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Farmacotécnica hospitalar

:
Abordagem teórica para implantação e operacionalização.

1 – Introdução

No século XVI foi introduzido o termo “Farmácia Galênica”, em homenagem ao médico-farmacêutico,
Claudius Galenus, que viveu em Roma no século II de nossa era. Ele escreveu mais de 400 obras nos diversos
ramos da medicina e da farmácia, principalmente sobre formulações de medicamentos e a forma de prepará-los.
Durante muitos anos as substâncias medicamentosas existentes eram exclusivamente de natureza animal,
vegetal ou mineral. Posteriormente, com o isolamento dos princípios ativos, o homem teve a tentação de
começar a substituí-los.
Razões de ordem econômica e a facilidade de preparação têm levado à substituição quase que sistemática das
antigas fórmulas pelos seus componentes principais isolados ou por síntese.
As tendências mais recentes da Farmacotécnica a serviço da preparação, maior eficácia terapêutica e segurança
podemos citar a Biofarmácia e a Farmácia Clínica.
Observa-se assim a evolução natural da Farmácia Galênica, que, de arte servindo-se do empirismo, passou a
ciência complexa e multifacetada, começando a ser encarada e orientada em bases completamente novas, em
que a preparação do medicamento nunca pode ser apreciada independentemente do fim a que se pretende.
Para falar de Farmacotécnica Hospitalar, é necessário antes situar esta atividade no campo da Farmácia
Hospitalar, bem como relebrar algumas questões relativas a Ciência da Farmacotécnica.

1.1 - Farmácia Hospitalar

O progresso das ciências da saúde implica, cada vez mais, uma atividade multidisciplinar
integrada que envolve profissionais com diferentes formações curriculares, específicas e
diferenciadas.

Sobre Farmácia Hospitalar, o egrégio Conselho Federal de Farmácia através da Resolução 200 de 1997 define:

FARMÁCIA DE UNIDADE HOSPITALAR: unidade clínica de assistência técnica e
administrativa, dirigida por farmacêutico, integrada funcional e hierarquicamente às
atividades hospitalares.

A principal função da farmácia hospitalar é garantir a qualidade de assistência prestada ao paciente através do
uso seguro e racional de medicamentos e correlatos, adequado sua utilização à saúde individual e coletiva, nos
planos: assistencial, preventivo, docente e de investigação, devendo, para tanto, contar com farmacêuticos em
número suficiente para o bom desempenho da assitência farmacêutica.

Nas atividades de assistência farmacêutica, é de competência da farmácia hospitalar:

I - Assumir a coordenação técnica nas discussões para seleção e aquisição de medicamentos, germicidas e
correlatos, garantindo sua qualidade e otimizando a terapia medicamentosa;

II - Cumprir normas e disposições gerais relativas ao armazenamento, controle de estoque e distribuição de
medicamentos, correlatos, germicidas e materiais médicos hospitalares;

III - Estabelecer um sistema, eficiente, eficaz e seguro de dispensação para pacientes ambulatoriais e
internados, de acordo com as condições técnicas hospitalares, onde ele se efetive;

IV - Dispor de setor de farmacotécnica composto de unidades para:
a) manipulação de fórmulas magistrais e oficinais;
b) manipulação e controle de antineoplásicos;
c) preparo e diluição de germicidas;
d) reconstituição de medicamentos, preparo de misturas intravenosas e nutrição parenteral;
e) fracionamento de doses;
f) análises e controles correspondentes;
g) produção de medicamentos;
h)outras atividades passíveis de serem realizadas segundo a constituição da farmácia hospitalar e características
do hospital.

V - Elaborar manuais técnicos e formulários próprios;

VI - Manter membro permanente nas comissões de sua competência, principalmente:
a) na comissão de farmácia e terapêutica ou de padronização de medicamentos;
b) na comissão de serviço de controle de infecção hospitalar;
c) na comissão de licitação ou parecer técnico;
d) na comissão de suporte nutricional.

VII - Atuar junto a Central de Esterilização na orientação de processos de desinfecção e esterilização de
materiais, podendo inclusive ser o responsável pelo setor;

VIII - Participar nos estudos de ensaios clínicos e no programa de farmacovigilância do hospital;

IX - Exercer atividades formativas sobre matérias de sua competência, promovendo cursos e palestras e criando
um Setor de Informações de Medicamentos, de acordo com as condições do hospital;

X - Estimular a implantação e o desenvolvimento da Farmácia Clínica;

XI - Exercer atividades de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia farmacêuticas no preparo de medicamento e
germicidas;

Ao farmacêutico diretor-técnico, em particular, compete:

I - Cumprir e fazer cumprir a legislação atinente as atividades hospitalares e relativas a assistência
farmacêutica.

II - Organizar, supervisionar e orientar tecnicamente, todos os setores que compõem a farmácia hospitalar de
forma a assegurar-lhe características básicas bem como contribuir para seu funcionamento em harmonia com o
conjunto da unidade hospitalar.

No dia-a-dia da Farmácia Hospitalar o profissional farmacêutico ao proporcionar assistência
farmacêutica:

- Recebe, inspeciona , armazena, controla, distribuir e dispensa medicamentos e demais produtos
farmacêuticos;
- manipula, fraciona e reconstitui medicamentos;
- prepara e conserva misturas endovenosas
- prepara nutrições parenterais;
- dilui quimioterápicos;
- dilui germicidas;

- realiza controle de qualidade;
- presta informações sobre produtos farmacêuticos.

1.2 - Farmacotécnica
Trata-se de uma parte da Farmacologia que cuida das drogas, transformando-se nas várias formas farmacêuticas
utilizadas na prevenção, diagnóstico e cura das doenças. Esta transformação visa a administração, assegurando
uma perfeita eficácia terapêutica e conservação.
A Farmacotécnica é subsidiada por outras ciências fundamentais, como a física, a química, e a botânica; e de
ciências de aplicação como a Farmacognosia e a Farmacodinâmica. Sendo assim, ela própria se constitui em
uma ciência de aplicação, libertando-se cada vez mais do empirismo que a caracterizou no passado.
Compete à Farmacotécnica estudar a forma farmacêutica mais adequada e o melhor meio de se conservar os
medicamentos, de modo a prolongar, na medida do possível, o seu período de utilização.
A farmacotécnica tem como objetivo: preparar, conservar, acondicionar e dispensar medicamentos, dosados
com exatidão e apresentados sob uma forma que facilite a sua administração.
A ação da farmacotécnica resulta em Formas Farmacêutica, que são também designadas por formas galênicas
ou formas medicamentosas. São o resultado de várias operações a que se submetem as substâncias
medicamentosas a fim de facilitarem a sua posologia, administração, mascarar os caracteres organolépticas e
assegurar a ação desejada.
Classificação dos Medicamentos
Como se sabe a palavra Medicamento indica uma droga ou uma preparação com drogas de ação farmacológica
benéfica, quando utilizada de acordo com suas indicações e propriedades.
Medicamento Simples - aqueles preparados a partir de 1 único fármaco
Medicamento Composto - são aqueles preparados a partir de vários fármacos.
Medicamento de Uso Externo - são aqueles aplicáveis na superfície do corpo ou nas mucosas
facilmente acessíveis ao exterior.
Medicamentos de Uso Interno - são aqueles que se destinam à administração no interior do organismo
por via bucal e pelas cavidades naturais.
Medicamentos Oficiais - são aqueles oficializados nas monografias presentes nas Farmacopéias.
Medicamentos Oficinais - são aqueles preparados na própria farmácia, de acordo com normas e doses
estabelecidas por Farmacopéias ou formulários e com uma designação uniforme.
Medicamentos Especializados de Especialidades Farmacêuticas - são medicamentos de fórmula
conhecida, de ação terapêutica comprovada, em forma farmacêutica estável, embalado de modo uniforme e
comercializado com um nome convencional. A especialidade farmacêutica é industrializada e sua fabricação
obedece a regulamento de natureza governamental.
Medicamento Magistral - são aqueles medicamentos prescritos pelo médico e preparados para cada
caso, com indicação de composição qualitativa e quantitativa, da forma farmacêutica e da maneira de
administração.
Medicamento Placebo - são substâncias ou preparações inativas administradas para satisfazer a
necessidade psicológica do paciente de tomar drogas.
Medicamentos Alopáticos - são aqueles que tratam as doenças produzindo uma condição de
antagonistas; incompatíveis com o estado patológico a ser tratado. “Cura provocando uma ação diferente no
corpo”.

utilização racional dos medicamentos. Para sua operacionalização é necessário o conhecimento de técnicas galênicas de preparação de formas farmacêuticas a nível hospitalar. desinfecção e esterilização. . incluindo soluções de nutrição parenteral. “Tratam o indivíduo.Ajustes de dosagens de acordo com as necessidades individuais de cada paciente (idade. auxiliares de diagnóstico. eficazes. .1 Objetivos 2. . fracionados ou reenvasados. A seção de farmacotécnica que como objetivo principal a implantação de técnicas. 2. Fracionar e/ou reenvasar os medicamentos elaborados pela indústria farmacêutica a fim de racionalizar sua distribuição e administração. quantidades exata para o tratamento. nesta área de conhecimento e tecnologia. manipulação e reenvase sejam seguros.2 .são aqueles que promovem uma condição semelhante com o estado patológico a ser tratado. Desenvolver fórmulas de medicamentos e produtos de interesse estratégicos e/ou econômico para Farmácia Hospitalar e para o Hospital. . Garantir a qualidade dos produtos elaborados. 2.Objetivos específicos .Objetivo Geral A farmacotécnica tem como finalidade. que tenham a finalidade de garantir que os procedimentos de fracionamento. com apresentação adequada.1 . dietéticos.1. a qualquer momento.Farmacotécnica Hospitalar Farmacotécnica hospitar (de fármaco + técnica). . . seção da farmácia hospitalar que tem por finalidade a manipulação e/ou produção de medicamentos e correlatos (produtos de higiene. manipulados. . contribuir com as demais áreas da Farmácia Hospitalar para que esta cumpra sua missão no serviço clinico e colabore diretamente na assistência ao paciente hospitalizado e/ou ambulatorial. citostáticos e demais misturas intravenosas.Por que manipular: . diluir e/ou reenvasar germicidas necessários para as ações de anti-sepsia. na forma de dosificação adequada e segura. peso). . limpeza. Preparar. 2.Segurança. . altura. técnicas de embalagem e identificação de programas de garantia de qualidade. Manipular produtos estéreis. Medicamentos Homeopáticos . medicamentos de qualidade adaptados às necessidades específicas da população que atende. racionais e tenham qualidade.1. técnicas básicas de análise de medicamentos. saneantes domisanitários e outros). Contribuir na formação e reciclagem de pessoal auxiliar e outros farmacêuticos. Proporcionar. e não a doença em primeiro lugar”. . evitando sobras e desperdícios. independentemente da disponibilidade comercial. .Implantação: 2.Manipulação de medicamentos de uso consagrado e que foram retirados do mercado.2 .

dirigida por farmacêutico. construída ou adaptada. Recentemente foi publicada a RDC 33/00. Facilidade de administração do medicamento ao paciente. . integrada funcional e hierarquicamente às atividades hospitalares. compreendendo os sabonetes. transporte. 6. Produtos de higiene: produtos para uso externo. Área ou local para as atividades administrativas. Área de manipulação.Estrutura física. . 5. Conceitos importantes: 1. Área ou local de controle de qualidade. fracionamento. aniti- perspirantes.3 . enxaguatórios bucais. 4. Sanitário. alopáticas e ou homeopáticas.. e de outros produtos de interesse da saúde. possuindo no mínimo: . conservação.140/74. . produtos para barbear e após o barbear.Requisitos legais para implantação de uma farmacotécnica hospitalar A Lei 5. destinados ao asseio ou à desinfecção corporal. estípicos e outros. que estabelece a composição. contando com uma infra-estrutura adequada às opoerações desenvolvidas. anti-sépticos ou não. . Vestiário. estabelecendo os requisitos mínimos para a manipulação. Fracionamento: divisão de uma especialidade farmacêutica em dooses que atendam a prescrição médica. 2. permitindo associações de princípios ativos compatíveis entre si em um só medicamento. cuja fórmula estaja inscrita nas Farmacopéias Brasileiras ou Compêndios oui Formulários reconhecidos pelo Ministério da Saúde. medicamentos. regulamentada pelo Decreto 74. . projetada. desodorantes. Preparação magistral: é aquela preparada na farmácia atendendo a uma prescrição médica. 7. forma farmacêutica. A RDC 33/00 define que uma farmácia destinada a manipulação de produtos magistrais e oficinais deve ser localizada . . 3. 2. dispensação de preparações magistrais e oficinais. pela possibilidade da escolha do veículo e apresentação ideal. Preparação oficinal: é aquela preparada na farmácia atendendo a uma prescrição médica. fracionar produtos industrializados para uso humano. Manipulação: conjunto de operações com a finalidade de elaorar preparações magistrais e oficinais. insumos farmacêuticos e correlatos. . Farmácia Hospitalar: Farmácia de atendimento privativo de unidade hospitalar: unidade clinica de assistência técnica e administrativa. para assegurar a qualidade das preparações. posologia e moso de usar. Área de dispensação. Área ou local de armazenamento.991/73. Especialidade farmacêutica: produto oriundo da indústria farmacêutica com registro na Agência Nacional de Vigillância Sanitária e disponível no mercado. dentifrícios. . xampus. define Farmácia como: “Estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais. compreendendo o de dispensação e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica”. de comércio de drogas.

Sala de manipulação.0 m².Sala de manipulação de nutrição parenteral 5. .0 m2 por capela de fluxo laminar Farmácia Hospitalar Área para armazenagem e controle (CAF) . programação.Recepção e inspeção . publicadas nos DO de 14/10/98 e 01/04/99 e Portaria MS/SAS nº 113 de 31/03/99 sobre cadastramento de serviços. .A RDC nº 50.10 % da área para armazenagem.6m² por leito.0 m².0 m2 Sala para preparo e diluição de germicidas 1 9.5 m².0 m².10 % da área para armazenagem. Soluções parenterais de grande volume e Correlatos. fracionamento de doses e reconstituição de medicamento 2.535 de 02/09/98 e Portaria MS 255 de 31/03/99 sobre centros de atendimento de oncologia. Materiais e artigos médicos descartáveis.Estocagem de:Matéria prima.Área de dispensação 6. Farmacotécnica A existência dessa sub-unidade dependerá da execução ou não das atividades correspondentes: . publicada no DO de 08/04/99.Sala para preparo e diluição de germicidas 9. Não inflamáveis. Quarentena.0 m² por capela de fluxo laminar. 0. .0 m2 embalagens) Sala de preparação de quimioterápicos 1 5. . de 21 de fevereiro de 2002. Medicamentos. .0 m2 Laboratório de controle da qualidade “in loco ou não” 6. A depender das atividades do estabelecimento.0 m2 medicamentos Área de dispensação 1 6.Sala de limpeza e higenização de insumos (assepsia de embalagens) 4. Material de embalagem e envase. .0 m2 Sala de limpeza e higienização de insumos (assepsia de 6. que dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento. Área para dispensação/ farmácia satélite .0 m². . Controlados. Pode ser substituída por carrinhos de medicamentos ou armários específicos.0 m2 por capela de fluxo laminar Sala de manipulação de nutrição parenteral 1 5. determina : Farmacotécnica A existencia dessa Dimensão sub-unidade dependerá da execução ou não das atividades correspondentes Sala de manipulação.Área de distribuição . - Vide Portaria MS nº 3.0 m² por capela de fluxo laminar.No mínimo 4. . Germicidas. . fracionamento de doses e reconstituição de 1 12. Inflamáveis.Laboratório de controle de qualidade "In loco" ou não 6.Sala de preparação de quimioterápicos 5.0 m². elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

Uma única sala não pode servir a sala de quimioterápicos e a sala de nutrição parenteral.2 exaustores de baixo nível de ruido. Estufa Bacteriológica -temperatura de até 65 °c . . CEME . 1994. voltagem 220 volts. 600 cápsulas nos tamanhos de cápsulas numeros: 000. Para Nutrição Parenteral vide Portaria nº 272 de 08/04/98 do Ministério da Saúde publicada no DO de 23/04/98. 120. 0.Vestiário (barreira as sala de limpeza e hiegenização e salas de manipulação). com beiral de alumínio e alumínio anodizado bem fixado evitando o acúmulo de pó embaixo da mesma.1 grama .Copa.depósito de material de limpeza. Produção: Varia de acordo com a capacidade da encapsuladeira . Garantia: de no mínimo por 1 ano. Encapsuladeira manual . Capacidade: Encapsuladeiras com capacidade para:180. Acompanha espátulas.6. .capacidade 3.001g e capacidade de até 500g. com marcador de potência e regulagem da solda. . 360. Farmacotécnica: .Sanitários com vestiários para funcionários .Fabricada com placa de PVC. Balança eletrônica de precisão. 300. . seladora de pedal. 1. 3 e 4.00.Fabricada com placa de PVC. 1. Produção: Varia de acordo com a capacidade da encapsuladeira . 360. 400 e 600 cápsulas nos tamanhos de cápsulas numero 2.610 gramas. Seladora para selar saco plástico.Centro de informações de medicamentos . Estas salas podem estar localizadas na unidade de quimioterapia ou na farmácia. 180. Deve possuir visor que possibilite a visão da capela de fluxo laminar. 220 volts. Destilador para água com capacidade para 05 a 10 litros por hora.4 . 1984 e Guia Básico de Farmácia Hospitalar.numero 3 com 2 portas sendo uma de de vidro - dimensão 50 x 50 x 40 cm .Sanitários para funcionários. para que o manipulador possa manipular quantidade de cápsulas menor que a capacidade da encapsuladeira e de fácil limpesa e esterilização. Vide Manual de Recomendações para Projetos de Construção de Almoxarifados Centrais de Medicamentos.em epoxi eletrostâtico. . para que o manipulador possa manipular quantidade de cápsulas menor que a capacidade da encapsuladeira e de fácil limpesa e esterilização.construida em chapa de aço com pré- tratamento.0A.Sala administrativa -sala de esterilização de materiais. com beiral de alumínio bem fixado evitando o acúmulo de pó embaixo da mesma. 150. sempre sob a responsabilidade de um farmacêutico.filtro de . 2. Encapsuladeiras manuais para omeprazol . Balança eletrônica semi-analítica com precisão 0. . . compactador e barra divisora em PVC.Central de Medicamentos.0 m2. . sensibilidade 0. Balança mecânica tríplice escala. 250. Ministério da Saúde. . compactador e barra divisora em PVC. Quando houver preparação de quimioterápicos ou manipulação de nutrição parenteral. com dupla resistência.000 gramas. .acabamento na cor branca. Acompanha espátulas. Capacidade: encapsuladeiras com capacidade para: 60. 200. . Ambientes de apoio .110/220 volts. . Capela de exaustão de pó para encapsuladora manual.Equipamentos. capacidade 1.

filtro de papel 160x220mm. papel plissado com 160x220mm. 3. buffer. faixa de medição de 0. . Acompanha suporte de eletrodo. é no sudeste onde encontramos maior variedade de fornecedores e fabricantes.40 watts dimensões 12 x 36 x 16 cm. Da mesma forma que as embalagens é na região sudeste e principalmente no estado de São Paulo onde encontramos os principais fornecedores para manipulação de medicamentos. base em chapa de aço com revestimento epoxi eletrostático. controle eletrônico linear de avanço gradativo de temperatura. sist. compensação automática da temperatura entre 0 e 100° C. eletrodo combinado universal de vidro com referência interna de Ag.30 watts. Geralmente incluímos apenas os custos fixos (matéria-prima. eletrodo combinado .Análise do custo e benefício.00 a 14. . 110 volts . .carcaça em material plástico ultraresistente. anti-sépticos e saneantes. pH 6. Há fornecedores locais como a Guararapes e a Emplasquil. Os principais materiais utilizados para envase são os de plásticos de PVC e PET e vidro. sensor da temperatura encapsulado em aço inox.2 exaustores de baixo nível de ruído. acabamentona cor branca em epoxi eletrostático. legibilidade mais ou menos 0. buffer pH 4. sensor de temperatura.10 watts . iluminação horizontal diretamente na amostra. . Mas. . . ficando os demais custos fixos e varáveis para rateio.possui ajuste de zero e sensibilidade. rotulagem e embalagem).dimensões 10 x 20 x 20 cm.86. solução de repouso do eletrodo. .dimensões externa aproximadamente 32 x 66 x 44cm.110/220 volts -30 watts. . Temos alguns fornecedores locais para a área de saneantes e até de medicamentos. Cronômetro digital. acompanha termômetro 0 a 360 graus com certificado rastreado pela RBC.01. construida em chapa de aço com pré-ratamento. aquecimento a seco-110v-40w 12x36x16cm. Matérias-primas.01pV ou 1 mV.4 . bloco embutido de aquecimento elétrico. mas muitas vezes operam com custos mais significativos que os de São Paulo. por exemplo. Materiais para embalagem e rotulagem. 50 capilares.friso protetor de borracha nas bordas . c/ as seguintes características: 3 provas simultâneas. Capela de exaustão de pó para balança. pH metro de bancada digital. friso protetor de borracha nas bordas – 110/220 volts . interruptor de aquecimento direto e controle de avanço de temperatura.00 pH ou mais ou menos 1000 mV relativos. painel com interruptor geral. Custo de produção.015 pH ou mais ou menos 2 mV. Alcoômetro de Gay Lussac. . reprodutibilidade de mais ou menos 0.. display líquido. visor e lupa de aumento. Copo de Ford (viscosímetro). pH e milivolts. Aparelho determinador do ponto de fusão. tecnologia eletrônica imune ao ruído da rede.dimensões externa aproximadamente 32x66x44cm. para implantação de uma farmacotécnica hospitalar . com indicadores tipo leds que sinalizam cada função. com 3 funções: stand-by.110/220 volts .

custos de implantação e operacionalização é que pode estimar a viabilidade econômica do negócio. O conhecimento das caracteristicas físicas. densidade. . materiais de embalagens. aluguel. . etc. controles. químicas e biológicas do principio ativo deve ser os mais complexos possíveis: Propriedades fisico-químicas Propriedades biológicas . . luz. verificação dos recursos disponíveis e objetivos (via. etc) e ainda alguns fixos (recursos humanos. deve-se calcular um fator para apropriar este custo de forma que o percentual acrescido em cada produto vezes o total produzido num dado período represente o tatal desta despesas.) .Operacionalização Concepção e manipulação (produção) de um medicamento Para obtenção de um medicamento a nível magistral. Farmcocinética ( coeficiente de repartição. Análise de mercado. temperatura. pon to de fusão. Biodisponibilidade. fica fácil de ser previsto. efeitos colaterais. de empresa idônea e produto de qualidade garantida. processo de manipulação. ar. excipientes. Feitos estes cálculos e aplicado a margem de lucro chega-se ao custo do produto. verificada a demanda de consumo. Propriedades fsicas: (solubilidade. macanismo. Para ficar ainda mais prático. podem ser rateadas entre cada um produtos. etc. condições de conservação e validade do produto a ser manipulado. A partir da verificação do custo de produção. etc. análise do custo praticados no mercado de cada um da linha de produção. manutenção. etc. . biotransformação. Desta forma deve o Farmacêutico deve dispor de informações precisas para definir com segurança a via de administração. Estas despesas. O custo de aquisição deve incluir o valor do material adquirido + frete + estocagem + administração e operacionalização da compra. Custo de aquisição. . eliminação. Características organolépticas. fabricados no mês. luminosidade.). seguros.).) . Atividade terapêutica ( sítio de ação. os custos de produção será formado pela quantidade de álcool etílico a 96o GL + embalagem (frasco de 100 ou 1000 ml) e rótulo. Em seguida.Num produto como o Álcool etílico sol a 70% p/v. 4 . etc. Propriedades químicas: (Estabilidade e incompatibilidade (pH. forma e dosagem) do prescritor / manipulador. Ressalto que a análise de mercado deve ser feita entre produtos de boa aceitação . Os custos variáveis (água. deve-se realizar pesquisa de mercado para verificar o preço praticado para o mesmo produto na mesma apresentação.) . é necessário a análise dos conhecimentos científicos atualizados. umidade. forma farmacêutica. em apresentações individuais. quando já sem tem uma média dos meses anteriores.

devendo para tanto se manter monografias atualizadas e registros de todas as ocorrências relativas aos medicamentos manipulados. diluindo- os à concentração conveniente ou proporcionando maior facilidade de administração. XVIII e início do séc. ensaio e doseamento das matérias primas empregadas e dos produtos acabados. os componentes inertes que devem entrar na formulação (adjuvantes).fármacos auxiliares. Vigência em todo o território nacional. Pode exercer um efeito solubilizante. Adjuvantes . Formulários Ao lado das Farmacopéias existem os formulários de índole galênica. Em regra geral.  Farmacopéias nacionais oficiais (fim do séc. conservante. Componentes de uma formulação Em uma fórmula complexa o médico pode indicar além dos componentes ativos. . selecionando técnicas e métodos que sirvam de norma legal à preparação. Edição (1988) Todas as Farmacopéias possuem “métodos gerais” preconizados e em seguida as monografias.são destituídos de atividade e têm como função dar corpo aos fármacos. Veículo ou Excipiente .Numa farmacotécnica hospitalar. não modificam o efeito farmacológico dos princípios ativos. Edição (1926) 2ª. ou então a composição de uma especialidade farmacêutica.  Adotou a Farmacopéia Francesa até que a brasileira fosse publicada Farmacopéias brasileiras 1ª. geralmente se padroniza os princípios ativos mais comuns em formas farmacêuticas mais apropriadas.  Brasil adotou a Farmacopéia Portuguesa até a Independência. aromatizante. Edição (1959) 3ª. Edição (1976) 4ª. Farmacopéias Código Farmacêutico Oficial inscrito com a finalidade de regulamentar e impri9mir rigor científico e uniformidade às práticas farmacêuticas. XVIII). Edição que contém apenas as generalidades e métodos gerais de análise. caracterização. . com exceção da 4ª. . edulcorante. Não possui monografias de matérias primas e especialidades farmacêuticas. Histórico  Farmacopéias regionais nem sempre oficializadas (séc. XIX). Fórmula ou formulação Representa o conjunto dos componentes de uma receita prescrita pelo médico. ou restritos a determinados serviços. oficializados em muitos países e dotados de caráter nacional.

Quando este for destinado ao uso externo. para gargarejo. foi oficializado juntamente com a revisão da USP XXII. Depois de indicar a composição pretendida. nesta parte da receita. algumas indicações auxiliares. o médico menciona a forma farmacêutica desejada. Em alguns países da América do Norte e na Grã-Bretanha. Ex. com exemplo o Formulário Homeopático Brasileiro.: mel. para a preparação e dispensação de um medicamento.: 1 cápsula. escrevendo por extenso e sublinhando as quantidades pretendidas. “Toda a substância ou conjunto de substâncias que se administrem com fins terapêuticos. que o conceito de droga abrange o de Fármaco ou que o Fármaco é um tipo especial de droga. Nos E.: 12 papéis. mineral ou animal. nome. O médico deve mencionar na receita o modo e a freqüência de administração do medicamento. pelo menos de interesse médico. fenol. O último National Formulary XXII.todas as drogas utilizadas em farmácia e dotadas de ação farmacológica ou. No Brasil também têm sido publicados alguns formulários.” Remédio . a publicação dos formulários nacionais é acompanhada das respectivas Farmacopéias. regularmente diversos formulários nacionais. AGITE ANTES DE USAR. sulfato de cobre. Ex. indicação quanto à administração do medicamento. Poderíamos dizer então. sobremesa. Medicamento . o médico inclui. o número de unidades pretendidas. Droga .” “Qualquer substância simples ou complexa que aplicada no interior ou no exterior do corpo do homem ou do animal possa produzir efeito curativo ou preventivo”. Ex. para inalação.“Toda a substância que administrada convenientemente ao organismo enfermo possa aliviar ou curar o seu estado patológico. O médico deverá indicar de forma explícita.U. uso ocular. Em certos casos.produto simples ou complexo que poderá ser utilizado como matéria prima para o uso farmacêutico. Receita médica Recipe (Latim) . qual o fármaco ou os fármacos constituintes e qual a sua quantidade. beladona. Algumas vezes as quantidades indicadas refere-se a várias unidades galênicas.são todos os meios utilizados com o fim de prevenir ou de curar as doenças. cera de abelha. fármacos utilizados e suas quantidades. café. . deverá assinalar o fato. para fricção. Fármaco . 5 supositórios. Outras vezes menciona-se o quantitativo para uma unidade indicando-se depois.conjunto de indicações escritas pelo médico ou veterinário ao farmacêutico.A têm sido publicados. a abreviatura F.A. forma farmacêutica pretendida. endereço e assinatura do médico. Se em um ou mais casos ultrapassar as doses consideradas máximas.: colheres de sopa. (faça segundo a arte). Ex. podendo este ser de origem vegetal. deverá demonstrar que têm plena consciência de fato.S. Conteúdo de uma Receita Nome do paciente. Ao farmacêutico competente incluir no rótulo do medicamento que dispensa. 6 comprimidos.

Adjuvante(s) . Corretivo . tendência a separar-se por diferenças de osmolaridade . mel. . por vezes. o medicamento passa a perder progressivamente a sua atividade.é a parte da forma farmacêutica que lhe confere a forma e o volume.é a substância ativa. . substâncias ativas que vão complementar ou reforçar a ação de base.é a outra.).é o veículo.os intermédios mais correntemente empregues são substâncias tensioactivas.São os corretivos que conferem um sabor agradável à preparação (açúcar. que vai conferir à forma farmacêutica uma maior estabilidade física (ou seja. quer pelo seu potencial de acção.Intermédio (ou intermediário) . Não tem ação farmacológica.Base . confere-lhe homogeneidade). .é uma substância que se junta à forma farmacêutica para lhe modificar as suas características organolépticas. considera-se que um medicamento perdeu a sua validade quando foram destruídos mais de 10 ou 15% dos seus princípios ativos. dependente do processo de conservação. O nome. No caso de haver mais do que uma substância ativa. sal. 4. ou outras. de modo a garantirem-lhe sua autenticidade. . teremos: . Normalmente são usados nas formas farmacêuticas líquidas ou pastosas em que os diversos componentes têm.são os corretivos que conferem um sabor desagradável. quer pelo seu volume ou quantidade. . O período durante o qual a destruição se processou até aquele limite é conhecido com PRAZO DE VALIDADE. como mistura que é. Veículo .Amargantes . para que as formas farmacêuticas não sejam ingeridas pelos animais (tanino). Formas farmacêuticas (preparações medicamentosas) É um medicamento disposto para seu uso imediato.Excipiente . normalmente amargo. etc. endereço e assinatura do médico devem constar na receita.Edulcorantes .é a parte farmacologicamente ativa de uma determinada forma farmacêutica. Por este motivo os medicamentos devem ser verificados de modo a garantir a sua potência inicial e a determinar-se qual o grau de destruição dos seus princípios ativos com o passar do tempo. e que confere ao preparado uma maior estabilidade física. Na prática.é o veículo que unicamente tem uma ação passiva pois destina-se a dar forma.Manipulação de medicamentos Após um período de tempo mais ou menos longo.1 . e a aumentar o volume da forma farmacêutica até lhe dar um valor manuseável. e resultante da mistura de substâncias adequadas e convenientes para determinada finalidade terapêutica. contém diversas substâncias que consoante a sua função têm nomenclatura diferente: Substância ativa . considerada de maior atividade farmacológica. Substâncias componentes de forma farmacêutica Uma forma farmacêutica. .

Formas farmacêuticas de Especialidades . beberagens. alimentos medicamentosos.são aquelas cuja fórmula é da autoria do clínico. gasosas e especiais. melidos. magdaliões. lápis. GASOSAS são aquelas que se apresentam sob uma forma gasosa (seca ou húmida). comprimidos vaginais. bandagens. ceratos. cataplasmas sinapisados. pomadas. linimentos.Formas farmacêuticas oficinais . SÓLIDAS são aquelas que encontram no estado sólido e são: bolos. São normalmente preparadas por laboratórios farmacêuticos. podem-se classificar como sólidas. ou então resultam de novos desenvolvimentos técnico- científicos Principais formas farmacêuticas em farmacotécnica hospitalar . velas PASTOSAS são aquelas que se encontram sob uma forma pastosa e são: cataplasmas. poções. unguentos LÍQUIDAS são aquelas que estão no estado líquido e são: alcoolatos. enemas. sinapismos. . hidrolatos. saboretas. implantações. xaropes. óleos medicinais. electuários. e são: aerossóis.são aquelas que se encontram já preparadas e embaladas (especialidade farmacêutica). hóstias. pós. Quanto a origem farmacográfica O receituário que dá origem à forma farmacêutica condiciona a origem farmacográfica. óvulos.Classificação das formas farmacêuticas As formas farmacêuticas podem ser classificadas quanto à sua origem farmacográfica. . alcoolaturas. colírios. e são: fumigações e vaporizações. comprimidos.Formas farmacêuticas magistrais . supositórios. ampolas. pérolas. tinturas. papeis. . vesicantes. ou se podem apresentar em mais do que uma forma física. pastosas. colutórios. quanto à origem da matriz (natural ou de síntese) ou à sua forma física. pílulas. cremes. emborcações. e que o farmacêutico prepara seguindo essas prescrições.são aquelas cuja fórmula e técnica se encontram inscritas e descritas na Farmacopéias ou Formulários. sprays. banhos medicamentosos. pastas. ou se encontram num estado da matéria diferente dos anteriores. emulsões. líquidas. intractos. NOVAS FORMAS FARMACÊUTICAS são as formas farmacêuticas resultantes da adaptação de formas farmacêuticas tradicionais às novas tecnologias. grânulos. . tisanas. cápsulas. álcoolaturas estabilizadas. e que se apresentam sob um nome de fantasia ou sob uma denominação (comum ou científica) da substância activa que entra na sua composição. drageias. Quanto à forma física As formas farmacêuticas consoante a forma física em que se encontram. ESPECIAIS são aquelas formas farmacêuticas que. limonadas. extractos.

Segundo a Farmacopeia Portuguesa (IV edição) existem pós GROSSOS (I. O emprego de tais excipientes. são a gelatina glicerinada para ÓVULOS substâncias activas hidrossolúveis. e têm 2 a 3 gramas de peso. caulino. ou substâncias que se pretenda que actuem no intestino. Têm forma cilíndrica e são formados por duas partes que se encaixam. comprimidos. A sua conservação deve ser feita ao abrigo da luz e da humidade. II e III). beberagens) ou misturadas com os alimentos (ração. e a manteiga de cacau para substâncias activas lipossolúveis. Formas farmacêuticas consistindo no envolvimento de substâncias activas (pós) numa folha de papel (figura 17). destinadas a serem introduzidas na ampola rectal. São formas farmacêuticas cilíndricas ou lenticulares. que se desagrega. que têm que ter baixo ponto de fusão. O veículo é COMPRIMIDOS constituído por um pó higroscópio. Os pós administram-se incorporados em poções. lactose. Frequentemente. São preparações destinadas a serem introduzidas na vagina. destinam-se a uma mais fácil administração e conservação por um lado. que resultam da compressão de um pó cristalino ou de um granulado em máquinas apropriadas. com a particularidade de terem um baixo ponto de fusão. contendo um veículo de baixo ponto de fusão. eletuários. que se destinam à aplicação vaginal. PAPEIS Eventualmente os pós higroscópios podem ser envolvidos em papel parafinado. Quanto a quantidade de substância activa for inferior a 2 decigramas (0. xaropes. Os excipientes usados podem ser Lipossolúveis (óleo de cacau ou sucedâneos) ou Hidrossolúveis (gelatina glicerinada ou polietilenoglicois de peso molecular SUPOSITÓRIOS elevado). São preparações para uso tópico. São formas farmacêuticas. e à difusão das substâncias activas na ampola rectal. colocados subcutaneamente (implantes) ou aplicados localmente (comprimidos bocais e comprimidos vaginais). para aplicação na pele ou em trajectos fistulosos. Se se destinam a conter um líquido as cápsulas devem ser soldadas. por outro. cápsulas.Formas farmacêuticas sólidas São pequenos invólucros destinados a conter. um pó ou um líquido. Podem ser SIMPLES (obtidos por pulverização de substâncias dessecadas à mais baixa temperatura possível não devendo ultrapassar os 45º C. COMPRIMIDOS junta-se à substância activa um excipiente para lhe dar o volume conveniente. São substâncias medicamentosas suficientemente divididas para que a sua administração se facilite. PÓ ORDINÁRIO e PÓ FINO. Administram-se "per os". O peso médio do óvulo é de 12 a 15 gramas. Incorporam LÁPIS normalmente um cáustico.2 g) junta-se um pó inerte (açúcar. São formas farmacêuticas de forma cónica ou ovóide. e que têm forma cilíndrica. ou ainda em aplicação tópica na pele. papeis. Cada embalagem contem a dose para uma administração. É a forma de mandar preparar substâncias activas destinadas a serem diluídas ou suspensas (água de bebida. permitindo a libertação da VAGINAIS substância ativa. Quando as cápsulas contêm substâncias CÁPSULAS que sejam destruídas pelo suco gástrico. Empregam-se para a administração por via oral de pós não higroscópicos e insípidos. Podem ser administrados "per os". . ou 25º C se estiverem presentes substâncias voláteis ou facilmente PÓS alteráveis) ou COMPOSTOS (resultantes da mistura cuidadosa de pós simples). então elas devem ser gastro-resistentes (o invólucro deverá ser: quitina ou glúten). Empregam-se principalmente em terapêutica canina. carne). talco). Os excipientes mais utilizados.

glicerado de amido..500) Hidrogéis inirgânicos Gel de bentonita (10-25%). Goma tragacanto Hidrogéis Contém água Sílica. Classificação geral e descrição dos géis Classe Descrição Exemplos Inorgânico São geralmente sistemas bifásicos Gel de hidróxido de alumínio. alumina. silicones). pomadas emulsivas (pomada rosada. Gel de óleo mineral e polietileno (Plastibase) Gorduras animais ou vegetais Banha de porco. Veegum . e também com fins de protecção e lubrificação. parahidroxibenzoato de metilo) ou anti-oxidantes. São preparadas misturando ou dissolvendo as substâncias activas em excipientes. pectina. PASTAS São pomadas espessas devido à grande quantidade de pós insolúveis que veiculam.Formas farmacêuticas pastosas CREMES São um tipo de pomada em que o excipiente utilizado é uma emulsão do tipo água/óleo (creme) ou óleo/água (cold-cream). destinadas a serem aplicadas externamente. não irritantes e de boa conservação. Alginato de sódio. para acção tópica ou geral. Géis Géis são sistemas semi-sólidos nos quais o movimento do meio dispensante é restrito por uma rede tridimensional de partículas interlaçadas ou macromoléculas solvatadas presentes na fase dispersa. vaselina com lanolina. Para facilitar a sua conservação podem-se empregar conservantes (álcool benzílico. Quanto aos excipientes as pomadas classificam-se em: pomadas gordurosas (vaselina. geles de polioses complexas). Manteiga de cacau Bases gordurosas saponificadas Gell de estearato de alumínio com óleo mineral pesado Organogéis hidrofílicos CarboWax (Pomada PEG) Polar Não iônica Hidrogéis Hidrogéis orgânicos Pasta de pectina. bentonita. creme hidrófilo. inócuos. “Géis ou geléias são sistemas semi-sólidos constituídos por pequenas partículas inorgânicas em suspensão ou por grandes moléculas orgânicas interpenetradas por um líquido (USP)”. mistura de óleos. Gel de tragacanto Gomas naturais e sintéticas Iose sódica. Pluronic F-127. creme de estearato). pomadas hidrófilas ( vaselina hidrófila). POMADAS São preparações farmacêuticas de consistência mole. metilcelulose Organogéis Hidrocarbonetos Petrolato. Magma de betonita Orgânico São geralmente sistemas monofásicos Carbopol. pomadas hidrossolúveis (mistura de polietilenoglicois. pomadas resinosas (resina). banha. Podem aparecer sob a forma de pastas dérmicas (aplicação tópica na pele) ou pastas orais (administração oral de antiparasitários). Polímero surfactante não-iônico de polioxipropileno-polioxi-etileno (PM médio 11.

ou não se podem facilmente inserir num determinado grupo. sob a forma de pó. extractos pastosos (ou extractos mole. em que a fase dispersa pode ser a água e a contínua o óleo (tipo água em óleo. A/O) ou o contrário (tipo óleo em água. cetónicos ou etéreos. líquido. Têm uma acção rubefaciente e hiperemiante local. São soluções viscosas devido à presença de glicerina ou mel. sobre produtos secos de origem animal. SOLUÇÕES São misturas de substâncias activas (normalmente sólidas) em solventes líquidos (normalmente a água).Manipulação de anti-sépticos . para aplicação tópica. 4. Os colírios podem ser colírios secos (constituídos por pós porfirizados). COLÍRIOS São formas farmacêuticas destinadas a serem aplicadas sobre a mucosa ocular. EMULSÕES São sistemas dispersos constituídos por duas fases líquidas.Formas farmacêuticas líquidas COLUTÓRIOS São preparações magistrais destinadas a serem depostas na mucosa bocal ou oro- faríngea. se encontra dissolvida numa solução aquosa açucarada concentrada (1 parte de água para 2 partes de açúcar). Os colírios devem ser isotónicos em relação à secreção lacrimal (nas formas líquida e pastosa). Esta preparação medicamentosa é administrada "per os". estéreis e não irritativos. com 25% de solvente). O/A). Segundo o grau de evaporação. Formas farmacêuticas especiais Denominam-se formas farmacêuticas especiais aquelas que. a 10 ou 20%. TINTURAS São formas farmacêuticas oficinais que resultam da acção do álcool. alcoólicos. por maceração ou lexivação. Podem constituir por si só uma forma farmacêutica. Os extractos podem ser aquosos. VESICANTES São formas farmacêuticas líquidas.. em concentrações inferiores à sua solubilidade à temperatura ambiente. São portanto soluções alcoólicas. Usam-se por via tópica. Quando à origem os extractos podem ser vegetais (plantas frescas) ou animais. Para conferir às emulsões estabilidade satisfatória pode-se recorrer ao uso de substâncias que actuem sobre a viscosidade ou sobre a tensão interfacial (intermediários). os extractos classificam-se em extractos fluidos (ou extractos líquidos). Destinam- se quase exclusivamente a medicina canina. Aplicam-se com o auxílio de uma zaragatoa. também conhecidas como fogos líquidos. ou serem incorporadas noutras. XAROPES São formas farmacêuticas em que a substância activa. geralmente. ou que têm inserção em mais do que um grupo. e as substâncias activas empregues são antissépticos.2 . etc. consoante o dissolvente usado. EXTRATOS São medicamentos oficinais de consistência variável que se obtêm a partir da evaporação de uma solução de uma substância medicamentosa num dissolvente vaporizável. Actualmente estão muito divulgadas as "soluções pour on" destinadas a serem aplicadas no dorso dos animais e com fins antiparasitários. vegetal ou mineral. "per os" em poções ou xaropes. colírios moles (também chamados de "pomadas oftálmicas") e colírios líquidos (destinados à instilação sobre a conjuntiva e podendo apresentar-se sob a forma de soluções ou suspensões). extractos firmes (com 10 a 20% de solvente) e extractos secos (com menos de 5% de solvente).

Estudos in vivo demonstram que a solução aquosa de PVP-I a 10% reduz a microbiota da pele de 68 a 84% em uma única aplicação. através da lavagem mecânica com fricção e remoção com soro fisiológico. a portaria 930/1992 do Ministério da Saúde. não provocar reações alérgicas ou queimaduras . que deixará uma película sobre a pele. aplica-se a solução alcoólica. após o processo de degermação com a solução degermante acima descrito. é necessário padronizar um mínimo de produtos químicos de eficácia comprovada. PVP-I tintuta (veículo alcoólico)  anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais procedimentos invasivos. causando ruptura das estruturas da proteína e ácido nucléico. levando a utilização de inúmeras soluções de pouca ou nenhuma utilidade. Seu efeito residual (impedindo o crescimento de bactérias na pele) é estimado entre 6 a 8 horas. Devido à complexão do iodo. As condições mínimas exigidas para utilização de um anti-séptico é que ele esteja autorizado para uso pela Port. O aparecimento dos antibióticos de uso sistêmico fez com que o interesse de avaliações da eficácia terapêutica das soluções anti-sépticas tópicas diminuisse. A concentração germicida mínima é de 10%. A fim de reduzir custos e falhas humanas no preparo e utilização das soluções anti-sépticas. virucida e tuberculicida. determina as soluções anti-sépticas adequadas para uso e lista as soluções proibidas para anti-sepsia. possuir baixo teor de toxicidade Iodóforos a) Mecanismos de ação A atividade germicida do iodo se dá por sua capacidade de penetrar rapidamente na parede celular dos microrganismos. de 92 a 96% em seis aplicações sucessivas. 930/92. fungicida. enquanto a solução alcoólica reduz de 74 a 98% em uma única aplicação. que assegura: . cuja ação germicida é equivalente à de soluções aquosas de iodo de mesmo teor. ou seja. que contém 1% de iodo disponível. sem irritação da pele ou mucosas . . definir sua concentração e diluição indicada e a finalidade a que se destinam. A povidona-iodo é o iodóforo mais largamente utilizado e sua molécula carreadora é a polivinilpirrolidona. Tem ação bactericida.Soluções anti-sépticas de uso tópico têm sido utilizadas de maneira empírica séculos antes dos estudos de Pasteur e Koch demonstrando a existência de microrganismos. têm odor suave e são facilmente removíveis da pele e roupas. conferindo-lhe poder residual. Iodóforo é um complexo de iodo fracamente ligado a um elemento transportador que serve tanto para aumentar a solubilidade do iodo quanto para ser reservatório de liberação do mesmo. Na legislação brasileira. as soluções de iodóforos não irritam tanto a pele e mucosas quanto a solução de iodo. atividade germicida sobre a flora cutânea. são menos alergênicas. b) Apresentações e uso terapêutico PVP-I tópico (veículo aquoso)  anti-sepsia em curativos (pele e mucosas) PVP-I degermante (com tensoativo)  lavagem e anti-sepsia de mãos pré operatória e antes de demais prodecimentos invasivos  degermação da pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos.

Age tanto em bactérias Gram-positivas como Gram- negativas. Tem ação sobre vírus lipofílicos (p.7% em uma única aplicação e 80. Não se conhece a extensão da absorção pela pele de recém-nascidos.e. A concentração bactericida ótima do etanol é 70% em peso. Clorexidina Mecanismos de ação Sua atividade germicida se dá por uma série de mudanças fisiológicas e citológicas e o efeito letal é devido a destruição da membrana citoplasmática bacteriana. A atividade germicida se mantém mesmo na presença de sangue e demais fluidos corporais. a microbiota da pele de 84. O ressecamento da pele pode ocorrer com o uso consecutivo e prolongado. Alcoóis a) Mecanismos de ação Os alcoóis alifáticos são germicidas em graus variáveis e os mais utilizados como anti-sépticos são o etanol e o isopropanol. citomegalovirus. Estudos in vivo demonstram que a solução alcoólica de di-gluconato de clorexidina a 0. capaz de eliminar 90% das bactérias .9% a 95.c. A aplicação tópica em recém nascidos pode resultar em hipotireoidismo.6% e a solução aquosa a 4% reduz de 70 a 86. Apresentação e uso terapêutico Solução tópica (veículo aquoso)  anti-sepsia em pele e mucosa Solução degermante (com tensoativo)  lavagem e anti-sepsia de mãos pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos  degermação de pele pré-operatória e antes de demais procedimentos invasivos. concentrações muito baixas podem causar hemólise. em uma única aplicação. Concentrações elevadas de iodo no plasma.5% reduz. HIV) e sua ação fungicida é variável com a espécie.  banho pré-operatório dos pacientes submetidos a cirurgias eletivas Solução tintura (veículo alcoólico)  anti-sepsia complementar da pele do campo operatório e em demais prodecimentos invasivos. por absorção em pacientes queimados. mas está comprovada sua maior efetividade sobre os Gram-positivos.2% em seis aplicações. podem ser responsáveis por intoxicações ocasionais. herpes. No sangue. Possui efeito residual de aproximadamente 6 a 8 horas por ação cumulativa. influenza. mas as propriedades físico-químicas da droga sugerem uma pequena absorção. c) Toxicidade A clorexidina é fracamente absorvida no trato gastrointestinal e é absorvida em quantidades desprezíveis pela pele de adultos.1% a 99. Toxicidade A povidona-iodo per se tem baixa toxicidade para os tecidos.

O etanol a 70% embebido em algodão reduz no máximo 75% na contagem bacteriana cutânea. utiliza-se a seguinte fórmula para cada 100 g de álcool etílico: x = 1. mas causa vasodilatação sob a superfície de aplicação.46 78 71. x = água em ml para diluição de álcool y = concentração inicial de álcool em % (W/W) que será diluida Exemplo: álcool etílico 96oGL pela tabela y = 93.04 88 83.46 84 78.12 é necessário 34.06 80 73. sua ação germicida se dá por precipitação de proteínas. o isopropanol é ligeiramente mais germicida que o etanol. de modo que picadas de agulha ou incisões no local sangram mais do que com o etanol.45 91 87.428 (93.84 87 81.89 85 79. VOLUME o GL % W/W VOLUME oGL % W/W 76 9.09 95 92.19 77 79.75 93 89. desde que a área permaneça úmida durante este período. quando em baixas concentrações. tem escassa penetração no protoplasma bacteriano e em concentrações elevadas pode desidratar as bactérias sem destruí-las.38 81 74.74 98 90.58 92 88.17 89 84.39 Para saber o volume de água a ser acrescentado.70) = 34.89 . b) Tabela de conversão O álcool etílico é fornecido em volume oGL (Gay-Lussac) e necessita de conversão para chegar na sua concentração germicida ótima de 70%. porém é irritante se mantido por longos períodos de tempo.50 97 95. Para tal. O álcool exerce ação bactericida sobre todas as bactérias patogênicas comuns.cutâneas em 2 minutos.91 94 91.71 82 75. não possui boa ação fungicida e virucida e é inativo contra esporos. Não deve ser aplicado em ferimentos abertos pois além de irritar o tecido.30 90 85. existe a tabela de conversão entre volume oGL e % massa por massa (W/W). forma um coágulo sob o qual as bactérias podem se desenvolver.89 x = 1.428 (y . Em concentrações acima de 70%.95 99 98. porque suas condições de armazenagem facilitam evaporação. Quando aplicado rapidamente sobre a pele não causa danos.12 ml de água para cada 100 ml de álcool etílico 96oGL c) Uso terapêutico  anti-sepsia da pele antes da venopunção  anti-sepsia complementar das mãos da equipe de saúde após a lavagem de mãos de rotina com água e sabão . entretanto.08 83 77.76 79 72. Na concentração de 70%.34 86 80.29 96 93.70) onde.

detergentes e cosméticos. Em solução de 1:10.5 a 2%. São comercializados na forma de nitrato de prata 1% e sulfadiazina de prata. virucida. Concentrações entre 10 a 25% são propostas como esterilizante químico.000.. o que pode ajudar na remoção mecânica de sujidade. Classificado como sabonete líquido de baixa ação anti-séptica. recomenda-se a adição de glicerina a 1 ou 2%. através da produção de radicais livres de hidroxila destrutivos. Pode ser usado como desinfetante para superfícies inanimadas. age sobre a membrana lipídica. A solução tópica a 3% possue baixa ação germicida e pouca penetrabilidade. é controvertida. daí seu uso ser contra-indicado em crianças abaixo de 6 meses. na concentração 0. quando estabilizado a 6%. Seu efeito de absorção cumulativa não é conhecido. DNA e outros componentes essenciais da célula bacteriana. tais como o Igarsan DP 300. embora de pouca aceitação quando comparada com as soluções de glutaraldeído. é indicado para limpeza de pele de pacientes e lavagem de mãos de rotina dos profissionais de saúde.Para anti-sepsia de mãos. inativando-a. A solução de peróxido de hidrogênio é instável e facilmente alterada pelo calor e pela luz. Soluções concentradas são irritantes para a pele. Compostos de Prata a) Mecanismo de ação e apresentações O íon prata causa precipitação de proteínas e age diretamente na parede celular e membrana citoplasmática da célula bacteriana. É bacteriostático principalmente contra bactérias Gram-positivas. b) Uso terapêutico 1. Os compostos de prata são germicidas quando em solução. H2O2. mas sua ação bactericida contra Gram-negativos. Peróxido de hidrogênio (H2O2) O peróxido de hidrogênio.  anti-sepsia de mãos em unidades de atendimento clínico de rotina ao paciente (anamnese e exame físico) onde não existam pias para lavagem das mãos Observação. A irrigação de feridas agrava o trauma tissular e retarda a cicatrização. Triclosan (Irgassan D. sua ação bactericida se dá em aproximadamente 60 min de . esporicida e fungicida. com poder bactericida imediato e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica. com poder germicida variável de acordo com a concentração. solúveis em água. Sulfadiazina de prata (creme) Uso tópico em queimaduras Permanganato de Potássio a) Mecanismo de ação e apresentação Apresenta-se sob forma de cristais de cor púrpura. 300) O triclosan é um derivado fenólico utilizado em associação com sabão. a fim de evitar o ressecamento das mesmas. A solução promove a oxidação de debris orgânicos através da liberação de gases de oxigênio. pois a catalase presente na matéria orgânica reage com o oxigênio da solução. em áreas de baixo risco para aquisição de infecções hospitalares.P. Tem ação bactericida. principalmente Pseudomonas aeruginosa. Nitrato de prata 1% (solução) Profilaxia da conjuntivite gonocócica do recém nascido 2. É contra-indicada como anti-séptico.

.. 2% de iodo sólido e 2.... entretanto......... Curativos As soluções aquosas de iodo são indicadas para curativos nas concentrações de 0.... Observação.... 5% de iodo sólido e 10% de iodeto de sódio em veículo aquoso..1%).. 10 g álcool etílico 70% (em peso) .. U.. através de oxidação de substâncias orgânicas..P......... Na concentração de 1:20.As bacias com soluções são contra-indicadas por facilitarem a deterioração.... ...... 1... Solução tópica de iodo.S.......... em banhos de imersão... evaporação e contaminação. A solução forte de iodo tem propriedades queratolíticas.4% de iodeto de sódio diluidos em 50% de etanol Álcool iodado ou solução alcoólica de iodo (PRICE) iodo . Embora seu poder germicida seja inferior às demais soluções anti-sépticas anteriormente apresentadas..000 ml c....4 de iodeto de sódio em veículo aquoso Tintura de iodo. provavelmente por seu conteúdo em iodo... U... Estas diluições devem ser preparadas a partir das soluções oficiais (U. As soluções de iodo são preparadas com o íon em sua forma sólida......S.... sendo indicado algumas vezes para tratamentos específicos como a queratosclerose..... Uso terapêutico 1.. Toxicidade A toxicidade local do iodo é baixa... Anti-sepsia da pele Anti-sepsia complementar da pele após lavagem de mãos e antes de procedimentos invasivos sem efeito residual.... a solução de permanganato é amplamente utilizada por sua eficiente ação secativa.. provoca ressecamento e irritação da pele e ocasionalmente pode levar a reações de hipersensibilidade caracterizadas por febre e erupção cutânea de tipos variados..S....... U.000 exerce ação bactericida em 1 minuto de exposição e destrói esporos bacterianos em cerca de 15 minutos.S.. É um potente agente bactericida..... 10 g iodeto de potássio .. fungicida e tuberculicida de ação rápida.P..). virucida... Soluções de iodo a) Mecanismos de ação O iodo é altamente reativo e sua ação microbicida se dá pela combinação com proteínas por reação química ou por adsorção...exposição.... b) Apresentações . b) Uso terapêutico Em afecções úmidas e/ou infectadas de pele.....P....... na concentração de 1:40. A eficácia da solução não é prejudicada pela presença de matéria orgânica desde que a concentração do iodo não seja baixa (<0... 2. 2 a 3 vezes ao dia............. Solução forte de iodo ou solução de Lugol.000.... d...P. por 10 a 15 minutos. 2% iodo sólido e 2.......5 a 1% de iodo.....

A prata é que possue ação germicida. U. sendo portanto contra-indicada sua esterilização. Bactérias Gram- negativas e as ácido-álcool-resistentes são muito resistentes à droga. parada respiratória e morte. o que faz com que a solução tenha baixo poder germicida e fique suscetível à contaminação por Gram-negativos. No passado foram utilizados como anti-sépticos em feridas abertas e posteriormente substituidos por soluções menos tóxicas. A solução se acumula na pele e sua toxicidade sistêmica foi comprovada com o uso tópico diário em crianças prematuras ou de baixo peso. Soluções alcoólicas Devem ser acondicionadas em frascos transparente pois a luz evita a formação do ácido iodídrico que inativa a solução por impedir a formação do iodo livre. Violeta genciana A violeta genciana é um corante de trifenilmetano de baixa ação bactericida e fungicida. (Cloreto de Metiltionina) Foi o primeiro corante recomendado como anti-séptico em 1890. Grandes inóculos de microrganismos. Papaína É a denominação dada ao complexo enzimático de ação proteolítica encontrado na planta Carica papaya (mamão) e comercializado na forma de pó. Temperaturas superiores a 40oC interferem na atividade germicida da solução. Ácido bórico O ácido bórico é de baixo poder germicida. plasma e sangue reduzem a atividade germicida desta droga. Como anti-séptico. Algumas cepas bacterianas entretanto. sua baixa atividade germicida e alta toxicidade causaram seu abandono. cuja comercialização está proibida no Brasil devido a sua toxicidade. A Solução tópica contém 1% do corante em 10% de etanol.000. letargia. O contato da solução com o tecido de granulação pode resultar em pigmentação permanente da pele. Entretanto. Azul de metileno. É de alto custo quando comparado aos anti-sépticos padronizados. são insensíveis a concentrações muito maiores que as supra citadas.000 e 1:200.S. são necessárias concentrações de aproximadamente o dobro destas. Possuem toxicidade sistêmica ( sonolência. diplopia. Os efeitos incluíram confusão. Nitrofurazona (Furacin (R)) A nitrofurazona tem ação bacteriostática sobre a maioria das bactérias em uma faixa de concentração de 1:100.P. crianças com escoriações na pele ou ainda quando aplicado várias vezes ao dia na pele ou vagina de adultos. principalmente os iodóforos. É inativa contra Pseudomonas e Candida albicans. Para ação bactericida. o corante não deve ser aplicado em lesões ulcerativas. Hexaclorofeno O hexaclorofeno é um bi-fenol. Outros Ácido acético O ácido acético para utilização sobre a pele deve ter concentração igual ou inferior a 1%. mas por sua propriedade não irritativa é utilizado no preparo de algumas soluções medicamentosas ópticas e como tampão em algumas preparações tópicas. alucinações e espasmos). Carvão ativado O carvão ativado não tem nenhum poder germicida e atualmente é comercializado sob a forma de curativos de tecido de carvão ativado impregnado com prata. convulsões. As soluções contendo detergente são as mais tóxicas. É utilizado como coadjuvante no tratamento de feridas infectadas e está sendo utilizado experimentalmente no Brasil.e. por isso. . Iodofórmio No estado sólido os iodofórmios são pós cristalinos de coloração amarelada e odor característico. Os frascoss devem ser mantidos com tampa fechada. Armazenamento Soluções aquosas Devem ser acondicionadas em fracos âmbar com tampa fechada para evitar deterioração e evaporação e protegidas da luz e do calor. Possue toxicidade sistêmica relativamente baixa e não há absorção significativa da droga por superfícies mucosas ou queimadas. ele é mais eficaz contra bactérias Gram-positivas do que Gram-negativas.

Acetona É uma solução bactericida e virucida. São altamente irritantes para a pele. a acetona pura é menos eficaz que o etanol 70%. Como agente de limpeza.Cuidados com a manipulação e estocagem de soluções  colocar as soluções preferencialmente em recipientes pequenos e reutilizáveis. o que reduz sua concentração e poder germicida. que é mais ativo sozinho do que associado ao mercurial. Seu uso foi abandonado porque as soluções de hipoclorito são instáveis e facilmente alteráveis na presença de luz e calor. colocar pequenas quantidades e semanalmente realizar a troca e limpeza dos recipientes utilizados. Por suas propriedades físico-químicas. não emulsifica graxas. embora varie de acordo com a concentração. entretanto.  é fundamental a rotulagem dos fracos com a especificação da solução e data da troca.  guardar os recipientes protegidos da ação direta da luz ou calor. produz uma reação inflamatória nos tecidos cutâneo e mucoso. O uso prolongado em preparações desodorantes e líquidos para fraldas podem provocar reações alérgicas.. O sabão foi o primeiro detergente inventado pela humanidade. porque sua evaporação muito rápida limita o tempo de contato da solução com o tecido. acarretando danos a superfície a ser lavada. e requer grande esforço muscular e mecânico para deslocar sujeiras. Não são recomendados como anti- sépticos devido a contaminação das soluções por Gram-negativos. Tem o poder de dissolver a fibrina e coágulos sanguíneos. mas não esporicida.5% neutralizada com ácido bórico. não tem indicação como solução anti-séptica. Seu poder germicida é baixo. sugerida como anti-séptico por Dakin em 1915. a mais de . Há registros históricos de seu uso na Mesopotâmia.  não deixar gaze ou algodão embebidos em soluções anti-sépticas aquosas. cloreto ou brometo de cetilmetilamônio e cetilpiridona. por definição. Anti-sépticos de uso restrito A legislação vigente (Port. 930/92) classifica as seguintes soluções como inadequadas para anti-sepsia: Compostos mercuriais Merbromina (mercurocromo) Solução aquosa com baixo poder germicida. mantendo-os fechados para uso único ou diário. Os primeiros materiais que se tem notícia para auxiliar a água em sua função detergente são as argilas e cinzas. Éter O éter é uma substância irritante que. é deficiente pois não espuma. para evitar sua contaminação  utilizando grandes vasilhames para estocagem de soluções. é todo produto cuja finalidade é "remover sujeira" com eficiência. Sobre a pele. retardando a cicatrização. Manipulação de saneantes domisanitários Introdução A limpeza sempre foi uma preocupação instintiva do ser humano. Não tem indicação como anti-séptico por seu baixo poder germicida e por irritar os tecidos. e abaixo de 40% seu efeito germicida é praticamente nulo. quando aplicado localmente. Devido ao veículo alcoólico. é contra-indicado para utilização em feridas. Compostos de amônio quaternário Comercialmente encontramos as soluções de cloreto de benzalcônio.  a limpeza dos recipientes deve ser com água e sabão e secagem completa antes da reposição da solução. Clorofórmio O clorofórmio é uma substância altamente volátil. sujeira a contaminação por Pseudomonas sp. Timerosal (mertiolato) Solução alcoólica de mercúrio cuja ação germicida se dá pelo álcool. Detergente. Líquido de Dakin É uma solução de hipoclorito de sódio a 0. Sua concentração ótima é pura. desde a antigüidade entre todos os agentes molhantes e lavantes conhecidos o mais antigo é a água.

primeiro pela reação com o ácido sulfúrico. A espuma sendo uma emulsão. mais prontamente biodegradável. que em média contém de 12 a 20 átomos de carbono. Freqüentemente a ação da mistura de dois ou mais detergentes é superior a soma das ações dos detergentes individuais (sinergismo). No início dos anos 50. O alquil benzeno inicialmente desenvolvido tinha cadeia lateral ramificada. impõe restrições na operação de lavagem. Em 1916. e detergência é o processo de remoção da sujeira de um lugar para outro.C. o que dificulta a formulação do produto.  Não-iônicos . sendo portanto hidrofóbica. No Brasil os detergentes em pó são conhecidos como "sabão em pó". embora não haja qualquer sabão em sua composição. eficiente para remover sujeira. que muitas vezes podem resultar em uma limpeza menos eficiente. que reduzia a tensão superficial da água. Este fato é aproveitado para através de combinações. Os sabões e detergentes sintéticos são constituídos de uma longa cadeia hidrocarbônica. São geralmente pouco espumantes. depende do volume de ar que a solução . Esta grande variedade de tecidos. A Sujeira Segundo uma clássica definição é um material fora de lugar. foi produzido o primeiro tensoativo completamente sintético. como: o algodão. Por volta dos anos 60. e posteriormente pela ação da soda cáustica.quando dissolvidos em solução aquosa o ânion apresenta propriedade detergente. possibilitando sua utilização em águas duras. Princípios da formulação de detergentes sintéticos O processo de lavagem envolve essencialmente seis fatores principais: 1. O Tecido Existem vários tipos de tecidos. sendo bastante utilizados nos produtos de enxágüe e para limpezas especiais. a lã. aminas. particularmente se o tecido encontra-se demasiadamente sujo. óleo) ou de partículas sólidas finamente divididas. utilizados em máquinas de lavar louças. que atue eficientemente qualquer que seja o tecido. etc. O Produto de Lavagem Um dos aspectos visuais de atuação do produto mais apreciados pelo consumidor.dissolvidos em água somente o cátion tem ação detergente. porém solúvel em óleos e gorduras (lipofílica). é a espuma que se forma durante o processo de lavagem. De acordo com as características iônicas em solução os detergentes são classificados em:  Aniônicos . porém.  Catiônicos . ácidos. fenóis. facilitando-lhe a penetração nos tecidos e auxiliando a remover e manter em suspensão as sujeiras. o que dificultava sua degradação no meio ambiente. tergal e acrílico). 3. e os sintéticos (nylon. sendo transformado no alquilbenzeno sulfonato de sódio. Suas propriedades variam de acordo com a natureza do produto base e com a quantidade de óxidos de etileno condensados. misturados com um álcali (normalmente soda cáustica).2000 a. não sendo. que é utilizado até hoje. Como exemplo tem-se os sais quaternários de amônio. A sujeira nos tecidos consiste de um líquido (gordura. 2.não são dissociados em solução aquosa São na sua maioria produtos da condensação de óxidos de etileno sobre álcoois. como no caso do sabão. Como exemplo tem-se o alquilbenzenosulfonato (ABS). obter características desejadas de detergência e espuma. Uma das principais vantagens dos detergentes sintéticos é a não formação de sais insolúveis de cálcio e magnésio. Além disso os consumidores esperam um produto detergente ideal. foi desenvolvido o alquilbenzeno com cadeia lateral linear. São detergentes com propriedades bactericidas. Detergentes são substâncias que apresentam a propriedade de baixar a tensão superficial da água. o alquilbezeno. Todo sabão é geralmente produzido pelo aquecimento de óleos vegetais e animais. acompanhada de uma extremidade polar (hidrofilica). de fonte petroquímica tornou-se disponível.

Além disso ele possui duas importantes funções na lavagem:  Ajudar a deslocar a sujeira .Existem dois tipos de sujeira: as partículas de sujeira sólida. o que facilita sua remoção. enquanto ele é lavado ou enxaguado. devido às suas características moleculares. fazendo com que esta "molhe" a gordura e o tecido.  Dispersar as partículas de sujeira .Depois que as partículas sólidas de sujeira e os resíduos oleosos/graxos são retirados. fracionando-a em partículas sempre menores. uma fórmula típica contém: 1. tipos de sais dissolvidos. devem apresentar características adequadas quanto a:  Efeitos sobre a pele (sensitização)  Toxidez (ingestão)  Biodegradabilidade A Água O suprimento de água varia em dureza da água. tal quantidade é função do produto e do grau de agitação impresso a solução. Em ambos os casos. que é de caráter aniônico. Silicatos 7. Os não- iônicos (como os álcoois graxos etoxilados) são usados em menor proporção. contaminações metálicas. Existindo um tipo de sabão/detergente para determinado equipamento. de modo que uma simples agitação é capaz de removê-la. tais como fuligem poeira. cujo princípio ativo é um detergente sintético. A presença de impurezas metálicas influenciam negativamente o processo de lavagem. particularmente se o branqueamento por hipoclorito fizer parte da operação.Agentes Modificadores de Espuma . a presença de ferro confere aos tecidos uma cor amarelada. os tensoativos fazem com que eles permaneçam dispersos na água. os tensoativos "quebram" a sujeira. e sujeira de origem oleosa/graxa.consegue reter. alterando-lhe o poder branqueador e a presença de manganês produz cores indesejáveis no tecido branco. Formulação de detergentes O detergente pode ser um pó ou um líquido. tornando-as solúveis em água. etc. Agentes Coadjuvantes 4. Agentes Removedores de Manchas ou Branqueadores Ópticos e Bioquímicos 5. Quanto maior a dureza da água. e não aglutinem novamente ao tecido. Agentes de Suspensão 6. isto causa uma diminuição da área de contato entre a gordura e o tecido. O tensoativo mais largamente utilizado em detergente em pó é o alquilbenzeno sulfonato de sódio. Tensoativo ou Material Ativo 2. Os detergentes ativos. Determinar o nível e o tipo de espuma é a problemática da formulação. Agentes Ópticos . o cobre catalisa a reação de decomposição do perborato.Tensoativo ou Material Ativo È capaz de baixar a tensão superficial da água. Agentes Modificadores de Espuma 3. Ele é constituído de um fórmula bastante complexa. maior a quantidade de detergente necessária para uma lavagem adequada. Agentes Modificadores de Pó 8. . O Equipamento Podendo variar desde um simples balde até uma máquina automática de lavar.

3. caso contrário uma sujeira localizada seria espalhada sobre a roupa.  Ajudar na estruturação das partículas do detergente durante o seu processo de produção. além disso eles tem o poder de:  Ajudar os tensoativos a deflocular (quebrar em partículas menores) e manter em suspensão os materiais insolúveis. ajudando a limpeza de alguns tipos de sujeira. várias enzimas podem ser utilizadas. Existem ainda os branqueadores bioquímicos. redução ou por ação enzimática. não sendo possível na formulação de um produto prever-se a remoção de qualquer tipo de mancha em qualquer tipo de tecido. Em princípio cada mancha é um problema individual. muitos dos detergentes comuns tem sua ação aumentada devido a ação da espuma. sangue. Por exemplo: proteases agem somente em sujeiras de origem protéica. como secreções da pele.  Promover a alcalinidade adicional para a solução de lavagem. 1. que em solução aquosa libera água oxigenada. e além dele pode-se usar o carbonato de sódio e zeólito. O agente branqueador óptico mais conhecido é o perborato de sódio. 2. como os carboximetilcelulose de sódio. lipases sobre lipídeos (óleos e gorduras). ou transferida de uma peça para as demais.Agentes Coadjuvantes Os tensoativos são na maioria dos casos sensíveis à presença de sais na água (sais de cálcio e magnésio). Os coadjuvantes mais utilizados são os polifosfatos. Agentes Removedores de Manchas ou Branqueadores Ópticos e Bioquímicos Os agentes removedores de manchas podem agir por oxidação. devido a atuação específica de cada uma. e outros resíduos de alimentos. reduzindo assim sua eficiência como agente limpante. é possível incluir-se um agente alvejante diretamente na fórmula. os quais provocam a dureza da água. diminuindo assim a dosagem do produto. Em um detergente. Para esta finalidade tem sido utilizado estabilizantes coloidais. No caso de detergente para lavagem de roupa hospitalar. elas são muito eficientes na remoção de alguns tipos de sujeira. que são na maioria dos casos seqüestrantes químicos. é necessário que a sujeira não se deposite novamente sobre ele. por isso um detergente bem formulado deve ter uma espuma firme que desapareça mais ou menos ao mesmo tempo que o tensoativo. Agentes de Suspensão Uma vez removida do tecido. Silicatos . Para neutralizar a ação destes sais são adicionados agentes coadjuvantes. e emulsificar materiais oleosos/graxos. que se depositam sobre o tecido. . evitando a redeposição da sujeira. Os branqueadores ópticos principalmente usados são baseados em ação oxidante. mantendo assim. molho de tomate. mais precisamente o tripolifosfato de sódio. Além disso a presença de espuma é muitas vezes tomada como indicação que ainda existe detergente na água de lavagem. pois não é conveniente nem econômico tratar toda roupa como se fosse manchada. como a terra. principalmente no de algodão (sobre as fibras celulósicas). Embora a espuma não seja essencial para que um detergente limpe. as propriedades físicas estáveis. e geralmente são colocados somente em pós para uso específico. as enzimas.

que podem ser adicionados a uma formulação para conferir ou melhorar alguma propriedade. o mais tradicional envolve basicamente: Fabricação do tensoativo .Controle da Qualidade A farmácia deve estar devidamente equipada e com os procedimentos estabelecidos e escritos para realizar. Embalagem . e as enzimas. Mistura dos componentes . Agentes Ópticos São compostos orgânicos que se depositam sobre o tecido. resultando no ácido sulfônico. b) pH. photine.Uma vez acabado. combatem a corrosão nas máquinas de lavar (principalmente nas peças de alumínio) e mantém em suspensão as sujeiras de natureza argilosa. f) desintegração. quando aplicáveis. absorvem a luz ultravioleta e reemitem como luz visível na região azul do espectro. Agentes Modificadores de Pó Sob este título podemos incluir uma série de agentes específicos. são adicionados os ingredientes sensíveis à água e ao calor. existentes no topo da torre de sopragem. por produto. e de perfumes que para o consumidor representam a própria "identidade" do produto. como o perfume. As partículas ainda úmidas da mistura final. que é o tensoativo. vão gradativamente caindo em contracorrente com o ar quente. são adicionados então todos os componentes que não são sensíveis a ação da água e do calor.Nesta etapa os componentes são misturados para formar uma pasta (slurry). As substâncias mais usados são as derivadas do estilbeno. d) friabilidade. o produto é conduzido às máquinas de embalar. sendo mais conhecidas pelos seus nomes comerciais. Isto mascara o amarelado que o tecido adquire com o tempo e dá mais brilho ao tecido. os itens abaixo rela cionados. È muito comum o uso de corantes eu conferem um melhor aspecto ao pó. Os silicatos dão ao detergente em pó melhores propriedades de armazenamento. 6 . passado posteriormente para um misturador para a homogeneização. perdendo parte da água nesta trajetória. Fabricação dos detergentes em pó Existem vários processos de produção de detergentes em pó. Este pó é resfriado e condicionado através de um elevador de ar.A pasta produzida é bombeada para os vários bicos de pulverização. e chegando à base da torre na forma de um pó. h) densidade. em amostras estatísticas das preparações do estoque mínimo de medicamentos. onde o alquilbenzeno reage com o trióxido de enxofre. blankophor e leucophor. que é neutralizado com soda cáustica para então formar o alquilbenzeno sulfonato de sódio. . tais como: tiopal CBS-X. e) dureza. Manuseio/Mistura de Pós – Ao pó seco e condicionado. e dimorfolinas. 4. g) grau ou teor alcoólico.Ocorre através de sulfonação. tinopal DMS. c) peso médio. Sopragem . mantendo os registros dos resultados: a) caracteres organolépticos. 5. mas ainda quente.

.......... utensílios e técnicas para manipulação.................................s.........Formulário padrão................... É facultado à farmácia terceirizar o controle de qualidade das matérias-primas e preparações manipuladas. indicando os componentes e respectivas quantidades para um determinado lote..... Representa as fórmulas padronizadas...... Técnica ...2................ devem conter: identificação do produto.......... i) volume.. Apresentação Frasco aplicador transparente 300 ml.......... Fórmula Padrão Ácido acético glacial.............. Modelo: Real Fórmula Padrão Pharma Ácido Acético Solução 1% FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO 1....... até 4 (quatro) meses após o vencimento do medicamento.................. mediante contrato formal. A farmácia deve manter amostra de referência de cada lote preparado........ número do lote e prazo de validade..................... em laboratórios tecnicamente capacitados para este fim........p.. j) viscosidade.... Indica ainda os matérias........ k) teor do princípio ativo... 3.................. 7 .........00 0 ml 2.. Materiais e Equipamentos Proveta 100 ml Bastão de vidro Balão de fundo chato 2..... data da manipulação.. bem como os cuidados para proteção individual e referências bibliográficas........ referidos acima........000ml 4....... antes da dispensação.Garantia da Qualidade ........ l) pureza microbiológica A farmácia deve dispor de laboratório de controle de qualidade capacitado para realização de controle em processo e análise da preparação manipulada.............................. 20 ml Água destilada q.... Os rótulos das preparações....

Antimicrobiano tópico e desinfectante.05. 31º ed. The Extra Pharmacopoeia. The Royal Pharmaceutical Society. Mililitros 200. 7. 2. 1. Água potável q.. Completar o volume com água destilada. Referências MARTINDALE. Dados do produto Código 10416 Apresentação Bombona plástica 5000 ml Validade 06 meses Número do lote 10416-0230 Data da fabricação 26. 1667.000 . Materiais 2. 1996.s.p. London – England.11.s.1.02 Data da validade 25. Medir o volume do ácido acético e transferi-lo para o balão. Indicação Líquido límpido. incolor e de odor característico.03 Tamanho do lote 200 litros Rendimento teórico 40 Bombonas Rendimento prático 2. Observações 9. Aprovação ELABORADO APROVADO DATA VISTO DATA VISTO Real Ordem de Manipulação – OM Pharma Água Sanitária FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO 1. Homogeneizar e envasar. 8. Mililitros 6973 Soda caústica Mililitros 500 7686 Sal marinho Gramas 100 ---. Matérias primas Código Validade Denominação Unidade Quantidade 6992 Hipoclorito de sódio solução a 10% q. Características 6. 5. p. 3.

Em seguida. A farmácia é responsável pela qualidade das preparações magistrais e oficinais que manipula. Estando em conformidade envasar e rotular. misturados ou de alguma maneira manuseados antes da sua dispensação. Homogeneizar e coletar amostra da solução diluída do hipoclorito de sódio e promover o doseamento. Manual de Boas práticas de manipulação. química e física de todos os produtos reembalados. Embalagens Código Fornecedor Denominação Quantidade ---. Autorização 8. nem regulamentação específica para esta atividade. / / _ DATA Responsável Técnico DATA Responsável Técnico . A farmácia deve assegurar a qualidade microbiológica. 6. Medir o volume do hipoclorito e reservar.2. Após o doseamento efetuar o cálculo da quantidade suficiente de hipoclorito concentrado para preparar 200 litros a 1% de cloro ativo. 7 . / / _ Recife. Cálice graduado 1000 ml ml Funil de vidro 4. o sal e completar o volume com água. bem com o critérios para aquisição de matérias-primas e materiais de embalagem. reconstituídos. Técnica 1. Colocar no reator 150 litros de água e adicionar o hipoclorito de sódio e homogeneizar. pela fórmula C1xV1 = C2xV2. Filtrar o hipoclorito de sódio concentrado. Indicação Líquido límpido. Bombona plástica 5000 ml 40 1907 Colacril Etiqueta impressora matricial TAB 8931 40 3. As Boas Práticas de Manipulação estabelecem os requisitos mínimos para a avaliação farmacêutica. amarelado de odor Desinfecção de pisos. dispensação de preparações magistrais e oficinais. 7. característico . fracionamento de produtos industrializados. Manipulação Recife. adicionados. coletar amostra e promover o doseamento. 3. Procedimento operacional padrão Descreve como deve ser realizado um determinado procedimento de forma descrita ou em gráfico: . adicionar a soda. 2. . conserva. 5. dispensa e transporta.000 Balde plástico 10. Características 6.000 ml. diluídos.Fracionamento Não há definição precisa sobre o que seja fracionamento. manipulação. É indispensável o acompanhamento e o controle de todo o processo de obtenção das preparações magistrais e oficinais. Materiais e Equipamentos Tanque reator 200 litros Balão de fundo chato 12. conservação. de modo a garantir ao paciente um produto com qualidade. 4. 5.2. 7.

sendo assim não pode comprometer seu efeito.deve conter nome. suspensão. validade. temos sim. lá praticamente não existe. . lote e nome do princípio ativo.envase não deve afetar o conteúdo do medicamento. isto em sua grande maioria. As doses fracionadas devem apresentar as seguintes informações: nome do paciente. paramentação dos funcionários envolvidos. não existem regras ou normas estipuladas sobre esse procedimento. os comprimidos (sólidos orais) já são embalados na indústria em blisters com data. a data de validade será reduzida. oferece às farmácias hospitalares o medicamento já unitarizado. deve ser totalmente unitarizada.o medicamento envasado deve ser de fácil manuseio ao ser aberto para utilização. denominação genérica e concentração da substancia ativa. Respondendo à questão. caso ele seja líquido (gotas. Nos Estados Unidos e Europa. recomendações para se evitar problemas com a qualidade do medicamento e seu estado de conservação: . data. xarope. A unitarização de qualquer tipo de medicamento dentro da realidade brasileira é algo extremamente novo e recente.ao se retirar o medicamento de sua embalagem original para unitarizá-lo. a Indústria Farmacêutica. cada remessa de medicamentos que chega no Hospital. númer o do lote e prazo de validade. . ou seja. em doses.O fracionamento de especialidade farmacêutica. No Brasil.procedimentos devem ser descritos e aplicados (normas de limpeza da área de re-envase. desde que seja preservada a qualidade e eficácia originais dos produtos. pois a simples manipulação e retirada desse produto de seu estado natural já comprometeu seu acondicionamento. validade e lote. . Para se ter uma idéia. . entre outros). entre outros). . todo o trabalho que temos aqui no Brasil. somente pode ser realizado sob responsabilidade e orientação do farmacêutico em farmácia de atendimento privativo de unidade hospitalar .

São necessários estudos sobre os processos bioquímicos implicados na nutrição. as técnicas de controle e preparo das dietas.Central de Quimioterapia . a formulação de nutrientes existentes para preparação das dietas. através do acompanhamento clínico diário. assim como o conhecimento dos processos patológicos de indicação de terapia nutricional. adequadas à necessidade individual de cada paciente. 9 .Central de Nutrição Parenteral As centrais de terapia nutricional são diretamente responsáveis pela preparação e controle das misturas de nutrientes planejadas de acordo com as dietas.8 . os métodos de avaliação do paciente e cálculos das necessidades de nutrientes e dos índices prognósticos.

Conforme determinação legal. Para poder garantir as boas práticas de manipulação de quimioterápicos.br . com procedimentos que garantam o manuseio seguro destes fármacos. o farmacêutico é o profissional diretamente responsável pela manipulação dos medicamentos antineoplásicos.com. é imprescindível a implantação de metodologias de trabalho. Obs: o conteúdo deste curso foi extraído de outros textos e da nossa experiência profissional. José de Arimatea Rocha Filho Farmacêutico CRF-PE 01893 e-mail: aexal@terra. É recomendável o controle farmacêutico da prescrição e a participação do farmacêutico no estabelecimento de protocolos de administração. não estando ainda concluído e referenciado.