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Maria do Rosário Pestana

Introdução de
Salwa El­‑Shawan Castelo­‑Branco

l i s b oa :
tinta­‑da­‑china
MMXII
Índice

Introdução 8
Agradecimentos 18
Preâmbulo 22
Breves notas sobre os primeiros anos   28
em Leça da Palmeira: 1891­‑1911

Capítulo 1 34
O «inspirado compositor» Armando Leça:
composição, interpretação e novos media

Capítulo 2 98
«Reconstituir o tradicionalismo»:
Leça e o processo de folclorização em Portugal

Capítulo 3 130
A «peregrinação folclórica»: excursões, textos e narrativas
© 2012, Maria do Rosário Pestana unificadoras do «ser português»
e Edições tinta­‑da­‑china, Lda.
Rua João de Freitas Branco, 35A
1500­‑627 Lisboa Capítulo 4 188
Tels.: 21 726 90 28/9 | Fax: 21 726 90 30 «Preparação e reconstituição de trechos pervertidos ou esquecidos»:
E­‑mail: info@tintadachina.pt
registo sonoro da voz do «povo português»
www.tintadachina.pt

Título: Armando Leça e a Música Portuguesa (1910­‑1940)


Autora: Maria do Rosário Pestana
Notas 254
Introdução: Salwa El­‑Shawan Castelo­‑Branco Bibliografia 274
Revisão: Paula Almeida Entrevistas e Discografia  281
Capa e composição: Tinta­‑da­‑china
Siglas e abreviaturas  286
1.ª edição: Outubro de 2012 Índice de exemplos musicais  287
Índice de figuras  288
isbn: 978-989-671-106-1
Depósito Legal n.º 349268/12
Introdução crições musicais e literárias, notas de terreno, sua actividade composicional no âmbito da
relatórios, documentos oficiais, artigos edita‑ opereta e do cinema, assim como para diver‑
Música pela nação1: Armando Leça dos em jornais locais e nacionais e em periódi‑ sos agrupamentos, com destaque para coros,
e a construção do nacionalismo musical em Portugal cos especializados, entre outras publicações e piano, voz e piano e conjuntos de música de
documentos. Revela a memória que familiares, câmara. Caracteriza o seu estilo musical na‑
amigos, colegas e interlocutores no trabalho de cionalista e analisa o modo como construiu as
terreno retêm de Armando Leça, do contexto suas composições com base nas recolhas que
I pela mesma autora: uma exposição2 multimé‑ em que trabalhou e do seu contributo. Cruza as efectuou de música de matriz rural. Realça a
dia focando Armando Leça e os meios de co‑ perspectivas do folclorista com as de diversos sua actividade como compositor e arranjador,
Este livro apresenta uma análise1 etnomusico‑ municação, nomeadamente o cinema, a rádio estudiosos, jornalistas e outros autores que o estilizando e harmonizando música rural, so‑
lógica do percurso e da obra de Armando Leça e o disco; uma antologia com as gravações iné‑ antecederam, foram seus contemporâneos ou bretudo para coros, mas também para outros
entre 1910 e 1940. Leça foi uma figura destaca‑ ditas de música de matriz rural efectuadas por que posteriormente prosseguiram o mesmo agrupamentos.
da do processo de construção do nacionalismo Armando Leça no território continental por‑ tipo de actividade. Além da análise de fontes O livro assinala igualmente o papel central
musical que, em Portugal tal como noutros tuguês, em 1939­‑1940, com o apoio técnico da primárias, esta publicação contextualiza a obra que Armando Leça desempenhou no âmbito
países europeus, teve início em meados do Emissora Nacional e por ocasião das comemo‑ de Leça em termos políticos, sociais e culturais, do movimento orfeónico, enquanto compo‑
século xix, prolongando­‑se pelo século xx. rações do duplo centenário que culminaram perspectivando o seu trabalho no âmbito do sitor, arranjador, regente, autor de manuais,
A actividade multifacetada de Armando Leça na Exposição do Mundo Português, em 1940. nacionalismo musical em Portugal, ao longo consultor, conferencista e regulador da própria
começou na segunda década do século pas‑ Trata­‑se de registos sonoros de grande valor das três décadas aqui focadas. prática orfeónica. Salienta a sua relevância en‑
sado, tendo sido desenvolvida sobretudo no histórico que resultaram do primeiro levan‑ Apesar de já se reconhecer a importância quanto folclorista, explicando os objectivos e
âmbito do Estado Novo, que o convocou para tamento extensivo de música rural efectuado de Armando Leça antes deste estudo, o seu métodos que nortearam o seu trabalho, as ac‑
colaborar em algumas das acções em torno da em Portugal continental. percurso e uma parte substancial da sua obra tividades que levou a cabo e o seu contributo
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

cultura expressiva que integraram o projecto Partindo da análise de fontes primárias e eram ignorados, quer por estudiosos, quer para a construção de narrativas sobre a música
nacionalista do regime. do contexto em que Armando Leça trabalhou, pelo público em geral. Apenas eram conheci‑ rural em Portugal. Destaca também como Leça
O trabalho aqui apresentado resulta de este estudo cruza vários olhares em torno da dos os seus livros Da Música Portuguesa e Mú‑ privilegiou o contacto directo com as popula‑
mais de uma década de pesquisa sistemática música e dos seus contextos em Portugal, entre sica Popular Portuguesa, inicialmente editados ções rurais, assim como as práticas musicais e
levada a cabo pela etnomusicóloga Maria do as décadas de 1910 e 1940. Apresenta as pers‑ em 1922 e 1947, respectivamente. Os registos coreográficas que registou através de transcri‑
Rosário Pestana em torno da figura de Ar‑ pectivas do próprio Armando Leça sobre o país sonoros que efectuou em 1939­‑1940, deposi‑ ções musicais e literárias, fotografias e grava‑
mando Leça, assim como de outros precur‑ rural e a sua música, as actividades que levou a tados no Arquivo Histórico da Rádio Difusão ções sonoras, tendo calcorreado o país de norte
sores da etnomusicologia em Portugal (César cabo e o meio musical e cultural em que traba‑ Portuguesa, foram silenciados ao longo de dé‑ a sul, em busca da «essência» da portugalidade
das Neves, Vergílio Pereira e Rebelo Bonito, lhou. Dá a conhecer um conjunto de documen‑ cadas, tendo sido dados como desaparecidos. na música e dança dos camponeses.
por exemplo). Esta publicação é complemen‑ tos produzidos por Armando Leça ou por ele Maria do Rosário Pestana enfatiza o con‑

introdução
tada por duas outras iniciativas coordenadas recebidos, incluindo: textos, fotografias, trans‑ II tributo prestado por Armando Leça na cons‑
trução de uma «imagem unificada» da música
1 A primeira parte deste título, «Música pela nação», é 2 A exposição intitulada «Armando Leça e os Novos Meios Esta monografia dá também a conhecer o de matriz rural, que ele acreditava ter uma es‑
uma adaptação de uma frase emblemática proferida por de Comunicação» esteve patente no Museu da Música trabalho de Armando Leça nos domínios da sência comum representada através de diver‑
António de Oliveira Salazar: «Tudo pela nação, nada Portuguesa — Casa Verdades de Faria, em Cascais, de 18
8 contra a nação», citada em Nogueira (1977:122). de Maio a 30 de Outubro de 2012. criação e da prática musicais. Apresenta a sas expressões locais, desta forma reflectindo 9
a ligação entre área geográfica e estilo musical. imprensa generalista como na especializada e popular e identidade regional ou nacional. testemunhos em torno da própria figura e tra‑
Neste âmbito, contribuiu para a construção de de alocuções que apresentava antes das per‑ Realçam­‑se as publicações em torno do papel balho de: Abel Viana (in Carvalho 1997), Gon‑
um cânone da música rural, constituído por formances dos grupos corais que dirigia. do movimento folclórico, do discurso etnográ‑ çalo Sampaio (1986), Firmino Martins (1928;
um repertório tipificado e devidamente depu‑ Finalmente, o livro dá a conhecer os re‑ fico, do processo de folclorização e da política 1938/1987), Vergílio Pereira (1959/1990), Antó‑
rado de elementos estilísticos que considerava gistos sonoros de música em contextos rurais cultural do Estado Novo na construção da na‑ nio Marvão (1997), Artur Santos (in Cruz 2001;
desapropriados. efectuados por Armando Leça em 1939­‑1940, ção (Alves 1997 & 2007, Branco 1999, Ó 1999, Cunha e Costa 2007; Santos 2001, 2002, 2004),
O contributo seminal de Armando Leça em Portugal continental, e o seu impacto, Leal 2000, Pestana 2000 & 2008, Medeiros Pombinho Júnior (2005), Manuel Dias Nunes
para a construção do modelo de folclorização destacando como, através deste trabalho, 2001, Melo 2001, Vasconcelos 2001). De salien‑ (in Lima 2010) e António Maria Mourinho (in
e para o estabelecimento de mecanismos para o folclorista traçou o mapa dos lugares etno‑ tar, igualmente, o volume intitulado Vozes do Gorjão 2007; Santana, Morais e Correia 2010;
a sua regulação também é abordado neste es‑ gráficos, de repertórios musicais e coreográfi‑ Povo: A folclorização em Portugal, coordenado Correia 2011). Assinala-se igualmente a dispo‑
tudo. A autora examina o papel do folclorista cos, identificando detentores da tradição que por Salwa El­‑Shawan Castelo­‑Branco e Jorge nibilização em 2001, na Internet, pelo estudio‑
na orientação de ranchos folclóricos e como foram posteriormente revisitados e gravados Freitas Branco (2003), que reúne 42 estudos so Domingos Morais dos Arquivos sonoros de
membro do júri de concursos que contribuí‑ por várias gerações de etnógrafos e colectores. em torno do processo de folclorização em Por‑ Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira
ram para a objectivação da cultura popular Apresenta igualmente uma possível explica‑ tugal e na diáspora portuguesa, abordando, (1960/63), assim como de textos, transcrições
(Handler 1984), com especial realce para o ção para a ocultação destes registos sonoros entre outros temas, o papel central desempe‑ musicais e bibliografia que integram a obra
concurso «A aldeia mais portuguesa de Portu‑ que, uma vez editados, permitirão o estudo de nhado por um conjunto de folcloristas e etnó‑ do referido antropólogo ou em torno da sua fi‑
gal», que teve lugar em 1938. Com efeito, con‑ géneros e estilos musicais em Portugal conti‑ grafos no movimento folclórico. gura (http://alfarrabio.di.uminho.pt/arqevo/).
forme este estudo demonstra, Armando Leça nental, assim como das mudanças que entre‑ A segunda preocupação da moderna et‑ Aponta-se igualmente o manancial de infor‑
contribuiu para o estabelecimento de critérios tanto ocorreram. nomusicologia que está patente neste livro mação sobre estudiosos locais, de textos de sua
de autenticidade que deveriam nortear a ac‑ diz respeito à elaboração da história crítica da autoria e de registos sonoros e audiovisuais de
ção de grupos folclóricos, tais como a filiação III disciplina e dos seus precursores, realçando o música rural que efectuaram disponibilizados
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

ou «pertença» do repertório musical e coreo‑ papel dos principais estudiosos na definição através da Internet por diversas entidades, in‑
gráfico, do traje e dos instrumentos musicais Norteado pela perspectiva teórica e meto‑ de objectos de estudo e metodologias e na con‑ divíduos e grupos formalmente organizados
à região de implantação do grupo, e a recolha dológica da moderna etnomusicologia, este figuração de narrativas em torno da música que divulgam a música de matriz rural. Neste
do repertório a partir da memória de idosos estudo inscreve­‑se no âmbito de duas preo‑ (Nettl & Bohlman 1991; McLean 2006; Myers âmbito, a figura e obra de Michel Giacometti
da zona. Estes critérios continuam a orientar cupações centrais da disciplina, desde a dé‑ 1993; Nettl 2010). foram alvo de maior projecção pública, sobre‑
a acção reguladora da Federação do Folclo‑ cada de 1980, quer em Portugal, quer noutros Em Portugal, uma síntese analítica, em tudo através de artigos na imprensa genera‑
re Português, fundada em 1977 por Augusto países. A primeira prende­‑se com o papel da língua inglesa, da documentação e dos estu‑ lista, de homenagens diversas, da reedição da
Gomes dos Santos, que havia acompanhado música na construção, negociação ou con‑ dos em torno da música em contexto rural foi discografia (2009/1991/1960­‑1970), da edição
Armando Leça em algumas das recolhas em testação de identidades (individual, étnica, publicada por Castelo­‑Branco e Toscano, em da filmografia (2010), de diversos documentos
zonas rurais do Norte do país. nacional, regional e de género, entre outras) 1988. Além disso, desde a década de 1980 que que resultaram do trabalho de terreno (Bran‑

introdução
Armando Leça e a Música Portuguesa (1910­ e com a relação entre identidade, agentivida‑ autarquias e investigadores têm procurado co e Oliveira 1993 e 1994; Ramalhete et al. 2009;
‑1940) debruça­‑se igualmente sobre a inten‑ de e poder (Rice 2007 & 2010). Em Portugal, dar a conhecer a obra de diversos folcloristas Almeida, Guimarães e Magalhães 2009) e da
sa actividade que este levou a cabo enquanto desde a década de 1980 que etnomusicólogos, e etnógrafos. Refiram­‑se as reedições ou edi‑ realização de exposições no Museu da Músi‑
divulgador, nomeadamente através de pro‑ antropólogos, historiadores e outros estu‑ ções fac­‑similadas de publicações e registos ca Portuguesa, onde uma parte do seu espólio
10 gramas de rádio, de artigos editados tanto na diosos têm analisado a relação entre cultura sonoros, de catálogos de espólios e obras, e de está conservada (Correia et al. 2004 & 2009). 11
Quanto aos estudos em torno de algumas cais rural e urbano tidos por autênticos, assim presenta um exemplo da aplicação do para‑ do estado­‑nação. Num momento de grande
destas e de outras figuras, realçam­‑se os tra‑ como práticas e repertórios musicais configu‑ digma do «folclore musical» que norteou o transformação no país e na Europa, o conhe‑
balhos sobre Michel Giacometti (Branco e Oli‑ rados pelo processo de folclorização. Conforme trabalho de folcloristas e outros estudiosos cimento do passado é fundamental para o
veira 1993 & 1994 e Oliveira 2003), Abel Viana referi noutra publicação, da cultura popular por toda a Europa, no entendimento do presente e a construção do
(Carvalho 1999 e 2000), Artur Santos (Cruz mesmo período. futuro.
2001; Cunha e Costa 2007), Vergílio Pereira e «O folclore musical enquanto paradigma Esta monografia é incontornável para o
Rebelo Bonito (Pestana 2008), Pombinho Jú‑ de investigação norteou­‑se pela ideia de conhecimento da obra e do papel de Arman‑ Salwa El­‑Shawan Castelo­‑Branco
nior (Lima & Sousa 1997; Sousa 1997), Antó‑ que o património rural expressivo repre‑ do Leça, cuja figura tem sido negligenciada, Professora Catedrática
nio Maria Mourinho (Brissos 2003, Santana, senta a ‘essência’ da nação, pelo que urge assim como para o entendimento do modo Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Morais e Correia 2010; Correia 2011), António ‘salvá­‑lo’ da ameaça da ‘modernidade’ e as‑ como em Portugal, tal como noutros países Universidade Nova de Lisboa
Marvão (Clemente, Petas e César 2003), Antó‑ segurar a sua preservação. Neste quadro, a europeus, a música e o nacionalismo foram Presidente Instituto de Etnomusicologia
nio Joyce (Brissos 2003a & b), Almeida Cam‑ ‘canção folclórica’ [...] criada e dissemina‑ ingredientes fundamentais da construção — Centro de Estudos em Música e Dança
pos (Pestana 2003), Carlos Santos (Branco da em ambiente rural foi tida como ‘a alma
2003) e Pedro Homem de Melo (Vasconcelos do povo’ e uma das expressões máximas
2003). Além das publicações assinaladas, a En‑ da nação. Deste modo, integrava o projec‑
ciclopédia da Música em Portugal no Século XX to nacionalista a sua colecta, textualização,
(Castelo­‑Branco 2010) integra uma entrada registo sonoro, análise e comparação, as‑
sobre o percurso da etnomusicologia em Por‑ sim como a sua utilização como base para
tugal (Castelo­‑Branco 2010) e mais de 30 ver‑ obras de música erudita de cariz naciona‑
betes em torno dos estudiosos acima referidos lista e na elaboração de materiais para o
e de outros folcloristas, etnógrafos e colecto‑ ensino da música. Em muitos países eu‑
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

res da música em contexto rural. ropeus, assim como em Portugal, o reper‑


tório constituído por ‘canções folclóricas’,
IV objectivado e fixado em registos sonoros e
transcrições musicais, constituiu um câ‑
Este livro em torno de Armando Leça é um con‑ none consolidado e perpetuado através do
tributo fundamental para a compreensão do trabalho de sucessivas gerações de folclo‑
nacionalismo musical português, assim como ristas, etnógrafos e de outros estudiosos,
para o conhecimento de um dos precursores das representações de grupos formalmen‑
da moderna etnomusicologia em Portugal, te constituídos e dos arranjos ou recria‑
cuja obra se enquadra no paradigma de inves‑ ções de compositores de música erudita.»

introdução
tigação que o etnomusicólogo norte­‑americano (Castelo­‑Branco 2010: 420­‑421)
Jeff Titon designou por «folclore musical»
(1997: 91). Esta expressão distingue­‑se da sua Com efeito, embora Leça trabalhasse de
homónima utilizada em Portugal desde finais modo intuitivo, autodidacta e isolado de
12 do século xix para denotar os universos musi‑ outros estudiosos europeus, a sua obra re‑ 13
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16 de Portel. Oeiras: Celta Editora. 17
Agradecimentos Mondim de Basto; à directora da Biblioteca Floriana Oliveira, que discutiu comigo ques‑
Municipal da Guarda, doutora Ana Pessanha; tões relacionadas com o restauro da partitura
aos responsáveis pelos arquivos municipais Amor de Perdição; e de Tiago Baptista, do Ar‑
de Baião, Castro Verde, Coimbra, Covilhã, Es‑ quivo Nacional de Imagens em Movimento,
tarreja, Felgueiras, Malpica, Mértola, Leiria, que me forneceu dados cruciais para a com‑
Odemira, Ovar, Paredes, Penafiel e Redondo. preensão da parceria de Armando Leça com
Para a realização deste estudo, contei ain‑ a Invicta Film.
Esta publicação foi possível graças a um con‑ Lourenço da Silva, músico de grande sensibi‑ da com a ajuda de Pedro Moreira, que me deu Por fim, um agradecimento especial a Ma‑
junto de pessoas que, na maior parte dos ca‑ lidade e agente central no processo de folclo‑ a conhecer a correspondência entre a Comis‑ ria João Lima, pelas discussões acesas que
sos, deixou anonimamente a sua presença rização em Manhouce; a Augusto Gomes dos são Executiva dos Centenários e a Emissora conduziram à formulação deste projecto, e às
inscrita. Santos, fundador da Federação do Folclore Nacional de Radiodifusão; de Cristina Bri‑ minhas filhas, pelo carinho, paciência e apoio
Começo por agradecer ao tenente­‑coronel Português; a Conceição Marques Caldeira, to da Cruz, que me orientou na pesquisa de incondicional.
Rui de Freitas Lopes, filho de Armando Leça, Ernesto Gomes de Riba e Lucinda Carvalho, documentos no espólio de Artur Santos; de
figura que dedicou a sua vida a reunir dados detentores da tradição cuja voz foi gravada
dispersos em diferentes instituições, a organi‑ por Armando Leça; a Ilda Dias, elemento do
zar dossiês temáticos e álbuns, a redigir a bio‑ rancho de Malpica que em 1934 participou na
grafia de seu pai. Rui de Freitas Lopes abriu­ Exposição Colonial Portuguesa; a Jorge Gui‑
‑me as portas de sua casa, facultou­‑me todos marães Silva, proprietário de duas imagens
os dados por si reunidos e emitiu pareceres fotográficas que disponibilizou para esta pu‑
críticos sobre os textos que fui produzindo. blicação; a José Gomes Silvestre, um dos ele‑
O livro agora editado não teria sido possí‑ mentos do Rancho Regional de Manhouce,
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

vel sem o patrocínio da Câmara Municipal de constituído em 1938; a Roberto Afonso, verea­‑
Matosinhos, que financiou o projecto de pes‑ dor da cultura na Câmara Municipal de Vi‑
quisa e cedeu parte das fotografias do espólio nhais; a Santos Lessa, proprietário do jornal
de Armando Leça. O Comércio de Leixões; ao jornalista Vilas Boas.
Os meus agradecimentos vão, também, Nas diferentes instituições onde desenvol‑
para a Professora Doutora Salwa Castelo­ vi pesquisas, tive a felicidade de contar com a
‑Branco, que vem a acompanhar este projecto ajuda empenhada de pessoas a quem quero
desde os primeiros dias e, inclusive, aceitou expressar o meu agradecimento. Refiro­‑me a
redigir a introdução a este estudo. Ivone Ferreira e José Varela, da Câmara Mu‑

agradecimentos
Quero agradecer também a todas as pessoas nicipal de Matosinhos; a Paulo Rato, Anabela
que abriram sem entraves as portas de suas Silva e Eduardo Leite, da Rádio e Televisão
casas e partilharam comigo as suas vivências de Portugal; à Direcção do Orfeão de Mato‑
e toda a colecção de dados que reuniram e con‑ sinhos, que me facultou, sem restrições, todo
servam, possibilitando, assim, a realização o arquivo da instituição; à Dra. Teresa Gon‑
18 deste trabalho. Refiro­‑me ao mestre António çalves, do Arquivo Municipal do concelho de 19
armando leça
e a música portuguesa (1910­‑1940)
Preâmbulo no topo dessa hierarquia a escrita e a com‑ que Leça desenvolveu antes e depois dessas
posição, zelava pela hegemonia dos estratos datas. Este período de cerca de trinta anos foi,
sociais da cultura erudita. em termos políticos, dividido entre os impac‑
Em Portugal, com a instituição da moderna tes do advento da República, em 1910, e do re‑
etnomusicologia por Salwa Castelo­‑Branco, no gime ditatorial, a partir de 1926. Internacional‑
âmbito da licenciatura em Ciências Musicais, mente, situa­‑se entre as duas grandes guerras.
na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Foi ainda um período que carregou toda uma
Armando Leça foi uma figura versátil e mul‑ Até à década de 1980, os estudos so‑ da Universidade Nova de Lisboa, cresceu o in‑ herança de transformação, decorrente da ur‑
tifacetada. Compositor, intérprete, regente, bre música em Portugal favoreceram uma teresse pelo estudo de músicas (não só enquan‑ banização, do aumento e envelhecimento da
folclorista, crítico, musicólogo, ensaísta, no‑ perspectiva dicotómica da realidade musi‑ to sons, mas como comportamentos e ideias em população, do alastramento do consumo do
velista e poeta, ilustrou de modo exemplar a cal, segundo os universos urbano e rural e processo e acção) que se situam entre os pólos lazer a novas classes sociais, da saída das mu‑
vida musical portuguesa nos anos a seguir à os estratos letrados e iletrados, polarizada atrás referidos, abordagem esta que se encon‑ lheres de casa para irem trabalhar fora.
implantação da República. O seu percurso em música erudita versus música folclóri‑ tra patente em obras como a Enciclopédia da Para a compreensão deste cenário de
é revelador das oportunidades e dos novos ca. Esta perspectiva conduziu à separação Música em Portugal no Século XX. É neste novo transformação, irei privilegiar as acções de
desafios colocados aos músicos profissionais teórica de realidades que na prática cons‑ contexto de produção do conhecimento que «regeneração», resgate e restauro da música
por uma sociedade em franca mobilidade, tantemente se interpenetravam e diluíam, se insere o presente estudo e que pretendo, popular em que Armando Leça esteve en‑
após a dissolução da ordem monárquica. bem como à exclusão de toda uma panóplia através da abordagem a uma figura que se si‑ volvido. Esta linha de indagação, à primeira
Armando Leça foi uma figura que, no univer‑ de realizações musicais situadas entre esses tua «no meio» — Armando Leça —, contribuir vista, pode parecer paradoxal, uma vez que
so musical português, ocupou um lugar «do dois pólos, que não cabiam nas designações para a compreensão das dinâmicas, dos fluxos, propõe a compreensão de transformações
meio», entre os pólos erudito e folclórico, dia‑ «erudito» ou «folclórico». De facto, a per‑ dos compromissos que se estabeleceram na pelo exercício de preservação. Contudo, con‑
logando com diferentes esferas do fazer mú‑ sistência da divisão estanque entre estudos vida musical portuguesa nas décadas de 1910 a forme estudos recentes têm vindo a subli‑
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

sica em Portugal. Vemo­‑lo como pianista a musicológicos — que se ocupam da música 1940, entre os pólos mencionados. nhar, nesses processos, a continuidade da
tocar durante as projecções de cinema, como que se inscreve na tradição escrita europeia O texto que apresento nesta edição resulta tradição é construída e, por isso, inclui ele‑
compositor nacionalista e ideologicamente — e etnomusicológicos — dedicados ao es‑ de sucessivas aproximações às questões que mentos de descontinuidade (Livingston 1999,
comprometido e como colector de músicas e tudo da música do Outro, às tradições que passo a colocar: Quem foi Armando Leça? Castelo­‑Branco e Branco 2003, Ronström
vozes dos lugares recônditos e por mapear. cabem nas etiquetas «música folclórica» e Em que domínios se destacou? Que relevância 1996). A abordagem a esta problemática tem
A sua acção pautou­‑se por um compromisso «música étnica» — deixou de fora a músi‑ pode ter hoje esta figura? Como se justifica que sido desenvolvida, segundo Owe Ronström
com a questão nacional na música. Vemo­‑lo, ca que se fazia «no meio»: as práticas e os o levantamento sonoro de música da tradição (1996), a partir de duas linhas principais de
de facto, a participar no processo de constru‑ músicos que estavam entre o erudito e o oral «portuguesa», realizado em 1939­ ‑1940, análise: uma, centrada no objecto, que pro‑
ção e disseminação da «canção portuguesa», popular, o escrito e o oral, o profissional e apesar de todo o investimento económico e cura revelar que aquilo que as pessoas estão
um género poético­‑musical que, na sua óp‑ o amador, o artístico e o artesanal, o urbano humano, tenha sido esquecido e dado como a fazer não é o que realmente parece; esta
tica, reflectia o carácter e a alma dos portu‑ e o rural, ou seja, aquela que se caracteriza‑ desaparecido? O estudo centra­‑se no período linha estuda, por isso, produtos musicais,

preâmbulo
gueses. Atento às demandas do seu tempo, va por ser dinâmica, híbrida e intersticial. entre 1911 (ano em que Armando Leça se ins‑ estilos, formas, as suas origens e a sua su‑
foi pioneiro ao explorar os novos meios de Durante décadas, a música e os músicos «do creveu na Escola de Música do Conservatório posta autenticidade; outra, centrada no pro‑
comunicação de massas: o cinema, a rádio e, meio» foram subalternizados por um saber Nacional) e o referido levantamento sonoro, cesso, que procura compreender as acções
22 mais tarde, a indústria discográfica. que, ao hierarquizar as culturas e ao colocar contendo, todavia, referências à actividade de reactivação de aspectos fragmentados do 23
passado como um modo de expressão simbó‑ signado Recolha Folclórica, um levantamen‑ pessoas que a viveram, pela leitura de tex‑ uma tipografia e design de época, a recortes
lica, cultural e de comunicação. Este estudo to sonoro de música e poesia que circulava tos (reportagens e crítica jornalísticas, dis‑ de álbuns criteriosamente elaborados pelo
insere­‑se na segunda linha de análise e assu‑ oralmente nos meios rurais, coligido com cursos e alocuções, estudos e publicações da filho de Armando Leça para representarem
me que a reconstrução autêntica não é possí‑ vista à constituição de um cânone da mú‑ autoria de agentes envolvidos e correspon‑ a vida e obra de seu pai, a documentos pro‑
vel, porque, apesar de dar corpo a intenções sica «portuguesa», efectuado em 1939­‑1940, dência), pelo visionamento de imagens foto‑ duzidos pelo próprio Armando Leça, tais
de cristalizar o passado em determinados com o apoio técnico da Emissora Nacional gráficas, pela audição de registos sonoros. como excertos de cadernos de campo e ima‑
produtos, para assim lutar contra desconti‑ de Radiodifusão, sob o patrocínio da Co‑ Tenho consciência de que esta abordagem gens fotográficas. Na selecção de imagens
nuidades associadas à época moderna, intro‑ missão Executiva dos Centenários (colecção tem um sentido predominantemente uni‑ tive em consideração o conteúdo, nuns ca‑
duz mecanismos de descontextualização e de vulto não só pelo número de exemplos lateral, na medida em que não posso recu‑ sos, e a forma, noutros. Isto porque a forma,
confere novas dinâmicas sociais que não são reunidos, como também pelo pioneirismo). perar a experiência em si mesma. Todavia, o design e a tipografia foram, na época a que
compagináveis com o tempo que se pretende O interesse que esta obra inédita pode ter através da mediação partilhada com inter‑ se referem, aspectos criteriosamente ponde‑
reconstruir. A autenticidade é, então, um ele‑ hoje justifica­‑se com o facto de, conforme venientes directos e pela retoma dos textos rados de modo a corresponderem ao gosto e
mento de legitimidade e não uma questão de sustenta George Stocking (1999, 299), ser e músicas então produzidos, julgo ter vivido às expectativas dos seus utilizadores. A sua
verdade histórica, e a reactivação de determi‑ «historicamente significante», uma vez que uma experiência que, não sendo integral, inclusão neste estudo visa proporcionar o
nados elementos de uma tradição não resulta possibilita uma melhor compreensão de um me permitiu aceder a dimensões significa‑ contacto com a estética urbana que serviu
de uma relação natural com o passado, mas momento de ruptura entre paradigmas: en‑ tivas da realidade em análise. Foi em torno de matriz a Armando Leça, que enformou
antes de uma relação simbólica que visa dar tre o paradigma que legitimou a sua realiza‑ dessas dimensões que elaborei este estudo. o seu gosto e o seu modo de se expressar.
sentido ao presente, tendo como referente ção e aquele que ditou o seu esquecimento. Faculto, em paralelo, uma linha contínua Mas não só. Parte das imagens agora publi‑
um futuro melhor. Dizendo por outras palavras, entre o para‑ de excertos relativos a apreciações e teste‑ cadas foi coligida por Rui de Freitas Lopes,
Colocaram­ ‑se vários problemas a esta digma em que emergiu com significado — munhos de intervenientes à época, sobretu‑ filho de Armando Leça, e integra, ao longo
publicação. Trata­‑se, como foi referido, de que justificou todos os esforços postos na do do próprio Armando Leça. Ao meu texto, de extensos álbuns, uma das narrativas que
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

um estudo etnomusicológico diacrónico que sua realização — e aquele em que perdeu o contrapus textos de Armando Leça, colo‑ aquele construiu sobre o pai (Rui de Freitas
depara com um deserto de silêncio entre o sentido que conduziria à sua divulgação. cando lado a lado as minhas reflexões sobre Lopes realizou também uma extensa biogra‑
tempo da figura de Armando Leça e o tempo Na abordagem à figura de Armando a sua actividade e a sua «voz» em diferido, fia inédita, que serviu de base documental a
de hoje. Isto porque, além de uma biografia Leça, procurei colmatar a décalage resultan‑ através dos seus escritos. São, por razões de este estudo). Nessas imagens, Rui de Frei‑
de perfil documental assinada pelo filho, te da separação entre mim e o tempo em que ordem editorial, na maior parte dos casos, tas Lopes deixou inscrita a sua impressão,
em 1980, não houve entretanto estudos que ele viveu — decorrente da impossibilidade fragmentos, por mim seleccionados. Pro‑ como pode observar­‑se em documentos re‑
esboçassem quaisquer perspectivas de com‑ de fazer uma abordagem co­‑existencial — curei aproximar­‑me à «escrita de entreli‑ produzidos nesta edição (nos sublinhados,
preensão dessa figura. Houve, sim, um alar‑ através de um enfoque em diferentes verten‑ nhas»: a um texto meu mais linear, centrado chamadas de atenção, anotações, álbuns
gado silêncio. Mas um silêncio que contras‑ tes da sua actividade (composição, folclori‑ na procura do rigor e da objectividade (ain‑ com recortes de imprensa, programas e
tou com o enorme entusiasmo e fulgor que zação, etnografia) e processos (participação da que subjectivo), contrapus textos de dife‑ postais). São elementos com significado que
rodeou Armando Leça nos anos 20 e 30. Este na construção da «canção portuguesa», do rentes autorias, com Leça em destaque, no acrescentam outras linhas de leitura a este

preâmbulo
estudo aborda, ainda, uma colecção concluí­‑ «cinema português», do «ser português», sentido de providenciar outras subjectivida‑ texto. Edita­‑se também um conjunto de foto‑
da por Leça há mais de setenta anos, mas na afirmação de classes emergentes). O meu des, ou de assegurar leituras mais comple‑ grafias da autoria de Armando Leça1. Essas
que não chegou a ser publicada. Refiro­‑me envolvimento com a realidade em estudo xas. Esta edição faculta meios que não se li‑ fotografias, que documentam o mundo rural
24 ao Cancioneiro Músico­‑Poético, também de‑ passou pela partilha de experiências com mitam à escrita. Refiro­‑me a ilustrações com uma e outra vez calcorreado por Armando 25
Leça, revelam as assimetrias que caracteri‑ O livro divide­‑se em quatro capítulos: 1 —
zavam a sociedade de então. «O “inspirado compositor” Armando Leça:
Esta edição foi possível devido à par‑ Composição, interpretação e novos media»,
ceria estabelecida entre três instituições2: onde abordo a actividade composicional e
a Câmara Municipal de Matosinhos, que de intérprete de Leça, bem como a sua acção
patrocinou o projecto, a Rádio e Televisão de face aos novos media; 2 — «“Reconstituir o
Portugal (RTP), que cedeu o acervo sonoro, tradicionalismo”: Leça e o processo de fol‑
e o Instituto de Etnomusicologia — Centro clorização em Portugal», em que analiso o
de Estudos em Música e Dança (INET­‑md), papel de Armando Leça na construção de
da Universidade Nova de Lisboa, que desen‑ um modelo de folclorização em Portugal;
volveu as pesquisas e os estudos. A maior 3 — «A “peregrinação folclórica”: Excur‑
parte das imagens agora publicadas inte‑ sões, textos e narrativas unificadoras do “ser
gra colecções de diferentes instituições: o português”», no qual me centro na acção et‑
Arquivo Histórico e Fotográfico da Câmara nográfica, folclorista e ensaísta de Armando
Municipal de Matosinhos (assinaladas com Leça; 4 — «“Preparação e reconstituição de
*), a Biblioteca Nacional (com **), a Rádio e trechos pervertidos ou esquecidos”: Registo
Televisão de Portugal (***) e a Biblioteca Pú‑ sonoro do “povo português”», relativo ao le‑
blica Municipal do Porto (****). As restantes vantamento sonoro realizado por Armando
imagens pertencem aos filhos de Armando Leça no continente português entre 1939­
Leça e foram gentilmente cedidas para esta ‑1940, sob o patrocínio da Comissão Execu‑
publicação. O projecto exigiu o uso de mo‑ tiva dos Centenários e com a colaboração da
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

dernas técnicas modernas de restauro, leitu‑ Emissora Nacional. Um curtíssimo capítulo


ra e reprodução de som. Para tal, foi preciso introdutório sobre os primeiros vinte anos
recorrer à colaboração do Arquivo Fonográ‑ da sua vida antecede os quatro capítulos
fico da Academia de Ciências Austríaca e, referidos.
em particular, a Nadja Wallaszkovits, que
coordenou todo o trabalho de restauro e di‑
gitalização dos fonogramas, os quais serão
editados brevemente. Foi também necessá‑
rio proceder ao levantamento de documen‑
tação dispersa por instituições e colecções
privadas. Parte significativa da documen‑
tação reunida no âmbito do levantamento
sonoro de música e poesia popular — foto‑
grafias e filmes (cf. Capítulo 4) — está desa‑
26 parecida.
Breves notas sobre os primeiros anos
em Leça da Palmeira: 1891­‑1911

Armando Lopes nasceu na Rua da Praia, em da casa. Na manhã seguinte, a madrinha


Leça da Palmeira, no dia 9 de Agosto de 1891, preparou­‑se à pressa para ir à missa, pres‑
fruto de uma relação entre o saxofonista e re‑ sionada pela hora que marcava nos relógios
gente de banda filarmónica José Lopes (n. 28 da casa e, quando chegou à igreja, reparou
de Outubro de 1857; m. 1934) e Doroteia Gas‑ com surpresa que não estava ninguém. Até
Figura 2. Armando Leça e a família Récio (da esquerda
par Leite. Frequentou o Lyceu Alto Mearin, que ouviu a igreja a dar as horas: eram seis e para a direita: Júlia Récio — filha —, casal Récio e Arman‑
em Matosinhos, e estudou piano com José não sete.» (entr. Lopes 2003) do Leça), c. 1899.
Cassagne e Pedro Blanco.
De sua mãe, sabe­‑se que trabalhou numa O seu pai, José Lopes, fundara, por volta de António Lopes, pianista e organista, foi maes‑
fábrica de cigarros. De saúde frágil, terá sen‑ 1878, a Banda dos Bombeiros Voluntários do tro da orquestra do Teatro de Sá da Bandeira,
tido as dificuldades inerentes à condição de Porto, constituída sobretudo por músicos mi‑ do Porto; João, violoncelista, e Vergílio, vio‑

breves notas sobre os primeiros anos em leça da palmeira


Figura 1. Armando Leça, c. 1901.
mãe solteira. Desconhecem­‑se, na verdade, as litares aposentados e ex­‑alunos do Asilo Pro‑ linista, foram instrumentistas da mesma or‑
relações que manteve com o filho depois de fissional do Terço (Guimarães 1951, 224). Essa do compositor e regente Sousa Morais (Ibid.). questra.
o deixar em Leça da Palmeira ao cuidado de banda, na qual José Lopes despendeu tempo José Lopes assumiu, também, a regência da Dos irmãos, aquele que mais destaque teve
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

uma ama e, de seguida, numa família de ori‑ e dinheiro, investiu na aquisição de instru‑ Banda do Clube Fenianos Portuenses. Assíduo na imprensa da época foi António Lopes. Em
gem galega, os Récio. mentos musicais e fardamentos. Fez duas di‑ do Café Portuense, situado na esquina da Rua 1917, há referências ao facto de este pianista
As memórias que Armando Leça guar‑ gressões ao Norte de Espanha, em 1904 e 1915, Sampaio Bruno com a Rua Sá da Bandeira, na ter feito parte da pequena orquestra do Salão
dou da infância e juventude prendem­‑se inva‑ participando num concurso inserido nas fes‑ cidade do Porto, ali agenciou músicos e alugou de Festas do Jardim Passos Manuel, dirigida
riavelmente ao casal Récio, a quem chamava tas da cidade de Vigo. De entre as actuações na pianos (Lopes 1980, 4). por Domingos Carreira. Dois anos depois,
padrinho e madrinha. No seio desta família ter­ cidade do Porto, a imprensa destacou as parti‑ José Lopes assegurou os estudos musicais é referido o seu papel à frente da capela de
‑se­‑á sentido num ambiente acolhedor, como cipações no cortejo carnavalesco do Clube Gi‑ de seu filho, oferecendo­ ‑lhe, inclusive, um músicos D. António Barroso, tendo executa‑
revela o seguinte episódio descrito por Rui rondinos, em 1906 (que disseminou a alcunha piano e pagando lições particulares com os do, na igreja matriz de Leça da Palmeira, em
Freitas Lopes: «Zé da Gaita») e nas comemorações das bodas pianistas Pedro Blanco e José Cassagne, desde primeira audição, entre outras obras, a Missa
de ouro do Ateneu Comercial do Porto, conjun‑ 1901 (Ibid.). Todavia, só reconheceu a sua pa‑ de seu irmão Armando. Depois de uma esta‑
«Meu pai contava que a madrinha era mui‑ tamente com as bandas da Guarda Nacional Re‑ ternidade depois de Armando ter concluído da no Brasil, regressou a Portugal em 1921,
to religiosa. Todos os domingos ia à missa publicana e do Asilo do Terço, em 1923. o segundo ano do Conservatório Nacional de dirigindo a Companhia C. Leal, da qual foi
das 7 horas, numa capelinha que havia na A Banda dos Bombeiros Voluntários Música. maestro. Após curta permanência na capital,
margem sul do Rio Leça. Uma noite, o meu distinguiu­‑se pelos repertórios executados, Por parte do pai, Armando Leça teve três regressou ao Porto, assumindo a regência da
28 pai adiantou uma hora nos relógios todos que incluíram, entre outras obras, as rapsódias irmãs e três irmãos, estes últimos músicos: Banda dos Bombeiros Voluntários, em 1929. 29
Figura 5. José Lopes, c. 1900. Figura 6. Armando Leça, c. 1905. Figura 7. João Lopes e Armando
Leça, s.d.

breves notas sobre os primeiros anos em leça da palmeira


armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

Figura 8. Sobrinha de Armando Leça, Armando Leça, Corina Lopes, sua irmã, e Bernardo Ferreira, seu cunhado, s.d.

sitor, num acto de renovação técnica e estéti‑ em 1922, em Da Música Portuguesa, com os
Figuras 3 e 4. Programas dos concertos realizados pela Banda dos Bombeiros Voluntários do Porto no Jardim ca (Lopes s.d., 3). Da actividade profissional títulos: «Canto do Natal», «Almas Santas»,
Passos Manuel, 1914. que desenvolveu nessa altura, destaca­ ‑se «Chula», «Bela Aurora», «Balão», «Rouba,
a sua presença no Casino de Matosinhos, Rouba».
Das irmãs de Armando Leça, Corina Lopes, Entre Março de 1909 e Setembro de 1911, onde acompanhou as projecções de cinema
casada com um músico, emigrou para o Bra‑ Armando Leça compôs as 103 peças para mudo que aí se faziam. Datam de 1908, ou
sil, onde criou uma companhia de teatro, piano que constam no Catálogo Geral das seja, dos anos vividos no ambiente familiar
tendo mantido, ao longo da vida, contactos Minhas Modinhas ([1]909­‑12), as quais mais dos Récio, as primeiras transcrições de mú‑
30 permanentes com o irmão (entr. Lopes 2005). tarde foram destruídas pelo próprio compo‑ sica de matriz rural, publicadas mais tarde, 31
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

Figura 9 . Catálogo Geral das Minhas Modinhas ([1]909­‑12).


Capítulo 1
O «inspirado compositor» Armando Leça:
composição, interpretação e novos media

«Quem há aí que não tenha ouvido uma canção de Armando Leça?


Muito poucos hão­‑de ser na verdade, porque as canções do inspira‑
do compositor andam na boca do povo, cantam­‑se nos salões e nos
concertos, constituem irrefutavelmente o que de mais regional e mais
sóbrio, mais consciencioso e artístico se tem feito em Canção Portu‑
guesa. Assim como Correia de Oliveira é o grande poeta do povo,
o cantor das nossas coisas e da nossa terra, Armando Leça é o grande
coração aberto às mais sentidas emoções da gente portuguesa.»1
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AEP 60 532 — Grupo Típico o Cancioneiro de Orquestra Típica Albicastrense (s.d.), «Lá Vem a Baixo Alentejo — Cidade de Beja Tem»; «Vai Re‑ Grupo Coral os Vindimadores da Vidigueira —
Águeda (s.d.), «Cana Verde Mandada»; «Vira Aurora»; «Saudades da Beira»; «Não Sei com mando»; «Estando Eu à Porta»; «Uma Noite tão Baixo Alentejo (s.d.), «Os Passarinhos»; «Erva
da Macieira»; «Pópó, tiro­‑liro»; «Cana Verde, Quem Casar»; «Marcha de Castelo Branco». Serena»; «Acorda Maria, Acorda». ALV­‑RT [EP] Cidreira»; «O Estravagante»; «Deus Menino».
Dobrada». ALV­‑RT [EP] ALV­‑RT [EP] Grupo Coral dos Ceifeiros da Casa do Povo de En‑ ALV­‑RT [EP]
MEP 60 165 — Rancho Folclórico do Vale de San‑ MEP 60 410 — Rancho Regional de Manhouce tradas — Castro Verde (s.d.), «Modas Corais do Rancho da Região de Leiria (s.d.) «Palmito»; «Pul‑
tarém (s.d.), «Chora, ó Videira»; «Farrapeira»; (s.d.), «Larai­‑lai»; «Cachopas, olaré»; «Adelai‑ Baixo Alentejo — Entradas do Alentejo»; «Às gas»; «Rico­‑chico»; «Quem Me Dera»; «Zé Que
«Reinadio»; «Vira da Desgarrada». ALV­‑RT [EP] dinha»; «Tareio»; «Patrocínia». ALV­‑RT [EP] Vezes lá no Meu Monte»; «Sou Soldado Vou para Fumas»; «Ói­‑ó­‑ai». ALV­‑RT [EP]
Rancho Folclórico Rosas do Lena — Rebolaria — Rancho Folclórico Rosas do Lena — Rebolaria — a Guerra»; «Muito bem Parece». ALV­‑RT [EP] Rancho Regional de Gulpilhares (s.d.), «Pastorinha
Batalha (s.d.), «Dança da Região da Batalha»; Batalha (s.d.), «Laranjinha»; «Verde Gaio»; Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo da Serpa de Gulpilhares»; «A Seranda»; «Senhora Ana»;
«Pombinhos da Catrina»; «Vira da Nossa Ter‑ «Bailarote»; «Reinadio». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Modas Corais do Baixo Alentejo — Ser‑ «Canoa». ALV­‑RT [EP]
ra»; «Dança dos Pastores». ALV­‑RT [EP] Grupo Folclórico Poveiro Póvoa de Varzim (s.d.), pa do Alentejo»; «Moda da Azeitona»; «Mulati‑ Rancho Folclórico de Riachos (s.d.), «Pinheiro Ra‑
AEP 60 893 — Rancho Folclórico de Torredeita — «Limão Verde»; «Ora Biba a Pândega»; «San‑ nhas»; «Salsa Verde». ALV­‑RT [EP] mudo». ALV­‑RT [EP]
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

Viseu (s.d.), «Enleio»; «Carandeiras da Rua»; to André das Almas»; «Barquinha Feiticeira»; Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo da Serpa AEP 60 611 — Ceifeiros da Casa do Povo de Cuba
«Hei­‑de Pedir à Virgem»; «O Ladrão do Negro «Sara Sareta»; «Ó, é, sim sim». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Modas Corais do Baixo Alentejo — Ser‑ (s.d.), «Pirolito, Olé»; «Chapéu Redondinho»;
Melro». ALV­‑RT [EP] MEP 60 194 — Rancho Regional Flores de Paços de pa Que És Minha Terra»; «Lírio Roxo»; «Não É «Linda Rama»; «Caracol». ALV­‑RT [EP]
Rancho Folclórico de Riachos (s.d.), «Fado Cor‑ Ferreira (s.d.), «Maganão»; «Sou Chaleira»; «Pri‑ tarde nem É cedo»; «Santo Antoninho de Ser‑ MEP 60 163 — Rancho Folclórico dos Pescadores do
rido»; «Fado da Charneca»; «Bailarico Verde ma, ó Rica Prima»; «Luizinha». ALV­‑RT [EP] pa». ALV­‑RT [EP] Tejo (s.d.), «Pombo Rolador»; «Cor tão Bela»;
Gaio da Lezíria». ALV­‑RT [EP] Grupo Folclórico de Cantos e Cramóis de Pias — Grupo Coral Etnográfico da Casa do Povo da Ser‑ «Agora É Que Me Bambeio»; «Verde Gaio».
Rancho da Região de Leiria (s.d.), «Farrapei‑ Cinfães (s.d.), «Malhão de Cinfães»; «Passe, pa (s.d.), «Modas Corais do Baixo Alentejo — ALV­‑RT [EP]
ra»; «Vira para Todos»; «Senhora Tereza»; Passe»; «La Riba naquela Serra»; «Assubi ao Tenho Barco, Tenho Remos»; «Olha a Noiva Rancho Regional de Carreço — Viana do Caste‑
«Catapum­‑fá­‑fá»; «Tiro Liro»; «Verde Gaio». Penedinho». ALV­‑RT [EP] se Vai Linda»; «Menina Florentina»; «Ai Que lo (s.d.), «Preto»; «Verde Gaio»; «Vamos Dar a
ALV­‑RT [EP] MEP 60 419 — Rancho Folclórico da Casa do Povo Praias». ALV­‑RT [EP] Meia Volta»; «Velho». ALV­‑RT [EP]

discografia
Grupo Ofélia das Cachenas (s.d.), «Gota de Afife»; de Almeirim (s.d.), «Manjerico Revira a folha»; Orquestra Típica Albicastrense (s.d.), «Namoro o Grupo Folclórico de Cantos e Cramóis de Pias —
«Farrapeira»; «Vira da Serra de Arga»; «Rosi‑ «Vira das Fazendas»; «Fadinho Rodopiado»; Meu Zé»; «Maria da Conceição»; «Espanhola»; Cinfães (s.d.), «Quadrilha de Cinfães»; «Ago‑
nha de Afife». ALV­‑RT [EP] «Erva Cidreira». ALV­‑RT [EP] «Milho Verde». ALV­‑RT [EP] ra É Que Me Eu Maneio»; «Se Passares pelo
AEO 60 889 — Rancho Folclórico Flores de Pa‑ MEP 60 134 — Grupo Mirandês de Duas Igre‑ AEP 60 629 — Ceifeiros da Casa do Povo de Cuba; Adro»; «O Anel Que Tu Me Deste»; «Hei­‑de
282 ços — Paços de Ferreira (s.d.), «Haja Alegria»; jas (s.d.), «Mira­‑me Miguel»; «Mirandum»; Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias; Ran‑ Usar Vestido Branco». ALV­‑RT [EP] 283
Grupo Folclórico de Silvares; Estrela Abrantes e MEP 60 038 — Rusga de Gulpilhares; Grupo Fol‑ Rancho Cantarinhas de Barro — Achada — Sobrei‑ «Olha a Barca»; «Ó Meu Amor»; «As Folhas
Raul Simões (s.d.), «Que Diacho»; «Farrapei‑ clórico de Santa Cruz do Bispo (s.d.), «Senhor ro — Mafra (s.d.), «Verde Gaio»; «Feliz Can‑ do Castanheiro». ALV­‑RT [EP]
ra»; «Estalado»; «Vira». ALV­‑RT [EP] da Pedra»; «Chula»; «Malhão»; «Senhor da deia»; «Vira de três Pulos»; «Bailarico Saloio»; AEP 60 888 — Rancho Folclórico Flores de Paços —
Grupo Folclórico de Santiago de Custóias (s.d.), «Ra‑ Serra». ALV­‑RT [EP] «Fandango». ALV­‑RT [EP] Paços de Ferreira (s.d.), «Primavera»; «Deixa­‑te
maldeira»; «Dali­‑dum»; «Malhão»; «O Coxo». Rancho Cantarinhas de Barro — Achada — So‑ MEP 60 164 — Rancho Folclórico do Bairro de San‑ Estar»; «Ai Mariquinhas»; «Dança a Videira».
ALV­‑RT [EP] breiro — Mafra (s.d.), «Senhora do Arquiteto»; tarém (s.d.), «Vira de Santarém»; «Fadinho das ALV­‑RT [EP]
MEP 60 403 — Rancho Regional de Santiago de «Enleio»; «Vira da Murgeira»; «Morenita». Fontaínhas»; «Vira do Graínho»; «Loureiro, MEP 60 294 — Rancho das Rendilheiras da Praça
Custoias e Grupo Regional de Moreira da Maia ALV­‑RT [EP] Verde Loureiro». ALV­‑RT [EP] — Vila do Conde (s.d.), «É Isto Vila do Conde»;
(s.d.), «Ramaldeira»; «Dali­ ‑dum»; «Só para Rancho Folclórico de Cércio — Miranda do Douro Rancho Folclórico Rosas do Lena — Rebolaria «Trovas Soltas»; «A Fonte de S. João»; «Noite
Ti»; «Carrega à Esquerda». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Tenho de Ir e Bou»; «Helena»; «O vinte — Batalha (s.d.), «Vira Que Vira»; «Oliveira Ardente».
Rancho Regional de Paredes (s.d.), «Regadinho»; e cinco»; «Carmelita». ALV­‑RT [EP] Chora, Chora»; «Fadinho dos Camponeses»; MEP 60 039 — Grupo Folclórico de Santa Cruz
«Verdegar de S. João»; «Vira de Dois»; «Gale‑ AEP 60 613 — Fazendeiros de Montemor­‑o­‑Novo «Vira dos Sapateiros»; «Farrapeira». ALV­‑RT do Bispo — Matosinhos, «Tirana»; «Malhão»;
ga». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Tira o Cravo»; «Cegonha»; «Saiote»; [EP] «Rabela»; «Caninha Verde».
Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia «Teu Peito Tem Rendilhas». ALV­‑RT [EP] MEP — Rancho Típico de Pombal (s.d.), «Vira­‑lhe AEP 60 833 — Rancho Folclórico de S. Cosme.
(s.d.), «Rusga da Apúlia»; «Malhão»; «Vira da MEP 60 179 — Rusga de Gulpilhares e Rancho do a Gaita»; «Verde Gaio»; «Ferrim, fim, fim»; Gondomar (s.d.), «Roamaldeira»; «Dá­‑me Um
Apúlia»; «Cana Verde». ALV­‑RT [EP] Douro Litoral (s.d.), «Tirana»; «Malhão»; «Ra‑ «Pião». ALV­‑RT [EP] Beijo»; «Olha o Velho»; «Coradinha»; «Arrais
Grupo Folclórico de Santiago de Custóias (s.d.) bela»; «Caninha verde». ALV­‑RT [EP] MEP 60 420 — Rancho dos Sargaceiros de Apú‑ a Barca».
«Rusga»; «Vira de Roda»; «Tirana»; «Coradi‑ Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo lia (s.d.), «Xula»; «Bate Certo»; «Garrafinha»; AEP 60 834 — Rancho Folclórico de S. Cosme.
nhas». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Todos Me Querem»; «Vira de Santa «Laurindinha». ALV­‑RT [EP] G ondomar (s.d.), «Rosa, Rosinha»; «Dança das
MEP 60 042 — Grupo Folclórico Poveiro (s.d.), Marta»; «Senhor da Serra»; «Chula de Santa Grupo Folclórico de Paredes de Coura (s.d.), «Xula Palmas»; «Caninha Verde»; «Vira de Roda».
«S. João Poveiro»; «O Mar Enrola na Areia»; Marta». ALV­‑RT [EP] de Coura»; «Palmirinha»; «Cana Verde»; «Lou‑
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

«Torradinhas»; «Vira de Oito». ALV­ ‑RT Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias (s.d.), reiro»; «Fandango». ALV­‑RT [EP]
[EP] «Vai, Vai»; «Raspadinha»; «Ó de ruz truz truz»; Xula de Barqueiros; Festada de Guimarães (s.d.),
AEP 60 741 — Rancho Folclórico da Casa do Povo «Senhora Ana». ALV­‑RT [EP] «Xula Rabela»; «Senhor Arrais do Barco»; «Va‑
de Cano (s.d.), «Saia do Cano»; «Saia de Sou‑ MEP 60 161 — Rancho Típico de Alqueidão (s.d.), reira Xula»; «Velho». ALV­‑RT [EP]
sel»; «Saia do Feliz»; «Vira da Desgarrada». «Vamos Bailar»; «Malhão»; «Cuco»; «O Meu Grupo Zés Pereiras de S. Simão — Amarante (s.d.),
ALV­‑RT [EP] Amor É Gaiteiro». ALV­‑RT [EP] «Xula»; «Rusga»; «Laurinda»; «Oliveira da
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cano (s.d.), Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia Serra». ALV­‑RT [EP]
«Saias de Cabeção»; «Acabamento»; «Saias do (s.d.), «Vareira do Mar»; «Olívia»; «Regadi‑ MEP 60 098 — Rancho Típico de Santa Maria da
Filipe»; «Saias da Casa Branca». ALV­‑RT [EP] nho»; «Luizinha». ALV­‑RT [EP] Reguenga (s.d.), «Xulita»; «Cana Verde»; «Cão‑
Rancho Folclórico de Alenquer (s.d.), «Sariquité»; MEP 60 427 — Rancho Regional de Paredes (s.d.), zinho»; «São Sais, Amor». ALV­‑RT [EP]

discografia
«Luizinha»; «Ó, ai, ó linda...»; «Verde Gaio das «Velho»; «Cana Verde»; «Rosa Arredonda a MEP 60 162 — Grupo Folclórico de Barcelinhos
Carreirinhas». ALV­‑RT [EP] Saia»; «Vareira Velha». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Zé Que Fumas»; «Lima de Góios»; «Tau­
MEP 60 184 — Rancho Regional das Aves (s.d.), «Se Rancho Folclórico de Alenquer (s.d.), «Verde Gaio ‑tau biri­‑biri»; «Vareira». ALV­‑RT [EP]
Eu Fosse Rato»; «Marrafas»; «Limão Verde»; de Alenquer»; «Morena»; «Vira das Vindimas»; MEP 60 417 — Rancho Regional de Manhouce
284 «Trupa». ALV­‑RT [EP] «Um Ar Que lhe Dá». ALV­‑RT [EP] (s.d.), «Zé Vai Lavar os Pés»; «Maçadeiras»; 285
Siglas e abreviaturas CP­‑AL — «A Colecção de Postais de Armando Índice de exemplos musicais Ames», Sernancelhe, s.d.
Leça», por Rui de Freitas Lopes, sem data, dac‑ Exemplo musical 10. Transcrição musical de «Chu‑
AC­‑AL1­— Álbum de programas de concertos e recor‑ tilografado, espólio de Armando Leça em casa Capítulo 1 la», s.d.
tes de jornais entre 1913­‑1923, in espólio de Arman‑ do seu filho, Rui de Freitas Lopes. Exemplo musical 11. Transcrição musical de «Can‑
do Leça em casa do seu filho, Rui de Freitas Lopes. CR­‑CMA — Correspondência recebida. Arquivo Exemplo musical 1. Transcrição musical e poéti‑ tar às Pedras» e «Fandango», Soutosa (Moi‑
AC­‑AL2 — Álbum de programas de concertos e re‑ Municipal de Amarante. ca de «Santinha», efectuada em Beja, em 1912, menta da Beira), s.d.
cortes de jornais, in espólio de Armando Leça E­‑AL — Espólio de Armando Leça em casa do seu in caderno «Baixo­Alentejo», p. 26.
em casa do seu filho, Rui de Freitas Lopes. filho, Rui de Freitas Lopes (documentos soltos). Capítulo 4
AC­‑AL3 — Álbum de programas de concertos e re‑ ER — Espólio de Raul Casimiro, Biblioteca Pública Capítulo 2
cortes de jornais, in espólio de Armando Leça Municipal do Porto, seguido da cota. Exemplo musical 1. Transcrições musicais e notas
em casa do seu filho, Rui de Freitas Lopes. A­‑OM — Acta da Direcção do Orfeão de Matosi‑ Exemplo musical 1. Notas de Armando Leça rela‑ da prospecção em Paços de Ferreira, efectuadas
AC­‑AL4 — Álbum de programas de concertos e re‑ nhos, arquivo do Orfeão de Matosinhos. tivas à canção coreográfica «Farrapeirinha», em 2 de Julho de 1939.
cortes de jornais, in espólio de Armando Leça PAL­‑C — «Processo ‘Armando Leça’ — Colabora‑ Cambra (Vouzela), 1938. Exemplo musical 2. Transcrição de «Vai, Vai», gra‑
em casa do seu filho, Rui de Freitas Lopes. ção em jornais, revistas, boletins, etc. Selecção vado em 1939, no Redondo**.
AC­‑AL­‑5 — Álbum de programas de audições de da colaboração de maior interesse». Compila‑ Capítulo 3 Exemplo musical 3. Transcrição da melodia de «Ó
alunos das escolas e colégios onde Armando ção de Rui de Freitas Lopes (s.d.). Meu Padre Sant’António», 1941.
Leça leccionou a disciplina de Canto Coral. VP­-Álbum — Espólio de Vergílio Pereira à guarda Exemplo musical 1. Transcrição musical e poética Exemplo musical 4. Canção da romaria à Senhora
A­‑CMMB — Livro de Actas da Câmara Municipal de seu filho, Vergílio Armando Pereira, Mance‑ registada em 1 de Março de 1915, em Lapa, con‑ da Saúde, Arouca. Exemplo coligido em 1940,
de Mondim de Basto. los, Marco de Canaveses, seguido do número do celho de Sernancelhe, BNA.L.21//19: n.º 3. com o título «Hei­‑de Ir a Arouca».
AF­‑AL — Álbum de fotografias de Armando Leça, álbum. Exemplo musical 2. Transcrição musical e poética Exemplo musical 5. Coro em terno, Amares, s.d.**.
in espólio de Armando Leça em casa do seu fi‑ registada em 1915, em Beja, BNA.L.21//27: n.º 19. Exemplo musical 6. «Chula Rabela», Barqueiros,
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

lho, Rui de Freitas Lopes. Exemplo musical 3. Transcrição musical de «Ró­ s.d.**.
AP­‑AL — Álbum de programas de audições de alu‑ ‑ró», Duas Igrejas, Trás­‑os­‑Montes, s.d.
nos de escolas e colégios onde Armando Leça Exemplo musical 4. Transcrição musical de «Xula»,
leccionou entre 1924 e 1930, in espólio de Ar‑ Monção, s.d.
mando Leça em casa do seu filho, Rui de Freitas Exemplo musical 5. «Canções Dobradas», publica‑

índice de exemplos musicais


Lopes. do na revista Ocidente (1939a: 242).
ANSC­‑ML — Asilo de Nossa Senhora da Conceição Exemplo musical 6. «Nomenclatura minhota», publi‑
de Matosinhos­‑Leça. cada em Música Popular Portuguesa (1947 a: 130).
AP­‑AL — Álbum de postais, in espólio de Armando Exemplo musical 7. Comparação do exemplo da
Leça em casa do seu filho, Rui de Freitas Lopes. «Canção da Cega», da opereta O Fado, com a
API — Associação Protectora da Infância das Me‑ canção de embalar publicada por Gallop, em
ninas Desamparadas. 1937, in Ocidente (1939d: 96).
CE­‑ACMF­ — Copiador externo do Arquivo da Câ‑ Exemplo musical 8. «Afinação da guitarra», in Leça,
mara Municipal de Felgueiras. Música Popular Portuguesa (1947 a: 108).
286 CMP — Cancioneiro de Músicas Populares. Exemplo musical 9. Transcrição musical de «Não 287
Índice de figuras Figura 11. Armando Leça, 1913. Figura 33. Álbum com recortes de imprensa relati‑ Figura 57. Programa do 1.º Congresso Orfeónico,
Figuras 12 e 13. Programa da Grande Festa da Can‑ vos ao filme mudo Os Fidalgos da Casa Mourisca, Porto, 1928.
Breves Notas sobre os Primeiros Anos em ção Portuguesa, 1913. 1920. Figura 58. «Baixo Alentejo», dedicada a António
Leça da Palmeira: 1891­‑1911 Figura 14. Programa do Sarau do Clube Moderno, Figura 34. Excerto da partitura para octeto de Os Ferro, das Modas Regionais Orfeónicas, 1943.
1914. Fidalgos da Casa Mourisca. Figura 59. Rádio Porto, anúncio publicitário, 1931
Figura 1. Armando Leça, c. 1901. Figura 15. Irene Freitas, 1911. Figura 35. Excerto da parte para piano de Os Fidalgos (imagem gentilmente cedida por Jorge Guima‑
Figura 2. Armando Leça e a família Récio (da es‑ Figura 16. Armando Leça, c. 1912. da Casa Mourisca, com referência à entrada da rães Silva).
querda para a direita: Júlia Récio — filha —, Figuras 17 e 18. Excerto de «Camélia», da suite Cân‑ personagem D. Beatriz. Figura 60. Sede da Rádio Porto na Rua de Santa
casal Récio e Armando Leça), c. 1899. tico das Flores, op. 2, n.º 3, 1912, e do Poemeto Lí‑ Figura 36. Livro de divulgação do filme mudo Amor Catarina (imagem gentilmente cedida por Jorge
Figuras 3 e 4. Programas dos concertos realizados rico, op. 5, n.º 2, 1914. de Perdição. Guimarães Silva).
pela Banda dos Bombeiros Voluntários do Por‑ Figura 19. Catálogo de obras de 1911 a 1929. Figura 37. Folheto de distribuição dos filmes mudos
to no Jardim Passos Manuel, 1914. Figura 20. Programa da soirée­‑concerto realizada portugueses no Brasil. Capítulo 2
Figura 5. José Lopes, c. 1900. no Clube de Leça, em 1914. Figuras 38 e 39. Recepção ao Orfeão do Porto, Vila
Figura 6. Armando Leça, c. 1905. Figura 21. Armando Leça no quarto. Local e data Real, 1923. Figura 1. Armando Leça durante a conferência na
Figura 7. João Lopes e Armando Leça, s.d. desconhecidos. Figura 40. Cabeçalho do periódico Orfeu. Casa do Porto do Rio de Janeiro, 1954.
Figura 8. Sobrinha de Armando Leça, Armando Figura 22. Programa do Teatro Sousa Bastos, 1914. Figura 41. Coro da Associação Protectora da Infân‑ Figura 2. Assinaturas do Grupo Folclórico Armando
Leça, Corina Lopes, sua irmã, e Bernardo Fer‑ Figura 23 Fotografia dos filhos de Irene Freitas e cia, c. 1916. Leça da Casa do Porto do Rio de Janeiro, Brasil, s.d.
reira, seu cunhado, s.d. Armando Leça, s.d. Figura 42. Programa do sarau de caridade onde ac‑ Figura 3. Armando Leça na apresentação do Ran‑
Figura 9. Catálogo Geral das Minhas Modinhas Figura 24. Fotografia de Armando Leça e Irene tuou o coro da Associação Protectora da Infância. cho Armando Leça, Brasil, 1954.
([1]909­‑12). Freitas, s.d. Figuras 43, 44 e 45. Programas de festas de escolas Figura 4. Rancho Coral de Mértola, 1933.
Figura 25. «Serão Manuelino», da suite para piano onde Armando Leça leccionou. Figura 5. Rancho de Malpica, constituído em 1934,
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

Capítulo 1 Azulejos. Figura 46. Manuscrito das Modas da Beira Alta, s.d. para a Exposição Colonial Portuguesa.
Figuras 26 e 27. Programas das Récitas de Caridade Figura 47. Programa do Orfeão de Matosinhos no Figura 6. Rancho de Veiros, organizado por João
Figura 1. Armando Leça ao piano, c. 1911. realizadas pelo coro do Asilo de Nossa Senhora Teatro Constantino Nery, em 1917. Carlos Assis Pereira de Melo, Exposição do
Figura 2. Irene Freitas, s.d. da Conceição de Matosinhos­‑Leça, em 1918 e 1923. Figura 48. Orfeão do Porto, 1921. Mundo Português (1940).
Figura 3. Irene Freitas (esquerda) e Aida Freitas Figura 28. Programa do Sarau­‑Concerto realizado Figura 49. Dedicatória da Tese Regional ao Orfeão Figura 7. Rancho de Vila Verde de Ficalho, 1940.
(direita), 1911. nos Desportos de Bemfica, em 1916. do Porto, assinada por Armando Leça, 1921. Figura 8. Tocadores de Vila Verde de Ficalho, s.d.
Figuras 4 e 5. Postais de Guilhermina Suggia e Pa‑ Figura 29. Declaração da participação no concurso Figura 50. Álbum de programas e recortes de perió­‑ (fotografia de Armando Leça).
blo Casals endereçados a Aida Freitas. de operetas, em 1919. dicos com caricatura de Armando Leça, 1921. Figura 9. Portimão, «Músicos de rua», s.d. (fotogra‑
Figura 6. Sarau Literário­‑Musical, que contou com Figura 30. «Fiandeira», do 2.º volume de Canções Figura 51. Sarau promovido pelo Orfeão do Porto fia de Armando Leça).

índice de figuras
a colaboração de Armando Leça, realizado na dum Português, op. 7, de 1917. no Salão Jardim da Trindade, 1920. Figura 10. Porto, «Alice, cantadeira», s.d. (fotogra‑
Academia de Estudos Livres, em 1915. Figura 31. Folha volante do filme mudo A Rosa do Figura 52. Álbum de programas e recortes de perió­‑ fia de Armando Leça).
Figuras 7 e 8. Largo e Capela do Corpo Santo, Lis‑ Adro, 1919. dicos com caricatura de Armando Leça, 1922. Figura 11. Areosa, «Capela de S. João», s.d. (fotogra‑
boa, s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 32. Excerto da partitura para piano do filme Figuras 53, 54, 55 e 56. Cartões de sócio dos orfeões fia de Armando Leça).
Figuras 9 e 10. Beco dos Três Engenhos, Mouraria, A Rosa do Adro, 1919 (cópia gentilmente cedida Lusitano, Portugal (Rio de Janeiro), do Porto e Figura 12. Apúlia, «Sargaceiro», s.d. (fotografia de
288 s.d. (fotografia de Armando Leça). pela Rádio e Televisão de Portugal). de Matosinhos. Armando Leça). 289
Figura 13. «Alqueidão — Rancho», s.d. (fotografia Figura 27. Quadrazais (Sabugal), «Aguadeiro», s.d. Figura 9. Fotografia do botânico Gonçalo Sampaio, Figura 26. Valongo dos Azeites (São João da Pes‑
de Armando Leça). (fotografia de Armando Leça). s.d. queira), «Cesto de vindimas», s.d. (fotografia de
Figura 14. «Torre de Bera — Músicos populares», Figura 28. Balazar (Póvoa de Varzim), «Crianças Figura 10. Assinatura do botânico Gonçalo Sam‑ Armando Leça).
s.d. (fotografia de Armando Leça). que cumprem a novena», s.d. (fotografia de Ar‑ paio, s.d. Figura 27. Duas Igrejas (Miranda do Douro), «Adu‑
Figura 15. Bilhete de livre­‑trânsito do cortejo folcló‑ mando Leça). Figura 11. Monsanto, «Fiadeiras», s.d. (fotografia de fe e pandeiros», s.d. (fotografia de Armando
rico, 1937. Figura 29. Mondim de Basto, «Novena à Sra. da Armando Leça). Leça).
Figura 16. Lousada, «A tocar viola» e a «Afinar a Graça», s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 12. Lapa (Sernancelhe), «Pastor com ove‑ Figura 28. Porto, «Viela do Anjo, violeiro», s.d. (fo‑
viola», s.d. (fotografias de Armando Leça). Figura 30. Chosendo (Sernancelhe), «Pastora», s.d. lhas», s.d. (fotografia de Armando Leça). tografia de Armando Leça).
Figura 17. Campo Maior, «Mulheres sentadas», s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 13. Tabosa (Sernancelhe), «Malha na eira», Figura 29. Vinhais, «Orquestra popular», s.d. (foto‑
(fotografias de Armando Leça). Figuras 31 e 32. Primeira edição discográfica do s.d. (fotografia de Armando Leça). grafia de Armando Leça).
Figura 18. Elementos que integraram a comitiva do Rancho Regional de Manhouce, 45 r.p.m., 1961 Figura 14. Cabeceiras de Basto, «Festada minhota», Figura 30. Lousada, «Violeiro», s.d. (fotografia de
júri nacional à chegada a Manhouce, 1938. (lado A e B). s.d. (fotografia de Armando Leça). Armando Leça).
Figura 19. Logótipo do concurso «A aldeia mais Figura 33. Logótipo da etiqueta Alvorada, da Rádio Figura 15. Vale de Lobo (Penamacor), «Alpendre», Figura 31. Lousada, «Grupo de tocadores», s.d. (fo‑
portuguesa de Portugal», 1938. Triunfo, 1959­‑1961. s.d. (fotografia de Armando Leça). tografia de Armando Leça).
Figura 20. Elementos femininos do Rancho Regional Figuras 34 e 35. Grupo Mirandês de Duas Igrejas, Figura 16. Lapa (Sernancelhe), «Estrondo», s.d. Figura 32. Lousada, «Tocador», s.d. (fotografia de
de Manhouce, constituído para o concurso, 1938. 45 r.p.m., gravado por Armando Leça para a (fotografia de Armando Leça). Armando Leça).
Figura 21. Desfile organizado em Alte (Loulé) para Rádio Triunfo, c. 1960. Figura. 17. Serpa, «Casa quinhentista», s.d. (foto‑ Figura 33. Aquilino Ribeiro, Soutosa (Moimenta da
o concurso «A aldeia mais portuguesa de Por‑ grafia de Armando Leça). Beira), s.d. (fotografia de Armando Leça).
tugal», 1938 (fotografia de Armando Leça). Capítulo 3 Figura 18. Aljustrel, «Caiadeira», s.d. (fotografia de Figura 34. Palestra proferida na Rádio Porto, em
Figura 22. Tocadores de Peroguarda (Ferreira do Armando Leça). 1932.
Alentejo), durante o concurso «A aldeia mais Figura 1. Moledo do Minho, «Sargaceiros», s.d. (fo‑ Figura 19. Merujal (Arouca), «Casa com colmo», Figura 35. Convite da Academia Mozart, Porto,
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

portuguesa de Portugal», 1938 (fotografia de tografia de Armando Leça). s.d. (fotografia de Armando Leça). 1924.
Armando Leça). Figura 2. Bornes (Macedo de Cavaleiros), «Procis‑ Figura. 20. Barcelos, «Festa das Cruzes», s.d. (foto‑ Figura 36. Convite para a conferência intitulada
Figura 23. Um dos elementos do Rancho Regional são», s.d. (fotografia de Armando Leça). grafia de Armando Leça). «Da música popular do Baixo Alentejo», pro‑
constituído em Manhouce (S. Pedro do Sul) Figura 3. Maqueija, «Ao sol na eira de Inverno», Figura 21. Fafe, «Vindima», s.d. (fotografia de ferida por Armando Leça na Casa do Alentejo,
para o concurso «A aldeia mais portuguesa s.d. (fotografia de Armando Leça). Armando Leça). em 1940.
de Portugal», 1938 (fotografia de Armando Figura 4. Travassos das Chãs, «Berço pobre», s.d. Figura 22. Soutosa (Moimenta da Beira) «Ma‑ Figura 37. Convite do Clube Fenianos Portuenses,
Leça). (fotografia de Armando Leça). çar o linho», s.d. (fotografia de Armando Porto, 1939.
Figura 24. Malpiquenhos que representaram a al‑ Figura 5. Valença, «Gaiteiros», s.d. (fotografia de Leça). Figura 38. Padre Mourinho, Duas Igrejas (Miranda
deia de Monsanto (Castelo Branco) no concurso Armando Leça). Figura 23. Mértola, «Muralhas», s.d. (fotografia de do Douro), s.d. (fotografia de Armando Leça).

índice de figuras
«A aldeia mais portuguesa de Portugal», 1938. Figura 6. Coimbra, «Mondego, barcos de moliço» Armando Leça). Figura 39. Álbum com recortes de escritos de Ar‑
Figura 25. Excerto da partitura para orquestra da s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 24. Monsaraz (Reguengos de Monsaraz), mando Leça publicados na imprensa periódica.
suite A Aldeia mais Portuguesa de Portugal, 1938. Figura 7. Cércio, «Trio de pauliteiros», s.d. (fotogra‑ «Almoço dos trabalhadores», s.d. (fotografia de Figura 40. Cartão de correspondente da Revista do
Figura 26. Bucos (Cabeceiras de Basto), «Fiando fia de Armando Leça). Armando Leça). Conservatório Nacional de Música, s.d.
enquanto guardam o gado», s.d. (fotografia de Figura 8. Anúncio publicitário ao Cancioneiro de Figura 25. Ponte de Lima, «No mercado», s.d. (foto‑ Figura 41. Caricatura de Armando Leça, assinada
290 Armando Leça). Músicas Populares, 1893. grafia de Armando Leça). por Lacerda, em 1934. 291
Figura 42. Campo Maior, «Entrada leste», s.d. (fo‑ Figura 60. Valpaços, «Cabana de pastor», s.d. (foto‑ no Conservatório Brasileiro de Música, Rio de Figura 23. Malpica (Castelo Branco), «Com o adu‑
tografia de Armando Leça). grafia de Armando Leça). Janeiro, 1954. fe», s.d. (fotografia de Armando Leça).
Figura 43. Vidigueira, «Torre do relógio», s.d. (foto‑ Figuras 61 e 62. Armando Leça e o Coro da Associa‑ Figura 24. Cambra (Vouzela), «Beiroa com a capu‑
grafia de Armando Leça). ção Protectora da Infância durante uma confe‑ Capítulo 4 cha», s.d. (fotografia de Armando Leça).
Figura 44. Peroguarda, «Casas típicas», s.d. (foto‑ rência, s.d. Figura 25. Alte (Loulé), «Rapariga», s.d. (fotografia
grafia de Armando Leça). Figura 63. «Sarau de Arte» com conferência de Ar‑ Figuras 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Caixas e fitas no arquivo frio de Armando Leça).
Figura 45. Merujal (Arouca), «Casas com colmo», mando Leça ilustrada pelo Orfeão Castro Araú‑ da Rádio e Televisão de Portugal, 2010. Figura 26. Portimão, «Pescadores», s.d. (fotografia
s.d. (fotografia de Armando Leça). jo, de Lordelo de Paredes, 1933. Figura 7. Fotografia de Armando Leça, s.d. de Armando Leça).
Figura 46. Malpica, «Flauta e ronca», s.d. (fotogra‑ Figura 64. Notas do caderno de campo de Armando Figura 8. Símbolo da Emissora Nacional. Figura 27. Caderno de campo com indicações do
fia de Armando Leça). Leça, 1934. Figura 9. Correspondência entre a Emissora Na‑ que ficou por gravar em Odemira, 1939.
Figura 47. Serpa, «Fontanário», s.d. (fotografia de Figura 65. Cedovim, «Carro com molhelhas», s.d. cional e a Comissão Executiva dos Centenários, Figura 28. Cedovim (Vila Nova de Foz Côa),
Armando Leça). (fotografia de Armando Leça). 1939. «Xisto e berço», s.d. (fotografia de Armando
Figura 48. Pego (Abrantes), «Rodinha ribatejana», Figura 66. Ervedosa do Douro (São João da Pesquei‑ Figura 10. Correspondência enviada pela AEG Lu‑ Leça).
s.d. (fotografia de Armando Leça). ra), «Fonte», s.d. (fotografia de Armando Leça). sitana de Electricidade, 1939. Figura 29. Orada (Alto Alentejo), «Tocadores das
Figura 49. Vila Nova de Anços (Soure), «Gaiteiro», Figura 67. Famalicão, «Vassouras», s.d. (fotografia Figura 11. Correspondência entre Linhares de Lima saias», s.d. (fotografia de Armando Leça).
s.d. (fotografia de Armando Leça). de Armando Leça). e a Emissora Nacional, 1939. Figura 30. Notas de campo, Sever do Vouga, «Asso‑
Figura 50. Barqueiros (Mesão Frio), «Xula», s.d. Figura 68. Figueira da Foz, «Tricana», s.d. (foto‑ Figura 12. Notas de campo da prospecção realizada pra ao Lume», 1940.
(fotografia de Armando Leça). grafia de Armando Leça). em Travanca, em 1939. Figura 31. Cerdeira (Viana do Castelo), «Coro de
Figura 51. Covas (Guimarães), «Festada», s.d. (foto‑ Figura 69. Armando Leça durante uma das pales‑ Figura 13 Notas de campo da prospecção realizada mulheres», s.d. (fotografia de Armando Leça).
grafia de Armando Leça). tras que realizou no Brasil, em 1954. em Amarante, em 1939. Figura 32. Barcelos, «Minhotas em coro», s.d. (foto‑
Figura 52. Azinhaga (Golegã), «Tocadores», s.d. Figura 70. Rancho Armando Leça, que ilustrou pa‑ Figura 14. Carta de recomendação do bispo do Porto. grafia de Armando Leça).
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

(fotografia de Armando Leça). lestras de Armando Leça, 1954. Figura 15. Capa do caderno de campo n.º 1. Figura 33. Notas de campo da gravação «Chaco‑
Figura 53. Alijó, «Pelourinho», s.d. (fotografia de Figura 71. Excerto da «Dança de D. Pedro», da suite Figura 16. Odemira, «Homem no burro», s.d. (foto‑ tas», realizada em Mértola, 1939.
Armando Leça). para piano Azulejos, op. 17. grafia de Armando Leça). Figura 34. Notas de campo da gravação «Sécias»,
Figura 54. Freixiel (Vila Flor), «Ti Manel», s.d. (fo‑ Figura 72. Poesia de Jorge Condeixa para a «Dan‑ Figura 17. Magide (Famalicão), «Ripar o linho», s.d. realizada em Malpica, 1940.
tografia de Armando Leça). ça de D. Pedro», da suite para piano Azulejos, (fotografia de Armando Leça). Figura 35. Notas de campo da gravação «Ró­‑ró»,
Figura 55. Torre de Moncorvo, «Fonte», s.d. (foto‑ op. 17, de Armando Leça. Figura 18. Pomares, «Capela no ermo serrano — ro‑ Especiosa, Miranda do Douro, 1940.
grafia de Armando Leça). Figuras 73 e 74. Fotografia e identificação das per‑ meiros», s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 36. Outeiro, «Limpar o centeio», s.d. (foto‑
Figura 56. Outeiro (Chaves), «Na trilha da eira», s.d. sonalidades que assistiram à conferência profe‑ Figura 19. Transcrição poética de «Moda do Bom‑ grafia de Armando Leça).
(fotografia de Armando Leça). rida por Armando Leça no II Congresso Inter‑ bo», Lavacolhos, Fundão, 1940. Figura 37. Notas de campo de modas da segada de

índice de figuras
Figura 57. Lagos, «A puxar as redes», s.d. (fotogra‑ nacional de Folclore, em 1954. Figura 20. Transcrição poética de «Baile Manda‑ Vassal, Valpaços, 1940.
fia de Armando Leça). Figura 75. Programa do concerto de homenagem a do», Alte, Loulé, 1939. Figura 38. Vinhais, «Domingo de Ramos», s.d.
Figura 58. Constantim (Miranda do Douro), «Sra. da Armando Leça realizado no Conservatório Bra‑ Figura 21. Conceição Marques Caldeira, 2008 (Cas‑ (fotografia de Armando Leça).
Luz, no arraial», s.d. (fotografia de Armando Leça). sileiro de Música, Rio de Janeiro, 1954. telo Branco). Figura 39. Castelões (Vale de Cambra), «Sra. da
Figura 59. Mondim de Basto, «Casa rural», s.d. (fo‑ Figuras 76 e 77. Fotografias de Armando Leça du‑ Figura 22. Malpica (Castelo Branco), «Adufes e Saúde, romeiros no arraial», s.d. (fotografia de
292 tografia de Armando Leça). rante o concerto em sua homenagem realizado ronca», s.d. (fotografia de Armando Leça). Armando Leça). 293
Figura 40. Lousada, «Sra. da Aparecida», s.d. (foto‑ Figura 51. Lousã (Beira Baixa), «Dança das gene‑
grafia de Armando Leça). bres» , s.d. (fotografia de Armando Leça).
Figura 41. Vila Nova de Anços (Soure), «Gaiteiros Figura 52. Discoteca da Música Popular Portugue‑
de romaria», s.d. (fotografia de Armando Leça). sa. Índice dactilografado, com notas manuscri‑
Figura 42. Miranda do Douro, «Sra. da Luz, arraial tas de Armando Leça, 1940.
— carne assada no espeto», s.d. (fotografia de Figura 53. Apúlia, «Tocata», s.d. (fotografia de Ar‑
Armando Leça). mando Leça).
Figura 43. Vale de Lobo (Penamacor), «Romeiros da Figuras 54 e 55. Rodelas dos discos.
Sra. da Póvoa», s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 56. Travassos das Chãs, «Casario serrano»,
Figura 44. Portimão, «Pescador», s.d. (fotografia de s.d. (fotografia de Armando Leça).
Armando Leça). Figura 57. Cerva, «Ponte antiga demolida», s.d. (fo‑
Figura 45. Portimão, «Pescadores», s.d. (fotografia tografia de Armando Leça).
de Armando Leça). Figura 58. Carreço (Viana do Castelo), «Boieira»,
Figura 46. Coimbra, «Viola toeira», s.d. (fotografia s.d. (fotografia de Armando Leça).
foi composto em caracteres farnham
de Armando Leça). Figura 59. Beja, «Alminhas», s.d. (fotografia de Ar‑
text e impresso pela guide, artes gráfi-
Figura 47. Vila Verde de Ficalho, «Instrumentos», mando Leça). cas, sobre papel arcoprint edizione de
s.d. (fotografia de Armando Leça). Figura 60. Rocas do Vouga, «Varanda Florida», s.d. 100 gramas, no mês de outubro de 2012.

Figura 48. Duas Igrejas (Miranda do Douro), «Pau‑ (fotografia de Armando Leça).
liteiros», s.d. (fotografia de Armando Leça). Figuras 61, 62 e 63. Bobine 6 (fotografia de Nadja
Figura 49. Notas de campo de Mondim de Basto e Wallaszkovits).
Guimarães, 1940. Figura 64. Esmoriz, «Cantadeiras», s.d. (fotografia
armando leça e a música portuguesa (1910-1940)

Figura 50. Notas de campo de Azinhaga do Riba‑ de Armando Leça).


tejo, 1940. Figura 65. Notas de campo, Constantim, 1940.

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