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BOLETIM

INFORMATIVO
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Afinal o que se passa? (Páginas 4 e 5)

VISITA GUIADA
CONVÍVIO DE SÓCIOS E AMIGOS
TROCA DE SEMENTES
Domingo, 11 de março —10.30 h
(Alguber – Cadaval)
Ponto de encontro: Largo das Festas de Alguber
Visita à exploração de cogumelos shiitake em tronco – ALGUBIO de
Ricardo Pratas
Traz as tuas sementes para troca. Nesta edição:
Traz algo para comer e beber para partilhar! A Bolota 2

Plantações 3
Editorial
Alterações Climáticas 4
É preciso agir … enquanto ainda há tempo! O problema Convocatória 5
muitas vezes é conseguir a motivação suficiente, e para
isso nada melhor do que estarmos mais próximos uns dos Desempenho RSU 6
outros em torno de boas causas. A próxima assembleia Eco-receita 6
geral será um bom motivo para essa proximidade, pelo
convívio, pelos conhecimentos que se adquirem e pela Breves 7
vontade de querer fazer mais! Reservem na vossa agenda o Espaço Jovem Atento 8
dia 11 de março, domingo.
Vemo-nos em Alguber! Ano 14, N.º 39
A presidente da direção Fevereiro de 2018
Alexandra Azevedo www.mpica.info
Página 2 BOLETIM INFORMATIVO MPI n.º 39 - Fevereiro 2018

A BOLOTA NA ALIMENTAÇÃO HUMANA Alexandra Azevedo

Este tema está a ter cada vez mais interessados e protagonistas.
O grande evento que se realizou em 2017 foi sem dúvida a 1ª Confe-
rência Ibérica sobre a Bolota: “alimento com passado presente e futuro”
que se realizou no dia 18 de novembro em Matosinhos, curiosamente
uma cidade em que o setor da restauração é muito importante, havendo
cerca de 600 restaurantes, quem sabe no futuro estar presente nalgumas
ementas?
Este evento atraiu cerca de 200 pessoas para ouvir os conhecimentos
e testemunhos dos oradores convidados, entre eles eu própria, e para a
maioria dos participantes foi a primeira vez que comeram bolota! Mais
informações em vipa1051.com
Realizaram-se 2 ações em contexto escolar:
- No dia 23 de novembro, para assinalar o Dia da Floresta Autóctone,
com o agrupamento de escolas Marinhas de Sal (Rio Maior) em que os
alunos participaram na descasca da bolota, confecionaram uma receita
(queijinhos de figo e bolota) e no final degustaram também pão
de bolota. Que grande surpresa para todos, era a primeira vez
que comiam bolota e … gostaram … muito!

- No dia 24 de novembro uma turma do curso de cozinha e pas-
telaria do agrupamento de Escolas Fernão do Pó (Bombarral)
começou o seu percurso na utilização da bolota e a Mata
Municipal do Bombarral foi o contexto natural ideal para esta
primeira abordagem.

Oficina de pão de bolota na Ferraria
de S. João (Penela)
Esta oficina realizou-se no dia 13 de
janeiro de 2018 inserida numa ação
de reflorestação com espécies autócto-
nes no âmbito do projeto ZPA – Zona
de Proteção da Aldeia promovido pela
Associação de Moradores da Ferraria de
S. João e procurou ser um pequeno con-
tributo para a valorização dos produtos
da nossa floresta e estimular a reflexão
em relação ao que chamei de “cultura de supermercado” que vivemos.
O grupo de 12 voluntários era muito especial, selecionados de entre mais de 48.000 candidatos em
todo o mundo do World Life Experience, um projeto mundial que os levará a viajar pelo mundo (40
países) durante um ano, assim as suas nacionalidades eram muito diversas num total de 9: Argentina,
Brasil, Cabo Verde, Espanha, Portugal, Reino Unido, Rússia, Ucrânia e Venezuela.
Esta experiência foi uma agradável surpresa para estes voluntários e todos gostaram do pão
de bolota!
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AÇÕES DE PLANTAÇÕES E SEMENTEIRAS DE
ESPÉCIES AUTÓCTONES Alexandra Azevedo

Sítio do Vale Salgueiro
No dia 10 de dezembro foram 8 pessoas que se
juntaram à Elena e ao Tiago, proprietários do Sí-
tio do Vale Salgueiro, com pomar de pêra rocha
entretanto certificado em modo BIO, no processo
de recuperação do ecossistema agrícola e das
marcas deixadas pela produção intensiva que se
praticava antes da aquisição desta propriedade há
cerca de 4 anos, com a plantação e sementeira de
espécies autóctones.
A agricultura é das atividades económicas que
mais depende dos serviços ecológicos prestados
pela natureza e também a que mais a pode
destruir se não houver uma atitude responsável e
capacidade de cooperar com a natureza.
Foram intervencionadas 3 zonas para a para recuperação de uma ribeira caudal, instalação de um
bosquete junto a eucaliptal e da sebe junto á serventia, para proteger o pomar da aplicação dos
pesticidas nas explorações vizinhas.
Foram semeadas cerca de 100 bolotas de carvalho-cerquinho, colocadas várias estacas de Salgueiros
(Salix sp) e plantadas cerca de 150 plantas de 11 espécies diferentes, provenientes do meu mini-
viveiro, do viveiro do ISA - Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, da Quinta da Murta e do Sítio
do Vale Salgueiro.
Todo o nosso trabalho foi abençoado pelas chuvas que caíram nesse mesmo dia à noite e durante a
semana seguinte. O Tiago e a Elena não esconderam a sua satisfação pela preciosa ajuda para esta ação
que irá deixar a marca que desejavam desde o início.
Para saber mais consulte o nosso site www.mpica.info na página “A nossa floresta”.
Ferraria de S. João
Na edição anterior do nosso boletim falámos do exem-
plo desta aldeia de xisto, situada no concelho de Penela
e uma das afetadas pelo grande incêndio de Pedrógão, e
continuamos a dar eco do trabalho que se ali a realizar,
pois é um exemplo que deveria ser seguido por todo o
país!
A implementação do projeto da Zona de Proteção à
Aldeia (ZPA) continua a bom ritmo. Depois da limpeza
numa faixa de 100 m das casas com o corte dos
eucaliptos e retiradas as respetivas raízes, preparou-se o
terreno para a plantação, em que se fizeram barreiras de
proteção contra a erosão e para retenção dos solos e água,
controlaram-se espécies invasoras e depois … foi esperar
que as chuvas chegassem para se iniciar as tão ansiadas plantações de espécies autóctones.
As chuvas chegaram tarde … mas chegaram! E em dezembro as plantações puderam finalmente co-
meçar! Todo este trabalho árduo não seria possível sem a ajuda de centenas de voluntários, de várias
entidades públicas e privadas e de associações.
Vale a pena espreitar a página de facebook “Amigos da Ferraria de S. João”
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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS Alexandra Azevedo
AFINAL O QUE SE PASSA?
As notícias, debates e conversas sobre as alterações climáticas ou aquecimento global são cada vez
mais frequentes … porque as consequências deste fenómeno são cada vez mais visíveis e não
num hipotético futuro longínquo.
Alterações climáticas ou aquecimento global? O termo mais correto será “alterações climáticas”,
porque embora haja um aumento da temperatura média de todo o planeta, isso está a provocar fenóme-
nos climáticos extremos, ondas de calor e secas por um lado e vagas de frio e inundações por outro.
Outros fenómenos naturais como os tufões, furacões e erosão costeira também estão a aumentar
de intensidade e estão por isso a ser mais destruidores.
O nosso país é um dos que vai ser (e já está ser) mais atingido pelas mudanças do clima, assim como
outros países/regiões do sul da Europa, com diminuição da chuva e dos caudais dos rios, risco de secas
severas, perdas na agricultura e na biodiversidade, assim como fogos florestais mais devastadores.
O nosso planeta já passou por vários cenários de alterações climáticas, mas desta vez o causador é a
espécie humana e também ela uma das que mais está e irá sofrer as consequências… nas próximas
décadas! Teremos inteligência coletiva suficiente para que se evitem os piores cenários?

Alguns números:
- A temperatura média da Terra aumentou 1º C, desde a Revolução Industrial (séc. XVIII, início do
consumo de combustíveis fósseis em especial o carvão). O Grupo Intergovernamental de Especialistas
Sobre a Evolução do Clima (Giec), a autoridade científica de referência sobre o clima, considera que
seria necessário que os países chegassem a acordo em reduzir as emissões entre 40% e 70% antes de
2050 para que haja alguma possibilidade de alcançar a meta de não exceder o aumento de 2ºC.
- Portugal, entre 1980 e 2013, registou perdas de 6,8 mil milhões de euros relacionadas com
as consequências das alterações climáticas e no total da Europa estes custos atingem 393 mil milhões
de euros (Relatório “Alterações Climáticas, Impactos e Vulnerabilidades na Europa 2016” da Agência
Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês))
- Quase todos os anos são batidos records. A agência espacial norte-americana e agência governa-
mental dos Estados Unidos para a atmosfera e os oceanos (NOAA) lançam no início de cada ano um
relatório onde consta a temperatura média à superfície da terra e o século XXI tem alcançado os mais
altos valores de sempre, com os anos de 2005, 2010, 2014, 2015 e agora 2016 como “o ano mais quente
de que há memória”

Fogos alastram
Pensámos que não poderia
acontecer nada tão mau como o
grande incêndio de Pedrógão, em
junho de 2017, mas veio o dia 15
de outubro que fica também na
história recente do nosso país,
como o dia do ano de 2017 onde
mais incêndios ocorreram.
Ao todo foram contabilizados mais
de 500 incêndios num só dia,
sendo que 18 tinham grandes
proporções.
No site fogos.pt, onde é
possível aceder em tempo real à
localização de todos os incêndios
e respetivo ponto da situação
tínhamos esta imagem no dia
16/10/2017 às 19.30h.
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Nos dias 15 e 16 de outubro houve condições meteorológicas extremas registando-se mais 9ºC do
que seria a normal nessa altura em Portugal, mas pela região mediterrânica as ocorrências de fogo tam-
bém alastraram, como se pode constatar neste mapa disponibilizados no site do Global Forest Watch.

O que podemos fazer?
Estamos numa corrida contra o tempo e todos os pequenos gestos contam e cada um de nós pode
sempre fazer a diferença, embora haja soluções que para serem implementadas com maior rapidez será
necessário investimento público e políticas ativas para as promover.
De forma simplificada podemos indicar 4 áreas com mais responsabilidade no problema e portanto
aquelas que devemos fazer um esforço maior para resultados mais visíveis.
- Coma menos carne!
- Mude para energias limpas (eólica, solar)
- Poupe energia
- Plante/semeie muitas árvores e arbustos autóctones!
Poderemos aprofundar um pouco cada um destas áreas em próximas edições deste boletim, mas po-
demos desde adiantar que a reflorestação com espécies autóctones é importante não só para resolver/
mitigar o problema a nível global, mas também a uma escala local/regional. De facto, uma área bem
arborizada gera mais chuva ou humidade ambiente e a diferença entre as temperaturas máximas e mí-
nimas é menor. Por isso, nunca é demais dizer: Plante/semeie muitas árvores e arbustos autóctones!

CONVOCATÓRIA

De acordo com os estatutos do MPI — Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente,
convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se realizará Domingo, dia 11 de março,
pelas 14:30 horas, na Travessa de Santo António nº7, sito em Alguber, concelho do Cadaval, com a se-
guinte ordem de trabalhos:
1 – Discussão e votação do Relatório e Contas do ano 2017
2 – Discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento para 2018.
3 – Outros assuntos de interesse para a associação
Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma
segunda convocação para meia hora depois, funcionando com qualquer número de associados.
Vilar, 17 de janeiro de 2018
A Presidente da Assembleia-Geral
Graça Maria Rolim André Queirós
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PORTUGAL ESTÁ A PIORAR O SEU DESEMPENHO AMBIENTAL NA GESTÃO
DE RESÍDUOS URBANOS
Portugal não atinge os objetivos do PERSU2020 e vai ter de gastar mais 10 milhões de euros
por ano.
O PERSU2020 (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos) prevê que em 2020 sejam atin-
gidos 10% de redução da produção de resíduos em peso face aos valores de 2012. Comparando este
objetivo com os dados referentes a 2016 publicados no último Relatório do Estado do Ambiente 2017
(REA), da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que sistematiza, entre outros temas, a área
dos Resíduos, verificou-se que houve uma redução na produção de resíduos de apenas 0,98% (4,78 mi-
lhões de toneladas) em vez de 7,6%! Ora isso implica:
1) Mais 350 mil toneladas/ano de resíduos urbanos a necessitarem de tratamento, equivalentes a
7,24% de défice em relação à meta prevista, e consequente sobrecarga das infraestruturas e exploração
dos sistemas;
2) Mais 25.000 viagens de camião para o transporte de resíduos urbanos da recolha até destino final e
um acréscimo de emissões de 13 toneladas de CO2 /ano;
3) Um custo aos sistemas de quase 10 milhões de euros por ano para tratar este excedente.
É URGENTE implementar medidas eficazes, como:
- Implementação a nível nacional do sistema PAYT (pay as you trow) – Pagar pelo Produzido.
- Aplicação de taxas a produtos embalados e descartáveis, num mecanismo semelhante ao já imple-
mentado para os sacos de plástico e que reduziu muito o seu uso.
- Prioridade à educação ambiental.
- Aumentar os serviços de recolha seletiva porta-a-porta.
(adaptado do comunicado da Quercus de 11/1/ 2018)

Alexandra Azevedo
ECO-RECEITA
Baseada numa receita tradicional do Algarve, o bolo de figo e amêndoa, esta receita é muito energé-
tica, altamente nutritiva e substitui ainda melhor as barras de cereais que existem no mercado, sendo
ideal para estudantes e desportistas! Quando estou cansada um pedaço deste bolinho é quanto baste
para me sentir com mais vigor!
É um bom exemplo de uma receita tradicional que é
vegana e crudívora!
Ingredientes: 100g de bolota (sem casca), 100g de figo
seco variedade pingo-de-mel, erva-doce em pó q.b., canela
q.b. e sal q.b.
Modo de preparação: Triturar a bolota e os figos. Juntar
as especiarias, uma pitadinha de sal e misturar bem a pasta.
Moldar um bolinho em forma de queijo. Deixar secar ao ar
e consumir de preferência a partir do dia seguinte cortando
em fatias.

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho
Colaboraram nesta edição: Alexandra Azevedo
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: www.mpica.info
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BREVES
“VAMOS FECHAR A TORNEIRA À SECA”
Com o nosso país a viver um momento de seca extrema em quase todo o terri-
tório arrancou em setembro de 2017 esta campanha de sensibilização do Ministé-
rio do Ambiente, Águas de Portugal, Agência Portuguesa do Ambiente e ER-
SAR, que está assente na ideia “tempo”, tem por objetivo consciencializar todos
os portugueses de que um minuto de desperdício de água é o suficiente para ga-
rantir as necessidades básicas diárias de 1 milhão de pessoas.
Apesar das chuvas dos últimos meses o cenário de seca não está afastado e por
isso é bom que os hábitos de poupança se mantenham todos os meses do ano!

NÃO HOUVE TRAVÃO! O EUCALIPTO CONTINUA EM ACELERADA EXPANSÃO EM PORTUGAL
Em comunicado emitido a 2 de novembro de 2017 a QUERCUS e a ACRÉSCIMO denunciam que
desde a entrada em vigor da “Lei que liberaliza a plantação de eucaliptos” (o Decreto-lei n.º 96/2013),
em outubro de 2013, até 30 de junho de 2017, a área ocupada por esta espécie exótica em Portugal re-
gistou um aumento próximo da superfície da cidade de Lisboa, com base nos dados divulgados recen-
temente pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O atual Governo é responsável por 57% deste aumento contrariando o seu compromisso de travar a
expansão desta espécie exótica em Portugal (conforme consta no seu Programa, página 179).

PRIMEIRA FÁBRICA ALIMENTADA 100% A ENERGIAS RENOVÁVEIS É PORTUGUESA
A Wood One, Sediada em Lordelo, esta empresa de mobiliário de escritório, geriátrico, hospitalar,
escolar e de hotelaria estava prestes a falir há oito anos, mas prepara-se agora para crescer exponencial-
mente com as novas instalações e novos mercados. Os 1485 painéis solares tornaram a fábrica auto-
sustentável a energia solar.
“A única coisa que me tem aborrecido é que o contrato [Portugal 2020] não me permite doar a ener-
gia que sobra durante o fim-de-semana quando não estamos a trabalhar. Tenho desgosto em pensar no
desperdício, por isso estou a pensar criar postos de carregamento de veículos elétricos dentro da empre-
sa para, ao fim de semana, as frotas das autarquias poderem vir aproveitar gratuitamente o que produ-
zirmos. Caso contrário, temos de desligar os painéis para não haver sobrecarga”, confidencia o empresá-
rio Manuel Luís Martins, diretor executivo da Wood One.
(Fonte: Green Savers, 14/06/2016)
espaço Alexandra Azevedo

Jovem Atento

Vamos semear a nossa floresta!

Ter um pequeno viveiro florestal em casa está ao alcance de qualquer pessoa. Basta ter um pouco
de terreno e com alguns conhecimentos básicos e … por MÃOS À OBRA!
Podes ver mais informação muito útil no site do MPI na área “A nossa floresta” mas deixamos-
te aqui ficar algumas dicas:
1- Começa por escolher o local para o teu viveiro. Deve ser uma área plana, com boa exposição ao
sol, com contra as geadas e água disponível. A melhor água é a da chuva e podes usar um recipiente
grande para recolha de água das chuvas do telhado, por exemplo.
2- Precisas de boa terra e fazeres a compostagem de todos o lixo orgânico da cozinha
e do jardim é uma boa fonte de terra fértil!
3- Depois tens de recolher frutos e sementes. Podemos encontrar algumas árvores e arbustos da
nossa floresta natural um pouco por todo o lado, mas exemplos do que seria antigamente a nossa
floresta, e por isso bons sítios para essa recolha na região Oeste é a Mata Municipal do Bombarral ou
a Mata do Furadouro na Serra de Montejunto.
4- Preparar e conservar as sementes. Algumas sementes têm de ser preparadas e conservadas,
muitas espécies dão frutos ou deixam cair as sementes no Outono que é também a melhor época para
a sementeira e assim pode-se semear de imediato.
5- Semear: No caso dos carvalhos e sobreiros até podes semear logo no sítio definitivo, basta
abrir um pequeno buraco, tapar com a terra da superfície (que é mais fértil) e proteger com ervas
para conservar a humidade. Ou então semeia em vasos e tabuleiros próprios.
6- Plantar: No caso dos carvalhos e sobreiros basta esperar um ano, noutras espécies pode ser
preciso esperar mais 2 ou 3 anos.
Vê o esquema para saberes como plantar:

Ah! E nunca te esqueças de regar o teu viveiro. Com as árvores vem mais chuva, e água é vida!