You are on page 1of 8

Prevenir é tudo

Os nutrientes são o combustível do nosso organismo. Garantir a presença deles nas doses adequadas é primar por saúde e qualidade de vida. E é exatamente essa proposta da tera´pia ortomolecular Por Andréa Luna,

Todo mundo sabe que, para manter a saúde em dia, precisamos de uma série de nutrientes que garantam o bom funcionamento e equilíbrio do nosso corpo. Para isso basta ficar atenta à alimentação, que ele trabalha em harmonia. No entanto, nem sempre a realidade é assim. Mesmo mantendo um cardápio balanceado, muita gente apresenta carências nutricionais essenciais. Os motivos são os mais diversos. Uns deixam de consumir determinados alimentos vitais por não apreciarem seu sabor, outros por intolerância a alguns itens e existe ainda aqueles que têm dificuldade de absorver certas substâncias. Detalhes como esses, que muitas vezes passam despercebidos no dia-a-dia, são logo denunciados por alterações físicas. “Uma pessoa malnutrida torna-se alvo fácil de enfermidades e de envelhecimento precoce, pois reage com dificuldade às agressões cotidianas, como o estresse e o excessivo consumo de açúcar e gorduras”, esclarece Wilson Rondó Júnior, especialista em medicina preventiva, de São Paulo. Foi pensando nisso que o bioquímico americano Linus Pauling, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1954 e do Nobel da Paz

em 1962, criou uma terapia chamada ortomolecular, que visa a restaurar o equilíbrio químico do organismo por meio de uma dieta adequada e, quando essa não for suficiente, pela indicação de suplementos nutricionais em cápsulas, sprays bucais ou injetáveis. Essa terapêutica, praticada no Brasil há mais de 20 anos, se diferencia da medicina tradicional por ter como principal foco a prevenção de doenças. Mas os especialistas garantem que ela também é poderosa para dar fim a males como cansaço excessivo, falta de disposição, perda de memória, distúrbios sexuais, infecções repetitivas e os sintomas do estresse. Saiba como tudo isso é possível. Química física Para que possamos entender bem o trabalho da medicina ortomolecular e seus benefícios, primeiro é necessário explicarmos um pequeno, mas importante detalhe. Nosso corpo é formado por componentes químicos, cujos átomos possuem um par de elétrons. Fatores nocivos, como a poluição ou os aditivos tóxicos presentes na comida, podem “roubar” um desses elétrons, deixando o outro solteiro. O espaço resultante dessa ausência é chamado de radical livre. Certamente você já ouviu falar desse vilão, que causa lesões nas células e nos genes. Especialistas acreditam que o acúmulo dessas agressões ao longo da vida favorece o envelhecimento precoce e facilita o aparecimento de alterações degenerativas. Por isso um dos objetivos da medicina ortomolecular é minimizar esse desgaste. “Um único radical livre pode alterar uma molécula de DNA, modificando geneticamente uma célula, que pode morrer ou se tornar cancerosa. Além disso, seu efeito destruidor é cumulativo e, sozinho, o corpo humano não consegue revertê-lo”, explica Rondó Júnior. Outro indicador de perigo é a presença de metais pesados no organismo — que podem causar uma série de alterações no cérebro, principalmente no que diz respeito à memória, atenção e concentração. Exemplo disso é o alumínio, que acarreta um aumento da permeabilidade do intestino. Assim, esse órgão permite a passagem de partículas de alimentos maldigeridos para a corrente sanguínea, contribuindo para o crescimento desordenado de fungos e bactérias capazes de afetar as atividades cerebrais e trazer conseqüências significativas sobre

as emoções.“O chumbo e o mercúrio, desde que em pequenas doses, podem ser retirados com medicações homeopáticas, indicadas na maioria das vezes por um especialista, ou ainda com o simples consumo das fibras vegetais encontradas em alguns alimentos. Porém, se a quantidade de metais pesados for alta, há necessidade de ingestão de cápsulas ou comprimidos”, explica Cyro Masci, médico ortomolecular, de São Paulo. Porções de defesa A carga total dos radicais livres é chamada de estresse oxidativo. E apesar de possuirmos defesas para combater tal excesso, nossa capacidade de se defender e de se auto-regular fisicamente tem um limite. Por isso é preciso apelar para uma forcinha extra e fazer uma reserva que forneça substâncias que combatam esse mal: são os famosos antioxidantes. As melhores fontes desse bálsamo são os vegetais. “Todo mundo deveria consumir 6 porções diárias de frutas, verduras e legumes, de preferência cultivados sem agrotóxicos ou adubos químicos”, afirma Cyro. Porém, se isso não for possível, esses defensores podem ser ingeridos na forma de suplementos de vitaminas e minerais. “Nesse caso, a administração deve ser acompanhada de exames, para que não exceda e nem fique aquém do que cada pessoa necessita”, completa o médico. Arsenal terapêutico Algumas circunstâncias levam o corpo feminino a desenvolver carências nutricionais. Por exemplo, vitamina B6 para quem toma anticoncepcional regularmente a longo prazo, ferro para as que têm fluxo menstrual abundante, e vários minerais e vitaminas para aquelas mulheres que fazem dietas muito restritivas constantemente. E esse ramo da medicina foi justamente desenvolvido com base no estudo de vitaminas, tais como A, B1, B6, C, entre outras. Elas são a principal arma num arsenal que também inclui os aminoácidos — pedacinhos de proteínas importantes, tanto para a manutenção das células quanto para a fabricação de enzimas — e os

oligoelementos, minerais encontrados em quantidade mínima, porém imprescindíveis para o funcionamento químico do organismo. Viva mais e melhor Na terapia ortomolecular não há contra-indicações. Pessoas que simplesmente procuram ter vida longa e saudável, ou aquelas que procuram algum tipo de cura, ou mesmo atenuar manifestações de enfermidades, têm sucesso garantido com essa alternativa. Vale lembrar, no entanto, que os benefícios não são imediatos. Sendo assim, o tratamento deve ser contínuo para poder produzir resultados satisfatórios. “Tudo vai depender de cada caso, mas de um modo geral é necessário de 3 semanas a 3 meses para que os efeitos sejam observados”, explica Cyro Masci. E não esqueça que, em se tratando de saúde, todo cuidado é pouco. O processo tem de ser administrado por um bom profissional, do contrário pode causar intoxicação a médio e longo prazo. O melhor a fazer é pedir indicação para seu médico habitual ou ainda para um amigo ou parente que já tenha recorrido à técnica e se contentado. “Pesquise. Informe-se sobre quem escolher. Vale a pena investir, pois embora tenha um custo, é no primeiro contato que se conhece melhor o profissional”, recomenda Cyro. O caminho das pedras São 2 os tipos de exames utilizados nessa terapêutica: um de sangue, exclusivo para diagnosticar as carências, e o outro se chama mineralograma, realizado através da análise de um fio de cabelo. O primeiro examina detalhadamente as células do organismo, detectando os graus de oxidação e intoxicação. Além disso, ele ainda mede a capacidade de combater os radicais livres e é capaz de dosar os principais antioxidantes a serem recomendados pelo médico, como as vitaminas C e E ou o betacaroteno. Já o mineralograma capilar é adotado para identificar a quantidade de metais pesados presentes no corpo. “Alguns especialistas fazem os 2 testes, mas geralmente o mineralograma é requisitado mediante a suspeita de intoxicação por metais pesados, que é detectada com alguns sintomas, como alterações emocionais ou em casos de propensão por exposição a essas substâncias”, explica Cyro Masci.

Uma consulta custa em média R$ 300 e o preço do tratamento varia de acordo com as necessidades nutricionais de cada um. Por enquanto os convênios não cobrem as despesas com esse procedimento. “Infelizmente a prevenção, assim como a beleza, não têm espaço nos planos de atendimento médico privados”, lamenta Cyro Masci. Os resultados da vida real A busca pelo bem-estar e pela longevidade tem levado muitas pessoas a procurarem a terapia ortomolecular como uma aliada na prevenção e no combate às doenças. Confi ra o depoimento de 3 mulheres que aderiram à terapia há algum tempo e estão felizes com os efeitos. “Procurei essa alternativa porque me sentia desmotivada, meu ciclo menstrual estava desregulado e eu não tinha ânimo para fazer nada. Hoje tenho mais disposição e meu corpo está em perfeita ordem. Até meu intestino funciona melhor.” Elisabete Buso, assessora comercial, 36 anos. “Durante a gestação tive muitas dores nas articulações. Para me sentir melhor, há 7 meses busquei esse método. De lá pra cá o incômodo diminuiu bem e tenho mais energia.” Adriana Pacheco de Paula, bailarina, 36 anos "Meu organismo estava completamente desvitalizado. Eu andava cansada, estressada, sem conseguir dormir. E desde que comecei a me tratar, há 1 ano, o quadro se reverteu completamente. Emagreci 8 kg em 2 meses, tenho mais pique e saúde.” Edilva Barbosa, profissional de marketing e vendas, 40 anos Além da saúde, boa forma Equilíbrio significa extrair o melhor dos alimentos sem fazer reservas de gordura, aproveitar as calorias ingeridas de forma adequada e ter energia para as tarefas diárias e exercícios físicos. Para isso precisamos de um fluxo de combustível sufi ciente, sem que fique acima ou abaixo do pesoideal. Quando bem recomendada, a medicina ortomolecular fornece esses benefícios — daí a relação com técnicas de emagrecimento, que na verdade não é o foco da terapia, mas sim uma conseqüência.

Conheça algumas atitudes que favorecem esse processo: - O primeiro passo é a realização de um teste metabólico, que detecta a importância da ingestão de determinados nutrientes e até mesmo o melhor horário para a prática de ginástica, ou seja, em qual momento do dia o seu corpo tem maior facilidade em queimar calorias. - Uma orientação alimentar personalizada, que permita reduzir a quantidade de lipídio no organismo, também é essencial. Paralelamente o método ortomolecular consegue reduzir a compulsão por açúcar e potencializar a digestão. “Emagrecer não deveria ser sinônimo de perda de peso, mas sim de gordura”, ressalta Cyro Masci. - Os especialistas dessa terapêutica também defendem a realização de uma atividade física regular, conforme orientação médica. De acordo com Cyro, “uma caminhada vigorosa de 30 minutos, diariamente, já é suficiente para a obtenção do sucesso no tratamento”. Fonte: http://estilonatural.uol.com.br/Edicoes/54/artigo21.asp Revista Estilo Natual – edição 54 – março de 2008 -------------------------------------

eLetter Dr. Rondó Suplementação segura de vitamina D não dispensa indicação médica Tomar sol e alimentar-se bem é básico para manter níveis adequados dessa vitamina que, para muitos, vem se destacando como o nutriente da década.

Quem costuma seguir modismos ou aproveita receitas de amigos ou vizinhos achando que leva vantagem, talvez se dê mal. Suplementos de vitaminas, que muita gente confunde com remédio, podem ou não trazer benefícios. Depende do caso. A vitamina D fortelece ossos, reduz risco de esclerose múltipla, de diabetes, de câncer e crescimento de tumores. Mas, em excesso, pode causar problemas. Os órgãos oficiais têm resistido a aumentar a dosagem diária básica da vitamina D, com receio de toxidade por overdose. Por outro lado, crescem as evidências de que a dose recomendada, de 2.000 iu/dia, não previne doenças sérias ligadas a baixos níveis dessa vitamina. O pesquisador Bruce W. Hollis recomenda 4.000 iu/dia para grávidas e 6.000 iu/dia durante a amamentação, sem problemas. Tomar sol é fundamental para manter bons níveis de vitamina D no organismo. Muitas pessoas produzem cerca de 20.000 u dessa vitamina com apenas 20 minutos diários de exposição, cem vezes mais do que o recomendado pela medicina. Quem não toma sol com freqüência deve fazer um teste de 25 hidroxivitamina D: níveis ótimos são acima de 50 ng/ml (125 nM/L). Consulte seu médico.

Wilson Rondó Jr. é especialista em medicina preventiva, nutrólogo e cirurgião vascular. Mantenha-se informado sobre seu trabalho e

sobre os serviços oferecidos pela W.Rondó Medical Center pelo site www.drrondo.com Livros recomendados:- wrj “Fazendo as Pazes com Seu Peso”, Obesidade e Emagrecimento: entendendo um dos grandes problemas deste século, Dr. Wilson Rondó Jr., Editora Gaia, São Paulo, 3ª Edição, 2003. “Prevenção: A Medicina do Século XXI”, A Guerra ao Envelhecimento e às Doenças, A terapia molecular irá diminuir a incidência de câncer, doenças cardiovasculares, envelhecimento e muito mais; Dr. Wilson Rondó Junior, 240 páginas, Editora Gaia, São Paulo, 2000. “O Atleta no Século XXI”, Dr Wilson Rondó Junior – O leitor conhecerá a importância da atividade esportiva na vida de qualquer ser humano do ponto de vista médico. Editora Gaia, São Paulo, 2000. “Emagreça & Apareca!”, Descubra seu Tipo Metabólico. Vila melhor e com mais saúde! Dr Wilson Rondó Juni8or, Editora Gaia, São Paulo, 2007.