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CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO


ENGENHARIA DE PETRÓLEO E GÁS

ADRIANA ANUNCIAÇÃO
DANILO LESSA
JAIRO PINTO
JÉSSICA GUMARÃES
MAIARA ROCHA
SILAS NEVES

ENERGIA SOLAR

SALVADOR
2014
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ADRIANA ANUNCIAÇÃO
DANILO LESSA
JAIRO PINTO
JÉSSICA GUMARÃES
MAIARA ROCHA
SILAS NEVES

ENERGIA SOLAR

Pré-projeto apresentado para o projeto integrador como requisito


básico para a apresentação do mesmo no Curso de Engenharia de
Petróleo e Gás.

Orientador: Raul Santos.

SALVADOR
2014
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................ 3
2. JUSTIFICATIVA ...................................................................................... 5
3. OBEJTIVOS ............................................................................................ 6
3.1 Objetivo Geral ...................................................................................................... 6

3.2 Obetivos Específicos ............................................................................................ 6

4. METODOLOGIA...................................................................................... 7
5. RESULTADOS ESPERADOS................................................................. 8
6. REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................... 9
6.1 A matriz energética brasileira...........................................................9
6.2 O recurso solar.................................................................................9
6.3 Produção de silício e o módulo fotovoltaico.....................................10
6.4 Inversores.......................................................................................10
6.5 Indústria Nacional ...........................................................................11
6.6 Aplicações.....................................................................................12
6.7 NORMAS.......................................................................................12
7. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO .............................................................. 14
8. CRONOGRAMA .................................................................................... 15
9. REFERÊNCIAS ..................................................................................... 16
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1. INTRODUÇÃO

O Brasil encontra-se em um período de desenvolvimento econômico robusto em


processo de mudanças na sua estrutura econômica e de produção de energia. Em 2006, o país
inverteu a balança de importação de petróleo e hoje tem a possibilidade de se tornar um
grande produtor de petróleo e gás natural com atuação internacional. Além de um enorme
potencial na produção de combustíveis fósseis, o Brasil faz parte do grupo de países em que a
produção de eletricidade é proveniente, na sua maior parte, de usinas hidroelétricas. Essas
usinas correspondem a 75% da potência instalada no país e geraram, em 2005, 93% da
energia elétrica requerida no Sistema Interligado Nacional –SNI, sendo que ainda há uma
parcela significativa de potencial a ser aproveitado. Além disso, o Brasil também possui um
grande potencial de exploração de Urânio para utilização em novas usinas nucleares. No
entanto, o processo é mais complexo devido à questões ambientais, altos custos de
investimento e a importação de tecnologia, atrasando, dessa forma, a construção de novas
usinas nucleares. Sabe-se que a busca de alternativas energéticas no mundo é fato de suma
importância, levando em conta vários aspectos, impactos ambientais, energia limpa e
preservação dos recursos naturais esgotáveis são alguns desses aspectos.
Para compor esse novo quadro de matriz energética, existe um enorme potencial nas
fontes renováveis, como a Energia Eólica e Solar.
Nos últimos anos a energia fotovoltaica tem sido vista internacionalmente como uma
tecnologia bastante promissora. Experiências internacionais apresentam importantes
contribuições para análise sobre expansão do mercado, ganhos na escala de produção e
redução de custos para os investidores. Estima-se que o Brasil possua atualmente cerca de
20MW de capacidade de geração solar fotovoltaica instalada, em sua grande maioria
(99%, segundo IEA, 2011) destinada ao atendimento de sistemas isolados e remotos,
principalmente em situações em que a extensão da rede de distribuição não se mostra
economicamente viável.
A energia solar é caracterizada como inesgotável o que a torna uma alternativa energética
promissora. Do ponto de vista estratégico, o Brasil possui uma série de características naturais
favoráveis, tais como, altos níveis de insolação e grandes reservas de quartzo de qualidade,
que podem gerar importante vantagem competitiva para a produção de silício com alto grau
de pureza, células e módulos solares, produtos estes de alto valor agregado.
Um trabalho complementar (SWERA, 2008) apresenta ainda um mapa do Brasil com a
irradiação direta anual, podendo-se destacar que os maiores valores são observados no vale do
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rio São Francisco, na Bahia e na divisa entre os estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso
do Sul. De uma forma geral, a irradiação global é relativamente bem distribuída pelas regiões
do país. Mas, de forma geral, todo o litoral leste, do Rio Grande do Sul ao recôncavo baiano,
área mais densamente povoada, apresenta os menores índices de irradiação verificados no
país.
A região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global, com a
maior média e a menor variabilidade anual entre as regiões geográficas. Os valores máximos
de irradiação solar no país são observados na região central do estado da Bahia (6,5
kWh/m²/dia), incluindo parcialmente o noroeste de Minas Gerais. Há, durante todo o ano,
condições climáticas que conferem um regime estável de baixa nebulosidade e alta incidência
de irradiação solar para essa região semiárida.
As aplicações práticas da energia solar podem ser divididas em dois grupos: energia
solar fotovoltaica, processo de aproveitamento da energia solar para conversão direta em
energia elétrica, utilizando os painéis fotovoltaicos, e a energia térmica (coletores planos e
concentradores) relacionada basicamente aos sistemas de aquecimento de água.
A cadeia de produção da indústria fotovoltaica começa na extração do quartzo e seu
beneficiamento para produção de lingotes de silício. Atualmente cerca de 90% dos painéis
fotovoltaicos produzidos no mundo são compostos por células de silício monocristalino
ou policristalino, havendo um compromisso entre a eficiência da conversão da energia
primária em energia elétrica e o custo de produção das duas tecnologias. As células de silício
monocristalino são mais eficientes que as de policristalino, porém também apresentam
maiores custos de produção.
Com percentual baixo de capacidade instalada em relação às demais fontes, a energia
solar ainda é muito cara no país por causa do alto custo dos equipamentos, mas poderia
reduzir o uso de energia térmica em momentos de crise.
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2. JUSTIFICATIVA

O presente estudo tem por finalidade a abordagem do funcionamento da conversão da


energia solar em energia elétrica , utilizando de estudos de um sistema fotovoltaico para
demonstração, mostrando assim a viabilidade da implantação desse sistema.
A energia solar é caracterizada como inesgotável o que a torna uma alternativa
energética promissora. Do ponto de vista estratégico, o Brasil possui uma série de
características naturais favoráveis, tais como, altos níveis de insolação e grandes reservas de
quartzo de qualidade, que podem gerar importante vantagem competitiva para a produção de
silício com alto grau de pureza, células e módulos solares, produtos estes de alto valor
agregado. A região Nordeste tem presença destacada nesse contexto, com maiores índices de
incidência dos raios solares, oferecendo condições climáticas favoráveis à implantação desse
sistema. Observa-se que 90% dos painéis fotovoltaicos produzidos no mundo são compostos
por células de silício monocristalino ou policristalino, havendo um compromisso entre a
eficiência da conversão da energia primária em energia elétrica e o custo de produção das
duas tecnologias. A depender da relação custo benefício, as tecnologias de filmes finos
devem reduzir ao longo do tempo a participação dos painéis fotovoltaicos de silício, porém os
painéis de silício devem manter parcela importante do mercado, sobretudo pela maior
disponibilidade da matéria prima.
Em centros urbanos, a implantação do sistema fotovoltaico pode minimizar cargas em
estabelecimentos comerciais que utilizam aparelhos de ar condicionado em dias quentes, por
exemplo. Em telhados de residências, estacionamentos e edifícios pode ser utilizado como
uma unidade de geração distribuída. Já em áreas rurais, onde a implantação do sistema
convencional acaba tendo custos muito elevados, os benefícios vão muito mais além do que a
inserção de energia elétrica na região. Também pode reduzir o uso de energia térmica em
momentos de crise no País.
“Por causa do alto preço do diesel, as usinas fotovoltaicas são competitivas em relação
às termoelétricas, mas em nenhum país do mundo a energia solar pode ser tida como base. Ela
sempre vai ser complementar, porque não está disponível a todo o momento. Não existe
energia solar à noite, por exemplo”, diz o coordenador do Laboratório de Energia Solar da
UFRGS.
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3. OBEJTIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Identificar os atributos favoráveis à inserção da energia solar na Matriz energética


brasileira, maximizando os benefícios econômicos, tecnológicos, industriais e sociais no País.

3.2 OBETIVOS ESPECÍFICOS

a) Mostrar aspectos favoráveis para a inserção da energia solar na matriz


energética brasileira, bem como suas desvantagens;
b) Através de estudos, mostrar o processo de conversão da energia solar em
energia elétrica;
c) Apresentar os equipamentos utilizados na conversão da energia solar em
energia elétrica;
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4. METODOLOGIA

A metodologia proposta nesse trabalho alia a necessidade de conhecimento


específicos, bem como sobre alguns dispositivos de armazenamento da energia produzida
durante o dia para utilização à noite. Também foi estudada a viabilidade econômica da
implantação desses sistemas, visando ao atendimento das localidades distantes das redes de
distribuição, priorizando assim o uso de fontes renováveis de energia, bem como foi estudada
a vida útil e manutenção dos equipamentos.
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5. RESULTADOS ESPERADOS

Por se tratar de uma das principais fontes de energia que existem em nosso planeta,
espera-se esclarecer ao público alvo a importância da utilização da energia solar como uma
fonte alternativa na matriz energética brasileira, levando em conta suas vantagens e
desvantagens.
Assim para dimensionar o sistema solar aplica-se uma tensão e alguns pontos de
consumo.

Levam-se em conta os conhecimentos básicos de valores de grandezas

o Volt (V) é usado para medir Tensões.


o Ampére (A) é usado para medir Corrente.
o Watt (W) é utilizado para medir a potência e é o resultado da multiplicação de tensão pela
corrente: W = V x A
Desta forma, tendo dois valores de grandeza, poderemos calcular o terceiro.

Além destas temos também outras medidas encontradas em sistemas solares

o Wp = Watt de pico: é a máxima potência obtida em condições ideais.


o Wh = Watt hora: a potencia gerada ou consumida por hora. É normal em geração de
energia se determinar o total gerado em um período de tempo.
o Ap = Ampère de pico: é a corrente máxima obtida em uma condição ideal.
o Ah = Ampère hora: a corrente máxima obtida ou consumida em uma hora.
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Sendo assim para efetuar o calculo faz-se uma relação de todos os equipamentos, luzes,
etc…, que se pretende ligar ao sistema, verifica-se o consumo em Watts e a quantidade de
horas que cada um ficará ligado por dia. E por fim multiplica valores de consumo pelas
horas de uso.

- Dimensionamento dos equipamentos para a geração de energia elétrica

Painel Solar - A escolha do painel solar é feita através de sua capacidade de geração
em Ah.
Com o valor da potencia exigida em Watts por dia, dividi-se o valor pela tensão do
sistema (ex.:12 ou 24 V) e obterá a corrente/dia necessária:

A = W / 12 ou 24
O resultado deve ser novamente dividido pelo tempo médio de insolação. Com o valor
em Ah encontrado, escolha o painel que se iguala ou supera este valor na tabela de painéis.
Para 24V deve-se levar em conta que terá no mínimo 2 painéis do mesmo modelo interligados
em série.

Controlador de Carga - O controlador de carga é definido pela tensão de trabalho dos


módulos e corrente. A sua capacidade deve superar a corrente total dos painéis a serem
conectados.

Caso a corrente supere o valor do controlador, deve ser considerada a possibilidade de


dividir a instalação por mais controladores e baterias. Sistemas mais complexos é
recomendável a consulta a profissionais com experiência na área.

Baterias - Sistemas solares podem ser instalados com baterias comuns como as de
automóveis, apesar de não recomendado. Alguns cuidados devem ser tomados quanto a sua
utilização, tais como:
Trabalhar com baterias seladas e aplique o valor de consumo diário de corrente (Ah)
vezes (x) 5 (cinco). Não é recomendável que as baterias trabalhem com menos de 50% de sua
carga e quando há este risco o numero de baterias deve ser aumentado.
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Baterias fabricadas para descarga profunda possuem melhor rendimento podendo


trabalhar com até 90% de sua capacidade e sua vida útil é muito maior que as convencionais.
Aplicar o valor de consumo diário de corrente x 3 (três) e procurar sempre combinar baterias
da mesma marca e capacidade.

.
Inversor - Inversores são utilizados para energizar equipamentos em corrente alternada.
Procurar saber qual a condição de onda os equipamentos podem ser ligados. Estes equipamentos
possuem um fator de eficiência ou potência (FP) que é dado em proporção à perda do próprio circuito.
Calcular o consumo em Wh e comparar com a capacidade REAL do inversor ( Capacidade em
W x FP). O inversor deve ter capacidade superior ao consumo.
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6. REFERENCIAL TEÓRICO

O planejamento desse estudo baseou-se no colhimento de dados de alguns estudos a


partir de livros e sites e normas específicas do assunto.

5.1 A MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA

Na matriz energética brasileira a energia hidráulica é a principal fonte de energia para


a geração de eletricidade. Apesar de não emitir gases poluentes na atmosfera, para a
construção das usinas hidrelétricas são alagadas grandes áreas cultiváveis e, além disso, as
reservas brasileiras para a geração de hidroelétricas tendem a se esgotar nas próximas
décadas. A energia nuclear não tem se mostrado uma alternativa adequada devido ao
questionamento dos riscos a sua utilização na produção de eletricidade e ao descarte dos
rejeitos produzidos durante a conversão em energia elétrica.

5.2 O RECURSO SOLAR

A crescente contribuição de fontes renováveis de energia para a matriz energética do


país torna o conhecimento da disponibilidade do recurso energético e da sua variabilidade
espacial e temporal essencial tanto para o planejamento energético quanto para o
desenvolvimento de novos projetos. O desenvolvimento de métodos e ferramentas de
meteorologia aplicada ao setor energético está se tornando um campo de pesquisa
interdisciplinar bastante importante e visa atender a demanda de informações sobre a
influência da variabilidade climática sobre o recurso de energia solar.
O Brasil, por ser localizado em sua maior parte na região intertropical, possui grande
potencial de energia solar durante todo o ano. A utilização da energia solar poderia trazer
benefícios a logo prazo para o País, viabilizando o desenvolvimento de regiões remotas onde
o custo do sistema convencional de distribuição de energia é alto, com relação ao retorno
financeiro do investimento, regulando a oferta de energia em épocas de estiagem, diminuindo
a dependência do mercado de petróleo e reduzindo a emissão de gases poluentes na atmosfera
como estabelece o Protocolo de Kyoto.
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5.3 PRODUÇÃO DE SILÍCIO NO BRASIL E O MÓDULO FOTOVOLTAICO

O Brasil figura como um dos líderes mundiais na produção de silício de grau


metalúrgico, ficando atrás apenas da China, quando considerados os países individualmente.
A empresa brasileira RIMA Industrial aparece como a sexta maior produtora mundial.
A RIMA desenvolveu o chamado Processo Verde de Produção de Silício, através da
utilização de insumos energéticos totalmente renováveis, o que garante um balanço
favorável de carbono, com captura e armazenamento de CO2 em todas as etapas. O carvão e os
cavacos utilizados no processo são provenientes de florestas de eucalipto com
desenvolvimento genético contínuo, garantindo aumento de produtividade e regularidade
florestal.
Embora envolva um processo com elevado nível tecnológico, o silício de grau
metalúrgico possui baixo valor agregado relativamente ao silício de grau solar. A agregação
de valor na etapa é da ordem de 100 vezes: enquanto o quartzo metalúrgico é comercializado
a 0,03 US$/kg, o silício de grau metalúrgico é cotado a 3 US$/kg. Por sua vez, o silício de
grau solar é vendido mundialmente pela média de 30 US$/kg, uma agregação de valor da
ordem de 1.000 vezes em relação ao quartzo e 10 vezes em relação ao silício de grau
metalúrgico.
Atualmente não existe a purificação de silício até o grau solar no Brasil em nível
comercial. Algumas empresas e grupos acadêmicos vêm desenvolvendo, em nível
laboratorial, o processo de purificação através da rota térmica, ou metalúrgica, que envolve
menor consumo de insumos energéticos, com resultados positivos sobre o custo final.
Contudo, o trabalho ainda se encontra no nível laboratorial, sem ter passado pela experiência
de produção em escala comercial, e encara alguns desafios técnicos, como o controle de
impurezas.
A produção de módulos fotovoltaicos é bastante verticalizada, uma vez que existem
importantes ganhos de escopo. Assim, também não existem produtores domésticos de
células de silício cristalino.

5.4 INVERSORES

São dispositivos elétricos ou eletromecânicos capazes de converter um sinal elétrico


CC (corrente contínua) variável produzido pelos módulos em sinal elétrico CA (corrente
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alternada), em tensão adequada (a mesma da rede elétrica) e com frequência e formato de


onda o mais próximos da corrente da rede elétrica, no caso de sistemas interligados.
O inversor representa algo em torno de 10% do custo total de um sistema fotovoltaico.
Assim como as células e módulos, os preços de inversores têm mantido tendência decrescente
ao longo dos últimos anos.

5.5 INDÚSTRIA NACIONAL

Em países europeus como Itália e Alemanha, nos quais a incidência de irradiação solar
é baixa relativamente à existente em países do hemisfério sul como Brasil e outros da
América do Sul e África – haja forte crescimento do parque instalado de energia solar
fotovoltaica, enquanto a penetração desta fonte de energia é praticamente inexistente por aqui.
Abaixo estão os dez países que mais usam energia solar no mundo:

a) Alemanha - Consumo em 2011: 19,0 Terawatt-hora (TWh) - Fatia do total


mundial: 34,1%;
b) Itália - Consumo em 2011: 9,4 TWh - Fatia do total mundial: 16,9%.
c) Espanha - Consumo em 2011: 9,1 TWh - Fatia mundial: 16,4%;

d) Japão - Consumo em 2011: 4,5 TWh - Fatia mundial: 8,1%;


e) China - Consumo em 2011: 2,5 TWh - Fatia mundial: 4,5%;
f) República Tcheca - Consumo em 2011: 2,1 TWh - Fatia mundial: 3,8%;
g) França - Consumo em 2011: 1,8 TWh - Fatia mundial: 3,3%;
h) Estados Unidos - Consumo em 2011: 1,8 TWh - Fatia mundial: 3,3%;
i) Bélgica - Consumo em 2011: 1,5 TWh - Fatia mundial: 2,7%;
j) Coréia do Sul - Consumo em 2011: 0,9 TWh- Fatia mundial: 1,6%;

Conforme observado acima, o Brasil não figura nem entre os 10 que mais utilizam a
energia solar no mundo.
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5.6 APLICAÇÕES

Com exceção da energia maremotriz e da geotérmica, as demais fontes renováveis


podem ser vistas como usos indiretos da energia solar. Por exemplo, a bioeletricidade depende
da conversão da energia solar em biomassa através da fotossíntese; a energia eólica decorre de
gradientes de temperatura entre massas de ar aquecidas de forma não homogênea; e,
finalmente, as usinas hidrelétricas dependem do ciclo da água, cujo “motor” é a energia solar.
São duas as classes principais de uso direto da radiação solar: aquecimento de água
em que o fluid é aquecido pela energia solar através de coletores presos aos telhados das
residências. A água mais quente sobe do coletor para o tanque e a água mais fria desce deste
para o coletor por convecção e produção de eletricidade em que a energia solar pode ser
convertida em energia elétrica ou pelo efeito fotovoltaico, no qual células feitas de um
material semicondutor, por exemplo, o silício, ao ser exposto à luz (fótons) produz uma
corrente elétrica ou por concentração da energia solar através de espelhos, de forma a aquecer
um fluido de trabalho (gás ou líquido pressurizado, que no caso de torres termossolares pode
ser até mesmo água do mar) para produzir vapor a elevadas temperaturas (150 a 1000 °C). O
vapor é utilizado para mover turbinas conectadas a geradores elétricos. São os chamados
sistemas CSP – Concentrated Solar Power –, que podem ser do tipo parabólico, refletor
Fresnel, prato Stirling ou torre termo solar.

5.7 NORMAS

A atuação do setor público se faz necessária no desenvolvimento de normas e


regulamentação, garantindo maior clareza, particularmente sobre o papel da distribuidora de
energia elétrica. Neste sentido, os órgãos públicos e entidades privadas, entre elas a
Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), já têm atuado em
colaboração para definição de padrões e normas. Abaixo, encontram-se algumas dessas
normas:

a) ABNT NBR 11704 – Sistemas Fotovoltaicos.

b) ABNT NBR 11876 – Módulos Fotovoltaicos.


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c) ABNT NBR 15569 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto.

d) ABNT NBR 15747-1 – Sistemas coletores térmicos e seus componentes – Coletores


Solares.

e) ABNT NBR 15747-2 – Sistemas coletores térmicos e seus componentes – Coletores


Solares. Parte 2.
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6. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

Com base nos estudos realizados, observou-se que a opção de utilizar a energia solar
existe há séculos. Mas somente a partir do fim da década de 1970 foi desenvolvida a
tecnologia necessária. A fonte energética em questão é bastante viável desde sua captação,
geração e consumo. O que leva a uma grande economia tanto para o setor energético quanto
para os seus consumidores, além de não gerar nenhum impacto ao meio ambiente. Porém o
custo para sua implementação infelizmente é o principal aspecto para a não utilização dessa
fonte enérgica atualmente no Brasil, já que o mesmo necessita de outras alternativas para
tornar seu sistema energético ainda mais eficiente. Outros países já tem esta como uma das
principais fontes energética do local.
Apesar de muitas vantagens e benéficos ainda há muito que melhorar nesse setor, por
isso estudos estão sendo feito para o aprimoramento e acessibilidade à essa fonte
energética, existe também os fatores negativos quanto as limitações climáticas, referindo-se as
estações do ano.
No entanto são evidentes as vantagens da energia solar quanto aos custos ambientais
de extração, geração, transmissão, distribuição e uso final de fontes fósseis de energia são
comparadas à geração por fontes renováveis.
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7. CRONOGRAMA

Atividades Março Abril Maio


1) Pesquisas Bibliográficas X

2) Coleta de Dados X

3) Apresentação e Discussão de Dados X

4)Entrega do Pré-Projeto X

6) Conclusão X

7) Revisão X

8) Apresentação do Projeto Integrador X


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8. REFERÊNCIAS

ABEPRO. Matrizes Energéticas no Brasil: cenário 2010-2030. Disponível em:


<http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_077_541_11890.pdf> Acessado
em: 03/05/2014.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Análise da Inserção da Geração Solar na
Matriz Energética Brasileira. Disponível em:
<http://www.epe.gov.br/geracao/documents/estudos_23/nt_energiasolar_2012.pdf>
Acessado em: 03/05/2014.
CARTA CAPITAL. Para evitar crise, Brasil precisa diversificar matriz energética.
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/economia/para-evitar-crise-brasil-precisa-
diversificar-matriz-energetica-3395.html> Acessado em: 03/05/2014.
ABENS. Recurso Solar. Disponível em: <http://www.abens.org.br/novo/energia-
solar/recurso-solar/> Acessado em: 04/05/2014.
INPE. Levantamento dos recursos de energia solar no Brasil com o emprego de satélite
geostacionário – o Projeto Swera. Disponível em:
<http://sonda.ccst.inpe.br/publicacoes/periodicos/RevBrasileiraEnsinoFisica_2004_26_2_P14
5_FRMartins_etal.pdf> Acessado em: 04/05/2014.
BLUE SOL EDUCACIONAL. Os 10 países que mais usam energia solar no mundo.
Disponível em: <http://www.blue-sol.com/energia-solar/os-10-paises-que-mais-usam-
energia-solar-no-mundo/> Acessado em: 04/05/2014.
ABRIL. Os 10 países que mais usam energia solar no mundo. Disponível em:
<http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/os-10-paises-que-mais-usam-energia-
solar-no-mundo.shtml> Acessado em: 04/05/2014.
Departamento nacional de aquecimento solar. NBR 15569. Disponível em:
<http://www.dasolabrava.org.br/informacoes-2/recomendacao-normativa/> Acessado em: 20
de março de 2014.
Fotovoltaica. NBR 11704. Disponível em:
<http://www.fiepr.org.br/observatorios/energia/FreeComponent21893content212121.shtml>
Acessado em: 20 de março de 2014.
Portal Energia. Disponivel em: < http://www.portal-energia.com/dimensionamento-de-
sistemas-solares-fotovoltaicos/> Acessado em: 20 de março de 2014.
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