.w ~ (A~~~~~~~~~~~~.2 .w _10. No caso ela generalização conceituai.I (. (e) exagero e (d) seleção e fusão A generali zação conceitu ai é ca racteri zada por: Fusão. pois ela pode alterar a legenda do mapa como um todo. . não pode ser apli cada sem que se tenha experiência e conhecimento do tema em questão. a simbologia no mapa pode mud ar.s _ · _c_ ~_~_ ~~º -<_ AA_ 1c_ x.Exemplos de general ização gráfica: (a) suavização.~ . a união de classes em uma m ais abrangente.

O realce/exagero permite manter u m elemento que desapareceri a do mapa. A seleção e simbolização são utili zadas para agregar objetos ou elementos geográficos que partilham de atri butos semelhantes ou de mesmo atri buto.Exemplos de generalização conceituai: (a) fusão.desaparecerão da legenda. dando origem a um novo objeto mais generalista e representado por um novo símbo lo. em um mapa de vegeta ção.3).3 . restinga arbustiva e restinga herbácea. Outro exemplo deste mesmo mapa são as áreas de influência marinha: resti nga arbórea. (Loch. Por exemplo. que podem ser unidas para a formar a classe restinga no mapa generali zado.. no processo de generalização (Figura 6. (c) seleção e (d) realce . as áreas d e reflorestamento de pinus e de eucaliptos são unidas para formar somente a classe reflorestamento. dando lugar a novos símbolos que aglutinam aqueles desaparecidos. (b) simbolização. ••• (b) 1···· •••• (e) -[I (d)~--~-~ Figura 6.. Escala Generalização Escala Original Final (a) IJ~ Jl. Lima Júni or. 2001).

a generalização manual é feita usando regras técnicas básicas de cartografia que necessita. A generalização dos atributos leva à generalização dos objetos e vice-versa. a análise geográfica e a formalização do conhecimento são pré-requisitos necessários para resolver conflitos gráficos na representação de um mapa. Apesar disto. pode oferecer soluções para o problema da generalização. Entretanto. se preocuparam em definir modelos concei- tuais para resolver o problema da generalização._w_K~_·_cM_s1_AA~~Ã_u<_~_~_. A generalização automática vetorial é mais orientada para os objetos. sobretudo.3. a generalização tanto dos objetos como a dos seus atributos estão bastante interligadas. ao longo da história. 6. Isto tanto é necessário na generalização manual quanto no processo automatizado. nos quais a célula é a unidade lógica dos dados e está associada a um conjunto de propriedades._ÚPÍTU_. como . 2001 ). enquanto a segunda se prende mais à classificação. Lagrange e Weibel (1995).4.AA_ru_·_______________________ 159 6. Conforme João (1998).2. o que ele representa e quem será o usuário desse documento. a literatura contemporânea representada por Müller.2. A primeira dá maior importância à representação dos dados. no campo operacional. A generalização automática pode ser vetorial e matricial.3 GENERALIZAÇÃO MANUAL EAUTOMÁTICA Como realizar na prática a generalização? A literatura mostra que muitos cartógrafos. tais como os SIGs ou os programas de classificação. enquanto o modelo matricial (raster) considera uma generalização de atributos. e João (1998) considera que a definição semântica do objeto. Dessa preocupação resultaram os algoritmos implementados nos sistemas de informação geográfica para análise de dados raster e vetoriais (Loch. devido a sua complexidade. Um sistema automatizado. diversidade e natureza não determinística. no desenvolvimento de programas de processamento de imagem e de alguns sistemas de informação geográfica (SIG). da habilidade do cartógrafo em ver o mapa como um todo.1 GENERALIZAÇÃO RASTER A generalização raster vem evoluindo desde as últimas décadas apoiada. A generalização por categorização numérica ou classificação de imagens.._w_6_-_M_m_DAS __ DAS_~_AA~_~_1s_u_a. Kraak e Ormeling (1997). o processo de generalização encontra dificuldades para ser implementado em meio digital por processos automáticos. A maioria das técnicas utilizadas para a generalização raster foi desenvolvida no campo do processamento de imagem e modelação do terreno (Caetano et ai. portanto. Embora sejam bastante diferentes. Lima Júnior. 2001 ).4. baseado em computação.

2001). un ir c lasses de fl o resta ele pinus com aquelas ele eucaliptos e unir as classes de diferen tes tipos de água . Por exemplo. Segundo João (1998). após aplicar filtro 6.2 GENERALIZAÇÃO VETORIAL Ana lisando os algoritmos desenvolvidos pa ra a genera lização vetoria l automáti ca observou-se uma ênfase no desenvolvimento de ferramentas para a generalização de linh as.4. é utilizada para rea lçar o processo de c lass ificação no contexto ela generalização numérica. torn a-se possível obter uma imagem mais " li mpa" por elimi nação/ un ião ele detalhes não signi fican tes.em uma C111 ica . Eles são empregados quando se quer suavizar os desvios ou reduzir a va ri ância da imagem.4. e a imagem (b). uma das explicações para este fato é porque os algoritm os foram desenvo lv idos para serem apl icados em mapas topográficos ele esca las médi as.3.4 .classificadas ele aco rdo co m os sedimentos em suspensão . e a m aio ri a elas feições destes rnapas é representada por linhas. . como a dim inuição de detal hes devido à geração ele categori as mais genéricas. conforme mostrado na Figura 6. Este · tipo de generali zação envolve várias operações. (a) (b) Figura 6. como pixeis isolados.2.A imagem (a) mostra o resultado ela classificação..é referenciada na literatura de sensori amento remoto. Outra form a ele ap li ca r a general ização aos dados matric iais é a apl icação ele fi ltros espacia is por interm éd io de uma máscara ou "janela" que percorre toda a imagem. Com tal artifíc io. possibil itando a união das classes. (Caeta no et ai.

1976). tipo de solo e vegetação (Miller. na região de Fraiburgo . municípios e cidades. países. velocidade do vento. freqüências. Estas informações podem estar disponíveis para partes do mundo considerando continentes. Deste método derivam os termos isoietas (valores médios da chuva).1 MAPAS CLIMÁTICOS Os elementos primitivos do clima incluem a radiação do sol. incluindo os elementos primitivos. umidade do ar. o isoplético (ver item 8. A representação dos dados climáticos na forma de mapas é feita pelo método mais importante utilizado. . os elementos derivados que são expostos em medidas da variabilidade. O método lsoplético também pode ser utilizado para mostrar a duração das condições do tempo em um caso particular. altitude. também. Wilkinson. evaporação. combinados ou derivados. nebulosidade. regiões. precipitação. 1971 ). Existem ainda os elementos combinados. Uma infinidade de informações complexas sobre o clima são publicadas. probabilidade e intensidade dos elementos considerados. Por exemplo. Por exemplo. Eles são resultantes da interação de alguns fatores climáticos como: latitude. isóbaras (valores médios da pressão). CAPÍTULO 7 REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS: MAPAS FÍSICOS 7.SC. a temperatura equivalente é obtida pela combinação da temperatura e pressão do vapor d' água. temperatura. isotermas (valores médios da temperatura) e outros (Monkhouse. os quais são calculados combinando dois ou mais elementos. número de dias em que a temperatura esteve abaixo de 6º Celsius. estados. Existem.56). cobertura de neve e pressão atmosférica.

No caso de usar valor.o objetivo do mapa. altitude. facilmente. relevo (montanha ou planície) e solo. o método lsoplético é aplicado para representar variabilidades. passando progressivamente pelos verdes até atingir os . pode-se utilizar tanto cor como valor.1 QUESTÕES IMPORTANTES PARA A CARTOGRAFIA DO CLIMA a) Determinação das classes Dispondo dos dados e sua localização. uma alternativa é utilizar o azul nas suas várias tonalidades ou intensidade. como representado na Figura 7.162~~~~~~~~~~~-ÚR~T~_·rw_~_-_R_c~_™_Nl~~A_·o~. drenagem e vegetação são dependentes e intermediários entre os fatores fixos e os elementos (Lee. São ainda considerados na escolha do número de classes: . que é mostrar feições gerais ou feições significantes da distribuição. Por exemplo. Geralmente. os quais são fixos.c-~_IUN_la~~-·o_E~_~_Af_~~~-º-~-ºADOS~-~-~-IAIS O mesmo método de mapeamento pode ser aplicado para representar lugares com a mesma freqüência de um fenômeno climático. Para tanto. Neste caso. dias de sol ou de chuva. Outros fatores como correntes. é comum se utilizar a variável visual valor. Outra opção de usar a cor seria partir do amarelo para áreas com baixa precipitação. cor ou padrão. então haverá diversas opções de representação. escolhem-se variações de cinza. fica a critério do especialista em clima definir o número de classes e seus intervalos para representar os elementos climáticos. de acordo com a ordem das quantidades representadas.a escala do mapa de fundo base e .1 . tanto para mapas a serem apresentados em telas de monitores como para aqueles impressos. por exemplo. como latitude. freqüências. probabilidades e intensidades dos elementos climáticos primitivos ou combinados. litoral ou interior. começando pelo azul mais claro para as menores precipitações e fazendo gradualmente mais escuro até as maiores precipitações. temperaturas. Se a variável visual cor for escolhida.1. b) Escolha da variável visual Por ser empregado o método isoplético para os mapas de clima. 7. para os mapas a serem dispostos em telas de monitores. ventos. Quanto maiores as quantidades mais escuro será o cinza. 1967). se for um mapa de precipitação. se consegue uma ordem visual de quatro a cinco tonalidades. serão considerados os fatores climáticos mais constantes ou de características locais. Em síntese.

Alta Figura 7. se estará construindo um mapa para aná lise e não para comun icar como o fenômeno evolui no espaço. AI iás. o uso do matiz azu l está associado à água e. umidade relativa do ar.2 . Neste caso. ou com o de relevo. por exemplo. TEMPERATURA MÉDIA EM 1999 . TEMPERATURA MÉDIA EM 1999 ~ Classe 1 [2Ll Classe 2 l!:!J Classe 3 Classe 4 Figura 7._w_%_r_í s1<_os~~~~~~~~~~~~~~~~16 3 azui s.1 -Variável visual valor empregada em mapa climático Uma terceira opção é o caso da variável padrão ou textura. Ela é aconselhada apenas quando se faz necessá rio separar visualmente as classes (Fi gura 7.2). para as áreas de mais altas precipitações. nebul osidade e tem peratu ras muito baixas. no sentido levógiro do círcu lo das cores. Esse esquema comportaria uma extensão ma ior de classes que aquele proposto com harmon ia monocromática em az ul._c~ _ír_uL_o_7_-R_11_~r_ ~N-~~ ~-cs_~_R_ r~_.VMiável padrão ou textura empregada em mapa climático . neste sentido. com urn rnapa hi psométrico.~_in_0~_:. As vezes. é necessário "separar" cada classe para visualiza r melhor a combinação com outros níveis de informação. esta cor pa rece bastante adequada para mapas de prec ipitação.

3. e as curvas das linhas denotam mudanças na direção dos movimentos do ar. utiliza-se o simbolismo pictórico em representações esquemáticas de alguns lugares específicos como aqueles de vocação turística. com finalidade de informação turística.2 REPRESENTAÇÃO DE MASSAS DE AR E VENTOS O sistema de ventos. são representados na cor preta.REPRESCNTAÇÀ01 COMUNICAÇÃO E VlSUAl. Ainda hoje. A intensidade e extensão são representadas pela variação da espessura e do comprimento de linha. Os morros ou cadeias de montanhas mais importantes são mostrados com forma de cumeada e as de montanhas ou morros seqüenciais delineadas com destaque.2 REPRESENTAÇÕES DA CROSTA TERRESTRE 7.IZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 7.2. geralmente é construído a partir de linhas e setas indicando a direção que prevalece em diferentes tempos do ano. As linhas mais grossas marcam o lugar de ventos mais freqüentes. ' Este histórico foi elaborado com base em lmhof (1982). e as frias pela cor azul. Nestes tipos de representações.1. Observa-se. 7. o relevo representado por desenhos de uma cadeia de montanhas e em perfil (símbolos pictóricos). a representação do relevo tem sido um dos maiores problemas dos cartógrafos porque envolve a representação das três dimensões em uma superfície plana (em duas dimensões ou 2-D).1 PEQUENO HISTÓRIC0 1 Desde os primórdios da Cartografia. nos mapas primitivos como o da Figura 7. tanto os elementos planimétricos como altimétricos são esquematizados a partir de uma vista oblíqua. O uso de linhas finas é aplicado para ventos com menor força e menos freqüentes. São belos desenhos que lembram a representação de paisagens feitas por crianças e são eficazes para os turistas se localizarem.164 (ARTOCRAflA . Geralmente. seja no planeta ou local. Correntes de ar quente podem ser representadas pela cor vermelha. .

com visão oblíqua. A representação do relevo passou a ser feita por hachuras desenhadas irregularmente a partir da linha de cumeada mostrando linhas de declividade (vertentes). Pela primeira vez foi representado o relevo como se fosse visto por um pássaro. As diferenças em altura podiam. Fonte: Baseada em lmhof (1982) Nos mapas primitivos. como pode ser visto na Figura 7.3b). como Meyer Atlas. No entanto. da Suíça. As formas de relevo aparecem representadas de forma individual e contínua.4). Até o século XVIII. ser observadas. permaneceu com o mesmo tipo de representação do relevo: padronizado com a visão oblíqua das montanhas. Em 1799. A transição desse tipo de representação para a forma planimétrica aconteceu com o topógrafo Bacler d'Abe e outros.3. No século XV. de acordo com as suas observações (Figura 7. Aos poucos essa forma de representação evoluiu. o arranjo dos símbolos passou a ser feito segundo o ponto de vista do observador (Figura 7. publicado por Meyer._CAl'ITU_.3 . Era composto por dezesseis mapas na escala 1:108 000. modificando a forma. noções de perspectiva começaram a ser utilizadas e os símbolos foram completados com linhas (hachuras). Entre 1502 e 1503. as partes planas não eram marcadas. o trabalho de da Vinci. entre 1759 e 1826. assim como o de outros cartógrafos importantes. desenhadas principalmente em direção à declividade. o tamanho e a disposição no espaço. ou seja. as montanhas eram arranjadas em filas com os símbolos orientados para a direita ou para a esquerda. mais pesada ei densa era a hachura. então. Quanto mais escarpada e íngreme uma vertente.a.Mapas primitivos com a representação do relevo (a) Montanhas rebatidas no plano. (b) Montanhas segundo o ponto de vista do observador e (e) Montanhas visualizadas com auxílio de hachuras e em perspectiva. Ele desenvolveu o sistema s/ope hachurrings (hachuras de declividade) no qual cada linha de hachura era desenhada na . sugerindo formas e sombras._t_o7_-_R_c~_~_m_~~ÕES-CAR~TOC_RAf_·1_CAS_:_MM_~_rí_~_~~~~~~~~~~~~~~~~l6S Figura 7. o fotógrafo militar saxão Johan George Lehmann colocou ordem no caos de hachuras. Leonardo da Vinci mostrou um belo exemplo do desenvolvimento dos mapas.

Muitos mapas topográfi cos da Europa foram desenhados desse modo até metade do século XX .que se torna ram elementos ind ispensáveis à cartografia altimétrica at ual. permaneceram por centenas de anos. a representação do relevo por cu rvas de nível teve o ri gem nos mapas usados para navegação. produzindo um efeito tridimensional (3-D) para quem as estudava. As representações planimétricas do relevo davam a impressão de estarem ilumin adas. fazendo com que as montanhas apresentassem linha s fina s e grossas nas áreas sombreadas das vertentes.4 .direção da inclin ação da vertente. Suíça e em algumas partes da Itália. banindo quase totalmente a técn ica das hachuras. método da v isa da oblíqua e método da iluminação à esq uerda.c urvas de nível . Na Fran ça. Figura 7. Eram as linhas de mesmo va lor . Ambos os tipos de representação do relevo. Era necessário identifi ca r os lugares ele águas ra sas.Mapa de Tuscany feito por Leonardo da Vinci entre 1502 e 1503 Fonte: lmhof (1982) Segundo o relato de lmhof (1 982). va ri ando a espessura de acordo com a inclinação. po r isso eram represe ntadas as . foi desenvo lv ido o método da " iluminação à esquerda" como um sucessor dos mapas originados pelo método de v isada oblíqua. mas ao mesmo tempo uma nova forma de representação gráfica de topografia foi desenvolvida.

ou ainda com sombras. A demanda por mapas aumentou cada vez mais nos últimos cem anos e veio associada ao conteúdo e à exatidão. A tarefa de acabamento dos mapas ficou a encargo de topógrafos militares inexperientes em Cartografia. Sempre perseguindo um efeito tridimensional e de maior semelhança com a natureza. desenvolvida a partir da primeira metade do século XX. A fotogrametria aérea. O mais antigo mapa manuscrito com a representação de lsóbatas é datado de 1584 e foi desenhado por Pieter Bruinss. Outros mapas._c~_T_UL_o_7-_R_c~_c~_N_TAÇ_~_sa_R_T~_AA_·r_1CAS_:_l'wW_~_F_ÍSlC_~~~~~~~~~~~~~~~~167 profundidades das águas em mapas de sondagem. portanto. em Munich. ajudando na identificação da paisagem. o mapeamento topográfico em escala grande. o qual facilitou a produção de mapas multicoloridos. Observa-se que os mapas da metade do século IXX em diante eram impressos em cores. no caso da parte submersa. substituiu grande parte dos levantamentos clássicos. As cores foram utilizadas para dar idéia de altitudes diferentes. elevações e diferenças nestas. As curvas de nível foram desenhadas de 7 em 7 pés. 2 Outros exemplares datam de 1697 em Roterdam. 7 pés= 21. É necessário lembrar que o invento da litografia 3 foi empregado na reprodução de mapas desde 1825. A vantagem do método das curvas de nível é que elas representam. Um pequeno passo foi efetuado para que desses mapas fossem originados os mapas de curva de nível ou cartas isobáticas. as cores hipsométricas e as sombras de tons diferentes tomaram lugar das hachuras. com curvas de nível de 5 em 5 pés. do século seguinte. e. os ângulos e direções das vertentes. Foi somente necessário conectar pontos adjacentes de igual profundidade e melhorar a clareza para o uso dos mapas.48 cm. cada uma representando uma altura particular ou uma profundidade. surgiu. foram encontrados mostrando que este método foi desenvolvido progressivamente. foram preferidas regras simples de desenho gráfico para padronizar tanto quanto possível as centenas de folhas dos mapeamentos nacionais. de maneira satisfatória. Ela possibilitou o 2 1 pé= 30. portanto. . Poucos países fugiram dessas regras. Com a necessidade de conhecer mais detalhadamente o território. à escala dos mapas.336 metros (nota da autora). a forma geométrica da superfície terrestre. introduzindo linhas em intervalos verticais iguais. havia combinação de curvas de nível e hachuras ou cores hipsométricas com curvas de nível. pouca inovação gráfica ou quase nenhuma foi desenvolvida para representar o relevo. no século XX. França e Holanda. Outras vezes. ou com hachuras. por Alois Senefelder. 3 A litografia foi inventada em 1796. Por isso. conseqüentemente.

o qual pode ser observado de diferentes pontos de vista. Também é possível juntar a estes dados as imagens oriundas de aerofotos ou de outro sensor. pelos pontos. As curvas de nível podem ser geradas automaticamente a partir dos pontos de altitude obtidos durante a restituição planimétrica. Sobre o modelo tridimensional. Os dados do laser scanner podem ser utilizados para produzir modelos tridimensionais do terreno. Além da aerofotogrametria. é possível ter uma visão da rugosidade do terreno pelo modo de imageamento lateral.4. quando o operador "varre" o terreno e depois. Em geral. podem ser "acopladas" imagens do terreno. Este modelo pode ter a aparência de rede ou em tons de cinza. com uma precisão jamais obtida por outro sensor. A visão tridimensional é obtida na área em que o terreno foi registrado pelo sensor de dois ângulos distintos. . não é uma imagem que ele produz. tanto das próprias aerofotos 4 utilizadas na restituição. Na atual era da fotogrametria digital.5. isto é.2. como mostrado na Figura 7. as diferenças de altura na superfície terrestre. Com o advento da aerofotogrametria. interpolados também de forma automática para gerar curvas de nível. as feições podem ser observadas e registradas por sensores ativos como aqueles de microondas (radar) e laser (laser scanner). Os pontos também podem ser registrados automaticamente em intervalos de tempo pré-definido. novos produtos cartográficos podem ser gerados para representar o relevo. ela fornece curvas de nível mais fiéis para formar um senso geomorfológico mais real que aquelas derivadas de levantamentos topográficos.6). como de imagens obtidas por sensores aéreos ou orbitais. O lado do relevo que não é tocado pelas microondas. Estes mesmos pontos podem ser utilizados para gerar um modelo tridimensional do terreno. ao se observar duas faixas contíguas. mostra. 4 As aerofotos são ortorretificadas para então serem manipuladas em 3-D. Na verdade. mas uma nuvem de pontos que dão a sensação aos nossos olhos de uma "imagem rústica" das feições superficiais (Figura 7. No primeiro.168~~~~~~~~~~~-C_AA_H~_·RAF~IA-_R_Cffi_Csc_Nl~A~~-º~·C_OM_U_NIC~AÇ_ÃO_E_Vl~_A_L~~~-º-~-º-AOOS~~-~~IA~ aumento na rapidez de produção dos mapas e ao mesmo tempo procurou dar exatidão ao conteúdo representado. O laser scanner. as curvas de nível foram padronizadas como método de representação do relevo para mapas em escalas médias e grandes. já explanado no item 2. em função do modo de imageamento lateral. com ou sem a vegetação e objetos construídos pelo homem. com um estereoscópio ou com outro modo de se obter a visão tridimensional. forma sombras nas imagens. desde que estejam em meio digital.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~.6 .Modelo tridimensional do terreno Fonlc: Schiifcr (2004) Figura 7.RAf ~ KM ~:•_ w_~_ s _r~ _.Imagem de intensidade cio sensor Laser scanner Fonlc: Lohr (2003) ._ <h_ .169 Figura 7._CAl'l ~TU_L_ o_7_-_R_r~_E5C ~ NT_ A(~~ -s_c_ AA_T~ ~.5 .

hoje em dia. As áreas glaciais e as elevações acima de 6. branco. mapa. Esse tipo de mapa é muito comum em atlas geográficos. estão os verdes. lmhof (1982) faz uma longa discussão sobre a representação do relevo usando as chamadas "cores hipsométricas". ao nível do mar. Estas cores são empregadas para mapas em escalas pequenas.2. . da qual extraíram-se tópicos muito importantes que podem ajudar a entender e construir esse tipo de.170 (ARTOGRAFIA . cinza azul esverdeado. Nas grandes altitudes. na seqüência sobre as classes de altitude. os mapas de relevo em escalas grandes entre 1:1 O 000 e 1: 50 000 contêm curvas de nível. As diferenças de altitude são visualmente distintas como uma "escala gradual de cores" que apresenta os degraus diferenciados de maneira nítida. costuma-se usar o azul claro ou lilás. Existem discussões sobre o uso de cores hipsométricas há mais de uma centena de anos e diversas sugestões foram apresentadas para mapas de pequena escala.2 MAPAS QUE REPRESENTAM A ALTITUDE DO RELEVO Os mapas de pequena escala utilizam cores para representar as altitudes classificadas desde o menor até o maior valor de altitude existente. amarelo avermelhado. Iniciar-se-á aqui falando sobre as cores e depois sobre a divisão da amplitude da altitude em classes. Primeiro fala sobre as cores usadas para representar o relevo. verde amarelado.1 (ORES HIPSOMÉTRICAS Observa-se. ou ainda o branco.000 metros devem ser representadas pela cor branca. mostrando países e continentes ou no planisfério. Na Suíça. As cores utilizadas nesses mapas têm uma aparência muito próxima às cores naturais da paisagem montanhosa e dão ilusão tridimensional. A seqüência falada no parágrafo anterior foi oficialmente adotada em 1962 para as Cartas do Mundo ao Milionésimo (Cartas CIM). verde azulado. Na altitude zero.2.2. 7. que a grande maioria dos mapas hipsométricos apresenta cores padronizadas que variam das menores altitudes para as maiores. verde. COMUNICAÇÃO EVISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 7. seguindo para amarelos. onde sempre há neve ou faz muito frio. A seqüência das cores sobre as vertentes claras e brilhantes e a adição de um sobretom nas superfícies sombreadas é assim: rosa ou laranja ou marrom muito claros. vermelhos ou marrons.REPRESENTAÇÃO. desenho de afloramentos rochosos e sombreamento oblíquo.camadas de altitudes-e. amarelo esverdeado. finalmente. sobre o ajuste das cores.

Em ambos os casos o efeito tridimensional é obtido pela sucessão gradual que pode começar nos tons claros de amarelo. por isso usa apenas as cores hipsométricas._c~_rr_uL_o7_-_R_~_~_Nt_~~ôB_a_R_T~_RAf_1_w_:_MAP_~_ri_s1c_os_______________________________ 171 7.2400. seguindo o círculo das cores no sentido levógiro até o verde escuro. Então. passando pelo amarelo e vermelho. para o caso do Brasil. por exemplo: O . 3200 . podem marcar uma descontinuidade acentuada em relação às outras cores. A aparência final do mapa hipsométrico será tanto melhor quanto mais harmônica for a escolha das tonalidades das cores. parece ser mais adequada a opção do círculo das cores. assim como do intervalo entre as altitudes representadas ficará subjetiva ao seu idealizador. Outra opção é a variação do amarelo claro até o marrom escuro. Existe uma tendência de esses mapas nos atlas confeccionados no Brasil apresentarem cores variando do verde claro para as áreas mais baixas.4000 e maior que 4000 metros.1600. assim como os marrons. o que pode . b) aquele que tem intenção deliberada de mostrar apenas diferenças nas altitudes terrestres.2. O Atlas do Professor Martinelli (2003) usa esta opção para fazer a representação cartográfica dos mapas hipsométricos. A variação gradual das cores não acontece. Outra opção considera a área total a ser mapeada e a amplitude da altitude dividindo em áreas iguais. no caso "b". Uma boa comunicação da menor altitude para a maior é conseguida pela escolha da tonalidade mais clara para as mais escuras. quando não bem escolhidos. e o marrom para as áreas mais altas. mais do que uma continuidade delas.2.2 MAPAS HIPSOMÉTRICOS Parece que a tendência atual nas representações de altitudes terrestres em mapas hipsométricos segue dois caminhos: a) aquele que tenta associar as formas naturais da paisagem com a distinção de diferenças na altitude e por isso usa sombras ou hachuras associadas às cores e.2. estes últimos podem ser considerados como mapas temáticos (Hipsométricos). 800 .3200.2. Os verdes. um país tropical. Pode-se optar em utilizar cores mais escuras para as áreas mais altas e cores mais claras para áreas mais baixas ou vice-versa.800.3 (LASSES DE ALTITUDE Existem pelo menos seis soluções apresentadas para o problema da divisão das altitudes terrestres em "degraus". por conseguinte. dando uma aparência de separação de classes. 7. 2400 . Algumas consideram degraus iguais. a questão do uso adequado das cores. 1600 . Mas. Para a batimetria é comum o uso de tons em azul: o mais claro para as menores profundidades e o mais escuro para as maiores profundidades.

porém com uma variação de 300 metros. Para escolher as cores hipsométricas. levando em conta as el~vações terrestres. sugere-se utilizar círculo das cores conforme descrito anteriormente. Por exemplo. Elevação {m 9000 8000 7000 (/) Q) 6000 "C . Se a área a ser representada não atinge toda essa extensão de altitudes. 1000 .Classes de altitude para toda a Terra baseadas na progressão geométrica Fonte: Baseada em lmhof (1982) . e se houver área mais montanhosa ou mais terras baixas.C_OMU_NJCAÇAO. de zero a 4000 metros. A opção melhor apresentada está baseada na progressão geométrica.4000 e maior que 4000 metros. dentro de um determinado município ou de uma bacia hidrográfica. 2000 . deve ser estudada uma variação de classes de acordo com a distribuição das áreas cobertas pelas diferentes altitudes. as classes de elevação ficarão assim: 0-200. 500 - 1000.500.7 .7).JL\---~-º-~-DADOS~-~-~-IAIS _____ conduzir a uma situação insustentável. A curva de progressão corresponde aproximadamente àquela da distribuição das elevações na superfície terrestre (curva hipsométrica da Terra). uma boa maneira de determinar as classes é por curva de progressão geométrica. dependendo dos objetivos do mapa. Pode-se optar por cinco a sete classes.a 5000 = < Q) 4000 'O (/J Q) ~ cu õ 40 50 60 70 ao 90 100 110 120 130 140 milhões de Km Figura 7.172~~~~~~~~~~~-CAR~roc_w_~_-_REPRESOO~---A~_·o~._EVISU~Al. se a variação entre as maiores e menores altitudes for de 300 metros.2000. o mapa ficará com poucas classes. No caso do Brasil. 200 . é também a mais utilizada nos atlas escolares e geográficos (Figura 7.

A representação de dados geológicos é uma tarefa complexa e da mesma forma é a análise de mapas geológicos para aqueles que buscam as informações ali dispostas. A cartografia geológica pode ser considerada como uma denominação utilizada nas representações desta índole (Martínez-Alvares.cartografia das formações profundas: mapas geológicos e geotécnicos. a cartografia da crosta terrestre é manifestada em três tipos distintos de representações temáticas: a) quanto à formação estrutural geológica do substrato da crosta terrestre . .3. Preferencialmente são usadas escalas 1: 2 500 000. uma visão mais completa possível da geologia da área considerada.mapeamento das formações superficiais: mapas de solos. bem como e) quanto às formações superficiais e aos solos que recobrem o modelado .1 MAPAS MURAIS Os mapas murais resultam de levantamentos geológicos para a confecção de mapa em escalas menores que 1: 100 000. dentro dos limites da escala. 7. b) quanto às formas do modelado terrestre . os principais elementos estruturais.2 MAPAS BÁSICOS Os mapas básicos são obtidos por levantamentos geológicos para escalas compreendidas entre 1: 1 000 000 e 1: 50 000. Mostram grandes traços da geologia regional. A determinação da escala leva em conta o tamanho da área a ser cartografada e os objetivos: se são mais detalhados ou mostram traços regionais.2. Como se observará na seqüência.2._CAPiru_·_~_7_-_R_E~_&_Nt~~ÕES~CAA_l_~_w_ICAS~:MAA_M_r_~_~~~~~~~~~~~~~~~~173 7.3 REPRESENTAÇÕES GEOLÓGICAS A Geologia tem seu interesse principal centrado na representação dos materiais e estruturas que constituem a crosta terrestre em suas diversas partes. Desta forma.3. Visam dar. o IBGE (1998) classifica três tipos básicos de mapeamentos geológicos: 7.mapeamento geomorfo- lógico: mapas geomorfológicos. tendo como objetivo representar a Geologia de pelo menos uma unidade da Federação: Estados e Regiões Geográficas. 1989).2. 1: 5 000 000 e 1: 1O000000. Mapas regionais: confeccionados nas escalas 1 :1 000 000. 1: 500 000 e 1: 250 000. Várias são as escalas que podem ser utilizadas para estes mapas. ou seja a síntese da geologia. Eles se subdividem em: .

a litologia ou agrupamentos 1itológicos deve ter posicionamento cronoestratigráfico definido. Atualmente têm assumido também esta função. geologia de engenharia ou ambiental. Isto. a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais-CPRM e o IBGE. 7. quando o alvo são mapas detalhados.2.2.3.1" e "7.2" de mapas devem seguir o corte e articulação das folhas do Mapeamento Sistemático Nacional. Enquanto os tipos "7. neste último tipo.3. enquanto no primeiro isto não é levado em conta. mas podem também estar na escala 1: 50 000.5 SIMBOLOGIA PARA OS MAPAS GEOLÓGICOS A simbologia utilizada no mapeamento geológico brasileiro segue as diretrizes estabelecidas pelo Manual Técnico de Geologia editado pelo DNPM em 1985.3. Muitas vezes. Mapas de reconhecimento: confeccionados na escala preferencial de 1: 100 000. Mapas de semidetalhe: confeccionados nas escalas 1: 100 000 e 1:50 000. o IBGE também editou um Manual Técnico de Geologia em 1998 para uniformizar metodologias de levantamento e representação dos dados geológicos.3.174~~~~~~~~~~~-CAA_T~_-_IWIA~-R_r~_&_NT~~~~)~. . porque têm um objetivo específico e este é quem vai definir o tamanho da folha. 7. São mapas de aplicação direta em diversas atividades humanas. As unidades de mapeamento são definidas em função dos objetivos pretendidos.3. A diferença básica entre os dois tipos de mapas é que no segundo. o corte das folhas é flexível.c_-~_IU~--~~-o_EVISU~M-~~~-º-~-ºAOOS~~-~~s . a responsabilidade pela execução e controle dos levantamentos geol. Ao IBGE cabe a parcela de levantamento de áreas maiores que produzem mapas murais e básicos.4 ÜRGANISMOS DE LEVANTAMENTO GEOLÓGICOS Oficialmente cabe ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM. . 7. tais como: pesquisa mineral.3. sendo esta última preferencial.3 MAPAS DETALHADOS Os mapas geológicos detalhados são confeccionados em escalas 1: 25 000 e 1: 1O 000. seu conteúdo e especificações. enquanto à CPRM cabe produzir mapas básicos e detalhados (pequenas e médias regiões). mas admitidos até a escala 1: 250 000.ógicos no Brasil.2. estes três organismos trabalham em parceria com os governos estaduais.3.

cada qual com suas especificidades. As cores mais claras representam rochas mais recentes e as mais escuras as rochas mais antigas. o verde. . azul e suas variações são usados para representar rochas ígneas extrusivas. Simbologias pontuais fazem a representação de atividades ligadas ao setor mineral. como por exemplo: "ar" será areia. As simbologias lineares são usadas para representação dos elementos tectônico- estruturais.DNPM (1985). No Manual Técnico de Geologia . tais como: fraturas. "gr" será granito. o amarelo é usado para representar rochas sedimentares. . . por exemplo. magenta e o rosa são usados n~ representação de rochas ígneas intrusivas. o período (idade aproximada da rocha) e a posição estratigráfica. dobramentos e acamamentos. como rochas vulcânicas . amarelo claro para as mais recentes e o amarelo mais escuro para as mais antigas . Existem ainda simbologias de minerais e de rochas propriamente ditas. Por exemplo. outras instituições como universidades têm apresentado mapas geológicos sem os padrões sugeridos pelo DNPM e IBGE. a origem da rocha.Período ou Era: Proterozóico Inferior e Médio e Arqueano. JKbsr significa rochas intrusivas básicas dos períodos Jurássicos e Kretássico e a área de ocorrência será representada pela cor verde. os marrons e cinzas são utilizados na representação de rochas metamórficas . o vermelho. Entretanto. assim como na maneira de distribuir as informações na folha. Uma descrição detalhada das simbologias utilizadas no mapeamento geológico brasileiro está no Manual Técnico de Geologia do DNPM (1985) ou no 1BGE (1998). a simbologia das ·cores segue aparentemente uma ordem cronológica. metamórfica ou sedimentar). como. O mapa geológico mostrará a gênese. ou seja._Cm_ru_L_o7_-_R_E~_&_N_TAÇ~~-sa_R_T~_RAr_~_~_:_MAA_~_ri_sic_os____________________________~175 Verifica-se que os mapas geológicos produzidos pelos organismos oficiais possuem uma característica praticamente padrão. Por exemplo: .Período ou Era: Cenozóico. tanto no uso de cores. símbolos e letras.Período ou Era: Proterozóico Superior e Eo-Paleozóico e .Período ou Era: Mesozóico e Paleozóico. por exemplo as plutônicas . a situação de jazidas. A associação de cores e letras-símbolos construirá todas estas informações. o tipo (se é ígnea.do Departamento Nacional de Produção Mineral . "cv" será carvão.

7. conforme proposta realizada em 1989 por Jurandir Ross (Ross.4. por processo endógeno. o lugar comum do homem é a superfície terrestre. que apresenta seus resultados por intermédio de mapas e relatórios. é preciso conhecer. na hidrosfera (oceano. O dinamismo da superfície é resultante de duas forças energéticas: as interiores ou endógenas e as externas ou exógenas. conseqüentemente.11.RArlA . diferentes graus de detalhamento. relevo e solo). 1995). Ela está em constante modificação. É nesta camada que se constroem cidades. por que é lenta em velocidade de movimentação. estudar e caracterizar o relevo terrestre é objeto de estudo da geomorfologia. Observa-se o uso da variável gráfica padrão associada aos números para fazer a representação das três principais unidades geomorfológicas: planaltos. Por isso.1 MAPAS GEOMORFOLÓGICOS Conhecer. muitas vezes imperceptível pelo homem.4 REPRESENTAÇÕES DA GEOMORFOLOGIA Ross (1995) lembra que. atmosfera e energia solar. parte superior da crosta terrestre. As grandes formas estruturais do relevo são ou foram geradas pelas forças endógenas. É um mapa de difícil leitura devido à . COMUN!CA(ÀO EVISUA!. As formas do relevo são representadas em mapas nas mais diferentes escalas e. A crosta terrestre é constituída de uma grande variedade de tipos de rochas e arranjos estruturais de diferentes idades e gêneses. A rigidez da superfície terrestre é falsa. que são esculpidas permanentemente pelas forças exógenas.176 (ARTcx.AÇÃO DE DADOS ESPACIA. depressões e planícies. implantam-se as indústrias e acontecem as práticas agrícolas.2.8. e da ação dos processos exógenos sobre as macroformas formam-se diferenças esculturais no modelado terrestre. dos avanços para espaços extraterrestres que atingem a Lua e os planetas do sistema solar. Essas formas são denominadas de macroformas estruturais do relevo terrestre. mais e melhor o ambiente natural de sobrevivência dele. a cada dia que passa.2. apesar do desenvolvimento tecnológico.IS 7. São criadas formas estruturais. Na Figura 7.RCl'RCSCNTA(ÀO. rios e lagos) e na atmosfera. A diversidade de fisionomias dos ambientes naturais terrestres é fruto de ações e reações estabelecidas na superfície terrestre (subsolo. encontram-se os recursos minerais e energéticos que permitem a ocupação e a organização do espaço físico-territorial pelo homem. Na litosfera. observa-se um mapa impresso em livro didático mostrando as unidades de relevo do Brasil.

_c_~_rru_l_0_7_-_R_r~_C5l __N_M~çô_r_sCA :_M__ __ AP~_r_~_cos __RT_OG_. Por isso. 9 Scnu residuais do Alto ParaguaJ m 23 Planfcie do rio Amazanu Planfcie do rio Araguaia 24 Nllcleos crisulinos arqueados 2S P11nkic e pantanal do rio Gua~ I li 26 Pl1nfcic: e Panianal Mato-grcmcnsc 17/llA 10 Planalto da Borborema CJ27 Planfdc: da lagoa dos Pascs e Mirim E!§1 11 Planallo sul·rio-grandcnse ~ 28 Plan!cies e: 11bulciros lilorlneos Figura 7. p.&lica IDIID 2 Planaltos e chapadas da bacia do Pamalba CJ IS Depresdo do Araguaia E) 3 Planaltos e chapadas da bacia do PuanJ CJ 16 Depttado cuiabana CJ 17 Deprcaslo do Alto Paraguai-Ouapor~ lnlNS6cs e coberturas residuais de plalafonna D 18 Dtpresslo do Miranda e::J 4 Planaltos e chapada dos Parccis D 19 Depreulo sertaneja e do Slo Francisco c:J 5 Planaltos raiduais nortc•amaz6nic:os D 20 Depresslo do Tocantins . Planahos cm: Deprua6es [!lJ 12 Depttalo da AmazAnia ocidental Baciu scdfmuitara CJ 13 Depmdo nwgfna) nortC•amaz6niC'JI E3 1 Plamllo da Amamnia oricntaJ D 14 Depta.do marginal aul·asnu.RAf_'_1CAS __________________________________________ 177 dificuldade em visualizar estas três principais compartimentações. merece uma nova proposta de simbologia que facilite a leitura de conjunto dos elementos cartografados.53) .8 .Unidades do relevo brasileiro Fonte Ross (1995. 6 Planaltos residuala sul·amaz6nic:os D 21 Deprudo perifirica da borda leste da bacia do Paran6 Cinturões orog!nicos D 22 Deprado perifirica sul·rio-grandense - c::J 7 Planallos e serras do A1lln1ico leste sudcsle Planfcica 8 8 Planaltos e scnu de Goi&Minu . e mais difícil é separar visualmente as subclasses.

os de aplanamento. e) Unidades geomorfológicas . São representadas em cartas na escala 1 : 250 000._~_~_-R_u~_~_NT~AÇAO~··~. A taxonomia dos fatos geomorfológicos hierarquizados em grupamentos parte do macro para o local. A proposta foi dividida em duas partes prir:'cipais. uma para as formas do relevo e outra para o modelado. verifica-se que na verdade não existe um padrão nacional ou uma norma adotada para a simbologia cartográfica nestes tipos de mapas. nos relatórios do projeto Radam Brasil e do IBGE. as manchas geomorfológicas propriamente ditas estão delimitadas em quatro tipos de modelados: os de acumulação. geradas por uma evolução comum. d) Tipos de modelados.associação de formas do relevo recorrente. constituído por grupamento de formas de relevo que apresentam similitude de definição geométrica em função de uma gênese comum e da generalização dos processos morfogenéticos atuantes. o tamanho da área. tem-se acesso a essa proposta de simbologia para o mapeamento geomorfológico brasileiro. ornamentos cartográficos e símbolos. o mapa geomorfológico cartografa os fatos geomorfológicos identificados na pesquisa segundo as possibilidades permitidas pela escala de trabalho e estes fatos são arranjados segundo a taxonomia adotada. letras-símbolos em conjuntos alfanuméricos. Para o IBGE (1994). Num mapa. guardando relação de causa entre si.grupamentos de unidades geomorfológicas que apresentam semelhanças resultantes da convergência de seus fatores evolutivos. O IBGE (1994) apresentou um Manual Técnico de Geomorfologia. A proposta do IBGE contempla também a simbologia cartográfica para os mapeamentos geomorfológicos. são indicadas combinações de cores.. Para tanto.c-·oo_uNJCAÇA___.178~~----~~~~~~~-CAA_rr_x. b) Regiões geomorfológicas . no qual tenta sistematizar metodologias para o mapeamento geomorfológico no organismo.mancha ou polígono de modelado. No anexo 1 do Manual Técnico de Geomorfologia do IBGE (1994). Assim. constituídos como: a) Domínios morfoestruturais-grandes conjuntos estruturais que geram arranjos regionais de relevo. bem como a metodologia utilizada. os de dissecação e os de dissolução. . o mapeamento geomorfológico é muito complexo e envolve taxativamente os objetivos. Todas estas informações tornam muito difícil o estabelecimento de regras ou padrões a serem utilizados._·o_EVISU~M_IZAÇÃO ___ __~_~_c~_ m_DAOOS Observando os mapas geomorfológicos apresentados em Anais de congressos.

__ ____________________________~179 _c~_~_w_7_-_R_E~_~_N1_A~_[s_~_RT_~_·w_1c_·M_:~w_~ rls1_c~ 7. b) Mapa detalhado A diferença deste para o ultradetalhado está na freqüência das observações de campo. A escala dos mapas de solos para reconhecimento é sempre maior que 1:100 000. no segundo. 1999). Para um solo tornar-se conhecido a ponto de possibilitar a indicação de seu uso. A análise de um solo é efetuada com base: a) na composição física e mineralógica do material.2. 7. são efetuados levantamentos de solos os quais resultam em mapas e relatórios. em que as forças formadoras atuaram. elas são bem mais heterogêneas. nas quais é necessário conhecimento detalhado para implantação de projetos específicos em pequenas áreas rurais. Enquanto no primeiro as observações são feitas com intervalos pequenos o suficiente para caracterizar as diferentes unidades de solo. e) na duração do tempo decorrido. necessita ser identificado e classificado. e) Mapa semidetalhado Apresenta escalas variáveis entre 1 :25 000 e 1:100 000.5 REPRESENTAÇÕES DOS TIPOS DE SOLO Os solos são produzidos pela ação dos processos que atuam sobre o material original. áreas urbanas e industriais. . Para tanto. pelo menos. e) na vida vegetal e animal sobre e no interior do solo. Tem como objetivo prover bases para a seleção de áreas com maior potencial de uso intensivo do solo e para identificação de problemas localizados tanto de uso como de conservação do solo. o qual atende diferentes objetivos.5. d) no relevo do terreno. Segundo a EMPRAPA (1979 apud Resende et ai.2. residual ou transportado. Exemplos como este são encontrados em trabalhos executados pela EMBRAPA..1 TIPOS DE MAPAS DE SOLOS a) Mapa u ltradetal hado É confeccionado na escala menor que 1: 1O000 para áreas especiais. chegando a 1:750000. elas são sistematizadas em intervalos regulares com. b) no clima sob o qual o solo ocorre desde a sua acumulação. os tipos de mapas de solos refletem o tipo de levantamento efetuado. uma observação por hectare. neste. d) Mapa de reconhecimento Enquanto nos outros tipos de mapas as unidades mapeadas são homogê- neas.

Na Fi gura 7.180~~~~~~~~~~~~C _AA_rc_ x.9 . As ap licações do mapa de solo vão além da agricultura. Ele é útil para a imp lantação de estradas. • PI/ Figura 7. Brasil (1982) f) M apa generalizado e esquemático O mapas esqu emático é com pilado em esca las muito peq uenas e conseqü entemente mostra extensas áreas._ w_~_ .1 O. apresenta-se um exemp lo deste tipo de mapa. envolvendo vários mu nicípios. no auxílio dos leva ntamentos geológicos. para Estudos de Impactos Ambientais . ou mes mo todo o Bras il.EIA dentre outros. .9). Este tipo de mapeamento pode ser exemplifi cado por mapas de solos gerados no proj eto Radam Brasi l (Figura 7.Mapa exploratório de solos Fonle._Rll_ Rr_ ~N- ~~~~ º·- CO _M_ UN_ ICAÇ ~A_·o_E_ VISU _M_~ ~'~ ÃO_~_D_ AOOS ~& -~ _w_s e) Mapa exploratório O mapa exploratório tem a finalidade de mostrar grandes áreas pa ra uma ava liação genérica do potencia l dos solos de uma determinada região. A esca la do mapa de solo vari a de 1 :1 000 000 a 1: 2 500 000. como uma reg ião geográfica brasil eira.

1969)._CAPíru_.taxonomia dos solos . profundidade. podem existir mapas mostrando a fertilidade e a erodibilidade dos solos (Ranzani. Um mapa de solo deve conter as unidades de mapeamento. vilas e até mesmo as sedes das fazendas. rede hidrográfica.2._lo_7_-_RE_~_~_Nt~AÇÔES~CAR_l_~_w_1CAS_:_MAP_~_r_~-~~~~~~~~~~~~~~~~181 Figura 7. os mapas analisados referentes à Santa . Isto evitará a desuniformidade observada nas simbologias dos diversos mapas de solos existentes. Assim. ou unidades de representação dos solos (classes) são sempre definidas segundo a unidade taxonômica que lhes dá origem. em 1999. o mapa de fundo básico deve conter estradas. declividade.5. Sobre a simbologia utilizada para cada classe de solo.1 O.e também outros detalhes que ajudem a localizar cada unidade. A obrigatoriedade de qualificação taxonômica da unidade cartográfica é estabelecida com a finalidade de excluir a elaboração de cartas de solos mostrando características isoladas do solo. cidades. pois.2 CARTOGRAFIA DOS SOLOS As unidades cartográficas. segundo recomendação de Klamt (2000).Mapa esquemático de solos Fonte: Resende (1999) 7. é conveniente seguir aquela proposta pela EMBRAPA. Entretanto. Concorda-se com Klamt (2000) quanto à necessidade de uniformizar as legendas em mapas de solos. como textura. etc.

como na implantação de grandes obras de engenharia (barragens. Uma primeira idéia do gradiente do relevo pode ser obtida ao se examinar as curvas de nível. Quanto mais próximas.. Geomorfologistas e cartógrafos desenvolveram diversos métodos de construção de mapas de declividade.3 MAPAS CLINOGRÁFICOS Os Mapas c/inográficos ou de declividade como são conhecidos. hidrelétricas. Praticamente todos os métodos têm como base uma carta topográfica na qual a representação do relevo é feita por curvas de nível. Distanciamento horizontal das Distanciamento horizontal das Declividade curvas (mm). A título de referência. Como a declividade é a inclinação do relevo em relação à linha do horizonte. para outros estados.) e na determinação de áreas de risco ambiental.0 4. considera-se o ponto mais alto e a curva de menor valor de uma vertente. Neste último caso.6 2. o Quadro 7. maior será a inclinação do relevo. __ 182~--~~~~~--~~~C_AA_T~_w ~-_R_~-~-m~A~-º~·c_~_uN_ICAÇÃ_. esta falta de padronização também deve ser· uma prática corrente.0 8._O~~ºAOOS--~_~_~_ Catarina e ao Riô' Grande do Sul revelam a existência de diferentes concepções metodológicas de levantamento e representação cartográfica. Quadro 7. têm uma aplicação bastante ampla tanto no planejamento de uso do solo rural e urbano. Conseqüentemente._O_E"1SU~M-IZAÇÃ.0 2. 7. Escala 1: 50 000 (eqüidistância = 1Om) (eqüidistância = 20m) 5% 20. então é fácil perceber que entre duas linhas de curva de nível (Figura 7. considerando duas curvas de nível eqüidistantes ou a declividade total de uma vertente.0 10% 10.12) a declividade será: 1) Declividade em graus =Tgá =cat op/cat adj = DN/dh x E ou 2) Declividade em % = DN x 100/dh x E .2 apresenta a relação da declividade com o afastamento das curvas em cartas de duas escalas usuais. etc.6 20% 5.0 As porcentagens de declividade podem ser facilmente deduzidas. Escala 1: 1O 000 curvas (mm).0 15% 6..1 -Afastamento das curvas de nível e declividade. estradas..

Foram extraídas algumas destas proposições de Simielli (1981 ). Diversos autores propuseram número e intervalos de classes diferentes para construírem os mapas de declividade. > 100 \\ .11 -Esquema de cálculo de declividade em cartas com curvas de nível 7.2 . e De Biasi (1977).1 MÉTODOS PARA A CONSTRUÇÃO DE MAPAS DE DECLIVIDADE O primeiro problema na construção de um mapa de declividade é a determinação das classes de declividade. Em que: DN = diferença de nível ou de altitude (m) dh = distância horizontal (mm) E= denominador da Escala Para calcular a declividade entre os pontos A e B (na escala 1:1O000): Decl = 1Ox100/15 x 1O 000 Decl = 6.vert.3 .3% 120 130 140 140 110 100 Figura 7.66% A declividade entre os pontos x e y será: Decl = 50 x 100/19x10000 Decl = 26.Proposições de classes de declividade para a construção de mapas Cazabat Agência Defesa (EUA) De Biasi Chianini & Donzeli (1968) % (1974) % (1977) % (1973) % 0-5 0-3 <5 <12 5 -15 3-10 5 -12 12-20 15-25 10-30 12-30 20-40 25-35 30-45 30-47 >40 \ 35-45 45 -100 47 -100 > 45 100 . sendo então: Quadro 7.

_o_EVISU~M-~~~-º~~DAOOS~~-~-cw_s Segundo a EMBRAPA (1999). Um dos métodos mais usuais de se fazer manualmente um mapa de declividade é aquele que considera duas curvas de nível para definir facetas de declividade homogênea. o relevo pode ser classificado em função da declividade como apresentado no Quadro 7. os procedimentos automáticos são bem-vindos. em uma carta na escala (E) 1: 50 000.184~~~~~~~~~~~C_AA_T~_·w~~-_R_r~_rn_NT~AÇÃ_O~. . Da mesma forma. haverá uma distância horizontal de oito milímetros. conforme as fórmulas abaixo. os manuais destes softwares não explicam qual método é uti 1izado.c_OMU_NJCAÇA ___.4. desde que os resultados obtidos atendam. Há necessidade disto. o afastamento horizontal e a diferença de altitude . Quadro 7. Portanto.3 . na qual a eqüidistância das curvas de nível (DN) é de vinte metros. Geralmente. para uma declividade de 5%.Classificação do relevo em função da declividade Declividade (%) Tipo de relevo 0-3 Plano 3-8 Suavemente ondulado 8-20 Ondulados 20-45 Fortemente ondulado >45 Montanhoso Além da definição de classes é preciso conhecer pelo menos um dos métodos de construção de mapas de declividade. se já estão definidas as classes de declividade. Considerando a escala do mapa. pode-se desenvolver manualmente um pedaço pequeno do mapa e comparar os resultados.13.eqüidistância das curvas de um mapa -obtém-se o valor da declividade. É claro que a geração de mapas de declividade por métodos manuais é muito laboriosa. Para obter estes dados é necessário apenas substituir os valores na fórmula de número dois. A declividade será: l) Tga = cat op/cat ad = DN/dh x E ou 2) % = DN x 100/dh x E Por exemplo.ção do mapa seja feita automaticamente por alguma ferramenta disponível em software SIG ou em algum software desenvolvido especificamente para esta finalidade. ou melhor. é possível descobrir qual será o valor da distância horizontal entre as curvas correspondente a cada classe. mesmo que a produ. descrevam com eficácia as declividades da área em consideração. Como já discutido. a declividade pode ser calculada em graus ou porcentagem de inclinação. ao se conhecer o método. Veja o esquema na Figura 7. Por isso.

8-m....0 8.. as áreas de meno r decli vidade mais c laras (am arelas) e seguindo no sentido levógiro d o círculo das cores até o vermelho escuro ou roxo. ._ ~_.. declividade na escala 1:50 000 a Declividade (%) Distância horizont al (mm) Figura 7.14)... Po r exemplo.4 . evite usá-lo.Declividade entre duas curvas.. dando preferênc ia para um esquem a gradual de cores. Ele será o gaba rito qu e registrará as muda nças de decli v idades entre duas curvas na carta. 1 120 Quadro 7.Il ustração ela 5.1.1 2 . Cuidad o com o magenta..0 decliviclacle entre duas curvas 10 4. pois.1-+ m- ___._ CAP1 _1_u1_ 0 _7- _R_fl'll _r_ YN_ T~ ~oo ~ c~ _...w _ ·ICAS ~:~_w_~_r_ ÍSIC_ m~~~~~~~~~~~~~~~~ l8 5 De maneira semelhante. calculam-se todas ou 120 outras distâncias horizontais (Quadro 7.0 30 1. Para construir a carta de decliv idade. . coloca- se o gabarito sobre duas curvas de nível de forma 140 que fique perpendicular entre elas e.3 40 1. marcam-se os limites ou mudanças de decli vidade na área entre 20m <-DN j as duas curvas (Figura 7.0 de nível 20 2.13 . obtida com uso de gabarito de distâncias horizontais Escolhe-se uma cor para cada c lasse.5) para as decl iv idades desejadas e então...' Figura 7.dl.Distâncias hori zontais e respecti va .__.0 IGABARITO 1 . ele pode "quebrar o esquema de cores" . Plóshco Transparenlo 1 120% ~] 1 1 '-----------. marcam-se estas distâncias gráfi cas em um pl ásti co transparente.

as leis são rigorosas na questão do uso da terra para cada imóvel. 1997). E na área rural. pode servir para a produção de madeira. por exemplo.4. Algumas vezes é mais difícil identificar o tipo de uso. solo nu. Continuamente são requeridos zoneamentos urbanos para designar e localizar os diferentes tipos de uso e atividades econômicas permitidas nos centros urbanos. a cobertura da terra é concreta e está sujeita à observação direta (Campbell. etc.4 MAPEAMENTO DO USO E COBERTURA DA TERRA Um mapa de uso e cobertura da terra de um determinado território é um dos mais importantes para diversos estudos e aplicações porque faz a ligação entre os elementos físicos e os sociais. A cobertura da terra é geralmente designada como a cobertura vegetal natural e antropogênica. estrutura urbana. mostra as relações entre os seres humanos e sua interação com o meio ambiente (Campbel 1. para a recreação. O termo uso da terra é geralmente ligado às atividades humanas sobre uma extensão da superfície terrestre. Enquanto o uso da terra é abstrato. pastagens. O disciplinamento deste uso é efetuado por leis e pela fiscalização do seu cumprimento. Exemplos das transformações na superfície pelo uso da terra são as cidades e os campos de cultivas. terra arada. Ou de forma mais abrangente. Um exemplo deste tipo de mudança do Código Florestal refere-se à proteção dos mananciais e à área de mata ciliar. O desenvolvimento de leis e a fiscalização da terra.sede da propriedade. no sentido lato. Acontecem muitas situações de conflitos. como é o caso de florestas. por causa. por causa do uso da terra preexistente dentro desses trinta metros . com certeza.c_~_tUNlCAÇÃ~-º-EVISU~ALIZA---ÇÃO~~-DADOS~~-~-~- 7. cu ltivos . floresta densa. Por exemplo.186~~~~~~~~~~~-CAA_'Tl_XJW~~--~-·u~_l~_Nl_A~_~_. ignorando seu uso. incluindo feições da vegetação e ausência de vegetação. tanto nos aspectos social e econômico como ambiental. hoje em dia esta área é de trinta metros. pocilgas. os quais são facilmente identificados pelas suas feições físicas. Entretanto. dos problemas ambientais. 7. podem criar situações indesejadas. 1997). principalmente. pode ser uma área de proteção ou preservação. Pode haver muito pouca ou nenhuma evidência quanto ao tipo de uso que pode ocorrer em uma floresta. Antes eram cinco metros de vegetação considerados de preservação permanente em cada lado dos cursos d' água com menos de dez metros de largura. como por exemplo o uso turístico.1 APLICAÇÕES DOS MAPAS DE USO E COBERTURA DA TERRA O uso da terra faz parte de um dos mais problemáticos embates enfrentados pelos governos. a cobertura da terra designa a evidência visível do seu uso.e a necessidade .

7.2 ESCALAS DOS MAPAS DE USO ECOBERTURA DA TERRA As cartas de uso da terra em escalas grandes 1: 500. . no controle da produção agrícola. legisladores e administradores precisam saber como proceder com respeito à locação de terras para usos alternativos em regiões geográficas específicas. os rios. fiscalização e controle de áreas de proteção ambiental. ou ainda para a criação de leis de proteção ambiental. Para uma visão geral da área urbana e de expansão urbana._. Esta mudança pode inviabilizar a produção agropecuária de muitas pequenas propriedades rurais. no planejamento municipal. as informações sobre o uso da terra oferecem elementos para formar políticas com finalidades econômicas. reservas cênicas ou de biodiversidade. a escala do mapa fica atrelada ao grau de detalhamento. logicamente. Em nível nacional.4. Por exemplo. seleções de áreas para equipamentos públicos como parques e escolas. Na área urbana. Por exemplo. E devem estar presentes pelo menos os seguintes elementos: as quadras. Em nível estadual. o arruamento e avenidas._c~_ru_L_o7_-_R_~_&_m_~~~-s~_R_roc. lagos e canais e.RAF_. no planejamento agrícola. para casos específicos relacionados ao meio ambiente. o mapa de uso do solo ou de uso da terra urbana deve ser confeccionado em escala que possibilite. controle do crescimento urbano. ou classes a serem representadas. implantação de novos empreendimentos comerciais e industriais. no estabelecimento de áreas de mineração. obter todo o mapeamento do território de interesse. Algumas das aplicações importantes dos mapas de uso da terra na zona rural são para o planejamento deste uso dentro de cada parcela fundiária. 1: 1 000 e 1: 2 000 são utilizadas pelos governos locais em áreas urbanas que requerem informações muito detalhadas ou. a divisão de bairros. os elementos de fundo básico dos mapas de uso do solo urbano são extraídos das cartas cadastrais urbanas. localização. extensão e caráter da mineração em superfície e estabelecimento de instalações de defesa nacional._1CAS_:_~~-~_ri_~-~~~~~~~~~~~~~~~~187 de modificar tal uso em virtude da mudança da lei. é também considerado nos dois níveis de administração político-territorial: o estadual e o municipal. em uma única vista (folha). Neste caso. os mapas de uso da terra são úteis especialmente para o zoneamento urbano. para o estabelecimento de parques. no controle do desmatamento e previsão de estoque de madeira. no planejamento e controle de obras para manutenção de rodovias intramunicipais. Geralmente. na preservação ou proteção ambiental. Este produto cartográfico é de grande utilidade para o planejamento e extensão rural. demográficas e ambientais.

Podem ainda ser executados levantamentos "ultradetalhados" para atender a problemas específicos. como as redes viária e hidrográfica e a nomenclatura dos principais acidentes geográficos naturais e artificiais. semidetalhado e ultradetalhado. Sua confecção exigirá procedimentos de generalização cartográfica. conforme a intensidade de detalhe que apresenta. Conforme explicado.000. Para os mapeamentos de reconhecimento. os mapas devem ter escalas 1: 5 000 ou 1: 1O000. permitindo um detalhamento cartográfico das feições superficiais na delimitação das classes. são obtidos das Cartas do Mapeamento Sistemático Nacional nas mesmas escalas.000 até 1: 50. Por exemplo. Tanto nos mapas urbanos de uso da terra como nos de uso da terra do meio rural. por isso.000) como úteis no preparo de programas nacionais de desenvolvimento. nas escalas 1: 750. as estradas e rios. Nestes casos. confeccionadas em escala 1:20000 até 1: 50 000. Para se distinguir a área de cada parcela. são restritos às pequenas áreas para atender a problemas específicos e a decisões locais. a carta de referência para fundo básico será aquela do mapeamento cadastral rural. Os mapas de uso e cobertura da terra devem ser elaborados de tal forma que atendam os mais diferentes usuários. Neste caso. As escalas dos mapas também podem atingir até 1: 500. núcleos das vilas. podem atender a uma ampla faixa de objetivos. de dados de sensoriamento remoto. desde os planejamentos nacional. geralmente. o IBGE (2006) coloca os mapeamentos exploratórios (escalas 1: 2. igrejas e cemitérios. contendo toda a estrutura fundiária. como já comentado. dependendo do tamanho médio das propriedades. permanecem como elementos de fundo as redes viária e hidrográfica e a estrutura fundiária. . As classes de uso podem ser simples ou associadas e obtidas. Quanto menor a escala maior será a generalização cartográfica. auxiliando-os na tomada de decisões e.000 a 1 :750. estadual e municipal até o de bacias hidrográficas. Uma visão mais genérica é obtida com as cartas das glebas.500. Exemplos destas aplicações estão nos Estudos de Impactos Ambientais para a implantação de obras de engenharia ou de indústria poluentes. As escalas para o mapeamento do uso do solo rural variam em função dos objetivos. devem trazer o detal hamento desejado em cada aplicação. diferentes propósitos e usuários determinarão distintos níveis de detalhamento e escalas dos mapas. os nomes dos principais acidentes geográficos naturais e das vias de circulação devem estar presentes. Elementos do mapa básico. As outras escalas de mapeamento que ele designa como detalhado.

_CAP_ir_uw_7_-_R_~_&_Ni_~ôcs __a_Rr_~_. as cores e mais alguns símbolos.5. As sete grandes classes de uso da terra são: 1) Agricultura. c =finalidade para corte e (b) =gado bovino O novo manual do IBGE (2006) caracteriza os tipos de mapeamento de uso da terra em três níveis: nível 1 (classes). 2006). já com as cores adotadas e a nova nomenclatura. Por exemplo: . 6) Áreas especiais e 7) Áreas urbanas. o novo sistema de classificação de uso e cobertura da terra proposto pelo IBGE aplica números e cores para o segundo nível. 3) Industrial. No manual elaborado para o mapeamento do uso da terra (IBGE.AA_nc_M_:~w_~_r_fs1_c~~~--------~----~--------~189 7. 4) Extrativismo. na intenção de fazer a diferenciação de cada uma.4. Assim. . e 5) Uso Misto. conforme esquema simplificado aqui e exemplificado no quadro 7. 3) Agropecuária. os tipos também e os subtítulos letras minúsculas. 2) Pecuária. Em cada uma delas podem existir subdivisões que geram tipos diferenciados que devem ser bem caracterizados para eximir eventuais diferenças regionais. Para as áreas urbanas o IBGE propõe cinco classes: 1) Residencial. com pastoreio do gado bovino.1. 5) Mineração. são apresentados quadros com a classificação proposta. Um exemplo de como estas classes podem ser subdivididas e apresentadas em cada nível de mapeamento foi mostrado no Quadro 7. E = Sistema Extensivo. 2) Comercial e de Serviços. 4) Complexos Industriais e Comerciais. PEc<hl = Pecuária em Sistema Extensivo com finalidade para corte. Cada grande classe recebe uma letra-símbolo maiúscula. Em que: P = Pecuária. Para as cores propõe o padrão internacional e referência às informações em RGB para tornar possível o seu uso em qualquer software. agora com números.3 (LASSES DE USO DA TERRA O IBGE (1999) criou um sistema de classes no qual divide o uso da terra em sete grandes classes. nível li (subclasses) e nível Ili (unidades).

Áreas de Floresta Ex: 3. pátios de manobras.5 .4.9. 4) serviço: educacional. Água 18 unidades Corpos d'água cor Azul Celeste (RGB) Ex: 4.2. áreas de preservação (mangues).Reflorestamento definido para o nível 2. 1) Residencial: multifamiliar.2 efluente agrícola Fonte: Elaborado com base em IBGE (2006) Um detalhamento do uso da terra em área urbana foi proposto por Gautam (1976 apud Campbell. 3) uso industrial: centros industriais. Apresenta-se a seguir esta classificação adaptada para a realidade brasileira.1.1.Captação p/ Continental definido para o nível 4.Peq.Cidades e vilas para o nível 1. .2 antrópicas 13 unidades cor Ocre (RGB) definido agrícolas Pastagem Ex: 2.3 .Terra Indígena para o nível 3.C_Th_ru_N_'ICAÇÃ~·-o_c_m_u~_~~_o_~_DADOS~-~-~_w_s ____ Quadro 7.2. estações de energia. 8) corpos d'água: lagos. Áreas Áreas Urbanizadas Ex: 1.7 . indústrias.1.2 10 unidades cor Amarelo claro (RGB) Cultura Temporária Ex: 2.1 antrópicas Areas de Extração.3.1 10 unidades cor amarelo escuro (RGB) Cultura Permanente 2.Níveis de mapeamento Nfvel 1(classes) Nfvel li (sub-classes) Nível Ili (unidades) LeRenda (cor) 5 unidades cor Rosado (RGB) definidos 1. conjuntos habitacionais.2.7 .4 . estádios. 9 . playgrounds e clubes.Extrativismo para o nível 3. 5) recreacional: parques e jardins. Áreas Ex: 2. canais a céu aberto e 9) vazios urbanos: terrenos vazios. loteamento em desenvolvimento. tanques. edifícios públicos (teatros e ginásios).AA_F_~_-_~_~™~NT~A~~··c~>. condomínios. 4 unidades cor Lilás (RGB) definido não agrícolas Mineral Ex: 1.2 16 unidades Corpos d'água cor Azul-claro (RGB) Ex: 4. ferrovias. 6) areas religiosas: igrejas.3 . p/ para o nível 2. Extens. centros de bairros. hospitais. favelas ou bolsões de pobreza.Terra indígena para o nível 1.2. estações rodoviárias e ferroviárias. templos.4 37 unidades cor Verde (RGB) definido 3.190~~~~~~~~~~~~~C_AA_T~_.Receptor de Costeira definido para o nível 4.Banana definido para o nível 2. 2) uso comercial: centro comercial. administrativo.1 vegetação animal (carangejo) natural 7 unidades cor Cinza (RGB) definido Campestre Ex: 3.Arroz definido par o nível 2. Ele dividiu o uso da terra urbana em nove classes principais e dentro de cada uma fez subdivisões na tentativa de especificar o tipo de uso. mosteiros. 1997).1 abastecimento doméstico 4.4 . 7) transporte e comunicação: rodovias (avenidas rápidas).5 .1.8 .3 corte e leite 4 unidades Cor Mostarda (RGB) Silvicultura Ex: 2.

Um exemplo de mapa de uso e cobertura da terra p ara fin s de zoneamento ambiental está mostrado na fi gura 7. município de Balneário Carnboriú .. :1 ·º~ .:ai D i::::::m LEGENDA Floresta Ombrofila Densa Vegetação estágio avançado Vegetação estágio médio Vegetação estágio inicial Praia Costão Área edificada 1 1 t o ESCALA 120 1 Fo!01n1erp1e1oç..5 N 1 -- ~.-. É importante estar c iente que o obj eti vo em qu estão definiu quais classes deveriam ser del imitadas. de 2002 com 24Gm lotografias oi\reos do ano de 2000 na escala 1·8000. -----~ ~ ---.·.. por ser um organismo oficial de m apeamento._ c~ _-_ TU_~_8_-_B_ ASC_~_~_Ti_ ~ICA ~PAAA~R_ f~_rn_N_l~ ~cr_s_1_~_"T_ ICAS ~~~~~~~~~~~~~~~~~-191 Seri a interessante rever a proposta do IBGE quanto à d ivisão de classes. principalmente para os mapeamentos detalhados e do uso do solo urbano e rural.ão realozt1da em dez.SC Fonte: Reck (2003) .·. Exccuçllo: Cláudia Rcch Oig11olozoção. Figura 7. \ 7009kmN 739. e isto facilitaria uma padronização dos mapeamentos executados pelos diferentes organi smos em diferentes níve is ele governo e inc lu sive na academia. '. Parece necessá rio rever também a simbo logia ca rtográfica proposta por esse o rga ni smo considerando a di sposição final dos mapas em tela de monitor ou impressos. ele poderi a condu z ir a proposição de normas p ara o mapea mento temático em esca las grandes.· { 1 . . . 1 o 70Cfl 5 .·i& ·. Baso Ca~ogrâfica: Escala 1:10000 do ano 1~ Estrada pavimentada de 2000. S1mono OanieUo Moretli Fonte . .Mapa de uso e cobertura da terra na APA da Costa Brava. mesmo sa bendo qu e o mapeamento em esca las grandes não é da competência desse orga nismo.11. Entreta nto.\· · . 1 / · . Estrada sem pavimentação 1.14 .' o •• 1 1J .51(mS 7~0.: .

para estudos mais específicos. ela precisa ser tratada à parte. Um mapa simples da rede hidrográfica pode se obtido a partir de um mapa de base. geológico. como os mapas são confeccionados em meio digital. como uso da terra. Porém. ela é um dos elementos fundamentais a serem mapeados. No primeiro caso.192~~~~~~~~~~~-CAA_T~_m~~_-R_c~_&_NT~A~_·o_.1 MODIFICAÇÕES NA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA EM MAPAS DA HIDROGRAFIA Além dos mapas simples da hidrografia. De qualquer forma. Devido a sua importância. como por exemplo. mas principalmente nos estudos geológicos e geomorfológicos. algumas curvas de nível (as de maior. é permitido utilizar a variável valor ou tamanho.5 MAPEAMENTO DA REDE HIDROGRÁFICA A primeira finalidade de um mapa da rede hidrográfica é possibilitar a identificação das características da hidrografia. a caracterização ambiental de uma bacia hidrográfica. Nos mapas de base. intermediário e menor valor) e pontos de altitude. Em seguida.5. é possível obter diversas medidas executadas diretamente no computador. o qual tanto pode ser uma carta topográfica (escala média) ou uma carta cadastral (escala grande)._~_o~~ºAOOS~~-~-~- 7. Um mapa hidrográfico possibilita obter informações tanto do aspecto geomorfológico da bacia-distribuição espacial dos rios. padrão de drenagem - quanto do aspecto morfométrico .c_~_ruNIOl ____~_·o_E~_ru_AUZA____. O rio principal deve ser o de . é preciso saber que uma grande quantidade de informação pode ser obtida correlacionando estes dois tipos de mapas. a extração da rede hidrográfica é facilitada porque basta separar a "camada" que contém estes dados. Devido à estreita relação entre a rede de drenagem e o substrato geológico. assim como o perímetro urbano. relacionando-a ao contexto estrutural. Atualmente. o traçado e detalhamento são definidos pela escala. nome dos rios e lagos. geomorfológico e de solos. visualizando na tela. É sempre útil manter em um mapa hidrográfico. litológico e de escoamento superficial. para melhorar a visualização da ordem dos rios. Por exemplo. a rede de drenagem faz parte da maioria dos mapas temáticos físicos. é possível melhorar a visualização cartográfica trabalhando com as variáveis visuais. O mapa hidrográfico é indispensável para muitas aplicações. é possível utilizar diferentes tons de azul ou cinza para dar esta idéia de ordem.densidade da drenagem e estrutura hidrográfica. 7.

Um exemplo interessante foi mostrado por Graciani (2000) para os valores de pH da água em lagos artificiais. Ele utilizou classes e cores conforme apresentado na Figura 7. Também usando a variável visual cor. __ _c~_r_uL_o7_-_R_c~_c~_N_TA(~ôcs-CAR T~_-RAI_. a maior espessura deve ser a do rio principal.4 Magenta -ANEA de 12m Magenta 2 . na área de exploração de carvão mineral. é muito interessante utilizar a variável visual cor.3 Azul escuro -ANEA de 16m Vermelho< 2 Preto . Para tanto. no Sul de Santa Catarina. a) b) Classe de valores de pH Faixa de preservação Azul claro> ou= 5 Azul claro -ANEA de Sm Azul escuro 4 .5 Verde -ANEA de 8m Lilás 3 ._1cM_:_~w_m_rr_·s1c_us____________________________~193 azul mais forte. Outra aplicação interessante de mapas da rede hidrográfica é na caracterização visual do grau de contaminação/poluição dos rios.15 .1 S(a). Novamente. Se optar em utilizar a variável tamanho.AN EA de 45m Figura 7. Ficando categorizados conforme amostrados na Figura 7. Compilado a partir dos mapas originais coloridos (no mapa original cada nome da cor é substituído pela própria cor) Fonte: Graciani (2000) e Fernandes (2000) . devem ser escolhidas diferentes espessuras para o traçado dos rios. Fernandes (2000) caracterizou o tamanho da faixa de preservação necessária para cada rio de uma sub- bacia hidrográfica em Blumenau. Elas devem ser escolhidas de forma que o olho do observador consiga hierarquizar a rede hidrográfica com facilidade.1 S(b). SC.Legendas de mapas mostrando aplicações da variável visual cor em mapas da rede hidrográfica para estudos ambientais.

50 / 51 . o número de classes e o intervalo das classes. ou seja. Por exemplo. os dados. Portanto.censo.. ou (b) Proporcional. chega o momento de preparar os dados. As quantidades não aparecerão em valores numéricos já que estes ficarão implícitos. por exemplo: de O. que seja visualmente fácil distingui-los individualmente e em conjunto. podendo aparecer somente dentro do texto descritivo e explicativo do assunto que está sendo tratado. o primeiro passo. na maioria das vezes. Por outro lado. o mapa mostrará com clareza os valores da densidade demográfica. é analisar as características dos dados. Na escala ordenada. BASE ESTATÍSTICA PARA REPRESENTAÇÕES TEMÁTICAS 8. Baixa/Média/Alta/Muito Alta. Éimportante conhecer a distribuição espacial do fenômeno geográfico em questão. Em resumo pode-se dizer que. pesquisa no campo com questionário. a densidade demográfica de um determinado espaço geográfico é considerada como um fenômeno contínuo. antes de iniciar qualquer processo de mapeamento. de modo conveniente. como foram obtidos . que tipo de fenômeno geográfico . escolher o método de mapeamento. O segundo passo é decidir qual o nível de medida ou descrição que se quer dar aos dados. independentemente do processo de mapeamento ocorrer de forma manual . a simbolização. etc. Ela pode ser apresentada por duas diferentes escalas de medida: (a) Ordenada.20 / 21 . Após decidir qual escala de medida será utilizada. serão consideradas características descritivas da densidade como.200 /mais de 201 habitantes por quilômetro quadrado. na escala proporcional. amplitude dos dados e número de dados.concreto/abstrato. por exemplo. é preciso dispô-los de tal maneira.1 TRATAMENTO DE DADOS ESTATÍSTICOS PARA A PRODUÇÃO DE MAPAS A prática tem mostrado que. é necessário arranjar.

porcentagens. a atualidade e a exatidão dos dados. . g) agrupamento dos dados . concreto ou abstrato. leitos hospitalares e escolas da rede oública. etc. extrair o que interessa aos objetivos e ordená-los segundo alguma ordem (alfabética. Exemplos: população das capitais. e) tratamento dos dados . 8.2 DADOS ABSOLUTOS E DADOS DERIVADOS Os mapas temáticos podem mostrar a distribuição espacial de: a) Dados qualitativos ou quantitativos absolutos. cores e textos sobre o mapa.. d) seleção e ordenamento dos dados-quando utilizar fonte de dados de levantamento estatísticos. e a vai idade dos dados.adequá-los ao tipo de representação que se pretende executar.símbolos. contínua de transição suave. médias. h) escolha de um método de mapeamento e preparo do mapa de fundo e i) escolha de uma legenda . isto significa fazer os cálculos necessários para obter dados derivados como. tendo em mente como este fenômeno pode ser traduzido ou reduzido para sua representação . quando. f) arredondamento dos valores obtidos nos cálculos . densidade. e) escolha da escala de medida para representar o fenômeno. b) conhecimento da distribuição espacial do fenômeno-se é discreta.w_~_-_R_c~_c~_NT~~~--º~·c_~_ruN_ICAÇA~·-·o_E~_~_Af_~~~-·o_~_DAOOS~-~-~~IAIS ou com ajuda de computador em programas CAD ou SIG. os quais são expressos no mapa em termos absolutos de acordo com alguma escala de medida. potencial.quantitativo ou qualitativo.196~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_.neste processo estão incluídas a determinação do número de classes e a do intervalo de classes. ou contínua de transição abrupta. sempre devem ser observados os seguintes passos: a) análise das características dos dados . ordenada de intervalo ou proporcional. Estas questões indicarão a utilidade. com quais propósitos foram levantados e quanto tempo foi empregado para tal tarefa bem como em quais áreas foram levantados. ou seja. linhas ou volumes. Para tanto. pontos.geralmente os dados decimais não têm significado em um processo de mapeamento. Ter em mente que o mapa deve retratar os dados estatísticos da melhor forma possível. e dos dados complementares.áreas.nominal. ou numérica crescente ou decrescente). é preciso converter os dados em mapeáveis.

como conhecer a densidade urbana. pois houve mudanças quanto às relações de produção e à importância econômica disso._CAPl_r_ul_o8_-_B_~_m_A_TITT_C_AP_ARA_R_r~_~_cN_TAÇ~ÕES-T_~_"T_ICAS ____________________________~197 b) Dados quantitativos derivados são expressos nos mapas mostrando valores derivados dos dados originais. isto não se aplica mais. considerando a razão entre população e a área. ou ha). número de residências por bairro. o valor da densidade. Os dados derivados incluem pelo menos três classes de relações: densidade. mostram relações entre feições ou sintetizam os dados de forma mais conveniente.2.1 DENSIDADES A origem da densidade. e medidas estatísticas como. Atualmente. a densidade da população rural pode ser mais significativa se considerada em relação à área total de terra cultivada. ou outra característica espacial. pode não ser tão significativo quanto àquele expresso pela razão entre o caso e parte da área relacionada. como número de pessoas/km 2. era medir os recursos disponíveis para a população. taxa de urbanização. Novas interpretações surgiram para as densidades. variância e moda e razões. Se havia elevada densidade de população. número de postos pol iciais/km 2 e o número de cabeças de gado/ha. número de jovens por estado e quantidade destes nas universidades. considerando o número total de uma certa população dentro de uma área total. 8. médias. . desvio padrão. considerava- se haver menos recursos ou meios para o seu auto-sustento. que é mais importante para o objetivo em análise do que a área total. ou o quanto as cidades estão verticalizadas. renda per capita. segundo Kraak e Ormeling (1997). Quando se quer entender o crescimento geográfico relativo ou dispersão de um fenômeno discreto. conhecer certas características de um conjunto de dados. a densidade será obtida pela seguinte relação: D= N/A Em que: N = número total em uma unidade e A = área da unidade considerada (km 2. Em algumas circunstâncias. Exemplos: densidade de população. Por exemplo. como: quantidade de bombeiros e o quanto destes possui curso médio.

.esmente. é útil obter os desvios padrões da distribuição e apresentá-los também na forma de mapa. Espera-se que ocorram menos valores quanto maior for o desvio da média. sobre a média é estatisticamente dado pelo desvio padrão (õ). . O índice de dispersão dos dados.2 MEDIDAS ESTATÍSTICAS DE TENDÊNCIA CENTRAL 8. que descreve a freqüência predita com que a variação dos valores ocorre: . a média da série geralmente é um bom sumário.~··_·o_E~_~_M_~_~_o_~_OAOOS~-~-~~- 8. Matematicamente.1 MÉDIA ARITMÉTICA A média é o valor mais comum derivado de dados. simpl.2. Espera-se que ocorram mais valores perto da média aritmética. entretanto. Por isso. os pontos discrepantes dos demais podem interferir significativamente baixando ou aumentando a média. A maioria dos mapas que apresentam taxas. é importante também avaliar como ela serve para calcular a medida da "tendência central" da distribuição.198~~~~~~~~~~~-CAA_T_OOW~~--~-·~-™_N_~~~º-•<_l~_ru_NICAÇ'. Convém lembrar que o índice de dispersão dos dados é baseado no conceito estatístico de distribuição normal. Mas existem ainda outros tipos de médias. então a média não é um bom sumário. pois. Quando os números dispersos variam consideravelmente. O conceito de média aritmética geralmente está associado à média.1 ). nos últimos seis anos é calculada assim: 33 + 28 + 32 +30 + 33 + 31 / 6 = 31 Uma expressão genérica pode ser formulada assim: X= Lxl n Onde: L. Se a variação dentro de uma categoria considerada é pequena. quantidade de produção e fenômenos climáticos usa este tipo de média para representar o tema. junto com o mapa do tema no qual se considerou a média. quando se quer conhecer melhor o comportamento espacial dos dados e sua variação. . E que a curva normal descreva este tipo de distribuição (Figura 8. a temperatura média máxima em Florianópolis no mês de janeiro. a média aritmética é definida como a soma dos valores dividida pelo número de valores observados. Por exemplo.x =soma de todos valores e n = nº de vezes que x ocorre A média é facilmente calculada.2.2.

1 .Curva normal 8. Como observado na Figura 8. A variância de um conjunto de valores é dada pela seguinte ex pressão: 52 = L( x . A média estará no pico da curva e a área com hachura marca a proporção de ocorrências dentro do desvio padrão da média. no eixo y. que é dado po r: S = ~L)x . então. A curva é obtida pelo "encontro" dos va lores mostrados obtidos nos eixos x e y. X )2 a soma dos desvios quadráti cos e. X Vai. se extrai a raiz obtendo-se. a unidade de medida será a unidade considerada para medir os dados ao quadrado. ocorrênc.2._ CJJ>i _·ru_L_ o_ B-_B_ ~_m _A_ Tlsnúl ~P_ AAA ~ Rr~ _&_N_ TA( ~OO ~ lli- "_ TICAS ~~~~~~~~~~~~~~~-199 A curva norm al mostra os va lores da distribuição norm al dos dados. Como a variânci a é obtida em função dos desvios quadráticos.X) 2 / n-1 . o desvio padrão. o desvio padrão e/ou a variância aval ia a dispersão do conjunto de va lores em análise. X )2 / n . é preciso obter a Média Aritméti ca para depoi s calcul ar a variância e o desvio padrão. Eles são calcu lados a partir do va lo r da m éd ia aritmética e fornecem informações complementares dos dados.X )2 o desvio em relação à média para cada va lor.2. Ass im. L( x . as maiores freqü ências estarão no centro da cu rva .1 Sendo: ( x. n o número de va lores ou dados.2. Figura 8. para retirar o quad rado. o número de oco rrência s (o u m ai s co mumente designado na es tatísti ca como as freqüências). y = n º de ocorrênc. Desta forma. o gráfico da distribuição norm al tem a form a de um sino e é simétrico em relação à méd ia. para ev itar os desvios negativos. Então. No eixo x estarão os valores das ocorrências e.2 VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO Conforme observado no item anterior.

que duas ou mais categorias estejam igualmente compreendidas em uma unidade de área ou que a variação dentro da unidade de área ocorra para alguma classe em mais que 25% da área. sem agrupamento em classes. Para tanto.200~~~~~~~~~~~-C_. 1995). por exemplo. a mediana será 18. 18. o uso da terra e a cobertura vegetal. por definição. Nestes casos.c_·~_ruN_~~~-·o_E_~s_uM_~~~-·o_oE_o_m_~-~-PAC~1Ns 8. 17.2. para um conjunto de valores observados: 15. Considerando áreas. na seguinte distribuição. Por exemplo. as categorias são mapeadas com base na classe modal predominante. 17. 6/2 e 6/2 + 1 = 3 e 4 O número três representa o terceiro dado e o quatro. São. 25. Épossível.AA_r_1A-_R_1·~_csc_Nr~~-Ao~.. Martins. 8.2. Se o número de dados for Qfil.2. respectivamente os valores 18 e 20. e indicada por +=18 Para o conjunto 15. 20. 1982). a moda será 248 e é indicado assim: Mo= 248. 18.AR_«x_. Por exemplo. ou seja. a mediana será 19 ou+= 19. Conclui-se por meio dos exemplos que. a classe de área modal é definida como aquela que ocupa a maior proporção de uma área. é o valor que ocorre mais freqüentemente na distribuição. . a mediana será 19. que no caso terá como resultado 3. quando o número de dados for ímpar a mediana será obtida por: + = n + 1/2.2. o quarto dado. então. é necessário arranjar os dados em ordem crescente. 24. a identificação da moda é facilitada pela observação do elemento que representa maior freqüência (Fonseca. Xi 243 245 248 251 307 Fi 7 17 23 20 8 A moda é uma medida estatística apropriada para representações em que a Escala de medida adotada é nominal. 20. (Robinson et ai. Para distribuições simples. como: a característica do solo. a mediana será a média entre os elementos centrais e será dada por: + = n/2 e n/2 + 1 no exemplo.3 MEDIANA A mediana é utilizada para mostrar o elemento que ocupa a posição central em um conjunto de dados.4 MODA A moda é uma das principais medidas de posição e. aquelas feições mapeadas segundo a área que ocupam. não a de maior freqüência de ocorrência. o terceiro elemento que é 18. Portanto. 24.

.2. Para fazer o mapeamento é preciso calcular a taxa de variação existente em cada unidade. e) distribuição assimétrica negativa Todas essas três medidas de tendência central não fornecem. mais representativa é a categoria na unidade considerada. Como já afirmado. 8. em uma distribuição com assimetria negativa observa-se que a Média < Mediana < Moda (Figura 8. os quais defendem que: . Mo= x =X Mo x X x X Mo Figura 8. algumas vezes.2a).2b) e que . em uma distribuição assimétrica positiva observa-se que a Média> Mediana > Moda (Figura 8. é determinada como área modal.5 RELAÇÃO ENTRE MÉDIA.2 -Simetria da curva de distribuição dos dados: a) distribuição simétrica. existem casos em que a média não é muito representativa de uma distribuição. b) distribuição assimétrica positiva.2c). MEDIANA E MODA As seguintes observações foram efetuadas tendo como base Fonseca e Martins (1982). . dados que representam realmente o caráter da distribuição. em uma distribuição simétrica observa-se que a Média =Mediana = Moda (Figura 8. Quanto mais próxima de zero. que será assim obtida: V = 1. maior proporção de área ocupada por uma categoria.2. A taxa ele variação indicará a proporção ele área ocupada por cada categoria não modal._c~_rr_uL_o_8-_B_~_r_s~_T~_TK_A_l'A_RA_Rl_1~1_~1_N~~~(C_)rS_H_A~_T1c_~_______________________________ 201 A freqüência zonal. amodal / A a mora1 1= área ocupada pela categoria modal na unidade e A = área total da unidade.

Ex.6 .exemplo: população urbana/população rural. Ex. proporção de carne bovina em relação à criação total são alguns exemplos do emprego da razão. nb = número de outra categoria e N =número total das categorias 8. os valores a serem mapeados serão necessariamente resultados das operações básicas como: Taxa .59 P 7. 1 P 9 .9. PROPORÇÃO E PORCENTAGEM Os dados derivados que expressam as quantidades derivadas de razões são designados como taxa. Ex. mas basicamente o uso desta técnica é permitido somente: a) quando não alterar a essência do trabalho e se sabe que os dados não são precisos. Os mapas que mostram porcentagem de dias chuvosos em um mês.3 RAZÕES: TAXA. os dados são obtidos pela medida de algum fenômeno por unidade de outro fenômeno ou considera-se um elemento dos dados e compara-se com o total.7.3 ARREDONDAMENTO DE DADOS A primeira coisa a fazer para arredondar dados é definir se os valores devem ser em números inteiros ou decimais e com quantas casas. "valor mais próximo" ou "arredondar o número X".2. porcentagens (população).: porcentagem sobre um total e e) quando os números das tabelas são resultantes de diversos cálculos que levam a uma certa generalização.na/N .RCl'lllSENTAÇÁO. COMUNICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 8.na/nb .7 . taxa de crescimento ou declínio de um fenômeno.exemplo: distribuição da população Em que: na= número de ocorrências de uma categoria.exemplo: população urbana/total população e Porcentagem . como médias e taxas.72 P 7.7 P 1O Existem regras para se fazer o arredondamento de dados que devem ser seguidas. Nestes casos. b) quando a facilidade do tratamento das informações é mais importante do que a precisão.9. Proporção .: toneladas (grãos). proporção e porcentagem.2o2 (ARTOGRAnA .na/N x 100 . .: 7. Assim. Arredondar um valor é o mesmo que dizer "aproximar".

~Cm_ru=to~B~--ª~--Es_w_ITT_~_™_A_Rc_m_csc_N~~çra_s_n_~_nc_M~~~~~~~~~~~~~~-203

8.4 MÉTODOS PARA A DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE CLASSES E
INTERVALO DAS CLASSES

Uma das primeiras preocupações, ao se trabalhar com dados numéricos
para confeccionar um mapa estatístico é o agrupamento dos valores. Existem
alguns métodos que permitem definir o número de classes e os intervalos
entre elas. Os softwares SIG, na sua maioria, não trazem método para a
escolha do número de classes, ficando por conta do usuário esta escolha.
Por isso, é importante saber que quando se trabalha com dados para
representação em mapas estatísticos, de modo geral, utilizam-se de quatro a
oito classes. Existem casos em que se pode chegar a doze classes, mas devem
ser evitados, pois, se está correndo o risco de "perder" o valor do mapa que
ficará muito poluído, ou de difícil interpretação. O número de classes a ser
escolhido sofre influência do tipo de simbolização a ser usada (método de
mapeamento), da distribuição do tema e da amplitude dos dados - observação
do máximo e o mínimo valor. Na Tabela 8.1 estão os dados a serem mapeados
e utilizados como exemplos para demonstrar os cálculos do número de classes
e determinação do intervalo entre elas.

Tabela 8.1 - Microrregião de Canoinhas (SC)

MUNICÍPIO área (Km 2) população 1991 hab / Km 2
Canoinhas 1.643,7 55.229 34
lrineópolis 579, 1 9.761 17
ltaiópolis 1.260,5 17.588 14
Mafra 1.785, 1 47.056 26
Major Vieira 567,8 7.304 13
Monte Castelo 564,7 8.605 15
Papanduva 775,5 16.222 321
Porto União 924,0 29.798 132
Santa Terezinha 704,3 8.628 12
Timbó Grande 548,4 4.974 9
Três Barras 418,5 15.606 37

204 ÚRTOGRAílA - RCPRCSCNTAÇÂO, COMUNICAÇÃO EVlSUAllZAÇÃO OE DADOS ESPACIAIS

8.4.1 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE CLASSES
a) Fórmula de Sturges
1 + (3,3 X log n) n = 11 número de classes = 4,4 = 4
n =freqüência ou número de dados
b) Método do quíntuplo do logaritmo de n
5 x log 11 = 5,2 número de classes= 5,2 = 5
Podem ser usadas quatro ou cinco classes. Como o método mais
empregado é o de Sturges, optou-se por quatro classes.

8.4.2 MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DO INTERVALO ENTRE AS CLASSES

Opções para a escolha do intervalo entre as classes foram
implementadas na maioria dos softwares, mas não há explicação do método
utilizado para dispor cada opção. Assim, é importante o usuário conhecer
alguns métodos para ser crítico na escolha das opções.

8.4.2.1 MÉTODO DA AMPLITUDE
. É possível observar no exemplo (Tabela 8.1) o maior e o menor valor
da densidade demográfica nos municípios para calcular a amplitude, sendo
esta dada pela diferença entre o maior e o menor valor apresentado em uma
tabela de dados.
A = 321 - 9 = 312, então a amplitude é dividida pelo número de
classes para encontrar o intervalo de classes:
Intervalo de classes =A/ n
Intervalo de classes = 312/4 = 78
Este método pode ocasionar uma má distribuição dos dados dentro
das classes e pode haver saturação em uma delas. É possível que, como no
exemplo, considerando os onze municípios, nove fiquem numa mesma
classe. Neste caso, não se faz o mapa, pois não há razão para tal. Uma
solução seria usar outro método como o dos quantis ou então, usar métodos
gráficos, pois apesar de serem subjetivos, conseguem ser melhores do que
os métodos matemáticos na maioria das aplicações.

8.4.2.2 MÉTODO DOS QUANTIS (QUANTIDADES)
Os quantis dividem um conjunto de dados em partes iguais. Servem
para agrupar os dados de maneira que ocorra o mesmo número de valores

~c~-~~l~ºª~--ª-ASE~m_A_JISTICA
__P_ARA_R_E~_&_N_TAÇ~ôES_m
__ W_ICAS____________________________~205

em cada classe. Por exemplo, se há 50 dados e o número de classes
determinado foi de cinco, então haverá dez dados em cada classe.
Conforme o número de classes receberá designação correlata, por
exemplo, para quatro classes será quartis, para cinco classes será quintis,
para seis classes, sextis e assim por diante.
No caso dos quartis, o modelo conceituai parte da seguinte premissa:
0% 25% 50% 75% 100%
1 1 1 1 1
Ql Q2 Q3 Q4
12 Quartil = Ql separa 25% dos dados;
2!l Quartil = Q2 separa mais 25% dos dados, compondo 50% e coincide
com a mediana;
3º Quartil = Q3 separa mais 25%, compondo 75% dos dados
4º Quartil = Q4 completa 100% dos dados

Este método é muito usado para separar os dados para o mapeamento
sempre que a variação dos dados seja mais ou menos uniforme e crescente.
Quando isso não acontece, é melhor escolher outro método de divisão de
classes, pois os resultados podem mostrar uma idéia falsa da distribuição
espacial do tema em consideração. Observe o exemplo da Figura 8.3 que
mostra os dados distribuídos em quartis.

2 3
4
4 6 :7
. 8
4
J
.
4 1
.
4
10 11: 12 15 41 53: 82 91 99 14S:
1
. .
Q1 Q2 Q3 Q4

Figura 8.3 - Distribuição dos dados em quartis

Analisando os dados, percebe-se que eles crescem mais ou menos unifor-
mes até quatorze; daí para frente não há como agrupá-los com esse critério.
Um resultado mais adequado de agrupamento usando outro método seria:
2- 3- 4- 6- 8 (6 valores)
1O - 11 - 12 - 15 (4 valores)
41 -53 (2 valores)
82 -91 - 99 (3 valores)
148 (1 valor)

206~~~~~~~~~~~-C_AA_RX_;RM_l_A-_R_~_BC_NI~A~_-o~,c-~_IUN_JCAÇA~o_E~_su_M_~~~-º-~-OAOOS~-~-~~ws

8.4.2.3 MÉTODO GRÁFICO: GRÁFICO DA DISPERSÃO DA FREQÜÊNCIA

É um método no qual a interpretação da pessoa define o intervalo das
classes (Figura 8.4). Os seguintes passos são utilizados para construir este gráfico:
- constrói-se um gráfico, em que a abscissa deve conter valores inteiros,
considerando desde o maior até o menor valor das densidades
demográficas;
- coloca-se a densidade demográfica de cada município ao longo da
abscissa, representada por um ponto, fazendo seu valor coincidir
com a posição adequada;
- para evitar coincidência dos pontos, colocam-se os pontos das
densidades de mesmo valor acima dos outros pontos, sempre
paralelos ao eixo das ordenada e
- divide-se a abscissa em tantas partes quanto àquelas determinadas pela
Fórmula de Sturges, considerando, entretanto, a freqüência com que
ocorreram as densidades. Procura-se utilizar uma "distribuição normal",
isto é, no centro da curva deve haver maior freqüência que nas bordas.

-------1
.1
o !5
1 300 1
1
mediana

Figura 8.4 - Gráfico da dispersão da freqüência

Na Tabela 8.2 está o resultado da interpretação do gráfico, que,
conforme dito, é subjetivo. Poderia ter outro agrupamento a partir da
observação do mesmo gráfico.
Tabela 8.2 - Intervalo das classes
Intervalo Freqüências
5-10 1 município
11- 20 5 municípios
21 -40 3 municípios
100 -350 2 municípios

__ ____________________________~207
_CAPf_ru_w_8_-_B~ m_M_ITT_O_™_A_Rr_m_&_NTAÇ~m_s_IDM_._nCAS

8.4.2.4 MÉTODO DO HISTOGRAMA
O Método do histograma está disponível em poucos softwares, mas, é
muito útil para separar as classes, ajudando inclusive na determinação do
número de classes, se não houver outro método disponível para tal tarefa.
Este método consiste em plotar os valores observados em ordem
crescente, segundo uma escala fixa mostrada na ordenada do gráfico
cartesiano. No caso do exemplo da Figura 8.4, na ordenada ficariam os
valores das densidades de zero a 350. Na abscissa seriam plotados os
municípios, respeitando-se a ordem de menor para maior densidade
populacional. Como os valores são muito discrepantes, este método não
serviria para o exemplo da Tabela 8.1.
O Método do Histograma ou das "quebras de descontinuidade" é mais
indicado para dados que se comportam linearmente ou tendem a isto, em que
as quebras naturais podem ser distinguidas quando plotadas em um gráfico
cartesiano como no exemplo da Figura 8.5. Os dados para este exemplo
referentes ao índice de mortalidade infantil estão mostrados na Tabela 8.2.

Tabela 8.3 - Mortalidade infantil na microrregião de Campos de Lages, SC
Município Mortal idade
Campo Belo do Sul o
Correia Pinto 0,05
Rio Rufino 0,13
Celso Ramos 0,15
Urubici 0,2
Cerro Negro 0,24
Capão Alto 0,3
Lages 0,34
Otacíl io Costa 0,34
Anita Garibaldi 0,38
Urupema 0,45
Bocaina do Sul 0,48
São Joaquim 0,55
Bom Jardim da Serra 0,67
São José do Cerrito 0,74
Bom Retiro 0,9
Painel 1
Palmeira 1
Fonte: Santa Catarina (2003?)

208 (AATOGIWIA - RCPR[SfNTAÇÁO, COMUNIC.AÇÁO [ VISUAUZAÇÁO IX DAOOS CSl'ACWS

1,2
Mortalidade Infantil

~·· · · ·
1,0
Q)
"O
Cl'.l
.·.·.·.-.·.·.·.·.·:.-.·.·.-.·.·.·.·.·.-.·.·.·.·.-.-.·.·.·.·. . . . ... . . . .. .. . . . .... .·.·.·.·.·.·.·.·.-.·.·.-.·.·.·.·.·.·-.-.·.-.·.·.·.·.·.·.-.·.-.·.·.·.·:.·:.·::.·:.. . . . . .. . . . -. .-.·j······· .
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"O
Q)
u
'õ 0,4
.s
0,2

o
municipios

Figura 8.5 - Exemplo de aplicação do método do histograma para determinação
cio número e intervalo ele classes

A legenda com o interva lo das classes obtidas com a observação no
histograma das quebras naturais ficará ass im:

Classes Freqüência
o - 0, 1 (2 municípios)
O, l - 0,25 (4 municípios)
0,25 - 0,4 (4 municípios)
0,4 - 0,7 (3 municípios)
0,7 - 0,9 (2 municí ias)
0,9-1,0 (3 municí ias)

Na Figu ra 8.6 estão apresentados mapas em que foram apli cados
métodos distintos para determ inar o intervalo entre as classes de densidade
demográfica referente a uma região administrativa em Santa Catarina. Observe
que o resu ltado do mapeamento é diferente, e por isto mesmo, o método de
determinação do in tervalo de classes é tão importante quanto a escolha do
método de mapeamento.

Mapas de densidades resultantes ele três métodos ele cálculo elas densidades: a) Amplitude. e) Distribuição da Freqüência .~_ s1_ r.34 D 71 .45 35 .25 D 20 .6 ._~N_l~' ~. - 26 .46 101 ._ ~T_ K_ M~~~~~~~~~~~~~~~~~209 DENSIDADE POPULACIONAL DA MICRORREGIÃO ADMINISTRATIVA 1 DE SANTA CATARINA .140 51 .50 47 ._ CAPi _.70 D 25 .140 Método dos Quantis Método da Amplitude Método da Dispersão da Frequência Figura 8.140 121 . b) Quantis.100 D 31 .24 - D .45 D 20 .2000 hab/km 2 hab/km 2 hab/km 2 D 20 .30 D 31 .'ll~ _._ 1u_ io_8_-_ll_ Mf_1_ s~_lb_IC _A_PAKA ~R.120 46 .30 D 46 .

Os dados de um tema que deram origem a um tipo de mapa permitem que sejam construídos outros tipos. mapas coropléticos. Conforme a combinação destas variáveis. mapas de linhas pontuais nominais. É preciso ainda esclarecer algumas confusões que aparecem em textos que tratam da cartografia temática. como usual para mapas nessas escalas. quando se referem aos mapas temáticos de escala pequena que representam dados quantitativos de áreas extensas como. de mapas socioeconômicos. segundo os métodos padronizados. regiões. . ECONÔMICOS E FÍSICOS Este capítulo é dedicado ao estudo dos métodos de mapeamento que dão origem aos principais tipos de mapas temáticos. CAPÍTULO 9 REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS: TEMAS HUMANOS. entre os quais serão abordados os seguintes: mapas de símbolos pontuais nominais. mapas corocromáticos. Algumas literaturas denominam esses mapas de cartogramas. no Brasil. etc. Os temas envolvidos nesses tipos de mapas podem ser os mais diferentes dentro das áreas humana. econômica e/ou física. de alguma forma. mapas isopléticos ou de isolinhas e mapas de fluxos e mapas diagramas. Esses mapas há muito foram definidos pelos cartógrafos como produtos de métodos padronizados que utilizam as variáveis gráficas na sua representação. países. mapas de pontos. estados. outros ainda. o vocábulo "cartograma" tem se cristalizado. outros de mapas estatísticos. mapas de símbolos proporcionais. fato que possibilita a escolha do método mais apropriado para representar o tema em questão. serão originados os diferentes tipos de mapas temáticos. mas.

portanto. Os limites das unidades são altamente generalizados. ' Os dados a serem mapeados como Cartogramas podem ser absolutos ou derivados e devido ao método.1 b). 9.c-~_ruN_ICAÇA~·o_cv_1su_M_~~~-·o_~_oADOS~-~-~-IAIS Autores como Erwin Raisz (1962) e Dent (1996) fazem distinção entre mapas temáticos de escala pequena e cartogramas. O primeiro autor chamava- os de "Mapas Diagramáticos'' e o segundo preferiu considerá-los como mapas que mostram os valores proporcionais às áreas.1 MÉTODOS DE MAPEAMENTO PARA FENÔMENOS QUALITATIVOS Conforme já comentado no item 5. Este tipo de representação impressiona fáci 1 e rapidamente o leitor do mapa porque usa grafismos específicos para evidenciar os aspectos dos fenômenos levantados. como o nome lembra. muitos símbolos cartográficos podem ser construídos usando as variáveis visuais e as primitivas gráficas. cartogramas1 são tipos especiais de mapas temáticos que preservam a forma. diversas feições ou fenômenos observados na realidade como pontos. existe um tipo específico de mapa denominado pictograma ou mapa de figuras pictóricas. isto é. A maioria dos mapas usa símbolos geométricos como da Figura 9. denominando- os de "ícones" porque a mente facilmente evoca através dele a realidade. o Cartograma é um tipo específico de mapa temático. . 9. Para esses autores.1 . orientação ou cor. mas ainda preservam a forma inicial. associados ou não às cores para fazer a diferenciação dos dados.8. linhas ou áreas podem ser concebidos da mesma maneira na sua representação cartográfica. que lembram o fato representado (Figura 9. ou estados de um país e são concebidos de maneira que as áreas destas unidades sejam proporcionais ao valor do dado representado. consi- deram na sua confecção os dados nominais que são localizados como pontos e representados com diferenças na forma. nenhum dado é perdido ou arredondado. Mas. Desta forma é possível considerar que a partir deles derivam os três tipos de mapas a seguir. ou imagens de anamorfose. ou simplesmente transformações espaciais. Alguns autores defendem a idéia de se utilizar ao máximo esse tipo de símbolo nos mapas. Nesse caso esses símbolos requerem clara definição na legenda sobre o que estão representando.1 a. Nessa visão. no qual os dados pontuais são representados por figuras evocativas.212~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_·AA_r~_-_R_E~_E~_Nl~A~_·o~. ponto linha e área. orientação e continuidade das unidades em questão como: municípios de um estado. No caso especifico dos fenômenos qualitativos.1 MAPAS DE SÍMBOLOS PONTUAIS NOMINAIS Os mapas de símbolos pontuais nominais.

(a) (b) ricas são empregadas para fllf] Monumentos ~ • representar a morfologia.2. diz apenas "de onde para onde".1 .l Parada Parque mapas. fluxo de migrações._·_~~~EF~_·_c~~~~~~~~~~~~213 Quando figuras pictó.2a). correntes oceânicas. dando uma concepção Rampa Pesca mais rápida das formas predominantes. cada figura assumirá tamanho proporcional à quantidade considerada. os símbolos são colo- cados de forma esquemática._m_·_~~_:_m_~_1ru_~wos~. considerando valores absolutos.1. Históricos Praia constroem-se mapas denomi- nados fisiográficos. Este tipo de representação é antiga e.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO O mapa de símbolos lineares nominais é indicado para representar feições que se desenvolvem linearmente no espaço e por isso podem ser reduzidas à forma de uma linha. b) figuras evocativas ser úteis para representações de dados quantitativos. Também pode ser utilizado para mostrar deslocamentos no espaço indicando direção ou rota. Nestes f._ÚPÍTU_. Alguns exemplos são: rotas de transporte aéreo. vem do século XVIII e é conhecido como mapa de fluxo. 9. devido à forma complexa da maioria destes símbolos.Legenda de mapa de símbolos pontuais pictogramas também podem nominais: a) símbolos geométricos. Um exemplo pode ser o mapa da produção de automóveis em um determinado país. . ln] Escola m Neve ~ ~ mostrando a morfologia da área. por conseguinte devem ser evitados. no qual se utiliza da figura de um carro para cada local de produção. segundo Dent (1996). a comparação de valores fica difícil._to_9_-_RD'Rf500~-~~oo~CAR_1oc. sem envolver quantidades. ~ Hospital ~ Parapente Éválido lembrar que os Figura 9.1.2 MAPA DE SÍMBOLOS LINEARES NOMINAIS 9._cc_a-a. A simbologia para fazer a distinção entre as variáveis a serem representadas nesse tipo de mapeamento será definida com base nas variáveis visuais forma ou cor (Matiz). direções dos ventos e correntes de ar. como a rede viária (fig 9. Entretanto.

Nenhuma diferença na espessura da linha deve ser dada. Um exemplo de mapa de fluxo é mostrado na Figura 9. é preciso existir um mapa de fundo para localizar os lugares. Na ponta de cada linha deve seguir uma flecha mostrando a direção do deslocamento . por isso as espessuras das linhas são ordenadas. Serão desenhados vetores sobre o mapa que serão diferenciados pela cor ou tipo de símbolo.2a mostra dados qualitativos descrito de forma ordinal.1. pois denotaria maior importância para aquela categoria. em uma descrição nominal. O mapa da Figura 9. somente se alguma categoria precisar ser ressaltada.2 (ONSTRUÇÃO DE MAPAS DE FLUXO PARA DADOS QUALITATIVOS Como todos os mapas temáticos.ponto de chegada. Isso será admitido.2. No entanto. (a) REDE VIÁRIA .214~~~~~~~~~~~~-CAA_T_~_·AA_f~_-_Rc_m_~_Nl~~-~º~·c_~_IU_N~_·ç~~º-E-~_su_M_~~~-º-~-ºm~~-B_~c~ws 9.2 .2b. e texto para nomeá-los. apenas mostrando as diferenças. a espessura pode ser substituída pela cor.(a) Mapa ela rede viária e (b) Mapa de fluxo . Municipal (b) Figura 9.

_0.2 ACONSTRUÇÃO DE MAPAS COROCROMÁTICOS Desde que se disponha do mapa básico com as áreas delimitadas. padrão) deve ser feito com cuidado para que um não cause mais impacto do que o outro. muitos usuários/cartógrafos têm empregado mal a cor em seus mapas corocromáticos.Padrões com igual valor 9.3). neste caso as diferenças são representadas por padrões preto e branco. Portanto. Este método deve ser empregado sempre que for preciso mostrar diferenças nominais em dados qualitativos. pela facilidade de produção de mapas coloridos pelo computador. Atualmente.1.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO Os mapas corocromáticos ilustram dados geográficos nominais utilizando diferenças na cor para representar áreas. Todas as áreas devem ser percebidas no mesmo plano visual além de facilmente discerníveis umas das outras (Figura 9.3 . Étambém possível o uso das variáveis visuais "padrão e textura".Pírut_.3. o uso da cor (ou. Em razão da não familiarização destes com a teoria da core sua aplicabilidade . e escolher a variável gráfica corou padrão para preencher as áreas._o_9_-_REPR&NTAÇ~---'-·a:s~CAR-u_xm_·_K~_=m~~-"u-~W«JS----"._EC_oó~ocx_~c_1oc_l_~~~~~~~~~~~~215 9. É obrigatória a variação na direção das linhas que preenchem as áreas.3. Figura 9. mas a distância entre elas deve ser a mesma.1. sem que sejam sugeridas diferenças em ordem ou hierarquia.3 MAPAS COROCROMÁTICOS 9. basta definir se o tipo de saída do mapa será em tela de vídeo ou em papel.1.

pa ra tanto. Isto pode ser interpretado ou simplificado do ponto de vista da Ca rtografia. Figura 9.1. desastrosos. mostrarão as diferentes características da superfíc ie em análi se.na Cartografi a. Por isso. considerados va lores de reflexão. ou os di ferentes alvos (fl o resta. pois isto ajuda a discern i-las. bem corno lembrar que a percepção da cor é semp re i nfluenc iacla pelas cores vizinh as. na maiori a das vezes.3 . a original é colorida Fontc:LabíSG (2004) 9.Parte de uma imagem classificada. algumas recomendações apresentadas. os resultados das representações são. É preciso ainda lembrar que os mapas no forma to matri c ial.). Eles são obtidos a parti r de análise automática de imagens que mostram a intensidade da rad iação refl etida pelos alvos terrestres. a seguir. É fundamental esta r atento para que as áreas pequenas sejam visíveis.4). .4 . rocha. deri vados da interpretação autom áti ca de imagens de satéli te são considerados um tipo de mapa coroc romático (Figura 9. etc.4). devem ser usadas cores saturadas. águ a. pois cau sa m um grande impacto e "cansam" os o lhos . devem auxiliar na construção ele mapas corocrornáticos. formando pequenas áreas (pixel). A combinação dos p ixeis. haja v ista a análise automática de im agens consistir em transformar um número de célul as (pixeis) com dete rmin ado va lor (mapa coroplético) em célu las de um mapa corocrorn áti co (Figura 9. em relação às grandes.3 CUIDADOS NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS COROCROMÁTICOS D eve-se evitar o uso de cores saturadas.

1996). podem ser simbolizadas razões e proporções.1. Neste último caso. deste fato não se pode deduzir que o número de praticantes é grande.2. sempre que a meta for representar magnitudes em localizações específicas.WJS___. simbolizada pela técnica de mapas coropléticos. mas a densidade é. 9. selecionar padrões que sejam compatíveis na dimensão. O contrário também pode ocorrer. As cores devem separar grupos maiores.2 BASE CONCEITUAL DO MÉTODO A construção de mapas de símbolos proporcionais é muito simples. porém. Pode haver uma área grande em que ocorra um tipo específico de religião._TOOWK:AS~·-·_:m_~_.1.K_·aó. de preferência. deve-se. 9. por isso é um dos métodos mais empregados na construção de mapas para Atlas Geográficos ou para ilustrar livros didáticos de Geografia. para representar dados absolutos econômicos e magnitudes de fenômenos físicos e culturais. Pode ser pequeno porque a população é rarefeita.~K-~_cr_M_IB~~~~~~~~~~~217 Quando usar diferentes padrões e diferentes cores em um conjunto.2. tipos de religião.2 MÉTODOS DE MAPEAMENTO PARA FENÔMENOS QUANTITATIVOS 9. os valores não podem ser estimados em mapas corocromáticos. A construção de mapas de símbolos proporcionais pode ser manual ou feita com auxílio de programas de computador. Resumindo. por exemplo._~~-\. A representação por cores ou padrões em mapas corocromáticos é para a área de ocorrência e não para a quantidade. historicamente.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO O mapa de símbolos proporcionais obtido pelo uso do método de símbolos gráficos proporcionais é empregado. e os padrões diferentes devem ser aplicados para fazerem a subdivisão dentro dos grupos. normalmente._. O fato é que. É preciso esclarecer também aos usuários dos mapas quanto à visualização de fenômenos qualitativos.1 MAPA DE SÍMBOLOS PROPORCIONAIS 9. Duas condições são aceitáveis para usar símbolos proporcionais: a) quando os dados ocorrem em localizações pontuais e b) quando eles são agregados em pontos dentro de áreas._CV'fT~uto_9_-_RIPRf500~-~~m-™_.2. Em qualquer um dos . utiliza-se com propriedade o método de símbolos proporcionais ou graduais (Dent.

Os símbolos mais usuai s são o círcu lo. municípios ou bairros. neste caso.e faz-se a variação do seu tamanho na proporção das quantidades que se pretende representar. Vide exemp los na Figura 9. estados.S b. Estes símbolos são colocados exatamente na localização cons iderada ou no centro das áreas consideradas (países. mas nada impede a construção de retângu los na forma de colunas. ou parce las fundiárias). quadrados ou triângulos . apenas a altura cio retângulo. propo rc ionalmente.(a) Comparação ela influência ela forma na estimativa de tamanho de símbolos proporcionais e (b) Formas dos símbolos proporcionais . o quadrado e o triângu lo. selecionam-se figuras geométricas-círcu los.5 .modos. (a) (b) Figura 9. varia-se.

2 mm. Feito isso. sem 30. que deve ficar entre quatro e nove.2 preenchimento por cor.3 • 2. Geralmente.RDmlNTAÇÔCS CARTOGRÁllCAS: HM. A consulta a uma tabela de dados estatísticos e o ordenamento do maior para o menor valor ou vice-versa fazem parte deste processo de construção.2.9 nos círculos da mesma figura.ÚPÍTULO 9 .3 comparar diferenças de tamanho de símbolos proporcionais que variam em uma única direção. Para calcular os raios dos outros círculos.4 Kraak e Ormeling (1997) mostram que é mais fácil 19. onde ocorre o maior número de habitantes. com a determinação do número de classes. quando o mesmo examina um mapa de símbolos proporcionais. 12.3 •e• formar uma imagem da distribuição quantitativa 3. define- se o intervalo de classes por algum dos métodos descritos no Capítulo 8 deste livro. CCONÔ\llCOS [ íÍSICOS 219 Os leitores dos mapas podem examinar os Dl~elro (mm) padrões de diferentes tamanhos de símbolos e 1.3 em foco.3 mm temáticos de escala pequena Fonte: Dent (1996) até 30. sugere Figura 9. 5.6 e• 8. Portanto. Entretanto. são distinguidas pelo leitor do mapa. como na forma de colunas da Figura 9.\S l IUl. haverá um valor de raio correspondente ao maior valor estatístico e os outros raios serão determinados proporcionalmente a este. os limites político-administrativos em questão e a sede de cada um. O mapa de fundo pronto permite que se identifique a área correspondente ao maior valor da tabela.6) começando com 1. usa-se a seguinte fórmula: R' = ~nxR 2 /N .f A facilidade para comparar tamanhos de símbolos depende sobretudo da forma do símbolo.Tamanhos dos cír- nove variações no tamanho para círculos coloridos culos proporcionais para mapas ou pretos (Figura 9. neste mapa. constam.WUS. inicialmente.6 .3a. por exemplo. que 25. Dent (1996) enfatiza que não mais de cinco classes de tamanho de círculos. 9. bem como ao seu próprio valor estatístico. e determina-se um valor de raio para construir um círculo sobre esta área (ou o lado do quadrado ou triângulo).1 J (ONSTRUÇÃO DE MAPAS DE CÍRCULOS PROPORCIONAIS DE MODO MANUAL A construção destes mapas se dá. bem como a escolha do mapa que vai dar origem aos elementos do mapa de fundo ou mapa básico.

~·-o_E~_~_M_~~~-º-~-OAOOS~-~-~_ws Em que: R'= raio procurado. Figura 9. é considerado o espaço compreendido entre a tal reta e a reta horizontal do ábaco.ÇJ. observam-se quais valores podem ser associados àqueles que se precisa representar. observando o mapa.061/1000 = 14 . em cada valor desejado. constante. determina-se. Marca-se no ábaco este valor. aleatoriamente.c_OM_UN_'O. Um ábaco é uma matriz confeccionada a partir do cálculo da raiz quadrada de números inteiros multiplicada por um fator K. A reta traçada determinará o limite dos raios dos outros valores estatísticos procurados.159/1000 = 146 Forquilhinha-14.. verticalmente ao local correspondente ao maior valor estatístico (a 146. 3 cm.146. n = valor estatístico do novo círculo e N = valor estatístico do círculo base Outra maneira para calcular os valores dos raios ou lados das figuras pro- porcionais é usar um ÁBACO. que fornecerá valores distantes de uma origem (vide Figura 9. um raio para o maior valor estatístico. traça-se uma reta ligando a extremidade destes 3 cm à origem do ábaco. como no exemplo: Criciúma . por exemplo) e arredonda-se o valor final. por exemplo. é necessário dividir os valores dados por uma constante (1000. assinala-se no ábaco cada valor correspondente àquele que se precisa descobrir o raio ou o lado. . R = raio do círculo base.7). . Geralmente. por exemplo). Para tanto.7 -Ábaco para o cálculo dos símbolos proporcionais Para usar um ábaco deve-se proceder da seguinte maneira: .220~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_·w_~_-_RIPR~&_m~A~_·o~. .

retira-se o valor de cada raio e cada um deles é transferido para o mapa. 9. ou seja. Por exemplo. com um compasso.8 . o o o o Figura 9._CAPíru_. . as pessoas esperam que os círculos mostrem esta razão. Considerou-se o fato de as pessoas tenderem a subestimar o tamanho dos círculos maiores em relação aos menores. ao se considerar uma cidade de 100 mil e outra de 50 mil habitantes. é preciso estar atento para os resultados.Uso impróprio do método de símbolos proporcionais Fonte: Dent (1996) A superposição de símbolos.RAFK_·_~_:r_~_~_11~_wus---'". Esse valor também pode ser o lado de um quadrado ou de um triângulo. na simbolização efetuada foi levado em conta o raio do círculo estritamente proporcional ao valor considerado._rn_9_-_R~_ESOO~~~ôcs~CARl-~_._ccüf'O\~·~-l_~c_r~_u_~~~~~~~~~~~~221 . círculos dentro de círculos. ou usa-se uma régua e mede-se cada raio.4 (UI DADOS NA CONSTRUÇÃO DOS MAPAS Se a variação dos dados é pequena ou a natureza do método de classificação deriva um mapa de aparência homogênea como o da Figura 9. aparentemente isso . determinando a circunferência em cada local. Entretanto. 2. deve-se escolher outro método de mapeamento. se.1 . O leitor encontrará dificuldades para entender ou estimar os valores ou porcentagens que estão representados. Assim. as colorações diferenciadas e a setorização são inapropriadas para uma leitura rápida dos mapas de símbolos proporcionais.8.

1. apesar de serem de fácil e rápida construção.w_~_-_~_~_~_NM~~-·o~.C-<~_IUNlCAÇA___._·o_E_~~-M_~~~-·o_o_rDAOOS~-~-ACIAIS~ não acontecerá. que possam ser vistas lado a lado. Por outro lado. A forma de contornar esse problema é aumentar o raio dos círculos maiores. Valor (Mii) Ralo Circulo A (cm) Ralo Circulo B (cm) 500 1.9. 2 Ver o significado dos vocábulos no Capítulo 1O. ou. usando a fórmula ou um ábaco e depois desenhar cada círculo no mapa. .5 0. Para SIG. se os dados tiverem alguma correlação. automaticamente. devido à impressão psicológica de subestimação. Nestes casos. a estimativa dos raios de cada círculo deverá ser feita antecipadamente. 9.12 1.9-Legendas obtidas para (A) representar círculos escalados para raio proporcional ao valor e (B) círculos escalados psicologicamente para compensar a subestimação Fonte: Robinson et ai. em que pode ser acrescentada a cor aos símbolos.71 0. como mostra o exemplo na Figura 9. ao contrário.5 Figura 9. é necessário apenas a sugestão de um raio para o maior valor e ele calcula.5 Uso DO COMPUTADOR PARA A CONSTRUÇÃO DE MAPAS DE CÍRCULOS PROPORCIONAIS É possível produzir mapas digitais (soltou hard maps)2 pelo método de símbolos proporcionais. os novos raios e apresenta o resultado final na forma de círculos já dispostos no mapa.86 250 1. Diversos softwares SIG apresentam ferramentas com esta finalidade. É possível também produzir estes mapas com software CAD ou de desenho gráfico. (1995) Deve-se evitar o uso de duas formas de símbolos proporcionais para ilustar as distribuições no mesmo mapa. A produção com auxílio de computador pode representar um ganho na qualidade do mapa se a escolha da cor e da tonalidade para os símbolos for acertada. os mapas de símbolos proporcionais gerados com auxílio do software SIG. apresentam o inconveniente de somente possibilitar o uso do escalonamento absoluto pela proporção raio versus valor.74 50 0.56 1. haja vista o mapa tornar-se muito complexo e dificultar a comunicação cartográfica. O ideal é separar os dados em dois mapas de escalas menores. representar um problema a mais.2.222~~~~~~~~~~~~(AA_T_cx_.25 100 0.

10).-.2000 LEGENDA ._0. _Lo_9_-_RCPRlSINl~-~~-ro~w_1oc.. . N ão permite que se perceba como as quantidades estão di stribuídas no espaço. perm itindo urn a abrangência maio r de in form ações . form as e d imensões . Permi te uma diferenciação nítida da intens idade do fenô meno em cada área.iwXAS_ · ~:_1~-~-'~ -'1- ~'()5 ~.~ct_c»0- _·_~_ u_c1_ ~_~~~~~~~~~~~~-223 9.. 1.·-2 O 300 600 Km Fnte de dados: Atlas Fundiário do INCRA. . 2002 Figuri.-.35000 . _.2. O uso de computadores pa ra a produção de mapas de símbolos propo rcionais torn ou o método ele fácil aplicação e reprodução ... Poss ibi li ta a comb inação de diversas variáveis visua is.Exemplo ele um mapa ele símbolos proporcionais ..-70000 ..1 9.. FAMÍLIAS A ASSENTAR NO BRASIL .1 O.6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO USO DO MÉTODO DE SÍMBOLOS PROPORCIONAIS . .·15000 N ----·10000 888 5 -.Piru_ ...co res e tona lidades vari adas.-.. (Fi gura 9.

2. mas isto requer uma quantidade de informação e detalhamento geográfico que normalmente não está disponível.2.2.2. cada ponto deve ser pensado como um "representante espacial" porque estará retra- tando quantidades que realmente ocupam um espaço geográfico (Dent.2 MAPAS DE PONTOS 9.para .2 BASE CONCEITUAL DO MÉTODO Os mapas de pontos são um caso especial dos mapas de símbolos proporcionais. tendo como objetivo facilitar a comunicação cartográfica. para ilustrar densidade espacial. de forma que cada um denote a mesma quantidade e que esteja localizado. 20 10 e -5 unidades Cada JX?fllo é um representante espaaal do fenômeno real. são feitas aproximações do tipo: muitos . Eles ilustram dados pontuais pelos pontos. tanto quanto possível. cada ponto representa mais que um elemento mapeável. COMUNICAÇÃO E VISUAUZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 9.2.2.3 CONSTRUÇÃO DO MAPA Geralmente. os dados disponíveis para a construção de mapas socioeconômicos são aqueles coletados em censos que consideram áreas estatísticas como bairros. Para a construção de mapas em .RAflt\ . em geral. no local onde ocorre o elemento considerado. Este método é empregado para representar fenômenos discretos com conotação pontual. Limite municipal Sub-limite (bairros ou distritos) 10 Quantidade mapeada 25 • -----~-- • •• Figura 9. O ideal seria que cada ponto representasse apenas um elemento.224 (AKTlX.11 ).1 QUANDO EMPREGAR ESTE MÉTODO Segundo Dent (1996).2. 1996). Então.Concepção de um mapa de pontos (desenhado com base em Dent (1996) 9. 9. o entendimento do usuário sobre o padrão de distribuição existente (Figura 9. distritos e municípios. ou seja.11 . os mapas de pontos começaram a ser empregados nos anos 1960 e aos poucos seu uso se espalhou. ou seja. Neste caso.um.Rfl'RlSlNTAÇÃO.

6 CONSTRUÇÃO MANUAL DE UM MAPA DE PONTOS Para construir um mapa da população pelo método manual. a solução será a confecção de mapas em escalas que vão de pequenas a médias.12 . 1996). Não há um padrão a ser seguido. pois ele é um representante espacial destes dados (Figura 9.2. o caminho é consultar os usuários sobre a aparência e o entendimento do mapa desenhado.2. o que não é possível. muitas experimentações são necessárias para se chegar a uma solução considerada adequada ao entendimento da distribuição dos dados. 500. __TAÇ~oo--™_n_xm_·_K~_:1_~_~_11u_~wus _Úl'íru_. Por exemplo.2.2.Localização dos pontos próximos ao centro gravitacional. desenhado com base em Dent (1996) 9._croa escalas pequenas.2. 50.12). existem algumas regras de uso geral que devem ser consideradas: 9. para um município. Para que isso aconteça é preciso conhecer a distribuição real e a disponibilidade de materiais que possibilitem tal conhecimento. então.5 A ESCALA DO MAPA A escala é fator determinante para a escolha do valor do ponto. Portanto. o o o o o o o o o o o e o o eº o o Errado Certo Figura 9. a chance de errar na localização dos pontos é menor porque as unidades estatísticas representarão pequenas áreas no mapa. deve-se seguir estes passos: . Contudo. 9.2. Por isso._10_9_-_Rr_l'Rl5CN __·oc_~_c_r~_1_~~~~~~--~------~225 __. a escala do mapa poderia ser 1: 100 000. por exemplo. O mesmo conjunto de dados pode gerar diferentes mapas de pontos. 1000 do que 6. ou 1: 200 000. por causa da escolha do valor e tamanho do ponto.4 LOCALIZAÇÃO DO PONTO Deve ser localizado no centro gravitacional dos dados considerados. 360. 600 (Dent. e também para o tamanho do ponto. que são subjetivos. É preferível escolher valores para os pontos que sejam facilmente interpretáveis. Os mapas em escalas grandes e que consideram pequenas áreas da realidade requererão muito mais unidades estatísticas.

dando a impressão de uma compilação não profissional. . Uma forma de atenuar Cada ponto representa 2500 habitantes esta questão é construir a legenda conforme o sugerido por Dent (1996).2.Obter os dados sobre o número de habitantes.7 CUIDADOS NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS DE PONTOS Pequenos pontos com pequenos valores mostram um mapa que pode parecer ser mais exato do que realmente é. \. ou seja.13. 1996). • 0 2500 na Figura 9.2. é preciso adicionar uma nota de legenda chamando a atenção LEGENDA sobre tal fato.2.c_o~_IUN_~~~-º-E~_su_M_l~~~-º-ºE_DADOS~-~-~-ws . indicando na primeira L!.Com base nos dados e na informação adicional. mostrando um conjunto de pontos Figura 9.os tamanhos das caixas e dos pontos são e.O passo final é transformar os valores a serem representados para a forma de pontos. .8 Uso DO COMPUTADOR NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS DE PONTOS O uso de métodos automatizados para a produção de mapas de pontos vem merecendo atenção dos cartógrafos há duas décadas nos EUA. criando três caixas i. O reverso também é verdade: pontos grandes para valores grandes dão aparência tosca ao mapa. outro conjunto. determma · dos pe1a esca1a do mapa 9.Mapas topográficos. Na segunda. l!J~ 20000 mas não é igual a ele. consideradas homogêneas com relação à distribuição da população. de uso do solo ou imagens de sensoriamento remoto darão as informações adicionais para que seja possível a determinação de quais áreas são mais ou menos habitadas. para marcar as áreas urbanizadas com adensamento urbano. 9. escolhendo o tamanho e o valor específico e aplicando-os sobre as áreas consideradas homogêneas. que em geral.226~~~~~~~~~~~-C_AA_ruc_. ou menor adensamento.. compondo várias áreas em um município.!J que um ponto representa um valor. Como o usuário tende a subestimar o número de pontos e diferenças en- tre densidade de pontos de uma área para a outra.w_1_A-_R_~_™_m~A~_·o~.-ei 10000 com pontos. estão disponíveis por área de levantamento estatístico.13. a enumeração das áreas será refeita em unidades menores. .2. na terceira. nas áreas rurais marcar as vilas e outros adensamentos menores e também áreas esparsamente habitadas ou sem habitantes. quando alguns programas foram desenvolvidos para essa finalidade (Dent. cadastrais. .Desenho da legenda de um mapa de pontos .

A vantagem de produzir mapas de pontos por computador é a velocidade e faci 1idade ele execução quando comparadas ao método manual . cm geral.1< -n_x. O uso de computadores para a produção ele mapas ele pontos tornou o método de fáci l apli cação e reprod ução.1~_ ~~~·- '<_cN _~_ •_c~_1_ 1 ~_1_ ~ ~~~~~~~~~~~~227 Atualmente.14) . O taman ho e o valor do ponto podem se r determi nados ou controlados pelo cartógrafo. ex istem diversos softwares de uso corrente no mundo que apresentam a opção para constru ção de mapas de pontos. Estações de rádio AM 1999 Número de estações o 1a 7 RS e 8a22 Figura 9.:_11_ . fazendo a variação no tamanho e va lor cio ponto e esco lher aquele que parece representar melhor o fenômeno mapeado.. (Figu ra 9.m ~ 1~ _.Exemplo de mapa de pontos ro111e: IBGEa (2002) .0. fato que prop ic ia algum controle sobre a apa rência final do mapa.Pi _ _1_~_ 0_ 9-_R_ ~~·-'-ro ~ c. Cada software.14 . É possível criar diversos mapas.2. princ ipa lmen te quanto à qu estão de loca li zação do s pontos. apresenta algumas restri ções.2. 9.9 VANTAGENS DO MAPA DE PONTOS .1_ ~ _1 ~_.

Portanto. por exemplo. Pode ser ilustrado mais de um conjunto de dados no mapa desde que exista uma relação entre eles. 9.2. Então.2 BASE CONCEITUAL DO MÉTODO O método coroplético utiliza a variável gráfica valore intensidade da Cor para mostrar diferenças na intensidade do fenômeno. significa valor. Valores absolutos devem ser representados com outro método. Este método ou qualquer outro de mapeamento de dados estatísticos não pode ser aplicado se o interesse do usuário for a obtenção de valores precisos dentro de unidades distintas. As diferenças são hierarquizadas ou ordenadas em classes distintas de forma que possam ser bem percebidas. esta distribuição formará uma superfície estatística e poderá ser representada como volume geográfico. Os valores a serem representados devem ser transformados em valores relativos como razões ou proporções. denotando o padrão de distribuição existente. estados). 9. referem-se aos mapas coropléticos como representações em duas dimensões que podem ser transformadas em três dimensões. Portanto. . de intervalo ou proporção.3. ordenado.3. é melhor permanecer com tabelas ou diagramas.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO O termo coroplético tem origem nas palavras gregas "choros" que significa área e "p/ethos''. o mapa coroplético é pensado como uma . A racionalidade do mapeamento é facilmente entendida pelo usuário do mapa-visualização de "cheios" e "vazios".2.3 MAPAS COROPLÉTICOS 9. Dentro deste conceito. unidades políticas (municípios. formando volume. se existe uma distribuição matematicamente contínua em área e medida nos níveis ordenado. Alguns autores como Robinson et ai. de intervalo e proporção.2. Portanto. (1995) e Dent (1996) consideram que. a técnica coroplética é um método de representação cartográfica que tem como finalidade traduzir valores para as áreas. . O método coroplético é apropriado para ilustrar temas geográficos quantitativos que ocorrem em unidades geográficas bem definidas. é útil para representar os níveis de medida dos fenômenos geográficos.

(b) os mapas de porcentagens. dois tipos ele mapas coropl éticos: (a) os mapas de densidade que ilustrarn razões. quando representadas como volume. basicamente.325 O 300 600 Km l Figura 9. que ilustram razões. as qu antidades menores são rep resentadas em tons de c inza claro ou cores de tonal idade mais clara e à medida que crescem as qu anti dades. o c inza va i escurecendo ou aumentando a intensidade da cor._CAP!ru~L_ o _9-_R_ rrwr _· _ NTN. geram uma visualização em 30.15.100 101 . 15 . . Existem. --'- ôr5-™ ~R~ _m_K"AS ~:1_ ~_ ~_10_. DENSIDADE DEMOGRAFICA DOS ESTADOS BRASILEIROS LEGENDA Hab/Km2 D 1-4 D 5-1 5 D 16 -50 D 51 -65 N 1::::::1 - 66 . como número de pessoas por quil ometro quadrado e. Um exemplo de construção de mapa coroplético de densidade da popu lação é mostrado na Figura 9.Exemplo de mapa coroplético: densidade demográfica do Brasil 3 As superfícies es1a1ís1icas progressivas. ass im. como percen- tagem de hab itantes sobre o tota l da população.wus ~·~K_ O'Ó\ ~oc-~_c_ r~_ ·~~~~~~~~~~~~~229 superfíc ie estatística progressiva 3 que é dada em duas dimensões.

podendo chegar a dez ou doze classes para mapas coloridos. para se aplicar este método. obtendo-se resultados diferentes. Nos softwares disponíveis para mapeamento temático foram implementados principalmente . pois as unidades administrativas ou políticas têm formas e tamanhos muito distintos. a escala final de apresentação deve ser escolhida com cuidado. (ou isolinhas). Igualmente.RIPRCSENTAÇÃO. INTERVALO DAS CLASSES Existem diversos métodos que podem ser utilizados para determinar o intervalo de classes para construir mapas coropléticos. o intervalo ou limite de cada uma. ÜETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE CLASSES O número de classes mostra quão detalhada é a distribuição dos dados no mapa.3. Alguns destes métodos foram explorados no Capítulo 8 e podem ser aplicados para um mesmo conjunto de dados.3 CONSTRUÇÃO DE MAPAS COROPLÉTICOS A construção de um mapa coroplético tem como premissa a determinação de três elementos básicos: tamanho e forma das áreas. e de símbolos proporcionais. utilizam-se de cinco a oito classes. na maioria das vezes é impossível. número de classes e o intervalo das classes. a variação dos dados é mais facilmente percebida. . Logo. Por conseguinte. Por outro lado. assim como a percepção deles. além do número de classes. Portanto. A maioria dos autores recomenda entre quatro e oito classes para mapas em preto e branco. Mas isso.23O (ARTOGRAFIA . principalmente quando há grade variabilidade no tamanho das áreas como no mapa do Brasil. COMUNICAÇÃO EVISUAllZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS 9. seria que as unidades de área tivessem tamanhos relativamente iguais e pequenos com formas semelhantes. é importante considerar. quando as áreas são grandes. . a tendência da variação espacial dos dados é diminuir. de nada adianta aumentar o número de classes na tentativa de fazer a representação exata do valor de cada unidade de área. pois o leitor não é capaz de identificar tal fato. . Usualmente.TAMANHO E FORMA DAS ÁREAS O ideal. ao empregar o método devé-se estar ciente da influência do tamanho das unidades. os mesmos métodos podem ser utilizados para estabelecer os intervalos de mapas isopléticos.2. pois elas são percebidas com mais facilidade pelos leitores dos mapas. Quando as unidades são pequenas. Um mapa coroplético deve ser capaz de ajudar o leitor a ter uma idéia de toda a distribuição dos dados na região considerada.

140 121 .24 .1 6. Na Figura 9 . A ca racterística d os d ad os.34 D 71 . usa ndo os mesmos dados. - D 26 .50 47 .4 5 35-46 101 -120 46 . são apresentados três ma pas obtidos a partir de três métod os dife re ntes de determinação d o inte rva lo en tre as classes. A escolha inad equada pode produ zir mapas ineficazes o u a p resenta r uma fa lsa idéia de d istribu ição dos dados no espaço geo gráfico conside rado.45 D 20.140 Método dos Quantis Método da Amplitude Método da Dispersão da Frequência Figura 9.30 D 46 .140 5 1 .25 D 20 .1 6.70 D 25 .mJS --'._cc_ o-O'> ~ oc- ~_cr_ ~_ IB~~~~~~~~~~~~2 31 os de base mate mática. .Resul tado ele três métodos de escolha do intervalo ele classes . ao lado da forma geométri ca e do ta manho da unidade espacial são fatores de te rmina ntes pa ra a escol ha do método de determinação do interva lo d e c lasses .30 D 31 . Observe que os resu ltados do mapeamento são difere ntes . sendo mais difíc il e ncontra r métodos grá ficos para d ete rmi nar o inte rvalo de classes .2000 hab/km2 hab/km 2 hab/km2 D 20. como homogeneidade o u discrepâncias acen tuad as. Q ua l deles trad uz mais adequa dame nte os va lo res origina is? DENSIDADE POPULACIONAL DA MICRORREGIÃO ADMINISTRATIVA 1 DE SANTA CATARINA .100 D 31 .ÚJ'ÍT _ _·_~o _9_-_R_ a'Rf5[~NTAÇ-=- oo_r_ ~_ rOOW'CAS _'_ · ~:r_~w ~1~_.

este tipo de mapa pode mostrar um modelo falso da realidade. São permitidas as aplicações de texturas. ESCOLHA DOS SÍMBOLOS PARA MAPAS COROPLÉTICOS Para mapas em preto e branco.232~~~~~~~~~~~-C_AA_l()(_.4 MAPAS ISOPLÉTICOS OU DE ISO LINHAS 9.3. Quando as áreas das diversas unidades administrativas são muito discrepantes e irregulares. para intensidades menores até as maiores intensidades.2.c_~_ruN_la_~_o_c~_su_A_L~_~_o_m_DADOS~-~-~~IAJS . ou hachuras em preto e branco. Caso se decida utilizar cores vizinhas. é muito fácil errar na escolha das cores. a escolha dos tons de cinza. em mapas impressos. 9. o azul e o verde.4. das saturações. é percebida com maior facilidade em até oito classes. principalmente. dando preferência às cores que podem ser mais facilmente escalonadas na sua tonalidade. Por isto isoplético que dizer o mesmo valor. assim como o rosa. Outras tentativas devem ser uti 1izadas somente por pessoas especializadas. O uso de cores vizinhas deve ser evitado. das tonalidades ou brilho.AA_F~_-_R_~_BE_NT_A~_·o_. sempre associadas aos respectivos valores: de mais claro para mais escuro. aconselha-se usar harmonia monocromática. pois mostra a informação distribuída uniformemente em cada subunidade de área.1 QUANDO APLICAR O MÉTODO A origem da palavra "iso" vem do grego e significa igual e "p/ethos'' significa valor. sem considerar a cidade nem o campo. b) amarelo até o verde escuro. é possível verificar que cinco tonalidades são uma ótima escolha. 9. É possível utilizar cores para fazer a representação das intensidades hierarquizadas. pois é difícil obter uma harmonia de saturação e brilho adequados à visualização dos dados.2. . como já comentado. Na prática. Um exemplo disto são os mapas de densidade em superfícies.4 ÜESVANTAGENS DO USO DE MAPAS COROPLÉTICOS A principal desvantagem deste tipo de mapa é a generalização.2 . Neste caso. convém optar pela seqüência do círculo das cores nas seguintes ordens: a) amarelo até o vermelho escuro.

como acontece com dados do tempo (temperatura. é preciso definir o número e o intervalo das classes. Um exemplo deste último são os mapas de isóbaras.4.2. geralmente. precipitação. apesar dos valores serem coletados em estações meteorológicas. Portanto. os dados a serem mapeados devem ser assumidos como volumes. Em contraste com um mapa coroplético. precisa ser considerado a partir de superfícies que darão origem ao volume. 9. sempre envolvendo área~.RrPRESCNTAÇôEs C:ARRX:RÁI ICA\: 11l\\. isoietas e isotermas.3 (ONSTRUÇÃO MANUAL DE MAPA ISOPLÉTICO OU DE ISOLINHAS O princípio de construção de um mapa isoplético ou de isolinhas tem como base a geometria plana quando a confecção do mapa é feita de forma manual. os valores que podem ser mapeados são: médias.CAPiTulO 9 . A construção é iniciada a partir de um mapa de fundo. a exemplo do método coroplético. em que são localizados pontos e o seu valor correspondente. ou seja. Em seguida. Outro fenômeno geográfico que pode ser mapeado isoritmicamente é a densidade populacional. razões. Na verdade.4.2 BASE CONCEITUAL DO MÉTODO A base conceituai da construção de mapas isopléticos é a existência de valores com distribuição contínua no espaço considerado. o método é aplicado sempre que se quiserem comparar fenômenos e fazer correlações entre eles. a referência serão os mapas de isolinhas. como nos de precipitação e nos de temperatura.\\1 tLJ"\-\NOS. a qual pode ser assumida como existente em todo lugar. o mapa isoplético ou de isolinhas mostra claramente em que direções os valores ou intensidades de um fenômeno crescem ou decrescem. rcmiMros r ris1rns 233 O método isoplético é aplicável para fenômenos geográficos contínuos na natureza. Por causa desta característica. Se forem consideradas linhas. No caso dos mapas climáticos. 9. umidade). Nos mapas de isolinhas. pontuais. Assim. o número e o intervalo das classes são determinados em consonância com conceitos ligados ao clima. os quais construídos a partir de observações em pontos. Os fenômenos discretos não podem ser mapeados por este método. eles são considerados como contínuos na natureza e não discretos ou escalonados. ele é conhecido também como método isométrico. . não sendo dividido em áreas geográficas.2. proporções e medidas de dispersão.

Figura 9. o processo de interpolação. Observe o exemplo da Figura 9. Como a diferença entre 33 e 26 é sete. é preciso desenhá-los sobre o mapa. A isolinha 30 passará aproximadamente na distância três.Processos de construção de um mapa isoplético (a) desenho dos segmentos de reta unindo todos os pontos e linhas de valor 20 determinado. deve-se calcular a diferença entre os pontos extremos da linha e subdividi-la apropriadamente. divide-se a linha em sete partes. COMUNlCAÇÁO EVISUAl. entre 33 e 26 passará a isolinha de valor 30.18).17 . 26 23 29 1 33 30 1 30 Figura 9.17.IZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS Uma vez definidos os limites das classes.234 ÚRTOGIWIA . por ser uma interpolação linear.17. considerando os valores marcados para cada ponto. Cada 1inha ou lado do triângulo marcará a posição possível por onde deverá passar a isolinha pré-definida. Para tanto.Interpolação linear entre pontos Todos os pontos devem ser ligados de forma a construir uma rede de triângulos (Figura 9. (b) detalhe de como é obtido o lugar por onde passa a linha No exemplo da Figura 9. utilizando para tanto.RCl'RCSCNTA~.18 . ficando quatro .\O.

19). como as urbanas. Por outro lado. + -Centro Geométrico i9 .19 . é possível determinar por onde passará a isolinha 30. Dividindo a linha que une os pontos em quatro partes. Se a área apresenta forma regular e a distribuição dentro dela é considerada como quase uniforme. nas suas coordenadas. a razão ou proporção que envolve a área. e o valor a ser considerado representará uma média da magnitude para cada área. os dados são selecionados para cada distrito ou município em estudo.ÚPiTUl09-RrPR&NTAf.\WlO'i. 9. pode gerar discrepâncias grandes.Localização do ponto de controle (valor da área) para a construção de um mapa isoplético O resultado da escolha do centro geométrico ou de concentração conhe- cida para localizar pontos de controle.População Rural Figura 9.\J.Concentração Urbana • . Geralmente. em todo o mapa. então o ponto de controle deve ser localizado no centro desses lugares (Figura 9. l IL~KOS 23 5 valores distantes do ponto 26. No caso dos mapas de isolinhas. ou seja.4 Uso DO COMPUTADOR NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS ISOPLÉTICOS E DE ISOLINHAS A introdução dos computadores para gerar mapas tornou o método de isolinhas ou isoplético muito mais fácil e rápido.4. se for conhecido que a distribuição é concentrada em cenas específicas. posto que os cálculos e as in- terações são implementados internamente em pacotes definidos para tal tarefa. cujas conseqüências são dois mapas completamente diferentes. Na mesma figura.2. (((N:°)\11(()'. Por exemplo. no método manual. Uma aproximação visual deste é suficiente. entre 33 e 29. para todos os pontos até determinar o desenho final das isolinhas. a localização do ponto dentro da área é o cerne do problema porque vai afetar a exatidão e aparência de todo o mapa (Dent. Já para os mapas isopléticos a localização dos pontos é mais difícil. os pontos de controle com valores conhecidos podem ser especificados nas suas posições corretas. Este é o procedimento.Ú:S c:. Então. 1996).~\JJ('AS: ll. . existe uma diferença de quatro unidades. pode-se escolher o centro geométrico da área para localizar o ponto de controle.\~\rnU.!rcx.

São. isto quase não ocorre na realidade. este resultado deve ser observado tendo em mente que densidades ou porcentagens. elas foram reduzidas a um ponto que pode ser localizado em posições diferentes dentro da área considerada. Logo. 9.para onde cresce ou decresce.236 CARnx. o processo de interpolação automática acontece por uma rede retangular. Alguns exemplos típicos são os mapas de fluxo de tráfego e os mapas de transportes que ilustram interações sociais ou econômicas entre ponto de origem e destino.4. Os modelos matemáticos diferentes vão gerar interpolações diferentes.2. indicando a direção e/ou a rota do movimento.5 MAPAS DE FLUXOS 9. o ideal seria que o tamanho e a forma das áreas consideradas fossem semelhantes. .2.RCPRESENTAÇÃO. consideram-se valores absolutos ou derivados e níveis de medida ordenado. portanto. direta ou indiretamente. 4 Mapas dinâmicos são aqueles visualizados em um monitor e mostram o movimento espacial de um fenômeno geográfico qualquer. são derivadas de áreas.RAflA . Porém.2. E apesar do método mostrar claramente o comportamento espacial da distribuição.5 (UIDADOS NA INTERPRETAÇÃO DE UM MAPA ISOPLÉTICO Para que o modelo conceituai de mapeamento isoplético produza resultados mais precisos. para o mesmo conjunto de dados podem-se obter mapas completamente diferentes. Para representar dados quantitativos em mapas de fluxos. seja quando apresentadas no papel ou em uma tela de computador. como por exemplo a expansão urbana e a invasão das águas em uma cheia. COMUNICAÇÃO EVISUALIZAÇÃO DE DADOS ESPACIAIS Apesar de a base conceituai permanecer igual à dos procedimentos manuais. os resultados do mapeamento devem ser avaliados com cuidado. triangular ou irregular de pontos que é calculada a partir dos pontos de valores conhecidos. Existem também ferramentas computacionais capazes de produzir isolinhas a partir de pontos com coordenadas e valores conhecidos. intervalar ou proporcional. 9. Eles não podem ser confundidos com mapas dinâmicos4 porque são representações estáticas.5. indicados para representar deslocamentos no espaço.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO Os mapas de fluxos são representações que tentam simular o movimento linear do objeto alvo de um lugar para outro. Entretanto. Existem diversos programas desenvolvidos para gerar modelos tridimensionais do terreno que utilizam o conceito de isolinhas.

é impresc indíve l determin ar qual projeção ca rtográfica é mai s adequada. { Úl'inno9-Rn~r.. EscOLl-IA DO MAPA DE FUNDO BÁSICO É importante definir o tipo de sa ída para a ap resenta ção do m apa. textos e linhas de contorno da superfície. se em papel.000\RTOCIW K"AS: TTM. qual deve ser a aparência do mapa de fu ndo. I . Para rep resentações de áreas geográficas m ais abrangentes.\ \ \ \ \/ ' . \.. t{ '~ ( \ . os elementos que devem constar nele. logica mente. . envo lvendo continentes e países.2.20.0S I INWI 23 7 9.20 . \ 1 1 . Esta tomada de dec isão ajudará a definir a esca la do mapa e. ~ . Épreciso ter em mente qu e estes elementos devem esta r visíveis o sufici ente para a leitura do mapa. elevem também fi car em plano secundári o. por exemplo.2 ( ONSTRUÇÃO DE MAPAS DE FLUXO PARA DADOS QUANTITATIVOS Para co nstruir mapas de flu xos considerando dados quantitativos é prec iso estar atento a três aspectos: .\S llU\l•INO'\. / '-'. mas mostram a direção de onde partem e aonde chegam. mas.5. l(()l>ll\11(.Mapa ele fluxo: Petróleo na economia Mundial (original colorido) Fonte: Simiclli (1999) . Veja exempl o na Figura 9.srN1M. Figura 9. ou cm tela de computador. Gera lmente. os flu xos entre continentes ou países não seguem rota definid a. incluindo cores. assim como na defini ção da simboli zação.. considerando seu formato.

pois elas determinam o lugar dos vetores. se faz com o uso de cores contrastantes co m o mapa ele fundo. pode-se adotar um padrão para simbolizar os diversos valores. Mas sempre que possível. Mapas desse tipo têm sido observados em revistas e jo rn ais. O matiz preto é urna escolha gera lmente acertada (vide Figura 9 . . mas nada impede o uso de outros matizes.21 . e as linhas amarelas mostram qu antidades e rota cio milho.Exemplo de mapa de fluxos . em primeiro plano. O destaqu e elas linhas. Quando a amplitude dos dados é muito grande para esca lar as linhas proporciona lm ente aos va lo res. Ü EFINIÇÃO DA SIMBOLIZAÇÃO A espessura das linhas deve ser definida tendo como companheiro o bom senso. Este caso de mapeamento é mais raro em atlas. devem ser adotadas espessuras proporcionais aos valores.238~~~~~~~~~~~~C _AA_u_ x. deve-se preservar a via de comun icação como rodovias ou ferrov ia s. as linhas vermelhas mostram quantidades e a rota da soja._ W_M_ UN_ Ja< ~A_·o_c_ ~_UM_l~ ~Ç_ ÃO_OC _l_ lAOOS ~~ -A_ Cw _s Para os mapas nos quais a rota deve permanecer con hecida. Por exempl o: 1 mm para 100. 4mm para 400. 2mm para 200. É possível também determinar outros valores propo rcionais para que eles sejam perceptíveis no mapa . Éperm itido usar cores diferentes para representar. Por exemplo.21). c lasses no minais dife rentes .iw ~ ~- -_Rr~ _l_ ~N_lA~ <A~ O. FLUXO DE VEÍCULOS -- • 2000 Figura 9. em um mesmo mapa. ou de algu ns lugares de produção até portos marinhos. mostrando a intensidade do tráfego urbano ou o transporte de mercadorias entre cidades.

22b.tIDwc ._0fflu __~_9_-_RCl'RfSOO ___~~oo_CAR __ __:_w._~_EF_~_~______________________ 239 __11_~_~_~_. Mas. (a) (b) Número de banhistas Migração (familias) (em mil) 10 0-100 20 100.22b. T~_RÁílCAS __.w.22 . Ela faz a ligação entre o mapa e o leitor. para o caso de fluxo contínuo e crescente no espaço.ÜESENHO DA LEGENDA A Legenda é a chave de codificação e decodificação na Cartografia. (e) legenda exata em degraus . como na Figura 9. As unidades de medida precisam aparecer de modo nítido e do mesmo modo é necessário saber como foram escaladas as linhas para as quantidades representadas.22a e 9. Existem duas formas básicas de representar os valores considerados: (a) com grande exatidão. formando degraus.Legendas em um mapa de fluxo: (a) valores específicos. 10 ~20 30 60< Figura 9. e (b) considerando um intervalo de valores. como no caso de estradas para transporte de mercadorias. (b) intervalo de classes.K_. segundo uma linha pré-existente. também pode ser apresentado por linhas separadas. em que a cada uma corresponda um valor predeterminado. como nas Figuras 9.22c.22a e 9.500 500-1000 30 1000-1500 40 . especificando um valor para cada linha (Figura 9. como na Figura 9. O desenho final da legenda pode ser apresentado em uma seqüência de linhas.22c). >1500 50 (e) <10 . por isto deve ser cuidadosamente elaborada.

.PRES PARA O CENTRO DE FLORIANÓPOLIS -1994 O CENTRO DE FLORIANOPOLIS -1994 Palhoça . confeccionado com base em Kraak e Ormeling (1997) .c_o~_IUN_IC~~~ÃO-E_~_SUA_Ll_~~~·o_o_c_~_oos~~-~~ws 9.240~~~~~~~~~~~~(_A_RTl_x. FLUXO DÉ TRABALHADORES PARA FLUXO DE TRABALHAD.._~_nA_-_RC_PRC_SCN_l/~~~-·o_.. Compare os exemplos mostrados na Figura 9..5.Duas formas de representar a circulação de trabalhadores no espaço.. conectadas por linhas uniformes (vetores) mostrando a direção do fluxo da mercadoria. Estas soluções associam mapas de símbolos proporcionais para mostrar quantidades em um lugar específico. 85 ···-··60 85 60 40 15 ·····40 ·····15 Figura 9.23.2.3 INOVAÇÕES NO DESENHO DE MAPAS DE FLUXOS Nas bibliografias mais recentes sobre Cartografia são apresentadas novas soluções para desenhar mapas de fluxos.23 .

Outros softwares não permitem a variação do tamanho do círculo proporcional conforme o valor de cada área considerada.2 Uso DO COMPUTADOR NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS DIAGRAMAS Na atualidade diversos softwares SIG trazem esta possibilidade de mapeamento.2. Alguns softwares utilizam os mesmos princípios de construção de mapas de símbolos (círculos) proporcionais como base para gerar o mapa diagrama. são mapas que contêm um diagrama em cada unidade de área em análise.m_·_K~_:1_~~~11u_~Wll'. sobre um mapa de fundo dividido em unidades político-administrativas são sobrepostos diagramas de setores onde varia o diâmetro do círculo de acordo com o valor total dos dados envolvidos em cada unidade. como dito no começo deste item. Somente permitem que círculos de diâmetros iguais sejam distribuídos nas unidades de área. Existem autores que defendem o uso desse tipo de diagrama em mapas.2. como se pode ver no mapa da Figura 9.24a. torna-se mais rápido usar um software SIG. isto é. ou seja.24). e se a questão é o tempo gasto na representação.~~'-m_N_~oc_x_~c_r~_IB~~~~~~~~~~~~241 9. como o nome lembra. conforme mostrado na Figura 9. construir diagramas sobre mapas. esse tipo de mapa é para análise e não para a visualização. Este tipo de mapa é construído com propósito analítico. Independentemente do tipo de diagrama. este mapa é de difícil interpretação quanto maior for o número de dados representados em cada diagrama e no mapa como um todo.em vez do de setores (vide Figura 9. Um exemplo é mostrado na Figura 9.6 MAPAS DIAGRAMAS 9. Neste caso. para que cada dado seja analisado na sua posição (Figura 9. formando os diagramas de setores que mostram os valores dos dados em questão.24b. 9. considerando o sentido que se dá à comunicação na Cartografia.também tratado no Capítulo11 deste livro .2.os quais são abordados no capítulo 11 deste compêndio. pode ser utilizado o diagrama de colunas . que já tem disponível este tipo de mapeamento.24c). Se o mapa diagrama for desenhado em CAD. Nesse caso não há como fazer comparações reais entre as áreas mapeadas. A maioria deles utiliza o diagrama de setores .6. No entanto._CAriT_·u_t0_9_-_Rr_PRESOO~~~cr_s_cAA_nx_. . Os diagramas sumarizam inventários realizados em cada uma das áreas de interesse e por isso não podem ser entendidos como mapas de comu- nicação.1 QUANDO EMPREGAR O MÉTODO Os mapas diagramas.6.24d.

_IAIS_ (a) (b) População ...SP_t. lndú1111a ~ Ccmtrdo c:::J ""'-""'' Figura 9._o_E_V1SU __ AL_IZA_ÇÃ __o_DE_DADOS _ _f...242_________________C_AR_Toc_·RAF_IA_-_RIPRBCN _ _ _TAÇA-'--o-'.24 .Exemplos de mapas diagramas ... Urbana c:::i Rural LEGENDA -Indústria [=:! Co"'6rdo ClA~ (d) LEGEIC>A ._c_U\_1U_NlCA(À_.r.

O responsável pela produção de mapas para o uso público. Por exemplo. como aqueles de livros textos. Mas. de artigos acadêmicos. CAD ou SIG para reunir e compilar seus dados espaciais na forma de mapas. experiência e o formalismo da tecnologia a ser utilizada determinarão a aparência final da representação cartográfica idealizada pelo cartógrafo. uma vez que se pretenda tornar os resultados do trabalho ou pesquisa . pois. estão construindo visualizações para uso privado. apresentados em mídia convencional ou eletrônica.1 Ü USO PÚBLICO DOS MAPAS Quando se constroem mapas para serem disponibilizados para uso público. deve-se ter em mente que eles serão julgados pela sua aparência e pela sua utilidade. muitas vezes. precisa ter conhecimentos de representação cartográfica. um urbanista quer manipular e visualizar dados espaciais reunidos em um SIG com o objetivo de tomar decisões. Por outro lado. Terá que buscar conceitos e conhecimentos adquiridos na sua formação e utilizar sua experiência na produção de mapas para planejar soluções que atendam às necessidades específicas de cada caso O cartógrafo poderá pedir auxílio aos programas computacionais como aqueles de desenho gráfico. os usuários do SIG e "fazedores de mapas" geralmente não se preocupam com a aparência de seus mapas. CAPÍTULO 10 A CONCEPÇÃO DE MAPAS 10. A soma de conhecimentos. um biólogo pode manipular dados espaciais para visualizações pessoais ou de um grupo envolvido na tomada de decisões sobre o manejo da flora e fauna em um determinado lugar ou ecossistema. dos atlas de qualquer natureza.

b) Permanente. então.html> . como o papel e estão sempre visíveis aos olhos humanos. Eles estão impressos e permanecem assim. Os endereços eletrônicos da Associação Internacional de Cartografia -AIC 1 apresentam alguns exemplos interessantes nos quais é possível compreender a dimensão destas novas possibilidades.edu/95_ica. estão impressos em algum tipo de mídia tangível. refere-se aos mapas que podem ser manuseados. Caso contrário. Algumas literaturas classificam estes mapas como Hardmaps. Uma terceira questão. mas. Os mapas de uso público podem ser do tipo: a) Virtual . As possibilidades para a construção destes mapas não serão abordadas com detalhes neste livro. a concepção dos mapas de uso público segue a mesma rotina que será discutida a seguir. A saída de um ou de outro tipo de mapa muda algumas decisões específicas.ohio-state.aquele que se torna real somente quando algum dispositivo possibilita sua visualização momentânea e por um tempo desejado. Tais questões são: a) o propósito do mapa . Nestes casos. Alguns autores referem-se a este tipo de mapa como Softmap. de maneira geral. precisar-se-á disponibilizar os mapas envolvidos._w_~_-_m'R_™_N_~~~~. ter conhecimento cartográfico concernente à comunicação e visualização dos aspectos que se deseja revelar e que tipo de aparência se quer os seus mapas tenham. ainda referente ao uso público dos mapas. visíveis sem a necessidade de ajuda para visualizá-los.2 Ü QUE SE PRECISA SABER PARA A CONFECÇÃO DE UM MAPA Antes de iniciar qualquer concepção de mapa. também designado de tangível. é preciso integrar as técnicas de visualização gráfica aos dados cartográficos já tratados adequadamente para tal fim.sbs.244~~~~~~~~~~~-(AA_T_~. Dever-se-á. 1 Página principal da ICA: < http://ncl. 10. o cartógrafo precisa ter resolvido algumas questões importantes que nortearão todo o processo de confecção.para que ele servirá. ele está estocado em arquivos magnéticos. Portanto. impossível de ser observado pelos olhos humanos. com a possibilidade de construir mapas interativos ou dinâmicos.c-~_ru_N~~AÇÃ_O_E_~_uM_~~ÇÃO~~-OAOOS~-~-~-M de conhecimento público. é específica para a disponibilidade destes em multimídia.

o público que vai utilizá-lo e os recursos disponíveis para tal empreendimento. equipamentos.CAD. g) disponibilidade dos dados . Então. qual a resolução requerida. Os mapas de referência geral e mapas temáticos de escalas pequenas são compilados de maneira muito diferente daqueles de escalas média e grande. o custo e h) disponibilidade de softwares. Por exemplo._CAPi_1_ut_o_10_-_A_co_~_fl'Ç~Ao_o_o_w_~------------------------------------~245 b) quem usará o mapa . antes de tudo.impresso ou não.2. etc. 10.2. Desenho Gráfico. A escala é outro fator determinante dos custos.o que existe. ou outro). maior o custo.mapas virtuais.. compilar um mapa de fundo contendo informações básicas como: limites (político- administrativo. pessoal capacitado. e) dimensões finais do mapa (se impresso) . ou seja. pois quanto maior a escala.recursos financeiros. mapas coloridos impressos em papel. o software e quanto à forma de disponibilização ao usuário. Essas duas preocupações são questões centrais que determinarão todas as outras a seguir. o cartógrafo poderá tomar as decisões seguintes quanto aos métodos. os quais implicam em despesas financeiras. haja vista a necessidade de maior detalhamento dos dados.depende da escala e do tamanho da área considerada. Essas informações são disponíveis em mapas de escalas maiores e geralmente precisam ser . mapas permanentes são mais caros que aqueles em arquivos digitais. e) quem pagará o mapa . E o levantamento dos dados exige tempo. USUÁRIO E RECURSOS FINANCEIROS Para construir qualquer mapa é preciso saber com clareza para que ele será utilizado e quem o utilizará. SIG. rede hidrográfica e rede viária.usuários em potencial. d) como ele será disposto para o uso . O principal objetivo de um mapa temático é fornecer em um "fundo geográfico" a informação temática que estará contida em alguma base de dados. 10. para compilar esses mapas é preciso. as técnicas.2 DISPONIBILIDADE DOS DADOS A disponibilidade de dados para o mapeamento é outra questão importante a ser considerada quando se vai confeccionar um mapa temático. f) se imagens raster forem incorporadas. Éevidente que a confecção de mapas tem um custo que aumenta de acordo com as exigências do usuário.1 PROPÓSITO. Sabendo do propósito para o qual o mapa será usado.

geomorfologia e tipos de solos são geradas pelos especialistas nestes campos do conhecimento. geologia. A saída impressa dos mapas foi prevista para folhas no formato A-4. e quando existem. derivados de levantamentos estatísticos. Entretanto. Geralmente. conforme comentado no Capítulo 7. no caso dos dados mais antigos. 2 A generalização cartográfica foi tratada no Capítulo 3. geralmente. o que seria suficiente para as análises. Estes organismos fornecem os dados para que se possam construir mapas temáticos. os dados estatísticos dos dois últimos censos brasileiros e o software StatCartque permite construir mapas estatísticos sobre qualquer tema abordado no censo. o IBGE lançou. clima. o layout é tudo aquilo que jamais poderia acontecer na Cartografia (Figura 10.1 ). . etc. como os que se referem à densidade populacional. em CD-ROM.246~~~~~~~~~~~-C_AA_Toc_. Apesar deste software permitir o manuseio e alguns cruzamentos de dados.RAr~~--R_r~_c~_m~Aç~:ÃO~. sobre como criar mapas a partir dos dados levantados. Em 2003. como cobertura da terra. ele permite gerar somente mapas coropléticos. devendo sofrer um processo de generalização quando da construção de um mapa em escala menor. Os organismos oficiais também são responsáveis pelos dados socioeconômicos. Muitos destes dados são obtidos dos levantamentos feitos direto no campo ou com auxílio do sensoriamento remoto aéreo e orbital. vegetação. uma vez que não há limite para o tipo de informação que pode ser chamada de "temática" (Robinson et ai. os dados ambientais estão estocados em arquivos digitais ou. Os organismos produtores de informação são os lugares onde.c-~_1u_N1CAÇA~·o_E_~_u~-~~~~-º-~-DADOS~-~-~~ws recompiladas. em intermináveis relatórios e tabelas. à incidência de doenças e às taxas de crescimento econômico ou social. ou seja. Contudo. o esforço em publicar dados e possibilitar ao usuário confeccionar seus mapas é um avanço que merece ser notificado. 2 Os dados disponíveis para a construção de mapas temáticos são ilimitados. o que não é indicado para dados absolutos. também já descritos no Capítulo 2. Poucos são os mapas temáticos publicados pelos organismos estaduais e nacionais e praticamente inexistem os atlas regionais ou estaduais. as informações relativas ao meio ambiente. É impressionante observar a falta de conhecimento da quase totalidade destes especialistas.. a saída permitida pelo referido programa computacional para mapas impressos. na maioria das vezes sequer citam a fonte. 1995). trazendo diversos tipos de dados.

elas cores. Os limites técnicos de produção são impostos pelo software implicado na definição do modelo cartográfico digital desejado. e assim. Isto pode inc lu ir os CAD. é necessári o definir o software a ser utili zado (CAD ou SIG). O domín io do software associado ao grau ele conhecimento do ca rtógrafo também são fatores que constroem os li m ites técn icos de uma compi lação ele mapa temático. aos poucos.2. Esses fatos levam muitos cartógrafos. Na rea li dade. a defini ção das linhas. dos textos e das sombras. elimi nar ou soluciona r problemas que um ou outro não permite. Conforme o tipo de mapa e dos dados disponíveis. os SIGs e os de design gráfico. A eficiência dos mapas está atrelada a uma aparênc ia visu al agradáve l e ao cumprimento de sua função em comun ica r o conhecimento sobre algo às pessoas. O cartógrafo prec isará uti l izar mais de um software para conseguir um mapa perm anente (impresso) de qualidade. Figura 10. os produtos ca rtográficos são uma mistura de técnicas gráficas e textuais. Isto é.3 LIMITES TÉCNICOS Uma vez di spondo dos dados para a compil ação do rn apa temático. Cada tipo terá abordagens bastante di ferentes para a compi lação. exceto no Brasi l.1 . será preciso definir os procedimentos de produção que têm de leva r em conta a saída final: se rá um mapa virtua l ou um permanente? Esta decisão infl uenciará na composição como um todo.Saída de mapas gerados pelo 5ta1Car1(original é colorido) 10. a defin irem-se como especialistas em comu- .

até atingir aquilo que se propõe. Contudo. 10. experiência e características próprias de cada cartógrafo.2. sem deixar dúvidas. É preciso pensar cuidadosamente na aparência final do mapa como instrumento de comunicação ou de análise. Suponha que o mapa temático deva mostrar duas distribuições hipotéticas no Brasil.4 PLANEJAMENTO DE DESENHO O próximo passo na concepção de mapas temáticos é ter em mente que o produto gerado será disponibilizado para uso público. 10. uma apresentação efetiva dos dados cartográficos demanda um planejamento de qualidade. a harmonia das cores. Parte integrante dessa organização visual de imagens são os textos sobre mapas. Esta escolha é subjetiva e depende do conhecimento. e se for o caso. ou seja. Se um mapa é feito para a leitura de usuários.333). em que serão testadas algumas idéias e a melhor forma de visualizá-las. os quais serão discutidos mais adiante neste capítulo. Um mapa bem feito é aquele que consegue fornecer ao usuário a informação para o qual foi concebido. então. geralmente.C_·~_1u_NIC_~~Ão_c_~ill_M_~-~~-º-~-º-AOOS~~-A~Cl~S nicação visual. não menos importante será experimentar esboços para a comunicação de· dados. 3 A organização básica dos elementos de comunicação poderá ser da seguinte maneira: 1 Exemplo construído a partir das idéias mostradas em Robinson (1995. É surpreendente ver que se pode experimentar muito mais do que se imagina. . estão envolvidas poucas categorias de dados se comparadas aos mapas de referência geral. Nos mapas temáticos. Esse esboço tem que ser feito também na forma gráfica.4. as 1igações existentes entre atividades e eventos no espaço geográfico. Na Figura 10. que uma representação cartográfica sempre vai envolver um lugar (espaço) e as coisas ou objetos desse lugar. um profissional que está atento aos princípios da organização visual de imagens.2 podem ser vistos quatro painéis que ilustram como preparar um esboço gráfico para um mapa temático.1 ESBOÇO GRÁFICO Fazer um esboço gráfico do que será representado auxilia o cartógrafo a decidir ou caracterizar as feições essenciais da comunicação cartográfica. pois eles vão influenciar na leitura. deve ser legível e de fácil entendimento. textos e símbolos. se justifica a atenção na escolha de cada ingrediente do desenho gráfico. uma elaboração. p.2. Por isso.248~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_JW~~--R_n~_™_N_~~Af_). É fundamental pensar que um mapa é um meio de comunicação e visualização de dados. considerando aquilo que se deseja representar. portanto.

·.. na let ra (a). c) a posição das fe ições cm re lação ao Brasil e d) a posição relativa elas duas distribuições. b-c-d-a. legibil idade e relativo contraste dos itens cleta l hados num segundo estágio ele experi mentação ele esboços cartográficos. a o rdem foi a-b-c-cl. elaborado com base cm Robinson (1995) ..2 ..Exemplos de variações possíveis para uma visualização de dados cartográficos. N a Fi gura 10. cl-b-c-a.A mérica do Sul.duas di stribui ções."'''" ~-· ?--'' ' ' o \ . (a) (b) '·.<1- o" (e) (d) Figura 10. c m (b). o .. cm (c). A inda há a possibilidade ele outras combinações até se conseguir um m áx imo ele clareza. a) o luga r .. b) as feições . É possível variar a ordem destes quatro elementos conforme se desej ar. c-a- d-b e c m (d)..2.

(1995) como o posicionamento dos componentes visuai s de forma que suas relações pareçam lógicas. Figura 10.I EJ f TÍTULO Figura 10. no desenho gráfico.2 BALANÇO VISUAL Balanço. 10.2. O balanço visual depende dos segui ntes fatores: a) da posição relati va e importância visual e con textual das partes básicas de um mapa. c) do tamanho da legenda e do títul o e d) do centro óti co do mapa (ponto situado 5% acima do centro da forma construída ou das bordas do mapa).3 . TÍTULO TÍTULO L E G E N D A .4.3. b) do formato: tamanho e forma da área mapeada.____L_E_G_EN _ o_A_ _. Layout é o processo de chega r (conseguir) a um bal anço próprio. é definido por Robinson et ai.Esquemas preliminares ele um mapa para testar o balanço visual .

enquanto os outros componentes permanecerão iguais. especialmente os temáticos. ela é idealizada. com eficiência. decodificar os símbolos cartográficos e orientar o leitor no espaço geográfico.1 TíTULO O título de um mapa é tão importante quanto o de um livro. componentes como título. por exemplo. Esses componentes são também denominados de itens de explanação. definido pelas coordenadas geográficas ou por outro tamanho preestabelecido. Nos casos de coleção de mapas temáticos. poderia ser apropriada. suponha que um mapa deva mostrar a densidade da população (hab/ km 2) no Brasil. então somente a palavra BRASIL. 10. no mapeamento geoecológico. Muitas vezes a parte explicativa ficará na legenda. pois o tema e a data já são conhecidos. Para tanto. geralmente. Por exemplo. definir uma máscara padrão. de acordo com o censo de 2000. ou o propósito do mapa: a) Em livro texto tratando de população e sua distribuição mundial. A legenda é comum a todas as folhas que compõe a cartografia do lugar. quem fez o mapa. como no caso de mapas que compõem um plano diretor municipal. Eles têm o propósito de identificar o lugar. legenda. por sua vez. Na escolha do título deve-se usar o bom senso para não estendê- lo mais que o necessário. suplementos. escala. A realização destes itens. Portanto. geralmente. legenda. indicador de direção e suplementos (inserções) fazem parte da composição de qualquer mapa. . precede diversas recomendações que precisam ser observadas. Esses componentes serão padronizados e colocados em cada folha como se fosse uma "forma" emoldurando o desenho cartográfico. onde e quando. terá formato padrão. são utilizados para indicar: o que. colocados dentro do quadro do mapa. Nas cartas topográficas ou cadastrais. ____________________________________~251 _c~_·r_uL_o_10_-_A_co_~_EPÇA~·o_o_r~_w_~ 10. em separado do quadro que conterá os dados cartografados. pois diz do que se trata. começando pelo balanço visual.3. Nos mapas. Nos mapas de escalas pequenas. escala e orientação são. todos os itens explanatórios tais como. os títulos. a exemplo dos mapas de referência. assim como os outros componentes. os componentes padrões aparecem sempre como notações marginais. O título deste mapa poderá variar conforme a situação a qual ele será exposto. Este. na qual somente variará a legenda. que será de acordo com cada tema.3 COMPONENTES VISUAIS DE UM MAPA TEMÁTICO Raramente o simbolismo de um mapa pode permanecer sozinho e ser auto-explicativo. título. é necessário. sugere-se que os componentes estejam fora do quadro do mapa.

_m_~_-R_rffi_™_N_~~Àº~·c_·m_w~_CAÇÃ-'-O-E~_~_M_l~~~-º-~-DADOS~~-~-cw_s b) Se for disponibilizado em bibliotecas ou mapotecas é conveniente colocar o título mais completo.252~~~~~~~~~~~-CAA_T_~. poderá ser apropriado um título que diga diretamente como foi medida a população: POPULAÇÃO POR QUILÔMETRO QUADRADO EM 2000. em um mapa de uso de terra. Em tese. símbolos e textos deve ser posicionado de forma a conseguir um balanço visual. Quanto à localização do título. dependendo da sua importância.5. . preferencialmente deve ser localizado da metade do mapa para a parte superior. Logo. Os símbolos do mapa têm que aparecer iguais na legenda. a complexidade da forma pode confundir ou mascarar a mensagem do símbolo. mais simples deverão ser os símbolos pontuais. Os elementos lineares ou pontuais4 nunca devem ser colocados presos em retângulos e é muito comum encontrar isto em mapas de revistas. Ela contém a chave que propiciará ao usuário do mapa decodificar os símbolos utilizados na representação cartográfica. Geralmente. ela deve contar ao usuário o que ele encontrará ou o que significa algo que ele leu no mapa. as classes de uso. por exemplo: BRASIL - POPULAÇÃO EM 2000. forma ou cor. devem vir no topo da mesma. Títulos na parte inferior são aceitos apenas para mapas de parede. Algumas recomendações importantes ao se elaborar uma legenda: a) Quanto menor a escala. no entanto. e) Se o mapa fizer parte de uma publicação sobre mudanças na população do Brasil. A ordem deles pode ser invertida. mostradas em áreas retangulares na legenda. Vide item 8.3. seguidas dos elementos lineares (estradas. tudo que está em um mapa e que não seja auto-explicativo precisa ser explicado na legenda. rios. e na legenda aparecer habitantes por quilômetro quadrado. POPULAÇÃO BRASILEIRA EM 2000. Por exemplo.2 LEGENDA A Legenda é indispensável para a maior parte dos mapas.1 do Capítulo 8. se forem necessários) e dos pontuais (localidades). com o mesmo tamanho. b) Pode ser interessante desenhar símbolos de formas complexas. 10. linhas e áreas. os símbolos são agrupados seguindo a gramática cartográfica: pontos. ou. O arranjo das partes de uma Legenda. 4 A única exceção para que pontos possam aparecer presos em caixas é para o caso de mapas de pontos. jornais ou em trabalhos acadêmicos.

seja a escala representada numericamente (1 :U) ou graficamente (por uma régua). O tipo de escala a ser inserida varia muito conforme o tipo de mapa. ela deve aparecer discretamente.3. mas também para o seu uso. Muitos mapas mostram feições ou relações entre fenômenos que envolvem conceitos de distância. Para distinguir diferentes padrões de distribuição é preciso usar cores. é mais comum usar escala gráfica que dá a relação direta das medidas gráficas e reais. Nestes casos. Entretanto.4 ESCALA A Escala é um fator importante não apenas para fazer o mapa. mas que não supere a visão do mapa em primeiro plano nem do título. nos outros casos é importante colocar um indicador de direção Norte.3 . por exemplo. O tamanho e o lugar deste símbolo devem ser balanceados com os outros componentes do mapa. d) Para associar símbolos. A escala gráfica ajuda a maioria dos usuários que têm dificuldade em entender a escala numérica. de preferência. deve estar do meio para baixo da folha de papel ou da tela de vídeo. nada há que impeça tal fato. um mapa pode conter ambas. A regra geral ou convencional é que um mapa deve ser desenhado de forma que a indicação do Norte. Entretanto. exemplos são encontrados na Figura 10. a inserção de escala pode ajudar na leitura do mapa. Mapas da rede viária ou de rotas. principalmente em mapas de escala grande. Algumas vezes uma escala numérica é suficiente. pois sua . se no mapa aparecer um Sistema de Referência Terrestre como base de informação (latitudes e longitudes geográficas)._Cm_ru_w_l_O_-A_c_o~_E~PÇA_·o_m_MAP_~--------------------------------------253 · e) Características externas (da borda do símbolo) são visualizadas mais facilmente que as características internas. A escolha mais acertada é um símbolo simples. por exemplo. Brasil. A indicação do Norte não é necessária se a área mapeada for familiar. devem-se usar formas semelhantes. Nos mapas de escala pequena. mas. Também não é obrigatório colocar um indicador de direção. para que seja possível a orientação do leitor. ou turísticos são especialmente relacionados à medida da distância. Existem vários símbolos disponíveis nos softwares SIG para representar o Norte geográfico ou magnético. 10. com a letra N na ponta que indica o Norte.3. 1o. Uma seta. de tal forma que seja visualizado. De qualquer forma.3 ÜRIENTAÇÃO GEOGRÁFICA (INDICAÇÃO DO NORTE) A inserção da orientação geográfica varia de um mapa para outro.

será determinada a escala final. 10. 10. o local mais indicado para a escala (Figura 10. ou mesmo. é auxiliar o usuário na leitura de medidas sobre o mapa ou fornecer uma noção de distâncias. geralmente. Algumas vezes. elas são chamadas por um botão colocado no mapa.AÇÃ~O-E_VISU_~_~~~-·o_~_DADOS~-~-~~IAIS função. Nesse caso. ela será muito menor do que aquela dos mapas de referência (topográficos e cadastrais ou geográficos de parede). . portanto uma distinção gráfica é necessária entre ele e o mapa temático principal.254~~~~~~~~~~~-c-~_r~_·m_~_-_Ril'R~&_Nl~AÇÃ_o_. geralmente. ou não. podendo estar nos lados ou em baixo da folha. Nos mapas em mídia eletrônica é conveniente usar escala gráfica. Entretanto.c_~_ruN_K:. Geralmente. orbitais. adicionados ao mapa temático.3. As inserções cartográficas podem conter escala e orientações.4 MAPA DE FUNDO OU MAPA BÁSICO O principal objetivo de um mapa temático é fornecer em um "fundo geográfico" a informação temática que está contida em alguma base de dados. os de referência. No caso de mapas disponibilizados em mídia eletrônica. um mapa de fundo ou mapa básico". as inserções são imagens aéreas ou terrestres. a observar como se insere essa área numa determinada região geográfica. Conforme o tipo e o propósito do mapa. Para compilar esse tipo de mapa é preciso antes de tudo. as inserções cartográficas são. feitas em separado desse mapa. O mapa inserido deve ajudar. serão estes mapas.5 INSERÇÕES As inserções cartográficas são quadros pequenos contendo outros mapas ou detalhes de uma área. então. Este artifício carto- gráfico auxilia no entendimento do usuário sobre a área geográfica mapeada ou. mas.3) é na metade inferior do mapa temático. e não confundir o usuário. apesar de importante. é preciso se estar atento para a resolução necessária e suficiente para a imagem ser visualizada. que aciona a inserção solicitada a ocupar a tela do computador. Algumas vezes essa inserção pode conter algum gráfico ou tabela. para dar uma visão mais abrangente ou detalhar uma área geográfica específica. na maioria das vezes. isto vai depender dos objetivos a que se destinam. 5 que normalmente fornecerão dados geográficos de 5 Os mapas de referência são utilizados como base cartográfica para gerar o mapa de fundo.

10. é menor que aquela do mapa d e referênc ia (base ca rtográfica). mapas estatísticos comportarão somente limites político-administrativos. Então. seguidos d as redes viária e hidrográfica. Geral- mente. para gerar mapas de fundo ex istem doi s fatores a serem considerados: a) o que deve consta r no mapa e.4.4 .4. os ro dov iários e alguns específicos de alguma área do conhecimento como os mapas florestais comportarão também a rede hidrográfica principal e a rede v iári a. obse rva-se um mapa el e fund o co m ruídos o u excesso ele informa ções. M uitas vezes. Este processo torna-se m ais necessá ri o se maior for a magnitude da redução. a general ização deixa ele ser efetu ad a. Porém. os mapas temáticos como o de uso e cobertura d a terra.(a) Mapa de referência reduzido e (b) Mapa básico após a generalização cartográfica . Figura 10. porque em meio digital não se tem percepção c lara do qu ê e o quanto prec isa m ser generali zad as as feições. o que vai prejudica r a leitura cios dados temáticos (F igura 10. 10. princ ipa lmente.4).loca lização para construir o mapa de fundo.1 ELEMENTOS DO MAPA BÁSICO As princ ipais feições que estarão p resentes em um mapa básico são os limites político-administrativos. na maioria elas vezes. será prec iso fazer a generalização elas feições de interesse. b) converter a esca la do mapa referência para a escala d esejada. Como resu ltado.2 ADEQUAÇÃO DAS FEIÇÕES À ESCALA DO MAPA TEMÁTICO Se a esca la cios mapas temáticos.

serão tratados especificamente neste item. Nessa discussão é feita uma abordagem técnica sobre os textos dentro dos mapas e daqueles marginais.1 LETRAS DENTRO DE MAPAS Uma função importante dos textos sobre os mapas é localizar feições. podem transmitir a idéia de: . Entretanto. Nos mapas temáticos.simbolização hierárquica . sem chamar a atenção sobre si mesmos.localização: localizar pontos.256~~~~~~~~~~~-C_AA_'TC_x. tais como cidades. devem estar paralelas às bordas superior e inferior do mapa. as letras devem estar dispostas na mesma direção dos paralelos. (1995) que devem ser observadas na representação cartográfica de qualquer tipo de mapa: a) os nomes podem estar inteiramente sob a superfície terrestre ou da água para mapas em escala pequena. no brilho e na tonalidade pode ser usada para categorizar os fenômenos geográficos. e localizar áreas - o espaçamento entre letras e palavras pode mostrar o desenvolvimento de áreas no espaço geográfico (serras. Assim. pois falta à maioria dos "constru- tores de mapas" uma noção do assunto. Os textos sobre mapas são parte integrante da organização de imagens e.) e aqueles que ficam "dentro" do mapa. apesar do trabalho do desenho ser auxiliado por computador. existem regras gerais apontadas por Robinson et ai. mas na sua maioria. as letras.5. Nos mapas de escala grande. principalmente. a diagramação de textos nos mapas ainda é mais complicada que na maioria dos mapas temáticos. nos de escala pequena. Nos mapas de referência geral.1 PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA TEXTOS SOBRE O MAPA 10.a variação no tamanho. portanto. b) as orientações das letras devem ser alinhadas com a estrutura de orientação do mapa. Independentemente desta constatação. Ao mesmo tempo se discutirá a questão do uso do texto como uma auxiliar na simbolização das feições (símbolos literais). os textos nem sempre terão esta função. nos mapas de referência geral. .R_Ar_~-_R_fPR_~_NT~~~~º~·c_o~_1u_NK~~-ÃO_E_v1s_uA_L~~~-·o_~_D_ADOS~~-~~~'s 1Ü. 10.1. 5 TEXTOS NOS MAPAS Os produtos cartográficos são uma mistura de técnicas gráficas e textos. montanhas). Eles servem para melhorar a comunicação. é possível a divisão dos textos dos mapas em duas categorias: aqueles dos itens de explanação (título. legenda e etc.simbolização nominal-variando os tipos e/ou cores se faz distinção das feições e a . .5 . quando arranjadas adequadamente.

f) no caso de conflitos entre os dados do mapa.s -Alterpativas para localiza- i ntei ramente dentro d'água.lagos e oceanos. o dado é o que deve ser interrompido e nunca o nome.5). Se o fundo é escuro. Serra Santo Antônio: letras 8~~ maiúsculas. A regra geral para texto sobre mapas é utilizar poucos estilos para se obter uma melhor harmonia. d) jamais devem ser usadas linhas retas para a distribuição de textos que não são orientados como na regra "b". A legibilidade também está associada com o "espalhamento" das letras. e os tipos simples são os mais indicados. No caso dos çõesregionaisdeacidentesgeográficos . cidades. Mirante.Penha -~ localizadas pontualmente devem ter texto Marfim •LAJES ~ de identificação paralelo à margem inferior. e letras pretas são mais legíveis em fundos claros. A legibilidade das letras dependerá do contraste visual entre a letra e o fundo. As feições zonais como corpos d' água SERRA DO A l V E 8 . lf+>-0 As feições pontuais como cidades. espaçadas ao longo ~~ da localização da serra (Figura 10. ele deve ser tratado com o mesmo cuidado que os outros elementos. Por exemplo. As palavras devem ser espaçadas de maneira a cobrir toda a área que estão nomeando. as letras brancas são as mais legíveis. etc. Dentro do mapa. ele deve ser discreto o suficiente para aparecer como um "fundo" com função de localizar símbolos . • ~o perto do ponto. em negrito.rios. acima e à direita deste. A orientação ou posição do texto deve acompanhar a orientação espacial do acidente geográfico. Goitacá portos. e) o espaçamento entre os nomes deve ser maior que entre as letras que compõem um nome. e g) os textos nunca podem estar dispostos de cima para baixo. aeroportos e outras atividades . sempre que possível. Caso contrário._c~_·r_uL_o_lO_-_A_cONC __ rPÇA~·º-~-~_w_~------------------------------------~257 c) não é possível usar curvas para dispor letras. sempre usar linha suavemente curva. a menos que isto seja necessário. como linhas ou limites e o texto que forma um nome. Quanto às áreas com extensão regional. se o texto tem uma função importante (símbolo nominal). Faz. diz-se que as letras devem ter um tamanho e espessura combinados para que se possa distingui-los com facilidade. dando-se atenção para o seu peso visual.precisam ter seus nomes Figura 1o.

Para a rede viária. dependendo dos objetivos. em tipos menores. mas precisa permanecer legível como uma palavra. As capitais. mas devem ser evitadas longas explanações.c-·~-IUN_la~~-·o_E_VIS_UA_Ll~~~-º-~-º-AOOS~(~-~~IAIS oceanos. o arranjo das letras sobre uma área deve ser feito de forma a abranger todo o limite. é convencional usar letras inclinadas (itálico). Na Legenda. as letras dele terão o maior tamanho de todas possíveis no mapa. os rios principais são nomeados com letras maiores do que as dos secundários. Quanto ao estilo e ao tamanho da letra mais apropriado para o título. deve-se sempre usar o azul. ·exceto alguns do Nordeste. em que o nome pode aparecer mais de uma vez.AA_r_~-_R_c~_csc_NI~~-ÁO~. Exceto para mapas geológico. tais como os rios. deve-se ter o cuidado para que as letras do título tenham um peso visual adequado e não escondam o mapa. os nomes dos estados. inserido como ponto ao longo da linha. Adotar regra única para localizar o texto sobre as linhas que representam os rios é uma recomendação úti I. os outros mapas temáticos terão suas feições ou classes descritas. "sombras" e expansão ou condensação das letras. nos mapas em escala média ou pequena. . independente da cor do símbolo que descreve. legenda. se necessário (Figura 10. Por exemplo: em um mapa político do Brasil. podendo usar negrito ou não. ficarão em segundo plano visual.7). como por exemplo: texto acima da linha do rio.1. ou dentro das margens quando possível. o texto deve ser resumido sempre que possível em um símbolo. é recomendado utilizar letras maiúsculas em negrito e em itálico. 10. normalmente não são identificadas por nome. e informações da fonte de dados . cabem dentro de cada área política. moderno e sans serif" são de fácil leitura. O título deve estar em destaque.definidos. geomorfológicos e de solos. escala.título. Para nomear elementos lineares curvos. Nos mapas coloridos. os textos não devem ser abreviados.5. Dê preferência a estilos não rebuscados. 1 Os textos dos componentes padrões. Geralmente. A distribuição do texto deve ser feita ao longo do rio. Logo. No entanto..2 TEXTOS MARGINAIS DE UM MAPA Os tipos de estilos de letras disponíveis para uso em mapas são inúmeros e podem sofrer centenas de variações e modificações dos originais pela adição de "negrito". A espessura da linha aliada ao tamanho da letra são fatores importantes a serem . que têm legendas imensas por causa da variedade na composição das classes. Os estilos "clássico. Observe as leis de Gestaltno próximo subitem. Existem convenções próprias ou usuais para identificar rodovias federais e estaduais e as outras rodovias de menor importância.devem seguir essas recomendações. devem ser usados tamanhos que sejam visualmente destacados dos outros componentes do mapa. usando-se sempre a cor preta. Sempre que possível. 258~~~~~~~~~~~-C_AA_fü(_.

os mapas são vistos primeiramente como um todo.5. a) Boa Continuidade Todos os alinhamentos precisam ser simples e consistentemente espa- çados. e deverá ser grafado em letras maiúsculas. tais como fonte dos dados. Partes simples de um nome precisam ser vistas também como simples (. centrada em que "o total é diferente da soma das partes". inicialmente. definido como maiúsculo/ minúsculo. A teoria Gesta/t apareceu em um artigo pela primeira vez em 1912. comparam-se. as partes de um objeto interagem umas com as outras formando um total que é muito diferente da soma das várias partes. somos capazes de observar uma grande quantidade de pequenos detalhes ou informações. por isso o efeito visual sobre o todo é superior e mais importante que os detalhes. conforme explicado por Belbin (1996) tem como princípio a organização das imagens. conforme discutido por Belbin (1996). O nome de cada elemento simbolizado deve estar ao lado do símbolo. 6 Assim. executor.. isto é fundamental. devem usar letras de tipo simples. Em um mapa exibido em um vídeo. ele poderá substituir a palavra "legenda". seletivamente. Se houver um subtítulo na legenda. foca-se a atenção. Nesta idéia. brilho. . Na seqüência. mais ainda do que para símbolos. matizes. Segundo Belbin (1996). 10. __ ____________________________________~259 _c~_ru_i_o_10_-_A_cONC cPÇA~o-~_~_w_M em uma. saturação.2 AABORDAGEM GESTALT PARA TEXTOS Algumas escolas de Cartografia têm utilizado a teoria Gesta/t para ensinar aos estudantes a construção de mapas. Caso se ache conveniente. Contudo. etc. Wertheimer formulou a idéia de que a natureza de um todo complexo não pode ser predita pelo simples estudo das suas partes. sobre as partes do mapa para observar os detalhes. Num segundo estágio. A teoria Gesta/t. apresentam-se algumas leis Gestalt aplicadas a textos sobre mapas. Para textos. estão embutidas as chamadas "propriedades emergentes" produzidas pela interação de vários componentes. Partindo do princípio Gestalt. As outras informações marginais. O tamanho do texto relativo à fonte de dados deve ser pequeno o suficiente para ser legível. ou no máximo. tamanho e contraste. em duas linhas. a palavra "LEGENDA" pode aparecer toda em maiúsculo e negrito. o controle do contraste é a melhor forma que se dispõe para manipular imagens gráficas e criar níveis visuais. e de preferência estar em cor preta para fundos brancos. datas.

I O espaçamento interno precisa ser F'/do Calvário sempre menor do que aquele I I entre palavras (Figura 10._1u_N1a~~~·o_E_vtSU_M_~~~-·o_m_OADOS~-~-~~IAJS ou contínuas sem esforço visual. cor e tamanhos semelhantes são usados para inferir classificação semelhante.260~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_.6). Exemplos: rios.AA_r_~-_R_rm_E~_NT~AÇ~~~.Exemplos de similaridade em textos sobre mapas d) Proximidade A proximidade é uma poderosa ferramenta gráfica para a localização de textos. limites (Figura 10.8). Símbolos pontuais exigem textos muito próximos e suficientemente separados dos textos que não lhe dizem respeito (10. .Exemplos de fechamento de textos acurácia e facilidade (Figura 10.6 . Num mapa é essencial que o texto esteja associado à sua localização.7 .c_u. Figura 10.. Mudanças no estilo e na aparência podem ser lidas pelo usuário como uma mudança. rodovias. I I I O Texto que cobre parte de Faz. Estilo. Espaçamento Maiúsc/Min Tamanho Negrito Expansão Variar Cinza NATAL RECIFE CURITIBA BELÉM PALMAS ILHÉUS MACAU Olinda LAPA TUCURUI PALMAS IPIAO Figura 10.7).5). d~ Estrada I um detalhe precisa ser localizado I I de forma que a parte oculta seja I referendada pelo texto com Figura 10. sobre mapas b) Fato comum Nomes que pertencem a um símbolo e fluem de maneira semelhante deverão ser vistos com parte daquele símbolo.8 . mesmo que o cartógrafo não tenha tido essa intenção (Figura 10.Exemplos de alinhamento semelhante e) Similaridade em textos sobre mapas O texto pode ser usado para classificar feições.5).

conhecida como TRC. Um monitor de oito bits é capaz de mostrar 256 níveis de intensidade para cada uma das cores.6. .tubos de raios catódicos. verde e azul.diodos de emissão de luz. vermelho._c~_ir_ut_o_lO_-_A_co_~_cPÇA~o_o_H_~-~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~261 10. E. O resultado observado será o seguinte (Figura 10. toda vez que se fala em cores primárias aditivas. A imagem colorida é resultado da triplicação de elétrons que formam as cores primárias aditivas. etc.1 FORMAÇÃO DA COR NA TELA DE MONITOR COLORIDO Os mapas atuais são gerados com auxílio do computador e podem ser visualizados diretamente na tela de monitores. 11 O Sistema RGB é formado a partir das cores primárias Red.9-Como as cores se formam: (a) superposição das três cores resultando em uma visão da cor branca. vermelho e verde. magenta e dano 7 Outras tecnologias utilizadas são: LED . considera-se a formação das cores pela luz. Green and Blue. A formação das cores utilizando luz pode ser verificada quando se projeta em uma parede as cores azul. com diferentes intensidades de elétrons. na qual a sua decomposição em vários comprimentos de onda forma as cores do arco-íris (do espectro magnético visível). as imagens são criadas linha a linha quando a tela é bombardeada por elétrons. a mais comum é aquela usada para telas de televisão.9): Verde a) Cores Primárias Aditivas b) Cores Primárias Subtrativas Figura 10. LCD . 8 As outras cores são formadas pela estimulação dos pontos em cada linha. (b) superposição de duas de cada vez resultará em amarelo.cristal líquido. Nesse princípio. A tecnologia empregada que gera imagens em telas de monitores é variada/ mas.6 APRESENTAÇÃO E DISPOSIÇÃO DE MAPAS 10.

3 PRODUÇÃO DE POUCAS CÓPIAS Muitas vezes os mapas temáticos ou mesmo os de referência geral em escala grande (cadastrais) são previstos para serem dispostos tanto em telas eletrônicas como impressos. na tela de um monitor. na sua maioria. por exemplo. amarelo e dano. de não depender de qualquer outro dispositivo para visualizá-lo. absorverá o vermelho e somente refletirá o azul e o verde juntos.~_r_1A-_R_rr~_~_NT~A(_Ão~. Isto evitará maiores problemas de saída dos mapas. Isto se dá devido à facilidade de manuseio e transporte.6. Como os processos de formação de cores nas telas dos monitores e nas impressoras e plotters são diferentes. As variações na cor geradas por plotterou impressões gráficas são resul- tantes da variação de quantidade de tinta ou do tamanho de pontos impressos em ciano. além é claro. e esta deve ser pensada no início do processo de mapeamento . os . pois a finalidade de imprimir é disponibilizar um mapa permanente9 e uma visão conjunta da folha. enquanto os uHardcopy maps" são gerados por impressoras e plotters tendo o papel como base. As pessoas que produzem e reproduzem mapas devem conhecer o princípio utilizado na formação de cores em ambos os dispositivos de apresentação de mapas. que juntos podem criar algumas cores ou recriar tons contínuos na imagem.2 A COR NA IMPRESSÃO GRÁFICA OU PLOTTER A JATO DE TINTA As cores das tintas para impressão em papel têm comportamento contrário ao observado pelos olhos humanos. Geralmente. resultando em pigmentos de tinta sobre o papel. preenchendo uma determinada área. continuam preferindo mapas em papel. A impressão destes mapas é prevista para poucas cópias conforme a necessidade do usuário. 10. Percebe- se que apesar dos avanços da tecnologia na projeção de imagens para visualização de mapas em monitores. (1995) denominam "softcopy map" os mapas visualizados em telas. quais desaparecem quando elas são desligadas.· 1Ü.9).262~~~~~~~~~~~-C_AA_Tlx_. . As cores produzidas nas impressoras são subtrativas (Fig. Os pontos podem ser superpostos ou impressos um ao lado do outro. resultando numa mistura na qual os olhos percebem apenas uma cor mediana. dando a impressão do ciano. magenta. 9 Robinson et ai.6.c-~_1u_N~~~-·o_c_~~-M_~_~_o_~_o_AOOS~~-~~ws 10. as pessoas. é fáci 1perceber que a aparência de um mapa na tela necessariamente não será a mesma de um mapa qua·ndo impresso. Um desenho impresso na cor dano. . as impressoras usam pigmentos coloridos opacos ou transparentes de magenta. amarelo e preto.

Existem alguns processos diferentes para a impressão de muitas cópias. os quais devem estar disponíveis para o usuário gerar as cópias desejadas. se poucas cópias em papel serão efetuadas. resolução espacial. 10. estes problemas referem-se à: . jornais ou mesmo os atlas precisam ser reproduzidos em muitas cópias.6. é feita considerando custo e funcional idade. No entanto. existe uma variedade de dispositivos desse tipo e sua capacidade para reproduzir mapas é determinada pelo tamanho do papel.4 PRODUÇÃO DE MUITAS CÓPIAS Os mapas temáticos cuja finalidade seja ilustrar livros didáticos. Assim. não devem ficar constrangidos em perguntar e tomar informações de especialistas em processos gráficos de impressão. além. A escolha do dispositivo de saída. na maioria das vezes. o que exigirá simbologia adequada para esse tipo de mapa. Um deles é a impressão fotomecânica. Portanto. em geral. mas depois de impresso poderá ter uma aparência de cores semelhante àquele que foi gerado para ser visualizado somente no monitor. velocidade e tipo de impressão. É oportuno evidenciar que a aparência de um mapa na tela de um monitor dificilmente será a mesma do mapa quando impresso. os cartógrafos.~c~_rr_ut_o_lO_-_A_co_~_cPÇA~·o_ffi_~-~-~------------------------------------~263 Assim. No mercado. pode não apresentar cores adequadas (devido à calibragem dos dispositivos). a impressão pode ser feita por impressoras ou plotters. (1995). é claro. será necessário calibrar as cores dos dispositivos utilizados no processo de produção. Isso ajudará na visualização de como preparar o mapa para tal tarefa. ao ser visualizado na tela. Este último. o cartógrafo deve ter um bom conhecimento das possibilidades e limitações do processo de impressão. Em qualquer dos casos. revistas. e outro para imprimir com cores e simbologias adaptadas. Muitas vezes será necessária a obtenção de dois mapas: um para visualização na tela com cores e simbologia maior. não têm experiência na reprodução de mapas por via impressa. de a resolução da tela ser grosseira. Para replicar as cores de um mapa visualizado no monitor. em uma folha impressa. devem ser especialmente preparados para impressão. Segundo Robinson et ai. por causa dos diferentes processos de composição das cores nas duas mídias. O que o cartógrafo deve ter claro é que os mapas construídos em um meio para serem reproduzidos em outro meio apresentam problemas de fidelidade. quase em desuso porque foi substituída pela produção digital.

264~~~~~~~~~~~~C _AA _'T~ _·_ iw_ ~_-_Rc_ 1~~ -N_TA~ ~- ·o. indi ca-se a feitura de "provas" experimentando como as cores se comportam na impressão. ainda não há solução satisfatóri a pa ra tal problema. Logo. Para que isto seja compensa do. devem ser usados símbo los grosseiros. J .dificilmente se conseguirá reproduzir no papel as cores dos mapas visualizados nos monitores (conforme exp licado no item anterior) . ca usando perda de deta lhes. b) Fidelidade elas cores.~c- ~_1UN_ ~~ç_ ÃO_r_ m_uA_l~ _Ç~ ÂO_~ ~ ºADOS -'-C- ~~~ ws a) Resolu ção espacia l . Experiências na reprodução ele mapas têm mostrado que as cores se alteram inclusive qu ando se muda o tipo ele papel ou até mesmo o tipo de 11 plotte1~' ou m áquina ele impressão. para o mapa ser visuali zado em monitor.nos monitores é muito ménor do que a resolu ção de impressão. Apesa r de existirem vá rios esquem as de mistura de cores disponíve is hoje em dia pa ra os eq uipamentos de impressão.

Algumas vezes. Diante destas informações. comunicar relações que não podem ser tão bem feitas somente com palavras ou com a matemática. ou seja. gráficos. a exemplo do item introdutório do Capítulo 1. uma necessidade percebida de comunicar. que é o leitor ou receptor. os gráficos serão considerados uma forma de comunicação. aquele que fala. 1 Nesse conceito. Por sua importância na representação gráfica.como acontece nos atlas . Busca-se. Contudo. Barbetta. sempre haverá um propósito em utilizá-los. 1982. como texto. que o leitor compreenda-os. principalmente. isto é. um termo usado por Bachin e Colemam referindo-se à habilidade necessária para a comunicação efetiva de relações que não podem ser bem comunicadas pelas palavras ou pela matemática (Dent. . o sucesso da comunicação somente acontece se o leitor encontrar a(s) resposta(s) desejada(s). imagens. REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS Tabelas e gráficos são formas utilizadas na estatística descritiva para resumir e apresentar os dados coletados. Serão tratados apenas os gráficos mais comuns. isto é. Dent (1996) e Barbosa e Rabaça (2001) consideram ainda um quarto elemento no processo de comunicação: a situação existente.para completar informações sobre determinado tema. 1996). os gráficos são designados de diagramas na literatura não especializada em Estatística. 2002). cria e gera o produto. mapas. Na comunicação humana sempre existe: (a) o comunicador. permitindo assim a interpretação e análise dos mesmos (Fonseca. Esta visão da utilidade dos gráficos vem do grafismo (graphicacy). (e) o intérprete. dando sugestões de como apresentá-los para que efetivamente cumpram sua função. Na Cartografia tem-se observado o emprego de gráficos junto aos mapas ou intercalados a estes . No caso de gráficos ou mapas. será dedicado um capítulo deste livro à apresentação de gráficos. (b) o conteúdo da comunicação. Martins.. a respeito do que se está comunicando. etc. aprenda e consiga construir uma idéia igual ou parecida com aquela do seu criador.

. No entanto. Por exemplo: produção agrícola no Paraná em 2001 . Portanto. Desta divisão. ou o ESPAÇO ou a CATEGORIA do fenômeno observado. Uma série é dita como categórica quando mostra o registro de dados diversos. considerando cada mês em um ano: .266~~~~~~~~~~~-C_AA_T~_·w~~-_R_c~_cs_ENT~~~~º~·C_"OM_U_NlCAÇA~·-·o_c_~~-Af_~~~-º-m_D_AOOS~~-~~ws Éneste sentido que este Capítulo foi desenvolvido. convém dedicar um espaço para falar da apresentação das tabelas com os dados numéricos ou descritivos a serem visualizados em gráficos.1 TABELAS OU SÉRIES Antes de iniciar a apresentação e discussão de cada gráfico. resultam quatro séries estatísticas: histórica. Por exemplo: precipitação média nas três capitais dos estados da Região Sul do Brasil em 2000: . mantendo- se fixos o lugar e a categoria observados. na variação da temperatura média em uma cidade. As pessoas desinformadas quanto a essa questão costumam apresentar os gráficos tal qual o programa produz. Varia: o lugar (Curitiba. que são habilitados em construí-los automaticamente. Assim. fato que. geográfica. negligenciam ou deixam a questão da apresentação dos gráficos a cargo do fazedor/usuário. Portanto. Uma série geográfica é constituída pelo registro de uma série de observações colhidas em lugares distintos. São mantidos fixos: o tempo (ano 2000) e a categoria (precipitação). . 1985). existem softwares de estatística. Na literatura. o tempo da observação varia. Varia o tempo (cada mês). já que a maneira como se constroem gráficos pode ser encontrada em grande parte dos livros estatísticos. variam os lugares geográficos das observações e são mantidos fixos o tempo e a categoria observados. São mantidos fixos o lugar (cidade X) e a categoria (temperatura média). encontra-se o termo "série estatística" correspondendo à organização de dados em uma tabela ou quadro. categórica e mista. Uma série histórica ou temporal é constituída pelo registro de uma série de observações em instantes distintos ao longo do tempo (Fonseca. Os dados podem ser organizados segundo o TEMPO. . Por exemplo. 11. Martins. conduz a gráficos ineficientes. na maioria das vezes. ou outros. mantendo fixos o lugar de observação e o tempo (data). Toledo. Florianópolis e Porto Alegre). Inclusive. espera-se que a abordagem da "comunicação através de gráficos" seja compreendida pelos leitores deste Capítulo e os ajude na apresentação de gráficos mais eficientes que aqueles gerados automaticamente em algum software.

Nesta classificação. conforme for o caso.Tipos de séries estatísticas Or~ anização cios Dados Tipo de Série Tempo Espaço Categoria Histórica ou Temporal varia fixo fixa Geográfica fixo varia fixa Categórica fixo fixo varia Mista* varia varia fixa * Conforme explicado. Variam: o lugar (Curitiba. feijão.1. coluna e célula e e) rodapé.1 APRESENTAÇÃO DE TABELAS Toda tabela tem uma apresentação típica. 1982): a) cabeçalho ou título. que permita obter uma visão geral do comportamento dos dados e conseqüentemente chegar às conclusões sobre a evolução ou relacionamento dos valores da série. Quadro 11. uma série é mista quando associa dois tipos de séries. Paraná. O tipo de letra a ser utilizada não deve preencher todo o espaço da célula.1 . composta dos seguintes elementos. O título deve ser claro e preciso. ilustrados na Figura 11. onde e quando.1. será o lugar dos dados. São mantidos fixos: o tempo (ano 2001) e o lugar. a série é mista quando associa dois tipos de séries. Exemplifica-se uma série mista deste tipo com a variação da precipitação média mensal nas capitais dos três estados do Sul do Brasil de 1999: . . um em cada célula. É importante reconhecer o tipo de série que se pretende visualizar em gráficos para saber escolher qual o mais apropriado. b) corpo: linha. No cabeçalho encontra-se o título da tabela que deve ser numerado em seqüência. mantendo fixa a categoria. __CRAF_. milho e arroz)._ICAS _c~_·ru_l_o_11_-_RE_~&_N_~~ç0Es ____________________________________~267 . O corpo. dizer o quê. As bordas laterais de . É mantida fixa a categoria (precipitação). portanto as variações apresentadas no quadro mostram apenas um exemplo ele série mista. série geográfica e histórica. se houver mais de uma tabela. constituído por linhas e colunas. Por exemplo. Florianópolis e Porto Alegre) e o tempo (meses do ano de 1999). . seriam enquadrados os dados nos quais houvesse variação de lugar e tempo. pois isto dificultará a separação visual dos dados. Variam: as categorias (soja. 11. Martins. O quadro a seguir resume o que foi explanado a respeito dos tipos de série. (Fonseca. Por fim.

l~ _Ç~ ÃO _~~ºAOOS ~~ ~~- ws qualquer tabela. deve haver um breve relato do fato.(~-' ~ UN_ICA(A ~ · ~· o_c_ VISU _A_l. com a faci lidade de construção de tabelas em computador. No entanto. Porta nto. mostrar.268·~~~~~~~~~~~~- CAA_T_<~_AA_r~_-_Rr_r~N~N~~ ~-· o~. pode também ser usado para esclarecer algo especificamente relativo aos dados da tabe la. no entanto. a colocação de "fundo colorido" pode ser um caminho. Logo abaixo cio corpo da tabela devem vir as in formações a respe ito da fonte dos dados. É igual mente importante saber que gráficos nem sempre A ABNT/2002 recomenda que a apresentação de tabelas seja conforme o IBGE (1993). é possível cri ar vari ações de v isualização.~. . têm propósitos a serem alcançados: comun ica r. Esses artefatos podem ser utilizados para melhorar a v isualização cios dados. A diferença básica entre um gráfico e um mapa. Nesse caso. Nesse caso. a exemplo dos mapas temáticos. usando uma frase curta. os gráficos não precisa m ser usados quando uma simples tabela for suficiente. ilustrar e perm itir observa r a evo lu ção e/ou relacionamento dos valores mostrados. Atua lmente. onde. é que o mapa mostra o lugar de ocorrênc ia e a distribuição espacia l. a) Cabeçalho ou Titulo (o que é.Elementos de uma tabela 11. Caso os dados sejam ex ibidos apenas em tabelas (sem auxílio ele gráfi cos). os mesmos prin cípios de representação focados no Capítulo 5 são aplicados para "desenhar" gráficos. segundo o IBGE (2003) 2 devem ser abertas.2 EFETIVIDADE DOS GRÁFICOS Os gráficos. Esse luga r. é importante tomar cuidado especial na visualização. Eles podem prejudicar a v isualização ou serem desnecessários. Normas de apresentação tabular. Q ualquer conjunto de dados numéricos pode ser representado grafi ca- mente. enq uanto um gráfico não fornece essa informação. Entretanto. colocando fundos coloridos ou com diferentes tonalidades ele cinza.1 . quando) o ~ ~~~~~ru->~~~. cuidado com o uso ele muito "enfeite" .~~~'~ 8 1--1-1-1---f--l-~ e) Rodapé: Fonte da d ados a Observações Figura 11. ele perm ite relac io nar os dados por in sp eção v isual dos elem entos qu e o compõem. designado como rodapé.

Além disso. Então. hoje em dia. ilustrando textos. De acordo com a forma básica dos gráficos. ou não. 4 ou que seja impresso. mais fina). textura. (b) legenda (c) título._CAPITU_. se idealiza sua visualização considerando os elementos que os compõem: (a) região dos dados. De modo geral. Existem literaturas que apresentam gráficos sobre mapas com a designação de cartodiagramas. 4 Também pode ser em palmtops. para explicar melhor esta etapa. Por exemplo. devem ser considerados: contraste (da linha mais grossa. ou mostrado em conjunto com outros gráficos.4 ELEMENTOS DOS GRÁFICOS CONSTRUÍDOS A PARTIR DE EIXOS CARTESIANOS Os três principais gráficos construídos a partir de eixos cartesianos são os de linhas. Pode aparecer sozinho. . (d) fonte de dados e (e) quadro._L_o_ll_-_RE_~_&_m~~-~s_c_m_ICAS_·_______________________________________ 269 podem ser aplicados sobre os mapas.2. não se justifica fazer uma representação exaustiva e ineficaz. ilustrado na Figura 11. quadros e mapas. Fazer com que um gráfico seja efetivo exige que seu idealizador formule questões básicas do tipo: o que quero mostrar? que tipo de gráfico seria mais apropriado para mostrar isto? como fazer uma representáção que facilite a visualização e leitura do gráfico? Tais questionamentos poderão ser respondidos pela própria pessoa se ela tiver os conhecimentos básicos que serão abordados a seguir. de colunas ou de barras e o histograma. 11. cor e texto. Pode ser que seu acesso seja apenas em tela de monitores.3 PLANEJAMENTO PARA A VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS É importante saber em que mídia um gráfico será disposto. é ineficaz colocar gráficos de barras ou de setores em cima de cada unidade geográfica 3 de um mapa. com a facilidade proporcionada pelos computadores em apre- sentar e modificar mapas. está comprovada a ineficácia desse tipo de representação para mais de duas catego- rias. na representação dos gráficos. Entretanto. tela de TV ou projetores multimídia. será feita uma divisão dos gráficos segundo suas apresentações em eixos cartesianos. 11. Todos esses fatores influenciarão na escolha do formato e na aparência de um gráfico. pode-se idealizar sua representação usando tais elementos para ressaltar aquilo que se quer chamar a atenção. Assim como nos mapas. Existem outras formas mais eficientes e eficazes de representar dados de forma gráfica e geográfica. para planejar sua apresentação.

Devido a esse fato.. barras ou colunas. Nesse caso.Elementos típicos de um gráfico genérico a) Região dos dados A região dos dados ocupa a maior parte da área do gráfico e inclui as linhas do eixo cartesiano..2 . então são substituídos por números ou letras. será necessária uma .. Portanto.J Escala Horizontal Identificação da Variável Figura 11. Os símbolos usados para mostrar a seqüência dos dados ou a tendência podem aparecer nas formas de linhas.-t­ i 1 1 1 1 o Fonte: L---- 1 2 3 4 5 .AA_n_A-_R_r~_c~_NT~A~~··o~. bem como sua unidade de medida.- 6 7 Jºs _ __.. A escala destes eixos é independente e deve ser facilmente identificada. os nomes são muito grandes para o gráfico. Uma grade de fundo para guiar a leitura dos dados pode ou não ser incluída. Ela também faz parte da região dos dados.. pontos e pontos e linhas conjuntos.c-~_ru_NICAÇA~·o_E_~_s~_l~_ç~Ao_~~ºAD<-~_~~~-ws .. existe uma escala vertical representada pelo eixo y e uma escala horizontal representada pelo eixo x. às vezes. influenciando na aparência e leitura do gráfico. se ela estiver presente.. Eles são localizados no gráfico a partir do cruzamento das marcas dos eixos x e y. deve ser colocada visualmente em hierarquia inferior (de fundo) aos símbolos do gráfico... b) Legenda Alguns gráficos requerem legendas que descrevam alguma parte da apresentação dos dados que não ficam imediatamente claros para o leitor.270~~~~~~~~~~~~C_AK_rcx_.. Por exemplo.. é preciso um texto de identificação das variáveis em cada eixo. Essa grade pode ser substituída por linhas horizontais somente em um gráfico de colunas.--------------------1 1 $ TITULO 1 Identificação~ da Variável 1 ~~~~dos 1 . 1 1 4 -Quadro 1 >--~Grade 1 3 marcas 1 1 2 ~~~~. Por conseguinte. também denominadas de linhas de escala.

Outras vezes. isto é. quando mostrado sozinho ou mesmo um conjunto de gráficos no meio de textos. d) Fonte de dados A fonte dos dados não deve ser ignorada na apresentação de um gráfico. em azul estão os dados da cidade K. a legenda. O título aparecerá na chamada da figura. O lugar da legenda é. Por exemplo. uma legenda curta indica vários dados no gráfico. e) Quadro Por último. revistas. apresentados sozinhos. e) Título O Título é uma parte necessária de cada gráfico. deve ser separado dele por um quadro ou moldura. se necessária. ela não é necessária caso tenha sido explanada no texto ou na tabela de dados. em vermelho os dados da cidade F. dois símbolos).5. dentro do respectivo quadro. livros. Porém. 11. De qualquer maneira.2. Seu lugar é fora da região do gráfico para que não haja interferência na mensagem do título. como monografias acadêmicas. ou caso acompanhe ou esteja anexa ao texto. à direita do gráfico ou logo abaixo dele. ainda é preciso dizer que um gráfico. preferencialmente. vide Figura 11.5 TIPOS DE GRÁFICOS 11. deverá ser logo embaixo do eixo x. nada impede que a fonte de dados seja colocada junto ao gráfico._1cM~~~~~~~~~~~~~~~~~~~271 legenda para indicar o que representa cada nome. Não há necessidade de escrever a palavra LEGENDA. Esse artifício conduz o olhar do leitor a "fechar" sobre o gráfico. ._C~_ru_l_o_ll_-_Rc_~&_N_M~çôEs~cRAf_. se ela for pequena (exemplo. neste caso. Os gráficos que fizerem parte de algum texto. deve aparecer de forma discreta. as representações gráficas de dados que se utilizam de uma linha para ligar os pontos resultantes da interseção dos dados dispostos a partir de eixos cartesianos. na explanação do que a ela mostra. porém. geralmente não apresentam título na parte superior do quadro que os contenham. 5 Este tipo de gráfico se presta para: 5 Fonseca e Martins (1982) denominam este tipo de gráfico como gráfico em curvas. Mas.1 GRÁFICOS DE LINHAS Entende-se como gráficos de linhas.

. 100 90 ~ 80 m '3 70 E ~ 60 m g 50 "1l rg...·"' ~ ::: 100 ·--·-·-·-·-·~----·- ....."" ....... Podem também ser usadas cores opostas para essa visualização....Figura de uma ogiva ..... No eixo x. recebendo o mesmo peso visual....... 150 ..4.••• . observa-se que cada linha foi individualizada na sua percepção pelo uso de "tipo de linha"....4......... todas as categorias são igualmente importantes.U••••'•~'''"". b) Apresentação da resposta espectral de alvos diferentes em dados de sensoriamento remoto..... no eixo y.···· Estradas Rejeito de Carvão Pastagem o Lagoas Artificais 2 3 4 5 6 7 Figura 11.3 .4-Assinatura espectral das áreas amostrais de uma imagem Landsat TM No exemplo da Figura 11...... No caso... 200 ....3). 30 ~ 20 10 o 10 30 50 70 Valores Observados 90 110 130 150 Figura 11. 40 !!? U.... Exemplo na Figura 11... o valor de brilho ou nível de cinza.... a) Apresentação de freqüência acumulada ou porcentagem acumulada da freqüência (conhecida como ogiva) (Figura 11. são colocadas as bandas.. ... ou se trabalhar com as espessuras das linhas para chamar a atenção para a categoria que se deseja ressaltar.. ........··.... assinatura espectral....

5... desde que envolvam dados temporais.5 pode ser traba lhado com texturas para melhorar a v isua li zação dos dados..-. Exemplos mostrados na Figura 11. -<>--.. é aconselhável que a área útil do gráfico ten ha forma retangu lar. -º --o-..1950 a 1991 80 70 60 50 --+--Norte 1 40 30 .~.C-Oeste O L..o ..~... Para tanto...(111-llC:Q::==~=..No gráfico (a) observa-se a variação de um fenômeno ao longo do tempo em cinco lugares .5 ..D- -o-.... ..C-Oeste o::~ 10 O l__..:. O exemplo da Figura 11 .Nordeste • Sudeste 20 .~t___.... visando à comunicação Densidade Demográfica das Grandes Regiões Brasilei ras -1950 a 1991 80 70 60 ---Norte 50 1 40 30 .Gráficos de Linhas trabalhados com texturas.o ...cr.6 ..... Veja corno a mesma figura pode ser reapresentada para comu ni car visualmente os dados na figura 11..0--=~.o- _ o --o-.Nordeste • .... o eixo x deve ter dim ensões entre 60% a 70% menores que as do eixo y e assim facilitar a visualização do comportamento temporal cios dados..~~ Anos 1950 1960 1970 1980 1991 Figura 11.Sul 1O 0:::...~ --<>-._ C»f _r_uL_o_ll_-_R_c~_&_N1_ ~~00_<_J'JJ_1CAS_·~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~273 c) Apresentação de séri es temporais ou mistas. Densidade Demográfica das Grandes Regiões Brasileiras ..... Anos 1950 1960 1970 1980 1991 Figura 11.Sul Sudeste 20 .cr.. No caso da representação de séri es tempora is...o...6...~.

o u seja. o gráfico de barras também é usado para representar as va ri ações de qu antid ades pa ra um gru po ao longo do tempo. Uma segund a solução para este caso está apresentada na Figura 11 . 1996)._ NM~ (A_ o_. A observação e interpretação dos dados são difíceis devido à fo rm a de apresentação do gráfico. a qual mostra um conjunto de gráfi cos. pode ser usado p ara séri es mi stas . Portanto. .Receita do turismo nas três capitais do Sul do Brasil 1 ' Alguns autores fazem distinção entre os gráficos de bnrras e de colunas.m_~--- ~-~~ _. segundo a orientação dos retângu los: quando estão na horizontal . muitas vezes não são bem representados devido aos descuidos ou às confusões. quando n<i vertical.2 G RÁFICOS DE BARRAS OU DE COLUNAS O gráfico de barras ou de coluna1' é uma das mais antigas formas de representar dados em gráficos. Densidade Demográfica das Regiões Brasileiras -1950 a 1991 •Norte D Nordeste o Sudeste •Sul o C. Apesa r da simpli cidade da sua concepção. Co ntu do. Este tipo de gráfico é útil para comparar quantidades entre di versos grupos. são denominados gráficos ele barras.7 . fac i 1itando ao leitor a tarefa de elaborar extensos julgamentos (Oent.8. 7 que ex istem c inco luga res a serem compa rados ao longo do ternpo. passam íl ser chamados de gráficos de colunas. transformo u-se um gráfi co ineficaz em um eficaz. Observe no exemp lo da Figura 11.<_ <~_ IUN_IG\Ç ~ ÃO_r_ m_uA_ L~ _Ç~ Áº-~ ~ ºA_ DOS ~ ~- ~-~IS 11.5.Oeste 1950 1960 1970 1980 1991 Anos Figura 11.274~~~~~~~~~~~~- CAA _I_ <x_ . exp eri ênc ias m ostram que m ais de duas categorias em di sti ntos luga res ou mais de dois lugares em tempos d iferentes são difíceis de serem co mparados com a const ru ção de um úni co gráfico de barras ou co lunas .

hoje em dia._ CAPl _. é saber colocá-los à disposição do usu ári o de forma simples e ele fácil percepção._IUL_ o_l_ l -_R_r~_E_ ~ N_ ~_ç~ _s_G~ IWICAS ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~275 Variação da Densidade Demográfica nas Regiões Brasi leiras -1950 a 1980 Jlbrte Jlbrdoste Sudeste Sul COeste 30 25 20 15 10 5 o L--.. to rnou-se fácil.Gráfico ela Figura 11.8 ._ [• 1970] 60 50 40 30 20 10 o '-----'- Figura 11. como já fo i dito. Construir vári os gráficos com a ajuda de programas computacionais. um gráfico para se ver e extrair facilmente as relações ex istentes seri a como o apresentado na Figura 11..8.L.7 com nova proposta de visual izaç5o Nas pa lavras ele Bertin (1986). ... o difíc il. 35 30 25 20 15 10 5 o .___..

para que assim possam refl etir no tamanho das barras .Gasolina •3 . elimin am a linha zero (eixo x) do gráfico.) é desej áve l seguir a regra ele d ispô-lo em o rdem sequencial. 11 . . etc . O espaço para essa data eleve ser marcado para que haja uma progressão uniforme. Se o eixo hori zontal for usado para representar o tempo (anos.5. Exceto o envo lvimento das séri es hi stóri cas neste tipo de gráfico. Percebe-se que pessoas com pouca sensibilidade à percepção do leitor. ao contrário cio esperado. de forma alguma ela poderá ser eli minada. nos outros tipos de séri es. dias. Isso. como mostrado na Figura 11. ho ras. para fazer algo d iferente.9 .Óleo 10000 •4 - Combus líwl Nafta • 5 . porém ainda ma is finas do que a linha que contorna as colunas ou ba rras. Se. A regra fundamental a ser observada é que todas as barras ou colunas se in ic iem em uma linha de va lor zero. etc.1 REGRAS ílÁSICAS PARA DESENHAR GRÁFICOS DE ílARRAS Exi stem diversas opções pa ra se desenh ar gráficos de barra s e de colunas: colunas unidas. coloridas ou não. de fundo co lo rido. não há observações (dados).da maior para a menor ou vice-versa. os dados devem ser. linhas de fundo. na med ida do possível. Produção de Derivados de Petróleo no Brasil em 1991 • 2 .9. 2.Série histórica em gráfico de coluna Observe que a largura das barras deve ser sempre maior que o espaçamento entre elas. em alguma data. serve apenas para confundir as idéias cio leitor. Esta regra va le para qualqu er tipo de dados a ser representado em gráficos de co lunas ou barras. se forem apresentadas sepa radas. pa ra qu e o leitor possa estabelecer compa rações e fazer julgamentos. meses. dispostos em ordem de magnitude.Gás de Petróleo • 6 -Querosene o 2 3 4 5 6 Figura 11. separadas. Igualmente va le a indi cação das linhas dos eixos serem mais grossas que as de fundo do gráfi co.

Se deixar as colun as sem co lorir.1Ob).11. Esse artifício conduz o o lhar do leitor a inic iar a leitura na linh a zero e comparar m ais facilmente a diferença nas magnitudes dos retângul os. no máximo. Vej a o exemplo na Figu ra 11 . Entretan to. 0 uss 1. Se preferir colorir as colunas. b) um gráfico confuso .000 ID Impari.colunas sem cor e textura ao fundo.barras ou colu nas. é melhor deixar branco o fundo do gráfico.causa uma ilu são ótica capaz de co nfundir o leitor. es te m es mo artifício. l O-A eficácia cios gráficos ele colunas é definida pela escolha da representação: a) um gráfico ba lanceado visualmente . (a) (b) Densid ade Demográfi ca da Regi ão Sul Densid ade Demográfica da Região Sul do Brasil • 1950 a 1991 do Brasil .1 Oa.000. 1950 a 1991 45 45 40 40 35 35 30 30 ~ 25 ~ 25 ~ 20 ~ 20 15 15 10 10 5 5 o '1""'1---="--. Figura 11.Gráfico de barras utilizado para comparar duas categorias . se ap li cado nos ret ângul os indiscrimin adamente . o t-'--~ 1950 1960 1970 1980 1991 1950 1960 1970 1980 1991 Anos Anos Figura 11.textura nas colunas é ineficaz Importações e Exportações do Brasil em 1991 3 o {! 2 O 1000 2000 3000 4000 Export. tornando o gráfico ineficaz (Figura 11 . ou dois lugares ou duas datas.11 . como ilustrado na Figu ra 11 . pode-se usar uma textura de fundo va ri ando a tonalidade em dégradéda linha de base (zero) pa ra o topo das barras. As barras são efici entes para comp arar du as categori as.

Os nomes podem ou não ser apli cados nas barras e é preferível colocá-l os fora delas para não interferir nas quantidades configuradas pelo tamanho das mesm as. con forme exposto no item l l . Assim como outros gráficos.1 CONSTRUÇÃO DE HISTOGRAMAS A construção de urn histograma é feita de forma automatizada pelo computador. Indepen- dentemente da construção automáti ca ou manual.P.15 g.Histograma típico 11. ou freqüênc ia relativa ou porcentagem elas freqüênc ias na ordenada de um eixo ca rtesiano.12).P. Mõdla +1 D. neste caso especifica mente. -1 D. 0. É comum também se ap li car nome para barras horizontais. divididas em segmentos iguais.P. 0. +2 D. O uso de cores diferentes para cada barra não é aconselhável.5. Nas abscissas (eixo hori zontal). Basta uma rápida inspeção nos dados para que o observador tenha uma imagem da distribu ição. po is confunde mais que separa . 0.4b.20 ü .1 0 e u. é preferíve l substituir-se por números ou letras e se fazer uma legenda. Figura 11.§ 0. Nas verti ca is.25 '. são distribuídos os va lores até que possam acomodar todos os dados.P. assim como ocorre nos gráficos ele colunas e.5.12 . No que se refere à legenda. que sej am contínuas. ele também pode ser elaborado manualmente. Mas.3 HISTOGRAMA Hi stogram a é um gráfico de co lun as que recebe den om in ação específica. haja v ista representar a freqüência das ocorrências. 0 . 11. o princípio de construção desse gráfico é o mesmo. ela pode ou não existir.05 o -2 D. ele é utili zado para possibilitar ao pesquisador e ao u suá ri o um a me lh o r v i su ali zação dos d ados d o qu e aqu e la disponi bilizada po r uma tabela . É importante que cada uma elas colunas seja representada com largura (espessura) igual. sem espaço ou com o mínimo espaço entre elas (Figura 11 . No .3.30 ~ 0.

no gráfico. No caso da Figura 11 . E pela form a cio conjunto ele colunas. qu e representa a extensão total de brilho para uma imagem de oito bits. que mostra o histograma de uma imagem. 11 . Portanto. No mais. a média ou mediana e o desvio-padrão dos conjuntos ele dados..12)._Cm_·1_ uL_ o _ll_ -_ R1_~r_ 1rN_~~Côcs~ GR_ Af_ ~_~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~279 eixo verti ca l. seu histogram a deve ser estendido de zero a 255. Este tipo de gráfico permite ao leito r uma visão genéri ca sobre as característi cas dos dados. A altura das barras é determinada pela freqüência dos dados em cada segmento considerado (Fig.3. cad a co luna represe nta a freqü ênc ia n aquele ponto. 10000 8000 'g"' 6000 •Q) ::> O" e! 4000 u. muito utilizados como recurso para representar séri es estatísticas ou observações diretas.4 GRÁFICOS DESETORES Os gráficos de setores são. Para ser melhor visualizada.1 2.lo junto aos map as temáti cos para permitir ao usuári o observa r os dados espacializados nos mapas e não espacializados no hi stograma. pois atingiu só 100 como va lor de brilho . . cada coluna diz quantos pixeis ex istem com aquele determi nado va lor de brilho . são marcadas as freqüências. seguem as mesmas regras de representação cios gráficos de colunas ou de barras. é comum encontrá. é possível marca r.5. também dividido e1T1 segmentos igualmente espaçados. Por conta de sua ap arênc ia são popu larm ente conhecidos como gráfi cos de "pizza" ou "torta" . 2000 64 128 192 255 Valor de brilho Figura 11 .1 3 . Seu emprego aumentou nos últim os anos dev ido a sua construção automática estar di sponível na m aio ri a dos softwares que representam dados por meio de gráficos. por isso mesmo. Como exposto na Figura 11 .Histograma de uma imagem 11 . se deduz que tal distribuição se aproxima da curva norm al e é um a imagem muito escura. ass im como os de colunas.

Entretan to. (b) visualização prejudicada pela vista tridimensional oblíqua .lotai xº-parte a) Para rep resentar os va lores depo is de calculados. quando se pretende comparar cada va lor da série com o tota l. (a) Produ ção da AqOlcultura em Santa Catarina 1996 tv'ariscos 35. N a seqüênci a.5.8% •Ostras o carrorão Figura 11. pois a visuali zação na forma de setores não permite d istinguir pequenas diferenças.1 REGRAS BÁSICAS PARA REPRESENTAÇÃO DE UM GRÁFICO DE SETORES A construção m anual do Gráfico de Setores é feita pela di visão de um círcu lo em partes. se 360º correspondem ao total dos dados.4.14).4% (b) Produção d a Aqülcu ltura c m Santa Catarina 1996 aAlixcs a tvtiriscos 35. principalmente. então a parte x corresponderá a um certo va lor em graus. deve-se iniciar pelo m aior va lor. poi s mais do que isso passa a ser difícil com parar os dados. 360° . Por exemplo. 11 . aconselh a- se não ultrapassa r a quantidade de seis va lores.8% Alixes 60.Gráfico de setores: (a) visualização ótima. O uso deste tipo de gráfi co também não é indicado quando os va lores são muito próximos.14 . ini ciando na posição de 90º ou 12 horas do relógio. Tal regra va le também para a constru ção automática (Figura 11 . serão disponibi lizados os outros dados por ordem decrescente de va lor. de ta_l form a que suas áreas sejam proporcionais aos valores da série. Os gráficos de setores devem ser utili zados. seguindo o movimento dos ponteiros. Este deverá ocupar o lado d ireito do círculo.

c) Os nomes e porcentagens elevem apa recer ao lado ele cada setor (Figura 11. 14a). Assim.1 5) . Neste caso. mas pela categoria ou lugar. Figura 11 . é indicado o uso ele cores opostas. prejudicam-na .ú. todos os gráfi cos elevem ser dispostos em uma Cmica vista por seqüência ele ano (Figura 11 . pois prejudicam a leitura cio gráfico.Pi _ _. D Rcflorcst ~ Veg. como a escolha ela ordem ele disposição cios setores. a qual deve se r estabeleci da segundo o nível de interesse ou ele maior impo rt ânc ia ele uma determ inada categoria ou luga r. conform e o caso. Area ocupada por categoria de uso/cobertura da terra em Siderópolis 1956 1978 1996 5% 13% 10% 19% 37% 11% Ili Minoração O Urbana ~ Agropcc. agropecuária. algu m as observações são importan tes. É possível também usar apenas a porcentagem ao lado do seu setor correspondente e criar uma legenda para designar os nomes. apesar de não ser o mais indi cad o. a categoria a ser representada cm primeiro lugar foi a mineração. Enfim . Neste caso. não pelo va lo r. É possível também trabalhar co m outrns variáve is v isuais. Cores ou texturas nunca são usadas em sistema clégradé. As revistas e jorn ais usam e abusam deste artifíc io sem saber que cm vez ele auxiliar na visualização do leitor.SC í ontc: Loch (2000) . a legenda deve vir à direita cio gráfico.1 5 . reflorestamento e vegetação nativa. e) Devem ser evitadas as representações tridimensionai s com v isada ob líqu a para gráfico de setores (vicie Figura 11. Depois ele escolhida a seqüência de representação. d) Pode-se utili za r este tipo ele gráíico para análi ses ternporais. l 4b). cm u1T1a úni ca cor. Nat.Gráfico de setores sobre o uso da terra cm Siderópolis . em tamanho sufic iente para a leitura. deve haver uma padron ização para todas as outras datas. como textura. seguindo esta ordem: urbana._r u1_ o_ll_-_R_ m_N_ N_ TA(~ ~-S<_ JW _K_ ·~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~281 b) Épermitido o uso de co res para separar os setores. 15. No exemplo ela Figura 11.

não está implantado como rotina de um software para permitir sua execução automática. . BANHISTAS NAS PRAIAS DA ILHA DE SANTA CATARINA em 2000 (mil pessoas) Abril 200 Out Figura 11. sempre que se quiser dar um tratamento visual diferenciado. encontra-se. Sua construção tem como base um pólo ou centro. é feito à mão. na maioria das vezes. Um exemplo claro para este gráfico é a rosa dos ventos. Cada círculo representa um valor inteiro os quais são dispostos com a mesma eqüidistância (Figura 11. na literatura. __ 282~~~--~~--~~--~-C_AA_T~_·m~~-_REPR&_NT~A~_·o~. aos dados (Figura 11.5 GRÁFICO DIRECIONAL OU POLAR Algumas vezes.16).16).16 . No entanto.AÇÃ ___ o_~_D_ADOS __ ~_~~IAIS 11.<_u~_IUN_!~~~-º-E_VISU_M_ll.Gráfico direcional ou polar: número de banhistas nas praias da Ilha de Santa Catarina em 2002 (dados hipotéticos) a) Construção do gráfico direcional O gráfico direcional.5. utilizada pelos meteorologistas para mostrar a direção e magnitude dos ventos que prevalecem em determinado lugar. o gráfico direcional como se fosse uma versão dos gráficos de colunas ou barras. Este tipo de gráfico é construído especialmente para dispor dados que precisam mostrar a direção do evento ou fenômeno observado. Inclusive Dent (1996) chama de gráfico do relógio (Clock Graph) o que. Outros o chamam de gráfico polar. não parece ser um termo muito feliz. mas claro. apesar da aparência. a partir do qual são construídos círculos concêntricos. em geral. o gráfico direcional pode ser explorado para vários outros casos. por isso.

mesmo em textos didáticos. O uso da cor é permitido. porém é aconselhável usar no máximo uma cor para as barras. constrói- se um triângulo de forma que cada lado sirva de linha base para uma variável. fazendo contraste com os elementos de fundo em preto. Ele ilustra os componentes de amostras de um solo segundo as porcentagens de areia. Por exemplo. A leitura do gráfico deixará a cargo do leitor distingui-las separadamente ou em conjunto para então fazer julgamentos. ocorresse maior número de amostras para "idosos". As barras devem ser largas o suficiente para que se destaquem dos raios. Para tanto. O gráfico triangular é usado para visualizar três componentes ou variáveis em quantidades diferentes que formam o todo. então. .. e em segundo lugar dos "adultos". as preocupações deveriam ser maiores com saúde. Cada ponta do triângulo corresponderá a 100% de uma variável. por isso aparecem com pouca freqüência. foram observados os dados da população de um determinado estado. lazer e segurança. divididos por região e classificados em três categorias: crianças. 100%. adultos e idosos. assim como os raios que marcam as diferentes direções devem ser representados por linhas finas. Sua construção e uso são considerados um tanto complexos. deve ser dada atenção à educação. Os dados observados são plotados (marcados) por pontos correspondentes à porcentagem encontrada na amostra. 7 Dent (1996) denomina este tipo de gráfico de trilinear. ficando no primeiro plano do gráfico. Em geral. dando idéia de "fundo" do gráfico. É um gráfico mais apropriado para leitura do que para comparação visual imediata. Se a maioria das observações foram marcadas próximas às pontas.. como exemplificado na Figura 11.5. . 30. 20. Écomum que cada linha seja dividida para formar o triângulo em dez partes iguais.17). Os círculos.17. este gráfico não necessita de legenda. "crianças e jovens". Isto é. que corresponderão às porcentagens de 1O. saúde. . Se ao contrário.6 GRÁFICO TRIANGULAR O gráfico triangular tem sido utilizado com mais freqüência na Geografia do que em outras disciplinas. 11.abalho. segurança e lazer para essa população. Os nomes e valores são dispostos diretamente no gráfico de maneira harmônica. tr. O emprego mais comum destes gráficos é para representar a textura do solo. argila e silte (Figura 11. elas permitirão deduzir que esse estado precisa estar atento à população jovem.

desde que a soma das três partes constitua o todo. 1971 )..17 .c_o~_IUN_l~~~-º-E-~W_M_~~~-·o_~_o_AOOS~~-~~IAIS 90 / ao1r--:~~ .---- Figura 11. No caso da pirâmide de idade e sexo.... mas pode ser usada outra variação. 11.~-h---A----. considerando intervalos de cinco anos.284~----~--~---ÚR_T~_·RAF~IA--~-~-™_NT~AÇ~~~... da base para o topo da pirâmide.___ .__~~------Ã--Ã---ll. . o método permite outros tipos de análises.. Veja o exemplo na Figura 11. Wilkinson... A pirâmide de idades e sexos é a forma mais antiga de analisar a população (Monkhouse. a estrutura da população é disposta da seguinte forma: a) os grupos de idades são dispostos em ordem crescente. a variação qüinqüenal é a mais usual. Exemplos: a) porcentagem da população economicamente ativa nos três setores produtivos: primário.____ I! / 30.ª 8 Segundo Monkhouse e Wilkinson (1971 ). tais como: análise temporal da variação da população urbana/rural em um determinado lugar..--Ã-~---.7 GRÁFICO DE PIRÂMIDES O arranjo de barras justapostas de forma a construir uma pirâmide.__~--Ã-~----- --.5.. Mas. areia e brita em uma amostra de concreto.Gráfico triangular típico Fonte: Dent (1996) Diversos dados podem ser representados pelo gráfico triangular. produz um gráfico específico para a análise de populações.18..-70 Jl----o_.. b) porcentagem de cimento. ~~ 50.~---~ ~ li 40. ~ <§' 60._. secundário e terciário e..

Grâfico ela Pirâmide de idades e sexos Fo111c: llJGE~ (2002) .................. .1 9... - 1i no e feminino).......... 4 3 2 o 2 Figu ra 11.. 1920-2000 b) a construção da pirâmide é efetuada a partir do centro... N este último caso........ Um exemplo é aquele mostrado no Atl as do IBGE (2002) redesenhado na Figura 11... em um lado são colocadas as barras representando o sexo m asculino e no outro.. deri vados como a porcentagem......44 ... POPULAÇÃO DE SANTACATARJNA URBANA RURAL 2000 - Mimes deHcb. 74 ........ como mostrado na Figura 11... .. • 50 . ..... .. 10 -14 . c) na base da pirâmide é construída uma linha.... O centro da li nha será a origem dos dados dos sexos femin ino e masculino. há du as m aneiras poss íveis em que se considera a porcentagem tota l 60-64 ... o fem inino. portanto.. %pop........Pirâmide ela variação temporal ela população urbana e rural cm Santa Catarina.54 ..... para cada grupo (mascu..1 9......... Podem ser usados valores Pirâmide Etârla da População Mundial em 2000 abso lutos do tota l da população (países subdesenvolvidos) seg und o o sexo o u va lo res Anos 80+ .. sep arad a- mente...18 . HOMENS 1 MULHERES --- 70.19 .. 40. ..... 64 2 o 24 6 Figura 11 .. - el a p opul ação o u..

foi um desafio: será que é possível uma máquina fazer mapas tão bem quanto as mãos humanas? Então. ou seja. com a aparência dos mapas analógicos. os quais muitas vezes são impressos para serem utilizados. Se fosse encarado assim. O interesse específico deste livro é a Cartografia e. num primeiro momento. evoluíram muito pouco no que tange à cartografia topográfica e àquela de escala grande. CAPÍTULO u MULTIMÍDIA E CARTOGRAFIA O desenvolvimento da tecnologia dos computadores e a criação da World Wide Web (www) proporcionaram mudanças tão grandes no modo de vida e nas atividades humanas que podem ser somente igualadas àquelas ocorridas na Revolução Industrial. ter-se-ia que considerar o mundo das desigualdades social e econômica que os seres humanos vivem. Entretanto. uma certa perplexidade misturada à curiosidade. nos primeiros tempos. A marca fundamental deles é servir a um público de especialistas. As idéias. na chamada era digital ou era da informação. que deve saber produzir e manusear dados cartográficos ou espaciais em computadores. Ferramentas computacionais são usadas para gerar os mapas de base. Outra característica destes mapas é que são estáticos e não são pensados para sofrer mudanças na sua aparência ao "gosto" do usuário. Alguns tipos de mapas temáticos também continuam sendo feitos no computador com a aparência que tinham quando eram produzidos na cartografia analógica. não cabe aqui entrar na discussão quanto à revolução tecnológica e até onde ela é acessível à população. por conseguinte. nesta vertente. O computador propiciou. analisar as mudanças significativas nela ocorrida. Um público muito restrito produz e utiliza tais mapas. a tentativa era de reproduzir os modelos de mapas analógicos com auxílio do computador. .

1999). na metade da década de 1990. a forma atual de multimídia não existiria. Peterson. Surgiram os mapas dinâmicos. A animação. multimídia interativa e hipermídia (Cartwright. videogames e multimídia. . recomenda-se consultar Cartwright. podendo ainda incluir paladar (gosto). Entende-se por multimídia a interação de múltiplas formas de mídias apoiadas por computador. veio para a Cartografia e modificou a forma de fazer mapas de fluxos. novos conceitos surgiram como. Entretanto. 12. O certo é que. justamente porque não podem ser ignorados os avanços atuais desta Ciência.R_Afl_A-_R_l~_c~_NT~AÇ_Ão~. por sua vez.c_m_1uN_ICA<~~-·o_E~_su_A_L~~~-·o_~_D_AOOS~E~-~~ws Na década de 1990. 1999). ou o endereço eletrônico da ICA onde existe uma gama de autores que mostram o que vem a ser a Cartografia em multimídia. Hipermídia é um meio de comunicação criado pela convergência do computador e videotecnologias. em que este é ao mesmo tempo uma ferramenta e um meio de multimídia. conduziram ao que atualmente é designado como hipermapa ou a cartografia em multimídia. capazes de mostrar diretamente o movimento e as mudanças ocorridas em um determinado lugar. incluindo o espectro total das novas e interativas mídias atreladas à telecomunicação: TV a cabo interativa. (Cartwright. 1987 apud Cartwright. as idéias em relação à disposição de mapas em computadores começaram a apresentar novas alternativas. 1999). Para uma abordagem mais profunda. A hipermídia incorpora textos. Estes.288~~~~~~~~~~~-C_AA_nx_. sons e gráficos. por exemplo. sem meios de criação e distribuição. Este Capítulo é dedicado à Cartografia em multimídia. Peterson e Gartner (1999) que discutem profundamente a questão. A idéia de permitir que o usuário encontre mais facilmente a informação que procura em um mapa e que construa suas próprias visualizações deu origem aos mapas intera~ivos e ao desenvolvimento dos softwares de visualização. Com o desenvolvimento da multimídia. odor e sensação tátil (Conklin.1 CARTOGRAFIA EM MULTIMÍDIA O termo multimídia não era muito utilizado até o início dos anos 1980 e na ciência começou a ser empregado com o advento dos discos a laser e CD-ROM. ou seja. A primeira vez que se usou o termo multimídia foi para designar uma seqüência de visualizações combinadas com um registro de voz. os conceitos a serem abordados tratarão de forma resumida alguns aspectos na produção e uso dos hipermapas.

mapas digitais e visuali zações em três clirnensões (3-D). em suas casas. Não há dispositivo para consul ta r e apresentar algum conjunto ele dados. . A tecnologia disponível para a elaboração de mapas pode. Os mapas rodoviários e os atlas. na escola. Neste contexto. Um atlas é entend ido corno uma reun ião de mllpas na forma de urn l ivro. Entretanto. são ferramentas que possibilitam às pessoas encontrarem lugares ou se locali zarem no espaço geográfico. Na Ca rtografia ern mu ltimídi a. o uso pC1bli co geral ele mapas como fonte ele inform ações ou como uma ferramenta p ara encont rar loca li zações específicas. Seu uso não requer qu alquer conhecimento especiali zado. observa-se atualmen te. tornou-se possível. dentro ele suas limitações. nem precisa de motivação espec ial. aerofotos d igitais. academ ia e pequenos grupos ele pessoas) . mais do que nunca. 1 A população é bo mbardeada co m info rmações espacial izadas na televisão. Para entender a Cartografia na multimíd ia é possível usar a metáfora do atl as con forme esc larecern Ca rtw ri ght e Peterson (1999) . empresas privadas. nas rev istas e tambérn em j ogos de entreten imento. Ern contrapa rtida. No atl as impresso a interação é limitada. a multimídia está envolvida na apresentação de dados geográficos espac iais em que o processa mento deste ti po ele in form ação tem tido seu foco princ ipal nos Sisterna s de Info rma ções Geográficas (SIG). nos jorna is. Não é possível visualizar anima ções cartográficas para dar idéias a respeito da rn obilidade cio mundo. Ele é consultado quando alguém precisa de informação a respeitô de loca li zação ou de alguma região no mundo. A com unicação acontece por cores. Os atlas formam as bases de como as pessoas concebem o mundo em que viven1. para milhões ele pessoas. possibilitar a geração de vári os tipos de mapas e fornecer acesso à info rmação por diferentes ca minhos ditados pelo usuári o. ele abriu uma janela para o mundo. Por muitos séculos. tudo o que não é perm itido no atl as impresso. como às vezes o usuári o gostari a ele ter. nas livrari as. N a Cartografia. irnagens ele satél ite. é interessante a abord agem ela Cartografia em multimídi a a seguir. Ele é uma forma de Ca rtografi a que convida o usuári o a exp lorar o m undo por intermédio ele mapas. símbo los e textos fixos. os SIGs representam uma ca rtografia para poucos (orga nismos do governo. por exemplo. O resultado é urn pú blico amplo e não especia lista no uso ele mapas e de uma gama de produtos que as novas mídias circulam como. na educação e trei narnentos. N ão há mudanças ele esca la ou adição ele detalhes. cujo objetivo é mostrar informações a respeito do mundo. nos dias atuais.

2 Ü POTENCIAL DA ( ARTOGRAFIA EM MULTIMÍDIA Segundo Ca rtw ri ght e Peterson (1999). O cartógrafo pode dispor suas preferências.. o produtor dos dados gráficos. O potenc ial ca rtográfico da esfera é contro lado tanto pelo usuári o como pelo cartógrafo.12.Vigenle ...Esfera cio potencial cartográfico e o plano geográfi co da realidade: a Cartografia na multimídia corresponde ao movimento da esfera Fonte: Cartwrighl e Pclcrson ( 1999) .1. Assim. uma vari edade ele efeitos pode ser conseguida: mudanças ele esca la e de perspectivas também. H á muitas possibilidades ! Vej a como isso pode acontecer na seguinte explanação e observando a m esma fi gura. O usuário pode escolher um método de apresentação de acordo com suas habilidades e melhor entendimento.1 ... conforme mostra a Figura 12. influ ências e ad icionar contro les sobre aparências específi cas na esfera e ditar algumas atitudes dela e sua relação co1T1 o pl ano geográfico da rea li dade..• Projelado Provedor de dados Figura 12. Hislóroco .. . qu e pode movê-la dentro destes níveis. A esfera rep resenta o potencial cartográfico e o meio de controle do usuário. fi ca mais fácil entender a Ca rtografia em multimíd ia se ela for pensada como uma esfera movida pelo usuári o no plano geográfico da rea lidade. São muitos os fatores que influ enciam a representação ca rtográfica e as o pe rações envo lv id as na Ca rtograf ia em multimíd ia. O plano geográfico ela rea lidade é composto po r níveis de abstração..

el a determi na eficiência dele em distintas apli cações . A lém di sto. . 12. po rém .rel ativa ou absol uta. tendo em vista a apresentação ser dependente da escolha da mídi a e de sua combinação com outras mídi as para: a) percepção da informação. São mui tas as possib i lidades para eleger o método ideal de transferência do conhecimento para qu e o usuário seja capaz de explorar os produtos ca rtográficos em multimíd ia. a importância da finalidade de um mapa foi enfatizada por Papa y (1973). genérica ou restrita .bem como por coisas conhecidas ou desconhecidas . Cm __r_ uL_ o_12_ -_M_ uo_ M_iDl_ At_C_AA_ TO<. No caso do item "a". Por exemplo. a rnemóri a de curta duração humana tem a habil idade de reter somente poucas un idades de inform ações simultaneamente. o conteúdo e a representação do mapa. Na Ca rtografia em multimídia. (3) motiva r (a aqui sição de informação é altamente dependente da motivação do usuário). tem função de (1) demonstrar (é especia lmente útil para uma pessoa sem muito conhecimento sobre o tópico apresentado). (2) fi xa r informações dentro de um ampl o contexto. já que el a determin a a esca la.3 FUNÇÕES DA MÍDIA NA CARTOGRAFIA Segundo Dransch (1999). eleve-se considerar que a percepção humana e a cogni ção têm várias restrições. confo rme mostrado pela d idática. Percepção da Inform ação. a apresentação também tem sido tomada como finalidade. um a saíd a é ap resentá-la s a separadamente. por qu atro a sete m in utos. A escolha deve ser feita tendo cl aros os aspectos mostrados na Figura 12. b) geração do con hecimento e c) propósito de comun icação. O papel da mídia na geração do con hecimento (i tem b). O ponto crítico do uso da multimíd ia para a Cartografi a é o ponto de contato da esfera do potencial ca rtográfi co com o pl ano da rea lidad e geográfica.1. ferramentas de visualização. pelos tipos de informação di sponíveis . função de construção (ajuda a cri ar comp lexos modelos mentais). O rgri ssek (1987) e Freitag (1993)._ :AA_flA~~~~~~~~~~~~~~~~~~~29 1 O plano geográfico da rea lidade é restrito por diversos fato res como hardware. este tipo de memóri a é in su fi c i en te para pro cess á.l as. No caso das i nform ações sobrepostas (sobreca rregadas).

os hi permapas representam o cam in ho pa ra se usa r multimídi a co m os SIGs. Função Cognitiva: compreende todos os processos de anál ise do mapa.las ele fo rm a amp liada usando u m 'hiper/ink ' do tipo dicionári o geográfico" . etc. Hipertexto é descrito como um conj unto ele nós. generali zações. clig itisecl multimeclia map that allows user to z oom anel finei locations using a hyperlinked gazetteer. transformações. Uma defini ção para hi permapa foi dada por l<raak e Driel (2004): Hiperm apas são sistemas multimídias georreferenciados que podem estruturar componentes individ uais um relati va mente ao o utro e ao mapa. . anim ações.~(_ 0•_1 uN_ l~ ~(_ Ao_e_v~_ ~_11~ _<~ ÃO_D_[_ DA_ DOS ~[~- ~_ws As fu nções ela mídia com o propósito de comunicação (item c) descritas por Freitag (1993 apucl Dransch.29 2~~~~~~~~~~~~C _AA _''~ ~ AA_r ~_-_ Rr_ ~~ _N_~~ ~- · o. Função Socia l: comp reende os processos e operações qu e resultam em condu tas sociais e ações. . Segu ndos esses autores. em 1990.4 HIPERMAPAS De aco rdo com Ca rtwright (1999). Função de Com uni cação: compreende todos os processos e operações envo lvi dos capazes de transferir o conhecimento espacial do cartóg rafo pa ra o usuári o do mapa. . . na Cartografia em multimídi a são : . foram os primeiros estudi osos a usa r o term o " hiperm apa" . rnas também espacia lmente. que tanto podem ser textos corno gráficos e que são conectados po r " links''. são subfun ções da navegação.14): "o hiperm apa é um m apa interati vo em multimíd ia que permi te aos usuári os enco ntrar local i zações e visua lizá. O utra definição mais sintéti ca foi apresentada por Cotton e O I iver (1994 apucl Ca rtwri ght. 12. 1999). p. pl anejamento espacia l e persuasão. os qua is Texto original: the hipermap is an interative. considerando os fenômenos espaciali zados que resultam em decisões e ações espaciais. Fun ção de Suporte à Decisão: envo lve todos os processos e operações. Desde operações conduzidas a parti r de modelos próximos da rea lidade até aqueles muito abstratos. Jaurini e M ill ert-Raffort.2 O princíp io de hi perm apas está baseado no pri ncíp io do hi pertexto e hiperclocumento. 1999. E este condu zirá os usuários a navega rem pelos dados mu ltimídia não somente por temas.

o documento que está ligado na base de dados às coordenadas do lugar.1 PRINCIPAIS FUNÇÕES DE UM HIPERMAPA Segundo Krrak e Driel (2004). tais como mapas detalhados. Ormeling. documentos em texto. 12. Caso exista uma "chave" ligando este símbolo ao banco de dados. imagens orbitais. Driel. um hipermapa é usado da seguinte maneira: Ao se definir uma janela com o mouse sobre o mapa. os resultados .4. . Links" /1 espaciais e temáticos são fortes candidatos a ponto de partida para a pesquisa (Kraak. além de poderem ser ligados a elementos do mapa fora da área de pesquisa. Basta clicar em um objeto no mapa para se obter a visualização de um documento particular (Kraak. Todos esses dados também têm ligações uns com os outros. 1996)._c~_ru_l_o_12_-_M_urr_~_~~-c_CAR_1_oc._. textos e vídeos com mapas é obter um entendimento melhor do fenômeno mapeado. Clicar em algum lugar do mapa Ao se clicar em qualquer lugar sobre o mapa. com relação à área escolhida. Essas informações têm muitos formatos. gráficos e sons. ponto ou área. Este tipo de mapa funciona como um índice para outros documentos na base de dados. 2004). 2004). Na literatura. animações. ou outro sistema que funcione como "chave" ou geotagé identificado na base de dados e mostrado na tela. O objetivo de combinar sons. fotografias. Selecionar um símbolo no mapa Selecionar um símbolo particular. ou criar /1 zonas buffer' ao redor de um símbolo para aumentar a área de busca. as principais funções de um hipermapa são: a) Dar acesso a documentos por navegação no hipermapa Para acessar documentos através de hipermapas pode-se: . O hipermapa introduz o referenciamento espacial para todos os componentes do sistema e permite a navegação espacial e temática por todos os dados (Kraak. Driel. vídeos. como linha. o termo hipermapa não é usado apenas para sistemas georreferenciados em hipermídia. dados estatísticos. são disponibilizadas todas as informações no sistema.RAr_1A~~~~~~~~~~~~~~~~~~~293 um usuário pode acessar usando qualquer caminho. o mapa dinâmico mais elementar. mas também para mapas clicáveis. De modo geral.

b) Dar acesso a documentos pela navegação temática no hipermapa A forma mais comum de acessar documentos na web é clicar em um hipertexto o qual tem ligação ativa com o documento indicado por ele. 12. . b) para permitir ao usuário interagir de maneira relevante com o mapa . . ou como uma interface para os dados geográficos estocados na base que contém o produto. segundo Ormeling (1999). De modo geral. são distinguidos dois grupos: a) para produzir um produto completo com função de multimídia - neste contexto._w_~_-R_El~_™_N_~~~º~·l_·rn_ruNJC>.nl/-hypermap/defthypermap. a construção desse produto deve levar em conta.itc. os mapas são ferramentas para a visualização científica.neste caso.294~~~~~~~~~~~-CAA_K_x. As localizações podem acontecer por coordenadas ou por código postal. Um protótipo criado disponibilizado na rede mundial de computadores na URL (http://www. Providenciar localizações Pode existir a disponibilidade de fornecer ao usuário as coordenadas de uma área de interesse particular.5 PRODUTOS CARTOGRÁFICOS EM MULTIMÍDIA Quando se pretende desenvolver um produto cartográfico em multimídia. outras oportunidades de visualizações. o papel que os mapas desempenharão. os mapas poderão funcionar como organizadores espaciais ou ferramentas de navegação. surge de imediato o questionamento sobre para quem. Todos os documentos relacionados a ela serão disponibi- lizados por meio de uma "chave". para que e como será disponibilizado. Aqui. Neste caso. Esta abordagem também é possível para hipermapas. um interesse especial deve ser dado à questão da estrutura dos dados vetorial e matricial. Definir uma área de interesse Esta área será uma janela retangular definida pelo cursor que limitará a área de busca. manipular o mapa de forma a obter novas entradas e. gerar imagens cartográficas. assim. os usuários podem adaptar o mapa de acordo com seus requerimentos. Neste sentido. .html) usou o software lconAuthor para criar apresentações em multimídia.Ç_·~~-º-E~_W_Af_~~~-º-m_oAOOS~-~-~-M serão disponibilizados.

Eles não podem s~t alterados ao gosto do usuário. 2) seleção espacial com palavras-chave ou 3) um clic/zoom dentro do mapa. como imagens de satélite. Vários organismos públicos brasileiros. os mapas. sons. 12. eles constituem dados em um hiperdocumento e aparecem em forma de imagem.1 deste Capítulo. distâncias entre localidades. É possível também obter outros mapas em escalas diferentes. para atender objetivos específicos. O acesso à informação é possível com a navegação livre do usuário. nomes geográficos (acidentes naturais e artificiais). Na verdade. disponibilizam seus mapas dessa forma. volume de tráfego. fotos terrestres._CAP1Tu~L_o1_2_-_Mu_u_1M1_·o~_E_CAA_T_~_. mesmo hoje. Ele geralmente fará parte de um banco de dados e será acessado através de palavras-chave do tipo mapa fundiário ou mapa geológico. aerofotos. Alguns mapas temáticos têm sido exportados para um produto multimídia. seja pela Internet ou em CD-ROM. continuam sendo modelos estáticos da realidade geográfica. o usuário pode ter outros produtos não cartográficos ligados à base de dados. Um exemplo disto são <l>s mapas em escala grande (cadastrais ou fundiários). ainda continuam sendo vistos assim. O modelo concebido guarda informações tão relevantes que devem ser preservadas tal e qual. detentores de informação espacial. Logo. As informações disponibilizadas serão do tipo: número de habitantes. sobre o mesmo assunto em pesquisa. na era digital. . bem como mais detalhes sobre um lugar específico ou uma visão geral.1 MAPAS COMO FERRAMENTAS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO EM MULTIMÍDIA Nesta categoria está a maioria dos mapas em multimídia. ou com uma ordem predefinida. conforme explanado no item 12. etc. de modo geral. nomes de estradas. Os mapas analógicos eram pensados dessa forma e. nomes de áreas (cidades. Geralmente eles aparecem como atlas digitais específicos (Atlas Nacionais).5.4.~_r~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-295 Ao lado destes dois contextos principais. Por fim. Estes modelos são organizados em representações do "mundo" ou do "lugar" que contém somente informações consideradas relevantes pelo seu criador. o usuário obtém a informação por: 1) seleção de um índice de conteúdo. municípios). visões panorâmicas. etc.

Segundo Ormeling (1999). entre os anos de 1989 e 1991. Para Ormeling (1999). O atlas eletrônico teve seu primeiro protótipo desenvolvido no Canadá. sistematicamente selecionados e arranjados em folhas de papel de tamanho uniforme. Segundo Massarani (2004). 1991 apud Borchet. assim como na forma de comunicar a informação geográfica em geral. desenvolvido pelo Departamento de Geografia da Universidade de Lavai. com layoutpadronizado e representação cartográfica uniforme. o termo atlas. que na era digital recebem a adição de sons e vídeos. esquemas. compõe o que designamos de atlas (Freitag. Um exemplo inovador de atlas foi o Mines et Minéraux à la Carte. b) criação de bases de dados geográficos que contêm mapas-base digitais ou dados temáticos georreferenciados. gráficos. Canadá. atualmente. 1999). esse Atlas pioneiro mostrou uma série de conceitos para o referido tipo de produto em multimídia. Quebéc. Portanto. um atlas consiste num conjunto de mapas. e) renovação na maneira de se conceber e produzir atlas.296~~~~~~~~~~~-CAA_T_~_. A idéia de coleção de mapas. continua sendo utilizado no sentido original. textos explanatórios. e e) difusão do conceito de hipertexto e sua translação para software "hypercard' e a aplicação da informação geográfica estruturada para um atlas eletrônico. d) integração da informação geográfica com os sistemas de informa- ção. Daí em diante.w_~_-_Rc~_&_N_Mç~~º~·(_U_MU_NIC~"_AÇA~·o_c_~s_uM_~~~-·o_~_o_AOOS~E~_~_ws 12. . geralmente reunidos na forma de um livro. 1999): a) desenvolvimento dos microcomputadores.5. ele considerou no frontispício de sua coleção de mapas a figura mitológica do gigante grego e escreveu a palavra atlas também para relembrar o nome de um rei marroquino. 1999). o interesse pela produção de atlas eletrônicos cresceu por causa dos seguintes fatores (Cartwright. A transferência desse termo para a Cartografia foi feita pelo cartógrafo holandês Gehardd Krãmer Mercator quando publicou uma coleção de mapas do mundo em 1595. em 1981 (Borchet. renomado por seus estudos em Geografia e Astronomia. diagramas e fotografias.2 ATLAS EM MULTIMÍDIA: OS ATLAS DIGITAIS OU ATLAS ELETRÔNICOS O termo atlas tem origem na mitologia grega e designava um gigante que carregava o "mundo" em seus ombros. recebeu uma complementação somente para designar que não é impresso: atlas eletrônico (se disposto na web) ou atlas digital (se disposto em CD-ROM).

ou um atlas escolar (para crianças). por exemplo. b) cobertura espacial (mundial. nacional. ou combinação de ambos. e) intenção de uso (escolar. para planejamento urbano. tem um custo maior e um menor público que um atlas eletrônico disponibilizado na web. No caso de atlas eletrônicos. ou então ser um município. geralmente. o qual. e) conteúdo temático (econômico. é possível haver um atlas de um mesmo lugar e tema para servir como referência para o público em geral (adulto). Todos estes aspectos devem ser considerados também na produção. os usuários. Pode ser também um atlas especial._c~_T_ut_o_12_-_M_urr_1M_ID~_E_C_AAT_a_:w_~____________________________________~297 12. como referido por Borchet (1999). um país. escolar).5. particular) e g) qualidade técnica e preço (se impressos. de um veículo (se for para deslocamento terrestre espacial) de um avião ou barco (se for para navegação aérea e/ou náutica). por sua vez. Por exemplo. os atlas impressos geralmente são mais caros que um atlas digital em CD-ROM ou DVD-ROM. ou seja. uma região. Borchet (1999) considerou que os atlas podem ser agrupados segundo os seguintes aspectos: a) formato e volume (impresso. os multicores são mais caros). um continente ou o mundo (planeta Terra).o computador no qual será usado o atlas pode ser de um escritório. Assim. pode ser CD-ROM ou DVD-ROM ou um servidor de Internet. precisam ser pensados também: a) a plataforma de produção e de uso . populacional e social). ou mesmo um oceano. A área geográfica pode ser definida por suas características físicas como uma bacia hidrográfica. f) produção (oficial. Resumindo estas características. municipal). A temática a ser abordada. Conforme o formato disponibilizado. para turismo e laser). com mapas complexos.2. ou uma cidade. ou para fins de proteção ambiental. geral. d) nível de informação (científico. é definida tendo em vista o público. quer no espaço quer na temática. dever ser pensada a quantidade de dados e a possibilidade de apresentação. os usuários deverão ser especialistas no assunto. Ainda deve ser pensada a mídia de estocagem dos dados do atlas. Em ambos. digital ou eletrônico).1 CARACTERÍSTICAS DOS ATLAS Um atlas sempre tratará de uma área específica. .

e) 1iberdade do usuário em fazer suas escolhas de visualização. outros usam dados no formato vetorial. bem como a dinamicidade. E algumas vezes são escritos diretamente em HTML incluindo alguma coisa em JAVA. são usados módulos de programas conhecidos comercialmente. Franges. ou um guia turístico.(-:~_IUN_ICAÇA ___ __M_~~~-º-~-ºAOOS--~_~_M_ ·o_EVISU b) a interface gráfica com o usuário . Borchet (1999) enumera ainda: g) a possibilidade de usar mapas dinâmicos para observar conteúdos dinâmicos ou fazer comparações. .2. overlays). uma máquina do tempo.5. h) possibilidades de interação para mudar variáveis visuais (layer on/oft). em ambos formatos.298------~----~----~---CAA_T~_.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UM ATLAS EM MULTIMÍDIA As principais características que distinguem um atlas em multimídia dos impressos são: a flexibilidade. e) facilidade de transferência do usuário de um lugar para outro no espaço geográfico em foco. tais como: Visual Basic. b) mudanças de escala. os atlas eletrônicos podem ser produzidos usando linguagens padronizadas de programação. Além dessas. buffers.deve ser pensada de forma a tornar o uso do atlas simples e se possível estimulante. 1999). No entanto. Java._w_~_-R_n~_~_NT~~~~)~. muitas vezes. de segmentos de seu interesse. Muitos atlas eletrônicos contêm dados no formato matricial. e) os programas a serem utilizados para os produzir e disponibilizar. a não-linearidade. Lapaine e Petric (2004) enumeram como principais vantagens do atlas em multimídia quando comparado a um impresso: a) velocidade de pesquisa. 12. d) facilidade para procurar nomes ou lugares específicos. i) funcionalidade de GIS (questionamentos. Visual e++. a velocidade de pesquisa. Gis-scripting (Borchet. f) o fato de não haver limitação ao formato apresentado (folhas-padrão). Para disponibilizar o atlas em multimídia. um cockpit (cabine) de uma nave espacial ou de um avião. Alguns exemplos citados por Borchet (1999) são os globos interativos. outros ainda. a quantidade de dados. a possibilidade de mantê-lo atualizado.

visão do mapa como um poderoso meio de comunicação da informação. e) dificuldades de uso de software SIG. existem discussões acerca da ética do poder dos mapas. tanto para quem o faz como para quem o usa é desconhecida. som. pois mostram um único ponto de vista de dados específicos (Wood. m) facilidade de acesso. 1) facilidade de transporte para o caso dos CD-ROM. textos de 1ivros. a falta de dados cartográficos e espacializados. pois ainda não há cultura de uso de programas SIG para a população em geral. b) geralmente. Por isso. f) problemas relacionados à construção do atlas como. se for disponibilizado na web e o n) aumento do prestígio do editor e do usuário.6 MAPAS COMO FERRAMENTAS PARA A VISUALIZAÇÃO Mapas são resultados do trabalho de cartógrafos que tentam mostrar imagens do mundo real tão perto quanto possível da "situação verdadeira". Os mesmos autores enumeram as seguintes desvantagens dos atlas em multimídia: a) a qual idade gráfica das representações cartográficas na tela não pode ser comparada com aquela dos mapas impressos. . trabalhos manuais. 1992. cuja conseqüência é o aumento dos custos na construção da base de dados. e h) a falta de cultura na área da Cartografia . imagens (vídeos). pois o percentual de pessoas que têm acesso ao computador é ainda muito pequeno. as classificações de rodovias são insuficientes. 1994). Acrescentaríamos estas outras para o caso de usuários do Brasil: d) o acesso de um público ainda muito restrito. Monmonier. Essas imagens sempre são resultado da visão particular do cartógrafo. g) ausência de profissionais especializados em representações cartográficas com conhecimento em mídia e comunicação.RA_ílA~~~~~~~~~~~~~~~~~~~299 j) integração de produtos como atlas. c) os algoritmos para localização automática de títulos ainda são imperfeitos. k) cobertura abrangente que depende da capacidade de estocagem do CD e do servidor da Internet._CAJ_•ír_uL_o_12_-_M_uu_1M_ío~_E_C_AAT_~_. 12.

Como suporte à decisão. quando e como isso acontece (Ormeling. O material a ser incorporado deve ser o mais homogêneo possível. O CD-ROM é um meio de estocagem de no mínimo 700 MB de dados. no manejo e na administração. a interação será ligada à função de análise. . 1999). existem CDs graváveis (CD-R.AA_nA_-_RCl~_c~_N_~ç~~º~·(_:~_ru_N~~ç~m_E_~s_uM_l~~~-º-ºE-~-º~--~-~_ws As novas possibilidades de criação e disponibilidade de mapas pelo computador tornam possível o início de uma superação desta restrição. deve ser indicado de alguma maneira. foi desenvolvido em conjunto pela empresa Sony do Japão e a Phillips da Holanda em 1982 (Cartwright. 12. mesmo nível de generalização e coletado dentro de período de tempo válido para a questão e ter a qualidade dos dados.30º----~~~~~~~~~-CAA_T_~·_. O grau de liberdade proporcionado pela multimídia fornece ao usuário a oportunidade de criar novas visualizações. haja vista os usuários de produtos multimídia esperarem que a qualidade dos dados disponíveis seja homogênea. manipular número e intervalo de classes. 1999). Se isso não acontecer. Ela permite ao usuário obter visualizações da realidade segundo seu próprio julgamento.7 Es1ocAGEM ó11cA DISPONÍVEL O disco compacto. um exemplo é trocar o coroplético pelo de símbolos proporcionais. Um mapa pode ser usado para referência de lugar na educação. Nesse contexto surgiu o termo visualização cartográfica. em propaganda. Isso é designado de interatividade do usuário com o mapa. tipos de classificação e até método de mapeamento. Como um disco a laser permite o registro da informação de forma que possa ser lido pela luz. de baixo custo e fácil distribuição. O conteúdo a ser incorporado deve ser disposto tendo em vista os objetivos e a estratégia a ser usada no produto multimídia. ou agregar níveis de informação. no qual podem ser apagados arquivos e gravados novos). isto é. Também é possível trocar as cores correspondentes às classes. criando muita discussão na comunidade científica da área de Cartografia. que combina música com dados) e CDs regraváveis (CD- RW. que funciona como se fosse um disquete. CD+ ou CD aumentado. conforme visto no Capítulo 5 deste livro. as abordagens conceituais devem ser levadas em conta já que propõem condições adequadas para que ela aconteça conforme a necessidade de uso do mapa. Quanto à questão da interação. na recreação. considerando onde. comumente designado de CD.

Se o produto a ser apresentado não tiver homogeneidade quanto à qualidade. Armenakis. com uma boa qualidade de dados. o CD-ROM como alternativa ao papel. Seguiram-se outros Atlas Nacionais. 1999). Franger. como os da Holanda. videoclipes e filmes. Lapaine e Petric (2004) comentam sobre algumas soluções para dar a idéia da acurácia dos dados. deve haver um caminho para mostrá-lo ao usuário. a grande capacidade do CD-ROM permitiu que rapidamente fossem produzidos e publicados diversos Atlas Nacionais. A maioria deles foi desenvolvida para ser distribuída em CD-ROM. editado por Cartwright. Na Cartografia. Hoje. facilitando a inclusão de imagens. principalmente. o desenvolvimento da Cartografia em multimídia. A intenção de usar CD- ROM era de permitir seu uso em escolas e pelo público em geral (Siekierska. ausência de som quando os dados foram checados e .8 Ü FUTURO DA CARTOGRAFIA EM MULTIMÍDIA 12.1 A NATUREZA EQUALIDADE DOS DADOS Um bom conteúdo é a chave do futuro da Cartografia em multimídia. até o início de 2000. é imprescindível para seu uso como ferramenta de análise ou de apresentação e comunicação. antes denominado Digital vídeo disc) são as novas alternativas de portabilidade que aumentaram a capacidade de esto- cagem de dados para até nove gigabytes. inclusive o protótipo experimental de uma parte do Atlas Nacional do Canadá em Multimídia (publicado por completo em 1992). Anais de congressos científicos também passaram a usar esse meio de estocagem de dados. da National Geographic Society. som e textos. Portanto. agora utiliza DVDs. 1999). Atlas do Mundo. diversos pesquisadores descrevem como foram desenvolvidos oito atlas interativos de diferentes lugares no planeta. 12. As enciclopédias grandes e pesadas foram convertidas em um meio fácil de suporte. Perterson e Gartner (1999). por isso é preciso se estar atento tanto ao conteúdo a ser desenvolvido quanto a sua qualidade (Taylor.m_~~~~~~~~~~~~~~~~~~~301 O mundo das editoras utilizava. da população chinesa. que também já utilizou o CD- ROM como portador para jogos. Suécia e outros temas e lugares por exemplo.8. No livro Multimedia Cartography. os DVDs (Digital versatile disc. Uma das sugestões é o uso de sons agradáveis durante a apresentação de dados de boa qualidade e sons desagradáveis para aqueles de má qualidade ou. A indústria do entretenimento._C~_r_uto_1_2_-M_u_u~_ID_~_EC_AA_roc_.

302~~~~~~~~~~~-C_AR_'KX_. o que finalmente vai refletir na profissão de cartógrafo. Alguns tendem a considerar os dados espaciais como um produto comercial e o custo deles deve ser coberto pelo usuário. Algumas têm produzido além de mapas. com signos não claros e difusos. O IBGE também disponibilizou em 2003 o atlas geográfico escolar em CD-ROM e em 2005 na web. parece que o preço e a disponibilidade dos dados estão definitivamente "amarrados" à sua qualidade. são consideradas a captura. Outros países tendem a ser mais flexíveis. Todos são comercializados por preços acessíveis aos usuários comuns. isto é. indexação.<_"O~_IUN_IC~~~-·o_E_VIS_UA_ll~~~-º-~-º-Aº-~-~-~~ws mostraram-se bons ou adequados. Se os dados espaciais não são confiáveis. poucas concordâncias existem em como resolver esses problemas. . os cartógrafos têm muito interesse em dados de qualidade e também em mantê-los atualizados. Todas são importantes. Contudo. foi impresso. Na questão técnica. e também com outras questões pertinentes aos direitos reservados e à propriedade intelectual. Isto acontece no Reino Unido onde os direitos autorais são vigorosamente protegidos. integração. Caso contrário. Quanto mais confiável. outros produtos como atlas eletrônicos em CD-ROM. O Canadá e a Holanda produziram o Atlas Nacional na web. a disponibilidade de dados é uma questão técnica e administrativa. ou então cria-se a transferência de cores entre as classes. O Atlas nacional do Brasil. cuja conseqüência é a obtenção de produtos cartográficos confiáveis para os usuários. tomando posições intermediárias e variáveis. publicado em 2000 pelo IBGE. interoperalidade. um graride número de usuários pode cometer caros enganos. Segundo eles. Por outro lado. mas os dados estatísticos por município. Mais uma sugestão é quanto ao uso de símbolos. Segundo o autor. Outro fator ainda em discussão a respeito dos dados é sobre o papel das agências nacionais de mapeamento. Cada país tem uma postura própria a respeito dos dados. Os dados precisos ou de qualidade seriam representados com signos claros e precisos e os sem acurácia ou sem qualidade. estado e os nacionais foram publicados em CD-ROM. mas resolvíveis. estruturação. Outra sugestão apontada pelos autores é para o caso de vídeos. na visão de Taylor (1999). descrição e padronização de dados. com o preço. mais caro e mais restrito é o acesso. podem mascarar e obscurecer a apresentação. com o acesso aos dados espaciais. que começam a ter significado na Cartografia nos tempos atuais.~_l_IA-_R_[l'R_[S[_NT~~-Ao~. O problema maior é com a questão administrativa. Os mesmos autores comentam também o aspecto profissional ligado aos dados.

mapeamento do espaço musical em duas e três dimensões. isto parece ficção. 2004) apontam a existência de demanda de outras disciplinas. dizem Franger. A maioria das aplicações tem acontecido para atlas e na apresentação em 3-0 de paisagens urbanas. é importante pesquisar a real necessidade dos usuários. Será possível ver todas as cores de uma impressão em 3-0 sem auxílio de equipamentos. como o planejamento regional e urbano._c~_rr_uL_o_12_-_M_oo_~i_m~_E_CART~~-·w_~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-303 12. Atualmente. mapas para todas as escolas com a parceria do governo e a iniciativa privada.2 NOVAS ÁREAS DE APLICAÇÃO DA (ARTOGRAFIA EM MULTIMiD\A A escolha do que será mapeado ou mostrado na Cartografia em multimídia é também muito importante para o seu desenvolvimento (Taylor. A educação e treinamento também são mercados em expansão. Por isso.levantamento e representação do espaço interno do corpo humano.8. Jones (2003) . Nesta direção seguem as pesquisas de Cooper (2003). Outra maneira de desenvolver a Cartografia em multimídia. Projetos com simulações e experimentos em tempo real para apresentações com visualizações em estéreo e pesquisas na chamada realidade virtual estão acontecendo nos mais diversos lugares do mundo. Lapaine e Petric (2004). o Canadá parece estar à frente com o Projeto Schoolnetque dispõe. . mas elas existem como pesquisa e num futuro próximo devem se tornar realidade. em que os jogos interativos são uma parte importante. o que representa um avanço para os cartógrafos. Nesse tipo de aplicação. Isto é tão certo como a impressão holográfica que deve estar disponível no mercado na primeira década deste século. Petric. é escapar das restrições do mapeamento topográfico tradicional e expandir a aplicação do mapeamento temático para áreas completamente novas. e outros autores do "The Yale Symposium 11 de Silver e Balmori (2003). O extremamente inovador está em desenvolvimento nos laboratórios de ensino. telecomunicações. assim como o edutenimento. Lapaine. muitas das quais nunca foram mapeadas. 3 No tocante à educação. organismos de proteção ambiental e de monumentos culturais e turismo. 1999). Taylor (1999) acredita que o maior mercado para produtos multimídia é o do entretenimento. Francula e Lapaine (1999 apud Franger. via Internet. sem óculos especiais. Silver (2003)-emprego da ótica para interpolar superfícies 3-D irregulares que não podem ser descritas convencionalmente por meio de perspectiva linear ou mapas em papel. 1 · Edutenimento é um processo pelo qual a tecnologia interativa é usada para promover a educação e entretenimento ao mesmo tempo. diz Taylor (1999).

o_E_~s_uM_~_çAo __~~DADOS~~-~-ws_ Um produto em multimídia muito interessante lançado em 1996 no Canadá é o Canadian Geographic Explorer. assim como as mudanças tecnológicas devem continuar. fará as maiores mudanças na Cartografia. ou outras coisas devem merecer atenção para mudar. encarada como arte. E isto sim é inovador e.304~~~~~~~~~~~~C_AA_T~_. Muitas outras mudanças devem acontecer. Taylor (1999) explica em detalhes como ele funciona. o qual. mas as novas possibilidades visuais. na visão particular desta autora.AA_Fl_A-_R_c~_c~_NT_A~_·o_. do que foi apresentado aqui. sonoras e táteis nela incluídas podem provocar emoções e valores humanos. Talvez ela não possa ser. mesmo na era digital. Entretanto. Novas aplicações da Cartografia em multimídia devem acontecer. . muito mais.c_:c~_ru_MCA(A ___. com certeza. na verdade. é oportuno lembrar a velha discussão da Cartografia como ciência e/ou arte. ou inovadores no seu uso. é um produto de edutenimento. com o apoio de nomes expoentes da Cartografia mundial.

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NO PARQUE GRÁFICO DA Ili UNIVERSIDADE FEDERAL OE SANTA CATARINA FLORIANÓPOLIS · SANTA CATARINA· FEVEREIR0/2008 IJll'lEl!A UHIY!MITWA • 40 AJI OI 0[ HBTÓ~A . CONFORME ORIGINNS RECEBIDOS.• CONFECCIONADO.

Nogueira é formada em Engenharia Cartográfica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Organizou em 1986 sua primeira publicação técnica na área de aerolevantamentos . em 1983. Ruth 1:. Como profes- sora do Departamento de Geociên- cias da UFSC desde 1992 e dos programas de Pós-Graduação em Geografia e Engenharia Civil desde 2000. vem ensinando as disciplinas correlatas à área de Cartografia e orientando estudantes de gradua- ção e pós-graduação em temas que de alguma maneira envolvem esta área. Desde então publica os resultados de suas pesquisas e a experiência com o ensino na UFSC em periódicos e Anais de eventos científicos de Cartografia. quando trabalhava como engenheira cartógrafa em empresa desse campo de atividade. mestre em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutora em Engenharia Florestal também pela Universidade Federal do Paraná. de Sensoriamento Remoto e de Cadastro Técnico Multifinalitário. Faz parte da Sociedade Brasileira de Cartografia e da Rede de Tecnologia Aeroespacial e Cartográfica. .

• ..'<' .guia prático para desenhos em 2D Introdução à Teoria dos Grafos AutoCAD R14 . : ~ . . . .gramática.~~·.CDU Natação: ensine a nadar Construindo em alvenaria estrutural Noções básicas de Geometria Descritiva Desenho geométrico O papel da escola na construção de uma sociedade Desenho técnico mecânico democrática Diagnóstico do meio físico de bacias hidrográficas Óleos e gorduras vegetais .~·J. . SÉRIE DIDÁTICA A interpretação de imagens aéreas Inteligência Artificial: ferramentas e teorias Algoritmos numéricos ..100 exercícios de grupos Cartografia .. . • • : • .•• -r- . í . '.manual de aulas práticas Enfermagem Monitoramento global integrado de propriedades rurais Classificação Decimal Universal ... '· ..•.tarefas comunicativas para Fundamentos de Cartografia professores de Língua Inglesa do 1° grau Fundamentos de sistemas hidráulicos Tecnologia de grupo e organização da manufatura Geração de vapor Teoria fundamental do motor de indução Gramática básica do Latim Topografia contemporânea . " ...representação. . : ' • ~· -·"-~ 1 o'·~ • 1 f ~ _J~J :k. pratique de la prononciation du Français CálculoC Macroescultura dental Cálculo de indutância e de força em circuitos elétricos Manual básico de Desenho Técnico Cálculo e Álgebra Linear com Derive MapleV Cáncer .teoria e experimentos Engenharia de protocolos com LOTOS/ISO Redação Estatística aplicada às Ciências Sociais Redação oficial Ferramentas de corte 1 Redes de Petri Ferramentas de corte II Taguchi e a melhoria da qualidade: uma releitura crítica Filtros seletores de sinais Teaching in a dever way .guia prático para desenhos em 2D Introdução à Matemática AutoCAD 2004 . . ·..o que você precisa saber Matemática . ferramentas e Anomalias laríngeas congênitas comportamentos Assistência social: do discurso do Estado à prática do Introdução à Física Nuclear e de Partículas Serviço Social Elementares AutoCAD 2000 . ..processamento e análise Elementos básicos de fotogrametria e sua utilização prática Princípios de combustâo aplicada Eletromagnetismo e câlculo de campos Promenades . . comunicação e Matemática Financeira através da HP-12C visualização de dados espaciais Matrizes e sistemas de equações lineares Centro cirúrgico: aspectos fundamentais para Microbiologia ..Planimetria Identificação de sistemas dinâmicos lineares Transmissão de energia elétrica Influência açoriana no Português do Brasil Unidades de informação: conceitos e competências Inteligência Artificial Ventilação industrial ISBN 978-85-328-04 14-3 9 788532 804143 ...seqüenciais e paralelos Introdução à Engenharia Análise sensorial de alimentos Introdução à Engenharia: conceitos.../ . w" • ....textes et exercises pour la classe de Français Eletromagnetismo para Engenharia: estática e Propriedades químicas e tecnológicas do amido de quase-estática mandioca e do polvilho azedo Eletrônica básica: um enfoque voltado à Informática Química Básica .:.... "' ' . .guia prático para desenhos em 2D Introdução à Química Inorgânica Experimental AutoCAD R14 ...guia prático para desenhos em 3D Introdução à Topologia Geral Avaliação nutricional de coletividades Introdução ao Laboratório de Física Cálculo 1 Latim para o português .. língua e literatura Cálculo A Le Français Parlé.