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Império do Brasil
Monarquia Constitucional
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1822 – 1889

Bandeira

Brasão

Lema nacional Independência ou Morte!

Continente Capital Língua oficial Governo Imperador

América do Sul Rio de Janeiro Português Monarquia Constitucional

4 Reconhecimento da Independência .478 14.3 Confederação do Equador  1. Índice [esconder] • 1 História o 1. Este período da História do Brasil é denominado. conhecido como família imperial brasileira e constituiu o 11º maior império da história da humanidade[3] Teve seu início após a declaração da Independência em relação ao reino de Portugal. como "Brasil Império".333. Pedro I D.2 Constituição de 1823  1. • 1889 est. que foi iniciado na mesma data com a aclamação de D. em 15 de novembro de 1889. • 1854[2] est. Pedro II Independência do Brasil Primeiro Reinado Segundo Reinado Abolição da Escravatura Proclamação da República 4.3. • 1872[2] est. tradicionalmente pela historiografia. Pedro I abdicou em 7 de abril de 1831.1 Proclamação da independência o 1.3. "Brasil Imperial" e "Brasil Monárquico".2 Elevação a império o 1.1 De Reino a Império  1.000 7.000.930.3.3. Foi dividido em dois períodos: o Primeiro Reinado. e seu fim após o golpe de Estado militar que instaurou a forma republicana presidencialista. O Império do Brasil foi governado por um dos ramos da Casa de Bragança.• 1822 — 1831 • 1831 — 1889 História • 7 de setembro de 1822 de 1822 • 12 de outubro de 1822 • 7 de abril de 1831 • 13 de maio de 1888 • 15 de novembro de 1889 População • 1823[2] est. e o Segundo Reinado. que se iniciou em 7 de setembro de 1822 e teve por fim quando D. em 7 de setembro de 1822. que precedeu a atual República Federativa do Brasil e teve a monarquia parlamentar constitucional como seu sistema político. Moeda D.915 Réis O Império do Brasil foi o Estado brasileiro existente entre 1822 e 1889.000.700 9.3 Primeiro Reinado (1822-1831)  1. Pedro II e perdurado até a proclamação da República.

4 Forma de Estado o 2.1 Período Regencial (1831-1840)  1.4.4 Segundo Reinado (1831-1889)  1.4.1 Imperador titular o 2.1 Armada  2.4.7.4.9 Predomínio paulista  1.4.6 Maioridade  1.7.5 Poder moderador o 2.6 Representatividade o 2.10.4.3.8 Abdicação de Dom Pedro I o 1.5 Guerra da Cisplatina 1.12 Guerras externas  1.5 Fim 2 Governo e política o 2.• • • • • • 1.12.7 Forças armadas  2.1.12.3.4.13 Abolicionismo e republicanismo  1.4.1 Imperadores  2.4.4.14 Lei Áurea o 1.4.1 Extinção do tráfico negreiro  1.7 Parlamentarismo  1.2 Exército 3 Economia 4 Infraestrutura 5 Referências 6 Ver também     7 Ligações externas [editar] História Ver artigos principais: História do Império do Brasil.5 Regência Una  1.7 Sucessão em Portugal 1.3 Sistema de Governo o 2.13.2 Guerra do Paraguai  1.8 Lavoura do café  1.3.4 Ato Adicional de 1834  1.11 Atividades urbanas  1.2.4.3.3 Regência Trina Permanente  1.10 Tráfico negreiro  1.4.6 Crise política e econômica 1.2 Forma de Governo  2.4.4.1 Campanha abolicionista  1.4.4.1 Guerra do Prata  1.1 Legitimidade do imperador o 2.4. Ver página anexa: Cronologia do Brasil Império [editar] Proclamação da independência .2 Correntes políticas  1.

por sua vez. Nomeadamente. Rio de Janeiro. mais nomeadamente.[4][5] Dom Pedro retornou ao Rio de Janeiro em 14 de setembro e nos dias seguintes os maçons espalharam panfletos (escritos por Joaquim Gonçalves Ledo) que História do Brasil Pré-cabralina (antes de 1500) [Expandir] Colônia (1500-1822)[Expandir] Império (1822-1889)[Expandir] República (1889-2010)[Expandir] Constituições[Expandir] Listagens[Expandir] Temáticas[Expandir] Eleições Regionais Generalidades . em São Paulo. Em 12 de outubro de 1822. às margens do Rio Ipiranga. passando esses a usar somente o título de duque de Bragança. apesar do título de príncipe do Brasil. Após a abdicação de Pedro I ao trono. em 1822. e assim desligou o Brasil de Portugal definitivamente. que vigorou até que Pedro II ascendesse ao trono por meio do Golpe da Maioridade. O Príncipe foi recebido com grandes festas populares e chamado tanto de "Rei do Brasil" quanto de "Imperador do Brasil". foi aclamado "Imperador Constitucional" e "Defensor Perpétuo do Brasil". [editar] De Reino a Império Ao chegarem na cidade de São Paulo no final da noite de 7 de setembro de 1822. dom Pedro e seus companheiros de viagem espalharam a notícia da Independência do Brasil em relação a Portugal. Contudo. Dom Pedro. Pedro de Bragança tomou conhecimento de ordens vindas da corte portuguesa para que ele abandonasse o Brasil e fosse para Portugal ou então seria acusado de traição. vicejar até os dias de hoje. príncipe Imperial do Brasil. apenas Pedro de Bragança e seu filho detiveram o trono imperial. em 12 de outubro de 1822. No dia 7 de setembro de 1822.Ver artigo principal: Independência do Brasil Grito do Ipiranga. o título de príncipe do Brasil foi desvinculado dos príncipes aspirantes ao trono português. Pedro I do Brasil foi o último a deter ambos os títulos. inicia a linhagem de imperadores do Brasil a partir de sua coroação como imperador do Brasil na Capela Imperial. realizou-se a cerimônia de coroação e sagração. [editar] Primeiro Reinado (1822-1831) Ver artigos principais: Primeiro Reinado. Em 1º de dezembro do mesmo ano. tendo sido príncipe regente do Brasil por um curto período pouco antes da Independência. Pedro I do Brasil. inicia-se o período regencial. [editar] Elevação a império Após a guerra da independência. com isso irritado bradou Independência ou Morte!.

sugeriam que o Príncipe fosse aclamado Imperador Constitucional. desejavam justamente o oposto dos Bonifácios. no Campo de Santana (mais tarde conhecido como Campo da Aclamação) dom Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo . enviou as demais Câmaras do país a notícia de que a Aclamação ocorreria no aniversário de dom Pedro em 12 de outubro. Poderiam assim tornar o Brasil um país igualitário onde todos os segmentos da sociedade. pois era um requisito necessário para a criação de um Estado moderno. José Clemente Pereira. José Bonifácio considerou subversiva a atitude do jornalista e ordenou-o que se retirasse do Rio de Janeiro. [15] Em 12 de outubro de 1822. inclusive os índios e negros.[11] Contudo. José Bonifácio se opunha à democracia. Os Bonifácios defendiam a existência de uma monarquia forte. realizar uma reforma agrária e desenvolver economicamente o país livre de empréstimos estrangeiros.[12] O fim da escravidão seria o primeiro passo para tanto.[13] Os Liberais. [8][9] Províncias do Império do Brasil em 1825. e pretendiam abolir o tráfico de escravos e a escravidão. fariam parte. Nela.[14] O pretexto para o conflito entre os ambos os grupos surgiu quando o liberal João Soares Lisboa publicou num jornal a alegação de que dom Pedro teria afirmado aceitar a forma republicana de governo se os brasileiros assim o quisessem. Ambos os grupos possuíam interesses completamente opostos e percebiam no outro uma ameaça inevitável. por outro lado.[6] Em 21 de setembro Bonifácio convenceu dom Pedro a proibir as reuniões das lojas maçônicas enquanto as investigações sobre uma possível conspiração republicana estivessem ocorrendo. pois imaginava que o povo brasileiro ainda não estava preparado para a mesma.[10] Acreditavam que era um momento histórico onde poderiam sanar os vícios da sociedade brasileira recriando a nação.[4] Em 17 de setembro o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. dom Pedro ainda se intitula Príncipe Regente e seu pai é considerado o Rei do Brasil independente. Defendia ser obrigação da elite letrada civilizar o restante da população pouco educada. para assim evitar a possibilidade de fragmentação do país. mas constitucional e centralizada.[6] No dia seguinte foram criadas a nova bandeira e armas do Reino do Brasil. O Príncipe não aprovou as medidas de Bonifácio por considerá-las arbitrárias e não apenas perdoou João Soares Lisboa como também permitiu o pleno funcionamento das lojas maçônicas apenas quatro dias depois. A animosidade entre os Bonifácios e os Liberais apenas cresceu após a declaração formal de Independência.[7] A separação oficial do país ocorreria somente em 22 de setembro de 1822 em carta escrita por dom Pedro a seu pai.

na prática. Enquanto Imperador derivara-se de uma aclamação popular tal qual na Roma Antiga.[27] e menos centralizadora que o projeto da Constituinte.[23] A forma de governo era a monárquica. o Imperador deixou claro que apesar de aceitar a coroa. do desejo dos brasileiros. cujo surgimento na letra da lei fora atribuída a Martim Francisco de Andrada.[28] revelando que os "constituintes do primeiro reinado que estavam perfeitamente atualizados com as idéias da época". um grande admirador de Benjamin Constant. Era ao mesmo tempo o início do reinado de dom Pedro e também do Império brasileiro.[29] Apesar da Constituição prever a possibilidade de liberdade religiosa somente em âmbito doméstico. constitucional e representativa.[17] A razão pelo título imperial derivava-se do fato de que Rei significaria simbolicamente uma continuação da tradição dinástica lusitana e do temido absolutismo. ou seja. em diversos pontos. A Carta promulgada em 1824 foi influenciada pelas Constituições francesa de 1791 e espanhola de 1812. .[24][25] até mesmo superando as europeias.[21] Era um "belo documento de liberalismo do tipo francês".[19][20] Com seus inimigos afastados.do Brasil.[20] [editar] Constituição de 1823 Ver artigos principais: Constituição brasileira de 1824. caso dom João VI retornasse ao Brasil.[16] Entretanto. mas uma manifestação popular fez com que dom Pedro (com grande satisfação) o reconduzisse ao cargo. hereditária.[25] Continha uma inovação. Todos que os acusados de conspiração foram presos com a exceção de Gonçalves Ledo e João Soares Lisboa que fugiram para Buenos Aires. [21] A Constituição era uma das mais liberais que existiam em sua época. seria reforçado o aspecto constitucional da monarquia brasileira com o pacto entre a sociedade e o Imperador. Assim. [30] Este Poder serviria para "resolver impasses e assegurar o funcionamento do governo". como judeus e seguidores de outras religiões mantiveram seus templos religiosos e a mais completa liberdade de culto. que era o Poder Moderador.[26] Fora mais liberal.[18] Os liberais liderados por Gonçalves Ledo pressionavam dom Pedro a demitir Bonifácio e seus ministros desde a perseguição iniciada pelo artigo de João Soares Lisboa. No dia 3 de março de 1823. conjuração e demagogia". Tanto os protestantes.[28] [editar] Confederação do Equador Ver artigos principais: Confederação do Equador. ela era total. [22] com um sistema representativo baseado na teoria da soberania nacional.[15] José Bonifácio não perdeu tempo e em 2 de novembro iniciou uma devassa (que ficaria conhecida como "Bonifácia") contra os liberais que eram acusados de "inconfidência. os Bonifácios acreditaram que estavam finalmente livres para o início de seus projetos de governo. sendo o país dividido formalmente em províncias e o poder político estava dividido em quatro. primeiro Rei da Casa de Bragança) ocorreu a coroação e sagração de dom Pedro I. Em 27 de outubro José Bonifácio se demitiu. Em 1 de dezembro de 1822 (aniversário da aclamação de dom João IV. deixaria o trono em favor de seu pai. a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil iniciou sua legislatura com o intento de realizar a primeira Constituição Política do país.[25] A separação entre o Poder Executivo e Moderador surgiu a partir da prática no sistema monárquico-parlamentarista britânico. conforme a filosofia liberal das teorias da separação dos poderes e de Benjamin Constant.

A. [editar] Guerra da Cisplatina Ver artigo principal: Guerra da Cisplatina Em março de 1825. Pedro I (1822-1831). Por outro lado. eleitos em 1824. com exceção de Montevidéu e Colônia. eram em sua maioria abertamente hostis ao autoritarismo do imperador. [editar] Reconhecimento da Independência Era uma questão crucial para o Império brasileiro. pelo qual reconheciam a independência da República da Banda Oriental do Uruguai. Exigia a suspensão do bloqueio a Buenos Aires e uma indenização pelos prejuízos sofridos pela França com a interrupção do comércio na bacia do Prata.A. atual Uruguai. Os E. ou mais certamente autonomista. em maio de 1824. Queriam um governo parlamentar que ouvisse a Câmara dos Deputados e a ela prestasse conta de seus atos. eletiva e temporária. [editar] Crise política e econômica Em 1826. fora desalojado de seus principais mercados (Europa e E. Os deputados. As monarquias absolutistas europeias eram hostis à independência do Brasil. Somente a partir de 1826 a soberania brasileira foi reconhecida pela França. a coroa portuguesa reconheceu a independência do Brasil. de cana.U. ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil. A Inglaterra também reconheceu a independência do Brasil em 1825.A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário. Um governo provisório uruguaio decidiu incorporar a Cisplatina à República das Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina). apoiavam a dominação brasileira. de caráter emancipacionista e republicano. onde poderosos comerciantes. a qual passou a chamar-se Província Cisplatina). . Alguns meses antes fora divulgada a Doutrina Monroe. foram o primeiro país a reconhecer o governo brasileiro. As lavouras tradicionais de exportação estavam em decadência. e a Câmara dos Deputados. o país atravessava crise econômica e financeira. concluindo-se a formalização da independência. O algodão nordestino não resistira à concorrência do algodão norte-americano e oriental. As repúblicas Latinoamericanos. O açúcar brasileiro. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. não aceitariam qualquer intervenção recolonizadora da Europa no continente americano.U. pelo Vaticano e pelas demais nações europeias.) pelo açúcar de beterraba. a Argentina e o Brasil assinaram. Ocuparam todo o território. esboçadas na Carta Outorgada de 1824. em agosto de 1825. Em 1828. em agosto de 1828. uruguaios apoiados pelo governo de Buenos Aires reiniciaram a luta pela independência da Cisplatina. uma esquadra francesa ocupou a baía de Guanabara. Dom Pedro I instalou a primeira Assembleia Geral Brasileira: o Senado. por sua vez. vitalício. um acordo de paz. Imediatamente o Brasil declarou guerra à Argentina e bloqueou o porto de Buenos Aires.U. Por intervenção da Inglaterra.A. pela qual o presidente James Monroe declarava que os E. Graças à mediação da Inglaterra. encaravam o Império brasileiro como instrumento dos interesses recolonizadores europeus e condenavam a anexação da Cisplatina (em 1821. Em troca. rivais dos de Buenos Aires. obtinha a condição de "nação mais favorecida" nas transações comerciais e uma indenização no valor de 2 milhões de libras. o Reino Unido luso-brasileiro anexara a Banda Oriental. a primeira Constituição do país.

de tendências absolutistas. a repercussão das Revoluções Liberais de 1830 e o assassínio do jornalista Líbero Badaró em São Paulo fizeram ferver os ânimos dos liberais. a fim de assegurar a continuidade do regime monárquico. A crise culminou em 6 de abril de 1831 com uma grande manifestação popular no Rio de Janeiro. A economia continuou em crise. até que a Assembleia apontasse nomes definitivos. o governo imperial precisou contrair grandes empréstimos com bancos estrangeiros. permitindo que se casasse com o seu irmão Dom Miguel. Em 1828. controlado pelos grandes proprietários rurais do . A queda desse gabinete. [editar] Abdicação de Dom Pedro I O imperador procurou atenuar a hostilidade da Câmara organizando um novo ministério chefiado pelo Marquês de Barbacena. em 13 e 14 de março de 1831 . Os deputados e senadores que se encontravam no Rio de Janeiro escolheram três regentes provisórios para governar em nome do soberano. e o poder central. 7 de abril. sobretudo ingleses. à qual aderiu a guarnição da cidade. que contava com a simpatia dos políticos do Partido Brasileiro. a princesa Maria da Glória.colocaram em evidência a impopularidade do imperador. Enquanto isso. Para agravar a situação. Dom Pedro I foi aclamado rei de Portugal com o título de Dom Pedro IV. principalmente ingleses. [editar] Sucessão em Portugal Com a morte de Dom João VI em 1826. que levavam o país a gastar mais do que recebia com a exportação de seus produtos agrícolas. Dom Pedro abdicou do trono de Portugal em favor de sua filha de sete anos. o Banco do Brasil foi à falência. violentas lutas de rua entre brasileiros e portugueses . Novo ministério de tendências liberais foi substituído em seguida pelo Ministério dos Marqueses. Na madrugada do dia seguinte. a fim de financiar a guerra da Cisplatina e pagar as indenizações que devia a Portugal e à França. Pressionado pelos políticos brasileiros. O período regencial foi um dos mais conturbados da história do Brasil. Pedro de Alcântara. comandada pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva. Dom Pedro I abdicou do trono brasileiro em nome de seu filho de cinco anos. No Rio de Janeiro. cresciam as importações de manufaturados. representante das forças absolutistas portuguesas.O tabaco perdia seus mercados africanos em consequência das restrições impostas pela Inglaterra ao tráfico de escravos. que viam ressurgir a ameaça da recolonização. [editar] Segundo Reinado (1831-1889) Ver artigo principal: Segundo Reinado [editar] Período Regencial (1831-1840) Ver artigo principal: Período Regencial Pedro de Alcântara foi imediatamente aclamado imperador do Brasil.as Noite das garrafadas.

Os restauradores (caramurus) reivindicavam a volta de Dom Pedro I ao trono brasileiro. padre Diogo Antônio Feijó. Em 1835. No GrãoPará. em 1831. Os liberais exaltados (farroupilhas. movimento que se espalhou pela Zona da Mata e pelo Agreste pernambucano e alagoano entre 1832 e 1835. em Recife. promovida por escravos nagôs e hauçás. no Pará. [editar] Correntes políticas O Partido Brasileiro cindiu-se em três correntes. as três Carneiradas na cidade pernambucana de Goiana (1834-1835). Para neutralizar a influência do exército regular. no Rio Grande do Sul. deu origem à Cabanada. As lutas por maior autonomia política das províncias ameaçaram dividir o Império em vários países independentes. era formada pelos deputados moderados José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz e pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva. e os levantes militares ocorridos em Salvador. militares.Sudeste. a chamada Revolta dos Malês. a chamada Federação dos Guanais (1832). o ministro da Justiça. tiveram início as duas mais importantes revoluções federalistas: a Guerra dos Farrapos (1835-1845). criou a Guarda Nacional. Defendiam uma monarquia forte e centralizada. [editar] Ato Adicional de 1834 Incapaz de conter militarmente a agitação que lavrava em todo o país. os liberais exaltados e os restauradores promoveram vários motins populares e levantes de tropas no Rio de Janeiro. A . queriam uma monarquia federativa com ampla autonomia provincial. contudo. houve um governo de curta duração. onde exaltados e restauradores tinham grande influência. jurujubas ou chapéus-de-palha). na Bahia. Em 1831 e 1837. chegaram a tomar o poder por algum tempo. Também em 1835 ocorreu um dos mais importantes levantes urbanos de escravos na história do Brasil. na cidade de Salvador. A Abrilada. e a Cabanagem (1835-1840). [editar] Regência Trina Permanente Eleita pela Assembleia Geral em junho de 1831. Os liberais moderados (conhecidos popularmente como chimangos ou chapéus-redondos) representavam os fazendeiros do Sudeste e estiveram no poder durante a maior parte do período regencial. Tratava-se de uma força de elite fiel ao governo e composta de 6 mil cidadãos recrutados entre os mais ricos do país. em Pernambuco. entre os quais os irmãos Andradas. os restauradores lideraram várias rebeliões provinciais. Entre 1831 e 1834. Os mais radicais defendiam uma forma de governo republicana. Em São Félix. mercenários estrangeiros e importantes políticos do Primeiro Reinado. representantes das classes médias urbanas e dos proprietários rurais das outras províncias. esteve em conflito permanente com as províncias. foram as revoltas provinciais lideradas pelos exaltados: a Setembrada e a Novembrada. Desse grupo participavam comerciantes portugueses. o governo central procurou atender a algumas reivindicações autonomistas das oligarquias provinciais. Mais numerosas e importantes.

a qual reduzia os poderes das Assembleias Legislativas provinciais e a autonomia das províncias. eleita por votação nacional e fortalecedora dos setores aristocráticos regionalistas e federativos. os regressistas condenavam as concessões feitas no Ato Adicional e exigiam um governo mais forte e centralizado. na Bahia. Com maioria na Câmara. Com 15 anos incompletos. o que acelerou a proclamação da maioridade de Dom Pedro II. extinguiu o Conselho de Estado (reduto de políticos de tendências restauradoras do Primeiro Reinado). que assumiu em 12 de outubro de 1835. que esmagasse as revoluções provinciais. Antônio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti. Com a morte de Dom Pedro I. o Conservador e o Liberal. entre outros.lei aprovada em agosto de 1834 e conhecida como Ato Adicional introduziu modificações fundamentais na Constituição de 1824. uma vez mais. A vitória de Feijó confirmou. Concorreram ao cargo. enfrentou forte oposição na Câmara. que havia eclodido em 20 de setembro do mesmo ano. Os partidários de Feijó compunham o bloco dos progressistas. no Maranhão. [editar] Maioridade . transformou a cidade do Rio de Janeiro em município neutro da corte e instituiu a regência una. no Norte. Em setembro de 1837. [editar] Regência Una Feijó. e os cabanos. Criou Assembleias Legislativas provinciais. Em junho de 1840. Logo de início o Regente se deparou com a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. e a Balaiada (1838-1841). o político paulista padre Diogo Antônio Feijó e um membro de importante família pernambucana de senhores de engenho. posteriormente. antigos restauradores haviam-se unido a liberais descontentes e formado o bloco dos regressistas. o imperador Pedro II iniciou o seu reinado em 23 de julho de 1840. O novo regente teve de enfrentar duas revoltas: a Sabinada (1837-1838). no sul. aos dois partidos do Segundo Reinado. o regente Araújo Lima foi afastado do poder por um golpe parlamentar promovido pelos liberais progressistas. Araújo Lima promulgou em maio de 1840 a Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834. Feijó demitiu-se e foi substituído pelo regressista Pedro de Araújo Lima. a supremacia política do Sudeste. em setembro de 1834. Além de intensificar a repressão contra os farrapos. Essas facções dariam origem.

Esse sistema. assim. o gabinete conservador dissolveu a Câmara e convocou novas eleições. [editar] Lavoura do café . dando. O gabinete liberal criou o cargo de presidente do Conselho de Ministros: em vez de nomear diretamente os ministros. Os farrapos. que recebera o título de barão de Caxias ao esmagar a revolta da Balaiada em 1840-1841. 1873. continuidade à ação centralizadora iniciada com a Lei Interpretativa. [editar] Parlamentarismo De volta ao poder em 1844. Nas províncias de Minas Gerais e São Paulo. Foram vencidos pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva.Imperador Dom Pedro II do Brasil. depois de dez anos de luta. A derrota dos praieiros em 1850 marcou o início de um longo período de estabilidade política e prosperidade econômica. primeiro a Conciliação (1853-1862) e depois a Liga Progressista (1862-1868). em Pernambuco. que permitiu a formação de governos de coalizão. o imperador agora escolhia um político de sua confiança que formava o ministério. denominado parlamentarismo. A formação de um ministério conservador em 1848 foi o estopim da Revolta Praieira. Antes que fossem empossados os deputados eleitos durante o gabinete liberal. nomeado por Dom Pedro II para o cargo de presidente e comandante das armas da província do Rio Grande do Sul. que restaurou o Conselho de Estado e reformou o Código de Processo. a última revolução provincial importante do Império. os liberais partiram para a luta armada (maio e junho de 1842). aceitaram em 1845 as condições de paz e a anistia propostas por Caxias. favoreceu a alternância dos dois partidos no poder e aumentou o peso do poder legislativo nas decisões políticas nacionais. os liberais mantiveram as leis centralizadoras contra as quais se haviam sublevado. O gabinete liberal foi substituído em 1841 por um conservador.

XIX. correspondiam a mais da metade do valor das exportações brasileiras. [editar] Predomínio paulista Por volta de 1875. o tráfico de escravos aumentou: desembarcaram no Brasil 19. 60 mil em 1848 e 54 mil em 1849. foi promulgada a Lei da Extinção do . quer de brasileiros quer de imigrantes. O avanço do café coincidiu com a decadência das lavouras tradicionais . a Inglaterra condicionara o seu apoio à extinção do tráfico e forçara Dom Pedro I a assinar. [editar] Extinção do tráfico negreiro Ver artigos principais: Abolição da escravatura no Brasil. nos últimos anos do séc. entre duas zonas cafeeiras distintas. na província do Rio de Janeiro. em 1826. transformou-se em um produto economicamente importante para o país. penetrando. além de introduzirem máquinas agrícolas e melhorias no processo de cultivo e beneficiamento do café. Os navios ingleses perseguiam os navios negreiros até dentro das águas e dos portos brasileiros. a economia brasileira começara a apresentar sinais de recuperação. A lavoura cafeeira proporcionou aos grandes proprietários rurais do Sudeste (os barões do café) o suporte econômico necessário para consolidarem sua supremacia política perante as demais províncias do país. o chamado Oeste Paulista. a área de terra roxa em torno de Campinas e Ribeirão Preto. foram os primeiros a substituir a mão-de-obra escrava. a cafeeira. destinadas principalmente aos E. [editar] Tráfico negreiro Ver artigo principal: Tráfico de escravos para o Brasil Tentando atrair o capital do tráfico para a industrialização. Lei Áurea. cujos fazendeiros.No final do período regencial. Do outro lado. Estimulado pela crescente procura de mão-de-obra para a lavoura cafeeira.algodão e açúcar. que se tornava escassa e caríssima. Cinco anos depois. mas a oposição dos grandes proprietários rurais impediu que isso fosse levado à prática. As grandes fazendas de café se expandiram pelo Vale do Paraíba. a princípio. o que deu origem a vários atritos diplomáticos entre o governo imperial e o britânico.U. O café era cultivado. Em 1860. Finalmente. um convênio no qual se comprometia a extingui-lo em três anos. correspondia a quase metade da produção global do país.453 escravos em 1845. Entre 1837 e 1838. o Vale do Paraíba e adjacências. XIX. em 4 de setembro de 1850. em seguida. Por volta de 1885.A. começou a delinear-se uma nítida separação. a regência proibiu a importação de escravos (1831). a Inglaterra extinguiu o comércio de escravos (1807) e passou a mover intensa campanha internacional contra o tráfico negreiro. 80% da produção cafeeira provinha ainda da província do Rio de Janeiro. a produção paulista ultrapassou a fluminense e. No começo do séc. as exportações de café. graças ao surgimento de uma nova lavoura de exportação.. no sudeste de Minas Gerais e norte de São Paulo. De um lado. no Sudeste. onde dominavam as relações de trabalho escravistas e um sistema de exploração descuidado que foi responsável pelo esgotamento dos solos. apenas para consumo doméstico e local. pelo trabalho assalariado livre. a queda da produtividade e a decadência dos cafezais após algumas décadas de prosperidade. Nas negociações do reconhecimento da independência do Brasil.

e os proprietários rurais se adaptaram ao sistema de contrato de colonos livres. mais conhecida como Lei Eusébio de Queirós. a preços elevados. em 1847. entraram 3. porém. e apenas 700 no ano seguinte. O fim da importação de escravos estimulou o tráfico interprovincial: para saldar suas dívidas com especuladores e traficantes.827 escravos no Brasil. Forçados pela escassez e encarecimento do trabalhador escravo. Em 1851. Mais de 1 milhão de europeus (dos quais cerca de 600 mil italianos) imigraram para o Brasil em fins do século XIX. os senhores dos decadentes engenhos do Nordeste e do Recôncavo Baiano passaram a vender. como fizera o senador Nicolau de Campos Vergueiro. vários cafeicultores paulistas começaram a trazer colonos europeus para suas fazendas. só se tornaria importante na economia brasileira depois de 1870. numa primeira experiência mal sucedida.Tráfico Negreiro. quando o governo imperial passou a subvencionar e a regularizar a imigração. suas peças (escravos) para as prósperas lavouras do vale do Paraíba e outras zonas cafeeiras. . A mão-de-obra assalariada.

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