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UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

UNISA DIGITAL

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENGENHARIA AMBIENTAL

ANALISES DE ÁGUA E EFLUENTES

REGES MORAES MENEZES

PARAUAPEBAS -PA

2014
UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

UNISA DIGITAL

ANALISE DE ÁGUA E EFLUENTES

Relatório final apresentado por
Reges Moraes Menezes RA: 2191156 no
curso de Engenharia Ambiental como
requisito para o estágio Curricular
Supervisionado.

Área de Concentração: Análises de água e
efluentes em laboratório Físico-Químico
com foco na Legislação Ambiental.

Prof. Orientador: Marcos Henrique de
Araújo.

PARAUAPEBAS –PA

2014
DEDICATÓRIA

Dedico este relatório de estágio a Deus, a meus familiares e amigos que sempre
estiveram comigo para me auxiliarem nos momentos mais difíceis de minha vida, e a
equipe de trabalho da empresa Bioagri Ambiental por terem me recebido muito bem e me
ajudado durante todo o período do Estágio Supervisionado.
AGRADECIMENTOS

A DEUS

Agradeço por ter me dado força para superar todos os obstáculos durante essa
caminhada, principalmente por ser um sonho pessoal, que hoje se torna realidade. Posso
afirmar com toda certeza que sem a presença Dele seria impossível tal conquista.

AOS MEUS FAMILIARES

Para conquistar algo é necessário muito empenho pessoal, mas nada seria útil se
não houvesse o apoio dos que estão mais próximos. Por isso, agradeço ternamente a
minhas tias Antônia, Maria José, Maria de Fátima e Sônia.
Aos meus pais, parte da minha vida e obras de Deus. Sem a luta de vocês, eu nada
teria conseguido. Lembro-me sempre do apoio de vocês e do sentimento de realização
por me ver crescendo e alcançando os meus objetivos.
Ao meu irmão Romário, sei que algumas vezes temos divergências, mas sabemos
que isso acontece entre todos os irmãos. Saiba que você faz parte da minha vida e que o
carinho por você é muito grande.
Aos meus primos: Viviane, Gislayne, Raimundo, Evanilde, Flávio e Dayane, que
contribuíram de alguma forma nessa trajetória. Nunca esquecerei o apoio que cada um
desempenhou.

AOS AMIGOS

Sem vocês a vida seria mais difícil, com cada um pude compartilhar momentos
bons e ruins. Por isso não poderia deixar de agradecer a você Rhaysa, Maria Aparecida,
Júlio, Brayan, Ariam, Alex, Jardson, Anne, Maurício, Elcia, Ednalva e Stefanny. Vocês
representam para mim a mais verdadeira amizade, cada um com qualidades que
completam o elo de força e sabedoria. Obrigado pela compreensão nos momentos de
ausência.
RESUMO

O presente relatório mostra que a água é um dos elementos de maior importância para
todas as formas de vida na terra. Ela está presente em todos os organismos vivos,
transporta diversos compostos nutritivos dentro do solo, ajuda a controlar a
temperatura de nossa atmosfera e apresenta ainda uma série de funções de extremo
valor. Na empresa Bioagri Ambiental se teve um maior conhecimento sobre a
poluição, resíduos sólidos e segurança no ambiente de trabalho. Além disso, no
laboratório físico-químico foram realizados serviços analíticos para avaliar a qualidade
do meio ambiente que acabou constituindo no conhecimento da legislação ambiental,
acompanhamento nas atividades e auxílio no preparo de amostras, auxílio na lavagem
de vidrarias, auxílio e acompanhamento no preparo de soluções e acompanhamento
em análises de água e efluentes em todas as matrizes ambientais, como águas
superficiais e subterrâneas, efluentes líquidos.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 10
1.1 Justificativa ............................................................................................................................... 11

1.2 Objetivo Geral ................................................................................................ 11
Objetivos Específicos ......................................................................................................................... 11

2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ....................................................... 12
2.1 Organograma da Empresa ........................................................................................................... 14

3 EMBASAMENTO TEÓRICO ..................................................................... 15
4 MATERIAIS E MÉTODOS ......................................................................... 16
4.1 Métodos ...................................................................................................................................... 17
4.1.1Análise Físico-química ............................................................................................................... 17
Preparo de Soluções ............................................................................................................................ 19
Reagente e Solução para análise de nitrito.......................................................................................... 19
Análise de Turbidez e Condutividade Elétrica ................................................................................... 20
Análise de pH...................................................................................................................................... 20
Sólidos Sedimentáveis ........................................................................................................................ 21
Óleos e Graxas .................................................................................................................................... 22
Nitrito...................................................................................................................................................24
4.2 Materiais Utilizados ............................................................................................................ 24
4.2.1 Materiais utilizados no laboratório Físico-Químico. .......................................................... 25
4.2.1.1 Vidrarias ............................................................................................................................. 25
4.2.1.2 Balão Volumétrico .............................................................................................................. 25
4.2.1.3 Proveta ................................................................................................................................ 25
4.2.1.4 Pipetas................................................................................................................................. 26
4.2.1.5 Béquer................................................................................................................................. 26
4.2.1.6 Erlenmeyer .......................................................................................................................... 27
4.2.1.7 Kitassato ............................................................................................................................. 27
4.2.1.8 Funil de Buchner................................................................................................................. 28
4.2.1.9 Funil de haste longa/curta ................................................................................................... 28
4.2.1.10 Funil de Separação.............................................................................................................. 29
4.2.1.11 Dessecador .......................................................................................................................... 29
4.2.2 Equipamentos utilizados no laboratório Físico-Químico.................................................... 30
4.2.2.1 Titulador Potenciométrico .................................................................................................. 30
4.2.2.2 Espectrofotômetro............................................................................................................... 30
4.2.2.3 Balança Analítica ................................................................................................................ 31
4.2.2.4 Osmose Reversa.................................................................................................................. 31
4.2.2.5 Termômetro ........................................................................................................................ 32
4.2.2.6 Capela de Exaustão ............................................................................................................. 32
4.2.2.7 Micropipetas ....................................................................................................................... 32
4.2.2.8 Condutivímetro ................................................................................................................... 33
4.2.2.9 PH – metro .......................................................................................................................... 33
4.2.2.10 Turbidímetro ....................................................................................................................... 34
4.2.2.11 Cone de Imhoff ................................................................................................................... 34
4.2.2.12 Refrigerador ........................................................................................................................ 35
4.2.2.13 Estufa .................................................................................................................................. 35
4.2.2.14 Kit Nitra Ver X ................................................................................................................... 36
4.2.2.15 Escova de Crina .................................................................................................................. 36

5 DESENVOLVIMENTO ................................................................................ 37
5.1 Legislação Ambiental ......................................................................................................... 37
5.1.1 Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) .......................................................... 39
5.1.2 Resolução N° 357 de 17 de março de 2005......................................................................... 39
5.1.3 Resolução N°396, de 03 de abril de 2008 ........................................................................... 40
5.1.4 Resolução N° 430, de 13 de maio de 2011.......................................................................... 42
5.1.5 Portaria N° 2914, de 12 de dezembro de 2011. ................................................................... 43

6 POLUIÇÃO .................................................................................................... 44
7 RESÍDUOS SÓLIDOS .................................................................................. 44
8 SEGURANÇA NO LABORATÓRIO .......................................................... 46
9 CONCLUSÃO ................................................................................................ 48
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 49
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 01 Prédio da unidade Bioagri Ambiental – Parauapebas-PA.................. 12
FIGURA 02 Balão Volumétrico.............................................................................. 25
FIGURA 03 Proveta................................................................................................ 25
FIGURA 04 Pipeta.................................................................................................. 26
FIGURA 05 Béquer................................................................................................. 26
FIGURA 06 Erlenmeyer.......................................................................................... 27
FIGURA 07 Kitassato.............................................................................................. 27
FIGURA 08 Funil de Buchner................................................................................. 28
FIGURA 09 Funil de haste longa/curta................................................................... 28
FIGURA 10 Funil de Separação.............................................................................. 29
FIGURA 11 Dessecador.......................................................................................... 29
FIGURA 12 Titulador Potenciométrico.................................................................. 30
FIGURA 13 Espectrofotômetro............................................................................... 30
FIGURA 14 Balança Analítica................................................................................ 31
FIGURA 15 Osmose Reversa.................................................................................. 31
FIGURA 16 Termômetro......................................................................................... 32
FIGURA 17 Capela de Exaustão............................................................................. 32
FIGURA 18 Micropipeta......................................................................................... 32
FIGURA 19 Condutivímetro................................................................................... 33
FIGURA 20 PH-metro............................................................................................. 33
FIGURA 21 Turbidímetro....................................................................................... 34
FIGURA 22 Cone de Imhoff................................................................................... 34
FIGURA 23 Refrigerador........................................................................................ 35
FIGURA 24 Estufa.................................................................................................. 35
FIGURA 25 Kit Nitra Ver X................................................................................... 36
FIGURA 26 Escova de Crina.................................................................................. 36
10

1 INTRODUÇÃO

A água é um recurso natural de valor inesgotável. Mais que um insumo
indispensável à produção, é um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico.
Nos últimos anos, cresceu significativamente a percepção do ser humano sobre a
necessidade de preservação do ambiente. Tanto os cidadãos comuns quanto as empresas
vêm se preocupando cada vez mais com os danos causados ao ambiente pelas atividades
humanas. Grande parte destas atividades tem gerado efluente e resíduos sólidos, líquidos
e gasosos que, de uma ou de outra maneira, têm seu destino final na atmosfera, nos solos
e nos corpos d’água. Um grande número destes efluentes e resíduos constitui-se em
materiais ricos em nutrientes e contaminantes orgânicos e inorgânicos, causando grandes
danos aos ecossistemas.
A química como uma ciência natural, impulsionada pela evolução dos métodos
analíticos disponíveis para análises laboratoriais se empenha na compreensão e na
resolução destes problemas. É a ciência que procura entender a composição e o
comportamento do solo, da água e do ar, quais as complexas interações entre estes
sistemas, como eles são influenciados pelas atividades humanas e quais são as suas
consequências.
Nas últimas décadas, os problemas ambientais têm se tornado cada vez mais
críticos e frequentes perante a sociedade. A poluição, os resíduos sólidos e a
contaminação das águas tem sido um dos grandes problemas enfrentados, afetando
diretamente a população e o meio ambiente, causando um risco muito grande na
manutenção dos organismos vivos da natureza, na qualidade de vida e principalmente no
que diz respeito à sobrevivência da humanidade.
Nos casos em que o efluente não se enquadra nos padrões de emissão
determinados pela legislação e fiscalização dos órgãos competentes, procede-se o seu
tratamento. Este pode ser químico, físico, biológico ou uma combinação destes, sendo
efetuados em estações de tratamento de efluentes ou pelo envio a empresa especializada,
que trabalha de forma segura em laboratórios.
11

1.1 Justificativa

Durante a realização do estágio, no laboratório físico-químico da empresa Bioagri
Ambiental, foram repassadas informações sobre a legislação ambiental, poluição,
resíduos sólidos, segurança no laboratório e realizado o preparo de amostras, lavagem de
vidrarias, análises de água e efluentes e preparo de soluções.

1.2 Objetivo Geral

Executar atividades, tanto na prática como na teoria, relacionadas à engenharia
ambiental em um laboratório físico-químico.

Objetivos Específicos

 Colocar em prática o aprendizado da legislação ambiental, conduzindo o
indivíduo para atividades responsáveis buscando a harmonia entre homem,
sociedade e ambiente;
 Utilizar técnicas analíticas para determinação de parâmetros físico-
químicos em águas e efluentes;
 Proporcionar conhecimento claro de uma área de atuação do engenheiro
ambiental que exige nos dias de hoje a integração entre diversos campos
do conhecimento, com ênfase nas análises químicas, de forma segura para
não comprometer sua integridade física.
 Entender que a poluição é toda e qualquer alteração física, química ou
biológica do ar, água e solo que origine condições nocivas à saúde, à
segurança e ao bem estar.
12

2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

Figura 01 Prédio da unidade Bioagri Ambiental – Parauapebas-PA
Fonte: Autor

Dados da empresa:
BIOAGRI AMBIENTAL LTDA
Bioagri Ambiental - Unidade PA Bioagri Ambiental – Matriz
Rua C, N°304 Rua Aujovil Martini, N° 201
Bairro: Cidade Nova Bairro: Dois Córregos
Parauapebas-PA CEP 68.515-000 Piracicaba-SP CEP 13.420-833
Telefone: (94) 3346-5781 Telefone: (19) 3417-4700
bioagri.pa@bioagriambiental.com.br vendas@bioagriambiental.com.br

Fundado em 1991, o grupo Bioagri tornou-se referência nacional graças à
competência e comprometimento de seus profissionais, e pelo uso de equipamentos e
tecnologias de última geração. É formado por dezesseis unidades distribuídas por todo o
Brasil: Piracicaba (SP), São Paulo (SP), Paulínia (SP), Charqueada (SP), Rio de Janeiro
(RJ), Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Curitiba (PR), Brasília (DF), Vitória (ES),
Canoas (RS), Parauapebas (PA), Salvador (BA) e Recife (PE). Ao longo dos anos,
ampliou seus segmentos de atuação e consolidaram a presença física em todo o território
nacional com uma vasta rede de laboratórios.
Há pouco tempo a Bioagri, que conta com cerca de 1000 colaboradores, se
integrou a Mérieux NutriSciences, líder mundial em análises de alimentos e um dos
13

maiores laboratórios do mundo. Assim, está expandindo sua experiência e “know how”
(saber como) técnico para o mundo, ampliando sua área de cooperação.
A Mérieux NutriSciences faz parta do Instituto Mérieux, fundado há mais de cem
anos, presente em cento e cinquenta países através de vinte unidades e treze centros de
P&D.
O objetivo da Bioagri é contribuir com a saúde e qualidade de vida das pessoas.
Ela é o maior grupo de laboratórios analíticos privado da América Latina com experiência
de mais de 20 (vinte) anos no mercado.

Ramo de atividade
A Bioagri é um grupo de laboratórios que oferecem serviços em análises de oito
segmentos: Ambiental, Alimentos, Agroquímicos, Fármacos, Saneantes, Cosméticos,
Veterinário e Biocombustíveis.
O grupo está constantemente comprometido com:
 Confiabilidade das análises
 Equipe especializada
 Estrutura tecnológica avançada
 Qualidade
 Rapidez nos resultados
Para manter um padrão de qualidade rigoroso, a empresa implantou o Sistema da
Qualidade Bioagri (SQB) que cujo objetivo é assegurar a confiabilidade dos serviços
prestados em todas as áreas de atuação.
Os trabalhos da empresa são resultado do esforço e comprometimento diário de
toda a sua equipe de profissionais, sempre guiada por quatro valores
fundamentais: Integridade, Comprometimento, Iniciativa e Excelência.
O objetivo do Grupo para os próximos anos é investir cada vez mais na
especialização da equipe de colaboradores e tecnologias de última geração, a fim de
manter o padrão de qualidade Bioagri e assegurar o crescimento sólido e sustentável,
registrado ao longo dos anos em todos os segmentos de atuação.
Para a Bioagri, o engajamento de seus colaboradores é parte fundamental para o
desenvolvimento sustentável e o alcance de todas as metas da empresa. É por isso que
contam com uma equipe diversificada e especializada nas mais variadas áreas.
14

2.1 Organograma da Empresa
15

3 EMBASAMENTO TEÓRICO

As atividades antrópicas têm causado danos à qualidade ambiental da água. O
impacto ambiental mais danoso sofrido por essa é a poluição e/ou contaminação
provocada pelo despejo de efluentes industriais e/ou domésticos não tratados que acaba
degradando sua qualidade.
A água é uma substância inorgânica composta e de fundamental importância para
existência dos seres vivos, sendo a constituinte mais abundante da matéria viva chegando
a um percentual médio de 75% desta. Atua como solvente universal dispersando
compostos orgânicos e inorgânicos; indispensável às reações químicas biológicas que se
desenvolvem em soluções; veículo de transporte que faz o intercâmbio das substâncias
intra e extracelular; desempenha um papel de grande relevância como reagente, nas
transformações moleculares, (LOPES, 1994; SOARES, 1997).
A água circula em nosso planeta continuamente de maneira ininterrupta, através
do ciclo hidrológico. (GARCEZ, 1999). Embora mais de 70% do planeta seja constituído
de água, somente cerca de 3% desta, se encontra disponível para o aproveitamento
humano. (ONU, 2003). Além disso, com a explosão industrial, urbana, agrícola e o
avanço das ciências médicas houve contribuição para o aumento populacional que,
passaram a consumir mais água, tornando-a mais escassa, (MARTINS, 1995).
A atividade humana gera resíduos e estes, em contado com o meio ambiente pode
proporcionar efeitos indesejáveis e negativos aos seres vivos. Isto é o que se chama de
poluentes. Dependendo da densidade ou concentração desses no meio ambiente, resulta
no maior ou menor índice de poluição. (BRAGA, 2002).
Os poluentes das águas mais comuns são: os metais (mercúrio), a radioatividade,
poluentes orgânicos refratários como é o caso dos detergentes sintéticos, defensivos
agrícolas, petróleo e os poluentes orgânicos biodegradáveis. (BRAGA, 2002).
As características físico-químicas da água e de soluções aquosas têm como
objetivo identificar e quantificar os elementos e espécies iônicas presentes nesses
compostos e associar os efeitos de suas propriedades às questões ambientais, permitindo
a compreensão dos processos naturais ou alterações no meio ambiente. Os parâmetros
biológicos, físicos e químicos, determinam as características de potabilidade necessárias
para que a água chegue até a população de uma maneira mais segura e confiável afim de
que, possa ser utilizada no consumo humano. Esses parâmetros são regulamentados por
16

normas e/ou padrões definidos em portarias do ministério da saúde. (RICHTER &
NETTO, 1999).
As substâncias presentes na água determinam seu conceito de qualidade estando
relacionados com seu uso e características por ela apresentadas. Um conjunto de
parâmetros compõe o padrão de potabilidade, que tornam a água própria para o consumo
humano (BRASIL, 2006).
Esses parâmetros são estabelecidos pela Portaria nº 518/04, do Ministério da Saúde
(BRASIL, 2004), que estabelece os padrões de turbidez; de potabilidade para substâncias
químicas (inorgânicas, orgânicas, agrotóxicos, cianotoxinas, desinfetantes e produtos
secundários da desinfecção), com valores máximos permitidos; de radioatividade; além
dos padrões de aceitação para o consumo humano para parâmetros como o cloreto, a
dureza, cor aparente, turbidez. É recomendado por esta Portaria que o pH da água seja
mantido na faixa de 6,0 a 9,5.
A Portaria nº 518/04, do Ministério da Saúde (BRASIL, 2004), define água
potável como aquela destinada para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos,
físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos
à saúde.

4 MATERIAIS E MÉTODOS

Cumpriu-se o estágio no laboratório físico-químico da empresa Bioagri
Ambiental, onde o foco principal foram análises de água e efluentes, fundamentadas nas
legislações próprias e pesquisas relacionadas ao meio ambiente.

Atividades realizadas pela Bioagri:
 Vendas;
 Preparo;
 Envio de material e/ou coleta;
 Recepção de amostras;
 Laboratórios;
 Publicação dos resultados.
17

O setor de comercio negocia diretamente com os clientes os parâmetros e a matriz
que serão realizadas nas análises. Caso a coleta seja realizada pela empresa Bioagri, é
preparado todo o material necessário e a equipe de coleta é direcionada até o local da
amostragem. Caso a coleta seja realizada pelo cliente, a empresa Bioagri irá remeter os
frascos para que o próprio cliente efetue a coleta. Após a realização da amostragem, as
mesmas retornam a Recepção de Amostras, onde é realizada a lista de verificações e
liberado para o laboratório, assim que passar por todas as análises o setor de publicação
será responsável pela liberação dos laudos.

4.1 Métodos

Foram utilizados métodos analíticos e práticos

4.1.1 Análise Físico-química

Preparo de vidrarias e similares

Vidraria refere-se a uma grande variedade de equipamentos de laboratório que
tradicionalmente são feitos de vidro, mas também podem ser plásticos. Em geral são
utilizados em análises e experimentos científicos, principalmente nas áreas de química e
biologia. Contudo o vidro ainda é muito utilizado devido a sua transparência, resistência
ao calor e por ser praticamente um material inerte.
Toda vidraria requer um cuidado especial com o manuseio e o transporte. Frascos,
béqueres e outras vidrarias não devem ser segurados pela parte superior ou pelo gargalo.
O correto é segurar pela lateral e pelo fundo ao mesmo tempo para dar firmeza.
A vidraria empregada no laboratório físico-químico é perfeitamente limpa e livre de
substâncias estranhas, afim de não afetar os resultados de análises e preparações de
soluções. Marcações com caneta, resíduos químicos, resíduos biológicos, sujidades, tudo
é removido da vidraria durante o processo de limpeza.
Antes de começar a lavagem de vidrarias é necessário utilizar os equipamentos de
proteção individual (luvas, óculos de proteção e avental de trevira). Os materiais para a
limpeza dos mesmos são os reagentes, soluções e escova de crina.
Procedimento:
18

Vidrarias de uso geral:
 É feita a pré-lavagem da vidraria com água normal da torneira;
 As vidrarias são colocadas de molho em solução de detergente a 5%, no período
necessário para que se remova a sujeira incrustada;
 Em seguida são enxaguadas com água da torneira e, se necessário, esfregadas
com uma escova de crina e enxaguadas novamente;
 Após serem enxaguadas com água da torneira, deve-se enxaguar as mesmas
três vezes com água reagente;
 Se deixa no escorredor de vidrarias e se necessário devem ser secas na estufa,
exceto as vidrarias calibradas.

Vidrarias destinadas à análise de óleos e graxas ou com alta quantidade de matéria
orgânica:
 As vidrarias devem permanecer de molho em uma solução alcoólica – cáustica
no período necessário para a remoção da sujeira oleosa ou graxa incrustada;
 Em seguida enxaguar com água normal da torneira;
 Se deve passar álcool comercial na vidraria para eliminar as contaminações de
óleos ou graxas residuais;
 Após isso, enxaguar novamente com água da torneira e em seguida três vezes
com água reagente.

Cápsulas, cadinhos de porcelana e béqueres para análise de sólidos:
 As vidrarias devem permanecer de molho em uma solução de ácido nítrico a
10% com detergente a 5%, no período necessário para que se remova a sujeira
incrustada;
 Em seguida enxaguar com água da torneira, esfregar com uma escova de crina
e enxaguar novamente;
 Se deve enxaguar as vidrarias três vezes com água reagente e secar em estufa.
19

Preparo de Soluções

Na natureza, raramente encontramos substâncias puras. O mundo que nos rodeia
é constituído por sistemas formados por mais de uma substância: as misturas. Às misturas
homogêneas dá-se o nome de soluções. Nos laboratórios, nas indústrias e no nosso dia a
dia, as soluções de sólidos em líquidos são as mais comuns.

Reagente e soluções para a limpeza de vidrarias e similares

Procedimento:

Detergente a 5%
 Adiciona a cada litro de água 50 ml de detergente Extran® (produto não-iônico,
específico para equipamentos laboratoriais).

Solução Alcoólica – cáustica (alcoolato)
 Dissolve 50g de hidróxido de sódio comercial em 1L de álcool etílico
comercial.

Solução de ácido nítrico 10% e detergente 5%
 Adiciona 100 ml de ácido nítrico e 50 ml de detergente Extran® a cada litro de
água.

(Procedimento Operacional Padrão – POP - Bioagri).

Reagente e Solução para análise de nitrito

Procedimento:

Reagente Colorimétrico
 Em 900 ml de água reagente se adiciona 100 ml de ácido fosfórico a 85% e 10g
de sulfanilamida de N-(1-Naftil) Etilenodiamina.
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 É feita mistura até a dissolução e se completa para 1000 ml com água reagente.
 Esta solução deve ser armazenada sob refrigeração e em frasco âmbar. Nestas
condições ele tem a validade de um mês.
Solução de Ácido Sulfúrico 1N
 Se pipetar 27 ml de Ácido Sulfúrico Concentrado e dilui em 1L de água
reagente.
Solução de HCL 1N
 Se pipeta 84 ml de Ácido Clorídrico Concentrado (37%) e dilui em 1L de água
reagente.
Solução NH4OH
 Hidróxido de amônio concentrado.

(Procedimento Operacional Padrão – POP - Bioagri).

Análise de Turbidez e Condutividade Elétrica

As análises destes parâmetros foram realizadas com o auxílio de instrumentos
digitais medidos diretamente nas amostras. Para a turbidez utilizou-se o turbidímetro e
para medição da condutividade um condutivímetro, todos previamente calibrados.

Análise de pH

A análise deste parâmetro é realizada com o auxílio do equipamento chamado pH
– metro de medição, cuja função é medir o nível de alcalinidade ou acidez de uma solução.

A determinação do pH é de extrema importância para a realização de análises que
dependem dos valores ajustados ou não de pH e também para o controle de despejos
industriais, evitando impactos ambientais. O controle de pH também é de grande
21

significado no processo de digestão anaeróbica do lodo bruto, no controle da acidez do
solo para possibilitar certas culturas agrícolas, nos clubes é muito comum a medida de
pH nas águas das piscinas, nos aquários para criação de peixes onde valores muito baixos
ou altos de pH podem causar a morte dos peixes.
Segundo a Resolução CONAMA 357/05, o pH para águas doces pode variar entre
6 e 9. Para águas salinas são estabelecidos os limites entre 6,5 e 8,5. Para as águas salobras
os limites estabelecidos são de 6,5 a 8,5.

Sólidos Sedimentáveis

O objetivo da análise é prescrever a determinação de sólidos sedimentáveis em
amostras de efluentes indústrias e domésticos, e de corpos de água em geral. Sólidos
sedimentáveis é a porção dos sólidos em suspensão que se sedimenta sob a ação da
gravidade durante um período de uma hora, a partir de um litro de amostra mantida em
repouso em um cone Imhoff. (Procedimento Operacional Padrão – POP - Bioagri)

Procedimento Analítico:

 Homogeneizar vigorosamente a amostra e transferi-la para o cone Imhoff até a
marca de 1000 ml;
 Deixar em repouso por 45 minutos;
 Passar vagarosamente um bastão de vidro na parede interna do cone, ou gira-
lo suavemente entre as mãos;
 Deixar em repouso por mais 15 minutos;
 Determinar o volume, em ml, ocupado pelos sólidos sedimentáveis e expressar
o resultado em ml/L no livro de Sólidos Sedimentáveis.
 É uma análise que não se aplica cálculos, porque o resultado é obtido pela
leitura direta no cone Imhoff.
22

Óleos e Graxas

Óleos e graxas consiste no conjunto de substâncias que um determinado solvente
consegue extrair da amostra e que não se volatiliza durante a evaporação do solvente a
80ºC. Estas substâncias ditas solúveis em n-hexano compreendem ácidos graxos,
gorduras animais, sabões, graxas, óleos vegetais, ceras, óleos minerais, etc. Este
parâmetro costuma ser identificado também por material solúvel em n-hexano.

Procedimento Analítico:
 Colocar béqueres de 100 ml limpos na estufa a 103-105ºC, por uma hora; Após
esse tempo, retirar os béqueres e colocar no dessecador até a hora do uso;
 Controle de qualidade das análises: Para fazer o branco da análise é necessário
utilizar 1000 ml da água deionizada e analisar da mesma forma que será
analisada as amostras. Para fazer o padrão é necessário pesar 20 g de óleo
comercial, na balança analítica. Após a pesagem, colocar o óleo comercial
pesado dentro de um funil de separação já contendo 1000 ml de água
deionizada e analisar da mesma forma que será analisada as amostras;
 Marcar no frasco o nível do volume da amostra;
 Colocar todo o volume da amostra em um funil de separação;
 Lavar o frasco com 30 ml de n-hexano e transferir para o funil de separação
onde se encontra a amostra;
 Agitar o funil de separação por aproximadamente dois minutos e aguardar a
separação das camadas;
 De forma alternada, escoar a porção aquosa e pequena quantidade de camada
orgânica para o frasco original da amostra;
 Passar o solvente para um funil analítico contendo 10g de sulfato de sódio
anidro. O mesmo passará para o béquer tarado que estava armazenado no
dessecador. Caso forme emulsão, quebrá-la adicionando álcool etílico;
 Repetir mais uma vez todo o procedimento, e colocar sempre no mesmo
béquer;
 O solvente deve ser evaporado em banho-maria a 80 ±5ºC;
23

 Encher o frasco da amostra com água da torneira até a marca, feita no início da
análise, e transferir para uma proveta de 2000 ml, para que se possa determinar
o volume inicial da amostra e anotar no livro de Óleos e Graxas.

Determinação dos Óleos e graxas minerais. (Procedimento Operacional Padrão-Bioagri).

 Utilizar os óleos e graxas extraídos pelo método realizado anteriormente e
dissolver novamente o material extraído em 100 ml de n-hexano;
 Colocar 3 g de Sílica de gel, mexer com uma baqueta e filtrar a solução com
papel filtro umedecido com solvente;
 Com 10 ml de solvente lavar a sílica e o papel de filtro, colocar em béquer
tarado;
 O solvente deve ser evaporado em banho-maria a 80 ±5ºC;
 Utilizar um papel para secar a superfície externa do béquer e colocá-lo no
dessecador até peso constante, que serão registrados do livro de Óleos e graxas.

Óleos e graxas vegetais e animais:

 Os óleos e graxas vegetais e animais é obtido através do cálculo da diferença
dos óleos e graxas totais e minerais. Óleos e graxas vegetais e animais = Óleos
e graxas totais - Óleos e graxas minerais.

𝑚𝑔 (𝑀2 − 𝑀1) x 1000000
𝑂𝑙𝑒𝑜𝑠 𝑒 𝐺𝑟𝑎𝑥𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 =
𝐿 𝑉 (𝑚𝐿)
M1 = Massa inicial do béquer (g);
M2 = Massa final do béquer depois da extração (g);
V = Volume da amostra (ml).

𝑚𝑔 (𝑀3 − 𝑀1) x 1000000
𝑂𝑙𝑒𝑜𝑠 𝑒 𝐺𝑟𝑎𝑥𝑎𝑠 𝑀𝑖𝑛𝑒𝑟𝑎𝑖𝑠 =
𝐿 𝑉 (𝑚𝐿)
M1 = Massa inicial do béquer (g);
M3 = Massa final do béquer depois de passar pela sílica gel (g);
V = Volume da amostra (ml)
24

Nitrito

O nitrito é um estado de oxidação intermediário de nitrogênio, e ocorre tanto pela
oxidação do amônio, como pela redução do nitrato. Ambos os processos (oxidação e
redução) ocorrem em estações de tratamento de esgoto, em sistemas de distribuição de
água e em águas naturais. Raramente o nitrito é encontrado em águas potáveis em níveis
superiores a 0,1 mg/l. O valor máximo permitido de nitrito em água potável é de 1,0 mg
de NO₂ (BRASIL, 2004).

Procedimento Analítico:

 Colocar 20 ml de amostra em béquer de 50mL;
 Verificar o pH, o mesmo deverá estar na faixa de 1 a 7;
 Se a amostra estiver com o pH maior que 7, adicionar H₂SO₄ 1N;
 Transferir com uma micropipeta 4,0 ml da amostra (com o pH na faixa de 1 a
7) para o tubo de ensaio do KIT Nannocolor MN;
 Adicionar 0,2 ml R2, fechar imediatamente e agitar;
 Limpar o tubo com lenço de papel;
 Aguardar 10 minutos a reação;
 Fazer a leitura no espectrofotômetro e registrar o resultado no livro de Nitrito;
 Se a amostra apresentar turbidez filtrar em membrana de 0,45µm para a
remoção, e se apresentar cor, zerar o equipamento com a amostra para corrigir
a absorbância.

(Procedimento Operacional Padrão – POP - Bioagri).

4.2 Materiais Utilizados

No desenvolvimento das atividades realizadas em laboratório se teve que aprender
a manusear e utilizar vários tipos de equipamentos como:
25

4.2.1 Materiais utilizados no laboratório Físico-Químico.

4.2.1.1 Vidrarias

4.2.1.2 Balão Volumétrico

Possui volume definido e é utilizado para o preparo de soluções com quantidades mais
precisas.

Figura 02 Balão Volumétrico.
Fonte: Autor

4.2.1.3 Proveta

Equipamento para medir e transferir volumes variáveis de líquidos. Vidraria de precisão
para volumes acima de 25ml.

Figura 03 Proveta.
Fonte: Autor
26

4.2.1.4 Pipetas
Utensílios para medir e transferir líquidos, o líquido entra por um orifício na extremidade
inferior através da sucção. Vidrarias de precisão para pequenos volumes. Podem ser
volumétricas (para um volume específico) ou graduadas (para volumes variados dentre
de um intervalo).

Figura 04 Pipeta.
Fonte: Autor

4.2.1.5 Béquer
Instrumento de uso geral em laboratório. É empregado para administrar reações entre
soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de precipitação e aquecer líquidos.

Figura 05 Béquer.
Fonte: Autor
27

4.2.1.6 Erlenmeyer
Executa as mesmas funções do béquer, só que com uma diferença, seu formato afunilado
permite agitação sem que haja risco de perda do material agitado. Esta função é essencial
em titulações.

Figura 06 Erlenmeyer.
Fonte: Autor

4.2.1.7 Kitassato
Utilizado em conjunto com o Funil de Buchner em filtrações a vácuo.

Figura 07 Kitassato.
Fonte: Autor
28

4.2.1.8 Funil de Buchner
Utilizado em filtrações a vácuo. Pode ser usado com a função de filtro em conjunto com
o kitassato.

Figura 08 Funil de Buchner.
Fonte: Autor

4.2.1.9 Funil de haste longa/curta
Utilizado para filtrar soluções com o auxílio de papel de filtro ou para transferir líquidos
de um recipiente para outro.

Figura 09 Funil de haste longa/curta.
Fonte: Autor
29

4.2.1.10 Funil de Separação
Utilizado na separação de misturas heterogêneas de líquidos não miscíveis e na extração
líquido/líquido.

Figura 10 Funil de separação.
Fonte: Autor

4.2.1.11 Dessecador
Usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo índice de umidade, geralmente
para seu resfriamento.

Figura 11 Dessecador.
Fonte: Autor
30

4.2.2 Equipamentos utilizados no laboratório Físico-Químico

4.2.2.1 Titulador Potenciométrico
O Titulador Potenciométrico é utilizado na titulação das análises de cloro e dureza.

Figura 12 Titulador Potenciométrico.
Fonte: Autor

4.2.2.2 Espectrofotômetro
Sua função é a de medir e comparar a quantidade de luz (energia radiante) absorvida
por uma determinada solução.

Figura 13 Espectrofotômetro
Fonte: Autor
31

4.2.2.3 Balança Analítica
Utilizada para obter resultados com alta precisão.

Figura 14 Balança Analítica
Fonte: Autor

4.2.2.4 Osmose Reversa
Garante a qualidade da água no processo analítico.

Figura 15 Osmose Reversa
Fonte: Autor
32

4.2.2.5 Termômetro
Utilizado para medir a temperatura do ambiente.

Figura 16 Termômetro
Fonte: Autor

4.2.2.6 Capela de Exaustão
É utiliza para a realização da análise de óleos e graxas e para eliminar vapores tóxicos e
odores durante a manipulação de reagentes.

Figura 17 Capela de Exaustão
Fonte: Autor

4.2.2.7 Micropipetas
Utilizado para dispensa de líquido e fluido em pequenos volumes e que exijam alta
reprodutibilidade.

Figura 18 Micropipetas
Fonte: Autor
33

4.2.2.8 Condutivímetro
Utilizado para medir a condutividade das amostras.

Figura 19 Condutivímetro
Fonte: Autor

4.2.2.9 PH – metro
Utilizado para medir o pH das amostras.

Figura 20 pH – metro
Fonte: Autor
34

4.2.2.10 Turbidímetro
É utilizado para medir a turbidez de um líquido.

Figura 21 Turbidímetro
Fonte: Autor

4.2.2.11 Cone de Imhoff
Utilizado para determinação de sedimentos pesados pelo método Imhoff.

Figura 22 Cone de Imhoff
Fonte: Autor
35

4.2.2.12 Refrigerador
Utilizado para conservar reagentes, soluções e outros materiais que necessitam estar
refrigerados.

Figura 23 Refrigerador
Fonte: Autor

4.2.2.13 Estufa
Utilizada para a secagem de substâncias sólidas e evaporações lentas de líquidos.

Figura 24 Estufa
Fonte: Autor
36

4.2.2.14 Kit Nitra Ver X
Utilizado para fazer a análise de nitrato.

Figura 25 Kit Nitra Ver X
Fonte: Autor

4.2.2.15 Escova de Crina
Utilizada para fazer a limpeza das vidrarias do laboratório físico-químico.

Figura 26 Escova de Crina
Fonte: Autor
37

5 DESENVOLVIMENTO

5.1 Legislação Ambiental

A água é essencial à vida no planeta. Embora seja um recurso renovável, seu
consumo excessivo, aliado ao desperdício e à poluição, vem causando um déficit global,
em grande parte invisível. O Brasil conta com recursos hídricos em abundância, o que
levou à disseminação de uma cultura de despreocupação e desperdício de água. No
entanto, o País enfrenta problemas gravíssimos: muitos cursos d’água sofrem com
poluição por esgotos domésticos e dejetos industriais e agrícolas, e falta proteção para os
principais mananciais.
O uso sustentável dos recursos hídricos depende do conhecimento da comunidade sobre
as águas de sua região e de sua participação efetiva em seu gerenciamento.
Leis e decretos foram criados para que a sociedade possa preservar o meio ambiente,
garantindo a sua sobrevivência e de gerações futuras.

Em 22 de março de 1992 a Organizações das Nações Uniões (ONU) redigiu a Declaração
Universal dos Direitos da água, onde consta que:

 A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada
nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos
de todos.

 A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal,
animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera,
o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

 Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis
e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade,
precaução e parcimônia.

 O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de
seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para
38

garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em
particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

 A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um
empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital,
assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e
futuras.

 A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico:
precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito
bem escassear em qualquer região do mundo.

 A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira
geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não
se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das
reservas atualmente disponíveis.

 A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma
obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão
não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

 A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as
necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

 O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o
consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

A empresa BIOAGRI atende integralmente às legislações e normas nacionais e
internacionais vigentes, como o CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
(CONAMA) e o MINISTÉRIO DA SAÚDE. Abaixo será possível entender sobre a
legislação ambiental que é de inteira importância para a empresa e para o laboratório
físico-químico, porque o mesmo trabalha com águas superficiais, águas subterrâneas e
efluentes.
39

5.1.1 Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)

É o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente-
SISNAMA, criado pela Política Nacional do Meio Ambiente. Ele não é um lugar físico,
mas sim um ambiente vivido por reuniões como as Câmaras Técnicas, Grupos de
Trabalho e as Plenárias, as quais se reúnem os Conselheiros. A mesma estabelece normas
e critérios para o licenciamento de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras;
Estabelece, privativamente, normas e padrões nacionais de controle da poluição causada
por veículos automotores, aeronaves e embarcações; Delibera, sob a forma de resoluções,
proposições, recomendações e moções, visando o cumprimento dos objetivos da Política
Nacional de Meio Ambiente e produz, guarda e disponibiliza todos os seus atos
normativos (resoluções, proposições, recomendações, decisões e moções) em seu sítio
eletrônico à medida que vão sendo publicados. (CONAMA)

5.1.2 Resolução N° 357 de 17 de março de 2005

As Águas Superficiais são águas que escoam ou acumulam na superfície do solo,
como os rios, riachos, lagos, lagoas, pântanos.
A Resolução Nº 357 dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes, e dá outras providências.

No seu Artigo 2º, a Resolução define:
 Águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 %;
 Águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 %;
 Águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 %.

Segundo a Resolução Nº 357, no CAPÍTULO II DA CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS
DE ÁGUA:

As águas doces são classificadas em:
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
40

b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral.

As águas salinas são assim classificadas:
I - classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral; e
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

As águas salobras são assim classificadas:
I - classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral; e,
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

Os padrões de qualidade das águas são as características de ordem física, química
e biológica desejáveis nas águas em função dos usos preponderantes estabelecidos pela
sociedade.
Usos preponderantes são os usos benéficos determinados para um certo corpo
d’água. Os usos benéficos são os que promovem benefícios econômicos e/ou o bem estar
e a boa saúde da população.

5.1.3 Resolução N°396, de 03 de abril de 2008

As águas subterrâneas são as águas que se infiltraram no solo e que penetraram,
por gravidade, em camadas profundas do subsolo atingindo o nível da zona de saturação,
constituindo-se em um reservatório de águas subterrâneas (aquíferos), susceptíveis de
extração e utilização. A zona saturada pode ser considerada como sendo um único
reservatório ou um sistema de reservatórios naturais cuja capacidade e volume total dos
poros ou interstícios estão repletos de água.
41

A resolução Nº 396 dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o
enquadramento das águas subterrâneas e dá outras providências.
As águas subterrâneas possuem características físicas, químicas e biológicas
intrínsecas, com variações hidrogeo-químicas.
Para se garantir as funções social, econômica e ambiental das águas subterrâneas
é necessária a necessidade de integração das Políticas Nacionais de Gestão Ambiental, de
Gestão de Recursos Hídricos e de uso e ocupação do solo.
Infelizmente, os problemas de degradação da qualidade das águas subterrâneas
são mais difíceis de serem superados. Uma vez que heterogeneidades são inerentes aos
sistemas de subsuperfície, as zonas de águas subterrâneas degradadas são muito difíceis
de se detectar. (FREEZE & CHERRY, 1979).
Em virtude disso, as análises químicas de águas subterrâneas são muito
importantes, na medida em que os parâmetros de identificação e controle são requeridos.
Segundo Leal (1999), a exploração de água subterrânea está condicionada a
fatores quantitativos, qualitativos e econômicos:

 Quantidade: intimamente ligada à condutividade hidráulica e ao coeficiente de
armazenamento dos terrenos. Os aquíferos têm diferentes taxas de recarga, alguns
deles se recuperam lentamente e em outros a recuperação é mais regular;
 Qualidade: influenciada pela composição das rochas e condições climáticas e de
renovação das águas;
 Econômico: depende da profundidade do aquífero e das condições de
bombeamento.

Qualidade das Águas Subterrâneas
Durante o percurso no qual a água percola entre os poros do subsolo e das rochas,
ocorre a depuração da mesma através de uma série de processos físico-químicos (troca
iônica, decaimento radioativo, remoção de sólidos em suspensão, neutralização de pH em
meio poroso, entre outros) e bacteriológicos (eliminação de microorganismos devido à
ausência de nutrientes e oxigênio que os viabilizem) que agindo sobre a água, modificam
as suas características adquiridas anteriormente, tornando-a particularmente mais
adequada ao consumo humano (SILVA, 2003).
42

Segundo o Artigo 3º da Resolução, as águas subterrâneas são classificadas em:
I - Classe Especial: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses
destinadas à preservação de ecossistemas em unidades de conservação de proteção
integral e as que contribuam diretamente para os trechos de corpos de água superficial
enquadrados como classe especial;
II - Classe 1: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, sem alteração
de sua qualidade por atividades antrópicas, e que não exigem tratamento para quaisquer
usos preponderantes devido às suas características hidrogeo-químicas naturais;
III - Classe 2: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, sem alteração
de sua qualidade por atividades antrópicas, e que podem exigir tratamento adequado,
dependendo do uso preponderante, devido às suas características hidrogeo-químicas
naturais;
IV – Classe 3: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, com alteração
de sua qualidade por atividades antrópicas, para as quais não é necessário o tratamento
em função dessas alterações, mas que podem exigir tratamento adequado, dependendo do
uso preponderante, devido às suas características hidrogeoquímicas naturais;
V - Classe 4: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, com alteração
de sua qualidade por atividades antrópicas, e que somente possam ser utilizadas, sem
tratamento, para o uso preponderante menos restritivo; e
VI - Classe 5: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, que possam
estar com alteração de sua qualidade por atividades antrópicas, destinadas a atividades
que não têm requisitos de qualidade para uso.

5.1.4 Resolução N° 430, de 13 de maio de 2011

No que diz respeito às condições e padrões de lançamento de efluentes fica
definido que estes não poderão conferir ao corpo receptor características de qualidade em
desacordo com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu
enquadramento. A legislação define também que os efluentes de qualquer fonte poluidora
só poderão ser lançados diretamente no corpo receptor caso obedeçam as condições e
padrões definidos.
43

Segundo o Artigo 16º, os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão
ser lançados diretamente no corpo receptor desde que obedeçam as condições e padrões
previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:
Condições de lançamento de efluentes:
a) pH entre 5 a 9;
b) temperatura: inferior a 40°C, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor
não deverá exceder a 3°C no limite da zona de mistura;
c) materiais sedimentáveis: até 1 ml/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o
lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os
materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;
d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vez a vazão média do período de
atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade
competente;
e) óleos e graxas:
1. óleos minerais: até 20 mg/L;
2. óleos vegetais e gorduras animais: até 50 mg/L;
f) ausência de materiais flutuantes; e
g) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20°C): remoção mínima de 60% de DBO sendo
que este limite só poderá ser reduzido no caso de existência de estudo de autodepuração do
corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor;

5.1.5 Portaria N° 2914, de 12 de dezembro de 2011.

A Portaria N.º 2.914, de 2011, estabelece que o controle da qualidade da água é
de responsabilidade de quem oferece o abastecimento coletivo ou de quem presta serviços
alternativos de distribuição. No entanto, cabe às autoridades de saúde pública das diversas
instâncias de governo a missão de verificar se a água consumida pela população atende
às determinações dessa portaria, inclusive no que se refere aos riscos que os sistemas e
soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde pública.

A água contém, geralmente, diversos componentes, os quais provêm do próprio
ambiente natural ou foram introduzidos a partir de atividades humanas.
Para caracterizar uma água, são determinados diversos parâmetros, os quais
representam as suas características físicas, químicas e biológicas. Esses parâmetros são
44

indicadores da qualidade da água e constituem impurezas quando alcançam valores
superiores aos estabelecidos para determinado uso. Os principais indicadores de
qualidade da água são discutidos a seguir, separados sob os aspectos físicos, químicos e
biológicos.

6 POLUIÇÃO

Poluição é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do
meio ambiente, sendo eles a água, ar e o solo, causada por qualquer forma de energia ou
substância sólida, líquida e gasosa ou a combinação de elementos lançados no meio
ambiente, em níveis capazes de direta ou indiretamente prejudicar a saúde, a segurança e
o bem-estar da população; criar condições inadequadas às atividades domésticas,
agropecuárias, industriais e outras, com prejuízos às demandas sociais ou econômicas; e
causar danos relevantes aos recursos naturais.
Alguns tipos de poluição decorrem de fenômenos naturais. Entretanto, na maior
parte dos casos, resultam das ações antrópicas.
A contaminação é um caso particular de poluição hídrica. Atribui-se essa
denominação genérica às consequências da poluição, como os efeitos da introdução de
substâncias ou organismos nocivos na água, que afetam a saúde pública.

7 RESÍDUOS SÓLIDOS

O lixo é tecnicamente chamado de Resíduo Sólido quando, como qualquer material, não
possui valor suficiente para ser conservado. Ele resulta da atividade humana e, por isso,
é considerado inesgotável, sendo diretamente proporcional à intensidade industrial e o
aumento populacional. O lixo pode ser parcialmente utilizado, gerando entre outros
aspectos, proteção à saúde pública e a economia de recursos naturais.
De acordo com a Norma Brasileira NBR–10004 (2004), assim define lixo como resíduos
nos estados sólido e semissólido, que resultam de atividades de origem industrial,
doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos
nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados
em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos
cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou
45

corpos de água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em
face à melhor tecnologia disponível.
Segundo o Glossário de termos geológicos, os resíduos sólidos são materiais inúteis,
indesejáveis ou descartados, cuja composição ou quantidade de líquido não os permita
que escoe livremente. Estes resíduos podem ser classificados como:

 Resíduos sólidos agrícolas - resíduos sólidos resultantes da criação e abate de
animais e do processamento da produção das plantações e cultivos;
 Resíduos sólidos industriais - resultantes dos processos industriais e das
manufaturas;
 Resíduos sólidos institucionais - originados dos serviços de saúde, educação,
pesquisa e outros;
 Resíduos sólidos municipais - resíduos residenciais e comerciais gerados pela
comunidade do município;
 Resíduos sólidos de pesticidas - os resíduos da manufatura, do manuseio e do uso
de substâncias químicas para matar pestes, animais e vegetais;
 Resíduos sólidos residenciais - resíduos que normalmente se originam no interior
das residências, algumas vezes chamados resíduos sólidos domésticos.

Pode-se, então, afirmar-se que os resíduos sólidos são os elementos que provêm de todas
as atividades humanas e animais que são descartados por serem inúteis ou supérfluos. O
termo resíduo sólido deve ser tomado como um conceito geral, e abrange tanto o volume
com características heterogêneas dos resíduos de uma comunidade urbana e industrial,
quanto à acumulação mais homogênea daqueles gerados por algumas atividades
determinadas.
Segundo Silva (2001), os resíduos sólidos são detritos de origens orgânicas,
inorgânicas, inertes, radioativas, hospitalares, industriais e que quando bem
administrados, muitos deles podem vir a serem diretamente aproveitados e/ou
comercializados.
Os resíduos gerados pela empresa Bioagri são devidamente recolhidos e expedidos
para a empresa de coleta seletiva do município de Parauapebas-PA.
46

8 SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

A Segurança do trabalho é o conjunto de medidas de ordem técnica, educacional,
médica e psicológica, utilizadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições
inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas da implantação de
práticas preventivas (CHIAVENATO, 2012, p. 477).
Ela está relacionada com condições de trabalho seguras e saudáveis para as
pessoas. Tem-se como segurança no trabalho, risco, toxicidade, acidentes, prevenção de
acidentes, equipamentos de segurança e aerossóis que são muito empregados quando se
trata de segurança em laboratórios.

 Risco: é o perigo a que determinado indivíduo está exposto ao entrar em contato
com um agente tóxico ou certa situação perigosa.
 Toxicidade: qualquer efeito nocivo que advém da interação de uma substância
química com o organismo.
 Acidentes: são todas as ocorrências não programadas, estranhas ao andamento
normal do trabalho, das quais poderão resultar danos físicos ou funcionais e danos
materiais e econômicos à empresa.
 Prevenção de acidentes: é o ato de se pôr em prática as regras e medidas de
segurança, de maneira a se evitar a ocorrência de acidentes.
 Equipamentos de segurança: são os instrumentos que têm por finalidade evitar ou
amenizar riscos de acidentes. Os equipamentos de segurança individuais (EPI`s)
mais usados para a prevenção da integridade física do indivíduo são: óculos,
máscaras, luvas, aventais, gorros, etc. Existem também equipamentos tais como
capelas e blindagens plásticas que protegem a coletividade (EPC`s).

O laboratório é um local eventualmente perigoso e as ações menos refletidas
podem trazer perigo para uma ou várias pessoas que trabalham no local. Sempre se deve
utilizar bata de proteção, não comer, não fumar, não colocar objetos pessoais nas
bancadas e não ter comportamentos desleixados.
47

Não se pode esquecer que a pessoa exposta pode ser contaminada por infecções
e/ou parasitoses veiculadas pela água, se menosprezar os cuidados básicos de higiene na
manipulação das amostras.

Na manipulação de compostos voláteis corrosivos e/ou tóxicos, é indispensável à
utilização de luvas, máscara e óculos de proteção. A capela de exaustão deve ser utilizada
sempre que necessário. Não se podem aproximar chamas de material ou reagente
inflamável e sempre ler as especificações sobre a perigosidade dos reagentes.

É muito importante, nos laboratórios, a atitude individual, a programação das
operações e a utilização de equipamentos de proteção adequados.
Existem diversos tipos de equipamentos que por suas características envolvem sérios
riscos. Portanto, é indispensável o conhecimento de como operá-los corretamente.
Entretanto, os maiores riscos operacionais estão presentes na manipulação de substâncias
tóxicas, venenosas, inflamáveis, explosivas, corrosivas, radioativas ou de agentes
biológicos. Do ponto de vista de Saúde Pública é também importante o conhecimento de
como se deve destruir o material já usado no laboratório.

A finalidade do programa de segurança em laboratório de Química da empresa
Bioagri é a preservação da integridade física do pessoal. Por isso, são realizados
treinamentos básicos de segurança para funcionários novos, para que se informem dos
riscos aos quais estarão expostos e as maneiras de evitá-los.
Teoricamente, os funcionários podem pensar que acidentes graves não devem
ocorrer desde que sejam seguidas certas normas de segurança especificas e as boas
práticas de laboratório. Mas, o fato é que estes acidentes ocorrem e nestes casos, o pessoal
deve estar preparado para tomar, sem vacilar, a atitude correta e imediata.

Com isso, a empresa realiza treinamento prévio e específico, cujo principal
objetivo é o de orientar e treinar o pessoal de maneira a evitar os acidentes e, caso estes
ocorram, a tomar medidas imediatas.
48

9 CONCLUSÃO

O objetivo principal deste relatório foi colocar em prática, na área da engenharia
ambiental, todos os ensinamentos aprendidos durante as aulas da Universidade de Santo
Amaro, porém se foi necessário buscar mais conhecimentos em outras fontes de pesquisas
para poder se aprofundar ainda mais na questão físico-química da água.
Executando as atividades exercidas pelo engenheiro ambiental, ficou mais clara a
percepção de que maneira rápida, a humanidade transformou e ainda está transformando
os recursos naturais e ecossistemas. A urbanização e o crescimento populacional e
econômico leva a uma complexa situação ambiental, no que se diz respeito à diminuição
de fontes de água potável, a contaminação do solo e mudanças ambientais.
Com a realização do estágio verificou-se que a água é essencial à sobrevivência e
à vida. O controle de sua qualidade é fundamental para a garantia da saúde e do equilíbrio
ambiental. A avaliação de parâmetros físico-químicos da qualidade da água é importante
para a compreensão do funcionamento dos ecossistemas, de problemas ambientais e para
a proposição de soluções viáveis para esses. E que a aplicação e uso da Legislação
Ambiental são de inteira necessidade para o alcance desses objetivos.
O trabalho realizado em laboratório de análises físico-químicas tem suas atividades
baseadas nos princípios das boas práticas de laboratório, seguindo normas e
procedimentos aplicáveis as suas atividades, com o objetivo de garantir a confiabilidade
das análises realizadas e a segurança dos analistas e demais colaboradores.
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REFERÊNCIAS

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