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PAVIMENTAÇÃO

ASFÁLTICA
• Formação Básica para Engenheiros •

Liedi Bariani Bernucci
Laura Maria Goretti da Motta
Jorge Augusto Pereira Ceratti
Jorge Barbosa Soares

Pavimentação asfáltica
Formação básica para engenheiros

Liedi Bariani Bernucci
Laura Maria Goretti da Motta
Jorge Augusto Pereira Ceratti
Jorge Barbosa Soares

Rio de Janeiro
2008

3ª. Reimpressão
2010

Inclui Bibliografias. 2. Bernucci. 2006.]. Jorge Augusto Pereira Ceratti e Jorge Barbosa Soares Coordenação de produção Trama Criações de Arte Projeto gráfico e diagramação Anita Slade Sonia Goulart Desenhos Rogério Corrêa Alves Revisão de texto Mariflor Rocha Capa Clube de Idéias Impressão Gráfica Imprinta Ficha catalográfica elaborada pela Petrobras / Biblioteca dos Serviços Compartilhados P338 Pavimentação asfáltica : formação básica para engenheiros / Liedi Bariani Bernucci.. Jorge Augusto Pereira. Soares. – Rio de Janeiro : PETROBRAS: ABEDA. Revestimento asfáltico.Patrocinadores Petrobras – Petróleo Brasileiro S. II. IV. I.. [et al. 504 f. Patrocínio PETROBRAS 1.85 . Asfalto. 3. III. Mistura. : il. CDD 625. Laura Maria Goretti da. Jorge Barbosa. Motta. Ceratti. A. Pavimentação. Laura Maria Goretti da Motta. 4. Petrobras Distribuidora Abeda – Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos Copyright © 2007 Liedi Bariani Bernucci. Liedi Bariani.

e a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos – Abeda vêm investindo no desenvolvimento de novos produtos asfálticos e de modernas técnicas de pavimentação. após excelente trabalho dos professores Liedi Bariani Bernucci. é preciso promover a capacitação de recursos humanos. da Universidade de São Paulo.APRESENTAÇÃO Tendo em vista a necessidade premente de melhoria da qualidade das rodovias brasileiras e a importância da ampliação da infra-estrutura de transportes. Para efeti- vamente aplicar estes novos materiais e a recente tecnologia. foram convidados quatro professores de renomadas instituições de ensino superior do Brasil. resultou no lançamento deste importante documento. a Petrobras Distribuidora S. Iniciou-se então o projeto que. A forma clara e didática como o livro apresenta o tema o transforma em uma excelente referência sobre pavimentação e permite que ele atenda às necessidades tanto dos iniciantes no assunto quanto dos que já atuam na área. Para a elaboração do projeto didático. Petróleo Brasileiro S. Este projeto arrojado foi criado para disponibilizar material didático para aulas de graduação de pavimentação visan- do oferecer sólidos conceitos teóricos e uma visão prática da tecnologia asfáltica. da Universidade Federal do Rio de Janei- ro. além de apresentar as técnicas de execução.A. – Petrobras Petrobras Distribuidora S. Laura Maria Goretti da Motta. co-editora do livro Pavimentação Asfáltica. sente-se honrada em participar deste projeto e cumprimenta os autores pela importante ini- ciativa de estabelecer uma bibliografia de consulta permanente sobre o tema.A. Jorge Augusto Pereira Ceratti. e Jorge Barbosa Soares. unidas em um empreendimento inovador. da Universidade Federal do Ceará. – Asfaltos Abeda – Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos . essas empresas. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. conceberam uma ação para contribuir na formação de engenheiros civis na área de pavimenta- ção: o Proasfalto – Programa Asfalto na Universidade. Assim.A.. de avaliação e de restauração de pavimentação.A. a Pe- tróleo Brasileiro S. A Universidade Petrobras. O livro Pavimentação Asfáltica descreve os materiais usados em pavimentação e suas propriedades.

Sumário Prefácio 7 1  Introdução 9 1.4 ASFALTO MODIFICADO POR POLÍMERO 59 2.1 INTRODUÇÃO 115 3.2 CLASSIFICAÇÃO DOS AGREGADOS 116 3.8 AGENTES REJUVENESCEDORES 99 2.2 ASFALTO 26 2.3 ESPECIFICAÇÕES BRASILEIRAS 58 2.4 CARACTERÍSTICAS TECNOLÓGICAS IMPORTANTES DOS AGREGADOS PARA PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA 129 3.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 22 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 24 2  Ligantes asfálticos 25 2.2 UM BREVE HISTÓRICO DA PAVIMENTAÇÃO 11 1.1 INTRODUÇÃO 25 2.3 PRODUÇÃO DE AGREGADOS BRITADOS 124 3.6 ASFALTO DILUÍDO 96 2.5 EMULSÃO ASFÁLTICA 81 2.1 PAVIMENTO DO PONTO DE VISTA ESTRUTURAL E FUNCIONAL 9 1.5 CARACTERIZAÇÃO DE AGREGADOS SEGUNDO O SHRP 150 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 154 .7 ASFALTO-ESPUMA 97 2.9 O PROGRAMA SHRP 100 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 110 3  Agregados 115 3.3 SITUAÇÃO ATUAL DA PAVIMENTAÇÃO NO BRASIL 20 1.

1 INTRODUÇÃO 373 8.4  Tipos de revestimentos asfálticos 157 4.2 MISTURAS USINADAS 158 4.1 INTRODUÇÃO 157 4.2 ENSAIOS CONVENCIONAIS 288 6.1 INTRODUÇÃO 337 7.1 INTRODUÇÃO 205 5.7 MICRORREVESTIMENTO E LAMA ASFÁLTICA 269 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 281 6  Propriedades mecânicas das misturas asfálticas 287 6.5 MISTURAS RECICLADAS A QUENTE 256 5.2 PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DE BASE.2 DEFINIÇÕES DE MASSAS ESPECÍFICAS PARA MISTURAS ASFÁLTICAS 207 5.5 TRATAMENTOS SUPERFICIAIS 191 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 200 5  Dosagem de diferentes tipos de revestimento 205 5.3 MISTURAS ASFÁLTICAS A QUENTE 217 5.6 ENSAIOS COMPLEMENTARES 327 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 332 7  Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 337 7.3 ENSAIOS DE MÓDULO 290 6.2 USINAS ASFÁLTICAS 373 .4 MISTURAS ASFÁLTICAS RECICLADAS 188 4.4 ALGUMAS ESTRUTURAS TÍPICAS DE PAVIMENTOS ASFÁLTICOS 365 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 369 8  Técnicas executivas de revestimentos asfálticos 373 8.6 TRATAMENTO SUPERFICIAL 263 5.3 MATERIAIS DE BASE.3 MISTURAS IN SITU EM USINAS MÓVEIS 185 4. SUB-BASE E REFORÇO DO SUBLEITO 339 7. SUB-BASE E REFORÇO DO SUBLEITO 352 7.4 ENSAIOS DE RUPTURA 308 6.4 DOSAGEM DE MISTURAS A FRIO 253 5.5 ENSAIOS DE DEFORMAÇÃO PERMANENTE 316 6.1 INTRODUÇÃO 287 6.

1 INTRODUÇÃO 403 9.8.5 EXECUÇÃO DE TRATAMENTOS SUPERFICIAIS POR PENETRAÇÃO 393 8.6 AVALIAÇÃO DE ADERÊNCIA EM PISTAS MOLHADAS 429 9.6 EXECUÇÃO DE LAMAS E MICRORREVESTIMENTOS ASFÁLTICOS 397 8.3 TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DE PAVIMENTOS COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS 468 11.3 TRANSPORTE E LANÇAMENTO DE MISTURAS ASFÁLTICAS 384 8. avaliação funcional e de aderência 403 9.2 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURAL 443 10.5 AVALIAÇÃO OBJETIVA DE SUPERFÍCIE PELA DETERMINAÇÃO DO IGG 424 9.7 AVALIAÇÃO DE RUÍDO PROVOCADO PELO TRÁFEGO 435 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 438 10 Avaliação estrutural de pavimentos asfálticos 441 10.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 460 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 461 11 Técnicas de restauração asfáltica 463 11.1 INTRODUÇÃO 463 11.4 NOÇÕES DE RETROANÁLISE 453 10.4 CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRINCAMENTO POR REFLEXÃO 469 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 475 Índice de Figuras 477 Índice de tabelas 486 Índice remissivo de termos 490 ÍNDICE REMISSIVO DAS BIBLIOGRAFIAS 496 .5 SIMULADORES DE TRÁFEGO 457 10.4 DEFEITOS DE SUPERFÍCIE 413 9.2 TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DE PAVIMENTOS COM PROBLEMAS FUNCIONAIS 466 11.1 INTRODUÇÃO 441 10.3 EQUIPAMENTOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURAL NÃO-DESTRUTIVA 445 10.4 COMPACTAÇÃO 389 8.3 IRREGULARIDADE LONGITUDINAL 407 9.2 SERVENTIA 405 9.7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 401 BIBLIOGRAFIA CITADA E CONSULTADA 402 9 Diagnóstico de defeitos.

Foram enfocados tópicos julgados menos disponíveis na li- teratura técnica brasileira sobre materiais de pavimentação – principalmente no que se refere aos ligantes asfálticos e aos tipos e propriedades das misturas asfálticas –. da mecânica dos pavi- mentos. con- cebido em conjunto com a Petrobras e a Abeda. não faltou neste caso a consultoria e o contro- le de qualidade. da gerência de pavimentos etc. bem como as diretrizes para a restauração asfáltica de pavimentos. Os autores reconhecem a limitação do escopo deste livro e recomendam fortemente que os estudantes busquem bibliografia complementar que enriqueça seus conhecimentos. disponibilizando material bibliográfico adicional aos estudantes e aos docentes de disciplinas de infra-estrutura de transportes. decisões foram tomadas com vistas à delimitação do trabalho. do projeto de tráfego e de drenagem. Os autores procuraram ao máximo trafegar por diversas referências. exercidos com competência e elegância pelos cole­gas aqui reconhe- cidos por seus valiosos comentários e sugestões: Dra. a pós-graduandos. e os autores o vêem como mais uma via na incessante busca de novos horizontes. e estão cientes de que muitos outros caminhos precisam ser percorridos para uma viagem mais plena.PREFÁCIO Este livro tem por objetivo principal contribuir para a formação do aluno na área de pavimentação asfáltica. das técnicas de controle tecnológico. Leni Figueiredo Mathias Leite 7 . Como toda obra de pavimentação. enveredando também pelos caminhos do projeto de dimensio- namento das estruturas de pavimentos e de restaurações. da geotecnia. dos cursos de Engenharia Civil de universidades e faculda- des do país. O projeto deste livro integra o Programa Asfalto na Universidade. nossos parceiros e patrocinadores. Os autores acreditam que seu conteúdo possa ser também útil a engenheiros e a téc- nicos da área de pavimentação e. para apoiar o ensino de graduação. com melhor desempenho e mais duráveis para cada situação. assim como a pre- existência de diversos materiais bibliográficos contribuiu para o projeto deste livro. Como em qualquer projeto de engenharia. aeroportuários e urbanos mais econômicos. no aspecto de organização do conhecimento. técnicas executivas e de avaliação de desempenho. A elaboração deste livro em muito assemelha-se à construção de uma estrada. Todas essas áreas do saber afins à pa- vimentação dão embasamentos aos conceitos necessários para termos pavimentos rodoviários. Estradas preexistentes influenciam o traçado de novas rodovias. Esses assuntos foram considerados pelos autores de grande valia para a construção do conhecimento sobre pavimentação na academia. devidamente reconhecidas no texto.

Glauco Túlio Pessa Fabbri (Escola de Engenharia de São Carlos/Univer- sidade de São Paulo). Prof. em busca de paisagens que ampliem o horizonte do conhecimento. portanto. e o olhar atento dos pares ajudará a realizar a manutenção no momento apropriado. Alfredo Monteiro de Castro Neto (Desenvolvimento Rodoviário S. Prof. Novos trechos devem surgir.). Eng.e Eng. construindo-o em camadas. Ilonir Antonio Tonial (Petrobras Distribuidora). espera-se ter pavimentado mais uma via para servir de suporte a uma melhor compreensão da engenharia rodoviária. Os autores nota importante: Os quatro autores participaram na seleção do conteúdo. sendo estes devidamente referen- ciados. A ordem relativa à co-autoria levou em consideração tão somente a coordenação da produção do livro. por melhor que tenha sido o projeto e a execu- ção. Dr. Que esta via estimule novas vias. e consideram suas respec- tivas contribuições ao livro equilibradas.A. No livro. Aos autores e aos leitores cabe permanecer viajando nas mais diversas es- tradas. com materiais convencionais e alternativos. Aqui. compatibilizando-se sempre as espessuras das camadas e a qualidade dos materiais. Por fim. alguns trechos da obra talvez mereçam restauração num futuro não distante. tal qual uma estrada. cuida- dosamente analisados. Luis Alberto do Nascimento (Centro de Pesquisa da Petrobras). Armando Morilha Júnior (Abeda). . Prof. Eng. A experiência de escrever este livro a oito mãos foi deveras enriquecedora. competências e disponibilidades de tempo foram devidamente dosadas entre os quatro autores. Álvaro Vieira (Instituto Militar de Engenharia) e Eng. Sérgio Armando de Sá e Benevides (Universidade Fe- deral do Ceará). O avanço do conhecimento na fascinante área de pavimentação segue em alta velocidade e. esta obra está sujeita a falhas. na organização e na redação de todos os onze capítulos. da mesma forma que uma estrada possibilita a construção de outras tantas. Um elemento presente foi o uso de textos anteriormente escritos pelos quatro autores em co-autoria com seus respectivos alunos e colegas de trabalho.

são compostos por uma camada superficial de concreto de cimento Portland (em geral placas. A Figura 7. 7 Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 7.1  INTRODUÇÃO As estruturas de pavimentos são sistemas de camadas assentes sobre uma fundação chamada subleito. armadas ou não). apoiada geralmente sobre uma camada de material granular ou de material estabilizado com cimento (chamada sub-base). da rigidez destas e do subleito. em geral associados aos pavimentos asfálticos. Os pavimentos flexíveis. em geral associados aos de concreto de cimento Portland. A engenharia rodoviária subdivide as estruturas de pavimentos segundo a rigidez do conjunto: em um extremo. as flexíveis.1 mostra uma estrutura-tipo de pavimento de concreto de cimento Portland e uma foto de uma execução das placas de concreto de cimento. apoiada sobre camadas de base. Os pavimentos rígidos. de sub-base e de reforço do subleito. no outro. O comportamento estrutural depende da espessura de cada uma das camadas. bem como da interação entre as diferentes camadas do pavimento. são compos- tos por camada superficial asfáltica (revestimento). assentada sobre o subleito ou sobre um reforço do subleito quando necessário. têm-se as estruturas rígidas e.1  Pavimento de concreto de cimento Portland . solos ou misturas (a) Estrutura de pavimento-tipo (b) Revestimento em concreto de cimento Portland sendo executado Figura 7. constituídas por materiais granulares.

No caso de pavimentos de concreto de cimento Portland. O pavimento deve ser dimensionado para o tráfego previsto no período de projeto e para as condições climáticas a que estará sujeito. Embora possuam coesão. Nos pavimentos asfálticos. por sua vez. As tensões e deformações as quais a estrutura está sujeita dependem principalmente da espessura das camadas e da rigidez dos materiais. essas cargas gerarão deslocamentos que não pro- 338 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . que também são solicitados à tração. Em certos casos. aliviando dessa forma as tensões transmitidas às camadas subjacentes. Diversos autores têm empregado a terminologia de pavimentos semi-rígidos para aqueles com revestimentos asfálticos que possuam em sua base ou sub-base materiais cimentados. uma camada subjacente ao revestimento pode ser composta por materiais estabilizados quimicamente de modo a proporcionar coesão e aumentar sua rigidez. da rigidez e espessura das camadas. fazendo com que as tensões sejam compartilhadas entre as diversas camadas. Se a estrutura estiver bem projetada para as cargas que atuarão e bem construída. sem adição de agentes cimentantes. podendo resistir a esforços de tração. as cargas de superfície são distribuídas por uma grande área em relação à área de contato pneu-pavimento. e condições ambientais. Dependendo do volume de tráfego. às camadas subjacentes. a razão da rigi- dez do revestimento em relação às demais camadas granulares não é tão elevada como no caso do revestimento de concreto de cimento Portland. proporcionalmente à rigidez (material e geometria). As diferentes camadas devem resistir aos esforços solicitantes e transferi-los.2  Pavimento asfáltico de solos. A Figura 7. ficando as demais camadas submetidas princi- palmente à compressão. Os revestimentos das estruturas de pavimento em geral são submetidos a esforços de compressão e de tração devidos à flexão. devido à elevada rigidez do revestimento em relação às demais camadas. diferentemente dos materiais estabilizados quimicamente. da capacidade de suporte do subleito.2 mostra uma estrutura-tipo e a foto de uma execução de pavimento asfáltico. as camadas de solos finos apresentam baixa resistência à tração. (a) Estrutura de pavimento-tipo (b) Revestimento asfáltico sendo executado Figura 7. uma ou mais camadas podem ser suprimidas. Neste caso as cargas de superfície são distribuídas numa área mais restrita.

De maneira geral. 7. Para os materiais constituídos essencialmente de agregados graúdos e de agregados miúdos. aumentam a Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 339 . aumentam sua deformabilidade e. SUB-BASE E REFORÇO DO SUBLEITO Para os materiais de base. na maior parte das vezes esses finos reduzem a permeabilidade dos materiais e sua rigidez. A limitação dos finos.2  PROPRIEDADES DOS MATERIAIS DE BASE.1  Métodos de seleção de materiais para base. sub-base e reforço do subleito. Os materiais são basicamente constituídos por agregados. prevalecem as propriedades dessas frações granulares. deve-se conhecer bem as propriedades dos materiais que a compõem. emprega-se tecnologia tradicional. os materiais de pavimentação compactados devem apresentar-se resistentes. frente à repetição de carga e ao efeito do clima. principalmente. pouco deformáveis e com permeabilidade compatível com sua função na estrutura. sem que ocorram danos estruturais fora do aceitável e previsto.vocam ruptura ou deformação excessiva após uma única passada de roda ou algumas poucas solicitações.2. eventualmente. As pro- priedades e os métodos de caracterização dos materiais granulares foram apresentados no Capítulo 3. Esses conceitos devem ser utilizados no dimensionamento da estrutura e condicionam a escolha dos materiais (Medina e Motta. cal. Os principais danos considerados são a deformação permanente e a fadiga. entre outros. empregam-se métodos de seleção e de caracterização de propriedades. sua resistência à ruptura. As características de natureza interferem nas propriedades geotécnicas no estado compactado. feita em geral pela plasticidade. dentro do período de projeto. Para os materiais granulares com presença de frações mais finas. As estruturas de pavimento são projetadas para resistirem a numerosas solicitações de carga. solos e. na tradição rodoviária européia e norte-americana. emulsão asfáltica. pautada principalmente na distribuição granulométrica e na resistência. 2005). A seleção é uma etapa preliminar que con- siste em averiguar os materiais disponíveis quanto às características de natureza para se- rem empregados na estrutura dos pavimentos. aditivos como cimento. passantes na pe- neira nº 200. permeabilidade e deformabilidade. costuma-se tradicionalmente limitar a porcentagem e a atividade dessas frações de solo para uso como materiais de construção de pavimentos. advém do fato que. Para se dimensionar adequadamente uma estrutura de pavimento. 7. A mecânica dos pavimentos é a disciplina da engenharia civil que trata dessa forma de entendimento do pavimento como um sistema em camadas no qual devem estar com- patibilizadas as tensões e deslocamentos solicitantes com as propriedades dos materiais e espessuras das camadas. sub-base e reforço do subleito Para a seleção e a caracterização dos agregados. forma e durabi- lidade dos grãos.

pois não inferiam corretamente as propriedades mecânicas. Conceitos de geologia e pedologia passaram a ser importantes para a geotecnia no sentido de se compreender o mecanismo diferenciador na formação dos solos exis- tentes nas regiões tropicais e sua influência no comportamento geotécnico. como estradas. engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo e professores da Universidade de São Paulo. aterros etc. o que causa também uma redução da sua resistência. e baixa deformabilidade. propôs uma classe exclusiva de argilas K para as caulínicas. notoriamente com a construção de obras geotécnicas de vulto. por estas exibirem comporta- mento diferenciado dos demais solos. 1995.3 mostra a classificação de solos tropicais MCT e seus 7 grupos. baixa expansibi- lidade apesar de serem plásticos. alertou o professor Casagrande.1 mostra as aplicações de cada tipo de grupo de solo na construção viária. Recomendam-se as fontes bibliográficas citadas para a compreensão dos princípios da classificação e dos métodos de ensaio empregados. Já em 1947.. 1981. essas características indesejadas dos finos podem não ser observadas em solos tropicais. A classificação é conhecida por MCT (Miniatura Compactada Tropical) e foi concebida para solos que passam inte- gralmente ou em grande porcentagem na peneira nº 10 (2. grande geotécnico brasileiro. sendo três de comportamento laterítico L e quatro de comportamento não-laterítico N. 340 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . locais onde a maior parte da tecnologia de pavimentação foi concebida e desenvolvida. Mas. uma vez que os lateríticos exibem propriedades peculiares como elevada resistência. Com o desenvolvimento dos países de clima tropical. A prática da engenharia mostrou que as técnicas tradicionais de classificação e hie- rarquização aplicadas aos solos tropicais lateríticos e saprolíticos eram ineficientes e inadequadas.00mm) – Nogami e Villibor. importante argilo-mineral presente nos solos lateríticos. do problema da classificação em relação aos solos tropicais lateríticos. barragens. estrutura e propriedades mecânicas podem diferir substancialmente dos solos finos que ocorrem nas regiões de clima frio e temperado. expansão volumétrica em presença de água. A classificação tem como finalidade principal separar solos de comportamento laterítico (representados pela letra L) daqueles de comportamento não-laterítico (representados pela letra N). observou-se uma incongruência entre as propriedades esperadas dos solos finos e as que realmente eles exibiam. A Tabela 7. o professor Milton Vargas. Os professores Nogami e Villibor. publicaram em 1981 uma clas- sificação de solos aplicável a solos tropicais para obras viárias. A Figura 7. engenheiro de renome internacional da Mecânica dos Solos e responsável pela concep- ção da Classificação Unificada de Solos. cuja natureza.

A-4 A-6 A-2 A-2 A-6 A-4 A-5 A-7-5 A-4 A-7-5 A-7 A-7-5 A-7-6 NR: não recomendado Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 341 .1 EMPREGO RECOMENDADO DE SOLOS TROPICAIS EM OBRAS VIÁRIAS (modificado de Nogami e Villibor. 1995) Comportamento N = não-laterítico L = laterítico Grupo MCT NA NA’ NS’ NG’ LA LA’ LG’ Recomendação de utilização em obras viárias Base de pavimento de vias NR 4º NR NR 2º 1º 3º de baixo volume de tráfego Reforço do subleito 4º 5º NR NR 2º 1º 3º Subleito compactado 4º 5º 7º 6º 2º 1º 3º Corpo de aterro 4º 5º 6º 7º 2º 1º 3º compactado Camada de proteção à NR 3º NR NR NR 2º 1º erosão Revestimento primário 5º 3º NR NR 4º 1º 2º Granulometrias típicas Argilas Areias Siltes Argilas Areias Areias Argilas Siltes siltosas Siltes Argilas siltosas argilosas Argilas arenosos arenosas arenosas Argilas Argilas siltosas siltosas Siltes Siltes argilosos argilosos Grupos prováveis das classificações tradicionais de solos Classificação Unificada SP MS SM MH SP SC MH de Solos SM SC CL CH SC ML ML ML CH MH Classificação Rodoviária A-2 A. L = laterítico A’ = arenoso N = não-laterítico G’ = argiloso A = areia S’ = siltoso Figura 7. 1981) TABELA 7.3 Classificação MCT (Nogami e Villibor.

onde são fornecidos. 1979). os requisitos básicos para cada uma das características. Os materiais de base. (i) Índice de Suporte Califórnia (ISC). devendo o leitor buscar maiores deta- lhes na vasta literatura existente. respeitadas as especificidades de cada material pela sua natureza e tipo de aplicação. e (ii) Módulo de Resiliência (MR) usado na Mecânica dos Pavimentos. quais sejam. representando o quão melhor ou pior é sua resistência no ensaio ISC por compa- ração com aqueles materiais granulares de referência. designados simplificadamente de “material padrão”. 1950). foi concebido no final da década de 1920 para avaliar o potencial de ruptura do subleito. sendo obtida por meio de ensaio penetrométrico em laboratório. cujo procedimento é 342 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . a valores acima de 100%. Medina e Motta (2005). sub-base e reforço do subleito serão descritos sucintamente no item 7. A resistência no ensaio ISC é uma resposta que combina indiretamente a coesão com o ângulo de atrito do material. e DNIT (2006). como o do Corpo de Engenheiros norte-americano e. equivalente a 100%. 7. para avaliar a resistência do material frente a deslocamentos significativos. uma vez que era o defeito mais freqüentemente ob- servado nas rodovias do estado da Califórnia naquele período (Porter. sub-base e reforço do subleito Para o dimensionamento de estruturas de pavimentos. Assim. O ensaio foi concebido. mais tarde. O ISC é expresso em porcentagem. Índice de Suporte Califórnia (California Bearing Ratio) O ensaio para a determinação do Índice de Suporte Califórnia. sendo definido como a relação entre a pressão necessária para produzir uma penetração de um pistão num corpo-de-prova de solo ou material granular e a pressão necessária para produzir a mesma penetração no material padrão referencial. da ordem de unidades.2  Propriedades mecânicas dos materiais de base. usado no dimensionamento convencional do DNER (Souza. Os ensaios relativos a esses dois parâmetros são brevemente apresentados a seguir. A resistência ou capacidade de suporte ISC foi correlacionada empiricamente com o desempenho das estruturas levando a um método de dimensionamento de pavimentos que fixa espessuras mínimas da estrutura dependen- do do índice de suporte do subleito. Foram selecionados os melhores materiais granulares de bases de pavimentos com bom desempenho à época da pesquisa de campo californiana e a média de resistência à penetração no ensaio ISC foi estabelecida como sendo o valor de referência ou padrão. Todos os materiais são referenciados por um valor em porcenta- gem. Este método serviu como referencial para o desenvolvimento de outros métodos. portanto. o método brasileiro do DNER 1966 (última versão revisada e publicada em 1981). com abreviatura de ISC em português e CBR em inglês. podem ser encontrados valores de ISC bem baixos.3.2. sendo indicados Souza (1980). segundo as especificações vigentes. utilizam-se no país principalmente dois parâmetros de caracterização mecânica. de modo a limitar tensões e protegê-lo da ruptura. O ensaio ISC. DNER (1996).

regido no Brasil pela norma DNER-ME 049/94, consiste de forma sucinta nas seguintes
etapas:
• moldagem do corpo-de-prova: solo ou material passado na peneira ¾”, compactado
na massa específica e umidade de projeto, em um molde cilíndrico de 150mm de
diâmetro e 125mm de altura, provido de um anel complementar de extensão com
50mm de altura – Figura 7.4(a);
• imersão do corpo-de-prova: imerge-se o cilindro com a amostra compactada dentro,
em um depósito cheio d’água, durante quatro dias. Durante todo o período de imersão
é empregada uma sobrecarga-padrão de 10lbs sobre o corpo-de-prova, que corres-
ponde a 2,5 polegadas de espessura de pavimento sobre o material. Fazem-se leituras
por meio de um extensômetro, a cada 24 horas, calculando-se a expansão axial do
material em relação à altura inicial do corpo-de-prova – Figura 7.4(b);
• penetração do corpo-de-prova: feita através do puncionamento na face superior da
amostra por um pistão com aproximadamente 50mm de diâmetro, sob uma velo-
cidade de penetração de 1,25mm/min – Figura 7.4(c). Anotam-se, ou registram-se
no caso de equipamento automatizado, as pressões do pistão e os deslocamentos
correspondentes, de forma a possibilitar a plotagem de uma curva pressão-penetra-
ção, na qual se definem os valores de pressão correspondentes a 2,54mm (P0,1”) e
5,08mm (P0,2”). Estas curvas de pressão-penetração devem possuir um primeiro
trecho praticamente retilíneo, característico de fase elástica, seguido de um trecho
curvo, característico de fase plástica. Inflexão no início da curva tem significado de
problemas técnicos de ensaio e essas curvas devem ser corrigidas – sugere-se leitura
das referências bibliográficas já mencionadas para esses detalhes de ensaio.

(a) Compactação de corpo- (b) Imersão dos corpos-de-prova em água para (c) Ensaio penetrométrico
de-prova medida de expansão axial

Figura 7.4  Etapas do ensaio ISC
(Fotos: Motta, 2005)

Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 343

O ISC é calculado para as penetrações de 2,54mm e 5,08mm seguindo as expressões:

(7.1)

(7.2)

Onde:
P0,1”= pressão correspondente à penetração de 2,54mm (ou 0,1”) em kgf/cm2
P0,2”= pressão correspondente à penetração de 5,08mm (ou 0,2”) em kgf/cm2

Nas expressões 7.1 e 7.2, os valores 70 e 105 correspondem, respectivamente, aos
valores de pressão padrão do material de referência à penetração de 0,1” e 0,2”. O ISC
é o maior valor entre os dois calculados ISC0,1” e ISC0,2”.

Comentários
Solos que apresentam valores significativos de expansão sofrem deformações conside-
ráveis ao serem solicitados. Costuma-se estipular que o valor máximo aceitável de ex-
pansão do subleito seja de 2%, medida axialmente, no ensaio ISC; em casos em que a
expansão supere este valor, em geral sugere-se troca de solo, ou estabilização do mesmo
com cimento ou cal, ou ainda a colocação de uma camada de material pétreo na dimen-
são de pedras (acima de 60mm), conhecida popularmente como rachão, para aumento
do valor de suporte. Para materiais de reforço do subleito, estipula-se em geral 1% como
o valor máximo admissível de expansão axial e 0,5% para bases e sub-bases. Deve-se
realçar que há uma tendência de aumento de ISC com a diminuição da expansão axial,
porém não há uma boa correlação entre esses parâmetros. Por este motivo a expansão
é empregada como fator limitante, independente do valor ISC.
É desejável a utilização em pavimentos de um material que não perca consideravel-
mente sua resistência quando entra em contato com a água. Em outras palavras, é dese-
jável que a diferença entre a capacidade de suporte antes da imersão em água e aquela
obtida após imersão em água seja pequena ou muito reduzida.
A condição de “saturação” simulada após quatro dias de imersão em água pode ser
excessivamente conservadora para certas situações. Em algumas condições climáticas
e hidrológicas brasileiras, os materiais trabalham em umidade de “equilíbrio” abaixo da
umidade ótima de compactação (Souza et al., 1977; Ricci et al., 1983; Nogami e Villi-
bor, 1995; Camacho, 2002). Nessas situações é interessante se executar o ensaio ISC
como originalmente concebido e também sem a etapa de imersão, com a finalidade de
se comparar valores de ISC, propiciando uma melhor análise de valores a se utilizar em
projetos ou avaliar riscos.
O ensaio ISC pode ser realizado em campo, empregando um veículo pesado para
aplicação de carga sobre o pistão de modo que provoque a sua penetração no material
da camada a ser controlada. Esta alternativa é onerosa e relativamente lenta para ser
realizada em campo. Outra possibilidade tem sido a retirada de amostra “indeformada”

344 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros

da camada (ou nas condições de estado de campo), introduzindo-a dentro do cilindro de
ISC. É um ensaio delicado e pode provocar alterações indesejáveis e pouco representa-
tivas no corpo-de-prova.
É interessante realçar que o ISC obtido em laboratório pode não corresponder ao de
campo devido a vários fatores como: diferença na sobrecarga, perda de umidade dos ma-
teriais, principalmente de solos etc. Há materiais cuja resistência é bastante dependente
da sobrecarga, tal como sua expansão.
Os ensaios penetrométricos consistem na forma mais simplificada de avaliar resis-
tência in situ; ensaios com cone sul-africano ou penetrômetro dinâmico de cone (DCP
vêm sendo bastante difundidos na pavimentação e em-
– dynamic cone penetrometer)����������������������������������������������������
pregados como forma de avaliar a resistência e em correlações com o ISC (Kleyn, 1975;
Röhm, 1984; Livneh, 1989; Trichês e Cardoso, 1999). Na atualidade, tem sido crescen-
te a utilização de ensaios não-destrutivos em pista, evitando a retirada de materiais ou
procedimentos detalhados e lentos de campo (ver Capítulo 10).
Nos Estados Unidos, o ISC foi sendo progressivamente substituído pelo módulo de re-
siliência, tendo sido este último adotado definitivamente em 1986 para dimensionamento
de pavimentos asfálticos pelo guia de projeto norte-americano da American Association
of State Highway and Transportation Officials – AASHTO. No Brasil, devido à facilidade
e baixo custo de equipamentos ISC, é um ensaio ainda muito popular. No entanto, res-
salta-se que o modo de ruptura e as condições de deformabilidade implícitas ao ensaio
não correspondem ao estado de tensões atuante num pavimento e deve se levar isto em
consideração quando se adota este ensaio em dimensionamento de pavimentos.
Tem-se empregado de forma crescente no país o módulo de resiliência de materiais
com o objetivo de utilização de métodos mecanístico-empíricos de dimensionamento de
pavimentos. Este ensaio é abordado no próximo subitem de forma sucinta.

Módulo de resiliência
O ensaio ISC envolve uma aplicação lenta, por um período de vários minutos, de uma
tensão crescente envolvendo grandes deslocamentos. Esse estado de tensões não cor-
responde ao efeito da ação de cargas repetidas sobre os materiais da estrutura de um
pavimento, aplicadas em geral em frações de segundo, correspondentes a cargas em
movimento, com intensidades variadas e com diferentes freqüências, proporcionando na
maioria das vezes pequenos deslocamentos, bem menores que 0,1 polegada. Solos com
mesmo ISC podem apresentar comportamentos diferentes pela ação de cargas repetidas;
assim, as correlações entre o ISC e o desempenho do pavimento são apenas aproximadas
(Seed et al., 1955).
Devido à importância dos trincamentos e das rupturas por cargas repetidas, em 1938,
o laboratório do Departamento de Transportes da Califórnia iniciou uma série de medidas
em campo dos deslocamentos verticais dos pavimentos causados pela ação da passa-
gem rápida de cargas de rodas. Essas medidas foram realizadas por meio de aparelhos
elétricos colocados dentro dos pavimentos. Esse tipo de deslocamento vertical passou a

Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 345

Para a medida em laboratório do efeito da aplicação de cargas repetidas nos ma- teriais. em 1953. Para a medida em campo da deflexão. Com isso... grande simplificação foi alcançada com a con- cepção de uma viga articulada capaz de medir deslocamentos verticais da ordem de cen- tésimos de milímetro por Benkelman. Cessada a ação da carga. 1963) – Capítulo 10. quando o pavimento está sujeito à carga de rodas (Hveem. 1955). 1967). Atual­mente. Para a determinação do módulo de resiliência de materiais de pavimentação. dinâmicos e rápidos. • há técnicas disponíveis para estimar o módulo de resiliência em campo com testes rápidos e não-destrutivos. A deflexão é um termo aplicado para movi- mentos verticais transientes. a deflexão do pavimento é recuperada rapidamente. durante a operação da pista experimental da Western Association of State Highway Officials – Washo (Benkelman et al. 1962. e parcela é resiliente. Parcela desse deslo- camento é permanente. Seed e Fead desenvolveram na década de 1950 um equipamento triaxial dinâmi- co. Este ensaio é executado desde 1977 na Coppe/UFRJ. que junto com o IPR/DNER implantou a tecnologia dos ensaios de carga repetida para obtenção do MR 346 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .. não-recuperável. o módulo de resiliência foi reconhecido como de grande importância no dimensionamento de estruturas de pavimentos asfálticos. existem equipamentos de campo moder- nos. • o MR é um método aceito internacionalmente para caracterizar materiais para o pro- jeto de pavimentos e para sua avaliação de desempenho. por impulso ou por propagação de ondas. que serviu de modelo para os atuais (Monismith et al. que melhor simulam a passagem de cargas de rodas. medindo. recuperável quando cessa a ação da solicitação.5(a) mostra-se um esquema do equipamento e seus componentes principais conforme usado em alguns la- boratórios do país. têm- se utilizado equipamentos de carga repetida em laboratório. 1955). Hveem desenvolveu uma primeira versão de equipamento em 1946 (Hveem.5 mostra um exemplo de equipamento triaxial de cargas repetidas e um desenho esquemático da montagem do corpo-de-prova dentro da célula triaxial. em vários pontos da bacia de deformações. Hveem et al. A Figura 7. A recomendação de substituir o ISC e outros valores de resistência de materiais pelo módulo de resiliência (MR) foi baseada nas se- guintes razões: • o MR indica uma propriedade básica do material que pode ser utilizada na análise mecanística de sistemas de múltiplas camadas. o que facilita a uniformização entre os procedimentos de dimensionamento de pavimentos novos e de reforço de pavimentos antigos. Na Figura 7. ser denominado de deflexão – Capítulo 10. as deflexões. O método de dimensionamento de pavimentos norte-americano estabelecido pela AASHTO na versão de 1986 (com revisão em 1993) substituiu o ISC pelo módulo de resiliência do subleito na expressão do dimensionamento e também considerou esse parâmetro no cálculo dos coeficientes estruturais dos materiais asfálticos. O material responde a uma dada solicitação com um deslocamento. Esses equipamentos também serão apresentados no Capítulo 10.

cilindro de pressão 2. célula triaxial 12.de solos e materiais de pavimentação no país (Medina. estrutura da prensa (a) Esquema do primeiro equipamento triaxial de carga repetida do Brasil (Medina. alça de fixação dos LVDTs 9. 1997).5(b) mostra um exemplo de equipamento de resiliência. suporte central 11.5  Esquema e exemplo de equipamento de ensaio triaxial de carga repetida Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 347 . LVDT transdutor de deslocamento 7. base 10. amostra de solo 8. pistão 3. 1997) (b) Exemplo de um equipamento atual Figura 7. com altura de pelo menos duas vezes o diâmetro. O material a ser ensaiado é compactado nas condições de estado representativas do projeto e obra. Atualmente cerca de 15 laboratórios realizam este ensaio no Brasil e há fabricantes de equipamentos nacionais. conexão 4. haste 5. A Figura 7. cabeçote (top-cap) 6. A – regulador de pressão para aplicação da tensão-desvio B – regulador de pressão para aplicação da tensão confinante C – sistema de vácuo D – temporizador de controle da freqüência e tempo de duração do carregamento (tensão-desvio) E – válvula de três vias F – amplificador de sinal G – oscilógrafo ou microcomputador com monitor e impressora 1. Tem-se empregado normalmente corpos-de-prova de 100mm de diâmetro e 200mm de altura para solo.

σ3 = tensão principal menor ou tensão de confinamento. sendo retirada a tensão desvio σd. LVDT). É desejável que os deslocamentos permanentes sejam de pequena magnitude. A Figura 7. σ1 = tensão principal maior. s1=s3+sd s3 L s3 (a) Esquema de aplicação de (b) Representação dos deslocamentos sofridos pelo corpo-de-prova tensões nos carregamentos Figura 7.6. e para algumas britas graduadas simples ou tratadas com cimento ou ainda solo-brita-cimento. aplicadas por célula de carga. Uma combinação variada de tensões é normalmente aplicada.6(b) representa os deslocamentos do corpo- de-prova durante ciclos de repetição de carga. solo-cimento. misturas solo-agregado etc. restam apenas as tensões de confina- mento. dependendo do diâmetro máximo dos agregados. respectivamente representadas por σ1 e σ3. O tempo de duração de aplicação total de carga é de 0. deslocamento recuperável (dr) pela altura ou espessura (L) do corpo-de- prova submetida às tensões. MPa. Sendo: εr = dr /L. dada por pressão de ar dentro da célula. devem ser usados corpos-de-prova de 150mm de diâmetro por 300mm de altura. conforme indicado na Figura 7. ao longo de uma determinada altura ou espessura (L) do corpo-de-prova.3) Onde: σd = σ1 – σ3 = tensão desvio aplicada repetidamente no eixo axial.6  Tensões aplicadas e deslocamentos no ensaio de carga repetida 348 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . εr = deformação específica axial resiliente (recuperável). A aplicação de carga é semi-senoidal por se aproximar da forma de carregamento correspondente à passagem de roda. MPa. Módulo de resiliência (MR) em MPa é o módulo elástico obtido em ensaio triaxial de carga repetida cuja definição é dada pela expressão: MR = σd / εr (7. no repouso. e tensões solicitantes σ1. MPa. A Figura 7.1 segundo e o repouso de 0. Os deslocamentos são medidos por transdutores mecâ- nicos eletromagnéticos (linear variable differential transducers. Uma parcela é deslocamento recuperável e a outra é acumulada ou permanente. São utilizadas diferentes tensões de confi- namento σ3. mm/mm. ou seja.6(a) mostra de forma esquemática as tensões aplicadas ao corpo-de-prova no carregamento.9 segundo. que é a diferença entre as tensões principais maior e menor.

1980). Além dos comportamentos tipicamente granular e coesivo. pois as tensões-desvio diminuem (Seed et al. a deformação permanente passa a ser excessiva (Seed et al. Para níveis mais altos de tensão-desvio e baixas tensões de confinamento..8. classificando-os como de comportamento combinado. o solo coesivo no subleito.. devido à cimentação das partículas. sendo o uso da teoria da elasticidade uma aproximação. apresenta o módulo de resiliência significativamente maior que aquele observado se o material fosse empregado como base de pavimento. onde as tensões advindas das cargas de rodas já estão bastante reduzidas. Portanto.7  Modelos clássicos de comportamento resiliente de solos Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 349 . Embora o solo possa ser homo- gêneo. Observe-se ainda que para os materiais estabilizados com porcentagens significati- vas de cimento ou cal. o módulo de resiliência tende a ser constante.7. após a compactação. há solos que dependem tanto da tensão de confinamento como da tensão-desvio – Figura 7.7. O MR é usado como entrada de dados para o cálculo de tensões e deformações nos diferentes pontos do pavimento. 1990). Os solos podem apresentar variações do módulo de resiliência dependendo da umi- dade. O módulo de re- siliência varia significativamente para baixas tensões-desvio. diminuindo sensivelmente essa variação para maiores tensões-desvio – Figura 7. 1967. Além disso. da energia e do método de compactação. Lentz e Baladi. o comportamento de alguns materiais de pavimenta- ção pode ser aproximado como elástico não-linear. a deformação resiliente axial depende consideravelmente da tensão-desvio aplicada. Para os solos coesivos. independente da tensão-desvio e da tensão de confinamento – Figura 7. o Figura 7. Apesar de dependente do tempo e da história de tensões. o módulo de resiliência aumenta com a tensão de confinamento e varia muito pouco com a tensão-desvio – Figura 7. Ressalta-se que os materiais de pavimentação não são elásticos.8. o módulo de resiliência aumentará com a profundidade. Para os solos granulares. 1963).. ou ainda como os solos areno-argilosos (Motta et al.

Trabalhar com a hipótese de altos módulos de resiliência obtidos por compactação do solo no ramo seco pode não ser aconselhável. que solos ao perderem umidade podem apresentar trincamento por contração. 1995). Outros ensaios mecânicos Deve-se ressaltar que além do Índice de Suporte Califórnia e do módulo de resiliência. com a mesma massa es- pecífica aparente seca (Preussler. pois é difícil assegurar que não haverá aumento de umidade do solo durante a vida útil do pavimento. Os solos apresentam um aumento significativo do módulo de resiliência com o aumento da energia de compactação (Bernucci. O trincamento produz uma redução do módulo de resiliência equivalente da camada. A deformação resiliente cresce sensivelmente nos solos compactados no ramo úmido em relação àqueles compactados no ramo seco. enquanto o segundo considera baixas deformações elásticas. não se pode negligenciar. alguns outros ensaios são empregados para determinar algumas propriedades mecânicas 350 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .8  Outros comportamentos de solos quanto à resiliência estado do solo na estrutura do pavimento pode variar com as condições climáticas e hidrológicas. Os autores desaconselham a utilização de correlações do ISC para estimar o valor de módulo de resiliência uma vez que não há uma relação consistente entre esses parâmetros – o primeiro considera a ruptura do material por deformação per- manente excessiva. 1983). Figura 7. A perda de umidade das camadas de solo compactado acarreta um aumento de módulo de resiliência. A compactação em umidades baixas é vantajosa se houver concomitantemente um aumento de energia de compactação. O aumento de umidade pode ocasionar queda significativa no módulo de re- siliência. no entanto. É importante realçar que por vezes na comunidade de pavimentação observa-se uma tendência de se utilizar ensaios mais simples para estimar o valor do módulo de resi- liência dos materiais.

Devido à simplicidade de execução. Ceratti (1991) empregou esses ensaios em pesquisa de solo-cimento e com- parou resultados obtidos por diferentes tipos de testes. Deve-se ainda ressaltar que em alguns casos. O pro- cedimento do ensaio propriamente dito é similar ao realizado em corpos-de-prova de misturas asfálticas.9(a) apresenta uma amostra de agregado reciclado de construção civil com adição de cimento sendo rompida à tração por compressão diametral. 2005) Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 351 .3 a seguir. com diferentes tempos de cura e diferentes teores de cimento ou cal. sem tensão de confinamento. sofrendo carregamento com um ou dois cutelos. apresentado no Capítulo 6.de materiais de base. Outro ensaio bastante difundido para materiais cimentados. sub-base ou reforço do subleito. como é o caso de solo-cimento. preferencial- mente com altura de pelo menos duas vezes seu diâmetro. pode-se determinar a resistência à tração por flexão em vigotas biapoiadas. Esses ensaios envolvem técnica e procedimentos mais complexos. especialmente no caso de mate- riais cimentados quimicamente. incluído nos critérios de especificações. é a resistência à compressão simples. dependendo do tipo de ensaio. como concreto compactado a rolo ou solo-cimento. realizam-se ensaios de resistência à tração por compressão diametral em corpos-de-prova cilíndricos regulares. (a) Resistência à tração por (b) Resistência à compressão simples compressão diametral Figura 7. Esta propriedade é determinada aplicando-se um carregamento crescente de compres- são axial. em corpos-de-prova cilíndricos. A Figura 7. A Figura 7.9(b) apresenta uma amostra de agregado reciclado de construção civil com adição de cimento sendo rompido por compressão axial simples. abordados no item 7. Esses ensaios procuram caracterizar principalmente o comportamento dos materiais à tração.9  Outros ensaios de resistência em materiais cimentados (Fotos: Motta. ou ainda de outros estabilizantes.

macadame betuminoso e base asfáltica de módulo elevado. Nesse caso a ligação entre agregados ou partículas é dada pelo ligante asfáltico. solo-cal-cimento. decorrentes de reutilização e reciclagem: escória de alto-forno. solo-agregado. Entende-se por materiais granulares aqueles que não possuem coesão (a não ser apa- rente pela sucção) e que não resistem à tração. cal ou outro aditivo. 7. graças à coesão dada pela fração fina. rejeitos de extração de rochas ornamentais. mistura asfáltica fresada etc. agregado reciclado de resíduo sólido de construção civil e demoli- ções. concreto rolado (CCR – concreto com- pactado a rolo). As Figuras 7. sub-base e reforço do subleito mais comumente empregados nos pavimentos asfálticos do país. misturas estabilizadas granulometricamente (estabilizadas por combinação de materiais para atender certos requisitos ou mecanicamente). solo-cimento. trabalhando eminentemente aos esforços de compressão. Os materiais mais empregados em pavimentação da classe dos granulares e solos são: brita graduada simples (BGS) e bica ou brita corrida. sendo a resistência à tração bastante superior aos solos argilosos. e também à tração de pequena magnitude. Os materiais cimentados são materiais granulares ou solos que recebem adição de cimento. SUB-BASE E REFORÇO DO SUBLEITO Apresentam-se neste item de forma sucinta alguns materiais de uso corrente no país que podem constituir as camadas de base. solo na- tural. Há ainda misturas asfál- ticas e solo-asfalto que se destinam à camada de base e que poderiam ser classificadas como coesivas. As misturas asfálticas são: solo-asfalto. de forma a proporcionar um acréscimo significativo de rigidez do material natural e um aumento da resistência à compressão e à tração. sub-base e reforço do subleito são ainda classificados segundo seu comportamento frente aos esforços em: materiais granulares e solos. solo-emulsão. e materiais asfálticos. materiais estabilizados quimicamente ou cimentados. maca- dame a seco. sub-base e reforço do subleito para comporem as estruturas de pavimentos com revestimentos asfálticos. principalmente.3  MATERIAIS DE BASE. Deve-se ressaltar ainda a existência de outros materiais de uso crescente em pavimentação. Esses materiais de base. Uma descrição sucinta desses materiais encontra-se nos subitens a seguir. As especificidades de cada um deles e os métodos construtivos devem ser pesquisados nas normas rodoviárias bra- sileiras ou na ABNT. e por isso são enquadrados em classe diferente dos solos e dos materiais cimentados. Os solos coesivos resistem à compressão. solo melhorado com cimento ou cal. 352 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . solo-cal.13 ilustram os materiais de base. macadame hidráulico.10 a 7. Os materiais cimentados mais freqüentes são: brita graduada tratada com cimento (BGTC).

sub-bases ou reforços Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 353 . Rodovia Presidente Dutra) (c) Rachão (e) Macadame seco (e) Macadame seco: detalhe da graduação Figura 7.10  Materiais granulares empregados em bases. (b) Bica corrida (a) Brita graduada simples (d) Macadame hidráulico (Foto: Nogami. década de 1950.

sub-bases ou reforços 354 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . (a) Solo-brita descontínuo: mistura em pista (a) Solo-brita descontínuo: detalhe da camada compactada (a) Solo-brita (b) Solo-areia: mistura em pista (c) Solo arenoso fino laterítico LA’: trincas devido (d) Argila arenosa laterítica LG’: trincas devido à perda de umidade da camada compactada à perda de umidade da camada compactada Figura 7.11  Solos e solo-agregados empregados em bases.

(b) Saibro: camada compactada (a) Laterita in natura (c) Saibro: detalhe da graduação (d) Agregado reciclado de resíduo sólido da construção civil (Foto: Abdou. saibros e materiais reciclados empregados em bases. 2005) Figura 7. 2005) (e) Agregado reciclado de resíduo sólido da (f) Escória de aciaria construção civil: detalhe da natureza e graduação (Foto: Abdou.12  Lateritas. sub-bases ou reforços Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 355 .

sub-bases ou reforços 356 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .13  Materiais cimentados empregados em bases. (a) Brita graduada tratada com cimento (b) Brita graduada tratada com cimento: camada de sub-base (c) Solo-cimento (d) Areia-cal-cinza volante (exposição de bloco como um monumento) (e) Solo-cal: mistura em pista (f) Solo-cal: trincas devido à retração Figura 7.

1  Brita graduada simples A brita graduada simples é um dos materiais granulares mais largamente utilizados no país como base e sub-base de pavimentos asfálticos e foi introduzida na década de 1960. Os agregados graúdos devem ser duros. com base na experiência inglesa de McAdam do início do século XIX.000kgf/cm2). principalmente no que se refere à tensão de confinamento. naturais ou britados. esta operação deve ser realizada logo após espalhamento para não perder umidade. e retidos na 3/4”.3. sem outras contaminações prejudiciais. 3” e 2 1/2”. Uma ilustração do material pode ser vista na Figura 7. 7.7. lamelaridade ≤ 20% (ABNT. O MR destas bases é em média 100 a 400MPa (1. macias ou de fácil desintegração. dependendo da graduação. Os agregados são comumente derivados de rochas britadas e devem tipicamente atender aos seguintes requisitos: sanidade dos agregados graúdos ≤ 15% e miúdos ≤ 18%.2 Macadame hidráulico e macadame seco O macadame hidráulico foi um dos materiais mais empregados nas primeiras rodovias brasileiras. com requisitos menos rigorosos. com ISC normalmente elevado. A brita ou bica corrida é um material similar.3. cujos vazios são preenchidos em pista por agregados miúdos e aglutinados pela água. com vibração ou não. respectivamente) e escolhe-se o diâmetro máximo que corresponda a 1/3 a 1/2 da espessura final da camada. A compactação é feita por rolos de pneus e/ou lisos. B ou C (com agregados máximos passantes da 4”. que confere um bom intertravamento do esqueleto sólido e uma boa resistência. limpos e duráveis. A norma do DNER-ES 316/97 (DNER. Na Figura 7. O transporte é feito em caminhões basculantes e a distribuição do material em pista é feita normalmente por vibroacabadora ou motoniveladora.000 a 4. A. respectivamente. do estado de compactação e do estado de tensões. 1997a) recomenda três faixas granulométri- cas. com diâmetro máximo dos agregados não excedendo a 38mm e finos entre 3 e 9% (passante na peneira no 200). da ordem de 60% a maiores que 100%. 3/4”e 1/2”. época em que houve um crescimento expressivo da malha rodoviária pavimen- tada.10 são também apresentados outros materiais granulares descritos a seguir. utilizados como base ou sub-base em pavimentos asfálticos. composta por agregados graúdos. Consiste em um material com distribuição granulométrica bem-graduada.10(a). A estabilidade é obtida pela ação mecânica enérgica de compactação. da natureza dos agregados. Após espalhamento dos agrega- Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 357 . São materiais permeáveis a mediana- mente permeáveis. Esses materiais são dosados e homogeneizados em usina utilizando água e os agregados atendendo a uma das faixas especificadas por norma. no caso específico do macadame hidráulico. Trata- se de camada granular. principalmente granulométricos. 1991c. podendo ser umedecida em pista – Figura 7. 1991f). livres de excesso de partículas lamelares ou alongadas.10(b). sendo tam- bém seu uso bastante difundido como sub-base de pavimentos de concreto de cimento. abrasão Los Angeles LA ≤ 50% e equivalente areia EA > 40% (material passante na peneira nº 4).

Em geral. principal- mente em obras urbanas. a ser apresentada no Capítulo 10. permeável. e preenchidos por agregados miúdos compreendidos em 5 diferentes faixas. 1975): (a) contato grão-grão. Porém. compactação em geral difícil.10(e) mostra um aspecto deste material. o macadame apresenta alta resistência e baixa defor- mabilidade.3. 1986). O macadame seco é um material granular com muita semelhança ao macadame hidráu- lico.10(d) ilustra o processo construtivo do macadame hidráulico. A Figura 7.3  Solo-agregado e materiais estabilizados granulometricamente Solos-agregados são misturas naturais ou preparadas de britas. denominado “pedras-de-mão”. reduz significativamente as deformações permanen- tes e auxilia na construção das demais camadas subseqüentes por oferecer um aumento substancial de suporte. podem ser estimados através de retroanálise de bacias de deflexão conforme explicado no Capítulo 10. baixa densidade. O macadame é ainda utilizado. é espalhado através de motoniveladora em quantidade suficiente para encher vazios do agregado graúdo. Exemplos de valores são encontrados em Nuñez (1997). emprega-se largamente o “rachão”. Quando os materiais são bem selecionados e o processo construtivo é adequado. A distribuição e compressão são semelhantes ao macadame hidráulico. As espessuras das camadas acaba- das variam entre 12 e 20cm. A camada deve ser novamente compactada até sua estabilidade. A Figura 7. Devido à granulometria deste material e de seu processo construtivo.14 (Yoder e Witczak. pedregulhos ou areia pre- dominantemente. que. seguida de irrigação e material complementar até obtenção de travamento. Valores de módulo de resiliência não podem ser medidos em laboratório para esses tipos de materiais. de graduação uniforme. Em subleitos de baixa capacidade de suporte. material granular de grandes dimensões. a permeabilidade do macadame é maior que a das britas graduadas simples. É possível subdividir os solos-agregados em três tipos distintos dependendo da proporção relativa entre a parte graúda e a parte fina – Figura 7. por crava- mento e posterior intertravamento. 358 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . chama- das de “pedra pulmão”. porém sem uso de água para auxílio do preenchimento dos agregados graúdos pelos miúdos. A Figura 7. dos graúdos a camada é compactada com rolo liso de três rodas e rolo liso vibratório até apresentar bom entrosamento. em uma ou mais vezes. os agregados graúdos são de dimensões bastante significativas. contendo silte e argila – material natural (solo) que passa na peneira no 200 (AASHTO M 146-70.10(c) mostra um aspecto deste material. com tamanho variando entre 2” e 5”. que deve seguir as especifica- ções granulométricas. com o auxílio de vassou- ra. onde não se dispõe de usinas para a brita graduada simples. Dependendo do tipo de subleito. 7. não suscetível a mudanças com a umidade ou com o congelamento. O controle do processo cons- trutivo pode ser feito visualmente pela movimentação da camada sob efeito dos rolos compactadores ou pela deformabilidade que pode ser medida por meio da viga Benkel- man. deve-se utilizar uma camada de bloqueio de modo a evitar cravamento do agregado graúdo no solo. O material de enchimento.

que expandem muito pouco em presença de água. 1992b). 1992a. moderadamente difícil de compactar. as especificações tradicionais preconizam o uso de ma- teriais do tipo (a) e (b). quando não há adição de estabilizantes do tipo da cal. Esses materiais são também conhecidos por misturas estabilizadas granulometricamente – DNER-ES 301 e DNER-ES 303 (DNER. Em geral. As normas ABNT NBR 11805. são observados. principalmente no caso do tipo (c). por prevalecer a matriz de solo laterítico. 1997d). (a) (b) (c) Figura 7. As misturas tipo (c) devem empregar necessariamente solos de comportamento laterí- tico. contato grão-grão. a mistura é afetada por variações de umidade. podendo ser mesmo impermeável. NBR 12053 e NBR 12265 estabelecem as especificações de uso no país (ABNT. as misturas onde o contato grão-grão é garantido são tradicionalmente as preferenciais. proporcionando alta densidade. 1991b. para diferenciar da adição de estabilizantes químicos. comentados a seguir. Essas misturas. 1975) (b) finos preenchem os vazios. Há autores que preferem a designação mais rigorosa “misturas estabilizadas mecanicamente”. dependendo da natureza dos finos. 1997c. é a natureza do material fino. do cimento etc. (c) matriz de finos. natureza e estado peculiar dos solos lateríticos. densi- dade mais baixa em geral que o tipo (b). não se garante contato grão-grão devido ao excesso de finos. quando certos requisitos. umidade de equilíbrio abaixo da ótima de compactação em algumas regiões. favorecida pela seca- gem do material de base. muito pouco expansivas e com boa Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 359 . Este fato se deve principalmente por: ausência do ciclo gelo-degelo. selecionados pela metodologia MCT (Nogami e Villibor. embora a prática te- nha mostrado grande sucesso no tipo (c). permeabilidade inferior ao tipo (b). O im- portante dessas misturas. onde o contato grão-grão seja garantido. chamadas de solo-brita ou solo-areia. são coesivas. mais resistente em geral que o tipo (a). Modernamente tem-se evitado o uso do termo estabili- zar. Pode-se utilizar com sucesso misturas do tipo (c) com solos lateríticos.14  Tipos de solo-agregado (Yoder e Witczak. Procura-se tradicionalmente também que fique carac- terizada uma distribuição granulométrica bem graduada. 1995). drenagem favorecida. permeabilidade mais bai- xa que o do tipo (a). menor deformabilidade. apesar de sua plasticidade às vezes elevada. Tem-se empregado com freqüência misturas do tipo (b) e (c). com preenchimento dos vazios. facilidade na compactação. As misturas estabilizadas granulometricamente devem seguir uma faixa granulométrica dada em norma. O tipo (c) tem sido denominado também de solo-brita descontínuo. Para bases de pavimentos.

A Tabela 7. apresentam menor deformabilidade. tem-se empregado também o solo-brita-cimento. Os valores de MR são similares aos das britas graduadas simples. 1996. predominantemente em mis- turas de 80% brita – 20% solo ou no máximo 70% brita – 30% solo. O material resultante é recomendável como material de base de vias de baixo volume de tráfego. Como reforço do subleito ou como sub-base. DNER-ME 254/97. capacidade de suporte. A partir da década de 1970. não sendo necessária a adoção de uma das graduações especificadas na Tabela 7. Atualmente. DNER-ME 256/94.000km em rodovias de baixo volume de tráfego com a utilização desse material como base. Recomenda-se que se utilize a metodologia MCT (Nogami e Villibor. Esta conseqüência não chega a ser um problema comprometedor desde que a porcentagem em peso de solo nas misturas solo-brita não seja superior a 50% do total. 7. DNER. apresentar fissuração. Esse material tem sido empregado como material de base. pode ser usado em pavimentos para tráfegos médios ou pesados. seu emprego foi mais difundido. 1995. podendo ser superiores.2 mostra a graduação recomendada pelo DER-SP (1991). com ausência ou pequena porcentagem da fração silte. ou seja. Eles vêm sendo empregados em vias de tráfego médio a pesado com sucesso.11(b) um solo-areia sendo misturado em pista. Somente na década de 1980. ou 360 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .3 mostra as exigências com relação às propriedades mecânicas e hidráulicas do solo arenoso fino segundo a mesma especificação para uso como base. Certas misturas de solo-brita (50% em peso de brita) dão ISC da ordem de 80% na energia modificada. A granulometria é em geral descontínua. 1995). Tem-se procurado evitar agregados maiores que 25mm de diâmetro. grade de disco e motoniveladora. chegando hoje.11(a) ilustra o solo-brita e a Figura 7. e como conseqüência.3. Preferencialmente nesses casos a mistura deve ser feita em usina. DNER-ME 258/94) para a esco- lha do material. Essas misturas podem ser executadas em pista com auxílio de pá-carregadeira. a mais de 8. O solo-brita começou a ser empregado no estado de São Paulo ainda na década de 1950. As misturas com 70% em peso de brita e 30% de solo apresentam muitas vezes ISC acima de 100% e apresentam pouca perda de capa- cidade de suporte após imersão em água. É um excelente material de reforço de subleito em vias de tráfego médio ou mesmo pesado. com aplicação estendida também a vias urbanas. Conforme a quantidade de finos. a mistura pode sofrer contração por perda de umi- dade. conhecido então por “virado paulista” (Nogami e Villibor. A Figura 7. O solo deverá pertencer às classes de comportamento laterítico LA. o solo laterítico-brita voltou a ser empregado em maior escala. LA’.4  Solo arenoso fino laterítico O solo arenoso fino laterítico (SAFL) é uma mistura de argila e areia encontrada na natureza ou artificialmente composta por mistura de areia de campo ou rio com argila laterítica. somente no estado de São Paulo. A Ta- bela 7. com porcentagem de cimento variando em geral de 3 a 6% em peso. 1981.2.

Tabela 7. no 10 100 100 100 0. e C de solos arenosos finos lateríticos para bases e sub-bases de pavimentos (DER-SP. formando blocos de menores dimensões e abertura de trincas maior. no 40 75 – 100 85 – 100 100 0. Para uma seleção preliminar de solos. que tende a trin- car mais. ou mesmo superiores.00mm. no 200 23 – 35 35 – 50 35 – 50 Obs. além dos lateríticos e não-lateríticos. 1991.000kgf/cm2). 1991) Exigências mecânicas e hidráulicas Valores admissíveis Método de ensaio Mini-CBR sem imersão ≥ 40% DER-ME 192-88 Perda de suporte no mini-CBR por imersão em ≤ 50% DER-ME 192-88 relação ao mini-CBR sem imersão Expansão com sobrecarga padrão ≤ 0. A Figura 7. pode-se também empregar método simplificado de identificação de solos tropicais (Fortes e No- gami.2  Faixas A.11(d) uma camada de solo argiloso laterítico LG’. em peso A B C 2. Vertamatti (1988) propõe algumas alterações na metodologia MCT para inclusão de identificação e classificação de solos transicionais.42mm.3  Valores de propriedades mecânicas e hidráulicas que o solo arenoso fino deve seguir para ser empregado como base de pavimento (DER-SP. no 100 30 – 50 50 – 65 65 – 95 0. e o corpo-de-prova deve estar na umidade ótima e 100% de grau de compactação (DER-ME 191-88). 1997. 1981. sendo que os mais argilosos tendem a mostrar módulos menores que os mais arenosos (Bernucci.: A ordem de prioridade na escolha dos solos é na seguinte ordem: faixa A. ainda LG’.1% a 0.Tabela 7. Camacho.000 a 5.: A energia de compactação neste caso é a intermediária. 1995).3% DER-ME 192-88 Contração 0.11(c) ilustra uma camada de base de solo arenoso fino laterítico do tipo LA’ compactada e após perda de umidade (observe-se o padrão de trincamento típico dessas camadas) e a Figura 7. O trincamento das camadas de solos lateríticos leva a uma redução do módulo de resiliência efetivo.5% DER-ME 193-88 Coeficiente de infiltração 10 -2 a 10 -4 cm √minuto DER-ME 194-88 Obs. 2002).150mm. As pesquisas têm mostrado que esse material pode apresentar módulos de resiliência de cerca de 100MPa a 500MPa (1. 1995). Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 361 . porém ainda são consideradas camadas de baixa deformabilidade e de comportamento mecânico bom a excelente (Bernucci. com comportamento geotécnico inter- mediário entre os dois extremos.075mm. Godoy. 2002). A perda de umidade dessas camadas é um fenômeno bastante conhecido sendo determinante no comportamento desses materiais como camada de pavimento (Villibor. segundo a classificação MCT. Godoy e Bernucci. B. 1991) Peneiras de malhas Graduações quadradas Porcentagem que passa. depen- dendo do tipo de solo laterítico. faixa B e faixa C.

utilizou nas décadas de 1970 e 1980. devido à natureza mineraló- gica. Esses materiais são abundantes em certas regiões da Amazônia e sua caracterização é essencial para uso na pavimentação (Vertamatti. A Figura 7. seu emprego pode ser estendido até como agregados de misturas asfálticas. menciona-se a pavimentação de Brasília à época de sua construção (Prego. O uso de materiais reciclados tem crescido em pavimentação nos últimos anos.3. 2005). principalmen- te em pavimentos de vias de alto volume de tráfego.12(f) mostra um aspecto das escórias de aciaria. pas- 362 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . porém também é empregada como base de pavimentos intertravados ou sub-base de pavimentos de concreto.3. A Figura 7. Em algumas regiões ocorrem saibros que são materiais granulares naturais. 2004).12(d) e (e) ilustram o material sendo distribuído em pista e um detalhe de seus diversos componentes. São materiais com boa capacidade de suporte e que têm sido em- pregados diretamente como bases. Apesar de apresentarem em geral ISC elevados. sub-bases ou ainda reforços do subleito. Estes últimos podem ainda ser expansivos dependendo do tempo de estocagem (Alvarenga. Motta. As Figuras 7. ocorrendo conjuntamente a solos arenosos e argilosos lateríticos. Como exemplos de utilização. em geral. Têm sido também largamente empregados como reforços ou sub-bases ou ainda em rodovias de baixo volume de tráfego como material de base. 1988). Os agregados reciclados de resíduos sólidos de construção civil e de demolição podem ser empregados em reforços do subleito ou sub-bases desde que atendam as especificações da norma ABNT 15115 (2004).6  Brita graduada tratada com cimento A brita graduada tratada com cimento (BGTC) tem sido bastante utilizada.12(b) e (c) ilustram este material. no estado de São Paulo. Outro exemplo de reuso de material que vem sendo explorado nos locais próximos a siderúrgicas são as escórias de alto-forno e as de aciaria. pertencentes ao horizonte C de perfis residuais em geral de granito e gnaisse.12(a) ilustra uma laterita de grandes dimensões. A Dersa. podem mostrar elevada deformabilidade. devendo ser empregados com os devidos cuidados nesses casos. A BGTC é empregada geralmente como base de pavimentos com revestimentos betuminosos. seu uso começou a ser mais difundido no final da década de 1970. As Figuras 7. a BGTC como base. em vários de seus pavimentos asfálticos semi-rígidos.. Motta et al. Na década de 1990. Trabalhos de pesquisa têm sido dedicados ao uso e avaliação de aplicação em pavimentos (Fernandes. 7. com algumas experiências nas regiões Norte e Centro-Oeste do país (Amaral. Esse material vem sendo utilizado principalmen- te em vias urbanas. No país. Os valores de módulo de resiliência da laterita podem variar entre 100 a 500MPa. 1998.5  Outros materiais granulares e reciclados Em várias regiões brasileiras há a disponibilidade de lateritas. Esta especificação permite seu uso como material de base em vias de baixo volume de tráfego. 1996) e várias rodovias federais da região Centro-Oeste (Santos. 7. que são concreções pre- sentes em geral no horizonte superficial B. 2004. 1990). 2001). Podem ser caracterizados como solos-britas naturais. com pou- cos finos.

seja minimizada a ocorrência excessiva de trincas por retração. Na BGTC. apresenta retração. da ordem de 3%. espalha- mento e compactação.7  Solo-cimento A estabilização química de solos com cimento Portland pode se dar de duas formas dis- tintas a depender do objetivo: (i) no caso de objetivar-se um enrijecimento significativo do solo. sejam respeitados os prazos máximos de mistura. Este fato foi observado na Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Ayrton Senna da rede Dersa-SP. em princípio.sou a empregar a BGS como base e a BGTC como sub-base em pavimentos asfálticos. O tráfego deve ser liberado em geral após 14 dias de cura. mas também pode ser misturado em pista. empregam-se percentuais em massa em geral acima de 5% e denomina-se esta mistura de solo-cimento (DNER-ES 305 – DNER. empregam-se percentuais baixos. e o subleito tenha boa capacidade de suporte para que o solo-cimento seja compactado de forma eficiente. ABNT NBR 12262. A ordem de grandeza do módulo de resiliência da BGTC é de 3000 a 12. deve ter certa pro- porção de areia.3. estando ambas sob concessão. devido à cura do cimento. O solo. (ii) no caso de melhoria parcial das propriedades. O solo-cimen- to também tem sido utilizado com sucesso como sub-base de pavimentos de concreto de Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 363 . principalmente trabalhabilidade conjugada com certo aumento de capacidade de suporte. A Figura 7. O solo-cimento deve ser feito de preferência em usina. Estes problemas podem levar à reflexão destas trincas ao revestimento asfáltico no caso do emprego da BGTC como material de base (Balbo. A faixa viável é de aproximadamente 5 a 9% de cimento em relação à massa total. Como exemplo desta utilização. Deve ser compactado imediatamente após a mistura e a distribuição em pista devido à rapidez da reação de hidratação do cimento. 1993). 1991e. tem-se empregado com freqüência a BGTC em pavimen- tos semi-rígidos invertidos como material de sub-base para evitar a reflexão das trincas para o revestimento (Suzuki.000MPa. A BGTC. cita-se a Rodovia Carvalho Pinto – SP. 1997f). construída no Vale do Paraíba. usa-se o mesmo material da BGS. levando ao aparecimento de fissuras e trin- cas. Por este motivo. A base de solo-cimento tem-se mostrado bastante resistente e durável desde que a mistura esteja bem dosada. 7. DER-SP ET-DE-P00/009/2005). denominados neste caso de pavimentos semi-rígidos invertidos ou “estrutura sanduíche”.13(b) seu uso como sub-base em pavimento semi-rígido invertido. para ser estabilizado com cimento de forma econômica. porém com adição de ci- mento na proporção de 3 a 5% em peso (ABNT NBR 12261. pois caso tenha um percentual muito alto de argila pode exigir um teor muito elevado de cimento e ficar demasiadamente oneroso. Recomenda-se que seja compactada a pelo menos 95% da energia modificada para aumento de resistência e durabilidade. 1997e). 1991d. denomi- nando-se neste caso a mistura de solo melhorado com cimento (DNER-ES 304 – DNER. 1992). além de apresentar muita retração. no caso de vias de baixo volume de tráfego.13(a) ilustra a BGTC e a Figura 7.

O solo-cimento foi largamente empregado na década de 1960 quando as obras de pavimentação se estenderam para regiões com escassez de pedreiras. seja para o enrijecimento.1MPa). mostrando-se nova- mente como um material para competir com as tradicionais bases granulares de BGS. Atualmente. O poder de estabilização da cal varia com sua pureza e origem. tem sido uti- lizado principalmente como reforço de subleito ou sub-base. 364 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . seja para a trabalhabilidade e redução da expansão. permitindo uma redução da plasticidade. comparado ao solo-cimento. apesar da porcentagem não ultrapassar cerca de 3% em massa.000MPa até mesmo acima de 10. As reações rápidas (imediatas) provocam a floculação e permuta iônica. Alguns experimentos foram feitos empregando-se a mistura como base de pavimentos de baixo volume de tráfego.3. conjuntamente com cinza volante como elemento reativo à cal – Figura 7. de- pendendo do teor de cimento e tipo de solo (Ceratti. Valores de módulo de resiliência de solo-cimento variam de 2. cimento Portland.8  Solo-cal A estabilização química de solo com cal segue os mesmos objetivos da mistura com cimento.6 a 2. As Figuras 7. pode haver uma diminuição significativa de deformabilidade e diminuição da expansão em presença de água. 1987). Em geral utiliza-se cal em teores entre 4 e 10% em massa. ora com sucesso. o solo melhorado por cimento é deixado em pilhas durante algumas horas ou mesmo dias para ter a agregação. Adicionalmente. aplicado preferencialmente a solos argilosos e siltosos caulínicos.000MPa. Nesses casos. O solo-cal.0MPa.13(d) (Nardi. mas podem chegar até cerca de 7 a 8MPa. alteração granulométrica e depois a compactação. 1991). 7.13(e) e (f) ilustram a aplicação de cal em pista e uma base acabada de solo-cal com cerca de 30 anos em operação (Lovato. As reações lentas (ação cimentante) são resultantes das reações pozolânicas e de carbonatação. O solo melhorado por cimento é empregado principalmente para alterar a plasticidade e melhorar a trabalhabilidade de certos solos em pista ou para atender as especificações granulométricas. A resistência à tração varia entre 0. A Figura 7. O solo-cal tem um período muito maior de cura. e diminuição da expansibilidade. A cura é altamente influenciada pela temperatura. dependendo do teor de cimento e natureza do solo. procurando aproveitar de am- bos aditivos suas qualidades benéficas. 2006). A resistência à compressão simples deve atender as especificações mínimas de norma (2. Algumas especificações indicam compactação não-ime- diata após mistura. Algumas tentativas têm sido feitas com misturas solo-cal-cimento.13(c) mostra um pavimento com solo-cimento na base. 1988). que se traduz em uma melhor trabalhabilidade dos solos. ora não. 2004). os órgãos e concessionárias têm voltado a especificar o solo-cimento. o que é uma opção questionável (Macedo e Motta. para que haja as reações responsáveis pelo aumento de resistência (Boscov. Algumas experiências de sucesso no Sul do país foram realizadas adicionando-se cal a materiais como areia de duna.

15 a 7.17.4  ALGUMAS ESTRUTURAS TÍPICAS DE PAVIMENTOS ASFÁLTICOS Com o objetivo de mostrar algumas soluções típicas de combinações de materiais e de camadas que vêm sendo empregadas em pavimentação asfáltica no país. As espessuras das camadas não são apresentadas pois dependem de dimensionamento estrutural que deve ser feito caso a caso. Não se trata aqui de apresentar um catálogo de estruturas. para calcular as espessuras necessárias em função do tráfego e do clima. Para isso deve ser empregado de preferência um método de dimensionamento que considere a estrutura do pavimento como um sistema em camadas e que utiliza os dados de módulos de resiliência dos materiais do subleito e das camadas. são apresenta- das algumas seções de estruturas de pavimento como ilustração. As espessuras das camadas são variáveis e dependem de vários fatores de dimensionamento. como os tratamentos superficiais simples. enquanto o reforço do subleito pode ser de uma a três ou mesmo quatro dezenas de centímetros. as espessuras dos revestimentos vão desde alguns milímetros. tanto para tráfego mui- to pesado como para vias de baixo volume de tráfego. Para maiores informações sobre métodos de dimensionamento empírico e mecanístico- empírico deve-se consultar outros livros tais como Medina e Motta (2005) e o Manual de Pavimentação do DNIT (2006).7. Para ilustrar faixas usuais. mas apenas exemplos de uso dos materiais abordados neste capítulo em combinação com alguns tipos de reves- timentos asfálticos apresentados no Capítulo 4 – Figuras 7. as camadas de base e sub-base podem apresentar espessuras da ordem de uma a três dezenas de centímetros. Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 365 . inclusive do revestimento. até uma a duas dezenas de centímetros de misturas usinadas.

Figura 7.15  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos 366 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .

Figura 7.16  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos Materiais e estruturas de pavimentos asfálticos 367 .

17  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos 368 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . Figura 7.

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sub-bases ou reforços 354 Figura 7.3 Classificação MCT (Nogami e Villibor. B. 1991) 361 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . e C de solos arenosos finos lateríticos para bases e sub-bases de pavimentos (DER-SP.2  Faixas A. sub-bases ou reforços 356 Figura 7. saibros e materiais reciclados empregados em bases.1  Pavimento de concreto de cimento Portland 337 Figura 7. 1991) 361 Tabela 7. 1995) 341 Tabela 7. sub-bases ou reforços 353 Figura 7.11  Solos e solo-agregados empregados em bases.2  Pavimento asfáltico 337 Figura 7.14  Tipos de solo-agregado (Yoder e Witczak.16  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos 367 Figura 7.9  Outros ensaios de resistência em materiais cimentados quimicamente 351 Figura 7.4  Etapas do ensaio ISC 343 Figura 7.12  Lateritas.17  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos 368 Tabela 7.8  Outros comportamentos de solos quanto à resiliência 350 Figura 7.1 Emprego recomendado de solos tropicais em obras viárias (modificado de Nogami e Villibor. sub-bases ou reforços 355 Figura 7.Índice de figuras e tabelas 7 Materiais e estruTuras de pavimentos asfálticos Figura 7.13  Materiais cimentados empregados em bases.15  Estruturas típicas de pavimentos asfálticos 366 Figura 7.10  Materiais granulares empregados em bases.3  Valores de propriedades mecânicas e hidráulicas que o solo arenoso fino deve seguir para ser empregado como base de pavimento (DER-SP.5  Esquema e exemplo de equipamento de ensaio triaxial de carga repetida 347 Figura 7.7  Modelos clássicos de comportamento resiliente de solos 349 Figura 7. 1981) 341 Figura 7. 1975) 359 Figura 7.6  Tensões aplicadas e deslocamentos no ensaio de carga repetida 348 Figura 7.

argila.  445. 377 avaliação. 256. 55 adesão. 119. 441 molhadas. 346. 141. 59. 108 adesividade. asfalto. 119. 75 angularidade de agregado. 416. 150. 179. 353. 125. BBTM. 363. amostragem. 48 AASHTO. 122. 130 durabilidade. 61. 120. ponto de ruptura Fraass. 472 objetiva. 34. 463 agregado.ÍNDICE REMISSIVO de termos A ângulo de fase. 130. 25. estabilidade à estocagem. 353. 253. 116. 132. 70 aderência. 354. 95.  116. 337. 70 187. massa específica. 132. 43 322. 429. 441 afundamentos. 73 59. 354. 167. areia-asfalto. 441. programa SHRP. 322. 115. 165. 176 tração direta (DTT). 120. asfalto modificado por estrutural. 174. argila calcinada. 429 agentes rejuvenescedores. 403. 134 separação de fases. 417. 152   83. 180. 119 suscetibilidade térmica. 162. 27. 442. 133. 187. 52 406. 124. 341. 269. 116. 120. 416. 164. vaso de envelhecimento sob 421 100   pressão (PAV). 122. 328. 64. 290. 275. deformação”. 273. 53 brita graduada simples. bacia de natural. funcional. 32. 409 britado. 58. 143. 403. 181. 27. 99. 117 espuma. 142. 94. 73. viscosidade. 264. 41. 118.   (BBR). 351. 69. 72 borracha (ver asfalto-borracha). 116 especificação SHRP. 49 bica corrida. 176. 75. 9. 38. 81. 240. ponto de amolecimento. 357 análise petrográfica. 306. 134. 303 ponto de fulgor. 150. 404. 32. especificação brasileira. 143. 148. 99 B miúdo. 356 reômetro de fluência em viga absorção. 143   dos agregados) produção. 72 BBM. 118. 119 asfalto natural. 387 densidade relativa. 64 solubilidade. 182 amostragem de agregados. 96 de aderência em pistas 417. 121. 260. 132 dutilidade. 116. 150. 72 430. 414. 273. 41 base asfáltica. 174. 33. 63. 194. 97. 41. 108 afundamento de trilha de roda. 100. 106 271. asfalto-borracha. 26. 443. 149. 142. 139 fragilidade e tenacidade. 104. 153. 34. 139. 424 artificial. 26 subjetiva. 328   dinâmico. 26 coesividade Vialit. 302. 483 argila expandida. 39 base (camada de pavimento). 142. 97. 27 graúdo. 103 basalto. 340. 423 análise por peneiramento. 153. 116. 190. 216. 452 propriedades (ver propriedades   102. 357 areia-cal-cinza volante. asfaltos diluídos. 32. 42 357 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . 65. 152. 435 341. 49 betume (ver asfalto). 62 “bacia de deflexão. 377. 27. 464 areia. 151 especificação européia. 162. 151. 99. 207   92. 25. 150. 352. 142. 419. 339   355. 441. BBUM. 119. 49 280 asfaltenos. 85. 119. 443   172. 273. 261 penetração.  176. 362 propriedades físicas-ensaios. 179. 174. BBME. 37. 49 análise granulométrica. 96. 53 177. 352. aromáticos. 140. reciclado. 63. 176 alcatrão. 51. 124 composição química. 324. 119. 151. 9. 463 188. 68. 473   polímeros. 403. 358. 67. 327. 424. 363 retorno elástico. 30. 404. 54 abrasão. 287. 25. 356. 104 261. 100 183. 165. 395 430 reômetro de cisalhamento abrasão Los Angeles. 30. 41. recuperação elástica. 53 bombeamento de finos. 360. 445 asfalto-espuma. 62. 30. 58.

338. 165. 445. contrafluxo. 443 emulsão catiônica. 319. de rolamento (ver revestimento (DCP). 364. 427 dosagem de misturas asfálticas 9. 396 D durabilidade. 159. 445. 352 346. 446 reflexão de trincas)”. 457 C concreto asfáltico. 104. 464 EME. cimento. 351. 407 165. 177. curva de Fuller. 443. 328 Índice remissivo de termos . 49. 422 425 352. 33. 423 “de base. 158. 81. 443. 44. 129. 275. 45 DCP (dynamic cone penetrometer dureza. 124 271 desagregação (ver desgaste. 179. 161. 144 34. 49. 379. 124. 432. 362 230. elastômeros. 266. 342. 93 classificação de defeitos. 321. 51. 116. 66. curvas granulométricas (ver drenagem superficial. stripping). 345. 176. 101. 183. 297. 187. 147 Cântabro. asfáltico). dureza dos agregados. 434. 10. 253. intermediárias de alívio de cura. 205. 41. 137. 289. 139 endurecimento. 442. 317. deformação permanente (ver emulsão asfáltica. 176. 259. 415. 44. 311. 60. 161. 258. 416. 415. 271. 224. creep. 109 caminhão espargidor. 352 concreto asfáltico de módulo deslocamento. 235 de revestimento intermediárias. 43. 443. anti. 187. 348. 425. 108. 419. 179. dosagem ASTM. 318. 346. 165. 105. 217. 159. 108 classificação de textura. 421. 209 bandeja. 468. 422. 72. 217. 43. 217. 291. 85 classificação de asfaltos. 232 390 britador. 338. 340. 187. 441. 67. porosa de atrito (ver revesti­. 182 119. 161. 178 Cannon-Manning. descolamento. 92. 383. 389 relativa. 454. 34. 432 densidade (ver massa específica) endurecimento do ligante asfáltico. 318. 165. 420. 415. 82. 162 393 de reforço do subleito. 416 E cimento asfáltico de petróleo (ver deflexão. 356. 302. “de dissipação de trincas (de elevado. 179. 261 DSC. 300. 123. 421. 197. 181. absorção de trincas. 58 superficiais de revestimentos DSR. 206. 279 380 máxima teórica. 165. densímetro eletromagnético. 127 compatibilidade. 350. 470 descolamento. 178. 162. 446. 49. 96. 81. 289. 315. 341 degradação. 317 403. 430. 209 azul-de-metileno. 463. 277 473 corrugação. 180. 308. 320. 469 concreto asfáltico delgado.  472 397. 157. 134 CAP (cimento asfáltico de 345. 210 ensaio coletores de pó (filtros de manga). 416. 363. 217. 352. 384 266. 390 britagem. 395 415. 162. 322. 227 tensões. 337. deformação. 162. 47 compressão. 468. 129. 253. 256 472 321 dosagem Marshall. 274. classificação de agregados. 264. 444 229. 82. 100 afundamento em trilha de roda). 320. 233. máxima medida. 421 compressão uniaxial não-confinada desempenho. 393. 269. 443 emulsão aniônica. 106. 84 classificação de solos. 81. 413. 72. 414. 105 delgados. 311. 330. Brookfield. 178 distribuidor de agregados. 142 304. 229 259 mento drenante). 145. 444 petróleo) (ver asfalto) defeitos de superfície. 253. 52. camada(s) 162. 416. 299. 339 cone de penetração dinâmico dosagem. 134. recicladas a quente. 253.brita graduada tratada com compactador giratório (Superpave). 229. desgaste. 134. de sub-base”. buraco (panela). 127. coesão (coesividade). 183. 328. (creep). 162. diorito. 399 dosagem Superpave. 135. específica. 267 compactação. 176 concreto asfáltico denso. 227. 63 asfalto) 448. 83. 468 416. 45 cone de penetração dinâmico). 119 de módulo elevado. 176. 104. 118. 317. 9. 167. 373. 298. 473 DTT. 133. 254. 301. 313. 468 granulometria). 84. 352 específica Rice. 49 Cannon-Fenske. 415 316. 321. 52 194. capa selante. 401. 62. 193. 256. 421. 302. 162. 134. 327. densímetro com fonte radioativa. 53. 195. 84. 124. 415.

428 recuperação elástica por torção. 84 161. 376. 88. 430. 88 fadiga. 53 51 H estabilidade à estocagem. 223. 308 índice de gravidade global. 72. 75 FWD. 273 fragilidade. 74. 420 hidroplanagem. 188. 407. tenacidade. 179. 445 I placa. 470 índice de suporte Califórnia. 68 hidrocarbonetos. 70. IRI. 192 índice de degradação após separação de fases. 28. 420 geotêxteis. 380 impacto. 434 sanidade. envelhecimento. 271. 303 exsudação. 192. 428 viscosidade. 57 desemulsibilidade. 67. 45. 67. 49 72. 38. 159 irregularidade longitudinal. 48 fendas. 49. 183. graduação densa. 50. 119. 16 432 Hveem. 430. 53 fibras. 118. 96. 25. 450. 80. 97 gnaisse. 160 IGI. 37. 410. 73 fresagem. 89. 92. 133. 419. 67. granito. 176. 36. 404. 117. 213. 315. 73 140 sedimentação. 222. 409. 42 316. índice de atrito internacional. fórmula de Vogt. 346 pêndulo britânico. 472 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . 469. 415. 128. 259 efeito do calor e do ar. 72 expressão de Duriez. Treton. 144 172 índice de degradação após Schulze-Breuer and Ruck. 30. 272. 407. 169. 72. 46. 95 graduação com intervalo. 123. 188. 205. 117. 389 10% de finos. 424. 313. 159 J asfáltico de petróleo. 94. especificação brasileira de 323 408. 127. 471 internacional. 428 108 gel. 407 escória de alto-forno. 49. 229. por polímero. 119 IBP. histórico. 141. 429. 87 fresadoras. 469. 191. 50. 91 gabro. 120. 384 grumos. 342 especificação brasileira de asfalto gerência. diluído. 254 compactação Marshall. 172. 134. 288 grau de compactação. 407. 97. 55 fíler. 138 G 424. 140 estocagem. 414 resíduo por evaporação. 318 448 resíduo por destilação. 413. 106. 434 ponto de fulgor. 180 427. 78. 412. 362 41 especificação brasileira de emulsões graduação. irregularidade. 86 espuma de asfalto. 99. 33. 413 asfálticas catiônicas. 383 imprimação. 252 IGG. carga de partícula. 132. 427. 52. 51. 403. 452 136 tração direta. 337 índice de degradação Washington. 117. 264. 52. 60 graduação uniforme. 119 índice de gravidade individual. 85 graduação descontínua. 119 IFI. 190. 54. 139. 121. 137. 431. 76. 468 compactação Proctor. 291 ponto de amolecimento. 119 determinação do pH. 55. 56. 291. 118. 122. 416. 131. 413 emulsões asfálticas modificadas graduação aberta. 50 fundação. 441 índice de susceptibilidade térmica. 172. 159 ticas para lama asfáltica. 92 132. EVA. 408. 189. 122. 216 equivalente de areia. 139. filtro de mangas. 206. 445. 118. grau de desempenho. 451. 427. 142. estufa de filme fino rotativo. 411. 119 geossintéticos. 73. 30. 91 fluxo paralelo. 355 geogrelhas. 159. 33. 433 mancha de areia. 448. 311. 27. 428. 415. 101. 122. 264 tração indireta. 415. 123 juntas. 255 37 flexão. 109 índice de forma. 159 especificações para cimento graduação do agregado. 288. GB. 31 índice de irregularidade escória de aciaria. 312. 117. penetração. 108. 266 feldspato. 72. 51 153 estufa de película fina plana. 50. 43. 172 410 especificação de emulsões asfál. 143. 11. 90 forma dos agregados. 469 índice de penetração. 89 estabilidade. 56 escorregamento. 222. 429 ponto de ruptura Fraass. 291. 50. 53. 141. 79 fluência. espuma. 474 gráfico de Heukelom. 66. 137 solubilidade. 90. 431 F peneiração. 379. 67. 132. 405.

50 macadame seco. recuperação elástica. 118. 194. perfilômetro. 191. 306 bola. 36. 339. 65. 26. 441 parafinas. 473. 119 manutenção preventiva. 92 reômetro de cisalhamento microtextura. 365. 86. 395 pré-misturado. 433 P QI. 422 microrrevestimento. 393. 33. 337 470. 237. 9. 328 reforço. ondulações transversais. 137. 39 megatextura. 422 dinâmico. 443 403 massa específica aparente. 373. 430. 35. 102. 353. 303. 211. 159. 99. 70. 412. 274 com polímeros. 33. 446. 28 propriedades físicas. 352. 211 pavimentos de concreto de 454 massa específica máxima medida. partículas alongadas e achatadas. 106 ponto de amolecimento anel e LWT. 148. 472 processo estocável. 183 rejeitos. 472 209 pedregulhos. 63. 76 macadame betuminoso. 178 209. 349 55. 368. 191. 69. 37. 352. 352 osmometria por pressão de vapor. 9. 42. 352 peneiramento. 397 misturas asfálticas drenantes. pavimentos asfálticos. 103. massa específica máxima teórica. 352. 184. 408. 345. 261. 357. módulo de resiliência. 337. 430 perda por umidade induzida. 449. 271. 119. 120. 55. módulo dinâmico. 300. 56. 277. 269. 255 187. matriz pétrea asfáltica. 304. 306 pó de pedra. 54. 167. L mistura asfáltica. 36. 413 maltenos. 25. 416. massa específica efetiva. 119. 367. 179 pó. 35. 415 recapeamento. 165 refino do petróleo. 144. 146. 53. 406. 25. 168 345 78. 43. método Marshall. 116 reciclado. 361 petróleo. 468. 30. 157. 10. 259. 71. 194. 407. 343. 260 reologia. 10. 38 macadame hidráulico. 205. 10. 186. 59 Q macrotextura. 413. polimento. 152. 424. 119 441 150. 159. 78. 441 raio de curvatura. 149. 132 manutenção. 342. 339. 120. 122. 22. 416. 472 Mecânica dos Pavimentos. 217. 68 panela. 101. 359. 297. 420. 415. 80 M O processo úmido. 103. 104. 126. 253. 407. 76 processo seco. 259 274. 389. 132. 414. 373 PMF. 187. pavimentos rígidos. 427 quarteamento. 441. 474 materiais estabilizados peneiras. 352 metodologia MCT. 143 módulo de rigidez. 191 granulometricamente. 30. 208. 406. 205. massa específica. plastômeros. 380 ligantes asfálticos modificados 305. 146. 37. 132. 195. 88. 41. 301. 209 338. 355. ponto de amolecimento. 58. 441. 468. 360. 385. 441 185. 185. 10. 275 multidistribuidor. 471. 412. 291. 48 270. 406. 131. 185. 53. 197. 386 346. 10. 337. 85. 355 massa específica real. 409 365. 294. 120. 453. 441. 415 produção de asfalto. 337. 122 reciclagem em usina. 166. 358 penetração. 338 RASF. 10. 145 pedreira. 121. 96 remendo. 348. PG. 76. 358 macromoléculas. PAV. percolação. 186. 468 228 permeabilidade. 366. 453 perda ao choque. 443 reconstrução. 76. 79. quartzo. 153 quociente de irregularidade. materiais asfálticos. 69. 48. 65. 198. 80. 126 reciclagem. 116. 34. 59. 124. 58 quartzito. 9. 352. pavimentação. 33. 118. 422. 138 38. 117. 430. 165. 119. 129 357 oxidação. 433 473 296. 390. 469. 192. 397 pH. 115. 100 Lottman. 358 penetrômetro de cone dinâmico. R 207. 68 lama asfáltica. 421. 27. 195. 447. 125 190. 27. reciclagem in situ. laterita. dimensões. 117. 33. 20. 184. 214 pavimentos flexíveis. 198. 37. 362 módulo complexo. 474 material de enchimento. 269. 432. 227. 300. 183. 188. limpeza. 269. 108 413 145. 431 pintura de ligação. 104 Índice remissivo de termos . cimento Portland. 353.

14. secador de contrafluxo. segregação. 103. 250. 66. 153 103. resistência ao atrito. 120. 431 383 tipos de modificadores. 106 SAMI. 364 usina gravimétrica. 264. 20. 390. 308. 123. 230. 172. 373. 27. 382 repetido. 100. 380. 143. 206. 68. 52. 49. 50. 9. 192. 92. trincas. saturados. 436. secador. 391. 435. 41. 378. 395 resistência à tração estática. 165. 457. 263. 302. 118 solo-brita descontínuo. 404. 79 simuladores de tráfego. resistência à deformação 383 384 permanente. sub-base. resistência à fadiga. silos quentes. 311. 466 263. 72 solo-areia. 34. 108 valor de serventia atual. tipos de ligantes asfálticos. 354. 430. 140 selagem de trincas. 12. 157. 63. 224. 359 381. 9. vibroacabadora de esteiras. 62. 221. 120. 468 SARA. 179. V 391 56 valor de resistência à derrapagem. 120. tratamento superficial triplo. 103 164 vibroacabadora de pneus. 75. 55. 337. 193. 234 resíduo. 91. 463. 472 teor de asfalto. 356. 465. 269 secador de fluxo paralelo. 100. 361. 179 464. 467. 108 ruptura da emulsão. 442. 64 resinas. 358. 150. 321. 69. 458. 172. 251. 455. 70. 382 rolagem. 429. 352 usinas asfálticas. 65. 162. 30. 117. 288. T vaso de envelhecimento sob 437 tamanho máximo. 390. 131. 377. 9. 393. 116 solo-cimento. 130. 185. 165. 134. 195 resistência à tração retida. 472. SHRP. 355 Saybolt-Furol. sol. 178. 315 revestimento asfáltico drenante. 259 rolos compactadores vibratórios. 435 resistência. 36 SBR. 165 172. 417. 179. 36. 58 120. 317. 249. 51 165. 150. 123. 405. 62. 395 ressonância nuclear magnética. 360 U 473 solo-agregado. 50. 466. 379. 339. 194. 381 rolo compactador. 194. 90. rolos de pneus. reperfilagem. RNM. 407. 205. 232. 457 sintético. 27. 34. 354. Schellenberg. 404. 118 153. 378 triaxial com carregamento 407. 28. 236. 359 usina contínua. 473 revestimentos asfálticos. 415. 116. 459 trincamento por fadiga. 441 263. 119. 381. revestimentos delgados. 70. 192. 32 teor de parafinas. 41 342. 87. 473 solo arenoso fino laterítico. 30. 87. S teor de argila. 251. 390 233. 169. 377. 453. 133. 65 resistência à abrasão. 170. 18. 91. 351. 29 226. 150. 469 retroanálise. 161. 95 textura superficial. 252 418. 384 393 Superpave. 406 ruído. 92 tamanho nominal máximo. 315 409. 393 restauração. 116 solo-cal. 229. 168. 10. 445. 406. 425. rolos compactadores estáticos. 103.reômetro de fluência em viga. 166. 352. 28. 28. 456. 431 RTFOT. 89. 72 150. 67. 120. 179 segmentos homogêneos. 382 rochas ígneas. 454. 102. 379. 249. 97. 423 193. 406. 32. 406. 467. tratamentos superficiais. 28. 391. 327. 119 resíduo de vácuo. 452. 356. 348 467. 140. 252 TFOT. 31 164. 229. 364 usina de asfalto. 373. 30 SBS. 66. 33. 392. 317 trincamento. 350. 379 tipos de rochas. 67. 28. 94 termoplásticos. retorno elástico. 374. 374. 176. 374. 466. 219 teor de sílica. silos frios. 388 RV. 67. 180. 176. 381. 400 resistência ao trincamento por serventia. 387 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . 383 rochas metamórficas. 392. 40. 68. 468 simuladores de laboratório. 251 segurança. 354. 441. tratamento superficial primário. 165. 379. 352. 342. fadiga. 134 230. 393 363. 196. 374 rochas sedimentares. 403. transporte. 351. 463. 230 191. 390 172. 100. 188. 133. 429 tratamento superficial simples. 11. 308 386. suscetibilidade térmica. 413. usina de produção. 469. SMA. 356. 354. 178. 359 usina asfáltica por batelada. 171. 467 192. 230 pressão. 347. 51. tratamento superficial duplo. 46. 67.

447. 431 W WST. 45 viscosidade rotacional. 45 viscosidade cinemática. 449 viscosidade absoluta. 446. 44. 199. 269. 44 VPO. 230. 448. 445. 164. 270 WTAT. 47 viscosímetro capilar. 387 viga Benkelman.vibroacabadoras. 430. 231 Índice remissivo de termos . 44. 197. 187. 346. 28 VRD. 270 Z zona de restrição.

ABNT (2000) NBR 14594. 369 ABNT NBR 14798. M. ABNT (2004) NBR 15184. C. J. ABNT (2001) NBR 14736. ABNT (2004) NBR 15140..F. Moura.A. 281 ABNT (2005) NBR 15235.M. M. 111 Aps. Bernucci. 200 Bernucci.M. 111 AFNOR (1993) AFNOR-NF-P-98- 200 ABNT (2003) NBR NM 52. (1994). E.A. 110 ABNT (2002) NBR 14856. 110 ABNT P-MB 609/1971. O. 110 Asphalt Institute (1998).C. 332 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros .. W. 110 ABNT NBR 14948. 154 ABNT (1999) NBR 6299. 369 ABNT NBR 14841.ÍNDICE REMISSIVO das bibliografias A ABNT (2000) NBR 6560. J. ABNT (2003) NBR 6297. Rodrigues Filho. 281 ABNT NBR 14855. 111 Nogami. 438 ABNT (2001) NBR 5847. 110 ABNT P-MB 586/1971. 110 ABNT NBR 14950. ABNT (1991) NBR 12262. 110 ABNT P-MB 581/1971. J. ABNT (2003) NBR NM 53. L. 461 AASHTO (2005) AASHTO MP8. L. 332 ABNT NBR 11341. 154 AIPCR (1999). ABNT (1998) NBR 6576.L..B. 111 J. (2003).V. 281 AASHTO (2001) AASHTO D5821. 281 ABNT NBR 11805. 110 ABNT P-MB 425/1970.V. ABNT (2004) NBR 15087. Bernucci. 154 ABNT (1999) NBR 14393.M. 475 ABNT NBR 14376.B.A. (1997). D.R. ABNT (1993) NBR 12891.A. 111 ANP (1993). H.. 154 Alvarez Neto. 110 AFNOR (1991a).L. 402 ABINT (2004). 110 ASTM ( 2003b) ASTM E-1960. L. 111 ABPv (1999).B. J. 438 ABNT (1999) NBR 14249. Fabrício. J. 154 ABNT NBR 14756. 281 ABNT (1989) NBR 6954. M. 461 AASHTO (2003) AASHTO T319. 332 AASHTO (1999) AASHTO T209.. 111 Albernaz. (2001). 281 AASHTO PP35.C.. 281 Allen. E. 110 ABNT NBR 14949. J. S. e 281 ABNT (2004) NBR 15115. 111 Alvarez Neto. 110 AFNOR (1991) AFNOR-NF-P-98- AASHTO (1997) AASHTO T305.S. ABNT (1998) NBR 9619. 200 281 ABNT (2004) NBR 14896. L. (1998). 332 281 ABNT (2001) NBR 6300. 402 ABNT (2000) NBR 14491. 369 ABNT (2000) NBR 6567. 332 AASHTO (2003) AASHTO T312. Bernucci. 110 Asphalt Institute (1995).F. ABNT (2005) NBR 9935. ABNT (2005) NBR 6568. 110 ABNT P-MB 43/1965. 111 AASHTO (1991) AASHTO T85. 438 ABNT (1994) NBR 13121. 200 J. 438 ABNT (1991) NBR 12265.L. L. 110 438 ABNT (2000) NBR 6302.V.C. Quintanilha.. 110 ABNT P-MB 590/1971. (1997). (2004).B. 110 253-1. 369 ABNT NBR 14758. 154 260-1. (2004). 369 281 ABNT (2004) NBR 5765.L.. 369 Soares..S. 110 AASHTO (1986). J. 111 Asphalt Institute (1989). e Massaran- ABEDA (2001). Fa- ABNT (1992) NBR 12053. 369 duba. 111 (1985).. 438 154 ABNT (2001) NBR 14746. 369 ABNT NBR 14757. 110 ABNT NBR 6296. 24 AASHTO (1993). Silveira. M.L. 369 Antosczezem Jr. 110 ASTM (1982) ASTM D4123. Fabrício. 200 Adam. 110 ABNT P-MB 326. 281 Aldigueri. 111 Alvarenga. 110 AASHTO (1989) AASHTO T ABNT (2000) NBR 6569. 369 01.A. 200 (2004a). J. 200 ABNT (2004) NBR 15166. (2001). 200 brício. 110 ABNT NBR 11806. ABNT (1991) NBR 12261.. 110 283/89. 200 Aps. 110 APRG (1997). 461 AASHTO (2000) AASHTO T166. 111 (2004b). 154 ABNT (2000) NBR 6570. 332 AASHTO (1999) AASHTO T104. J-P. Fabrício. D.B. 110 ABNT P-MB 826/1973. 200 Aps. e Haisler. 111 Amaral. ABNT (2001) NBR 6293.

D.T. 333 ASTM (2000) ASTM D5840. 461 (1960). D. DNER (1985) DNER PRO- ASTM D 5858.ASTM (1986) ASTM C496. 282 Bottin Filho.L. P. 111 DNER (1979) DNER PRO-10/79. 111 Brosseaud.A. (2004). J.M. 369 ASTM (2000) ASTM D5976. 282 DNC 733/1997 (1997). Cundill. (1997). (2003). (2006).V. Kim (2002). ASTM (2000) ASTM D2041.M. 112 Bohong. 438 ASTM (1994) ASTM D5002. (1977). 111 Leathers. (1993).N..L. W. J. 111 Bely. W. Gest. J-L. 154 (2001).R. e Chevallier. F.A. Bogdanski. 282 ASTM D 95. (2000). R. (2000). 111 Camacho.A.T. J.N. 154 DNER (1979) DNER PRO-11/79. Kingham. F. Kim e Lee.R. (1958). Concer (1997). (1943). H.H.J. J. J.R. 282 ASTM (2000) ASTM D 4791-99. (1977).S. 282 ASTM (2002) ASTM D6723. Leite.A.S.. 333 ASTM (2001) ASTM D2170. Aragão. (1962).E.A.L.T. W. H.C. 111 ASTM(2002) ASTM D402.P. J. 282 ASTM E102. K.(1965). (2000). 282 154 Barksdale (1971).. 111 Bittencourt. 112 Carneiro. J. 332 112 Boscov.. 461 ASTM (1997) ASTM D5. (2002).. E. Y. G.-F. M. 332 ASTM D 92. Villibor. 112 COMITEE ON TROPICAL SOILS ASTM (2001) ASTM D4124. 332 Castro Neto. 24 Corté. Car. 111 Bernucci. (1998). (2002). e Mou. 112 Bertollo. I.E.M. 282 Balbo. Shen (2003) . ASTM (2003) ASTM D3497-79. (2001). G. 112 ASTM (2002) ASTM D6816. 112 Cordeiro.I.S. R.. H. Brosseaud. 111 Cabral. Bernucci. 461 ASTM D 88. 112 Bottura. Coelho. 332 D ASTM (2002) ASTM D4402. (1991). 438 ré. E. 111 Índice remissivo das bibliografias . 201 DER-PR (1991). 154 Castelo Branco. Hier. (2005)..H. 24 Costa. (2003). V.M. 201 ASTM (2004) ASTM D2872.C. (1998). e Y. (2001). A. 369 Christensen. 332 Ceratti. Balbo. M. Castro. V. 333 ASTM C127.. 333 Dama.B. L. 282 Fernandes. F. (1997). 201 DERBA (1985).L. 402 ASTM (2004) ASTM D7175. 438 ASTM (2002) ASTM D 1754/97. 438 DAER/RS-EL 108/01. 461 Carneiro.R. L. e ASTM (1998) ASTM C702.A. S.T (2006). 282 ASTM (2001) ASTM D2172. 24 ASTM (2001) ASTM D5801.A. W. J. 201 ASTM (2001) ASTM E 965-96. 200 Centro de Estudios de Carreteras ASTM (2000) ASTM D244. 369 CNT (2004). 111 Benevides. (2000). 112 Bernucci. 201 Daniel. e Cincer. Y. (1986).A. 332 (1992). 369 282 ASTM (2000) ASTM D 1075-96. R. 112 Brito. A. 112 Buchanan. Bonfim. C. Delorme. (1962).Y. 112 (2003). 282 Bertollo. J. L. J.T. ASTM (2003a) ASTM E 303-93 Brosseaud.A. e Uge. S.J.. J.. (1989). 333 ASTM (1999) ASTM D4791. P.F. (2003). DER-SP (1991).B. Y. M. e Irick. Beligni. Brown.M. M.B.A. 369 461 ASTM D 5329. 111 Fang. DER-BA ES P 23/00. 112 ra.L. 333 ASTM (1995) ASTM D1856. OF ISSMFE (1985). (2003). 112 Brosseaud. 438 438 Bonnaure. 369 ASTM (2005) ASTM C 125. Huckins. (2000). e Soares. A. 112 Carpenter. (1982). 112 Carey Jr.. 200 333 332 Brosseaud. 112 ASTM C128. (2002a).. S. 282 B F. L.. R.S.M. 24 ASTM (2000) ASTM D6521. Gravois.S. ASTM (2000) ASTM D2726. M. C. 369 ASTM (2002) ASTM D1188.. ASTM D 2007.F. (1976). 112 282 re. 154 S. 112 ASTM D 113. 112 naux. 201 ASTM (2004) ASTM D6084.. D. 201 ASTM (2001) ASTM D5841. 112 Carey Jr. e Y. W. 111 Benkelman. 333 ASTM (2001) ASTM D2042. (1991). 282 Dijk. (2002b). B.A.R. J. 333 S. 369 ASTM (2001) ASTM D5581. L. E.G.R. (1996).C. 200 Croney.R. ASTM D 36. S.L. 438 Daniel.A.A. 282 DNC (1993). Ghuzlan. A. 201 ASTM (2001) ASTM D6648. e ASTM (1993) ASTM C 1252. L. Y. E. 282 ASTM D4748-98. 154 Bukowski. M. (1987).B. e Leite.. 24 (1986). R. L. 332 Castro Neto.. 438 159/85. (1995). ASTM (2001) ASTM D2171.B.M.(1993). (1975). Y. (2002).. 111 C 461 ASTM D 270. e Sória.

154 DNER (1997) DNER-ES 309/97. 258/94. 283 DNER (1994) DNER-ME 138/94. 402 DNER (1998) DNER-ME 096/98. DNIT (2004) DNIT 031/04-ES. DNER (1998) DNER-ME 035/98. DNER (1996) DNER-ME 193/96. 202 DNER (1995) DNER-EM 035/95. 155 DNER (1994) DNER-PRO 201 DNER (1999) DNER-ME 401/99. 438 DNER (1997) DNER-PRO 120/97. 155 DNER (1994) DNER-ME 063/94. 155 DNER (1994) DNER-ME 24/94. 155 155 370 DNER (1997c) DNER ES 301/97. DNER (1995) DNER-ME 043/95.DNER (1994). DNER (1994b) DNER-PRO 155 439 182/94. 201 DNER (1999) DNER-ME 382/99. 154 DNER (1997) DNER-ES 312/97. 155 DNER (1994) DNER-ME 222/94. 201 DNER (1999) DNER-ES 390/99. 370 DNER (1997) DNER-ME 197/97. 438 DNER (1997) DNER-ME 153/97. 202 DNER (1994) DNER-ME 093/94. 201 DNER (1994) DNER-ME 117/94. DNIT(2005) DNIT 032/05-ES. 370 202 282 DNER (1997g) DNER ME 254/97. 333 DNER (1994) DNER-ME 133/94. 201 DNER (1994) DNER-ME 086/94. 154 DNER (1997) DNER-ES 318/97. DNER (1997). 155 DNER (1999) DNER-ES 386/99. 461 DNER (1997) DNER-ME 054/97. 201 DNER (1999) DNER-ME 398/99. 475 DNER (1994) DNER-ME 089/94. DNER (1994b) DNER ME 283 439 228/94. 283. 461 155 DNER (1994) DNER-ME 061/94. 201 DNER (1994) DNER-ME 078/94. 113 DNER (1998). 112 DNER (1996). DNER (1994c) DNER ME 256/94. 154 199/96. 112 DNER (1997) DNER-ES 308/97. 370 202 155 Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros . 201 DNER (1999) DNER-ME 399/99. DNIT (2003c) DNIT 009-PRO. 439 164/94. 201 DNER (1999) DNER-ME 400/99. 370 DNER (1997e) DNER ES 304/97. 269/94. DNER (1997) DNER-ES 317/97. DNIT (2003) DNIT 006-PRO. DNIT (2005). 155 DNER (1994) DNER-PRO 08/94. DNER (1996) DNER-PRO DNER (1998) DNER-ME 083/98. 155 155 DNER (1994) DNER-ME 053/94. 154 DNER (1997) DNER-ES 311/97. 229/94. 370 154 DNER (1997f) DNER ES 305/97. 201 DNER (1999) DNER-ME 383/99. 438 DNER (1997d) DNER ES 303/97. DNER (1995) DNER-ME 084/95. 333 283 155 DNER (1994) DNER-IE 006/94. 201 DNER (1999) DNER-ME 397/99. 155 DNER (1994a) DNER-PRO 155 DNIT (2003) DNIT 005-TER. 113. 202 DNER (1994) DNER-ME 107/94. 202 DNER (1994d) DNER ME 370 DNIT (2005) DNIT 035/05-ES. 461 DNER (1997) DNER-ES 319/97. 201 DNER (1999) DNER-ES 387/99. 155 DNER (1994c) DNER-PRO 370 DNIT (2005) DNIT 034/05-ES. DNER (1996) DNER-PRO DNER (1998) DNER-ME 081/98. 201 DNER (1999) DNER-ES 388/99. 333. 461 DNER (1997) DNER ME 367/97. 154 273/96. 154 DNER (1997) DNER-ES 310/97. 438 DNER (1997) DNER-ES 320/97. DNIT(2005) DNIT 033/05-ES. 282 DNER (1997) DNER-ES 313/97. 282 DNER (1997) DNER-ES 314/97. 201 DNER (1999) DNER-ES 389/99. 370 DNIT (2006).

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realização .