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LÍNGUA PORTUGUESA P/ MPE - RJ − TEORIA E EXERCÍCIOS

PROFESSOR DÉCIO TERROR


LÍNGUA PORTUGUESA P/ MPE - RJ (TEORIA E EXERCÍCIOS)

Aula 6
(Concordância, crase)
Olá, pessoal!
Trabalhamos na aula passada os termos básicos da oração, para que
pudéssemos entender a relação de concordâncias verbal e nominal e regências
verbal e nominal.
Minha intenção inicial era realizar em apenas uma aula o estudo dos
temas voltados à sintaxe; mas, como percebi que temos tido dúvidas e
algumas sugestões surgiram nos fóruns, optei por inserir mais uma aula, além
de aulas-extras com comentários de provas, para que tenhamos mais espaço
para as explicações pormenorizadas, pois nossa intenção é que você não
decore, mas procure entender o processo por analogia.
Assim, na aula passada, exploramos os termos básicos da oração, as
orações subordinadas substantivas e adjetivas, além das regências verbal e
nominal.
Nesta aula, desenvolveremos as concordâncias verbal e nominal, além da
crase.
Como percebi que poderíamos ter mais dúvidas, optei por deixar a
pontuação para a aula 7, juntamente com uma revisão de todo o conteúdo do
curso, para que tenhamos mais espaço nesta aula para as explicações das
questões e que você tenha mais questões na próxima aula para treinar
bastante.
Esperamos com isso dar a melhor condição possível para sua aprovação
no MPE RJ.
Vamos lá?????

Chamamos o sujeito e o predicado de termos essenciais. Na realidade,


quem é essencial mesmo na construção da oração é o verbo, sem o qual não
há predicado, tampouco oração. Como são a base da oração, não podem ser
separados por vírgula.
O primeiro tema desta aula é a concordância, por isso vamos aprofundar
no reconhecimento do sujeito:
Sujeito: É o termo da oração do qual se declara alguma coisa. Ele possui
um núcleo (palavra de valor substantivo) e geralmente algumas palavras de
valor adjetivo que servem para caracterizá-lo. Veja a oração abaixo.

As primeiras viagens de Joaquim foram excelentes.

sujeito Predicado nominal

O verbo de ligação “foram” e o predicativo “excelentes” flexionaram-se


no plural porque o substantivo “viagens” está no plural. Esse substantivo, por
ser a palavra principal dentro do sujeito e não ser antecedido de preposição,
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possui a função sintática de núcleo do sujeito. Ele leva o verbo “foram” a
concordar com ele (concordância verbal) e o predicativo também
(concordância nominal). Além disso, dentro do sujeito, há palavras que servem
para caracterizá-lo: “As”, “primeiras” e “de Joaquim”. Essas palavras têm o
nome de adjunto adnominal, cujo papel é caracterizar o núcleo e se flexionar
de acordo com ele (concordância nominal). Note que, dentro do sujeito,
apenas a expressão “de Joaquim” não sofreu flexão, isso porque é uma
locução; então a preposição (de) e o sentido impedem essa flexão. Veja as
funções sintáticas.
Concordância nominal
Concordância nominal

As primeiras viagens de Joaquim foram excelentes.


Adj Adn Adj Adn núcleo Adj Adn verbo de predicativo
ligação

sujeito Predicado nominal

Concordância verbal

Primeiramente, veremos a concordância verbal. Para isso, é importante


sabermos diferenciar os tipos de sujeito, o qual pode ser determinado,
indeterminado e há ainda as orações formadas sem sujeito (sujeito
inexistente).
Como nossa intenção não é decorar os tipos de sujeito, mas saber a
flexão do verbo a partir deles, o assunto concordância será visto dentro dos
tipos de sujeito, para que sejamos bem didáticos e não tenhamos dúvida para
a prova. Vamos a eles:
1. Determinado: É o sujeito que se pode identificar com precisão a partir da
concordância verbal ou do contexto. Pode dividir-se em:
1.1. Simples: constituído de apenas um núcleo (palavra de valor substantivo).
Uma boa Constituição é desejada por todos.
Adj Adn Adj Adn núcleo
sujeito simples predicado

Alguns políticos se corrompem.


Adj Adn núcleo
sujeito simples predicado

No primeiro exemplo, a locução verbal “é desejada” concorda com o


núcleo “Constituição”, que é um substantivo no singular. No segundo exemplo,
o verbo “corrompem” concorda com o núcleo “políticos”, que é um substantivo
no plural.
Tome cuidado quando o sujeito for extenso, pois o verbo fica distante do
núcleo do sujeito e algumas vezes pode haver confusão na flexão do verbo:
O valor das mensalidades dos cursos preparatórios para a carreira
jurídica subiu muito no último semestre.
Perceba que o verbo “subiu” se flexionou corretamente no singular, por
concordar com o núcleo do sujeito “valor”, que é um substantivo no singular.

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Assim, é importantíssimo verificar qual é o núcleo do sujeito, para saber
a flexão do verbo. Se o núcleo do sujeito estiver no singular, o verbo se
flexionará no singular; se estiver no plural, verbo no plural. Mas não se pode
dizer que será sempre assim. Pode haver concordâncias diferentes,
dependendo da intenção do autor, do valor semântico ou até da ênfase. Dessa
forma, é necessário aprendermos a concordância verbal com base no sujeito
simples.
A concordância verbal com o sujeito simples:
a) O verbo concorda com o sujeito simples em pessoa e número.
Os brasileiros necessitam de bons políticos.
De paz necessitam as pessoas.
b) As expressões partitivas a maior parte, grande parte, a maioria,
grande número, acompanhadas de adjunto adnominal no plural, fazem o
verbo concordar com o núcleo do sujeito ou com o especificador (adjunto
adnominal). Veja a construção abaixo:
Adj Adn

A maior parte dos constituintes se retirou.

Essa é a concordância literal, pois o substantivo “parte” é o núcleo do


sujeito. Porém, percebemos que esse vocábulo não possui a carga semântica
(sentido) principal dentro do sujeito, pois o vocábulo “constituintes” denota
mais clareza sobre o ser de quem se está falando. Por essa possibilidade de
interpretação, vários autores começaram a concordar com o adjunto
adnominal, para enfatizá-lo. Veja:
A maior parte dos constituintes se retiraram.

Obs.: Os termos sublinhados apenas mostram didaticamente com quem o


verbo concorda. Não significa que serão sempre o núcleo do sujeito.
Veja outros exemplos:
Grande parte dos torcedores aplaudiu a jogada.
Grande parte dos torcedores aplaudiram a jogada.
A maioria dos constituintes votou.
A maioria dos constituintes votaram.
c) O mesmo ocorre com o substantivo coletivo com especificador no plural
(adjunto adnominal). Isso pode levar o verbo ao singular ou ao plural. Veja:
Um bando de ladrões invadiu a festa.
Um bando de ladrões invadiram a festa.
d) Com a expressão mais de + numeral, o verbo concorda com o numeral
Mais de um candidato prometeu melhorar o país.
Mais de duas pessoas vieram à festa.
Porém, se o verbo contiver pronome de reciprocidade, concordará no
plural:

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Mais de um sócio se insultaram. (um ao outro)
Também ocorrerá concordância no plural se houver repetição desta
expressão:
Mais de um candidato, mais de um representante faltaram à reunião.
e) Expressões que denotam quantidade aproximada perto de, cerca de,
menos de, somadas a núcleo do sujeito no plural levam o verbo ao plural:
Perto de quinhentos presos fugiram.
Cerca de trezentas pessoas ganharam o prêmio.
Menos de duas pessoas fizeram isto.
f) Substantivos só usados no plural fazem com que a concordância dependa
da presença ou não de artigo.
Sem artigo - verbo no singular
Férias faz bem.
Estados Unidos cresceu 0,8 % economicamente neste ano.
Minas Gerais produz muito leite.
Precedidos de artigo plural - verbo no plural
As férias fazem bem.
Os Estados Unidos cresceram 0,8 % economicamente neste ano.
As Minas Gerais produzem muito leite.
No tocante a nome de lugar, isso tem uma razão semântica. Quando se
insere o artigo nessa situação, quer-se enfatizar a origem do nome, por
exemplo, “Estados Unidos” (apenas uma nação), “Minas Gerais” (apenas um
estado); mas “Os Estados Unidos” (os vários estados, unidos por uma só
Constituição); “As Minas Gerais” (as várias minas de extração existentes na
região).
Por extensão, encaixam-se nesta regra os nomes plurais de obras literárias.
A obra literária de nome plural com artigo necessita de concordância no plural.
Note que quem inseriu o artigo foi o próprio autor. Com isso, ele quis enfatizar
este substantivo, fazendo com que o verbo concorde no plural, justamente
para preservar o sentido original:
Os lusíadas contam um pouco da história das Grandes Navegações.
Os Sertões relatam o sofrimento do sertanejo nordestino.
Agora veja a concordância com nome de obra no plural, mas que o autor
preferiu não utilizar o artigo, para generalizar. Naturalmente o verbo concorda
no singular:
Memórias Póstumas de Brás Cubas narra a história de um personagem
defunto.
Entretanto, se queremos enfatizá-lo, poderemos inserir o artigo. Dessa
forma, a concordância passa a ser também no plural:
As Memórias Póstumas de Brás Cubas narram a história de um
personagem defunto.

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Quando há o verbo “ser” nestas construções, tudo vai depender do termo
que vier depois – o predicativo. Estando no plural, esse verbo flexionar-se-á no
plural; no singular, verbo no singular. Veja:
Os Lusíadas é uma obra da Literatura Portuguesa.
Os Lusíadas são belas interpretações da história portuguesa
Essas são as concordâncias literais, mas admite-se também a
concordância ideológica (silepse) com a palavra “obra” implícita na frase ("Os
Lusíadas" exalta a grandeza do povo português). Em concurso, essa silepse
deve ser evitada, por isso o ideal é forma:
"Os Lusíadas" exaltam a grandeza do povo português.
g) quando o sujeito é número percentual, deve-se observar a posição do
número percentual em relação ao verbo:
Obs.: Os termos sublinhados apenas mostram didaticamente com quem o
verbo concorda. Não significa que serão sempre o núcleo do sujeito.
Verbo concorda com termo posposto ao número:
80% da população tinha mais de 18 anos.
Um por cento dos sócios saíram da empresa.
É rara a construção, mas é aceita a concordância também com o numeral:
80% da população tinham mais de 18 anos.
Um por cento dos sócios saiu da empresa.
Verbo concorda com o número quando estiver anteposto a ele:
Perderam-se 40% da lavoura.
Verbo no plural, se o número vier determinado por artigo ou pronome no
plural:
Os 87% da produção perderam-se.
Aqueles 30% do lucro obtido desapareceram.
Verbo concorda com o número quando esse estiver sem o termo posposto:
1% chegou mais tarde.
2% fizeram a margem consignável.
h) Quando o sujeito for número fracionário, o verbo concorda com o
numerador:
1/4 da turma faltou ontem.
3/5 dos candidatos foram reprovados.
i) A expressão “Cada um de” enfatiza a parte separada de um todo, por
isso, na função de sujeito, leva o verbo ao singular:
Cada um dos candidatos poderá requerer recurso apenas uma vez.
j) Concordância com pronomes indefinidos, interrogativos e de tratamento:

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Tome cuidado na concordância verbal com o sujeito formado por
pronome indefinido (alguns, nenhuns, vários, muitos) ou pronome
interrogativo (quais, quantos), seguido das expressões de nós ou de vós:
I - Se os pronomes indefinido ou interrogativo se encontrarem no
singular, o verbo obrigatoriamente concordará com ele (no singular):
Algum de nós recusou-se a colaborar.
Qual de vós assumirá a autoria do crime?
II - Se os pronomes indefinido ou interrogativo se encontrarem no plural,
o verbo poderá concordar com o núcleo ou com a expressão periférica (de nós,
de vós) a depender da ênfase e muitas vezes do sentido:

Alguns de nós são omissos. Alguns de nós somos omissos.


O autor se exclui do grupo. O autor se inclui no grupo.

Quais de vós foram insultados? Quais de vós fostes insultados?


III - Quando os pronomes de tratamento se encontram na função de
sujeito, o verbo e pronomes adjetivos flexionam-se na terceira pessoa do
singular e os adjetivos podem concordar literalmente (com a palavra feminina
Excelência, Alteza, etc) ou por silepse (concordância com a pessoa do sexo
masculino ou feminino) :
Vossa Excelência está cansado, deputado!
Vossa Senhoria remeteu seu documento ao endereço errado.

1.2. Sujeito determinado composto: formado por mais de um núcleo:


Manuel e Cristina pretendem casar-se.
núcleo conjunção núcleo predicado
aditiva
Deve-se notar que normalmente o verbo concorda no plural, tendo em vista
haver dois ou mais núcleos, mas nem sempre ocorrerá assim, por isso é
importante listar a seguir a concordância verbal com base no sujeito composto.
A concordância verbal com o sujeito composto:
a) Quando o sujeito composto estiver posposto ao verbo, este poderá
concordar com todos os núcleos (concordância literal) ou com o mais próximo
(concordância atrativa):
Discutiram muito o chefe e o funcionário.
Discutiu muito o chefe e o funcionário.
Se houver ideia de reciprocidade, verbo vai para o plural:
Estimam-se o chefe e o funcionário.
Quando o verbo “ser” está acompanhado de substantivo no plural, o verbo
também se pluraliza:
Foram vencedores Pedro e Paulo.

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b) Quando o sujeito composto for constituído por núcleos sinônimos, o
verbo flexiona-se no singular ou plural. Então a concordância dependerá
bastante da ênfase:
O rancor e o ódio cegou o amante.
O desalento e a tristeza abalaram-me.
Cabe aqui observar que não é simplesmente dizer que a concordância no
singular ou plural é facultativa. Ela depende da intenção do autor. Com isso se
observa que o autor normalmente flexiona o verbo no singular para enfatizar a
proximidade de sentido dos substantivos que formam o sujeito composto.
c) Com núcleos em gradação, o verbo pode concordar com a totalidade
(plural) ou com o último substantivo, enfatizando-o:
Um minuto, uma hora, um dia passam rápido.
Um minuto, uma hora, um dia passa rápido.
Observação: a gradação é um recurso estilístico em que há uma enumeração
de ideias de forma crescente ou decrescente. Note que neste exemplo há uma
enumeração crescente.
d) Quando o sujeito composto estiver ligado por nem, verbo no plural
(adição de duas negações):
Nem o conforto, nem a glória lhe trouxeram a felicidade.
e) Quando o sujeito composto estiver ligado por ou, faz-se a concordância
em função da ideia transmitida pelo ou. Com valor de exclusão, verbo no
singular:
José ou Pedro será eleito para o cargo.
Perceba que só um dos dois será eleito, porque há apenas um cargo,
com isso o verbo fica no singular. Porém, se houvesse a troca de “o cargo”
para “os cargos”, o verbo flexionar-se-ia no plural (“serão”), porque os dois
ocupariam os cargos e naturalmente a conjunção “ou” passaria de exclusão
para inclusão.
Com valor de inclusão ou oposição, verbo no plural:
Matemática ou Física exigem raciocínio lógico.
Riso ou lágrimas fazem parte da vida.
No primeiro exemplo, note que as duas disciplinas exigem raciocínio
lógico, não é só uma delas. No segundo exemplo, tanto o riso quanto as
lágrimas fazem parte da vida, não é apenas um deles.
f) Concordância com pronomes:
I – Com a expressão um e outro, o verbo poderá se flexiona no
singular, admitindo-se também o plural:
Um e outro falava a verdade. Um e outro falavam a verdade.
Mas, se houver reciprocidade, o verbo ficará no plural:
Um e outro se agrediram.

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II – Com a expressão um ou outro, a concordância dependerá do
valor de exclusão ou de inclusão da conjunção alternativa ou:
Um ou outro candidato chegará à cadeira da presidência. (exclusão: apenas um)
Um ou outro país pobre sairão da condição de miséria. (inclusão: pode ser mais
de um)

Na segunda frase, pode-se observar também a possibilidade de verbo no


singular, quando não se precisa avivar a ideia de adição, inclusão, pois é
tomado de valor geral:
Um ou outro país pobre sairá da condição de miséria. (de maneira geral)
III – Com a expressão nem um nem outro, o verbo fica no
singular:
Nem um nem outro comentou o fato.
IV - Quando houver sujeito composto de pronomes pessoais do
caso reto de diferentes pessoas gramaticais, a primeira pessoa do plural
prevalece sobre as outras, por subentender o pronome “nós”:
Eu, tu e ele faremos a prova. (=nós)
Geralmente, a segunda pessoa prevalece sobre a terceira, por se
subentender “vós”. Como o brasileiro prefere o pronome “vocês” ao pronome
“vós”, é fácil encontrar a concordância em terceira pessoa do plural:
Tu e ele fareis a prova. (=vós)
Tu e ele farão a prova. (=vocês)
Como vimos anteriormente na concordância com o sujeito composto,
se o sujeito estiver posposto, também vale a concordância atrativa:
Por que faltastes tu e teus amigos às provas? (=vós)
Por que faltaram tu e teus amigos às provas? (=vocês)
Por que faltaste tu e teus amigos às provas? (atrativa: tu)
g) Quando o sujeito composto estiver ligado por como, assim como, bem
como (formas correlativas de adição), deve-se preferir o plural, sendo mais
raro o singular:
Rio de Janeiro como Florianópolis são belas cidades.
Tanto uma como a outra suplicava-lhe o perdão.
h) Quando o sujeito composto estiver ligado por com, deve-se observar
presença ou não de vírgulas:
Sem vírgulas:
Eu com outros amigos limpamos o quintal.
O verbo concorda com os dois núcleos do sujeito composto “eu” e
“amigos”, por isso se flexiona no plural:
Com vírgulas:
O presidente, com os ministros, desembarcou em Brasília.

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As vírgulas mostram que o sujeito não é composto, pois elas destacam
um novo termo entre o sujeito simples e o verbo. Este termo intercalado é o
adjunto adverbial de companhia. Assim, o verbo concorda com núcleo do
sujeito simples “presidente”. Como este se encontra no singular, o verbo
também se flexiona no singular.
i) Quando o sujeito composto é resumido por um pronome-síntese
(aposto recapitulativo), o verbo concorda apenas com este pronome:
Risos, gracejos, piadas, nada a alegrava.

1.3. Sujeito determinado oculto ou desinencial: é o que ocorre quando a


terminação verbal (primeiras e segundas pessoas e a terceira do imperativo)
dispensa o uso do pronome pessoal correspondente:
Estou muito feliz. (eu) Estás muito feliz. (tu)
Para o teu carro. (tu no imperativo) Pare o seu carro. (você no imperativo)
Voltaremos logo! (nós) Voltastes logo! (vós)
1.4. Sujeito determinado elíptico: aquele que mantém o verbo na 3ª
pessoa do discurso e obrigatoriamente necessita do contexto para permitir
saber de quem se trata.
Os alunos ficaram descontentes com a atitude do professor. Deixaram de ir à
aula no dia seguinte.
Percebe-se que o sujeito do verbo “ficaram” está determinado
explicitamente no texto pelo substantivo “alunos”; porém o sujeito da locução
verbal “deixaram de ir” está implícito no contexto, por omissão, para que não
haja repetição da palavra “alunos”. Por esse motivo, temos o sujeito elíptico,
que significa omissão. Ele depende exclusivamente do contexto, sem ele não
há sujeito elíptico, mas sim, sujeito indeterminado.
Algumas gramáticas admitem a elipse fazendo parte do sujeito oculto.
Para essas gramáticas, o sujeito oculto (ou desinencial) é mais amplo, não
necessita possuir verbo na primeira ou segunda pessoas, mas também admite
a terceira. Basta que não haja literalmente a palavra no texto, mas esteja
facilmente subentendida.
2. Sujeito Indeterminado
Quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem o
predicado da oração se refere. Há dois casos:
a) Com o verbo na terceira pessoa do plural sem o sujeito escrito no texto:
Falaram bem de você. Colocaram o anúncio. Alugaram o apartamento.
Observe que não há referência a outra palavra como o verbo do sujeito elíptico
faz.
b) Com o índice de indeterminação do sujeito se e verbo no singular:
Precisa -se de ajudantes.
VTI IIS objeto indireto

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Os verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação, quando
acrescidos da partícula “se”, terão sujeito indeterminado e devem ficar
sempre no singular:
Trata-se de casos delicadíssimos. (verbo transitivo indireto)
Vive-se melhor fora das cidades grandes. (verbo intransitivo)
É-se muito pretensioso na adolescência. (verbo de ligação)

3. Oração sem sujeito (sujeito inexistente): Quando a oração tem apenas


o predicado, isto é, o verbo é impessoal. É importante saber quando uma
oração não possui sujeito, tendo em vista que o verbo deve se flexionar na
terceira pessoa do singular. Os casos mais importantes ocorrem com:
I - Verbos que exprimem fenômenos da natureza:
Venta muito naquela cidade. Amanhã não choverá.
Nevava bastante. Trovejou pouco no último mês.
No entanto, quando esses verbos estão empregados de forma figurada,
naturalmente recebem sujeito determinado; assim, o verbo concorda com ele:
Choveram recursos contra a última questão da prova. (“recursos” é sujeito)
Ventaram opiniões na reunião. (“opiniões” é sujeito)
Trovejaram palavrões contra o deputado. (“palavrões” é sujeito)
II - Verbo haver significando existir, ocorrer:
Havia muitas pessoas na sala. Há vários problemas na empresa.
Deve-se ter cuidado quando esse verbo é o principal numa locução
verbal. Seu verbo auxiliar não pode se flexionar. Veja:
Deve haver vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)

Tem havido vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)
Está havendo vários problemas na empresa. (“vários problemas” é apenas um complemento do verbo)
Mas, quando se substitui o verbo “haver” por seus sinônimos “existir” ou
“ocorrer”, passa-se a sujeito determinado simples. Veja:
Existem vários problemas na empresa.(“vários problemas” passa a sujeito determinado simples)
Devem existir vários problemas na empresa.(“vários problemas” passa a sujeito determinado simples)
Têm ocorrido vários problemas na empresa.(“vários problemas” passa a sujeito determinado simples)
Estão ocorrendo vários problemas na empresa.(“vários problemas” passa a sujeito determinado simples)

III - Verbos haver e fazer indicando tempo decorrido ou fenômeno natural:


Já faz meses que não viajo com ele. (É apenas a oração sublinhada que não possui sujeito)

Há três anos não vejo minha família. (É apenas a oração sublinhada que não possui sujeito)

Há quatro dias que não a vejo. (É apenas a oração sublinhada que não possui sujeito)

Faz muito frio na Europa.

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IV- Verbos ser, estar e ir (este, quando seguido de para) na indicação de
tempo.
São três horas. Hoje são dez de setembro. Hoje está muito frio.
Já vai para 4 anos que não leio esse jornal. (É apenas a oração sublinhada que não possui sujeito)

Vimos os tipos de sujeito e a concordância verbal voltada a eles. Agora,


vamos tratar de algumas concordâncias peculiares, as quais se dirigem a um
sujeito simples.

Concordância do verbo de ligação “ser” com predicativo de valor


substantivo
a) Se estiver entre dois núcleos das classes a seguir, em ordem, concordará,
preferencialmente, com a classe que tiver prioridade, independente de função
sintática:
Pronome pessoal > substantivo próprio de pessoa > substantivo concreto >
substantivo abstrato > pronome indefinido, demonstrativo ou interrogativo
Tu és Maria. Maria és tu.
Tu és minhas alegrias. Minhas alegrias és tu.
Maria é minhas alegrias. Minhas alegrias é Maria.
As terras são a riqueza. A riqueza são as terras.
Emoções são tudo. Tudo são emoções.
Às vezes, pode-se subverter a regra por motivo de ênfase:
"Tudo é flores no presente" (Gonçalves Dias)

b) Se o sujeito indica peso, medida, quantidade + é pouco, é muito, é


bastante, é suficiente, é tanto, o verbo ser fica no singular:
Três mil reais é pouco pelo serviço.
Dez quilômetros já é bastante para um dia.

Concordância com o pronome relativo “que”


Você viu na aula passada que o pronome relativo inicia uma oração
subordinada adjetiva e serve para retomar um substantivo anterior. Ele pode
cumprir várias funções sintáticas e a que nos interessa nesta aula é a de
sujeito:
Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.
A oração grifada possui o verbo “cuida”, o qual é transitivo indireto. Seu
objeto indireto é “de crianças carentes”. Assim o termo que falta é o sujeito.
Perceba que o pronome relativo “que” retoma o substantivo “instituição”.
Assim, quando lemos “que”, entendemos “instituição” e então teremos: “a
instituição cuida de crianças carentes”. Veja:
objeto indireto
sujeito VTI
Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.
objeto indireto
sujeito VTI
Conversei com o fundador da instituição. A instituição cuida de crianças carentes.

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Um ponto muitas vezes duvidoso na hora da concordância é com o


pronome relativo na função de sujeito antecipado da expressão “um dos”. Isso
porque depende contextualmente de identificar que palavra será retomada por
esse pronome. Veja:

Pelé foi um dos homenageados que levou o Brasil ao tricampeonato.

Pela concordância do verbo, percebemos que o sujeito “que” retomou o


vocábulo “um” dentre vários homenageados. Temos, assim, a ênfase a um dos
homenageados. Mas, se não se quisesse dar essa relevância, o pronome
relativo poderia retomar “homenageados” e assim o verbo se flexionaria no
plural. Veja:
Pelé foi um dos homenageados que levaram o Brasil ao tricampeonato.

Não podemos, assim, decorar que a concordância pode ser no singular


ou plural, na realidade depende da intenção comunicativa do texto. Perceba o
exemplo abaixo, que exige a interpretação de retomada de apenas um dos
termos:
Este é um dos países candidatos que sediará a copa do mundo.

Especial atenção deve ser dada à estrutura “o que”, em que “o” é


pronome demonstrativo reduzido (=aquilo, aquele, isso) e “que” é pronome
relativo e seu valor de coesão é retomá-lo. Sendo o pronome relativo sujeito, o
verbo flexionará no singular. Veja:
Nas análises feitas pela Petrobras, os técnicos encontraram novas fontes,
o que possibilita um ganho no campo da energia.
O pronome relativo “que” está na função de sujeito, o qual retoma o
pronome demonstrativo “o” (singular), por isso o verbo “possibilita” está no
singular.
É fácil achar o pronome relativo: basta substituí-lo pelos também
pronomes relativos “o qual, a qual, os quais, as quais”.

Concordância com o pronome relativo “o qual” e suas variações


Este pronome também inicia uma oração subordinada adjetiva.

Algumas leis que estão em vigor no país deverão ser revistas.

Algumas leis as quais estão em vigor no país deverão ser revistas.

Note que “Algumas leis” é o sujeito da locução verbal “deverão ser


revistas” e o pronome relativo “que” (ou “as quais”) é o sujeito do verbo
“estão”. Quando se lê “que” ou “os quais”, devemos entender o substantivo
“leis”: leis estão em vigor no país.
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Concordância com o pronome relativo “quem”.
Há uma particularidade deste pronome relativo na função de sujeito.
Como ele também pode ser pronome indefinido e pronome interrogativo (em
determinados contextos), ele sugere uma indefinição da pessoa de quem se
fala, por isso possui força para levar o verbo para a terceira pessoa do
singular, mesmo se o substantivo retomado tiver flexão diferente:

Fui eu quem falou. Fui eu quem falei.


Fomos nós quem falou. Fomos nós quem falamos.
Compare com o pronome relativo “que”: não há essa dupla possibilidade
de concordância:
Fui eu que falei. Fomos nós que falamos.
Questão 1: AGE MT Superior 2004
“Temos hoje cerca de 2 milhões de alunos matriculados no ensino superior do
Brasil”; o comentário INCORRETO sobre os componentes desse segmento do
texto é:
(A) o sujeito de “temos” refere-se à população brasileira em geral;
(B) a forma verbal “temos” inclui, em seu sujeito, o leitor e o autor do texto;
(C) o advérbio “hoje” se refere ao momento em que o texto foi escrito;
(D) se, em lugar de “alunos” estivesse “alunas”, a leitura do numeral 2 seria
no feminino;
(E) tanto “alunos” quanto “ensino” são adjetivados de forma objetiva.
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois a primeira pessoa do plural
inclui o autor e leitor no universo de que é falado. Portanto, podemos
entender que se fala da população brasileira em geral.
A alternativa (B) está correta, e a explicação já foi feita na alternativa
anterior.
A alternativa (C) está correta, porque é papel do adjunto adverbial
“hoje” marcar a atualidade daquilo que é dito.
A alternativa (D) é a errada, pois o substantivo “alunos” não interfere no
gênero do numeral “dois”, o qual se refere ao numeral masculino e plural
“milhões”.
A alternativa (E) está correta, pois não há julgamento do autor sobre a
característica dos “alunos” (matriculados) ou “ensino” (superior). Houve
apenas uma restrição objetiva (característica objetiva) desses substantivos. A
característica subjetiva ocorre quando o autor insere sua opinião ao
caracterizar alguém ou algo, como “o infeliz brasileiro”, “o arrogante
ditador”, “o austero político”.
Gabarito: D

Questão 2: AGU Superior 2006


A frase abaixo com um ERRO de concordância (nominal ou verbal) é:
(A) No anúncio da ótica, o óculos estava quebrado;
(B) As crianças, por si mesmas, decidiram rabiscar o cartaz;
(C) O anunciante era um dos que deveriam falar naquele congresso;
(D) Nosso melhor guia devem ser a honra e o dever;
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(E) O bando de crianças mancharam os cartazes da feira.
Comentário: O substantivo “óculos” está flexionado no plural, por isso os
termos que se ligam a ele devem se flexionar também no plural. Veja:
os óculos estavam quebrados
A alternativa (B) está correta, porque o pronome demonstrativo
“mesmas” deve concordar com o seu referente (crianças).
A alternativa (C) está correta, pois o verbo “deveriam” está flexionado
no plural, porque seu sujeito é o pronome relativo “que”, o qual retoma o
termo plural “dos”.
A alternativa (D) está correta, pois a locução verbal “devem ser”
concorda com o termo composto “a honra e o dever”.
A alternativa (E) está correta, pois o verbo “mancharam” concorda com
o adjunto adnominal do sujeito que possui o núcleo coletivo.
Gabarito: A

Questão 3: BNDES Superior 2005


A língua portuguesa e os conhecimentos matemáticos nem sempre estão de
acordo. A frase abaixo em que a concordância verbal contraria a lógica
matemática é:
(A) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção;
(B) mais de três jornalistas participaram da entrevista;
(C) menos de dois turistas deixaram de participar do passeio;
(D) são 16 de outubro;
(E) participaram do congresso um e outro professor.
Comentário: Note que as alternativas (A), (B) e (D) concordam com os
numerais.
Na alternativa (A), o verbo “gostaram” concorda com o numeral de
porcentagem “50%”.
Na alternativa (B), o verbo “participaram” concorda com o termo plural
“mais de três jornalistas”.
Na alternativa (D), o verbo “São” concorda com o numeral “16”.
Na alternativa (E), o verbo participaram” concorda com o sujeito
composto “um e outro professor”.
A alternativa (C) é a alternativa correta, pois a locução verbal “deixaram
de participar” está no plural para concordar com o numeral “dois”, mesmo
sendo antecipado pela expressão “menos de”, o que matematicamente seria
apenas um. Porém, a gramática ignora esta interpretação e obriga a
concordar no plural.
Gabarito: C

Questão 4: BNDES Superior 2005


“-Senhor Presidente, Vossa Excelência não me tem permitido usar a palavra!
– Senhor Deputado, Vossa Excelência poderá falar após dois outros colegas!”.
Esse diálogo, ouvido numa das CPIs do Congresso, mostra:
(A) a concordância verbal errada com “Vossa Excelência”;
(B) a má colocação de pronomes pessoais oblíquos;
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(C) a mistura indevida de “Senhor” com “Vossa Excelência”;
(D) o uso inadequado do tratamento “Vossa Excelência” para deputado;
(E) o emprego adequado da norma culta da língua.
Comentário: Houve correto uso da linguagem, por isso a alternativa correta
é a (E). O vocativo permite o uso “Senhor” para autoridades mencionadas
como “Excelência”. O verbo que se refere a este pronome de tratamento deve
se flexionar na terceira pessoa do singular, o que foi corretamente
empregado. O tratamento adequado a Presidente e Deputado é realmente
Vossa Excelência.
Gabarito: E

Questão 5: AGE MT Superior 2004


Numa frase como “Cerca de 13% da população brasileira ingressa no nível
superior”:
(A) a expressão “cerca de” apresenta uma quantidade precisamente
determinada;
(B) a forma verbal “ingressa” concorda com “13%”;
(C) haveria uma outra possibilidade de concordância verbal;
(D) a ação verbal não é atribuída a nenhum sujeito;
(E) a omissão da locução “cerca de” obrigaria que a forma verbal fosse para o
plural.
Comentário: Na frase “Cerca de 13% da população brasileira ingressa no
nível superior”, a expressão “Cerca de” transmite quantidade aproximada, a
forma verbal “ingressa” concorda com o termo substantivo “da população
brasileira”, tendo em vista que o núcleo do sujeito é a expressão de
porcentagem “13%”, e este verbo tem a possibilidade de concordar também
com esta expressão.
Com a omissão da expressão “cerca de” não haveria qualquer mudança
da concordância, pois, como já falado, o verbo “ingressa” pode concordar com
“da população brasileira” ou com a porcentagem “13%”.
Assim, a alternativa correta é a (C).
Gabarito: C

Questão 6: (Petrobras / 2005 / Superior)


Assinale a opção em que a concordância segue a norma culta da língua.
(A) Dos dois cientistas consultados, nem um nem outro aceitou o cargo.
(B) Cada um dos jornalistas fizeram uma pergunta ao entrevistado.
(C) Resta ainda muitas dúvidas sobre o cálculo dos juros.
(D) Fazem dois meses que o cientista concedeu uma entrevista.
(E) Os drogados não parecem perceberem o mal que fazem a si mesmos.
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois o verbo deve se flexionar no
singular quando o seu sujeito é a expressão generalizada “nem um nem
outro”.
A alternativa (B) está errada, pois o verbo que possui como núcleo do
sujeito o pronome indefinido “cada” deve se flexionar na terceira pessoa do
singular (fez).

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A alternativa (C) está errada, pois “muitas dúvidas” é sujeito do verbo
intransitivo “Resta”, o qual deve se flexionar no plural: Restam.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “fazer”, no sentido de tempo
decorrido, deve permanecer na terceira pessoa do singular, pois não possui
sujeito. Assim, o correto é Faz.
A alternativa (E) está errada. Como visto na aula passada, quando há
verbo parecer + infinitivo, a estrutura será a seguinte:
Os drogados não parecem perceber o mal que fazem a si mesmos.
Neste caso, há apenas uma oração e os verbos fazem parte de uma
locução verbal.
Outra possibilidade é a seguinte:
Os drogados não parece perceberem o mal que fazem a si mesmos.
Perceba que agora há orações distintas para cada um desses dois
verbos. A oração principal é “não parece”, em que esse verbo é intransitivo e
seu sujeito é toda a oração em negrito. Como nesta oração em negrito o
sujeito é “Os drogados”, cabe ao verbo “perceberem” concordar com ele, por
ser um infinitivo flexionado. Mas não podemos deixar os dois verbos
flexionados como ocorreu na questão.
Finalizando, o pronome demonstrativo “mesmos” está corretamente
flexionado no plural por concordar com “drogados”.
Resposta: A

Questão 7: (EPE / 2006 / Superior)


Em que passagem o(s) verbo(s) NÃO se apresenta(m) de forma impessoal?
(A) “Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo — ”
(B) “Há duas boas maneiras para fazer isso:”
(C) “porque gostar do assunto gera interesse’,”
(D) “o desinteresse, ao contrário, é uma espécie de ‘sedativo’,”
(E) “Não dá para esperar o mesmo nível de retenção de informação...”
Comentário: Verbo impessoal é aquele que não possui sujeito. Normalmente
os infinitivos impessoais são os verbos “haver, fazer” no sentido de tempo
decorrido, “haver” no sentido de “existir”, etc.
Na alternativa (A), veja que o verbo “treinar”, nas duas ocorrências, não
se refere a um sujeito, o que importa é a ação, não quem executa. Isso é
chamado de infinitivo impessoal.
Na alternativa (B), o verbo “há” encontra-se no sentido de “existir”, por
isso não se flexiona e é impessoal. Observe também que o verbo “fazer”
também é infinitivo impessoal, pois não importa quem faz isso, mas isso é
feito.
Na alternativa (C), o verbo “gostar” é infinitivo impessoal. Note que o
verbo “gera” possui sujeito oracional. Ele não é impessoal, mas a questão
pede o(s) verbo(s) da alternativa que não é(são) impessoal(is). Assim, como
já temos um verbo impessoal, essa alternativa não pode ser marcada.

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A alternativa (D) é a correta, pois o verbo “é” está flexionado porque
possui o sujeito “o desinteresse”.
Na alternativa (E), o verbo “dá” e “esperar” não se referem a um
sujeito, pois são impessoais.
Resposta: D

Questão 8: (IBGE / 2006 / Técnico)


Assinale a frase em que a concordância verbal está INCORRETA.
(A) Felizmente, a supervisora colhe as informações.
(B) Todas as pessoas aprovadas começam a trabalhar.
(C) O grupo de recenseadores recebe instruções.
(D) O candidato a recenseador faz as provas.
(E) Os funcionários do grupo aprende a entrevistar.
Comentário: Veja que a questão pede a concordância incorreta, o que ocorre
com a alternativa (E). Note que a locução verbal “aprende a entrevistar” deve
se flexionar no plural, para concordar com o sujeito “Os funcionários”. Assim,
o ideal seria: Os funcionários do grupo aprendem a entrevistar.
Na (A), o verbo “colhe” concorda corretamente com o seu sujeito “a
supervisora”. Na (B), a locução “começam a trabalhar” concorda corretamente
com o sujeito “Todas as pessoas aprovadas”. Na (C), o verbo “recebe” se
flexiona corretamente de acordo com o núcleo do seu sujeito “grupo”. Na (D),
“faz” está corretamente flexionado por concordar com o sujeito “O candidato”.
Resposta: E

Questão 9: (TCE / 2007 / Técnico)


Todas as frases abaixo estão corretas quanto à concordância verbal. Uma
delas, porém, admite uma outra concordância também correta. Assinale-a.
(A) Atende a diferentes propósitos o uso do computador.
(B) Precisa-se urgentemente de um novo computador.
(C) Nunca se venderam tantos portáteis.
(D) Malograram todas as suas tentativas.
(E) Sou eu quem dependo mais dele.
Comentário: Perceba que a questão pede o verbo que admite outra
concordância.
Na alternativa (A), houve a inversão dos termos da oração. O sujeito é
“o uso do computador” e seu verbo está flexionado obrigatoriamente no
singular: “Atende”.
Na alternativa (B), o verbo “Precisa” é transitivo indireto e possui o
índice de indeterminação do sujeito “se”, o qual força o verbo a se flexionar na
terceira pessoa do singular.
Na alternativa (C), o verbo “venderam” é transitivo direto, e o “se” é
pronome apassivador, o qual força o verbo a se flexionar de acordo com o seu
sujeito paciente “tantos portáteis”.
Na alternativa (D), o verbo “”Malograram” é intransitivo e seu sujeito é
o termo “todas as suas tentativas”. Por isso o verbo está corretamente
flexionado no plural.
A alternativa (E) é a correta, pois o pronome relativo “quem” pode fazer
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com que o verbo se flexione na terceira pessoa do singular ou com o pronome
que o antecede. Assim:

“Sou eu quem depende mais dele” ou “Sou eu quem dependo mais dele”
Resposta: E

Questão 10: (INEA / 2008 / Superior)


A concordância do verbo destacado está certa em
(A) Uma e outra soluções lhe desagradam.
(B) Nem uma, nem outra falaram a verdade.
(C) Os computadores, os chips, as placas – tudo são preocupação.
(D) Mais de um artigo faz alusão à necessidade de preservar o meio.
(E) Deu dez horas que eles saíram para comprar um novo computador.
Comentário: A alternativa correta é a (D), pois a expressão “Mais de um”
leva verbo sempre para o singular, ainda mais que o substantivo posterior
“artigo” também está no singular.
Nas alternativas (A) e (B), quando as expressões generalizantes “uma e
outra” e “nem uma, nem outra” forem sujeito, o verbo normalmente se
flexiona no singular: desagrada e falou, respectivamente.
Cabe aqui uma observação: você notou o que vimos na teoria sobre a
concordância verbal com a expressão “uma e outra”? Naturalmente, você
percebeu que muitos gramáticos admitem também esta concordância no
plural; mas cuidado: admitir, não quer dizer que seja facultativo. Note que a
banca CESGRANRIO entendeu a obrigatoriedade da concordância verbal no
singular, tendência também da banca NCE e da FUJB. Temos de realizar esta
questão por eliminação. Como vimos que a alternativa (D) não admite outra
possibilidade de concordância, percebemos que esta concordância está
equivocada. À época a banca foi contestada, mas não voltou atrás. Então,
cuidado, saiba jogar com a eliminação das alternativas.
Na alternativa (C), quando há o aposto recapitulativo, o qual retoma o
sujeito com o pronome indefinido singular “tudo”, obrigatoriamente o verbo se
flexiona no singular: é.
Na alternativa (E), o verbo “Deu” deve concordar com o seu sujeito “dez
horas”, por isso sua forma correta é: Deram.
Resposta: D

Questão 11: (BNDES / 2009 / Superior)


Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância verbal, segundo o
registro culto e formal da língua.
(A) Necessita-se de novos programas de qualidade de vida.
(B) A pressão, a ansiedade e a tensão muscular, tudo prejudicava a saúde do
trabalhador.
(C) Os Estados Unidos contrataram profissionais especializados em
comunicação.
(D) Já fazem três meses que ele se adaptou a uma nova realidade profissional.
(E) Cada um dos profissionais do RH deve saber administrar o seu estresse.
Comentário: Note que a questão pediu alternativa errada.

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A alternativa (A) está correta, pois o verbo “Necessita-se” é transitivo
indireto e o “se” é o índice de indeterminação do sujeito, o qual obriga a
flexão no singular.
A alternativa (B) está correta, pois o verbo “prejudicava” concorda
corretamente com o pronome “tudo”, o qual é um aposto recapitulativo e se
refere ao sujeito composto “A pressão, a ansiedade e a tensão muscular”.
Nestes casos, o verbo obrigatoriamente se flexiona no singular.
A alternativa (C) está correta, pois o topônimo (nome de lugar) plural
“Estados Unidos”, quando antecedido de artigo, obrigatoriamente leva o verbo
ao plural.
A alternativa (D) é a errada, pois o verbo “fazem” está em sentido de
tempo decorrido, por isso não tem sujeito e obrigatoriamente se flexiona na
terceira pessoa do singular: faz.
A alternativa (E) está correta, pois a expressão “Cada um”, na função de
sujeito, levará o verbo para a terceira pessoa do singular, mesmo que o termo
posterior esteja no plural, como ocorreu com “dos profissionais”.
Resposta: D

Questão 12: (IBGE / 2009 / Técnico)


De acordo com a norma culta da língua, qual a única frase correta, quanto à
concordância?
(A) Gol, pênalti, chute, tudo foi importado da Inglaterra.
(B) A importação de palavras, às vezes, são necessárias.
(C) Bastante pessoas gostam de usar vocábulos importados.
(D) Existe na língua expressões estrangeiras desnecessárias.
(E) Por toda a parte há cartazes com expressões e vocábulos estrangeiro.
Comentário: A alternativa correta é a (A), pois “foi importado” deve
concordar com o pronome “tudo”, o qual é o aposto recapitulativo do sujeito
composto “Gol, pênalti, chute”.
A alternativa (B) está errada, pois o sujeito “a importação” leva verbo e
predicativo para o singular: é necessária.
A alternativa (C) está errada, pois o pronome indefinido “Bastante” deve
se flexionar com o substantivo a que se refere: Bastantes pessoas.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “existe” é intransitivo e seu
sujeito está no plural, por isso a forma correta é: Existem na língua
expressões estrangeiras desnecessárias.
A alternativa (E) está errada, pois o adjunto adnominal “estrangeiro”
deve se flexionar no plural porque seus dois núcleos estão no plural:
expressões e vocábulos estrangeiros.
Resposta: A

Questão 13: (SECAD / 2009 / Superior)


Fragmento do texto:
Mas, se tudo isso for o objetivo, perde a graça, deixa de ser brincadeira. Vira
mais uma atividade produtiva a cumprir na agenda.
O verbo destacado é impessoal na frase
(A) “(e isso, você sabe, não implica nenhum tipo de propensão ao crime).”.

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(B) “E, ah, quando não há ninguém por perto,...”.
(C) “E tudo agora é para valer.”.
(D) “Vira mais uma atividade produtiva a cumprir...”.
(E) “quem brinca não quer chegar a lugar nenhum –”.
Comentário: Verbo impessoal é aquele que não tem sujeito. O único que não
possui sujeito nas alternativas é “há”, pois está no sentido de existir. Assim, a
resposta correta é a alternativa (B).
Na alternativa (A), o sujeito é “isso”. Na alternativa (C), o sujeito é
“tudo”. Na alternativa (D), veja no fragmento acima que o sujeito está elíptico
e retoma o pronome “tudo”. Na alternativa (E), o sujeito é “quem”.
Resposta: B

Questão 14: (SECAD / 2009 / Superior)


Leia as frases abaixo.
I - Fazem, hoje, três meses que participo de um trabalho voluntário.
II - Seremos nós quem conseguirá levar esperança para os enfermos.
III - Não deve haver pessoas que não apreciem as nossas brincadeiras.
Em relação à concordância dos verbos destacados, está(ão) correta(s) a(s)
frase(s)
(A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas. (E) I, II e III.
Comentário: O verbo “fazer”, no sentido de tempo decorrido, deve
permanecer na terceira pessoa do singular, por isso a frase I está errada.
O pronome relativo “quem”, na função de sujeito, admite a flexão com
ele ou com o antecedente, por isso está correta a flexão do verbo.
A locução “deve haver” possui o verbo principal “haver” no sentido de
existir, por isso não pode se flexionar, estando correta a frase. Assim, a
alternativa correta é a (D).
Resposta: D

A concordância utilizando o pronome apassivador “se”:


Vimos que o pronome “se”, com o verbo transitivo indireto (VTI),
intransitivo (VI) e de ligação (VL), tem o nome de índice de indeterminação do
sujeito (IIS). Com isso o verbo fica flexionado obrigatoriamente na terceira
pessoa do singular.
Agora, veremos o pronome “se” com o verbo transitivo direto (VTD) ou
com o verbo transitivo direto e indireto (VTDI). Esse “se” é chamado de
pronome apassivador. Isso força a seguinte estrutura:

VTD + se + sujeito paciente


É natural você fazer a seguinte pergunta: se o verbo é transitivo direto,
onde está o objeto direto?
Bom, como dissemos que esse pronome “se” é o apassivador (P Ap),
então temos voz passiva sintética. Na voz passiva, não existe objeto direto. O
termo que seria o objeto direto passou a ser o sujeito paciente. Isso será visto
adiante na transposição de voz verbal.
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Por enquanto, tenha em mente a estrutura anterior. Isso ocorre em
muitas questões de concordância verbal. Veja como:

Aluga-se casa. Alugam-se casas.


VTD +PAp+ sujeito paciente VTD + PAp + sujeito paciente

Veja que “aluga” é verbo transitivo direto. Assim, o pronome “se” é


apassivador e o termo posterior “casa” é o sujeito paciente. Toda vez que
tivermos esta estrutura passiva sintética, troque-a pela analítica (casa é
alugada), para ter certeza de que realmente há voz passiva. Veja no segundo
exemplo que o sujeito ficou no plural (“casas”), por isso o verbo também se
flexionou no plural: “Alugam”. Transpondo para a analítica (casas são
alugadas), confirmamos que temos voz passiva.

O pronome apassivador não ocorre só com o verbo transitivo direto


(VTD). Ele também ocorre com o verbo transitivo direto e indireto (VTDI):

VTDI + se + OI + sujeito paciente


Veja a aplicação:
Enviaram-se ao gerente pedidos de aumento.
VTDI + PAp + OI + sujeito paciente

Para se ter certeza de que há pronome apassivador, basta


transformarmos para a voz passiva analítica:
Pedidos de aumento foram enviados ao gerente.
Essas construções podem ser estruturadas também com locução verbal.
Para isso, basta observar a transitividade do verbo principal (sempre o último).
Veja:
Deve-se alugar casa. Devem-se alugar casas.
P Ap + VTD + sujeito paciente P Ap + VTD + sujeito paciente

Estão-se enviando ao gerente pedidos de aumento.


P Ap + VTDI + OI + sujeito paciente

As vozes verbais ativa e passiva


Vimos anteriormente os tipos de sujeito, para entendermos a
concordância.
A partir de agora, precisamos entender os tipos de vozes verbais para
aprofundarmos nesta concordância, além de entendermos a transposição das
vozes verbais e reconhecer o pronome apassivador “se”.
Agora, falaremos apenas das vozes verbais ativa e passiva. Adiante,
falaremos das vozes reflexiva e recíproca.

As vozes verbais ativa e passiva


A voz verbal baseia-se no sujeito. Quando o sujeito é agente, a voz é
chamada de ATIVA. Quando o sujeito sofre a ação, ou seja, é paciente; a voz
é chamada de PASSIVA.
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A estrutura da voz ativa é basicamente a das seis frases inseridas no
início da nossa aula anterior, quando falamos sobre os tipos básicos de
predicação (verbal e nominal):
VTD + OD; VTI + OI; VTDI + OD + OI; VI; VL + predicativo.

Predicado verbal Predicado nominal

Admite-se a transposição para voz passiva quando há VTD ou VTDI:

Veja o esquema abaixo:

Voz ativa (sujeito agente)


O candidato realizou a prova.
VTD
sujeito agente OD (paciente)

Voz passiva (sujeito paciente)


A prova foi realizada pelo candidato.
VTD
sujeito paciente agente da passiva

Você percebeu que o sujeito da voz ativa é agente (“O candidato”).


Quando este termo agente passa para a voz passiva, automaticamente muda o
nome para agente da passiva (“pelo candidato”).
Quando temos a voz ativa, o objeto direto (“a prova”) é o termo paciente
(sofre a ação que o sujeito realiza). Ao passarmos para a voz passiva, este
termo paciente passa a ter a função de sujeito paciente (“A prova”).

Para transpormos da voz ativa para a passiva, devemos inserir o verbo


“ser”, no mesmo tempo que o verbo original. Por isso “realizou” transformou-
se em “foi realizada”.
Veja agora a transposição com outros tempos verbais. Perceba a
inserção do verbo “ser” no mesmo tempo do verbo original:

O candidato realiza a prova. O candidato realizava a prova.

A prova é realizada pelo candidato. A prova era realizada pelo candidato.

Simples, não é?
Bom, e quando temos o sujeito indeterminado? Naturalmente o agente da
passiva também será indeterminado. Veja:

Voz ativa (sujeito agente)


Realizaram a prova.
VTD
sujeito indeterminado
OD (paciente)
agente
Voz passiva (sujeito paciente)
A prova foi realizada.
VTD
sujeito paciente agente da passiva indeterminado

Mudando os tempos, teríamos:

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Realizam a prova. Realizavam a prova.

A prova é realizada. A prova era realizada.

Quando houver uma locução verbal na voz ativa, basta inserir o verbo
“ser” na mesma forma nominal do verbo principal, para que este verbo
principal fique no particípio. Veja:

O candidato tem realizado a prova.

A prova tem sido realizada pelo candidato.

O candidato está realizando a prova.

A prova está sendo realizada pelo candidato.

O candidato vai realizar a prova.

A prova vai ser realizada pelo candidato.

Indeterminado o sujeito agente, teremos:


Têm realizado a prova.

A prova tem sido realizada.

Estão realizando a prova.

A prova está sendo realizada.

Vão realizar a prova.

A prova vai ser realizada.


Nós conhecemos anteriormente o pronome apassivador “se”. Ele ocorre
quando há os esquemas : VTD + se + sujeito paciente
VTDI + se + OI + sujeito paciente
Agora vamos juntar essas vozes verbais para ficar mais claro. Veja:

Voz ativa
(sujeito agente) Realizaram a prova.
VTD
sujeito indeterminado OD (paciente)
agente
Voz passiva analítica
(sujeito paciente) A prova foi realizada.
VTD
sujeito paciente agente da passiva indeterminado

Voz passiva sintética:


(sujeito paciente) Realizou-se a prova.
VTD P Ap sujeito
paciente

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Agora, vamos praticar!!!


Questão 15: MPE RJ Superior 2001
“...pois moedas não resgatam a dignidade.”; reescrevendo-se este segmento
do texto, mantendo-se o seu sentido original, a única forma INADEQUADA é:
a) visto que a dignidade não é resgatada por moedas;
b) porque moedas não são o resgate da dignidade;
c) porquanto a dignidade não se resgata com moedas;
d) já que por moedas não é resgatada a dignidade;
e) pela razão de que a dignidade não é resgatada por moedas.
Comentário: Primeiro, devemos observar que os conectivos “visto que”,
“porque”, “porquanto”, “Já que” e “pela razão de que” transmitem valor
causal. Assim, passamos a entender que a questão cobra a transposição de
vozes verbais.
Para se transformar em voz passiva analítica, o verbo da voz ativa
(“resgatam”) passa para particípio (resgatada), concordando com o sujeito em
número (singular/plural) e gênero (masculino/feminino). Após isso, o verbo
“ser” será inserido como verbo auxiliar nessa locução verbal, ficando no tempo
verbal original da voz ativa (no caso o tempo presente do indicativo). Assim,
temos “é resgatada”. Veja:
Voz ativa: moedas não resgatam a dignidade.
(sujeito agente) VTD (OD)

Voz passiva: a dignidade não é resgatada pelas moedas.


(sujeito paciente) (agente da passiva)

Para transformar em voz passiva sintética, basta haver o verbo


transitivo direto “resgata”, seguido do pronome apassivador “se” e do sujeito
paciente “a dignidade”. Como há palavra atrativa “não”, o pronome fica
antecipado do verbo: não se resgata a dignidade por moedas.
O erro da alternativa (C) foi o uso da preposição “com”
descaracterizando o valor agente, sobressaindo o valor de meio (adjunto
adverbial de meio), por isso é a alternativa INADEQUADA.
A alternativa (B) optou pela transformação do verbo em substantivo
abstrato “resgate”, fazendo com que o termo posterior tenha valor paciente,
com isso temos o complemento nominal “da dignidade” preservando o valor
paciente.
Note que a alternativa (D) apenas trocou a posição dos termos.
Gabarito: C

Questão 16: ANTT Superior 2008


Das transformações a que se submeteu a frase dá às espécies a proteção
necessária, assinale o único caso em que não houve processo de passivação:
(A) Deu-se-lhes a proteção necessária;
(B) A proteção necessária lhes será dada;
(C) Tem-lhes dado a proteção necessária;
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(D) Seja-lhes dada a proteção necessária;
(E) A proteção necessária lhes teria sido dada.
Comentário: Perceba que há no trecho “dá às espécies a proteção
necessária” o verbo transitivo direto e indireto “dá”, o objeto direto “a
proteção necessária” e o objeto indireto “às espécies”. Note que na reescrita
do trecho a banca mudou o tempo verbal. Como em todas as alternativas isso
ocorreu, não podemos entender como erro.
A alternativa (A) possui a construção na voz passiva sintética:
Deu-se-lhes a proteção necessária
VTDI + + OI + sujeito paciente
(pronome apassivador)

A alternativa (B) possui a construção na voz passiva analítica:


A proteção necessária lhes será dada
sujeito paciente + OI + V. Aux + V.Pcp
(locução verbal transitiva direta e indireta)

A alternativa (C) possui a construção na voz ativa, pois vimos na aula


demonstrativa que a locução verbal com os verbos auxiliares “ter” e “haver”
marca a voz ativa.
Tem-lhes dado a proteção necessária
V. Aux + OI + V.Pcp + objeto direto
(locução verbal transitiva direta e indireta)

A alternativa (D) possui a construção na voz passiva analítica:


Seja-lhes dada a proteção necessária
V. Aux + OI + V.Pcp+ sujeito paciente
(locução verbal transitiva direta e indireta)

A alternativa (E) possui a construção na voz passiva analítica:


A proteção necessária lhes teria sido dada
sujeito paciente + OI + loc. verbal transitiva direta e indireta
Gabarito: C

Questão 17: AGU Superior 2006


Assinale a letra que corresponde à melhor redação, considerando correção,
clareza e concisão.
(A) Jamais se poderão pagar algumas saudades;
(B) Jamais poderão se pagar algumas saudades;
(C) Algumas saudades, jamais se poderão pagar;
(D) Jamais poderá pagar-se algumas saudades;
(E) Jamais se poderá pagar algumas saudades.
Comentário: Primeiro, é preciso entender que há uma locução verbal
transitiva direta (poder pagar algo). Com isso, note que o pronome “se” é
apassivador, assim o termo “algumas saudades” é o sujeito paciente e leva
esta locução verbal para o plural (poderão pagar). Dessa forma, já eliminamos
as alternativas (D) e (E).
Além disso, não pode haver vírgula entre o sujeito e o predicado, por
isso eliminamos a alternativa (C).
Perceba que a questão pede a MELHOR redação. A construção “poderão
se pagar” é até aceitável, mas não é a ideal de acordo com a clareza que se

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quer. Como há uma palavra atrativa (“jamais”), o ideal é a atração do
pronome oblíquo átono “se” antes da locução verbal. Assim, a alternativa (A)
é a correta.
Gabarito: A

Questão 18: (Petrobras / 2010 / Técnico)


Em “Comenta-se o ocorrido”, a forma verbal que equivale à destacada, numa
construção de voz passiva analítica, é
(A) comentou.
(B) comentava-se.
(C) é comentado.
(D) fora comentado.
(E) haverá de ser comentado.
Comentário: Em “Comenta-se o ocorrido”, o termo “o ocorrido” é o sujeito
paciente, “Comenta” é verbo transitivo direto e “se” é pronome apassivador.
Para passar para a voz passiva analítica, basta inserir o verbo “ser” no mesmo
tempo do verbo “Comenta”: O ocorrido é comentado. Por isso, a alternativa
(C) é a correta.
Resposta: C

Questão 19: (Petrobras / 2010 / Técnico)


A oração sublinhada que difere das demais, quanto à classificação, é
(A) A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina
ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência
enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as
chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica
os fortes.
(B) A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina
ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência
enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as
chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica
os fortes.
(C) Pesquisa da Harvard Business Review aponta que um empreendedor
quebra em média 2,8 vezes antes de ter sucesso empresarial.
(D) Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho
do sucesso”.
(E) Poucos percebem que a liberdade de fracassar é vital.
Comentário: Na alternativa (A), a oração sublinhada é a primeira de uma
sequência de quatro subordinadas substantivas objetivas diretas. Note que
podemos entender “em afirmar isso”.
Na alternativa (B), a oração sublinhada é a última da sequência de
quatro subordinadas substantivas objetivas diretas. Note novamente que
podemos entender “em afirmar isso”.
Na alternativa (C), veja que o verbo “aponta” exige a oração
subordinada substantiva objetiva direta. (aponta isso)
A alternativa (D) é a correta, pois a oração sublinhada é a única
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diferente das demais, por ser uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Isso ocorre porque a locução verbal “costuma-se dizer” possui o pronome
apassivador “se”, fazendo com que a oração sublinhada cumpra o papel de
sujeito paciente (Isso costuma ser dito):
Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do
sucesso”.
Na alternativa (E), a oração sublinhada é o complemento do verbo
“percebem”, que é transitivo direto, por isso essa oração é subordinada
substantiva objetiva direta. (percebem isso)
Resposta: D

Questão 20: (Petrobras / 2010 / Superior)


Transpondo-se o trecho “O futuro é construído a cada instante da vida,” para
a voz passiva sintética, tem-se a forma verbal
(A) constrói-se. (B) construiu-se. (C) há de ser construído.
(D) pode ser construído. (E) foi construído.
Comentário: Para passar para a voz passiva sintética, basta basear-se na
seguinte estrutura: VTD +se + sujeito paciente, preservando o tempo verbal e
a concordância com o sujeito. Por isso, o resultado será:
Contrói-se a casa.
Resposta: A

Questão 21: (BNDES / 2010 / Superior)


A passagem que NÃO admite, segundo o registro culto e formal da língua, a
transposição para a voz passiva é
(A) “‘Este ano vou arranjar um bom trabalho’”
(B) “...que para fazer uma vida nova...”
(C) “Ela responde aos porquês.”
(D) “Fazemos isso o tempo todo com os outros,”
(E) “descobrimos coisas...”
Comentário: Sabemos que o verbo que pode ser transposto para a voz
passiva deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. O único verbo
que não possui uma dessas transitividades é “responde”, que é verbo
transitivo indireto. Portanto, a alternativa C é a única que não pode passar
para a voz passiva.
Os verbos “arranjar”, “fazer”, “fazemos” e “descobrimos” são transitivos
diretos; por isso podem passar para a voz passiva.
Resposta: C

Questão 22: (BNDES / 2010 / Médio)


Transpondo-se a oração “no meio de qualquer dificuldade encontra-se a
oportunidade.” da voz passiva pronominal para a passiva analítica, a forma
verbal equivalente, semântica e gramaticalmente, à destacada é
(A) é encontrada. (B) havia sido encontrada.
(C) terá encontrado. (D) encontra.
(E) teria sido encontrada.
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Comentário: Em “encontra-se a oportunidade”, o termo “a oportunidade” é o
sujeito paciente, “encontra” é verbo transitivo direto e “se” é pronome
apassivador. Para passar para a voz passiva analítica, basta inserir o verbo
“ser” no mesmo tempo do verbo “encontra”: a oportunidade é encontrada.
Por isso, a alternativa (A) é a correta.
Resposta: A

Questão 23: (PROMINP / 2010 / Médio)


Observe a oração a seguir.
“...e, ainda na área dos vestiários, já se ouvia a gritaria das arquibancadas.”
O sujeito da oração acima tem como núcleo
(A) área. (B) vestiários. (C) gritaria.
(D) arquibancadas. (E) a gritaria das arquibancadas.
Comentário: O substantivo “área” é o núcleo do adjunto adverbial de lugar,
“dos vestiários” é o adjunto adnominal que caracteriza esse núcleo. O termo
“a gritaria das arquibancadas” é o sujeito simples, e o núcleo desse sujeito é
“gritaria”.
Resposta: C

Como os concursos anteriores do MPE RJ pediram o conhecimento do


vocábulo “se”, cabe um aprofundamento de acordo com as vozes verbais.
Voz reflexiva (Pronome reflexivo):
Na voz reflexiva, o pronome reflete a ação do sujeito (agente) nos
objetos direto ou indireto (pacientes), por isso é chamado de pronome
reflexivo (P Refl). Uma forma prática de visualizar o pronome reflexivo é
substituir o pronome oblíquo átono pelas expressão “a si mesmo”.
Juvenal cortou-se com a faca. Juvenal cortou a si mesmo com a faca.
VTD + P Refl adjunto adverbial de VTD + P Refl (OD adjunto adverbiall
sujeito sujeito
(OD) instrumento preposicionado) de instrumento
voz reflexiva voz reflexiva

Entendamos a diferença entre o pronome reflexivo e o apassivador:


Feriu-se o atleta durante a partida.
Há ambiguidade gerada a partir do se, pois não se sabe se o atleta agiu
ou sofreu a ação. Por isso há necessidade de um contexto, e é isso que tem
caído em prova.
Supondo-se que o atleta agiu contra ele mesmo (caiu sozinho, por
exemplo), o pronome se será entendido como pronome reflexivo:
Feriu-se o atleta durante a partida.
VTD + P Refl sujeito adjunto adverbial de tempo
(OD) agente

Desfazemos a ambiguidade, substituindo o pronome átono “se” pela


expressão tônica “a si mesmo”, da seguinte maneira:
O atleta feriu a si mesmo durante a partida.
sujeito agente VTD + P Refl (OD prep) adjunto adverbial de tempo

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Supondo-se que o atleta sofreu a ação de alguém (agente da passiva)
que não foi identificado, o pronome se será entendido como pronome
apassivador:
Feriu-se o atleta durante a partida. (* O agente da passiva
VTD + P Ap sujeito adjunto adverbial de tempo está indeterminado)
paciente

Desfazemos a ambiguidade da seguinte maneira:


O atleta foi ferido durante a partida. (* O agente da passiva
sujeito paciente locução adjunto adverbial de tempo continua indeterminado)
verbal

Voz reflexiva recíproca (pronome reflexivo recíproco):


Na voz reflexiva recíproca, o pronome transmite uma reação dos objetos
direto ou indireto à ação do sujeito, por isso é chamado de pronome reflexivo
recíproco (P Rec), com o detalhe de que necessita de no mínimo dois
indivíduos para se efetivar a reciprocidade, motivo este que faz com que
apenas os pronomes oblíquos átonos plurais possuam este valor. Uma forma
prática de visualizar o pronome reflexivo recíproco é subentender os advérbios
de modo “reciprocamente”, “mutuamente”:
Os deputados cumprimentaram-se após a sessão plenária.
sujeito VTD + P Rec (OD) adjunto adverbial de tempo
voz reflexiva recíproca

Os deputados cumprimentaram-se mutuamente após a sessão plenária.


sujeito VTD + P Rec (OD) + adj adv de modo + adjunto adverbial de tempo
voz reflexiva recíproca

Com base no que foi visto anteriormente sobre o pronome apassivador,


reflexivo recíproco e o puramente reflexivo, entendamos a diferença entre
eles, dependendo do contexto. É importante observar a concordância verbal
com o sujeito “mais de um”, já visto anteriormente:
Feriu-se mais de um atleta durante a partida. Pronome reflexivo: cada atleta a
VTD + P Refl sujeito agente adj adverbial de tempo seu tempo se machucou durante a
partida; portanto, verbo no
Mais de um atleta feriu a si mesmo durante a partida. singular.
sujeito agente VTD + P Refl adj adverbial de tempo
Pronome apassivador: cada
atleta a seu tempo foi machucado
Feriu-se mais de um atleta durante a partida. por um agente (agente da passiva)
VTD + P Ap sujeito paciente adj adverbial de tempo
que não foi identificado, isto é,
Mais de um atleta foi ferido durante a partida. está indeterminado. Verbo
sujeito paciente locução verbal adj adverbial de tempo concorda no singular.

Pronome recíproco:
Feriram-se mais de um atleta durante a partida. os atletas se chocaram.
VTD + P Rec sujeito agente adj adverbial de tempo
Um contra o outro. Esta
é a exceção à regra da
concordância com o
Mais de um atleta feriram-se mutuamente durante a partida.
sujeito agente VTD + P Rec + adj adv modo adj adverbial de tempo sujeito “mais de um”.
Verbo no plural.

Após termos visto o valor do “se” nas vozes verbais, é importante


também percebermos mais dois valores.
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Parte Integrante do Verbo: Os pronomes que funcionam como parte
integrante transformam o verbo em pronominal. São exemplos de verbo
pronominal: suicidar-se, queixar-se, arrepender-se, lembrar-se, esquecer-se,
recordar-se, tornar-se, referir-se etc.
Queixei-me de Pedro por ter atrapalhado o nosso trabalho.
Arrependam-se, pecadores!.
Vale lembrar que normalmente esses pronomes não podem ser retirados
dos verbos pronominais. Quando isso acontece, os verbos mudam a
transitividade. Por exemplo:
Eles se esqueceram do documento em casa. (VTI + OI)
Eles esqueceram o documento em casa. (VTD + OD)
Na regência verbal, há mais exemplos deste procedimento, com o qual
devemos ter cuidado na hora da prova.
Partícula Expletiva ou de Realce: Vimos as palavras denotativas em aulas
anteriores. Uma delas é a expletiva ou de realce. Ela ocorre com verbo
intransitivo, com sujeito determinado claramente no texto. Esse pronome pode
ser retirado da frase, sem prejuízo de significado.
João foi-se embora. Maria morria-se de ciúmes da cunhada.
Questão 24: MPE RJ Superior 2001
Fragmento do texto: Já no Brasil atual, a imigração de estrangeiros parece
liberalizada e imune às manchas do passado, enquanto que no continente
europeu marcha-se a passos largos na direção de conflitos raciais onde a
marca principal é o ódio dos radicais de direita aos imigrantes.
“...enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direção
de conflitos raciais...”; o item abaixo em que SE tem o mesmo valor sintático
que apresenta no segmento em destaque é:
a) A história se repete na Europa;
b) O líder declarou que, se levado ao poder, deportará imigrantes;
c) As manifestações contra imigrantes se transformaram em praga
internacional;
d) Encontram-se muitas injustiças nas relações com os imigrantes;
e) Precisa-se de novos imigrantes para a lavoura brasileira.
Comentário: No trecho “enquanto que no continente europeu marcha-se a
passos largos na direção de conflitos raciais”, o pronome “se” é o índice de
indeterminação do sujeito. Veja que o verbo “marcha” é intransitivo, os
termos “a passos largos” e “na direção” são adjuntos adverbiais e “de
conflitos raciais” é o complemento nominal.
O pronome “se” ligou-se a este verbo intransitivo a fim de generalizar,
indefinir, indeterminar o sujeito.
O mesmo ocorre com a alternativa (E). O verbo “Precisa-se” é transitivo
indireto, e o pronome “se” é o índice de indeterminação do sujeito e a
expressão “de novos imigrantes” é o objeto indireto.
A alternativa (A) possui o pronome apassivador, pois o verbo “repete”,
neste contexto, é transitivo direto, e o termo “A história” é o sujeito paciente.

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Para termos certeza, basta transformar essa voz passiva sintética em voz
passiva analítica: A história é repetida na Europa.
A alternativa (B) possui a conjunção subordinada adverbial condicional
“se”, pois inicia a oração “se levado ao poder”.
A alternativa (C) possui o pronome apassivador, pois se encontra junto
a um verbo transitivo direto e indireto. O termo “As manifestações contra
imigrantes” é o sujeito paciente, “em praga internacional” é o objeto indireto.
Veja que não há objeto direto, porque este trecho está na voz passiva
sintética, e sabemos que, nesta voz, o que seria objeto direto passa a ser o
sujeito paciente. A transformação para a voz passiva analítica seria: As
manifestações contra imigrantes foram transformadas em praga internacional.
A alternativa (D) possui o pronome apassivador, pois o verbo
encontram” é transitivo direto. Assim, o termo “muitas injustiças” é o sujeito
paciente e “nas relações com os imigrantes” é o adjunto adverbial de lugar.
Passando para a voz passiva analítica, temos: muitas injustiças são
encontradas nas relações com os imigrantes.
Gabarito: E

Questão 25: ANTT Superior 2008


Assinale a opção em que o pronome se tem valor reflexivo, como na frase do
texto “o homem se transformou numa força capaz de alterar a vida...”:
(A) O homem deve arrepender-se futuramente de seus atos atuais;
(B) Os animais se escondem dos homens;
(C) Destrói-se todo o meio ambiente natural do planeta;
(D) Viu-se, nos últimos anos, uma destruição sem igual;
(E) Todos se queixam dos homens.
Comentário: Foi dito na questão que o pronome “se” é reflexivo, pois
podemos subentender a expressão “a si mesmo” no lugar do “se”, para
enfatizarmos o valor paciente desse termo e provarmos que o sujeito é
agente. Assim:
“o homem se transformou numa força capaz de alterar a vida...”
Suj agente + Pron Reflex + VTDI + objeto indireto + oração completiva nominal
(OD)

Note a diferença de sentido em relação à alternativa (C) da questão


anterior, em que o mesmo verbo “transformar”, juntamente com o pronome
“se”, integrava a voz passiva sintética. Aqui percebemos a ação do homem, na
anterior, percebemos que as manifestações sofriam ação.
A alternativa (A) possui a parte integrante “se”, pois a própria estrutura
do verbo “arrepender” exige a presença desse pronome.
A alternativa (B) possui o pronome reflexivo, pois podemos entender a
expressão “a si mesmos” no lugar do pronome “se”, fazendo com que
entendamos que esse pronome retoma o sujeito “Os animais”, agora com
valor paciente.
Os animais se escondem dos homens
Suj agente + Pron Reflex + VTDI + OI
(OD)
As alternativas (C) e (D) possuem o pronome apassivador “se”, pois os

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verbos “Destrói” e “Viu” são transitivos diretos e os termos “todo o meio
ambiente natural do planeta” e “uma destruição sem igual” são os sujeitos
pacientes em cada oração. Para confirmação, devemos transpor para a voz
passiva analítica: todo o meio ambiente natural do planeta é destruído; nos
últimos anos, uma destruição sem igual foi vista.
A alternativa (E) possui a parte integrante do verbo, pois o verbo
“queixar-se” é conjugado com esse pronome, por isso é chamado de verbo
pronominal.
Gabarito: B

Questão 26: Min Cultura Superior 2002


“...que se ignoram e se temem.”; o item abaixo em que o SE aparece também
como pronome de valor recíproco é:
(A) A negação da miséria começa a se realizar neste momento;
(B) A solidariedade se opõe a tudo que se produziu até agora;
(C) A campanha traz uma força capaz de contagiar quem menos se espera;
(D) Se a distância perpetua a miséria, a solidariedade a interrompe;
(E) Os homens e mulheres se contagiam na campanha.
Comentário: O pedido da questão já informou que há valor recíproco, e
sabemos que, para haver reciprocidade, um elemento realiza uma ação e
outro responde a esta mesma ação.
A alternativa (A) possui o pronome apassivador, pois o verbo “realizar”
está na locução verbal “começa a realizar”, a qual tem transitividade direta.
Assim, o sujeito paciente é o termo “A negação da miséria”. Para termos
certeza disso, basta transpormos para a voz passiva analítica. Veja: A
negação da miséria começa a ser realizada neste momento.
A alternativa (B) possui o pronome apassivador, porque o verbo “opõe”
é transitivo direto e indireto, a expressão “a tudo” é o objeto indireto e o
termo “A solidariedade” é o sujeito paciente (A solidariedade é oposta a
tudo).
A alternativa (C) possui pronome apassivador, pois o verbo “espera” é
transitivo direto e o termo “quem” é o sujeito paciente (quem menos é
esperado).
A alternativa (D) possui a conjunção subordinada adverbial temporal
“Se”. Veja que podemos substituí-la por “Quando”.
A alternativa (E) é a correta, pois podemos entender que “Os homens e
mulheres” contagiam “eles mesmos”, mutuamente, na campanha.
Perceba que não há pronome apassivador, porque não entendemos
apenas que “Os homens e mulheres” são contagiados; mas que contagiam,
são termos agentes. Também não podemos entender que há pronome
reflexivo apenas, pois podemos entender que há resposta, reciprocidade.
Gabarito: E
A concordância nominal
Como vimos no início desta aula, a concordância nominal se baseia na
flexão do adjunto adnominal de acordo com o núcleo e do predicativo de
acordo com o termo a que ele se refere.

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A concordância nominal às vezes suscita dúvidas quando há apenas um
adjunto adnominal e dois ou mais núcleos. Veja:
a) O adjunto adnominal anteposto concorda com o núcleo mais próximo.

Fotografei robustas mangueiras e abacateiros.


VTD adjunto núcleo 1 e núcleo 2
adnominal
objeto direto

Fotografei robustos abacateiros e mangueiras.


VTD adjunto núcleo 1 e núcleo 2
adnominal
objeto direto

Mas, se o adjunto adnominal estiver depois do núcleo, além da


possibilidade de concordar com o mais próximo, ele pode concordar com os
dois termos, ficando no plural, indo para o masculino se um dos substantivos
for masculino.

Fotografei abacateiros e mangueiras robustos.


VTD núcleo 1 e núcleo 2 adjunto adnominal
objeto direto

Fotografei abacateiros e mangueiras robustas.


VTD núcleo 1 e núcleo 2 adjunto adnominal
objeto direto

Observação: Um adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve


estar sempre no plural (As simpáticas Joana e Marta agradaram a todos.).
b) Quando um núcleo determinado por artigo é modificado por adjunto
adnominal composto, podem ser usadas as seguintes construções:
Estudo a cultura brasileira e a portuguesa.
Estudo as culturas brasileira e portuguesa.
Os dedos indicador e médio estavam feridos.
O dedo indicador e o médio estavam feridos.
A construção “Estudo a cultura brasileira e portuguesa”, embora
provoque incerteza, é aceita por alguns gramáticos.
c) Numerais ordinais também possuem valor adjetivo; por isso, quando
eles estão na função de ajunto adnominal composto e se referem a um único
núcleo, podem ser usadas as seguintes construções:
Falei com os moradores do primeiro e segundo andar.
Falei com os moradores do primeiro e segundo andares.

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d) Adjetivos regidos pela preposição “de”, que se referem a pronomes
indefinidos, ficam normalmente no masculino singular, podendo surgir
concordância atrativa:
Sua vida não tem nada de sedutor. (ou de sedutora)
Os edifícios da cidade nada têm de elegante (ou de elegantes).
e) Os vocábulos mesmo, próprio são adjetivos ou pronomes adjetivos.
Por serem adjuntos adnominais, devem concordar com o substantivo a que se
referem:
As alunas mesmas resolveram a questão.
Os próprios alunos resolveram a questão.
Cuidado: mesmo, quando equivale a “até”, “inclusive”, é palavra denotativa;
sendo, então, invariável.
Mesmo eles ficaram chateados. (Até eles ficaram chateados.)
f) Os vocábulos meio, bastante, quando se referem a um substantivo,
são numeral e pronome indefinido (todos de valor adjetivo), respectivamente,
devendo concordar com o núcleo por serem adjuntos adnominais.
Tomou meia garrafa de vinho. (metade – numeral – flexiona-se)
Ela estava meio aborrecida. (um pouco – advérbio – não se flexiona)
Bastantes alunos foram à reunião. (muitos – pronome indefinido adjetivo – flexiona-se)
Portanto, na frase “A prova será meio-dia e meia.”, nada de falar “meio-
dia e meio”, porque os vocábulos “meio” e “meia” são numerais de valores
adjetivos. O primeiro concorda com “dia” (meio-dia) e o segundo concorda
com o substantivo “hora”, que se encontra subentendido (meia hora).
Quando funcionarem como advérbios, permanecerão invariáveis. O
vocábulo "menos" é sempre invariável. Portanto, não existe a palavra “menas”.
Eles falaram bastante. (muito – advérbio – não se flexiona)
Eram alunas bastante simpáticas. (muito – advérbio – não se flexiona)
Havia menos pessoas vindo de casa. (pronome indefinido invariável)

g) Os vocábulos muito, pouco, longe, caro, barato podem ser


palavras adjetivas (adjunto adnominal) mantendo concordância se fizerem
referência a substantivos, mas também podem ser advérbios.
Compraram livros caros. (adjetivo caracterizando substantivo)
Os livros custaram caro. (advérbio modificando verbo)
Poucas pessoas tinham muitos livros. (pronome indefinido determinando substantivo)
Leram pouco as moças muito vivas.(advérbios modificando verbo e adjetivo,
respectivamente)
Andavam por longes terras. (adjetivo caracterizando substantivo)
Eles moram longe da cidade. (advérbio modificando verbo)
Eram mercadorias baratas. (adjetivo caracterizando substantivo)
Pagaram barato aqueles livros. (advérbio modificando verbo)

Vamos trabalhar agora a concordância nominal com base no predicativo.

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I - Predicativo do sujeito

Eu sou o professor da turma.


sujeito VL predicativo do sujeito
predicado nominal

II - Predicativo do objeto direto (dentro de um predicado verbo-nominal)

Carlos chamou -a heroína.


sujeito VTD OD Predicativo
do OD
predicado verbo-nominal

III - Predicativo do objeto indireto (dentro de um predicado verbo-nominal)

Carlos chamou -lhe heroína.


sujeito VTI OI Predicativo
do OI
predicado nominal

Foi visto na concordância verbal que, se o verbo estiver anteposto ao


sujeito composto, pode ele concordar com o núcleo mais próximo ou com a
totalidade. Se este for verbo de ligação, o predicativo seguirá a mesma
concordância:

São calamitosos a pobreza e o desamparo.


VL predicativo
predicado nominal sujeito composto

É calamitosa a pobreza e o desamparo.


VL predicativo
predicado nominal sujeito composto

A concordância do predicativo do objeto não depende exclusivamente do


verbo, mas da ênfase no texto.

Julguei insensatas sua atitude e suas palavras.


VTD Predicativo
do OD
predicado verbo-nominal objeto direto composto

Julguei insensata sua atitude e suas palavras.


VTD Predicativo
do OD
predicado verbo- objeto direto composto
nominal

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Os vocábulos anexo, incluso são adjetivos, devem concordar com o
núcleo do sujeito:
A sindicância segue anexa ao ofício.
VI predicativo do complemento
sujeito nominal
sujeito predicado verbo-nominal

Seguem inclusos às caixas os documentos.


VI predicativo do complemento
sujeito nominal
predicado verbo-nominal sujeito

O vocábulo obrigado, apesar de não cumprir papel de predicativo, cabe


nesta estrutura. Ele também é adjetivo e concorda com o termo a que se
refere:
Muito obrigada, disse a moça!

As expressões é bom, é proibido, é necessário, formadas do verbo ser


seguido de adjetivo, não variam se o sujeito não vier determinado; caso
contrário, a concordância será obrigatória.
Água é bom. A água é boa.
Bebida é proibido para menores. As bebidas são proibidas para menores.
Chuva é necessário. Aquela chuva foi necessária.
O vocábulo “só”, no sentido de sozinho, é adjetivo e se flexiona. O
mesmo vocábulo, no sentido de somente, apenas, possui valor adverbial, por
isso não se flexiona.
Os rapazes ficaram sós na festa. Vieram só os rapazes.
Elas estavam a sós na imensidão do mar. Só elas não vieram.
A expressão "a sós" tem o sentido de sozinhos.
Em concordância em gênero com expressões de tratamento, usa-se
adjetivo masculino em concordância ideológica com um homem ao qual se
relaciona a forma de tratamento, que é feminina. Isso é chamado de
concordância siléptica.
Vossa Majestade, o rei, mostrou-se generoso. Vossa Excelência é injusto.

Questão 27: ANTT Superior 2008


Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção em que a forma
entre parênteses não completa corretamente a lacuna da frase:
(A) São bastante tais idéias e opiniões sobre a ecologia. (difundidas)
(B) Serão tanto os animais quanto os homens. (prejudicados)
(C) Torna-se muito a área e os meios de atuação dos fiscais. (reduzidas)
(D) Podem ser neste ponto a morte dos dinossauros e a atual extinção
das espécies. (comparadas)
(E) Ficam nas mãos de poucos todos os conhecimentos e

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habilidades. (concentrados)
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o predicativo “difundidas”
concorda com o seu sujeito composto e plural “tais idéias e opiniões sobre a
ecologia”.
A alternativa (B) está correta, pois o predicativo “prejudicados”
concorda com o seu sujeito composto e plural “tanto os animais quanto os
homens”.
A alternativa (C) é a errada, pois verbo de ligação “torna-se” encontra-
se no singular por concordar apenas com o primeiro dos núcleos do sujeito
composto (área), por isso o predicativo deve seguir esta mesma concordância,
flexionando-se no singular.
Torna-se muito reduzida a área e os meios de atuação dos fiscais.
A alternativa (D) está correta, pois a locução verbal da voz passiva
analítica “podem ser comparadas” concorda com o seu sujeito composto “a
morte dos dinossauros e a atual extinção das espécies”. Neste caso, não
coube a concordância atrativa, pois o verbo auxiliar “Podem” já estava
flexionado no plural, com isso o particípio “comparadas” deve concordar
também no plural.
A alternativa (E) está correta, pois o predicativo “concentrados”
concorda com o seu sujeito composto e plural “todos os conhecimentos e
habilidades”.
Gabarito: C

Questão 28: ANTT Superior 2008


Há erro de concordância na opção:
(A) baleias e golfinho extintas; (B) golfinho e baleia extinta;
(C) golfinhos e baleia extintos; (D) golfinhos e baleia extinta;
(E) golfinhos e baleias extintos.
Comentário: Quando o adjunto adnominal estiver após os dois núcleos, pode
concordar com o último ou com a totalidade. Veja:
concordância com o último núcleo concordância com a totalidade
(B) golfinho e baleia extinta; (C) golfinhos e baleia extintos;

(D) golfinhos e baleia extinta; (E) golfinhos e baleias extintos

Por isso, a alternativa (A) está errada.


Gabarito: A

Questão 29: AGE MT Superior 2004


“...especialmente nas redes federal e estadual de São Paulo”; o mesmo tipo
de concordância que ocorre entre “redes” e “federal e estadual” repete-se em:
(A) primeira e segunda séries; (B) faculdade e escola particulares;
(C) aluno e aluna carentes; (D) intenso estudo e trabalho;
(E) mês e semana trabalhosa.
Comentário: O substantivo “redes” está no plural por se referir a dois tipos
caracterizados pelos adjetivos “federal” e “estadual”. O mesmo ocorre com a
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expressão “primeira e segunda séries”, em que o substantivo “séries” se
refere a dois tipos, caracterizados pelos numerais adjetivos “primeira” e
“segunda”. Assim, a regra é um núcleo substantivo plural para dois adjuntos
adnominais (adjetivos).
Nas alternativas (B) e (C) ocorre o contrário: um adjunto adnominal
(“particulares” / “carentes”) para dois núcleos (“faculdade e escola” / “aluno e
aluna”), respectivamente.
Na alternativa (D), há uma antecipação de um adjunto adnominal
(“intenso”) em relação aos dois núcleos (“estudo e trabalho”), e a
concordância é atrativa.
Na alternativa (E), há um adjunto adnominal (“trabalhosa”) concordando
apenas com o último dos núcleos (“mês e semana”).
Gabarito: A

Questão 30: MPE RJ Superior 2007


"Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos".
Sobre o trecho transcrito, é correto afirmar que o sintagma "fácil demais":
(A) se relaciona com o substantivo "crédito", mas gera ambigüidade por
também poder se relacionar com o substantivo "acesso";
(B) se relaciona com o substantivo "acesso", mas seu posicionamento gera
ambigüidade por também poder se relacionar com o substantivo "crédito";
(C) se relaciona com o substantivo "crédito", mas seu posicionamento gera
polissemia por também poder se relacionar com o substantivo "acesso";
(D) se relaciona com o substantivo "acesso", mas seu posicionamento gera
polissemia por também poder se relacionar com o substantivo "crédito";
(E) se relaciona igualmente com os substantivos "crédito" e "acesso", sem
que seu posicionamento gere ambigüidade ou polissemia.
Comentário: Polissemia significa diversos sentidos e isso não cabe ao
vocábulo “fácil”. Assim, eliminamos as alternativas (C), (D) e (E).
Veremos abaixo que a mudança de posição da expressão “fácil demais”
enfatiza que esta expressão caracteriza o substantivo “acesso”. Sem esse
reposicionamento, há uma ambiguidade (duplo sentido: caracteriza “acesso”
ou “crédito”?). Veja:

Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos
Sujeito VTD OD CN Adj Adv Intens Adj. adverbial de tempo
adjunto adnominal (excepcionalmente deslocado)

Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos
Sujeito VTD OD CN Adj Adv Intens Adj. adverbial de tempo
Adjunto adnominal

Os jovens tiveram acesso fácil demais ao crédito nos últimos dois anos
sujeito VTD OD Adj Adv Intens CN Adj. adverbial de tempo
adjunto adnominal
Portanto, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B
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Vimos, na aula passada, a regência e como é explorada na prova. Esta


aula é uma continuação da anterior, pois a crase se baseia na regência. Assim,
os verbos e nomes já explorados que regem a preposição “a” fatalmente serão
revistos nesta aula.
Costumo dizer a meus alunos que não se deve decorar a regra,
principalmente a da crase, basta entendermos o processo, sua estrutura. Para
facilitar, vamos denominar a estrutura abaixo de “estrutura-padrão da crase”.
A estrutura-padrão da crase

preposição artigo

verbo a a substantivo feminino

ou + aquele, aquela, aquilo

nome a a (=aquela)
a qual (pronome relativo)

Assim, quando um verbo ou um nome exigir a preposição “a” e o


substantivo posterior admitir artigo “a”, haverá crase. Além disso, se houver a
preposição “a” seguida dos pronomes “aquele”, “aquela”, “aquilo”, “a”
(=aquela) e “a qual”; ocorrerá crase.
Veja as frases abaixo e procure entendê-las com base no nosso
esquema.
1. Obedeço à lei.
2. Obedeço ao código.
3. Tenho aversão à atividade manual.
4. Tenho aversão ao trabalho manual.
5. Refiro-me àquela casa.
6. Refiro-me àquele livro.
7. Refiro-me àquilo.
8. Não me refiro àquela casa da esquerda, mas à da direita.
9. Esta é a casa à qual me referi.

Na frase 1, o verbo “Obedeço” é transitivo indireto e exige preposição


“a”, e o substantivo “lei” é feminino e admite artigo “a”, por isso há crase.
Na frase 2, o mesmo verbo exige a preposição, porém o substantivo
posterior é masculino, por isso não há crase.
Na frase 3, a crase ocorre porque o substantivo “aversão” exigiu a
preposição “a” e o substantivo “atividade” admitiu o artigo feminino “a”.
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Na frase 4, “aversão” exige preposição “a”, mas “trabalho” é substantivo
masculino, por isso não há crase.
Nas frases 5, 6 e 7, “Refiro-me” exige preposição “a”, e os pronomes
demonstrativos “aquela”, “aquele” e “aquilo” possuem vogal “a” inicial (não é
artigo), por isso há crase.
Na frase 8, “me refiro” exige preposição “a”, “aquela” possui vogal “a”
inicial (não é artigo) e “a” tem valor de “aquela”, por isso há duas ocorrências
de crase.
Na frase 9, “me referi” exige preposição “a”, e o pronome relativo “a
qual” é iniciado por artigo “a”, por isso há crase.
Muitas vezes o substantivo feminino está sendo tomado de valor geral,
estando no singular ou plural, e por isso não admite artigo “a”. Outras vezes
esse substantivo recebe palavra que não admite artigo antecipando-a, por isso
não haverá crase. Veja os exemplos abaixo em que o verbo transitivo indireto
exige o objeto indireto:
Os substantivos “leis”, “lei” estão em
sentido geral, por isso não recebem
Obedeço a leis. artigo “as”, “a” e não há crase. Na
Obedeço a lei e a regulamento. segunda frase, o que ratificou o sentido
geral foi o substantivo masculino
“regulamento” não ser antecedido do
artigo “o”.

Obedeço a uma lei. O artigo “uma” é indefinido, os


pronomes “qualquer, toda, cada” são
Obedeço a qualquer lei. indefinidos. Como eles indefinem, não
Obedeço a toda lei. admitem artigo definido “a”. Os
pronomes “tal” e “esta” são
Obedeço a cada lei. demonstrativos. Por eles já
especificarem o substantivo “lei”, não
Obedeço a tal lei.
admitem o artigo “a”. Por isso não há
Obedeço a esta lei. crase.

O mesmo ocorre com os nomes que exigem o complemento nominal.


Veja:
Tenho obediência a leis.
Tenho obediência a lei e a regulamento.
Tenho obediência a uma lei.
Tenho obediência a qualquer lei.
Tenho obediência a toda lei.
Tenho obediência a cada lei.
Tenho obediência a tal lei.
Tenho obediência a esta lei.

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Vimos o verbo transitivo indireto e nome que exigem preposição “a”,


mas os verbos intransitivos também podem exigir preposição “a”. Muitas vezes
o problema é saber se o nome posterior admite ou não o artigo “a” e se o
vocábulo “a” é apenas uma preposição, ou uma preposição mais o artigo “a”.
Por isso inserimos abaixo algumas regras que ajudam a confirmar a estrutura-
padrão da crase.
a. Quando os pronomes de tratamento estão na função de objeto indireto ou
complemento nominal, antecedidos da preposição “a”, não recebem crase, pois
não admitem artigo.
Refiro-me a Vossa Senhoria. Fiz referência a Vossa Excelência.
Observação: Dentre os pronomes de tratamento, somente senhora
admite artigo “a”, por isso, se esse pronome for precedido de preposição “a”,
haverá crase:
Refiro-me à senhora Gioconda.
b. Diante de topônimos (nomes de lugar) que pedem o artigo feminino,
admite-se a crase:
Faremos uma excursão à Bahia, a Sergipe, a Alagoas e à Paraíba.
Um túnel ferroviário liga a França à Inglaterra.
Perceba que o substantivo “excursão” exige a preposição “a” e os
topônimos “Bahia” e “Paraíba” admitem artigo “a”. Por isso há crase. Já os
topônimos “Sergipe” e “Alagoas” não admitem artigo; por isso não há crase.
Mas será que devemos decorar quais os topônimos admitem ou não o artigo
“a”? Lógico que não, para isso, temos alguns macetes.
Para você saber se o topônimo pede ou não o artigo, basta trocar o
verbo (que exige a preposição “a”) por outro que exija preposição diferente;
para evitar a confusão da preposição com o artigo. Veja:
Fui à Bahia. Fui a Sergipe. Fui a Roma.
Para termos certeza de que há artigo ou não, basta trocarmos por “vim”.
Veja:
Vim da Bahia. Vim de Sergipe. Vim de Roma.
Como o verbo “Vim” exige preposição “de”, se a oração permanecer
somente com essa preposição, é sinal de que, com o verbo “Fui”, também
permanecerá só a preposição “a” (Vim de Sergipe→Fui a Sergipe).
Mas, se o verbo “Vim” estiver seguido de preposição mais artigo “da”, é
sinal de que, com o verbo “Fui”, também ocorrerá preposição mais artigo “à”
(Vim da Bahia→Fui à Bahia).
Entretanto, você vai notar que, às vezes, queremos enfatizar,
determinar, especificar esses topônimos que não admitem o artigo. Quando
colocamos uma locução adjetiva ou algum outro determinante que o
caracterize, naturalmente receberá artigo. Havendo verbo que exija a
preposição “a”, ocorrerá a crase. Veja:
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Viajamos a Brasília, depois fomos a São Paulo.
(Viemos de Brasília ... de São Paulo)
Viajamos à Brasília de Juscelino, depois fomos à São Paulo da garoa.
(Viemos da Brasília de Juscelino ... da São Paulo da garoa)

Portanto, sem decoreba, ok? Temos que entender o uso. Vamos a outros
casos.
c. A palavra casa normalmente admite artigo (a casa é linda; comprei a casa
de meus sonhos; pintei a casa de azul etc). Porém, quando há um sentido de
deslocamento para ou do “próprio lar”, ela não admite artigo. Mas isso não
será problema para nós, pois usamos isso intuitivamente. Vamos lá:
Você diz: “vim de casa” ou “vim da casa”?
Você diz: “vou para casa” ou “vou para a casa”?
Se é seu próprio lar, é natural dizer, “vim de casa”, “vou para casa”.
Porém, quando essa casa não é a sua, naturalmente e intuitivamente, coloca-
se um determinante nesse substantivo e obrigatoriamente inserimos artigo.
Tudo isso para mostrar que a casa não é a nossa. Está em dúvida? Então veja:
Você diz “vim de casa da Luzia” ou “vim da casa da Luzia”?
Você diz “vou para casa da Luzia” ou “vou para a casa da Luzia”?
Naturalmente usamos as segundas opções, correto?
Sabemos que isso não proporciona a crase. Mas, se enxergamos que a
preposição “para” tem o mesmo valor da preposição “a”; na sua substituição,
podemos ter crase. Veja:
Vou para casa. Vou para a casa da Amélia.
a+a

Vou a casa. Vou à casa da Amélia.

O bom filho volta a casa todos os dias.


O bom filho volta à casa dos pais todos os dias.
Note que se pode determinar a palavra “casa” colocando letra inicial
maiúscula (Casa). Assim, essa palavra passa a ter outra denotação: sinônimo
de Câmara dos Deputados ou representação de uma instituição. Dessa forma,
poderá ocorrer a crase:
Prestar à Casa as devidas homenagens.
d. Seguindo a mesma ideia do item anterior, a palavra “terra” admite artigo
normalmente.
A terra é boa! Ele vive da terra!
Assim, haverá crase:

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O agricultor dedica-se à terra.
Não há crase quando a palavra terra está em contraposição a “a bordo”.
Isso porque não dizemos “ao bordo”. Não pode haver artigo nesta expressão:
Os marinheiros voltaram a terra depois de um mês no mar. (estavam a bordo)
Mas, se determinamos essa palavra, passamos a ter artigo e,
consequentemente, crase. Veja:
Viajou em visita à terra dos antepassados.
Quando os astronautas voltarão à Terra? (a letra maiúscula determina)
e. Na locução à uma, significando “unanimemente, conjuntamente”, haverá
crase. Veja:
Os sindicalistas responderam à uma: greve já!
Vimos a estrutura de um verbo ou nome que exige preposição “a”.
Agora, veremos a locução adverbial que não é exigida pelo verbo, mas possui
a estrutura interna com a preposição.
Exemplo: Estive aqui de manhã.
Note que a locução adverbial “de manhã” ocorreu sem exigência do
verbo, pois poderíamos dizer “Estive aqui.” Esta locução tem uma composição
própria: de + manhã. Se essa estrutura fosse composta por preposição “a”
seguida de nome feminino que admitisse artigo “a”, haveria crase.
Exemplo: Estive aqui à noite.

Assim, vamos à estrutura da locução adverbial:

preposição + artigo + nome

à noite

à tarde à noite à direita às claras


às escondidas à toa à beça à esquerda
às vezes às ocultas à chave à escuta
à deriva às avessas às moscas à revelia
à luz à larga às ordens às turras

Deve-se dar especial destaque às locuções adverbiais de tempo, que


especificam o momento de um evento, com o núcleo expresso com o
substantivo hora(s), o qual recebe o artigo definido “a”, “as”.
à meia-noite, à uma hora às duas horas às três e quarenta.
Não se pode confundir com a indicação de tempo generalizado ou tempo
futuro:
Isso acontece a qualquer hora. Estarei lá daqui a duas horas.

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Veja a diferença nas frases abaixo:
A aula acabará a uma hora. (uma hora após o momento da fala)
A aula acabará à uma hora. (terminará às 13 horas ou à uma hora da madrugada)
A aula acabara há uma hora. (a aula acabou uma hora antes)
No último caso, não há locução adverbial, o verbo “há” marca tempo
decorrido. Vimos isso na concordância, lembra?
Nas expressões que demarcam início e fim de evento, o paralelismo deve
ser conservado. Se o primeiro dos termos não possui artigo a, o segundo
também não terá. Se o primeiro tiver, o segundo receberá a crase:
A reunião será de 9 a 10 horas. A reunião será das 9 às 10 horas.
Note: se o início do evento não recebeu artigo, o término também não
receberá. (de 9 a 10 horas).
Se o início do evento recebeu artigo, o término também receberá. (das 9
às 10 horas).
Merece destaque a locução adverbial de modo à moda de. Ela pode
estar expressa ou subentendida; por isso, deve-se tomar muito cuidado:
Pedimos uma pizza à moda da casa.
Atrevia-se a escrever à Drummond. (à moda de)
Pedimos arroz à grega. (à moda)
Não confunda com as expressões frango a passarinho, bife a cavalo,
as quais não possuem crase por não transmitirem modo.
Haverá crase também nas locuções prepositivas, que são sempre
nocionais e iniciam locução adverbial:
à beira de à sombra de à exceção de à força de
à frente de à imitação de à procura de à semelhança de
O uso do acento grave é opcional nas locuções adverbiais que indicam
meio ou instrumento, desde que o substantivo seja feminino: barco a (à) vela;
escrever a (à) máquina; escrever a (à) mão; fechar a porta a (à) chave;
repelir o invasor a (à) bala. Normalmente, os bons autores têm preferido sem
a crase. Tudo isso depende da intenção comunicativa. O instrumento ou o
meio podem ser especificados ou não com o artigo “a”.
Nas locuções adverbiais com palavras repetidas não haverá crase, pois
os substantivos estão sendo tomados de maneira geral, sem artigo definido:
cara a cara; frente a frente, etc.
A crase é obrigatória nas locuções conjuntivas adverbiais proporcionais à
medida que, à proporção que:
À medida que estudamos, vamos entendendo a matéria.
À proporção que as aulas ocorrem, os assuntos vão se acumulando.

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Perceba uma diferença muito importante: “às vezes” e “as vezes”.
Às vezes você me olha diferente.
Note que, neste caso, não há precisão de momento, entende-se “de vez
em quando, por vezes, algumas vezes. Assim, há uma locução adverbial de
tempo e há crase.
Porém, podemos utilizar esta estrutura sem crase, quando há uma
especificação do momento:
As vezes que te vi, fiquei extasiado.
Neste caso, este termo será especificado por um termo adjetivo ou
oração adjetiva. Portanto, tome cuidado!
CRASE FACULTATIVA
Emprega-se facultativamente o acento indicativo de crase quando é
opcional o uso da preposição a, ou do artigo definido feminino.
Casos em que a crase é facultativa:
a. A preposição “a” é facultativa depois da preposição “até”:
O visitante foi até a sala do Diretor.
O visitante foi até à sala do Diretor.
A sessão prolongou-se até à meia-noite.
A sessão prolongou-se até a meia-noite.
b. O artigo definido é facultativo diante de pronome possessivo. Mas, para a
crase ser facultativa, esse pronome possessivo deve ser feminino singular.
Refiro-me à minha amiga.
Crase facultativa
Refiro-me a minha amiga.
Refiro-me às minhas amigas. Crase obrigatória

Refiro-me a minhas amigas. Crase proibida

c. O artigo definido é facultativo diante de nome próprio de pessoa. Se o nome


for feminino e o verbo exigir preposição, a crase será facultativa:
Refiro-me à Madalena.
Refiro-me a Madalena.
Observação: Tratando-se de pessoa célebre com a qual não se tenha
intimidade, geralmente não se usa o artigo nem o acento indicativo de crase,
salvo nos casos em que o nome esteja acompanhado de especificativo.
O orador fez uma bela homenagem a Rachel de Queiroz.
O orador fez uma bela homenagem à Rachel de Queiroz de O quinze.
Nas gramáticas, são elencados os casos em que a crase será proibida.
Para isso, basta apenas relembrarmos a estrutura-padrão da crase.
Mas fique tranquilo, pois, quando a banca quer que você veja
rapidamente o erro de crase, ela coloca um verbo antecedido de crase. Esse é
o erro básico! E você verá isso várias vezes.

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Agora, vamos praticar!
Questão 31: MPE RJ Superior 2007
Fragmento do texto: As empresas devem compreender que a
sustentabilidade – entendida como viabilidade econômica, justiça social e
conservação ambiental –, somada à responsabilidade social empresarial, será
atributo considerado essencial, e não apenas diferenciador.
Assim como está adequado o emprego de À antes de "responsabilidade",
também está correto o uso do acento de crase em:
(A) Solicitei à V.Sa a observância deste dispositivo;
(B) Fomos chamados à prestigiar a solenidade à toa;
(C) Para evitar à fraude, assinarei as carteiras à mão;
(D) Compram comida à quilo e querem comer à jato;
(E) À uma hora, assistiremos à chegada do novo chefe.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “solicitei” exigiu a
preposição “a”, mas o pronome de tratamento “V. Sa.” não admite artigo.
Assim, não pode haver crase.
A alternativa (B) está errada, porque não se admite crase antes de
verbo. A locução adverbial de modo “à toa” admite crase.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo “evitar” é transitivo direto e o
termo “a fraude” é objeto direto, não se admitindo iniciar por preposição.
Assim, não pode haver crase. Há crase na locução adverbial de meio “à mão”.
A alternativa (D) está errada, pois a locução adverbial “a quilo” possui o
substantivo masculino “quilo”, portanto não pode haver crase. O mesmo
ocorre com a expressão “a jato”.
A alternativa (E) é a correta, pois a locução adverbial de tempo “À uma
hora” marca o momento exato, por isso ocorre artigo “a”, juntando-se à
preposição “a”. Então, há crase. O verbo “assistiremos” é transitivo indireto e
exige a preposição “a”. Como o substantivo “chegada” admite o artigo “a”,
ocorre a crase.
Gabarito: E

Questão 32: Radiobras Superior 2004


Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: “Após ........
reunião, de 13:30h ...... 15:30h, todos foram ...... biblioteca”.
(A) a – à – à; (B) a – a – à; (C) à – à – a;
(D) à – a – a; (E) a – à – a.
Comentário: A preposição “Após” não admite ser sucedida por preposição
“a”, por isso há apenas artigo “a”, não havendo crase. Assim, podemos
eliminar as alternativas (C) e (D).
Na expressão de início e término de tempo em horas, perceba que o
início (13:30h) não está antecipado de artigo “as”, apenas da preposição
“de”. Assim, por paralelismo, não pode haver artigo no término (15:30h). Por
isso, não pode haver crase. Então eliminamos as alternativas (A) e (E),
sobrando a (B) como correta.
O verbo “foram” exige a preposição “a” e o substantivo “biblioteca”
admite o artigo “a”, por isso há crase.
Gabarito: B
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Questão 33: ANTT Superior 2008


“...o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à
ação humana”; nesse caso, é correto o emprego do acento grave indicativo da
crase, pois ocorre a união da preposição a com o artigo a.
Assinale a opção em que o uso do acento grave indicativo da crase constituiria
erro:
(A) uma ameaça as espécies; (B) uma ameaça a espécie;
(C) uma ameaça a nossa espécie; (D) uma ameaça a esta espécie;
(E) uma ameaça as principais espécies.
Comentário: Note que a questão pede a alternativa que não admite a crase.
Assim, a alternativa (A) exige crase, pois o substantivo “ameaça” exige a
preposição “a” e o substantivo “espécies” está precedido do artigo “as”.
Na alternativa (B) deve ocorrer crase, pois o substantivo “ameaça” exige
a preposição “a” e o substantivo “espécie” admite o artigo “a”.
A alternativa (C) admite crase facultativamente, pois o substantivo
“ameaça” exige a preposição “a” e o substantivo “espécie” admite o artigo “a”.
Como há pronome possessivo feminino singular (nossa), o artigo “a” é
facultativo, assim a crase também é facultativa.
A alternativa (D) não admite crase, pois o substantivo “ameaça” exige a
preposição “a”, mas o substantivo “espécie” está antecedido do pronome
demonstrativo “esta”, que não admite o artigo “a”. Portanto, esta é a
alternativa a ser marcada.
A alternativa (E) exige crase, pois o substantivo “ameaça” exige a
preposição “a” e o substantivo “espécies” está precedido do artigo “as” e do
adjetivo “principais”.
Gabarito: D

Questão 34: (TCE / 2007 / Técnico)


Assinale a única frase em que o a deve receber acento indicativo de crase.
(A) Dedicava-se a crônica semanal com prazer.
(B) Pegou um lápis e pôs-se a trabalhar.
(C) Leu o texto de ponta a ponta.
(D) A crônica fazia referência a pessoas comuns.
(E) Algumas vezes dirigia-se a seu computador.
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “Dedicava-se” exige preposição “a” e
“crônica” admite o artigo “a”, por isso há crase.
Na alternativa (B), não pode haver crase antes de verbo.
Na alternativa (C), não pode haver crase entre palavras repetidas.
Na alternativa (D), não há crase se “a” está no singular e o substantivo
posterior está no plural. Isso quer dizer que o “a” é apenas preposição exigida
pelo nome “referência”.
Na alternativa (E), não há crase antes de substantivo masculino.
Resposta: A

Questão 35: (BNDES / 2008 / Superior)


“E depois discorde à vontade.”.
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Assinale a opção em que a palavra destacada também deve ter acento grave,
como a do trecho acima.
(A) Caminhava a pé refletindo sobre a situação.
(B) Dia a dia enfrentava novos desafios.
(C) Pense a respeito do que lhe disse.
(D) As vezes em que chegava cedo dormia tarde.
(E) Pôs fim a discussão iniciada há dias.
Comentário: Na alternativa (A), o substantivo “pé” é masculino, por isso não
há crase.
Na alternativa (B), não há crase entre palavras repetidas.
Na alternativa (C), “respeito” é substantivo masculino, por isso não há
crase.
Na alternativa (D), perceba que a estrutura “As vezes” não recebe
preposição “a”, pois não está no sentido de “algumas vezes”, “momento sem
precisão”. Note que o substantivo “vezes” está sendo caracterizado pela
oração adjetiva “em que chegava cedo”. Assim, podemos entender “Aquelas
vezes em que chegava cedo dormia tarde”. Não se marca um tempo geral e
indefinido “às vezes”. Marca-se um momento específico, por isso há apenas
artigo “As”.
A alternativa (E) é a correta, pois o substantivo “fim” exigiu a
preposição “a” e o substantivo feminino “discussão” admitiu o artigo “a”, por
isso há crase.
Resposta: E

Questão 36: (INEA / 2008 / Superior)


A opção que está redigida de acordo com a norma culta é:
(A) Daqui à 3 ou 4 anos comprarei um carro.
(B) Os habitantes do planeta devem ter preocupações referentes à ecologia.
(C) A maior preocupação das empresas é à quem doar os computadores.
(D) Fatos que ocorreram a uma década, não mais nos preocupam.
(E) Os alunos vão à uma aula de ecologia na Amazônia.
Comentário: Na alternativa (A), ocorre preposição “a” por imposição do
advérbio de tempo “daqui”, porém o substantivo posterior é plural e masculino
“anos”, por isso não pode haver crase.
A alternativa (B) é a correta, pois “referentes” exigiu preposição “a” e
“ecologia” é substantivo feminino e admitiu artigo “a”, por isso há crase.
Na alternativa (C), o pronome “quem” não admite artigo, por isso não
há crase.
Na alternativa (D), na expressão “a uma década” deve-se substituir a
preposição “a” pelo verbo “há”, pois “uma década” marca tempo decorrido. O
verbo “fazer” tem o mesmo sentido: “ocorreram há uma década”; “ocorreram
faz uma década”.
Na alternativa (E), o verbo “vão” exige preposição “a”, porém o
substantivo “aula” é precedido do artigo indefinido “uma”. Se já há artigo
indefinido, não há crase.
Resposta: B

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Questão 37: (FAFEN / 2009 / Superior)


Em “...que tem imputado àqueles que se empenham...”, ocorre o acento
grave, indicativo da crase, no vocábulo destacado. Assinale a opção cujo “a”
também deve receber o acento grave, indicativo da crase.
(A) Referiu-se a busca exagerada por conhecimento.
(B) Dia a dia buscava informações diversas.
(C) Nada falava a respeito da valorização do saber.
(D) O conhecimento atinge a todos.
(E) O equilíbrio é necessário a quem busca o saber.
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “Referiu-se” exige preposição “a” e
“busca” é substantivo feminino que admite artigo “a”, por isso deve haver
crase.
Na alternativa (B), não há crase entre palavras repetidas.
Na alternativa (C), não há crase antes de substantivo masculino.
Na alternativa (D), a palavra “todos” é um pronome indefinido, o qual
não admite artigo antecedendo-o. Por isso, não há crase.
Na alternativa (E), da mesma forma, o pronome “quem” não admite
artigo, por isso não há crase.
Resposta: A

Questão 38: (FUNASA / 2009 / Superior)


A Gramática da Língua Portuguesa prevê que o emprego do acento grave para
indicar a ocorrência de crase pode ser facultativo em alguns casos.
Em qual das passagens transcritas do texto há a ocorrência da crase, e o
emprego do acento grave é facultativo?
(A) “Estava terminada a traqueostomia.”
(B) “A respiração voltava lentamente, a princípio superficial, depois mais
funda e visível.”
(C) “Começou a cantarolar baixinho uma canção antiga que julgava
esquecida.”
(D) “– Por que será – perguntou ele a Olívia –”
(E) “...a gente tem a impressão de que acabou de nascer...”
Comentário: Vimos os casos de crase facultativa. Isso ocorre quando a
preposição “a” é facultativa ou o artigo “a” é facultativo.
Na alternativa (A), ocorre apenas o artigo “a”, pois “a traqueostomia” é
sujeito.
Na alternativa (B), ocorre apenas a preposição “a”, pois “princípio” é
substantivo masculino.
Na alternativa (C), não ocorre crase antes de verbo.
Na alternativa (D), o verbo “perguntou” é transitivo indireto e exige a
preposição “a”; já o substantivo próprio feminino “Olívia” admite ou não o
artigo “a”. Por isso a crase é facultativa.
Na alternativa (E), o verbo “tem” é transitivo direto e “a impressão” é
objeto direto. Assim, não há preposição “a” e a crase é proibida.
Resposta: D
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Questão 39: (IBGE / 2009 / Técnico)


Observe as frases.
I - Dedicou-se às artes e ao estudo da língua portuguesa.
II - O texto faz referência às importações estrangeiras desnecessárias.
III - Compete à nós zelar pelo nosso vocabulário.
O acento indicativo da crase foi corretamente empregado APENAS na(s)
frase(s)
(A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) I e III
Comentário: Na frase I, o verbo “Dedicou-se” exige preposição “a” e o
substantivo “artes” admitiu o artigo “as”, por isso há crase.
Na frase II, o substantivo “referência” exigiu preposição “a” e o
substantivo “importações” admitiu o artigo “as”. Por isso, há crase.
Na frase III, o pronome oblíquo tônico “nós” não admite artigo, por isso
a crase é proibida.
Assim, a alternativa correta é (D).
Resposta: D

Questão 40: (SECAD / 2009 / Superior)


Os profissionais do riso, partir de amanhã, darão assistência,
também, família dos pacientes que estão internados,
espera de um transplante.
As palavras que preenchem, corretamente, as lacunas da frase acima são
(A) à – à – à (B) à – à – a (C) a – à – à
(D) a – a – à (E) a – a – a
Comentário: Veja que não ocorre crase antes de verbo (a partir). Por isso,
eliminamos as alternativas (A), (B).
O substantivo “assistência” exige preposição “a” e “família” admite
artigo “a”, por isso ocorre crase (assistência à família). Note que o substantivo
“família” não está sendo tomado de sentido geral (qualquer família), esse
substantivo foi caracterizado pelo adjunto adnominal “dos pacientes”. Isso
reforça que o artigo “a” é obrigatório. Assim, eliminamos as alternativas (D),
(E). Já sabemos, portanto, que a alternativa correta é a (C), porém devemos
confirmar.
Ocorre a locução adverbial “à espera”, em que já vimos que sua
estrutura é preposição + nome. Como o nome “espera” é feminino e singular
e a preposição é “a”, ocorre crase (à espera de).
Resposta: C

Questão 41: (BACEN / 2009 / Técnico)


Leia as frases abaixo
I- A Inglaterra aprovou uma lei pela qual o país terá de cortar em 80%
suas emissões de carbono.
II- O fato de as cifras virem tona antes da conferência é outro sinal
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alentador.
III- Esse cipoal de números torna complexa discussão em
Copenhague, mas não a inviabiliza.
IV - O Presidente Barack Obama anunciou que vai Copenhague e que
se compromete com um corte de 17% até 2020.
As palavras que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são
(A) as – à – a – a. (B) às – à – a – a. (C) às – a – à – à.
(D) as – a – a – à. (E) as – a – a – a.
Comentário: Na frase I, o verbo “cortar” é transitivo direto e indireto, por
isso exige o objeto direto “as suas emissões de carbono” e “em 80%” é o
objeto indireto. Logo, não há crase antes do objeto direto. Com isso,
eliminamos as alternativas (B) e (C).
Na frase II, “à tona” é uma locução adverbial, iniciada por preposição
“a” seguida de substantivo feminino “tona”, o qual admite artigo “a”, por isso
há crase. Assim, eliminamos as alternativas (D) e (E). Já sabemos que a
correta é a (A), porém, devemos confirmar.
Na frase III, o termo “a discussão” é objeto direto do verbo “torna”, por
isso não há crase.
Na frase IV, “Compenhague” não admite artigo “a”, por isso não há
crase.
Resposta: A

Questão 42: (Petrobras / 2010 / Superior)


Em qual dos pares de frases abaixo o a destacado deve apresentar acento
grave indicativo da crase?
(A) Sempre que possível não trabalhava a noite. / Não se referia a pessoas
que não participaram do seminário.
(B) Não conte a ninguém que receberei um aumento salarial. / Sua
curiosidade aumentava a medida que lia o relatório.
(C) Após o julgamento, ficaram frente a frente com o acusado. / Seu
comportamento descontrolado levou-o a uma situação irremediável.
(D) O auditório IV fica, no segundo andar, a esquerda. / O bom funcionário
vive a espera de uma promoção.
(E) Aja com cautela porque nem todos são iguais a você. / Por recomendação
do médico da empresa, caminhava da quadra dois a dez.
Comentário: Note que a alternativa correta deve ter crase nas duas frases.
Na alternativa (A), “à noite” é locução adverbial, com preposição “a”,
seguida de substantivo feminino “noite”, por isso deve haver crase (à noite).
Na segunda frase, “pessoas” é substantivo feminino plural e seu artigo é “as”,
mas o “a” está no singular, mostrando que há apenas preposição exigida pelo
verbo “se referia”.
Na alternativa (B), “ninguém” não admite artigo “a”, por isso não há
crase. Deve haver crase na locução conjuntiva proporcional “à medida que”.
Na alternativa (C), não há crase entre substantivos repetidos. Na
segunda frase, o verbo “levou” é transitivo direto e indireto. O pronome “o” é
objeto direto e “a uma situação” é o objeto indireto. Perceba que ocorre a
preposição “a” e o artigo “uma” é indefinido, por isso não há crase.
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Na alternativa (D), as locuções adverbiais “à esquerda” e “à espera” são
precedidas da preposição “a” e os substantivos “esquerda” e “espera”
admitem artigo “a”. Por isso, há crase.
Na alternativa (E), o pronome de tratamento “você” não admite artigo
“a”, por isso não há crase. Note que, em “caminhava da quadra dois a dez”,
ocorre a preposição “a” entre “dois” e “dez”. Note a ideia de início (preposição
“da”) e término (preposição “a”). Por isso ocorre crase antes de “dez”, pois se
subentende o substantivo “quadra” antes deste numeral (da quadra dois à
quadra dez); (da quadra dois à dez).
Resposta: D

Questão 43: (Petrobras / 2010 / Médio)


Em “...sobrevive às custas dele -”, o acento grave indicativo da crase,
segundo o registro culto e formal da língua, está correto assim como em
(A) Nem sempre o sucesso está acessível à todos.
(B) Muitas vezes, para não fracassar, é preciso tomar o rumo à esquerda.
(C) O fracasso e o sucesso caminham lado à lado.
(D) O empreendedor bem-sucedido é avesso à subterfúgios.
(E) Às vezes que obtive sucesso sempre soube o motivo.
Comentário: Na alternativa (A), “todos” não admite ser precedido por artigo
“a”, por isso não há crase (a todos).
Na alternativa (B), “à esquerda” é locução adverbal, em que há
preposição “a” e substantivo feminino “esquerda”, por isso há crase.
Na alternativa (C), não há crase entre substantivos repetidos (lado a
lado).
Na alternativa (D), não há crase antes de substantivo masculino (a
subterfúgios).
Na alternativa (E), não há locução adverbial de tempo “às vezes”. Na
realidade, a regência está errada. O ideal seria “das vezes” por exigência do
nome “motivo”: Das vezes em que obtive sucesso sempre soube o motivo.
Soa estranho por estar invertido. Colocando na ordem natural seria:
Sempre soube o motivo das vezes em que obtive sucesso.
Adj Adv tempo + VTD + OD + CN + Adj Adv tempo+VTD + OD
oração principal + oração subordinada adjetiva restritiva

Resposta: B

Questão 44: (Petrobras / 2010 / Superior)


Em “...inerentes a minha condição,”, segundo o registro culto e formal da
língua, o acento grave indicativo da crase é facultativo. A crase também é
facultativa na frase
(A) A ninguém interessam os meus erros.
(B) Contou os seus problemas a um profissional especializado.
(C) Ele estava disposto a tentar de novo.
(D) Correu até a amiga para pedir desculpas.
(E) Fez, de caso pensado, críticas a ela.
Comentário: Na alternativa (A), “ninguém” não admite artigo, por isso não

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há crase.
Na alternativa (B), não há crase antes de substantivo masculino (a um
profissional).
Na alternativa (C), não há crase antes de verbo.
Na alternativa (D), a preposição “até” admite facultativamente a
preposição “a”, desde que haja verbo que transmita ideia de destino, direção,
como ocorre com “Correu”. Como o artigo “a” é admitido pelo substantivo
feminino “amiga”, a crase é facultativa.
Na alternativa (E), o pronome “ela” não admite artigo, por isso não há
crase.
Resposta: D

Questão 45: (BNDES / 2010 / Superior)


Já disse você que, medida que o tempo passa, situação se
torna mais complicada e não é mais possível ficar espera da solução
almejada.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do período acima é
(A) à – a – a – a. (B) à – à – a – à. (C) a – à – a – à.
(D) a – a – a – à. (E) a – à – à – a.
Comentário: O pronome “você” não admite artigo, por isso não há crase.
Assim, eliminamos as alternativas (A) e (B). A locução conjuntiva proporcional
“à medida que” obrigatoriamente possui crase. Por isso, eliminamos a
alternativa (D). O substantivo “situação” é o núcleo do sujeito, por isso não
recebe crase e eliminamos a alternativa (E). Para confirmar a alternativa (C)
como correta, vemos que a locução adverbial “à espera” possui crase
obrigatoriamente.
Resposta: C

Questão 46: (Petrobras / 2011 / Médio)


Em “Eu já sabia ler e escrever quando cheguei à escolinha particular de
Eunice”, observa-se a presença do acento indicativo de crase.
Emprega-se esse acento pelo mesmo motivo em:
(A) Adoro ir à cidade.
(B) Sempre que vou à Porto Alegre, sinto-me renovado.
(C) Não me refiro à um assunto como esse.
(D) Andar à cavalo é revigorante.
(E) A escola deu de presente aos alunos uma viagem à Minas Gerais.
Comentário: O motivo da crase é um verbo intransitivo “cheguei” transmitir
ideia de deslocamento a um destino (“escolhinha”), o qual é um adjunto
adverbial de lugar.
A alternativa (A) é a correta, pois o verbo “ir” transmite a mesma ideia
de deslocamento a um destino (“à cidade”), que é um adjunto adverbial de
lugar.
A crase nas alternativas (B), (C), (D) e (E) estão erradas, pois “Porto
Alegre”, “assunto”, “cavalo” e “Minas Gerais” não admitem artigo “a”, por isso
não pode haver crase.

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Resposta: A

Questão 47: (PROMINP / 2010 / Médio)


Considere o trecho a seguir.
No portão do estádio, uma faixa:

Parabéns você, Maracanã, pelos 60 anos; e torcida nossa


homenagem. Clubes do Rio
As palavras que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são
(A) a - a - à (B) a - à - a (C) à - à - a
(D) à - a - à (E) à - a - a
Comentário: O nome “parabéns” exige a preposição “a”, mas o pronome
“você” não admite artigo, por isso não há crase e eliminamos as alternativas
(C), (D) e (E). O substantivo “homenagem” exige a preposição “a” e “torcida”
admite o artigo “a”, por isso ocorre crase. A expressão “nossa homenagem”
admite o artigo “a”, mas não há preposição; por isso não há crase. Assim, a
alternativa correta é a (B).
Resposta: B

Questão 48: (PROMINP / 2010 / Médio)


O uso do sinal indicativo da crase está corretamente empregado em:
(A) A criança gosta de responder à tudo o que lhe perguntam.
(B) O pomar se estendia à perder de vista.
(C) O jornalista entregou o artigo à redatora-chefe.
(D) Ele começou à nadar por recomendação médica.
(E) Daqui à uma semana o inventor dará uma palestra.
Comentário: Na alternativa (A), o pronome “tudo” não admite artigo, por
isso não há crase.
Na alternativa (B), não há crase antes de verbo.
A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “entregou” é transitivo direto
e indireto. Seu objeto direto é “o artigo” e o objeto indireto é “à redatora-
chefe”. Esse verbo exigiu preposição “a” e o substantivo “redatora-chefe”
admitiu artigo “a”. Por isso há crase.
Na alternativa (D), não há crase antes de verbo.
Na alternativa (E), “uma” é artigo indefinido, por isso não há crase.
Resposta: C

Questão 49: (Petrobras / 2011 / Médio)


A sentença em que o sinal indicativo de crase está usado corretamente é:
(A) À partir de hoje, não teremos mais aula.
(B) Vem à calhar a sua ideia de plantarmos mamão.
(C) Vou ao banco pagar às contas que vencem hoje.
(D) Peça à seus pais para você subir a serra conosco.
(E) A peça começa às 10 h em ponto.
Comentário: Nas alternativas (A) e (B), não há crase antes de verbo.

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Na alternativa (C), o verbo “pagar” é transitivo direto, por isso não há
preposição e não há crase.
Na alternativa (D), “pais” é substantivo masculino e plural, por isso não
há crase. Perceba que antes de pronome possessivo o artigo é facultativo,
porém o artigo seria “os” (a seus pais; aos seus pais).
Na alternativa (E), “às 10h” é um adjunto adverbial de tempo, em que é
marcada a hora de evento, por isso há crase.
Resposta: E

Questão 50: (SUAPE / 2011 / Médio)


“A Comlurb informou que o lixo estava ensacado, à espera da passagem do
caminhão.”
Considerando a passagem transcrita acima, analise as afirmações a seguir.
O emprego do sinal indicativo de crase está correto.
PORQUE
A construção “à espera de”, locução com núcleo feminino sem ideia de
instrumento, deve receber o acento grave.
A esse respeito, conclui-se que
(A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
(B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
(C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
(D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
(E) as duas afirmações são falsas.
Comentário: A primeira afirmativa está correta, pois a crase está
corretamente empregada. Veja que a segunda afirmativa se liga à primeira,
por meio da conjunção adverbial causal “porque”. A segunda afirmativa
mostra que “à espera” é uma locução adverbial com núcleo feminino. Isso é a
justificativa da primeira afirmação. Note que houve uma observação
importante: há locuções com valor de instrumento que não possuem crase,
como “fez a prova a caneta”.
Resposta: A

Com isso, vimos o que é importante sobre a concordância e a crase.


Teremos mais questões desses assuntos na revisão da próxima aula.

Grande abraço.
Terror

Lista de questões

Questão 1: AGE MT Superior 2004


“Temos hoje cerca de 2 milhões de alunos matriculados no ensino superior do
Brasil”; o comentário INCORRETO sobre os componentes desse segmento do
texto é:
(A) o sujeito de “temos” refere-se à população brasileira em geral;
(B) a forma verbal “temos” inclui, em seu sujeito, o leitor e o autor do texto;
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(C) o advérbio “hoje” se refere ao momento em que o texto foi escrito;
(D) se, em lugar de “alunos” estivesse “alunas”, a leitura do numeral 2 seria
no feminino;
(E) tanto “alunos” quanto “ensino” são adjetivados de forma objetiva.

Questão 2: AGU Superior 2006


A frase abaixo com um ERRO de concordância (nominal ou verbal) é:
(A) No anúncio da ótica, o óculos estava quebrado;
(B) As crianças, por si mesmas, decidiram rabiscar o cartaz;
(C) O anunciante era um dos que deveriam falar naquele congresso;
(D) Nosso melhor guia devem ser a honra e o dever;
(E) O bando de crianças mancharam os cartazes da feira.

Questão 3: BNDES Superior 2005


A língua portuguesa e os conhecimentos matemáticos nem sempre estão de
acordo. A frase abaixo em que a concordância verbal contraria a lógica
matemática é:
(A) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção;
(B) mais de três jornalistas participaram da entrevista;
(C) menos de dois turistas deixaram de participar do passeio;
(D) são 16 de outubro;
(E) participaram do congresso um e outro professor.

Questão 4: BNDES Superior 2005


“-Senhor Presidente, Vossa Excelência não me tem permitido usar a palavra!
– Senhor Deputado, Vossa Excelência poderá falar após dois outros colegas!”.
Esse diálogo, ouvido numa das CPIs do Congresso, mostra:
(A) a concordância verbal errada com “Vossa Excelência”;
(B) a má colocação de pronomes pessoais oblíquos;
(C) a mistura indevida de “Senhor” com “Vossa Excelência”;
(D) o uso inadequado do tratamento “Vossa Excelência” para deputado;
(E) o emprego adequado da norma culta da língua.

Questão 5: AGE MT Superior 2004


Numa frase como “Cerca de 13% da população brasileira ingressa no nível
superior”:
(A) a expressão “cerca de” apresenta uma quantidade precisamente
determinada;
(B) a forma verbal “ingressa” concorda com “13%”;
(C) haveria uma outra possibilidade de concordância verbal;
(D) a ação verbal não é atribuída a nenhum sujeito;
(E) a omissão da locução “cerca de” obrigaria que a forma verbal fosse para o
plural.

Questão 6: (Petrobras / 2005 / Superior)


Assinale a opção em que a concordância segue a norma culta da língua.
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(A) Dos dois cientistas consultados, nem um nem outro aceitou o cargo.
(B) Cada um dos jornalistas fizeram uma pergunta ao entrevistado.
(C) Resta ainda muitas dúvidas sobre o cálculo dos juros.
(D) Fazem dois meses que o cientista concedeu uma entrevista.
(E) Os drogados não parecem perceberem o mal que fazem a si mesmos.

Questão 7: (EPE / 2006 / Superior)


Em que passagem o(s) verbo(s) NÃO se apresenta(m) de forma impessoal?
(A) “Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo — ”
(B) “Há duas boas maneiras para fazer isso:”
(C) “porque gostar do assunto gera interesse’,”
(D) “o desinteresse, ao contrário, é uma espécie de ‘sedativo’,”
(E) “Não dá para esperar o mesmo nível de retenção de informação...”

Questão 8: (IBGE / 2006 / Técnico)


Assinale a frase em que a concordância verbal está INCORRETA.
(A) Felizmente, a supervisora colhe as informações.
(B) Todas as pessoas aprovadas começam a trabalhar.
(C) O grupo de recenseadores recebe instruções.
(D) O candidato a recenseador faz as provas.
(E) Os funcionários do grupo aprende a entrevistar.

Questão 9: (TCE / 2007 / Técnico)


Todas as frases abaixo estão corretas quanto à concordância verbal. Uma
delas, porém, admite uma outra concordância também correta. Assinale-a.
(A) Atende a diferentes propósitos o uso do computador.
(B) Precisa-se urgentemente de um novo computador.
(C) Nunca se venderam tantos portáteis.
(D) Malograram todas as suas tentativas.
(E) Sou eu quem dependo mais dele.

Questão 10: (INEA / 2008 / Superior)


A concordância do verbo destacado está certa em
(A) Uma e outra soluções lhe desagradam.
(B) Nem uma, nem outra falaram a verdade.
(C) Os computadores, os chips, as placas – tudo são preocupação.
(D) Mais de um artigo faz alusão à necessidade de preservar o meio.
(E) Deu dez horas que eles saíram para comprar um novo computador.

Questão 11: (BNDES / 2009 / Superior)


Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância verbal, segundo o
registro culto e formal da língua.
(A) Necessita-se de novos programas de qualidade de vida.
(B) A pressão, a ansiedade e a tensão muscular, tudo prejudicava a saúde do
trabalhador.
(C) Os Estados Unidos contrataram profissionais especializados em
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comunicação.
(D) Já fazem três meses que ele se adaptou a uma nova realidade profissional.
(E) Cada um dos profissionais do RH deve saber administrar o seu estresse.

Questão 12: (IBGE / 2009 / Técnico)


De acordo com a norma culta da língua, qual a única frase correta, quanto à
concordância?
(A) Gol, pênalti, chute, tudo foi importado da Inglaterra.
(B) A importação de palavras, às vezes, são necessárias.
(C) Bastante pessoas gostam de usar vocábulos importados.
(D) Existe na língua expressões estrangeiras desnecessárias.
(E) Por toda a parte há cartazes com expressões e vocábulos estrangeiro.

Questão 13: (SECAD / 2009 / Superior)


Fragmento do texto:
Mas, se tudo isso for o objetivo, perde a graça, deixa de ser brincadeira. Vira
mais uma atividade produtiva a cumprir na agenda.
O verbo destacado é impessoal na frase
(A) “(e isso, você sabe, não implica nenhum tipo de propensão ao crime).”.
(B) “E, ah, quando não há ninguém por perto,...”.
(C) “E tudo agora é para valer.”.
(D) “Vira mais uma atividade produtiva a cumprir...”.
(E) “quem brinca não quer chegar a lugar nenhum –”.

Questão 14: (SECAD / 2009 / Superior)


Leia as frases abaixo.
I - Fazem, hoje, três meses que participo de um trabalho voluntário.
II - Seremos nós quem conseguirá levar esperança para os enfermos.
III - Não deve haver pessoas que não apreciem as nossas brincadeiras.
Em relação à concordância dos verbos destacados, está(ão) correta(s) a(s)
frase(s)
(A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas. (E) I, II e III.

Questão 15: MPE RJ Superior 2001


“...pois moedas não resgatam a dignidade.”; reescrevendo-se este segmento
do texto, mantendo-se o seu sentido original, a única forma INADEQUADA é:
a) visto que a dignidade não é resgatada por moedas;
b) porque moedas não são o resgate da dignidade;
c) porquanto a dignidade não se resgata com moedas;
d) já que por moedas não é resgatada a dignidade;
e) pela razão de que a dignidade não é resgatada por moedas.

Questão 16: ANTT Superior 2008


Das transformações a que se submeteu a frase dá às espécies a proteção

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necessária, assinale o único caso em que não houve processo de passivação:
(A) Deu-se-lhes a proteção necessária;
(B) A proteção necessária lhes será dada;
(C) Tem-lhes dado a proteção necessária;
(D) Seja-lhes dada a proteção necessária;
(E) A proteção necessária lhes teria sido dada.

Questão 17: AGU Superior 2006


Assinale a letra que corresponde à melhor redação, considerando correção,
clareza e concisão.
(A) Jamais se poderão pagar algumas saudades;
(B) Jamais poderão se pagar algumas saudades;
(C) Algumas saudades, jamais se poderão pagar;
(D) Jamais poderá pagar-se algumas saudades;
(E) Jamais se poderá pagar algumas saudades.

Questão 18: (Petrobras / 2010 / Técnico)


Em “Comenta-se o ocorrido”, a forma verbal que equivale à destacada, numa
construção de voz passiva analítica, é
(A) comentou.
(B) comentava-se.
(C) é comentado.
(D) fora comentado.
(E) haverá de ser comentado.

Questão 19: (Petrobras / 2010 / Técnico)


A oração sublinhada que difere das demais, quanto à classificação, é
(A) A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina
ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência
enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as
chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica
os fortes.
(B) A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina
ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência
enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as
chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica
os fortes.
(C) Pesquisa da Harvard Business Review aponta que um empreendedor
quebra em média 2,8 vezes antes de ter sucesso empresarial.
(D) Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho
do sucesso”.
(E) Poucos percebem que a liberdade de fracassar é vital.

Questão 20: (Petrobras / 2010 / Superior)


Transpondo-se o trecho “O futuro é construído a cada instante da vida,” para
a voz passiva sintética, tem-se a forma verbal

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(A) constrói-se. (B) construiu-se. (C) há de ser construído.
(D) pode ser construído. (E) foi construído.

Questão 21: (BNDES / 2010 / Superior)


A passagem que NÃO admite, segundo o registro culto e formal da língua, a
transposição para a voz passiva é
(A) “‘Este ano vou arranjar um bom trabalho’”
(B) “...que para fazer uma vida nova...”
(C) “Ela responde aos porquês.”
(D) “Fazemos isso o tempo todo com os outros,”
(E) “descobrimos coisas...”

Questão 22: (BNDES / 2010 / Médio)


Transpondo-se a oração “no meio de qualquer dificuldade encontra-se a
oportunidade.” da voz passiva pronominal para a passiva analítica, a forma
verbal equivalente, semântica e gramaticalmente, à destacada é
(A) é encontrada. (B) havia sido encontrada.
(C) terá encontrado. (D) encontra.
(E) teria sido encontrada.

Questão 23: (PROMINP / 2010 / Médio)


Observe a oração a seguir.
“...e, ainda na área dos vestiários, já se ouvia a gritaria das arquibancadas.”
O sujeito da oração acima tem como núcleo
(A) área. (B) vestiários. (C) gritaria.
(D) arquibancadas. (E) a gritaria das arquibancadas.

Questão 24: MPE RJ Superior 2001


Fragmento do texto: Já no Brasil atual, a imigração de estrangeiros parece
liberalizada e imune às manchas do passado, enquanto que no continente
europeu marcha-se a passos largos na direção de conflitos raciais onde a
marca principal é o ódio dos radicais de direita aos imigrantes.
“...enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direção
de conflitos raciais...”; o item abaixo em que SE tem o mesmo valor sintático
que apresenta no segmento em destaque é:
a) A história se repete na Europa;
b) O líder declarou que, se levado ao poder, deportará imigrantes;
c) As manifestações contra imigrantes se transformaram em praga
internacional;
d) Encontram-se muitas injustiças nas relações com os imigrantes;
e) Precisa-se de novos imigrantes para a lavoura brasileira.

Questão 25: ANTT Superior 2008


Assinale a opção em que o pronome se tem valor reflexivo, como na frase do
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texto “o homem se transformou numa força capaz de alterar a vida...”:
(A) O homem deve arrepender-se futuramente de seus atos atuais;
(B) Os animais se escondem dos homens;
(C) Destrói-se todo o meio ambiente natural do planeta;
(D) Viu-se, nos últimos anos, uma destruição sem igual;
(E) Todos se queixam dos homens.

Questão 26: Min Cultura Superior 2002


“...que se ignoram e se temem.”; o item abaixo em que o SE aparece também
como pronome de valor recíproco é:
(A) A negação da miséria começa a se realizar neste momento;
(B) A solidariedade se opõe a tudo que se produziu até agora;
(C) A campanha traz uma força capaz de contagiar quem menos se espera;
(D) Se a distância perpetua a miséria, a solidariedade a interrompe;
(E) Os homens e mulheres se contagiam na campanha.

Questão 27: ANTT Superior 2008


Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção em que a forma
entre parênteses não completa corretamente a lacuna da frase:
(A) São bastante tais idéias e opiniões sobre a ecologia. (difundidas)
(B) Serão tanto os animais quanto os homens. (prejudicados)
(C) Torna-se muito a área e os meios de atuação dos fiscais. (reduzidas)
(D) Podem ser neste ponto a morte dos dinossauros e a atual extinção
das espécies. (comparadas)
(E) Ficam nas mãos de poucos todos os conhecimentos e
habilidades. (concentrados)

Questão 28: ANTT Superior 2008


Há erro de concordância na opção:
(A) baleias e golfinho extintas; (B) golfinho e baleia extinta;
(C) golfinhos e baleia extintos; (D) golfinhos e baleia extinta;
(E) golfinhos e baleias extintos.

Questão 29: AGE MT Superior 2004


“...especialmente nas redes federal e estadual de São Paulo”; o mesmo tipo
de concordância que ocorre entre “redes” e “federal e estadual” repete-se em:
(A) primeira e segunda séries; (B) faculdade e escola particulares;
(C) aluno e aluna carentes; (D) intenso estudo e trabalho;
(E) mês e semana trabalhosa.

Questão 30: MPE RJ Superior 2007


"Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos".
Sobre o trecho transcrito, é correto afirmar que o sintagma "fácil demais":
(A) se relaciona com o substantivo "crédito", mas gera ambigüidade por
também poder se relacionar com o substantivo "acesso";
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(B) se relaciona com o substantivo "acesso", mas seu posicionamento gera
ambigüidade por também poder se relacionar com o substantivo "crédito";
(C) se relaciona com o substantivo "crédito", mas seu posicionamento gera
polissemia por também poder se relacionar com o substantivo "acesso";
(D) se relaciona com o substantivo "acesso", mas seu posicionamento gera
polissemia por também poder se relacionar com o substantivo "crédito";
(E) se relaciona igualmente com os substantivos "crédito" e "acesso", sem
que seu posicionamento gere ambigüidade ou polissemia.

Questão 31: MPE RJ Superior 2007


Fragmento do texto: As empresas devem compreender que a
sustentabilidade – entendida como viabilidade econômica, justiça social e
conservação ambiental –, somada à responsabilidade social empresarial, será
atributo considerado essencial, e não apenas diferenciador.
Assim como está adequado o emprego de À antes de "responsabilidade",
também está correto o uso do acento de crase em:
(A) Solicitei à V.Sa a observância deste dispositivo;
(B) Fomos chamados à prestigiar a solenidade à toa;
(C) Para evitar à fraude, assinarei as carteiras à mão;
(D) Compram comida à quilo e querem comer à jato;
(E) À uma hora, assistiremos à chegada do novo chefe.

Questão 32: Radiobras Superior 2004


Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: “Após ........
reunião, de 13:30h ...... 15:30h, todos foram ...... biblioteca”.
(A) a – à – à; (B) a – a – à; (C) à – à – a;
(D) à – a – a; (E) a – à – a.

Questão 33: ANTT Superior 2008


“...o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à
ação humana”; nesse caso, é correto o emprego do acento grave indicativo da
crase, pois ocorre a união da preposição a com o artigo a.
Assinale a opção em que o uso do acento grave indicativo da crase constituiria
erro:
(A) uma ameaça as espécies; (B) uma ameaça a espécie;
(C) uma ameaça a nossa espécie; (D) uma ameaça a esta espécie;
(E) uma ameaça as principais espécies.

Questão 34: (TCE / 2007 / Técnico)


Assinale a única frase em que o a deve receber acento indicativo de crase.
(A) Dedicava-se a crônica semanal com prazer.
(B) Pegou um lápis e pôs-se a trabalhar.
(C) Leu o texto de ponta a ponta.
(D) A crônica fazia referência a pessoas comuns.
(E) Algumas vezes dirigia-se a seu computador.

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Questão 35: (BNDES / 2008 / Superior)
“E depois discorde à vontade.”.
Assinale a opção em que a palavra destacada também deve ter acento grave,
como a do trecho acima.
(A) Caminhava a pé refletindo sobre a situação.
(B) Dia a dia enfrentava novos desafios.
(C) Pense a respeito do que lhe disse.
(D) As vezes em que chegava cedo dormia tarde.
(E) Pôs fim a discussão iniciada há dias.

Questão 36: (INEA / 2008 / Superior)


A opção que está redigida de acordo com a norma culta é:
(A) Daqui à 3 ou 4 anos comprarei um carro.
(B) Os habitantes do planeta devem ter preocupações referentes à ecologia.
(C) A maior preocupação das empresas é à quem doar os computadores.
(D) Fatos que ocorreram a uma década, não mais nos preocupam.
(E) Os alunos vão à uma aula de ecologia na Amazônia.

Questão 37: (FAFEN / 2009 / Superior)


Em “...que tem imputado àqueles que se empenham...”, ocorre o acento
grave, indicativo da crase, no vocábulo destacado. Assinale a opção cujo “a”
também deve receber o acento grave, indicativo da crase.
(A) Referiu-se a busca exagerada por conhecimento.
(B) Dia a dia buscava informações diversas.
(C) Nada falava a respeito da valorização do saber.
(D) O conhecimento atinge a todos.
(E) O equilíbrio é necessário a quem busca o saber.

Questão 38: (FUNASA / 2009 / Superior)


A Gramática da Língua Portuguesa prevê que o emprego do acento grave para
indicar a ocorrência de crase pode ser facultativo em alguns casos.
Em qual das passagens transcritas do texto há a ocorrência da crase, e o
emprego do acento grave é facultativo?
(A) “Estava terminada a traqueostomia.”
(B) “A respiração voltava lentamente, a princípio superficial, depois mais
funda e visível.”
(C) “Começou a cantarolar baixinho uma canção antiga que julgava
esquecida.”
(D) “– Por que será – perguntou ele a Olívia –”
(E) “...a gente tem a impressão de que acabou de nascer...”

Questão 39: (IBGE / 2009 / Técnico)


Observe as frases.
I - Dedicou-se às artes e ao estudo da língua portuguesa.
II - O texto faz referência às importações estrangeiras desnecessárias.

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III - Compete à nós zelar pelo nosso vocabulário.
O acento indicativo da crase foi corretamente empregado APENAS na(s)
frase(s)
(A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) I e III

Questão 40: (SECAD / 2009 / Superior)


Os profissionais do riso, partir de amanhã, darão assistência,
também, família dos pacientes que estão internados,
espera de um transplante.
As palavras que preenchem, corretamente, as lacunas da frase acima são
(A) à – à – à (B) à – à – a (C) a – à – à
(D) a – a – à (E) a – a – a

Questão 41: (BACEN / 2009 / Técnico)


Leia as frases abaixo
I- A Inglaterra aprovou uma lei pela qual o país terá de cortar em 80%
suas emissões de carbono.
II- O fato de as cifras virem tona antes da conferência é outro sinal
alentador.
III- Esse cipoal de números torna complexa discussão em
Copenhague, mas não a inviabiliza.
IV - O Presidente Barack Obama anunciou que vai Copenhague e que
se compromete com um corte de 17% até 2020.
As palavras que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são
(A) as – à – a – a. (B) às – à – a – a. (C) às – a – à – à.
(D) as – a – a – à. (E) as – a – a – a.

Questão 42: (Petrobras / 2010 / Superior)


Em qual dos pares de frases abaixo o a destacado deve apresentar acento
grave indicativo da crase?
(A) Sempre que possível não trabalhava a noite. / Não se referia a pessoas
que não participaram do seminário.
(B) Não conte a ninguém que receberei um aumento salarial. / Sua
curiosidade aumentava a medida que lia o relatório.
(C) Após o julgamento, ficaram frente a frente com o acusado. / Seu
comportamento descontrolado levou-o a uma situação irremediável.
(D) O auditório IV fica, no segundo andar, a esquerda. / O bom funcionário
vive a espera de uma promoção.
(E) Aja com cautela porque nem todos são iguais a você. / Por recomendação
do médico da empresa, caminhava da quadra dois a dez.

Questão 43: (Petrobras / 2010 / Médio)


Em “...sobrevive às custas dele -”, o acento grave indicativo da crase,
segundo o registro culto e formal da língua, está correto assim como em
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(A) Nem sempre o sucesso está acessível à todos.
(B) Muitas vezes, para não fracassar, é preciso tomar o rumo à esquerda.
(C) O fracasso e o sucesso caminham lado à lado.
(D) O empreendedor bem-sucedido é avesso à subterfúgios.
(E) Às vezes que obtive sucesso sempre soube o motivo.

Questão 44: (Petrobras / 2010 / Superior)


Em “...inerentes a minha condição,”, segundo o registro culto e formal da
língua, o acento grave indicativo da crase é facultativo. A crase também é
facultativa na frase
(A) A ninguém interessam os meus erros.
(B) Contou os seus problemas a um profissional especializado.
(C) Ele estava disposto a tentar de novo.
(D) Correu até a amiga para pedir desculpas.
(E) Fez, de caso pensado, críticas a ela.

Questão 45: (BNDES / 2010 / Superior)


Já disse você que, medida que o tempo passa, situação se
torna mais complicada e não é mais possível ficar espera da solução
almejada.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do período acima é
(A) à – a – a – a. (B) à – à – a – à. (C) a – à – a – à.
(D) a – a – a – à. (E) a – à – à – a.

Questão 46: (Petrobras / 2011 / Médio)


Em “Eu já sabia ler e escrever quando cheguei à escolinha particular de
Eunice”, observa-se a presença do acento indicativo de crase.
Emprega-se esse acento pelo mesmo motivo em:
(A) Adoro ir à cidade.
(B) Sempre que vou à Porto Alegre, sinto-me renovado.
(C) Não me refiro à um assunto como esse.
(D) Andar à cavalo é revigorante.
(E) A escola deu de presente aos alunos uma viagem à Minas Gerais.

Questão 47: (PROMINP / 2010 / Médio)


Considere o trecho a seguir.
No portão do estádio, uma faixa:

Parabéns você, Maracanã, pelos 60 anos; e torcida nossa


homenagem. Clubes do Rio
As palavras que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são
(A) a - a - à (B) a - à - a (C) à - à - a
(D) à - a - à (E) à - a - a

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O uso do sinal indicativo da crase está corretamente empregado em:
(A) A criança gosta de responder à tudo o que lhe perguntam.
(B) O pomar se estendia à perder de vista.
(C) O jornalista entregou o artigo à redatora-chefe.
(D) Ele começou à nadar por recomendação médica.
(E) Daqui à uma semana o inventor dará uma palestra.

Questão 49: (Petrobras / 2011 / Médio)


A sentença em que o sinal indicativo de crase está usado corretamente é:
(A) À partir de hoje, não teremos mais aula.
(B) Vem à calhar a sua ideia de plantarmos mamão.
(C) Vou ao banco pagar às contas que vencem hoje.
(D) Peça à seus pais para você subir a serra conosco.
(E) A peça começa às 10 h em ponto.

Questão 50: (SUAPE / 2011 / Médio)


“A Comlurb informou que o lixo estava ensacado, à espera da passagem do
caminhão.”
Considerando a passagem transcrita acima, analise as afirmações a seguir.
O emprego do sinal indicativo de crase está correto.
PORQUE
A construção “à espera de”, locução com núcleo feminino sem ideia de
instrumento, deve receber o acento grave.
A esse respeito, conclui-se que
(A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
(B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
(C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
(D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
(E) as duas afirmações são falsas.

Gabarito

1D 2A 3C 4E 5C 6A 7D 8E 9E 10D
11D 12A 13B 14D 15C 16C 17A 18C 19D 20A
21C 22A 23C 24E 25B 26E 27C 28A 29A 30B
31E 32B 33D 34A 35E 36B 37A 38D 39D 40C
41A 42D 43B 44D 45C 46A 47B 48C 49E 50A

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