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Revisão sobre o processamento neuropsicológico

dos atributos tonais da música no contexto ocidental
Review about neuropsychological processing of tonal attributes of music
in the Western context
Revisión del procesamiento neuropsicológico de los atributos tonales
de la música en el contexto occidental

JANDILSON AVELINO DA SILVA*
MELYSSA KELLYANE CAVALCANTI GALDINO**
MARIA JOSÉ NUNES GADELHA*
MICHAEL JACKSON OLIVEIRA DE ANDRADE*
NATANAEL ANTONIO DOS SANTOS***
Universidade Federal da Paraíba

Resumo tratassem dos modelos de processamento dos atributos
tonais da música ocidental, baseando-se na concepção
Muitas discussões a respeito do processamento musical neuropsicologicas de que as estruturas neurais são in-
têm ocorrido ao longo dos anos. Afirma-se, por um lado, terdependentes das vias sensoriais.
a existência de um sistema único comum para a apreen- Palavras-chave: percepção auditiva, processamento
são da música ou de qualquer um de seus atributos pelo musical, percepção tonal, neurociência
Sistema Nervoso Central. Por outro lado, alega-se tam-
bém a existência de sistemas múltiplos e diversos para a Abstract
compreensão de cada um desses aspectos da música. De
forma geral, independente do modelo definido, estudos Many discussions about the music processing have oc-
focados no processamento dos componentes sonoros, curred over the years. It is stated, on one hand, the exis-
mais especificamente dos tons musicais, podem esclare- tence of a single joint for grasping the music or any of its
cer de forma importante o funcionamento básico do sis- attributes by the Central Nervous System. Furthermore,
tema auditivo e de outras funções cerebrais superiores. it is claimed also the existence of multiple and diverse
Nesse sentido, uma das abordagens de maior destaque systems to understand each aspect of music. In general,
no estudo desses processos sensoriais e perceptivos da model-independent set, studies focusing on the pro-
audição, ilesos ou alterados, tem sido a Neurociência, cessing of sound components, specifically the musical
que se interessa pela interação entre as áreas do encéfalo tones, can significantly clarify the basic functioning of
correspondentes aos diferentes processos cognitivos. As- the auditory system and other higher brain functions. In
sim, a finalidade desta pesquisa foi revisar estudos que this sense, one of the most prominent approaches in the

* Psicólogos, Doutorandos e Mestres em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba, Brasil. Contato: jandilsonsilva@gmail.com
** Psicológa, Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba, Brasil, e Doutora em Neuropsiquiatria e Ciências
do Comportamento pela Universidade Federal do Pernambuco, Brasil.
*** Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba, Brasil, e Doutor em Neurociências e Comportamento pela
Universidade de São Paulo, Brasil.

Para citar este artículo: Silva, J. A, Galdino, M. K. C., Gadelha, M. J. N., Andrade, M. J. O., & Santos, N. A. (2013). Revisão sobre o proces-
samento neuropsicológico dos atributos tonais da música no contexto ocidental. Avances en Psicología Latinoamericana, 31 (1), pp. 86-96.

86 Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. 31(1)/pp. 86-96/2013/ISSNe2145-4515

que qualquer música pode ser decomposta em seus tema auditivo y otras funciones superiores del cerebro. Dessa forma. En los últimos años se han llevado a cabo gran número Ogasawara. homens das cavernas. Ele registrou em sua pesquisa perceber. 31(1)/pp. 2007). tem sido 2009). seja como estimulante ou co- or changed unharmed. 2003. Hailstone. 2004). has been Neuroscience. Em termos neuropsicológicos. sições. da e prazerosa aos ouvidos (Machado & Borloti. Revisão sobre o processamento neuropsicológico dos atributos tonais da música no contexto ocidental study of sensory and perceptual processes of hearing. e ainda como facilitador dos contatos is interested in the interaction between the brain areas sociais. a linguagem musical. uno de los enfoques más importantes na (por meio dos órgãos sensórios respectivos) e en el estudio de los procesos sensoriales y perceptivos internamente (por meio do encéfalo) pelo Sistema de la audición. Em 1865. del. A percepção da música para la comprensión de cada uno de los aspectos de la se trata do processamento de ondas sonoras den- música. precedeu a linguagem falada the purpose of this study was to review the studies that (Deus & Duarte. 2007). a Neurociên- rociencia. Kan- son interdependientes de las vías sensoriales. 2010. Ainda pitch perception. ao processamento de seus atributos componentes se aduce la existencia de sistemas múltiples y diversos devem ser mencionados. En general. Schiffman. con independencia del modelo de. Warren. atributos principais para que seja processada exter- En este sentido. na formulação de modelos de compreensão tonal. Por otra parte. la cual se interesa en la interacción entre las cia. 2005). 1997. som. Por lo tanto. específicamente de los tonos mu. o conhecimento da música é mul- neural structures are interdependent sensory pathways. which mo relaxante. Levitin. envolvendo ramos como compo- Keywords: auditory perception. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 87 . 2006). questões mais específicas ligadas atributos por el sistema nervioso central. Nervoso Central (SNC). based on the conception that neuropsychological Warren (2010). el propósito de este estudio fue cognitivos tem se destacado ao longo dos anos. distinguir e identificar os sinais do meio vários casos de diferentes tipos de deficiências na ambiente acústico (Overath et al. instrumentos e notações musicais. tro de uma linguagem musical. de discusiones acerca del procesamiento de la música. A música compreensão dos diversos atributos musicais de- é compreendida como a arte de combinar sons e correntes de lesões no cérebro de indivíduos de sua coordenar fenômenos acústicos de maneira cômo. Além das questões antropológicas e sociais Se afirma. normales o patológicos. Nas últimas décadas. a música é considerada uma linguagem universal. los estudios centrados en el procesamiento de los pautada na percepção sonora de aspectos físicos do componentes sonoros. No homem primitivo. Palabras clave: percepción auditiva. Boillaud realizou um dos primeiros estudos acerca da neuropsicologia dos Os indivíduos são constantemente impelidos a atributos musicais. la existencia de un único sistema relacionadas ao entendimento da música enquanto para la aprehensión de la música o de cualquiera de sus produto final. ela é também um crescente o interesse no estudo das bases cognitivas elemento cultural que tem sido encontrado desde os e neurológicas do processamento musical (Omar Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. procesamiento A música começou a ser observada em pesqui- musical. 2008. tidimensional. basados en la idea de que las estructuras neurales do processamento musical (Goldstein. ha sido la neu. de forma rudimentar. musical processing. pueden aclarar el funcionamiento básico del sis. Rui & Steffani. corresponding to different cognitive processes. isso significa sicales. assim. por un lado. época (Andrade. 1997). na medida em que sua percepção glo- Resumen bal ocorre mesmo que não se tenha realizado uma preparação formal para isso (Deus & Duarte. percepción tonal. Crutch e music. e deste modo está finido. perceptivos e cognitivos. neurociencia sas de laboratório por volta do século XIX (Cam- pos. enquanto área que se preocupa com as relações áreas del cerebro que corresponden a diferentes procesos entre SNC e os aspectos sensoriais. Para Deus e Duarte (1997). Thus. revisar los estudios que se ocupan de los modelos de desde os primeiros estudos experimentais acerca da procesamiento de los atributos de la música occidental música. particularmente.. neuroscience. dealt processing models of the attributes of tonal Western Segundo Omar. 2007.

Estes últimos cial. Rock- & Oxenham. das no cerebelo foram vistas apenas em pessoas do são de questões sociais. ilesos ou alte. as citadas áreas aparecem como mais des- servem de base para o processamento auditivo de envolvidas quanto mais jovens as pessoas tenham forma geral. envolvidas também no processamento visuoespa- sica (Peretz. Guerra. rebro. 2002) foram dos atributos musicais revelados aumentos na densidade de substância cinzenta da área de Broca. 1995b). 2010).. que é caloso na parte mais frontal (responsável por impli- a ciência propriamente dita do som. As alterações encontra- to musical pode ser importante referente na discus. & Loureiro. realizando comparações neurológicas último campo são importantes as pesquisas relacio. 31(1)/pp. Jäncke. representadas pelo aumento de Dessa forma. 2008). e que. A audição musical.. Em outros estudos (Schmithorst & Holland. 1998). 2010). Omar et al. E deste stroh e Taub. Michael Oliveira. enquanto que outros analisam a inferiores para a percepção de harmonia e melodia. Andrade (2004). 2006). e o tálamo. portanto. Ele indica que céfalo produz esclarecimentos importantes sobre podem ocorrer alterações plásticas nos cérebros dos o funcionamento básico do córtex auditivo e das músicos. perceptivos e cognitivos da audição. até os estudos em psicoacústica viso-espaciais). sugere que o trei. Pantev. importante para a lin- Dentro das neurociências há quem considere a guagem falada e para as localizações espaciais. O conhecimento a respeito do processamen. Os autores encontraram alterações anatô- complexas (Ogasawara. Esses estudos vão da acústica. (2002). Melyssa Cavalcanti. representação dos dedos da mão esquerda de vio- dos que tratassem dos modelos de processamento linistas no córtex sensorial primário. que tratam de estudar de determinadas regiões encefálicas responsáveis o processo de agrupamento e de incremento dos por outras atividades cognitivas no processamento sons básicos na formação de peças musicais mais musical. Huang & Steinmetz. específicos como o processamento musical. que é o estudo de como o cérebro (associada com a linguagem e com os processos percebe o som. respectivamente nas áreas 39 e 40 de Brodmann. ficas que podem estar ligadas à percepção da mú. por exemplo. Processamento neuropsicológico 2003. Barrick. do mes- da performance musicais (Campos. micas e funcionais. entre músicos e não músicos sugerem a atuação nadas à fonologia musical. o estudo do processa. Independente das especializações neurais.. samento melódico. passando pela cações motoras e cognitivas). incluem-se as regiões temporal McDonald & Alain. e frontal. Segundo Trainor et al. da região anterior do corpo caloso (Schlaug. baseando-se na uma maior representação cortical auditiva para tons concepção de que as estruturas neurais são inter. quisas. Zatorre. 88 Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. 2001). Wiendbruch. ou da área de Broca psicoacústica. bem como dos atributos da música ocidental. 2001. 2002). a namento da performance musical pode desenvolver compreensão do processamento musical no en- habilidades espaciais e matemáticas. tocado no piano (Pantev et al. Jandilson Da Silva. portanto. 1995a. clínicas e neurobiológicas sexo masculino. o objetivo desta pesquisa foi revisar estu. Nesse mo modo. e do rados. que examinam aspectos da percepção e Rodrigues. como o aumento das conexões do corpo funções cerebrais superiores. entre as muitas acreditam que o córtex auditivo é configurado para regiões do encéfalo que estão envolvidas no proces- extrair informações específicas da música (Trainor. musical. & Howard. Guerra e Loureiro (2006). 86-96/2013/ISSNe2145-4515 . música como produto de um arranjo cerebral que visuais e auditivas. Nessas pes- dependentes das vias sensoriais. 2008. Maria José Nunes. 2006). 2001). tamanho ou da taxa de funcionamento nos campos mento musical em suas bases neurais tem sido do plano temporal do hemisfério esquerdo do cé- importante na apreensão desses processos sensório. Natanael Dos Santos et al. (1995) mostrou que existe uma maior modo. bem como para seus aspectos mais começado a realizar estudos musicais (Rodrigues. existência de organizações neurológicas especí. cerebelo (Schlaug. Sluming. relacionadas aos aspectos auditivos (McDermott O estudo de Elbert. Foi encontrado também o uso é usado também para outros processos cognitivos de diferentes redes neurais nas regiões parietais (Pinker. 1999).

2002). Para Trainor et al. quanto não-verbal. como a música (Omar et al.. a mesmas. hemisfério direito para o esquerdo (Andrade. os elementos ou atributos nosia auditiva. No entanto. o quadro é ainda menos visivelmente tos musicais pode se dar de forma diferente da po- definido. testes adequados para avaliação dessas habilidades. em complexidade. ambos os lobos temporais estão envolvidos. modelos e a dominância cerebral possibilitam uma melhor derivados da compreensão dos elementos verbais compreensão das funções cognitivas tanto em re- têm sido aplicados aos domínios de conhecimento lação ao papel dos hemisférios cerebrais. (1998). ca têm sido abordados principalmente por imagens cessado de forma semelhante para qualquer pessoa. embora existam muitas semelhanças for. Desjardins. No entanto. suas supostas relações neuropsicológicas ainda são amplamente debatidas (Omar et al.1998). à linguagem falada. 2004). seja. & Campos. Já o hemisfério esquerdo. principalmente pela pouca quantidade de e intervalos (distância de tom entre as notas musi. Vicenzo. Muszkat. consiste na organização intencional dos sons ba. 1998). a parte central do giro tem- ticas. Revisão sobre o processamento neuropsicológico dos atributos tonais da música no contexto ocidental além de envolver mecanismos perceptuais básicos às afasias (que se tratam das inabilidades na fala) no processamento dos eventos auditivos. onde se localiza o córtex auditivo por exemplo. seus diferentes atributos são compreendidos os músicos podem desenvolver o conjunto de ha- por processos diferentes. Acredita-se também que mais entre a música e a língua falada. (2010). do córtex auditivo pelo estudo de pacientes com déficit verbal. enquanto que o contorno melódico é pro. Estudos desenvolvidos sobre Análises criteriosas de estudos em pacientes os atributos sonoros tonais no contexto com danos neurológicos sugerem que a percepção da música ocidental musical envolve ambos os hemisférios cerebrais. ou de aprendizagem e treinamento nesta área. os mecanis- nos intervalos melódicos depende de formação mos cerebrais que processam o significado da músi- musical. atuaria no entanto. e na riqueza das suas associações semân. a correlação entre elementos perceptuais significado (Andrade. o status desses módulos e bilidades musicais nos dois hemisférios cerebrais. lesão cerebral. Sugerem também que as amusias (um tipo de ag. outros aspectos da cognição (Andrade. 2004). (2010). cais) melódicos são codificados automaticamente. a música é comparável modelo do processamento musical de Peretz (2001). os processos exista uma organização dos hemisférios de forma cognitivos que as sustentam são independentes hierárquica de modo que o funcionamento se dá do (Correia. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 89 . Segundo Correia et al. Assim. já que eles possuem um histórico arquitetura modular na organização cognitiva. sonoros são codificados através das informações conhecer melodias) geralmente ocorrem associadas gerais do contorno melódico. 2010). da colaboração funcional entre ambos. As disfunções nas capacidades musicais são Elementos básicos da música. a performance musical pode contribuir inclusive pelo cérebro de não músicos (Trainor et de forma importante para a avaliação operacional al. Trainor. e as áreas circundantes. das funções cerebrais e por análises eletrofisiológi- A música. Nesse tensa utilização de artifícios sensoriais e símbolos modelo. No secundário). que consistem nos pa- Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. Deste modo. cas de indivíduos que não sofreram nenhum tipo de bal. do mesmo modo que a linguagem ver. 2004). (2002). o hemisfério direito atua no processamento abstratos. envolve (Andrade.. Embora pareça claro que ela tem uma pulação em geral. e em estudos clínicos de indivíduos seada na modulação de suas propriedades espectrais com lesão cerebral focal. 31(1)/pp. de acordo com Correia et al. e os mecanismos do cérebro responsáveis pelas Porém. na sua ex. A neuropsicologia do conhecimento musical. (tons) e temporais (ritmo) para a produção de um (1998). tonal (particularmente.. poral superior. kel (1999) afirmam que a detecção de mudanças De acordo com Omar et al. 2004). e Roc. No domínio performance de músicos para alguns desses aspec- da música. processamento temporal. 2010). tem sido fortemente influenciada primário. na qual a pessoa não é capaz de re.. Segundo o Para Omar et al. como contornos dificilmente aludidas entre os problemas neuropsi- (padrões de subida e de descida das notas musicais) cológicos. das atividades cognitivas (Correia et al. permanecem controversos.

Bach (1685-1750) que pa. 2010. o próprio Guido resolveu que a última em uma escala musical baseada principalmente na nota musical deveria mudar de Sa para Si home. O tom é uma sensação subjetiva. por ser constituída (Goldstein. O piano é o instrumento musical que possui uma Cada uma das notas musicais (os tons) e de suas ampla extensão sonora. essa foi elaborada pela Organização Internacional de notação musical tem suas origens na Idade Média. e de sequências de tons que existem suas variações que são chamadas semitons distinguem os diferentes sistemas musicais (Trainor por se localizarem entre elas. oitava central do piano. 2010. Os semitons corres- et al. 2010). Ele possui 88 teclas. A Just-Noticeable Diffe- 90 Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. Ulloa. Lá oitava do piano. No entanto. valor padrão (Dourado. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 . As ra que teus servos / Possam. sendo 52 brancas uma oitava (12 notas para frente) a frequência da correspondendo aos tons. elabo. litar o ensino da escrita e leitura musical. Ao longo da história da música ocidental. Ré. Jandilson Da Silva.ISO). pondem às teclas pretas e são representados pela Na atualidade. Já o Dó foi inserido em uma revisão informações específicas de intervalo que consistem desse sistema de notação no século XVII. chamado de oitava. específico de frequência do som. 2008). S. na atualidade. a escala ocidental utilizada é a própria nota musical acrescido dos símbolos “b” que foi criada por J. 2005. As teclas Na década de 50. pelo na distância exata da altura entre os tons sucessivos. e 36 pretas correspon. Maria José Nunes. refe- frequência de aproximadamente 5 % em relação à rentes ao mesmo número de notas (de Dó a Dó). por conter oito teclas brancas. 2008).. no piano por 12 sons equivalentes a teclas pretas O intervalo de frequências que abrange um con- e brancas. (bemol) quando o semitom é considerado de forma dronizou as frequências das notas musicais através descendente em relação a uma nota musical especí- de uma regra lógica. 1998). Mattos. Mi. Contudo. as frequências das notas musicais localizadas na rou um sistema simplificado com o intento de faci. nota dobra (Mattos. Sol. Padronização (International Standardizing Or- quando um monge beneditino francês nascido no ganization . na qual um ou- Segundo Lima (2008) e Sousa (2010) poste. 2008). frequência de vibração. convencionou-se o padrão de brancas correspondem ao conjunto das sete notas 440 Hz para a nota Lá central. Mattos. vinte atribui ao som percebido uma posição relativa riormente. 31(1)/pp. música. localizada na quarta musicais padrão. chamado Guido de Arezzo. 2008. per- ele aproveitou-se das iniciais dos versos em latim correram-se diferentes padrões em torno deste da seguinte estrofe de um hino cantado em louvor valor. Quando se avança na. que é a faixa de variação variações (os semitons) corresponde a um valor que vai da frequência mais baixa a mais alta (Via. são apresentadas fim do século X. as terminar em uma consoante surda. Ulloa. Para isso. A mudança se deu porque o Os contornos melódicos são cruciais tanto para músico acreditava que era difícil solfejar (realizar a compreensão da prosódia da fala quanto para o a leitura das notas musicais) com a nota Ut. 1998). como referência para a afinação e Si (Ulloa. Na Tabela 1. das entranhas / Flautas notas musicais são diferentes frequências sonoras ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o pecado relacionadas ao tom (Levitin. cada uma delas tendo um aumento na junto de 13 teclas brancas e pretas no piano. 2010). Essa escala é chamada de fica e “#” (sustenido) quando de forma ascendente Escala Musical Dodecafônica. Fá. 2010). / Desses lábios impuros / Ó São João). é nota da tecla anterior (Levitin.. Natanael Dos Santos drões de mudanças do tom para cima ou para baixo nageando mais uma vez São João Batista (Sancte sem levar em conta o tamanho dos mesmos e das Iohannes). por entendimento da estrutura musical. de qualquer instrumento musical. Melyssa Cavalcanti. que são: Dó. Essa convenção Segundo Sousa (2010) e Ulloa (2008). músico italiano Doni. Além desse grupo de notas musicais padrão. calares e harmônicas. dentes aos semitons (Viana et al. as frequências de ao santo católico João Batista: “Ut quant laxis / outras notas musicais em uma mesma oitava ou em Resonare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / oitavas diferentes são estabelecidas a partir deste Solve polluti / Labii reatum / Sancte Iohannes” (Pa. permitindo o surgimento de estruturas es. 2002). substituindo-a informações de intervalo são privativas para a assim pela sílaba inicial de seu nome. Michael Oliveira.

De “As notas musicais”. 2005). quando se Fá F Branca 349 faz uso de algum instrumento musical (Ogasawara. dos harmô- nos sons depende de suas frequências de tom.br/Public/INSTRUMEN. da atenção do ouvinte (Clynes. 1982). Dó C Branca 261 1998) que são associados a uma convenção simbó- lica padrão. ou diferença perceptível. 31(1)/pp. Fá # ou Sol b F # ou G b Preta 370 2008). Revisão sobre o processamento neuropsicológico dos atributos tonais da música no contexto ocidental Tabela 1 físicas indicadas na lei de Weber-Fechner. A notação musical indica a frequência funda- Mi E Branca 329 mental de um som que deve ser tocado. Suas oscilações de uma oitava de 1000 a 2000 Hz. mas cerca de 2 podem ser medidas para se obter uma frequência. podendo ser obtido ob. nicos. 1967).amattos. 1967). liação da língua falada e da percepção auditiva de vado em intensidade. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 91 . sical é uma atividade que melhora a habilidade de jetivamente através de formulações matemáticas e reconhecimento da fala. isto é. ambígua. & Alsina. outros sentidos humanos que também respondem Soncini e Costa (2006) sugerem que a prática mu- à magnitude do estímulo. em http://www. Além disso. Esse é um dos 1000 Hz e acima de 2000 Hz. 2010. Ox- Sol ou Lá # b G ou A # b Preta 4415 enham. Mattos (2010). Símbolo em Símbolo em Cor da tecla As músicas. equi. Ogasawara. 2008). por exemplo. 2005). mesmo que a rence (JDN). Já tons ou notas musicais podem ser úteis para a ava- os tons mais altos aumentam quando o som é ele. Hz dentro de uma oitava de 62 a 125 Hz (Goldstein. Segundo Olson (1967). A JDN entre mudanças percebidas cias dos seus múltiplos inteiros. 2008). essa notação baseia-se nos tons que são quantificados como frequências em ciclos Sol G Branca 392 por segundo. Acessado em 22 quências em certas circunstâncias (Olson. de A. que se refere à intensidade ou volume do básicos que se relacionam diretamente a determi- som. Lá A Branca 440 O tom está relacionado à frequência. O Si B Branca 493 sistema de percepção auditiva dos humanos pode Dó C Branca 523 ter dificuldade em distinguir as diferenças de fre- Nota. 1967). embora seja em menor Os tons são equivalentes aos fonemas de uma grau. ou simplesmente em Hz (Plack. Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. são formadas por Frequência português inglês no piano sucessões de tons (Viana. 2005. 1982). mas estes Lá ou Si # b A ou B # b Preta 466 atributos não são equivalentes. Olson. Tanto os tons quanto os fonemas são sons sonora. nas qualidades internas do tom (Olson.eng. Os tons mais baixos motivos pelos quais as análises feitas através dos diminuem com o aumento da pressão sonora. de agosto. Isso ajudar a perceber que as ondas sonoras valendo a cerca de 0. Essa lei Simbologia das notas musicais em português e em descreve a relação entre uma progressão aritmética inglês na quarta oitava do piano com suas respectivas e uma geométrica existente entre a sensação e a in- frequências aproximadas em Hz tensidade dos estímulos (Schiffman. o tom depende também do nível de pressão língua. mas é preciso um cérebro humano para mapeá-las 2005. especialmente nas frequências abaixo de nadas frequências de onda sonora. A percepção do tom de sons complexos pode ser TOS_MUSICAIS/Textos/Div/notas. de forma geral. dependendo. pois a frequência é uma medida objetiva do tom (Clynes. C. trata-se do frequência fundamental real seja precisamente de- limiar diferencial que é o mínimo de estímulo ne. ela pode ser cessário para que uma dada mudança no ambiente diferente do tom percebido por causa das frequên- seja percebida. terminada através de medição física. Esse fenômeno ocorre em forma geral (Goldstein.htm. Essa simbologia.36 Hz em frequências dentro por elas mesmas não possuem tons. & Popper. Fay. Cavalcanti. que pode ser chamada Dó # ou Ré b C # ou D b Preta 277 de notação musical. torna possível a tradução dos Ré D Branca 293 sons musicais em um conjunto de sinais grafados Ré # ou Mi b D # ou E b Preta 311 (Ogasawara. Para tanto.

No do sexo masculino. furões na presente tarefa. alguns outros estudos têm sido reita ou esquerda. A primeira ram dois estudos sugerindo que os indivíduos cuja requisitava a detecção de uma mudança instantâ. e 12 falantes de língua não com deslocamentos de frequência para cima e para tonal com média de 21 anos. de forma ascendente ou descendente. 15. 183. reproduções de uma sequência de referência de tons no qual se comparou os resultados de falantes de discretos repetidos. língua tonal (Mandarim. como as bebidas alcoólicas. Dó em quinta oitava e a segunda variando entre a minação de sons que eram maiores ou menores mesma nota ou outra diferente da primeira que se que um som de referência. relacionada à fase. Contudo. Estes pesquisadores sugeriram. com média de 28 anos e a cada uma delas melhorou em média com o aumento outra metade falantes de uma língua não tonal (5 da frequência de referência e. o tempo de complexos. & Raabe. 122. as diferenças no processamento do determinado tom. discriminação de notas eram apresentados pares tela putorius) para o método de escolha forçada de notas musicais. como mais altos ou mais baixos que reação ao tom. utilizando tons puros alterava em frequências de 8. 12 estudantes universitários falantes de cia foi medido em uma faixa de referência de 2. Michael Oliveira. Dodd & Rennaker (2009). entre outras variáveis. uma série de estudos tem utilizado tam. No segundo estudo baixo.7 kHz a 60 dB em nível de pressão sonora.31 língua tonal com média de 19 anos. (Inglês). Melyssa Cavalcanti. criminação de intervalos. Pfordresher e Brown (2009) exploraram a capa- Sloan. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 . O furões era indicar se a frequência fundamental do participante tinha que dizer “sim” quando o par som-alvo era maior ou menor do que a referência de notas apresentado fosse composto por notas ativando respectivamente bicos periféricos à di. A segunda requeria capazes de imitar e discriminar perceptivamente a detecção de uma mudança de frequência entre as os tons musicais. Para a King e Bizley (2009) treinaram quatro furões (Mus. res de mudanças descendentes. idade média de 20 anos. O desempenho dos sujeitos em mulheres e 5 homens). Hart-Schnupp. Schnupp. os limiares de mudança ascendente da frequência Em cada estudo o participante passava por três foram significativamente maiores do que os limia. Natanael Dos Santos Nessa direção. Participaram do primeiro estudo. diferentes. simples detecção de mudança na frequência. e vogais artificiais como estímulos. Maria José Nunes. Os ouvintes humanos que a escuta de notas musicais para o treinamento da não possuíam experiência anterior superaram os percepção musical tonal (Tomedi. grande parte dessa literatura está voltada foram também testados em uma tarefa similar de para o desenvolvimento de softwares utilizando discriminação de tom. deles do sexo feminino. A tarefa dos e 250 Hz. sendo a primeira sempre um entre duas alternativas em uma tarefa de discri. Neto & Matos. Todos os 24 indivíduos aprenderam rapida. mente a primeira tarefa. Eles conduzi- ratos albinos em duas tarefas distintas. língua materna é uma língua tonal (na qual o tom nea da frequência. 61. mas apenas 13 aprenderam sendo metade deles falante de uma língua tonal (6 também a segunda. participaram 22 estudantes. 30. Jesus. respectivamente. por exemplo) e não tonal Para cada tarefa. com idades entre 24-40 anos) entanto. o limiar diferencial de frequên. em ambas as tarefas mulheres e 6 homens). sendo metade a 27. então. também universitários. e outros dois de discriminação de notas e de dis- Já Walker. Jandilson Da Silva. analisar as habilidades de imitação e discriminação compararam a discriminação de frequências por de determinadas frequências sonoras. testes diferentes. 2007. Cinco humanos adultos (dois realizados em termos de processamento do tom. 2002. dentro de um contribui para o significado da palavra). essa tarefa pode ser muito mais tom em diferentes gêneros. A dis- 92 Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. analisando a cidade de utilização de tons na língua nativa para habilidade de discriminação de sons. ou “não” quando fossem iguais. 2009). e/ou na utilização de difícil para os animais e que não se trata de uma substâncias tóxicas. 31(1)/pp. Um teste era de imitação de tons. similares quanto ao tipo de estímulo e de referência. por exemplo. Sheelah. que quando bém métodos que medem em animais ou humanos os animais podem ser treinados para nomear sons a percepção e a discriminação do tom. são mais tom de referência permanente. mas apontaram efeitos Uriarte.

cada uma delas composta por 10 sons. região responsável por processar os sons de Random Gap Detection Test (RGDT) e Gapsin- alta frequência. toriamente e o participante é orientado a dizer se Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. iguais e estavam dispostos de forma intercalada Fá-Lá. e cinco eram fundidos com base na vogal eram Dó-Sol. Dipinto. Garcia. induzida pela zona morta. Eles quanto o GIN têm por objetivo a determinação do utilizaram o método da escolha forçada entre duas limiar de um “gap” (intervalo de silêncio) medido alternativas. Os pares de nota que podiam ser con. Diferente). O primeiro dos sons era comparado com o número de “Erros Diferentes”. e o participante deveria clicar sobre a tecla entanto. o desempenho em uma tarefa de discriminação rrespondente com outro nome de nota que continha sonora. frequências é associada com uma melhor capacida- meno do ouvido absoluto. no notas.2. usando notas musicais. no qual encontrou diferenças sujeitos com e sem lesões na porção basal da có. Esse estudo avaliou se quando os indivíduos erra. e após ouvir o terças e quintas harmônicas retiradas das duas oi- som. Revisão sobre o processamento neuropsicológico dos atributos tonais da música no contexto ocidental criminação de notas nos dois estudos foi melhor Os intervalos eram indicados por caixas na tela para os indivíduos que tinham como língua nativa do computador (denominadas 1 e 2). Os participantes tinham que identificar As respostas foram dadas em dois testes distintos. todos os nomes das notas estavam equivalia ao estímulo modelo. riência prévia na discriminação de sons e os ho- mostraram que os músicos que não possuíam ou. Zaidan. um tom de ran (2008). e Tommasi (2009). (2009). o modelo. sen- do que. que eram sempre dispostos na tela de um computador. a partir de testes de Moore e Vinay (2009) testaram dois grupos de resolução temporal. usando o mouse do computador ou usando as te- Mosesso. não que ela acreditava ter ouvido. o gap aumenta e diminui de duração alea- tom. Cinco desses sons eram diferentes. Moore e Vinay músicos italianos voluntários (36 homens e 16 mul. em um estu- vam na identificação de um tom musical tendiam a do com 17 homens e 17 mulheres que verificou confundir mais frequentemente o nome da nota co. Si-Mi. 2010). qual dos sons diferentes apresentados em cada faixa Em um primeiro. o participante deveria clicar no nome da nota tavas centrais do piano. analisou o fenô. (2009) concluíram que uma região morta para altas heres) com média de idade de 25. realizaram um estudo comparativo de 261 Hz (Dó) mais frequentemente com a nota Sol gênero do desempenho de 25 universitários. sugeriram que as a mesma vogal (o que os experimentadores chama. do 11 homens e 14 mulheres. notas que tinham uma vogal semelhante no nome. da capacidade de nomear o tom de um som sem o Estes efeitos podem refletir a plasticidade cortical uso de qualquer referência externa (Levitin. concluíram que as mulheres apresentam que ele acreditava ser correspondente ao tom que melhor desempenho quando não possuem expe- ele tinha ouvido. Eles utilizaram os testes clea. O número de “Mesmos Erros” cometidos foi entre os sons diferentes. mens apresentam melhor desempenho quando são vido absoluto confundiam mais frequentemente as experientes neste aspecto. Cada participante escutava 20 faixas que continha uma diferente vogal (chamado de Erro de um CD. Tanto o RGDT para frequências altas participaram do estudo. Em quatro apresentações dentro de um intervalo de ambos. Doze indivíduos de 22 a 74 anos Noise (GIN). A tarefa do participante era escolher em milisegundos (ms) a partir de sua apresentação a alternativa em que um som mudava ao longo de binaural inserido entre pares de tons puros. Tedesco e Ba- Eles tendiam a confundir. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 93 . No segundo teste era encontraram diferenças estatísticas significantes apresentado um teclado sem indicação do nome das entre o desempenho de homens e mulheres. Os resultados de Brancucci et al. Diferentemente. Antunes e Gouveia Jr. por exemplo. com cinquenta e dois clas “1”e “2” no teclado numérico. poderia ser feita clicando em uma das duas caixas Outro estudo realizado por Brancucci. Esse fenômeno trata-se de de processar informações em baixas frequências. Antunes e Gouveia Jr. um Sol com um Lá. que analisam o tempo de reação a diagnosticados com perda auditiva neurossensorial determinadas frequências sonoras. habilidades musicais são diferentes nos homens e ram de Mesmo Erro) do que com o nome do tom nas mulheres. A resposta uma língua tonal. entre homens e mulheres. 31(1)/pp.

os achados a respeito do limiar tre todos os sistemas de percepção. Além disso. estruturas sensoriais e perceptivas. o auditivo. alterou negativamente apenas a habilidade Andrade. Quaisquer discussões dirigidas aos quando comparado ao feminino. Neurociências. um padrão de 300 Hz e um tom licos ou especificamente sensoriais e/ou percepti- desviante de 330 Hz foram apresentados à orelha vos relacionados a audição. Alguns estudos concluem não (Schiffman. O estudo da percepção de forma geral é impor- tenciais neurais do córtex é diminuída pela ingestão tante na medida em que a interação dos indivíduos de álcool. (2004). Um grande grupo de processos encefá- padrão. Zaidan et al. a ingestão de álcool a 0. bem como o uso de estímulos lar- Timney. Hirvonen. D. Saher. Outros sugerem que os limiares auditivos são tram métodos de coleta e de avaliação dos dados aumentados pelo seu consumo (Pearson. aspectos sociais. em auditivo. ainda apresentam-se de forma não conclusi. Além disso. clínicos e científicos podem se Quanto aos efeitos do álcool. dos elementos neuropsicológicos da audição (Mc- gicas tem mostrado alterações significantes nas Dermott & Oxenham. vezes contraditórios. Michael Oliveira. zem diversificadas variáveis de estudo. en- No entanto. Maria José Nunes. & muito difusos. 86-96/2013/ISSNe2145-4515 . Näätänen e Tiitinen (2000). inclusive o estudo do esquerda dos indivíduos. pode ser melhor e um desviante de 1100 Hz para a orelha direita. obtidos através de testes de detecção de particular. 1 (1). A diferença entre eles Considerações finais é que no GIN. E. Melyssa Cavalcanti. 2010). Jandilson Da Silva. de 20 a 28 anos.. Para isso. Dawe. P. Natanael Dos Santos ouviu um ou dois estímulos.05  % BAC. existir algum efeito do álcool na detecção auditi. Antunes. (acima de 1000 Hz). uma ampla realizado com 10 participantes. 1999). 21-33. participantes (sendo três homens e três mulheres). Nesse sentido. Uma abordagem evolucionária de discriminação para as frequências mais altas e neurocientífica da música. realizado com seis rida área. demonstrada em exames lógico dos tons no âmbito da musica ocidental na de eletroencefalografia. o gama de outras possibilidades ainda precisam ser objetivo era detectar um som desviante de um tom estimadas. cada gap ocorre por seis vezes e o limiar de detecção é o menor intervalo detectado O presente estudo contribui para a área da neuro- em quatro das apresentações de determinada du. & Gouveia Jr. A. 2005). facilitar o incremento de estudos futuros na refe- Segundo estudo de Pearson. Os resultados desse estudo apresentaram supres. um tema tão pouco abordado. Questões acer- ca da percepção sonora de harmônicos: A função 94 Avances en Psicología Latinoamericana/Bogotá (Colombia)/Vol. A amplitude dos po. C. beneficiar de estudos que tratem do esclarecimento Dawe e Timney (1999). 2008. segundo Pearson. entendido a partir de pesquisas neste âmbito. Sillanaukee. respostas neuronais auditivas. as investigações fisioló. é um dos mais utilizados para conectar- sons. mas de tempo utilizados.. no qual testava o limiar para a discriminação de Referências frequências sonoras. Com isso pretende-se suscetíveis aos efeitos do álcool (Pearson. ciência auditiva da música no sentido em que rever ração. se a distância (de forma não direta) ao ambiente va e contraditória. As pesquisas apresentadas nessa revisão mos- va. 1997). (2009).08 % BAC. sugerindo uma redução da sensibilidade com seu meio se dá basicamente através das suas para a detecção de sinais auditivos. Omar et al. 31(1)/pp. tentativa de servir como ponto de partida norteador As tarefas de discriminação de sons são mais acerca do presente tópico. concluíram que de grande impacto na compreensão dos fenôme- o sexo masculino teve um melhor desempenho nos auditivos. gamente diferentes e a exibição de resultados por No estudo de Jääskeläinen.. Já para a medida do limiar de gap no RGDT uma série de pesquisas relacionadas ao estudo dos é feita uma média aritmética de todos os intervalos tons musicais. este trabalho se propôs a realizar são auditiva transitória ocasionada pela ingestão uma revisão acerca do processamento neuropsico- de álcool à 0. ainda que utili- Pekkonen. e um padrão de 1000 Hz processamento musical dos tons.

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