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PRÁTICA

PATRICIA GALANTE DE SÁ

MICHELE OLIVEIRA

A GESTÃO DE
STAKEHOLDERS
TRATADA COMO ELA É:

UM SISTEMA VIVO
REVISTA MUNDO PROJECT MANAGEMENT
ANO 12 • Nº 71 • OUT & NOV / 2016 • PG. 68 - 73

a considerar os stakeholders em relacionamentos tridimensionais complexos. ao contrário da estrutura atual dominada por grandes organizações matriciais e burocracia. US$ 135 milhões representam risco. da Teoria da Complexidade e da Economia Regenerativa (a era pós-sustentabilidade).com. acompanhando uma tendência emergente do mercado global. A isso chamamos de ponto de bifurcação – quando o fluxo de ener- STAKEHOLDERS MICHELE OLIVEIRA gia de um sistema chega a um tal nível de instabilidade que o leva a um desvio do seu comportamento habitual e novas TRATADA COMO ELA É: estruturas e padrões emergem. e 56% desse risco se devem a problemas de comunicação – como falhas em comunicar os benefícios do projeto. O relatório do PMI “Pulse of the Profession 2013 – In depth report: the essential role of communication” apontou o relacio- namento eficaz com todos os stakeholders como o fator mais crítico em GP. O convite neste artigo é para evoluirmos de uma visão de organizações como máquinas para a de empresas como Sistemas Vivos e. repensar a Gestão de Stakeholders em Projetos a partir das UM SISTEMA VIVO lógicas da Sociedade 3.com. Zo- nas de Energia. e a adotar indica- dores de sucesso intangíveis e baseados em valores humanos e regeneração.Out & Nov / 2016 Out & Nov / 2016 . A cada US$ 1 bilhão investido. A GESTÃO DE STAKEHOLDERS E OS SISTEMAS VIVOS O termo Sociedade 3. Apresentaremos os conceitos de Clusters de Potência. Tanto que a 5a. altamente flexível e formada por uma rede de pequenos fractais. KPIs e Comunicação Regenerativos. devido à ruptura. ao invés da abordagem bidirecional e dialógica atual. com decisões bottom-up.TRANSFORMAÇÃO A humanidade vive um dos períodos de maior trans- formação dos últimos séculos e está face a uma A GESTÃO DE PATRICIA GALANTE DE SÁ ruptura em quase tudo que conhecemos.0.mundopm. Edição do PMBOK ganhou um espaço expressivo para essa questão.0. precisaremos usar uma ló- gica inédita e questionar como a Gestão de Projetos (GP) deverá se inserir nesse novo cenário.br . dificuldade de se alinhar com as metas estratégicas da empresa e falta de um planejamento formal. cunhado por Jan Rotmans do Dutch Research Institute for Transitions. e a “licença social para operar”1 tornou-se um dos maiores entraves à aprovação dos 68 mundopm.br 69 . aumentando o grau de inovação e proporcionando soluções mais eficientes. Como em qualquer período de transição. Eles desafiam as organizações a acreditar no poder da inteli- gência coletiva e se abrir para processos de cocriação com os stakeholders dentro dos projetos. minimizando con- flitos. informação com linguagem inadequada. fala de uma socieda- de baseada na descentralização.

re. zando e interpretando as demandas dos stakeholders Figura 2 . pados em clusters segundo sua pontuação cidade é indispensável para a saúde do ecossistema e leva à liberação de temas maiores organizados para alguma função específica (respiratório. Numa analogia com o corpo hu. por causas comuns do que se estivessem so. sendo esses temas o semelhante nas variáveis da Mandala. que for. pois se mais potencial (valor). Um bom exemplo dessa hierarquia seriam Famílias > níveis e suas reações ao mundo exterior. o fator e trará frutos mais imediatos cuidar da família e do seu bairro. um sis- mano.com. O novo sociais dinâmicas (como Open Spaces ou Design “vocabulário” dos PMOs deverá incorporar considerações como fle. • Incidência . em função da sua deve-se dedicar aos integrantes do cluster.Mandala de Potência ma de o sistema ter um “Plano B” diante de algum diferentes atores em relacionamento com o projeto. des. Pense: é mais fácil Fiéis a essa lógica. distribuindo-os pelas Zonas de com outros seu comportamento muda significativamente. Lembre-se da máxima “A união faz a força”. evolução. conflitos (bloqueios. Esse zoneamento deverá ser feito tanto para os tem sua singularidade ou potencial único. diversidade e diálogo e a colaboração entre diferentes stakeholders regeneração – típicos de ecossistemas saudáveis. dadas socialmente e mais protegidas frente a represálias (Figura 2).br . Impacto. Modelo de Saliência. procedimentos tradicionais. ossos). propomos a formação de Clusters de Potência tri. • Influência . como requisito essencial para a sobrevivência da indústria de mineração. combatendo ou ajudando o projeto. Entretanto. que existe num determinado agrupamento de públicos. ele é composto por partes físicas (células. superior. Enquanto e impacto. mas (issues) ligados ao projeto que afetam Os stakeholders são posteriormente agru. maior digestório. um projeto. mais abertos e colaborativos.com.br 71 . evitando a dizimação. resiliência. equipes de projetos fechadas em radiais. que buscam MANDALA DE POTÊNCIA? ma maior no qual estão inseridos para sobreviver. pois é o relacionamento entre elas que faz emergir um valor podem gerar conflitos. comunicação posteriormente. contribuindo para os objetivos maio. abarcando zinhos ou tivessem interesses desconectados.mundopm. Interesse.Formação de Clusters de Potência Lynda Bourne. essas abordagens consideram os relacionamentos apenas rão a reagir de forma mais contundente do que tendem a adicionar menos valor do que processos OS SISTEMAS ANINHADOS E AS ZONAS DE ENERGIA de forma bidirecional empresa<>stakeholder ou issue<>stakeholder. Um público envolvido em determinante para avaliar o risco e calibrar de uma nação ou do planeta. 70 mundopm. Matriz de Planejamento de Participação. É a for- O primeiro passo na gestão dos stakeholders é descobrir quem são os Figura 1 . Para isso.nível da mudança que a vida do sistemas abertos podem adicionar energia (valor) grids e diagramas que distribuem os diferentes grupos em quadrantes ou stakeholder sofrerá. já que também é frequente a das partes. A recipro- oxigenação. tema sempre está “aninhado” dentro de outro do qual depende. Os sistemas vivos nos ensinam que a maior evolução e resiliência do ecossistema STAKEHOLDERS SOB A ÓTICA TRIDIMENSIONAL se dá por meio da diversidade de espécies. tornando os 1. energia colocado na relação entre eles e com o externo. conforme seu escopo contratempo. sinapses neurais. que poderá aumentar sua ao todo. tornar. que resulta da conexão desses três longo do processo.valência positiva ou negativa em em novas perspectivas e debates evolutivos. sponsors e departamentos. cooperação. mas o todo transcende a soma benefícios ou prejuízos. boicotes) ou alianças esforços de relacionamento e comunicação mais viáveis em termos opera- 2. Charrettes). e beneficiadas. com seu complexo e multidimensional Stakeholder Circle. excreção. identificando. mas intuitivamente percebemos que estar resultado de um mapeamento específico ao espera uma coesão maior entre eles na luta a quantidade de “ninhos”. Onion Diagram. de forma a focar as desconexão entre equipes. comunalidades para definir os temas (issues) mais relevantes – usando • Impacto . projeto. o stakeholder e representam demandas. sendo “potência” o nível de energia relacional/vitalidade em vários públicos. órgãos. Da qualidade dos relacionamentos e da comunicação dependem capacidade de articulação/mobilização. em que se criam espaços fluidos para o xibilidade. propomos tra- a disposição para embates (criando controvér. Urgência e Legitimidade. denún. E O QUE SIGNIFICA CADA VARIÁVEL DA sistemas fechados extraem energia do ecossiste- zando-os conforme Poder. e sim como sistemas vivos. des para formar “macrotemas”. zar temores e aproveitar as expectativas existentes. balhar com apenas quatro zonas externas e um cluster por zona. e aderentes à real necessidade dos públicos (Figura 3). Incidência e Influência. de forma mutuamente excludente2 – e a partir daí estabelecem a prontidão e motivação em lutar por suas de. qual precisa contribuir para o atingimento das metas do todo. ceios ou expectativas. pessoas prejudicadas excelentes conteúdos para serem trabalhados na stakeholders externos quanto internos. para então formular o planejamento de comunicação e dosar é visto como uma parte isolada. circulatório. bre outros e sobre a empresa.nível de poder que o grupo tem so. que envolvem relações altamente Potência deverá ser feito por meio de tecnologias dinâmicas e complexas de interdependência e imprevisibilidade. pois se sentem vali- res da organização. Assim. Vale ressaltar que os Macrotemas revelados du. informações naquilo que tenha poder para neutrali. Pela lógica dos sistemas vivos. do que dimensionais. sias). executivo de uma mineradora canadense. entre outros. suas interpretações da realidade e acomodadas em criticidade e o nível de comunicação que cada grupo precisa receber. ou seja. e distribuindo-os em grids. matrizes e diagramas. cia.refere-se à quantidade de te. membros. que podem resultar O passo seguinte será estabelecer a criticidade de cada Cluster de prezando o fato de que quando um stakeholder está em relacionamento • Interesse . categori- importante evolução na moderna gestão de stakeholders foi trazida por sem importar aqui a qualidade desse impacto.Out & Nov / 2016 Out & Nov / 2016 . A GESTÃO DE STAKEHOLDERS TRATADA COMO ELA É: UM SISTEMA VIVO projetos. Diagrama Poder-Interesse-Objetivos (goals). bombeamento sanguíneo) e sis. que busca comunalida. a atitude de apro. Bairros > Cidades > Nações > Continentes > Planeta. simbiose. questões iguais ou assemelhadas presentes Ainda que os interesses sejam opostos. cada parte vação ou rejeição. estabelecidos hierarquicamente do menor vivo é uma energia (ou valor) superior. pessoas mais profundamente afetadas tende. típicos do projeto. mais atenção são formados pela aglomeração de vários stakeholders e o que nos interessa é mam a Mandala de Potência (Figura 1). Quanto maior a potência. uso de dispositivos legais e tudo mais que capazes de ousadias que não teriam sozinhas. quem a tratar usando pensamento linear e cartesiano estará fadado a fracassar. ao mais amplo. pois lidar com a “energia relacional” (potência) como fator crítico. Common Good Diagram (issues). do que quando relação ao projeto. as necessidades de comunicação é o nível de O sistema do público interno está “aninhado” dentro sistema do público clusters tridimensionais resulta da modelagem simples em computador rá mais sensível ao projeto. cionais e financeiros. Potência na relação com o projeto. entre os grupos e deles com a empresa é maior. categori. Pessoas em grupo são entregas no prazo e no orçamento. Como os clusters de quatro variáveis: Interesse. se preciosas aliadas. e para o há processos de troca para manter o organismo funcional (metabolismo. e portanto se. Termo proposto em 1997 por Jim Cooney. Uma mandas. neural). Os sistemas vivos seguem a lógica dos nested wholes. Como a Gestão de Stakeholders é a parte humana de for revelado ao longo do mapeamento. as pouco atingidas. Energia. que chamamos de significado. A organização dos mais temas terá mais em jogo. ou seja. pois grupos de pessoas não funcionam como sistemas O levantamento das variáveis da Mandala de mecânicos. conforme ele lhe traga rante o processo de mapeamento servirão como as ações necessárias. e ambos devem ser trabalhados de forma vinculada. já existem vários modelos de mapeamento. Exemplos são Grid Poder-Interesse. Quanto mais complexo for o ecossistema.

stakeholders. percebeu-se uma empresa energia relacional (clusters de potência). Rio de Janeiro. Regenerative Business: Diving Into the History. The possibility of healthy organizations: toward a new framework for teligência coletiva para atingir um resultado superior. Quando as organizações mo. para garantir a sobrevivência individual até o limite de não prejudicar a quando se fala de FIB/Felicidade Interna das por eles mesmos. justiça. que a competição existe do a entrar no léxico do mercado. Nessa lógica. A Mercur não trabalha mais com metas. tainable Brands ’16 Copenhagen. porque com Propósito”. USA: Projetct Management Institute. Os sistemas vivos nos ensinam que e valores subjetivos que estão começan. ativo dos mais poderosos para qualquer organização. a evolução (que significa melhoria contínua e não projeto de ferrovia se “beleza” fosse um Na Semco. Henkel. Disponível A Comunicação Regenerativa se fundamenta nos pilares da Confiança. SCHUYLER. tainable Brands News & Views/Leadership. partilha e inovação. Etymology and Practice of ‘Regeneration’. transformações intangíveis os diretores tornaram-se facilitadores. escuta ativa.. foram desconti- partes interessadas em detrimento de um escopo mais amplo (devido à prazer. E.C. com pautas trazi. Leverage Points: places to intervene in a system. Society 3.com. o pensamento é o mesmo: a liber- crescimento infinito) emerge do relacionamento orgânico baseado em de seus KPIs? Preservar a beleza natural dade de expressão e a motivação das pessoas são imprevisibilidade. muitas linhas de produtos sobrevivência do ecossistema inteiro. 6 n. ção. maio 2013. a cocriação das soluções. A GESTÃO DE STAKEHOLDERS TRATADA COMO ELA É: UM SISTEMA VIVO te e das novas aspirações da sociedade. Disponível em http://simavi. tempo e recursos. ção). desprezando a riqueza que cada gíveis e mensuráveis.0. Washington. e indivíduo tem para contribuir. Donella. experimentam relações mais flexíveis e se permitem Em 2008 a Mercur. Cocria. sa. USA: Projetct Management Institute. to- ção sem julgamentos – para redefinir a gestão dos stakeholders. com outcomes como companheiris. nuadas. Lynda. como na natureza. mais ele demandará promover práticas regenerativas e para isso repensar os próprios KPIs EDP Brasil já adotam princípios da gócio. são pro. apostando no BIBLIOGRAFIA do. The ROTMANS. organizational theory and practice. Não existe projeto que beneficie apenas a empresa e algumas incluem indicadores ligados a cultura.org/archives/leverage-points-places-to-intervene-in-a-system/. Fritjof e LUISI. em comparação aos que se encontram que são estabelecidos para aferir o que é sucesso. depois gerenciar e que muitas vezes se autorregulam. Disney. HSBC. é preciso dar ênfase várias equipes colaborativas e empoderadas. excelência blebrands.stakeholder-management. após Stakeholder Identification and Analysis Techniques. diante do ponto de GESTÃO DA COMUNICAÇÃO REGENERATIVA sem alma. es. além de prática de quantitativos se tornaram insuficientes para dar conta da complexidade do ambien. reconhecidos e tar sua estratégia focada em lucro para Patricia Galante de Sá e Michele Oliveira são sócias da RegeNarrativa. Michele Oliveira 72 mundopm. possuem mais de 15 anos de experiência executiva trabalhando para Patricia Galante empresas como Natura. TV Globo e várias entidades setoriais. deixar um legado real à sociedade. estimular a confiança. Coevolução e Celebração. Journal of Applied Sociology/Sociological Practice. Imagine o quão diferente seria um mas com aprendizados e intenções cotidianos. Abolição de privilégios e metas. Acostumados a lidar com outputs num stakeholders e tornar a empresa mais horizontal. Para criar espaços de cocriação é indispensável cionários e terceirizados. Kathryn Goldman. finalmente. a partir de repensar a narrativa atual e reconectar as pes- satisfeitos.how will you improve business Forum PMI Chapter. hierarquias permeáveis e voz para todos inovadoras. portanto.. produtos de borracha.com. a partir do respeito à diversidade. 7th Project Management National Benchmarking PMI’s Pulse of the Profession 2016. The High Cost of Low Performance – the essential role of communications. 2/ v. investimento de atenção. à dos demais (melhor outcome). 21 n. What To Do When Stakeholders Matter: A Guide to PMI’s Pulse of the Profession In-Depth Report. The Systems View of Life . espontaneidade e flexibilidade. deve ser o de Empresas como Mercur. Carol. Stakeholder Relationship Management: using the Sta. ofereça seu máximo potencial sem medo – o que Ancorados numa filosofia de “Metas CAPRA. Simavi. comprometidos como partes interdependentes de um to. Semco e foram parte do processo de reorganização do ne- cluster de stakeholders. uma empresa de Educonsultoria especializada em preparar organizações para a Economia Regenerativa. difíceis de Trabalhar pela ótica dos sistemas vivos requer a coragem para de- regeneração em suas relações e seus dividuais (potencial dos stakeholders). Os KPIs tabelecendo cinco “Direcionadores” e Mindfulness no Schumacher College/Inglaterra. mais alta é sua potência e. Ibmec e UFRJ.br 73 . Pier Luigi.0. difusos. Regenerar é “criar nova vida” e a Economia Regenerativa nos desafia a apreciar ça de cultura organizacional por meio nossas singularidades. torna-se decisivo para transformar a narrativa do business tribuído para levantar uma reflexão necessária. A empresa conseguiu of senior management. Georgetown University Public Policy Institute. Acessado em 10 setembro 2016. ZTbXBKV2hvU0I4V3lSUkVMbHM9In0%3D Fall 2004. Publicado em 22 fevereiro 2016.A Unifying SANFORD. expresso nos Direcionadores. um benchmark internacional. Vevo.IMStoeUVhZmZOd09GN2FYUF. nutrem espaços de diálogo – comunicação não violenta. beleza e inspira. e empreendeu uma mudan- as usual e alcançar resultados mais eficazes em bifurcação que nos desafia a todos. Acessado em 10 setembro 2016. The Organization is a Purposeful Living System. Projetos prescritivos demais e baseados em pré-conceitos e por onde passasse e proporcionar beleza lucro e crescimento – é consequência de um agir mindset vigente abortarão a capacidade de trazer soluções realmente Figura 3 . Esse zoneamento servirá de base safiar o senso comum e o business as usual.com. controle. que fazem parte de conjuntos mais amplos. 9-11 outubro 2003. Disponível em http://donellamea- recursos – tônica do atual sistema econômico. Acessado em 01 setembro 2016.sustaina. movidas “Rodas de Chimarrão” com clientes e cada membro tem seu papel na saúde do todo.com/sb16cph/updates/the. A EDP. o que resulta na coevolu. 24-26/Nov/2010. do projeto) estiver um xe um legado de longo prazo e um ecossistema resiliente. John M. o compromisso de um bom projeto. Formadas em Comunicação no Brasil e em Economia para Transição Também é preciso rever os atuais indicadores de sucesso de um projeto. redução nos índices de acidentes.2. 2016. pelo humano. observa. em www. Esperamos ter con- energia. Sus- Vision. da complexidade e da Cada vez mais o poder das contribuições in- mais afastados. 2014. e expressiva BRYSON. e uma revisão profunda projetos.Zoneamento Integral (Externo/Interno) para os passageiros criaria certamente compartilhado e cocriado. que pautam todas as ações da empre. UK: Cambridge University Press. e todo o resto – qualidade. decidiu reorien- ção das partes e do todo. que atua no setor de compartilhadas em grupos pequenos de alta para o Plano de Comunicação. não de comando e do entorno e cultural das comunidades os principais drivers. ousaram trabalhar regenerative_business_diving_ history_etymology_practice_rege. espiritualidade. v. The High Cost of Low Performance . TAM. Os públicos saem mais empoderados. mas desalinhadas com o propósito dência. Tratar redes humanas como máquinas falha em enxergar a com- projeto. pois ele é regido pela interdepen- Bruta ou Serviços Ecossistêmicos (que lucrativas. 10 setembro 2003. Ela abre caminho para que cada envolvido reconheça sua singularidade e a dos um longo processo de Open Spaces. Giles.mundopm. keholder Circle methodology for more effective stakeholder engagement novas relações em projetos. quanto mais próximo do miolo (ou seja. na forma como enxergamos os outros e o mundo. results? 8th Global Project Management Survey. National Public Management Research Conference. de um processo que chamou de “caór- dico” (ordem no caos). 57-79. outros e. criativo e resiliente. Para isso foi fundamental envolver todos os projetos fundamentados na inteligência coletiva. fabricante de decisões bottom-up. e o projeto resulta mais potente. um alto nível de engajamento dos fun. MEADOWS. vida. D. Os processos passaram a ser coordenados por plexidade do mundo que nos cerca. p. como fornecedores periodicamente. que dei- um valor superior para esse projeto.Out & Nov / 2016 Out & Nov / 2016 . HUTCHINS. que só funcionará bem se for generativo e não autofágico até a exaustão dos BOURNE. ou seja. Brasil. Disponível em http://events. Sociedade 3. de Sá docência nos cursos de MBA da FGV. Num sistema vivo. produtos/resultados tan. Disponível em http: /news_and_views/leadership/carol_sanford/ reforça mutuamente os círculos e fortalece o querer participar genuíno.br . É dar voz à in. soas com seu propósito e seu maior potencial. E assim também deveriam ser as potencial criativo da voz coletiva dos dows. Jan. Sus- os participantes enxergam no outro um aliado e não um risco. abrindo-se para dos KPIs intangíveis. respeito.org/three-questions/jan-rotmans/. e que se maximiza quando combinada a outcomes. lógica dos sistemas aninhados).