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revisão

Disfunções de assoalho pélvico em atletas
Pelvic floor dysfunction in athletes

Resumo
Maria Beatriz Alvarenga de Almeida1
Alexandre de Almeida Barra2
Disfunções do assoalho pélvico são condições que acometem mulheres em
Elyonara Mello de Figueiredo3
Fernanda Saltiel Barbosa Velloso4 idades variadas, porém aquelas que se encontram no período do climatério, assim como as multíparas, são as mais
Agnaldo Lopes da Silva5 suscetíveis. Entretanto, há relatos na literatura de jovens nulíparas que apresentam sintomas de disfunções nesta
Marilene Vale Castro Monteiro5 região, tais como a incontinência urinária e a anal durante a prática de esportes. Essas condições podem levar ao
Andrea Moura Rodrigues5 abandono da atividade física e comprometer a qualidade de vida. Com o intuito de conhecer a ocorrência das
Palavras-chave disfunções do assoalho pélvico e seus fatores etiológicos em atletas jovens e nulíparas, foi feita uma revisão da
Assoalho pélvico literatura. Foram consultadas as bases de dados BVS e PubMed nos últimos dez anos. Os resultados dos estudos
Atletas revisados indicaram alta prevalência de disfunções do assoalho pélvico entre atletas, muitas delas nulíparas. A
Incontinência incontinência urinária é a disfunção do assoalho pélvico mais documentada e acomete principalmente atletas
Disfunção
que praticam atividades consideradas de alto impacto, como trampolim e paraquedismo. As condições que
Keywords desencadeiam as disfunções do assoalho pélvico em mulheres jovens e nulíparas ainda não estão completamente
Pelvic floor elucidadas, alterações extrínsecas ou genéticas do tecido conjuntivo frouxo e atividades que envolvem longos
Athletes saltos são as hipóteses mais frequentes. Apenas um estudo foi encontrado documentando a prevalência das
Incontinence
disfunções do assoalho pélvico entre atletas envolvendo os sistemas intestinal e sexual, além do urinário.
Dysfunction

Abstract Pelvic floor dysfunctions are conditions that affect women in various
ages, however those in the climacteric period, as well as the multiparous are more susceptible to it. However,
there are studies in the scientific literature reporting the occurrence of urinary incontinence during sports among
young and nuliparous women. Such conditions can lead to a withdrawn from physical activity compromising the
quality of life. A literature review in PubMed and in VHL databases, within the last ten years, was done in order
to understand the occurrence of symptoms suggestive of pelvic floor dysfunctions other than urinary incontinence,
such as anorectal or sexual dysfunction, and their etiological factors in young and nulliparous athletes. Results
indicated a high prevalence of urinary incontinence among athletes, who were engaged in high-impact activities
such as trampoline, and skydiving. The conditions that contribute to the urinary incontinence etiology in young
and nulliparous women are still not fully understood, extrinsic or genetic changes in loose connective tissue
and activities involving long jumps are the most common hypotheses to this condition. Other than urinary tract
symptoms, it was found only one study documenting pelvic floor disorders involving the intestinal and sexual
systems in such population.

Curso de Mestrado em Ciências da Saúde do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) – Belo Horizonte (MG),
Brasil.
1
Professora do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG); Mestre em Ciências da Saúde pelo IPSEMG – Belo
Horizonte (MG), Brasil.
2
Doutor; Professor adjunto da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Programa de Pós-graduação do IPSEMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
3
Doutora; Professora do Departamento de Fisioterapia da UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
4
Mestre; Professora do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) – Belo Horizonte (MG), Brasil.
5
Doutores; Professores adjuntos do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG – Belo Horizonte (MG), Brasil.
Endereço para correspondência: Maria Beatriz Alvarenga de Almeida – Rua República Argentina, 608/101-B - Sion – CEP: 30315-490 –
Belo Horizonte (MG), Brasil – E-mail: mbeatrizalvarenga@yahoo.com.br

Foram encontrados 87 artigos de fatores de risco para as DAP e como abordá-las. Os autores concluíram que o esporte de treinamento “pelvic floor. Em um estudo avaliando mulheres praticantes de Trata-se de uma revisão narrativa da literatura.19-21 (A.15 (B). Silva AL. restringir a hidratação e até mesmo disfunção defecatória ou sexual. conectada à fáscia estratégias preventivas e curativas. A recomendação peritônio e a pele vulvar e não se restringe aos músculos do AP é de que o incontinência urinária (AP) deve ser avaliado como um (MAP)17. bem como artigos que tratam (B. B. A. nos idiomas inglês e português. Alterações genéticas do tecido conjuntivo frouxo da terminologia para as DAP preconizadas pela International também podem contribuir para tal10. no entanto da pressão intra-abdominal. talvez por constrangimento5. que apresentam DAP podem deixar de praticar exercícios devido idosas. e permite a passagem Documentar a ocorrência dos sintomas de DAP entre atletas do feto pela vagina durante o parto17. Além disso. IA e execução dos gestos esportivos. Isso contribuirá para maior endopélvica que envolve os órgãos pélvicos e auxiliam em 396 FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 . A prática de atividade física está difundida como uma das Foram excluídos artigos provenientes de estudos em animais. Consiste de vários componentes localizados entre o frequentemente. depois de adotados os critérios de exclusão mencionados. dyspareunia. tendo sido pesquisados artigos entre de sintomas de IA e dispareunia nas praticantes de esportes 1994 a 2011. sexual dysfunction/ As condições que contribuem para as DAP em atletas jovens physiological.11 (A. utilizados 33 fontes para a elaboração desta revisão. o desempenho. Mulheres em ambiente controlado. uterine prolapse. fecal intensivo é um fator de risco independente para IA11 (B). de doen- as DAP podem comprometer a concentração. aumento da pressão intra-abdominal.17 (B.7. jovens e nulíparas.8. B). definições e prevalências das DAP em ocorre. incontinence. A). por desconhecimento da ocorrência atletas.6-8. e seus fatores etiológicos poderá nortear o desenvolvimento de Os MAP são encobertos por uma fáscia. volleyball. rectocele. auxiliar na estabilização lombopélvica. Figueiredo EM. O AP feminino fecha inferiormente a cavidade pélvica e tem como médio (genital) e posterior (retoanal)16. cirurgias ou tratamentos medicamentosos para DAP. quanto no anorretal ou uterovaginal e.7. Uma exercises gymnastics. todo e não compartimentado em segmentos anterior (urinário). judo” foram combinadas hipótese para tal fato é que atividades esportivas levam ao frequente entre si como estratégia de busca em cada base de dados. sendo comum encontrar IU associada a disfunções defecatórias ou sexuais. Isso e sua relação com as DAP. foram dos treinadores e equipe de saúde que acompanham as atletas. Diversos autores relatam a prevalência de IU em jovens atletas. B. provavelmente. Rodrigues AM Introdução adesão e desempenho das jovens em atividades esportivas de alto nível. sports. Provavelmente. As palavras-chave intensivos. As informações levantadas dos artigos selecionados foram Não é prática frequente entre as equipes de competição a organizadas para informar sobre a morfologia e a fisiologia do AP inclusão de estratégias preventivas e controle das DAP.13. ação esfincteriana uretral e anal. rectal diseases. tais rência de DAP e seus fatores etiológicos entre atletas do sexo como a incontinência urinária (IU) e a anal (IA) durante a prática feminino. pouca atenção tem sido dada a esta hipótese. Monteiro MVC.6. em mais de um ao mesmo tempo. a ças associadas ou outros distúrbios que não fossem a IU. verificou-se maior prevalência Saúde (BVS) e do PubMed. swimming. funções: suportar as vísceras abdominopélvicas resistindo a aumentos atletas que relatam IU sofrem também de outras DAP. por parte e. na qual esportes intensivos (com treinamento de pelo menos oito horas foram consultadas as bases de dados da Biblioteca Virtual em semanais) e de não intensivos. crianças. o problema é pouco relatado pelas atletas. induzir ao abandono da modalidade esportiva2.14 (B). podendo levar à fadiga e/ Foram utilizados artigos que abordassem assuntos perti- ou ao dano das estruturas musculares e conectivas do AP3. Continence Society (ICS)17 (A). muitas vezes nulíparas1-10 (B. athletic injuries/complications. e seus fatores etiológicos. as quais tratassem de a incômodos. Podem ocorrer tanto O termo AP refere-se às estruturas que compõem a cavidade no sistema uretrovesical. rectal prolapse. Almeida MBA. urinary incontinence. O objetivo deste estudo foi identificar na literatura a ocor- sentam sintomas de disfunções do assoalho pélvico (DAP). Velloso FSB.4. formas de se manter hábitos saudáveis de vida11 (B).11. A). pélvica. athletes. como os decorrentes da IU ou IA. gestantes ou puérperas.12 nentes ao objetivo deste estudo. Assoalho pélvico As DAP em geral co-ocorrem. de esportes. B.18 (A).11. mulheres não atletas. A). sendo a maior Métodos ocorrência em atividades que envolvem longos saltos como trampolim3. B. Barra AA. Entre as atletas. função sexual. com homens. vaginismus.11. B). Existem relatos na literatura de jovens nulíparas que apre. e nulíparas ainda não estão completamente esclarecidas.

o atraso ou a deficiente cocontração dos MAP na Tabela 1. observaram relato de IU em 80% de 35 atletas o hipoestrogenismo.5 16 (IUU) IUE: incontinência urinária de esforço. encontraram. B). distopia com forte. podem levar a deficiências nas estruturas de sustentação do AP Nygaard et al.24 (A). A). Incontinência urinária Thyssen et al. cirurgias pélvicas e Eliasson et al. Estas atletas relatavam Estudos apontam ainda que fatores que aumentam a pressão ser a perda urinária um problema durante os treinamentos. Disfunções de assoalho pélvico em atletas seu suporte17-19 (A).22 (A. em atletas cionar sustentação dinâmica.21. B. constipação terminal. devem propor. principalmente pelo (TUB) e de IU em 623 atletas de 12 modalidades esportivas Tabela 1 . disfunção sexual e dor7. prolapso de parede anterior.9 80 28 28 30 41. esforço crônico para defecar e atividade física extenuante.21. B). A.Prevalência de incontinência urinária em atletas Modalidade esportiva Nygaard (%) Bo e Borgen (%) Thyssen (%) Eliasson (%) Caylet (%) Carls (%) Simeone (%) Jácome (%) Ginástica 67 ___ 56 ___ ___ ___ ____ ____ Vôlei 9 ___ 30 ___ ___ ___ ____ ____ Natação 10 ___ ___ ___ ___ ___ ____ ____ Bale/Judô ___ ___ 43 ___ ___ ___ ____ ____ Aeróbica ___ ___ 40 ___ ___ ___ ____ ____ Trampolim ___ ___ ___ 80 ___ ___ ____ ____ Pista de atletismo 29 ___ 25 ___ ___ ___ ____ 30.8.8 Basquete ___ ___ ___ ___ ___ ___ ____ 34 41 (IUE) Todas as atletas 28 51.21 (A.. da fáscia e dos nervos20 (B). 28% de e a condições como a IU ou IA.24 (B. por serem as que situações de aumento súbito da pressão intra-abdominal.23 (B. constipação intestinal com avaliação da função dos MAP foi realizada em dez destas jovens. e peso do útero durante a gestação. dor ou disfunção sexual10 (A). A falta geram maior pressão sobre o AP7-10 (B. pad test de 28 g em 15 minutos de treino. FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 397 .11.20. um problema social e higiênico4 (B). A prevalência de IU durante a prática esportiva. mas idade avançada e obesidade1 (B). em estudo descritivo. Embora não cause morbidade ou mortalidade. A ocorrência autorregulado que ajusta continuamente sua tensão em resposta é maior entre as jovens que praticam atividades que envolvem a variações de pressão. Por meio do suporte ativo dos órgãos constrangimento higiênico e social. Os tárias sem os clássicos fatores de risco para IU. nulíparas. também dos ligamentos. e pode comprometer a pélvicos e do fechamento das aberturas pélvicas. investigaram sintomas do trato urinário baixo embaraçosa. consideradas de alto impacto. podem aumentar ou provocar deficiência do time de trampolim da Suécia. relataram que A IU é a disfunção do AP mais relatada na literatura e é definida 60% das atletas incontinentes relataram uso de absorventes para pela ICS como qualquer perda involuntária de urina19.2 Futebol de salão ___ ___ ___ ___ ___ ___ ____ 35. A intra-abdominal. Bo e Borgen compararam a prevalência de IU de esforço (IUE) e IU de urgência (IUU) em 660 atletas de elite do sexo femini- Disfunções do assoalho pélvico no. A).19. devendo contrair-se reflexamente nas longos saltos. perda de urina ocorria principalmente no final do treinamento. funcionando como um trampolim de elite. sintomas de IU em 156 atletas. A. estudantes universi- posterior ou do ápice vaginal. B). com 765 não atletas da mesma faixa etária (15 a 39 anos). IUU: incontinência urinária de urgência. B. também que apresentaram contração voluntária dos MAP classificada podem levar a condições como a IU. A.6. como pode ser visto de cocontração.10. como tosse crônica. sintomas são decorrentes não só da deficiência dos MAP. desempenham papel importante para manter a continência urinária e anal17. os MAP qualidade de vida5. IA. Encontraram prevalência de perda urinária durante a atividade Fatores bem estabelecidos. como o aumento do peso corporal física significativamente mais alta em atletas2 (B). Tais trampolinistas de elite jovens relataram que a genital. podendo levar à inatividade. em estudo de prevalência de IU em 291 atletas de elite de oito modalidades esportivas diferentes. como paridade. B. A. com média de perda de urina ao na função dos MAP na mulher10. a perda urinária e um terço delas considerava a perda urinária A IU não é uma condição de risco ou que ameace a vida. por meio de atividade constante. a IU é socialmente Simeone et al. B. varia de 0 (golfe) a 80% (trampolim)10 (A). partos. talvez como um sinal de fadiga muscular3 (B). IU em atletas Os MAP.

1 versus 9.17 (B. Esta vontade inicial de defecar. Enquanto a prevalência de IU em atletas está bem documentada na literatura. diarreias. causa frequente entre jovens. de forma convincente. como idade. Quando ocorre o enchimento retal. (EAE) e o músculo puborretal (PR) se contraem para manter a os autores deste estudo concluíram que o esporte intensivo foi um continência até o momento e local apropriado para tal. A deficiência de suporte retal sexuais são mais comuns em mulheres jovens11 (B). o AP desce de 2 a 3 cm e o ângulo anorretal alto nível é um fator de risco significativo para a IA11 (B).7%) do que IU (30%). Sintomas do TUB evacuar pode causar denervação do AP e desencadear condições foram mais frequentes (54. também uso de absorventes. Alguns outros fatores.4%. A IA é definida como perda de fezes (sólida ou líquida) ou de Jácome et al. tismo (corrida e salto). Silva AL. O principal como as supracitadas23 (B). Entre as causas de IA. Velloso FSB.002) no estudo de falha de suporte do músculo pubococcígeo e/ou da integridade Vitton et al. Assim. Disfunções sexuais mento. em uma revisão sistemática da literatura sobre IU e é denominada constipação terminal. que o esporte de do EAE e do PR. afirma que a IUE é um fator que 398 FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 . O esforço crônico para defecar Vitton et al. Bo. A sensação de desconforto ou dor durante o intercurso sexual nar um padrão muscular incoordenado. Mesmo obesidade. com ou sem esforço. abuso físico ou sexual. Entre as atletas do que depende de coordenação da atividade de musculatura lisa e grupo de treinamento intensivo. estatisticamente maior (p=0. como o ropatia do pudendo idiopática. problema ou procuravam ajuda para tratar a IU8 (B). a discinesia e a (dispareunia) também foi significativamente maior no grupo incapacidade de esvaziar completamente o reto. As mulheres do reflexo do esfíncter anal interno (EAI). foi o tempo de treinamento maior que sete horas por semana.001) do que entre A função anorretal também é dependente da integridade fun. de líquidos. nem falavam do retal associada à IU. a IA foi representada principal- estriada. Monteiro MVC. fator de risco para IU. Almeida MBA. as atletas deste estudo não se mostravam cientes Embora pareça razoável que atletas apresentem disfunção anor- da relação entre a prática de esporte e a UI. mulheres Disfunções anorretais em atletas com IU frequentemente apresentam disfunção defecatória. O esfíncter anal externo jovens e uma menor porcentagem delas tinha tido parto. ocorre o relaxamento voluntário estudo a demonstrar. O esforço repetitivo para atividade física ou esporte. com incapa- cidade de esvaziar completamente o reto. com idades entre 18 e 56 anos. alarga. Assim como a de esporte intensivo (20. permitem ao reto descer durante a defecação levando à influenciada pela idade e por fatores psicossociais e que problemas síndrome do períneo descendente. as lesões do parto representam uma femininas com idades entre 18 e 45 anos. sendo mais um fator atletas que treinavam mais do que oito horas por semana (treina- para disfunção destes músculos e para a IU e a IA23 (B). e a percepção do desejo de evacuar. ou seja. fator de risco independente para IA e afirmaram ser o primeiro No momento da defecação. encontraram prevalência de 14. durante a evacuação impede que a pressão intra-abdominal – PIA (Valsalva) comprima o abdômen contra o reto para facilitar o Efeito das dap na qualidade de vida esvaziamento retal. mostrando a ocorrência de disfunções anorretais ou sexuais. neste estudo. Estes autores concluíram que Incontinência anal o esforço constante e prolongado compromete o mecanismo de continência9 (B). basquete e futebol de salão.8% de IA entre pode comprometer a integridade dos MAP.9%). na presença de suporte normal do AP. micção preventiva ou restrição da ingestão já foram identificados11 (B). mulheres que treinavam menos do que oito horas por semana cional dos MAP. além da urinária. mento intensivo). composto por musculatura grupo de treinamento intensivo eram significativamente mais lisa. Rodrigues AM diferentes. todas com idades entre 18 e 40 anos. p=0. par- ticularmente esforço para evacuar. pode ocasio.5% de IU em 106 atletas flatus. praticantes de atle. diabetes mellitus. esse tipo de DAP tem sido pouco investigado. encontraram 41. Barra AA. doenças neurológicas. Figueiredo EM. neu- afirmando utilizarem estratégias para a perda urinária. Segundo Markwell e Sapsford. apenas um artigo foi encontrado na revisão realizada Disfunções defecatórias para este estudo. A). Uma contração isométrica do músculo pubococcígeo é necessária para promover o suporte retal e auxiliar no esvazia. há um relaxamento mente por perda involuntária de gazes (84%). Uma falha do músculo PR e do EAE em relaxar durante a defecação. A defecação é um processo fisiológico complexo (4. Dados da literatura sugerem que a dispareunia é fascial. em atletas femininas. A IU é uma disfunção do AP que geralmente ocorre associada a outras DAP16.

Entretanto. as DAP podem ter significativo impacto na vida da mulher. A). sendo a mais frequente a asma. indicam maior ocorrência de deficiências nas estruturas do AP. social e o do AP em atletas nulíparas. A incapacidade Kruger et al. como o reconhecimento das DAP Eliasson et al. com idades entre 19 e 39 anos e mais avançados. reduzindo a concentração. compararam. O treinamento dos MAP (TMAP) apresenta nível 1A de evi.4. Eliasson et al. parando-as com um Grupo Controle. quando comparadas com o grupo de continentes3 (B). Bo mostrou que não existem estudos controlados ou rando. em mulheres de todas as idades. evidenciaram também a associação entre a par. Desta forma. Esses resultados procuram ajuda profissional para o problema6. se forem comparadas com o Grupo Controle. B. como as DAP. maior descida do colo vesical e maior embaraçosa. e é recomendado como tratamento de primeira linha Eliasson et al. durante a esportivas e pode ser considerado uma barreira para a participa. Da população es- tais disfunções11 (B). bem-estar da atleta7. com mulheres e a frequência de treinamento. foi investigada por podem ser desenvolvidas. sabe-se que a Fisioterapia é efetiva para as DAP. respectivamente. 87% eram nulíparas e 16% relatavam doença crônica. B). mas os esportes de em atletas2 (B). Incontinência urinária em atletas e em ex-atletas dência para o tratamento da IUE e IU mista (IUE e IUU) em mulheres. Os autores ainda salientam que medidas preventivas treinamento regular durante a adolescência. treinavam há mais tempo e tinham menor habilidade para interromper o jato urinário Tratamento para incontinência urinária pela contração voluntária dos MAP. Observou-se que os efeitos negativos dos saltos em fase inicial e educação sobre a prevenção e o controle de de trampolim não tinham sido descartados. relataram ser significativa a relação entre IU e desordem alimentar a longo prazo. esportes de alto nível devem ser informadas quanto às possí. bem como os saltos mais altos e não atletas. A descida de órgãos Bo e Borgen investigaram a IU em ex-atletas de elite. com- pélvicos foi avaliada durante a manobra de Valsalva máxima. contração voluntária dos MAP e a manobra de Valsalva. A. o desempenho e a qua. Disfunções de assoalho pélvico em atletas contribui para o abandono da mulher em participar de atividades quanto o volume muscular foi adquirido em repouso. e observaram que ex-atletas FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 399 . demonstrou ocorrência de IA entre mizados quanto ao efeito de qualquer tratamento para a IU em atletas jovens que não tinham os convencionais fatores de risco atletas de elite. com idades veis consequências da atividade física intensa sobre a função entre 21 e 44 anos.24-26 (B. incontinentes eram as mais velhas. Trinta e cinco e 53% dessas Atletas têm deficiências em estruturas do ex-trampolinistas disseram que a IU afetava a vida diária e assoalho pélvico? psicológica. seus fatores de risco em atletas femininas10. observaram que as trampolinistas alto nível podem induzir a resultados prejudiciais. constipação e doença crônica a função dos MAP e a descida de órgãos pélvicos entre atletas de foram os fatores associados mais relatados. mas poucas falam sobre o assunto ou contração voluntária máxima entre os grupos27 (B). A ocorrência de IU em 305 ex-trampolinistas. no tratamento da IU em mulheres da população em geral10 (A). Um mostraram maior média de diâmetro do músculo pubovisceral grande número de atletas relata que a perda de urina é muito (sugerindo hipertrofia). de interrupção do fluxo de urina. O estudo de Vitton et al. B). atividade física regular confere benefícios para a saúde.6-8 (B). Muitas atletas fazem uso de estratégias distopia). foi fator independente para perda urinária em uma amostra de mu- Vitton et al. Doze por cento tinham parado de praticar o trampolim devido à perda urinária. que são responsáveis pela sustentação e pela função esfincteriana afetando tanto a saúde geral quanto a psicológica. Não houve para a perda urinária como o uso de absorventes ou a redução diferença significativa na área do hiato durante o repouso ou na da ingestão de líquidos. As atletas ção em atividades físicas e saudáveis durante a vida10 (A). constataram que a atividade física de alto impacto para estas condições28. utilizando imagens por ultrassom. en. Todas eram nulíparas. tudada. também contribuiram para as perdas7 (B).29 (B. como lesões no parto11 (B). sugerem que mulheres jovens engajadas em lheres primíparas que tinham dado à luz recentemente30 (B). Bo e Borgen Portanto. Além disso. média de IMC de 22 kg/m2 e história de do AP.8. o tempo treinamento de alto impacto intensivo e frequente. área do hiato genital durante a manobra de Valsalva (sugerindo lidade de vida3. Fatores de risco ticipação por longo tempo em atividade física de alto impacto com desempenho ruim durante o trabalho de parto. o qual pode É limitado o conhecimento sobre a associação entre a DAP e ser devido a alterações na função do AP27 (B).28 (A. índice de massa corporal (IMC) equiparados. Kruger et al.

Almeida MBA. com depleção de incontinência e de prolapso e tornam mais lenta a recuperação da nutrientes. Movimentos considerados de participar de competições.19 (A). nas mulheres que apresentam DAP10. o treino excessivo deste podem provocar dano nos ligamentos cardinal e uterossacro.26. em especial o oxigênio. Em nulíparas. a incapacidade de 400 FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 . Também não colágeno poderiam explicar tais disfunções em atletas11 (B). entre os fatores associados relatados.16.32 (B). Assim. houve diferença significativa quando as atletas eram classificadas quanto a grupos de esportes de baixo.31 (A. Como a IUE implica Estudos apontam ainda que muitas mulheres não demonstram em perda de urina durante o aumento da PIA. os autores recomendaram intervenções pre. não foi possível concluir que a participação de ex-atletas em esporte de elite fosse um fator Longos saltos possibilitam o contato dos pés com o solo e de risco para desenvolvimento futuro de DAP. consequência de trabalho manual pesado. traram. No estudo com ex-trampolinistas. esportivas. B). Atividades de alto impacto Devido ao desenho transversal do estudo. podem levar ao comprometimento ou os vômitos crônicos ou prolongados perpetuam os sintomas de do suprimento sanguíneo para fibra muscular.31. que ocorre entre os pés e o chão treinamento em atletas de elite28 (B).20. Eliasson et al. Fadiga muscular do assoalho pélvico? gerando uma maior atividade tônica e fásica dos MAP para manter Além destas deficiências de coordenação motora. B). do tônus muscular no colo vesical31 (B). em uma podem gerar uma força máxima de reação do solo. A primeira afirma que. Durante diferentes atividades coces como forma de tratar e prevenir a cronificação da condição. predispondo à IU9. Essas elevações crônicas na PIA podem induzir contração de fibras tipo I. esportistas e jovens que praticam atividades que que atividades esportivas que levam ao aumento repetitivo da PIA induzem a significativa força abdominal. assim como em mulheres com tosse persistente7 (B). que parece envolvido na falha dos mecanismos de continência em mento dos MAP ou de seus tendões e contribuir para o prolapso mulheres que realizam esportes de alto impacto é a fadiga muscular. afirmam que mulheres fisicamente ativas têm as de contração rápida) ou à falta de treinamento destes músculos aumentos da PIA mais frequentemente do que as sedentárias. urina ocorra.23 (B. Esta TMAP na prevenção da IU e sobre o efeito de tais programas de força de transmissão do choque. médio ou alto impacto. Simeone et al. As mulheres sedentárias que estão menos expostas isto pode ser devido ao tecido conjuntivo geneticamente fraco. como nos músculos ou liga. essa força é 3 a 4 o peso corporal durante a corrida. tais como tosse. embora a à localização dos MAP em um nível inferior dentro da pelve. que aumenta análise restrita ao grupo de ex-atletas de elite. assim como as alterações do tecido conjuntivo ou que o Grupo Controle da mesma região geográfica. Vitton et al. à condição subjacente possa estar presente10 (A). solicitando constan- ou o esforço empreendido com as manobras de Valsalva e a tosse temente a ativação dos MAP. ao em até 16 vezes o peso corporal31 (B).14. com o aumento uma contração efetiva simultânea ou pré-contração dos MAP crônico da PIA durante o esporte. estiramento e enfraquecimento do AP em consequência The knack da sobrecarga sobre estas estruturas11. A. rante atividades como o trampolim9 (B). e nove vezes no salto com vara32 (B). de reação do solo sobre o corpo.11 (B). outro fator o suporte. pode contribuir para as DAP entre mulheres jovens nulíparas e praticantes de esportes que demandam Etiologia das dap em atletas alto impacto10. Figueiredo EM. Bo afirma Em atletas. que são responsáveis pela manutenção uma deficiência dos MAP9-11. Velloso FSB. B. é mais provável que a perda de durante o aumento súbito da PIA (the knack). encon- as lesões por esforço tanto em fáscia. nos grupo muscular também pode resultar em padrões incorretos de MAP e no tecido conjuntivo do AP10 (A). Outros autores afirmam que atletas sofrem sobrecarga. a perda urinária. e que é transferida para o AP. Barra AA. pressiona os órgãos pélvicos contra o suporte muscular. tosse crônica ou atividade física intensa. No entanto. Rodrigues AM não eram mais propensas a ter IUE ou IUU mais tarde na vida do mentos do AP. A elevação prolongada da PIA pode resultar em estira. em ativação dos MAP23 (B). ao esforço físico podem não manifestar incontinência. a atividade física árdua levaria ao aumento da PIA. B. dos órgãos pélvicos. Silva AL. diminuição do número total de fibras musculares (especialmente Eliasson et al. esteve fortemente associada à IU mais alto impacto resultam em aumentos significativos da força vertical tarde na vida. e salientaram que existe pouco conhecimento sobre os efeitos do 5 a 12 vezes ao pular. principal combustível para potência dos MAP. O aumento da PIA. embora as atletas tenham dia a dia. Monteiro MVC. O levantamento de peso incorreto e repetido Atividades repetitivas como correr e saltar. reforçam que a inadequada transmissão da PIA. mas podem não impedir perdas du- MAP fortes. concluíram que atletas podem ter músculos Algumas teorias tentam explicar a etiologia da ocorrência de fortes o suficiente para evitar a IU durante as atividades do DAP em atletas.

durante a gravidez e durante a fase progestacional do ciclo menstrual7 (B). Dauzat M. Prevalence of stress incontinence in nulliparous of urinary incontinence among female athletes. 8. Mattsson E. à deficiência de controle e coordenação muscular. 2010). Thyssen HH. The prevalence of stress urinary incontinence in high school and college. J W Health. 1994. 2011.27(1):21-439. qualidade de vida. Sports Urol. FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 401 . Int Urogynecol J. desordens alimentares ou a combinação de ambos. podem sofrer amenorreia hipotalâmica. Jácome C. Simeone C. Brardjanian S. A amenorreia hipotalâmica. que é um dos mecanismos intrínsecos fluxo de urina é o efeito do recrutamento atrasado devido a um de continência urinária2. Marques A. Fabbro-Peray P. Destaca-se parece contribuir para a IU em atletas9. exercise and sport. em 1996 (apud Simeone. Thompson FL. Outros fatores. bexiga e no AP. tais como fadiga e incoordenação muscular. Os Níveis adequados de estrogênio são fundamentais para que autores questionam se a reduzida capacidade de interromper o ocorra coaptação uretral. 2002. uma vez que têm predisposição para a DAP9 (B). também podem estar associados a deficiências dos MAP e inclusive entre as nulíparas. Bouvier M. minimizando o impacto negativo na uma importante fonte de síntese de hormônios9. Caballe I. Eliasson K. A progesterona relaxa os tecidos ao esforço excessivo ou aumento da PIA. Leituras suplementares 1. Orizio C.32 (B). e salientam que mais pélvicos. Disfunções de assoalho pélvico em atletas interrupção do fluxo de urina. 2007. tais como lassidão fascial e deficiência da musculatura A IU é uma condição prevalente entre atletas jovens. devido a uma função muscular tônica pobre ou inadequada. Albright JP. Prevalence and impact 3. como a IA ou disfunção sexual.31. de um número reduzido de fibras tratos genital e urinário feminino são sensíveis aos efeitos de de contração rápida do músculo ou é o primeiro sinal de uma estrogênio e progesterona. Oliveira D. 2002.12 observaram que atletas femininas profissionais.19(5):687-96. 2006. Eliasson et al. Int J Gynecol Obstetr. 4. Urinary incontinence in elite female 9. atletas.33 (B). Prat-Pradal D. Urologia. 6. Caylet N. Nygaard. a necessidade de melhor investigar a ocorrência de DAP em Greydanus et al. Eliasson K. as DAP. quando mesmas. atividades de alto impacto. outras DAP. 2010. Matisson E. A concentração de Deficiência de controle e coordenação muscular? colágeno no tecido conjuntivo que compõe a pelve feminina Sapsford afirma que deficiências dos MAP podem ocorrer também pode afetar a continência9 (B). Svengalis SL. Bo K. favorecendo a adesão e o desempenho das atletas associada a distúrbios alimentares. embora alguns fatores en- que mulheres com hipermobilidade articular devem fortalecer os dócrinos sejam mencionados. Estes DAP em atletas. Larsson T.84(2):183-7. Lose G. decorrente de exercício fatores parecem constituir o mecanismo para a ocorrência da físico intenso. Olesen S. Prevalence of stress and urge urinary incontinence in elite occurrence and risk factors. Med Sci Sports Exerc. Impact of High-Level Sport Practice on Anal Incontinence in a Healthy Young Urol Nurs. enfatizam que os estiramento crescente do AP.13(1):15-7.12(2):106-10. podendo levar a deficiências funcionais endócrinos também têm sido mencionados como predisponentes à dos MAP.114(1):60-3. 11. O Distúrbios endócrinos? aumento frequente da PIA causa sobrecarga sobre as estruturas Além de fatores biomecânicos e das funções dos MAP. especialmente durante períodos de níveis elevados deste pesquisas são necessárias7 (B). Pettenò A.77(2):139-46. Antonelli A. 2011. hormônio. rates and predictors of lower urinary tract symptoms and incontinence in famale 5. Edner A. Obstet Gynecol. Med. que é uma indicação de DAP. Clevin L. Bo K. Can J 10. Baumstarck-Barrau K. extenuantes e o aumento crônico da PIA associado parecem ser os mais importantes.20(5):757-63. Marès P. Moroni A. age female athletes in the Midwest: implications for education and prevention. potencialmente. como por exemplo. lisa. et al. pelvic floor dysfunctiobn. 2001. IU e. Occurrence athletes and dancers. Grimaud JC. à hipertonia ou ao não relaxamento adequado deste grupo muscular. athletes and controls. Dentre os fatores de risco para MAP.34(7):451-64. Considerações finais ou seja. nesta população. Urinary incontinence. em prática esportiva. A). Int Urogynecol J PF Dysfunct. Carls C. uretra. fatores que compõem o AP. e os receptores estão presentes na síndrome disfuncional do músculo levantador do ânus devido vagina. assim como os mecanismos que levam a tais disfun- especialmente aquelas que treinam por longos períodos desde tenra ções e de elaborar estratégias de prevenção e tratamento das idade.13(4):3174-9. Zani D. Female Population. mencionou uma Os fatores etiológicos mais discutidos para as DAP em atletas correlação entre a mobilidade das articulações e as DAP e sugeriu jovens e nulíparas são mecânicos.12 (B. Urinary incontinence in elite 7. Sá-Couto P. Corcos J. Esta condição. elite trampolinists. Urinary incontinence in very young and mostly nulliparous athletes. 2004. leva à perda da gordura corporal. Borgen JS. Prevalence athletes.33(11):1797-802. Vitton V. nulliparous women with a history of organized high-impact trampoline training: 2. de outras DAP em atletas. Scand J Med Sci Sports. 2008. and occurrence of stress urinary incontinence in elite women athletes. Pouca atenção tem sido dada a consequentes DAP20 (B). Nygaard IE.

Pediatr Clin N Am.27(5):493-510. 17. Femina. da via de parto sobre a força muscular do assoalho pélvico. J. Miller YD. Postural health in women: the role of physiotherapy. Neurol Urodyn. Influence of 19.27(11):677-82.52(2):173-80. 14. Pernamb. Incontinência urinária de esforço em 25. Bianchi G. Mattson E. An Fac Med Univ Fed de atividades físicas. Wei JT. Britnell N. Physiotherapy management obstructed defecation. Rehabilitation of pelvic floor muscles utilizing trunk stabilization. 2009. Phys Ther. physical active on urinary leakage in primiparous women. Tavares MCGCF. 28. Rev Bras Med Esporte. Britnell SJ. and conundrums. Sighinolfi MC. Obst. Incontinência urinária e a prática atletas do sexo feminino: uma revisão da literatura. Rev Bras Ginecol 33. Torcasio F. 2003. 1999. 21. Omar H. Pratt HD. program in three female athletes. Benson T. Sran MM. Canadian pelvic floor clinical assessment group of the international continence society. Markwell SJ. Incontinence. urinary incontinence later in life than non-athletes? Scand J Med Sci Sports.47(1):3-17. 1998. Impacto da atividade Manu Ther. Barbosa AMP.41(4):279-83. Relação entre incontinência urinária em mulheres atletas corredoras de longa 22. Corcos J. Sapsford R. J Sci Med Sport. Wein A. Almeida MBA.15(2):87-94. 2008. Delancey JOL. 2007.13(4):270-4. esportiva no assoalho pélvico. Sapsford RR.30(1):8-5. Rivalta M. Lucena ACT. Rudge MVC. Silva AL. Epidemiology and natural history of pelvic floor dysfunction. Cole JV. Sartori MGF. Stefani SD. Borgen S. Hammarström M. e fatores de risco. on Incontinence. Flister J. et al. Novi JM. Abrams P. 4th International Consultation activity in women. Caetano AS. Leal B.94(4):532-6. Martins AMVC.25(4):723-46. Health Care Women Int. and sport: first and preliminary experience with a combined pelvic floor rehabilitation 27.59(10):717-21. Urinary incontinence Aircrew. Norton PA. Zucchi EVM. 2007. Bernardes N. Girão MJBC. Greydanus DE. Dietz HP. Anselmo CWSF.20(1):100-4. Micali S. Calderon IMP.24(4):374-80. 2006. Bo K. Khoury S. Paris: 4th ed. Marinho AR. Elsevier Science Inc. Sartori MGF. Kruger JA. Bump RC. Brown WJ. Lopes MHBM.31(5):435-43. Fisiot Bras. 2001. Oliveira E.85(3):269-82.4(4):373-8. Jiang K. Exercise and urinary incontinence in women. Barra AA. Larson B. Eliasson K. Carvalho LR. of Terminology of pelvic floor muscle function and dysfunction: report from 29. 2005. Trevisani VFM. Obstet Gynecol Survey. Efeito distância e distúrbio alimentar. 31. Figueiredo EM. Sherburn M. 1995. Barros JD. Are former female elite athletes more likely to experience Obstet Gynecol Clin North Am. Isherwood L. Bo K. tract. Araújo MP. Bo K. 2005. Rev Assoc Med Bras. 2004. et al. Velloso FSB. Monteiro MVC. 18. Berg PH. Murphy BA. 2004. Berghmans B. 2010. Physiotherapy Association. Pelvic floor function in elite nulliparous athletes. 2005. Evaluation of female pelvic-floor muscle function and strength. Rett M. The adolescent female athlete: current concepts 23.. Darnell S.7:4. Scand J Med Sci Sports. 2010. 26.31(4):333-5. Obstet Gynaecol Can. Functional anatomy of the pelvic floor and lower urinary 2005.54(2):146-9. 2007. Too wet to exercise? Leaking urine as a barrier to physical 24. Burgi S. 13. Girão MJBC.57(3):697-718. Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada. Standardization 2010. 402 FEMINA | Agosto 2011 | vol 39 | nº 8 . Bacarat EC. Fischer JR.9(1):3-12. Fowler C. Arya LA. 2004. Ultrasound Obstet Gynecol. Zucchi EVM. 16. Messelink B. 2005. Lima GR. Incontinência urinária feminina 32. Urinary Incontinence in United States Air Force Female 15. 30. 20. Austral J Physiother. Cardozo L. Clin Obstet Gynecol. Nordlander I. Rodrigues AM 12.

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