You are on page 1of 2

parceria realização

lidar com ele. marcada por reconhecer imediatamente o mundo através de códigos. a esfera social. personalidade. até as relações mais ínfimas e fundamentais da vida a exposição encena uma sala de estar onde cotidiana. universo do espetáculo. se o chão e o rodapé têm texturas. como a política. considerando trabalhos que se principais da novela “a usurpadora”. como os afetos e a sociabilidade. com estes materiais que se fingem de outros materiais. vitrine e qualquer outro meio de exibicionalidade. podemos dizer que a convertidos em objetos de decoração. ainda que os procedimentos a que são os duplos de yamagata lidam com humor. também. afinal. um indicador de um dos conflitos simulacros não são apenas um substituto centrais deste projeto: coisas que podem rebaixado do real. que têm vida própria. e ao mesmo tempo projeto.TROPICAL EXTRAVAGANZA : Paola e Paulina o título desta exposição é apropriado aparece no trabalho com algum fundo diretamente de duas referências populares: reflexivo. também vem bem a calhar que a novela ativamente. colocando janeiro 2018 a pergunta sobre estas relações em suspenso. mas suposta natureza claramente associada ao também uma visão periférica e descentralizada. submetidos guardem alguma precisão. objetos na arte o mundo do consumo. há um fluxo de narrativas que se desdobra em cada uma LEANDRO MUNIZ . as peças olham para si mesmas. muito própria desde as macro estruturas decisivas para ao conjunto de objetos apresentados. ainda estado das coisas é um dos núcleos deste que insistam em demonstrar. num esforço de desnaturalizar o disfarçar. mas outra maneira de assumir o papel de outras coisas. o dado apelativo inerente a esses materiais. como pergunta sobre como agir diante deste novo declarações de serem puro simulacro. pois estes apontam uma maneira por outro. ao mesmo tempo. ao menos sobre o próprio formato o álbum de silvia machete e as personagens exposição. enquanto outros se escondem. o excesso de padrões decorativos por esses trabalhos multiplicam os tratamentos de suas superfícies. a esta altura da história completamente mas simulam alguma ação ou mostram alguma capitalizados. para o conjunto e para o entorno. podemos dizer que uma lógica sugeria uma permutação entre vulgar e de simulação permeia a vida contemporânea opulente. da artificialidade mesmo que paradoxalmente (ou por isso e da teatralidade. um exercício de decoração que fricciona os limites entre exposição. a ideia dos gêmeos que podem de estar no mundo em que o verdadeiro e trocar de lugar. inclusive transformando-o se. . mau gosto e bom gosto aparecem a eles mesmos. auto exibem excessivamente. há uma percepção espacial que por um lado a tematização de uma não privilegia apenas a visão normativa. os revestimentos indiferenciados. bem e mal e vice versa. reiterando-o. mas não se opõem. materiais escolhidos. os móveis e acessórios continuam funcionais. o próprio aparecimento desses trabalhos são um problema central e dizem respeito à forma de percepção que temos em nosso tempo. dissimulando. como se todo o conjunto ganhasse vida. habitual. os outro. um assumindo o papel do o falso se comutam. pateticamente objetivo de mercado. assim como qualquer outra escolhidos para padronizar o conjunto se forma de vida que a princípio não era referem a animais predadores. como na arte que se disfarçam de outros objetos iguais pop. desfazendo a simplicidade já não se trata de apenas novamente encenar do artifício no momento seguinte. não à toa. uma ideia de mesmo) esses objetos sejam devolvidos à excesso e gosto exagerado vindo dos condição de imagens planificadas. das associações internas desses objetos e também entre as peças e o espaço.