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01/02/2018 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.

SERVIÇOS PÚBLICOS

1- Introdução

Para saber se uma atividade é serviço publico, basta consultar a legislação, pois
será serviço publico aquilo que a lei dispor. A primeira lei para analise é a
Constituição Federal, ela traz o rol de serviços públicos, como ocorre, por
exemplo, no artigo 21, inc. X, relativamente ao serviço postal e correio aéreo
nacional, no artigo 25, parágrafo segundo, relativamente ao serviço estadual de
gás canalizado e também no artigo 30, inc. V, relativamente ao serviço municipal
de transporte coletivo.

As leis infraconstitucionais, também podem incluir outras atividades como serviços


públicos, desde que não invada o campo da exploração da ordem econômica que
foi deixado pelo constituinte a livre iniciativa dos particulares, conforme artigo 170
da CF.

Assim, por exemplo, as leis orgânicas municipais costumam dispor que o serviço
funerário é serviço publico, e isso não invade o campo de exploração da ordem
econômica deixado a iniciativa dos particulares.

Paralelamente aos serviços públicos existem os serviços governamentais conforme


Celso Antonio Bandeira de Mello. O Estado além de ser titular os serviços públicos,
pode em caráter excepcional exercer a atividade econômica, seja nos termos do
artigo 173 da CF em que não se exclui a atividade do particular, seja nos termos
do artigo 177 da CF em que o estado explora atividade em regime de monopólio.
Em ambos os casos o estado vai se valer de empresas públicas e sociedades e
economia mista para prestar tal atividade.

2- Conceito

Os doutrinadores apresentam diferentes conceitos de serviço público,


vejamos:

Para Maria Sylvia Zanella di Pietro, serviço público é: “toda atividade


material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de

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seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades


coletivas, sob o regime jurídico total ou parcialmente público”.[1]

Hely Lopes Meirelles define como sendo: “ todo aquele prestado pela
Administração ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para
satisfazer necessidades sociais essenciais ou secundárias da coletividade ou
simples conveniências do Estado”.[2]

Celso Antonio Bandeira de Mello: “serviço público é toda atividade de


oferecimento de utilidade e comodidade material destinada à satisfação da
coletividade em geral, mas fruível singularmente pelos administrados, que o
Estado assume como pertinente a seus deveres e presta por si mesmo ou por
quem lhe faça as vezes, sob o regime de Direito Público – portanto, consagrador
de prerrogativas de supremacia e de restrições especiais-, instituído em favor dos
interesses definidos como públicos no sistema normativo”.[3]

3- Dever de Prestar

A prestação de serviços públicos é de responsabilidade da Administração


Pública, ou de quem lhe faça às vezes, de acordo com o artigo 175 da
Constituição Federal e das regras de delegação de serviços estipulada pela Lei n.
8.987/95. O titular da prestação de um serviço público é a Administração, e ela só
poderá transferir a execução do serviço público para terceiros. Sendo a
Administração a única titular da prestação desses serviços, poderá fiscalizar a
execução e aplicar sanções e penalidades.

A Constituição Federal atribuiu diversos serviços públicos à União, aos Estados,


aos Municípios e ao Distrito Federal. Vejamos como foi feita a divisão de
atribuições:

- Compete à União – art. 21, X a XII: manter o serviço postal e o correio


aéreo nacional, explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou
permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, explorar,
diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de
radiodifusão sonora, e de sons e imagens etc.

- Compete aos Estados – art. 25, 2º da CF : serviços locais de gás


canalizado, na forma da lei

- Compete aos Municípios – art. 30 da CF: organizar e prestar, diretamente ou


sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse
local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; prestar, com
cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à
saúde da população.

- Compete ao Distrito Federal - são atribuídas as competências legislativas


reservadas aos Estados e Municípios. 32, § 1º. Assim, cabe os serviços dos
Estados e dos Municípios.

4- Formas de Prestação dos Serviços Públicos

A execução dos serviços públicos poderá se dar de maneira centralizada, ou


ainda de forma descentralizada, a seguir definidas:

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· Centralizada: sempre que a execução do serviço for realizada pela


Administração direta do Estado, ou seja, pelo próprio ente político competente,
que por sua vez, poderá realizá-las por meio do ente político ou ainda por meio de
seus órgãos, visando imprimir eficiência aos serviços que disponibiliza, a exemplo
das Secretarias, Ministérios etc.

· Descentralizada: quando os serviços forem prestados por pessoas


físicas ou jurídicas que não se confundem com a Administração direta, mas que
podem ou não integrar a Administração Pública indireta ligada ao ente político
competente para a prestação do serviço. Se estiverem dentro da Administração
Pública indireta, poderão ser autarquias, fundações, empresas públicas ou
sociedades de economia mista (Administração indireta do Estado – por outorga).
Se estiverem fora da Administração, serão particulares e poderão
ser concessionários e permissionários. (prestação indireta por delegação).

Obs.: A descentralização do serviço público iremos ver ao final desse


tópico.

5- Princípios do Serviço Público

Lembrando que há divergências sobre quais os princípios que regem o serviço


público e que os princípios da administração pública continuam valendo aqui.

A prestação de serviços públicos está submetida à incidência de todos os


princípios gerais do Direito Administrativo. Além desses, existem diversos
princípios específicos aplicáveis exclusivamente á prestação dos serviços públicos.
São eles:

a) Continuidade: não podem ser interrompidos por quaisquer motivos;

b) Igualdade: encontra respaldo no art. 5º da CF/88 – não se pode fazer,


no oferecimento dos serviços públicos, distinção a quem quer que seja. Todos
têm direito aos serviços;

c) Eficiência : exige atualização do serviço.

d) Mutabilidade do regime jurídico: a Administração Pública está


autorizada a promover mudanças no regime de prestação de serviços a fim de
adequá-los sempre ao interesse coletivo.

6- REQUISITOS: Os serviços públicos devem ser prestados aos usuários


com a observância de certos requisitos, afim de que os mesmos estejam
sempre adequados à forma em que foram propostos (conforme o art. 175, §
únicos, IV – CF/88). Portanto, os requisitos mais apontados pela doutrina e
jurisprudência são:
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a) regularidade: prestado segundo padrões de qualidade e quantidade


definidos e impostos pela Administração Pública; envolve um conjunto de
condições e técnicas exigidas na prestação dos serviços;

b) continuidade: caráter de contínuo e sucessivo. Uma vez instituído e


regulamentados deve ser prestado normalmente;

c) eficiência: a eficiência exige sempre a preocupação com o bom resultados,


sem desperdícios. Máximo de resultado com o mínimo de investimentos;

d) segurança: a prestação dos serviços não deve colocar os usuários em


riscos;

e) atualidade: acompanhar as modernas técnicas de oferecimento.

f) Generalidade: o oferecimento do serviço público deve ser igual para


todos. Decorrente do princípio da igualdade, tracejado no art. 5º da CF..

g) Cortesia: obriga a Administração a oferecer aos usuários de seus serviços


um bom tratamento.

h) Modicidade: impõe que sejam os serviços públicos prestados mediante


taxas ou tarifas justas, pagas pelos usuários para remunerar os benefícios
recebidos e permitir o seu melhoramento e expansão.

7- CLASSIFICAÇÃO

Vários os critérios têm sido adotados pela doutrina para classificar os serviços
públicos. Para Hely Lopes Meirelles, eles podem ser:

1- Quanto à essencialidade:

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a) Serviços Públicos Propriamente Ditos/Essenciais : São os imprescindíveis


à sobrevivência da sociedade e, por isso, não admitem delegação ou outorga.
Devido ao reconhecimento de sua necessidade e essencialidade, a Administração
presta de forma direta e exclusiva. Ex.: polícia, saúde, defesa nacional etc

b) Serviços De Utilidade Pública : São úteis, mas não essenciais, atendem


ao interesse da continuidade, podem ser prestados diretamente pelo Estado, ou
por terceiros, mediante remuneração paga pelos usuários e sob constante
fiscalização. São nominados de pró-cidadão.

Ex.: transporte coletivo, energia elétrica, gás, telefonia etc..

2) Quanto à adequação:

a) Serviços Próprios do Estado: não encontram possibilidade de delegação, em


face da necessidade das atribuições próprias do Poder Público para sua execução.

Ex.: a imposição do Princípio as Supremacia do interesse Público. Desta forma,


somente serão prestados por entes da Administração Pública. Possuem, ainda
como características as possibilidade de serem gratuitos ou possuírem baixo
custo. Ex.: saúde púbica, higiene, segurança e justiça para o usuário.

b) Serviços Impróprios do Estado- apesar de não possuírem características de


necessidades essenciais à comunidade, estes atendem aos interesses comuns de
seus membros. Sendo assim, o particular que necessitar de tal serviço pagará por
sua prestação, quer seja aos entes da Administração que os presta (como
autarquias), ou pelos delegados da Administração (como os concessionários,
permissionários ou autorizados). São serviços prestados de forma descentralizada.

Ex.: serviço telefônico e serviço de distribuição de energia.

3) Quanto à finalidade:

a) Serviços Administrativos - Visa as necessidades internas, burocráticas ou


até introduz e prepara outros serviços que serão prestados ao público. A
Administração Pública os presta a si mesma. A administração executa para
compor melhor sua organização.

Ex.: Como o que implanta centro de pesquisas, ou edita a Imprensa Oficial do


Estado de São Paulo para divulgação dos atos administrativos

b) Serviços Industriais

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Não são atividades próprias do Estado. São os que produzem renda para aquele
que os presta. A remuneração decorre de tarifa ou preço público, devendo ser
prestados por terceiros e pelo Estado, de forma supletiva. (art. 173 da CF)

Ex.:energia elétrica, transporte público

Há ainda a classificação em :

Serviços Gerais ou Uti Universi são os que não possuem usuários ou


destinatários específicos, são prestados pela Administração Pública à coletividade
em geral, sem atender a uma coletividade específica. Têm como característica sua
indivisibilidade, por não poderem ser mensuráveis em sua utilização. Encontram
sua remuneração originária por meio de impostos.

Ex.: iluminação pública, calçamento público, asfaltamento das ruas, implantação


de abastecimento de água, prevenção de doenças e outros do gênero.

Serviços Individuais Ou Uti Singuli - são os que podem ser mensurados e são
divisíveis, pois sua necessidade é auferida de acordo com a utilização de cada
usuário, são remunerados por taxas ou tarifas controladas pelo Estado.

Ex.: Serviços de telefonia, iluminação domiciliar. Cada usuário utiliza dos serviços
conforme sua necessidade e paga na proporção de sua utilização

8- Direitos dos Usuários

Nos ternos do disposto no art. 7º da Lei n. 8987/95, são direitos e obrigações dos
usuários, além daqueles estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor:

a) receber serviço adequado;

b) receber do poder concedente e da concessionária informações para a


defesa de interesses individuais ou coletivos;

c) obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários


prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do poder
concedente;

d) levar ao conhecimento do Poder Público de da concessionária as


irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao serviço
prestado, etc

OBS.: VER A LEI 8.987/95 - que dispõe sobre o regime de concessão e


permissão de serviços públicos previsto no artigo 175 da Constituição
Federal e dá outras providências.

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9- REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Entre a oferta dos serviços públicos e o preço cobrado por tal prestação deve
existir uma “eqüidade”. Ou seja, o preço não deve ser excessivo e nem a oferta
ruim, entre ambos deve existir uma equivalência.

A) Remuneração por taxa = quando a fruição tiver natureza compulsória; deve


obedecer o princípio da anterioridade (cf. art. 145, II CF/88); deve ser definida
por lei;

B) Remuneração por tarifa = ocorre quando a fruição for facultativa, pode ser
definida por Decreto não estando sujeita ao princípio da anterioridade;

A taxa ou tarifa deve compensar adequadamente os serviços; os usuários


devem pagar o capital, o melhoramento, a expansão e o lucro se for prestado por
terceiros.

DESCENTRALIZAÇÃO DO SERIVÇO PÚBLICO

Conforme mencionamos anteriormente, no item formas de prestação do


serviço público – descentralização, a prestação do serviço público pode ser:

a) centralizada se o serviço é prestado pelos próprios órgãos do poder


público;

b) descentralizada, quando o poder público transfere a outra pessoa física


ou jurídica (pública ou privada)

Serviço descentralizado - o poder público sempre controla os serviços públicos


descentralizados.

Modalidades de Descentralização

a) por outorga – quando ocorre a transferência da titularidade e da


execução do serviço público;

b) por delegação – quando transfere-se para terceiros só a execução.

Outorga Delegação

A transferência é feita por lei e sóA transferência é feita por ato


por lei pode ser modificada ouadministrativo (permissão ou
retirada autorização) ou por contrato
administrativo (concessão)
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Autarquias e entidadesEmpresas privadas e particulares


paraestatais individualmente

São normalmente por prazo São normalmente por prazo


indeterminado determinado

Concessão do serviço público

Conceito - é a delegação contratual ou legal da execução do serviço, na forma


autorizada e regulamentada pela Executivo.

Propriedade – pela concessão o poder concedente não transfere a propriedade


alguma ao concessionário, nem se despoja de qualquer direito ou prerrogativa
pública.

Contrato administrativo – o contrato de concessão é um acordo administrativo


e não um ato unilateral da Administração Pública, com vantagens e encargos
recíprocos, no qual se fixam as condições da prestação do serviço.

Legislação: ver Lei nº 8987/95 – dispõe sobre o regime de concessão e


permissão de serviço públicos

Requisitos: sendo um contrato administrativo, como é, fica sujeito a todas as


imposições da Administração necessárias à formalização do ajuste, dentre as
quais a autorização legal, a regulamentação e a licitação.

Características do contrato de concessão - é um contrato oneroso,


comutativo e realizado “intuito personae”.

Concessionária – a concessão só pode ser dada a pessoa jurídica ou consórcio


de empresas, devidamente capacitadas mediante concorrência.

Encargos da Concessionária- os serviços da concessionária devem ser


adequados, conforme vimos quando abordamos os princípios que devem ser
observados na prestação dos serviços públicos.

A concessionária pode proceder às desapropriações necessárias, mediante


outorga de poderes, por parte do concedente.

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Renumeração – conforme mencionado no item remuneração, esta será recebida


diretamente dos usuários (tarifa)

Permissão de serviço público

Conceito- é o ato administrativo, discricionário e precário, pelo qual a


Administração Pública consente que particular preste serviço público, fixando
condições para tanto.

Autorização de Serviço público

Difere da concessão e permissão. Possui três modalidades distintas:

a) Autorização de uso – o particular é autorizado a utilizar bem público de


forma especial, como na autorização de uso de uma rua para a realização de
quermesse.

b) Autorização de atos privados controlados – o particular não pode exercer


certas atividades sem autorização do poder público. São atividades exercidas por
particulares mas consideradas de interesse público (ex.: despachantes, serviço de
táxi). Neste contexto, quando se fala em autorização, fala-se também em licença,
que são termos semelhantes; a diferença é que a autorização é ato discricionário
da adminsiração, já a licença é ato vinculado, onde o interessado tem o direito de
obtê-la, e pode exigi-la, desde que preencha certos requisitos, como ocorre na
licença para dirigir veículos, ou na licença para funcionamento de estabelecimento
comercial.

c) Autorização de serviços públicos – a autorização, nesse sentido, coloca-se


ao lado da concessão e da permissão de serviços públicos, destina-se a serviços
muito simples, de alcance limitado, ou a trabalhos de emergência; é exceção, e
não regra, na delegação de serviços públicos, a regra é a concessão ou a
permissão de serviços públicos. Em princípio, a autorização de serviços segue as
normas da concessão e permissão de serviços, no que for cabível. Na autorização
de serviços, a licitação pode ser dispensável ou inexigível, nos termos dos artigos
24 e 25 da Lei n. 8666/93. É formalizada por decreto ou portaria, por se tratar de
ato unilateral e precário.

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CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS ADMINISTRATIVOS

Noções gerais

Os convênios administrativos são acordos firmados por entidades


públicas de qualquer espécie, ou entre estas e organizações particulares, para
realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. Os convênios, entre
nós, não adquirem personalidade jurídica, permanecendo como simples
aquiescência dos partícipes para a realização de objetivos comuns.

Convênios e Contratos administrativos - convênio é acordo, mas não é


contrato. No convênio, as partes têm as mesmas pretensões (buscam a realização
de um objetivo comum, desejado por todos). No contrato, as partes têm
interesses diversos e opostos, uma pretendendo o objeto do ajuste (obra, serviço)
e outra que pretende a contraprestação correspondente (preço ou qualquer outra
vantagem).

Consórcios administrativos são acordos firmados entre entidades


estatais, autárquicas, fundacionais ou paraestatais, sempre da mesma espécie,
para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.

Consórcio e convênio – a distinção entre eles é o consócio é celebrado somente


entre pessoas jurídicas da mesma espécie (ex., consórcio entre municípios para a
realização de uma obra de interesse comum intermunicipal).

Forma – a organização dos convênios e consórcios não tem forma própria, mas
sempre se fez com autorização legislativa e recursos financeiros para
atendimentos dos encargos assumidos no termos de cooperação.

[1] Direito administrativo, p. 97

[2] Direito administrativo brasileiro, p. 316

[3]Curso de direito administrativo, p. 671

Exercício 1:
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Considerando as assertivas abaixo:

I. Na desconcentração, ocorre a distribuição, em uma mesma entidade, de atribuições


para outros órgãos.

II. A descentralização administrativa por outorga ocorre quando o Estado cria uma
entidade com personalidade jurídica própria e lhe transfere, por lei, a titularidade e a
execução de determinado serviço público ou de utilidade pública.

III. Serviços autorizados são aqueles que o poder público, por ato unilateral, precário e
discricionário, consente a particulares para atender interesses coletivos instáveis.

A)

apenas a assertiva I está correta

B)

apenas a assertiva II está correta.

C)

apenas a assertiva III está correta.

D)

todas as assertivas estão corretas.

E)

todas as assertivas estão incorretas.

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Exercício 2:

As alternativas abaixo trazem caraceterísticas tipicas dos delegatários de


serviços públicos. Assinale a opção que contempla característica aplicável
às permissões.

A)

descentralização por colaboração

B)
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Celebração com pessoa física ou jurídica

C)

natureza contratual

D)

Possibilidade de extinção por caducidade

E)

N.D. A

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Exercício 3:

Os serviços públicos

A)

devem ser sempre prestados pelo poder público, em face de seu caráter
essencial.

B)

podem ter sua titularidade transferida a entidade privada, quando de natureza


econômica, mediante concessão.

C)

podem ser pretados por particular, apenas a título precário, mediante permissão.

D)

não são passíveis de cobrança de tarifa, exceto quando submetidos, por lei, ao
regime de concessão.

E)

constituem obrigação do poder público, que pode prestá-los diretamente ou


mediante concessão ou permissão, sempre através de licitação.

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Exercício 4:

Nos termos da CF/88, é serviço privativo da União o da seguinte


alternativa

A)

postal

B)

de saúde pública

C)

de construção de moradias

D)

proteção ao meio ambiente

E)

proteção ao consumidor

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Exercício 5:

Partindo da distinção entre as atividades administrativas, é exemplo de


serviço público, no direito brasileiro:

A)

a atuação na área de siderurgia

B)

o fornecimento de transporte coletiva por empresa concessionária

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C)

a imposição de multa

D)

a concessão de benefícios fiscais

E)

N.D.A.

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Exercício 6:

No que diz respeito a classificação dos serviços públicos, aponte a


alternativa correta:

A)

quanto à essencialidade os serviços podem ser próprios e improprios.

B)

serviços administrativos são aqueles que produzem renda para aquele que os
presta. A remuneração decorre de tarifa ou preço público, devendo ser prestados
por terceiros e pelo Estado, de forma supletiva.

C)

serviços gerais ou uti universi são os que podem ser mensurados e são divisíveis.

D)

serviços de utilidade pública são os úteis, mas não essenciais, atendem ao


interesse da continuidade, podem ser prestados diretamente pelo Estado, ou por
terceiros, mediante remuneração paga pelos usuários e sob constante
fiscalização.

E)

N.D.A

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