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MINISTÉRIO DA SAÚDE

MINISTÉRIO DA SAÚDE Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na Urgência e Emergência Brasília

Avaliação e Conduta da

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na Atenção Básica e na Urgência e Emergência

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Brasília – DF

2018

MINISTÉRIO DA SAÚDE Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na Urgência e Emergência Brasília

MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática

Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na
Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na

Avaliação e Conduta da

Atenção Especializada e Temática Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na Urgência e Emergência
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na Atenção Básica e na Urgência e Emergência

Especializada e Temática Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na Urgência e Emergência Brasília
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Brasília – DF

2018

Especializada e Temática Avaliação e Conduta da na Atenção Básica e na Urgência e Emergência Brasília

2018 Ministério da Saúde.

Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: <www.saude.gov.br/bvs>. O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da Saúde pode ser acessado na página: <http://editora.saude.gov.br>.

acessado na página: <http://editora.saude.gov.br>. Tiragem: 1ª edição – 2018 – versão eletrônica

Tiragem: 1ª edição – 2018 – versão eletrônica

Traduzido da obra do MH-GAP da OMS.

Elaboração, distribuição e informações:

MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática Coordenação-Geral de Atenção Especializada Esplanada dos Ministérios, bloco G CEP: 70070-600 – Brasília/DF Tel.: (61) 3315-2425 Site: www.saude.gov.br/sas E-mail: altacomplexidade@saude.gov.br

Organização:

Cintia Marino Morasco, Neli Muraki Ishikawa e Vânia Kelly Alves da Silva

Tradução: Li Li Min

Colaboração: Ana Carolina Coan, Carlos Guerreiro, Carlos Silvado, Danusa Brandão, Felipe Cavalcante, Fernando Cendes, José Eduardo Fogolin, Leonardo Monteiro Savassi, Kátia Lin, Li Li Min, Luis Otavio Caboclo, Marleide Mota Gomes, Maria Carolina Doretto, Maria Luiza de Manreza, Marilisa Guerreiro, Patrícia Sampaio Chueiri, Paula Teixeira Fernandes, Raquel Vaz Cardoso, Sheila Martins, Patrícia Tambourgi

Revisão técnica: Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia, Liga Brasileira de Epilepsia, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Brasileira de Epilepsia, Federação Brasileira de Epilepsia, E-Jaguar e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Editora responsável:

MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria-Executiva Subsecretaria de Assuntos Administrativos Coordenação-Geral de Documentação e Informação Coordenação de Gestão Editorial SIA, Trecho 4, lotes 540/610 CEP: 71200-040 – Brasília/DF Tels.: (61) 3315-7790 / 3315-7794 Fax: (61) 3233-9558 Site: http://editora.saude.gov.br E-mail: editora.ms@saude.gov.br

Equipe editorial:

Normalização: Luciana Cerqueira Brito Revisão: Khamila Silva e Tamires Alcântara Capa, projeto gráfico e diagramação: Marcelo de Souza Rodrigues

Ficha Catalográfica

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Avaliação e conduta da epilepsia na atenção básica e na urgência e emergência [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática; tradução de Li Li Min. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. 17 p. : il.

Modo de acesso: World Wide Web: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliação_conduta_epilepsia_atencao_basica.pdf> ISBN: 978-85-334-2569-9

1. Epilepsia. 2. Atenção básica. 3. Atendimento de urgência e emergência. I. Título.

CDU 616.853

Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2018/0029

Título para indexação:

Assessment and conduct of Epilepsy in Primary Care and in the Emergency Department

 
 

EPILEPSIA/CRISES SUMÁRIO

EPILEPSIA/CRISES SUMÁRIO EPI

EPI

 
 

APRESENTAÇÃO

4

1 INTRODUÇÃO

5

2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR

6

3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMBULATORIAL

8

4 DETALHES DE INTERVENÇÃO

11

4.1 Iniciar a terapia com droga antiepiléptica

11

4.2 Acompanhamento

11

4.3 Tratamento farmacológico e recomendações

12

5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES

13

5.1

Eduque as pessoas com crises ou epilepsia e seus cuidadores

13

6 COMBATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO

14

6.1 Eduque as pessoas da comunidade

14

6.2 Prevenção da epilepsia

14

7 AVALIAÇÃO E MANEJO HOSPITALAR

15

EP I EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES

EP I

EP I

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

APRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO

Este manual de avaliação e manejo de paciente com epilepsia para médico não especialista é baseado no MH- Gap Intervention Guideline da Organização Mundial da Saúde, parte da estratégia em prover atendimento médico adequado à pessoa com epilepsia.

O manual contém fluxograma de avaliação no lado esquerdo com a respectiva conduta no lado direito e, entre elas, pontos nodais de decisão.

Este manual tem a sua origem na ação conjunta do Departamento de Atenção Básica e do Departamento de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde.

Participaram da discussão e elaboração deste manual os seguintes profissionais: Li Li Min, Carlos Silvado, Leonardo Monteiro Savassi, Paula Teixeira Fernandes, Sheila Martins, Sabrina Mendes, Vânia Kelly, José Eduardo Fogolin, Felipe Cavalcante, Raquel Vaz Cardoso, Patrícia Sampaio Chueiri, Danusa Brandão, Luis Otavio Caboclo, Maria Carolina Doretto, Patrícia Tambourgi, Kátia Lin, Maria Luiza de Manreza, Marleide Mota Gomes, Carlos Guerreiro, Marilisa Guerreiro, Fernando Cendes, Ana Carolina Coan. Entidades participantes: Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia, Liga Brasileira de Epilepsia, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Brasileira de Epilepsia, Federação Brasileira de Epilepsia, E-Jaguar e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

EPILEPSIA/CRISES EPI

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPI

1 INTRODUÇÃO
1 INTRODUÇÃO

Epilepsia é uma doença neurológica que pode ser prevenida e controlada em até 70% dos pacientes. O não tratamento é um risco à morte súbita e a traumatismos. As causas da epilepsia podem ser genéticas ou adquiridas. As causas adquiridas constituem a grande maioria e incluem: traumatismo craniano, lesões perinatais e infecções encefálicas, entre elas a neurocisticercose e o acidente vascular cerebral. Em alguns casos, a causa não é identificada. As crises epilépticas causadas por alteração transitória das atividades neuronais podem se manifestar de formas diferentes. A forma mais comum é a convulsão. As outras crises, aqui agrupadas como não convulsivas, podem ter apresentações como: alteração sensorial (sentir cheiro, ver luzes), de percepção (sensação de ter visto, sentimento de medo) e comportamentais (ficar parado “ausente”, mexer as mãos sem um propósito). Essas crises não convulsivas são, muitas vezes, difíceis de serem diagnosticadas, exceto quando evoluem para uma convulsão. A convulsão é diferente, por ser prontamente reconhecida. Sua principal manifestação é descrita como enrijecimento do corpo (contrações musculares súbitas), causando perda de equilíbrio e queda ao solo, seguida de relaxamento e contração de grupos musculares, podendo ter ou não relaxamento dos esfíncteres vesical e intestinal. A convulsão é o tipo de crise mais associado ao estigma, à morbidade e à mortalidade. Este manual aborda somente a epilepsia com crise convulsiva.

EPI 2 EPILEPSIA/CRISES 2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR ! SIM 

EPI 2

EPILEPSIA/CRISES

2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR ! SIM  Em casos de
2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA
PRÉ-HOSPITALAR
!
SIM
Em casos de emergência, a avaliação e o
manejo são feitos simultaneamente!
Em todos os
casos.
Verifique vias aéreas, respiração e circulação.
Proteja a pessoa de ferimentos: certifique que esteja em lugar seguro, longe do fogo e
outras coisas que podem machucá-la.
NÃO deixe a pessoa sozinha. Peça ajuda, se necessário.
Posicione a pessoa de lado para prevenir aspiração.
1. A pessoa está em convulsão ou inconsciente
NÃO coloque nada na boca da pessoa.
SIM
Ministre solução salina fisiológica intravenosa (I.V.) a 30 gotas/minuto.
Se estiver tendo
glicose I.V. (50 ml de glicose 50% no adulto; 2-5 ml/kg de glicose 10% em crianças
),
Medir:
convulsão.
ressalva em pacientes alcoolistas ou desnutridos.
Pressão arterial, temperatura e frequência
respiratória.
Injete diazepam I.V. 10 mg lentamente (criança; 1 mg/idade ano).
Injete diazepam retal (na mesma dose acima), se não conseguir linha venosa.
NÃO dê diazepam por via intramuscular.
Diagnóstico de
Investigar:
gravidez.
 Sinais de trauma craniano ou de coluna.
Caso a convulsão continuar após 10 minutos da primeira dose de diazepam, dê a
segunda dose na mesma dosagem.
!
 Pupilas: dilatadas ou puntiformes? Assimétricas?
Não reativas à luz?
ENCAMINHE A PESSOA URGENTEMENTE PARA UM HOSPITAL.
NÃO dê mais que duas doses de diazepam.
 Sinais de meningite ou infecção sistêmica.
 Déficits focais.
ml
de lidocaína 2% na mesma seringa. I.M. profunda no quadrante superior externo em
Perguntar sobre:
Se tiver na
segunda metade
da gravidez ou
até 1 semana pós-
-parto
E sem história de
epilepsia:
Aplique sulfato de magnésio 10 g I.M.; aplique 5 g (10 ml de 50% solução) com 1
cada nádega.
 Caso inconsciente, pergunte ao acompanhante:
Se a pressão arterial diastólica estiver acima de 110 mmHg: aplique hidralazina
5 mg I.V.
“teve uma convulsão recente?”
lentamente (3-4 minutos). Se não for possível, aplique I.M. Se a pressão diastólica
permanecer acima de 90 mmHg, repita a dose a cada 30 minutos até que a pressão
 Duração da alteração da consciência/convulsão.
Suspeite de
diastólica atinja 90 mmHg. Não aplique mais que 20 mg de hidralazina no total.
 Número de convulsões.
eclâmpsia
 História de trauma craniano ou de pescoço
ENCAMINHE A PESSOA URGENTEMENTE PARA UM HOSPITAL para seguir com o
tratamento e manejo da gravidez, de parto e de cuidados pós-parto.
 Outros problemas médicos, medicação ou
intoxicação (exemplo: organofosforado), uso de
outras substâncias (estimulantes,
benzodiazepínicos e álcool), abstinência de
álcool, diabetes.
SIM
Se houver
suspeita de
Maneje a pessoa em convulsão usando o protocolo indicado acima.
trauma craniano
ou de pescoço ou
neuroinfecção.
ENCAMINHE A PESSOA URGENTEMENTE PARA UM HOSPITAL.
Trauma craniano ou de pescoço: Não movimente o pescoço.
 História de epilepsia.
Neuroinfecção: manejo a infecção conforme as diretrizes locais.
EPILEPSIA/CRISES EPI 2

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPI 2

2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR
2 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARA EMERGÊNCIA
PRÉ-HOSPITALAR
+ 2. As crises ainda con nuam? ! Suspeite de Estado de Mal Epilép co
+
2. As
crises ainda con nuam?
!
Suspeite de
Estado de Mal
Epilép co
✚ ENCAMINHE A PESSOA URGENTEMENTE PARA UM HOSPITAL para ser manejada
em ambiente hospitalar. >>EPI 5.2
Assegure das vias aéreas, respiração e circulação.
Administre oxigênio inalatório.
Se as
convulsões:
Verifique a necessidade de intubação/ven
ação, quando múl plas drogas estão sendo
ministradas.
 Já
duram mais de 5 minutos OU
Posicione a pessoa de lado para evitar aspiração de secreções.
NÃO coloque nada na boca durante a convulsão.
 Ocorrem em surtos em que a pessoa não recupera
a consciência entre as crises OU
Dê:
 Fenobarbital 20 mg/kg, I.V. (velocidade < 100 mg/minuto), OU
 Não respondem a duas doses de diazepam.
 Fenitoína 20 mg/kg I.V. (em uma linha diferente do diazepam, velocidade <50mg/min).
É importante que a linha venosa seja adequada, pois a medicação é cáus
causar lesão local, caso extravase.
a é pode
Se as crises con
nuam:
!
A avaliação e o manejo em casos de
emergência são feitos simultaneamente!
 Dê uma dose adicional de fenitoína 10 mg/kg I.V. (em uma linha diferente do diazepam)
durante 30 minutos.
 Monitore a pessoa para depressão respiratória
.

EPI 3

EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES 3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL
EPILEPSIA/CRISES
EPILEPSIA/CRISES
3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL
NÃO
NÃO
1. A pessoa tem crises convulsivas?  Em caso de episódios Se a pessoa apresentar
1. A pessoa tem crises convulsivas?
Em caso de episódios
Se a pessoa apresentar
ou menos critérios, suspeite de crises
recorrentes,
não convulsivas ou outra doença.
ENCAMINHAR AO
ESPECIALISTA.
P
ergunte sobre os seguintes critérios:
Retorno em três meses.
 Pe
rda ou comprometimento de consciência.
 En
rijecimento, rigidez que duram 1-2 minutos.
 Movimentos convulsivos, durando 1-2 minutos.
SIM
 Mordedura na língua ou machucados no corpo.
 Incontinência urinária ou fecal.
Se a pessoa tem movimentos convulsivos mais dois outros
 Trate a doença física.
 Depois dos movimentos anormais: apresenta fadiga,
tontura, sonolência, confusão, comportamento
critérios, pode ser crise convulsiva de causa aguda ou epilepsia.
 Manutenção de droga
antiepiléptica não é
an
ormal, dor de cabeça, dor muscular.
necessária.
 Seguimento em três
meses para avaliar se
SIM
a
pessoa tem epilepsia.
Suspeite de etiologia aguda:
2
. Se
as crises convulsivas estão presentes, elas tem
 Neuroinfecção (meningite/encefalite).
u
ma causa aguda?
 Trauma craniano.
 Hipoglicemia, hiponatremia.
 Uso ou abstinência de álcool ou drogas.
Suspeite de convulsão febril
complexa.
✚ ENCAMINHE PARA IN-
TERNAÇÃO HOSPITALAR.
P
ergunte e investigue:
Investigue
 Fe
bre, dor de cabeça, sinais de meningite (rigidez de
ca).
neuroinfecção.
nu
Se SIM e se for uma criança entre 6 meses e 6 anos de idade
Marque um retorno.
 Se
começam imediatamente após trauma craniano.
com febre e as convulsões tiverem um dos seguintes três critérios:
 Distúrbios metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia).
NÃO
 Focal – começa em uma parte do corpo.
 Us
o ou abstinência de álcool ou drogas.
 Prolongado – dura mais que 15 minutos.
Suspeite de convulsão febril
simples.
 Repetido – mais que um episódio durante o mesmo evento
febril.
 Trate a febre e investigue
a
sua causa.
Se não for causa aguda.
Se nenhum dos três critérios estiverem presentes
na criança com febre
 Observe por 24 horas.
 Marque um retorno.
EPILEPSIA/CRISES EPI 3

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPI 3

3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL
3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL

Se não for causa aguda.
Se não for causa aguda.

3

a

. A pessoa teve no mínimo duas crises no último

no em dias diferentes?

P ergunte sobre:

Gr avidade.

Qual a frequência das crises?

Quantas crises teve no último ano?

Quando foi a última crise?

Possíveis causas da epilepsia: história de trauma ou hipóxia perinatal, trauma craniano, neuroinfecção, história familiar de convulsões.

NÃO
NÃO

Não é epilepsia:

Manutenção de droga antiepiléptica não é necessária. Seguimento em três meses. Se tiver eventos adicionais sugestivos de crise, reavalie quanto à possível epilepsia.

ti vos de crise, reavalie quanto à possível epilepsia. Se não houver uma causa clara e

Se não houver uma causa clara e a pessoa tiver tido uma crise única.

 
SIM
SIM

Inicie droga antiepiléptica >> EPI 2.1. fenobarbital, carbamazepina, fenitoína ou valproato. >> EPI 2.3

Eduque sobre a doença, estilo de vida, questões de segurança, importância da adesão ao tratamento e acompanhamento regular. >> EPI

3.1

ao tratamento e acompanhamento regular. >> EPI 3.1 Se sim, Trate como epilepsia .  

Se sim, Trate como epilepsia.



Marque retornos regulares. >>EPI 2.2

AMbULATORIAL

EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES 3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL
EPILEPSIA/CRISES
EPILEPSIA/CRISES
3 GUIA DE AVALIAÇÃO E CONDUTA AMbULATORIAL

EPI 3

SIM  4 . Pessoas em grupos especiais. Se associada à limitação  intelectual ou
SIM
4
.
Pessoas em grupos especiais.
Se associada à limitação
intelectual ou
Se disponível, use carbamazepina ou valproato >> EPI 2.3
(evite fenobarbital e fenitoína).
Maneje a limitação intelectual ou o transtorno
comportamental.
m crianças: investigue a presença de limitação intelectual
associada ou transtornos comportamentais.
E
transtornos
comportamentais.
Recomende ácido fólico (5 mg/dia) para todas as mulheres
em idade fértil.
Evite valproato em todas mulheres em idade fértil.
SIM
Mulheres em idade fértil.
Se estiver grávida.
Gravidez não é associada à piora ou à melhora no controle
das crises.
Não suspenda a medicação antiepiléptica, caso já em
tratamento.
Indique acompanhamento pré natal.
No primeiro trimestre:
SIM
Evite valproato.
Evite politerapia.
Se estiver
Recomende parto no hospital ou maternidade.
amamentando.
No parto, dê 1 mg de vitamina K I.M. ao recém-nascido
para prevenir doença hemorrágica.
5
.
Co
ndições concomitantes.
Inicie com carbamazepina, fenobarbital, fenitoína ou
valproato, ou continue com a terapia antiepiléptica, caso já em
tratamento.
SIM
Se outra condição
P
resença de depressão, psicose ou autoagressão.
concomitante estiver
presente.
Maneje tanto a epilepsia quanto à condição concomitante.
 
 

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPI 4

4 DETALHES DE INTERVENÇÃO
4 DETALHES DE INTERVENÇÃO
Tratamento farmacológico e recomendações
Tratamento farmacológico e recomendações
4.1 ! A maioria das crises podem ser controladas (totalmente ou com redução significa va)
4.1
!
A maioria das crises podem ser controladas
(totalmente ou com redução significa va) com
droga an epilép ca .

Prescreva carbamazepina, fenobarbital, fenitoína ou valproato, conforme a disponibilidade.

Inicie o tratamento com apenas uma medicação.

Inicie o tratamento com a dose mais baixa e aumente lentamente até o controle completo das crises.

O obje vo do tratamento é alcançar o controle total das crises com a mínima dose possível e sem efeitos colaterais intoleráveis.

Informe à pessoa e sua família sobre:

intoleráveis.  Informe à pessoa e sua família sobre: • O tempo que o tratamento leva

O tempo que o tratamento leva para fazer efeito e sua evolução.

Possíveis efeitos colaterais e os riscos destes sintomas, bem como o que fazer.

O risco da parada abrupta da medicação.

A necessidade de acompanhamento regular.

Peça à pessoa e à família para manterem um registro diário de crises.

Para as condições médicas concomitantes, avalie risco de interação da droga-doença e droga-

- droga.

4.2 Acompanhamento

Peça que anote a resposta ao tratamento, efeito colateral e adesão (dose que esqueceu).

Os efeitos colaterais podem ser devido à alta dose da droga (exemplo: tontura, nistagmo, diplopia e ataxia) ou podem ser idiossincrá (reação alérgica, aplasia de medula óssea,

idiossincrá (reação alérgica, aplasia de medula óssea, os falência hepá an epilép ). Mais detalhes para

os

falência hepá

an epilép

aplasia de medula óssea, os falência hepá an epilép ). Mais detalhes para cada droga a,

). Mais detalhes para cada droga

falência hepá an epilép ). Mais detalhes para cada droga a, veja >> EPI 2.3 .

a, veja >> EPI 2.3.

A dose correta da droga an epilép

>> EPI 2.3 .  A dose correta da droga an epilép a é a menor
>> EPI 2.3 .  A dose correta da droga an epilép a é a menor

a é a menor

dose que controla as crises sem efeito colateral.

Se o efeito colateral aparece em determinada dosagem, reduza a dosagem. Em caso de reações

idiossincrá

outra droga an epilép

as, pare a medicação e troque por

outra droga an epilép as, pare a medicação e troque por a.  Se a resposta
outra droga an epilép as, pare a medicação e troque por a.  Se a resposta

a.

Se a resposta for ruim (menos que 50% de redução na frequência das crises), apesar de boa

adesão, aumente a dose até a máxima tolerada.

Se a resposta ainda con

a dose até a máxima tolerada.  Se a resposta ainda con ar insa sfatória, tente

ar insa sfatória,

tolerada.  Se a resposta ainda con ar insa sfatória, tente outra monoterapia com outra droga.

tente outra monoterapia com outra droga. Inicie a segunda droga e aumente aos poucos até alcançar a dose adequada. Aos poucos, vá re rando a primeira droga.

a dose adequada. Aos poucos, vá re rando a primeira droga.  Se as crises são

Se as crises são muito infrequentes e altas doses da medicação produzem efeito colateral, um

controle parcial das crises sem efeitos colaterais

pode ser es do tratamento.

sem efeitos colaterais pode ser es d o tratamento. o como a meta razoável  Se

o como a meta razoável

Se as crises persis rem depois de duas tenta vas

com monoterapias, revise o diagnós (incluindo as comorbidades), a adesão ao tratamento e encaminhe para um especialista para avaliação e tratamento.

Se com o tratamento, a pessoa apresentar

e tratamento.  Se com o tratamento, a pessoa apresentar o efeitos colaterais e o controle
e tratamento.  Se com o tratamento, a pessoa apresentar o efeitos colaterais e o controle
e tratamento.  Se com o tratamento, a pessoa apresentar o efeitos colaterais e o controle

o

efeitos colaterais e o controle das crises for inadequado, marque retornos mensais.

Con

das crises for inadequado, marque retornos mensais.  Con e com o seguimento a cada três

e com o seguimento a cada três meses, se

as crises es verem bem controladas.

Como e quando parar com a droga an epilép

bem controladas. Como e quando parar com a droga an epilép a  Sem convulsões nos
bem controladas. Como e quando parar com a droga an epilép a  Sem convulsões nos

a

Sem convulsões nos úl mos dois anos.

an epilép a  Sem convulsões nos úl mos dois anos.  Discuta a decisão com

Discuta a decisão com a pessoa/cuidador, pesando os riscos das crises voltarem.

Em alguns casos, o tratamento con

o comdas crises voltarem.  Em alguns casos, o tratamento con droga an epilép exemplo, nos casos

droga an epilép

exemplo, nos casos de epilepsia secundária a

trauma craniano, neuroinfecção, ou se as crises

forem de di

craniano, neuroinfecção, ou se as crises forem de di a é necessário, como por controle. 

a é necessário, como porcraniano, neuroinfecção, ou se as crises forem de di controle.  Reduza o tratamento gradualmente ao

controle.

as crises forem de di a é necessário, como por controle.  Reduza o tratamento gradualmente

Reduza o tratamento gradualmente ao longo de

quatro a seis meses.

EPI 4 EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES Tratamento farmaco Tratamento farmacológico e recomendações 4 DETALHES DE
EPI 4 EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES Tratamento farmaco Tratamento farmacológico e recomendações 4 DETALHES DE

EPI 4

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

Tratamento farmaco Tratamento farmacológico e recomendações
Tratamento farmaco
Tratamento farmacológico e recomendações

4 DETALHES DE INTERVENÇÃO

Fenobarbital

Apenas uma tomada ao dia.

Tomar antes de dormir (reduz a sonolência e as tonturas diurnas).

Adultos: Inicie com 1 mg/kg/dia (50 mg) por 2 semanas. Se as crises persis rem, aumente para

(50 mg) por 2 semanas. Se as crises persis rem, aumente para 2 mg/kg/dia (100 mg)

2 mg/kg/dia (100 mg) por 2 meses. Se as crises

persis rem, aumente para 3 mg/kg/dia (150-200 mg).

as crises persis rem, aumente para 3 mg/kg/dia (150-200 mg).  Crianças: Inicie com 2 mg/kg/dia

Crianças: Inicie com 2 mg/kg/dia por 2 semanas. Se as crises persis rem, aumente para

por 2 semanas. Se as crises persis rem, aumente para mg/kg/dia por 2 meses. Se as

mg/kg/dia por 2 meses. Se as crises persis rem, pode aumentar até a dose máxima de 6 mg/kg/dia.

3

rem, pode aumentar até a dose máxima de 6 mg/kg/dia. 3  É necessário o uso

É necessário o uso con

dose máxima de 6 mg/kg/dia. 3  É necessário o uso con o sem interrupção por

o sem interrupção por

14 a 21 dias para se obter uma dosagem sérica

estável do fenobarbital. Dessa forma, crises neste período não devem ser interpretadas

como falha terapêu

.
.

Efeitos colaterais:

Dose dependente: sonolência, letargia e em crianças, hipera vidade.

Idiossincrá

letargia e em crianças, hipera vidade.  Idiossincrá os: rash, depressão da rash medula óssea, insu
letargia e em crianças, hipera vidade.  Idiossincrá os: rash, depressão da rash medula óssea, insu

os: rash, depressão da

rash

medula óssea, insuciência hepá

depressão da rash medula óssea, insu fi ciência hepá a. Carbamazepina  Divida a dose em

a.

Carbamazepina

Divida a dose em no m nimo duas tomadas diárias, sempre após alimentação.

Estabilidade sérica é alcançada em oito dias.

Efeitos colaterais: reação alérgica cutânea

dias.  Efeitos colaterais: reação alérgica cutânea (podendo ser grave); visão embaçada, diplopia, ataxia e
dias.  Efeitos colaterais: reação alérgica cutânea (podendo ser grave); visão embaçada, diplopia, ataxia e

(podendo ser grave); visão embaçada, diplopia, ataxia e náusea. Estes úl mos sintomas geralmente são vistos no início do tratamento usando altas doses.

são vistos no início do tratamento usando altas doses. Fenitoína  Em crianças, divida a dose

Fenitoína

Em crianças, divida a dose em

altas doses. Fenitoína  Em crianças, divida a dose em tomadas diárias. Em adultos, apenas uma

tomadas diárias.

Em adultos, apenas uma tomada diária.

Aumento em pequenas doses pode levar a uma mudança grande na concentração sérica, assim os incrementos devem ser de 25-30 mg.

sérica, assim os incrementos devem ser de 25-30 mg. Tabela 1 – Doses da medicações an

Tabela 1 – Doses da medicações an epilé cas

25-30 mg. Tabela 1 – Doses da medicações an epilé cas  Efeitos colaterais: Dose dependente:
25-30 mg. Tabela 1 – Doses da medicações an epilé cas  Efeitos colaterais: Dose dependente:

Efeitos colaterais: Dose dependente: sonolência, ataxia, fala arrastada, confusão mental,

contratura muscular, alteração da esté

hiperplasia gengival e hirsu smo (incomum);

Idiossincrá

hematológicas, reações de hipersensibilidade, incluindo reações cutâneas e hepa te.

hipersensibilidade, incluindo reações cutâneas e hepa te. a facial, os: anemia e outras alterações Valproato de

a facial,

incluindo reações cutâneas e hepa te. a facial, os: anemia e outras alterações Valproato de sódio.
incluindo reações cutâneas e hepa te. a facial, os: anemia e outras alterações Valproato de sódio.

os: anemia e outras alterações

e hepa te. a facial, os: anemia e outras alterações Valproato de sódio.  Diferentes preparações

Valproato de sódio.

Diferentes preparações são disponíveis, em geral a dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas, após

alimentação.

Efeitos colaterais: sedação, tremor (dose dependente), queda de cabelo transitória

(renasce em geral dentro de seis meses), aumento

de peso e disfunção hepá

a (idiossincrádentro de seis meses), aumento de peso e disfunção hepá os).   Criança Adolescente/Adulto   Dose

meses), aumento de peso e disfunção hepá a (idiossincrá os).   Criança Adolescente/Adulto   Dose

os).

 

Criança

Adolescente/Adulto

 

Dose inicial

Dose manutenção

Dose inicial

Dose manutenção

Carbamazepina

5 mg/kg/dia

10-30 mg/kg/dia

100-200 mg/dia

400-1.400 mg/dia

Fenobarbital

2-3 mg/kg/dia

2-6 mg/kg/dia

50 mg/dia

50-200 mg/dia

Fenitoína

3-4 mg/kg/dia

3-8 mg/kg/dia (max. 300 mg dia)

150-200 mg/dia

200-400 mg/dia

Valproato

15-20 mg/kg/dia

15-30 mg/kg/dia

500 mg/dia

500-2.000 mg/dia

Fonte: MH-GAP com modificações.

EPILEPSIA/CRISES EPI 5

EPILEPSIA/CRISES

EPILEPSIA/CRISES

EPI 5

5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES
5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES
EPI 5 5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES   5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES  
 

5 TRATAMENTO PSICOSSOCIAL E RECOMENDAÇÕES

 

5.1

e seus cuidadores

Eduque as pessoas com crises ou epilepsia

Cuidados a serem tomados durante a convulsão

!
!

Iden que o es

! Iden fi que o es o de vida da pessoa:
! Iden fi que o es o de vida da pessoa:

o de vida da pessoa:

 

Explique:

 

Proteja a pessoa, deite-a de lado, com a cabeça

As pessoas com epilepsia podem se relacionar, cons tuir família e ter lhos.

deite-a de lado, com a cabeça  As pessoas com epilepsia podem se relacionar, cons tuir

virada para um dos lados, para ajudar a respirar e prevenir aspiração de secreções e vômito.

virada para um dos lados, para ajudar a respirar e prevenir aspiração de secreções e vômito.
 

O

que é crise epilép

 O que é crise epilép /epilepsia (exemplo: crise  Apoie a cabeça da pessoa. 

/epilepsia (exemplo: crise

Apoie a cabeça da pessoa.

Os pais não devem re rar as crianças com epilepsia da escola.

epilép

uma doença no cérebro que causa crises

epilép uma doença no cérebro que causa crises é uma descarga no cérebro. Epilepsia é 

é uma descarga no cérebro. Epilepsia é

Verique se a pessoa está respirando

Pessoas com epilepsia podem trabalhar na

adequadamente.

maioria dos empregos. Entretanto, alguns

adequadamente. maioria dos empregos. Entretanto, alguns os

os

epilé

epilé as recorrentes, que pode ser tratada e  N ÃO restrinja os movimentos.

as recorrentes, que pode ser tratada e

N ÃO restrinja os movimentos.

 

de trabalho devem ser evitados por pessoas com

prevenida. Se não receber tratamento, aumenta

N ÃO coloque nada na boca da pessoa.

epilepsia não controlada, como aqueles que

o

risco de morte súbita. Epilepsia não é

trabalham com maquinaria pesada, em alturas.

contagiosa, não é possessão demoníaca, não é cas go de Deus, não é sinal de fracasso na vida).

As causas da epilepsia são na maioria adquiridas.

na vida). As causas da epilepsia são na maioria adquiridas.  Fique com a pessoa até

Fique com a pessoa até a crise passar e ela recuperar a consciência.

Algumas pessoas sentem que a crise vai

Pessoas com epilepsia não controlada devem evitar de cozinhar em fogo aberto ou nadar

 

sozinhas.

começar. Neste caso, a pessoa tem tempo para

Pessoas com epilepsia devem cuidar da saúde:

De forma geral, as chances do lho vir a ter epilepsia tendo o pai ou a mãe com epilepsia é

Epilepsia é uma doença crônica. Porém, as crises

se deitar em algum lugar seguro e até avisar alguém.

Lembre-se de que a epilepsia não é contagiosa e

Evitar o abuso de álcool e qualquer drogas.

 

ao redor de 5%.

Ter um bom sono.

 

ninguém pega epilepsia por ajudar alguém.

Pra

ar a vidade

ar a vidade sica.
ar a vidade sica.

sica.

Se:

 

Alimentar-se de forma saudável.

 

podem ser controladas em 70% dos casos com a medicação adequada.

Existem outras opções de tratamento quando a

A crise se prolongar por cinco ou mais minutos ou

A pessoa tem várias crises seguidas de curta

As pessoas com epilepsia controlada podem ter

para direção de automóvel.

não retornar a consciência após o seu término.

carteira de habilitação simples (não prossional)

medicação falha, entre elas a cirurgia de epilepsia.

duração sem retomar a consciência.

Razões para encaminhamento (quando necessário).

Houver suspeita de machucar a cabeça na queda.

A maioria das pessoas com epilepsia controlada podem levar uma vida normal.

– Gestantes.

Todos estes casos devem ser levados para avaliação e tratamento no hospital.

EPI 6

EPILEPSIA/CRISES EPILEPSIA/CRISES 6 COMbATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO
EPILEPSIA/CRISES
EPILEPSIA/CRISES
6 COMbATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE
PREVENÇÃO
6 COMbATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO COMBATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO .1

COMBATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO

DE PREVENÇÃO COMBATE AO ESTIGMA E MEDIDAS DE PREVENÇÃO .1 Eduque as pessoas da comunidade !

.1 Eduque as pessoas da comunidade

! As pessoas ainda desconhecem a epilepsia. Isso infelizmente perpetua o preconceito em relação às
!
As pessoas ainda desconhecem a epilepsia. Isso
infelizmente perpetua o preconceito em relação às
pessoas com epilepsia.

Use as informações no >>EPI 3.

Promova debates na comunidade sobre a epilepsia.

Par

o-

Promova debates na comunidade sobre a epilepsia.  Par o- e de Campanhas de Conscien zação

e de Campanhas de Conscien zação no

epilepsia.  Par o- e de Campanhas de Conscien zação no dia 9 de setembro: Dia

dia 9 de setembro: Dia Nacional e La

-Americano de conscien zação sobre Epilepsia.

e La -Americano de conscien zação sobre Epilepsia.  Leve informações para as escolas, pastorais e

Leve informações para as escolas, pastorais e guardas municipais.

Evite uso de rótulos “epilép pessoa com epilepsia.

 Evite uso de rótulos “epilép pessoa com epilepsia. o(a)”, use termo .2 Prevenção da epilepsia

o(a)”, use termo

rótulos “epilép pessoa com epilepsia. o(a)”, use termo .2 Prevenção da epilepsia As causas adquiridas da

.2 Prevenção da epilepsia

As causas adquiridas da epilepsia podem ser prevenidas.

Acidente vascular cerebral (AVC)

AVC ou o popular derrame acontece devido à

interrupção do uxo sanguíneo cerebral e é a principal causa de epilepsia no idoso.

Oriente:

Neuroscis

Ocorre através da ingestão dos ovos da Taenia

Neuroscis  Ocorre através da ingestão dos ovos da Taenia ercose: solium (o popular verme solitária).

ercose:

solium (o popular verme solitária).

tudes de saúde: não fumar, reduzir a

vidade
vidade

A

quan

a

ade de bebida alcóolica, fazer

sica, ter alimentação saudável,

Oriente:

 

controlar a pressão arterial, a dislipidemia

Tenha boa higiene.

 

(colesterol) e a glicemia.

Lave bem as mãos antes das refeições.

Reconhecer os sinais e sintomas de AVC:

Lave bem saladas e frutas.

Trauma smo cranioencefálico (TCE)

Acidentes automobilís

principal causa de TCE

Oriente:

Acidentes automobilís principal causa de TCE  Oriente: os cons tuem a • Se beber, não
Acidentes automobilís principal causa de TCE  Oriente: os cons tuem a • Se beber, não
Acidentes automobilís principal causa de TCE  Oriente: os cons tuem a • Se beber, não

os cons tuem a

Se beber, não dirija.

Quando andar de bicicleta ou de moto, use sempre o capacete.

Use cinto de segurança.

Respeite as leis de trânsito.

quadro súbito de hemiparesia, hemiparestesia, ver gem, dor de cabeça ou perda de visão. Neste caso, busque ajuda

médica especializada e acione o Serviço de

Atendimento Móvel (S

a equipe de atendimento móvel de urgência

assim que os sintomas se iniciaram, mesmo que tenha se recuperado.

a equipe de atendimento móvel de urgência assim que os sintomas se iniciaram, mesmo que tenha
a equipe de atendimento móvel de urgência assim que os sintomas se iniciaram, mesmo que tenha

) 192 ou

CRISES EPILÉPTCAS NA EPILEPSIA/CRISES URGÊNCIA/EMERGÊNCIA EPI 7

CRISES EPILÉPTCAS NAEPILEPSIA/CRISESURGÊNCIA/EMERGÊNCIA

CRISES EPILÉPTCAS NA EPILEPSIA/CRISES URGÊNCIA/EMERGÊNCIA

EPI 7

7 AVALIAÇÃO E CONDUTA HOSPITALAR
7 AVALIAÇÃO E CONDUTA HOSPITALAR

1. A crise já cessou.

OU

O paciente apresenta-se:

Consciente e orientado.

Com sinais vitais estáveis.

Sem déficits neurológicos evidentes.

Sem sinais de doença aguda ou crônica.

Apresenta sinais de alerta ?

Idade menor que 3 anos ou maior que 30 anos.

Crise com características focais ou prolongada.

Exerce atividade de com risco de trauma grave caso ocorra nova crise.

Reside distante de uma Unidade de Atendimento de Urgência.

Não é possível seguimento ambulatorial antes de 15 dias.

Presença de:

Crises epilépticas prolongadas (>5 minutos) ou repetidas sem melhora evidente do nível de consciência entre elas

Flutuações inexplicadas do nível de consciência, tremores, desvios oculares, piscamentos, clonias, abalos.

SIM NÃO   
SIM
NÃO
SIM
SIM
piscamentos, clonias, abalos. SIM NÃO    SIM     Observação por 4
   

Observação por 4 a 6 horas. Seguimento ambulatorial em até 15 dias.

Foi a primeira crise epiléptica ?

Observação por 6 a 12 horas.

SIM    NÃO
SIM
NÃO

Dosagem sanguínea de Na, K, Ca, Mg, Glicemia e hemograma.

Realizar TC. Iniciar tratamento com DAE >>EPI 2.

Foram duas ou mais crises epilépticas com intervalo de dias ou semanas com:

Alteração exame neurológico; ou Alteração persistente do nível de consciência; ou Suspeita de doença sistêmica ou neurológica aguda.

Na alta encaminhar para seguimento ambulatorial em até 15 dias com relatório do atendimento e exames.

Internação.

Dosagem sanguínea de Na, K, Ca, Mg, glicemia e hemograma.

TC e/ou RM de crânio.

EEG.

Investigação e tratamento direcionada a doença suspeitada ou confirmada.

Tratamento IV ou oral com fenitoíina 10 mg/kg. Manutenção 300 mg/dia.

Na alta encaminhar para seguimento ambulatorial em até 15 dias com relatório do atendimento e exames.

    SIM
SIM
!
!
em até 15 dias com relatório do atendimento e exames.      SIM

ESTADO DE MAL EPILÉPTICO

EPI 8 CRISES EPILÉPTCASEPILEPSIA/CRISESNA URGÊNCIA/EMERGÊNCIA 8 AVALIAÇÃO E CONDUTA DO ESTADO DE MAL EPILÉPTICO
EPI 8
CRISES EPILÉPTCASEPILEPSIA/CRISESNA URGÊNCIA/EMERGÊNCIA
8 AVALIAÇÃO E CONDUTA DO ESTADO DE MAL EPILÉPTICO
1ª Fase – 0 a 30 minutos 2. Paciente está tendo crise.  Administre oxigênio
1ª Fase – 0 a 30 minutos
2. Paciente está tendo crise.
Administre oxigênio inalatório.
!
Estado de Mal Epiléptico é uma Emergência Médica.
O tratamento precoce e rápido reduz a mortalidade e
a permanência hospitalar.
Deve ser considerado como sintoma de doença aguda
sistêmica ou neurológica a ser investigada e tratada.
NÃO dê diazepam por via intramuscular.
!
A avaliação e o manejo são feitos
simultaneamente!
1ª Fase – 0 a 30 minutos
 Avalie as vias aéreas, respiração e circulação.
 Monitore a frequência respiratória e avalie a necessidade
de
intubação/ventilação, quando múltiplas drogas estão
sendo ministradas.
 Monitore a frequência cardíaca, ritmo cardíaco e pressão
arterial
2ª Fase – 31 a 60 minutos
 Colha hemograma, NA, K, Ca, Mg, creatinina, glicemia.
 Posicione a pessoa de lado para evitar aspiração de
secreções.
Iniciar outro antiepiléptico IV em bolo.

Acesso venoso calibroso (se possível dois acessos), mantenha com solução salina fisiológica intravenosa (I.V.) a 30 gotas/minuto.

Ministre glicose I.V. (50 ml de glicose 50% no adulto; 2-5 ml/kg de glicose 10% em crianças), em pacientes alcoolistas ou desnutridos. ADICIONE tiamina 100 mg injetável na solução glicosada.

Injete diazepam I.V. 10 mg lentamente (criança; 1mg/idade ano), OU

Alternativa ao diazepam, injete midazolam intramuscular ou intranasal 10mg (criança: como menos de 13 kg, injete 0,2 mg/kg; com menos de 40 kg injete 5 mg).

Caso a convulsão continuar após 10 minutos da primeira dose de diazepam, dê a segunda dose na mesma dosagem.

NÃO dê mais que duas doses de diazepam. Atenção: conte as doses pré-hospitalares.

Injete Fenobarbital 20 mg/kg, I.V. (velocidade < 100 mg/minuto), OU

Injete Fenitoína 20 mg/kg I.V. (em uma linha diferente do diazepam, velocidade <50 mg/min). É importante que a linha venosa seja adequada, pois a medicação é cáustica é pode causar lesão local, caso extravase.

Após o termino da infusão, as crises cessam e tem melhora evidente do nível da consciência, mantenha paciente em observação por 30 minutos e iniciar dose de manutenção do antiepiléptico 6 a 8 horas após >> EPI 5.1.

Após o termino da infusão, as crises não cessam e não tem melhora evidente do nível da consciência, considere Estado de Mal Epiléptico Refratário.

Nestes casos de Estado de Mal Epiléptico Refratário é indicado transferência para UTI para tratamento com tiopental ou propofol ou midazolam.

Na escolha de midazolam, injete midazolam 0,2 mg/kg IV (velocidade <4 mg/min), manutenção 0,05 mg- 0,4 mg/kg/hora diluído em solução salina fisiológica).

Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs MINISTÉRIO DA SAÚDE 9 ISBN 978-85-334-2569-9

Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs

em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs MINISTÉRIO DA SAÚDE 9 ISBN 978-85-334-2569-9 7 88533
em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs MINISTÉRIO DA SAÚDE 9 ISBN 978-85-334-2569-9 7 88533
em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs MINISTÉRIO DA SAÚDE 9 ISBN 978-85-334-2569-9 7 88533

MINISTÉRIO DA

SAÚDE

em Saúde do Ministério da Saúde www.saude.gov.br/bvs MINISTÉRIO DA SAÚDE 9 ISBN 978-85-334-2569-9 7 88533 42569

9

ISBN 978-85-334-2569-9 7 88533 42569 9
ISBN 978-85-334-2569-9
7 88533
42569 9