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Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso

PJe - Processo Judicial Eletrônico


Consulta Processual

19/03/2018

Número: 1031502-38.2017.8.11.0041
Classe: PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Órgão julgador: 9ª VARA CÍVEL DE CUIABÁ
Última distribuição : 09/10/2017
Valor da causa: R$ 50000.0
Assuntos: INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? NÃO
Partes
Tipo Nome
ADVOGADO CLAUDIO STABILE RIBEIRO
AUTOR JOAO DORILEO LEAL
RÉU ENOCK CAVALCANTE DA SILVA

Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
11915 26/02/2018 10:06 Termo de audiência Termo de audiência
003
11915 26/02/2018 10:06 1031502-38.2017 - joao x enock Termo de audiência
009
11922 26/02/2018 14:21 Contestação Contestação
181
11922 26/02/2018 14:21 ENOCK JDL CONTESTAÇÃO1 Contestação
366
11922 26/02/2018 14:21 1.APONTE O DEDO PARA A CORRUPÇÃO Documento de comprovação
340
11922 26/02/2018 14:21 2.DOC Ação MP Documento de comprovação
325
11922 26/02/2018 14:21 2.1.DOC DECISAO juiza-Celia-Vidotti-determina- Documento de comprovação
321 bloqueiro-de-bens-de-Joao-Dorileo-Leal-
11922 26/02/2018 14:21 2.2Cod. - AI nº AI 1000592-88.2016- Cont. AI - João Documento de comprovação
316 Dorileo - Gazeta - manter bloqueio conta PJE
11922 26/02/2018 14:21 3.Doc MidiaNews Mulher de Mauro usa microblog Documento de comprovação
360 para atacar Grupo Gazeta
11922 26/02/2018 14:21 4.casos ecom gate Documento de comprovação
356
11922 26/02/2018 14:21 4.doc.2 noticia mpe Documento de comprovação
374
11922 26/02/2018 14:21 5. alçao MP ElElitoral Documento de comprovação
390
11922 26/02/2018 14:21 6. doc Secom Gate Documento de comprovação
386
11922 26/02/2018 14:21 7. MATERIA RONALDO PACHECO Documento de comprovação
408
11922 26/02/2018 14:21 8.doc poder politico Documento de comprovação
419
11922 26/02/2018 14:21 8.materia midianews candidatura Dorileu Documento de comprovação
470
11922 26/02/2018 14:21 9.delaçao silval gazzeta Documento de comprovação
424
11922 26/02/2018 14:21 10. CICRUITO PODER DOLRILEODorileo Leal nega Documento de comprovação
508 que tenha sido chamado para encabeçar chapa
11922 26/02/2018 14:21 11.ConJur - Ex-governador de Mato Grosso será Documento de comprovação
487 julgado nesta quarta
TERMO DE AUDIÊNCIA

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Número do documento: 18022610063105000000011723080
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: BRUNA YOKOHAMA QUEIROZ DE ARRUDA Num. 11915009 - Pág. 1
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Número do documento: 18022610060986900000011723085
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: BRUNA YOKOHAMA QUEIROZ DE ARRUDA Num. 11915009 - Pág. 2
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Número do documento: 18022610060986900000011723085
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http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022610060986900000011723085
Número do documento: 18022610060986900000011723085
EM ANEXO

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922181 - Pág. 1
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Número do documento: 18022614211621900000011729996
EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA
NONA VARA CIVEL.

PRIORIDADE-IDOSO

Autos n.º. 1031502-38.2017.8.11.0041

A imprensa é a vista da Nação. Por ela


é que a Nação acompanha o que lhe
passa ao perto e ao longe, enxerga o
que lhe malfazem, devassa o que lhe
ocultam e tramam, colhe o que lhe
sonegam, ou roubam, percebe onde lhe
alvejam, ou nodoam, mede o que lhe
cerceiam, ou destroem, vela pelo que
lhe interessa, e se acautela do que a
ameaça.

Ruy Barbosa

ENOCK CAVALCANTI DA SILVA, brasileiro, solteiro, jornalista e

advogado, residente e domiciliado nesta Capital, à avenida Mário Augusto


Vieira n.º. 269, Condomínio Morada do Parque, apartamento 104-B, bairro
Morada do Ouro, CEP: 78053-734, com email
enockcavalcanti@gmail.com, tel. 65-996386107 (watts), advogando em
causa própria, regularmente inscrito na OAB/MT. sob o nº 6091, recebendo
as notificações e as intimações, no endereço supra indicado, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência apresentar

CONTESTAÇÃO À

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922366 - Pág. 1
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Número do documento: 18022614183227700000011730170
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS

proposta por JOÃO DORILEO LEAL, brasileiro, casado, empresário,


portador da Cédula de Identidade RG nº 086.757 -SSP/MT. e CPF nº
177.801.281-72, com endereço profissional nesta Capital, na rua Professora
Tereza Lobo, 30, Bairro Consil, dorileo@gazetadigital.com.br, CEP 78048-
405, tendo por base os artigos 318 e seguintes do CPC

o fazendo pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

I – DOS FATOS

Em seu petitório, o Querelante textualmente afirma que

O requerido, responsável pela linha editorial e pela publicação na


Internet do Blog denominado PAGINADOE (paginadoenock.com. br), há
muito tempo sente-se incomodado com a liderança do Jornal A Gazeta e
dos demais veículos do Grupo Gazeta de Comunicação, consolidada em
seu ramo de atividade, sob a direção do autor, encontrando sempre o
requerido algum pretexto para desferir ataques à reputação e ao
conceito social alcançados pelos méritos do autor. A última da série de
investidas do requerido contra a honra, reputação e conceito social do
autor ocorreu em setembro de 2017.

A seguir, prossegue em seu lamento para elencar o que seria, a seu


ver, as supostas “investidas do requerido contra a honra, reputação e
conceito social” do Requerente:

a) Que: “Durante o mês de setembro de 2017 o requerido veiculou


matérias caluniosas, difamatórias e injuriosas envolvendo o nome do
autor. Através do artigo [...] publicado pelo requerido o Blog

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922366 - Pág. 2
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614183227700000011730170
Número do documento: 18022614183227700000011730170
PAGINADOE afirmou que o autor estaria envolvido no esquema de
propinas que atualmente está sendo denunciado em Mato Grosso”.

b) Que o requerido afirmou: “falsamente que por meio de


operação fraudulenta, sem a prestação de serviço junto ao Poder
Público, o autor teria recebido quatro milhões de reais do Governo do
Estado”.

c) Que o requerido: “Reforça ... a calúnia ao asseverar que o valor


de quatro milhões de reais teria sido repassado para Dorileo em forma
de prestação de serviços nunca executados”.

d) Que o requerido: “Acrescenta ... que o autor estaria envolvido


em suposto “Escândalo das Gráficas, apurado pela Operação
Imperador, que chegou a levar para a prisão o ex-deputado estadual e
corrupto confesso José Geraldo Riva”.

e) Que: “Para agravar ainda mais o ato ilícito, o requerido afirma que o
autor estaria envolvido em outro suposto escândalo, denominado pelo
requerido de ‘Secomgate’, que teria ocorrido durante a gestão do falecido ex-
governador Dante de Oliveira”.

f) E, ainda que o requerido: “conclui ... afirmando que autor


também teria possível envolvimento com a organização criminosa
chefiada pelo comendador João Arcanjo Ribeiro, pessoa presa,
processada e condenada por homicídios, lavagem de dinheiro e outros
crimes.”.

Argumenta, ao final, de que


o autor jamais e em tempo algum foi julgado e condenado pelo Poder
Judiciário em relação aos fatos narrados.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922366 - Pág. 3
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614183227700000011730170
Número do documento: 18022614183227700000011730170
Admite, outrossim, que:

Se é certo que algumas acusações inverídicas constam da delação


premiada realizada pelo ex-governador Silval Barbosa, mais certo
ainda é que não existe qualquer espécie de processo, seja cível ou
criminal, contra o autor, relativo às mencionadas acusações inverídicas.
Se não há condenação, prevalece o princípio da presunção da inocência,
nos termos assegurados pela Constituição Federal, configurando-se
como ilícito o procedimento do requerido ao tentar julgar, condenar e
execrar publicamente o autor. [negritei].

Por fim, reclama:

... que o requerido, movido por interesses econômicos e torpes,


passou a atacar a honra e a reputação do autor, acusando-lhe de atos
ilícitos, sem ao menos ouvi-lo, como manda a regra do bom jornalismo.
O interesse que move o requerido neste episódio é o interesse
empresarial de atacar e achincalhar um jornal concorrente e seu
superintendente, na tola tentativa de enfraquecer os concorrentes
comerciais. As notícias irresponsáveis e mentirosas, da forma como
foram divulgadas, com o maior destaque possível, sem ao menos ser
ouvido o interessado, causou grave dano à honra, à reputação, ao
conceito social e à imagem do autor.

Este é o fato que motiva a presente Ação.

EM PRELIMINAR

Diz o Querelante:

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Número do documento: 18022614183227700000011730170
“A última da série de investidas do requerido contra a honra,
reputação e conceito social do autor ocorreu em setembro de 2017.
Durante o mês de setembro de 2017 o requerido veiculou matérias
caluniosas, difamatórias e injuriosas envolvendo o nome do autor.
[negritei].

É importante que se tenha sempre em consideração o inteiro teor do


artigo assinado por este blogueiro, divulgado através da PAGINA DO E

em 3 de setembro de 2017, sob título APONTE O DEDO


PARA A CORRUPÇÃO: Dorileo Leal, citado por
Silval em sua delação, teria recebido R$ 4 milhões,
que é alvo do questionamento pelo Sr. João Dorileo Leal. (DOC 1)

Com esta consideração, não obstante o tom acusatório da inicial, tais


condutas tidas como delitivas não foram tipificadas. Ou seja: Onde há
calunia? Onde está a difamação? Onde existe a injuria?

Ora, a tipificação e o consequente enquadramento normativo são


imprescindíveis para a correta propositura de uma ação penal. Hans
Welzel, o pai da teoria finalista do Direito Penal, ensina que “o tipo penal é
a descrição concreta da conduta proibida” [Direito Penal, SP: Romana, 2003].
Isto significa que o tipo penal só ocorre quando o ato imputado se enquadra
precisamente como a lei o descreve. Só então, e por isso mesmo, se poderá
deduzir a real lesão ocorrida ao bem protegido pelo tipo penal. Francisco de
Assis Toledo, em seu Princípios Básicos de Direito Penal, [Saraiva: 1994, pg.
84], escreve que “a tipicidade é a subsunção, a justaposição, a adequação

de uma conduta da vida real a um tipo legal de crime”.

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http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614183227700000011730170
Número do documento: 18022614183227700000011730170
A conduta aqui não foi tipificada, não foi descrita com precisão,
havendo nesta ação do Sr. João Dorileo Leal, tão só uma afirmação vaga e
genérica. Neste caso, como então atribuir-lhe uma penalidade?

O entendimento é pacifico na Doutrina e na Jurisprudência: a


tipicidade é o elemento intrínseco para definir a existência do crime. Sob
o aspecto formal, este reside na conduta descrita na lei.

Ora, como é consabido, só a correta descrição do fato praticado pelo


Requerido, enquadrando-o de conformidade com a infração contida na lei
penal, é que se poderá considerar ser esse um fato típico, adequado, isto é,
que se subsuma à conduta abstratamente descrita na lei penal. Trata-se da
decorrência natural do princípio da reserva legal: nullum crimen nulla
poena signe praevia lege. Logo, não existindo essa tipificação da conduta
delitiva não há como se falar em existência de crime.

Em recente julgamento, o Supremo Tribunal Federal, tendo como


relatora a Ministra Cármen Lúcia, decidiu que:

A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de


mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da
correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma
análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto,
para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e
penalmente relevante do bem jurídico tutelado.
Habeas Corpus 118.089 – Minas Gerais – Segunda Turma.
Julgamento 08/10/2013.

Assim, para a aferição da tipicidade é necessário que a conduta se


enquadre perfeitamente na descrição legal, ou seja, que haja a perfeita

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Número do documento: 18022614183227700000011730170
adequação do fato concreto ao tipo penal incriminador. Aqui, data
maxima vênia, nada disso existiu.

Com estas considerações, por ser inepta e por lhe faltarem os


requisitos legais, Requer-se preliminarmente que Vossa Excelência
negue seguimento a esta descabida Ação.
Caso, porém, o ilustre julgador entenda de modo distinto, passemos ao
exame das seguintes questões.

II - DO MÉRITO
CONFRONTANDO A ACUSAÇÃO

Antes de abordar os aspectos jurídicos que envolvem a presente


questão, façamos rápido histórico sobre a matéria jornalística que motiva
o descontentamento do Querelante.

1. A origem da informação divulgada pelo site PAGINADOE acha-se


indicada pelo próprio Querelante. Veja-se:

“Se é certo que algumas acusações inverídicas constam da delação


premiada realizada pelo ex-governador Silval Barbosa ... .”

Isto quer dizer que o jornalista ora questionado, não inventou nada,
mas apenas reproduziu o que foi informado pelas autoridades
responsáveis pelos procedimentos investigatórios e que consta da delação
premiada feita pelo ex-governador Sr. Silval Barbosa, às quais o próprio
Autor da Ação, como se vê, faz a ela faz referência e ... que está a todos
disponíveis na internet. [ vide: http://docplayer.com.br/61673319-T-i-1-i-t.htm].

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Número do documento: 18022614183227700000011730170
As informações sobre inquéritos que estão em trâmite na Polícia
Federal tem origem na própria autoridade responsável pelo procedimento.
De igual modo, tem sido quanto às ações em curso no Poder Judiciário,
sendo público e notório que o ex-governador esteve em prisão por vários
meses, em decorrência dos procedimentos investigatórios desenvolvidos
pelo Ministério Público do Estado.
Quando o Querelante diz “algumas acusações inverídicas constam
da delação premiada”, isto significa que, se por um lado ele admite que
“algumas” delas são inverídicas outras, ou as demais, são verdadeiras; já
por outro lado, ele apenas está exercendo o jus sperniandi. Quanto a serem
essas acusações inverídicas, ou não, só ao Poder Judiciário caberá dize-lo.
Ora, quando da publicação do artigo/notícia, no dia 3 do mês de
setembro do 2017, o jornalista e blogueiro nada mais fez que exercer o
seu direito/dever de informar e comentar fatos de interesse amplo da
sociedade.
É fácil concluir que o artigo/comentário que teria abespinhado o
Autor não decorreu de nenhuma interpretação apressada, maldosa, jocosa
ou de qualquer modo dirigida a ofender quem quer que seja. Apenas deu a
esse fato – a delação do ex-governador - a dimensão que julgou
merecedora, procurando assim retratá-lo para seus leitores tal como os
feitos foram declarados às autoridades judiciárias. O jornalista, motivo
desta descabida acusação, apenas noticia e comenta fato deveras ocorrido
e repercute a forma como a sociedade o encarou. Ao narrar tais fatos não
adentra ao mérito do julgamento, a que só ao Poder Judiciário compete
fazê-lo.

A fonte da noticia - comentário

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http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614183227700000011730170
Número do documento: 18022614183227700000011730170
A notícia abebera-se numa única fonte e nisso, como se mostrou,
coincidem ambas as partes. A delação do sr. Silval Barbosa, consta no
Termo de Declaração nº 32, incluído no volume III, do Anexo I da Notícia
de Fato - NF-PGR 1.00.000.010999/2016 - 15, prestada em 11 de maio de
2017, às 14h59min, na sede da Procuradoria da República em Mato Grosso
e depois constante do Termo de Delação Premiada, anexo 2, pagina 92,
homologada pelo Ministro Luiz Fux do STF.
Daí se conclui que a conduta do jornalista não tipifica as
modalidades criminosas que o Requerente afirma ter ocorrido, e,
portanto, não é o caso para inferir reflexos na esfera civil.

As supostas ofensas

2. Como foi apontado acima, o Querelante afirma ter tido a sua


honra ferida por relatos de:
2.1 - fatos presentes
2.2 - por acontecimentos no passado [o caso que se tornou
conhecido como “Secomgate” no governo Dante de Oliveira].
A
2.1 - Quanto aos fatos presentes:
Vamos à fonte da notícia que gerou o comentário tido
como difamatório.
Trata-se do referido Termo de Declaração nº 32, incluído
no volume III, do Anexo I da Notícia de Fato prestada em 11 de maio do
corrente ano, à Procuradoria da República em Mato Grosso.
Conforme o Requerente, foi dito, no artigo publicado no dia
3 de setembro de 2017, que o Querelante estaria:
a) “envolvido no esquema de propinas que atualmente está sendo
denunciado em Mato Grosso”.

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Número do documento: 18022614183227700000011730170
> O que declarou o ex-governador:
QUE o Declarante se recorda que ficou um débito de serviços não
contabilizados no caixa oficial referente à produção e aquisição de
material gráfico perante a "GRÁFICA MILENIUM LIDA", pertencente
ao "GRUPO GAZETA", para a coligação "MATO GROSSO EM 1º
PRIMEIRO LUGAR", no valor aproximado de R$ 4.000.000,00
(quatro milhões de reais); [fls. 499].

Pois bem, aqui já fica dito que a Gráfica Milenium, de propriedade


de João Dorileo Leal, prestou serviços para a campanha eleitoral que
elegeu o ex-governador e que disso “ficou um débito de serviços não
contabilizados no caixa oficial”.

Ora, não é necessário ser expert em legislação eleitoral para se


concluir que a não contabilização oficial de serviços e recursos em
campanha eleitoral, também popularmente conhecido como “Caixa 2”, já
se configura crime. Que, diga-se de passagem, já levou, na conhecida
“Operação Lava Jato”, alguns ‘marqueteiros’ à condenação e à prisão.
Crime este que, via de regra, é quitado por recursos provenientes de
propinas. Aliás, a chamada Operação Lavajato vem desvendando tais
meandros.
> E mais adiante, [fls. 500], disse o Depoente:

QUE a dívida de aproximadamente R$ 4.000.000,00 (quatro milhões


de reais) contraída por JOÃO DORILEO LEAL foi quitada através da
SECOM de forma parcelada, sendo que JOÃO DORILEO LEAL tinha
ciência da origem ilícita de tais pagamentos.

Então, sublinhe-se: 1 – Uma dívida particular, de campanha


eleitoral, “quitada através da SECOM”, ou seja, pelo Poder Público, pela

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Número do documento: 18022614183227700000011730170
sociedade mato-grossense, portanto; 2 – Que João Dorileo Leal “tinha
ciência da origem ilícita de tais pagamentos.”.

> Em seguida, às fls. 502, aduz o ex - governante:

QUE como o débito ainda estava em aberto, já não havia como


pagar com recursos do Estado pois já era o ano de 2015, e DORILEO
LEAL continuava a cobrar insistentemente, para o pagamento do valor
remanescente de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais),

Maiores comentários são despiciendos.


Este é o escândalo hoje conhecido como “Escândalo das Gráficas”,
desvendado pelo MPE, e que está sendo apurado e divulgado.

b) Que: “por meio de operação fraudulenta, sem a prestação de


serviço junto ao Poder Público, o autor teria recebido quatro milhões de
reais do Governo do Estado”.
> O que declarou o ex-governador [às fls. 500]:
QUE: Em razão do débito não adimplido JOÃO DORILEO LEAL
passou a realizar duras cobranças em face do Declarante, sendo que entre
o final do ano de 2010 e início do ano de 2011, em reunião com JOÃO
DORILEO LEAL, no gabinete do Declarante, foi combinado que JOÃO
DORILEO LEAL contraísse um empréstimo perante o BIC BANCO e
o pagamento desse empréstimo seria efetuado através de recursos da
Secretaria de Comunicação (SECOM), por meio dos contratos das
agências de publicidade. [fls. 500].

Ora, está mais do que claro de que a prestação de serviços foi


feita para a campanha eleitoral que elegeu Silval Barbosa e não para o
Governo do Estado. Assim, ter contraído “um empréstimo perante o BIC
BANCO e o pagamento desse empréstimo” ser “efetuado através de recursos da

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922366 - Pág. 11
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614183227700000011730170
Número do documento: 18022614183227700000011730170
Secretaria de Comunicação (SECOM), por meio dos contratos das agências de
publicidade”, constitui-se, ou não, em uma clamorosa fraude? Um evidente

ato de corrupção com o dinheiro público?

c) Que: “o valor de quatro milhões de reais teria sido repassado


para Dorileo em forma de prestação de serviços nunca executados”.
> O que declarou o ex-governador [às fls. 500]:
QUE foi combinado que JOÃO DORILEO LEAL lançaria nas notas
fiscais valores a maior do que efetivamente foi executado.

Ora, “valores a maior do que efetivamente foi executado” significa


nada mais, nada menos, do que aquilo que foi afirmado no
artigo/comentário, ou seja, que serviços não realizados [executados] foram
pagos.
Portanto, tal operação se configura claramente como
fraudulenta. Mas essa é, tão somente, uma das faces dessa operação
fraudulenta. A outra, é que foi pago um serviço particular [impressos de
campanha política] com recursos públicos.
d) Que estaria envolvido no “Escândalo das Gráficas, apurado
pela Operação Imperador, que chegou a levar para a prisão o ex-deputado
estadual e corrupto confesso José Geraldo Riva”.
> O que declarou o ex-governador [às fls. 502]:

QUE como o débito ainda estava em aberto, já não havia como pagar
com recursos do Estado pois já era o ano de 2015, e DORILEO LEAL
continuava a cobrar insistentemente, para o pagamento do valor
remanescente de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), o
Declarante conversou com PEDRO NADAF, ex-secretário da Casa
Civil, que acabou repassando para JOÃO DORILEO LEAL, 02 (dois)
imóveis pertencentes a PEDRO NADAF para quitar tal débito; QUE esse

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valor pago por PEDRO NADAF seria acertado pelo Declarante com
PEDRO NADAF, posteriormente.

Como é público e notório, além do ex-deputado estadual José


Geraldo Riva, estiveram presos e estão sendo processados, aguardando
sentenciamento, figuras importantíssimas do governo passado, como
Silval Barbosa e Pedro Nadaf.
Ademais, é mais que sabido pela população que está em curso a
AÇÃO CIVIL PUBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA C/C PEDIDO
DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO E PEDIDO LIMINAR DE INDISPONIBILIDADE DE
BENS, distribuída à Vara Especializada em 18/11/2015, sob o número
53573-22.2015811.0041 - Cód. 1065787.

A referida Ação, proposta pelo Ministério Publico estadual, é


derivada do inquérito civil registrado sob o número SIMP 59 – 023/2013,
instaurado para apurar suspeitas de dano ao erário público, causado pela
Assembleia Legislativa, no pregão realizado em 11/09/12, que teve como
objetivo a contratação de empresas para a realização de serviços gráficos.
São trinta e três as pessoas processadas, entre as quais figuram José
Geraldo Riva e João Dorileo Leal e o seu jornal “A Gazeta”. À Ação foi
atribuído o valor de R$ 42.849.051,89 (Quarenta e dois milhões, oitocentos
e quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove centavos).
A medida liminar, requerida para decretar a indisponibilidade dos
bens de todos os demandados, foi concedida em 2 de março de 2016, em
decisão deferida pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada da
Fazenda Pública e Ação Popular. Vale sublinhar que a decisão liminar
determinou e o maior bloqueio operou-se sobre o patrimônio de João
Dorileo Leal e do jornal A Gazeta Ltda., de sua propriedade, alcançando o
montante de R$ 8.940.037,72 milhões, que, conforme a acusação, teriam
recebido dos cofres da Assembleia. Ora, essa informação foi noticiada

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pelos principais jornais e sites de Mato Grosso. (DOC 2, 2.1, 2 2.2) e
notícias, além de decisão Judicial.

Do noticiamento dos fatos

A imprensa mato-grossense noticiou todos os fatos constantes do


artigo escrito pelo Querelado, merecendo, é óbvio, menor destaque na
cadeia de comunicação dirigida por João Dorileo Leal. Desnecessário citar
a todos esses veículos da mídia, tão recentes são os acontecimentos. Não
obstante, as notícias sobre este último escândalo tiveram tão forte impacto
que nem mesmo um blog muito próximo a Dorileo Leal deixou de informar
o acontecido. Trata-se do “Blog do Antero”, de propriedade de Antero Paes
de Barros. Este blog, em 20 de novembro de 2015, sob o título de
“Acusados”, noticiava:

Além do deputado estadual Mauro Savi (PR), do ex-deputado José Riva,


do conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas de Mato Grosso, são
acusados outras 29 pessoas e empresas: [...]. Também foram alvo da ação
do MPE: ... João Dorileo Leal; Jornal A Gazeta Ltda.; (DOC X2).

Improbidade

Segundo a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual, a


combinação feita entre os supracitados servidores públicos e
proprietários de empresas gráficas, caracterizou crime previsto na
própria lei de licitações, o que resulta em responsabilidades pela prática de
atos de improbidade administrativa.
O órgão afirmou que foi possível constatar a prática das três espécies
de atos de improbidade administrativa, sendo eles: enriquecimento
ilícito, lesão ao erário e ferir os princípios da administração pública.
Segundo os referidos artigos, são considerados agentes ímprobos aqueles
responsáveis pela realização fraudulenta do certame; aqueles que receberam

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vantagem indevida, em razão do cargo, para manterem a contratação das
empresas gráficas mesmo sabendo que não havia a contraprestação
efetiva dos serviços para as quais foram contratadas; aqueles
responsáveis pela realização dos pagamentos às empresas pela simulação de
entrega dos serviços contratados; e, ainda, todos os concorrentes e
beneficiários da prática dos atos, afirmou o MPE.

A estreita ligação de João Dorileo Leal, e de seu conglomerado


jornalístico com todos os governos desde os anos noventa é pública e
notória. Importa dizer que o grupo tomou inusitado impulso nestes anos
que lhe foram muito prósperos.
Essa estreita ligação com o Poder, em prejuízo inclusive da
imparcialidade noticiosa, ficou evidenciada num fato fortuito ocorrido na
campanha eleitoral para o governo do Estado, no ano de 2010. Disputavam
voto os candidatos Mauro Mendes e Silval Barbosa. Após debate realizado
nos estúdios da TV Record – Canal 10, pertencente ao grupo Gazeta, a
esposa do primeiro, certamente verbalizando insatisfação do próprio,
criticou acerbamente o canal de televisão. Para este caso, basta apenas um
exemplo. O jornal eletrônico MídiaNews, na data de 22/09/2010, publicou
a seguinte notícia:
Mulher de Mauro usa microblog para atacar Grupo Gazeta

A mulher do candidato a governador pelo PSB, Mauro Mendes, a


economista Virginia Mendes, questionou, por meio do microblog Twitter, o
tratamento dado a seu marido pelo Grupo Gazeta de Comunicação, na noite
de segunda-feira (20), durante debate eleitoral na TV Record (Canal 10).
Ela afirma que o grupo empresarial estaria "fechado" com a campanha do
governador Silval Barbosa (PMDB), candidato à reeleição.
"Tratamento da Gazeta com MM [Mauro Mendes] é totalmente
diferente será por quê??? SB [Silval Barbosa] fica na sala do Dorileo Leal,

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[presidente do Grupo Gazeta] e WS [Wilson Santos] em sala VIP! Nossa não
existe isso aqui", declarou no Twitter.
Em outra mensagem no Twitter, Virgínia Mendes voltou a questionar
o tratamento recebido na emissora, ao comparar com a recepção por parte
de outra emissora, a TV Cidade Verde (Band/12), que também realizou
debate entre os candidatos a governador, em 12 de agosto passado.
"Gazeta que tratamento é este??? Me recuso a acreditar nisso.
Admiro muito o [Luiz Carlos] Becari [dono da TV Cidade Verde] pois ele
sim tratou todos iguais! Parabéns Becari", disparou a advogada, no
microblog.
Ela ainda afirmou que o tratamento da Gazeta é "imparcial". Na
verdade, Virginia, ao que tudo indica, queria dizer que a emissora seria
"parcial".
A mulher de Mauro declarou: "Gazeta é 100% SB [Silval Barbosa]
será por isso só sai notícias a favor dele?".
(DOC 3)

2.2 Quanto aos fatos passados

O caso SECOMGATE
Diz o Requerente:
Para agravar ainda mais o ato ilícito, o requerido afirma que o autor
estaria envolvido em outro suposto escândalo, denominado pelo
requerido de “Secomgate”, que teria ocorrido durante a gestão do
falecido ex-governador Dante de Oliveira. E conclui o requerido
afirmando que o autor também teria possível envolvimento com a
organização criminosa chefiada pelo comendador João Arcanjo Ribeiro,
pessoa presa, processada e condenada por homicídios, lavagem de
dinheiro e outros crimes.

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Vamos aos fatos. O escândalo que ficou nacionalmente conhecido
como ‘SECOMGATE’ começou a ser desvendado a partir de uma Ação
Popular, proposta em 1998, por pelo Sr. Genilto Nogueira, integrante da
Coligação Unidade Democrática [PMDB – PFL], que nesse ano concorrera
com candidatos ao Governo do Estado e aos Parlamentos. Encampando a
denúncia, o Ministério Público propôs Ação Civil Pública no qual se
comprovara que a Secretaria de Estado de Comunicação – SECOM fraudara
licitações e repassara o dinheiro à empresa de publicidade DMD -
Associados, Assessoria e Propaganda Ltda. e, via o Grupo Gazeta de
Comunicação, os recursos teriam sido repassados às campanhas dos
acusados.
A denúncia foi aceita pelo juiz Alberto Ferreira de Souza, atualmente
Desembargador, então titular da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital e,
julgada em 15 de outubro de 2002, resultou na condenação, “por
malversação de recurso público, má gestão, fraude e favorecimento nos
recursos da Secretaria de Comunicação do Estado para órgãos de
comunicação”, do ex-governador Dante de Oliveira, de seus Secretários de
Comunicação Social Mauro Camargo, Pedro Pinto e Antero Paes de
Barros, este último impedido de ser julgado por ter adquirido o foro
privilegiado, e dos sócios-proprietários da agência de publicidade DMD
Associados, Assessoria e Propaganda Ltda.

Destaque-se: entre os quais se encontram o Querelante João Dorileo por ser


um dos sócios condenados.

A Sentença determinava a devolução aos cofres públicos de recursos cujo


Contrato, na ocasião em que foi assinado, eram de aproximadamente 6
milhões de reais mensais. Na época do julgamento, estimava-se que tal
Contrato estaria em valores superiores a 200 milhões de reais. O

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magistrado determinou ainda que a sua decisão fosse remetida às
Promotorias Criminais da Capital para as devidas ações cabíveis.

Então, o argumento do Querelante de que “o autor jamais e em tempo algum foi


julgado e condenado pelo Poder Judiciário em relação aos fatos narrados., cai

fragorosamente por terra. É uma mentira que certamente não prosperará no


ambiente da Justiça.
(DOC 4) E DOC 11 – CONJUR.

Simultaneamente a esse processo, foi protocolada na Justiça Eleitoral


a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo n° 09/1998, pela qual a
Procuradoria Regional Eleitoral propunha a cassação dos mandatos eletivos
de Dante de Oliveira [então governador do Estado], do recém eleito
senador Antero Paes de Barros e dos deputados federais Ricarte de Freitas
e Lino Rossi. O argumento principal foi o de que contratos milionários
feitos pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Comunicação do
Estado - SECOM, teriam beneficiado órgãos de comunicação e, portanto,
configurariam abuso de poder econômico, alterando, com o repasse
fraudulento do dinheiro público, o resultado daquela eleição.
(DOC 5)

Ora, esse caso rumoroso foi amplamente noticiado na época. Menos,


evidentemente, pela cadeia informativa de propriedade de João Dorileo
Leal. Como, então, aceitar a ousada afirmação do Sr. João Dorileo Leal, em
seu assaque contra esse jornalista, segundo o qual “o autor jamais e em
tempo algum foi julgado e condenado pelo Poder Judiciário em relação
aos fatos narrados pelo requerido no Blog PAGINADOE?”
Só para citar um único órgão da imprensa, o Diário de Cuiabá
noticiou o escândalo chamado Secomgate - que, segundo o Sr. João

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Dorileo, não existiu e no qual ele diz que não esteve envolvido - por
exemplo, nas seguintes edições: 10/11/02 [ed 10.462]; 17/11/02 [ed.
10.467]; 27/11/02 [ed. 10476]; 17/06/2003 [ ]; 23/04/05 [ed. 11;197];
18/06/05 [ed. 11244]; 30/06/05 [ed. 11.264]; 07/07/2005 [ed. 11.260];
08/07/2005 [ed. 11.261]; 12/07/2005 [ed. 11264]; 11/10/05 [ed. 11.341].

O jornalista Antônio de Souza, então editor desse jornal escrevia no dia 17


de novembro de 2002: [ed. 10.467]:
SECOMGATE – Independentemente do que a Justiça possa decidir
(se mantém a condenação ou manda arquivar o processo), é bom saber
que o tristemente famoso caso “Secomgate” (o suposto desvio de
milhões de reais dos cofres públicos), como Fênix, ressurge das cinzas
para revelar algumas das facetas do Governo Dante de Oliveira/Antero
Paes de Barros – esse mesmo grupo que queria, a todo custo, se
perpetuar no Poder. No centro da questão, a polêmica (mas sempre
cobiçada) Secretaria de Comunicação Social do Palácio Paiaguás e a
agência de publicidade DMD. No rol das maracutaias, segundo as
denúncias, desvio de dinheiro, enriquecimento ilícito, abuso de poder
econômico em eleições passadas.

Dê no que dê, a verdade é uma só: dificilmente, esse pessoal


devolverá aos cofres públicos toda a grana supostamente desviada (em
valores atuais, corrigidos, chegaria aos R$ 200 milhões). Afinal,
segundo as más línguas, toda essa grana já teria sido diluída na compra
de fazendas, mansões, veículos, gado e até na construção de “impérios”
de Comunicação. Nem com mágica.
(DOC 6).

Na mesma ocasião, os jornalistas Kleber Lima, ex-Secretário de


Comunicação e atual Secretário de Cultura do Governo do Estado, e

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Ronaldo Pacheco, sob o título “Presidente evita Dante devido denúncias”,
publicaram a seguinte reportagem:
A imagem de Mato Grosso no cenário nacional, há algumas semanas,
está maculada pelas denúncias de corrupção que teriam ocorrido
durante a gestão do governador Dante de Oliveira (PSDB), como os
casos ‘Constran – Mala de Dólares’, favorecimento de empresas de
comunicação – o ‘Secomgate’ – e, agora, o escândalo ‘Família
Problema’, sobre o primeiro-irmão Armando Martins de Oliveira,
publicado na edição deste semana pela revista IstoÉ, entre outros.

[...]

O desvio de recursos da Secretaria de Comunicação Social (Secom)


para o Grupo Gazeta, o favorecimento em licitação à DMD–Associados
e o excesso de pagamento para ‘serviços de terceiros, pessoa física’, que
teria movimentado cerca R$ 700 milhões em três anos, foi a primeira
denúncia que mobilizou a chamada grande imprensa nacional.

O caso, que passou a ser conhecido como ‘Secomgate’, chegou às


páginas da revista IstoÉ, jornais Folha de S.Paulo, Correio Braziliense e
Jornal do Brasil.

Em 1995, por exemplo, primeiro ano do Governo Dante, o Grupo


Gazeta, sozinho, recebeu mais de 50% dos recursos da Secom, embora
a TV Gazeta, então filiada à Rede CNT, tinha patamares de média de
audiência inferiores a 3%.

Já a TV Centro América (Canal 4), afiliada da Rede Globo, com


média superior a 70% de audiência, ficou com menos de 10% dos
recursos destinados à área de comunicação pelo Governo naquele ano.

"É farra com dinheiro público, num favorecimento descarado",


denunciou o vice-presidente do PMDB de Cuiabá e candidato a
deputado estadual, Genilto Nogueira, que liderou uma campanha pela
criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia
Legislativa para apurar o caso. Nogueira conseguiu mais de 10 mil
assinaturas num abaixo-assinado pedindo a CPI, mas os deputados não
a instalaram.

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E prosseguem:
Para dar fachada legal ao favorecimento, a Secom realizou licitação,
em 1996, passando a ‘conta’ de comunicação do Governo para a
DMD–Associados, que, à época, tinha o empresário João Dorileo Leal,
dono do Grupo Gazeta, como um dos sócios.

"A certeza de impunidade é tamanha que nem se deram ao


trabalho de formar uma Comissão de Licitação teoricamente isenta
para dar a vitória à DMD", insistiu Genilto.

O caso Secomgate tem ações tramitando no Superior Tribunal de


Justiça (STJ), porque o governador tem direito a foro privilegiado;
no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde foi pedida a quebra do
sigilo bancário dos acusados, entre eles Dante, Thelma de Oliveira,
Armando de Oliveira e mais 17 pessoas; e na 18a Vara da Comarca
de Cuiabá.

(DOC 7)

Vale sublinhar, que esses jornalistas, tanto quanto o referido periódico, não
sofreram nenhuma ação com pedido indenizatório por parte do sr. João
Dorileo Leal quando fizeram estas afirmações. Mas a surpreendente
intenção do Sr. João Dorileo, agora, com esta sua ação, é tentar punir o
blogueiro Querelado por, simplesmente, e ainda que en passant, relembrar
fatos que já pertencem à historia contemporânea de Mato Grosso.

Afirma mais o Querelante que:

a) Na realidade, não há interesse público ou jornalístico para justificar


os ataques à imagem e ao conceito social do autor, com afirmações
descabidas de que teria praticado atos ilícitos ou crimes.
b) Os documentos anexos demonstra que o requerido, movido por
interesses econômicos e torpes, passou a atacar a honra e a reputação do
autor, acusando-lhe de atos ilícitos, sem ao menos ouvi-lo, como manda a
regra do bom jornalismo. O interesse que move o requerido neste
episódio é o interesse empresarial de atacar e achincalhar um jornal

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concorrente e seu superintendente, na tola tentativa de enfraquecer os
concorrentes comerciais. As notícias irresponsáveis e mentirosas, da
forma como foram divulgadas, com o maior destaque possível, sem ao
menos ser ouvido o interessado, causou grave dano à honra, à reputação,
ao conceito social e à IMAGEM DO AUTOR.”

Uma argumentação falaciosa

Estas afirmativas do Querelante não passam de sofismas capengas.


Como “não há interesse público ou jornalísticos” para o artigo que dá
motivo para a presente Ação? Ao contrário, a notícia sobre esse fato
escandaloso trata-se de serviço dos mais relevantes para a sociedade e
para o Judiciário. Ademais, como se demonstrou, os fatos já eram, por
ocasião da publicação do artigo, públicos e notórios, registros da História
recente de Mato Grosso.

O que acontece é que o Sr. João Dorileo quer se colocar acima e à


margem de qualquer comentário que não lhe seja favorável, numa tentativa
incansável, para se pôr mesmo fora do alcance da Lei e do Judiciário.
Como um “sátrapa” do jornalismo regional acha que pode apontar o dedo
para as mazelas dos outros, mas que está imune e é invulnerável a qualquer
ação legal. Entende que pode, dado o seu inegável poderio econômico,
estar ao largo de qualquer comentário ou acusação, por mais fundamentada
que seja.

O Sr. João Dorileo Leal, tirando as frases escritas pelo blogueiro do


seu contexto, usa argumentação rota para tentar convencer de que um
blogue modesto, o blogue deste humilde jornalista e blogueiro Enock
Cavalcanti, mesmo no contexto mato-grossense, por estar “movido por
interesses econômicos e torpes” quer “enfraquecer os concorrentes
comerciais”. Ora, trata-se de um sofisma de pé quebrado, que visa, entre

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outros motivos, como já se disse, pôr-se ao largo de qualquer crítica e
mesmo do alcance da Justiça, além de vã tentativa de tampar o sol com
peneira.

É público e notório que a satrapia da imprensa regional, um


verdadeiro “império” e um pesado monopólio, em Mato Grosso e também
no Centro Oeste, está nas mãos deste Sr. João Dorileo Leal que ora nos
acusa. Veja que, somente na capital do Estado, detém o controle de duas
emissoras de televisão [TV Record e TV Pantanal], de pelo menos três
emissoras de rádio [Gazeta FM, Capital FM, Cultura FM], além do jornal “A
Gazeta”, site de notícias Gazeta Digital, empresas de gráfica, de
publicidade, além de uma gama variada de outros negócios. A hegemonia
da comunicação jornalística em nosso Estado lhe pertence, sem dúvida.

No entanto, essa hegemonia vai além para, ultrapassando as


fronteiras da área da comunicação, adentrar em canais empresariais outros,
buscando inclusive alcançar o exercício direto da política. Não por menos,
se verificou o ensaio que fez o baronato para a disputa política quando, em
duas ocasiões, se propôs a ser candidato a prefeito de Cuiabá. Apenas para
exemplificar:

Em 13 de maio de 2012 o site ‘MídiaNews’ noticiava:

Apesar dos comentários de bastidores de que a candidatura do


empresário João Dorileo Leal (PMDB) à Prefeitura de Cuiabá estaria
ameaçada, o peemedebista afirmou que continua "empolgado" com a
eleição. Ele disse que a definição de candidatura será feita no momento
adequado, e garantiu que seu nome continua sendo a opção do PMDB para
disputar a eleição na Capital.
“Meu nome continua colocado no partido, para definirmos no momento
certo. Temos que formar uma base boa, e as conversas estão indo muito
bem”, declarou o empresário, em entrevista ao MidiaNews.

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(DOC 8)

Na eleição seguinte, em 2016, igualmente haveria de se colocar


como pré-candidato.

O site ‘Olhar Direto’, em 4 de agosto de 2016, publicaria, com a


manchete

Após desistência de Mauro, chapa com Dorileo prefeito e Tampinha vice ganha força
no grupo de Taques

A desistência de Mauro Mendes (PSB) da disputa à reeleição pela


Prefeitura de Cuiabá acabou por fortalecer o nome do empresário
Dorileo Leal (PSDB) para liderar na capital a chapa apoiada pelo
grupo político que comanda o Governo do Estado e a Assembleia
Legislativa. A tendência é que um nome do PSDB, partido do
governador, seja o escolhido para substituir o atual prefeito e Dorileo é
o mais bem posicionado entre os tucanos dispostos a entrar nesta briga.
O vice mais cotado é o suplente de deputado federal Tampinha (PSD),
que admitiu ter selado nos bastidores uma dobradinha com Mauro
Mendes antes da desistência.

(DOC 9)

Na mesma data, o semanário “Circuito Mato Grosso” noticiava:

Após desistência de Mauro Mendes, o dono do Grupo A Gazeta está


entre os nomes mais cotados pelo PSDB.

O empresário conta que estava em viagem quando ficou sabendo da


desistência do prefeito Mauro Mendes a reeleição. “Muitas pessoas me
ligaram, entre elas o governador Pedro Taques, Nilson Leitão e Jaime
Campos comentando comigo o que aconteceu,... .”, revela. Contudo,

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Leal se esquivou quando perguntado se aceitaria ou não uma possível
proposta para ser candidato.

(DOC 10)

Enfim, com o seu poderio financeiro e empresarial, com praticamente o


domínio da mídia em suas mãos, o Sr. Dorileo Leal pretende claramente
ocupar postos decisivos no comando da política mato-grossense. A
estratégia é inescondível: se pode estar no proscênio, por que continuar nos
bastidores? se pode exercer o poder diretamente, para quê intermediários?

Daí que, qualquer oposição, ou aquilo que julga ser oposição, lhe
causa pruridos. Para o dono do conglomerado da imprensa, o melhor da
parte dos outros é o silencio. Por isso, perpetrou está presente ação
para tentar calar este jornalista e blogueiro - ação que confiamos que a
Justiça de mato-grossense não deixará prosperar.

Não se trata de mero comentário político afirmar-se que tal situação de


monopólio que se observa em Mato Grosso é extremamente danosa para a
Democracia brasileira. Entre inúmeros exemplos ilustrativos, pode-se citar
que as denúncias feitas pelo MPE sobre esse rumoroso “caso das
gráficas”, praticamente não mereceu noticia e um maior aprofundamento
investigativo em nenhum dos veículos do grupo Gazeta. Sendo fácil
concluir que a linha editorial que uma estrutura de comunicação tão
concentrada e tão poderosa acaba por influenciar toda a mídia regional.

Ademais, é igualmente sabido que esse “império” não foi estruturado


graças a lances de ousadia, a uma apurada perspicácia empresarial, a
eficiência gerencial, a um elevado espírito criativo ou mesmo por uma
tradição no ramo. Não. Em menos de três décadas, esse “império” nasceu e
foi se estruturando na gostosa sombra do Poder Público. O governo Dante
de Oliveira aconteceu concomitante ao aparecimento do “Grupo Gazeta”.

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Os oito anos daquela administração foram pródigos para esse grupo. Na
prática havia uma satisfatória confusão entre o poder público e esse grupo
empresarial. Na peça acusatória do Ministério Público Estadual, no caso
“Secomgate”, o órgão aponta como evidencia da intima relação entre o
grupo empresarial e o governo do Estado, que tanto favoreceu às empresas
do grupo, o fato, entre outros, de que, nesse período de oito anos de
governo, nada menos que três dos quatro secretários de Comunicação de
Mato Grosso terem saído diretamente da redação do jornal para a
direção da pasta da Secom Estadual. Daí porque estiveram entre os réus
daquela Ação proposta contra a DMD - Associados, Assessoria e
Propaganda Ltda., os jornalistas Pedro Pinto de Oliveira e Mauro Peixoto
Camargo, além do então senador Antero Paes de Barros. Era, pois,
incontestável naquele período a força política do concubinato
governamental – grupo privado.
E, é claro, nessa relação promíscua, escândalos vieram à luz. Não
todos. Pelo menos não como talvez devessem. O “Secomgate” e a
“Operação Arca de Noé”, ficaram conhecidos nacionalmente, este último
denunciado pelo então procurador da República José Pedro Taques, atual
governador de Mato Grosso. Esse concubinato era tão público e notório
que o então candidato ao governo Blairo Maggi, quando disputava a
sucessão de Dante de Oliveira, dizia jocosamente, conforme ficou
registrado pela mídia e pela História, que uma de suas metas no
governo seria a “privatização de A Gazeta”.

Dizer que o Requerente “não foi ouvido” é verdadeira balela.


Primeiro, porque qualquer pessoa pode entrar no site e fazer os seus
comentários e, segundo, porque ele não pode provar que encaminhou ao
blogue um “pedido de direito de resposta”, pois não o fez. Além do mais, a
característica fundamental dos blogues, que vem ganhando força nesta

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nova etapa da comunicação no Brasil, é seu caráter de espaço de opinião,
um pequeno espaço de opinião, no caso da PAGINA DO E, para se
contrapor dos enormes espaços de opinião que tem o Querelante, ao seu
dispor, através dos seus múltiplos negócios na área da comunicação.
Então, quando Dorileo Leal diz que está sendo vítima de ataques à
sua honra, na verdade está é querendo calar a imprensa livre, aquela
imprensa que não está sob o seu domínio.

III - DO DIREITO-DEVER DE INFORMAR

O jornalista e blogueiro, ora acusado, exerce um múnus que lhe é


assegurado pela Constituição. Trata-se este de um direito fundamental:

art. 5º - XIV:
É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da
fonte, quando necessário ao exercício profissional.

Ora, o primeiro dever de um veículo de comunicação é informar,


posto que o acesso à informação é direito inalienável do cidadão,
garantido expressamente na Carta Magna. Não se trata, portanto, do
exercício de uma mera atividade econômica, mas da prestação de um
serviço público, previsto no texto maior, ao qual estão obrigados todos
aqueles que tomam para si a tarefa de informar.
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a
informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão
qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º. Nenhuma lei conterá disposição que possa constituir
embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer
veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V,
X, XIII eXIV.

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O caso vertente é exemplar para o âmbito desse Direito. Os fatos
existiram tal como narrados pelo Requerido, que se ateve aos limites de
sua função de informar e ciente da garantia que a Constituição Federal lhe
assegura para o cumprimento de sua missão. Tem o Requerido plena
consciência de que não cometeu abuso algum ao levar ao seu público
leitor o retrato do que realmente aconteceu, ainda que tivesse que se
referir ao Requerente, pois este foi citado expressamente na Ação Civil
Pública manejada pelo MPE no caso do chamado Escândalo das Gráficas ,
bem como na delação feita às autoridades pelo ex - governador Silval
Barbosa.
Assim agindo, sua conduta não se enquadra em nenhum dos
dispositivos legais apontados pelo Requerente, afastando, por isto mesmo,
qualquer possibilidade de responsabilidade por dano moral.

O paradoxo

2. O Requerente introduz os fatos da causa afirmando que o


Requerido ao publicar a matéria inquinada de ofensiva teria
deliberadamente, ofendido a sua honra, produzindo um resultado danoso.
Ao longo desta Contestação, o Requerido demonstra cabalmente
que não cometeu qualquer infringência à disciplina legal que regula a
liberdade de informação. Seus escritos procuraram com isenção e exatidão
retratar um fato concreto, objetivo, real, tanto isto é verdade que nem é
mesmo negado pelo Autor, ou seja, o Querelante ao explicitamente
afirmar “ é certo que algumas acusações inverídicas constam da delação premiada
realizada pelo ex-governador Silval Barbosa ... .” não nega que seu nome esteja

envolvido no episódio noticiado [a delação do ex-governante]. Ao


classificar as acusações de “inverídicas” não exclui o fato capital, o de
que foram ditas pelo ex-governador, com quem dividiu interesses. O

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Requerido, em seu artigo, apenas as reproduziu. Ora, isto por si só, já não
autoriza o Autor a imaginar que esteja sendo vítima do crime de calúnia,
injúria ou difamação.
 O Sr. Silval Barbosa acusou o Querelante dos fatos, isso foi
veiculado, todavia processa este Querelado com se este tivesse feito
as acusações, então porque não processou o Sr. Silval?

Esse direito de informar ao público, sem omitir fatos, só é possível onde


existe liberdade de expressão, onde não se busque a intimidação dos
órgãos de informação por meio de pedidos incabíveis como o veiculado
nesta ação.
E aqui se assiste ao “terrível paradoxo” que é o de um órgão de
imprensa querer censurar outro veículo de imprensa. Esse fato, no
entanto, se agiganta quando se vê que não se trata de uma luta leal entre
jornais, mas a de um conglomerado poderoso contra um membro nanico
dessa tão desprestigiada imprensa.

Dolo não demonstrado

No caso presente não se demonstrou o dolo e nem ao menos a culpa,


porque na hipótese não há tipificação dos crimes de calúnia e de
difamação. É evidente que o Requerido não imputou fato criminoso ao
Autor e nem tampouco lhe ofendeu a honra.

A só descrição dos fatos já deixa evidente tal circunstância, mas,


vejamos agora sob a ótica especificamente jurídica.
A tipificação legal dos crimes supostamente cometidos é capenga e
praticamente inexistente. A inicial não indica claramente quais as
condutas tipificariam cada um dos crimes apontados: calúnia, difamação,

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injuria. A referência é genérica. Os fatos foram colocados e, a partir daí,
se procura indicar as várias condutas delitivas que entende ter existido.
Em casos como este, os Tribunais já decidiram que:

RT 778/ 373:

Não cabe indenização, por danos morais, se o autor da ação não


consegue demonstrar que aquele que manifesta livremente o pensamento
presta declarações falsas (difamatórias ou caluniosas), com a intenção de
ofender a sua honra e denegrir a sua imagem.

Daí que, diante dessa grave omissão, o Requerido se vê forçado a


colocar, ainda que superficialmente, a questão de modo conceitual.

Os conceitos dos delitos imputados

3. A mera leitura da matéria publicada no blogue PAGINA DO E


mostra que não se pode vislumbrar a prática dos crimes de calúnia, injúria
e difamação.

Por quê? À luz da Doutrina:

Da Calúnia

A calúnia é delito que se caracteriza pela imputação falsa a alguém


de fato definido como crime. Pela calúnia ofende-se a honra objetiva da
pessoa.
Damásio E. De Jesus, em seu Direito Penal, destaca que o núcleo
do tipo de calúnia contém os verbos imputar e divulgar, a saber:

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Imputar significa atribuir a alguém a responsabilidade pela prática
de algum fato. Propalar é o relato verbal. Divulgar é narrar algum fato
por qualquer meio. Assim, no tipo fundamental da calúnia, descrito no
art. 138, caput, do CP, pune-se o autor da calúnia, uma vez que o
núcleo é o verbo imputar. Já nos subtipos do § 1º são punidos os que
repetem o que souberam.
[in: Saraiva, 2º vol., pg. 230]

Ao tratar do elemento normativo do tipo, o mesmo doutrinador diz


que este exige a prova da falsidade na imputação.
Diante disso, é necessário que seja falsa a imputação formulada
pelo sujeito. Se atribui a terceiro a prática de crime que realmente
ocorreu, inexiste a calúnia. [id. pg. 230].

A exata compreensão da natureza do crime de calúnia é que este só


ocorre quando se imputa, falsamente, a outrem, a prática de fato definido
como crime.
A matéria publicada pelo blogue PAGINA DO E e motivadora
dessa esdruxula ação indenizatória apenas registra a existência de
procedimentos investigatórios envolvendo ex - autoridades e particulares
na prática de delitos amplamente noticiados por toda a imprensa local,
inclusive, televisiva. Diz:
O dono da empresa de comunicação Grupo Gazeta, João Dorileo
Leal, segundo conta o ex-governador Silval, no anexo 2 página 92 em
sua delação, teria recebido R$ 4 milhões do Governo do Estado, por
meio de uma operação fraudulenta, sem a prestação efetiva do serviço
junto ao Poder Público.

A delação premiada do ex-governador Silval foi homologada pelo


Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Luís Fux, e o
empresário João Dorileo Leal terá certamente que se explicar na
Justiça, em face da ação do Ministério Público Federal.

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Ora, onde está que o autor da matéria, este jornalista e blogueiro
Enock Cavalcanti imputou, falsamente, a prática da modalidade criminosa
referida, ou de qualquer outra prevista na legislação criminal?
Noticiar uma ocorrência delituosa não é o mesmo que imputar um
fato a alguém, ainda mais falsamente. A notícia/comentário não diz que o
Autor participou da prática criminosa e, sim, [“segundo conta o ex-
governador Silval”], que ele estaria sendo acusado de participação, o que

são coisas absolutamente diferentes. Noticiar que o Querelante está sendo


acusado da prática de crime não é o mesmo que lhe imputar a prática
delituosa. Ainda mais fatos extraídos de uma delação premiada
considerada e homologada válida pelo Supremo Tribunal Federal.
O Requerido, o blogueiro Enock Cavalcanti, cumpriu com seu
dever de, diante de um fato de indiscutível interesse jornalístico, dar dele
conhecimento ao público. Para tanto, utilizou-se de fontes envolvidas no
acontecimento noticiado, sem nada acrescentar que não correspondesse ao
que realmente foi dito pela pessoa, um ex-governador que desfrutara da
amizade do Autor o Sr. João Dorileo. O conteúdo da notícia publicada
corresponde fielmente ao ocorrido e nela não se encontram os elementos
informativos do tipo criminoso declinado na inicial, a começar pela
imputação, inexistente na espécie.
Freitas Nobre diz em seus Comentários à Lei de Imprensa que:
Para configurar a calúnia, é, assim, indispensável:
a) a imputação de um crime e não apenas de um simples fato
desonroso; b) que a imputação seja objetivamente falsa, e, c) que o
autor tenha conhecimento da inocência do caluniado.
[in: Saraiva: pg. 98, 1985].

Ora, nenhum desses elementos acha-se na hipótese apresentada


pelo acusador. Eis que:

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1 – ao Requerido não foi imputado, sponte sua, o cometimento de
crime. Apenas noticiou-se os procedimentos investigatórios – a delação
premiada - onde o mesmo foi citado.
2 - não havendo imputação de crime, não há o que se falar em
falsidade; e,
3 - a notícia sobre os procedimentos investigatórios é
absolutamente verdadeira, além de pública e notória.

O que existiu aqui, isto sim, foi um animus narrandi, próprio e


típico do jornalismo combativo praticado desde sempre pelo Requerido.
No entanto, tal animus narrandi não implica em dolo de dano, ou seja, na
vontade deliberada de causar o mau da calunia. Veja-se o entendimento
dos Tribunais:

RT 428/350:
O ‘animus narrandi’, como os outros ‘animi’, exclui o elemento
subjetivo específico de crime contra a honra, isto é, o propósito mau, a
vontade perversa de difamar ou injuriar.

RT 489/349:
O ‘animus narrandi’ neutraliza a intenção de caluniar, eliminando o
dolo específico da infração .

Calúnia haveria, se o Requerido, tivesse feito circular uma


imputação que fosse falsa e que ele, mesmo tendo conhecimento prévio
dessa falsidade, agisse, publicando-a, com a intenção deliberada de causar
dano ao caluniado.
No caso vertente:
a) Mentiu o ex-governador? Não se sabe, até pelo menos o

desenrolar final do ato processual.

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b) Mas, mesmo se tivesse mentido, não significa que o

Requerido disso teria tido prévio conhecimento.


c) No entanto, supondo-se que tivesse mentido, ou seja, não

tivesse apresentado provas cabais do que afirmou, teria o Ministro Fux


homologado essa delação?

Não houve calunia, é evidente.

Da Difamação

Afirma o Requerente ter havido a prática do crime de difamação.


Difamar consiste em imputar a alguém fato ofensivo à sua
reputação. Para que haja a tipificação é necessário que preexista a clara
intenção de ofender. Noticiar que um inquérito foi aberto para a apuração
de uma prática delitiva, transcrever declarações já expostas à luz, feitas
por um réu confesso, não pode ser tido como fato ofensivo à reputação de
ninguém, seja ele quem for. Trata-se, ao contrário, de procedimento
absolutamente normal, tanto o instaurar-se um inquérito quanto a sua
divulgação pela imprensa. Quando as declarações do ex-governador foram
divulgadas pelo Requerido não teve ele aquele animus diffamandi, que é a
tipificação necessária para a configuração do delito que lhe está sendo
imputado.
É fato que o nome de João Dorileo Leal, em razão dos episódios já
narrados, foi, e está sendo veiculado na imprensa de maneira pouco
lisonjeira. Não obstante, isso por si só não se configura violação à honra.
Fossem meras especulações, aí sim. Não constasse seu nome de
declarações existentes em um inquérito do mais alto nível, tanto que para
tal há a exigência de que seja homologado por um Ministro da Corte
Suprema, aí sim haveria difamação. Não é, obviamente, o caso.

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Ademais, salvo melhor juízo, existe aqui uma evidente contradição
no petitório do Autor, pois, como é que um mesmo crime pode ser
simultaneamente classificado como calunioso e difamatório?
É tentador neste passo lembrar um dos grandes estilistas da
literatura mundial. No clássico O Vermelho e o Negro, Stendhal escreveu
[cito-o livremente]: “é errôneo culpar o espelho pela lama que reflete, e
mais errôneo ainda, culpar o carregador do espelho pelo estado de
conservação da estrada que o espelho reflete”.
Ora, ora, porque o jornal e o jornalista mostram a lama, são
culpados da existência da lama?

Da injúria

Injuriar é quando se imputa a alguém atributos, defeitos ou


qualidades negativas, ofendendo - lhe a dignidade ou o decoro.

Onde está essa injúria? Se nos outros crimes a demonstração cabal


se faz necessária, mais ainda neste, dado o seu nítido caráter de
subjetividade, [isto é, aquilo que o ofendido pensa de si mesmo]. Tal não
foi mostrado. Onde está, pergunta-se novamente, a ofensa a honra
subjetiva do Sr. Leal?

Do entendimento jurisprudencial

A respeito dessas três tipificações, o que vem entendendo os


Tribunais:

Tribunal de Justiça de Mato Grosso:

Segunda Câmara de Direito Privado – Ap. nº 117305/2017- Classe


CNJ – 198 - Relator: Des. Sebastião de Moraes Filho –
Protocolo: 117305/2017 – Julg.: 08-11-2017

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Ementa: Ap e l a ç ã o C í v e l
Ação de Indenização Por Danos Morais–
Matéria jornalística televisiva – S entença de
improcedência – Preliminar arguida em contrarrazões de
o f e n s a a o p r i n c i p i o d a dialeticidade –Rejeitada - Mérito – Dano
Moral – Abuso não identificado – Exposição dos fatos segundo o
boletim de ocorrência e a narrativa da autoridade
policial - Exercício regular de direito – Arts. 5º, XIV, e 220,
§§ 1º e 2º, da CF – Sentença mantida – Recurso
conhecido e desprovido.

Tribunal de Alçada do Paraná:

Indenização. Divulgação de fato verdadeiro. Não cabimento.

A ação indenizatória. Veiculação de fato verdadeiro pela imprensa.


Não configuração do crime de calúnia. Indenização indevida. Tratando-
se de notícia com cunho de veracidade, o emprego de expressões
utilizadas usualmente em processos criminais, não configura a
prática do crime de calúnia e tampouco outorga o direito de pleitear
indenização. Apelação desprovida, por maioria.

Ap. Cível n. 0153237-6/Curitiba, Ac. 15886, 6ª Câm. Cível, maioria,


j. 18.2.2003, Rel. Luiz conv. Jucimar Novochadlo – DJ 8.8.2003.

Tribunal de Justiça de Santa Catarina:

Apelação Cível – Indenização por danos morais – Notícia publicada


em jornal – Animus narrandi – Ofensa à honra não caracterizada –
Pedido improcedente – Recurso desprovido.

A imprensa, como veículo de informações, veria cerceada a sua


liberdade se não pudesse narrar os fatos ocorrentes em toda a sua
crueza, em toda a sua pungente e ou insultante realidade. Para o
jornalista, a narração da verdade sobreleva toda a qualquer consideração

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de ordem pessoal ou política, porque ela se lhe impõe como dever
funcional. (Darcy Arruda Miranda. Comentários à Lei de Imprensa, 2ª
ed. Revista dos Tribunais, Tomo I, p. 259/260).

Apelação Cível n. 2001.017783-8/Blumenau, 1ª Câm. Civil, v.u., j.


12.11.2202, Rel. José Volpato de Souza – Fonte: Site do Tribunal.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:

Animus narrandi. Ofensa à honra não caracterizada.

Ação de indenização por dano moral contra empresa jornalística por


divulgação de matéria policial, informando a remessa de inquérito à
justiça envolvendo uma quadrilha por furto de veículos, em que foi
indiciado o autor da ação indenizatória.

O artigo jornalístico veiculado, fundado em informações


fornecidas pela autoridade policial com base em dados coletados em
intensas investigações, não revela ofensa à moral em relação ao
indiciado, pois à luz da Constituição e da Lei de Imprensa, o demandado
não ultrapassou os limites que a liberdade de imprensa lhe assegura.
Apelo improvido.

Apelação Cível n. 70005148192, 5ª Câm. Cível, j. 30.10.2003, Rel.,


Marco Aurélio dos Santos Caminha – Fonte: Site do Tribunal.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:

Abuso de direito de informar. Não-caracterização. Indenização


indevida. Apelação cível. Responsabilidade civil. Dano moral. Ofensa à
honra de governador, por advogado. Veiculação através de jornal e de
programa de televisão. (...)

– Não caracteriza injúria à pessoa do autor a utilização de


qualificativos expressivos, seja na publicação de “A pedido”, intitulada
A Lógica do Razoável, seja através de entrevista televisiva, no programa
“Acuso”, abordagem de assuntos de alta transcendência para a

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opinião pública posto que alusivas a questões de alto interesse dos
governados quanto a assuntos de Estado. Juízos críticos, assim
reconhecidos, mas inseparáveis dos fatos ocorrentes. Matéria exposta ao
público após degravação de fita magnética. O homem público, enquanto
age nesta condição, está sujeito à divulgação de fatos que mereçam ou
não, a reprovação da opinião pública. Réu que, profissional advogado, se
encontrava sob o manto da imunidade assegurada pelo art. 133 da CF e
do art. 2º, § 1º do Estatuto da Advocacia. Ação julgada improcedente.
Preliminares rejeitadas, apelo do réu provido e improvida a apelação do
autor, por maioria.

TJRS, Apelação Cível n. 70005429246, 5º Câm. Cível, j. 2.10.2003,


Rel. Leo Lima – Fonte: Site do Tribunal.

Tribunal de Justiça de São Paulo:

Indenização. Dano moral. Imprensa. Matéria jornalística


verdadeira. Direito de veiculação. Ação improcedente. Recurso não
provido –

É legítima a notícia sobre uma prisão, ou indiciamento em inquérito


policial ou de alguém que está sendo processado criminalmente.
Mesmo que, no final da investigação, o sujeito saia livre da imputação
criminosa, o órgão de comunicação não deixou de agir senão no
exercício regular de um direito.

3ª C. Dir. Privado – Ap. 21.871-4/2 – Rel. Mattos Faria – j. 10.02.98 –


Voto 12.641.

Tribunal de Justiça do Paraná:

Responsabilidade civil – Ação de reparação por danos morais –


Menção em programa de rádio do nome do advogado como patrono de
integrante de quadrilha de ladrões – simples narrativa com intuito de

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prestar esclarecimentos – Referência, outrossim, aos nomes de outros
advogados – Dano moral indemonstrado – Improcedência da ação.

Ementa oficial: Ação de reparação de danos morais por ofensas que


teriam decorrido do alegado através de programa radiofônico. Ação
improcedente, sentença confirmada em grau de recurso, por não ter o
autor demonstrado em que consistiu o dano moral que alegou.
Dificilmente se poderia considerar ofensa a honra e a dignidade de
advogado militante perante a Justiça da Comarca o fato de ser
mencionado, através de programa radiofônico com intuito de prestar
esclarecimentos sobre noticiário jornalísticos a respeito de quadrilha de
ladrões de automóveis que operava na região, como advogado de um
dos ladrões, considerando ainda que o mesmo noticiário indicara
também os nomes de outros causídicos incumbidos da mesma tarefa.
Ac. nº 5.016 – 3ª Câmara Cível. [ in Paraná Judiciário, vol. 24, pág.
24].

Os julgados transcritos abonam inteiramente o que se vem alegando


ao longo desta peça contestatória no sentido de que a prova da conduta
dolosa ou culposa do agente é indispensável ao reconhecimento da
obrigação de indenizar. Sem essa caracterização, sem a prova cabal do
dano causado, a pretensão não pode ser acolhida, devendo ser, desde logo,
rejeitada, como se espera no caso presente.

Tal é o entendimento do colendo Supremo Tribunal Federal, na lição,


sempre precisa do Ministro Celso de Mello:

Uma vez dela ausente o “animus injuriandi vel diffamandi”, tal


como ressalta o magistério doutrinário (Cláudio Luiz Bueno de Godoy, “A
Liberdade de Imprensa e os Direitos da Personalidade”, p. 100/101, item n.
4.2.4, 2001, Atlas; Vidal Serrano Nunes Júnior, “A Proteção
Constitucional da Informação e o Direito à Crítica Jornalística”, p. 88/89,

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1997, Editora FTD; René Ariel Dotti, “Proteção da Vida Privada e
Liberdade de Informação”, p. 207/210, item n. 33, 1980, RT, v.g.), a
crítica que os meios de comunicação social dirigem às pessoas
públicas, especialmente às autoridades e aos agentes do Estado, por
mais acerba, dura e veemente que possa ser, deixa de sofrer, quanto
ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente
resultam dos direitos da personalidade. [ADPF 130-7 – DF].

EX POSITIS

Meritíssimo, evidenciou-se com clareza solar ao longo desta


Contestação a completa ausência sequer de indícios de animus difamandi
ou injuriandi, não sendo possível desvincular a publicação, que se intenta
penalizar, do exercício da liberdade de expressão, própria da atividade de
comunicação, na conformidade com o art. 5º, inc. IX, da Constituição da
República.

Soe ser evidente que aqui se trata de uma ação impetrada com
inequívocos fins intimidatórios contra um pequeno blog de notícias. E, a
partir daí, caso seja vitorioso o intento, intimidar a todos os que possam
oferecer contraposição ao poderoso conglomerado.

O valor pleiteado pelo Autor, a título de indenização, por supostas


ofensas à sua honra e à sua imagem, deve ser duramente questionado.
Como chegou ao bizarro cálculo de estabelecer R$ 50.000,00 e mais juros
de mora a partir da data da publicação, custas processuais e honorários
advocatícios de 20% sobre o total, de indenização? A situação econômica
do Requerido é difícil, pois se trata de um assalariado, que recebe
mensalmente pelo labor de sua escrita, da qual vive. A PAGINA DO E é
mantida em atividade em razão do ideal e da teimosia de seu proprietário e
de seus eventuais colaboradores. Essa dificuldade aumenta quando se trata

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de fazer um jornalismo independente e aberto à comunidade, o que
significa, na maior parte das vezes, destoar dos interesses governamentais e
dos grandes patrocinadores privados. Assim é que, enquanto uns ficam à
margem, outros se locupletam das benesses oficiais quando organismos
ligados ao Governo do Estado, muitas vezes sem se preocupar com a
legislação que rege os processos licitatórios, favorecem, como é sabido,
determinados veículos de comunicação.
O mesmo, como é público e notório e já aqui foi explicitado, não
ocorre com o Autor desta Ação que tem uma situação econômica mais que
privilegiada. Assim, pedir uma indenização cuja quantia corresponde a
mais de 53 salários mínimos tem não somente o claro intuito intimidatório,
visando amedrontar e fragilizar ainda mais oponentes que são
reconhecidamente mais fracos, como também o de tirar proveito
econômico.

De igual modo, não tem qualquer sentido dizer que ao Querelante


não foi dado o direito de resposta. Em nenhum momento, e disso lhe cabe
fazer prova, o mesmo procurou a direção do blogue para manifestar-se ante
a apreciação que foi feita sobre os fatos, de acordo com os preceitos
constitucionais. Ademais, e isso pode ser constatado, qualquer leitor pode
postar livremente comentários ao pé das matérias publicadas, muitos deles,
aliás, são feitos com críticas ao seu editor. A PAGINA DO E é, claramente
um blogue sem censuras – e isso ficou evidente em episódios recentes,
como a batalha travada no âmbito do Judiciário mato-grossense, que
resultou no afastamento compulsório de nada menos que 11 magistrados
que o Conselho Nacional de Justiça puniu por participação no chamado
Escândalo da Maçonaria.

Embora sabendo que tal não ocorre no conglomerado noticioso do sr.


Dorileo Leal, a PAGINADOE lhe está sendo franqueada para se contrapor às

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informações veiculadas na citada matéria. Em outras palavras, lhe cabe
confrontar com o ex-governador Silval Barbosa, do qual foi aliado
próximo.

Diante do exposto, é esta CONTESTAÇÃO para,

REQUERER

a) o indeferimento da inicial por, como demonstrado ficou, não ter

qualquer relação entre a publicação imputada e a capitulação legal que lhe


foi dada.

b) em consequência, que o valor da indenização pedida, e seus

corolários [verba honorária, custas processuais etc.], seja indeferido uma


vez que inexiste qualquer relação entre o noticiado pelo Querelado e a
repercussão que tal possa ter causado ao Autor.

c) que o Autor - por abusar do direito de petição, atirando-se a uma

aventura judiciária, na qual pretende se utilizar do já assoberbado Poder


Judiciário para fins claramente intimidatórios e de indevido enriquecimento
- seja considerado litigante de má-fé, com todas as consequências legais
advindas.

d) que, em decorrência, seja o mesmo condenado a indenizar o

Requerido em quantia a ser arbitrada por Vossa Excelência, porém, não


inferior ao valor que atribuiu à causa com multa por ato repleto de ma-fé.

e) que seja condenado em sucumbência no percentual de 20% (vinte


por cento) do montante que atribuiu à causa ou em valor a ser arbitrado por
Vossa Excelência.

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f) que o mesmo seja condenado a publicar na íntegra em seu jornal e
a veicular na sua mídia televisiva, sob pena de multa, a Sentença e o v.
acórdão.

Requer que toda publicação seja feita em nome de Enock Cavalcanti da


Silva OAB/MT 6.091.

Produção De toda prova admitida em direito;

Nestes termos, por ser de

JUSTIÇA

Pede deferimento.

Cuiabá, 26º de fevereiro de 2018.

ENOCK CAVALCANTI DA SILVA


OAB/MT 6.091

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APONTE O DEDO PARA A CORRUPÇÃO: Dorileo Leal, citado por
Silval em sua delação, teria recebido R$ 4 milhões

03/09/2017

1 Comentário

Dorileo, em foto de Hegla Oleiniczak

Parece que o ex-governador Silval Barbosa resolveu reforçar a campanha promovida atualmente
pelo Grupo Gazeta de Comunicação – Seja um Delator Cidadão – e incluiu o nome do diretor de A
Gazeta na delação premiada apresentada junto ao Supremo Tribunal Federal, como possivelmente
envolvido no esquema de propinas que atualmente está sendo denunciado em Mato Grosso.

O dono da empresa de comunicação Grupo Gazeta, João Dorileo Leal, segundo conta o ex-
governador Silval, no anexo 2 página 92 em sua delação, teria recebido R$ 4 milhões do Governo do
Estado, por meio de uma operação fraudulenta, sem a prestação efetiva do serviço junto ao Poder
Público. A delação premiada do ex-governador Silval foi homologado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF), através do ministro Luis Fux, e o empresário João Dorileo Leal terá certamente que
se explicar na Justiça, em face da ação do Ministério Público Federal.

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Em seu relato, Silval conta que a gráfica Milenium, pertencente ao Grupo Gazeta, do empresário
Dorileo, teria prestado serviços gráficos à campanha majoritária do grupo político de Silval ao
Governo de Mato Grosso, em 2010. Além do ex-governador, Dorileo atendeu a candidatos estaduais
e federais da coligação encabeçada pelo PMDB. Após o período eleitoral, Silval disse que ficou
devendo R$ 4 milhões a Dorileo, e que o dono do Grupo Gazeta passou a cobrá-lo insistentemente.

A saída para quitar a dívida, relata o ex-governador, teria sido fazer um empréstimo junto ao Bic
Banco, de aproximadamente R$ 4 milhões, em nome do Grupo Gazeta. Esse valor, conforme a
delação, foi repassado a Dorileo em forma de uma prestação de serviço nunca executado, de acordo
com o que garantiu Silval em sua delação. O repasse, a mando de Silva, teria sido feito pelo
Secretário de Estado de Comunicação à época, Osmar Carvalho.

Notável, no caso do Dorileo, é que a sua citação na chamada “delação monstruosa” do Silval, não
mereceu, até aqui, nenhuma citação nos veículos do Grupo Gazeta de Comunicação e nos demais
veiculos de comunicação da Grande Cuiabá e de Mato Grosso. O pacto do silêncio beneficia Dorileo.

Recorde-se que o recente envolvimento do empresário João Dorileo Leal, no chamado Escandalo
das Gráficas, apurado pela chamada Operação Imperador, que chegou a levar para a prisão o ex-
deputado estadual e corrupto confesso José Geraldo Riva, também tem sido abafado pela mídia
tradicional de Mato Grosso.

João Dorileo Leal é empresário hegemônico na área de Comunicação, em nosso Estado, e


atualmente, detém o controle de duas emissoras de televisão na capital – TV Record e TV Pantanal –
e pelo menos três emissoras de rádio – Gazeta FM, Capital FM e Cultura FM, além de outros
variados negócios.

A construção do poderio econômico do Joao Dorileo Leal, notadamente durante a administração do


então governador Dante de Oliveira e do seu chefe da Casa Civil, Antero Paes de Barros, já lhe valeu
outros processos na Justiça comum e na Justiça Federal, tendo sido alvo do chamado Escandalo
Secomgate, e da Operação Arca de Noé, que apurou seu possivel envolvimento com a organização
criminosa comandada pelo Comendador João Arcanjo Ribeiro, alvo de denúncia do então
procurador da República Jose Pedro Taques, aceita pelo entao juiz federal Júlier Sebastião da Silva.

Quando disputou o Governo do Estado pela primeira vez, uma das bandeiras que sustentaram a
campanha do sojicultor Blairo Maggi, em tom de ironia, foi a “privatização” de A Gazeta. Maggi
chegou a apontar relação promiscua do grupo de comunicação comandado por Dorileo com o
governo comandado por Dante e Antero. Depois, acabou estabelecendo conciliação com A Gazeta.

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
9ª PROMOTORIA DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA
MISSÃO: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais
indisponíveis, buscando a justiça social e pleno exercício da cidadania.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA


ESPECIALIZADA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO POPULAR DA
CAPITAL.

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO


DE MATO GROSSO, pelo Promotor de Justiça abaixo assinado,
no exercício de suas atribuições legais, legitimado pelos arts.
127 e 129, inciso III, da Constituição Federal, art. 103 da
Constituição Estadual, art. 1º da Lei Complementar Estadual
nº 27/93, arts. 25 inciso IV, letra “ b ”, 26, inciso I e 29, inciso
VIII, da Lei nº 8.625/93-LONMP e com fundamento nas Leis
Federais nº 7.347/85 (ACP) e 8.429/92 (LIA), vem perante
Vossa Excelência propor a presente

AÇÃO CIVIL POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA C/C


PEDIDO DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO E PEDIDO LIMINAR DE
INDISPONIBILIDADE DE BENS

Em desfavor de:
JOSÉ GERALDO RIVA, brasileiro, portador do RG
297.707/SSP/MT, CPF 387.539.109-82, nascido em Guaçui/ES,
em 08/04/1959, filho de Daury Riva e de Maria Pirovani Riva,
residente e domiciliado à Rua Sinjão Curvo, 207, Bairro Santa
Rosa, Cuiabá-MT;

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

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MAURO LUIZ SAVI, brasileiro, casado, deputado Estadual,
inscrito no CPF n.º 523.977.699-72, portador do RG n.º
3414738-8 SSP/PR, filho de ODIL A S AVI, podendo ser
encontrado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, seu
domicílio necessário, a qual se situa na situada na Av. André
Maggi nº 6, Centro Político Administrativo, CEP 78.049-901,
Cuiabá-MT;

SÉRGIO RICARDO DE ALMEIDA, brasileiro, conselheiro do


Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, filho de Doroti
Argenton Almeida, nascido em 06.12.1958, inscrito no CPF
334.697.509-63 e possuidor do Título de eleitor n.
5682961872, residente e domiciliado na Rua Tenente Alcides
Duarte de Souza, n. 421, Apto 1602, Duque de Caxias I, CEP
78043-263, cidade de Cuiabá/MT;

LUIZ MÁRCIO BASTOS POMMOT, brasileiro, portador do CPF


346.626.501-00, RG 446702/SSP/MT, podendo ser localizado
no edifício sede da Assembleia Legislativa de MT, Cuiabá-MT,
residente e domiciliado à Av. Historiador Rubens de
Mendonça, 260, Residencial Tropical Privê, Apto. 402, Bairro
Bosque da Saúde, Cuiabá-MT;

AGENOR FRANCISCO BOMBASSARO, brasileiro, nascido em


30/05/1957, CPF 347.400.239-20, portador do titulo de
eleitor nº 6615391821, filho de ANITA GUZZO BOMBASS ARO,
residente e domiciliado na rua Professora Dulce Proença,
183, Campo Velho, CEP 78.065-278, Cuiabá-MT

DJALMA ERMENEGILDO, brasileiro, CPF n. 284.177.479-15 e


título de eleitor n. 1965451805, filho de Isabel Tosta
Ermenegildo, nascido aos 05.9.1958, residente à Rua Major
Arnaldo de Matos, n. 11, Vila Branca, Duque de Caxias, CEP
78052-045, Cuiabá- MT;

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

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DJAN DA LUZ CLIVATI, brasileiro, portador do RG n. 0926555-4
SSP/MT, do CPF n. 631.094.331-68, filho de Agenor Jacomo
Clivati e Maria Elodi Lima da Luz, nascido aos 04/08/1975,
natural de Umuarama-PR, podendo ser localizado no edifício
sede da Assembleia Legislativa de MT, Cuiabá-MT, ou ainda
em seu endereço situado à Rua Jornalista Nelson Rodrigues
Santos, Quadra G, Casa 09, Bairro Jardim das Flores, Várzea
Grande - MT;

ROBSON RODRIGUES ALVES, brasileiro, casado, portador do


RG 0974090-2 SJ/MT e do CPF 326.895.511-87, filho de
Otogamisio Alves e Luiza Rodrigues Alves, residente e
domiciliado na rua Marechal Floriano Peixoto, n. 1520, Ed.
Cecilia Meireles, Apto. 901, Bairro Duque de Caixas, CEP
78043-395, Cuiabá-MT, podendo ser encontrado no endereço
profissional situado à Av. Rubens de Mendonça, n. 1232 A,
CEP 78050-000, Cuiabá-MT

MULTIGRÁFICA INDUSTRIA GRÁFICA E EDITORA LTDA, pessoa


jurídica de direito privado, nome fantasia GRAFICA DIGITAL
MULTICÓPIAS, registrada no CNPJ sob o nº 24.969-149/0001-
41, representada por seu sócio administrador ROBSON
RODRIGUES ALVES, com sede localizada na Avenida
Historiador Rubens de Mendonça, n. 1232-A, Alvorada, CEP
78.050-000, Cuiabá/MT.

LEONIR RODRIGUES DA SILVA, brasileiro, separado


judicialmente, empresário, filho de José Gonçalves da Silva e
Joana Rodrigues da Silva, portador do RG 129.948 SSP/MT e
do CPF 003.813.301-68, residente e domiciliado na Rua O, n.
131, Edifício Tuparandy, AP 1902, Bairro Miguel Sutil, CEP
78048-338, Cuiabá-MT

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

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EDITORA DE GUIAS MATOGROSSO LTDA, pessoa jurídica de
direito privado, nome fantasia GRÁFICA ATAL AIA, registrada
no CNPJ sob o nº 08.954.839/0001-70, representada por seu
sócio administrador LEONIR RODRIGUES DA SILVA, com sede
localizada Av. Miguel Sutil, 3530, 1º Piso, Sala 02, Bosque da
Saúde, CEP 78.010-500, Cuiabá-MT

EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, brasileiro, filho de


Isaias Miguel da Silva e Nereide Pontes da Silva, inscrito no
RG 821.587 SSP/MT e no CPF 626.832.091-34, residente e
domiciliado Rua Coronel Gonçalo de Figueiredo, 264, Jd.
Aeroporto, CEP 78135-395, Várzea Grande-MT

E.G.P. DA SILVA-ME, pessoa jurídica de direito privado, nome


fantasia INTERGRAF GRÁFICA E EDITORA, registrada no CNPJ
00.899.192/0001-10, representada por seu proprietário
EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, com sede localizada na
Rua Cristovão Colombo, 318, Jardim Imperador, Sala A, CEP
78.125-630, Varzea Grande-MT

CARLOS OLIVEIRA COELHO, sócio proprietário da empresa


Carlos Coelho Oliveira – ME (Gráfica Gênesis), brasileiro,
casado, filho de Cecilia Coelho de Moraes, inscrito no RG
032.066.8 SSP/MT e no CPF 207.246.241-04, residente e
domiciliado à Rua São Benedito, n. 467, Bairro Lixeira, CEP
78.008-405, Cuiabá-MT ou Qd. 02, 23, Cond. Recanto
Salvador, Recanto dos Pássaros, CEP 78075-290, Cuiabá-MT

CARLOS OLIVEIRA COELHO – ME, pessoa jurídica de direito


privado, nome fantasia GRÁFICA GENESIS, registrada no CNPJ
00.938.050/0001-14, representada por seu proprietário
CARLOS OLIVEIRA COELHO, com sede na Rua Doze, 20,
Quadra 29, Recanto dos Pássaros, CEP 78.075-320, Cuiabá-
MT

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

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Número do documento: 18022614171556700000011730130
JORGE LUIZ MARTINS DEFANTI, brasileiro, empresário, casado,
filho de Dalmi Fernandes Defanti e Iza Martins Defanti,
inscrito no RG n. 1034036-0 SSP/MT e do CPF n. 357.699.639-
72, residente e domiciliado na Rua Los Angeles, 875, Jardim
Califórnia, CEP n.º 78070-400, no município de Cuiabá-MT

DEFANTI – INDUSTRIA, COMÉRCIO, GRÁFICA E EDITORA LTDA.,


GRÁFICA E EDITORA, pessoa jurídica de direito privado, nome
fantasia DEFANTI GRÁFICA E EDITORA, registrada no CNPJ nº
36.882.777/0001-74, representada por seu sócio -proprietário
administrador JORGE LUIZ MARTINS DEFANTI, com sede na Av.
Tancredo Neves, 405, Jd. Petrópolis, CEP 78.070-122, Cuiabá-
MT

RENAN DE SOUZA PAULA, brasileiro, solteiro, filho de Suzeli


Rodrigues de Souza Paula, inscrito no RG nº 19560168 e no
CPF 035.106.681-03, domiciliado na Rua Nossa Senhora
Aparecida, 408, Água Vermelha,CEP 78.138-030, Várzea
Grande-MT

CAPGRAF EDITORA, INDUSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA,


pessoa jurídica de direito privado, nome fantasia CAPGRAF
EDITAL SOLUTION, registrada no CNPJ sob o nº
05.771.393/0001-50, representada por seu sócio-
administrador RENAN DE SOUZA PAUL A, com sede na Av.
Miguel Sutil, 4402, Jardim Leblon, Bloco C, CEP 78.060-000,
Cuiabá-MT

ROMMEL FRANCISCO PINTEL KUNZE, brasileiro, casado, filho


de Francisco Kunze e Benedita Fátima Pintel Kunze, portador
do RG 0667334-1 SSP/MT e do CPF 603.766.861-20,
domiciliado na rua Espanha, nº 410, Santa Rosa, CEP 78040-
155, Cuiabá-MT

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922325 - Pág. 5
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MARCIA PAESANO DA CUNHA, brasileira, solteira, filha de
Marquesa Paesano da Cunha, portadora do RG 1.139.133-2
SSP/MT e do CPF 817.743.461-68, residente e domiciliada à
Av. Rio Piraim, n. 720, Quadra 15, Bairro Grande Terceiro,
CEP 78.065-470, Cuiabá-MT

KCM EDITORA E DISTRIBUIDORA LTDA, pessoa jurídica privada,


nome fantasia KCM EDITORA E GRÁFICA, registrada no CNPJ
sob o nº 03.720.462/0001-71, representada por seus sócios
administradores ROMMEL FRANCISCO PINTEL KUNZE e
MARCIA PAES ANO DA CUNHA, com sede localizada na Av.
Ipiranga, n. 1322, Porto, CEP 78.043-050, Cuiabá-MT

JOÃO DORILEO LEAL, brasileiro, casado, publicitário, filho de


Maria Eliza Dorileo Leal, inscrito no RG n. 086.757-8 SSP/MT
e no CPF 177.801.281-72, residente e domiciliado à rua
Estevão de Mendonça, nº 81, Ed. Top Life, apto 801, CEP
78043-300, Cuiabá-MT

JORNAL A GAZETA LTDA, pessoa jurídica de direito privado,


registrada no CNPJ sob o nº 06.167.347/0001-00,
representada por seu sócio administrador JOÃO DORILEO
LEAL, com sede na Rua Tereza Lobo, 30, Consil, CEP 78.048-
000, Cuiabá-MT

ANTONIO RONI DE LIZ, brasileiro, solteiro, filho de Ari Ribeiro


de Liz e Maria Santa de Liz, portador do RG 1320445-9 e do
CPF 492.817.049-00, residente e domiciliado na Rua São
Francisco de Assis, Centro, CEP 78.110-370, Várzea Grande-
MT ou na rua Jornalista Alves de Oliveira, 2148, Cristo Rei,
CEP 78.110-798, Várzea Grande-MT;

EDITORA DE LIZ LTDA, pessoa jurídica de direito privado,


nome fantasia GRAFICA DE LIZ, registrada no CNPJ nº

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Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes, s/nº, Setor "D", Centro Político Administrativo,
CDCT CEP: 78049-928, Cuiabá/MT. Tel: 3611-0600 – e-mail: gilberto.gomes@mpmt.mp.br

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07.773.026/0001-11, representada por seu sócio
administrador ANTONIO RONI DE LIZ, com sede na Rua Alves
de Oliveira, 2142, Cristo Rei, CEP 78.118-080, Várzea Grande

FABIO MARTINS DEFANTI, brasileiro, solteiro, filho Dalmi


Fernandes Defanti e Isa Martins Defanti, portador do RG
0822215-0 e do CPF 51308193149, residente e domiciliado
na Av. Das Palmeiras, s/n, lote 22, quadra 01, Condomínio
Belvedere, Bairro Jardim Imperial, CEP 78.075-850, Cuiabá-
MT

DALMI FERNANDES DEFANTI JUNIOR, brasileiro, casado, filho


Dalmi Fernandes Defanti e Isa Martins Defanti, portador do
RG 765.470 SSP/MT e do CPF 503.402.801-82, residente e
domiciliado na Av. Itália, 965, Jardim Itália, CEP 78.060-755,
Cuiabá-MT;

ALESSANDRO FRANCISCO TEIXEIRA, brasileiro, filho de


Raimundo Evodio Nogueira e Tereza Aparecida T Nogueira,
RG 856.780 SSP/MT, CPF 544.400.501.82 residente e
domiciliado na AV. Republica do Líbano, 655, Casa 22, Senhor
dos Passos, CEP 78.048-135, Cuiabá-MT;

GRÁFICA PRINT INDÚSTRIA E EDITORA LTDA, pessoa jurídica


de direito privado, nome fantasia GRÁFICA PRINT, registrada
no CNPJ nº 73.783.649/0001-08, representada por seus
sócios administradores FABIO MARTINS DEFANTI e DALMI
FERNANDES DEFANTI, com sede na Av. João Eugênio
Gonçalves Pinheiro, 350, Areão, CEP 78.010-308, Cuiabá-MT

HÉLIO RESENDE PEREIRA, brasileiro, separado judicialmente,


procurador por instrumento público da empresa WM
COMUNIAÇÃO VISUAL, filho de Mario Batista Pereira e
Hermenegilda Resende Pereira, portador do RG 0133223-6

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SSP/MT e do CPF 157.180.001-82, residente e domiciliado na
rua Barão de Melgaço, n. 826, Bairro Porto, Cuiabá-MT;

W.M. COMUNICAÇÃO VISUAL LTDA, pessoa jurídica de direito


privado, nome fantasia VISUAL DESIGN, registrada no CNPJ
sob o nº 07.561.503/0001-85, representada por seu
representante legal, HÉLIO RESENDE PEREIRA, com sede na
Rua São Cristóvão, 1185-B, Poção, CEP 78.015-651, Cuiabá-
MT

pelas razões de fato e direito a seguir aduzidas:

1 - DA AÇÃO CIVIL Nº 60105-46.2014.811.0041 (CÓDIGO


949642)

Prima facie , por questão de ordem, é


importante deixar registrado que, com relação aos fatos aqui
narrados – pratica de fraude no procedimento licitatório
Pregão Presencial nº 15/2012/ALMT, realizado pela
Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, para
aquisição de materiais gráficos via compra simulada –, mais
especificamente em relação aos lotes VII e XIII, vencidos
pela empresa PROPEL COMÉRCIO DE MATERIAIS DE
ESCRITÓRIO LTDA (O DOCUMENTO), está em curso perante
essa Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular
a AÇÃO CIVIL POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
COM PEDIDO DE RESS ARCIMENTO E PEDIDO LIMINAR,
proposta por este Ministério Público em dezembro de 2014
em desfavor de JOSÉ GERALDO RIVA, MAURO LUIZ SAVI, LUIZ
MARCIO BASTOS POMMOT, DJAN DA LUZ CLIVATI, JORGE LUIZ
MARTINS DEFANTI, GLEYSY FERREIRA DE SOUZA, MAKSUES
LEITE e a própria empresa, a qual tramita pelo Código TJMT
nº 949642.

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Número do documento: 18022614171556700000011730130
Referida ação foi proposta
separadamente e naquela data tendo em vista a delação
feita pelo proprietário da mencionada empresa – MAKSUES
LEITE –, que confessou e detalhou o esquema ilícito
perpetrado pelos então agentes públicos e demais
empresários gráficos em detrimento do erário estadual.
Portanto, é por essa razão que
excluída está, do polo passivo desta presente demanda, a
empresa PROPEL COMÉRCIO DE MATERIAIS DE ESCRITÓRIO
LTDA, figurando como requeridos desta peça inaugural os
agentes públicos envolvidos nos fatos e as outras onze
empresas gráficas participantes do Pregão 15/2012/ALMT,
que agiram em conjunto para o sucesso da fraude no
respectivo certame.

2 - DA CONTEXTUALIZAÇÃO DAS INVESTIGAÇÕES

De proêmio, pede-se venia pela


extensa peça processual, justificada, a nosso sentir, pela
necessidade de que a longa história seja contada por
completo.

Para facilitar a compreensão dos


fatos narrados e o manuseio da presente peça, colacionamos
abaixo um sumário dos Tópicos que a compõe.

Também para facilitar a consulta dos


tópicos e dos documentos, foram inseridos recursos de
“hiperlinks” no SUMÁRIO e nos TÍTULOS dos tópicos desta
peça processual que permitem rápido acesso ao respectivo
assunto em referência. O mesmo recurso foi utilizado quanto
aos ANEXOS citados ao longo da petição, desde que estejam
na mesma “PASTA” de dados.

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SUMÁRIO 1

1 - DA AÇÃO CI VIL Nº 60105-46.2014.811.0041 (CÓDIGO 949642) ................. 8


2 - DA CONTEXTUALIZAÇÃO DAS INVE STIGAÇÕES ........................................................ 9
SUMÁRIO .................................................................................................................................................... 10
3 - DO MODUS OPERANDI ............................................................................................................. 17
4 - DA COMPROVAÇÃO DE QUE TODO O CERTAME ERA COMANDADO PEL A
GRÁFICA DE FANTI .............................................................................................................................. 26
4.1 – HOMOGENEIDADE DE VARIAÇÃO PERCE NTUAL NOS PREÇOS DOS
I TENS DE CADA LOTE, PELOS PRO PONENTES ............................................................. 26
4.2 – HOMOGENEIDADE DO LOTE IV – PENDRIVE BAIXADO NO
COM PUTADOR DA PROPEL ....................................................................................................... 29
5 - DAS IRREGUL ARIDADE S FORMAIS NO PROCEDIMENTO L ICITATÓRIO ...... 31
5.1 – FASE I NTER NA OU PRELIM INAR ............................................................................... 32
5.2 – FASE DE PROPOSTAS ...................................................................................................... 34
5.2. 1 – Descumpriment o do it em 6.2 do Edi tal .................................................. 35
5.2. 2 – PROPOSTA ES TRANHA - ven ced ora do Lot e XI n ão s e referi a aos
it ens lici tad os ............................................................................................................................ 37
5.2. 3 – Descumpriment o do it em 8.3.3 do Edit al ............................................. 39
6 - DAS IRREGUL ARIDADE S NA ( NÃO) PRESTAÇÃO DOS .......................................... 40
SE RVIÇOS E NOS RESPECTIVOS PAGAMENTOS ............................................................... 40
6.1 – GRÁF ICA DE FANTI ............................................................................................................ 42
6.2 – GRÁF ICA PR INT .................................................................................................................. 47
6.3 – JOR NAL A GAZETA ............................................................................................................ 54
6.4 – WM COMUNI CAÇÃO VIS UAL ....................................................................................... 60
6.5 – GRÁFICA O DOCUMENTO - PRO PEL....................................................................... 64
6.6 – EDITORA DE GUIAS MATO GROSSO ...................................................................... 65
6.7 – EDITORA DE LIZ ................................................................................................................ 66
6.8 – CARLOS DE OLIVE IRA COELHO (GENESIS) ....................................................... 70
6.9 – E.G. P DA S ILVA-ME – I NTERGRAF ........................................................................... 71
6.10 – KCM E DITORA & GRÁFI CA LTDA ............................................................................ 75
6.11 – MULT ICÓPIAS – GRÁFI CA DIGITAL ....................................................................... 77
6.12 – CAPGRAF DIGITAL SOLUTION ................................................................................. 80
7 - DO SOBR EPRE ÇO NOS SE RVI ÇOS L ICITADOS ........................................................... 83
8 - DA PRATI CA DE CARTEL E DE CR IME NO PREGÃO Nº 15/2012/ ALMT ...... 85
9 - DA IMPRO BIDADE ADMI NISTRATIVA ............................................................................... 90
9.1 - DA INDIVIDUAL IZAÇÃO DAS CONDUTAS IM PROBAS ................................... 91
9.1. 1 – DOS AGENTES PÚBLI COS ................................................................................... 91
9.1. 2 – DOS TERCE IROS PRIVADOS (EMPRES AS E RE PRESE NTANTES) . 94
10 - DA REPARAÇÃO DO DANO - SOL IDARIEDADE ........................................................ 96
11 - DO DANO MORAL COLETIVO ............................................................................................ 99
12 – DOS PEDIDOS .......................................................................................................................... 103
12.1 – DO PE DIDO L IMI NAR: DA ME DIDA DE I NDI SPONIBILIDADE DE BENS
................................................................................................................................................................ 103
12.2 DO PEDIDO DE MÉRI TO ............................................................................................... 109

1
LINKs – Todos os tópicos deste SUMÁRIO estão “linkados” com seus respectivos conteúdos ao longo
desta peça, e vice-versa. Com um “clique” nos tópicos acima, acessa-se o item correspondente da peça.
Da mesma forma, com um “clique” nos títulos dos tópicos ao longo da peça, retorna-se ao SUMÁRIO.

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Pois bem. O inquérito civil registrado
sob o SIMP 000059-023/2013, cuja cópia instrui os presentes
autos, foi instaurado para apurar graves suspeitas de dano
ao erário em decorrência de irregularidades ocorridas no
Pregão nº 015/2012, realizado pela Assembleia Legislativa do
Estado de Mato Grosso, cujo objeto era contratação de
empresas especializadas em prestação de serviços gráficos,
cuja sessão de julgamento se realizou em 11/09/2012.
Referido inquérito teve origem a
partir de cópia da Ata de Registro de Preços nº 015/2012,
encaminhada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato
Grosso nos autos de outro inquérito civil, o SIMP 001362-
023/2012, que também investigava irregularidades na
prestação de serviços gráficos, porém ao Estado de Mato
Grosso, via Secretaria de Administração.
Segundo o que foi informado nos
autos daquele SIMP 001362-023/2012, a Assembleia
Legislativa teria aderido a vários lotes do Pregão Presencial
n. 093/2011/S AD, os quais totalizavam R$16.101.109,00 em
serviços gráficos. Como havia notícias de irregularidades no
pregão da SAD (aderido), esta promotoria INFORMOU a
Assembleia Legislativa dessas possíveis irregularidades,
recomendando a suspensão de eventuais aquisições
decorrentes da adesão, ao que aquela Casa Legislativa
respondeu que as aquisições relacionadas a essa adesão já
haviam se encerrado, uma vez que acabara de concluir seu
próprio pregão de serviços gráficos – o Pregão 15/2012, que
ora é objeto desta inicial, cuja ata revelava registro de
preços de serviços gráficos no total de R$ 32.039.503,68.
Com tais informações, observou-se,
de imediato, que em curtíssimo espaço de tempo a
Assembleia Legislativa de Mato Grosso havia registrado
preços de serviços gráficos para o ano de 2012 em mais de

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48 MILHÕES DE REAIS (a somatória dos dois procedimentos –
adesão e pregão 15/2012), o que, sem dúvida, causou
espécie, já que tal importância apresentava-se
absolutamente desproporcional às necessidades aparentes
da Assembleia Legislativa, cujo orçamento anual para aquele
ano de 2012 foi de pouco mais de 200 milhões de reais, o
que significa que, se todo o material licitado e aderido fosse
adquirido, teria a Assembleia Legislativa comprometido mais
de vinte por cento do seu orçamento somente em material
gráfico, o que é um despropósito !
Importante anotar, ainda, que nessa
ocasião encontrava-se em investigação nesta Promotoria, por
notícias de irregularidades, o pregão anterior realizado pela
Casa para serviços gráficos, o de número 11/2010, cuja
vigência se deu de 26/01/2011 à 31/12/2011, no qual foram
licitados R$21.048.694,42 em serviços gráficos e a partir do
qual a Assembleia Legislativa acabou por adquirir o absurdo
valor de, no mínimo, R$17.404.125,93 em serviços gráficos
relacionados a publicidade institucional, valor apurado por
este parquet .
Tínhamos, então, a informação de
que a Assembleia Legislativa, entre inicio de 2011 e
setembro de 2012, houvera REGISTRADO PREÇOS de serviços
gráficos em mais de R$69.000.000,00 - R$21.048.694,42
(Pregão 11/2010- ALMT), R$ 16.101.109,00 (Adesão à Ata da
SAD) e R$ 32.039.503,68 (Pregão 15/2012-ALMT) -,
projetando um gasto anual de aproximados 35 MILHÕES DE
REAIS.
E, pior, a expressiva parte desses
supostos serviços (mais de 80%) destinava-se a serviços
gráficos relacionados a divulgação institucional, com a
edição de livros, revistas, panfletos, jornais, periódicos,
informativos, cartilhas, etc. Ou seja, em dois anos, a
Assembleia Legislativa estaria gastando (se de fato tivesse

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havido aquisições) mais de 55 MILHÕES DE REAIS em
serviços gráficos destinados a divulgação institucional, dos
quais aproximados 40 MILHÕES somente no ano de 2012.
Para detalhar tais gastos, colaciono a
tabela resumo elaborada por esta Promotoria de Justiça
demonstrando os valores despendidos por tipo de impresso
nos pregões realizados pela Assembleia do Estado de Mato
Grosso no período, bem como a totalização por fornecedor,
frisando que esses dados encontram-se detalhados nas
planilhas elaboradas a partir das informações obtidas nos
referidos inquéritos, que originarão outras demandas, as
quais se encontram juntadas em anexo (ANEXO I) 2 a estes
autos sob a denominação “AQUISIÇÕES DE SERVIÇOS
GRÁFICOS PEL A ALMT – CONSOLIDAÇÃO DOS PREGÕES 11/10,
15/12 E ADESÕES À ARP 003/2012/SAD.
FAT U R A M E N T O – P O R I T E N S

A D E S Ã O ATA SOMA DOS ITENS


ITENS PREGÃO 15/2012 PREGÃO 11/2010
03/2012-S AD N A S 3 ATA S

FOLDERS R$ 1.039.901,40 R$ 783.391,22 R$ 0,00 R$ 1.823.292,62


BANNERS R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00

DIVERSOS R$ 452.990,66 R$ 1.012.738,47 R$ 654.008,70 R$ 2.119.737,83

C A RT I L H A S R$ 3.380.659,00 R$ 2.577.075,26 R$ 2.236.685,45 R$ 8.194.419,71

C E RT I F I C A D O S R$ 0,00 R$ 6.190,20 R$ 0,00 R$ 6.190,20

JORNAIS R$ 3.985.900,00 R$ 15.990.119,74 R$ 6.915.240,00 R$ 24.321.218,82

ADESIVOS R$ 84.625,00 R$ 77.994,00 R$ 43.000,00 R$ 205.619,00

C A RTA Z E S R$ 474.975,50 R$ 433.220,14 R$ 0,00 R$ 908.195,64

E N V E LO P E S R$ 400.500,00 R$ 550.848,63 R$ 0,00 R$ 951.348,63

R E V I S TA S R$ 821.901,60 R$ 4.218.109,44 R$ 2.164.500,00 R$ 7.204.511,04

LIVROS R$ 1.531.300,00 R$ 6.911.199,20 R$ 3.372.049,00 R$ 11.814.548,20

IMPRESSOS R$ 795.943,40 R$ 507.837,50 R$ 0,00 R$ 1.303.780,90

PA N F L E T O S R$ 1.084.902,70 R$ 627.293,75 R$ 362.784,00 R$ 2.074.980,45

PA P E L T I M B R A D O R$ 0,00 R$ 226.785,50 R$ 0,00 R$ 226.785,50

C A PA S R$ 169.150,00 R$ 205.943,00 R$ 0,00 R$ 375.093,00

I N F O R M AT I V O S R$ 442.704,20 R$ 102.803,44 R$ 1.850,00 R$ 547.357,64

C A RT Õ E S R$ 573.819,30 R$ 107.615,60 R$ 0,00 R$ 681.434,90

LIVRETOS R$ 0,00 R$ 2.950.023,02 R$ 1.654.008,78 R$ 4.604.031,80

CONVITES R$ 343.676,30 R$ 321.450,62 R$ 0,00 R$ 665.126,92

BLOC OS R$ 1.062.820,00 R$ 111.927,46 R$ 0,00 R$ 1.174.747,46


PA S TA R$ 226.000,00 R$ 126.485,70 R$ 0,00 R$ 352.485,70
SOMA DAS
ATA S / P R E G Õ E S , R$16.871.769,06 R$37.849.051,89 R$17.404.125,93 R$72.124.946,88
PE LOS I TE NS

2
Com um “clique” em “ANEXO I”, acessa-se o documento correspondente

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FAT U R A M E N T O - R E S U M O D A S G R Á F I C A S F O R N E C E D O R A S

FORNECEDOR/ A D E S Ã O ATA SOMA DOS ITENS


PREGÃO 15/2012 PREGÃO 11/2010
CNPJ 03/2012-S AD N A S 3 ATA S

TECNOMÍDIA
(01.145.305/0001- R$ 297.870,00 - - R$ 297.870,00
54)
E S PA Ç O ( L I G R A F )
(01.880.954/0001- R$ 135.000,00 - - R$ 135.000,00
07)
KC M
(03.720.462/0001- - R$ 630.000,00 - R$ 630.000,00
71)
G RÁF I CA O
DOCUMENTO
- R$ 1.655.000,00 - R$ 1.655.000,00
(10.758.883/0001-
57)
G Ê NE SES (C AR LOS
OL I VE IRA COEL H O)
- R$ 1.242.791,00 R$ 0,00 R$ 1.242.791,00
(00.938.050/0001-
14)
M U LT I C Ó P I A S
( GRAFI CA
D I G I TA L ) R$ 383.050,00 R$ 699.999,90 - R$ 1.083.049,90
(24.969.149/0001-
41)
ED I T ORA DE L I Z
(07.773.026/0001- R$ 1.750.000,00 R$ 1.378.900,00 R$ 624.750,00 R$ 3.753.650,00
11)
WM (VISUAL)
(07.561.503/0001- - R$ 1.066.653,00 R$ 1.054.000,00 R$ 2.120.653,00
85)
G RÁF I CA PR I NT
(73.783.649/0001- R$ 5.519.333,26 R$ 7.392.514,49 R$ 2.730.500,00 R$ 15.642.347,75
08)
J O R N A L A G A Z E TA
(06.167.347/0001- R$ 3.290.000,00 R$ 8.940.037,72 R$ 7.847.995,00 R$ 17.507.991,80
00)
D E FA N T I
(36.882.777/0001- R$ 1.076.750,00 R$ 6.040.816,00 R$ 3.192.950,00 R$ 10.310.516,00
74)
G U I A S ( ATA L A I A )
(08.954.839/0001- R$ 2.077.195,80 R$ 6.486.432,06 R$ 1.576.750,00 R$ 10.140.377,86
70)
CAPGRAF
(05.771.393/0001- - R$ 0,00 R$ 377.180,93 R$ 377.180,93
50)
P O RT O B E L O
(07.546.046/0001- - - R$ 0,00 R$ 0,00
50)
E G P S I LVA
( I NTER GRAF)
R$ 2.342.570,00 R$ 2.315.907,72 R$ 0,00 R$ 4.658.477,72
(00.899.192/0001-
10)

S O M A D A S ATA S R$16.871.769,06 R$37.848.051,89 R$17.404.125,93 R$ 72.124.946,88

Das informações acima, causa


perplexidade a inutilidade prática dos materiais gráficos
licitados e adquiridos pela ALMT nesses pregões, mesmo que
tivessem sido impressos – e muitos não foram.

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Como se observa, a quase totalidade
versa sobre publicidade institucional da Casa – livros,
revistas, informes, periódicos, etc -, sendo absolutamente
desnecessário o seu gasto com “impressão”, principalmente
na era digital em que vivemos, que tudo pode e deve,
conforme disposição da Lei Federal 12.527/2011 (L AI), ser
publicado na própria página eletrônica da Assembleia
Legislativa do Estado de Mato Grosso. Mas o pior, Excelência,
é que a maioria desses itens foram pagos, mas não foram
produzidos nem entregues.
Mas, os excessos e absurdos não
ficam por aí. Além dessa estratosférica quantia dirigida a
serviços gráficos na área de publicidade institucional, o
Poder Legislativo Estadual ainda dispunha naquele ano de
2012 de outra verba voltada ao mesmo tema - PUBLICIDADE
INSTITUCIONAL – com, inclusive, previsão na Lei
Orçamentária Anual: trata-se da verba destinada às agências
de publicidade para veiculação de publicidades nos diversos
meios de comunicação (rádio, televisão, jornais, etc), cuja
previsão, para o ano de 2012, era de R$15.070.000,00,
importância dobrada no ano seguinte – 2013 – para
R$30.144.000,00, as quais, frise-se, foram todas consumidas
conforme previsto.
A par, pois, desses dados, verificava-
se, na ocasião, que, SOMENTE para o ano de 2012, o gasto da
Assembleia em publicidades e divulgações se projetava para
estratosféricos R$55 milhões de reais, um acinte ! Isso, se
tais recursos tivessem sido realmente gastos, o que, como já
se afirmou, não ocorreu, vez que grande parte deles foi
simplesmente repartida entre os envolvidos sem nenhuma
contraprestação.
Um acinte, repita-se. Só para
dimensionar esse valor, informa-se que o Hospital Pronto
Socorro Municipal de Cuiabá, que atende as emergências da

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Capital e muitas do interior, operava naquele ano com
orçamento em valor próximo a esse, de R$ 63.570.000,00,
conforme projeção obtida a partir de informações prestadas
pelo próprio HPSM (ANEXO VII).
Ou seja, enquanto pessoas morriam
por falta de condições e de orçamento do HPSM, a
Assembleia Legislativa direcionava quantia equivalente
daquele nosocômio a PUBLICIDADES INSTITUCIONAIS, grande
parte desse valor sendo dividido entre gestores e
empresários ímprobos. Em um verdadeiro assassinato
silencioso e sorrateiro.
Pois bem, diante desses expressivos
valores e de notícias de que há muito vinham ocorrendo
fraudes em licitações para aquisição de material gráfico
efetuadas pelo Legislativo Estadual, com o fim de verificar a
regularidade do procedimento licitatório e dos processos de
aquisições e pagamentos dos respectivos objetos desse
Pregão nº 15/2012, foram colhidas e juntadas aos autos
cópia integral do processo licitatório do Pregão em voga,
cópias de notas fiscais de fornecimento dos produtos, bem
como exemplares de impressos encaminhados pelas próprias
empresas vencedoras do certame.

Além disso, instrui o feito arquivos


digitais extraídos do Hard Drive do Computador da empresa
Propel, colhidos a partir do deferimento judicial do pedido de
compartilhamento de provas feito no bojo da Ação Penal
código TJMT nº 369559, cuja decisão se encontra juntada nos
autos.
Analisados esses documentos e
outras informações que vieram aos autos, constatou-se
claramente a farra praticada mediante esquema orquestrado
por inescrupulosos gestores públicos e proprietários de
empresas gráficas com o único propósito de burlarem o

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regramento jurídico e assim obterem, em prejuízo do Estado
e de toda a população Mato -grossense, vantagem econômica
indevida, o que será demonstrado na sequencia.

3 - DO MODUS OPERANDI

Em 25 de agosto de 2014,
compareceu nas dependências deste Ministério Público o Sr.
MAKSUES LEITE, ex-deputado estadual e proprietário da
empresa gráfica O DOCUMENTO – PROPEL COM. DE
MATERIAIS PARA ESCRITÓRIO LTDA. (CNPJ 10.758.883/0001-
57) – empresa vencedora dos lotes VII e XIII do pregão sob
exame - ocasião em que delatou e explicou de forma
categórica o funcionamento do forte esquema realizado nas
dependências da Assembleia Legislativa do Estado de Mato
Grosso, no que se refere às aquisições de materiais gráficos
efetuadas pela Casa, vindo a ratificar informações e indícios
veementes que já existiam em torno dessas estratosféricas
aquisições. Vejamos na íntegra seu depoimento (destaques
meus). (ANEXO IV)

(...) Qu e exe rc eu o c argo d e D eput ado Est adu al po r um


mand ato , ist o d ur a nte o s ano s de 20 0 7 a 20 10; Es cla rec e o
depo ent e semp re at uou n o ra mo de co m unica ção , tr aba lhan do
com te l ev isão , r ád io , jornal im pre sso e sit e s d e n otíc i as,
se ndo o propr i etá rio do site “O Do cum e nto; Afi rma o de po e nte
que p or vo lta do ano de 201 1, m ai s p re ci sa men te em
dez emb ro , fo ra p roc urad o p el a p e ssoa d o ent ão Pre sid ent e da
Asse mb le ia Leg i sla t iv a de Mato Gro sso , D eput ado JOS É R IVA
par a qu e ab r isse u ma emp resa g rá fi c a, me lho r exp lic an do,
af irm a q ue o set or de m íd ia , not ada ment e os jorn ai s
imp resso s, re de s d e te le v isão e sit es d ep end em da s v e r bas
públ ica s p ar a a sua manut enç ão , ha v e ndo um a d ep end ên cia
consid er áv el da s v erb a s púb lic as pa r a o cu ste io de ta is
ati vid ad es ; N e sse sentid o , e sc la re ce o depo ent e qu e o ano d e

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2011 fo ra um ano m uito tu multu ado co m rel açã o ao s repa sse s
das v er ba s, not ad am ente aqu el as o r iunda s da A ssemb l ei a
Leg islat iv a , pa ra os órg ão s de i mp ren sa e, t al situaç ão
causa va muit o de sgast e p oi s h av ia m muit as cob ranç a s e o
dinh ei ro do repa s se e ra insuf ici ent e pa ra cu mpr ir o s ac ord os
de v erb a de m ídi a, m ai s p rec i sam ente , ca mpa nh as
publ icit ár ia s; Afirm a o dep oent e que j á m antin ha u m aco rdo
com o De putad o R IVA no sent ido de que o seu g rupo de mí d ia
(O D ocum ento e T V C ui abá ) i r ia rec eb e r det ermin ada quan tia
de m ate ri al a ser d ivu lga do e , co mo n o d eco rre r do an o de
2011 não hou ve a di vul gaç ão c apa z de at ing ir o v a lor
comb ina do co m o Dep . R IVA , qu al se j a n o mont ant e de R$
48 .00 0,00 (Qu aren ta e Oit o M il Re ai s) po r m ê s, ha vi a
cobr ança junt o ao D ep . R IVA n o sent ido d e se regul ar iza r t ai s
re pa sse s; A ssim , o De p. R IVA cha mo u o d epo ent e a té o
gabi net e d a Presid ênci a d a Assemb le i a Legi s lat iv a e p ro pôs
ao me sm o q ue e st e a br isse u ma e mp re sa g rá fic a a fi m de
simul ar a venda de material gráfi co e, co m i s so , rec ebe r a
dif e re nça d o s v al ores ant es co mbin ado s re lat iv o à di vul ga ção
de m ate ri al d e i nte resse da que la c asa; que no c om eço do a no,
cada emp re sa d e m ídi a rec ebe u ma e st imat i va do s val o re s a
se rem ga sto s c om d ivu lga ção in stit uci o nal e , a ssi m , ta l va l or
va i sendo d i sp end ido no d eco rre r do ano ; Esc la rece o
depo ent e qu e no se u ca so em p art i cula r e n o toc ante à
div ulg açã o f eit a p el a A ssem bl ei a Le gislat i va , nã o ha vi a a
nec essidad e d e , e f e tiv am ente , se f az er a di vu lgaç ão , o va l or
comb ina do c om ent ão Presid ent e d a A L , JOS É R IVA de v er ia ,
nec essa r iam ent e , se r repa ssa do in dep end ente m ente da
ef eti va d i vulg açã o e , ne sse s t erm os, a o cheg ar o fin al d o an o,
a AL aind a nã o h av ia cu mp rid o se que r m eta d e,
aproxi mad am ent e , do c omb ina do o qu e f ez c om qu e fo sse o
depo ent e cha ma do até a Pre sid ênc ia d a AL e o ri enta do p elo
Dep . JOS É R IVA a a bri r u ma e mp resa g rá fic a , at ra v és da q ual
se ri am fe ito s pag a ment os p ar a c omp l eta r a v erb a prom e tida
no in íci o do ano; Af irm a o d epo en te qu e nã o ha vi a a
nec essidad e de , se que r, ef eti va r a di v ulgaç ão , ou sej a , n ão
er a n ec essá r io qu e se cu mpr i sse q ualqu e r c al end ár io de
div ulg açã o i nst ituc iona l da AL pa ra que o va lo r fo sse
ef eti va m ente pa go , como d e fat o n o c a so e m t el a , o s v al ores
ace rtad os e rece bi dos não corre sp on dia m a d i vulg açã o d e

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pro pag anda in st ituc iona ld da A L; Esc la re ce o d ep oent e q ue
apó s e ssa con ve r sa na p re s id ênci a da AL, o d ep oe nte
conv idou a p ess oa de GLEYS I, seu asse ssor na A L a pa rtic i par
da mont ag em d a n ova g rá f ica , sen do qu e lh e f oi d ito por
GL EYS I qu e e st e já po ssuí a um a e mp resa rep resenta nte de
pape l abe rta de sd e o an o d e 20 08 , sendo que ta l e mp resa
func ion av a em um a sal inha , sal vo en g ano , n a g al er ia Vitó ria
em Várz ea Gran de; Assim , p rom ov er am a a lte ra ção
contr atuta l d essa e mp re sa , PR OP EL , se ndo qu e re gul ar iza r am
toda a su a docu m entaç ão de forma que e sti v se sse apt a a
part ici pa r d e qua lq uer c ert am e lic itat ó rio ; Que em agosto de
2012, houve outra reuni ão no Gabinete do Dep. Riv a, sendo
que nessa ocasião estavam presentes o depoente, o Dep. JOSÉ
RIVA e a pessoa de MÁRCIO,à época Secretário Ger al da
Ass embl eia Legislativa, ocasião em que for a ori entado pelo
menci onado Deputado e pelo MÁRCIO no sentido de que em
outubro de 2012 haveri a uma licitação gr ande por parte da AL
e que er a par a o depoente permanecer tranquilo que às
vésper as da nova lici tação seri a procur ado pel a pessoa de
JORGE DEFANTI (propri etário da gráfica Def anti), pessoa esta
que iria levar instruir o depoente quanto aos detal hes da nova
licitação, que o depoente deveri a ouvi-lo e seguir as suas
ori entações; Ain da , fo i o d epo ent e o ri entad o p elo D ep . JOS É
RIVA e po r M ÁRC IO no sent ido d e qu e a pós se r p roc ur ado p or
JOR GE D EFAN T I, d ev er ia col oca r u ma pe ssoa de sua c on fia n ça
par a t rat ar d e sse s assunt os j unto ao MÁRC IO, i sto porqu e o
depo ent e é pe sso a muito co nhe cid a e i ria ch am ar a at enç ão
de te rc ei ro s; Assim , f ico u ac ert ado qu e se ri a GL EYS I a p essoa
que ent abu la ria tod os o s c ontato s di ret os co m M ÁRC IO; A p ós,
por v olt a do m ê s de set emb ro , JOR GE D EFA NT I p rocu ro u a
pe ssoa de GL EYS I ap re sentan do ao me smo um ro l de
docum ento s a se re m p ro vid enc iad o s a fi m d e regul ar iza r a
PR OP EL pa ra qu e part ici pa sse da p róxi ma l icit açã o, a in da,
fo ra a dv ert ido po r JOR GE D EFA NT I, d e forma se ve ra , q ue se
tal d ocu ment açã o não e sti ve sse p ront a at é o f ina l d o m ês,
não po de ri am pa rtic ipa r da li cita ção da Asse mb le ia e f ic ar ia m
de for a; Qu e no f ina l do mê s d e set em b ro GL EYS I fo i cha ma do
até a g rá fi ca D EFA NT I, oca sião em qu e f or a f eit o um
verdad ei ro ch ek li st d e t oda a p ap ela da sendo que f or a d it o a
GL EYS I que e sta va tudo o k e foi ent re gue ao me smo u m P EN

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DR IV E cont ento t od os o s l ote s da lic it ação da A L 9 15 /20 12 ),
se ndo ap rox im ada m ente 20 l ote s, b em c om o JOR GE D EFA NT I
ori ent ou GL EYS E já a ponta ndo q ua is ser ia m os l ot es
de stin ado s à PR OP EL , ou se ja , os lot es qu e se r iam ga n hos
pel a PR OP EL , sal vo enga no o s l ote s for am o s d e núm e ro 0 7 e
13 , so mand o u m v alo r d e R$ 1 .60 0 .000 ,0 0 (U m M il hão e
Sei sc ento s M il Re ai s); Af irm a o d epo ent e qu e al ém de re ce ber
os do is l ote s aci ma m enci onad o s, f or a or ie ntad o p or JOR GE
DEFA NT I a d ar c ob ertu ra e m out ro s sete lot e s da ref e ri da
lic itaç ão , ou sej a , a pena s pa rt icip ou pa ra sim ula r p rop ost a s a
fi m d e fa vo rece r ou tra s g rá f ica s a g anh arem ta is lot e s; Afirma
que nesse processo lici tatório, 15/2012, todos os l otes f oram
anteriormente combinados e dividi dos entre os parti cipantes
ganhadores, sendo que, novamente esclarece, f ora a pessoa de
JORGE DEFANTI, a mando do então Presidente da AL, JOSÉ RIVA,
tendo MÁRCIO como oper ador do esquema, quem determinou
todos os passos a serem s eguidos, quem vencer ia qual lote e
quem ficaria de f ora, bem como quem dari a cober tura para os
demais vencerem os l otes. Pe lo qu e se le mbr a de u cob ert u ra
par a c e rca d e u ns 07 lot es . Já e st av a ind ic ado o s lot es que
ir iam venc e r , i nclu si v e co m os p re ço s e t amb ém co m os
preço s q ue e le s ir ia m da r cob ertu ra j á const av a incl usi ve os
va lo re s de ev entu al de sc onto at é m esmo pa ra ba i xa r o p reço
par a af a sta r outros con corre nte s no p regão. Já e st ava
comb ina do qu e pod i am b ai xa r o p re ço sem m edo , p oi s c om o a
me rca do ria nã o ia ser f orne cid a , po di a m ba i xa r o p reç o m ai s
do q ue qu alq ue r ou tro e v entua l conc orre nte . Defanti ori entou
que o “pen dr ive” devia ser devolvido par a el e, sendo que
Defanti disse que era para imprimir e não baixar nada na
máquina da Propel . Gleisy preparou as propostas e devolveu o
“pen driv e”. Em outubro ocorreu a li citação e tudo correu como
combinado. Esse “pen drive” foi baix ado no computador da
PROPEL que ficava na sede da empresa. Esse c omput ado r fo i
apre endi do p elo Ga eco. Que m rep resento u a Prope l no
cert am e f oi o Gl ei sy , o d ecl ar ant e se le mb ra d e alg u ma s
emp resa s c omo a Pr int, KCM e Ed itor a D el is, Intergr af , C oe l ho
e out ra s qu e o d e cla rant e nã o se l e mbr a ag or a, ma s c om
cert eza de ra m c ob e rtur a p ar a 07 lot e s ne sta lic itaç ão. Depois
da lici tação o Márcio chamou o decl arante e disse que como o
decl arante havia ganhado a licitação o esquema er a o

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Número do documento: 18022614171556700000011730130
seguinte: que 25% ficaria par a a empresa e que 75% teri a que
ser devolvido para a Assembl éi a, sendo que segundo Márci o
esse o esquema com todas as gráf icas, o declar ante ai nda
resistiu dizendo que 25% er a pouco, mas Márcio disse que era
isso ou nada e que havi am muitos outros i nteressados nesse
esquema, sendo que Márcio afirmou que esse esquema era
para tocar a casa. Sendo que Márci o disse que esse era o
esquema par a todo o setor gráfico. Sen do qu e a p ape lad a p ara
em iti r not a e ac o mpanh ar o em penh o f ica va po r cont a d o
Gl ei sy , sa be qu e er a em itid o o rde m de fo rne ci ment o e tu d o
mai s, se ndo q ue a Sec ret ar ia de M á rci o e ra qu e m te le fon ava
par a Gle i sy e el e i a p ar a a A ssem bl éi a e que d e po sse da
orde m de se r viç o já sab endo o val or qu e ia rec eb er , Gl ei sy i a
par a a A sse mb lé ia co m o ta lã o de c hequ e s a ssina do e l á
preen chi a os ch eq ue s a m and o de Márcio , sendo vá ri os
chequ e s que to tal iz ava m o tot al d e 75 % que se ri a de vo l vi do
par a a AL . Sen do q ue e m 0 5 ou 06 m ese s ga st ar am t odo o
sa ldo do l ote , sendo c e rca de 300 ou 4 0 0 mi l p or mê s. Isso no
fin al d e 201 2 e c o meç o d e 20 13 . Os chequ e s er am e m iti dos
ao po rtad or e de conta s da p rop e l no S anta nde r e It aú.
Escl arece que em conversas com outras pessoas do setor
gr áfico, tais como Iran da KCM, Evandro da Intergraf, Roni da
Deliz e Coelho da Coelho e Jorge Def anti da Gráfica Defanti e
todos confirmaram para o decl arante que mantinham o mesmo
esquema com a AL ou seja fi cavam com 25% e devolviam 75%
para a Assembléi a. Escl a rec e qu e M árci o diz ia q ue e ste s 7 5%
er a pa ra “t oca r a c asa” , o d epo ente a firma que co mo já foi
Dep utado sabe que é pa go po r fo ra u ma ve rba ext ra p ar a o s
Dep utado s , s end o q ue quand o fo i el e ito f oi cha mad o pe lo R iv a
que lh e di sse q ue c om o sal ár io e a v e rba o fi cia l d e gab in ete
não d av a pa ra v iv e r e faz er nad a co mo Dep utad o, ent ão R i va
of erec eu o p aga me nto d e u ma v erb a extr a q ue e ra pag a em
dinh ei ro , n a é poc a que m pag a va er a o Ed ma r , j á f al ec ido e
que á ép oca er a o Se cretá ri o Ge ral d a A L , atu al ment e i sso
dev e se r f eit o pe l o M á rcio. Na ép oc a c om o De putad o o
decl ar ant e rec ebi a R$ 30 .0 00 ,0 0 po r mê s co mo ve rb a ex tra ,
atual m ente ou ve d ize r qu e e ste v alo r é d e R$ 70 .0 00 ,00 .
Af irm a qu e e ste v al or er a p ago s e m qu e R iv a co br ass e n a da
dos Dep utad os, R iv a não inte r fe ri a na s m ani f e staçõ es
par la ment a re s, ma s a v er ba e ra pa ga pa ra qu e n enh u m

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Dep utado inte r fe ri s se na Ad min i str açã o e n em fi sca liz a sse as
ve rba s e pa ga me ntos ef etu ado s p el a Adm ini st raç ão da
Asse mb lé ia , v igo ra a le i do sil ênci o, ne nhum d eputa d o
que sti ona ou f i sca li za a g e stão d a AL / MT. Af irm a q ue Ed ma r
paga va em din he iro na sal a de le e le d ei xa va e m en ve lo pe já
pront o com o d in hei ro e o Dep uta do er a cha mad o par a
conv er sar co m el e e saia d e l á c om o d i nhei ro. Af irma que em
meados de 2013, o setor gráfi co se viu apur ado com uma
requisi ção do Ministério Público, pel o que se l embra assinado
pelo Dr. Céli o Fúrio, requisitando comprovantes do material
f orneci do, como as gr áficas não tinham f orneci do nada, não
ti nham como responder ao MPE. Houve então uma reunião
convocada pel o Márci o na AL , no gabinete do Márci o, a reuni ão
acabou sendo comandada por Jorge Defanti e ele aj udou todas
as gráficas, inclusive a Propel para imprimir pel o menos 10
exempl ares de cada produto que deveria ter sido forneci do
para a AL/MT, depois disso houv e nov a reuni ão e Márcio disse
que já tinham prestado todas as informações para o MPE e que
estav a tudo cer to que não deviam se preocupar mais com isso.
Qu e que m pa rti cip o u d est a reun ião p e l a p ro pe l fo i o Gl ei sy.
Af irm a qu e e m no ve mb ro de 20 13 h ouv e n ov o p regã o na
AL /MT e no va ment e o De fa nti p ro curou a prop el e rep eti ra m o
esque ma do “pe n dri v e” e a prop el part ici pou e g anha ra m
algun s ite ns no v alo r de R$ 2 .30 0 ,000 , 00, a firma q ue
mov im ent ou m ai s o u me no s un s R $ 5 0 0,000 ,0 0 e d epo is c om
a h i stó ri a do Jo ã o Eman oe l e da op e raç ão a prend i z a
mov im ent açã o co m a prop el p arou . Afirma qu e sab e qu e e ste
me sm o e sq ue ma é de sen vo lv id a na S A D, op er ado p el a PR INT.
Af irm a qu e em ma rço d est e ano fo i c hama do p e lo R iv a no
gabi net e d o me sm o e Ri v a d is se q u e a situ ação co m a
ope raç ão A prend iz er a mu ito g ra ve e sé ri a e que n ão p o dia
mai s cont inua r co m o e sq ue ma e que se o Dec la ra nte
preci sa sse d e a lgu ma c oi sa de ve r ia proc ur ar o Má rc io. O
decl ar ant e a firma q ue nã o procu rou o Márcio , n ão sab e d i zer
se Gl e isy p rocu rou ou fo i procu rado p e lo Má rc io , af irma q ue
de sconh ec e a mo vi ment açã o da em pres a p rop el e n ão sabe
dize r se fo ra m em iti das no va s nota s f isc ai s o u se o Gle i sy d eu
continu id ade ao e sque ma , m a s seg und o Gl ei sy nad a mai s foi
fe ito. (… )

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Mas esse esquema não se encontra
evidenciado apenas nas declarações de MAKSUÊS.
Corroborando aquilo que ele dissera, compareceu a esta
Promotoria, poucos dias depois, em Setembro/2014, a ex-
funcionária da empresa Gráfica PRINT, MIRIAN BACANI
CUSTÓDIO DA SILVA, que praticamente repetiu tudo o que
fora dito. Vejamos:

(…) R ESP OND EU qu e con stat ou que a emp resa Gr áf ica Pri nt
part ici pou de li cita çõe s fe ita na Asse mbl ei a Leg islat iv a do
Estad o de Mat o Gro sso. sagr and o -se v enc ed or a d esse
cert am e . on de os ge sto re s d a A L /MT so lic ita va s e rv iço s d e
imp ressõ e s a gr áf ic a. e qu e e ssa po r sua vez n ão e fetu a v a o
se r viç o ap ena s em i tia not a s f iscai s d e se r viç os. e a A L / MT
faz ia pa ga ment o at ra vé s d e Orde m B a ncár ia . e d o tota l do
paga me nto a Grá f ic a Print fic av a com v inte e c inco p or c en to
e qu e o s out ros s e tenta e c inco po r c ento er am de vo lv id os
par a a A ssemb le ia Leg is lat iv a: (… ) QU E. o c ontat o do DA LM I
na A ssemb le ia . a p esso a com qu em fa zia tr atati va s. at en dia
pel o n om e de MÁ RCIO. ma s nã o sa b e o sob reno me : QUE,
pergu ntado a d ecl a rant e quand o el a c onst atou e sse ti po de
proc ed im ento f raud ulento. se isso ocorria log o qu e in ici ou a
trab alh ar ou s e fo i post e riorm ente ? R ESP ON D EU qu e p el o que
fic ou sab end o esse p roc ed im ento já ocorri a m uito te mpo
ante s d e com eç ar a tr aba lh ar na em pre sa . no s an os de 2 01 0.
2011 etc (...) (ANEXO IV)

Além dessas duas declarações,


importante o registro de que a existência de esquema
fraudulento realizado no curso do Pregão 015/2012/ALMT
também foi afirmada por REINALDO CARLOS VON SCHARTEN,
ex-empresário do setor gráfico desta Capital, no bojo de
outro inquérito civil, registrado sob o SIMP 001362-023/2012,
que como antes dito, também investigava irregularidades da
mesma espécie aqui tratada, na prestação de serviços
gráficos no Pregão Presencial n. 093/2011 realizado pela

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Secretaria de Estado de Administração.
Em sede de colheita de Termo de
Declaração, REINALDO, ao explicar a fraude realizada por
gestores públicos e empresários do ramo gráfico de Cuiabá,
no bojo do Pregão 093/2011/S AD, afirmou:

(…) “que, segundo Hélio, em sete mb ro d e 2 01 2, hou ve u m


outro p regão p re s e ncia l d a A s se mb le i a Legi s lat iv a, ta mb ém
fe ito m edi ant e a ju ste s de p re ço s n o s me smo s mol de s do
aci ma exp lic itad o , c ontud o em va l or sup er io r aos R$
36 .00 0.00 0,00 (t rint a e se i s m ilh õe s d e re ai s) e, enc ab eça do
por Jorge Defanti (i rmão d e D al mi e p rop ri etá r io d a Def anti
Indústri a, Comércio, Gr áfica e Editora Ltda), cu ja p ubl icaç ão
da Assem bl ei a, se m o s re spe cti vo s v al ores, d eu- se no D iá rio
Ofic ia l nº 2 588 6 , de 1 2/0 9/2 01 2 (p . 1 30 ); (…) ” (ANEXO IV)

Das declarações acima colacionadas


– a primeira, prestada por pessoa com envolvimento direto
no caso, a segunda, por pessoa que conhecia intimamente a
realidade do funcionamento de empresa participante do
conluio e, a terceira, por profissional até então atuante na
área – fácil é concluir que o esquema criminoso era
comandado pelo então presidente da Casa de Leis, Dep. JOSÉ
GERALDO RIVA, operado pelo funcionário LUIZ MÁRCIO
BASTOS POMMOT, então Secretário Geral da Assembleia
Legislativa, e colocado em prática por JORGE LUIZ MARTINS
DEFANTI, proprietário da empresa DEFANTI GRÁFICA E
EDITORA, e consistia, basicamente, na simulação fraudulenta
de todo o processo de aquisição de serviços gráficos, que
compreendia desde a concepção do procedimento licitatório,
em que todos os futuros vencedores já estavam pré-
determinados mediante combinação dos valores a serem
ofertados, até o pagamento, pelo órgão adquirente, dos
documentos fiscais emitidos, muitos deles sem que a
contraprestação dos serviços tivesse sido feita, caso em que

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a empresa, após receber o valor, ficava com um percentual
em torno de 25% e devolvia o restante aos gestores públicos
envolvidos.
Insta ressaltar que, segundo os
relatos, o pagamento dos serviços era realizado da seguinte
forma: o tomador dos serviços (no caso, a Assembleia
Legislativa) pagava o valor integral da nota fiscal ao
prestador (empresas gráficas), que, por sua vez, devolvia às
mãos sujas do presidente da Casa de Leis a proporção de
75% do valor da nota, retendo para si o restante 25%. Isso
sem que qualquer serviço tivesse sido prestado ou que
qualquer material tivesse sido fornecido. O dano ao erário
era, portanto, de cem por cento.

Entenda o caso:

Tais narrativas, aliadas às demais


provas e evidências adiante detalhadas, comprovam,
insofismavelmente, que os demandados, mediante prévia
combinação de vontades, associaram-se com o propósito de

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fraudar o procedimento licitatório Pregão 15/2012/ALMT,
frustrando o caráter competitivo do certame mediante prévio
direcionamento à vitória das empresas participante do
conchavo, proporcionando a todos – empresas e servidores
públicos envolvidos - vantagem indevida.
Entendido o funcionamento do
esquema delatado, passamos às comprovações dos fatos.

4 - DA COMPROVAÇÃO DE QUE TODO O CERTAME ERA


COMANDADO PELA GRÁFICA DEFANTI

4.1 – HOMOGENEIDADE DE VARIAÇÃO PERCENTUAL NOS


PREÇOS DOS ITENS DE CADA LOTE, PELOS PROPONENTES

Como fora afirmado por MAKSUÊS


LEITE que os passos da licitação eram ditados pelo
proprietário da GRÁFICA DEFANTI – o que de certa forma já se
suspeitava –, analisou-se os elementos de provas então
colhidos no sentido de buscar evidências acerca dessa
afirmação.
De pronto, constatou-se que a
orientar a fase interna da licitação (termo de referência), a
Administração do Legislativo utilizou-se de dois orçamentos
confeccionados por duas empresas, uma delas a GRAFICA
DEFANTI e, a outra, a EDITORA GUIAS MATO GROSSO (GRUPO
ATAL AIA), ambos contendo a discriminação e preços de todos
os itens e lotes do certame a realizar.
Pois bem, ante as informações de
que o empresário JORGE DEFANTI, após definir as empresas
que iriam participar e vencer os lotes do certame, entregava
a cada uma delas um PEN DRIVE com o arquivo dos lotes e as
orientava sobre qual lote seria o seu e sobre quais lotes
deveria dar “cobertura”, esta Promotoria elaborou um
minucioso planilhamento de TODAS as propostas

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apresentadas pelas diversas empresas, item a item, lote a
lote, CUJO OBJETIVO ERA O DE CONFRONTAR E COMPARAR OS
PREÇOS OFERTADOS (vencidos e vencedores) por todas as
empresas que participaram do certame, na busca de sinais
de concerto entre as partes e, portanto, de comprovação do
CONCHAVO NOTICIADO.
E, Excelência, o que se descobriu foi
um verdadeiro ESCÂNDALO: escancarou-se o CONCHAVO, o
ajuste criminoso entre as empresas. E mais, que tudo foi
adrede preparado e liderado por JORGE DEFANTI e sua
empresa, a GRÁFICA DEFANTI.
Frise-se, ab initio , que todas as
DOZE empresas que participaram efetivamente do PREGÃO
sagraram-se vencedoras de um ou mais lotes, o que,
convenhamos, é INCOMUM. Enfim, nenhuma saiu “de mãos
abanando”.
Com o planilhamento, constatou-se
que, excetuando as propostas apresentadas pelo JORNAL A
GAZETA, TODAS as propostas apresentadas pelas DEMAIS
empresas aos respectivos lotes foram elaboradas tomando -se
por base a planilha de preços do ORÇAMENTO APRESENTADO
PEL A DEFANTI (termo de referência), a absoluta maioria delas
mediante a aplicação de um ajuste percentual único, definido
por cada empresa, a todos os itens do lote a que a proposta
se referia. Explicitemos tal constatação tomando por
exemplo o que se observou do lote II, composto de 34 ITENS
(vide tabela abaixo):
• Na proposta da DE LIZ, observou-se que os preços dos
itens desse lote foram majorados, TODOS, em exatos
11% (onze por cento) em relação ao orçamento da
DEFANTI que serviu como termo de referência;
• Na proposta da GRÁFICA PRINT, todos os 34 ITENS foram
majorados em exatos 22% (vinte e dois por cento);
• na da INTERGRAF, os 34 itens foram majorados em

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exatos 20%;
• na da KCM, todos os itens foram ajustados em 10,3% e,
• finalmente, na proposta de GUIAS MATO GROSSO, todos
os 34 itens foram majorados em exatos 10%.
PROPOSTA RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA
LOTE II ORÇAMENTO INICIAL DA PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
EMPRESA / ORÇAMENTO DA DEFANTI
VENCEDORA
ITEM DEFANTI GUIAS DELIZ PRINT INTER-GRAF KCM deliz print intergr kcm GUIAS
af
22 R$ 340,00 R$ 374,00 R$ 377,40 R$ 414,80 R$ 410,00 R$ 375,02 11,0% 22,0% 20,6% 10,3% 10,0%
23 R$ 430,00 R$ 473,00 R$ 477,30 R$ 524,60 R$ 516,00 R$ 474,29 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
24 R$ 600,00 R$ 660,00 R$ 666,00 R$ 732,00 R$ 720,00 R$ 661,80 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
25 R$ 5.140,00 R$ 5.654,00 R$ 5.705,40 R$ 6.270,80 R$ 6.168,00 R$ 5.669,42 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
26 R$ 29.000,00 R$ 31.900,00 R$ 32.190,00 R$ 35.380,00 R$ 34.800,00 R$ 31.987,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
27 R$ 1.400,00 R$ 1.540,00 R$ 1.554,00 R$ 1.708,00 R$ 1.680,00 R$ 1.544,20 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
28 R$ 6.500,00 R$ 7.150,00 R$ 7.215,00 R$ 7.930,00 R$ 7.800,00 R$ 7.169,50 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
29 R$ 1.200,00 R$ 1.320,00 R$ 1.332,00 R$ 1.464,00 R$ 1.440,00 R$ 1.323,60 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
30 R$ 1.200,00 R$ 1.320,00 R$ 1.332,00 R$ 1.464,00 R$ 1.440,00 R$ 1.323,60 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
31 R$ 1.500,00 R$ 1.650,00 R$ 1.665,00 R$ 1.830,00 R$ 1.800,00 R$ 1.654,50 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
32 R$ 5.100,00 R$ 5.610,00 R$ 5.661,00 R$ 6.222,00 R$ 6.120,00 R$ 5.625,30 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
33 R$ 64.000,00 R$ 70.400,00 R$ 71.040,00 R$ 78.080,00 R$ 76.800,00 R$ 70.592,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
34 R$ 370,00 R$ 407,00 R$ 410,00 R$ 451,40 R$ 444,00 R$ 408,11 10,8% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
35 R$ 480,00 R$ 528,00 R$ 532,80 R$ 585,60 R$ 576,00 R$ 529,44 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
36 R$ 260,00 R$ 286,00 R$ 288,60 R$ 317,20 R$ 312,00 R$ 286,78 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
37 R$ 1.000,00 R$ 1.100,00 R$ 1.110,00 R$ 1.220,00 R$ 1.200,00 R$ 1.103,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
38 R$ 1.000,00 R$ 1.100,00 R$ 1.110,00 R$ 1.220,00 R$ 1.200,00 R$ 1.103,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
39 R$ 42.000,00 R$ 46.200,00 R$ 46.620,00 R$ 51.240,00 R$ 50.400,00 R$ 46.326,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
40 R$ 2.600,00 R$ 2.860,00 R$ 2.886,00 R$ 3.172,00 R$ 3.120,00 R$ 2.867,80 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
41 R$ 15.050,00 R$ 16.555,00 R$ 16.705,50 R$ 18.361,00 R$ 18.060,00 R$ 16.600,15 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
42 R$ 1.990,00 R$ 2.189,00 R$ 2.208,90 R$ 2.427,80 R$ 2.388,00 R$ 2.194,97 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
43 R$ 2.100,00 R$ 2.310,00 R$ 2.331,00 R$ 2.562,00 R$ 2.520,00 R$ 2.316,30 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
44 R$ 2.400,00 R$ 2.640,00 R$ 2.664,00 R$ 2.928,00 R$ 2.880,00 R$ 2.647,20 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
45 R$ 33.800,00 R$ 37.180,00 R$ 37.518,00 R$ 41.236,00 R$ 40.560,00 R$ 37.281,40 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
46 R$ 30.000,00 R$ 33.000,00 R$ 33.300,00 R$ 36.600,00 R$ 36.000,00 R$ 33.090,00 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
47 R$ 420,00 R$ 462,00 R$ 466,20 R$ 512,40 R$ 504,00 R$ 463,26 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
48 R$ 330,00 R$ 363,00 R$ 366,30 R$ 402,60 R$ 396,00 R$ 363,99 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
49 R$ 570,00 R$ 627,00 R$ 632,70 R$ 695,40 R$ 684,00 R$ 628,71 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
50 R$ 590,00 R$ 649,00 R$ 654,90 R$ 719,80 R$ 710,00 R$ 650,77 11,0% 22,0% 20,3% 10,3% 10,0%
51 R$ 310,00 R$ 341,00 R$ 344,10 R$ 378,20 R$ 372,00 R$ 341,93 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
52 R$ 540,00 R$ 594,00 R$ 599,40 R$ 658,80 R$ 648,00 R$ 595,62 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
53 R$ 550,00 R$ 605,00 R$ 610,00 R$ 671,00 R$ 660,00 R$ 606,65 10,9% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
54 R$ 420,00 R$ 462,00 R$ 466,20 R$ 512,40 R$ 504,00 R$ 463,26 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%
55 R$ 600,00 R$ 660,00 R$ 666,00 R$ 732,00 R$ 720,00 R$ 661,80 11,0% 22,0% 20,0% 10,3% 10,0%

Com raríssimas exceções em um ou


outro item, essa absurda e impossível “coincidência” repetiu-
se em 24 (VINTE E QUATRO) lotes nas propostas de todas as
empresas (excetuando as do JORNAL A GAZETA, como já fora
afirmado alhures). Uma única exceção aconteceu, quanto ao
LOTE IV, em que não foi verificada tal “coincidência” nas
propostas a ele apresentadas, mas isso está sendo abordado
no tópico a seguir, posto que há uma explicação para tanto
que, na verdade, reforça ainda mais a existência do conluio.

Planilhas demonstrando esse


trabalho de coincidência em todos os 25 lotes encontram-se
ao final desta PETIÇÃO INICIAL, sob denominação de ANEXO
II, onde esse fenômeno poderá ser facilmente observado.

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Extraordinário, também, que a
paridade das propostas apresentadas a todos os lotes existiu
apenas em relação ao orçamento apresentado pela DEFANTI,
já que nenhuma proposta tomou por base o outro orçamento,
da EDITORA GUIAS MATO GROSSO, que também orientou o
Termo de Referência do certame, o que é mais uma forte
evidência de que a DEFANTI era quem comandava.

4.2 – HOMOGENEIDADE DO LOTE IV – PENDRIVE BAIXADO NO


COMPUTADOR DA PROPEL

MAS, a definitiva confirmação de que


todas as propostas foram elaboradas a partir de orientações
advindas da GRÁFICA DEFANTI aconteceu naquilo que, em
princípio, aparentava ser uma exceção inexplicada: o LOTE
IV, que havia destoado dos demais ao não apresentar a
mesma homogeneidade de variação percentual nos preços
dos itens de cada proposta. Vejamos como os preços desse
lote se comportaram com o método de análise utilizado nos
demais.

PROPOSTA
LOTE IV
INICIAL DA RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA EMPRESA / ORÇAMENTO
PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
ORÇAMENT VENCEDO- DA DEFANTI
O DEFANTI RA
DA FASE
INTERNA DA
LICITAÇÃO GENESIS GENESIS
INTER-
ITEM (CARLOS DELIZ KCM VISUAL PRINT INTERGRAF DELIZ KCM VISUAL PRINT (CARLOS
GRAF
COELHO) COELHO)

65 R$ 794,00 R$ 880,00 R$ 902,43 R$ 896,74 R$ 820,00 R$ 975,60 R$ 976,00 13,7% 12,9% 3,3% 22,9% 22,9% 10,8%

66 R$ 253,00 R$ 308,00 R$ 314,13 R$ 312,15 R$ 290,00 R$ 339,60 R$ 340,00 24,2% 23,4% 14,6% 34,2% 34,4% 21,7%

67 R$ 1.011,00 R$ 1.124,20 R$ 1.134,42 R$ 1.127,27 R$ 1.040,00 R$ 1.226,40 R$ 1.227,00 12,2% 11,5% 2,9% 21,3% 21,4% 11,2%

68 R$ 897,00 R$ 1.030,00 R$ 1.041,18 R$ 1.034,61 R$ 940,00 R$ 1.125,60 R$ 1.126,00 16,1% 15,3% 4,8% 25,5% 25,5% 14,8%

69 R$ 109,00 R$ 122,00 R$ 135,42 R$ 134,57 R$ 125,00 R$ 146,40 R$ 147,00 24,2% 23,5% 14,7% 34,3% 34,9% 11,9%

70 R$ 75,06 R$ 79,30 R$ 88,02 R$ 87,47 R$ 81,00 R$ 95,16 R$ 96,00 17,3% 16,5% 7,9% 26,8% 27,9% 5,6%

71 R$ 113,00 R$ 123,00 R$ 125,43 R$ 124,64 R$ 115,00 R$ 135,60 R$ 136,00 11,0% 10,3% 1,8% 20,0% 20,4% 8,8%

72 R$ 318,00 R$ 390,00 R$ 391,83 R$ 389,36 R$ 355,00 R$ 423,60 R$ 424,00 23,2% 22,4% 11,6% 33,2% 33,3% 22,6%

73 R$ 363,00 R$ 440,00 R$ 436,23 R$ 433,48 R$ 400,00 R$ 471,60 R$ 476,00 20,2% 19,4% 10,2% 29,9% 31,1% 21,2%

Observe-se que, diferente do que


ocorreu nos demais lotes, nesse lote especifico os preços dos
itens em uma mesma proposta variavam em percentuais
diferentes um dos outros, destoando do que acontecia nos

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outros lotes.
Eis, todavia, que, após deferimento
judicial do pedido de compartilhamento das provas
produzidas no Processo Penal, cujo código de ID é 369569,
para subsidiar a instrução do inquérito civil alicerce desta
exordial, foi diligenciado entre os arquivos dos computadores
apreendidos junto à PROPEL pelo GAECO, em que se logrou
êxito em localizar o arquivo baixado do PEN DRIVE que fora
entregue à empresa por JORGE DEFANTI e que, contrariando
a sua orientação, fora baixado no Hard Drive, conforme
afirmara MAKSUES LEITE em seu depoimento (alhures
transcrito).
Tratava-se de um arquivo Excel,
contendo todos os lotes e itens em licitação, com os preços
inseridos pela DEFANTI. Conferindo os lotes e valores desse
novo arquivo localizado nos computadores da PROPEL,
observou-se que os preços nele informados eram
EXATAMENTE os mesmos que constavam no ORÇAMENTO que
A DEFANTI havia encaminhado à S AD para formar o Termo de
Referência do procedimento licitatório em questão, COM UMA
ÚNICA EXCEÇÃO: O LOTE IV estava com preços diferentes!
Feita essa constatação, esses novos
valores do LOTE IV que estava com a PROPEL foram inseridos
na planilha para efeitos de comparação, surgindo, então, o
resultado: com tais valores, a HOMOGENEIDADE RESSURGIU
TAMBÉM NESSE LOTE 4!

Vejamos.

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PROPOSTA RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DESSAS
LOTE IV ORÇAMENTO INICIAL DA PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS EMPRESAS COM O ORÇAMENTO DA DEFANTI ENCONTRADO NO
DEFANTI VENCEDORA COMPUTADOR DA PROPEL
APREENDIDO
NO GENESIS GENESIS
COMPUTADOR INTER-
ITEM (CARLOS DELIZ KCM VISUAL PRINT INTERGRAF DELIZ KCM VISUAL PRINT (CARLOS
DA PROPEL GRAF
COELHO) COELHO)

65 R$ 813,00 R$ 880,00 R$ 902,43 R$ 896,74 R$ 820,00 R$ 975,60 R$ 976,00 11,0% 10,3% 0,9% 20,0% 20,0% 8,2%

66 R$ 283,00 R$ 308,00 R$ 314,13 R$ 312,15 R$ 290,00 R$ 339,60 R$ 340,00 11,0% 10,3% 2,5% 20,0% 20,1% 8,8%

67 R$ 1.022,00 R$ 1.124,20 R$ 1.134,42 R$ 1.127,27 R$ 1.040,00 R$ 1.226,40 R$ 1.227,00 11,0% 10,3% 1,8% 20,0% 20,1% 10,0%

68 R$ 938,00 R$ 1.030,00 R$ 1.041,18 R$ 1.034,61 R$ 940,00 R$ 1.125,60 R$ 1.126,00 11,0% 10,3% 0,2% 20,0% 20,0% 9,8%

69 R$ 122,00 R$ 122,00 R$ 135,42 R$ 134,57 R$ 125,00 R$ 146,40 R$ 147,00 11,0% 10,3% 2,5% 20,0% 20,5% 0,0%

70 R$ 79,30 R$ 79,30 R$ 88,02 R$ 87,47 R$ 81,00 R$ 95,16 R$ 96,00 11,0% 10,3% 2,1% 20,0% 21,1% 0,0%

71 R$ 113,00 R$ 123,00 R$ 125,43 R$ 124,64 R$ 115,00 R$ 135,60 R$ 136,00 11,0% 10,3% 1,8% 20,0% 20,4% 8,8%

72 R$ 353,00 R$ 390,00 R$ 391,83 R$ 389,36 R$ 355,00 R$ 423,60 R$ 424,00 11,0% 10,3% 0,6% 20,0% 20,1% 10,5%

73 R$ 393,00 R$ 440,00 R$ 436,23 R$ 433,48 R$ 400,00 R$ 471,60 R$ 476,00 11,0% 10,3% 1,8% 20,0% 21,1% 12,0%

Vê-se, desse quadro, que os preços


dos itens do LOTE IV encontrados no arquivo que estava no
PEN DRIVE repassado por JORGE DEFANTI à empresa PROPEL
reestabelece a paridade percentual entre as propostas de
QUATRO das empresas participantes do lote (DELIZ, KCM,
PRINT e INTERGRAF) com exceção, apenas, da WM VISUAL,
que em vários outros lotes também não teve essa paridade,
e da empresa vencedora GENESIS.
A conclusão óbvia, portanto, é que,
por coerência, essas QUATRO EMPRES AS também
confeccionaram suas propostas desse lote com base nesse
mesmo arquivo. Ora, se tinham esse arquivo com preços do
LOTE IV diferentes do orçamento do Termo de Referência, só
podem tê-lo conseguido de uma forma: daquela que
MAKSUES afirmara em seu depoimento, ou seja, que lhes fora
repassado por JORGE DEFANTI pelo PEN DRIVE mencionado.

5 - DAS IRREGULARIDADES FORMAIS NO PROCEDIMENTO


LICITATÓRIO

Não obstante as robustas provas de


que o procedimento licitatório Presencial nº 015/2012/SAD
tenha sido uma ficção, resultado de ajustes prévios acerca
de quem venceria qual lote e por quais preços, e
possivelmente até por isso mesmo, inúmeros fatos ocorreram
no curso do procedimento que demonstram irregularidades

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graves, certamente decorrentes da certeza da impunidade,
vez que na verdade não haveria nenhuma concorrência e
tampouco fiscalização pelos gestores e servidores públicos
que de alguma forma iriam intervir nos atos a serem
praticados, as quais só vêm a confirmar a fraude
escancarada imposta ao certame.

“(...) Que em ago sto de 20 12 , ho u ve outr a reun ião no


Ga bin ete do De p. Riv a , send o qu e n essa oc asião e sta v am
pres ent es o de poe nte , o D ep . JOS É RIVA e a p e ss oa de
MÁRC IO, à é poca S ec ret ár io Ge ra l da Asse mb le ia Leg islat iv a,
oca si ão em qu e for a o ri enta do p el o m enci ona do Dep utad o e
pel o M ÁRC IO no se ntido de qu e em ou tubro d e 2 012 ha v e ria
uma li cita ção gr an de p or pa rte da A L e qu e e ra p ar a o
depo ent e pe rm ane cer t ran qui lo qu e às vé sp er a s da no va
lic itaç ão se ri a p ro cura do p el a pe sso a de JOR GE D EFA NT I
(p rop ri et ár io da g r áf ica D e fant i), p e ssoa e sta qu e ir ia l e va r
inst ru ir o d ep oent e qu anto a os d eta lh es d a no va l ic itaç ã o,
que o de po ente d ev er ia ou vi -l o e segu i r as sua s o ri entaç õ es;
(...)” (Depoimento prestado por Maksues Leite, em
25/08/ 2012). (ANEXO IV)

5.1 – FASE INTERNA OU PRELIMINAR

O Pregão Presencial nº 015/2012,


realizado sob o sistema de registro de preços, teve como
documento inaugural o Memorando elaborado no dia
16/04/2012 pelo Superintendente de Administração de
Patrimônio, DJALMA ERMENEGILDO, solicitando ao 1º
Secretário da Casa de Leis, Dep. SÉRGIO RICARDO, a
autorização para abertura do procedimento licitatório.
Acompanhando o referido pedido,
havia o Termo de Referência, que “justificava” a necessidade
da efetivação do Pregão em razão do vencimento, desde o
dia 31/12/2011, da ARP 011/2010, bem como as “novas
necessidades da Casa em função dos diversos

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programas/projetos a serem desenvolvidos nos 12 meses
subsequentes”. Organizando a licitação, foram distribuídos
179 (cento e setenta e nove) itens em 25 (vinte e cinco)
lotes. Bem observando, constatam-se inúmeros produtos da
mesma espécie diferenciando -se uns dos outros apenas por
meros detalhes que a racionalidade recomendaria fossem
unificados em um só modelo, o que já de início sugere
intenção de confundir o controle e permitir a partição entre
as empresas eleitas ilegalmente.
Observe-se que a “justificativa”
utilizada para a realização do certame foi apresentada sem
qualquer embasamento de documentos de setores
requisitantes acerca das necessidades dos materiais para
fundamentar as quantidades dos objetos a serem licitados e
adquiridos. Evidentemente, porque não havia mesmo a
necessidade desses objetos.
Por outro lado, também não havia
histórico de aquisições passadas que justificassem tal
quantidade e valor, uma vez que as aquisições do ano
anterior derivaram do Pregão 11/2010, cujo valor registrado
fora de R$21.048.694,42, o que, embora já fosse um
absurdo, ainda era bem menor que o valor previsto para esse
novo pregão, que se encerrou pelo valor final de
R$32.039.503,68.
Menos justificativa haveria ainda se
considerarmos que nesse mesmo ano de 2012 a Assembleia,
em razão de adesão ao Pregão da SAD, já havia adquirido no
primeiro quadrimestre mais de R$16.000.000,00 nesse tipo
de serviço.
Assim, somada a ADES ÃO ao novo
certame a realizar, os gastos nessa área se projetavam para
48 MILHÕES DE REAIS em serviços gráficos, quando, no ano
anterior houvera gasto 21 MILHÕES.
Veja-se, portanto, que não foi por

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acaso que NÃO EXISTIRAM justificativas expressas para
quantidades tão exorbitantes de itens e unidades.
Não obstante essas irregularidades e
o absurdo dos quantitativos, em 16/04/2012 (já quase findo o
primeiro quadrimestre do ano), pelo 1º Secretário DEP.
SÉRGIO RICARDO foi autorizada a abertura do procedimento
licitatório, tendo o aviso de licitação sido publicado na
Imprensa Oficial do Estado em 28/08/2012, anunciando que a
sessão seria realizada no dia 11/09/2012.

5.2 – FASE DE PROPOSTAS

Entre os dias 30/08/2012 e


04/09/2012, trinta e três empresas gráficas fizeram a
retirada do edital. Dentre elas, 14 empresas apresentaram
documentos para participar do certame, mas apenas 12
foram credenciadas, habilitadas e TODAS ESS AS QUE
PARTICIPARAM se tornaram vencedoras de lotes licitados.
Vejamos quais foram:

PREGÃO 15/2012/ALMT
EMPRESA GRÁFICA LOTES TOTAL
KCM (CNPJ 03.720.462/0001-71) XI R$ 630.000,00
GRÁFICA O DOCUMENTO (CNPJ 10.758.883/0001-57) VII, XIII R$ 1.655.000,00
GÊNESIS (CNPJ 00.983.050/0001-14) IV, VIII, XVII R$ 1.753.508,00
MULTICÓPIAS (CNPJ 24.969.149/0001-41) I R$ 699.999,90
GRÁFICA DE LIZ (CNPJ 07.773.026/0001-11) XV R$ 1.380.000,00
WM (VISUAL DESIGN) (CNPJ 07.561.503/0001-85) XIX, XXIII R$ 1.198.000,00
GRÁFICA PRINT (CNPJ 73.783.649/0001-08) XVIII, XX, XXIV R$ 4.994.998,98
JORNAL A GAZETA (CNPJ 06.167.347/0001-00) XIV, XVI R$ 6.369.996,80
DEFANTI (CNPJ 36.882.777/0001-74) V, VI, X, XXV R$ 5.975.000,00
EDITORA DE GUIAS MT (CNPJ 08.954.839/0001-70) II, XXI, XXII R$ 5.200.000,00
CAPGRAF (CNPJ 05.771.393/0001-50) IX R$ 328.000,00
E G P SILVA (INTERGRAF) (CNPJ 00.889.192/0001-10) III, XII R$ 1.855.000,00
SOMA R$ 32.039.503,68

Registra-se, a propósito, que todas


as empresas vencedoras do certame, com exceção da “KCM”
e da “O DOCUMENTO”, já haviam prestado serviços gráficos

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para a Casa de Leis, em decorrência do pregão nº
011/2010/ALMT e das adesões feitas pela Assembleia
Legislativa à ARP 003/2012/SAD.
Um fato curioso e digno de anotação
ainda é que todas as empresas vencedoras do pregão sob
exame foram TAMBÉM denunciadas a esse PARQUET em
ocasiões distintas, por suspeitas de fraudes da mesma
espécie (combinação dos valores do certame, sobrepreço nos
serviços, não entrega dos produtos, etc) nos já mencionados
procedimentos licitatórios da mesma ALMT e o da SAD/MT,
fatos apurados e comprovados nos Inquéritos Civis nº
000192-001/2011 e nº 001362-023/2012 e que também serão
objetos de ações cíveis, do que se conclui não ser inédita a
artimanha realizada no certame em voga, mas apenas uma
reiteração de conduta, habitual, em detrimento do erário.

5.2.1 – Descumprimento do item 6.2 do Edital

Pois bem. Dando seguimento ao rol


de irregularidades que conduzem à definitiva conclusão de
conluio e fraude, ao analisar as propostas apresentadas por
diversas empresas vencedoras, constatou-se, de plano,
descumprimento ao item 6.2 do edital que previu, sob pena
de desclassificação, que a proposta de preços deveria ser
apresentada rigorosamente de acordo com o modelo do
Anexo II, apresentado da seguinte forma:

Entretanto, várias das empresas

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vencedoras do certame não cumpriram fielmente com tal
disposição. Vejamos algumas dessas propostas
desconformes.

Observe-se a diferença entre o


modelo do Anexo II, que segundo o Edital deveria ser
rigorosamente observado, e os formulários apresentados
pelas empresas DEFANTI, DE LIZ, KCM e PRINT.
Registre-se, a propósito, que a
mencionada cláusula fora inserida no edital por sugestão do
então Superintendente da Gerência de Execuções de
Licitação (GEL), AGENOR FRANCISCO BOMBASSARO, também o
pregoeiro do certame, conforme recomendação contida no
memorando nº 028/SGEL/08/2012, e nem mesmo ele, autor
da regra, que deveria ser rigoroso com as exigências do
certame, opôs qualquer objeção às propostas desconformes.

Aliás, mais estranho ainda o fato de

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que, não obstante a habitual combatividade da concorrência
em certames com elevados valores em disputa, como esse,
tais impropriedades sequer tenham sido impugnadas pelas
concorrentes.
Mas, embora diferentes do modelo
exigido pelo Edital, essas propostas, estranhamente,
utilizaram-se de formulários absolutamente iguais, de modo
que, sendo improvável que as empresas tenham ERRADO
EXATAMENTE DE MODO IGUAL, a conclusão é que tenham
sido elaboradas por uma mesma pessoa ou empresa.
Tais fatos – ausência de impugnação
a descumprimento de cláusula editalícia e formulários
errados idênticos utilizados – sem dúvida constituem
substancial reforço às outras evidências de prévio ajuste
entre todos os interessados – empresas e gestores corruptos.

5.2.2 – PROPOSTA ESTRANHA - vencedora do Lote XI não se


referia aos itens licitados

Uma outra irregularidade relacionada


às propostas de preços a afirmar toda a tese já defendida
merece ser referida: trata-se da proposta apesentada pela
empresa EDITORA KCM ao Lote XI: os itens consignados na
referida proposta SIMPLESMENTE NÃO CORRESPONDIAM AOS
ITENS ESPECIFICADOS PARA O LOTE, mas mesmo assim, a
empresa sagrou-se vencedora (Confira-se à fls 138, do
Volume IV de VIII – Propostas de Preços). Cômico, se não
fosse trágico. Observe, Excelência:
Eis a imagem da proposta de preços
apresentada pela empresa vencedora do Lote, a KCM
EDITORA & GRÁFICA, que concorreu com as demais:

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Entretanto, os itens licitados no Lote
XI eram os seguintes:

LOTE XI
ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL
LIVROS ESTATUTO DOS SERVIDORES
125
PÚBLICOS FTO 16 COM 200 PÁGINAS, Mil 5
4 CORES CAPA TRIPLEX 300 GRS E
MIOLO RECICLATO 90 GRS
BOLETINS DE AÇÕES DE AÇÕES
PARLAMENTARES – 8 EDIÇÕES NA
126 Mil 800
FTO 8 4 PÁGINAS RECICLATO 120
GRS
PANFLETOS MENSAIS DE
127 CAMPANHAS INSTITUCIONAIS FTO 8, Mil 1500
COLORIDO RECICLATO 150 GRS

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Observe, Excelência, os objetos a
serem licitados eram “livros, boletins e panfletos”, a
empresa se propôs fornecer “adesivos e revistas” e, PASME,
EXTRAORDINÁRIAMENTE sagrou-se vencedora. E ninguém, viu
essa aberração, o que, aliás, está virando moda nos atos de
corrupção – NINGUÉM VÊ, NINGUÉM S ABE... Uma piada !
NEM MESMO OS CONCORRENTES
viram, o que é uma prova indiscutível do prévio ajuste e de
que não havia concorrência.

5.2.3 – Descumprimento do item 8.3.3 do Edital

Outra irregularidade, não observada


pelos organizadores do certame e envolvidos nos fatos foi
com relação aos documentos exigidos para a fase de
habilitação. Não observada propositadamente, claro, pois
todos estavam ajustados.
Segundo o subitem 8.3.3, as
licitantes deveriam comprovar a regularidade com a Fazenda
Estadual por meio de Certidão expedida pela Secretaria de
Fazenda Estadual. Todas as empresas apresentaram o
documento exigido, exceto a empresa O DOCUMENTO –
PROPEL, que deixou de apresentar a certidão de ICMS, o que
inabilitaria a empresa. Todavia, participou, venceu dois lotes
e nem o leiloeiro observou nem os concorrentes impugnaram.
Outro fato estranho é que a SESS ÃO
DE JULGAMENTO ocorreu em 11/09/2012 e as empresas
assinaram a ATA DE REGISTRO DE PREÇO no dia 18/09/2012,
antes mesmo da homologação do Pregão, que ocorreu
somente em 26/09/2012 (conforme publicação no DOE).
Ressalte-se que até mesmo com
combinações precedentes à realização do certame, ou em
razão delas, os envolvidos não foram, ao menos, capazes de

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adotar condutas cautelosas a fim de garantir a regularidade
de questões formais do procedimento licitatório, já que
diversas inconsistências foram observadas sem esforço
algum.
Ao que se vislumbrou, Excelência, em
todas as fases do procedimento licitatório (interna e externa
– credenciamento, propostas de preços, habilitação,
homologação e adjudicação), foram constatadas
irregularidades que acarretariam, como consequência, no
mínimo, a desclassificação de certas empresas, todavia,
justamente em razão do acordo feito entre servidores
públicos e empresas gráficas, não foram observadas e, muito
menos, questionadas mediante apresentação de
impugnações ao certame ou até mesmo de suspensão, pela
Administração, do procedimento licitatório.
Claro, essa tolerância certamente
decorre do prévio conluio entre todas as empresas que se
sagraram vitoriosas no Pregão 15/2012/ALMT e dos
servidores públicos do Legislativo Estadual, ora requeridos.

6 - DAS IRREGULARIDADES NA (NÃO) PRESTAÇÃO DOS

SERVIÇOS E NOS RESPECTIVOS PAGAMENTOS

“(...) Afi rm a o dep oent e qu e n ão h a v ia a n ece ssi dad e d e,


se que r , e f eti va r a d i vul gaçã o , ou se ja , n ão e ra n ec essár io q ue
se cu mp ri sse qu alq uer c al endá r io de d ivu lga ção i nst ituc io nal
da A L pa ra qu e o va lor fo sse e fet i va men te pa go , co mo d e fa to
no c a so em te la , os v alo re s ac ert ado s e rec eb ido s não
corre spon di am a di vul gaçã o de p rop a ganda inst ituc ion al da
AL ;(...) Afirma qu e e m me ado s d e 20 13 , o set or g rá f ico se v iu
apur ado co m u ma requi s içã o d o M ini st ér io Públ ico , pe lo q ue
se l e mbr a assina do p el o D r. Cé li o Fúr io , requ i sita ndo
comp ro va nte s do mat er ia l forn ec ido , co mo a s g rá fi ca s não
tinha m fornec ido n ada , não tin ha m c o mo res pond e r ao M P E.
Hou v e ent ão u ma reuni ão c onv ocad a pel o Má rc io n a A L, no
gabi net e d o Má rc io , a reu ni ão acab ou se ndo c om and ada p or

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Jorge De fa nti e el e a judou tod as a s g rá fi ca s, in clu si v e a
Prop e l p ar a imp r i mi r p el o me no s 1 0 exemp la res d e cada
pro duto qu e de v er i a t er si do f orne cid o pa ra a AL /MT , d ep oi s
diss o hou v e no va reuni ão e M árcio d i sse q ue já t in ham
prest ado to da s a s i nformaç õe s pa ra o MP E e qu e e st av a t udo
cert o qu e n ão d ev ia m se p re ocu par ma i s c om i sso.
(...)”(Depoimento prestado por Maksues Lei te, em 25/08/ 2012)

Como se não bastassem todas as


irregularidades detectadas no curso do procedimento
licitatório, que evidenciam a prática de combinação prévia
dos vencedores do certame e, como consequência, já
autorizam a responsabilização dos requeridos por atos de
improbidade administrativa, foram ainda verificadas
irregularidades e impropriedades que confirmam,
inquestionavelmente, o que foi afirmado por MAKSUES LEITE
acima, e também por MIRIAN BACANI, ou seja, que serviços
contratados em decorrência do Pregão 15/2012/ALMT,
embora tenham sido faturados, não foram prestados.
Vejamos alguns casos exemplificativos nas linhas seguintes.
Em 04 de junho de 2013, em sede de
investigação, este Parquet decidiu requisitar exemplares de
impressos para cada uma das empresas contratadas com
vistas a verificar o conteúdo de suas impressões e a efetiva
prestação dos serviços. Essa requisição ministerial é
justamente aquela mencionada por MAKSUES LEITE em suas
declarações, que gerou um alvoroço entre os falsos
fornecedores.
De posse dos exemplares
encaminhados, confirmou-se que os citados materiais
gráficos foram impressos apenas para o propósito de
ludibriar as investigações deste Parquet . O que não
funcionou, já que falhas infantis foram visivelmente
constatadas.
No tópico a seguir, daremos

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destaque a algumas dessas e de outras incongruências,
sendo que as demais poderão ser verificadas nas pastas
físicas anexas que acompanham a presente ação 3. Além
disso, as informações a respeito das Notas Fiscais e
Processos de Pagamentos aqui descritas poderão ser
confirmadas no ANEXO III respectivamente a cada empresa E
no ANEXO V desta Inicial. Vejamos.

6.1 – GRÁFICA DEFANTI

A EMPRESA DEFANTI GRÁFICA E


EDITORA (CNPJ 36.882.777/0001-74), representada na
licitação pelo seu proprietário JORGE LUIZ MARTINS DEFANTI,
sagrou-se vencedora dos Lotes V, VI, X, XXV, do pregão
015/2012/ALMT, cujos valores somados perfazem a quantia
de R$ 5.975.000,00.

Anota-se que, essa empresa foi a


participante do certame a vencer o maior número de lotes do
pregão, cujos valores, somados, correspondem ao segundo
maior volume da licitação. Não por acaso, pois, como já se
sabe pelo depoimento de MAKSUES LEITE e por todas as
provas antes demonstradas, seu proprietário foi um dos
responsáveis pela organização de toda a fraude (vide TÓPICO
4). Por isso, não chega a ser estranho que tenha vencido
todos os lotes pelos quais concorreu.

Mas a comprovação da fraude não


ficou apenas quanto ao procedimento licitatório. Como
afirmado por MAKSUES LEITE, a fraude prosseguiu no que
concerne ao fornecimento, ou melhor, ao NÃO
FORNECIMENTO das mercadorias e serviços licitados,
faturados e recebidos.

3 É possível que os valores de faturamento informados a todas as empresas sejam inferiores ao real valor

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No caso da DEFANTI, já de plano se
verificou, pelos documentos fiscais encaminhados pela
própria gráfica, que em menos de cinco meses - entre
outubro/2012 e fevereiro de 2013 – faturou valor superior ao
da totalidade dos lotes que houvera vencido, precisamente a
milionária importância de R$ 6.040.818,00 (seis milhões,
quarenta mil, oitocentos e dezoito reais), e isto apenas
quanto a três dos quatro lotes que vencera (lotes V, VI e
XXV). E em que consistem tais “serviços”? Impressos
absolutamente inúteis – tablóides, livros, revistas, cartilhas,
etc – destacando, dentre eles, o item 75 – TABLÓIDES, com
R$2.019.536,00) e o item 76 - REVISTAS PARL AMENTO, com
R$2.570.000,00 que, aliás, nem foram produzidos. (ANEXO
III)

Em atendimento a requisição
ministerial de exemplares gráficos fornecidos para a ALMT
em decorrência do Pregão, a requerida encaminhou, dentre
outros, exemplares dos itens 75 do lote V, item 76 do lote VI
e item 174 do lote XXV, aos quais serão dados destaques.

Vejamos detalhes dos impressos


encaminhados (Edital do Pregão):

ATA Nº 15/2012
LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO FATURAMENTO
TABLÓIDES 24 PÁGINAS – SENDO 6 EDIÇÕES
V 75 Mil 840 R$ 1.808,00 R$ 1.518.720,00 R$ 2.019.536,00
FTO 25,5X30 SULFITE 90 GRS

REVISTA PARLAMENTO, 4 EDIÇÕES COM 76


VI 76 PÁGINAS – CAPA 31X45 COUCHE BRILHO 170 Mil 500 R$ 5.140,00 R$ 2.570.000,00 R$ 2.570.000,00
GRS E MIOLO FTO 21X31 COUCHÊ 115 GRS
LIVROS DISCURSOS DE POSSE DO
PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA FT 16 CAPA
XXV 172 Mil 20 R$ 6.980,00 R$ 139.600,00 R$ 139.600,00
TRIPLEX 300 GRS E MIOLO SULFITE 90 GRS –
180 PÁG.
LIVROS PRODUÇÃO LEGISLATIVA 10ª A 16ª
XXV 174 EDIÇÃO FT 16 CAPA EM TRIPLEX 300 GRS E Mil 20 R$ 4.900,00 R$ 98.000,00 R$ 98.000,00
MIOLO EM SULFITE 90 GRS- 180 PÁGINAS
R$ 4.326.320,00 R$ 4.827.136,00

Das irregularidades constatadas:

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(Item 75, Lote V) - Tabloides 24 páginas – sendo 6 edições

Já de plano se observa o quão vaga


foi a descrição do objeto, “TABLÓIDES 24 PÁGINAS – SENDO 6
EDIÇÕES – 840 MIL EXEMPL ARES”, não trazendo
especificações importantíssimas para a natureza do item,
tais como a PERIODICIDADE e a TIRAGEM de cada edição,
falha que, conforme adiante se verá, não se deve ao acaso.
Segundo informações da própria
empresa, sobre esse item houve o seguinte faturamento:

(*) FATURAMENTO – ITEM 75 – LOTE V


NF DT. EMISSÃO QUANT. VALOR
2045 02/10/12 331.000 R$ 598.448,00
2421 18/12/12 509.000 R$ 920.272,00
2455 24/12/12 277.000 R$ 500.816,00
TOTAL FATURADO 1.117.000 R$ 2.019.536,00

Extraordinário. O item se referia a 6


(seis) edições, com tiragem total de 840 mil exemplares, o
que daria uma média de 140 mil exemplares por cada edição.
Todavia, homologado o pregão em 26/09/12, APENAS SEIS
DIAS APÓS a empresa já faturou o equivalente a mais de
duas edições – 344 mil exemplares. Uma agilidade
impressionante !
E mais, como se 840 mil exemplares
fossem poucos, no exíguo espaço de tempo de três meses, a
empresa faturou não só o que fora licitado, mas 1/3 UM
TERÇO A MAIS – 1.117.000 EXEMPL ARES, elevando o custo
total desse inútil material à estratosférica quantia de mais
de R$2.000.000,00, já aqui em absoluta afronta ao limite
legal de 25% de aditivo previsto no art. 65 da Lei 8666/93.
A pretexto de comprovar tais
serviços, foram remetidos 3 exemplares do item, dois deles

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intitulados “ASSEMBLEIA NOTÍCIAS” e o terceiro exemplar,
denominado de “Informe – Mato Grosso na Copa”, constando
na contra capa “informe Secopa”.
O mais assustador veio com a
conferência do conteúdo do material encaminhado: Os dois
exemplares intitulados ASSEMBLEIA NOTÍCIAS noticiam
eventos acontecidos no ano de 2013, ou seja, muito tempo
após os pagamentos terem sido feitos, o que escancara a
fraude.

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E, pasme, Excelência, o outro
impresso – COPA DO PANTANAL – além de se tratar de
publicação totalmente estranha ao cotidiano da Assembleia
Legislativa, pela também observação do seu conteúdo,
constata-se que fora impresso no ANO ANTERIOR AO PREGÃO,
em 2011.

Como todo o lote foi pago entre


02/10 e 24/12/12, à evidência tais impressos a ele não
podem corresponder.

(Item 76 do LOTE VI) – “Revista Parlamento”

Foram licitadas no pregão 15/2012


QUATRO edições da Revista Parlamento, tendo sido
encaminhadas, após requisição, as edições de nº 10 e 11.

Segundo informações da ALMT, esse


item foi faturado da seguinte forma:

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(*) FATURAMENTO – ITEM 76 - LOTE VI
NF DT. EMISSÃO QUANT. VALOR
2132 09/10/12 100000 R$ 514.000,00
2133 09/10/12 50000 R$ 257.000,00
2131 09/10/12 100000 R$ 514.000,00
2323 03/12/12 58000 R$ 298.120,00
2590 30/01/13 39000 R$ 200.460,00
2627 15/02/13 153000 R$ 786.420,00
TOTAL FATURADO 500000 R$ 2.570.000,00

Aqui, também, a rapidez no


faturamento denuncia a fraude. Licitadas 4 (quatro) edições
no total de 500 mil exemplares, o que corresponderia a 125
mil exemplares cada edição, apenas 13 dias após a
homologação do certame a suposta fornecedora faturou o
equivalente a duas edições da revista – 250.000 exemplares
-, o que, convenhamos, é inadmissível.

(Item 174 do Lote XXV) – Livro “Produção Legislativa”

Sobre esse item, foi encaminhado o


exemplar da 17ª legislatura, que divulgou a produção
legislativa dos anos de 2007-2009.
Além de se tratar de uma publicação
absolutamente inútil, já que não há nada que justifique
tamanho gasto com a publicação, em 2013, de um livro com
ementário de projetos de leis antigas, de seis anos atrás, o
exemplar encaminhado pela DEFANTI é exatamente idêntico
ao encaminhado pela empresa O DOCUMENTO, que com esse
mesmo impresso tentava justificar a produção do item 129
do lote XIII.

6.2 – GRÁFICA PRINT

Com relação a empresa Gráfica


PRINT, consigne-se que seus proprietários DALMI FERNANDES
DEFANTI JUNIOR e FÁBIO MARTINS DEFANTI são irmãos do
proprietário da Gráfica DEFANTI, JORGE LUIZ MARTINS

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DEFANTI, que, como já visto e devidamente comprovado, foi
o OPERADOR do esquema realizado para fraudar o
procedimento licitatório nº 015/2012/ALMT.
A propósito, informa-se a existência
do inquérito civil nº 001362-023/2012 em tramite perante
esta Promotoria de Justiça e a Operação “EDIÇÃO EXTRA”
deflagrada pela Policia Civil do Estado, nos quais a requerida
GRÁFICA PRINT está sendo investigada, justamente, por
LIDERAR esquema de rateio entre empresas gráficas dos
lotes licitados no processo licitatório 093/2011/SAD,
realizado pela Secretaria de Estado de Administração, de
modo a permitir-lhes praticar sobrepreço nos produtos
licitados e afastar outros possíveis concorrentes.
COINCIDÊNCIA? Óbvio que não! A
corrupção, pautada em fraudes em licitações já se inseriu na
cotidiana atividade dos negócios da família DEFANTI, como
meio “normal” de incremento dos lucros de sua atividade.
Não por acaso, a empresa GRÁFICA
PRINT E EDITORA LTDA (CNPJ73.783.649/0001-08), participou
do pregão nº 15/2012/ALMT sagrando-se vencedora dos Lotes
XVIII, XX, XIV, pelo valor total de R$ 4.994.998,98, sendo que
em menos de SETE meses (de outubro/2012 a maio/2013,
conforme documentos fiscais constantes nos autos) já havia
faturado R$ 7.392.514,49 em serviços gráficos à Assembleia
Legislativa do Estado de Mato Grosso, quase 50% a mais do
valor registrado em seu favor. (ANEXO III)
Evidentemente, esse excesso de
faturamento por si só já se constitui em uma ilegalidade,
caracterizadora de improbidade administrativa, até mesmo
porque os itens em questão são absolutamente supérfluos e
inúteis. Em verdade, escancaram uma inegável fraude.
Dos lotes vencidos, destaque para o
item 136, do Lote XVIII – JORNAL TABLÓIDE COM 16 PÁGINAS
4X4 CORES – COM DISTRIBUIÇÃO EM TODO ESTADO DE MATO

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GROSSO INCLUÍDA, que importou, em princípio,
R$3.850.000,00, quase 80% de tudo que venceu.

LOTE XVIII
TOTAL LICITA-
ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL FATURADO
DO
JORNAL TABLÓIDE COM 16 PÁGINAS 4X4 CORES –
136 COM DISTRIBUIÇÃO EM TODO ESTADO DE MATO Mil 1250 R$ 3.080,00 R$ 3.850.000,00 R$ 5.775.000,00
GROSSO INCLUÍDA
DIFERENÇA A
R$ 1.925.000,00
MAIOR

(*) FATURAMENTO - ITEM 136 – LOTE XVIII


NF DT. EMISSÃO QUANT. VALOR
8979 04/10/12 203000 R$ 625.240,00
9081 10/10/12 176000 R$ 542.080,00
9610 20/12/12 136000 R$ 1.848.000,00
9229 01/11/12 271000 R$ 834.680,00
10029 19/03/13 312000 R$ 960.960,00
10481 28/05/13 313000 R$ 964.040,00
TOTAL FATURADO 1411000 R$ 5.775.000,00

Neste item, a exemplo do que


ocorrera com o Item 75, Lote V, vencido pela DEFANTI,
observa-se a ausência de especificações importantes para a
natureza do item, uma vez que de igual modo não traz
referências à PERIODICIDADE e a TIRAGEM de cada edição.
E, pior, ainda comina a distribuição ao próprio licitante sem,
contudo, precisar os critérios sob os quais isso ocorreria e
tampouco instrumentos que pudessem controlar a efetiva
distribuição e seus quantitativos.

Claro que isso tinha um propósito: o


de dificultar a fiscalização dos órgãos de controle. As
irregularidades se evidenciam quando se constata que nos
15 dias seguintes à homologação do certame, a empresa já
faturou o equivalente a quase 30% de toda a previsão da
aquisição total, uma agilidade fora do comum.

E, mais, em menos de seis meses, tal


item foi fornecido em 50% a mais do que licitado: exatos
R$5.775.000,00, o que por si só é uma ilegalidade a
caracterizar improbidade administrativa, já que viola o limite

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legal de 25% admitido para aditivos.

Por outro lado, a sua participação no


conchavo, como aconteceu com todas as outras empresas, se
comprova da observação das tabelas comparativas
elaboradas por esta Promotoria de Justiça, nas quais se
constata uma margem padrão de oferta de preços entre o
orçamento apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI e as
outras propostas apresentadas pela empresa “concorrente”,
a requerida GRAFICA PRINT.

E, se consolida mais ainda quando se


observa que o único lote que isso não ocorre, o LOTE IV, essa
margem percentual fixa ressurge quando a comparação é
feita com os preços desse lote encontrados no arquivo
encontrado no computador da PROPEL que, segundo dito por
MAKSUES LEITE, trata-se do aquivo fornecido pelo DEFANTI
às empresas participantes e cúmplices.

Do documento constante no Anexo II


– Comparativo de Preços, vê-se que a requerida ofereceu
cobertura para quase todos os lotes do pregão (excetuando-
se apenas o lote XXII), fixando preços, com propostas
previamente elaboradas, com o fim de garantir e dar
cobertura os vencedores dos respectivos lotes.

Apenas para exemplificar,


colacionamos abaixo o trabalho realizado no lote XXI, tomado
aleatoriamente, no qual é possível perceber que GRAFICA
PRINT ofereceu proposta de preços no patamar de exatos
20% dos preços apresentados pela GRÁFICA DEFANTI, no
orçamento que baseou o valor da licitação.

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PROPOSTA INI-
LOTE RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA EMPRESA / ORÇAMENTO DA DE-
ORÇAMENTO CIAL DA VEN- PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
XXI FANTI
CEDORA
ITEM DEFANTI GUIAS DELIZ PRINT KCM INTERGRAF DELIZ PRINT KCM INTERGRAF GUIAS
149 R$ 580,00 R$ 630,00 R$ 609,00 R$ 696,00 R$ 657,14 R$ 696,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,0% 8,6%
150 R$ 930,00 R$ 1.020,00 R$ 976,50 R$ 1.116,00 R$ 1.053,69 R$ 1.120,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,4% 9,7%
151 R$ 660,00 R$ 720,00 R$ 693,00 R$ 792,00 R$ 747,78 R$ 792,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,0% 9,1%
152 R$ 600,00 R$ 660,00 R$ 630,00 R$ 720,00 R$ 679,80 R$ 720,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,0% 10,0%
153 R$ 500,00 R$ 550,00 R$ 525,00 R$ 600,00 R$ 566,50 R$ 600,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,0% 10,0%
154 R$ 980,00 R$ 1.070,00 R$ 1.029,00 R$ 1.176,00 R$ 1.110,34 R$ 1.180,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,4% 9,2%
155 R$ 1.400,00 R$ 1.540,00 R$ 1.470,00 R$ 1.680,00 R$ 1.586,20 R$ 1.680,00 5,0% 20,0% 13,3% 20,0% 10,0%

É nítido, dos dados apresentados,


que a GRÁFICA PRINT, por seus sócios-proprietários,
participaram ativamente para a concorrência da fraude.

Além dos sócios proprietários,


também tem ativa participação nas fraudes e negociatas das
quais a empresa participa a pessoa de ALESSANDRO
FRANCISCO TEIXEIRA, que é o responsável não só por
organizar toda a documentação da empresa e, mais, mas
também faz os contatos e articulações com os gestores
públicos corruptos. Foi ele quem representou a GRAFICA
PRINT no pregão sob exame.

Essa ativa participação fica bastante


clara nas declarações prestadas por MIRIAN BACANI
CUSTÓDIO DA SILVA, ex-funcionária da GRAFICA PRINT, a qual
se encontra na integra no ANEXO IV desta Inicial. Nessas
declarações, ALESSANDRO é citado por diversas vezes,
inclusive, como sendo o responsável por realizar o “meio de
campo” entre os interesses da GRÁFICA PRINT e dos gestores
públicos.

Segundo MIRIAN, “ ALESSANDRO,


também tem conhecimento de todos os negócios com os
órgãos Públicos, já que é o principal elo de ligação da
empresa com setor público” , referindo-se, no caso, aos
“ilícitos” realizados entre a GRÁFICA PRINT e órgãos públicos

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Apenas para solidificar essa
afirmação, trazemos à baila o teor de várias mensagens
trocadas entre MAKSUÊS LEITE, sócio -proprietário da
empresa PROPEL COMÉRCIO DE MATERIAIS PARA ESCRITÓIO
LTDA, e ALESS ANDRO, identificado como ALESS ANDRO PRINT.

Tais mensagens, embora digam


respeito a outro procedimento licitatório, realizado em 2014,
deixam evidente que a GRÁFICA PRINT, junto com seus
proprietários e por intermédio de ALESSANDRO, pratica,
costumeiramente, nos âmbitos dos Poderes Executivo e
Legislativo do estado de Mato Grosso, fraudes licitatórias,
com auxilio de servidores públicos.

Vejamos abaixo trechos de


mensagens de WhatsApp trocadas entre ambos. . Anoto que a
integra da conversa encontra-se acostada no ANEXO VIII
desta peça vestibular:

“D ia 20 d e f ev e re i ro d e 20 14 – (f ls. 2 18 )

• MA KS U ÊS – Bo a n oite . Já pub lic ar am a data . V c já


tem a lgo ? Prec isa mo s de ssa in forma ção ! Agua rdo
ret orno !!! (18: 34 h s).
• AL ESS AN DR O – Já si m a manh a pe de pa ra se u
func ion ár io m e p roc ura r! (18: 49 h s).
• MA KSU ÊS – Obr i gado !!! Cui da d e mi m aí . R s!!!
(1 8:4 9 hs).
• AL ESS AN DR O – Tr a nqui lo !!! (18 :5 3 hs).
• MA KSU ÊS – Lig a e ma rca . Fa la pouc o p elo te le fo ne .
Se id ent if ica e m arc a loc al . Ap ena s isso ! (19 :12 h s).

“D ia 27 d e f ev e re i ro d e 20 14 – (f ls. 2 19 )

• AL ESS AN DR O – B o a t ard e (15: 42 h s).


• A L ESS A ND R O – Pe ça seu f unci oná ri o que l ev e a s
pro po sta s em arq uiv o a man hã p ar a fa ci lita r ok

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(1 5:4 2 hs).
• MA KSU ÊS – Bo a t a rde , o k (15: 54 h s).

“D ia 27 d e ma rç o de 2 014 – (f l s. 221 )

• AL ESS AN DR O – A ata da S A D e stá p ro nta ir u rge nte


par a a ssina r !!! (1 7: 00 hs).
• MA KSU ÊS – Ok (17 :54 h s).
• MA KSU ÊS – Prec iso fa la r p esso al me nte co m vc .
Coi sa boa ! Tá e m Cu iab á? (18 :0 1 hs).
• AL ESS AN DR O – To em S P ch ego na t e rç a.

Os diálogos acima transcritos são


por demais reveladores do esquema que estava em
andamento e que restou sobremaneira lesivo aos cofres
públicos do Estado de Mato Grosso.
Somente para exaurir a questão,
colacionamos abaixo trechos das declarações prestadas por
MIRIAN BACANI, que revelam o envolvimento da GRÁFICA
PRINT nos esquemas gráficos executados junto aos poderes
Legislativo e Executivo Estaduais.

Realçaremos apenas algumas partes


das declarações prestadas por MIRIAN que se encaixam no
contexto atual. Relembrando sempre que maiores
informações, de igual modo, imprescindíveis para a análise
do caso, poderão ser encontradas no ANEXO IV, que
acompanha esta exordial, que contém a integra do
documento.

QUE, pergunta do a decl ar ant e qua is fo ra m o s p rob l ema s


dete ctad os qu e l e vou a p edi r de mi ssão d a e mp re sa ?
RESPONDEU que c o nstat ou q ue a emp re sa Grá fic a Pr int
part ici pou d e l ic itaç õe s f ei ta na A sse mbl éi a Legi slat iv a
do Esta do de Mat o Gro sso , sa gr ando - se v enc edo ra d esse
cert am e , ond e o s g est ore s da A L /MT s olic ita va ser viç o s
de im pre ssõ es a g rá fic a , e que essa po r su a v ez n ão

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ef etua v a o se r viç o a pen as em iti a nota s fi sc ai s de
se r viç os, e a A L/MT faz ia pag am ento atra v és de Orde m
Banc ár ia , e do tota l d o p aga me nto a Gr áf ica Pr int fic av a
com vint e e cinc o por c ento e qu e o s out ros setent a e
cinco p or c ento e ra m de vo lv ido s p a ra a A ssemb lé ia
Leg islat iv a; (...) QUE, o cont ato d o DAL MI n a Assem bl éi a,
a pe ssoa com que m f azi a t rat ati va s, atend ia p e lo no me
de MÁRC IO, m a s n ã o sab e o so breno m e ; (...) RESPONDEU
que t em co nhe ci ment o que o respon sá ve l p el as
lic itaç õe s da Grá fic a é o ven ded or ALESS ANDRO, p esso a
essa qu e é resp onsáv el em org aniz ar to da s as
docum ent açõ es pa r a a emp resa pa rt ici par de p ro ce sso s
lic itató ri o s; QUE a decl ar ante t em con heci m ento que a s
irregu la ri dad e s o corre m de forma id ênt ica da
Asse mb lé ia Le gi sl ati va , o u se ja , em a lgu ma s oc a siõ e s as
nota s sã o em iti da s se m a cont rap rest aç õe s de se rv iço s e
do va lo r , vi nte ci n co p or c ento fic a par a a gr áf ica e
set ent as c inco po r ce nto é de vo l vid o; (...) QUE, e m
algu ma s v ez es qu em l e va va o d inhe iro da d evo luç ão
er am o s m oto bo y s d a emp re sa , se n do e s ses MA N OEL
BEN ED IT O e JA IR , e m out ra s oca siõ es que l e va va er a o
pró pr io A L ESS A ND R O; (...)

A somatória de todas essas


constatações torna Inquestionável a ativa e determinante
participação da GRÁFICA PRINT no criminoso esquema que
lesou os cofres públicos nas milionárias quantias
mencionadas.

6.3 – JORNAL A GAZETA

O JORNAL A GAZETA (CNPJ


06.167.347/0001-00), representada por seu sócio
administrador JOÃO DORILEO LEAL, sagrou-se vencedor dos
lotes XIV e XVI do Pregão 15/2012/AL-MT, totalizando a
importância de R$6.369.996,80.

Todavia, no curso das diligências

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empreendidas, constatou-se, pelas Notas Fiscais
encaminhadas pela empresa em decorrência de requisição
ministerial, que foi faturado quase R$ 9.000.000,00, ou seja
40% A MAIS que o TOTAL de todos os serviços licitados, o
que já representa uma ilegalidade, vez que foi desrespeitado
o limite legal de 25% para aditamento, previsto no art. 65 da
Lei 8666/93. (ANEXO III)

A exorbitância do valor para tão


inúteis objetos, o desrespeito à norma legal e as demais
evidências e provas de ilicitude, nos dão a certeza da fraude,
como se verá a seguir.

Para uma melhor análise dos fatos,


importante discriminar os itens licitados e adquiridos.

EMPRESA LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO VALOR FATURADO


JORNAL T ABLÓIDE COM 44 PÁGINAS
4X4 CORES, COM DIST RIBUIÇÃO EM
130 Mil 665 R$ 3.905,12 R$ 2.596.904,80 R$ 3.245.154,72
T ODO EST ADO DE MAT O GROSSO IN -
CLUÍDA.
XIV
JORNAL T ABLÓIDE COM 32 PÁGINAS
4X4 CORES, COM DIST RIBUIÇÃO EM
131 Mil 780 R$ 3.401,40 R$ 2.653.092,00 R$ 4.574.883,00
T ODO EST ADO DE MAT O GROSSO IN -
CLUÍDA.

JORNAL FT O 8 – 4 PÁGINAS NO
133 Mil 380 R$ 860,00 R$ 326.800,00 R$ 326.800,00
GAZETA RECICLAT O 75 GRS 4X4 CORES

LIVROS / FASCÍCULOS DIVERSOS FT


ABERT O 300X420 MM FT FECHADO
300X210MM – NUMERO DE PAGINAS 300
XVI
DE MIOLO + 4 DE CAPA EM PAPEL
CART ÃO T RIPLEX 350 GRS E PAPEL R$
134 Mil 15 R$ 793.200,00 R$ 793.200,00
MIOLO PAPEL COUCHE 115 GRS – CAPA 52.880,00
4X4 CORES ACABAMENT O LAMINADO
FOSCO PRIMEIRA E ÚLT INA CAPA E
APLICAÇÃO DE VERNIZ FRENT E E
VERSO – COST URA.
SOMA GAZETA R$ 6.369.996,80 R$ 8.940.037,72

Referidas aquisições se deram


conforme os documentos fiscais a seguir:

NOTAS FISCAIS mês VALOR


3887 3888 3890 3891 3950 3956 Out/2012 R$ 1.247.898,60
3966 3982 3985 3984 Nov/2012 R$ 758.252,60
4102 4103 Dez/2012 R$ 1.604.547,04
4205 Jan/2013 R$ 102.042,00
4235 4236 4242 4243 4250 4251 Fev/2013 R$ 1.537.256,56
4294 4293 4312 Mar/2013 R$ 576.100,00
4368 4369 4398 Abr/2013 R$ 543.900,00
4543 4546 4548 4547 4557 4556 Mai/2013 R$ 1.056.926,80
4562 4561 Jun/2013 R$ 254.596,12
5034 5045 5058 5063 5075 Out/2013 R$ 1.258.518,00
TOTAL R$ 8.940.037,72

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A partir das informações acima, já se
percebe, em primeiro lugar, que do total faturado, mais de
87% se referem aos itens 130 e 131 - confecção de JORNAIS
TABLÓIDES, COM DISTRIBUIÇÃO EM TODO O ESTADO DE MATO
GROSSO INCLUÍDA.
Novamente, a exemplo do que
ocorrera nos itens 75 (Lote V) e 136 (Lote XVIII), vencidos
pela DEFANTI e PRINT, respectivamente, e que também se
referem a jornais e tabloides, a imprecisão na descrição do
item licitado, sem referências ao número de edições e
tiragens, assim como a ausência de qualquer referência ao
controle da distribuição que ficaria a cargo do próprio
licitante, é indicativo incontestável de uma proposital
fragilidade do controle que tinha por único escopo o de
dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização.

Não se olvide, a propósito, que o


gasto da Assembleia com os tabloides licitados nos quatro
itens – item 75, 136, 130 e 131 –, importaram em
R$15.614.450,72, cujos valores foram pagos praticamente
todos no curso de apenas seis meses.

Mas a definitiva comprovação da


fraude vem da análise dos exemplares encaminhados pela
empresa ao Ministério Público a pretexto de comprovar a
produção dos itens 130, 131 e 133, todos classificados como
“jornais”.

A primeira constatação a chamar a


atenção é a de que os três tipos de jornais encaminhados –
representativos dos itens 130, 131 e 133 - possuem o mesmo
título - “INFORME CIDADÃO” - e, pasme, as matérias
publicadas naqueles de menor número de páginas são
repetições de algumas das publicadas nos tabloides com
mais páginas, ou seja, não há matérias novas ou específicas
naqueles. Em suma, trata-se de mais um indicativo de que

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todos esses exemplares foram confeccionados somente para
serem “mostrados” ao Ministério Público, não se dando a
empresa ao trabalho de sequer “inventar ” artigos novos.

A segunda constatação, não menos


importante, é a de que os referidos tabloides não possuem
referências à data ou período de sua produção ou circulação,
o que, convenhamos, é inaceitável e, também, já se
constituiu em mais um reforço à tese de ser isso proposital.
Descobrir o período em que circulou somente se torna
possível mediante a análise dos fatos mencionados nas
matérias publicadas e situá-los no tempo.

E, extraordinário, ao se fazer esse


exercício, surge, então, a prova incontestável de que não
houve a efetiva impressão desses documentos na forma
como contratado e que os exemplares foram impressos às
pressas após a requisição ministerial. Vejamos.

Dentre outros exemplares, a empresa


A GAZETA encaminhou supostos exemplares intitulados
INFORME CIDADÃO, alguns com 4 páginas (item 133), dois
com 32 páginas (item 131) e quatro com 44 páginas (item
130).

Do item 130, por possuírem 44


páginas, foram identificados os exemplares INFORME
CIDADÃO Edições 56, 58, 59 e 60; do item 31, com 32
páginas, foram identificados os exemplares também
intitulados INFORME CIDADÃO Edições 61 e 62.

Ao analisar o conteúdo dos


TABLOIDES de 44 páginas (item 130), visando identificar a
data em que foram impressos, verificou-se que a empresa,
possivelmente na pressa de atender à requisição ministerial,
não observou que os fatos noticiados no exemplar da EDIÇÃO
60 eram anteriores aos fatos noticiados nas EDIÇÕES 56, 58

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E 59, como se estas tivessem circulado depois da edição 60.

Vejamos a cronologia dessas edições


do tabloide INFORME CIDADÃO - 44 páginas (item 130).

Pgs. 10/11 - “o Deputado Dilmar Dal Bosco realizou na semana passada a


primeira reunião” - a matéria refere-se a uma reunião realizada em 22/11/2012,
uma quinta-feira (conforme Notícia do Site da ALMT);
EDIÇÃO 56 Pgs. 12/13 – A Assembleia Legislativa realizou, na semana passada, a 1ª
audiência … - referindo-se a evento realizado também no dia 22/11/12;
Pgs. 28/29 – Refere-se também a um evento que teria acontecido “semana
passada” e que, efetivamente, aconteceu na segunda-feira, dia 26/11/12;
Refere-se a eventos acontecidos nos dias 22 e 26/11/12 como “semana
Síntese
passada”.
Conclusão circulou entre os dias 22/11 e 08/12/12.

Pgs. 6/7 – Matéria informando que a ALMT realizou audiência pública em


Rondonópolis para debater cobrança de pedágio na MT 130, referindo-se a uma
sessão realizada em 17/11/12, sábado. (conforme Notícia do Site da ALMT);
Pgs. 8/9 – Matéria refere-se a uma reunião com o Reitor José Bispo Barbosa e o
primeiro secretário da ALMT, realizada na passada, referindo-se a evento realizado
EDIÇÃO 58
na semana do dia 28/11/12;
Pgs. 14/15 – Refere-se também a um evento que teria acontecido “semana passada”
e que, efetivamente aconteceu em 05/12/12;
Pgs. 36/37 - Refere-se também a um evento que teria acontecido “semana passada”
e que, efetivamente aconteceu em 28/11/12;
Refere-se a eventos acontecidos nos dias 28/11 e 05/12/12 como “semana
Síntese
passada”.
Conclusão circulou entre os dias 05 e 15/12/12.

Pgs. 4/5 – Matéria informando fatos ocorridos no dia 14/12/12


Pgs. 11 – Matéria sobre fatos do dia 17/12/12
EDIÇÃO 59
Pgs. 15 – Fatos acontecidos no dia 12/12/12
Pgs. 33 – Fatos acontecidos no dia 19/12/12
Síntese Refere-se a eventos acontecidos entre os dias 12 e 19/12/12
Conclusão circulou APÓS o dia 19/12/12.

Pgs. 5 – Matéria informando que a ALMT e Secopa IRÃO lançar um programa de


reciclagem no dia 26/11/12;
Pgs. 30/31 – Matéria informa que a Deputada Luciante apresentou um projeto de
EDIÇÃO 60
Lei propondo a criação do “Amigo do Idoso” em evento ocorrido no dia 12/11/12;
Pgs. 32 – Refere-se a evento ocorrido na “semana passada”, o qual efetivamente
aconteceu em 07/11/12;
Refere-se a eventos acontecidos nos dias 07 e 11/12/12 e evento a ocorrer no dia
Síntese
26/11/12
Conclusão circulou após o dia 12/11/12 e ANTES de 26/11/12

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NOVEMBRO / 2012 DEZEMBRO / 2012
D S T Q Q S S D S T Q Q S S
28 29 30 31 1 2 3 25 26 27 28 29 30 1

4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8

EDIÇÃO 56

11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15

EDIÇÃO 60 EDIÇÃO 58
18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22

EDIÇÃO 60 EDIÇÃO 59

25 26 27 28 29 30 1 23 24 25 26 27 28 29

Como se verifica pela cronologia dos


fatos noticiados, a edição nº 60 teria sido impressa antes das
edições 56, 58 e 59. Evidentemente, a única explicação para
tamanha incongruência é que, em verdade, NADA FOI
PRODUZIDO !
E, como se não bastasse, ao observar
os TABLOIDES produzidos em função do lote 131 (os de 32
páginas), constatou-se que a EDIÇÃO Nº 61 desse impresso
repetiu várias matérias da EDIÇÃO 58 daquele do Lote 130, a
saber:

M ATÉ R I A ED I ÇÃO 58 – 4 4 P GS CO RR ES P ON D Ê NC IA NA ED 61 - 3 2 P GS

F LS 14 /1 5 – IS A B E L C AM PO S F LS . 12 /13

F L S 20 /21 - D ETRAN F LS 30 /31

F L S . 27 - N IN I N H O F LS . 18

Com isso, constata-se que, se


tivessem de fato sido produzidos, os TABLOIDES da EDIÇÃO
58 do lote 130 teriam circulado no mesmo período que
circularam os TABLOIDES da EDIÇÃO 61, do lote 131, e com
matérias semelhantes, o que seria um disparate,
inconcebível desperdício de recursos públicos.

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Por fim, tendo em vista que, segundo
as descrições desses itens, a distribuição dos TABLOIDES
teria ficado a cargo da empresa vencedora, buscando
conceder uma última oportunidade tanto ao fornecedor
quanto à Assembleia Legislativa, foi-lhes oficiado no sentido
de informarem com precisão os detalhes da distribuição, tais
como “o número real de edições, a tiragem de cada uma das
edições, data de cada edição”, bem como que
encaminhassem o “mapa de distribuição e cópia dos recibos
assinados pelas pessoas responsáveis pelos órgãos
destinatários dos JORNAIS/TABLÓIDES produzidos” e
distribuídos em decorrência do Pregão 15/2012/ALMT.
Entretanto, ao responderem,
informaram, em síntese, o que já se sabia: que inexiste esse
controle.
Todos esses absurdos conduzem,
portanto, a uma única e inevitável conclusão, a de que não
houve a produção dos referidos impressos.
Por óbvio, todos os atos praticados o
foram por ordem direta do administrador da empresa JOÃO
DORILEO LEAL.

6.4 – WM COMUNICAÇÃO VISUAL

A empresa WM COMUNICAÇÃO
VISUAL, (CNPJ 07.561.503/0001-85), representada por HÉLIO
RESENDE PEREIRA, sagrou-se vencedora dos Lotes XIX e XXIII,
do pregão 015/2012/ALMT, totalizando R$ 1.048.000,00.
Registra-se, para conhecimento, que
figura no polo passivo desta demanda como representante da
empresa HÉLIO RESENDE PEREIRA, em razão de ser o
representante legal por instrumento público da empresa,
pessoa responsável por todos os atos de gestão da pessoa

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jurídica em comento, como afirmado por ele próprio à esta
Promotoria de Justiça, em declarações prestadas em sede de
Inquérito Civil SIMP 001362-023/2012 (ANEXO IV):

“ ( .. .) Q ue ; s e nd o pr oc ur a d or p or i ns tr u me n to p ú bl ic o d a e mpr e s a
G r áf ic a Vis u a l, te m p od er es par a ger ir p l e na m en t e a e m pr es a , v e z
qu e os s óc i os - pr o pr i et ár ios nã o i nt er fer e m em ne n h um ato de
ges t ão ; ( .. .) ”

Pois bem. Desses lotes, segundo


documentos fiscais encaminhados pela própria gráfica
requerida, até o mês de julho do ano de 2013, a empresa
havia faturado o valor de R$ 1.066.653,00 (um milhão,
sessenta e reais mil, seiscentos e cinquenta e três reais), em
serviços decorrentes do certame em comento, mais que a
própria previsão registrada. (ANEXO III)
Com relação atuação da requerida no
conluio aqui demonstrado, evidências não faltam, conforme
demonstrado abaixo.
Em atendimento a requisição
ministerial de exemplares gráficos fornecidos para a ALMT
em decorrência do Pregão, encaminhou duas cartilhas iguais
denominadas “Educação no Transito” representando o item
137 do lote XIX, bem como um modelo denominado “Por
dentro do Parlamento” representando o item 144 do Lote XIX.
Dados dos impressos encaminhados
(Edital do Pregão):

EMPRESA LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO FATURAMENTO


CARTILHAS PROGRAMA PREVENÇÃO DE
WM – GRÁFICA VI- ACIDENTES NO TRÂNSITO ATÉ 30 PÁGI-
XIX 137 Mil 3 R$ 2.540,00 R$ 7.620,00 R$ 7.620,00
SUAL NAS FTO 8 CAPA RECICLATO 150 MIOLO
RECICLATO 120 GRS
CARTILHAS POR DENTRO DO PARLA -
WM – GRÁFICA VI- MENTO 32 PÁGINAS SENDO 5 MODELOS
XIX 144 Mil 350 R$ 2.027,00 R$ 709.450,00 R$ 709.450,00
SUAL FTO 21X31 CAPA RECICLATO 240 GRS E
MIOLO RECICLATO 90 GRS

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Das irregularidades constatadas:
(Item 137, Lote XIX) - Cartilha “Educação no Trânsito” -
Conforme informação disposta na Ficha Catalográfica contida
na contracapa do impresso, a cartilha foi confeccionada no
ano de 2011, ou seja um ano antes da própria realização do
certame. O pagamento dos serviços, pela Assembleia foi
efetuado em 22/02/2013.

(Item 144, Lote XIX) – Cartilha “Por dentro do Parlamento” -


Com relação ao referido item, a empresa gráfica informou no
ofício de remessa dos exemplares que “ onde está escrito 5
modelos, leiam 5 tiragens ”, sem qualquer razão, já que o
edital previu da primeira forma.
Para compreender a “correção” informada
pela empresa, procedemos análise do impresso, na qual foi possível
constatar a manobra utilizada.

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O impresso encaminhado contém, em
sua última página a informação “3ª Edição – julho 2012” .
Ocorre que nem mesmo a referida informação é verdadeira,
ou pelo menos não poderia corresponder ao referido item, já
que o Pregão 15/2012 nem ao menos tinha sido realizado na
época da fabricação do impresso, pois, como dito, a sessão
de julgamento se realizou em 11/09/2012. E mais, os
pagamentos feitos pela ALMT com relação a aquisição do
produto licitado ocorreram em 22/02/2013 e 27/05/2013.
Outro fato a chamar a atenção é que,
realizado um comparativo entre o pregão anterior, de nº
011/2011/ALMT, com o esse de nº 15/2012/ALMT, percebe-se
que a empresa WM COMUNICAÇÃO VISUAL venceu, nas duas
licitações, justamente os lotes que continham objetos
idênticos, com algumas exceções.
Dessa comparação, destaque para o
item “Cartilhas plano estratégico ft 16 colorida capa
reciclato 150 grs e miolo reciclato 120 grs”, que no certame
do ano de 2011 correspondia ao item 110, do lote XVI, no
valor de R$ 1.800,00 (não há informações de faturamento), e
no pregão 15/2012, item nº 142 do lote XIX, R$ 3.640,00
(faturou um milheiro a mais que o licitado), o dobro do preço.
Confira-se:

Pregão Lote Item Especificação Unid. Quant. V. Uni. V. Total Faturado


CARTILHAS PLANO
ESTRATÉGICO FT 16
COLORIDA CAPA RE-
011/2010 XVI 110 6 MIL R$ 1.800,00 R$ 10.800,00 Não há Info.
CICLATO 150 GRS E
MIOLO RECICLATO 120
GRS
CARTILHAS PLANO
ESTRATÉGICO FTO 16
COM 52 PÁGINAS
015/2012 XIX 142 6 MIL R$ 3.640,00 R$ 21.840,00 R$ 25.480,00
CAPA RECICLATO 150
GRS MIOLO RECICLA-
TO 120 GRS

Portanto, resta clarividente que a


respectiva empresa e seu representante não só tinham

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ciência do conluio, como participaram ativamente para a
concorrência da fraude, vencendo e faturando os lotes sem
realizar o efetivo fornecimento dos serviços.

6.5 – GRÁFICA O DOCUMENTO - PROPEL

A empresa O DOCUMENTO – PROPEL


COM. DE MATERIAIS PARA ESCRITÓRIO, de propriedade de
MAKSUES LEITE e GLEISY FERREIRA DE SOUZA, encaminhou,
dentre outros exemplares, um livro intitulado “Produção
Legislativa - 2007/2008/2009” representando o item 129 do
lote XIII, ao qual daremos destaque. (ANEXO III)
Dados do impresso encaminhado (Edital do
Pregão):

LIVRO ATIVIDADES PARLAMENTARES


DOS DEPUTADOS COM 150 PÁGINAS
O DOCUMENTO XIII 129 FTO 16 FECHADO, CAPA COM ORELHA Mil 150 R$ 8.200,00 R$ 1.230.000,00 R$ 1.230.000,00
NO TRIPLEX 300 GRS E MIOLO NO
RECICLATO 90 GRS

Das irregularidades constatadas:


(Item 129, Lote XIII) – Livro “Produção Legislativa” – O
referido livro encaminhado pela empresa é idêntico ao
encaminhado pela Gráfica DEFANTI, representando o ite m
174 do lote XXV, da qual sagrou-se vencedora.

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Importante rememorar, no momento,
a declaração prestada por MAKSUES LEITE, de que a empresa
DEFANTI ajudou todas as gráficas a imprimirem os materiais
gráficos de forma a atender as requisições ministeriais
feitas. Aqui se percebe de forma clara, a comprovação do
fato.
Considerando ser o mesmo objeto,
outro ponto a destacar é o sobrepreço no produto licitado, já
que pelo mesmo material a ALMT pagou pelo milheiro à
PROPEL o valor de R$ 8.200,00 e à DEFANTI o valor de R$
4.900,00, resultando em um dano total de R$ 1.328.000,00,
para 170 mil livros que nem ao menos foram entregues.
Relembre-se, apenas, que essa
empresa já está respondendo pelos atos que praticou neste
pregão, em ação de improbidade proposta em dezembro de
2014, conforme noticiado no início desta inicial, de modo que
os fatos narrados alhures se prestam apenas para corroborar
a farsa desse procedimento licitatório, com envolvimento de
TODOS os participantes.

6.6 – EDITORA DE GUIAS MATO GROSSO

A empresa EDITORA DE GUIAS MATO


GROSSO LTDA, representada por seu sócio proprietário
LEONIR RODRIGUES DA SILVA, sagrou-se vencedora dos lotes
II, XXI e XXII do Pregão 15/2012/AL-MT, cujos valores
licitados somados resultam em R$ 5.200.000,00, mas faturou
junto à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso a
importância de R$ 6.486.432,06, em menos de 06 meses de
validade do certame, conforme notas fiscais encaminhadas
pela própria empresa gráfica. (ANEXO III)
Deu cobertura para os lotes X e XVII,
conforme planilha ANEXO II.

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Em atendimento ao MPE,
encaminhou, dentre outros, uma cartilha denominada
“Câmara Setorial Temática”, representando o item 158 do
lote XXII.
Dados dos impressos encaminhados
(Edital do Pregão):

CARTILHA COM 32 PÁGINAS 4X4 CORES


GUIAS MT XXII 158 Mil 35 R$ 4.475,86 R$ 156.655,10 R$ 134.275,80
CAPA E MIOLO COUCHE 115 GRS FTO A4

Das irregularidades constatadas:

(Item 158, Lote XXII) - Cartilha “Câmara Setorial Temática” -


Conforme informação disposta no impresso, a cartilha foi
confeccionada em junho de 2011, ou seja; um ano antes da
própria realização do certame.

6.7 – EDITORA DE LIZ

A empresa EDITORA DE LIZ LTDA.


(CNPJ 007.773.026/0001-11), de propriedade de ANTÔNIO
RONI DE LIZ, sagrou-se vencedora do Lote XV, do pregão

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015/2012/ALMT, com o valor de R$ 1.380.000,00. (ANEXO III)
Encaminhou livros representando o
item 132 do lote XV, com os dados a seguir:

ATA Nº 15/2012
EMPRESA LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO FATURAMENTO
LIVROS SÉRIE HISTÓRICA, OBRAS
PARLAMENTARES, PARA AS ESCOLAS,
BIBLIOTECAS COM INFORMAÇÕES
PESSOAIS E POLÍTICAS NO FT 16 CAPA
DE LIZ XV 132 Mil 150 R$ 9.200,00 R$ 1.380.000,00 R$ 1.378.900,00
COM ORELHA NO TRIPLEX 300 GRS E
MIOLO NO SULFITE 75 GRS – 15
EDIÇÕES SENDO 10.000 POR EDIÇÃO
COM 150 PÁGINAS.
SOMA DE LIZ R$ 1.380.000,00 R$ 1.378.900,00

Das irregularidades constatadas:

(Item 132, Lote XV) – Livro “Produção Político Legislativo” - A


empresa encaminhou a esta Promotoria 6 (seis) volumes do
Livro “16ª Legislatura – 2007 a 2011 Produção politico
legislativo Fevereiro 2007”. Ao que se viu acima, foram
licitadas 15 edições.
Dos livros encaminhados, verificou-
se que a sua produção ocorreu no ano de 2011.

Observe-se que no pregão anterior,


realizado pela Casa de Leis, de nº 11/2010, cuja prestação

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dos serviços ocorreram no ano de 2011, o mesmo objeto foi
licitado e vencido por outra empresa, a Gráfica PRINT.
Vejamos os quadros comparativos entre aquele e este
Pregão.

PREGÃO LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL Fornecedor


LIVROS SÉRIE HISTÓRICA “DE-
PUTADOS ESTADUAIS” PARA ES-
COLAS, BIBLIOTECAS COM IN -
FORMAÇÕES PESSOAIS E POLI -
011/2010 XIV 71 TICAS- FT 16 CAPA COM ORELHA MIL 224 R$ 9.000,00 R$ 2.016.000,00 PRINT
TRIPLEX 300, COLADO COM 200
PÁGINAS MIOLO SULFITE 75 GRS.
16 EDIÇÕES SENDO 14.000 POR
EDIÇÃO
LIVROS SÉRIE HISTÓRICA, OB-
RAS PARLAMENTARES, PARA AS
ESCOLAS, BIBLIOTECAS COM IN -
FORMAÇÕES PESSOAIS E POLÍTI-
015/2012 XV 132 CAS NO FT 16 CAPA COM ORE - Mil 150 R$ 9.200,00 R$ 1.380.000,00 DE LIZ
LHA NO TRIPLEX 300 GRS E MIO -
LO NO SULFITE 75 GRS – 15 EDI-
ÇÕES SENDO 10.000 POR EDIÇÃO
COM 150 PÁGINAS.

Portanto não teria justificativa para o


livro ter sido encaminhado do estoque anterior, se no pregão
anterior quem forneceu o serviço foi outra empresa.

Aproveitando a linha de raciocínio,


digno registrar que, conforme declarações do MAKSUES a
gráfica DEFANTI ajudou a imprimir os materiais a serem
encaminhados ao MP, e a PRINT é do grupo, podendo, com
toda a certeza, ter auxiliado a requerida, emprestando a DE
LIZ os impressos a fim de justificar o requisitado.

Como se não bastasse, a empresa


CARLOS DE OLIVEIRA COELHO (GENESIS), em atendimento a
requisição ministerial de exemplares supostamente
fornecidos para a ALMT em decorrência desse Pregão,
encaminhou 5 volumes do mesmo tipo de livro,
representando o LOTE XVII, ITEM 135, contendo as produções
legislativas do mês de março de 2007.

Por esta constatação, o sobrepreço é

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facilmente verificado no item, já que o valor cobrado pela
gráfica GENESIS para tanto foi de 35.660,00 o milheiro,
enquanto que a empresa DELIZ faturou o milheiro por R$
9.200,00.

PREGÃO LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL Fornecedor


LIVROS SÉRIE HISTÓRICA, OB-
RAS PARLAMENTARES, PARA AS
ESCOLAS, BIBLIOTECAS COM IN -
FORMAÇÕES PESSOAIS E POLÍTI-
015/2012 XV 132 CAS NO FT 16 CAPA COM ORE - Mil 150 R$ 9.200,00 R$ 1.380.000,00 DE LIZ
LHA NO TRIPLEX 300 GRS E MIO -
LO NO SULFITE 75 GRS – 15 EDI-
ÇÕES SENDO 10.000 POR EDIÇÃO
COM 150 PÁGINAS.
LIVROS ANUÁRIOS DAS ATIVIDA-
DES E PROCESSOS LEGISLATI-
VOS COM 200 PÁGINAS SENDO 5
015/2012 XVII 135 Mil 15 R$ 35.660,00 R$ 534.900,00 GENESIS
EDIÇÕES NO FTO 16 CAPA NO
TRIPLEX 300 GRS E MIOLO NO
SULFITE 75 GRS

Ademais, a sua participação, no


conchavo se percebe claramente na tabela elaborada por
esta Promotoria de Justiça (ANEXO II), nas quais se constata
uma margem padrão de oferta de preços entre o orçamento
apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI e as outras
propostas apresentadas pela empresa “concorrente” GRÁFICA
DE LIZ.

E se consolida mais ainda quando se


observa que o único lote que isso não ocorre, o LOTE IV, essa
margem percentual fixa ressurge quando a comparação é
feita com os preços desse lote encontrados no arquivo
encontrado no computador da PROPEL que, segundo dito por
MAKSUES LEITE, trata-se do aquivo fornecido pelo DEFANTI
às empresas participantes e cúmplices.

À exemplo, colaciono abaixo o


trabalho realizado no lote XXII, que demonstra a padrão de
oferta de preços acima afirmado:

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Número do documento: 18022614171556700000011730130
PROPOSTA INI-
LOTE RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA EMPRESA / ORÇAMENTO DA DE-
ORÇAMENTO CIAL DA VEN- PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
XXII FANTI
CEDORA
ITEM DEFANTI GUIAS KCM GAZETA DELIZ INTERGRAF KCM GAZETA DELIZ INTERGRAF GUIAS
156 R$ 6.350,00 R$ 6.985,00 R$ 7.620,00 R$ 7.345,00 R$ 6.667,50 R$ 7.620,00 20,0% 15,7% 5,0% 20,0% 10,0%
157 R$ 6.810,00 R$ 7.491,00 R$ 8.172,00 R$ 7.695,00 R$ 7.150,50 R$ 8.180,00 20,0% 13,0% 5,0% 20,1% 10,0%
158 R$ 4.510,00 R$ 4.960,00 R$ 5.412,00 R$ 5.412,00 R$ 4.735,50 R$ 5.412,00 20,0% 20,0% 5,0% 20,0% 10,0%
159 R$ 5.660,00 R$ 6.226,00 R$ 6.792,00 R$ 6.735,00 R$ 5.943,00 R$ 6.800,00 20,0% 19,0% 5,0% 20,1% 10,0%
160 R$ 1.330,00 R$ 1.460,00 R$ 1.596,00 R$ 1.436,00 R$ 1.396,50 R$ 1.596,00 20,0% 8,0% 5,0% 20,0% 9,8%

Além desse lote, do documento


constante no ANEXO II – Comparativo de Preços, vê-se que a
requerida ofereceu cobertura, na pratica, para todos os lotes
do pregão, fixando preços em propostas previamente
elaboradas, com o fim de garantir os vencedores dos
respectivos lotes.

Portanto, não restam duvidas com


relação ao seu envolvimento no caso, devendo por seus atos
ser responsabilizada.

6.8 – CARLOS DE OLIVEIRA COELHO (GENESIS)

Como se não bastasse, a empresa


CARLOS DE OLIVEIRA COELHO (GENESIS), representada por
seu sócio proprietário CARLOS OLIVEIRA COELHO, em
atendimento a requisição ministerial de exemplares gráficos
fornecidos para a ALMT em decorrência do Pregão,
encaminhou 5 volumes do mesmo tipo de livro encaminhado
pela DE LIZ, representando o LOTE XVII ITEM 135, contendo
as produções legislativas do mês de março de 2007. (ANEXO
III)
Dados do impresso encaminhado:

ATA Nº 15/2012
EMPRESA LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO FATURAMENTO
LIVROS ANUÁRIOS DAS ATIVIDADES E
PROCESSOS LEGISLATIVOS COM 200
R$
GENESIS XVII 135 PÁGINAS SENDO 5 EDIÇÕES NO FTO 16 Mil 15 R$ 534.900,00 R$ 534.900,00
35.660,00
CAPA NO TRIPLEX 300 GRS E MIOLO NO
SULFITE 75 GRS

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Número do documento: 18022614171556700000011730130
Como já dito acima, embora ambas
empresas tenham encaminhado o mesmo livro para justificar
itens distintos, valor cobrado pela gráfica GENESIS para
tanto foi de 35.660,00 o milheiro, enquanto que a empresa
DELIZ faturou o milheiro por R$ 9.200,00.
Seguindo a orientação da líder do
conchavo – a DEFANTI – deu cobertura em quase todos os
lotes do pregão, sagrando -se vencedora dos lotes IV, VIII e
XVII, cujos valores somados importam R$1.753.508,00.

6.9 – E.G.P DA SILVA-ME – INTERGRAF

A empresa INTERGRAF GRÁFICA E


EDITORA - E.G.P DA SILVA-ME - (CNPJ 00.889.192/0001-10),
de propriedade de EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA,
sagrou-se vencedora dos Lotes III e XII, do pregão
015/2012/ALMT, pelos valores de R$ 410.000,00 e R$
1.445.000,00, respectivamente, cuja soma perfaz R$
1.855.000,00.

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Mediante requisição, encaminhou,
dentre outros impressos, dois livretos iguais denominados
“Carta de Serviços ao Cidadão” representando o item 128 do
lote XII.
No Edital do Pregão, eram esses os
dados do item correspondente ao impresso encaminhado:

ATA Nº 15/2012
EMPRESA LOTE ITEM ESPECIFICAÇÃO UN QTDE V.UNIT LICITADO FATURAMENTO
LIVRETO “CARTA DE SERVIÇOS AO CI-
DADÃO” COM 64 PÁGINAS CAPA 21X31
EGP – INTERGRAF XII 128 Mil 400 R$ 3.612,50 R$ 1.445.000,00 R$ 1.806.250,00
COUCHE BRILHO 170 GRS E MIOLO
15X21 COUCHE BRILHO 90 GRS

Esse material foi faturado da


seguinte forma: (ANEXO III)

(*) FATURAMENTO
NF DT. EMISSÃO QUANT. VALOR
428 24/10/12 100000 R$ 361.250,00
453 23/11/12 55000 R$ 198.687,50
457 03/12/12 70000 R$ 252.875,00
461 10/12/12 96000 R$ 346.800,00
472 26/12/12 79000 R$ 285.387,50
533 09/04/13 100000 R$ 361.250,00
TOTAL FATURADO 500000 R$ 1.806.250,00

Dos dois exemplares encaminhados,


verificou-se que apesar de ambos possuírem o mesmo
conteúdo, um foi impresso no ano de 2011, muito antes do
pregão 15/2012 ser realizado, e outro no ano de 2013, sendo
que este último consta na capa como “4ª edição”.

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Ora, nenhum dos dois exemplares foi
produzido em data compatível com o faturamento: aquele de
2011, foi produzido antes do próprio Pregão 15/2012 e o de
2013 teria sido produzido muito tempo depois dos
faturamentos, uma vez que, como se observa do quadro
“FATURAMENTO” acima, todo o objeto licitado (400 mil
exemplares) foi faturado ainda no ano de 2012, ficando para
2013 apenas o excedente de 100 mil exemplares.
Interessante – para não dizer
estranho - que no pregão anterior realizado pela Assembleia
Legislativa, o de nº 011/2010, foi também licitado objeto
idêntico - CARTA DE SERVIÇOS AO CIDADÃO – porém quem
venceu aquele lote e ficou responsável pela “confecção” foi a
empresa GUIAS DE MATO GROSSO. Vejamos a descrição
daquele lote:

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P REGÃO Nº 11/ 2010 – AL M T
LOTE XI
ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL Fornecedor

LIVRETO “CARTA DE SERVIÇOS AO CIDADÃO”, 4X4 EDITORA DE


67 CORES, COUCHE 90G, 64PÁGINAS CAPA COUCHE MIL 400 R$ 3.153,50 R$ 1.261.400,00 GUIAS MATO
170G GROSSO LTDA
CNPJ Nº
SOMA DO LOTE R$ 1.261.400,00 08.954.839/0001-70

Ora, se a edição de 2011 fora


confeccionada pela EDITORA DE GUIAS, como então que a
INTEGRAF possuía exemplares para remeter ao Ministério
Público para tentar comprovar a confecção do livreto no ano
dd 2012 ? Simples: ambos lhe foram repassados por uma das
participantes do conluio, a DEFANTI, conforme dito por
MAKSUÊS LEITE.
Além disso, a sua participação no
conchavo se percebe claramente na tabela elaborada por
esta Promotoria de Justiça, nas quais se constata uma
margem padrão de oferta de preços entre o orçamento
apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI e as outras
propostas apresentadas pela empresa “concorrente”
INTERGRAF.
E se consolida mais ainda quando se
observa que o único lote que isso não ocorre, o LOTE IV, essa
margem percentual fixa ressurge quando a comparação é
feita com os preços desse lote encontrados no arquivo
encontrado no computador da PROPEL que, segundo dito por
MAKSUES LEITE, trata-se do aquivo fornecido pelo DEFANTI
às empresas participantes e cúmplices.

Colacionamos abaixo, o trabalho


realizado no lote XXV, no qual é possível perceber que
empresa INTERGRAF ofereceu proposta de preços no patamar
de exatos dos preços apresentados pela DEFANTI GRÁFICA E
EDITORA, no orçamento que baseou o valor da licitação.

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PROPOSTA INI-
LOTE RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA EMPRESA / ORÇAMENTO DA DE-
ORÇAMENTO CIAL DA VEN- PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
XXV FANTI
CEDORA
ITEM DEFANTI DEFANTI PRINT INTERGRAF DELIZ KCM PRINT INTERGRAF DELIZ KCM DEFANTI
170 R$ 5.800,00 R$ 6.200,00 R$ 6.554,00 R$ 6.960,00 R$ 6.090,00 R$ 6.525,00 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 6,9%
171 R$ 4.890,00 R$ 5.476,00 R$ 5.525,70 R$ 5.870,00 R$ 5.134,50 R$ 5.501,25 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 12,0%
172 R$ 7.700,00 R$ 7.930,00 R$ 8.701,00 R$ 9.240,00 R$ 8.085,00 R$ 8.662,50 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 3,0%
173 R$ 4.890,00 R$ 5.120,00 R$ 5.525,70 R$ 5.870,00 R$ 5.134,50 R$ 5.501,25 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 4,7%
174 R$ 4.897,00 R$ 5.120,00 R$ 5.533,61 R$ 5.877,00 R$ 5.141,85 R$ 5.509,13 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 4,6%
175 R$ 10.076,00 R$ 12.980,00 R$ 11.385,88 R$ 12.095,00 R$ 10.579,80 R$ 11.335,50 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 28,8%
176 R$ 4.468,00 R$ 4.800,00 R$ 5.048,84 R$ 5.362,00 R$ 4.691,40 R$ 5.026,50 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 7,4%
177 R$ 4.897,00 R$ 5.200,00 R$ 5.533,61 R$ 5.877,00 R$ 5.141,85 R$ 5.509,13 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 6,2%
178 R$ 4.895,00 R$ 5.200,00 R$ 5.531,35 R$ 5.874,00 R$ 5.139,75 R$ 5.506,88 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 6,2%
179 R$ 680,00 R$ 953,00 R$ 768,40 R$ 816,00 R$ 714,00 R$ 765,00 13,0% 20,0% 5,0% 12,5% 40,1%

Do documento constante no ANEXO II


– Comparativo de Preços, vê-se que a requerida ofereceu
cobertura, na pratica, vê-se que a requerida ofereceu
cobertura, na pratica, para TODOS os lotes do pregão nos
quais fixou preços, com propostas previamente elaboradas,
com o fim de garantir os vencedores dos respectivos lotes.

Cumpre anotar que naqueles lotes


que apenas participou para dar cobertura a uma determinada
empresa vencedora, ofereceu preços com margem padrão de
20% ao do orçamento da DEFANTI, e justamente nos dois
lotes que tornou-se vencedora, lotes III e XII, a sua
porcentagem ficou em 5%.

Portanto, resta clarividente que a


respectiva empresa e seu representante, não só tinham
ciência do conluio, como participaram ativamente para a
concorrência da fraude.

6.10 – KCM EDITORA & GRÁFICA LTDA

A empresa KCM EDITORA & GRÁFICA


(CNPJ03.720.462/0001-71), representada por seus sócios
administradores ROMMEL FRANCISCO PINTEL KUNZE e MARCIA
PAESANO DA CUNHA, participou do pregão nº 15/2012/ALMT e
sagrou-se vencedora do Lote XI, pelo valor de R$ 630.000,00

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(seiscentos e trinta mil reais). (ANEXO III)

A participação dessa empresa na


FRAUDE se torna inquestionável pelo que já foi relatado no
item “4.2.2 – PROPOSTA ESTRANHA - vencedora do Lote XI não
se referia aos itens licitados” desta petição.

É extraordinário que a empresa


venceu o lote XI apresentando proposta a itens totalmente
diferentes daqueles constantes no pregão: os objetos
licitados eram “livros, boletins e panfletos”, mas a empresa
apresentou proposta de adesivos e revistas” e, PASME,
sagrou-se vencedora.

E NENHUMA OUTRA PARTICIPANTE


IMPUGNOU !!!! Lembremos, apenas, que todas as empresas
que participaram do certame sagraram-se vencedora de
algum lote, o que é prova suficiente de que cada uma teve
sua fatia previamente ajustada.

A sua participação no conchavo,


como aconteceu com todas as outras empresas, reforça-se
ainda na mais na constatação de que ofereceu propostas
apenas para cobertura nos demais lotes.

Com efeito, do documento constante


no ANEXO II – Comparativo de Preços, vê-se que a requerida
ofereceu cobertura para quase todos os 25 lotes do pregão,
nos quais fixou preços com propostas previamente
elaboradas apenas para garantir os vencedores dos
respectivos lotes.

A prática se escancara quando se


observa, conforme evidenciado na tabela elaborada por esta
Promotoria de Justiça, que os preços propostos por essa
empresa aos demais lotes obedeceram, em cada lote, a uma
margem padrão de diferença dos preços dos respectivos
itens, em percentual fixo, quando comparados com o

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orçamento apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI. E se
consolida mais ainda quando se observa que o único lote que
isso não ocorre, o LOTE IV, essa margem percentual fixa
ressurge quando a comparação é feita com os preços desse
lote encontrados no arquivo encontrado no computador da
PROPEL que, segundo dito por MAKSUES LEITE, trata-se do
aquivo fornecido pelo DEFANTI às empresas participantes e
cúmplices. Visualização dessa estranha coincidência do LOTE
IV é possível pela observação das tabelas colacionadas no
item “4.2.2 – PROPOSTA ESTRANHA - vencedora do Lote XI não
se referia aos itens licitados”.

Colacionamos abaixo,
aleatoriamente, o trabalho realizado no lote XXIV, no qual é
possível perceber que empresa KCM ofereceu proposta de
preços no patamar de exatos 13,5% dos preços apresentados
pela DEFANTI GRÁFICA E EDITORA, no orçamento que baseou
o valor da licitação.

PROPOSTA INI-
LOTE RELAÇÃO ENTRE PROPOSTA INICIAL DA EMPRESA / OR-
ORÇAMENTO CIAL DA VEN- PROPOSTA INICIAL DA DEMAIS EMPRESAS
XXIV ÇAMENTO DA DEFANTI
CEDORA
ITEM DEFANTI PRINT INTERGRAF KCM DELIZ INTERGRAF KCM DELIZ PRINT
164 R$ 4.600,00 R$ 5.060,00 R$ 5.520,00 R$ 5.218,70 R$ 4.830,00 20,0% 13,5% 5,0% 10,0%
165 R$ 1.230,00 R$ 1.353,00 R$ 1.476,00 R$ 1.395,44 R$ 1.291,50 20,0% 13,5% 5,0% 10,0%
166 R$ 1.540,00 R$ 1.694,00 R$ 1.850,00 R$ 1.747,13 R$ 1.617,00 20,1% 13,5% 5,0% 10,0%
167 R$ 1.060,00 R$ 1.166,00 R$ 1.272,00 R$ 1.202,57 R$ 1.113,00 20,0% 13,5% 5,0% 10,0%
168 R$ 880,00 R$ 968,00 R$ 1.060,00 R$ 998,36 R$ 924,00 20,5% 13,5% 5,0% 10,0%
169 R$ 10.500,00 R$ 11.550,00 R$ 12.600,00 R$ 11.912,25 R$ 11.025,00 20,0% 13,5% 5,0% 10,0%

Inquestionável, pois, a efetiva


participação dessa empresa no conluio.

6.11 – MULTICÓPIAS – GRÁFICA DIGITAL

Evidências não faltam com relação à


atuação da requerida no esquema que fraudou a licitação
015/2012/ALMT e que tantos danos causou aos cofres

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públicos estaduais, já que foi peça importante para a
realização da fraude licitatória.

Como antes demonstrado e


devidamente comprovado, as empresas participantes e
supostamente “concorrentes” no certame não passavam de
companheiras de cartel formado justamente para ganhar
vantagem econômica em detrimento dos cofres públicos e
desse conluio a requerida não ficou de fora.
A sua participação, no conchavo se
percebe claramente, mais uma vez, na tabela elaborada por
esta Promotoria de Justiça, nas quais se constata uma
margem padrão de oferta de preços entre o orçamento
apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI e as outras
propostas apresentadas pela empresa “concorrente”
MULTICÓPIAS.
Vê-se que a requerida ofereceu
cobertura para os lotes III, V, IX, XI, XIX, nos quais, seguindo
a pratica geral, fixou preços com propostas previamente
elaboradas, com o fim de garantir os vencedores dos
respectivos lotes.
Além dessas irregularidades comuns
a muitas das outras empresas, a requerida ainda guarda
particularidades em sua atuação no NÃO fornecimento de
seus serviços, apesar de todos terem sido devidamente
pagos pelo órgão tomador. Vejamos.
A empresa MULTICÓPIAS INDÚSTRIA
GRÁFICA E EDITORA LTDA. (CNPJ 24.969-149/0001-41), cujo
representante na licitação foi seu proprietário ROBSON
RODRIGUES ALVES, sagrou-se vencedora do Lote I, do pregão
015/2012/ALMT, pelo valor de R$ 699.999,90.
Apesar de não ter sido requisitado à
requerida, em sede de inquérito civil, o envio de exemplares
gráficos eventualmente “fornecidos” à Assembleia

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Legislativa do Estado, o que se deu por questão de técnica
de investigação, já que foi na ocasião o foco eram as
empresas que tivessem fornecido material relacionado à
publicidade institucional do órgão (livros, cartilhas, jornais,
revistas,...), essa empresa encaminhou cópia de todas as
notas fiscais até então emitidas, em decorrência dos serviços
por ela supostamente prestados à Casa de Leis.
De posse dos referidos documentos
fiscais, pode-se notar que o fornecimento integral de todo o
material licitado e vencido pela requerida, ocorreu em
apenas 3 (três) situações, conforme Notas Fiscais nº 4638,
4890 e 5824, datadas de 10/10/2012, 07/11/2012 e
04/03/2013, respectivamente. (ANEXO III)
Note que o lote I, por ela vencido,
continha 21 (vinte e um) itens que, transformados em
unidades, visavam a confecção de 18.100 blocos com média
de 50 jogos cada, 165.000 envelopes, 422.000 impressos
diversos e ainda 975.000 papeis timbrados, totalizando, ao
final, uma confecção de 1.580.100 (um milhão, quinhentos e
oitenta mil e cem) unidades de papel.
Toda essa quantidade não haveria de
causar nenhuma estranheza não fosse um detalhe: essa
empresa, dito pelo seu próprio sócio gerente, foi concebida
para produzir impressos urgentes, em pequenas quantidades,
vez que não possui parque gráfico normal e, por isso, por
utilizar apenas impressoras, não consegue competir no
mercado.
Vejamos o que disse o sócio-
proprietário da empresa, ROBSON RODRIGUES ALVES, em
declarações prestadas nos autos de outro inquérito civil,
registrado sob o SIMP 001362-023/2012, que tramita nesta
mesma Promotoria de Justiça, na parte que informa sobre o
funcionamento da sua empresa da seguinte forma (ANEXO
IV):

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“Que , a sua em pre sa pod e se r c on sid e rad a co mo u ma
“gr áf ica ráp id a” , pa ra se rv iço s d e p equ eno v olu m e, vez
que su a p roduçã o ba sei a- se m ai s em c ópi as e
imp ressão a l a se r , d igit al ; Que , co mo nã o po ssui
maqu iná ri o s de o f fset con v enc iona l , a emp resa do
decl ar ant e nã o te m cond içõ e s de concorrer c om
se r viç os de gr and e s q uant ida de s, p orqu e o seu cu st o é
fi xo, p or uni dad e , que , po rtanto so m ente t em co mo
ven ce r conc orrên ci a q uand o se tr at a de p equ ena s
quanti dad e s; ”
Ora, a produção, em menos de um
mês (NF nº 4638 e 4890), desse extraordinário volume de
1.072.415 unidades de impressos, não pode ser enquadrada
nos serviços referidos por ele.

6.12 – CAPGRAF DIGITAL SOLUTION

A requerida CAPGRAF DIGITAL


SOLUTION (CNPJ 05.771.939/0001-50), de propriedade de
RENAN DE SOUZA PAULO, participou do Pregão 015/2012
realizado pela Assembleia legislativa sagrando-se vencedora
do Lote IX, no valor de R$ 328.000,00.

Em ofício datado de 24 de junho de


2013 informou a este Parquet que, até aquele momento, não
havia fornecido nenhum serviço à ALMT e que, portanto, não
havia emitido qualquer documento fiscal. (ANEXO III)

Não obstante não ter prestado os


serviços do lote vencido, a requerida foi peça importante
para a realização da fraude licitatória, na medida em que
deu cobertura aos lotes 05 e 06, a eles apresentando
propostas previamente elaboradas para garantir os
vencedores adredemente escolhidos desses lotes.

Isso se percebe claramente na tabela


elaborada por esta Promotoria de Justiça, nas quais se

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constata que em ambos os lotes (V e VI) apresentou preços
com a exata majoração de 10% (dez por cento) para cada um
dos itens licitados, tomando -se por base os preços indicados
no orçamento apresentado pela empresa GRÁFICA DEFANTI,
que, como já dito, “forneceu” aos demais concorrentes um
pendrive com essa orientação.

Evidências, é claro, que corroboram


as afirmações de MAKSUES LEITE, uma vez que a
homogeneidade de preços de itens de um mesmo lote foi a
prática de todas as empresas que participaram do certame,
cujo objetivo era emprestar cobertura à empresa
previamente escolhida para vencer o lote.

Dessa forma, na medida em que


participou do conluio dando cobertura aos comparsas, torna-
se irrelevante que tenha ou não recebido alguma vantagem
futura, posto ser responsável pelos atos e danos a que sua
conduta deu causa.

Portanto, resta clarividente que essa


empresa e seu representante não só tinham ciência do
conluio, como participaram ativamente para a concorrência
da fraude, devendo ser responsabilizados, solidariamente,
pelos danos sofridos pelo erário estadual.

Como se viu, foram encaminhados


alguns impressos “supostamente” confeccionados em épocas
anteriores à própria realização do certame sob exame e,
ainda, gráficas diferentes remeteram impressos exatamente
iguais para justificar a produção de itens diferentes, o que
comprova que a produção desses exemplares que foram
encaminhados ao Ministério Público se deu às pressas e
reforça a afirmação de que foram produzidos sob o comando
da Defanti e, quiçá, pela Defanti.
Demonstra-se, com isso, que tais
impressos na verdade não foram produzidos para entrega ao

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adquirente, mas tão somente para apresentar ao Ministério
Público, como aliás foi mencionado por MAKSUES LEITE em
seu depoimento.
Frisa-se que, para possibilitar a
conquista da fraude de desvio de volumosas quantias em
dinheiro dos cofres públicos, além do idealizador do
esquema, o REQUERIDO JOSE GERALDO RIVA, e dos
empresários das pessoas jurídicas REQUERIDAS, necessário
se fez a cooptação de servidores da Casa de Leis alocados,
estrategicamente, nos setores de Patrimônio, Finanças e
Secretaria Geral, que foram os responsáveis por atestar o
recebimento das mercadorias que nunca foram entregues
naquele Órgão Público, como também, autorizar os
empenhos e os pagamentos ilícitos.
Com essa tarefa, destacou-se a
colaboração dos DJAN DA LUZ CLIVATI, como Gerente de
Manutenção e Serviços Gerais, DEP. MAURO SAVI, como 1º
Secretário (ordenador de despesas) e, ainda, o então
Secretário de Orçamento e Finanças, LUIZ MARCIO BASTOS
POMMOT, que diante das funções que exerciam na ALMT,
emitiram os Atestados de Recebimento Definitivo
ideologicamente falsos de todas as mercadorias, produtos e
serviços que jamais foram fornecidos ou entregues pelas
Empresas REQUERIDAS.
Como se não fosse o suficiente,
imperioso grafar novamente a inutilidade prática dos
materiais gráficos licitados pela ALMT, cujos conteúdos, na
maioria dos casos, versam sobre a publicidade institucional
da Casa e suas ações, sendo totalmente desnecessário o seu
gasto com “impressão”, principalmente na era digital em que
vivemos, que tudo pode ser publicado na própria página
eletrônica da Assembleia Legislativa do Estado de Mato
Grosso.

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7 - DO SOBREPREÇO NOS SERVIÇOS LICITADOS

Mas, além da realização de


pagamentos por serviços não executados, constatou-se,
também, a existência de vários itens semelhantes
distribuídos em diferentes lotes e, pior, uma substancial
diferença de preço entre esses itens licitados, o que já de
início sugere intenção de confundir o controle e permitir a
partição entre as empresas eleitas ilegalmente.
Vejamos.
Apenas a titulo de exemplificação,
colacionamos abaixo alguns desses itens licitados, cujas
características eram semelhantes, todavia, os preços
propostos foram diferentes, alguns absurdamente.

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ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. TOTAL Fornecedor

CARTILHAS FORMATO 16
COM 24 PAGINAS TOTAL
27 Mil 200 R$ 1.381,66 R$ 276.332,00 GUIAS MT
NO PAPEL RECICLATO, 120
– GRAMPEADO.

CARTILHAS PROJETOS
CARTA DE SERVIÇOS FTO
16 24 PÁGINAS CAPA NO
99 Mil 5 R$ 2.620,00 R$ 13.100,00 O DOCUMENTO
RECICLATO 150 GRS E MI -
OLO NO RECICLATO 120
GRS
CERTIFICADOS DE PARTI -
CIPAÇÃO EM EVENTOS
78 INSTITUCIONAIS FTO MIL 5 R$ 723,84 R$ 3.619,20 GRAFICA DOCUMENTO
21X31 – 4X0 CORES RECI-
CLATO 240 GRS
CERTIFICADO PROGRAMA
DE AMBIENTAÇÃO FTO
105 MIL 2 R$ 1.025,00 R$ 2.050,00 CAP GRAF
21X31 4X0 CORES RECI -
CLATO 240 GRS
LIVRETO PROGRAMA PAR-
LAMENTO MIRIM 62 PÁGI -
NAS 4X4 CORES FTO 16
85 Mil 20 R$ 3.110,28 R$ 62.205,60 GRAFICA DOCUMENTO
FECHADO CAPA RECICLA -
TO 180 GRS E MIOLO RE -
CICLATO 90 GRS
LIVRETOS PROGRAMA AM-
BIENTAÇÃO 62 PÁGINAS
FTO 16 FECHADO 4X4 CO -
87 Mil 20 R$ 3.459,01 R$ 69.180,20 GRAFICA DOCUMENTO
RES CAPA RECICLATO 180
GRS E MIOLO RECICLATO
90 GRS
JORNAIS DICAS DE SAÚDE
– PROGRAMA QUALI VIDA
112 MIL 7 R$ 580,00 R$ 4.060,00 CAP GRAF
FTO 8 4 PÁGINAS NO RE-
CICLATO 75 GRS
JORNAL FTO 8 – 4 PÁGI-
133 NAS NO RECICLATO 75 MIL 380 R$ 860,00 R$ 326.800,00 GAZETA
GRS 4X4 CORES
LIVROS RELATÓRIOS DAS
CÂMARAS SETORIAIS TE-
MÁTICAS FT 16 CAPA TRI-
171 Mil 20 R$ 4.928,00 R$ 98.560,00 DEFANTI
PLEX 300 GRS E MIOLO
SULFITE 90 GRS- 180 PÁ-
GINAS
LIVROS DISCURSOS DE
POSSE DO PRESIDENTE
DA ASSEMBLÉIA FT 16
172 Mil 20 R$ 6.980,00 R$ 139.600,00 DEFANTI
CAPA TRIPLEX 300 GRS E
MIOLO SULFITE 90 GRS –
180 PÁG.
LIVROS ATAS DE SESSÕES
ESPECIAIS DA ASSEM-
173 BLÉIA FT 16 CAPA TRIPLEX Mil 20 R$ 4.605,00 R$ 92.100,00 DEFANTI
300 GRS E MIOLO EM SUL-
FITE 90 GRS – 180 PÁGS.
LIVROS PRODUÇÃO LE -
GISLATIVA 10ª A 16ª EDI -
ÇÃO FT 16 CAPA EM TRI -
174 Mil 20 R$ 4.900,00 R$ 98.000,00 DEFANTI
PLEX 300 GRS E MIOLO EM
SULFITE 90 GRS- 180 PÁ-
GINAS
LIVROS MANUAL GESTÃO
ARQUIVISTA DA AL MT FT
16 CAPA COUCHE BRILHO
176 Mil 50 R$ 4.198,00 R$ 209.900,00 DEFANTI
300 GRS E MIOLO COUCHE
BRILHO 90 GRS – 180 PÁ-
GINAS.
LIVROS ATAS DE AUDIÊN-
CIAS PÚBLICAS DA AL MT
177 FT 16 CAPA TRIPLEX 300 Mil 20 R$ 4.605,00 R$ 92.100,00 DEFANTI
GRS E MIOLO SULFITE 90
GRS – 180 PÁGINAS
LIVROS ATAS DE AUDIÊN-
CIAS PÚBLICAS DO ZONE -
178 AMENTOS FT 16 CAPA TRI- Mil 20 R$ 4.605,00 R$ 92.100,00 DEFANTI
PLEX 300 E MIOLO SULFITE
90 GRS – 180 PÁGINAS.

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Comparemos, por exemplo, os itens
27 e 99: ambos se tratam exatamente do mesmo tipo de
impresso, todavia, o preço do item 99 foi o dobro do item 27,
sem qualquer explicação.

Evidentemente, aqui está mais uma


prova de conchavo entre servidores e empresários, para
lesarem o Erário Estadual.

8 - DA PRATICA DE CARTEL E DE CRIME NO PREGÃO Nº


15/2012/ALMT

“Afirma qu e n e ss e
p roc e s so l ic it at ó ri o, 1 5/2 01 2, t odo s o s l ot e s fo ra m
an t e ri orm en t e c om bin a d o s e d i vi did os en t re os
p art ic i p an t e s g an h ad o re s , s en d o que, n o vam en t e
es c la rec e, fo ra a p e s soa de J OR G E D EFA NT I , a man d o
d o e n t ão Pre si d en t e d a AL , J O S É R IVA , t en d o M ÁRC I O
c omo op e rad or d o e sq u em a, q u e m d et e rmin ou t od o s
os p as so s a s e re m se g u id os , q u e m v en c er ia qu al
lot e e q u em fic ar ia d e fo ra , b em c om o q u e m d a ri a
c ob e rt u ra p a ra os d e ma i s ve n c e re m os l ot e s .”
(D ec la raç õ e s p re st ad a s por MAKSUES L E IT E , em
25/0 8/ 201 4 )

Reza o art. 36, §3, alínea “d” da Lei


12.529/2011, que constitui infração à ordem econômica,
acordar, combinar, manipular ou ajustar com concorrente,
sob qualquer forma: preços, condições, vantagens ou
abstenção em licitação pública.
Em licitações, referidas condutas dão
ensejo ao crime previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993, que
assim dispõe : “Frustrar ou fraudar, mediante ajuste,
combinação ou qualquer outro expediente, o caráter
competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de
obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da

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adjudicação do objeto da licitação: Pena - detenção, de 2
(dois) a 4 (quatro) anos, e multa.”.
Segundo a doutrina, a sua pratica
caracteriza o cartel, que consiste numa organização de
empresas independentes entre si, que oferecem o mesmo
tipo de serviço, e se unem para firmarem acordos de modo a
fixar preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de
mercado de atuação.
Em procedimentos licitatórios, sua
execução pode funcionar por meio de um esquema de
combinação de preços no qual as empresas poderão fixar
preços iguais ou, pelo menos, fixar preço mínimo, de modo a
manter um acerto quanto ao vencedor, com propostas
previamente elaboradas para que o resultado seja o esperado
pelos integrantes do cartel, o que justamente ocorreu no
presente caso. Observe.
Como visto anteriormente, no Tópico
4 4, no certame em voga (Pregão 15/2012/ALMT) o ajuste de
vontades firmado entre empresas vencedoras do
procedimento licitatório pôde ser constatado a partir da
análise comparativa entre o orçamento apresentado pela
empresa GRÁFICA DEFANTI para fins de realização da
licitação, com as propostas de preços apresentadas pelas
empresas “concorrentes” no curso de certame, em que foi
possível ratificar a combinação prévia de preços direcionada
a um específico vencedor para cada um dos vinte e cinco
lotes.
Mais uma vez, a título de exemplo,
colacionamos abaixo o trabalho realizado no Lote X, em que
foi possível confirmar a ocorrência de uma margem padrão
de oferta de preços entre a primeira proposta apresentada

4 DA COMPROVAÇÃO DE QUE TODO O CERTAME ERA COMANDADO PELA GRÁFICA


DEFANTI

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pela empresa vencedora e as outras propostas das empresas
“concorrentes”.
Ao que se observa, as empresas que
foram escaladas para darem “cobertura” ao Lote X,
mantiveram uma porcentagem de variação padrão nos preços
ofertados de modo a favorecer a empresa predeterminada à
vitória, no caso, a DEFANTI GRÁFICA E EDITORA.

A situação posta, como dito, é


apenas um exemplo, vez que esse procedimento criminoso
repetiu-se em todos os lotes do certame, como pode ser
observado pela tabela de todos os lotes que se encontra
anexa ao final dessa exordial.
Ratificando outras provas do conluio
mantido pelas empresas requeridas, foi possível verificar
ainda, como registrado no subtópico 4.2.1 – Descumprimento
do item 6.2 do Edital, que determinadas propostas de preços
(as empresas DEFANTI, DELIZ, GENESIS, KCM E PRINT), além
de não terem sido apresentadas como deveriam (ANEXO II do
Edital), mantiveram um padrão de formatação quase que
idênticas, não restando dúvidas de que foram elaboradas
pela mesma pessoa. Relembremos.

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Despiciendas considerações, já que
as semelhanças entre os documentos são visuais.
Outra inconsistência observada, e
que aponta para o ajuste de preços, foi a igualdade dos
valores ofertados pelas empresas O DOCUMENTO, CAPGRAF E
MULTICÓPIA para os itens do LOTE V:


PROPOSTA
LOTE V 1ª PROPOSTA PREÇO
PREÇO
VENCEDORA
ITEM ESPECIFICAÇÃO UNID. QUANT. V. UNIT. DEFANTI KCM O DOCUMENTO GAZETA DELIZ PRINT CAPGRAF GENESIS MULTICÓPIA INTERGRAF
INFORMATIVOS FTO 21X29,7
74 4X4 CORES EM RECICLATO Mil 50 R$ 425,60 R$ 505,00 R$ 422,64 R$ 421,30 R$ 487,00 R$ 402,15 R$ 451,94 R$ 421,30 R$ 428,00 R$ 421,30 R$ 460,00
120 GRS
TABLÓIDES 24 PÁGINAS –
75 SENDO 6 EDIÇÕES FTO Mil 840 R$ 1.808,00 R$ 2.000,00 R$ 2.011,68 R$ 2.005,30 R$ 2.189,00 R$ 1.914,15 R$ 2.151,14 R$ 2.005,30 R$ 2.040,00 R$ 2.005,30 R$ 2.188,00
25,5X30 SULFITE 90 GRS

Indaga-se, Excelência, qual a


PROBABILIDADE de, ao acaso, TRÊS EMPRES AS ofertarem
EXATAMENTE OS MESMOS PREÇOS, em valores “quebrados”,

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de dois itens de uma licitação cujos valores ultrapassam, um,
a casa das quatro centenas de reais – R$421,30 – e, outro, a
casa de dois milhares de reais - R$ 2.005,30 ? Nenhuma,
certamente.
Conforme o apurado e
exaustivamente demonstrado, verifica-se, sem sombra de
dúvidas que, no caso em apreço, o esquema ímprobo e
criminoso engendrado por agentes públicos, principalmente
JOSÉ GERALDO RIVA, e pelas gráficas da capital, capitaneado
pelo representante da empresa DEFANTI GRÁFICA E EDITORA,
atuou com estrutura de verdadeira organização criminosa,
fraudou licitação de forma a garantir às empresas
integrantes do cartel, contratos de fornecimento de serviços
gráficos à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso,
mediante simulação de venda dos produtos.
Assim é que, por todas as
constatações alhures expostas, é fato que, por iniciativa de
dirigentes da Casa de Leis e servidores de alto escalão, com
a ativa adesão das empresas mencionadas, deu-se início a
um esquema ilegal de divisão dos lotes do Pregão 15/2012,
de sorte que sempre uma empresa iria se sagrar vencedora
de pelo menos um deles. De outro lado, como parte do ajuste
ilegal, as demais empresas do grupo se comprometiam a dar
“cobertura” na fase de lances para a empresa vencedora,
tudo a fim de conferir aparente legalidade aos certames
licitatórios.
Percebe-se, então que o cartel
praticado pelas empresas vencedoras do Pregão 15/2012,
com o aval do Presidente da Casa de Leis Estadual, foi
utilizado com o intuito de burlar o caráter competitivo da
licitação publica e assim, obterem vantagem indevida a
partir da não produção efetiva dos serviços licitados, com
flagrante infração ao objeto jurídico tutelado pela lei de
licitações, a moralidade pública.

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E o mais nefasto é que todo esse
esquema foi concebido para sangrar os cofres públicos, não
só por superfaturamento de alguns itens, mas também, e
principalmente, pela emissão de notas fiscais de serviços
que nunca foram prestados, com o consequente recebimento
de todo o valor sem a contraprestação correspondente.
Daí ser imperioso que o Poder
Judiciário aplique a punição adequada, rigorosa, aos
praticantes do ajuste prévio. É o que se busca na presente
ação.

9 - DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Ao que se viu anteriormente, a


combinação feita entre servidores públicos e proprietários de
empresas gráficas, no sentido de fraudar o pregão
15/2012/ALMT, a fim de se enriquecerem ilicitamente às
custas do Estado de Mato Grosso, caracteriza crime previsto
na própria lei de licitações, e sendo crime,
consequentemente, também, resulta em responsabilidades
pela prática de atos de improbidade administrativa.

No presente caso, foi possível


constatar a pratica das três espécies de atos de improbidade
administrativa, previstas nos artigos 9º, 10º e 11º da Lei
8429/1992.

Art . 9 .º Con st it u i at o d e i mp rob ida d e a d min i st r at i va


imp ort an d o en r iq u e c im en t o i lí c it o au f er ir qu al qu e r
t ip o d e van t ag em p at r imon ia l in d e vid a em r az ã o d o
exe rc íc io d e c arg o, man d at o , fu n ç ão , emp reg o ou
at i vid ad e nas en t i dad e s me n c i on ad as no a rt . 1º
d e st a Lei , e n ot ad a men t e:
Art . 10 . Con st it u i at o d e imp ro b id ad e a d min i st r at i va

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q u e c a u s a l es ão a o er ár io q u alqu e r aç ã o o u om is s ão ,
d olo s a ou c u l p o sa , qu e en s ej e perd a p at ri mon ia l ,
d e sv io , ap rop ri aç ã o , ma lb a rat am en t o o u d i la p id aç ã o
d os b en s ou h av e re s d a s en t i d ad e s re f er id a s n o a rt .
1º d est a l ei , e n ot ad am en t e :
Art . 11 . Con st it u i at o d e imp ro b id ad e a d min i st r at i va
q u e at en t a c on t r a o s p rin c íp io s d a adm in i st raç ão
p ú bl ic a q u alq u e r a ç ão ou o mi s sã o que v io le os
d ev e re s d e h on e st i d ad e , imp arc i ali d ad e, le g al id ade ,
e l eal d ad e à s in st it u iç õ es , e n ot a dam en t e:

Segundo os referidos artigos, são


considerados agentes ímprobos aqueles responsáveis pela
realização fraudulenta do certame; aqueles que receberam
vantagem indevida, em razão do cargo, para manterem a
contratação das empresas gráficas mesmo sabendo que não
havia a contraprestação efetiva dos serviços para as quais
foram contratadas; aqueles responsáveis pela realização dos
pagamentos às empresas pela simulação de entrega dos
serviços contratados; e, ainda, todos os concorrentes e
beneficiários da prática dos atos.

9.1 - DA INDIVIDUALIZAÇÃO DAS CONDUTAS IMPROBAS

9.1.1 – DOS AGENTES PÚBLICOS

Em se tratando de agentes públicos,


a legitimidade passiva do requeridos JOSÉ GERALDO RIVA,
SÉRGIO RICARDO, MAURO S AVI, LUIZ MARCIO POMMOT,
AGENOR FRANCISCO BOMBASS ARO, DJALMA ERMENEGILDO e
DJAN DA LUZ CLIVATI é firmada em razão de suas respectivas
participações nos atos fraudulentos enquanto no exercício de
função pública.

JOSÉ GERALDO RIVA, ocupando o


cargo máximo de Presidente da Casa de Leis, ora de fato e

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de direito, ora apenas de fato posto que, ainda que
formalmente em alguns momentos estivesse afastado da
presidência, jamais deixou de efetivamente exercer o cargo,
foi quem articulou e comandou todo o esquema engenhoso,
que foi operado por seu subordinado e braço direito, LUIZ
MARCIO BASTOS POMMOT, então Secretário de Planejamento
e Finanças, que era quem fazia a ponte, os prévios acordos,
entre o Legislativo Estadual e as empresas Gráficas
participantes do conluio.
O requerido DJALMA ERMENEGILDO
compõe o polo passivo da presente demanda em razão de à
época dos fatos ter exercido o cargo Secretário de
Administração de Patrimônio e, assim, ter solicitado a
abertura do procedimento licitatório fraudulento embasado
em Termo de Referência carente de qualquer justificativa
plausível para a disposição aleatória dos itens a serem
licitados e em quantidades não condizentes com a realidade
que a Casa de Lei vinha, costumeiramente, praticando.
AGENOR FRANCISCO BOMBASSARO,
como Superintendente do Grupo Executivo de Licitações e
Pregoeiro do certame foi quem fez vista grossa às
irregularidades formais que ocorreram no curso do pregão
15/2012, exaustivamente demonstradas no corpo desta
exordial, deixando de aplicar as devidas sanções aos
“infratores” do documento editalício, propositadamente.
Os requeridos SÉRGIO RICARDO e
MAURO LUIZ SAVI, o primeiro, na qualidade de Primeiro
Secretário da Casa, foi quem autorizou a realização do
certame “injustificado” e, o segundo, também à época, como
Primeiro Secretário, quem ordenou a realização do
pagamento das despesas gráficas simuladas.
Por fim, tem-se o requerido DJAN DA
LUZ CLIVATI, que na qualidade de Gerente de Manutenção e
Serviços Gerais, atestou Notas Fiscais dos serviços “NÃO

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REALIZADOS”.
Com relação a este requerido, vale
tecer algumas considerações acerca da estreita ligação
existente entre o então Gerente de Manutenção e Serviços
Gerais da Assembleia Legislativa, DJAN CLIVATI, e o
demandado JOSÉ RIVA (então Presidente da AL).
Em decorrência das provas colhidas
junto ao Inquérito Civil 000389-023/2014, que resultou no
ingresso da AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 60105-46.2014.811.0041
(CÓDIGO 949642), aquela narrada no primeiro tópico desta
peça vestibular, fácil é afirmar que não atoa DJAN fora
escolhido, intencionalmente, por RIVA para atestar
falsamente o recebimento de todo o material gráfico no
esquema com as empresas gráficas em face da confiança e
associação existente entre ambos.
Ao analisarmos a “ficha corrida” da
pessoa de DJAN CLIVATI percebemos que este responde a
alguns processos tendo como co-réu a pessoa do também
requerido JOSÉ RIVA, do que se extraí que ambos
demandados há tempos, como cúmplices, articulam atos
ilícitos perante a Casa de Leis Estadual.
Ainda, a pessoa de DJAN CLIVATI
possui uma empresa chamada TV NORTE MATOGROSSENSE,
com endereço situado à Av. Rubens de Mendonça, 2.252, Sala
805, Ed. América, Bosque da Saúde, Cuiabá-MT. Ocorre,
entretanto, que a empresa TV NORTE MATOGROSSENSE que
está em nome de DJAN CLIVATI, na verdade, funciona em
endereço pertencente ao escritório do requerido JOSÉ
GERALDO RIVA, conforme levantamento efetuado em áudio e
vídeo onde se constata que aquele escritório pertence a JOSÉ
RIVA. Evidente, pois, que DJAN CLIVATI não passa de uma
“L ARANJA” do demandado mentor do esquema de desvios de
dinheiro da AL, JOSÉ RIVA.
A confirmação destas informações

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encontram-se tanto no ANEXO VI que acompanha esta
Exordial, quanto em mídia digital ( Compact Disc ) entregue a
essa mesma Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação
Popular da Capital, como parte do conjunto probatório da
AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 60105-46.2014.811.0041 (CÓDIGO
949642), que, caso necessário, pode-se facilmente realizar
consulta.
Todos os demandados aqui expostos,
deliberadamente, fraudaram processo licitatório para
aquisição de material gráfico, escolhendo quem iria ganhar
cada lote do pregão; determinaram o pagamento de notas
fiscais frias, que correspondia a entrega parcial ou, muitas
vezes, de nenhum material gráfico e ainda, obtiveram
vantagem econômica indevida para assim agirem, em
detrimento da Administração Pública. Tudo de forma
espontânea e consciente.
Desta forma, praticaram as
disposições legais contidas no art. 9º, art. 10 e, ainda, o art.
11 todos da Lei 8429/1992, devendo por elas ser
responsabilizados.

9.1.2 – DOS TERCEIROS PRIVADOS (EMPRESAS E


REPRESENTANTES)

Dos demais demandados (pessoa


física e jurídica) exsurge-se do disposto no artigo 3º, da lei
8429/92, em virtude da flagrante identificação da
concorrência para a prática do ato de improbidade
administrativa, além do benefício indevido obtido por cada
um deles.

Assim, também devem ser


responsabilizados pelas fraudes avençadas, todos os
representantes das empresas gráficas participantes do

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conchavo, ROBSON RODRIGUES ALVES, LEONIR RODRIGUES DA
SILVA, EVANDRO GUSTAVO PONTES DA SILVA, CARLOS OLIVEIRA
COELHO, JORGE LUIZ MARTINS DEFANTI, RENAN DE SOUZA
PAULA, ROMMEL FRANCISCO PINTEL KUNZE, MARCIA PAESANO
DA CUNHA, JOÃO DORILEO LEAL, ANTONIO RONI DE LIZ, FABIO
MARTINS DEFANTI, DALMI FERNANDES DEFANTI JUNIOR,
ALESSANDRO FRANCISCO TEIXEIRA, HÉLIO RESENDE PEREIRA,
que além de terem participado ativamente dos processos
licitatórios simulados, que arrebataram grande quantia em
dinheiro dos cofres públicos, foram destinatários diretos do
dinheiro desviado dos cofres públicos e usufruíram deste,
cientes da origem escusa da verba.

Conforme exaustivamente
demonstrado no corpo desta peça inicial, todas as empresas
participantes do pregão 15/2012/ALMT, comandadas por seus
sócios administradores e representantes na licitação, deram
cobertura para as demais propostas vencedoras em cada
lote, com preços previamente acordados (tópicos 4.1 e 4.4),
e emitiram documentos fiscais sem a contraprestação dos
serviços (Tópico 6), e o pior, receberam por isso.
Atenção especial merece à atuação
do requerido JORGE LUIZ DEFANTI, proprietário da EMPRES A
DEFANTI GRÁFICA E EDITORA (CNPJ 36.882.777/0001-74).
Como se viu, pelo depoimento de
MAKSUES LEITE e por todas as provas antes demonstradas, o
requerido foi o responsável pela organização de toda a
fraude que orientou o procedimento licitatório, desde a
confecção do termo de referência até a distribuição dos lotes
entre as empresas participantes e a definição daquelas que
dariam “cobertura” aos vencedores escolhidos de cada lote.
E a definitiva comprovação dessa
conduta se encontra exaustivamente demonstrada na

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narrativa e argumentos contidos no TÓPICO 4 5 desta petição
inicial, sendo despiciendas quaisquer outras considerações
sobre o assunto.
Assim, configurado o ato de
improbidade, impõem-se àqueles que o praticaram as
sanções previstas no art. 12 da mesma Lei 8.429/92, dentre
as quais o ressarcimento integral do dano, perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos, multa civil, etc.,
conforme a gravidade do ato praticado, que é o que se busca
na presente ação.

10 - DA REPARAÇÃO DO DANO - SOLIDARIEDADE

Melhor sorte não assiste aos


demandados, agentes públicos, empresários e empresas, que
conscientes das determinações legais as infringiram,
praticando os atos já descritos, causando prejuízo ao erário
na ordem de R$ 37.849.051,89 (trinta e sete milhões,
oitocentos e quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e
oitenta e nove centavos), em valores originais, não restando,
pois, outra opção a não ser a determinação da recomposição
do prejuízo causado.

A Lei nº 7.347/85, em seu artigo 1º,


inciso V, prevê a ação de responsabilidade por danos
causados a qualquer interesse difuso ou coletivo.

E a natureza difusa dos danos ao


erário é inconteste, tendo em vista que a agressão não fere
exclusivamente a pessoa jurídica de direito público interno,
no caso a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso,
mas sim a toda a coletividade, que mantém o funcionamento

5 -DA COMPROVAÇÃO DE QUE TODO O CERTAME ERA COMANDADO PELA GRÁFICA DEFANTI

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da administração pública por meio do pagamento de tributos.

A respeito da natureza do bem


jurídico tutelado no caso em concreto, leciona o professor
Paulo de Tarso Brandão 6:

[...] É in eg áv el o ca rát er prepo nde ra nte ment e d if uso


do int ere sse qu e en vol v e a hig id ez do e rá rio p úbl ico.
Tal v ez e sse se ja o exem plo ma is pu ro d e inte re sse
dif uso, n a m edid a e m q ue d iz re spe ito a u m núm e ro
indet ermin ado de p esso a s, ou sej a, a t odo s aq ue le s
que hab ita m o Mun i cípi o , o Est ado ou o próp rio Pa ís,
a cu jo s go verno s c abe g er ir o pat r imô nio l esado , e
mai s t oda s a s pe ssoas qu e v enh am ou p ossam vi r ,
aind a q ue tr an sito ri am ente , a de sfr uta r do con fo rto
de u ma p er fe ita ap l icaç ão ou a t er o s dis sabo res da
má g est ão do dinh ei ro pú bl ico. [ … ]

Cumpre observar que as sanções


pela prática de ato de improbidade administrativa, que
também se busca através do presente pleito, devem vir
acompanhadas da devida reparação aos cofres públicos pelos
demandados; mostrando-se, aliás, a reparação como medida
maior de satisfação dos interesses jurídicos ora em tela, isto
porque a punição, por si só, dos requeridos, é medida
insuficiente à satisfação dos interesses estatais em sua
plenitude.
Assim, perfeitamente preservado o
direito de buscar o ressarcimento da importância que deixou
os cofres públicos indevidamente e veio a proporcionar
enriquecimento ilícito aos demandados, a teor do artigo 37, §
5º, da Constituição Federal, que assim dispõe:

Art . 37 . A ad min i st raç ão púb lic a di ret a o u ind ireta ,


de qua lqu er d os Po de re s da U niã o , do s Est ado s, do

6 Ações constitucionais: novos direitos e acesso à justiça. Florianópolis: Habitus, 2001, p. 210

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Di str ito Fe de ra l e do s Mun ic ípi os o bed ece rá ao s
prin cíp io s de le ga lid ad e, imp e ss oa lid ad e,
mor al ida de , p ubl ici dade e ef ic iênc ia e , ta mb ém , a o
se guint e: [… ] § 5 º . A le i e st abe le ce rá os p raz os de
prescr ição pa ra i lí cito s p rat icad o s p or q ual que r
agent e , se r vid or ou n ão , q ue cau se m preju ízo s ao
er ár io , ressalvadas as respectivas ações de
ressarcimento. (g ri f o n os so )

Conclui-se, portanto, que os


REQUERIDOS, ao causarem espetacular prejuízo ao erário,
obrigam-se, de forma inequívoca, a reparar todos os danos
causados.
Como sabido, ao Ministério Público
incumbe a proteção do patrimônio público por expressa
determinação contida nos arts. 127 e 129, inciso III, da
Constituição Federal, art. 103 da Constituição Estadual, art.
1º da Lei Complementar Estadual nº 27/93, art. 25, inciso IV
da Lei 8.625/93 – LONMP e na Lei Federal nº 7.347/85 – ACP.
A ação preordenada dos REQUERIDOS
causou prejuízo ao erário, saltando aos olhos a necessidade
de serem aqueles exemplarmente e, com a urgência que o
feito requer, condenados ao ressarcimento.
Com efeito, como temos apurado
conforme todo o elenco de provas que instrui o presente,
resta um prejuízo ao erário do Estado de Mato Grosso na
ordem de 37.849.051,89 (trinta e sete milhões, oitocentos e
quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove
centavos), valor sem atualização, valor ilicitamente
acrescido ao patrimônio dos demandados e, dessa forma, tal
montante DEVE ser restituído aos cofres públicos acrescido
da devida correção, encargos etc.
No que pertine ao valor acima,
afirmado como dano ao Erário, releva o registro de que, não
obstante até seja possível e provável que alguns dos

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serviços tenham sido prestados – muito pouco, diga-se -, com
a definitiva comprovação do espetacular conluio e
participação de todos, sem exceção, no embuste
exaustivamente demonstrado ao longo desta ação – ora
vencendo determinados lotes, ora dando cobertura a outras
empresas que sagraram-se vencedoras, impõe-se lhes o ônus
de provarem se e quando efetivamente entregaram algum
produto, havendo-se, portanto, a inversão da prova quanto a
esse fato, já que, na espécie, a presunção é de que nada fora
entregue.
E, mais, são todos solidários pelo
dano integral, uma vez que o ilegal ajuste envolveu todos os
réus na totalidade do procedimento licitatório viciado.

11 - DO DANO MORAL COLETIVO

A conduta dos demandados,


especialmente dos servidores públicos requeridos – JOSÉ
GERALDO RIVA, MAURO SAVI, SÉRGIO RICARDO, LUIZ MARCIO
POMMOT, AGENOR FRANCISCO BOMBASS ARO, DJALMA
EMENERGILDO e DJAN DA LUZ CLIVATI-, como bastante visto
nos tópicos anteriores, é altamente reprovável, atingindo
diretamente a honra objetiva da instituição Assembleia
Legislativa do Estado de Mato Grosso, vez que, sem dúvida,
os administrados, a partir de então, possuem mais um
motivo para não acreditar na honestidade dos atos que são
praticados naquela Casa de Leis.
Atenção especial deve se dar ao
requerido, JOSÉ GERALDO RIVA e a sua atuação no presente
caso, já que enquanto, à época, no exercício do importante
cargo de Presidente do Legislativo Estadual, deveria ser
exemplo de honestidade e de probidade, atendendo ao
regramento que rege a sua função pública, bem como primar

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pelos interesses do povo que o elegeu, e não agir como o
fez, ao dirigir esquema de desvio de verbas públicas.
Importante destacar que o réu JOSÉ
GERALDO RIVA, coleciona um vasto currículo de práticas
irregulares carregado durante toda a sua vida pública, em
razão de ilícitos praticados no exercício desses cargos
administrativos, respondendo a mais de uma centena de
ações nesta Capital, entre civis públicas e penais, das quais
102 (cento e duas) referentes a práticas de atos lesivos ao
patrimônio público com substancial dano ao erário Estadual.
Assim sendo, a atual Ação não
representa novidade alguma ao Judiciário deste Estado,
vindo apenas a ratificar todas as outras já ingressadas em
desfavor do requerido que há anos desmoraliza, inclusive,
nacionalmente, a imagem do Poder do qual é integrante.
Pois bem. Tendo os requeridos agido
de forma contrária como fizeram, denegriram, vilipendiaram
a imagem do Legislativo Estadual e traiu a confiança mais
um vez dos eleitores mato grossenses, causando, sem
sombra de dúvida, expressivo dano ao patrimônio moral da
instituição, na medida em que gerou insegurança jurídica e
um descrédito quando às atividades daquela Casa. O
descrédito, o sentimento de repulsa e a indignação social se
apresentam como decorrências do dano moral coletivo, já
configurado na ocorrência do ato de improbidade praticado.
A respeito do dano moral coletivo
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves 7 expressam com
clareza em que consiste a afronta à honra objetiva:

“A in d a s ob o en f o q u e d a h onr a obj eti va , t em - se


aqu e la s c on d u t a s q u e , c au san d o , ou n ão , d an o a o
er ár io ( art . 9 º, 1 0 e 11 d a Lei d e I mp rob id ad e ) ,
c on t r ib u em fu n d a men t e p ar a o d es c réd it o das

7 GARCIA, Emerson e Rogério Pacheco Alves – Improbidade Administrativa- 6ªed., rev e ampl.
e atualizada. – Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p.845.

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in st it u iç õ es p ú b lic a s , d o E S TAD O ju n t o à s oc i ed ad e ,
es ma ec en d o o v ín c u lo d e c on f ian ç a q u e d e v e exi st i r
en t re e la e os exe rc e n t e s do p o d er p ol ít ic o,
d eg en e ra n d o - o de mod o a c olo c a r em xeq u e a
p ró p r ia seg u r an ç a das rel aç õ e s soc iai s e
d is s em in a n d o en t re o s in d iv ídu o s , sob ret u do en t re
os men o s f av orec id os ec on om ic a me n t e , o n e fan d o
se n t i men t o de i mp u n id a de e de in ju st iç a s oc i al .
Alv it ran d o , e n f im , o p ró p r io s en t im en t o de
c id a d an ia . D et ec t a d a t al c a ra c t e rí st i c a do at u a r
ímp ro b o , v al e d iz e r, a su a e le va d a rep e rc u s sã o
n eg at i va n o m ei o s oc ia l – p ar a q u e c o n c orre rá n ã o
só a mag n it u d e d a l e são m as t a mb ém a p róp r ia
re le v ân c i a p ol ít ic a d o a g en t e í mp rob o e o gr au d e
c on f ian ç a n el e d e p os it ad a p el o p ov o – d ev e- s e
re c on h ec er o d an o mor al d i fu so. ”

O Superior Tribunal de Justiça já


admitiu a possibilidade de condenação por dano moral
coletivo em ação de improbidade administrativa:

E men t a A DM I N IS TRAT IVO. I M PR O BIDAD E


ADM I N IS T RAT IVA. DAN O AO ERÁR I O. M ULTA C I V IL .
DAN O M ORA L . P OS S I BI L IDA D E . PR E S CR I Ç ÃO.
( .. . )
3. N ão h á ve d aç ão le ga l a o en t en d i m en t o de q u e
c ab e m d an o s m or ai s em aç õe s qu e d i sc u t am
imp ro b id ad e ad min ist rat iv a se ja p el a f ru st r aç ão
t raz id a p el o at o í m p ro b o n a c o mu n id a d e , s ej a p e lo
d e sp re st í g i o e fet i vo c au sad o à en t i d ad e pú b lic a q u e
d if ic u lt e a aç ã o e st a t al .
4. A a f er iç ã o d e t al d an o d e v e se r f eit a n o c a so
c on c ret o c om b a s e em an ál is e d et id a d as p ro va s d o s
au t o s q u e c o mp ro v em e fet iv o d a n o à c ol et i vi d ad e ,
os q u ai s u lt ra p a ss am a m e ra in s at i s faç ão c o m a
at i vid ad e ad min ist r at i va .
( …)
6. Rec u r so e sp ec i al c on h ec ido e m p a r t e e p rov id o
t amb ém em p art e .
(R E sp 96 092 6 / M G , Rel . M in . CA S TR O M E IRA , Órg ã o

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Ju lg ad or T 2 - S E G U NDA T UR M A , Dat a d o Ju l g a men t o
18/0 3/ 200 8 , Dat a d a Pu b l . D J e 01/ 04 /20 0 8

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso


já enfrentou o tema dano moral coletivo em casos de
improbidade administrativa, vejamos:

AP E L AÇÃO - AÇÃO C IV I L P OR AT O D E I M PR OB IDAD E -


UT I L I ZAÇÃO DE M AQU I NÁR I O DO M UN IC Í P I O DE
CAM P IN ÁP O L IS E M FAZ ENDA PR IVADA N O M UN I C ÍP I O
DE NOVA XAVA NT I N A - M A LV ER S AÇÃO D O D I N H E IR O E
DO S B EN S PÚ B LI C OS . DA N O M ORAL C O L ET IVO -
CO NF I G URAÇÃO - C O NDUTA D E L ET ÉR I A PARA A V IDA
EM S OC I EDA D E - S A NÇ Õ ES A PL I CADA S - M O D ERAÇÃO
- C ON S ON ÂN C IA C O M A GRAV IDAD E DA S C O ND UTAS .
A u t il iz aç ão de maq u in á ri o s do M u n ic íp i o de
Cam pin áp o li s para u so em f az e n d a p ri va d a
loc a liz ad a na reg i ão do M a rib on d o , M u n ic íp i o de
No va Xa van t in a , t r ad u z - s e e m at o d e imp ro bid ad e
ad m in i st rat iv a, an t e a m al ve r saç ão d o d in h ei ro e
d os b en s p ú b lic o s.
Con fig u r ad o e st á o d an o m or al c ol et i vo q u an d o
ev id en c i ado que as c o n du t a s p rat i c ad a s f or am
d el et ér ia s p a ra a vi d a e m so c i eda d e .
De ve m se r m an t i d as as s an ç õ e s r az oa ve lm en t e
ap l ic ad a s, sob ret u d o porq u e em c on so n ân c i a c om a
g ra vi d ad e d o s at os í mp rob o s p er p et ra d o s .
Rec u r so n ã o p ro vid o.
Ap , 2 227 2/ 201 1, DE S . LU IZ C AR LOS DA C OSTA ,
QU ARTA CÂM ARA C ÍV E L, Dat a do Ju lg am en t o
02/1 0/ 201 2 , Dat a d a pu b li c aç ão n o DJ E 2 9/10 /2 012

Configurado o dano moral, surge


para os seus agentes o dever de repará-lo.
Nessa vertente, o dever de reparar o
dano moral coletivo está consagrado expressamente no
inciso IV do art. 1º da Lei 7.347/85, o qual dispõe ser cabível

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Ação Civil Pública visando a responsabilização por danos
morais a qualquer interesse difuso ou coletivo.
Não há como negar que a mácula à
honra de um Poder da importância do Legislativo atinge, por
consequência, a honra de todos os cidadãos de bem que o
sustentam com os impostos que pagam e que dele espera o
cumprimento de sua missão constitucional.
Dessa forma, na hipótese presente, a
reparação do dano moral coletivo é fundamental para inibir a
ideia e o sentimento de impunidade e desmoralização que
assola a população e resgatar os valores da categoria
perante a sociedade com um julgamento exemplar.
Em remate, requer-se seja fixado em
R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) a condenação por
danos morais coletivos, cuja importância que deverá ser
revertida ao Fundo previsto no art. 13 da lei 7347/1985, de
modo a permitir o retorno à própria sociedade desonrada
pelas condutas ímprobas dos requeridos.

12 – DOS PEDIDOS

12.1 – DO PEDIDO LIMINAR: DA MEDIDA DE INDISPONIBILIDADE


DE BENS

A medida de indisponibilidade
patrimonial se justifica para se evitar que, uma vez ciente do
presente petitório, os demandados venham a desfazer-se de
seus bens patrimoniais, alienando- os a terceiros,
transferindo-os, dilapidando- os, ocultando- os junto a
terceiros etc. (eis o periculum in mora gritante), tornando
ineficaz a prestação jurisdicional, de modo a frustrar o
objetivo mor da presente empreitada processual, qual seja o
ressarcimento ao erário do grave prejuízo causado.

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Impõe-se o registro, Excelência, de
que no caso em tela o Perigo da demora mostra-se mais
evidente e urgente, isto em face de serem os requeridos
pessoas que se apoderaram da coisa pública como se pessoal
fosse, notadamente o requerido JOSÉ GERALDO RIVA na
condição de ex Presidente da Assembleia Legislativa deste
Estado, já investigado em vários outros procedimentos que
apuram a ocorrência de fatos não menos graves e, pior,
respondendo a quase DUAS CENTENAS DE AÇÕES JUDICIAIS
também pela prática de atos ligados ao desvio de recursos
públicos.
No caso, além do “periculum in
mora” ínsito aos atos de improbidade supra descritos, a farta
prova que instrui o presente feito, bem como a certeira
condenação que encerrará o feito, por si só, é capaz de fazer
com que os requeridos, a qualquer momento, ao tomarem
conhecimento dos termos da presente ação, passem a
desfazer e ocultar seu patrimônio pessoal, tornando
impossível o ressarcimento que ora se pretende. Aliás, como
é costumeiro em tais casos.
Note-se, Excelência, que
independentemente de outras questões, o risco de não se
encontrar qualquer patrimônio a ser restituído ao Estado é
real, isto porque, é notório, que ninguém permanece passivo,
inerte, ao vislumbrar que será responsabilizado e, assim, a
indisponibilidade daqueles patrimônios mostra-se como
medida ímpar e imprescindível ao ressarcimento pretendido
e necessário ao erário público.
O “periculum in mora” é, portanto,
concreto e demanda a tutela de urgência ora requerida ao
Judiciário, tudo sob pena de ver perder-se, evaporar-se o
patrimônio ilicitamente amealhado pelos requeridos e, como
consequência, a impossibilidade de ressarcimento ao
patrimônio público e, ainda, como não poderia deixar de ser,

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irremediável descrédito da Justiça e sensação de
impunidade.
Na esteira do princípio da simetria, a
Constituição do Estado de Mato Grosso é taxativa ao repetir a
cautela patrimonial, originalmente prevista no texto da Carta
Magna, in verbis :

Art . 12 9 - A Ad min i s t raç ão Pú b lic a d i ret a ou in d i ret a ,


d e q u a lq u e r d o s Po de re s d o E st a d o , o b ed ec e rá ao s
p rin c íp io s da l eg al id a d e , i mp e ss oa lid ad e ,
mor al id a d e , p u b l icid ad e e , t amb é m, ao s egu i n t e :
( .. . )
§ 5 .º - Os at o s de i mp rob id ad e ad m in i st rat iv a
imp ort ar ão n a su sp en são d o s d i reit o s p ol ít ic os , n a
p erd a d a fu n ç ão pú b lic a , N A IN D IS P ON I BI L IDA D E D OS
BE NS e no res s arc im en t o do e rá ri o , na fo rma e
g rad u aç ão p rev i st a s e m le i , s e m p re j u íz o d a aç ão
p en a l c a b í ve l . (g . n . )

Pode e deve o Juiz utilizar-se do


poder geral de cautela, assegurando-se a efetividade do
procedimento que se busca obter, pois o fumus boni juris não
é um prognóstico de resultado favorável no processo
principal, nem uma antecipação do julgamento, mas
simplesmente um juízo de probabilidade, perspectiva essa
que basta para justificar a garantia do direito 8.
O interesse que justifica o pedido
cautelar consiste no estado de perigo no qual se encontra o
pedido principal, a possibilidade ou a certeza de que a
atuação normal do direito chegaria tarde. Portanto, “o perigo
na demora” – periculum in mora – é que apresenta a nota
característica das medidas cautelares, prescindindo de uma
indagação profunda no primeiro pressuposto, ou seja,
admitindo apenas a probabilidade da existência do direito

8 GRECO FILHO, Vicente. Direito processual civil brasileiro. vol. 3, p. 154 e 158, São Paulo: Saraiva,
1986.

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acautelado, bastando, pois, a “fumaça do bom direito” –
fumus boni juris 9.
Incertezas ou imprecisões a respeito
do direito material do autor não podem assumir a força de
impedir-lhe o acesso à tutela cautelar. Se, à primeira vista,
conta a parte com a possibilidade de exercer o direito de
ação e se o fato narrado, em tese, lhe assegura provimento
de mérito favorável, presente se acha o fumus boni juris , em
grau suficiente para autorizar a proteção das medidas
preventivas 10.
Se é certo que a liminar não deve
ser prodigalizada pelo Judiciário, para não entravar a
atividade normal, também não deve ser negada quando se
verifiquem os seus pressupostos legais, para não se tornar
inútil o pronunciamento final, a favor do autor, que no caso
em tela constitui o próprio Estado cujo patrimônio fora
sobremaneira dilapidado 11.
A Corte Estadual tem avalizado a
possibilidade de liminar acautelatória de bens em ações civis
públicas desta natureza, in verbis :

AÇÃO C IV I L P ÚB L IC A – IM PR OB IDAD E A D M I N ISTRAT IVA


– V ER EA D OR ES – L IM I NAR – A FASTAM ENT O D OS
CAR G OS , I ND I SP O N IB I L IDA D E DE BENS E QU E BRA
DO S S I G ILO S BA N C ÁR I O E F IS C AL – L E GA L IDA D E –
AGRAVO D E IN S TR U M E NT O I M PR OV I DO. ( 1. ª Câ ma ra
Cí ve l - Rec u r so d e A g ra vo d e In st r u m en t o n .º 1 1. 201
– Ju ín a – Re lat o r De se mb arg a d o r Or l an d o Al me id a
Perri ) (g . n . )

Assim, nos termos do art. 7. º da Lei

9 BARROS, Romeu Pires de Campos. Do processo cautelar no CPC de 1973. Revista do processo. n. 01,
p. 138, São Paulo: RT, 1976.
10 THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de direito processual civil. 16. ed., vol. II, p. 371-372, Rio de
Janeiro: Forense.
11 LOPES NETO, Antônio; ZUCHERATTO, José Maria. Teoria e prática da ação civil pública. p. 29, São
Paulo: Saraiva, 1987.

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n. º 8.429/92 c/c o art. 12 da Lei n. º 7.347/85, requer, em
sede liminar, a indisponibilidade dos bens dos demandados
até o montante total apurado, qual seja R$ 37.849.051,89
(trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e nove mil,
cinquenta e um reais e oitenta e nove centavos), devendo a
constrição recair sobre o patrimônio de todos os requeridos,
visto a natureza solidária da obrigação de ressarcimento de
danos ao erário.

Medida esta que encontra pleno


suporte na documentação que instrui esta ação, posto que
colaciona provas manifestas da prática de atos de
improbidade administrativa incontestavelmente praticados
pelos requeridos, consistentes na simulação de fornecimento
e de aquisição de material gráfico, com danos de grande
monta ao erário e o consequente enriquecimento ilícito por
parte dos demandados.
A decretação da indisponibilidade de
bens dos agentes ímprobos, solidariamente, é medida
obrigatória que visa a resguardar o ressarcimento integral do
dano causado ao patrimônio público e demais penalidades
previstas em lei (multa civil, correção monetária e juros).
A própria lei presume a existência de
ameaça de lesão em casos tais, como por exemplo, a
dilapidação ou desvio de bens do patrimônio do agente
ímprobo, como forma de frustrar a reparação do dano
causado ao erário, o que é potencialmente mais factível em
razão do comportamento dissoluto que é peculiar aos
demandados, demonstrado quando da realização das
condutas ímprobas ora noticiadas.
Por outro lado, a plausibilidade do
direito material invocado é concreta, achando-se os fatos
robustamente provados nos autos, registrando ainda que o
dano a ser reparado será muito maior após serem concluídas

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todas as frentes de investigação deflagradas.
Nesse sentido, cautelarmente,
requer-se a concessão de liminar de indisponibilidade de
bens dos requeridos antes nominados, até o montante de R$
37.849.051,89 (trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e
nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove centavos),
ressalvando que tal importância poderá sofrer acréscimos
pela incidência de juros, multas e demais encargos e, para
assegurar seu cumprimento, requer-se, desde já, se digne
Vossa Excelência ordenar as seguintes providências:

(a) – Que essa decisão de indisponibilidade seja objeto de


registro eletrônico junto à Central Nacional de
Indisponibilidade de Bens (CNIB), instituída pelo Provimento
n.º 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça, cumprindo aos
cartorários de todo o país, por sua vez, em caso de efetiva
identificação de algum bem, noticiar com a máxima
brevidade Vossa Excelência, preferencialmente por meio
eletrônico;

(b) – seja realizada consulta via Sistema RENAJUD (de


Restrição Judicial de Veículos Automotores), procedendo-se ao
bloqueio de eventuais veículos localizados em nome dos
requeridos;

(c) - requer a realização do bloqueio de valores nas contas


bancárias dos requeridos via sistema BACENJUD.

Sejam os requeridos intimados da


concessão da liminar de indisponibilidade de bens,
ordenando -lhes expressamente para que se abstenham da
prática de quaisquer atos que impliquem alienação parcial ou
total do seu patrimônio.

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12.2 DO PEDIDO DE MÉRITO

Por todo o exposto, o Ministério


Público do Estado de Mato Grosso, respeitosamente, requer a
Vossa Excelência:

1) a distribuição, registro e autuação desta petição


juntamente com o INQUÉRITO CIVIL registrado sob o SIMP nº
000059-023/2013, que integra as investigações, justifica a
propositura da presente demanda e contém provas das
irregularidades praticadas pelos requeridos;

2) a notificação dos demandados para, querendo, oferecer


manifestação escrita no prazo de 15 dias, nos termos do art.
17, § 7º, da Lei nº 8.429/92;

3) o recebimento da inicial, vez que se encontram presentes


seus requisitos de admissibilidade;

4) a intimação do ESTADO DE MATO GROSSO, na pessoa do


Excelentíssimo Procurador- Geral do Estado, o qual pode ser
encontrado na rua 06, s/nº, Edifício Marechal Rondon, Centro
Político Administrativo, nesta Capital, a fim de que no prazo
legal manifeste-se sobre a ação, observando-se que esta
intimação deverá anteceder a citação dos requeridos, eis que
o ESTADO DE MATO GROSSO poderá integrar a lide na
qualidade de litisconsorte ativo;

5) a citação dos requeridos para, querendo, contestar a


presente ação, no prazo de quinze dias, sob pena de revelia
(art. 297 CPC), prosseguindo-se em seguida nos demais
termos do processo;

6) a procedência final de todos os pedidos formulados na

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presente ação civil pública, condenando os requeridos nas
sanções compatíveis previstas no art. 12, da Lei nº 8.429/92,
incluindo o ressarcimento ao erário, no pagamento dos danos
morais coletivos e todas as despesas processuais;

7) a intimação pessoal do MP de todos os atos processuais,


na forma do artigo 236, § 2°, do Código de Processo Civil,
observando -se ainda o disposto no art. 18 da Lei n.º
7.347/85;

8) que seja permitida a produção de todas as provas


admitidas em direito.

Atribui-se à causa o valor de R$


42.849.051,89 (quarenta e dois milhões, oitocentos e
quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove
centavos) – ressarcimento e dano moral.

Termos em que,
P. deferimento.
Cuiabá, 09 de novembro de 2015.

GILBERTO GOMES CÉLIO JOUBERT FÚRIO ROBERTO APARECIDO TURIN


Promotor de Justiça Promotor de Justiça Promotor de Justiça

ANDRÉ LUÍS DE ALMEIDA CLÓVIS DE ALMEIDA JUNIOR TIAGO DE SOUZA AFONSO DA SILVA
Promotor de Justiça Promotor de Justiça Promotor de Justiça

DANIELA BERIGO BÜTTNER CASTOR


Promotora de Justiça

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Lotação: VARA ESP. AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO POPULAR
Juiz(a) atual:: Luís Aparecido Bertolucci Júnior
Assunto:
Tipo de Ação: Ação Civil de Improbidade Administrativa-
>Procedimentos Regidos por Outros Códigos, Leis Esparsas e
Regimentos->Procedimentos Especiais->Procedimento de
Conhecimento->Processo de Conhecimento->PROCESSO CÍVEL E
DO TRABALHO
EnviarPartes
Autor(a): MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
Requerido(a): JOSÉ GERALDO RIVA
Requerido(a): MAURO LUIZ SAVI
Requerido(a): SERGIO RICARDO ALMEIDA
Requerido(a): LUIZ MÁRCIO BASTOS POMMOT
Requerido(a): AGENOR FRANCISCO BOMBASSARO
Requerido(a): DJALMA ERMENEGILDO
Requerido(a): DJAN DA LUZ CLIVATTI
Requerido(a): ROBSON RODRIGUES ALVES
Requerido(a): MULTIGRAFICA INDUSTRIA GRAFICA E EDITORA
LTDA- EPP
Requerido(a): LEONIR RODRIGUES DA SILVA
Requerido(a): EDITORA DE GUIAS MATO GROSSO LTDA
Requerido(a): EVANDRO GUSTAVO FORTES DA SILVA
Requerido(a): E.G.P. DA SILVA-ME
Requerido(a): CARLOS OLIVEIRA COELHO
Requerido(a): CARLOS OLIVEIRA COELHO ME

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Requerido(a): JOÃO DORILEO LEAL
Requerido(a): JORGE LUIZ MARTINS DEFANTI
Requerido(a): ALESSANDRO FRANCISCO TEIXEIRA NOGUEIRA
Requerido(a): HÉLIO RESENDE PEREIRA
Requerido(a): DEFANTI INDÚSTRIA, COMÉRCIO, GRÁFICA E
EDITORA LTDA - ME
Requerido(a): JORNAL A GAZETA (GRUPO GAZETA DE
COMUNICAÇÃO )
Requerido(a): GRÁFICA PRINT INDUSTRIA E EDITORA LTDA - ME
Requerido(a): KCM EDITORA E DISTRIBUIDORA LTDA - EPP
Requerido(a): DALMI FERNANDES DEFANTI JUNIOR
Requerido(a): W. M. COMUNICAÇÃO VISUAL LTDA - ME
Requerido(a): MARCIA PAESANO DA CUNHA
Requerido(a): ROMMEL FRANCISCO PINTEL KUNZE
Requerido(a): CAPGRAF - EDITORA, INDUSTRIA, COMERCIO E
SERVIÇOS LTDA EPP
Requerido(a): FABIO MARTINS DEFANTI
Requerido(a): RENAN DE SOUZA PAULA
Requerido(a): ANTONIO RONI DE LIZ
Requerido(a): EDITORA DE LIZ LTDADecisão->Concessão-
>Liminar
Vistos etc.

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Trata-se de Ação Civil por Ato de Improbidade Administrativa
cumulado com Pedidos de Ressarcimento ao Erário e de liminar
de indisponibilidade de bens, movida pelo Ministério Público do
Estado de Mato Grosso em face de José Geraldo Riva e Outros,
objetivando a condenação dos requeridos às sanções civis e
políticas disciplinadas pela Lei de Improbidade Administrativa,
concomitante ao ressarcimento ao erário e pagamento de danos
morais coletivos.
O autor aduz na inicial que, pretendendo apurar graves suspeitas
de dano ao erário em decorrência de irregularidades ocorridas no
Pregão nº 015/2012, realizado pela Assembleia Legislativa do
Estado de Mato Grosso, cujo objeto era a contratação de
empresas especializadas em prestação de serviços gráficos, cuja
sessão de julgamento se realizou em 11/09/2012, foi instaurado o
Inquérito Civil SIMP n. 000059-023/2013.

Assevera que o referido inquérito civil teve nascedouro a partir de


cópia da Ata de Registro de Preços n. 015/2012, fornecida pela
Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso para a instrução
do Inquérito Civil SIMP n. 001362-023/2012, instaurado para a
apuração de irregularidades na prestação de serviços gráficos à
Secretaria de Administração do Estado de Mato Grosso.
O Ministério Público assevera que, de posse dessas informações,
constatou que a Assembleia Legislativa registrou o expressivo
valor de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais) a
serem gastos em serviços gráficos no ano de 2012 (Adesão à Ata
da SAD e Pregão n. 15/2012-ALMT), representando 25% (vinte e
cinco por cento) do orçamento de 2012 daquela Casa. Isso sem
considerar a existência de outra verba para o mesmo ano, voltada

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à mesma finalidade (publicidade institucional), no valor de R$
15.070.000,00 (quinze milhões e setenta mil reais).

Pontua que no ano de 2011, a Assembleia Legislativa já havia


registrado preços de serviços gráficos relacionados à publicidade
institucional, na monta de R$ 17.404.125,93 (dezessete milhões
quatrocentos e quatro mil e cento e vinte e cinco mil e noventa e
três centavos).
Enfatiza que, além da maioria dos itens pagos não ter sido
produzida ou entregue, é absolutamente desnecessário o
dispêndio de tal valor com “impressão”, principalmente após o
advento da Lei Federal n. 12.527/2011 (LAI), resguardando a
divulgação em sítios oficiais da rede mundial de computadores
(internet).

Por oportuno, o autor trouxe aos autos cópia integral do processo


licitatório do Pregão n. 15/2012-ALMT, cópia de notas fiscais de
fornecimento dos produtos, exemplares de impressos fornecidos
pelas empresas vencedoras do certame e arquivos digitais
extraídos do Hard Drive do computador da empresa Propel,
compartilhadas da Ação Penal cód. 369559-TJMT, informações
essas que, segundo o autor, corroboram a assertiva de que havia
um esquema espúrio entre os gestores públicos e proprietários de
empresas gráficas arrolados na inicial, com o único intuito de
burlar o sistema e auferir vantagem econômica indevida, em
detrimento do Estado de Mato Grosso e coletividade.

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Defendendo a presença dos requisitos indispensáveis para
concessão de medida liminar, o requerente formulou pretensões,
nos seguintes termos:

“(...). Nesse sentido, cautelarmente, requer-se a concessão de


liminar de indisponibilidade de bens dos requeridos antes
nominados, até o montante de R$ 37.849.051,89 (trinta e sete
milhões, oitocentos e quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e
oitenta e nove centavos), ressalvando que tal importância poderá
sofrer acréscimos pela incidência de juros, multas e demais
encargos e, para assegurar seu cumprimento, requer-se, desde já,
se digne Vossa Excelência ordenar as seguintes providências:

(a) – Que essa decisão de indisponibilidade seja objeto de registro


eletrônico junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens
(CNIB), instituída pelo Provimento n.º 39/2014, do Conselho
Nacional de Justiça, cumprindo aos cartorários de todo o país, por
sua vez, em caso de efetiva identificação de algum bem, noticiar
com a máxima brevidade Vossa Excelência, preferencialmente por
meio eletrônico;

(b) – seja realizada consulta via Sistema RENAJUD (de Restrição


Judicial de Veículos Automotores), procedendo-se ao bloqueio de
eventuais veículos localizados em nome dos requeridos;

(c) - requer a realização do bloqueio de valores nas contas


bancárias dos requeridos via sistema BACENJUD.” (SIC.)

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A petição inicial foi instruída com documentos em formato PDF
(“Portable Document Format”).

O autor aditou a peça inicial (Doc. – Ref: 3), requerendo a juntada


de documentação complementar (íntegra do Inquérito Civil SIMP
n. 000059-023/2013), “visto se tratarem de provas documentais
que somente não foram inseridas juntamente com a inicial devido
a problemas técnicos no sistema eletrônico APOLO” (SIC).
Requerem, na mesma oportunidade, que sejam sanados os erros
encontrados no mencionado Sistema Eletrônico, no que concerne
ao nome da parte autora, Ministério Público do Estado de Mato
Grosso, e de uma das partes, Fábio Martins Defanti.
Os requeridos Jornal A Gazeta Ltda. e João Dorileo Leal
comparecem no feito eletrônico, defendendo suas ilegitimidades
passivas, ao argumento de que o “autor da ação reconhece que o
JORNAL A GAZETA não participou do ‘conchavo’, do ‘escândalo’,
do ‘ajuste criminoso’, e que as suas propostas não coincidem com
o suposto ‘ajuste criminoso’ feito pelas outras empresa” (SIC).
Corroborando com o alegado, juntam aos autos comprovantes
que atestariam a execução dos serviços gráficos e a entrega dos
materiais impressos, constantes em notas fiscais (Doc. – Ref: 4).
Novamente, o Ministério Público aditou a peça inaugural (Doc. –
Ref: 5), requerendo a juntada de documentos, cujos formatos são
incompatíveis com os meios convencionais de digitalização (cinco
pastas arquivos com exemplares de impressos gráficos
encaminhados pelas empresas requeridas e um CD contendo os
arquivos extraídos do HD do notebook de propriedade da Gráfica
O Documento – Propel). Encaminha, na mesma oportunidade, um
CD contendo cópia digital do inquérito civil n. 000059-023/2013,
da petição inicial da presente ACP e de seus anexos.

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É o relato do necessário. Decido.

Preliminarmente, cumpre a este Juízo enfrentar o pleito de


aditamento do pedido inicial (Doc. – Ref: 3 e 5), por meio do qual
o autor pleiteia a juntada da íntegra do Inquérito Civil SIMP n.
000059-023/2013, de cinco pastas arquivos com exemplares de
impressos gráficos encaminhados pelas empresas requeridas, de
um CD contendo os arquivos extraídos do HD do notebook de
propriedade da Gráfica O Documento – Propel e a retificação do
nome da parte autora e do requerido Fábio Martins Defanti no
Sistema Apolo Eletrônico.

Até o presente momento processual, os requeridos não foram


citados, de modo que o aditamento em tela não prescinde da
concordância dos arrolados no polo passivo da lide.
Assim, consoante o artigo 294 do CPC, merece guarida o pedido
de aditamento da petição inicial, nos moldes postulados pelo
autor à Ref: 3 e 5.
No tocante ao pedido liminar, cumpre asseverar que o artigo 12
da Lei nº 7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública) preceitua que
“poderá o juiz conceder mandado liminar, com ou sem justificação
prévia, em decisão sujeita a agravo.”
Assim, a lei que regula a ação civil pública, expressamente,
confere ao juiz o mesmo poder geral de cautela já consagrado pelo
artigo 798 do Código de Processo Civil, do seguinte teor:

“Art. 798. Além dos procedimentos cautelares específicos, que


este Código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz
determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando

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houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da
lide, cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação”.

Por conseguinte, os requisitos para a concessão da medida liminar


na ação civil pública são a existência de plausibilidade do direito
afirmado pela parte (fumus boni iuris) e a irreparabilidade ou
difícil reparação desse direito (periculum in mora).
Realmente, não há como compreender e aplicar o artigo 12 da Lei
da Ação Civil Pública sem levar em consideração os requisitos do
artigo 798 do Código de Processo Civil, que a ele também são
inerentes. Nesse sentido, é a lição do professor José dos Santos
Carvalho Filho, do seguinte teor:

“Na ação civil pública também pode ser concedido o mandado


liminar. Embora as medidas cautelares guardem maior adequação
com a ação cautelar, a doutrina tem entendido que normas
processuais prevêem, algumas vezes, esse tipo de providência em
diversas ações. É o chamado poder geral de cautela conferido ao
juiz pelo art. 798 do Código de Processo Civil, que autoriza a
expedição de medidas provisórias quando julgadas necessárias
em determinadas situações fáticas. Como bem anota HUMBERTO
THEODORO JÚNIOR, tais providências que carecem da qualidade
de processo e ação, apresentam-se essencialmente como
acessórios do processo principal, motivo por que não devem
sequer ensejar autuação apartada ou em apenso. Aliás, já houve
ensejo a manifestação judicial a respeito da possibilidade de ser a
medida liminar expedida dentro da própria ação civil pública. O
que é importante é que se façam presentes os pressupostos da
medida – o risco de lesão irreparável em vista da eventual demora
e a plausibilidade do direito. Desse modo, o autor da ação civil
pública, vislumbrando situação de risco aos interesses difusos ou

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coletivos a serem protegidos, pode requerer ao juiz, antes mesmo
de formular o pedido na ação, a concessão de medida liminar, a
exemplo, aliás, do que ocorre naturalmente em outros
procedimentos especiais, como o mandado de segurança e ação
popular”. (Ação Civil Pública Comentários por Artigos, 7ª Edição,
Ed. Lúmen Juris, Rio de Janeiro - 2009, páginas 356/357).

Acerca da possibilidade da adoção de medidas cautelares nos


próprios autos da ação principal para as hipóteses contempladas
na Lei de Improbidade Administrativa, insta salientar que a
jurisprudência pátria se inclina no sentido de sua admissibilidade,
senão vejamos:

“AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA –


INDISPONIBILIDADE DE BENS - FUMUS BONI IURIS E PERICULUM
IN MORA – INEXISTÊNCIA - 1. A indisponibilidade de bens na ação
civil pública por ato de improbidade, pode ser requerida na
própria ação, independentemente de ação cautelar autônoma. 2.
A medida acautelatória de indisponibilidade de bens só tem
guarida quando há fumus boni iuris e periculum in mora. O só
ajuizamento da ação civil por ato de improbidade não é suficiente
para a decretação da indisponibilidade dos bens. 3. Recurso
especial parcialmente provido.” (STJ. RESp. nº 469.366-PR, 2ª T.,
Rel. Min. Eliana Calmon, DJU 2/6/03, p. 285).

Dessa forma, verifica-se que o pedido cautelar, formulado pelo


autor nos próprios autos da ação principal, encontra respaldo na
legislação vigente, de forma que seu deferimento depende do
preenchimento dos requisitos autorizadores da medida
pretendida.

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Identificados os fundamentos legais nos quais se fincam as
medidas de urgência postuladas pelo autor, passo à análise da
pretensão liminar (indisponibilidade de bens).

Para a concessão da indisponibilidade pleiteada, este Juízo firmou


o entendimento de que somente a presença do fumus boni iuris é
necessária para a decretação da indisponibilidade de bens nas
ações de improbidade ou de ressarcimento por ato de
improbidade, sendo presumido o requisito alusivo ao periculum
in mora.

Por sinal, este tem sido o entendimento da Doutrina. Nesse


sentido impende colacionar a lição de Emerson Garcia e Rogério
Pacheco Alves que, ao discorrerem sobre o tema em sua obra
“Improbidade Administrativa”, 4ª Edição, Ed. Lúmen Juris, Rio de
Janeiro - 2009, página 751, assim ensinam:
“Quanto ao periculum in mora, parte da doutrina se inclina no
sentido de sua implicitude, de sua presunção pelo art. 7º da Lei de
Improbidade, o que dispensa o autor de demonstrar a intenção de
o agente dilapidar ou desviar o seu patrimônio com vistas a afastar
a reparação do dano. Neste sentido, argumento Fábio Osório
Medina que ‘O periculum in mora emerge, via de regra, dos
próprios termos da inicial, da gravidade dos fatos, do montante,
em tese, dos prejuízos causados ao erário’, sustentando,
outrossim, que ‘a indisponibilidade patrimonial é medida
obrigatória, pois traduz consequência jurídica do processamento
da ação, forte no art. 37, § 4º, da Constituição Federal. De fato,
exigir a prova, mesmo de indiciária, da intenção do agente de
furtar-se à efetividade da condenação representaria, do ponto de
vista prático, o irremediável esvaziamento da indisponibilidade
perseguida em nível constitucional e legal. Como muito bem

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percebido por José Roberto dos Santos Bedaque, a
indisponibilidade prevista na Lei de Improbidade é uma daquelas
hipóteses nas quais o próprio legislador dispensa a demonstração
do perigo de dano”.

Sobre o entendimento ora externado, importa consignar atual


posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, que
recentemente, assim se manifestou:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LIMINAR. INDISPONIBILIDADE
DE BENS. PERICULUM IN MORA PRESUMIDO. 1. Trata-se,
originariamente, de Ação Civil Pública por ato de improbidade.
Consta da narrativa da inicial e do Agravo de Instrumento que os
ora agravantes "apropriaram-se ilicitamente de R$ 6.645.553,42
(seis milhões, seiscentos e quarenta e cinco mil, quinhentos e
cinquenta e três reais e quarenta e dois centavos) repassados pela
Sudam para serem aplicados no empreendimento Agroindústria
Comércio de Peixes Tocantis S.A., localizado no Município de
Porto Alegre, Estado do Tocantis, na implantação de um projeto
de aquicultura, com implantação de um complexo empresarial,
constituído de uma estrutura para produção de peixe em
cativeiro, uma indústria para beneficiamento de pescado e uma
fábrica de rações de peixe". (...) 4. O Tribunal a quo menciona en
passant a necessidade de demonstrar a presença do fumus boni
iuris para concessão da medida. Contudo, ao apreciar aspectos do
caso concreto, examina (e indefere) o pedido do Parquet
exclusivamente à luz do periculum in mora, amparado na
interpretação de que ele não pode ser presumido. No limite, a
origem não faz distinção entre o fumus e o periculum,
fundamentando seu voto mediante o exame exclusivamente do

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segundo requisito. 5. A concessão da medida de indisponibilidade
não está condicionada à comprovação de que os réus estejam
dilapidando seu patrimônio, ou na iminência de fazê-lo, tendo em
vista que o periculum in mora está implícito no comando legal.
Assim deve ser a interpretação da lei, porque a dilapidação é ato
instantâneo que impede a atuação eficaz e acautelatória do Poder
Judiciário. Precedentes: Edcl no REsp 1.211.986/MT, Rel. Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 9/6/2011; REsp
1.244.028/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, DJe 2/9/2011; Edcl no REsp 1.205.119/MT, Rel. Ministro
Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, Dje 8.2.2011; REsp
1.190.846/PI, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe
10/2/2011; REsp 967.841/PA, Rel. Ministro Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, DJe 8/10/2010; REsp 1.203.133/MT,
Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 28/10/2010; REsp
1.199.329/MT, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, Dje 8.10.2010; REsp 1.177.290/MT, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 1º/7/2010; REsp 1.177.128/MT,
Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, Dje 16.9.2010;
REsp 1.135.548/PR, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma,
DJe 22/6/2010; REsp 1.134.638/MT, Relator Ministra Eliana
Calmon, Segunda Turma, Dje 23.11.2009; REsp 1.098.824/SC, Rel.
Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 4/8/2009. 6.
Contudo, nada impede que o réu, nos autos da Ação Civil Pública,
indique bens suficientes a assegurar a providência acautelatória,
de modo a garantir o ulterior pagamento da reparação econômica
e de eventual multa civil. 7. Agravo Regimental não provido”. (STJ.
AgRg no REsp 1311465 / TO. 2ª Turma. Ministro HERMAN
BENJAMIN. Data do julgamento: 04.09.2012).

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também mantem idêntico
posicionamento, senão vejamos:

“AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA -


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - INDISPONIBILIDADE DE BENS -
CONSEQUÊNCIA DECORRENTE DO ATO DE IMPROBIDADE QUE
CAUSOU LESÃO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO - POSSIBILIDADE -
RECURSO PROVIDO. Sobre indisponibilidade de bens em ação de
improbidade administrativa, o entendimento desta Corte (STJ) é
de que: a) é possível antes do recebimento da petição inicial; b) é
suficiente a demonstração, em tese, do dano ao Erário e/ou do
enriquecimento ilícito do agente, caracterizador do fumus boni
iuris; c) independe da comprovação de início de dilapidação
patrimonial, tendo em vista que o periculum in mora está implícito
no comando legal; e d) pode recair sobre bens adquiridos
anteriormente à conduta reputada ímproba”. (TJMT. 4ª Câmara
Cível. Agravo de Instrumento nº 6985/2011. Des. José Silvério
Gomes. Data do julgamento: 13.12.2011).

“AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA -


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - INDISPONIBILIDADE DE BENS -
CONSEQUÊNCIA DECORRENTE DO ATO DE IMPROBIDADE QUE
CAUSOU LESÃO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO - POSSIBILIDADE -
RECURSO IMPROVIDO. Sobre indisponibilidade de bens em ação
de improbidade administrativa, o entendimento desta Corte (STJ)
é de que: a) é possível antes do recebimento da petição inicial; b)
é suficiente a demonstração, em tese, do dano ao Erário e/ou do
enriquecimento ilícito do agente, caracterizador do fumus boni
iuris; c) independe da comprovação de início de dilapidação
patrimonial, tendo em vista que o periculum in mora está implícito
no comando legal; e d) pode recair sobre bens adquiridos

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anteriormente à conduta reputada ímproba”. (TJMT. 4ª Câmara
Cível. Agravo de Instrumento nº 43812/2011. Des. Luiz Carlos da
Costa. Data do julgamento: 08.11.2011).

Pois bem, dirimida a questão do requisito do periculum in mora,


passo à análise da presença do fumus boni iuris.

A fumaça do bom direito, mais propriamente a plausibilidade


jurídica do pedido, envolve um Juízo de verossimilhança acerca
dos fatos em correlação com o direito invocado. Cumpre ao Juiz
averiguar, em cognição sumária, se da narrativa dos fatos e do
direito citados se chega à conclusão inicial de provável
procedência do pedido.

Em sede de cognição não exauriente, percebe-se que a existência


do fumus boni iuris restou devidamente comprovada, consoante
delineado na narrativa individualizada da conduta dos réus e pela
vasta documentação que acompanha a exordial, cuja conclusão
apresenta indícios mais que suficientes para que seja reconhecido
o requisito em análise, com especial destaque para a
documentação oriunda do SIMP n. 000059-023/2013 instaurado
pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso com substrato
na cópia da Ata de Registro de Preços n. 015/2012, fornecida pela
Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso para a instrução
do Inquérito Civil SIMP n. 001362-023/2012, este instaurado pelo
autor para a apuração de irregularidades na prestação de serviços
gráficos à Secretaria de Administração do Estado de Mato Grosso.

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Além disso, o autor instrui o feito eletrônico com a cópia integral
do processo licitatório do Pregão n. 15/2012-ALMT, com diversos
materiais impressos entregues pelas empresas requeridas ao
Ministério Público e com arquivos digitais compartilhados pelo
Juízo da Ação Penal cód. 369559-TJMT, obtidos do HD (“Hard
Drive”) do computador da empresa gráfica Propel Comércio de
Materiais de Escritório Ltda., ré na Ação Civil n. 60105-
46.2014.811.0041 (Id. 949642), igualmente em trâmite neste
Juízo, em que se apura prática de fraude no mesmo procedimento
licitatório (Pregão Presencial n. 15/2012/ALMT).

Também saltam aos olhos indícios da possível ocorrência das


fraudes apontadas pelo autor, consoante as declarações
prestadas por Maksuês Leite, ex-deputado estadual e proprietário
da aludida empresa gráfica, por Mirian Bacani Custódio da Silva,
ex-funcionária da empresa ré Gráfica Print, por Reinaldo Carlos
Von Scharten, qualificado pelo Ministério Público como ex-
empresário do setor gráfico de Cuiabá e declarante de outro
inquérito civil (SIMP 001362-023/2012), em que se apurava
incongruências na prestação de serviços gráficos no Pregão
Presencial n. 093/2011/SAD. Confiram-se alguns trechos daquelas
declarações:

Declarante Maksuês Leite (Anexo IV):

(...). Assim, o Dep. Riva chamou o depoente até o gabinete da


Presidência da Assembleia Legislativa e propôs ao mesmo que
este abrisse uma empresa gráfica a fim de simular a venda de
material gráfico e, com isso, receber a diferença dos valores antes

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combinados relativo à divulgação de material de interesse
daquela Casa; que no começo do ano, cada empresa de mídia
recebe uma estimativa dos valores a serem gastos com divulgação
institucional e, assim, tal valor vai sendo dispendido no decorrer
do ano; Esclarece o depoente que no seu caso em particular e no
tocante à divulgação feita pela Assembleia Legislativa, não havia a
necessidade de, efetivamente, se fazer a divulgação, o valor
combinado com então Presidente da AL, José Riva deveria,
necessariamente, ser repassado independentemente da efetiva
divulgação e, nesses termos, ao chegar o final do ano, a AL ainda
não havia cumprido sequer metade, aproximadamente, do
combinado o que fez com que fosse o depoente chamado até a
Presidência da AL e orientado pelo Dep. José Riva a abrir uma
empresa gráfica, através da qual seriam feitos pagamentos para
completar a verba prometida no início do ano; Afirma o depoente
que não havia a necessidade de, sequer, efetivar a divulgação, ou
seja, não era necessário que se cumprisse qualquer calendário de
divulgação institucional da AL para que o valor fosse efetivamente
pago, como de fato no caso em tela, os valores acertados e
recebidos não correspondiam a divulgação de propaganda
institucional da AL; Esclarece o depoente que após essa conversa
na presidência da AL, o depoente convidou a pessoa de Gleysi, seu
assessor na AL a participar da montagem da nova gráfica, sendo
que lhe foi dito por Gleysi que este já possuía uma empresa
representante de papel aberta desde o ano de 2008, sendo que
tal empresa funcionava em uma salinha, salvo engano, na galeria
Vitória em Várzea Grande; Assim, promoveram a alteração
contratual dessa empresa, PROPEL, sendo que regularizaram toda
a sua documentação de forma que estivesse apta a participar de
qualquer certame licitatório; Que em agosto de 2012, houve outra
reunião no Gabinete do Dep. Riva, sendo que nessa ocasião
estavam presentes o depoente, o Dep. José Riva e a pessoa de
Márcio, à época Secretário Geral da Assembleia Legislativa,

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ocasião em que fora orientado pelo mencionado Deputado e pelo
Márcio no sentido de que em outubro de 2012 haveria uma
licitação grande por parte da AL e que era para o depoente
permanecer tranquilo que às vésperas da nova licitação seria
procurado pela pessoa de Jorge Defanti (proprietário da gráfica
Defanti), pessoa esta que iria levar instruir o depoente quanto aos
detalhes da nova licitação, que o depoente deveria ouvi-lo e seguir
as suas orientações; Ainda, foi o depoente orientado pelo Dep.
José Riva e por Márcio no sentido de que após ser procurado por
Jorge Defanti, deveria colocar uma pessoa de sua confiança para
tratar desses assuntos junto ao Márcio, isto porque o depoente é
pessoa muito conhecida e iria chamar a atenção de terceiros;
Assim, ficou acertado que seria Gleysi a pessoa que entabularia
todos os contatos diretos com Márcio; Após, por volta do mês de
setembro, Jorge Defanti procurou a pessoa de Gleysi
apresentando ao mesmo um rol de documentos a serem
providenciados a fim de regularizar a PROPEL para que
participasse da próxima licitação, ainda, fora advertido por Jorge
Defanti, de forma severa, que se tal documentação não estivesse
pronta até o final do mês, não poderiam participar da licitação da
Assembleia e ficariam de fora; Que no final do mês de setembro
Gleysi foi chamado até a gráfica Defanti, ocasião em que fora feito
um verdadeiro check list de toda a papelada sendo que fora dito
a Gleysi que estava tudo ok e foi entregue ao mesmo um ‘pen
drive’ contento todos os lotes da licitação da AL 915/2012, sendo
aproximadamente 20 lotes, bem como Jorge Defanti orientou
Gleysi já apontando quais seriam os lotes destinados à PROPEL, ou
seja, os lotes que seriam ganhos pela PROPEL, salvo engano os
lotes foram os de número 07 e 13, somando um valor de R$
1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil reais); Afirma o
depoente que além de receber os dois lotes acima mencionados,
fora orientado por Jorge Defanti a dar cobertura em outros sete
lotes da referida licitação, ou seja, apenas participou para simular

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propostas a fim de favorecer outras gráficas a ganharem tais lotes;
Afirma que nesse processo licitatório, 15/2012, todos os lotes
foram anteriormente combinados e divididos entre os
participantes ganhadores, sendo que, novamente esclarece, fora
a pessoa de Jorge Defanti, a mando do então Presidente da AL,
José Riva, tendo Márcio como operador do esquema, quem
determinou todos os passos a serem seguidos, quem venceria
qual lote e quem ficaria de fora, bem como quem daria cobertura
para os demais vencerem os lotes. Pelo que se lembra deu
cobertura para cerca de uns 07 lotes. Já estava indicado os lotes
que iriam vencer, inclusive com os preços e também com os
preços que eles iriam dar cobertura já constava inclusive os
valores de eventual desconto até mesmo para baixar o preço para
afastar outros concorrentes no pregão. Já estava combinado que
podiam baixar o preço sem medo, pois como a mercadoria não ia
ser fornecida, podiam baixar o preço mais do que qualquer outro
eventual concorrente. Defanti orientou que o ‘pen drive’ devia ser
devolvido para ele, sendo que Defanti disse que era para imprimir
e não baixar nada na máquina da Propel. Gleisy preparou as
propostas e devolveu o "pen drive". Em outubro ocorreu a
licitação e tudo correu como combinado. Esse "pen drive" foi
baixado no computador da PROPEL que ficava na sede da
empresa. Esse computador foi apreendido pelo Gaeco. Quem
representou a Propel no certame foi o Gleisy, o declarante se
lembra de algumas empresas como a Print, KCM e Editora Delis,
Intergraf, Coelho e outras que o declarante não se lembra agora,
mas com certeza deram cobertura para 07 lotes nesta licitação.
Depois da licitação o Márcio chamou o declarante e disse que
como o declarante havia ganhado a licitação o esquema era o
seguinte: que 25% ficaria para a empresa e que 75% teria que ser
devolvido para a Assembleia, sendo que segundo Márcio esse o
esquema com todas as gráficas, o declarante ainda resistiu
dizendo que 25% era pouco, mas Márcio disse que era isso ou

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nada e que haviam muitos outros interessados nesse esquema,
sendo que Márcio afirmou que esse esquema era para tocar a
casa. Sendo que Márcio disse que esse era o esquema para todo
o setor gráfico. Sendo que a papelada para emitir nota e
acompanhar o empenho ficava por conta do Gleisy, sabe que era
emitido ordem de fornecimento e tudo mais, sendo que a
Secretaria de Márcio era quem telefonava para Gleisy e ele ia para
a Assembleia e que de posse da ordem de serviço já sabendo o
valor que ia receber, Gleisy ia para a Assembleia com o talão de
cheques assinado e lá preenchia os cheques a mando de Márcio,
sendo vários cheques que totalizavam o total de 75% que seria
devolvido para a AL. Sendo que em 05 ou 06 meses gastaram todo
o saldo do lote, sendo cerca de 300 ou 400 mil por mês. Isso no
final de 2012 e começo de 2013. Os cheques eram emitidos ao
portador e de contas da Propel no Santander e Itaú. Esclarece que
em conversas com outras pessoas do setor gráfico, tais como Iran
da KCM, Evandro da Interaraf, Roni da Deliz e Coelho da Coelho e
Jorge Defanti da Gráfica Defanti e todos confirmaram para o
declarante que mantinham o mesmo esquema com a AL ou seja
ficavam com 25% e devolviam 75% para a Assembleia;
(...)
Afirma que em meados de 2013, o setor gráfico se viu apurado
com uma requisição do Ministério Público, pelo que se lembra
assinado pelo Dr. Célio Fúrio, requisitando comprovantes do
material fornecido, como as gráficas não tinham fornecido nada,
não tinham como responder ao MPE. Houve então uma reunião
convocada pelo Márcio na AL, no gabinete do Márcio, a reunião
acabou sendo comandada por Jorge Defanti e ele ajudou todas as
gráficas, inclusive a Propel para imprimir pelo menos 10
exemplares de cada produto que deveria ter sido fornecido para
a AL/MT, depois disso houve nova reunião e Márcio disse que já
tinham prestado todas as informações para o MPE e que estava

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tudo certo que não deviam se preocupar mais com isso. Que quem
participou desta reunião pela Propel foi o Gleisy; (...)

Declarante Mirian Bacani Custódio da Silva (Anexo IV):

(...) Respondeu que constatou que a empresa Gráfica Print


participou de licitações feita na Assembleia Legislativa do Estado
de Mato Grosso, sagrando-se vencedora desse certame, onde os
gestores da AL/MT solicitava serviços de impressões a gráfica. E
que essa por sua vez não efetuava o serviço apenas emitia notas
fiscais de serviços. E a AL/MT fazia pagamento através de Ordem
Bancária, e do total do pagamento a Gráfica Print ficava com vinte
e cinco por cento e que os outros setenta e cinco por cento eram
devolvidos para a Assembleia Legislativa; Que, essa devolução era
feita mediante a emissão de vários cheques de diversos valores
pela empresa DF Assessoria (Factoring do Grupo), os quais eram
emitidos por Dalmi Júnior, e que pessoalmente levava até ao
Órgão e entregava a pessoa com quem negociava;
(...)
Que, o contato do Dalmi na Assembleia, a pessoa com quem fazia
tratativas, atendia pelo nome de Márcio, mas não sabe o
sobrenome; Que, perguntado à declarante quando ela constatou
esse tipo de procedimento fraudulento, se isso ocorria logo que
iniciou a trabalhar ou se foi posteriormente? Respondeu que pelo
que ficou sabendo, esse procedimento já ocorria muito tempo
antes de começar a trabalhar na empresa, nos anos de 2010, 2011
etc, (...).

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Reinaldo Carlos Von Scharten (Anexo IV)

(...) que o declarante tem conhecimento da contratação de


serviços gráficos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a
exemplo do caso acima citado, conforme já mencionado no
quesito 6;

(...)

(...) que, como já afirmado, o esquema com a Assembleia


Legislativa era liderado pela empresa Defanti Indústria, Comércio,
Gráfica e Editora Ltda, sob o comando de Jorge Defanti; (...) que
se sentiu encurralado e sem condições de permanecer com as
suas atividades empresariais em Cuiabá; que as empresas gráficas
combinavam os preços para vender os seus serviços aos órgãos
públicos; (...)

Via de consequência, convenço-me, nessa quadra inicial, dos


fortes indícios de fraude que pairam sobre a realização do Pregão
n. 15/2012/ALMT, bem como do esquema engendrado por
agentes públicos e proprietários de empresas gráficas, apontados
na petição inicial, visando burlar o caráter competitivo do
mencionado procedimento licitatório e direcionar seu êxito às
empresas pré-selecionadas, conferindo-lhes vantagem indevida.

Malgrado a manifestação dos réus Jornal A Gazeta Ltda. e João


Dorileo Leal, defendendo a ilegitimidade passiva para integrarem
o feito com o argumento de não terem concorrido com os atos
apontados na petição inicial, percebe-se que, a priori, tal tese da

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defesa não merece guarida para o fito de impedir a análise do
pedido cautelar contido na inicial, porque, segundo a teoria da
asserção, as condições da ação se dão à luz das afirmações
elaboradas pelo autor em sua petição inicial, devendo o julgador
considerar a relação jurídica deduzida em juízo in statu
assertionis, ou seja, à vista do que se afirmou.

Nesse enfoque, se existem os indícios de autoria de atos de


improbidade administrativa e dano ao erário estadual praticados
pelos réus Jornal A Gazeta Ltda. e João Dorileo Leal, conforme
narrado no item 6.3 “Jornal A Gazeta” da petição inicial, quanto
à legitimidade passiva é tão-somente necessário que, ao menos
em tese, sejam responsáveis pelos atos a eles imputados pelo
autor e pelo dever de ressarcir.

Infere-se da própria narrativa fática do autor que o esquema


realizado nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado
de Mato Grosso, no que se refere às aquisições de materiais
gráficos efetuadas pela Casa, teve início com o pedido de
autorização de abertura de licitação formulado e embasado em
Termo de Referência subscrito pelo então Secretário de
Administração e Patrimônio da Assembleia, Djalma Ermenegildo,
que, em ato contínuo, o encaminhou para a apreciação do 1º
Secretário Sérgio Ricardo, o qual, após análise, com a participação
de Mauro Savi (1º Secretário e ordenador de despesa da Casa;
vide comunicação interna de 16/04/2012), autorizaram a abertura
do procedimento licitatório para contratação de empresa
prestadora de serviços gráficos e correlatos.

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Noticia o autor que o desenrolar da licitação foi realizado por
Agenor Francisco Bombassaro, antigo Superintendente da
Gerência de Execuções de Licitação e Pregoeiro Oficial do Certame
n. 15/2012, e por Alessandro Francisco Teixeira, apontado como
responsável por organizar os documentos da Gráfica Print
voltados a sua participação em licitações, além de articular
negócios, segundo o Ministério Público, com os gestores públicos.

Ademais, cumpre observar que o Pregão n. 15/2012/ALMT, nas


palavras do autor, “era comandado pelo então presidente da Casa
de Leis, Dep. JOSÉ GERALDO RIVA, operado pelo funcionário LUIZ
MÁRCIO BASTOS POMMOT, então Secretário Geral da Assembleia
Legislativa, e colocado em prática por JORGE LUIZ MARTINS
DEFANTI, proprietário da empresa DEFANTI GRÁFICA E EDITORA”
(SIC.). No mais, Djan da Luz Clivati atestaria, na qualidade de
Gerente de Manutenção e Serviços Gerais, o recebimento do
material gráfico supostamente confeccionado.

Assim, ao menos em tese, os fatos delineados na inicial dão


subsídios para o deferimento do pedido liminar pleiteado em
desfavor de todos os réus nominados na inicial.

Desse modo, o pedido de indisponibilidade pleiteado


liminarmente merece prosperar.

No que tange ao valor que será levado em consideração para a


implementação da indisponibilidade pleiteada pelo Ministério
Público, este apresenta o patamar de R$ 37.849.051,89 (trinta e

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sete milhões, oitocentos e quarenta e nove mil, cinquenta e um
reais e oitenta e nove centavos).

Verifico que este feito apresenta peculiaridades que exigem


decisão diferenciada no que tange aos patamares a serem
considerados na indisponibilização de bens pleiteada pelo autor,
para assegurar o ressarcimento ao erário Estadual e a aplicação
das demais sanções previstas no art. 12, da Lei nº 8429/1982 (Lei
Improbidade Administrativa), em caso de condenação.

Nota-se que a inicial funda-se em contratos diversos realizados


pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, de modo
que, ainda que tenham em comum o mesmo certame licitatório,
observa-se, a priori, que alguns réus tiveram atuação diretamente
vinculada às empresas contratadas, enquanto que outros, em
tese, estão direta ou diretamente vinculados à própria realização
da licitação, seu processamento e contratação das empresas
envolvidas, tais como em atos concernentes ao pedido de
autorização de abertura de licitação, embasado em termo de
referência, à apreciação desse pedido e consequente autorização
da abertura do certame, à organização de documentos e
articulação dos negócios (SIC) e ou ao comando dos todas as ações
etc.

Desse modo, aqueles réus que estão vinculados, direta ou


indiretamente, nos fatos que resultaram na realização da licitação
e consequente contratação das empresas, o patamar a ser
considerado para a implementação da indisponibilidade de bens
será o próprio valor indicado pelo autor, ou seja, de R$
37.849.051,89 (trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e

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nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove centavos),
solidariamente.

Nesse patamar, deverão ser indisponibilizados os bens dos réus


Jorge Luiz Martins Defanti, José Geraldo Riva, Mauro Luiz Savi,
Sérgio Ricardo de Almeida, Luiz Márcio Bastos Pommot, Agenor
Francisco Bombassaro, Djalma Ermenegildo, Djan da Luz Clivati e
Alessandro Francisco Teixeira, bem como, da à empresa Defanti –
Indústria, Comércio, Gráfica e Editora Ltda. (nome fantasia:
Defanti Gráfica e Editora).

Quanto às demais empresas e respectivos sócios requeridos, o


patamar a ser indisponibilizado levará em consideração os
respectivos valores contidos nas planilhas que compõem o ANEXO
I (“aquisições de serviços gráficos pela ALMT – Consolidação dos
pregões 11/10, 15/12 e adesões à ARP 003/2012/SAD”) do feito
eletrônico, por meio do qual o autor discrimina os lotes vencidos
por cada empresa requerida e os respectivos valores recebidos
pelas mesmas.

Em corolário, pelas razões acima apontadas:

1)- DEFIRO, consoante artigo 294 do CPC, o pedido de emenda da


petição inicial nos moldes postulados pelo autor, incluindo-se a
documentação que instrui a inicial: a íntegra do Inquérito Civil
SIMP n. 000059-023/2013, as cinco pastas arquivos com
exemplares de impressos gráficos encaminhados pelas empresas
requeridas e o CD contendo os arquivos extraídos do HD do
notebook de propriedade da Gráfica O Documento – Propel;

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2)- Considerando estarem errados os nomes do autor Ministério
Público do Estado de Mato Grosso e o do réu Fábio Martins
Defanti nos registros do Sistema Apolo Eletrônico, deverá a
Senhora Gestora promover as medidas necessárias para corrigi-
los;

3)- DEFIRO, em sede de liminar, o pedido de concessão da medida


liminar de indisponibilidade de bens dos requeridos até o limite
do valor de R$ 37.849.051,89 (trinta e sete milhões, oitocentos e
quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e oitenta e nove
centavos), solidariamente, para fins de acautelamento visando a
aplicação das penas contidas no artigo 12, da Lei nº 8429/1982
(ressarcimento integral do dano, multa civil etc.) e, para tanto,
determino:

3.1)- Proceda-se o bloqueio, por meio do Sistema BacenJud, dos


valores encontrados na contas bancárias e aplicações financeiras,
até o montante de R$ 37.849.051,89 (trinta e sete milhões,
oitocentos e quarenta e nove mil, cinquenta e um reais e oitenta
e nove centavos), solidariamente, ressalvado o valor
correspondente a remuneração e eventuais verbas destinadas
para pagamento de pensão alimentícia, dos seguintes réus:

3.1.1)- José Geraldo Riva;

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3.1.2)- Mauro Luiz Savi;
3.1.3)- Sérgio Ricardo de Almeida;
3.1.4)- Luiz Márcio Bastos Pommot;
3.1.5)- Agenor Francisco Bombassaro;
3.1.6)- Djalma Ermenegildo;
3.1.7)- Djan da Luz Clivati;
3.1.8)- Jorge Luiz Martins Defanti;
3.1.9)- Defanti – Indústria, Comércio, Gráfica e Editora Ltda.
(nome fantasia: Defanti Gráfica e Editora); e
3.1.10)- Alessandro Francisco Teixeira;
3.1.11)- Quanto aos requeridos Jorge Luiz Martins Defanti e
Alessandro Francisco Teixeira, o valor de suas remunerações
levar-se-á em consideração o valor da remuneração do
Governador do Estado de Mato Grosso, acrescido, como nos
demais requeridos, de eventual verba destinada ao pagamento de
pensão alimentícia;
3.2)- Proceda o bloqueio, por meio do Sistema BacenJud, dos
valores encontrados na contas bancárias e aplicações financeiras,
conforme valores faturados indicados no ANEXO I (“aquisições de
serviços gráficos pela ALMT – Consolidação dos pregões 11/10,
15/12 e adesões à ARP 003/2012/SAD”), das empresas rés e dos
seus respectivos sócios mencionados na inicial e abaixo
nominados, nos seguintes patamares:

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3.2.1)- Multigráfica Indústria Gráfica e Editora Ltda. (de nome
fantasia: Gráfica Digital Multicópias), no valor de até R$
699.999,90;
3.2.2)- Robson Rodrigues Alves, no valor de até R$ 699.999,90;

3.2.3)- Editora de Guias Matogrosso Ltda. (de nome fantasia:


Gráfica Atalaia), no valor de até R$ 6.486.432,06;
3.2.4)- Leonir Rodrigues da Silva, no valor de até R$ 6.486.432,06;
3.2.5)- E. G. P. da Silva – ME (nome fantasia: Intergraf Gráfica e
Editora), no valor de até R$ 2.315.907,72;
3.2.6)- Evandro Gustavo Pontes da Silva, no valor de até R$
2.315.907,72;
3.2.7)- Carlos Oliveira Coelho – ME (nome fantasia: Gráfica
Genesis), no valor de até R$ 1.242.791,00;
3.2.8)- Carlos Oliveira Coelho, no valor de até R$ 1.242.791,00;
3.2.9)- Capgraf Editora, Indústria, Comércio e Serviços Ltda. (nome
fantasia: Capgraf Edital Solution), no valor de até R$ 328.000,00;
3.2.10)- Renan de Souza Paula, no valor de até R$ 328.000,00;
3.2.11)- KCM Editora e Distribuidora Ltda. (nome fantasia: KCM
Editora e Gráfica), no valor de até R$ 630.000,00;
3.2.12)- Rommel Francisco Pintel Kunze, no valor de até R$
630.000,00;
3.2.13) Marcia Paesano da Cunha, no valor de até R$ 630.000,00;

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3.2.14)- Jornal A Gazeta Ltda. (nome fantasia: Jornal A
Gazeta), no valor de até R$ 8.940.037,72;
3.2.15)- João Dorileo Leal, no valor de até R$
8.940.037,72;
3.2.16)- Editora de Liz Ltda. (nome fantasia: Gráfica de Liz), no
valor de até R$ 1.378.900,00;
3.2.17)- Antonio Roni de Liz, no valor de até R$ 1.378.900,00;
3.2.18)- Gráfica Print Indústria e Editora Ltda. (nome fantasia:
Gráfica Print), no valor de até R$ 7.392.514,49;
3.2.19)- Fábio Martins Defanti, no valor de até R$ 7.392.514,49;
3.2.20)- Dalmi Fernandes Defanti Junior, no valor de até R$
7.392.514,49;
3.2.21)- W. M. Comunicação Visual Ltda. (nome fantasia: Visual
Design), no valor de até R$ 1.066.653,00; e
3.2.22) Hélio Resende Pereira, no valor de até R$ 1.066.653,00;
3.2.23)- Quanto aos requeridos Robson Rodrigues Alves, Leonir
Rodrigues da Silva, Evandro Gustavo Pontes da Silva, Carlos
Oliveira Coelho, Renan de Souza Paula, Rommel Francisco Pintel
Kunze, Marcia Paesano da Cunha, João Dorileo Leal, Antonio Roni
de Liz, Fábio Martins Defanti, Dalmi Fernandes Defanti Junior e
Hélio Resende Pereira, o valor de suas remunerações levar-se-á
em consideração o valor da remuneração do Governador do
Estado de Mato Grosso, acrescido, como nos demais requeridos,
de eventual verba destinada ao pagamento de pensão alimentícia;

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4)- No que tange ao pedido de registro da indisponibilidade junto
à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB), defiro e
determino as providências necessárias para o devido registro;
5)- Desde já, em vista ao Provimento n. 81/2014-CGJ que
implantou a Central Eletrônica de Integração e Informações dos
Atos Notariais e Registrais do Estado de Mato Grosso – CEI,
determino o averbamento em todas as matrículas de imóveis e
direitos patrimoniais outorgados por instrumento público aos
réus da cláusula de indisponibilidade, via CEI/Anoreg/MT, até o
limite dos valores respectivamente indisponibilizados;
6)- Proceda a pesquisa e eventual inserção da restrição de
indisponibilidade, por meio do Sistema RenaJud, nos registros dos
veículos cadastrados em nome dos réus; respeitando-se os
patamares consignados nesta decisão.
Determino a notificação dos réus para, querendo, manifestarem-
se por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do artigo
17, §7º da Lei 8.429/92.
Efetue a intimação pessoal do ESTADO DE MATO GROSSO, na
pessoa de seu Procurador Geral para que, no prazo de 15 (quinze)
dias, se manifeste sobre a ação e, querendo, pratique os atos que
lhes são facultados pelo §2°, do artigo 5º, da Lei 7.347/85.
Decorrido o prazo para apresentação das respectivas defesas
preliminares, intime-se o autor para conhecimento e eventuais
providências;
Com essas providências, renove-se a conclusão.
Expeça-se o necessário.
Intimem-se e cumpra-se.

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso
Processo Judicial Eletrônico - 2º Grau

O documento a seguir foi juntado aos autos do processo de número 1000592-88.2016.8.11.0000


em 09/08/2016 15:57:46 e assinado por:
- ANDRE LUIS DE ALMEIDA

Consulte este documento em:


http://pje2.tjmt.jus.br/pje2/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam
usando o código: 16080915571972300000000079592
ID do documento: 81401

16080915571972300000000079592

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Ministério Público do Estado de Mato Grosso
12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa
Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

EXCELENTÍSSIMA DESEMBARGADORA ANTÔNIA SIQUEIRA


GONÇALVES RODRIGUES, DD. RELATORA DO RECURSO DE AGRAVO DE
INSTRUMENTO n.º AI 1000592-88.2016.8.11.0000, EM TRÂMITE NA 4ª
CÂMARA CÍVEL DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO


GROSSO, pelo promotor de Justiça que subscreve a presente, vem à presença de Vossa
Excelência, nestes autos do Recurso de Agravo interposto por JOÃO DORILEO LEAL
contra decisão lançada nos autos da Ação Civil Pública nº 53573-22.2015.811.0041
(Código 1065787), em trâmite perante a Vara Especializada em Ação Civil Pública e
Ação Popular da Capital, oferecer, tempestivamente, CONTRARRAZÕES EM
RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO, com fulcro no artigo 1.019, inciso
II, do Novo Código de Processo Civil, pelas razões de fato e de direito que seguem
anexas a presente petição.
A par do arrazoado que se segue, o Ministério Público requer o
DESPROVIMENTO do presente recurso, de modo a ratificar a decisão que recebeu a
petição inicial.

Cuiabá, 9 de agosto de 2016.

André Luís de Almeida


Promotor de Justiça

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
Administrativo, CEP 78.049-928, Cuiabá-MT, Tel: 65 3611-0600, e-mail: probidade.administrativa@mp.mt.gov.br–Pág. 1 de 7 α

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Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

CONTRARRAZÕES AO RECURSO DE
AGRAVO DE INSTRUMENTO

nº 1000592-88.2016.8.11.0000, em trâmite perante a 3ª


Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, interposto
por JOÃO DORILEO LEAL, em face da decisão proferida
nos autos da Ação Civil Pública nº 53573-
22.2015.811.0041 (Código 1065787) que o Ministério
Público do Estado de Mato Grosso move contra ele e
outros, em trâmite na Vara Especializada em Ação Civil
Pública e Ação Popular da Comarca de Cuiabá – MT.

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
Administrativo, CEP 78.049-928, Cuiabá-MT, Tel: 65 3611-0600, e-mail: probidade.administrativa@mp.mt.gov.br–Pág. 2 de 7 α

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Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA,


COLENDA CÂMARA CÍVEL,
PRECLARA RELATORA,
DOUTO(A) PROCURADOR(A),

1. DOS FATOS

Trata-se de agravo de instrumento com pedido de efeito


suspensivo, interposto por JOÃO DORILEO LEAL, em face da decisão proferida nos
autos da Ação Civil Pública nº 53573-22.2015.811.0041 (Cód. 1065787), movida pelo
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO, objetivando a
condenação dos requeridos às sanções civis e políticas disciplinadas pela Lei de
Improbidade Administrativa, concomitante ao ressarcimento ao erário e pagamento de
danos morais coletivos.
Irresignado, almeja o agravante a revogação da decisão que
determinou a indisponibilidade de seus bens, com a alegação de que os fatos contidos na
inicial não dão embasamento às incursões do Agravado.
Por fim, sustenta, em apertada síntese, não ter havido
participação dos requeridos JOÃO DORILEO LEAL e JORNAL A GAZETA LTDA em
“qualquer espécie de conchavo, conluio, ajuste criminoso, escândalo ou coincidência
de preços”, além de não terem sido comprovados na petição inicial atos de improbidade
administrativa praticados por eles.
Em decisão proferida pela Douta Relatora, foi indeferido o
pedido de efeito suspensivo formulado pelo agravante.
Ao final, vieram os autos a esta Promotoria de Justiça para a
emissão de suas contrarrazões.

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
Administrativo, CEP 78.049-928, Cuiabá-MT, Tel: 65 3611-0600, e-mail: probidade.administrativa@mp.mt.gov.br–Pág. 3 de 7 α

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buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

2. PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Pela análise dos autos constata-se que o recurso apresentado


pelo agravante é tempestivo, pois, entre a data em que a decisão foi publicada e a data
de interposição do recurso transcorreu-se período não superior a 15 dias, atendendo,
então, ao que dispõem os artigos 229 e 1.015 do Novo Código de Processo Civil.
No entanto, o recurso não deve ser provido por Vossas
Excelências. Senão, vejamos:

3. IMPROPRIEDADE DAS RAZÕES RECURSAIS

No agravo se alega “ilegitimidade passiva do agravante João


Dorileo Leal, bem como evidente a falta de fundamentos da r. decisão agravada para
impor ao agravante pessoa física a medida de indisponibilidade de bens e bloqueio de
valores.”
Entrevê-se, na decisão guerreada, que as provas e os fatos que
levaram à concessão da liminar em desfavor dos requeridos encontram-se
suficientemente demonstrados, cuidando a autoridade judicante de bem fundamentar as
razões que o levaram a conceder a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores
combatidos pelo agravante.
O requerido cita apenas os seguintes trechos da exordial,
sustentando, por meio disso, que “o autor da ação reconhece que o JORNAL A
GAZETA e seus sócios não participaram do “conchavo”, do “escândalo”, do “ajuste
criminoso”, e que as suas propostas não coincidem com o suposto “ajuste criminoso”
feito pelas outras empresas”:

“O deferimento da medida liminar em relação ao Jornal A Gazeta Ltda


causa perplexidade quando se lê a página 27 da petição inicial do
presente processo, onde o Ministério Público afirma:
“E, Excelência, o que se descobriu foi um verdadeiro ESCÂNDALO:

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
Administrativo, CEP 78.049-928, Cuiabá-MT, Tel: 65 3611-0600, e-mail: probidade.administrativa@mp.mt.gov.br–Pág. 4 de 7 α

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Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

escancarou-se o CONCHAVO, o ajuste criminoso entre as empresas.


E mais, que tudo foi adrede preparado e lidarado por JORGE
DEFANTI e sua empresa, GRÁFICA DEFANTI.”
(...)
Com o planilhamento, constatou-se que, excetuando-se as propostas
apresentadas pelo JORNAL A GAZETA, todas as propostas
apresentadas pelas demais empresas aos respectivos lotes foram
elaboradas tomando-se por base a planilha de preços do
ORÇAMENTO APRESENTADO PELA DEFANTI (termo de
referências), a absoluta maioria delas mediante a aplicação de um
ajuste percentual único, definido por cada empresa, a todos os itens do
lote a que a proposta se referia.””
E mais adiante, na página 28 da petição inicial, afirma o Ministério
Público:
“Com raríssimas exceções em um ou outro item, essa absurda e
impossível “coincidência” repetiu-se em 24 (vinte e quatro) lotes nas
propostas de todas as empresas (excetuando as do JORNAL A
GAZETA, como fora afirmado alhures).

Veja-se, Excelência, quão sem fundamento são os pedidos do


requerido, pois com uma rápida leitura, frise-se integral, da exordial se verifica que
houve participação ativa do agravante no ajuste criminoso que sangrou o erário.
A requerida JORNAL A GAZETA (CNPJ 06.167.347/0001-00),
representada por seu sócio administrador JOÃO DORILEO LEAL, sagrou-se vencedora
dos lotes XIV e XVI do Pregão 15/2012/AL-MT, totalizando a importância de R$
6.369.996,80.
Todavia, no curso das diligências empreendidas, constatou-se,
pelas Notas Fiscais encaminhadas pela empresa em decorrência de requisição
ministerial, que foi faturado quase R$ 9.000.000,00, ou seja 40% A MAIS que o TOTAL
de todos os serviços licitados, o que já representa uma ilegalidade, uma vez que foi
desrespeitado o limite legal de 25% para aditamento, previsto no art. 65 da Lei 8666/93.
A exorbitância do valor para tão inúteis objetos, o desrespeito à
norma legal e as demais evidências e provas de ilicitude, nos dão a certeza da fraude.
Essa fraude foi demonstrada minunciosamente na exordial com
planilhas discriminando os itens licitados e adquiridos e seus respectivos documentos
fiscais, bem como outras pertinentes à comprovação dos atos ímprobos praticados pelos

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
Administrativo, CEP 78.049-928, Cuiabá-MT, Tel: 65 3611-0600, e-mail: probidade.administrativa@mp.mt.gov.br–Pág. 5 de 7 α

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Ministério Público do Estado de Mato Grosso
12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa
Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

embargantes.
Importante lembrar que foi oficiado tanto ao fornecedor quanto à
Assembleia Legislativa no intuito de informarem com precisão os detalhes da
distribuição, tais como “o número real de edições, a tiragem de cada uma das edições,
data de cada edição”, bem como que encaminhassem o “mapa de distribuição e cópia
dos recibos assinados pelas pessoas responsáveis pelos órgãos destinatários dos
JORNAIS/TABLÓIDES produzidos” e distribuídos em decorrência do Pregão
15/2012/ALMT.
Entretanto, ao responderem, informaram, em síntese, o que já se
sabia: que inexiste esse controle.
Todos esses absurdos conduzem, portanto, a uma única e
inevitável conclusão, a de que não houve a produção dos referidos impressos.
Por óbvio, todos os atos praticados o foram por ordem direta do
administrador da empresa e agravante JOÃO DORILEO LEAL.
Ressalte-se que a medida de indisponibilidade patrimonial se
justifica para se evitar que, uma vez ciente da demanda, o demandado venha a desfazer-
se de seus bens patrimoniais, alienando-os a terceiros, transferindo-os, dilapidando-os,
ocultando-os junto a terceiros etc. (eis o periculum in mora gritante), tornando ineficaz
a prestação jurisdicional, de modo a frustar o objetivo mor da presente empreitada
processual, qual seja o ressarcimento ao erário do grave prejuízo causado.
No caso, além do "periculum in mora" ínsito aos atos de
improbidade supra descritos, a farta prova que instrui o feito, bem como a certeira
condenação que encerrará o feito, por si só, é capaz de fazer com que o requerido, a
qualquer momento, passe a desfazer e ocultar seu patrimônio pessoal, tornando
impossível o ressarcimento que ora se pretende. Aliás, como é costumeiro em tais casos.
O “periculum in mora” foi corretamente demonstrado ante a
possibilidade de o requerido dilapidar seu patrimônio ilicitamente amealhados e, como
consequência, a impossibilidade de ressarcimento ao patrimônio público e, ainda, como
não poderia deixar de ser, irremediável descrédito na Justiça e sensação de impunidade.
Em vista do que foi exposto, agiu corretamente o Juízo de

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
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12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa
Missão: Defender o regime democrático, a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis,
buscando a justiça social e o pleno exercício da cidadania.

Primeiro Grau ao decretar a indisponibilidade dos bens do requerido JOÃO DORILEO


LEAL.

5. DO PEDIDO

Assim, analisadas as razões apresentadas pelo requerido JOÃO


DORILEO LEAL e após a juntada do parecer da douta Procuradoria de Justiça, requer
este órgão do Ministério Público que oficia nesta Instância Singela o
DESPROVIMENTO deste recurso de Agravo de Instrumento, confirmando, com
efeito, a decisão pela qual o Juízo da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação
Popular desta Capital, nos autos da Ação Civil Pública nº 53573-22.2015.811.0041
(Código 1065787), deferiu a medida cautelar de indisponibilidade de bens dos
demandados.

Cuiabá, 9 de agosto de 2016.

André Luís de Almeida


Promotor de Justiça

Av. Des. Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº – Ed. Procurador de Justiça José Eduardo Faria, Setor “D”, Centro Político
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22/02/2018 MidiaNews | Mulher de Mauro usa microblog para atacar Grupo Gazeta

EXPEDIENTE FALE CONOSCO DENUNCIE À REDAÇÃO

26° / CUIABÁ CUIABÁ, QUINTA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO DE 2018 11:1

POLÍTICA ELEIÇÕES 2010 / BARRACO NO TWITTER


22.09.2010 | 07h28 Tamanho do texto A- A+
OPINIÃO

POLÍCIA
Mulher de Mauro usa microblog para atacar Grupo Gazeta
COTIDIANO
Ela também discute com a filha do ex-governador Blairo Maggi e fala de traição no Governo e PR
JUDICIÁRIO
MidiaNews Clique para ampliar BRUNO GARCIA
ECONOMIA DA REDAÇÃO

VARIEDADES
A mulher do candidato a governador pelo PSB, Mauro Mendes, a
ESPORTES
economista Virginia Mendes, questionou, por meio do microblog Twitter, o
AGRONEGÓCIOS tratamento dado a seu marido pelo Grupo Gazeta de Comunicação, na
NEGÓCIOS noite de segunda-feira(20), durante debate eleitoral na TV Record (Canal
Virginia Mendes usa Twitter para
10). Ela afirma que o grupo empresarial estaria "fechado" com a campanha
atacar Grupo Gazeta e filha de
Blairo Maggi do governador Silval Barbosa (PMDB), candidato à reeleição.

"Tratamento da Gazeta com MM [Mauro Mendes] é totalmente diferente será por quê??? SB [Silval
Barbosa] fica na sala do Dorileo [Leal, presidente do Grupo Gazeta] e WS [Wilson Santos] em sala VIP!
Nossa não existe isso aqui", declarou no Twitter.

HOSPITAL DE Em outra mensagem no Twitter, Virgínia Mendes voltou a questionar o tratamento recebido na
CÂNCER emissora, ao comparar com a recepção por parte de outra emissora, a TV Cidade Verde (Band/12),
"Não temos
reconhecimento, que também realizou debate entre os candidatos a governador, em 12 de agosto passado.
principalmente por parte
do Estado"

"Gazeta que tratamento é este??? Me recuso a acreditar nisso. Admiro muito o [Luiz Carlos] Becari
Leia Outras
[dono da TV Cidade Verde] pois ele sim tratou todos iguais! Parabéns Becari", disparou a advogada, no
microblog.

Ela ainda afirmou que o tratamento da Gazeta é "imparcial". Na verdade, Virginia, ao que tudo indica,
Você é a favor ou contra queria dizer que a emissora seria "parcial". A mulher de Mauro declarou: "Gazeta é 100% SB [Silval
a saída de Blairo Maggi
da política? Barbosa] será por isso só sai notícias a favor dele?".
A favor
Contra
Discusão com Ticiane Maggi
Tanto faz

Parcial Votar
Virginia Mendes também utilizou as mensagens no Twitter para promover uma discussão com a filha do
ex-governador Blairo Maggi (PR), Ticiane Maggi. O fato envolveu denúncias de suposta traição de
Mauro a Blairo e acusações sobre o "Escândalo dos Maquinários".
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Ela mandou uma mensagem para Ticiane: "Não estamos falando do seu pai! Por favor, respeite minha
filha, recebe... Converse com seu pai antes de falar do MM [Mauro Mendes]". E completou: "Pergunte
para seu pai quem comandou o maquinário?? Que eu saiba, da boca do seu pai, foi o Silval ou você
está se doendo porque????".

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=19&cid=31606 1/4

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22/02/2018 MidiaNews | Mulher de Mauro usa microblog para atacar Grupo Gazeta

Ticiane responde às provocações de Virginia declarando que "quem fala o que não deve, escuta o que
não quer... Você sabe que não é só isso! Não coloque palavras na boca do meu pai!". Ela manda outra
mensagem afirmando que: "Vocês tiveram todas as oportunidades e MM [Mauro Mendes] traiu meu
pai... Quer mais? Boa noite!".

Virginia Mendes afirma que não houve traição por parte de Mauro Mendes, apontando que ele
descordou de posicionamento de Maggi. "Querida, converse com seu pai antes de falar o que não sabe!
Não tenho paciência, posso dizer coisas que você não vai gostar (...) seu pai disse que levou bola nas
costa... Você está se doendo porque??", escreveu, no Twitter.

Ticiane Maggi encerra a conversa, observando: "Eu também não tenho paciência! Boa noite!".

Confira as declarações de Virgínia Mendes e o "bate-boca" com a filha de Maggi, no Twitter,


ontem (21):

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=19&cid=31606 2/4

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48 Comentário(s).

Maria Eduarda 23.09.10 14h07


Para Rita Maria: INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA
INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA
INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA
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INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA INVEJOSA

0 0

José Silva 23.09.10 02h26


Esse bando de roceiro milionário na política só podia acabar em bate-boca de lavadeira. Esse Mato Grosso ainda adquire cultura. Espero.

0 0

Suzi Alves 22.09.10 23h44


Tanto SB na sala do Dorileo ou WS em sala vip, o que importa é que MAURO MENDES estará no PALÁCIO PAIAGUAS, isso éé Certeza...
Sra Virginia Mendes éé um Amor de pessoa,e eu no lugar dela defenderia o esposo sim. 3 de Outubro MAURO MENDES na Cabeça... SB e
WS por favor se conformem com sala vip e a do Dorileo... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

0 0

Macario 22.09.10 22h35


Fala sério D. Virgínia, que coisa feia é essa, tão preocupada em procurar erro dos outros, que esquece de olhar pra quem ta do seu proprio
lado, devia sim cuidar de seu marido..E tem mais, o pior de tudo é saber que ele tem mtas fatasias na cabeça, da pra confiar num cara
desses???

0 0

Amara Guerra 22.09.10 20h09


Ei primeira Dama!!!,sala vip pra que ? se nosso Governador tem um Palacio lhe esperando.0 2 turno vem ai,e nos vamos a luta pra vencer ,
não esquenta com esta gente,Nosso Governador tem que olhar nesta gente por cima dos ombros. Deus esta do nosso lado, só isso importa

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MAIS COMENTÁRIOS

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22 de Fevereiro de 2018 | SOBRE ESTE BLOG

Sexta-Feira, 20 de Novembro de 2015, 17h:00

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POLÍTICA / "MÁFIA DAS GRÁFICAS"

MPE apresenta
organograma de como
funcionava "esquema";
Veja
Promotores de Justiça pedem ressarcimento de R$ 37,8 milhões aos cofres públicos

DO MIDIANEWS

Na denúncia feita contra 32 pessoas e empresas, o Ministério Público Estadual (MPE)


apresentou um organograma de como funcionaria o esquema de fraudes em licitação de
serviços gráficos e a operacionalização do desvio de dinheiro dos cofres da Assembleia
Legislativa.

Segundo o MPE, foram desviados R$ 37,8 milhões, por meio do pregão de número
15/2012. Os promotores de Justiça pedem o ressarcimento integral do valor, além de
bloqueio de bens, em caráter liminar, dos acusados.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922374 - Pág. 1
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Número do documento: 18022614190665500000011730178
De acordo com a denúncia (veja ilustração abaixo), a “máfia das gráficas” agia da
seguinte maneira, na Assembleia: o então presidente José Riva ordenava a realização do
esquema, por meio de licitação.

Em seguida, o então secretário-geral do Poder, Luiz Márcio Pommot, coordenava o


suposto esquema, que era operado por Jorge Luiz Defanti, proprietário da Gráfica e
Editora Defanti.

Era ele, segundo o MPE, que definia os futuros vencedores de cada lote do pregão, a partir
de propostas de preços pré-determinadas, junto a outros empresários do ramo gráfico que
participavam do esquema.

O próximo passo, segundo a ação por improbidade do Ministério Público, era o


recebimento do dinheiro. As notas fiscais eram pagas integralmente, mesmo sem os
serviços terem sido prestados.

Do dinheiro recebido, os empresários devolviam ao então deputado Riva 75% do valor –


e ficavam com os 25% restantes. Isso significa, pelos cálculos do MPE, que R$ 28,3
milhões teriam sido devolvidos à Assembleia por meio do esquema.

Acusados

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Número do documento: 18022614190665500000011730178
Além do deputado estadual Mauro Savi (PR), do ex-deputado José Riva, do conselheiro
Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas de Mato Grosso, são acusados outras 29 pessoas
e empresas: Luiz Márcios Bastos Pommot; Agenor Francisco Bombassaro; Djalma
Ermenegildo; Djan da Luz Clivati; Robson Rodrigues Alves; Multigráfica Indústria
Gráfica e Editora Ltda.; Leonir Rodrigues da Silva; Editora de Guias Mato Grosso Ltda.
(Gráfica Atalaia); Evandro Gustavo Pontes da Silva; E.G.P da Silva ME (Itergraf Gráfica
e Editora); Carlos Oliveira Coelho (Gráfica Gênesis); Jorge Luiz Martins Defanti; Defanti
Gráfica e Editora Ltda..

Também foram alvo da ação do MPE Renan de Souza Paula; Capgraf Editora Ltda.;
Rommel Francisco Pintel Kunze; Márcia Paesano da Cunha; KCM Editora e
Distribuidora Ltda.; João Dorileo Leal; Jornal A Gazeta
Ltda.; Antonio Roni de Liz; Editora De Liz Ltda.; Fábio Martins Defanti Júnior;
Alessandro Francisco Teixeira; Gráfica Print e Editora Ltda.; Hélio Resende Pereira; e
W.M. Comunicação Visual.

Improbidade

Segundo o MPE, a combinação feita entre os supracitados servidores públicos e


proprietários de empresas gráficas, caracterizou crime previsto na própria lei de
licitações, o que resulta em responsabilidades pela prática de atos de improbidade
administrativa.

O órgão afirmou que foi possível constatar a pratica das três espécies de atos de
improbidade administrativa, sendo eles: enriquecimento ilícito, lesão ao erário e ferir os
princípios da administração pública.

“Segundo os referidos artigos, são considerados agentes ímprobos aqueles responsáveis


pela realização fraudulenta do certame; aqueles que receberam vantagem indevida, em
razão do cargo, para manterem a contratação das empresas gráficas mesmo sabendo que
não havia a contraprestação efetiva dos serviços para as quais foram contratadas; aqueles
responsáveis pela realização dos pagamentos às empresas pela simulação de entrega dos
serviços contratados; e, ainda, todos os concorrentes e beneficiários da prática dos atos”,
afirmou o MPE.

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22/02/2018 politica2

CANDIDATOS/INVESTIGAÇÃO

Oliveira e Antero podem ser cassados


Pedido foi feito pela Procuradoria da República, se confirmadas suas culpas nos crimes do Secomgate

KLEBER LIMA
Editor de Política

O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação das candidaturas de Dante de Oliveira, Antero de Barros,
Ricarte de Freitas e Lino Rossi, todos do PSDB, caso o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) comprove, na
Investigação Judicial Eleitoral solicitada pelo Procurador da República Roberto Cavalcanti, culpa dessas
pessoas nas denúncias de abuso de poder econômico e de autoridade, manipulação de meios de
comunicação e desvios de recursos públicos, no escândalo conhecido como Secomgate.

A cassação está na Investigação Judicial Eleitoral solicitada pelo Procurador da República Roberto
Cavalcanti, na qual consta o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal dos candidatos e de outras 11
pessoas, entre elas todos os secretários de Comunicação que passaram pelo atual Governo, como o Diário
antecipou na edição do último sábado.

A Investigação Judicial Eleitoral foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral com base nas denúncias
feitas pela coligação Unidade Democrática no dia 10 do mês passado.

As primeiras denúncias foram remetidas para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por sugestão do
próprio Ministério Público Eleitoral, porque detentores de cargos eletivos no exercício da função gozam de
foro privilegiado. O governador Dante de Oliveira, por exemplo, só pode ser processado criminalmente pelo
STJ.

Já a Investigação Judicial Eleitoral tem plenos poderes para punir, eleitoralmente, com cassação de registro
de candidaturas, de mandatos e de direitos políticos, todos os denunciados.

"Extrai-se da representação Criminal, em síntese, uma perfeita ligação entre 1) Governador-Candidato


Dante de Oliveira (de principal responsável pela liberação dos recursos do Tesouro Estadual, respondendo
solidariamente com o secretário de Planejamento, senhor Edison Garcia, que autoriza a liberação de
recursos, e o secretário de Fazenda, Valter Albano, que os paga); 2) Antero Paes de Barros (ex-diretor do
Grupo Gazeta, ex-secretário da Secom e ex-chefe da Casa Civil, sócio de José Dorileo Leal/DMD, João
Dorileo Leal/Grupo Gazeta); 3) Mauro Peixoto Camargo (ex-secretário da Secom, na época comandou todo
o processo licitatório da DMD e atualmente é um dos principais diretores do Grupo Gazeta)...", diz um
trecho da petição do MP.

No pedido de Investigação Judicial Eleitoral, acatado pelo Corregedor-Geral Eleitoral Orlando de Almeida
Perri, Cavalcanti argumenta que "confirmados os fatos, sejam declarados inelegíveis para as eleições que se
realizarem nos três anos subseqüentes a 1988, além da cassação do registro daqueles que são candidatos e
foram beneficiados pelo uso indevido, desvio ou abuso de poder econômico, político, administrativo e de
autoridade, bem como da utilização de meios de comunicação social em benefício de candidatos ou partido
político".

O Procurador Eleitoral se baseia na Lei Complementar 64 (da inelegibilidade), na Lei Complementar 75 e


no artigo 127 da constituição Federal.

Caso o a Investigação só seja julgada após as eleições, e os candidatos-réus forem eleitos, poderão ter seus
diplomas cassados.

Processo cita 14 envolvidos


Da Editoria

http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/300998/politica2.htm 1/7

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Número do documento: 18022614191203100000011730194
22/02/2018 politica2

O pedido de Investigação Judicial Eleitoral foi protocolado no TRE no último dia 15. Anteontem, o
corregedor-eleitoral, Orlando Perri, despachou a citação dos réus, que terão cinco dias, a partir do momento
em que tomarem ciência da citação, para apresentarem contestação.

Além de Dante, Ricarte, Antero e Rossi, também são réus na Investigação a primeira-dama licenciada
Thelma de Oliveira, o secretário de Comunicação Pedro Pinto, Mauro Camargo, Júlio Valmórbida, os
irmãos José e João Dorileo Leal, Márcia de Moraes Campos, Wilson Piovezan, Benedito Wilson do
Nascimento, Miguel Aguiar e João Vilar Garcia.

Aramis Melo Franco, Severino Moreira Reino, Edson Garcia, Valter Albano da silva e Claudete de Castro
Barros, que figuram como réus na representação criminal que tramita no STJ, na Investigação Judicial
Eleitoral foram arrolada como testemunhas, por estarem envolvidas na licitação que terceirizou a "conta" da
Secom, vencida pela DMD-Associados em 1996.

Outra providência pedida pelo MP Eleitoral deve esclarecer os valores que realmente foram investidos pelo
Governo na DMD.

Roberto Cavalcanti pediu que o Governo informe todos os pagamentos e transferências de recursos do
Estado em favor da empresa, que movimenta os recursos da publicidade oficial.

PT/REPRESENTAÇÃO

Abicalil insiste nas semelhanças de rivais


SID CARNEIRO
Da Reportagem

O governadoriável Carlos Augusto Abicalil, da coligação Muda Mato Grosso (PT/PCdoB), ingressou ontem
com requerimento de Contestação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) respondendo a uma representação
da Unidade Democrática, coligação pela qual o senador Júlio Campos (PFL) também disputa o mesmo
cargo, e a Frente Cidadania e Desenvolvimento, do candidato à reeleição Dante de Oliveira (PSDB).

De acordo com o petista, ele fez pedido ao TRE para responder a uma Ação protocolada no início do mês
pelos dois últimos candidatos, referente ao jingle "todos são farinha do mesmo saco e banana do mesmo
cacho", veiculado no horário eleitoral gratuito da coligação Muda Mato Grosso.

Os jargões, conforme as representações, denigrem e ofendem pessoalmente, tanto o candidato do PFL


quanto o do PSDB.

"Na verdade, tivemos dois objetivos comparecendo ao TRE: um deles foi para parabenizar o presidente do
Tribunal Eleitoral, José Tadeu Cury, de manter firme sua decisão de proibir a boca de urna no dia das
eleições. Depois, contestar essa Ação absurda dos nossos adversários, que sustentam a política de FHC no
Estado, mas que teimam em não admiti-la. Se houve ofensa, aconteceu da parte deles, que não assumem
suas posturas, talvez por vergonha do seu candidato presidencial", disse o petista.

Carlos Abicalil afirmou ainda que a coligação não teve intenção nenhuma de agredir ou denegrir a imagem
de seus adversários.

Somente utilizou o termo para deixar claro ao eleitor que tanto Júlio Campos quanto Dante de Oliveira
defendem a reeleição de Fernando Henrique Cardoso no Estado.

"Nós defendemos o nosso direito de exercer a nossa campanha até o final das eleições", concluiu Abicalil.

CARRETA

Júlio e Bezerra fecham a campanha no Araguaia


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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922390 - Pág. 2
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22/02/2018 politica2

FRANCIS AMORIM
Da Sucursal de Barra do Garças

A coordenação da Unidade Democrática em Barra do Garças confirmou para hoje a vinda à cidade do
senador Júlio Campos.

Acompanhado do senador Carlos Bezerra, candidato à reeleição, o candidato da UD tem chegada prevista
para às 9h, no aeroporto local, de onde sai em carreata pelas principais avenidas de Barra do Garças. Júlio
Campos deverá ficar na cidade por cerca de duas horas.

A conformação da visita do senador foi feita ontem à tarde, durante encontro dos coordenadores de
campanha.

A princípio, o candidato da Unidade Democrática participaria de um comício de encerramento de


campanha, mas como ele terá que cumprir outros compromissos em Cuiabá, fez a opção por uma carreata
com a participação de candidatos e lideranças da coligação em toda a região.

Ontem mesmo a coordenação começou a trabalhar para organizar a visita.

Segundo o coordenador municipal da Unidade Democrática, vereador Alacir Vieira, a carreata pretende ser
a maior que a cidade já viu.

"Será uma demonstração que o povo de Barra do Garças e da região não esqueceu e que Júlio Campos fez
por ele quando governador. Vamos mostrar que o barra-garcense está de lado de quem trabalha", ressaltou,
entusiasmado.

O ex-prefeito Wilmar Peres, candidato a deputado estadual e uma das principais lideranças da região, disse
que Júlio Campos vai mostrar na carreata o seu compromisso com a cidade de Barra do Garças.

"Júlio sempre trabalhou por esse povo. Aqui tem marcas de seu Governo. E o povo saberá reconhecer,
votando na pessoa certa para dirigir os destinos de Mato Grosso", salientou, confiante na vitória do
candidato da UD em Barra do Garças. Eles alimentam a expectativa de repetir a mesma recepção que Júlio e
Bezerra tiveram com o comício realizado há duas semanas, considerado o maior desta campanha em todo o
Estado.

VÁRZEA GRANDE

Candidatos medem força na "cidade Industrial"


MARIANA BORELLA
Da Reportagem

Os candidatos da Unidade Democrática, Júlio Campos (PFL), e da Frente Cidadania e Desenvolvimento,


Dante de Oliveira (PSDB), fazem hoje o último comício da campanha eleitoral. Os comícios terão como
palco a mesma cidade: Várzea Grande.

O comício de Júlio será no pátio do ginásio de esportes "Fiotão", no centro de Várzea Grande, e contará
com um show do cantor Leonardo, remanescente da dupla sertaneja "Leandro e Leonardo".

Dante de Oliveira escolheu o Bairro Cristo Rei para fazer seu derradeiro comício antes do dia 4. A atração
artística no comício tucano será o grupo de pagode "Katinguelê".

Os dois comícios travarão uma disputa para ver quem leva mais gente às ruas. Várzea Grande sempre foi
reduto dos Campos, mas Dante de Oliveira vem anunciando que vai ganhar de Júlio Campos lá dentro, de
forma que os comícios de hoje serão uma demonstração de força de ambos os lados.

Na quinta-feira, último dia de campanha aberta permitida pela Jusitça Eleitoral, Júlio Campos fará à tarde
uma passeata pelas principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande e à noite participa do debate da TV

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922390 - Pág. 3
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22/02/2018 politica2

Centro América.

Dante de Oliveira fará hoje ao meio dia uma carreata em Várzea Grande e à noite participa do debate da TV
Gazeta. Na quinta-feira no mesmo horário fará outra carreata em Cuiabá e à noite participa do debate da
Centro América.

Os tucanos encerraram ontem à noite sua campanha em Cuiabá, com um show-comício com o grupo de
pagode Só Pra Contrariar, no bairro Morada da Serra. A assessoria coligação distribuiu release exultando o
ato como "a grande festa da virada de Dante para o Governo", anunciando que esperava milhares de pessoas
ao evento.

DENÚNCIA NA TV

Fita prova manipulação das pesquisas do Ibope


Diretor do Ibope afirma em gravação de fita que Júlio e Dante estão empatados
KLEBER LIMA E RONALDO PACHECO
Editoria com Reportagem

O senador Júlio Campos apresentou ontem a noite na propaganda eleitoral gratuita na televisão, a gravação
de uma conversa entre ele e o presidente do Ibope, na qual Carlos Augusto Montenegro afirma que a
pesquisa do instituto que seria divulgada na última sexta-feira (22) pela afiliada local da rede Globo
mostrava um empate técnico entre o dois principais candidatos ao Governo do Estado, ao contrário dos
números divulgados ontem à tarde pelo "Jornal Hoje", dando uma vantagem de 10 pontos de Dante de
oliveira sobre o candidato da Unidade Democrática.

Júlio denunciou uso da máquina do Estado para manipular as pesquisas, inclusive a do Ibope, baseando-se
nas afirmações de Montenegro, que chegou a aconselhar-lhe a espalhar que estava cinco pontos na frente de
Dante, quando o pefelista disse que os tucanos estavam espalhando, antes da divulgação dos números pela
TV Centro Anmérica, que a vantagem de Dante seria entre 8 e 10 pontos.

"Mas aí, espalha também. Diz que cê tá cinco na frente... Cada um fala o que quiser, porra. Você tá em linha
direta comigo. Você num, não, não, não vai se deixar levar por boato...", diz a voz apontada por Júlio como
sendo a do diretor do Ibope.

"Em defesa da lisura do processo, venho denunciar que o Governo Dante de Oliveira usa máquina para
comprar pesquisas na tentativa de direcionar o pensamento do eleitorado", acusou o candidato, logo no
início da sua aparição ontem na propaganda, no tempo destinado aos candidatos proporcionais da sua
coligação.

Júlio Campos disse que não apresentou a fita antes porque tratava-se de prova no processo movido pela UD
no Tribunal Regional Eleitoral para impedir divulgação da pesquisa que considera fraudulenta. O processo
encontrava-se até ontem à tarde com o juiz auxiliar Hildebrando Costa Marques, do TRE, tratado como
‘segredo de justiça’.

"Não fizemos denúncias com base em suposições infundadas", garantiu. "Eles (Dante) estão usando
dinheiro público para comprar pesquisas", advertiu Campos.

"A prova da manipulação está gravada e cabe aos eleitores julgarem", argumentou.

Para Júlio Campos, o caso é mais grave ainda por causa da farsa montada para manipular a opinião pública.
Ele disse que lamenta o pouco caso dispensado pelos adversários no trato com o eleitorado mato-grossense
nessas eleições.

Ainda na propaganda de ontem à noite, já fora do horário gratuito, em inserções na programação normal, o
personagem Nerso da Capetinga entrou em cena, indagando à população sobre a fita do presidente do Ibope.
"Ocê viu a fita? Cê viu, ora (!)?", questiona Capetinga, complementando que as pesquisas são mentirosas.
http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/300998/politica2.htm 4/7

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A Unidade informou ontem que encaminhou ainda ontem, a pedido, cópias da gravação para Mário Covas
(PSDB), candidato à reeleição para o Governo de São Paulo, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato da
oposição a Presidência da República.

DESESPERO - No comício da Frente Cidadania e Desenvolvimento, no CPA -IV ontem à noite, Dante de
Oliveira reagiu acusando seu adversário de estar desesperado, tentando macular a imagem do Ibope.

A CAUSA

"Jornal Hoje" mostra número


Da Reportagem

O ‘Jornal Hoje’, da Rede Globo, exibido às 11h25 de ontem, divulgou o resultado da pesquisa de opinião
pública sobre tendência do eleitorado para o Governo de Mato Grosso, realizada pelo Ibope, apenas uma
hora depois da votação pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de agravo regimental e momentos
antes do acórdão do processo 235/98 – Classe ‘XV’ - ser lido em plenário.

Pela pesquisa do Ibope, fechada no último dia 18, em princípio para divulgação no dia 22 pela TV Centro
América (Canal 4), afiliada da Globo, o governador-candidato Dante de Oliveira (PSDB), da Frente
Cidadania e Desenvolvimento, teria 44% dos votos, enquanto o senador Júlio Campos (PFL), da Unidade
Democrática, teria 34%. O candidato Carlos Abicalil (PT), da coligação Muda Mato Grosso, teria 2%,
seguido de Manoel Novaes (Prona), com 1%, e Jaques Carvalho (PRTB), que não chegaria 1%. Os
indecisos somariam 11%.

A pesquisa foi apresentada pela Globo porque o Pleno do TRE acatou recurso de agravo regimental do
Ibope e revogou a decisão administrativa do presidente do Tribunal, desembargador José Tadeu Cury,
tomada sexta-feira à tarde, proibindo a divulgação da pesquisa.

"A suspensão da divulgação de pesquisa eleitoral, sob alegação de manipulação dos seus resultados, não
pode se dar no procedimento administrativo, voltado ao registro dela", resume o acórdão do TRE.

O vice-presidente e corregedor do TRE, desembargador Orlando Perri, lembrou que caberia ao juiz auxiliar
Hildebrando Costa Marques, que recebeu a inicial, conceder ou não a suspensão, em caráter liminar, até o
julgamento do mérito.

Hildebrando teria decidido pelo arquivamento do processo, no final da tarde de ontem, porque, após a
divulgação dos números do Ibope, a ação judicial teria perdido seu objeto. Costa Marques não foi
localizado, no início da noite, por telefone. (RP)

DEBATE DE VERDADE

Júlio e Dante ficarão ‘cara a cara’ na Globo


MARIANA BORELLA
Da Reportagem

A TV Centro América promove amanhã, a partir das 21h45, o primeiro debate com todos os candidatos a
sucessão estadual.

Júlio Campos (Unidade Democrática), Dante de Oliveira (Frente Cidadania e Desenvolvimento), Carlos
Abicalil (PT), Manoel Novaes (PRONA) e Jaques Carvalho (PRTB), já confirmaram presença no debate.

A diretora de Jornalismo da TV Centro América, Alda Zorman, explicou que as regras do debate foram
feitas pela direção de Jornalismo da Globo e por sua equipe jurídica, de forma que todas as afiliadas da rede
devem seguir essas regras.

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22/02/2018 politica2

"Nós já fizemos duas reuniões com os representantes dos candidatos, uma no dia 31 de julho e outra no dia
24 passado, onde foram explicadas todas as normas do debate e feito o sorteio da ordem que cada candidato
vai fazer sua apresentação, perguntas e considerações finais", informou a jornalista.

O debate terá ao todo cinco blocos e será mediado por um jornalista enviado pela Globo, cujo nome Alda
Zorman preferiu não revelar. "Temos o nome de dois profissionais, mas ainda não posso informar nada".

No primeiro bloco os candidatos terão 1 minuto e 30 segundos para fazer uma explanação preliminar. Pelo
sorteio, a ordem será a seguinte: Manoel Novaes, Júlio Campos, Carlos Abicalil, Jaques Carvalho e Dante
de Oliveira.

No segundo bloco, cada candidato poderá fazer uma pergunta para um outro candidato, à sua escolha. Nesse
bloco Júlio Campos fará a pergunta primeiro, seguido por Manoel Novaes, Jaques Carvalho, Dante de
Oliveira e Carlos Abicalil.

Na terceira parte do debate, será feito um sorteio na hora, durante o programa, onde o primeiro nome
sorteado fará uma pergunta ao segundo nome sorteado, e assim por diante.

O quarto bloco repete o formato do segundo, ou seja, os candidatos escolhem para quem vão fazer
perguntas. Sempre lembrando que cada candidato pode fazer uma só pergunta a um único candidato.

No quinto e último bloco, os candidatos terão 2 minutos para fazer suas considerações finais, começando
por Manoel Novaes, Carlos Abicalil, Jaques Carvalho, Júlio Campos e Dante de Oliveira. A Unidade
começou a anunciar o debate ontem: "Júlio Campos vai ficar cara a cara com o homem da mala preta", dizia
o anúncio.

SEMANADA

Vereador cobra posição do Ministério Público


SID CARNEIRO
Da Reportagem

O candidato a deputado estadual pelo PT, vereador José Ferreira Lemos, conhecido popularmente por Juca
Lemos, de Rondonópolis, protocolou ontem na Procuradoria Geral de Justiça, um Pedido de Providência
cobrando do procurador Antônio Hans, agilidade na conclusão do inquérito que denuncia o prefeito Alberto
Carvalho (PMDB) de receber propina no valor de R$ 7 mil semanais de uma empresa de ônibus coletivo do
município. O processo está tramitando no MP há um ano, sem prazo de conclusão.

De acordo com o vereador, além desse caso, que ficou conhecido como Semanada, pesam contra Alberto
Carvalho denúncias sobre o desvio de verbas referentes a convênios, no valor de R$ 2,3 mil, para o
asfaltamento de uma das avenidas da cidade, a compra de uma Fazenda avaliada em R$ 190 mil e a emissão
de notas frias na venda de gados com valor de R$ 20 mil, como justificativa dos depósitos realizados
semanalmente, na conta do prefeito Alberto Carvalho.

Segundo Juca Lemos, em função da denúncias feitas por ele à imprensa, Alberto Carvalho ingressou com
Ação de Queixa Crime no Ministério Público Eleitoral de Rondonópolis acusando-o de ter feito acusações
através de matéria paga para angariar votos nas eleições deste ano.

"Provei que o prefeito Alberto Carvalho recebia propina de R$ 7 mil por semana da empresa de transportes
coletivos e corro o risco de ser condenado, porque provei que ele é corrupto", contestou Juca Lemos.

Ontem mesmo o procurador Antônio Hans assegurou ao vereador que já determinou a substituição do
promotor Adalto José de Oliveira, que presidia o processo, pelo promotor de Rondonópolis, Almir Tadeu de
Arruda Guimarães. O novo promotor, segundo Hans, vai dar mais agilidade no andamento do processo que
na sua avaliação é uma questão que requer urgência.

http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/300998/politica2.htm 6/7

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"Hoje mesmo entramos em contato com Rondonópolis para designar um novo promotor para presidir o
processo, já que o promotor anterior estava muito atarefado com processos eleitorais", justificou Hans,
lembrando que a demora foi motivado pelo período eleitoral.

"O MP estará atuando com mais rapidez a partir do próximo dia 5, quando termina o processo eleitoral.
Quem merece punição vai ser punido", garantiu o procurador.

ELEITOREIROS

TRE confirma punição à farra da TV Gazeta


Da Reportagem

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu ontem, por unanimidade, pela suspensão por 24 horas
do programa ‘Cadeia Neles’, da TV Gazeta (Record), veiculado diariamente das 11 às 12 horas. O
desembargador Orlando Perri, corregedor geral e vice-presidente do TRE, relator do processo, argumentou
que a reiterada inobservância às determinações daquela Corte configurava crime de desobediência ao
Judiciário, o que poderá resultar em processo crime e até prisão em flagrante dos responsáveis.

O TRE mandou notificar o diretor do Grupo Gazeta, João Dorileo Leal, e o apresentador Clóvis Roberto.
Todavia, ontem o programa ainda foi para o ar, porque a definição só saiu às 10h115, menos de uma hora
antes da apresentação do ‘Cadeia’, sem tempo hábil de citação da emissora. O Pleno julgou recurso da
próprio Grupo Gazeta contra decisão liminar do juiz auxiliar Gerson Ferreira Paes, do TRE.

"A decisão é para coibir comportamentos que podem influir na decisão do eleitor", observou o relator. Ele
admitiu que o homem público tem sua privacidade diluída quando se dispõe a se candidatar a um cargo
eletivo. Porém, advertiu que os abusos são proibidos por lei.

"Tendo o programa veiculado contido aspecto de cunho eleitoreiro, vez que efetivou elogio e alusão positiva
a determinada coligação e, em contrapartida, realizou críticas e ofensas veementes aos candidatos da
coligação recorrida, há de se negar provimento ao recurso interposto, face à configuração de tratamento
privilegiado que viesse a influenciar o ânimo dos eleitores", diz o acórdão do TRE.

Segundo Perri, em caso de ataques da Unidade Democrática, no horário gratuito do rádio e da TV, o Grupo
Gazeta poderia pedir direito de resposta e não responder em qualquer programa, como o ‘Cadeia’.

Ele justificou que o ‘Cadeia’ foi suspenso porque realmente faz propaganda político-eleitoral, com críticas
aos adversários e apologia aos candidatos da Frente Cidadania e Desenvolvimento.

O advogado Cláudio Stábile, do Grupo Gazeta, informou que seus clientes vão cumprir a decisão do TRE,
embora entenda que a TV não tenha desrespeitado veredicto anterior, no caso, o manifestado pelo juiz
auxiliar Gerson Ferreira Paes. A assessoria jurídica da Gazeta não definiu qualquer tipo de recurso até o
início da noite.

http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/300998/politica2.htm 7/7

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22/02/2018 Justiça do MT manda Dante devolver R$ 200 mi ao Estado - Dourados News

BUSCA quinta, 22 de fevereiro de 2018

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Justiça do MT manda Dante devolver


R$ 200 mi ao Estado
12 novembro 2002 - 08h51

O ex-governador Dante Martins de Oliveira foi


condenado pela Justiça a devolver aos cofres
públicos todo o dinheiro que foi gasto pela
Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) ÚLTIMAS NO
com a agência de publicidade DMD. A agência 10h51 O OUTRO LA
Lívia apre
pertence a um grupo vinculado ao diretor
10h40 SEMINÁRIO
superintendente do jornal `A Gazeta', João Dorileo Frente Pa
regulariz
Leal. O motivo da condenação deve-se à anulação
10h29 DOURADOS
do contrato que deixou a DMD como a principal Délia inic
pelo Sol N
responsável pelos gastos em comunicação do
10h18 TJMS
governo do Estado. O contrato foi firmado em 1997. Estima-se que, no total, os valores Páscoa S
crianças
superem R$ 200 milhões que deverão ser recolhidos com juros e correção monetária,
10h07 LIVROS
podendo chegar próximo à cifra de R$ 300 milhões, dependendo da perícia judicial. Bibliotec
Conhecim
atendime
A condenação acata uma Ação Popular Constitucional, impetrada por Genilto Nogueira, um
dos criadores do Movimento Democrático de Base (MDB), em 14 de setembro de 1998. E, 09h56 CONVOCAÇ
Uems pu
lista de e
além do ex-governador e da DMD, também condena o atual secretário de Comunicação,
09h45 ESTADUAL
Pedro Pinto de Oliveira, e o ex-secretário Mauro Peixoto de Camargo, que deixou a Costa Ric
se isola n
secretaria para assumir a diretoria de redação do Jornal `A Gazeta'.
Na sua sentença, decretada na última sexta-feira, o juiz Alberto Ferreira e Souza justifica a VER

condenação das partes considerando que participaram de um ajuste nulo, representado


pelo contrato feito entre o Governo Estadual e a DMD Associados. Além de condená-los à
devolução de todo o dinheiro gasto, também impõe o pagamento de atualização Jorna
52.970
monetária acrescida de juros de mora de meio por cento ao mês, contados da citação.
"Condeno, destarte, os requeridos, responsáveis pelo honesto emprego dos dinheiros
públicos e dissimuladores de faltas de subalternos, sobre os quais exerciam controle Curtir Página

administrativo e hierárquico, a restituírem todos os valores respeitantes às despesas Seja o primeiro d

respeitante do ajuste írrito (nulo)", diz a sentença.


Além disso, o juiz condenou o pagamento de 10% do valor total a ser devolvido para os
cofres públicos, aos custos honorários do processo.
O juiz Alberto Ferreira e Souza determinou ainda que fossem enviadas cópias do processo
ao curador do Patrimônio Público e à Coordenadoria das Promotorias Criminais da Capital.
O episódio veio à tona durante a campanha eleitoral de 1998 e ganhou o apelido de
`Secomgate', numa referência ao escândalo de Watergate, que motivou a renúncia do
presidente Nixon nos Estados Unidos. Os fatos denunciados foram inclusive motivo da
atenção da Imprensa Nacional. Na ocasião, veículos de comunicação de circulação nacional,
como as revistas `Veja' e `IstoÉ', e os jornais `Folha de S. Paulo' e `Correio Braziliense'

http://www.douradosnews.com.br/noticias/justica-do-mt-manda-dante-devolver-r-200-mi-ao-estado-2a80f4be104c6dcf/135456/ 1/3

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922386 - Pág. 1
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614192851500000011730190
Número do documento: 18022614192851500000011730190
22/02/2018 Justiça do MT manda Dante devolver R$ 200 mi ao Estado - Dourados News

dedicaram amplo espaço no noticiário abordando o contrato realizado entre o governo e a


DMD.
Genilto Nogueira, além de fazer a denúncia, chegou a coletar assinaturas da população
para a implantação de uma investigação via Assembléia Legislativa, por meio da
instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).
No entanto, optou pela Ação Popular Constitucional, acreditando mais na eficácia deste
instrumento jurídico que substituiu a CPI e levou à condenação das partes envolvidas. A
sentença do juiz Alberto Ferreira e Souza, que aguarda para ser publicada no Diário da
Justiça, já pode ser vista pela internet, no site www.tj.mt.gov.br - comarcas Cuiabá
(processo cível nº 3586/1998 - protocolo 42.175).

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http://www.douradosnews.com.br/noticias/justica-do-mt-manda-dante-devolver-r-200-mi-ao-estado-2a80f4be104c6dcf/135456/ 2/3

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922386 - Pág. 2
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614192851500000011730190
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22/02/2018 politica2

BRASÍLIA DE OLHO

Presidente evita Dante devido denúncias


Segundo ACM, Fernando Henrique e o tucanato temem ser envolvidos com "mar de lama no atual
Governo"
KLEBER LIMA E RONALDO PACHECO
Editoria com Reportagem

A imagem de Mato Grosso no cenário nacional, há algumas semanas, está maculada pelas denúncias de
corrupção que teriam ocorrido durante a gestão do governador Dante de Oliveira (PSDB), como os casos
‘Constran – Mala de Dólares’, favorecimento de empresas de comunicação – o ‘Secomgate’ – e, agora, o
escândalo ‘Família Problema’, sobre o primeiro-irmão Armando Martins de Oliveira, publicado na edição
deste semana pela revista IstoÉ, entre outros.

"O próprio presidente Fernando Henrique e membros do Diretório Nacional do PSDB estão assustados e
surpresos com o mar de lama no atual Governo", disse o presidente do Congresso Nacional, senador
Antônio Carlos Magalhães (PFL), durante visita a Cuiabá, nesta semana.

Nos últimos meses, após a morte do deputado Luiz Eduardo Magalhães (PFL), ACM tem sido um dos
principais e mais próximos consultores políticos do presidente da República.

"O Brasil olha para Mato Grosso de forma enviesada, sem acreditar no que está ocorrendo nos gabinetes
refrigerados do poder em Cuiabá", observou Magalhães.

O presidente do Senado Federal entende que há necessidade de mudanças profundas e emergenciais no


modelo político do Estado, como já aconteceu em nível nacional.

Prudentemente, FHC se afastou de Dante, temendo sofrer respingos e ser associado, pela oposição, na reta
final, aos casos de mal uso do dinheiro público em Mato Grosso.

"Os assessores do Planalto dizem, em alto e bom tom, que o presidente quer distância desse moço", garantiu
o senador Jonas Pinheiro, que faz parte do rol de ministeriáveis para um eventual segundo mandato do
presidente Fernando Henrique.

O desvio de recursos da Secretaria de Comunicação Social (Secom) para o Grupo Gazeta, o favorecimento
em licitação à DMD–Associados e o excesso de pagamento para ‘serviços de terceiros, pessoa física’, que
teria movimentado cerca R$ 700 milhões em três anos, foi a primeira denúncia que mobilizou a chamada
grande imprensa nacional.

O caso, que passou a ser conhecido como ‘Secomgate’, chegou às páginas da revista IstoÉ, jornais Folha de
S.Paulo, Correio Braziliense e Jornal do Brasil.

Em 1995, por exemplo, primeiro ano do Governo Dante, o Grupo Gazeta, sozinho, recebeu mais de 50%
dos recursos da Secom, embora a TV Gazeta, então filiada à Rede CNT, tinha patamares de média de
audiência inferiores a 3%.

Já a TV Centro América (Canal 4), afiliada da Rede Globo, com média superior a 70% de audiência, ficou
com menos de 10% dos recursos destinados à área de comunicação pelo Governo naquele ano.

"É farra com dinheiro público, num favorecimento descarado", denunciou o vice-presidente do PMDB de
Cuiabá e candidato a deputado estadual, Genilto Nogueira, que liderou uma campanha pela criação de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa para apurar o caso. Nogueira conseguiu mais
de 10 mil assinaturas num abaixo-assinado pedindo a CPI, mas os deputados não a instalaram.

Para dar fachada legal ao favorecimento, a Secom realizou licitação, em 96, passando a ‘conta’ de
comunicação do Governo para a DMD–Associados, que, à época, tinha o empresário João Dorileo Leal,
dono do Grupo Gazeta, como um dos sócios.
http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/270998/politica2.htm 1/5

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922408 - Pág. 1
http://pje.tjmt.jus.br/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18022614203708400000011730212
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"A certeza de impunidade é tamanha que nem se deram ao trabalho de formar uma Comissão de Licitação
teoricamente isenta para dar a vitória à DMD", insistiu Genilto.

O caso Secomgate tem ações tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque o governador tem
direito a foro privilegiado; no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde foi pedida a quebra do sigilo
bancário dos acusados, entre eles Dante, Thelma de Oliveira, Armando de Oliveira e mais 17 pessoas; e na
18a Vara da Comarca de Cuiabá.

No STJ, o ministro Romildo Bueno Souza apresenta seu parecer até a próxima sexta-feira, dia 2.

DÓLARES – A denúncia apresentada pela revista Veja sobre a triangulação ‘Constran – Mala de Dólares’,
no valor de US$ 6 milhões, para pagar dívidas da campanha de 1994 do candidato a governador Dante de
Oliveira, então no PDT, chocaram o Brasil.

O tesoureiro da campanha, José Eduardo Porto, ex-sócio do primeiro-irmão Armando de Oliveira, revela,
com riqueza de detalhes, como os US$ 6 milhões, repassados por empresas de Olacyr de Moraes, chegaram
clandestinamente a Cuiabá.

Dias antes, o Governo tinha emprestado R$ 20 milhões do Banco Itamarati, de Olacyr, para pagar à
empreiteira Constran, também de sua propriedade. O Estado teria entrado apenas como repassador do
dinheiro, além, óbvio, de ficar com a dívida.

O caso está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República, após a denúncia de José Eduardo Porto
ser formalizada. A repercussão do caso foi de Maceió (AL) até Porto Alegre (RS).

Além da Veja, a denúncia saiu na em O Globo, Correio Braziliense, Zero Hora e Gazeta de Alagoas, além
dos veículos de comunicação mato-grossenses.

"É um caso de máfia, sim senhor", acusou o ex-prefeito Leonísio Lemos Júnior (PMDB), de Peixoto de
Azevedo (Nortão), candidato a deputado federal. Lemos Júnior lamentou o fato de o governador, em vez de
esclarecer o caso, tentar transferir a responsabilidade para a revista Veja e seus adversários políticos.

IstoÉ traz reportagem sobre caso dos dólares


Da Reportagem

Sob o título ‘Família problema’, a revista IstoÉ desta semana revela o esquema montado em sociedade pelo
primeiro-irmão Armando Martins de Oliveira e o ex-tesoureiro José Eduardo Porto, na franquia da
Interclínicas no Estado para faturar mais de R$ 10 milhões da Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat),
em 1996-97.

O Diário já havia veiculado o fato, no início da semana, após entrevista coletiva do senador Carlos Bezerra
(PMDB), na semana passada. A assessoria do governador, segundo a reportagem, nega qualquer
envolvimento da Dante no caso.

IstoÉ lembra que José Eduardo Porto, ex-sócio Armando e tesoureiro da Dante, é o homem da ‘Mala de
Dólares’ recebida do Grupo Itamarati, de Olacyr de Moraes.

Além disso, após sair da sociedade da Mato Grosso Assistência Médica Cirúrgica e Hospitalar, que detinha
a franquia da Interclínicas, Armando colocou sua cunhada Neide Leite Carvalho.

Armando de Oliveira, conforme a revista, tornou-se um dos homens mais ricos do Estado. "Hoje ele é uma
das maiores fortunas de Mato Grosso. Tem uma relação enorme de empresas", diz o advogado Levi
Machado, enumerando os ramos de atuação.

Na reportagem, a IstoÉ recorda que o irmão de Dante deixou a sociedade com Porto, na Interclínicas,
justamente depois de aplicar o golpe de US$ 6 milhões em clínicas e hospitais. Veja ao lado a íntegra
reportagem de IstoÉ. (KL e RP)
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SEM FRAUDE

Urnas eletrônicas são lacradas pelo TRE


MARIANA BORELLA
Da Reportagem

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começou ontem a lacrar as 1513 urnas eletrônicas que serão usadas
nas próximas eleições, em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres.

As urnas de Cuiabá e Várzea Grande, 969 urnas, estão sendo lacradas na Coordenadoria de Material e
Patrimônio do TRE, na avenida Rubens de Mendonça. As demais urnas estão sendo lacradas em suas
respectivas cidades.

O lacre das urnas é dividido por Zonas Eleitorais e o juiz de cada Zona acompanha todo o trabalho e assina
lacre por lacre. O lacramento está sendo feito por técnicos da Procomp, empresa que desenvolveu as urnas.

A coordenadora de eleições da Secretaria de Informática, Norma Edna Boura, explicou que o processo de
lacramento consiste em colocar as tabelas com informações de partidos e candidatos.

Segundo ela, primeiro é colocado um "flash card de carga", que é o alimentador das Zonas, em seguida vem
um outro "flash card de votação", com as fotos dos candidatos, depois é colocado o disquete que irá receber
os votos e, em seguida, a urna faz um auto-teste. Por último, recebe dois lacres, um na bobina de papel e
outro no disquete.

"O lacre é para garantir o sigilo das informações durante a votação. Ele só pode ser retirado pelo presidente
da Mesa, depois de concluída a votação", observou a coordenadora.

A 38ª Zona Eleitoral foi a primeira a ter as urnas lacradas. Ontem foram lacradas ainda as urnas da 1ª, 37ª,
39ª, 48ª, 50ª, 51ª e 53ª Zonas. Amanhã serão lacradas as urnas da 54ª, 55ª, 20ª, 44ª, 49ª e 58ª e na segunda-
feira a 56ª Zona.

Encerrado o trabalho de lacração, as urnas voltam para as prateleiras, onde ficarão armazenadas até o
próximo sábado, dia 3, quando serão levadas para os locais de votação por uma equipe dos Correios,
empresa encarregada do transporte das urnas nessas eleições.

Enquanto as urnas estiverem armazenadas no prédio da Coordenadoria de Material e Patrimônio do TRE, a


segurança do material será feita por homens da Polícia Militar.

JUARA

PTB pede "proteção policial" a juiz e PM


Da Redação

O presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em Juara, Darcy Ribeiro Soares, denunciou ontem ao
juiz eleitoral da 27ª Zona, que fica no município, o terrorismo político que seus adversários, entre os quais o
deputado José Riva, estão cometendo contra os cabos eleitorais da Unidade Democrática na região.

Conforme ofício que Soares encaminhou ao juiz Valdir Almeida Muchagata, ontem pela manhã uma equipe
de mulheres que trabalham para a UD em Juara foi agredida por pessoas ligadas a Frente Cidadania e
Desenvolvimento.

Soares pede ao juiz "proteção a nossa equipe de trabalho da campanha eleitoral, que vem sofrendo agressões
físicas por parte da Coligação adversária, com fato ocorrido na manhã de hoje (ontem)".

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O petebista também encaminhou expediente comandante do destacamento da Polícia Militar de Juara,


subtenente Gouveia, denunciando as agressões e pedindo proteção policial.

O clima da disputa eleitoral em Juara começou a esquentar no início da semana passada, quando os
adversários de Riva planejaram distribuir na cidade cópias de reportagem do Diário com denúncia de um
estelionato que envolve o deputado.

Para impedir a distribuição do material, prepostos de Riva apreenderam os jornais, sem mandado judicial, o
causou tensão e um processo no juízo de Juara. A pessoa que liderou a apreensão ilegal do material é Jorge
Balbino, antigo funcionário de Riva e ex-Promotor de Justiça exonerado a bem do serviço público por
envolvimento num golpe ao banco Itaú.

LIGAÇÕES PERIGOSAS - II

Antero fez campanha com carro doado por José Eduardo Porto
Registro da doação consta da prestação de contas de Antero ao Tribunal Eleitoral: laços antigos

KLEBER LIMA
Editor de Política

O economista José Eduardo Porto não era um simples assessor financeiro da tesouraria da campanha de
Dante de Oliveira e Antero Paes de Barros em 1994, como o candidato à reeleição afirmou na propaganda
eleitoral gratuita na televisão tentando se safar das acusações de Porto no caso "mala de dólares".

Além de trabalhar como caixa da campanha, Porto era um dos financiadores de Dante e Antero, tendo,
inclusive, doado um automóvel Ford, modelo F-1000, para transportar o então candidato ao Senado Antero
Paes de Barros, na época filiado a PDT.

A informação consta da prestação de contas da campanha de Antero em 1994, encaminhada ao Tribunal


Regional eleitoral (TRE). Conforme os documentos, o veículo equivaleu a uma doação de R$ 7.5 mil, ou
12.083,13 Unidades Fiscais de Referência (Ufir) – veja fac-símile dos lançamentos da prestação de contas
ao lado.

José Eduardo Porto tornou-se uma das personagens mais importantes do processo sucessório há uma
semana, quando surgiu numa reportagem da revista Veja denunciando um esquema de captação de dólares
para pagamento de dívidas da campanha de Dante de Oliveira em 1994 e a existência de um caixa dois que
teria movimentado milhões de dólares.

Assim que a reportagem foi publicada, Porto passou a ser odiado pela Frente Cidadania, que iniciou uma
campanha na mídia para desacreditar o economista, acusado de ser estelionatário.

Em um dos casos polêmicos no qual está envolvido, os negócios da empresa que detinha a franquia da
Interclínicas em Cuiabá, entretanto, o economista novamente estava associado aos candidatos da Frente, já
que foi sócio do empresário Armando de Oliveira, irmão mais velho do governador Dante de Oliveira.

Outra estratégia da Frente para tentar minimizar o impacto das denúncia de Porto, feitas também ao
Ministério público Federal, em Brasília, foi associar o economista ao grupo político adversário, liderados
pelos senadores Júlio Campos (PFL) e Carlos Bezerra (PMDB).

Dante de Oliveira chegou a afirmar que Porto foi trabalhar nas finanças de sua campanha por indicação de
Carlos Bezerra. Imediatamente Bezerra deu o troco, afirmando que Porto não pertencia às suas relações e
que chegou a trabalhar como um dos diretores da Cemat em seu Governo, entre 1987 e 1989, mas
contratado pela irmã do governador, Inês de Oliveira, que era a secretária de Obras, pessoa a qual a Cemat
estava subordinada.

Novamente, a tática da Frente naufragou, para a alegria da coligação Unidade Democrática. A revelação de
que José Eduardo Porto, que está com paradeiro incerto e não sabido, doou um carro para Antero, aumenta
http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/270998/politica2.htm 4/5

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as contradições das versões da Frente Cidadania sobre o real papel que o economista cumpria na campanha
e o nível da sua relação com Dante de Oliveira e Antero de Barros.

Fora dos sentimentos de amor e ódio que Porto despertou na duas principais coligações que disputam o
Governo do Estado, suas denúncias reacenderam o caso Constran (ver matéria na página ao lado) e,
associadas a outras denúncias de corrupção que envolvem o atual Governo, podem gerar um processo de
impeachment de Dante, que está sendo avaliada esta semana pela Assembléia Legislativa.

CAMPANHA/FINANCIAMENTO

MP pode oferecer denúncia no caso da Ciretran


FRANCIS AMORIM
Da Sucursal de Barra do Garças

O uso de recursos da 3ª Ciretran de Barra do Garças para o financiamento de campanhas de candidatos da


Frente Cidadania e Desenvolvimento nas eleições municipais de 96, poderá vir à tona nos próximos dias
como mais um caso de corrupção do atual Governo.

O processo, com sete volumes, tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Barra e narra como o órgão teria
sido usado eleitoralmente.

O "rombo da Ciretran", como ficou conhecido o caso, foi denunciado e levado à público em abril do ano
passado, quando foram descobertas irregularidades no recolhimento de guias do IPVA, desalienação e
esquentamento de veículos e desvio de recursos para o financiamento das candidaturas a prefeito da Frente
Cidadania e Desenvolvimento em Barra do Garças, Araguaiana e Cocalinho.

Calcula-se que cerca de R$ 1 milhão foram desviados. Toda a trama foi denunciada pelo ex-chefe da 3ª
Ciretran, Edvaldo Ferreira Maciel, e pelo ex-subchefe, Maurício Gonçalves de Mello.

Segundo eles, a 3ª Ciretran foi usada, literalmente, para sustentar as candidaturas de Alencar Soares Filho
em Barra do Garças; Pedro Simon Barbosa, em Araguaiana; e Luiz Carlos de Lima Peres, em Cocalinho, a
mando do governador Dante de Oliveira e do deputado federal Antônio Joaquim, na época, secretário de
Infra-Estrutura do Estado.

As informações constam da sindicância instaurada pelo Detran, do inquérito da Polícia Civil e integram o
processo na justiça. O Ministério Público deverá se pronunciar nos próximos dias.

DERROTADO - Na primeira tentativa de se safar das acusações de desvio de dinheiro público para o
financiamento de sua campanha a prefeito, o ex-candidato Alencar Soares Filho, que postula uma vaga na
Assembléia Legislativa este ano, sofreu sua primeira derrota.

O Ministério Público, representado pelo promotor Wagner Cezar Fachene, julgou improcedente a queixa-
crime impetrada pelo candidato contra os ex-chefes da 3ª Ciretran por calúnia.

O promotor considerou que "realmente houve um esquema muito grande entre o Governo, através do
Detran, e o candidato Alencar Soares Filho, onde aquele pagava as despesas de campanha deste, utilizando-
se do dinheiro público".

O Ministério Público considerou que a manobra criminosa era manipulada pelo ex-chefe do Detran em
Barra do Garças, Edvaldo Maciel, que atualmente reside em Brasília.

http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/270998/politica2.htm 5/5

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22/02/2018 Após desistência de Mauro, chapa com Dorileo prefeito e Tampinha vice ganha força no grupo de Taques :: Notícias de MT | Olhar Direto

Notícias / Política MT

Após desistência de Mauro, chapa com Dorileo prefeito e Tampinha vice


ganha força no grupo de Taques
Da Reportagem Local - Laíse Lucatelli/ Da
− A +  
Redação - Lucas Bólico
04 Ago 2016 - 12:02

Foto: Luiz Antônio Alves / Câmara de Cuiabá

A desistência de Mauro Mendes (PSB) da disputa à reeleição pela Prefeitura de Cuiabá acabou por fortalecer o nome do
empresário Dorileo Leal (PSDB) para liderar na capital a chapa apoiada pelo grupo político que comanda o Governo do Estado e
a Assembleia Legislativa. A tendência é que um nome do PSDB, partido do governador, seja o escolhido para substituir o atual
prefeito e Dorileo é o mais bem posicionado entre os tucanos dispostos a entrar nesta briga. O vice mais cotado é o suplente de
deputado federal Tampinha (PSD), que admitiu ter selado nos bastidores uma dobradinha com Mauro Mendes antes da
desistência.

Leia também:

Em nota, Mauro Mendes diz ter considerado aspectos pessoais e familiares para desistência de candidatura

A cúpula dos partidos que apoiariam a candidatura de reeleição de Mauro Mendes fez uma reunião de urgência na manhã desta
quinta-feira (4) para definir os rumos do grupo político. De acordo com o ex-senador Jaime Campos (DEM), os tucanos
afirmaram que estão dispostos a encabeçar a chapa. Os deputados estaduais Guilherme Maluf e Wilson Santos, no entanto, já
descartaram a possibilidade de substituírem Mendes. A reunião terá uma pausa para o almoço e voltará a acontecer à tarde. Os
partidos têm até amanhã, data das convenções, para sacramentarem os nomes.

Guilherme Maluf, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que já disputou a Prefeitura de Cuiabá, em 2012,
revelou que foram levantados nomes como os de Dorileo, empresário dono do Grupo Gazeta de Comunicação, do deputado
federal Fábio Garcia (PSB), do vereador Maurélio Ribeiro (PSDB) e de Tampinha (PSB). Garcia já afirmou que não pretende
disputar a prefeitura e Maurélio já estava pronto para brigar pela reeleição na Câmara ou, no máximo, ser indicado a vice.
Tampinha revelou que tinha acertado que seria o vice de Mendes e deve ser mantido. Uma aliança entre Dorileo e Tampinha
repetiria em Cuiabá a aliança que governa o estado: PSDB de Taques e PSD de Carlos Fávaro.

O vereador Adevair Cabral (PSDB), que era um dos cotados para ser vice de Mauro também deixou claro que não tem a menor
intenção de substituir o cabeça de chapa. “A prefeito não [saio], eu sei até onde posso ir, conheço meus limites”, afirmou em
entrevista ao Olhar Direto. Ele ainda revelou que Pedro Taques estipulou que a escolha seja feita até as 16h de hoje.

“Ficamos surpresos com essa noticia [desistência]. O PSDB já tinha optado por fazer uma composição, inclusive indicar o vice
para o Mauro Mendes e isso nos foi comunicado agora pela manhã, que ele não seria mais candidato. Nós estávamos reunidos
a para discutir essa questão da vice, exatamente, e agora estamos discutindo junto com a aliança que elegeu o Mauro e elegeu
o governador quem seriam os prováveis candidatos que possam assumir essa candidatura a prefeito”, lamentou Maluf.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=424634&noticia=apos-desistencia-de-mauro-chapa-com-dorileo-prefeito-e-tampinha-vice-gan… 1/4

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22/02/2018 Após desistência de Mauro, chapa com Dorileo prefeito e Tampinha vice ganha força no grupo de Taques :: Notícias de MT | Olhar Direto

O presidente estadual do PP, Ezequiel Fonseca, também participou da reunião, mas desconversou sobre a posição do partido.
Ele sequer respondeu se a legenda marchará neste grupo político nas eleições, apesar de Wilson Santos declarar que tem a
palavra de Blairo Maggi, que teria garantido que está com eles. Ao deixar a reunião, Tampinha afirmou que a cúpula do PSD
ainda irá se reunir sozinha antes de voltar ao debate ampliado com as outras agremiações.

− A +  

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ELEITOR
05 Ago 2016 às 09:04
ACHO QUE ESSE MOÇO DORILEO É TESTA DE FERRO DE ALGUÉM, MAIS PORQUE SERÁ QUE QUER SER CANDIDATO? FICA 7 0
ONDE ESTÁ QUE GANHA MUITO MAIS.....ADMINISTRAR UMA CIDADE É BEM DIFERENTE QUE ADMINISTRAR UMA EMPRESA
PRIVADA......COMO DIZIA UM HUMORISTA......CALA-TE BOCA....

Angelo
05 Ago 2016 às 08:44
Agora só falta essa chapa combinar com o povo ... não terão mais do que 3.000 votos ... 9 0

José
05 Ago 2016 às 07:34
Eleitores vamos eleger esse cara uma vez , só para ele parar de encher o saco quem sabe com o ego satisfeito ele 4 0
desapareça.

TSETUNG
04 Ago 2016 às 15:49
Fiquei surpreendido com a decisão do Mauro, mas pensando bem, TOMOU UMA DECISÃO, MUITO SÁBIA. Tem partido que o 15 2
queria controlar, empurrar GUELA abaixo, um vice mandrake, para atrapalhar o seu governo. Muito bem Mauro, não se
submeteu a uma coleira!

ANDRE CINICO SILVA


04 Ago 2016 às 15:43
JA NAO BASTA TONINHO DE SOUZA, ANTERO, VALTER RABELO, CLOVIS ROBERTO, TUDO ERA APRESENTADORES DE 25 1
PROPGRAMAS POPULESCOS DA GAZETA QUE VIRARAM POLITICOS, AGORA VEM TAMBEM O DONO DA GAZETA........ Meu
Deus, socoooooooooooooooorro. DESISTO DESSA NOJEIRA CHAMADA POLITICA

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=424634&noticia=apos-desistencia-de-mauro-chapa-com-dorileo-prefeito-e-tampinha-vice-gan… 2/4

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922419 - Pág. 2
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carlos
04 Ago 2016 às 15:00
Olha, esse povo aproveita da mídia para se engajar na política...Meu Deus, quem é Dorileo Leal????? Dono da TV Gazeta, 21 8
somente. Deixo aqui minha indignação e apelo aos eleitores cuiabanos para que não deixem se influenciar pelos
oportunistas candidatos que almejam o poder para tão somente expandir seu negocios. Sinceramente, não dá.

José
04 Ago 2016 às 14:44
Vice com o apelido de tampinha não dá né. 33 3

Fernando da Silva
04 Ago 2016 às 14:39
Nem com a ajuda do PAPA, Dorileo Leal ganha pra Prefeito. 40 2

ziraldo
04 Ago 2016 às 14:37
esse tá de tampinha num é irmão daquele cangaceiro chamadodr guto? 15 3

Robson Ribeiro
04 Ago 2016 às 14:30
Nova Chapa para Prefeito: Prefeito Eder de Moraes e vice Pedro Nadaf. Imbatível! 29 1

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22/02/2018 Após desistência de Mauro, chapa com Dorileo prefeito e Tampinha vice ganha força no grupo de Taques :: Notícias de MT | Olhar Direto
Cuiabá no final de sema
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22/02/2018 MidiaNews | Dorileo Leal diz que continua no páreo pela Prefeitura

EXPEDIENTE FALE CONOSCO DENUNCIE À REDAÇÃO

26° / CUIABÁ CUIABÁ, QUINTA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO DE 2018 11:2

POLÍTICA / ELEIÇÕES EM CUIABÁ


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OPINIÃO

POLÍCIA
Dorileo Leal diz que continua no páreo pela Prefeitura
COTIDIANO
Empresário nega rumores de que candidatura estaria enfraquecida
JUDICIÁRIO
MidiaNews Clique para ampliar LAÍSE LUCATELLI
ECONOMIA DA REDAÇÃO

VARIEDADES
Apesar dos comentários de bastidores de que a
ESPORTES
candidatura do empresário João Dorileo Leal
AGRONEGÓCIOS (PMDB) à Prefeitura de Cuiabá estaria
NEGÓCIOS ameaçada, o peemedebista afirmou que continua
"empolgado" com a eleição. Nas últimas
semanas, foram constantes os comentários de
que a cúpula do PMDB estaria analisando
"desarmar" a candidatura de Dorileo.
Ele disse que a definição de candidatura será
O empresário Dorileo Leal, do Grupo Gazeta de Comunicação, que é feita no momento adequado, e garantiu que seu
pré-candidato do PMDB
nome continua sendo a opção do PMDB para
HOSPITAL DE disputar a eleição na Capital.
CÂNCER “Meu nome continua colocado no partido, para definirmos no momento certo. Temos que formar uma
"Não temos
reconhecimento, base boa, e as conversas estão indo muito bem”, declarou o empresário, em entrevista ao MidiaNews.
principalmente por parte
do Estado" Dorileo se recusou a mencionar partidos com os quais pode vir a se aliar, mas admitiu que as conversas
suprapartidárias para viabilizar sua candidatura começaram dentro da base aliada do governador Silval
Leia Outras
Barbosa (PMDB).
Entre os partidos que apoiam o Governo estão o PT, que deve ter candidato próprio ao Palácio
Alencastro, e o PP, que deve atuar como coadjuvante.
Em entrevista ao site, na semana passada, o presidente municipal da legenda progressista, vereador
Você é a favor ou contra Deucimar Silva, disse que o interesse é negociar uma candidatura a vice-prefeito, usando como trunfo
a saída de Blairo Maggi
da política? os cinco minutos da propaganda eleitoral no rádio e na TV, durante a campanha.
A favor “Claro que, por afinidade, a gente começa a conversar pela base do Governo. Mas, a intenção é formar
Contra
a base mais forte possível e isso pode ir além do arco de alianças governista”, afirmou Dorileo.
Tanto faz
O empresário destacou, ainda, que tem todo o respaldo do PMDB, apesar dos rumores que líderes do
Parcial Votar
partido estariam repensando sua candidatura.
“Não sinto falta de apoio interno. O Carlos Bezerra [deputado federal, presidente regional do PMDB] me
ligou e disse que está feliz com a repercussão do meu nome como pré-candidato. Na semana passada,
PUBLICIDADE me reuni com ele, o governador Silval, e o presidente do diretório municipal, Clóvis Cardoso. Quem não
apoia a candidatura não fica fazendo reunião”, concluiu Dorileo.

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22/02/2018 MidiaNews | Dorileo Leal diz que continua no páreo pela Prefeitura

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7 Comentário(s).

Maria 14.05.12 11h18


Só se for entrar, para sentir o gostinho da derrota... e cade a lealdade p/a com o PSDB.. acabou.

0 0

França 14.05.12 09h39


Ta com mede de Guilherme Maluf, sabe que ele tem gente boa ao seu lado com diferencial para fazer a diferença e levalo a vitoria nesse
pleito, Euda Oliveira.

0 0

Maurício 14.05.12 08h25


Como num bom filme, a política tem a estrela principal e também os coadjuvantes, no caso o LEAL é mais um... Se esse homem é bvem
sucedido no ramo das comunicações, pq quer se meter em política? O povo de Cuiabá quer saber...

0 0

Rodrigues do Prado 14.05.12 07h56


Esse tbém ñ faz e ñ sai da moita.

0 0

valter garcia martins 14.05.12 07h50


Parabéns João Dorileo ,queremos voce na politica , precisamos de um prefeito honesto como voce.

0 0

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22/02/2018 MidiaNews | Dorileo Leal diz que continua no páreo pela Prefeitura
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26/02/2018 Dorileo Leal nega que tenha sido chamado para encabeçar chapa

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Dorileo Leal nega que tenha sido chamado para encabeçar chapa
Após desistência de Mauro Mendes, o dono do Grupo A Gazeta está entre os nomes mais cotados pelo PSDB

CINTIA BORGES
Repórter

 04/08/2016 14h25 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

(/circuitomt01/2014/2016/Agosto/04-08-2016/2%20cr%C3%A9dito%20-%20Andr%C3%A9a%20Lobo%20-%20CMT.jpg)

O
presidente do Grupo A Gazeta de Comunicação, Dorileo Leal (PSDB), a rmou ao Circuito Mato Grosso que não foi convidado a encabeçar a
chapa do partido tucano para o pleito da Prefeitura de Cuiabá que ocorre em outubro próximo. Após desistência à reeleição do prefeito Mauro
Mendes (PSB), Dorileo aparece entre os nomes mais cotados para o pleito.

“Eu não quero falar nada por hipótese. Eu não fui chamado pelo partido, nem por ninguém para assumir candidatura ou para ser candidato”, a rmou
Dorileo Leal.

O empresário conta que estava em viagem quando cou sabendo da desistência do prefeito Mauro Mendes a reeleição. “Muitas pessoas me ligaram,
entre elas o governador Pedro Taques, Nilson Leitão e Jaime Campos comentando comigo o que aconteceu, mas e nenhum momento fui convidando
para colocar meu nome na chapa”, revela.

Contudo, Leal se esquivou quando perguntado se aceitaria ou não uma possível proposta para ser candidato. “Seria muita pretensão da minha parte.
Não posso dizer que aceito para uma coisa que nem fui convidado”.

http://circuitomt.com.br/editorias/politica/90137-dorileo-leal-nega-que-foi-chamado-para-encabeaar-chapa.html 1/3

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Número do documento: 18022614201533800000011730307
26/02/2018 Dorileo Leal nega que tenha sido chamado para encabeçar chapa

Segundo o deputado estadual e líder no governo na Assembleia Legislativa, Wilson Santos (PSDB), com a desistência de Mendes, o partido tucano
encabeçará a campanha, e decidirá com Mauro Mendes, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) e o governador Pedro Taques (PSDB) o novo
nome.

O deputado Eduardo Botelho (PSB), também cotado para encabeçar, negou que haja conversas em andamento para de nir sua escolha. 

“Eu sou candidato à presidente da Mesa [Diretora da Assembleia Legislativa], praticamente está construído esse caminho, então não posso entrar num
projeto em que eu não trabalhei pra ele. Não me preparei para ser prefeito. Vamos trabalhar outros nomes, o próprio deputado Guilherme Maluf, Wilson
Santos, e o Dorileo Leal que é liado ao PSDB”.
Pesquisar notícia... 
O PSDB realiza convenção para o cialização da chapa majoritária nesta sexta-feira (5).   

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Com tornozeleira eletrônica, ele


deixará prisão nesta segunda (26)
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26-.html)
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26-.html)
ENTÃO, TODOS SABIAM?
Operação Bereré que apura
esquema de corrupção no
Detran-MT poderia ser evitada
(editorias/perolas-
online/126391-operacao-
berere-que-apura-esquema-de-corrupcao-no-detranmt-
poderia-ser-evitada-.html)
E O FORO PRIVILEGIADO?
Sem expectativa política
Maggi pode estar unindo o
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(editorias/perolas-
online/126365-sem-
expectativa-politica-maggi-pode-estar-unindo-o-util-ao-
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26/02/2018 Dorileo Leal nega que tenha sido chamado para encabeçar chapa
EM ENTREVISTA

Podem pagar voluntariamente ou


serão cobrados, diz advogado de
Arcanjo sobre devedores
(editorias/politica/126487-podem-
pagar-voluntariamente-ou-serao-
cobrados-diz-advogado-de-arcanjo-
(editorias/politica/126487-podem-pagar-
sobre-devedores-.html)
voluntariamente-ou-serao-cobrados-diz-advogado-
de-arcanjo-sobre-devedores-.html)
SUSPENSE
Audiência de Arcanjo começa
ao meio dia no Fórum de
Cuiabá
(editorias/juridico/126485-
audiencia-de-arcanjo-comeca-
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SELETIVO
Prefeitura em MT abre
processo seletivo para
contratação de professores
(editorias/oportunidades-e-
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em-mt-abre-processo-seletivo-para-contratacao-de-
professores.html)

VEJA MAIS  (/editorias.html)

PANORAMA

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Hortifrútis são entregues na porta da


sua casa (editorias/cidades/126324-
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(editorias/cidades/126324-hortifrutis-sao-
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22/02/2018 ConJur - Ex-governador de Mato Grosso será julgado nesta quarta

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CASO SECOMGATE

Ex-governador de Mato Grosso será julgado


nesta quarta
20 de setembro de 2005, 9h53 Imprimir Enviar 0 0 0

O empresário e ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira será


julgado nesta quarta-feira (21/9) em Cuiabá, no caso que ficou conhecido R$ 195 R$ 89
como Secomgate. Trata-se de Ação Popular em que Dante é acusado de
lucrar com contrato ilícito entre a sua agência de publicidade DMD e o
governo.

Em outubro de 2002, ele foi condenado em primeira instância a devolver aos


cofres públicos todo o dinheiro fruto do contrato. A Ação Popular foi movida
por Genilto Nogueira, dirigente do PMDB, para questionar a aplicação da lei
de licitação pública.

Segundo a denúncia, o dinheiro usado pela DMD era oriundo do orçamento LEIA TAMBÉM
do estado e, portanto, deveria ser administrado pela Secretaria de PANO PRA MANGA
Comunicação. Dante tenta suspender inquérito
instaurado por juiz de MT
Topo da página Imprimir Enviar 0 0 0
SOB SUSPEITA
Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2005, 9h53 Juiz determina busca e apreensão
em escritórios do PSDB

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COMENTÁRIOS DE LEITORES
1 comentário

Quem acha que o que o PT esta fazendo no govern...


Dalton (Advogado Autônomo)
20 de setembro de 2005, 11h13

Quem acha que o que o PT esta fazendo no governo deve inteirar-se do que o Ex. Gov.
Dante de OLiveira do PSDB fez no seu governo. Registro apenas alguns exemplos além do
SECOMGATE: Escandalo das Calcinhas - O Gov. de MT repassava verba a maior para
Assembléia Legislativa e esta trocava cheques que seriam liquidados com esses repasses
numa factoring do Comendador (ou melhor matador) Joao Arcanjor Ribeiro - O
Comendador. Outro Exemplo: O secretário do segurança do governo do PSDB era sócio do
COMENDADOR - João Arcando no Uruguai numa off shore. O Comendador era avalista do
" irmão" do Governador Dante de Oliveira do PSDB em vários empréstimos no URUGUAI.

Comentários encerrados em 28/09/2005.


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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LAIS DE SOUZA OLIVEIRA Num. 11922487 - Pág. 3
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