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A SAÚDE NO ESTADO

Matérias Jornalísticas - Destaques nos principais jornais e websites

08 de março de 2018 (Quinta-Feira)


Ação estimula que mulheres doem sangue em dia especial A campanha vem para tentar reverter o baixo estoque sanguíneo no
Hemopa

Por: Portal ORM, com informações do Hemopa 7 de Março de 2018 às 13:27 Atualizado em 7 de Março de 2018 às 18:56
Com o tema “Mulher, deixe sua marca no coração de alguém. Doe sangue”, o Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
(Hemopa) organiza ação para estimular doação de sangue em muito mais mulheres. A campanha, em alusão do Dia Internacional da
Mulher, será nos dias 9 e 10 e março (sexta-feira e Sábado), das 7h30 às 16h no hemocentro coordenador, que fica na Batista Campos.
Ao longo dos dois dias de programação, haverá palestras de educação em saúde e direitos da mulher, serviços de embelezamento,
caricaturista e de customização das camisas recebidas pelas doadoras, apresentação de grupos musicais e lanche especial aos doadores.
Para gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias, 32% das coletas de sangue realizadas no Pará vem de pessoas do sexo feminino,
número que acompanha o percentual nacional. “Sabemos que alguns impedimentos são da própria natureza da mulher, como a gravidez e
a amamentação. Mas são impedimentos apenas temporários”, ressalta.
A gerente explica que é preciso apenas esclarecer alguns mitos e, para isso, a informação é fundamental. “A mulher é um ser muito
solidário. Sempre que ligamos para nossas doadoras, elas se disponibilizam para fazer a doação. Qualquer dúvida que elas podem vir a
ter, estamos sempre abertas para saná-las, seja por meio de nossas redes sociais ou pela ouvidoria”, finaliza.
Estoque
No atual período de intensas chuvas no estado, o número de doadores tem reduzido muito, o que reflete diretamente no estoque de
sangue da Fundação. “Quase todos os tipos sanguíneos estão no vermelho. Para reverter isso, estamos investindo nas parcerias com
instituições e na realização de campanhas para atrair doadores. A ação em alusão ao Dia Internacional da Mulher é um exemplo disso”,
conta Juciara.
Critérios básicos para doação:
Ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, ter tido boa noite de sono, estar
bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviço:
Data: nos dias 9 e 10 e março.
Hora: sempre de 7h30 às 16h
Local: hemocentro coordenador, TV. Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos.
Mais informações: 08002808118.

Grupo de adaptas das bicicletas debate sobre empoderamento Uma pesquisa foi realizada para atestar sobre as vontades,
desafios e necessidades delas ao praticar este exercício

Por: Portal ORM, com informações da assessoria 7 de Março de 2018 às 11:17

Pelas comemorações do Dia Internacional das Mulheres, o grupo Bike Anjas promove roda de conversa sobre empoderamento feminino e
bicicleta. A ideia é apostar na emancipação e visibilidade para mulheres através do uso deste meio de transporte. Assim nasceu o Projeto
“Pedala, Mana!”, idealizado pelas "anjas" da Rede Bike Anjo Belém, que está com diversas atividades voltadas ao público feminino. Nesta
quarta-feira (7), ocorre a roda de conversa "Mulher Na Pista: Empoderamento feminino e bicicleta", na Casa da Fauno, às 19h. Já no dia
08, terá o já tradicional pedal delas.
No debate, que contará com participação das ciclistas Ruth Costa e Carol Pabiq, com mediação pela também ciclista Melissa Noguchi,
será apresentado o resultado da pesquisa realizada pela rede local com mulheres ciclistas e não ciclistas, que visa entender o perfil das
que pedalam e os motivos das que ainda estão de fora do modal. Os dados apontando que 70% das mulheres que responderam à
pesquisa e pedalam, utiliza a bike para ir ao trabalho. E 80% destas disseram que utilizam a bicicleta como meio de transporte, porque é
saudável. Entre as mulheres que não pedalam 59% informou que não o faz por falta de segurança e 63% disse que não pedala por falta de
infraestrutura adequada na cidade.
Já na quinta-feira (8), será realizado o Pedal das Anjas do “Pedala, Mana!”, que leva mulheres para adquirirem segurança e experiência no
trânsito da cidade. A saída do pedal é às 20h, do Let’s Bike Café. Para a ciclista Melissa Noguchi, promover esses momentos e fomentar
cada vez mais o uso da bicicleta por mulheres é parte essencial para garantir cada vez mais a paridade de gênero. “Na mobilidade não é
diferente. O debate é necessário e possibilita cada vez mais autonomia feminina, principalmente quando uma pesquisa aponta que muitas
mulheres deixam de utilizar a bicicleta por falta de segurança pública. Isso só demonstra que precisamos ocupar os espaços e lutar para
garantir o nosso direito e acesso à cidade”.
Serviço:
Roda de Conversa "Mulher Na Pista: Empoderamento feminino e bicicleta»
Data: 07/03/2018
Hora: 19h
Local: Casa do Fauno (Aristides Lobo, 1061 – Reduto)
Pedal das Anjas – “Pedala, Mana!”
Data: 08/03/18
Hora: 20h
Local: Let’s Bike Café (Alcindo Cacela, 1265)
Hospital do Marajó oferece remédios contra o HIV A medida amplia as formas de intervenção e evita novas infecções.

Por: Portal ORM com informação da assessoria 4 de Março de 2018 às 14:37 Atualizado em 4 de Março de 2018 às 14:44

Evitar a sobrevivência e o contágio do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em vítimas de violência sexual e em trabalhadores da área
de saúde que sofrem acidente ocupacional, por meio de instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico, é o
principal objetivo da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), oferecida pelo Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), no município de
Breves. A iniciativa vem garantindo a prevenção de infecção pelo HIV, com a oferta de remédios da terapia antirretroviral em usuários que
possam ter entrado em contato com o vírus.
O PEP é uma medida inserida no conjunto de estratégias do Ministério da Saúde de prevenção combinada, usando os medicamentos que
fazem parte da profilaxia - sulfato de Atazanavir+Ritonavir+ Lamivudina -, e o coquetel utilizado no tratamento da Aids (Zidovudina +
Lamivudina. A profilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, tendo como limite as primeiras horas após a exposição ao vírus.
De acordo com o farmacêutico clínico do HRPM, Charli Grigorio, a medida amplia as formas de intervenção e evita novas infecções pelo
HIV, se utilizada em até 72 horas após qualquer situação em que haja risco de contato com o HIV.
“É fundamental a ampliação do acesso à prescrição efetiva nos atendimentos em serviços de urgência/emergência, unidades básicas de
saúde e hospitais públicos e privados”, ressaltou.
A partir da descentralização do serviço pelo Ministério da Saúde, o PEP foi implantado no Hospital Regional do Marajó em junho de 2017,
prioritariamente para atendimento de funcionários da instituição em casos de acidente de trabalho. “Anteriormente, eles eram
encaminhados para Belém, onde recebiam a dose de profilaxia. Hoje, a realidade é outra”, frisou o farmacêutico.
De junho de 2017 até a primeira quinzena de fevereiro deste ano, o HRPM já efetivou sete atendimentos – um devido a acidente de
trabalho no próprio hospital, três em decorrência de acidente de trabalho no Hospital Municipal de Breves e um no município de Curralinho,
além de duas vítimas de estupro, uma em Curralinho e outra em Melgaço. “Além de salvar vidas, o acesso à medicação evitou o contágio
ou novas infecções do HIV em nossa região”, disse Charli Grigorio.
Segundo o farmacêutico, hoje o HRPM é referência na oferta dos medicamentos de profilaxia para evitar a contaminação pelo HIV, por
prestar atendimento diferenciado a todos os usuários no arquipélago marajoara.
O acesso a esse atendimento inicia no Hospital Municipal de Breves, onde o caso é avaliado, para depois ser encaminhado para
recebimento da profilaxia no HRPM. O usuário precisa preencher adequadamente o formulário de solicitação do medicamento, que deve
estar acompanhado do receituário. Após essas etapas, o farmacêutico entregará o medicamento e dirá como deve ser usado. “Isso para
usuários externos. Já no atendimento de usuários do HRPM, os profissionais da unidade são responsáveis pelo serviço”, explicou Charli
Grigorio.
Segundo ele, todo esse fluxo é estabelecido pelo Ministério da Saúde, que controla os dados de atendimentos realizados, por meio de
boletim mensal do HRPM, o que viabiliza o acompanhamento do estoque e a rastreabilidade de lotes dos medicamentos que estão no
Hospital Regional.
De acordo com o Ministério da Saúde, a PEP utiliza medicamentos antirretrovirais que evitam a sobrevivência e a multiplicação do HIV no
organismo, por isso deve ser iniciada preferencialmente nas duas primeiras horas após a exposição ao vírus, e no máximo em até 72
horas. O tratamento dura 28 dias, e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde por 90 dias.
Assim como nos demais hospitais regionais do Pará, para obter atendimento os pacientes são encaminhados pelos hospitais municipais e
passam por avaliação na Central de Regulação.
Serviço:
O Hospital Regional Público do Marajó dispõe de atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas. O hospital está
localizado na Avenida Rio Branco, 1.266, Centro. Mais informações pelos fones (91) 3783-2140/ 3783-2127.
Em Tucuruí, são confirmados três casos de doença de chagas e contaminação pode ter sido pelo açaí
Outros parentes que também tiveram contato com o alimento estão sendo acompanhados pela Secretaria de Saúde do município.
As vítimas, que são da mesma família, estão recebendo atendimento médico.

07/03/2018 21h11

Em Tucuruí, são confirmados três casos de doença de chagas


Em Tucuruí, sudeste do Pará, foram confirmados três de casos de doença de chagas. As vítimas, que são da mesma família, estão
recebendo atendimento médico.
A suspeita é de que a contaminação tenha sido pelo consumo de açaí. Outros parentes que também tiveram contato com o alimento estão
sendo acompanhados pela Secretaria de Saúde do município.
A prefeitura informou que uma reunião, na sexta-feira (9), vai discutir a intensificação das inspeções e a campanha de conscientização na
manipulação de açaí no município.
Contaminação pode ter sido pela ingestão do açaí (Foto: Divulgação/ Elivaldo Pamplona/Prefeitura Municipal de Belém) Contaminação
pode ter sido pela ingestão do açaí (Foto: Divulgação/ Elivaldo Pamplona/Prefeitura Municipal de Belém)
Contaminação pode ter sido pela ingestão do açaí (Foto: Divulgação/ Elivaldo Pamplona/Prefeitura Municipal de Belém)
O biólogo Luiz Augusto Corrêa Passos explica que o açaí faz parte da base alimentar dos habitantes do Pará, onde desde crianças até
idosos consomem a fruta diariamente. “Bastante abundante na região, o alimento é encontrado em feiras e mercados em estado natural,
sem passar pelo processo de industrialização que conserva o produto para venda em outras regiões do Brasil e no exterior”, explica.
O mal de Chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que pode ser adquirida por meio do contato com
as fezes do barbeiro, seja pela pele, seja via oral. Entre os principais sintomas estão febre, inchaço e problemas cardíacos, que, em estado
mais avançado, levam o paciente à morte.

Ação Mulher 2018 traz programação voltada à saúde e lazer


Haverá shows gratuitos, serviços de saúde e qualificação profissional. O evento acontece no sábado, 10, no Sesi Ananindeua.

07/03/2018 17h35

Esta semana o Sesi oferece a "Ação Mulher" em alusão ao Dia Internacional da Mulher
O projeto “Ação Mulher” 2018 será realizado no próximo sábado (10), no SESI de Ananindeua, região metropolitana de Belém. A
programação começa às 8h e segue até 13h. A edição deste ano terá mais de 30 ações e atividades voltas para a saúde e lazer da mulher
de todas as idades.
O "Ação Mulher" existe desde 2012 no Pará e mobilizou um público de cerca de 100 mil pessoas. Aberto ao público, ele ocorre no mês de
março e leva serviços e atrações culturais e artísticas para sua programação.
Serviços oferecidos
O “Ação Mulher” promove consultas podológicas, maquiagem, cuidados com a pele, cortes de cabelo, massagem rápida, limpeza de pele e
spa dos pés, apresentação de ginástica artística, apresentação de dança, aulão de ritmos, zumba, ginástica, hip hop, grupo de terceira
idade, circuito judô, jogos de salão, avaliação física e pilates, além da exposição de produtos produzidos por mulheres empreendedoras.
Na área de esporte e lazer, haverá Quick massagem, massagem relaxante; medida Certa (cálculo de IMC), verificação de PA e glicose,
orientação sobre doação de sangue e cadastro de medula óssea, orientação sobre prevenção do câncer de mama, câncer de colo do útero
e orientação alimentar.
Hemopa tem programação especial voltada à mulher neste final de semana

08/03/2018 09:41h

Tilma de Castro e Marcely Lobato não se conheciam, mas, deitadas lado a lado na sala de coleta da Fundação Centro de Hemoterapia e
Hematologia do Pará (Hemopa), elas eram um exemplo de união. A doação de sangue já fazia parte da vida das duas e, numa manhã
chuvosa, elas aceitaram fazer a doação por aférese, um método especial de coleta que retira de forma seletiva um componente do sangue.
“Vim fazer uma doação normal e aqui perguntaram se eu aceitava fazer o procedimento. Explicaram que era mais demorado que uma
coleta comum, mas que alguém estava precisando muito. Aceitei na hora”, conta Tilma.
É para estimular doação de sangue em mais mulheres que o Hemopa vai realizar, nesta sexta e sábado (9 e 10), a campanha em alusão
do Dia Internacional da Mulher. Com o tema “Mulher, deixe sua marca no coração de alguém. Doe sangue”, a ação será de 7h30 às 16h no
hemocentro coordenador, que fica na Batista Campos.
Por conta das intensas chuvas no estado, o número de doadores tem se reduzido muito, o que reflete diretamente no estoque de sangue
da Fundação. “Quase todos os tipos sanguíneos estão no vermelho. Para reverter isso, estamos investindo nas parcerias com instituições
e na realização de campanhas para atrair doadores. A ação em alusão ao Dia Internacional da Mulher é um exemplo disso”, explica a
gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias.
Ao longo dos dois dias de programação, haverá palestras de educação em saúde e direitos da mulher, serviços de embelezamento,
caricaturista e de customização das camisas recebidas pelas doadoras, apresentação de grupos musicais e lanche especial aos doadores.
Segundo Juciara, 32% das coletas de sangue realizadas no Pará vêm de pessoas do sexo feminino, número que acompanha o percentual
nacional. “Sabemos que alguns impedimentos são da própria natureza da mulher, como a gravidez e a amamentação. Mas são
impedimentos apenas temporários”, ressalta.
Para a gerente, é preciso apenas esclarecer alguns mitos e, para isso, a informação é fundamental. “A mulher é um ser muito solidário.
Sempre que ligamos para nossas doadoras, elas se disponibilizam para fazer a doação. Qualquer dúvida que elas podem vir a ter, estamos
sempre abertas para saná-las, seja por meio de nossas redes sociais ou pela ouvidoria”, finaliza.
Critérios básicos para doação: Ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, ter
tido boa noite de sono, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto.
Serviço:
A campanha de estímulo à doação “Mulher, deixe sua marca no coração de alguém. Doe sangue” será realizada nos dias 9 e 10 e março,
sempre de 7h30 às 16h, no hemocentro coordenador, que fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. Mais
informações: 08002808118.

Por Jaqueline Menezes

Projeto Acolhe SUS conclui quarta oficina

A 4ª Oficina Local faz parte do Plano de Ação voltado ao Centro de Atenção Psicossocial Renascer (Caps) Baixar Foto Foto: JOSÉ
PANTOJA / ASCOM SESPA Segundo o coordenador estadual de Humanização da Sespa, Guilherme Martins, a cada oficina o
Plano de Ação vem recebendo implementações dos técnicos da Sespa e Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que compõem
os Grupos Executivos Estadual e Local, e dos Caps Renascer Baixar Foto Foto: JOSÉ PANTOJA / ASCOM SESPA PreviousNext

07/03/2018 16:34h

Envolvidos no Projeto de Qualificação das Práticas de Cuidado, a partir das Portas de Entrada do SUS (Projeto AcolheSUS) participaram
da 4ª Oficina Local que encerrou na quarta-feira (7), na Escola de Governança do Estado do Pará. O curso faz parte do Plano de Ação
voltado ao Centro de Atenção Psicossocial Renascer (Caps).
O Projeto AcolheSUS tem o objetivo de qualificar o acesso às práticas de cuidado, por meio da implantação/implementação da Diretriz
Acolhimento da Política Nacional de Humanização (PNH) nos serviços de saúde. Aqui no Pará, o campo de ação do projeto é o Centro de
Atenção Psicossocial (Caps) Renascer.
O estado foi o único a optar pela área de Saúde Mental para desenvolver o projeto, enquanto Tocantins e Paraíba – que são os outros
escolhidos para desenvolver os projetos experimentais – escolheram a área de Urgência e Emergência. Os três estados vão se tornar
referência para os demais.
Segundo o coordenador estadual de Humanização da Sespa, Guilherme Martins, a cada oficina o Plano de Ação vem recebendo
implementações dos técnicos da Sespa e Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que compõem os Grupos Executivos Estadual e Local,
e dos Caps Renascer. “Neste momento, estamos discutindo os indicadores e revendo nossos objetivos e estratégias”, disse o coordenador.
“Estamos trabalhando com uma ferramenta que direciona as atividades e estratégias para um eixo, ou seja, uma área de atuação, no
entanto, há atividades que podem estar ligadas tanto à área biomédica como psicossocial, por exemplo”, explicou Guilherme.
Para ele, “esse exercício permite a cada um, ver onde estão as dificuldades e qual o caminho e estratégias necessários para resolver o
problema”.
O coordenador ressaltou ainda, que todo planejamento vem sendo feito coletivamente com a participação dos trabalhadores do Caps
Renascer, inclusive, alguns problemas já puderam ser identificados e até amenizados por meio do AcolheSUS. Como exemplo, Guilherme
citou o caso da dificuldade dos usuários para receber os medicamentos, logo que houve a descentralização desse serviço da Sespa para a
Sesma.
No Pará, o AcolheSUS está sendo realizado pelo Ministério da Saúde (MS), por meio da Coordenação Geral da Política Nacional de
Humanização (CGPNH) em parceria com a Sespa, via Diretoria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (DGTES) e Coordenação
Estadual de Humanização.
Nessa quarta oficina, houve contribuição da técnica Beth Moreira, pesquisadora do Laboratório de Avaliação de Situações Endêmicas
Regionais (Laser) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz); e da consultora técnica da CGPNH, Élida Maria Rodrigues.
O Projeto se tornará modelo para todo o Brasil e deverá ser concluído até o fim deste ano. Até lá, serão realizadas oficinas mensais e o
trabalho será estendido a toda Rede de Atenção Psicossocial de Belém, por meio do Colegiado HumanizaRaps, que reúne todos os Caps
de Belém e a República Terapêutica de Passagem (RTP).

Por Roberta Vilanova


Novos equipamentos vão ajudar no combate à malária
Nove caminhonetes foram entregues para diferentes regiões do Pará
07/03/2018 15:31h
Quase R$ 2 milhões em equipamentos para o combate à malária no Pará foram distribuídos, nesta quarta-feira (7), em cerimônia no
Palácio do Governo, em Belém. No total, 38 microscópios, 21 motocicletas e 9 caminhonetes foram entregues, pelo governador Simão
Jatene, a representantes de 11 municípios beneficiados, de diferentes regiões do Pará.
Na ocasião, o governo também homenageou servidores estaduais que atuam há mais de 30 anos no combate a endemias e dedicaram
anos de profissionalismo, compromisso e responsabilidade com o trabalho na Vigilância em Saúde Pública do Estado do Pará. Ao todo, 25
servidores receberam a placa de reconhecimento e agradecimento pelos serviços prestados à população do estado.
O secretário de Saúde, Vitor Mateus, informou que os equipamentos recebidos vão garantir o fortalecimento da rede de serviços. “Estamos
oportunizando o acesso em tempo hábil e adequado ao diagnóstico e tratamento da malária aos municípios com áreas de maior
endemicidade. Dessa forma, a aplicação desse recurso deverá seguir o plano de investimento aprovado e a prestação de contas deve
constar no relatório de gestão”, disse.
O governador do Estado, Simão Jatene, se disse satisfeito por fazer o repasse de equipamentos, que vão ajudar no combate à malária e,
mais ainda, em poder parabenizar os servidores pelo trabalho desempenhado. “O enfrentamento da saúde pública integra várias áreas, e o
fundamental é evitar que as pessoas adoeçam. A área de endemias serve justamente para isso, para evitar o adoecimento. Graças a Deus
nosso governo tem um programa de construção e modernização de hospitais e, em parceria com os municípios, de cuidar das pessoas
para evitar as doenças. Estou feliz de ter aqui pessoas que nos ajudaram para isso, e hoje estamos aqui agradecendo. Feliz também por
trazer esses novos recursos, mas principalmente, por reconhecer a dedicação e o trabalho dessas pessoas", declarou o governador.
O titular da Sespa também falou sobre a homenagem feita aos servidores. “Se diminuímos a incidência de malária no estado, da dengue,
da zika e tantas outras doenças, foi também por causa do trabalho dessas pessoas, elas deixaram um legado para os próximos servidores.
É preciso fazer essa homenagem para mostrar o esforço dessas equipes, que andam por tantos locais difíceis para ajudar a salvar a vida
de outras pessoas”, complementou.
O presidente do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde, Charles Tocantins, representou os secretários de saúde de todo o Pará
durante a cerimônia e agradeceu pelos equipamentos recebidos. “Entendemos que a união do Governo do Estado, por meio da Sespa,
com os municípios, é a única forma de evitar que milhares de pessoas procurem a assistência à saúde, trabalhando com promoção e
prevenção. Hoje, só temos a agradecer a entrega desses veículos e desse material, que vai ajudar os municípios nesse enfretamento”,
finalizou.
Os itens foram distribuídos da seguinte forma: Afuá (4 microscópios); Chaves (2 microscópios); Anajás (5 microscópios); Breves (3
microscópios e 2 motocicletas); Alenquer (2 microscópios, 2 motocicletas e 1 caminhonete); Almeirim (2 microscópios, 2 motocicletas e 1
caminhonete); Itaituba (5 microscópios, 4 motocicletas e 2 caminhonetes); Jacareacanga (2 microscópios e 2 motocicletas); Novo
Progresso (2 microscópios, 3 motocicletas e 1 caminhonete); Pacajá (3 microscópios, 3 motocicletas e 1 caminhonete); São Félix do Xingu
(2 microscópios, 1 motocicleta e uma caminhonete) e o Departamento de Controle de Doenças Transmissíveis por Vetores - DCDTV (6
microscópios, 2 motocicletas e 2 caminhonetes).
Combate - De acordo com o Relatório Mundial sobre Malária 2017 (World Malaria Report 2017), da Organização Mundial da Saúde (OMS),
em 2016, houve cinco milhões de casos a mais de malária do que em 2015. Já os óbitos ocasionados pela doença giraram em torno de
445 mil, número similar ao do ano anterior. A organização atribui o agravamento da infecção ao financiamento insuficiente, tanto a nível
doméstico, quanto internacional, resultando em grandes lacunas na cobertura de redes tratadas com inseticida, medicamentos e outras
ferramentas que salvam vidas. A OMS ainda aponta que, em 2016, US$ 2,7 bilhões foram investidos no mundo em esforços para controle
e eliminação da malária. Essa quantia está bem abaixo do investimento anual de US$ 6,5 bilhões exigidos até 2020 para atingir as metas
de 2030 da estratégia global da OMS contra a malária.
Por Heloá Canali

Em Altamira, pacientes da UTI passam por exercícios de movimentação


Francisco Gomes é um dos pacientes do Hospital Geral da Transamazônica a usar o processo de mobilização precoce para
auxiliar em seu tratamento.
07/03/2018 12:43h
Após ser vítima de um infarto, Francisco Hugo Freire Gomes, 42 anos, passou alguns dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, no sudoeste do Pará. Enquanto se recuperava, ele aproveitava
para se movimentar.
É isso mesmo. Seu Francisco, assim como outros usuários, foi acompanhado pela equipe de fisioterapia no processo de mobilização
precoce dentro da UTI do HRPT, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar por meio de
contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública.
A mobilização precoce consiste em uma série de exercícios básicos para combater a fraqueza muscular advinda do longo período em
repouso durante a recuperação, aumentando ou mantendo a força e a função física do paciente.
Assim, aqueles que têm a possibilidade de passar pela mobilização precoce são incentivados a sentar no leito, a levantar, a sair da cama,
ir até uma poltrona e até mesmo a andar, sempre acompanhados de um fisioterapeuta. No caso do seu Francisco, ele também utilizou o
equipamento cicloergométrico, que simula os pedais de uma bicicleta e depende da força do usuário para se movimentar. De acordo com o
próprio paciente, as práticas de movimentação o ajudaram bastante durante o período de internação.
“Desde a primeira vez que fiz (o cicloergômetro), senti uma melhora, as articulações ficaram mais leves, os músculos menos enrijecidos.
Além de tudo, a posição é confortável. Como fiquei com meu joelho inchado, mesmo parado, doía bastante. O exercício acabou aliviando a
dor”, explica Francisco Hugo Freire.
A fisioterapeuta Andreia Café explica que os exercícios de mobilização precoce, além de aumentarem a força muscular, diminuem o tempo
de internação e o de ventilação mecânica em pacientes. Ela ressalta que a prática é comumente realizada em pacientes da clínica médica
e cirúrgica, mas é raro na UTI Adulto, por conta da complexidade dos casos. A equipe de Fisioterapia acompanha os usuários com o perfil
para realizar estas atividades.
“Sair da cama, sentar no leito, sentar na poltrona. Assim, vamos ganhando os movimentos dos pacientes e passamos para esse ciclo. É
raro termos pacientes com esse perfil na UTI, porque a maioria é de casos de alta complexidade, mas sempre que temos usuários em
condições, a gente inicia esses exercícios ativos, para tira-los do leito o mais rápido possível”, conclui a fisioterapeuta da UTI Adulto do
HRPT.
Por Gustavo Campos