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DA AÇÃO PENAL 100 a 106 do CP, e 24 ao 62 do CPP

Direito de ação penal é o direito (agimos pedindo uma providencia) público (MP) de pedir ao Estado
Juiz a aplicação do direito penal no caso concreto (infração penal).
Características: absoluto (independe do resultado), autônomo (não precisa ter provas), subjetivo (o
titular pode exigir uma resposta).
Lide: conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida.
Sociedade faz uma acusação e no outro lado o acusado querendo seu direito de defesa. Há conflito de
interesses.
Direito de ação que deve chegar ao mérito, é irrelevante se é favorável ou desfavorável.
REQUISITOS:
Condições genéricas da ação (Previsao legal ou doutrinaria): DEVE ESTAR PRESENTE PARA QUE
O PROCESSO TENHA INICIO
• Possibilidade Jurídica do Pedido (condenação) O pedido deve estar no ordenamento jurídico, não
posso pedir pena de morte por exemplo. Tem que ter a possibilidade do juiz deferir o seu pedido,
mesmo que pode ser que não seja.
• Legitimidade para agir - É a situação que permite a um determinado sujeito a propor a demanda
judicial e a um determinado sujeito a ocupar o polo passivo dessa mesma demanda. Tem que ter
legitimidade. O MP nao pode abrir numa privada. Na publica tem que ser mais de 18 anos. Pessoa
juridica tem legitimidade. Ex: difamação.
• Interesse de agir - Essa ação deve servir para alguma coisa, não vou abrir uma ação penal contra
uma pessoa que já morreu, não há interesse, tem que valer para algo. É relacionada a utilidade da
prestação jurisdicional que se pretende obter com a movimentação do aparato judiciário. Deve ter três
aspectos: necessidade (sempre será necessário), adequação (caminho adequeado para me dar o que
pretendo), e utilidade.
• Justa Causa - Existência de lastro probatório mínimo para existência da ação penal. (Justificativa)
Justa Causa duplicada:
Condições especificas: Não pode iniciar sem isso.
Representação do ofendido nos crimes de ação penal publica condicionada.
PROCEDIBILIDADE: Pra ter inicio. (todas genericas e especificas)
PROSSEGUIBILIDADE: Pra ter andamento. Deficiente mental depois da ação penal, ele tem que
melhorar pra prosseguir.
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES PENAIS:
Direito de ação tem natureza instrumental – é um instrumento.
Ação Penal de CONHECIMENTO – CONDENATÓRIA:
É aquela que é deduzida em juízo a pretensão punitiva, por meio de denúncia ou queixa, imputadando-se
ao acusado a pratica de conduta ilícita, a fim de que seja proferida a sentença em que se torne concreta
a sansão que a lei prevê. (Privativa de Liberdade/Medida de Segurança).

PRINCIPIOS GERAIS
PRINCIPIO DO NE PROCEDAT IUDEX EX OFFICIO (iniciativa das partes)

por perdão da vítima (o querelado tem que aceitar). PRINCIPIO DA OFICIOSIDADE Publica incondicionada as autoridades agem de oficio. ou renúncia. Fiz uma certidão de óbito falsa. enganei várias pessoas. não pode ser só 1. e se perdoa um perdoa todos. PRINCIPIO DO NE BIS IN IDEM Ninguém será processado duas vezes pela mesma imputação. todos deverão estar na ação. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. . Não podem todos me processar. por dois a quatro anos. e colaboração premiada. PRINCIPIO DA OFICIALIDADE PRINCIPIO DA AUTORITARIEDADE Os órgãos responsaveis pela persecução criminal são autoridades publicas. Tem exceções quando são infrações de menor importância não quer dizer que vá condenar o acusado: transação penal (acordo). Há não ser nos crimes que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. serei punido uma vez. presentes os outros requisitos. não passa de pai para filho e não pode ser transferida. ou perempção (perda do direito em razão da desídia do querelante). Se estende sempre a todos. duas ações penais são idênticas quando figura no polo passivo o mesmo acusado e quando o fato delituoso que lhe é atribuído é o mesmo. PRINCIPIO DA AÇÃO PENAL PUBLICA PRINCIPIO DA OBRIGATORIEDADE Se apresentou os requisitos para propositura da ação o MP DEVE denunciar. PRINCIPIOS DA AÇÃO PENAL PRIVADA PRINCIPIO DA OPORTUNIDADE/CONVENIENCIA/FACULTATIVIDADE O ofendido não é obrigado a propor a ação. PRINCIPIO DA INTRANSCEDENCIA A queixa tem que ser contra quem praticou. o mp ao oferecer a denúncia pode propor a suspensão do processo.O Juiz não pode dar início a ação penal sem a provocação da parte interessada. propõe de acordo com suas vontades. PRINCIPIO DA INDISPONIBILIDADE Uma fez oferecido o MP não pode dispor da queixa. PRINCIPIO DA DIVISIBILIDADE O processo criminal de um obriga ao processo de todos. PRINCIPIO DA INDIVISIBILIDADE Se tiver mais de um no delito. PRINCIPIO DA DISPONIBILIDADE O requerente pode desistir da ação após iniciar. Se não exercer a queixa ele pede o direito de exercer por decadência (perda do prazo).

REPRESENTAÇÃO: representação do ofendido ou do seu representante. Contra a mulher sempre é incondicionada. ascendente. DEPOIS DE OFERECIDA A DENUNCIA NAO POSSO VOLTAR ATRAS NA REPRESENTAÇÃO. QDO EU DESCUBRO QUEM FOI O AUTOR DO CRIME TENHO 6 MESES PRA FAZER QUEIXA OU DENUNCIA. RETRATAÇÃO DA RETRATAÇÃO. por medo. (OPORTUNIDADE). eficacia objetiva. AÇÃO PENAL PRIVADA . descendente ou irmão. É incondicionada pois não depende da representação de ninguem. PQ NA CONDICIONADA TAMBEM TEM REPRESENTAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA? RETRATAÇÃO(PODE SER ANULADO) DA REPRESENTAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA. Sem formalismo. REQUISIÇÃO: principio da oportunidade (?).SEMPRE É PUBLICA. se morrer o direito de representação passará para o conjuge. SALVO QUANDO A LEI EXPRESSAMENTE ADEQUAR A PRIVATIVA DO OFENDIDO. AÇÃO PENAL PUBLICA CONDICIONADA Depende da representação do ofendido mas o MP que entra. EX: APROPRIAÇÃO DO TERRENO. AÇÃO PENAL PUBLICA INCONDICIONADA Titular MP. por denúncia. ou da requisição do Ministro da Justiça. EXPLICAÇÃO? Não há prazo decadencial. ele escolhe se ele quer. é posivel retratação. PGR OU PGJ. tem ter poder legitimo (pessoa ou procurador).

§ 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial. o direito de representação passará ao cônjuge. designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la.8. será iniciada com o auto de prisão em flagrante ou por meio de portaria expedida pela autoridade judiciária ou policial. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. 24. o juiz. quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União.699. A representação será irretratável. descendente ou irmão. 28. por escrito. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial. retomar a ação como parte principal. . Será admitida ação privada nos crimes de ação pública. 31. ascendente. ascendente. repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva. no caso de negligência do querelante. requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação. Art. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Art. de 27. fornecer elementos de prova. Art.699. 29. A ação penal. a todo tempo. Art. ao invés de apresentar a denúncia. Estado e Município. de requisição do Ministro da Justiça. interpor recurso e. ou insistirá no pedido de arquivamento. Art.1993) § 2o Seja qual for o crime. intervir em todos os termos do processo. (Incluído pela Lei nº 8. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação privada. mas dependerá. o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge. se esta não for intentada no prazo legal. 30. 26. de 27. 27. Se o órgão do Ministério Público. nas contravenções. nos casos em que caiba a ação pública. descendente ou irmão.8. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8. quando a lei o exigir. 25. Nos crimes de ação pública. fornecendo-lhe. Art. o lugar e os elementos de convicção. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. cabendo ao Ministério Público aditar a queixa. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público. no caso de considerar improcedentes as razões invocadas. depois de oferecida a denúncia. Art.1993) Art. e este oferecerá a denúncia. informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo. a ação penal será pública.

contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime. ou colidirem os interesses deste com os daquele. 35. Art. 36. Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa. presente o órgão do Ministério Público. § 1o Considerar-se-á pobre a pessoa que não puder prover às despesas do processo. § 3o Oferecida ou reduzida a termo a representação. associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação penal. e. § 2o Será prova suficiente de pobreza o atestado da autoridade policial em cuja circunscrição residir o ofendido. ou. (Revogado pela Lei nº 9. perante o juiz ou autoridade policial.11. ou retardado mental. o parente mais próximo na ordem de enumeração constante do art. § 4o A representação. no caso do art. de 27. Art. o juiz. decairá no direito de queixa ou de representação. pelo juiz competente para o processo penal. será remetida à autoridade policial para que esta proceda a inquérito. Se o ofendido for menor de 21 (vinte e um) e maior de 18 (dezoito) anos. ao órgão do Ministério Público. quando feita ao juiz ou perante este reduzida a termo. o direito de queixa poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal. ou. nos casos dos arts. qualquer delas prosseguir na ação. Art. não sendo competente. Art. em seguida. feita ao juiz. nomeado. ou à autoridade policial. no silêncio destes. Art. quando a este houver sido dirigida. Nos crimes de ação privada. 32. terá preferência o cônjuge. devendo ser representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. 24. pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. 38. o ofendido. O direito de representação poderá ser exercido. será reduzida a termo. ou mentalmente enfermo. Se o ofendido for menor de 18 (dezoito) anos. do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. .520. caso o querelante desista da instância ou a abandone. e não tiver representante legal. escrita ou oral. a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza. Salvo disposição em contrário. Art. pelos seus diretores ou sócios-gerentes. As fundações. nomeará advogado para promover a ação penal. Art. § 1o A representação feita oralmente ou por escrito. 34. 31. e 31. se não o exercer dentro do prazo de seis meses. ou seu representante legal.1997) Art. sem assinatura devidamente autenticada do ofendido. sem privar-se dos recursos indispensáveis ao próprio sustento ou da família. 39. dentro do mesmo prazo. podendo. 29. entretanto. de seu representante legal ou procurador. § 2o A representação conterá todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. 33. mediante declaração. o direito de queixa poderá ser exercido por curador especial. a autoridade policial procederá a inquérito. Parágrafo único. 37. remetê-lo-á à autoridade que o for. parágrafo único. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação.

neste caso. 45. a classificação do crime e. Art. se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal. A queixa. 41. 47. contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos. § 1o Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial. entender-se-á que não tem o que aditar. poderá ser aditada pelo Ministério Público. e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. com todas as suas circunstâncias. 42. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. Art. o rol das testemunhas. contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial. . se o réu estiver solto ou afiançado. O Ministério Público não poderá desistir da ação penal. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. 44. A renúncia expressa constará de declaração assinada pelo ofendido. prosseguindo-se nos demais termos do processo. estando o réu preso.719. salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. diretamente. Art. 16). Se o Ministério Público julgar necessários maiores esclarecimentos e documentos complementares ou novos elementos de convicção. ainda quando a ação penal for privativa do ofendido. em relação a um dos autores do crime. será de 5 dias. devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso. por seu representante legal ou procurador com poderes especiais. A renúncia ao exercício do direito de queixa. 48. 46. e de 15 dias. deverá requisitá-los. se este não se pronunciar dentro do tríduo. 40. em autos ou papéis de que conhecerem. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais. o prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação § 2o O prazo para o aditamento da queixa será de 3 dias. Art. 43. 49. Art. No último caso. de 2008). 50. Art. Art. Art. e. (Revogado pela Lei nº 11. Art. contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos. Quando. oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias. e. O prazo para oferecimento da denúncia. remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia. de quaisquer autoridades ou funcionários que devam ou possam fornecê- los. a quem caberá intervir em todos os termos subseqüentes do processo. a todos se estenderá. os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública. se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art. Art. § 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito. quando necessário. Art.

Se o querelado for menor de 21 anos. A aceitação do perdão fora do processo constará de declaração assinada pelo querelado. iniciada esta. o juiz julgará extinta a punibilidade. 58. o disposto no art. O perdão poderá ser aceito por procurador com poderes especiais. ou colidirem os interesses deste com os do querelado. Art. ouvirá a parte contrária e. se o julgar conveniente. observar-se-á. Em qualquer fase do processo. ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. ao mesmo tempo. por seu representante legal ou procurador com poderes especiais. a aceitação do perdão caberá ao curador que o juiz Ihe nomear. efeito em relação ao que o recusar. Art. . não produzirá efeito. qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo. 50. proferindo a decisão dentro de cinco dias ou reservando-se para apreciar a matéria na sentença final. II . nem a renúncia do último excluirá o direito do primeiro. IV . 54. considerar-se-á perempta a ação penal: I . dentro do prazo de 60 (sessenta) dias. 56. Se o querelante for menor de 21 e maior de 18 anos. A renúncia do representante legal do menor que houver completado 18 (dezoito) anos não privará este do direito de queixa. mas o perdão concedido por um. Concedido o perdão. 61. esta se extinguir sem deixar sucessor. 60. III . Art. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos. Art. para prosseguir no processo. Art. sem que produza. 59. não comparecer em juízo. 52. havendo oposição do outro. 57. Parágrafo único. No caso de requerimento do Ministério Público. ser cientificado de que o seu silêncio importará aceitação. dentro de três dias. ressalvado o disposto no art.quando. 36. quanto à aceitação do perdão. se o aceita. Parágrafo único. a qualquer ato do processo a que deva estar presente. Aceito o perdão. falecendo o querelante. deverá declará-lo de ofício. Parágrafo único. sem motivo justificado. sendo o querelante pessoa jurídica. Nos casos em que somente se procede mediante queixa. Art. o querelado será intimado a dizer. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos. 51. Art. devendo. Art. 53. concederá o prazo de cinco dias para a prova.quando. o direito de perdão poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal. o juiz. A renúncia tácita e o perdão tácito admitirão todos os meios de prova. 55. Aplicar-se-á ao perdão extraprocessual expresso o disposto no art. o juiz mandará autuá-lo em apartado. ou sobrevindo sua incapacidade. Art. Se o querelado for mentalmente enfermo ou retardado mental e não tiver representante legal. todavia.quando o querelante deixar de comparecer. mediante declaração expressa nos autos. Art. Art. se reconhecer extinta a punibilidade. do querelante ou do réu. 52.quando.

No caso de morte do acusado. o juiz somente à vista da certidão de óbito. e depois de ouvido o Ministério Público. declarará extinta a punibilidade. Art. . 62.