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CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA I

OS TRIBUTOS E SEUS REFLEXOS

Introdução ao Estudo dos Tributos

1ª AVALIAÇÃO PARCIAL
(PARTE I)

Profa. Liliana Lacerda

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1 - PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

1.1) Conceito e Objeto
O Planejamento Tributário é uma parte do planejamento empresarial que evidencia os
tributos e suas implicações no funcionamento das organizações, visando alcançar a
economia de impostos, sem incorrer em infrações tributárias.
Pode também ser denominado de ELISÃO FISCAL.
Seu objeto de estudo é o Sistema Tributário Nacional (conjunto de tributos, princípios e
normas que regem o poder do Estado de cobrar tributos).
A Elisão Fiscal ocorre quando as pessoas obtêm economia de tributos, atuando estritamente
dentro da legalidade, ao passo que a economia obtida com a utilização de meios ilícitos
denomina-se EVASÃO FISCAL.

1.2) O Planejamento Tributário e a Evasão Fiscal

O Planejamento Tributário como disciplina busca indicar os procedimentos que podem
ser adotados pelos gestores empresariais, estritamente dentro da legalidade de forma a
se conseguir melhor resultado financeiro, enquanto que a Evasão Fiscal implica na
utilização de métodos e/ou procedimentos ilícitos, e em conseqüência expõem a
organização às sanções estatais.

Dentre os principais procedimentos ilícitos temos:

 Sonegação Fiscal: Lei nº 4.729/65 - toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir
ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento pela autoridade fazendária sobre:
1) a ocorrência do fato gerador do tributo; 2) as condições pessoais do contribuinte.
Exemplo:
Não declarar rendas efetivamente auferidas.

 Fraude: toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou
parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária ou a exclusão ou
modificação de suas características essenciais com a finalidade de excluir ou reduzir
o tributo devido, evitar ou postergar o seu pagamento.
Exemplo: calçamento de documento fiscal, de forma que na primeira via estampe o
valor rela da transação, enquanto que na via da contabilidade contenha um valor
menor.

Simulação: emitir documentos ou contratos, não correspondentes a fatos reais.

Diferentemente da fraude, na simulação o ato ou negócio jurídico é deliberadamente
dissimulado, a fim de representar externamente outra realidade que enseje algum resultado
econômico favorável. Há a ocorrência do fato imponível, mas este é encoberto para
aparentar outro fato não previsto na norma.

Exemplo comum é a doação dissimulada em compra e venda

preferem a expressão elisão fiscal. pois. de um comportamento técnico-funcional. compra de formulários de notas-fiscais.) o Planejamento Tributário (é. distribuição disfarçada de lucros. adeptos de uma maior sofisticação tecnológica. O instituto que respalda este comportamento gerencial no universo da tributação tem sido denominado mediante várias expressões. via de regra. .. adotar aquela que possibilite a anulação.) uma técnica gerencial que visa projetar as operações industriais. Após a concretização dos fatos. sem contraprestação direta à pessoa que o paga.1) CONCEITO BÁSICO:  Tributar é exigir dinheiro dos particulares sob coação (manifestação do poder de império do Estado) e. acréscimo patrimonial a descoberto (do sócio). alguns estudiosos adotam a expressão evasão fiscal legítima. os negócios mercantis e as prestações de serviços. O planejamento tributário é. redução ou adiamento do ônus fiscal. somente se apresentam duas alternativas para o sujeito passivo da relação jurídico-tributária: pagar ou não pagar o tributo decorrente da previsão legal descrita como fato gerador. que visa a excluir. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. podemos elencar alguns exemplos de crimes de sonegação ou fraude fiscal: Venda sem nota-fiscal. Assim. de tal forma a possibilitar a escolha da alternativa menos onerosa. assim. na maioria das vezes. deixar de recolher tributos descontados de terceiros. (. 3 Para fixar: O Planejamento Tributário tem como fator de análise o tributo e visa identificar e projetar os atos e fatos tributáveis e seus efeitos. comparando-se os resultados prováveis. A alternativa de não pagar se caracterizará como prática ilícita. na verdade. uma atividade empresarial estritamente preventiva. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários (grifou-se). visando conhecer as obrigações e os encargos fiscais inseridos em cada uma das respectivas alternativas legais pertinentes para. doações irregulares. e terceiros fazem alusão a um direito à economia de impostos (Borges. mediante meios e instrumentos legítimos. O caráter preventivo do planejamento tributário decorre do fato de não se poder escolher alternativas senão antes de se concretizar a situação. sem extrapolar o campo da licitude. então. para os diversos procedimentos passíveis de serem adotados. passivo fictício ou saldo negativo de caixa. como acontece principalmente com a cobrança de impostos. duplicidade de numeração de nota-fiscal. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência fiscal ou. A natureza ou essência do Planejamento Tributário consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. Gerência de Impostos --p. venda com calçamento de nota-fiscal. Trata-se. caso este venha a tomar conhecimento de tal prática. sujeitando-se a empresa à ação punitiva do Estado. venda com “meia nota-fiscal”. outros. adotado no universo dos negócios. 2 – OS TRIBUTOS 2..64-65). Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

. 3) Imposto Territorial Rural.financiamento dos gastos públicos (todos devem contribuir para o custeio das despesas do Estado). em moeda ou cuja valor nela se possa exprimir. 3º do Cod. ISS – receita para os Municípios. b) CONSUMO 2 . 2.2) BASES CLÁSSICAS DA TRIBUTAÇÃO: a) RENDA 1 . . na realidade. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. primordialmente. As demais formas de tributação são. 4) IPI – que é utilizado para restringir ou estimular a produção e o consumo. vestuário. . c) PATRIMÔNIO 3 .quando visam.’ . transporte.  Extrafiscais . IPVA – receita para os Estados. . 2. 4 Conceito Legal (art.3) CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS: a) Quanto à finalidade de sua instituição:  Fiscais . saúde etc. restringindo ou estimulando o crédito - POLÍTICA MONETÁRIA. para estimular a função social da propriedade agrícola - POLÍTICA FUNDIÁRIA. Características Conceituais: . juros e aluguéis) e do Trabalho (salários e honorários). . a obtenção de recursos para o Erário. No caso da pessoa natural: alimentação. .que regula o mercado financeiro.(R). Tribut. como instrumentos de política econômica (regulatórios). bem como dos chamados Proventos de Qualquer Natureza (prêmios de loterias.pecuniária (dinheiro – valor monetário).prestação (entrega – do particular ao Estado). 2) IOF . que regulam o Comércio Exterior .compulsoriedade (independe de ato de vontade). que não constitua sanção de ato ilícito.(C).ausência de caráter punitivo (não é multa). ExemplosIR – receita para a União. 3 Definida como o valor que se pode acumular. 1 A renda provém do Capital (lucros. Nacional):  “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. . variação ou combinação dessas bases.legalidade (criação por lei específica).POLÍTICA DE COMÉRCIO EXTERIOR.cobrança vinculada (obrigação do Estado). Exemplos: 1) Impostos de Importação e Exportação.quando são utilizados. ICMS – receita para os Estados. heranças etc) 2 Atividade do agente econômico (utilização da renda) no sentido de lhe permitir a sobrevivência e desenvolvimento. decorrente do superávit entre a renda adquirida e o consumo realizado em determinado período. primordialmente.(P).

 É o caso dos impostos. As receitas de impostos não se destinam ao custeio de obras ou serviços em prol de quem os paga.Renda da Pessoa Física. IPTU. Previdência e Assistência). sendo irrelevante o nome atribuído ao tributo ou a destinação de suas receitas. 2.quando não se exige. Normalmente os impostos se destinam a cobrir as despesas discriminadas nos orçamentos públicos ( federal. imposto é tributo que não está vinculado a uma contraprestação direta feita pelo Estado a quem o está pagando.4. nenhuma prestação ou atividade do Poder Público dirigida ao contribuinte. Exemplos: ICMS. 16 do CTN) Em outras palavras. ITBI. ISS. COFINS. Empréstimo Compulsório – receita vinculada à despesa que justificou a sua instituição. São os impostos em geral c) Quanto à repercussão do ônus financeiro:  diretos . Exemplos: INSS.  Não-Vinculados .pessoais . pelo qual a espécie tributária é determinada pelo seu fato gerador. para sua cobrança. sem considerar as condições pessoais do contribuinte. . Exemplos: Taxas – para financiar a prestação de um serviço público ao contribuinte.4) ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS: No Brasil adota-se o princípio da estruturalidade orgânica do tributo. Exemplos: ICMS.Renda. visando à promoção do bem comum. 5  Parafiscais – vinculados aos programas da Seguridade Social. d) Quanto à função da matéria tributária e as condições do contribuinte:  . cuja receita se destina a fazer face às despesas gerais da Administração Pública. IPI. IPVA.lançados em função das condições pessoais dos contribuintes Exemplo: I.lançados em função do valor da matéria tributável. 2. calamidades públicas e os projetos sociais urgentes e relevantes.4. CSLL b) Quanto à vinculação receita/despesa:  -Vinculados . Contribuições de Melhoria – vinculadas à realização de obras públicas que decorra valorização de imóvel do contribuinte.1 Imposto É o tributo que tem como fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte (art. estaduais e municipais). PIS/COFINS – para financiar a Seguridade Social (Saúde. como é o caso da guerra externa.o produto de sua arrecadação se destina ao custeio de despesa já prevista. FGTS.quem os paga transfere o ônus a terceiros (a cadeia de transferência se encerra no consumidor final que assume todo o ônus financeiro). ISS.reais . mas sim para custeio de despesas gerais do Estado.quem os paga assume o ônus Exemplos: I.  indiretos . IPVA  . IPI.

que tem pode ser cobrado em razão do exercício do poder de polícia ou da utilização efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (art.4. à higiene. com o objetivo de fazer face ao custo de obra pública da qual decorra valorização imobiliária.seguinte) 2. 2. bem como para a intervenção do Governo na economia (CIDE). cobrado pela União. SESC. Considera-se atividade paraestatal aquela exercida pelo Poder Público quando se caracteriza própria do setor privado. 6 2. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Ex: Taxa cobrada pela emissão de alvará de funcionamento de estabelecimento.4. . Estados e Municípios no âmbito de suas respectivas atribuições. Ex: Serviço de Coleta de Lixo. 2. Serviço de Conservação de rodovias públicas (pedágio). em razão de interesse público concernente à segurança. regula a prática de ato ou abstenção de fato. Veja também Quadro Demonstrativo das Espécies Tributárias (pag. à disciplina da produção e do mercado. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. cobrado dos proprietários de imóveis.4. calamidade pública que exija recursos federais além dos previstos no orçamento nacional e investimento urgente de relevante interesse nacional. de habilitação para dirigir veículos automotores. 78 do CTN: Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que.seguinte) Obs. Poder de Polícia: Art. Serviço específico e divisível: aquele cuja discriminação deixa clara a atividade desenvolvida e possa ser utilizado separadamente pelo usuário.. SENAT. o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado (art. Trata-se de espécie tributária não utilizada nos últimos 20 anos. bem como a atividade exercida por entidade privada quando própria do Poder Público. Estados e Municípios no âmbito de suas respectivas atribuições. interesse ou liberdade.4 Contribuição Especial (ou Parafiscal) É o tributo cobrado pela União Federal para custear a Seguridade Social (Previdência.4. tendo como limite total a despesa realizada com a obra e. de passaporte de viagem para o exterior etc. 81 do CTN). 77 do CTN).4. SENAI. pela União. SENAR. limitando ou disciplinando direito. SEBRAE. SENAC. Serviço de Manutenção de Redes de Esgoto.. Os acontecimentos excepcionais que podem justificar a instituição de empréstimo compulsório são: guerra externa. Exemplos: serviço social (SESI.4. de documentos de identificação. aos costumes.2 Taxa É o tributo. SEST.3 Contribuição de Melhoria É o tributo.). É um tributo que somente é cobrado face à ocorrência de fatos excepcionais que exijam recursos não previstos no orçamento federal. como limite individual.5 Empréstimo Compulsório Veja Quadro Demonstrativo das Espécies Tributárias (pg.4. Assistência e Saúde) e atividades paraestatais. à ordem.4.

Extinta a partir de 01/2008 . 7 QUADRO DEMONSTRATIVO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS .

harmonizando objetivos políticos. pode ser:  Horizontal – repetidas incidências de um mesmo tributo nas várias etapas do processo de produção ou circulação. econômicos. .  Vertical – incidência de um determinado tributo sobre o valor resultante da aplicação de outros tributos. Competência tributária ativa no Brasil por esfera de Governo 4 Por este princípio.  Requisitos recomendáveis (para sua elaboração): 1.2) PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS COMPETÊNCIA Diz respeito à atribuição constitucional de poderes para a União. Liberdade econômica 4 (Neutralidade)  Espécies: Histórico . ou seja. Não-cumulatividade.Conjunto que engloba tributos. 4.formação empírica e aperfeiçoamento de acordo com as necessidades financeiras e a conjuntura econômica do Estado. não deve interferir na alocação de recursos utilizando-se de tributos... Estados. Equidade. sem descontar os valores cobrados nas etapas anteriores. 8 3. 2. normas e princípios que disciplinam o poder tributário do Estado. Progressividade. Decorre da existência de mais de um tributo sobre a mesma base de tributação.formação a partir de um planejamento e distribuição da carga tributária em bases científicas. (veja o Quadro na página seguinte) CUMULATIVIDADE TRIBUTÁRIA Também chamada de efeito cascata. . a política tributária do Estado deve ser NEUTRA em relação ao mercado. 3. financeiros e sociais pretendidos pelo Estado. Sistema Tributário Nacional 3.1) Conceito. mesmo que aquele não a exerça). Seletividade. É indelegável (a competência de um ente público não pode ser transferida a outro. requisitos e espécies  Conceito . especialmente os do tipo CONSUMO. 6. 3. DF e Municípios para instituírem e cobrarem seus próprios tributos. Racional . 5. Produtividade.

consiste na elevação da alíquota para faixas maiores do valor tributável ou relativamente a outras condições que se deseja desestimular.Renda. esse fenômeno é raro na atualidade. Ex: Tabela progressiva do I. •Regressividade – quanto à regressividade pela redução progressiva de alíquotas. PROGRESSIVIDADE E REGRESSIVIDADE  Progressividade – própria para tributos sobre a RENDA e PATRIMÔNIO. . tendo em vista que a população mais pobre gasta a quase totalidade de seus rendimentos com o seu consumo indispensável. em etapas anteriores. 9 NÃO-CUMULATIVIDADE: características a) É própria de tributos que incidem sobre o consumo b) Incidência resultante sobre o VALOR AGREGADO (diferença entre o preço de venda e o custo dos insumos) c) Ocorre quando o mesmo tributo incide na cadeia produtiva compensando o valor pago. Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para rendimento auferido a partir de 01/04/2015. certas técnicas de tributos indiretos (fixos ou proporcionais) acarretam efeitos regressivos. como ocorre com os que incidem sobre o CONSUMO geral. No entanto. nas etapas seguintes.

Em todo caso. seja ele um cônjuge.98 .99 até 2. é preciso saber o valor do INSS que serão descontado. o valor final corresponde ao IR pago.5 869.13 Acima de 4. também podem ter o IR (Imposto de Renda) recolhido na fonte: • Rendimentos de trabalho não assalariado pagos por pessoa jurídica. até mesmo para evitar problemas com o Fisco. Vale ressaltar que o trabalhador precisa estar atento para identificar quando não há a retenção do Imposto. agora você pode dar continuidade ao cálculo do Imposto Retido na Fonte. pois nesse caso.80 De 2. a alíquota correspondente deverá ser aplicada sobre o salário base.903.826.59 Quem é obrigado a declarar o IRRF O IRRF é descontado nos primeiros 10 dias de cada mês subsequente ao pagamento salarial do trabalhador no mês anterior.06 até 4.903. Uma vez sabendo da quantia a ser descontada para a Previdência.68 27.80 De 3. para cada um deles é descontado o valor de RS189. • Alugueis e royalties pagos por pessoa jurídica.5 142. • Ganhos provenientes de negócios realizados entre pessoas jurídicas. se você apresentar um dependente.664.751.826. - De 1. . Apesar desse imposto ser descontado dos trabalhadores com carteira assinada. Como calcular o IRRF Para fazer o cálculo corretamente do IRRF. é sempre bom consultar a tabela do INSS e conferir qual o valor certo do desconto para poder dar continuidade ao seu cálculo do IRRF 2018. Geralmente esse desconto apresenta um percentual que pode variar de 8% a 11%.751.36 Dedução por dependente: R$ 189.65 7. A primeira fase consiste na inclusão da quantidade de dependentes que o declarante possui. Assim. e do resultado desta aplicação deverá ser subtraído a parcela que será deduzida.05 15 354. Já na segunda fase.59 por mês. 10 Parcela a Deduzir do Base de Cálculo em R$ Alíquota % Imposto em R$ Até 1.664. Nesse caso. ou então enteado ou filho (até 21 anos ou 24 anos sendo estudante universitário ou de escola técnica).66 até 3. Nesse caso.68 22.5 636. é preciso que ele mesmo faça o pagamento do valor devido. que basicamente é efetuado em duas fases. não são apenas estes que podem ter o Imposto Retido na Fonte.

Basicamente a Receita Federal realiza o pagamento dessa restituição em 7 lotes. até atingir a carga máxima para os tidos como supérfluos. e caso haja algum erro no preenchimento dos dados deste junto ao seu banco. estes são os principais detalhes que você deve saber sobre o IRRF. Portanto. A tributação é inversamente proporcional à essencialidade do produto para o consumo. ESSENCIALIDADE REQUISITOS GRAU TRIBUTAÇÃO Necessidade Absoluta Zero e Relativa Moderada Indispensabilidade Supérfluo Elevada . para aqueles menos essenciais. o pagamento é creditado na conta bancaria do contribuinte. precisam ficar atentas e se informar a respeito dos pagamentos dessas restituições. 11 Como recolher o IRRF Como já foi dito anteriormente. é realizado a regularização de contas entre o Fisco e o Contribuinte. Sendo assim. objetivando reduzir a carga tributária de produtos considerados essenciais. Nesse caso. o cálculo do IRRF é realizado já considerando o desconto realizado para a Previdência Social. aumentando-a. o recolhimento desse imposto de pessoa física. anualmente. que são distribuídos entre os meses de Junho e Dezembro. podendo chegar até a 27. E as alíquotas que são aplicadas. tornando-a mais justa e suportável. são aquelas que descontaram o IR a mais ao longo do ano anterior. em contrapartida. os contribuintes devem fazer a Declaração do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física). O mecanismo da seletividade é efetivado por intermédio da fixação de alíquotas ascendentes na razão inversa da essencialidade dos produtos. que é calculado tendo por base o valor bruto da remuneração do trabalhador. SELETIVIDADE Determinados tributos são seletivos. as pessoas que tem direito a restituição do IRRF. geralmente apresentam um percentual de 7. Diferentemente do INSS. Restituição do IRRF: Quem tem direito? Todos sabem que. é de inteira responsabilidade dos empregadores.5%.5% do salário recebido em cada mês. E de acordo com essa declaração. Mas vale lembrar que as pessoas que possuem o direito a receber a restituição do IRRF. o valor retorna para o Banco do Brasil e só poderá ser sacado pessoalmente.

nos limites da lei). salvo quando se tratar da cobrança de pedágio (taxas) pela utilização de vias públicas. Exemplos: Lei de 20/09/09. XXII. 12 LEGALIDADE ESTRITA OU RESERVA LEGAL  O tributo somente pode ser instituído ou aumentado por meio de lei (em sentido estrito. com exceção do IR e demais impostos extrafiscais.noventa): -Para todos os tributos. e ainda quanto à fixação da base de cálculo do IPTU e do IPVA. LIBERDADE DE TRÁFEGO  Estabelece a livre circulação de pessoas ou bens no território nacional. só vale a partir de 20/03/10. 5º. e tratar desigualmente os desiguais na proporção de suas respectivas desigualdades. Com efeito. ou seja.livros. periódicos e o papel destinado à sua impressão (Liberdade de Imprensa). IPI e IOF (que podem ser majorados por meio de decreto. . IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS  Suprimem a competência tributária. lei votada e aprovada pelo Poder Legislativo competente e devidamente promulgada e publicada). CAPACIDADE CONTRIBUTIVA / ISONOMIA  Todos devem contribuir para os gastos públicos segundo sua capacidade econômica. relativamente às seguintes situações: a) qualquer imposto sobre .  Tratamento igual a todos que se encontre em situação equivalente.II. a lei somente alcança os fatos geradores futuros (prospectivos). Decorre do direito à propriedade (Art. jornais. no mínimo. 90 (dias) da instituição ou aumento. IE.  Tributos somente podem ser cobrados ou aumentados se houver prévio consentimento (autorização) dos representantes do povo nos respectivos legislativos: federal estadual ou municipal. só vale a partir de 01/01/10.  Exigência em 90 dias (inclusive no mesmo exercício . e  antes de decorridos. IRRETROATIVIDADE DA LEI  Proíbe a cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Lei de 20/12/09. VEDAÇÃO AO CONFISCO  Proíbe a utilização de tributos como meio de retirar do contribuinte as condições de desenvolvimento normal de atividade econômica lícita. proibindo a instituição de barreiras tributárias intermunicipais ou interestaduais. ANTERIORIDADE DA LEI Proíbe a cobrança de tributos:  no mesmo exercício financeiro (ano civil) da publicação da lei que os instituiu ou aumentou. Exceções  Exigência imediata: . da CF). quanto à cobrança de impostos. -Empréstimos Compulsórios lançados por motivo de guerra ou calamidade pública -Imposto Extraordinário de Guerra.

2)relativos às finalidades essenciais de .1) .da União. 4 . que assim está apta a ser aplicada aos fatos sob sua regência.Atos Normativos (atos administrativos).  Normas Complementares (dos decretos e das leis): .1) CONCEITO E ABRANGÊNCIA Conceito: Conjunto de normas que regulam os tributos e as relações jurídicas decorrentes de sua exigência. Vacatio Legis:  Período em que a norma. Exemplo: princípio da anterioridade. . 13 .LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 4.  Tratados e Convenções Internacionais (quando aprovados por decreto legislativo). DF e Municípios (Imunidade Recíproca) . 4) cumpram obrigações acessórias. Estados. etc. 4.entidades sindicais dos trabalhadores. Vigência no Tempo:  Princípio da Continuidade .inclui suas autarquias e fundações. .Convênios de mútua colaboração (entre os diversos níveis de Governo). que atendam às seguintes condições: 1) regularidade fiscal e contábil. 2) não distribuam lucros. não vigora porque depende de um evento futuro (data ou fato). .Territorialidade (a lei vige no território da entidade tributante). Vigência no Espaço:  Regra Geral .).  Resoluções do Senado Federal (que fixam alíquotas do ICMS. .templos de qualquer culto (Liberdade Religiosa).Regulamentos (do Poder Executivo). Capítulo anterior. b.2) VIGÊNCIA E APLICAÇÃO Vigência:  Diz respeito à validade da norma.  Leis Ordinárias.  Leis Delegadas. . renda ou serviços: b.vigência por prazo indeterminado. relativamente às suas finalidades essenciais ou delas decorrentes.  Princípio da Anterioridade . Abrangência: Fontes formais do Direito Tributário:  Constituição Federal e suas Emendas. até que seja modificada ou revogada por outra lei. b) impostos sobre o patrimônio.conf.  Medidas Provisórias.  Decretos . 3) não façam remessa ao exterior. embora já publicada.instituições de educação e de assistência social de caráter filantrópico.Decisões administrativas que a lei atribua eficácia normativa.  Leis Complementares.partidos políticos e suas fundações.Práticas administrativas reiteradas (costumes). .

relatórios. desde que não definitivamente julgado quando: . Gramatical ou Léxico – captação da vontade normativa através do estudo de suas próprias expressões vocabulares. Aplicação:  É a execução das normas aos casos concretos. porém nunca para definição dos efeitos tributários. Não pode resultar exigência de tributo não previsto em lei.análise dos elementos circunstanciais que envolveram a elaboração da norma. tais como exposições de motivos.  c) Teleológico – a norma é elaborada segundo um princípio de razão. Integração da Legislação Tributária:  Procura de proposição jurídica capaz de suprir uma lacuna legal ou uma vontade insuficientemente nela manifestada. especialmente os constitucionais.  e) Princípios Gerais de Direito Privado: .  Regra Geral . adaptando-a às características pessoais ou materiais do caso concreto sob análise. .  d) Histórico . .  b) Princípios Gerais de Direito Tributário: .pressupõe que eles se irradiam a um grande número de situações capazes de orientar o aplicador da norma a dar uma adequada solução ao caso.Extraterritorialidade (depende de lei complementar ou dos convênios entre as unidades federadas). administrativos e penais. Resulta da coincidência entre a previsão normativa (em abstrato) e a ocorrência de um fato sócio-econômico (em concreto) nela previsto. quando seja expressamente interpretativa. em respeito ao direito adquirido à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito. desde que não resulte dispensa de tributo legalmente devido. extraindo os respectivos efeitos jurídicos. Retroatividade (Benigna):  A norma se aplica a ato ou fato pretérito.lhe comine pena menos severa.deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. votos etc.aplica-se a fatos futuros.3) INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO Interpretação da Legislação Tributária:  Extração do significado do texto (adaptando o direito aos fatos sociais).redução do rigor da lei.  b) Lógico-Sistemático (contextual) – pressupõe que o Direito é um sistema organizado. . coerente e homogêneo. 4. 14  Exceção . buscando a realização de JUSTIÇA.por serem estes que dão origem a todo o sistema jurídico.  c) Princípios Gerais de Direito Público: . conceitos e normas.aplicação da lei prevista para casos semelhantes a uma hipótese não prevista.deixe de defini-lo como infração. para atingir um objetivo ou fim politicamente desejado.utilizados para pesquisa da definição. do conteúdo e do alcance dos institutos.  d) Equidade: .em qualquer caso. Métodos de Interpretação:  a) Literal. Métodos de Integração:  a) Analogia: . . .

114 CTN). pela Administração ao sujeito passivo (art. 5. tendo por objeto. principalmente. 15 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 5.FG Conceito:  Fato econômico de relevância jurídica ou fato jurídico de consistência econômica descrito em lei como base para a exigência tributária. Surgimento da Obrigação Tributária:  Com a ocorrência dos acontecimentos (fatos econômicos) definidos em lei como FATO GERADOR.  Exigência de procedimentos. . a obrigação tributária tem como causa a lei tributária e não a vontade.  Obrigação Acessória =prestações positivas ou negativas. Prestações Positivas ou Negativas d) Causa Lei Tributária ---------------------------------------------------- Espécies de Obrigação Tributária:  Obrigação Principal = pagamento o tributo ou penalidade pecuniária.2) FATO GERADOR .  Ao contrário das obrigações privadas (contratuais). COMPARAÇÃO OBRIGAÇÃO PÚBLICA X PRIVADA OBRIGAÇÃO PRIVADA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Voluntária Legal (compulsória) Apuração pelas partes Lançamento Exigibilidade pelo Credor Cobrança Obrigatória Disponibilidade (Perdão) Indisponibilidade Indenização Indenização + Multa Sem outras sançôes Sanções Penais Elementos Constitutivos: --------------------------------------------------- a) Sujeito Ativo Estado b) Sujeito Passivo Particular c) Objeto: Principal . Pagamento do Tributo ou Penalidade Pecuniária Acessória . o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. que são contraídas voluntariamente. exigidas no interesse da Administração Tributária (burocracia relativa aos tributos).115 CTN). Ou seja:  Situação (FATO ECONÔMICO) definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência (da obrigação) (art.1) CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO Conceito:  É a relação jurídica que vincula o sujeito passivo (particular) ao sujeito ativo (Estado).

. Prestação de Serviços.... 118 do CTN): O tributo é exigido...... 5.... ICMS Recebimento de Salário....  da natureza jurídica do seu objeto ou efeito.  pessoal ou subjetivo: sujeitos da relação jurídico-tributária. IPTU Importação de Mercadorias. esteja obrigado ao cumprimento de obrigações tributárias. 16 Exemplos (simplificados): Fato Gerador TRIBUTO Vendas de Mercadorias.3) SUJEITO ATIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA É o Estado (credor) que no Brasil adota uma forma conhecida como República Federativa...  valorativo ou dimensional: “quantum” da obrigação tributária (base de cálculo x alíquota).... inclusive às prestações positivas e negativas (procedimentos): Chama-se contribuinte a pessoa que.. I.... É responsável quem. IR / INSS Propriedade de Veículo.. ISS Faturamento da Empresa........ IPVA Propriedade de Imóvel Urbano...  espacial ou territorial: local da ocorrência do fato econômico..  temporal: quando da ocorrência do fato econômico. União Federal Estado (amplo senso) Estados Federados Municípios O Distrito Federal detém todas as competências tributárias conferidas aos Estados e aos Municípios.. 5.. (com 3 níveis de Governo). independentemente:  da validade jurídica dos atos praticados pelo sujeito passivo..4) SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Conceito: É a pessoa obrigada ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária....  dos efeitos efetivamente ocorridos... não sendo contribuinte...... Interpretação do FG (Art..... . PIS/COFINS Elementos do FG:  material ou objetivo: acontecimentos descritos como capazes de produzir a obrigação tributária e o crédito dela decorrente....Imp.. pessoal e diretamente esteja relacionado com fato gerador da obrigação tributária..

124 do CTN): Quando duas ou mais pessoa se obrigam simultaneamente com relação ao mesmo crédito tributário:  Natural ou de fato (por interesse comum na situação que constitua o fato gerador). Na fusão. pelo fabricante. . Síndico. 5. antes de qualquer iniciativa do Fisco. incorporação. transformação. Exclusão da Responsabilidade pela Denúncia Espontânea: Ocorre quando o infrator procura a repartição fiscal competente. Os pais relativamente aos tributos devidos por seus filhos menores. 134 e 135 do CTN): Transferência da obrigação para terceiros intervenientes no negócio jurídico. do ICMS devido pelo comerciante adquirente na futura revenda das mercadorias compradas do industrial. contra uma terceira pessoa. pela massa falida. A responsabilidade é pessoal do infrator. cisão ou extinção da pessoa jurídica.  Legal (relativa às pessoas expressamente designadas por lei). Para garantir o cumprimento da obrigação tributária. Ex. Co-proprietários de um imóvel urbano.(art. em virtude de expressa disposição de lei. b) paga o tributo e a mora devidos. a obrigação tributária surge. a lei pune aqueles que violam as normas que estabelecem essas obrigações. exemplo) ou. Responsável por Substituição Tributária Ocorre quando. a responsabilidade é objetiva (independe da intenção do agente). desde logo. Este terceiro assume a obrigação em substituição ao contribuinte natural. normalmente em virtude do desaparecimento do contribuinte natural. 129 a 133 do CTN): A obrigação se transfere para terceiros. excetuando-se a situação em que o infrator tenha agido no cumprimento de suas prerrogativas administrativas. quando estiver cumprindo ordem expressa emanada por quem de direito. quando a infração.Tributária Retenção. além de contrariar as normas tributárias. 17 Responsável por Solidariedade .5) RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES Conceito de Infração: Infração é o ato (deliberado ou não) que implica descumprimento da legislação tributária. e então: a) confessa o ilícito tributário. Responsável por Sucessão (arts. do IMPOSTO DE RENDA devido pelo trabalhador assalariado. Exemplos mais comuns de Subst. etc. Retenção. economicamente vinculada ao fato ou negócio tributado. Tutores. a empresa sucessora é responsável pelos tributos devidos até a data do ato. Ex. Quando a lei não dispõe de forma diversa. ou c) deposita a importância arbitrada pela autoridade administrativa (no (no caso de tributo ainda não apurado). é conceituada como crime ou contravenção penal. inclusive da sua parcela de contribuição ao INSS. relativamente ao IPTU. quando o pagamento não possa ser satisfeito direta-mente pelo contribuinte natural. ainda. pelos seus tutelados. Terceiro Responsável (arts. pelo empregador. Exemplos: Pais respondem pelos filhos menores. no exercício de um mandato (procurador p.

5.6) CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA Conceito: Capacidade . a seu critério. se ela impedir ou dificultar a fiscalização tributária. A capacidade tributária passiva independe: a) da capacidade civil das pessoas naturais. ou da administração direta de seus bens ou negócios. bastando que se configure uma unidade econômica ou profissional.7) DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO Conceito: É o local onde as pessoas cumprem as suas obrigações e respondem por seus direitos. Decorre da escolha do legislador das pessoas que praticam ou estejam relacionadas com os fatos geradores da obrigação tributária. b) de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis. A capacidade tributária passiva é presumida pela lei.aptidão jurídica para exercer direitos ou contrair obrigações. Contudo. o contribuinte ou responsável pode eleger o domicílio tributário. . o FISCO pode recusar essa eleição. c) de estar a pessoa jurídica regularmente constituída. comerciais ou profissionais. Como regra geral. 18 5.

quando for o caso.outros acréscimos legais. não responsabilizando terceiro.tributo. nos termos das normas processuais.CONSTITUIÇÃO DO CT Conceito: Ato (administrativo) constitutivo do crédito tributário.  É muito utilizado paras os casos de: . b) determinar a matéria tributável. nascida em decorrência do fato gerador (avaliação qualitativa e quantitativa). c) torna o crédito tributário líquido e certo. . c) calcular o montante do tributo devido. A legislação posterior (nova) pode ser aplicada quando.exigência tributária combinada com infrações fiscais. de caráter vinculado e obrigatório.Legislação Aplicável: Ao lançamento.CRÉDITO TRIBUTÁRIO 6. Espécies de lançamento: a) Lançamento Direto ou de Ofício:  Feito unilateralmente pela autoridade administrativa. sem uma participação mais significativa do sujeito passivo. .correção monetária. d) identificar o sujeito passivo. 19 6 .1) CONCEITO Direito do Estado de exigir do sujeito passivo (particular) a prestação (pagamento do tributo) decorrente da obrigação tributária principal. b) proporciona ao sujeito passivo. e) propor a aplicação da penalidade cabível.impostos sobre a propriedade.multas fiscais. . pela apuração e controle dos elementos materiais e formais do crédito tributário. Tem a seguinte composição (parcelas): . tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. Lançamento – Função: a)verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente. Lançamento – Efeitos: a) torna exigível o tributo. O lançamento é uma atividade administrativa privativa da autoridade fiscal. Lançamento . 6. .  Comporta a subdivisão a seguir: . aplica-se as normas vigentes à época da ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente. a oportunidade de exercer o seu direito de defesa fiscal (impugnação e recursos administrativos).2) LANÇAMENTO . que declara a existência do direito do Estado à sua cobrança (exigência).juros de mora. . Tem a função de individualizar a obrigação prevista em abstrato na lei.

Nesse caso. concedido pela entidade tributante. tornando-o definitivo. dado que a legislação determina que o sujeito passivo pague antecipadamente.3) SUSPENSÃO. para reduzir o tributo. que é exigível de imediato (efeitos do lançamento). tem sua exigibilidade prorrogada para num futuro (definido ou dependente de algum fato administrativo ou judicial).: Imposto de Renda.  Moratória: Corresponde à prorrogação. b) por atuação da própria administração tributária. mas também exige que se faça a declaração anual. EXTINÇÃO E EXCLUSÃO DO CT a) Modalidades de Suspensão da exigibilidade do CT: O Crédito Tributário. inclusive com base nos seus sinais exteriores.  Uma vez prestada a declaração. 6. c) Lançamento por Homologação:  Ocorre. A forma mais comum é o parcelamento do débito em prestações mensais. dilatação ou adiamento do prazo regulamentar fixado para o pagamento do tributo. a2) por Presunção: que consiste na investigação da matéria tributável por meio de estimativas e outras informações que se aproximem da realidade dos fatos. a3) Indiciário: que se baseia em certos elementos indiciários ou circunstâncias tais que expressam a valoração da riqueza a ser tributada. Alterações do Lançamento O lançamento (é DEFINITIVO). b) Lançamento por Declaração:  Feito pelo Fisco com a colaboração do sujeito passivo. mediante fiscalização “a posteriori” ratifica (homologa) o pagamento.: IPI. mantido o cumprimento das obrigações. 20 a1) por Investigação Real: caracterizado pela determinação da matéria tributável o mais próximo possível da realidade por meio de elementos concretos ao alcance do FISCO. Ex. antes da notificação. obtenção de documento comprobatório de operação não registrada. o Fisco. diante da ocorrência dos motivos previstos na legislação tributária. a não ser que. quanto aos tributos em que o contribuinte ou responsável é obrigado a efetuar o pagamento (provisório) do crédito tributário. o contribuinte não pode alterá-la. comprove o erro ou omissão determinante da alteração. que presta declaração informando certos elementos que constituem base para o lançamento. Exemplos: apreensão de mercadorias desacompanhadas de nota fiscal. quando o sujeito passivo tenha sido dele regularmente notificado e somente pode ser alterado nas seguintes situações: a) por iniciativa do próprio sujeito passivo. ICMS. antes de qualquer iniciativa do Fisco. e ISS etc. d) Lançamento Misto: É aquele que combina mais de um dos tipos anteriores. . que o impugnar (defesa fiscal). Exemplos.

cheque ou vale postal . Ex. ao pagamento.  Pagamento: É o fim natural do crédito tributário. Significa a conversão do crédito tributário (direito em potencial) em renda. administrativa ou judicialmente. representado pelo cumprimento da obrigação tributária principal. Trata-se. embora tenham nomenclatura diferenciada. com a conseqüente extinção dos créditos por eles garantidos. seguido de pagamento a vista ou parcelado. enquanto discute. Compensação.  Conversão do Depósito em Renda: O depósito corresponde ao valor oferecido pelo sujeito passivo como modalidade de suspensão do crédito tributário. por extinguir o crédito dela decorrente. enquanto o juiz analisa o mérito da questão e profere uma decisão definitiva. na via administrativa ou judicial. etc. enquanto que a moratória é uma iniciativa do estado. na realidade. também. credor do sujeito ativo (Estado). .em estampilha (selo). de um encontro de contas. por ser de iniciativa do sujeito passivo. Tem o efeito de prevenir (evitar) a incidência de correção monetária e juros de mora. suspende a exigibilidade do crédito tributário. 21 Pode ocorrer a concessão de um prazo de carência. b) Modalidades de Extinção do CT: São situações que determinam o fim da obrigação tributária. arrecadação.  Parcelamento: O parcelamento difere da moratória.  Defesa Fiscal: Corresponde às oportunidades em que o sujeito passivo pode impugnar ou impetrar recursos contra decisões administrativas que lhes forem desfavoráveis.como LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA (ou outra medida judicial equivalente). A mais importante delas é o pagamento.  Depósito (administrativo ou judicial): Refere à situação em que o sujeito passivo efetua depósito dos valores exigidos. Há modalidades que se equiparam. Homologação. receita pública (derivada) e deve ser efetuado (art. os valores depositados são levantados e convertidos em renda (ARRECADAÇÃO). parcial ou integralmente. Julgada a lide. Diz respeito ao ato judicial que.  Compensação: Ocorre quando o sujeito passivo é.  Medidas Cautelares: A CONCESSÃO DE MEDIDAS CAUTELARES . Conversão do Depósito em Renda etc. As RECLAMAÇÕES são impetradas contra o lançamento e os RECURSOS contra a decisão (de 1ª instância ou de outras instâncias superiores) que julgar improcedente a reclamação (julgamento pro-Fisco). o lançamento. provisoriamente. 162 do CTN) .em moeda corrente.

Casos de interrupção do prazo: a) citação pessoal feita ao devedor.  Remissão: Forma extintiva do crédito tributário fundamentada no perdão ou dispensa. sagrou-se vencedor (absolvido) na discussão. Posteriormente.  Transação: Caracterizada por concessões mútuas. com o decurso do prazo de 5 anos. exigir tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. total ou parcial. no exercício do seu direito à DEFESA FISCAL. b) protesto judicial.  Dação de Bens Imóveis: . b) erro ou ignorância escusáveis (desculpáveis) do sujeito passivo. lançamento anteriormente realizado.quando o Estado: a) recusar o seu recebimento. em que o sujeito passivo. d) reconhecimento do débito pelo devedor. por vício formal. ocorrerá a HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. 22  Homologação do Pagamento Antecipado: Ocorre quanto aos tributos em que o sujeito passivo é obrigado a antecipar o pagamento do crédito tributário.  Consignação em Pagamento: O sujeito passivo pode. que concluir pela improcedência da pretensão fiscal de exigir o crédito tributário objeto da ação judicial respectiva. c) ato judicial que constitua em mora (em atraso) o devedor. Se não o fizer. c) diminuto valor do crédito tributário  Decadência: É a perda do direito da Fazenda Pública (Estado) de constituir o crédito tributário (efetuar o LANÇAMENTO). fazer um depósito da importância correspondente ao crédito tributário em juízo.  Decisão Judicial com Trânsito em Julgado (absolutória): Trata-se de decisão judicial.da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado.  Decisão Administrativa Irreformável (absolutória): Diz respeito à última decisão.  Prescrição: Perda do direito de ação da Fazenda Pública (o Estado) de cobrar o crédito tributário em juízo (Execução Fiscal). transitada em julgado (que não cabe mais recurso). do Estado e do sujeito passivo. se não o fizer no prazo de 5 anos após o lançamento. contados da data do pagamento. em lugar de efetuar o pagamento. do pagamento devido autorizada nos seguintes casos principais: a) situação econômica (frágil) do sujeito passivo. na esfera administrativa. c) por mais de um esfera de Governo. b) vincular o pagamento ao cumprimento de exigências administrativas ilegais. com o fim de prevenir ou encerrar litígios fiscais. no prazo de 5 (cinco) anos. contados: . o Fisco analisa a regularidade desse pagamento e expressamente o HOMOLOGA.

caso em que deve ser observado o princípio da anterioridade da lei. salvo se: a) concedida por prazo certo e em função de determinadas condições. os créditos trabalhistas de até 150 salários-mínimos. b) relativa a impostos sobre patrimônio e renda. pelo devedor. Todos os bens e rendas do sujeito passivo. Por significar perdão da falta cometida. São nulos os ônus reais e as cláusulas de inalienabilidade ou impenhorabilidade constituídas. 23 O sujeito passivo pode oferecer bens imóveis para quitação de créditos tributários. ou o seu começo. sujeitando-se sempre à prévia avaliação do bem. total ou parcial do pagamento de penalidades pecuniárias (de natureza tributária).  em terceiro. os créditos tributários. salvo se houver reservado bens ou rendas suficientes à sua total satisfação.  Anistia: Dispensa. Considera-se de má-fé (FRAUDE À EXECUÇÃO FISCAL). c) Modalidades de Exclusão do CT: São hipóteses que a lei reconhece a existência do fato gerador da obrigação tributária principal. Outras garantias podem ser acrescidas pela legislação do tributo. mas proíbe a constituição do crédito tributário dela decorrente.  Isenção: Dispensa do pagamento do tributo concedida por lei especifica que fixa condições e prazos Pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo.4) GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CT: a) Garantias – conceito: Meios jurídicos utilizados pelo Estado para assegurar o recebimento do tributo devido. b) Privilégios – conceito: São os predicativos (qualidades) a ele atribuídos no sentido de conferir-lhe “status” preferencial sobre os demais créditos. feita por pessoa devedora de crédito tributário regularmente inscrito na dívida ativa. etc). exceção feita tão-somente aos créditos de natureza trabalhista. somente alcança as multas aplicáveis às infrações praticadas. porém o estado se reserva o direito de aceita-los ou não. estando aí incluídos as multas tributárias (inciso VII). excetuados aqueles que a lei declare absolutamente impenhoráveis. Nota: No caso de falência. os créditos com garantia real (penhora. É um instituto próprio do Direito Penal. Essa vantagem é absoluta.  em quarto os créditos com privilégio especial. de qualquer origem ou natureza. . concedida por lei especifica. 6. a alienação de bens ou oneração de rendas.101) em seu artigo 83:  Primeiramente. e  em quinto os créditos com privilégio geral. deverá obedecer à ordem de recebimento de créditos traçadas pela Lei de Falências (Lei nº 11. a qualquer tempo. A concessão dos benefícios excludentes do crédito tributário não dispensa o cumprimento de obrigações acessórias dependentes da obrigação principal ou dela decorrentes. respondem pelas dívidas tributárias. hipoteca.  em segundo.

créditos da União. • EFICIÊNCIA. Dívida Ativa Tributária Art. contribuintes ou não.” A dívida ativa. . Esta atividade estatal dispõe de servidores específicos . pela lei ou por decisão final proferida em processo regular.2) FISCALIZAÇÃO E DÍVIDA ATIVA TRIBUTÁRIA: Fiscalização Tributária O objetivo da Administração Tributária é a arrecadação. a Administração Tributária tem o poder de aplicar multas administrativas e de se utilizar de outros meios coercitivos para assegurar o cumprimento da obrigação tributária. Toda relação fisco/contribuinte tendo como objeto a verificação do cumprimento das obrigações tributárias deve ser formal. • IMPESSOALIDADE. bem como de forma resumida conter os resultados e orientações.ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 7. 24 Com efeito. • PUBLICIDADE. créditos dos Estados e DF. Contudo nenhuma informação obtida pelo exercício não pode ser revelada (sigilo fiscal). . No combate e prevenção da inadimplência. concordata. 7. conjuntamente e “pro-rata”. Trata-se de um ramo especializado da Administração Pública. inventário ou arrolamento.cabe ao sujeito passivo o ônus da contra-prova. Contudo. Todos são obrigados à fiscalização e devem registrar e guardar livros e documentos por 5 anos. regularmente inscrita. inclusive quando a autoridade fiscal fizer qualquer exigência ao sujeito passivo deve ser sempre por escrito e qualquer procedimento fiscal em estabelecimento deve ser precedido de lavratura de termo em livro próprio e deve ser fixada a data do início e previsão do término. goza de presunção de certeza e de liquidez. • em 2º lugar. ocorre um concurso interno entre as fazendas credoras. os Municípios conjuntamente e “pro-rata”. regularmente inscrita na repartição administrativa competente. O FISCO conta com uma séria de prerrogativas legais para tal fim. tendo efeito de prova pré-constituída . Quando o patrimônio do devedor não der para quitar todos os débitos. •3) em último lugar. inclusive aquelas que gozam de isenção ou imunidade tributária. Todas as pessoas. para pagamento.Princípios básicos da Administração Pública: • LEGALIDADE. depois de esgotado o prazo fixado. físicas ou jurídicas estão sujeitas à fiscalização. a Fazenda Pública esta isenta de submissão a concurso de credores ou habilitação nos processos de falência. com funções voltadas para a verificação do cumprimento das obrigações tributárias (lançamento). que se resolve pela seguinte preferência: • em 1º lugar. 201 do CTN” “Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza. 7 . para assegurá-la torna-se necessário fiscalizar o cumprimento da obrigação tributária. • MORALIDADE.funcionários fiscais (FISCO).1) CONCEITO: Atividade estatal voltada principalmente para a arrecadação tributária.

com base no contraditório e ampla defesa. 08 – DEFESAS FISCAIS São alternativas dadas ao sujeito passivo para resguardar seus direitos. Não há rigor quanto à produção de provas. 6. o que possibilita à Fazenda Pública promover a EXECUÇÃO FISCAL do crédito tributário inscrito. além dos requisitos mencionados. 3. realizando-se apenas os atos essenciais à obtenção da certeza jurídica. da VERDADE MATERIAL: objetiva a apuração da realidade dos fatos. ou cuja exigibilidade esteja suspensa. mas não o particular. pode produzir as provas que julgar necessárias para garantir a sua inocência ou.1 Processo Administrativo Tributário A Administração Pública pode instituir um processo administrativo para apurar matéria controversa entre si e o administrado (CONTROLE DA LEGALIDADE). b) solução de dúvidas (consultas) sobre a aplicação da legislação tributária. objeto de penhora.  Certidão Positiva: que deverá conter. Não precisa de advogado. 25 Certidão da Dívida Ativa:  Certidão Negativa (CND) É a prova de que o sujeito passivo está quite com a Fazenda Pública. a) Princípios processuais: 1. para ser JUSTAMENTE apenado. O Processo Administrativo Tributário (PAT) é uma espécie de processo administrativo voltada para a: a) determinação da exigência do crédito tributário (resolvendo a lide sobre a procedência desse crédito). do CONTRADITÓRIO: garante aos acusados o direito de contestar as provas e argumentos produzidos em seu desfavor. cuja decisão final a vincula. da AMPLA DEFESA: o sujeito passivo tem amplo direito de se defender. em curso de cobrança executiva. 2. A princípio. 4. seja em razão da matéria ou até mesmo da amplitude dos valores objeto da lide. mesmo sem a provocação das partes. a certidão que se refere a créditos não vencidos. da OFICIALIDADE: impulso oficial para alcançar a decisão final. É exigida como pré-requisito na habilitação da pessoa a vários atos da vida civil. O ritmo obedece à relevância para Administração. da INFORMALIDADE: simplicidade na prática processual. Considera-se como Negativa. A Certidão Positiva constitui título executivo extrajudicial. 08. o nº do livro e da folha de inscrição. se culpado. que pode pedir ao Judiciário que reveja a decisão sobre a matéria (princípio da jurisdição única). 5. . 7. propostas em face do lançamento emitido pela autoridade fiscal. contratos com a Administração Pública e admissão no serviço público. através de documento escrito. Além da contestação. da LEGALIDADE (objetiva): atividade vinculada do próprio lançamento (controle de sua legalidade). qualquer documento é admitido e anexado aos autos. da CELERIDADE PROCESSUAL: A decisão final tem que ser rápida. comercial.

inicio da fase contenciosa do Processo Administrativo Tributário. b) se for contra o sujeito passivo. .valor do crédito tributário a pagar e o prazo para impugnação.suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário.local.assinatura da autoridade administrativa (dispensada no caso de emissão por sistema eletrônico de processamento de dados). com o objetivo de provocar a revisão de decisão que lhe seja desfavorável. impugnação. Julgamento em Instância Especial: Excepcionalmente destinado a rediscutir a decisão de 2a. . à 2a. .Recurso de Ofício. . a) se a decisão for contra a Fazenda Pública. este poderá interpor Recurso Voluntário à 2a. recurso etc. inclusive por parte da Fazenda Pública). d) Defesa Fiscal: São as impugnações e recursos interpostos pelo sujeito passivo. Notificação (lançamento sem multa): .infração (se houver). . . provas e a legislação aplicável.ciência do sujeito passivo. pelo decurso do prazo legal para fazê-lo. data e hora da lavratura.Instância.qualificação do notificado. . quando for divergente em relação à decisão de outra Câmara ou da própria Instância Especial.descrição dos fatos. . Instância quando não for unânime.presunção de validade do lançamento. que expede uma decisão. • efeitos da revelia: . Julgamento de Primeira Instância: O sujeito passivo pode impugnar o lançamento (reclamação) perante o Julgador de 1a.Instância. . obrigatoriamente.gera cobrança amigável e judicial. . o próprio julgador a submeterá. Revelia: • omissão da defesa fiscal no prazo legal. 2. .dispositivos legais infringidos e correspondentes às penalidades propostas. Preclusão: Perda do direito de praticar ato processual (reclamação. Efeitos do exercício da defesa fiscal: . c) Documentos de Lançamento: Auto de Infração (lançamento com multa): . Instância . ainda. 26 b) Julgamento: 1.exigência fiscal e intimação para o seu cumprimento ou impugnação. . 3.qualificação do autuado. contrariar a lei ou a evidência das provas ou. Julgamento de Segunda Instância: O julgamento do recurso é feito por colegiado (representantes do Fisco e dos Contribuintes).assinatura do autuante e sua identificação. analisando fatos.

2010.00. FABRETTI. Código Tributário Nacional (Lei 5. Exemplo: o ICMS que seria de R$ 5. mediante a certidão de Dívida Ativa.00 do ICMS com o ICMS do próximo mês. Além dos embargos à execução fiscal. 4º) Após. 3ª Edição. Constituição da República Federativa do Brasil (1988).000. Exemplo: a compensação de um crédito fiscal do contribuinte de R$ 2. BRASIL. Láudio Camargo. Láudio Camargo. 3º) O executado tem prazo de 5 dias para pagar (correção. tais como:  Ação de repetição de indébitos ou de restituição de importâncias pagas: para requerer a devolução de importâncias pagas a maior de um crédito tributário. Prática Tributária da Micro.00  Ação de compensação: para pedir a compensação ou encontro de contas entre Fisco e sujeito passivo.000. observa-se a Lei 6830/80 (Lei de Execução Fiscal): 1º) Havendo decisão administrativa irreformável considerando válido o CT.00. 185-A do CTN). o juiz determinará a indisponibilidade de seus bens e direitos (art. assim. São Paulo: Atlas. Curso de Direito Financeiro e de Direito Tributário. CASSONE. São Paulo: Saraiva. Imposto de Renda das Empresas. atualizada até 2016. os procuradores ou advogados da Fazenda Pública irão propor Ação de Execução Fiscal. 2º) Caso ainda não pague.000. calculado em R$ 3. Atlas.00  Ação anulatória de débitos fiscais  Ação de nulidade de débitos fiscais  Ação declaratória de nulidade de auto de infração  Mandado de segurança: para coibir abusos ou excesso de poder praticados pela autoridade fiscal. 9ª Edição. REFERÊNCIAS ANDRADE FILHO. Celso Ribeiro. juros) ou nomear bens à penhora. 16ª Edição. Vitório. Atlas. atualizado até 2015. São Paulo: Atlas. BRASIL. multa. 2010. 7ª Edição.000.2) Processo Judicial Tributário: é a seqüência de atos realizados perante o Poder Judiciário visando discutir o crédito tributário. podendo o sujeito passivo pedir a devolução de R$ 2. 25 de outubro de 1966). poderá embargar (propor defesa fiscal) no prazo de 30 dias a contar da penhora.2006. o contribuinte pode requerer o direito de efetuar o pagamento de apenas R$ 1. Pequena e Média Empresa. FABRETTI. o sujeito passivo poderá propor outras ações judiciais.172. Contabilidade Tributária.000. Direito Tributário. Observação: Penhora on line: Se o devedor devidamente citado não pagar nem apresentar bens à penhora no prazo legal e não forem encontrados bens penhoráveis. 2013.00 e foi pago R$ 7. Edmar Oliveira. BASTOS. 2013. 27 8. a Fazenda Pública procederá à inscrição do débito em Dívida Ativa e abrirá prazo de cobrança.000. se o contribuinte não paga no prazo de 30 dias. Para a cobrança judicial do crédito tributário não-pago. .

receita.gov.dataprev.ibpt.com.FiscoSoft – www.br Sites do Governo: .com. 28 FABRETTI.br .br . PEGAS.Manual de Contabilidade Tributária..com. Código Tributário Nacional Comentado.gov.bndes.1) Informações diversas: .br .br . Ministério do Desenvolvimento.fiscosoft.Senado Federal – www.Portal Tributário – www.pgfn.portaltributário.Ministério da Previdência Social – www.Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) – www.br . Paulo Henrique.Google – www.google. Freitas Bastos.Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – www.com.fazenda.br .fazenda.senado.com.desenvolvimento. São Paulo: Atlas.Secretaria da Receita Federal – www.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – www. INTERNET: 21.br . 2006.gov. Indústria e Comércio Exterior – www.br .gov.Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – www.br .Infomações Objetivas (IOB) – www. 2012.gov. Láudio Camargo.gov.iob. 6ª Edição.com.ibge.br . 4ª Edição.br .