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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA

PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

ALAN BAZALHA LOPES

ESTUDO DE CASO:
REENGENHARIA DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Projeto de pesquisa apresentado como pré-requisito


da elaboração do artigo científico para obtenção do
título de Especialista em Gestão Pública pela
Universidade de Federal de São Carlos.

Orientadora: Prof.ª Drª Maria Cristina Comunian


Ferraz

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São Carlos
2015

1. Introdução

No ano de 2010 a Delegacia Geral de Polícia iniciou o projeto de reengenharia da


Polícia Civil para todo o estado, com resultados positivos. Dentro do foco Políticas Públicas:
segurança pública e dignidade do ser humano, estudaremos como de seu a implantação do
processo em uma região policial (Presidente Prudente) através de pesquisa de campo,
utilizando documentos, estatísticas e entrevistas.

1.1 Problema da pesquisa

Portaria DGP - 48, de 4-11-2011 criou a Comissão Geral de Planejamento e


Deliberação para a Implantação do Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São
Paulo (CGPD) e estabeleceu outras providências, tendo o Delegado Geral de Polícia da época
fundamentado a sua decisão com base nas seguintes considerações:

a) A edição da Resolução SSP-175, de 21/10/2011, que trata da necessidade da Polícia Civil


desenvolver novas metodologias de gestão da atividade policial, que promovam a melhoria de
condições de trabalho aos policiais, do atendimento ao público e da atividade investigativa;

b) Os resultados positivos apresentados pelo piloto do Projeto de Reengenharia da Polícia


Civil do Estado de São Paulo, na Região do DEINTER-9 – Piracicaba, que propiciaram sua
ampla aceitação pelos diversos segmentos políticos e sociais envolvidos, e a oportunidade e
conveniência de sua extensão para os Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo
Interior;

c) A importância e a magnitude do Projeto de Reengenharia que demandam planejamento,


coordenação, distribuição e execução de tarefas, ante a diversidade de ações e de órgãos
envolvidos, pertencentes à Polícia Civil;

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d) A necessidade de se aperfeiçoar a gestão dos recursos humanos e materiais da instituição,


privilegiando a cultura da investigação e da inteligência através da análise racional e científica
do ambiente operacional e da dinâmica criminal nele existente;

e) Que a Polícia Civil necessita capacitar continuamente os seus integrantes, visando ao


aprimoramento técnico conjugado a uma visão democrática e humanista da atuação policial;

d) A importância da concepção de unidades voltadas para a atuação de uma polícia de


estratégia e de inteligência e que garantam identidade visual institucional e

e) A necessidade de preciso rever rotinas e processos de trabalho, reduzindo atividades


burocráticas redundantes;

1.2 Objetivo

1.2.1 Objetivo Geral

No final da década de 1980, a política de segurança pública do estado de São Paulo,


em resposta ao avanço da criminalidade comum e organizada, intensificou esforços e
concentrou investimentos na dispersão territorial do policiamento, com a criação de novas
unidades de Polícia Civil. Sem uma matriz operacional definida, esse rápido movimento de
expansão causou distorções na atividade de polícia judiciária. A fragmentação territorial e
pulverização de recursos humanos decorrente da criação indiscriminada de distritos e
unidades especializadas sobrecarregaram as equipes de plantão, reduzindo a capacidade de
investigação e esclarecimento de crimes da Polícia Civil. Esta dispersão também afetou a
gestão da informação para a investigação e controle da criminalidade. As ações de polícia
judiciária e investigativa – diferente das ações de polícia ostensiva, desenvolvidas pela Polícia
Militar – não respondem necessariamente de forma positiva à lógica da dispersão territorial e
aumento da presença física policial no território. A equação entre equipes diminutas e áreas
fragmentadas relega aos agentes uma atuação restrita ao varejo de dinâmicas criminais mais

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amplas, prejudicando a efetividade e o impacto da ação policial sobre escalões regionais do


crime organizado, que extrapolam a circunscrição de um distrito. Além do inconteste prejuízo
às atividades de investigação, a pulverização de distritos impacta também o aprimoramento
técnico do policial, que, em razão da escassez de mão-de-obra, não dispõe de tempo para
frequentar cursos de capacitação e aperfeiçoamento. Em decorrência deste quadro, a
população que busca a Polícia Civil encontra, muitas vezes, policiais exaustos e
despreparados, com sua saúde física e emocional debilitada pela jornada extenuante de
trabalho. Por outro lado, a lógica de dispersão territorial tende a imprimir uma demanda por
efetivo que, em médio e longo prazo, exigirá um empenho expressivo de recursos públicos na
seleção, formação e custeio de recursos humanos. Muito embora seja inegável a necessidade
reposição de quadros, mantida a tendência atual de fragmentação e dispersão, os recursos que
poderiam ser empregados na aquisição de novas tecnologias, sistemas de informação e
capacitação, essenciais para a atividade de polícia investigativa, seriam absorvidos quase
totalmente pela folha de pagamento.
Quanto ao Projeto de Reengenharia da Polícia Civil implantado em caráter
experimental na região do DEINTER 9 – Piracicaba desde março de 2010: o Projeto de
Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo busca oferecer um conjunto de medidas
de gestão, com foco específico na realidade dos Departamentos de Polícia Judiciária de São
Paulo Interior, tendo como diretrizes o aumento da capacidade de investigação e
esclarecimento de crimes, a melhora do atendimento ao público e das condições de trabalho
dos policiais civis.
Os objetivos, gerais e específicos, do Projeto de Reengenharia são:
Objetivo geral - Contribuir para o resgate institucional da “cultura da investigação”, com o
desenvolvimento de uma visão ampla e sistêmica do ambiente operacional, e o
aprimoramento do processo de gestão das atividades de polícia judiciária e investigativa, com
ênfase na coleta, compartilhamento e análise da informação.
Objetivos específicos - Disseminar técnicas e ferramentas de gestão e de planejamento
estratégico de ações policiais voltadas à prevenção, apuração de crimes e repressão
qualificada da criminalidade. - Propiciar condições objetivas para que os policiais civis
envolvidos possam participar de cursos de capacitação, sempre que estes forem
disponibilizados. - Adaptar e aprimorar a estrutura física das Delegacias de Polícia, tornando-

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as mais adequadas ao atendimento ao público e às ocorrências de quaisquer naturezas, às


atividades de polícia judiciária e investigativa, à implantação de rotinas de trabalho mais
eficientes e à recepção de novas tecnologias. - Aprimorar o perfil institucional da Polícia
Civil, voltado à investigação e prevenção qualificada da criminalidade, bem como promover a
dignidade pessoal e funcional de seus integrantes.
Tema: resgate da visão e atuação sistêmicas sobre o ambiente operacional O Projeto de
Reengenharia visa aprimorar o processo de coleta, análise e compartilhamento da informação.
Para tanto, permite o agrupamento, em caráter experimental, dos recursos físicos e humanos
das regiões afetas aos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, cujas
propostas de implantação devem ser encaminhadas à Comissão Geral de Planejamento e
Deliberação (CGPD) para avaliação e posterior implantação do Projeto de Reengenharia da
Polícia Civil do Estado de São Paulo. Propostas de implantação As propostas de implantação
do Projeto de Reengenharia devem, conter as informações e medidas descritas nos tópicos
abaixo. 1) Diagnóstico O objetivo do diagnóstico é identificar o “marco zero” de implantação
do Projeto de Reengenharia, viabilizando o monitoramento e a avaliação dos impactos das
medidas adotadas sobre a produtividade, condições de trabalho dos policiais e de atendimento
ao público. Além disso, o diagnóstico auxilia as diversas instâncias envolvidas na gestão do
projeto a planejar as providências a serem adotadas para uma implantação sem improvisos. A
etapa de Diagnóstico deve levantar as seguintes informações junto às unidades policiais
contempladas na proposta de implantação: 1.1) Dados básicos mensais de atividade policial
dos últimos 12 (doze) meses, de modo a antecipar os impactos dos agrupamentos em termos
de volume de trabalho: * boletins de ocorrência registrados * termos circunstanciados
elaborados * inquéritos policiais instaurados * inquéritos policiais relatados com autoria *
casos esclarecidos * inquéritos policiais que geraram denúncia * inquéritos policiais em
cartório * mandados de busca solicitados * ordens de serviço expedidas * pedidos de prisão
temporária * pedidos de prisão preventiva 1.2) Quadro de efetivos por unidade policial,
discriminado por carreira, contemplando eventuais servidores do município, de outras áreas
do poder público, ou da iniciativa privada. 1.3) Quadro de equipamentos e sistemas
disponíveis, por unidade policial, com o quantitativo de viaturas, armas, mobiliário,
computadores, e pontos de acesso à “intranet” da Polícia Civil etc. 1.4) Condições das
instalações físicas dos prédios em que estão instaladas as Delegacias de Polícia, bem como se

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são pró- prios ou alugados (especificar qual instituição paga o aluguel). 2) Medidas de
preparação dos agrupamentos Mesmo que as condições materiais e técnicas permitam um
rápido agrupamento, é importante que ele seja feito de forma planejada. Neste sentido, as
propostas de implantação do Projeto de Reengenharia devem contemplar as seguintes
medidas: 2.1) Ações de mobilização do público interno: o envolvimento do público interno é
crucial para a obtenção de resultados de gestão da atividade policial (inquéritos policiais
instaurados, relatados com autoria, casos esclarecidos etc.). Os gestores de polícia,
notadamente os Delegados Seccionais de Polícia e Delegados de Polícia Coordenadores4 ,
devem deixar claros os objetivos do Projeto de Reengenharia e seus benefícios para a
atividade policial, discutindo com os policiais a melhor organização das equipes, as novas
possibilidades de atuação (maior efetivo, maior troca de informações, ambiente operacional
ampliado etc.) e os desafios decorrentes do agrupamento (maior afluxo de demandas,
cobrança da sociedade por melhor atendimento e maior sensação de segurança etc.). 2.2)
Estratégia de comunicação do agrupamento: tendo em vista os impactos externos gerados pelo
agrupamento de unidades policiais, é importante que os gestores de polícia, notadamente os
Delegados Seccionais de Polícia e Delegados de Polícia Coordenadores, tenham o mesmo
discurso sobre o projeto e esclareçam a população acerca de seus objetivos e dos resultados
esperados, a curto e médio prazos, no esclarecimento de crimes e no atendimento ao público,
dentre outros. O diálogo deve ser permanente com entidades representativas, segmentos
organizados e meios de comunicação locais, como: * Defensoria Pública, OAB, Ministério
Público e Poder Judiciário; * CONSEG e Polícia Militar; * associações comerciais, FIESP e
CIESP; * imprensa (TV, Jornais, Rádio e internet); * associações de bairro e lideranças
comunitárias; * deputados estaduais e federais da cidade ou região; * prefeituras e câmaras de
vereadores. 2.3) Plano de adequação de estruturas: os gestores de polícia, notadamente os
Delegados Seccionais de Polícia e Delegados de Polícia Coordenadores, devem identificar
o(s) imóvel(s) que receberá as unidades policiais agrupadas, considerando os dados
levantados na etapa de diagnóstico. Caso o(s) imóvel(s) não apresente condições de uso
imediato, deve ser remetido ao Departamento de Administração e Planejamento (DAP)
projeto de construção, reforma e/ou aluguel de imóvel, devidamente justificado, de modo a
garantir condições adequadas de trabalho e de atendimento ao público. 3) Diretrizes para a
proposição de agrupamentos As diretrizes a seguir orientam como executar os agrupamentos e

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trabalhar a gestão das atividades nas unidades policiais agrupadas. 3.1) Estrutura jurídico-
formal das unidades policiais agrupadas * Cabe ao Delegado Seccional de Polícia a escolha
do “Delegado de Polícia Coordenador”, responsável pela unidade policial agrupada, que, por
sua vez, indicará um “Escrivão de Polícia Coordenador” e um “Investigador de Polícia
Coordenador” para auxiliá-lo. * Cabe ao Delegado de Polícia Coordenador a supervisão de
todas as providências necessárias à plena efetivação do Projeto de Reengenharia em sua
Delegacia de Polícia, como a busca por imóveis, a adequação das dependências, a instalação
de sistemas e a definição de diretrizes para a atividade policial da unidade agrupada, sem
prejuízo das funções de polícia judiciária. * As unidades policiais agrupadas devem possuir
cartório central e setor de investigação únicos. * As folhas de ponto devem permanecer
vinculadas à unidade policial de origem. 3.2) Registros, estatísticas e prestação de contas das
atividades policiais * As unidades policiais agrupadas deverão adotar, em caráter
experimental, os livros da unidade policial com o maior volume de boletins de ocorrência
registrados. * Os demais livros e respectivas escriturações pertencentes às unidades policiais
que concorreram para o agrupamento serão suspensos temporariamente, enquanto durar o
projeto ou até decisão em caráter definitivo por parte da autoridade competente. * As
estatísticas e a prestação de contas são geradas a partir dos livros de registro adotados pela
unidade policial agrupada. * Os dados e índices criminais referentes às antigas circunscrições
policiais são contabilizados com base na área de atuação resultante do processo de
agrupamento. * As informações relativas a ocorrências específicas, tais como as pertinentes à
violência de gênero e aos crimes de drogas, continuarão a ser prestadas normalmente e nos
prazos estabelecidos. 3.3) Gestão das atividades policiais * A unidade policial agrupada será
responsável pelo atendimento das circunscrições pertencentes às unidades policiais que
concorreram para o agrupamento. * As unidades policiais agrupadas deverão exercer a
totalidade do ciclo de polícia judiciária, buscando consolidar uma visão sistêmica das
dinâmicas de toda a área de atuação e o exercício integral de suas atribuições (inquérito,
investigação e atendimento ao público), enquanto atividades necessariamente
complementares. 4) Formalização da proposta de implantação Concluídas as etapas
anteriores, e compiladas todas as informações e ações na proposta de implantação, esta será
remetida à CGPD visando autorização para o início das ações pretendidas. Módulo 2:
inteligência, investigação e capacitação profissional O Projeto de Reengenharia visa à

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capacitação profissional do policial civil, transformando-o substancialmente, através do seu


contínuo preparo e aperfeiçoamento profissional, ético e intelectual. Visa, ainda, à
recuperação do perfil institucional da Polícia Civil, tornando-a preparada não apenas para
atuar, efetiva e legalmente, na repressão, mas na prevenção qualificada da criminalidade,
através de comportamento proativo e do trabalho científico da informação. Nesse sentido, a
atuação da CGPD no Projeto de Reengenharia envolve um diálogo constante com o
Departamento de Inteligência Policial (DIPOL) e a Academia de Polícia Civil (ACADEPOL)
com vistas ao: * Provimento de cursos específicos nas áreas de investigação, em suas diversas
formas, melhoria de atendimento ao público, em gestão (pessoas, materiais e transportes),
licitações e contratos, auto-estima e controle das emoções, violência doméstica, sistemas
policiais, armamento e tiro. Outros cursos poderão ser criados em atendimento à identificação
de novas competências a serem desenvolvidas pelo Projeto; * A elaboração de propostas que
levem à otimização dos fluxos de informação, a redução de atividades burocráticas e a
informatização de processos de trabalho; * A difusão da cultura de inteligência policial, de
modo a otimizar o processo de coleta, análise e compartilhamento de informações no âmbito
da Polícia Civil; * A concepção de prédio-conceito que garanta identidade visual institucional
e espaços funcionais às atividades de polícia judiciária e investigativa; * A difusão de métodos
de gestão organizacional, com ênfase nos fundamentos da administração de pessoas, finanças
e processos operacionais. Módulo 3: Plano de Monitoramento e Avaliação Para que o ‘Projeto
de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo’ tenha sua efetividade mensurada e
sua implantação possa ser acompanhada foi estabelecido um Plano de Monitoramento e
Avaliação. A partir da aprovação da proposta de implantação, a Comissão Geral de
Planejamento e Deliberação (CGPD) estabelece um cronograma de monitoramento e
avaliação por município e um quadro de metas de curto, médio e longo prazo para cada
Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior. Na estruturação deste quadro de
metas leva-se em consideração, principalmente, a governabilidade institucional em sua
operacionalização, as necessidades concretas da Polícia Civil nos municípios, a existência de
informações prévias ao início do projeto e sua exequibilidade. As atividades previstas para o
Plano de Monitoramento e Avaliação das propostas de implantação do Projeto de
Reengenharia buscam reunir insumos para que os gestores, nos mais variados níveis
(Gabinete/SSP, Delegacia Geral de Polícia, Departamentos de Polícia, Delegacias Seccionais

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de Polícia), possam corrigir distorções, propor novas diretrizes, outros agrupamentos e


fundamentar intervenções corretivas nas condições de implantação. Estas atividades –
realizadas trimestral, semestral e anualmente – encontram-se detalhadas abaixo.
São elas: * Reunião de Metas (anual) – estabelecimento e/ou revisão de metas, estratégias e
da linha de atuação do projeto para o ano, realizada entre o Departamento de Polícia
Judiciária de São Paulo Interior e a CGPD, sendo a primeira logo após a aprovação da
proposta de implantação e, as demais, a cada ano de vigência do projeto. * Reunião de
Seccionais (semestral) – reunião de prestação de contas em que os Delegados Seccionais de
Polícia relatam o estágio atual do processo de implantação do Projeto de Reengenharia em
suas sub-regiões. Nesta ocasião, os Delegados Seccionais de Polícia entregam relatório escrito
com a síntese dos agrupamentos, os cursos de capacitação e aperfeiçoamento realizados e o
número de policiais civis formados, dificuldades a serem superadas, estraté- gias adotadas
para tal, inovações administrativas implementadas e outras informações que se mostrarem
pertinentes. * Visitas de Monitoramento (semestral) – uma equipe formada por Delegados de
Polícia, indicados pelo Diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, e
representantes da CGPD, realiza visitas de modo a verificar as condições de implantação dos
agrupamentos e tirar encaminhamentos específicos, gerando um relatório para cada unidade
visitada. * Pesquisa de Clima Organizacional (semestral) – contempla dois tipos de
questionários de percepção: um a ser aplicado, no mínimo, três meses após o agrupamento,
outro, a partir do primeiro ano de implantação. O objetivo da pesquisa é medir o grau de
adesão do público interno, buscando incorporar perspectivas de diferentes carreiras e funções
policiais ao Projeto. * Relatório de Gestão de Atividades (trimestral) – envio de relatório pelas
unidades policiais agrupadas para a CGPD, informando: boletins de ocorrência registrados;
termos circunstanciados elaborados; inquéritos policiais instaurados; inquéritos policiais
relatados com autoria; casos esclarecidos; inquéritos policiais que geraram denúncia;
inquéritos policiais em cartório; mandados de busca solicitados; ordens de serviço expedidas;
pedidos de prisão temporária; pedidos de prisão preventiva e número de policiais com
aproveitamento no módulo de recapacitação continuada e recuperação do perfil institucional.
* Reunião de Avaliação (anual) – objetiva a avaliação das metas estabelecidas, das estratégias
e da linha de atuação do Projeto no Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior.
O prazo mínimo de monitoramento é de dois anos, contados a partir da efetiva implantação do

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Projeto de Reengenharia. 1 - Na Capital (DECAP), em 1987, por meio do Decreto nº. 26.925,
o Governo do Estado de São Paulo formalizou a criação de 49 (quarenta e nove) novos
Distritos Policiais, dobrando o número de unidades na cidade. No Interior (DEINTERs 1 a 9)
foram criados 304 (trezentos e quatro) novos distritos. A região metropolitana (DEMACRO),
por sua vez, conta hoje com um total de 61 (sessenta e um) distritos, dos quais a grande
maioria foi criada nos últimos 20 anos. No período em foco, foram contabilizados 468
(quatrocentas e sessenta e oito) novas unidades de polícia civil em todo o estado de São Paulo.
2 - Segundo diagnóstico de processos realizado ao longo do primeiro trimestre de 2010, nos
Distritos Policiais do DEINTER 9, investigadores-chefes entrevistados estimaram que apenas
24% do seu tempo, em média, seria empregado em atividades de investigação, enquanto as
atividades extras consumiriam 76% do turno de serviço. Estas ‘atividades extras’ envolvem o
preenchimento de livros obrigatórios, confecção de relatórios de prestação de contas, remessa
de documentos, dentre outros processos ligados à administração de um Distrito Policial. 3 -
Um outro viés de análise para o descompasso entre a velocidade de criação de unidades e de
criação de cargos aponta para facilidade normativa para criação de Distritos Policiais através
de Decreto e dificuldade legislativa e orçamentária para criação de novos cargos por meio de
Lei Complementar. 4 - Para maiores explicações sobre a função do ‘Delegado de Polícia
Coordenador’ ver itens ‘estrutura jurídico-formal´ e `gestão da atividade policial’ deste
projeto.
1.2.2 Objetivo Específico

Estudar como de seu a implantação do processo em uma região policial (Presidente


Prudente) através de pesquisa de campo, utilizando documentos, estatísticas e entrevistas. A
escolha da cidade de Presidente Prudente se deve a notícia de ser um caso de sucesso dentro
do processo de implantação da reengenharia, conforme notícias abaixo transcritas:

14 de Fevereiro de 2014

O prefeito Milton Carlos de Mello ‘Tupã’ prestigiou na manhã desta sexta-feira


(14/02) o ato de prestação de contas de um ano dos serviços realizados pela Central de
Polícia Judiciária (CPJ) da Polícia Civil. O processo de aglutinação das unidades policiais
teve início em novembro de 2012, sendo que em janeiro de 2013 foram iniciadas as
atividades na atual sede da CPJ, na Avenida Antonio Canhetti, 835. Na oportunidade, a

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coordenadora da CPJ, a delegada Ieda Maria Cavalli de Aguiar Filgueiras falou sobre o
projeto de reengenharia da Polícia Civil,

A proposta de aglutinação reúne no local seis distritos policiais, além do Setor de


Precatórias e do Núcleo Especial Criminal (Necrim). O ato de prestação de contas contou
com presença dos delegados coordenadores, do delegado seccional de Polícia em Presidente
Prudente, Valmir Giraldi e demais autoridades da Polícia Civil. Estiveram presentes os
deputados estaduais, Mauro Bragato e Ed Thomas, além de vereadores, imprensa,
representantes de Conselhos de Segurança (Conseg) e funcionários da Polícia Civil.

De acordo com a coordenadora, Ieda Maria Cavalli de Aguiar Filgueiras, através da


instalação da Central e Polícia Judiciária conseguimos otimizar os recursos humanos e
materiais, além de conseguir um aumento no número da atividade investigativa e de casos
esclarecidos. “Conseguimos triplicar os números de esclarecimentos, que 434 em 2012. No
ano de 2013 saltou para 1.257 casos elucidados”, revela a coordenadora.

Conforme a coordenadora, a CPJ é uma ideia implantada há dois anos e que depois
de muito esforço e apoio da população hoje podemos dizer que a Central de Polícia
Judiciária, bem como o Núcleo Especial Criminal (Necrim) é uma realidade positiva para
toda população. Na ocasião, a coordenadora destacou que a mudança resultou no aumento
no número de investigações tanto qualitativas quanto quantitativas.

Na prestação de contas foram apresentados os números referentes ao trabalho


desempenhado pela Central de Polícia Judiciária no período. Em relação aos inquéritos
relatados em 2012 foram 1.458. Já em 2013 o número saltou para 1.637 inquéritos. No total
foram atendidas 10.907 pessoas no total. No período de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014
foram realizados 2.373 atendimentos.

Na oportunidade, o delegado do Necrim, Wagner Silva Negre destacou que a


centralização dos trabalhos contribuiu com a gestão da Polícia Civil, bem como a elucidação
dos casos. Segundo ele, o Necrim completou um ano de instalação e seis meses de
funcionamento das audiências de conciliação. Neste período de um semestre foram 363
conciliações,

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“A expectativa é realizar neste ano de 2014 mais de mil audiências de conciliação”, revela o
coordenador. As conciliações feitas pelo Necrim envolvem crimes de injúria, ameaça, lesão
corporal, ocorrências de trânsito, dentre outras.

O trabalho de reengenharia da Polícia consiste na junção dos seguintes serviços:


Central de Polícia Judiciária (CPJ); Setor de Castas Precatórias; Necrim; Central de
Flagrantes.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação

http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/noticias.xhtml?cod=26570

24 de maio de 2015

O modelo da CPJ (Central de Polícia Judiciária) adotado em Presidente Prudente


está servindo como referência para OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Paraná como
ideal a ser implantado para estruturar a Polícia Civil em seu Estado de atuação. O estudo é
desenvolvido por dois representantes da OAB de Londrina (PR) e um membro estadual da
instituição. De acordo com os pesquisadores, a ideia é levantar subsídios para que o governo
paranaense possa adotar a prática realizada na cidade.

Os membros da OAB-PR visitaram a unidade da CPJ prudentina na tarde de ontem.


Segundo o representante da diretoria da OAB-PR, Subseção de Londrina, Luís Guilherme
Cassarotti, o procedimento de polícia investigativa no Estado onde ele reside está
ultrapassado. Cassarotti entende que o trabalho ao qual vem sendo realizado em São Paulo,
principalmente em Prudente, demonstra essa defasagem. “A Polícia Civil local conseguiu
melhorar o atendimento e aumentar o número de esclarecimentos das investigações. Nós
entendemos que fazendo esse levantamento teremos argumentação para levar esse projeto até
o governo do nosso Estado. Nossa expectativa é que a ideia seja aceita e implementada o
mais breve possível pelos responsáveis da segurança pública paranaense”, projeta.

http://www.imparcial.com.br/site/oab-que-levar-estrutura-da-cpj-de-prudente-ao-estado-do-
parana

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1.3 Justificativa
O tema do projeto de pesquisa se justifica devido a ausência de experiências exitosas
no campo da gestâo da Polícia Civil Paulista depois da hipertrofia de sua organização com a
criação de centenas de unidades policiais de base terrorial na década de 80. A experiência da
reengenharia ocorrida no início desta década e em que pese estar paralisada e sofrendo
modificações foi a única modificação de grande volume no modo de pensar da gestão da
instituição e a análise de uma experiência exitosa servirá para compreender as razões de seu
acerto. Tenos idéia inclusive de entrevistar ou tomar notas de um dos criadores do projeto que
temos contato pessoal.
Abaixo determinação mais recente com modificações no trato da reengenharia:

DOMINGO, 1 DE DEZEMBRO DE 2013


Portaria DGP 44, de 29 - 11 - 2013 - Novas Diretrizes Projeto de Reengenharia da Polícia
Civil de São Paulo
Portaria DGP-44, 29-11-2013 Estabelece novas diretrizes para o Projeto de
Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo, instituído pela Portaria DGP-48, de
4-11- 2011
O Delegado Geral de Polícia, considerando a necessidade de alteração da metodologia de
trabalho para implantação do Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São
Paulo, determina:
Artigo 1º - Os dispositivos adiante indicados da Portaria DGP-48, de 4-11-2011, passam a
vigorar com as seguintes redações:
I - o inciso III do artigo 4º:
“III - recepcionar o resultado do monitoramento e a avaliação da implantação do Projeto de
Reengenharia realizado pelos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior -
DEINTER(s), para fins de análise e orientação;”; (NR)
II - o inciso II do artigo 5º:
“II - a gestão do sistema de monitoramento e a avaliação da implantação do Projeto de
Reengenharia, por meio de reuniões periódicas com vistas à promoção de adequações e
correção de direcionamentos, cujos resultados serão repassados à CGPD, para fins de
formação de banco de dados.”; (NR)
III - o inciso II do artigo 7º:
“II - a inclusão das Delegacias de Polícia Especializadas no Projeto de Reengenharia terá
caráter excepcional e precário, podendo ser revertida a qualquer tempo para atendimento de
políticas públicas na área de segurança pública;”; (NR)
IV - o artigo 8º:
“Artigo 8º - As Diretorias dos DEINTER(s), a partir da aprovação das propostas de
implantação do Projeto de Reengenharia pela CGPD, deverão definir os respectivos
cronogramas de monitoramento e avaliação, por município, nos termos descritos no Projeto
Executivo, encaminhando à CGPD os correspondentes resultados.”. (NR)

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Artigo 2º - O parágrafo único do artigo 2º da Portaria DGP-48, de 4-11-2011, passa a vigorar


como § 1º e fica acrescentado ao referido artigo o § 2º, com a seguinte redação:
“§ 2º - Nas reuniões para deliberação de proposta de iniciativa da Diretoria de quaisquer
DEINTER(s), a CGDP será composta por ao menos um representante indicado pela respectiva
direção departamental, a quem competirá a exposição e
justificação de seu conteúdo.”.
Artigo 3º - Fica acrescentado ao artigo 7º da Portaria DGP-48, de 4-11-2011, o inciso VII,
com a seguinte redação:
“VII - as Delegacias de Polícia Especializadas não incluídas no Projeto de Reengenharia
poderão ser alocadas, extraordinariamente, no mesmo complexo em que houver o
agrupamento de unidades policiais, desde que sejam amplamente assegurados o acesso
exclusivo e a privacidade no atendimento, bem como haja independência para fins de
registros de ocorrência, escrituração de livros, coleta de dados estatísticos e demais atividades
de Polícia Judiciária.”.
Artigo 4º - Ficam suspensas as apresentações de propostas de agrupamento de unidades
policiais nos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior - DEINTER(s), para que se
promovam as avaliações, pelas respectivas direções departamentais, dos agrupamentos já
realizados.
Artigo 5º - Esta portaria entrará em vigor na data de sua
publicação. DOE, Seç I, pág. 23, de 30-12-2013

2. Referencial Teórico

Conforme o site “Sobre Administração” podemos entender a reengenharia como um


sistema administrativo criado no início da década de 90 por Michael Hammer e James Champy.
Ela é muito utilizada para manter as empresas competitivas no mercado, mantendo-as com foco
no alcance de objetivos e metas, transformando seus processos e atividades de negócio, através do
“rompimento” com costumes obsoletos. Suas primeiras aplicações foram realizadas em empresas
dos Estados Unidos. (http://www.sobreadministracao.com/reengenharia-o-que-e-e-como-
funciona/).
Penso em utilizar o livro REENGENHARIA – Revolucionando a Empresa de Michael
Hammer e James Champy da Editora Campus e o artigo UM MODELO PARA A NOVA
GERÊNCIA PÚBLICA, de Lawrence R. Jones e Fred Thompson, retirado da Revista do
Serviço Público, ano 51, número 01, janeiro a março de 2000.
Inobstante tentarei buscar enriquecer o referencial teórico, tendo em vista que o tema
reengenharia é tema de vários artigos e pesquisas, mas possivelmente nenhum com a
abordagem que desejamos efetuar.

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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA
PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

3. Metodologia

O estudo de caso proposto deverá ser realizado em uma pesquisa descritiva da seguinte
forma:
Tipo de pesquisa: estudo de caso

Dados a serem obtidos: quantidade de funcionários, número de feitos, número de


atendimentos, número de esclarecimentos e demais indicativos de polícia judiciária

Forma de obtenção dos dados: sites institucionais ou diretamente com o gestor

População e amostra (quando for o caso);

Tratamento e análise dos dados: tabulação simples com gráficos e

Limitações da pesquisa – por ser um estudo de caso limitado a um ambiente


somente trará um perfil local da questão reengenharia da Polícia Civil Paulista.

4. Referências Bibliográficas

REENGENHARIA – Revolucionando a Empresa de Michael Hammer e James Champy da


Editora Campus
UM MODELO PARA A NOVA GERÊNCIA PÚBLICA, de Lawrence R. Jones e Fred
Thompson, retirado da Revista do Serviço Público, ano 51, número 01, janeiro a março de
2000.

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