Doutr inas Básicas

SEMiná r iOS E inSTiT uTOS DE r Eligi ãO

1. A Trindade
Há três pessoas distintas na Trindade: Deus, o Pai Eterno; Seu Filho, Jesus Cristo, e o Espírito Santo (ver Atos 7:55–56). O Pai e o Filho possuem um corpo tangível de carne e ossos, e o Espírito Santo é um ser espiritual (ver D&C 130:22–23). São unos em propósito e doutrina e trabalham em perfeita harmonia para levar a efeito o divino plano de salvação do Pai Celestial.

Moisés 1:39). As escrituras referem-se a esse plano como o “plano de salvação”, o “grande plano de felicidade”, o “plano de redenção” e o “plano de misericórdia”. O plano de salvação inclui a Criação, a Queda, a Expiação de Jesus Cristo e todas as leis, ordenanças e doutrinas do evangelho. O arbítrio moral — a capacidade de escolher e agir por nós mesmos — também é essencial no plano do Pai Celestial. Graças a esse plano, podemos ser aperfeiçoados por meio da Expiação, receber a plenitude da alegria e viver para sempre na presença de Deus. Nossos relacionamentos familiares podem perdurar por toda a eternidade.

Deus, o Pai
Deus, o Pai, é o Governante Supremo do Universo. É o Pai de nosso espírito. É perfeito, todo-poderoso e conhece todas as coisas. É também um Deus de perfeita misericórdia, bondade e caridade.

Vida Pré-Mortal
Antes de nascermos na Terra, vivíamos na presença do nosso Pai Celestial como Seus filhos espirituais. Nessa existência pré-mortal, participamos de um conselho com os outros filhos espirituais do Pai Celestial. Naquela ocasião, o Pai Celestial apresentou Seu plano e Jesus Cristo, na condição pré-mortal, fez convênio de ser o Salvador. Abençoados com o dom do arbítrio, tomamos decisões importantes, como a de seguir o plano do Pai Celestial (ver 2 Néfi 2:27). Preparamo-nos para vir à Terra, onde poderíamos continuar a progredir. Aqueles que seguiram o Pai Celestial e Jesus Cristo receberam permissão para vir à Terra a fim de passarem pela mortalidade e progredirem rumo à vida eterna. Lúcifer, outro filho espiritual de Deus, rebelou-se contra o plano e tornou-se Satanás. Ele e seus seguidores foram expulsos do céu e perderam o privilégio de receber um corpo físico e de viver na mortalidade.

Jesus Cristo
Jesus Cristo é o Primogênito do Pai em espírito e o Unigênito do Pai na carne. É o Jeová do Velho Testamento e o Messias do Novo Testamento. Viveu sem pecado e fez uma Expiação perfeita pelos pecados de toda a humanidade. Sua vida é um exemplo perfeito de como todas as pessoas devem viver (ver 3 Néfi 27:27). Foi a primeira pessoa nesta Terra a ressuscitar. Jesus Cristo regressará em poder e glória e reinará na Terra durante o Milênio. Todas as orações, bênçãos e ordenanças do sacerdócio devem ser feitas em Seu nome.

O Espírito Santo
O Espírito Santo é o terceiro membro da Trindade. É um ser espiritual, sem um corpo de carne e ossos. Muitas vezes é mencionado como Espírito, Santo Espírito, Espírito de Deus, Espírito do Senhor ou Consolador. O Espírito Santo presta testemunho do Pai e do Filho, revela a verdade de todas as coisas e santifica aqueles que se arrependem e são batizados (ver Morôni 10:5).

Vida Mortal
A parte mortal da nossa existência é um período de aprendizado no qual podemos preparar-nos para a vida eterna e provar que usaremos nosso arbítrio para fazer tudo o que o Senhor nos ordenar. Nosso espírito está unido ao corpo físico, o que nos concede oportunidades de crescer e de nos desenvolver, de uma forma que seria impossível na vida pré-mortal.

2. O Plano de Salvação
Na existência pré-mortal, o Pai Celestial apresentou um plano que nos permitiria ser como Ele e alcançar a imortalidade e a vida eterna (ver D&C 14:7;
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Vida Após a Morte
Quando morremos, nosso espírito vai para o mundo espiritual e aguarda a Ressurreição. O espírito dos

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justos é recebido num estado de felicidade chamado paraíso. Muitos dos fiéis continuarão a pregar o evangelho aos que estiverem na prisão espiritual. A prisão espiritual é um local temporário no mundo pós-mortal destinado aos que tiverem morrido sem o conhecimento da verdade ou sido desobedientes na mortalidade. Lá, o evangelho é ensinado aos espíritos, que têm a oportunidade de arrepender-se e aceitar as ordenanças de salvação realizadas por eles nos templos. Aqueles que aceitarem o evangelho poderão habitar o paraíso até a Ressurreição. A Ressurreição é a reunião do nosso corpo espiritual com o nosso corpo físico de carne e ossos (ver Lucas 24:36–39). Após a Ressurreição, o espírito e o corpo nunca mais se separarão, e seremos imortais. Todas as pessoas nascidas na Terra ressuscitarão, graças ao fato de Jesus Cristo ter vencido a morte (ver Jó 19:25–26; I Coríntios 15:20–22). Os justos ressuscitarão antes dos iníquos e surgirão na Primeira Ressurreição. O Juízo Final ocorrerá após a Ressurreição. Jesus Cristo julgará cada pessoa para determinar a glória eterna que receberá. Esse julgamento se baseará na obediência de cada um aos mandamentos de Deus (ver Apocalipse 20:12–13). Há três reinos de glória (ver I Coríntios 15:40–42). O mais elevado é o reino celestial. Aqueles que forem valentes no testemunho de Jesus e obedientes aos princípios do evangelho viverão na presença de Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo. O segundo dos três graus de glória é o reino terrestre. Os habitantes desse reino serão os homens e mulheres honrados da Terra que não foram valentes no testemunho de Jesus. O reino teleste é o mais inferior dos três graus de glória. Os habitantes desse reino escolheram a iniquidade em vez da retidão durante sua vida mortal e receberão sua glória depois de serem redimidos da prisão espiritual.

Devemos utilizar os recursos da Terra com sabedoria, discernimento e ações de graças. Adão foi o primeiro homem criado na Terra. Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem (ver Gênesis 1:26–27). Todos os seres humanos — homens e mulheres — são criados à imagem e semelhança de Deus.

A Queda
A transgressão de Adão e Eva e as transformações dela decorrentes, entre as quais a morte física e espiritual, são chamadas de Queda. No Jardim do Éden, Deus deu a Adão e Eva o mandamento de não comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; a consequência de tal ato seria a morte espiritual e física. A morte espiritual é o afastamento de Deus. A morte física é a separação entre o espírito e o corpo mortal. Por terem transgredido e comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva foram expulsos da presença do Senhor; ou seja, foi-lhes infligida a morte espiritual. Também se tornaram mortais — sujeitos à morte física. Como descendentes de Adão e Eva, herdamos um estado decaído durante a mortalidade, no qual somos testados pelas dificuldades da vida e pelas tentações do adversário (ver Mosias 3:19). A Queda é parte integrante do plano do Pai Celestial para nossa salvação. Ela teve seu lado negativo, mas foi também um avanço: Ao mesmo tempo introduziu a morte física e a espiritual e deu-nos a oportunidade de nascer na Terra, aprender e progredir. Como resultado da Queda, Adão, Eva e sua posteridade poderiam sentir alegria e tristeza, conhecer o bem e o mal e ter filhos (ver 2 Néfi 2:22–25).

4. A Expiação de Jesus Cristo
Expiar é sofrer a punição por um pecado, eliminando assim os efeitos da transgressão sobre o pecador arrependido e permitindo-lhe reconciliar-se com Deus. Jesus Cristo era o único capaz de efetuar uma Expiação perfeita por toda a humanidade. Sua Expiação incluiu o sofrimento pelos pecados da humanidade no Jardim do Getsêmani, o derramamento de Seu Sangue, Seu sofrimento e morte na cruz e Sua Ressurreição do sepulcro (ver Isaías 53:3–5; D&C 19:16–19). O Salvador pôde realizar a Expiação por nunca ter pecado e por ter poder sobre a morte. Da mãe mortal, Ele herdou a capacidade de morrer; de Seu Pai imortal, herdou o poder de retomar a vida.

3. A Criação e a Queda
A Criação
O Pai Celestial é o Criador Supremo. Jesus Cristo criou os céus e a Terra sob a direção do Pai. A Terra não foi criada do nada, mas organizada a partir de matéria já existente. Jesus Cristo criou mundos incontáveis. A criação de um planeta como a Terra era essencial para o plano de Deus. Proporcionaria um lugar para ganharmos um corpo físico, sermos testados e provados e desenvolvermos atributos divinos.

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Graças à Expiação de Jesus Cristo, todos ressuscitarão e vencerão a morte física. Por intermédio da Expiação, aqueles que se arrependerem, obedecerem aos mandamentos, receberem as ordenanças de salvação e guardarem seus convênios vencerão a morte espiritual e receberão o dom da vida eterna. Como parte de Sua Expiação, Jesus tomou sobre Si as dores, enfermidades e aflições de todas as pessoas (ver Alma 7:11–12). Ele compreende nossos sofrimentos, pois sentiu todos eles.

das santas escrituras foram adulteradas ou perdidas e as pessoas não tinham mais o verdadeiro conhecimento de Deus. Essa apostasia durou até que o Pai Celestial e Seu Filho Amado apareceram a Joseph Smith e iniciaram a restauração da plenitude do evangelho.

A restauração
A Restauração é o restabelecimento por Deus das verdades e ordenanças de Seu evangelho entre os homens na Terra (ver Isaías 29:13–14; Apocalipse 14:6–7). Em preparação para a Restauração, o Senhor levantou homens nobres no que ficou conhecido como a Reforma Protestante. Eles tentaram fazer as doutrinas, organização e práticas eclesiásticas voltarem ao que eram quando o Salvador as estabelecera. No entanto, não possuíam o sacerdócio nem a plenitude do evangelho. A Restauração começou em 1820, quando Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, apareceram a Joseph Smith em resposta à sua oração (ver Joseph Smith — História 1:15–20). Alguns dos acontecimentos mais importantes da Restauração foram a tradução do Livro de Mórmon, a restauração do Sacerdócio Aarônico e de Melquisedeque e a organização da Igreja em 6 de abril de 1830. O Sacerdócio Aarônico foi restaurado a Joseph Smith e Oliver Cowdery por João Batista em 15 de maio de 1829. O Sacerdócio de Melquisedeque e as chaves do reino foram restaurados em 1829 quando os Apóstolos Pedro, Tiago e João os conferiram a Joseph Smith e Oliver Cowdery. A plenitude do evangelho foi restaurada, e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a “única igreja verdadeira e viva na face de toda a Terra” (D&C 1:30). A Igreja acabará por espalhar-se por todo o mundo e permanecerá para sempre (ver Daniel 2:44–45).

5. Dispensação, Apostasia e restaur ação
Dispensação
Dispensação é um período em que o Senhor revela as doutrinas, ordenanças e sacerdócio de Seu evangelho. É um espaço de tempo no qual o Senhor tem pelo menos um servo autorizado na Terra que possui o santo sacerdócio e a comissão divina de levar o evangelho aos habitantes da Terra. A dispensação da plenitude dos tempos é a dispensação final. Começou com a revelação do evangelho a Joseph Smith. As dispensações anteriores foram lideradas por Adão, Enoque, Noé, Abraão, Moisés e Jesus Cristo. Além disso, houve ainda outras dispensações, como na época dos nefitas e jareditas. O plano de salvação e o evangelho de Jesus Cristo foram revelados e ensinados em todas as dispensações.

Apostasia
Quando as pessoas se afastam dos princípios do evangelho e não possuem as chaves do sacerdócio, encontram-se em estado de apostasia. Houve vários períodos de apostasia geral ao longo da história do mundo. Um exemplo é a Grande Apostasia, ocorrida depois que o Salvador estabeleceu Sua Igreja (ver II Tessalonicenses 2:1–3). Após a morte dos apóstolos do Salvador, os homens corromperam os princípios do evangelho e fizeram mudanças não autorizadas na organização da Igreja e nas ordenanças do sacerdócio. Devido a essa iniquidade generalizada, o Senhor retirou a autoridade e as chaves do sacerdócio da Terra. Durante a Grande Apostasia, as pessoas ficaram sem a orientação divina de profetas vivos. Foram fundadas muitas igrejas, mas elas não tinham autoridade para conferir o dom do Espírito Santo nem realizar outras ordenanças do sacerdócio. Partes

6. Profetas
Um profeta é uma pessoa chamada por Deus para falar em Seu nome (ver Amós 3:7). Os profetas testificam de Jesus Cristo e ensinam Seu evangelho. Manifestam a vontade e o verdadeiro caráter de Deus. Denunciam o pecado e fazem advertências sobre seus efeitos. Às vezes, profetizam acontecimentos futuros. Apoiamos o Presidente da Igreja como profeta, vidente e revelador — a única pessoa na Terra que recebe revelações para guiar toda a Igreja. Também apoiamos os conselheiros na Primeira Presidência e

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os membros do Quórum dos Doze Apóstolos como profetas, videntes e reveladores (ver D&C 1:38).

por imersão para remissão de pecados; quarto, Imposição de mãos para o dom do Espírito Santo” (Regras de Fé 1:4).

7. Sacerdócio
O sacerdócio é o poder e a autoridade eternos de Deus. Por meio do sacerdócio, Deus criou e governa os céus e a Terra. Com esse poder Ele redime e exalta Seus filhos, levando a efeito “a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39). Deus concede a autoridade do sacerdócio aos homens que são membros da Igreja para que possam agir em Seu nome para a salvação de Seus filhos. Os portadores do sacerdócio podem ser autorizados a pregar o evangelho, ministrar as ordenanças de salvação e governar o reino de Deus na Terra. Essa autorização vem dos líderes que possuem as chaves do sacerdócio.


A fé é uma “esperança nas coisas que se não veem e que são verdadeiras” (Alma 32:21). A fé é um dom espiritual que recebemos ao ouvir a palavra de Deus. A fé pode aumentar à medida que oramos, estudamos as escrituras e obedecemos aos mandamentos de Deus. Mais do que uma crença passiva, a fé manifesta-se por meio de nossa maneira de agir. A fé deve centrar-se em Jesus Cristo a fim de levarnos à salvação. Ter fé em Jesus Cristo significa confiar totalmente Nele — em Sua Expiação infinita, poder e amor. Inclui a crença em Seus ensinamentos e acreditar que, embora não compreendamos todas as coisas, Ele compreende. Os santos dos últimos dias também têm fé em Deus, o Pai, no Espírito Santo, no poder do sacerdócio e em outros aspectos importantes do evangelho restaurado. A fé nos ajuda a receber cura espiritual e física, prosseguir com firmeza, enfrentar as dificuldades e vencer as tentações. Também nos traz paz. O Senhor fará milagres grandiosos em nossa vida de acordo com nossa fé. Pela fé, obtemos a remissão dos pecados e poderemos um dia viver na presença de Deus.

Sacerdócio Aarônico
O Sacerdócio Aarônico é chamado muitas vezes de sacerdócio preparatório. Os ofícios do Sacerdócio Aarônico são os de diácono, mestre, sacerdote e bispo. Atualmente, os membros dignos da Igreja do sexo masculino podem receber o Sacerdócio Aarônico a partir da idade de 12 anos. O Sacerdócio Aarônico detém as chaves “do ministério de anjos e do evangelho do arrependimento e do batismo” (D&C 13:1).

Sacerdócio de Melquisedeque
O Sacerdócio de Melquisedeque é o sacerdócio maior e administra as coisas espirituais. Foi conferido a Adão e esteve na Terra sempre que o Senhor revelou Seu evangelho. Inicialmente, chamava-se “Santo Sacerdócio segundo a Ordem do Filho de Deus” (D&C 107:3). Posteriormente passou a ser conhecido como Sacerdócio de Melquisedeque, nome de um grande sumo sacerdote contemporâneo do profeta Abraão (ver Gênesis 14:18; D&C 107:2). No Sacerdócio de Melquisedeque, há os ofícios de élder, sumo sacerdote, patriarca, Setenta e Apóstolo. O presidente do Sacerdócio de Melquisedeque é o Presidente da Igreja.

Arrependimento
O arrependimento é uma mudança na mente e no coração que gera uma nova atitude para com Deus, consigo mesmo e para com o mundo. Implica o afastamento do pecado e a busca de Deus para alcançar o perdão. É motivado pelo amor a Deus e o desejo sincero de cumprir Seus mandamentos. Nossos pecados nos tornam impuros, — indignos de retornar à presença de nosso Pai Celestial e de viver com Ele. Por meio da Expiação de Jesus Cristo, o Pai Celestial nos propiciou a única forma de sermos perdoados de nossos pecados (ver Isaías 1:18). O arrependimento inclui sentir tristeza pelos pecados cometidos, confessar ao Pai Celestial e a outros, se necessário, abandonar os erros, tentar reparar tanto quanto possível o mal praticado e levar uma vida de obediência aos mandamentos de Deus (ver D&C 58:42–43).

8. Primeiros Princípios e Ordenanças
“Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evangelho são: primeiro, Fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, Arrependimento; terceiro, Batismo

Batismo
O batismo por imersão na água por um servo autorizado é a primeira ordenança de salvação do evangelho e é necessário para que uma pessoa se torne membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos

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Últimos Dias. O batismo também é necessário para o ingresso no reino celestial (ver João 3:5). A palavra batismo vem de um vocábulo grego que significa “mergulhar” ou “imergir”. A imersão simboliza a morte da vida pecadora e o renascimento para uma vida espiritual, dedicada ao serviço de Deus e Seus filhos. Representa também a morte e a Ressurreição. Como nem todas as pessoas nascidas no mundo têm a oportunidade de aceitar o evangelho durante a mortalidade, o Senhor autorizou o batismo pelos mortos (ver I Coríntios 15:29). Isso dá aos que aceitarem o evangelho no mundo espiritual a possibilidade de herdar o reino de Deus.

concordamos em fazer o que Ele nos pede. Então, Deus nos promete certas bênçãos pela nossa obediência (ver D&C 82:10; 84:33–39). Todas as ordenanças salvadoras do sacerdócio vêm acompanhadas de convênios. Fazemos convênios com o Senhor por ocasião do batismo e os renovamos ao tomarmos o sacramento. Os irmãos que recebem o Sacerdócio de Melquisedeque fazem o juramento e convênio do sacerdócio. Fazemos mais convênios no templo.

10. Mandamentos
Os mandamentos são as leis que Deus dá à humanidade e as coisas que requer dela. Demonstramos nosso amor a Ele guardando Seus mandamentos (ver João 14:15). Essa obediência trará bênçãos do Senhor (ver D&C 130:20–21). Os dois mandamentos fundamentais são: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. (…) [e] amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37, 39). Os Dez Mandamentos constituem uma parte vital do evangelho e são princípios eternos necessários à exaltação (ver Êxodo 20:3–17). O Senhor os revelou a Moisés na Antiguidade e os reafirmou em revelações modernas (ver Mosias 13:12–24). Outros mandamentos incluem guardar a lei de castidade, pagar um dízimo integral, ser honesto, orar diariamente, ter um espírito de gratidão e observar a Palavra de Sabedoria.

O Dom do Espírito Santo
Depois que uma pessoa é batizada, um ou mais portadores do Sacerdócio de Melquisedeque impõem as mãos sobre sua cabeça e a confirmam membro da Igreja. Como parte da ordenança, chamada confirmação, o recém-converso recebe o dom do Espírito Santo (ver João 3:5). O dom do Espírito Santo é diferente da influência do Espírito Santo. Antes do batismo, uma pessoa pode sentir a influência do Espírito Santo ocasionalmente e assim ganhar um testemunho da verdade. Depois de receber o dom do Espírito Santo, ela passa a ter o direito à Sua companhia constante, desde que guarde os mandamentos.

9. Ordenanças e Convênios
Ordenanças
Na Igreja, ordenança é uma cerimônia sagrada e formal com significado espiritual. Todas as ordenanças foram concebidas por Deus para ensinar verdades espirituais. As ordenanças de salvação são realizadas pela autoridade do sacerdócio e sob a direção daqueles que possuem as chaves do sacerdócio. Algumas delas são essenciais para a exaltação e são chamadas de ordenanças de salvação. Incluem o batismo, a confirmação, a ordenação ao Sacerdócio de Melquisedeque (para os homens), a investidura no templo e o selamento matrimonial. Todas as ordenanças de salvação do sacerdócio são acompanhadas por convênios. Há outras ordenanças como o sacramento, as bênçãos patriarcais e a administração aos enfermos.

11. Casamento e Família
“O casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus” e “a família é essencial” ao Seu plano de salvação e felicidade. “Os poderes sagrados de procriação [devem] ser empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados.” Os pais têm o dever de “multiplicarem-se e encherem a Terra”, de “criar os filhos com amor e retidão” e de “atender a suas necessidades físicas e espirituais”. “O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente.” “O pai deve presidir a família com amor e retidão” e “atender às necessidades de seus familiares”. “A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais.”

Convênios
Convênio é um acordo sagrado entre Deus e uma pessoa. Deus estipula as condições do convênio, e

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“O plano divino de felicidade” ensina que “os relacionamentos familiares” podem ser perpetuados “além da morte”. A Terra foi criada e o evangelho foi revelado para que as famílias pudessem ser formadas, seladas e exaltadas para sempre.

(Ver “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.)
Para mais informações sobre esses tópicos, consulte lds.org, Gospel Library, Gospel Topics; ou ver Sempre Fiéis: Tópicos do Evangelho [2004].

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