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ÍNDICE

Seleção e Aplicação de Metais Não Ferrosos - Considerações de Projeto
Prof Gilberto Augusto de Morais

1. METAIS LEVES NÂO FERROSOS
• ENDURECIMENTO POR PRECIPITAÇÃO .............................................. 02
• RECRISTALIZAÇÃO .................................................................................. 04
• ENDURECIMENTO POR ORDENAÇÃO .................................................. 11
• ALUMÍNIO E SUAS LIGAS ....................................................................... 13
• SISTEMAS DE DESIGNAÇÃO .................................................................. 14
• ALUMÍNIO FUNDIDO ................................................................................ 16
• LIGAS DE ALUMÍNIO ................................................................................ 17
• CRITÉRIOS DE SELEÇAÕ DE MATERIAIS NA BASE DA RESISTÊNCIA
ESPECÍFICA ................................................................................................. 20
• QUESTÕES ................................................................................................... 22

2. METAIS PESADOS NÃO-FERROSOS
• CLASSIFICAÇÃO DO COBRE E SUAS LIGAS ....................................... 24
• PROPRIEDADES E APLICAÇÕES DO COBRE ....................................... 29
• NÍQUEL E SUAS .......................................................................................... 33
• ZINCO E SUAS LINHAS............................................................................. 41
• METAIS PRECIOSOS .................................................................................. 42
• QUESTÕES ................................................................................................... 45

3. ESTUDO DE CASOS
• TROCA DE PRÓTESE TOTAL DA BACIA............................................... 48
• SISTEMA DE PROTEÇÃO TÉRMICA DO ÔNIBUS ESPACIAL ............ 56

CAP 1 - METAIS LEVES NÃO-FERROSOS

1.1- ENDURECIMENTO POR PRECIPITAÇÃO

A condição necessária para a precipitação desde uma solução sólida é apenas a
existência de uma linha solvus como indica a figura 1.1.

FIGURA 1.1

O processo completo de produção de uma liga endurecida por precipitação pode ser
dividido em três partes:
• Escolha da composição;
• Tratamento de solubilização;
• Tratamento de precipitação.

O propósito do tratamento de solubilização é dissolver a máxima quantidade da
segunda fase β na solução sólida α e , então, reter esta solução até a temperatura ambiente.
Isto é realizado por:
• Aquecendo-se a liga até uma temperatura alta, mas abaixo da temperatura que
causaria crescimento de grão ou fusão de um dos constituintes.
• Mantendo-se a liga durante um tempo que pode ser desde uma hora até um dia, para
permitir completa solubilização.
• Temperar em água, esfriamento rápido, obtendo-se α supersaturada.

A dureza após a solubilização é baixa, mas é superior a da liga recozida, como
indica a figura 1.2.

FIGURA 1.2

A dureza completa do material é desenvolvida durante o tratamento térmico de
precipitação, quando a solução sólida supersaturada sofre mudanças que conduzem a
formação de segunda fase. Em alguns casos a precipitação pode ocorrer num tempo
razoável na temperatura ambiente, diz-se que a liga é envelhecida naturalmente.
Normalmente a liga é envelhecida artificialmente (figura 1.1).

Uma teoria adequada do endurecimento por precipitação é a do reticulado coerente.
De acordo com esta teoria, o primeiro passo na precipitação é a congregação de átomos de
soluto na matriz, como resultado de flutuações estatísticas na solução sólida. As regiões
ricas em solutos são chamadas agrupamento Clusters e correspondem aos embriões da
teoria da nucleação, no passo seguinte do processo, os átomos do soluto se difundem para
esses agrupamentos, a partir da região vizinha da matriz, e os convertem em núcleos da
nova fase. Durante os primeiros estágios da precipitação, a fase em equilíbrio não se forma
diretamente, mas uma estrutura cristalina intermediária relacionada a ela cresce em estreito
contato com a matriz. A figura 1.3 esquematiza a evolução do processo.

FIGURA 1.3

a distância d entre partículas é menor no reticulado coerente do que no precipitado em equilíbrio durante o envelhecimento posterior. resultante da precipitação de carbono. Aços contendo 1% de Cu podem ter seu limite de escoamento aumentado.1. essas distâncias se tornam ainda maiores e o número de partículas decresce. A teoria das discordâncias do efeito de uma segunda fase sobre o endurecimento pode-se explicar porque o precipitado é menos efetivo no aumento da resistência do que uma região coerente de mesma dimensão. Em [a]. mas tem a forma de plaquetas. Em [b]. mas é menos importante do que os outros processos de endurecimento para estas ligas. O endurecimento por precipitação dos aços ferramenta e aços inoxidáveis pelo uso de alumínio é outro exemplo. As partículas iniciais não são esféricas. É especialmente útil para as ligas de alumínio fundidas ou trabalhadas. durante o envelhecimento por têmpera e o envelhecimento por deformação. são usados para minimizá-los.4 mostra isto. a partícula coerente tem um tratamento efetivo muito maior. alguns aspectos da precipitação em ligas a base de Ferro que merecem ser mencionados. ou seja. Em [c]. está mostrado o precipitado em equilíbrio com a matriz ao qual é o essencialmente independente da solução sólida. FIGURA 1. o envelhecimento por indesejáveis no aço doce e vários meios. Por causa do volume circundante de uma matriz deformada. Antes desse desenvolvimento o aço 18-8 podia ser endurecido . entretanto. É o decréscimo de ductilidade de aços baixo carbono.1. tem-se solução sólida supersaturada. Há. também. enquanto que. aparece a rede de transição coerente com a solução sólida. ver figura 1. em rede contínua. super-envelhecimento. resultante da precipitação de C e N. isto causa “amolecimento” da liga. como fixar o C e N.4 APLICAÇÕES O endurecimento por precipitação é o método mais eficaz para aumentar a resistência de ligas não ferrosas. nota-se a distorção da rede que existe logo que os átomos de soluto procuram adaptar-se entre as duas estruturas. A precipitação. O esfriamento lento da temperatura de solubilização faz com que a fase β fique precipitada no contorno de grão da fase α. ocorre nos aços. Envelhecimento por têmpera é o tipo usual de envelhecimento por precipitação. isto causa “amolecimento” no material. A figura 1. figura 1.

não sofrem deformações ao passo que os planos diagonais são os que mais se deformam. quer na escala da célula unitária. estes passam de uma forma equiaxial para um difuso e finalmente. as rotações de planos provocam alterações angulares diferenciais. para uma forma de filamento. em altas velocidades de deformações. A resistência à corrosão. o escorregamento pode ser substituído por maclação. a força coesiva. 3.RECRISTALIZAÇÃO Os principais mecanismos de deformação dos metais efetuam-se por movimento de discordâncias. RECUPERAÇÃO O aquecimento de um metal trabalhado a frio produz em temperaturas mais baixas. a difusividade e a dilatação crescem. 1. uma região é comprimida. É a fase da recuperação. discordâncias de sinais opostos. a condutividade elétrica e a permeabilidade magnética decrescem com o trabalho a frio. necessidade de altos acréscimos na quantidade de trabalho a frio para provocar pequenas alterações nas propriedades mecânicas. quer na escala macroscópica. as camadas superficiais se alongam mais do que as do centro da chapa. a espessura diminui e o comprimento aumenta. À medida que as deformações crescem o material se torna gradativamente encruado havendo. Entretanto. as distâncias interatômicas decrescem. lacunas e intersticialidades. No trabalho a frio as deformações não são uniformes. O principal processo de recuperação consiste na eliminação de defeitos pontuais. De modo geral. nas regiões sob tensões trativas as distâncias interatômicas aumentam. .2. As propriedades físicas e mecânicas sensíveis à estrutura são afetadas. um retorno gradativo das propriedades anteriores à deformação. Outro exemplo é o endurecimento secundário de aços rápidos que tem sido atribuído à precipitação de carbonetos complexos.apenas pelo tratamento a frio. mas. Na escala microscópica. praticamente. No dobramento de uma chapa. na laminação de uma chapa a largura quase não varia. nas regiões sob compressão. então. que causa tensões internas. 2. os grãos de um metal submetido a um ensaio de tração se alongam na direção das tensões. Na escala da célula unitária. Fragmentos de até 10000 Å de diâmetro podem permanecer intactos no interior do grão. Na escala macroscópica. A conseqüência mais importante do trabalho a frio é o endurecimento do metal. À medida que aumenta a taxa de deformação. pequenas distorções. partes da rede cristalina podem não ser afetada pelas deformações ou sofrerem apenas. De um modo geral. quer na escala microscópica. pode-se dizer que as propriedades de resistência mecânica dos metais são aumentadas e ductilidade diminuída. aqueles de um metal ensaiado por compressão se alongam na direção perpendicular às tensões. num cubo sob compressão os planos sem contato com a prensa. Alguns exemplos da não uniformidade das deformações são dados a seguir: 1. outra é tracionada e as deformações são diferentes.

5 Em (b). em (c). reordenando-se paralelamente aos planos (111). FIGURA 1. à esquerda. Em (c). o cristal se encontra poligonizado. A figura 1. à direita. As discordâncias se movimentaram. POLIGONIZAÇÃO É um processo de recuperação que ocorre em temperaturas um pouco mais elevadas que permite movimentação e rearranjo de discordâncias para formar uma estrutura de sub- grãos. Esta sub-estrutura é constituída de regiões diminutas cujo reticulado não é deformado. à esquerda. é mostrado o aspecto micrográfico da sub-estrutura. mostra-se o cristal dobrando. Finalmente. num rearranjo de menor energia. alinhando-se paralelamente aos planos de escorregamento. . com escorregamento nos planos (011). cristalitos com pequenas diferenças de orientação. Em (a) aparece o cristal não deformado. separado por limites de pequenos ângulos. ou seja. à direita. Em (b). faz-se representação simplificada do que se observa ao microscópico: as discordâncias afloram na superfície observada. As propriedades recuperadas são eliminações das tensões residuais e resistividade elétrica sem alteração na microestrutura. na direção [111] perpendicular ao plano (111).5 mostra a poligonização de um monocristal de Fe-Si (3% Si). o plano de mais fácil escorregamento é (011) e o plano (111) perpendicular ao primeiro.

Isto está mostrado na figura 1. A recristalização se realiza por nucleação e crescimento. A figura 1. Semelhante a outros processos de nucleação e crescimento há. A direção do eixo de discordâncias não mudou nos movimentos indicados. No processo de poligonização se movem por escorregamento e ascensão. Depois do rearranjo. logo.6 FIGURA 1. tem-se o cristal dobrado. com excesso de discordâncias no plano de deslizamento e. no plano. numa mesma região.7 mostra. as tensões de tração criadas por uma discordância são anuladas pelas tensões de compressão devido à outra discordância logo abaixo da anterior.7 RECRISTALIZAÇÃO Recozimentos em temperaturas mais elevadas e/ou durante maiores tempos que provocam recristalização do metal.6. o processo de poligonização. um período de incubação onde não se observa recristalização. tem uma cinética bem diferente. após o que se inicia a recristalização . Em (a). mas há um decréscimo de energia de deformação. em (b) mostra o rearranjo da discordância depois da poligonização pelos movimentos de ascensão e escorregamento. Antes dita toda a parte do cristal abaixo das discordâncias estava tracionada e a parte acima comprimida. após o rearranjo. FIGURA 1.

FIGURA 1. o tempo. o tempo está ligado à temperatura T pela lei: 1/T = A. Para mesma porcentagem de recristalização. o tamanho médio dos grãos já recristalizados cresce continuamente com a temperatura. A temperatura de recristalização pode ser dada por: Tr/Tf = 0. tem-se o metal completamente recristalizado. As três variáveis independentes que mais influenciam a recristalização são. Em (a). de incubação indicado pelo ponto A. aquecendo-se amostras em diversos tempos e temperaturas e se determinando. Inicia-se a partir desse ponto. para metal deformado a 98%.8 ilustra isso para várias temperaturas. no ponto B. para o grau de deformação e o tempo considerados. Esta seria a temperatura de recristalização. tem-se a recristalização completa. há necessidade de um período de tempo mínimo.isotérmica se inicia lentamente. para que se possa observar o primeiro cristal recristalizado. Estas podem ser construídas. E recristalização começa mais tarde. a temperatura e o grau de deformação (a figura 1. A recristalização só pode ser observada a partir de uma temperatura mínima A. [exp(-Q/RT)] (1) Onde: T é a temperatura do tratamento em graus Kelvin. as percentagens de recristalização. no fim tornar-se lento. O tamanho de grão desses cristais aumentam rapidamente no início porque eles crescem livremente.9 mostra o efeito dessas variáveis. a fase de crescimento de grão. Q é a energia de ativação. em seguida aumenta para. vê-se que num recozimento isotérmico. no microscópio. Quando lentamente. Em (b) é mostrada a influência da temperatura para um tempo pré-fixado e um determinado grau de deformação.4 (2) .8 No início do recozimento se realiza a recuperação. acima da qual. Na temperatura representada pelo ponto B. as curvas em “S” são típicas de processos que se efetuam por nucleação e crescimento. A figura 1.

METAL TEMPERATURA DE PONTO DE T/Tf RECRISTALIZAÇÃO (ºC) FUSÃO (ºC) (K) Ferro 450 1593 0.36 Prata 200 960 0. FIGURA 1. para a temperatura e o tempo pré-fixados neste caso. Logo acima dela o tamanho de grão é exageradamente grande. depende do tempo e grau de deformação.51 Ouro 200 1063 0. Em (c) é mostrado como o grau de deformação afeta o tamanho do grão do metal recristalizado.Onde: Tr é a temperatura de recristalização e Tf a temperatura de fusão em graus Kelvin. A é. a energia armazenada é pequena e a velocidade de nucleação é baixa.40 Níquel 600 1455 0. a deformação crítica. produzirão tamanho de grão tanto menor quanto maior for o grau da deformação.1 de recristalização apresenta as temperaturas de recristalização aproximadas de alguns metais fortemente encruados. Deformações superiores à do ponto A.39 . Deformações inferiores àquela dada por A não produzem recristalização. pois. “F” é o tamanho de grão inicial. A tabela 1.9 As considerações feitas indicam que a chamada temperatura de recristalização não é um valor preciso para cada metal.

Assim. bolhas apertadas entre duas chapas de vidro paralelas. se realiza devido às tensões superficiais e seus contornos. como na figura 1. em virtude das movimentações dos contornos de grãos no sentido de seus centros de curvatura.40 Molibdênio 900 2625 0. Observa-se que as células com menos de seis lados são côncavas para o seu centro. cada uma das três células vizinhas perde um lado.1 CRESCIMENTO DE GRÃO O aquecimento de um metal recristalizado provoca um aumento de seu tamanho de grão médio.58 Cádmio 20 331 0.43 Platina 450 1773 0. Com mais de seis lados são convexas. As primeiras são instáveis e tendem a desaparecer. a figura 1. o mecanismo do movimento das paredes de bolhas pode ser aplicado.36 Magnésio 150 650 0. Considere o problema no plano. As menores têm menor número de lados. FIGURA 1.49 Tabela 1. com suas paredes perpendiculares a essas chapas.39 Tungstênio 1200 3410 0.46 Tântalo 1000 2996 0.Cobre 200 1083 0.49 Estanho < 20 332 < 0.10 Com o crescimento dos grãos de um metal. às custas das primeiras.10 tendem desaparecer rapidamente. . também.11 mostra que o número de lados pode crescer ou decrescer.35 Alumínio 150 660 0. As últimas tendem a crescer.41 Zinco 206 419 0.69 Chumbo < 20 327 < 0. pelo processo de crescimento de grão. Observa-se. Todas as vezes que uma célula triangular desaparece. Células triangulares. que existe uma relação entre o tamanho da célula e o número de lados que ele tem. também.

FIGURA 1. pode-se escrever que a velocidade instantânea de crescimento de grão é dada por: dD/dT = K/D (3) Onde K é uma constante.11 O crescimento dos grãos se realiza através da difusão atômica. Chamando de “D” ao diâmetro do grão médio. A maioria dos resultados obedecem a expressão (8) abaixo: D1/n – Do1/n = C. pode-se escrever: D2 = Ct (5) Admitindo-se que o crescimento de grão seja um processo simples de difusão.t (8) . vem: D2 = Ct + Do2 (4) Onde: C = 2K e Do é o diâmetro do grão médio logo após a recristalização.[exp(-Q/RT)] (6) E a relação torna-se: D2 – Do2 = Co.[exp(-Q/RT)] (7) Poucos casos têm sido observados decrescimento de grão segundo a eq. Pode-se supor que os átomos do lado côncavo de um limite de grão estão mais apertados do que aquele do lado convexo. Nos casos em que Do é muito pequeno. pode- se substituir a constante C pela expressão: C = Co. Integrando-se a equação (3).(7).t. donde a sua difusão no sentido deste último.

mas na temperatura de 550 ºC após 30 minutos.2 apresenta alguns valores de n e C.23 2 x 10-6 Tabela 1. que cresce com a temperatura e n tem o valor de 0.1 2 x 10-15 Ferro 600 0. mais que variam com outros fatores como composição e temperatura. A granulação mais grosseira favorece a deformação.2 13 x 10-11 Latão (70% Cu.2 2 x 10-8 980 0. (ºC) n C 400 0.2 3 x 10-3 600 0. granulação muito fina é desfavorável à conformação do metal é muito grossa torna frágil o material. O tamanho de grão final de metal ou liga afeta as propriedades do material. nos processos de conformação como estampagem e dobramento.1 8 x 10-9 Alumínio (99.5 com limite superior.2 A figura 1.2 9 x 10-9 700 0.1 6 x 10-16 Aço 820 0.30% Zn) 600 0. MATERIAL TEMP. Qual a energia de ativação Q? . A tabela 1.5 4 x 10-4 760 0.11 da visão geral das variações das propriedades na recristalização Resolva: 1) Foi observado no início da recristalização do aço em 450 ºC após 3 horas.2 6 x 10-9 500 0.99%) 500 0.2 6 x 10-4 800 0.3 6 x 10-1 500 0.Onde: n e C são constantes independentes do tempo. mas prejudica a aparência da peça pela superfície irregular chamada: casca de laranja.

12 1. também. necessário para outro propósito mais geral. apenas. Isto tem sido indicado esquematicamente mostrando que a fase neo-estrutural tem uma célula unitária definida em forma e dimensões de célula unitária desordenada de que se formou. duas possíveis estruturas podem ser produzidas.13 (b).3. Por isso. tem estrutura cristalina significante diferente da fase desordenada que lhe deu origem. uma parte do longo campo das transformações ordem-desordem. O endurecimento por ordenação é. A primeira pode ser chamada fase ordenada iso-estrutural. a existência de uma liga completamente desordenada causa endurecimento da liga. Entretanto aquele termo é. pode ocorrer como resultado de um processo de envelhecimento. Esta é marcada pelo fato de que as posições dos átomos são quase as mesmas como na fase desordenada. mostrada na figura 1. em temperaturas mais baixas. todavia. FIGURA 1. Pouco endurecimento pode ser produzido por este tipo de ordenação. Como resultado ocorre deformação do reticulado durante a formação da fase ordenada neo-estrutural com o aumento da resistência. Em analogia com o superenvelhecimento em endurecimento por precipitação.13 (c). o endurecimento.ENDURECIMENTO POR ORDENAÇÃO O termo endurecimento secundário é usado como sinônimo de endurecimento por precipitação. Figura 1. é comum se referir aos processos desconhecidos como envelhecimento.13 (a) diagrama Cu-Au e distribuição atômica. Uma fase ordenada neo- estrutural. porque. . Quando os átomos de solução sólida desordenada se arranjar de modo ordenado. quando uma liga de vários componentes endurece ao ser submetida a tais tratamentos térmicos pode ser impossível determinar o tipo de reação que se causou o endurecimento. Figura 1. freqüentemente.

13 .FIGURA 1.

Obter uma solução sólida desordenada por: • Aquecimento da liga em uma temperatura dentro da faixa mostrada para o tratamento de deformação. 3. deslizamento de contorno de grão. 13% V. • Resfriamento rápido desde esta temperatura. A relação quantitativamente entre a tensão de escoamento σo e o diâmetro do grão. ligas dentárias e contatos elétricos. A ductilidade decresce a um terço do valor característico da liga desordenada. tais como em joalheria. Escolher uma composição dentro da faixa ordenada neo-estrutural. O endurecimento resultante continua até alcançar um valor máximo além do qual ocorre superenvelhecimento. Para se obter os resultados desejados no endurecimento por ordenação. Nesses materiais. altas temperaturas. Manter a liga numa temperatura e num tempo suficiente para formação da fase ordenada na solução sólida. a deformação nos contornos de grão. 52% Co. por exemplo. é dada pela equação: σo = A + B. Outras ligas complexas podem ser endurecidas por ordenação e por precipitação simultaneamente. d. as seguintes medidas devem ser tomadas: 1. são usados ligas complexas em que vários processos de endurecimento por ordenação simples pela formação da fase ordenada neo-estrutural Cu-Au.d-1/2 Onde A e B são constantes. Geralmente. no MgO e em ligas complexas e. Em casos de granulação ultrafina. é liga magnética permanente. 2. pode ser tornar um componente principal de processo de deformação. APLICAÇÕES As principais aplicações ao endurecimento por ordenação são vários metais preciosos. OUTROS MECANISMOS DE REFORÇAMENTO A resistência pode ser melhorada produzindo-se um pequeno tamanho de grão. Vicalloy com 35% Fé. Durante o último tratamento térmico. As propriedades no endurecimento por ordenação variam de modo análogo ao do endurecimento por precipitação. tratamentos especiais produzem um tamanho de grão próximo de 1 e aumenta a tensão de escoamento de um fator α. forma-se grande número de núcleos da fase ordenada que crescem às custas da solução sólida desordenada. Uma exceção importante à relação de Hall-Picth ocorre em certos materiais de alta resistência. a resistência à ruptura aumenta com o aumento do tamanho de grão e pode definir valor máximo para mecanismos da fase matriz. .

INFLUÊNCIA DOS ELEMENTOS DE LIGA NO ALUMÍNIO Cobre. associado a outros elementos para boas propriedades mecânicas através da formação de fase intermediária dura como Mg3Zn. O módulo de elasticidade e 7000 Kgf/mm2. Zinco. de densidade 2. O Alumínio comercialmente puro (99. purifica-se a bauxita transformando-a em óxido de Alumínio. De pequena dureza podendo ser riscado pela maior parte dos metais. leve. O Alumínio puro é tenaz e excelente maleabilidade e. Inalterável no ar é atacado pela maior parte dos ácidos minerais como HCl e H2SO4. resistindo bem à ação das substâncias orgânicas como álcoois. usado entre 1% e 10%. Silício. usado em pequenas quantidades para elevar a resistências mecânica e à corrosão. Manganês. O Níquel aumenta resistência a quente com decréscimo da resistência à corrosão. resistência à corrosão. a segunda consiste na transformação da alumina em Alumínio puro. glicerina. na primeira. usado até 10%. As impurezas metálicas contribuem para aumentar sua resistência à tração cerca de 50%. seu efeito é melhorar propriedades mecânicas e resistência à corrosão marina.9%) tem resistência 9. mas. gelatina. A fabricação do Alumínio consta de duas fases. Ambas as fases consistem em uma eletrólise em temperaturas elevadas à cerca de 950 ºC. baixa expansão térmica e alta condutividade elétrica. é possível laminar folhas de 0.ALUMÍNIO E SUAS LIGAS O alumínio é um metal de cor brilhante. 1.1 Kgf/mm2. é usado até 4% em ligas trabalhadas e até 8% em fundidas. usado entre 1% e 14%. seus efeitos são aumentar a fluidez e livre de fragilidade a quente. Magnésio. . óleos. O alumínio tem pequena resistência mecânica da ordem de 6 Kgf/mm2. É menos condutor de eletricidade que o Cobre. branco. seus efeitos são decrescer contração e fragilidade a quente e provém a base para endurecimento por precipitação. O exemplo é o fio de aço patenteado feito por trefilação a frio do aço que foi tratado termicamente para ter estrutura perlita fina.7 g/cm3 e ponto de fusão 658 ºC.005mm de espessura. acido lático. vernizes.4. Tratamento termomecânico é o uso do trabalho mecânico e tratamento térmico para produzir estruturas de altas resistências impossíveis de se obter por outra operação isolada. bem melhor que a do aço.

. 35= 0. As séries 2xxx a 8xxx indicam as ligas mostradas na tabela 1.SISTEMAS DE DESIGNAÇÃO A associação americana de padrões (ASA) adota um sistema de número para o Alumínio e suas ligas trabalhando em 1957.5. este designa número de impurezas que são controladas e registradas na associação do Alumínio. (c) O 75 neste caso indica maior liga de zinco e magnésio como registrado. As ligas de Alumínio ficam em duas categorias gerais: aquelas tratadas termicamente e aquelas não tratáveis termicamente. 4000.65% de impurezas. MATERIAL DESIGNAÇÃO Alumínio.35% de Alumínio presente no material. A liga original é designada quando o segundo dígito da esquerda é zero. (b) O segundo dígito. 6000 e 7000 podem ser endurecidas por tratamentos térmicos e. as séries 3000 e 5000 não podem.0% min – liga majoritária 1XXX Cobre 2XXX Manganês 3XXX Silício 4XXX Magnésio 5XXX Magnésio-Silício 6XXX Zinco 7XXX Outros 8XXX TABELA 1. as séries 2000. indica não controle especial de impurezas. (c) 0 (zero) no 1035 indica não controle especial de remanescente. o segundo dígito. O sistema de número designa as séries mostradas na tabela 1. Exemplo 2: Explicar cada dígito do número de alumínio trabalhado 7075: Solução: (a) 7xxx.3. 99. Em geral. zero.1.0% de Alumínio puro. se o segundo dígito é de 1 a 9. (b) 35 no número indica que há 99. Solução: (a) 1xxx indica um mínimo de 99.00 – O. que havia sido estabelecido pela associação do Alumínio.3 Exemplo 1: Explicar o significado do número 1035 para Alumínio trabalhado.3. Como indicado. alumínio com Zinco sua maior liga. as modificações. O primeiro dígito à esquerda indica o tipo de liga e. 1.

recozida no estado fundido. T2. o numeral 9 indica extra- duro. O numeral 8 designa endurecimento total. H2. T3. solubilizada e trabalhada a frio. por esfriamento rápido. A adição de dígito indica o tratamento empregado para produzir o encruamento. equivalente a resistência à tração de 75% da redução a frio após o recozimento. enquanto que as ligas endurecíveis por precipitação ou combinação com trabalho a frio e precipitação são dadas pela letra T de acordo com a tabela 1. . T8. T1. liga trabalhada a frio com Magnésio quando tratada termicamente. envelhecida articialmente e deformada a frio. solubilizada. T4. SÍMBOLO SIGNIFICADO O Recozida. T9. T10.4. solubilizada. Uma letra seguindo a designação da liga separada por traço indica a designação básica do encruamento. T5. estabilizada. Um segundo numeral seguindo a letra básica indica o grau de dureza produzida por uma operação específica. a partir do processo de fabricação. envelhecida artifialmente e deformada a frio para acertar a dimensão final. trabalhada a quente.4 Algarismos seguidos dos símbolos servem para indicação da liga como segue: H1. encruada e recozida parcialmente. T7. recristalizada. solubilizada e envelhecida artificialmente. controle de crescimento de grão e distorção aplicando a temperatura e tempo superiores ao requerido pela dureza máxima. a baixas temperaturas encontra estabilidade estrutural. H3. encruada e estabilizada. somente trabalhada F Como fabricada H Encruada W Solubilizada T Tratada termicamente TABELA 1. envelhecida artificialmente. esfriada e envelhecida naturalmente para condição estabilizada. As ligas endurecíveis mecanicamente são dadas por H. O numeral 4 indica uma dureza média entre o recozimento pleno 0 e o endurecimento 8. solubilizada e envelhecida naturalmente. deformada a frio e envelhecida artificialmente. T6. somente deformada a frio.

uma vantagem dos fundidos é a usinabilidade.5% de encruamento. (g) O 4 indica um material meio duro 4/8 = ½.ALUMÍNIO FUNDIDO Fundidos em geral não possuem propriedades mecânicas iguais aos trabalhados. que foi deformado a frio.5. Solução: (a) O X indica um material cujos trabalhos experimentais foram concluídos e está sendo testado comercialmente e avaliado. 1. 10 70 TABELA 1. (d) O 35 indica 99. (f) O 2 indica um encruamento e recozido parcialmente. (c) O 0 (zero) indica não controle especial no Alumínio. 8 60 Extra-Mola . . porém. A fluidez não é problema.Exemplo 3: Dê o significado 1100-H14 Solução: Refere-se ao Alumínio puro trabalhado. a designação do endurecimento era indicada como mostra a tabela 1. Diga o significado de cada liga. quando se deseja maior fluidez usa-se liga Alumínio-Silício. (b) O 1 indica o Alumínio comercialmente puro.5 Exemplo 4: Qual é a dureza relativa do sufixo H16 e a percentagem de redução? Solução: A designação da dureza devido ao encruamento é: 6/8 = ¾ duro a redução a frio é: ¾ x 75% = 56% Exemplo 5: Considere um material de número X1035-H24. 6 50 Mola . Todavia. % REDUÇÃO Mole 0 Recozido 0 ¼ duro H12 1 10 ½ duro H14 2 20 ¾ duro H16 3 30 H duro H18 4 40 Extra-duro . Antes do presente sistema. indicado por 1100. (e) O H indica alumínio trabalhado à frio.35% pureza do Alumínio.6. indicado por H1. Terminologia VELHO NOVO REDUÇÃO Nº. que tem limite de resistência devido a ½ x 37. para uma tensão de resistência entre a endurecida e a amolecida por 4.

5% de Cobre ocupa parte dominante na precipitação.. 5056 é de baixo custo e de boa solubilidade.6 aponta esta designação. 3XX. é executada para uso em propelentes de aviação. conhecida como Condutora Elétrica.LIGAS DE ALUMÍNIO As ligas de Alumínio podem ser classificadas como encruadas e endurecidas por precipitação.X Si 4XX. Exemplo 6: O que significa o número para Al 332. Fundidos devem ser indicados por um número após o ponto decimal.0% min) 1XX.X Zn 7XX. devido às .6 Os segundos dois dígitos indicam a porcentagem de 1% além de 99.X. O primeiro grupo como EC. O 3XX. O segundo. endurecível por precipitação. o primeiro dígito designa maior liga.X Sn 8XX. a mais empregada é a 2024. são referidos pelas ligas de Alumínio. os dois próximos se designam quando o material é registrado.0% a 5.7. Estas ligas são usadas em utensílios domésticos. ligados pelo número 1 após o ponto decimal. 4043. O zero após o ponto decimal indica um fundido. EC é liga de Alumínio de alta pureza. A letra X usada como prefixo para ligas experimentais e outras letras seriam arbitrariamente designadas e registradas. Os seguintes sistemas de números para fundição em areia.x.X. O 32 indica não significado. um 2 indica variação de categoria O. grupo conhecido como duralumínio ou dural quando 4. 2018. Ver tabela 1. A tabela 1. 1100. 3003.X Cu 2XX. modificações na composição na forma 2025. 4032 e 6151 são forjadas e.X Si com Cu ou Mg 3XX. 1xx.X TABELA 1. 5052. Ligas 2014. projetos arquitetônicos e onde a condição de tensão é severa. o 1 indica o lingote que possui a mesma composição quanto fundido e.X indica a maior liga como sendo o Silício com Cobre e/ou Magnésio.7.0% de Al puro. 1.X Mg 5XX. e.0? Solução: O zero indica um fundido. molde permanente. 3004. O número da designação para Alumínio fundido é baseado em quatro dígitos. As ligas 2018 e 4032 forjadas são empregadas em pistões de motores de combustão interna. Para ligas 2XX. etc. MATERIAL DESIGNAÇÃO Al (99. 2025.

5% de espessura. apresenta máxima usinabilidade. Magnésio. boa característica de resistência e fluidez na fusão. Aquela é usada em rodas e fios. no Alumínio combinado com o Ferro. é uma fina camada de Alumínio puro aplicada em ligas 2014. O Silício. se forma um silicato de Magnésio Mg2Si. Alclad 2014 e 7075 tem 6053 e 7072 como recobrimentos. As ligas trabalhadas 6061. A liga 6061 combina propriedade de resistência à corrosão e fácil formabilidade com endurecimento por precipitação. . O Processo de cladização mencionado. melhorada. A liga 6151 é usada em motores radiais de avião. tem este objetivo. a usinabilidade é reduzida. Em percentagem de 5% a 25% de Silício a fluidez é boa para fundição em moldes.7. Aplicação recente desta liga esta na fabricação de avançadas bicicletas. que é um processo de oxidação que cria denso filme de óxido quando o Alumínio é tratado em ácido sulfúrico.5% são encontrados. A composição e propriedades mecânicas estão referidas na tabela 1. Este Mg2Si se precipita no envelhecimento. Ver tabela 1. Quantidades normais de Silício.propriedades superiores em altas temperaturas deviradas da presença do Níquel. A liga selecionada 2024 precipita a fase CuAl2 na condição envelhecida. quando tratada termicamente na condição 2017-T4. A dureza é.7. Cobre. Quando o Magnésio é adicionado com Silício no Alumínio. Alclad. Estas ligas elevam a resposta do Alumínio a endurecer por precipitação. A liga 2017 tem composição original do duralumínio e foi substituída pelas ligas 2024 e 7075. Alclad 2024 é cladeada com Alumínio. Isto pode ser resolvido por anodização. 6063 e as fundidas 355. todavia. 7075. forma-se um produto composto de alta resistência no núcleo protegido pela camada resistente à corrosão.7. tem efeito de causar dificuldade na usinagem do material. 2024. A tabela 1. Todavia. Estas apresentam excelente resistência à corrosão. também. Silício e Manganês são elementos usados como ligas no Alumínio. pelo clad. Zinco. Ver tabela 1. até 0. crônico ou oxálico. O Zinco adicionado ao Alumínio reduz a resistência à corrosão do Alumínio que pode provocar corrosão intergranular.8 apresenta ligas típicas trabalhadas e fundidas e suas respectivas aplicações. 356 apresentam percentagem apropriada de Silício com Magnésio para precipitar Mg2Si. também. porém. pode resultar corrosão intergranular.

2 0 12 5 8 25 6063 0.6 0.3 0.4 0.2 T6 145 55 48 31 16 7178 2.2 0.2 0 20 11 4 8 5 30 3004 1.1 3.8 0. % RESISTÊNCIA.8 0 20 13 4 8 25 5050 1.7 0.2 0 32 18 7 11 10 20 4032 0.4 0.15 6252 0.4 0 25 15 6 11 8 24 5056 5.12 0 32 16 6003 1.8 0.5 0.7 6061 0.4 0 17 9 5 7 6 6066 0.9 0 30 15 8 10 6151 0.6 3.3 T6 112 67 64 15 7075 1.3 0.25 0 40 24 12 15 12 27 5454 2.5 0.0 2. (Kgf?mm2) Liga Cu Mg Si Mn Zn Cr outros condição DB σr σesc RI E %ψ 1/10 EC 99.2 4.1 0.9 1.Alumínio Trabalhado COMPOSIÇÃO.6 0.0 1.0 0.8 0.0 0.6 2.9 1.12 0 46 29 15 18 14 5154 3.8 0 32 19 10 13 9 21 2017 4.5 0.09 0.5 0.55Bi 7071 2.9 Ni T6 5005 0.3 T6 62 55 10 TABELA 1.29 1.9 0.27 1.5 0.12 1.4 1.5 32 47 19 Estrutura de aeronaves 208 F 4 3 10 14 3 Fundidos de alta resistência mecânica 213 F 7 2 10 14 2 Fundidos com boa usinabilidade .7 0 32 18 7 13 9 2024 4.7 6.6 2.2 0.5 5.3 0.5 P 13 66 39 30 22 13 2014 4.6 0.60Al 0 13 7 3 5 2 43 1100 99.12 0 43 25 12 16 22 5456 5.1 1.1 12.6 0.0 0.8 0.1 0.3 T6 53 47 32 11 7079 0.0 Ni 0 33 19 8 13 9 20 2218 4.4 0.00Al 0 16 9 4 6 4 35 2011 5.6 1.7 COMPOSIÇÃO PROPRIEDADES APLICAÇÕES Ligas Cu Mn Si Mg Zn Cr σo σr Elong% 1100 3 9 45 Trabalho em chapas 1100-H18 15 17 15 Artigos trançados 2024-T4 4.2 0.8 0.5 17 49 34 26 21 3003 0.45Al 0 8 3 6 1060 99.0 7.55Pb T9 84 41 38 24 9 0.

001 = 1. consegue-se manter temporariamente.3 17 23 4 Fundidos de boa qualidade 5052-H38 2.6 1.8 As ligas de Al-Cu. por acaso. existe na temperatura ambiente no estado de equilíbrio em forma de CuAl2. Foi então. Com o abaixamento da temperatura. Alemanha. Pelo esfriamento brusco. o logaritmo decimal da porcentagem atômica do Cobre.0158 + 37 – 0. contendo 47% de Al e 53% de Cu. O Cu possui uma solubilidade limitada no Al. a solubilidade diminui e chega à 250 ºC a 0. Neste caso.6 2. Para solubilizar. até 5.001% de Cu x/63.0023% de peso do mesmo. então. a liga é mole.65%.3 28 31 17 Estrut. deve-se elevar a temperatura. Wilm.5 5.15% de Cu. ultrapassar a linha solvus e entrar na zona de solução sólida α até atingir 500 ºC. Esta temperatura tem de ser mantida durante um certo tempo para permitir a difusão dos átomos de Cobre.3 0. o contrário do que se observa num aço temperado e endurecido pelo esfriamento brusco. ricas em Alumínio. Isto indica que qualquer liga com teores de Cu.58_________ 0. Isto aconteceu num sábado. que se reduz em 0 ºC a um valor insignificante. resulta na temperatura em 100 ºC um valor de 0.2 18 20 10 Utensílios de Cozinha 356. isto é.3 26 29 8 Trabalho em Chapas 6061-T6 0.0023% peso de Cu.5 0.______ . quando em 1907.6 0. de alta resistência à corrosão 7075-T6 1. sendo a máxima 5. estrutura essa que se transforma pelo esfriamento lento em uma estrutura homogênea de α + CuAl2. assistente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de Hunchers.3 53 47 32 Estrutura de aeronaves TABELA 1. mais não se deve manter essa temperatura indefinidamente para não provocar crescimento de grão. sua dureza é menor que no estado bifásico.65% de peso. dando a relação 1000/T em K. a solubilidade do Cu. 100 = 0. ou 0.0 0. que nas ligas. O andamento da linha solvus. C= x/63. pode ser tratada termicamente. ver figura 1.5 + (100-x)/27 0. O segundo consiste num resfriamento brusco a partir da temperatura de solubilização que é conveniente o resultado pelo jato de ar comprimido ou pela imersão em água (por volta de 65 ºC) para evitar formação exagerada de tensões internas. isto é. a estrutura homogênea da solução sólida α.2 1. Geralmente basta de uma a duas horas dependendo da espessura da peça. descoberto.0-76 7 0. o fenômeno do envelhecimento natural que naquela data não podia ser interpretado. Esse tratamento existe como primeiro passo. De volta na segunda feira repetiu a determinação da dureza e observou um nítido aumento da mesma.3003-H18 1.01 átomo % de Cu. constatou que a dureza era baixa. .037x x = 0. tenha criado uma liga de Alumínio com 4% de Cobre e deixando esfria-la bruscamente a partir de 500 ºC.4. ricas em Al. Ocorre. para deixar os átomos do Cobre na rede atômica do Alumínio.

15 . Quando uma liga envelhecida artificialmente é submetida. Em altas temperaturas. isto é. Na temperatura ambiente. O terceiro passo consiste no endurecimento por precipitação ou envelhecimento. envelhecimento artificial. o material se quer libertar. Entretanto. para adição de Alumínio.14 Ligas Al-Si. Ver figura 1. devido à pequena mobilidade atômica. ou em altas temperaturas. bem como devido a redução de alta expansão térmica do Alumínio puro. aliviando-se as tensões existentes e. Al-Cu FIGURA 1. que pode ser executado na temperatura ambiente. sem atingir a linha solvus. o Silício deve recorrer como um dos elementos mais importantes devido à fluidez elevada que provoca na liga fundida e que permite encher com segurança moldes completos. a dureza não aumenta tanto quanto no envelhecimento artificial. chega-se a um resultado satisfatório após algumas horas o que é de importância industrial. demorando dias. aproximando-se gradativamente ao estado de equilíbrio. modificações da estrutura vai reduzir a dureza. O que causa a elevação da dureza? Este fenômeno é interpretado da seguinte maneira: O estado pelo esfriamento brusco representa um estado obtido do qual. ao serviço em temperaturas altas. nem se obtém uma estrutura realmente definida e uma estabilização razoável em dimensões. após cada elevação de temperatura e esfriamento subseqüente vai recuperar parte dessa dureza perdida e estabelecer uma dureza restante que na maioria dos casos é suficientemente alta para garantir o serviço. No caso do envelhecimento natural. conseguido lentamente. em seguida. a temperatura ambiente. envelhecimento natural. O nome já indica a influência do tempo nesse processo.

nas ligas hipereutéticas. • formando junto com a solução sólida α um ponto eutético por ocasião da solidificação de uma liga eutética. Cristalograficamente.6% e na temperatura 577 ºC. O ponto eutético permite classificar as ligas Al-Si. Al-Si FIGURA 1. mas a forma e o tamanho dos cristalitos de Silício podem afetar fortemente as propriedades mecânicas. as microestruturas mostram. na liga eutética. eutética com 11.15 . pode variar e que depende do tratamento do banho. uma matriz eutética com cristalitos. sua posição. particularmente. primários de Silício. Existe um ponto eutético na composição de 11. não existem diferenças entre estes tipos.6%. O Silício pode ocorrer em três diferentes tipos: • precipitação da solução sólida α em ligas hipoeutéticas. uma matriz da solução sólida α com cristalitos de Silício. Esta temperatura baixa representa a vantagem para fundição em poder trabalhar sem o período demasiado da absorção de gases que ocorre tanto mais fortemente quanto for mais alta a temperatura. Desta maneira. uma estrutura uniforme de cristalitos geralmente finos de Alumínio α e Silício e.6% e hipereutéticas acima deste percentual. O ponto eutético não deve ser considerado um ponto fixo. cujos tamanhos podem atingir valores elevados devido ao aumento do intervalo das temperaturas entre o início e o fim da solidificação com a elevação do teor de Silício. em hipoeutéticas até 11. • como Silício primário em ligas hipereutéticas. a usinabilidade. tanto em relação à temperatura quanto à composição. no caso das ligas hipoeutéticas.

8 MAGNÉSIO E SUAS LIGAS O Magnésio é um metal branco. Inalterável ao ar seco e seu trabalho pode ser feito sem perigo. fica susceptível ao endurecimento por precipitação a 177 ºC. exceto o Berílio que possui densidade 1. Como é o caso. A desvantagem Mg e suas ligas é a fraca resistência à corrosão. para dada potência. Atualmente. As primeiras aplicações estão em certos processos químicos e em pirotécnica. A condutividade elétrica é mais que a do Alumínio.1. FIGURA 1. Quando ligado com um dos elementos mencionados. Suas ligas sujeitas às intempéries devem ser devidamente polidas e isentas de bolhas ou pequenas fendas que possam ser regiões de anulação de umidade. O Mg é fácil de usinar e o coeficiente de dilatação térmica maior que o Alumínio. Logo. O material nesta configuração possui muitos planos de deslizamento que o torna mais dúctil.16 . Seu módulo de elasticidade de 4500 kgf/mm2 e do Titânio 11000 kgf/mm2. ele forma película natural de hidróxido de Magnésio ou de carbonetos de Magnésio que facilita a contaminação ao ataque. é difícil conforma-lo na temperatura ambiente. Possui estrutura HC e.47 g/cm3. leve e ponto de fusão à 650 ºC. A propriedade mais importante do Mg é a sua baixa densidade. bem como na indústria de transportes. em conseqüência do progresso feito pela indústria aeronáutica. devem ser protegidas superficialmente. o Mg desempenha um papel importante. Ao contrário do Alumínio. é possível soldar maiores espessuras de Mg que de Al. devido a sua rigidez. o mais leve de todos os metais industriais. Qualquer operação de conformação a frio causa empenamento. sua estrutura se transforma para CCC. pois. a resistência à tração e a ductilidade são aumentadas após envelhecimento com retenção de ambos. que é vantagem para solda elétrica por pontos. Em altas temperaturas de 200 ºC a 320 ºC.

São usadas todas as letras do alfabeto exceto o O. Estes são repetidos por conveniência: O – Recozido. A letra código é mostrada na tabela 12. T – tratado termicamente. um A poderá significar que a porcentagem desenvolvida sob o passo 2 ser da primeira liga de Mg. Exemplo: Dê o número do Mg AZ61A-F. • A segunda parte consiste de dois números correspondendo à porcentagem dos números das ligas principais. F – como fabricado. Solução: A indica que a liga principal é o Alumínio. Se o último dígito da porcentagem é 5. O 6 indica a porcentagem 6% do Alumínio. A quarta parte consiste numa letra e um número que indica o tratamento térmico. O A indica que esta é a primeira liga desenvolvida tendo esta porcentagem da liga. • A terceira parte é representada por uma letra indicando quantas ligas foram desenvolvidas para terem a mesma porcentagem da primeira liga.4% de Zinco. Então. a segunda. W – solubilizado. A primeira letra indica a liga com maior porcentagem. O 1 indica a porcentagem entre 0.8. indique o significado de cada letra e número desta liga. LETRA ELEMENTO LETRA ELEMENTO A Alumínio L Berílio B Bismuto M Manganês C Cobre N Níquel D Cádmio P Chumbo E Terras raras Q Prata F Ferro S Silício H Tório T Estanho K Zircônio Z Zinco TABELA 1.1.9 SISTEMA DE NUMERAÇÃO DO MAGNÉSIO A ASTM padronizou a designação das ligas de Magnésio usando as seguintes partes: • A primeira parte dos números consiste de duas letras códigos que indicam as duas ligas principais.8 Este sistema é o mesmo como usado para o Alumínio. liga com menor percentagem. Z indica que o segundo elemento usado com liga é o Zinco. O F indica condição como fabricada .6 e 1. então usa-se o número total. H – encruado.

3 11 11 13 24 31 EZ33A-T5 2. 0. ser a segunda liga de Magnésio desenvolvida.7 10 22 8 ZK61A-T6 6 0. que foi parcialmente solubilizado e envelhecido artificialmente.3 0.7 0. TABELA 1. % kgf/mm² kgf/mm² 50mm LIGAS FUNDIDAS AZ91C-T4 9 0.7 10 10 14 26 40 AZ91A 9 0.0 23 19 15 35 ZK60A-T5 5.9 LIGAS COMPOSIÇÃO RESISTÊNCIA.3 0.7 0. % PROPRIEDADES Al Zn Mn Th Zr E* σesc σult ΔL.6 3.5 3 11 10 3 LIGAS TRABALHADAS AZ31B-F 3 1 20 26 15 AZ80A-T5 8 0. Considere esta.7 17 17 16 33 45 HZ32A-T5 2.9 Ligas Típicas de Magnésio LIGAS COMPOSIÇÃO. quando arredondada. Solução: Desde que Zinco é de maior porcentagem na liga. esta será a primeira do número de identificação.17 20 17 TABELA 1.7 0. Desde que o Zircônio é menos que 0.5%.13 15 15 42 M1A-F 1. A designação para este ponto é: ZK60 Desde que é a segunda liga que possui esta porcentagem.6 0. DB raras AM100A-T6 10 0. A designação para este tratamento é T5.5 0.3 10 10 15 28 35 ZE51A-T5 4. A designação final é: ZK60B-T5 Várias ligas de Mg e suas propriedades mecânicas são dadas na tabela 1.1 3.1 15 15 AX63A-T6 6 0.2 3 23 29 10 Cont.15 3 13 13 15 36 51 EK30A-T6 2. A letra será Z.45%.2 3.2 9 28 15 HK31A-T6 3. será arredondado para 0 (zero).5 28 38 7 ZK60A-T5 6 0.7 10 19 8 EZ33A-T6 2.3 3.9 .5%.5 28 35 11 HM31A-F 1. a letra para Zircônio será K.3 0. a letra b será adicionada e a designação será: ZK60B Esta liga será parcialmente solubilizada e envelhecida artificialmente.Exemplo: Descreva o número de identificação do Mg que tem composição de 5. Kgf/mm2 Al Mn Zn Th Zr Terras σrt σrc τesc τult. A designação é : ZK A porcentagem indicada pelo Zinco é 5. torna-se 6%.45% de Zircônio e.7 0.5% de Zinco e 0.45 31 25 18 41 62 ZE10A-H24 1.2 18 8 13 20 31 HM31A-F 1.

1. Ligas α.β ou β é importante. O Ferro.10 – TITÂNIO E SUAS LIGAS O Titânio é considerado metal leve. O Titânio comercial 99. As ligas α. mas.β.β. Molibdênio e Vanádio. lâminas de compressores. A 882 ºC se transforma para a estrutura CCC. que é comparado ao aço inoxidável austenítico. É o mais forte dos metais leves. também tem excelente resistência à corrosão. o Cromato de Titânio α precipitado contribui na resistência de até 140 kgf/mm2 com 6% de alongamento. porque tem densidade 4. e. especialmente em altas temperaturas de 540 ºC. Na temperatura ambiente tem estrutura HC.10 mostra a composição e propriedades mecânicas do Titânio e suas ligas. como elemento de liga. As ligas β são soldáveis no estado recozido ou tratado termicamente. o reconhecimento da existência da fase α. quando usados como liga. como turbinas a gás. Titânio β. As ligas de Titânio α são usadas em equipamentos que operam até 482 ºC como compressores. . Fases duplas podem ser tratadas termicamente por envelhecimento ou aquecimento e têmpera. A tabela 1. devido à estrutura HC não ser tão forte quanto a CCC – β. α. Outro Titânio puro comercial é usado onde resistência intermediária e fabricabilidade são necessárias. Desde que a microestrutura tem efeito direto nas propriedades do metal. que operam até 316 ºC. ligas α e ligas β. estabilizam a estrutura β pelo abaixamento da temperatura de transformação α. Estas são divididas em quatro categorias: Titânio comercialmente puro. Os elementos de liga afetam a estrutura do Titânio. que o torna frágil. Liga de fases simples podem ser soldadas para produzirem soldas dúcteis. então: O alumínio estabiliza a estrutura α. Estas podem ser envelhecidas por um composto. O Estanho. tem pouco efeito.5 g/cm3. Cromo.β de Titânio são usadas em membros estruturais aeronáuticos.β são mais forte que as α. ligas α. Titânio α. eleva a temperatura de transformação α.2 Ti encontra uso onde a ductilidade é necessária e a resistência não é importante.β.

Estas são divididas em quatro categorias: titânio comercialmente puro. % PROPRIEDADES Ti Al Cr Mo outros σesc σult ΔL.0 112 105 11 R 133 122 07 T LIGA Bal.0 3.2% Ti encontra uso onde ductilidade é necessária e a resistência não é importante.0 11 13 V 94 91 15 R BETA 126 119 12 T TABELA 1. Estas podem ser envelhecidas por um composto cromato de titânio.0 2c. 3. 5. Outro titânio puro comercial é usado onde a resistência intermediária e fabricabilidade são necessárias.0 2.0 4V 90 84 9 T 119 105 11 R 4969 Bal.5 Sn 87 84 18 R LIGAS ALFA-BETA 4923 Bal. As ligas alfa-beta de titânio são usadas em membros estruturais aeronáuticos. 4. % Processo kgf/mm² kgf/mm² 50mm COMERCIAL PURO 4902 99. As ligas beta são soldáveis no estado recozido ou tratado termicamente. 2.0 2 Fe 96 87 18 R 125 119 13 T 4908 Bal.0 1. As ligas de titânio alfa são usadas em equipamentos que operam até 48h como compressores. como turbinas a gás.0 4 Mn 103 93 16 R 113 98 09 T 9925 Bal.11 apresenta aplicações típicas das principais ligas de Titânio.0 41 28 28 R 4900A 99.5 Fe 108 101 16 R 136 129 09 T 4911 Bal. 8 Mn 97 87 15 R 9925 Bal.0 66 62 25 R LIGAS ALFA 4226 Bal. Al precipitado contribui na resistência de até 140kgf/mm2 com 6% de alongamento.0 4.10 A tabela 1. que operam até 316ºC.10 mostra a composição e propriedades mecânicas do titânio e suas ligas. 7.4 1. 4. Titânio Comercial LIGAS COMPOSIÇÃO. A tabela 1. . O titânio comercial 99. alfa-beta e beta.0 55 44 27 R 4901B 99. lâminas de compressores. 6.0 1V 90 66 15 T 136 117 06 T 4929 Bal.2 1. 5. ligas alfa.

5.0 3.2Ca 88 84 17 R comercial 8.11 apresenta aplicações típicas das principais ligas de titânio.5V 10 59 15 R 112 108 15 R 2.0 1V 136 117 6 T 108 101 16 R 4929 Bal.0 55 44 27 R 4901B 99.0 12Zr 98 93 12 R 3.Ligas de Titânio Comercial Composição Propriedades Classificação L. 6.0 11 13V 126 119 12 T 6.0 4. 5.0 8Zr 16 T 1(Cd+Ta) 94 87 16 R 4.3Fr 77 38 16 T 2.0 1V.0 2.1Mo 103 94 6 T Ligas beta não 8.2 1.5Sn 87 84 18 R Ligas alfa-beta 95 87 18 R 4923 Bal. A tabela 1. 2.10 .0 2.E. 7. 8Mn 97 87 15 R 103 93 16 R Bal.5 16V 126 115 6 T Chave: R = Recozido T = Tratado Termicamente .0 66 62 25 R Ligas alfa 4226 Bal. L.0 41 28 28 R 4900A 99.7Cr Ligas alfa-beta 5.0 1.0 1Zr. 3.0 4V 119 105 11 R 112 105 11 R 4969 Bal.0 133 122 7 T 94 91 15 R Ligas beta Bal.0 2Fe 125 119 13 T 4908 Bal.0 2.5Fe 136 129 9 T 90 84 9 T 4911 Bal.4 1. Elong Ti Al Cr Mo Outros kgf/m² kgf/m² % Processo Comercial puro 4902 99. 4.0 4Mn 113 98 9 T 9925 90 66 15 T 4.R.4Zr 100 96 12 T 8. Tabela 1.0 1Ta.0 133 122 6 T semi-comercial 1.

L. kgf/m² % kgf/m² 50mm Tubulação Ti Comercial Alfa Recozido 59 66 36 de trocador de calor Tanques Ti-5Al-2.11 – Propriedades e Aplicações do Titânio e suas Ligas Típicas Liga Propriedades Tratamento Composição.R.Tabela 1. então: A1 x δ1 = A2 x δ2 (4) A1 / A2 = δ2 / δ1 .5Mo Chave: S e E = Solubilizado e envelhecido S = Solubilizado 1.5Sn Alfa Recozido 79 90 17 criogênicos Motores e peças de Ti-6Al-4V Alfa-beta Recozido 85 92 15 estrutura de aviões Blocos de Ti-6Al-4V Alfa-beta SeE 105 120 13 motores de foguete Estrutura Ti-6Al-6V-2Sn Alfa-beta SeE 130 134 11 de aviões Ti-6Al-2Sn Lâminas de Alfa-beta Recozido 100 108 12 4Zr-2Mo turbina Ti-4.E. vem: A1 x h x δ1 = A2 x h x δ2 (3) Sendo δ 1 e δ 2 as densidades da liga de titânio e do aço respectivamente.5Sn-6Zr Beta S 79 99 24 Filtros 4Mo Ti-4. uma de titânio e outra de aço para trabalhar em altas temperaturas. cujas resistências à tração podem ser dadas por: Liga de Titânio: RT 1 = P 1 / A 1 (1) Liga de aço: RT 2 = P 2 / A 2 (2) Para duas peças de mesmo peso e mesma altura.5Sn-6Zr Beta SeE 127 137 15 Colchete 11. Elong % Aplicações Tipo Térmico L.11 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DE MATERIAIS NA BASE DA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA Considerando-se duas ligas.

3% da resistência à tração da liga de aço.26 A liga de titânio pode ser solicitada com uma carga que é 26% mais elevada do que a aplicável ao aço sob condição de igualdade de peso. do que a simples resistência para poder comparar diferentes materiais de construção.8 / 193) = 1. então a pergunta: Qual deve ser a resistência mínima da liga de titânio para poder concorrer com uma liga de aço a ser aplicada com vantagem? Neste caso resulta: P 1 / P 2 = 1 = (RT 1 / δ 1 ) x (δ 2 / RT 2 ) RT 1 = RT 2 x (δ 1 / δ 2 ) = 193 x (4. também aplicando uma certa porcentagem da resistência à tração como solicitação admissível.5 (g/cm3) Liga de aço: RT 2 = 193 (kgf/mm2) e δ 2 = 7.5) x (7. usadas em projetos de mísseis. Esta combinação de critérios é formada da seguinte maneira: Peso específico: 40% Solicitação de compressão / peso específico: 35% Solicitação de tração / peso específico: 15% Módulo de elasticidade / peso específico: 10% Total: 100% Exemplo 9: Estabelecendo a liga de alumínio 2024-T8 como liga padrão de calor 1. Solução: P 1 / P 2 = (140 / 4.8 (g/cm3) Determine a eficiência das ligas. pede-se obter os valores de compressão para uma liga à temperatura ambiente. Conclui-se. Surge.Mas.5 / 7. na temperatura ambiente como em temperatura de uma combinação de critérios. então. .8) = 111 kgf/mm2 Quando a liga de titânio possui uma resistência à tração igual ou maior do que 57. aquela pode ser aplicada com vantagem sob condição de igualdade de peso de uma parte de construção. Esta relação vale. P 1 / P 2 = RT 1 A 1 / RT 1 A 2 (5) P 1 / P 2 = (RT 1 / RT 2 ) x (δ 2 / δ 1 ) (6) Ou. P 1 / P 2 = (RT 1 / δ 1 ) / (RT 2 / δ 2 ) (7) Exemplo 6: Adotando os seguintes valores numéricos: Liga de Ti-β: RT 1 = 140 (kgf/mm2) e δ 1 = 4. destas considerações que é mais interessante para a construção aeronáutica conhecer o valor da resistência dividido pelo peso específico.

142 0.00 0.164 Mód.0085 0. 2 e 3 quando seguido de H. 17.103 V. Como as ligas de alumínio são classificadas? . a liga de titânio e a de aço têm aplicação menos favorável.666 0. que na temperatura ambiente.7x10.5 x 0. Young 7500 11000 2100 Mód. Qual a dureza relativa para H14? Qual a redução? Explique o significado para o alumínio 6061-T6. a liga de titânio. Young / x 3. Descreva o envelhecimento natural e artificial. recíproco 1.3 x 0. recristalização e crescimento de grãos. 2690 0. torna-se mais favorável em comparação a de alumínio e aço.142 1.72 19.586 Resolva: Resolva a situação anterior para liga de alumínio 6061 e aço de baixo carbono para aplicações em chassi de bicicletas.8 x 0. tração / Peso esp.097 Soma 1. Propriedades Liga Al Liga Ti Aço Tipo H Peso esp.40 4. portanto.7 x 0.0217 0. 45 112 120 esmagamento R. à liga de alumínio de valor 1.097 2660 0. 7178 e 5056. Em temperaturas acima de 200ºC.12 R.15 26. Explique a teoria do envelhecimento por precipitação.7x10- 5 5 5 Peso esp. Explicar o significado para o alumínio X5454-H15.586 inferiores.0085 0. 1060.1 2690 0. onde as resistências à compressão da liga de titânio e do aço são: 1. x 3.5 x 0.32 R. H. Discuta as etapas de recuperação.0217 0.Solução: O quadro mostra a combinação de critérios. compressão / Peso esp.35 2.1 x 0.0217 0.703. 16.9 x 0. 6063. Qual o significado do sufixo H? Explique o significado dos dígitos 1. cujos recíprocos são 0. 2.666 e 0.497 1. W e T.142 0. PERGUNTAS Descreva o mecanismo de solubilização.00 1.497 e 1.0085 0. tração 49 120 153 R. Compare temperaturas de recristalização do chumbo e estanho com o alumínio. compressão L. x 3. F.64 7. Resulta então. que séries de alumínio podem ser tratados termicamente? Identifique a designação para o alumínio O.2 x 0.54 15.5 x 0. Em geral. Qual o significado destas temperaturas? É possível endurecer chumbo? Explique. Indique o significado dos números para o alumínio 2017.7x10.

REFERÊNCIAS NGH. 1961. Vol. explicar o processo de tratamento térmico. Centro Técnico da Aeronáutica. 1986. ASM COMMITEE ON TITANIUM. Explique cada dígito. 1961. 1. Vol. Metals Handbook. Liste cinco elementos que elevam as propriedades de endurecimento por precipitação. G. PMR. 3. 1961. e PLEMING. G. 8ª Ed. INSTITUTO DE PESQUISAS E DESENVOLVIMENTO. 1968. Properties of Titanium and Titaniuns Alloys. V. Superstrong Aluminum Alloys Extend Range ASM COMMITEE ON SLEEVE BEARING MATERIALS. Tecnologia Mecânica Vol. Titânio. Qual a solubilidade máxima do cobre no alumínio? Considere uma liga com 4% de cobre e 96% de alumínio. Metals Handbook. McGraw-Hil. CHIAVERINI. H. ASM COMMITEE ON MAGNESIUM. Sleeve Bearing Materials. Vol. 8ª Ed. 1. Metals Handbook. Magnesiuns And Magnesium Alloys.0-T2. A. Ed. 8ª. 2ª Ed. .Considere um número para o alumínio 132. 1.

chapas. depois da prata é o metal que apresenta maior condutividade elétrica. cobre fosforizado. que elimina o s. arames. o processo consiste de ustulaço. obtendo cobre bruto que deverá ser refinado. a currita. e a cupsita. Cobre com prata. Serve de revestimento para outros metais por processos eletroquímicos. Com 0. É um dos metais importantes pelo fato de apresentar propriedades valiosas como resistência à corrosão do ar atmosférico e de grandes números de reagentes químicos de aço industrial. Cobre fosforizado. CAP 2 . como também associado a outros metais formando ligas importantes como o bronze e o latão. aquecimento de minério sem fusão. cobre isento de oxigênio de alta condutividade. feita em forno de cuba onde se reduz o minério com combustível e fundente. trabalhos em ambientes de vapor superaquecido ou em partes de aparelhos elétricos. Apresenta ótimas propriedades de trabalho mecânico à quente e a frio. sulfeto de cobre.005% P residual. condutor de gasolina para aviões e serpentina de refrigerador. o que ocorre na estampagem. e calcopirita sulfeto duplo de ferro e cobre. fornecido sob a forma de lingotes. pois é empregado não somente no estado puro. a condutividade elétrica é comumente 99. tais como. o cobre apresenta uso industrial.1. O tratamento metalúrgico consiste na redução do minério. em seguida. 2. óxido de cobre. Possui baixa temperatura de amolecimento.3%. Depois de ferro. Apresenta ductilidade e maleabilidade muito boas. para aplicações industriais e de engenharia. Apresenta melhores características de caldeamento e solda. densidade de 8 a 9 g/cm3. Cobre isento de oxigênio.03 a 0. cobre com prata. folhas e perfis extrudados. empregado com êxito nas tubulações para vácuo e em eletrônica.9 g/cm3 com ponto de fusão 1054ºC. contém 1000g de Ag por tonelada. procede-se a redução.METAIS PESADOS NÃO-FERROSOS 2.1 CLASSIFICAÇÃO DO COBRE E SUAS LIGAS O cobre é um metal de cor vermelha e densidade 8. pode ser caldeado pela chama de gás. tab. cobre arsenial. Cobre eletrolítico (etp). O cobre e suas ligas podem ser classificados de acordo com o grau de pureza. o cobre desoxidado por P apresenta condutividade elétrica relativamente baixa. é cobre puro contendo cerca de 0. determinada pelo teor de fósforo residual. tubos. Os minérios são calsosita.04% de oxigênio. os tipos comerciais são: cobre eletrolítico. Tem excelente resistência às tensões de fadiga e vibrações. é muito bom condutor de calor e de eletricidade. vergalhões. . Esta forma de cobre trabalhado a frio deve resistir ao amolecimento decorrente da temperatura. arco a ser soldável. Quando se trata de minério sulfurado.

2 ½H 20. fosforado (DHP e DLP). Empregado na indústria química e na construção naval em tubulações. Quando fósforo é adicionado como desoxidante alguns fósforos remanescentes formam Cu 3 P.1 ¾H 29. tubos e arames.2 Tabela 2. combinações de cobre e silício e cobre e alumínio são também chamados brancos.2 37. . Oferece melhor resistência ao descascamento por oxidação. A lista expandida é mostrada na tabela 2. folhas. (b) os latões.1 Redução por trabalho a frio (%) DESCRIÇÃO TIRA FIO ¼ H (DURO) 10. os enrolamentos dos motores e geradores.4 EXTRA MOLE (EM) 68. O cobre a frio pode ser transformado com facilidade em chapas e em fios. isento de oxigênio (OF). Somente na fundição.9 20. as linhas aéreas. combinações de cobre. O cobre chega ao usuário sob várias formas comerciais: vergalhões. A boa técnica não recomenda recozer cobre acima de 650ºC. prata.0 H (DURO) 37. O grupo dos latões.1 60. O cobre é muito usado em eletrônica. O caldeamento e a solda por brasagem são operações fáceis.4 50. a tendência à oxidação nas altas temperaturas é combatida por meio de desoxidantes. O grupo dos bronzes são essencialmente combinações de cobre e estanho. combinações de cobre.5 EXTRA DURO (EH) 50. Existem vários graus de dureza obtida por encruamento. zinco e outro elemento. o cobre encruado pode ser reconduzido ao estado recozido ou solubilizado. pode ser dividido em três categorias: combinações de cobre com zinco.2.2 Outro método classifica o cobre e suas ligas nas seguintes categorias gerais: (a) aqueles classificados como cobre. e (d) as ligas níquel. as bobinas dos aparelhos. serpentinas de aquecimento e de refrigeração.45% de arsênio como principal impureza. O grupo do cobre inclui cobre eletrolítico (ETP). (c) os bronzes onde o estanho é a principal liga. chapas protetoras. de outro lado. As peças fundidas em cobre são porosas e de estrutura heterogênea.0 MOLE (M) 60. perfis.1 por simples recozimento a temperatura entre 200 e 650ºC.0 75. o cobre apresenta dificuldade por falta de fluidez no estado líquido. Todos os tipos de cobre considerados são suscetíveis de ser encruados.04 a 0. Cobre arsenial é uma forma comercial de cobre que contém 0. chapas.5 84.7 90. zinco e chumbo. os cabos subterrâneos e submarinos são feitos de cobre eletrolítico. conforme a tabela 2. fácil usinagem e cobre tratável termicamente. embora. Ver condições na tabela 2. os condutores em geral.

total ou parcial as propriedades mecânicas originais.20A em relação a porcentagem atômica do zinco até 40%. forma seis soluções sólidas epsilome eta de estruturas hexagonal. Estanho adicionado a Ni –Ag. O controle consiste ns determinação da dureza que permite orientação sobre a resistência a tração. 288 e o do zinco 1. esfria-se bruscamente para manter temporariamente. na solução sólida eta. De interesse industrial são as ligas ricas em cobre. torna-se mais duro e mais resistente à tração. entretanto com a deformação plástica a frio e o aumento de Zn eleva o limite de elasticidade de 10 para 45 kgf/mm2. O coeficiente da transformação em resistência varia. a estrutura beta. 328. o latão alfa. Fig. pode-se orientar sobre a resistência a tração igual 0. Isto promove a elevação da dureza e da resistência mecânica. a substituição de um átomo de cobre pelo zinco na solução sólida alfa aumenta parâmetro de célula. o resultado é um material de alta resistividade e baixo coeficiente de resistividade na temperatura. fita. Após a deformação plástica. A elevação da resistência é pela a adição do Zn não é interessante do ponto de vista industrial. Eleva a resistência à mecânica e a corrosão. que se aproveita em falhas.1.composto duro eleva a dureza e resistência do bronze em fundidos aumenta a fluidez do metal. isto faz a liga ser usada em resistores e termopares.5 vezes dureza Brinell. Estas são importantes devido à resistência à corrosão e sua coloração. eleva-se bruscamente a dureza e a resistência mecânica acompanhada da redução na plasticidade. Quando é usado 45% de Ni em combinações com o cobre. O grupo Cobre-Níquel é uma combinação de cobre e 10 a 30% de Ni como liga principal. Com o aumento do zinco. O diagrama cobre-zinco mostra um fenômeno interessante: o cobre que possui célula CFC. 61 até 3. A seguir. Recentemente aplica-se na liga Cu-Zn um envelhecimento por precipitação que começa com a solubilização em altas temperaturas na zona beta. enquanto que a adição do cobre ao zinco. O latão alfa e o latão alfa mais beta devido sua fragilidade elevada. O objetivo é restituir. 2. A seguir. aplica-se recristalização que consiste na elevação da temperatura durante um tempo determinado. esfria-se bruscamente para manter temporariamente. neste caso é chamado constantan. a estrutura beta e eleva-se depois ligeiramente a temperatura para precipitar pequenas quantidades na estrutura alfa. Desta forma a liga de 70% de cu e 30% de Zn representa o melhor compromisso entre resistência mecânica e plasticidade. entretanto com o aparecimento de cristalitos de beta dentro da estrutura alfa. O raio atômico do cobre 1. . arames e perfis. provoca diminuição do parâmetro de 3. Se ligas Ni -Ag possuem adição de zinco em ligas Cu -Ni estas são chamadas prata alemã. então é recomendável ultrapassar muito o teor de 30% de zinco para poder estampar o latão alfa. com o tratamento térmico aplicado.

mostra o Maximo da solubilidade ate quase zero em 100 graus Celsius o que poderia ser de grande importância industrial. estendido ate 3. 2. então se espera maior aumento de célula da solução sólida alfa. . uma liga de baixo teor de estanho mostra normalmente uma estrutura heterogenia com ate quatro tipos de soluções sólidas. gama. Em conseqüência da difusão lenta do estanho no cobre. maior do que Zn.2 mostra um trecho do diagrama Cu-Sn. a possibilidade do envelhecimento não foi ainda aproveitada devido à baixa velocidade de difusão desta liga que exigiria uma elevada deformação a frio e um tratamento térmico levaria dias. no caso de delta. os processamentos térmicos industrias nuca permitem atingir o estado de equilíbrio. delta. as células de beta e gama A são CCC complexas. A zona gama termina em 520ºC comumente é eutelóide que representa. 328 átomos de Cu e 88 átomos de estanho e que não são de interesse industrial.58A.60 . de maneira análoga ao sistema Cu-Zn. também.7A no Maximo da solubilidade de 15.5% para seu endurecimento. com exceção do estanho puro que pode receber pequenas adições de Cu 4. O raio atômico do estanho é 1. a possibilidade de um tratamento térmico para obter a elevação na resistência mecânica. sem considerar a solução sólida zeta. A fig. a célula da solução sólida alfa é CFC com parâmetros cristalinos de 3. de maneira que na temperatura ambiente. As células de delta. Enquanto que. beta. Entretanto. rica em cobre. formam-se seis soluções sólidas: alfa. A zona alfa.8%. No diagrama Cu-Sn. episilon e eta são de tamanho gigante que pode conter cada uma. epsilon e etc.

enquanto que. tratável dessa maneira é 86% de Cu.3. a solução sólida beta permite um tratamento térmico. Entretanto. A resistência final é. a partir da zona da solução sólida beta cria uma estrutura martensítica. impedida pelo esfriamento brusco seguida por um revenimento. como caso do aço. ate 9. A composição nominal de um bronze de Al. Contribui ao efeito de endurecimento. . com em outras ligas de Cu. com resultado de elevada dureza e resistência. Sendo a solubilidade máxima de ferro em cobre igual a 4% em 1000 graus centígrados. a adição de 3. ricas em Cu. fig.5% de ferro. o efeito do ferro é obtido por um envelhecimento artificial. Um esfriamento brusco. com uma linha do solvus que diminui a solubilidade com o abaixamento da temperatura. formando a solução sólida alfa. como o diagrama. então. 2. Este existe na temperatura de 1000ºC entre 10 a 15% de peso de Al e termina. em um ponto eutetóide em 565ºC com 11.5% de Al. Por isto. 3.5% de Fe e 10.8% de Al. porem. passando pelo abaixamento da temperatura para uma estrutura bifásica de alfa mais gama. o efeito do Al consiste na decomposição eutetóide.4% de peso de alumínio podem ser solubilizados pelo cobre. Ligas de Al-Cu. o resultado da superposição de dois mecanismos. entretanto. que pode ser revenido em temperaturas de 400 a 500 graus centígrados. esta solução mostra uma elevação da solubilidade com a redução da temperatura de maneira que não há possibilidade de aproveitamento para um tratamento térmico de envelhecimento.

As categorias de fundidos incluem:
• Bronze castanho.
• Bronze chumbo estanho.
• Bronze alfa chumbo estanho.
• Latão vermelho chumbado.
• Latão semi-vermelho chumbado.
• Latão amarelo chumbado.
• Bronze manganês.
• Bronze alumínio.
• Bronze níquel prata.
• Bronze silício e latão.

2.2 PROPRIEDADES E APLICAÇÕES DO COBRE

O cobre e suas ligas têm propriedades mecânicas, dadas na tabela 2.1, que são
importantes para vários usos comerciais. Apresentam excelente condutividade elétrica e
térmica, resistência à corrosão, maleabilidade e resistência a corrosão, maleabilidade,
formabilidade e resistência à fadiga. E não são magnéticos, que os tornam úteis como
condutores no campo elétrico.

Cu em que outros elementos As, Zn, Cd, Ag, entram num total inferior a 2%, tem
grande importância comercial pela sua condutividade elétrica e térmica.

Latões, ligas de cobre e zinco, em que este elemento vai até 45%, existem em dois
tipos: para fins diversos exceto fundição, nesta série tem-se: latão vermelho usando em
canalizações, tubos, para óleo, vapor, água, fitas, chapas e fins de objetos de arte. Latão

amarelo para estampagem forjamento e usinagem. Latão para cartuchos, para peças
embutidas e estiradas.
Para peças fundidas, como as ligas 63% Cu mais 34% An mais 3% Pb e 67% Cu
mais 30% Zn. Estas duas ligas apresentam excelentes propriedades de fundição, podendo
ser usinadas por desbaste nas máquinas ferramentas, são empregadas em carcaças de
válvulas, torneiras, guarnições, obsturadores.

Alpacas, ligas 65% Cu mais 15 a 5% Ni mais zinco são empregados para
instrumentos, estojos de desenho e talhares.

Metal delta, liga 50% Cu mais 1% Te mais 2% Mn mais Zn é usado em rotores de
bombas e turbinas, coroas para sem fim, eixos e mancais expostos à umidade e a água.
Apresenta propriedades mecânicas que não ficam muito atrás do aço doce, além de resistir
a corrosão.

Metal monel liga 28% Cu mais 67% Ni mais 5% (Mn e Fe), muito que, resiste
corrosão, encontra-se no estado natural, também apresenta elevada resistência mecânica.

Ligas para moedas, liga 25% Cu mais 25% Ni.

Ligas para resistência elétrica são as ligas de composição variável, conhecida sob as
denominações de niquelina, manganina e constantan.

Prata alemã, argentão, liga de 55 a 60% Cu mais 11 á 13% Ni mais 21 á 31% Zn,
para a indústria de talheres, apresenta boa resistência a ácidos orgânicos.

Maillechort, liga 60% Cu mais 15% Zn mais 25% Ni, apresenta resistência à
passagem de corrente elétrica, bom condutor de calor.

Os bronzes, ligas de cobre e estanho, em que este elemento entra até 30% de
estanho, complexo quando contém Pb, Ni, Mn, Si e P e especiais quanto cotem Al, Fe, Ni,
Si, Be e Cd.

São ligas facilmente fundidas, co ponto de fusão entre 900 e 1000 ºC, com 0,1 a
0,3% P, bronze fósforo, melhora sensivelmente a qualidade do bronze comum.

As aplicações do bronze incluem: peças de máquinas fundidas em geral, mancais,
buchas, válvulas, êmbolos e outros elementos de bombas sujeitos a corrosão.

Há outros tipos de bronzes diferentes do comum em estanho designado pelos nomes
dos metais adicionados empregados cm bronzes ao Si, ao Mn, ao Al e ao Be. Tabela 2.1.

Cupro-Níquel são ligas contendo de 20 á 30% Ni são as mais usadas. Resistem a
corrosão devido ao cobre e ao Níquel, resistem a água salgada, a todos os tipos de
atmosferas, ácidos minerais e orgânicos. São empregados em todos os tipos de atmosferas,
ácidos minerais e orgânicos São empregados em lâminas de turbinas e tubos de
condensadores.

A fig. 2.4 mostra o diagrama cobre-níquel. Desde que estes dois elementos são
completamente solúveis em cada outro na temperatura ambiente, estes não podem ser
encruados. As cupro-níqueis são combinações de cobre e níquel. O resultado é um material
de alta resistividade e baixo coeficiente.

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é magnético e mais resistente à corrosão e a oxidação que o ferro. Muito importante tanto em ligas ferrosas quanto em não ferrosas. fusibilidade. brilhante tendo todas as qualidades mecânicas e tecnológicas que se pode exigir de um metal como maleabilidade. contém manganês. Apresenta resistência ao desgaste.3 NÍQUEL E SUAS LIGAS O níquel é um metal branco. na última fase a refino eletrolítico. Metais hastelloys são ligas de níquel que contém combinações de cromo. O processo de extricção se faz de modo semelhante ao cobre. Apresenta boa resistência e elevada resistência à corrosão por ataque químico em altas temperaturas. Tendo elevada resistência mecânica. baixa condutividade térmica e são resistentes à corrosão provocadas por vapores e agentes químicos. é alterado pelos ácidos nítricos. O minério é a garnierita com 5% de Níquel. Densidade de 8. São aplicadas para resistir à corrosão devido a ácido. molibdênio e ferro.8g / cm3. sendo o níquel bruto submetido. desde que certas precauções devem ser observadas quando usadas.1x10º Rgf / m2. Quando se adiciona sílico.2. Metais inconel são ligas de níquel que contém cromo e ferro. soda cáustica ou água do mar em química. 2. Metais monel são combinações de níquel e cobre. . ponto de fusão e módulo de elasticidade 2. aliada a boa resistência mecânica e tenacidade. solvabilidade. tais como monel inconel. elétrica. monel exibe boa resistência ao desgaste mantendo sua alta resistência à corrosão e mecânica. Níqueis Illium são ligas de níquel com o componente ferro dos metais hastelloys trocados por cobre. Serão estudadas somente as ligas de alto teor de níquel.2. Estas ligas apresentam elevada resistência a corrosão à maioria dos ácidos minerais e orgânicos bem como aos álcalis. Cerca de 64% do níquel produzido é empregado para adições ao aço e ao ferro fundido 14% às ligas de cobre e zinco e 9% como ligas à base de níquel.2. tabela 2. São de alta resistência e retém resistência em alta temperatura. Recomendo consultar handbooks antes de selecionar material particular. Forma ligas com os não ferrosos como o cobre principalmente formando os cupro-níqueis. sulfúricos e clorídricos. O Níquel comercial tabela. ligas a base de níquel. titânio e silício apresentam propriedades indicadas na tabela 2.2. apresenta propriedades comparadas às do ferro. têxteis lavanderias marinas e farmacêuticas. Estes possuem elevada resistência a corrosão e mecânica. 9% em galvanoplastia e 3% para ligas de resistência elétrica e peças resistentes ao calor.

00 4. Estes materiais são usados em fios de resistência. elementos de aquecimento.0Al 108 53 21 112 CD Monel R 66 31. Figura 2. em fornos ou aplicações de todos os tipos. laminas de corte e componentes de bombas. Ligas de resistência elétrica são ligas de níquel que têm cromo e ferro como ligas. potenciômetros e reostatos. termopares. DB CONDIÇÃO % Níqueis Níquel puro 99. são usados em mancais.5. NÍQUEL COMPOSIÇÃO PROPRIEDADES ELONG LIGAS Ni Cu Outro L.E.5Si 38 17 22 70 SC Metais monel Monel 67 30 52 21 40 87 A Monel k 66 29 3.0 59 24 25 105 A .0Si 80 49 17 185 SC Monel S 63 30 4.5Ti 101 70 40 105 CD Fundido 97. L. Constantan tem combinações de níquel-cobre.95 32 6 30 A Níquel A 99.5Mn 60 24 40 103 HR Duraníquel 94.3.R.5 63 52 25 126 CD Fundido 63 30 1.0Si 82 66 25 219 SC Invar 36 63 Ni Cr Fe Al Ti Outro Metais Inconel Inconel 26 16 8. Apresentam boa resistência à corrosão e por isto.5 Tabela 2.40 49 14 40 77 A Níquel D 95.5Si 55 25 35 98 SC Monel H 63 30 3. O diagrama de equilíbrio ferro-níquel é mostrado na fig.00 4.00 1. 2.

9Mo ELONG LIGAS Ni Cr Mo Fé Cu Outro L.0 4W 85 40 47.0 2Si 70 63 3 245 C Ni-O.5 6.5 5. dureza mola.6 1 3Mo 66 26 42 82RB A Nimonic-75 77 20 2Cu 80 38 40 11g A 80A 74. SC fundido em areia.E. HR.R.5 2.0 3.0 1.0Si A.5 6.5 63 28 40 105 A 901 37.3 2.5 1.5 5. laminado a quente.5 158 CD Liga R 68 21 5. trabalhado a frio.5 5. recozido.6 2.5 5Si Fundido 72 16 7.5 9.5 8.702 28 16 3Al S 68 15. . 41. ELÉTRICA Cromel 90 10 Nicrome 80 20 66 32 87RB A Níquel 60 60 16 24 23 30 83RB A Níquel 35 35 20 45 21 30 83RB A Constantan 45 55Cu 38 14 32 50RB FUNDIDO Alumel 94.51Si Liga G 56 22.5 20 1.5 45 39 3 154 3. s.6 17Co Incoloy 31 20.5 2.5 48 39 7. CD.5 5.5 86 38 55 Liga X 47 22 9 18 45 29 22 89RB SC Níquel Illium Liga B 50 28 8. DB CONDIÇÃO % NÍQUEL Hastelloy Liga B 62 28 5.5 6.0 99 66 11.5 33. L.4 20 31.0 85 40 63 92RB SC Liga C 54 15 17 5.4 13.5 167 20%CD Liga 98 80 20 38 29 18 112 Ni Cr Fé Mn Al Outro RESIST.5 45.5 90A 57 20.0 3.1 2.5 91RB SC Liga D 85 3 10Si 80 80 1 35RC FUNDIDO Liga F 47 22 7 17 51 26 20 83RB SC Liga N 70 7 17 5 61 28 44 SC Liga W 62 5 24.

ELONG CONDIÇÃO APLICAÇÕES O DA LIGA Cu Sn Ni Outro Escoa Rupt % Bronze Termin. 94. Trefilado e Tubos 95 5Al 17 41 10 608 recozido condensadores Bronze 10Ai. Frio Arquitetura. 90 10 20 75 10 suportes de P 50% 524) pontes Bronze 5AI. 85 15 28 34 30 230 15% Conduítes Latão cartucho Refletor de 20 30 Trefil. Frio fosforoso 5Sn.3 Continuação. ELONG CONDIÇÃO APLICAÇÕES DA LIGA Cu Ni Outro Escoa Rupt % Níquel Indústria 99.9Be Precipitado 90 121 5 que não estilhacem LIGAS DE NÍQUEL DESIGNAÇÃO COMPOSIÇÃO RESIST. Composição. fosforoso (OSn. Frio. Moed. Peças 1Fe 953 89 Fundido 19 52 22 resistentes a 10Al atrito Cobre-níquel Trefilado e Tubulações p/ 70 30 17 41 45 30%. eletrônica Metal dourado Lam.95 Trefil. Frio 93 127 6 Eixos 2Fe+Mn Endurecido . Quente 38 62 35 petróleo Monel k. 60 40 28 37 43 280 11% brasagem Latão vermelho Válvula e 85 5 5 5 Fundido 12 27 30 ao chumbo 836 flang.8 5 0.2P 62 64 5 fusíveis.9 0. LIGAS DE COBRE-LATÕES DESIGNAÇÃO COMPOSIÇÃO % RESIST. 21% 39 48 20 260 lâmpadas flash Metal muntz Lam. 50% 511 tomadas Bronze Placas de Traç Lam. De Lam. 15% 22 28 25 Ind.2 1. 500 29 66 3Al Lam. 95 5 22 29 25 11% Emedalhas Latão vermelho Lam. propriedades e aplicações de ligas Cobre e Níquel Típicos. CONDIÇÃO ELONG% APLICAÇÕES DA LIGA Cu Zn Sn Pb Escoa Rupt Cobre 99. Para-raios. De 30 67 3Fe+Mn Lam. 715 recozido água salgada Cobre-berílio Ferramentas 97. Frio. Tabela 2. 400 Ref. Frio.11 Lam. De tubos LIGAS DE COBRE-BRONZES DESIGNAÇÃ COMPOSIÇÃO RESIST. Quente 21 45 50 Química Monel.

24% de Fé. 18% de Co. 95% de Ni. Precipitado Inconel Peças p/ altas 75 16Cr+8Fe Lam. 58% de Fé. de alta permeabilidade para baixas intensidades de campo magnético. 5% de Al. 51 a 53% de Fé. para solda em vidro duro. são ligas resistentes ao calor.5% de Ni. 4 a 5% de Cr. reostatos. . telégrafo e rádio. 50% de Fé. 42% de Ni. até 500°C. de módulo de elasticidade constante em ampla zona de temperatura. de permeabilidade constante em campos magnéticos fracos. 64% de Fé. Invar. 60% de Ni. Alumel. Empregados para casbelos e engrenagens de relógios e dispositivos de sincronização de rádios. ligas não maleáveis. 28% de Ni. 235% de Co. Fernichrome. 8% de Cr. ferro de engomar. usadas em partes termoelétricas com Chromel. Ligas magnéticas para ímãs permanentes: Alnico. 33 a 35% de Ni. baixíssimo coeficiente de dilatação entre 50 e 80°C em instrumento de medida e controle termostato. Ligas para telecomunicação. baixo coeficiente de dilatação entre temperaturas mais elevadas. para solda em vidro mole. de alta permeabilidade para intensidade de campo magnético mais elevado. existem sob a forma de peças fundidas e sinterizadas. 55% de Fé. quente 45 83 35 temperaturas Ligas de níquel como propriedades específicas são: platinite com 46% de Ni. empregados em torradeiras.5% de Fé. 58% de Fé. 42% de Ni. telefone. Outras ligas de Níquel: Klinvar. 30% de Fé. 50% de Ni. 54% de Fé. 21. 25% de Co. tem a mesma dilatação da platina para solda de vidro mole. Dumet. são ligas de ótimas características magnéticas como: Permalloy. 78. 30% de Ni. Hipernick. Kovar. 16% de Cr. 50% de Ni. 54% de Fé. Permuvar. Invar. Cromel e Nichome. para solda em vidros. O revestimento de cobre da boa condutividade e boa adesão. 36% de Ni.

1000 21. podem ser diferentes. por que os valores de tensão – ruptura de amostras fundidas e trabalhadas de superligas especificas. Waspalloy e Inconel X-750 são superligas a base de Níquel.3 0. Udimet 500. Baixas temperaturas provem ótimas propriedades em curto tempo. Altas temperaturas favorecem o crescimento de grãos e (após envelhecimento) elevada concentração de carbonetos nos contornos dos grãos.6 0. a uma solicitação de σ = 10kgf / mm 2 . 100 a) Determine graficamente log ε × log σ . Resolva: Um liga de Níquel mostra como resultados de fluência em 815°C os seguintes dados: σ ε Tempo até a fratura 6.7 ---. b) Determine graficamente log σ × log t .6 ---.0001 ---- 12. são ligas de Ferro- Niquel-Cromo-Molibidenio. se o comprimento solicitado foi de 200 mm. Endurecimento por precipitação é acompanhado por solubilização (solução de tratamento térmico) seguido de envelhecimento. Envelhecimento – Causa precipitação de uma ou mais fases da matriz supersaturada. O propósito da tempera é reter solução sólida supersaturada na temperatura ambiente. c) Determine o alongamento (mm) de um parafuso em 815°C durante 200 horas. SOLUÇÃO: (a) O mecanismo de enriquecimento para superligas resistentes ao calor é endurecimento por precipitação. Inconel X -750. (b) Explicar em detalhe. Solubilização – Altas temperaturas provem ótimas propriedades de fluência e resistência à ruptura sob tensão. Temperatura e Tempo detalhados para estas operações são determinados pelas propriedades desejadas e geometria da peça. As ligas A-286 e Disolloy. enquanto que Udimet 500.0010 ---- 7. Tempera produz partículas finas de gama prima e altas propriedades de tração. 10000 12. a vida quando submetida a solicitação de σ = 10kgf / mm 2 . óleo ou ar. Waspalloy. a velocidade de fluência para σ = 10kgf / mm 2 . o meio de tempera pode ser água. até fratura. Tempera – Dependendo da liga.0 ---. Fatores que influem na escolha da temperatura de envelhecimento . REQUISITOS: (a) Explicar o mecanismo de enriquecimento e discutir o procedimento requerido para encontrar as propriedades desejadas nestas superligas. SITUAÇÃO: Considere o tratamento térmico requerido para as seguintes superligas resistentes ao calor: A -286. Discolay. em temperaturas elevadas.

Nitretos (MN). O chumbo pode ser ligado com antimônio e estanho que melhoram a resistência do chumbo.4. ligas antimônio e metais babbit. Estas ligas são conhecidas soldas chumbo-estanho. soldas. Para criar uma liga destinada a mancais. (2) temperatura de serviço. Ligas chumbo-estanho são caracterizadas pela formação de duas soluções sólidas limitadas nas duas extremidades e de um ponto eutético com 385 de chumbo em 183°C. próximo de Tmp o Carbono estará em solução sólida supersaturada e precipitará o excesso de carbonetos no reaquecimento. (4) Envelhecimento a 1400°F produz máxima resistência à fluência. o método de extração do chumbo consiste na prévia ustulação do minério em fornos de revestimento revesboro. (4) combinação desejada entre resistência e ductilidade. dificilmente se deixa atravessar pelos raios X. eta.4.4 g/cm³ e ponto de fusão de 330°C. (3) tamanho do precipitado. Em contrastes. CHUMBO E SUAS LIGAS O Chumbo é um metal cinzento azulado de consistência mole. o chumbo apresenta pequena resistência mecânica. M 7 C 3 e M 6 C. tabela 2. Fase secundária pode incluir M 23 C 6. 2. O estanho como liga. M 7 C 3 e M 6 C e MC. Ni 3 (Al 1 Ti). incluem (1) tipo e numero de fases viáveis de precipitados. (b) Dados de ruptura sob tensão das amostras fundidas e trabalhadas para superligas especificas. 2. Chumbo e estanho podem servir a matriz adaptável. todavia torna possível unir chumbo com metais como cobre e aço. quando não muito pura. podendo ser faciomento riscado. É o mais pesado dos metais comuns cuja densidade é 11. O redutor pode ser o ferro que se transforma em sulfeto de ferro deixando o chumbo em estado livre. O minério é a galena. metal patente ou metal branco. As ligas de chumbo podem ser separadas em quatro categorias gerais: ligas plenas. deve-se ter uma componente da microestrutura que se adapte bem a outra componente que agüente as pressões. a resistência a . (2) Se resfriado rapidamente.6. Estas ligas estão mostradas na tabela 2. O maior uso de chumbo está em baterias e em camadas de revestimentos em tanques de gasolina. Carbonitretos (MIN) e Boretos M 3 B 2 . (3) Reaquecimento na região de 1800 – 2200 °F aglomerará Carbonetos. podem diferir por varias razões: (1) Fundidos desenvolvem segregações no resfriamento. Para ligas a base de Níquel: Ni 3 Al. Fig. Fases Laves (M 2 Ti). Fases de envelhecimento – Para ligas a base de Cobalto: M 23 C 6. enquanto que. esferoidizando-os e reduzindo a resistência à fluência.4. Ni 3 Ti. seguida de uma redução por intermédio de agentes redutores processada num forno decuba. as ligas trabalhadas são menos segregadas.

Na prática. No caso da liga Babbit na base de chumbo. Figura. Assim foram estabelecidas dois tipos de ligas babbit. usam-se ligas terminais que possuem ainda adições de outros elementos como bismuto. 2. uma matriz adaptável de estanho em que cristalitos de antimônio e da solução beta do sistema Cu-Sn estão embutidos como portadores da resistência à compressão. onde 5% de estanho entram na rede do chumbo. A liga na base de estanho possui. como em soldas fracas. o ruído de um mancal estragado é o melhor sinal de alarme do que o início de um incêndio.6 . no caso de maçais em fábricas têxtis é preferível a destruição do maçal em 183°C do que a elevação da temperatura até a da inflamação do óleo de lubrificação. enquanto os outros 5% de estanho com os 15% de antimônio. a temperatura de 183°C indica a temperatura que nunca deve ser ultrapassada em serviço para evitar o estrago de uma junta ou de um mancal. Entretanto.compressão é obtida por adições de antimônio ou de cobre. então. A matriz da liga na base de chumbo é formada pela solução sólida beta do sistema Pb-Sn. embutidos na matriz dão a resistência contra as pressões que surgem no mancal. O outro campo de aplicação da liga Pb-Sn representa as soldas fracas e moles.

Ponto de fusão 235°C.R. bastante maleável e o mais fusível dos metais usuais.10 16 40 3 Extrudado 0.0 1.5 0.9 17 9 27 Laminado Corrosão 99. óxido de estanho.0 9 5 18 Envel/dia (8%) Antimonial 91 9. O principal minério é o cassiterita.5 1.0 52 17 10 Fundido (9%) Babbit-base chumbo Liga 19 85 5 10.5.0As 73 2 14 Fundido G babbit 83. O estanho tem vasto emprego como metal protetor.0 23 65 7 Extrudado Antimonial 92 8. . CHUMBO Liga Composição Propriedades Pb Sn Sb Outros L. Dia Pb duro (6%) 94 6.0 70 5 13 Fundido Liga 7 75 10 15.0 73 4 15 Fundido Liga 8 80 5 15. na fabricação de latas.1 mm. ESTANHO E SUAS LIGAS O estanho é um metal branco brilhante.0 21 50 5 1% envelhe Pb duro (4%) 96 4. O minério é reduzido em fornos de cuba onde revesboro.0As 68 2 15 Fundido 2.5Ag 9 Sold. Elong DB Condição Kgf/mm² % Kgf/mm² Ligas de chumbo Química 99.10Bi Arsenal Bal 0. L.0 8 6 17 Envel.5 3. as folhas de flandres.0 70 5 14 Fundido Liga 15 83 1 15.15As Cálcio Bal 0.33 g/cm³.028Ca 21 40 3 Extrudado Soldas Pb-Ag (mole) 97.E. pode ser transformado em folhas com espessura inferior a 0. consistem em chapas finas de aço recoberta a fogo com uma camada fina de estanho. (5-95) 95 5.75 12.73 13 6 30 28 Fundição areia 0.0 24 10 50 6 (20-80) 80 20 41 25 16 8 (50-50) 50 50 43 34 60 10 Liga Pb antimonial Antimonial Extrudado e 99 1.0 1. densidade 7.

Antimonial e soldas estanho-prata são usadas em solda elétrica. Liga plena de estanho são as seguintes: puro estanho usado eletropasting e compostos químicos. E. Cisal. soldas. Aplicações especiais são ligas de estanho usadas em fundição sob matriz.0 10 8 Prata 95 5Ag 10 8 Solda Mole 70 30Pb 10 8 junta Eutético 63 37Pb 20 6 10 Mole 50 50Pb Babbit R.6 Babbit estanho é usado como mancais e em fundição permanente.0 10Pb 6 4 2 15 Fundido Especia L. 5 Fundido Trabalhoso 99. Desde que o estanho apresente maior condutividade elétrica que o chumbo. babbits e aplicações especiais. Isto o torna indicado para o uso em tubos de pasta de dente e folhas finas.5 6 3 2 12 Fundido liga2 89 7.0 7 5 1 19 Fundido liga4 75 12. Classificação Composição Propriedades Sn Sb Cu Outros L.98 2 54 ( 4 ) 3 . As várias combinações de estanho.5 8 4 2 16 Fundido liga3 84 8.5 3.0 3. prendedores de livros e vasos. é vantajoso usar solda alto- estanho que solda alto-chumbo. Soldagem mole é usada em junta. A tabela 2.6 0. O estanho e suas ligas podem ser divididas em quatro categorias gerais: ligas comuns. metal branco para joalheria fundida e Pewter são usadas para fazer castiçais.8 1 54 ( 4 ) Fundido Duro 99. O estanho é um metal mole e não endurece permanentemente. estanho duro é usado em folhas e tubos de colapso. Fundido kgf / mm matriz . kgf / mm liga1 91 4.5 4. a solda 61. É conhecida como solda eutética. R.0 8. Elong Db Condição Ligas de Estanho 55 Estanho Puro 99.9% de Sn – 38. Solda Antimonial 95 5. folhas finas para embalagem de alimentos. 2. Compres. antimônio e cobre são usadas para atingir determinados objetivos necessários ao projeto do mancal. Ver fig.5 mostra estas ligas e suas propriedades.1% de Pb é usada largamente.4 3 55 80% red.

420° C permite o trabalho a frio. O maior emprego do zinco é para melhorar e corrigir as propriedades dos outros metais. A liga 921 apresenta a mais elevada resistência à tração e a maior dureza de todas as ligas desta série. faz-se a redução do óxido. 925 bem como pelas designações zamak 2. É inferior as ligas 903 e 925 referente a permanência de dimensões e da resistência ao impacto . LIGAS À BASE DE ZINCO São ligas com 92 a 96% de zinco.0 7 1 20 folha Folha 92 8Zn 6 4 40 Fundido Metal Branco 92 8 5 50 14 Chapa Pewter 91 7 2. . com sua camada. 20% com o cobre para os latões.6 mostra as principais ligas de zinco e suas propriedades. a operação metalúrgica consiste em calciná-la a fim de se obter óxido de zinco. brilhante quando recém cortado. nem apresenta a plasticidade caractersticas dos outros dois metais. Seu baixo ponto de fusão. como o estanho e o chumbo. O zinco apresenta uma vantagem sobre os demais metais ferrosos. Apresenta resistência a atração da ordem do alumínio ou magnésio. Tratando-se da blenda. Cerca de 30% de zinco se destina a galvonoplastia de produtos siderúrgicos protegendo. Em seguida.99% de pureza nas ligas de zinco elimina as variações de dimensões das peças fundidas e a corrosão intergranular. o ferro e o aço. é relativamente barato. 903.0 6 40 77 Recozida 2.Fundição Matriz 82 13 5. carboneto de zinco.6 ZINCO E SUAS LINHAS O zinco é um metal branco azulado. sulfeto de zinco. São empregadas na fundição sob e em moldes metálicos por gravidade. de densidade 7 . 7% destinados a zinco laminado em chapas e tiras e 9% para peças fundidas. Os minérios de zinco mais conhecidos são a blenda. 3 e 5 as quais são patenteados. Esta liga é empregada em casos onde a resistência à tração é mais importante de que as outras propriedades. e a calamina. pouco oxidável ao Cu e facilmente atacado pela maior parte dos ácidos. O emprego do zinco eletrolítico com 99. conhecidas pelas designações SAE 921. mas não tem vantagem de possuir baixa densidade destes metais. As ligas de zinco para fundição sob pressão são em número de três. 2 g/cm³. Apresentam boa usinabilidade e baixo preço e baixo ponto de fusão 380° C. A tabela 13.

paládio. A dureza varia de 20 a mais de 600 Brinell. ferro. Prata de lei tem alta refletividade. ligas de platina e o grupo da platina e paládio e sua ligas. ouro e suas ligas. A tabela 2. torna-se aceitável em trabalhos para uso dental. zinco. Prata – A prata comercial é 99. A fluência do zinco e suas ligadas pode ser estimada por: 1 am = ad X 28 X ▬▬▬▬▬▬▬ 25 – 100°C 25 Temp. No estudo ligado desenvolvem uma larga variedade de propriedade. causa expansão do material durante o processo de endurecimento. quase as mesmas do cobre. Vidro. calcular a resistência à fluência do zinco. Resolva. 1) Calcular temperatura homóloga do zinco e alumínio. o eutético com 72% de prata e 28% de cobre tem baixo ponto de fusão 777° C e. comparando com valor 0. Não é susceptível para uso como contatos elétricos quando a voltagem está abaixo de 0. Devido sua uniforme e alta refletividade pode ser usada para cobrir vidro em espelhos.2V. serviço Exemplo 1: Se a temperatura de 56° C.7 mostra ligas de metais preciosos. É também usada em fotografia devido a fotosensitividade dos cristais de prata. cádmio.7 METAIS PRECIOSOS Metais preciosos podem ser recuperados em quatro grupos: prata e suas ligas. Algumas vezes. Empregada nos casos da liga 921 quanto se desejar maior resistência à corrosão. mica e cerâmica podem ser cobertas com prata e usadas em partes condutoras de eletricidade. Quando chajeado. . níquel ou latão é usada em campo elétrico como condutores. estanho e fósforo para fins especiais. A liga 903 é mais permanente em relação às dimensões e ductilidade A liga 925 tem as suas propriedades intermediárias entre 921 e 903 no que diz respeito às características mecânicas. As propriedades muito boas e pouca mudança dimensionais ocorrem quando prata – estanho – mercúrio solidifica e esfria. ou em baixo nível de circuitos áudio devido à geração de ruídos. pode ser soldado. Resposta: ad / 2 °C 2.9% pura. Sabe-se que T/T t = T´/ T ´ f = T temperatura em ° k. tornando-a conveniente para joalheria e cutelaria. Prata chateando cobre.5. adiciona-se níquel. Apresenta excelentes condutividades térmicas e elétricas. Devido sua resistência à oxidação é possível usa-la para conecções elétricas. suas composições e propriedades. O excesso da mistura ou mercúrio adicionado durante amalgamação. especialmente quando usado em altas temperaturas. o metal base pode oxidar e causar descascamento.

A combinação de 70% de ouro com 30% de platina produz solda de alto ponto de fusão 1450° C. Ligas ouro – prata – cobre são usadas em joalheria. O ouro contido pode ser verde. do lado rico em ouro. O ouro 18K quando ligado com prata e cobre apresenta a coloração amarelada. este é tão macio para uso geral e pode ser usado para recobrimento. Platina – A platina pura é usada em termômetro de resistência e termopares. verde. endurece o material. o ouro é usado em trabalhos dental e decorativo. Ouro branco pode ser de 18. que teria teor de ouro 75%. 100% ouro e 24 kilates. Padrão é a liga 90% de platina. É excelente liga para fabricação de – strain – gages devido suas propriedades físicas em altas temperaturas. 10% de rádio em combinação com fio de platina. As deformações esenvolvidas como resultado da mudança de fase de c f c para t c c e a estrutura ordenada. 14 ou 10K. Uma variação de 14 a 22K de ouro é usada em trabalho dental. As ligas de platinas apresentam propriedades como alta resistência à corrosão e dureza. Ligas platina – cobalto apresentam magnetização permanente devido a sua estrutura distorcida em altas temperaturas e estruturas ordenadas na temperatura ambiente. A liga platina – níquel desenvolve alta resistência em elevadas temperaturas. para propósitos decorativos no vidro e como soldas de fusão elevada. . ou um fio de platina. branco esverdeado e rosado. Esta liga não deve ser usada onde a oxidação deve prevalecer. No campo elétrico devido sua resistência à corrosão é usado em linhas de sinais e como recobrimento nos fios. O último é o ouro 12K. fica branco. cobre. vermelho ou amarelo. vermelha ou amarela.3. Se o ouro é de 18K e cobre. como filme no vidro para filtrar luz. Quando ligada com rádioi é usada em alta temperatura para medir e controlar temperatura até 1930° C.5% de paládio e 10% de ferro conduz a maior resistividade de aproximadamente 1070 microhms por 10¯³ pés após 1 hora de recozimento. Quando ligada com tugstênio seu uso é em potenciômetro onde a resistência ao desgaste e baixo ruído são requeridos. mostrando a possibilidade de endurecimento por ordenação. pode ser de cor . dependendo do controle de cobre – níquel – zinco. verde.13% de radio e um fio de platina. 40. vermelho. 2. apresenta-se o diagrama Au-Cu. decoração e propósitos dental. O balanceamento ou audição de elementos mudarão a coloração da liga. Ouro 10 e 14K tem sua composição controlada pela relação prata-cobre. Ouro – No seu estafo comercial. Se o ouro é de 18K e prata. Ligas de ouro – paládio – ferro tem alta resistividade e são usadas como fios de potenciômetros. Ouro dezoito kilates.5% de ouro. onde baixo ruídode contato são requeridos e se necessita baixa e estável resistência. Quando ligada com paládio é usada em joalheria e contatos elétricos. Na fig. e zinco. a liga é dura para ser trabalhada. É usado como fusível para proteger fornos elétricos. A combinação de 49. se o cobre é ligado com o níquel.

99 Com. quando ligado com 90% de prata é usado como liga de brasagem para incomel.5 7. Ambas são sujeitas ao envelhecimento por precipitação e são usadas em trabalhos dental. A última liga pode também ser cladear outros metais. Paládio-prata-cobre e paládio-prata-ouro são usadas em contatos elétricos sujeitos ao desgaste. env . T.7 Metais Metais Preciosos Composição Propriedades R. Combinando 60% de Pb – 40% de Ag conduz liga que é usada em fios de resistência de precisão Quando ligado com cobre é usada em contatos elétricos. é usado em contatos elétricos para transmissão de áudio onde se necessita insenção de ruídos. E. DB Ag Cu Ni Zn outr. Knoop 90 12. Devido permanecer relativamente livre de manchas. 33 2 0. TABELA 2.25M Eletrica bal.17 h Brasagem ( eut ) 72 28 36 280 C 0.8x10¯/°F entre 30°F(-1.99 Com pura 99.2 g 49 40 15 68 ( 30t ROCK ) Almagama dent. Trabalho a frio aumenta a resistência à tração de 78 kgf / mm² para 80% de redução. Quando ligado com prata. É fácil de ser trabalhada e muito resistente à corrosão. 0.9 13 15 54 27v rec 1100F Prata de lei 92.1°C) e 212°F(100°C). Todas as vantagens do paládio e poucas vantagens da prata são preservadas. Quando ligado com rutênio é usada em joalheria e contatos elétricos. é usado para contatos elétricos.5 35 Cunhagem 90 10 36 63 W .5S 1 n 35 Au Cu Ni Zn OUTROS Ligas de ouro Puro 99. Pode ser trabalhado à frio e a quente ou fabricado em folhas finas.95 22 21 4 41 Ouro-Ag-Cu Vickens 100 envel. . L. níquel e outras ligas resistentes ao calor. Eleong. Puro 99.5 52Hg 3 comp. que estão para operar em circuito na variação miliampéres e para anéis de deslizamento onde materiais duros são empregados em escovas. Devido sua resistividade de 252 ohm / circular 10³ pés e seu coeficiente de expansão térmica de 6. Aquele é claro e menos denso que a platina. Platina-prata-ouro são usadas em brasagem de alta resistência. Paládio – Este metal tem as mesmas características físicas do paládio. Condição kgf / mm % kg / m Ligas prata Pura 99.

85 29 21 5 105 Pd-prata 40 60 32 Pd-cobre 40 60 52 Pd-Ag-Cu 40 30 40 Pd-Ag-Au 40 30 99.0 Cu 275 envel. 14k 58.8 15. 18k 75 5 Cu 20 Ag Amarelo.3 140 recoz. Irídio 99 Ósmio 99 Ródio 99 Rutênio 99 Questionário 1) Classificar as ligas de cobre 2) É possível endurecer por precipitação ligas cobre-níquel? 3) O que é prata alemã? Quais as suas características? 4) Que material é chamado constatan? Quais suas características? 5) Qual o efeito da adição do alumínio no cobre? 6) Liste algumas ligas de cobre de corte fácil.7 33.0 Ag Branco. 7) Liste os usos dos latões.33 17.7 30.Pd . R. 8) Liste alguns usos das ligas cupro-níquel. 10k 41.Cu -Zn 20.5 14 Ouro .Verde.3 5. . 150 recoz. H ( 66% red Ouro Paltina 70 30 Pt 65 58 118 ) L. 14k 58.3 23. Branco.50% red) 40. Ouro .7 32. Branco.7 Cu 310 envel. 9) Quais os elementos do metal monel? Discuta suas propriedades 10) quais as características dos Hartelloys? 11) Listar os usos do chumbo. .Niquel .2 12. 18k 75 2.3 21.5- Pd-rutênio 4. 20.0 Ag Vermelho.Fe 49.5 Pd 0 10 Fe Ligas de paládio Puro 99.47 380 envel.5 12.2 6 170 recoz.4 165 recoz.8 17 8. 10k 41. Branco. 10k 41.

Quais suas características? 20) Liste as propriedades da prata e suas ligas. 1964. 21) Discuta ligas para trabalho dental? 22) Liste o uso do ouro comercial. Metals Handbook. Centro Brasileiro de formento do Uso do Cobre. 29) Discuta o uso da platina com paládio. ed. 23) Liste os kilates do ouro variando de verde. ASM COMITTEE ON HEAT TREATING OF COPPER ALLOYS. Heat Treating of Copper and Copper Alloys. 8ª ed. Metals Handbook. 8ª ed. vermelho. Ohio: American Society for Metals. .12) Quais os elementos do metal inconel? Discuta suas propriedades 13) Quais os usos do chumbo antimonial? 14) Quais os elementos de liga no chumbo usado em soldas? 15) Que elementos são adicionados ao chumbo para criar babbit? 16) Listar os usos do estanho. 28) Discuta as características de liga do paládio e prata. 1966. CEBRACO. Vol 2. ASM. 17) Que elementos formam babitt-estanho/ 18) Quais os usos do zinco puro? 19) Liste metais preciosos. ródio. do mate ao cobre comercial. 30) Como são classificados cobre trabalhado à frio? Referências OFFEN. 26) Quais as vantagens principais do paládio? 27) Liste os efeitos de elemento de liga no paládio como. irídio e rutênio. prata – ouro. tungstênio. K – Metalurgia do cobre. níquel. T.LYMAN. ouro amarelo? Que elementos estão presentes? 24) que elementos são adicionados ao ouro para fins de solda para alta temperatura? 25) Liste os usos da platina. – Properties and Selection. e cobalto. cobre. Metals Park.

3 ESTUDO DE CASOS 3. Sendo um material anisotrópico. 1976. CRC Press. com permissão. em Handbook of engeneering in Medicine Biology. Essa articulação será suscetível à fratura. as propriedades mecânicas dos ossos são diferentes nas direções longitudinal (axial) e transversal (radial) (ver Tabela 3. CAP. Ela está localizada nas junções entre os ossos. GPa (psi) 17. Feinberg.1 ).67 x 106) Limite de resistência a ruptura.96) Limite de resistência a ruptura. a parte superior do fêmur termina em um cabeçote com formato esférico. N. o que ocorre normalmente na estreita região imediatamente abaixo do cabeçote. A superfície de conexão de cada articulação está revestida com uma cartilagem.1 Características Mecânicas do Osso Fêmur Humano Tanto na Direção Paralela como na Direção Perpendicular ao Eixo do Osso Paralelo ao Perpendicular Propriedade Eixo do Osso ao Eixo do Osso Módulo de Elasticidade.6 e 1.1) ocorre na junção entre a pelve e o osso superior da perna (coxa).7 g/cm³. tração.7 6 (2. 3.1 TROCA DE PRÓTESE TOTAL DA BACIA ANATOMIA DA ARTICULAÇÃO DA BACIA Como um prelúdio à discussão da bacia artificial.3) (8. onde as cargas podem ser transmitidas de osso para osso através da ação muscular. em tal caso. Boca Raton.48 x 10 ) (1. ou fêmur. isso vem acompanhado normalmente de um movimento relativo dos ossos componentes. da articulação da bacia. 3. A Fig. O tecido ósseo é um compósito natural complexo de colágeno protéico mole e resistente e apatita frágil. que se ajusta no interior de uma cavidade em forma de copo (o acetábulo) dentro da pélvis.2b. A articulação é um componente importante do sistema do esqueleto. composta de fluidos corpóreos que lubrificam e proporcionam uma interface com coeficiente de atrito muito baixo. Flórida. Tabela 3.8 (ksi) (19. e B.0) (19. a bacia pode ficar doente (osteoartrite). “Biomedical Materials” p. pequenos . D. vamos primeiro discutir algumas das características anatômicas das articulações em geral e. Gibbons. F. 196 135 MPa (ksi) (28. particularmente. G.2a mostra a radiografia de uma articulação de bacia normal. 253-254. facilitando o movimento de escorregamento dos ossos. MPa 135 61.4 11. A radiografia de uma bacia fraturada está mostrada na Fig. as setas mostram duas extremidades da linha de fratura através do pescoço femoral.3) Alongamento na fratura 3-4% - Fonte: De D. Fleming. Uma faixa de movimento giratório relativamente grande é permitida na bacia através de uma circulação do tipo esfera e soquete. 3. A articulação da bacia humana (Fig. Além disso. compressão . que possui uma densidade entre 1.

3. o que causa dor na medida que o cabeçote gira no acetábulo. pela sua outra extremidade.calos ósseos se formam sobre as superfícies de contato da articulação. a cirurgia de substituição total da bacia envolve a remoção do cabeçote e da parte superior do fêmur. é presa uma haste de ancoragem metálica. Fig 3. bem como aqueles materiais que têm sido utilizados com maior grau de sucesso para os vários componentes de bacias artificiais. dentro do centro do fêmur. . à parte da articulação que contém a esfera. Um diagrama esquemático da articulação artificial da bacia está apresentado na Fig 3.3b mostra a radiografia de uma prótese total da bacia.3a. além de parte da medula óssea na parte superior do segmento remanescente. O novo soquete é fixado no interior desse recesso. a Fig. Além disso. Articulações da bacia quebradas ou doentes têm sido substituídas com sucesso moderado por articulações artificiais ou próteses desde o final da década de 1950.1 Diagrama esquemático da articulação humana e dos componentes adjacentes do esqueleto. à qual é fixada. No interior dessa cavidade. No restante desta seção iremos discutir as restrições quanto a materiais. o soquete substituído em forma de taça deve ser fixado à pélvis. Isso é realizado pela remoção do soquete antigo e do seu tecido ósseo vizinho.

As setas em( b) mmostram as duas extremidades da linha de fratura através do pescoço femural.Fig. .2 Radiografia (a) de uma articulação de bacia normal e(b) de uma articulação de bacia fraturada. 3.

(2) a esfera que se prende a essa haste. isto é. (b) radiografia de uma substituição artificial total da bacia. existem quatro componentes básicos na bacia artificial: (1) a haste femoral. bem como sua química e da sua forma. ocorrem reações de rejeição. As restrições quanto às propriedades dos materiais usados para compor esses elementos são muito rígidas devido à complexidade química e à mecânica da articulação da bacia.Fig. Algumas das características exigidas para o material serão discutidas agora.3. (3) a taça acetabular que está fixada à pelve. A biocompatibilidade é uma função da localização do implante. . Sempre que qualquer material estranho é introduzido dentro do ambiente do corpo humano. Todo material de implante deve ser biocompatível. Os produtos resultantes das reações desses materiais com os fluidos corpóreos devem ser tolerados pelos tecidos do corpo vizinhos ao implante. de maneira tal que a função normal do tecido não seja prejudicada. e (4) o agente de fixação que prende a haste no interior do fêmur e o soquete à pélvis. EXIGÊNCIAS DE MATERIAIS Essencialmente.3 (a) Diagrama esquemático. A intensidade da rejeição pode variar desde uma pequena irritação ou inflamação até a morte. deve produzir um grau mínimo de rejeição.

Essas substâncias são transportadas rapidamente ao longo de todo o corpo. além de uma ductilidade mínima de cerca de 8% AL. além disso. o desgaste dessas superfícies deve ser minimizado pelo emprego de materiais muito duros. Assim sendo. serão geradas partículas de detritos à medida que as superfícies de articulação se desgastarem uma contra a outra.00 psi). a bacia irá experimentar uma degradação prematura que poderá exigir a sua substituição. Além disso. direção e taxa de aplicação. Uma outra conseqüência adversa da corrosão è a geração de produtos de corrosão que ou são tóxicos ou interferem nas funções normais do corpo. eles devem transmitir as força que resultam das ações musculares. com o objetivo de prevenir um afrouxamento da haste femoral e do conjunto da taça acetabular das suas posições presas pelo agente de fixação. Um desgaste excessivo ou desigual pode causar um mau funcionamento da prótese. respectivamente. Mais ainda.01 mil por ano (10-5 pol.000 psi) a 107 ciclos.5 x 10-4 mm por ano).500 psi) e 650 MPa (95. As forças de atrito nessas contrafaces que se tocam também devem ser minimizadas. mesmo assim elas podem ainda estar presente em concentrações relativamente elevadas. mas também ao ataque por frestas e a formação de pites. o material usado para a haste femoral deve possuir limite de escoamento e limite de resistência à tração mínima de aproximadamente 500MPa (72. o acúmulo desses detritos nos tecidos vizinhos pode levar também a inflamações. o limite de resistência à fadiga. além de outros sais e compostos orgânicos presentes em concentrações relativamente menores. O fluido corpóreo consiste em uma solução aerada e aquecida que contém aproximadamente 1%p NaCl. como resultado de um processo de um processo contínuo de corrosão. quando tensões estão presentes. os fluidos corpóreos são muitos corrosivos. uma vez que as superfícies deslizam uma sobre a outra. Por ano. pode levar à composição de atrito acelerada por vibrações diferenciais. e à corrosão-fadiga. Embora outras substâncias possam vir a serem excretadas do corpo. Se esses componentes de fato ficarem frouxos com o passar do tempo. Os ossos e os componentes substituídos dentro da articulação da bacia devem ser como aquelas devidas à gravidade. Dessa forma. como aquelas devidas à ação de andar. a tenacidade à fratura e a ductilidade são todas considerações importantes em relação aos materiais que são selecionados para compor uma prótese da bacia.3 a) deve ser de pelo menos 400 MPa (60. Estima-se que a taxa máxima de corrosão que pode ser tolerada para as ligas metálicas empregadas em implantes é da ordem de 0. no caso de ligas metálicas. trincamento devido à corrosão sob tesão. uma diferença significativa pode levar a uma deterioração do tecido ósseo em volta do implante. as características mecânicas tais como módulo de elasticidade. o limite de escoamento. algumas dessas substâncias podem se segregar em órgãos específicos. a resistência à fadiga (para tensões de flexão que são totalmente invertidas (Fig. Além disso. Essas forças são de natureza complexas e flutuam ao longo d tempo em termos de magnitude. 3. a carga sobre a articulação da bacia flutua alguma coisa na ordem de umas 106 vezes por ano. pode levar não somente a uma corrosão uniforme. ou 2. e. Por exemplo. . o que. Ademais. o módulo de elasticidade do material da prótese deve ser compatível com aquele exibido pelo osso. Para uma pessoa comum.

os tempos de vida útil da prótese variam entre apenas cinco e dez anos. as próteses de haste femorais ou são forjadas ou são trabalhadas a frio. não exigindo sua substituição. a sua composição é dada na Tabela 3. um aço inoxidável. no nível de corrosão. A figura 3. Conseqüentemente. Geralmente. geralmente foram determinadas como muito biocompatíveis. quando ingerido. as amálgamas dentárias. . O aço inoxidável mais adequado é o 316L. tempos de vida úteis mais longos são desejáveis. deve ser levado em consideração. isto é. tipicamente. De maneira ideal. que as propriedades materiais de prótese para prótese permaneçam consistentes ao longo do tempo e.2. na geração de substâncias tóxicas etc. Vários comentários finais são apropriados em relação a uma avaliação da biocompatibilidade. são conduzidos testes em que os materiais são implantados em animais de laboratório. É difícil prever a priori a biocompatibilidade de um material. incluindo a utilização de materiais diferentes do aço inoxidável e. Três últimas características materiais importantes são a densidade.4 mostra dois projetos diferentes de prótese da bacia. portanto. a construção da haste e da esfera a partir de materiais diferentes. A técnica de fabricação também pode apresentar uma influencia significativa sobre as suas características. além disso. um tratamento térmico também pode influenciar as características do material e.002%p). Por exemplo. As principais desvantagens dessa liga são a sua susceptibilidade à corrosão por frestas e à corrosão por pites. certamente. no entanto. cobalto-níquel-cromo-mobilênio e titânio. é venenoso. propriedades mecânicas ruins. Para os projetos atuais. a biocompatibilidade de materiais é determinada empiricamente. e a biocompatibilidade de cada material é julgada com base nas reações de rejeição. o mercúrio. além de uma resistência inadequada à corrosão. É altamente desejável que sejam utilizados componentes de peso leve. que os custos dos componentes da prótese sejam razoáveis. uma bacia artificial que tenha sido implantada cirurgicamente deve funcionar de maneira satisfatória durante todo o tempo de vida do receptor. Normalmente. assim como a sua resistência à fadiga relativamente baixa. a reprodutibilidade das propriedades e o custo. que possui um teor de enxofre muito baixo (<0. a haste femoral é construída a partir de uma liga metálica para a qual existem três tipos possíveis: aço inoxidável. Foram introduzidas melhorias subseqüentes. Atualmente. que possuem teores de mercúrio muito elevados. Esse procedimento é então repetido em seres humanos empregando-se aqueles materiais que foram determinados como relativamente biocompatíveis nos animais. MATERIAIS EMPREGADOS HASTE FEMORAL E ESFERA Os primeiros projetos de prótese da bacia exigiam que tanto a haste femoral como as esferas fossem feitas a partir do mesmo material. As características mecânicas assim como o intervalo para a taxa de corrosão para essa liga (no estado trabalha do a frio) estão na tabela 3. a prótese em aço 316L é implantada em pessoas mais velhas ou menos ativas. Além disso. O aço 316L fundido apresenta.3. obviamente.

a haste femoral. Dentre as ligas metálicas implantadas em próteses da articulação da bacia. Assim sendo.3.3. Melhorias recentes em relação a esse dispositivo protético incluem a utilização de um material cerâmico para o componente da esfera em lugar de qualquer uma das ligas metálicas mencionadas anteriormente.Ni-Cr-Mo foram empregadas para compor próteses artificiais da bacia. ainda é fabricada a partir de uma das ligas citadas anteriormente. As propriedades ótimas para essas matérias são produzidas através de um forjamento a quente. Além do mais. . além de responsável pela geração de menores tensões de atrito na articulação. dessa forma. a sua composição é de 90%p Ti. A cerâmica escolhida consiste em um óxido de alumínio policristalino de alta pureza. provavelmente a mais biocompatível seja a liga de Titânio Ti-6Al-4V. qualquer deformação e/ou tratamento térmico subseqüente deve ser evitado para prevenir a formação de microestruturas que sejam prejudiciais ao seu biodesempenho. Fig. Ela é moldada através de um processo de forjamento a quente e. 35%p Ni. 6%p Al e 4%p V. esse componente haste femoral-esfera se torna. 20%p Cr e 10%p Mo. As propriedades dessa liga também estão listadas na Tabela 3. mais dura e mais resistente ao desgaste. como tal. possui uma composição de 35%p Co. designadas por MP35N. possui limites de resistência à tração e de escoamento superiores aos exibidos pelo aço inoxidável 316L (Tabela 3.4 Fotografia mostrando dois projetos de substituição artificial Várias ligas Co-Cr-Mo e Co. uma peça em duas partes. as suas características de corrosão e de fadiga são excelentes. a tenacidade à fratura da alumina é relativamente baixa. No entanto. sendo então fixada à esfera cerâmica. e as suas características de fadiga são ruins. estando sujeita a níveis de tensão significativos.3). uma que foi determinada especialmente adequadas.

Tabela 3. resistência e tenacidade à fratura relativamente elevada. Corrosão (Gpa (psi)) a à (%) 107ciclos(Mpa(ksi)) (mpa)a 0.001- inoxidável (28. (A frio) MP35N 230 1000 1200 13 500 0. decidiu-se abrir mão de um baixo módulo de elasticidade em favor de uma maior biocompatibilidade e resistência. Por exemplo. Infelizmente. um baixo módulo de elasticidade. Dessa forma. isto é. lembre- se de que os módulos de elasticidade dos materiais que compõem o osso e a haste femoral devem ser próximos um do outro. para essa aplicação. Contudo. o(os) material(is) selecionado(os) não serão apenas biocompatíveis.5) 0. de modo tal que seja evitada uma deterioração acelerada do tecido ósseo adjacente ao implante. e excelente resistência ao desgaste. De forma ideal./ano .5) 0. Conseqüentemente torna-se necessário estabelecer compromissos em relação às propriedades dos materiais.0012- (Forjado a (33.001 pol. Liga Módulo de Limite de Limite de Alongamento Resistência ou Taxa de Elasticidade Escoamento Resistência Na Fratura Limite de fadiga.4 x106) (102) (127) (55. o osso. nenhum material feito pelo homem tem ao mesmo tempo a biocompatibilidade e a combinação de propriedades do osso e da articulação natural da bacia. baixo coeficiente de atrito.2% (Mpa Trção ((ksi)) (Mpa(ksi)) Aço 196 700 875 12 383 0. Os materiais selecionados para utilização em um implante ortopédico são o resultado de anos de pesquisa das propriedades químicas e físicas de uma gama de diferentes materiais candidatos.002 316L (trabalhado).3 Característica Mecânica e de Corrosão de Três Ligas Metálicas Usadas Comumente para o Componente da Haste Femoral da Prótese da Bacia. 120 950 1075 13 580(84. qual seja.4 x106) (145) (174) (72.1) 0.04 4V(forjado a (17.002 quente) Ti-6Al.4 x106) (138) (156) quente) mpa significa mils por ano. ou 0.007-0. os materiais feitos pelo homem que são tanto biocompatíveis como relativamente fortestambém possuem elevados módulos de elasticidade. mas também possuirão propriedades mecânicas comparáveis ao do biomaterial que está sendo substituído.

TAÇA ACETABULAR Algumas taças acetabulares são feitas a partir de uma das ligas biocompatíveis ou de óxido de alumínio. totalmente reutilizável.SISTEMA DE PROTEÇÃO TÉRMICA DO ÕNIBUS ESPACIAL 3. algumas vezes. Endeavour. a um afrouxamento daquele componente. utilizado para colar esses dois componentes protéticos às suas estruturas ósseas vizinhas. e o malsucedido Challenger. que é lançado a bordo de um foguete. também comumente conhecido como Ônibus Espacial (Space Shuttle Orbiter). CASO 2 . Determinou-se que a ligação formada entre o implante e o osso é mais firme quando a haste é revestida com uma camada superficial porosa. FIXAÇÃO O desempenho bem-sucedido da junta artificial da bacia pede uma fixação segura tanto da haste femoral ao fêmur como da taça acetabular à pelve. pousa da mesma maneira que um avião normal.4. finalmente. Esse cimento acrílico de ligação contribuiu. além de uma degradação acelerada da junta. desde então. Mais comumente. ele reentra na atmosfera como uma nave espacial e. uma vez dentro da atmosfera inferior. o ônibus espacial consiste em um veículo espacial de carga. a NASA (National Aeronautics and Spaces Administration) dos Estados Unidos. Um agente de fixação é. reutilizável. ele possui um coeficiente de atrito muito baixo quando está em contato com os materiais usados para o componente da esfera do soquete. conhecida por Sistema de Proteção Térmica (TPS - . Uma fixação insegura de qualquer um dos componentes leva. Esse tipo de revestimento foi aplicado à região superior da haste da prótese da bacia direita que está mostrada na Fig. quatro outros ônibus espaciais foram construídos. no entanto. dessa forma fixando o implante ao osso. o tecido ósseo cresce para o interior da rede tridimensional de poros. além disso. decidiu direcionar a sua principal missão para o desenvolvimento de um Sistema de Transporte Espacial (STS-Space Transportation System).2 INTORDUÇÃO Em 1969. O agente de fixação mais comumente utilizado é um cimento ósseo à base de polimetil metacrilato (acrílico). em alguns casos. ou “pele”. O vôo inaugural foi feito pelo ônibus espacial Columbia. Atlantis. Com o término da sua missão. que é polimerizado in situ durante a cirurgia. e que então entra em órbita ao redor da Terra. é usado polietileno de peso molecular ultra-alto. em abril de 1981. para o afrouxamento da haste femoral. A operação bem-sucedida do Ônibus Espacial depende de uma superfície exterior. Esse material é virtualmente inerte no ambiente do corpo humano e possui excelentes características de resistência ao desgaste. pois ele é frágil e não se liga bem ao implante metálico e ao tecido ósseo. Discovery. ao final. 3. Essencialmente. Após a colocação do implante. composta por um pó metálico sintetizado.

Thermal Protection System). Experimentar uma absorção mínima de umidade e de outros contaminantes durante o armazenamento entre missões. Ser construído de modo à de aderir à fuselagem. 4. 5. que protege a fuselagem interior e os seus ocupantes do calor excessivo gerado durante a fase de reentrada do espaço para a atmosfera terrestre. no mínimo. bem como a tensão termicamente induzida imposta durante variações de temperatura. 9. . Nessa seção serão discutidos os componentes principais do TPS do Ônibus Espacial Ao ler essa seção. tenha em mente que as restrições em relação aos custos de projeto e de fabricação desses materiais não eram tão rígidas como seria esperado para aplicações comerciais normais. a qual é construída a partir de uma liga de alumínio. Permanecer reutilizável por 100 missões. 6. extraordinárias. Suportar temperaturas extremas entre – 110°C (-170°F) e 1260°C (2300°F). Manter a temperatura na fuselagem interna em um nível abaixo daquele para o qual ela foi projetada [qual seja. 2. bem como a rápidas variações de temperatura. Ser resistente a gradientes térmicos severos. com um tempo máximo de retorno às suas condições iniciais de 160 horas. Por exemplo. para uma temperatura da superfície exterior máxima de 1260°C (2300°F). o TPS deve ser capaz de fazer o seguinte: 1. SISTEMA DE PROTEÇÃO TÉRMICA EXIGÊNCIAS DE PROJETO As exigências quanto aos materiais empregados no Sistema de Proteção Térmica são. Ser construído a partir de materiais de baixa densidade. e consiste em um problema de projeto e seleção de materiais clássico e relativamente complexo. 3. 175°C (350°F)]. 7. O desenvolvimento desse Sistema de Proteção Térmica evoluiu ao longo de um período de vinte anos. 8. Ser capaz de suportar as tensões e vibrações experimentadas durante o lançamento. Proporcionar e manter uma superfície exterior aerodinamicamente lisa.

pois eles eram ou muito densos e/ou não reutilizáveis. Por esse motivo. as quais satisfazem os critérios específicos para uma região particular da superfície da nave espacial. Vários sistemas de materiais diferentes são empregados nos Ônibus Espaciais. 3.7.4. nenhum material individual é capaz de atender a todos os critérios listados acima. Além disso. assim como as suas faixas de temperaturas de operação. Ademais. estão listados na Tabela 3. 3. Por tanto. cujos projetos específicos dependem da máxima temperatura superficial exterior gerada durante a reentrada do veículo na atmosfera terrestre. Esses sistemas. por exemplo. nem todos esses critérios são exigidos para todas as superfícies da espaçonave. . cada um com o seu conjunto específico de propriedades.6. a filosofia adotada foi a de projetar diversos tipos diferentes de sistemas de materiais de proteção térmica. se tornou necessário projetar um novo conjunto de materiais complexos. os perfis de temperatura máximos tipicamente encontrados durante a reentrada estão mostrados na Fig. As localizações desses vários sistemas estão indicadas na Fig. composições dos materiais e localizações no ônibus espacial. Os sistemas e os materiais de proteção térmica que haviam sido desenvolvidos anteriormente pela industria aeroespacial se mostraram inadequados para o Ônibus Espacial.

Alem disso. e são colocados à fuselagem de alumínio por meio de um adesivo e silicone que vulcaniza à temperatura de ambiente (RTV. Outras regiões da superfície superior que estão expostas a temperaturas mais altas. como ocorre com o isolamento FRSI.32 pol) . Pelo lado interior.16 e 0. seguindo um padrão quadrado de uma polegada. esses lençóis AFRSI são colocados à estrutura por meio de um adesivo RTV à base de silicone. Esses lençóis estão disponíveis em duas espessuras. Esses lençóis consistem em uma pasta de fibra de quartzo que é colocado como um sanduíche entre um tecido de quartzo trançado para altas temperaturas. A superfície exterior de algumas regiões também esta protegida com revestimento cerâmico.41 pol) e apenas um pouco abaixo de 50 mm (2 pol).Roon-Temperature Vulcanizing). cuja superfície exterior é revestida com um elastômero de silicone a fim de se atingir as propriedades térmicas de superfície que são exigidas. . 4 e 8 mm (0. As espessuras dos lençóis AFRSI variam entre 10 mm (0. Esse isolamento consiste em lençóis de feltro de um material a base de náilon. pelo lado exterior. porém não superiores a 815° C (1500° F). são protegidos por lençóis feitos de um isolamento de superfície reutilizável flexível avançado (AFRSI- Advanced Flexible Reusable Surface Insulation ). SISTEMA DE PROTEÇÃO TÉRMICA • COMPONENTES: ISOLAMENTO DE SUPERFÍCIES REUTILIZÁVEIS DE FELTRO As regiões da superfície que estão expostas a temperaturas de até 400 ° C (750 ° F) são recobertas como o que é conhecido por isolamento de superfície reutilizável de feltro (FRSI – Felt Reusable Surface Insulation). essas três camadas são costuradas juntas utilizando-se fios de quartzo e de vidro. Sobre a maioria das regiões do veiculo. é um tecido de vidro para temperaturas mais baixas.

A Fig. Por 8 pol.2 pol. abrangendo aproximadamente 70% da área externa total do Ônibus Espacial. porém as dimensões das placas variam entre aproximadamente 50 mm por 50 mm ( 6 pol. Não existem duas placas que possuam exatamente a mesma configuração.5 pol.). empregando-se ferramentas de diamante em torno controlado por computador. Cada placa é usinada de forma precisa até adquirir a sua forma individual.) e 90 mm (3.300 dessas placas. e também para acomodar e compensar as alterações dimensionais térmicas que acompanham os extremos de temperatura experimentados durante uma missão típica. Os materiais cerâmicos são intrinsecamente isolantes térmicos e ainda suportam essas temperaturas elevadas. Cada Ônibus Espacial possui uma média de 24. decidiu-se um material cerâmico relativamente complexos na forma de placas e azulejos. As espessuras das placas variam entre 5mm (0. SISTEMAS DE PLACAS CERÂMICAS São impostas restrições mais rígidas para os materiais que estão localizados nas regiões do ônibus espacial expostas a temperaturas na faixa de 400 e 1260°C (750 e 2300° F). . . 3.) a até aproximadamente 200 mm por 200m ( 8pol. O projeto de placas é usado para que o sistema de proteção se ajuste aos contornos da superfície do Ônibus Espacial.). Por 6 pol.8 mostra uma fotografa que exibe a instalação das placas. Para essas áreas.

. a sílica pode ser aquecida a temperaturas relativamente elevadas sem que amoleça.). O emprego das placas FRCL em lugar das placas do tipo LI-2200 reduziu o peso do ônibus espacial em aproximadamente 450 kg (1000 Ib m ).900. São empregadas placas com três densidades diferentes. como ao redor das portas e dos painéis de acesso. Sendo compostos por aproximadamente 93% v de espaço vazio. Ainda. e 0. as respectivas densidades desses materiais são 0. com diâmetros que variam entre 1 e 4 µm. Por outro lado. Os materiais LI-900 e LI-2200 são fabricados com o emprego de fibras de sílica de alta pureza. designadas por LI . a designação FRCL vem de Isolamento por Compósito Fibroso Refratário (Fibrous Refractory Composite Insulation). além de comprimentos da ordem de 3mm (0. são possíveis exposições de curta duração a temperaturas tão elevadas quanto 1480 °C (2700°F). A maioria das placas nos ônibus espaciais são do tipo LI-900. As resistências das placas LI-2200 e FRCL são virtualmente equivalentes. FRCI-12 e LI-2200.14 g/cm³ ( 91Ib m /pé³).35 g/cm³ (22 Ib m /pé³). A microestrutura da placa típica está mostrada na micrografia eletrônica de varredura da Fig. A sílica possui um coeficiente de expansão térmica extremamente baixo. As placas LI-2200 e FRCL são usadas naqueles locais onde é exigida maior resistência. Eles são excelentes isolantes térmicos. o que dá origem a um material muito poroso e de peso leve. 3. ela é muito resistente ao choque que está associado a variações rápidas de temperatura. as placas FRCL são compostas por um compósito que contém 78% de fibra de sílica e 22% de fibra de borossilicato de alumínio.13 pol. sendo maiores do que aquela exibida pelas placas LI-900. dessa forma. Esses materiais fibrosos de sílica de baixa densidade são ideais para o Sistema de Proteção Térmica do Ônibus Espacial.9. assim como um módulo de elasticidade relativamente baixo. a uma temperatura de 1370°C (2500°F). As ligações de fibra para fibra são estabelecidas através de um tratamento térmico de sinterização.

Elas formam uma junta de vedação para a superfície inferior das placas e protegem os blocos isoladores de deformação contra a penetração de água ou plasma através das junções entre placas. Um diagrama esquemático desse conjunto está mostrado na figura 3. quer no espaço. .Esse tipo de placa e conhecido por isolamento de superfície reutilizável para baixas temperaturas (LRSI .High.Temperature Reusable Surface Insulation ) . As propriedades das placas são anisotrópicas.Temperature Reusable Surface Insulation ). As localizações das placas LRSI estão indicadas na figura 3. alem disso. Aquelas placas que estão expostas a temperaturas máximas mais elevadas. prender as placas à fuselagem. Esse material de revestimento é algumas vezes chamado de vidro curado por reação (RGG-Reaction Cured Glass ). Elas são feitas do mesmo feltro de náilon ao qual um revestimento exterior RTV foi aplicado. esse bloco isola as placas das deflexões que ocorrem na fuselagem. Esse tipo de placa é conhecido por isolamento de superfície reutilizável para altas temperaturas (HRSI. e nas superfícies superiores das asas e na cauda) são revestidas com uma fina camada (0. O bloco isolador de deformações é composto por um feltro de náilon que ira suportar aquecimentos repetidos ate 290° (550°F). Isso é obtido através se uma montagem que consiste em um bloco isolador de deformação (SIP-Strain Isolator Pad).10. tetraboreto e silício (SIB 4 ).012 pol de espessura de um vidro borossilicato de alta emitância.30 mm) 0. Sendo de alta emitância ótica . o que reflete os raios de sol e mantêm o ônibus espacial relativamente frio enquanto este se encontra em órbita. esse revestimento é capaz de irradiar aproximadamente 90 % do calor de reentrada gerado para fora do ônibus espacial. e um adesivo RTV se silicone que cola placa ao SPI e o SIP e a barra de enchimento à estrutura da fuselagem.10. e as arestas dianteiras e traseira da cauda). a superfície da placa é branca . e como tal. quer na atmosfera terrestre . Abaixo das junções entre as placas estão localizadas as barras de enchimento.Low . alem deste. uma barra de enchimento. e as suas posições sobre o ônibus espacial também estão anotadas na figura 3. nas laterais superiores do veiculo. elas são projetadas para serem mais resistentes ao longo do plano da placa. A espessura dessas barras é maior do que o bloco do que o bloco isolador de deflexões. recebem um revestimento negro que é composto pelo mesmo vidro borossilicato e. entre 650° C (1200°F) e 1260°C (2300° F) (isto é a parte inferior do veiculo. Também é necessário isolar e amortecer as frágeis placas cerâmicas contra as deformações mecânicas e térmicas que são sustentadas pela fuselagem e.11. e para apresentarem o maior isolamento térmico na direção perpendicular a esse plano. As placas sobre as superfícies que estão expostas a temperaturas máximas na faixa de 400 a 650°C (750 a 1200°F) (isto é.

essas ligas possuirão temperaturas de fusão elevadas e. como forma de proteção contra oxidação. e dessa forma não irá experimentar tensões e deflexões térmicas significativas. algumas regiões da superfície do ônibus espacial são expostas a temperaturas superiores aquelas que as placas cerâmicas são capazes de suportar (1260°C ou 2300°F).10 mostra as áreas onde esse material compósito RCC é empregado. titânio. onde as temperaturas podem chegar a 1650°C (3000°F). a superfície é revestida com uma fina camada de carbeto de silício (SiO).ele também é um material relativamente complexo. Obviamente. como pode ser observado na fig 3. O único material que preenche todas a essas exigências é um adesivo RTV à base de silicone. essas áreas são a ponta do nariz e as arestas dianteiras das asas (fig 3. outros materiais além daqueles que já foram citados são utilizados no ônibus espacial. nióbio. ligas metálicas são usadas pra algumas superfícies expostas. e deve ser capaz de preencher quaisquer irregularidades na estrutura da fuselagem. ainda. O material que foi projetado para uso nesses locais é um compósito de carbono reforçado com carbono (RCC. Especificamente. e este à fuselagem deve sobreviver a exposições repetidas a pelo menos 290 °C (550°F) . .Reinforced Carbon –Carbon). densidades relativamente baixas. e liga de Haynes 188).Deve curar a temperaturas ambiente. São exemplos as ligas de berílio.12). 750.10. as janelas são feitas a partir de materiais de vidro. Por exemplo. O adesivo que cola todo esse sistema. ele é altamente resistente a choques térmicos e a fadiga. CARBONO REFORÇADO COM CARBONO Durante a reentrada. 625. aço inoxidável (ligas 316) e diversas superligas (ligas inconel 718. a sua densidade é muito baixa. preferencialmente. Esse material compósito é adequado para esses locais onde existem altas temperaturas pelas seguintes razões: a resistência e a rigidez são mantidas ate as mais altas temperaturas de serviço. Tipicamente. o qual consiste em uma matriz de carbono reforçada com fibras de grafita. A fig 3. ele possui um baixo coeficiente de expansão térmica. e é possível a sua fabricação em formas complexas.