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O Livro de

Esdras
Análise O livro demonstra o uso que Deus faz de governantes pa­
Este livro contém quase tudo quanto se sabe acerca da his­ gãos para cumprimento de Seus propósitos, e fornece encora­
tória dos judeus entre 538 a.C., quando Ciro, o persa, conquis­ jamento e advertência ao povo de Deus. O povo de Deus pode
tou a Babilônia, e 457 a.C., quando Esdras chegou a Jerusalém. ficar assustado pela oposição, quando Deus prefere que siga
Note-se a ligação entre 1.1 - 3 e o fim do segundo livro de Crô­ avante; podem ficar contentes com os padrões do mundo pa­
nicas. gão; ou então podem possuir a fé dos profetas e de Esdras.
A mão de Deus pode ser vista no fato que o rei Ciro per­
mitiu aos judeus regressarem do exílio na Babilônia e reedifi- Autor
carem o templo arruinado (1.1-11). Não obstante, muitos O autor ou compilador é desconhecido, mas é possível que
judeus preferiram o conforto da Babilônia civilizada, em lu­ tenha sido o próprio Esdras. Ele fez uso de documentos já exis­
gar das dificuldades da Judéia empobrecida (2.1-70). Aque­ tentes quanto aos acontecimentos dos quais não fora testemu­
les que regressaram, começaram dando a Deus o primeiro nha ocular. Duas seções do livro foram escritas em aramaico
lugar (3.1-13) mas, a despeito disso, permitiram que seus ini­ (4.8— 6.18 e 7.12-26). Essa linguagem semítica era comu-
migos os impedissem de continuar a edificação do templo e da mente empregada por todo o Oriente Próximo naquele tempo.
cidade (4.1 -24). Depois de dezesseis anos, veio o reavivamen-
to através da pregação de Ageu e Zacarias, e o templo foi com­
pletado por volta de 516 a.C., a despeito de mais alguma
oposição (5.1 — 6.22).
Esboço
Um hiato de quase sessenta anos se segue, após 457 a.C.,
A V O L T A D O S E X IL A D O S D A B A B IL Ô N IA PARA JERUSALÉM,

quando então aparece Esdras (7.1-10), comissionado pelo rei


1.1-11
R E G ISTR O D O S Q U E REGR ESSARAM , 2.1 - 7 0
persa para ensinar e pôr em vigor a lei judaica (7.11 -28). Es­ ER EÇ Ã O D O ALTAR E 0 ALICERCE D O T E M P L O , 3.1 - 1 3
dras reuniu uma nova geração de exilados para que voltasse IN T E R R U P Ç Ã O D A O B R A PO R C A U S A D A O P O S IÇ Ã O ,
com ele, e fez a perigosa viagem sem escolta (8.1-36). Qua­ 4 .1 - 2 4
se imediatamente teve de enfrentar o problema dos casamen­ R E N O V A Ç Ã O D A O B R A E T É R M IN O D O T E M P L O ,

tos mistos entre judeus e mulheres pagãs, mas, após oração e 5 . 1 — 6 .2 2

confissão, foi capaz de arrastar consigo a maioria do povo para A M IS S Ã O D E ESDRAS, 7.1 28

fazer um exame completo sobre esse escândalo, e levou-os a V IA G E M DE ESDRAS, 8 . 1 - 3 6


O P R O B L E M A D O S C A S A M E N T O S M IS T O S , 9.1 1 0 .4 4
entrar numa nova aliança com o Senhor (9.1— 10.44).

O decreto de Ciro 1.1 ° |r 25.11; O S e n h o r, Deus dos céus, me deu todos os

I
No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia,
29.1 0
reinos da terra e me encarregou de lhe edificar
para que se cumprisse a palavra do uma casab em Jerusalém de Judá.
S e n h o r 0, por boca de Jeremias, despertou o 3 Quem dentre vós é, de todo o seu povo,
S e n h o r o espírito de Ciro, rei da Pérsia,1 .2ofcIs 44.2 8 seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém de
qual fez passar pregão por todo o seu reino, Judá e edifique a Casa do S e n h o r, Deus de
como também por escrito, dizendo: Israel; ele é o Deus que habita em Jeru­
2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: 1 .3 cDn 6.26 salém^

1.1 Ciro, rei d a Pérsia. N o a n o 5 5 0 a .C . C iro s u b iu a o tr o n o essa re s ta u ra ç ã o 7 0 a n o s a n te s (Jr 2 5 .1 2 ; 2 9 .1 0 ) .


d a Pérsia e d o m in o u s o b re o im p é rio d a M é d ia , lo g o e m
1 . 2 - 4 O d e c r e to d e C iro , re s ta u ra n d o a n a ç ã o d e Israel ju n ­
se g u id a c o n q u is ta n d o o re in o d a L íd ia e a n e x a n d o t o d o a n ­
t a m e n t e c o m seu c u lto n a c io n a l, fa z p a r te d o seu d e c r e to
tig o te rritó rio d o s assírios; p o r é m , só e m 5 3 9 a .C . é q u e c o n ­
g e ra l e m p ro l d e várias n açõ es, c o m o é d e fin id o n o " C ilin d ro
q u is to u a B a b ilô n ia , e é d e s ta d a ta e m d ia n te q u e se c o n ta m
d e C iro " u m a d e s c o b e rta a rq u e o ló g ic a q u e c o n fir m a e sta n a r­
os a n o s d e C iro c o m o Im p e ra d o r. A Pérsia é c h a m a d a Irã ,
ra tiv a , a n te s d u v id a d a .
a tu a lm e n te . A q u e le a n tig o im p é rio só d u ro u a té à v in d a d e
A le x a n d re M a g n o , d a M a c e d ô n ia , e m 3 3 1 a .C . Senhor, N o m e 1 .3 C a d a d e c r e to re c e b ia u m a fra s e o lo g ia a c e itá v e l a o p o v o
d iv in o (J e o v á ), q u e tin h a a c o n o ta ç ã o d e " o D e u s re v e la d o " , q u e d e le se b e n e fic ia v a - d u v id a -s e q u e C iro fosse c r e n te n o
" o D e u s fie l à Sua a lia n ç a c o m Is ra e l" , c f Êx 3 .1 5 e sua n o ta . S e n h o r. Q uem dentre vós. S e m p re h o u v e u m a m in o r ia fie l d e
Esse n o m e é re s s a lta d o n e s te m o m e n to d ra m á tic o d a re s ta u ­ leais servos d e D eu s , d e s d e o p rin c íp io d o m u n d o ; a g o ra ,
ra ç ã o d e Israel ( 3 ) . Por boca de jerem ias. Jerem ias p ro fe tiz a ra estes re c e b ia m sua o p o rtu n id a d e .
669 ESDRAS 2.20
4 Todo aquele que restar em alguns luga­ 1 .5 d Fp 2.13 2 os quais vieram com Zorobabel, Jesua,
res em que habita, os homens desse lugar o Neemias, Seraías, Reelaías, Mordecai, Bilsã,
ajudarão com prata, ouro, bens e gado, afora Mispar, Bigvai, Reum e Baaná. Eis o número
as dádivas voluntárias para a Casa de Deus, a dos homens do povo de Israel:
qual está em Jerusalém. 3 os filhos de Parós, dois mil cento e se­
5 Então, se levantaram os cabeças de fa­ tenta e dois.
mílias de Judá e de Benjamim, e os sacerdo­ 4 Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta
tes, e os levitas, com todos aqueles cujo 2C1 .7r ?2Rs 24.13; e dois.
espírito Deus despertou, para subirem a edifi­ 36.7
5 Os filhos de Ará, setecentos e setenta e
car a Casa do S e n h o r , a qual está em Jeru­ cinco.h
salém. d 6 Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de
6 Todos os que habitavam nos arredores Jesua-Joabe, dois mil oitocentos e doze.'
os-ajudaram com objetos de prata, com ouro, 7 Os filhos de Elão, mil duzentos e cin­
bens, gado e coisas preciosas, afora tudo o qüenta e quatro.
que, voluntariamente, se deu. 8 Os filhos de Zatu, novecentos e quarenta
7 Também o rei Ciro tirou os utensílios da 1 .8 fEd 5.14 e cinco.
Casa do S e n h o r , o s quais Nabucodonosor 9 Os filhos de Zacai, setecentos e ses­
tinha trazido de Jerusalém e que tinha posto senta.
na casa de seus deuses.e 10 Os filhos de Bani, seiscentos e qua­
8 Tirou-os Ciro, rei da Pérsia, sob a dire­ renta e dois.
ção do tesoureiro Mitredate, que os entregou 11 Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e
contados a Sesbazar, príncipe de Judá.f três.
9 Eis o número deles: trinta bacias de 2.1 92Rs 24.14-16; 12 Os filhos de Azgade, mil duzentos e
ouro, mil bacias de prata, vinte e nove facas, 2Cr 36.20 vinte e dois.
10 trinta taças de ouro, quatrocentas e dez 13 Os filhos de Adonicão, seiscentos e
taças de prata de outra espécie e mil outros sessenta e seis.
objetos. 14 Os filhos de Bigvai, dois mil e cin­
11 Todos os utensílios de ouro e de prata qüenta e seis.
foram cinco mil e quatrocentos; todos estes 15 Os filhos de Adim, quatrocentos e cin­
levou Sesbazar, quando os do exílio subiram qüenta e quatro.
da Babilônia para Jerusalém. h 2 .5 Ne 7.10 16 Os filhos de Ater, da família de Eze­
quias, noventa e oito.
A lista dos que voltaram da Babilônia 17 Os filhos de Bezai, trezentos e vinte e

2
São estes os filhos da província que subi­ três.
ram do cativeiro, dentre os exilados que 18 Os filhos de Jora, cento e doze.
Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha le­ 19 Os filhos de Hasum, duzentos e vinte e
vado para lá, e voltaram para Jerusalém e para três.
Judá, cada um para a sua cidade,9 2 .6 'N e 7.11 20 Os filhos de Gibar, noventa e cinco.
1.4 Ajudarão. A p ro v id ê n c ia d e D e u s , m u ita s v e ze s , te m d iri­ 1 .1 1 O to ta l d e 5 . 4 0 0 s u p õ e m a is vasos d o q u e os 2 . 4 9 9
g id o pessoas q u e n ã o e r a m d o S eu p o v o a ser in s tru m e n to s e n u m e ra d o s n o s w 9 e 1 0 . Levou Sesbazar. Esta fo i a p rim e ira
Seus e m fases im p o r ta n te s d a Sua o b ra : n o Ê x o d o d a escravi­ e m ig ra ç ã o , e m 5 3 6 a .C . A s e g u n d a fo i e m 4 5 8 a .C ., lid e ra d a s
d ã o (Ê x 1 1 .3 ) , n a re s ta u ra ç ã o d o C a tiv e iro (E d 1 .4 ) , e n o in í­ p o r Esdras (c a p 7 a 1 0 ) . A te rc e ira fo i e m 4 4 4 a .C ., c o m N e e ­
c io da p ro c la m a ç ã o do e v a n g e lh o p e la ig re ja p rim itiv a m ia s ( N e 2 . 1 - 5 ) . O u tro s ju d e u s c o n tin u a v a m a p re fe rir as
( A t 2 .4 7 ) . • N . H o m . O d e c r e to d e C iro , w 2 -4 . 1) Um a v a n ta g e n s m a te ria is d a B a b ilô n ia . • N . H o m . As p ro v id ê n c ia s
co n fis são n o tá v e l q u a n t o à e x is tê n c ia , g ra n d e z a , b o n d a d e , d iv in a s p a ra a Sua o b ra , w 5 - 1 1 ; 1 ) T a n to le ig o s c o m o m i­
a u to rid a d e e v o n ta d e d e D e u s , v 2 ; 2 ) U m a p e rm is s ã o satisfa­ n istro s fo r a m c h a m a d o s , v 5 ; 2 ) D e u s p ro v id e n c io u os m eio s:
tó ria , v 3; 3 ) U m m a n d a m e n to a te n c io s o , v 4 . s u s te n to , tra n s p o rte , m a te ria is e u ten s ílio s ( 5 ,6 , 7 ) .
1 .7 Nabucodonosor. C f 2 Rs 2 4 . 1 0 - 1 3 ; 2 C r 3 6 .7 ; D n 5 . 1 - 4 . 2 .1 Filhos da província. Judá p assou a ser p ro v ín c ia p ers a.
1 .8 Sesbazar. H á u m a te o ria q u e seu n o m e b a b ilô n ic o seria o 2 . 2 - 5 8 Essa lista d a s pessoas q u e v o lta ra m d o c a tiv e iro a p a ­
e q u iv a le n te d e Z o r o b a b e l, m a s o c a p 5 d á a im p re s s ã o d e re c e ta m b é m e m N e 7 . 7 - 6 3 ; a lg u m a s d ife re n ç a s o c o r r e m e m
q u e , d e p o is d a m o r te d e S e s b a za r e d e C iro , a p e q u e n a c o lô ­ a lg u n s n o m e s , o q u e se a trib u i: 1 ) A n o m e s d ife re n te s d a d o s
n ia , re g id a p o r Z o ro b a b e l, tin h a d e re c o rre r aos a n tig o s a rq u i­ n a B a b ilô n ia e e m Judá; 2 ) À d ife re n te o rto g ra fia d o a ra m a ic o
v o s im p e ria is p a ra ra tific a r o a c o r d o q u e a q u i se d e s c re v e . e m re la ç ã o a o h e b ra ic o ; 3 ) À c o n fu s ã o d e g e n e a lo g ia s m e n ­
1 .9 Bacias. Para as o fe rta s n o te m p lo ( N m 7 .1 3 , 1 9 ,2 5 ) . c io n a d a e m Ed 2 .6 2 .
ESDRAS 2.21 670
21 Os filhos de Belém, cento e vinte e 2.31 /Ed 2.7 42 Os filhos dos porteiros: os filhos de Sa­
três. lum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom,
22 Os homens de Netofa, cinqüenta e seis. os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os
23 Os homens de Anatote, cento e vinte e filhos de Sobai; ao todo, cento e trinta e nove.
oito. 43 Os servidores do templo: os filhos de
24 Os filhos de Azmavete, quarenta e 2 .3 6 * 1 0 24.7 Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de
dois. Tabaote,0
25 Os filhos de Quiriate-Arim, Cefira e 44 os filhos de Queros, os filhos de Sia, os
Beerote, setecentos e quarenta e três. filhos de Padom,
26 Os filhos de Ramá e de Geba, seiscen- 45 os filhos de Lebana, os filhos de Ha-
tos e vinte e um. 2.37 H C r 24.14 gaba, os filhos de Acube, os filhos de Hagabe,
27 Os homens de Micmás, cento e vinte e 46 os filhos de Sanlai, os filhos de Hanã,
dois. 47 os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, os
28 Os homens de Betei e Ai, duzentos e filhos de Reaías,
vinte e três. 48 os filhos de Rezim, os filhos de Ne-
29 Os filhos de Nebo, cinqüenta e dois. 2.38m 1Cr9.12 coda, os filhos de Gazão,
30 Os filhos de Magbis, cento e cinqüenta 49 os filhos de Uzá, os filhos de Paséia, os
e seis. filhos de Besai,
31 Os filhos do outro Elão, mil duzentos e 50 os filhos de Asná, os filhos dos meuni-
cinqüenta e quatro./ tas, os filhos dos nefuseus,
32 Os filhos de Harim, trezentos e vinte. 2.39 "1 Cr 24.8 51 os filhos de Baquebuque, os filhos de
33 Os filhos de Lode, Hadide e Ono, sete­ Hacufa, os filhos de Harur,
centos e vinte e cinco. 52 os filhos de Baslute, os filhos de
34 Os filhos de Jericó, trezentos e qua­ Meída, os filhos de Harsa,
renta e cinco. 53 os filhos de Barcos, os filhos de Sísera,
35 Os filhos de Senaá, três mil seiscentos os filhos de Temá,
54 os filhos de Nesias, os filhos de Hatifa.
2.43 °1 Cr 9.2
e trinta.
36 Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da 55 Os filhos dos servos de Salomão: os
casa de Jesua, novecentos e setenta e três.* filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos
37 Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e de Peruda,P
dois.' 56 os filhos de Jaala, os filhos de Darcom,
38 Os filhos de Pasur, mil duzentos e qua­
2.55 pIRs 9.21
os filhos de Gidel,
renta e sete.m 57 os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil,
39 Os filhos de Harim, mil e dezessete." os filhos de Poquerete-Hazebaim e os filhos
40 Os levitas: os filhos de Jesua e Cad- de Ami.
miel, dos filhos de Hodavias, setenta e quatro. 58 Todos os servidores do templo e os
41 Os cantores: os filhos de Asafe, cento e 2.58 q]s 9.21;
filhos dos servos de Salomão, trezentos e no­
venta e dois.1?
IRs 9.21;
vinte e oito. IC r 9.2

2 .2 1 Os filhos deBelém. E m N e 7 .2 6 este s são d e fin id o s c o m o A p a la v ra s ig n ific a " d a d o , c o n c e d id o " e , s e g u n d o 8 .2 0 , t i­


" h o m e n s d e B e lé m " , e se clas sificam ju n t a m e n t e c o m os h o ­ n h a m s id o u m a " o fe r ta " d e D a v i p a ra serv ir n o te m p lo .
m e n s d e N e to fa , u m a vila v iz in h a q u e e ra o la r d e a lg u n s d o s 2 .5 5 Filhos dos servos de Salomõo. E q u iv a le n te s aos s e rv id o ­
h e ró is d o rei D a v i ( 2 S m 2 3 . 2 8 - 2 9 ) . res ( 4 3 ) .
2 . 2 2 - 3 5 O s s e g u in te s n o m e s n ã o e r a m d e fa m ília s , m a s d e
2 .5 8 Osservidores do templo. O t e m p lo já tin h a s id o d e s ­
vilas d e o r ig e m : N e to fa , A n a lo te , A z m a v e te , Q u ir ia te -A r im ,
tr u íd o e m 5 8 7 a .C ., q u a n d o e n tã o o resto d o p o v o d e Israel
Q u e fira , B e a ro te , R a m á , G e b a , M ic m á s , B e te i, A i, N e b o , M a g ­
fo i le v a d o p a ra o c a tiv e iro . E n tã o , o ú n ic o fa to r q u e le v o u o
bis, H a rim , L o d e , O n o , H a d id e , Jericó, S e n a á . A m a io ria d esta s
p o v o a c o n s e rv a r a m e m ó r ia d a su a g e n e a lo g ia e d as suas
vilas é c o n h e c id a n a h is tó ria b íb lic a , a lé m d e c o n s ta r n a s listas
a trib u iç õ e s tra d ic io n a is d e n t r o d o c u lto d o te m p lo , e ra a o b ra
c o n s e rv a d a s n a s in sc rições d o s reis d o E g ito e d a B a b ilô n ia . As
d o p ro fe t a E ze q u ie l, q u e p red is s e ra essa d e s tru iç ã o c o m o
v e z e s u m n o m e e ra c o n ta d o c o m sua v ila d e o r ig e m , às veze s
o b r a d a p u n iç ã o d iv in a , p e la id o la tria d o p o v o (E z 8 . 5 - 1 8 ;
e ra c o n ta d o s e g u n d o sua fa m ília , e d a í a lg u m a s d iv e rg ê n c ia s
1 0 . 1 8 - 2 2 ) ; a lé m d esta s p ro fe c ia s , h a v ia o u tra s q u e d iz ia m
e n tre Esdras e N e e m ia s , n esta s listas. re s p e ito à re s ta u ra ç ã o d a n a ç ã o c o n d ic io n a d a p e lo a r re p e n d i­
2 .4 1 Asafe. O c a n t o r - m o r d e D a v i (1 C r 1 5 . 4 - 7 n ) . m e n to , q u e seria s e g u id o p e lo d o m d e u m a v id a n o v a c o n c e ­
2 .4 3 Servidores. H e b n e th ín ím , tra n s lite ra d o , " n e tin e u s " , que d id o a o p o v o p e lo E sp írito d e D e u s (E z 3 7 . 1 - 1 4 ) . Só d e n tr o
se m e n c io n a m a p e n a s e m c o n e x ã o c o m o r e to r n o d o Exílio. d e s te c o n te x to é q u e a v isã o d e u m n o v o t e m p lo id e a l p o d e -
671 ESDRAS 3.5
59 Também estes subiram de Tel-Melá, 2.61 deram voluntárias ofertas para a Casa de
Tel-Harsa, Querube, Adâ e Imer, porém não r2Sm 17.27
Deus, para a restaurarem no seu lugar.v
puderam provar que as suas famílias e a sua 69 Segundo os seus recursos, deram para
linhagem eram de Israel: 2.62 sNm 3.10 o tesouro da obra, em ouro, sessenta e um mil
60 os filhos de Delaías, os filhos de To- daricos, e, em prata, cinco mil arráteis, e cem
bias, os filhos de Necoda, seiscentos e cin­ vestes sacerdotais.w
qüenta e dois. 2.63 tEx 28.30 70 Os sacerdotes-*, os levitas e alguns do
61 Também dos filhos dos sacerdotes: os povo, tanto os cantores como os porteiros e os
filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos servidores do templo habitaram nas suas cida­
de Barzilai, que se casara com uma das filhas 2.64 uNe 7.67 des, como também todo o Israel.
de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do
nome dele/ É levantado o altar
62 Estes procuraram o seu registro nos li­
3 Em chegando o sétimo mês, e estando os
2.68 *Ne 7.70

vros genealógicos, porém o não acharam; filhos de Israel já nas cidades, juntou-se
pelo que foram tidos por imundos para o sa­ 2.69 o povo, como um só homem, em Jerusalém.
cerdócio.5 " 1 C r 26.20 2 Levantou-se Jesua, filho de Jozadaque,
63 O governador lhes disse que não co­ e seus irmãos, sacerdotes, e Zorobabel, filho
messem das coisas sagradas, até que se levan­ de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o al­
tasse um sacerdote com Urimf e Tumim. 2.70 *1 Cr 9.2; tar)' do Deus de Israel, para sobre ele oferece­
64 Toda esta congregação junta foi de Ne 11.3
rem holocaustos, como está escrito na Lei de
quarenta e dois mil trezentos e sessenta," Moisés, homem de Deus.
65 afora os seus servos e as suas servas, 3.2 /Êx 27.1 3 Firmaram o altar sobre as suas bases; e,
que foram sete mil trezentos e trinta e sete; e ainda que estavam sob o terror dos povos de
tinham duzentos cantores e cantoras. outras terras, ofereceram sobre ele holocaus­
66 Os seus cavalos, setecentos e trinta e 3.3 *Nm 28.3-4 tos ao Senhor, de manhã e à tarde.1
seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e 4 Celebraram a Festa dos Tabemáculos0,
cinco; como está escrito, e ofereceram holocaustos
67 os seus camelos, quatrocentos e trinta 3.4 diários, segundo o número ordenado para
e cinco; os jumentos, seis mil setecentos e °Nm 29.12-38
cada dia;
vinte. 5 e, depois disto, o holocausto contínuoh
68 Alguns dos cabeças de famílias, vindo e os sacrifícios das Festas da Lua Nova e de
à Casa do Senhor, a qual está em Jerusalém,
3.5
f>Nm 28.1-29.11 todas as festas fixas do Senhor, como tam-

ria s u rg ir (E z 4 0 - 4 8 ) , u m a v isã o q u e v e io a ser o e s te io e a 2 .6 9 Dracmas. O u d á ric o s . Arráteis. O u m in a s , h e b maneh,


e s p e ra n ç a d o s cativ o s. 5 0 0 g c a d a , to ta liz a n d o a q u i 2 ,5 to n e la d a s d e p ra ta .
2 .2 -6 1 A lista d a s pessoas q u e v o lta ra m é tríp lic e : E m p r i­
m e ir o lu g a r, h á u m a lista d as pessoas q u e a in d a c o n h e c ia m
3 .1 O sétimo mês. S e te m b ro d o p rim e iro a n o d o regresso,
sua fa m ília , sua c lã , e sua tr ib o ( 3 - 1 9 ) . D e p o is , h a v ia pessoas
5 3 7 a .C . Como um só homem. Esta u n id a d e d e e s p írito fo i
possível só d e p o is d e o p o v o s e p a ra r-s e d o s ju d e u s q u e d e c i­
q u e n ã o e ra m d e d e s c e n d ê n c ia re g is tra d a , m a s q u e m u ito
d ir a m fic a r n a B a b ilô n ia .
b e m s a b ia m os n o m e s d as c id a d e s d e o n d e seus pais tin h a m
sid o le v a d o s p a ra o c a tiv e iro ( 2 0 - 3 5 ) . A te rc e ira lista c o n té m
as pessoas q u e c o n s e rv a v a m suas fu n ç õ e s tra d ic io n a is c o m o
3 .2 Zorobabel. U m d o s a n te p a s s a d o s d e Jesus, e d e s c e n d e n te

sa c e rd o te s e levitas, c a n to re s e s e rv id o re s d o t e m p lo , se­
d a lin h a re a l d e D a v i ( M t 1 . 1 1 - 1 2 ) . Holocaustos. Possivel­
m e n te o fe re c ia m -s e sacrifícios e m Jeru salém d u r a n te o c a ti­
g u n d o suas fa m ília s ( 3 6 - 5 8 ) . S e g u n d o as tra d iç õ e s d o s israe­
v e iro , m as a q u i se re in ic ia o c u lto d iv in o p re s c rito p o r D eu s ,
litas , as pessoas m e n c io n a d a s n a te rc e ira lista te r ia m a
c o n fo r m e a o b s e rv a ç ã o d o s sacrifícios e s ta b e le c id a n o s livros
p rim a z ia , e as d a s e g u n d a lista s e ria m as "av u ls a s " (c f w 59
d e Ê x o d o e L e v ític o . Ó sacrifício c o m o c e n tr o d o c u lto n ã o fo i
e 6 2 ).
p ro te la d o a té c o m p le ta r -s e o te m p lo .
2 .6 3 O governador. S esb azar, c o m o tít u lo o fic ia l " T irs a ta ",
q u e n o Im p é rio Persa se a p lic a v a aos alto s o ficia is, s e n d o tirs- 3 .3 Outras terras. As a m e a ç a s q u e s u rg ira m d as vária s tu rb a s
hãtã' a m a n e ira h e b ra ic a d e e s c re v e r a fo r m a p e rs a d e "Vossa d e e s tra n g e iro s q u e se tin h a m a p o s s a d o d a re g iã o d e Judá,
E x c e lê n c ia " . Com Urim e Tumim. F a zia m p a rte d o v e s tu á rio d o d u ra n te o c a tiv e iro n ã o p o d ia m d e te r os ju d e u s d e b u s c a r
s u m o s a c e rd o te (Ê x 2 8 . 3 0 ) e e ra m u tiliz a d o s p a ra d e s c o b rir a a r d e n te m e n te a c o m u n h ã o c o m D eu s .
v o n ta d e d o S en h o r. V e ja Êx 2 8 .1 5 n ; 1 S m 2 3 . 9 n . S ó o s u m o
s a c e rd o te p o d ia re s ta u ra r os o u tro s s a c e rd o te s a o seu le g í­ 3 .5 Lua nova. O p rim e iro d ia d e c a d a m ês ( lu n a r ) e ra u m a
t im o m in is té rio . fe s ta relig io sa ( N m 2 8 . 1 1 - 1 5 ; C l 2 .1 6 ) .
B N C A S3.6 672
bém o s dos que traziam ofertas voluntárias ao 3.7 c l Rs 5.6;
címbalos, para louvarem o Senhor, segundo
S e n h o r.
202.10,16;
Ed 6.3 as determinações de Davi, rei de Israel.
6 Desde o primeiro dia do sétimo mês, 11 Cantavam alternadamente, louvando e
começaram a oferecer holocaustos ao rendendo graças ao Senhor , com estas pala­
Senhor; porém ainda não estavam postos os vras: Ele é bom, porque a sua misericórdia
fundamentos do templo do Senhor. dura para sempre sobre Israel. E todo o povo
7 Deram, pois, o dinheiro aos pedreiros e
3.8 d lC r 23.24
jubilou com altas vozes, louvando ao Senhor
aos carpinteiros, como também comida, be­ por se terem lançado os alicerces da sua
bida e azeite aos sidônios e tírios, para traze­ casa. 9
rem do Líbano madeira de cedro ao mar, para 12 Porém muitos dos sacerdotes, e levitas,
Jope, segundo a permissão que lhes tinha 3.9 cEd 2.40
e cabeças de famílias, já idosos, que viram a
dado Ciro, rei da Pérsia.c primeira casa, choraram em alta voz quando à
sua vista foram lançados os alicerces desta
Lançados os alicerces do templo casa; muitos, no entanto, levantaram as vozes
8 No segundo ano da sua vinda à Casa de 3.10 H C r 25.1
com gritos de alegria.h
Deus, em Jerusalém, no segundo mês, Zoro­ 13 De maneira que não se podiam discer­
babel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Joza- nir as vozes de alegria das vozes do choro do
daque, e os outros seus irmãos, sacerdotes e povo; pois o povo jubilava com tão grandes
levitas, e todos os que vieram do cativeiro a 3.11 9 Ex 1.5.21;
ICr 16.34,41;
gritos, que as vozes se ouviam de mui longe.
Jerusalém começaram a obra da Casa do 2Cr 7.3; 51136.1
Senhor e constituíram levitas da idade de Os inimigos fazem parar
vinte anos para cima, para a superinten­ a construção do templo

4
derem. d Ouvindo os adversários de Judá e Benja­
9 Então, se apresentaram Jesua com seus 3.12»>Ag 2.3 mim que os que voltaram do.cativeiro
filhos e seus irmãos, Cadmiel e seus filhos, os edificavam o templo ao Senhor, Deus de
filhos de Judá, para juntamente vigiarem os Israel,'
que faziam a obra na Casa de Deus, bem 2 chegaram-se a Zorobabel e aos cabeças
como os filhos de Henadade, seus filhos e 4.1 'Ed 4.7-9 de famílias e lhes disseram: Deixai-nos edifi-
seus irmãos, os levitas.e car convosco, porque, como vós, buscaremos
10 Quando os edificadores lançaram os a vosso Deus; como também já lhe sacrifica­
alicerces do templo do Senhor, apresenta- mos desde os dias de Esar-Hadom/, rei da
ram-se os sacerdotes, paramentados e com 4.2 Assíria, que nos fez subir para aqui.
trombetas, e os levitas, filhos de Asafef, com )2Rs 17.24-41 3 Porém Zorobabel, Jesua e os outros ca-
3 .1 3 Choro do povo. E n tre os p o v o s o rie n ta is , as exp ressõ es sul d e je ru s a lé m ser tra n s fo rm a d o n a p ro v ín c ia pers a d a Id u -
d e a le g ria e de p e s a r re c e b e m e x p re s s õ e s s e m e lh a n te s . m é ia . Benjamim. D e s d e a é p o c a d a d iv is ã o d o s reinos, B e n ja ­
• N . H o m . N o ta -s e n e s te te rc e iro c a p ítu lo , q u e os israelitas m im e s ta v a in c o r p o ra d o a ju d á .
a p r e n d e r a m q u e a p e d ra fu n d a m e n ta l d e u m a n a ç ã o é a v e r ­
• N . H om . 4 .1 -3 P az o u P u re za: 1 ) A a lia n ç a p ro p o s ta , 1 e
d a d e ira re lig iã o , e assim , c u id a ra m p rim e ir o e m t e r u m a lta r
2 ; 2 ) A te n ta ç ã o p o d e ro s a , v 2 ; 3 ) A f ir m e recu sa, v 3.
(q u e s im b o liz a o sa c rifíc io e a o ra ç ã o ) a n te s d e fa la r e m e m
C a rta M a g n a , c o m é rc io , in d ú s tria , d ire ito s civis, ele iç õ e s , e tc . • N . H o m . 4 .2 Deixai-nos edificar convosco. O s ad v e rs á rio s
N a d a fic a d e p é a n ã o ser a q u ilo q u e e s te ja f ir m e n o S e n h o r o u " g e n te s d a te r ra " d e s c rito s e m 4 .1 n , p ro c u ra v a m im p e ­
(S 1 1 2 7 .1 - 2 ) . Só q u a n d o se b u s c a e m p r im e ir o lu g a r o re in o d ir o tr a b a lh o c o m trê s e s tra té g ia s : 1 ) P ro c u ra v a m a tra ir os
d e D e u s e a sua ju s tiç a , é q u e h á e s p e ra n ç a d e q u e a v id a ju d e u s a e n tr a r n u m a u n iã o falsa , e s p ú ria , tra iç o e ira , v 3
n a c io n a l fic a rá d e p é e m to d o s os seus a s p e c to s físicos, m o ra is ( c f 2 Rs 1 7 . 3 2 ) ; 2) In te n t a r a m d e s a n im a r o povo, v 4,
e es p iritu a is ( M t 6 .3 3 ) . p o n d o e m p e c ilh o s n a m ã o d e o b ra e ta lv e z re te n d o m a te ­
riais; 3 ) L e v a ra m acu s açõ es a A ssu ero e D a rio , w 6 e 7. A
4 .1 O s adversários. C h a m a d o s d e " g e n t e d a te r r a " n o v 4,
p r im e ira fo i c e r ta m e n te a m a is s u til e p e rig o s a . As v id a s d e
'am hã'õreç) q u e d e p o is p assou
u m a e x p re s s ã o ( h e b a ser
Esdras e N e e m ia s o fe r e c e m -n o s m u ita s ilu straçõ es d a v e r­
u sad a p a ra d e s ig n a r os h a b ita n te s d e Judá q u e n ã o e ra m p ra ­
d a d e ir a s e p a ra ç ã o . Ver 2 C o 6 .1 4 -1 8 ; 2 Tm 2 .1 9 -2 1 .
tic a n te s fiéis d a re lig iã o d o s ju d e u s . A q u i, tra t a - s e d o s d e s c e n ­
d e n te s d o s d e p o r ta d o s q u e S a rg o m II d a Assíria tra n s p o r to u
Esar-Hadom. E s a r-H a d o m (6 8 1 -6 6 9 a . C .) c o n t in u o u o
s is te m a d e d e p o r ta ç õ e s e d e s lo c a ç õ e s in ic ia d o p e lo rei
p a ra a S a m a ria , d e p o is d e t e r d e s tr u íd o o re in o d e Israel,
S a rg o m II; fo i o p e n ú ltim o rei d a Assíria.
q u a n d o le v o u os israelitas p a ra o c a tiv e iro ( 2 Rs 1 7 . 6 , 2 4 ) . Es­
ses re s ta n te s q u e re to rn a ra m d e v á rio s p o v o s d a M e s o p o tâ ­ 4 .3 Nada tendes conosco. As g e n te s d e o r ig e m é tn ic a m is
m ia v ie ra m a ser c h a m a d o s s a m a rita n o s . A lé m dess e, h a v ia a in c lu ía m o D e u s d e Israel n o m e io d a sua re lig iã o m is ta . As
in filtra ç ã o d e e d o m ita s e á ra b e s , a o p o n t o d e o t e rr itó rio a o v a n ta g e n s e c o n ô m ic a s o fe re c id a s a o p o v o d e D e u s n ã o o b s -
673 ESDRAS 4.19
beças de famílias lhes responderam: Nada 4.3 *Ed 1.1-3 12 Teus servos, os homens daquém do Eu­
tendes conosco na edificação da casa a nosso frates e em tal tempo. Seja do conhecimento
Deus; nós mesmos, sozinhos, a edificaremos do rei que os judeus que subiram de ti vieram
ao Senhor, Deus de Israel, como nos orde­ a nós a Jerusalém. Eles estão reedificando
nou Ciro, rei da Pérsia.k aquela rebelde e malvada cidade e vão restau­
4 Então, as gentes da terra desanimaram o rando os seus muros e reparando os seus fun­
povo de Judá, inquietando-o no edificar;1 4.4 'Ed 3.3 damentos.
5 alugaram contra eles conselheiros para 13 Saiba ainda o rei que, se aquela cidade
frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, se reedificar, e os muros se restaurarem, eles
rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da não pagarão os direitos, os impostos e os pe­
Pérsia. dágios e assim causarão prejuízos ao rei.P
6 No princípio do reinado de Assuerom, 14 Agora, pois, como somos assalariados
escreveram uma acusação contra os habitan­ do rei e não nos convém ver a desonra dele,
tes de Judá e de Jerusalém.
4.6 rn Et 1.1
por isso, mandamos dar-lhe aviso,
7 E, nos dias de Artaxerxes, rei da Pérsia, 15 a fim de que se busque no Livro das
Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros seus Crônicas de seus pais, e nele achará o rei e
companheiros lhe escreveram; a carta estava saberá que aquela cidade foi rebelde e danosa
escrita em caracteres aramaicos e na língua aos reis e às províncias e que nela tem havido
siríaca. rebeliões, desde tempos antigos; pelo que foi
8 Reum, o comandante, e Sinsai, o escri­ 4.9
a cidade destruída.
vão, escreveram contra Jerusalém uma carta "2Rs 17.30-31

ao rei Artaxerxes. 16 Nós, pois, fazemos notório ao rei que,


9 Escreveu Reum, o comandante, e Sinsai, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros
o escrivão, os outros seus companheiros: di- se restaurarem, sucederá que não terá a posse
naítas, afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, ar- das terras deste lado do Eufrates.
quevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, 17 Então, respondeu o rei: A Reum, o co­
elamitas" 4.10 °Ed 4.1 mandante, a Sinsai, o escrivão, e a seus com­
10 e outros povos, que o grande e afamado panheiros que habitam em Samaria, como aos
Osnapar transportou e que fez habitar na ci­ restantes que estão além do Eufrates: Paz!
dade de Samaria, e os outros aquém do Eu­ 18 A carta que nos enviastes foi distinta­
frates.0 mente lida na minha presença.
11 Eis o teor da carta endereçada ao rei 19 Ordenando-o eu, buscaram e acharam
Artaxerxes: 4.13 pEd 7.24 que, de tempos antigos, aquela cidade se le-

c u re c e ra m a n e c e s s id a d e d e fic a r in tra n s ig e n te p e ra n te a insi- d a c e , D a rio , são títu lo s reais, a lé m d e s e re m n o m e s , e a alu s ão


d io s a in filtra ç ã o d o p a g a n is m o . n e m s e m p r e p o d e ser d e fin id a . E n te n d e m o s q u e e sta c a rta
4 .4 No edificar. F a z e r-s e a v o n ta d e d e D e u s n ã o im p lic a q u e p e rte n c e à é p o c a d e N e e m ia s . Língua siríaca. Esta é u m a ano­
n ã o h a v e rá ad ve rsário s; a d e d ic a ç ã o , às v eze s, p ro v o c a o ó d io ta ç ã o h e b ra ic a q u e in d ic a q u e a n a rra tiv a passa a ser escrita
do m undo. e m a ra m a ic o , d e s d e 4 . 8 a t é 6 .1 8 . Era a lín g u a d a d ip lo m a c ia
in te rn a c io n a l.
4 .5 Dario. D a r io I d a Pérsia, 5 2 2 - 4 8 6 a .C . E n tre C iro e D a rio
re in o u C a m b is e s , 5 3 0 - 5 2 2 a .C . 4 . 1 0 Asnapar. A s s u rb a n ip a l, rei d a Assíria, d e 6 6 9 - 6 2 7 a .C .
4 .6 Assuero. Id e n tific a -s e c o m X e rx e s , 4 8 5 - 4 6 5 a .C . A q u i, Aquém. D o p o n to d e vista d a c id a d e d a B a b ilô n ia e d a Pérsia.
Esdras e stá cla s s ific a n d o e c ita n d o to d o s os e x e m p lo s d e p e r ­ 4 . 1 2 Eem tal tempo. A frase a ra m a ic a ta lv e z s ig n ifiq u e " e tc " ,
s e g u iç ã o q u e tin h a h a v id o d e s d e o p rin c íp io d a re c o n s tru ç ã o , o u ta lv e z " e a g o r a " , in tro d u z in d o a frase s e g u in te . C f w 10,
e q u e , m e s m o d e p o is d e c o n s tru íd o o t e m p lo , e m 5 1 6 a .C ., 1 7 e 7 .1 2 . Malvada cidade. A b e n ç o a d a p o r D e u s , o d ia d a p e ­
c o n tin u o u a ser d irig id a c o n tra a re e d ific a ç ã o d e Jeru salém los h o m e n s (c f A t 1 0 .1 5 ) .
c o m o c id a d e fo rtific a d a , a té a s itu a ç ã o d e s c rita e m N e e m ia s ,
s o b o re in a d o d e A rta x e rx e s I ( 4 6 5 - 4 2 3 a .C .).
4 .1 4 Assalariados do rei. L it "os q u e c o m e m o sal d o p a lá c io " .
4 .7 Artaxerxes. As pessoas q u e q u e re m ver, n e s te c a p ítu lo ,
4 .1 5 No livro. O s reis d a M e s o p o tâ m ia t in h a m g ra n d e s b i­
b lio te c a s d e in sc rições e m ta b le te s d e a rg ila , a g o ra d e s c o b e r­
a p e n a s alu s õ es à s itu a ç ã o im e d ia ta d o s ju d e u s , e n ã o u m es­
tas p e la a rq u e o lo g ia .
b o ç o q u e r e le m b ra a lg u m a s d é c a d a s d e lu tas , s u g e re m q u e
A ssu ero ( v 6 ) v iria a ser C a m b is e s ( 5 3 0 - 5 2 2 a .C .) , e q u e A rta ­ 4 .1 9 Rebeliões e motins. O s a rq u iv o s d o s b a b ilô n ic o s q u e re i­
x e rx e s seria e n tã o o títu lo d e u m u s u rp a d o r q u e se a p o d e r o u n a v a m n a B a b ilô n ia a n te s d a v in d a d o Im p é r io P ersa, t e ria m
d o tr o n o p o r a lg u n s m es es, e m 5 2 2 a .C . As d a ta s n ã o são reg is tro s d a s re v o lta s so b J e o a q u im , J o a q u im e Z e d e q u ia s
p recisas, p o is n o m e s c o m o F a ra ó , C ésa r, B e n -H a d a d e , C a n - c o n tra N a b u c o d o n o s o r , e n tr e 5 9 6 e 5 8 6 a .C .
14.20 674
«■Kn contra os reis, e nela se têm feito rebe- 4.20
nador daquém do Eufrates, e Setar-Bozenai, e
BSes e motins. <)Gn 15.18;
1Rs 4.21; SI 72.í seus companheiros e assim lhes perguntaram:
20 Também houve reis poderosos sobre Quem vos deu ordem para reedificardes esta
Jerusalém, que dalém do Eufrates dominaram casa e restaurardes este muro?u
em todo lugar, e se lhes pagaram direitos, 4 Perguntaram-lhes mais: E quais são os
impostos e pedágios. <» nomes dos homens que constroem este edi­
21 Agora, pois, dai ordem a fim de que S.1 rAg 1.1
fício?1'
aqueles homens parem o trabalho e não se J Z c l.1
5 Porém os olhos de Deus estavam sobre
edifique aquela cidade, a não ser com autori­ os anciãos dos judeus, de maneira que não
zação minha. foram obrigados a parar, até que o assunto
22 Guardai-vos, não sejais remissos nes­ chegasse a Dario, e viesse resposta por carta
tas coisas. Por que há de crescer o dano em 5.2 fAg 1.12; sobre isso.*v
prejuízo dos reis? Zc 4.6-9

23 Depois de lida a cópia da carta do rei Os adversários consultam Dario


Artaxerxes perante Reum, Sinsai, o escrivão, 6 Eis a cópia da carta que Tatenai, o go­
e seus companheiros, foram eles apressada­ vernador daquém do Eufrates, com Setar-Bo­
mente a Jerusalém, aos judeus, e, de mão ar­ 5.3 “ Ed 5.6 zenai e os seus companheiros, os afarsaquitas,
mada, os forçaram a parar com a óbra. que estavam deste lado do rio, enviaram ao
24 Cessou, pois, a obra da Casa de Deus, rei Dario,*
a qual estava em Jerusalém; e isso até ao 7 na qual lhe deram uma relação escrita do
segundo ano do reinado de Dario, rei da 5.4 >-Ed 5.10 modo seguinte: Ao rei Dario, toda a paz!
Pérsia. 8 Seja notório ao rei que nós fomos à pro­
víncia de Judá, à casa do grande Deus, a qual
As exortações de Ageu e Zacarias se edifica com grandes pedras; a madeira se

5 Ora, os profetas Ageur e Zacarias5, fi­


lho de Ido, profetizaram aos judeus que 5.5 "E d 6.6
estavam em Judá e em Jerusalém, em nome
do Deus de Israel, cujo Espírito estava com
está pondo nas paredes, e. a obra se vai fa­
zendo Com diligência e se adianta nas suas
mãos.
9 Perguntamos aos anciãos e assim lhes
eles. dissemos: Quem vos deu ordem para reedifi­
2 Então, se dispuseram Zorobabel', filho cardes esta casa e restaurardes este muro?)'
de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e 5.6 *Ed 4.9 10 Demais disto, lhes perguntamos tam­
começaram a edificar a Casa de Deus, a qual bém pelo seu nome, para tos declararmos,
está em Jerusalém; e, com eles, os referidos para que te pudéssemos escrever os nomes
profetas de Deus, que os ajudavam. dos homens que são entre eles os chefes.
3 Nesse tempo, veio a eles Tatenai, gover­ 5.9 xEd 5.3-4 11 Esta foi a resposta que nos deram: Nós
4 .2 1 Com autorização minha. Foi esta a o r d e m q u e e n tris te ­ 2) u m a n o v a p ro d u ç ã o ; 3 ) n ã o se im p o r ta v a m c o m a o p o s iç ã o .
c e u N e e m ia s , e fo i e sta a u to riz a ç ã o q u e d e p o is fo i u s a d a p a ra
c a n c e lá -la ( N e 2 .5 ) .
5 .3 Tatenai. D o c u m e n to s c u n e ifo rm e s d a é p o c a m e n c io n a m
T a te n a i c o m o S á tra p a " d a q u é m d o E u fra te s ", in c lu in d o a Pa­
4 .2 3 Mão armada. A ssim re v o g o u -s e p e la fo rç a , a o r d e m d e
le s tin a .
C iro .
4 . 2 4 Este v e rs íc ü lo , te r m in a d a a d ig re s s ã o h is tó ric a , v o lta
5 .5 O s olhos de Deus. C f 1 Pe 3 .1 2 .
p a ra a s itu a ç ã o d a é p o c a d e Esdras ( 5 ) n ã o o re in a d o d e D a rio 5 .1 1 Nós somos servos. M e d ia n te a p re g a ç ã o d o s p ro fe ta s , os
I, 5 2 2 - 4 8 6 a .C . ju d e u s e n te n d e r a m sua p o s iç ã o m ais c o m o servos d e D e u s d o
5 .1 F o ra o d e s â n im o do povo p e ra n te a o p o s i­ q u e c o m o pessoas s o b as o rd e n s d o s reis d a Pérsia; n ã o d a ­
ç ã o q u e p e r m itiu a p a ra lis a ç ã o d o tra b a lh o . C o m a e x o r ta ­ vam nom es p ess o ais, m as r e fe r ia m tu d o ao seu D eus,
ç ã o d o s p ro fe ta s A g e u e Z a c a ria s , c u ja s p a la v ra s se re g is tra m c f C n 2 4 . 3 4 ; 1 C o 3 .7 . Há muitos anos. E m 9 6 3 a .C .; 4 4 3
n os seus Livros, a o b ra re in ic io u -s e e m 5 2 0 a .C ., d e p o is a n o s a n te s , S a lo m ã o e d ific a ra o p rim e iro t e m p lo , q u e fo i des­
d e q u in z e a n o s d e in te r r u p ç ã o (d e s d e 5 3 6 - 5 3 5 a .C .) . t r u íd o p e lo s b a b ilô n ic o s e m 5 8 7 a .C . O s e g u n d o , m a is m o ­
• N . H o m . C o rre ç ã o e s p iritu a l, 4 . 2 4 - 5 . 2 . 1 ) A in d o lê n c ia d o d e s to , q u e a q u i se d e s c re v e , fo i te r m in a d o e m 5 1 6 a .C ., q u e
p o v o , 4 .2 4 , c f A g e u c a p 1; 2 ) A re p re e n s ã o d o s p ro fe ta s 5 .1 ; 3 ) d u r o u a té 2 0 a .C ., q u a n d o H e ro d e s o fo i d e s m o n ta n d o p a ra
A re c u p e ra ç ã o d a o b ra , 5 .2 . A p re g a ç ã o d o s p ro fe ta s a p re s e n ­ e d ific a r o im p o n e n te te r c e iro t e m p lo , q u e fo i d e s tru íd o p elo s
t o u os s e g u in te s req u isito s: a ) e m n o m e d e D e u s , b ) n o p o d e r ro m a n o s e m 7 0 d .C . T e m p lo s id ea is se d e s c re v e m e m Ez caps
d o E sp írito , c ) s e m se im p o r ta r c o m os d e s â n im o s d o s o u v in te s . 4 0 - 4 3 ; Jo 2 .2 1 ; 1 C o 3 . 1 6 - 1 9 ; Ef 2 . 2 0 - 2 2 ; H b 9 .1 1 ,2 4 ;
O s re s u lta d o s d e s ta p re g a ç ã o id e a l s e ria m : 1 ) u m n o v o in ício; 1 Pe 2 . 4 - 8 ; A p 1 1 .1 9 .
675 ESDRAS 6.8
somos servos do Deus dos céus e da terra e 5.11 ^IR s 6.1 O decreto de Dario

6
reedificamos a casa que há muitos anos fora Então, o rei Dario deu ordem, e uma
construída, a qual um grande rei de Israel busca se fez nos arquivos reais da Babi­
edificou e a terminou.z 5.12 lônia, onde se guardavam os documentos/
12 Mas, depois que nossos pais provoca­ «2Rs 25.8-12; 2 Em Acmetá, na fortaleza que está na
ram à ira o Deus dos céus, ele os entregou nas
2Cr 36.17-20;
província da Média, se achou um rolo, e nele
estava escrito um memorial que dizia assim:
Jr 52.1 2-15
mãos de Nabucodonosor0, rei da Babilônia, o
caldeu, o qual destruiu esta casa e transportou 3 O rei Ciro, no seu primeiro ano, baixou
o povo para a Babilônia. o seguinte decreto: Com respeito à Casa de
13 Porém Ciro, rei da Babilônia, no seu
5.13 *E d 1.2-11
Deus, em Jerusalém, deve ela edificar-se para
primeiro ano, deu ordemb para que esta Casa ser um lugar em que se ofereçam sacrifícios;
de Deus se edificasse. seus fundamentos serão firmes, a sua altura,
14 Também os utensílios de ouro e de 5.14 cEd 1.7-8 de sessenta côvados, e a sua largura, de ses­
prata, da Casa de Deus, que Nabucodonosor senta côvados, com três carreiras de grandes
levara do templo qüe estava em Jerusalém é pedras e uma de madeira nova.
os meteu no templo de Babilônia, o rei Ciro 4 A despesa se fará da casa do rei.s
5 Demais disto, os utensílios de ouro e de
5.16 dEd 3.8

os tirou de lá, e foram dados a um homem prata, da Casa de Deus, que Nabucodonosor
cujo nome era Sesbazar, a quem nomeara go- tirara do templo que estava em Jerusalém,
vemadorc 5.17 eEd 6.1-2
levando-os para a Babilônia, serão devolvi­
15 e lhe disse: Toma estes utensílios, e dos para o templo que está em Jerusalém,
vai, e leva-os ao templo de Jerusalém, e faze cada utensílio para o seu lugar; serão recolo­
reedificar a Casa de Deus, no seu lugar. 6.1 'Ed 5.17 cados na Casa de Deus.h
16 Então, veio o dito Sesbazar e lançou os 6 Àgora, pois, Tatenai, governador dalém
fundamentos da Casa de Deus, a qual está em do Eufrates, Setar-Bozenai e seus compa­
Jerusalém; e, daí para cá, se está edificando e nheiros, os afarsaquitas, que estais para além
ainda não está acabada.d 6 .4 s 1 Rs 6.36
do rio, retirai-vos para longe dali.1'
17 Agora, pois, se parece bem ao rei, que 7 Não interrompais a obra desta Casa de
se busque nos arquivos reais, na Babilônia, Deus, para que o governador dos judeus e os
se é verdade haver uma ordem do rei Ciro 6.5 <>Ed 1.7-8
seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no
para edificar esta Casa de Deus, em Jerusa­ seu lugar.
lém; e sobre isto nos faça o rei saber a sua 8 Também por mim se decreta o que ha-
vontade.e 6 . 6 'Ed 5.3 veis de fazer a estes anciãos dos judeus, para
S .1 2 O caldeu. A g o ra , c o m os persas re in a n d o e m B a b ilô n ia , N e 1 2 .2 2 . O d e c r e to d e D a rio , a q u i a lu d id o , te m a d a ta d e
d e fin e -s e o rei q u e n ã o e ra p e rs a , m a s s im , d o s c a ld e u s o u 5 3 9 a .C ., e essa bu sc a fo i fe ita d e p o is d e 5 2 2 a .C ., o q u e
b a b ilô n io s . m o s tra q u e h o u v e q u in z e a n o s d e lu ta s p a ra p o d e r c o m e ç a r
5 .1 4 Sesbazar. Este g o v e rn a d o r ( 1 .8 , 1 1 ; 2 .6 3 ) d e v e t e r m o r­ a o b ra .
rid o cedo, p a ra e n tã o Z o r o b a b e l v ir a ocupar o seu 6 .2 Memorial. Essa in s tru ç ã o d a b u ro c ra c ia in te rn a c o m p le ­
c a rg o ( 3 .8 ) . m e n to u o d e c r e to o r ig in a l q u e fo i p u b lic a m e n te p r o c la m a d o ,
5 .1 6 Está edificando. Esta d e c la ra ç ã o n ã o e x c lu i o f a t o d e q u e 1 .2 -4 . Acmeta. O u E c b á ta n o s , a n tig a c a p ita l d a M é d ia , q u e
a o b ra tin h a c e ss ad o p o r u m in te rv a lo d e c e rc a d e 1 5 an o s p e r m a n e c e u c o m o u m a m e tr ó p o le d o Im p é rio Persa. E m ci­
( c f 4 . 2 4 e 5 .1 ) . d a d e s c o m o es ta , a a r q u e o lo g ia d e s c o b riu vário s d o c u m e n to s
5 .1 7 Arquivos reais ou "casa dos tesouros do rei". Era um de­ e livros.
p ó s ito , ta n to d e d o c u m e n to s im p o r ta n te s , c o m o d e te s o u ro s 6 .3 Côvados. C e rc a d e m e io m e tr o c a d a ; o rei a p ro v o u a
(c f 6 .1 ) . p la n ta e e s p e c ific o u a t é o n d e as desp esas seriam a u to riz a d a s ,
6 .1 Orei Dario. D a rio I, rei d a Pérsia e d o m in a d o r d o s te r r itó ­ n o to c a n te a o ta m a n h o e c o n te ú d o (o s u te n s ílio s , v 5 ,
rios q u e p e rte n c ia m aos im p é rio s d a Assíria e d a B a b ilô n ia , cf 1 .7 -1 1 ).
s u b iu a o tr o n o e m 5 2 2 a .C ., m a s le v o u u m a n o p a ra d e p o r
6 . 6 - 1 2 A q u i D a r io e stá a d ic io n a n d o suas in s tru ç õ e s im e d ia ­
d o is u s u rp a d o re s ; re in o u a té 4 8 6 a .C . N ã o se d e v e c o n fu n d ir
tas p a ra p ô r e m v ig o r o a n t ig o d e c r e to , e x o r t a n d o os o ficia is,
c o m D a rio , o M e d o , m e n c io n a d o e m D a n ie l ( D n 5 . 3 1 ; 6 .1 ;
d e t e r m in a n d o desp esas re g u la re s , e a m e a ç a n d o o s q u e in te n ­
1 1 .1 ) , o q u a l ta lv e z seja o p ró p rio rei C iro , o p ers a, q u e te ria
ta s s e m s a b o ta r a o b ra .
t ítu lo d u p lo p a ra u m d u p lo im p é rio , o u u m v ic e -r e i n o m e a d o
p o r C iro . D a rio II só v iria a o tr o n o u m sécu lo m a is ta r d e 6 .6 Afarsaquitas. A p a la v ra p a re c e ser d e r iv a d a d o t ít u lo perc a
(4 2 3 -4 0 4 a .C .) e é D a r io , o p e rs a , m e n c io n a d o em q u e e ra d a d o aos o fic ia is reais, d e n ív e t in fe rio r.
ESDRAS 6.9 676
que reedifiquem esta Casa de Deus, a saber, 6 .1 0 /Ed 7.23; ereto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da
que da tesouraria real, isto é, dos tributos da- ITm 2.1-2
Pérsia.
lém do rio, se pague, pontualmente, a despesa 15 Acabou-se esta casa no dia terceiro do
a estes homens, para que não se interrompa a mês de adar, no sexto ano do reinado do rei
obra. 6 . 1 1 ‘ Dn 2 .5 Dario.
9 Também se lhes dê, dia após dia, sem
falta, aquilo de que houverem mister: novi­ A dedicação do templo
lhos, carneiros e cordeiros, para holocausto ao 6 .1 2 'IRs 9.3 16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os
Deus dos céus; trigo, sal, vinho e azeite, se­ levitas e o restante dos exilados celebraram
gundo a determinação dos sacerdotes que es­ com regozijo a dedicação desta Casa de
tão em Jerusalém; Deus.0
10 para que ofereçam sacrifícios de aroma 6.14 ™Ag 1.1 17 Para a dedicação desta Casa de Deus
agradável ao Deus dos céus e orem pela vida nZcl.l ofereceram cem novilhos, duzentos carneiros,
do rei e de seus filhos./ quatrocentos cordeiros e doze cabritos, para
11 Também por mim se decreta que todo oferta pelo pecado de todo o Israel, segundo
homem que alterar este decreto, uma viga se 6.16 °1Rs 8.63; o número das tribos de Israel.P
arrancará da sua casa, e que seja ele levantado 2 0 7.5 18 Estabeleceram os sacerdotes nos seus
e pendurado nela; e que da sua casa se faça turnos e os levitas nas suas divisões, para o
um monturo.k serviço de Deus em Jerusalém, segundo está
12 O Deus, pois, que fez habitar ali o seu escrito no Livro de Moisés. </
nome derribe a todos os reis e povos que 6.17 pEd 8.35 A celebração da Páscoa
estenderem a mão para alterar o decreto e 19 Os que vieram do cativeiro celebraram
para destruir esta Casa de Deus, a qual está a Páscoar no dia catorze do primeiro mês;
em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; 6.18 íN m 3.6; 20 porque os sacerdotes e os levitas se
que se execute com toda a pontualidade.' IC r 23.6
tinham purificado como se fossem um só ho­
mem, e todos estavam limpos; mataram o cor­
Completado o templo deiro da Páscoa para todos os que vieram do
13 Então, Tatenai, o governador daquém 6 .1 9 cativeiro, para os sacerdotes, seus irmãos, e
do Eufrates, Setar-Bozenai e os seus compa­ rÊx 12.1-20 para si mesmos.5
nheiros assim o fizeram pontualmente, se­ 21 Assim, comeram a Páscoa os filhos de
gundo decretara o rei Dario. Israel que tinham voltado do exílio e todos os
14 Os anciãos dos judeus iam edificando e que, unindo-se a eles, se haviam separado da
prosperando em virtude do que profetizaram 6.20 * 2 0 30.15
imundícia dos gentios da terra, para buscarem
os profetas Ageum e Zacarias", filho de Ido. o S e n h o r, Deus de Israel. ‘
Edificaram a casa e a terminaram segundo o 22 Celebraram a Festa dos Pães Asmos
mandado do Deus de Israel e segundo o de- 6.21 tEd9.11 por sete dias, com regozijo, porque o SENHOR
6 . 1 0 Orem pela vida do rei. O im p é rio p e rs a p ro c u ra v a siste­ ros livro s d a B íb lia . C f N m 3 e sua a p lic a ç ã o e m 1 C r 2 3 ,2 4 .
m a tic a m e n te a b o a v o n ta d e d as in flu ê n c ia s relig io sas, e os 6 . 1 9 A n a rra tiv a v o lta à lín g u a h e b ra ic a (v e r 4 .7 n ) , p o is a g o ra
ju d e u s , p o r sua v e z , tin h a m o c o s tu m e d e o r a r e m fa v o r dos tra t a - s e d o s assu n to s relig io so s in te rn o s d o s ju d e u s .
líd e re s p o lític o s d e to d o s os lu g a re s , p a ra o n d e se e s p a lh a ­
6 . 2 0 O cordeiro d a Páscoa. S e m e lh a n te às c e le b ra ç õ e s e s p e ­
v am . Ver 1 T m 2 .1 - 2 .
ciais d esc ritas e m 2 C r 3 0 e 3 5 , r e c o rd a n d o a lib e r ta ç ã o d a
6 .1 5 O t e m p lo se c o m p le to u e m 5 1 6 a .C ., n o d ia 1 0 d e e s c ra v id ã o n o E g ito (Ê x 1 2 ) . U m só hom em . C f 3 .1 .
m a rç o ; nessa a ltu ra D a rio fe z a fa m o s a in s c riç ã o d e B e h is tu n . 6 .2 1 Im undícia dos gentios. C a s a m e n to s m is to s e o u tra s lig a ­
O q u e fa lto u d o t e m p lo e ra a a rc a d a a lia n ç a s im b o liz a n d o a çõ es já se tin h a m in filtra d o e n tre os israe litas, p ro v o c a n d o
p re s e n ç a d e D e u s , q u e d e s a p a re c e u s e m d e ix a r sin a l, p o r o c a ­ h á b ito s e a titu d e s p ró p rio s d o p a g a n is m o . E x ig ia -s e u m r o m ­
sião d a d e s tru iç ã o d o te m p lo d e S a lo m ã o . T a m b é m n ã o se p im e n t o ( 1 0 .2 ,1 0 ) .
fa la m a is d o f o g o p e rp é tu o .
6 . 2 2 Rei da Assíria. U m d o s títu lo s d o im p e r a d o r p ersa;
6 . 1 7 Cem novilhos. P o u c a c o is a, e m c o m p a r a ç ã o c o m a in a u ­ o c o rr e a q u i p a ra d e s ta c a r c o m o D e u s m u d o u a q u e le a n tig o
g u ra ç ã o d o te m p lo d e S a lo m ã o (1 Rs 8 .6 3 ) , m a s D e u s a c e ita im p é rio , q u e tin h a s id o o c a u s a d o r d a a sso lação d e Israel, e
a o fe rta " c o n fo r m e o q u e o h o m e m t e m " ( 2 C o 8 .1 2 ) . Todo o d e |u d á (s o b os c a ld e u s ), e q u e a g o ra v e io a p e r te n c e r a o s reis
Israel. S e m p re fo i e s p e ra d a a re s ta u ra ç ã o d a s d e m a is trib o s d a P érsia. • N . H o m . S e p a ra ç ã o , w 1 9 - 2 2 . 1 ) S e p a ra ç ã o
(c fE z 3 7 .1 5 - 2 8 ) . d a s o u tra s naçõ es; 2 ) S e p a ra ç ã o d a im u n d íc ia d o s g e n tio s ;
6 . 1 8 Livro de Moisés. O P e n ta te u c o , c o m p o s to d o s 5 p r im e i­ 3 ) S e p a ra ç ã o d o s falso s irm ã o s ; 4 ) S e p a ra ç ã o c ô m r e g o z ijo .
677 ESDRAS 7.17
os tinha alegrado, mudando o coração do rei 62fô.2 223.29;
uEx 12.15; 10 Porque Esdras tinha disposto o coração
da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer 2Cr 30.21; para buscar a Lei do S e n h o r , e para a cum­
as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Pv 21.1 prir, e para ensinar em Israel os seus estatutos
Israel.u e os seus juízos.7
11 Esta é a cópia da carta que o rei Arta­
Artaxerxes envia Esdras a Jerusalém 7.1 H C r 6.14 xerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das

7 Passadas estas coisas, no reinado de Ar­ palavras, dos mandamentos e dos estatutos do
taxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de S e n h o r sobre Israel:
Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,17'.6 * E d 7.9 12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote
2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz
de Aitube, perfeita!0
3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho
7 .7 *Ed 2.43
13 Por mim se decreta que, no meu reino,
de Meraiote, todo aquele do povo de Israel e dos seus sa­
4 filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de 7 .9 yEd 7.6 cerdotes e levitas que quiser ir contigo a Jeru­
Buqui, salém, vá.
5 filho de Abisua, fitho de Finéias, filho 14 Porquanto és mandado da parte do rei
de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote, 7 .1 0 * D t 33.10; e dos seus sete conselheiros para fazeres in­
este Esdras subiu da Babilônia. Ne 8.1-8; M l 2.7 quirição a respeito de Judá e de Jerusalém,
6 Ele era escriba versado na Lei de Moi­ segundo a Lei do teu Deus, a qual está na
sés, dada pelo S e n h o r , Deus de Israel; e, tua mão;b
segundo a boa mão do S e n h o r , seu Deus, 7Dn.1 22 .3«Ed7 4.10; 15 e para levares a prata e o ouro que o rei
que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo e os seus conselheiros, espontaneamente, ofe­
quanto lhe pedira.w receram ao Deus de Israel, cuja habitação está
7 Também subiram a Jerusalém alguns 7 .1 4 & E 1 1.14 em Jerusalém/
dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levi­ 16 bem assim a prata e o ouro que achares
tas, dòs cantores, dos porteiros e dos servido­ em toda a província da Babilônia, com as
res do templo, no sétimo ano do rei 7 .1 5 c2Cr 6.2 ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes,
Artaxerxes.* oferecidas, espontaneamente, para a casa de
8 Esdras chegou a Jerusalém no quinto seu Deus, a qual está em Jerusalém.d
mês, no sétimo ano deste rei; 7 .1 6 d lC r 29.6;
17 Portanto, diligentemente comprarás
9 pois, no primeiro dia do primeiro mês, Ed 8.25
com este dinheiro novilhos, e carneiros, e cor­
partiu da Babilônia e, no primeiro dia do deiros, e as suas ofertas de manjares, e as suas
quinto mês, chegou a Jerusalém, segundo a 7 .1 7 libações e as oferecerás sobre o altar da casa
boa mão do seu Deus sobre ele.)' « N m 15.4-13 de teu Deus, a qual está em Jerusalém.e

7 .1 O c a p ítu lo a n te r io r n a rra a té a o a n o 5 1 6 a .C . Esse c a p í­ 7 .7 Também subiram . A s e g u n d a p a r te d e s te L ivro se d e d ic a


t u lo se re fe re a o a n o 4 5 8 a .C ., in ic ia n d o a s e g u n d a d iv is ã o d o a n a rr a r a h is tó r ia d o g r u p o q u e v o lto u a Jeru salém c o m Es­
Livro . O in te rv a lo e n tr e os d o is é a é p o c a d e s c rita n o L ivro d e dras, c u jo n o m e s ig n ific a " A u x ilia d o r" .
Ester. Seraías. S u m o s a c e rd o te m o r to p o r o r d e m d e N a b u c o -
7 .9 C h e g a r a m n o in íc io d e a g o s to , d e p o is d e 4 m es es d e
dono so r ( jr 5 2 .2 4 -2 7 ).
v ia g e m .
7 .2 Zadoque. O s u m o s a c e rd o te d a é p o c a d e D a v i, zelo s o
7 . 1 0 Disposto. L it " p r e p a r a d o " . Esdras n o s d á u m e x e m p lo d e
p a r a c o n s e rv a r o p o v o fie l à re lig iã o e a o re in o d e D a v i.
c o m o e s c u ta r a D e u s e c o m o fa la r aos h o m e n s . Este v e rs íc u lo
7 . 5 finéias. O s a c e rd o te q u e e ra ze lo s o p e la p u re z a d o p o v o
seria u m e x c e le n te le m a p a ra m in is tro s , m is s io n á rio s , e e d u c a ­
( N m 2 5 . 7 - 1 3 ) . C o m Z a d o q u e , s im b o liz a os a n te c e d e n te s d o
d o re s relig io so s. • N . H o m . O m in is tro q u e e n s in a é: 1 ) U m
z e lo d e Esdras. filh o de Arão. Esta g e n e a lo g ia , a b re v ia d a p a ra
d is c íp u lo p ro c u ra n d o a v e rd a d e ; 2 ) O s e rv o o b e d e c e n d o aos
só m e n c io n a r os n o m e s m a is d e s ta c a d o s , re v e la Esdras c o m o
m a n d a m e n to s ; 3 ) O m is s io n á rio e n s in a n d o os preceitos d iv i­
o h e rd e iro d a posição d e s u m o s a c e rd o te .
n o s . Ele c u id a d e si m e s m o , d a d o u trin a e d o s o u v in te s
7 . 6 Escriba. H e b sõpher, " s e c re tá rio " , " p e r ito e m liv ro s ", e (c f 1 T m 4 . 1 6 ) .
d e p o is re c e b e n d o o s ig n ific a d o té c n ic o d e " e s tu d io s o d a Lei
7 .1 1 Cópia d a carta. A tra n s c riç ã o d a c a rta s e g u e e m a ra -
d e D e u s , c o m a fin a lid a d e d e e n s in á -la " . S o b a in s p ira ç ã o
m a ic o , a t é v 2 6 . Esta lín g u a fo r a e m p r e g a d a d e s d e 4 . 8 a té
d iv in a , os e scrito res b íb lic o s exerceram fa c u ld a d e s c ria d o ra s .
6 . 1 8 d e s te L ivro .
O s escrib as fo r a m in té rp re te s dessas o b ra s . A p a r tir d o fim d a
e ra d e Esdras e N e e m ia s (à q u a l p e r te n c e m A g e u , Z a c a ria s e 7 . 1 4 Sete conselheiros. O c o n s e lh o p riv a d o d o rei. N a tu a
M a la q u ia s ), a té o in íc io d o N T , a é p o c a c a ra c te r iz o u -s e p o r m ã o . T a lv e z Esdras fosse " c h e fe d o d e p a r t a m e n to d e assu ntos
escribas im ita d o re s , e n ã o m a is c ria d o re s . ju d a ic o s " .
■ B M A S 7 .1 8 678
18 Também o que a ti e a teus irmãos bem 7.25 morte, ou ao desterro, ou à confiscação de
pmecer fazerdes do resto da prata e do ouro, íÊx 18.21-22;
2Cr 17.7; bens, ou à prisão.
fazei-o, segundo a vontade do vosso Deus. Ed 16.10; 27 Bendito seja o S e n h o r, Deus de nos­
19 E os utensílios que te foram dados para Mt 23.2-3
sos pais, que deste modo moveu o coração do
o serviço da casa de teu Deus, restitui-os pe­ rei para ornar a Casa do S e n h o r, a qual está
rante o Deus de Jerusalém. em Jerusalém; s
20 E tudo mais que for necessário para a 28 e que estendeu para mim a sua miseri­
casa de teu Deus, que te convenha dar, dá-lo- córdia perante o rei, os seus conselheiros e
ás da casa dos tesouros do rei. todos os seus príncipes poderosos. Assim, me
21 Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decreto a animei, segundo a boa mão do S e n h o r, meu
todos os tesoureiros que estão dalérri do Eu­ Deus, sobre mim, e ajuntei de Israel alguns
frates: tudo quanto vos pedir o sacerdote Es­ chefes para subirem comigo.h
7.27
9 ICr 29.10
dras, escriba da Lei do Deus do céu,
pontualmente se lhe faça; A lista dos que voltaram com Esdras
22 até cem talentos de prata, até cem coros
de trigo, até cem batos de vinho, até cem
batos de azeite e sal à vontade.
23 Tudo quanto se ordenar, segundo o
8 São estes os cabeças de famílias, com as
suas genealogias, os que subiram comigo
da Babilônia, no reinado do rei Artaxerxes:
2 dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos
mandado do Deus do céu, exatamente se faça de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi,
para a casa do Deus do céu; pois para que 7.28 hEd 5.5-6
Hatus;1
haveria grande ira sobre o reino do rei e de 3 dos filhos de Secanias, dos filhos de Pa-
seus filhos? rós, Zacarias, e, com ele, foram registrados
24 Também vos fazemos saber, acerca de cento e cinqüenta homens.i
todos os sacerdotes e levitas, cantores, portei­ 4 Dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, fi­
ros, de todos os que servem nesta Casa de lho de Zeraías, e, com ele, duzentos homens.
Deus, que não será lícito impor-lhes nem di­ 5 Dos filhos de Secanias, o filho de Jaa­
reitos, nem impostos, nem pedágios. ziel, e, com ele, trezentos homens.
25 Tu, Esdras, segundo a sabedoria do teu
8 .2 '1 Cr 3.22
6 Dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jô-
Deus, que possuis, nomeia magistrados e jui­ natas, e, com ele, cinqüenta homens.
zes que julguem a todo o povo que está dalém 7 Dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Ata-
do Eufrates, a todos os que sabem as leis de lias, e, com ele, setenta homens.
teu Deus, e ao que não as sabe, que lhas 8 Dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho
façam saber/ de Micael, e, com ele, oitenta homens.
26 Todo aquele que não observar a lei do 9 Dos filhos de Joabe, Obadias, filho de
teu Deus e a lei do rei, seja condenado ou à 8.3 /Ed 2.3 Jeiel, e, com ele, duzentos e dezoito homens.
7 .2 3 G rande ira. 0 p ró p rio rei p re o c u p a -s e m u ito p a ra q u e ju s ta m e n te n a é p o c a d a R e s ta u ra ç ã o dos ju d e u s ca tiv o s q u e
n ã o h a ja n e n h u m a d e s o b e d iê n c ia ao s p re c e ito s d iv in o s , q u e esta to le râ n c ia e c o la b o ra ç ã o relig iosas se fe z n o ta r n a Pérsia.
viesse cau s ar ta n ta in fe lic id a d e aos persas, c o m o a n te s c a u ­
7 .2 6 Este v e rs íc u lo m o s tra q u e a t é o im p e r a d o r re c o n h e c ia
sara aos israelitas. O fe re c e u 3 to n e la d a s d e p ra ta , 2 2 to n e la ­
c la ra m e n te q u e a in fid e lid a d e à v o n ta d e d e D e u s se c o n s titu i,
d as d e trig o , e 2 .2 0 0 litros d e a z e ite ( 2 2 ) e sal p a ra c o lo c a r
re a lm e n te , n a p io r tra iç ã o c o n tra o im p é rio , c o n tra sua p ro s ­
nos sacrifícios (c f Lv 2 .1 3 ) .
p e r id a d e e c o n tr a sua s o b re v iv ê n c ia física, m o ra l e e s p iritu a l.
7 .2 4 Q u a s e to d o s os im p é rio s , d e s d e a a n tig u id a d e , d e s d e o N ã o é c o m p ro v a d o q u e C iro , D a rio e A rta x e rx e s tiv e s s e m fé
d o E g ito a té a o britânico, tê m c o n s e rv a d o o c o s tu m e d e c o n ­ u n ic a m e n te n o D e u s d e Israel - o q u e é in d u b itá v e l, p o ré m ,
c e d e r g ra n d e s p riv ilé g io s cívic o s aos s a c e rd o te s . O p rim e iro é q u e re c o n h e c e m q u e , a o m e n o s os israelitas, p e rte n c ia m a
caso m e n c io n a d o na B íblia, se re fe re a o E g ito , no ano Ele, e p o r ta n to , n e n h u m o u tr o d e u s p o d e r ia ser a d o ra d o ali
1 7 0 0 a .C . (G n 4 7 .2 2 ) . M a s fo i p rin c ip a lm e n te o im p é rio s em tra z e r d esg o sto s à q u e la p ro v ín c ia d o im p é rio . D e n tr o
p ers a q u e e n fa tiz o u o c o s tu m e d e p re s ta r r e c o n h e c im e n to d e s te p la n o , Esdras tin h a u m a p o s iç ã o d e g ra n d e h o n ra e
o fic ia l aos s a c e rd o te s d e to d a e q u a lq u e r re lig iã o lo ca l, n a d e s ta q u e . Ele c u m p ria fie lm e n te seus d e v e re s secu lares, d e n ­
e s p e ra n ç a d e c o n s e rv a r as b ê n ç ã o s d e q u a lq u e r d iv in d a d e tr o d o s m a is n o b re s p rin c íp io s relig io so s. C o n s e q ü e n te m e n te ,
q u e p o rv e n tu ra existisse, e d e p re s e rv a r a b o a v o n ta d e d o re c e b e u g ra n d e h o n ra c ívic a, d e n tr o d a q u a l te v e a o p o r tu n i­
p o v o . O te r m o " D e u s d o c é u " serviu aos persas p a ra d e fin ir o d a d e d e m e lh o r serv ir à cau s a d a re lig iã o . Isto se d e u ta m b é m
ú n ic o e e te rn o D e u s , d o q u a l q u a lq u e r d iv in d a d e , e n tã o c o ­ c o m a v id a d e José, D a n ie l, Ester e N e e m ia s . V e r C l 3 .2 3 .
n h e c id a , seria a p e n a s u m a to s c a im a g e m , isto s e g u n d o a
n o v a d o u trin a d e Z o ro a s tro , a b ra ç a d a p e lo rei D a rio I, q u e 7 .2 7 , 2 8 Bendito. O s a lm o d e Esdras, c o m açõ e s d e g raças
a b a n d o n a ra o a n tig o p a g a n is m o (q u e aliás lo g o v o lto u ). Foi p e la p ro v id ê n c ia d iv in a . R eve la sua p ie d a d e e h u m ild a d e .
679 ESDRAS 8.29
10 Dos filhos de Bani, Selomite, filho de 8 .1 5 *Ed 7.7 O jejum
Josifias, e, com ele, cento e sessenta homens. 21 Então, apregoei ali um jejum junto ao
11 Dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho rio Aava, para nos humilharmos perante o
de Bebai, e, com ele, vinte e oito homens. nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz
12 Dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de para nós, para nossos filhos e para tudo o que
Hacatã, e, com ele, cento e dez homens. era nosso."
8 . 1 8 'N e 8.7

13 Dos filhos de Adonicão, últimos a che­ 22 Porque tive vergonha de pedir ao rei
gar, seus nomes eram estes: Elifelete, Jeiel e exército e cavaleiros para nos defenderem do
Semaías, e, com eles, sessenta homens. inimigo no caminho, porquanto já lhe havía­
14 Dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e, 8 .2 0 ">Ed 2.43 mos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre
com eles, setenta homens. todos os que o buscam, para o bem deles; mas
a sua força e a sua ira, contra todos os que o
Esdras manda buscar levitas abandonam.0
15 Ajuntei-os perto do rio que corre para 23 Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao
Aava, onde ficamos acampados três dias. Pas­ 8 .2 1 "Lv 16.29;
2C r 20.3; nosso Deus, e ele nos atendeu.P
sando revista ao povo e aos sacerdotes e não Is 58.3,5
tendo achado nenhum dos filhos de Levi,* A entrega das contribuições aos sacerdotes
16 enviei Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, 24 Então, separei doze dos principais, isto
Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, os é, Serebias, Hasabias e dez dos seus irmãos.
chefes, como também a Joiaribe e a Elnatã, 25 Pesei-lhes a prata, e o ouro, e os uten­
que eram sábios. 8 .2 2 o2C r 15.2;
sílios que eram a contribuição para a casa de
17 Enviei-os a Ido, chefe em Casifia, e
SI 33.18-19;
1 Co 9.15 nosso Deus, a qual ofereceram o rei, os seus
lhes dei expressamente as palavras que deve­ conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel
riam dizer a Ido e aos servidores do templo, que se achou ali.í
seus irmãos, em Casifia, para nos trazerem 26 Entreguei-lhes nas mãos seiscentos e
ministros para a casa do nosso Deus. cinqüenta talentos de prata e, em objetos de
18 Trouxeram-nos, segundo a boa mão de 8 .2 3 p lC r 5.20;
prata, cem talentos, além de cem talentos de
Deus sobre nós, um homem sábio, dos filhos ouro;
2 0 33.13

de Mali, filho de Levi, filho de Israel, a saber, 27 e vinte taças de ouro de mil daricos e
Serebias, com os seus filhos e irmãos, dois objetos de lustroso e fino bronze, tão
dezoito;1 precioso como ouro.
19 e a Hasabias e, com ele, Jesaías, dos 8 .2 5 28 Disse-lhes: Vós sois santos ao
filhos de Merari, com seus irmãos e os filhos <)Ed 7.15 -16
S e n h o r , e santos são estes objetos, como
deles, vinte; também esta prata e este ouro, oferta voluntá­
20 e dos servidores do templo, que Davi e ria ao S e n h o r , Deus de vossos pais/
os príncipes deram para o ministério dos levi­ 29 Vigiai-os e guardai-os até que os pe­
tas, duzentos e vinte, todos eles mencionados seis na presença dos principais sacerdotes, e
nominalmente.m dos levitas, e dos cabeças de famílias de Is-
8 .2 8 f Lv 2 1 .6-f
D t 33.8

8 . 1 5 Aava. A c id a d e e o re in o n o q u a l se s itu a v a tin h a m este ( G n c a p 1 6 e 2 1 ) c o m o c o m e n tá rio q u e o A p ó s to lo P aulo


n o m e . N ã o tendo achado. O s lev ita s e ra m necessários a o c u lto es creveu (G l 4 . 2 1 - 3 1 ) .
ju d a ic o , " m in is tro s p a ra a casa d o noss o D e u s " ( 1 7 ) . Esdras 8 . 2 3 jejuam os. O je ju m e ra c o n s id e ra d o , p e lo s ju d e u s , a m a ­
te v e c u id a d o d e e x a m in a r, a n te s d e p a rtir p a ra o e m p r e e n d i­ n e ira d e h u m ilh a r -s e p e ra n te D e u s , e Jesus a p ro v o u essa p rá ­
m e n to , se h a v ia as c o n d iç õ e s essenciais p a ra le v a r seu p la n o tic a ( M c 2 . 1 8 - 2 2 ) .
a u m b o m t e r m o s e m d e p e n d e r d o p o v o d e Jeru salém .
8 . 2 5 Pesei-lhes. U m a c o n ta b ilid a d e d o s v a lo re s , e x e m p lifi­
8 .1 7 Ministros. N a é p o c a , s e ria m to d o s a q u e le s q u e e ra m se­ c a n d o o p re c e ito : " T u d o seja fe ito c o m d e c ê n c ia e o r d e m "
p a ra d o s p a ra serv ir n o te m p lo . Z o r o b a b e l já h a v ia le v a d o a l­ (1 C o 1 4 .4 0 ) .
g u n s , e m 5 3 8 a .C . ( 2 . 3 6 - 4 8 ) .
8 . 2 8 Vós sois santos. O p o v o d e D e u s re fle te a s a n tid a d e d i­
8 .2 2 Tive vergonha. N ã o é re c o m e n d á v e l fa la r -s e e m c o n ­ v in a (1 Pe 1 .1 6 ) , re v e la n d o , a ssim , a g ló ria d e D e u s p e ra n te o
fia n ç a n a p ro v id ê n c ia d iv in a , e , d e p o is , q u a n d o n o a p e r to , m u n d o . Santos são estes objetos. A q u ilo q u e é d e d ic a d o a o
a p e la r p a ra a d é b il fo rç a h u m a n a (c f SI 2 0 .7 ; 2 C r 1 4 .1 1 ) . serv iç o d e D e u s d e v e ser t r a ta d o c o m re v e rê n c ia , e n ã o u sad o
Para n ã o ser h ip ó c rita . Esdras re c u s o u -s e a p e d ir p ro te ç ã o d o c o n fo r m e a c o n v e n iê n c ia h u m a n a . D e v e ria h a v e r m a io r re v e ­
e x é rc ito e re c o m e n d o u su a v ia g e m a o S e n h o r. D e u s h o n ro u rê n c ia p a ra c o m o c u lto e p a ra c o m os nossos c o rp o s pois
à q u e la f é ( 3 2 ) . C o m p a h is tó ria d o s d o is filh o s d e A b ra ã o a m b o s p e rte n c e m a D e u s (c f R m 1 2 .1 ) .
ESDRAS 8.30 680
n d , em Jerasalém, nas câmaras da Casa do 8.31 sEd 7.6 A oração e confissão de Esdras

9 Acabadas, pois, estas coisas, vieram ter


S e n h o r.
30 Então, receberam os sacerdotes e os comigo os príncipes, dizendo: O povo de
levitas o peso da prata, do ouro e dos objetos, 8 .3 2 tN e 2.11
Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se
para trazerem a Jerusalém, à casa de nosso separaram dos povos de outras terras com as
Deus. 8 .3 3 “ Ed 8.26 suas abominações, isto é, dos cananeus, dos
A chegada a Jerusalém heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amo­
nitas, dos moabitas, dos egípcios e dos
31 Partimos do rio Aava, no dia doze do 8 .3 5 ^ 6 .1 7 amorreus,*
primeiro mês, a fim de irmos para Jerusalém; 2 pois tomaram das suas filhas para si e
e a boa mão do nosso Deus estava sobre nós para seus filhos, e, assim, se misturou a linha­
e livrou-nos das mãos dos inimigos e dos que 8 .3 6 "E d 7.21
gem santa com os povos dessas terras, e até os
nos armavam ciladas pelo caminho.5 príncipes e magistrados foram os primeiros
32 Chegamos a Jerusalém e repousamos nesta transgressão.)'
ali três dias.' 9.1
3 Ouvindo eu tal coisa, rasguei as minhas
33 No quarto dia, pesamos, na casa do
*D t 12.30-31;

nosso Deus, a prata, o ouro, os objetos e os


Ne 9.2
vestes e o meu manto, e arranquei os cabelos
entregamos a Meremote, filho do sacerdote da cabeça e da barba, e me assentei atônito.z
Urias; com ele estava Eleazar, filho de Fi­ 4 Então, se ajuntaram a mim todos os que
tremiam das palavras do Deus de Israel, por
9 . 2 /E x 19.6;

néias, e, com eles, Jozabade, filho de Jesua, e Ne 13.23;


causa da transgressão dos do cativeiro; porém
Noadias, filho de Binui, levitas;0
2Co 6.14

34 tudo foi contado e pesado, e o peso eu permaneci assentado atônito até ao sacrifí­
total, imediatamente registrado. cio da tarde.0
35 Os exilados que vieram do cativeiro
9 .3 -^Jó 1.20
5 Na hora do sacrifício da tarde, levantei-
ofereceram holocaustos ao Deus de Israel, me da minha humilhação, com as vestes e o
doze novilhos por todo o Israel, noventa e seis 9 .4 oEx 29.39; manto já rasgados, me pus de joelhos, estendi
carneiros, setenta e sete cordeiros e, como Is 66.2 as mãos para o S e n h o r , meu Deus,6
oferta pelo pecado, doze bodes; tudo em holo­ 6 e disse: Meu Deus! Estou confuso e en­
causto ao S e n h o r . 1' vergonhado, para levantar a ti a face, meu
36 Então, deram as ordens do rei aos seus 9 .5 àÊx 9.29
Deus, porque as nossas iniqüidades se multi­
sátrapas e aos governadores deste lado do Eu­ plicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa
frates; e estes ajudaram o povo na reconstru­ culpa cresceu até aos céus.c
7 Desde os dias de nossos pais até hoje,
9 .6 c2Cr 28.9;
ção da Casa de Deus." Dn 9.7-8

8 . 3 2 A lo n g a v ia g e m , d e m a is d e 1 .S O O km , c o m ta lv e z 6 .0 0 0 Israel c o m p ro v a ra c o m o seu z e lo re lig io s o e n fra q u e c e ra a n te


pessoas e m a is d e 1 6 m ilh õ e s d e cru ze iro s e m o u ro , re v e la a a in flu ê n c ia p a g ã .
f é q u e h a v ia e m Esdras e o c u id a d o d e D e u s p a ra c o m Seu
9 . 2 Linhagem santa. O s s ú d ito s d a n a ç ã o , c h a m a d o s à s a n ti­
p o v o (c f v 2 2 n ) . d a d e (Ê x 1 9 . 5 , 6 ) . A d e s c e n d ê n c ia e s p iritu a l d e A b ra ã o c o m ­
8 . 3 4 Im ediatam ente. O s e rv o d e D e u s d e v e e s ta r a p t o a m a n ­ p r o v a a fé q u e s e m p re o d is tin g u ira (R m 2 . 2 5 - 2 9 ; 4 . 1 - 1 3 ) .
te r u m a c o n ta b ilid a d e d o s seus b e n s e d o s seus ato s , p e ra n te
9 .3 Arranquei. E xpressão d a d o r e d a ira m o ra l, cau s ad as p e ­
D e u s e os h o m e n s .
las b a ix a s c o n d iç õ e s es p iritu a is d o p o v o ; s e g u e m -s e h o ra s d e
8 . 3 5 H olocaustos. S acrifícios q u e im a d o s , s im b o liz a n d o real m e d ita ç ã o .
d e d ic a ç ã o a D e u s (v e r Lv 1 ). A o fe rta p e lo p e c a d o s e m p re
p r e c e d e u a o fe rta q u e im a d a , p o is n ã o h á d e d ic a ç ã o s e m p ri­ 9 . 4 Transgressão dos do cativeiro. Esdras re c o n h e c e u q u e o
m e ir o h a v e r co n fis são e p e rd ã o . . c a tiv e iro fo i a p u n iç ã o a o p a g a n is m o d o p a s s a d o , e q u e ig u a l
id o la tria p o d e r ia tr a z e r ig u ais p u n iç õ e s . |á e n te n d e r a a lição
9 .1 N ã o se separaram . P are ce q u e os d e s c e n d e n te s d o s q u e
d iv in a ( w 1 3 e 1 4 ).
c h e g a ra m e m Jeru salém 8 0 a n o s a n te s , já se h a v ia m e s q u e ­
c id o d a d e d ic a ç ã o e x ig id a ro r Z o ro b a b e l (c f a N . H o m . d e 9 .6 M e u Deus! O e s tu d o d a s o ra ç õ e s d a B íb lia é valio so . Ler
4 .2 ) , to r n a n d o assim nece ssário u m esc rib a d a Lei d e D e u s as d e C n 1 8 .2 3 -3 3 ; Êx 3 2 . 1 1 - 1 3 ; Js 7 . 6 - 9 ; D n 9 .3 -1 9 ;
p a ra r e p o r e m v ig o r as p res criçõ es d e M o is é s c o n tra a id o la ­ L c 2 . 2 9 - 3 2 ; A t 4 . 2 4 - 3 0 ; Ef 1 . 1 5 - 2 1 ; 3 .1 4 ; F p 1 . 9 - 1 1 . Nos­
tria e o p a g a n is m o . O p o v o , m a is u m a v e z , se in flu e n c ia ra sas iniqüidades. As tran s g ressõ es c o m e ç a ra m c o m os líd e re s
p e la te rra . Suas abominações. Esta s e p a ra ç ã o n a d a te m d e d o p o v o (v 2 ) , e o a rr e p e n d im e n to c o m e ç o u c o m o líd e r esp i­
ra c is m o , p o is to d o s os a n tig o s p o v o s d e C a n a ã e ra m s e m íti- ritu a l. A h u m ild a d e e c o n triç ã o d e Esdras, in o c e n te d e tais
cos, e os v iz in h o s q u e a g o ra e s ta v a m in v a d in d o Jeru salém p e c a d o s m as id e n tific a n d o -s e c o m o p o v o , m o s tr a m a res­
ta m b é m o e ra m . O q u e im p o r ta v a e ra a c o m u n h ã o c o m D e u s p o n s a b ilid a d e d o in te rc e s s o r q u e p ro c u ra o a r re p e n d im e n to
e a fid e lid a d e aos p rin c íp io s relig io so s ( c f v 1 1 ) . A h is tó ria d e do s p e c a d o re s . V e r Êx 3 2 . 3 2 - 3 5 ; Is 6 .5 .
681 ESDRAS 10.3
estam os em grande culpa e, por causa das 9 .7 dDt 28.36; 13 Depois de tudo o que nos tem sucedido
assas iniqüidades, fomos entregues, nós, os Ne 9.30;
Dn 9.5-8 por causa das nossas más obras e da nossa
■ossos reis e os nossos sacerdotes, nas mãos grande culpa, e vendo ainda que tu, ó nosso
dos reis de outras terras e sujeitos à espada, ao Deus, nos tens castigado menos do que mere­
cativeiro, ao roubo e à ignomínia, como hoje cem as nossas iniqüidades e ainda nos deste
sevê.d 9 .8 *?SI 13.3
este restante que escapou,'
8 Agora, por breve momento, se nos ma­ 14 tomaremos a violar os teus mandamen­
nifestou a graça da parte do S e n h o r , nosso tos e a aparentar-nos com os povos destas
Deus, para nos deixar alguns que escapem 9 .9 'Ed 7.28;
abominações? Não te indignarias tu, assim,
e para dar-nos estabilidade no seu santo
SI 136.23
contra nós, até de todo nos consumires, até
lugar; para nos alumiar os olhos, ó Deus nos­ não haver restante nem alguém que esca­
so, e para nos dar um pouco de vida na nos­ passe?/
sa servidão;6 9 .1 1 eEd 6.21
15 Ah! S e n h o r , Deus de Israel, justo és,
9 porque somos servos, porém, na nossa pois somos os restantes que escaparam, como
servidão, não nos desamparou o nosso Deus; hoje se vê. Eis que estamos diante de ti na
antes, estendeu sobre nós a sua misericórdia, 9 .1 2
nossa culpa, porque ninguém há que possa
e achamos favor perante os reis da Pérsia, fiÊx 34.11-16;
Dt 7.1-5 estar na tua presença por causa disto.*
para nos reviver, para levantar a casa do
nosso Deus, para restaurar as suas ruínas e Os israelitas despedem
para que nos desse um muro de segurança em suas mulheres hetéias
Judá e em Jerusalém.f
9 . 1 3 ' 9 103.10

10 Agora, ó nosso Deus, que diremos de­ 1 A Enquanto Esdras orava e fazia con-
pois disto? Pois deixamos os teus manda­ I v J fissão, chorando prostrado diante da
mentos, 9 . 1 4 /D t 9.8; Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui
11 que ordenaste por intermédio dos teus
Ne 13.23,27;
2Pe 2.20-21 grande congregação de homens, de mulheres
servos, os profetas, dizendo: A terra em que e de crianças; pois o povo chorava com
entrais para a possuir é terra imunda pela grande choro.'
imundícia dos seus povos, pelas abominações 2 Então, Secanias, filho de Jeiel, um dos
filhos de Elão, tomou a palavra e disse a Es­
9 .1 5 * N e 9.33;
com que, na sua corrupção, a encheram de Dn 9.14;
uma extremidade à outra. 9
1Co 15.17 dras: Nós temos transgredido contra o nosso
12 Por isso, não dareis as vossas filhas ^ a Deus, casando com mulheres estrangeiras,
seus filhos, e suas filhas não tomareis para os dos povos de outras terras, mas, no tocante a
vossos filhos, e jamais procurareis a paz e o 10.1 )2 C r2 0 .9 isto, ainda há esperança para Israel.m
bem desses povos; para que sejais fortes, e 3 Agora, pois, façamos aliança com o
comais o melhor da terra, e a deixeis por nosso Deus, de que despediremos todas as
herança a vossos filhos, para sempre. 1 0 .2 m N e 13.27 mulheres e os seus filhos, segundo o conselho
9 .8 Estabilidade. Lit " u m p re g o n a p a re d e " p a ra p e n d u ra r u m 1 0 .1 A juntou-se a ele. A o ra ç ã o d e Esdras fo i e fic a z p a ra c o m
o b je to ; p o r ta n to , u m p o u s o , u m a e s ta b ilid a d e p a ra o p o v o , D e u s e p a ra c o m os h o m e n s . A s o lu ç ã o n ã o fo i o b ra d e Es­
a n te s c a tiv o e a g o ra livre , p e la v id a n o v a e c o m e sp e ran ças d ras , m a s s im , s u g e rid a p e lo p o v o in s p ira d o p o r D e u s , e m
e m D eus. resp o sta à sua o ra ç ã o . " M u it o p o d e , p o r sua e fic á c ia , a sú p lica
9 . 9 Somos servos. A in d a d e b a ix o d o P o d e rio p ers a, m a s c o m d o ju s to " , ( T g 5 . 1 6 b ). G ra n d e choro. O v e rd a d e iro a rr e p e n d i­
as b ê n ç ã o s d e D e u s e c o m as p ro m e ssas d a re s ta u ra ç ã o . m e n t o fre q ü e n t e m e n t e se exp ressa d e m a n e ir a visível.

9 . 1 2 Paz. H e b shãlôm, q u e a lé m d e " p a z " s ig n ific a " p le n i­ 1 0 .2 H á esperança p a ra Israel. Q u a n d o o p o v o re c o n h e c e seu


t u d e " , " p ro s p e rid a d e " , " s a ú d e " , o u a in d a o c o n ju n to d e t u d o p e c a d o e d es e ja re tific a r o e rro c o m e tid o , n asc e a e s p e ra n ç a ,
isso. p o rq u e as m is e ric ó rd ia s d e D e u s " n ã o tê m fim ; re n o v a m -s e
9 .1 5 justo és. M u ito s ju d e u s , n o c a tiv e iro , n ã o e n te n d e r a m c a d a m a n h ã " (L m 3 . 2 2 - 2 3 ) .

c o m o D e u s p o d e r ia ser ju s to e a in d a p u n ir Seu p o v o q u e , p o r 1 0 .3 Façamos aliança. D e u s to m o u a in ic ia tiv a nas a lian ças


p e c a d o r q u e te n h a sid o , n ã o e ra p io r d o q u e os p a g ã o s . Es­ c o m o h o m e m (v e r C n 1 2 . 1 - 3 ; 1 3 . 1 4 - 1 7 ; 1 5 . 1 2 - 1 6 ) . P o r
dras s e n tiu -s e e m c o m u n h ã o c o m as m e n s a g e n s d o s p ro fe ­ cau s a d e s ta g ra ç a d e D eu s , é possível a o h o m e m a rre p e n d id o
tas, s o b re o assu n to , e re c o n h e c e a ju s tiç a d e D e u s q u e re n o v a r a a lia n ç a , o u a p lic á -la à sua v id a ( v e r 2 C r 2 9 .1 0 ) .
p o d e r ia , m a is u m a v e z , c a s tig a r o S eu p o v o re b e ld e . Estamos Despediremos todas as mulheres. Os casamentos mistas ti­
diante de ti. Esdras n ã o p e d ia p e rd ã o p a ra o p o v o a n te s d e n h a m a b e r to o c a m in h o à re lig iã o mista. A crença verdadeira,
le v a r os ju d e u s a r e c o n h e c e re m o p e s o d e seus p e c a d o s , a se re v e la d a p o r D e u s , c o n t a m in a - se, quando promisaid» a n
a r r e p e n d e re m e a se re c o n c ilia re m c o m D eu s . re lig iõ e s falsas, p r o d u to da imaginação humana.
BBBAS10.4 682
á» Senhor e o dos que tremem ao mandado do 1 0 .3 " D t 7.2-3; em altas vozes: Assim seja; segundo as tuas
■osso Deus; e faça-se segundo a Lei." 2C r 34.31
palavras, assim nos convém fazer.
4 Levanta-te, pois esta coisa é de tua in­ 13 Porém o povo é muito, e, sendo tempo
cumbência, e nós seremos contigo; sê forte de grandes chuvas, não podemos estar aqui de
e age.0 fora; e não é isto obra de um dia ou dois, pois
5 Então, Esdras se levantou e ajuramentou 1 0 .4 ° 1 C r 28.1 0 somos muitos os que transgredimos nesta
os principais sacerdotes, os levitas e todo o coisa.
Israel, de que fariam segundo esta palavra. E 14 Ora, que os nossos príncipes decidam
eles juraram.P por toda a congregação, e que venham a eles
6 Esdras se retirou de diante da Casa de em tempos determinados todos os que em
Deus, e entrou na câmara de loanã, filho de 1 0 .5 p N e 5.12
nossas cidades casaram com mulheres estran­
Eliasibe, e lá não comeu pão, nem bebeu geiras, e com estes os anciãos de cada cidade,
água, porque pranteava por causa da trans­ e os seus juizes, até que desviemos de nós
gressão dos que tinham voltado do exílio, i o brasume da ira do nosso Deus, por esta
7 Fez-se passar pregão por Judá e Jerusa­ 1 0 .6 q D t 9 .1 8 coisa/
lém a todos os que vieram do exílio, que de­ 15 No entanto, Jônatas, filho de Asael, e
viam ajuntar-se em Jerusalém; Jazeías, filho de Ticvá, se opuseram a esta
8 e que, se alguém, em três dias, não coisa; e Mesulão e Sabetai, levita, os
viesse, segundo o conselho dos príncipes e apoiaram.
dos anciãos, todos os seus bens seriam total­ 1 0 .9
16 Assim o fizeram os que voltaram do
mente destruídos, e ele mesmo separado da
n Sm 12.18
exílio; então, Esdras, o sacerdote, elegeu no­
congregação dos que voltaram do exílio. minalmente os homens cabeças de famílias,
9 Então, todos os homens de Judá e Benja­ segundo a casa de seus pais, que se assenta­
mim, em três dias, se ajuntaram em Jerusa­ ram no dia primeiro do décimo mês, para
lém; no dia vinte do mês nono, todo o povo se 1 0 .1 1 j|s 7.19; inquirir nesta coisa;
assentou na praça da Casa de Deus, tremendo P v 2 8 .1 3
17 e o concluíram no dia primeiro do pri­
por causa desta coisa e por causa das grandes meiro mês, a respeito de todos os homens que
chuvas/ casaram com mulheres estrangeiras.
10 Então, se levantou Esdras, o sacerdote, 18 Acharam-se dentre os filhos dos sacer­
e lhes disse: Vós transgredistes casando-vos 10.14(20 30.8 dotes estes, que casaram com mulheres es­
com mulheres estrangeiras, aumentando a trangeiras: dos filhos de Jesua, filho de
culpa de Israel. Jozadaque, e de seus irmãos: Maaséias, Elié­
11 Agora, pois, fazei confissão ao zer, Jaribe e Gedalias.
Senhor, Deus de vossos pais, e fazei o que é 19 Com um aperto de mão, prometeram
do seu agrado; separai-vos dos povos de ou­ 1 0 .1 9 “ Lv 6.4; despedir suas mulheres e, por serem culpados,
tras terras e das mulheres estrangeiras.5 2Rs 10.15;
ofereceram um carneiro do rebanho pela sua
culpa.u
1 0 29.24;
12 Respondeu toda a congregação e disse 2 0 30.8

1 0 .4 Incumbência. O m e s m o Esdras q u e to m o u a p rim e ira 1 0 .1 3 O p r o b le m a fic o u s o lu c io n a d o n o p ra z o d e trê s m eses


in ic ia tiv a n a o ra ç ã o ( 9 . 6 - 1 5 ) , será o p rim e iro a v e rific a r q u a is (1 6 e 1 7 ).
os passos q u e se d e v e t o m a r p a ra a liv ia r a s itu a ç ã o .
1 0 .1 5 Se opuseram. M u ita s ve ze s o p e c a d o e n v e n e n a a co n s ­
1 0 .8 Destruídos. Seus b e n s s e rã o c o n fis c a d o s , a p ro p ria d o s c iê n c ia d e ta l m a n e ir a , q u e im p e d e o d e s e jo d a re s ta u ra ç ã o .
e m b e n e fíc io d o te m p lo (v e r Lv 2 7 .2 8 ) , m a s n ã o p r o p ria ­ N u m a a s s e m b lé ia dessas, q u e m v o ta c o n tra , e stá e n v o lv id o
m e n te d e s tru íd o s , c o m o n o caso d e u m a c id a d e c a íd a na e m d e lito .
id o la tria ( D t 1 3 . 1 3 - 1 7 ) .
1 0 .1 8 Dos filhos dos sacerdotes. A p rim e ira lista ( 1 8 - 2 2 ) c o n ­
1 0 .9 D as grandes chuvas. O n o n o m ê s , n o v e m b r o /d e z e m b r o ,
t é m os n o m e s d o s filh o s d o s s a c e rd o te s q u e e s ta v a m e n v o lv i­
é o d as ch u v as, e m p le n o in v e rn o . O p o v o tr e m ia ; p o rta n to ,
do s n o d e lito ; d e p o is v e m a lista d o s levitas ( 2 3 - 2 4 ) , e
p o r causa d a g ra v id a d e d o s a c o n te c im e n to s e p o r c a u s a das
fin a lm e n te a lista d o s d e m a is israelitas ( 2 5 - 4 3 ) .
c h u v a s . E m Jeru salém , d e v e z e m q u a n d o , c h e g a a n e v a r n o
m ês d e d e ze m b ro . 1 0 .1 9 C o m aperto de m ão. U m g e s to o rie n ta l p a ra sela r u m a
1 0 .1 1 Separai-vos. O d iv ó rc io e ra p e r m it id o p o r M o is é s " p o r p ro m e s s a (c f Ez 1 7 .1 8 e L m 5 .6 , o n d e a e x p re s s ã o h e b ra ic a
cau s a d a d u re z a d o s vossos c o ra ç õ e s " c o n fo r m e Jesus e x p li­ " d a r a m ã o " é c o rre ta m e n te t ra d u z id a p o r " s u b m e te r -s e " ).
c o u (c o m p M t 1 9 .8 c o m D t 2 4 . 1 - 4 ) . A m a io ria d a s m u lh e re s Despedir. M u lh e re s e filh o s p a g ã o s ( 3 e 4 4 ) . C o lo c a -s e a o b ­
d e s p e d id a s n ã o s e ria m espo sas, m a s s im , c o n c u b in a s . N a m e ­ s e rv â n c ia d a lei a c im a d a s coisas m a is q u e rid a s . Carneiro. A
lh o r d a s h ip ó te s e s , s e ria m d e c a s a m e n to s ilícitos. o fe rta p e la tra n s g re s s ã o d o s s a c e rd o te s (L v 6 . 4 - 6 ) .
683 ESDRAS 10.44
20 Dos filhos de Imer: Hanani e Zebadias. Quelal, Benaia, Maaséias, Matanias, Bezalel,
21 Dos filhos de Harim: Maaséias, Elias, Binui e Manassés.
Semaías, Jeiel e Uzias. 31 Dos filhos de Harim: Eliézer, Issias,
22 Dos filhos de Pasur: Elioenai, Maa­ Malquias, Semaías, Simeão,
séias, Ismael, Natanael, Jozabade e Elasa. 32 Benjamim, Maluque e Semarias.
23 Dos levitas: Jozabade e Simei, Que- 33 Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá,
laías (este é Quelita), Petaías, Judá e Eliézer. Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
24 Dos cantores: Eliasibe; dos porteiros: 34 Dos filhos de Bani: Maadai, An­
Salum, Telém e Uri. rão, Uel,
25 E de Israel: dos filhos de Parós: Ra- 35 Benaia, Bedias, Queluí,
mias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, 36 Vanias, Meremote, Eliasibe,
Malquias e Benaia. 37 Matanias, Matenai, Jaasai,
26 Dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, 38 Bani, Binui, Simei,
39 Selemias, Natã, Adaías,
Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias. 40 Macnadbai, Sasai, Sarai,
27 Dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, 41 Azarei, Selemias, Semarias,
Matanias, Jerimote, Zabade e Àziza. 42 Salum, Amarias e José.
28 Dos filhos de Bebai: Joanã, Hananias, 43 Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Za­
Zabai e Atlai. bade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia.
29 Dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, 44 Todos estes haviam tomado mulheres
Adaías, Jasube, Seal e Jerimote. estrangeiras, alguns dos quais tinham filhos
30 Dos filhos de Paate-Moabe: Adna, destas mulheres.
1 0 . 2 0 - 4 3 O s n o m e s d á s pessoas q u e v o lta r a m d o c a tiv e iro , p e lo "Je; e n o s e g u n d o , p e lo " ia s ", a m is e ric ó rd ia , h e b hõnõn,
seja c o m Z o ro b a b e l e m 538 a .C ., seja c o m Esdras e m a p a r e c e n o fim d o p rim e iro n o m e , c o m o " a n ã " , e n ò c o m e ç o
4 5 8 a .C ., m o s tr a m q u e os israe litas, c a tiv o s n a B a b ilô n ia , c o n ­ d o s e g u n d o c o m o " H a n a n " . In fe liz m e n te , as e x ig ê n c ia s d a
s e rv a ra m u m a e s p e ra n ç a v iv a . As te rm in a ç õ e s " ia s " , d e m u i­ m o d e rn a g ra fia p o rtu g u e s a a lte r a ra m tã o p r o fu n d a m e n te a
to s n o m e s , re p re s e n ta m o n o m e d e D e u s , assim r e v e la n d o a o fo r m a d a s p ala v ra s q u e c o m p õ e m estes n o m e s , q u e o le ito r
Seu p o v o : ja h v é , Jeová, Eu so u , S e n h o r ( q u e são q u a tr o m a ­ m o d e r n o n ã o t e m o p riv ilé g io d e v e rific a r as m e n s a g e n s d e fé
neira s d e tra n s lite ra r o n o m e in e fá v e l d e D e u s ). Q u a n d o o e d e e s p e ra n ç a q u e se e s c o n d e m nesses vers ícu lo s, c o m o p o r
n o m e d e D e u s v e m n o c o m e ç o d o n o m e d o in d iv íd u o , é e x e m p lo e m S e le m ia s , n o v 3 9 , q u e s ig n ific a " D e u s é m e u
re p re s e n ta d o p e la le tra "J" e m nossas tra d u ç õ e s . A p a la v ra m o d e lo , m e u p a d rã o " .
" E l" q u e n o h e b q u e r d iz e r " D e u s " , ta n to c o n s ta n o fim c o m o 1 0 . 4 4 Mulheres estrangeiras. S é c u lo d e e x p e riê n c ia e n s in a ­
n o c o m e ç o desses n o m e s (Elias e Jeiel n o v 2 1 ) . N o v 2 8 os ra m ao s israelitas q u e , q u a lq u e r c o n fo r m id a d e c o m o m u n d o
n o m e s Jeo a n ã e H a n a n ia s tê m o m e s m o s ig n ific a d o , " D e u s é p a g ã o e m d e rre d o r a m e a ç a tr a z e r a id o la tria , a a p o s ta s ia -e a
m is e ric ó rd ia , n o p rim e iro , o n o m e d e Jeová é re p re s e n ta d o m a ld iç ã o .