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Pelotização

A pelotização envolve a aglomeração de minérios ultrafinos com outras matérias-primas, tais
como carvão, cal hidratada e calcário. Após homogeneizar os materiais em quantidades
adequadas (para um balanço de massa ideal), a mistura é enviada para um disco ou um
tambor de pelotização. O resultado é uma pelota de 8 a 18 mm de diâmetro que é queimada
em torno de 1.350°C, para aumentar sua resistência mecânica. A cal hidratada é um
aglomerante eficiente alternativo à bentonita de alto SiO2.

CALCÁRIO E (OU) MAGNESITA(23): Sua utilização é fundamental para que a pelota

queimada adquira resistência mecânica e características metalúrgicas adequadas aos

processos posteriores de redução, como, por exemplo, a resistência a degradação em

temperatura da ordem de 500°C, em atmosfera redutora, decorrente da transformação

cristalina da hematita em magnetita. Estes insumos são também responsáveis pelo

fornecimento de óxido de cálcio (CaO) e óxido de magnésio (MgO), que proporcionam o

endurecimento da pelota. O CaO é fundamental no processo físico-químico de

formação dos compostos que irão favorecer a geração de uma escória ácida ou básica,

fundamental para o fortalecimento da ligação entre as partículas de minério

(sinterização), aumentando consideravelmente a resistência das pelotas após a queima,

evitando a sua degradação durante a etapa de manuseio. O MgO atuará melhorando as

propriedades das pelotas durante o processo de redução nos altos-fornos, pela

formação de fases escorificadas de ponto de fusão superior a temperatura em que se

processam as primeiras reações de redução do minério, que normalmente são seguidas

de degradação decorrente da transformação cristalina da hematita em magnetita.

Neste caso, a existência de fases escorificadas ainda não fundidas devido a presença do

MgO, contribuem para manter a estrutura física da pelota íntegra, minimizando a

geração de finos que diminuem a permeabilidade dos gases redutores no leito, criando

os indesejáveis fluxos preferenciais. Operacionalmente, a dosagem de calcário é

ajustada de acordo com o teor de sílica (SiO2) do pellet feed, para obter um valor de

basicidade binária (%CaO/%SiO2) ou quaternária ((%CaO+MgO/%SiO2+Al2O3) que se

para um pellet feed com teor médio de SiO2 em 2. Com a sua utilização. será uma função do teor de MgO que se deseja obter nas pelotas queimadas.0 e calcário com a composição química descrita na Tabela 3. o aglomerante orgânico. aglomerante orgânico ou cal hidratada está basicamente relacionada ao tipo de minério em processamento (hematítico. uma . hoje empregada em menor escala devido aos riscos inerentes da hidratação. são utilizados como aglomerantes durante a etapa de formação das pelotas cruas nos discos de pelotamento ou tambores. bem como a otimização da resistência a seco e a úmido das pelotas cruas. até 51Kg/tonelada de pelota produzida para uma basicidade binária de 1.deseja obter na composição química das pelotas queimadas. quanto a cal hidratada. O controle da basicidade binária é importante em pelotas destinadas a redução em altos-fornos. Recomenda-se que a resistência seja superior a 1.5 kg/pelota para as pelotas cruas úmidas e superior a 5 kg/pelota para a pelota crua seca. hidratado. Essa resistência é de extrema importância para garantir que as pelotas ainda cruas resistam ao manuseio e transporte nas correias tranportadoras até o forno e durante a etapa de secagem que ocorre durante a queima. ou suas misturas) e seu teor de umidade. Da mesma forma. devido a sua relação com a resistência das pelotas durante a redução. procura-se promover a aglomeração a frio das partículas de minério de ferro. facilitando o pelotamento. Por exemplo. A dosagem de bentonita. BENTONITA.30.0Kg/tonelada 712 Aglomeração – Parte II: Pelotização CETEM de pelota produzida para uma basicidade binária de 0. Sua composição química deve ser levada em consideração no balanço químico global da mistura para pelotamento. a dosagem pode variar de 12. magnetítico. normalmente a base de carboximetilcelulose ou poliacrilamida. ghoetítico. a dosagem de magnesita como fonte de MgO.0%. AGLOMERANTE ORGÂNICO E CAL HIDRATADA: Tanto a bentonita.

e a forte demanda por minério de ferro. . Calcário Os calcários participam das reações químicas que ocorrem durante a queima das pelotas. estão incluídos dados específicos para o carvão. impulsionada pelo crescimento mundial. nenhum dos elementos citados na Tabela 3.vez que afeta a composição química das pelotas produzidas. por parte dos produtores de ferro esponja (redução direta). Normalmente. G. a dosagem de aglomerante orgânico varia de 300 a 600 ppm de pelota produzida e a dosagem de cal vai depender do balanço químico supra citado. Eles podem reagir tanto com os componentes da ganga quanto com os óxidos de ferro. a busca por menores teores de sílica. A aplicação de CMC-Carboxil Metil Celulose e outros aglomerantes orgânicos estão sendo aplicados em larga escala em usinas de pelotização de diversas partes do mundo. Na tabela. potencializaram a oportunidade de desenvolvimento destes tipos de aglomerantes. participam da formação da fase intergranular que juntamente com a fase cristalina. A Tabela 3 apresenta dados típicos de análise química dos principais insumos utilizados no processo de pelotização. Os aglomerantes orgânicos são compostos de cadeias poliméricas orgânicas e não possuem em sua composição. Nos últimos 10 anos. Esses aglomerantes são compostos . Ao reagirem com a ganga. a dosagem de bentonita varia de 3 a 7 kg/t de pelota produzida.

Compostos básicos reagem com componentes ácidos corrigindo a basicidade. Os compostos calcários encontrados na natureza estão geralmente associados ao quartzo e a silicatos como a argila. A granulometria do calcário é um fator importante para o processo de pelotização e deve estar bem . Estudos demonstraram que os parâmetros de qualidade das pelotas queimadas são fortemente influenciados pela granulometria do calcário utilizado [2]. além de ajuste para a composição química final da pelota queimada. Seu principal constituinte é o carbonato de cálcio (CaCO3). bem como uma ótima homogeneização junto ao pellet-feed prensado são de grande importância para a qualidade final das pelotas. embora em uma escala reduzida [2]. Função principal de correção da composição química.contribuem para a solidificação das pelotas. Eles possuem algumas particularidades dentro processo de pelotização: Pequena influência na formação de pelotas verdes (carbonatos contidos nos calcários são insolúveis em água). que foram incorporados ao processo por permitirem a correção química das pelotas em controle de basicidade [2]. Um nível de dosagem correto. Os principais minerais calcários utilizados em plantas de pelotização são o calcário calcítico (CaCO3) e o calcário dolomítico (CaMg(CO3)).

a temperatura de queima pode ser elevada sem o perigo de fusão das pelotas. o que equivale a uma dosagem de 4.85%[2]. Quando o MgO é adicionado à pelota. .8%[2].5 kg por tonelada de minério. Este insumo é utilizado para a produção de pelotas de alto forno. O consumo de carvão pode ser menor em virtude da melhoria das propriedades das pelotas[2]. 6 1) Calcário Calcítico O calcário calcítico apresenta um teor elevado em cálcio. 40% ou mais em CaO e menos de 5% em MgO[11]. Este insumo é utilizado na produção de pelotas de redução direta. A opção pelo uso calcário dolomítico é necessária quando um maior teor de MgO é exigido na especificação da pelota queimada. o que equivale a uma percentagem de 1. A dosagem é de aproximadamente 18.próximo a do minério para permitir que o CaO reaja com a ganga ácida e com a hematita após a dissociação do carbonato de cálcio[2]. 2) Calcário Dolomítico O calcário dolomítico apresenta um teor elevado em magnésio. A sua dosagem é de aproximadamente 48 kg por tonelada de minério. 25-30% em CaO e 15-20% em MgO[11].

O processo de pelotização é bastante claro. Desta forma. Cada item analisado tem sua importância para obter uma pelota bem acabada e queimada. variáveis de controle merecem atenção. porém. as pelotas vão ter um bom desempenho nas siderurgias e serem úteis como uma boa matéria prima para a formação de ferros. uma pelota nessas condições teve todos indicadores de qualidade adequados. .