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Brasília, 26 de fevereiro a 2 de março de 2018 Nº 892

Data de divulgação: 7 de março de 2018
Este Informativo, elaborado com base em notas tomadas nas sessões de
julgamento das Turmas e do Plenário, contém resumos de decisões proferidas pelo
Tribunal. A fidelidade de tais resumos ao conteúdo efetivo das decisões, embora seja
uma das metas perseguidas neste trabalho, somente poderá ser aferida após a publicação
do acórdão no Diário da Justiça.

SUMÁRIO
Plenário
Código Florestal e constitucionalidade - 3
Transgêneros e direito a alteração no registro civil
Correção monetária e planos econômicos - 3
Repercussão Geral
Causa de inelegibilidade e trânsito em julgado - 4
1ª Turma
Prazo decadencial e direito de representação - 2
2ª Turma
Recurso extraordinário e acordão proferido em processo administrativo
Decisão judicial transitada em julgado e “habeas corpus”
Clipping da Repercussão Geral
Inovações Legislativas
Outras Informações

PLENÁRIO

DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - MEIO
AMBIENTE

Código Florestal e constitucionalidade - 3
O Plenário concluiu julgamento conjunto de ações diretas de inconstitucionalidade e de ação
declaratória de constitucionalidade em que se discute diversos dispositivos da Lei 12.651/2012 (Código
Florestal) (Informativo 884 e 891).
O Tribunal julgou parcialmente procedente a ADC 42, para: i) por maioria, vencidos os
Ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes, e, em parte, o Ministro Alexandre de Moraes, declarar a
inconstitucionalidade das expressões “gestão de resíduos” e “instalações necessárias à realização de
competições esportivas estaduais, nacionais ou internacionais”, contidas no art. 3º, VIII, b; ii) por maioria,
dar interpretação conforme a Constituição ao art. 3º, VIII e IX, de modo a se condicionar a intervenção
excepcional em APP, por interesse social ou utilidade pública, à inexistência de alternativa técnica e/ou
locacional à atividade proposta, vencidos, em parte, os Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello; iii)
por maioria, reconhecer a constitucionalidade do art. 3º, XIX, vencidos, em parte, os Ministros Cármen
Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski, que declaravam inconstitucional, por arrastamento, o art. 4º,
I; iv) por maioria, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, declarar a
inconstitucionalidade das expressões “demarcadas” e “tituladas”, contidas no art. 3º, parágrafo único; v)
por unanimidade, reconhecer a constitucionalidade do art. 4º, III; vi) por maioria, dar interpretação
conforme ao art. 4º, IV, para fixar a interpretação de que os entornos das nascentes e dos olhos d’água
intermitentes configuram área de preservação ambiental, vencidos os Ministros Gilmar Mendes e, em
parte, Marco Aurélio e Cármen Lúcia (Presidente); vii) por maioria, vencidos os Ministros Cármen Lúcia
(Presidente) e Ricardo Lewandowski, reconhecer a constitucionalidade do art. 4º, §1º; viii) por maioria,

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Roberto Barroso. Edson Fachin e Rosa Weber. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente). 63. 59. 66. xiii) por unanimidade. 12. para: i) por maioria. x) por unanimidade. Marco Aurélio. vencidos o Ministro Edson Fachin e. 7º. § 2º. Marco Aurélio. em parte. 44. § 5º. xii) por maioria. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. xvii) por maioria. iii) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. xi) por maioria. 15. Edson Fachin e 2 . Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin e Rosa Weber. o risco de decadência ou prescrição. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. § 6º. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin. vencidos os Ministros Marco Aurélio. 78-A. 61-B. reconhecer a constitucionalidade do art. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. xxxv) por maioria. xxviii) por maioria. seja das sanções deles decorrentes. 12. xxxiv) por maioria. vencidos os Ministros Marco Aurélio. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.2008. em parte. Cármen Lúcia (Presidente). 17. o Ministro Gilmar Mendes. § 5º. reconhecer a constitucionalidade do art. 12. reconhecer a constitucionalidade do art. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). e incisos. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. 12. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. 12. vencidos os Ministros Marco Aurélio. xxii) por unanimidade. reconhecer a constitucional do art. 60 da Lei 12. vencidos os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio. § 4º. reconhecer a constitucionalidade do art. § 4º.651/2012. e. 68. 60 da Lei 12. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente). Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin. xv) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. § 3º. reconhecer a constitucionalidade do art. xxv) por maioria. 66. xxiii) por maioria. 13. 60. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente). 12. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. reconhecer a constitucionalidade do art. segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. de modo a afastar. dar interpretação conforme a Constituição ao art. § 6º. 12. § 4º. 8º. em parte. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). reconhecer a constitucionalidade do art. e. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente). § 2º. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. xxxiii) por maioria. de modo a afastar. aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. Roberto Barroso. vencidos os Ministros Marco Aurélio.7. 4º. § 3º. em parte. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art. § 5º. reconhecer a constitucionalidade do art . reconhecer a constitucionalidade do art. 59. Edson Fachin. Edson Fachin. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin e Rosa Weber. vencidos os Ministros Marco Aurélio. xxvi) por maioria. vencidos os Ministros Marco Aurélio. xxxi) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. xxix) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. Cármen Lúcia (Presidente). e. reconhecer a constitucionalidade do art. § 6º. Roberto Barroso e Gilmar Mendes. 12. reconhecer a constitucionalidade do art. reconhecer a constitucionalidade do art. 61-A. segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. reconhecer a constitucionalidade do art. xxx) por maioria. Roberto Barroso. e xxxvi) por unanimidade. reconhecer a constitucionalidade do art. os Ministros Luiz Fux (relator). Edson Fachin. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Marco Aurélio. vencidos os Ministros Cármen Lúcia. Roberto Barroso. xxxii) por maioria. os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). Edson Fachin. vencido. em parte. § 8º. ix) por unanimidade. Edson Fachin. reconhecer a constitucionalidade do art. e. xx) por maioria. xxiv) por maioria. § 8º. 66. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Marco Aurélio. vencidos. 4º. v) por maioria. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. § 7º. xviii) por maioria. vencido o Ministro Edson Fachin. Marco Aurélio. ii) por maioria. e. 61. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber e. iv) por maioria. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. Edson Fachin. o Ministro Ricardo Lewandowski. A Corte julgou parcialmente procedente a ADI 4901. aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. 48. vencidos os Ministros Marco Aurélio. § 3º. § 5º. em parte.2008.7. vencidos os Ministros Marco Aurélio. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente). o Ministro Gilmar Mendes. xvi) por maioria. seja das sanções deles decorrentes. Alexandre de Moraes. reconhecer a constitucionalidade do art. 5º. 67. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski.651/2012. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). vencidos os Ministros Marco Aurélio. 12.vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin e Rosa Weber. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. xix) por maioria. dar interpretação conforme a Constituição ao art. o risco de decadência ou prescrição. xxvii) por maioria. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. § 1º. § 6º. dar interpretação conforme a Constituição ao art. o Ministro Edson Fachin. reconhecer a constitucionalidade do art. em parte. em parte. 4º.C. Cármen Lúcia. §4º. 12. Edson Fachin e Rosa Weber. § 5º. em parte. xiv) por maioria. para permitir compensação apenas entre áreas com identidade ecológica. § 7º. os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. o Ministro Edson Fachin. xxi) por maioria. o Ministro Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art.

vii) por maioria. seja das sanções deles decorrentes. que declaravam inconstitucional. em parte. Edson Fachin. para: i) por maioria. 67. 13. A Corte julgou parcialmente procedente a ADI 4903. reconhecer a constitucionalidade do art. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. vencido o Ministro Edson Fachin. I. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. vii) por maioria. v) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. 28. vencidos os Ministros Luiz Fux (Relator). 17. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. por interesse social ou utilidade pública. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. § 3º. §4º. III. de modo a afastar. reconhecer a constitucionalidade do art. § 3º. em parte. Edson Fachin. segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. vencido.2008. 3º. e. e. o art. Marco Aurélio. reconhecer a constitucionalidade do art.Rosa Weber. b. vencidos os Ministros Marco Aurélio. de modo a se condicionar a intervenção excepcional em APP. Edson Fachin. em parte. VIII e IX. declarar a inconstitucionalidade das expressões “gestão de resíduos” e “instalações necessárias à realização de competições esportivas estaduais. para: i) por maioria. o Ministro Alexandre de Moraes. vencidos os Ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. e. Cármen Lúcia (Presidente). § 3º. viii) por maioria. em parte. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. para permitir compensação apenas entre áreas com identidade ecológica. para fixar a interpretação de que os entornos das nascentes e dos olhos d´água intermitentes configuram área de preservação permanente. nacionais ou internacionais”. dar interpretação conforme a Constituição ao art. Marco Aurélio. 61. 63. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Marco Aurélio. 3º. viii) por unanimidade. vii) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Marco Aurélio. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). reconhecer a constitucionalidade do art . vencidos os Ministros Marco Aurélio. reconhecer a constitucionalidade do art. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. 15. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. em parte. aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. x) por maioria. contidas no art. à inexistência de alternativa técnica e/ou locacional à atividade proposta. Cármen Lúcia (Presidente). 66. o Ministro Edson Fachin. 48. 4º. vencidos os Ministros Marco Aurélio. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. § 2º. vencidos. e. e. e xiv) por maioria. o Ministro Ricardo Lewandowski. Alexandre de Moraes. § 5º. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Edson Fachin. 68. dar interpretação conforme a Constituição ao art. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). 59. ii) por maioria. o Ministro Gilmar Mendes. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). declarar a inconstitucionalidade das expressões “demarcadas” e “tituladas”. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Cármen Lúcia (Presidente). segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. VIII. dar interpretação conforme a Constituição ao art. vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber e. em parte. em parte. os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. vencidos os Ministros Gilmar Mendes. e xi) por unanimidade. os Ministros Luiz Fux (relator). em parte. 3º. Edson Fachin. xiii) por maioria. vencidos os Ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes. vencidos os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. em parte. reconhecer a constitucionalidade do art. XVII. e. o Ministro Edson Fachin. Marco Aurélio. 60 da Lei 12. o risco de decadência ou prescrição. seja das sanções deles decorrentes. reconhecer a constitucionalidade do art. aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. 3º. 66.651/2012. em parte. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. vencidos o Ministro Edson Fachin e. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art. 4º. reconhecer a constitucionalidade do art.651/2012. 3 . os Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello. em parte. 3º. reconhecer a constitucionalidade do art. Edson Fachin. 67. 7º. vi) por maioria.C. e. x) por maioria. 61-B. para fixar a interpretação de que os entornos das nascentes e dos olhos d’água intermitentes configuram área de preservação ambiental. § 6º. vencidos os Ministros Marco Aurélio. reconhecer a constitucionalidade do art. 61-A. vencidos. em parte. deu interpretação conforme a Constituição ao art. os Ministros Cármen Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski.7. vencidos os Ministros Marco Aurélio. § 5º. xii) por maioria. em parte. reconhecer a constitucionalidade do art. por arrastamento.2008. deu interpretação conforme a Constituição ao art. iv) por maioria. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). vi) por unanimidade. contidas no art. dar interpretação conforme ao art. de modo a afastar.7. Marco Aurélio. Cármen Lúcia (Presidente). iv) por maioria. a Ministra Cármen Lúcia (Presidente). 78-A. ix) por maioria. 59. xi) por maioria. IV. parágrafo único. 60. ii) por maioria. o Ministro Gilmar Mendes. O Tribunal julgou parcialmente procedente a ADI 4902. § 1º. 4º. vencidos os Ministros Marco Aurélio. reconhecer a constitucionalidade do art. 60 da Lei 12. XIX. iii) por maioria. o Ministro Ricardo Lewandowski. 66. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. vi) por maioria. vencidos o Ministro Gilmar Mendes e. iii) por maioria. v) por maioria. Edson Fachin. ix) por maioria. Marco Aurélio. o risco de decadência ou prescrição.

o Ministro Alexandre de Moraes. Edson Fachin. o risco de decadência ou prescrição. o Tribunal julgou parcialmente procedente a ADI 4937. em algum momento futuro. vii) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art. 225 da Constituição Federal estabelece que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. xii) por maioria. 4º. o Tribunal reconheceu a constitucionalidade do art. dar interpretação conforme a Constituição ao art. 59. e. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). de modo a afastar. e. também de forma simultânea. 4º. em parte. viii) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art.2008. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. 4º. na medida em que se consubstancia simultaneamente em direito e em dever dos cidadãos. 62.651/2012. Edson Fachin. § 2º. e incisos. reconhecer a constitucionalidade do art. §4º. reconhecer a constitucionalidade do art. iii) por maioria. cuja vida depende dos recursos nele contidos. § 1º. Marco Aurélio. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. ix) por maioria. Roberto Barroso e Gilmar Mendes. como credores e como devedores da obrigação de proteção respectiva.C. § 6º. e xii) por maioria. 3º. recursos naturais são escassos. § 5º. aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. em parte. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. o Ministro Gilmar Mendes. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. 61-B. de modo a afastar. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). reconhecer a constitucionalidade do art. os Ministros Cármen Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski. vencidos os Ministros Relator. Marco Aurélio. reconhecer constitucional o art. § 5º. nem os mais significativos avanços tecnológicos permitirão ao homem. v) por maioria. 60. em parte. vencido o Ministro Edson Fachin. Marco Aurélio. reconhecer a constitucionalidade do art. os Ministros Luiz Fux (relator). aplicando-se extensivamente o disposto no § 1º do art. sob todas as suas formas. 17. na medida em que a atividade humana inventiva e transformadora depende da matéria nele contida. 8º. para permitir compensação apenas entre áreas com identidade ecológica. dissociar-se do meio ambiente. 4º. vi) por maioria. 59.os Ministros Marco Aurélio e Cármen Lúcia (Presidente). Edson Fachin. Por intermédio das interações genéticas biologicamente evolutivas que se sucederam nos últimos milhares de anos. 13. § 4º.7. os quais se posicionam. A capacidade de os indivíduos desestabilizarem o equilíbrio do conjunto de recursos naturais que lhes fornece a própria existência tem gerado legítimas preocupações. xv) por maioria. reconhecer a constitucionalidade do art. Alexandre de Moraes. vencidos os Ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes. vencidos os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. ix) por maioria. o meio ambiente produziu a espécie humana. 5º. paralelamente. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio. vencidos os Ministros Cármen Lúcia (Presidente) e Ricardo Lewandowski. os Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. o Ministro Gilmar Mendes. 11. dar interpretação conforme a Constituição ao art. 44. § 3º. Sob essa perspectiva. x) por maioria. Cármen Lúcia (Presidente). o Ministro Edson Fachin. o risco de decadência ou prescrição. 60 da Lei 12. reconhecer a constitucionalidade do art. segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. em parte. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. no decurso da execução dos termos de compromissos subscritos nos programas de regularização ambiental. Edson Fachin. VIII. xi) por unanimidade. reconhecer a constitucionalidade do art . em parte.2008. vencidos os Ministros Marco Aurélio. para: i) por maioria. o homem é parte indissociável do meio ambiente. vencidos. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. 63. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. reconhecer a constitucionalidade do art. 61-A. reconhecer a constitucionalidade do art. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). alterações climáticas tornaram-se problema real. Por fim. 60 da Lei 12. vencidos os Ministros Marco Aurélio. em parte. segundo o qual “a prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva”. Marco Aurélio. e. seja dos ilícitos ambientais praticados antes de 22. o meio ambiente assume função dúplice no microssistema jurídico. nacionais ou internacionais”.651/2012. xvi) por unanimidade. xiii) por unanimidade. § 3º. xiv) por maioria. contidas no art. viii) por maioria. vencidos os Ministros Marco Aurélio. O Colegiado destacou que o art. vencidos o Ministro Edson Fachin e. ii) por maioria. Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.7. seja das sanções deles decorrentes. Cármen Lúcia (Presidente). e a poluição se alastra pelos 4 . x) por unanimidade. as quais se intensificaram no último século. declarar a inconstitucionalidade das expressões “gestão de resíduos” e “instalações necessárias à realização de competições esportivas estaduais. vencidos. 61. 48. Afinal. em parte. reconhecer a constitucionalidade do art. vencidos os Ministros Luiz Fux (relator). e. xi) por maioria. Nesse ponto. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. seja das sanções deles decorrentes. julgou constitucional o art. determinados danos são irreversíveis ou extremamente agressivos à natureza. reconhecer a constitucionalidade do art. dar interpretação conforme a Constituição ao art. b. Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. 7º. § 2º. §1º. Outrossim. iv) por unanimidade.

(ADI-4902) ADI 4903/DF. e não pela convicção de juízes. 5 . Luiz Fux. não é adequado desqualificar determinada regra legal como contrária ao comando constitucional de defesa do meio ambiente (CF. II). o atendimento às necessidades básicas de consumo dos cidadãos etc. o duelo valorativo entre a proteção ambiental e a tutela do desenvolvimento. o direito à alteração de prenome e gênero diretamente no registro civil. rel. julgamento em 28. como tal. ADC 42/DF. rel.2.2.2018.2018.2. IV. da honra e da imagem. assim. o desenvolvimento social. cabe ao Estado apenas o papel de reconhecê-la. artigos 5º. Reconheceu aos transgêneros. artigos 170. Luiz Fux. e o Estado não deve condicionar a expressão da identidade a qualquer tipo de modelo. o princípio da vedação ao retrocesso não se sobrepõe ao princípio democrático. Luiz Fux. Ademais. a erradicar a pobreza e a marginalização. A pessoa não deve provar o que é. e nem justifica afastar arranjos legais mais eficientes para o desenvolvimento sustentável do país como um todo. tendo como centro de gravidade o bem comum e a pessoa humana. Luiz Fux. (ADI-4937) Parte 1: Parte 1: Parte 2: DIREITO CIVIL . Min.224/SP. (ADI-4901) ADI 4902/DF. O desenho institucional das políticas públicas ambientais suscita. (ADC-42) ADI 4901/DF. Min. artigos 1º. na linha do que decidido no RE 586.grandes centros. 3º. e 170. rel. art. num cenário de escassez. Meio ambiente e desenvolvimento econômico encerram conflito normativo aparente. a preservação dos recursos naturais para as gerações futuras não pode significar a ausência completa de impacto do homem na natureza. Portanto. independentemente da cirurgia de transgenitalização. Com base nessas assertivas. demandando escolhas trágicas a serem realizadas pelas instâncias democráticas. julgamento em 28. A identidade de gênero é manifestação da própria personalidade da pessoa humana e. nunca de constituí-la. o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente não são políticas intrinsicamente antagônicas. Dessa forma. Min. Não se deve desprezar que a mesma Constituição que protege o meio ambiente também exorta o Estado brasileiro a garantir a livre iniciativa (CF. O homem apenas progride como ser biológico e como coletividade quando se percebe como produto — e não proprietário — do meio ambiente. as políticas públicas ambientais devem conciliar-se com outros valores democraticamente eleitos pelos legisladores. a buscar o pleno emprego (CF. e 170. democraticamente investido da função de apaziguar interesses conflitantes por meio de regras gerais e objetivas.2018. Por outro lado. art. por mais bem-intencionados que sejam. julgou procedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade para dar interpretação conforme a Constituição e o Pacto de São José da Costa Rica ao art.2. 225). Min. ignorando as diversas nuances que permeiam o processo decisório do legislador. Nessa medida. e 6º) e a defender o consumidor (CF. como o mercado de trabalho. e 170) e o desenvolvimento nacional (CF. artigos 5º. 58 da Lei 6. bem como no Pacto de São José da costa Rica. ou mesmo sob o genérico e subjetivo rótulo de “retrocesso ambiental”. VII). rel. Luiz Fux. O Colegiado assentou seu entendimento nos princípios da dignidade da pessoa humana. e 170. III. julgamento em 28.2.PESSOAS NATURAIS Transgêneros e direito a alteração no registro civil O direito à igualdade sem discriminações abrange a identidade ou a expressão de gênero. Min. ou da realização de tratamentos hormonais ou patologizantes. II). e a reduzir as desigualdades sociais e regionais (CF. (ADI-4903) ADI 4937/DF. julgamento em 28. da vida privada. XXXII. o Plenário. consideradas as carências materiais da geração atual e também a necessidade de gerar desenvolvimento econômico suficiente para assegurar uma travessia confortável para os nossos descendentes. em especial a justiça intergeracional. a envolver diversas nuances. a proteger a propriedade (CF. entre outras evidências empíricas da crise ambiental. VIII. rel. artigos 3º.2018.015/1973 (1). Portanto. julgamento em 28. V). ainda que meramente procedimental. por maioria.2018. o foco no crescimento econômico sem a devida preocupação ecológica consiste em ameaça presente e futura para o progresso das nações e até mesmo para a sobrevivência da espécie humana. da inviolabilidade da intimidade. no afã de transferir ao Judiciário funções inerentes aos Poderes Legislativo e Executivo. “caput” e XXII.

6 . que receberão os respectivos valores à vista ou parceladamente. a homologação não as alcança. com base em ações civis públicas. perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto. que serão inscritos em plataforma digital preparada pelo CNJ. por determinação. 3º da Resolução 1. Esclareceu haver. a homologação apenas soluciona um incidente processual. Os ministros Alexandre de Moraes. asseverou que a exigência da via jurisdicional constitui limitante incompatível com essa proteção. leia-se “Ausência de transtornos mentais’)”. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes condicionaram a alteração no registro civil a ordem judicial e a averbação no registro civil de nascimento.2016. de juiz competente. para dar maior efetividade à prestação jurisdicional. aos seguintes requisitos: a) idade mínima de 21 anos. sem a obrigatoriedade de comprovar requisitos tais como certificações médicas ou psicológicas. O Colegiado. no mínimo. endocrinologista. aos critérios abaixo enumerados: 1) Desconforto com o sexo anatômico natural. na medida do possível. após. Considerou desnecessário qualquer requisito atinente à maioridade.12. 2) Desejo expresso de eliminar os genitais. ao homologá-lo. Por fim.955/2010 (2). psicólogo e assistente social. resguardado sigilo no tocante à modificação. não obstante o ajuste veicule diversas teses jurídicas. presentes os critérios do art. red. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. dois anos. homologou acordo firmado entre poupadores e instituições financeiras — exceto no que tange ao plano Collor I (Informativos 730 e 748). que terão direito de recorrer a nova análise. concluiu pela inexigibilidade da realização de qualquer tipo de operação ou intervenção cirúrgica ou hormonal. gratuitos. mediante averbação no registro original. Os bancos irão analisar os requerimentos dos interessados. Além disso. dois anos de acompanhamento conjunto. orig. Portanto. ou outros que limitem a adequada e integral proteção da identidade de gênero autopercebida. Verão. 3) Permanência desses distúrbios de forma contínua e consistente por. independentemente da natureza dos procedimentos para a mudança de nome. O prenome será definitivo. Pelo contrário. admitindo-se. (2) Resolução 1. no caso de cidadão não submetido à cirurgia de transgenitalização. no bojo da ação. considerou viável o acordo no âmbito de processo objetivo. O relator assentou a possibilidade de mudança de prenome e gênero no registro civil. no mínimo. condicionando-se a modificação.2 e 1º. em parte os ministros Marco Aurélio (relator). em conclusão de julgamento no qual se discutiu o direito a diferenças de correção monetária de depósitos em cadernetas de poupança. notável conflito intersubjetivo. poupadores ou herdeiros que ingressaram judicialmente dentro do prazo prescricional de 20 anos da edição de cada plano também poderão receber os valores.2018. rel. nem as legitima. Considerou inconstitucional interpretação que encerre a necessidade de cirurgia para ter-se a alteração do registro quer em relação ao nome. Ressaltou que os pedidos podem estar baseados unicamente no consentimento livre e informado pelo solicitante. Edson Fachin. por equipe multidisciplinar constituída por médico psiquiatra. 4) Ausência de outros transtornos mentais. No caso das ações individuais. Igualmente poderão aderir os poupadores que. Collor I e Collor II. Pontuou que os pedidos devem ser confidenciais. em sentença. requereram execução de sentença coletiva até 31. Terão direito à reparação todos que haviam ingressado com ações coletivas e individuais para cobrar das instituições financeiras os valores referentes às correções. Marco Aurélio. e b) diagnóstico médico de transexualismo. Parágrafo único.(Onde se lê ‘Ausência de outros transtornos mentais”. Min. quer no tocante ao sexo. (ADI-4275) Parte 1: Parte 1: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO Correção monetária e planos econômicos . ouvido o Ministério Público”.3.3 O Plenário. inicialmente. (1) Lei 6. p/ o acórdão Min. Assim. Os pagamentos serão feitos nas contas correntes dos beneficiários. do Conselho Federal de Medicina. Os termos do acordo preveem o pagamento de mais de 12 bilhões de reais aos poupadores. e os documentos não podem fazer remissão a eventuais alterações. no mínimo. Os procedimentos devem ser céleres e. ADI 4275/DF. 58. e abrange apenas as disposições patrimoniais firmadas no âmbito de disponibilidade das partes. que comporta solução por meio de acordo apresentado para homologação. por alegados expurgos inflacionários decorrentes dos efeitos dos planos econômicos denominados Bresser. julgamento em 28.955/2010 do CFM: “Art. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Vencidos. o STF não chancela nenhuma interpretação peculiar dada à lei. cirurgião. ou outros que possam resultar irrazoáveis ou patologizantes. a sua substituição por apelidos públicos notórios. todavia. 3º Que a definição de transexualismo obedecerá. a depender do montante.015/1973: “Art. Alexandre de Moraes.

portanto. (ADPF-165) Parte 1: Parte 1: 7 . já que elas dispõem de vantagens institucionais para agir em nome do particular lesado. O Tribunal assinalou. mas consiste em salvaguarda para proteger os interesses de natureza coletiva. Ressalvou que representatividade adequada não previne maus acordos. que decorrido o prazo de dois anos. vincular terceiras pessoas ou futuras decisões do Judiciário. A aludida cláusula prevê. c) se os contratantes são titulares do direito do qual dispõem total ou parcialmente. segundo a qual a efetivação dos direitos coletivos é. O acordo em análise representa oportunidade de firmar incentivos reais para estimular as associações a assumir papel mais ativo na atuação processual coletiva. a disseminação das lides repetitivas no cenário jurídico e a possibilidade de solução por meio de processos coletivos estimula o STF a estabelecer parâmetros importantes para inúmeros casos análogos. e e) se estão adequadamente representados. A esta salvaguarda. evoluções na legislação processual conduzem a interpretação no sentido de ser possível e recomendável a execução coletiva mandamental. a suspensão processual à qual estão sujeitas as ações relativas aos planos econômicos. para os autores individuais e para os exequentes das ações coletivas transitadas em julgado. somam-se outras de igual envergadura nos presentes autos: a) publicidade ampla a todos os atos processuais e ao acordo coletivo. a despeito da racionalidade firmada no acordo. Além disso. entretanto. julgamento em 1º. d) se são capazes de transigir. Assim. com legitimidade ampla e independência funcional para tutelar direitos coletivos. porque o Ministério Público tem atuado de forma preponderante no processo coletivo. em primeiro lugar. de maneira a pacificar a controvérsia espelhada nos autos. a incerteza sobre o resultado final do litígio e a existência das mencionadas salvaguardas recomendam a homologação da avença. ADPF 165/DF. b) admissão de inúmeros “amicus curiae”. Apesar da existente controvérsia sobre a justiça do acordo. deduziu não ser correta a interpretação. Por sua vez. ante previsão no acordo que. especialmente aquelas que pretendam. homologado como proposto. aderir ao acordo. no que se refere ao item “c”. No que tange aos honorários advocatícios. elas não teriam competência para fazer persistir ou cessar a suspensão. Isso porque a existência de previsão explícita unicamente quanto aos entes públicos diz respeito ao fato de que somente podem fazer o que a lei determina. Constatou que os requisitos previstos nos itens “a”. b) se a matéria comporta ato de disposição. portanto. O acordo deve ser. apenas a parte aderir. se a parte e seu advogado decidirem. cabe um acordo privado entre ela e seu advogado. o Colegiado afirmou que o acordo foi firmado por entidades com relevante histórico de defesa dos interesses de seus associados e com notório interesse e participação em ações coletivas relativas ao tema dos planos econômicos. No que tange aos exequentes individuais de ações coletivas ainda não transitadas em julgado.2018. é responsabilidade do Judiciário superar as deficiências do sistema processual coletivo. ainda. sem que isso implique qualquer comprometimento do STF com as teses jurídicas nele veiculadas. hipótese em que ações judiciais prosseguirão em seu normal andamento. Como não foram as partes que convencionaram a suspensão dos processos. conferindo maior previsibilidade a esses litígios. Ricardo Lewandowski. prolongaria. Se. “b” e “d” estão preenchidos. não violam direitos dos causídicos. Min. rel. o ato é duplamente voluntário. exige-se atenção diferenciada. de renunciar ao direito ou de ajustar mútuas concessões entre as partes. o caráter voluntário do acordo está integralmente preservado. quando confrontadas com casos em que a verba foi fixada judicialmente em valor superior. A excepcionalidade da tutela privada de interesses públicos por meio de ações coletivas decorre da ausência de incentivos financeiros para a atuação da sociedade civil. que a ausência de disposição normativa expressa no que concerne a associações privadas não afasta a viabilidade do acordo. em regra. Estabeleceu haver cinco pontos passíveis de exame pelo julgador quanto à viabilidade do acordo: a) se realmente houve declaração de vontade de reconhecer o pedido. Além disso. em conjunto. Isso porque. individualizada. ou solução por meio das regras relativas ao contrato de mandato. apenas. A respeito do item “e”. supostamente. não será mais possível aderir ao acordo. explícita ou implicitamente. em que a adesão é obrigatória e o título executivo judicial não está plenamente formado. As disposições do acordo que estabelecem percentuais fixos a serem pagos a título de honorários. com a possibilidade de os interessados aderirem a ela se desejarem. ao passo que aos entes privados é dado fazer tudo que a lei não proíbe.3. e c) a complementação da atuação das partes pela fiscalização do Ministério Público. por mais dois anos.

Incide. Com efeito.Constranger alguém. p/ o ac. de 2009)”. de 2010)”. 225.) (Revogado pela Lei nº 12. da LC 64/1990 ocorresse apenas a partir da análise dos requerimentos de registro de candidaturas às eleições de 2018.2. que alterou o disposto no art. julgamento em 1º. A Turma asseverou que as instâncias ordinárias concluíram que o crime foi praticado mediante violência real.) d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral.julgada procedente a representação. em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado. da LC 64/1990 (1). RE 929670/DF.015/2009. (. 879 e 880). para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados.. ordenando quaisquer outras providências que a espécie comportar”.. quando já estava em vigor a Lei 12. bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes. rejeitou a alegação de decadência ao fundamento de que a ação penal é pública incondicionada. determinando a remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral..4 O Plenário concluiu julgamento de recurso extraordinário em que se discutiu a possibilidade de aplicação da causa de inelegibilidade prevista no art. (Redação dada pela Lei Complementar nº 135. a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal: (. e mais de cinco anos após a ocorrência do delito. alínea "d". Vencido o ministro Marco Aurélio (relator).AÇÃO PENAL Prazo decadencial e direito de representação .683/RS (DJe de 7. 8 . orig.para qualquer cargo: (. (2) Código Penal: “Art. (RE-929670) Parte 1: Parte 1: PRIMEIRA TURMA DIREITO PROCESSUAL PENAL . com a redação dada pela LC 135/2010. inciso XIV. procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação”. é apta a atrair a incidência da inelegibilidade do artigo 1º. mesmo após o advento da Lei 12. no sentido de que a aplicação da novel redação do art. portanto. em conclusão de julgamento e por maioria. Min. que deferiu a ordem para declarar extinto o processo ante a decadência. denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida em “habeas corpus” que postulava a extinção de processo criminal com base essencialmente na alegação de desconsideração do prazo decadencial do direito de representação em crime de atentado violento ao pudor [CP. Min. Não foi alcançado o quórum de 2/3 para modulação dos efeitos da decisão. na redação dada pela Lei Complementar 135/2010. se for o caso. 225 do Código Penal (2). na linha do que decidido no HC 102. e processo-crime. rel..) XIV . em sua redação primitiva (2). o Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribuído para a prática do ato. No caso. O Tribunal fixou a seguinte tese de repercussão geral: “A condenação por abuso do poder econômico ou político em ação de investigação judicial eleitoral.015/2009. Ricardo Lewandowski. 1º. inciso I.. 1º. (1) Lei Complementar 64/1990: “Art. 214 (1)] (Informativo 878). à hipótese de representação eleitoral julgada procedente e transitada em julgado antes da entrada em vigor da LC 135/2010. que aumentou de 3 para 8 anos o prazo de inelegibilidade (Informativos 807. cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 3 (três) anos subsequentes à eleição em que se verificou.2018. consoante proposta formulada pelo Ministro Ricardo Lewandowski (relator originário). I. “d”.3. “d”. (1) Código Penal: “Art. mediante violência ou grave ameaça. São inelegíveis: I . 214 . 22. Luiz Fux.. além da cassação do registro do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico e pelo desvio ou abuso do poder de autoridade. em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político. a denúncia do paciente foi realizada em 2012. da Lei Complementar 64/90.015. o Enunciado 608 da Súmula do STF (3). I. para instauração de processo disciplinar.2011). 1º. red. transitada em julgado. Parte 2: Parte 2: REPERCUSSÃO GERAL DIREITO ELEITORAL . art.2 A Primeira Turma.ELEIÇÕES Causa de inelegibilidade e trânsito em julgado . “ex vi” do artigo 22. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título. (2) Lei Complementar 64/1990: “Art. aplicando-se a todos os processos de registros de candidatura em trâmite”.

2018 0 8 32 1ª Turma 27. (1) Código de Processo Penal/1941: “Art. org.2. HC 125360/RJ. Gilmar Mendes. rel. na espécie. além de sua impetração estar autorizada no art. a ação penal é pública incondicionada". praticado mediante violência real. por ser mais célere e benéfico ao paciente.2018.“HABEAS CORPUS” Decisão judicial transitada em julgado e “habeas corpus” A Segunda Turma negou provimento a recurso ordinário em “habeas corpus” no qual se pleiteava a anulação de sentença penal condenatória transitada em julgado.958311) DIRETO PROCESSUAL PENAL . Preliminarmente. 648. A Turma asseverou que a jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que a expressão “causa” referida no inciso III do art.2018. apesar de parte das alegações da defesa não terem sido expressamente enfrentadas quando do julgamento da apelação interposta na origem — o que ensejaria a nulidade ora apontada —. o que não ocorreu. rel. Min. No mérito. (HC-125360) SEGUNDA TURMA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO . Min.2. Ademais. Concluiu não haver nulidade a ser reconhecida no acórdão condenatório impugnado. Min. red. julgamento em 27.. julgamento em 27. ARE 958311/SP. e b) a limitação dada à expressão “causa” acarretaria ofensa direta à Constituição Federal.quando o processo for manifestamente nulo”. em conclusão de julgamento. O TST. p/ o ac.2017 — 4 7 74 9 . Min. A coação considerar-se-á ilegal: (.2. Marco Aurélio.. 648. as referidas alegações foram apresentadas de forma lacônica. não é cabível a interposição de recurso extraordinário contra acórdão proferido por tribunal no âmbito de processo administrativo de natureza disciplinar instaurado contra magistrado. Alexandre de Moraes.2018 1. Min. 102 da CF só alcança processos judiciais. administrativa ou judicial. cabia à parte interessada opor embargos de declaração. Teori Zavaski. havia determinado a cassação da aposentadoria de magistrado trabalhista. Gilmar Mendes.2. Por outro lado. do CPP (1). Considerou o “writ” cabível.p/ac.2018. em sede de processo administrativo disciplinar. RHC 146327/RS. com fundamento no trânsito em julgado de sentença penal condenatória prolatada em seu desfavor.RECURSO Recurso extraordinário e acordão proferido em processo administrativo A Segunda Turma.3. red. em dois parágrafos das razões de apelação. rel.02.2. sem demonstrar conecção com o ponto de interesse. (3) Enunciado 608 da Súmula do STF: “No crime de estupro. (ARE . a Turma conheceu do “habeas corpus”. VI. Por essa razão. O agravante sustentou que: a) o cabimento de recurso extraordinário independeria da natureza do procedimento adotado para a prolação da decisão recorrida. a Turma ressaltou que. a negativa de conhecimento do remédio constitucional dificultaria a defesa do direito das pessoas privadas de liberdade por condenação alegadamente injusta.2017 — 1 98 49 2ª Turma 27.) VI . (RHC – 146327) Sessões Ordinárias Extraordinárias Julgamentos Julgamentos por meio eletrônico* Em curso Finalizados Pleno 28. julgamento em 27. negou provimento a agravo regimental no qual se discutiu o cabimento de recurso extraordinário para impugnar decisão proferida em processo administrativo (Informativo 833).

2018 Decreto n° 9293.2. CONCESSÃO DE REAJUSTES DIFERENCIADOS. REPERCUSSÃO GERAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976.br 10 . de 26. Seção 1. RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL E REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA E DO ART.622/2000. que dispõe sobre organização básica da Presidência da República e dos Ministérios. em 27.2018 .2018 Secretaria de Documentação – SDO Coordenadoria de Jurisprudência Comparada e Divulgação de Julgados – CJCD CJCD@stf. Edição 39.610 .2. Seção 1. SERVIDORES PÚBLICOS.2.2. Decisões Publicadas: 2 INOVAÇÕES LEGISLATIVAS 26 DE FEVEREIRO A 2 DE MARÇO DE 2018 Medida Provisória n° 821. INC.2018 . Edição n° 39. DA CF/88.BA RELATOR: MIN.Altera a Lei nº 13. LEI ESTADUAL Nº 7. NÃO OCORRÊNCIA. Possui repercussão geral a controvérsia alusiva à intangibilidade da coisa julgada no tocante aos juros estabelecidos em processo de conhecimento ou de execução contra a Fazenda Pública. de 26. Publicada no DOU. MARCO AURÉLIO Ementa: COISA JULGADA – SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO – PRECLUSÃO – MODIFICAÇÃO POSTERIOR – TÍTULO JUDICIAL CONDENATÓRIO – RELAÇÃO JURÍDICA – REGIME – MODIFICAÇÃO – ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. p.2.* Emenda Regimental 51/2016-STF.1.502. CLIPPING DA R E P E R C U S S Ã O G E R A L DJe de 26 de fevereiro a 2 de março de 2018 REPERCUSSÃO GERAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO 976. ante a transformação de empregos públicos em cargos sob o regime estatutário. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA DOS MILITARES DO ESTADO DA BAHIA. p.610 . no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988. DIAS TOFFOLI Ementa: REPERCUSSÃO GERAL. Publicada no DOU. X. em 27.jus. bem como a relativa à mitigação de título judicial condenatório. 37.Concede indenização a família de pessoa desaparecida ou morta em razão de participação ou acusação de participação em atividades políticas. Sessão virtual de 23 de fevereiro a 1 de março de 2018. de 1º de novembro de 2017.AM RELATOR: MIN. para criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública.