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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DE PESQUEIRA – ISEP

COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

GILBENITA MARIA DE ANDRADE MEDEIROS


JOSIANE ALMEIDA NUNES SANTOS
LINDACI LOPES DA SILVA
ROSANGELA FREIRES DOS SANTOS MEDEIROS

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E HIPERATIVIDADE

PESQUEIRA-PE
2016
GILBENITA MARIA DE ANDRADE MEDEIROS
JOSIANE ALMEIDA NUNES SANTOS
LINDACI LOPES DA SILVA
ROSÂNGELA FREIRES DOS SANTOS MEDEIROS

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E HIPERATIVIDADE

Trabalho de Conclusão de Curso - Relatório


Final de Estágio Institucional e Clínico
apresentado ao Instituto Superior de Educação
de Pesqueira- ISEP, como requisito parcial
para a obtenção do título de Especialista em
Psicopedagogia.

Professor (a) orientador(a): Fátima Larré

PESQUEIRA-PE
2016
RESUMO

Este relatório apresenta a descrição do estágio supervisionado de psicopedagogia institucional


e clinica realizado na Creche Comunitária Inêns Diniz em Princesa Isabel-PB no intuito de
investigar, planejar, realizar intervenções na resolução dos problemas de aprendizagem
apresentados. O resultado obtido foi satisfatório, confirmando que a criança apresentou um
comportamento irrequieto e com várias características de hiperatividade e apresenta falta de
afetividade que influencia no seu desenvolvimento cognitivo. Com isso encaminhamos o
aprendente para uma avaliação, primeiramente com o psicólogo e se necessário para um
neurologista, para confirmação ou não do diagnóstico e o possível tratamento.

Palavras-Chave: dificuldades de aprendizagem, comportamento, afetividade.


Abstract

This report presents a description of the supervised training of institutional and


educational psychology clinic held in Community Creche Inêns Diniz in Princesa Isabel-PB
in order to investigate, plan, carry out interventions in solving learning problems presented .
The result was satisfactory, confirming that the child had a restless behavior and hyperactivity
with various features and displays lack of affection that influences in their cognitive
development. With this we send the learner to an assessment, first with the psychologist and
need for a neurologist to confirm or not the diagnosis and possible treatment.

Keywords: learning difficulties, behavior, affectivity.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................................... 05

2 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS........................................................ 06

3 RESULTADOS ALCANÇADOS...................................................................................... 10

4 RECURSOS......................................................................................................................... 11

5 PROPOSTA DE PLANO DE ESTÁGIO.......................................................................... 12

6 CONCLUSÃO..................................................................................................................... 13

7 REFERÊNCIAS.................................................................................................................. 14

8 ANEXOS ..............................................................................................................................16
1 INTRODUÇÃO

O Estágio supervisionado é a oportunidade que os estagiários têm de aplicar na prática o que


foi visto teoricamente. Foi exigência do curso de Psicopedagogia Institucional e Clínica do
ISEP- Instituto Superior de Educação de Pesqueira. A instituição escolhida foi a Creche
Comunitária Inês Diniz, localizada na Rua Frei Manoel Carneiro Leão, Bairro Padre Ibiapina,
Princesa Isabel-PB, no período de 18 de julho a 05 de setembro de 2016, com a finalidade de
aprimorar os conhecimentos adquiridos no curso de pós- graduação. Foram realizadas
atividades de entrevistas com o diretor, observação da escola, das salas de aula, entrevista
com professor, atividades lúdicas com a turma escolhida, onde foram encontradas
experiências diversas que vieram somar aos desafios e novidades que surgem em sala de aula.
A creche atende crianças de 3 a 6 anos de idade nos turnos manhã e vespertino. Apresentamo-
nos e mostramos o plano de estágio, conversamos com a direção, observamos a creche, as
turmas atendidas, para podermos avaliar, criar hipóteses e soluções para as possíveis
dificuldades encontradas.
2 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS

A equipe se reuniu para traçar metas e desenvolver as atividades. Com base na realidade
observada e vivenciada foi possível notar que a instituição apresenta um espaço amplo, 5 salas
adequadas e arejadas, tem um quadro de 26 funcionários, sendo 10 professores, 5 graduadas
em pedagogia, 2 com o magistério, 1 pós graduada em psicopedagogia e jornada dupla, 1
licenciada em geografia, os funcionários são suficientes e qualificados para suas funções. A
Creche está adequada para atender as crianças especiais, com a sala de recursos (AEE) de
acordo com as exigências do Plano Nacional de Educação (PNL) e Plano Municipal de
Educação (PME), dispõe do Projeto Político Pedagógico (PPP) sistematizado e elaborado
coletivamente com a participação ativa de todas as entidades, sendo revisto e modificado
anualmente para atuar nas diferentes necessidades, prestando atendimento humanizado e
inclusivo aos estudantes, assegurando a todos os aprendentes de modo geral, uma
acessibilidade de qualidade e favorável a uma aprendizagem significativa.
Diante das observações e entrevistas feitas notamos que apesar de ser uma instituição
adequada, necessita de modificações para ampliar o que é realizado e o que está dando certo
no campo pedagógico e institucional. Requer melhoras na realização do trabalho coletivo e na
prática diária, pois é evidente a indisposição de alguns docentes em mudar exigindo ajustes
como: reflexão da própria prática pedagógica, reciclagem, novas metodologias e atualizações
principalmente trabalhar em equipe, para o fortalecimento da educação e resolução das
dificuldades que surgirão no decorrer do processo ensino/aprendizagem.
Segundo Sara Paín (1985, p.12, apud CALDERARI OLIVEIRA, 2009 p.56).

[...] a educação tem como função primeira a manuntenção, a socialização e a


transformação do sujeito, mas ao mesmo tempo, fortalece a repressão que lhe é
imposta. A escola tem assumido um papel instucionalizado dessa ambivalência, sob
a égide de sua função educativa. As representações da aprendizagem que se dão no
seu interior, muitas vezes passam despercebidas em detrimento de um fundamento
teórico tradicional.

OLIVEIRA (2009, P.56) diz que:

O psicopedagogo tem, segundo esses pressupostos, a difícil tarefa de analisar a


adequação da estrutura e funcionamento da instituição, bem como do currículo e
métodos de ensino empregados, desfocando o olhar do aluno, como identificado
pela sua dificuldade, para os fatores intraescolares e interinstitucionais, de ordem
social, econômica e política que envolve a educação.

Diante das queixas expostas pela instituição, professores e direção, decidimos observar uma
das turmas descritas e seu comportamento, fizemos um estudo mais aprofundado da mesma,
percebendo que algumas crianças apresentaram um comportamento indiferente, dificultando a
construção da aprendizagem, tanto delas mesmas como dos demais, interferindo no
andamento da aula causando desconforto e desgaste do professor, pois o mesmo teve que
intervir várias vezes, chamando a atenção das crianças para participarem da aula, motivando-
as, mesmo assim continuaram agindo da mesma forma.
O professor deveria ter um assistente para ajudar a desenvolver as atividades com essas
crianças, assim teria condições de trabalhar de forma acessível, a dificuldade de cada um.
No dia seguinte aplicamos uma atividade de intervenção utilizando material com jogos
pedagógicos, quebra-cabeças, livros infantis, fichas, para observar os comportamentos das
crianças, muitas reagiram normalmente, respondendo as nossas expectativas, outras não
resolveram e nem dividiram os objetos com os colegas, pegando-os e guardando-os,
apresentando dificuldade de socialização dos jogos.
A partir das situações vivenciadas focalizamos as energias buscando soluções de intervenções
para entendermos aqueles comportamentos.

Portanto, quando nos referimos ao diagnóstico psicopedagógico no âmbito da


instituição, nos referimos a um instrumento conceitual capaz de levar o
psicopedagogo “a construir um olhar e uma escuta diferenciada, voltada para o
ensinar/aprender, que possibilite o conhecimento de sintomas, a analise dos mesmos
e a busca de solução para os problemas”(BARBOSA,2001,P.135, apud OLIVEIRA,
2009,P. 85)

Então foi aí que pedimos sugestão a professora a qual nos indicou as crianças, dentre elas
escolhemos uma que nos chamou mais atenção devido ao seu comportamento irrequieto.
Com isso fizemos uma entrevista com a professora para confirmar as hipóteses levantadas e
apartir daí, começarmos a planejar as estratégias de intervenção, com base nos relatos feitos
pela professora e nas construções coletivas e individuais, confirmamos as hipóteses, que ele
demonstra o mesmo comportamento irrequieto, com dificuldade de concentração, se
dispersando facilmente, necessitando da ajuda e apoio do professor constantemente no
desenvolvimento das atividades propostas, e que também não tem um acompanhamento
familiar ativo, o que prejudica ainda mais.
MONTEIRO (2002, p.71) fala:

Trabalhar cooperativamente com os professores, visitar e se comunicar com a


escola. O intercâmbio entre casa e a escola cria coerência na educação. Pais e
professores ficam mais seguros em seus papeis e funções, e todos se sentem mais
estimulados em contribuir com as políticas que afetam as questões educacionais.

Realizamos a anamnese psicopedagógica com a mãe do aprendente a qual nos evidenciou


informações e dados complementares que fortaleceram nossas hipóteses de que o
comportamento dele em casa condiz com o do ambiente escolar, deixando claro que a família
não acompanha sua vida escolar e não observa o que realmente a criança gosta ou não de
fazer em algumas situações.
A mãe relatou que quando estava grávida passou por momentos emocionais muito
complicados, que podem ter influenciado no seu comportamento afetivo, emocional, que
refletiu em seu comportamento e desenvolvimento cognitivo. Também falou que estava
passando por mementos de conflitos, atritos da mãe com o padrasto, briga com as irmãs, que
de certa maneira ele está participando e vivenciando tudo que a família está passando,
absorvendo e reproduzindo na escola toda violência vivida em casa.
Para MONTEIRO (2002, p.74). Um dos mais poderosos instrumentos de educação é o
exemplo. Pais e mães se esquecem de que, enquanto dão ordens e explicações, passam a seus
filhos mensagens através de atos e emoções (São Paulo, Mercuryo, 2002).
Para consolidar as informações, aplicamos o instrumento de avaliação caixa lúdica para
investigar o comportamento da criança individualmente na prática, no intuito de acessar o seu
inconsciente, para que através daquela brincadeira ele expressasse algum sentimento
reprimido. Ele observou todos os brinquedos, mas brincou muito com a bola, chutando bem
forte, tentando acertar outro brinquedo, de vez em quando nos olhava receoso com medo de
ser repreendido, por várias vezes utilizou um dos brinquedos como escudo, através de varias
ações demonstrou com a manipulação dos brinquedos que sentia falta e alguma coisa, levou-
nos a compreender que era falta de afetividade e carinho, que são elementos fundamentais
para o desenvolvimento cognitivo e psicomotor, tanto na relação familiar como na escolar,
pois o professor deve criar o vinculo afetivo, onde a criança confie e seja autônoma,
interagindo sem medo nas relações, expondo suas experiências de forma espontânea.
FERNANDEZ (1991),

Diz que a aprendizagem é repleta de afetividade, já que ocorre a partir das


interações sociais, e nos diz ainda que, aprendizagem é uma mudança
comportamental resultante da experiência, é uma forma de adaptação ao meio onde
esse individuo está inserido.

Quando acabou o tempo marcado a criança guardou os brinquedos, mas a bola foi a última
que ele guardou.
Para coletar mais informações, foi realizada outra avaliação psicopedagogica: prova
operatória Piajetiana de conservação de número. A criança não se negou a realizar, gostou e
fez alguns questionamentos, como também respondia quando perguntamos, observava e
demorava a responder, e de acordo com o que foi realizado notou-se que está numa fase de
transição, algumas vezes admite e outras nega a conservação.
Nas atividades curriculares é ativo e nas construções coletivas, mas apresenta dificuldade na
memorização, acomodação de conceitos.

3 RESULTADOS ALCANÇADOS
Conforme os dados colhidos, foi possível realizarmos uma avaliação psicopedagógica
minuciosa a respeito dos sintomas comportamentais apresentados pelo aprendente no
desenvolvimento de sua aprendizagem em sala de aula. Nessa análise prática teórica
detectamos que ele tem fortes características que levam a hipóteses de déficit de atenção e
hiperatividade agregada a uma carência de valores afetivos familiares que influem e
dificultam o aprender da criança, que se encontra desmotivada por conta dos rótulos e sem
nenhum incentivo significativo para desenvolver a aprendizagem.
Pois como sabemos a aprendizagem ocorre quando o individuo encontra-se bem
psicologicamente e os fatores orgânicos estão em total harmonia interagindo com os estímulos
oferecidos pelo meio.
RODRIGUES (1976) diz:
Que os motivos para o ser humano aprender qualquer coisa são profundamente
interiores. Segundo ele, uma criança aprende melhor e mais depressa quando se
sente amada, está segura e é tratada como um singular. E os motivos da criança para
aprender são os mesmos que ela tem para viver, pois não se dissociam de suas
características físicas, motoras, afetivas e psicológicas.

Por isso o aprendente precisa de ambiente educativo que o acolha em suas especificidades,
favorecendo possibilidades que o eleve da zona proximal em que ele se encontra, propondo
situações significativas que atenda suas necessidades de forma que lhe der autonomia para
interagir e aprender.

4 RECURSOS
Humanos
Foi envolvida na realização desse trabalho, a diretora, professores, pais e alunos da Creche
Comunitária Inês Diniz.

Materiais
Material impresso, lápis, jogos, brinquedos, livros, EOCA, caixa lúdica, provas operatórias.

5 PROPOSTA DE PLANO DE ESTÁGIO


O estágio foi realizado na área de educação pública municipal, na Creche Comunitária Inês
Diniz, em Princesa Isabel, Paraíba.
Esse trabalho tem grande relevância devido à pesquisa que será realizada de acordo com as
dificuldades de aprendizagem e as intervenções necessárias para o melhoramento e
desenvolvimento cognitivo. Aprimoramento do conhecimento e auxilio as crianças que
apresentem essas dificuldades, proporcionando soluções práticas e adequadas para cada
dificuldade apresentada.

Objetivo:
Encontrar caminhos a partir da prática para minimizar as barreiras de aprendizagem que
algumas crianças apresentam, utilizando materiais lúdicos, e diversos instrumentos de
avaliação, auxiliando professores na resolução ou diminuição dessas dificuldades.

Metodologia/recursos:
Observação da escola, das turmas e entrevistas com o diretor, professor, pais e aluno,
aplicação de avaliações utilizando instrumentos específicos como: anamnese, EOCA, caixa
lúdica, provas operacionais.

Perspectiva:
Melhorar a prática tendo um novo olhar e saber ouvir, para entender e poder intervir,
valorizando o todo, os fatores que influenciam a criança a desenvolver a dificuldade, se foi o
meio social, a afetividade e a exclusão.

6 CONCLUSÃO
As dificuldades de aprendizagem são diversas, mas existem algumas características que levam
a construção de hipóteses. De acordo com as informações obtidas durante o estágio
supervisionado de psicopedagogia institucional e clínica notamos que a instituição recebe
crianças com vários tipos de especialidades e dificuldades de aprendizagem, que são
acompanhadas algumas pelo psicopedagogo e outros profissionais especializados, mas ainda
precisa de ajustes que ajudem aos professores em sala de aula no desenvolvimento das
atividades.
A criança escolhida para observação e avaliação demonstrou durante as atividades realizadas,
diversas características de distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade.
Atualmente a DDAH é um tema relevante a ser estudado e debatido pelos educadores, por ser
freqüente em nossas escolas, que muitas vezes são desencadeadas por fatores hereditários,
orgânicos, causando desconforto e angústia no ambiente escolar pela carência de
conhecimento dos profissionais que são acostumados a ensinar conteúdos não se preparando
para trabalhar as dificuldades e transtornos, são qualificados, mas muitos não colocam em
pratica ou não se interessam em unir a teoria com a prática, por isso a importância do
psicopedagogo nas instituições, trabalhando com essas realidades juntamente com os
professores e outros profissionais ligados a cada transtorno. Com isso o professor demonstra
fragilidade diante da dificuldade de aprendizagem e acaba rotulando o aluno sem antes fazer
uma pesquisa da vida social e familiar para tentar descobrir o que o leva a ter esse
comportamento e assim traçar caminhos estratégicos que auxiliam na construção da
aprendizagem significativa da criança. Dando assistência a própria criança e a família para
apoiá-la e aceitá-la da forma que ela é e orientando-a de forma sadia e se necessário
encaminhá-la para um profissional qualificado para realização de exames posteriores que
confirmem o diagnóstico e o tratamento.
Com esse estágio aprendemos a ter um olhar e uma escuta diferenciada em relação a essas
crianças que apresentam dificuldades e transtornos de aprendizagem, colocando-nos à
disposição da instituição e do professor, enquanto psicopedagogo que somos, para da
assistência, tanto no desenvolvimento de atividades que atendam as particularidades de cada
criança como também apoiando e orientando a família a fazer um trabalho de parceria escola
e família, fazendo uso da mesma linguagem, melhorando a convivência escolar e familiar,
motivando a construção da aprendizagem e de uma educação de qualidade.

7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MONTEIRO, Elizabeth. Criando filhos em tempos difíceis, atitudes e brincadeiras para uma
infância feliz. São Paulo: Mercuryo, 2002.

TIBA, Içami. Quem ama, educa! Formando cidadãos éticos. Ed. Atual. São Paulo: Integrare
Editora, 2007.

OLIVEIRA, Maria Ângela Calderari. Intervenção psicopedagógica na escola. 2 edição,


2009.

FERNANDÉZ, A. A Inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

RODRIGUES, Marlene. Psicologia educacional: Uma crônica do desenvolvimento humano.


São Paulo: Mc Graw—Hill de Brasil, 1976.

EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E ÉTICA POR UM MUNDO MELHOR. WWW.cbpex.com.br

8- ANEXOS