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ANAIS

ANAIS
Organização
Idilva Maria Pires Germano
Veriana de Fátima Rodrigues Colaço

Identidade Visual
Chico Neto

Projeto Gráfico e Diagramação
Rayana Vasconcelos da Costa

Apoio
Ana Paula Sthel Caiado
Celecina de Maria Vera Sales
Ianara Ferreira Freitas
Jacqueline Cunha da Serra Freire
Laisa Forte Cavalcante
Lilith Feitosa Acioly

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

S621a Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA (8 : 2017 : Fortaleza, CE)
Anais do VII Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA /
organizadoras: Idilva Maria Pires Germano e Veriana de Fátima Rodrigues Colaço. –
Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017.
8302 p.

Tema: Movimentos, experiências, redes e afetos.
Evento realizado de 12 a 15 de agosto de 2017.
Disponível em: http://www.jubra2017.com.br

ISBN: 978-85-420-1163-0

1. Jovens – Psicologia. 2. Relações Étnicas e Raciais. 3. Psicologia Intercultural. 4.
Jovens – Grupos Étnicos. 5. Integração Social. 6. Jovens – Fatores Socioculturais. 7. Jovens –
Aspectos Sociais. 8. Grupos Minoritários. 9. Adolescentes – Direitos Humanos. 10. Jovens –
Políticas Públicas. 11. Delinquência Juvenil. 12. Jovens – Movimentos Sociais. 13. Jovens –
Saúde Mental. 14. Jovens – Identidade de gênero. 15. Jovens – Mercado de Trabalho. 16.
Jovens – Mídia Social. I. Germano, Idilva Maria Pires (org.). II. Colaço, Veriana de Fátima
Rodrigues (org.). III. Universidade Federal do Ceará. IV. Título.

CDD 155.532

Elaborada por:
Juliana Soares Lima
CRB-3/1120
Universidade Federal do Ceará
Biblioteca Universitária
Biblioteca de Ciências Humanas

Comissão organizadora
COMISSÃO NACIONAL
Presidência
Lúcia Rabello de Castro (UFRJ)

Adélia Augusta Souto (UFAL)
Ana Lúcia Francisco (Unicap)
Andréa Vieira Zanella (UFSC)
Ângela de Alencar Araripe Pinheiro (UFC)
Anna Paula Uziel (UERJ)
Claudia Andrea Mayorga Borges (UFMG)
Clarice Cassab (UFJF)
Conceição Seixas Silva (UERJ)
Cristiana Carneiro (UERJ)
Dalva Maria Borges de Lima D. de Souza (UFG)
Divino de Jesus da Silva Rodrigues (PUC-GO)
Dorian Mônica Arpini (UFSM)
Eliane Ribeiro Andrade (UNIRIO)
Fernanda Costa-Moura (UFRJ)
Flávio Munhoz Sofiati (UFG)
Hebe Signorini Gonçalves (UFRJ)
Herculano Campos (UFRN)
Idilva Maria Pires Germano (UFC)
Ilana Lemos de Paiva (UFRN)
Iolete Ribeiro da Silva (UFAM)
Jacqueline Cavalcanti Chaves (UFRJ)
Jacqueline Serra Freire (UNILAB)
Jaileila de Araújo Menezes (UFPE)
Juarez Dayrell (UFMG)
Juliana Prates Santana (UFBA)
Karla Galvão Adrião (UFPE)
Katia Maheirie (UFSC)
Leila Maria Torraca de Brito (UERJ)
Leila Maria Ferreira Salles (UNESP)
Lúcia de Mello e Souza Lehmann (UFF)
Luciana Gageiro Coutinho (UFF)
Luciana Lobo Miranda (UFC)
Márcia Stengel (PUC-MG)
Marcelo de Almeida Ferreri (UFS)
Marcos Ribeiro Mesquita (UFAL)
Maria Cecília de Mello e Souza (UFRJ)
Maria Helena Oliva Augusto (USP)
Maria Ignez Costa Moreira (PUC-MG)
Maria Inês Gasparetto Higuchi (INPA)
Marta Rezende Cardoso (UFRJ)
Mônica Franch (UFPB)
Mônica Rodrigues Costa (UFPE)
Ricardo de Castro e Silva (ONG Taba)
Rafael Prosdocimi Bacelar (FIP-MOC)
Renata Alves de Paula Monteiro (UFF)
Rosana Katia Nazzari (Unioeste)
Rosana Carneiro Tavares (PUC-GO)
Rosane Castilho (UEG)
Rosângela Franceschini (UFRN)
Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI)
Silvia Helena Koller (UFRGS)
Solange Jobim e Souza (PUC-RJ)
Sônia Borges Cardoso de Oliveira (UFRJ)
Sônia Margarida Gomes de Sousa (PUC-GO)
Tatiana Cristina dos Santos de Araújo (UFPE)
Vera Lúcia Tieko Suguihiro (UEL)
Veriana de Fátima Rodrigues Colaço (UFC)

COMISSÃO LOCAL
Presidência
Veriana de Fátima Rodrigues Colaço (UFC)

Coordenação Geral
Alexandre Almeida Barbalho (UECE)
Andréa Pinheiro Paiva Cavalcante (UFC)
Celecina de Maria Vera Sales (UFC)
Daniely Ildegardes Brito Tatmatsu (UFC)
Elcimar Simão Martins (UNILAB)
Idilva Maria Pires Germano (UFC)
Inês Vitorino Sampaio (UFC)
Jacqueline Cunha da Serra Freire (UNILAB)
João Paulo Pereira Barros (UFC)
Leila Maria Passos de Souza Bezerra (UECE)
Luciana Lobo Miranda (UFC)
Luciana Maria Maia Viana (Unifor)
Nara Maria Forte Diogo Rocha (UFC)
Raquel Nascimento Coelho (UFC)

Comissão Científica
Coordenação: Idilva Maria Pires Germano (UFC)/ Celecina de Maria Vera Sales (UFC)
Ana Paula Sthel Caiado (UNILAB)
Deisimer Gorczevski (UFC)
Jacqueline Cunha da Serra Freire (UNILAB)
Raquel Alencar Barreira Rolim (UFC)

Comissão de Comunicação
Coordenação: Inês Vitorino Sampaio (UFC)/ Andréa Pinheiro Paiva Cavalcante (UFC)
Ana Cesaltina Barbosa (UFC)
Dawton Valentin (UFC)
Jéssica de Souza Carneiro (UFC)
Rayana Vasconcelos da Costa (Publicitária)

Comissão de Infraestrutura
Coordenação: Raquel Nascimento Coelho (UFC)
Cláudia Maria Inácio Costa (UFC)
Diana Montenegro Ribeiro (UFC)
Jorge Luís Maia Morais (UFC)
Luara da Costa França (UFC)
Luciana Queiroz Fontenele (UFC)
Kamila Costa de Sousa (UFC)
Mônica Dantas de Carvalho (UFC)
Pedro Henrique Alves da Silva (UFC)

Comissão de Cultura
Coordenação: Luciana Lobo Miranda (UFC) e Jaileila de Araújo Menezes (UFPE)
Alexandrino Moreira Lopes (UNILAB)
Brena Karla Girão Marques (Produtora Cultural)
Denise Costa Rodrigues (UFC)
Lilian Mendonça Gomes (UFC)
Steferson Dias Sampaio (Estácio)
Valdilane Santos Alexandre (UNILAB)

Comissão de Apoio
Coordenação: João Paulo Pereira Barros (UFC)
Filipe Augusto Alencar (UFC)
Jéssica Silva Rodrigues (UFC)
José Alves de Souza Filho (UFC)
Kevin Samuel Alves Batista (UFC)
Larissa Ferreira Nunes (UFC)
Lilith Feitosa Acioly (UFC)
Luiz Fernando de Souza Benício (UFC)

Comissão de Secretaria
Coordenação: Daniely Ildegardes Brito Tatimatsu (UFC)
Andrea Carla Filgueiras Cordeiro (UFC)
Laisa Forte Cavalcante (UFC)
Roseline Dantas de Souza (Psicóloga)
Sandinelly dos Santos Nascimento (Psicóloga)

Comissão Regional
Coordenação: Nara Maria Forte Diogo Rocha (UFC)
Alison Eric Vasconcelos Matos (UFC)
Ana Mirele Rodrigues Sena (UFC)
Andrea Abreu Astigarraga (UVA)
Anna Karla Rodrigues Dino (UFC)
Benedito Gomes Rodrigues (IFCE - Tianguá)
Cirliany Fernandes Albuquerque (Teias da Juventude)
Deysilane dos Santos Gonçalves (UFC)
Érica Atem Golçalves de Araujo Costa (UFC)
Fernanda Maria Matias Sousa (UVA)
Francisca Bruna Pereira Farias (UFC)
Francisco Gilmario Rebouças Júnior (Psicólogo)
Gênesis Anjos Nunes (Psicólogo)
Heloisa Oliveira do Nascimento (UFC)
José Rogers de Sabóia Nascimento (Nome Social)/Rogena de Sabóia Nascimento (Pedagogo)
Maria da Glória dos Santos Ribeiro (Psicóloga)
Maria Isabel Silva Bezerra Linhares (UVA)
Paulo Roberto Mendes Junior (Psicólogo)
Rodrigo Chaves de Mello Rodrigues de Carvalho (UVA)
Savanya Shell de Oliveira Sousa (Psicóloga)

Articulação política
Ana Paula Sthel Caiado (UNILAB)
Ângela de Alencar Araripe Pinheiro (UFC)
Nara Maria Forte Diogo Rocha (UFC)
Steferson Dias Sampaio (Estácio)

Equipe de Criação e Multimídia
Identidade Visual: Chico Neto
Site: Jéssica de Souza Carneiro e Rayana Vasconcelos da Costa
Facebook: Jéssica de Souza Carneiro e Rayana Vasconcelos da Costa
Redação: Dawton Lima Valentim

Apresentação

Do I Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira (JUBRA), já se vão 12 anos. De lá
para cá, nosso evento vem ganhando importância no cenário acadêmico nacional e alhures,
entre pesquisadores, profissionais, gestores públicos e jovens comprometidos em conhecer
melhor as diferentes faces da juventude em nosso país, e, principalmente, com a garantia de
seus direitos e bem-estar.
Como empreendimento coletivo, o VII JUBRA dá continuidade aos esforços das edições
anteriores. Com muita alegria, o Ceará sedia o VII JUBRA, com o tema JuventudeS: movimentos,
experiências, redes e afetos. Este sétimo encontro deseja sublinhar esses conceitos que
aglutinam as dezenas de tópicos sugeridos por jovens nos fóruns realizados em Fortaleza e
Sobral, e, nacionalmente, através de nossa fanpage, quando consultados sobre o que é ser
jovem hoje e o que julgavam importante se discutir neste evento.
A noção de “movimentos” remete tanto aos deslocamentos físicos empreendidos por
jovens nos diferentes espaços da cidade e do campo, quanto aos deslocamentos simbólicos
vividos por jovens, que dinamicamente se engajam em projetos pessoais e coletivos, buscando
seu lugar no mundo, transformando-se e transformando outros, questionando o marasmo
que reduz suas possibilidades de existência. De onde partem os jovens? Para onde desejam
fluir? Que lugares seus corpos, em eterna mutação, ocupam e para onde se deslocam? Os
movimentos dos jovens – de corpos e mentes – desalojam as formas de pensar, sentir, dizer e
fazer na sociedade.
Quando destacamos as “experiências”, queremos trazer para nossa reflexão aquilo que
acontece a nós enquanto jovens. E também aquilo que acontece a nós, de outras gerações, que
compartilhamos sonhos, dúvidas e preocupações dos jovens. Central para nós que fazemos
o VII JUBRA é acolher as muitas vivências singulares – individuais e coletivas – que ajudam a
compreender os potenciais e dilemas, as conquistas e dificuldades dos jovens e com os jovens
no Brasil. Este encontro quer abraçar as diversas perspectivas do jovem sobre sua vida e também
o que se diz sobre o jovem entre pesquisadores, gestores e outros que atuam com segmentos
juvenis. Como aproximar os discursos já ditos daqueles ainda em gestação? Com a força do
diálogo, poderíamos construir juntos narrativas intergeracionais? O que se pode vislumbrar a
partir de nossas experiências compartilhadas? Queremos trocar essas experiências múltiplas e
juntar forças para construirmos juntos horizontes mais largos e felizes em nosso país.
Nesse sentido, emerge quase naturalmente a noção de “redes”. Nosso encontro, desde o
primeiro momento, vem construindo formas de diálogo e participação com jovens, para que
o evento possa espelhar nossa vontade de trabalharmos juntos. E para representar as muitas
conexões que é preciso estabelecer, a fim de dar conta das complexidades do universo jovem
hoje. “Redes” também são a cara dos jovens, que vivem hoje hiperconectados, tecnologicamente
atravessados em seu cotidiano. Afinal de contas, estamos todos enredados nas malhas de nossos
dispositivos… Que conexões podem e devem ser feitas para se construir um mundo melhor para
os jovens? Como promover redes que contribuam para mais justiça e inclusão social? Como
enfrentar os crescentes desafios e obstáculos que vêm ameaçando seu presente e futuro? O
JUBRA, em seu nome de batismo, já carrega a força das “redes”, uma grande articulação de
pessoas e coletivos empenhados na reflexão crítica sobre e com nossos jovens.
Por fim, chegamos aos “afetos”. Pois esses movimentos, experiências e redes são alimentados
pelo desejo e pela emoção de estarmos juntos. Podemos ser diferentes, com estilos de vida
e pontos de vista diversos, mas queremos estar juntos, com um sorriso no rosto, vislumbrando

com otimismo o futuro. E também nos indignando contra o que ameaça e prejudica nossos
jovens. Afeto evoca o cuidado amoroso com o outro, nascido de um compromisso ético e
político. Evoca, portanto, aquilo que me transforma, que me desaloja em minha relação com o
outro (e, círculo fechado, voltamos aqui ao “movimento”).
Orientado pela abertura aos movimentos, experiências, redes e afetos, o VII JUBRA vem
contando com pessoas e coletivos que estão contribuindo, com dedicação, na pesquisa, no
melhoramento das políticas públicas e nos mais diversos espaços de cuidado e proteção dos
jovens. Atendendo ao nosso convite e chamando outras pessoas interessadas, nós e nossos
colaboradores temos construído uma verdadeira rede, onde cada um e todos podem trazer
suas ideias para aprimorar a experiência de promoção desse encontro. Desde o início dos
trabalhos de planejamento, temos convidado jovens que participam de movimentos sociais e
coletivos em fóruns presenciais e digitais, de modo a expandir o diálogo entre a Universidade e
os demais setores da sociedade direta ou indiretamente interessados nas juventudes brasileiras.
Desses fóruns, reuniões de comissões e reuniões gerais chegamos à nossa proposta coletiva do
VII JUBRA, cuja estrutura leva a marca desse projeto elaborado a muitas mãos. Junte-se a nós
nessa grande rede!

Comissão Organizadora Local do VII Jubra

A CONSTRUção DO JUBRA

O JUBRA – Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira é um evento científico,
que congrega pesquisadores e professores brasileiros e estrangeiros, profissionais, estudantes,
jovens, gestores públicos e agentes comunitários para a discussão de pesquisas, programas e
projetos sociais referentes à juventude. O evento potencializa as discussões e os intercâmbios
e amplia a rede de cooperação entre pesquisadores em torno da temática da juventude a
partir de diferentes disciplinas e campos do saber. Pretende-se que, a partir deste evento, se
produzam, a curto, médio e longo prazos, impactos sobre a própria produção do conhecimento,
assim como sobre as ações públicas e da sociedade civil no sentido da garantia dos direitos dos
adolescentes e jovens.
A primeira edição do Simpósio, cujo tema foi Perspectivas e Ações em Saúde, Educação
e Cidadania, foi realizado em outubro de 2004, na Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). A iniciativa de realização partiu do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio
para a Infância e Adolescência Contemporâneas (NIPIAC). Contou com o apoio institucional do
Comitê de Pesquisa Sociologia da Juventude da International Sociological Association (ISA), do
Observatoire Jeunes et Societé da Universidade de Québec e do Comitê de Infância e Juventude
da International Union of Anthropological and Ethnological Sciences (IUAES).
O II JUBRA, cujo tema foi Ecos na América Latina, foi realizado em novembro de 2006 e
sediado na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (PUC-RS), sob a responsabilidade
dos Programas de Pós-graduação em Psicologia da PUC-RS, Programa de Pós-graduação em
Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Programa de Pós-
graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento contou
com as parcerias do Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e Meninas de Rua da UFRGS
(CEP-RUA), Grupo de Pesquisa Estudos Culturais e Teorias Contemporâneas da PUC-RS e do
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Adolescência da UFRGS.
O III JUBRA, cujo tema foi Juventudes no mundo contemporâneo: desafios e perspectivas,
ocorreu em junho de 2008, em Goiânia, na Universidade Católica de Goiás (UCG). O evento
esteve a cargo da UCG, Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás
(UEG), Casa da Juventude Padre Burnier (CAJU), Fundação Aroeira e do NIPIAC/UFRJ.
Em 2010 foi a vez da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) a
acolher o IV JUBRA que ocorreu entre os dias 16 e 18 de junho em Belo Horizonte. A temática
deste JUBRA foi Juventudes Contemporâneas: um mosaico de possibilidades. O evento contou
com a parceria da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
da Pró-reitoria de Extensão da PUC-Minas, do Conselho Federal de Psicologia, do Conselho
Regional de Psicologia (CRP 04), do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS).
O V JUBRA, cuja convocação foi Territórios interculturais da juventude, foi realizado em
setembro de 2012 no Recife pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) por meio de
seu Departamento de Psicologia, do Centro de Educação e do Programa de Pós-graduação
em Psicologia. Contou com a parceria do Programa de Pós-graduação em Psicologia da
Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), do Programa de Pós-graduação em Serviço
Social da UFPE e do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino do Centro de Educação
da UFPE. Contou também com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), Universidade
Federal Rural de Pernambuco, Universidade de Pernambuco (UPE), Secretaria Especial de
Políticas para a Juventude da Prefeitura do Recife, da Secretaria de Educação do Estado de
Pernambuco e do NIPIAC/UFRJ.

O VI JUBRA retomou sua realização no Rio de Janeiro, sediado na UFRJ e tendo como
realizador o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência
Contemporâneas (NIPIAC). Com o tema Os Jovens e seus Outros, esta edição, que ocorreu em
setembro de 2015, se colocou o desafio de abrir o debate sobre a construção de uma rede
de pesquisadores, que têm como questão central a juventude em suas investigações e ações.
Neste sentido, aprovou em assembleia geral a formação de uma comissão representada
por participantes das diferentes regiões do país, encarregada de elaborar uma minuta de
estatuto de uma associação jurídica, a ser criada no VII JUBRA, com o propósito de garantir
a regularidade deste fórum de discussão e o intercâmbio permanente entre pesquisadores e
profissionais. O VI JUBRA contou com o apoio de vários órgãos da UFRJ, como o Instituto de
Psicologia, o Programa de Pós-Graduação em Psicologia, a Faculdade de Educação, o Centro
de Filosofia e Ciências Humanas e o Fórum de Ciência e Cultura e a Casa de Ciência e outras
instituições, como a UNIRIO e Banco do Brasil.
O VII JUBRA, sediado, em 2017, na Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com
a Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade de Fortaleza (Unifor) e Universidade
da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), garante a continuidade das
edições anteriores. Tem ainda por compromisso promover as interlocuções entre Universidade
e sociedade e a criação da REDEJUBRA, uma associação de pesquisadores da juventude de
caráter jurídico, que visa a articulação de estudos e pesquisas interdisciplinares sobre o tema.

LISTA DE ABREVIATURAS

ACR - Associação Cultural Cearense do Rock
AGBLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
AIC - Associação Imagem Comunitária
AJIR - Associação dos Jovens do Irajar
AL - Assembleia Legislativa
CAEN - Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Economia
CAJU - Casa da Juventude Padre Burnier
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior
CAPS - Centro de Assistência Psicossocial
CAPS-AD - Centro Especializado de Assistência Psicossocial-Drogas
CEBRAP - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
CEDECA - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente
CEFET-RJ - Centro Federal de Tecnologia do Rio de Janeiro
CEJA - Centro de Educação de Jovens e Adultos
CEMSJ - Centro Educacional Marista São José
CEP-Rua - Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e Meninas de Rua
CESMAG - Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães
CFP - Conselho Federal de Psicologia
CH 1/CH2 - Centro de Humanidades Área 1/Área 2
CIEDS - Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável
CIES-IUL - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (instituto Universitário de Lisboa)
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CNJI - Conselho Nacional da Juventude Indígena
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
COPPE - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (UFRJ)
CRESS - Conselho Regional de Serviço Social 3ª Região (CE)
CRP-11 - Conselho Regional de Psicologia 11ª Região (CE)
CUCA - Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte
DEGASE - Departamento Geral de Ações Socioducativas (RJ)
DSEI - Distrito Sanitário Especial Indígena
ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente
ENSP/FIOCRUZ - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fundação Osvaldo Cruz
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing
FACED - Faculdade de Educação (UFC)
FACHA - Faculdades Integradas Hélio Alonso
FAMETRO - Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza
FATECI - Faculdade de Tecnologia Intensiva
FCL - Faculdade Cásper Líbero
FEAAC - Faculdade de Economia, Administração, Ciências Atuariais e Contabilidade
FLF - Faculdade Luciano Feijão
Fórum DCA - Fórum de Entidades de Direitos da Criança e do Adolescente
FUNDAJ - Fundação Joaquim Nabuco
FURB - Universidade Regional de Blumenau
GEPA - Grupo de Estudos e Pesquisas em Adolescência
GEPTE - Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Trabalho e Educação (UFBA)
GDECOM - Grupo de Desenvolvimento Comunitário
GRIM - Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia
ICA - Instituto de Cultura e Arte (UFC)

ICEN - Instituto de Ciências Exatas e Naturais (UFPA)
IEMais - Instituto Esporte Mais
IFAM - Instituto Federal do Amazonas
IF Baiano - Instituto Federal Baiano
IFF Maricá - Instituto Federal de Maricá
IFPA - Instituto Federal do Pará
IFRN/SPP - Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte (Campus São Paulo do Potengi)
IFSP - Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
INCLUDERE - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículo e Formação de Professores na Perspectiva da
Inclusão
ISC - Instituto de Ciências Sociais (UFAL)
IS-SP - Instituto de Saúde do Estado de São Paulo
LAPSUS - Laboratório de Pesquisa sobre Subjetividades
LOCUS - Laboratório de Pesquisa sobre Psicologia Ambiental
MP-PA - Ministério Público do Pará
NAIA-HSM - Núcleo de Atenção à Infância e à Adolescência (Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto)
NIPIAC - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para Infância e Adolescência Contemporâneas
NUCED - Núcleo de Estudos sobre Drogas
NUCEPEC - Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Criança
NUCOM - Núcleo de Psicologia Comunitária
NUTRA - Núcleo de Psicologia do Trabalho
PARFOR - Plano Nacional de Formação de Professores
PMF/Fórum EJA - Prefeitura Municipal de Fortaleza/Fórum de Educação de Jovens e Adultos
PUC-Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
PUC-RJ - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
RDS - Reserva de Desenvolvimento Sustentável
SDHAS - Secretaria dos Direitos Humanos, Habitação e Assistência Social
SENAC - Sistema Nacional do Comércio
SESA-CE - Secretaria de Saúde do Estado do Ceará
SESAI - Secretaria Especial de Saúde Indígena (Ministério da Saúde)
SINASE - Sistema Nacional sobre Atendimento Sócioeducativo
SINDIUECE - Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual do Ceará
UCAM - Universidade Cândido Mendes
UCB - Universidade Católica de Brasília
UCDB - Universidade Católica Dom Bosco
UCG - Universidade Católica de Goiás
UECE - Universidade Estadual do Ceará
UEG - Universidade Estadual de Goiás
UEL - Universidade Estadual de Londrina
UEMG - Universidade Estadual de Minas Gerais
UEOP - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
UEPA - Uniersidade Estadual do Pará
UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
UFABC - Universidade Federal do ABC
UFAC - Universidade Federal do Acre
UFAL - Universidade Federal de Alagoas
UFAM - Universidade Federal do Amazonas
UFBA - Universidade Federal da Bahia

UFC - Universidade Federal do Ceará
UFCG - Universidade Federal de Campina Grande
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo
UFF - Universidade Federal Fluminense
UFG - Universidade Federal de Goiás
UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
UFPA - Universidade Federal do Pará
UFPB - Universidade Federal da Paraíba
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco
UFPI - Universidade Federal do Piaui
UFRB - Universidade Federal do Recôncavo Baiano
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte
UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco
UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
UFS - Universidade Federal de Sergipe
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
UFSCar - Universidade Federal de São Carlos
UFSM - Universidade Federal de Santa Maria
UNAMA - Universidade da Amazônia
UNB - Universidade de Brasília
UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
USP - Universidade de São Paulo
UNI7 - Universidade 7 de Setembro
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco
UNIFEM - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher
UNIFOR - Universidade de Fortaleza
UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
UNILEÃO - Universidade Leão Sampaio
UNINASSAU - Faculdade Maurício de Nassau
UNIRIO - Univerdade Federal do Estado do Rio de Janeiro
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos
UPE - Universidade de Pernambuco
URCA - Universidade Regional do Cariri
UVA - Universidade Estadual Vale do Acaraú
VIESES - Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violências e Produção de Subjetividades

SUMÁRIO

MESAS-REDONDAS Obs: Não há Mesas nos Eixos 4 e 9 17

EIXO 1: Juventudes e relações étnico-raciais 18
Juventudes indígenas: construções identitárias e mobilizações sociais 18
Juventude indígena e afetos: diálogos transdisciplinares, campos de possibilidades e
superação de vulnerabilidades 22
Juventudes indígenas: processos educacionais e espaços urbanos 26
EIXO 2: Juventudes, VIOLÊNCIA E CONFLITO 30
Adolescentes em conflito com a lei: entre o prescrito legal e a prática social 30
Cada vida importa: olhares sobre homicídios na adolescência em Fortaleza 34
A juventude criminalizada e os desafios para as políticas públicas no Brasil 38
Extermínio de uma juventude negra brasileira: entre políticas de drogas, políticas de
extermínio e políticas raciais 42
Juventude, violência e sistema socioeducativo: pesquisas e intervenções no
campo da justiça juvenil 46
Juvenicídio no Brasil: juventudes, violências, vulnerabilidades e preconceitos 50
EIXO 3: Juventudes e seus territórios 54
Afetos, ambiente e cultura: A juventude rumo a uma transição ecológica para a
superação de vulnerabilidades 54
Juventudes de territórios populares na afirmação de suas diferenças socioculturais 58
Juventude e psicologia comunitária: possibilidades de intervenções psicossociais 62
EIXO 5: Juventudes e sAÚDE 66
Debate sobre Saúde Mental e Políticas Públicas: Adolescentes em acompanhamento
psicológico/psiquiátrico 66
O acesso das juventudes ao Sistema Único de Saúde (SUS): uma discussão a partir da
efetivação de políticas públicas como estratégia de enfrentamento às discriminações 70
Os ‘vetin’ tão ligado: políticas estatais de tutela da juventude, encarceramento
e redução de danos em meio a usos de substâncias psicoativas 74
Políticas, famílias e universidade: contextos e propostas para a promoção
da saúde psíquica na adultez emergente 78
Suicídio entre jovens: podemos falar sobre isso? 82
EIXO 6: Juventudes e MOVIMENTOS SOCIAIS 86
Educar em Direitos Humanos e a invenção de dispositivos artísticos para pensar
a vida infanto-juvenil 86
Gênero, tecnologias digitais e ativismo: quando jovens mulheres abrem a boca na rede 90
“Já estou implicado até a alma!”: modos, expressões e desafios de
subjetivação política juvenil 94
EIXO 7: Juventudes, GÊNERO E SEXUALIDADE 98
Gênero e religiosidades: etnografias em sociabilidades juvenis 98
Projeto “E aí?!”: em busca de sexualidades sadias e prazerosas em adolescentes e jovens 102
Controles e resistências nas práticas de saúde sexual de/para mulheres jovens 106

EIXO 8: Juventudes, ARTES E CULTURA 110
Táticas juvenis: política, lazer e estética em experiências associativas 110
Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas do sensível 114
Juventudes e estetização: agências políticas, formas de trabalho
e práticas de sociabilidade 128
EIXO 10: Juventudes e TRAbalho 122
Estratégias de adaptação do jovem às novas demandas do mercado de trabalho:
reflexões sobre o empreendedorismo, a internacionalização e a orientação profissional 122
EIXO 11: Juventudes e EDUCAÇÃO 126
Estudantes em movimento: reflexões sobre as dinâmicas de mobilidade estudantil
internacional brasileira 126
Juventudes e políticas educacionais para o ensino médio: projetos,
percepções e expectativas 130
Diálogos sobre educação e políticas públicas no campo dos direitos humanos:
articulações teóricas e experimentações 134
Políticas públicas para a juventude: desafios e perspectivas na luta pela democratização
dos espaços educacionais e no acesso pleno a cidadania 138
EIXO 12: Juventudes, CONSUMO E NOVAS MÍDIAS 142
Juventude, mídia e subjetivação: estratégias de vigilância e de resistência 142
Juventude e cultura digital: novos sujeitos, seus afetos e seus laços 146
Crianças e jovens youtubers: desafios da participação na sociedade do consumo 150

GRUPOS DE TRABALHO Obs: os trabalhos do GT 20 foram realocados para outros grupos. 154

GT 01 - A dimensão coletiva das práticas culturais juvenis 155
GT 02 - Artes, medo e resistências juvenis em territórios de violências 177
GT 03 - Comportamento humano em organizações e jovens trabalhadores 195
GT 04 - CULTURAS JUVENIS CATÓLICAS 204
GT 05 - Debates em educação e saúde na perspectiva de direitos sexuais e
direitos reprodutivos 211
GT 06 - EJA, juventude e direito à educação 234
GT 07 - Expressividades juvenis e suas relações com a música 258
GT 08 - Gênero, sexualidades e corpo: desigualdades, (pre)conceitos e
transgressões juvenis 271
GT 09 - Identidades negras: memórias, posicionamentos e práticas educativas 319
GT 10 - Jovens e saúde: desigualdades, diferenças, possibilidades 345
GT 11 - Juventude e escola: o que o racismo tem a ver com isso?
Identidades étnico-raciais nas instituições educacionais, no currículo e
nos livros didáticos 369
GT 12 - Juventude, arte urbana e formas de cidadania insurgente 380
GT 13 - Juventude, Contestação Social e Ativismo Político
no Mundo Contemporâneo 401
GT 14 - Juventude, Criminalização e Politicas Públicas:
impasses e enfrentamentos 430
GT 15 - Juventude, Violência e Mediação de Conflitos Escolares 473
GT 16 - Juventudes e circuitos culturais-midiáticos na era digital 495
GT 17 - Juventudes e educação básica: o ensino médio em questão 521
GT 18 - Juventudes e HIV/Aids: intersecções e (r)existência nas respostas
à Juvenilização da epidemia 571
GT 19 - Juventudes e e novas práticas de leitura: suportes, mídias e cidade 581
GT 21 - Juventudes INDÍGENAS 691
GT 22 - Juventudes na Justiça: perspectivas de efetivação de direito 605
GT 23 - Juventudes no ensino superior: sistemas de cotas, pobreza e Ruralidade 629
GT 24 - juventudeS RURAIS 656
GT 25 - Juventudes sem fronteiras: diásporas, migrações e mobilidades juvenis 678
GT 26 - Juventudes, meio ambiente e agenda política dos jovens 697
GT 27 - Juventudes, trabaLho e educação: políticas públicas, formação,
qualificação profissional, pesquisa, protagonismo e experiências juvenis 711
GT 28 - Juventudes, Transformações Sociais e Religiosidade 753
GT 29 - Mobilizar, ocupar, participar, artistar, reinventar: o jovem
como ator politico e seus espaços de em(cena)ação 772
GT 30 - Movimentos estudantis: invenções e reinvenções contemporâneas 797
GT 31 - Novas tecnologias sociais na área do esporte e do lazer 807
GT 32 - Trabalho e juventude: mobilidades, espacialidades e
temporalidades/transformações laborais 820

MESAS-REDONDAS Obs: Não há Mesas nos Eixos 4 e 9 .

direitos humanos. migrações internas e internacionais. tanto quanto como esta categoria geracional influencia nas transformações e permanências das dinâmicas culturais. assumindo tratar-se de construções históricas que exigem pensar como o étnico reconstrói a categoria “moderna” de juventude. procurando fomentar a reflexão sobre as construções identitárias e mobilizações sociais no plano local. Em suma.com. problematizar as relações. 2017. Busca. e. 2017. acima de tudo.jubra2017. 7. assim como as demandas internas aos povos/movimentos indígenas e as reivindicações por direitos humanos e políticas públicas que reconheçam os recortes de especificidades de geração. pensando o enfoque brasileiro em conexão com outros cenários latino-americanos. EIXO 1: Juventudes e relações étnico-raciais Juventudes indígenas: construções identitárias e mobilizações sociais Coordenador(a): Assis da Costa Oliveira (UFPA) Resumo Geral: Esta mesa redonda objetiva discutir aspectos da diversidade das realidades e das demandas das juventudes indígenas. mobilizações sociais. gênero. nacional e internacional das juventudes indígenas. fomentando também a formulação de proposições e críticas que contribuam para a adequação das políticas públicas. sexualidade.br> 18 . vivências sociais. relações intergeracionais. numa interação dialógica e/ ou conflitiva que repercute diretamente no modo como as juventudes indígenas (no plural!) reivindicam reconhecimento identitário e participação social em seus grupos étnicos e para a sociedade não-indígena. Tal espaço conta com a presença de participantes indígenas e não-indígenas que discutem. também. regional. demandas e ações sociais com as juventudes e os povos indígenas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. questões relacionadas às realidades. políticas públicas. dilemas e desafios das diferentes juventudes indígenas existentes nos referidos países. mas. 1010 p. de articulação de sujeitos para discutir realidades. com diferenças e similaridades locais que o diálogo intercultural e interdisciplinar pode dar visibilidade e foco de atenção/problematização. Trata-se de assumir a categoria juventudes indígenas desde a ótica da pluralidade das expressões sócio-político-cultural. o adultocentrismo e outras formas de discriminação social impõem aos jovens indígenas e aos povos indígenas. Fortaleza. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. demandas políticas. construções identitárias. dos direitos humanos e do enfrentamento às barreiras sociais e institucionais que o racismo. conexões e conflitos entre as categorias juventude e povos indígenas. com foco nas discussões sobre expressões socioculturais das juventudes indígenas. Disponível em: <http://www. desde a perspectiva intercultural e interdisciplinar.. delineia-se um vasto campo de abordagens e reflexões – contextualizadas em práticas sociais e/ou investigações acadêmicas – que possibilitem ampliar a visibilidade e a importância dos sujeitos e da temática tanto no âmbito acadêmico quanto sociopolítico. sobretudo o México. de modo a instituir não apenas um campo de estudo acadêmico. raça/etnia e territorialidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. interculturalidade.

en los nuevos movimientos étnicos y sociales-. 7.com.en las oleadas migratorias. la elaboración y articulación de afirmaciones en torno al “yo joven” y el “yo indígena”. marcando núcleos temáticos distinguibles entre sí a partir de las orientaciones analíticas. consumidores.. como los derechos indígenas. Fortaleza. Parto de exponer los antecedentes fundamentales del mismo y su devenir investigativo. Fortaleza: Expressão Gráfica. donde un nuevo régimen modifica el espacio y el tiempo. músicos. los planteamientos metodológicos y las preguntas de investigación. implica emplazarse en las franjas contemporáneas movedizas siguiendo a actores que son jóvenes. los flujos de mercancías y su ingreso reciente al mercado y los flujos tecno informacionales? Palavras-chave: Juventudes Etnicas. estudiantes. La pregunta central que guía esta exposición es ¿por dónde pasan hoy las agencias juveniles. efímera y precaria de lo moderno. 2017. 2017. revelando una gran diversidad de modos juveniles de dotar de sentido a su experiencia fragmentaria de la modernidad en su día a día. se hará hincapié en las últimas investigaciones sobre las juventudes contemporáneas. Entender el empoderamiento y desplazamiento reciente de las juventudes étnicas en la actualidad . en su ingreso en universidades. La ponencia propone una revisión teórico-empírica y metodológica del sujeto “jóvenes indígenas” en México. las cuales identifican múltiples instancias de inscripción juvenil que fungen de referentes actuales en la (re)estructuración identitaria juvenil: algunos más novedosos. otros más tradicionales. en las pandillas. fragmentaria. entre los contextos de origen cada vez más precarizados y desinstitucionalizados y las experiencias radicalmente nuevas que experimentan dentro de las migraciones sociales. migrantes. en la producción cultural.México: “Jóvenes indígenas”. los espacios de las tecnologías digitales y los espacios que ocupan en la educación superior (convencional e intercultural). hip hoperos (y quien sabe qué más) en los nuevos espacios rural – étnicos y urbanos abiertos por el proceso de globalización en curso.br> 19 . lo étnico y la cultura contemporánea. flujos étnicos contemporáneos y giros epistémicos Autores(as):: Maritza Alida Urteaga Castro Pozo (Escuela Nacional de Antropología e Historia) Resumo: En los últimos años muchas investigaciones han puesto en evidencia que la juventud es una posición desde y a través de la cual se experimenta el cambio cultural y social. el cual ha cobrado relevancia académica y social constituyéndose en un campo de investigación fresco y fértil en las ciencias sociales. Bajo esos tres ángulos de mira. así como por sus prácticas y encuentros con la experiencia múltiple. las ciudades a las que arriban. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. en el consumo. Giros Epistémicos. 1010 p. El ultimo momento investigativo en este campo tiene como ejes conceptuales una serie de articulaciones de las juventudes y la étnicidad con los flujos migratorios. otros más tradicionales como los mojones étnicos. su acceso a la educación superior y el consumo de bienes materiales y simbólicos. es una pregunta por las estructuras y los procesos que en la actualidad condicionan las actuaciones de estos sujetos jóvenes. y. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. indígenas. como el empleo (dentro y fuera del país) y la educación de la primera modernidad.jubra2017. Disponível em: <http://www. Es desplazarse más allá de las fronteras teóricas del siglo XX. Flujos. trabajadores. produciendo nuevos y muy diferentes parámetros en la producción de la juventud.

Todo esse contexto social aponta para a emergência de um discurso. 7. sobretudo no contexto urbano. Fortaleza. talvez ainda muito “germinal”. mas que se centra no contexto social contemporâneo no qual estão inseridos os sujeitos envolvidos nesse processo. inauguram um discurso de participação atuante (não só elaboram propostas. Além disso. apropriam-se e/ ou elaboram o discurso sobre políticas públicas para a juventude do rio Negro – e endossam a participação efetiva dos jovens. O trabalho de campo foi desenvolvido nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e de Santa Isabel do Rio Negro. estado do Amazonas. objetivo descrever e refletir acerca do processo de articulação/mobilização de jovens indígenas na luta pelo protagonismo nos espaços sociais de poder. isto é. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o processo de mobilização dos jovens indígenas é algo relativamente novo na região. estes últimos vistos como ameaça à segurança nos centros urbanos do rio Negro. Por certo. Amazonas Autores(as): Assis da Costa Oliveira (UFPA/UnB) e Claudina Azevedo Maximiano (IFAM) Resumo: A presente exposição desenvolve reflexão sobre o processo de participação política de jovens indígenas no rio Negro.com. mas querem participar efetivamente da execução). Diante dos problemas sociais enfrentados. a partir da análise das iniciativas de mobilização/ organização social de um “novo sujeito político” no cenário do movimento indígena e do contexto social da referida região. 2017. de modo complementar também os conflitos vivenciados por tais sujeitos devido ações coletivas classificadas como “marginais” e/ou mobilização por políticas públicas específicas que acabam por se conectar e/ou se tangenciam no cotidiano. talvez possamos falar em um processo em construção – algo que circunstancia a atualidade do movimento indígena com o despontar de lideranças jovens. Também analiso os problemas sociais que envolvem os/as jovens indígenas na região e as iniciativas de articulação político- organizacional. Fortaleza: Expressão Gráfica. seja no movimento indígena. as instituições e os próprios jovens organizados politicamente em atos de rebeldia. Outrossim. assim como acerca da criação de um discurso em torno de um sujeito pluriétnico autodenomiando de “jovens indígenas”. seja na esfera pública. Diante das problemáticas sociais vivenciadas pelos jovens. os jovens membros dos grupos considerados marginais continuam provocando as lideranças. 2017. as lideranças juvenis apresentam ideias e propostas.. espaços de poder. assumindo a posição de protagonistas. algo ainda em seus primeiros momentos de existência e que se concretiza na emergência de um novo sujeito político que passa a ocupar um lugar no cenário do movimento indígena.Participação Política de Jovens Indígenas no Rio Negro.jubra2017. Elas também almejam ocupar espaços estratégicos propostos pela comunidade de jovens e adolescentes indígenas. Disponível em: <http://www. Jovens Indígenas. instituições e dos próprios jovens. 1010 p. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Com isso. a situação dos jovens se tornou uma preocupação constante dos adultos. Palavras-chave: Participação Política. assim como em outros espaços públicos dentro do contexto social do rio Negro.br> 20 .

. e equidade. em diálogo por meio de vivências regionais. E possui os seguintes objetivos: conhecer. bem como sua missão e objetivos. Logo. estadual. 2017. aproximação entre a diversidade de juventude indígena nas cinco regiões do país. participação e respaldo dos jovens junto ao movimento indígena. direitos das juventudes indígenas. ampliar parcerias. contribuir com o movimento indígena nacional. informar sobre as políticas públicas existentes para os jovens e avaliar a sua pertinência. bem como levantar ideias de possíveis soluções. Mobilização. considerando a diversidade da juventude indígena.com.jubra2017. articulação com movimento indígena. mobilizar e instrumentalizar novos multiplicadores e protagonistas do movimento de jovens indígenas. em prol da garantia dos direitos dos povos indígenas. COIAB. APOINME. respeito. Palavras-chave: Juventude Indígena. Fortaleza: Expressão Gráfica. CONDISI etc. associada a uma melhor comunicação. mas que possam contribuir em âmbito nacional. financiamento. Disponível em: <http://www. buscando sempre se aproximar das lideranças e organizações indígenas. e.Comissão Nacional de Juventude Indígena e seus desafios para a mobilização da juventude indígena Autores(as): Alana Keline Costa Silva Manchineri (UFAC/CNJI/Povo Manchineri) e Danieide Silva Cândido (CNJI/Povo Potiguara) Resumo: A exposição visa apresentar um breve histórico de criação da Comissão Nacional de Juventude Indígena – CNJI. pensar estratégias para a ocupação dos espaços de discussão e implementação de políticas públicas relacionadas à juventude indígena. o empoderamento e o protagonismo dos jovens indígenas nos espaços de construção e implementação de políticas públicas. possibilitando aprendizado e intercâmbio entre as diferentes gerações. iniciar a discussão sobre o plano nacional da juventude indígena. regional. 1010 p. as questões centrais a serem debatidas são: mobilização social da juventude indígena. nacional e internacional). Colocamo-nos à disposição para mobilizar e articular os jovens indígenas para que também possam buscar a garantia dos direitos dos povos indígenas. visando o fortalecimento e a valorização das culturas indígenas em sua diversidade e qualidade para o bem viver dos povos indígenas. como exemplos: APIB. Direitos. participação social nos espaços de construção de políticas públicas. Também é necessária a atualização da agenda a nível nacional. E contribuir no processo de difusão das ações da juventude indígena entre as organizações indígenas (local. Fortaleza. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Todas as ações da CNJI devem se basear na união. Reafirmamos nosso compromisso com o movimento indígena nacional. CNPI. no sentido de contribuir enquanto segmento de jovens. 2017. trocar experiências e mapear as ações de jovens indígenas em andamento no Brasil e outros países. Diálogo.br> 21 . diálogo. dialogar com as diversas realidades da juventude indígena. A CNJI possui como principais desafios: realizar levantamento de possíveis organizações indígenas e indigenistas com intuito de ampliar a rede de financiamento e captação de recursos para a realização de ações da CNJI. identificar problemas e demandas prioritárias por região e em âmbito nacional. 7. A CNJI tem como missão o fortalecimento do movimento da juventude indígena. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. entre outros.

preservação e produção da cultura e do reconhecimento da juventude indígena.com. condições precárias de saneamento e habitação (vivenciadas nas comunidades urbanas). Nesse encontro potente. saúde indígena e assistência social para populações indígenas. no trabalho intitulado “Juventude Indígena e a Política Pública de Educação: Diálogos necessários para uma realidade potencializadora” traremos inquietações relacionadas à educação escolar indígena. a partir de dados de população da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do número de suicídios indígenas registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. falta de perspectivas de futuro. construiu-se a estimativa de que a taxa nacional de suicídios indígenas chegaria a 20 para cada 100 mil indivíduos (quatro vezes a média nacional). a partir de um olhar multidisciplinar. dominação política. abrimos caminhos para pensar estratégias que respondam aos agravos contemporâneos de saúde a partir da experiência de atuação profissional do autor no Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins – DSEI GUATOC no estado do Pará. objetivando discutir. Aliam-se a tais a sensação de deslocamento provocada por fatores como desarticulação familiar. para a construção da pesquisa de doutorado da autora e realização de atividades do Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental (LOCUS-UFC). Por fim. que está no topo da lista de mortalidade por suicídio de jovens na faixa de 15 a 29 anos. a autora objetiva identificar as principais questões que suscitam sofrimento psíquico a estes jovens e tentar. É nesse contexto que chegamos à juventude indígena. a educação escolar indígena como espaço de transmissão. por meio da afetividade. 2017. promovendo autonomia e protagonismo como forma de fortalecimento de soluções locais aos entraves sociais cotidianos. proposta que objetivou provocar os diversos projetos de vida e expectativas sociais a tornarem- se ato criativo e projetos comunitários de futuro.Juventude Indígena e Afetos: Diálogos transdisciplinares.. no trabalho intitulado Jovens Indígenas e Suicídio: (Re)Pensando Fazeres na Proteção Social Básica”. Diferentes formas de violência (física. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 1010 p. Disponível em: <http://www. campos de possibilidades e superação de vulnerabilidades Coordenador(a): Debora Linhares da Silva (LOCUS) Resumo Geral: No ano de 2011. discriminação social e cultural e o não reconhecimento dos seus territórios e formas próprias de territorialidade são alguns indícios dos diferentes tipos e níveis de sofrimento vivenciados por tais populações. institucional) juntamente à espoliação patrimonial. 7. surgidas quando da inserção na aldeia Pitaguary no Ceará. educação e artes e cultura. Assim também encontram-se nossos fazeres em três perspectivas de políticas públicas: educação indígena. dificuldades para inserir-se no mercado de trabalho e a falta de alternativas construtivas de lazer. Já no trabalho intitulado “Promovendo Saúde através do Teatro do Oprimido: experiência com jovens indígenas Amanayé”. psicológica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 2017. Assim.jubra2017. os diálogos serão enredados pelos eixos que envolvem a juventude em suas relações com questões étnico-raciais.br> 22 . territórios (campo e cidade). saúde. partindo das Orientações Técnicas para o Trabalho Social com Famílias Indígenas. pensar estratégias de atuação potencializadoras de autonomia e libertação. Fortaleza. sexual. Fortaleza: Expressão Gráfica. em pesquisa vinculada ao LOCUS-UFC.

dados os descompassos entre o que se preconiza na política pública e o que é possível na realidade. numa perspectiva intergeracional. que haja cada vez mais o diálogo e a participação dos indígenas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. portanto. a atratividade das novas tecnologias. Em relação à escola: é um espaço apropriado e construído pelos indígenas e que também acolhe não-indígenas. é reconhecida como lugar onde a cultura é preservada. 2017. A ridicularização e a promoção do sentimento de vergonha de ser indígena são alguns dos artifícios utilizados pela cultura dominante para entristecer e aprisionar essas populações em modelos hegemônicos. ao uso abusivo de álcool e outras drogas e ao suicídio. Consideramos que a educação escolar indígena gera afetos potencializadores ao promover o respeito às expressões das identidades. deve ser o espaço de valorização e fortalecimento dessa identidade. de modo que historicamente estão associadas à desafiliação em relação à etnia. Destarte. seguindo a filosofia espinosana. os povos originários engendram forte movimento de resistência à dominação e violências sofridas cotidianamente. Agradecimentos à CAPES. Palavras-chave: Afetividade. para a construção da pesquisa de doutorado da autora e realização de atividades do Laboratório de Pesquisa em Psicologia Ambiental (LOCUS-UFC). a educação escolar indígena como espaço de transmissão. transmitida e produzida. principalmente da população jovem.br> 23 . a escola indígena. Neste cenário. Estas questões repercutem nos modos de ser e se reconhecer indígena.. Os resultados preliminares apontam como principais preocupações da aldeia em relação aos jovens: a transmissão e preservação da cultura indígena. mas ainda se vivem restrições. 1010 p. Metodologicamente. enfrenta dificuldades em transmitir a cultura. é o lugar onde o indígena pode assumir sua identidade (alguns jovens relatam ter sofrido humilhação em escolas não-indígenas). as vivências foram registradas no diário de campo e o submetemos à análise de conteúdo categorial. que se interrelacionam dentro e fora da escola. vistas como concorrentes à aprendizagem dos saberes tradicionais. 2017. que vão desde o roubo de suas terras até a tentativa de aniquilar sua cultura. preservação e produção da cultura e do reconhecimento da juventude indígena.jubra2017. Disponível em: <http://www. Juventude. É imperativo. objetivamos discutir. Fortaleza. Fortaleza: Expressão Gráfica.Juventude Indígena e a Política Pública de Educação: Diálogos necessários para uma realidade potencializadora Autores(as):: Maria Zelfa de Souza Feitosa (UFC/Faculdade de Tecnologia Intensiva) Resumo: Este trabalho aborda inquietações relacionadas à educação escolar indígena. por meio da afetividade. ao mesmo tempo que comporta uma multiplicidade de tensionamentos. surgidas quando da inserção na aldeia Pitaguary no Ceará.com. dada a proximidade da cultura não- indígena e ao sentimento de vergonha que ela impõe e que é identificado em alguns jovens. compreende a afetividade como tudo o que aumenta ou diminui a potência de agir do corpo. Desde a chegada dos colonizadores. o uso abusivo de álcool e outras drogas. adotamos a pesquisa etnográfica. Educação Escolar Indígena. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. por agregar aspectos da cultura indígena e não-indígena. Nossa base teórica é a Psicologia Social de base histórico- cultural que. 7. ao mesmo tempo em que afetos despotencializadores são identificados nas situações de contradições geradas pelas distâncias entre a política pública e a realidade local. destinada por lei a ofertar uma educação diferenciada.

A oficina promoveu grande encontro na aldeia. educação e/ ou qualquer outra política pública que não considerem as particularidades destes povos. da aldeia Barreirinha. Fortaleza. em que foram apresentadas cenas de problemas cotidianos da comunidade para.com. 7. sendo levantados como temas: Conflito de Terras. práticas de expressão cultural. 1010 p. Drogas. o DSEI GUATOC identificou a necessidade de ação direcionada aos jovens e então construiu articulação com a Fundação Cultural do Pará para realização de oficina de teatro para este público alvo. Momento potente que mobilizou diversos sujeitos da aldeia e promoveu diálogos singulares sobre acontecimentos invisibilizados pelo cotidiano local. Violências. Neste sentido. cena bêbado bate na mulher e na filha.Promovendo Saúde através do Teatro do Oprimido: experiência com jovens indígenas Amanayé Autores(as): Álvaro Pinto Palha Júnior (DSEI GUATOC/SESAI/MS) Resumo O Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins – DSEI GUATOC tem dedicado especial atenção à construção de ações que consigam prevenir agravos e promover saúde entre os povos indígenas do seu território de atuação. Deste ensaio de protagonismo. no processo da oficina. Proposta que objetivou provocar os diversos projetos de vida e expectativas sociais a tornarem-se ato criativo e projetos comunitários de futuro. acesso à terra e recursos naturais ou mesmo práticas de cuidado em saúde. seguindo fases de preparação de atores de Augusto Boal. Construiu- se. contexto que pode provocar a fragilização dos sentimentos de pertencimento ao grupo e dos vínculos de solidariedade entre os integrantes da comunidade. Violência Contra a Mulher. promovendo autonomia e protagonismo destes povos para fortalecimento de soluções locais aos entraves sociais cotidianos. e cena overdose de drogas na festa. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. no Estado do Pará. na perspectiva do Teatro do Oprimido de Augusto Boal e discussões sobre intervenções de saúde de Félix Guattari. Tarefa complexa e sob o risco de consequências imprevisíveis que podem ser geradas por interferências bruscas na organização social.br> 24 .jubra2017. no estado do Pará. estabelecer diálogo entre todos sobre possíveis soluções para cada caso.. 2017. Protagonismo Comunitário. Palavras-chave: Jovens Indígenas. 2017. gerando a necessidade de construir coletivamente respostas sustentáveis. participando e promovendo momentos de diálogos entre a comunidade Amanayé. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www. Nesta aldeia apresentavam-se relatos de uso abusivo de álcool e ocorrência de violências diversas. diminuindo o poder de resposta dos mesmos a estes novos agravos. Teatro do Oprimido. Todos envolvidos avaliaram a intervenção como exitosa e o grupo de teatro dos jovens segue ativo. proposta de trabalho com prioridade para cenas de teatro fórum. necessitando construir junto a estas comunidades estratégias que respondam a estes agravos contemporâneos de saúde. Em diálogo com a comunidade. Contexto em que apresento a experiência de construção e execução de estratégia na aldeia Barreirinha do povo indígena Amanayé. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Álcool. Preconceito e Violência Sexual contra criança. então. A oficina ocorreu com jovens da aldeia. Foi decidido coletivamente que seriam construídas três cenas para o trabalho com a comunidade: cena de Abuso sexual infantil. as cenas foram reconstruídas a partir das intervenções dos “expect’atores”. os trabalhadores deste DSEI têm sido desafiados pela crescente ocorrência de violências e uso abusivo de álcool e outras drogas nas aldeias de seu território.

defesa de direitos e fortalecimento das suas iniciativas coletivas de autonomia étnica são prementes. Nosso objetivo é. nosso foco são os jovens indígenas pois. Juntamente com o uso abusivo de álcool e outras drogas. também. estima de lugar. identificar as principais questões que suscitam sofrimento psíquico a estes jovens e tentar. no entanto. então. este tem sido um dos aspectos de riscos e vulnerabilidades enfatizado pelos profissionais atuantes na saúde indígena. Fortaleza.] Particular atenção será prestada aos direitos e às necessidades especiais de idosos. falta de alternativas construtivas de lazer.. alguns municípios que aparecem nos primeiros lugares nas listas de mortalidade suicida são locais de assentamento de comunidades indígenas. falta de perspectivas de futuro. No tangente aos jovens. Fortaleza: Expressão Gráfica. há um distanciamento entre as demandas das comunidades e os serviços oferecidos. sendo que 19 estão instalados dentro das comunidades. Suicídio. Porém. o conceito de bem viver pode ser potencializador e talvez supra a constante preocupação dos mais velhos sobre como e o que fazer para aproximar os jovens e manter seus patrimônios étnico-culturais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e cuja natureza é a pesquisa de análise documental em forma de revisões bibliográficas. mulheres. Proteção Social Básica. A literatura pertinente traz ainda a sensação de deslocamento provocada por fatores como desarticulação familiar. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. conforme revelam dados do Mapa da Violência 2014 Jovens do Brasil. 289 eram jovens na faixa de 15 a 29 anos de idade. as Orientações Técnicas para o Trabalho Social com Famílias Indígenas (Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social) trazem seu Artigo 21 . Vulnerabilidade. 2017.com.. A necessidade de respeito às suas especificidades culturais. Disponível em: <http://www. a partir de um olhar multidisciplinar. Dos 475 suicídios indígenas registrados no período de 2008 a 2012.jubra2017. 1010 p. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Aqui. 7.inciso 2: “[. jovens. como forma de abrir campos de possibilidades às transformações sociais que.br> 25 . a Teoria dos Afetos de Espinosa e a Psicologia Histórico-Cultural de Vygotsky estarão entrelaçadas à necessidade de superação do sofrimento ético-político e. identidade e os projetos de vida destes jovens. como aspectos relevantes à análise das condições vivenciadas por estes jovens. crianças e portadores de deficiência indígenas Destes. juntamente à Psicologia Ambiental. A discriminação social e cultural e o não reconhecimento dos seus territórios e formas próprias de territorialidade-identidade caracterizam-se como manifestações das constantes violências físicas e psicológicas vividas por estas comunidades. 60. mais que o dobro da expectativa.Jovens Indígenas e Suicídio: (Re)Pensando Fazeres na Proteção Social Básica Autores(as):: Debora Linhares da Silva (LOCUS) Resumo: Partindo da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Atualmente há 545 CRAS no país atendendo povos indígenas. que sejam potencializadoras de autonomia e libertação. não é novidade.9% do total de suicídios indígenas. condições precárias de saneamento e habitação vivenciada na periferia da cidade. O suicídio entre indígenas. isto é. Palavras-chave: Jovens Indígenas.. dificuldades para inserir-se no mercado de trabalho. entre outros. 2017. pensar estratégias de atuação para o psicólogo atuante na PSB. embasam-nos para analisar as vulnerabilidades socioambientais.

com. com diferenças e similaridades locais que o diálogo intercultural e interdisciplinar pode dar visibilidade e foco de atenção/problematização. mobilizações sociais. A educação em múltiplos processos e espaços sociais. São questões que não abdicam de uma problematização permanente sobre o papel histórico da escola e da universidade. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. delineia-se um vasto campo de abordagens e reflexões – contextualizadas em práticas sociais e/ou investigações acadêmicas – que possibilitem ampliar a visibilidade e a importância dos sujeitos e da temática tanto no âmbito acadêmico quanto sociopolítico. Trata-se de assumir a categoria juventudes indígenas desde a ótica da pluralidade das expressões sócio-político-cultural. as boas (e más) experiências de ações afirmativas e o protagonismo dos estudantes indígenas no processo de construir uma escola e uma universidade mais intercultural e adequada ao diálogo das diferenças. discutindo as pautas urbanas dos direitos indígenas e a participação da juventude na construção e execução destes direitos. assim como protagonismo estudantil indígena. Além disso. e do saber científico de maneira mais ampla.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. o adultocentrismo e outras formas de discriminação social impõem aos/às jovens indígenas e aos povos indígenas.br> 26 . 2017. Em suma. pensando o enfoque brasileiro em conexão com outros cenários latino-americanos. universidades e museus indígenas na formação das identidades culturais e na preservação das memórias das tradições indígenas. acima de tudo. os dilemas e experimentações de interculturalidade nos espaços escolares e universitários. Fortaleza. dos direitos humanos e do enfrentamento às barreiras sociais e institucionais que o racismo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. de articulação de sujeitos para discutir realidades. o papel sociocultural dos museus indígenas. especialmente os/as jovens indígenas. fomentando também a formulação de proposições e críticas que contribuam para a adequação das políticas públicas. de modo a instituir não apenas um campo de estudo acadêmico. a relação com as práticas tradicionais de produção e transmissão de conhecimentos e valores culturais. disputas pelo direito à educação diferenciada e políticas públicas para povos indígenas nos espaços urbanos. 2017. e como pode ser apropriado e disputado pelos povos indígenas. permeia-se o debate com a identificação de demandas das juventudes e povos indígenas relacionados à vivência nas cidades. as contribuições (e os dilemas) das escolas. busca-se ampliar as discussões ligadas às políticas públicas de educação. inserção educacional dos e das jovens indígenas. demandas e ações sociais com as juventudes e os povos indígenas. 1010 p.Juventudes indígenas: processos educacionais e espaços urbanos Coordenador(a): Elcimar Simão Martins (UNILAB) Resumo Geral: Esta mesa redonda objetiva discutir aspectos relacionados aos processos educacionais (indígenas e não-indígenas) em que se inserem os/as jovens indígenas e os desafios aos povos indígenas nos espaços urbanos. não ignorando o racismo institucional e as dificuldades de materialização da interculturalidade. que são o público preferencial de ingresso nesses espaços. Com isso. mas. 7.

1010 p. e que até hoje mantém no imaginário cearense uma figura indígena caricatural e incoerente com a realidade das populações indígenas da atualidade. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Darei ênfase na criação e organização do Ponto de Memoria Museu Indígena Kanindé (1995). na criação do grupo de trabalho composto por estudantes da Escola Manoel Francisco que atuaram na realização de um inventário participativo do Museu Kanindé. irei desenvolver uma analise do processo histórico de criação das escolas diferenciadas e dos museus indígenas do Ceará. Alexandre Gomes (UFPE).Da aldeia à universidade: processos educacionais e museológicos na formação da juventude indígena no Ceará Autores(as): Antônia Da Silva Santos (UFRB/Povo Kanindé). Elcimar Simão Martins (UNILAB). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Este grupo de jovens estudantes. José Benício Silva Nascimento (UFC/Povo Pitaguari) Resumo: Durante os processos históricos de colonização e catequização no Brasil. 2017. que atuam interligados a aldeia e aos espaços de memória do povo Kanindé. Na atualidade se faz necessário o surgimento de outras ferramentas de difusão de seus conhecimentos. Fortaleza. posteriormente. Patrimônio. Fortaleza: Expressão Gráfica. destacando as principais dificuldades e estratégias de inclusão adotadas por estes (as) estudantes em suas respectivas universidades. que se tornaram reivindicações dos povos indígenas do estado. 7. irei abordar as principais atividades realizadas nestes espaços no ano de 2011. Outro ponto relevante que trarei para a discussão são os desafios e preconceitos sofridos por estes (as) jovens.com. conjuntamente a um breve relato das distintas trajetórias tomadas por cada membro após a conclusão do ensino médio. estruturados de forma autônoma. ou a partir de atividades de pesquisa e formação (como inventários participativos e pesquisas sobre história local) executadas nas aldeias. 2017. Universidade.jubra2017. durante o trabalho realizado pelo prof. surgiram no Ceará a demanda por escolas diferenciadas. Palavras-chave: Juventude. relativo à romantização da figura indígena no Ceará. idealizada no romance Iracema de José de Alencar. Apresentarei as etapas de formação dos estudantes que atuaram no processo de inventário. e museus indígenas. Memórias. Através de registros fotográficos. Sendo assim. como no caso do Museu dos Kanindé de Aratuba/CE. Também apresentarei dados referentes às áreas de ingresso e universidades escolhidas por esses (as) jovens. e na Escola Indígena Manoel Francisco dos Santos (2005). escola e comunidade. Assim. a transmissão de saberes tradicionais através da oralidade e do cotidiano asseguraram entre as populações indígenas a transmissão e a resistência de suas culturas e modos de vida. contemporaneamente os indígenas apropriaram-se de duas instituições de origem europeia.. Identidade. gerindo os processos de formação e posterior inclusão dos jovens desse povo na universidade. Esse processo formativo originou uma discussão que resultou na inserção dos estudantes indígenas da aldeia Sítio Fernandes em diferentes campi universitários. e do saber cientifico e tradicional da juventude no estado.br> 27 . adaptando-as estrategicamente às suas necessidades e realidades: os museus e as escolas. torna-se um Núcleo Educativo que passa a atuar na recepção de visitantes e no fomento e promoção do diálogo entre museu.Neste contexto. destacando as principais contribuições de ambos os espaços na formação da identidade cultural.

sempre foram lócus de invisibilidade para a população indígena na realidade brasileira. aos poucos. Por certo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 1010 p. Fortaleza. incluindo a capital federal. O movimento indígena que tomou corpo na década de 1970. Nas principais capitais do Brasil e em muitas outras cidades os sujeitos políticos indígenas têm ampliado conquistas efetivas que merecem uma análise detida. também possibilita diferentes estratégias de visibilidade identitária e reivindicação por direitos diferenciados. 2017. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. seja porque as sedes das associações passam a possuir endereço urbano.br> 28 . de saúde. Em contexto urbano vão. Constroem uma pauta urbana para os direitos indígenas. saúde. Direitos. antes escondidos e invisíveis. trabalho e geração de renda. historicamente. mostrando autoconfiança para sair do seu bairro e galgar posições nos movimentos políticos. desde as últimas décadas do século XX. As lideranças formadas a partir dessa forma de participação. Fortaleza: Expressão Gráfica. educacionais. Metrópoles. educação. a cidade tornou-se um lugar de redesenho das fronteiras étnico-culturais que. Isto.Juventudes indígenas na metrópole Autores(as):: Lucia Helena Vitalli Rangel (PUC-SP) Resumo: Espaços urbanos.. a emergência da democracia tem sido o fator mais favorável ao rompimento da invisibilidade dos povos indígenas. Visibilidade. os antigos e mais recentes moradores indígenas das cidades. seja porque as manifestações coletivas realizam-se nas capitais. ambientais. enfim tudo o que implica a participação política e a conquista de direitos. quando ocorrem uma série de transformações no cenário político.com. No entanto. tornando-se assim o braço direito dos líderes mais velhos na luta política e no domínio dos interstícios da burocracia estatal. inéditos até então. criam modos de articulação investidas em associações e diversos formatos de ação política. por certo. Por outro lado. A partir daí a presença indígena transforma as cidades em local de afirmação de direitos indígenas. Palavras-chave: Juventudes Indígenas. explode nos anos 1980 protagonizando os capítulos referentes aos direitos indígenas. passam a participar dessas ações políticas e criam suas próprias articulações. 2017. ou nos centros urbanos regionais. 7. A participação dos jovens nesse processo trilha um caminho rico e diversificado. em que o papel e a participação da juventude indígena é crucial para o processo de interculturalização da cidade. nas universidades e nos empregos onde possam auto declarar-se indígenas. São os jovens que possuem mais facilidade para aprender ler e escrever. em âmbito nacional.jubra2017. como será feita neste trabalho. no caso dos povos indígenas. cujas principais reivindicações são: moradia. num enfrentamento permanente às discriminações sociais da população não-indígena que reproduz o imaginário social do “indígena ideal” nas diferentes formas de excluir ou prejudicar o acesso dos/das jovens indígenas aos bens e serviços existentes na cidade. de estatutos. Passaram a ocupar os cargos nas associações e se apropriaram das gestões que os desafiaram: gestão de recursos financeiros.

sobretudo o universitário e os museus indígenas. de uma democratização do acesso ao conhecimento científico que também signifique a transformação dele com base em nossos conhecimentos ancestrais e epistemologias indígenas. com diferenças e similaridades locais que o diálogo intercultural e interdisciplinar pode dar visibilidade e foco de atenção/problematização. questões relacionadas às realidades. de valorização dos sistemas de educação tradicional e dos desafios para o fomento a interculturalidade no plano educacional e social. refletindo sobre a importância da organização e mobilização entorno do Seminário Nacional dos Estudantes Indígenas. demandas e ações sociais com as juventudes e os povos indígenas.Os desafios do protagonismo estudantil indígena na luta pela universidade plural Autores(as): Maicon Santos Soares (UFRB/MUPOIBA/Povo Pataxó) e Rutian do Rosário Santos (UFBA/Povo Pataxó) Resumo: Nessa exposição. nacional e internacional das juventudes indígenas. a ser realizada na Universidade Federa da Bahia. refletindo sobre os dilemas e desafios da articulação com a educação tradicional. Avançamos também na discussão sobre o protagonismo estudantil indígena. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Palavras-chave: Estudante Indígena. de uma ciência que compreenda e dialogue com os conhecimentos tradicionais.br> 29 . 7. Trata-se de assumir a categoria juventudes indígenas desde a ótica da pluralidade das expressões sócio-político-cultural. 1010 p. Disponível em: <http://www. como de transporte e trabalho. queremos discutir os desafios colocados aos estudantes indígenas para construção de um espaço universitário que seja mais adequado e respeitoso das diferenças culturais. Com isso. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza. Protagonismo. pensando as experiências em curso e o que pode ser projetado? Como compreender os limites e as possibilidades do acesso e da permanência dos estudantes indígenas no espaço universitário? E como tornar-se um profissional pode ajudar os movimentos indígenas e a organização da juventude indígena? São algumas perguntas que pretendo abordar. Quais as implicações entre educação universitária e as lutas pelos direitos dos povos indígenas? Quais as condições de transformação intercultural da universidade. a partir de minha própria trajetória. regional. além de problematizar a interseção com as demandas por outras políticas públicas. pensando o enfoque brasileiro. desde a perspectiva intercultural e interdisciplinar. o acesso e a permanência. Discriminação.com.jubra2017. este ano em sua quinta edição. procurando fomentar a reflexão sobre as construções identitárias e mobilizações sociais no plano local. de articulação de sujeitos para discutir realidades. as lições e os ensinamentos que possam se conectar com outros cenários vividos pelos estudantes indígenas nas universidades brasileiras. Fortaleza: Expressão Gráfica. Tal espaço conta com a presença de participantes indígenas e não-indígenas que discutem. de modo a instituir não apenas um campo de estudo acadêmico.. mas. assim como expor. busca fomentar o debate sobre as diferentes formas de inserção das juventudes indígenas nos espaços educacionais. acima de tudo. assim como as demandas de acesso e permanência aos serviços de educação escolar/universitária. 2017. 2017. Universidade. dilemas e desafios das diferentes juventudes indígenas existentes nos referidos países.

Fortaleza: Expressão Gráfica. Fortaleza. Disponível em: <http://www. se analisado com maior aprofundamento. por setores ligados à defesa de direitos humanos. 2017. Em todos esses debates. 2017. considerando especificamente a posição do adolescente a quem se atribui cometimento de atos infracionais e as ações de violação de direitos que expressam violência do Estado e da sociedade a ele dirigidas. apesar de aparentar posições equivocadas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 7. tratará tanto dos processos de intervenção aos centros educacionais do estado. relacionando o papel da ação socioeducativa enquanto sanção e promoção. quanto dos esforços que vêm sendo empreendidos pela Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac) na perspectiva de mudança dessa realidade.. E o terceiro fará uma discussão sobre a relação entre a ação sancionatória e a ação educativa das medidas socioeducativas. negros e da periferia. e como o sistema jurídico se posiciona em relação a isso. Analisará a condição oposta em que se situa o adolescente das classes economicamente favorecidas. direta ou indiretamente a questão das ações violentas cometidas por adolescentes e jovens é abordada. partem da compreensão de que o que vem ocorrendo. VIOLÊNCIA E CONFLITO Adolescentes em Conflito com a Lei: entre o prescrito legal e a prática social Coordenador(a): Veriana de Fátima Rodrigues Colaço (UFC) Resumo Geral: O tema da violência urbana está presente em todas as esferas sociais: no cotidiano de conversas informais. do outro lado. O segundo propõe fazer uma reflexão sobre para quem se dirige a ação do Estado nos casos de atos infracionais e a contradição que se coloca com a perspectiva de direito universal do ECA.jubra2017. Sendo este Simpósio um espaço em que o tema estará em foco. com diferentes enfoques. os adolescentes pobres.com. tomando por base experiências em diferentes unidades e programas de atendimento ao adolescente do sistema socioeducativo do Distrito Federal. de juristas e de setores envolvidos com a segurança pública e privada. A autora discutirá a violação de direitos cometida no âmbito da ampliação das Medidas Socieoducativas. explorará um conjunto de pesquisas e intervenções que problematizam essa relação. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. trazendo a realidade do Rio Grande do Norte. em termos de violação de direitos de adolescentes em conflito com a lei. 1010 p. Neste contexto. apesar do que prescreve o ECA e o SINASE. revelam ações intencionais e pautadas pela prática de um Estado excludente e seletivo.br> 30 . Com esse intuito. esta mesa redonda pretende pôr em relevo uma reflexão sobre a outra face da relação entre violência e juventude. EIXO 2: Juventudes. ou seja. que têm assegurados seus direitos e. de governantes. aparece como objeto de estudos acadêmico-científicos em várias áreas do conhecimento. em debates de políticos. que resultam na ineficiência do Estado na aplicação das medidas socioeducativas. de forma generalizada no Brasil. Os três trabalhos. e em outros campos de discussão que envolvem as relações sociais. que são alvo das ações punitivas e pouco educativas. na prática. O primeiro trabalho abordará o que dispõem os documentos legais ECA e SINASE e a sua não efetivação. como pauta de planejamento de ações institucionais. Assim. propõem uma reflexão que possa também apontar caminhos e alternativas de enfrentamento a esta realidade. embora raramente seja tratada a violência de que são vítimas.

Disponível em: <http://www. mais recentemente.594/12. com a recorrente negação de direitos para os jovens submetidos à restrição de liberdade. Atestam. Em 2014. uma série de esforços vêm sendo empreendidos por diversos atores envolvidos no processo de intervenção da Fundac com objetivo de reestruturar o sistema socioeducativo do RN. a exigência de políticas públicas condizentes com o Sinase e o ECA.jubra2017. Neste estado. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. visando superar as violações de direitos e potencializar o viés educativo do atendimento ao adolescente autor de ato infracional. Tal situação levou. e da sociedade civil. Desse modo. além da participação ativa dos adolescentes e suas famílias. física ou psicológica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. a violência. revelam-se como cotidianas. Desde então. Fortaleza. No Brasil. Apesar dos avanços observados. como territorialidade específica. em geral alimentada pelos veículos de comunicação em massa.. a tortura. Sistema Sócioeducativos. O SINASE tem como principal objetivo parametrizar a execução das medidas socioeducativas no território nacional e enfatizar o caráter pedagógico da socioeducação. pretende-se analisar as graves e recorrentes violações de direitos humanos a adolescentes em conflito com a lei verificadas no estado do Rio Grande do Norte. foi construído por diversos atores governamentais. 2017. tem-se um sistema socioeducativo que viola gravemente direitos humanos dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e de seus familiares. faz-se mister uma rigorosa atuação dos órgãos componentes da rede de proteção. que não se trata de violações esporádicas. o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Frente a tal realidade.br> 31 . Tais violações se explicitam no contexto das unidades de privação de liberdade. a realidade dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas continua marcada por quadro de violação de direitos. Tal fenômeno se relaciona fortemente à cultura de criminalização e encarceramento da juventude das periferias. 2017. como ocorreu com o Ceduc Pitimbu em 2012 e com a unidade de semiliberdade de Natal. todos os documentos oficiais apontam para a fragilidade das condições de cumprimento de medidas socioeducativas. material ou simbólica. Direitos. Nesse sentido. que desconsideram as histórias de vida e os fatores relacionados ao envolvimento dos adolescentes com atividades ilícitas. em verdade. Palavras-chave: Adolescentes. SINASE. especialmente os que cumprem medidas restritivas de liberdade. e aponta como importante instrumento socioeducativo o Plano Individual do Adolescente (PIA). promulgado como lei n° 12. Fortaleza: Expressão Gráfica. ignorando que esses se encontram em condição peculiar de desenvolvimento e conclamando por punições cada vez mais severas. a justiça a interditar unidades. 7. em 2013. localizadas ou eventuais. Em consequência.Sistema Socioeducativo Potiguar: contradições e possibilidades de concretização do SINASE Autores(as):: Ilana Lemos de Paiva (UFRN) Resumo: As alternativas de controle social do sistema socioeducativo vêm se mostrando insuficientes para assegurar que a responsabilização de adolescentes e a proteção das crianças se deem em termos dignos. 1010 p. Diversos autores têm demonstrado grande fragilidade no atendimento e na garantia de direitos dos adolescentes que cometem atos infracionais.com. a 3° Vara da Infância e Juventude de Natal acatou pedido de tutela de urgência do Ministério Público Estadual e determinou a intervenção sob a Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac).

não importa a preservação da vida e a garantia de direitos. 7. a partir dos sujeitos implicados. quanto para os deveres e responsabilizações dos adolescentes frente aos seus atos. são aplicadas as medidas socioeducativas em todos os adolescentes que cometem atos infracionais? São perguntas que nortearão a discussão desta proposta. 2017. são invisibilizados quanto à garantia de direitos. Isto vale tanto para a garantia dos direitos fundamentais. com mínimo ou nenhum acesso às políticas sociais básicas. no que tange à garantia de direitos fundamentais e à aplicação de medidas socioeducativas. 1010 p. Fortaleza.ECA. porém extremamente visados quando são acusados ou cometem atos infracionais. Este é o aspecto nodal. por serem desqualificados em sua condição de humanidade. nossa análise sobre o caos que rege as unidades de aplicação das medidas. Abordaremos a relação entre garantias e violações de direitos e o processo seletivo das ações do Estado.Quem é o adolescente em conflito com a lei? A proposta de universalização do ECA e o alvo das medidas socioeducativas. Autores(as):: Veriana de Fátima Rodrigues Colaço (UFC) Resumo: Um dos significativos avanços que o Estatuto da Criança e do Adolescente . Portanto. em particular. nossa reflexão está direcionada para a compreensão de que.. sem recursos materiais. dois questionamentos surgem ao refletirmos o tema: esta garantia de direitos tem na prática atingido a todos? E. Necropolítica. O conceito de necropolítica. mas sim. estaremos discutindo quem é o sujeito alvo das medidas socioeducativas e o que leva a esse processo de seletividade de pessoas. tendo em vista a pretensão de exclusão e até de eliminação desses. estão sob julgo do Estado na condição de “fazer morrer e deixar viver” (Mbembe). que são qualificadas em termos de valorização da vida na condição de humanas e não-humanas. Entretanto. Sob este olhar. proposto por esse autor. Às Crianças e aos adolescentes das camadas economicamente favorecidas estão assegurados os direitos. que trata da exclusão e marginalização social de determinados grupos populacionais. sem que necessitem reivindicá-los. que são negros em sua quase totalidade. 2017.com. sendo esta dirigida a todas as crianças e adolescentes. Fortaleza: Expressão Gráfica. Mas há uma parcela de adolescentes e jovens. dando conta de sua função e proporcionando formação global nos padrões hegemonicamente estabelecidos. os adolescentes envolvidos estão posicionados em lados diametralmente opostos entre a inclusão e a exclusão social. Direitos. que estão à margem. que estão nas periferias das grandes cidades. a de privação de liberdade. é de que as razões desta condição não são encontradas em um processo de ineficiência do Estado e direcionamento equivocado de suas ações. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. trouxe em comparação aos códigos que o antecederam é a Doutrina da Proteção Integral. que tanto para o Estado quanto para a sociedade civil. A reflexão está pautada pelas discussões levantadas por Mbembe. pois fazem parte da parcela para quem o Estado investe em bens e serviços. aparece como categoria central desta discussão. que há uma intencionalidade. que sustenta um descompromisso do Estado para com a construção de uma política que invista efetivamente no que determina o ECA e o SINASE. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.jubra2017. Palavras-chave: Adolescentes/jovens. Violência. Sobre eles incidem a aplicação de medidas socieducativas e. Disponível em: <http://www. Assim.br> 32 .

Disponível em: <http://www. Entretanto. conhecimento. em si mesma. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sendo contraditória com a funçao pedagógica. no GAIA momento atual. compatíveis com os princípios e concepções acima delineados. autonomia e crítica.jubra2017. de que a aplicação da MSE. 2017. Nessa direção. a saber. a escola. apresentamos e analisamos algumas experiências desenvolvidas no âmbito do Grupo de Açoes e Investigação das Adolescências (GAIA). da Universidade de Brasília.br> 33 .. a fim de qualificar o atendimento prestado a adolescente autor de infração no âmbito do sistema socioeducativo brasileiro. sobretudo por parte de juízes. que tem se dedicado à realização de pesquisas intervenção voltadas ao desenvolvimento de metodologias de atendimento socioeducativo inovadoras. alinhado às perspectivas internacionais da proteção e atenção aos direitos humanos. Profundas transformações são necessárias. no DF. cujas pesquisas serão aqui exploradas: o grupo como dispositivo de atuação das equipes multiprofissionais no contexto socioeducativo. Trabalhos posteriores ao do pedagogo têm contribuído para que se reflita sobre a necessidade de estabelecer uma separação entre essas duas faces da socioeducação. a despeito das bases jurídicas do atendimento socioeducativo. Transições juvenis. mais saudáveis e menos determinadas pelo conflito à lei. quando se visa o trabalho verdadeiramente alinhado com a proteção e a garantia do direito do adolescente ao desenvolvimento de trajetórias saudáveis de vida.Ação socioeducativa entre a sanção e a responsabilização: lições a partir de pesquisas empíricas. a sanção e a responsabilização. Nesse trabalho. Fortaleza. Palavras-chave: Atendimento socioeducativo. Fortaleza: Expressão Gráfica. que sejam eticamente implicadas e tecnicamente sustentadas. 1010 p. ressalta-se a necessidade de se promover formas de atuação da rede encarregada do atendimento ao adolescente em MSE. dá conta de cumprir o papel pedagógico de promover responsabilização e autonomia adolescente. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. fica adstrita à necessária função sancionatória. promovendo protagonismo e maior engajamento e participação dos adolescentes em suas comunidades. se entendemos por educativas as práticas promotoras de consciência. Por esta visão. A importante contribuição de Antônio Carlos Gomes da Costa levou à conceituação das duas dimensões da medida socioeducativa. essa mesma posição tem favorecido. a imposição de maior ou menor restrição de liberdade. 2017. A aplicação/execução das MSE que é. Costa contribuiu oportunamente para destacar o valor pedagógico das experiências a que o adolescente é submetido na condição em que se encontre sob a tutela do Estado. a visão a nosso ver distorcida. transições juvenis e indicadores de progressão e encerramento de medida socioeducativa. participaçao. Uma tal orientacão de trabalho demanda açoes que promovam o engajamento da comunidade e das famílias. as iniciativas na direção de ações verdadeiramente educativas na justiça juvenil são esparsas e pouco documentadas. Compreendemos que. para a promoção de novas identidades juvenis e outras trilhas de desenvolvimento. 7. a família e a comunidade na corresponsabilizaçao do adolescente. Autores(as):: Maria Cláudia Santos Lopes de Oliveira (UNB) Resumo: Este trabalho argumenta sobre a necessidade de melhor caracterizar a distinção conceitual e prática entre o atendimento socioeducativo e a medida socioeducativa no que se refere à efetuação do atendimento socioeducativo.com. há diferentes linhas de investigação em desenvolvimento. Corresponsabilização. em todos os casos.

de forma emergencial. onde o investimento público é minguado e a infraestrutura é precária. 2) Fragilidade e a precariedade do acesso: narrativas sobre a trajetória de adolescentes vítimas de homicídios nas políticas públicas. levando em consideração três pontos presentes na dinâmica comunitária desses garotos que são: 1) Violência armada e conflitos territoriais: dinâmicas da violência letal contra adolescentes. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p.br> 34 . Fortaleza. II. por outro lado. Fortaleza: Expressão Gráfica. que teve como interlocutores os familiares dos adolescentes assassinados no ano de 2015 em Fortaleza. com taxa de 81. 2017.8% dos casos.jubra2017. sobretudo. se justifica em um contexto onde a alguns dos territórios comunitários em Fortaleza. uma vez que suas vítimas são adolescentes pobres. tema que.com. Segundo o Mapa da Violência. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. são marcados pela presença de conflitos que se desenvolvem até chegar à violência armada. Fortaleza foi a capital que mais matou por arma de fogo em 2014. a partir da necessidade de se pensar ações e políticas públicas capazes de responder. houve responsabilização dos agressores. 3) Homicídios na adolescência como um fenômeno processual.5 mortes por 100 mil habitantes. São eles: I. 2017. a escassez nesse acesso surge como indicador do aumento das situações de vulnerabilidade de forma a comprometer o desenvolvimento dos adolescentes. os pesquisadores do Comitê analisaram 1524 processos de homicídios de adolescentes dos últimos cinco anos protocolados no Sistema de Justiça e identificaram que. os adolescentes e jovens do estado. a Assembléia Legislativa e o Governo do Estado do Ceará que arregimentaram para tal empreitada outros parceiros. Na Comarca de Fortaleza.. como da sociedade civil. Disponível em: <http://www. tanto do poder público. Quatro eixos estruturantes sustentaram as ações do Comitê. em 2014 ela passou para a 1º colocação. negros e moradores das periferias dessas cidades.Cada vida importa: olhares sobre homicídios na adolescência em Fortaleza Coordenador(a): Thiago de Holanda Altamirano (Comitê Cearense pela Prevenção de Homicí- dio na Adolescência) Resumo Geral: O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência nasceu em 2016. pois não verificamos a existência de políticas públicas que impactassem a vida desses adolescentes. em diálogo com o eixo temático. podemos dizer que são áreas onde a presença do Estado se manifesta com menor intensidade. Duas pesquisas sobre os homicídios na adolescência. até o fim de 2016. logo. 7. A escrita que segue tem como objetivo discutir alguns resultados de uma das pesquisas realizadas. A iniciativa partiu de uma articulação entre o UNICEF. Um dos fatores que indica a existência de um indivíduo matável. entre as capitais. Se em 2004 a capital estava na 19º posição no ordenamento. Grupos focais institucionais e IV. em que não foram observados esforços para que essas mortes sejam esclarecidas a nível judicial. essa crescente violência que atinge. III. é a baixíssima responsabilização por esses crimes contra adolescentes. multicausal e seletivo. potencializando a vitimização banalizada e invisibilizada de segmentos cada vez mais jovens da população. Waiselfisz (2016).4 mortes por 100 mil habitantes. evidenciando um processo sóciohistórico de aceitação da morte dessa parcela da população. Seminários temáticos. com taxa de 18. Audiências públicas. em apenas 2.

indicando certa horizontalidade no processo de vitimização letal. é preciso pôr em relevo o comércio ilegal de armas de fogo nessa equação. Durante 03 meses (de março a junho de 2016). mesmo diante do seu caráter multicausal. Conflitos. A pesquisa realizada pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência teve um caráter sócio antropológico. almejando conhecer aspectos dos modos de vida dos adolescentes mortos em 2015. número equivalente a uma média de 18 apreensões diárias. O percentual de adolescentes mortos que tiveram algum membro da família assassinado chega a 45.23% dos entrevistados não souberam responder à questão. Nessa discussão. enquanto o da população geral ficou em torno de 83. as vítimas não conviviam com pessoas que detinham acesso a armamentos.1 homicídios para 100. sobretudo na última década.89%. 7. é elevado: 21. Foram aplicados 146 questionários em Fortaleza. 2017.38% dos adolescentes tiveram amigos assassinados. Além de ser o principal instrumento usado nas execuções. revelam que 42. familiar.. somente no ano de 2015. na capital.7 homicídios por 100. Fortaleza: Expressão Gráfica. referente a casos de adolescentes assassinados na faixa etária de 12 a 18 anos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. as relações entre as pessoas e os modos de vida em se encontravam os adolescentes. Adolescência. 1010 p. Quando a pergunta se estende para o círculo de amizade é possível perceber maior incidência da violência letal em seus cotidianos. Disponível em: <http://www.com. alguns resultados apontaram que a perda de pessoas do círculo de familiares e amigos é algo bastante presente no cotidiano dos adolescentes que foram vítimas de homicídio. a partir das narrativas das suas famílias. Utilizamos um questionário com questões fechadas que compreendessem a vida dos adolescentes em quatro dimensões: individual. Embora a dinâmica do tráfico de entorpecentes costume ser apontada como um dos principais fatores para o cometimento de homicídios. Os familiares ouvidos. Para 29. e o público mais vulnerável são os adolescentes e jovens negros do sexo masculino.47% das vítimas conviviam com amigos que possuíam acesso a armas de fogo. a arma de fogo é o principal meio utilizado para o cometimento de homicídios. Nessa dinâmica conflituosa. em 2013. para que os pesquisadores relatassem o cotidiano de trabalho da pesquisa.br> 35 .000 adolescentes. O grau de desconhecimento do assunto. sendo apontada como uma importante causa para o aumento da violência e dos homicídios. 24 pesquisadores estiveram em Fortaleza e em mais (seis) 6 cidades com os maiores números absolutos de assassinatos de adolescentes no estado. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. contudo. que incluiu aspectos relacionados aos cenários de observação dos lugares. Palavra-chaves: Violência Armada. Fortaleza.45% dos entrevistados. corroborando para uma interpretação mais abrangente da realidade posta. Foi utilizado o método quanti-quali por trazer elementos que se complementam. 2017. 64.000 habitantes.jubra2017. comunitária e institucional.615 armas de fogo em todo o Estado do Ceará. Fortaleza chegou a atingir. a posse da arma de fogo traz consigo um valor simbólico de distinção e poder. a polícia apreendeu 6. Utilizamos ainda diários de campo. um coeficiente de 141. priorizaremos os dados relativos a Fortaleza. No Ceará.Violência armada e conflitos territoriais: dinâmicas da violência letal contra adolescentes Autores(as): Thiago de Holanda Altamirano (Comitê Cearense de Prevenção de Homicídios na Adolescência) Resumo: O processo de evolução da violência letal é crescente nas cidades da região Nordeste do Brasil.

Fragilidade e a precariedade do acesso: narrativas sobre a trajetória de adolescentes vitimas de homicídios nas políticas pública Autores(as): Rui Rodrigues Aguiar (UFC) Resumo: As políticas públicas devem dar respostas aos problemas que atingem a sociedade enquanto um sistema. na medida em que trabalham um espaço mais profundo das relações.53% das famílias recorreram a essas instituições em situações de conflitos familiares. 7. Fortaleza: Expressão Gráfica.. de forma que 72. Para apontamentos breves dos resultados. fruto das desigualdades e das vulnerabilidades que limitam o desenvolvimento de uma adolescência plena. Nas incertezas encontradas no cotidiano da vida nos territórios urbanos em que moravam esses adolescentes. a partir da aplicação de um questionário com questões fechadas. uma vez que 73. por meio das políticas públicas. dos processos e dos fenômenos. Soma- se a isso o trabalho irregular e precarizado. em 2015. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. percebe-se a pouca consolidação das mínimas condições de cidadania para crianças e adolescentes. onde somente 7. ficou-se aparente a necessidade de garantir a permanência desses adolescentes na escola. há novamente a pouca presença de instituições de apoio psicossocial e jurídicas. Contra a marginalidade são formadas políticas que produzem subjetividades em torno do extermínio e da exclusão de parcela da população. Disponível em: <http://www. Palavras-chave: Políticas Pública. dessa forma são propostas como a redução da maioridade penal. Foram ouvidas 146 famílias. 1010 p. os serviços de saúde demonstram pouco interesse em atentar para esses indivíduos na adolescência. atividades informais. Assim. por sua vez. Adolescência. a partir dos dados levantados pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência. onde somente 5. o acesso às políticas públicas nas trajetórias de vida dos adolescentes vítimas de homicídios no Ceará. onde deveria haver. potencializam o risco desses adolescentes serem vítimas de homicídios. Porém. em Fortaleza.31% tiveram acesso a emprego com carteira assinada e a ínfima cifra de 2. encarceramentos. em Fortaleza. Esse processo gera diversas problemáticas em que uma rede de apoio e proteção deveria precisamente intervir. guerra contras as drogas e. o contato com aprendizagens múltiplas para uma construção saudável da autonomia e identidade.com. ilegais e ilícitas se interligam e entremeiam especialmente no cenário em que indivíduos buscam a garantia da sobrevivência cotidianamente. com isso. remoções de habitações populares. 2017.jubra2017.05% tiveram experiência como jovem aprendiz. No entanto. Essa escrita tem como objetivo discutir. Homicídios. 2017.29% não frequentavam a instituição há pelo menos 6 meses. principalmente no eixo da prevenção. Nessa tônica. mas o que nos parece é uma nova roupagem de propostas criminológicas e positivistas. de um total de 312 casos de adolescentes (12 a 18 anos) vítimas de homicídio. que no modelo atual imprime alto desinteresse por parte desses adolescentes.60% acessavam o serviço somente quando estavam doentes. Isso pode resultar em um processo cujo o final seja a aproximação de situações de conflito que. A pesquisa realizada adotou a metodologia quanti-quali. demonstrando que essa fase específica do desenvolvimento humano é carente de uma atenção focalizada. Fortaleza. o aumento da vinculação da criminalidade à pobreza. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Também foi utilizado a produção de diários de campo. uma certa ordem social tem sido constantemente recriada sob a justificativa da proteção.br> 36 .

esse trabalho tem como objetivo discutir alguns resultados da pesquisa do Comitê no que se refere a cadeia de seletividade socioespacial e estigmatização racial e geracional. conformação da representação social de “matáveis”. entre os anos de 2011 e de 2016. uma percepção de que muitas vidas são descartáveis e que seu assassinato é tolerado pela gestão da política criminal. de baixa escolaridade. elevada presença de armas de fogo. sujeitos que habitam o lugar social de “classe perigosa” que passam a ser administrados pela força dos dispositivos penais. multicausal e seletivo. As 13 mil vagas do sistema penal cearense são ocupadas por 23 mil presos. a prisão ou o cemitério e que em todas essas alternativas. realizou levantamento na Comarca de Fortaleza de 1524 processos de homicídios de adolescentes protocolados no Sistema de Justiça. já que os esforços de responsabilização são tímidos. Dois terços da massa carcerária responde a crimes contra o patrimônio ou tráfico de drogas.Homicídios na adolescência como um fenômeno processual. aqueles os quais se espera a morte. demonstrada em territórios com elevada conflitualidade e sem acesso substantivo aos direitos básicos de cidadania. Ressalte-se que a responsabilização deve ser compreendida para além da exclusiva resposta no campo penal. Por outro lado. por sua cor. Até o final do ano passado. Adolescência. seguem com baixíssima resolução. O trabalho do Comitê demonstra a permanência de estruturas seletivas em toda a dinâmica de vida desses jovens. mesmo antes de quaisquer investigações. já que são esses as principais vítimas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. classe. apenas 2. Fortaleza. O Comitê Cearense pela Prevenção dos Homicídios na Adolescência.. Sendo que 82% se encontram em fase de inquérito policial. sobretudo de jovens das periferias. Suas mortes são fruto de processos multicausais identificáveis e a ausência de resposta estatal a seus assassinatos faz parte do processo de “naturalização” dessa vergonhosa taxa de morticínio. tem como possíveis lugares sociais: a precarização. onde passam jovens (quase 50% entre 18 e 28 anos). É complementar e se retroalimenta.8% dos casos. Autores(as): Renato Roseno de Oliveira (Assembleia Legislativa do Estado do Ceará) Resumo: É sabido que o Brasil vive uma crise oriunda do projeto de hiperencarceramento (hoje somos a 4ª população carcerária do planeta). em parceria com o Tribunal de Justiça . contudo. ausência de processos oficiais de mediação de conflitos. 10.5% em estágio de ação penal e 4. 2017. Sendo assim. altos índices de assassinatos de jovens e baixa responsabilização não é contraditório. lugar de vida. Encarceramento. ou seja. os assassinatos de jovens a “acerto de contas” ou conflitos de grupos criminosos. Esse ciclo perverso que gera altas taxas de populações de jovens privados de liberdade. negros.jubra2017. uma porta de entrada larga. em primeira instância. geração. Os que matam. 2017. Disponível em: <http://www. 1010 p. Portanto. chegaram à responsabilização dos agressores. pobres. morrem e são presos ocupam um mesmo lugar de subalternidade. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.com. Fortaleza: Expressão Gráfica. Há. 7. Os álibis socialmente aceitos e consolidados pela mídia policialesca é quase sempre de atribuir.br> 37 . não haveria responsabilização do próprio estado por suas ausências. A dinâmica que se institui é que há um indivíduo que. mas a restituição (ou afirmação) da dignidade da vítima e suas redes familiares.8% foram arquivados por autoria desconhecida ou morte do acusado.CE. os crimes contra a vida. Palavras-chave: Homicídio.

conflitos e leis: uma análise da convivência de adolescentes em privação de liberdade” problematiza a relação de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa com as leis. intitulado “Entre estatutos. os quais se constituem como mecanismos de regulação da existência. Deste modo. normalização. a intervenção psicológica surge como prática capaz de desvelar subjetividades e. intitulado “Incriminação e criminalização nas políticas brasileiras sobre drogas” analisa modificações na lei de drogas brasileira a partir da imbricação entre processos de incriminação e de criminalização nas políticas sobre drogas do país. criminoso. bem como o modo como as instituições sociais e “representantes das leis” têm se relacionado com moradores da favela e população negra. matematizações e medições. a partir de diagnósticos. Disponível em: <http://www. Tais processos constituem-se de mecanismos de regulação da existência humana. culturais. Fortaleza. em meio a privação das possibilidade de escolha. com as políticas de drogas e com a formação de psicólogos para os desafios impostos no âmbito das políticas públicas. políticos e econômicos (criminalização). Configura-se como uma estratégia de sobrevivência e resistência em meio à tantas violências sofridas cotidianamente. procurando entender as causas do fenômenos criminosos.jubra2017. operados fortemente pela denominada ideologia da defesa social. transgressão e pena. sem no entanto. difundidas a partir dos meios sociais. O terceiro trabalho. 2017. 2017. indutores de correção.A juventude criminalizada e os desafios para as políticas públicas no Brasil Coordenador(a): Pedro Paulo Gastalho de Bicalho (CFP) Resumo Geral: A mesa-redonda é constituída por três trabalhos que discutem os processos de criminalização da juventude. Fortaleza: Expressão Gráfica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Aponta-se que a criminologia positivista é hegemonicamente alçada como paradigma para a produção de tais referências. colocar em questão a suposta natureza e a construção histórica dos significados políticos de lei.. os códigos. a Psicologia passa a interferir na execução da pena. históricos. apoiada nas abordagens antropométrica e sociológica. “A crítica criminológica na formação de psicólogos: políticas de enfrentamento ao processo de criminalização da juventude” aponta a necessidade de inserção de discussões críticas que envolvem os conceitos de crime. representadas pelas escolas positivistas articuladas a pensadores como Cesare Lombroso e Enrico Ferri. O primeiro trabalho. cujos saberes criminológicos são historicamente produtores de normatização. em sua interface com as políticas de execução das medidas socioeducativas. consequentemente. estigmatização e. os estatutos. configurando-os cotidianamente como ameaça social. inimputabilidade e periculosidade em disciplinas presentes na formação dos psicólogos. em meio a tantos cerceamento da vida. 1010 p. seja com base em maneiras corretas de ser e estar no mundo. 7.com. através da inferência de relações de causalidade. E deste modo questiona- se: com quais leis tais adolescentes encontram-se em conflito? No segundo trabalho.br> 38 . a construção (e o respeito) às suas próprias leis. seja por meio de normas afirmadas em dispositivos legais (incriminação).

Jovens negros. que a existência desse estatuto. os códigos. No entanto. regras a serem respeitadas e formas de sanção para quem as descumpre. em meio a privação das possibilidade de escolha. incluindo aí a distribuição entre os alojamentos e os horários das atividades. culturais. como estupro e assalto a ônibus que precisam ser separados do “convívio” como garantia da integridade física. chamado por eles de Estatuto. Leis que dão sentido à sua convivência.Entre estatutos. 2017. violência. Fortaleza. Coloca-se em análise o título que recebem de “adolescentes em conflito com a lei” e questiona-se porque eles estão em conflito com um tipo de lei. ou ainda. o uso de duas camisas em dia de visita. Mas no encontro com esses jovens dentro das unidades de privação de liberdade é possível conhecer outras normas com as quais eles se relacionam. Afirma-se. opressão. Como exemplo. A hierarquia entre os atos infracionais também importa: alguns atos não são toleráveis mesmo entre eles. extermínio. Afirma-se nesse estatuto que todos têm que “respeitar a família do outro”. Esses jovens encontram-se em situação de privação de liberdade pelo cometimento de uma infração a uma lei inscrita no código penal. conflitos e leis: uma análise da convivência de adolescentes em privação de liberdade Autores(as):: Flávia de Abreu Lisboa (Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Estado do Rio de Janeiro) Resumo: Este trabalho surge da pesquisa de mestrado em Psicologia na UFRJ “Adolescentes do DEGASE: das Privações da Liberdade e dos Conflitos com a Lei”. que é proibido coçar qualquer parte do corpo durante a visita. Liberdade. 2017.. mas que delimitam cotidianamente as relações sociais. que não inscritas nas leis penais. Disponível em: <http://www. subjetivas. mas respeitam e cobram respeitam a outras formas de lei? A provocação está na representação que a lei do Estado imprime em suas vidas. Como as leis. São leis próprias que se diferem das leis jurídicas ou das normas da instituição DEGASE. bem como as instituições sociais e representantes dessa lei têm se relacionado com moradores da favela e a população negra? Relação de falta. Trata-se de um conjunto de regras de convivência. em meio a tantos cerceamento da vida. configura-se como uma estratégia de sobrevivência e resistência em meio à tantas violências sofridas cotidianamente. Fortaleza: Expressão Gráfica.br> 39 . que definem doutrinas. Conflito. principalmente em aspectos sexuais. executores e fiscalizadores de outras leis. Antes da infração à lei jurídica e ainda depois dela.jubra2017. 1010 p. tomando a relação com as leis como dispositivos de análise. Que tipo de convivência o Estado tem mantido com essa juventude cotidianamente? Jovens moradores de territórios populares. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. também são considerados infratores de outras normas. Se por um lado estão em conflito com leis jurídicas e sofrem exclusão e violência por serem considerados transgressores de normas inseridas na cultura. 7. fica rigidamente restrita aos adolescentes da mesma facção ou área em que vivem. independente do ato infracional ter vínculo com a facção. enquanto regras próprias de convivência. os estatutos. bem como do trabalho como psicóloga no Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Estado do Rio de Janeiro. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.com. o jovem negro e pobre é considerado esteticamente infrator e uma ameaça social. Palavras-chave: Lei. que regulam suas relações e tornam-se formas de afirmação enquanto sujeito no mundo. a convivência nas unidades. por outro são criadores. portanto. Ficam estabelecidos dias para a masturbação.

tendo em vista que esses instrumentos são postos em prática para dar ao ato de interdição realidade social e política.Incriminação e criminalização nas políticas brasileiras sobre drogas Autores(as):: Roberta Brasilino Barbosa (UFRJ) Resumo: O contato com forças moventes da tramitação do projeto de lei que visa introduzir modificações na lei de drogas brasileira. a partir do conceito de enforcement of law. mas por diversas vezes retorna-se o argumento para avaliação individual do sujeito desviante.br> 40 .jubra2017. ressaltando o quanto a regulação de existências (baseada em produção de subjetividades) se opera com base em processos que afirmam normas em dispositivos legais e em outros cuja afirmação não está positivada em leis. Subjetivação. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. criminalização. para além do que está positivado. políticos e econômicos (criminalização). imperam mecanismos criminalizantes responsáveis. Disponível em: <http://www. Alguns esforços são empreendidos no sentido de repensar as punições impetradas tendo em vista os impactos por elas gerados.. políticos e econômicos. a lei ganha força. históricos. quanto do julgamento da inconstitucionalidade do artigo 28 da lei de drogas pelos ministros do STF trazem mostras claras de relações de saber-poder atuantes na produção de normas. Fortaleza. 2017. sempre baseados em leis penais. Num universo próprio dos processos de incriminação. Fortaleza: Expressão Gráfica. históricos. existe uma gama de maneiras ‘corretas’ de ser e estar no mundo. Uma análise dos argumentos apresentados tanto a partir da tramitação do PL 7663/10 na Câmara dos Deputados e posteriormente do PLC 037-2013 no Senado Federal. 2017. transgressões e castigos no campo das políticas sobre drogas. por vitimizar usuários de drogas ao mesmo tempo em que culpabiliza ‘traficantes’ e assim pouco se discute acerca do papel da própria proibição. permite afirmações acerca da existência de uma imbricação entre processos de incriminação e processos de criminalização nas políticas sobre drogas do país. 7. culturais. assim como do julgamento pelo Superior Tribunal Federal do recurso de número 635. necessita de uma noção de sujeito enquanto indivíduo. Os processos de incriminação são aqueles relacionados às esferas da prevenção. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Tais processos constituem-se de mecanismos de regulação da existência humana. já os processos de criminalização abrangem aspectos de normatização. seja com base em maneiras corretas de ser e estar no mundo. Por meio do enforcement.659. Drogas. o que se opera pela via da criminalização. Palavras-chave: Incriminação. normalização. estigmatização e correção de sujeitos. não necessariamente positivados em leis. produzidas e difundidas pelos meios sociais. Foucault. culturais. ao ser empregada pelo Direito Penal especificamente nos assuntos envolvendo ‘drogas’. 1010 p. em que se foca no sujeito e não no desvio por ele cometido. por exemplo. Já no momento de construção legal está pressuposta uma margem de autores das práticas descritas em lei como crime que a normativa não busca alcançá-los. A ideologia da defesa social. julgamento e execução. investigação. Os processos de seletividade penal deixam claro que. difundidas a partir dos meios sociais. reforça essa imbricação. seja por meio de normas afirmadas em dispositivos legais (incriminação).com. desse que se apresenta na forma de um conjunto de instrumentos necessários a aplicação da lei.

Formação. na produção de referências técnicas para confecção de laudos e pareceres que subsidiem a decisão de magistrados nos Tribunais de Justiça. exigindo um posicionamento sobre a finalidade da intervenção que fazemos. Que efeitos têm sido produzidos em nosso cotidiano? Que sujeitos. Deste modo. quando existem (como parte das disciplinas de Psicologia Jurídica).com. sociais e econômicas ao campo de estudos de um ‘outro especialista’. posições. 2017. 2017.br> 41 . Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. articulados a poderes. de homem. nunca isento nem neutro. Palavras-chave: Criminologia. interiorizado ou. circunscrito a relações interpessoais. transferindo as produções políticas. exigindo que tomemos. Política. por serem políticas. ainda são marcadas pela abordagem positivista que reduz o trabalho do psicólogo à participação nas Comissões Técnicas de Classificação e na aplicação do então chamado exame criminológico no sistema penitenciário brasileiro. produzindo provas para judicializações. cuja lógica é também atribuída à intervenção deste profissional no sistema socioeducativo. discutindo que psicólogos estamos produzindo e que saberes estamos perpetuando como professores. de humano. transgressão e pena. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. talvez seja esse o argumento. de sociedade. condenações e penalizações. ainda. sempre marcados por um discurso que atravessa um determinado recorte de juventude criminalizada ao estatuto de periculosidade. intervir como psicólogo pressupõe analisar um território individual. a qual envolve a certeza de que nossas práticas têm sempre efeitos. ‘São exteriores à realidade psíquica’. colocar em questão a suposta natureza e a construção histórica dos significados políticos de lei. no máximo. sem no entanto.A crítica criminológica na formação de psicólogos: políticas de enfrentamento ao processo de criminalização da juventude Autores(as): Pedro Paulo Gastalho de Bicalho (CFP) Resumo: A presença das discussões acerca dos saberes criminológicos nos cursos de Psicologia. Nossa prática profissional envolve uma concepção de mundo. Posições epistemológicas que. a Psicologia passa a interferir na execução da pena (ou das medidas socioeducativa e de segurança). saberes e objetos – os quais não existem em si . Disponível em: <http://www. a partir de diagnósticos. Fortaleza: Expressão Gráfica. produzindo verdades assépticas em torno de conceitos como crime e criminoso. Habitualmente. portanto. 7. 1010 p. O que significa atravessar a formação em psicologia com discussões sobre criminologia. diferentes confrontos e produções? O que significa apresentar a perspectiva positivista ao mesmo tempo em que se discute a genealogia foucaultiana com suas produções de saberes. Ou. mantêm ou transformam a ordem social em que apoiamos nossos saberes. através de sua proveniência.estamos o tempo todo produzindo? É preciso colocar em análise nossas práticas.. saberes.jubra2017. imputabilidade e inimputabilidade. a intervenção psicológica surge como prática capaz de desvelar subjetividades e. poderes e as relações de força que constroem um determinado modo de fazer criminologia? Com que ética estamos articulados e quais subjetividades estamos produzindo? Quais epistemologias são asseguradas com tais medidas? É preciso adquirir a clareza de que nosso trabalho profissional é também um trabalho político. ou na construção de escutas capazes de restabelecer a verdade dos inquéritos. Psicologia. Fortaleza. violação de direitos e a emergência das ‘classes perigosas’? Que efeitos são produzidos quando colocamos em análise a ideia de crime.

Ao pensar na relação com as drogas. A primeira delas. provocando uma análise do papel do branco dentro das relações de poder e privilégios. Ainda que o comércio de psicoativos ilícitos ocorra de maneiras distintas e em diferentes espaços da cidade.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. ferramentas jurídicas e conceitos simbólicos que sustentam. “Branquitude e juventude: privilégios do jovem branco.. 2017. bem como a forma de tratamento para cada um. enquanto a identidade racial do homem branco. 1010 p. cujo recorte aqui foi intitulado de “Vidas indignas de serem vividas? Uma análise das políticas de extermínio do jovem negro no Brasil. 7. qual o efeito disso na vida da juventude negra e nas estatísticas das mortes da juventude negra. surge do trabalho junto a adolescentes em privação e restrição de liberdade. Sob a justificativa de se tratar de um grave problema de segurança pública. marginalização do jovem negro”. ações beligerantes são executadas constantemente nas favelas e periferias do Grande Rio. e principalmente. traz como proposta pensar as desigualdades raciais a partir da noção de branquitude. No entanto. Disponível em: <http://www. Para isso. em que a idade e o território são critérios igualmente relevantes na distinção entre o usuário e o traficante. faz se uma discussão acerca das estatísticas alarmantes envolvendo a morte de jovens negros e alguns discursos. tema tão polêmico e tão presente nas juventudes. produzem e legitimam uma política de extermínio ou uma política criminal com derramamento de sangue. a segunda pesquisa vem contribuindo ao propor uma análise acerca do discurso de enfrentamento às drogas e das políticas sobre drogas no Brasil que são engendrados a partir da atuação policial nas favelas do Rio de Janeiro. Articulado a essa discussão.com. “Juventudes marcadas: políticas sobre drogas como estratégia para supressão de direitos” se propõe a articular como o discurso de combate as drogas têm contribuído para extermínios desses jovens a partir de uma política de cor.Extermínio de uma juventude negra brasileira: entre políticas de drogas. 2017. este último trabalho. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 42 . as políticas de drogas bem como tais políticas de extermínio. Não é possível pensar em juventude sem pensar o grande número de jovens que morrem por dia atualmente no Brasil. no sistema socioeducativo no Rio de Janeiro e da relação vida e morte desses adolescentes no que diz respeito às suas perspectivas de futuro. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A terceira pesquisa propõe uma análise de fundamental importância ao pensar nas mortes desses jovens que é a questão racial. Parte-se da contribuição de três diferentes pesquisas que analisam temáticas e vetores relevantes para fazer essa análise. E não é possível pensar nas políticas de juventude sem pensar o racismo que perpassa as políticas brasileiras. Fortaleza. seus praticantes não estão presentes de forma igual no dia a dia das delegacias de polícia e nas estatísticas de mortes por armas de fogo. políticas de extermínio e políticas raciais Coordenador(a): Roberta Brasilino Barbosa (UFRJ) Resumo Geral: Esta mesa tem como proposta estabelecer-se como disparadora de um debate acerca do extermínio da juventude negra no Brasil e algumas políticas que atravessam e possibilitam que o número de jovens negros que morrem no país cotidianamente seja alarmante.

sendo atravessado pelo conceito simbólico de vidas indignas de serem vividas. Das 56. Tema que surge da inquietação de que os jovens que passam pelo sistema socioeducativo estão sempre à beira da morte. O que leva a compreensão. 2017. para que possamos afirmar e garantir o direito à vida. O discurso de combate às drogas. que analisou o impacto das armas nas taxas de mortalidade do País. quando sustenta argumentos e ferramentas que justificam o uso legal da força e autorizam que a polícia mate.Vidas indignas de serem vividas? Uma análise das políticas de extermínio do jovem negro no Brasil Autores(as):: Flávia de Abreu Lisboa (Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Estado do Rio de Janeiro) Resumo: Este trabalho está vinculado pesquisa de mestrado na UFRJ junto a adolescentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas do Estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo provocar uma discussão acerca do extermínio da juventude negra no Brasil. a serviço do Estado. por parte do Ministério Público. Esse sistema que produz e legitima o extermínio dessa juventude vêm articulado com um sistema ideológico jurídico. Vale ressaltar também que em 2012 quase 96% das mortes de jovens matadas por arma de fogo foram por homicídio. Baseado no Mapa da Violência. Por mais jovens negros vivos. Contudo.br> 43 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. podendo a qualquer tempo tornar-se mais um número de uma estatística alarmante. 30. Direito à Vida. Fortaleza. 7. para pensar as políticas de extermínio de jovens negros. Por políticas que não criminalizem o jovem negro. Disponível em: <http://www. é necessário pensar nas questões raciais e nas desigualdades territoriais.. 2017. e que são associados à figura do inimigo. Pelo fim das políticas de extermínio. por parte de muitos adolescentes e suas famílias. o racismo em sua estrutura. Mas é necessário pensar que a polícia mata. Por mais jovens vivos.072 eram jovens. configurando um contexto político de extermínio. alguns estudos demonstram o excessivo número de mortes entre jovens de 15 a 29 anos. afirma-se que. Por mais políticas que analisem as relações raciais.com. Extermínio. de que estar numa unidade de privação de liberdade torna-se um livramento da morte e uma nova chance de vida. o jovem pobre. Números que representam uma política de extermínio. Um grupo que têm cor e território específico. a qual é engendrada por uma racionalidade que produz e sustenta essas grande número de mortes.337 pessoas assassinadas no país em 2014. os autos de resistência ou o grande número de arquivamentos. Palavras-chave: Juventude.jubra2017. Por mais políticas que analisem as relações territoriais e afirmem o direito desses jovens a circular pela cidade e serem respeitados em suas comunidades. mas todo o aparelho jurídico também mata quando legitima práticas que criminalizam o jovem negro e pobre. Trata-se de pensar em vidas que passam a ter menos valor por pertencerem à um grupo que ganha uma colagem identitária de possível perigoso e ameaça constante. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. que coloca em risco a sociedade e por isso precisa ser exterminado. Fortaleza: Expressão Gráfica. 1010 p. Dentro dessa política está o dado relevante de que grande parte dessas mortes foram cometidas por policiais. o que nos leva a estimativa de 07 jovens mortos a cada duas horas e 82 por dia. em casos de mortes envolvendo policiais fazem parte do que alguns autores chamam de uma política criminal com derramamento de sangue. as quais perpassam as relações cotidianas e sustentam as políticas públicas brasileiras.

Disponível em: <http://www. seus praticantes não estão presentes de forma igual no dia a dia das delegacias de polícia. A discussão proposta também se preocupa em ressaltar os principais efeitos decorrentes dessa política de segurança: as prisões e as mortes de diferentes atores (e atrizes) que compõe esse cenário. extremamente pobres e com baixa escolaridade. chegamos à relação que existe hoje entre favelas e combate ao comércio de psicoativos ilícitos. Por esse motivo então. A cidade enquanto negócio necessita de um tipo de investimento que é atrapalhado por aqueles habitantes de inserção falha na lógica de consumo. Retirando a cifra negra (delitos cometidos. mas desconhecidos pelas autoridades. Sob a justificativa de se tratar de um grave problema de segurança pública. perspectiva a qual frequentemente alija um debate sobre o assunto em diferentes esferas. esses citadinos precisam ser gestados. Autores(as):: Roberta Brasilino Barbosa (UFRJ) Resumo: Tendo em vista uma perspectiva vigente de enfrentamento para a temática ‘droga’. incapacidade do agente em beneficiar-se da corrupção ou prevaricação e vulnerabilidade à violência. mas a população carcerária que responde por esse crime no Brasil é formada quase exclusivamente por pessoas não brancas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Neste trabalho serão apresentadas algumas formas de atenção no âmbito da segurança pública que são destinadas a certas áreas da cidade tidas como diferenciadas. Palavras-chave: Drogas. Segurança Pública. Fortaleza: Expressão Gráfica. lança-se luz para alguns efeitos de políticas sobre drogas no Brasil que são engendrados a partir da atuação policial nas favelas do Rio de Janeiro. promovendo criminalizações e mortes entre os envolvidos mais diretamente.jubra2017.br> 44 . 2017. incompatível com a criminalidade real envolvendo comércio e produção de drogas e totalmente marcada pela visibilidade da infração. porém sem resultarem em processo penal).com. como também as coloca em pólos opostos. detidas com drogas e sem armas.. ainda que sejam quase todos identificados univocamente por ‘traficantes’. observa-se a presença de uma lógica dicotomizante que não só captura sob identidades únicas e estáticas formas diferenciadas de existência. Ainda que o comércio de psicoativos ilícitos ocorra de maneiras distintas. as favelas e seus moradores são palco de diferentes tipos de ocupações.Juventudes marcadas: políticas sobre drogas como estratégia para supressão de direitos. 2017. promovendo bloqueios na discussão. ações beligerantes são executadas constantemente nas favelas e periferias do Grande Rio. Legitimando-se a partir da necessidade de combate ao comércio de psicoativos ilícitos. e delitos investigados. adequação do autor ao estereótipo do criminoso construído pela ideologia prevalente. majoritariamente militares. 7. frequentemente identificadas como ‘inimigos’. no processo que legitima essas práticas. Segundo o Fundo Monetário Internacional. na maioria das vezes. E. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. executadas por agentes públicos de segurança fortemente armados. 500 bilhões de dólares são gerados pelo ‘narcotráfico’. 1010 p. Fortaleza. Criminalização. papel exercido brilhantemente pelas políticas sobre drogas que respaldam certo tipo de política de segurança pública (pautada na negação do direito à segurança) para favelas e periferias do Rio de Janeiro.

de sonhos e realizações. de forma legitimada pelo racismo brasileiro. em bairros seguros. visando promover mudanças e diminuir nossos privilégios. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 7. simplesmente por ser branco. Racismo. uma relação simétrica. ao passo que não racializa o sujeito branco. em termos raciais. o jovem branco tem mais oportunidades de vida que o jovem negro. De acordo com estudos de autoras como Lia Schucman e Maria Aparecida Bento.Branquitude e juventude: privilégios do jovem branco.jubra2017. quando o sujeito branco também se inclui nesta relação. O que significa dizer que o genocídio de jovens negros explícito. e também legitimado pelo discurso racista é reforçado pela branquitude brasileira. Apenas ter consciência de sua branquitude não leva o sujeito branco a parar de obter privilégios em detrimento da população não branca. o não branco. As desigualdades sociais no Brasil são antes de tudo raciais e. Se não problematizarmos a branquitude e nos incluirmos nas relações raciais. nas universidades e nos cargos de diretoria das empresas. não compreendidos como racistas e faz com que essa estrutura esteja pautada nas questões de poder que a assimetria das relações raciais trazem. 1010 p. 2017. a relação racial assimétrica legitima práticas violentas como o extermínio da juventude negra. E o que isso reflete na violência contra jovens negros? Através da branquitude. são marginalizados. O pensamento racista da sociedade deve ser exposto e problematizado. Juventude. E só se constrói um diálogo. posição hierárquica onde o branco se encontra. Enquanto jovens negros morrem nas favelas. marginalização do jovem negro Autores(as):: Luciana Maciel Henriques (UERJ) Resumo: Este resumo é embasado em minha pesquisa de mestrado sobre branquitude e universidade. Em outras palavras. e seja promotora de mudanças. A branquitude poderia se encaixar em pautas sobre as relações raciais.com. porém num contexto de violência contra o jovem negro. de privilégio e poder. Disponível em: <http://www. Há modos sutis de se reproduzir a estrutura racista brasileira. Fortaleza. aceitáveis entre a população branca.br> 45 . as desigualdades se reafirmam sobre a população negra e pobre. jovens brancos estão ocupando seus lugares confortáveis dentro das escolas. Palavras-chave: Branquitude. Havendo um diálogo horizontal. colocando-o em invisibilidade. É preciso que a branquitude seja discutida e compreendida por nós brancos. numa sociedade desde sempre estruturada pelo racismo. e racializando apenas o outro. simplesmente porque a sua identidade racial o deixa confortável para ter uma expectativa e qualidade de vida maior e melhor. continuará havendo marginalização da juventude negra. incluindo a questão da branquitude. Nesta perspectiva. não conseguem oportunidades de vida. portanto. percebe-se as nuances raciais que este tema abrange. a não racialização do sujeito branco leva ao reforço dos discursos racistas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. em âmbito relacional. cruel. reproduzidos a todo o momento. as desigualdades possivelmente iniciarão um retrocesso. e a branquitude (identidade racial branca) reforça e produz violência. 2017.. Fortaleza: Expressão Gráfica. objetivando discutir a relação dos jovens universitários brancos com sua branquitude. colocam o jovem branco na segurança de que terá oportunidades e perspectiva de futuro. É preciso pensar na branquitude e sua contribuição para a marginalização de jovens negros.

cumulados com momentos de ressignificações e aprendizados para os jovens a quem se atribui autoria de infração. já que as alternativas de responsabilização propostas aos adolescentes. os encaminhamentos objetivos ao sistema de garantia de direitos. Fortaleza. (c) discutir sobre os resultados de uma pesquisa-intervenção com adolescentes em cumprimento da medida de psc em uma região administrativa de Brasília-DF. A estes está prevista a aplicação de seis tipos de “medidas socioeducativas”. para além da sanção jurídico-estatal. realizada pelo fórum DCA desde 2006. Por tal motivo. as quais se diferenciam das penas determinadas na justiça comum. Violência e Sistema Socioeducativo: Pesquisas e Intervenções no Campo da Justiça Juvenil Coordenador(a): João Paulo Pereira Barros (UFC) Resumo Geral: A ideia de que a produção do fenômeno da violência tem sido protagonizada pela juventude é um tema que será problematizado nesta mesa. Quando se assinala que a responsabilização pela prática delituosa deve ser promovida primordialmente por outros meios. por serem socioeducativas. produzem a figura do jovem “infrator”. por meio da apresentação de um conjunto de pesquisas e intervenções vinculadas ao grupo vieses-UFC. as medidas socioeducativas devem se pautar em objetivos como a integração social e a garantia de direitos individuais e sociais do adolescente. propondo reflexões e ressignificações para as práticas de atendimento socioeducativo. 2017. bem como na promoção de seu processo de responsabilização quanto ao ato infracional praticado. assim como nos procedimentos dispostos no estatuto da criança e do adolescente e na lei do sinase. temos aí uma peculiaridade da justiça juvenil. (b) traçar um panorama da situação da execução de medidas socioeducativas no Ceará. 2017. na contemporaneidade. Embora inimputáveis frente ao direito penal comum. Historicamente. que se interessou pelas especificidades do trabalho grupal. pela natureza jurídica e finalidade. Atualmente.jubra2017. a resposta ao ato infracional praticado por adolescentes deve seguir trâmite jurídico distinto do que está regulamentado para os adultos. da lógica encarceradora verificada na justiça comum. Por tais legislações.. Disponível em: <http://www. distanciando-a. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.com. devem desempenhar uma função pedagógica. “vicioso” e descartável.br> 46 . os adolescentes são responsabilizáveis diante de lei especial.Juventude. a proposta desta mesa redonda prioriza três objetivos principais: (a) problematizar o fenômeno da violência e as elaborações discursivas que. o sistema de justiça juvenil adota como princípios norteadores a ideia da excepcionalidade e da brevidade da aplicação dessa medida. 7. Assim. a justiça juvenil brasileira se baseia nas diretrizes constitucionais de proteção integral à infância e adolescência. distintos do cárcere. Ao se pensar em outras estratégias de responsabilização. “perigoso”. assistimos ao nascimento e à falência de alguns olhares e modos de intervenção com adolescentes a quem se atribui autoria de infrações. traz-se ao debate o desafio de práticas que promovam. Conforme a lei do SINASE. Considera-se a internação como a ação de responsabilização mais gravosa a ser aplicada a um adolescente. com inúmeras peculiaridades em seu processo de aplicação e execução. 1010 p. Fortaleza: Expressão Gráfica. em princípio. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. por meio da apresentação dos resultados parciais da pesquisa de monitoramento da política de atendimento socioeducativo.

o trabalho buscará apresentar experiências acadêmicas desenvolvidas nesse contexto desde 2015 pelo Vieses-UFC junto a profissionais que atuam com juventudes e junto a diversos segmentos juvenis. A análise psicossocial da violência urbana no Brasil faz pensar que seu caráter difuso e sua elevação à condição de como norma social acarretam o aumento de inseguranças e a diminuição da confiança nas instituições. Como desdobramento dessa análise do panorama fortalezense e das suas tramas de saber-poder-subjetivação. Tem-se.Juventudes. que pistas as conexões entre juventude e violência urbana fornecem acerca das tecnologias de poder e dos modos de subjetivação em curso no Brasil e em capitais como a do Ceará? A realidade de criminalização. 2017. corroborando a produção do medo como operador político e sua instrumentalização por forças autoritárias que retroalimentam o ethos da eliminação de existências “infames”. Violências e Modos de Subjetivaçrâneos: Reflexões a partir de Pesquisas e Intervenções do VIESES-UFC Autores(as): João Paulo Pereira Barros (UFC) Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar conexões entre juventude e violência contemporaneamente tecidas no Brasil. Desde 2006.com. ligado ao departamento de psicologia e ao programa de pós- graduação em psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. portanto. com ênfase na realidade de fortaleza. Entre 2014- 2015. Palavras-chave: Juventude. a partir das pesquisas e intervenções desenvolvidas pelo “Grupo de pesquisas e intervenções sobre violências e produção de subjetividades” (VIESES-UFC). Esse recorte se justifica tendo em vista ser esta a capital brasileira que apresentou maior índice de homicídios na adolescência – 2012 e também pelo fato de que a situação degradante do sistema socioeducativo cearense acarretou a denúncia do estado brasileiro à corte interamericana de direitos humanas em 2016. Fortaleza: Expressão Gráfica. desarranjando o mito que associa brasilidade e cordialidade ao mesmo tempo em que reiteram como a violência tem sido usada no brasil como dispositivo de controle social da pobreza.jubra2017.br> 47 . Disponível em: <http://www. 2017. práticas sociais e institucionais. cerca de mil jovens foram vítimas de homicídio na cidade. em torno dos eixos: violência e modos de subjetivação. pesquisa-intervenção e micropolítica de produção de subjetividades. Violência. Fortaleza. Nesse contexto. Fortaleza esteve entre as três grandes cidades das Américas e Caribe com maiores taxas de homicídios. 1010 p. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o recrudescimento da produção de sujeitos matáveis e de subjetividades punitivo-penais. a mortalidade de adolescentes por homicídios superou a da população em geral e segue significativamente maior. sendo a figura do “jovem envolvido” uma das principais encarnações do “inimigo social” e. portanto.. a despeito dos processos de democratização dessas sociedades. pobres e habitantes das margens urbanas expõe a presença de modos fascistas de viver em plena “democracia”. uma das principais identidades para o extermínio. Subjetivação. direitos humanos e políticas públicas. hiperencarceramento e extermínio de jovens em sua maioria negros. Sobre o panorama da violência envolvendo jovens na capital do Ceará. segundo dados da secretaria municipal de saúde. A elevação dos índices de homicídio e encarceramento juvenis no Brasil e em outros países da América Latina nos últimos 40 anos atesta a vigência de maquinarias autoritárias de expressões multiformes. 7. inclusive aqueles que cumprem medidas socioeducativas.

por intermédio de um olhar atento às interações e trocas relacionadas aos mecanismos de produção de significações no desenrolar dos encontros do grupo de adolescentes. o grupo. o presente trabalho objetiva problematizar especificidades. Fortaleza. 2017. ao longo de três meses. esses dois tipos de medidas.jubra2017. “eu. por último.br> 48 . articulações entre trabalho e juventude. reflexões acerca do campo de possibilidades de atuação de cada jovem. com vistas a ampliar as ferramentas de atendimento em aos adolescentes em cumprimento de medidas em meio aberto. 2017. ressignificações. de base indiciária. Os participantes estavam sentenciados ao cumprimento da medida de prestação de serviço à comunidade e encontravam-se vinculados a uma unidade de atendimento em meio aberto do distrito federal. em idades de 15 a 17 anos. com onze adolescentes. “eu. permeado por devires. Sob a lente das abordagens histórico-culturais de compreensão do desenvolvimento humano e da perspectiva do dialogismo. Tais formas de responsabilização se utilizam de práticas restaurativas. Socioeducação. portanto. Sob esse contexto interventivo. Disponível em: <http://www. especificamente. Espera-se que tal concepção de grupo possa contribuir para o aprofundamento do debate sobre metodologias de atendimento em socioeducação. 7. “eu e o processo grupal”. denominam-se medidas em meio aberto. que operacionalizou 16 encontros grupais. avessas à lógica punitivo- encarceradora e. Em tais seções. As informações que são discutidas neste trabalho foram produzidas por meio de uma pesquisa-intervenção.Secretaria da Criança e do Adolescente do Distrito Federal Resumo: A Liberdade Assistida (LA) e a Prestação de serviço à comunidade (PSC) são medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes em caso de cometimento de ato infracional. 1010 p.com. Por fim. Adolescentes. prestador de serviço à comunidade” e. o território e outros estranhos”. Palavras-chave: Desenvolvimento Humano. agente de transformação da minha vida e ator social”. o estudo discutiu sobre as estratégias de viabilização do trabalho de grupos nas medidas socioeducativas em meio aberto e teorizou sobre o conceito de grupo como dispositivo socioeducativo-dialógico. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. produção de um plano comum e heterogêneo. diálogos sobre a construção de projetos de vida pessoais e de metas coletivas. debates acerca da realização de uma atividade colaborativa comunitária e os impactos e efeitos da psc para os adolescente e para o território. a complexidade do atendimento aos adolescentes requer um olhar mais cuidadoso com relação às ações empreendidas pela equipe socioeducativa para que tal atuação não se reduza à mera fiscalização e ao ajustamento de comportamentos. Fortaleza: Expressão Gráfica. O estudo sistematizou os resultados em quatros blocos temáticos intitulados: “eu. do processo grupal.. princípios e estratégias para a utilização de metodologias grupais como dispositivos de atuação no atendimento a adolescentes que cumprem. problematizações acerca do relacionamento dos participantes com seu território. a discussão de dados da investigação empreendeu uma análise microgenética.Grupo como dispositivo socioeducativo-dialógico: Reflexões a partir de uma pesqusia- intervenção com adolescentes em cumprimento de PSC Autores(as):: Dayane Silva Rodrigues . sob a voz dos participantes e como uma avaliação final de todo a pesquisa- intervenção. Com base nessa conjuntura. são comentados aspectos relativos aos fluxos do movimento grupal.

o protocolo de uma petição com pedido de medidas cautelares no sistema interamericano de direitos humanos em março de 2015. Adolescência. 1010 p. Todas essas ações contribuem para a conclusão do 4° relatório de monitoramento. Em cada visita. privilegiou-se a visita aos municípios do interior e da região metropolitana de fortaleza. as visitas para a produção do 4° relatório de monitoramento do fórum DCA. 2017. também no segundo semestre de 2016. realiza desde 2006 o monitoramento das medidas socioeducativas destinadas a adolescentes a quem se atribui autoria de ato infracional. A política de atendimento socioeducativo do estado do ceará passa por um gravíssimo contexto de violações de direitos humanos. Fortaleza: Expressão Gráfica. em termos de internação de adolescentes. contabilizou-se mais de 400 fugas e 75 episódios conflituosos nas unidades de internação masculina do ceará. órgãos com autonomia administrativa e orçamentária para gerir o atendimento socioeducativo de meio fechado do estado do ceará. Como principal resposta do governo do estado do ceará.br> 49 . Além disso. Direitos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. que executam as medidas socioeducativas de meio aberto. foram realizadas visitas não-agendadas a unidades da cidade de fortaleza. o fórum dca iniciou no segundo semestre de 2016.. Esse tipo de ação vai ao encontro da concepção do sistema de garantias de direitos – SGD. Palavras-chave: Socioeducação. a superintendência estadual de atendimento socioeducativo do ceará (SEAS). por força da lei estadual 16. além da ausência de atividades de escolarização. das delegacias da polícia civil e de atores do sistema de justiça juvenil. superlotação. no qual o controle social das políticas públicas é fundamental para efetivação dos direitos infanto-juvenis. que será lançado em abril de 2017. Tal cenário ensejou. das unidades de internação e de semiliberdade. foi criado. Dentre os meses de agosto e novembro de 2016. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. à alimentação e ao convívio familiar. Esta crise no sistema socioeducativo cearense tem manifestado suas consequências em diversas denúncias de tortura. abrangendo os nove maiores municípios do ceará. incluindo a cidade de fortaleza e sua região metropolitana. Tal monitoramento consiste na aplicação de questionários semi- estruturados com os principais atores do atendimento socieducativo e com os adolescentes. de lazer e profissionalizantes. Outra ação desenvolvida é a vista in loco aos principais equipamentos.040/2016. 7. A inspeção a locais de privação de liberdade. o que expressa uma escalada crescente do número e da gravidade dos conflitos. Nos primeiros seis meses do ano de 2016. promulgada em junho de 2016.Fórum de Direitos da Criança e do Adolescente: Experiências de monitoramento de Medidas Socioeducativas Autores(as):: Francimara Carneiro Araújo (CEDECA Ceará) Resumo: O Fórum Permanente de ONG’s em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes – Fórum DCA Ceará. Disponível em: <http://www. maus tratos.jubra2017. inclusive. garantiu-se o monitoramento dos creas.com. por conta de denúncias de tortura e maus-tratos dos familiares dos internos. restrição ao acesso à água. é uma estratégia preventiva da prática de tortura e tem têm sido utilizada pela organizações da sociedade civil como uma das táticas mais eficazes na defesa dos adolescentes vítimas de violência e como espaço de incidência sobre os órgãos encarregados da responsabilização dos agressores. Infância. agressões. Fortaleza. Monitoramento. Como forma de mensurar os impactos que a mudança da gestão da política tem provocado. 2017.

por meio de mecanismos ideológicos.por um rigor punitivo traduzido em penas severas para os transgressores e a criminalização generalizada de condutas. portanto. observa-se a exigência da sociedade . 2017. para problematizar os modos como os governos. Este cenário é pouco promissor para jovens que fazem parte dos segmentos da população mais afetados pela desigualdade social. Fortaleza. tratam seus jovens. homofóbicas e de ordem proibicionista. pesquisadores da América Latina têm buscado compreender o processo que implica em condições precarizadas e persistentes que têm custado a vida de centenas de milhares de jovens não só na América como.br> 50 . a partir de perspectivas classistas. em especial os negros e indígenas em especial e os jovens. 7. têm funcionado como estratégia de limitação dos espaços sociais de liberdade.Juvenicídio no Brasil: Juventudes. aponta para o declínio do modelo de proteção social. será por nós aqui apresentado. os efeitos da violência agudizam-se. que com o pretexto de combater o crime organizado. amplamente divulgado.Com essa mesa propomos discutir diferentes modos de expressão desse estado na América Latina. em especial o mexicano. A conseqüência é o recrudescimento da tendência totalitária em virtude do acirramento da contradição do desenvolvimento tecnológico atrelado à reprodução da miséria e das desigualdades sociais e uma crescente política de criminalização das parcelas mais pobres da população brasileira. com a derrocada do “estado de bem estar social”.aterrorizada . ataca todos os que possam representar a falha do sistema. e explicita cada vez mais a violência estrutural com a falta de oferta de trabalho e os seus processos de desregulação do trabalho. Disponível em: <http://www. em algumas situações. de um lado os agentes do estado ( UPP . 2017. capturando-os. trazendo as informações concretas que levam os agentes dos órgãos dos Sistemas de Segurança Pública a indiciarem por ato infracional equiparado a tráfico os adolescentes apreendidos em flagrante portando substancias psicoativas proibidas em Londrina e região. com particular atenção para situações de violência ocorrida contra jovens no Brasil e no México. A sociedade..O segundo trabalho realizará uma discussão do caso dos 43 desaparecidos de Ayotzinapa. Fortaleza: Expressão Gráfica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. fomenta o aumento da violência e da criminalidade. econômica e social que se expressa hoje.Unidade de Polícia Pacificadora) e o Comando Vermelho ( em Rio de Janeiro). violências. vulnerabilidades e preconceitos Coordenador(a): Marisa Feffermann (IS-SP) Resumo Geral: A realidade política. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. com base no conceito de Juvenicídio. E desta forma. também. racistas. aliada às turbulentas condições socioeconômicas de muitos países dessa região provoca grande tensão entre os jovens que agrava diretamente os processos de integração social e.com. pelas políticas de ajuste econômico neoliberais e pela falta de efetividade das políticas sociais.O primeiro trabalho a apresenta parte dos resultado de uma pesquisa sobre os jovens das do Rio de Janeiro que vivem a realidade que os oprime. Esta ordem dominante tem ampliado condições de precariedade e de vulnerabilidade dos jovens. 1010 p. O contingente de jovens existentes na América Latina vivendo em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto. O terceiro trabalho apresentará os resultados de uma pesquisa. na Europa.jubra2017.

Um cotidiano de opressão. no caso específico do Rio de Janeiro e a violência oriunda desta realidade.. percepções e expectativas Autores(as):: Marisa Feffermann (IS-SP) Resumo: O trabalho apresenta parte dos resultados da pesquisa intitulada: “Adolescentes e jovens: o tráfico de drogas em territórios com UPPs (Unidade Pacificadora de Polícia).br> 51 . a possibilidade de um contato anterior com a comunidade e com alguns jovens pesquisados. Violência. A pesquisa segue caminho qualitativo com uma abordagem socioantropológica. 1010 p. Drogas. onde cada dia é vivenciado como único. percepções e expectativas” com o apoio da Fundação de Amparo à pesquisa do Rio de Janeiro . 2017. As narrativas produzidas por meio da entrevista em profundidade foram complementadas pela observação de campo. de um trabalho arriscado. é o Comando Vermelho.Faperj. O trabalho de campo foi um componente básico do estudo. A questão que se apresenta mais latente é como estas famílias. A nossa proposta foi combinar observação participante com formas de escuta. no sentido de contribuírem positivamente na trajetória de vida destes jovens. tempos vividos. vão conciliar a manutenção e o fortalecimento destes vínculos. A percepção dos jovens sobre a implantação das UPPs é dividida e muitas vezes contraditória.jubra2017. UPP. pobreza e violência. considerando que há uma peculiar representação e convivência de adolescentes e jovens com a realidade das UPPs. Disponível em: <http://www. independente da maneira como estão estruturadas. escola. Regiões. sendo a mais valia pode ser a sua própria vida. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. segregação. com todas as condições de precariedade nas quais então envoltas. que no caso dos territórios estudados. sobre os jovens que estão ou estiveram inseridos no tráfico de drogas em duas favelas. Juventudes.Adolescentes e jovens: o tráfico de drogas em territórios com UPPS. Apresenta a realidade de jovens trabalhadores do tráfico de droga. participação no tráfico de drogas e as mudanças com a Implantação das UPPS. Palavras-chave: Tráfico.vivem hoje uma realidade que intensifica a violência que perpassa o cotidiano das favelas/comunidades do Rio de Janeiro. Os aspectos pesquisados na vida dos jovens foram: família. com duração de dois anos e meio. 2017. uma na Zona Norte e outra na Zona Sul do Rio de Janeiro onde as UPPs foram implantadas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. requisito para se adentrar no universo simbólico dos pesquisados. tempos vividos. Territórios com características semelhantes quanto a estigmatização. Fortaleza: Expressão Gráfica. Este foi o principal critério para a escolha das UPPs a serem estudadas. No estudo das trajetórias dos jovens uma das instituições fundamentais para entendermos suas vidas e sua visão de mundo passa por um olhar sobre instituições sociais como a escola. São explorados como todos trabalhadores na sociedade capitalista. A vida destes jovens esta intimamente relacionada a implantação da UPP e o vínculo com o tráfico que ocorre em seu território e ainda ao grupo a que pertencem. Fortaleza. que sofrem o estigma espacial dos grandes centros urbanos. todavia o que prevalece é a sensação de insegurança proveniente desta realidade. 7.com.

A maioria deles resulta em desaparecimento forçado de mulheres. mais de oitenta mil mortos e cerca de dezesseis mil os desaparecidos nos seis anos a partir de quando o ex-presidente Felipe Calderón declarou “guerra” ao tráfico de drogas. 2017. amplamente divulgado. efetivamente. pela violência que toma conta do país desde que o governo declarou “guerra” ao narcotráfico. São comuns os acontecimentos violentos no México. serve de base para as análises sobre as práticas políticas de jovens na América Latina. tendo por referência o México. Essas afirmativas eram recorrentemente utilizadas como referência a uma ação política vinculada à presença massiva de pessoas nas ruas das grandes cidades. 1010 p. evidenciam que os mesmos foram entregues a uma quadrilha de traficantes de drogas. Esse trabalho é parte de minha experiência no percurso do estágio de pós. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. tratam seus jovens. será por nós aqui apresentado. de representantes de instituições de defesa de direitos humanos. em geral pessoas jovens. crianças. 2017. realizado com o apoio da CAPES-Coordenação de Apoio ao Pessoal de Ensino Superior. em especial. A sociedade mexicana vive em meio à militarização dos territórios. Fortaleza: Expressão Gráfica. “são individualistas”. em geral. Violência de Estado. Fortaleza. fato que tem resultado em violência física contra jovens que protestam em espaços distantes dos holofotes urbanos. apreendidos pela polícia local na noite de 26 setembro de 2014. um país marcado por extrema desigualdade social e violência. no senso comum. as diferentes e recentes formas de contestações juvenis são desconsideradas. período de 2006 a 2012. para problematizar os modos como os governos..Foi o Estado!: violências contra jovens no México Autores(as):: Lila Cristina Xavier Luz (UFPI) Resumo: Nas ultimas décadas muito se discutiu e se afirmado acerca da despolitização das juventudes. narrativas diversas nos meios de comunicações. Todavia. “só pensam em futilidades”. a propagação do medo e constantes ações de desrespeito aos direitos humanos. Fontes oficiais falam de uma tragédia humanitária ainda maior.br> 52 . O caso dos 43 desaparecidos de Ayotzinapa. há um consenso social de que o estado mexicano é o responsável pelo ocorrido. Os desaparecidos eram alunos da escola rural “Isidro Burgos” de Ayotzinapa. ecoavam pelos quatro cantos até bem pouco tempo. Nos últimos anos esses números cresceram ainda mais. “são alienados”. 7. A principal intenção dessa comunicação é ampliar o debate e fomentar reflexões acerca das violências contra jovens na América Latina. durante as décadas de 1980 e 1990. Realidade empírica que. Segundo Lorusso (2016).doutorado. sobre o ocorrido. Um exemplo recente da crueldade das instituições em responder a formas de protesto de jovens em espaços rurais é o caso do desaparecimento dos 43 estudantes do Estado de Guerrero no México.jubra2017.com. ou localizadas em áreas de conflitos resultantes de disputa por terras. Em seguida. Assim. em especial o mexicano. Disponível em: <http://www. Frases como: “não querem nada com a vida”. dos familiares dos jovens. realizado na UNAM-Universidade Nacional Autônoma do México. de 2014 a 2015. Até a presente data esses jovens continuam desaparecidos e pouco se sabe. Massacre. jovens pertencentes a populações originárias residentes em zonas distantes dos centros urbanos. Palavras-chave: Juventudes. desrespeitadas e anuladas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.

Fortaleza. Pobreza. Analisamos Boletins de Ocorrência da Delegacia do Adolescente de Londrina/PR do período de Janeiro a Dezembro de 2014. Constatamos que a atribuição de ato infracional equiparado a tráfico de drogas leva a internação provisória em quase totalidade dos casos. Os instrumentos metodológicos foram a revisão bibliográfica e. Dentre as análises desenvolvidas a constatação que merece destaque é o excesso de internações provisórias que os adolescentes apreendidos com drogas são submetidos.149. a internação provisória poderia não ter sido aplicada. Nos pautamos em discussões críticas acerca do Estado Penal. desta forma. 14 foram para internação provisória. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. compreendendo as drogas como mercadorias que dependem de processos de trabalho e exploram mais valia. Consideramos que a pesquisa em questão demonstrou o quanto o ato infracional equiparado a tráfico de drogas é recorrente em Londrina. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. Privações de liberdade que demonstram o quanto a guerra as drogas é uma guerra contra a juventude pobre. Neste sentido vemos que o proibicionismo e a guerra às drogas são elementos essenciais para o controle da juventude pobre. 461 situações estavam vinculadas diretamente a questão das drogas. Disponível em: <http://www. 351 foram levados a internação provisória. que totalizou 1. quase a totalidade dos adolescentes permaneceu privada de liberdade. Drogas. principalmente. Já dos 160 adolescentes apreendidos por posse de drogas. o quanto a ideologia proibicionista interfere na decisão dos órgãos de segurança. Além disso. Palavras-chave: Juventude. sendo 340 referentes a tráfico de drogas e 121 referentes a posse de drogas. ou seja. Outra preocupação revelada é em relação as internações por porte. 2017. a pesquisa documental na qual obtivemos fontes primárias que foram sistematizadas e refletidas a partir de analises qualitativas. mesmo que por pouco tempo. Dos 378 adolescentes que lhes foram atribuídos ato infracional equiparado a tráfico de drogas. criminalização da pobreza e controle da juventude pobre. Consumo. destes. Estes dados . nenhum adolescente poderia ter sido internado por estar portando alguma substância proibida. pois se a maioria dos adolescentes apreendidos por tráfico portava no máximo 100 gramas de drogas. comprovando.343/2006 coloca que a privação de liberdade não pode ser medida aplicada no caso de porte. 2017. 1010 p.jubra2017. nos fundamentamos teoricamente na tradição marxista.anunciam a materialização da ideologia proibicionista.br> 53 . pois a lei 11. 7.com.. O objetivo geral foi conhecer as informações concretas que levam os agentes dos órgãos dos Sistemas de Segurança Pública a indiciarem por ato infracional equiparado a tráfico os adolescentes apreendidos em flagrante portando substancias psicoativas proibidas em Londrina e região. Tráfico.Guerra contra juventude pobre: apreensões de adolescentes por tráfico de drogas Autores(as):: Andréa Pires Rocha (UEL) Resumo: O resumo traz parte dos resultados do projeto de pesquisa “Adolescentes flagrados com porte de drogas proibidas em Londrina e região: consumidores de drogas e/ou trabalhadores do tráfico?” vinculado ao departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina. ou seja.

para que seja efetiva a ação ambiental em contextos comunitários. artes e cultura se aproximam do conteúdo a ser abordado pela mesa. com arte e cultura. A segunda fala aponta a importância da contribuição ativa da juventude no Brasil e Espanha para a transição ecológica por intermédio de um projeto inovador que objetiva analisar normas.jubra2017. as dimensões simbólicas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. As três apresentações pretendem mostrar inovações quanto à forma de trabalhar as vulnerabilidades na juventude envolvendo aspectos simbólicos. associada também aos estudos da dimensão psicológica espacial dos problemas ambientais globais. educação.br> 54 . Isto quer dizer que se deve investir em questões consideradas objetivas como geração de emprego e renda. com a natureza. afetivas e culturais.. religião. ambiente e cultura: A juventude rumo a uma transição ecológica para a superação de vulnerabilidades Coordenador(a): Zulmira Áurea Cruz Bomfim (UFC) Resumo Geral: A mesa-redonda “Afetos. que se configura como uma ferramenta de conhecimento dos afetos em relação aos lugares. Fortaleza. vinculado ao Cnpq. 7. ambiente e cultura: A juventude rumo a uma transição ecológica para a superação de vulnerabilidades” tem como objetivo apresentar experiências e investigações do Brasil e Espanha que contemplam um olhar sobre o enfrentamento das vulnerabilidades. permacultura. 2017. ao mesmo tempo em que busca preservar o seu lugar de origem. demonstrou que a criação de simbolismos e significações do jovem com o bairro e a comunidade pelo pertencimento ao lugar pode ser um caminho para a diminuição de vulnerabilidades sociais e ambientais. afetivos e culturais tendo como base o lugar. Os eixos teóricos Juventudes e seus territórios (Campo e Cidade) e Juventudes. Fortaleza: Expressão Gráfica. A diminuição de vulnerabilidades ambientais e sociais para a juventude deve ser pensada nesta proposta considerando os aspectos estruturais e ambientais. mas também aquelas que podem contribuir para a construção de significados com o ambiente. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Biodança e ações ambientais. a natureza e a sustentabilidade. com continuidade. a partir da cooperação e da solidariedade. tendo em conta gênero. instrumento este. trabalhar a consciência do cidadão jovem com autonomia. apontando caminhos que trazem resultados tanto nos aspectos subjetivos como objetivos. 1010 p. dentre outras. politicas publicas para criação de oportunidades para os jovens. Pesquisa desenvolvida entre grupos de pesquisas do programa de pós-graduação em psicologia da UFC e do programa de pós-graduação em psicologia do desenvolvimento da UFRGS. Este trabalho aponta a importância da educação ambiental na juventude. A Estima de lugar é investigada como uma categoria teórica construída a partir dos mapas afetivos. buscando o fortalecimento da identidade. Disponível em: <http://www. principalmente em relação ao sentimento de pertencimento ao lugar. 2017. valores e atitudes das pessoas jovens em diferentes culturas. EIXO 3: Juventudes e seus territórios (Campo e Cidade) Afetos. etnia e economia.com. mostrando e buscando possibilidades socioeconômicas para se viver bem integrado com a natureza. E o terceiro resumo apresenta uma proposta de desenvolvimento humano e comunitário que visa por meio das artes. A primeira fala vai apontar o lugar como um papel protetor dos jovens como extensão das subjetividades em seu aspecto afetivo.

. a inclusão do meio ambiente e da sustentabilidade nas Conferências Nacionais de Juventude. 2013) é investigada como uma categoria teórica. elaboração de fanzines e circulo de cultura. oficinas de fotografias. Destruição ou Contrastes. Psicologia ambiental.br> 55 . auto eficácia e perspectiva de futuro (Koller. 2003. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. BOMFIM et al. Nossas conclusões apontam que Estimar os jovens é estimar a escola. 2013. em relação ao ambiente. 7. O método consistiu em os jovens de escolas publicas externalizarem imagens.jubra2017. vinculado ao Cnpq. demonstrou que a criação de simbolismos e significações do jovem com o bairro e a comunidade pelo pertencimento ao lugar pode ser um caminho para a diminuição de vulnerabilidades sociais e ambientais. Palavras-chave: Afetividade. a partir do Instrumento Gerador dos Mapas Afetivos (IGMA). porém poucos estudos têm sido observados sobre os aspectos ambientais e do lugar como proteção subjetiva. de cuidado e de reponsabilidade ambiental. A partir do levantamento dos indicadores afetivos foram feitas intervenções em uma escola publica no bairro de umas das cinco regionais de Fortaleza buscando priorizar as atividades de trilhas urbanas. de Pertencimento. ou ao contrario a insegurança e destruição como despotencializadoras. A dimensão afetiva relacionada ao lugar em nossos aportes baseado em pesquisas com alunos de Escolas publicas de Fortaleza vão demostrar que a autoestima do jovem se correlaciona positivamente com a comunidade e o bairro (Bomfim. 2017. 2009). et all 2013) em seus aspectos simbólicos. 2006. Muitos deles não conheciam o bairro a partir de uma percepção experiencial e sensível. 2014). as quais foi possível qualificar o apreço ao lugar como potencializador e. Fortaleza: Expressão Gráfica. FEITOSA. 2010. como exemplo. Disponível em: <http://www. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. visando potencializar a estima de lugar e autoestima dos jovens. principalmente em relação ao sentimento de pertencimento. visto que estes são muitas vezes intangíveis. levando ao aprimoramento e aprofundamento em torno de categorias teóricas que envolvem a psicologia ambiental e social e áreas interdisciplinares que estudam o ambiente. A estrutura física e o contexto de vulnerabilidades sociais têm sido considerados em seus aspectos objetivos.A comunidade e o bairro como dimensão afetiva de proteção subjetiva do jovem de Escola pública em Fortaleza Autores(as):: Zulmira Aurea Cruz Bomfim (UFC) Resumo: Os estudos dos aspectos protetores subjetivos sobre jovens no contexto Brasileiro tem priorizado as dimensões da autoestima. Fortaleza. Estas imagens têm sido identificadas em diversas pesquisas (ALENCAR. Agradabilidade. A pesquisa (Colaço. 2017. BOMFIM. O lugar exerce um papel protetor como extensão da subjetividade dos jovens em seu aspecto afetivo. BERTINI.. et all 2013) desenvolvida entre grupos de pesquisas do programa de pós-graduação em psicologia da UFC e do programa de pós-graduação em psicologia do desenvolvimento da UFRGS. que se configura como uma ferramenta de conhecimento dos afetos em relação aos lugares. Vulnerabilidade social.com. proporcionando as potencialidades para estes. o bairro e a comunidade. Insegurança. ou mesmo a previsão de participação da população entre 15 e 29 anos como estratégica para o desenvolvimento sustentável na Agenda 21. A Estima de lugar (Bomfim.

jubra2017. busca avaliar os determinantes de implicação dos jovens em modelos socioeconômicos sustentáveis e explorar as oportunidades e obstáculos que as pessoas jovens têm em relação a um país mais sustentável e inovador. Os resultados apontaram algumas estratégias metodológicas para visualizar representações sociais dos valores que regem a transição ecológica nesta faixa etária. É ainda objetivo desta apresentação contemplar formas inovadoras de práticas que permitam a contribuição da juventude plenamente na transição socioeconómica em direção a uma sociedade mais sustentável e sua implicação na sociedade. associa-se também aos estudos da dimensão psicológica espacial dos problemas ambientais globais. Valores ambientais. 2017. que por sua vez. com continuidade. tendo em conta gênero. para que seja efetiva uma ação ambiental. abordando o estudo da sustentabilidade.Envolvimento da juventude na transição ecológica Autores(as): Ricardo Antonio Garcia Mira (Universidade da Coruña) Resumo: O objetivo desta apresentação é sintetizar o contexto pessoal e social em que as pessoas jovens contribuem ativamente para a transição ecológica na Espanha e Europa por intermédio de um projeto inovador que objetiva analisar normas. Todas as atividades são conduzidas por jovens coordenadores. Durante as ferias vários eventos envolvendo os voluntários são organizados visando a interação cultural e a transição para uma sociedade mais sustentável. Porem é importante enfatizar que focar na juventude neste trabalho não significa deixar de olhar para outras gerações e ou outras populações. os participantes. Além disso.com. Palavras-chave: Cooperação. com a idade variando entre 9–17 anos em casa de jovens ou unidades com uma educação multicultural. Transição ecológica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2017. valores e atitudes das pessoas jovens em diferentes culturas. desde seu conceito até sua implicação no contexto da cultura e dos valores sociais. jovens e crianças voluntárias aprendem pela experiência de interação cultural. Uma perspectiva critica na juventude se faz necessária para a implementação de programas práticos de ação e de intervenção ambiental. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. por isso também se pretende comparar os resultados alcançados nesta faixa etária com os de pessoas idosas e de comunidades socialmente excluídas. proporcionando oportunidade para a internacionalização e intercâmbios. considerando principalmente os contextos comunitários. Fortaleza: Expressão Gráfica. etnia e economia. Os voluntários participam de varias atividades nos países anfitriões. Disponível em: <http://www. Este trabalho aponta a importância da educação ambiental na juventude. tanto nos âmbitos institucionais como no educativo e cultural. As pesquisas desenvolvidas na Universidade da Coruña e Europa sobre sustentabilidade centram-se na necessidade de aprofundar modelos explicativos do comportamento pro ambiental. 7.br> 56 . religião. Para isso. Fortaleza. 1010 p.. e por intermédio da participação propõe a incorporação do conhecimento científico à comunidade como base para o desenho de politicas que integrem a dimensão cultural e educativa na gestão ambiental.

Disponível em: <http://www. biodança e ações ambientais trabalhar a consciência do cidadão jovem com autonomia. eventos das comunidades de Santo Elias. O projeto do coral e banda foi criado em abril de 2014. com isso. Além dos jovens há uma integração intergeracional com donas de casa. Tem 3 sedes. no Encontro Nordestino de Educação e Cidadania ( V. Inec. 2017. na Cantata de Natal da Meruoca. principalmente jovens. educação. alegria. VI e VII). Para o natal o repertório apresenta além de canções de domínio público. É formado por moradores da comunidade de São Vicente. 7. natureza e encontro consigo mesmo. Cultura. A base de intervenção das atividades esta pautada no principio biocentrico (Toro. buscando um fortalecimento da identidade. Taíba e em São Vicente – Meruoca. entre outros. abertura do show da banda The Good Gardem. abertura da apresentação da Orquestra da Croácia (I. 1992) que tem a vida como concepção primeira de compreensão e intervenção do mundo e por isso todas atividades estão voltadas para a preservação da vida. A regência. Encontro Anual do Crediamigo. mostrando e buscando possibilidades socioeconômicas para se viver bem e feliz integrado com a natureza. após a implantação do NAE – Núcleo de Artes. Meruoca e Massapê. Sesc Sobral. Fortaleza. Arte. em latim e de grandes compositores como Beethoven e Luiz Gonzaga. a arte e a sustentabilidade. amor. que foram adquirindo na participação das aulas. Feira do Empreendedorismo da Região Norte. na serra da Meruoca. Argentina.Coral e Banda Semente das Artes: uma integração cultural e ecológica na comunidade Autores(as): Jofran Fonteles Borges (ONG Semente das artes) Resumo: O coral e banda Semente das Artes faz parte de uma proposta de desenvolvimento humano e comunitário do Instituto Semente das Artes e seus parceiros. O trabalho é todo voluntário e realizado com apoio institucional da Associação Sônia Maria e Portal Vida. ensaios e vivências.jubra2017. permacultura. ambientais e criativas. Colômbia. agricultores e profissionais de várias áreas. O repertório é bastante eclético. que vem por meio das artes.com. O Instituto existe a mais de dez anos e atua por todo estado. além de outros eventos. Fortaleza: Expressão Gráfica. mas basicamente trabalha-se músicas com mensagens de paz. professor e arte-educador Jofran Fonteles Borges que também é presidente do Instituto Semente das Artes Palavras-chave: Principio Biocêntrico. 1010 p. que não tinha conhecimento e nem habilidades musicais. Festa da Cidade de Meruoca.br> 57 . produção e concepção musical é do produtor. composições próprias. fraternidade. Peru e Cabo Verde. já realizando ações pelo Brasil e em outros países como: Espanha. que é uma tecnologia social de desenvolvimento humano e socioeconômico por meio de ações culturais. Juventude. apresentação nos eventos das escolas e igrejas de Meruoca. Intercâmbio com Norteamericanos na praia da Taíba em São Gonçalo do Amarante. e. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. Associação Comunitária Sônia Maria.II. Como resultado das intervenções feitas nestes três anos estão: as apresentações do grupo no Festival de Arte e Ecologia de São Vicente (I. Fortaleza. Anil. que aconteceu em janeiro do mesmo ano. preservando seu lugar de origem. III). Portal Vida. II e III) e dos cursos de Formação de Facilitadores em Desenvolvimento Comunitário. no XII Festival de Música da Ibiapaba. local de onde está o coral e banda Semente das Artes. Os temas de valorização regionais também são abordados. Educação e Eventos. estudantes. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.

O jovem plural. Criando outras narrativas de si e de suas espacialidades nas expressões culturais por eles protagonizadas. mas também criar uma aproximação da multiplicidade da experiência urbana de ser jovem. por isso é preciso falar do jovem no plural. na relação com os muitos outros. Compreender potências e atos socioculturais dos jovens na cidade requer a superação de representações hegemônicas que os discriminam e os desconsideram como sujeitos do pensar e do agir em sociedade. não como a composição de tipologias.com. Eles estão criando modos de se constituírem como sujeitos em sociedade. A pluralidade remete para as variadas formas de ser jovem. Colocar em debate as questões acima enunciadas na mesa proposta com título Juventudes de territórios populares na afirmação de suas diferenças socioculturais. um processo permanente de invenção em narrativas e práticas que apresentam os jovens e os afirmam como sujeitos autônomos e coletivos na cidade. hábitos. Os jovens não estão apenas esperando a idade adulta ou consumindo objetos e sensações com avidez.br> 58 . Em outras palavras. A questão principal é que suas práticas não são reconhecidas como relevantes para sociedade como um todo. 2017.jubra2017. etnia e gênero. a pluralidade e a diferença. precisamos considerar a criatividade. E. desigual e diferente cria para si. Disponível em: <http://www. Entendendo a pluralidade. Este caminho nos permite não só enfrentar criticamente as representações discricionárias. mas enquanto princípio de diferenciação constante de si por práticas e discursos. não raras vezes. as suas possibilidades de viver e de ser na cidade. Predominam estereótipos e estigmas que marcam negativamente as experiências de relações sociais e culturais.. Não é sem surpresa que o senso comum considera que “falta cultura” aos jovens das periferias urbanas. Invenções de si no cotidiano cruzam as vivências de classe. Portanto. Fortaleza: Expressão Gráfica. na distinção de direitos dos bairros onde habitam e nos cerceamentos de sua mobilidade na cidade. Por fim. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. expressando-os nas multiplicidades de se apresentar e de viver com os outros. gostos e modos de ser. não são consideradas em suas potências de superação das condições materiais e imateriais das desigualdades sociais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 1010 p. 7. Fortaleza. os desejos e as sociabilidades cotidianas que informam sobre o mundo da vida dos jovens na cidade contemporânea. afirmando-se enquanto sujeitos da diferença: questionadores das representações homogeneizantes e autores de outros modos de ser na cidade. que muito além das tipologias indicam possibilidades de viver na relação com outros. raça. 2017. presente em suas condições socioeconômicas. são tornadas invisíveis na cidade.Juventudes de territórios populares na afirmação de suas diferenças socioculturais Coordenador(a): Jorge Luiz Barbosa (UFF) Resumo Geral: As juventudes das periferias urbanas são geralmente definidas como carentes. Pensamos os jovens a partir de três categorias que se impõem em seu cotidiano e em suas experiências socialmente construídas: a desigualdade. miseráveis e violentas. temos a diferença como experimentos de si. A desigualdade surge nas condições reais de existência.

Portanto. Os jovens de territórios populares lutam teimosamente para demonstrar a pluralidade da cultura em suas múltiplas possibilidades de inventar sociabilidades. quando vivemos em cidades globalizadas pelo mercado de produção e consumo cultural. a riqueza de suas expressões estéticas e de seus modos de afirmar a sua pluralidade cultural é admirável. bem como dos investimentos simbólicos que nos fazem representar nossa experimentação corpórea do mundo. Porém. Pode-se afirmar. Juventudes. Desta interrogação primeira é que nosso trabalho se propõe a trazer os territórios populares para a cena cultural. A cultura e o território possuem relações mais do que próximas. começamos a indagar qual é o papel dos sujeitos sociais e territórios urbanos no campo da criação e fruição estética. 2017. 7. que a cultura é produto do encontro de saberes e fazeres na pluralidade da vida social. A cultura é muito mais do que um conceito normativo empregado para definir distinções entre práticas sociais.jubra2017. então. serviços e/ou práticas culturais que tem se prestado à mercantilização da vida pública.br> 59 . Palavras-chave: Território. Os jovens em suas múltiplas ações apresentam a cidade como expressão da pluralidade de experiências afetivas. 2017. Os repertórios culturais dos jovens geram redes de sociabilidade que inventam. Cidade. Entretanto. Autores(as): Jorge Luiz Barbosa (UFF) Resumo: O território é produto de enlaces sociais das condições de nossa existência. Fortaleza: Expressão Gráfica. uma vez que se realizam mutuamente. Ela diz respeito às vivências concretas dos sujeitos no ato de conceber e conhecer o mundo. No território estão presentes as cristalizações de símbolos. identificando experiências estéticas das juventudes que possibilitam o devir da cidade. ele mesmo não pode ser interpretado como uma demarcação rígida e intransponível. Fortaleza. memórias e valores. ou mesmo de produção/consumo de bens estéticos. a partir das semelhanças e diferenças que são construídas em suas histórias de existência. reclamando a presença do Outro como possibilidade de realização renovada dos modos de vida..com. Estes jovens colocam o debate da cultura na cidade em um campo mais complexo. promovendo a significação do ser-no-mundo. devemos considerar que a cultura se constrói do movimento próprio das relações dos indivíduos entre si com a experiência de realização da vida. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.Território populares e juventudes na cena da cultura urbana. As linguagens. costumes e práticas das juventudes na cidade são significativas para entender a cultura que pulsa no território. que encarnam o sentido primordial da cultura. existenciais e estéticas. 1010 p. Disponível em: <http://www. que supera a condição hegemônica de bem. O território também representa uma fronteira de comunicação de culturas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. É com esta pegada que colocamos em destaque a riqueza cultural dos jovens de territórios populares no espaço urbano contemporâneo. integram e renovam experiências estéticas urbanas. Apesar dos estigmas da pobreza e da criminalização que ainda marcam os jovens de territórios populares. Cultura.

Cidade. sujeitos criativos que praticam modos de existir questionadores.Para o debate dos jovens como sujeitos estéticos na construção da polis. por meio destas expressões. A criatividade dos jovens resulta de experimentos nos quais além de se distinguirem uns dos outros. são atividades que enunciam confrontos entre os modelos universais impostos e as experiências do contingente dos sujeitos sociais em suas diferenças. Os jovens umbandistas em performances criam auto-apresentações (ARENDT. A criação de músicas. se afirmando como sujeitos da diferença em agendas ético-políticas de direito à diferença na cidade. os jovens umbandistas apresentam a diferença e a desigualdade que marca as juventudes urbanas. e os encontros e conflitos de apropriação e uso do território. 2017. Sujeitos estéticos. sobretudo por problematizarem a normalização das práticas sociais e a naturalização de desigualdades. 2000) nas quais se mostram como seres políticos na cidade. terceiro. Fortaleza: Expressão Gráfica.jubra2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Nestas performances. revelando a pluralidade de sujeitos que a habitam. danças.. configuradas como rupturas das normas estabelecidas. As performances dos jovens umbandistas. contingenciais e subversivos. 1010 p.As performances são atos subversivos pelos quais os sujeitos aparecem e tornam-se visíveis. jovens como sujeitos estéticos em suas performances públicas de afirmação da diferença. Segundo. Afoxé Filhos de Oyá e Grupo Cultural Toque de Senzala) combinam discursos e ações em performances culturais por meio das quais se apropriam da cidade. 7.com. são práticas que buscam presentificar a diferença em situações e locais onde a religião não poderia estar. se dão a conhecer por meio de eventos variados e capazes de desafiar a narrativa única e homogeneizadora da sociedade. ruas e avenidas). SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Disponível em: <http://www. Trata-se de uma disputa de imaginário sobre o significado da cidade em consonância às potências de criação da diferença no mundo da vida. sobretudo ao mostrar a existência de outros não contemplados ou mesmo invisibilizados pelas narrativas hegemônicas.br> 60 . gestos corpóreos. Palavras-chave: Jovens umbandistas. analisaremos a experiência de umbandistas em Fortaleza (Ceará). Essas ações criadoras de sentidos. enquanto possibilidade de apropriação da cidade. E. parques. Fortaleza. Os coletivos analisados (Maracatu Filhos de Iemanjá.Jovens Umbandistas: Sujeitos estéticos criando territórios na cidade Autores(as):: Ilaina Damasceno Pereira (UERJ) Resumo: Os jovens criam múltiplas expressões de si nas condições de sua existência na sociedade urbana e. por isso mesmo. portanto. 2017. entre outras mobilizações de linguagens estéticas. audiovisuais. Estes jovens põem em destaque distintos modos de apropriação dos espaços de uso comum (praças. buscam pensar e fazer diferente do modo hegemônico de representações socioculturais. e. afirmam a diferença e a pluralidade ontológica. Primeiro. Ou seja. Convocamos. apresentam sua diferença e contestam as representações homogeneizantes das juventudes. evidenciando encontros e confrontos nos quais a cidade é tornada território da política.

jubra2017. como nos aponta Henri Lefebvre. Distâncias físicas e simbólicas. Juventude é uma categoria em disputa política. dos espaços de identidade aos espaços de visibilidade como sujeitos político. 2017. interditos e constrangimentos. não compartilham do modo civilizado de morar na cidade. Nele buscamos os sujeitos nos seus contextos de vida e tentamos apresentar como as tipologias de juventude tendem a invisibilizar os jovens oriundos de espaços populares. construídas ao longo do século XX. Fortaleza: Expressão Gráfica. que estabelece novas relações com a cidade. isto é. Embora a realidade da desigualdade não se restrinja aos jovens e. se propõe a discutir estratégias de visibilidade dos jovens de origem popular que passam por uma politicidade do corpo. destacando como a representação hegemônica atribuída a estes pode colaborar com a invisibilidade destes como sujeitos políticos na cidade. do seu território de origem e pela cultura digital. Caminhamos para pensar os jovens a partir da desigualdade e da diferença. como enfrentam tais tipologias. impactando sua mobilidade social e territorial. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. mas também. Este trabalho é desdobramento de tese de doutorado concluída na Universidade Federal Fluminense em 2013. Palavras-chave: Juventudes. então. desta forma. particularizar a existência de muitos jovens. Assim tentamos discutir a partir de suas narrativas.com. Espaços populares. do local de moradia. mas na sua condição de pertencimento à cidade. cabe reconhecer que estes territórios e seus moradores vivem condições restritas em termos de acesso a direitos. 2017. 1010 p.Dos espaços de identidade aos espaços de visibilidade. também. Contudo. conseqüentemente. pela produção de uma subjetividade extremamente cruel e promotora de estereotipias e discriminações. A distinção territorial de direitos opera na construção de um indivíduo que encontra dificuldades para se relacionar com a cidade no conjunto de possibilidades que ela poderia lhe proporcionar. Os jovens vivem realidades suficientemente desiguais a partir da origem. que pode gerar distanciamentos que comprometem o sentido da cidade como lugar do encontro. seus moradores. As narrativas.. silenciar. Disponível em: <http://www. como reconhecem a si. da classe social. Criam-se. Partimos da premissa de que as arquiteturas conceituais de juventude podem gerar uma certa invisibilidade de parcelas significativas de jovens que não se enquadram em seus parâmetros. não se localiza apenas em favelas. Autores(as): Mário Pires Simão (UERJ) Resumo: Esta apresentação propõe um recorte sobre os jovens residentes em favelas no Rio de Janeiro. 7. ao outro e como parte da cidade. o que pode afastar. Ao pensar a categoria juventude pela ótica da diferença. tentando superar os esquemas modulares centrados no que chamamos de uma biocronologia da juventude. a desigualdade não se expressa apenas por uma paisagem urbana de ausência ou escassez de recursos materiais. não pertencem à cidade. produção que foi resultado da análise de entrevistas e material de grupo focal realizado com jovens de seis espaços populares da metrópole carioca. Fortaleza. entre outros. Desigualdade não atua somente em sua condição de ter acesso a produtos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. vão produzindo e difundindo a ideia de que as favelas e. da condição de gênero. Diferença. nos levaram a identificação de algumas estratégias de visibilidade acionados por estes sujeitos. Espaço.br> 61 .

Coerentemente com este posicionamento. utiliza o método dialógico-vivencial como base e o compromisso ético-político com a transformação das condições sociais injustas e opressoras como norte. Sendo assim. crítica e transformadora. Para tanto. às especificidades da juventude e à potencialidade de desenvolvimento psicossocial dos jovens. Para tanto. apontando as possibilidades de intervenções com jovens no âmbito da Psicologia Comunitária.com. utiliza técnicas e instrumentais que possibilitem o fortalecimento e desenvolvimento dos potenciais dos jovens. o papel do facilitador e suas especificidades no trabalho com jovens. município de Apuiarés. buscando responder aos desafios atuais da juventude urbana e rural. 7. a proposta desta mesa vincula-se ao eixo 3. Fortaleza. O terceiro trabalho visa relatar uma proposta de intervenção a ser realizada com um grupo de jovens em uma comunidade rural no sertão do Ceará através da atuação de um projeto de extensão em Psicologia Comunitária que tem como foco os jovens da comunidade de Canafístula. Consideramos a importância desta discussão devido ao potencial de contribuição desse campo do saber para as intervenções em políticas públicas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. O segundo elege o círculo de cultura como uma das técnicas a serem utilizadas na intervenção com grupos de jovens. 2017. considerando o contexto de pobreza em que vivem. Juventudes e seus territórios (Campo e Cidade). a partir do respeito às suas diversidades e possibilidades de transformação de si e do entorno social em que vivem. este atua coletivamente em seu contexto social de forma consciente. O primeiro situa a problemática da juventude e suas diversidades. já que o foco é situado na juventude que vivencia contextos de pobreza. 1010 p.jubra2017..br> 62 . Fortaleza: Expressão Gráfica. posiciona- se em favor dos povos oprimidos social e culturalmente no contexto latino-americano. Aponta ainda o desafio em pensar e desenvolver estratégias de atuação com esses jovens. Assim. Os três estudos visam caracterizar a contextualização da temática. A Psicologia comunitária visa o desenvolvimento do sujeito comunitário. 2017. sertão do Ceará. constituindo-se esta condição como propulsora de limites e potencialidades do existir.Juventude e psicologia comunitária: possibilidades de intervenções psicossociais Coordenador(a): Márcia Kelma de Alencar (URCA) Resumo Geral: Esta mesa redonda se propõe a discutir possibilidades de intervenção com jovens a partir do referencial teórico-metodológico da Psicologia Comunitária. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. apresentando a possibilidade de uma intervenção em Psicologia Comunitária no contexto da juventude rural. descreve as etapas desta técnica. pois consiste em apresentar três trabalhos acerca dessas reflexões. flexibilidade ao contexto e possibilidade de utilizar diversas linguagens para motivar a juventude na busca da conscientização e transformação das situações adversas por ela enfrentadas. o embasamento teórico-metodológico da intervenção e suas possibilidades de concretização. Disponível em: <http://www. compreendendo e situando a complexidade desta questão já que as técnicas de intervenção precisam estar vinculadas ao compromisso ético- político. dada as suas características de simplicidade na aplicação.

cooperação e integração. 1010 p.br> 63 .. mas que também possui suas potencialidades. sexual e afetiva. social. com foco na análise crítica da realidade mesma vivida por esses jovens. reproduzido e sustentado. A metodologia proposta é baseada na concepção dialógica. portanto. onde possamos reconhecer que se mudam as épocas. A juventude. Palavras-chave: Juventude. Fortaleza: Expressão Gráfica. comumente estudadas em Psicologia. e que reconhecer isso é fundamental para intervenção com esses sujeitos. Didática. jogos. destacamos: Inserção (comunitária/grupal). uma vez que ele deve buscar entrar no fluxo do grupo. em que precisamos estar atentos a uma formação humana.Juventude(s) e diversidades: entre as possibilidades de ser e intervir Autores(as):s: Alexsandra Maria Sousa Silva (UFC) e Fernanda Maria Matias Sousa (UVA) Resumo: Problematizar a juventude é questionar a concepção da igualdade pela igualdade. política. onde o preconceito é naturalizado.com. gerar apoio mútuo. outras com foco a atuação coletiva. mas permanece a necessidade de garantirmos o direito de ser e viver em uma sociedade mais justa e democrática para todos e todas. O facilitador tem a função de favorecer processos sociais e humanos. 2017. Ser facilitador de grupos de jovens exige um olhar diferenciado para essa juventude. Manejo democrático do grupo. cultural e ética. participando também das mudanças que ocorrem no processo de facilitação. a dimensão social. Dentre as características de um facilitador. Intervenção. Fluidez verbal. Quando se fala em juventude pobre. Potência Pessoal. sendo esta entrada traduzida por uma experiência vivida com maior intensidade. convivência afetiva. atravessa dentre outras. como dinâmicas. os modos de ser jovens. pelo que a construção de identidade se configura relevante para esse momento. Além disso. que homogeneíza o ser humano e se sobrepõe ao reconhecimento da diversidade de condições em que vivem os nossos jovens. em que essa diversidade constitui a formação de valores e. Conhecimento de técnicas de intervenções. significa o primeiro contato com os dilemas da vida adulta. Isso se configura como um desafio para nossa atuação. faz-se necessário discutir o papel e as características do facilitador. reconhecendo o pluralismo da condição juvenil como um fenômeno presente nas juventudes moderna. 2017. e oprimida. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. reflexiva e vivencial e nos referenciais da Psicologia Comunitária. Diante disso precisamos nos questionar: Quais estratégias possíveis para atuar e intervir junto da juventude pobre. arte-identidade e vivências. na direção de contribuir com processos de conscientização? O objetivo deste trabalho é sistematizar possíveis técnicas e estratégias de intervenção com jovens pobres. Capacidade de apoiar de dar limites. 7. Dentre essas técnicas temos algumas direcionadas as intervenções individuais. Capacidade de vínculo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017. Disponível em: <http://www. Psicologia Comunitária. como entrevista e visita domiciliar. estamos nos referindo a uma juventude marginalizada. Fortaleza. que se contrapõe a visão de líder ou animador de grupos. O nosso desafio enquanto psicólogos e psicólogas é de pensar e desenvolver estratégias de atuação com esses jovens. cultural.

a inserção comunitária se faz necessária através de visitas domiciliares. o que fortalecerá os vínculos entre participantes e facilitadores do grupo de jovens. Tendo como base a participação direta do grupo alvo e a criação de vínculos com os extensionistas do projeto. haja vista que ainda é pouco o incentivo para que eles permaneçam em seu lugar de origem. interior do Ceará. se faz necessário um foco mais voltado ao desenvolvimento das potencialidades de jovens em zonas rurais. 7. as intervenções devem considerar o papel ativo e criativo do jovem na sua comunidade. Diante de tais mudanças no cenário rural. Fortalecimento. Conciliar aspectos comuns à juventude e trabalhar outras formas de vivenciar isso em um contexto rural. bem como fortalecer seu vínculo com os demais sujeitos comunitários no contexto em que estão inseridos. mas detentora de potenciais e elementos que fazem com que alguns jovens queiram ficar em suas comunidades. levando em conta os progressos e desenvolvimento da zona rural.br> 64 . 2017. não sendo mais vista como lugar de atrasos. As técnicas utilizadas para a realização dos encontros terão como foco as construções coletivas. trabalhados e usados para que eles possam atuar como sujeitos ativos em suas comunidades a fim de que haja um fortalecimento e resistência aos problemas que se colocam em suas vivências como juventude. Fortaleza. Intervenção comunitária. Para tanto. dinâmicas e vivências que permitam que a juventude da comunidade perceba e desenvolva suas potencialidades. Nessa perspectiva. descaso e esquecimento. Palavras-chave: Juventude rural. visando a troca de experiências nas quais os jovens poderão se reconhecer como sujeitos transformadores da realidade onde estão inseridos. juventude rural. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. utilizando metodologias dialógicas que possibilitem o aprofundamento da consciência de si e do entorno social. Jovens conscientes de sua realidade e capacidade de transformação da própria história são motores de ânimo e cheios de potencial. estimulante para que um trabalho seja realizado juntamente com a juventude no sertão do Ceará. marcado pela pobreza e dificuldades de acesso às políticas públicas. 2017. como círculos de cultura.Projeto de intervenção com juventude rural: potencialidades e fortalecimento de jovens no sertão do Ceará Autores(as):s: Maria Natália Bizerra Pimentel Monteiro (UFC) e Verônica Morais Ximenes (UFC) Resumo: Faz. para além disso. não mais saindo de sua cidade de origem para buscarem outras oportunidades nas grandes cidades. onde há a construção horizontal de conhecimento.com. Esta demanda foi identificada a partir da intervenção comunitária realizada com um grupo de mulheres da comunidade. No contexto rural. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. possibilitando o desenvolvimento do protagonismo juvenil. através de um projeto de extensão em Psicologia Comunitária que tem como foco os jovens da comunidade de Canafístula. Disponível em: <http://www. e. município de Apuiarés. arte identidade.. capazes de causar impactos e mudanças nas comunidades em que vivem. A metodologia proposta é a participativa. esse trabalho tem como objetivo trazer aspectos de um projeto de intervenção a ser realizado em campo. podendo desenvolver e construir atividades junto às suas comunidades. os potenciais dos jovens precisam ser descobertos. jogos. exercícios de biodança.se necessário pensar a juventude de forma que seja atravessada pela ruralidade. ao mesmo tempo. que é atravessada por um histórico de opressões. 1010 p. torna-se desafiador e.

As palavras ou temas geradores devem representar estas situações existenciais. esportivos. colagem.. como arte. Disponível em: <http://www. O círculo de cultura foi criado originalmente por Paulo Freire que o utilizou como instrumento de aprendizagem individual e coletiva na Educação de Jovens e Adultos. constituindo-se como importante instrumento a ser utilizado em intervenções com jovens nos meios urbano e rural. considerando que é potencialmente deflagradora dos processos de conscientização. assim como métodos e técnicas que possam fomentar esta atuação.com.jubra2017. considerando as especificidades da juventude que se constitui como público dessas políticas. comunitários. dança. Consideramos que a maior parte da juventude alvejada pelos projetos sociais vivenciam contextos de pobreza. É um instrumento que visa refletir coletivamente sobre temáticas concernentes às problemáticas sociais vivenciadas pelos grupos. Portanto. As etapas de facilitação são: levantamento do universo vocabular do grupo e escolha das palavras geradoras ou temas geradores. os propósitos éticos-políticos que as norteiam. uma atuação comprometida ético-politicamente com a juventude pobre deve ter como propósito o fortalecimento desses sujeitos no âmbito social em que vivem para o enfrentamento dos desafios que a condição de pobreza material e simbólica os impõe. Nos grupos de jovens.br> 65 . enfrentam adversidades advindas da falta de acesso aos serviços públicos e dos mecanismos ideológicos de exclusão social. Círculo de Cultura. Palavras-chave: Psicologia-Comunitária. diálogo em grupo. 2017. fechamento. escolares. Juventude-Intervenção. o facilitador tem um papel essencial para que o diálogo em grupo seja produtivo e prazeroso. O objetivo deste trabalho é apresentar o círculo de cultura e suas potencialidades enquanto técnica de intervenção psicossocial em Psicologia Comunitária para atuação com jovens que vivem em contexto de pobreza. facilitados por um animador. fortalecimento individual e grupal. 7. etc. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. O diálogo e a troca de saberes estão na base de sua constituição. de forma que sejam representativas de problemáticas vivenciadas pela juventude. afirmamos a relevância dessa técnica. vislumbrando novas possibilidades de enfrentamento e transformação das condições opressoras do viver. possibilitando um aclaramento de consciência através do diálogo e construção coletiva. pode ser aplicado em diversos grupos de jovens.Psicologia comunitária e juventude: a potencialidade do círculo de cultura como técnica de intervenção Autores(as):s: Márcia Kelma de Alencar Abreu (URCA) e Verônica Morais Ximenes (UFC) Resumo: Refletir sobre intervenções com jovens no âmbito das políticas públicas a partir do referencial teórico da Psicologia Comunitária nos instiga a pensar sobre alguns aspectos. Fortaleza. poesia. Fortaleza: Expressão Gráfica. confiança e respeito entre os participantes. criar um clima de espontaneidade. Neste processo ocorre a codificação e decodificação das situações existenciais. 2017. religiosos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Portanto. alvejando o desenvolvimento individual e coletivo. 1010 p. dramatização. nas quais podem ser utilizadas diversas linguagens atrativas para os jovens. O facilitador pode ser um agente interno ou externo à comunidade e suas funções são motivar a reflexão. facilitando a tomada de consciência das situações e instrumentalizando ações para transforma-las. dada a possibilidade de flexibilização da técnica e adaptação ao contexto grupal.

casas-lares. EIXO 5: Juventudes e sAÚDE Debate sobre Saúde Mental e Políticas Públicas: Adolescentes em acompanhamento psicológico/psiquiátrico Coordenador(a): Raquel Alencar Barreira Rolim (UFC) Resumo Geral: A relevância do tema na concepção dessa mesa.. As recomendações do Fórum Nacional de Saúde Mental postulam que a política de atenção em Saúde Mental para os adolescentes. 2017. Nossa prática de pesquisa vem reforçando a necessidade de avançar o debate no que tange ao atendimento proposto aos adolescentes com necessidades de cuidados psicológico e psiquiátrico. no intuído de reforçar o acolhimento competente de jovens. Observa- se. incorporando os estudos e pesquisas de caráter científico trazidos pela psicanálise. incluindo o que é específico da fase adolescente. A pesquisa realizada suscita questionamentos sobre as formas institucionais vigentes.216/01 e a III Conferencia Nacional de Saúde Mental. inicialmente. Desde 2004. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. A outra apresentação exporá as Políticas Públicas Brasileiras de Saúde Mental para jovens. foram criados e implementados serviços de base territorial através dos equipamentos: CAPSi. 7. que as classificações apressadas enquadram os pacientes de modo precoce. sem atentar para a especificidade da condição adolescente como parte do desenvolvimento natural do sujeito e suas etapas. justiça. sob a rubrica de “Transtornos Mentais”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. de forma pluridisciplinar. No decurso dessa preocupação. ambulatórios ampliados. Apontamos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A terceira apresentação expõe os resultados de uma pesquisa intervenção que investigou a necessidade de atuação de profissionais junto aos adolescentes acompanhados por um dispositivo de saúde. referenciando-se em situações limites: dificuldades psíquicas com risco de surto psicótico.com. considera. Trata-se do relato de uma jovem que acompanha um adolescente na busca por um tratamento psiquiátrico. necessita de interface com outras políticas públicas tais como ações sociais. Fortaleza. existe uma urgência em tratar os casos de jovens em sofrimento psíquico. Disponível em: <http://www. residências terapêuticas. 10. situações que sugerem a dificuldade de acesso ao atendimento em Saúde Mental na rede de atendimento existente. diretos humanos. sugerindo possíveis formas alternativas de atendimento.br> 66 . Sem dúvida. no entanto. cultura e outras. uma das exposições desta mesa pretende abordar essa questão de forma direta e concisa. no entanto. As atuais diretrizes da Política Pública de Saúde Mental encontram-se bem respaldada por debates que apontam a importância de operarem em diálogo constante com os princípios que norteiam as ações do cuidado.jubra2017. 1010 p. moradias assistidas. A exposição traz dados de realidade para pensarmos sobre formas de lidar com as falhas da rede de saúde. as determinações da Lei no. apontando para questões ainda problemáticas tais como a institucionalização do usuário e a patologização do sujeito cujos efeitos são mais evidentes na medicalização como ação prioritária de atendimento. O que gostaríamos de debater com os participantes da mesa é a importância de conhecer os processos de desenvolvimento das etapas do sujeito. educação. com ações que visem a reversão da tendência de classificações institucionais baseadas em diagnósticos precoces. que apontam a necessidade de estender mais eficazmente as iniciativas da reforma psiquiátrica à população infanto- juvenil.

no que se refere especialmente a adolescência. a educação. Fortaleza.Políticas públicas de Saúde Mental no Brasil voltadas pro adolescente Autores(as):: Karla Patrícia Holanda Martins (UFC) Resumo: As políticas públicas de saúde mental no Brasil nos últimos 25 anos refletem uma redefinição das responsabilidades do Estado e de seu compromisso com a equidade e a universalidade de direito expressos na Constituição Federal de 1988.jubra2017. Trata-se de pensar e contribuir com a formação e ampliação da atuação. assim os processo de atuação. É de grande relevância a discussão sobre como funciona e se articula a rede de saúde nas práticas com os jovens usuários dos dispositivos que atuam com a prevenção e promoção da saúde psíquica. Disponível em: <http://www. 1010 p. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. familiares e profissionais testemunham dificuldades de diversas ordens nas suas respectivas na inserções do adolescente nos dispositivos de saúde e na rede de educação. suas crises e urgências subjetivas serão discutidas neste trabalho com vistas a contribuir com a organização de novos diapositivos no campo da saúde mental frente aos seus atuais desafios. O estudo conta com a base de dados de uma pesquisa anteriormente realizada sobre o Estado de Conhecimento das publicações em psicanálise. temos ainda um reduzido número de trabalhos que consideram as especificidades da adolescência na atualidade. Os dados expostos servirão também de indicadores para abordarmos os modos possíveis de operacionalizar o trabalho em rede tendo a experiência de atuação como elemento central do debate. no caso especial da cidade de Fortaleza. Adolescente.br> 67 . Todavia. O presente trabalho tem por objetivo pensar as políticas públicas de saúde mental no Brasil e suas práticas. fortalecendo. Assistimos uma sobrecarga de responsabilização das famílias e o descumprimento do estado de direitos dessas família e jovens. saúde e adolescência. suas formas de laco social e subjetivação. As especificidades do trabalho com a adolescência. O trabalho de supervisão clínica de alunos que realizaram estágios em vários dispositivos do SUS aponta a importância de se debater sobre as Políticas Públicas de Saúde Mental para Jovens. A pesquisa buscou identificar e discutir o estado da arte das atuais políticas de saúde mental para tratamento e atuações junto aos jovens. Fortaleza: Expressão Gráfica. 7. Considera-se de fundamental importância considerar os avanços nos processos de construção de redes de cuidado para a criança e o adolescente. Em relação à infância e adolescência. Palavras-chave: Políticas. a partir da implantação dos Centros de Atenção Psicossocial Infantil e Juvenil (CAPSi) e do desenvolvimento de estratégias para articulação intersetorial da saúde mental com setores historicamente envolvidos na assistência à infância e adolescência. a justiça e a cultura. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ações. estimulando a parceria entre as equipes que estão em campo e a universidade enquanto agentes de mudanças nas práticas de cuidado. Na rede de saúde brasileira. 2017.. 2017. Saúde Mental. tais como a assistência social. essas políticas encontram-se amparadas em um amplo movimento de defesa do direitos da criança e do adolescente a nível internacional.com.

pois sou de uma cidade do interior. Passamos pela triagem primeiramente com uma enfermeira sendo repassados todas as informações pessoais e do que estava acontecendo resumidamente com o adolescente que eu acompanhava. foi bastante difícil. A espera na emergência para ser atendido. para que pudesse ajudar a gente. Tive a oportunidade de ter a experiência de acompanhar um adolescente de 15 anos. Cenas bastante fortes de pacientes de todas as faixa etária. No mesmo dia em que recebi o encaminhamento não perdi tempo e fomos ao hospital pela primeira vez. Por não ser daqui. solicitei um encaminhamento para ele ser acompanhado em uma clínica escola. O que é uma doença mental? Como ela surge na adolescência? Tivemos que ir aprendendo tudo isso aos poucos. agressivos etc.br> 68 . Como já sabia que existe muita espera nas redes de atendimento. Psiquiatria. 7. Atendimento SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.com. este não oferecia atendimento para crianças e adolescentes. alguns sem tomar banho. Só que fui esclarecendo toda a história de vida desse adolescente que já tinha passado. mas não sabia identificar a origem e nem como tratar. No início fomos á procura de ajuda em um CAPS do bairro em que moramos. No início a profissional não achou pertinente ele ser acompanhado pelo hospital devido a grande demanda de casos mais difíceis. 2017. Por sorte. Ele foi então inscrito no serviço ambulatorial do NAIA. gritando. Então fomos atendidos pela psiquiatra que estou atentamente o caso e compreendeu a situação. Ele iniciou seu tratamento e na segunda sessão a psicóloga explicou a necessidade de associar a psicologia a um acompanhamento psiquiátrico também. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. e perceber os grandes desafios enfrentados por muitos usuários da rede pública no acesso ao tratamento psicológico e psiquiátrico. Palavras-chave: SUS. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. o único lugar que pensei em procurar ajudar e que não era tão difícil o acesso de onde estávamos hospedados foi o Hospital Professor Frota Pinto. a profissional disse que esperássemos para ser atendido pelo psiquiatra de lá mesmo. Eu o inscrevi em duas clínicas de universidade particular. 1010 p. chegando acompanhados pelo SAMU. Ambas me deram um retorno com poucos dias.. alterados.Percalços de uma trajetória até um atendimento em Hospital Psiquiátrico Autores(as):: Lavinia Gaspar Loiola (Estácio/FIC) Resumo: Apesar dos meios de comunicações transmitir varias informações sobre saúde mental. mais não teria vaga na mesma instituição. existe um grande tabu quando se trata de um caso próximo de amigo. mais a primeira foi no NAMI. Disponível em: <http://www. O relato dessa história será uma forma de pensarmos juntos como este acesso poderia ser simplificado. Fortaleza. familiar ou vizinho. Adolescente. indicaram portanto um CAPS infantil que recebiam crianças e adolescente em outro bairro. Éramos dois jovens tendo que descobrir tudo isso. Será relatado a realidade desse adolescente do interior do Ceará que começou a apresentar dificuldades aos 14 anos. e pensar na prevenção desse tipo de situação que muitas famílias passam quando um jovem apresenta problemas psicológicos e psiquiátricos só na adolescência. O preconceito e a falta de conhecimento sobre como lidar com o sofrimento psíquico traz ainda mais desamparo ao jovem que precisaria de acolhimento e atendimento.jubra2017. Recomendou que fossemos procurar um CAPS. pois nossos familiares teriam ainda menos condições de compreender todo esse percurso.

O grupo convoca todos a pensar constantemente sobre a confidência. enfermeiros. CAPS AD. A adolescência é uma etapa da vida do sujeito de grande vulnerabilidade. segundo o preceptor dos residentes em psiquiatria. Fortaleza. do setor secundário ambulatórios (CAPSi. um encontre de pacientes de idades afins. 2017. Alguns teóricos descrevem este momento como sendo uma etapa turbulenta do desenvolvimento humana. Palavras-chave: Adolescência. levantados pela equipe de saúde do ambulatório onde ocorre a pesquisa. foi planejado um grupo de adolescente para ser uma atividade fixa e contínua do ambulatório. Nessa perspectiva. o segredo das sessões e o lugar da intimidade. 2017. psicólogos e pedagogos que tratam de crianças e adolescentes. Será relatado portanto os principais assuntos abordados. assuntos tão caros para o adolescente. O critério de exclusão é o grau de comprometimento quanto a desorganização psíquica. 7. uma boa apreensão teórica dos processos na adolescência deve ser permanentemente confrontada à clínica do jovem paciente. Desenvolvimento. Psicanálise. o manejo da discussão e as mudanças percebidas de forma singular para cada paciente.com. No que se refere a compreensão e debate com os jovens sobre as dificuldades e pressão que estes possam estar sentindo.A especificidade do trabalho com o adolescente no setor secundário e terciário de saúde Autores(as):s: Lílian Maria Aves (UFC/ Hospital de Saúde Mental PFP) e Raquel Alencar Barreira Rolim (UFC) Resumo: Na perspectiva de compreender como se dá o atendimento aos adolescentes acompanhados nos serviços da Rede SUS do estado do Ceará. Os atendimentos são pensados. Existe por parte dos profissionais entrevistados. Em parceria com o setor de psicologia do serviço.jubra2017. Disponível em: <http://www. Esta organização foi concebida para melhor atender os pacientes e. foi realizada uma pesquisa de pós-doutorado financiada pelo CNPq em parceria com o Laboratório de Psicanálise da UFC. daquilo que pertence ao desencadeamento de um quadro que exija intervenção psiquiátrica medicamentosa a fim de conter uma descompensarão. Nesse sentido. que seria em decorrência da sua condição de adolescente. Atendimento SUS. tanto pela avaliação clínica quanto pela possiblidade de comparecer quinzenalmente ao serviço no horário do grupo. Fortaleza: Expressão Gráfica. O critério de seleção dos jovens para compor o grupo foi a possibilidade de adesão. É imprescindível uma escuta que privilegie o lugar de sujeito.br> 69 . Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. que os tire do lugar de somente doente mental. De toda forma tais fatores implicam na dificuldade de se estabelecer em muitos casos um diagnóstico diferencial entre neurose e psicose.. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. foi constatado que seria necessário criar um espaço de fala entre jovens. Vários estudos apontam o grande número de surtos psicóticos nesse período da vida. Inicialmente foram feitas entrevistas informais com psiquiatras. PSF) uma indistinção entre o tratamento dado à criança e àquele dado ao adolescente. por exemplo. com o intuito de conhecer os modelos do atendimento de adolescentes em sofrimento psíquico grave. É portanto igualmente difícil ponderar o que é próprio do desenvolvimento natural do jovem. por uma questão também didática. assistentes sociais. agrupando os usuários por classificações psicopatológicas ou por sintomas. 1010 p. existe um olhar voltado para compreender os aspecto psicopatológico dos sintomas. de ruptura de laços sociais e de clivagem psíquica.

os homens negros ocupam a maior parte do mercado informal e o primeiro lugar no número de encarcerados no país. Diante desses desafios.com. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. A discriminação no Brasil ainda é velada. A população preta sempre serviu (e ainda serve) de mão de obra barata para a manutenção dos privilégios de pequenos grupos populacionais. legitimado pelo estado brasileiro. e. particularmente saúde sexual e reprodutiva. especificadamente. 1010 p. no cenário atual. 2017. que consistem determinantes sociais que codicionam o processo de saúde-doença das juventudes. o acesso a determinados direitos se configuram como um dos maiores desafios para essa parcela da população. Por mais de três séculos. Objetiva-se promover discussões em torno do acesso aos diferentes segmentos de jovens ao Sistema Único de Saúde (SUS). do acesso desses jovens ao SUS por meio da ESF. pobre e da periferia pelo aumento da violência. ao eixo juventudes e saúde. consequentemente. As exposições problematizarão alguns marcadores que se configuram como determinantes sociais em saúde para essas populações. ilustrando aspectos que perpassam a garantia de direitos no âmbito das políticas públicas de saúde para esses segmentos. Fortaleza. social e econômico. por isso. raça e gênero. A população negra ainda ocupa os piores lugares nos números oficiais: são as mulheres negras que sofrem mais com a violência de gênero. O Brasil é um país marcado por uma história patriarcal e escravagista. e à educação. o que se verifica pelo fato desse ser o perfil dos jovens que estão sendo mortos e que têm ingressado no sistema socioeducativo. O segundo trabalho apresentará cartografias de práticas do cotidiano de algumas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) em torno da problemática da violência contra jovens nos seus territórios de atuação de um bairro da cidade de Fortaleza e. apresentaremos três exposições. o terceiro trabalho abordará a generificação dos serviços de saúde. jovens mulheres negras e jovens homens negros foram escravizados e tiveram suas existências negadas em um processo político. refletindo sobre os desafios de implementar políticas públicas intersetoriais com o recorte de juventudes. por último. cultural. os/as jovens negros/as e LGBT são os/as que mais morrem e menos estudam.br> 70 . 7. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017.O acesso das juventudes ao Sistema Único de Saúde (SUS): uma discussão a partir da efetivação de políticas públicas como estratégia de enfrentamento às discriminações Coordenador(a): Jeane Felix da Silva (UFPB) Resumo Geral: Esta mesa redonda tem a finalidade de debater experiências de políticas públicas direci- onadas para as populações de jovens negros/negras. tem se culpabilizado e criminalizado a juventude negra. As jovens mulheres ainda ocupam os lugares mais desprestigiados. O primeiro trabalho tem o objetivo de discutir as implicações das políticas de equidade no acesso das juventudes ao SUS a partir de um relato de experiência de uma atuação profissional no âmbito do Departamento de Apoio a Gestão Participativa e Controle Social – Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo.. apontando articulações teóricos-práticas em torno do debate acerca das juventudes e de sua relação com a saúde nas diferentes expressões de classe. pobres e LGBT como estratégia de enfrentamento as discriminações. vinculando-se. recebendo os menores salários e sofrendo violências de gênero nas diversas instituições. Disponível em: <http://www. E. as vulnerabilidades das mulheres e homens jovens no tocante à saúde.

Trata-se de uma apresentação baseada em um conjunto de reflexões teórico-práticas produzidas pela inserção atual da participante como docente e formadora de professores(as) e profissionais da saúde em uma instituição de ensino superior (IES) e de suas atuações anteriores como trabalhadora da gestão pública em âmbito federal. viver com HIV/Aids. como foco nas vulnerabilidades das mulheres e homens jovens no acesso aos serviços de saúde. como foco nas vulnerabilidades das mulheres e homens jovens no acesso aos serviços de saúde. entre outros. sexualidade. como têm abordado tais questões? Compreendemos que há. Nos interessa refletir sobre os desafios de implementar políticas públicas intersetoriais (especialmente saúde e educação) com o recorte de juventude e pensar estratégias teórico-práticas para enfrentar os contextos de vulnerabilidade enfrentados pelas e pelos jovens. nível de escolaridade/formação.br> 71 . A generificação ocorre desde a formulação e implementação de políticas voltadas para mulheres e homens: onde a saúde reprodutiva se destina a elas e a saúde sexual a eles. gênero. nos perguntamos: e os serviços de saúde e escola. local de moradia. raça. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Palavras-chave: Juventudes. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. As reflexões apresentadas articulam aspectos teóricos com reflexões concretas sobre os desafios de implementação de políticas intersetoriais com recorte de juventude em uma sociedade adultocêntrica. nível de escolaridade/formação. Saúde sexual/reprodutiva. Fortaleza. pouco reconhecimento de direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens e que há nos serviços de saúde e escolas muitos estigmas e preconceitos geracionais atraves-sados por questões de gênero. 7. saúde sexual e saúde reprodutiva: desafios e potencialidades teórico- práticas Autores(as):: Jeane Felix da Silva (UFPB) Resumo: Esta exposição pretende abordar a generificação dos serviços de saúde. sexualidade. condição socioeconômica etc. se-xualidade. 1010 p. com-preendemos que a sexualidade de jovens é recorrentemente abordada na mídia e em ou-tras pedagogias culturais – e. até os horários e tratamentos diferenciados. machista. diante disso. do SUS. Partimos do pressuposto de que há diferenças na compreensão de direitos sexuais e direitos reprodutivos quando estes são direcionados a mulheres e homens jovens. em nossa cultura. A generificação ocorre desde a formulação e implementação de políticas voltadas para mulheres e homens: onde a saúde reprodutiva se destina a elas e a saúde sexual a eles.com. até os horários e tratamentos diferenciados.jubra2017. do SUS. Esta exposição pretende abordar a generificação dos serviços de saúde. destacando aspectos como raça. 2017. condição socioeconômica etc. racista. Gênero. 2017. local de moradia. Nos interessa refletir sobre os desafios de implementar políticas públicas intersetoriais (especialmente saúde e educação) com o recorte de juventude e pensar estratégias teórico-práticas para enfrentar os contextos de vulnerabilidade enfrentados pelas e pelos jovens. heteronormativa e classista.Juventudes. Disponível em: <http://www.. destacando aspectos como raça.

7. Fortaleza: Expressão Gráfica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A população negra. pobres e LGBT no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Política Nacional de saúde dos Povos do campo. Assim.jubra2017. Existe. vêm contribuindo para o enfrentamento dos racismos e das lgbtfobias. ainda. Palavras-chave: Juventudes. nos dias atuais. em especial. nos serviços pú-blicos uma cultura racista e machista institucionalizada. possibilitando uma forte prevalência das infecções sexualmente transmissíveis) e 5) jovens transexuais não acessam à educação. um quadro de desi-gualdades frente a população branca. SUS. os jovens ne-gros/negras ocupam os piores lugares na pirâmide social. de educação popular em saúde e. movimentos sociais e os conselhos de saúde na prática do controle social das políticas e ações de saúde. considerando os marcadores descritos anteriormente. 2) as juventudes negra e LGBT são as que mais morrem no nosso país. e. culturais e sociais ao longo de cada época. 2017. a população que menos estudam 3) os homens negros ocupam a maior parte do mercado informal. ainda. sendo. na mobilização social em defesa dos direitos à saúde. Percebe-se que. legitimando. Objetiva-se. sobretudo. por meio de alguns resultados dos planos operativos. Disponível em: <http://www. A atuação do DAGEP se dá no apoio à gestão. a formação profissional e o mercado de trabalho. pois. pretende-se apresentar a efetivação dessas políticas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sendo marcadas/os por questões políticas. gays. seus eixos e ações articuladas que foram planejadas e executadas. por meio de um relato de experiência. travestis e Transexuais e Política Nacional de Educação Popular em Saúde).br> 72 . 2017. 1010 p. por meio do SUS e suas políticas de promoção de equidade (Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Bissexuais. A saúde. como tem se dado a participação da juventudes enquanto sociedade civil na sua elaboração e monitoramento. Trata-se de um relato de experiência de uma atuação profissional no âmbito do Departamento de Apoio a Gestão Participativa e Controle Social (DAGEP) – Ministério da Saúde.. Políticas de Equidade. as políticas de promoção da equidade. ocupa os piores lugares: 1) são as mulheres negras que sofrem mais com a violência de gênero. Dessa forma. atualizam-se práticas oriundas da violên-cia patriarcal e escravagista. 4) a população LGBT continua sendo alvo da violação de direitos (sexualidades vivenciadas na clandestinidade. seus desafios de implementação e avaliação. existe uma compreensão de que questões de ordem discriminatória interverem no acesso das populações aos serviços de saúde. ainda. infelizmente. dentro de indicadores sociais. Fortaleza. problematizar como essas políticas tem contribuindo com a promoção da saúde das populações de jovens negros/negras.As implicações das políticas de equidade no acesso das juventudes ao Sistema Único de Saúde Autores(as): Andrey Roosewelt Chagas Lemos (Ministério da Saúde) Resumo: A proposta desta exposição consiste em uma discussão dos planos operativos de saúde. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas.com. da Floresta e das Águas. articulando-se nas diferentes esferas de gestão para a garantia da integralidade do cuidado dessa população. Os elementos históricos revelam que jovens negras e negros foram submetidas/os a um processo de violações.

Além disso. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. saúde mental do adolescente. Tratam-se de carto-grafias de práticas do cotidiano de algumas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) em torno da problemática da violência contra jovens nos seus territórios de atuação e. nas práticas da ESF. intitulada homicídios de jovens na cidade de Fortaleza: discursos e práticas institucionais no cotidiano da Estratégia Saúde da Família”. gravidez de adolescentes. 1010 p. 7. consequentemente. violência urbana e juventudes: abordagens e práticas sociais em questão Autores(as): Luis Fernando de Souza Benicio (UFC) Resumo: Interessa-nos nessa proposta apresentar um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento. cenas do campo. representação de adolescentes sobre violência. A partir de alguns autores e autoras do campo da saúde coletiva e. mas que precisa ser melhor discutido a partir de outras perspectivas que refutem lógicas punitivas-penais nos territórios de atuação das equipes. 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. problematizar como violência e juventude têm aparecido na literatura sobre saúde. apontamos como expressões da violência urbana figura como assunto no campo da saúde coletiva. a necessidade de fortalecer os modos de organização da ESF na cidade a fim de promover a efetivação da promoção de saúde no combate das discriminações de jovens moradores de periferias. promoção da saúde do adolescente. programa saúde da escola.br> 73 . ao passo que há certa invisibilidade dos segmentos juvenis no cotidiano das práticas institucionais. Saúde da Família. no que diz respeito aos discursos sobre homicídios de jovens. Para responder tal proposta. em especial. assim como em práticas do cotidiano de atuação das equipes de ESF de um bairro da cidade de Fortaleza marcado por elevados índices de homicídios de jovens.Estratégia Saúde da Família. vinculada ao Programa de Pós- Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará. cuidado de adolescentes grávidas. Considera-se.jubra2017. neste estudo. posteriormente. Violência. saúde sexual de adolescentes. localizando perspectivas de pesquisadores e pesquisadoras no campo da saúde coletiva que se dedicaram a esse campo de disputas. Palavras-chave: Juventudes. produzidas no contexto de inserção do campo da pesquisa.. nesse sentido. assim. Fortaleza. Aponta-se. identificou-se temas ligados aos temas: prevenção. Portanto. ESF no enfrentamento da violência envolvendo adolescente. Disponível em: <http://www. que. acesso de adolescentes. traremos elementos de uma revisão sistemática de literatura e algumas cenas analisadoras. É possível discutir. também. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. saúde do adolescente. os profissionais da ESF se refiram aos homicídios de jovens em seus territórios como uma das principais preocupações e desafios de seu trabalho. prevenção de suicídios de adolescentes e qualidade de vida de adolescentes. por meio da revisão sistemática. ser relevante produzir pesquisa em torno da violência contra jovens no cotidiano de atuação da ESF. Optamos promover uma discussão a partir de algumas concepções do que seria a ESF e seu papel no enfrentamento dos homicídios de jovens atualmente. 2017. sobretudo na ESF. do acesso desses jovens ao SUS por meio da ESF. e. visto que existem poucas inclinações em torno dessa problemática. doenças sexualmente transmissíveis. discutiremos como se configura a ESF como perspectiva de Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).com. também.

Mesmo dentro do campo da saúde.Os ‘vetin’ tão ligado: políticas estatais de tutela da juventude. configurando-se como um caso de doença (a ser encaminhado aos serviços de saúde ou a cursos educativos acerca dos malefícios das drogas) ou como um traficante.com. parte de processos judiciais de internação compulsória de jovens por uso de drogas para problematizar a forma como essa modalidade de atenção em saúde vai ser utilizada como ferramenta de aprisionamento de jovens sem que haja ato infracional. evidencia-se como essas práticas acabam operando o aumento da vulnerabilidade social desses jovens. evidenciando o uso das políticas de segurança e de saúde como mecanismos de enclausuramento desta juventude. revestida pela justificativa de garantia de cuidado em saúde. Esporte. O segundo trabalho.343/2006 entre usuário de drogas e traficante para problematizar essas definições e a forma como o sistema de justiça e segurança pública vai identificar quem deve ser entendido como um consumidor. moradores de periferias. violência e desordens sociais. a internação compulsória vem como uma estratégia de recolhimento dos jovens das ruas. assistência social. A partir dos casos estudados. educação. configurando-se como um caso de polícia (a ser encaminhado por um conjunto de penalidades. Disponível em: <http://www. 2017. segurança pública e justiça. por uma suposta periculosidade vinculada ao uso de drogas. Além disso. possibilitando mudança de atitude frente às situações de vulnerabilidade. a Redução de Danos constitui-se de estratégias de proteção. estigmatizada por fatores socioeconômicos e raça/cor. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. incluindo a privação de liberdade). Nesse contexto.. o terceiro trabalho. Fortaleza. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 74 . encarceramento e redução de danos em meio a usos de substâncias psicoativas Coordenador(a): Carolina dos Reis (UFC) Resumo Geral: A suposição de que jovens são pessoas que tem um apreço pelo perigo ou risco tem sido difundida no Ocidente. 7. 1010 p. Por fim. especialmente a partir na última metade do século XX. Por fim. cuidado e auto-cuidado. Desta forma. evidenciando a forma como essa estratégia de saúde permite a promoção de um cuidado articulado ao território em que os jovens habitam. Fundada em uma lógica de liberdade e respeito pela autonomia dos sujeitos. Essa mesa tem por objetivo problematizar os discursos que se inscrevem sobre a relação: juventude e uso de drogas. ela provoca rupturas na própria lógica proibicionista e de criminalização presente nas redes de atenção em saúde. trazemos as ações de Redução de Danos como uma abordagem que permite pautar o cuidado em saúde em princípios de responsabilidade e autonomia. Artes e Lazer na periferia da cidade de Fortaleza. 2017. sobretudo quando se tratam de jovens negrxs. Fortaleza: Expressão Gráfica. toma como foco as práticas de Redução de Danos desenvolvidas em um Centro de Cultura. abrindo espaço para outros modos de compreender a juventude e sua relação com o uso de drogas. certas juventudes são descritas por discursos ligados à irresponsabilidade.jubra2017. o primeiro trabalho parte da diferenciação presente na Lei 11. esses discursos servem como fundamento para a promoção de políticas de criminalização e aprisionamento. Quando articulados à temática das drogas.

“usuários”. Concluímos que o ECA e a Lei 11.br> 75 . A lei exige que se levem em conta a natureza e quantidade de substância apreendida. Fortaleza. indicando penalidades diferentes.343/2006. os operadores do direito parecem só se valer de ações punitivas e estigmatizantes em suas práticas. objetivando compreender os tensionamentos advindos da relação adolescência. sob alegação de envolvimento com o tráfico de drogas. “traficantes” relacionados a drogas ilícitas. configura-se como caso de polícia (e poderá sofrer penalidades.343/2006). Operamos com os termos adolescente ou adolescência e jovem ou juventude pois gostaríamos de visibilizar um tensionamento teórico- político que os atravessam. drogas ilícitas e legislação: punição e estigmatização sempre? Autores(as): Luara da Costa França (UNIFOR). 7. A proibição das drogas. geralmente do gênero masculino. A lei. negros e moradores de periferias empobrecidas. A adolescência é uma invenção e um efeito de certos exercícios de saber–poder que constituirão o sujeito-adolescente-usuário e o sujeito-adolescente-traficante. Também levamos em conta a produção das políticas conhecidas como “guerra às drogas”. configura-se como uma invenção advinda de um conjunto de transformações históricas. que permitiu a articulação e criação de legislações que buscam governar vidas. Judicialização. são assassinados ou internados (aprisionados). bem como seus antecedentes. Disponível em: <http://www. Fortaleza: Expressão Gráfica. em especial. incluindo a privação de liberdade). 2017.. analisaremos documentos normativos (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. inclusive a artificialidade da distinção entre drogas lícitas e ilícitas. quando traficante. 2017. indivíduos que fazem uso de drogas para consumo pessoal (usuário) e aqueles que fazem o comércio ou (traficante). quando a situação envolve jovens flagrados com alguma droga ilícita sempre de modo estigmatizante: quando consumidor. circunstâncias sociais e pessoais do sujeito. foi promulgada para ser usada em situações que envolvem adultos. Utilizando como referenciais teóricos e metodológicos principais Michel Foucault e Mary Jane Spink. Operadores do direito (delegados. “adolescente”. local e condições em que se desenvolvia a ação com a droga. problematizaremos os posicionamentos discursivos advindos de termos como: “jovem”.Jovens. Para isso. 1010 p. Palavras-chave: Jovens. “consumidores”. Assim. Drogas Ilícitas.343/2006. juízes e promotores) tecem julgamentos sobre o porte de drogas e apreensão de adolescentes baseados juridicamente no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e em itens amplos da Lei 11. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. No Brasil jovens. drogas e medidas socioeducativas. entendo que estabelecem regimes de verdade com efeitos importantes na ação de julgar o envolvimento de jovens com drogas ilícitas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ricardo Pimentel Méllo (UFC) Resumo: Esse trabalho tem como problemática as drogas ilícitas e a adolescência em sua interface com o campo jurídico. Lei 11.jubra2017. o conceito de “práticas discursivas”. vem sendo aplicados.com. configura-se como caso de doença (que deverá ser encaminhado aos serviços de saúde ou a cursos educativos).

Ao analisarmos esses documentos. discutimos a acoplagem da imagem da juventude com a violência como aquilo que favorece a disseminação de sentimentos de insegurança junto à população.br> 76 .Internação compulsória: a proteção como controle e normatização Autores(as):: Carolina dos Reis (UFC) Resumo: O presente estudo parte do crescente processo de judicialização do cuidado em saúde mental de jovens usuários de drogas e tem por objetivo problematizar a forma como. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. e os discursos que são associados à internação psiquiátrica. Para essa problematização. discutimos a emergência da “adolescência drogadita” como um problema social que convoca a Psicologia e o Direito a produzirem uma série de saberes e estratégias de intervenção e manejo sobre essa população. especialmente no que se refere ao pensamento de Michel Foucault.. Fortaleza. fundamentamo-nos nas ferramentas teóricas e metodológicas da Psicologia Social. 2017. destinados a gerir suas condutas. buscamos identificar as relações que se estabelecem entre os campos de saber e os mecanismos de poder que incidem sobre a manutenção de certas verdades ditas sobre a “adolescência drogadita”. Disponível em: <http://www. na forma como o autor desenvolveu uma análise dos discursos e da emergência dos saberes na sua articulação com mecanismos e tecnologias de poder. A análise dos materiais adquiriu três grandes focos. quais sejam: os discursos que circunscrevem os jovens usuários de drogas enquanto sujeitos potencialmente perigosos e como uma categoria populacional de risco. opera produzindo vulnerabilidades. permitindo a ação interventiva do Estado. O desenvolvimento da pesquisa tem como base a análise de quatorze Processos Judiciais de adolescentes que tiveram decretada a medida protetiva de internação psiquiátrica para tratamento por drogadição de duas cidades do estado do Rio Grande do Sul. nos Juizados Especiais da Infância e da Juventude. Abre-se aí um campo de criação de aparatos de governo sobre a vida de crianças e adolescentes.jubra2017. constituindo uma inversão na relação protetiva que se desloca do sujeito para a proteção de uma determinada ordem social. Palavras-chave: Internação compulsória.com. embora aja em nome da garantia de direitos. consolidando a ideia de uma juventude potencialmente perigosa ao país. A partir disso. as quais vão servir de suporte para a legitimação e atualização da estratégia de internação compulsória. essa biopolítica. vindo a evidenciar que as justificativas para tal se voltam muito mais para a busca de estratégias punitivas do que de cuidado em saúde mental. 7. dentro de uma perspectiva pós-estruturalista. Por fim. o que vai operar tanto na condução das políticas públicas quanto nos modos como esses jovens são chamados a reconhecer-se e a relacionar-se consigo. vai se desenvolvendo uma biopolítica voltada para o governo da população de “adolescentes drogaditos”. Judicialização. os discursos em torno das famílias desses jovens que se direcionam para uma patologização e desqualificação dessas famílias. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. na relação entre os campos da Saúde Mental e da Justiça. 1010 p. Juventude.

Dois meses após a formação. Trabalhos nos mostraram como certas juventudes são descritas por discursos de estigmatização ligados à irresponsabilidade. Marcadores sociais da diferença devem ser observados nesse contexto para que possamos refletir sobre as distinções etárias. moradores locais. 1972. percebeu-se intermitência na permanência de alguns jovens em sala de aula por períodos mais prolongados. 7. Disponível em: <http://www. subvencionadas e com direito ao lazer saudável. redutores de danos – jovens inicialmente atendidos pelo CUCA e moradores da região – propuseram uma oficina de adesivos. o peso da diferença de classe é um fator importante. Jovens Pauperizados. Cuca Roots) e as instituições do estado designadas a gerenciar o espaço e as que devem garantir segurança. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 2017. onde acompanhei a ação e as informações produzidas e afixadas sobre suas compreensões no que se refere à mensagens relacionadas a redução de danos. 1010 p.Negociação/proposição. no desenvolvimento de ações nas imediações do CUCA. Psicoativos. 1972. ainda que com críticas. violência e desordens sociais (COHEN. 1998). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. tratarei neste trabalho de descrever como a experiência das estratégias de redução de danos desenvolvidas entre jovens que frequentavam um Centro de Cultura. radicalizam-se atributos pejorativos. raça/cor e socioeconômicas. e se forem negrxs. estêncil e lambe-lambe durante a Roda das 16:20 . Também foi possível verificar querelas envolvendo ações de ocupação do espaço público contíguo ao CUCA entendidas pelos jovens organizadores como “resistência” em termos de lazer na periferia (ex. Já na formação (40h/a) que trabalhou “políticas sobre drogas e redução de danos” proposta pelo NUCED. agentes do estado. centrais para a análise etnográfica. potencializada pelo Núcleo de Estudos sobre Drogas (NUCED – Departamento de Psicologia – UFC) foram provocadas por educadores sociais (CUCA). Discursos se acentuam de modo desqualificador quando se trata de moradores de periferias. Enquanto outras estão apenas se formando. Fortaleza: Expressão Gráfica. além de entrevistas possíveis. momentos em sala de aula. 2011) em meio a agenciamentos de diversos níveis envolvendo jovens.com. Interessa mostrar as interações sociais (GOFFMAN. observação participante e princípio de análises sobre práticas e discursos em estratégias de redução de danos entre jovens no Jangurussu-Fortaleza.jubra2017. Portanto. Fortaleza. 2017.br> 77 . estudantes e pesquisadoras de psicologia (UFC) e redutores de danos temporários do CUCA junto aos jovens. Artes e Lazer (CUCA – Jangurussu).. Além disso. Palavras-chave: Juventudes. Esporte. com a presença e participação ativa nas Rodas das 16:20 – Chá e Café. de gênero. ou na cozinha do CUCA. YOUNG. THOMPSON. Apresentarei dados coletados entre os anos de 2015 e 2016 durante a observação participante em reuniões. principio uma análise sobre como foram compreendidas tais práticas pelas pessoas envolvidas. sexo. Junto a esses pontos está o uso de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas em variadas frequências e quantidades como uma prática que perfaz o cotidiano de vários dos jovens. planejamentos.Chá e Café. houve interesse e participação. pesquisadoras e ativistas. Autores(as):: Jaína Linhares Alcantara (UFBA) Resumo: A suposição de que jovens são pessoas com apreço pelo perigo ou risco tem sido difundida no Ocidente. conversas. RD. Foi possível verificar certa adesões por parte do público jovem que circulava pelo CUCA à algumas estratégias propostas pelos educadores sociais. especialmente a partir na última metade do século XX.

O objetivo desta Mesa Redonda é discutir as transformações. tanto nos aspectos subjetivos quanto nas expectativas construídas nas relações familiares e sociais. elabora reflexões sobre a instabilidade desse momento e apresenta possíveis intervenções para a promoção da saúde. sendo necessário reconhecer a especificidade de diferentes grupos familiares. são trabalhados três problemas principais. caracterizado pela soma de esperanças e dúvidas. para a dinâmica familiar. diante de necessidades específicas dessa fase e de diferentes classes sociais. portanto. Considerando igualmente essas diferenças. desenvolvidas pelos três trabalhos. Fortaleza. Há modificações sobre o que se entende ser um adulto.. 7. 1010 p. visto como um momento delicado para a formação do(a) jovem. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. considerando diferenças contextuais.Políticas. (3) outro contexto de desenvolvimento é o universitário. para a definição e implementação de políticas públicas.jubra2017. na cidade do Rio de Janeiro.br> 78 . a da adultez emergente. (2) a família é um contexto de desenvolvimento. discutindo a saúde mental. que precisa de reconhecimento e de acolhimento. aborda. a partir de um quadro encontrado no Brasil. UERJ. 2017. que considera o impacto dos grupos de pertença sobre a transição para a vida adulta. UERJ. especificamente no relacionamento com os pais. uma pesquisa com jovens. discute dados de uma pesquisa realizada com jovens de Porto Alegre e do Rio de Janeiro. Vanessa Barbosa Romera Leme. Os trabalhos apresentados. UFBA. famílias e universidade: contextos e propostas para a promoção da saúde psíquica na adultez emergente Coordenador(a): Edna Lúcia Tinoco Ponciano (UERJ) Resumo Geral: A tendência de adiamento dos papéis de adulto e o maior investimento na formação escolar/ profissional trazem mudanças para a construção da identidade do(a) jovem. 2017. e para as questões relativas à Saúde Mental. fruto do resultado de pesquisas com adultos emergentes e seus familiares. Apresentando “Políticas públicas para jovens diante do prolongamento da transição para a vida adulta: novas demandas sociais e desenvolvimentais”. o que leva a considerações sobre políticas para a adultez emergente. para que se compreenda a influência mútua entre as gerações. incluindo sofrimento psíquico dos(as) jovens. Edna Lúcia Tinoco Ponciano. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Disponível em: <http://www. Em “Desafios emocionais e relacionais na adolescência e na adultez emergente (DERA): um projeto psicoeducativo”. é importante reconhecer as diferenças e as especificidades encontradas entre os (as) jovens brasileiros(as). que estão relacionadas ao eixo temático Juventudes e Saúde. apresenta um projeto voltado para jovens universitários. fatores de risco e proteção para o adoecimento. em “Solidariedade intergeracional familiar de jovens adultos: considerações sobre variáveis demográficas”. considerando o sofrimento psíquico dos(as) jovens. discutindo pesquisas e considerando as diferenças entre as classes sociais. e à necessidade de identificar implicações para a Saúde Mental: (1) diante de uma nova fase de desenvolvimento.com. da adultez emergente. em um determinado contexto. além de considerar a necessidade de caracterizar a adultez emergente. relativos à experiência de tornar-se adulto. majoritariamente do Rio de Janeiro. Nesse sentido. Esses três tópicos de problematizações geram questões específicas. psíquicas e relacionais. Luciana Dutra-Thomé. Fortaleza: Expressão Gráfica.

jovens em transição para a vida adulta podem se beneficiar de políticas que levem em consideração o fenômeno da adultez emergente. elaborado em 2013 pela Secretaria da Juventude do governo federal. 1010 p. o que precisa ser considerado na elaboração de políticas públicas. inserção laboral tardia) e psicológicos (ex. chamada “adultez emergente”. uma vez que. A adultez emergente possui marcadores sociodemográficos (ex.br> 79 . mas não leva em consideração essas especificidades. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. diferente da adolescência e da adultez. será apresentado estudo sobre adultez emergente no Brasil realizado com 700 jovens entre 14 e 33 anos. residentes no contexto urbano da região metropolitana de Porto Alegre e do Rio de Janeiro. Palavras-chave: Adultez Emergente. não atendem as especificidades de grupos mais próximos da adolescência (em torno dos 18 anos) e aqueles mais próximos da adultez (em torno dos 29 anos). revela uma nova forma de se tornar adulto de jovens entre 18 e 29 anos. Políticas Públicas. especialmente nos contextos do baixo nível socioeconômico. No Brasil.: ambivalência). um intervalo de idade em demasia vasto para dar conta das diferentes necessidades dos jovens que estão na adolescência ou início dos 20 anos. 7.: postergação casamento e planejamento de filhos. da falta de educação. 2017.. O Estatuto da Juventude. Adolescência.Políticas públicas para jovens diante do prolongamento da transição para a vida adulta: Novas demandas sociais e desenvolvimentais Autores(as):: Luciana Dutra-Thomé (UFBA) Resumo: O prolongamento da transição para a vida adulta. oportunidades profissionais e apoio familiar e institucional. essas políticas integram num mesmo grupo jovens entre 15 e 29 anos. comumente. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.jubra2017. em especial ao se constatar que.com. Como base para a discussão proposta. Análises descritivas e bivariadas indicaram haver diferenças relacionadas a idade e ao nível socioeconômico na forma que jovens vivem sua transição para a vida adulta. Essas mudanças afetam os modos de vida juvenis em todo o mundo de forma tão marcante que foi proposta a existência de uma nova fase desenvolvimental. dispõe de importantes conquistas para jovens estudantes e de nível socioeconômico baixo. E jovens mais próximo da adolescência apresentaram níveis inferiores de autonomia em relação aos mais velhos. 2017. A perspectiva da adultez emergente pode ser útil para orientar as políticas públicas. diante: da insegurança dos jovens devido à instabilidade em diversos campos (ex. de diferentes níveis socioeconômicos.: família e profissão). Fortaleza. Jovens de nível socioeconômico mais baixo possuem menos probabilidade de viver um período prolongado de transição para a vida adulta. e aqueles próximos dos 30 anos. Esses resultados indicam haver demandas sociais e desenvolvimentais diferentes entre os jovens. que indicam haver um aumento da instabilidade e insegurança para jovens de diferentes níveis socioeconômicos em vários âmbitos de suas vidas. O objetivo deste trabalho é discutir até que ponto políticas públicas brasileiras dão conta das diferentes juventudes presentes no grupo etário entre 15 e 29 anos. no Brasil. recentemente estudada no Brasil. Disponível em: <http://www. Fortaleza: Expressão Gráfica. observado principalmente no contexto urbano de países industrializados. A abordagem teórica que guiará essa discussão é a nova proposta de período desenvolvimental de Jeffrey Arnett.

Questionário demográfico e Critério de Classificação Econômica Brasil. pelo nível socioeconômico. n=434) apresentaram em relação aos jovens não solteiros (em união estável/casados/separados/divorciados com ou sem filhos.normativa tipo cuidados que os homens. os jovens dependem mais e por um período mais prolongado dos seus pais.. n=96) maiores níveis de SIF . Pesquisas sugerem que os grupos de pertença. pais. Os resultados indicaram que os jovens de baixo NSE (n=151) apresentaram menos SIF . São discutidas as influências das condições socioeconômicas e dos papeis de gênero tradicionais sobre as relações entre jovens adultos e seus familiares.conflito (pai). contato (pai e mãe) e funcional (pai e mãe). Variáveis Demográficas. transmissão de valores familiares. sexo e estado civil. os jovens solteiros (sem filhos. médio e alto). No que diz respeito ao estado civil. à luz da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano. Desse modo. por aspectos étnicos-raciais ou pela área de residência. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. recebimento e oferecimento de ajuda e oportunidades de contato entre pessoas de diferentes gerações (avós. Durante essa transição. seja eles definidos pelo sexo.conflito (pai) em comparação com jovens de médio NSE (n=275). Disponível em: <http://www.com. têm um impacto significativo nos modos e nos timings da transição para a vida adulta. Diante disso. numa lógica de “banco de solidariedade”. menos SIF . 1010 p. mas também como de instabilidade.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica.proximidade geográfica (pai e mãe) que os jovens de médio e alto NSE (n=122). Fortaleza. Programas de intervenção para promoção de saúde mental dos jovens são propostos. as mulheres indicaram maiores níveis de SIF . 2017. 2017. sendo 320 do sexo feminino. São considerados componentes da solidariedade intergeracional familiar (SIF) a proximidade afetiva e física. esperando que possa existir um retorno desse investimento mais tarde. por conseguinte.normativa tipo valores que os jovens de alto NSE.contato (pai e mãe) que os jovens de médio e alto NSE e mais SIF . cada vez mais importante. afetivo e estrutural. Com relação ao sexo. Participaram 530 jovens adultos (idade entre 18 e 29 anos). Foram realizadas estatísticas descritivas e paramétricas (análise de variância one-way e teste t de Pearson).Solidariedade intergeracional familiar de jovens adultos: considerações sobre variáveis demográficas Autores(as):: Vanessa Barbosa Romera Leme (UERJ) Resumo: As dificuldades de inserção no mercado de trabalho. menos SIF . em que os pais “investem” nos seus filhos. netos). filhos. o objetivo deste estudo foi comparar a solidariedade intergeracional familiar de jovens adultos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 7. A SIF torna-se. Os instrumentos utilizados foram Índice de Solidariedade Intergeracional. considerando as diferenças por nível socioeconômico (NSE baixo. na medida em que tanto as camadas mais jovens como as mais envelhecidas necessitam assegurar a sua sobrevivência e o seu bem-estar. as trocas de apoio e suporte. tanto do ponto de vista financeiro quanto funcional. Palavras-chave: Jovens.br> 80 . Solidariedade Intergeracional. a ausência ou escassez de políticas públicas e crises globais tornam a transição para a vida adulta caracterizada como uma idade de possibilidades. nota-se um “empreendimento desenvolvimental conjunto”. proximidade (pai e mãe). provenientes majoritariamente do Estado do Rio de Janeiro.

entre 18 e 29 anos. já que estão expostos a diversos fatores de estresse e encontram-se numa fase de surgimento de muitos transtornos mentais. Ao viver um período de intensas experimentações. confirmamos o interesse dos presentes em participar de pequenos grupos. para que a demanda seja mapeada e trabalhada. o(a) jovem pode se encontrar perdido. sem garantias de trabalho e sem garantias de independência financeira. A exploração de identidades e os investimentos na educação são mais observados na classe média e alta. Fortaleza: Expressão Gráfica. atualmente. está sendo criado um espaço de acolhimento e de trabalho para implementar estratégias de regulação emocional e intersubjetiva. que auxiliem a lidar com as experiências e a insegurança desse momento. já que a entrada na vida adulta não é mais linear. preparando os jovens universitários para o enfrentamento dos desafios dessa fase. tivemos repostas positivas dos participantes. 2017.Desafios emocionais e relacionais na adolescência e na adultez emergente (DERA): um projeto psicoeducativo Autores(as):: Edna Lúcia Tinoco Ponciano (UERJ) Resumo: Os(as) jovens. o que pode ter efeitos terapêuticos e contribuir para a Saúde Mental dos participantes. Porém. Pesquisando o relacionamento entre pais e filhos(as) na adultez emergente. com mais jovens escolhendo a universidade. Uma perspectiva de promoção da saúde e de prevenção pode ser desenvolvida com objetivos psicoeducacionais. Desse modo. sendo um período de vulnerabilidade. trabalha-se a autonomia emocional no contexto relacional. é observado que há um sofrimento psíquico ocorrendo por dois principais fatores: devido à novidade dessa fase. é acompanhada de esperança e de dificuldades. conforme pretendemos realizar. com alunos(as) de graduação. Disponível em: <http://www. discutindo conceitos. isso tem mudado com o aumento do acesso à universidade. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. enfocando. As palestras têm funcionado como uma forma de primeiro contato com os(as) alunos(as). formação profissional prolongada. ao levar informações e propor atividades para o treinamento da regulação emocional e intersubjetiva. Fortaleza. devido ao possível aumento de sofrimento psíquico.. Palavras-chave: Adultez Emergente. desenvolvido na UERJ. psicoeducação e regulação emocional e intersubjetiva. 7. visando à implementação dos grupos. enquanto se transformam: experimentam estilos de vida e de relacionamentos íntimos variados. principalmente as emoções e as relações vividas na adultez emergente. sem o ônus da completa independência. Saúde Mental. Com a estratégia da psicoeducação. Psicoeducação. Há duas frentes de atuação: palestras e grupos psicoeducativos. a Saúde Mental exige maior atenção. A partir das palestras. tais como: promoção e prevenção de saúde. tendo consequências para o bem-estar e a confiança no futuro. desde março de 2016.br> 81 .com.jubra2017. sem necessariamente assumirem as responsabilidades de um adulto ou deixar a casa dos pais. buscando orientação entre os pares e/ou adultos significativos. 2017. além de escolhas profissionais flutuantes. O objetivo deste trabalho é apresentar o projeto DERA. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. autonomia para tomarem decisões. e devido à falta de informações. Nesse sentido. vivenciam a instabilidade. para jovens de diferentes origens sociais. A extensão do período de formação profissional. 1010 p. Até o momento. considerando que as informações trazidas contribuíram para uma maior consciência do processo emocional e relacional. que varia conforme a classe social e o contexto cultural.

Suicídio entre jovens: podemos falar sobre isso? Coordenador(a): Raquel Alencar Barreira Rolim (UFC) Resumo Geral: A relevância do debate sobre o Suicídio entre os jovens deve-se. inclusive sobre ações públicas diante do suicídio. os registros oficiais sobre tentativas de suicídio são mais escassos e menos confiáveis do que os de suicídio. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. entre outras questões. 7. 2017. Esta mesa contará com o depoimento de um jovem que após ter feito uma tentativa de suicídio. o suicídio está entre as três principais causas de morte para faixa etária entre 15 e 35 anos.com.jubra2017. de um pesquisador que está escrevendo sua dissertação de mestrado sobre o tema do suicídio entre jovens e de um profissional que atua na rede SUS com um projeto de prevenção. Esta mesa se propõe abordar o assunto sobre três perspectivas: Expor a problemática da vulnerabilidade dos jovens quanto a essa questão. Já a apresentação “Estratégias de prevenção do suicídio de jovens na cidade de Paracuru/Ceará” aponta para a relevância do desenvolvimento de meios e estratégias que favoreçam a participação dos próprios jovens na elaboração. De fato. relatar experiências e ações feitas pela rede do SUS nem município do Ceará e por jovens de uma escola desse município. Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes. juntamente com um jovem que trará seu testemunho como forma de divulgar uma ação pensada e executada por estudantes de uma escola pública do Ceará. com a presença da supervisora de ações da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Apesar da gravidade desses fenômenos. considerando o grande número de mortes por esse motivo. é perceptível que assunto não tem sua merecida repercussão. tanto para o conjunto da população quanto para a faixa jovem. entre 1980 e 2012. compreender as Políticas Nacionais de Prevenção ao Suicídio e evocar os motivos destas políticas não conseguirem atingir as ações estatais. aumentando o ritmo a partir da virada de século. 2017. De acordo com os dados apresentados no Manual de Prevenção ao suicídio destinados aos profissionais de Saúde Mental publicado pelo Ministério da Saúde. a espantosa escassez de ações para tratar o assunto. Disponível em: <http://www. Fortaleza. quis mobilizar uma ação de prevenção na sua escola. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Acreditamos que o debate aberto e consistente é um importante passo para superar o pudor e omissão que costumam acompanhar o tema em questão. As três falas da mesa se complementam e trazem contrapontos importantes para avançar no debate. O debate contará.. ponderando sobre as concepções de juventude e sobre as propostas de cuidado que são construídas diante das referidas políticas. portanto.br> 82 . execução e apreciação das políticas públicas. 1010 p.5%. Fortaleza: Expressão Gráfica. as taxas de suicídio tinham crescido de 62. Verificamos que. A exposição da pesquisa sobre as “Concepções de juventude e políticas de Prevenção ao suicídio no brasil” traz a importância de conhecer as Políticas Públicas de prevenção do suicídio. que deveriam provocar diversas discussões nos mais variados âmbitos.

Para tal. ela utiliza a análise dos indicadores de vulnerabilidade e de risco. Assim. pois o governo pode decidir o destino dado aos investimentos públicos. As metodologias utilizadas para realização deste trabalho. Além do mais. abrangem a pesquisa bibliográfica e documental. inclusive sobre ações públicas diante do suicídio. deliberando sobre a vida e a morte dos grupos conforme seus interesses. 7. Se por um lado é coerente afirmar que as Políticas Públicas defendam a vida. por outro é possível perceber que elas podem atuar como instrumentos eugênicos. Suicídio. Inclusive considerando que estes setores são. discursos. são elas: “1) juventude como etapa de preparação.. Cabe o questionamento sobre que setores são esses que se mobilizam em nome da juventude. execução e apreciação das políticas públicas. com acesso a diversas modalidades terapêuticas.Pontos de partida para uma reflexão sobre políticas públicas” que aborda algumas concepções sobre juventude. O Ministério da Saúde propõe também a organização de linhas de cuidados integrais. regulação e organização de populações e corpos. na sua maior parte. 1010 p. buscamos identificar as condições que possibilitaram a elaboração de saberes. Para abordar as concepções de juventude. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 2017. refletindo sobre as concepções de prevenção ao suicídio e de juventude. A relevância de tal estudo se deve a importância de conhecer as Políticas Públicas de prevenção ao suicídio. pretendemos ponderar criticamente sobre publicações do Ministério da Saúde e da Secretária-geral da Presidência da República. Disponível em: <http://www.Concepções de juventude e políticas de prevenção ao suicídio no Brasil Autores(as): Hamilton Almeida Peixoto (UFC) e Raquel Alencar Barreira Rolim (UFC) Resumo: O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre as concepções de juventude e de prevenção ao suicídio no Brasil. sentidos e referências sobre o assunto abordado. transição entre a infância e a idade adulta. Defende a consideração do contexto social do usuário do sistema de saúde. 2) juventude como etapa problemática. 3) juventude como atores estratégicos para o desenvolvimento. essa reflexão aponta para a relevância do desenvolvimento de meios e estratégias que favoreçam a participação dos próprios jovens na elaboração. Tais mecanismos enfocam a defesa da vida. Para tal. 4) juventude cidadã como sujeito de direitos”.com. mas não inclui esse usuário como sujeito na construção das propostas terapêuticas. destacamos uma publicação governamental chamada “Estação Juventude – Conceitos Fundamentais . A prevenção corresponde a um trabalho prévio com intuito de impedir as doenças ou agravos de se manifestarem ou de tomarem uma forma mais grave. utilizando formas de controle. A partir dessa leitura crítica. 2017. As políticas públicas buscam regular e organizar a vida em sociedade através de mecanismos de biopoder. integrados por adultos que podem defender posicionamentos não correspondentes aos pontos de vista dos jovens. além de apresentar em um esforço para provocar mudança de hábitos pelas recomendações quanto as atividades cotidianas. utilizamos ferramentas conceituais de Michel Foucault. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. Juventude. Percebemos que as demandas ditas da juventude são elaboradas por alguns setores da sociedade. Para a reflexão sobre as concepções em questão. Palavras-chave: Políticas de Prevenção.br> 83 .

Para a prevenção do suicídio desse público foram estruturados dentro do Plano Municipal de Prevenção do Suicídio de Paracuru. sendo ele mesmo um jovem que fez tentativa de suicídio e.com. Fortaleza. Disponível em: <http://www. os psicólogos da rede de saúde de Paracuru foram convidados para conhecerem o projeto X que está sendo desenvolvido por um grupo de alunos do 2ª ano de uma escola pública estadual com o nome Psicologia da Alma. Na capacitação de gestores e professores.jubra2017.Estratégias de prevenção do suicídio de jovens na cidade de Paracuru/Ceará Autores(as):: Ariadyne Barros Luz (Secretaria de Saúde de Paracuru) Resumo: Os debates do Grupo de Trabalho de Prevenção do Suicídio da Cidade de Paracuru conduziram ações nas escolas municipais e estaduais. Tal trabalho foi embasado na Psicologia Social que atua com esses adolescentes e jovens no seu contexto social. 1010 p. Também está sendo o fortalecimento da parceria com as escolas para o cuidado imediato. Juventude. portanto. como “e-mails” e jogos interativos. Percebe- se progressivamente a procura por dispositivos da rede. aproximadamente. Visando minimizar essa distância os profissionais estão indo com mais frequências às escolas com metodologias que possam promover uma melhor relação. alunos das escolas municipais e estaduais. 2017. com uma aproximação com o fenômeno. O que mais chocou a equipe foi perceber que os adolescentes e jovens não buscavam nenhum adulto do seu convívio social para falar dessa situação. bem como o aumento da adesão ao tratamento e da visibilidade da rede de proteção. e estes manejavam empiricamente as ideias suicidas de seus colegas. inicialmente. Um dos alunos gestores deste projeto virá falar da sua experiência. através da metodologia das cartas. Nas intervenções foi constado a distância dos adolescentes e jovens com relação aos profissionais da saúde. Nos anos de 2015 e 2017 foram atingidos. os professores relataram a prática de automutilação entre adolescentes e as ideações suicida dos mesmos. 2017.. 7. dois momentos: contato direto com adolescentes e jovens visando a desconstrução dos mitos referentes ao suicídio com rodas de conversas nas escolas e capacitação de gestores escolares e professores. foi trabalhado a ideia da escola enquanto instituição de proteção para adolescentes e jovens. Suicídio.br> 84 . Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. como um modo de estar próximo a esse público considerados estatisticamente como os maiores atingidos por este tipo de morte. Palavras-chave: Ações de Prevenção. recorriam aos seus pares. Tais experiências trazem uma rica discussão sobre estratégias de prevenção do suicídio no público adolescente. Nessa perspectiva. no sentido de refletir a escola como espaço de proteção dos adolescentes e jovens. uma vez que a taxa de suicídios em Paracuru é mais elevada do que a média nacional. articuladas ao Sistema Único de Saúde. Na ocasião. 600 (seiscentos) adolescentes e/ou jovens. Nas Rodas de Conversa o grupo de trabalho se deparou com diversos adolescentes explicitando que tinham ideação suicida e alguns que já tinham tentando suicídio. Fortaleza: Expressão Gráfica. tanto o PSF quanto o CAPS para atendimentos psicológicos. dos alunos da referida escola e a realizarem uma intervenção de acolhimento entre os pares e informações para aqueles que necessitam de apoio profissional para terem uma melhor qualidade de vida. Tal projeto tem o objetivo de identificar os sofrimentos mentais. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. achou importante iniciar e difundir essa ação.

Ressalta-se. Alguns municípios do estado do Ceará foram escolhidos para criar orientações para que as ações das linhas de cuidado dialoguem com as outras políticas sanitárias do SUS buscando nas interfaces a resolutividade e a qualidade do atendimento e a integralidade da atenção. Este grupo pretende tornar o referido assunto uma Política de Estado.com. situações como mudança social brusca. esta é a segunda maior causa de morte dos jovens entre 15 e 29 anos pela estatística brasileira. a falta de dados sobre o assunto. Estudos revelam que. Fortaleza: Expressão Gráfica. Palavras-chave: Políticas Públicas.A Secretaria de Saúde do Ceará e as Políticas Públicas de prevenção ao suicídio de jovens Autores(as): Aline Teles de Andrade (Secretaria da Saúde do Estado do Ceará) e Vicente Emanuel Ribeiro Macêdo Alves (UFC) Resumo: O Fórum de debate sobre o suicídio acorrido em outubro de 2016 na Secretaria de Saúde do Estado do Ceará trouxe a necessidade de se pensar em políticas e ações junto à população jovem. pensa as linhas de cuidado levando em conta a complexidade do fenômeno e a necessidade de diferentes abordagens. aponta a necessidade de entender as características e comportamentos suicidas para poder criar estratégias de intervenção. no entanto. A população LGBT apresenta o maior número de suicídios. com ações preventivas e de intervenção através de Câmeras Técnicas. os fatores que influenciam no comportamento autodestrutivo e a importância em discutir sobre as situações de vulnerabilidade. Embora exista na ficha de violência um campo sobre o risco de suicídio. bullying na escola revelaram-se como um grupo de maior risco maior de suicídio. Disponível em: <http://www. portanto. criado um grupo de trabalho. pudemos constatar que este na grande maioria dos casos não é preenchido. Foi. violência conjugal e intrafamiliar.jubra2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. segundo a estatística do Ministério da Saúde. Este grande desafio visa diminuir o número de suicídios entre os jovens do estado do Ceará que está entre os maiores do Brasil. o Grupo de Trabalho sobre as Políticas de prevenção ao suicídio conta com o apoio da equipe do Instituto José Frota que acolhe diretamente os casos de tentativas de suicídio. portanto. Fatores adversos tendem a se correlacionar e agem cumulativamente para aumentar os riscos de transtorno mental e suicídio. negligência. elaborada pelo Ministério da Saúde. Suicídio. separação ou divórcio dos pais. incluindo a violência sexual são os grandes fatores de risco. Juventude. 1010 p. sexual ou emocional). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. estudiosos do assunto e profissionais atuantes do SUS.. Fortaleza. Sociedade. Pesquisas mostram que os jovens que na infância sofreram violência (física.br> 85 . 2017. Proteção e Recuperação da Saúde. Consideram. 2017. maus-tratos. com pesquisadores. Nessa perspectiva e em acordo com as Diretrizes nacional. De fato. Dentre as ações preventivas recomenta-se: Reconhecer as ideações suicidas e mesmo as tentativas de suicídio como pedidos de socorro buscando o encaminhamento desses usuários para serviços que garantem o acolhimento e continuidade de um tratamento. 7. A Organização Mundial da Saúde (OMS) 2014. As Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na Promoção.

de modo que haja abertura para a emergência do que ainda não foi formulado. Os Direitos Humanos aparecem como espaço para negociação e não apenas como discurso sobre grupos vulneráveis. 7. O segundo trabalho proposto intitula-se Arte. a criação de confetos pelas professoras do território de uma comunidade escolar no Parque Alvorada. 2017. estas ações apontam os efeitos importantes quanto à singularização da trajetória dos estudantes tendo em vista sua atuação em relação a questões que envolvem a resistência a normatizações e menorizações de grupos sociais vulneráveis.br> 86 . Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. adultos e idosos. Levanta a discussão de como a sociopoética como método de pesquisa permite a desterritorialização e a invenção de saídas pelas professoras diante das situações de vulnerabilidade a que estão cometidos às crianças e jovens com quem atuam. Mobiliza reflexões em torno da criação de espaços em que os jovens se deparam com a tarefa de pensar sobre as diferenças por meio do encontro com processos de criação. EIXO 6: Juventudes e MOVIMENTOS SOCIAIS Educar em Direitos Humanos e a invenção de dispositivos artísticos para pensar a vida infanto-juvenil Coordenador(a): Érica Atem Gonçalves de Araújo Costa (UFC) Resumo Geral: Esta mesa-redonda pretende debater. Quem são os sujeitos de quem se fala e por quem se luta? O que podem criar coletivamente? Educar em Direitos Humanos parece-nos um modo da política exerce-se como uma política menor. crianças.jubra2017. A construção coletiva poderá efetivar-se sem que se exijam dos jovens e seus outros respostas adequadas. em torno dos sentidos que o encontro com a alteridade pode suscitar. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Cultura e juventudes: desenhando caminhos para um devir cidade.. fugindo das marcas colonizadoras presentes no modelo eurocêntrico e cartesiano edificante das práticas educativas e escolares ainda predominantes. As questões mobilizadoras das práticas sociais e de pesquisas analisadas consideram os sujeitos de direitos. No terceiro trabalho intitulado Confetos de educar em direitos humanos de professores para pensar a vida de crianças e jovens na educação básica a pesquisadora experimenta. Em diálogo com a Filosofia da Diferença e a Psicologia institucional. como rede discursiva.com. em suas constituições identitárias relacionais. a partir de experiências e inserções institucionais. intervenções em que os direitos humanos são objeto de criação pelos atores sociais envolvidos. A arte ou as experiências artísticas e estéticas são dispositivo privilegiado na construção desse caminho em que o outro não é somente aquele sem direitos. não se destinaram igualmente a todos os grupos sociais. através da sociopoética. O primeiro trabalho intitulado Quando a experiência da/na infância interpela os jovens: artistagens nos caminhos da formação na universidade põe em análise ações no âmbito do ensino e da extensão na universidade. 1010 p. reinventando a si mesmas. destacando a arte como eixo para a proposição de um espaço problematizador e de envolvimento com a temática dos Direitos Humanos. Esse processo acontece diante do desafio ético-político de educar em Direitos Humanos. Os autores explicitam o processo de criação do I Fórum em Direitos Humanos na cidade de Sobral/CE. jovens. Historicamente. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. os Direitos Humanos. mas o outro é a possibilidade dos atores sociais diferirem (devirem outro) em relação aos seus modos de entender as diferenças. Disponível em: <http://www. região fronteiriça que liga Timon-MA e Teresina-PI. Fortaleza.

fazendo problema as teias normativas da imaturidade e da ingenuidade. Esses encontros com a criança ou tendo a infância e a juventude como categorias a compreender tem possibilitado entender e definir o que seriam os dispositivos de escuta das crianças e jovens hoje (dispositivo de escuta). As práticas extensionistas realizadas com e por jovens universitários passadas em análise neste trabalho tem um intercessor privilegiado que alinhava os processos de criação. sujeito de direitos. A problemática da diferença produz-se no corpo dos jovens. incluindo a si mesmos. As análises destes trabalhos mostram como uma atuação micropolítica pode deslocar o outro da posição de objeto de poder-saber dos discursos científicos e levá-lo a uma região de afeto e estranhamento. Palavras-chave: Jovens. 7. a saber. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sendo importante saber lidar com o que está por vir ou precisa ser inventado. Disponível em: <http://www. Criação intergeracional. O confronto de elementos desta genealogia com dispositivos artísticos ou experimentações estéticas possibilita aos jovens em formação reformularem. Diferenças. espantarem-se com suas questões em torno da diferença? Tem-se como interlocutores a filosofia da diferença e a psicologia institucional.jubra2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. Fortaleza. destes trabalhos. A criança e o jovem. 2017. que se efetivam pela experiência de pensar os processos de produção da diferença de forma que a reflexão seja vista como um momento de criação. A noção de diferença é um balizador social.br> 87 . Entende-se a partir. Esse tipo de metodologia possibilita dar um contorno a questões para as quais a formação não necessariamente trará respostas concluídas. a partir do qual se define o outro de quem se fala e a quem se destina uma prática. inscrita nas suas trajetórias de formação. que dispositivos de escuta são ações e práticas que contam com a agência da criança (ou do jovem) e que os constituem como sujeitos. Estes espaços formativos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. a infância e a juventude tidas como experiência. 1010 p.com.. e passam a condição de sujeitos que interpelam e desconstroem classificações prévias e universais. Questão que está no eixo de muitas políticas públicas e intervenções no campo dos direitos humanos e em outras áreas também. repetirem. onde poderão desenvolver de forma singular seus percursos de resistência à normatização e à menorização dos atores sociais. desgastarem. apenas. podem negociar os sentidos que o discurso dos direitos humanos põe em circulação sobre eles mesmos. mesmo em situação de vulnerabilidade e invisibilidade social. A arte (artistagens) tem sido uma opção ética nessa formação em que as experiências são meio de autotematização pelo jovem no encontro intergeracional. assim como autores que se dedicam às temáticas intergeracionais.Quando a experiência da/na infância interpela os jovens: artistagens nos caminhos da formação na universidade Autores(as):: Érica Atem Gonçalves de Araújo Costa (UFC) Resumo: Este trabalho busca refletir sobre a possibilidade de espaços formativos. A criança e o jovem como sujeitos deixam o lugar daquele a quem se destina um olhar teórico. com a criação do projeto de extensão Grupo Maquinarias: pesquisa e intervenção em educação e infâncias no curso de Psicologia da UFC/Sobral se desdobraram hoje em outros novos projetos e incluem desde a sala de aula universitária como também intervenções em escolas públicas em intercessão com os Centros de Referencia da Assistência Social (CRAS) na cidade de Sobral. iniciados desde 2010.

sem prendê- los a modos de participação esperados por uma sociedade administrada? Compreende-se que a realização artística se dá num encadeamento de comunicação. enquanto importantes linguagens-lugares de expressões. pois como criar situações dentro das políticas públicas que possam lidar com o indefinido. do mesmo modo que oportuniza. a equipe. Assim. Cultivar a criatividade dos jovens é dilatar horizontes e entender que suas expressões requerem Direitos. conselhos de direitos e demais políticas do município. Palavras-chave: Direitos Humanos. ações e gestos. 7. tenciona-se que o Fórum contagie. tal como desperte processos germinativos transformadores no território das emoções da equipe e deslocamentos ético-estético-político na maneira de atuação. proporcionar espaços problematizadores sobre o tema Direitos Humanos desenvolvendo. entendida como potente dispositivo.Arte. a arte e a cultura também foram pensadas enquanto ferramentas de mediação e estratégias de aproximação com as pessoas envolvidas em busca da garantia de direitos. Uma vez que essa lig-ação se faz presente. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. a pessoa jovem vem a experienciar o mundo a partir das juventudes intrínsecas e a conexão direta se manifesta nas delicadezas produzidas pela célula revolucionária.com. Este trabalho manifesta caminhos de idealização do I Fórum dos Direitos Humanos . em que haja tempo para a insurgência dos atores. os jovens reinventam formas e elementos da realidade vivida. Assim sendo. consiga expandir o campo de produção de sentidos dos sujeitos ativos no processo. 2017. Alicerçado a criação. Mediação Artística. pretende- se metodologicamente. bem como aponta novas possibilidades de atuação que desenhem e se façam perceptíveis políticas públicas próximas à realidade dos sujeitos. alegra os passos da concretização de Direitos do mesmo modo que conduz mudanças efetivas-afetivas. Juventudes. tendo como cenário a interseccionalidade com outros grupos sociais. deste modo a mediação através da arte se faz necessário pois possibilita processos criadores em que as divisões são despotencializadas abrindo espaços-tempos para a horizontalidade nas relações. 1010 p. Entende-se que a arte minimiza o calor das diferenças. da terceira idade. falas. Para tal. Fortaleza: Expressão Gráfica. diversidade sexual e diversas etnias inseridas em movimentos sociais. a interpretação de seus acontecimentos realizam a combinação entre o singular e coletivo. Fortaleza. Disponível em: <http://www. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. assim como proporciona experimentações criativas. em contato com a pulsação jovem suscita diversos desdobramentos transformadores. Mecanismos enriquecedores da arte e cultura serão potencializados por meio de metodologias ativas. debates e construções com pessoas jovens. uma vez que estas apresentam características progressivas de aprendizados em busca de despertar críticas acerca da proposta. posicionar-se diante da cidade e demarca a arte- cultura. provoque movimentos de implicação.br> 88 . 2017. O Fórum oferece delineamentos da configuração da Coordenadoria dos Direitos Humanos.desafios e perspectivas para efetivação dos Direitos Humanos em Sobral/CE – percebido como agenciamento para a construção coletiva dos direitos de jovens no município de Sobral. a partir de traços particulares da arte..jubra2017. com algum tipo de deficiência. cultura e juventudes: desenhando caminhos para um devir cidade Autores(as): Savanya Shell de Oliveira Sousa (Prefeitura Municipal de Sobral) e Gênesis Anjos Nunes (Coordenadoria dos Direitos Humanos do Município de Sobral-CE) Resumo: A arte.

Diante da problemática do como educar em Direitos Humanos na relação com a vida de Crianças e Adolescentes. Palavras-chave: Educar. no Parque Alvorada. Os principais teóricos que orientaram esta produção são Foucault (1992. Corazza (2004) dentre outros que se orientam por essa vertente. pesquisa e de ensino. democrático e descolonizador do pensamento relevante para culturas de resistências como crianças. Direitos Humanos. bem como. foram realizadas oficinas com o tema-gerador “Educar em Direitos Humanos na relação com a vida de crianças e adolescentes”. 2017. Deleuze e Guatarri (1985. que ao perceber suas próprias limitações através da autoanalise. conceitos produzidos na relação de intersubjetividades. favorecendo na produção artística a criação de novos saberes vivenciados nas rodas de conversas em que são socializados os sentidos da produção. Fortaleza. Arendt (1989. Agamben (2010). usando como dispositivo artístico a Capulana. região fronteiriça que liga Timon -MA e Teresina – PI.Confetos de educar em direitos humanos de professores para pensar a vida de crianças e jovens na educação básica Autores(as):s: Maria do Socorro Borges da Silva (UFPI) e Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI) Resumo: A Educação em Direitos Humanos é um desafio a ser construído no cotidiano a partir das singularidades de cada lugar educativo. 7. É relevante dizer que essa produção é resultado da pesquisa de doutoramento em Educação. Gauthier (2012). 2014). 2003. 1995. área considerada de vulnerabilidade social para as populações infanto-juvenis devido a violência estrutural que configurou historicamente esse território. A experiência revelou que a Sociopoética enquanto abordagem metodológica de pesquisa interventiva potencializa os educadores a se desterritorializar. A Sociopoética se constitui um dispositivo metodológico e filosófico de pesquisa e produção do conhecimento coletivo. esta proposta objetiva analisar experiências de pesquisa com a Sociopoética com professoras da educação básica pensando outros modos de educar em direitos humanos crianças e adolescentes. Trata- se de um método inventivo. Panikkar (2004). Larrosa Bondia (2010. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A experiência aconteceu no território da Comunidade Escolar “Mãos Dadas” da Associação Daniel Comboni. confetos e devires. 1010 p. destacando seus saberes experienciais na vida escolar e potencializando a dimensão criadora na produção de problemas. Disponível em: <http://www. adolescentes e jovens na escola. inspirada na cultura africana.jubra2017.br> 89 . prazeroso e filosoficamente potente de análise dos problemas da vida. 1984. pois quebra com os modelos tradicionais de formação. 2013. propicia a análise do pensamento do grupo. descolonizar o pensamento das formas normativas e institucionais de como educar em Direitos Humanos crianças e adolescentes. a partir da criação de confetos. 2001). 2010 e 2013). sendo mais atrativos a esses sujeitos. 2011. 2011). produz a transformação de si e do coletivo. Certeau (1999). 2017. superando o viés universalista e excludente do Direito e da Educação que herdamos do modelo cartesiano e eurocêntrico. com o uso do corpo inteiro e da Arte. Fortaleza: Expressão Gráfica.com.. Professores Infanto-Juvenil SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Com o uso do método Sociopoética.

há pouco mais de duas décadas reconheceu- se o acesso das mulheres à comunicação como direito humano básico e as tecnologias de informação e comunicação (TICs) como importantes estratégias de empoderamento feminino (Boix & de Miguel. 1010 p. os autores levantam questões sobre as políticas de identidade aí favorecidas e o alcance efetivo de tais políticas para o empoderamento de jovens e mulheres negras. conectam-se. O estudo pretende colaborar para a transformação da internet com base nas pistas oferecidas por perspectivas críticas que levam ao questionamento dos aspectos androcêntricos que fundam a ciência e a tecnologia e das barreiras de gênero que explicam o acesso diferenciado de homens e mulheres às TICs e aos seus beneficios. Observando as trocas de informações sobre produtos para cabelos crespos (“low/no poo”) e juízos sobre afro-descendência nesses grupos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Em especial. movimentos de mulheres e ativismo feminista e suas implicações para a população jovem no país.br> 90 .. 2013). o ativismo de gênero reconhece que a internet é espaço privilegiado para a maior visibilidade das mulheres. 7. que. recebeu milhares de relatos contudentes de violencias sofridas por mulheres quando criancas. O segundo trabalho problematiza o conceito de “empoderamento” no âmbito do feminismo negro. 2013. Na internet. discute como a internet vem se constituindo ferramenta indispensável para mulheres de todas as idades contestarem as cotidianas formas de inequidade de gênero. 2013. deixando de recorrer a alisamentos. Os três trabalhos finalizam discutindo os caminhos do ativismo de mulheres na internet entre segmentos jovens. teorizam e agem em busca de relações de gênero menos assimétricas. com base na análise de dois grupos do Facebook que reúnem mulheres negras. Na era digital. Natansohn. adolescentes e jovens. à sororidade e ao ativismo de gênero. Disponível em: <http://www. em fase de “assumir” o cabelo natural. para a produção. As autoras discutem como os sites de redes sociais configuram espaço favorável à revelação pública de práticas sexistas e violentas contra as mulheres. tecnologias digitais e ativismo: quando jovens mulheres abrem a boca na rede Coordenador(a): Idilva Maria Pires Germano (UFC) Resumo Geral: Esta mesa reúne estudos que examinam o vínculo entre tecnologias digitais. a partir da experiência de uma oficina sobre internet e gênero dirigida à comunidade universitária. solidária e heterogênea de grupos e comunidades. Desse momento inaugural para cá. Tomazetti & Brignol. coletivos feministas no país vem se multiplicando e produzindo conteúdos que veiculam as demandas das mulheres. Fortaleza. convocam sua organização e participação política e mantém uma rede de comunicação ativa. 2017.Gênero. circulação e consumo de conteúdos que defendem seus direitos e para o combate coletivo às representações e práticas sexistas (Maffía. sujeitos femininos historicamente silenciados (Perrot. em poucos dias. Com efeito. O primeiro trabalho traz à discussão princípios gerais e diretrizes políticas para uma internet alinhada às demandas dos feminismos.com. 2003) se fazem ouvir. Fortaleza: Expressão Gráfica. as dificuldades e os desafios transgeracionais do ativismo de gênero. Esta mesa busca trazer elementos para entender o alcance.jubra2017. promovida pelo coletivo feminista Think Olga. 2009). na maioria jovens. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. O terceiro trabalho aborda a campanha #PrimeiroAssédio (2015) no Twitter e Facebook.

c) desconstrução do caráter androcêntrico da ciência e da tecnologia digital. A partir desse contexto. igualitário à internet. n) utopia de que outra internet é possível: autônoma. “obsolescência programada”.. b) direito à diversidade identitária.br> 91 .com. pela cultura do compartilhamento e do código aberto. que versam sobre temas pontuais. elaborados a partir da questão: “como feministas. tais como: criptografia. criação chaveiros digitais e navegação segura . nacionalidade. 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. sustentada pela colaboração. j) promoção e estímulo aos softwares livres. não colonizada pelo comércio. Disponível em: <http://www. como “computação em nuvem”. “internet das coisas”. d) a compreensão ampla. Tecnologias Digitais e Cultura (Gig@) vem desenvolvendo com a comunidade universitária desde 2016. idade. com sua diversidade de ferramentas e dispositivos. pelo capital ou pelo estado. sustentabilidade.incompleto. distribuição e usos). Palavras-chave: Internet Feminista. 2017. classe. Gênero. Exclusões Digitais. h) liberdade de expressão irrestrita. constituem cenários privilegiados para a ação política feminista. que tipo de internet queremos e o que necessitamos para alcançá-la?”. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. desenvolvido para plataforma web. tem sido objeto de reflexão crítica por parte dos feminismos acadêmicos e dos movimentos sociais. Fortaleza. legislação ou violências. articulando estratégias para a defesa com menor risco (redução de danos digitais). “liberdade e sexualidade”. o local onde nos constituímos como sujeitxs. religião. m) economias digitais alternativas e solidárias.sobre um conjunto de princípios ou direcionamentos políticos desejáveis.jubra2017. contra o controle. etc. “economia. 7. o trabalho que apresentamos traz um debate . contra as “caixas pretas” da tecnologia. l) direito à participação de mulheres e minorias na governança e a tomada decisões sobre políticas de internet. Trata-se de material impresso . sexual e racial. direito ao anonimato e ao esquecimento. f) internet como bem comum. em todas as suas fases (planejamento. 2016). onde nos sentimos segurxs e confortáveis.e o vídeo “O que é uma internet feminista?” (Gig@2017). as oficinas discorrem sobre: a) direto ao acesso amplo. bens comuns. Como parte da praxe do grupo. em construção . e) o combate à misoginia. Essa questão-chave norteia a oficina “Internet e redes sociais: perspectivas críticas e feministas” (GIG@. k) crítica às noções hegemônicas e mercadológicas que povoam internet. infraestrutura e participação”. irrestrito.uma série de quatro cartilhas chamadas #LigadasNaInternet. assédios e violências. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. “conteúdos e privacidade”. vigilância ou regulação através de tecnologia.#LigadasNaInternet! O que é internet feminista? Autores(as):: Graciela Natansohn (UFBA) Resumo: As tecnologias digitais. suas oportunidades e riscos. Mediante os eixos temáticos transversais “autonomia e agência”. e das estratégias para superá-las. queer e LGBTT e. raça. espaço de sororidade interseccional. g) segurança e a privacidade. provisório. desenho. por isso. trazemos à discussão esses princípios e os materiais didáticos produzidos. que o grupo de pesquisa em Gênero. interseccional e não androcêntrica das brechas (exclusões) digitais de gênero. local onde nos articulamos e organizamos em redes. contra o hetero-cis-normativismo. realização. 1010 p.

2009). discutimos as postagens de dois grupos do Facebook. Entre alguns resultados. 1010 p. Disponível em: <http://www. em vez de possibilitar identidades políticas. Jéssica de Souza Carneiro (UFC) Resumo: Os sites de redes sociais têm servido como importante plataforma onde pessoas e coletividades cada vez mais reivindicam direitos. com efeitos especialmente importantes sobre as jovens negras. Pretende-se compreender os novos contornos das opressões ligadas à etnia.. Internet. Jovens. Fortaleza. Feminismo negro. estéticos e políticos no campo do feminismo negro. agem na direção da despolitização e da descoletivização do combate às relações de exclusão e opressão de mulheres negras. Percebe-se nesses espaços a crescente emergência de grupos e de indivíduos que defendem pautas ativistas e de lutas sociais. sobretudo o Facebook. que podem limitar o alcance dos novos engendramentos éticos. da militância voltada para a crítica aos regimes de poder e à estrutura sistêmica da sociedade que marcou as primeiras ondas feministas. Palavras-chave: Empoderamento. A politização nas plataformas digitais de comunicação refere-se a mecanismos de resistência aos dispositivos de poder.br> 92 . as quais à primeira vista podem parecer fortalecer e empoderar essas mulheres. e agora? Empoderamento e feminismo negro na rede Autores(as): Aluísio Ferreira de Lima (UFC). A partir disso. além de constituir-se como mais um dispositivo reiterativo das relações de poder vigentes e das opressões relacionadas à etnia e ao gênero. contudo. 2006. observa-se que os sites analisados configuram-se espaços de visibilização de discursos de resistência no que tange às disputas identitárias e aos movimentos de empoderamento negro. no sentido de manifestarem-se contra enunciados e práticas de opressão e exclusão a grupos específicos. este trabalho discute as diferentes faces do movimento feminista negro nos sites de redes sociais. Essas tensões nos levam a refletir sobre os desafios do feminismo na internet sobre o empoderamento de jovens e adultas negras. 2017. também sinalizam as tensões do ativismo produzidas pelo foco no consumo de “produtos étnicos”. suspeita-se que as relações de consumo que atravessam certas pautas feministas negras. alinha-se ao projeto neoliberal contemporâneo no sentido de fortalecer políticas de identidade (FRASER. 7.jubra2017. tomando como ponto central a problematização da categoria conceitual “empoderamento” presente nos discursos desses grupos. principalmente no que concerne àqueles de reiteração do racismo e da opressão de gênero. Neste trabalho. Trata-se de grupos que não apenas discutem sobre a qualidade capilar e técnicas de manuseio do cabelo. produzem narrativas de identidade que impulsionam as lutas e disputas discursivas de resistência e empoderamento negro. Fortaleza: Expressão Gráfica. Levanta-se a hipótese de que o afastamento do feminismo negro de uma luta militante. ao gênero e à geração na internet. analisando as formas como os movimentos de ciberativismo disparados pelos SRS. A análise qualitativa apoiou-se na netnografia e na análise do discurso no âmbito de teoria feminista crítica.Assumi meu cabelo. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Assim.“No e Low Poo Iniciantes” e “No/Low Poo: cabelos crespos” – que reúnem pessoas em processo de transição da química de alisamento aos fios naturais crespos. mobilizam-se e conscientizam-se politicamente. ou seja. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. mas também travam debates étnicos sobre afro-descendência. Idilva Maria Pires Germano (UFC).com.

Fortaleza. As observações empíricas assinalam que: 1.. em plataformas como Facebook e Twitter. foram mais de 82 mil mensagens marcadas pela hashtag. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. à sororidade e ao ativismo de gênero. 1991. Como conclusão. Towns & Adams. levando meninas e jovens a adotar majoritariamente estratégias de silenciamento e de esquiva dos agentes de agressão. 3. sororidade e ativismo de gênero na campanha #PrimeiroAssedio Autores(as):s: Ana Cesaltina Barbosa Marques (UFC). os sites de redes sociais têm tido papel preponderante na difusão de campanhas. 7. denunciando o agressor para reparar seu direito individual violado) e de matiz “coletivista” (levando-a a silenciar em nome da paz familiar. Fortaleza: Expressão Gráfica. a de se “quebrar o silêncio” em torno do assédio e de compreende-lo como prática de violência.com. 2001. cometidas principalmente por amigos. Disponível em: <http://www. 2017. Os episódios de assédio sexual começam muito cedo nas histórias das mulheres. divulgada no Twitter e partilhada também no perfil do coletivo no Facebook. Assédio. a Coordenador(a): do projeto convidou pessoas a partilharem memórias sobre suas primeiras experiências de assédio. A campanha sinaliza no âmbito dos sites de redes sociais um coletivismo favorável à revelação pública das violações.Quebrando o silêncio: revelação. buscando compreender como as respostas das mulheres revelam formas de enfrentamento do silêncio imposto às mulheres no curso da vida. 1994. especialmente desde o segundo semestre de 2015. 2. tanto nas ruas quanto nos meios de comunicação. o estudo sublinha a transgeracionalidade do sexismo nas histórias contadas e as possibilidades de agência feminina fornecidas pelo ambiente digital às mulheres de todas as idades. O silenciamento das agressões pelas narradoras (frequentemente com sua auto-culpabilização) envolve dilemas ideológicos (Billig. Em quatro dias. Na postagem que disparou a campanha. Oliveira & Buscato.jubra2017. Este trabalho analisa a conversação em rede (Recuero. Haraway. Jovens. Foi promovida pelo coletivo feminista Think Olga (cuja misão é “empoderar mulheres por meio da informação”) em reação ao assédio praticado nas redes à imagem de uma menina participante de um reality show nacional. 2012) gerada em torno da hashtag #PrimeiroAssedio. 2012) e dos estudos de gênero e da teoria feminista (Scott. somente no Twitter.1991. 1998. 1993) e análise do discurso.br> 93 . 2015). A campanha #PrimeiroAssédio (2015) é um exemplo. 2017. também. 1995). Palavras-chave: Ativismo digital. Mulheres. 2009) entre discursos de matiz “individualista” (que poderiam levar a mulher a “cuidar de si”. Nesse contexto. Weatherall. Idilva Maria Pires Germano (UFC) Resumo: Bandeiras de igualdade de gênero e luta por direitos vêm sendo frequentemente levantadas no Brasil. ambas fundadas em molduras críticas da psicologia social discursiva (Billig. Wetherell. por exemplo). em especial. Usuários majoritariamente femininos apresentaram relatos de violências sofridas quando crianças. Uma seleção dos relatos foi estudada mediante análise temática das narrativas (Riessman.1996. considerando a enunciação como uma dimensão do exercício de dominação e. 1010 p. obtendo o engajamento de milhares de pessoas. de resistência à dominação. adolescents e jovens. por meio de seus perfis pessoais. quando uma série de manifestações teve alcance nacional a ponto de o momento ser batizado como “primavera das mulheres no Brasil” (Grillo. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. vizinhos ou parentes.

enfim. 2017. bem como sua implicação cotidiana numa perspectiva emancipatória da vida coletiva. da Psicologia e da Filosofia. refletir sobre os impasses para ampliação dos processos associativos em favelas a partir da experiência do Comitê Comunitário e da Agência Cidade de Deus de Desenvolvimento local. intitulado “Juventudes e movimentos sociais”.jubra2017. posicionamento crítico. Inspiramo-nos em Chantal Mouffe para pensar o/a político/a a partir de sua proposição de um modelo agonístico de democracia. como também indicativas de um posicionamento de participação. considerando que. É. estabelecemos tessituras teóricas com autores de referência das Ciências Sociais. a partir de uma perspectiva ampliada que compreendemos as pequenas intervenções cotidianas no espaço público. De Lucia Rabello de Castro e Jaileila de Araújo Menezes. Fortaleza. a saber: 1) Discutir possibilidade dos jovens se reconhecerem e atuarem como sujeitos políticos no contexto da militância institucionalizada desenvolvida no âmbito das Redes e Movimentos Sociais. contribuímos com a produção de conhecimentos do Eixo Temático do Jubra. discutir possibilidades e expressões de subjetivação política em jovens. a partir da emergência e expressão de subjetivações políticas em contextos informatizados.. Tal perspectiva estabelece um contraponto a noções tradicionais de participação política. 3) Entre o reconhecimento da força da juventude e os receios de abertura para novas visões de mundo. envolve ações produzidas por um sujeito político com fins de afirmação dos posicionamentos individuais e/ou coletivos. habilidades de negociação e práticas cotidianas que saem da exclusiva perspectiva do si-mesmo na direção do outro.br> 94 .“Já estou implicado até a alma!”: modos. a que viemos chamando de modos e expressões de subjetivação política. uma vez que refletimos todo o tempo sobre possibilidades e expressões do jovem como sujeito político. De Jacques Rancière. Trata. como objetivo desta Mesa Redonda. 1010 p. que a subjetivação política perpassa movimentos de resistência. 2) Refletir sobre a participação de jovens em redes sociais na internet e a ressignificação de identidades anteriormente construídas.com. Disponível em: <http://www. adotamos o reconhecimento do sujeito acerca da existência das diferenças. com o contexto sócio-político. 2017. adotamos uma concepção de política baseada na ressignificação de identidades anteriormente construídas. nos mais diversos contextos. na relação com o outro. destaca-se principalmente o movimento estudantil). Passa pela experienciação do convívio com as diferenças e inclui a tomada de reflexões e atitudes na luta ou defesa de pautas coletivas. Fortaleza: Expressão Gráfica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. associadas ao engajamento político partidário ou à vinculação a sindicatos e movimentos sociais (no caso dos jovens. tal como a compreendemos. da reinvenção de si e dos espaços públicos. enfim. expressões e desafios de subjetivação política juvenil Coordenador(a): Érika de Sousa Mendonça (UFRPE) Resumo Geral: A participação política. Tomamos de Michel Foucault a noção de resistência ao instituído. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. pois. 7. frutos de pesquisas empíricas realizadas. reinvenção de si. Para tanto.Entendendo-se. Propomo-nos a interrelacionar reflexões a partir de três olhares distintos. deste modo. com o consequente envolvimento em situações de negociação. buscamos.

Fortaleza.Desafios para a ampliação da participação de jovens no âmbito dos processos políticos e de desenvolvimento local Autores(as):: Tatiane Alves Baptista (UERJ) Resumo: O trabalho proposto é resultado de um conjunto de reflexões realizadas a partir de um projeto no âmbito da Agência Cidade de Deus de Desenvolvimento Local. ameaças. fraquezas e oportunidades da organização. Disponível em: <http://www. como a Agência de Desenvolvimento Local. Favela. e. Mas por outro lado. entre os anos de 2016/2015. Todavia e contraditoriamente. mas que precisa ser enfrentada. onde foi afirmado que há medo e insegurança de perder espaços com a chegada de novos quadros e líderes sociais da comunidade. 2017. a excessiva preocupação em garantir a continuidade de relações sociais consideradas seguras e desejáveis pode acarretar em práticas conservadores e comprometedoras da transformação. é tido como uma fraqueza a incapacidade de desenvolver uma linguagem mais próxima e mais atraente aos jovens. 1010 p. O objetivo principal deste trabalho é revelar como as alternativas associativas em favelas necessitam de um esforço no sentido da desconstrução dos medos e das tensões clássicas que envolvem o “novo e o velho” e que essas tensões podem estar na base das afirmações que colocam os jovens como alheios aos processos políticos. tal como desenvolveu Bauman.br> 95 .. do efêmero. Por outro lado. cultural e social. para esse trabalho. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. político. 7. que é um braço executivo do Comitê Comunitário da Cidade de Deus. em seu texto “Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos” (2004). O que podemos concluir é que há hoje uma dinâmica de acontecimentos que acarretam em práticas sociais específicas nos planos ético. da desvalorização do papel da história.com. tais como: frustração e medo diante da fragilidade das instituições em face do predomínio do fugaz. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. ainda. Palavras-chave: Processos Políticos. que segundo o grupo está atualmente envolvida com projetos de cunho pessoal. Interessante. conforme aponta o eixo temático: Juventude e Movimentos Sociais. Fortaleza: Expressão Gráfica. As evidências acerca desse quadro foram sendo reconhecidas por dentro de um conjunto de oficinas realizadas na sede da Agência de Desenvolvimento Local da Cidade de Deus. na consideração das fraquezas. Nesse cenário a juventude aparece como refém e como algoz de uma trama emblemática. especialmente aquela que buscou identificar o quadro de forças. onde se viu o seguinte resultado: Se por um lado há no grupo o reconhecimento de que é necessário o aparecimento de novos líderes.jubra2017. foi observar o confronto entre aquilo que é reconhecido como ameaça. 2017. Uma das sínteses das oficinas informou que: “é uma ameaça para o futuro da Agência Cidade de Deus de Desenvolvimento Local a ausência da juventude”. Desenvolvimento Local. a tensão gerada pelo medo do confronto com as novas visões trazidas por esses jovens. isso entra em choque. envolvendo desde a forma de fazer política até a estética das ações. A temática da juventude aparece circunscrita a um cenário de impasses entre a necessidade da abertura para novos quadros no sentido da ampliação da participação dos sujeitos jovens no direcionamento de espaços institucionais privilegiados.

é a partir de políticas de transformação assumidas na vida cotidiana que melhor se expressa a potência do sujeito político. 1010 p. governamentais e não-governamentais. que tais construções se dão independente à vida militante. Palavras-chave: Participação Política. neste interim. com o Eixo Temático: “Juventudes e movimentos sociais”. Para tanto. que os modos de subjetivação política dos jovens interlocutores tem lugar privilegiado de construção e reconstrução em espaços políticos de adesão. como o são os movimentos sociais. enfim. pobreza e política.. assistimos a oferta de projetos sociais. Assim é que passamos a advogar por um sentido de participação política que se expressa no cotidiano. retórica ou perfil de liderança. assumimos também um olhar através do qual acreditamos que aqueles que se vinculam a espaços formais de participação . embora este contexto potencialize tal modo de subjetivar-se. tomando para si propósitos políticos de vida. 2017. 2017. que modos de subjetivação política não estão necessariamente condicionados a habilidades de performances políticas. defendendo serem estas ações determinantes à transformação de realidades.com. Eis que decidimos pela realização de uma pesquisa empírica. Propõem. na mesa redonda do Jubra. manifestação de pensamento crítico e resistência a práticas instituídas e cristalizadas. entre seus objetivos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ainda. Essa foi uma pesquisa de doutoramento concluída em novembro de 2016 e a proposta. estimular a formação e participação juvenil. situações e personagens. 7. A pesquisa revelou construções e expressões de subjetivação política que são dinâmicas. Fortaleza. Ainda. é dialogar teórica e empiricamente sobre as reflexões construídas. podendo se manifestar no cotidiano por meio de posicionamentos na direção do coletivo e também através da revisão de si. o que viemos chamando de modos de subjetivação política. em sujeitos ético-políticos? Em atores sociais que protagonizam ações mobilizadoras de mudanças? À luz da Psicologia Política adentramos numa revisão de estudos que articulavam juventude. Militância. O estudo revelou. que se reconstroem frente a cenários. qualitativa. portanto. voltados a essa parcela da população. Embora defendamos que todo jovem possa participar politicamente. Fortaleza: Expressão Gráfica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. tenham muito a contribuir com estudos como o que se propõe.jubra2017.Entre políticas de adesão e políticas de transformação: construções e expressões de subjetivação política em jovens militantes Autores(as):: Érika de Sousa Mendonça (UFRPE) Resumo: Em um contexto de criminalização da juventude pobre. problematizando o jovem militante em seus processos e modos de subjetivação política contribuindo. tais como oratória. também. promovendo ações em torno do bem comum. utilizamo-nos de estratégias metodológicas multimodais que incluíram entrevistas. efetivada no contexto de dois eventos de formação política protagonizados por uma ONG junto a jovens lideranças de movimentos sociais.br> 96 . com respeito aos dissensos e conflitos.como os movimentos sociais e as Organizações Não-Governamentais (ONG) - e que se denominam militantes. No entanto. uso de imagens e observação participante. Disponível em: <http://www. com reconhecimento e valorização da alteridade. Subjetivação Política. Mas quais as reverberações subjetivas possíveis? Podemos falar. Em nossas análises defendemos. buscamos ampliar a noção de participação para além dos espaços tradicionalmente reconhecidos.

. nesse espaço. O presente trabalho ancora-se em territórios de debates que articulam cognição e subjetividade no mundo contemporâneo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. norteando as análises. Fortaleza. podemos contribuir com o eixo: “Juventudes e movimentos sociais”. pela estreita relação do estudo com fenômenos contemporâneos.jubra2017. o estudo apresenta os limites e possibilidades de uso de tecnologias da informação e comunicação que favoreçam a reinvenção de si e dos espaços institucionais escolares e contribui para reflexões sobre juventudes e produção de significados na contemporaneidade. Ademais. Ao discutirmos possibilidades de subjetivação política em jovens no contexto escolar pela imersão em atividades com tecnologias e redes sociais. A participação dos jovens engajados no projeto atesta a vivência com as diferenças e a tomada de posições na busca por pautas coletivas. 1010 p.Transformações de si mesmo em direção ao outro nas redes sociais e suas interfaces educacionais: cognição e subjetivação política no Ensino Médio Autores(as):: Flavia Mendes de Andrade e Peres (UFRPE) Resumo: A atual sociedade da informação tem promovido transformações nas subjetividades e. Palavras-chave: Redes sociais. A partir das ideias de Michel Foucault e Jacques Rancière. entre jovens alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola pública em Recife- Pernambuco. negociados e dialogados nas mediações cognitivas possibilitadas pelo DEMULTS. em situações objetivas de ensino.com. favorecendo a participação legítima dos alunos no processo. estudos em que foram promovidos ciclos de autoria-uso de jogos digitais educacionais. Apresentaremos. Foram relacionados aspectos macro (referentes à instituição) e micro (referentes às atividades do modelo metodológico) e estabelecidas quais as transformações ocorridas nas Comunidades de Prática em que os jovens estavam situados. Analisamos a dinâmica dos enunciados e marcas discursivas da participação dos jovens em uma rede social. através de atividades de Design Participativo e Programação pelo Usuário Final. Fortaleza: Expressão Gráfica. logo a qualidade no desenvolvimento das capacidades humanas é promovida por condições objetivas de existência. As intervenções dos pesquisadores foram organizadas como Comunidades de Prática para o desenvolvimento de jogos digitais na escola. atribuindo-se à atividade do DEMULTS e sua organização a origem das motivações dos jovens no processo. Subjetivação Política.br> 97 . 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. indicativas de transformação de modos de resistência para posicionamentos críticos mais propositivos. 2017. como a expressão de sujeitos políticos originada dos/nos ambientes virtuais. Disponível em: <http://www. espaços educativos são desafiados a compreenderem melhor os sujeitos que vivenciam o cotidiano escolar. capturamos ações que apontam para a resistência ao instituído e a ressignificação de identidades produzidas anteriormente e tomadas como verdadeiras. verificou-se a tensões entre vozes e mediações cognitivas que impactaram na identidade dos sujeitos e a afirmação de posicionamentos individuais e coletivos. concomitantemente. que favoreceram uma perspectiva emancipatória de vida coletiva. 7. com ações de sujeitos políticos. Os casos específicos aqui caracterizados apresentam as produções de sentido de jovens ao longo do processo e respondem sobre as transformações subjetivas relacionadas às novas identidades ao longo do projeto DEMULTS – Desenvolvimento Educacional de Multimídias Sustentáveis. Concebemos a cognição como situada e distribuída. Brasil. Educação. A partir da Análise Dialógica dos Discursos.

paradoxalmente. Disponível em: <http://www. etnia e classe. O primeiro – Levados por Anjos: modos de vida. Os trabalhos apresentados. fluida e conflitiva. 2017. na realização de pesquisas que abordam tais questões em espaços de sociabilidades juvenis. gênero e religiosidades. mas que também refletem as contradições sociais.jubra2017. portando. ainda. os estudos culturais surgem como determinantes para o reconhecimento. O(A)s jovens do início século XXI. a afirmação e a valorização de diferenças e diversidades. demarcam espaços/tempos de afirmação e/ ou negação de identidades e culturas. ainda elaboram dinâmicas de interações respaltadas por dispositivos heteronormativos e sexistas. encontrados por pesquisadore(a)s no campo dos estudos da juventude. convivemos com visões de mundo fundamentalistas e progressistas que nos condicionam a experiências e vivências múltiplas e contraditórias em nosso cotidiano. Ressalta.com. historicamente. contribuindo na construção de suas identidades bem como suas cosmovisões de mundo e sociedade. onde o(a)s jovens vivem de forma diferenciada. EIXO 7: Juventudes. essas questões permanecem permeadas de tabus.br> 98 . 1010 p. Os trânsitos de gênero/sexuais dos corpos juvenis acontecem de forma cambaleante. em seus espaços/tempos de formação e sociabilidades. O estudo afirma que a religião se constitui numa dimensão significativa da vida do(a)s jovens. especificamente. marcada por uma perspectiva monocultural – colonial. escravocrata e patriarcal . via processos de resistências. GÊNERO E SEXUALIDADE Gênero e religiosidades: etnografias em sociabilidades juvenis Coordenador(a): Alexandre Martins Joca (UFCG) Resumo Geral: A sociedade brasileira. de sociabilidades juvenis em dois espaços distintos: praças e terreiros de candomblé da cidade de Fortaleza/CE. Assim. Da elaboração de (ou reivindicação por) políticas públicas às práticas empreendidas na vida cotidiana. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. educação e sexualidades juvenis . que são relações que se moldam num jogo afetivo/sexual marcado pela multiplicidade de identificações juvenis. Fortaleza: Expressão Gráfica. tratam. A pesquisa aponta que as relações juvenis entre pares nas praças da cidade. geradoras de conflitos e tensões socioculturais..busca compreender como marcadores de gênero e sexualidades são acionados nas dinâmicas de sociabilidades juvenis em praças de Fortaleza. ambos empreendidos a partir da pesquisa etnográfica. passivos a ele.guarda resquícios de estigmas e desigualdades sociais. 2017. No entanto. Este cenário é perceptível em espaços/tempos sociais distintos da sociedade brasileira. que tem como base de sustentação questões de gênero. preconceitos e discriminações. pois em nossa realidade social existem territórios. A mesa “Gênero e Religiosidades: Etnografias em Sociabilidades Juvenis” discute desafios e possibilidades. apesar de subverterem normas hegemônicas de gênero e orientação sexual. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Em meados do século XX. como importantes sujeitos sociais nas transformações da sociedade e do mundo. tão pouco. entre elas. aparecendo. A pesquisa – Jovem que Velho Respeita: as experiências e saberes da juventude candomblecista – busca entender como os jovens candomblecistas vivem suas condições juvenis no terreiro de candomblé. não estão isentos deste contexto. Fortaleza. lutas e relações de poder. as de gênero e de religiosidades. como o terreiro do candomblé. 7.

sob a lógica binária e heteronormativa.sexuais. formação de jovens ativistas para atuar na elaboração e no controle social das políticas públicas para a juventude. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. tem sem apresentado como importantes mecanismos de formação política e social do(a)s jovens LGBT. Palavras-chave: Juventude LGBT. religiosas e políticas . Entre outras conclusões. A violação de direitos fundamentais como o direito à cidade e a vivência da sexualidade e da crença está presente na realidade desses jovens. As metodologias aplicadas compreendem a educação entre pares e a utilização do quadro das vulnerabilidades e dos direitos humanos. Bissexuais. as Paradas pela Diversidade). que as questões de gênero estão associadas diretamente a determinantes étnicos e de classe. Fortaleza. as ações comunitárias. As atividades compreendem a uma diversidade de ações. Esses dados indicam que os jovens LGBT enfrentam em eu cotidiano violências diversas. Partindo dados acima. Evidencia-se também. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ações Comunitárias. pela cultura hegemônica de gênero. Fortaleza: Expressão Gráfica. o GRAB realiza diversas ações de base comunitária visando combater as violências institucionais.20% e da casa 21. identificou que todos os sujeitos entrevistados revelaram já ter sofrido algum tipo de discriminação devido a sua orientação sexual. apresentações culturais. em 2007. vem desenvolvendo um conjunto de metodologias para realização de trabalhos comunitários junto às juventudes LGBT da cidade de Fortaleza. 23. Assim.. As principais agressões são: ameaça. 2017. Os 35% afirmaram que os locais públicos são os principais espaços onde ocorrem as agressões em decorrência da orientação sexual. campanhas de prevenção e cidadania.br> 99 .das periferias de Fortaleza. 2017. com ênfase no enfrentamento das vulnerabilidades programáticas e oportunas. individuais e sociais sofrida pelo(a)s jovens LGBT. Disponível em: <http://www. organização da sociedade civil que há 28 anos vem desenvolvendo diversas ações no campo dos direitos humanos da população Lésbicas. respaldadas.Ações comunitárias junto às juventudes LGBT em Fortaleza Autores(as): Dediane de Souza (AGBLT) Resumo : Pesquisa realizada em Fortaleza/CE pelo Grupo de Resistência Asa Branca – GRAB.40%. Gays. atividades com mobilização coletiva e de massa (a exemplo. GRAB.HSH . “Juventudes homossexuais e sexualidade: comportamentos e práticas” (2008). Nessa direção. chantagem e extorsão e violência sexual. Nesse sentido. sociais e programáticas das vulnerabilidades. aborda aspectos das dimensões individuais. o GRAB.o(a)s potencializam para a superação das vulnerabilidades sofridas e ocupação dos espaços sociais.jubra2017. utiliza da capacidade de mobilização de pares. 1010 p. Travestis e Transexuais (LGBT) e na defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV/AIDS no estado do Ceará. A premissa de que reconhecimento e a valorização de suas identidades e/ou identificações .com.15 a 29 anos . na medida que contribui para a autoafirmação como sujeitos de direitos. investigou as necessidades de jovens gays e outros Homens que fazem Sexo com Homens . respaldadas em metodologias comunitárias como a abordagem corpo-a-corpo (entre pares). agressões físicas. qualificação profissional junto a (e com) jovens. 7. seguido da escola 28. sobretudo. Dos entrevistados.3% afirmaram ter sido excluídos ou marginalizados em ambiente religioso.

poder hierárquico. a qual me levou ao mundo cotidiano do terreiro Ilê Asé Iya Omi Arin Ma Sun e. Dessa forma problematizo categorias importantes como juventude. Constatei que os(as) jovens indistintamente da identidade de gênero e orientação sexual podem ser filhos(as) de orixás femininos e/ou masculinos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Candomblé. sejam de seus orixás e a sua relação acontecem de forma cambiante. essa condição gera funções/cargos. registros fotográficos e em diário de campo num período de outubro de 2012 a junho de 2014. Palavras-chave: Juventude. responsabilidades. obrigações. Disponível em: <http://www. mas que também refletem a contradição desta sociedade foi o diferencial nesta investigação. candomblé. entrevistas individuais. Dessa forma alguns(mas) jovens desta pesquisa são ao mesmo tempo velhos(as) para a religião. Além desses instrumentos acrescentei uma discussão em grupo que denominei grupo de produção de saberes. valorizando a experiência religiosa do(a) mais velho(a). 1010 p. compreendendo o que é ser jovem para o candomblé. fluida e conflitiva. Para eles(as) o candomblé ensina saberes que podem ser utilizados dentro e fora dos terreiros. Ao realizar esta investigação entendi que a religião se constitui numa dimensão significativa na vida dos(as) jovens.br> 100 . pois o terreiro está inserido nesta sociedade carregada de estigmas e preconceitos e a oposição binária masculinidade e feminilidade permeia a distribuição hierárquica de papéis e atividades rituais. Fortaleza. Há que se salientar que o tornar-se mais velho(a) se configura pelo tempo de iniciação na religião e não pela idade cronológica do indivíduo. e que existe uma parcela considerável desses sujeitos . Os(As) jovens evidenciaram uma diversidade de maneiras de aproximação da religião. aprendizados para vida. gênero e sexualidade. 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. geração. 7. A metodologia utilizada de base qualitativa foi a etnografia. Esses relatos demostraram também que esta religião foi um meio de mudança de vida para esses(as) jovens e proporciona para os que praticam durante muito tempo privilégios.com. Portanto perceber que dentro de nossa realidade social existem territórios. Religião. hierarquia. Sexualidade. independente da idade. contribuindo na construção de suas identidades bem como suas cosmovisões de mundo e sociedade. como o terreiro de candomblé. Contudo esses trânsitos de gênero/sexuais dos corpos sejam dos(as) jovens candomblecistas. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. conflitos.Jovem que Velho Respeita: as experiências e saberes da juventude camdomblecista Autores(as):: Silvia Maria Vieira dos Santos (Faculdade Latino Americana de Educação) Resumo : A presente pesquisa objetiva entender como os(as) jovens candomblecistas vivem suas condições juvenis. O Candomblé se apresenta como religião ancestral que acolhe as mais diversas pessoas. Com a colaboração de 20 jovens foram realizadas observações. Outro aspecto determinante nesta pesquisa foi a relação existente entre os(as) participantes da pesquisa e as dimensões do corpo-gênero e sexualidade. como ocorre o ingresso deles(as) na religião bem como conhecer suas aprendizagens tecidas no terreiro.jubra2017.homossexuais que atribuem comportamentos de gênero/sexuais à atributos operados por suas divindades. relataram suas motivações para a iniciação e os saberes que aprendem no dia-a-dia da roça. ao Ilê Asé Olojudolá. Gênero. onde os(as) jovens vivem de forma diferenciada. posteriormente..

também. múltipla. traz como referenciais as culturas juvenis. mobilizam-se. escolhas e experimentações de prazeres e desejos tão fluidos e instáveis quanto o espaço/tempo da sociabilidade da rua. A sociabilidade e grupalidade juvenil se mostram diversas.com. Cidade. apesar de subverterem normas hegemônicas de gênero e orientação sexual. 2017. grupos de discussão e entrevistas individuais. 7. Quanto aos estudos sobre juventude. longe do alcance institucional. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.Levados por Anjos: modos de vida. tomando como referência a produção de estéticas e/ou performances corporais. O estigma de “demoníaco” atribuído ao(à)s jovens pesquisado(a)s decorre tanto da construção sociocultural sobre seus modos de vida quanto das suas práticas afetivo/sexuais.. dizem que eu sou gay! Se eu tô na PP. Assim. “Se eu vou pra PP. compreendida como plural. Praças. Estão situados em um campo de tensões paradoxais no qual. gênero e sexualidades juvenis Autores(as): Alexandre Martins Joca (UFCG) Resumo : “Levados por anjos” é a expressão que nos remete. técnicas e instrumentos de investigação estão amparados por estudos da etnografia urbana e foram realizados por meio de observação participante. mostrando-se. educativos. diário de campo e registro fotográfico. Fortaleza. Esta pesquisa objetiva conhecer os percursos e interações juvenis em Fortaleza/CE. Isso porque. mas também por significativas diferenças juvenis. Gênero. eminentemente. “sexualidades” e “educação”. histórica e social. metaforicamente. e moldam-se num jogo afetivo/sexual marcado pela multiplicidade de identificações juvenis em meio a descobertas. contando com a colaboração de um grupo de referência composto de 26 jovens interlocutores. procurando compreender como essas sociabilidades mobilizam-se por marcadores (dispositivos) de gênero e sexualidades. Fortaleza: Expressão Gráfica. dizem que eu sou do demônio!”. campo de interseção teórica no qual se situa. os modos de vida e sexualidades se complementam. lançam pistas de como os jovens negociam e mobilizam saberes e práticas sobre gênero e sexualidades. a partir das experiências de ocupações de espaços públicos. 2017. O resultado da pesquisa aponta que as relações juvenis entre pares.jubra2017. ainda elaboram dinâmicas de interações respaldadas por dispositivos heteronormativos e sexistas. Sexualidade. especialmente. adotando uma perspectiva de juventude como categoria social. Os circuitos e as culturas juvenis pela (e na) Cidade revelam os modos como articulam relações afetivo/ sexuais em negociações com os demais processos de identificações e modos de vida juvenis. empreendidas pela busca de semelhanças. a construções socioculturais de estigmas atribuídos aos modos de vida juvenis não convencionais e a imaginários simbólicos acerca das categorias de análise principais dessa pesquisa: juventudes. Os “tempos de misturas”. os referenciais científicos empreendidos nos estudos das categorias “juventudes”.br> 101 . diz o jovem Ângelo (19 anos). Os espaços/tempos da pesquisa trazem. por diversas vezes. gênero e sexualidades. Os métodos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Disponível em: <http://www. demarcadoras de aproximações e distanciamentos nas relações afetivo/sexuais. os demônios foram mencionados. sob uma diversidade de estilos e orientações sexuais. 1010 p. nesta pesquisa. um dos colaboradores deste trabalho. Palavras-chave: Juventude.

não sendo percebidos como algo negativo. O segundo trabalho trata da parceria da universidade com o SENAC de São José do Rio Preto. 7. coordenado pelo Professor Raul Aragão Martins. ainda é comum que certos tipos de preconceitos e discriminações como racismo. tabus e preconceitos que os jovens almejam discutir. E o terceiro relata como o projeto foi implantado e é desenvolvido por estudantes do ensino médio. Infelizmente. fere e magoa o indivíduo que sofre com eles. como protagonistas de suas ações e as consequências da efetivação do projeto nas escolas. Disponível em: <http://www. Tal fato se deve. há dez anos o grupo desenvolve ações voltadas para o desenvolvimento da autonomia sexual de jovens. o tema traz à tona mitos. A experiência já se ampliou para duas escolas públicas de Ensino Médio e para o SENAC. suas ações e vantagens. Os jovens protagonistas se organizam em grupos que discutem temas relacionados à Sexualidade e desenvolvem ações entre seus pares voltadas para a promoção da saúde e autonomia sexual de adolescentes e jovens. muitas vezes. as pesquisas e resultados obtidos com as ações da equipe. escola de cursos profissionalizantes. 2017. intencional e que desrespeita. Essa naturalização vem acompanhada de uma justificativa subjetiva de culpabilização do outro. ao distanciamento e a dificuldade de professores e da própria gestão escolar em lidar com as diferenças. refletir e desconstruí-los. gêneros e sexualidade do VII Simpósio JUBRA. especialmente as relacionadas ao gênero e a sexualidade. criou em 2006 a Equipe de Apoio do Ibilce/Unesp – E aí!?. SP. influenciando diretamente em suas atitudes e na construção de valores que serão integrados em suas personalidades. homofobia e sexismo.. como se este tivesse culpa por algo que não se sabe ao certo o que é. Quando esses preconceitos ocorrem no ambiente escolar é importante observar a postura não só dos alunos.Projeto “E aí?!”: em busca de sexualidades sadias e prazerosas em adolescentes e jovens Coordenador(a): Angelina Martins Baruffi (SENAC) Resumo Geral: O crescente número de casos de Aids e gravidezes não planejadas entre os adolescentes e jovens. Cabe salientar que a posição que o educador (professor ou pais) assume em relação aos conflitos decorrentes dos preconceitos e das diferenças ao realizar algum tipo de intervenção transmite mensagens às crianças e adolescentes. A problemática discutida na presente mesa está relacionada ao Eixo 7 – Juventudes. mas também dos professores. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. desconstruindo mitos e preconceitos sobre o assunto. Fortaleza: Expressão Gráfica. O primeiro trabalho da mesa apresenta o início e a trajetória do projeto E ai?! na Universidade.com. sejam naturalizados. O projeto E aí?! tem como objetivo geral promover o protagonismo juvenil em espaços educacionais. Fortaleza. Portanto. As discussões e a busca por informações verídicas são de extrema importância para que os jovens tomem consciência de sua própria sexualidade/afetividade e respeitem as diversidades existentes.br> 102 .jubra2017. que geralmente reagem passivamente e colaboram na reprodução das discriminações. revela a necessidade de abordar o tema da sexualidade nas escolas. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. Além do aspecto prevenção. Para promover discussões e reflexões acerca de temas relacionados à Sexualidade um grupo de estudantes da Universidade Estadual Paulista UNESP/IBILCE.

É fato que a adolescência é uma fase em que o tema da sexualidade emerge tanto na família quanto na escola. c) apresentações de vídeos temáticos. Nesta perspectiva o projeto “Equipe de Apoio do Ibilce/Unesp. São realizados encontros semanais no decorrer do ano letivo em que se discutem temas oriundos das dúvidas que emergem entre os estudantes da equipe e demais estudantes da escola. Fortaleza: Expressão Gráfica. b) oficinas de sensações. Fortaleza. No início de 2015 os participantes da equipe do E aí. campus de São José do Rio Preto. Adolescentes. Jamil?! responderam algumas questões a fim de avaliarmos se o projeto contribui para a construção de conhecimentos voltados para práticas sexuais saudáveis. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Multiplicadores. d) reuniões para discussão de temas atuais em relação a sexualidade. A equipe foi composta por professores e estudantes da UNESP e do ensino médio. Muitos buscam informações nas mídias impressas ou eletrônicas ou até mesmo com profissionais (psicólogos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. propôs discutir de forma reflexiva o desenvolvimento da sexualidade e as práticas sexuais com estudantes do ensino médio de duas escolas públicas e formar alunos para serem agentes multiplicadores entre seus pares na escola. O primeiro passo foi a realização de uma pesquisa anônima para saber-se o número de alunos sexualmente ativos. nasceram as equipe do E aí. Assim. Jamil?! (2015 até o momento).com. aqueles que eram tímidos.5 anos e a diferença entre rapazes e moças não é significativa. e todos eles conseguiram trabalhar com os colegas os conhecimentos que passaram a ter em função da participação na equipe. E ai!?”. 7. O projeto vem alcançando resultados positivos segundo o relato dos próprios alunos do ensino médio participantes da equipe. Discutindo ou não sobre o assunto. Justino?! (2013 a 2015) e do E aí. 1010 p. Diversas atividades são desenvolvidas no intuito de informar e prevenir práticas sexuais de risco: Para a sensibilização dos estudantes são realizadas atividades como: a) oficinas de prevenção e sexo seguro. Palavras-chave: Sexualidade.jubra2017.Conversando sobre Sexualidade com Estudantes do Ensino Médio Autores(as):s: Heloisa Hernandes Lemo (UNESP). Larissa de Souza Lombardi (UNESP) e Luciana Aparecida Nogueira da Cruz (UNESP) Resumo : Falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes para muitos pais e professores ainda não é uma tarefa fácil. Esta iniciativa se deve a constatação que a média de idade da primeira relação sexual em nosso país ser de 14. Comparando as repostas do primeiro encontro e do último encontro do ano de 2015. outros se orientam pela própria experiência de vida. 2017. que mostrou que são em torno de 20% nos anos finais do Ensino Fundamental para alcançar cerca de 85% no Ensino Médio. 2017. por exemplo. sexólogos ou hebiatras).. notamos significativas mudanças nas concepções e informações dos adolescentes multiplicadores. as práticas sexuais entre os adolescentes estão ocorrendo ou irão ocorrer mais cedo ou mais tarde. superaram sua timidez e falam com naturalidade sobre assuntos relacionados à Sexualidade.br> 103 . um projeto de extensão da Universidade Estadual Paulista – UNESP. Ensino Médio. que desenvolve estudos e intervenções entre estudantes universitários. Disponível em: <http://www.

na moradia estudantil e em repúblicas estudantis. masculino e gel lubrificante no campus. entre os universitários. por meio de curso de capacitação de 12h oferecido pelo coordenador do projeto e estudantes que já participam da equipe. Fortaleza: Expressão Gráfica. Como um todo os trabalhos focam a sexualidade do ponto de vista da obtenção de prazer entre as pessoas envolvidas. d) oficinas de prevenção e de sexo seguro. Universitários. 7..jubra2017. assim como material gráfico informativo para divulgação da prevenção das IST/AIDS na Universidade. e) oficinas de habilidades. 2017. principalmente entre as mulheres. As atividades da equipe são desenvolvidas no Instituto de Biociências. Preconceitos. b) grupo de estudos semanal com uma coordenadoria técnica. prazerosa e sem preconceitos Autores(as):s: Ayane Tolfo Lima (UNESP) e Thais Emilia de Campos (UNESP) Resumo : Atualmente é do conhecimento de todos a dimensão da epidemia da HIV/Aids e um grupo em vulnerabilidade é o dos adolescentes e jovens. trazendo os aspectos de prevenção de IST/ Aids e gravidez não planejada de forma indireta. f) montagem de estande informativo em eventos da Universidade e festas em que há grande concentração de universitários. Disponível em: <http://www. como a homofobia e o sexismo. 2017. Esse trabalho tem como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido por um grupo de estudantes universitários que formam a Equipe de Apoio do Ibilce/Unesp – “E aí!?”. incentivar o uso consistente de preservativos.com. Observamos que os casos de homofobia diminuíram e a procura por preservativo e testagem para o HIV- Aids.Sexualidade. Os estudantes agentes multiplicadores realizam encontros semanais para estudo e organização das ações a serem realizadas com os demais estudantes do campus.Equipe de Apoio do Ibilce/Unesp “E ai?!”: atuação de universitários entre seus pares para a vivência de uma sexualidade sadia. Os resultados apontam que os jovens no papel de multiplicadores são capazes de disseminar informações corretas e protetivas entre seus pares e contribuem para desconstruir mitos e tabus que envolvem o tema da sexualidade. Prazer sexual. Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP. g) distribuição de preservativos feminino. Além disso. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. tem aumentado. responsável pelo currículo a ser estudado e pelos temas pertinentes ao projeto. 1010 p. Como procedimento metodológico são realizadas as seguintes atividades: a) formação dos agentes multiplicadores (estudantes universitários) sobre sexualidade. as ações da equipe visam o empoderamento das mulheres como responsáveis pelos seus corpos e combater preconceitos. Este projeto tem parceria com o Programa Municipal IST/AIDS de São José do Rio Preto. Todo início de ano os novos membros da equipe passam por uma formação para atuarem como agentes multiplicadores para desenvolverem ações com estudantes universitários para a testagem de HIV. campus de São José do Rio Preto. Fortaleza. Palavras-Chave. sensibilizar para práticas de sexualidade segura. no qual o Programa municipal é corresponsável pela capacitação dos agentes multiplicadores em prevenção e fornece preservativos masculinos e femininos e gel lubrificante. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 104 . responsável e prazerosa.

7 milhões de adultos. h) Instalação de caixas para disponibilização de preservativos nos banheiros e áreas de maior afluência dos alunos. segundo o relatório anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS. sendo 30. Interessante notar que a única faixa etária em que o número de casos é maior entre as meninas do que entre os meninos é de 13 a 19 anos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Disponível em: <http://www. por exemplo.776 casos da doença e a taxa de incidência foi de 20. Somente em 2011.7 milhões de mulheres e 3. não remetem a prejuízos à sua saúde ou à sua condição atual. f) Dinâmica: O que você sabe sobre a Sexualidade?. c) Roda de Conversa sobre Sexualidade. e) Orientação sobre uso de preservativos masculinos e femininos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. via Programa Municipal IST/Aids. do seu ponto de vista. responsável pela Aids.. aproximadamente 34. divulgado em julho de 2012 (UNAIDS. Desde 1998 este número se inverteu. Palavras-chave: Sexualidade. que recebeu treinamento e começaram com Semana de Prevenção. de adolescente. O desejo de experimentar os beijos. já que o sexo é uma das formas de contágio do vírus HIV. As estimativas consideram que existam no mundo. Fortaleza.Equipe de Apoio do SENAC Autores(as):s: Angelina Martins Baruffi (SENAC). que abordam assuntos relacionados a Semana de Prevenção.701 casos de Aids no Brasil. mas a participação inicial dos alunos está mostrando que o projeto foi muito bem recebido.br> 105 . Além das diversas ISTs. as pessoas poderão experimentar as sensações com o uso do preservativo. 2017. Preocupados com esta questão. g) Atividades para abordar e orientar sobre a sexualidade de uma forma ampla. b) Cine debate sobre os filmes: Unidos pelo Sangue. Por essa razão. de acordo com o último Boletim Epidemiológico. d) Dinâmica: Caixa de sensações: de uma forma lúdica. as carícias e o prazer sexual é tão fascinante que uma palestra sobre infecções transmitidas sexualmente (IST). Embora os adolescentes e jovens tenham cada vez mais informações referente às ISTs e Aids/HIV. Equipe Apoio. 2013). O sentimento de onipotência característico deste período lhe remete que jamais será afetado por tal mal. álcool e drogas. foram notificados 38. Adolescentes. procurou apoio da Secretaria de Saúde. Jovens. nos últimos 30 anos o tema da sexualidade passou a ser discutido com maior frequência em toda a sociedade. Desde o início da epidemia na década de 80. O professor responsável pelo projeto na UNESP colaborou para a organização de uma equipe de multiplicadores. Esses números comprovam a força da epidemia e preocupa a sociedade brasileira. foram registrados 656. o número de adolescentes portadores de HIV aumenta a cada ano. 2012). enfatizando o uso dos preservativos e a prevenção às ISTs e hepatites.2 casos por 100 mil habitantes (BRASIL. 7. Kids e Cazuza. há elevado crescimento de transmissão do HIV pelo ato sexual.com. por ter atualmente entre seus alunos muitos adolescentes e jovens.4 milhões de menores de 15 anos de idade.jubra2017. 1010 p. 16. não faz sentido para ele. que teve as seguintes atividades: a) Exposição de projetos desenvolvidos em sala de aula pelos alunos. 2017. por saberem dos projetos voltados para alunos do ensino médio e universitário. até junho de 2012. Fortaleza: Expressão Gráfica. Está prevista a realização de avaliação ao final do semestre. Georgia Padiar Peres (SENAC SP) e Ieda Alves Lulio (UNESP-IBILCE) Resumo: O adolescente vivencia afetos e relações que. e do campus local da UNESP.2 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Controles e resistências nas práticas de saúde sexual de/para mulheres jovens
Coordenador(a): Juliana da Silva Pinho (UFC)

Resumo Geral:

Objetivo desta mesa é analisar as práticas do campo da saúde que instituem padrões de modos
de existir para as mulheres jovens a partir do controle dos seus corpos e da sua sexualidade.
Propomos, ainda, discutir as linhas de fuga e as resistências produzidas pelas mulheres nesse
campo de forças. As pesquisas da mesa se alinham com o referêncial teórico-metodológico dos
estudos de Michel Foucault e do Feminismo Interseccional, tendo como base os conceitos de
modos de subjetivação, governamentalidade e interseccionalidade. Tais estudos são relevantes,
na medida em que na nossa sociedade, a forma como as pessoas exercem sua sexualidade
não é uma questão apenas do âmbito privado, mas um interesse do Estado. Por meio de
diferentes estratégias, que inclui desde a distribuição de preservativos, ao incentivo do uso
de anticoncepcionais de base hormonal para mulheres a partir da menarca, há uma tentativa
de controle dos corpos de forma individual, bem como, do controle da população através das
taxas de natalidade e contração de doenças sexualmente transmissíveis. Tendo em vista que
a principal função da mulher na sociedade ainda é associada à sua atividade reprodutiva,
podemos perceber que tal processo foi investido de padrões normativos que orientam quando,
como, com quem, quantas vezes as mulheres devem exercer a sua sexualidade. Tais regras
estão associadas principalmente a raça, idade, renda e estado civil das mulheres. Nesse sentido
apresentamos brevemente o objetivo dos trabalhos que compõem a mesa: 1) a primeira
pesquisa “Interseccionalizando olhares e práticas em saúde com mulheres trabalhadoras do
sexo” analisa as problemáticas que atravessam as práticas de saúde destinadas às mulheres
trabalhadoras do sexo na Barra do Ceará (Fortaleza/CE), versando sobre as interfaces da
prostituição feminina com o campo da saúde coletiva, tendo como referencial teórico-
metodológico o Feminismo Interseccional. 2) O segundo trabalho “Extensão universitária
desenvolvida pelo NUCED/UFC junto a trabalhadoras do sexo: práticas de cuidado em saúde”
é um relato de experiência do Núcleo de Estudos sobre Drogas da Universidade Federal do
Ceará que descreve e analisa experiências voltadas para práticas de cuidado em saúde com
mulheres trabalhadoras do sexo. As práticas de Redução de Danos com esse público surgem
após a análise do território e a percepção de que esta população não era assistida pela rede de
saúde de modo integral, como preconiza as diretrizes do SUS. 3) O terceiro estudo “Hormônios
agenciando controle e liberdade sexual na juventude” analisa as controvérsias envolvidas no
uso de hormônios, como contraceptivo por jovens, que possibilitam o agenciamento de controle
da mulher sobre sua vida reprodutiva, como também a coloca como a única responsável pela
gravidez. O corpus empírico foi constituído a partir de seleção de vídeos disponibilizados on-
line pela indústria farmacêutica Bayer, totalizando 34 vídeos. Esses trabalhos comprometem-
se com a anti-essencialização das mulheres e de suas experiências, reconhece a diferença e a
diversidade entre estas para garantir a integralidade das práticas em saúde.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
106

Extensão universitária desenvolvida pelo NUCED/UFC junto a trabalhadoras do sexo: práticas
de cuidado em saúde
Autores(as):: Juliana da Silva Pinho (UFC)

Resumo:

O Núcleo de Estudos Sobre Drogas (NUCED), criado em 2004, ligado ao Departamento de
Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), promove diversas ações de Redução de
Danos (RD). A estratégia de RD integra à Política Nacional de Saúde Mental e visa a autonomia
e a corresponsabilização do sujeito nos seus processos de cuidado. Este trabalho descreve e
analisa experiências no desenvolvimento de ações voltadas para práticas de cuidado em saúde
com mulheres trabalhadoras do sexo. As ações com as trabalhadoras iniciaram em setembro
de 2015 e em parceria com a equipe de Promoção de Saúde da Diretoria de Promoção dos
Direitos Humanos do CUCA (Instituto de Cultura, Arte, Ciência e Esporte) e com o Posto de
Saúde Lineu Jucá, no bairro Barra do Ceará (Fortaleza/CE). As práticas de RD com esse público
surgem após a análise do território e a percepção de que esta população não era assistida pela
rede de saúde de modo integral, como preconiza as diretrizes do SUS. Iniciamos as atividades
fazendo territorialização nos bares e motéis, conversando sobre o uso de preservativos e
os distribuindo, entregando informativos sobre IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis)
e folders com as atividades desenvolvidas no CUCA. Essa ação tem como função principal
a criação de vínculo, sendo possível estabelecer conversas informais, apresentar o CUCA e
incentivar idas ao posto. Realiza-se também, em locais no bairro (motel, bar e terreiro de
umbanda), testagem rápida de HIV, oficinas de maquiagem e rodas de conversa. São muitos
os pontos de prostituição no bairro, porém, em função da acessibilidade e vinculação prévia
de agentes comunitárias de saúde, focamos em três lugares: 1) região de maior concentração
de bares e casa de show, nos quais as mulheres tanto trabalham como residem; 2) “casa
de massagem”, junta a um terreiro de umbanda, e moradia de algumas mulheres; 3) ruas
próximas aos motéis, onde estão as mulheres em maior situação de risco, pela exposição na
rua e insegurança. Essas últimas são as que apresentam maior resistência em formar vínculo
com a equipe por, geralmente, trabalharem sozinhas e residirem em outros bairros. As ações
relatadas possibilitaram os seguintes resultados até o momento: mudanças na postura da
equipe de saúde em relação às trabalhadoras; ampliação do vínculo e do diálogo da equipe de
RD com as mulheres, adquirindo a confiança destas e tornando-se referência de cuidado nos
locais de prostituição. Após atividades nos territórios e diálogos com as trabalhadoras do sexo
e donos de bares e motéis, o próximo passo da ação é a realização de intervenções específicas
em relação a RD direcionadas ao uso de drogas. Identificamos usos abusivos de álcool, tabaco,
pó e crack. Isso requer que ampliemos os vínculos para maiores relações de confiança e
adentrarmos em ações mais abertas em relação a esse uso. Até agora iniciamos sensibilização
sobre o uso compartilhado de maquiagens e utensílios comuns, para mais adiante podermos
abrir diálogos centrados nos relatos sobre usos abusivos de substâncias psicoativas.

Palavras-chave: Saúde; Redução de Danos; Prostitutuição.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
107

Hormônios agenciando controle e liberdade sexual na juventude
Autores(as):: Juliana Vieira Sampaio (UECE)

Resumo:

O objetivo deste estudo é analisar as controvérsias envolvidas no uso de hormônios, como
contraceptivo por jovens, que possibilitam o agenciamento de controle da mulher sobre sua
vida reprodutiva, como também a coloca como a única responsável pela gravidez. A abordagem
teórico-metodológica dessa pesquisa tem como referência os estudos de Michel Foucault e dos
pesquisadores alinhados à Teoria Ator-Rede (TAR). O corpus empírico foi constituído a partir
de seleção de vídeos disponibilizados on-line pela indústria farmacêutica Bayer, totalizando
34 vídeos. As análises produzidas enfatizam efeitos diversos produzidos no contexto da
publicidade sobre hormônios, especialmente a partir da atualização do modelo binário de
sexo, que, entre outras coisas, associa a mulher à função reprodutiva. Para o desenvolvimento
de nossas análises, realizamos um exercício inspirado na cartografia de controvérsias, proposto
por Bruno Latour. Compreendemos, nessa pesquisa, que os hormônios são atuantes de uma rede
heterogênea, que em articulação com outros elementos produzem efeitos diversos, mas esses
efeitos não são estáveis, estão sempre mudando e apontando novas possibilidades de existência.
Na nossa sociedade, a forma como as pessoas exercem sua sexualidade não é uma questão
apenas do âmbito privado, mas um interesse do Estado. Por meio de diferentes estratégias, que
inclui o incentivo ao uso de hormônios, há uma tentativa de controle dos corpos e das taxas
de natalidade. A função da mulher na sociedade ainda é associada à sua função reprodutiva,
podemos perceber que tal processo foi investido de padrões normativos que orientam quando
e quantas vezes as mulheres deveriam ser mãe. Tais regras estão associadas principalmente
a raça, renda e estado civil das mulheres, porém nas últimas décadas a idade também tem
sido um dos fatos marcante de regulação, inclusive com a emergência da noção de gravidez
precoce ou gravidez na adolescência. A ruina e o perigo provocado pela gravidez durante a
adolescência não é uma questão apenas individual, que acabaria com o futuro, a saúde e a
vida das jovens mães, mas principalmente, porque se trata geralmente de mulheres pobres que
aumentariam os gastos com saúde pública e assistência social. Dessa forma, tal cenário torna-
se uma questão de problema social que deve ser combatido por ações do Governo e políticas
públicas. As normas sociais também instituem que a gravidez só é legítima se for resultado
do casamento heterossexual e no caso da gravidez na adolescência a probabilidade desta
mulher também ser mãe solteira aumentam, o que também contribui para esse fenômeno
ser considerado um problema social. Concluímos que a pílula anticoncepcional agencia uma
série de mudanças na vida das mulheres, ela pode ser tanto fonte de liberdade sexual, aspecto
importante para a luta feminista, como pode ser usada para controlar moralmente o processo
reprodutivo.

Palavras-chave: Hormônios; Juventude; Mulher; Gravidez; Sexualidade.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
108

Interseccionalizando olhares e práticas em saúde com mulheres trabalhadoras do sexo
Autores(as):: Lorena Brito da Silva ( FAMETRO)

Resumo:

Objetivando analisar as problemáticas que atravessam as práticas de saúde destinadas às
mulheres trabalhadoras do sexo na Barra do Ceará (Fortaleza/CE), esse trabalho versa sobre
as interfaces da prostituição feminina com o campo da saúde coletiva, tendo como referencial
teórico-metodológico o Feminismo Interseccional. Desdobra-se de atuações e pesquisas que
iniciaram em 2012, onde se percebe que dentre as marcas das violências estruturais, laborais
e de gênero está o desafio de garantir a integralidade da atenção prestada pelas políticas
públicas. A zona de prostituição está situada em um território periférico e estigmatizado,
sendo marcada pela dinâmica territorial, pela pobreza e violência advindos das políticas de
guerras às drogas, que potencializa uma série de privações e diferentes modos de resistência.
Em especial, destacamos a diversidade do perfil das trabalhadoras do sexo no que diz
respeito à idade, ao tempo que desenvolvem a prática e as concepções de cuidado em saúde.
O território revela distintas práticas de cuidado entre diferentes gerações, na medida em
que as trabalhadoras do sexo mais jovens, por terem menos “agravos” de saúde, resistem à
vinculação com os equipamentos de saúde, enquanto que as mulheres mais velhas, devido
ao quadro de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, buscam com maior frequência
os atendimentos no posto. Por outro lado, as mais jovens, estão localizadas nos pontos mais
vulneráveis do território, já às mais experientes na prostituição e mais velhas de idade, estão
nos bares, que para muitas servem como local de residência. A integralidade em saúde de
populações ditas “vulneráveis” aponta a problemática do acompanhamento de sujeitos que
não se adaptam aos rígidos protocolos clínicos, e esses elementos geracionais percebidos
desafiam metodologias de intervenção específicas. Existe uma compreensão ainda reduzida
das questões que envolvem e atravessam à saúde das prostitutas, visto que as ofertas quase
que exclusivas de ações circunscritas nas IST, Aids e Hepatites Virais, ainda conservam ranços
higienistas. E a forma de estruturação dos serviços de saúde, por conta da burocratização, não
conseguem sistematicamente desenvolver metodologias que considerem as práticas criadas e
experienciadas pelas próprias mulheres. Assistimos os questionamentos sobre a possibilidade
de autogestão de suas vidas e intervenções disciplinares que silenciam e buscam destituir
seus modos de viver. Pensar sobre as experiências dessas mulheres é também considerar os
atravessamentos dos marcadores de gênero, de lugar de origem, de geração, de classe e de
raça/etnia, que constroem e complexificam suas práticas de cuidado e as possibilidades da
atenção à saúde. Esses atravessamentos, em suas intersecções, produzem essas mulheres
e seus modos de cuidar de si e dos outros. Comprometendo-se com a anti-essencialização
das mulheres e de suas experiências, a Interseccionalidade surge como possibilidade para
reconhecer a diferença e a diversidade entre as mulheres para garantir a integralidade das
práticas em saúde.

Palavras-chave: Integralidade; Prostituição; Mulheres; Interseccionalidade; Geração.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
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EIXO 8: Juventudes, ARTES E CULTURA

Táticas juvenis: política, lazer e estética em experiências associativas
Coordenador(a): João Bittencourt (ICS-UFAL)

Resumo Geral:

A proposição da mesa redonda Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas do
sensível relaciona-se a confluência de práticas sociais, que em diferentes contextos, procuram
criar, pelo agenciamento cm as artes, experiências de partilha e problematização em torno de
temáticas pertinentes a vida de jovens, seja em relação mais direta com os espaços formativos
destinados a sua educação, seja em lugares públicos e por meio de atividades culturais e de
inserção nos espaços da cidade. Dialoga com o eixo Juventudes, arte e cultura, uma vez que
procura refletir sobre os efeitos disparadores das experiências estéticas e artísticas, quanto à
urgência em fortalecer o desenho conjunto de um mundo diferente do que está posto hoje a
todos como sujeitos sociais. Como é possível tocar o outro, sem os muros edificados para segregar
idades, cor, gênero, experiências religiosas? Os espaços para o encontro com a alteridade
não podem ser planejados, antecipados, mas precisam ser garantidos como possibilidades
aos sujeitos. É nesses encontros que se pode construir experiências transformadoras, que
marcam, que habituam a fragilidade, as indefinições, ao inusitado, de modo que o risco possa
ser vivido como subversivo, como potência para devir diferente. O primeiro trabalho intitulado
A Sociopoética na emergência de atalhos sensíveis no labirinto da pesquisa entre jovens no
contemporâneo tem como objetivo apresentar a experiência da pesquisadora e orientadora de
pesquisas sociopoéticas entre jovens, expor os princípios da Sociopoética como a emergência
de atalhos sensíveis no labirinto da pesquisa qualitativa contemporânea. A pretensão é expor
a importância deste método para o campo das investigações das juventudes contemporâneas,
pois além da razão se faz necessário utilizar dispositivos artísticos, o corpo todo e em grupo,
tornando as pesquisas e mesmo o ensino-aprendizagem algo arriscado porque promove a
capacidade de criação, de invenção no ato de conhecer que ocorre coletivamente por meio do
sensível. O segundo trabalho intitulado Arte, Psicologia e Experiência: operando uma produção
do sensível nos entrelugares do cotidiano das juventudes apresenta uma discussão sobre as
possibilidades cotidianas da arte/criação no campo da Psicologia em conexão com crianças
e jovens. Nesta mesa pretende-se apresentar a experiência fronteiriça entre arte e psicologia
através da elaboração de oficinas-inventivas com grupos. Por sua vez, a terceira palestra
Juventudes, Arte e Cidade: ocupação e afetos realça as novas insurgências juvenis pautadas
na arte, na cultura e educação, operando como vetores de participação política e exercício da
cidadania, trazendo, sobretudo, a experiência do Coletivo Ocuparte. Pretende ainda provocar e
problematizar acerca da ausência do Estado na construção de politicas publicas que garantam
subsídio para os anseios, desejos e fazeres juvenis na cidade.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
110

Coletivos: experiências micropolíticas de organização juvenil
Autores(as): João Bittencourt (ICS-UFAL)

Resumo:

Nos últimos anos temos assistido ao crescimento da participação juvenil em grupamentos
conhecidos popularmente como Coletivos. Com os mais distintos perfis políticos e culturais,
essas formações buscam estratégias de reconhecimento e divulgação das suas ideias por
intermédio de ações que misturam lazer e trabalho, diversão e seriedade, arte e política,
ideias que comumente são pensadas como antagônicas. Se por muito tempo o engajamento
político dos jovens se confundia com a participação em movimentos sociais ou partidos
políticos, como atesta a literatura sociológica, com os coletivos vemos uma ressignificação
das estratégias individuais e coletivas que definem o “fazer político”. O objetivo desse paper
é discutir os sentidos de pertencimento e engajamento elaborados por jovens que participam
desses grupos na cidade de Maceió/AL. Apesar de trazer alguns elementos de uma pesquisa
que estou desenvolvendo chamada “Sentidos da resistência juvenil: um estudo sobre o
cotidiano de jovens na cidade de Maceió e suas relações com a música, a cultura e a política”,
a discussão que me propus a fazer para essa mesa possui um tom mais ensaístico. A ideia
é problematizar algumas questões em torno de uma suposta “despolitização” da juventude,
referendada por um propagado desinteresse das populações jovens no que diz respeito aos
problemas sociais, bem como por um acentuado “desencantamento” em relação aos partidos
políticos. Paralelamente, proponho pensar o aparecimento dos “Coletivos”, como sintoma do
processo de individualização da vida social, tal como já fora apresentado por Giddens (2002)
e Elias (1994). Vivemos em um contexto de intensas mudanças sociais, políticas e culturais.
Se há dois séculos estas se davam de maneira mais lenta e gradual, atualmente vemos uma
velocidade maior, e isto ocorre em virtude de alterações significativas no tempo e no espaço,
decorrente principalmente do avanço das novas tecnologias da informação e da comunicação.
Como essas mudanças impactam diretamente no processo de construção das subjetividades,
estamos presenciando a emergência de novas cartografias juvenis (Rolnik, 2006; Bittencourt,
2015) que cada vez menos sofrem influência das tradicionais formas de socialização. Elemento
significativo das experiências juvenis, a militância ou o engajamento político também vem
passando por modificações. Às tradicionais formas de ação tais como a participação em
partidos políticos e movimentos estudantis somam-se outras caracterizadas por lutas mais
setorizadas, onde se mesclam elementos estéticos e afetivos. Os coletivos se apresentam
como uma das mais importantes expressões dessa nova forma de agir político. Apoiado nessa
argumentação, entendo que a noção de micropolítica (Rolnik & Guattari, 2006), pode nos ajudar
a traduzir essas estratégias juvenis que cada vez mais se voltam para o cotidiano. Se o poder se
capilarizou estendendo seus tentáculos à dimensão micro da existência social, é compreensivo
que voltemos nossa atenção para as cartografias juvenis, percebendo as ações dos coletivos
como formas alternativas de confrontar o poder em suas mais diferentes expressões.

Palavras-chave: Jovens; Coletivos; Micropolítica.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
111

Bandas, redes e bandos: notas musicais para uma etnocartografia dos afetos ‘rockoletivos’ de
Fortaleza-CE
Autores(as): Márcio Fonseca Benevides (UFC/UNI7)

Resumo:

Eis algumas reflexões de um pesquisador/músico que tece nexos sociológicos entre afetos
urbanos, música rock, culturas jovens e redes sociais digitais. Fornecem resultados preliminares
de uma tese que investiga, pela etnocartografia, como o rock devém um vetor micropolítico
que afeta a sociedade localmente e nisto produz subjetividades, coletividades e gera práticas
colaborativas entre certos actantes juvenis em Fortaleza-CE, no biênio de 2015 a 2017. Da
década de 1980 ao presente, a paixão musical dos afinados com o rock engendra redes de
sociabilidades e estilos de vida enquanto agencia afetos e artefatos em uma cena cultural
autodeclarada independente. Tal polifonia é composta por mediações que rearranjam
paisagens metropolitanas, sonoras e ciberespaciais, bem como incidem na economia da
cultura fortalezense. Para os roqueiros (quem aprecia/ouve/toca/consome), o rock “rola”
além da estética: é uma atitude – forma de sentir, pensar, falar, vestir, de interagir - que quase
independe de faixas etárias (com efeito, juventude é também devir); é uma ética underground,
alternativa ao mainstream e seus produtos massivos; simultaneamente é ontologia, lazer e
trabalho; ao articular sons, discursos e atos, inspira novas subjetividades e coletividades; é
uma potência contagiante que inspira crenças, desejos e que mobiliza ações (individuais e
coletivas), intervenções urbanas, políticas públicas, investimentos privados, relações laborais
e transações comerciais. Neste campo repleto de encontros, as bandas originais (que tocam
som próprio, autoral) estreitam laços, colaboram umas com as outras, unem-se a produtores
(sobretudo organizadores de shows) e se metamorfoseiam em bandos unidos pelo amor
comum ao rock e pela vontade de fazê-lo reverberar. Neste contexto “associartivista” (de
associação+arte+ativismo), emergem coletivos de produção cultural com metas (políticas,
comerciais e lúdicas) e métodos (de organização, promoção e negociação) singulares, os quais
denomino “rockoletivos” - associações/parcerias de músicos e produtores mais ou menos
conhecidos na cena fortalezense, que encaram o rock como ação coletiva. Inspirados pelo mote
punk “faça você mesmo”, os rockoletivos criam, nas redes online e nas ruas, práticas, amizades,
plateias, eventos etc. Rastreio 3 deles, que se destacam pela intensidade e pela relevância de
suas atuações: Associação Cultural Cearense do Rock (ACR), Musicoletiva e Fortaleza Marginal.
Fomentando um diálogo entre a cartografia de Deleuze & Guattari, a sociologia das mediações
de Hennion, a teoria ator-rede de Latour e as interfaces com a (etno) musicologia propostas
por Becker, tenciona-se cá ensaiar notas não para uma sociologia da música rock, mas para
uma sociologia musical, baseada em questões afetivas, culturais e políticas.

Palavras-chave: Música Rock; Afetos; Coletividades; Etnocartografia.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
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Práticas de sociabilidades e resistências: B-boys em João Pessoa
Autores(as): Marco Aurélio Paz Tella - UFBA

Resumo:

As cidades constituem espaços de construção de redes de relações, que possibilita trocas gerais
e diversificadas, materiais e simbólicas. Pretende-se para esta mesa apresentar análises sobre
formas de resistências e estratégias artísticas juvenis, que estão alicerçados nas práticas e
redes de sociabilidades. Nesses processos, jovens apreendem e aprendem meios que garantam
que a arte manifestada pela música e, principalmente, pelo corpo ganhem visibilidade estética
e política (Axel Honneth, 2003; Michel Agier, 2011). O objetivo da proposta é problematizar
práticas de sociabilidades na cidade de João Pessoa a partir de 6 grupos – crews – de jovens,
de um estilo de dança de rua, o breaking, uma das artes da cultura hip-hop. Com o propósito de
“satisfazer seus interesses” (Georg Simmel, 1983), os b-boys (break-boys) utilizam espaços da
cidade para ensaiar, treinar, batalhar (enfrentamento entre crews através da dança), aprender
ou ensinar novas coreografias, divulgar as performances e obter recursos financeiros, através de
coreografias em sinais de trânsito e calçadão da praia. As práticas e estratégias das crews, faz
com que b-boys circulem pela cidade, experimentem contatos e desfrutem do que a cidade pode
ou não oferecer (Janice Caiafa, 2002; Michel Agier, 2011). Em outra perspectiva, além de usufruir
da cidade, as práticas de sociabilidade desses b-boys tecem novas formas de citadinidade, que
é definida, segundo Agier (2011), a partir da relação entre os b-boys e, posteriormente, deles
com a cidade. Ao observar “de perto e de dentro” (José Guilherme Magnani, 2002) – observação
dos treinos, batalhas, apresentação de coreografias em espaços públicos e festivais, encontros
com b-boys em espaços diversos, conversas e entrevistas –, pode-se perceber três formas
distintas de apropriação do espaço: 1. espaços negociados com gestores públicos para os
ensaios/treinos das crews; 2. os espaços abertos, sem negociação com gestores, como praças
e calçadão da praia (o objetivo é divulgar a crew e para obter ajuda financeira, para auxiliar
no custeio de viagens para competições e inscrições de batalhas); 3. os locais de eventos,
batalhas, festivais são negociados com gestores públicos, empresários. Assim, na contramão
do esvaziamento dos espaços públicos, em decorrência do discurso do medo e insegurança,
os b-boys experenciam a cidade como espaço de ação política e da invenção e intervenção
cultural (Agier, 2011). Na etnografia, percebo formas de sociação apresentadas por Simmel,
como um processo de estabelecimento das trocas e das relações entre esses dançarinos e com
dançarinos de outros estilos. O conflitos fazem parte das reciprocidades e não do isolamento,
da separação. Há conflitos internos e, principalmente com outros citadinos e gestores públicos,
que ainda desqualificam e discriminam essa prática artística. As necessidades, os desejos e
turbulências (José Machado Pais, 2003) possibilitam que esses jovens solicitem, negociem,
busquem reconhecimento (Honneth) e pressionem junto a gestores públicos, estratégias de
intervir, (re)ocupar e usufruir de espaços públicos e equipamentos sociais.

Palavras-chave: Jovens; Sociabilidades; Resistências.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
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Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas do sensível
Coordenador(a): Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI)

Resumo Geral:

A proposta da mesa redonda é problematizar os sentidos articulados pelos/as jovens na criação
de grupos e sociabilidades que visam dentre outras coisas a garantia de reconhecimento e
visibilidade de suas práticas. Por muito tempo, as expressividades juvenis foram percebidas
a partir das dicotomias como “problema” x “solução”, compromisso” x “irresponsabilidade”,
“profundidade” x “superficialidade”, entre outras. Se alguns estudos desenvolvidos nos Estados
Unidos na primeira e segunda metade do século XX enfatizavam a delinquência como um
aspecto quase inerente da condição juvenil, vide os clássicos textos de Frederic Thrasher
“The Gang” (1913) e Deliquent Boys: the Culture of the Gang, de Albert K. Cohen (1955), textos
como “O problema da juventude na sociedade moderna, de Karl Mannheim (1961), destacava
potencialidades no agir jovem que se fossem canalizadas de “forma adequada” poderiam
colaborar de maneira “positiva” para as mudanças sociais, rompendo com lógicas conservadoras
e estáticas. Os Subcultural Studies desenvolvido por pesquisadores ligados ao CCCS (Centre for
Contemporary Cultural Studies) da Universidade de Birmingham, foram pioneiros no que diz
respeito ao destaque concedido à articulação entre as lógicas de divertimento e de atuação
política a partir de análises que tinham como alvo as ações de jovens ingleses que compunham
as chamadas subculturas juvenis. Porém, esses estudos supervalorizavam o pertencimento de
classe em detrimento de outros aspectos e defendiam uma noção de “resistência” política
mais teórica do que empírica. Desde os anos 80, os estudos sobre juventude têm destacado a
importância do cotidiano e da performatividade como elementos centrais para a compreensão
dos sentidos articulados pelos agentes jovens. A influência de pensadores/as como Pierre
Bourdieu, Michel de Certeau, Judith Butler e Michel Maffesoli tornou-se preponderante nessas
novas abordagens. A noção de cotidiano se configura como o tempo-espaço privilegiado
para o desenvolvimento de ações que se voltam intensamente para o presente e a ideia de
performatividade compreende as expressões desse agir, ou seja, a maneira como os jovens vêm
reivindicando o protagonismo na produção de novas sensibilidades e realidades. Diz o sociólogo
José Machado Pais (2006) “as culturas juvenis são vincadamente performativas porque, na
realidade, os jovens nem sempre se enquadram nas culturas prescritivas que a sociedade lhes
impõe” (p.7). Mais do que falar sobre a produção de novas abordagens socioantropológicas
para pensar as experiências juvenis na contemporaneidade, voltaremos nossa atenção para
as práticas juvenis que forçaram o surgimento destas. Desse modo, nosso objetivo é mostrar,
a partir de alguns relatos de pesquisa, como jovens pertencentes a diferentes contextos e
situações, elaboram táticas que permitem a visibilidade de suas ações a partir de estratégias
que ora são percebidas como políticas e ora como artísticas. Dos coletivos de midiativismo,
passando por possses de hip hop e pequenas produtoras que atuam nas periferias, buscaremos
pistas para compreender os novos sentidos da insurgência juvenil no espaço urbano.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
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A sociopoética na emergência de atalhos sensíveis no labirinto da pesquisa entre jovens no
contemporâneo
Autores(as):: Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI)

Resumo:

Com esta palestra na mesa redonda Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas
do sensível pretende-se apresentar a experiência da pesquisadora e orientadora de pesquisas
sociopoéticas entre jovens, quando em 2010 torna-se Coordenador(a): do Observatório das
Juventudes, Cultura de Paz e Violências nas escolas – OBJUVE, inserido no Departamento de
Fundamentos da Educação – DEFE, no Programa de Pós-graduação em Educação - PPGEd, do
Centro de Ciências da Educação, na Universidade Federal do Piauí – UFPI. Intenta-se apresentar
os princípios da Sociopoética como a emergência de atalhos sensíveis no labirinto da pesquisa
qualitativa contemporânea. Mas, o que é a Sociopoética? Como fazer pesquisas entre jovens
com essa abordagem? Fugindo dos modos de se fazer pesquisa, instituídos e padronizados pela
visão moderna de ciência que muitas vezes apregoa verdades intransigentes, a sociopoética
é uma prática filosófica que descobre os problemas que não consciente mobilizam os grupos
sociais; promove a criação de novos problemas ou de novas maneiras de problematizar a vida;
favorece a criação de confetos (mistura de conceitos + afetos), contextualizados no afeto e na
razão, na sensualidade e na intuição, na gestualidade, na imaginação e possibilita a criação
de conceitos desterritorializados, que entram em diálogo com os conceitos dos filósofos
profissionais. O confeto é neologismo criado entre conceito e afeto no plano de imanência das
experimentações estéticas, em meio aos temas e os problemas que atravessam e mobilizam
o pensamento de grupos juvenis e vão ganhando consistência, mostrando que os afetos não
só existem como é o próprio motor da criação das produções juvenis no campo das práticas
culturais e políticas em que atuam. Apresentar-se-á em especial os princípios que dizem
respeito aos dispositivos de pesquisar com a arte, em grupo e com o corpo todo, descrevendo-
se, sobretudo, algumas das técnicas artísticas com diferentes linguagens utilizadas nestas
pesquisas e alguns dos confetos produzidos pelos corpos juvenis ao pensar de outros modos os
problemas e as práticas colonizadoras presentes nos conceitos e ideias prontas da educação
e do fazer políticas, na atualidade. A pretensão é expor a importância deste método para o
campo das investigações das juventudes contemporâneas, pois além da razão se faz necessário
utilizar dispositivos artísticos, o corpo todo e em grupo, tornando as pesquisas e mesmo o
ensino-aprendizagem algo arriscado porque promove a capacidade de criação, de invenção
no ato de conhecer que ocorre coletivamente por meio do sensível. Pois para essa prática
quando se conhece e pesquisa é preciso envolver-se por inteiro, de corpo todo, de modo
inventivo e em grupo, aproximando-se dos elementos próprios das práticas culturais juvenis. A
Sociopoética se encontra no entre da ciência, da arte e da filosofia, pois o que se faz é um furo
entre estas três fronteiras, transversalisando-as num tecer juntos, onde se cruzam os saberes
num conhecimento vivo, inovador.

Palavras-chave: Sociopoética; Dispositivos Artísticos; Pesquisas; Jovens.

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Arte, psicologia e experiência: operando uma produção do sensível nos entrelugares do
cotidiano dos jovens
Autores(as):: Thamila Cristina dos Santos da silva (Organização Educacional Farias Brito)

Resumo:

A mesa redonda Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas do sensível abre
passagem para uma conexão de vozes e desejos múltiplos sobre o que pode a arte no/do
encontro com as juventudes. Para essa costura de afetos e mapas, cada interlocutor parte de
um lugar no mapa. E dessa posição vislumbram-se intervenções, projetos, conceitos, afetos
e modos de operar, pensar, fazer e sentir a conexão com as juventudes contemporâneas.
Como psicóloga que atua no campo da educação e artista visual/fotógrafa parto deste lugar
fronteiriço que habito na cidade de Sobral, no Ceará, para pensar a incômoda e incessante
questão sobre as possibilidades cotidianas da arte/criação no campo de atuação da Psicologia
em conexão com crianças e jovens. Pretendo mediar uma reflexão que problematize os lugares
contemporâneos da Psicologia na atuação com as juventudes e pensar como essas intervenções
podem operar modos de saber/fazer mais sensíveis, críticos, conectados com outras linguagens
que transversalizem com a arte, a literatura, a poesia e possibilitem experiências e existências
mais potentes. Interessa-me pensar como esses entrelugares podem possibilitar intervenções
que instiguem às juventudes um caminho de criação e autoria com sua própria existência e
com os tantos mundos que as cercam, através da fronteira entre Arte e Psicologia. Elaborar,
imaginar, fabular, inventar, diferir, incorporar; escolher andar na companhia desses verbos-
abismos para rasurar as paisagens e criar (outros/mesmos/outros) mundos possíveis e potentes
para existir e resistir através dos agenciamentos da imagem. Portanto, pretendo apresentar
nesta mesa a experiência enquanto artista de investigação e elaboração das oficinas-inventivas
com grupos e narrar as potências da arte em agenciar afetos, desvios e produzir imagens-corpo/
imagens-som/imagens-palavra/imagens-diferença/imagens-percurso. Desejo problematizar,
sob o lugar ambíguo de artista e psicóloga, os perigos e as potências desses entrelugares e
os efeitos disso para pensar/fazer Psicologia entre jovens na contemporaneidade. Para isso,
conecto-me com alguns interlocutores para pensar uma política da criação que seja sensível,
inventiva e incômoda. Conjugo conexões possíveis entre a filosofia, psicologia e arte; aproximo-
me de Deleuze, Nietzsche, Rancière, Larrosa, Virgínia Kastrup, Manoel de Barros, Mia Couto,
Eduardo Galeano, Ítalo Calvino. Autores e escritores que instigam imagens de descolonização
do pensamento e maquinam uma política do sensível - da existência como obra de arte.
Portanto, esse trabalho tece-se pela multiplicidade de vozes, pelos agenciamentos de vetores
que extrapolam o campo da Psicologia e que retornam a esse saber não para dizer a verdade
sobre os sujeitos juvenis, mas, em outra posição, para instigar outras formas de pensar com a
juventude na contemporaneidade.

Palavras-chave: Arte; Psicologia; Entrelugares; Juventudes.

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Juventudes, arte e cidade: ocupações e afetos na política do sensível
Autores(as): Romualdo da Silva Teixeira (Coletivo Ocuparte)

Resumo:

Neste relato de experiência Juventudes, Arte e Cidade: Ocupação, Afetos e Políticas do Sensível,
da mesa redonda Arte, atalho e labirinto: juventudes, experiência e políticas do sensível, realçam-
se as novas insurgências juvenis pautadas na arte, na cultura e na educação, operando como
vetores de participação política e exercício da cidadania, trazendo, sobretudo, a experiência
do Coletivo Ocuparte. Pretende-se ainda provocar e problematizar acerca da ausência do
Estado na construção de Politicas Públicas que garantam subsídios para os anseios, desejos e
fazeres juvenis nos espaços citadinos. Esta participação dos jovens na cidade é vista ainda no
sentido da garantia de direitos e do relacionamento no cotidiano da cidade. Pergunta-se: O que
podem as juventudes? De que se ocupam na cidade? Busca-se trazer experiências vividas pelo
Coletivo Ocuparte em Sobral/CE, formado principalmente por jovens ligados ao fazer artístico,
cultural e educativo através da formação de novos agentes culturais, tendo em vista que este
grupo atua com projetos voltados à juventude por meio de uma produção cultural pautada
na perspectiva colaborativa e associativista dos agentes, bem como na articulação de uma
política cultural e de garantia de direitos. O Gestor deste Coletivo contribui nesta mesa por
meio da experiência de articulador e produtor cultural ao abordar a contribuição do Coletivo
Ocuparte na teia de fluxos culturais, que tem a juventudes sobralenses como protagonistas de
um processo de ocupação dos espaços públicos e ressignificação dos mesmos, contribuindo
para os processos de afetividade com a cidade. Enquanto Conselheiro de Juventude e de Política
Cultural no município de Sobral, provoca-se e se problematiza ainda acerca da ausência do
Estado na construção de políticas públicas que garantam subsídios para os anseios, desejos e
fazeres juvenis na cidade. O relato dos efeitos e impactos destas atividades é alvo de análise
neste trabalho desenhando uma cartografia das possíveis reinvenções das juventudes na cena
pública e comum. O relato constrói referências entre jovens que não por representação política.
O corpo, os afetos, as intensidades vão criando outras rotas e interferindo na paisagem de
encontros e desencontros característicos da vida urbana e cena de atuação dos atores jovens.
O agenciamento com as artes e as experiências de partilha e problematização em torno de
temáticas pertinentes a vida de jovens em lugares públicos e por meio de atividades culturais
e de inserção nos espaços da cidade promovem transformações nem sempre fáceis de prever.
O que é próprio destas ações é a abertura a confabulações e encontros com e diante do outro.
Assim, no contexto da mesa redonda, o relato compartilha, pelo agenciamento com as artes, a
problematização em torno de temáticas pertinentes a vida de jovens em espaços formativos
destinados a sua educação, com destaque aos lugares públicos por meio de atividades culturais
e de inserção nos espaços da cidade.

Palavras-chave: Juventudes; Arte; Cidade; Ocupações; Afetos.

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Juventudes e estetização: agências políticas, formas de trabalho e práticas de sociabilidade
Coordenador(a): Frank Nilton Marcon (DCS-UFS)

Resumo Geral:

O objetivo é analisarmos diferentes formas de expressões estéticas produzidas por jovens em
contextos sociais contemporâneos. A ideia é refletir sobre distintas formas de expressão estética,
como a dramatização, a pintura, o desenho, a música e a dança, como formas de comunicação,
de subsistência, de intervenção, de transição e de produção de sentido social. Analisar tanto o
campo estrito da arte canônica, como apresentar diferentes cenários em que o recurso estético é
utilizado como expressão de empoderamento simbólico e material, mesmo que em situações de
recursos escassos. Estas expressões nos tem feito refletir sobre os estilos de vida que se configuram
a partir do recurso a linguagem estética como forma de interação social, de atuação política e
de possibilidade de trabalho. Intervenções que tomam a cidade como suporte, que utilizam as
tecnologias de informação e comunicação como fonte de informação, de comunicação e como
técnica de novos formatos criativos. São intervenções muitas vezes informais, que emergem
da liminaridade, da alternância e da necessidade de agência destes sujeitos com maior acesso
à informação, à escolarização, às tecnologias móveis, que no dia a dia disputam e buscam
construir e dar visibilidade a sua existência e ao seu modo de ver o mundo. Com base em três
pesquisas de campo diferentes, os participantes desta mesa destacam a atuação, a linguagem
e a expressão de jovens ligados ao hip-hop, através do break, do grafite e do rap, como forma
de lazer, intervenção política e trabalho; as formas de expressar a “identidade africana” através
das danças e da música nas festas realizadas por jovens imigrantes africanos no Brasil, em que o
fortalecimento dos laços de afinidade se expressa pela estética sonora e corporal e se torna um
meio de visibilidade social, de lazer e de ocupação; a organização, o entendimento, a atuação
e o envolvimento de jovens com a arte dramática, que valorizam a ambiguidade entre ócio e
trabalho, a partir do gosto pela linguagem corporal também como forma de sociabilidade e
politização da criatividade, mesmo que diante da condição formalmente precária do trabalho
teatral, em um contexto político neoliberal. Assim sendo, estas diferentes linguagens estéticas
são apropriadas por diferentes grupos sociais, distintos em seus estilos de vida e desiguais em
termos socioeconômicos, mas que enfrentam a condição de serem jovens e experimentarem
certa condição precária de vida do ponto de vista material e econômico. A escolha por tal estilo
de vida também aparenta demarcar alguma condição de liminaridade geracional, em que a
possibilidade de se constituir como sujeito passa pela experiência e visibilidade de suas agências.
Reconhecimento, expertise, criatividade, inovação, legitimam os sujeitos perante o grupo e
fortalecem o grupo perante outros. Sendo assim, quem são socialmente os envolvidos com o
hip-hop, com o teatro e com as danças e a músicas das festas africanas? Qual a importância para
estes jovens de estarem envolvidos com tais formas de expressão estética? Como se expressam
e o que dizem? Como se dão as sociabilidades nestes meios? Quais as relações e os paradoxos
entre tais agências estéticas?

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A Arte Teatral e os Desafios dos Jovens Artistas na Sociedade Contemporânea
Autores(as): Jefferson Dantas Santos (UNICAMP)

Resumo:

A literatura aponta que os artistas são majoritariamente jovens e estão nas regiões metropolitanas.
As artes cênicas, a música e o cinema compõem os principais domínios laborais, que congregam
grande contingente de artistas e revelam uma lógica constante, a intermitência do trabalho, ou
seja, trabalhos por projeto, informal, precário e inseguro. Os artistas que dialogam comigo nesta
pesquisa, sobretudo os mais jovens, se relacionam com a arte não só como uma experiência de
tempo livre, mas também como exercício de uma profissão. Indivíduos que constroem planos
de inserção no meio artístico, não raro, se indagando como poderão viver de arte. Ou seja, um
duplo movimento que compõe o seu estilo de vida. O Estado é a instituição que mais investe
em arte no Brasil, por meio de editais, por meio de instituições e da renúncia fiscal, que atrai
grandes empresas. O mecenato foi regulamentado pela lei 8.813/91, conhecida como lei Rouanet
e, segundo o Ministério da Cultura, mobilizou o montante de R$ 1.153.534.433,70 de reais no
ano de 2016, contudo o gerenciamento dos recursos é feito pela iniciativa privada, que decide
as manifestações artísticas que serão contempladas, fato que contribuiu para concentração de
recursos em algumas regiões. Outro efeito da lei é a obstáculo à participação dos artistas mais
jovens, pouco conhecidos, experimentais ou críticos, já que as empresas optam por artistas já
consolidados, pois elas capitalizam o investimento através do marketing cultural. Ao mesmo
tempo, esta política exige a formalização dos artistas para a obtenção do recurso e enseja práticas
empreendedoras, implicando na constituição de personalidade jurídica, microempreendedor
individual, dentre outras e o contínuo aperfeiçoamento de suas habilidades e competências,
afinal, segundo o mantra dominante, os novos artistas precisam entender que “the art is your
business”. Em Salvador, o Bando de Teatro Olodum, o CRIA, o Projeto Axé e o Balé Folclórico têm
sido instituições-chave na qualificação de adolescentes e jovens para as artes cênicas. Portanto, a
cidade de Salvador não está alheia ao cenário nacional. Quer seja na lei municipal Viva Cultura de
2016, quer na lei estadual de 2011, ambas reproduzem os sentidos da Lei Rouanet. O movimento
de artistas, Cultura na U.T.I, realizado na capital baiana, em 2009, evidenciou as dificuldades
provocadas pelo crescente processo de burocratização, apontando para o aperfeiçoamento
de políticas mais sensíveis às necessidades dos artistas. Proponho apresentar o resultado das
pesquisas de campo sobre esta realidade na cidade de Salvador/BA, a partir de um inventario de
estratégias das resistências individuais e ou coletivas de jovens artistas soteropolitanos em busca
do reconhecimento profissional num cenário redefinido pelas políticas neoliberais. A análise
está ainda atenta às desigualdades e hierarquias que marcadores sociais como raça, gênero e
geração informam.

Palavras-chave: Neoliberalismo; Estado; Produção Teatral; Jovens.

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119

Cultura, Movimento e Trabalho: Questões Sobre Juventudes e Hip Hop na Cidade
Autores(as): Sérgio da Silva Santos - UNB

Resumo:

As disputas pelos espaços públicos têm norteado debates acadêmicos e possibilitado a produção
de pesquisas sobre territorialidade, apropriação e direito à cidade. Nesse contexto, destacam-se
os usos feitos pelos praticantes do Hip Hop e suas próprias manifestações estéticas e políticas
nos centros urbanos. Em Maceió os processos de sociabilidades em torno do Hip Hop partem dos
inúmeros coletivos que produzem cotidianamente elementos simbólicos e discursivos em torno
desta cultura, produzindo estratégias de inserção nos espaços e possibilitando a visibilidade
tanto dos seus grupos quanto dos símbolos de sua cultura. No hip hop, os discursos e práticas
são orientados pela dimensão do espaço e são construídos a partir das experiências sociais dos
jovens nas diversas inserções no cotidiano urbano, ou seja, o lugar de fala é marcadamente
importante nos acionamentos em torno dos processos de significação dos espaços praticados
por jovens ligados ao Hip Hop. Os processos intersubjetivos produzidos pelas dinâmicas da vida
urbana produzem representações que são fundamentalmente significativas na construção dos
marcadores sociais das disputas pelos espaços públicos. As práticas sociais e culturais acionadas
pelo Hip Hop têm como um dos elementos centrais a busca por visibilidade. Os praticantes do
Hip Hop buscam se mostrar nas cidades, buscam reconhecimento e apropriação do espaço
urbano. O uso de determinado estilo de se vestir, estilo de linguagem específica e utilização
simbólica do corpo são estratégias utilizadas pelos seus praticantes para fazerem-se notar,
delimitados por uma identidade de grupo. Os grupos juvenis que estão articulados às práticas
sociais e culturais do Hip Hop acionam redes de solidariedade locais, nacionais e internacionais
a partir dos dispositivos disponíveis na internet. É importante ressaltar que, ao produzir eventos
na cidade e utilizar as tecnologias e as redes sociais para divulgar seus eventos, a cidade entra
no circuito cultural do Hip Hop. Os eventos que têm por objetivo a visibilidade e a ocupação
dos espaços públicos torna pública a cidade, como também estabelece diálogos em busca de
legitimidade diante dos seus pares e dos moradores da cidade. A relação entre Hip Hop e os
processos de significação dos espaços públicos é íntima e os jovens que interagem com o Hip
Hop contribuem significativamente com estes processos, seja expondo os corpos, os grafites, as
músicas e os discursos políticos, estes atores orientam suas lutas pela cidade, atuando como
movimento social, expressando sua linguagem estética e utilizando sua arte como meio de
vida. Como resultado da pesquisa de campo realizada em Maceió/AL proponho apresentar uma
análise sobre como a repercussão das práticas sociais e culturais do Hip Hop nas periferias das
cidades se torna um mecanismo importante de agência e de identidade social, como também
tem produzido símbolos positivos em relação às periferias, aos jovens e suas práticas.

Palavras-chave: Juventudes; Hip-Hop; Espaço Público; Estética; Sociabilidades.

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Juventude e “Música de Festa”: uma Expressão de Identidade, Estética e Poder na Diáspora
Africana
Autores(as): Frank Nilton Marcon (UFSE)

Resumo:

Há alguns anos venho pesquisando alguns movimentos contemporâneos de pessoas, de
produtos materiais e simbólicos entre Brasil, Portugal e Países Africanos de Língua Portuguesa,
principalmente no que diz respeito a circulação de jovens e estilos de vida associados à música e
a dança. A partir de etnografias que realizei em discotecas de Lisboa (Portugal) e Salvador (Brasil),
reconhecidos como espaços de música e dança “africanas” ou por promoverem festas também
denominadas de “Africanas”, analiso os processos de estetização, o significado e a dinâmica das
identidades e diferenças produzidas em contextos de arranjos sociais mediados pela música e
pela dança na diáspora. Nos casos examinados, a questão da etnicidade e o corte geracional
focado na juventude são privilegiados na observação participante de suas expressividades, de
suas práticas e de suas narrativas. Analiso especialmente as narrativas sobre as trajetórias de
vida dos DJs, produtores e animadores destas festas, assim como os relatos sobre música, dança,
corpo, experiência da imigração e sobre as identidades elaboradas pelos produtores das festas e
pelos participantes. Em ambas etnografías, a música feita, ouvida e dançada é a música urbana e
contemporânea produzida em diferentes países da África e do Caribe, com predomínio da música
eletrônica em suportes digitais e mixada por DJs, como o kuduro, a kizomba, zouk, entre outros.
Proponho apresentar os resultados destas pesquisas, analisando a dinâmica destes eventos para
a mobilização dos atores envolvidos e o que tais eventos e envolvimentos com a música e a dança
representam como expressão das ações e experiências de jovens oriundos de diferentes países
africanos que hoje vivem em Salvador e em Lisboa. Qual o perfil social destes jovens? Como se
tornaram DJs, MCs, dançarinos? Como realizam tais festas? O que a música, a dança e a festa que
produzem significa em termos sociais, emotivos, políticos e culturais para eles? As possibilidades
de agência política através da afirmação de identidades coletivas e de marcar a diferença com
relação aos nacionais; a alternativa de fazer da música e da dança um recurso ao trabalho; e a
criatividade em articular seus lugares de encontro e de sociabilidade (que possibilitam formas
de ocupar o tempo livre e constituir redes de afeto) são algumas das questões que analiso. A
expressividade, a visibilidade e o reconhecimento proporcionados pela música, pela dança e
pela festa caracterizam esta linguagem estética como possibilidade de enfretamento que marca
um empoderamento por destes jovens em um contexto social estranho e de dificuldades como
consequência da imigração. Além da juventude como ciclo social de transição e da etnicidade,
a origem nacional, a língua, a classe, o gênero e a sexualidade são elementos transversais na
análise dos casos que apresentaremos.

Palavras-chave: Juventudes; Música; Estetização; Diáspora; Sociabilidades.

OBS: Não houve Mesa-redonda no Eixo Temático 09- Juventudes, espiritualidade e religiosidade.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
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SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 2011. consoante com a Psicologia Social do Trabalho. descontínuas. refletiremos criticamente sobre as atuais tendências na prática de Orientação Profissional. acreditando que esta. Disponível em: <http://www. CARVALHO. 2010). já que também é uma forma de individualizar as trajetórias juvenis e de responsabilizar o jovem pelo seu êxito de inserção laboral. Outra estratégia a ser destacada no presente trabalho buscará discutir propostas que buscam investir na excelência da qualificação dos jovens nas áreas de ciência e tecnologia e nas experiências de internacionalização que se justificam na demanda do mercado atual por jovens trabalhadores com tal perfil. a doutrina neoliberal exige que todos se apresentem socialmente como empreendedores (COSTA. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. BARROS.br> 122 . 7. será abordado o projeto “Ciência sem Fronteiras” como estratégia do Estado brasileiro na adaptação do jovem às novas demandas do mercado de trabalho. EIXO 10: Juventudes e TRAbalho Estratégias de adaptação do jovem às novas demandas do mercado de trabalho: reflexões sobre o empreendedorismo. empoderando criticamente o sujeito. Neste caso específico. entidades de classe e organizações como a principal base/ alternativa para o crescimento econômico e para a geração de emprego e renda na atualidade (BARROS. Lima.jubra2017. demorando em se consolidar no mercado e conseguir um trabalho estável. os jovens são muito afetados pelas transformações do mundo do trabalho. 2011. p. Nessa realidade.com. 2008). mais voláteis e imprevisíveis. flexíveis. tem se deslocado para trabalhos por conta própria. De forma geral. Fortaleza. Projeto este que caminha em um sentido que se aproxima da estratégia do estímulo ao empreendedorismo. possa ser uma ferramenta para espaço de problematização do mundo laboral em suas diversas dimensões. Entre elas. O conceito de empreendedorismo é de certa forma exaltado por governos. Moreno. 1010 p. A perspectiva empreendedora – que será trazida como um dos temas deste trabalho através do projeto “Meu Carrinho Empreendedor” – tem se difundido no Brasil nas últimas décadas como o caminho para quem busca desenvolvimento e sucesso profissional. Somando-se a isso. Barros. vivenciamos transformações significativas nos modelos econômico e social. 2017. destacamos aquelas que se aproximam da perspectiva empreendedora. Diversas são as estratégias criadas na tentativa de preparar os jovens para lidar com as dificuldades que enfrentarão na busca pela inserção no mercado de trabalho ou por melhores oportunidades laborais. 189). escapando das prescrições individualistas e determinantes. 2008). Tais crises têm promovido a desestabilização constante de dimensões laborais. 2008. experimentando formas de emprego precárias e instáveis. Assim. a internacionalização e a orientação profissional Coordenador(a): Raquel Nascimento Coelho (UFC) Resumo Geral: Com a crise vivenciada no último quarto do século passado (Antunes. levando a vivenciarmos uma complexificação do mundo do trabalho e do perfil dos trabalhadores. PEREIRA. e fortalecendo ações mais coletivizadas de enfrentamento.. Fortaleza: Expressão Gráfica. inclusive jovens. à medida que individualizam o trabalho desse jovem e o colocam como único responsável por seu sucesso no mundo laboral. boa parcela dos brasileiros. com uma característica de reciclagem laboral e formativa constante. dificultando os planos a meio e longo prazo (Monteiro. Por fim. 2004. os processos atuais de inserção laboral juvenil estão cada vez mais caracterizados pelo desemprego ou por trajetórias individualizadas.

o trabalho aqui ocupa posição privilegiada na construção da subjetividade (AQUINO. p. sendo norteador na formação de sentidos e significados e guiando a noção do tempo e da realidade. assim talvez seja mais compreensível assistir à crescente onda de pessoas que pensam em montar um negócio próprio. 1010 p. 2011. foram encontradas discussões de autores da área que relacionam o trabalho do empreendedor à perspectiva de trabalho precarizado. Fortaleza. Palavras-chave: Empreendedorismo. 2017. p. Precarização Laboral. no sentido de compreender essas relações sob a perspectiva do próprio trabalhador. desprotegido de uma teia social e profundamente responsabilizado. 135). principalmente de médio e pequeno porte. Fortaleza: Expressão Gráfica. A presente comunicação parte de uma investigação em curso realizada no âmbito do Mestrado em Psicologia da Universidade Federal do Ceará -UFC financiada pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES. entidades de classe e organizações como a principal base para o crescimento econômico e para a geração de emprego e renda na atualidade (BARROS. mais voláteis e imprevisíveis. A teia que o envolve na vulnerabilidade social engloba processos como a baixa escolaridade. BARROS. O objetivo é analisar o discurso de Microempreendedores Individuais envolvidos no Projeto “Meu Carrinho Empreendedor” sobre possíveis relações entre a atividade empreendedora e os processos de precarização laboral. Coloca-se aqui a necessidade de estudos que procurem entender a vivência dos empreendedores. PEREIRA. Assim.Entre o Empreendedorismo e a Precarização Laboral: a experiência de pipoqueiros no projeto “Meu Carrinho Empreendedor” Autores(as):: Eveline Nogueira Pinheiro de Oliveira (UFC) Resumo: A perspectiva empreendedora tem se difundido no Brasil nas últimas décadas como o caminho para quem busca desenvolvimento e sucesso profissional. e o trabalhador se sente responsável por seu sucesso ou insucesso. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA..br> 123 .jubra2017. 2008). 7. Podemos encontrar na figura do microempreendedor o elo frágil e vulnerável de uma cadeia de processos mais complexos. Essa lógica impulsiona uma responsabilização do sujeito. a exclusão frente ao mercado formal de trabalho e a insegurança social. Tal como é visto pela Psicologia Social do Trabalho. Somando-se a isso. pautado numa lógica de intensificação e exploração de trabalho. CARVALHO. O interesse de investigar essas relações veio de pesquisas anteriores realizadas durante a Graduação em Psicologia na UFC. já que o mercado não tem como garantir oportunidades para todos. a doutrina neoliberal exige que todos se apresentem socialmente como empreendedores (COSTA. Daí a relevância dessa investigação ir a campo. já que o axioma principal é que o pobre é responsável por sua pobreza (BARBOSA. 2008). 2011. Como fruto dessas pesquisas de cunho bibliográfico. 2017. 189). sob a perspectiva dos próprios sujeitos que se lançam em um mundo de trabalho cada vez mais imprevisível. O papel do empreendedor como impulsionador do crescimento econômico acaba sendo relacionado com o desenvolvimento social e garantia de melhores condições de vida. inclusive muitos jovens. boa parcela dos brasileiros. sendo inclusas nessa lógica as perspectivas educacionais nesse sentido. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.com. Disponível em: <http://www. tem se deslocado para trabalhos por conta própria. O conceito de empreendedorismo é de certa forma exaltado por governos.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Universitários. Nessa realidade. 1010 p. É também para esse grupo que as pressões do mercado laboral por experiências de internacionalização.O impacto da experiência de internacionalização nas perspectivas de inserção laboral de jovens: programa “Ciência sem Fronteiras” na UFC Autores(as):: Raquel Nascimento Coelho (UFC) Resumo: Uma das principais características de nosso contexto sócio laboral está na intensificação do processo de globalização marcado pela internacionalização das estratégias de mercado. A presente comunicação parte de uma investigação em curso financiada pelo Programa Institucional de bolsas de iniciação Científica – Pibic/UFC cujo objetivo é analisar os impactos da participação no programa “Ciência sem Fronteiras” nos processos de inserção laboral dos estudantes egressos da UFC.com.br> 124 . modificam-se exigências aos trabalhadores que buscam inserir-se nessa realidade e se torna cada vez mais difícil para eles conseguir oportunidades laborais e a sua própria permanência no mercado. conhecimento de diferentes línguas e capacidade de adaptação a distintos ambientes culturais são mais fortes. Palavras-chave: Internacionalização. através da participação em programas de internacionalização. Disponível em: <http://www. aumento da difusão de tecnologia e conhecimento mundial e acirramento da competitividade nacional e internacional. 2011. 2017. dificultando os planos a meio e longo prazo (Monteiro. Além disso. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 7. 2011). os jovens são muito afetados pelas transformações do mundo do trabalho. Este programa tem investido na formação de pessoal altamente qualificado nas competências e habilidades necessárias para o avanço da sociedade do conhecimento. contrastando a demanda do mercado por esse novo perfil de trabalhador e as reais oportunidades de inserção laboral encontradas pelos participantes. demorando em se consolidar no mercado e conseguir um trabalho estável. Diversas são as estratégias criadas na tentativa de preparar os jovens para o enfrentamento das dificuldades que enfrentarão na busca pela inserção no mercado de trabalho ou por melhores oportunidades laborais.jubra2017. a incerteza e a instabilidade passam a ser constantes no dia a dia dos trabalhadores e daqueles que buscam inserir-se no mercado laboral. Inserção Laboral. Fortaleza. conquistar tais habilidades. experimentando formas de emprego precárias e instáveis.. Entre elas. E tais pressões têm conduzido a que cada vez mais estudantes busquem. destacamos aquelas que buscam investir na excelência da qualificação dos jovens nas áreas de ciência e tecnologia e nas experiências de internacionalização que se justificam na demanda do mercado atual por jovens trabalhadores com tal perfil. os processos atuais de inserção laboral juvenil estão cada vez mais caracterizados pelo desemprego ou por trajetórias individualizadas. 2008). Como consequência. flexíveis. diante da exigência de maior flexibilidade laboral para adaptar-se às demandas de competitividade. além de analisar como tais estratégias do Estado terminam depositando nos sujeitos individualmente a responsabilidade pelo êxito em seus processos de inserção laboral. De forma geral. descontínuas. Fortaleza: Expressão Gráfica. experiência no exterior e educação de ponta (Brasil. com uma característica de reciclagem laboral e formativa constante. 2017. Moreno. Parece- nos importante não somente avaliar a efetividade dessas estratégias. Competências estas diretamente vinculadas a um perfil que despertaria interesse nas empresas ao reunir qualidades importantes para o mercado: capacidade.

modelando pensamentos. discursos e comportamentos. tornando necessária uma reflexão crítica acerca do papel exercido pela Psicologia como elemento facilitador deste processo. caso contrário nos distanciaremos de nosso compromisso ético-profissional com a transformação da sociedade. um modelo de trabalhador a ser seguido e um modelo de organização da sociedade. 2008. o que parece estar referenciado por uma tentativa de manter a docilidade do trabalhador e a manutenção de relações de poder que vêm se perpetuando. em particular do trabalho da Psicologia neste campo.br> 125 . Fortaleza. Neste cenário complexo e de rápidas transformações ainda observamos na Psicologia uma predominância de um modelo clínico individual quando se analisa a prática de orientação profissional. A presente comunicação parte de uma investigação bibliográfica e de reflexões teórico-práticas da disciplina de orientação profissional do curso de Psicologia da UNILeão e tem como objetivo promover um debate acerca da prática de orientação profissional. Em um outro viés. que caminho a Psicologia Social do trabalho pode seguir? Autores(as): Ítalo Emanuel Pinheiro de Lima (UNILEÂO) Resumo: O mundo do trabalho mudou (Antunes. a Orientação Profissional despontou como prática solucionando o problema gerado pela demanda de incorporação de mão de obra pela indústria e a necessidade do sujeito de se adequar a uma sociedade pautada no trabalho e no progresso (Lassance e Sparta. 1010 p. a Psicologia Social do Trabalho como propõe Sena e Silva (2004).jubra2017. 2017. com ele. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. acreditamos na necessidade de ampliar o diálogo acerca do trabalho e investir em práticas que fortaleçam uma apropriação do mundo do trabalho por parte do sujeito. entendendo a atividade laboral como elemento constituinte do sujeito e meio pelo qual este se expressa e se significa em seu mundo. com a participação de instituições como a Igreja e a família. vivenciamos diversas transformações. 7. orientava todas as ações do sujeito para a manutenção de um status quo. Psicologia do Trabalho. criando um tipo padrão de inserção. 2010) e.. como ficou conhecida. Lima. Por fim. Disponível em: <http://www. 2003). entretanto acreditamos haver uma resistência a este posicionamento por conta do seu viés crítico. levando a vivenciarmos uma complexificação do mundo do trabalho e do trabalhador. e o atual contexto laboral brasileiro. Tais crises promovem a desestabilização cada vez mais constante de dimensões laborais. Palavras-chave: Orientação Profissional. Este posicionamento nos parece ser mais coerente quando se pensa em um cenário de diversas possibilidades. Com a crise vivenciada no último quarto do século passado.Orientação profissional em um cenário de mudanças e incertezas. A sociedade industrial. 2004. parecendo esquecer o caráter pedagógico/informacional e frequentemente tratando o tema como um fenômeno interno ao sujeito. pode representar uma outra via teórico-prática de abordagem do tema por não compreender esta relação de forma dicotômica.com. mobilizadas por crises no modelo econômico e social. levando espaços institucionais como a escola a evitar esta proposta de debate. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o que não ocorre hoje de forma homogênea. Barros. 2017. as relações estabelecidas pelo sujeito na construção de seu percurso no mundo do trabalho. Nascida da necessidade de ordem prática vivenciada pela sociedade industrial.

a partir de uma perspectiva individual. E. o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) deu um impulso significativo para o envio de estudantes brasileiros/as a instituições no exterior. empoderamento. Mais recentemente.com. Para além disso. programas de intercâmbio discente e docente são características tradicionais das instituições de ensino superior (IES). a MEI configura-se como uma experiência que. Para as IES. raça e região de origem) resultam em oportunidades e experiências diferenciadas. busca traçar um perfil de quem são os/as jovens brasileiros/ as que tem podido participar desses programas de MEI. Fortaleza. para além dos ganhos intelectuais – aprendizado de uma nova língua. cooperações e projetos de pesquisa internacionais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. No caso do Brasil. há o avanço das políticas neoliberais nas universidades. com a França via CAPES/Cofecub ou com os Estados Unidos da América em parcerias da CAPES com a Fundação Fullbright ilustram essa tradição. idade. almeja refletir acerca do impacto da experiência de MEI no processo de desenvolvimento intelectual. envolve distintos atores e é atravessado por interesses políticos.. 2017. Em uma análise macro do cenário. que se dá em diferentes escalas. conhecimento de diferentes línguas e capacidade de adaptação a distintos ambientes culturais tem conduzido a que cada vez mais estudantes busquem. bem como o recebimento de estudantes internacionais passou a ser considerado um critério importante para um bom posicionamento nos rankings internacionais. autoconfiança. esta mesa redonda objetiva discutir as dinâmicas de mobilidade estudantil para o Brasil. A partir da apresentação de três pesquisas distintas. Tal discussão mostra-se relevante. 7. de um fenômeno complexo e multifacetado. através da participação em programas de MEI. Por outro. novas abordagens metodológicas e teóricas. 1010 p. Por um lado. conquistar essas habilidades. através do CAPES/DAAD. classe social. posto que os investimentos feitos pelo governo brasileiro para estimular a MEI tem crescido e as pressões do mercado de trabalho por experiências de internacionalização. sociais e econômicos. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017.jubra2017. De forma mais específica. considerando que a intersecção de distintos marcadores de diferença (gênero. E. Trata-se. internacionalização do currículo – contribui para o desenvolvimento de habilidades interculturais. EIXO 11: Juventudes e EDUCAÇÃO Estudantes em movimento: reflexões sobre as dinâmicas de mobilidade estudantil Internacional brasileira Coordenador(a): Cássio Adriano Braz de Aquino (UFC) Resumo Geral: Nas últimas décadas a mobilidade estudantil internacional (MEI) passou a ser considerada de grande importância na formação de jovens estudantes. individual e cidadão dos/as jovens. o envio de estudantes ao exterior. por fim. a MEI passou a ser vista como uma estratégia eficiente de criação e consolidação de redes de pesquisa internacionais e de promoção da circulação do conhecimento e transferência de tecnologias. Disponível em: <http://www. visando contribuir de forma ativa para a internacionalização da ciência no país. portanto. Programas de intercâmbios com a Alemanha. pretende identificar as motivações e constrangimentos que levam os/as estudantes a se interessarem ou não por participar em programa de MEI. em 2011.br> 126 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. juntamente com as transformações engendradas pelos processos de globalização. desde os anos 1960 programas de MEI estão presentes no cotidiano das IES. bem como.

. embora muitos/as desses/as estudantes tenham ido para Portugal abrigados por visto estudantil ou programas de intercâmbio internacional. do material produzido pelos estudantes e veiculado na plataforma da campanha em uma página do Facebook. 1010 p. ainda assim vivenciaram experiências discriminatórias e excludentes. as situações de preconceito. como por exemplo a Universidade. os/as estudantes brasileiros/as encontraram aí terreno fértil para engajarem-se politicamente e denunciarem as opressões que vivenciavam. Palavras-chave: Mobilidade Estudantil. subalternos.br> 127 . Ainda que haja uma tentativa da literatura sobre MEI em categorizá-la separada dos movimento migratórios. esse novo fluxo estabeleceu-se em cima de um imaginário colonial estereotipado e estigmatizado sobre os imigrantes brasileiros/as como sendo sujeitos inferiores. embora não isento de dinâmicas de exclusão. durante meu mestrado. Xenofobia. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. No caso de muitos/ as dos/as estudantes brasileiros/as inscritos na Universidade de Coimbra.com. Ademais. a partir de uma perspectiva feminista crítica. uma vez que o meio acadêmico tende a ser um ambiente politizado. e no caso específico da universidade de Coimbra tradicionalmente atravessado pela importância do movimento estudantil. 7. Racismo. Fortaleza: Expressão Gráfica. formação acadêmica. recorre a uma análise qualitativa. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. discriminação e exclusão fazem parte do cotidiano de ambos.jubra2017. o fato é que na prática o sujeito “estudante internacional” e “imigrante” não se diferenciam de forma marcante. os/as brasileiros/as figuraram como o maior grupo de estudantes internacionais em Portugal e a Universidade de Coimbra como a instituição que mais abriga esses estudantes. Assim. com base nas teorias da análise crítica do discurso. subalternos e ignorantes e no caso específico das mulheres como hiperssexualizadas. a experiência de participação em um programa de MEI fomentou para além de um crescimento pessoal e profissional uma experiência de cidadania e de aprendizado político. redes sociais e pessoais. Disponível em: <http://www. 2017. que neste caso específico.A mobilidade acadêmica como experiência de cidadania: a participação de estudantes brasileir@s na Universidade de Coimbra na campanha contra o racismo e xenofobia Autores(as):: Thais França da Silva ( CIES-IUL) Resumo: Desde 2012. portanto. A partir de uma reflexão sobre o engajamento de estudantes brasileir@s na campanha contra todas as formas de discriminação e xenofobia na universidade de Coimbra em 2014. resultantes de sua classe social. 2017. foi apenas ali que se depararam pela primeira vez com os estereótipos e imagens sobre os/as brasileiros/as como sendo inferiores. Porém. Cidadania. Pode-se dizer. ignorantes e no caso das mulheres como corpos sexualizados. o presente estudo tem como objetivo discutir o potencial da MEI como possibilidade de experiência de atuação política e de cidadania. Fortaleza. Contudo. Os estudos sobre a mobilidade estudantil internacional (MEI) tem vindo ressaltar sua importância tanto no que diz respeito ao crescimento pessoal dos/as estudantes como ao desenvolvimento. Metodologicamente. esse trabalho recorre a autorreflexividade como uma chave de leitura acerca da minha própria experiência de MEI na universidade de Coimbra. marginalização e segmentação. Ademais. também contribuiu para que pudessem se organizar contra essas formas de opressão. nesse caso específico no enfrentamento à discriminação em espaços institucionalizados. o capital social e intelectual desses/as estudantes.

353 destinadas a estudantes de graduação. pois. a observação de perfis e grupos criados pelos intercambistas na rede social Facebook e entrevistas semiestruturadas com 12 jovens que fizeram intercâmbio em duas cidades da Espanha (Madri e Valência) e duas cidades da França (Paris e Nantes). Nesse sentido. Pais.Jovens em Movimento: a experiência de universitários brasileiros na Europa Autores(as): Isaurora Cláudia Martins de Freitas (UVA) Resumo: O Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) foi criado pelo governo brasileiro em 2011 tendo como objetivo promover a internacionalização da ciência. a juventude é pensada como construção social e histórica caracterizada pela heterogeneidade e pela diversidade nos modos de ser jovem (Bourdieu. da tecnologia e da inovação por meio da mobilidade acadêmica internacional. 2017. Urresti. vai fazer diferença no futuro profissional de cada um deles. Embora os objetivos do CsF estejam circunscritos apenas ao que ele pode gerar em termos de ganhos à qualificação profissional dos que dele participam. considero que um dos principais ativos do Programa é o que ele gerou em termos de experiência cultural. 1983. Até janeiro de 2016 foram concedidas 92. cultural e subjetiva (Caiafa.. 2006. Cresswell. Margulis. O objetivo da pesquisa. sobretudo. portanto. 1991. 1996. para eles. Fortaleza: Expressão Gráfica. Galland. cultural e acadêmico que. uma pesquisa que analisou a experiência de jovens estudantes de graduação de universidades cearenses que. com certeza. Palavras-chave: Mobilidade Estudantil.880 bolsas. para além da dimensão física. foi analisar as especificidades da vivência universitária em contextos de mobilidade internacional. tentando compreender os significados que essa experiência assume para os que dela participam. antropólogos e geógrafos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. sendo 73. 7. Juventude e mobilidade são categorias teóricas fundamentais no estudo que dialogou com referencial interdisciplinar. acrescenta elementos socioculturais e subjetivos que.br> 128 . além de agregar valor ao currículo acadêmico. possui uma dimensão social. 1010 p.com. com certeza. realizei. A pesquisa foi realizada a partir de uma abordagem qualitativa que utilizou como técnicas a observação in loco dos contextos vivenciais onde os jovens estavam inseridos ao longo do intercâmbio. os jovens destacam em suas falas. Disponível em: <http://www. entre agosto de 2014 e julho de 2015. aliando elementos da sociologia da juventude aos estudos sobre mobilidade realizados por sociólogos. social e subjetiva. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.jubra2017. 2002. Vivência Universitária. os acréscimos culturais e pessoais gerados pelo intercâmbio que. Quatro deles já tinham viajado ao exterior. Tendo experimentado sensações e vivências diversas e desenvolvido práticas distintas daquelas do lugar de origem ao longo do tempo vivido no exterior. 2017. CsF. realizaram parte dos seus estudos na Europa. a que inclui a ida ao exterior afeta o exercício da própria juventude. Urry. marcarão as trajetórias de cada um. os demais nunca tinham saído do país e três nunca tinham saído do Ceará. Tomando como objeto o CsF. 2003) e a mobilidade como fenômeno que. Fortaleza. incentivados pelo CsF. Os doze estudantes que acompanhei possuíam em comum o fato de serem jovens e de nunca terem morado longe dos pais. significou crescimento e amadurecimento pessoal. 2007) que produz transformações de diversas ordens naqueles que a vivenciam. A hipótese que ancorou o estudo foi a de que dentre as muitas formas de ser universitário.

aquela prioritariamente associada à pós-graduação.. O primeiro deles é que não nos interessa. 1010 p. Na proposta desenvolvida é preciso destacar alguns pontos. teve que direcionar seu olhar para tentativa de organização da informação que parecia dispersa e superficial sobre tais alunos. já vem de alguns anos e está pautada na autonomia do pesquisador. A ideia de base centra-se na perspectiva de Castles (2005) sobre os novos fluxos migratórios. diferente da pesquisa. o ensino. ou seja. Fortaleza: Expressão Gráfica. O projeto a que se vincula busca analisar. O primeiro ano da investigação. a luz da percepção dos estudantes brasileiros que experienciaram o programa Ciências sem Fronteiras . dada que a internacionalização nesse caso. Fortaleza. 7. tal como o ocorrido no projeto que deu origem a atual investigação e que visava a uma análise da inversão do fluxo migratório no âmbito acadêmico ocorrido ao longo da primeira década do século XXI no Brasil.br> 129 . Palavras-chave: Mobilidade Estudantil. mas que a partir da década de 1990 com o apelo da globalização e a consideração da educação como serviço. Formação Acadêmica. 2017. Transnacionalismo e Novos Fluxos Migratórios dos trabalhadores convidados às migrações globais (em português). os impactos do mesmo na sua formação acadêmica. inclusive com regulação pela Organização Mundial do Comércio (OMC) parece ter sido demandado a participar desse fluxo migratório. 2006. nessa etapa inicial.jubra2017. reconhecendo a transformação de um paradigma espacial de estado-nação por um de corte transnacional e multicultural. Conforme Dias (2005 apud MOROSINI. entretanto. Castles publicou o livro Globalização. tradicionalmente controlado pelo Estado. Diante de programas que promovem o intercâmbio entre universidades. tendo um recorte primordialmente qualitativo. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. tendo a globalização como pano de fundo e a partir de uma política de qualificação e internacionalização desenvolvida nos últimos anos no âmbito da educação.CsF. espacialidades e formas de mobilidades. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Sua proposta com a obra era oferecer uma análise sintética dos processos migratórios internacionais. 109).com.Percepção dos alunos usuários do Programa Ciência sem Fronteira sobre a internacionalização na sua formação acadêmica Autores(as): Cássio Adriano Braz de Aquino (UFC) Resumo: O presente trabalho integra uma área de investigação do Núcleo de Psicologia do Trabalho – NUTRA UFC e do Grupo de Trabalho do CNPq “Sociedade e Trabalho” que lida especificamente com aspectos relativos às novas temporalidades. 2017. A dificuldade de acessar dados levou a opção pelo estudo do CsF buscando um retorno mais qualitativo da informação tendo por base o discurso dos próprios beneficiados do programa. O objetivo principal tem sido o de compreender como a experiência acadêmica no exterior impacta na formação desses alunos. assim. Internacionalização. desenvolveu-se um estudo de corte quase que eminentemente descritivo acerca do perfil desses estudantes destacando pontos como prevalência de gênero. A falta de informação mais precisa tem sido um dificultador para o desenvolvimento das pesquisas nesse âmbito. área de formação e destino dos estudantes. analisar o fluxo dos estudantes no contexto tradicional da pesquisa acadêmica. p. tentamos investigar as percepções de alunos que participaram do programa em instituições estrangeiras e que estão ainda vinculados aos cursos da Universidade Federal do Ceará.

idade. E. há o avanço das políticas neoliberais nas universidades. envolve distintos atores e é atravessado por interesses políticos. 2017. bem como o recebimento de estudantes internacionais passou a ser considerado um critério importante para um bom posicionamento nos rankings internacionais. busca traçar um perfil de quem são os/as jovens brasileiros/ as que tem podido participar desses programas de MEI. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. considerando que a intersecção de distintos marcadores de diferença (gênero. sociais e econômicos. o envio de estudantes ao exterior. visando contribuir de forma ativa para a internacionalização da ciência no país. bem como. raça e região de origem) resultam em oportunidades e experiências diferenciadas. por fim. Para além disso. Para as IES. percepções e expectativas Coordenador(a): Miriam Fábia Alves (UFG) Resumo Geral: Nas últimas décadas a mobilidade estudantil internacional (MEI) passou a ser considerada de grande importância na formação de jovens estudantes. a partir de uma perspectiva individual. No caso do Brasil. com a França via CAPES/Cofecub ou com os Estados Unidos da América em parcerias da CAPES com a Fundação Fullbright ilustram essa tradição.jubra2017. autoconfiança. desde os anos 1960 programas de MEI estão presentes no cotidiano das IES. através da participação em programas de MEI.com. esta mesa redonda objetiva discutir as dinâmicas de mobilidade estudantil para o Brasil. posto que os investimentos feitos pelo governo brasileiro para estimular a MEI tem crescido e as pressões do mercado de trabalho por experiências de internacionalização. que se dá em diferentes escalas. pretende identificar as motivações e constrangimentos que levam os/as estudantes a se interessarem ou não por participar em programa de MEI. novas abordagens metodológicas e teóricas. individual e cidadão dos/as jovens. 7.br> 130 . empoderamento. a MEI passou a ser vista como uma estratégia eficiente de criação e consolidação de redes de pesquisa internacionais e de promoção da circulação do conhecimento e transferência de tecnologias. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. De forma mais específica. em 2011. 1010 p. a MEI configura-se como uma experiência que. Tal discussão mostra-se relevante. A partir da apresentação de três pesquisas distintas.Juventudes e políticas educacionais para o ensino médio: projetos. portanto.. Fortaleza: Expressão Gráfica. E. Fortaleza. de um fenômeno complexo e multifacetado. juntamente com as transformações engendradas pelos processos de globalização. Em uma análise macro do cenário. internacionalização do currículo – contribui para o desenvolvimento de habilidades interculturais. Trata-se. programas de intercâmbio discente e docente são características tradicionais das instituições de ensino superior (IES). o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) deu um impulso significativo para o envio de estudantes brasileiros/as a instituições no exterior. conquistar essas habilidades. cooperações e projetos de pesquisa internacionais. almeja refletir acerca do impacto da experiência de MEI no processo de desenvolvimento intelectual. 2017. Disponível em: <http://www. para além dos ganhos intelectuais – aprendizado de uma nova língua. através do CAPES/DAAD. conhecimento de diferentes línguas e capacidade de adaptação a distintos ambientes culturais tem conduzido a que cada vez mais estudantes busquem. Programas de intercâmbios com a Alemanha. classe social. Por um lado. Por outro. Mais recentemente.

o primeiro deles foi chamado de “Juvenilistas”. contudo.7% juvenilistas. Fortaleza: Expressão Gráfica. A partir dos resultados buscou- se compreender que a crise existente entre o ensino médio e os jovens está também ligada à ideia e a noção de juventude dos diferentes estudantes que estão na escola.5% estão indecisos. 2017. O questionário foi aplicado com duas turmas de segundo ano de cada escola estadual de ensino médio. indecisos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. e está relacionada com as ideias sobre o que é ser jovem.. A2 (76 questionários). 40% aos juvenilistas e 20.jubra2017. permitiu algumas reflexões. 1010 p. Os jovens responderam da seguinte maneira: 26. Palavras-chave: Juventudes.3% acreditam que suas escolas não precisam passar por nenhuma mudança. Dessas. Como ficaria a relação entre a ideia de juventude dos estudantes e suas opiniões a respeito das mudanças na escola? Percebeu-se. A pergunta “Para você.Juventude e ensino médio: existe crise? Autores(as): Gabriel Carvalho Bungenstab (UFG) Resumo: A educação brasileira vive um momento de reformas que se instala. sobretudo na tentativa de romper com alguns discursos: 1 .1% correspondem aos jovens passageiros. Ensino Médio. um maior número de respostas favoráveis às mudanças nas suas escolas. 14. 74. discordavam e discordavam plenamente”.7% das respostas disseram que as escolas precisam passar por mudanças e 25. No intuito de categorizar os grupos.4% invisíveis e 5. totalizando 74.5% os invisíveis.com. capital de Goiás. 23. 30. Eles estão divididos em 12. tentando entender e analisar quais são os motivos que levam a possível crise entre os estudantes e suas escolas. o que é ser jovem?” foi feita para 297 estudantes. sempre é parcial e está relacionada às diferentes noções de juventudes. A3 (75 questionários) e A4 (76 questionários). no ensino médio.2% jovens concordam plenamente.br> 131 .7% discordam e 7% discordam plenamente.6%. foram criadas três categorias: os jovens que acreditam que a juventude é uma fase para aproveitar a vida com liberdade (não sendo velho). 7. o segundo grupo de “Passageiros” e o terceiro de “Invisíveis”. e aqueles que optaram por não responder a pergunta. 12. quando existe. Será que os jovens enxergam suas escolas como espaços desinteressantes? Eles foram indagados se: “concordavam plenamente. Fortaleza.A massificação escolar ocorre no Brasil. A partir das respostas.3% dos passageiros. os jovens que veem a juventude como uma fase de amadurecimento/responsabilidade (início da vida profissional).3% concordam. Em relação a pergunta sobre possíveis mudanças em suas escolas: dos 297 questionários aplicados. Este texto se apresenta com o intuito de contribuir para o debate acerca da juventude e do ensino médio. Crise.4% dos jovens não querem ver nenhuma mudança em suas escolas. Assim. Disponível em: <http://www. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. principalmente. Estamos realmente vivenciando uma crise na relação da juventude com o ensino médio ou não existe crise? Para tentar responder esta indagação foi realizada uma pesquisa com a aplicação de um questionário para 297 estudantes de quatro escolas de ensino médio público na cidade de Goiânia. concordavam. defender que a crise entre o ensino médio e a juventude é parcial. a escola favorece um “perfil” de jovem 2. nos três grupos juvenis. 2017. Já 25. 7. As escolas escolhidas foram (nomes fictícios): A1 (74 questionários).A crise.

Inclusive nesse período foram estabelecidos marcos e ações importantes para a juventude brasileira e para o ensino médio. 1010 p. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.Os jovens brasileiros nas políticas educacionais para o ensino médio: projetos em disputa Autores(as):: Valdirene Alves de Oliveira (UEG-Campus Inhumas) Resumo: O início do Século XXI registrou um incremento importante no número de matrículas no ensino médio. Ensino Médio. especialmente no período apontado. que no arcabouço legal volumoso. e já no período de 2003 a 2014. Fortaleza: Expressão Gráfica. O atendimento dessa demanda. definição de Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (1998 e 2012). convertida na Lei 13. suas pretensões e alguns indicadores quantitativos e qualitativos sobre o ensino médio brasileiro. há uma prevalência de proposições que buscaram imprimir uma lógica mais includente. 2017. ora a prevalência das que priorizam a formação para o mundo do trabalho na definição de suas agendas. que a partir da década de 1980 elevou a taxa de crianças na escola. Uma observação mais atenta desse percurso evidencia que a temática “juventude” esteve mais presente na pauta das ações das últimas gestões dos governos federais. tanto pela onda jovem. num contexto de disputas políticas ideológicas. nesse prisma. sobretudo no governo FHC. permaneceu na média de 85% sob a responsabilidade das unidades federadas. Fortaleza.415/2017.394/1996. O presente trabalho se debruçou em apreender o ideário pretendido para a escolarização dos jovens no ensino médio brasileiro no período de 2003 a 2014. do que em outros momentos da história política do país.br> 132 . da Secretaria Nacional da Juventude. Decretos.com. Leis. destacada pelo Censo de 2000. Política Educacional. Disponível em: <http://www. criação e mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). do Conselho Nacional da Juventude e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). 7. Tal situação se explicita com a apresentação da Medida Provisória nº 746/2016. ainda que ampliada. Palavras-chave: Juventude. quanto pelo crescimento no número de alunos concluintes no Ensino Fundamental. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. no que se refere aos que foram historicamente excluídos da escola. mas também considerou alguns dos desdobramentos que ocorreram na educação a partir da sanção da Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional. dentre outros. 2017. criação do Programa Universidade para Todos (Prouni). Portarias e Resoluções reafirma a disputa por projetos formativos para a escolarização dos jovens que estão no ensino médio. foi possível compreender que houve por parte do Estado um delineamento de ações que contemplaram de forma singular o segmento etário juvenil. Já a multiplicidade de vertentes formativas pretendidas para as juventudes foram balizadas por algumas perspectivas distintas.jubra2017. sobretudo. constituído por: Emendas Constitucionais.. Mediante uma ampla revisão bibliográfica e documental foram correlacionadas as principais políticas educacionais para o ensino médio. O percurso investigativo seguiu pressupostos metodológicos e alguns conceitos bourdieusianos e. lei nº 9. Tal premissa denota um viés de formação integrada. tais como: a criação: do Estatuto da Juventude.

Nesse sentido. Os jovens. por meio da Medida Provisória n. Luziânia e Rio Verde. compreendem os limites da educação na resolução dos seus problemas mais imediatos. Por fim a narrativa dos jovens indicam que a escola representa uma dupla possibilidade: melhoria das condições de vida atuais e mobilidade social. objetivo debater o tema Juventudes e Ensino Médio. por outro. Disponível em: <http://www. 2017. Palavras-chave: Juventudes.jubra2017. valorizam o ensino médio e a escola. A pesquisa identificou que os jovens reiteram um discurso de necessidade de mudanças na escola. pelo grupo denominado Condição Juvenil em Goiás. Escola Pública. e reforçam sua importância nas suas trajetórias de vida. 2017. necessária para a continuidade dos estudos e dos sonhos que alimentam de sair da condição de vida atual. A coleta de dados resultou da adoção de dois procedimentos: aplicação de questionários e realização de rodas de conversas que foram guiadas por músicas e vídeos. 7. de modo que os jovens pudessem se expressar livremente sobre os temas propostos e a interferência que estes exercem em suas vidas. como forma de estimular o debate por meio de um clima mais dinâmico.Os jovens do ensino médio público e suas narrativas sobre a escola Autores(as): Miriam Fábia Alves (UFG) Resumo: Os jovens não tem interesse no ensino médio? Não se interessam por essa etapa da educação básica? A flexibilização do ensino médio é a resposta para reformar o ensino médio? Essas questões aliadas à reforma do ensino médio em curso no Brasil me motivaram a propor tal comunicação. Fortaleza: Expressão Gráfica. A temática será abordada a partir dos dados levantados pela pesquisa “Juventude em Goiás: vivências em rodas de conversa com jovens em escolas públicas das cidades mais violentas no Estado — possibilidades de intervenção”. com o recorte nas narrativas dos jovens estudantes do ensino médio de escolas públicas. Pretendo problematizar. outras pesquisas sobre o ensino médio têm indicado que o ensino médio é apenas uma das exigências para a inserção no mercado de trabalho. mas não informam que haja falta de interesse pela escola. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Esse é um desafio a ser enfrentado e problematizado por todos os que estão envolvidos com o ensino médio. Ensino Médio. compreendem a escola como um espaço privilegiado para melhoria de sua condição de vida. que foi aprovada utilizando como uma argumentação central a “falta de interesse” dos jovens no ensino médio.br> 133 . realizada entre os anos de 2013 a 2016. Aparecida de Goiânia. e por isso mesmo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 746/2016. No entanto. dos dados coletados indicam que os jovens atribuem um papel contraditório para a escola.com. a partir do material coletado nas rodas de conversa. pois estamos em meio a realização de uma reforma do ensino médio. pois se por um lado eles reconhecem seu papel redentor.. proposta pelo governo federal. as narrativas que os jovens apresentam sobre as mudanças no ensino médio. Fortaleza. 1010 p. ao contrário. A pesquisa foi realizada com os jovens do 3o ano do ensino médio de quatro escolas públicas das cidades de Goiânia. mesmo reconhecendo os limites da escola pública.

exigindo dos processos educativos que ocorrem dentro e fora das escolas e universidades abordagens mais dialógicas. mulheres. os (as) jovens transitam e constróem fluxos dialógicos criativos e interativos que provocam educadores a problematizar os desafios de nossa sociedade. dos processos educativos na escola formal e na participação em movimentos sociais e na construção de políticas públicas . 7.Diálogos sobre educação e políticas públicas no campo dos direitos humanos: articulações teóricas e experimentações Coordenador(a): Nara Maria Forte Diogo Rocha (UFC) Resumo Geral: A presente mesa articula três contribuições pertinentes para o debate sobre a participação das juventudes na construção das políticas públicas no campo dos direitos humanos. portanto uma reorientação da escola para o aluno como alguém constituído nas suas trajetórias de vida e possibilidades contextualizadas histórica e socialmente. a autora.dos múltiplos pertencimentos. gestão municipal e escola são marcados por lugares sociais hierarquizados e que sua problematização é atravessada por processos educativos complexos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ora vistos como vítimas. levar em conta suas vivências como jovens e também como negros e negras. professores e profissionais em um contínuo aprendizado sobre possibilidades de construção coletiva. Os jovens são considerados como sujeitos complexos que compõem uma realidade atravessada pelas temáticas que organizam a coordenadoria: gênero. Fortaleza. Concluímos que os paradoxos com relação aos jovens se atualizam e se aprofundam nas vivências de seus múltiplos pertencimentos. Consideramos que a construção de políticas públicas que ultrapassem as gestões governamentais precisam estar enraizadas nas preocupações e interesses daqueles a quem se destinam. articula importantes contribuições no encontro interdisciplinar entre sociologia e educação para fundamentar a importância do sujeito nos processos de participação.br> 134 . diversidade sexual e raça/etnia. assim como as trajetórias e histórias de vida dos jovens que habitam as escolas e as ruas. As reflexões aqui apresentadas tratam de processos educativos que transbordam a escolarização formal. Na primeira delas.jubra2017. As propostas alinhavam as reflexões derivadas destes percursos. desafios que marcam seus corpos. sujeitos politizados ou apenas reprodutores da cultura massificada do consumo. As contribuições aqui elencadas vão tensionar estas questões .pela via teórica e pela via da experimentação. Para isso.. 2017. Entendemos que os transitos entre rua. Sugere. seus sonhos. moradores da periferia de cidades interioranas. deficiência. ora como algozes. O terceiro trabalho explicita como o trabalho no curso de Psicologia articula os eixos da extensão e da docência para dar conta de uma formação do psicólogo que se faça atravessar pela problematização das temáticas interseccionais que dizem respeito aos jovens. movimentos sociais. 2017. pessoas com deficiência. envolvendo jovens. Disponível em: <http://www. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. sobretudo os jovens da periferia de um centro urbano do interior do Ceará. que é docente em um curso de Gestão de Políticas Públicas. O segundo trabalho apresenta a construção da Coordenadoria de Direitos Humanos da Prefeitura Municipal de Sobral em suas interfaces com as Juventudes. universidade. sua realidade presente e seu futuro. 1010 p.com. que complexificam suas realidades. transexuais. homens. estudantes. pobres. Fortaleza: Expressão Gráfica. horizontais e provocadoras.

br> 135 . Prefeitura. Quanto à docência e pesquisa. 2017. 7.Jovens na articulação das discussões sobre gênero e diversidade sexual. 2017. articulado ao Laboratório de Pesquisas e Práticas em Psicologia e Educação (Lappsie). Como resultados tivemos que a convivência com estes grupos teve como efeito na universidade e na cidade o fortalecimento da luta pelos direitos humanos. formado por estudantes de Psicologia que desejam problematizar as questões relativas às mulheres negras. nasce das provocações sobre a interiorização da construção do VII Simpósio da Juventude Brasileira (JUBRA). articulando ONG’s. Funcionar sem um campo fixo. Instituições de ensino públicas e particulares do ensino superior no fomento ao estudo e pesquisa das Juventudes Periféricas de Sobral. Educação. testando suas possibilidades em um campo que se reconfigura a cada imersão. as trocas com espaços extra campus foi a estratégia metodológica para uma problematização dos atravessamentos interseccionais. 3) a parceria do Lappsie com a Coordenadoria de Direitos Humanos da Prefeitura de Sobral. raça/etnia e deficiências: políticas públicas e direitos humanos em diálogo com a UFC/Campus Sobral Autores(as):: Nara Maria Forte Diogo Rocha (UFC. Diversos movimentos sociais articulando juventudes emergiram na zona periférica de Sobral-CE. 1010 p. O DIZ. 2) o coletivo Kilomba. Percebemos que para muitos jovens da periferia a universidade não era um lugar possível e a convivência com as extensionistas e pesquisadoras em formação já faz este espaço ser visibilizado como um direito.jubra2017. Palavras-chave: Juventudes. Destacamos aqui: 1) o projeto Travessias tematiza dentro do curso de psicologia a questão das transexualidades. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sobretudo no que diz respeito às juventudes. que surge da disciplina de Psicologia do Desenvolvimento e Relações étnico-raciais. 2) docência com as disciplinas de Psicologia Aplicada aos Portadores de Necessidades Especiais e Psicologia do Desenvolvimento e Relações étnico-raciais. Universidade. O projeto DIZ deu origem a outras iniciativas que tornam mais porosas essas fronteiras. na colaboração com o Fórum de Direitos Humanos e 4) a constituição da Comissão Regional do JUBRA. Fortaleza.. A partir da fundamentação no conceito de interseccionalidade.com. Fortaleza: Expressão Gráfica. e acompanha os jovens que lutam pela constituição de uma política de atendimento para a população transexual.Campus Sobral) Resumo: Este trabalho visa expor e discutir os resultados apontados pela linha de trabalho que vem sendo atravessada pela reflexão sobre as juventudes no curso de Psicologia do campus de Sobral da Universidade Federal do Ceará através da: 1) extensão universitária com o projeto Diz Juventudes: trajetos e trajetórias de jovens do Norte do Ceará (DIZ). juntamente com a faculdade de medicina que está a frente com o projeto Transversar. Disponível em: <http://www. movimentos estes que tematizavam a vivência de jovens nestes contextos a partir do gênero e classe. permitiu a orientação pelos fluxos dos jovens na cidade entremeados com a participação na constituição de políticas públicas. o DIZ metodologicamente se orienta para a intervenção cartográfica e rizomática. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. advindo das epistemologias feministas.

como seres curiosos e potencialmente capazes de falar e de escutar. Como resultados. Sendo assim. Metodologicamente construímos um diálogo a partir de autores centrais para este debate interdisciplinar como Dayrell. o envolvimento e a discussão. 7.. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. concluímos que não seremos capazes de construir políticas públicas que fortaleçam a participação dos jovens como importantes atores no cenário social e educacional sem cultivá-la no solo fértil da esperança e sem o compromisso ético com a transformação social guiados por uma fé intensa naqueles que dela se ocupam.br> 136 . com visões de mundo. escalas de valores. Acreditamos ser necessário perceber o educando como sujeito sociocultural. mas que passa a se estabelecer mediante a negatividade do sujeito. Lamentavelmente. que em sua essência deveria trazer a necessidade da vivência do aspecto relacional. a categoria Sujeito emerge como ponto central para articular possibilidades. A prática do diálogo traz consigo a participação ativa. Voltar a atenção ao educando significa direcionar nosso olhar para uma importante dimensão do processo de ensino e aprendizagem que por muito tempo não foi foco de nossa atenção. Como construir uma educação dialógica. questionamos a validade de uma educação. Essa postura negligente deve ser superada. emoções. para que assim possamos voltar nossa atenção a esses sujeitos e trabalhar com as juventudes. gerando um quase total desconhecimento por parte do educador de seu educando. pois ao produzir reflexões de forma coletiva. Educação. na sociologia e Paulo Freire na Educação. Palavras-chave: Juventudes. De tudo o que foi relacionado até agora no presente trabalho. Em outras palavras significa uma maneira de instigar a prática da problematização e do vivenciar criativo. os educandos produzem também entendimentos sobre si mesmos. se a condição de sujeito é negada ao educando? A ruptura com uma antiga visão da juventude centrada na falta e na negatividade se faz urgente. numa relação vertical e autoritária. homens e mulheres humildemente podem reconhecer suas limitações e potencialidades. desejos. 2017. Na relação dialógica. 1010 p. sentimentos. 2017. Fortaleza. projetos com lógicas de comportamentos e hábitos que lhe são próprios. políticas públicas e participação: discutindo possibilidades dialógicas a partir da vivência na educação Autores(as):: Verônica Salgueiro do Nascimento (UFC) Resumo : O presente trabalho discute teoricamente os fundamentos norteadores para os enlaces entre educação e juventudes no tocante à participação na construção de políticas públicas. Para que isso aconteça. está inerente a dimensão da troca. Nos dias atuais. vários estudiosos vão nos chamar a atenção sobre um importante ponto: ainda prevalece uma representação negativa e preconceituosa em relação à juventude.jubra2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.Juventude. O desafio é deslocar o eixo da escola para o aluno. é necessário ter a consciência da incompletude do ser humano. Em concordância com esse a ponto. o que implica compreendê-lo na sua diferença. como indivíduo que possui uma historicidade. Participação. a categoria social da juventude assume importância fundamental para a possibilidade de compreensão sobre as diversas características presentes nas sociedades modernas. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www.com.

foram estruturados três principais eixos de atuação: educação. com a população jovem acolhida e acompanhada pelas políticas setoriais do município. a política de direitos humanos. foi inserida na Secretaria dos direitos humanos. considerando a expressiva exposição de violação de direitos humanos ocorrida. No processo de implementação da política municipal de direitos humanos. 7. se faz necessário respeitar as diferenças para que se concretize uma vivência mais pacífica. O objetivo geral deste trabalho é apresentar a experiência de implementação da política municipal de direitos humanos e as interfaces com as juventudes. 1010 p. desenvolvemos um trabalho de natureza qualitativa. atentos à efetivação da intersetorialidade através da formação e gestão de pontes ativas na comunidade. sociedade civil organizada e universidades. proposta por parcela de moradores da cidade. Conforme classificação de faixa etária jovem estabelecida pelo Conselho Nacional de Juventude. garantindo espaços de participação desses segmentos e desenvolvendo ações transversais aos demais órgãos da gestão municipal. a concepção da Coordenadoria dos direitos humanos se deu a partir de um contexto político. da diversidade sexual e de geração – infância. com inúmeras possibilidades de interações e intervenções. da igualdade racial. Dentro de uma sociedade cada vez mais plural. 2017. adolescência e idosos. Ressalta-se a demanda social por defesa de direitos. com a utilização do método facilitar-pesquisando que consiste na facilitação de processos de conscientização por meio do diálogo-problematizador visando o empoderamento dos sujeitos acerca do seu papel social e a integração entre políticas públicas e sociedade civil organizada. Falar em direitos humanos é falar em identidade e alteridade. consideram-se jovens pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Em Sobral-CE. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Experienciando uma nova gestão municipal na cidade foi possível construir de forma coletiva as propostas de governo e. e é através da construção coletiva de políticas públicas. deste modo.br> 137 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza. que se efetivará o reconhecimento da diferença e da ética nas relações entre as pessoas e a cidade com o comprometimento de todos na defesa dos direitos das minorias.jubra2017. dando especial destaque para as políticas públicas das pessoas com deficiência. promoção e defesa de direitos humanos. Juventudes..com. Partimos de uma realidade social complexa. Políticas Públicas. organizacional e social que propiciaram criação desse setor. principalmente. habitação e assistência social. 2017. Palavras-chave: Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.Juventudes. Políticas Públicas e Direitos Humanos na Região Norte do Ceará Autores(as):: Maria da Gloria dos Santos Ribeiro (Coordenadoria de Direitos Humanos de Sobral/CE) Resumo : Compreendemos que o desenvolvimento de políticas públicas em defesa dos direitos humanos e das juventudes carrega a pressuposição de que as pessoas têm demandas diferenciadas. Fortaleza: Expressão Gráfica. afirmar a diversidade e torná- la algo positivo e falar em juventudes é reconhecer uma parcela considerável da população economicamente ativa e portadora de direitos e cidadania. o que representa cerca de 16% da população geral do município e expressa a necessidade do desenvolvimento de políticas de defesa e promoção dos direitos humanos dessa categoria. nessa perspectiva.

escola. Trataremos. Do ensino básico ao ensino superior verificamos uma série de transformações que de uma forma ou de outra operou no combate às desigualdades educacionais. trabalhadora. Fortaleza: Expressão Gráfica. É importante também ressaltar que as referidas políticas públicas para juventude só foram possíveis muito por conta das expressivas mobilizações da sociedade civil e movimentos sociais que pautaram. Disponível em: <http://www.foram primordiais para a consolidação desses avanços no âmbito nacional. aquela que historicamente foi alijada dos processos de inclusão social. informais e não- formais de educação. programas de financiamento universitário. tanto em movimentos coletivos com pautas bem definidas. 2017. A proposta de discussão para esta mesa redonda se insere justamente no esforço de compreender as ações desses movimentos sociais. como a juventude pobre. por meio de propostas outras. por exemplo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Buscaremos discutir. Soma- se a isso a compreensão das trajetórias de jovens estudantes trabalhadores do ensino básico e a luta dessa mesma juventude para ingressar nos espaços de educação pública do ensino superior. negra. por fim. A discussão proposta para esta mesa redonda também se vincula aos eixos temáticos “Juventude e Movimentos Sociais”. ações como a política de cotas sociais / raciais. “programa universidade para todos” – PROUNI – e programas de assistência à juventude como o PROJEM . universidade. quanto em estratégias individuais postas em prática diariamente em espaços formais. Tais conquistas só foram possíveis mediante a um conjunto de políticas públicas que supriu diversas demandas por parte da juventude permitindo. sobre as diversas formas de mobilização social dessa juventude em torno das políticas públicas. as diferentes maneiras de engajamento dos jovens por seus direitos a cidadania. propiciando melhor acesso a cidadania à população jovem. que vão de encontro às perspectivas tradicionais de educação. 7. as violências físicas e simbólicas que sofrem cotidianamente. no caso da cidade do Rio de Janeiro nos interessa debater as ações dos movimentos sociais diretamente engajados na luta pela democratização dos espaços educacionais e no acesso pleno a cidadania. Nessa perspectiva. residente em espaços de favelas e periferias. a precarização do trabalho a que são submetidos. na medida em que se propõe a entender as trajetórias sociais desses jovens. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 2017. verificando as suas potencialidades e o real alcance de suas ações na luta pelas políticas para a juventude. sobretudo. seja na ampliação das perspectivas de futuro..jubra2017. uma maior entrada nas Universidades Públicas e uma maior inserção em programas de capacitação profissional. dentre elas.Políticas públicas para a juventude: desafios e perspectivas na luta pela democratização dos espaços educacionais e no acesso pleno a cidadania Coordenador(a): Alberto Jose da Costa Tornaghi (PUC-RJ) Resumo Geral: A luta por melhores condições de vida para a juventude brasileira agregou na última década inegáveis avanços no que diz respeito ao acesso à educação. nesse sentido. programas de geração de renda e perspectivas de futuro. Fortaleza. Especificamente. seja por melhores condições de vida no trabalho. em suas lutas. uma melhor qualidade de vida para a população mais jovem. a educação popular. majoritariamente ocupados por grupos privilegiados. 1010 p.com.br> 138 . e as lutas que travam para superar os diversos obstáculos.

Por fim.. direitos e cidadania. por meio de suas culturas próprias e processos de elaboração de realidades e saberes. Pensar numa educação para a cidadania. preparando sim para o futuro. sobretudo.com. Disponível em: <http://www. 7. para gestar um novo processo político- pedagógico. naturalizadas e esvaziadas. trabalho. é uma categoria caleidoscópica e. bem como políticas públicas de juventudes reside emergencial a questão da troca de uma educação para cidadania a uma educação por cidadania. EJA. Promover mudanças em torno do caráter político da educação significa também atentarmos para as condições materiais das classes trabalhadoras. É por meio de seus modos de se fazer existir que muita das vezes essas juventudes se territorializam e afirmam suas identidades. com várias nuanças de classe. 1010 p. em plena “desmistificação” e “desromantização”.br> 139 . portanto popular e mais ancorada nas diversas realidades presentes dentro e fora da sala de aula é entender. as inúmeras violências simbólicas (e mesmo físicas) a que enormes contingentes populacionais juvenis são submetidos cotidianamente. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. estudantes da educação de jovens e adultos. dentre tantas outras perversas variáveis que se somam nessa caminhada.“É nóis que tá. então é nóis que sabe!” Os sujeitos jovens da EJA e seu ensino mambembe: relações entre escola. Movimentos que trarão o protagonismo e. identificando essas condições na exploração que sofrem diuturnamente. Palavras-chave: Juventudes. Em se tratando de juventudes populares. direitos e cidadania Autores(as):: Noelia Rodrigues Pereira Rego (PUC-RJ) Resumo: Um grande leque se abre quando tomamos para nós o desafio de estudar as juventudes. idade. possibilidades de futuro e mobilidades. desse jovem trabalhador. Educação Popular. contracultura e resistência. Fortaleza: Expressão Gráfica. o entender-se enquanto sujeito de sua própria história. cor. durante dois anos nossa pesquisa etnográfica acompanhou essas juventudes matriculadas no ensino noturno de uma escola estadual localizada aos pés de um dos mais tradicionais morros da zona norte do Rio de Janeiro. políticas públicas. gênero e localização geográfica. para tanto. Isso porque além de ser uma categoria relativamente nova. É no terreno das incertezas que essas juventudes irão se aventurar em suas trajetórias de múltiplas e alinhavadas realidades construídas diariamente na busca constante por sobrevivência. na falta de acessos e recursos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.jubra2017. 2017. questões sobre meritocracia. Assim que. a EJA. com o objetivo de trocar saberes e descolonizar pensamentos e práticas. mas sem visões românticas de um passado de concepções veladas. currículo. E nesse processo a educação popular tem muito a somar tanto em espaços formais como em espaços informais e não-formais de educação. e não negar. Diante dos muitos temas que surgiram ao longo das investigações. Fortaleza. procurando reivindicar direitos e fomentar políticas públicas a partir de suas demandas e anseios. é ainda mais instigante e desafiador. dadas suas histórias de vida e trajetórias mambembes. nas exclusões e discriminações constantes. foram os assuntos que recortamos e tratamos de analisar na pesquisa. qualidade da EJA. 2017.

Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Diante desse cenário. são exemplos significativos desse período de mudanças. na prática. Entretanto. diversos movimentos sociais no campo da educação tem tido um expressivo protagonismo no combate às desigualdades e na luta pela democratização de espaços públicos historicamente privilegiados. Especificamente. 7. Movimentos Sociais. Além disso.A luta pela democratização do ensino público superior: o caso estudantes do pré-vestibular comunitário do centro de estudos e ações solidárias da Maré Rio de Janeiro Autores(as): Humberto Salustriano da Silva ( Prefeitura Municipal de Quissamã) Resumo: É inegável que os primeiros quinze anos do século atual tenha registrado uma série de avanços no que se refere às políticas públicas de combate à desigualdade educacional no Brasil. a segregação urbana que configura as experiências de cada um deles e as estratégias de resistências que são construídas ao longo do curso popular. As trajetórias desses jovens estudantes do CPV-Maré são marcadas por uma série de lacunas educacionais. Disponível em: <http://www. 2017. amplamente amparado nos pressupostos da autonomia do pensamento. Fortaleza. Interessa-nos discutir neste trabalho a experiência particular de estudantes de um desses pré-vestibulares comunitários. e os próprios obstáculos de políticas públicas ineficientes impedem que a juventude concretize sonhos e perspectivas de futuro. Palavras-chave: Educação. pretendemos compreender e debater sobre as diversas estratégias estabelecidas por essa juventude para superar os desafios que lhes são impostos diariamente. Diante desse quadro. tem gestado em suas salas de aula. localizados no maior conjunto de favelas do Rio de janeiro. Tem contribuído para o ingresso de jovens pobres nas universidades públicas e. e por diversos obstáculos cotidianos que interferiram diretamente em suas biografias. nas mais diversas universidades públicas da cidade. 1010 p. pretendemos ainda entender as diversas formas de criminalização dos estudantes do CPV- Maré. visto o elevado número de jovens pobres e negros que ainda são alijados do direito pleno à educação. os pré-vestibulares comunitários tem exercido um papel importante nesse campo de luta. A educação pública do ensino básico ainda é extremamente precarizado. e que já atua no espaço local há quase 20 anos no campo da educação. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. ainda não é possível constatar que alcançamos um grau desejável de democratização dos espaços educacionais no país. Trata-se do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM).com. também nos interessa verificar nesse processo. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. um modelo de educação crítica baseado na desconstrução do eurocentrismo.br> 140 . e a crescente diversificação social em muitos cursos de graduação das universidades públicas tem sido a prova mais evidente de todo esse processo. as contradições pedagógicas ao longo do ano letivo no pré-vestibular comunitário. por exemplo. As políticas de cotas raciais e sociais..jubra2017. os jovens estudantes de menor poder aquisitivo são obrigados a ingressar cedo num mercado de trabalho do subemprego. Nessa perspectiva. organização não governamental fundada e organizada por moradores locais e que já contribuiu para o ingresso de centenas de jovens das favelas da região. observando os embates de visões de mundo entre as bagagens de uma educação tradicional e as propostas de educação popular apresentadas aos estudantes. Juventudes.

DPS. Animação. os espaços por onde viviam e circulavam.br> 141 . uma ONG como parceira responsável. renda familiar “per capita” abaixo de um salário mínimo. seguindo os seguintes critérios: idade entre 15 e 21 anos. A partir de 2012 inserimos no currículo oficina que chamamos de arte digital na qual ampliamos e aprofundamos o estudo e a produções que envolvem aspectos de automação. deixamos de oferecer o curso de webdesign e este tema passou a fazer parte. Fortaleza: Expressão Gráfica. Comunidades. mas tinham conformações e projetos de ação definidos localmente. Palavras-chave: Escola. 2017. por edital público divulgado diretamente em rádios comunitárias e associações de moradores.Uma escola de arte e tecnologia para o povo Autores(as): Alberto Jose da Costa Tornaghi (PUC-RJ) Resumo: Que escola é essa? Vamos apresentar uma escola de arte e tecnologia que funcionou no Rio de Janeiro no período de 2009 a 2016. cursando ou tendo cursado o ensino médio em escola pública ou comunitária. A partir de 2011. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.. cada uma delas. Arte . Web-design. como tema transversal. 1010 p. por questões orçamentárias. A perspectiva era que o trabalho lá desenvolvido impactasse. Em todas elas o público-alvo eram jovens com renda familiar na linha da pobreza ou abaixo dela. também. projeção mapeada e afins.jubra2017. morador em comunidade de baixa renda com atuação em grupos comunitários (de grupos de teatro a igrejas e associações de moradores). da formação de todos os alunos. Parte do processo de seleção era uma oficina da qual participavam um número de candidatos que era quatro vezes o número de vagas. interesse por arte e/ou comunicação e tecnologia. Design gráfico e Vídeo. Áreas foco do trabalho: a escola. Os alunos da escola: buscamos constituir uma escola cuja atuação impactasse em um universo significativamente maior do que a vida pessoal dos alunos que a frequentassem. oferecia formação em cinco áreas profissionais: Fotografia. Resultados: O acompanhamento da vida profissional dos egressos revelou que mais de 50% deles. Tecnologia. Os alunos da escola foram selecionados. estavam trabalhando na área e com remuneração muito superior às expectativas que se apresentavam quando do ingresso na escola. todas pólos importantes de disseminação de cultura e serviços em suas regiões. Além de aulas dedicadas à aprendizagem dos temas centrais de cada área. design sonoro e desenvolvimento pessoal e social . As escolas funcionavam em 4 cidades diferentes. 7. havia ainda oficinas nas seguintes áreas: oficina da palavra. Vamos falar aqui da escola que funcionou no Rio de Janeiro. originalmente. O objetivo manifesto do instituto é “utilizar a educação e a cultura como meios para solucionar questões sociais em nosso país”. Isso permitia a candidatos e professores tomar a decisão pelo ingresso ou não na escola apoiado em vivência real. Muitos egressos montaram espaços de atuação em suas comunidades. Fortaleza. O instituto criou e apoiou quatro escolas co-irmãs que tinham. Essas escolas eram regidas pelo mesmos princípios fundamentais.com. Disponível em: <http://www. dois anos depois de formados. conhecimentos básicos de uso de tecnologias digitais. em cada turma. história da arte e da tecnologia. 2017. Sua criação foi proposta por um instituto de responsabilidade social ligado a empresa de telefonia. Estas atuavam em áreas ligadas ao fortalecimento da cidadania por meio da comunicação e da educação popular.

Na contemporaneidade. mídia e subjetivação: estratégias de vigilância e de resistência Coordenador(a): Monalisa Pontes Xavier (UFPI) Resumo Geral: De diferentes modos tem se dado o governo da subjetividade ao longo do tempo e tais estratégias de governabilidade se configuram em acordo com características sociais. Esta reconfiguração tópica da subjetividade contemporânea traz implicações como a redefinição dos espaços e modos de interação. numa ação biopolítica de bem gestar essa fase da vida.. contra hegemônicos.jubra2017. funcionando como estratégias de resistência frente às formas de vigilância e governo do jovem/da juventude. partimos de autores como Foucault. em especial aqueles que circulam na internet e que são representativos de discursos peritos e institucionais. Guattari. prontos para serem consumidos irrestrita e irrefletidamente. e ainda a desterritorialização da subjetividade.com. ofertando aos jovens modos de ser previamente construídos como produtos pret-à-porter. a subjetividade encontra nos dispositivos de vigilância um lugar de constituição. Sibília e Bruno para embasar as discussões levantadas no encontro cartográfico com uma pluralidade de enunciações sobre jovens/juventude. 2017. territorializada. 1994). Deleuze. O período moderno produziu múltiplas e heterogêneas modalidades de interação que de diferentes formas puseram em jogo narrativas e sentidos em torno do público e do privado e isso reverberou diretamente sobre a configuração topológica da subjetividade em tal período. Fortaleza. 1010 p. ambicionamos alcançar uma multiplicidade de enunciações sobre juventude. CONSUMO E NOVAS MÍDIAS Juventude. 7. que se deslocam para dispositivos de vigilância. se desloca deambulante pelos múltiplos espaços de visibilidade nos quais estão constantemente em passagem. Com isso. que buscam subverter narrativas normativas e em larga escala. EIXO 12: Juventudes. políticas. Disponível em: <http://www. a fim de compreender os modos de subjetivação ofertados aos jovens e como tais ofertas operam um governo da juventude. que se transmutam eles próprios em emergentes modalidades interativas. Larrosa. Coexistem com essas enunciações massivas vozes que fazem circular enunciados outros. Diante do que expusemos. emerge a seguinte problematização: como se opera o governo da subjetividade de jovens no contexto de uma estética da vigilância? A partir dessa interrogação trazemos uma discussão em torno da normatização de narrativas sobre juventudes como forma de governo dos jovens. ou seja. peritos e não institucionalizados e discursos não-peritos. Fortaleza: Expressão Gráfica. econômicas e de funcionalidade das variadas configurações societárias em distintos momentos históricos. quando o protótipo moderno de subjetividade interiorizada.br> 142 . Essas enunciações são buscadas em dispositivos de vigilância/visibilidade. Para isso. num viés de assujeitamento frente às possibilidades múltiplas de existir. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. as subjetividades contemporâneas são atravessadas pelos atuais dispositivos de visibilidade que configuram o que Bruno (2013) nomeia como “estética da vigilância”. performática e desejante do olhar público e de reconhecimento. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. onde se exterioriza. No espaço do visível se produz a “experiência de si” (Larrosa. 2017. As enunciações em torno da juventude – sejam elas discursivas ou não discursivas – parecem funcionar como significativos vetores de subjetivação.

O período moderno produziu múltiplas e heterogêneas modalidades de interação que de diferentes formas puseram em jogo narrativas e sentidos em torno do público e do privado e isso reverberou diretamente sobre a configuração topológica da subjetividade em tal período. onde se exterioriza. performática e desejante do olhar público e de reconhecimento. 7. Esta reconfiguração tópica da subjetividade contemporânea traz implicações como a redefinição dos espaços e modos de interação. quando o protótipo moderno de subjetividade interiorizada.com. Diante do que expusemos. Fortaleza.br> 143 . Coexistem com essas enunciações massivas vozes que fazem circular enunciados outros. a fim de compreender os modos de subjetivação ofertados aos jovens e como tais ofertas operam um governo da juventude.Estética da vigilância e novos contextos de governo da juventude no contemporâneo Autores(as):: Monalisa Pontes Xavier (UFPI) Resumo: De diferentes modos tem se dado o governo da subjetividade ao longo do tempo e tais estratégias de governabilidade se configuram em acordo com características sociais. As enunciações em torno da juventude – sejam elas discursivas ou não discursivas – parecem funcionar como significativos vetores de subjetivação. Larrosa. Para isso. e ainda a desterritorialização da subjetividade. 1010 p. que se transmutam eles próprios em emergentes modalidades interativas. prontos para serem consumidos irrestrita e irrefletidamente. ou seja. emerge a seguinte problematização: como se opera o governo da subjetividade de jovens no contexto de uma estética da vigilância? A partir dessa interrogação trazemos uma discussão em torno da normatização de narrativas sobre juventudes como forma de governo dos jovens. a subjetividade encontra nos dispositivos de vigilância um lugar de constituição. Na contemporaneidade.jubra2017. Juventude. No espaço do visível se produz a “experiência de si” (Larrosa. Sibília e Bruno para embasar as discussões levantadas no encontro cartográfico com uma pluralidade de enunciações sobre jovens/juventude. Subjetividade. se desloca deambulante pelos múltiplos espaços de visibilidade nos quais estão constantemente em passagem. Guattari. 2017. partimos de autores como Foucault. peritos e não institucionalizados e discursos não-peritos. 1994). que buscam subverter narrativas normativas e em larga escala. econômicas e de funcionalidade das variadas configurações societárias em distintos momentos históricos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Essas enunciações são buscadas em dispositivos de vigilância/visibilidade. 2017. contra hegemônicos. funcionando como estratégias de resistência frente às formas de vigilância e governo do jovem/da juventude. territorializada. Palavras-chave: Estética da Vigilância. ambicionamos alcançar uma multiplicidade de enunciações sobre juventude. Deleuze. as subjetividades contemporâneas são atravessadas pelos atuais dispositivos de visibilidade que configuram o que Bruno (2013) nomeia como “estética da vigilância”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. num viés de assujeitamento frente às possibilidades múltiplas de existir.. ofertando aos jovens modos de ser previamente construídos como produtos pret-à-porter. políticas. que se deslocam para dispositivos de vigilância. Fortaleza: Expressão Gráfica. Com isso. numa ação biopolítica de bem gestar essa fase da vida. em especial aqueles que circulam na internet e que são representativos de discursos peritos e institucionais. Disponível em: <http://www.

Por meio do método de Netnografia são analisadas as postagens de maior engajamento no intuito de discutir o papel da juventude na produção de conteúdos colaborativos e quais os discursos são construídos em torno da mesma. atualmente 47% dos brasileiros possuem smartphones com acesso à internet e o crescimento maior se deu entre as camadas populares. ou seja. Durante esta pesquisa. quanto para servirem de suportes midiáticos para replicarem seus conteúdos. Palavras-chave: Juventude. Fortaleza: Expressão Gráfica. Com o passar dos anos. e que produz notícias de forma colaborativa. mesmo com muitas possibilidades. frente aos discursos hegemônicos em ampla circulação. Fortaleza. Nesta pesquisa busca-se compreender o funcionamento do coletivo Mídia NINJA. Jornalismo e Ação). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. No entanto. Uma página de muita evidencia atualmente é a Mídia NINJA (Narrativas Independentes.br> 144 . Esses contextos foram identificados como importantes mediadores para compreender a relação entre usuário – jovens – e meio de comunicação. 7. Os usos dos dispositivos móveis permitem maior possibilidade de produção de conteúdo na rede. 2017. É uma página alimentada essencialmente por jovens. Usos. pôde-se perceber o quanto o discurso dos jovens sobre si estava em consonância com os discursos construídos pelos programas governamentais que fomentavam o acesso à internet. que refletem sobre as novas formas de comunicação em rede. grupos e coletivos organizados e alimentados por jovens. 2017. Disponível em: <http://www. uma página que nasceu no ano de 2013. assim como por Sibilia e Deluze. o bairro em que viviam e os lugares coletivos que acessavam à internet na época – Casa Brasil ( programa de Inclusão) e a LAN house. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Mídia NINJA.com. para discutir os agenciamentos e a construção de subjetividades por parte dos jovens produtores de conteúdo. a forma de acessar a internet por parte dos jovens da periferia mudou. que de forma independente produzem conteúdos de cunho político buscando romper com antigos modelos comunicacionais do tipo de um para muitos. Assim. os jovens ainda buscam sites e páginas de referência tanto para acessar informações. Esse espaço de produção de narrativas de jovens. por jovens e sobre jovens é concebido como lugar de resistência. sempre vinculando o uso da rede a maiores possibilidades de oportunidades e empregabilidade. foi necessário olhar com cuidado para o contexto em que estes jovens estavam inseridos. 1010 p. surgem na rede diversas páginas.. A análise será realizada a sob a luz de autores como Recuero e Primo.jubra2017.Usos e Apropriações da Internet por parte dos Jovens na rede: Estudo de caso Mídia NINJA Autores(as):: Moema Mesquita da Silva Braga (UNI7) Resumo: Entre os anos de 2009 e 2011 foi realizada uma pesquisa de mestrado com o objetivo de identificar os usos e apropriações da internet por parte dos jovens dos setores populares de Fortaleza. tendo como produtores muitos jovens de vários lugares diferentes. Para dar conta dos objetivos desta pesquisa. assim como traçar os discursos construídos pelo coletivo e colocados em circulação na página do grupo. Apropriações.

tornou-se um instrumento de visibilidade com efeitos de poder que permite identificar. 2017. evidenciando o caráter difuso das relações de força entre estudantes e educadores. nessa articulação. A outra deu sequência aos trabalhos. surge o seguinte problema de estudo: de que forma os dispositivos midiáticos estão modelando as formas de controle e resistência em ambiente escolar? O objetivo deste trabalho é discutir as estratégias de vigilância e controle. Em ambos os contextos. Como resultados do estudo. rompem hierarquias e estabelecem certa horizontalidade na comunicação.com. Parte-se de Michel Foucault e Gilles Deleuze para pensar. Juventude. propondo novamente uma oficina de produção de vídeo. as práticas de vigilância e controle mediadas pelas novas tecnologias. apropriação e produção de mídia por jovens estudantes de Escolas Públicas de Fortaleza e 2) Pesquisando com Professores: A relação mídia e cotidiano escolar. De outra forma. bem como as formas de resistência produzidas em ambiente escolar com base no uso de dispositivos midiáticos. Território Escolar. o portátil digital serve de meio através do qual estudantes e educadores promovem práticas de vigilância e de resistência. Diante do exposto. professores e gestores. Fortaleza: Expressão Gráfica.. de tal modo que vêm modificando o cenário institucional que envolve. surgem outras formas do dispositivo de vigilância. e buscou discutir a relação juventude e mídia na escola. Mídias e novas tecnologias atuam como instrumento para o exercício de poder intensificando as formas de controle entre estudantes e educadores numa relação mútua e complexa. O estudo discute os resultados relacionados a duas pesquisas-intervenção: 1) Juventudes e Mídia – um estudo sobre consumo.Vigilância e Resistência na relação Juventude. na sociedade disciplinar e de controle. Dispositivos Midiáticos e Território Escolar Autores(as): Luciana Lobo Miranda (UFC) e Mauro Michel El Khouri (UFC) Resumo: A vigilância é há séculos um dispositivo fundamental no controle das condutas. 1010 p.br> 145 . classificar e adequar o indivíduo no contexto da sociedade disciplinar. entre outros aspectos da rotina escolar. A maioria dos educadores se mostrou incomodada com a utilização dos equipamentos. Resistência. a escola tem participação ativa. Fortaleza. Na contemporaneidade. utiliza-se de estratégias de vigilância e controle para restringir o uso do equipamento. Disponível em: <http://www. que se molda e se legitima a partir de múltiplos aspectos que envolvem vetores de visibilidade e monitoramento. essas práticas estão presentes na relação entre alunos. Na Modernidade. principalmente em sala de aula. lazer e sociabilidade. Com isso. apropriação do espaço. ensino. Potencializadas pela inserção da cultura digital. Palavras-chave: Vigilância. planejamento pedagógico-curricular. através do conceito de dispositivo. bem como da análise de Fernanda Bruno para problematizar. Os dados produzidos apontam como as novas tecnologias atravessam as fronteiras da instituição. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. aproximações e distanciamentos entre sociedade disciplinar e sociedade de controle. seja como produto seja como produtora das práticas de vigilância. 7. A primeira propôs uma oficina de vídeo com jovens estudantes de Ensino Médio de duas escolas públicas do Ceará. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. o celular surge como objeto e como instrumento de controle na relação educador-aluno. Na sociedade de controle o mesmo mecanismo ganha novos contornos. agora através de um curso de extensão para professores e gestores da Instituição.jubra2017.

sua urgência em extrapolar a esfera familiar. questionando se as diferenças convertidas em desigualdades produzem relações assimétricas de poder. muitas pesquisas têm sido desenvolvidas com o objetivo de aprofundar essa discussão. o modo como as tecnologias digitais interferem na relação professor-aluno e o lugar da escola hoje. analisou qualitativamente os dados quantitativos produzidos e disponibilizados pelo TIC Kids Online Brasil (2012 a 2015). seus afetos e seus laços Coordenador(a): Vanina Costa Dias (UEMG) Resumo Geral: A temática desta mesa tem como objetivo aprofundar o debate sobre a inserção definitiva da cultura digital na sociedade contemporânea. finalmente. 1010 p. e. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. debaterão sobre sua pesquisa que investiga as relações dos sujeitos com o saber no contexto das tecnologias digitais. a Profª Drª Márcia Stengel. do Programa de Pós-graduação de Psicologia da PUC Minas. com consequente adesão ao convívio em grupos. somados à curiosidade – que o tornam ávido por novas descobertas –. No tocante às mudanças percebidas na subjetividade. apresentará a pesquisa na qual. uma notável permeabilidade e intensa admiração pelo novo. apresentará sua pesquisa que teve como objetivo analisar como se estabelecem as relações amorosas dos adolescentes com o advento da internet. do Programa de Pós-graduação de Psicologia da UFMG. reservando às meninas posição de subalternidade e aos meninos de dominação também nas relações estabelecidas no espaço virtual. A Profª Drª Nádia Laguárdia de Lima e o doutorando Márcio Rimet Nobre. seus modos de socialização. a juventude certamente constitui o terreno mais fértil para esta assimilação. Disponível em: <http://www. E. a Profª Drª Vanina Costa Dias. analisar se a internet introduz uma nova forma de amar ou reproduz as já existentes.com. Também pretende investigar se a internet introduz novas formas de relacionamento afetivo entre adolescentes. particularmente em relação ao adolescente. Nessa mesa serão apresentadas pesquisas que tiveram como referência a inclusão da cultura digital na relação dos adolescentes nas redes sociais. Diante desses e de diversos outros questionamentos. põem o jovem na esquadra de frente da navegação na internet. o que implica a necessidade de se refletir sobre este processo.br> 146 . Fortaleza.Juventude e cultura digital: novos sujeitos. Esta proposta surge a partir de questionamentos como a forma que a virtualidade dos meios técnicos interfere nas relações do sujeito com o saber. de modo especial. como se dá a transmissão do saber na cultura virtual. conceito que revela os sentidos socialmente construídos para as diferenças entre os sexos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. seus relacionamentos afetivos e sua relação com o saber. a partir da categoria de gênero proposta por Scott (1990). Assim. por alguns atributos característicos deste período da vida: uma busca apaixonada por uma identidade que permita ao adolescente ser reconhecido pelo outro. compreender os motivos que os levam a buscarem parceiros amorosos na internet. 7..jubra2017. 2017. Esta constatação justifica-se. Fortaleza: Expressão Gráfica. da Faculdade de Educação da UEMG. 2017. Todos esses elementos.

Quanto aos meninos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Em relação aos usos. Indo em outra direção.Adolescentes na rede: inovações e reproduções das relações de gênero Autores(as):: Vanina Costa Dias (UEMG) Resumo: A cultura digital ou a cibercultura é uma complexa realidade que inclui todos os artefatos. conceitos e ideologias que surgiram diretamente da implementação dessas novas tecnologias (Tápias. Além de possibilitar a comunicação entre eles.br> 147 .jubra2017. Diante dessas diferenças já confirmadas. 2017. Está claro para todos que a participação em comunidades virtuais é comum entre adolescentes de todo mundo e principalmente entre os brasileiros. Embora as redes sociais sejam espaços de inovações. 7. e ainda de que forma constituiriam um saber para lidar com os perigos possibilitados pela virtualidade. Palavras-chave: Adolescência. produtos. é possível questionar em que sentido meninas e meninos estarão mais sujeitos aos riscos possibilitados pela internet em seus modos de acesso. conceito esse que revela os sentidos socialmente construídos para as diferenças entre os sexos. comportamentos individuais ou coletivos. Tais diferenças convertidas em desigualdades produzem relações assimétricas de poder reservando às mulheres posição de subalternidade e aos homens de dominação. o ciberespaço cria uma teia de relações que permite o compartilhamento de emoções e experiências de aprendizagens. pretende-se analisar qualitativamente os dados quantitativos produzidos e disponibilizados pelo TIC Kids Online Brasil (2012 2013 e 2014).) é possível refletir sobre essa diversidade e desconstruir significados que foram socialmente construídos para dar visibilidade às diferenças que também aparecem na virtualidade? Para responder essas questões. Relações de Gênero. fotos de festas ou viagens com as amigas virtuais. e pensando a relação de gênero no sentido da diversidade. opção sexual. Fortaleza: Expressão Gráfica. A partir da categoria de gênero proposta por Scott (1990). Virtualidade. que geram mudanças de percepção sobre cotidiano e as relações de gênero. as redes sociais configuram-se como um importante elemento na constituição da subjetividade desses adolescentes. classe. o uso mais frequente é o de acessar jogos e filmes com conteúdo de lutas e disputas. carregando a valorização das diferenças e das identidades em seu sentido mais amplo (raça. e a para realizar uma leitura desse material. grupos etc. desenvolver reflexões. além da análise dos dados trazidos pela pesquisa TIC Kids. foram desenvolvidas entrevistas/ rodas de conversa com adolescentes usuários de internet que foram convidados a partir de contato em escolas publicas e particulares. Fortaleza. Disponível em: <http://www. também reproduzem as estereotipias tradicionais de gênero. 2017. 2003).com. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. percebe-se que as meninas conectam-se com mais frequência para compartilhar experiências afetivas. Assim. Esses dispositivos possibilitam aos adolescentes articularem- se. foi utilizado o referencial teórico da Psicologia Social em diálogo com autores da teoria de gênero e das ciências sociais que analisam a cultura digital. 1010 p..

Eles afirmam que não se deve postar coisas íntimas na internet para que não haja muita exposição e porque acreditam que aquilo que é da intimidade não é para ser compartilhado com qualquer pessoa. ela dificulta na medida em que as pessoas podem enganar e ser enganadas. 7.As relações amorosas: adolescentes e a virtualidade Autores(as):: Márcia Stengel (PUC-Minas) Resumo: A pesquisa teve como objetivo analisar como se estabelecem as relações amorosas dos adolescentes com o advento da internet. Palavras-chave: Adolescência. estabeleceram uma fronteira entre os mundos público e privado. 2017. A análise dos dados foi realizada a partir da análise de conteúdo e da análise de discurso. Concluindo. eles afirmaram que elas auxiliam nas relações na medida em que possibilitam as conversas. Essa pesquisa se pautou pela metodologia qualitativa. à exceção da percepção de que a internet a facilita a traição. 2017. abrangendo cursos de distintas áreas e turnos para que houvesse maior diversidade de sujeitos. As redes sociais são percebidas pelos adolescentes como um meio para aproximar as pessoas. Fortaleza. A adolescência pode ser definida como um tempo (psíquico e sociocultural da puberdade) e um trabalho (essencialmente psíquico de integração dos novos dados da puberdade na história do sujeito). incluindo aí os relacionamentos amorosos. em que o indivíduo vive suas primeiras experiências afetivo-sexuais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. analisar se a internet introduz uma nova forma de amar ou reproduz as já existentes. Disponível em: <http://www. suas motivações. Fortaleza: Expressão Gráfica. a internet é uma ferramenta amplamente usada pelos adolescentes. Virtualidade. compreender os motivos que os levam a buscarem parceiros amorosos na internet. e.com. se fazem presentes no cotidiano dos adolescentes. especialmente para suas relações sociais. Relações Amorosas. mas não é descartada por nenhum como algo primordial em suas vidas. No que diz respeito às relações amorosas. Percebemos que valores às vezes divergentes. que varia o tipo de uso e a quantidade entre eles. em que foram realizadas 10 entrevistas semiestruturadas presenciais com jovens de ambos os sexos de 18 anos de uma universidade particular de Belo Horizonte. que tem efeitos sobre a subjetividade. os entrevistados. Os adolescentes estão nesta lógica e usam a internet como base de experimentação de suas identidades. desvalorizando os sentimentos e incentivando a experimentação sexual livre e descompromissada. Não houve um consenso entre os entrevistados quanto à traição. como a lógica do amor romântico e do amor líquido.jubra2017. 1010 p. A complexidade das relações entre o virtual e o presencial nos levou a interrogar a natureza dos relacionamentos que se constituem na realidade virtual. especificidades e efeitos sobre os sujeitos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 148 . a liquefação dos laços sociais determina fluidez e superficialidade que afeta os relacionamentos humanos. trocas de mensagens e fotos. A presença da virtualidade introduz uma nova forma de presença. No que tange os relacionamentos amorosos. Também investigou se a internet introduz novas formas de relacionamento afetivo entre adolescentes. vivenciando novas formas de sociabilidade. Por outro lado.. Atualmente. que participam na organização de sua vida e construção subjetiva. em sua maioria. pois traz um número maior de possibilidades de conhecer e encontrar pessoas. incluindo a busca por relacionamentos afetivos.

ela continua exercendo importante função de socialização para os jovens. 2017.com. entretanto. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www. A crise da instituição escolar foi agravada com o desenvolvimento tecnológico. Transmissão. alunos de escolas públicas de Belo Horizonte são convidados a falar livremente sobre sua relação com a internet e também com o contexto escolar. Mas. da educação. acrescenta grande complexidade aos processos de ensino-aprendizagem ao modificar radicalmente as formas tradicionais de aquisição de conhecimento. o referencial teórico da psicanálise é utilizado em diálogo com autores da comunicação. Fortaleza.. Palavras-chave: Adolescência. com a tecnologia que eles manejam (Bloj. introduzida pelas tecnologias digitais.br> 149 . propiciando que os próprios adolescentes possam refletir sobre este uso. mais do que nunca. Saber. O desinteresse pelas atividades acadêmicas contrasta com o vivo interesse dos jovens pela invasão imagética ou pela leitura e escrita no universo virtual (Lima. Na leitura desse material. mesmo quando utiliza alguns aparelhos tecnológicos em sala de aula. O capital cultural não pode ser diluído pela mídia ou monopolizado pelo mercado.Saber e transmissão na cultura digital Autores(as): Márcio Rimet Nobre (UFMG) e Nádia Laguárdia de Lima (UFMG) Resumo: A cultura digital é uma complexa realidade que surgiu da implementação de novas tecnologias de informação e comunicação. em que os adolescentes. Este tema é extremamente relevante em função da sua atualidade e da escassez de pesquisas publicadas sobre o tema. 1010 p. Vivemos na cultura digital. fundamentalmente. O direito à educação pode ser ampliado com as tecnologias digitais. 2017. que se encontra tão desencantado pela prática educativa? Educar no contexto da virtualidade requer. A revolução tecnológica no campo da comunicação transforma todo dado em informação e a informação generalizada é a nova forma de saber absoluto. Em épocas de globalização os conhecimentos não podem ser expropriados. 7. ser apropriados para serem compartilhados. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017. Informação. 2011). vem sendo utilizada como principal recurso metodológico a conversação em grupos. Considerando que a dimensão da virtualidade. se a escola é hoje desvalorizada como instituição social de transmissão do saber. mas devem. o espaço escolar tem funcionado completamente à parte da sociedade informacional. considerar as possibilidades e formas atuais de pensamento dos alunos. Na investigação que daí se originou. A proposta surge de diversos questionamentos que se impuseram a partir da constatação dos efeitos das tecnologias da informação e comunicação no universo escolar. da antropologia e das ciências sociais que analisam a cultura digital. O saber é patrimônio de todos. Os campos pedagógico e virtual se mostram incomunicáveis e os professores se sentem cada vez mais ameaçados pela forte sedução que a virtualidade exerce sobre os jovens. o projeto busca investigar a relação dos adolescentes com o saber na cultura digital. O objetivo central desta pesquisa é investigar as relações de adolescentes com o saber no contexto das tecnologias digitais. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. que reforçou o declínio da autoridade do educador e o desinteresse dos jovens pelo saber acadêmico. Como aliar a função de socialização com a transmissão pedagógica no espaço escolar? Como recuperar a função educativa da escola? É possível recuperar o desejo de transmitir do professor. 2014).

2017. contaremos com a participação de duas pesquisadoras da área de comunicação que abordarão questões éticas da participação das crianças como youtubers e problematizarão a condição autoral dos discursos de crianças.com. do desafio de lidarem com a condição de serem cidadãos e consumidores. confirma o avanço no uso de dispositivos como notebooks. É importante reconhecer que para além das mudanças particulares trazidas pelos dispositivos comunicacionais. por meio do projeto Criança e Consumo. contudo. Ao ocuparem e/ou buscarem ocupar esse lugar a partir do qual interagem com seus pares e o público em geral. de uma tendência de caráter global. Palavras-chave: Crianças. armazenamento e difusão de informação e. linguagens etc.Crianças e jovens youtubers: desafios da participação na sociedade do consumo Coordenador(a): Inês Silvia Vitorino Sampaio (UFC) Resumo Geral: Nas últimas décadas. tablets e celulares por crianças e adolescentes. 2017. a mesa contará com a contribuição de uma jovem vinculada ao Instituto Alana. de promoverem ideias e produtos. 1010 p. como sinalizado nos estudos do Net Children Go Mobile. com implicações importantes do ponto de vista da vivência de determinadas rotinas. é uma realidade para parcela expressiva de crianças e adolescentes no mundo (MASCHERONI & CUMAN. na verdade.jubra2017. e que atua na área de advocacy. a pesquisa TIC Kids Online Brasil (CGI. adolescentes e jovens como produtores de comunicação. Além do olhar da academia sobre os tensionamentos da participação de crianças e jovens como youtubers. que tem se destacado no cenário brasileiro pela defesa de crianças e adolescentes diante da publicidade infantil. 7. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Participação. Nesse sentido. de uma simples questão de ampliação do leque de ofertas midiáticas. que intensificou e ampliou as possibilidades de produção. Trata-se. conectar cada vez mais as pessoas e constituir redes. etc. são obrigados a lidar com a situação de se tornarem pessoas públicas. Youtubers. permitindo a confluência de tecnologias. 2014). Disponível em: <http://www. revelam estar aprendendo a atuar como agentes sociais autônomos nesse contexto fortemente marcado pela comunicação mercadológica ou atuam reduzidos à condição de “garotos propagandas de produtos e marcas”? Para debater essa questão. acompanhamos um processo de ampliação e intensificação do contato de crianças. buscando identificar e problematizar oportunidades e riscos associados a essas novas formas de comunicação. 2008).br> 150 . adolescentes e jovens com a comunicação midiática. em alguns casos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. de se “profissionalizarem”.. da busca por criar e/ou manter a popularidade. Jovens. Fortaleza: Expressão Gráfica. tornando-se até mesmo “celebridades”. 2015). seu maior significado está no processo de convergência midiática que inauguram (JENKINS. Não se trata. conteúdos. assim. adolescentes e jovens neste contexto. temos um fenômeno de extrema relevância que vai muito além das questões do acesso às TICs: a participação de crianças. Consumo. Fortaleza. O contato cotidiano com as mídias móveis. Esta mesa se propõe a abordar esse novo lugar que vem sendo ocupado por esses grupos sociais nas esferas públicas mediáticas. Associado a esse processo. em última instância. Trata-se. No contexto nacional.

como elementos constituintes da cidadania e as pressões mercadológicas que. adolescentes e jovens. abordaremos os tensionamentos existentes entre o exercício dos direitos de crianças e jovens à participação e à livre expressão. Adolescentes. 2010). Jovens. No centro dessa discussão. nos seus vídeos de maior popularidade em 2016. abordaremos uma dentre as muitas possibilidades interacionais delineadas nesses novos territórios. em que se intensificam as tendências à conectividade. problematizaremos a dimensão autoral dos discursos que projetam em seus canais. Consumo. 2014). Com base em um estudo exploratório da atuação de 06 crianças. Em destaque nesta reflexão.com. Tendo como referência os estudos contemporâneos da sociologia da infância e o repertório investigativo das pesquisas EU Kids Online e Net Children Go Mobile. identificar tais discursos como próprios desses segmentos? A questão da autoria faz sentido nesses novos cenários? Por meio da comparação de perfis de crianças. elas experimentam um processo de socialização que vai muito além das relações familiares. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. adolescentes e jovens youtubers com alta popularidade no país. com implicações importantes do ponto de vista da redefinição dos sentidos que constroem acerca do público e do privado (MASCHERONI & ÓLAFSSON. como atestam as pesquisas dos projetos EU Kids Online e Net Children Go Mobile.Crianças. Fortaleza. entre outros. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. por outro lado. com o fito de identificar se e como a atuação deles em tais esferas contribui para alterar o modo de ver e compreender as crianças e os adolescentes e sua interlocução na vida pública na sociedade brasileira. presentes nesse cenário. Nesta apresentação. um fenômeno de expressiva repercussão se delineia: a intensificação da participação de crianças. de fato. impactam nas suas experiências e práticas de exposição de si e de interação com os pares e o público em geral. adolescentes e jovens nas esferas públicas mediáticas como agentes comunicacionais. à mobilidade e à privatização no acesso comunicacional por meio dos dispositivos móveis. pelo contexto e as pressões mercadológicas permitem. a construção de uma autoria que se faz na relação com os pares. a participação pública na rede de crianças. adolescentes e/ou jovens YouTubers se fazem presentes nas esferas públicas mediáticas. do familiar e do estranho (MESCH e TALMUD.br> 151 . sobressai a busca por compreender de quais maneiras crianças. Fortaleza: Expressão Gráfica. na relação com o público. e que é perpassado intensamente pela comunicação midiática. condicionada. em especial. Palavras-chave: Crianças. adolescentes e jovens Youtubers. Adolescentes e Jovens Youtubers: quem fala? Autores(as):: Ines Silvia Vitorino Sampaio (UFC) Resumo: No contexto de convergência mediática. 2017. na condição de produtores de conteúdos. comunitárias. 7. Cidadania. No contexto atual.. temos a pretensão de identifica similaridades e diferenças que possam ser associadas às singularidades de cada um desses públicos e seus contingenciamentos aos imperativos da sociedade do consumo e/ou à vivência da cidadania. 2017.jubra2017.

1010 p. novas possibilidades de estratégias publicitárias no ambiente on-line surgem a todo momento e contribuem para tornar mais complexa a relação entre infância e publicidade.com. o que as tornam relevantes para o mercado publicitário.jubra2017. Palavras-chave: Crianças Youtubers. 2015) e do aprimoramento das tecnologias. Essas instituições comerciais tornaram-se os “professores” do novo milênio. percebe-se um processo comunicativo mais penetrante. precisamos discutir a respeito das dimensões éticas dessas estratégias publicitárias veiculadas em espaços on-line reconhecidos socialmente como para crianças. 2006). Ética. nesses espaços. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Dados preliminares.br> 152 . na perspectiva de que oferecem às crianças valores. Comunicação Mercadológica. 1975) aplicada aos canais dos principais youtubers mirins do Brasil. modificações nas interações coletivas (FANTIN. dificulta a identificação da intensão persuasiva por trás daquele conteúdo narrativo. 2014. que prioriza a participação ativa da criança como consumidora e promove um embaçamento das fronteiras entre o que é e o que não é publicidade. 7. Fortaleza. os sentidos culturais têm se organizado cada vez mais a partir das mídias que. a comunicação publicitária se apresenta de forma contextualizada ao conteúdo dos vídeos. 2017. 2001). que oferece conteúdo midiático sem um apelo evidenciado ao consumo do produto ou marca que o patrocina.. Algumas dessas crianças possuem grande popularidade. Esse termo é usado para denominar as crianças que mantém canais no site YouTube e produzem vídeos com temáticas variadas. promovendo.UFF Resumo: Nas sociedades contemporâneas. ocorrendo o que Buckingham (2002) denomina infância midiática. além de relatos de viagens e passeios patrocinados por empresas. Em meio ao cenário atual do crescimento do acesso infantil à internet (TIC KIDS ONLINE BRASIL. nos canais dos principais jovens youtubers. como parte da cultura. Essas modificações mediadas pelas mídias têm exercido influência também na vida cotidiana das crianças. mediam a relação entre os sujeitos e a cultura mais ampla. são seguidas por milhares de fãs e seus vídeos possuem milhões de visualizações. Nesse cenário. Esta proposta de apresentação se propõe a exibir e discutir dados de uma investigação em curso acerca das estratégias publicitárias presentes nos canais de youtubers mirins. temos que considerar a relação da criança com o ambiente midiático e suas implicações decorrentes da lógica comercial que a estrutura e se materializa na publicidade (SAMPAIO. levantados por meio de análise de conteúdo (BARDIN. imagens e objetos produzidos por gigantescas empresas midiáticas de atuação global. cada vez mais parece que as experiências cotidianas das crianças são preenchidas por histórias. Em um país em que a comunicação mercadológica dirigida à criança é considerada abusiva. É comum visualizar. ao pensarmos sobre a experiência da infância contemporânea. vídeos com relatos de suas experiências com produtos “doados” a eles por marcas específicas. Desse modo. indicam que. padrões e modelos de comportamento (STEINBERG e KINCHELOE. Disponível em: <http://www. 2017. Além de dificultar a identificação do conteúdo publicitário por parte do público infantil. Para o autor.Infância e publicidade na internet: modos de anunciar em canais e youtubers crianças Autores(as):: Pâmela Saunders Uchôa Craveiro . Fortaleza: Expressão Gráfica. dessa forma. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2006). esse modelo de comunicação publicitária.

como contraponto. (v) trabalho infantil artístico e. vários desses canais passaram a ser vistos e acompanhados por um número cada vez maior de crianças. Por essa razão. destacando-se seus principais aspectos. que a intensidade com que crianças acessam e se apropriam da internet. Criança. Na visão do Instituto Alana. pretende-se apresentar e debater.jubra2017. apresentassem. passeios. personagens infantis. aproveitando-se da hipervulnerabilidade – tanto da criança youtuber como da criança espectadora – passaram a enviar seus produtos a esses influenciadores digitais para que eles os desembrulhassem. passou a atuar em diversos casos envolvendo o assunto. bem como a crescente popularidade dos youtubers mirins entre seus pares. também. os chamados youtubers mirins. utilizando-os como verdadeiros promotores de vendas e desenvolvendo publicidade abusiva direcionada ao público infantil. Diante desse cenário. denunciou a fabricante de brinquedos Mattel em razão de parceria realizada com o canal da influenciadora digital Julia Silva para a divulgação da promoção ‘Você Youtuber Escola Monster High’. (vi) o direito dessas crianças e adolescentes à liberdade de expressão e produção de conteúdo. atraíram a atenção do mercado. vestuário. Notou-se. Publicidade. com o intuito de promover sua marca e os produtos da linha Monster High. encaminhou representação ao Ministério Público do Estado de São Paulo denunciado a rede de fast food McDonald’s em razão do envio de produtos para crianças e adolescentes youtubers para que eles os promovessem em seus canais no YouTube. por fim. 2017. Ri Happy e Tilibra) e c) em fevereiro de 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. entre outros assuntos. 1010 p. enviou representação ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciando 15 empresas por essa prática (dentre elas Pampili.Youtubers mirins: publicidade dirigida à criança na rede Autores(as):: Livia Cattaruzzi Gerasimczuk (Instituto Alana) Resumo: Na atuação jurídica do Instituto Alana. como brinquedos. Diversas empresas. testassem e divulgassem em suas redes sociais. a partir de casos concretos. Com o tempo. (ii) o interesse das empresas na inserção de suas marcas nos canais desses influenciadores digitais. as crianças criam seu próprio canal na plataforma de vídeos YouTube e passam a alimentá-lo diariamente com produções audiovisuais nas quais elas são as protagonistas e apresentam elementos de seu cotidiano.com. b) em março de 2016. Disponível em: <http://www. presentes. 2017. McDonald’s.. Palavras-chave: Youtubers. por meio do seu projeto Criança e Consumo. esses exemplos demonstram a abusividade dessa prática e a violação aos direitos da infância por desrespeitarem a proteção integral e ignorarem a hipervulnerabilidade da criança. (iii) o destaque que o tema vem tendo nos meios de comunicação e nos órgãos do poder público de defesa de crianças e consumidores. material escolar. (iv) uma reflexão sobre a superexposição dessas crianças na rede. o fenômeno dos youtubers mirins. dentre os quais se destacam: a) em maio de 2015. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o Instituto Alana. 7. Fortaleza.br> 153 . Assim como ocorre em outras redes sociais. constatou-se um aumento de crianças produzindo conteúdo na rede. tais quais: (i) o panorama do recente aumento da produção e consumo de conteúdo publicitário por crianças no YouTube. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.

GRUPOS DE TRABALHO COMUNICAÇÕES ORAIS Obs: os trabalhos do GT 20 foram realocados para outros grupos. .

1010 p. por vezes. (UECE). Disponível em: <http://www. 2017.A dimensão coletiva das práticas culturais juvenis Coordenadores: José de Souza Muniz Jr. circuito. contemplados por outros eixos do encontro: a relação entre ócio. o vínculo consistente e inovador das análises teóricas e empíricas aos estudos sobre o tema. receberá propostas dedicadas a compreender práticas artísticas. Dentre elas. espaços e centros inde- pendentes de arte e música. militantes. educadores. livros de artista e outras publicações. Nessa medida. geração etc. com destaque para o papel do segmento juvenil na introdução de mudanças no pano- rama artístico brasileiro.com. lazer e mundo do trabalho. con- tando. desde que remetidas à sua dimensão coletiva. educadores e produtores dedicados a analisar práticas e estraté- gias coletivas de ação cultural e de criação estética. teatro e dança. o desenvolvimento de práticas artísticas por jovens estudantes. e a diversidade regional e institucional dos participantes.jubra2017.) e os espaços objetivos nos quais tais práti- cas se desenvolvem (tribo. agrupamento. 7. estratégias. Lucas Amaral de Oliveira (USP). chamam a atenção: festivais de cinema. consolidação e continuidade. mundo. Nesse sentido. quanto o resgate e a análise da produção cultural coletiva de outras épocas. Embora o foco seja a produção cultural (objeto do Eixo Temático 8 do JUBRA 2017). 6. GT 01 . Serão considerados. pretende-se fomentar tanto a discussão sobre as condições de possibilidade dessas práticas no contexto contemporâneo. individuais ou grupais. implicadas nessas iniciativas. (2) relatos de experiência de artistas. bem como de formuladores e executores de políticas relacionadas ao seu fomento. o GT se propõe a fomentar discussões sobre as relações dessa experiência com outros âmbitos da vida juvenil. Fortaleza: Expressão Gráfica. com o incentivo do Estado. 9 e 11). as relações de classe. devotos. 2017. Tais iniciativas se desenvolvem atreladas a espaços diversos de sociabilidade. cena. coletividade. como critérios de seleção: o caráter refle- xivo e crítico das propostas. saraus literários e batalhas de poesia (slam). feiras de fanzines. trajetórias e experiências. gênero e etnia vigentes nessas práticas e/ou o trata- mento dessas questões na produção estética dos coletivos (Eixos 1 e 7). O objetivo é congregar pesquisadores. de caráter interdisciplinar. mobilizando diferentes conceitos e enqua- dramentos analíticos para entender as formas de conexão intersubjetiva (grupo. subcultura. rede. coletivos artísticos e outras redes descentralizadas de trabalho intelectual.br> 155 . o GT aceitará dois tipos de contribuição: (1) relatos de pesquisa que abordem práticas. turma. com destaque para a questão da profissionalização do jovem artista (Eixos 4 e 10). Este Grupo de Trabalho. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.. pertencentes a contextos de vul- nerabilidade social ou em conflito com a lei (Eixos 2. coletivo. produtores e mediadores culturais envolvidos com essas práticas. fração. campo etc.). Maria Carolina de Vasconcelos e Oliveira (CEBRAP) Resumo Geral: As últimas décadas testemunharam o surgimento de instâncias coletivas de produção e difu- são de obras artísticas protagonizadas por frações variadas da juventude brasileira. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. culturais e intelectuais da juventude brasileira em sua dimensão coletiva. sua contribuição à formulação de políticas públicas voltadas à pro- dução cultural juvenil. de ONGs ou outras institucionalidades (públicas ou privadas) interessadas em seu desenvolvimento. Fortaleza.

Assim. a interconexão entre educação e cultura. nosso trabalho busca entender o que há de interculturalidade no Movimento Hip Hop e como as práticas de educabilidades presentes no grupo Irmandade do Rap ressignificam a identidade juvenil local. Disponível em: <http://www. ativistas políticos e acadêmicos comprometidos com o desenvolvimento e justiça social têm buscado produzir e estabelecer diversos espaços e trabalhos que reconhecem a profundidade das relações educação/ educações e a diversidade cultural. As análises até agora organizadas sinalizam que as práticas educativas aqui relatadas pelos integrantes do Irmandade do Rap evidenciam uma nova maneira de conceber educação e que através da musicalidade do rap e dos outros elementos da cultura hip hop proporciona aos seus sujeitos uma nova forma de interação e compreensão de mundo. onde a presença da juventude hip hop.br> 156 . Bem como. As entrevistas e observações foram realizadas no dia vinte e quatro de setembro de dois e dezesseis. Sendo assim. As análises destas entrevistas compuseram os procedimentos metodológicos adotados neste estudo.. os movimentos sociais. como uma teia de sentidos e significados da experiência inter-relacional do ser humano (GEERTZ. Educabilidades. tem intensificado suas ações cada vez mais. A “interculturalidade” e “educabilidade” são aspectos do reconhecimento de tais interconexões. sendo duas mulheres e cinco homens. são porta-voz e protagonistas. Fortaleza: Expressão Gráfica. 1010 p.Interculturalidade e as práticas de educabilidades no movimento hip hop (Crato-CE) Autores(as): Laelba Silva Batista (UFC). Joselina da Silva (UFRRJ). Compreendidas tanto como processos históricos e sociais nos quais revelam as tensões no campo da identidade e da diferença cultural (FLEURI. A cultura é compreendida. O que possibilita perceber que nos últimos anos. o grupo Irmandade Rap (re) cria sentidos e significados sobre a diferença a partir das desigualdades que cercam a juventude do município de Crato-CE. 1978). 2002). Inserido em um contexto de forte presença da cultura popular.jubra2017. permite reconhece-lo como um espaço multirracial. que aqui nos interessa. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. aspectos definidos pelos próprios interlocutores no processo de reconhecimento da sua experiência/ vivência. também. na cidade do Crato e participaram das entrevistas sete jovens do grupo Irmandade do Rap. torna-se importante pensar como a juventude do Movimento Hip Hop local vêm contribuindo para constituição de novos espaços culturais e educativos na cidade do Crato. Interculturalidade. Fortaleza. 7. buscando construir uma educação que emancipa os sujeitos. Fruto da pesquisa de mestrado desenvolvida na pós-graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal do Ceará. o presente trabalho a partir da abordagem qualitativa de cunho analítico exploratório. reconhecendo-os como fazedores e protagonistas de suas histórias. Luiz Carlos Carvalho Siqueira (URCA) Resumo: Nos últimos anos no Brasil. um sentido amplo que permite refletir sobre as diferentes educações e seus diálogos com a cultura.com. 2017. esse conceito estabelece. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o movimento hip hop na cidade do Crato. Palavras-chave: Movimento Hip Hop. pluriétnico e de interculturalidade. ou seja. 2017. utiliza-se de entrevistas semiestruturadas e observação participante como forma de coleta de informações. nesta perspectiva. As práticas de educabilidades presentes neste contexto permitem reconstruir e identificar as formas de ressignificação das experiências dos jovens entrevistados. A partir deste contexto.

afirmou: “essa música é minha vida” – fazendo referencia a letra de “Eu não pedi pra nascer”. João Lucas Lima Façanha (Faculdade Maurício de Nassau). sendo para Heidegger o artista um apropriador de si-no-mundo. Para tanto. Luciana Mara Barros de Sousa (Faculdade Maurício de Nassau) Resumo: Este trabalho trata de um relato de experiência de uma intervenção com 40 alunos de 14 e 17 anos de idade do 1º ano C Tarde. Observou-se que um grande número de alunos tem interesse por produções artísticas e que o RAP trouxe conteúdo do cotidiano que são contrastantes com os direitos universais apresentados. Além dessa definição.U.jubra2017.Relato sobre o estudo dos Direitos Universais da Criança com adolescentes de uma escola pública: o RAP como representação artística Autores(as): Carla Renata Braga de Souza Martinez (Faculdade Maurício de Nassau . Camila de Fátima Barros Dias (Faculdade Maurício de Nassau). Palavras-chave: Direitos. Disponível em: <http://www. como sendo justificativa da forma como vivemos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. e que saiba construir participações em ações que preservem os princípios aqui expostos e analisados. Fortaleza: Expressão Gráfica. Outro momento de tomada de consciência se dá quando Flávia nos deixa uma carta no envelope que destinamos para dúvidas e feedback. Dentre as produções apresentadas. que defende que o ambiente que circunda a família. 7. Fortaleza. O segundo grupo escolheu o sexto princípio. Ela se apropriou da música. Com o propósito de fomentar o conhecimento sobre os direitos assegurados universalmente às crianças. Criança. Alysson da Silva Lopes (Faculdade Maurício de Nassau). chamou-nos atenção que dois grupos escolheram Raps.Fortaleza). 1010 p.). 2017. 2017. Casanova diz que aquilo que produzimos é a nossa verdade. Produção Artística. As produções artísticas realizadas pelos alunos servem como meio de proporcionar a divulgação desses direitos. foi trabalhada a música “Eu não pedi pra nascer” do grupo Facção Central. que quanto mais nos apropriamos disso. que também tem o enfoque na função afetiva da família e nas competências governamentais. deve ser favorável ao desenvolvimento de ambas.com. tenha consciência de seu lugar no mundo. O primeiro foi “Aos olhos de uma criança” do rapper “Emicida” para trabalhar o quarto princípio. Adolescentes. contando sua história e nos procurando posteriormente para solicitar ajuda. utilizamos 10 princípios advindos dos 54 artigos dos Direitos Universais da Criança (D. e os alunos afirmaram isso quando definiu as músicas como “realidade comum da classe pobre”. Nietzsche fala em arte pensando na música.C.br> 157 . cada grupo deveria escolher um dos dez princípios para debater e fazer uma produção artística que o representasse. entre os meses de Dezembro de 2016 e Janeiro de 2017. iniciando uma discussão a respeito da relação entre a música e a história de vida dos jovens. na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra. foi à frente da turma para cantá-la. mais verdade se torna. Rap. Esses pontos divergentes foram facilitadores na elaboração de um posicionamento crítico dos jovens perante a dificuldade em assegurar seus direitos. em especial mãe e criança. uma aluna que se denominou “excluída” e que chamaremos de Flávia. estimulando que a criança participe de assuntos de seu interesse. propomos que a turma se dividisse em oito grupos. em que o Estado e sociedade devem desempenhar para ajudar as crianças que estejam em condições desfavoráveis de desenvolvimento. percebendo-se cidadão brasileiro dotado de direitos e deveres. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA..

na cidade de São Vicente/SP.com. esse. hã. Um andar inteiro não utilizado. O projeto. 2017. Invenção. A produção deste espaço-tempo encantado partiu dos desejos dos jovens de construírem um lugar de criação de histórias e de transformação em personagens de contos de fadas e filmes: rainhas. estereótipos. etnia. caramba! Onde vocês estavam? Oi você. não ou sim. esse não. ONG com missão de contribuir para a construção de uma sociedade equânime por meio da defesa e promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes. 1010 p. mas também inventa(m)-se a si e um mundo. Disponível em: <http://www. esse.gritou a Agnoma”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. quimeras de gênero.Porque você sentiu o cheiro daqui e veio ajudar a construir o Território Encantado! – disse um dos pequeninos seres. alguém lembra por que eu vim pra cá? . opa. devir-criança. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. a partir da arte do imaginar e da potência do brincar. qual seu nome? E você. escancara-se a vida-nua de que fala Agamben. sobretudo. são reproduzidos conflitos. Daniela Yone Uechi (Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e a Adolescência).. Arte. a cada novo membro deste lugar que nasceu em um andar de salas inabitadas. violências estas que são cotidianas nas vidas dos jovens moradores dos bairros Vila Margarida e Jardim Dolores. alguns panos coloridos. portador de uma potencia de criação e capaz de abrir fissuras para as multiplicidades e manter uma postura crítica em relação às violências institucionais. O território e suas criaturas viajam sem cessar. Fortaleza: Expressão Gráfica. bruxas com poder de congelar ou controlar sonhos. O Território Encantado objetiva a experimentação de novos modos de conviver e de se relacionar com o corpo. mas também de invenção criaturas e seres novos. Eu estava dormindo já faz um bom tempo! É porque ninguém vem me visitar.br> 158 . o Território está lá. esse aqui acho que sim.ISSO! . com um(a) Agnoma a espera de novos camaradas. devir-agnoma. devir-mulher. A cada semana. a partir do referencial da pedagogia e psicologia social e o conceito de transdisciplinaridade. com as identidades. espécie. nem sei! Meu nome é Estrela Construtora. multiplica-se em outros Territórios a cada troca com outros coletivos. planeta. O Território Encantado é uma experiência que nasce da construção conjunta entre crianças.(Re)Inventar e (re)imaginar: O ‘’Território Encantado’’ Autores(as): José Eduardo Gama Noronha (Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência). a cada encontro. devir-bruxa. (re)inventá-lo. se espraia. territórios de alta vulnerabilidade social na cidade de São Vicente. mecanismos de sujeição. em médicos e detetives. Palavras-chave: Brincar. eu conheço esse rosto! E esse. Ainda hoje e agora. objetos diversos e. seres sem nome nem forma definida: devir-pássaro. nem que seja no mesmo lugar.. Tudo bem? Como vocês estão? Sou uma Agnoma! Por que Agnoma? Porque não sou tão grande quanto um humano nem tão pequena quanto um gnomo. Com o pouco que ali se encontra. o Território é performado e se transforma conforme as necessidades. esse. a espera de quem vá (re)imaginá-lo. desestruturando formas cristalizadas. 2017. com o outro e com os territórios. a imaginação.jubra2017. 7. iniciado em 2016 e executado pelo Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência. Fortaleza. adolescentes e educadores do projeto “Nossa escola é em todo Lugar”. entende o corpo como o instrumento principal para uma alfabetização integral. Valéria Alves da Silva (Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência) Resumo: “Oi. os desejos e a precariedade.

com diálogos e apresentações. dezembro de 2016. denominada assim. em que foi visto que o natal simboliza para esses atores sociais sonhos. Palavras-chave: Cultura Popular. por ser criada nesta mesma data em que realizam a sua reforma e organização do espaço a qual passa a se tornar sede da Associação. 2017. Raimundo Augusto Martins Torres (UECE) Resumo: As juventudes vêm ocupando diversos espaços. da AJIR e as lembranças de suas histórias. A escolha pelo termo jovem se expressa no sentido de que estes sujeitos estão imersos em contextos culturais diversos. A liberdade dos diálogos no grupo e das expressões artísticas das juventudes proporcionaram resultados satisfatórios.Desenho. promovendo o solidaríssimo comunitário e troca de experiência na reflexão com ação. distrito de Hidrolândia/CE. com acompanhamento pedagógico e logístico das ações junto a 25 jovens. O objetivo do trabalho é descrever as experiências práticas e coletivas de desenho. 1010 p. na cultura. arte e criatividade do projeto pedagógico em território juvenil da Associação dos Jovens do Irajá/ AJIR. Esses cenários são relevantes pelas crescentes mobilizações das juventudes nos coletivos jovens. com faixa etária de 10 a 25 anos. como no caso das associações comunitárias juvenis. pois as manifestações culturais se colocam como um caminho pelo quais as pessoas ganham significação enquanto sujeitos e conquistam o mundo para a sua libertação. Disponível em: <http://www. representante da AJIR. logo a juventude fez a ocupação permanente do espaço doado pela Prefeitura e fundam a Biblioteca 21 de Abril. 7. portanto.jubra2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.br> 159 . com estabelecimento de vínculos e troca de saberes acerca do tema. arte e criatividade: projeto pedagógico em território juvenil de experiências coletivas Autores(as): Leidy Dayane Paiva de Abreu (AJIR). Germana Maria da Silveira.com. com a participação ativa enfermeira. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. e também pela amplitude de suas expressões na arte. A experiência favoreceu incentivou e estímulo à utilização e à expressão de diferentes formas de linguagem e representação da realidade das juventudes. Arte. Aretha Feitosa de Araújo (UECE). O GT de Juventudes. Fortaleza. produzindo arte e cultura mediadas pelos cotidianos de suas experimentações e vivências em grupos em território de produção de vida. além de apresentação teatral de palhaços sobre a semana do natal.. a importância da família. A educação popular por meio da arte e cultura proporcionou a apresentação de significados que os jovens constroem em suas vivências. As atividades culturais permitiram uma rica discussão sobre o significado do natal. na leitura de mundo e na construção de novas formas de sociabilidade nas áreas da cultura popular. 2017. As atividades acontecem semanalmente aos sábado de 8h ás 12h na Biblioteca 21 de Abril. Jovens. Fortaleza: Expressão Gráfica. amigos. nos anos 80. realizações pessoas e profissionais. As juventudes apresentaram suas redações e desenhos. artes e cultural tem relação clara com a proposta pedagógica que apresenta a experiência de um coletivo jovem por meio de expressões artísticas e culturais como desenhos e redações na AJIR/ Biblioteca 21 de Abril. O espaço de Educação Popular foi construído com o desejo dos jovens de implantarem uma biblioteca comunitária no distrito de Hidrolândia. Irajá.

como potência motivadora do desejo. produzindo imagens surreais. a intuição. o conhecimento sensual.jubra2017. A análise dos confetos apresenta elementos para pensar o currículo e as práticas educativas. os quais destacamos Corpo riso interligado. a experiência. sem controle. naquela. Jovens Circenses. A relevância desta pesquisa está em apontar outras possibilidades de práticas educativas que levem em consideração o riso e o corpo como dispositivos potencializadores de aprendizagens. Corpo deslizante do circo. elemento fundamental para a aprendizagem. Seu desdobramento foi intitulado Palimpsesto do Riso. denominada na pesquisa de CORpogestoAÇÃO. de abertura a novas possibilidades de ensinar e de aprender. suprimindo outros modos de conhecimento que não sejam baseados na racionalidade. Experiência diversos sentimentos medo-diversão e o Corpo todo sujo brincando junto com os amigos. através do corpo/arte/movimento. realizada com oito jovens. que. Fortaleza. há preconceito contra o movimento. em Teresina-PI. A escola de Circo Social realiza um trabalho pedagógico que utiliza a arte como processo de produção de conhecimento. uma outra forma de controle/disciplina que potencializa.Picadeiro pedagógico: práticas educativas com arte. momento em que os jovens. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. de Jackson Pollock. por meio de técnicas que funcionam como dispositivos de desconstrução de ideias naturalizadas. Nesses. 7. em que as marcas de tinta deixadas no corpo foram fotografadas de ângulos próximos. A pesquisa teve como questões norteadoras: Como os jovens circenses pensam a relação entre o riso e o corpo na Escola de Circo Social? Como favorecer a criação de outras formas de pensar esta relação? Que pode o corpo dos jovens circenses na relação com o riso? Como referencial teórico-metodológico. ao apontar para um movimento de construção e de desconstrução de saberes. jogavam tinta sobre uma grande tela de lona estendida no chão. por meio de movimentos corporais. Aponta o riso como dispositivo que afeta. onde não se sabe muito bem o que vai acontecer. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Esses confetos problematizam o aprender na incerteza. Sociopoética. permanece latente a ideia de separação entre mente e corpo. 2017. 2017. foram relacionadas ao tema-gerador. contagia.br> 160 . As análises dos dados destacaram os confetos e os problemas que mobilizam e atravessam o pensamento do grupo-pesquisador. a alegria. fez-se uso da Sociopoética – uma abordagem filosófica de pesquisa que utiliza a arte como potencializadora da criação de confetos (conceitos + afetos). ganham lugar a imaginação. a escola estabelece uma diferença pedagógica para com alguns espaços educativos regulares. O dispositivo utilizado para a produção de dados foi inspirado na técnica artística Action Painting. Riso. Corpo Controlado. Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI) Resumo: O relato apresenta resultados de uma pesquisa de mestrado em Educação. de movimento e de flexibilidade frente à rigidez e ao automatismo da vida. 1010 p. no deslize. possibilitando outras formas de pensar. Nesse sentido. Fortaleza: Expressão Gráfica. integrantes da Escola de Circo Social Pé de Moleque. após serem selecionadas pelos participantes. a criatividade. Corpo pirâmide. os sentimentos. como potencializador de aprendizagens. aprendizagens e afetos Autores(as): Maria Dilma Andrade Vieira dos Santos (UFPI). Educação e Movimento. e para uma aprendizagem/experiência que transforme os espaços educativos.. à experiência com a técnica e às vivenciadas no circo. Disponível em: <http://www.com. Palavras-chave: Corpo.

presente nos estudos de Jodelet. O consumo. Ainda. sancionada em 05 de agosto de 2013. cujo objetivo é ampliar o acesso à produção e aos bens culturais. tendo a dominação social como consequência. sendo vetor de diversos programas. apoiando-se na dimensão apresentada por Denise Jodelet. serão utilizadas para nortear a pesquisa. garantindo ao jovem da cidade do Recife o pleno acesso à cultura. 2017. comunicação inclusiva e produção e disseminação da informação. estimula o consumo de bens culturais que carecem de significado e o principal elemento educacional que promoveria o abismo entre a elite e aqueles economicamente marginalizados. Disponível em: <http://www. Palavras-chave: Bens culturais. as potencialidades e as ações inovativas relacionadas à juventude. na perspectiva adorniana. De acordo com o exposto no Estatuto da Juventude. iniciativas e espaços de reivindicação. O enfoque nos atravessamentos deste consumo na subjetividade e autonomia dos jovens atores visa propiciar a emancipação expressão do adolescente. Fortaleza. é a formação pela gênese cultural . A cultura surge como importante forma de vivenciar a juventude. O estudo intenciona aprofundar os sentidos implicados por estes jovens na experiência de consumir e relacionar este diálogo com a possibilidade de emancipação. sendo vetor para a representatividade e participação social em concordância com os pressupostos do Plano Municipal de Juventude do Recife. propõe-se o diálogo com as diretrizes oriundas das políticas públicas de cidadania e participação social. A sociedade ocidental contemporânea. A teoria de representações sociais orientará o presente estudo.pressuposto para consciência emancipada. Cultura. Cultura. por meio de políticas públicas de incentivo ao protagonismo juvenil. Consumo.Consumo. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.852. de singularidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. Segundo o Conselho Nacional de Juventude. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. nesse sentido. pode ser compreendido como instrumento para fortalecer a autonomia. 7. criação e economia gerada por meio dela. Entre as Políticas de Vivências Juvenis. valorização e promoção da participação social e política e estímulo à criatividade. 2017.jubra2017. 1010 p. a partir do seu usufruto. a cultura é um elemento fundamental e estruturante na vivência do jovem.br> 161 . Objetiva-se investigar se o consumo ocorre como um fenômeno reprodutor de dominação social ou se pode ser um marcador da independência. prevê-se a promoção da autonomia e emancipação juvenil. CONJUVE (2006). Cultura e Subjetividades: experiência da juventude no consumo de bens culturais Autores(as): Julia Remigio Marques (UFPE) Resumo: A pesquisa em curso no mestrado em psicologia considera como campo de investigação o consumo e a produção de bens culturais por jovens de baixa renda. e subjetividade ativa e reflexiva. Juventude. comunicação e expressão de gostos e de subjetividades juvenis e de seus grupos de pertencimento. muito embora pouca atenção seja despendida pelo setor público nesse sentido. Lei 12.. proposta por Érico Andrade. é possível destacar o eixo III. por meio do fomento e promoção das iniciativas e atenção às demandas de pertencimento. em que há interseção com os objetivos de promoção da liberdade de expressão identitária. Assim. as noções de identidade psicossocial de Erick Erickson. que inclui subjetividade e experiência aplicadas aos campos sociais que urgem mudanças no coletivo.com.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 162 . cena.. Memória. Podemos apontar como alguns dos resultados e conclusões o fato de que estas cenas são sintomas das culturas da memória e do consumo. O trabalho foi coordenado por esta pesquisadora e levado a cabo pelo grupo de pesquisa em Memória. A orientação teórica tem como fundamento a Teoria Semiótica da Cultura de Tártu-Moscou. estão acionados os nexos entre consumo midiático-material e a memória cultural.) e os espaços objetivos nos quais tais práticas se desenvolvem (tribo. Nessa medida. Palavras-chave: Comunicação e Consumo. steampunk e revivalista na cidade de São Paulo e em outros centros urbanos como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. quer-se “entender as formas de conexão intersubjetiva (grupo. campo etc. objetiva investigar as relações estabelecidas entre a cena cosplay e as cenas medievalista. vertentes do Eixo Temático 8.. nestas cenas.Comunicação. tendo em vista que todas as cenas constroem temporalidades e espacialidades voltadas ao passado por meio da representação de um “outro”? Quais as dimensões desta memória? Quais seus operadores? Como objetivo geral. comparando-as com as lógicas e estratégias da cena cosplay já cartografadas em pesquisa citada. circuito. conta com a flâneurie para as capturas de relatos coletados no campo que ocorrem em treze eventos de animes e específicos e. Disponível em: <http://www. Pergunta-se. 1010 p. a pesquisa quer verificar lógicas e estratégias da produção das cenas medievalista. consumo e memória: da cena cosplay a outras teatralidades juvenis. O trabalho é multimetodológico. coletividade. memória e juventudes. política. sob a forma do problema: como as teatralidades das cenas medievalista. rede. Sociais Aplicadas/MCTI/CNPq/MEC/CAPES n. Teatralidades Juvenis. geração etc. isto é. à medida que o presente e seus imperativos de ordem social. mundo. Fortaleza. fração. Fortaleza: Expressão Gráfica.jubra2017. coletivo. estética. pretende-se fomentar (. consumo e memória: da cena cosplay a outras teatralidades juvenis Autores(as): Mônica Rebecca Ferrari Nunes (ESPM/SP) Resumo: Este relato refere-se à pesquisa Comunicação. econômica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. cultural podem gerar o desejo deste passado indefinido (re)inventado por signos atuais. São Paulo. 7. A pesquisa. steampunk e revivalista. artísticas e culturais. também com pesquisa bibliográfica sobre consumo.com.) a discussão sobre as condições de possibilidade dessas práticas no contexto contemporâneo”. agrupamento.. 2017. coletivos juvenis que frequentam a cena cosplay e também fazem uso da performance e conferem à cidade certa teatralidade pública graças ao consumo e à circulação de formas estéticas. com apoio do CNPq (Edital Chamada Ciências Humanas. turma. As razões para acionar textos culturais emocionalmente competentes no continuum da semiosfera são muitas. Sociais. comunicação e consumo. steampunk e revivalista podem ser constituídas? Quais características podem ser igualadas às da cena cosplay anteriormente cartografada? Quais são diferentes? Como.). subcultura. o que se liga diretamente ao propósito desta pesquisa que se volta à compreensão das cenas e teatralidades desenvolvidas por coletivos jovens empenhados na rememoração de épocas passadas por meio de criações estéticas e ficcionais. já um desdobramento de trabalho anteriormente realizado também com financiamento do CNPq sobre a cena cosplay. 2017. 22/2014). junto ao PPGCOM-ESPM. Segundo ementa do GT 01.

Os casos jornalísticos eram narrados de forma a romper com a linearidade do texto. vinda de um contexto urbano distante da realidade cotidiana dos estudantes daquela cidade do interior potiguar. Ao final. Formado o grupo de atuantes. pequenos textos e imagens de publicações da web. identificando-os como indiferentes. Palavras-chave: Intolerância. Disponível em: <http://www. Mídias. e compartilhados nas mídias sociais. proposta pelo encenador Bertolt Brecht. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Teatro. partiu-se para o processo de encenação. 7. Fortaleza. experienciando o jogo teatral para apropriação crítica do texto e sua exploração em ações físicas até a construção da cena. eram projetadas imagens e manchetes reais que provocavam o público. ampliando a visão crítica e a experiência estética dos participantes. um procedimento que desconstrói paradigmas de construção da narrativa e aponta para uma estética contemporânea. A construção incluiu todos os atuantes e cada apresentação era um novo processo de descobertas. e ao longo do processo. Isabelle Araújo da Silva (IFRN-Campus São Paulo do Potengi) Resumo: O presente relato de experiência estética e vivências coletivas tem por objeto o Projeto Experimental de Teatro intitulado “Nada disso é com você!” que foi produzido no ano de 2015. A dificuldade de abordagem desses temas nas disciplinas da área de humanas. O trabalho coletivo utilizou como “modelos de ação”: notícias de jornal. com jovens adolescentes. os procedimentos artísticos para construção da encenação e as repercussões desse processo para os jovens atuantes envolvidos. 2017. pois nada daquilo era com eles. Fortaleza: Expressão Gráfica. Apresenta-se. formada pela plateia. iniciar um experimento com estudantes que desconheciam a metodologia de trabalho da professora recém-chegada ao campus. 1010 p. posicionados diante de uma “tela imaginaria”. A proposta inicial era trabalhar todos os casos com cinco atuantes. apresentando reações inesperadas quanto à recepção.com. dentre outros fatores ocorrem. pois possibilitarem trocas diferenciadas com os diversos públicos. para o exercício de peças didáticas. 1 telespectador e 1 internauta indiferentes e 1 telespectador crítico. no Campus São Paulo do Potengi. tais como a intolerância religiosa e étnica. As repercussões para os envolvidos no experimento foram positivas. a homofobia e o abuso sexual infantil eram assuntos que estavam “viralizando” entre os jovens. estudantes dos cursos Técnicos de Nível Médio. no Instituto Federal de Educação. todos foram conquistando seu lugar na encenação. Em cena: 4 repórteres. criando uma trajetória “work in progress”. orientada pela metodologia do “modelo de ação”. para que todos se apropriassem dos textos sem focalizar em uma única personagem.Cenas de intolerância: Nada disso é com você! Autores(as): Monique Dias de Oliveira (IFRN-Campus São Paulo do Potengi)..jubra2017. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. apresentando visões críticas sobre casos de intolerância. sucintamente. Tínhamos um grupo composto por sete jovens. A metodologia visa estruturar o trânsito entre a apropriação crítica do texto e sua relação com a cena. 2017. Os desafios eram. A encenação surgiu ao constatar que temas polêmicos. devido a currículos que não dialogam com o contexto contemporâneo dos jovens e nesse sentido a abordagem pela via da linguagem teatral abre possibilidades de reflexões e discussões interdisciplinares. adquirindo uma dimensão simbólica diante dos “casos da vida real” que eram divulgados.br> 163 . além da complexidade da temática. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.

Corroboro a Juarez Dayrell (2010) para quem os debates nas Ciências Sociais focalizam as juventudes a partir de condições. No centro das representações sociais sobre festas juninas as quadrilhas são tidas como um grande símbolo. Nos espaços urbanos. somando-se em média cinquenta jovens oriundos de dez bairros de Juazeiro do Norte. a juventude é entendida aqui no plural considerando haver diversas formas de socialmente caracterizá-la. Os dados representam parte abreviada de minha Dissertação defendida em 2016 ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Campina Grande-PPGCS/UFCG e elaborada através de análise etnográfica e entrevistas em grupos de discussão. de Juazeiro do Norte-CE. como emblemático espaço representante de determinadas frações da juventude. atravessaram significativas mudanças em suas estéticas e práticas nas décadas finais do século XX. Disponível em: <http://www. objetivo lançar alguns elementos para uma compreensão sociológica sobre a construção de sociabilidades juvenis a partir das quadrilhas juninas. Aponta-se como considerações de pesquisa: Grupos como os de quadrilhas juninas são espaços de construção de visibilidades nos quais os jovens atuam como ‘artistas’ na cidade. Tal processo abriu margem para que nestes referidos coletivos se elaborassem sociabilidades e performances específicas. Encarando a atuação juvenil em grupos culturais na cidade como tema de estudo. Para além destes. Para tanto. O grupo Agremiação Junina Cariri é composto por dezesseis casais com idade entre 15 e 30 anos. nomeiam práticas aonde podem ser verificadas forte adesão juvenil atuando nos/e produzindo temas. Sociabilidades.com. e nas quais as sociabilidades constituem diferentes redes de relações e de apropriações nos espaços. Os festivais juninos colaboram na elaboração e manutenção de redes de relações. há uma equipe de apoio à produção. 2017. por exemplo. assim.. tomei a Agremiação Junina Cariri. tornando-se espaços de encontro e presença marcante entre jovens. Palavras-chave: Juventudes.jubra2017. Em termos finais. Quadrilhas Juninas. Nas cidades. Enquanto categoria de análise sociológica. as quais passariam a ser organizadas ao longo do ano todo. 2017. pensando com Mônica Melo e Marcos Leite (2013) . Fortaleza. passes coreográficos. ocorreu a institucionalização de festivais/concursos para apresentações de quadrilhas. estes grupos culturais. a proposta do GT “A dimensão coletiva das práticas culturais juvenis”. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.“‘Tamo’ junto o ano inteiro” Sociabilidades juvenis e quadrilha junina na cidade Autores(as): Ricardo Cruz Macedo (UFPB) Resumo: As festas juninas. revelando a dinamicidade e diversidade pelas quais são marcadas socialmente. as quadrilhas juninas definem-se como ambientes de sociabilidades que põe distintos jovens em contato entre si na cidade. associando-se. problemas e expectativas distintas. possibilitando pertencimentos e experiências significativas para diversos coletivos juvenis. intercambiando valores e possibilitando apropriações dos espaços urbanos. destacáveis no calendário das comemorações brasileiras. Ou seja.br> 164 . figurinos e performances específicas ao longo do ano para as apresentações nos festivais/concursos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. 7. Fortaleza: Expressão Gráfica. como lócus de pesquisa em virtude da sua composição marcadamente juvenil.

jovens (em sua maioria) e adultos de diversas áreas. Como resultado. a fim de gerar e regenerar memória coletiva. música. tecnologia social e economia solidária.. Os locais ocupados são identificados a partir de uma pesquisa patrimonial e escolhidos por critérios que priorizam valores ambientais. Coletivo. O trabalho de insistência.br> 165 . Disponível em: <http://www. teatro. identidade. como forma de reforçar o debate sobre memória.jubra2017. combate às opressões. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. onde também é desenvolvida programação de atividades semanais). A equipe de pesquisadores que se integra em um coletivo tem dialogado com a comunidade de modo geral e acadêmica por meio da participação em eventos. desenvolveu uma linha de produtos com a marca do projeto. 7.Projeto Salve Rainha: insistência. arquitetônicos e históricos. com grande potencial de formação de público. que também conta com a participação de artistas locais e gera renda para reinvestimento nas atividades das temporadas (mantidas principalmente com o valor arrecadado com a cozinha experimental durante as mesmas e com parte da renda do Salve Rainha Café Sobrenatural. Com o aprimoramento da tecnologia. o vão inferior de uma ponte e também por espaços onde funcionaram instituições de poder. Palavras-chave: Arte. cozinha experimental. praças. resistência e existência da arte e da cultura na cidade de Teresina Autores(as): Renata Fortes Monte Franklin (FAR). oficinas e rodas de conversa voltadas para temas relacionados aos eixos em que atua. como a antiga sede da Câmara Municipal e a estrutura física que restou do Sanatório Meduna. através de uma proposta plural. Camila Fortes Monte Franklin (UFPI) Resumo: O Salve Rainha é uma Tecnologia Social de valorização do patrimônio histórico e cultural de Teresina. mobilizando ao todo cerca de 700 artistas.com. visa promover a difusão cultural e oportunizar o acesso democrático da sociedade às mais diversas manifestações artísticas e culturais ao tempo em que levanta o debate sobre as formas de vivenciar a cidade e a situação de vulnerabilidade do patrimônio histórico local. O projeto realiza ocupação de espaços públicos com instalação de galeria de arte. protagonismo juvenil. Protagonismo Juvenil. um parque. capazes de produzir e representar as mais variadas formas de arte. 2017. arte. já realizou nove temporadas (cada uma com a média de duração entre 4 e 7 domingos seguidos). um contexto e novas pessoas sejam atingidas. ponto fixo cedido em um parque da cidade. Todas as atividades desenvolvidas fazem parte de uma programação gratuita realizada durante temporadas pré-determinadas e ações que contemplam datas significativas do calendário da cidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. além do público já formado que sempre acompanha. um núcleo de cabeças criativas e incansáveis em constante desenvolvimento. 1010 p. 2017. preservação do patrimônio. Cultura. direito à cidade. negligenciados e/ou subutilizados. o centro histórico. A itinerância faz com que a cada nova ocupação. resistência e existência é realizado por uma equipe de voluntários composta atualmente por 34 profissionais e estudantes. Fortaleza. e com ampla repercussão em suas redes sociais que já possuem mais de 25 mil seguidores. dança. dando preferência aos mais esquecidos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. observa-se que o Salve Rainha tem se tornado referência no estado do Piauí como ponto difusor da cultura piauiense. assim. Atuando de forma crescente desde setembro de 2014. atingido a média de 3 mil visitantes por domingo. Cidade. políticas públicas. feira de microempreendedores. que. já passou por ruas. cultura.

O evento é organizado por um núcleo orgânico de cinco pessoas e envolve jovens da periferia. O Slam da quentura é realizado duas vezes ao mês e a competição funciona da seguinte forma: cada pessoa recita uma poesia autoral. bem como sua relação com a arte verbal e a performance no contexto do Slam da quentura. Em outras palavras. realizada na rua e traz a característica da junção de poesia falada e performance.com. negros/ as e LGBT’s. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Paola Berenstein Jacques. Ao trabalhar autores como Deleuze e Guatarri. o poetry slam. Esse trabalho objetiva compreender como ocorrem as construções de corpos-memória. o racismo. e para este trabalho considerei os dados recolhidos até abril. que ocupa lugares da cidade onde eles são estranhos. discursos e papéis. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2017. Rima. Os/as slammer rimam situações sociais que fazem parte de suas vidas. também fiz uso de entrevistas semiestruturadas com os participantes. em homenagem ao clima quente da cidade. dada a minha condição êmica (nativa)? Como iria eu analisar corpo e poemas que também eram meus? Procurei. 2017. Disponível em: <http://www. cheguei à conclusão que esses poetas de rua são e representam um corpo- político e um corpo-memória. tornar o familiar em exótico. considerando as reflexões acerca do envolvimento e da presença da pesquisadora entre as/os sujeitas/os envolvidas/os no evento. Fortaleza.“Meu corpo grita rima”: uma etnografia do Slam da quentura de Sobral-CE Autores(as): Maria Aline Sabino Nascimento (UVA) Resumo: O presente trabalho visa investigar uma experiência relacionada à poesia de rua e juventudes desenvolvida na cidade de Sobral-Ce. na cidade de Chicago. 1010 p. Foucault. Além do método etnográfico. ou apenas slam.br> 166 . o grupo recebeu o nome de Slam da quentura. classe e gênero. Palavras-chave: Slam. Corpo. sua primeira apresentação aconteceu no dia 18 de março de 2017. tais como a vida na periferia. nasceu nos Estados Unidos. Nesse sentido. com um tempo máximo de três minutos e é julgado por um júri popular.jubra2017. Alguns questionamentos que me surgiram enquanto pesquisadora foi como eu iria manter a premissa da imparcialidade e distância mínima entre pesquisador/a e seu objeto de estudo. ou praça do FB como é conhecida. que se apresentam na Praça Quirino Rodrigues. Fortaleza: Expressão Gráfica. como disserta Da Matta (1974). 7. cada poeta fala daquilo que lhe afeta.. Em Sobral-CE. Juventude. É uma competição de poesia. Com base na pesquisa desenvolvida. A etnografia teve início em março de 2017. Os poetas são chamados de slammer e os jurados são pessoas da plateia. o machismo e a LGBTfobia. O Slam da quentura mostra em suas interfaces corpos e poesias construídos e transpassados por uma realidade social e um rede de poder. A metodologia empregada para a construção dos dados da pesquisa foi de base etnográfica. escolhidas aleatoriamente pelo slam máster (apresentador). constatei que três marcadores sociais da diferença se articulam para a efetivação das experiências dos/as poetas que participam do slam: raça. Sendo pioneiro no Estado do Ceará. O que é apresentado através das palavras rimadas é uma realidade social que perpassa os corpos e poemas de cada slammer.

Cultura Periférica. Cidadania Cultural. Nesse sentido. o fato de ser um movimento apartidário e. bem como os espaços de participação democrática nos momentos de decisão. Nesse sentido.com. damos conta que a cultura e a arte estão na centralidade de muitas lutas dessa juventude urbana.jubra2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Marilena Chauí. Neste sentido. optou-se em conhecer os coletivos que integram a gestão da ocupação. 2017.br> 167 . de agregarem várias bandeiras sociais. coordenada por Aluízio Marino. Participação. Partimos da cartografia São Paulo Ocupada . que lida e ressignifica o que a sociedade lhe impõe como condição juvenil. Disponível em: <http://www. Paulo Carrano.Reconfiguração dos campos de participação juvenil: Ação coletiva na ocupação Casa Amarela Quilombo Afroguarany Autores(as): Daniela do Nascimento Rodrigues (Secretaria Municipal de Educação de São Paulo) Resumo: Essa pesquisa trata do tema da juventude e participação cultural na Cidade de São Paulo. Observando atentamente a cartografia. Fortaleza: Expressão Gráfica. a cidadania cultural. resistência e empoderamento são apontados neste estudo com as colaborações das fontes bibliográficas de autores/as como David Harvey. 7. trataremos da singularidade de uma juventude localizada num determinado território central urbano. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. 2017. O interessante na análise dessas ações é poder identificar o que permanece e o que é (re)inventado nos modos de mobilização dos/as jovens. identificamos características no processo de ocupação. Juarez Dayrell. De início é importante contextualizar que a cidade de São Paulo é campo de disputa urbana entre os movimentos sociais e organizações empresariais que fomentam a especulação imobiliária. A partir daí adentramos o processo de organização interna que os coletivos juvenis construíram para existir e resistir na ocupação da Casa Amarela. O objetivo principal era compreender e descrever como se dá o processo de gestão da ocupação. Ação Coletiva. Luiz Antônio Groppo. objeto deste estudo. que elabora processos de participação democrática interna a partir de suas impressões como sujeito social. compreender e analisar como se dá o processo de participação cultural desses/as jovens e o diálogo. Tomando como ponto de análise a organização de uma das ocupações culturais identificadas na cartografia como Casa Amarela Quilombo Afroguarany. como a autogestão e organização dos espaços. Como objeto de estudo. Helena Abramo. Fortaleza. participação cultural. Palavras-chave: Juventude..Cartografia das Juventudes Insurgentes na Cidade de São Paulo. cultura periférica. o entendimento de direito à cidade. A intenção é partir da análise macro da conjuntura das mobilizações que ocorreram na cidade em 2013 que tinha como objetivo a concretização do passe livre estudantil. o processo de planejamento conjunto e o papel da cultura como campo privilegiado para a sociabilidade e visibilidade juvenil. observamos nos processos internos de articulação desses/as novas formas de ressignificação da participação juvenil neste contexto. Temas como a socialização e a sociabilidade juvenil. a pesquisa se debruçou em conhecer e analisar as ações culturais de artistas e coletivos juvenis que ocupam o Quilombo Afroguarany Casa Amarela. cidadania ativa.

Ocupação.. narrar-se. 2017. a uma linha de proposta estético-política. MENEZES. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. além de parte da pesquisa de Mestrado que desenvolvemos no Programa de Pós Graduação em Antropologia – PpgANT. pôster-lambe e performances. Ocuparthe. ressignificam conceitos. As proposições do OcupARTHE buscam chamar atenção para o descaso com o Patrimônio. convidando a comunidade a pensar. Praças. 2017.br> 168 . encontrando “algumas possibilidades concretas para a re-interpretação de realidades sociais” (BEDOIN. As práticas juvenis de coletivos de ocupação criam lugares. oficinas. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.Práticas Artísticas e de Ocupação de Coletivos Juvenis em Teresina-PI Autores(as): Luciana de Lima Lopes Leite (UFPI). representar-se” (PAIM. apresentações musicais. um relato de experiência junto ao coletivo OcupARTHE.jubra2017. destacando Gilberto Velho e Magnani. Têm como tática mostrar-se. 1010 p. pelo princípio humanista. interesses comuns e mobilizações coletivas juvenis de práticas artísticas e ocupações dos espaços públicos. Memória e História de Teresina. A metodologia é a observação participante. mas também ao “conjunto de discussões sobre arte e outros campos. 2014). em Teresina/ PI. transformam a paisagem. Fortaleza: Expressão Gráfica. Entre 2014 e 2016. sentir. Resistência. Metrô. 7. mesmo que efêmeros. Arte. ocupar a cidade. do qual fazemos parte. pela Universidade Federal do Piauí. nos despertou a necessidade de estudar a existência desse Ser coletivo que se manifesta a partir de processos de identificação. bem como a experiência como ARTEvista¹. Disponível em: <http://www. de maneira autoconsciente e não hierárquica. 2009). dança. pelas novas possibilidades do exercício da arte” (MITSUE. Francisca Verônica Cavalcante (UFPI) Resumo: O crescente surgimento de coletivos juvenis em Teresina/PI. e nas teorias da Antropologia Urbana. O estudo fundamenta-se nas pesquisas sobre coletivo de Claudia Paim(2012). intervenções urbanas com graffiti. em Teresina/PI. nos anos de 2014 a 2016”. 2012). pela prática da vida coletiva. criado em 2014. Fabiana Mitsue (2013) e Lucia Rocha (2009). Mercado Central. Ruas. em que a juventude é protagonista. impulsionando inclusive a formação de outros coletivos de uma juventude que [r]existe com Arte. O trabalho apresentado é. deixando de lado os anseios de grande parte da população. Palavras-chave: Coletivo. e as vozes que constroem uma narrativa sobre/para a cidade através das ocupações. Fortaleza. entre os anos de 2013 e 2016. o coletivo ocupou Universidade.com. 2012: 16). entrevistas e registros áudio visuais. cujas partes se uniram “por questões de ordem pública. onde foi implantado um modelo de desenvolvimento urbano que prioriza interesses econômicos de uma minoria. Entendemos coletivos como uma forma de agrupamento que “sob o mesmo nome atuam conjuntamente. a dinâmica de organização grupal e a questionamentos sobre diferentes níveis e planos nos quais a política se localiza no fazer artístico” (ROCHA. inclusive da juventude. realizando exposições – em que os objetos e obras podem ser levados por quem passar –. Interessa-nos o conceito de coletivo relacionado à grupalidades. com o tema “Práticas artísticas de resistência nas ocupações OcupARTHE e OcupaMinC/PI. têm implicações políticas e sociais. diário de campo.OcupARTHE .

Os métodos adotados foram o “rastreamento descritivo” e a “cartografia das controvérsias”. Salve não é um evento central. “Juventudes. Entender a formação das subjetividades é fundamental para localizar a tal alternatividade social. idade ou comportamento. consideramos que nosso enquadre teórico é de roupagem contemporânea. O Salve se enquadra no calendário da cidade como um dos principais acontecimentos do construto cultural dito alternativo. no entanto. tudo envolto pelo universo da filosofia pós-estrutural. raça. shows. A alternatividade nos faz pensar numa ontologia de vida outra. a cena alternativa teresinense é horizontalizada. ao contrário do que supõe maior parte da literatura sobre estudos de grupos. com as ideias de antropologia simétrica e pós-social. Pela ótica da simetria. ocupando ruas ou imóveis antigos da cidade e promovendo em domingos seguidos. este relato de pesquisa se enquadra no eixo 8.Salve Rainha e alternatividade em Teresina: diferença e singularidade Autores(as): Caio Bruno Silva do Carmo (UFPI) Resumo: O Salve Rainha é um evento que ocorre em Teresina-PI. performances. Diferença. Fortaleza: Expressão Gráfica. O coletivo se organiza principalmente por meio de temporadas regulares. 3. Por ser um coletivo majoritariamente jovem (no sentido de um estilo de vida outro) e voltado para a reinvenção da cultura “local” por meio das artes e do entretenimento. a pergunta que o pesquisador faz ao seu campo. Alternatividade. se fixando e deixando de ser nômade. artes e cultura”. A experiência de campo. 2.. Fortaleza. exposições de arte.br> 169 . usando o Salve Rainha como recorte analítico. Existem várias cenas e juntas elas compõem uma rede rizomática sem centro ou eixo principal. nos trouxe questões ainda mais vertiginosas. Pela distância que a experiência empírica nos deu das abordagens mais tradicionais de pesquisa em Ciências Sociais. Disponível em: <http://www. controvérsias e atravessamentos: como a cena alternativa se apresenta não só como categoria antropológica distinta (o outro). 7. baseada na diferença e na singularidade. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. mudando a natureza do próprio problema de pesquisa e trazendo diferentes pontos de vista sobre o conceito de experiência antropológica. Palavras-chave: Salve Rainha. sem recortes de gênero. O segundo coloca a contradição como importante ferramenta de entendimento de qualquer realidade social. feira e rodas de debate. Teresina. O rastreamento busca descrever experiências variadas tendo somente o conceito de alternatividade como atravessamento comum. As cenas têm a diferença como fator unificador e geracional. sutilezas e diferenças que compõem a alternatividade da cena teresinense. mas principalmente como a noção de alternatividade emerge enquanto operação singular da tessitura social? Mapear os atravessamentos. uma vez que a realidade não diz respeito somente aos aspectos identitários. A alternatividade também pode ser cooptada pelo capital. Esta pesquisa surgiu com o objetivo de fazer um mapeamento etnográfico geral de tal cena alternativa (onde o Salve Rainha ocupa lugar de destaque).com. Antropologia. o objeto também faz para a própria antropologia. gratuitamente. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 1010 p. 2017. O trabalho faz conexão direta com os estudos sobre processo de subjetivação. Assim. 1. 2017.jubra2017. propomos um problema de pesquisa focando nas sutilezas.

nutrindo sonhos por vidas que outrora não seriam possíveis ou imagináveis. 1010 p. transgressão. a indústria cinematográfica voltou-se com particular atenção para os jovens. Estes conceitos e enunciados estão em constante disputa e os discursos concorrentes estão fundados em relações de poder bastante assimétricas.br> 170 . mas é comumente associado às vivências adolescentes e juvenis –. Indústria Cultural. 2017. Foram eles: Crepúsculo e Meu Nome Não É Johnny. lançados em 2008. mas é também mecanismo de padronização de pensamentos e condutas. Identidade. mas construiu-se a partir de um método que pode ser aplicado a diversas peças. Zygmunt Bauman. Os fragmentos extraídos foram transcritos e agrupados segundo seis categorias que refletem algumas das principais temáticas presentes na literatura sobre juventude: conflitos geracionais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. que. 2017. identidade e efemeridade. os discursos difundidos massivamente desempenham uma significativa função socializadora e os trechos fílmicos analisados por esta pesquisa se prestam a alguma elucidação deste processo. A grande mídia é responsável por uma circulação de informações sem precedentes na história humana. partindo das principais enunciações sobre juventude presentes nos filmes estudados e buscando relacionar a estruturação dos textos aos lugares sociais que os tornam possíveis e que eles próprios possibilitam. Fortaleza: Expressão Gráfica. Buscando nas vivências juvenis por referenciais temáticos que possibilitem produções de maior aceitação e lucratividade. Disponível em: <http://www. A presente pesquisa analisou quatro blockbusters do início dos anos 2000 com o objetivo de mapear os principais conceitos sobre juventude expressos por meio de suas narrativas. o público mais assíduo das salas de cinema desde então. servem aos interesses mercadológicos da indústria cultural. Fortaleza. Paradigmas Juvenis. 7. aos paradigmas propagados meio da indústria cultural. É também um trabalho que remeteu a diversos conceitos de identidade presentes nas obras de Anthony Giddens. em última instância.Cinema e juventude: indústria cinematográfica e a produção de paradigmas identitários. Benedict Ander son e. inclusive as que são veiculadas por meio das chamadas novas mídias. Palavras-chave: Cinema. A análise realizada teve como objeto de estudo quatro obras audiovisuais produzidas inicialmente para o cinema. Stuart Hall. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. emprego e renda. colocando em contato trajetórias que há algumas décadas jamais se cruzariam. notoriedade. Este método orientou-se pelos fundamentos da Análise do Discurso. Buscou relacionar o processo de construção da identidade – que não finda. e O Espetacular Homem- Aranha e Jogos Vorazes. A seleção dos filmes foi feita com base em seus personagens principais e nos resultados comerciais que obtiveram: são títulos protagonizados por jovens e que ficaram entre as maiores bilheterias dos respectivos anos. lançados em 2012. Autores(as): Elói Beltrami Doltrário (Deeper Produções) Resumo: A partir da segunda metade do século XX.com. Ajudados pela fragilidade das instituições tradicionais de educação. sobretudo.jubra2017. os filmes ocupam até hoje um papel importantíssimo na própria construção dos paradigmas identitários que influenciam os jovens espectadores espalhados por todo o mundo.

Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o coletivo produziu mais de 50 filmes. artes visuais. ou seja. compreendemos a amizade como uma imanência e um modo de dessubjetivação. que os coletivos operam numa lógica pós-industrial. característica do modo industrial de produção capitalístico.jubra2017.br> 171 . performance). Pensamos com Cezar Migliorin. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. como políticas que emergem da própria co-divisão da existência entre os jovens que atuam coletivamente com a arte. No entanto. a qual possibilita uma maior liberdade de criação. pensamos que é por uma partilha de sensibilidades. 2017. independente de recursos de fomento estatais. Nesse sentido. agindo por uma política dos afetos. Nesse sentido. o que percebemos na atuação dessas jovens. individual e capitalística. geralmente com uma hibridização entre os integrantes para as funções de seus trabalhos . que podemos entender como uma prática artística coletiva atua politicamente. ou seja. Até hoje. Por estas entendemos. que “trata de múltiplos e diversos ‘agenciamentos coletivos de nossa época’”. interessa-nos pensar como o Alumbramento consegue criar as suas próprias condições de produção. Disponível em: <http://www. tencionando outros modos de produção industriais. Inicialmente.característica muito presente na própria formação de alguns dos realizadores a partir de espaços como a ONG Alpendre e a Escola de Audiovisual da Vila das Artes. Política. estéticos e políticos que são potencializadas por micropolíticas da amizade. das amizades e do desejo de criação coletiva. na qual as funções são mais colaborativas. a produção coletiva do Alumbramento era atravessada por diversas linguagens artísticas (cinema.Como situam Martha Marín e Germán Muñoz. realização e exibição para os seus trabalhos. ainda operantes na criação artística do cinema e do audiovisual. Alexandre Barbalho (UECE) Resumo: Este trabalho propõe uma reflexão sobre os processos de produção artística do coletivo Alumbramento.Arte e Amizade na produção coletiva do Alumbramento Autores(as): Antônio Elionardo da Silva Saraiva (UECE).. Com Agamben. Fortaleza: Expressão Gráfica. mais do que uma objetivação profissional.com. onde se encontraram para a criação do coletivo. Amizade. 2017. Fortaleza. Coletivo. Palavras-chave: Audiovisual. como a criação estética do coletivo Alumbramento é agenciada por posicionamentos éticos. Procedimentos de criação e de produção de conhecimento que possibilitam a transformação de si e a constituição de subjetividades coletivas. para que um grupo de jovens constitua uma cultura juvenil é preciso que se expresse através da dimensão da criação. que integram o coletivo Alumbramento. os modos moleculares de produção de subjetividade que desterritorializam as linhas molares de uma lógica industrial. em diálogo direto com Jacques Rancière. mas também na transformação da vida em arte. criado em 2006 a partir de alguns jovens atuantes na cidade de Fortaleza. 7. Derrida e Foucault. Esse modo de criação é entendido não só no campo das linguagens artísticas. é uma afirmação da condição amadora. assim como trabalhos de intervenção urbana e de cineclube. a partir de uma perspectiva cartográfica de Félix Guattari e Suely Rolnik. 1010 p.

Gestos coletivos e luminosos: intervenções audiovisuais urbanas em Fortaleza
Autores(as): Aline Mourão de Albuquerque (UFC), Deisimer Gorczevski (UFC), Bruno Ribeiro
Pinto (ifce), Maria Fabiola Gomes (UFC), Priscilla Alves de Sousa, Sabrina Késia de Araújo
Soares (FaC)

Resumo:

O exercício de observar a paisagem urbana e os movimentos de criação e resistência, nas
cidades brasileiras, com toda a diversidade sociocultural e artística potencializada por inúmeros
coletivos e associações, disparam provocações e questionamentos que nos propõem a pensar
a relação entre arte e política. Nesse trabalho, interessou-nos cartografar práticas audiovisuais
coletivas, em especial, as intervenções urbanas – com o Cine Ser Ver Luz e o Luzes do Farol -
que propõem espalhar gestos luminosos tornando visíveis singularidades de viver e conviver
em espaços pouco conhecidos e, muitas vezes, esquecidos, em Fortaleza. Com aspiração nas
intervenções realizadas no Farol do Mucuripe, patrimônio histórico em estado de abandono
e descaso do poder público, no bairro Serviluz e em prédios abandonados, no Vicente Pinzón,
trazendo a tona questões|problemas que sugerem o urbano como plano de intervenções e a
arte como política que resiste à captura do sensível. Situada no nordeste do Brasil, Fortaleza é
uma cidade que vem expandindo suas redes de criação, produção, circulação e, em especial, a
formação audiovisual, mobilizando jovens a criarem imagens de si e do mundo com distintas
tecnologias e materiais de expressão, assim como artistas e estudantes universitários – que
atuam em coletivos e associações – a compartilharem fazeres-saberes e afetos em distintas
ações artísticas e comunicacionais. Entre as intervenções urbanas e audiovisuais analisadas,
chamou-nos atenção o envolvimento e as alianças entre o Coletivo AudioVisual e o Servilost na
criação e no desejo por espaços de encontro lúdicos e inventivos. Experiências de fruição que,
ao proporem modos singulares de exibição audiovisual, ampliam as expressões do sensível,
trazendo à tona problemas e potencialidades afirmando o lugar de moradia, os espaços de
participação comunitária e a produção audiovisual como política ativa que fortalece a relação
entre a experiência ética e estética na construção do conhecimento. O estudo é um recorte de
uma pesquisa mais ampla que vem analisando intervenções sonoras, visuais e audiovisuais e
problematizando o ato de pesquisar, intervir e inventar encontros entre moradores|artistas|
estudantes|pesquisadores. Experimentações que desacomodam e provocam deslocamentos
de lugares pressupostos, trazendo propostas às políticas públicas e governamentais ao afirmar
o exercício estético como ato político e social. Uma das estratégias para dar conta do exercício
teórico-metodológico vem sendo operada com as contribuições da Cartografia e da Pesquisa-
Intervenção. A pesquisa Coletivo AudioVisual do Titanzinho – Cine Ser Ver Luz iniciou em 2014
com a coordenação do Laboratório Artes e Micropolíticas Urbanas – LAMUR, amparado no
Programa de Pós-Graduação em Artes, do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal
do Ceará.

Palavras-chave: Intervenções Urbanas Coletivas; Arte e Política, Coletivo Audiovisual, Servilost,
Pesquisa-Intervenção e Cartografia.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
172

Juventude, Trabalho e Produção: Sabores da Amazônia
Autores(as): Francisco Barbosa Malheiros (UNIFAP), Débora Mate Mendes (UFPA), Marlo dos
Reis (UNIFAP), Zenaide Teles de Oliveira (UNIFAP)

Resumo:

O documentário Juventude da Floresta em Movimento apresenta as principais atividades
produtivas desenvolvidas pela juventude do campo, da floresta e das águas na Amazônia
amapaense. Os protagonistas desta produção cultural são jovens estudantes da Licenciatura em
Educação do Campo da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e das Escolas Famílias (EFAs)
do Município de Mazagão (EFA – Carvão e EFA – Maracá). Todos com origens de populações
tradicionais, como ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, agricultores familiares, entre outros.
O processo de produção contou com financiamento do CNPq por meio da chamada MCTI/MDA-
INCRA/CNPq N°19/2014 – Fortalecimento da Juventude Rural. Objetivando a produção, criação
e divulgação de Produtos Culturais pela Juventude do Campo, das Águas e da Floresta no Estado
do Amapá e regiões vizinhas em Ilhas do Pará, foram realizadas oficinas de produção de vídeo
na qual os jovens participaram e receberam noções básicas sobre o assunto. Além disso, foram
discutidos os pontos que os jovens gostariam de registrar por meio do vídeo documentário,
sendo escolhida pelos mesmos, a maneira de desenvolver suas diversas formas de trabalho e
renda em suas respectivas comunidades. A juventude das águas trouxe o extrativismo do açaí
um dos principais produtos manejados nas florestas de várzeas na região das ilhas amazônicas,
sua participação direta na alimentação e na economia das famílias extrativistas. Junto ao açaí
apresentaram a pesca do camarão de água doce e sua importância no hábito alimentar e na
renda de centenas de famílias em trechos do estuário do rio Amazonas. Os jovens do campo
apresentaram o cultivo da mandioca, cultura bastante trabalhada pelos agricultores familiares
no município de Mazagão, mostrando seu manejo e processamento, destacando a importância
dessa atividade na geração de renda a esse público. A juventude da floresta mostrou a coleta
da castanha, seu processo de beneficiamento artesanal na produção de biscoitos e derivados,
a participação marcante das jovens mulheres envolvidas nesta cadeia produtiva e na feira de
comercialização localizada nas comunidades ao longo da estrada Macapá/Jari. Esses fatores
demonstram a especificidade do trabalho desses jovens. Dessa forma se configura a relação
com o GT e eixo temático – juventudes, artes e culturas - por tratar-se de “Produção cultural
e artística de jovens e para jovens”, visto que toda a elaboração contou com o protagonismo
dos participantes. Foram realizadas expedições em campo para produzir as imagens, com
foco especialmente no trabalho e organização da Juventude do Campo. O projeto fortaleceu
a organização dos jovens nas atividades por meio do uso de tecnologias digitais. Possibilitou
também a oportunidade de atuar como protagonista, registrar seu meio e modo de vida e
qualificar sua participação nos movimentos comunitários. Fotografar e filmar sua própria
realidade lhes permitiu uma visão ampliada do seu próprio contexto, antes não percebido,
fortalecendo assim sua identidade como jovens do campo, das águas e das florestas.

Palavras-chave: Juventude; Trabalho; Produção.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
173

Vidas, Cores e Sons pela Juventude da Amazônia
Autores(as): Zenaide Teles de Oliveira (UNIFAP), Débora Mate Mendes (UFPA), Francisco
Barbosa Malheiros (UNIFAP), Marlo dos Reis (UNIFAP)

Resumo:

O presente relato configura-se como fruto de experiência vivenciada por jovens de 15 a 29
anos, tendo como objetivo o fortalecimento da Juventude Rural na perspectiva de qualificar o
trabalho de Jovens extrativistas, quilombolas, ribeirinhos e agricultores do Estado do Amapá.
O projeto foi financiado com recursos aprovados na chamada MCTI/MDA-INCRA/CNPq N°19 –
Fortalecimento da Juventude Rural e foi desenvolvido por meio de parceria entre a Universidade
Federal do Amapá (UNIFAP), as Escolas Família Agroextrativista do Carvão e do Maracá (EFAs)
e o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), como parte da construção de um
processo mais amplo que é o Residência Agrária Jovem. As EFAs são escolas comunitárias que
desenvolvem ensino fundamental e médio por meio da Pedagogia da Alternância e o CNS
é uma organização que representa trabalhadores agroextrativistas de diversas associações,
cooperativas e sindicatos com atuação predominante na região Amazônica. Com esses
atores se construiu o projeto para a criação e divulgação de produção cultural realizada
pela juventude rural na Amazônia amapaense, o que vincula este trabalho ao GT e eixo
temático – Juventudes, artes e culturas - , por tratar-se de “Produção cultural e artística de
jovens e para jovens”. A orientação teórica que sustenta o trabalho tem representantes de
temáticas distintas, sobre Juventude temos como referência Dayrell, Castro, sobre Educação
serão aprofundados Freire, Arroyo, Gimonet e sobre Campo são apresentados Molina, Caldart
e Hage. As atividades do projeto seguiram a metodologia da Pedagogia da Alternância em
distintos tempos e espaços de formação articulados entre si. Sua operacionalização ocorreu
por meio de módulos de capacitação em produção artística e cultural no período de tempo
escola/universidade e no tempo comunidade os alunos desenvolviam planos de estudo de
acordo com a temática de cada módulo executado. O resultado do trabalho produzido pela
juventude da floresta configurou-se em quatro grandes produções, por meio de Fotografia,
Música e Filmagem: Exposições Intinerantes de Fotografias que retrataram o dia-a-dia dos/as
jovens (trabalho, lazer, modo de vida, etc.); Publicação de Livro com 200 exemplares contendo
registros fotográficos feitos a partir da vivência dos jovens durante o tempo comunidade;
Realização de um Festival de Música da Juventude que culminou com a gravação de um CD de
músicas inéditas, produzidas pelos jovens de vários municípios do Estado do Amapá com 1000
cópias; e Produção de Vídeo Documentário destacando quem são e como vivem os jovens do
campo, das águas e da floresta. O projeto se desenvolveu em contextos diferentes e possibilitou
a criação de um verdadeiro processo artístico da juventude da floresta que evidenciou por
meio da sensibilidade dos jovens as diferentes identidades, as riquezas e belezas da Amazônia.

Palavras-chave: Juventude; Protagonismo; Produção Cultural.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
174

Produção audiovisual de jovens em escolas públicas do Rio de Janeiro
Autores(as): Mirna Juliana Santos Fonseca (PUC-Rio)

Resumo:

A maior parte das pesquisas até então realizadas sobre audiovisual na escola estão voltadas
para a análise do papel motivador que os filmes e sua produção estabelecem no cotidiano
da escola, saindo um pouco da rotina, promovendo outra relação entre professor e alunos
para a produção de filmes. De acordo com Toledo (2014), as atividades que saem do
modelo estabelecido de quadro e giz conseguem alcançar os alunos que apresentam baixo
rendimento escolar, problemas de indisciplina, absenteísmo, problemas de relacionamento
com colegas e professores entre outros comportamentos que dificultam sua aprendizagem.
Isso é especialmente válido quando se trata de produção audiovisual. Nessa perspectiva, nossa
proposta pesquisa tem por objetivo descrever o processo de aprendizagem da linguagem
audiovisual na escola e compreender sua contribuição para a relação dos alunos com a escola
e com os conteúdos escolares. Sendo assim, buscamos compreender: fazer filmes na escola
contribui para a aprendizagem escolar? Na relação com a imagem, o sujeito se apropria de
conceitos importantes para essa aprendizagem? A produção de filmes pelos alunos interfere
na relação que eles estabelecem com a escola? Para tanto, estamos observando duas turmas
de alunos de 8º e 9º anos do ensino fundamental que fazem oficina de cinema em uma escola
da rede municipal do Rio de Janeiro. As visitas são semanais e pretendemos observar as
atividades desses grupos durante um ano, numa pesquisa de cunho qualitativo. Como Migliorin
(2014), compreendemos que o cinema entra na escola como uma possibilidade de ver o mundo
pelos olhos do outro. A partir do olhar de Bergala (2008), entendemos o audiovisual na escola
como propulsor de mudanças no modo de ver e de relacionar-se com o mundo, ou uma
outra maneira de interagir com a arte cinematográfica. De acordo com Fresquet (2013, p. 26),
defendemos essa proposta ao entender que: “A relação com o mundo atravessada pela câmera
produz uma determinada vivência para o aprendente/espectador criador, que é fortemente
transformadora.”

Palavras-chave: Produção Audiovisual; Cinema e Educação; Escola; Aprendizagem Escolar.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
175

Programa Conexões Periféricas: as práticas comunicacionais vivenciadas pelos jovens do Cuca
Mondumbim
Autores(as): José Augustiano Xavier dos Santos (UFC), Catarina Tereza Farias de Oliveira (UFC)

Resumo:

O presente artigo tem como proposta realizar uma análise sobre as práticas comunicacionais
presentes nos processos de produção do programa “Conexões Periféricas”. O programa é
realizado por jovens alunos do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) do
bairro Mondubim, em Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura de Fortaleza e a TV Ceará. O
objetivo do artigo é verificar em que medida os jovens participantes do Cuca Mondubim são
ativos nos processos de criação, produção e finalização do programa “Conexões Periféricas”.
Nossa intenção é compreender de que modo os jovens estão preparados, tanto para cumprir
funções técnicas como: produção, apresentação e edição dos programas, quanto desenvolver
os temas que são propostos nas pautas do mesmo. Entendemos que a pesquisa dialoga com a
proposta do GT, a partir do eixo: “a dimensão coletiva das práticas culturais juvenis”. Essa relação
ocorre porque a investigação proposta elabora uma reflexão sobre práticas comunicacionais
vivenciadas por um grupo de jovens produtores de um programa de TV no espaço do Cuca
Mondubim, refletindo sobre os limites e perspectivas presentes nessas práticas em curso
em um espaço ligado ao poder público. As reflexões são construídas por meio da análise de
conteúdo de 12 programas produzidos entre agosto e dezembro de 2016. Para compreender
o sentido das ações dos jovens no Cuca, utilizamos o método etnográfico. Desse modo, foram
realizadas entrevistas com os jovens participantes da ação e acompanhamento etnográfico de
reuniões de pautas e das gravações para a composição dos programas. É importante ressaltar
que, o envolvimento e a presença constantes nas atividades em curso nos espaços do Cuca
Monduim, foram fundamentais para descobrirmos um campo mais complexo e diversificado,
que jamais poderia ser encontrado se não compreendêssemos a importância de estarmos
inseridos, de forma permanente, nos processos vividos pelos jovens. Em termos teóricos,
trabalhamos com as categorias de comunicação popular, comunicação pública e apropriação
para problematizarmos como os jovens vivem suas produções no contexto institucional do
CUCA. Com base nas reflexões teóricas e metodológicas, concluímos que há um envolvimento
expressivo dos jovens participantes nas práticas do processo de produção do programa. Ou seja,
os jovens dominam os processos técnicos, mas ainda há certa fragilidade no que diz repeito
ao domínio das temáticas abordadas nos programas analisados. Isso pode ser compreendido
pelo pouco espaço destinado para formação, discussão e reflexão de temas ligados a questões
sociais e culturais. Desse modo, entendemos que o Cuca Mundubim necessita criar mais espaços
voltados para a formação e discussão de temáticas sociais com os jovens envolvidos. Uma
reflexão mais geral defende que a formação dos jovens para trabalhar com comunicação
envolve processos de educação em profundidade nas dimensões: humana, cultural, artística
e não somente técnica.

Palavras-chave: Juventude; Comunicação Popular; Apropriação.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
176

GT 02 - Artes, medo e resistências juvenis em territórios de violências
Coordenadores: Ricardo Moura Braga Cavalcante (UFC), Francisco Rômulo do Nascimento Silva
(UECE) e Geovani Javó de Freitas (UECE)

Resumo Geral:

Nos bairros socialmente estigmatizados, adolescentes e jovens são assassinados com uma
constância que já não mais causa surpresa aos demais moradores. São mortos que já eram
considerados mortos no plano das hierarquizações simbólicas da gramática moral que orienta
os habitantes da cidade. Tal situação encontra-se mais presente em territórios que podem ser
compreendidos como “campos”, na terminologia de Agamben, onde se é permitido eliminar
os seres indesejáveis, onde o Estado cumpre de maneira indolente seu papel de garantir a
segurança de todas as vidas e não somente das pessoas consideradas “cidadãs”. São áreas em
que o Estado nem sempre mata, mas deixa morrer. Tal situação se faz presente nas ocupações,
nas áreas de risco, nos interstícios urbanos que se criam às margens de largas avenidas e
grandes prédios. Todos esses espaços são loci de circulação/reprodução de gerações inteiras
cuja existência podem ser percebidas como “vidas nuas” habitando espaços que propomos
definir teoricamente como territórios de exceção. No entanto, é em meio a esse mesmo
cenário de conflito conflagrado que adolescentes e jovens resistem e constroem sociabilidades
que buscam sedimentar uma trilha que vá além do ingresso no mundo do crime ou da mera
assimilação passiva do papel social que lhes é imposto como moradores de periferia. Os
veículos para que isso ocorra são os mais diversos: oficinas de arte, grupos culturais, associações
esportivas, comunicação comunitária, entre outras agências. Denominamos frouxamente
de “artes” todas essas manifestações a fim de ampliar o escopo de atividades desenvolvidas
pelas juventudes em contextos de violência. Entendemos que a arte também é uma forma
de resistência. Criar é resistir efetivamente, como dizia Deleuze. Mais que reforçar oposições
ou perpetuar concepções estigmatizantes dos jovens e de seus espaços de atuação, nos
interessa a produção de multiplicidades mobilizadoras de afetos. Pal Pelbart enfatiza o caráter
diagonal, híbrido e flutuante dos posicionamentos sociais na pós-modernidade, dissolvendo
assim os modelos identitários estanques e a cartografia naturalizada dos centros/periferias.
Mapear essas micropolíticas de resistência, registrar trajetórias juvenis e abrir espaço para
as reflexões teóricas que emergem dessas vozes é o objetivo deste GT. Para tanto, estamos
recebendo trabalhos que se insiram na proposta de uma antropologia da resistência, situada
em um contexto social de medo e violência disseminados, mas que compreenda a arte e a
comunicação como ferramentas de inclusão social, de denúncia e da constituição de lutas
subjetivas. A intenção é, seguindo Sherry Ortner, não só compreender os meios criativos com os
quais os agentes desafiam o modo como a ordem existente pode ser construída, mas esboçar
as visões alternativas de futuro incorporadas em tais movimentos. Trata-se, portanto, de fazer
crítica ao modelo vigente e, ao mesmo tempo, propor estudos que deem relevo às alternativas
criadas para a superação dessa realidade tendo como foco os jovens como protagonistas e
portadores de possibilidades.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
177

A mobilidade urbana de jovens pobres: entre o caos e a fruição, que caminho percorrer?
Autores(as): Sabrina Dal Ongaro Savegnago (UFRJ), Lucia Rabello de Castro (UFRJ)

Resumo:

A cidade é o espaço onde o encontro dos jovens com os diferentes parece decisivo para a
re-descoberta de si mesmo e de seu pertencimento ao mundo. No entanto, é através dos
caminhos percorridos no espaço urbano que o imprevisível e o incontrolável do convívio entre
os diferentes são passíveis de ser vividos e experimentados. Neste trabalho, pretendemos
analisar as mobilidades de jovens pobres cariocas na cidade, tendo em vista as experiências,
as percepções, os sentimentos e as construções de sentidos referidos pelos próprios jovens
em relação aos seus deslocamentos no espaço urbano, tendo como referência principal os
percursos realizados no ir e vir da escola. A escola se constitui em um contexto particular e
relevante para a investigação empírica destas questões, uma vez que pode ser considerada um
dos principais pontos de partida e chegada de deslocamentos e experiências juvenis. Foram
realizados grupos de discussão com 48 jovens, com idades entre 14 e 16 anos, estudantes de 9º
ano de escolas públicas municipais do Rio de Janeiro. Nos grupos de discussão, que ocorreram
no formato de oficinas, foi proposta a criação de desenhos e histórias sobre os trajetos “de
casa para a escola”, “de escola para casa” e “de casa para outros lugares” de personagens, que
fossem “jovens como eles”. A presente investigação encontra-se em andamento, em fase de
análise das informações. Os resultados parciais nos permitem observar que a mobilidade pela
cidade parece possibilitar aos(às) jovens o contato com as contradições da vida nas ruas, onde
são apresentadas vividamente relações de poder e desigualdades sociais. Em seus percursos e a
partir do encontro com o outro, os(as) jovens são confrontados com o pior da cidade - a pobreza,
o egoísmo, o desrespeito e a violência - elementos estes que compõe o que eles chamam de
“caos”. Segundo os(as) jovens, estar na rua significa estar à mercê de acontecimentos repentinos,
tais como tiroteios, assaltos e atropelamentos, o que provoca uma sensação de insegurança, ou
até mesmo a restrição de suas mobilidades. Todas estas experiências podem levá-los a mover-
se de um lugar para outro de forma defensiva, circulando de forma rápida e com cautela.
Os(as) jovens também apontam a vivência de diversos constrangimentos ao seu deslocamento
no espaço urbano, onde barreiras reais e simbólicas se impõem. O local de moradia, a raça, o
gênero, a classe social, a aparência e a forma de vestir parecem se constituir em fatores que se
tornam fonte de estigmas e preconceitos e, desse modo, contribuem para a restrição de suas
mobilidades na cidade. Para além do “caos” e das restrições ao deslocamento, a mobilidade
pela cidade oferece aos(às) jovens possibilidades de desfrute, entretenimento e convívio com
os pares. Nestes caminhos, é possível encontrar os pares para conversar, namorar, lanchar,
“zoar” e até “fazer nada”. Desse modo, a mobilidade destes(as) jovens no espaço urbano é
marcada por um tensionamento entre, de um lado, as possibilidades de fruição e convívio
com os pares, e de outro lado, o caos da cidade e todos os constrangimentos que podem ser
vivenciados durante seus deslocamentos.

Palavras-chave: Jovem; Mobilidade; Cidade; Escola.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
178

Análises sobre a realidade de jovens pobres que vivem na periferia de Sobral-Ce: Entre modos
de ser e modos de (vi)ver
Autores(as): Eliana Silva Pinheiro (FLF), Alexsandra Maria Sousa Silva (FLF)

Resumo:

Este trabalho é fruto de uma pesquisa em andamento, da Graduação em Psicologia que
abordará a relação entre Psicologia, Juventude e Pobreza. No Brasil, a população jovem
(entre 15 e 24 anos) cresceu expressivamente nas últimas décadas de 8,3 milhões em 1940 e
passou para cerca de 34,1 milhões em 2000. Segundo IBGE (2010), indica uma estimativa de
crescimento de 31,5 milhões de jovens em 2020, relevância está que o tamanho da população
jovem brasileira e nas implicações disso para o desenvolvimento de políticas públicas com
foco na garantia dos direitos da juventude pobre e marginalizada. Discutir sobre pobreza
implica problematizar uma dimensão unidimensional, focada na questão monetária e analisá-
la na perspectiva multidimensional, que inclui também outras dimensões, tais como culturais,
sociais e psicológicas que estão envolvidas na construção de suas identidades, seja do jovem
no campo ou na cidade. Essas condições de pobreza contribuem com processos de exclusão,
preconceito, humilhação e pode comprometer as expressões das potencialidades de vida
desses jovens que vivenciam condições de marginalização. Para melhor compreender essa
relação, partimos do referencial teórico-metodológico da Psicologia Comunitária. O objetivo
deste trabalho é analisar os possíveis impactos da pobreza no modo de vida dos jovens. A
metodologia será de base qualitativa, onde será feita uma pesquisa-intervenção com um
grupo de jovens em situação de pobreza, residentes na periferia da cidade de Sobral – Ceara,
através de oficinas temáticas e entrevistas individuais, com o intuito de facilitar a expressão
da identidade desses jovens e suas percepções acerca de suas condições psicossociais,
respeitando os procedimentos éticos que normatiza as pesquisas com seres humanos. Os
dados serão registrados em gravações de áudios, sistematizados e analisados, com base na
técnica de análise de conteúdo, com auxílio do software atlas t.i. Com esta pesquisa, espera-se
problematizar as desigualdades sociais e assim contribuir com desnaturalização da realidade
de pobreza no nosso país. Além disso, esperamos que, conhecer o modo de vida da juventude
possa oferecer subsídios para criação, implementação e desenvolvimento de políticas públicas
voltadas para o segmento juvenil, assim proporcionando oportunidades na vida destes jovens.
Justificativa com o eixo e o GT: Este trabalho está relacionado ao eixo 03, Juventudes e seus
territórios (Campo e Cidade), pois focaremos na realidade dos jovens que vivem em condições
de pobreza e desigualdades sociais, na cidade de Sobral - Ce. Nesse sentido, destacamos o GT -
Artes, medo e resistências juvenis em territórios de violências, pois abordaremos a construção
da identidade desses jovens que vivem em bairros periféricos, marcados pela violência, medo
e insegurança, próprio de uma cultura da pobreza.

Palavras-chave: Psicologia; Juventude; Pobreza.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
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Convivência, Sociabilidade Juvenil e Participação: possibilidades a partir da ação técnica
Autores(as): Marina Jorge da Silva (UFSCar)

Resumo:

A literatura e o cotidiano de trabalho têm demonstrado que as praças são de grande relevância
no espaço urbano, permitindo encontros, experiências e práticas coletivas entre distintos
grupos e gerações. Entretanto, é sabido que o acesso e circulação nesses espaços se modificam
frente às desigualdades inerentes às relações sociais. Configurando padrões diferenciados
de produção e ocupação do espaço urbano, a questão social incide fortes marcas sobre
possibilidades, vivências e modos de vida de diferentes grupos geracionais, destacando-se a
juventude. Pelo relato de experiência, busca-se refletir sobre a ação técnica para promoção
de espaços de convivência e sociabilidade a partir da ocupação de praças. Em uma praça
de um bairro periférico de uma cidade de médio porte do interior de São Paulo, território
caracterizado como de vulnerabilidade social, tem se empreendido ações de ensino, pesquisa
e extensão pela equipe do Laboratório METUIA do núcleo da Universidade Federal de São
Carlos. Partindo dos pressupostos teórico-metodológicos da terapia ocupacional social, são
realizadas semanalmente oficinas de atividades, dinâmicas e projetos, buscando problematizar
as conexões dos jovens com os espaços públicos, e as relações que estabelecem a partir
daqueles espaços, e ainda, potencializar suas possibilidades de participação e circulação
em seu bairro, e na cidade, de forma mais ampla. A busca pelo reconhecimento e oferta de
atividades de interesse daqueles jovens tem sido recurso estratégico para aproximação, e para
fazer frente ao estigma que os marcadores sociais de vulnerabilidade social daquele território
produzem sobre os jovens, extrapolando aquela localidade para o imaginário social de toda
a cidade. Entre os meninos, há aqueles envolvidos com o comércio ilícito de drogas, o que
frequentemente resulta na restrição de sua circulação e sociabilidade, em função da alta
exigência de dedicação do trabalho. Entre as meninas, a limitação dos espaços de circulação
e acesso a equipamentos públicos de convivência parecem reduzidos em face da reprodução
de modelos culturais machistas que as impossibilita de livre vivência naquele território. Desta
forma, o fomento à partilha de espaços de convivência tem sido o primeiro passo no estímulo
a trocas e construções conjuntas, tendo resultado em discussões sobre as liberdades em torno
das diferenças. Nesse processo, destacam-se relatos de frequentadores das oficinas sobre
aumento da circulação de diversos jovens naquele espaço durante o período em que se dão os
encontros. Embora muito ainda tenha que se avançar nos estudos sobre o tema, parece haver
indícios que a intervenção sobre espaços públicos pode ser entendida também como estratégia
de abordagem à restrição da cidadania dos indivíduos vulneráveis e invisíveis socialmente, pois,
igualdade e respeito à pluralidade, pressupostos à sociabilidade, são construções que podem
existir somente na esfera pública da vida. Defende-se a ação técnica como instrumento para
fortalecer a apropriação daquela praça pelos jovens, como espaço público, de convivência
com a diversidade, fomentando um lócus de efetiva participação.

Palavras-chave: Juventude; Sociabilidade; Território; Espaço Urbano.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
180

CUCA-Barra: que público o frequenta?
Autores(as): Luciene Ribeiro de Sousa (UFC), Catarina Tereza Farias de Oliveira (UFC)

Resumo:

Esta pesquisa pretende discutir a proposta do CUCA (Centro Urbano de Arte, Cultura,
Ciência, Esporte e Lazer), localizado na Barra do Ceará, denominado CUCA Che Guevara,
enquanto política pública para as Juventudes, no entanto problematizamos se na periferia
das metrópoles é possível criar um espaço delimitado aos jovens e como esse se constitui
em seu uso cotidiano para outros seguimentos que o procuram. O CUCA é um equipamento
cultural criado em setembro de 2009 na gestão da Prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins do
PT – Partido dos trabalhadores. A pesquisa busca entender como os frequentadores do CUCA
se apropriam deste bem cultural, bem como perceber se e como a questão desses usos se
estende para seguimentos além das juventudes. Nossa preocupação com essa problemática
se inicia quando passamos a acompanhar a frequência da Sala de cinema do Cuca da Barra.
Entendemos que o acesso a espaços de formação e exibição cultural por parte das classes
populares tem sido tema de discussões no que se refere à busca por uma maior igualdade
de condições para acesso à cultura, inserindo-as no contexto contemporâneo de partícipe da
esfera cultural. Assim, esse artigo se propõe a discutir como as políticas públicas vêm agindo
para inserir essa população neste âmbito, a partir de um equipamento cultural público, o
CUCA The Guevara, que tem uma proposta voltada essencialmente para as juventudes. O
eixo temático escolhido é Juventudes, artes e cultura, por abordar as políticas públicas que
fomentam práticas culturais feitas para e com as juventudes. Sendo o CUCA um equipamento
público, pretendemos neste estudo refletir sobre essa proposta e apresentar como ela ocorre
na pratica do cotidiano deste espaço cultural. Apesar do CUCA ofertar várias atividades
culturais, o lugar de onde pesquisamos foi delimitado a observar a sala de exibição de cinema
do Cuca Che Guevara e procurar entender seu uso pelas juventudes, bem como outros grupos
que venham a frequentar esse espaço. Para as reflexões teóricas nos fundamentamos com as
discussões sobre o acesso a bens culturais suas raízes históricas e processos de aculturação
trazidos por autores dos Estudos Culturais Latinos Americanos. Discutimos ainda os modos
de ver cinema e televisão das diversas classes, bem como o espaço que esse meio ocupa no
cotidiano das pessoas. Os autores mais presentes em nosso debate teórico são Martin-Barbero
e Garcia Canclini. Na metodologia para esta pesquisa, seguimos o método etnográfico, se
utilizando de observação participante, da entrevista aberta e compreensiva com o público de
cinema, bem como do vivenciar estar no grupo de espectadores de filmes na sala de cinema do
Cuca, da análise de documentos da proposta cultural do CUCA e de aplicação de questionários
para um conhecimento mais quantitativo do público que vai ao CUCA Barra em Fortaleza. O
acompanhamento da frequência às atividades do CUCA vem demonstrando a necessidade de
uma política pública com uma abrangência maior em termos de faixa etária, uma vez que
existe na periferia crianças e pessoas já adultas que também procuram usufruir do universo
cultural deste equipamento.

Palavras-chave: Cultura; Juventudes; Cinema.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
181

Homicídios Juvenis: O Sentido dos Jovens do CUCA Jangurussu
Autores(as): Ana Jéssica de Lima Cavalcante (UFC), Veriana de Fátima Rodrigues Colaço (UFC)

Resumo:

Este resumo apresentará a pesquisa de mestrado em andamento intitulada “A Produção de
Sentido de jovens do CUCA Jangurussu sobre os Homicídios Juvenis” que está vinculada junto
ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará. O tema
Juventude é bastante presente na contemporaneidade, seja nos ambientes acadêmicos, na
mídia ou no desenvolvimento de políticas públicas. De acordo com o Estatuto da Juventude
(2013), jovem é o indivíduo que está na faixa etária entre 15 e 29 anos. Porém, as maneiras
como as sociedades lidam com as transformações do indivíduo, causadas pela faixa etária,
são variadas, podendo assim sofrer modificações no tempo e no espaço. Dados do Mapa
da violência apontam que cerca de 70% dos jovens assassinados no Brasil são negros.
(WAISELFISZ, 2016). Fortaleza está no topo das estatísticas no que se refere a homicídios de
jovens e adolescentes. No ano de 2016 foi implementado, através da Assembleia Legislativa
do Estado do Ceará, o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, o qual
promoveu uma pesquisa para saber o perfil desses jovens assassinados. Constatou-se que em
5 anos o Ceará contabilizou 4470 homicídios na faixa etária de 10 a 19 anos, sendo que 2693
aconteceram em Fortaleza. Partindo desses dados faz-se a seguinte pergunta de partida: Como
os jovens, acompanhados no CUCA Jangurussu, produzem sentido sobre os homicídios juvenis?
Tendo como Objetivo Geral: Analisar os sentidos construídos por jovens, do CUCA Jangurussu,
a respeito dos homicídios juvenis. Os lócus da Pesquisa será o CUCA Jangurussu, uma Política
Pública de Juventude da cidade de Fortaleza, localizado na regional VI que possui cerca de
600 mil habitantes, dos quais 50% da população têm até 22 anos (IPECE, 2013). É uma das
regionais mais pobres da Capital cearense e com o maior índice de analfabetismo da cidade.
Estes bairros têm sido identificados pelas altas taxas de mortes violentas e homicídios. De
acordo com dados da Célula de Vigilância Epidemiologia da SMS em 2015, o bairro Jangurussu
figurou em primeiro lugar no número de homicídios, com um número de 88 mortos, desses 19
eram adolescentes e/ou jovens entre 10 e 19 anos, tais dados justificam a escolha do campo de
pesquisa. Para tal, teremos uma metodologia qualitativa, buscaremos a construção dos dados a
partir de uma Pesquisa Intervenção (CASTRO, 2008), de onde partirá a observação da realidade,
promovendo uma reflexão permanente sobre nossa prática com a finalidade de transformação
e de forma participativa, com instrumentos criativos como a fotografia e a arte. Serão um total
de 5 encontros. Além das gravações dos encontros, também comporá material de pesquisa os
diários de campo e outras produções dos participantes. A pesquisa já foi aprovada pelo Comitê
de Ética da Universidade Federal do Ceará e atualmente a pesquisa encontra-se na fase de
inserção do campo e tem tido uma boa aceitação dos jovens, já observou-se que a violência é
apenas uma das vulnerabilidades vivenciadas pelos jovens atendidos por este equipamento.

Palavras-chave: Juventude; Violência Urbana; Homicídios.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
182

Jovens em trajetórias ativas: o caso dos/as articuladores/as territoriais no Programa Caminho
Melhor Jovem
Autores(as): Mônica Pereira do Sacramento (PENESB/UFF)

Resumo:

O trabalho sintetiza as lições aprendidas em torno da articulação de jovens moradores/
as de 15 favelas, com Unidades de Polícia Pacificadora, e/ou em processo de instalação,
profissionais de um programa do governo do estado do Rio de Janeiro com financiamento
do Banco Interamericano de Desenvolvimento. As reflexões apresentadas resultam do
acompanhamento técnico a processos formativos e mediação de grupos, envolvendo 80
jovens, em média, no período de 2013 a 2016, tempo de desenvolvimento do programa
Caminho Melhor Jovem. A seleção das estratégias metodológicas para a sistematização da
experiência faz uso de multimétodos (observação de dinâmicas de grupo, plenárias, grupos
focais, entrevistas individuais), na tentativa de capturar com maior amplitude as percepções
sobre suas trajetórias e projetos pessoais e profissionais; sobre as ações governamentais em
curso e as expectativas em relação à vivencia da condição juvenil nos territórios onde residem.
Considerando o dinamismo do mundo atual, adotaram-se como conceitos orientadores a
Diversidade e a Interseccionalidade (de identificar-se e representar-se; de viver a juventude;
de realizar escolhas; de projetar suas trajetórias; de circular pela cidade e pela “favela em que
nasceram!”), para a compreensão sobre suas escolhas na composição de suas trajetórias. Com
idade média em torno de 20 - 21 anos, autodeclarados/as, em maioria, como negros/as (pretos
e pardos), o grupo apresenta prevalência de jovens mulheres. A maior parte dos/as jovens
possui Ensino Médio completo, tratando-se, para muitos/as, da primeira inserção no Mundo do
Trabalho. Em um contexto biográfico cada vez mais violento, complexo, contraditório e hostil
frente à afirmação de suas inscrições identitárias e escolhas biográficas, em torno da metade
já possui filhos/as, e/ou são responsáveis pelos seus domicílios. Colocam em evidência o
desafio permanente de administração de seus cotidianos, apresentando ambigüidades quanto
aos modelos e representações associadas ao prestígio e ao sucesso social, e no processo de
definição de elementos de auto-suficiência e autonomia ao dar encaminhamento a projetos
futuros. Em alguns casos, associam o desempenho da função de articulação territorial no
programa como uma estratégia, em suas trajetórias, para a conciliação de projetos individuais
que articulam a relação trabalho- sobrevivência à motivação para colaborar com a vida no
local onde residem. Desempenhando papel de mediadores/as sociais difundem práticas locais,
valores e saberes territoriais acumulando, em seu conjunto discursivo, repertórios em torno da
afirmação de identidade(s) conjugadas e da afirmação de direitos e garantias sociais. Disputam,
por meio delas, novas perspectivas sobre o uso de múltiplas linguagens, representações,
modos de apresentar-se e construir narrativas sobre si, e sobre suas coletividades, em que
resistência, criatividade, persistência e superação pessoal são apresentadas como atributos
a serem reconhecidos e valorizados na formulação de novas iniciativas voltadas para os/as
jovens moradores de favelas cariocas.

Palavras-chave: Políticas Públicas; Jovens Negros/as; Favela; Trajetória; Mobilização.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
183

Juventude e território: uma nova afirmação da vida
Autores(as): Camilla Fernandes Marques (UCDB), Anita Guazzelli Bernardes (UCDB), Priscilla
Lorenzini Fernandes Oliveira (UCDB)

Resumo:

Esta discussão emerge de uma pesquisa de doutorado em psicologia que objetiva analisar de
que modos se forjam vidas possíveis a partir das práticas de governamentalidade, no que tange
as políticas públicas da assistência social. Os operadores teórico-metodológicos são autores
da perspectiva pós-estruturalista, tais como, Michel Foucault, Gilles Deleuze, entre outros. A
cartografia é o dispositivo metodológico utilizado que permite ao pesquisador implicar-se no
campo social, rastrear processos, acionar níveis sensitivos de afetação em diversos planos de
intensidade. Relaciona-se, assim, ao eixo temático 3. Juventude e seus territórios. A juventude,
nesta pesquisa, se conecta às práticas de governamentalidade, a partir do encontro com uma
jovem de 19 anos cuja ocupação/profissão de artista de rua fez com que fosse acionado o
Serviço Especializado de Abordagem Social – SEAS, ligado a Proteção Social Especial dentro da
Secretaria Municipal Assistência Social. O SEAS tem por finalidade identificar por meio de busca
ativa no território a não incidência de violações de direitos, de modo a assegurar o trabalho
social por meio de ações programadas e continuadas, promovendo o acesso à rede de serviços
socioassistenciais e outras políticas públicas na possibilidade da garantia dos direitos. A
captura da vida dessa jovem não se deu simplesmente por estar na rua exercendo sua atividade
laborativa, mas por encontrar-se com seu filho de 7 meses no carrinho, embaixo de uma grande
árvore em uma das principais avenidas de cidade. A jovem foi encaminhada posteriormente ao
Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, a ação se constitui pautado em um saber
legitimado em materialidades, como nos documentos oficiais, que enquadram certas práticas
em normativas para determinadas categorias da população. Entende-se que esta captura se
dá por meio do contato com o poder, por meio de práticas no território onde a população se
encontra, tornando-o o espaço mediante o qual a vida passa a ser regulada. Mas, ao mesmo
tempo, a partir deste contato se ilumina a vida desta jovem tornando possível visibilizar um
exercício cotidiano de afirmação de uma nova modalidade existência, no que diz respeito a
jovem se identificar como mochileira [viajante independente], artista e artesã de rua, e nesta
trajetória colocar os cuidados que tem com seu filho em primeiro lugar, quando menciona “a
fralda do meu filho em primeiro lugar,” “mínimo que eu tiro é R$40,00 por dia”, “eu só trabalho
de manhã, porque de tarde o sol é muito quente para ficar andando com meu filho, só levo ele
junto porque não tem vaga no CEINF” e “se não for arrumar para ele agora não vai adiantar,
porque daqui uns 3 ou 4 meses eu já vou para outra cidade”, “eu não fui embora com o pai dele,
porque ele ainda era muito pequeno para viajar”. Essas enunciações e as formas de captura
indicam a relação que a jovem cria com o espaço e modos possíveis de cuidado com o filho que
se constituem no território, a partir de jogos de negociações e resistência, possibilitando que
a juventude seja pensada como uma nova afirmação de vida, reconfigurada a partir de uma
relação singular com o território.

Palavras-chave: Juventude; Território; Assistência Social; Governamentalidade; Subjetividade.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
184

Juventudes, resistências e modos de habitar a cidade: “Cuca Roots” como analisador
Autores(as): Carlos Alberto Ferreira Gomes Neto (UFC), Jéssica Silva Rodrigues (UFC), João
Paulo Pereira Barros (UFC)

Resumo:

O presente trabalho consiste em reflexões sobre os modos de habitar espaços públicos
pelas juventudes inseridas nas margens urbanas e práticas de resistência aos processos de
criminalização desses segmentos. As reflexões são fruto de experiências de campo vivenciadas
por integrantes do Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violências e Produção de
Subjetividades (VIESES) da Universidade Federal do Ceará (UFC) cujas ações tencionam mapear
micropolíticas de resistências juvenis e potencializar espaços de problematizações sobre
violências contra jovens que vivem nas periferias de Fortaleza (CE). Nas ações desenvolvidas,
cartografamos coletivos de jovens que frequentam o CUCA Jangurussu (Centros Urbanos
de Cultura, Arte e Esporte), política municipal para as juventudes da capital. Tomaremos o
evento “CucaRoots” como analisador das micropolíticas de ocupação de espaços públicos
pelas juventudes nas margens urbanas de Fortaleza e das práticas de repressão a esses modos
de habitar a cidade. O “CucaRoots” consistia na promoção semanal de momentos festivos de
integração entre jovens no intuito de fortalecer a cultura reggae nas periferias. O referido
bairro localiza-se na periferia da cidade e destaca-se pelos elevados índices de homicídios de
jovens, de acordo com o mapa da criminalidade e violência em Fortaleza (2011). Batista (2003)
denuncia o processo de criminalização e extermínio dos jovens pobres e negros que habitam as
periferias das cidades, os quais, em vista do mito da periculosidade, têm suas mortes legitimadas.
Frente a esse cenário de extermínio das juventudes pobres, podem-se perceber práticas de
resistência como desenvolvimento de atividades artísticas e organizações de coletivos juvenis.
Para Foucault (1982), as práticas de resistência podem ser compreendidas como um modo de
se evidenciar relações de poder que preponderam numa sociedade. A discussão aqui proposta
tomará por base os diários de campo produzidos, observações realizadas pela equipe e
produções discursivas veiculadas pela página do evento no Facebook. O “CucaRoots” pode
ser compreendido como um espaço potente de resistência dos jovens do território, tendo em
vista que era autogerido por um coletivo de jovens da região, fato que garantia o alcance de
uma maior quantidade de jovens, garantindo a multiplicidade de expressões da juventude. O
território em questão é marcado por constantes conflitos com a polícia, nos quais as repressões
se articulam com práticas menoristas, proibicionistas e higienistas no trato com as juventudes
periféricas. Essas práticas tornaram-se evidentes pelo fim das atividades do CucaRoots que se
deu após o assassinato de um jovem da região durante uma das festas, em fevereiro de 2017.
Essa morte serviu como justificativa para ações agressivas da polícia contra jovens que estavam
no local e também para o fim dos encontros. Além de uma pista das práticas de resistência aos
acuamentos decorrentes da instrumentalização do medo, o acontecimento CucaRoots é um
analisador do recrudescimento de processos de militarização da cidade e suas tentativas de
silenciamento das práticas culturais produzidas por juventudes e territórios estigmatizados
pela violência.

Palavras-chave: Cultura; Juventudes; Práticas de Resistência.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
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Juventudes, violência e resistência na Santa Maria da Codipi, em Teresina-PI
Autores(as): Yasmin Feitosa Carvalho de Moraes (UFPI), Lila Cristina Xavier Luz (UFPI)

Resumo:

O Brasil possui uma das maiores taxas de mortalidade juvenil do mundo provocada, em grande
parte, por causas externas (homicídios-principalmente por armas de fogo-, acidentes de trânsito
e suicídio). Além disso, os jovens são os sujeitos que mais sofrem com outros tipos de violência
como a simbólica, estrutural, institucional, cultural e midiática, violências não tão “visíveis”
como a interpessoal e autoinfligida, mais que revelam os mecanismos de negação de cidadania
e de criminalização das juventudes. Nessa perspectiva, a juventude é a categoria social que
mais sofre com a violência urbana no Brasil, especialmente, os jovens oriundos das classes
populares que em diversas situações são comumente associados à violência e à criminalidade.
Dessa forma, a respeito dessa realidade foi realizada uma pesquisa qualitativa e exploratória
com jovens moradores do bairro Santa Maria da Codipi, em Teresina-PI, um lugar marcado
pelo estigma de “perigoso e violento” e apontado por um estudo realizado pela Polícia Civil
do Piauí como o bairro da capital onde ocorreram mais homicídios contra jovens durante o
ano de 2013. Nesse sentido, face as diversas formas de violência contra os jovens objetivou-se
analisar como as juventudes na Santa Maria da Codipi enfrentam/ resistem a esse fenômeno
sócio-.histórico tão complexo. Para tanto, foram realizadas reflexões teóricas, entrevistas com
jovens do sexo masculino e feminino, e observações às atividades de cultura e lazer por eles
desenvolvidas, numa perspectiva “de perto e de dentro” como forma de conhecer o lócus
de pesquisa, e, assim, romper possíveis preconceitos e estereótipos relacionados ao bairro e
aos seus moradores. Dessa maneira, as narrativas revelaram que além da problemática dos
homicídios os jovens sofrem outros diversos tipos de violência como a estrutural, institucional,
cultural, etc. e revelam que cultura e lazer devem ser utilizadas como formas de enfrentamento
à violência por entenderem que atividades do tipo ajudam a ocupar o tempo livre de crianças
e jovens da comunidade tendo, portanto, a capacidade de evitar o envolvimento desses
sujeitos com a criminalidade. Diante disso, há indícios de que algumas atividades de lazer e
cultura desenvolvidas por alguns jovens na Santa Maria da Codipi funcionam, para além do
seu caráter lúdico, como formas de resistência às violências sofridas, posto que tais dimensões
da vida contribuem de forma direta e/ou indireta para a reflexão e conscientização sobre a
realidade social, facilitando assim a discussão de determinadas problemáticas vivenciadas
pelos moradores do bairro. Entretanto, apesar das “boas intenções” do discurso que defende
cultura e lazer como formas de enfrentamento à violência, é preciso levar em consideração que
essas dimensões não devem ser vistas apenas como “válvulas de escape” para esse fenômeno
que demanda, sobretudo, investimento em políticas públicas. Desse modo, cabe lembrar que
cultura e lazer são direitos garantidos pelo Estatuto da Juventude e devem ser experimentados
por todos os jovens como dimensões de forte potencialidade humana inerentes à vida,
independentemente dos “motivos” que lhes são dados para seu acesso.

Palavras-chave: Cultura; Jovens; Lazer; Violência.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
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Narrativas Urbanas: o rap como arte de resistência da juventude em territórios de exceção
Autores(as): Antônio Fábio Macedo de Sousa (UECE), Antônio Franklin Pereira de Sousa
(FATENE), Fabiana Moreno de Lima (UECE)

Resumo:

O Rap é uma linguagem artística oriunda da cultura hip hop que traduz discursivamente a
realidade de seus agentes sociais, a partir do som vibrante combinado com rimas e poesias.
As narrativas produzidas no Rap nos permitem verificar representações e práticas sociais
cotidianas da juventude que vive nos bairros socialmente estigmatizados. Nessa perspectiva,
o objetivo do trabalho é analisar as percepções sobre a juventude em territórios de exceção
(AGAMBEN, 2004) nas letras do grupo de Rap Ruptura Capital. A fim de alcançar tal intuito,
lançamos as seguintes questões norteadoras da pesquisa: Qual a narrativa que o Rap constrói
sobre juventude da periferia? Como as letras de Rap descrevem a realidade do bairro e as
práticas juvenis urbanas? Nas letras do Rap qual a perspectiva de vida dessa juventude em
territórios de violências? Nossa reflexão teórica segue a perspectiva de Pierre Bourdieu (1983)
que compreende as diferentes e diversas (re)construções de experiências sociais de juventude.
Portanto, entendemos as culturas juvenis da periferia como culturas de resistência. Nesse
sentido, para colher dados que subsidiem a pesquisa, utilizamos referencial bibliográfico
constituído por autores das Ciências Sociais e Humanas que trabalham com os conceitos de
juventude (DIÓGENES, 1996) e narrativa (BENJAMIN, 1985). A metodologia da pesquisa é de
natureza qualitativa, na qual procedemos mediante a análise de conteúdo (BARDIN, 1977). Assim,
destacamos o seguinte fragmento da letra de rap do grupo Ruptura Capital: “Sou personagem
nessa vida (...) esquecido e cada morte é fatal e cada tiro tem um destino, é as paredes de tijolo,
é a cabeça do menino. É uma vida uma bala dita perdida de quem protege a burguesia e ofende
a periferia”. No verso supracitado verificamos que as percepções sobre a juventude, construídas
por esses atores sociais expressam situações elementares (AGIER, 2011) da realidade dessa
juventude urbana. Bem como, a linguagem que remete as manifestações da questão social, que
segundo Iamamoto (2012) se traduzem no antagonismo de classes e contradições de gênero,
raciais, regionais, de fragilização e tensionamento do parco acesso as políticas públicas e
sociais, síntese nevrálgica do extermínio da juventude pobre, negra, das periferias cearenses,
criminalizada cotidianamente na mídia corporativista burguesa. Dessa forma, mediante o
contexto de violências (materiais e simbólicas), o rap traduz lugares, situações e movimentos
de luta e resistências da juventude para manter-se viva nos assentamentos urbanos. Em outra
música – “Tempo sobre o tempo” – analisamos a narrativa político-poética do rap afirma que
a juventude da periferia pode superar essa realidade: “Sei que não estamos sós, somos vários,
a nossa força está no abraço. Servidão não é obediência, eles inventam realidade, nós criamos
resistência”. Por fim, observamos nesse último fragmento que a construção linguística do Rap
também representa a reflexão de que, os conflitos urbanos vivenciados pelos jovens só podem
ser vencidos na coletividade e no pertencimento a “quebrada” na resistência e luta contra ao
opressor e as facetas do modo de produção capitalista.

Palavras-chave: Juventude; Letras de Rap; Narrativa; Arte; Resistências.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA, 7., 2017, Fortaleza. Anais do Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2017. 1010 p. Disponível
em: <http://www.jubra2017.com.br>
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pesada. na cidade de Macaé/RJ. Os anseios de transformação da realidade social emergiram e foram acolhidos. Reconhecimento do Território. sem que se sintam influenciados pelos fatores não positivos da comunidade. 2017. Enfim. mas com capacidade para perceber melhoramentos e contribuir para que a mudança aconteça. novos conhecimentos e. a roda de conversa. 2017. nova qualidade de vida. inclusive para pensar e agir como pessoa humana e cidadã. como espaço e elemento de transformação. Fortaleza: Expressão Gráfica. tendo como foco o adolescente que reside em locais de vulnerabilidade social e ambiental. a partir dessas atividades foi possível sair da invisibilidade e do anonimato tanto na comunidade como na instituição. denominada de POSCRIS – Projeto de Crianças Saudáveis. Afirmação da Vida. A ideia era utilizar as experiências trazidas descobrindo caminhos para enfrentar as dificuldades e estimular a capacidade de construção e de fortalecimento do amor e afeto. Fortaleza. cujas atividades contribuem para a diminuição do índice de crianças envolvidas com drogas e prostituição. grafismo e atividades lúdicas. Puderam externar seus desejos. Como a linguagem é o elemento fundamental e mediador no processo de constituição do sujeito foi possível alcançar o objetivo desse trabalho. Sentir-se parte integrante do meio. situada na Comunidade das Malvinas. Palavras-chave: Autoestima. o educador. mas. O trabalho foi alicerçado na pedagogia freiriana tendo o diálogo e a troca como traço essencial no desenvolvimento da consciência crítica e na vygotskiana que apostava no desenvolvimento e aprendizagem como coisas que andam juntas. Como metodologia de trabalho e estratégia de ação foram utilizadas técnicas como. Observou-se que. A proposta teve por objetivo trabalhar a autoestima dos jovens. buscar novos horizontes. Disponível em: <http://www. O psicólogo. Houve a possibilidade de serem protagonistas dessas transformações de vida. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. os dilemas do cotidiano e suas próprias experiências.com.O Autoconhecimento e o Reconhecimento do Território como propostas para (re)educação do Sujeito Autores(as): Aldenise Barreto de Albuquerque Silva (Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora) Resumo: Este artigo é resultante de um trabalho de pesquisa de campo na Disciplina Psicologia Educacional. que convive em meio hostil de violência e tráfico de drogas e que busca afirmação da vida no lugar onde vive suas experiências e práticas coletivas. A experiência é fundamentada nas perspectivas dos teóricos Vygotsky e Paulo Freire.jubra2017. assim como. o fortalecimento dos laços familiares e a preservação do meio ambiente. cujos pressupostos são cada vez mais utilizados nas práticas intervencionistas na educação formal e não formal. 7. numa ONG. sonhos e sentimentos. se não no presente. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p.. além do reconhecimento do território onde vivem. injusta e cruel. A pesquisa de intervenção foi desenvolvida em três encontros. por mais que a realidade se mostre árida.br> 188 . devem abrir espaço para os adolescentes compartilharem o que pensam e sentem com relação ao mundo em que vivem e trabalhar outras realidades. Criar outras possibilidades para transcender o mundo imediatamente disponível. Vítimas de Violência. no futuro. Não há dúvidas de que apesar do ambiente de vulnerabilidade é possível a educação e o resgate das crianças e adolescentes.

assassinados/as e controlados/as socialmente. A esses/as é permitido que circulem em alguns espaços da cidade e em outros não. Emília Bezerra de Miranda (UFPE). 2017. através de entrevistas narrativas. entre outras. a fim de garantir uma vida digna para jovens homens e mulheres moradores/as dos diversos territórios brasileiros. 2010). seja pela falta de renda para acessar alguns lugares. Fortaleza. em que tem sido trabalhado com diferentes temáticas.com. moradores/ as da periferia do município de Garanhuns.Pluralidades juvenis e processos de subjetivação em territorios “sem Estado” Autores(as): Roseane Amorim da Silva (UFPE). um perigo à sociedade. As pesquisas são qualitativas. Processos de Subjetivação.br> 189 . a morte e o morrer se fazem presentes. Vimos que são muitos os assassinatos “indiretos” previstos pelas tecnologias racistas de regulamentação: a morte política. que entende que os modos de subjetivação podem tomar as mais diferentes configurações. Palavras-chave: Juventude. Entendemos que este trabalho relaciona-se à discussão proposta pelo GT. Racismo de Estado. Jaileila de Araujo Menezes (UFPE) Resumo: O presente estudo buscou realizar reflexões sobre jovens de diferentes territórios. Nessa direção. a rejeição. Assim. As pesquisadoras observaram questões comuns entre os/as jovens em ambas os trabalhos: situações e desigualdades sociais em decorrência da maioria serem pobres. sendo que estas cooperam para produzir formas de vida e formas de organização social distintas. para o modo como o Racismo de Estado produz efeitos nos processos de subjetivação desses/as jovens. no que se refere a oportunidades de trabalho. mas de privação de direitos. práticas de lazer. 1010 p. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. os contextos de restrição e resistência encontrados pelos/as jovens. temos buscado observar também nas pesquisas como os/ as jovens têm enfrentado as situações de desigualdades sociais. Vimos como esses/as jovens são criminalizados/as. a partir de duas pesquisas que estão sendo desenvolvidas nessas localidades. e o que têm feito para viver nesses territórios. entre outras (Foucault. e observamos que para esses/as jovens. Compreendemos que as políticas para juventude precisam considerar essa realidade tão presente na vida de muitos/as. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. e moradores/as da Região Metropolitana do Recife. Disponível em: <http://www. Na segunda busca-se. Concordamos com o pensamento de Foucault sobre Racismo de Estado.jubra2017. nos apoiamos em Foucault. portanto. São destinados aos/as mesmos/as os lugares marginalizados e excluídos. Território. a exemplo de usos de álcool e sexualidade. compreender as experiências de amizade em uma região de crescimento econômico. Essa é a realidade que constitui tais juventudes. Uma morte não necessariamente física. interior de Pernambuco. 2017. cuidados com a saúde. negros/as e habitarem espaços que têm pouco a oferecer aos/às mesmos/as.. a exclusão. Na primeira está sendo realizada observação e oficinas com os/as jovens. 7. seja através do preconceito e discriminação que sofrem quando estão em alguns espaços. Percebe-se que os sistemas de segurança existentes são criados para atender às necessidades das classes média e alta. Fortaleza: Expressão Gráfica. Considerados/as em maior ou menor grau. ao pensar a multiplicidade das juventudes em territórios diversos. E como ficam os/as jovens nesses territórios “sem Estado”? Chamamos atenção.

2014). considerando que as grandes metrópoles urbanas têm sido palco da vulnerabilidade social e criminalização que vitimizam a juventude (Waiselfisz.militantes da Universidade Estadual do Ceará. Para isso. Os resultados indicam que para além da conquista da palavra pelos jovens e adolescentes. uma proposta de pesquisa -intervenção co-construída por jovens dos coletivos culturais e movimentos populares da Serrinha em Fortaleza (Movimento Político Cultural Ensaio Rock. 2010. de busca acentuada pelo poder e pelo reconhecimento (Damico e Meyer. Honneth. possibilitaram. foram articulados os conceitos de “palavra mundo”. Nessa cartografia. HGO) e por pesquisadoras. e linguagens como formas de vida. 1989). Não esquecendo as questões de identidade. a pesquisa procurou investigar em que medida novas formas de sociabilidades e práticas culturais juvenis vivenciadas pelos coletivos envolvidos podem oferecer uma contra-palavra (Voloshinov/Bakhtin. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. AmorBase. Palavras-chave: Linguagem. 2012). a distribuição das riquezas. para sugerir um desenho metodológico para a pragmática cultural. de enfrentamento ao extermínio da juventude pobre e negra no Brasil. Violência. proposta de pesquisa linguística que procura “atravessar a rua” que separa a academia das práticas e saberes culturais e populares. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2012) principalmente a juventude negra. na luta contra o extermínio da juventude pobre e negra da periferia de Fortaleza. 2017. Essas questões estruturais que mostram a complexidade da violência apresentam-se desafiadoras para Viva Palavra. paz e resistência no Programa Viva Palavra Autores(as): Claudiana Nogueira de Alencar (UECE) Resumo: Este trabalho apresenta uma cartografia dos fluxos e processos da construção coletiva do Programa Viva a Palavra. como a infraestrutura econômico-social. 1010 p. Barros.. para além do desenho metodológico. uma reflexão sobre uma perspectiva de pesquisa interventora.br> 190 . 1969). No entanto. acadêmica e popular. O programa (PROEXT-MEC/SESU 2015) pretende atuar na prevenção da violência e promoção de direitos da juventude.1990. a diminuição da diferença remuneratória entre o trabalho intelectual e o trabalho técnico. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2003). de Paulo Freire.Práticas culturais juvenis contra o extermínio da juventude: linguagem. 2017. Disponível em: <http://www. outros aspectos. 7.jubra2017. Juventude. Movimento Fundição Sonora e Poética Flor de Cactus. de Wittgenstein. para a construção arcabouço teórico. devem ser considerados no enfrentamento da violência contra a juventude.Associação de Moradores do Bairro da Serrinha. as relações psicológicas pessoais e familiares. Enquadro Rap. uma vez que o racismo funciona como elemento chave da colonialidade do poder. que considere o caráter terapêutico e crítico da linguagem na construção umas práxis dialógica. as diversas vozes juvenis sugerem que a tomada da palavra pelos jovens é mais um passo para o enfrentamento dessas questões. Fortaleza. 2009) e como ação participativa e inclusiva (Kastrup. A vivência nos círculos de cultura juvenis na comunidade e a cartografia das diversas gramáticas de resistência da juventude da periferia de Fortaleza. que segrega e exclui socialmente os nossos jovens. constituindo novas formas de vida (Wittgenstein. Práticas Culturais. Periferia. utilizamos como aparato metodológico a pesquisa cartográfica como forma de intervenção (Passos. da juventude que vivencia a violência em seu cotidiano às práticas sociais hipervalorizadas pelo chamado crime- negócio (Zaluar. 1993. Barros.com.

Disponível em: <http://www. isto é. Extensão Universitária. Palavras-chave: Juventudes. cultura. Muitas dessas violências acontecem devido à ineficiência de políticas públicas na cidade em relação à moradia. além de demandas específicas. nós. Para a maioria. Considerando que toda prática social é educativa. pela possibilidade de construção de um espaço significativo de formação no contexto de ações extensionistas universitárias. Fortaleza. Cultura. trabalhamos com a criação de postais a partir de uma oficina em que as/os jovens fotografaram partes de seus corpos respondendo à pergunta: “o que eu gosto em mim?” e desse percurso relatando suas histórias de vida com o coletivo. 1010 p. Em 2016. como também contribuir para a atuação dos coletivos juvenis em seus territórios. na maioria das vezes. 2017. Este processo educativo foi importante não apenas por proporcionar o conhecimento sobre as particularidades de vivências desses sujeitos. proporciona a construção de valores pelos sujeitos que a vivenciam. a socialização e a formação entre jovens que moram em periferias urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. sugerimos uma oficina de fotografia que teve como foco a valorização das identidades juvenis e o pertencimento racial e territorial. além das vivências de racismo e preconceito que sofrem por morarem no território. individual e subjetiva. 2017. somado às diversas negações de direitos. Luisa Cristina Nonato (UFMG) Resumo: O projeto “Processos educativos com jovens” tem como objetivo promover o encontro. pelos poderes e órgãos institucionais. mas.com. envolvendo cerca de 45 jovens. procuramos com esse projeto o encontro compartilhado de múltiplas experiências e saberes juvenis. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. coletiva. Fortaleza: Expressão Gráfica. iniciamos o projeto com a realização do “Encontrão das Juventudes” na UFMG. foi a primeira oportunidade de estar na universidade.br> 191 . sessão de fotografia com várias pessoas de suas famílias. O grupo era muito heterogêneo. Muitas levavam filhas ou crianças que cuidavam no horário da formação. O encontro tinha como finalidade a construção de um diagnóstico das juventudes sobre seus territórios tendo como pergunta norteadora: “o que pega na sua quebrada?” As respostas das/os jovens da Ocupação Dandara sinalizaram a precariedade do acesso ao lazer. com idades entre 12 e 34 anos. mas a maioria era de meninas/ mulheres negras. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. bolsistas de extensão. Ocupações Urbanas. e. As/os jovens tiveram também oficina de estêncil.. Juntamente com uma educadora social. sobretudo. Tendo em vista tais relatos.Processos Educativos Com Jovens: Uma Experiência na Ocupação Dandara em Belo Horizonte Autores(as): Júlia Elisa Rodrigues dos Santos (UFMG). Processos Educativos. Compreendemos que as experiências das/ os jovens estão enredadas por práticas e saberes de resistência nas dimensões social.jubra2017. negligenciadas. 7. esporte e saneamento básico. Esse projeto de extensão busca potencializar ações já desenvolvidas pelo Programa Observatório da Juventude da UFMG. que em 2015 desenvolveu encontros formativos com jovens de três coletivos juvenis: Mafiossos (grupo de hip hop de Santa Luzia). Tal ação dá continuidade a uma iniciativa do Fórum das Juventudes da Grande BH. no final. Nosso Sarau (coletivo de poesia de Sarzedo) e jovens da Ocupação Dandara (BH).

temos o objetivo de interpretar as dimensões simbólicas e de resistência que estão em jogo nessas letras de rap. como também. como também. são orientadas muitas vezes por estas informações em torno das violências.com. Geysson dos Santos Pereira (UFAL) Resumo: A narrativa mais difundida sobre a constituição do Hip Hop é elaborada a partir da sua contraposição à violência. produzida por cinco rappers de Alagoas. ou seja. As rimas apontam para um caráter “fascista” das UPP’s no Rio de Janeiro. As letras de rap e as entrevistas que realizamos com os rappers trazem elementos importantes em torno das questões relacionadas às representações. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Propomo-nos a trazer uma reflexão sobre a representação da violência com base na música rap. produzidas por esses artistas. As entrevistas trouxeram importantes dados em torno das percepções dos rappers sobre a violência. Palavras-chave: Resistência. principalmente pela polícia. Dessa maneira.. um dos elementos que constitui o Hip Hop. As músicas que analisamos trazem rimas que apontam os aspectos das representações em torno da polícia. principalmente homicídios e tendo como vítimas jovens negros. polícia e espaços públicos. ideias semelhantes sobre a periferia. ou que represente algum tipo de imaginário em relação às interações sociais entre jovens e policiais militares.Rap. 7. nós realizamos entrevistas com os Rappers.jubra2017. Além das análises referentes às músicas. São as músicas que “estalam” nos becos e vielas das periferias de Maceió que possibilitam uma educação resistente as opressões da polícia e denunciam o ordenamento social vigente. Fortaleza. principalmente. Hip Hop. elementos de protagonismo e resistências. Territorialidades. A Polícia é um ator muito presente nas músicas Rap e nos discursos dos Rappers. É comum ouvirmos uma música Rap que esteja narrando determinado cotidiano que exponha a violência como foco. Juventudes. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 192 . afirmam o caráter violento e racista. como também. 1010 p. Apesar morarem em bairros diferentes da cidade. como por exemplo. donde partem seus imaginários em torno do fenômeno e como se colocam diante dele no cotidiano. é importante compreender que as produções musicais e poéticas do Rap. os estigmas e o racismo. 2017. tendo como recorte os Raps e os Rappers de Maceió/AL. Desta forma. Fortaleza: Expressão Gráfica. é uma ferramenta para a produção de arte. Disponível em: <http://www. Essas músicas são os objetos da reflexão que estamos propondo. para então compreender os aspectos das representações e das resistências que as músicas produzem. Polícia. apontando as estratégias de luta diante contra os estigmas e rótulos impostos. É através da música Rap que estes artistas apresentam suas maneiras de resistir ao cotidiano. resistência e denuncia. Fizemos a escolha por letras de músicas que possuem eixos comuns. As representações da violência nas letras de rap é um importante instrumento dos atores sociais ligados ao Hip Hop. eles apresentaram nas entrevistas algumas ideias comuns sobre violência. Nas entrevistas. Resistências e Territorialidades: Reflexões sobre a música Rap em Maceió Autores(as): Sérgio da Silva Santos (UnB). violência. alguns citaram dados sobre violência em Alagoas e atentaram para inúmeras formas de violência localizada em bairros específicos e tipos específicos de violência. 2017.

atuando especificamente em contextos institucionais e territoriais das regiões da Barra do Ceará e do Jangurussu. redes socioassistenciais. João Paulo Pereira Barros (UFC). Re-tratar a juventude significa buscar a fabulação de tratos distintos e perscrutar outros caminhos potentes de análise e intervenção. as possibilidades e os desafios da efetivação de direitos humanos dos segmentos juvenis. a criação de práticas de resistência e a composição de planos comuns nesses atuais contextos urbanos. 2017. colocando em discussão regimes de verdades que atravessam os tratos das juventudes. onde foram realizadas rodas de conversas em torno das temáticas: juventudes. ampliamos o projeto atuando junto ao território do Jangurussu. ainda.br> 193 . Disponível em: <http://www. através do Grupo de Trabalho Drogas e Juventudes. numa perspectiva transdisciplinar e intersetorial. O primeiro ciclo se deu no território da Barra do Ceará. particularmente com sua Diretoria de Promoção de Direitos Humanos (DPDH). bem como a forma como estas juventudes vêm sendo produzidas pelas e nas práticas sociais da cidade. drogas. Desde sua criação. Em resposta a demanda dos profissionais da rede Cuca por momentos formativos que discutissem sobre violência. Dagualberto Barboza da Silva (UFC). No segundo ciclo. 1010 p. O intuito do projeto é criar intervenções micropolíticas em territórios da cidade de Fortaleza em torno da questão dos processos de subjetivação juvenis e dos direitos humanos de juventudes. direitos humanos e violência. 7. realizamos dois encontros interinstitucionais com a rede de políticas sociais do/no bairro da Barra do Ceará. Violência Urbana. Práticas de Resistência.jubra2017. sobre juventude. gravitando em torno das conexões entre violência urbana e juventudes. Também estamos acompanhando a Roda do Chá. Conseguimos. através do diálogo com profissionais. Vanessa Amarante de Souza (UFC) Resumo: O presente trabalho apresenta um relato de experiência sobre o projeto de extensão “Re- Tratos da Juventude” desenvolvido pelo Grupo de Pesquisas e Intervenções sobre Violência e Produções de Subjetividades (VIESES-UFC). foram realizadas três oficinas: duas sobre homicídios da juventude. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017.por meio de indicadores e. ligado ao Departamento de Psicologia e ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC. As atividades foram desenvolvidas junto a segmentos juvenis e profissionais que trabalham com juventudes. problematizar o perfil desses jovens em situação de violência e o não acesso às políticas sociais dos seus territórios . dado pelas taxas elevadas de homicídios de crianças e jovens nesse território no ano de 2015. e uma sobre o acompanhamento de jovens em conflito com a lei. Palavras-chave: Juventudes. Luís Fernando de Souza Benicio (UFC). intervindo nesses cenários e cartografando novas possibilidades. que muitas vezes são vítimas de violações. Fortaleza.com. a partir de analisadores tais como: a condição juvenil em territórios marcados pela intersecção de desigualdades sociais.Re-tratos das juventudes da cidade de Fortaleza: relatos de experiências Autores(as): Camila dos Santos Leonardo (UFC). o projeto ocorre em parceria com a Rede Cuca. As duas frentes seguem atuantes. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. juventude e direitos humanos. Neste mesmo ciclo. em territórios de Fortaleza marcados altos índices de letalidade juvenil e pela intersecção de desigualdades e processos de exclusão social. Pedro Henrique Capaverde (UFC). construir estratégias de enfrentamento a essa problemática. práticas de cuidado. violência urbana etc. atividade promovida pela DPDH que tem por intuito promover discussões com jovens. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Aldemar Ferreira da Costa (UFC)..

Pretendemos ampliar os olhares sobre esses sujeitos. Assim.. Silva (2005). Lima (2004. destacamos a importância e o ganho teórico que o presente estudo pode oferecer sobre as sociabilidades de jovens desse bairro da periferia de Teresina. “Provocador”. Periferia. o conhecimento cotidiano adquirido a partir das narrativas sobre as experiências dos jovens. Abramo (1994). Trabalho. “Poeta”. para a Sociologia. com incentivo às produções da comunidade. O trabalho oferece certa visibilidade às juventudes do bairro Santa Maria. “Confiança”. Sousa (2012). Entendemos o tornar visível como evidenciar suas narrativas a respeito de experiências vividas a partir de seu bairro. buscando se distanciar do estereótipo do bairro como lugar violento. Esperamos contribuir para as reflexões daqueles que elaboram políticas públicas no Estado do Piauí. Reis (2004). para os jovens daquele bairro. 1010 p. jovens moradores do bairro resolveram mobilizar- se na busca de melhorias da comunidade. Oliveira (2014). Objetivamos compreender a condição juvenil do bairro Santa Maria a partir de narrativas de jovens. “Igualitária”. Disponível em: <http://www. Mais do que um contato fugidio. 2017. 2010. e. em particular os de periferia. conforme a proposta de Luz (2013). Segregações Urbanas. recorremos a autores como Portelli (2000). 2013).br> 194 .jubra2017. periferia e trabalho Autores(as): Jorge André Paulino da Silva (UFAL). diante da ausência de políticas públicas. Luz (2013). e se valem da cultura/lazer para transformar essas realidades e assim construir possibilidades de trabalho a partir da cultura. pois entendermos a pluralidade presente nas manifestações de jovens. além de um policiamento que de fato lhes ofereça segurança diante da violência no bairro e entornos e não temor. com moradia e condições de trabalho dignas. 2017. a partir das histórias de “Andarilho”. saímos de nossa temática inicial. pretendemos apreender a configuração do bairro e analisar as estratégias de jovens contra as segregações vividas nesse espaço urbano. Castro (2005). “Correria”. Após várias idas e vindas ao bairro. descobrimos que. “Glória” e “Poderosa”. Palavras-chave: Juventudes. Khoury (2001). “Cabreiro”. Para fundamentar nossas reflexões. especialmente. em geral visibilizados pela dimensão da criminalidade ou envolvimento com práticas criminosas. 2005. Fortaleza: Expressão Gráfica. como sujeitos de direitos. Costa (2011). Para tanto. Fortaleza. Pais (1993). O que os jovens do Santa Maria buscam é serem reconhecidos como cidadãos. aquela multiplicidade de realidades que aconteciam no Santa Maria. que trataria sobre como os jovens entendiam o policiamento militar no próprio bairro. entre outros. “Bota Fé”. motivo e razão onde dizem que não”: Juventudes. Lila Cristina Xavier Luz (UFPI) Resumo: Este estudo trata de jovens de periferia e trabalho.com.“Alegria. valemo-nos de imersão a campo e a realização de oficinas. Para aproximação com os jovens e construção das narrativas. “Instigado”. capital do Piauí. 7. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. estabelecemos vínculos com o Santa Maria nesta pesquisa. uma periferia da cidade de Teresina. bem como a diversidade de espaços de cultura/lazer. Assim. para algo mais amplo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. moradores de um lugar mais valorizado.

incluindo e buscando ir além de modelos anglo saxões de se compreender pessoas com idades e faixas etárias diversas (gerações X. Consideram-se jovens trabalhadores aqueles entre 14 e 26 anos de idade. baby boomers). ampliarem as discussões e contribuírem para a difusão desse conhecimento. especialmente as brasileiras. sendo este grupo considerado pela literatura internacional uma “”população especial””. jovens trabalhadores usualmente são vítimas de agressões e violência no ambiente de trabalho. percebe-se tanto o tratamento superficial e ideológico dessas questões como o despreparo dos responsáveis pela gestão de pessoas em lidar com os processos envolvidos. entrincheiramento e vínculos organizacionais. Disponível em: <http://www.. assim como os de aportes metodológicos tradicionais e diferenciados e. 1010 p. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.com.jubra2017. mas também os aportes metodológicos que têm permitido aos pesquisadores se aproximarem dos fenômenos em foco. mas sobretudo útil aos próprios jovens. 7. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.A princípio. extremamente útil aos gestores e às organizações. contribuído para avanços nas políticas e práticas de gestão aquém de seu potencial. Diante disso. também. “patologias da solidão e da indeterminação no trabalho” e patologias associadas “aos maus-tratos e à violência no trabalho”. conforme literatura da área. no interior das organizações.Estudos comparativos entre jovens e profissionais mais maduros ou senis.– Percepções temporais. suas causas e conseqüências. em ambos os casos.– Espiritualidade no trabalho. Já as pesquisas com jovens trabalhadores são recentes no país. um “”caso paradigmático”” de estudo. melhor delimitarem e aprofundarem nas temáticas.– Prazer e sofrimento no trabalho.– Qualidade de vida no trabalho.– Comprometimento. Y. As pesquisas sobre CHO não são recentes. promovendo discussões integradas entre subtemas tradicionais e contemporâneos no âmbito do comportamento humano em organizações (CHO).br> 195 . tendo-se em vista as mudanças no perfil etário da população. organizacionais e do trabalho. no sentido de conhecerem realidades de trabalho e percepções a seu próprio respeito. Alice Gerlane Cardoso da Silva (UFMG) e Milka Alves Correia Barbosa (UFAL) Resumo Geral: O objetivo do grupo temático será trocar informações a respeito do tema “Comportamento Humano em Organizações e Jovens Trabalhadores”. de modo a promover uma inserção mais consciente e autônoma. 2017. GT 03 . considera-se fundamental conhecer e discutir não apenas os resultados das pesquisas. estresse ocupacional e síndrome de burnout. mas têm ganhado impulso no Brasil devido a diversos aspectos: na academia. as dificuldades em torno de delimitações conceituais e de campos de pesquisa têm privilegiado alguns temas em detrimento de outros e. formal ou informalmente contratados ou vinculados no mercado de trabalho.– Justiça organizacional e atitudes retaliatórias. Fortaleza: Expressão Gráfica. outros que tangenciam os subtemas e sejam considerados pertinentes à temática principal. Fortaleza. podendo ser encaixados em “patologias da atividade”. devido às suas idiossincrasias e aos precários contextos de trabalhos em que normalmente eles se inserem. profissionais. Além disso. jovens aprendizes (Lei do Aprendiz). já nestas. além de outros que considerem aspectos críticos relacionados aos temas descritos também são bem vindos. os temas focalizados são:– Valores pessoais.Comportamento humano em organizações e jovens trabalhadores Coordenadores: Kely Cesar Martins de Paiva (UFMG). Z. 2017.

rápidos e pontuais. apesar da presença de correlações significativas no que tange o comprometimento organizacional e as percepções temporais. Palavras-chave: Comprometimento Organizacional. De maneira semelhante. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e bivariada. este estudo teve como objetivo analisar como se encontram configuradas as dimensões do comprometimento organizacional em relação às percepções temporais de jovens trabalhadores assistidos pelo ESPRO . em muito relacionada às primeiras experiências no mundo do trabalho. os jovens revelaram preferências por comportamentos monocrônicos. exploratório e abordagem quantitativa com amostra de 229 respondentes. 1991) e escala de percepções temporais (BLUEDORN.. 1010 p. ALLEN.Ensino Social Profissionalizante – da cidade de Recife (PE). Letícia Rocha Guimarães (UFMG). Sobre as percepções temporais. em que o trabalho adquire centralidade. 2007). as idiossincrasias que permeiam os jovens trabalhadores. Em relação ao comprometimento organizacional. Considerando as variáveis sociodemográficas. 7.62).br> 196 . o que pode estar ligado à situação de vulnerabilidade social e ao momento de transição desta fase da vida. Willey Max de Pinho Costa (UFMG) Resumo: O comprometimento organizacional pode ser considerado um fator importante para indivíduos e organizações. O ESPRO é uma instituição sem fins lucrativos que atua na capacitação profissional de jovens com vistas à inclusão no mercado de trabalho. Considerando. Michelle de Souza Rocha (UFMG). essas são de baixa intensidade. com ênfase no passado. escala de comprometimento organizacional (MEYER. significando que esses jovens se identificam com as empresas nas quais trabalham. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. foi realizada uma pesquisa de caráter descritivo. Disponível em: <http://www. essas são consideradas discretas e agrupadas principalmente na dimensão do comprometimento afetivo. Fortaleza: Expressão Gráfica. contato com outras pessoas e referência às figuras de autoridade e liderança para sua formação como pessoas e trabalhadores. grupo que vivencia uma fase de descobertas e formação da identidade. as percepções temporais apresentaram maiores correlações com características pessoais. ainda. Jovens Trabalhadores.com. 2017. escolaridade e ramo de atuação. O instrumento de pesquisa compreende perguntas acerca de informações demográficas e pessoais. Estudos sobre esse tema são essenciais a uma organização verdadeiramente apta a mudanças e propensa ao sucesso e à perenidade. os jovens trabalhadores demonstraram ser predominantemente do tipo afetivo (média=3.Comprometimento Organizacional e Percepções Temporais: Um Estudo Sobre Jovens Trabalhadores Autores(as): Jane Kelly Dantas Barbosa (UFMG). uma vez que ele é tratado majoritariamente como algo natural e não é problematizado. estudos sobre percepções temporais também se revelam importantes para o entendimento do tempo e de como este influencia a rotina dos trabalhadores nas organizações. Para atingir o objetivo. sendo predominantes as vivências de arrastamento relacionadas à liderança. Fortaleza. Por outro lado.jubra2017. Evidenciou-se que. reforçando o sentimento de pertença e o desejo de contribuírem de forma ativa para os objetivos. 2017. Esse resultado pode estar ligado à importância para os jovens da formação de amizades. apesar de existirem correlações significativas no que tange o comprometimento organizacional. JAUSSI. embora possua faces não desnudadas. destacando-se correlações positivas com as variáveis sexo. influenciando as vivências no trabalho e a produtividade. Percepções Temporais. selecionados pelo critério de acessibilidade.

1010 p. estigmas e outras construções sociais que condenam socialmente aqueles que sobrevivem deste ofício. 7. A coleta de dados deu-se por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado. RJ. Fortaleza. Paloma. em que foram envolvidas 8 profissionais das “zonas”. associada também à imagem de perigo à saúde. Palavras-chave: Jovens. A partir do explicitado. tempo de prostituição – variou entre 2 e 6 anos. para elas. identificadas na pesquisa pelos seus “nomes de guerra” (escolhidos ou criados por elas para identificação no ambiente de trabalho: Carol. Percepções Temporais. Samara e Suelen). 2017. cerca de 75% são mulheres com idades entre 13 e 25 anos. 1 espírita e 1 disse não ter religião. A pesquisa foi de natureza descritiva e se preocupou em detalhar a realidade retratada pelas prostitutas. naturalidade – apenas 2 são de MG. e à depravação sexual. Prazer e Sofrimento. Prostituição. As entrevistadas relacionaram o tempo a um recurso. Ainda assim. SP e MT). em que se buscou compreender. ela é amplamente praticada. revelando que grande parte destas profissionais se encontram no período de vida da juventude. em profundidade. a definição de prostituição designa uma atividade na qual se estabelece uma relação de troca de sexo por dinheiro. 3 evangélicas. além de conseqüências pessoais e sociais..jubra2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. filhos – 5 possuem filhos. as demais vieram de outros estados (BA. religião – 2 candomblecistas. Letícia Rocha Guimarães (UFMG) Resumo: A prostituição é. A abordagem utilizada foi qualitativa. num processo direto de mercantilização do tempo.Conexões entre tempo. as prostitutas constituem um grupo de profissionais que estão à margem da sociedade. sendo que. Contudo. Atualmente. uma vez que as prostitutas naturalizam ou trabalham a aceitação daquilo que lhes traz incômodos ocupacionais. Os dados coletados foram submetidos à técnica de análise de conteúdo. região central dessa cidade. 2017. juntamente com observação direta (in loco). Hellen. outra.br> 197 . cotidiano e vivências. escolaridade – 1 com Ensino Fundamental incompleto. disseminada em função de doenças sexualmente transmissíveis.com. Metodologicamente. a profissão mais antiga da Humanidade. destes. Conforme a Organização Internacional do Trabalho. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. principalmente para familiares. Disponível em: <http://www. o dinheiro que é a principal fonte de prazer do seu trabalho. foi realizado um estudo de caso com prostitutas das “zonas” ou “hotéis de batalha” da Rua Guaicurus. embora seja envolta por uma série de dilemas. Tempo. Os resultados obtidos mostraram dados demográficos como: estado civil – 7 delas são solteiras e 1 denominou-se como “enrolada”. preconceitos. Fernanda. o objetivo deste estudo foi analisar como aspectos temporais influenciam as percepções de vivência de prazer e de sofrimento no trabalho de jovens prostitutas na cidade de Belo Horizonte (MG). o tempo de trabalho é também fonte de sofrimento. ele foi vinculado a vivências de prazer no sentido de que a administração adequada do mesmo gera. Trabalhando com o prazer de diversas pessoas diariamente e fazendo valer a máxima de que “tempo é dinheiro”. no senso comum. completo. a juventude compreende a faixa etária entre 15 e 29 anos. prazer e sofrimento no ofício de jovens prostitutas Autores(as): Kely Cesar Martins de Paiva (UFMG). Jane Kelly Dantas Barbosa. Fortaleza: Expressão Gráfica. Sabrina. Lorena. 1 católica. cabendo ressaltar que a prostituição soma mais de 40 milhões de praticantes no mundo. a partir da transcrição literal das entrevistas. 3 com Ensino Médio completo e 3 com Ensino Superior Incompleto. Jefferson Rodrigues Pereira (Centro Universitário Unihorizontes).

2017. especialmente com atuação da Organização das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho. este trabalho busca apresentar. às piores formas de trabalho. o interesse na busca de mão de obra mais barata é um dos fatores prioritários na escolha dos locais onde irá estabelecer sua produção. 1010 p. Questões como o combate ao trabalho escravo. Surgem inúmeras companhias multinacionais que direcionam sua atividade econômica para diversos países ao mesmo tempo. Fortaleza. imigrantes vítimas do truck system e de trabalho degradante tornaram-se recorrentes em diversos países do mundo. de relações de trabalho. No cenário atual. portanto. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. assumindo o Estado a única posição de responsável pelas práticas adotadas. nasce um novo modelo de produção. cada uma das entidades que compõem a sua cadeia de empresas terceirizadas está sujeita à jurisdição dos países em que atua (Ruggie. a década de 1990 marcou uma época de enorme expansão da globalização corporativa. sejam esses menores aprendizes ou adultos em idade laboral. não há um marco legal comum de proteção aos direitos violados. A empresa é submetida às regras de proteção específicas dos lugares onde atua. operando de maneira global e conectadas em tempo real. 7. e. Disponível em: <http://www. exigindo-se um maior comprometimento em relação às suas práticas éticas e sustentáveis. empregando esforços para produzir convenções que vinculem os Estados às normas de padrão mínimo internacional. a discussão atual sobre o novo modelo de responsabilidade das empresas multinacionais que operam globalmente pelos danos que toda a sua cadeia produtiva venha a gerar para trabalhadores em todas as faixas etárias. A empresa. Situando-se na perspectiva dos Direitos Humanos no âmbito laboral.com.jubra2017. Notícias de trabalho desumano. Trabalhadores. Com isso. principalmente nos subdesenvolvidos que enfrentam graves crises econômicas e políticas. surge um novo paradigma onde as empresas multinacionais são convocadas a assumir posição de responsabilidade. portanto. a partir de revisão da literatura jurídica. Fortaleza: Expressão Gráfica. Dessa forma. Em vez disso. Defende-se que a proteção aos direitos humanos não se dá apenas de maneira verticalizada. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. trazendo novos desafios à proteção dos direitos humanos. de consumo e. Nesse cenário. especialmente em relação à mão de obra que utiliza. especialmente jovens.Empresas Multinacionais e Direitos Humanos: em busca de um novo paradigma para resguardar a dignidade do trabalhador Autores(as): Laura Germano Matos (UFC) Resumo: Os direitos humanos na esfera trabalhista são objeto de proteção especial no âmbito internacional..br> 198 . São novos paradigmas a serem adotados pelos Estados e empresas na busca de adequação aos ditames internacionais. horizontalizando-se a responsabilidade por violações a direitos humanos. Multinacionais. Empresas que operam globalmente não são regulamentadas como tal. às jornadas exaustivas e às ameaças à segurança no ambiente de trabalho são temas que ganharam força na esfera de proteção internacional e buscam estabelecer condições mínimas que os Estados devem adotar em relação a seus trabalhadores. 2017. Responsabilidade. Palavras-chave: Direitos Humanos. ao trabalho infantil e em condições degradantes para o trabalhador jovem e adulto. crianças trabalhando arduamente em diversas atividades. também tem papel de destaque na tentativa de implementação de novas práticas de governabilidade empresarial. acidentes por falta de segurança nas fábricas de vestuários. 2014).

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. geralmente há transferência ou desligamento do jovem da empresa.Estudo sobre a (in)visibilidade e as consequências do assédio sexual para jovens trabalhadores Autores(as): Alice de Freitas Oleto (FGV/EAESP). entretanto. Jovens Trabalhadores. desnaturalizem essa prática nas relações de trabalho e desconstruam a noção de que a vítima é culpada por ter sofrido a agressão para que experiências dessa natureza não comprometam a formação e o desenvolvimento desses profissionais. Percebeu-se que a Associação Alfa faz acompanhamento desses casos. foi considerada a filial da cidade de Belo Horizonte. que atua na inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho. Nesse contexto. mas ela vetou qualquer tipo de contato com os jovens e pediu sigilo quanto à sua identificação. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. foram narrados 5 casos. Assim. recaindo sobre as vítimas possíveis consequências do assédio. grupo que revela idiossincrasias e transita entre a leveza da infância e as responsabilidades da vida adulta. Para fins da pesquisa. galanteios. olhares libidinosos. sendo que todos envolviam predominantemente jovens do gênero feminino. Fortaleza. José Vitor Palhares dos Santos (UFMG). submissão e liberdade dos indivíduos. entre outras investidas. 2017. repetidamente e sem seu consentimento. Fortaleza: Expressão Gráfica. uma vez que não foram relatadas ações relacionadas à organização. ou mesmo fora dele. Assim. o objetivo desta pesquisa foi analisar como são percebidas situações de assédio sexual vivenciadas por jovens trabalhadores sob a perspectiva de profissionais da Associação Alfa. Quanto à realidade do assédio sexual. Letícia Rocha Guimarães (UFMG) Resumo: Falar de assédio sexual nas organizações faz-se pertinente por levantar questionamentos sobre consentimento. deve ser alvo de reflexão considerando o contexto de trabalho precário em que usualmente se inserem. Jane Kelly Dantas Barbosa (UFMG). de natureza descritiva e abordagem qualitativa. A vítima recebe. quando chegam ao conhecimento dos profissionais da instituição. 2017. a ocorrência de assédio sexual no cotidiano laboral de jovens trabalhadores. evitando comportamentos de maior intimidade com os colegas de trabalho e uso de roupas inadequadas. devido ao critério de acessibilidade. Um fato preocupante é a inversão da culpabilidade do assédio sexual do assediador para o assediado (vítima).. Realizou-se um estudo de caso. dificuldade que afirmaram ser comum também entre os jovens. Disponível em: <http://www. como evidenciado nas falas de profissionais que afirmam caber ao jovem se prevenir do assédio. Ressalta-se que a pesquisa tinha como objetivo inicialmente entrevistar os jovens trabalhadores da associação. trata o tema com ressalvas. A coleta de dados se deu através de entrevistas com roteiro semiestruturado com 21 profissionais da Associação Alfa e os dados coletados foram tratados por meio de análise de conteúdo. A respeito da forma com que os casos são tratados na Associação Alfa. Palavras-chave: Assédio Sexual. Os entrevistados demonstraram não entender os conceitos de assédio moral e assédio sexual. em que a vítima é perseguida no ambiente de trabalho. 1010 p. o que revela o quanto o assunto não é discutido.com. não incluindo-o nas discussões com os jovens. O assédio sexual é uma forma de violência psicológica. percebeu-se através dos relatos que. Trabalho.br> 199 . Trata-se de uma Associação nacional. com uma série de investidas de conotação sexual. destaca-se a importância de tratar do assunto de forma que os trabalhadores compreendam do que se trata.jubra2017. propostas. 7.

foram realizadas 15 entrevistas semiestruturadas.br> 200 . Para ampliar ainda mais o tema. foram analisadas por análise de conteúdo (BARDIN. Fortaleza. Os resultados foram organizados a partir das seguintes categorias terminais: oportunidades. dado que os conhecimentos. 2016)... desenvolver a criatividade. para o fomento da visão empreendedora e para o estreitamento entre as teorias vistas no curso de Administração e a prática do ambiente de trabalho. destacaram- se o autoconhecimento. aperfeiçoando perfil profissional. criada em 2014. liderança e o respeito à liderança. (2009) ao ingressar na empresa júnior o estudante é instigado a trabalhar em grupo. participar do MEJ significa a oportunidade de tomar decisões.Participar do Movimento das Empresas Juniores: uma possibilidade de aprendizagem cooperativa Autores(as): Adriana Ventola Marra (UFV).2004). habilidades e as atitudes cooperativas desenvolvidas são exigidos pela maioria das empresas e. Graduação. LOPES.jubra2017. o espirito de liderança. Para Bonfiglio (2006) e Oliveira et al. bem como preparar-se para atuar como agente transformador tomando decisões baseadas em valores éticos (RHINOW et al. compondo 1200 entidades (BRASIL JÚNIOR. Aprendizagem cooperativa. colocar ideias em prática. Estes alunos apresentam um desempenho superior em suas atividades acadêmicas.Campus de Florestal (UFVCOACH). significados da experiência e aprendizagem. proatividade. Este estudo buscou compreender como a participação de estudantes de administração no MEJ pode ser entendida como um método de aprendizagem cooperativa. Para os entrevistados. Existem diversos métodos de aprendizagem cooperativa. No que tange as competências sociais. Acredita- se que estes jovens tendem a ingressarem mais facilmente no mercado de trabalho. Ana Carolina Silva Ferreira (UFV). inclusive pelas próprias federações de empresas juniores. Palavras-chave: Empresa Júnior. Disponível em: <http://www. com participantes da UFVCOACH As entrevistas. 7. oratória. Por fim. FERREIRA.. competências sociais e responsabilidade individual e de grupo (PINHO. No MEJ os estudantes são estimulados a busca de conhecimento e atitudes ativas em grupos (NICOLINI. há 11 mil jovens inseridos no Movimento das Empresas Juniores (MEJ) espalhados em mais de 280 universidades brasileiras. 2017. estimularem a visão empreendedora e assumir riscos.com. 2017. conclui-se que a abrangência e importância do MEJ. como uma possibilidade de aprendizagem cooperativa. além da experiência prática. Tal processo de aprendizagem trouxe resultados positivos para a sala de aula. que no período 2014-2016 participou de onze eventos do MEJ. Por meio de um estudo de caso qualitativo. melhorando suas competências sociais. A maioria dos entrevistados afirmou que a participação no MEJ foi capaz de oferecer. 1977). depois de transcritas e codificadas. competências sociais. além de buscarem o desenvolvimento continuo. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2003). 2005). 1010 p. fazer uma rede de contatos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. O desenvolvimento destes quesitos age como uma passagem e transformação do lugar de aluno para profissional (OLIVEIRA. Foi realizado um estudo de caso na Empresa Júnior da Administração da Universidade Federal de Viçosa . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. comunicação e resolução de conflitos. porém todos perpassam pela interdependência positiva. Leticia Barbosa Santos Morais (UFV) Resumo: Segundo a Confederação Brasileira de Empresas Juniores. saber trabalhar em equipe. espera-se que ele seja cada vez mais aprofundado. 2013). ainda saberem atuar de forma eficaz na gestão de um negócio.

Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. logo. visto esses jovens estarem inseridos em um espaço/lugar diferenciado – bairro América. zona oeste de Aracaju. Estigma. o que os insere na teoria dos estabelecidos e outsiders. Fortaleza: Expressão Gráfica. Desativada em 2007. Através de pesquisa qualitativa – exploratória com inspiração histórico – dialética e pesquisa de campo. A reconfiguração do sentido de estigma alterou a percepção dos jovens em torno do estigma do encarceramento. marcado pela presença da 1ª penitenciária de Sergipe e toda sua urbanização ter sido edificada a partir daí. As novas composições familiares. O objetivo do trabalho foi investigar o processo de socialização e aprendizagem dos jovens que tem um ente detento. 2017. Sabendo-se que o estigma do encarceramento do detento recai de forma auto-infligida ou pelo olhar do outro sobre seus familiares alterando suas construções identitárias e relações sociais. nos seus processos de socialização. a relação entre estigma e desvio através das teorias de Howard Becker que preceitua a necessidade de se redefinir os conceitos sociológicos em torno do estigma ligado ao desvio.com. Breve consideração do locus:A pesquisa foi realizada com jovens que tem um ente detento moradores do bairro América em Aracaju-Sergipe. O que se encaixa confortavelmente com o GT e eixo temático escolhido. Palavras-chave: Educação. 7. Najó Glória dos Santos (UFS). Orientação teórica: Toma como fio condutor as percepções teóricas de Irving Goffman na abordagem do estigma individual que explica a delicada convivência do estigmatizado consigo e com o outro. também foram identificadas e descritas confortavelmente ante a ausência paterna. mas ainda vinculada à segurança pública e manter viva sua memória. espaço/lugar marcado pelo estigma de violência e perigo dada a presença da penitenciária e o histórico político.br> 201 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. neste caso. Fortaleza. 1010 p. existo”: o encarceramento simbólico de jovens com parentes detentos Autores(as): Jonaza Glória dos Santos (Governo do Estado de Sergipe). Disponível em: <http://www. pudemos conhecer as estratégias desenvolvidas pelas juventudes locais para a convivência e superação com o duplo estigma – individual e social. social e econômico perverso do sistema penitenciário brasileiro. predominantemente monoparentais femininas. Pelas lentes de Norbert Elias na construção do conceito de estigma coletivo. não se constituindo mais uma impossibilidade de inaceitação social.. 2017. o que não impede a desconfortável convivência individual com o mesmo. A condição juvenil de superação deu-lhes a possibilidade de não aceitarem socialmente as restrições impostas pelo estigma. mas ainda presente simbolicamente. Acontece em um espaço marcado pelo estigma social de violência e perigo por ter se edificado em torno de uma penitenciária. Suanam Glória Fontany (DeVry/Faculdade Martha Falcão) Resumo: Esta pesquisa tomou como objeto jovens que tem um parente detento pela indissociabilidade do estigma do encarceramento e seus reflexos na construção das suas sociabilidades.jubra2017. Aborda ainda. Encarceramento Simbólico. esse. Juventudes.“Penso. hoje desativada como prisão. Esses aspectos impõem a esses jovens a convivência cotidiana com os estigmas individuais e sociais que suas histórias carregam.

o processo de recrutamento e seleção das empresas da região e as novas exigências do mercado de trabalho ocorrem na prática cotidiana dos habitantes. estudos constatam que a maioria dos jovens não consegue conciliar os conteúdos técnicos trabalhados com as competências comportamentais necessárias ao exercício profissional. processos de seleção. 2017. responsabilidade. Disponível em: <http://www.com. profissionalismo. foram apontados os seguintes comportamentos: iniciativa. Até março/2017. Dara Heleno da Silva (UFV).. Florestal possui duas escolas públicas que oferecem seis cursos técnicos e dois de ensino médio (federal e estadual). relacionamento interpessoal. ressalta-se. Foi utilizada uma metodologia que envolveu um mapeamento das competências comportamentais requeridas junto a 14 empresários e seis coordenadores de cursos. Competências comportamentais. 1010 p. A partir desta problemática. criatividade. Estágio. a partir de conhecimentos. Entende-se por competências o saber agir. ética. A partir destes resultados. a partir da análise de conteúdo. Nas entrevistas. vivenciando o desenvolvimento de competências. 1994). Empregabilidade. o presente trabalho tem o objetivo relatar a experiência do projeto e enfatizar a importância do comportamento do jovem dentro de uma organização. A orientação teórica do trabalho segue dois eixos principais: competências e empregabilidade.jubra2017. 7. comunicação e atendimento ao cliente. reconhecidos e validados. TANGUY. ou seja. E foram analisados relatórios de estágio de 129 ex-alunos dos cursos técnicos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Leticia Barbosa Santos Morais (UFV) Resumo: O desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos. por meio das entrevistas. dar sugestões e ser proativo. trabalhar em equipe e conseguir o reconhecimento dos outros por isto (ZARAFIAN. Os alunos relataram insegurança e medo de falar em público.9%. postura ética. proatividade. foram realizadas 20 ações e atendidos mais de 300 jovens. 2001). Fortaleza. experiências. 2001). além dos conhecimentos técnicos. foram organizadas ações extensionistas. saber se comunicar negociar com as pessoas. As ações extensionistas realizadas possibilitaram o aprendizado e a troca de experiências entre os estudantes do curso de Administração. Jovens. habilidades e atitudes. FLEURY. Palavras-chave: Primeiro emprego. Em termos de empregabilidade. 2001.7% (IBGE. a autonomia do controle de situações. em 2015. que conciliam valores econômicos às organizações e sociais aos sujeitos (FLEURY. e com isso. as competências comportamentais (DUTRA. Estes foram analisados.Primeiro emprego e competências comportamentais: Um desafio para os jovens Autores(as): Adriana Ventola Marra (UFV). Dessa forma. Considera-se que houve uma promoção do desenvolvimento dos jovens e sua inclusão através da aquisição de novas competências. compromisso. por meio de palestras e oficinas que tratam os seguintes temas: mercado de trabalho.br> 202 . resultando em temas trabalhados. Ana Carolina Silva Ferreira (UFV). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2016). Os resultados das análises dos relatórios apontaram que os jovens apresentam dificuldades em inovar. 2017. e especificamente para a faixa etária entre 14 a 17 anos é de 39. docentes e os alunos dos cursos técnicos e médio. trabalhar em equipe e profissionalismo. Áurea Fideles Teixeira (UFV/Campus Florestal). iniciou-se um projeto de extensão na UFV/CAF que tem como objetivo desenvolver competências comportamentais nos alunos do ensino médio e técnico das escolas de Florestal/MG. por meio de oficinas e palestras. Concomitante a esta situação. atingiu 25. Fortaleza: Expressão Gráfica. uma facilidade maior na transição curso técnico/médio-mercado de trabalho. ética.

Necessário refletir sobre as funções da escola. desafios muito atuais para a escola. os efeitos da segregação do mercado de trabalho e a realidade por trás da dificuldade de acesso a uma primeira ocupação e os processos de discriminação social e as formas de combate e/ou resistência a este estado de coisas. relacionamentos. Fortaleza. econômicas. tecnológicas e a emergência de novas e complexas nas configurações das organizações e do mercado de trabalho. Mundo do Trabalho. Argumenta-se que a escola atual carece de questionamentos importantes sobre suas maneiras de conduzir o adolescente neste processo de transição. 1010 p. 2017. biológico. Estes são.. seus modos. Palavras-chave: Escola. renda. Alice Gerlane Cardoso da Silva (UFMG) Resumo: Dadas as rápidas evoluções sociais. É desta integração que. em última análise.br> 203 . enfim. lazer.acadêmico. a escola tem sido demandada a repensar constantemente a sua função. procedimentos e conteúdos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Afinal. 2017. na transição do jovem/adolescente para a vida ativa adulta. contraditoriamente. Disponível em: <http://www. os jovens não dispõem de orientação escolar e profissional adequadas que lhes permitam canalizar os seus interesses e habilidades para a vida profissional. Isto se percebe ao se constatar que a escola não tem conseguido repassar para os jovens. culturais. Uma primeira consideração dá conta de que os jovens/adolescentes vivem em um momento de ocorrência de inúmeros estágios de transição . adequação e capacitação para o trabalho. a partir de uma perspectiva sócio-histórica. em seus modos habituais de transmissão e construção do conhecimento. bem como as formas como tais aspectos se tornam determinantes na vida profissional. considera-se que a integração profissional do jovem pode ser dada como essencial para sua incorporação como adulto na sociedade e o seu desenvolvimento como indivíduo e cidadão. no processo de transição do jovem para a vida adulta ativa e profissional. Fortaleza: Expressão Gráfica. para uma adequada formação destesu. Jovem. devem ser tomadas como primordiais na escola. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. os modos como são constituídos os valores existentes no mundo produtivo. social. de tal modo que se ordene uma rede de bem-estar social. depende o progresso econômico e social. habitação. necessitando repensar suas práticas e ações na formação dos jovens como sujeitos ativos na própria constituição emancipatória e aptos ao mercado de trabalho. As discussões sobre a formação do jovem ao longo da vida e as capacidades desenvolvidas em sua permanência no sistema educacional. desapego pelo desconhecido.com. Tais estágios geram uma gama de sentimentos que os acompanham. Este trabalho de reflexão teórica tem como objetivo refletir sobre a adequação da escola.A escola como espaço de transição para o mundo do trabalho Autores(as): Magno Geraldo de Aquino (UFMG). Torna-se que é necessário que a escola se utilize de uma abordagem abrangente que inclua as diferentes facetas da vida adulta. como o trabalho. de forma abrangente. quanto à sua formação. especialmente.jubra2017. 7. Assim. a transição para a vida ativa e a preparação para o mundo do trabalho adquire importância considerável e se torna foco de reflexões. tais como o medo de não estarem preparados para lidar com as mudanças pessoais que vivenciam e.

Há o esvaziamento das instituições religiosas tradicionais em um processo de “desinstitucionalização” das religiões e. Pergunta-se: como se estabelece o processo de rejeição. seja pela expansão das diferentes correntes de inspiração carismática que têm na juventude seu público alvo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. o novo é a dimensão da diversidade no contexto contemporâneo. adaptação e inovação que os jovens realizam frente a seus pares? Que tipos de mediações institucionais são realizadas pelos jovens que se identificam com o catolicismo? A juventude que atualmente participa do catolicismo tem alterado a dinâmica institucional? De que modo? Convidamos a todos a proporem comunicações que problematizem o papel juvenil no processo de atualização ou reformulação do catolicismo na sociedade brasileira marcada pela expansão das ofertas religiosas. Diante do exposto. mas é ainda a “religião da maioria dos brasileiros”. O segmento juvenil tem ganho destaque no campo católico seja por representar potencialmente o futuro da instituição. Isso pelo fato de haver no atual contexto a intensificação de uma “adesão pessoal” em que a tradição pode ser acionada.CULTURAS JUVENIS CATÓLICAS Coordenadores: Flávio Munhoz Sofiati (UFG) Resumo Geral: O Censo de 2010 aponta que houve pela primeira vez no Brasil a diminuição no número absoluto de fiéis católicos. Disponível em: <http://www. principalmente com as vertentes da teologia da libertação e da renovação carismática. Com o fim do monopólio católico e a expansão do que temos denominado pluralização da vida social. 2017.com. 7. Com o advento da liberdade religiosa no espaço público moderno. até mesmo um processo de “mutação sociocultural”. O catolicismo tem um potencial de incorporar a diversidade. O declínio católico ocorre em vista dos processos modernos de liberdade de escolha. sendo constitutiva do próprio catolicismo. Os números também mostram que mais de 90% da população brasileira adere a um credo religioso em um universo de multiplicidade de ofertas e liberdade de escolha. porém ela não é nova no contexto nacional. Mais recentemente os pronunciamentos do papa Franciso e a midiatização das Jornadas da Juventude contribuem no processo de revisão institucional com impactos para as formas de adesão a esta tradição milenar. Fortaleza. A novidade está no grau de diversificação “dentro de uma única igreja sob uma única liderança”. ocorre no Brasil a diversificação do próprio modo de ser católico. O objetivo é estabelecer um espaço de análise dos diferentes contextos de atuação da juventude e as transformações formuladas pelas novas gerações a essa instituição bem como o seu processo de recepção. Todavia. no caso brasileiro. uma visão sócio-histórica evidencia que o catolicismo deixou de ser a “religião dos brasileiros”.jubra2017. este Grupo de Trabalho tem como proposta o diálogo em torno das culturas juvenis vivenciadas no interior da Igreja Católica. 1010 p. GT 04 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. o catolicismo perde em números mas ganha em participação ativa. mas não é determinante no momento da escolha. isto é. Fortaleza: Expressão Gráfica.br> 204 . 2017. passando de 125 milhões para 123 milhões de adeptos.

1998). que oscilam do engajamento religioso à relativa marginalidade naquele espaço ritual. sendo os responsáveis em boa medida pela organização do espaço. materiais e simbólicos. de acolhimento e oração.br> 205 . 2017. e promovendo a “satisfação espiritual” (SOFIATI. Comunidade Filhos Amados de Céu. Contrastivamente encontramos também uma forte atuação juvenil no palco/ altar. podemos observar uma identidade religiosa não apartada de outras experiências do cotidiano juvenil (MANDARINO. O que aparece no campo observado são essas posições plurais.“Distante de Deus”? Apropriação Juvenil em espaço ritual na Missa da Misericórdia Autores(as): Ricardo Justino dos Santos (URCA). sendo a análise neste trabalho desenvolvida a partir desse aspecto plural das agências. 2012). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 7. o que reforça o discurso de que “Os jovens estão se afastando de Deus”. pela musicalidade da missa. além de atendimentos que são realizados antes da celebração. como a sociabilidade entre esses jovens “afastados” e seus grupos no espaço da missa. atraindo milhares de fiéis em busca de bens e serviços religiosos como a cura e a libertação. resultantes de pertencimentos sociais diversificados. Francisco Jamerson Alves de Lima (URCA). que transitam em grupos. 2009). A partir das observações realizadas. responsável pela celebração. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. consideramos que as juventudes podem possuir diferentes perfis. observamos que os jovens ocupam espaços como protagonistas na celebração (muitos deles sendo membros da Comunidade FAC). em determinados momentos. promovida pela Comunidade Católica Filhos Amados do Céu (FAC) em Juazeiro do Norte (CE). mas que. nas atividades musicais e religiosas. Pretendemos mostrar que os trânsitos juvenis (“distantes” e engajados). pelo engajamento nas atividades do ofertório e adoração. e pelo despertar de reavivamentos através da ênfase nas emoções. Sendo assim.. 2007) dentro do espaço da Missa. e de entrevistas semiestruturadas com frequentadores da celebração e membros da comunidade FAC. e no entorno nos serviços de oferta. Juventude. compondo maciçamente a equipe da Comunidade FAC. desenvolvendo formas de sociabilidade aparentemente alheias às praticas religiosas realizadas naquele espaço. 2017.com. e auxiliando na dinâmica e logística ritual da missa. ou que “não são coerentes com o espaço construído” (CERTAU. 1010 p. Disponível em: <http://www. Fortaleza: Expressão Gráfica.jubra2017. Fortaleza. promovendo forte acolhida aos fieis pelos membros da comunidade. Rodrigues (2007) entre outros. De um lado observamos os jovens “distantes”. dando a impressão muitas vezes de estarem alheios à celebração. recorrente na narrativa de entrevistados (membros da comunidade) e do padre Monteiro. um dos aspectos que tem chamado a nossa atenção são os significados dessas múltiplas inserções dos jovens que traçam “trajetórias indeterminadas” (CERTAU. Dentro do mesmo espaço de realização litúrgica são oferecidas outras atividades como a comercialização de bens e serviços religiosos. se deixam envolver. Neste aspecto. Esta celebração é realizada semanalmente no estádio Romeirão. Diante deste cenário. 1998) no mesmo terreno. Conforme Fernandes (2009). Renata Marinho Paz (URCA) Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar os diferentes usos e apropriações por parte das juventudes em relação à Missa da Misericórdia. Este trabalho vem sendo desenvolvido a partir da realização de observação participante nas missas. mas também se encontram nas margens do evento. não homogeneizaremos as juventudes. podem revelar “agências de projetos” (ORTNER. Palavras-chave: Renovação Carismática Católica.

p. KASTRUP. querendo mergulhar “nas intensidades do presente para dar língua para afetos que pedem passagem” (ROLNIK apud BARROS. construído a partir das minhas memórias e do retorno aos relatórios das etapas municipais. p. bem como produzi afeto nas/pelas conferências. 2015. 2017. e obras de autores que dialogam com a perspectiva pós estruturalistas como Michel Foucault e Deleuze Guattari. passei a utilizar minhas memórias. 2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA..A Pastoral da Juventude nas conferências nacionais de Juventude Autores(as): Rodrigo Crivelaro (Instituto Federal de São Paulo) Resumo: Esta comunicação oral é fruto de um dos capítulos da dissertação de mestrado intitulada “O que a rebeldia teima: capturas e resistências nas Conferências de Juventude em Santa Bárbara d’Oeste”. fiz o mesmo movimento partindo dos relatórios que foram divulgados a partir do site da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Participação. a participação e as conferências de juventude.jubra2017. porém agora atribuindo a eles as minhas percepções enquanto participante das etapas nacionais. como a conferência foi avaliada pela Comissão Organizadora Nacional e pela Pastoral da Juventude. A partir daí organizei meus voos e pousos por caminhos nômades. um modo de pensamento e de agir por deslocamentos em linhas de fuga e pela descodificação em direção à reinvenção de um novo corpo”. Utilizei como metodologia a cartografia. quais foram foco da atuação da PJ. As considerações surgem como uma possibilidade de sobrevoar e cartografar os sentidos atribuídos a juventude. quantos foram os participantes. estaduais e nacional das conferências de juventude. Disponível em: <http://www. O referencial teórico utilizado são estudos sobre juventude. participação e juventude. Como aprendiz de cartógrafo. Fortaleza: Expressão Gráfica.com. 7. Pousando sobre os relatórios. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Esta comunicação oral tem por objetivo apresentar um relato de experiência da participação da Pastoral da Juventude nas conferências. e organizador de etapas no município de Santa Bárbara d’Oeste. territórios que os jovens vivenciam ao produzir sentidos sobre a conferência. busquei cartografar quais foram os temas utilizados em cada uma das edições. pastoral da juventude. Fortaleza. desejos. Ao pousar sobre minhas memórias. No caso das etapas nacionais. 1010 p. Conferências Nacionais e Municipais. apresentando a forma como fui afetado. potências e capturas que não estão presentes nos relatórios finais. Ao mesmo tempo ele se configura como um elemento analítico a mais que me dá o panorama das conferências. Relações de Poder. pude cartografar sentidos. adotando registro da experiência do pesquisador como participantes e revisita aos relatórios finais das conferências de juventude e a visita a matérias da PJ produzido pós-conferências. Trata-se de num registro da história das conferências a partir da minha vivência como militante da Pastoral da Juventude(PJ). 57-58).7) como “antes de tudo. Palavras-chave: Juventude. Tais afetos e a temática estudada me levaram a voar e contribuíram para rever os dispositivos que atuaram na construção de minha subjetividade.br> 206 . entendidos por Takeuti (2012a. conferência e participação.

artigos religiosos) e possibilidades de sociabilidade (festa. O tempo livre contribui com a construção das solidariedades e identidades grupais. Observa-se que há também na música católica. 2017. Festa e música como elementos de atração na JMJ. As viagens com amigos são uma oportunidade de evasão. Estar com os amigos. conversar. um modo de ritualização das crenças católicas de sua juventude. A JMJ afirma ter feito o maior Flash Mob do mundo. 2003). Fortaleza: Expressão Gráfica. a da festa e do encontro (passeio e turismo) como elementos aglutinadores. Trata-se de uma performance coletiva que surge. o estímulo à participação do jovem passa também por outras dimensões: a da socialização. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. Flash Mob como elemento de divulgação e mobilização. passear. Falar. A música é uma forma cultural que atinge os jovens de maneira diferente. Entende- se que. Sociabilidade. viajar. O elemento religioso pode ser preponderante. sair. O consumo dos bens culturais (música. como demonstra Galland (2009). Música. Enfim. 7. enfim. A música cumpre ao mesmo tempo o papel de integração geracional e de diferenciação entre os jovens. 2017.br> 207 . apesar do elemento religioso ser pensado como o principal motivador para participação na JMJ. apesar do motivo religioso do evento.Culturas juvenis católicas na Jornada Mundial da Juventude: expressividades e performances no espaço religioso Autores(as): Flávio Munhoz Sofiati (UFG) Resumo: A proposta desta comunicação é apresentar algumas análises acerca da realidade juvenil e especificamente da juventude católica no Brasil. a principal participante da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro em julho de 2013.com. na interação dos jovens por meio das redes sociais (ou virtuais). de conquistas que são valorizadas pelos jovens. Fortaleza. estar por estar com os amigos são boas maneiras de passar o tempo livre na fase juvenil. Há nessa prática um espírito de aventura. E quando é possível “viajar com a galera é muito melhor” (PAIS. 1010 p. Palavras-chave: Juventudes. visto que diferentes grupos juvenis gostam de diferentes tipos de música. em geral. Os jovens participantes da JMJ no Rio de Janeiro devem ser entendidos complementarmente por esse viés. ir à eventos são meios que possibilitam a sociabilidade juvenil. A juventude tem no tempo livre seu principal espaço de socialização. Apresenta-se três breves exemplos para pensar o tema. como mecanismo de evangelização. A música é um signo geracional. mas estas outras práticas sociais ajudam na configuração e descrição do participante da Jornada. Tempo livre e turismo religioso. de saída do cotidiano. principalmente carismática ao se pensar a JMJ. Foi um dos principais instrumentos de divulgação da JMJ e mobilização da juventude católica nas paróquias. A Jornada possibilita essa realização aos jovens católicos. moda. lazer. No entanto. Performance. Catolicismo. Os jovens estão muito conectados à música. visitar pessoas e lugares. é também um signo grupal.jubra2017. é importante considerar os elementos socializadores que dão sentido aos modos de ser jovens dos católicos. férias. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Isso demonstra que uma ferramenta social utilizada por jovens em geral foi absorvida para juventude católica como prática sociorreligiosa. ou mais precisamente. Disponível em: <http://www. viagens) também devem ser considerados na interpretação dos dados sobre os participantes jovens da JMJ.

que passa de um lugar antes tido como conservador e excludente. 7. Pe. processo esse que não é todo o tempo saboroso.. tendo em conta a opinião contraria de alguns bispos. marcados por uma nova linguagem ligada especialmente aos jovens. Alguns vão a busca de resgatar jovens drogados. O testemunho de quem vivência o carisma é sempre de derramamento de graça. a vivência dos sacramentos como o da confissão e da comunhão e a adoração e benção do santíssimo. a reza do terço mariano. Atuando dentro da comunidade com atendimento social. mendigos abandonados. Acredita que os afetos instigados no inicio da conversão cristã é bem vinda. E apesar de opiniões contrarias os grupos ligados a renovação carismática atrai pessoas à igreja e resgatam os que um dia se afastaram. Carisma. advindas da Renovação carismática Católica (RCC). Programas de radio e TV transmitem diariamente mensagens. Esses movimentos buscam resgatar práticas como a castidade. que acreditam faltar prudência de alguns carismáticos ao difundir certas práticas. em seu canal do youtube alerta que praticas como o dom de línguas e o repouso no espírito santo devem ser contidos. E é esta graça que perpetua o movimento em seus mais de 50 anos de existência. as mais conhecidas nacionalmente estão à comunidade Shalom. Palavras-chave: Evangelização. Este carisma pregado por estas comunidades é um carisma comunitário e benevolente. Canção Nova e Toca de Assis. grupos de oração e eventos. Fortaleza: Expressão Gráfica.jubra2017. Pensar em formas de evangelizar condizentes com os dias atuais. a um lugar renovador e acolhedor. o processo de evolução que o cristão terá que passar. Igreja católica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. se dedicam a evangelização nas paróquias através dos grupos de oração ou usando meios midiáticos. tendo em vista. Grandes eventos anuais são produzidos como o Halleluya que chega a ter um público de até 1 milhão de pessoas durante os cinco dias de evento. programas e shows de grandes nomes da musica católica do país.com. 2017. Abimael do Nascimento explica que essas comunidades são agrupamentos de leigos. acreditando que dessa forma o cristianismo seja vivenciado de forma plena e carismática. O grande número de jovens que aderem a estes movimentos trás um novo revigoramento para a igreja. missas. Carismáticos e sacerdotes usam redes sociais para aconselhar e evangelizar. é uma das missões dessas novas comunidades eclesiais. Missão às vezes difícil. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. através da restauração do sentimento do amor de cristo e da difusão da misericórdia divina. casamentos e famílias destruídas. sem perder a espiritualidade cristã e sem deixar de lado os dogmas da igreja. onde a preocupação com o outro é explícita em práticas sociais. Entre essas comunidades. 1010 p. Pe. padres e leigos com características mais conservadoras. 2017. de profundo encontro com o espírito santo e de sentimento de misericórdia. mas que isso não pode ser uma pratica apelativa. Outros ainda.Evangelização na contemporaneidade: os novos movimentos eclesiais como caminho de evangelização Autores(as): Maria Eduarda Freitas Silva (UNILAB) Resumo: A necessidade de se reinventar e de chegar mais próximo dos leigos fez com que a igreja católica no Brasil abrisse espaço para o nascimento de novas comunidades orgânicas ligadas ao pentecostalismo católico. Fortaleza. Paulo Ricardo. cumprindo a graça da missão da igreja de pregar o evangelho e a busca pela santidade. Renovação Carismática Católica. Disponível em: <http://www.br> 208 .

os destaques de gênero e juventude deliberados como texto final. O artigo busca traçar paralelos entre a presença das mulheres na Igreja Católica. Através dos dados pode-se traçar um perfil religioso. Disponível em: <http://www. os percentuais em cada município dos que se afirmam católicos e a presença de mulheres e de jovens que residem nesta Igreja local. Igreja. Apresenta-se a partir dos dados disponíveis. b) estudos sobre a juventude. Para a escrita do artigo foi realizada pesquisa de campo.com.salientando quais são as pessoas que participam do processo e os meios para esta participação. Palavras-chave: Juventudes. sua margem de erro é de 1. Dr.Participação de jovens e de mulheres na Igreja Católica: uma discussão a partir da V Assembleia do Povo de Deus na Arquidiocese de Belo Horizonte Autores(as): Laísa Silva Campos (Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais) Resumo: O presente artigo discute a presença de jovens e de mulheres nos espaços de participação das comunidades paroquiais da Igreja Católica. para a composição do texto. Para tal pesquisa foram entrevistadas 2. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Malco Camargos. 7. apontando como essas categorias podem refletir na vida e na construção subjetiva de jovens mulheres participantes da Igreja Católica. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. processo que ocorre na referida Arquidiocese a cada quatro anos visando abarcar. Fortaleza. apresenta-se as diretrizes elaboradas para as chamadas Assembleias do Povo de Deus . que tirou propostas e delegados para a Assembleia Geral. fruto deste processo e levanta questionamentos sobre a presença de jovens e de mulheres na Igreja Católica e sua participação em espaços representativos e de tomada de decisão da Igreja. nos municípios que compõe a Arquidiocese. nos municípios em questão.826 pessoas de 28 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. Mulheres. Ao final do artigo são apresentados os destaques textuais de gênero e juventude que aparecem no documento intitulado “Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra: Diretrizes da Ação Evangelizadora 2017-2020”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. tomando como recorte a V Assembleia do Povo de Deus da Arquidiocese de Belo Horizonte. por fim.jubra2017. problematizando questões referentes às relações inter-geracionais e de gênero. Foram utilizados para a discussão proposta dados da pesquisa “Valores e religião na região metropolitana de Belo Horizonte”. c) concepções teóricas que abordam e definem os modos de interação desses públicos nos espaços eclesiais. 1010 p. Assembleia. pelo instituto Vertex. 2017. as pessoas que fazem parte destes segmentos da sociedade. realizada em 2012. coordenada pelo Prof.br> 209 . Através de documentos e diretrizes produzidos pela Arquidiocese de Belo Horizonte.que estabelecem um momento de escuta e formulação das prioridades para a elaboração do Plano Pastoral do quadriênio 2017-2020 .. que compreende 28 municípios. levantando questões que possibilitam uma reflexão acerca das relações de inter-geracionalidade e gênero. e. foi realizada uma pesquisa bibliográfica com recortes temáticos assim descritos: a) participação das mulheres na Igreja e na sociedade. de forma representativa. tomando por base a V Assembleia do Povo de Deus. bem como a presença de jovens e de mulheres na Assembleia das Juventudes. Ainda. fruto do processo.8% e o intervalo de confiança de 95%.

a PJ Natal defende um modo ser jovem católico em permanente (trans)formação. Em termos organizativos. a PJ segue na contramão das tendências hegemônicas atuais. de modo a contribuir com o resgate e desenvolvimento de uma cultura católica juvenil fundada no verdadeiro projeto de Jesus e da Igreja enquanto comunidade/povo de Deus. a realização processual de Encontros de Coordenadores por Vicariato. Equipe Técnica. (Trans)Formação. Contudo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. estão seduzidos pela facilidade de uma experiência mais cômoda. Ao assumir a opção pelo processo.com. Atualmente a PJ Natal. num esforço das lideranças da época para organizar e fortalecer o trabalho que já era realizado de forma autônoma por diversos grupos e paróquias da Arquidiocese. provocando a conscientização e atuação transformadora dos jovens na Igreja e na sociedade.br> 210 . e tendo sua identidade inspirada nos princípios da Teologia da Libertação. Neste sentido. baseada numa vivência espiritualista e individualista da fé. a PJ Natal ocupa um lugar de resistência a esse modelo de evangelização. Esta experiência tem resultado numa gradativa articulação e comunhão entre os diversos grupos da PJ. vive um momento de rearticulação junto as suas bases. vislumbrando um horizonte claro – a Civilização do Amor. Disponível em: <http://www. Rompendo com a lógica de promoção de grandes eventos e atividades isoladas. possibilitando a estes o aprofundamento acerca da identidade e missão da Pastoral da Juventude. e despertando-lhes ao compromisso radical com o Reino de amor e justiça anunciado por Jesus.. a PJ Natal prioriza. enfrentando a resistência de alguns setores da Igreja que. 7. Na Arquidiocese de Natal – Rio Grande do Norte (RN). 1010 p. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. buscando assegurar o acompanhamento e a formação das lideranças juvenis. e.PJ Natal e Resistência pelo Processo na (trans)formação da Juventude Católica Autores(as): Francisco Geovani dos Santos (UFRN) Resumo: A Pastoral da Juventude (PJ) é uma organização destinada ao trabalho com jovens no âmbito da Igreja Católica do Brasil e tem sua história iniciada ainda na década de 1970. no atual cenário de intensa proliferação de experiências neopentecostais. Ao longo do tempo. 2017. como é chamada. Processo. dos movimentos de encontro e eventos de massa voltados à juventude católica. (3) promover acompanhamento efetivo aos grupos e paróquias da Arquidiocese. objetivando demonstrar como a experiência da PJ Natal tem assumido a opção pedagógica fundamental pelo processo na (trans)formação da juventude. a PJ tem fortalecido e reafirmado a sua missão no sentido de despertar os jovens para o projeto de Jesus. agrupam os Zonais em que estão distribuídas as paróquias.jubra2017. fruto das experiências da Ação Católica Especializada e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A responsabilidade por dinamizar as ações arquidiocesanas é partilhada entre as equipes de: Coordenação. Assessoria. (2) promover a formação contínua de suas lideranças. É precisamente neste campo conflituoso que se situa o presente relato. Animadores dos Zonais. por vezes. a PJ iniciou sua articulação no começo dos anos 2000. 2017. alcançando o maior número possível de grupos. a partir de um processo de formação integral baseado na fé. Resistência. e que. Palavras-chave: Pastoral da Juventude. de modo a: (1) descentralizar a ação da PJ. que são subdivisões administrativas adotadas pela Arquidiocese. desde 2015. Fortaleza. por sua vez. a PJ Natal articula suas ações a partir dos 3 Vicariatos.

diversidade sexual e uso de álcool e outras drogas em interelação com sexualidade. neste caso.Debates em educação e saúde na perspectiva de direitos sexuais e direitos reprodutivos Coordenadores: Patricia Castro de Oliveira e Silva (UFRJ). A vivência de tais processos resulta em agravos como sofrimento psíquico. em sua interface com educação. transfobia. Neste Grupo de Trabalho. onde classe socioeconômica. A questão se revela ainda mais pungente em relação às juventudes pois. levando-se em conta um panorama atual que parece caminhar em direção a retrocessos em Direitos Humanos. muitas vezes. Daiana Roberta Silva Gomes (CIEDS) e Wendell Ferrari Silveira Rosa (UFRJ-NIPIAC) Resumo Geral: Ainda que tenhamos vivido avanços no campo da sexualidade e dos direitos sexuais e reprodutivos. Sexualidades e Gênero e se justifica. universidades ou serviços da rede de saúde. e ainda a desvalorização e marginalização das juventudes. A presente proposta se vincula ao eixo temático Juventudes. é preciso observar tais questões em perspectiva com a desigualdade social em que se constituem e vivem nossos/as jovens.br> 211 . 2017. saúde e direitos sexuais e direitos reprodutivos. temos a intersecção com geração onde à heteronormatividade e desigualdade de gênero vigentes se somam contradições que permeiam as relações geracionais. recrudescimento de políticas e ações punitivas que tem reverberado em uma série de violações de direitos de adolescentes e jovens. Fortaleza. recebendo pesquisas e relatos de experiência de trabalhos em desenvolvimento ou concluídos para apresentação na modalidade Comunicação Oral. E ainda. 7. dentre outros. Fortaleza: Expressão Gráfica. metodológicas e intervenções realizadas. tais como instâncias de educação e saúde. dentre outros. Particularmente. vivemos em uma sociedade onde a intolerância e resistência quanto ao reconhecimento e valorização das diferentes expressões em sexualidades e gênero são observadas cotidianamente. GT 05 . 1010 p. especialmente. pretendemos promover a troca de experiências entre pesquisadores/as e profissionais que atuam em temas das juventudes. movimentos de juventude e coletivos e/ou em serviços da rede pública de saúde. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017. violência de gênero. identificando as principais perspectivas teóricas. É importante o reconhecimento de que os processos discriminatórios e de violência contra expressôes diversas em sexualidades e gêneros tem lugar. onde se ampliam cenários de homofobia. Disponível em: <http://www. vulnerabilidade ao uso abusivo de álcool e outras drogas. Ademais. 2017. gênero e direitos. potencialidades e desafios com relação a esses temas. especialmente em espaços educacionais como escolas. e também se reflete na desqualificação da atenção dispensada a essa população. desejamos debater trabalhos que abordem a gravidez não planejada. aborto. relações desiguais de poder entre adultos/as e jovens com vistas à dominação e exploração. Faz-se necessário pensar tais questões dentro de uma perspectiva de direitos sexuais e direitos reprodutivos como Direitos Humanos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. violência sexual.com. sexualidades e gêneros. em espaços onde os/as jovens deveriam se sentir acolhidos/as e respeitados/as tais como escolas. ampliam vulnerabilidades. universidades. lesbofobia. unidades do sistema socioeducativo. raça/etnia. estabelecendo uma rede de pesquisas e experiências realizadas no âmbito de esferas onde as juventudes se fazem (ou deveriam se fazer) especialmente presentes..

Direitos Humanos. muitas vezes. apesar dos direitos sexuais terem sido incluídos na Plataforma de Ação de Pequim e estarem subjacentes a outros marcos regulatórios dos direitos humanos. Estado Neoliberal. que articula três categorias: contradição. Sociais e Culturais (1966). 2010). mediação e totalidade (NETTO. Em 1999. Segundo Sheil (2008).br> 212 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. BOSCHETTI. A World Association for Sexology (WAS) aprovou a Declaração Universal dos Direitos sexuais. por argumentações que reforçam uma lógica tutelar em detrimento do fortalecimento da autonomia destes indivíduos. que declaram os princípios da prioridade absoluta e melhor interesse da criança e do adolescente. Fortaleza: Expressão Gráfica. Direitos Sexuais. 2017. a assistência social.Os direitos sexuais de crianças e adolescentes e a defasagem do Estado de garantia de direitos Autores(as): Ana Paula Cruz Penante Nunes (UERJ) Resumo: O presente estudo propõe a discussão dos direitos sexuais de crianças e adolescentes fundamentada na perspectiva de que os direitos sexuais são direitos humanos interdependentes dos demais direitos. O método de análise que permeia todo o estudo é o materialismo histórico dialético. os direitos sociais conquistados pela Constituição Federal (1988) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). O resultado desta pesquisa aponta para o descompasso entre a legislação brasileira regulamentadora da universalização da proteção social e a inviabilização do acesso da população infanto-adolescente às políticas garantidoras do exercício dos direitos sexuais. 2011). Por esta razão. 2017. Fortaleza. incorrendo em uma forte defasagem entre a legislação e a realidade (BEHRING.jubra2017. Considerando as legislações nacionais e os parâmetros internacionais de direitos humanos. nos movimentos sociais e na esfera governamental é constituído. por meio da execução das políticas públicas como a educação. Pode-se afirmar que mesmo não contendo explicitamente a sua conceituação ou menção direta nos tratados internacionais. Disponível em: <http://www. a cultura. 1010 p. a saúde. O reconhecimento da criança e do adolescente enquanto sujeitos detentores de direitos sexuais ainda é uma questão polêmica cujo debate no ambiente acadêmico. o emprego e demais políticas. o que reforça a cultura patriarcal e a dominação adultocêntrica presente no tratamento da sexualidade.com. Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979). 7. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. faz-se necessário trazer à tona os direitos sexuais enquanto uma pauta a ser discutida na agenda pública e um direito fundamental a ser garantido pelo Estado. como o Estado brasileiro está respondendo às demandas concernentes à sexualidade infanto-adolescente? O objetivo geral desta pesquisa é identificar impactos na materialização dos direitos sexuais de crianças e adolescentes no contexto de arrefecimento e precarização dos direitos sociais no Estado neoliberal. os princípios que originam a concepção dos direitos sexuais estão presentes em documentos como o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966). Palavras-chave: Criança e Adolescente.. Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos. Os procedimentos metodológicos realizados foram revisão bibliográfica e pesquisa documental e as categorias de análise utilizadas neste estudo foram “direitos sexuais” e “Estado neoliberal”. estão submetidos à lógica neoliberal do ajuste fiscal. estes direitos ainda são direcionados para mulheres adultas vítimas de violência sexual.Trazendo para o contexto brasileiro.

reverberando em questões acerca do currículo. Fortaleza: Expressão Gráfica. levando uma abordagem de cunho feminista para a sala de aula. Assim. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. apesar disso as meninas demonstravam interesse pela saúde sexual e saúde reprodutiva. César Cals elaborou uma atividade sobre educação sexual. Fortaleza. 2017. pois através das reações de estranhamento. A metodologia se deu a partir do método de observação participante. sendo na atividade concebido como um interesse também social. Gênero. Disponível em: <http://www. A primeira aula-intervenção construída objetivou apresentar as DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis). heteronormatividade e identidade de gênero. assim como foi debatido o termo “Direitos Reprodutivos” como parte dos direitos humanos. atravessadas pelo cenário político- social. Feminismo. da ética e da formação. essa atividade trouxe à tona questões de violências sexuais. A segunda aula teve como objetivo discutir gênero e identidade de gênero. assim como os valores conservadores nos discursos dos e das estudantes que recebem e reproduzem diariamente as marcas e as expressões do sistema patriarcal no qual vivemos. 1010 p. O presente relato de experiência tem como objetivo refletir sobre a educação sexual e seus efeitos no alunado.” que recebeu durante duas semanas perguntas anônimas vindas dos alunos e que depois foram recolhidas. 7. Para perspectiva teórica a fim de embasar e fomentar o debate foi utilizado o texto “Direitos Reprodutivos no Brasil”. Para realizar a atividade foi produzida uma caixa intitulada de “Faça aqui sua pergunta sem (tanta) vergonha. como a sociologia. 2017. a abordagem se deu em concomitância com a explanação da história de resistência da sexualidade feminina e suas consequentes conquistas sociais. PIBID. os quais convocam o desenvolvimento de saberes plurais. Mas.br> 213 .com.Educação Sexual e a abordagem sociológica no ensino fundamental Autores(as): Fernanda Naiara da Frota Lobato (UFC) Resumo: A política pública de educação básica cearense apresenta inúmeros desafios.. O PIBID de Sociologia atuante na Escola de Ensino Fundamental e Médio Dr. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. das argumentações e depoimentos o senso comum transparecia. Neste contexto o PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) de Sociologia surge como uma ferramenta importante. a partir do pedido de alunas. e responder as perguntas feitas na caixa. Sexualidade. machismo. Palavras-chave: Escola. de Miriam Ventura. acompanhamento de aulas e realização de atividade em uma turma do 9º ano do ensino fundamental. a prevenção das mesmas e da gravidez. Em suma. repensando o modelo de ensino teórico e metodológico. uma vez que se incentivou o conhecimento do corpo das meninas por elas mesmas. Bem como visa pensar a transversalidade e interdisciplinaridade do tema no currículo escolar de uma escola de Fortaleza. sexualidade e gênero.jubra2017. Além disso. principalmente transversalizando o tema através das ciências humanas. sobretudo nas meninas. tendo sido discutidas questões como o uso de drogas e as práticas sexuais. que nesse caso em específico foi dispositivo de esclarecimento. percebe-se a necessidade de incluir o debate e a informação sobre educação sexual e gênero no currículo escolar.

Os familiares mostraram saber que o diálogo é necessário. Fortaleza: Expressão Gráfica. 1975). direitos reprodutivos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. mudando o cenário físico e as rotas de sociabilidade da população local. tendo a família como instituição social que precisar ser confrontada com seus limites. em cinco eixos: controle x liberdade. em relação aos direitos sexuais. analítica do poder (Foucault. Jaileila de Araujo Menezes (UFPE) Resumo: Na presente pesquisa investigamos os significados produzidos pela rede de convívio família sobre a vivência de direitos sexuais e direitos reprodutivos de jovens da região SUAPE. portos. Por se tratar de um território de grandes obras (indústrias. O descompasso entre crescimento econômico e desenvolvimento social expressou-se. aprendizagem e empoderamento entre familiares. abertura. por vezes em atenção à preceitos religiosos ou ao marcador de geração que se afilia com a concepção de que “falar é incitar” o sexo em uma idade onde ele não deve ser praticado. Disponível em: <http://www. o que impactou sobremaneira em suas vivências afetivo- sexuais. 7. Fortaleza. homossexualidade e práticas sexuais de jovens da região. 1010 p. desabafo. 2009). 2001). direitos sociais. 2004. 2017.Família: vivência de direitos sexuais e reprodutivos por jovens da região SUAPE Autores(as): Beatriz de Brito Coelho (UFPE). recorrem à rede de amizade e algumas poucas e descontínuas ofertadas do contexto escolar. A grande mídia divulgou o aumento da violência na região. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sendo divididas.br> 214 . Essas quatro entrevistas foram analisadas como elemento da textualidade social. Palavras-chave: Juventude. dentro e fora de casa: com um clima não propenso à comunicação. 2017.jubra2017. autonomia (Brandão. antes indicados por jovens residentes nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Algumas linhas teóricas que auxiliaram a contextualização e discussão dos temas da pesquisa foram: noção de circuito integrado (Haraway. estaleiros) SUAPE recebeu uma quantidade expressiva de homens. Para sanar suas dúvidas sobre sexualidade os/as jovens acessam informações disponíveis na internet. os jovens também não puderam contar com a escola como instituição social comprometida com a efetivação da transversalidade dos temas sexualidade e gênero. Entendemos como fundamental os “debates em educação e saúde na perspectiva de direitos sexuais e direitos reprodutivos”. Tratando-se de uma pesquisa qualitativa.. mas se omitem em colocar essa necessidade em prática. Os/as jovens participantes da pesquisa ocupam um território que passou por um processo de intensivo crescimento econômico. entre tantas situações na falta de acesso à informação qualificada sobre direitos sexuais. Chaland. em uma perspectiva discursiva em que a linguagem é tomada como campo de relações de poder. Direitos Reprodutivos. educação sexual (conversas e informações sobre sexualidade). possibilidades e responsabilidades na promoção da justiça sexual e de gênero para jovens. entrevistamos quatro membros da rede família.com. A análise de dados permite-nos ressaltar a falta de diálogo entre familiares e jovens sobre direitos sexuais. além de ser presente um discurso marcado por um viés geracional controlador e também por preconceitos e severo controle de condutas quando o assunto é homossexualidade. com forte expressão da violência de gênero e gravidez de jovens mulheres. mas sem equivalente desenvolvimento social. Direitos Sexuais. além de usufruírem de pouco auxílio nos postos de saúde. doenças sexualmente transmissíveis. Família.

. as discussões fossem bem exploradas pelas adolescentes. Disponível em: <http://www.com. ao trabalhar fatores de risco e proteção para o adoecimento entre jovens. A experiência dentro de uma instituição socioeducativa nos aproximou da realidade violadora de direitos dos jovens em conflito com a lei e evidenciou a ineficácia das medidas socioeducativas como ressocializadoras e promotoras de cidadania. 7. de acadêmicos de enfermagem da Faculdades Nordeste (FANOR). SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. diversidade sexual e prevenção das DST/ AIDS de forma participativa junto a dinâmica “Árvore do Prazer”. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica.br> 215 . busca da identidade e do reconhecimento grupal. Fortaleza. Por isso. 2017. do nono período. precisa ser melhor explorado pelos profissionais de saúde reconhecendo o adolescente em sua peculariedade e individualidade.069/90. As condições observadas foram expressas pelas respostas das adolescentes frente ao que lhes dava prazer. inclusive cresce o número de gravidez na adolescência e casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). no mês de Maio de 2016. durante o desenvolvimento de uma atividade da disciplina de Educação em Saúde tendo como público alvo adolescentes de um Centro Socioeducacional na cidade de Fortaleza-CE. única unidade socioeducativa feminina no Estado do Ceará. Objetivou-se trabalhar a sexualidade com adolescentes em conflitos com a lei em meio fechado a fim de entender e contextualizar ações pertinentes ao seu universo. percebemos que o início da vida sexual vem ocorrendo de forma precoce.594/12 que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). a palavra socioeducação como política especial de média complexidade à adolescentes que cometeram algum ato infracional foi mencionada pela primeira vez no Estatuto da Criando e do Adolescente (ECA) na Lei 8. anteriormente a esta data. A atividade instigou a curiosidade de como são construídos os significados e noções de sexualidade e autocuidado por essas jovens diante as experiências que vivem de suas realidades e de suas singularidades. em seguida. Larissa Ferreira Nunes (Fanor) Resumo: Este relato de experiência ocorre no Centro Educacional Aldaci Barbosa Mota. Educação em Saúde. esse assunto. Percebeu-se que o conhecimento adquirido por elas “quebrou” diversos mitos e tabus populares levando conhecimento e possibilitando a elas a realização do autocuidado. Essa dinâmica se encontra disponível em uma Cartilha promovida pelo Ministério da Saúde. Portanto.jubra2017. Neste último ponto. início da puberdade e muitas vezes da vida sexual.Educação em saúde e sexualidade: relato de experiência de promoção de cuidado em um Centro Educacional Autores(as): Natália Silva Almeida do Nascimento (Fanor). Os centros educacionais estão regulamentas na Lei 12. que ainda é um tabu. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Adolescente em Conflito com a Lei. a maioria definia atitudes/atos prazerosos aqueles ligados a sua liberdade. Promoção de Cuidado. este relato de experiência de encaixa no Gt – 5 – Juventude e saúde. pensando nisso entregou-se cartelas para serem expostas na árvore do prazer para que. 1010 p. A adolescência dentro de uma visão desenvolvimentista é reconhecida como uma fase peculiar e com algumas características: mudanças sociais. mudanças biológicas. A ação foi direcionada a sexualidade. Palavras-chave: Sexualidade. 2017.

irá gerar uma reação. especialmente. aproximadamente. Alyne Alvarez Silva (Universidade Federal de Campina Grande). A partir dessa perspectiva. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Criança. Palavras-chave: Metodologias Participativas. Estas se olharam. proporcionados pelo Projeto Redes da Secretaria Nacional sobre Drogas (SENAD) e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).delimitando os objetivos e as atribuições assumidas por cada um. se enxergaram e se (re)conheceram. porém entendemos que a rede necessita ser fortalecida e que cada ação. perceberam que suas causas eram as mesmas e que estas seriam mais exitosas se dialogadas. Aleff Silva Aleixo (UFCG). 2017. buscando articular a Rede de Garantias de Direitos e Assistência à Criança e ao Adolescente do município. Ao se ouvirem. a saber: falta de diálogo nos e entre os dispositivos. No segundo dia. 7. a carência de capacitação profissional. A partir do que encontramos nos encontros. além da necessidade de os serviços estarem mais abertos ao diálogo assim como a novas parcerias. novas pessoas chegam ao serviço. Sobre possíveis soluções para as lacunas encontradas. na lida cotidiana.Metodologias participativas como mobilizadoras do diálogo na rede de garantia de direitos Autores(as): Íris Vieira de França (UFCG). 70 profissionais. Fortaleza.. voltada para esta. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. levando em consideração seus saberes e pautando-se na relação dialógica de construção coletiva do conhecimento. assim como propondo a construção de possíveis soluções para os desafios e tensões presentes em cada um. dentre outras questões.PB. Os encontros contaram com a presença de. uma vez que mobilizaram as pessoas que atuam nos serviços de saúde e de assistência social. Adolescente. as atividades seguiram com a proposta do pensar coletivo. 1010 p. refletindo a organização política do lugar. uma vez que a cada nova eleição municipal. o presente relato objetiva trazer a experiência vivenciada em encontros intersetoriais realizados em Campina Grande . 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www.jubra2017.br> 216 . Acreditamos que o movimento de conexão. a exemplo de serviços que atuam no mesmo território e não se (re)conheciam. trazendo os pontos positivos e negativos de cada serviço. Diante do que foi colocado e vivenciado. Garantias de Direitos. em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Extensão Sobre Drogas (NUD/UFCG). foram utilizadas técnicas que partiram de uma contextualização da trajetória pessoal de cada sujeito e realizadas atividades que objetivavam a apresentação dos serviços . gerando inconsistências na atuação. podemos destacar questões que atravessam toda a rede e que surgiram enquanto entraves para o seu funcionamento. Maristela de Melo Moraes (UFCG) Resumo: As Metodologias Participativas são instrumentos educativos e pedagógicos que objetivam a participação dos sujeitos como principais agentes transformadores de suas realidades. além de proporcionar um espaço no qual pudessem ser estabelecidos vínculos para a possível construção de um trabalho interprofissional e intersetorial.com. No primeiro momento. os dois momentos se mostraram bastante potentes. a falta de infraestrutura para a realização de atividades com os usuários e profissionais. Camilla de Melo Silva (Universidade Federal de Campina Grande). podemos destacar a construção de mais espaços de formação que proporcionem novos encontros. não é instantâneo.

2017. que contou com a participação de 120 pessoas. Os resultados iniciais foram à realização do levantamento bibliográfico acerca da temática. dissertações e teses referentes ao tema. a comunidade escolar para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. no dia 19 de maio.br> 217 . Raphael Augusto Ferreira dos Santos (UFPA) Resumo: A escola assume um papel importante na luta contra a violência sexual contra adolescentes. geralmente “contam” através do seu comportamento a agressão sofrida. Violência e Conflito Escolares e com o Eixo Temático Violência contra. por meio de ações de extensão. ações de formação. Conforme esses pressupostos. em andamento. A metodologia a ser utilizada é a sistematização do tema. assim o Projeto possui como lócus de intervenção as Escolas Públicas localizadas na Região Metropolitana de Belém-PA. desenvolvidas por este Projeto. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. 1010 p. pois o Disque 100.com. nas escolas públicas localizadas na Região Metropolitana de Belém-PA. Empoderamento. entre e por populações juvenis com a discussão proposta se refere à prevenção da violação contra os adolescentes. recebeu cerca de 37 mil denúncias sobre violência sexual e exploração sexual contra esse público.. a realização do levantamento sobre o conhecimento da tematica junto às Escolas Públicas da Região Metropolitana de Belém-PA. 7. bem como artigos.. Com isso. Adolescentes. 2017. durante o evento a discussão sobre as temáticas. Para realizar a discussão sobre este assunto utilizamos como referência o Guia Escolar: Identificação de sinais de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes (2011). a partir de revisão bibliográfica. a relação com o Grupo de Trabalho Juventudes. Enfrentamento à Violência Sexual. e como objetivo pretende empoderar. por meio de palestras e oficinas. pois essa instituição e os atores sociais que a compõem necessitam conhecer essa realidade para poder enfrentá-la. o presente resumo é resultante do Projeto. Palavras-chave: Escolas Públicas. Estatuto da Criança e Adolescentes-ECA (1990). Dessa forma. por meio de sessões de estudos e a realização do III Seminário Empoderamento para o Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e o III Simpósio Educação como Possibilidade de resistência a Violência contra Pessoas LGBT. observando que através do dialogo com esses sujeitos e com a comunidade escolar podemos erradicar esse tipo de fenômeno. “Empoderando Comunidades Escolares para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”. revelam a extrema relevância em discutir e desenvolver estratégias para o enfrentamento desse problema. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. nos últimos dois anos. com as atividades em andamento. Comunidade Escolar.A Escola no Enfrentamento da Violência Sexual Contra Adolescentes Autores(as): Ana Carolina da Silva Bitencourt (UFPA). Disponível em: <http://www. Fortaleza. tendo em vista que os adolescentes ao sofrerem esse tipo de violação.jubra2017. esse está vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Currículo e Formação de Professores na Perspectiva da Inclusão-INCLUDERE. Genylton Odilon Rego da Rocha (UFPA). a realização de um evento que objetiva mobilizar e sensibilizar a sociedade para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.

ajudando no reconhecimento dos casos. Empoderamento. que compreende entre outras coisas o treinamento (da comunidade escolar) para o uso do Guia Escolar. 2017. Pesquisa e Extensão.. 2017. oficinas e minicursos. Os resultados alcançados pelo programa. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 7. Conselhos Municipais do Direito das Crianças e Adolescentes. Comunidades Escolares Paraenses.O Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes: Ações do grupo de estudos e pesquisas INCLUDERE/UFPA Autores(as): Raphael Augusto Ferreira dos Santos (UFPA). parte do princípio de que as crianças e adolescentes possuem um papel fundamental na sociedade e formação da mesma. apresenta os resultados das ações desenvolvidas pelo programa de extensão “Empoderando Comunidades Escolares Paraenses para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes” (PROEXT/2015-2016). A metodologia utilizada para a realização das atividades de extensão deu-se pelas seguintes etapas: Pesquisa diagnóstica sobre o conhecimento da comunidade escolar sobre o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes e como ela tem atuado no enfrentado a esta problemática. sobre a temática da violência sexual contra crianças e adolescentes e das estratégias de enfrentamento. Fortaleza. organização e sistematização de palestras. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. membros dos conselhos tutelares. entende que a relação deste trabalho com o tema da juventude e sua inserção no debate da efetivação de direitos. através da realização de pesquisa sobre o tema em questão. Disponível em: <http://www. realizar a formação e socialização dos trabalhos realizados com o fim de empoderar nossas crianças e adolescentes e consequentemente a comunidade escolar para combater e enfrentar esse tipo de violência que ocorre em nossa sociedade e que fere a garantia dos direitos humanos desses sujeitos. Como principal meio de formação do cidadão. No entanto deve-se observar que a criação de um ambiente de inclusão para a criança e o adolescente deve ser realizada a partir de um engajamento de toda a sociedade. 1010 p. Palavras-chave: Enfrentamento. Fortaleza: Expressão Gráfica. por meio das comunidades escolares.com. como cidadãos críticos. Fernanda Larissa Oliveira Tenorio (UFPA) Resumo: O presente trabalho. Violência Sexual. acadêmicos e outros atores sociais ligados à rede de enfrentamento. Ana Carolina da Silva Bitencourt (UFPA). implementado pelo Grupo INCLUDERE/ICED-UFPa. Propõe. através do tripé: Ensino. permitindo fossem empoderados cerca de 1500 profissionais em todo o Estado do Pará. a escola deve ser grande aliada na luta da violência sexual contra crianças e adolescentes. Cursos de capacitação para a comunidade escolar. deram-se na realização de dois eventos de caráter acadêmico. O referido programa teve como objetivo Empoderar crianças e adolescentes pertencentes as comunidades escolares. Partindo desta problemática e das ações do Grupo INCLUDERE em conjunto com o papel fundamental da universidade. através da oferta do curso de aperfeiçoamento denominado: “Empoderando Comunidades Escolares Paraenses para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes” que foi ofertado em 13 municípios.jubra2017. a forma de atuação e prevenção para com as famílias e atendimento adequado aos casos. planejamento. vídeo debates e mesas redondas que foram realizadas e também.br> 218 .

necessitando assim que se evidenciem mais estudiosos na área. interações sexuais. ansiedade. indo além do aparente e apreendendo de forma crítica os determinantes desta realidade. De tal forma. aonde os centros de acolhimento vem a ser porta de entrada no trato da realidade vivenciada pelas vítimas. 2012). Palavras-chave: Violência Sexual. depressão). Fortaleza. 7. a atuação profissional torna-se um desafio (HOHENDORFF. a relação com eixo temático “Juventudes. de amparo a estes. WEISS. Assim sendo. Diante da escassez de estudos nacionais sobre a VS masculina. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. solidificando um conhecimento teórico-prático como base. seja contra meninas ou meninos. 2005..br> 219 . emocionais (medo. desta forma requer-se estruturas de proteção especializada a estas famílias e vítimas. HABIGZANG. sendo esta teoria importante para análise da realidade destas vítimas e suas repercussões. 2017. 2012). invalidações. HABIGZANG. apud HOHENDORFF. KOLLER. 2017. KOLLER. Nota-se um silêncio advindo das vítimas masculinas de VS. HABIGZANG. Fortaleza: Expressão Gráfica. sendo estas: sujeição. revela-se a importância de estudos que alertem a sociedade para esta realidade e do desenvolvimento de políticas. Autores(as): Matheus Ricardo da Silva Lima (UFPA) Resumo: Este artigo é resultado de pesquisa e tem como objetivo a discussão acerca da violência sexual contra meninos.Juventude e o combate à violência sexual contra meninos. reconciliação e desenvolvimento do “self compensatório”. por mais que os índices de abusos sexuais no sexo feminino sejam maiores que o masculino. Estimativas indicam que uma em cada quatro meninas e um em cada seis meninos experimentou de alguma forma de violência sexual na infância ou adolescência (SANDERSON.jubra2017. 1010 p. Disponível em: <http://www. tende a ser complexa devido a diferentes fatores que podem estar envolvidos em sua manutenção (HOHENDORFF. Uma vez ocasionada esta violência. à vista disso. as percepções sociais acerca de meninos e homens vítimas de VS foram inclusas no modelo de Spiegel (2003 apud HOHENDORFF. DELL’AGLIO. onde tal violência ocorreria por meio de seis categorias. Sendo assim. uma vez que um percentual da juventude masculina vem sofrendo com esta violência onde o processo de ocorrência da mesma é dificultado devido a padrões de masculinidade baseados na independência e no estoicismo (SANDERSON. 2005. comportamentais (retraimento social. O método tratou-se da abordagem realizada com base no materialismo histórico dialético. encobrimento. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Juventude. isto repercute pelo fato de que a dinâmica da violência sexual. que frente aos levantamentos efetuados demonstrou-se um déficit de estudos no Brasil.com. desde físicas (trauma. KOLLER. 2015). junto à justiça. Parte essencial neste processo se dá acerca da garantia de direitos dessas vítimas. comportamento sexual inadequado) e alterações cognitivas. DST’s). somado a estudos de Jean Von Hohendorff. violência e conflito” faz-se interligada. no que diz respeito à realidade de meninos vítimas desta violência. especialmente a intrafamiliar. abordar tal assunto vem a ser um passo em direção para que pesquisadores venham a estudar e combater assuntos relacionados a este público e a esta problemática. 2012). Meninos. não podemos excluir a realidade de que o sexo masculino vem sofrendo com esta violência e demanda-se estudos voltados a analisar e intervir nesta realidade. 2010) e devido à ausência de garantia de direitos que amparem este público. SANTOS.

comportamentos antissociais e ideação suicida. A vivência de um namoro violento pode desencadear sintomas como depressão. percebe-se que a violência vivenciada pelos adolescentes no contexto das suas relações amorosas pré-matrimoniais pode ser vista como uma continuação da violência sofrida no ambiente familiar. Com isso. independentemente do tempo de duração da relação.com. que foram vítima de violência intrafamiliar e que tenham namorado ou ficado. Adolescência. psicológica ou emocional e a perseguição em um relacionamento amoroso. de ambos os sexos. Pode-se inferir também que é um paradoxo para tais adolescentes vivenciarem situações violentas perpetradas por pais ou responsáveis que deveriam zelar pela proteção e promoção do seu desenvolvimento saudável. 2017. O trabalho foi desenvolvido com base na teoria da transgeracionalidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. por fomentar discussões acerca da juventude que convive com uma série de vulnerabilidades. as emocionais para os adolescentes que convivem nesse contexto disfuncional. a violência entre casais de namorados adolescentes é apontada como uma forma prematura da violência conjugal.jubra2017. 2017. o adolescente que é vítima de atos de violência no âmbito da família poderá reproduzir este comportamento nas suas relações íntimas e perpetuá-los nas próximas gerações. o qual aponta que é no contexto familiar que se estabelece as primeiras relações. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.As relações amorosas do adolescentes com histórico de violência intrafamiliar Autores(as): Thais Afonso Andrade (UNICAP). a falta de referência familiar. 7. Neste sentido. Trata- se de uma pesquisa de natureza qualitativa da qual participaram adolescentes entre 15 a 18 anos. numa perspectiva sistêmica. ansiedade. Estar inserido em um cenário permeado por violência é. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Violência no Namoro. a família vai cedendo espaço para a construção de outros relacionamentos e interações. Criminalização e Políticas Públicas: impasses e enfrentamentos”.br> 220 . ainda. A violência no namoro entre adolescentes refere- se a violência física. Albenise de Oliveira Lima (UNICAP) Resumo: Entende-se por violência intrafamiliar qualquer ato ou omissão que prejudique a integridade física e psicológica e o pleno desenvolvimento de um membro da família. violência e conflito”. O presente estudo apresenta relação com o Grupo de Trabalho (GT) “Juventude. entretanto. do eixo temático 02. considerado como um preditor para a violência no namoro. Disponível em: <http://www. Palavras-chave: Violência Intrafamiliar. abuso de álcool e drogas. As relações familiares violentas resultam em várias consequências entre elas. É importante destacar que é no período da adolescência que as relações de amizade e de namoro ganham maior importância. Fortaleza. Como objetivo buscamos compreender como o adolescente com histórico de violência intrafamiliar se vincula afetivamente nas suas relações amorosas pré-matrimoniais. “Juventudes. A técnica utilizada foi a da bola de neve e o instrumento foi uma entrevista semiestruturada construída com questões que atenderam aos objetivos propostos. O presente estudo está em fase de análise dos resultados.. 1010 p. entre elas. sexual.

Estigma. e. agregando a si elementos provenientes do discurso que é força motriz do estigma. pois. do negro. Adotamos metodologias participativas. sempre houve um movimento e um esforço hercúleo para manter as pessoas consideradas “indesejáveis” enclausuradas em determinados espaços e/ou padrões. Alyne Alvarez Silva (UFCG). que os reproduzem e os reforçam a partir de práticas de (não) cuidado. onde usuários e profissionais puderam expressar seus pontos de vista acerca do dispositivo. Encontramos. preconceito e (não)cuidado em um CAPS AD III Autores(as): Aleff Silva Aleixo (UFCG). uma vez que as compreendemos como sendo propiciadoras do processo de construção coletiva do conhecimento. Palavras-chave: Adolescentes.br> 221 . Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2017. numa relação dialógica. percebemos a urgência de uma formação profissional voltada para uma prática que está longe de ser fácil. Fortaleza: Expressão Gráfica. 2017. Percebemos que o estigma atribuído ao jovem usuário de drogas adentra o dispositivo via profissionais. são criados aparelhos específicos: os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas III (CAPS AD III). Fortaleza. nos deparamos com profissionais com discursos e práticas manicomiais que entram em dissonância com a política proposta. abrindo margens para possíveis mudanças. 7. um serviço substitutivo que traz em suas práticas o reflexo daquele que deveria substituir. com vistas ao conhecimento do espaço. mais especificamente. Camilla de Melo Silva (UFCG). Há muito o que ser feito e o desafio está em sabermos aproveitar e potencializar toda e qualquer chama que remete às possibilidades de (re)inventar o viver. Diante disso. centrada na pessoa e sua autonomia. voltamos o nosso olhar para as ações realizadas no CAPS AD III. A reforma psiquiátrica emergiu com o objetivo de ofertar práticas de cuidado mais humanas e rompendo com as posturas antidemocráticas e tiranas presentes na lógica manicomial/hospitalocêntrica. Disponível em: <http://www. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Neste relato. 1010 p. Foram realizadas visitas para a observação do funcionamento. familiares e usuários. na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de um município do estado da Paraíba. Drogas.. reuniões dos profissionais. do jovem que reúna as duas últimas características conjuradas. Falamos do pobre. na negligência e na negação de direitos. mas que é de grande valia.jubra2017. Tal conjuntura reverbera nos modos de subjetivação dos adolescentes. momento ímpar na história do serviço. A partir do que foi construído para (e com) o serviço e do modo como as atividades aconteceram. Preconceito.com. A partir de experiências vivenciadas por estudantes e integrantes do Núcleo de Pesquisa e Extensão sobre Drogas (NUD). Íris Vieira de França (UFCG). a população atendida e suas demandas. Direitos Humanos. A atividade de extensão atendeu a um público de profissionais e usuários dos serviços. Estigma. No que diz respeito às crianças e adolescentes usuárias de drogas. inferimos que embora os dispositivos frutos da reforma psiquiátrica objetivem adotar uma perspectiva de cuidado democrática. uma vez que o estigma e o preconceito agem como balizadores do cuidado – refletindo na sua ausência. Realizamos a primeira assembleia de usuários e profissionais. foram percebidas questões peculiares e que serão ressaltadas no presente relato. Maristela de Melo Moraes (UFCG) Resumo: Conforme é discutido por Michel Foucault.

7. bem como danos sociais e à saúde também distintos entre homens e mulheres. Foi realizada uma etnografia em locais de sociabilidade juvenil da zona sul e Centro (Lapa) do Rio de Janeiro. são tomadas como desviantes da identidade de gênero feminina hegemônica. e. Disponível em: <http://www. PETUGO. Fortaleza: Expressão Gráfica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Ainda que dados epidemiológicos venham demonstrando uma aproximação crescente nas taxas de uso e abuso de drogas das mulheres em relação aos homens (CHENG et al. Nesta pesquisa entendemos o uso de drogas como o uso de substancias psicoativas. 2011). Fortaleza. 2011. Ademais. 2012). onde as mulheres usuárias de drogas costumam sofrer violência do companheiro (usuário de drogas ou não) e de vendedores de drogas (MORAES. As relações desiguais de gênero também se refletem na violência de gênero e maior estigmatização social que acomete as mulheres usuárias de drogas. tomadas como mais transgressoras. ao espaço público. mas em verdade é feito dentro de uma estereotipia de gênero num contexto de agradar o outro e objetivando a manutenção da relação afetiva com o parceiro. parceiros amorosos e por outros homens usuários de drogas. Assim. 2017. mais perigosas. Os resultados indicam que a iniciação ao uso de drogas pelas mulheres pesquisadas. 2012). demandam estrategias preventivas e de intervenção direcionadas.Uso de drogas e gênero: trajetórias de uso de drogas de jovens pertencentes as camadas médias cariocas analisadas partir do gênero Autores(as): Patricia Castro de Oliveira e Silva (UERJ) Resumo: O uso de drogas ainda é pouco estudado sob a perspectiva de gênero. das chamadas drogas ilícitas e de medicamentos de uso controlado disponíveis à venda em farmácias mediante receita médica. Gênero. o uso de drogas também está relacionado a situações de violência de gênero. as mulheres que se drogam. Palavras-chave: Drogas. na cultura moderna ocidental. ainda é uma prática percebida como associada ao universo masculino por dizer respeito à transgressão. 2017. MALBERGIER et al. tabaco. pertencentes as camadas médias no Rio de Janeiro”. pela família. as mulheres sofrem maior influencia do companheiro e da família enquanto os homens são mais influenciados pelos amigos.br> 222 . onde tal uso pode sugerir rompimento com a expectativa tradicional do gênero feminino. Este estudo apresenta resultados da tese “Outras Drogas da Vida:abuso emocional e codependência nas trajetórias de vida de jovens usuários de drogas. implicando trajetórias de uso e abuso distintas. a partir da utilização do gênero como categoria de análise.com. o uso de drogas. CASTRO. englobando assim o uso de álcool. portanto. sendo mais estigmatizadas e marginalizadas socialmente. 2016. coletadas histórias de vida de jovens com idades entre 18 e 29 anos pertencentes às camadas médias cariocas e usuários de algum tipo de droga. apesar de ser mundialmente reconhecido como “problema de saúde pública”. Estudos tem apontado que nos processos de experimentação e manutenção do uso. O que deve ser observado pois. Juventude. doentes. Argumentamos assim que as relações desiguais de gênero e os modelos tradicionais normativos e hegemônicos de feminilidade e masculinidade são reproduzidos no uso de drogas. Camadas Médias. mas também obtidos de maneira ilegal (MORAES. 2007). 1010 p. As trajetórias de uso são engendradas e como tal devem ser compreendidas. se dá a partir da família e/ou companheiro.. FERNANDEZ. PETUGO. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. chegando a ser uma ação afirmativa de masculinidade (LIMA. CASTRO.jubra2017. alteradoras do sistema nervoso central.

Direitos Reprodutivos. 7.jubra2017. 2017. de religião. desejo. Entendendo os marcadores sociais entrelaçados. levando em conta o impacto do vertiginoso crescimento econômico da região. de geração. relações e suas várias formas de expressão.com. Assim. Esse trabalho situa-se no campo feminista pós-estrutural (BUTLER. reproduzindo ações cotidianas de pouca autonomia e gestão dos próprios prazeres. e não fazem uso da masturbação. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. aqui enlaçamos as questões de gênero. Em contraponto à visão tradicional dos direitos sexuais e reprodutivos analisados pelo viés da saúde e risco. por exemplo. A partir da perspectiva interseccional. 1010 p. religião e território – esse trabalho tem como objetivo refletir sobre os discursos das/dos jovens acerca dos DS/DR a partir das suas trajetórias na interface com os sentidos produzidos sobre violência. direitos sexuais e direitos reprodutivos Autores(as): Adriana Melo Cavalcanti de Almeida (UFPE). A religião cristã atua em relação com as questões de gênero e sexualidade e geração. teve sobre suas realidades. Palavras-chave: Juventude.Juventudes e os discursos produzidos sobre violências. modos de vida e vivências sexuais mas agravou problemáticas sociais no local. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2004.. Feminismo. escolaridade. HARAWAY. na Região Metropolitana do Recife. Violência. Karla Galvão Adrião (UFPE). sendo estes colocados em função dos tempos sócio-culturais das normas religiosas e dos adultos sobre como gerir o próprio desejo e como performar enquanto mulher ou homem jovem.br> 223 . Fortaleza: Expressão Gráfica. enquanto que os homens permanecem com o discurso de que as jovens podem ter liberdade sexual “mas não muita”. 2017. Este estudo considera o/a jovem dentro de seus contextos. podemos problematizar a autonomia dessas/desses jovens no tocante ao livre exercício de seus direitos sexuais e direitos reprodutivos. gênero e sexualidade. refletimos também os aspectos de erotismo. socioeconômicos. 1995). realizadas em 2014 que abordaram também questões sobre condição de vida. prazer e autonomia do exercício da sexualidade. Foram analisadas as entrevistas de 04 jovens. Esta pesquisa deriva do projeto Ação Juvenil. Uma importante experiência que atravessou todas as entrevistas diz respeito às mudanças que a construção do estaleiro de SUAPE. práticas de lazer e sociabilidade. Direitos Sexuais. Isso se deu devido às novas possibilidades em relação ao trabalho. Fortaleza. projeto de vida. e trabalha com a categoria analítica da interseccionalidade (PISCITELLI. problematizamos e compreendemos que esta categoria é construída dentro de um momento histórico e social. 2008). Marisa Dantas do Rego Barros (UFPE) Resumo: Dentro do contexto dos Direitos Sexuais (DS) e dos Direitos Reprodutivos (DR) pautados na ótica que intersecciona os marcadores sociais – de gênero. parte do Programa Diálogos para o Desenvolvimento Social de Suape. Reitera-se a realidade de que as mulheres jovens não conhecem seu próprio corpo. de geração. Os discursos produzidos pelos/ pelas jovens mostram como a constante reiteração das normas de sexualidade e de gênero naturalizam algumas violências importantes na subjetivação sexual deles/delas. rompendo com a ideia de juventude cristalizada. uma pesquisa-intervenção em saúde realizada pelo departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) entre 2012 e 2015 em dois municípios da Região Metropolitana do Recife diretamente afetados pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. de sexualidade e de território avaliando-os em conjunto por sua importância relacional. Disponível em: <http://www.

a sensibilização para as questões de Educação. Fortaleza.jubra2017. Assim. ela afirma o que cada um pode (ou não pode) fazer. 2017. E o espaço escolar é fonte dessas construções. A partir dos encontros no grupo focal constatou-se o quanto a temática ainda é algo repleto de apreensões e contestações entre os discentes. 1010 p. Palavras-Chave: Escola. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Pois. perceber se existe interação da escola com a temática e ao mesmo tempo avaliar como os estudantes interpretam este tema. ao ter em mente a multiplicidade de discursos que implícita ou explicitamente são silenciados ou reproduzidos na relação dos estudantes. 2017. É assim. instituída e naturalizada nas diferenças. E nisto.br> 224 . p. Para Guacira. Servindo-se de símbolos e códigos. localizada no distrito de Jaibaras/Sobral-CE. ao ter por base as relações pessoais ou interpessoais dos discentes. podemos notar como estes interpretam ou não as definições de Gênero e sexualidade e se isso inserido em suas vivências deduz ou não a práticas consideradas homofóbicas. uma delas é a homofobia. 7. A pesquisa em questão se realiza na escola pública de ensino médio Ayres de Sousa. ela separa e institui”. Neste sentido. Homofobia.. se faz necessário uma análise mais profunda sobre como suas considerações sobre a homofobia podem ou não alterar suas relações com outro visto como estranho. os discursos da linguagem. Tem como objetivo perceber através das discussões sobre Gênero e Sexualidade quais as ideias dos discentes da escola Ayres de Sousa sobre a homofobia e se isso molda ou não as suas relações com o outro. podemos perceber diferentes formas de preconceito. neste caso. Assim.Diversidade Sexual e Gênero: análise sobre a homofobia na escola Ayres de Sousa (Sobral-CE) Autores(as): Terezinha Iva Linhares Silva (UVA) Resumo: Diante dos múltiplos conflitos vivenciados pela sociedade. Fortaleza: Expressão Gráfica. Gênero.com. 2014. o grupo focal em conjunto com as entrevistas revelaram o quanto o preconceito perpassa por áreas implícitas do poder que se reproduzem na escola e se consolidam em outros espaços de interação. Disponível em: <http://www. comumente utilizada para designar “uma estrutura dominante heteronormativa que subverte a liberdade de uma minoria vista como estranha”. como contesta Guacira: “A escola delimita espaços.62). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. a conotação de um binarismo masculino/feminino ou mesmo homossexual/ heterossexual são exemplos de como a realidade é reproduzida. Gênero e Sexualidade na escola podem alterar a forma como o preconceito é visto ou sentido. Borrilo (2015). a polarização de ideias sobre a homofobia revela o quanto a reflexão sobre o binômio Gênero e sexualidade se torna necessária. Discutir sobre a homofobia gera um conflito inevitável. (LOURO. Juventude. estabelecida para designar os diferentes campos de oposição/luta entre os grupos existentes. percebemos o quanto a legitimação de discursos.

resultando na anulação da autonomia da mulher. 7. Os participantes assinalaram o grau de concordância nas afirmações: (1) Discordo totalmente (2) Discordo (3) Sem opinião (4) Concordo (5) Concordo totalmente. A segunda afirmativa “Eu acredito que em meu cotidiano. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. p. concebida tanto como “vítima” quanto como “cúmplice”.. O estudo foi realizado com a aplicação de um questionário com escala likert. 2017. mas historicamente vitimada pelo controle social masculino e. A problemática proposta e o objetivo estão focados na seguinte questão: Como a juventude universitária de uma instituição de ensino superior percebe a desigualdade de gênero? Santos e Izumino (2012) relatam três formas de pensamento que se impõe nas relações violentas contra a mulher: a) a dominação masculina que define violência contra as mulheres como expressão de dominação da mulher pelo homem. c) denominada de relacional. 45% assinalaram “concordo”. Considerações: As respostas a primeira afirmativa se concentram na percepção dos participantes universitários de que a dominação é reproduzida tanto por homens como por mulheres como demonstra Santos e Izumino (2012) que consideram como uma das formas de violência. concebendo violência como uma forma de comunicação e um jogo do qual a mulher não é “vítima” senão “cúmplice”. Para este trabalho.3% “concordam plenamente” com a afirmação. pode produzir e reproduzir a violência de gênero.7% denotam estar indecisos. Os indecisos e os que discordam da afirmação compreendem 8.jubra2017. A primeira afirmativa “Eu penso que a dominação masculina é reproduzida tanto por homens quando por mulheres” apontou que 32% dos participantes optaram por “concordo plenamente”. b) a dominação patriarcal é influenciada pela perspectiva feminista. O tema compreende a percepção de jovens universitários sobre masculinidades e feminilidades e a desigualdade postada nas representações destes gêneros. Fortaleza. o que demonstra possivelmente a existência de dúvidas quanto à afirmação.4%. composto por sessenta e uma questões fechadas e uma questão aberta. relativiza as noções de dominação masculina e vitimização feminina. optamos por um recorte e foram analisadas duas afirmativas do questionário explicitadas nos resultados.Juventude e Gênero: Percepções de estudantes quintanistas de psicologia Autores(as): Sonia Maria Ferreira Koehler (Centro Universitário Salesiano de São paulo). A segunda afirmativa demonstra que os jovens universitários concordam que o cotidiano reflete as relações desiguais e a universidade caracteriza-se como parte do cotidiano dos jovens. Pesquisa survey. corte-transversal que segundo Gil (1991. neste sentido. Palavras-chave: Desigualdade de Gênero. 45) é o estudo das características de um grupo em um dado momento. compreendendo violência como expressão do patriarcado. Educação e Gênero. Lorena/SP. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Disponível em: <http://www. 1010 p. 13. a violência relacional. encontramos os seguintes resultados: 42. Fortaleza: Expressão Gráfica. 37% assinalaram “concordo” indicando que possivelmente há dúvidas quanto à afirmação. Observatório de Violência nas Escolas. existe a relação desigual de poder entre homens e mulheres”. 2017. 48 do sexo feminino e 10 do sexo masculino com idades que variam entre 20 e 59 anos. ou seja.br> 225 . A amostra de participantes refere-se a 59 alunos quintanistas do curso de Psicologia. Jéssica de Sousa Villela (USP) Resumo: O presente trabalho faz parte de um conjunto de projetos realizados pelo Observatório de Violências nas Escolas-UNISAL. Violência de Gênero.com. Alessandra Maria Cardoso da Silva (Centro Universitário Salesiano de São Paulo).

como também em melhores condições de prevenir DST´s.. Aléxya Cristal Brandão Lima (UFPE). ao final do projeto. aborto. Assim. Fortaleza. potencializou-se uma reflexão sobre aspectos inerentes à sexualidade. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.RR.com. de respeitar melhor o próximo e acolher as suas singularidades. novas habilidades foram desenvolvidas nos acadêmicos de Psicologia que atuaram como facilitadores. caracterizou-se por encontros quinzenais. Assim. ainda. respondendo a uma necessidade local e atentando aos referidos fatores encontrados em pesquisa. Este projeto de extensão. Adolescência. compreensão da importância do planejamento familiar. homossexualidade e entre outros. Desse modo. Dentre as evidências que reforçam esta necessidade. tais como: métodos contraceptivos. Foi também possibilitada a participação de profissionais de áreas afins de conhecimento para melhor esclarecimento dos assuntos discutidos. Por fim. gravidez. principalmente nas idades entre 15 e 19 anos. Em meio a esse quadro. o trabalho de extensão objetivou oferecer espaço de acolhimento às questões sobre sexualidade oriundas dos adolescentes. onde debates e dinâmicas possibilitaram acolhimento das dúvidas. 1010 p. percebeu-se que por meio do vínculo estabelecido entre mediadores e adolescentes. tendo dobrado o número de infecções no ano de 2015. Talitha Lúcia Macêdo da Silva (UFRR). o projeto teve por origem um estudo realizado acerca dos fatores envolvidos no fenômeno da gravidez na adolescência em Boa Vista – RR. DST´s. Os jovens demonstraram. Disponível em: <http://www.Adolescência e Sexualidade: uma intervenção em uma escola pública de Roraima Autores(as): Halaine Cristina Pessoa Bento (UFRR). Palavras-chave: Escola. principal ferramenta promotora de mudanças observadas pelos facilitadores e relatadas pelos professores e gestão da escola. nos adolescentes. 7. que envolveu discentes de Psicologia da Universidade Federal de Roraima e uma professora do curso em questão. acresce-se o fato de que nas escolas públicas locais não existem psicólogos e as campanhas preventivas realizadas com este fim são pontuais e não têm os adolescentes como público-alvo. os jovens apresentaram- se. inseridos no currículo escolar ao longo do ano letivo. Tais temáticas foram trabalhadas a partir de uma leitura Fenomenológica Existencial. uma gravidez indesejada. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. No tocante à emergência de questões conflitivas de ordem psicoemocional. propiciada pela abertura de um espaço de acolhimento/reflexão e questionamentos sobre as possibilidades e a diversidade de modos de vivenciar a sexualidade e afetividade. pode-se destacar o fato de que Roraima consta entre os sete estados brasileiros em que o índice de HIV/AIDS é maior que a média nacional. 2017.jubra2017. além de ser o Estado com mais casos de gravidez na adolescência do país. Sexualidade. bem como a promoção de orientação/informação. com o contato da atividade prática.br> 226 . 2017. de acordo com os interesses dos próprios adolescentes. Nos grupos de trabalho foram discutidas temáticas sobre a sexualidade. e ao mesmo tempo em que. Fortaleza: Expressão Gráfica. foi oferecido aos jovens acolhimento no SAP (Serviço de Atendimento Psicológico da UFRR). além de promover informações sobre a temática aos jovens entre 13 e 16 anos que frequentavam o oitavo e nono ano da Escola Estadual Mário David Andreazza localizada na cidade de Boa Vista . Vicente Cícero Gerônimo Júnior (UFRR) Resumo: As peculiaridades da adolescência no Estado de Roraima apontam a necessidade de orientações que abordem a temática da sexualidade juntos aos adolescentes. não só mais informados.

com. Sobral tem cerca 59 mil jovens na idade entre 15 e 29 anos. é de se esperar políticas públicas em favor de uma maior inclusão das mulheres jovens e da construção de sua autonomia. saúde e juventude. O objetivo do trabalho é discutir “Autonomia.858 meninas e 3. de gangues. no sentido de que.Sapa Racha: Saúde das meninas no futebol Autores(as): Leidiana do Nascimento Pinto (Instituto Agropolos) Resumo: A pesquisar sobre as jovens meninas jogadores de futebol tem a perspectiva disparadora de inclusão e visibilidade desse grupo populacional.5%. onde verificou-se um aumento do número de jovens infectadas com o vírus na faixa etária de 13 a 19 anos. portanto é preciso buscar uma metodologia de atuação interdisciplinar e multiprofissional. no enfretamento dos desafios presentes no dia- a-dia.206 do sexo masculino. Muito claramente. onde o perfil estudado foram os grupos de jovens do sexo feminino. No campo da saúde mental.914 são do sexo feminino e 29. Foi utilizada a análise de conteúdo de Minayo. Palavras-chave: Futebol. sobre a experiência de meninas jogadoras de futebol em Vila União. Por se tratar de indignação e inquietação histórica na divisão desigual de poder entre mulheres e homens. enfermeiros e médicos) todas sem sucesso. Disponível em: <http://www. 1010 p. cerca de 3.br> 227 . observa-se uma naturalização das práticas discriminatórias cotidianas impostas pela lógica do poder. também percebemos o aumento do número de suicídios presentes no segmento juvenil. 2017. No bairro Vila União. ficando em torno de 5 suicídios para cada 100 mil habitantes. as taxas se apresentam acima da média nacional. Segundo dados do IBGE (2010). A partir dos 17 ou 18 anos de idade.jubra2017. Foram realizados 6 encontros. o que nos chamou atenção foi a maneira “audaciosa e atrevida de serem e lidarem com as situações. Dados do Mapa da Violência (2014). que fazem parte do território Vila União. relatarem sem pudor suas relações amorosas e na sociedade”(Diário de Campo. 7. Método: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa. entre 1980 e 2012 as taxas de suicídio cresceram 62. Nos encontros. formação e autonomia elas não precisem negar sua história de vida. Sobral-Ce”. esportivos e lazer. os dados da territorialização (2015) confirmam o número mais elevado de meninas em relação aos meninos. Orientação teórica: Segundo Brasil (2010) as jovens são as principais vítimas de problemas sociais. Relataram também as constantes situações de violência policial. Saúde. 16/12/2015). drogas entre outros. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Juventude. 2017. Fortaleza: Expressão Gráfica. destes 29. Entendemos que a saúde do jovem tem representado um desafio para os profissionais de saúde. seus jargões. Também propor inovações de políticas que estimulem a criação e fortalecimentos de participação das meninas nos diversos espaços de saúde. Com a ideia errônea que promover saúde tem que ser dentro da unidade de saúde. para sua aprendizagem..801 meninos nessa faixa etária. Fortaleza. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Com uma população predominantemente feminina as questões de gênero devem ser compreendidas e estudadas com maior vigor. onde o foco foi a formação de vínculo com as participantes e observações da dinâmica dos grupos. Foram diversas as nossas tentativas de convite e sensibilização com os profissionais da equipe da unidade de saúde (agentes de saúde. com idade entre 15 a 29 anos. um exemplo é a problemática do HIV/AIDS. sob uma perspectiva de promoção da saúde.

métodos contraceptivos. buscando normalizar os comportamentos destes sujeitos. Em uma análise preliminar. no qual a “orientação sexual” é posta como tema transversal que deve ser abordado nas diferentes disciplinas. muitas vezes. coloca em lados opostos a escola e a família. O levantamento dos artigos foi feito na biblioteca eletrônica SciELO Brasil e teve como índice de pesquisa as palavras educação sexual e sexualidade. entendendo. DSTs/Aids. Práticas Afetivo-Sexuais. Filosofia. em revistas científicas de diversas áreas do conhecimento. emoções e sentimentos que atravessam e marcam estas experiências juvenis. Esse debate tem sido tenso e. como Psicologia. por exemplo.jubra2017. Nos últimos anos. gravidez na adolescência. as idades deste público. as tensões e controvérsias têm se intensificado com a apresentação de Projetos de Lei como o Programa Escola Sem Partido que. os modelos e práticas pedagógicas que devem ser utilizadas e a formação dos docentes responsáveis por ela. a inclusão de trabalhos sobre a sexualidade na escola pretende intervir no crescimento da chamada “gravidez indesejada na adolescência” e do risco de infecção pelo vírus da Aids. as quais parecem estar distantes das inquietações. diversidade sexual e de gênero. os conteúdos que devem ser trabalhados. além de contribuir para a superação de tabus e preconceitos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Medicina e Enfermagem. a educação sexual escolar tem sido mais ou menos sistematizada e organizada por políticas públicas específicas para este fim. tendo uma pluralidade de discursos e práticas que vão desde o intuito de disciplinar e controlar os corpos de crianças e jovens. o público alvo. 7. É no contexto das questões acima mencionadas que se inscreve o trabalho desta comunicação oral. violência/abuso sexual. relacionamentos amorosos. um dos marcos da sistematização da educação sexual na escola é os Parâmetros Curriculares Nacionais. Política Educacional. Disponível em: <http://www.br> 228 . na esfera do Poder Público. 1010 p. Trata-se de uma pesquisa em andamento que tem como objetivo investigar discursos e práticas escolares acerca da educação sexual de adolescentes e jovens. experimentações e ansiedades dos alunos. a identidade sexual e de gênero como “identidade biológica de sexo”. o tema da sexualidade se faz presente a partir de diversas questões. Fortaleza. a partir da análise de artigos sobre o referido problema. Educação.. no Brasil. Fortaleza: Expressão Gráfica. O debate sobre a educação sexual escolar coloca em exame a sua pertinência na escola. 2017. a sexualidade é objeto de (pre)ocupação desde o século XVIII.com. iniciação sexual. adota uma perspectiva essencialista e desenvolvimentista do sujeito. publicados nos últimos dez anos. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. avalia-se que o tema da prevenção tem sido priorizado nas ações escolares. Educação Sexual. em um cenário de recrudescimento do pensamento conservador. No campo educacional. Desde então. e afetos. tais como: mudanças biológicas e corporais dos adolescentes. Juventudes. dentre suas diretrizes e bases para a educação nacional. De acordo com os PCNs. até a tentativa de propiciar a eles a construção de uma vida afetiva-sexual mais autônoma e prazerosa. Biologia. 2017. Os estudos e trabalhos relacionados à sexualidade de adolescentes e jovens têm sido desenvolvidos por diferentes áreas do conhecimento. História. Palavras-chave: Sexualidade.Educação sexual: de que tratam as escolas? Autores(as): Jacqueline Cavalcanti Chaves (UFRJ) Resumo: Nas ações e pesquisas com/sobre jovens. No Brasil.

Contudo. Com o intuito de criar um espaço de acolhimento da realidade que se apresenta. tanto para a mãe quanto para o bebê. Entretanto. consequentemente. além de possibilitar acolhimento e escuta compreensiva das adolescentes em questão. acredita-se que a melhor maneira de proporcionar tais ações precisa partir. 2017. econômicos. 1010 p. Desta maneira. o sujeito precisa ser compreendido a partir do seu contexto sociocultural. históricos e religiosos. econômico e político. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www. as informações coletadas poderão subsidiar ações voltadas para as mesmas. teóricos que se debruçam sobre a temática declaram que os sentidos atribuídos à maternidade são singulares e constituídos por aspectos sociais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. primeiramente. segundo as perspectivas de diversos autores na área. Logo. a criança que acaba de nascer na vida dessa adolescente pode abrir espaços para novos sentidos e. faz-se necessário estudos destinados a ouvir as próprias adolescentes e entender os sentidos que as mesmas atribuem à sua vivência. a partir de entrevistas semidirigidas. As respostas das adolescentes serão compreendidas à luz da Analítica do Sentido proposta por Dulce Critelli. a partir dessa compreensão. o modo como ele aparece e realiza-se. assim. projetos de extensão e dentre outras. de contatos significativos com as próprias jovens.Gravidez na Adolescência: os sentidos da maternidade para jovens roraimenses Autores(as): Halaine Cristina Pessoa Bento (UFRR). Uma vez que. Nesse sentido. estas são questões poucas discutidas no âmbito local. esta pesquisa financiada pelo Programa de Iniciação Científica da Universidade Federal de Roraima (PIBIC/UFRR) tem por objetivo compreender. Por fim. mesmo a gravidez na adolescência.br> 229 . E assim. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 7.com. preocupa-se com a manifestação do fenômeno. Já que o Estado possui o maior índice de casos de gravidez na adolescência do Brasil. Tal fenômeno é um tema de interesse de pesquisas que partem do viés de preocupação populacional acerca dos riscos de saúde da gestação na adolescência. levando em consideração a pluralidade e singularidade dos modos de ser. que. de seus filhos. Deste modo. Assim. a partir de uma postura Fenomenológica Existencial. Sentido. possibilitar condições para a jovem lutar e buscar melhores condições para si e para a vida que está agora sob sua responsabilidade. Fortaleza. bem como das possíveis repercussões psicoemocionais que podem vir à tona durante e após a gravidez. sendo socialmente indesejada. os sentidos da maternidade para adolescentes que engravidaram entre doze e vinte anos incompletos. Porém.. Maternidade. Aléxya Cristal Brandão Lima (UFPE). na contemporaneidade. Talitha Lúcia Macêdo da Silva (UFRR) Resumo: As singularidades existentes no Estado de Roraima indicam a necessidade de estudos que se voltem em direção à adolescência. possibilitar espaços de escuta que melhor orientem a elaboração de políticas públicas voltadas para a qualidade de vida dessas jovens e. grande parte das jovens usa essa experiência na sua vida como uma possibilidade de crescimento e amadurecimento pessoal. das suas dúvidas.jubra2017. tais como: políticas públicas. Palavras-chave: Adolescência. busca-se abrir espaço de escuta e acolhimento para que venha à tona o sentido que o ser atribui as suas experiências e existência. vivenciando esse momento como um espaço de ganhos e conquistas. de modo Fenomenológico . inseguranças e orientações/informações sobre temáticas inerentes à sexualidade.Existencial.

que forneceram subsídios no processo de construção de suas identidades. A identidade de um sujeito é formada pela conjunção de comportamentos. Palavras-chave: Adolescência. mas na construção de novos comportamentos. a maternidade é um modo de exercer poder e obter valoração social. casadas e com filhos únicos. Fortaleza. foi possível perceber que a maternagem serviu a elas como via de atribuição de novos sentidos. Assim. muitas vezes.br> 230 . proposta fenomenológica existencial apresentada por Dulce Critelli. Halaine Cristina Pessoa Bento (UFRR). 7.com. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. derivando uma compreensão do ser humano enquanto vir a ser. a partir da aproximação da realidade das jovens mães boa-vistenses. Identidade. uma vez que este novo lugar social (físico e psíquico) permeia seus desenvolvimentos futuros. as jovens mães reconhecem-se satisfatoriamente de acordo com os ideais construídos socialmente acerca de uma maternidade atrelada a conotações de cuidado. o que não implica no estabelecimento definitivo de uma identidade. resultante de um processo de negociação com um contexto. vinculações e valores de acordo com o desenvolvimento dos filhos e o amadurecimento próprio. Para as jovens que vivenciam a maternidade. 1010 p. Tal estudo se desenvolveu à luz da Analítica do Sentido. Nesse sentido. Disponível em: <http://www. que considera os fenômenos enquanto perspectivas fluídas e não como verdades imutáveis. estabelecer-se como mulher adulta é o equivalente a exercer a maternagem.jubra2017. Maternidade. Em suas experiências. fluída e sempre relacional.. Elas reconhecem-se enquanto mulheres de acordo com uma concepção biologicamente fundamentada e não afetada por debates acadêmicos e/ou científicos: entendem como mulher aquela que é capaz de reproduzir. Talitha Lúcia Macêdo da Silva (UFRR) Resumo: Um aspecto importante a ser questionado a respeito da gravidez na adolescência é como se dá o processo de construção da identidade da adolescente que vivencia o fenômeno. de orientação fenomenológica existencial. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. sendo. Participaram da pesquisa quatro adolescentes mães. O tornar-se mãe proporcionou a essas jovens uma aproximação de figuras de referência e apoio materno. Mais que isso. a maternidade serviu como marco de experiência que ressignificou suas vidas. 2017. financiada pelo Programa de Iniciação Científica da Universidade Federal de Roraima (PIBIC-UFRR). a construção da identidade pode ocorrer de modo diferenciado.Gravidez na Adolescência: um olhar sobre a identidade da jovem mãe Autores(as): Aléxya Cristal Brandão Lima (UFPE). atitudes e crenças permanentemente em construção. qualitativa e exploratória. esta pesquisa. Deste modo. este é importante e. respondendo à urgência do delineamento identitário imposto pela adolescência. no caso das participantes da pesquisa. embora certamente não deva ser o único modo. 2017. Trata-se de uma pesquisa descritiva. mais acessível. pretendeu investigar as repercussões da gravidez no processo de construção da identidade de adolescentes mães que residem em Boa Vista – RR. em constante movimento e modificação. agregando novas expectativas e representações que se cruzam com os papéis de outrora. todas com 19 anos de idade. Fortaleza: Expressão Gráfica. Para estas jovens. portanto.

Buscou-se analisar a adolescência na perspectiva sócio-histórica. uma vez que estas instituições se dedicam. Fortaleza. a problemáticas sociais de grande complexidade. coletando-se os dados por meio de entrevistas individuais com profissionais e adolescentes grávidas. psicológica e sexual.Um olhar sobre a gravidez na adolescência em situação de vulnerabilidade social. Trabalhou-se também com o conceito de Identidade. Disponível em: <http://www. 7.br> 231 . como também colaboram para a inserção no mercado de trabalho. As jovens revelaram ainda a falta de apoio familiar e dificuldades em estabelecer vínculos mais estáveis com os pais dos seus filhos. Este trabalho proporcionou também aprendizagens importantes quanto ao uso do Método Etnográfico. Vulnerabilidade social. Beatriz Mendonça de Oliveira (UNIFOR). perpassado por questões como: violência física. Mediante uma abordagem qualitativa e através do Método Etnográfico se buscou compreender esta realidade.com. além de atividades educacionais e ocupacionais. 2017. por permitir compreender melhor a experiência da maternidade no segmento pobre da juventude. em geral. tais como a dificuldade na utilização de métodos contraceptivos e a prática do aborto em decorrência do desamparo. levando-se em conta que as condições sociais e econômicas afetam e constroem essa juventude. O objetivo foi compreender os múltiplos aspectos que perpassam a vida destas adolescentes. tendo em vista o valor deste método para futura atuação como psicólogas. vulnerabilidade social e inacessibilidade a cuidados com a saúde e a segurança. 1010 p. Organização Social. Foi possível perceber também a influência do contexto socioeconômico. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. A partir dos dados foi possível identificar questões importantes referentes à experiência gestacional das jovens. Neste ambiente foi identificada a ausência de psicólogos que trabalhem com as demandas das adolescentes grávidas e dos profissionais. desvelando o processo de construção social da identidade de mães e bebês. Ressaltamos o apoio oferecido às jovens pela organização pesquisada. capazes de proporcionar um melhor bem-estar e aprendizagens significativas às jovens mães. visto que há significativas mudanças que ocorrem por ocasião da maternidade na adolescência. Palavras-chave: Adolescência. buscando uma atuação efetiva. que trabalha com jovens grávidas em situação de vulnerabilidade social. de forma a perceber que os fatores que perpassam a experiência gestacional são intensificados pelo contexto socioeconômico em que as jovens estão inseridas.jubra2017.. Gravidez. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. de acompanhamento médico pré-natal gratuito. sobrecarregados emocionalmente por estarem imersos numa problemática social muito abrangente. Terezinha Façanha Elias (UNIFOR) Resumo: O presente estudo foi realizado em uma organização social religiosa do Terceiro Setor localizada em um bairro periférico de Fortaleza – Ceará. observações participantes e pesquisa documental. Autores(as): Letícia Carvalho Monteiro Leite (UNIFOR). na medida em que dispõe. no âmbito da própria comunidade. considerando também a contribuição oferecida pela organização social da qual fazem parte. transformadora e de impacto na comunidade. Por fim destacamos que este estudo se constituiu num trabalho acadêmico de grande relevância. Destacamos ainda a relevância do profissional de Psicologia em organizações sociais do Terceiro Setor. 2017.

colocando em segundo plano o que deveria ser seu verdadeiro foco. Adriana Sperandio Ventura Pereira de Castro (CESJF). liberdade sexual sem preocupação. Assim. sexualidade e liberdade perpassando pelos âmbitos de promoção e prevenção de saúde. ou a mulher. ou seja a gravidez. Nos anos 60. 7. o mundo teria 8 bilhões de pessoas e. precisa conhecer todos os métodos e ver qual melhor adapta ao seu corpo para ser feita a escolha. esse homem começa a ter ideias sobre a contracepção. a camisinha também foi um instrumento muito eficaz para as relações sexuais. o presente estudo se faz relevante por pesquisar os diversos fatores que determinam a escolha de métodos contraceptivos que traz subjacente a discussão em relação às questões de gênero. Além da pílula. uma liberdade sexual e o controle sobre seu corpo e da reprodução. As notícias sobre o novo contraceptivo — considerado mais eficaz que os anteriores — vieram acompanhadas. a segurança e saúde do individuo. sabe-se que o uso da pílula cresce bastante e pode estar muito ligada a uma prevenção da gravidez. Desta forma. Portanto surge a questão até de uma má formulação do termo ‘anticonceptivo’ por se associar apenas a concepção. não de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Fortaleza. ou seja. após vários estudos com animais em 1919.br> 232 . Saúde Sexual. quando o homem começa a associar relação sexual com gestação. num artigo intitulado “Gente Demais! Que Fazer?”. A pílula passa a ser o método mais usado dentre as mulheres. de dados alarmantes sobre o perigo de superpopulação no mundo. Sexualidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. Marco também importante para a mulher. também existem registros de 1300 A. que contemplavam o uso da camisinha (condon) como método de proteção de doenças e também prevenindo uma possível gestação. em abril de 1960. no ano 2000. o Brasil já comercializava a pílula anticoncepcional e sua maior adesão foi entre as mulheres de camadas médias. Crystal Faria Valle (CESJF) Resumo: Nos tempos mais antigos. que por muitas vezes deixam de lado até a camisinha (condon). a revista Seleções. Em 1962. pois o método traria.C. em um primeiro momento. Muitas vezes as mulheres usam a pílula “contra sua vontade” por saber que o parceiro se recusa a usar a camisinha durante a relação sexual. dessas.com. Hoje através das muitas pesquisas realizadas. informava que dali a 40 anos. Porém a escolha do método contraceptivo nem sempre é a escolha feita pela mulher ou pelo casal. 1010 p. 70% seriam afro-asiáticas. O casal. 2017. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Disponível em: <http://www.jubra2017. principalmente com a grande epidemia do vírus da AIDS. 2017. tem-se então o começo da ingestão da pílula anticoncepcional. A pílula então passa a ter uma grande aceitabilidade social e o número de usuárias cresce alarmantemente. tem seu nome associado a primeiro método de contracepção hormonal. Desde a Antiguidade já se tinham ideias sobre como se prevenir de uma gravidez. A camisinha passa então a prevenir gestações e doenças sexualmente transmissíveis. no Brasil. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.A escolha dos métodos contraceptivos entre universitários Autores(as): Jomara Oliveira Costa (CESJF). Nessa época também já se distribuía a pílula gratuitamente para as camadas mais pobres. Palavras-chave: Métodos contraceptivos. Além disso. O fisiologista Ludwuig Haberlandt. Outro ponto também é a influência da escolha sobre qual método usar. apesar de terem consciência que o uso apenas da pílula restringe os riscos de gravidez. Marco para o começo do desenvolvimento dos métodos contraceptivos existentes hoje.. dando a mulher.

Trata-se de um relato de experiência de natureza descritiva e observacional. alimentação e hábitos de vida em geral. 2017. uma vez que possibilita ao jovem a capacidade de diálogo e expressão para com os ouros e si mesmo. roupas intimas. Educação em Saúde. Autonomia para criação de novos conceitos em sexualidade e saúde reprodutiva e autocuidado Durante a discussão as questões mais elencadas pelas falas dos adolescentes dividiram-se em duas categorias sendo a Primeira: Sexualidade e reprodução trazendo os termos: Medo de engravidar. desejo sexual. onde tinham perguntas e respostas através da relação aluno- professor. A Libertação dos jovens escolar em iniciar o diálogo e envolver temas de suas necessidades. Fortaleza. puberdade. baseado na transversalidade das aulas de educação em saúde em uma escola Estadual de Educação Profissional no interior do Ceará no período de agosto a dezembro de 2016. 7.jubra2017. através do método dialógico de Paulo Freire. 3. Objetivou-se com esse estudo descrever a ação docente e discente. A dialógica pela roda de conversas. doenças da boca. é permitir de forma promissora prevenção. 4.com. Escola. permite a interação entre aluno-professor na permeabilidade entre esses dois sujeitos gerando uma boa convivência com a juventude escolar. Infecções sexualmente transmissíveis. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Palavras-chave: Juventudes. condizente com a realidade o qual está inserido e estimula reflexão-ação. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. como proposta de uma pedagogia autônoma e libertadora da aprendizagem. Diante desses resultados. tornando essas essas jovens responsáveis e com discernimento sobres sus ações. acreditamos que seja necessário discutir e estimular os métodos de aprendizagem pautados na libertação e crítica reflexiva na juventude escolar afim de integrar os jovens a práticas saudáveis e autônomas nos seus modos de viver. A experiência se deu através do método dialógico proposto por Paulo Freire através de rodas de conversa com os jovens do primeiro ano do ensino médio do curso profissionalizante em enfermagem. menstruação e masturbação. onde se discutiam sobre sexualidade e autocuidado. Durante o ciclo da roda de conversa pautada no método dialógico de Paulo Freire.br> 233 . 2.. como dispositivo da construção do saber com as juventudes escolares. vem se mostrando cada vez mais promissora no ambiente escolar. Discutir educação em saúde no contexto escolar. utilizamos a concepção de educação problematizadora e conseguimos destacar alguns pontos durante as rodas de conversa: 1. Fortaleza: Expressão Gráfica. A roda de conversa proposta por Freire. Estimulação e Reflexão ativa através dos questionamentos dos adolescentes escolares. Disponível em: <http://www. gênero e sexualidade. relação sexual.Roda de conversa como mediação na educação em saúde com as juventudes escolares: Um relato de experiência Autores(as): Aretha Feitosa de Araújo (UECE). ainda estimula a problematização baseada no seu cotidiano. Leidy Dayane Paiva de Abreu (AJIR). 1010 p. Raimundo Augusto Martins Torres (UECE) Resumo: A roda de conversa proposta por Paulo Freire como um dispositivo de liberdade e autonomia do jovem no processo de aprendizagem. obesidade. higiene bucal. pele. promoção e autonomia em saúde. Foram convidados 35 alunos para o diálogo. diante de seus anseios e inquietações. violência doméstica. Roda de Conversa. A segunda categoria: Higiene e autocuidado trazendo os termos: Banho. Nesse estudo foram realizadas rodas de conversas com jovens escolares semanalmente nas aulas de educação em saúde sobre sexualidade e autocuidado. mediado pela professora da disciplina de educação em saúde. 2017.

é imprescindível o movimento de valorização e reconhecimento da identidade dos sujeitos da Educação de Jovens e Adultos. como peça fundamental para a solução dos problemas sociais e econômicos existentes. a educação foi apresentada. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. em âmbito internacional. o pouco progresso no processo de redução do analfabetismo.com. Disponível em: <http://www. marcadas por processos de exclusão diversos e que os impedem de Ser Mais (FREIRE. 1996). se apresenta. No entanto. Dentro deste contexto. 1010 p.jubra2017. na garantia do direito à educação. reconhecida como direito pela Constituição de 1988 (BRASIL. 1987). Para tanto. juventude e direito a educação. É necessário compreender a dinâmica de inclusão / exclusão dos jovens e adultos nos processos de escolarização. como espaço dialógico de construção coletiva de conhecimentos acerca da temática proposta e. os diferentes compromissos assumidos entre países induziram o desenvolvimento de políticas educacionais que dessem materialidade às propostas apresentadas em documentos como a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (JOMTIEN. 2017. em decorrência das mais diversas situações.br> 234 . Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. de modo que seja possível compreender os limites e as possibilidades das experiências educativas vivenciadas nesta modalidade de ensino e avançar. e Declaração de Dakar – Educação para Todos (DAKAR. a queda vertiginosa das matrículas de EJA e a juvenilização de seu público precisam se problematizadas e discutidas. juventude e direito à educação Coordenadores: Elisangela André da Silva Costa (UNILAB). portanto. GT 06 . visando a ampliação de suas possibilidades de emancipação. Assim. O GT se constitui.. o presente GT pretende constituir-se como um círculo de cultura que possibilite diálogos. 1988) e como modalidade de ensino pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB n 9394/96 (BRASIL. Fortaleza. ao longo de sua constituição histórica. 2000) e mais recentemente Declaração de Incheon e Marco da Educação: Rumo a uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e à educação ao longo da vida para todos (INCHEON. também de mobilização de sujeitos e instituições em torno da defesa da educação como direito humano e das diversidades como expressões autênticas das diferentes culturas e vivências que se apresentam no contexto da EJA e fazem desta modalidade de ensino uma oportunidade de fortalecimento da identidade e da autonomia dos sujeitos. trocas de saberes e experiências sobre EJA.1990). 2017. ou de concluir seus estudos. como espaço de luta pelos direitos sociais dos jovens e adultos que não tiveram. Fortaleza: Expressão Gráfica. passando a ter papel estratégico na inserção de países periféricos em lugar de destaque no cenário econômico internacional e inclusão nos blocos hegemônicos internacionais. de desenvolverem criticamente seus potenciais e participarem de maneira mais ativa da construção de sua própria história (ARROYO. Clarice Gomes Costa (PMF/Fórum EJA) e Maria das Dores Alves Souza (SINDIUECE) Resumo Geral: A Educação de Jovens e Adultos (EJA). coletivamente. Ao longo das últimas décadas.EJA. 2015). alinhado com a proposta do Eixo Temático juventudes e educação. 2005). São inegáveis os avanços da democratização do acesso da população brasileira à educação nas últimas décadas. oportunidade de ingressar na escola. 7.

compartilhando as dificuldades encontradas. nos ensinos fundamental e médio.br> 235 . o acompanhamento dos alunos e dos professores durante o processo e as perspectivas de ampliação para o ano seguinte. 2017. Disponível em: <http://www. Viu- se que o mais viável. 2017. Como observado na meta 10 proposta pelo Plano Nacional da Educação – PNE. para garantir as competências necessárias e habilitar os professores da EJA com qualificação profissional. Partindo desse metas. pretendo garantir cinco mil (5000) novas vagas para jovens do estado. beneficiando até o presente momento 262 alunos. na forma integrada à educação profissional. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. ela atinge todo o estado do Ceará. chegando em Fortaleza este ano. a SEDUC em parceria com o Centro de Educação à Distância – CED. Qualificação. mas a expansão é muito maior. iniciou-se em 2015 o projeto de implantação da EJA com Qualificação Profissional no estado. pretende-se neste trabalho relatar um pouco sobre a implementação das turmas nas regionais um e três. o desenrolar do processo. observando como essa alternativa metodológica se ajusta ao espaço escolar. Palavras-chave: EJA.jubra2017. bem como o Plano Estadual de Educação que garante a expansão da educação de Jovens e Adultos integrada à educação profissional em sua estratégia 6. a aprendizagem e as necessidades dos sujeitos da EJA. era trazer a qualificação sob a perspectiva de preparação para o mundo do trabalho. 7. ou estejam fora da faixa escolar no ensino médio.A Implantação da EJA com Qualificação Profissional nas regionais 1 e 3 de Fortaleza Autores(as): Antonio Marlon Coutinho Barros (UFC) Resumo: O presente trabalho tem como principal intuito relatar as experiências de implantação da EJA com Qualificação Profissional nas regiões 1 e 3 de Fortaleza. Além disso. Sendo assim. um curso de aperfeiçoamento em Educação de Jovens e Adultos com o intuito de garantir qualidade no processo. Trabalho. Pretende-se neste relato observar como vem sendo construída a reorganização da oferta de Educação de Jovens e Adultos nestas duas regionais (1 e 3).com. passando por todas as CREDES e SEFOR’s. as expectativas dos alunos e professores. Foram abertas 7 turmas neste primeiro ano. a adaptação das escolas a implantação. 1010 p. incluiu-se outros três componentes curriculares às disciplinas da Base Nacional Curricular Comum da EJA que foram Preparação para o Trabalho e Prática Social. Para atender ao compromisso proposto no PNE e PEE. desenvolvidas pelo Projeto e-Jovem (iniciativa do governo do estado de estímulo ao Protagonismo Estudantil). como modo de assegurar o processo de qualificação para esses jovens e adultos. está ofertando para os professores lotados nas turmas. A proposta é que esta oferta tenha como público-alvo jovens com faixa etária entre 18 e 29 anos que tenham concluído o ensino fundamental e que abandonaram a escola. Educação. deve-se oferecer um mínimo de vinte e cinco por cento (25%) das matrículas de educação de jovens e adultos. Fortaleza. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.. Técnicas Administrativas e Vendas e Informática Básica. Fortaleza: Expressão Gráfica. para garantir retorno a sala de aula e atender as necessidades desse público.

2013) e Vanilda Paiva(1987). EJA.A Juventude Atendidas pela EJA: Dilemas e Esperanças Autores(as): Maria Rongirlene Oliveira do Nascimento (UVA) Resumo: Falar de juventude é algo sempre muito complexo especialmente quando esses jovens foram obrigados a romper com seu ciclo natural de vida com os estudos antes do tempo. O estudo é de natureza qualitativa com abordagem descritiva realizado em setembro de 2015. assim como a escola de ensino regular. Esperanças. o ensino da EJA. a juventude atendida pela EJA traz consigo além dos seus dilemas. Fortaleza: Expressão Gráfica. que os levam a concluir não só o ensino fundamental ou médio. Os dados revelam os dilemas e a esperança da juventude nesta modalidade de ensino.com. por conta dos que não acreditam que a EJA poderá trazer a tona os sonhos e mudar de fato a trajetória de suas vidas. Sendo assim.. mesmo que tenha sido tarde e contra vontade pelos os mesmos fatores mencionados no início deste estudo. até mesmo a não perder de vista a esperança e acreditarem em si mesmos. em uma escola de ensino público que insere a modalidade de EJA . Participaram três estudantes os dados são apresentados de forma descritiva e refletido a luz de alguns autores como. 7. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.Ensino Fundamental localizada em Taperuaba. mas de chegar até mesmo ao ensino superior acreditando sempre que são capazes de vencer na vida através do estudo. Identificaram ainda fatores como a baixa autoestima dos alunos que apesar de está reinseridos no mundo letrado. Por outro lado. Distrito de Sobral. têm a possibilidade de contribuir e desenvolver nessa juventude a reflexão e competência necessárias para realizar seus desejos e o enfrentamento de seus dilemas.2010. mas com significados importantes e relevantes. Fortaleza. Vale ressaltar que a EJA poderá ser talvez a única oportunidade para a juventude que não puderam concluir seus estudos no tempo ou na idade certa. poucos acreditam em seu próprio potencial. e reforçar que a esperança que esses jovens carregam será o feedback para que possam vencer na vida e ser sempre necessária a busca pela concretização dos seus próprios sonhos que as vezes mostram-se confusos. Paulo Freire (1989. que tem conhecimento profundo sobre a temática. de ordem financeira ou por desmotivação. Este estudo propõe revelar os dilemas e esperanças de jovens atendidos pela Educação de Jovens e Adultos-EJA. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. 2017. seja por problemas pessoais. 2017. 1010 p. distante 70 um da sede que fica a 220 km da capital Fortaleza CE. Palavras-chave: Juventude. Disponível em: <http://www. a esperança como maior significado tanto para aqueles que os veem sem perspectiva quanto para os próprios jovens que estão com sua auto estima abalada.jubra2017.br> 236 . relacionado a questão do desenvolvimento educacional com as do mercado de trabalho e formação cidadã. Dilemas.

Metodologicamente a pesquisa orientou-se pela abordagem qualitativa. dificuldades de aprendizagem. Bruno Miranda Freitas (UNILAB). o olhar e as proposições dos professores indicam a necessidade de reconhecimento das marcas históricas dos sujeitos como parte do processo educativo (ARROYO.jubra2017. Um olhar mais voltado para a condição humana de cada um se constitui como o primeiro passo para a elaboração de propostas comprometidas com a emancipação e a humanização desses sujeitos. ser compreendida como dádivas. Janiele Lima da Silva (UNILAB). Maria Angerlane Sampaio (UNILAB). relaciona-se de maneira direta àquilo que a escola dispõe como recursos ou estratégias para estimular a presença e a implicação dos estudantes no processo ensino-aprendizagem (COSTA.. Suas respostas nos indicaram a necessidade de desenvolvimento desta modalidade de ensino em três grandes blocos: a) valorização dos estudantes. 1987). indagamos no questionário direcionado aos educadores que mudanças eles implementariam na EJA. Direito a Educação” e com o Eixo Juventude e Educação. Já a ampliação das oportunidades de acesso e permanência. Fortaleza: Expressão Gráfica. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. indicando a necessidade de tratamento igualitário entre a EJA e o ensino regular. A existência destas ações não pode. problemas relativos às condições materiais de existência precisam ser considerados nos programas ou projetos de apoio aos estudantes. mas como direito que cada estudante tem de ser apoiado de diferentes formas para continuar aprendendo (FREIRE. O presente texto busca discutir os limites e possibilidades da EJA como um direito. relacionam este relato de pesquisa com o GT “EJA. 2017. A partir dos posicionamentos dos professores. mas não suficiente para a permanência dos estudantes na escola. reconhecendo o direito à educação não só em termos de leis. Luana Mateus de Sousa (UNILAB). e ampliação das oportunidades de acesso e permanência. Matias Neto Alves Ferreira (UNILAB) Resumo: A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não tiveram acesso a educação na idade apropriada ou tiveram sua vida escolar interrompida. 7. foi possível apreender a condição de subalternidade posta à EJA no contexto investigado. trazendo consigo marcas da desigualdade social que tornam desafiadora a ação educativa dos professores. 1010 p. 1996). Anne Larisse Pereira Rodrigues (UNILAB). No que se refere ao direito à igualdade e respeito às diferenças. 2005). São necessários recursos e projetos direcionados a este público. Direito à Educação. b) valorização dos educadores e c) valorização da modalidade de ensino. Considerando os limites e as possibilidades da EJA no contexto atual. Palavras-chave: Juventude. serão destacadas as propostas dos educadores que dizem respeito à valorização dos estudantes: direito à igualdade e respeito às diferenças. Destacam que a boa vontade dos sujeitos é fundamental.com. Elisangela Andre da Silva Costa (UNILAB). EJA. com aplicação de questionário junto a educadores de jovens e adultos do Maciço de Baturité.Da EJA que temos à EJA que precisamos: Reflexões de Educadores de Jovens e Adultos do Maciço de Baturité Autores(as): Amanda Arcelino da Silva Cavalcante (UNILAB). Disponível em: <http://www. mas no cotidiano das instituições de ensino. 2017. Arroyo (2005) e Costa (2014). Considerando a Juventude como foco do JUBRA. Foram relatadas limitações físicas. Fortaleza. 2014). Escola.br> 237 . Juventude. no entanto. considerando sua identidade e necessidades. A problemática estudada e o diálogo com os referenciais teóricos que versam sobre a EJA como um direito. segundo os professores. A orientação teórica considera os estudos de Freire (1987. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.

afastando o caráter sociohistórico da relação professor-aluno. inclusive contraditórios.br> 238 . etc. interesses ideológicos.jubra2017. Com caráter ético-político direcionado às demandas sociais. de cada época.. irrelevantes à prática social. observamos que esta se embasa em uma neutralidade por parte do professor. Ao ler a proposta de lei à luz da Psicologia Histórico-Cultural. Em relação aos processos de aprendizagem. cabendo a estes o ensino moral e político e ideológico de seus filhos. 1010 p. etc.com.. que tensione o fazer social implicada com a transformação humana emancipadora. o professor possui seis deveres. sendo esta compreendida como “palco de negociações” entre as demandas da relação dialética indivíduo- sociedade. Palavras-chave: Escola Sem Partido. Fortaleza. mas também participar de discussões com sua própria vivência. obrigatoriamente. Esta visa à não instrumentalização da educação para fins políticos e ideológicos. etc. perspectivas teóricas. A escola deve se configurar como espaço dinâmico que suporte diversos olhares. opiniões. A perspectiva Histórico-Cultural. em nossa perspectiva. com base em pressupostos do materialismo dialético. pois este não se dissocia da aprendizagem. considerando os processos dialéticos constantes de construção do meio. e VI) não permitirá que terceiros violem o cumprimento dos cinco deveres acima citados. a escola perde o caráter problematizador.. a saber. V) respeitará a educação moral ensinada pelos pais. 2017. fazendo com as aulas se configurem como espaço de transmissão instrumental de conhecimentos. Perspectiva Histórico-Cultural. não é de transpor aos alunos as suas concepções. Zulmira Aurea Cruz Bomfim (UFC) Resumo: O trabalho discute a as implicações no ensino-aprendizagem na perspectiva Histórico-Cultural a partir da possível aplicação da Lei “Escola sem Partido”. éticos. O papel do professor. IV) ao tratar de assuntos políticos. Acredita-se que a escola tem fundamental importância em tais processos ao transmitir conhecimentos histórico-culturalmente construídos. ao não se questionar sobre valores econômicos. I) o professor não promoverá suas concepções. Disponível em: <http://www. devem ser fixados em um cartaz em todas as classes. etc. passeatas. Ensino-aprendizagem. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. III) não fará qualquer tipo de propaganda política favorecendo ou não algum partido. políticas. com a mesma profundidade. políticos. conforme as convicções dos mesmos. Cabe destacar que. etc. Fábio Pinheiro Pacheco (UFC). seguindo o lema “diga não à doutrinação”. compreende a escola como promotora de condições ao desenvolvimento. sem destaque para alguma. apresentará todas as principais versões. II) não prejudicará ou favorecerá alunos devido posições ideológicas. a neutralidade de professores frente às questões sociais evidenciaram uma postura descompromissada que perpetuava a ideologia de submissão das classes mais pobres em relação às minorias mais favorecidas. morais. políticos. em que o professor funciona como mediador.Escola Sem Partido: Implicações de sua aplicação na prática de um Ensino na perspectiva Histórico Cultural Autores(as): Janaína Farias de Melo (UFC). por vezes.. afirmando que se deve promover um pluralismo ideológico nas escolas do país. morais. os quais. 7.. da cultura e do indivíduo. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. ou a participarem de manifestações. religiosos. Fortaleza: Expressão Gráfica. Na proposta. afinal como mediador. historicamente. sustenta que a consciência é produto das interações concretas na sociedade. 2017. econômicos e sócio- culturais. sendo professor e alunos ativos no processo. ou incitar seus estudantes a o fazerem.

drogas. Contou com a realização de entrevistas concedidas pelos representantes do público jovem e do poder público municipal.jubra2017. 2017. fazendo uso do levantamento documental. 1010 p. Embora a criança e o adolescente tenham sido reconhecidos como sujeitos de direitos no texto constitucional brasileiro de 1988 até a década de 1990 as discussões relacionadas à juventude ainda não ocupava o centro das preocupações do governo brasileiro (SPOSITO. Ana Lúcia Nobre da Silveira (UNILAB). trazendo uma nova compreensão sobre crianças e adolescentes a partir da Doutrina de Proteção Integral. pesquisa de campo e do grupo focal. verificamos que os debates sobre a questão de juventude. Os resultados apontam para a necessidade urgente de mobilização social direcionada a promoção dos direitos da juventude em todos os espaços da cidade. violência. sexualidade. Fortaleza. Gestão Pública. Palavras-chave: Juventude. além de outras situações que expunham crianças e adolescentes a situações de risco.br> 239 . como exploração sexual. bem como a institucionalização de Políticas Públicas a ela destinadas. econômico e social brasileiro. 2005). a oferta dos espaços públicos de lazer e cultura com a formação das identidades juvenis. em que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos humanos fundamentais e especiais. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Assim. Francisco Gilvan de Oliveira (UNILAB). Espaço Público. Disponível em: <http://www.Espaços para a Juventude do Município de Aracoiaba-CE: Uma reflexão sobre o papel do Poder Público Autores(as): Maria Olga Almeida Lima Caracas (UNILAB).com. Glícia Maria Araújo Lima Torres (Secretaria de Educação do Ceará) Resumo: A compreensão acerca dos espaços públicos voltados para a juventude demanda de nós o reconhecimento do jovem como um sujeito de direitos e como protagonista em seus contextos de socialização. Este estudo objetivou analisar como o poder público se posiciona em relação aos espaços públicos de expressão para a juventude. Metodologicamente optamos pela abordagem qualitativa de pesquisa.060/90) introduziu um novo paradigma na legislação. como álcool e cigarros. 7. Que nossas reflexões tenham eco e que se constituam como uma forma de contribuição para possíveis avanços políticos e sociais. partindo do entendimento de que existe uma conexão entre a função social da cidade. através de um estudo de caso da atual gestão municipal nos espaços públicos de lazer e de expressão cultural como ambientes capazes de influenciar na construção da identidade dos jovens de Aracoiaba. 2004). promovendo a compreensão da cidade como um espaço que também educa. são fenômenos recentes e relevantes no atual cenário político. entre outros. considerando o lugar que o protagonismo juvenil ocupa neste contexto e a gestão das políticas públicas voltadas para a implantação. O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei nº 8. CORROCHANO. ingresso no mercado de trabalho. dentre os quais se destaca o uso indiscriminado de drogas lícitas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. gestão e mutação dos espaços para a juventude do município de Aracoiaba/Ceará.. Fortaleza: Expressão Gráfica. vulnerabilidade. nos mostram a relevância dos achados. considerando o universo de significados presentes em cada um dos sujeitos participantes da pesquisa (MINAYO. A interação entre grupos ligados a diferentes movimentos voltados à discussão dos desafios vividos pela juventude nos mais diferentes espaços relacionados à educação. 2017.

identificando os problemas que mobilizam as professoras na sua prática de educar em direitos humanos e perceber outros modos de pensar de professoras sobre educar em direitos humanos frente as suas experiências de formação e de vivências com crianças e adolescentes na vida escolar. Potencialidades e Criações de Professoras nos modos de Educar em Direitos Humanos Crianças e Adolescentes Autores(as): Maria do Socorro Borges da Silva (UFPI). 2017. tendo como dispositivo artístico a técnica “Capulana: O tecido que fala”. Fortaleza. 1995.jubra2017.com. 1010 p. Comunidade Escolar “Mãos Dadas” da Associação Daniel Comboni. formação do grupo co- pesquisador. 2013. Palavras-chave: Experiência. no Parque Alvorada. potencialidades e criações de professoras no modo de pensar e educar em direitos humanos de crianças e adolescentes da educação básica. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. destacando nas duas etapas da pesquisa. 2001). intitulada “Poiesis” situa o território de pesquisa. Os principais teóricos que orientaram esta produção são Foucault (1992. Partindo dos problemas que mobilizam as professoras na prática de educar em direitos humanos. seus modos de pensar e de educar em direitos humanos crianças e adolescentes. em Timon-MA. Disponível em: <http://www. Larrosa Bondia (2010. 7. Deleuze e Guatarri (1985. Arendt (1989. denominada de “Mapas” trata-se de uma cartografia dos afetos das implicações da pesquisadora nas práticas de educação em direitos humanos. o processo formativo docente e seus saberes experienciais. Corazza (2004) dentre outros que se orientam por essa vertente. a Sociopoética. Na terceira parte. Educação. 2010 e 2013). refere-se à problematização em torno das invenções discursivas sobre direitos humanos e crianças e adolescentes como sujeitos de direitos.. Agamben (2010). A quarta parte. descrição da Oficina de negociação. Gauthier (2012). Fortaleza: Expressão Gráfica. produção e análise dos dados. Panikkar (2004). objetiva-se analisar as experiências docentes. Certeau (1999). destacando seus saberes experienciais na vida escolar.Experiencias. 2003. apontando que o educar em direitos humanos tem a escola como lugar de invenção dessa modalidade. os métodos: a Cartografia para a demarcação do território de pesquisa e dos copesquisadores que participam do grupo-pesquisador da pesquisa. Crianças e Adolescentes. rompendo com uma perspectiva colonizadora e normativa dessa perspectiva educacional. A tese estrutura-se em quatro partes: a primeira. 2011). Destacam-se as razões de escolha do território. a partir dos saberes experienciais. Direitos Humanos. 2011. “Rizomas”. bem como. 2017. Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI) Resumo: Este trabalho trata-se de uma pesquisa de doutoramento tendo como objeto as experiências. “Palavras”. potencializando as dimensões criadoras de professoras. inspiração na cultura africana. 2014). 1984.br> 240 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. é feito uso de pesquisa-intervenção. Metodologicamente. utilizado para as práticas de criação de confetos e problemas sobre educar em Direitos Humanos. A segunda parte. momento da descrição da contra-análise e transversalização do pensamento do grupo pesquisador com outros fundamentos teóricos que alicerçam a educação em direitos humanos.

Como estratégia central de execução dos Projetos de Intervenção Local(PIL). seu desenvolvimento e culminância. aos educandos atendidos pelo sistema da socioeducação. Palavras-chave: Socioeducação. de forma que atenda as diversidades sócio-política e culturais dos múltiplos sujeitos inseridos no processo educacional. sob orientação de tutores .com.Formação Docente em Direitos Humanos: Caminhos para garantia de direitos e enfrentamento da vulnerabilidade social na rede pública estadual de ensino. atitudes e valores e está centrada no estudante. Conflitos. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. habilidades. além dos conhecimentos interdisciplinares. Disponível em: <http://www. Fortaleza. Diretoria de Educação Infantil e Fundamental(DEINF). Autores(as): Raimunda de Nazaré Fernandes Corrêa (Secretaria de Estado de Educação) Resumo: Esta proposta de formação está inserida em ações de capacitação de gestores. especialistas em educação e docentes de escolas da rede estadual de ensino com atendimento de alunos em cumprimento de medidas socioeducativas promovida pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC). que pensamos ser necessário almejar formas de superar a questão da vulnerabilidade dos adolescentes e desenvolver práticas de intervenção que possam contribuir no atendimento de adolescentes e jovens em atendimento socioeducativo. sistematização e execução das ações previstas. no aprender a aprender. Tem como objetivo garantir o acesso e a permanência com qualidade no atendimento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas nas escolas estaduais. sendo 115 horas presenciais ministradas por professores formadores e mais 65 horas à distância. Insere-se e prioriza nesta proposta o conceito de TUTORIA que é chamado também de mentoring Visto a amplitude e abrangencia de contextos culturais. 7.br> 241 . SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.jubra2017. desde seu inicio. Fortaleza: Expressão Gráfica. A Aprendizagem Baseada em Problemas(ABP) focaliza conhecimentos. Neste sentido. Diretoria de Ensino Médio e educação Profissional(DEMP) e o Centro de Formação de Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará(CEFOR). Considerando a diversidade e complexidade dos educandos atendidos no sistema estadual de educação a metodologia de ensino será flexível. 1010 p. entende-se que a proposta de tutoria conforme explicitada contempla e assegura o melhor acompanhamento. diversidade metodológica e de estrutura geográfica. 2017. A vulnerabilidade social atravessada pela pobreza e a baixa escolarização torna-se um fator que impulsiona adolescentes ao envolvimento com atos infracionais contribuindo para o aumento dos índices de violência. mais especificamente. na integração dos conteúdos das ciências. 2017. serão desenvolvidas propostas de ação nas próprias unidades escolares as quais os profissionais da educação estão inseridos. Juventude. Com carga horária do curso é de 180 horas distribuídas pelos módulos. Os três módulos iniciais são de fundamentação teórico-prática para a construção do PIL e obrigatoriamente será realizada a ação/intervenção pelos profissionais inseridos na formação em suas respectivas unidades escolares no modulo subsequente e posterior socialização das experiências vivenciadas nos PIL. Secretaria Adjunta de Ensino(SAEN) e Coordenadoria de Educação de Jovens de Adultos(CEJA)..

sujeitos que interagem entre os três grupamentos básicos de traços humanos como: capacidades gerais acima da média. identificados como alunos com Altas habilidades/ Superdotação (AH/SD). Juventude. Logo. desconhece a existência de cursos técnicos e profissionalizantes e suas reais possibilidades. entrevistas semiestruturadas com 80 professores da área técnica e profissionalizante nos anos de 2015 a 2016. capacidade de argumentação e dedicação. projetos voltados para a inventividade. que podem facilitar na identificação e no atendimento destes jovens. inteligência. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Ensino. analisar e sistematizar aspectos indicativos de altas habilidades para as carreiras técnicas. criatividade e pesquisa. Os resultados apontaram características comuns em alunos com alto rendimento nos cursos. assim procura tal modalidade de ensino a fim de preparar-se para o trabalho. raciocínio lógico. As respostas demonstraram que 20% dos docentes elegeram o interesse como um grande precursor de alunos com alto rendimento nos cursos técnicos. e dedicação). confirma-se a existência de indicadores fundamentais em quem possui habilidades acima da média para as carreiras técnicas.com. A convergência dos resultados possibilitou uma identificação prévia de aspectos inerentes ao jovem com competências técnicas excelentes. 2017. iniciativa. Lucia de Mello e Souza Lehmann (UFF) Resumo: O jovem.jubra2017. Portanto.br> 242 . onde se buscou encontrar a materialidade do signo linguístico no discurso dos profissionais elencados. contudo encontramos a presença desses sujeitos. a incidência de pessoas com AH ou SD é de aproximadamente 3 a 5% da população. Frente a estes dados e impasses buscamos propor esta pesquisa que buscou identificar. e consequentemente. Palavras-chave: Altas Habilidades. Educação. A metodologia utilizada fez uso do banco de dados da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (FAETEC). 1010 p. os quais buscam participar de programas. cognitivos (criatividade. 7. versatilidade. Disponível em: <http://www. inteligência. onde foram elencados indicadores. assim como a versatilidade. um trabalho quanti-qualitativo. iniciativa. raciocínio lógico e capacidade de argumentação). muitas das vezes. aprimorar suas habilidades nos cursos. elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade precisam de auxílio no desenvolvimento e aplicabilidade de seus talentos. criatividade.. 2017. de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A existência de alunos muito habilidosos em carreiras técnicas é pouco reconhecida. Superdotação. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Dentre os quais possuem aspectos comportamentais (interesse. Fortaleza: Expressão Gráfica. Este trabalho foi desenvolvido no no Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão da Universidade Federal Fluminense e na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro–Brasil. favorecendo a investigação de indicadores de competências e habilidades pertinentes aos alunos com excelente aproveitamento na modalidade técnica e profissionalizante. persistência. No Brasil. Fortaleza.Jovens no ensino técnico e profissionalizante brasileiro e suas habilidades Autores(as): Claudiane Figueiredo Ribeiro (UFF). curiosidade. curiosidade. contemplando em sua avaliação jovens contemporâneos que demonstram demasiado interesse por uma temática. persistência.

e que sustenta iniciativas que encaram a juventude como risco e. Não tenho pretensão em trazer denúncias diante de uma realidade proposta. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. que traduzia a infância desvalida. a construção de estereótipos como “esse menino não aprende”.jubra2017. SPOSITO. 2017. Busco com Souza (2006) as narrativas e depoimentos produzidos sobre e com os jovens nos relatórios e atendimentos ocorrido sobre escolarização e seu reflexo para futuro no cumprimento de medida no Rio de Janeiro. Jovens em Conflito com a Lei.2007. 2001). Fortaleza: Expressão Gráfica. na construção do direito fundada no binômio carência/ delinquência. Disponível em: <http://www.medidas socioeducativas diante do projeto de negação e ausência que os aproximam nas acepções sociais destinados a cada uma delas. há práticas de resistência ao ensino formal como evasão.2007. Ainda no debate da institucionalização dos jovens está diretamente associada à modelos de projetos\políticas que possam garantir alguma segurança diante de atividades que os retirem de modelos ilícitos – fora da realidade do jovem . mas apontar questões que envolvam sentidos em disputa de jovens. nas ruas. tendo em vista que as marcas de sua condição – jovens em conflito com a lei – são indicativos que reforçam nos quadros escolares as situações problemas.br> 243 . trazendo a terminologia “menor”. REIS. abandonada. Se faz necessário questionar os mecanismos e estratégias dos discursos sobre juventude. “ela não quer nada. 1010 p. Mais precisamente. 2000) são primordiais para construção do discurso em constante disputa (FAIRCLOUGH. algumas questões iniciais considero relevante: as vivências escolares em privação de liberdade evidenciam que se valorizam as relações e convivência no ambiente escolar. Palavras-chave: Escolarização. desinteresse e faltas constantes. perigosa. Desse modo. não presta atenção”.com. mesmo que os jovens declarem que a escola contribui para “ser alguém na vida” e “conseguir um futuro melhor”. 2017. Também se postula a lógica do século XX de “salvar as crianças”. pois o olhar para esses jovens são como sujeitos posicionados e que se posicionam potencialmente. mas o conteúdo formal carece de sentido para os jovens que não conseguem avaliar a importância na vida cotidiana. 7. Ao contextualizar essa (s) juventude(s) no quadro da educação escolar. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. escolarização e medidas socioeducativas. se torna mais complexo ao cenário da socioeducação. reconhecendo que os mesmos afetam as ações pedagógicas nos espaços educativos.Juventude(s) e escolarização: algumas questões diante das medidas socioeducativas Autores(as): Patricia Elaine Pereira dos Santos (UERJ/FFP) Resumo: O texto sinaliza as condições de ser jovem na relação com a escolarização diante da privação de liberdade. por isso mesmo. precisa ser tutelada. trago juventude. Fortaleza. Essa afirmação traduz maior relevância ao identificar os discursos sobre educação nos documentos voltados para a juventude pautados na inclusão via o atributo violência associado a esses sujeitos.. Medidas Socioeducativas. mas considerar que o trabalho desenvolvido com jovens em cumprimento de medida reconhece ditos que precisam ser elucidados sem a pretensão de abalizar uma resposta.escolarização. que consolidou a judicialização da infância. Que aproximações e distanciamentos podem ser feitos para pensar os impactos desses modelos educativos na vida do jovem? E o que se oferece é importante para as estratégias desses jovem nas suas vivências? O diálogo com autores do campo da juventude (DAYRELL.

jubra2017. Os resultados revelam que a indisciplina dos jovens da EJA ocorre por diversos fatores. Francisco Gilvan de Oliveira (UNILAB) Resumo: A educação é fundamental na formação do ser humano para o seu exercício como cidadão consciente e atuante na sociedade em que vive. ele é capaz de superar os desafios e transformar sua vida. culminando com a existência de conflitos e violência como reflexo do seu cotidiano. contou com a aplicação de questionários com educandos da EJA dos anos iniciais e finais do fundamental. Tal realidade exige do professor uma postura perceptiva da realidade de cada um. A pesquisa de abordagem qualitativa. desafios e necessidades pessoais. Palavras-chave: EJA. além de ser um direito garantido na Constituição Federal de 1998. 2017.br> 244 . no ambiente escolar. que asseguram o ensino como um direito de todos. relacionando com o crescente índice de jovens que se sentem excluídos do meio escolar. visto que tal preocupação só ocorre quando os mesmos se tornam uma ameaça social. diante de uma perspectiva democrática e moderna. refletimos sobre a vulnerabilidade dos jovens educandos. a EJA oportuniza o início e/ou retorno aos estudos.Juventude e Conflitos: Uma Realidade no CEJA de Baturité Autores(as): Ana Lúcia Nobre da Silveira (UNILAB). 2017. que somente quando o homem possui a compreensão de sua realidade. Considerando o cenário escolar como palco para o desenvolvimento do processo educacional sistematizado. incidindo nas relações interpessoais. Conflitos. familiar e social. e por sentirem-se excluídos do meio social. que possa contemplar a todos os cidadãos brasileiros com oportunidades de ascensão pessoal. no contexto do CEJA. Elcimar Simão Martins (UNILAB). 7. apresentando-se como base e referência crucial na compreensão e mediação dos conflitos e enigmas na vivência estudantil dos adolescentes matriculados no Centro de educação de Jovens e Adultos Donaninha Arruda (CEJA de Baturité). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Fortaleza: Expressão Gráfica. agravando expressivamente os problemas sociais. o papel da família e as ações significativas da gestão escolar. desde a deficiência da aprendizagem. permanência com qualidade e ações específicas para o público da EJA juvenil. intelectual e profissional por igual. Nesse sentido. Disponível em: <http://www. como explicita a concepção freiriana. Conclui-se pela importância do diálogo..LDBEN nº 9394/96. causando o desinteresse e a baixa autoestima. na Emenda Constitucional nº14/96 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . pois cada um possui sua história de vida. 1010 p. impossibilitando sua permanência e êxito no processo de ensino e aprendizagem.com. Antônio Roberto Xavier (UNILAB). Sposito e Carrano (2003) consideram a necessidade de um olhar diferenciado através do acesso a oportunidades aos jovens. nas últimas décadas. com a garantia de acesso. Compreendendo que a educação. destacando seus problemas reais. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Juventude. capaz de revelar uma diversidade dos sujeitos. contribuindo para a formação de cidadãos atuantes e transformadores da sociedade em que vivem. Fortaleza. este estudo tem por objetivo identificar os principais fatores que interferem e muitas vezes excluem os jovens do ambiente educacional. favoreceu o processo da construção de uma sociedade mais justa e consciente de seus direitos e deveres. direcionando os jovens para reintegração social na construção do aprender a conviver.

O mesmo tem como base a análise do currículo e abordagens realizadas no cotidiano escolar. tornando-os vulneráveis e vitimas de ataques racistas. É fato que o surgimento de conflitos provenientes do diálogo sobre a heterogeneidade cultural advém desde os primórdios da existência humana. uma vez que PEREIRA (2007) afirma que “ nesse cenário. consciente do papel da educação na contribuição para a formação plena do exercício da cidadania. numa perspectiva de superação de situações conflituosas. onde a presença da herança africana salta aos olhos. Palavras-chave: EJA. Disponível em: <http://www. preocupações com a situação do negro no país.639 de 9 de Janeiro de 2003 (BRASIL). Lei 10639/2003.br> 245 . tem como objetivo verificar a aplicabilidade da referida lei no ensino de História e da cultura Afro-brasileira no desenvolvimento de práticas pedagógicas. Antônio Roberto Xavier (UNILAB). Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. valorizando e reconhecendo a importância das discussões sobre a diversidade de praticas culturais afro-brasileiras. e se tais ações estão despertando mudanças significativas de pensamento e de atitudes nos educandos. permutando com problemas financeiros. constata-se facilmente discrepâncias sociais assolando os povos afrodescendentes. o que significa dizer uma integração cultural por meio do surgimento de um entrelaço dos pontos extremos que aproximam e ou distanciam ações próprias de cada cultura. inevitavelmente. 1010 p.Lei 10639/03 e Currículo: aplicabilidade no CEJA Baturité-CE Autores(as): Francisco Gilvan de Oliveira (UNILAB). reconhecemos a relevância da aplicabilidade da lei 10639/2003 e no CEJA/Baturité. amparada pela lei 10. 7. Maria Elanny Damasceno Silva (UNILAB). desenvolvida através de análise empírica e com aplicação de questionário aos educandos e docentes do Centro de Educação de Jovens e Adultos Donaninha Arruda. de forma positiva. Maria Olga Almeida Lima Caracas Resumo: Por meio de olhar crítico para sociedade brasileira. Ana Lúcia Nobre da Silveira (UNILAB). sendo o mesmo necessário para a aceitação e compreensão das peculiaridades entre cada povo no sentindo da busca de um ponto de convergência e instalação de um elo de aproximação entre as mesmas. Assim a abordagem desta temática é fundamental para combater o racismo. A pesquisa de punho qualitativa. 2017. Currículo. Glícia Maria Araújo Lima Torres (Secretaria de Educação do Ceará). Os resultados apontam para sua contemplação na proposta pedagógica de modo interdisciplinar. Fortaleza. a escola se torna. Para tanto. Pensando a prática de ensino em um contexto cultural e amplo. Elcimar Simão Martins (UNILAB). através de diferentes perspectivas.jubra2017. 2017. porém. Fortaleza: Expressão Gráfica. localizado na cidade de Baturité/CE. identificando quais metodologias estão sendo utilizadas para abordar este tema. alavancando assim. um lugar privilegiado que reflete. através do “ Projeto Raízes Afrodescendentes”. pois este tipo de atitude discriminatória é consequência de uma história mal contada que precisa urgentemente ser recontada. buscou-se inserir por meio da obrigatoriedade nas instituições de ensino básico das escolas brasileiras públicas e particulares o ensino da História através da contemplação da cultura africana e afro-brasileira. profissionais. familiares e tantos outros. por mais que seja laborioso esse processo de integração cultural não significa dizer que seja impossível. que atende jovens e adultos de toda a região do Maciço.com.. Sendo assim. Conclui- se que as vivencias de costume e de integração cultural na EJA contribuem para promover o respeito pela diversidade e pelas diferenças culturais entre os povos. o rico e desafiador enredo das relações sociais”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.

SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. O território é constituído por populações migrantes. que as comunidades escolares irão encontrar os modos e possibilidades de desenvolver práticas educativas engajadas. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa. Oportunizar a que os sujeitos.O currículo na EJA: espaço de encontro e formação dos sujeitos educandos e educadores no território de Abrantes Autores(as): Roberto Fernandes Sousa (UNEB) Resumo: A proposta de comunicação relaciona-se com a pesquisa que vem sendo construída no Programa de Pós-Graduação em Educação de Jovens e Adultos da Universidade do Estado da Bahia. município de Camaçari- Bahia. por conseguinte. em toda a sua complexidade. como nos faz refletir Moreira & Silva (1995). político-sociais. alunos e alunas da EJA. e as práticas pedagógicas dele decorrentes. históricos e ambientais é uma também uma opção pedagógica. portanto. afirmar a EJA como direito inerente à vida de alunos a e alunas. para designá-lo (Freire. vinculada a formas específicas e contingentes de organização da sociedade e da educação. currículos e ações pedagógicas da EJA. tendo o diálogo como meio de empoderamento das suas vozes. Sujeitos. é uma opção pela liberdade e transformação do território.br> 246 . Paulo Freire nos instiga. afirmando o diálogo como o encontro entre os homens. a partir das percepções que dele têm os alunos e alunas da EJA. ambientais e culturais do lugar. mediatizados pelo mundo. Disponível em: <http://www.. das expectativas que alimentam para o seu lugar e para as suas vidas. posicionamentos e planos de vida.jubra2017. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. identificando possibilidades de interfaces entre os saberes escolares e os aspectos humanos. 2017. derivamos dois outros de natureza específica: Sendo o primeiro desenvolver um conjunto de possibilidades de articulação entre as práticas curriculares-pedagógicas da EJA e o contexto da comunidade e. Palavras-chave: EJA. É no diálogo com o território. Fortaleza: Expressão Gráfica. um caminho vivo e comprometido com as causas do território e com a vida das pessoas. culturais. Formação. é uma opção também política. 1987). O campo de pesquisa são 02 escolas que ofertam a modalidade EJA no distrito de Abrantes.com. A ideia de partida é de que o currículo não é uma organização neutra de saberes escolares a serem transmitidos numa da série. 1010 p. cujo espaço comum de encontro. Fortaleza. não é um elemento transcendente e atemporal – ele tem história. exploratória. A disposição em tornar o currículo. aluna e aluno da EJA. Deste objetivo delineador. alunos e alunas da EJA. na maioria das vezes. a partir do lugar que vivem. colocamos como objetivo deste trabalho problematizar a relação entre o território de Abrantes e as concepções. Currículo. são as escolas de EJA Diante desse cenário é que construímos a questão que motiva a presente pesquisa: É possível que o currículo da EJA reflita as expectativas dos sujeitos sobre a vida e as percepções que eles têm do lugar aonde vivem e estudam e trabalham? Face a esta indagação. 7. em seus aspectos sociais. assumam a relevância do papel que lhes cabe dentro do processo de sua aprendizagem escolar. 2017. com suas histórias. ciclo ou modalidade. Pensar o currículo e a prática pedagógica como algo integrado ao meio e que considera o ser humano.

Entretanto. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. mas com o educador adotamos o relato de vida. tomamos a corrente marxista por abordar os conflitos na educação para a classe trabalhadora. por mais que a educação nunca tenha sido um tema central para os adeptos desse método. As abordagens teóricas utilizadas nessa pesquisa trazem reflexões sobre educação problematizadas por correntes distintas que pensaram a escola e o processo educativo. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. As oficinas ocorrem uma vez por semana e parecem marcar um modo mais particular dos processos de educação no EJA. tanto por ter uma dinâmica distinta. Nesse sentido. Fortaleza. Catarina Tereza Farias de Oliveira (UFC) Resumo: A prática no ensino de jovens e adultos possui uma realidade diferente das escolas comuns. Na pesquisa desenvolvida foi utilizada também o uso de entrevistas abertas e de história de vida. A comunidade escolar passou a ser uma das novas áreas na qual a etnografia passou a ser aplicada. 2017. Palavras-chave: Sociologia. acompanhamos as aulas de teatro como aluno. Trazemos os autores clássicos da sociologia. que proporcionam uma relação com a frequência mais prazerosa na escola e expressões emocionadas por parte dos/as alunos/as. Teatro. A escolha ocorre por ser um relato que pretende discutir a dinâmica da pedagogia do EJA e a relação dessa modalidade de ensino com as artes.jubra2017. mais especificamente no GT: EJA.. o ensino do EJA na escola é feito de forma continuada. Essas aulas distintas possibilitam troca de saberes e vivencias entre os alunos e o educador. Educação.com. Esse paradigma foi relevante por abordar temáticas como a busca de emprego e condições sociais presentes nas falas dos/as estudantes que frequentam o EJA. seja nas dependências da escola ou em casa. quanto por ter alunos de perfis e idades diversas. Esse processo possibilitou uma maior aproximação com o grupo e. 2017. juventudes. É nessa realidade que as aulas ministradas pelo professor Gutembergue de Sousa são desenvolvidas através de oficinas de teatro. O eixo temático escolhido é: educação e juventude. conseguintemente.br> 247 . e tem à disposição professores. O relato tem como foco a metodologia abordada pelo professor e o modo como os alunos/as entendem as aulas de teatro dentro do contexto do EJA.O Ensino de Teatro Voltado a Educação de Jovens e Adultos Autores(as): Victor Matheus Gonçalves de Figueiredo (UECE). Por outro lado. 7. Fortaleza: Expressão Gráfica. A entrevista aberta foi usada com os/as estudantes. 1010 p. direitos e educação. uma maior percepção do que estava sendo debatido nas aulas. Através dessa corrente de pensamento foi possível compreendermos a dinâmica educacional mais tradicional vivenciada no EJA. Por sugestão do professor. na instituição para tirar dúvidas. A pesquisa teve como metodologia o uso de técnicas etnográficas em observação participante. Disponível em: <http://www. Essa dimensão clássica funcionalista defende que a educação é o meio pelo qual são passados os valores socais e morais de uma dada sociedade. foi no pensamento teórico brasileiro de educação libertadora que encontramos uma relação maior para entendermos a prática de educação vivida nas oficinas de teatro. essa pesquisa tem como objetivo relatar as experiência de observação das aulas de teatro em uma escola de ensino de jovens e adultos. Nossas conclusões foram que: as oficinas de teatro são fundamentais para estabelecer relações não apenas com o aprendizado da disciplina de português ministrada. os alunos estudam a matéria sozinho. Quando ocorre de uma forma padrão.

Identificados como alunos especiais. em função de seu baixo poder aquisitivo. Sujeitos especiais em suas capacidades e que vivem em situações especiais adversas. Através da pesquisa constatou-se que identificar e oferecer um programa que atenda o jovem talentoso das camadas populares é de extrema importância porque esse jovem. Fortaleza. Utilizou-se como fundamentação teórica conceitos relativos a inteligência. na aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas que favoreceram a expressão de indicativos das singularidades dos nossos sujeitos em suas narrativas. acaba excluído da escola por se sentir deslocado e por não encontrar apoio e um ensino que possa atender as suas demandas e. Brasil. Ao longo do programa ele começa a se perceber como ser autônomo e com potencial para escrever uma nova história para sua vida. Comprovou-se que a mudança no indivíduo começa quando o jovem é identificado como talentoso e convidado a participar de um programa de atendimento. tem seu talento transformado em risco pessoal e social. do acesso ao consumo e da mobilidade. 2017. ao sair do sistema educacional. Egresso. Renzulli e Sternberg. conduzindo a resultados satisfatórios. O estudo foi desenvolvido no CMPDI da Universidade Federal Fluminense e no Instituto Lecca. penalizando-os duplamente. muitas vezes. esses jovens ficam excluídos da educação de qualidade. apoio e atitudes podem ser divisórios na trajetória desses sujeitos. libertando-os da dupla exclusão a qual estavam inseridos. aos bens de consumo e a escola de qualidade. 1010 p. Mapear o caminho dos alunos egressos do Programa através de seus relatos permitiu buscar aspectos de importância e que determinantes se tornaram significativos nas mudanças operadas nas suas vidas.jubra2017. Palavras-chave: Talento. Teve como sujeitos alunos egressos de um programa de apoio aos AH\SD. sendo seduzido por outros desafios que podem levá-lo a marginalidade. Fortaleza: Expressão Gráfica. Disponível em: <http://www. Este trabalho teve como objetivo principal demonstrar como estratégias de enfrentamento e apoio podem se tornar efetivas em casos de dupla exclusão.. talento. Exclusão. A pesquisa focou-se em analisar o problema da dupla exclusão sofrida por estes jovens. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. alta habilidade e superdotação abordados por teóricos como Gardner. A análise dos dados apontou para pontos chaves em que escolhas. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. eles teriam direito a um atendimento especializado. Além disso. A metodologia utilizada apoiou-se em banco de dados do programa desenvolvido no Instituto Lecca. 7. Para o levantamento dos sujeitos utilizou-se como critério alunos egressos do instituto que atualmente cursam o Ensino Médio em escola pública de excelência no Rio de Janeiro e alguns que acabam de ingressar na universidade.br> 248 . o atendimento as suas demandas e interesses levou- os a desenvolverem autonomia cognitiva e moral e a fortaleceram sua autoconfiança para que alcançassem sucesso em suas escolhas. o que não acontece na maioria das vezes. com dificuldades de acesso à cultura. Jovem.O Jovem talentoso das camadas populares: dupla exclusão Autores(as): Paula Teresa Pessoa Cavalcanti (UFF). Foi provado na pesquisa que o reconhecimento do talento. Lucia de Mello e Souza Lehmann (UFF) Resumo: A experiência com jovens alunos talentosos de camadas populares evidenciou especificidades em suas vidas. inúmeras vezes. 2017. o programa Estrela Dalva. ambos no Rio de Janeiro.com. o estabelecimento de vínculos com os profissionais do programa.

Educação Estética. Recentemente. justificadas pelo despreparo da escola para lidar com as diferenças de pensamento. 7. 2017. refletimos teoricamente a partir das contribuições de Alvares (2015). Os resultados apontam que apesar de não terem recebido formação específica que articulasse estética e educação. propusemos um diálogo com estes sujeitos. de ritmos de aprendizagem e de modos de ser / estar no mundo próprios das políticas de resultados presentes na educação brasileira. dentro deste contexto. 1995). SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1987). Assim. nas discussões que realiza sobre educação estética na EJA e França (2016). Humanização. 2017. se vincula fortemente a processos de exclusão vivido pela classe trabalhadora. segundo aponta o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP. indagamos: teria a arte um potencial humanizador que pudesse colaborar para o desenvolvimento de uma EJA mais próxima das necessidades e potencialidades dos sujeitos? Para buscar respostas para esta indagação. Anne Larisse Pereira Rodrigues (UNILAB). Maria Angerlane Sampaio (UNILAB). além de promover a criação de clima de respeito. não raras vezes. culminando na composição de um livro individual que versava sobre os limites e possibilidades da arte no trabalho docente. Arte. autoconhecimento (NÓVOA. reconhecida como um direito na Constituição Brasileira de 1988 e como uma modalidade de ensino na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº9394 (BRASIL. Partindo da compreensão que todo conhecimento é. os professores fazem uso frequente uso da arte no contexto da sala de aula de EJA. se atualizam formas de exclusão dos processos formativos. Fortaleza.br> 249 . Matias Neto Alves Ferreira (UNILAB). desconsideram a história de vida desses sujeitos. As vivências pedagógicas realizadas nos contextos escolares. 2015). colaborando para a expressão criativa dos sujeitos. partindo da compreensão que o saber construído nas instituições de ensino seria o único válido e que as trajetórias pessoais dos estudantes pouco importariam na construção dos conhecimentos. Tais referenciais teóricos apontam a arte como possibilidade de articulação entre o sentir. abordando a escrita de si. promovendo nos estudantes uma autopercepção negativa de si mesmos. Valdilane Santos Alexandre (UNILAB) Resumo: A Educação de Jovens e Adultos (EJA). 1010 p.com. torna-se cada vez mais jovem. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. O público da EJA. Disponível em: <http://www. em decorrência da desigualdade social presente no Brasil. entendemos que se faz necessário o exercício crítico do sentir e do pensar. Palavras-chave: EJA. de acolhimento e de humanização entre estudantes e professores.jubra2017. histórias de vida vêm sendo silenciadas e desvalorizadas no contexto da sala de aula. e que a EJA tem o compromisso político pedagógico de emancipação humana (FREIRE. também. mediado por diferenciadas formas de expressão.. de idades. ressaltando que tal uso facilita a expressão das experiências e saberes. Fortaleza: Expressão Gráfica. Desse modo.O Potencial Humanizador da Arte na Educação de Jovens e Adultos Autores(as): Bruno Miranda Freitas (UNILAB). Amanda Arcelino da Silva Cavalcante (UNILAB). o pensar e o agir. Com o objetivo de verificar quais experiências estéticas são trazidas pelos professores que atuam na EJA no Maciço de Baturité. 1996). Elisangela Andre da Silva Costa (UNILAB).

uma ação cuja finalidade é apoiar os jovens estudantes do Programa que têm filhos com idade entre 0 a 8 anos e 11 meses. Fortaleza: Expressão Gráfica. não concluíram o ensino fundamental. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. Contudo. demais professores do Programa e coordenadores).. “acolhedores”. A metodologia adotada articula abordagens quantitativas e qualitativas aplicadas aos principais sujeitos da pesquisa (estudantes. Precursor de uma proposta que reúne escolarização. primeiras a ofertarem as Salas de Acolhimento. contribuindo para a garantia de seu direito à educação.jubra2017. mas não se configuram a única solução para a questão da evasão. por não terem com quem deixar seus filhos enquanto estudam. A questão que norteia este estudo foi objeto de dissertação de mestrado defendida em 2014 e busca responder se tais Salas podem ser consideradas recursos que. visto que são as mais beneficiadas pelas salas. em um estudo de caso no município de Itaboraí. Os resultados mostraram. que estas se constituem um instrumento de apoio bastante eficiente para a permanência dos estudantes no ProJovem Urbano. em particular. localizado na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro. em 2005.com.ProJovem Urbano. trata-se de um campo de disputa bastante complexo. as jovens mulheres. A investigação ocorreu em turmas referentes à edição 2012. tendo em vista a importância que as Salas de Acolhimento assumem para aqueles que são privados do direito à educação. situação que revela o predomínio expressivo da figura feminina como principal responsável pelos filhos ainda na atualidade. 7. o Programa destina-se a jovens de 18 a 29 anos que. sobretudo das mulheres. formação inicial para o trabalho e ações de cidadania. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. 1010 p. Esperamos também contribuir para o debate sobre gênero.br> 250 . Mulher. como forma de responder ao complexo descompasso entre a oferta de ensino e a execução de ações de permanência no âmbito da juventude e EJA. A expectativa é a de que este estudo possa contribuir para a discussão sobre ações de permanência para o público juvenil da EJA. embora sejam alfabetizados.Permanência escolar de jovens mulheres: a experiência das Salas de Acolhimento Autores(as): Rosilaine Gonçalves da Fonseca (UNIRIO) Resumo: A evasão é considerada um dos grandes desafios do Programa Nacional de Inclusão de Jovens . O presente trabalho tem como tema. se constitui um novo fenômeno com relevantes influências nas agendas de juventude de todo o Brasil. vimos também que não são um consenso na área da educação. de forma a permitir sua presença e permanência no curso até a conclusão e certificação. uma vez que a urgência da juventude feminina enquanto segmento que possui características e demandas específicas dentro do campo público. Além disso. 2017. Juventude. possibilitam a permanência dos estudantes no ProJovem Urbano. fruto de demanda nacional desde o início do Programa. Caracterizadas como um serviço complementar do Programa. efetivamente. desde sua implementação. Palavras-chave: Educação. ou que são responsáveis legais por crianças na mesma faixa etária. Dentre os principais motivos registrados para o alto índice de evasão deste público é a dificuldade que muitos enfrentam em não ter com quem deixar seus filhos no período em que estão na escola. o estudo das chamadas Salas de Acolhimento do ProJovem Urbano. Disponível em: <http://www. as Salas entraram em vigor a partir da edição de 2012. Fortaleza. Permanência. 2017. EJA. constatamos que as mulheres jovens se constituem como o centro do debate.

Para a análise. Apenas uma escola possui intérprete de libras – há uma escola com uma criança com deficiência auditiva matriculada na qual não há intérprete. Fortaleza.jubra2017. Concluiu-se. com ensino médio completo. nas sete escolas públicas municipais do bairro. Nenhuma das escolas tem SRM com espaço entre as mesas de atendimento e separação entre os ambientes de atendimento. Verificou-se que o total de alunos matriculados nas 7 escolas equivale a 5045 estudantes.com. formou-se Grupo de Trabalho. Palavras-chave: Educação. 7. o enquadramento desta pesquisa no “Eixo Temático 11 – Juventudes e Educação”. O Bairro Bom Jardim foi o primeiro a ser analisado. SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA.br> 251 . Thaynah Barros de Araujo (UFC) Resumo: A Convenção Internacional de Direito das Pessoas com Deficiência. Apenas 1 escola tem SRM com mesas com altura adequada para o uso de uma pessoa em cadeira de rodas. sendo 101 com deficiência. parede e móveis. A formação dos profissionais de apoio é irregular: 2 são técnicos. constituído pelo Arvore-ser/UFC. Para averiguar a situação da política de educação inclusiva voltada para crianças e adolescentes com deficiência em Fortaleza/CE. caracterizando o maior contingente. no formato formulário.Políticas Públicas de Educação Inclusiva nas Escolas Municipais do Bom Jardim Autores(as): Luana Adriano Araújo (UFC). Tal inferência. incorporada ao ordenamento jurídico pátrio com status constitucional. 3 escolas possuem material de apoio em caso de matrícula de aluno com deficiência visual completa. perscrutou-se aspectos fulcrais do serviço inclusivo nas escolas em visitas realizadas durante os meses de outubro e novembro de 2016. 71 possuem deficiência intelectual. pelo Projeto Acessibilidade em Escolas/UFC e pelo Ministério Público do Estado do Ceará. sendo apenas 1 aluno em cada. Marília Carolina Veras Pedrosa (UFC). Pessoas com Deficiência. advém da constatação de insuficiência de infraestrutura acessível – especialmente em Salas de Recursos Multifuncionais – e de corpo de profissionais – sobretudo no que diz respeito aos profissionais de apoio e intérpretes de libras. Verificou-se que 4 escolas são atendidas pelo Programa Saúde na Escola. pela Defensoria Pública do Estado do Ceará. pela Secretaria Municipal de Educação. Nenhuma das SRM conta com contraste entre as cores do piso. Nenhuma escola soube informar. 2017.. No total. com clareza. sendo os resultados desta pesquisa apresentados neste trabalho. cuja função seria promover a integração entre o posto de saúde local e a instituição de ensino. 1010 p. Três das 7 escolas possuem Salas de Recursos Multifuncionais. Fortaleza: Expressão Gráfica. 1 tem superior incompleto e 1 tem superior completo em Pedagogia. mais especificamente no GT “Juventudes e educação básica: o ensino médio em questão”. nesse sentido. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA. neste trabalho. a saber. que impedem a aproximação de pessoas em cadeira de rodas. Políticas Públicas. enquanto 4 afirmam não possuir tais instrumentais. Todas as SRM têm mesas com obstáculos. que a situação das escolas públicas do bairro Bom Jardim está aquém do ideal para o fornecimento de uma educação inclusiva de qualidade. Disponível em: <http://www. Quatro das 7 escolas possuem profissional de apoio. existem apenas 4 profissionais de apoio para uma demanda relatada de 19. Inclusão. impõe aos Estados Partes a asseguração de sistema educacional inclusivo em todos os níveis. sobre o cronograma dos médicos filiados ao PSE. Destes. Os menores segmentos referem-se aos campos da deficiência visual e da deficiência motora. Ressalte-se. Utilizaram-se questionários. 2017.

desenvolver a habilidade de selecionar a estratégia adequada de leitura. Ana Lúcia Nobre da Silveira (UNILAB). Este trabalho objetiva identificar o perfil dos estudantes leitores da biblioteca. Constatamos assim. Tal proposta ressalta a abordagem das concepções de leitura sustentadas na teoria sócio-interacionista (VYGOTSKY. Maria Elanny Damasceno Silva (UNILAB). Fortaleza. que a leitura constitui um processo analítico. vista como um processo significativo e interativo.. visando à construção do conhecimento e o desenvolvimento humano. transformando-a em benefício da humanidade. Dessa forma. construtivo e estratégico.Práticas de Leitura: Concepções dos Estudantes do CEJA de Baturité Autores(as): Glícia Maria Araújo Lima Torres (Secretaria de Educação do Ceará). SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE A JUVENTUDE BRASILEIRA. Disponível em: <http://www. considerando a educação como elemento imprescindível para tal e a leitura como base no processo educacional. Elcimar Simão Martins (UNILAB). tendo como cenário o Centro de Educação de Jovens e Adultos Donaninha Arruda. constatando que consideram. visto como um espaço promissor para que o processo de aprendizagem da leitura se desenvolva com sucesso. quando se confrontam com distintos gêneros textuais. Maria Olga Almeida Lima Caracas Resumo: Vivenciamos transformações sociais provocadas pelo desenvolvimento da ciência. considerando a intenção de sua realização. na análise dos discursos dos estudantes para entender as suas concepções de leitura. a necessidade do CEJA realizar uma política de leitura eficaz com ações pedagógicas e estratégias que possam conduzir os estudantes a uma prática de leitura efetiva para atingirem a proficiência necessária ao exercício da cidadania nas diversas instâncias da sociedade. Perceberam que cada propósito requer um tipo de texto específico com diferentes possibilidades de interpretação por parte do leitor. que frequentam a Multimeios – biblioteca. Nessa linha. o grupo pesquisado apresenta características de sujeitos que se encaminham para obter um nível elevado de proficiência na leitura. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. 2017. exigindo cada vez mais das pessoas uma posição ativa nesse processo. focando a proficiência e o valor que eles atribuem a leitura. 1979).com. foi desenvolvido um estudo sobre a concepção leitora dos estudantes de nível médio. Constitui uma pesquisa qualitativa. favorecendo a viabilização da expressão comunicativa. apresentando o processo de letramento como uma prática libertadora no contexto sociocultural. Conseguem perceber que os gêneros textuais apresentam uma variedade de propósitos e os elegem para a leitura de acordo com seus objetivos. mesmo sem consciência. O universo do estudo apresenta caráter exploratório (GIL. se a consideram um processo analítico construtivo e estratégico. pois procuram em seu repertório de conhecimentos. 7. Nessa perspectiva. em Baturité – Ceará.br> 252 . Francisco Gilvan de Oliveira (UNILAB). Fortaleza: Expressão Gráfica. A análise dos dados demonstrou um recorte das concepções de leitura dos estudantes do CEJA. Isso obriga a construção de novos paradigmas para a vida em sociedade. também consideramos as contribuições de Freire (1982) e suas reflexões sobre a concepção social de leitura agregada à luta política. em que o nível de conhecimento adquirido se torna um diferencial a ser observado no indivíduo inserido num ambiente sócio-político- econômico. 2002) com aplicação de questionário semiestruturado e entrevistas registradas em diário de campo para dez estudantes. uma nova fase da vida em sociedade. 1010 p. Concepções de Leitura. da tecnologia. Anais do Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira: JUBRA.jubra2017. Multimeios. 2017.

a Rádio da Universidade da Amazônia – Rádio Unama FM 105. a exemplo de Abaetetuba. relações interpessoais. especialmente o Programa Educação em Movimento que pode contribuir significativamente para a formação continuada de professores da EJA. entre outras. assim como os conteúdos educativos podem ser potencializados no cotidiano das salas de aula dessa modalidade de ensino. Di