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Sintomas paralisia cerebral recém nascido (Cuidados

Especiais)
O que é paralisia facial? Sintomas paralisia cerebral recém
nascido. A criança com Paralisia Cerebral geralmente não possui
o controle completo dos músculos de seu corpo, o que leva a
dificuldades motoras e coordenação, que podem afetar desde seu
desenvolvimento físico até sua formação.

Suas causas são quase sempre decorrentes da falta de oxigenação
cerebral e podem acontecer durante a gravidez, no momento do
parto ou durante o período do desenvolvimento neuro motor.

Sintomas paralisia cerebral recém nascido

Paralisias cerebrais não são doenças, e sim, uma condição
especial que, uma vez estabelecida, não progride, podendo
apresentar regressão com melhora do quadro clínico geral.

O portador de PC tem déficits motores que afetam sua
psicomotricidade, influenciando no seu comportamento
emocional e social, resultando num desenvolvimento global
atrasado, que muitas vezes é confundido gerando imagens
distorcidas e preconceituosas sobre sua capacidade cognitiva e
potencialidades para uma vida independente e autônoma.

Torna-se imprescindível o acompanhamento terapêutico dessa
criança desde seu nascimento, ajudando-a e estimulando-a a
desenvolver o máximo de suas capacidades para adaptá-la e
integrá-la a sociedade da melhor forma possível.

Pensando assim, nasceu o Núcleo de Atendimento a Criança com
Paralisia Cerebral, uma entidade sem fins lucrativos, que oferece
todo o serviço médico, fisioterápico, psicopedagógico e demais
especializados neste segmento, com o objetivo de melhorar as
limitações físicas, desenvolver e estimular as atividades
intelectuais, tornando-os pessoas mais independentes e capazes.

CAUSAS
A etiologia da PC é multifatorial. Qualquer agressão ao Sistema
Nervoso que ocorra em idade precoce pode levar a uma lesão
irreversível e não progressiva. Dividem-se os vários fatores em
três grupos:

1. Pré-natais (durante a gravidez)

 Toxemia gravídica
 Problemas de formações do Sistema Nervoso Central
 Distúrbios metabólicos graves (ex. Diabetes)
 Infecções
 Anemias graves
 Hipertensão arterial

2. Perinatais (durante ou logo após o parto)

 Traumatismos no parto
 Sofrimento fetal
 Distúrbios circulatórios cerebrais
 Nascimento prematuro
 Recém-nascidos de baixo peso

3. Pós-natais

 Asfixia
 Traumatismos cranianos

Infecções do Sistema Nervoso (ex. Meningites)

CLASSIFICAÇÃO

Dependendo da localização, no córtex cerebral, onde ocorreu à
lesão, podem-se classificar as Paralisias Cerebrais em três tipos
distintos.

Forma espástica – há aumento do tono muscular que pode atingir
um lado do corpo (hemiparesia), membros inferiores (diplegia) ou
os quatro membros (quadriplegia). Frequentemente a criança
também apresenta dificuldades de fonação e deglutição. Com a
evolução, instalam-se contraturas articulares e atrofias difusas.
Forma atetóide – presença de movimentos anormais de
distribuição difusa, nem sempre simétrica, que tendem a se
exacerbar a movimentação voluntária e aos estímulos sensoriais
ou emocionais.

Forma atáxica – caracteriza-se por coordenação, distúrbios de
equilíbrio que dificultam a movimentação voluntária e marcha e
diminuição da tonicidade muscular.

Forma hipotônica – é raro na paralisia cerebral a criança
puramente hipotônica. Seu tônus muscular é baixo, sendo
características a hipoatividade, a falta de controle postural e a
dificuldade em vencer a gravidade.

PRINCIPAIS PROBLEMAS

As crianças com Paralisia Cerebral têm muitos problemas, nem
todos relacionados às lesões cerebrais. Todos eles podem surgir
associados ou isoladamente na dependência da forma clínica que
a criança apresentar. A seguir relacionamos alguns:

Convulsões – ocorrem em cerca de 30 a 50% dos pacientes. Sua
frequência e os tipos de crise variam conforme a forma clínica.
Algumas vezes as crises são raras e de fácil controle
medicamentoso, não influindo no prognóstico. Em outros, são
frequentes, ocorrendo várias vezes ao dia e de difícil controle
clínico.

Deficiências visuais – podem ser encontradas as mais variadas
formas possíveis. A mais comum é o estrabismo, mas pode haver
catarata, glaucoma, microftalmias e lesões do nervo óptico.

Outros – problemas odontológicos, salivação incontrolável,
escoliose, contraturas musculares, posturas incorretas, etc.

CONDUTAS

 Neuropediatria
 Fonoaudiologia
 Comunicação Alternativa
 Fisioterapia / Estimulação Precoce
 Integração Sensorial
 Fisioterapia Aquática
 Terapia Ocupacional
 Psicopedagogia
 Musicoterapia
 Escola Transitória
 Informática

NACPC não só as crianças têm atendimentos, também
trabalhamos com suas famílias, pois a inclusão inicia-se nela.

 musicoterapia - musicoterapia e paralisia cerebral
 informática
 hidroginástica - hidroterapia e paralisia cerebral
 vivências psico-corporais e psicologia
 aulas de relaxamento e alongamento
 oficinas de artesanato
 oficinas de culinária
 oficinas de material reciclado
 grupo terapêutico de coral

Quando a criança crescer terá os seus problemas e precisa
aprender como lidar. Esse texto com a visão de uma pessoa
deficiente poderá ajudar.

Ser deficiente não é ser diferente. Somos neutros em alguns
olhares de alguns homens normais.

Somos como tal, somos deficientes por um erro da natureza ou
por algumas circunstâncias da vida, mas não somos aberrações
feitas por Deus.

Somos vidas cheias de vontade de viver, dividir, sonhar e pôr em
prática os nossos sonhos e ainda dizer: "O sonho não acaba por
aqui". Ah! Por que será que as pessoas nos olham sempre
diferentes, sempre têm algo para nos dizer, bom ou mal.
Se perguntarmos para uma pessoa que está a nos olhar, ele sempre
sorri e nos olha com cara de quem está com deboche ou pena e
responde: Não senhor, não é nada não, só estava olhando. Então,
muitos de nós com a voz de bravo respondemos: Algum problema
senhor? Pois em muitas circunstâncias, não há necessidade de
palavras para podermos entender.

Se mandarmos um currículo para uma empresa com todos os
requisitos, provavelmente dias depois, seremos chamados para a
entrevista. Mas o problema maior é quando vamos para a
entrevista. É possível que seja uma pessoa cadeirante logo chega
aquela desculpa do gerente de que a vaga já foi preenchida, sem
querer falar que devido a sua condição de ser uma pessoa
cadeirante, não poder ocupar o cargo ou executar certos tipos de
tarefas.

Ou ainda diz, nossa eu não sabia que você era cadeirante. Não
adianta responder que colocamos na ficha, tão pouca importância
terá, ha, mas eu devo ter olhado com pressa, bem senhor, eu
queria lhe dizer que nós estamos precisando sim de uma pessoa
deficiente para trabalhar, mas essa pessoa não pode ter deficiência
motora. O gerente com uma simples boa sorte ele nos dispensa.
Então vamos tristes pela rua, desiludidos por não ter sido aquele
momento ainda...

Quando deparamos com algumas crianças entre 8 a 12 anos,
quando não possuem informações e orientações sobre deficientes,
nos olham com deboche, com aqueles sorrisos de meninos
sapecas, desobedientes, falando inocentemente com suas mães,
olha mãe veja aquele aleijado em uma cadeira de rodas. Meu
Deus, por que todos nos olham como seres de outro planeta,
olhando como se não fosse seres humanos? Muitas vezes
esquecem que temos corações sensíveis e sentimentos como eles.

Lutamos tanto pelos nossos espaços na sociedade, mas, qual o
valor de tudo isso? Lutamos tanto contra os preconceitos, mas
isso só basta? Não, falta muito ainda, queremos, mas queremos
igualdade pela capacidade que cada um de nós tem, pelos nossos
esforços, estudos e trabalhos.
Podemos falar também daquelas pessoas que ficam perguntando o
tipo de deficiência que nós temos, sem perceberem que às vezes
estão ferindo ou mesmo trazendo a tona, algo que gostaríamos de
esquecer. Para estas pessoas, um conselho: coloquem se nos
lugares dessas pessoas e analisem antes a situação, ou mesmo o
que os próximos, poderiam sentir.

O ideal seria não comentar sobre o assunto, a não ser que possam
trazer algo de útil ou algo que possa ajudar. Em muitos casos e
situações, as pessoas tentam esquecer as causas que provocaram
tais deficiências, que em muitas, são tristes, traumáticas e até
revoltantes. Os sintomas paralisia cerebral recém nascido não é
uma doença e não precisa ter medo.

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