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Equações

diferenciais
 Introdução: Talvez a aplicação mais importante do cálculo seja as equações diferenciais.

Quando Físicos ou cientistas sociais usam o cálculo, em geral o fazem para analisar uma
equação diferencial surgida no processo de modelagem de algum fenômeno que eles estão
estudando. Embora seja freqüentemente impossível encontrar uma fórmula explícita para a
solução de uma equação diferencial, veremos que aproximações gráficas e numéricas
fornecem a informação necessária.

As equações diferenciais tem ampla aplicação na resolução de problemas complexos sobre


movimentos, crescimento, vibrações, eletricidade e magnetismo, aerodinâmica,
termodinâmica, hidrodinâmica, energia nuclear e todo o tipo de fenômeno físico que envolva
taxas de variação de quantidades variáveis.

Não temos a pretensão de constituir um tratado sobre o assunto. Nossa abordagem servirá
apenas como uma introdução a este vasto e importante ramo da matemática. Há cursos e
livros específicos devotados inteiramente ao estudo das equações diferenciais.
 Definição: Uma equação diferencial linear de ordem n é uma equação da forma

y ( n)  f1 ( x) y ( n1)  ...  f n1 ( x) y ,  f n ( x) y  k ( x)


onde f 1 ,..., f n e k são funções de uma variável, com o mesmo domínio. Se k ( x)  0 para todo
x, a equação homogênea. Se k ( x)  0 para algum x, a equação se diz não homogênea.

 Equações diferenciais separáveis

 Equações diferenciais de 1ª ordem

 Equações diferenciais de 2ª ordem homogêneas

 Equações diferenciais de 2ª ordem não homogêneas

 Aplicações
Definição: Uma equação separável é uma equação diferencial de primeira ordem na qual a
expressão para pode ser fatorada como uma função de x vezes uma função de y. Em outras
palavras, pode ser escrita na forma

dy
 g ( x) f ( y )
dx
O nome separável vem do fato de que a expressão do lado direito pode ser “separada” em
uma função de x uma função de y. De modo equivalente, podemos escrever,
dy g ( x)

dx h( y )

Onde h( y )  1/ f ( y) . Para resolver essa equação a reescrevemos na forma diferencial


h( y)dy  g ( x)dx
assim todos os y estão em um lado da equação e todos os x estão do outro lado. Então
integramos ambos os lados da equação:

 h( y)dy   g ( x)dx
Exemplos:

a) xdy  ydx  0

b) 3 ydx  ( xy  5 x)dy  0

c) 2 y 2 y,  3y  y, ;
y = 1 quando x=3
dy dy
1. df = sen 5x 3. = e 3x+2 y
dx dx
d
2. dy = 6x 2 4. y ' = x 2 y
dx 2 y + cos y

Resolva o PVI:

5. 2 dy x
=- , y(4) = -3.
dx y

( ) dy
6. 2
e - y cos x = e y sen 2x
2y
y(0) = 0.
dx
1
1) y = - cos5x + C
5
2) y 2 + sen y = 2x 3 + C
3) 3e - y + 2e x = C
x3
4) y = Ce 3

5)x 2 + y 2 = 25
A solução explícita que contém o ponto (4,-3) é
y = - 25- x 2 , - 5 £ x £ 5.
6)e y + ye - y + e - y = 4 - 2cos x
DICA: sen 2x = 2 sen x cos x
Definição: Uma equação diferencial linear de primeira ordem é uma equação da forma

y  P ( x ) y  Q( x )
,

onde P e Q são funções contínuas

TEOREMA: A equação diferencial linear de primeira ordem y  P( x) y 


,
Q( x )
pode ser transformada em uma equação diferencial de variáveis separáveis
multiplicando-se ambos os membros pelo fator integrante

 P ( x ) dx

Exemplos:
e
a)

b) c)
Resumo: Sendo a equação diferencial linear de 1ª Ordem y' P( x) y  Q( x)
F .I .  e
P ( x ) dx
com Fator Integrante

a solução da equação diferencial de 1ª Ordem será

1
y
F .I .  ( F .I .)  Q( x)dx
dy
Ex1. +y=x y(0) = 4
dx
Ex2. y ' = x + y y(0) = 2
dy
Ex3. t + 2 y = t 3 t>0 y(1) = 0
dt
dv
Ex4. - 2tv = 3t e
2 t2
v(0) = 5
dt
Ex5. xy ' = y + x 2 sen x y(p ) = 0
Respostas
1) y = x -1+ 5e - x
2) y = -x -1+ 3e x
1 1
3) y = t 3 - t -2
5 5
4) y = t e + 5e
3 t2 t2

5) y = -x cos x - x
TEOREMA: Se y  f ( x) e y  g ( x) são soluções de y  by
,, ,
 cy  0 , então
y  C1 f ( x)  C2 g ( x) é uma solução, para todos os reais C1 e C2.

Definição: A equação auxiliar da equação diferencial y ,,  by ,  cy  0 é m 2  bm  c  0


Resumo:

y' 'by'cy  k
para k=0 Equação Diferencial Homogênea (2º ordem)

y ,,  by ,  cy  0
Equação auxiliar: m 2  bm  c  0
Soluções:

Exemplos:
d2y dy
y  3 y  2 y  0;
,, ,
y  4 y  4 y  0;
,, ,
 2  5 y  0;
a) b) c) dx 2 dx
y  0 e y ,  2 quando x  0 y  1 e y ,  3 quando x  0 dy
y  0e  1 quando x  0
dx
 Por Laplace: O método consiste em resolver equações diferenciais como se fossem equações
algébricas.


F (s)   e st f (t )dt  L( f (t ))
0

f(t) F(s)

af(t) + bf(t) aF(s) + bF(s)


L
f’(t) sF(s) – f(0)

f”(t) s 2F(s)-sf(0)-f’(0)
 Aplicando a anti-transformada:
Resolva os PVI's:

1) 4 y"+ 4 y '+17 y = 0 y(0) = -1, y '(0) = 2

2) 2 y"+ 5y '+ 3y = 0 y(0) = 3, y '(0) = -4

3) 4 y"- 4 y '+ y = 0 y(0) = 1, y '(0) = -1,5

4) y"+16 y = 0 y p ( 4) = -3, ( 4) = 4
y' p

5) y"+ 2 y '+ 2 y = 0 ()
y 0 = 2, ()
y' 0 =1
æ
-
x
3 ö
1) y = e ç -cos 2x + sen 2x ÷
2

è 4 ø
2) y = 2e -3x/2 + e - x
3) y = e x/2 - 2xe x/2
4) y = 3cos 4x - sen 4x
(
5) y = e - x 2cos x + 3sen x )
 Teorema: A solução geral da equação diferencial não homogênea pode ser escrita como,

onde é a solução padrão (considerando uma EDO homogênea) e é a solução


complementar (considerando a camada não homogênea)

Método dos coeficientes indeterminados:

Vamos primeiro ilustrar o método dos coeficientes indeterminados para a equação,

onde G(x) pode ser um polinômio, um exponencial ou um seno/cosseno, conforme descrito a


seguir:
𝑓 𝑥 é 𝑢𝑚 𝑝𝑜𝑙𝑖𝑛ô𝑚𝑖𝑜 𝑓 𝑥 é 𝑢𝑚 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑛𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙

𝑦" + 𝑦′ − 2𝑦 = 𝑥 2 𝑦" + 4𝑦 = 𝑒 3𝑥

𝑦𝑐 𝑥 = 𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥 + 𝐶 𝑦𝑐 𝑥 = 𝐴𝑒 3𝑥
𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑦 ′ 𝑐 𝑥 𝑒 𝑦"𝑐 𝑥 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑦 ′ 𝑐 𝑥 𝑒 𝑦"𝑐 𝑥

𝑦 ′ 𝑐 𝑥 = 2𝐴𝑥 + 𝐵 𝑦 ′ 𝑐 𝑥 = 3𝐴𝑒 3𝑥

𝑦"𝑐 𝑥 = 2𝐴 𝑦"𝑐 𝑥 = 9𝐴𝑒 3𝑥


𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
2𝐴 + 2𝐴𝑥 + 𝐵 − 2 𝐴𝑥 2 + 𝐵𝑥 + 𝐶 = 𝑥 2 9𝐴𝑒 3𝑥 + 4 𝐴𝑒 3𝑥 = 𝑒 3𝑥
−2𝐴 𝑥 2 + 2𝐴 − 2𝐵 𝑥 + 2𝐴 + 𝐵 − 2𝐶 = 𝑥 2 13𝐴𝑒 3𝑥 = 𝑒 3𝑥
1 1 3 1
𝐴 = − ,𝐵 = − 𝑒 𝐶 = − 𝐴=
2 2 4 13
𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑟 é 𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑟 é
1 1 3 1 3𝑥
𝑦𝑐 𝑥 = − 𝑥 2 − 𝑥 − 𝐶 𝑦𝑐 𝑥 = 𝑒
2 2 4 13
𝑓 𝑥 é 𝑢𝑚 𝑠𝑒𝑛𝑜 (𝑜𝑢 cosseno)

𝑦" + 𝑦′ − 2𝑦 = 𝑠𝑒𝑛 𝑥
𝑦𝑐 𝑥 = 𝐴𝑐𝑜𝑠 𝑥 + 𝐵𝑠𝑒𝑛 𝑥
𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑦 ′ 𝑐 𝑥 𝑒 𝑦"𝑐 𝑥

𝑦 ′ 𝑐 𝑥 = −𝐴𝑠𝑒𝑛 𝑥 + 𝐵𝑐𝑜𝑠 𝑥

𝑦"𝑐 𝑥 = −𝐴𝑐𝑜𝑠 𝑥 − 𝐵𝑠𝑒𝑛 𝑥


𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
−𝐴𝑐𝑜𝑠 𝑥 − 𝐵𝑠𝑒𝑛 𝑥 + −𝐴𝑠𝑒𝑛 𝑥 + 𝐵𝑐𝑜𝑠 𝑥 − 2 𝐴𝑐𝑜𝑠 𝑥 + 𝐵𝑠𝑒𝑛 𝑥 = 𝑠𝑒𝑛 𝑥
−3𝐴 + 𝐵 cos 𝑥 + −𝐴 − 3𝐵 𝑠𝑒𝑛 𝑥 = 𝑠𝑒𝑛 𝑥
1 3
𝐴=− 𝑒𝐵=−
10 10
𝑎 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑟 é
1 3
𝑦𝑐 𝑥 = − cos 𝑥 − 𝑠𝑒𝑛 𝑥
10 10
𝑎 𝑦 ′′ + 3𝑦 ′ + 2𝑦 = 𝑥 2

𝑏 𝑦 ′′ + 9𝑦 = 𝑒 3𝑥

𝑐 𝑦 ′′ − 2𝑦 = 𝑠𝑒𝑛 4𝑥

𝑑 𝑦 ′′ + 𝑦 = 𝑒 𝑥 + 𝑥 2 , 𝑦 0 = 2 𝑒 𝑦′ 0 = 0

e 𝑦 ′′ − 𝑦 ′ = 𝑥𝑒 𝑥 , 𝑦 0 = 2 𝑒 𝑦′ 0 = 1

𝑓 𝑦 ′′ + 𝑦 ′ − 2𝑦 = 𝑥 + 𝑠𝑒𝑛 2𝑥, 𝑦 0 = 1 𝑒 𝑦′ 0 = 0
1 2 3 7
𝑎 𝑦 = 𝐶1 𝑒 −2𝑥 + 𝐶2 𝑒 −𝑥 + 𝑥 − 𝑥+
2 2 4

1 3𝑥
𝑏 𝑦 = 𝐶1 cos 3𝑥 + 𝐶2𝑠𝑒𝑛 3𝑥 + 𝑒
13

2𝑥
1 1
𝑐 𝑦 = 𝐶1𝑒 𝑒 − 2𝑥
+ 𝐶2 + cos 4𝑥 − 𝑠𝑒𝑛 4𝑥
40 20

3 5 1
𝑑 𝑦= cos 𝑥 + 𝑠𝑒𝑛 𝑥 + 𝑒 𝑥 + 𝑥 2 − 2𝑥
2 2 2

1
e 𝑦 = 2𝑒 𝑥 − 𝑥𝑒 𝑥 + 2 𝑥 2 𝑒 𝑥

17 𝑥 1 −2𝑥 1 1 3 1
𝑓 𝑦= 𝑒 + 𝑒 − 𝑥 − − sen 2𝑥 − 𝑐𝑜𝑠 2𝑥
15 6 2 4 20 20