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CADERNOS UniFOA ISSN: 1809-9475

Edição 34 | Agosto de 2017 e-ISSN: 1982-1816

O nexo entre o consumo de energia
primária e o crescimento econômico nos
países da América do Sul: uma análise de
longo prazo
The nexus between the primary energy consumption and economic
growth in South American countries: a long-time span analysis

1 
Matheus da Costa Koengkan matheuskoen@hotmail.com.br

1  Mestrando em Economia na Universidade da Beira Interior (Covilhã Portugal) ,Pós-graduado em Controladoria e Finanças pela
Universidade Federal Fluminense UFF (2015) , Graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário de Volta Redonda
UNIFOA (2013) .Atualmente pesquisador nas áreas da Economia da Energia e Finanças Empresariais na Universidade da Beira
Interior.

Resumo Abstract
Este artigo investiga o nexo entre o consumo de ener- This article investigates the nexus between primary
gia primária e o crescimento econômico em sete pa- energy consumption and economic growth in seven
íses da América do Sul, no período de 1966-2015. O South American countries, from 1966 to 2015. To meet
modelo auto-regressivo com desfasamento distribuí- this goal, the Auto-Regressive distributive lag (ARDL)
dos (ARDL) foi utilizado como metodologia. Os resul- model was used as a methodology. The obtained results
tados das semielasticidades e elasticidades provaram from semi-elasticities and elasticities evidentiate that
que existe uma relação de feedback entre as variáveis, there is a feedback relationship between variables
e que os países estudados possuem uma grande de- and also shows that all studied countries are highly
pendência de energia primária, para que seja possível dependent of primary energy to be able to grow.
o seu crescimento.

Palavras-chave Keywords
consumo de energia primária; crescimento econômico; Primary energy consumption, Economic growth, South
América do Sul; ARDL; Relação; Feedback. America, ARDL, Relationship, Feedback.

Como você deve citar?
KOENGKAN, Matheus da Costa . O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos paí-
ses da América do Sul: uma análise de longo prazo. Cadernos UniFOA, Volta Redonda, n. 34, p. 63-74, ago. 2017.

www.unifoa.edu.br/revistas

unifoa. metodologias. os resultados empíricos..br/revistas . vindo a revelar-se escassa.. 2014) e. direções de causalidade e hipóteses sobre o tema. as conclusões na Seção 6. 2016. 64 www. foram criadas quatro hipóteses para ajudar atingir o objetivo central do artigo: H1: Hipótese de crescimento.INTRODUÇÃO O estudo da relação entre consumo de energia e crescimento econômico tem recebido ampla atenção na literatura. Além disso. O objetivo deste estudo é entender o nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul. H4: Hipótese de feedback. uns indicam a existência de uma única di- reção de causalidade vindo da atividade econômica para o consumo de energia (AHMED e AZAM. na qual o consumo de energia e o cresci- mento são interligados ou vice-versa (ZHAO et al. A Seção 3 apresenta as bases de dados utilizadas e modelo. desse modo. 2014) . finalmente. Baseado neles. países. essa relação entre consumo de energia e o crescimento econó- mico tem sido amplamente investigada. finalmente. 2 REVISÃO DA LITERATURA O nexo entre o consumo de energia e o crescimento econômico tem sido explorado por vários estudos na literatura. A Tabela 1 apresenta o resumo da revisão da literatura com diferentes autores. AHMED e AZAM . 2012). 2016. o uso de energia é um componente importante para o crescimento. 2014. p. Desse modo. A Seção 4. 2015). A Seção 5. o desenvolvimento econômico de um país. algo fundamental para o desenvolvimento. BOUOIYOUR e SELMI. Como foi referido anteriormente. períodos. exceto na abordagem aos países da América do Sul. devido aos diversos conflitos sobre os resultados. Por exemplo. XIONG et al. alguns estudos empíricos indicam a existência de uma unidirecionalidade vinda do consumo de energia para o crescimento econômico (AHMED e AZAM. Seguindo essa direção. H3: Hipótese de neutralidade. H2: Hipótese de conservação. 2016 . será analisada a relação entre o consumo de energia e o crescimento econômico no período de 1966 a 2015. as discussões e. a escolha desses países é justificada tanto pela sua ausência nos campos de investiga- ção. outros apontam para uma relação de neutralidade. outros apontam para uma relação bidirecional . na qual o consumo de energia gera um pouco ou nenhum impacto sobre o crescimento (BOUOIYOUR e SELMI. usando o modelo autorregressivo com desfasamentos distribuídos (ARDL). BOUOIYOUR e SELMI.O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul: uma análise de longo prazo 1 1. A relação entre o consumo de energia e o crescimento econômico é inconclusiva. como pelo fato dessa região ter registrado um grande consumo de energia nas últimas décadas. 2016. e como tal. as políticas de con- servação que são orientadas a reduzir o consumo de energia podem ter consequências econômicas negativas. a causalidade entre o consumo de energia e o crescimento econômico é muito importante para a criação de políticas públicas. Para que esse objetivo seja atingido. afetando. O artigo está organizado da seguinte forma: A Seção 2 apresenta a revisão da literatura. HAMIT-HAGGAR.edu.

Egito. Tunísia. Painel de 1995-2014 China Energia↔Crescimento Feedback (2016) correlações Energia↔Crescimento. 1970-2012 Energia → Granger média e 11 de Conservação. Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). essas conclusões podem ser divididas em quatro tipos de hipóteses: H1: Hipótese de crescimento: trata o consumo de energia como um importante complemento no capital e mercado de trabalho bem como no processo de produção. Unidos. Hamit-Haggar Painel de Crescimento → 1990-2007 Canada Crescimento (2012) Cointegração Energia Wang et Painel de 1995-2007 China Energia↔Crescimento Feedback al.. Arabia Crescimento → Feedback. Bouoiyour e Saudita. no qual o aumento do consumo de energia promoverá o PIB real. Crescimento → Energia. Itália.. Irão. 30 OCDE de alto rendimento.(2010) Energia Notas: N. Crescimento baixa renda. Omã. Espanha e Energia↔Crescimento Feedback Marques (2012) Turquia. Jordânia.. (2016) Causalidade de OCDE. 2013). Turquia.. Portugal. Matheus Koengkan Tabela 1 . O consumo de energia é um participante significativo no processo de crescimento econômico. Entretanto.(2011) Cointegração Eggoh et al. Fuinhas e 1965-2009 ARDL Grécia. Fonte: do autor. D Estados Árabes Crescimento. Painel de 1970-2006 Países Africanos Energia↔Crescimento Feedback (2011) Cointegração Acaravci e Özturk Países da União Crescimento → 1970-2005 ARDL Crescimento (2010) Europeia Energia Apergis e Payne Painel de Países da América Crescimento → 1980-2005 Crescimento (2010) Cointegração do Sul Energia Balcilar et Crescimento → 1960-2006 VAR Países do G-7 Crescimento al. o aumento real do PIB aumenta a demanda de energia. 1993-2010 N. tanto de forma direta como indireta. Auto-Regressive Distributed Lag (ARDL).. A análise ISSN: 1809-9475 | e-ISSN: 1982-1816 p. Marrocos. isto é. H2: Hipótese de conservação: a política de conservação de energia não tem efeito de deterioração sobre o crescimento econômico. Selmi 1975-2010 N. Ahmed e Azam 1960-2012 de alta renda não Energia. Energia → Conservação. países e séries temporais têm levado a diversos resultados. Neutralidade. (2014) Crescimento. 65 de renda Crescimento.. enquanto uma política de conservação de energia terá diversos efeitos sobre o crescimento econômico. Algeria. Energia. Contudo os resultados empíricos indicam uma unidirecionalidade vinda do consumo de energia para o crescimento econômico (BARANZINI et al.Resumo da revisão da literatura Direção (ões) de Autor(es) Período Metodologia País (es) Hipótese(s) causalidade Zhao et al. 65 . 2017. O uso de diferentes metodologias. Xiong et al. 13 Crescimento → Feedback. que não chegam a um consenso sobre esse tema. Síria. D Cazaquistão Energia↔Crescimento Feedback (2015) Energia↔Crescimento.D significa não disponível. Sudão. Vector Autoregressive (VAR).

Colômbia. Peru e Venezuela. foram utilizados os seguintes softwares: Stata 14.. 2017. Além disso.edu.5. A primeira descreve o material utilizado e a segunda contém o modelo utilizado no desenvolvimento desta pesquisa. constantes (LCU). Equador.Variáveis do modelo Variáveis Descrição Fonte PIB em unidades de moeda local a preços Produto Interno Bruto (PIB) LY World Bank Data (WBD). Os resultados empíricos afirmam que existe uma bi- direcionalidade de causa entre as duas variáveis (AL-MULALI et al. (b) dados disponíveis a longo prazo. Os resultados empíricos ilustram que não existe uma relação entre o consumo de energia e o crescimento econômico (KALIMERIS et al. as variáveis foram transformadas em per capita. 2007). Brasil. 3 BASE DE DADOS E MODELO Esta seção é dividida em duas partes. Fonte: do autor.1 Base de Dados O artigo analisa sete países da América do Sul. 2013). petróleo. 3. Chile.br/revistas . p. A utilização da variável LY a preços constantes é justificável. utilizando-se a população total de todos os países investigados. pois permite contornar a influência das taxas de câmbio.0 e EViews 9.unifoa. A escolha desses países e a série temporal são justificáveis devido à disponibilidade de dados.O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul: uma análise de longo prazo empírica demonstra uma única direção de causalidade vinda da atividade econômica para o consumo de energia (LEE e CHANG. a política de conservação de energia não tem influência desfavorável no crescimento econômico.. para um período de 1966-2015. Para analisar o nexo entre o consumo de energia e o crescimento econômico. foram empregadas as seguintes variáveis (ver Tabela 2): Tabela 2 . Consumo de Energia Primária onde se inclui (combustíveis fosseis e renováveis) BP statistical review of world Consumo de Energia Primária LEP em milhões de toneladas equivalentes de energy. H4: Hipótese de feedback: essa hipótese acredita que o consumo de energia e o crescimento econômico são interligados e complementares. A escolha das variáveis seguiu os seguintes critérios (a) existência de dados a longo prazo de consumo de energia primária. Para controlar a disparidade popu- lacional entre os países. A estatística descritiva das variáveis é apresentada na Tabela 3. 66 www. 2014). a saber: Argentina. Na análise econométrica. H3: Hipótese de neutralidade: essa hipótese afirma que apenas uma pequena parte do consumo de energia não causa impacto real no PIB.

Matheus Koengkan Tabela 3.758 0. definida por (BALTAGI e ANSELIN. teste CIPS (ver Tabela 4).1628 0.teste CIPS . (2015) afirmam que no primeiro tipo de CSD. as variáveis são estacionárias e os logaritmos são variáveis não estacionárias I(0).063 0.522 * LEP 24.621 -1. O segundo tipo de CSD é a de independência de longo alcance ou de alcance global. O teste de raiz unitária de segunda geração .1210 7. O comando utilizando para realização deste teste foi multipurt. Para identificar a características das séries e crosses. A primeira é chamada de autocorrelação espacial ou heteroge- neidade espacial. O CIPS-teste tem a seguinte hipótese nula: as series são de ordem I (1).1780 0. ISSN: 1809-9475 | e-ISSN: 1982-1816 p. a dependência da secção transversal (CSD) é uma característica muito comum. 2001). bem como a sua ordem de integração. ***.758 -0. Ainda nesse contexto. a Figura 1 evidencia o consumo de energia primária nos países da América do Sul. A hipótese nula desse teste: Existência de Dependência transversal.5064 3. Para reforçar a necessidade deste estudo. LY 350 10.1504 DLEP 343 0.521 *** Notas: CSD-teste possui N (0.1) de distribuição.146 -7.7161 DLY 343 0.6413 -15. Na literatura.24 *** 0.2064 Notas: O comando sum do Stata foi utilizado para as estatísticas descritivas das variáveis. Fonte: do autor. * Denota significância de 1% e 10%. O comando utilizado para a realização do CSD-teste foi xtcd. têm-se em conta a distância entre as crosses. 2017.CDS-Test e CIPS-Test Dependência de Secção Transversal 2º Geração do CIPS-Teste (CSD-Teste) (Zt-bar) Abs CSD-Test Corr Sem trend Com trend (Corr) LY 17.Dev Min.64 *** 0.9253 0. existem dois tipos de CSD. foram aplicados o teste CSD e o teste de raiz unitária de segunda geração. Tabela 4 . Max.foi usado (com ou sem trend) com desfasagem (1).2290 16. enquanto o segundo tipo não leva em consideração a distância geográfica entre as crosses. 2017.056 -1.402 *** -7. Os resultados do teste CIPS indicam que as primeiras diferenças das variáveis são de ordem I (1). como é chamado por Moscone e Tosetti (2009).288 0.0488 -0. ou seja..7514 -12. Estatísticas descritivas Estatísticas descritivas Obs Média Std. Fuinhas et al.0453 -0.0155 0. Esses resultados evidenciam a existência de memória de longo prazo entre as variáveis.27 *** 0.57 *** 0.0195 0.531 DLY 9.730 *** DLEP 3. A presença de dependência de secção transversal (CSD) foi identificada em todas as variáveis de curto e longo prazo.102 0.392 *** -5.302 -6.544 0. Fonte: do autor.2150 LEP 350 -13. Em painéis macro. 67 . A hipótese nula desse teste indica que as séries são de ordem I (1).

Além disso.br/revistas . assumindo a existência de cointegração entre as p. e são os coeficientes.edu. 3. e e são os termos de distúrbio.Consumo de energia primária Fonte: do autor. Essas equações fornecem informação sobre as elasticidades a longo prazo. foram utilizados os prefixos (L) e (D).2 Modelo O modelo autorregressivo com desfasamentos distribuídos (ARDL) será utilizado. para decompor o efeito total nos efeitos de curto e longo prazo (FUINHAS et al. O uso recorrente de modelos ARDL no estudo do nexo não se configura como algo novo na literatura.. assumindo ruído branco e uma distribuição normal.O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul: uma análise de longo prazo Figura 1 . Como se pode observar. 2017. Para identificar os logaritmos naturais e as primeiras diferenças no modelo. 68 www. A equação geral relacionada às variáveis LY e LEP são as seguintes: Onde e são os interceptos. há existência de choques no consumo energia primária em alguns países e um crescente consumo de energia. 2016).unifoa.

A hipótese nula do teste Hausman demonstra que o melhor modelo a ser utilizado é o de efeitos aleatórios. no qual o do Modelo I é (9. 2000). o modelo ARDL pode ser transformado em um modelo correcção de erros sem restrições (UECM) (FUINHAS et al. (1999) é um estimador mais flexível. pois permite que os coeficientes sejam heterogêneos entre vários países. Já o PMG é também um estimador flexível. 2005). O MG. se as variáveis são cointegradas. é necessário aplicar dois estimadores: o Mean Group (MG) e o Pooled Mena Group (PMG). sendo este diferente de país para país. variabilidade. que iden- tifica a presença de efeitos fixos (FE) ou efeitos aleatórios (RE). que representam o (UECM) equivalente ao modelo ARDL. A utilização de macro painéis. porém é bem menor que o MG. enquanto a longo prazo ISSN: 1809-9475 | e-ISSN: 1982-1816 p. é utilizado o teste Hausman. Os resultados do teste Hausman demonstram que o estimador mais adequado é o FE. A existência de um extenso período de tempo em um macro painel requer a utilização de técnicas que possam lidar com os fenômenos da heterogeneidade e a decomposição de fenômenos de curto e longo prazo.. além de permitir o controle do fenômeno de heteroge- neidade. respectivamente. eficiência e uma menor colinearidade entre as variáveis. oferece uma maior gama de informações. Esse estimador é muito eficaz. como pode ser visto na equação (3) e (4): Onde o representa o número de desfasagens definido pelo conhecimento empírico das variáveis.. quando comparado ao PMG. enquanto. a heterogeneidade é observada no termo constante.09). Para identificar o melhor estimador dos modelos. No estimador FE. para o Modelo II (22. Matheus Koengkan variáveis e causalidade. de acordo com Pesaran et al. a equação (1) e (2) podem ser convertidas em ARDL. As equações (3) e (4) serão transformadas em equações (5) e (6). graus de liberdade. 4 RESULTADOS EMPÍRICOS A utilização dos dados em painel para o estudo realizado é devido ao elevado número de obser- vações e países. levando à rejeição da hipótese nula. Esse estimador executa restrições entre todos os coeficientes a longo prazo. 2016). Após a realização do teste Hausman. o modelo I e II. no estimador RE. Contudo. Outra vantagem do uso de macro painéis é a capacidade de fazer testes de raiz unitária para ter uma distribuição assintótica normal (BALTAGI.08). o coeficiente do termo é independente de uma unidade individual (GREEN. permitindo que a curto prazo exista heterogeneidade nos coeficientes. 69 . nas estimações a longo prazo.

N.5295 *** 0. Por fim.6718 *** DLY N.7213 ** 0. respectivamente.8909 *** -2.0316 ** -0. para identificar a dependência transversal dos erros.1220 ** -0. 2017. ** e * denotam significância de 1%. teste de Wooldridge H0: não existe autocorrelação de primeira ordem. rejeitando a presença de heterogeneidade da inclinação dos parâmetros. A ECM -0.00 *** Notas:***.5668 *** 0. respetivamente.9404 *** LEP 1. Os resultados dos testes de especificação do modelo são evidenciados na Tabela 6.6675 ** -3.A significa não aplicável e N. teste de Pesaran e Breusch-Pagan LM H0: resíduos não estão correlacionados. foram aplicados os seguintes testes: (a) teste Wald.edu. Tabela 5 .br/revistas .00 *** N.unifoa.8411 *** -1. Os resultados levam à rejeição dos estimadores (MG e PMG).O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul: uma análise de longo prazo os coeficientes são homogêneos.64 66. para aferir a existência de correlação serial.5245 *** N.28 Teste Pesaran 3.0373 -0. A 1.2511 * 0. O teste Pesaran é significante. (d) teste Breusch Pagan Langrangian Multiplier.7510 *** N. os testes Wooldridge e Breusch Pagan Langrangian p.642 *** Teste Wooldridge F (1.5479 *** DLEP 0. 5% e 10%. 2017.558 Notas: ***.0707 *** Teste MG vs PMG PMG vs DFE MG vs DFE MG vs PMG PMG vs DFE MG vs DFE Hausman N.5629 *** 0. concluindo a existência de heterocedasticidade dos resíduos.203 *** Teste Breusch Pagan Langrangian Multiplier *** *** 44. os estimadores MG.Estimadores heterogêneos e teste Hausman Modelo I Modelo II Variável dependente DLY Variável dependente DLEP MG PMG DFE MG PMG DFE Constante 1.8713 *** 0. evidenciando a existência de depen- dência transversal dos erros nos modelos.5870 *** -0. A 0. ECM denota error correction mechanism.D 0. O comando utilizado no software Stata foi xtpm Fonte: do autor. com objetivo de testar a independência entre as crosses e verificar a existência de correlação entre os erros. Os resultados da Tabela 6 rejeitam a hipótese nula do teste Wald.D 0. A hipótese nula do teste Hausman (H0): diferença entre os coeficientes não é sistemática. Tabela 6 . (b) teste Pesaran.6)=36. A LY N.6) =371. ** e * denotam significância de 1%.00 *** 0. (c) teste Wooldridge. 5% e 10%. PMG e DFE e o teste Hausman foram aplicados.07 0.1048 0.0998 *** -0. Teste de Wald H0: sigma(i)^2 para todo o i. para controlar a heterocedasticidade. Para especificar e escolher o melhor estimador. 70 www. Fonte: do autor.955 *** -1.Resultados dos testes de especificação Estatísticas Teste de Especificação Modelo I Modelo II Teste Wald *** *** 89.984 *** F(1.Para identificar o melhor estimador (ver Tabela 5).1907 *** 0.D significa não disponível.5445 *** 0.1587 *** -0. concluindo que o estimador DFE é o mais adequado.647 28.

Matheus Koengkan Multiplier indicam que os resíduos estão correlacionados e que há autocorrelação de primeira ordem em ambos os modelos. para o modelo II. A Velocidade de ajustamento ECM -0. DFE- Robusto (DFE-ROB) e Driscoll-Kraay (DFE-DK). Tabela 7 .Estimações dos resultados Modelo I Modelo II Variável dependente DLY Variável dependente DLEP DFE D. A 0.-K.5479 *** *** *** DLEP 0.2966 0. As elasticidades de longo prazo são calculadas pela divisão do coeficiente de cada variável explicativa pelo coeficiente da variável dependente (LY) para o modelo I e (LEP).6675 ** -1.0034 N. é realizado a estimação dos modelos DFE. correlação dos resíduos e a existência de au- tocorrelação de primeira ordem.7510 a longo prazo. A F 46. DFE-ROB DFE D. 5 DISCUSSÃO O objetivo principal deste estudo é identificar qual é a relação entre o consumo de energia e o crescimento econômico. No Modelo II.6718 *** *** *** Curto prazo (semi-elasticidades) DLY N.0000 0.3571 0.91*** 82. 71 . A Longo prazo (elasticidades) LY (-1) N. 5% e 10%. ISSN: 1809-9475 | e-ISSN: 1982-1816 p.48** 24. Após a aplicação dos testes de especificação. dependência transversal de erros.80*** 6.0000 N.K.0707 *** *** *** Estatísticas N 343 343 343 343 343 343 R2 0.4255 R2_a 0. utilizando o modelo ARDL. respectivamente. Na estimação do DK. 2017.7510 *** *** *** N. DFE (I) DFE -ROB(II) DFE (IV) (III) (V) (VI) Constante 0.5479 a curto prazo e 0. Os comandos utilizados no software Stata foram xtreg e xtscc. no qual o crescimento de 1% do PIB tem uma influência positiva de 0.0316 ** -0.07*** Notas: ***. A 0.9404 *** *** *** LEP (-1) 0. são desfasadas.5245 a curto prazo e 0.9404 a longo prazo. no qual o aumento de 1% no consumo de energia tem um impacto de 0.A significa não aplicável. e multiplicadas por (-1).2966 0. nos quais são feitos os cálculos das elasticidades e semielasticidades. A 0.0034 0.2966 0. Os testes iniciais comprovaram a existência de heterocedasticidade. ** e * denotam significância de 1%. os resultados evidenciam que o aumento do crescimento econômico (LY) tem uma influência positiva sobre o consumo de energia.5245 *** * *** N. pois as de curto prazo são iguais aos seus coeficientes.93 61.65*** 51.3571 0. N. foi utilizado 1 lag. As estimações dos resultados no Modelo I mostram que o consumo de energia primária (LEP) exerce um impacto positivo sobre o crescimento econômico (LY). As elasticidades de longo prazo não são de leitura direta como as de curto prazo. Fonte: do autor.

Colômbia. De modo a atingir tal propósito. foi utilizado o modelo ARDL com séries temporais estabelecidas entre 1966 a 2015.0316 e o Modelo II ECM: -0. FUINHAS e MARQUES. Os testes de especificação confirmaram a existência de heterocedasticidade dos resíduos.0316 e Modelo II ECM: -0. sempre necessitarão de energia para se desenvolverem. 72 www. dado que existe uma relação de feedback ou bidirecionalidade entre o consumo de energia e o crescimento econômico ou vice-versa.5245 a curto prazo e 0. como esses países estão em crescimento constante. p. No Modelo II.O nexo entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico nos países da América do Sul: uma análise de longo prazo A análise econométrica deste artigo está focada nos outputs das variáveis LY. Essas confirmações asseguram que a aplicação econométrica é adequada. 2015. e outros apenas importadores. o modelo I ECM: -0. todos os países estudados são emergentes.br/revistas . Peru e Venezuela.. Todavia. como é o caso do Chile. DLEP. no qual o crescimento de 1% do PIB tem um impacto positivo de 0..edu. Equador. pois como estão em crescimento constante. porém estatisticamente significantes.unifoa.0707. o petróleo. nesse caso. essa dependência é confirmada pelas velocidades de ajustamento dos modelos.5479 a curto prazo e 0. dado que o aumento de 1% no consumo de energia aumenta de forma significativa o PIB.9404 a longo prazo. confirmando assim a hipótese (H4). que são negativas e baixas. No modelo II. As velocidades de ajustamento dos modelos são negativas e baixas (Modelo I ECM: -0. o crescimento econômico tem uma influência positiva sobre o consumo de energia tanto a curto e a longo prazo. os resultados atestaram que o aumento no crescimento econômico (LY) tem uma relação positiva sobre o consumo de energia primária (LEP). LEP e DLY. Nesse caso. 2012).0707). 6 CONCLUSÕES Este artigo aborda a relação entre o consumo de energia primária e o crescimento econômico. o do petróleo. Esses resultados já eram expectáveis em economias emergentes. indicando que as economias no estudo são vulneráveis a eventuais choques econômicos. podemos afirmar que existe uma relação de feedback ou bidirecio- nalidade. Brasil. Além disso. no qual o aumento de 1% no consumo de energia tem um impacto positivo de 0. como a Argentina. Os resultados das elasticidades evidenciam que o consumo de energia primária no modelo I exerce um impacto positivo sobre o crescimento econômico a curto e longo prazo. (ZHAO et al. Essa dependência se deve pelo fato de que alguns países estudados são grandes produtores e exportadores de energia primária. de que o consumo de energia e o crescimento econômico estão interligados e complementares. 2016. Esses resultados estão em concordância com a revisão teórica do artigo. Com base nesses resultados. sempre necessitarão de energia para se desenvolverem. indicando que os países estudados são vulneráveis a eventuais choques econômicos provocados pela instabilidade de preços da energia ou das commodities. As elasticidades mostram que os países da América do Sul são muito dependentes de energia para crescerem. XIONG et al. principalmente relacionado ao preço da energia. Os resultados empíricos do Modelo I comprovaram que o consumo de energia primária (LEP) tem uma relação positiva com o crescimento econômico (LY). pois. dependência transversal dos erros e autocorrelação de primeira ordem em ambos os modelos. nesse caso.7510 a longo prazo. Essa relação bidirecional deve-se ao fato de muitos países da região sul-americana serem dependentes de energia para crescerem.

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