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AVALIAR AS COMPETÊNCIAS SOCIAIS

Têm vindo a ser caracterizadas como intangíveis (não concretas) subjectivas,


pessoais e intermédias. Elas são contudo resultados reais que têm um impacto
positivo no desenvolvimento dos aprendentes.

Competências transversais:
Melhorar a sua motivação, aumentar a sua auto-confiança, segurança,
auto-estima

Competências interpessoais:
Gestão do tempo ou a resolução de problemas.

LABORATORIO LATINOAMERICANO DE EVALUACIÓN DE LA CALIDAD DE LA EDUCACIÓN

O desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais tem como base os processos de


aprendizagem, os quais se evidenciam por mudanças relativamente permanentes nos
conhecimentos ou comportamentos e ações das pessoas, mudanças estas devidas à
experiência, ou seja, às relações sociais e objetais que os individuos experimentam em
sua história de vida.´

As habilidades cognitivas são capacidades que fazem o indivíduo competente e que lhe
permitem interagir simbolicamente com seu meio ambiente. Essas habilidades formam a
estrutura fundamental do que se poderia chamar de competência cognitiva da pessoa
humana permitindo discriminar entre objetos, fatos ou estímulos, identificar e classificar
conceitos, levantar/construir problemas, aplicar regras e resolver problemas.

Elas estão na base dos processos de transferência que propiciam a construção continuada da
estruturação de processos mentais cada vez mais complexos na direção da
construção/reconstrução de estratégias cognitivas

O primeiro ponte relativo à iniciativa é que ela é auto motivada (sempre relacionada ao
contexto), ou seja, ela brota do próprio indivíduo numa certa situação e não tem a ver com nada
que alguém mandou ou pediu para fazer. O segundo ponte é o tempo devotado à questão
objetivos caso se deseje sucesso: trabalhar sobre o assunto, informar-se pensar sobre a atividade,
que será analisada e conceptualizada; monitoramento dos efeitos das ações gerando
aprendizagens e melhorando a efetividade das estratégias que se usa. A questão estará como que
flutuando no pensamento levando à compreensão, nas bordas da consciência, de elementos
importantes que serão traduzidos para o centro da atenção de tal forma que se tornem
conscientes e utilizáveis. Engloba, ainda, saber antecipar obstáculos e inventar meios de
contorná-los ou superá-los, saber pedir ajuda a outras pessoas e influenciá-las. Implica a
construção de um conjunto específico de conhecimentos e saberes para lidar com o problema.
Porém, ninguém fará todas estas coisas se não se importar fortemente com as metas a serem
atingidas. O objetivo tem que ter um grande peso valorativo para a pessoa, e isto é de crucial
importância para compreender “iniciativa”.
Ravem chama a atenção que devemos incluir nas característivas de eficácia outros
aspectos, como:

Auto –confiança, que parece envolver: -conhecimento, baseado na experiência, de que uma
pessoa pode trabalhar em equipe, que se pode assumir papéis de liderança, que se pode dar
suporte e ajuda; nota o autor que se a pessoa desenvolve auto-confiança ela assume ações que a
levam a desenvolver uma grande variedade de habilidades de liderança; -conhecimento, baseado
na experiência, de que se pode corregir ações quando as coisas não correm na direção esperada;
-conhecimento, baseado na experiência, que sua capacidade de tomada de decisões e seus
julgamentos de situação são bons; isto tem a ver com a consciência de que se pode ponderar
subjetivamente fatores para chegar a uma decisão adequada; conhecimento de que não se
consegue ter informação completa sobre todos os aspectos de uma dada situação e
conhecimento de que não se deve negligenciar nenhum aspecto da questão; -conhecimento,
baseado na experiência, que se pode lidar com novas situações e pessoas.

Competência para tomada de decisões; reconhecer e levar em conta subjetivamente vários


fatores e não só um ou dois.

Tendência a guiar ou liderar com; é a tendência ou habilidade em conseguir a ajuda de outras


pessoas, conseguir sua adesão para determinadas ações. Envolve fazer as coisas que realmente
precisam ser feitas em dado momento, perceber barreiras psicológicas nas pessoas em direção à
ação e tomar atitudes para superá-las, sensibilidade aos problemas comunitários ou
organizacionais que atrapalham a atuação efetiva das pessoas, habilidade e consciência para
reconhecer aqueles que, em detrimento de seu trabalho, voltam-se para o trato de problemas de
equipe ou de conjunto, e equilíbrio para expressar reconhecimento e partilhar afetividade.

Tendência e habilidade para fazer seguimentos de situações e problemas; expressa-se pela


tendência em tentar compreender uma proposta ou programa em sua totalidade e desenvolver
ações necessárias ao seu papel nessa totalidade, sem que haja necessidade de se dizer em
detalhes o que se deve e como se deve fazer.

Tendência a buscar feedback, reconhecer feddbacks e utilizá-los; este aspecto envolve:


sensitividade: conhecimento de que é importante fazer atenção a finos sentimentos de
desconforto nas fronteiras de sua consciência, sensitividade a estes sentimentos e trabalhar sobre
eles, trazendo-os à consciência plena agindo sobre suas implicações; tendência a rever
sistematicamente progressos em direção a objetivos e analisar obstáculos e avanços; habilidade
em aprender sem ter que ser instruído – tendência e habilidade em fazer suas próprias
observações, procurar informações, tirá-las, contactar pessoas que trabalham com os mesmos
problemas, ouvilas, trocar idéias; criatividade – tendência a rumiar lampejos de compreensão,
brincar com as idéias, engajar se em atividades que permitem a emergência de novas idéias
mantendo-se atento a boas idéias que um tanto esmaecidas afloram nas bordas da consciência;
tendência a envolver-se integradamente com estratégias de pensamento-ação-feedback para
gerar ações efetivas, mais do que ficar separando atividades práticas e intelectuais e acreditando
que uma é mais satisfatória do que outra; capacidade de tolerar ansiedades que emergem quando
não se está certo de que se está fazendo a coisa adequada ou trilhando vías interessantes.
A Avaliação da Competência Social:
Versão Portuguesa da Forma para Professores do SSRS

Déficits na competência social relacionam-se com baixa realização acadêmica e podem levar a problemas
de adaptação futura ou mesmo psicopatologia.

A competência social é um conceito lato, utilizado para descrever o comportamento social, a


compreensão e utilização de habilidades sociais e a aceitação social

A competência social é um construto multidimensional e interativo.

Dodge (1985) identificou dois fatores comuns: a receptividade e disposição para responder aos estímulos
do ambiente (por exemplo, a atenção, a sensibilidade e a adequação das reações próprias às
circunstâncias) e a eficácia social (i.l.: a habilidade de interagir eficazmente no ambiente social,
especialmente com os pares, por exemplo através de estratégias de resolução de problemas e habilidades
socio-cognitivas).

- Um dos modelos mais referidos e estudados (Vaughn & Hogan, 1990) acentua que o
comportamento socialmente competente resulta da integração entre quatro componentes: relações com os
pares, cognição social, problemas de comportamento e habilidades sociais eficazes

Numa revisão da literatura sobre déficits de competência social Hazel e Schumaker (1988) consideram
que a utilização de um único instrumento será sempre redutora na identificação deste tipo de déficit.

Desenvolvendo as habilidades sociais de pré-adolescentes

O comportamento socialmente habilidoso é esse conjunto de comportamentos emitidos por um


individuo em um contexto interpessoal que expressa os sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou
direitos desse individuo, de um modo adequado à situação, respeitando esses comportamentos nos
demais, e que geralmente resolve os problemas imediatos da situação enquanto minimiza a
probabilidade de futuros problemas (Caballo, 1996, p. 365).