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17 mulheres negras brasileiras que

lutaram contra escravidão


06/07/2017 19:05 | Atualizado: 06/07/2017 23:46

 feedback Comunicar erro

As mulheres que foram escravizadas no Brasil contribuiram, e muito,


para acabar com escravidão no país. Engana-se quem acha que a
Princesa Isabel foi a responsável pela libertação dos escravizados,
como diria a cantora Yzalú," a Lei Áurea não passa de um texto
morto", afinal após o 13 de maio de 1888, mulheres lutaram, e ainda
lutam contra a racismo e machismo.

Os passos das mulheres negras vêm de longe, mesmo. Por isso,


separamos 17 mulheres negras que fizeram parte de quilombos
brasileiros e foram fundamentais em algum momento para a
comunidade negra. As histórias são relatadas nos cordéis de Jarid
Arraes e do Mural Memória das Mulheres Negras, acervo do Instituto
Políticas Alternativas para o Cone Sul, Rio de Janeiro.

1. Dandara dos Palmares


É uma das líderes mais conhecidas no Brasil. Lutou contra a
escravidão em Palmares. Foi contra a proposta da Coroa Portuguesa
em condicionar as reivindicações dos quilombolas. A guerreira morreu
durante a disputa no Quilombo dos Macacos pertencente ao Quilombo
de Palmares, onde vivia também seu marido, Zumbi dos Palmares.
2. Anastácia
Ajudou escravos quando eram castigados, ou facilitando a fuga. Certa
vez, lutou contra a violência física e sexual de um homem branco, por
isso, recebeu o castigo de usar um mordaça de folha de flandres e
uma gargantilha de ferro. Apesar de viver na Bahia e em Minas Gerais
foi levada para o Rio de Janeiro no fim da vida, lá atribuíram vários
milagres durante sua estadia.

3. Luiza Mahín
Passou muito tempo na Bahia e participou do levante na Revolta dos
Malês, em 1835 e a Sabinada, em 1837. Trabalhava como ganhadeira
(no comércio de rua).
4. Tereza de Benguela
No Brasil, dia 25 de julho é comemorado o Dia de Tereza de Benguela
em homenagem a líder quilombola. Era mulher do líder do Quilombo
de Quarterê ou do Piolho, no Mato Grosso. Por lá, foram abrigados até
índios bolivianos incomodando autoridades das Coroas espanhola e
portuguesa. Tereza foi presa em um dos confrontos e como não
aceitou a condição de escravizada suicidou-se.
5. Aqualtune
Era filha do Rei do Congo e foi vendida para o Brasil. Grávida no
Quilombo dos Palmares organizou sua primeira fuga. Ficou conhecida
por ficar ao lado de Ganga Zumba, antecessor de Zumbi, seu neto. A
guerreira morreu queimada.
6. Zeferina
Líder no quilombo de Urubu, na Bahia. Era angolana e foi trazida
ainda criança para o Brasil. As histórias relatam que ela confrontava
os capitães do mato com arco e flecha.
7. Maria Felipa de Oliveira
Foi líder na Ilha de Itaparica, Bahia. Aprendeu a jogar capoeira para se
defender. Tinha como missão principalmente libertar seus
descendentes e avós. Ficava escondida na Fazenda 27, em
Gameleira (Itaparica), para acompanhar, durante a noite, a
movimentação das caravelas lusitanas. Em seguida, tomava uma
jangada e ia para Salvador, passar as informações para o Comando
do Movimento de Libertação.
Créditos: Alberto Henschel
Foi uma mulher marisqueira, pescadora e trabalhadora braçal.

8. Acotirene
Era considerada matriarca no Quilombo dos Palmares e conselheira
dos primeiros negros refugiados na Cerca Real dos Macacos. Um dos
mocambos (casa) foi batizado com o seu nome.
9. Adelina Charuteira
Era uma das líderes no Maranhão. Era filha de uma escravizada com
um senhor, por isso, sabia ler e escrever. Apesar do pai, não foi
libertada aos 17 anos, mas era ativamente parte da sociedade
abolicionista de rapazes, o Clube dos Mortos. Para arrecadar dinheiro
vendia charutos fabricados pelo pai, com essa articulação descobria
vários planos de perseguição aos escravos.
10. Rainha Tereza do Quariterê
Foi guerreira no Quilombo do Quariterê, em Cuiabá. Comandou toda a
estrutura política, econômica e administrativa do quilombo. Mantinha
até um sistema de defesa com armas trocadas com homens brancos
ou resgatadas pelos escravizados.

Créditos: Azuir Filho


Ajudou na ampliação de outros quilombos no Mato Grosso.

11. Mariana Crioula


Era mucama em Vila das Vassouras, Rio de Janeiro. Se juntou com
escravizados na maior fuga de escravos da história fluminense em 5
de novembro de 1838. Liderou a fuga e um quilombo com Manuel
Congo.
12. Esperança Garcia
Ousou a escrever uma carta para o presidente da Província de São
José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, denunciando os
maus-tratos físicos de que era vítima, ela e seu filho, por parte do
feitor da Fazenda Algodões.
13. Maria Firmina dos Reis
Foi considerada a primeira romancista brasileira, além de escrever o
primeiro romance abolicionista, Úrsula, que narra a condição da
população negra no Brasil com elementos da tradição africana.
Dedicou sua vida a leitura e escrita.
14. Eva Maria de Bonsucesso
Era uma escrava alforriada que vendia frutas e verduras no Rio de
Janeiro. Foi agredida por um homem branco e conseguiu que ele
fosse preso, e condenado pela agressão
15. Maria Aranha
Foi líder do Quilombo de Mola, no Tocantins. Venceu todos os
ataques escravistas e organizou toda a sociedade do local.
15. Na Agontimé
Era rainha do Benim e foi vendida como escrava para o Maranhão, até
ganhou um novo nome, Maria Jesuína. Ela fundou a Casa das Minas
e reconstruiu o culto aos ancestrais.
16. Tia Simoa
Liderou a luta contra a escravidão no Ceará. Foi do Grupo de
Mulheres Negras do Cariri, o Pretas Simoa.
17. Zacimba Gaba
Era princesa angolana e acabou no Espírito Santo. Provocou uma
revolta das pessoas escravizadas contra a Casa Grande e liderou um
quilombo onde foi rainha. Comandou durante anos ataques aos
navios, surgindo no meio da noite em canos precárias para resgatar
os negros escravos, a referência à sua morte seja em um desses
enfrentamentos.
Historiador diz que porto de
desembarque de escravos
não era no Cais do Valongo
POR ANCELMO GOIS
16/07/2017 07:15

Uma boa polêmica

Os brasileiros de mente aberta celebraram a decisão da Unesco de declarar o


Cais do Valongo, considerado o maior porto de desembarque de escravos das
Américas, Patrimônio da Humanidade.

Só que...

O historiador Nireu Cavalcanti, respeitado especialista da história do Rio, diz


que a região merece o título por causa do cemitério dos pretos novos e pelos
armazéns de comércio de escravos, mas afirma que o porto não era ali.
Recorre, inclusive, à aquarela que Thomas Ender pintou da região, em 1818,
mostrando que ali não havia cais (acima). Será?
10 inventos revolucionários para
os quais ninguém dá a mínima
Pouca gente nota, mas essas discretas criações mudaram o
mundo

Fábio Marton

2.4K

Ideias que fizeram tanto sucesso que todo mundo se esqueceu | Crédito:

Shutterstock
10. Sabão - Babilônia, 2800 a.C.

Shutterstock

Misturando gordura com soda ou potassa cáustica surge uma solução que

remove gordura. Mesmo tendo surgido há tanto tempo, romanos achavam que

era frescura de bárbaro e preferiam lavar suas roupas com urina - coletadas de

voluntários em baldes pelas ruas. Para o corpo, usavam óleo, depois raspado

com espátulas. Só foi colar no fim do Império. Na China, só chegou em tempos

modernos.

9. Supermercado - EUA, 1916


Shutterstock

Filas. Por séculos, as mercearias eram as "lojas de tudo", com balconistas

anotando os pedidos e pegando os itens um a um. Imagine como isso

funcionaria numa cidade grande. Não funcionava e Clarence Saunders

inventou o self-service, criando prateleiras onde todos se serviam e levavam até

os caixas. Ideia óbvia, mas que nunca havia ocorrido a ninguém.

8. Pneus - Irlanda do Norte, 1887


Pixabay

Ao perceber que seu filho ficava com dor de cabeça ao andar de bicicleta com

rodas de borracha sólida, John Dunlop criou a câmara de ar, para um passeio

muito mais confortável. Sem os pneus infláveis, a revolução do automóvel seria

inimaginável, e muito menos os aviões.

7. Vidro temperado - França, 1874


www.fanavid.com

Incontáveis vidas foram salvas por essa modesta criação. Usado em para-

brisas de carros, máscaras de mergulho e vidro à prova de balas, parte-se em

milhares de pedacinhos ao quebrar, ao invés de formar lâminas letais. Henry

Ford insistiu em usá-lo já nos seus primeiros modelos. Sem ele, qualquer

acidente seria um pesadelo.

6. Fósforos de segurança - Suécia, 1844


Domínio publico

Dominamos o fogo desde antes de sermos humanos, mas nunca o tivemos,

literalmente, às mãos. Fogo dava um trabalho danado para acender, e muitas

vezes eram mantidos acesos por conveniência - causando incêndios. Surgidos

no início do século 19, os primeiros fósforos resolveram uma dificuldade

milenar da humanidade, mas acendiam eram bastante perigosos, acendendo

facilmente. O engenheiro Gustaf Pasch teve a ideia de colocar o fósforo na

caixa, e não no palito, salvando muitas vidas.

5. Rolhas - Inglaterra, século 17


Wikimedia Commons

As garrafas eram fechadas com panos embebidos em azeite de oliva. Deixava

gosto e não permitia a preservação por muito tempo, de forma que o produto

só podia ser exportado em barris - que também mudam o sabor. Usadas

primeiro em cervejas, as rolhas criaram os primeiros recipientes

hermeticamente fechados da história, e também os primeiros pressurizados,

permitindo a invenção do champanhe. E a apreciação de vinhos finos a

milhares de quilômetros da origem.

4. Fuso horário - Inglaterra, 1879


Shutterstock

O tempo era uma bagunça. Cada país determinava sua hora baseado na

capital, o que significava que, numa mesma longitude, podiam haver dezenas

de horas diferentes. Isso na melhor das hipóteses: dependendo do lugar, cada

cidade podia determinar o próprio horário, causando um pesadelo para os

operadores de trens e telégrafos. Idealizados por Sandford Fleming em 1879,

os fusos horários foram adotados a partir de 1884.

3. Turbina a vapor - Inglaterra, 1884


Wikimedia Commons

Motores a vapor eram lentos. O mais rápido girava a 225 revoluções por minuto

(r.p.m). A primeira turbina a vapor elevou isso para a 18 000 r.p.m. A primeira

revolução veio nos navios, que puderam se tornar rápidos e gigantescos: os

grandes encouraçados da Primeira Guerra e o Titanic eram movidos a turbinas

a vapor. Os navios não-nucleares adotaram o diesel, mas continua a ser

fundamental é usada em usinas termoelétricas e nucleares. 90% da energia

dos EUA vem dessas máquinas. Sim, energia nuclear usa o mesmo princípio

da maria-fumaça: a fissão nuclear simplesmente serve para ferver a água.

2. Concreto armado - França, 1853


Wikimedia Commons

A maior revolução na arquitetura desde a criação do arco, pelos romanos

antigos, consiste em misturar metal e cimento para sustentação. Praticamente

tudo o que foi construído no século 20 usa concreto armado. Sem ele, não

existiriam o Empire State Building ou o Cristo Redentor. Niemeyer seria

obrigado a se contentar em fazer os velhos caixotes de tijolos e pedras, como

sempre havia sido.

1. Fixação de nitrogênio - Alemanha, 1909


Shutterstock

A mais importante, a mais controversa. Nitrogênio compõe 80% da atmosfera,

mas apenas bactérias sabiam como tirá-lo do ar. Os humanos tinham de se

virar recolhendo esterco – o guano, cocô de passarinho concentrado, fazia

fortunas. Também era usado o esterco humano, fazendo a alegria das

múltiplas espécies de vermes que nos habitam. O processo de fixação de Fritz

Harber deu origem à revolução agrícola do século 20, sem a qual, para bem e

mal, nunca teríamos passado dos 7 bilhões de habitantes.

10 mitos sobre o nazismo que as


pessoas precisam parar de
repetir
Lendas urbanas, informações erradas e falsas notícias: não caia
nelas

Texto Rodrigo Trespach | Edição Fábio Marton

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Soldados nazistas fazendo pose: nem todos eram alemães | Crédito:

Shutterstock

AH10+

10. A suástica é um símbolo do mal


Também chamada de cruz gamada, ela é muito mais antiga do que o nazismo.

É um símbolo universal, encontrada amplamente decorando casas e templos

na Grécia e Roma antigas e até na África Central e entre os índios norte-

americanos. Seu significado varia muito de povo para povo. Para os greco-
romanos, era relacionada a moinhos de água, mas usada principalmente como

elemento decorativo. Os budistas e hinduístas ainda fazem uso amplo do

símbolo, que não tem qualquer conotação negativa. Ao contrário do que talvez

você tenha ouvido, uma suástica apontando em sentido anti-horário (ou

horário) não é "do mal" (a dos nazistas era em sentido horário). Em

sânscrito svastika significa algo como “existência de felicidade”.

9. Hitler era judeu


A ironia pode ser irresistível, mas não tem base na realidade. A dúvida surgiu

porque a avó de Hitler era mãe solteira. Durante os julgamentos de Nuremberg,

seu ex-assessor Hans Frank afirmou que o pai do ditador era filho de um judeu

para qual a avó trabalhou como doméstica na cidade de Graz. O problema é

que não havia judeus em Graz. Eles só puderam entrar em 1860, quando Alois

Hitler, o pai do ditador, tinha mais de 20 anos. Em 2010, um teste de DNA

sugeriu que ele teria ascendência semita, mas foi bastante contestado – os

pesquisadores nem disseram o que eles testaram, de onde tiraram o DNA.

8. Só os judeus foram mortos pelos


nazistas
Nazismo não era apenas contra judeus, mas também a "decadência moral" e a

"poluição genética". Os primeiros exterminados pelo regime foram deficientes

físicos e mentais, para evitar que passassem seus genes. Embora os judeus

tenham se tornado as mais conhecidas vítimas do nazismo, ciganos,


homossexuais, maçons, comunistas e até testemunhas de jeová também

estavam entre os assassinados pela política de Hitler. Mais de 100 mil gays

foram presos e pelo menos 10 mil executados. Cada tipo de prisioneiro usava

uma insígnia diferente no uniforme. Judeus, famosamente, a estrela amarela.

Homossexuais, um triângulo rosa - que foi um símbolo inicial do movimento

gay, até a adoção do arco-íris, nos anos 1970, já que o primeiro era muito

deprimente.

7. Nazistas criaram a ideia de uma raça


superior
Eles a levaram ao extremo, mas não foram seus inventores. No mundo inteiro,

era fácil achar gente defendendo a superioridade dos brancos. A palavra

"eugenia", em nome da qual os nazistas proibiram casamentos entre judeus e

alemães e mataram deficientes mentais, foi criada pelo primo em segundo grau

de Charles Darwin, Francis Galton. Os Estados Unidos foram o primeiro país

no mundo a criar leis de eugenia. Ninguém menos que Winston Churchill as

defendeu em livro, duas décadas antes de o nazismo nascer.

6. Auschwitz e os outros eram campos de


concentração
Campo de concentração é um local onde manter prisioneiros de guerra ou

políticos em massa. As condições variam muito, desde um quase retiro rural

aos gulags soviéticos. Mortos em campos de concentração são vítimas


colaterais. Nazistas tinham campos de concentração, usados para prender

soldados de países ocidentais. Que eram surpreendentemente bem tratados,

aliás, pois a Alemanha havia assinado a Convenção de Genebra, dispondo

sobre o tratamento de prisioneiros de guerra. O propósito dos campos como

Treblinka, Sobibor e Auschwitz era matar as pessoas desde que chegavam

(Auschwitz começou como um campo regular e ganhou depois instalações

letais). Tinham uma estrutura industrial para isso. O certo é dizer que são

campos de extermínio. Como a União Soviética não havia assinado a

Convenção de Genebra, prisioneiros soviéticos iam para os campos de

extermínio, não concentração.

5. Todos os alemães eram nazistas


Ninguém era obrigado a se filiar ao partido – ainda que isso tivesse óbvias

vantagens. O maior general da Alemanha nazista, Erwin Rommel, não era

filiado - e acabou sendo forçado a se matar sob suspeita de participar de uma

conspiração para assassinar Hitler. Outros oficiais - como o almirante Canaris -

simplesmente boicotavam o regime nazista tanto quanto podiam. Alguns

membros do partido praticaram resistência passiva, como Oscar Schindler. E o

grupo estudantil Rosa Branca chegou a realizar passeata contra o nazismo nas

ruas de Munique.

4. O exército alemão era formado apenas


por alemães
Havia muitos estrangeiros nas forças alemãs, inclusive as SS. Muçulmanos dos

Bálcãs, simpatizantes espanhóis, franceses, ingleses e mais. Até mesmo

judeus da Finlândia ajudaram os nazistas. Quase no fim da guerra. cerca de

10% do Exército alemão estacionado França era de soldados russos, fugidos

do regime soviético. Após o Dia D, Yang Kyoungjong, um coreano, foi

capturado pelos americanos entre as forças nazistas, servindo na França. Ele

havia lutado pelo Japão, depois no Exército Vermelho, por fim a Wehrmacht.

Morreu em 1992.

3. Os nazistas esconderam ouro roubado


Os nazistas de fato esconderam muito ouro roubado – mas não no chão, como

se fossem piratas de filmes (piratas reais também não faziam isso). A maior

parte dele foi “escondida” nos cofres da Suíça e da Suécia durante a guerra.

Depois do conflito, outra parte foi levada para os Estados Unidos e para a

URSS. Tudo com o consentimento dos respectivos governos.

2. O Brasil tinha o maior número de


nazistas fora da Alemanha
Os membros do Partido Nazista no Brasil eram menos de 3 mil. Todos alemães

nativos, não descendentes, porque esses eram vistos como mestiços

degenerados, que perderam sua cultura, e ninguém nem se dava ao trabalho

de conferir seus ancestrais. Nos Estados Unidos, somente a Liga Germano-

Americana tinha 25 mil filiados com fortes vínculos com o nazismo – eles
desfilavam com bandeiras americanas ao lado da suástica. Antes da guerra, o

nazismo era tido por uma ideologia tolerável, se antipática.

1. Alemães são "arianos"


Essa é uma das maiores bizarrices nazistas. Arianos eram invasores do

Cáucaso que, há quase 4 mil anos, conquistaram a Índia e a Pérsia - Irã, nome

que a Pérsia assumiu em 1935 quer dizer “terra dos arianos”. Teóricos do

século 19 levantaram a hipótese de que esses conquistadores também

chegaram à Europa, porque lá se fala línguas indo-europeias, aparentadas ao

sânscrito, hindi e persa (incluindo o português). Uma migração do Cáucaso é o

coerente com o que se acredita ainda hoje, ainda que a palavra "ariano" se

refira apenas à leva asiática. Mas os nazistas tinham outra parte: para eles, só

no norte da Europa os arianos se mantiveram "puros" – isto é, os alemães

seriam mais "arianos" do que povos com real ligação com os arianos, os

indianos e iranianos. Isso tem zero base na realidade.

Sexo, sucrilhos e filosofia: Uma


breve história do vegetarianismo
Como e por que gente tão diferente quanto Gandhi, Hitler e o
puritano inventor do cereal matinal defenderam a ideia de
abandonar a carne

Érica Georgino e Fábio Marton

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O quadro Vertumnus, do renascentista Arcimboldo, representa a bonança da

natureza na figura do imperador Rodolfo II | Crédito: Wikimedia Commons

No princípio, não havia veganismo - nem carnivorismo. Nascemos

onívoros, consumindo mais vegetais do que os defensores de certas versões

das dietas "paleo" acreditam. Ninguém podia se dar ao luxo de dispensar

calorias no Paleolítico, quando vivíamos das mãos (e lanças) para a boca.


Veio então o Neolítico, com a criação da agricultura, por volta de 12,5 mil anos

atrás. Plantas e animais, agora domesticados, tornaram-se abundantes o

suficiente para a caça e coleta se tornarem opcionais.

E isso permitiu ao ser humano optar e refletir sobre os alimentos que leva à

boca. O vegetarismo apareceu nessa trajetória, inicialmente relacionado à

questões religiosas. No primeiro milênio antes de Cristo, era visto, na região do

Mediterrâneo e na Índia, como uma atitude de benevolência em relação aos

outros animais, a recusa da violência. A prática era um dos ensinamentos do

matemático e místico grego Pitágoras - que, por questões religiosas, também

abominava as favas, símbolos dos deuses.

Mais tarde, o hábito se tornou mais uma questão de necessidade que escolha.

Na Idade Média, a carne era símbolo de status. "Só a pobreza compelia as

pessoas a trocar essa comida pelos vegetais", diz Carlos Roberto Antunes dos

Santos, que pesquisa a História da alimentação na Universidade Federal do

Paraná.

Puritanos e científicos
Nos séculos seguintes, o movimento ressurgiria associado a questão

humanitárias e, no século 19, ás preocupações nutricionais - e, sim, religião. O

médico John Harvey Kellog era um devoto adventista do sétimo dia. Os

adventistas costumam relacionar a dieta vegetariana ao que comíamos no

Jardim do Éden, quando ainda, em sua interpretação do Gênesis, não existiam

predadores. Lembram também que o corpo, segundo a Bíblia, é o templo do

espírito, e maltratá-lo é um pecado.


Kellog em particular estava preocupado com outro pecado: ele achava que

carne (e qualquer alimento interessante, como o café e temperos) incentivava o

desejo sexual, levando ao pecado mortal da masturbação, que, por sua vez,

causava mais doenças. E ele era tão anti-sexo que nunca consumou seu

casamento com a esposa. Assim, ele criou o cereal matinal, uma coisa que

julgava sem graça, que não acenderia a fogueira de ninguém, condenando-o

ao fogo eterno. Seu irmão, Keith Kellog, transformou isso numa indústria - e

entrou em guerra com o médico, porque adicionou o açúcar ao cereal (o açúcar

interessante incentivando a amaldiçoada masturbação).

Adventistas ajudaram muito a causa do vegetarianismo. Muita gente que não

concordava com seus motivos bíblicos juntou-se a eles. Grandes figuras

públicas, como o escritor George Bernard Shaw e o herói da independência da

Índia Mohandas Gandhi, defenderam o vegetarianismo. E, não dá para deixar

de mencionar, Adolf Hitler que, segundo os relatos dos que conviveram com

ele, o fazia por uma questão de bem-estar animal. Irônico, para dizer o mínimo

- alguém devia ter avisado a ele que o ser humano também é um animal.

O vegetarianismo ganhou um grande impulso ons anos 1960 e 70, quando

surgiu o movimento hippie, com seu pacifismo, amor pela natureza e

admiração pelas religiões hindu e budista, que têm vertentes que pregam a

abstenção total de carne. A partir dos 80, à religiosidade, preocupações com

saúde e direito dos animais se uniu a preocupação ambiental, a questão da

pecuária produzir gases-estufa.

A questão ainda move guerras virtuais, e longe de nós aqui discutir os méritos

de cada lado - somos uma revista de História, não Filosofia. Seja como for, a
indústria alimentícia cada dia mais se dedica ao novo público. Não só na

prateleiras dos mercados, como nos restaurantes, surgiram opções

vegetarianas e veganas. "No momento em que o ocidente percebe que há um

mercado consumidor, a culinária vegetariana se desenvolve e se adapta ao

gosto do lado de cá do globo", diz o nutricionista George Guimarães.

CRÂNIO
ENCONTRADO NO
BRASIL ALTERA A
HISTÓRIA DA
OCUPAÇÃO DAS
AMÉRICAS
Análises morfológicas sugerem a ocorrência de duas
ondas migratórias
Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma migração para América
do Sul - Mauricio de Paiva


POR SÉRGIO MATSUURA
18/03/2017 4:30
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Grande Mancha Vermelha de Júpiter12/07/2017 21:12
RIO — Um crânio encontrado no sítio

arqueológico Lapa do Santo, em Lagoa

Santa, Minas Gerais, pode reescrever a

história da ocupação das Américas.

Análises morfológicas sugerem que em vez

de uma, foram ao menos duas grandes

ondas migratórias que chegaram ao

continente há milhares de anos. Essas

populações vindas da Ásia cruzaram o

estreito de Bering e desceram pela costa da


América do Norte, até chegar à América do

Sul.

Veja também

 Raios cósmicos ajudam a desvendar segredos das pirâmides do Egito

 Templo de 2.600 anos é descoberto sob mesquita destruída pelo EI

 ‘Rota da seda’ seguiu os passos de antigos pastores nômades

— Quando você olha para os dados

genéticos contemporâneos, a sugestão,

particularmente para a América do Sul,

era de uma onda de migração e que os

povos indígenas sul-americanos eram

todos descendentes dessa onda — disse

Noreen von Cramon-Taubadel, professor

de Antropologia na Universidade de

Buffalo, nos EUA, e líder do estudo

publicado no início do mês na revista

“Science Advances”. — Mas os nossos

dados sugerem que existiram ao menos

duas, senão mais ondas de pessoas

entrando na América do Sul.


O debate sobre o modelo de ocupação das

Américas é antigo na comunidade

acadêmica. Hoje, existe quase um

consenso de que os primeiros humanos

entraram no continente há pelo menos 15

mil anos, e dispersaram rapidamente para

a América do Sul, pela costa do Pacífico.

Estudos arqueológicos indicam, no

entanto, a existência de uma diferenciação

incomum na morfologia cranial dos povos

sul-americanos, em relação a outras

regiões do mundo.

Muitos estudos baseados em análises

genéticas de povos nativos sul-americanos

do passado e contemporâneos apoiam a

tese de uma única migração para a parte

Sul do continente, com a diferenciação

subsequente pelo isolamento de diferentes

grupos humanos. Isto porque, quando um

mesmo grupo se separa em dois, que não

mais se relacionam, cada um deles começa

a desenvolver assinaturas genéticas

únicas, e crânios diferentes — e por essa


teoria todos os povos indígenas modernos

da América do Sul descendem de apenas

uma onda de dispersão.

.-.
Porém, ressaltam os pesquisadores,

existem poucos dados genéticos

disponíveis sobre povos

“paleoamericanos”, que chegaram ao

continente provavelmente durante o

Pleistoceno, era geológica encerrada há 12

mil anos com o fim do último período

glacial. “Também é necessário notar que,

apesar de todos os povos do passado terem

um ancestral, nem todas as populações

deixam descendentes. Então, os

“paleoamericanos” não necessariamente

contribuíram para a história genética dos

nativos americanos contemporâneos”.

— Fazendo uma analogia com o teste de

paternidade, seria bom usarmos amostras

genéticas para fazer comparações, mas o

DNA desses povos antigos não está

disponível. Então, nós usamos a

morfologia craniana — explicou o

paleantropólogo brasileiro André Strauss,

professor na Universidade de Tubinga, na

Alemanha, e coautor do estudo. — A boa


notícia é que existe uma correlação entre a

morfologia craniana e o DNA.

A tese sustentada por Cramon-Taubadel,

Strauss e Mark Hubbe, da Universidade

Estadual de Ohio, é que uma primeira

onda migratória chegou ao Sul do

continente provavelmente entre 20 mil e

15 mil anos atrás, ainda no Pleistoceno, e

foi extinto ou teve uma contribuição

marginal para a genética dos nativos

modernos. Um segundo grupo chegou

depois, entre 12 mil e 10 mil anos atrás, já

no Holoceno, e se estabeleceu na região

dando origem aos povos indígenas

encontrados pelos europeus no Novo

Mundo.

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— Pela morfologia, encontramos uma

variedade humana muito diferente desses

nativos mais recentes — disse Strauss. — O

crânio que analisamos data de entre dez

mil e oito mil anos. Existem indícios de

que populações dessas duas ondas


migratórias coexistiram, mas esse não foi o

tema do estudo.
Da Ásia para a América na pré-história
ANCESTRAL COMUM FORA DA

AMÉRICA

Além disso, as análises indicam que os

“paleoamericanos” compartilham um

ancestral comum com os nativos sul-

americanos modernos fora do continente.

— Todos os seres humanos vieram para a

América do Nordeste Asiático, cruzando o

estreito de Bering — disse Strauss. — Essas

duas populações têm a mesma origem,

mas vieram em momentos diferentes.

O conflito de dados entre a morfologia e a

genética alimenta o debate sobre como os

primeiros humanos chegaram às

Américas. O trio de pesquisadores

sustenta a teoria de duas ondas

migratórias, afirmando que as conclusões

são similares a outras pesquisas

morfológicas, mas por uma metodologia

inovadora. Até então, cientistas buscavam

por similaridades entre a morfologia de


ossadas pré-históricas com os nativos

modernos.

Cramon-Taubadel e seus colegas fizeram o

caminho inverso. Eles olharam para os

nativos modernos como descendentes

possíveis de muitos ramos de uma árvore

genealógica teórica e usaram a estatística

para determinar onde a amostra melhor se

encaixava. O método tem a vantagem de

não predeterminar modelos de dispersão,

mas considerar todos os padrões possíveis

de ascendência.

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— Foi um estudo de ancestralidade, como

quando uma pessoa quer saber quem é seu

tataravô. Mas em vez de indivíduos, nós

tratamos de populações de 10 mil, 15 mil

anos atrás — disse Strauss.

O TESOURO ARQUEOLÓGICO DE LAGOA SANTA


Crânio ainda no sítio arqueológico de Lapa do SantoFoto: André Strauss


Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma
migração para América do SulFoto: Mauricio de Paiva

Caverna onde ossadas foram encontradas no sítio arqueológico de


Lapa do SantoFoto: Andersen Lyrio

O palearqueólogo André Strauss, um dos autores do estudo, durante


trabalho no campoFoto: ADRIANO GAMBARINI / Adriano Gambarini

Vista externa do sítio arqueológico de Lapa do SantoFoto: Mauricio de Paiva


Uma das ossadas descobertas na Lapa do Santo, em Lagoa Santa,
Mingas GeraisFoto: Andre Strauss

Arqueólogo exuma uma ossada em Lapa do SantoFoto: Mauricio de Paiva

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Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/cranio-encontrado-no-brasil-

altera-historia-da-ocupacao-das-americas-21079698#ixzz4n7fNW2Wm

stest

Mais, menos e igual: a origem


curiosa dos símbolos +, -, =
EscrevendoBBC World
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Imagem CopyrightISTOCKlegenda da imagemsão entendidos em todos os lugares ... onde eles vêm
de ?

Vamos jogar:

1. Escolher um número de quatro dígitos, em que pelo menos dois são diferentes

2. Organizá-la em ordem crescente e, em seguida, em ordem decrescente

3. O maior número, subtrair a menor

4. repetição
Eventualmente, você sempre chegar ao número 6174 , que é conhecido como a constante
Kaprekar. E se você , em seguida, repita o processo, você ainda chegando ao número 6174 e
novamente.
Deixe 's ver, lidamos com: 4321 - 1234 = 3087; em seguida, 8730 - 0378 = 8352; e agora 8532 -
2358 = 6174 .
Ele funciona! Então ele diz que se organizam 6174 em ordem crescente e decrescente para subtrair
...

7641 - 1467 = 6174.

Interessante.
Mas provavelmente o menos pensamento ao fazer tudo de isso foi nos símbolos - ou = .
No entanto, juntamente com o + , eles também são interessantes e têm a sua história.
Em adição, a + está servindo 600 anos , e os =, 460 anos .

= Tédio Nascido
O símbolo usado para indicar que nós revelamos o resultado foi criado por um Welsh século XVI
aos 14 anos já estava estudando na Universidade de Oxford e 21 anos o ensino da matemática,
enquanto estudava medicina lá.

Aos 48 anos, ele morreu na prisão.


Este gênio com um final trágico foi chamado Robert Recorde e entre uma coisa e outra,
ele escreveu vários livros em que explicou a astronomia, a geometria ea aritmética em Inglês e não
em latim, como era o costume da época a entender que únicas pessoas educadas podem lê-los.

Escrevendo para as pessoas comuns, e em seu último livro, "The Whetstone of Witte" (The
Whetstone of Witte), publicado em 1557, ele deu ao mundo o símbolo para "igual".
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemRecorde era um gênio, mas não
entendia uma das regras mais simples da época em que viveu.

Recorde deixou medicina em algum momento de suas vidas para trabalhar nas hortelã de Bristol,
Londres e Dublin como supervisor.

Algo o incomodava era ter que escrever uma e outra vez que um lado de uma equação era igual ao
outro lado dela.
"Para evitar a repetição tediosa das palavras 'iguais', eu vou usar o que muitas vezes eu uso no meu
trabalho: um par de paralelo , " ele escreveu.
A razão? " Há duas outras coisas que podem ser mais igual ".
imagem de direitos de autorDOMÍNIO PÚBLICOlegenda da imagemsímbolo Explicação = no livro
"The Whetstone of Witte , " publicado 460 anos atrás.

Ele esqueceu as regras


Em adição a = , Recorde alemães usaram os símbolos + e - , permitindo que as pessoas a expressar
equações matemáticas rapidamente, sem gastar muita tinta.
No entanto, o latim continuou a dominar durante o século XVI, por isso demorou um pouco antes do
símbolo = substituir a palavra " aequalis ".

Ele eventualmente se enraizou e hoje estão na Sibéria ou na Patagônia, você pode escrever estes dois
paralelo e você vai entender.

Mas por que alguém além de nós que o símbolo feito muitas outras contribuições que a ciência ea
tecnologia da informação continuará a beneficiar acabaram na prisão?
Porque, de gênio que era, ele não entendia uma das regras básicas de seu tempo: a aristocracia
sempre vence .

Recorde perdeu o emprego na Casa da Moeda Dublin por decisão do conde de Pembroke. Recorde
decidiu processá-lo por má conduta. Contagem respondeu com um processo por difamação.

Contagem ganhou.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemRecorde desafiou o conde de
Pembroke. Adivinha quem ganhou.

✝ ✠ + eo simples, mas misterioso -


Agora vamos 's adicionar a esta história a + e - , que não são tão velhos como se poderia imaginar.

Talvez a melhor maneira de apontar o que fazer em uma equação para obter o resultado Ahmes
papiro, um texto didático contendo vários exercícios matemáticos exibida:
Um par de pernas que andam para a frente indicam uma soma; andar para trás indicam uma
subtração .
imagem de direitos de autorBIBLIOTECA BRITÂNICAlegenda da imagemA Ahmes papiro é
também conhecido como o papiro matemático de Rhind é de 6 metros de comprimento e 32
centímetros de comprimento. É o século XVI. C., mas é uma cópia de um documento de século
XIX. C.
Os gregos, por sua vez, os gregos usado ocasionalmente o símbolo / adicionar, mas principalmente
expressa pela adição de justaposição.
Para o final do século XV, o matemático francês Nicolas Chuquet e italiano Luca Pacioli usado "p"
( mais ) para adição e " m " ( menos ) para subtrair.
No entanto, o mid-décimo quarto astrônomo do século d'Oresme Nicole tinha usado o
símbolo + como uma abreviatura de " et , " que significa " e " em latim.
Na verdade, poucos duvidam que a origem da + foi a palavra " et ".
Mas eles não usados no início do + sabemos.
matemáticos escocesas como David Hume, o holandês Christiaan Huygens eo francês Pierre de
Fermat usou a cruz latina " ✝ ", às vezes até mesmo deitado; o espanhol Juan de Hortega, Inglês
Edmond Halley, entre outros, preferiu o mais ornamental " ✠ ".
A origem - em contraste, não é clara.
O que se sabe é que ele aparece em um manuscrito alemão de 1481 que foi encontrado na Biblioteca
de Dresden. E em um manuscrito latino do mesmo período mostra tanto o + e - . Ambos foram
examinados por Johannes Widmann, o qual usa -los como se eles fossem conhecidos.

Além disso, sua "Aritmética Mercantil", publicado em 1489 foi o primeiro livro impresso no qual os
dois símbolos ainda usado para indicar adições e subtrações aparecer.

A revolução de Akhenaton, Nefertiti


do marido faraó que eliminou 2.000
divindades do Egito e declarou o Sol
como um deus
BBCadaptação do documentário "Viagens com Dan Cruickshank egípcios"
 09 de julho de 2017 Estes são lin ks para sites ex ternos e aberta em uma nova janela

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Imagem CopyrightGETTY IMAGESlegenda da imagemAkhenaten, também conhecido como


Amenhotep Neferjeperura, Akhenaton Akhenaton, Amenhotep IV ou Amenhotep IV e sua esposa
Nefertiti.

Desde o início de seu reinado, o faraó Akhenaten e sua bela esposa Nefertiti decidiu desafiar
todo o sistema de fé do antigo Egito.

Eles estavam dispostos a apertar os próprios fundamentos da visão do mundo egípcio. E suas idéias
levaria o país para a beira.

Ele começou a reinar durante os anos dourados do Império Egípcio, cerca de 3.500 anos atrás.

O Egito foi o mais rico e mais poderoso do mundo.


Seu exército derrotado outra face dele; suas colheitas eram abundantes e bem - população
alimentado em banda; suntuosos templos e palácios reais estavam cheios de tesouros e todos
estavam convencidos de que seu sucesso foi porque manteve os deuses feliz .

Foi quando Akhenaton chegou ao trono querendo mudar a religião de cerca de 1.500 anos de idade.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemAmon-Ra era o rei dos deuses,
mas isso não protegê-lo da modernização que Akhenaton foi proposto.

Somente a Sun
A idéia de Akhenaton foi dramático e revolucionário: pela primeira vez na história, um faraó queria
substituir o panteão de deuses egípcios com um, o criador de tudo: o Sol ou Aton, como era
chamado.

Foi o décimo faraó da XVIII dinastia egípcia e reinou começou por volta de 1353 a. C., uma vez que
o que ele estava propondo era uma heresia.
No entanto, ele era um faraó, um deus vivo e poderia mudar tudo: religião, política, arte e até mesmo
a linguagem. E o que se fez .
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemO sol estava casal de ouro para o
único Deus necessário.
Ele decretou que os 2.000 deuses tradicionais que haviam protegido o Egito por mais de mil
anos foram eliminados .

É difícil imaginar o que os egípcios sentiam comum. O conceito deve ser inconcebível.

surpreendente
Os deuses em formas animais e humanos foram substituídos por um Deus abstrato, o sol seus raios
iluminam o rei.
Para os sacerdotes tradicionais que haviam dedicado suas vidas inteiras aos deuses antigos e tinha
sido extremamente poderoso até então, era uma catástrofe .

Eles tinham praticamente governou o país e de repente eram redundantes. Akhenaton começou a
adquirir inimigos perigosos.

E o seguinte anúncio do casal real foi igualmente incrível.

Deixe a cidade velha e sagrada de Tebas, o coração de toda a nação, e se dirigir para o norte ao
longo do rio Nilo, em busca de uma nova utopia.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemLuxor, às margens do rio Nilo, foi
construído sobre as ruínas da cidade de Tebas, a capital do Novo Reino do Egito antigo e nomo IV
(distrito) do Alto Egito.

Limite para o futuro


Foi o quinto ano de seu reinado, Akhenaton e claramente queria romper com o passado.

A Nefertiti deu-lhe o título de Grande Esposa Real e poderes iguais.

Juntos, eles viajaram cerca de 320 quilômetros para o que é agora Amarna, onde construíram uma
cidade.

Sobre uma rocha que ainda é uma das colinas é uma proclamação pública escrito por Akhenaton fez
explicando o motivo que o levou a escolher precisamente naquele lugar.
De acordo com ele, o grande deus sol lhes disse: "Construa aqui" .

Como é que ele disse? Com um sinal.


O lugar é cercado por colinas e em determinadas épocas do ano o sol nasce criando um racha entre a
forma do horizonte hieróglifo .
legenda da imagemacima, o abismo entre as colinas e do sol nascente. Abaixo, o horizonte hieróglifo
com o sol no meio.

Aton, interpretou o faraó, ele estava indicando onde construir sua cidade santa.

E ele fez, a uma velocidade vertiginosa.

Horizonte de Aton
Milhares de pessoas de Tebas distantes foram trazidos para construir, decorar e gerenciar a nova
capital, que veio a viver até 50.000 pessoas.

Eles cavaram poços, plantou árvores e jardins; o deserto árido floresceu.

Eles construíram casas e palácios decorados e templos ao Deus único.


A visão de Akhenaten de uma utopia religiosa estava se tornando uma realidade .

A cidade que Ajetatón chamado Horizon Aton que significa que o novo coração político e religioso
da nação, o centro de um novo culto virou.

ternura
Não só a capital e religião mudou.

Sua revolução trouxe outras inovações que podemos ver milhares de anos mais tarde.

Legenda da fotoimpressões que revelam como a família real viveu.


imagem de direitos de autorGETTY IMAGESLegenda da fotoa um nível de intimidade não visto
antes.

gravuras detalhadas encontrados em Amarna revelar como a família real viveu.

Imagens como essa mostram Akhenaton e Nefertiti abraçando suas filhas.


Até então, nenhuma família egípcia reais tinha sido retratado mostrando afeição .

Em comparação com a arte egípcia anterior, o que tende a ter uma qualidade estática e monumental,
como se projetado para durar uma eternidade, essas performances são espontâneas e cheio de vida.

Não só isso. Olhe para esta estátua de Akhenaton, um dos poucos que ainda existem.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemSemelhante à anterior, mas de
modo diferente.

A pose é padrão: frente, com os braços cruzados segurando insígnia real, a coroa dupla e saia curta.

Mas seu rosto é completamente diferente da dos faraós que vieram antes e depois.

Normalmente, os faraós foram descritos parecem tão convencionalmente bonito, forte e viril.

Akhenaton, por outro lado tem esticado cara com um longo nariz apontando o queixo pontudo.

Seus lábios carnudos incomuns torná-lo ecoar a sensualidade feminina dos quadris largos, enquanto
sua barriga não faz jus paira sobre seu cinto.
É uma peça de arte sacra incrivelmente expressionista .

orando ao ar livre
Outra maneira de demonstrar uma ruptura com o passado era através de arquitectura .

Os templos eram tradicionalmente fechado: ao entrar no complexo, gradualmente aumentada no


chão, o teto estava caindo e não havia muito pouca luz.

adoração do sol trouxe santuários ao ar livre, algo que foi feito antes, mas nunca em uma escala tão
grande.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemO casal real começou a acreditar
que era divino.

No entanto, eventualmente, o único fiel que poderia entrar nesses templos eram o faraó e sua esposa.

Por escrito e gravado, sabemos que Akhenaton e Nefertiti começou a acreditar que só eles poderiam
se comunicar com Aten, Akhenaton foi o filho de Deus e Nefertiti também foi divino.
Seus súditos teve a adorá-los como deuses.

Esse foi o auge do fabuloso sonho do casal real.

Do ecstasy à agonia
Akhenaton tinha estabelecido uma nova cidade, um paraíso religioso no deserto.

Ele era o Filho de Deus e parecia que sua revolução religiosa no Egito foi bem sucedida.
Mas tudo começou a desmoronar .

Seus súditos, mesmo aqueles que viviam em sua cidade realmente não tinha abandonado os outros
deuses e Faraó aprendi traição.

Ele ordenou a procurar todas as imagens dos deuses antigos e destruí-los, especialmente o rei de
todos reyes Amón-Ra.
Legenda da fotoSe você notar, a inscrição na direita está quase apagada: esta rocha foi em cima de
um obelisco de 27 metros. Até então eles tinham que subir homens Akhenaton para apagar o nome
de Amon-Ra.
Faraó se tornou intolerante. Ele enviou seus soldados para apagar a memória dos deuses em
todas as suas terras . No o final do seu reinado, sua revolução azedou.

Além disso, como ele se recusou a deixar sua amada cidade, ele era visto como fraco e o país
vulnerável a invasões.

comprimidos argila encontrada em Amarna revelar a natureza do problema.


legenda da imagemO tablet mais próximo é o rei de um estado vassalo para obter ajuda.

Um deles é o governante de um dos estados vassalos de Akhenaton, um dos países vizinhos


protegidos.

Faraó pede-lhe para enviar tropas para ajudar a manter sob controle os hititas, os arquiinimigos do
Egito.
" Eu perguntei a ele, mas não me respondeu. Ele não me enviou a ajuda que precisa , " o governante
desesperada reclama, em vão, por Akhenaton nunca enviou ajuda eo estado caiu nas mãos dos
hititas.

Ele tinha o exército estava deuses perseguindo muito ocupado, embora o Egito perdeu territórios,
poder, posses e status no mundo.

Isso foi muito sério. Foi então que ele sofreu tragédias pessoais.

todos juntos
Nas paredes da tumba de Akhenaton é gravado o drama familiar.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESLegenda da fotomortes na família, um golpe que o
enfraqueceu ainda mais.

Apesar de serem bastante danificada, você pode ver uma cena de luto. Uma das princesas morreu e
seus pais aparecem chorando.

Isso é algo sem precedentes: as famílias reais nunca mostrou publicamente emoções.

Há também evidências de que Akhenaton perdeu mais de uma filha, provavelmente vítimas da
praga, que naqueles dias estava destruindo o país.
Tal epidemia podia matar 40% da população e, como foi o faraó Akhenaton foi considerado
pessoalmente responsável pela referida situação.

Era óbvio para seus súditos, que a catástrofe era porque ele tinha ofendido os deuses antigos.
Quando ele parecia que a situação não poderia ser pior, ele perdeu a mulher que o acompanhava
desde o início : Rainha Nefertiti.
imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemSua beleza é lendária, mas
também suas habilidades como uma régua. Seu nome Neferu Aten Nefertiti significa "bondade de
Aton, a bela chegou".

paraíso perdido
paraíso de Akhenaton estava à beira do colapso.

Para seus conselheiros e cortesãos certeza de que era um lastro perigoso. O país estava perdendo sua
riqueza e poder.

13 anos após a fundação de sua cidade, Akhenaton morreu.


Alguns acreditam que ele foi assassinado por seu reinado acabou.
A cidade foi abandonada e depois sistematicamente destruídos, apagados da memória, juntamente
com o culto de Aton eo próprio Akhenaton, que foi lembrada por muito tempo só por ser,
provavelmente, o pai do grande Tutancâmon, seu sucessor .

imagem de direitos de autorGETTY IMAGESlegenda da imagemTutancâmon é, talvez, o mais


famoso dos cerca de 170 faraós governavam o Egito.

Foi Tutancâmon que resgatou os deuses antigos, e restaurou o poder e prosperidade do Egito.

Os sacerdotes voltou, mais poderoso do que nunca. E a vida voltou ao normal.

Sem faraó egípcio nunca mais tentar mudar a ordem estabelecida ou desafiar os deuses.
Aqueles que vieram depois de Akhenaton se esforçou para destruir qualquer traço dele e seu culto
herético .
Suas estátuas foram derrubadas e tira-los de significado, as pedras de seus templos utilizado como
material de construção de novos.

Estas gravuras rupestres foram escondidos para que ninguém veja novamente.
A ironia é que a preservada para a posteridade : na década de 1920 começaram a surgir e muito
do que sabemos de Akhenaton e do culto de Aton vem deles.