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Universidade Estadual de Goiás – UEG

Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas – UnUCET

Estudos das propriedades químicas dos sais
duplos de compostos complexos

Acadêmicos: Lucas Rodrigues Ferreira
Lucas Sousa
Orientadora: Madalena
D Disciplina: Química inorgânica experimental II
J

Anápolis, 12 de março de 2010.

e todos os seus estudos foram feitos mediante a interpretação de simples reações químicas. Valência primária corresponderia ao número de carga do íon complexo. profundo conhecedor da estereoquímica orgânica. eram um mistério para Werner. Thompson em 1896. foi a primeira tentativa de explicar a ligação existente em complexos de coordenação. Werner combinou a inter- pretação de isomerismo óptico e geométrico com padrões de reações e com dados de conduti- vidade elétrica num trabalho que ainda permanece como modelo de como usar. Werner foi capaz de explicar as principais características das estruturas geométricas dos complexos metálicos. Os ácidos de Lewis podem ser metais de transição e. As bases são chamadas de ligante. o termo complexo significa um átomo metálico ou íon central rodeado por um conjunto de ligantes. Com a teoria de Werner foi possível verificar que um número grande de moléculas e íons pode se comportar como ligantes. de maneira efetiva e criativa. Os compostos de coordenação são moléculas constituídas por um ou vários ácidos de Lewis ligados a uma ou várias bases de Lewis. Werner não tinha à sua disposição nenhuma das modernas técni- cas instrumentais. Um complexo é a combinação de um ácido de Lewis (o átomo metálico central) com várias bases de Lewis (os ligantes). A teoria da coordenação de Werner. porque ele que doa os elétrons usados para formar a ligação. Exemplo: Cu2+ + 4NH3 ⇌ [Cu(NH3)4]2+ No caso dos complexos metálicos. hoje chamado estado de oxidação. Um ligante é um íon ou molécu- la que pode ter existência independente. e um grande número de íons forma complexos. Exemplo de um complexo é o [Co(NH3)6)]3+.J. O termo composto de coordenação é usado para designar um complexo neutro ou um composto iônico no qual pelo menos um dos íons é um complexo. O átomo da base de Lewis que forma a liga- ção com o átomo central é chamado de átomo doador. Esta teoria foi proposta antes da descoberta do elétron por J. As cores marcantes de muitos compostos de coordenação de metais d e f. e concluiu que nos complexos o metal apresenta dois tipos de valência. e antes da formulação da teoria eletrônica de valência. Valência secundária corresponderia ao número de ligantes coordenados ao metal. os compostos de coordenação também são chamados de complexos metálicos. estes são compostos neutros resultantes da a- gregação de um complexo com um ânion. o ácido de Lewis do complexo. evidências físicas e químicas. no período de 1930-1960. é o átomo receptor. hoje chamado de número de coordenação. Os ligantes são espécies ricas em elétrons e os metais que formam complexos são íons com orbitais disponíveis para acomodar estes elétrons. . neste caso. Um exemplo é o cloreto de hexaquocobre. as quais são consequências das estruturas eletrônicas. deu a Werner o prêmio Nobel de Química de 1913. Esta característica só foi elucidada quando as estruturas eletrônicas passaram a ser descritas em termos de orbitais. no qual o íon Co3+ está rodeado por seis ligantes NH3. e os 20 anos de trabalhosas pesquisas associados a ela. A formação de complexos é comum com metais de transição d e f. de 1893. INTRODUÇÃO No contexto da química de coordenação. O átomo ou íon metálico. Essa teoria. As principais características das estruturas geométricas dos complexos metálicos foram identificadas por Alfred Werner (1866-1919).

(NCS ). formando complexos de tiocianato. Ligantes que possuem mais do que um ponto de ligação são chamados como polidentados. A teoria da coordenação de Werner. Os ligantess podem ser classificados também de acordo com a sua carga. ligantes neutros (moléculas) e ligantes positivos (catiônicos). Quando os dois nitrogênios efetuam ligação coordenada para um mesmo átomo metálico. Valência secundária: Se refere ao número de átomos ligantes coordenados ao metal central. central ou seja. Segue alguns exemplos: . o ácido etilenodiaminotetraacético. que pode se ligar a um íon metálico pelo N. mais de um átomo doador diferente. Figura 1 Figura 2 Ligantes ambidentados são aqueles que têm. pode se ligar através de seis pontos (os dois áto-át mos de N e os quatro átomos de O) e formar um complexo elaborado contendo cinco anéis de cinco membros. Quando cada um dos nitrogênios efetua uma ligação coordenada para um átomo metálico dis-di tinto (estes metais podem ser iguais ou diferentes). formando complexos do isotiocianato. aqueles com três. Os ligan- liga tes positivos são muito raros. na forma do seu ânion [edta. foi a primeira tentativa de explicar a ligação existente nos complexos de coordenação. ou pelo átomo de S. como tridentados e assim por por diante. NH2CH2CH2NH2). Os ligantes podem ser classificados conforme o número de átomos ligados ao íon metálico. portanto. ligantes negativos (aniônicos). Ligantes que se coordenam através através de um átomo são chamados de monodentados. formando uma ligação coordenada. (-O2CCH2)2NCH2CH2N(CH2CO2-)2]. Um exemplo é o íon tiocianato (NCS-). Ele concluiu que esses compostos apresen- aprese tam dois tipos de valência: Valência primária:éé o número de cargas no íon complexo. Os ligantes que se coordenam através de dois átomos são chamados de bidentados. Cada ligante doa um par de elétrons ao íon metálico. 2+ - temos Co e mais dois átomos de Cl . que forma um anel de cinco membros qundo os átomos de N se ligam ao mesmo átomo metálico. no composto CoCl Co 2. é o Número de Coordenação do composto. de 1893. Por exemplo. O ligante hexadentado. potencialmente. o ligante ligante é dito quelante e o complexo pode ser chamado de quelato. temos 2 valências primárias. Um exemplo é o ligante bidentado etilenodiamino (en. a ligação é dita em ponte.

maior será a estabilidade do composto. (EDTA). A teoria do campo cristalino considera que a interação entre os ligantes e o íon metálico em complexos é de natureza puramente eletrostática e prevê que os níveis de energia dos orbitais d do íon metálico perdem a degenerescência devido ao efeito produzido pelo campo elétrico dos ligantes. cloreto. conforme figura: Figura 3 Alguns orbitais d concentram-se em regiões mais próximas dos ligantes que os outros. con- forme indicado na figura 4. Quelatos: Quando o ligante ocupa mais de um sítio. onde os ligantes podem se ligar. cianeto e ligantes neutros. como a amônia e a água. Polidentados: Ocupam mais de um sítio de coordenação. Exemplos: Etilenodiamina (en). e os elétrons preferirão ocupar os orbitais que estiveram mais longe do ligante. Considerando-se um íon metálico M+ no centro de um sistema de cargas elétricas puntiformes colocadas nos vértices de um octaedro. Quanto maior o número de anés formados. Eles podem ser classificados em dois tipos: Monodentados: Ocupam um sítio de coordenação. uma estrutura cíclica. São chamados de Quelatos. formando assim. dxz. Neste caso considerando os orbitais dz² e dx²-y² com lobos mais concentrados nas vizinhanças dos ligantes e os orbitais dxy. Exem- plos são os íons fluoreto.São numerosos os íons negativos que desempenham o papel de ligantes em compostos de coordenação. dyz com lobos entre os li- gantes obtém-se o seguinte diagrama de nível de energia: Figura 4 . Estes compostos são mais estáveis que os monodentados.

Figura 5 Tendo em vista as observações acima temos o diagrama do nível de energia abaixo para sistemas tetraédricos: Figura 6 Onde e refere-se aos orbitais dz² e dx²-y² enquanto que os orbitais dxy . já que estes últi- mos não estão tão concentrados na direção dos ligantes. como por exemplo. Com racio- cínio análogo. Os orbitais dz² e dx²-y². dyz denominados t2g apresentam menor energia. de energias mais altas. observa-se que os orbitais dxy . Partindo-se de um sistema octaédrico. e ∆0 o – parâmetro de des- dobramento do campo ligante . pela redução na energia do orbital dz² e dxz e dyz e o correspondente aumento da energia do orbital dx²-y² e dxy. enquanto os orbitais dxy. dyz ficariam menos estáveis que os orbitais dz² e dx²-y².está associado à diferença de energia entre t2g e eg. Assim todos os orbitais que tem componente em z se estabilizam e os restantes se desestabilizam. dyz são denominados t2. e ∆t está associado à diferença de energia entre t2 e e. dzx. analisando uma estrutura tetraédrica. ocorre a perda da degenerescência dos orbitais eg e t2g. complexos hexacoordenados de cobre(II). conforme figura 5 e 6. Essa distorção é conhecida como distorção Jahn – Teller e corresponde a uma extensão ao longo do eixo z e uma compressão nos eixos x e y. dzx. são denominados eg. dzx. Alguns complexos costumam desviar-se da geometria octaédrica apresentando distorções tetragonais.Quando as distân- cias cátion-ânion são iguais e o cátion e o anion são os mesmos nos casos octaédrico e tetraé- drico tem-se que . Da mesma forma que po- .

E quando ocorre o salto de uma orientação para a outra temos o efeito Jahn- Teller dinâmico. conforme apre- sentado na figura 8. . típicos D4h. O parâmetro de desdobramento do campo ligante está asso- ciado à diferença de energia entre dx²-y² e dxy. observa-se que deriva de uma estrutura octaédrica considerando os ligan- tes ao longo do eixo z removidos. Alongamento dos ligantes ao longo do eixo: Figura 7 Compressão dos ligantes ao longo do eixo z: Figura 8 Quanto aos complexos de geometria quadrada planar.de ocorrer o alongamento ao longo do eixo z e compressão ao longo dos eixos x e y. poderá ocorrer o inverso.

que é chamada de energia de estabilização do campo ligante (EECL). Segue que a energia resultante de uma configuração tx2g eyg em relação ao baricentro. em relação ao baricentro. O símbolo ∆o é empregado no caso específico de um complexo octaédrico. resulta no aumento da energia dos orbitais d e na perda da degenerescência destes níveis. A EECL é geralmen- te apenas uma pequena fração da interação total entre o átomo metálico e os ligantes. os orbitais d do átomo central dividem-se em 2 níveis de energia. t2g e eg.. No caso mais simples. a energia de um orbital t2g é -0. Este desdobramento é repre- sentado pelo parâmetro do desdobramento do campo cristalino ∆ ou 10 Dq. ou seja. .4x-0. segundo a Teoria do campo Cristalino (TCC).4∆o e a de um orbital eg é +0.6y)∆o . a qual aumenta da esquerda para a direita ao longo de um período devido ao decréscimo no raio dos íons M2+ ao longo da série.6∆o. A diferença de energia entre os dois conjuntos de orbitais denomina-se desdobra- mento do campo cristalino ou desdobramento do campo ligante. simetria octaédrica. O termo energia de estabilização do campo cristalino (EECC) é muito usado no lugar de EECL. Em um íon octaédrico. é o desdobramento dos níveis de energia correspondentes aos orbitais d do átomo central. é: EECL=(0. a interação do campo eletrostático gerado por seis ligantes idênticos distri- buídos simetricamente ao redor do átomo central. Figura 9 O principal efeito dos ligantes. mas esse termo é mais apropriado para íons nos cristais.

Íons de um sal livre e um sal complexo • 4 tubos de ensaio • 6 Pipetas Pasteur • 6 béquers de 50mL 3. Compostos com íon complexo negativo • 2 vidros relógio • 6 Pipetas Pasteur • 6 béquers de 50mL • 1 tubo de ensaio 4. OBJETIVO Estudar as propriedades químicas de íons complexos. Compostos complexos em reações de intercâmbio • 1 tubo de ensaio • 2 Pipetas Pasteur • 2 béquers de 50mL 6. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 1. sais duplos e compostos complexos através de reações químicas. Íons de um sal livre • 2 tubos de ensaio • 3 Pipetas Pasteur • 3 béquers de 50mL 2. Compostos com íon completo positivo • 5 Pipetas pasteur • 2 tubos de ensaio • 5 béquers de 50mL 5. Decomposição de íons complexos • Piceta • Papel de Tornassol • 3 béquers de 50mL • 3 Pipetas Pasteur .

Compostos com íon completo positivo • Nitrato de prata • Cloreto de bário • Sulfato de cobre • Hidróxido de sódio • Amônia 5. Compostos complexos em reações de oxidação-redução • 1 tubo de ensaio • 3 béquers de 50mL • 3 Pipetas Pasteur REAGENTES 1. Íons de um sal livre • Sulfato duplo de alumínio e potássio • Hidróxido de sódio • Cloreto de bário 2.7. Compostos com íon complexo negativo • Nitrato de prata • Iodeto de potássio • Cloreto de cobalto II • Tiocianato de potássio • Cloreto de zinco • Hidróxido de sódio 4. Íons de um sal livre e um sal complexo • Cloreto de ferro III • Sulfato de amônio • Tiocinato de potássio • Ferrocianeto de potássio 3. Compostos complexos em reações de intercâmbio • Cloreto de ferro III • Ferrocianeto de potássio .

b) Colocamos em um vidro relógio 4 gotas de solução saturada concentrada de cloreto de cobalto II e adicionamos tiocianato de amônio. Íons de um sal simples e um sal complexo a) Colocamos 2mL de solução de cloreto de ferro III em dois tubos de ensaio. Compostos complexos em reações de oxidação-redução • Peróxido de hidrogênio • Hidróxido de potássio • Ferrocianeto de potássio PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 1. 2. Compostos com íon complexo negativo a) Colocamos em um vidro relógio duas gotas de solução saturada de nitrato de prata e adicionamos algumas gotas de solução saturada de iodeto de potássio até o precipitado de dissolver todo o precipitado. em dois tubos de ensaio. Adicionamos mais hidróxido. solução de cloreto de bário. Íons de sal duplo Em dois tubos de ensaio colocamos 2mL de solução de sulfato duplo de alumínio e potássio. . Adicionamos em um deles algumas gotas de solução de sulfato de amônio e no outro. b) Colocamos 2mL de solução de K4[Fe(CN)6]. adiciona- mos em um deles gotas de solução de sulfato de sódio e no outro solução de tiocianato de potássio. Guardamos essa solução para um experimento poste- rior. Adicionamos em um deles algumas gotas de solução de hidróxido de sódio e no outro.6. c) Colocamos 1mL de uma solução de zinco em um tubo de ensaio e adicionamos 3 go- tas de uma solução de hidróxido de sódio até que se formasse um precipitado branco. solução de tio- cianato de potássio. como excesso. e observamos o que aconteceu. Guardamos essa solução para um expe- rimento posterior. 3. Decomposição de íons complexos • Água destilada • Ácido clorídrico • Hidróxido de sódio • Sulfeto de sódio 7.

Íons de sal duplo A mistura do sulfato duplo de alumínio e potássio com o hidróxido de sódio gerou ra- pidamente um precipitado cristalizado e branco. gota-a-gota. Compostos complexos em reações de intercambio Colocamos 2mL de solução de solução diluída e acidulada de cloreto de ferro III. Deixamos o tubo de ensaio com o produto desta reação em repouso por cinco minutos para decantar o líquido e formar a maior quantidade de precipitado possível. 7. 6. O hidróxido de alumínio é o precipi- tado formado nessa mistura. ao complexo de prata do expe- rimento 4 até obtermos uma solução ácida (comprovando isso com papel tornassol). Adicionamos o mesmo volume de solução de ferrocianeto de potássio. RESULTADOS E DISCUSSÕES 1. à outra parte adicionamos solução de sulfeto de sódio (essa parte foi feita na capela). 5. ocorrendo uma reação de dupla-troca. Decomposição de íons complexos a) Pegamos a soluções do composto que ficou no vidro de relógio no experimento 3 e. Depois adicionamos 2mL de solução de ferrocianeto de potássio. b) Adicionamos acido nítrico vagarosamente. adicionamos excesso de amoníaco em cada tubo de ensaio. Deixamos o tubo de ensaio com o produto desta reação em repouso por cinco minutos para decantar o líquido e formar a maior quantidade de precipitado possível. adicionamos água.4. A uma parte adicionamos solução de hidróxido de sódio até que se obti- vesse alguma mudança. Esta reação é demonstrada a seguir: . pegamos 10mL de solução aquosa de sulfato de cobre e misturamos com 10mL de solução aquosa de hidróxido de sódio. Compostos com um íon complexo positivo Pegamos 10mL de solução aquosa de nitrato de prata e misturamos com 10mL de solução aquosa de cloreto de bário. Compostos complexos em reações de oxidação-redução Em um tubo de ensaio misturamos cerca de 2mL de uma solução de peróxido de hidrogênio em hidróxido de potássio. Em seguida. Após esse período. nele. Ao adicionarmos no tubo onde havia cloreto de prata notou-se o desaparecimento do precipi- tado branco e a formação de uma solução incolor. Observamos as alterações. Ao adicionamos no tubo onde havia hidró- xido de cobre notou-se o desaparecimento do precipitado azul e a formação de uma solução azul marinho escuro. ocorrendo uma reação de dupla-troca. c) Dividimos em duas partes a solução azul de amoníaco de cobre formado na experiên- cia do item 4.

Este precipitado formado nesta reação será o sulfato de bário. Este precipitado formado é o sulfeto de ferro. Íons de um sal simples e um sal complexo a) A mistura do cloreto de ferro III com a solução de sulfato de sódio gerou um precipi- tado gelatinoso de cor marrom. pois o ferro no pro- duto participa de uma esfera de coordenação. Compostos com íon complexo negativo a) Quando adicionamos o nitrato de prata na solução de iodeto de potássio houve a for- mação de um precipitado amarelado de aparência viscosa (AgI). Esta reação é demonstrada a seguir: • Fe3+Cℓ-3(aq) + 6K+SCN-(aq) → k3[Fe(SCN)6](aq) + 3KCℓ(aq) b) Os experimentos realizados no item b não obtiveram precipitados. o que indica a formação do íon complexo. ao menos que haja uma reação com um ácido ou uma base. • K4[Fe(CN)6](aq) + (NH4)2SO4(aq) → não ocorreu • K4[Fe(CN)6](aq) + K+SCN-(aq) → não ocorreu 2. As reações dessa mistura podem ser demonstradas da seguinte maneira: • Ag+NO3-(aq) + 2K+I-(aq) → AgI(s) +KI(aq) + KNO3(aq) • KI(aq) + AgI(s) → K[AgI2](aq) . Esta reação é demonstrada a seguir: • K+Aℓ3+(SO4)22-(aq) + Ba2+Cℓ2-(aq) → KCℓ(aq) + AℓCℓ3(aq) + BaSO4(s) 1. então não pode ser rompido da mesma. K+Aℓ3+(SO4)22-(aq) + Na+OH-(aq) → AℓOH3(s) + KOH(aq) + 2Na2SO4(aq) A mistura do sulfato duplo de alumínio e potássio com o cloreto de bário gerou um precipitado branco e gelatinoso. Esse precipitado reage com o iodeto de potássio que ainda não reagiu e faz a mistura ficar homogênea e incolor. Esta rea- ção é demonstrada a seguir: • 2Fe3+Cℓ-3(aq) + 3Na2S2-(aq) →6 NaCℓ(aq) + Fe2S3(s) A mistura do cloreto de ferro III com a solução de tiocianato de potássio gerou uma solução com uma coloração vermelha bem intensa. como a de um sabo- nete liquido. como cor de sangue.

ocorreram as seguintes reações: TUBO 1 . Além da formação do sulfato de sódio.CuSO4(aq) + 2NaOH(aq) Cu(OH)2(s) + Na2SO4(aq) Esta foi a reação de sulfato de cobre e o hidróxido de sódio sintetizada em labora- tório. b) A reação de cloreto de cobalto II com tiocianato de amônio. Além da formação do nitrato de bário. A reação pode ser escrita da seguinte maneira: • Zn2+Cℓ-2(aq) + 2Na+OH-(aq) → Zn(OH)2(s) + 2NaCl(aq) 3. um precipitado azul.Cu(OH)2(s) + 4NH3(aq) [Cu(NH3)4]2+ + 2OH- Tetra-amincobre II . • Ao adicionarmos excesso de amoníaco a cada tubo de ensaio. uma reação de dupla troca. notando-se o de- saparecimento do precipitado (cloreto de prata) e a formação de uma solução incolor. Houve a formação de cloreto de cobre. uma reação de dupla troca. pois o cloreto de cobalto II estava acidificado. logo um composto insolúvel. • CoCl2(aq) + NH4SCN(aq) → não ocorreu. Este precipitado é o hidróxido de zinco. Houve a formação de hidróxido de cobre. c) Quando misturamos a solução de zinco com o hidróxido de sódio houve a formação de um precipitado gelatinoso e branco. TUBO 2 . observou-se que ao acrescentar amônia à solução o sólido se dissolveu e a solução ficou inco- lor. Assim. Compostos com íons complexos positivos TUBO 1 .2AgNO3(aq) + BaCl2(aq) 2AgCl(s) + Ba(NO3)2(aq) Esta foi a reação de nitrato de prata e o cloreto de bário realizada em laboratório. um composto a- quoso azul claro. logo um sal solúvel. logo um composto insolúvel.2NH3(aq) + AgCl(s) [Ag(NH3)2]+Cl-(aq) Cloreto diaminprata I Através desta reação houve a formação do cloreto diaminprata I. após a formação do pre- cipitado e deixar os tubos em repouso durante cinco minutos. TUBO 2 . logo um sal solúvel. um composto aquoso incolor. um precipitado branco.

Através desta reação houve a formação do cloreto tetra-amincobre II. observou-se que ao acrescentar amônia à solução o sólido se dissolveu e a solução ficou azul marinho escuro. notando-se o desaparecimento do precipitado (hidróxido de cobre) e a formação de uma solução azul ma- rinho escuro. pois o papel adquiriu a coloração vermelha. ob- teve-se um equilíbrio. A reação pode ser descrita da seguinte manei- ra: 2[Ag(NH3)2]+Cl-(aq) + 4HNO3(aq) → AgCℓ(aq) + 3NH3NO3(aq) + AgNO3(aq) + NH3Cl(aq) + 4H+ c) Dividimos o amoniacato de cobre da experiência 4 em dois tubos de ensaio. Quando adicionamos solução de hidróxido de sódio em um dos tubos. comprovamos realmente que a solução tornou-se acida. Para conferir- mos a acidez na solução. A reação é escrita da seguinte maneira: • 4Fe3+Cℓ-3(aq) + 3K4+[Fe2+(CN)6-]4+(aq) → Fe4[Fe(CN)6]3(s) + 12KCl(aq) 5. Assim. Quando o inse- rimos no tubo de ensaio. A reação pode ser descrita da se- guinte maneira: • [Cu(NH3)4]2+(aq) + 2NaOH(aq) → Cu(OH)2(s) + 4NH3+(aq) + 2Na+(aq) • [Cu(NH3)4]2+(aq) + Na2S → CuS(s) + 4NH3+(aq) + 2Na+(aq) . A mistura dessas soluções se verteu em uma solução com precipitado de coloração azul bem intensa. observamos que ocorreu a troca de coloração de azul marinho para azul claro. conhecido como azul da prúcia. demonstrado na seguinte reação: • AgI(aq) + KI(aq) ⇌ [AgI2]1. Decomposição de íons complexos a) Quando diluímos água na solução presente no vidro de relógio.+ H2O b) Adicionamos algumas gotas de ácido nítrico na solução da experiência. Compostos complexos em reações de intercambio Quando misturamos a solução de cloreto de ferro com a solução de ferrocianeto de potássio observamos a mudança de coloração. usamos um pedaço de papel tornassol azul. 4. Quando a água foi adicionada. observamos a forma- ção de uma substancia ligeiramente esbranquiçada.

aplanando os conhecimentos a cerca das técnicas e teorias utilizadas. . cor característica do ferro. como pode ser observado na reação abaixo: • H2O2(aq) + 2KOH(aq) → ½ O2(g) + KOH(aq) Após a saída do gás oxigênio. notamos o desaparecimento da cor amarelada. devido à formação de oxigênio. Compostos complexos em reações de oxidação-redução Ao misturarmos peróxido de hidrogênio e hidróxido de potássio notamos a forma- ção de bolhas. atingindo o objetivo da aula prática. as reações para o estudo das propriedades químicas dos sais duplos de compostos complexos foram bem sucedidas. • 2KOH(aq) + K4[Fe(CN)6](aq) → 6KCN(aq) + Fe(OH)2(aq) CONCLUSÃO Em suma. Em seguida. adicionamos ferrocianeto de potássio à solução. assim. E por meio dos experimentos foi possível efetuar as análises necessárias nas diferentes etapas dos procedimentos.7.

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