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ENFERMAGEM CLÍNICA

Aplicação da escala de Morisky e Green para avaliar a adesão ao uso de


medicamentos em idosos

Autores

Julisse Marcela Nepomuceno Aragão*, Cris Renata Grou Volpe**, Drielle Sousa
Cavalcante***, Daniele Gomes Barreto****, Kamilla Grasielle Nunes da Silva*****

Apresentadores

Julisse Marcela Nepomuceno Aragão*

Introdução: A Organização Mundial da Saúde define adesão como “intensidade com que um paciente coincide
com a prescrição médica ou de outros profissionais”. O cliente tem papel participativo no tratamento. A não
adesão de idosos é freqüente, podendo ser justificada pelo baixo grau de instrução, refletindo no conhecimento
do tratamento; fatores socioeconômicos, influenciam na obtenção dos medicamentos; aspectos psicológicos e
mudanças de hábitos que, dependendo das circunstâncias da doença, exigem dedicação do paciente. (Almeida,
et al., 2007; Rocha, et al., 2008).
Objetivos: Avaliar adesão a medicamentos em idosos que freqüentam ambulatório de geriatria.
Metodologia: Estudo epidemiológico descritivo, quantitativo, observacional. Foram avaliados idosos atendidos
no ambulatório de geriatria do Hospital Regional do Guará, Brasília - Brasil, após assinarem Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética da Secretaria de Saúde do Distrito Federal,
resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Utilizou-se a Escala de Morisky e Green
(Morisky et al., 1986) para mensurar adesão individual dos pacientes ao tratamento farmacológico relacionando
aspectos como esquecimento, falta de cuidado quanto ao horário, interrupção do uso quando se sente bem ou
mal.
Resultados: Observou-se nesta faixa etária uma prevalência de doenças crônicas, que remetem ao idoso um
elevado consumo de medicamentos e a utilização em grande escala dos serviços de saúde. No estudo pode-se
observar que de todos os medicamentos mencionados 60,0% eram antihipertensivos, 20,0% antidiabéticos e
18,0% anticoagulantes, sendo os mais encontrados. Foi encontrada uma adesão de 22,5%, prevalecendo nos
antiparkinsonianos seguida dos cardiotônicos e diuréticos. A não adesão representou-se por 35,0% que se
esquecia de tomar seus medicamentos, 47,5% que se descuidavam do horário, 20,0% que não tomavam quando
se sentiam bem e, 37,5% que deixavam de tomar, caso os medicamentos o fizessem mal (reação adversa). A
não adesão a medicamentos foi maior em hipertensos representando 70,6%. Tal fato pode ser justificado por se
tratar de uma doença assintomática e silenciosa, em que os pacientes não sentem a necessidade de fazer uso
da medicação.
Conclusões: Constatou-se que a baixa adesão aos medicamentos pode estar relacionada ao baixo grau de
instrução dos idosos avaliados e também as alterações cognitivas que esses detêm; em diversos casos outras
pessoas controlam a medicação. Os enfermeiros devem orientar e manter uma relação de confiança com seus
pacientes, pois estes fatores contribuem para o aumento significativo da adesão. É muito importante a aplicação
deste tipo de escala principalmente entre os idosos, pois estes são um grupo vulnerável, e é necessário um
maior controle para que haja uma maior eficácia do tratamento gerando uma melhoria na qualidade de vida.
Palavras-chave: Idoso, medicamentos, adesão.
Referências bibliográficas (max. 4 - Norma APA): Almeida, H. O. de., Versiani, E. R., Dias, A. R. de., Novaes,
M. R. C. G., & Trindade, E. M. V. (2007). Adesão a tratamentos entre idosos. Artigo de revisão. Com. Ciências
Saúde, 18, 57-67. Morisky, D. E., Green, L. W., & Levine, D. M. (1986). Concurrent and predictive validity of
self-reported measure of medication adherence. Med Care, 24, 67-74.Rocha, C. H., Oliveira, A. P. S. de.,
Ferreira, C., Faggiani, F. T., Schroeter, G., Souza, A. C. A. de., DeCarli, G. A., Morrone, F. B., & Werlang, M. C.
(2008). Adesão à prescrição médica em idosos de Porto Alegre, RS. Ciência & Saúde Coletiva, 13, 703-710.

* Universidade de Brasília [ju_marcela7@hotmail.com]


** Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia
*** Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia
**** Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia
***** Universidade de Brasilia, Faculdade de Ceilândia