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Seção: Tutoriais Banda Larga

Redes Wi-fi II: Wireless LAN e Padrões

A palavra wireless tem origem do inglês, onde wire significa fio e less significa sem. Wireless é
caracterizada por todo tipo de transmissão de informação que não utiliza fios ou cabos para conexão.

Pela facilidade de instalação e uso, as redes sem fio se tornaram populares. Dentro deste modelo de
comunicação, enquadram-se várias tecnologias como, por exemplo: o InfraRed (infravermelho) usada nos
controles remoto; o bluetooth muito usados em celulares, mouses e teclados sem fio; o Worldwide
Interoperability for Microwave Access (WiMax – interoperabilidade Mundial para Acesso de Micro-ondas)
que é uma tecnologia WMAN e vem sendo muito usadas em diversas cidades no Brasil; e outras como o
ZigBee e o Ultra-wide Band (UWB – Banda ultra larga), que assim como o bluetooth são redes WPAN’s,
especificadas no padrão IEEE 802.15.

Como já foi visto anteriormente as WLAN’s são redes locais que conectam suas estações através de
radiofrequência. Elas são uma alternativa flexível às redes físicas, sendo possível a conexão sem
necessidade de desconectar ou reinstalar cabos. Sendo ela o foco principal desse trabalho serão vistos
nesse capítulo a evolução e melhoria dos padrões definidos pelo IEEE ao longo dos anos, além de outras
características.

Padrões IEEE para Redes WLAN

Apresentam-se a seguir os padrões IEEE para as redes WLAN.

IEEE 802.11

“O IEEE (Institute of Electrical and Eletronics Engineers) constituiu um grupo de pesquisa para criar
padrões abertos que pudessem tornar a tecnologia sem fio cada vez mais realidade. Esse projeto,
denominado de Padrão IEEE 802.11, nasceu em 1990, mas ficou por aproximadamente sete anos inerte.”
(CABIANCA, 2006, p. 3).

Segundo CABIANCA (2006, p. 3) a causa principal era a baixa taxa de transferência de dados que a
tecnologia inicialmente oferecia (na faixa de kbit/s). Para resolver essa questão, em novembro de 1997 o
IEEE ratificou o primeiro padrão de rede sem fio, o IEEE 802.11, que definiu o protocolo de controle de
acesso ao meio Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance (CSMA/CA – Acesso Múltiplo com
Sensoriamento da Portadora/ Prevenção de Colisão), e a camada física: Infra-Vermelho e Espalhamento
Espectral na faixa de 2.4 GHz. Suas taxas de transmissão eram de 1 e 2 Mbit/s.

O padrão IEEE 802. 11 utiliza um esquema de transmissão chamado CSMA/CA (Carrier Sense Multiple
Access with Collision Avoidance). Na primeira transmissão, o transmissor escuta o canal para verificar se
ele está desocupado. Se nenhuma transmissão estiver sendo efetuada, ele inicia a primeira transmissão.
Após a primeira transmissão ler ocorrido, cada máquina é configurada para transmitir a um determinado
período de tempo. Assim, não há colisões, já que cada máquina possui uma hora certa de transmitir - e daí
o nome desse método de transmissão (evitação de colisão) (TORRES, 2001 p.262).

IEEE 802.11a

Em setembro de 1999 é homologado o padrão 802.11a com taxas de dados suportadas são 6, 9, 12, 18,
24, 36, 48 e 54 Mbit/s. o Padrão trabalha na frequência de 5 GHz e utiliza modulações BPSK, QPSK, 16-
QAM ou 64-QAM, dependendo da taxa de dados essas modulações podem variar.

Segundo TAKANASHI, H. citado por PINTO e ALBUQUERQUE (2002, p 8), “Em julho de 1998, o grupo de
padronização IEEE 802.11 decidiu selecionar a técnica Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM
– Multiplexação por Divisão de Frequência Ortogonal), como base para seu novo padrão em 5GHz,
objetivando uma transmissão de dados na faixa de 6 a 54 Mbit/s.”

De acordo com PINTO e ALBUQUERQUE (2002. p. 8) esse padrão é o primeiro a utilizar a técnica OFDM
em comunicações baseada em pacotes. Sendo que nas redes 802.11a o número de subportadoras
disponíveis são de 52. Onde quatro delas são “pilotos” ou portadoras de sincronização.

O padrão 802.11a foi criado na mesma época que o padrão 802.11b, porém chegou ao mercado
posteriormente ao padrão 802.11b, tinha como principal vantagem maior taxa de transmissão e maior
imunidade a interferências ocasionadas principalmente por dispositivos que utilizam a faixa de 2,4 GHz,
como por exemplo: telefones sem fio, micro-ondas e dispositivos bluetooth. Os ruídos e tráfego gerados
por esses dispositivos não interferem na comunicação desta rede já que ela trabalha na faixa de 5 GHz.

Sua grande desvantagem era de não ser compatível com os equipamentos que já operavam em diversas
WLANs como Acess Points (AP-Pontos de acesso) e estações que até então só trabalhavam em 2.4 GHz.
Por outro lado os equipamentos 802.11b eram compatíveis com os esses equipamentos, e, devido a essa
compatibilidade o mercado buscou produzir mais equipamentos com a sua especificação, outro motivo que
se dá para terem sido feitos mais equipamentos 802.11b é que eles eram mais fáceis e baratos de serem
produzidos que os equipamentos 802.11a.

IEEE 802.11b

Em 1999 o padrão 802.11b expandiu o throughput (taxa de transferência) real do padrão 802.11, para uma
taxa máxima de 11 Mbit/s. Os equipamentos compatíveis com IEEE 802.11b trabalham com modulação
BPSK, QPSK e CCK e suportam 4 taxas de velocidade: 1, 2, 5,5 e 11 Mbit/s. Sua técnica de transmissão é
o DSSS, sendo assim pode trabalhar com até 14 canais.

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Esse padrão foi o primeiro padrão para comunicação wireless utilizado em grande escala devido a sua
compatibilidade com o padrão anterior que já trabalhava também na faixa de 2.4 GHz. Os fabricantes
dizem que o padrão tem um alcance de 100 metros, todavia a velocidade e alcance estão sujeitos a
alterações devido ao numero de obstáculos que a WLAN irá enfrentar.

IEEE 802.11g

Em junho de 2003 o padrão 802.11g foi homologado.

Esse padrão e a evolução dos padrões anteriores, ele junta o melhor do 802.11b (alcance do sinal) e do
802.11a (taxa de transmissão). Com ele e possível chegar aos 54 Mbit/s. Porem como os outros padrões
caso alguém se conecte a rede WiFi com uma placa que não seja 802.11g a rede inteira começará a
trabalhar a uma velocidade de 11 Mbit/s. Um ponto importante e que o 802.11g não consegue trabalhar
com placas tipo 802.11a (SILVA; SOARES. 2009. p. 15).

A especificação 802.11a em 5 GHz usa a modulação OFDM, enquanto que a especificação 802.11g em
2.4 GHz a propõe como uma das opções. Neste último caso, entretanto, prevê-se que a modulação OFDM
deve ser o principal modo de operação.

IEEE 802.11n

Em 11 de setembro de 2009 foi aprovado o novo padrão para redes WLAN o 802.11n, porém seu
documento IEEE definitivo foi publicado em 29 de outubro de 2009.

Com essa tecnologia os obstáculos não impedem uma melhor conexão de banda larga nas LAN’s. A taxa
de transmissão pode ser ampliada mesma com os AP’s mais distantes (HOCKADAY, Roger. Revista RTI,
julho de 2008 N 98).

O padrão 802.11n utiliza na camada física o OFDM. Que é combinada com a tecnologia Multiple Input,
Multiple Output (MIMO – Múltiplas Entradas Múltiplas Saídas) que proporciona definir muitas configurações
de transmissão, (será explicado adiante).

Na questão de compatibilidade a descrição geral do artigo IEEE 802.11n cita que se uma estação operar
na faixa de 5 GHz essa deverá suportar a transmissão e recepção de quadros que são compatíveis com a
camada física especificadas pelo padrão anterior que já trabalha com essa frequência (IEEE 802.11a).
Também cita que se uma estação operar na faixa de 2,4 GHz essa deverá suportar a transmissão
recepção de quadros que são compatíveis com as camadas físicas especificadas pelos padrões anteriores
que já trabalham com essa frequência (IEEE 802.11b, g). Ou seja, compatibilidade na rede deve está
garantida nos novos equipamentos para os equipamentos de padrões antecessores, porem não haverá
melhora na taxa de transmissão desses. Esse é o mesmo caso que acontece com o padrão 802.11g
quando interage com 802.11b (mesma frequência, mas taxa de transmissão menor), basta apenas um
equipamento 802.11a/b/g no alcance de um AP 802.11n para que o desempenho em toda a área de
cobertura da rede seja reduzido.

Uma das principais características que distinguem um equipamento 802.11n (além das técnicas de
transmissão) são os formatos de dados operacionais: sem o formato High Throughput (non-HT), formato
misto HT (HT_MF) e formato Greenfield HT (HT_GF). Os dados podem ser transmitidos com 20 MHz ou
40 MHz de largura de banda.

Formato sem HT

“Pacotes deste formato são estruturados de acordo com a Cláusula 17 (IEEE 802.11a) ou Cláusula 19
especificação (IEEE 802.11g). Suporte para formato non-HT é obrigatório.” (802.11n.2009. p 248).

Um AP 802.11n que usa modo de “non-HT” envia todos os quadros no formato antigo 802.11a/b/g assim
as estações de padrões anteriores podem entendê-los e todo o tráfego de dados é aceito. Também deve
usar o canal de 20 MHz de largura e nenhum das novas características descritas na camada física do
padrão IEEE 802.11n. Todos os produtos IEEE 802.11n devem ter suporte para esse modo, para
assegurar compatibilidade com todos os padrões anteriores, como já foi dito um AP 802.11n quando usa
esse recurso não fornece um desempenho melhor na taxa de transmissão para padrões antecessores.

Formato Misto

Nesse formato as melhorias e características do quadro (frame) do novo padrão podem ser transmitidas
simultaneamente com o quadro dos padrões anteriores, ou seja, esse formato contêm compatibilidades
com os receptores dos padrões 802.11a/b/g,

Formato Greenfield HT

Quando um AP 802.11n usa o formato Greenfield ele assume que não existem estações de padrões
anteriores próximo tentando acessar o AP. Ele só usa para transmissão o formato HT, é como se as outras
estações não existissem, nesse caso elas não podem se comunicar com o AP 802.11n. HT modo é
opcional.

Vantagens das Redes 802.11n

Dentre as principais vantagens do novo padrão podemos citar:

Maior capacidade: com o novo protocolo os usuários podem transmitir mais dados com mais rapidez
(...) (HOCKADAY, p. 44). É importante notar que a principal utilidade desse padrão para as
empresas não é o aumento para a largura de banda para usuários isolados, mais sim mais largura
de banda para um grupo de usuários.
Maior alcance: uma conexão 802.11g do AP até o usuário pode alcançar uma distância de até 60 m
em um espaço livre. Em ambientes de escritório o alcance é reduzido para aproximadamente 20 m
(HOCKADAY, p. 44). O 802.11n supera essa distância, cada fabricante especifica no manual ou
mesmo na própria embalagem do produto a distância que o sinal pode alcançar. Entretanto para
uma melhora significativa essa dependerá dos métodos de transmissão empregados por cada
fabricante, como o numero de fluxos espaciais, por exemplo, o mesmo se aplica para os receptores.
Cobertura: Quando a infraestrutura física de um prédio for mais complexa a tecnologia WLAN
contida no padrão 802.11n possivelmente será a melhor opção (HOCKADAY, p.44). Isso graças às
técnicas de transmissão MIMO citadas anteriormente que melhoram o alcance e a qualidade do

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sinal.
Menor custo: Como as redes podem funcionar com menos aparelhos e portas de switch, os custos
de investimento e instalação caem (HOCKADAY, p. 44). Com o alcance e uma qualidade melhor de
cobertura naturalmente o custo de instalação de uma rede sem fio naturalmente irá diminuir.

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