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Tiristor

O Tiristor é um dispositivo semicondutor multicamada (04 camadas), com


ê junções PN, que permitem o chaveamento do estado de corte para estado
três
de condução e vice-versa.

Como exemplo, podemos citar o SCR e o TRIAC.

Um tiristor é funcionalmente diferente de um diodo, porque mesmo quando o


dispositivo está diretamente polarizado ele não irá conduzir enquanto não
ocorrer um pulso na porta.

Ao invés
A i é ded precisar
i d um sinal
de i l continuamente
ti t na porta
t (como
( nos TBJs
TBJ e
MOSFETs), os tiristores são ligados por um pulso.
Tiristor
Símbolo do Tiristor e as Três Junções pn
SCR

Cátodo

Gate

K
A G
K G A Ânodo
SCR
Silicon Controlled Rectifier
Retificador Controlado de Silício
Tiristor unidirecional:
Permite que a corrente circule apenas do anodo para o catodo, tal
como o diodo retificador.
retificador

Porém, a corrente só pode circular quando um pulso é aplicado ao terminal


Porta (Gate).

Dispositivo de três terminais:


Anodo (+) (A)
Catodo(-) (K)
Gatilho – porta (G)
SCR
Símbolo
SCR
Aplicando-se
l d uma tensão negativa no anodo
d e positiva no
catodo, o SCR não vai conduzir.

A Lâmpada está ACESA? Um SCR pode disparar por ruído


de corrente no gatilho.
Para evitar estes disparos
indesejáveis
j devemos utilizar
um resistor RGK entre o gatilho e
o cátodo que desviará parte do
ruído.
Em alguns tipos de SCR, SCR a
resistência RGK já vem
internamente no componente
para diminuir sua sensibilidade.
No circuito ao lado o resistor de
1 kΩ garante isso.
SCR
E agora,
g , se a fonte de 12 V for invertida? A lâmpada
p
acende?
NÃO! Esta é a diferença em relação a um diodo.
O Gatilho

Após acender a lâmpada (após disparar o SCR), a chave CH1


pode ser aberta sem fazer com que a lâmpada se apague.
apague
O Gatilho serve somente para disparar o SCR.
SCR
Curva Característica Ideal
Curva Característica Real

Três Regiões:
Polarização Reversa.
Polarização direta em bloqueio.
Polarização direta em condução.
Curva Característica Real

Polarização Reversa:
VAK < 0 – não há condução.
A corrente tem um valor muito baixo.
SCRs de baixa corrente: IR dezenas a centenas de µA.
µA
SCRs de alta corrente: IR centenas de mA.
Curva Característica Real

Polarização
o a ação Diretaeta e
em Bloqueio:
oq e o:
Há varias curvas formadas por IG (corrente de gatilho)
IG = 0, o SCR permanece bloqueado se VAK < VBO.
VBO – breakover
b k voltage
l ou ttensão
ã dde di
disparo.
Curva Característica Real

Polarização Direta em Condução:


VAK = VBO o SCR dispara
p e a corrente cresce,, limitada por
p RL, em série com o SCR.
Para o SCR permanecer em condução, iA deve atingir um valor mínimo de
disparo IL (latching current ou corrente de disparo), senão o SCR volta a
bloquear.
Quanto maior IG tanto menor VAK necessária para disparar o SCR. SCR
IGT (IG com disparo) é a mínima IG que garante o disparo do SCR com tensão
direta de condução VT.
A queda de tensão no SCR é igual a VT, de valor típico de 1,5 V.
Após o disparo estabelecida a condução (iA >IL) IG pode ser removida e o SCR
permanece em condução.
SCR volta a bloquear quando iA < IH (corrente de manutenção) ou se VAK < 0
Analogia com Dois Transistores
Analogia com Dois Transistores

IA = corrente do anodo do SCR formado por dois transistores.


β1 = ganho de corrente do transistor T1
β2 = ganho de corrente do transistor T2
ICBO1 = corrente de fuga do transistor T1
ICBO2 = corrente de fuga do transistor T2
Analogia com
Dois
T
Transistores
i t

- Quando não há pulso no gatilho, só flui uma corrente pequena pelo SCR:
IC de T1 e T2 são baixos.
β1 . β2 é pequeno e bem menor que 1.1

- Quando aplicado o pulso do gatilho, após fechar CH2, temos:


IB2 de T2 aumentará.
IC2 aumentará (IC2 = β . IB).
IB1 aumentará.
IC1 aumentará.
Então, IB2 torna a aumentar, e assim sucessivamente.

Este processo chama


chama-se
se realimentação positiva e as correntes aumentam até que os dois
transistores saturem.

Ocorrendo a saturação, os terminais dos transistores ficam curto-circuitados e toda a tensão VA recai
sobre a carga RL.
A ó a saturação
Após t ã , a correntet ded um transistor
t i t mantém té o outro
t saturado.
t d
Assim qualquer aumento de corrente de gatilho não irá alterar as correntes dos transistores. Apenas
IE2 vai absorver esse aumento.
Desta forma, IG pode ser retirada, sem que o SCR pare de conduzir.
Outros Métodos de Disparo do SCR
Além da aplicação de pulso no gatilho, o SCR pode ser disparado de
outras formas.
f
Normalmente, esses disparos são indesejados pois, em alguns casos,
podem destruir o dispositivo.

Disparo por Sobretensão


O aumento da tensão VAK, quando o SCR está polarizado diretamente,
reflete diretamente na junção J2 que se encontra polarizada reversamente, pois J1 e
J3 estão polarizadas diretamente.
A corrente do SCR é muito pequena e formada pelos portadores
minoritários, já que trata-se de uma corrente de fuga da junção polarizada
reversamente.
Com o aumento de VAK, esses portadores são acelerados na junção J2,
podendo atingir uma energia tão grande que provocarão o fenômeno de avalanche.
Esse fenômeno faz com que muitos elétrons choquem-se e saiam das
órbitas dos átomos da rede. Estando disponíveis para condução, esses elétrons
permitem que a corrente de anodo cresça.
Aumentando a corrente de anodo, estabelece-se a realimentação entre T1
e T2, mantendo SCR disparado.
Esse processo de disparo, nem sempre destrutivo, raramente é utilizado
na prática.
Para o gatilho aberto, ou seja, IG=0, a tensão na qual o SCR passa ao
estado de condução é chamada tensão de breakover (VBO)
Outros Métodos de Disparo do SCR
p
Disparo por
p Variação
ç de Tensão ((dv/dt))
Outros Métodos de Disparo do SCR
Disparo por Variação de Tensão (dv/dt)
Outros Métodos de Disparo do SCR

Disparo por Aumento de Temperatura

A corrente que circula por uma junção polarizada reversamente é


extremamente dependente da temperatura.

Ela é composta por portadores minoritários gerados termicamente.

Na expressão da corrente de anodo, na analogia com dois transistores,


aparece um termo (ICBO1+ICBO2).

Quando houver um aumento considerável na temperatura, haverá um


aumento também em ICBO1 e ICBO2.

Isso possibilita o estabelecimento da realimentação, que faz com que o


produto β1 . β2 tenda a 1 e leve o SCR ao estado de condução.
Outros Métodos de Disparo do SCR

Disparo por Luz ou Radiação


Métodos de Comutação do SCR

Bloquear ou comutar um SCR:

Si ifi cortar a corrente que ele


Significa l conduz
d e impedir
i di que ele
l
retorne à condução.
Métodos de Comutação do SCR
Comutação Natural
Quando se reduz a corrente de anodo a um valor abaixo de IH, o SCR é bloqueado.
O valor de IH é 1000 vezes menor que a corrente nominal do dispositivo.
Em um circuito CA,, a corrente p
passa ppelo zero em algum
g ponto do ciclo. Isso jjá leva o
p
SCR ao bloqueio.
Exemplo: Bloqueio pelo zero da rede.
Métodos de Comutação do SCR

Comutação Forçada

Em circuitos CC, a VAK permanece positiva, então deve-se fazer um


“truque”para zerar a corrente de anodo.

Desviando a corrente por um caminho de menor impedância, a


corrente que passa pelo SCR irá cair abaixo de IH, provocando o
bl
bloqueio.
i

Em vez de aguardar a corrente passar por zero (o que não acontece


neste caso),
caso) pode-se
pode se provocar
pro ocar o bloqueio através
atra és dos métodos de
comutação forçada.
Métodos de Comutação do SCR
Comutação Forçada
Exemplo: Bloqueio por Chave
Métodos de Comutação do SCR
Comutação Forçada
Exemplo: Bloqueio por Capacitor
Métodos de Comutação do SCR
Comutação Forçada
Exemplo: Bloqueio por Capacitor (continuação)
Métodos de Comutação do SCR
Comutação Forçada
Exemplo: Bloqueio por Capacitor (continuação)
O SCR em Corrente Alternada
O SCR em Corrente Alternada
O SCR em Corrente Alternada
O SCR em Corrente Alternada
O SCR em Corrente Alternada
Parâmetros do SCR
Corrente de Disparo e Tensão de Disparo
Para disparar
d o SCR é necessário
á pelo
l menos 0,7 V na porta.

VGT = VGK + IG.RG

VGT = Tensão de Disparo (Vent)


VGK = Tensão Gate-Katodo
IG= Corrente de Disparo
IH = corrente de manutenção

Para bloquear o SCR pode-se diminuir o valor de VCC.

VCC = IH.RC + VAK