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MATEMÁTICA ESTRUTURAL

Técnicas de

MEMORIZAÇÃO
Silvio Salgueiro Melo

Viagem ao centro da Matemática


Introdução

Este pequeno ensaio versa sobre técnicas para facilitar a memorização dos
conceitos na disciplina matemática, e assim contribuir para o desenvolvimento da
logicidade dos estudantes.
Os Pilares Básicos da Proposta

Igualdade, repetição, proporção.

Proporção

Igualdade repetição

A logicidade em três momentos

Noção de igualdade – quando determinamos uma base inicial ou uma


sequência primária, a igualdade será a observância dessa rigidez de modo a fazer
posteriormente o que se fez no primeiro momento na base de apoio.
Noção de repetição – quando multiplicamos aquela base inicial. Pode ocorrer
também a mudança posicional da base. O que caracteriza esse fato é a existência de
muitas bases.
Noção de proporção – caracteriza essa ideia um aumento aparente, seja ele
visual ou quantitativo, mas essencialmente guarda relação de igualdade com as bases
anteriormente estabelecidas.
Não iremos tratar mais a fundo essas três ideias dentro da matemática, pois
foge da proposta deste ensaio; apenas vez ou outra poderemos fazer referência
quando de sua utilização dentro de alguns tópicos.Essas são as ideias que devem
nortear todo o raciocínio.

As sete ideias estruturais da proposta

Vocabulário Matemático

Diz respeito à capacidade em se analisar a matemática de forma estrutural. O


vocabulário matemático trata então do sentido dos assuntos.
Se imaginarmos uma pessoa diante do alfabeto português, devidamente
alfabetizada, e pedirmos para a mesma ler qualquer palavra, isto será possível devido
ao vocabulário que o indivíduo possui a respeito do alfabeto. Entretanto, se se
colocar uma palavra em grego, ou chinês, a pessoa sem o conhecimento daqueles
vocabulários ficará totalmente inoperante para se entender a palavra ou frase. Assim,
acontece com a matemática, é preciso adquirir primeiro seu vocabulário específico,
para, a partir daí, se chegar ao raciocínio exigido.

Bola μπάλα

1ª Ideia estrutural: a lógica dos números

É preciso saber de modo prático o que é o numeral 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. Sua


constituição. Para isto vamos partir da unidade indivisível dos reais, ou seja, o
número 1 (representado pelo quadrado).

1
Definida a unidade inicial, agora inserimos as ideias de aumento e diminuição:

Diminuição Aumento
Se a unidade inicial for 1, o outro lado diminuição é zero. Dois é a unidade
inicial mais uma unidade. Do outro lado dois é a eliminação de uma unidade. Três é
uma unidade mais dois pedaços (do outro lado, três é a eliminação de duas unidades).
E assim sucessivamente de modo que nove é uma unidade mais oito pedaços. Do
outro lado nove é a unidade menos oito pedaços.
Assim, criamos um conceito estrutural a respeito dos números reais, sendo sua
unidade indivisível ou inicial o número 1, representado aqui pelo quadrado.

2ª Idéia estrutural: um conceito visual das operações

É preciso ter um conceito visual do que sejam as operações fundamentais da


matemática: soma, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.
Mas esse conceito deve ser simultâneo, isto é, esse quadro visual deve ser de
tal modo que permita ao estudante ver todas as operações ao mesmo tempo:
Aumento Real
Aumento Virtual Multiplicado
Aumento Virtual Potencializado
A seguir mais uma mostra da potenciação:

A partir desse quadro, podemos introduzir duas ideias fundamentais para a


compreensão da matemática em sua estrutura: aumento real e aumento relativo.
O aumento real se observa na soma. Significa dizer que aqui 1 vale 1; o
aumento foi de três.
O mesmo não aconteceu nas operações de multiplicação e da potenciação. Na
multiplicação o aumento real das unidades resultou num total de 12. Significa dizer
que no caso o 3 esteve racionado com a base (cinco). Por isso o aumento foi relativo
ou ‘virtual multiplicativo’. No caso da potenciação, o aumento real foi de 24
unidades. Falamos então de aumento virtual potencializado.
Do lado inverso, das diminuições, tivemos uma redução real (subtração); e
diminuições relativas (divisão e radiciação).
A partir disso, temos duas maneiras de visualizarmos essas situações: do
maior para o menor – potencição-radiciação, multiplicação-divisão, soma-
subtração -; ou do menor para o maior: soma-subtração, multiplicação-divisão;
radiciação-potenciação. A seguir, algumas figuras em que se observam essas
estruturas.
Abaixo as expressões numéricas. Observe a sequência da potenciação ,para
multiplicação e soma e subtração.
Dinamismo na matemática

Aproveitamos esses exemplos para explicarmos um conceito importante: a


matemática é dinâmica, muda bastante. Assim, a sequência não precisa ser a do
maior para o menor ou vice-versa. Pode acontecer da potenciação ‘descer’ pra
multiplicação e parar na divisão; da potenciação nem sair da própria potenciação; da
potenciação ir direto para a soma e daí para a subtração; e ainda os casos dessas
estruturas formarem um subconjunto dentro de uma divisão, por exemplo, na figura
abaixo:
Da potenciação, para a multiplicação e finalizando na divisão.

Fator comum: da potenciação para a multiplicação

Logo, se percebe a variedade das informações. Então um dos primeiros passos


nesse estágio é percorrer vários assuntos e observar quais as sequências estruturais
dos assuntos. Isto é importante para o vocabulário matemático do aprendiz. As setas
indicam algumas possíveis variações que as resoluções de questões podem seguir

Como se vê, o dinamismo pode ser imenso. Portanto, só com uma mente
dinamicamente natural se pode chegar nessas variações.

3ª Ideia estrutural: um conceito finalístico das operações

Essa ideia parte da proposta de que o estudante deve ter com conceito
‘pequeno’, rápido, sobre para que sirvam as operações fundamentais.
A questão de determinar um conceito finalístico de cada operação abre espaço
para o que chamamos de ‘unidade de sentido’, uma vez que permite ao estudante
entender o sentido instantaneamente, o que possibilita a capacidade para
entendimento das fórmulas matemáticas.

4ª Ideia Estrutural: número real (inteiro) e número virtual


(relativo)

As equações ou formas matemáticas costumam vir de dois modos básicos:


múmeros acompanhados de letras e números sozinhos. Assim àqueles
acompanhados de letras com 2x, 4y, etc., chamaremos de números relativos (ou
aumentos/diminuições virtuais) e os separados 12(doze), 8(oito), de inteiros.

Então, para o vocabulário inicial do estudante, o mesmo deve ter


primeiramente essa visão vertical dos aumentos e diminuições (maior/menor;
menor/maior), como também a visão ‘horizontal’ – números inteiros e relativos.

2x + 4x = x +8
Parte relativa Parte inteira
5ª Ideia estrutural: quadrado proporcional (igualdades e
inversões)

É preciso o domínio perfeito do quadrado proporcional e suas inversões. As


noções de: se este é maior, aquele é menor; se este vai para um lado, o outro vai para
oposto:

6ª Ideia estrutural: a movimentação matemática

Para a aquisição desse importante conceito vocabular matemático, nos


auxiliaremos das ideias de início, meio e final (ou total). Significa dizer que as
estruturas possuem uma fase inicial, intermediária e final. Portanto, as fórmulas
matemáticas visam dar conta de todas essas alterações. Por isso, algumas aparecem
de modo tão assustador, porque os três processos devem estar incorporados nas
fórmulas.

A B

A – início; B –meio e C – final.


Aqui também são importantes as ideias de estático e movimento. A parte
inicial (a) pode ser associada à estática; e a do meio (b) é parte de movimentação, ou
seja, é ela que ‘se mexe’: pega o ‘a’ e leva até ao ‘c’ (total).
Essa ideia estrutural é decisiva em muitos assuntos, uma vez que se podem
associar vários entes cruciais com a ideia de movimento como, por exemplo, o índice
da potenciação, o resultado do logaritmo, o determinante da matriz.
Para a fixação definitiva dessas ideias pensemos na seguinte analogia: duas
malas de bagagem isoladas no solo (seria a parte a). Um jumentinho carregando-as
no lombo (ideia de movimentação – b). (E, por fim, o mesmo chega com a mala em
uma rodoviária - seria o total ou final).

Início Meio (movimentação) Final (total)

7ª Ideia estrutural: unidade e diversidade

Parece coisa de oriental, mas essas ideias são de grande utilidade para o
vocabulário matemático de compreensão. A unidade será do seguinte tipo: o que está
separado se procura juntá-lo de modo a ter um a visão dos elementos num único
quadro. De certo modo fizemos esses princípios quando colocamos as seis operações
matemáticas de modo visual (2ª ideia estrutural). Assim, apesar de ser uma tarefa
difícil, quando conseguida promove uma verdadeira revolução mental em quem a
executa.
A diversidade consiste em se procura desenvolver varias visões, formas,
conceitos sobre a mesma coisa. Exemplo: o conceito da divisão sob diferentes
ângulos
A seguir, mais um conceito visual.
Ainda nos exemplos temos a seguir o círculo observado sob deferentes
padrões:

Essa questão da multiplicidade é extremamente importante no campo da


matemática. Isto porque como dissemos no início deste ensaio, como existe um
dinamismo muito grande na disciplina um conceito apenas do que quer que seja,
pode ser insuficiente em todos os capítulos explorados. Assim, dizer que a
multiplicação é uma soma de parcelas iguais pode ser importante em alguma parte da
matemática, mas não significa que será eficiente em outra. Logo, para sanar essa
pobreza conceitual somente elaborando diferentes conceitos para a mesma operação
para que a mesma seja compreensível de modo prático nos diversos assuntos. A
figura a seguir confere uma imagem para a fixação desses conceitos.

Diversidade da Unidade Unicidade da diversidade (visão simultânea)

Ainda tratando da unidade da multiplicidade, se pode explorar o inter-


relacionamento de todas as operações fundamentais em seus entrecruzamentos e
correlações. Como se vê, é um trabalho hercúleo. Abaixo, mais um trabalho de
unidade na multiplicidade.

Delimitadas essas sete ideias estruturais, as mesmas passarão a ser as


condicionantes do vocabulário para a compreensão da matemática de modo
estrutural. Ou seja, é preciso saber de prontidão cada uma delas (ou ter um quadro
visual das mesmas).
Raciocínio limitado X Raciocínio expandido

A proposta funciona do seguinte modo: o raciocínio limitado é aquele em que


o estudante aprende algumas regras e pratica alguns exercícios (digamos que um
número de trinta). Ele ganhou então trinta estratégias para resolver problemas
matemáticos. Se por acaso lhe for proposto resolver questões dentro daquele padrão
das trinta respostas, ou perguntas parecidas com as resolvidas, ou ainda que necessite
raciocinar dentro daquele conjunto, provavelmente o mesmo conseguirá. No entanto,
se a pergunta fugir totalmente daquele conjunto, dos padrões de respostas, o
estudante ficará com poucas chances de consegui-las, uma vez que o raciocínio do
mesmo estará limitado àquelas maneiras de ‘solucionamento’ – raciocínio limitado.
Para sanar esse problema só mesmo com o raciocínio expandido. Assim como
‘nada substitui o talento’, aqui nada substitui o esforço, ou a experiência de
raciocinar. Portanto, só haverá expansão genuína se houver aquecimentos mentais
por parte de quem quer aprender.
Esses aquecimentos realmente alteram a estrutura física das memórias do
indivíduo e o prepara para passar da mente geral para a mente analítica (capacidade
de reconhecer partes, ordená-las, reorganizá-las, entre outras coisas).

Mente geral X Mente analítica

Na matemática, especificamente, além das experiências de raciocínio, como o


campo é vasto e já tem milhares de anos de história, se requer um banco de dados
com as múltiplas maneiras de se solucionar as principais questões de todas as partes.
Assim, seria uma demora de tempo chegar apenas pelo raciocínio pessoal, é preciso
ter um banco de respostas respondidas e comentadas para ir ganhando tempo e
experiência com o que já foi acumulado pela humanidade.

Experiências Pessoais Banco de Questões

Atenção concentrada X Atenção dispersa

Ainda nas preliminares, o aprendizado da matemática envolve uma dose


grande de concentração. É necessário ao estudante parar num determinado local e
colocar os neurônios para funcionarem. Aqui existe uma grande dificuldade a ser
sanada. De modo geral alunos superativos, irrequietos, tendem a ter maiores
dificuldades de concentração. Quando lhes é atribuída tarefas desse tipo ficam
rapidamente entediados ou sem paciência até ao final. Já no outro lado, os alunos
com grande capacidade de concentração costumam ser mais retraídos, menos
hiperativos. Cabe ao educador reconhecer essas características e promover sua
solução. Pois o que se requer na matemática é um tempo de concentração, que pode
ser curto ou longo.

Mente estática X Mente Dinâmica

Como já foi falado, a matemática é dinâmica, muda constantemente, tanto a


lógica de capítulo para capítulo, bem como a resolução de uma mesma questão.
Então o educador deve preparar a mente de estudante para esse dinamismo e para a
mente do mesmo ser dinâmica. Existem dois tipos de dinamismo: o técnico e o
natural. O técnico é exatamente aquele em que o professor ensina dois ou mais tipos
de maneiras de se solucionar um problema. Já o natural é a capacidade do aluno
entender por si só uma teoria matemática ou resolver um problema, após algumas
tentativas. Significa que o mesmo olhou por ângulos diferentes o problema e chegou
a sua resposta ou entendimento.

Dinamismo técnico X Dinamismo natural

Resolvidos esses problemas iniciais, ou seja, queremos o estudante com


raciocínio expandido, a capacidade analítica, atenção concentrada, mente dinâmica,
com dinamismo natural e com um vocabulário matemático bastante apurado, ou ao
menos com as sete ideias estruturais deste ensaio, podemos partir para á prática.

Conceito numérico/verbal X Conceito Visual

Na verdade, o que se busca com a proposta é exatamente uma integração dos


dois ângulos de observação do ser humano: o linguístico e o visual. Assim, ao
propormos que cada elemento deve ter seu conceito e uma imagem estamos
facilitando o entendimento de modo preciso, mas também de modo mais leve os
fatos matemáticos.

Integração: conceito verbal e conceito visual

1ª etapa: aquecimentos – adquirir experiência pessoal


de raciocínio (alterações físicas das memórias)

Os dois lados do cérebro:

1. Lógica numérica
Contar de 2 em 2; de 3 em três; 4 em 4 até ao numeral 10 , de 0 a 100. Depois a
mesma sequência de 100 a. 0. As operações podem ser feitas mentalmente ou mesmo
com auxilio de papel e lápis.

2. Criar diferentes conceitos para a soma, subtração, multiplicação, divisão,


potenciação e radiciação (ao menos 5 para cada operação).

3. Operações fundamentais:
Somar, subtrair, multiplicar, dividir, potenciação (2 até numeral 10),radiciação (2 até
numeral 10).

3. Decomposição dos números em fatores primos. Até o numeral 20. A partir daí se
trabalha por hipóteses:
4. Montagem de proporções. Aperfeiçoar a lógica dos números:

5. Montagem das operações

Aqui é a última etapa da parte numérica; chega o momento do estudante


construir as operações fundamentais de soma, subtração, multiplicação, divisão,
potenciação e radiciação.
Esse estágio é essencial, pois é aqui que se operará de maneira bem nítida
aquilo que propomos no início dos objetivos da metodologia: tornar a mente
analítica.
Inicialmente pode parecer algo banal e sem muito propósito ou até fácil
demais, ou perda de tempo pedir para alguém montar as operações fundamentais.
Ledo engano. Veja como fica a base em que se trabalharão as sequências:

Nos números N, Z, Q, I e R..

Ou seja, num primeiro momento, o estudante opera apenas duas ideias. Por
exemplo: soma no conjunto dos naturais.
Noutro momento, o mesmo trabalhará com três ideias: Soma de potenciação
no conjunto dos naturais.
Mais adiante, o estudante se verá operando quatro ideias simultaneamente
para formar a operação. Ex: Potenciação (1) de radicais (2) na multiplicação (3)
dentro do conjunto dos naturais. Então perceba que não é tão fácil assim a tarefa,
exige-se uma mente analítica pra se acertar o conceito.
O interessante desse aquecimento é que quando o aluno for estudar as
propriedades dos números, em algum momento ele vai se deparar com uma operação
‘construída’ por ele mesmo durante o treinamento, quer dizer, vai entender melhor a
variação dos números dentro de uma situação.
Entretanto, como podem ocorrer muitos erros nesse aquecimento, cabe ao
orientador trabalhar essa questão de modo que ao final a tabela seja construída pelo
próprio aluno.

A seguir fotos de uma sequência resultante.


,
Montagem das Operações

Montagem das Op. 2

Passados esses sete aquecimentos iniciais, agora vem a parte geométrica.

6. Trabalhos com os gráficos (Igualdades e inversões). Aqui podem ser trabalhadas


as retas vertical, horizontal e inclinadas. O estudante cria a reta e procura sua inversa
e oposta.

Reta dada

Figura com retas

7. Descobrir a posição relativa das retas de base. Esse exercício é muito


importante, uma vez que o aprendiz trabalha bastante seu cérebro procurando
identificar onde as retas foram cair depois da movimentação. Talvez até um dos mais
importantes da matemática.
8.Conceitos complementares

A diagonal do quadrado. Fazer sempre a referência que a mesma divide a figura pela
metade.

A ‘cruz’ dentro do círculo. Traçar o paralelismo da soma, multiplicação e


potenciação com as retas do mesmo.

Soma Multiplicação Potenciação

As quatro consequências da alteração de um raio no círculo. Alterando uma ponta, a


‘cruz’ inteira altera, logo, termos quatro posições relativas às quatro primeiras.

Estabelecer as relações entre a diagonal e suas duas retas: vertical e horizontal.


Multiplicidade de conceitos.
Valores relativos (vertical e horizontal) e valor real (diagonal).

Explicar o xis de múltiplas formas como: uma pessoa caminhando da esquerda para
direita. Y um avião decolando como um foguete pro espaço. Xis sendo a linha
horizontal ou ‘deitada’. Xis sendo inteiro (x) e xis ‘quebrado’ (x1, x2, etc.).

Pensamento pela igualdade. Quando se procura fazer a mesma seqüência da base


inicial.

Pensamento pelo complemento. Quando completa-se a figura em sua totalidade. Ex:


estando no triângulo refazer o quadrado, ou refazer o círculo; estando em 75º, refazer
o 90º ou 180º etc.

Pensamento pela retidão. Procura-se traçar as linhas vertical e horizontal dentro do


problema que envolve linhas inclinadas.

Pensamento pela proporção. Quando se comparam duas ou mais figuras entre si no


problema.

9.Aquecimentos complementares (apenas a título de exemplo, o essencial é que


qualquer trabalho de raciocínio é válido)

O importante nessa etapa, é que o ‘construtor-aluno’ tenha uma visão total das
partes. Assim, testa múltiplas possibilidades de uma sequência, a fim de dominar um
todo.
Como cada desenvolvimento é individual, ele terá a cara das experiências de
quem o fez, o que vamos mostrar aqui é apenas uma sequência já praticada; a fim de
se ter referência de como se pode evoluir nessa parte geométrica.

O mote inicial foi a raiz quadrada, então se chegou a estes gráficos:


Através do gráfico, surgiu a ideia de trabalhar com o círculo.

Vale lembra que, cada passagem um mote para outro, não se deu forma rápida.
O praticante passou um, dois, três dias ou mais trabalhando combinações e tirando
conclusões, que é o mais importante da metodologia. O que mostramos aqui é apenas
um resumo das passagens.
Na figura abaixo, se trabalhou o quadrado procurando-se a associação com
seus lados, isto é, proporções e igualdades:
Igualdades

Uma ideia interessante da figura acima, foi a constatação que o raio da


circunferência podia ser a base do quadrado do 1º quadrante. Isto permitiu que, ao se
movimentá-lo em sentido anti-horário, o quadrado também se moveria
proporcionalmente.
A figura abaixo também após trabalhar com três quadrados, veio a ideia do
cubo (três); imediatamente se imaginou os lados dos três quadrados somando12.
Então, o praticante construiu um cubo com as doze arestas, para conferir se dava
certo.

Cubo formado pelas doze arestas dos três quadrados.


Com a ideia do quadrado no 1º quadrante, logo adveio a possibilidade de
completar-se os quatro quadrantes com 4 quadrados. Daí chegou-se a diagonal e a
divisão do arco de cada quadrante em dois pedaços. (Abaixo):

Linha do arco em 2 partes em cada quadrante

Percebendo-se essa divisão, foi natural imaginar que quanto mais se dividisse
o arco do quadrante, maiores pedaços se conseguiria. Consequentemente se fez para
ver como ficariam os aumentos e diminuições em relação à base 1 (comprimento do
raio):
Muitas divisões do arco Ideia de juntar o quadrado no círculo.

Na figura a seguir, se estava trabalhando vários círculos. Nesse caso,


procurando-se identificar os raios de cada circunferência:

Aqui já se busca relacionar


Identificação dos raios os raios
das circunferências.

A figura abaixo foi importante porque se identificou o ‘quadrado’ ou retângulo


entre pontos das circunferências. Isto abriu oportunidade para que se tentasse
‘construir’ o quadrado em diversas situações apresentadas pelas uniões de pontos de
circunferências.

Quadrado identificado

Formação de ‘quadrados’

Na figura a seguir, se tem um quê de especial, porque através dela se chegou a


estabelecer conclusões sobre o triângulo retângulo.
O triângulo inicial era formado apenas pela seguinte figura:

Na verdade, a metodologia exposta neste documento Word não expressa


perfeitamente o que se consegue com a prática de cada aquecimento. Porque o que
fazemos aqui é apenas uma amostra de cada sessão que vai se sucedendo durante a
prática.
Como o aluno realiza muitas sequências e muitas repetições, chega uma hora
que sua mente fica atenta para os elementos primordiais de cada exercício. Fica mais
analítica. Assim, quando se determinou o triângulo retângulo e identificaram-se os
elementos: pontos e lados; ao se traçar uma diagonal ou altura e o mesmo ter ficado
dividido em dois triângulos menores, veio a indagação: onde os elementos do pontos
e lados do triângulo maior foram parar nos menores? Isto é, em termos
proporcionais. Assim chegou-se ao resultado a seguir:

Conclusão: que se mudando a posição do triângulo, muda-se os pontos


também. Logo, é esse tipo de indagação que constitui o mérito da metodologia, fazer
o aluno pensar em cima de suas repetições, procurando identificar padrões.
De acordo com o fio da meada, se estava trabalhando o círculo e o quadrado,
aos poucos foram evoluindo para o triângulo retângulo. Então surgiu outra fase de
relacionar triângulo e circunferência. O objetivo passou então para se fazer inúmeras
figuras, procurando-se relacionar os lados do triângulo com o raio da circunferência.
Relacionar
lados e raios

Relacionar
triângulo e
quadrado (lados)

Procurando-se
proporções
Na figura a seguir, o aquecimento evoluiu para comparar três figuras
simultaneamente: círculo, quadrado e triangulo; e seus respectivos elementos –
raio/comprimento, lados e lados.

Um possível desdobramento que não colocamos no documento, seria


relacionar uma figura dentro de outra e procurar suas razões, como abaixo.
No caso, estamos partindo do quadrado e do triângulo.

Outros exercícios gerais de impacto cerebral


Qualquer indivíduo pode procurar outros exercícios de impacto que propiciem
essa alteração na estrutura cerebral visando seu desenvolvimento, abaixo uma
pequena lista:
1- Escrever qualquer coisa como poesia, historinhas ou textos explicativos;
2- Ouvir músicas e memorizá-las;
3- Operações com números cada vez maiores;
4- Escrever com cada mão: direita e esquerda;
5- Praticar atividades esportivas;
6- Praticar dança visando o domínio do próprio corpo;
7- Realizar malabarismo esportivo com as partes direita e esquerda do corpo. Ex:
bola de futebol, ou basquete etc.
8- Comer com a mão trocada;
9- Equilibrar uma bola na testa;
10-Girar uma bola com dedo médio.

2ª etapa: técnicas de memorização

Supõe-se até aqui o domínio satisfatório do vocabulário matemático (7 idéias


estruturais), treino individual para modelação cerebral visando alterar as estruturas
físicas das memórias do aprendiz. Passamos agora a um passeio pelos capítulos da
matemática, em que se estabelecem figuras para facilitar a memorização dos
conceitos e fórmulas. Lembrando que as figuras criadas para a memorização são
apenas analógicas, e não condições perfeitas do fato matemático relacionado. A
ideia é que pela semelhança o estudante possa memorizar as fórmulas e prosseguir
seu trabalho de raciocínio. Uma vez que se o aluno não relacionar a fórmula ou
conceito a qualquer coisa, a mesma perde o sentido e as memórias do fato.
Além da figura para auxilio na memorização, destacamos os tipos de
pensamentos que são bastante exigidos nos capítulos abordados, embora se saiba que
todos os tipos de raciocínio são necessários nos diversos assuntos. Apenas colocamos
os mesmos devido ao fato de serem notáveis logo que se iniciam os estudos na
unidade referida.

Breve passeio por alguns capítulos da matemática

No primeiro quadro (1) temos as operações fundamentais e suas propriedades.


O destaque aqui fica por conta de se ter uma imagem conceitual das operações de
modo ‘vertical’, isto é, cada operação sendo imediatamente superior ou inferior com
o seu antecedente ou conseqüente:
Conceito vertical das operações

Quadro 1
No quadro 2, temos a figura que serve de gancho para memorização das
equações de 2º grau:

Quadro 3

No quadro seguinte – 4 – merece destaque a figura para se memorizar o


sistema de equações ou inequações. Existe uma dificuldade inicial do estudante em
gravar aquelas idas e voltas das substituições, então, coloca-se a figura do símbolo da
multiplicação com uma parte central escura, indicando a transitoriedade de um
sistema para outro.
Quadro 4

Outra parte de fundamental importância na matemática, é a questão de


condicionar o aluno a encontrar coeficientes, como a, b, ou c etc. Então para efeito
de memorização achamos muito útil os conceitos de valor real (números absolutos),
e os valores relativos (multiplicados).Quadro 5
Quadro 5

Razão e proporção
Nesta parte o destaque fica por conta do 1 da potenciação com a capacidade de
reapresentar qualquer capital (1 relativo). Daí a importância do conceito visual. O
restante fica associado ao quadrado proporcional.
A seguir a parte da geometria com destaque para os pensamentos pela
complementação, pela proporção, pela igualdade e pela retificação.
Quadro 6
Quadro 7

À frente na trigonometria, vale o destaque de se trabalhar o triângulo retângulo


nas diferentes posições pra ver onde cai o seno e o cosseno.
Quadro 8

Na quadro 9, da trigonometria nos casos da soma, subtração, multiplicação a


compreensão fica facilitado quando se promove a movimentação dos arcos ,dentro
do círculo. Destacando que cada seno está junto com seu cosseno; se aquele for
eliminado na operação, seu parceiro também o será.
Quadro 9
Quadro 10
Quadro 11
Quadro 12

Raciocínio Lógico

Na parte de cima da figura (quadro 13) se usa a proporção para memorizar a


construção das tabelas; Usamos a figura dos dois lados (aumentos e diminuições)
para memorizar os conectivos ‘E’ (^) DIMINUIÇÕES – FALSO, e ‘OU’ (v)
AUMENTOS – VERDADEIRO. Na parte de baixo da figura, O CONECTIVO SE E
SOMENTE SE - associamos cada ponta da flecha a verdadeiro ou falso. Ex:
Falso----falso ou verdadeiro-----verdadeiro, sendo o resultado verdadeiro
nesses dois casos.
O que fizemos com esse breve passeio pelas unidades foi aplicar a ideia
estrutural da unidade nas diversidades. Ou seja, pegamos certos padrões e levamos
aos conceitos procurando sempre a analogia para facilitação da aquisição das
memórias por parte do estudante.
Resumo da proposta:
Experiências do estudante;
Visão estrutural;
Visão específica –linguagem e representação matemática.

Palavra final
O que faz a diferença mesmo

Uma técnica pode resolver uma parada simultaneamente, mas, como se disse
nada substitui o esforço de raciocinar. Então é preciso antes de tudo destravar a
mente, e só esses treinos iniciais fazem isso. No outro extremo, claro, a resolução de
exercícios e um banco de dados bastante grande, para ir ganhando múltiplas
estratégias de resoluções de exercícios.

NADA SUBSTITUI O TALENTO


Nada substitui o esforço

Para não esquecer


Existe sempre uma tendência do educador em sair do foco, que nesse caso é o
cerne da metodologia; Assim, é necessário o autopoliciamento para não perder a
ideia de vista, pois o estudante só poderá pensar em cima de tabelas repetitivas com
certo tamanho.
Para que a metodologia atinja seu fim com mais coerência, é importante o
pesquisador determinar alguns padrões de controle; isto é, ter em cada etapa ideias
que os praticantes deverão ter consciência caso finalize cada fase. Significa dizer
que, se durante suas ‘descobertas’ o mesmo não chegar a algum padrão, o
controlador do método pode adicionar esse padrão para que os conhecimentos dos
praticantes prossigam com mais qualidade. Uma espécie de ‘tesouro’ de cada
atividade.
Por parte do aprendiz se objetiva a quebra de seus muros ou resistências em
relação à Matemática. Seus conceitos negativos. Por isso se usa as repetições para
que o mesmo tenha controle total do processo e se aproprie dos resultados como algo
feito por ele mesmo.
Com isso se espera o envolvimento do aluno com a Matemática. Essa é a
palavra central: envolver-se. Que aos poucos adentre na matéria e, sem que o mesmo
se dê conta, esteja gostando da ciência. A palavra final é: prazer no estudo da
matemática, só assim se consegue ir adiante e se consegue resultados.

***