Shifters 1 - Stray

Rachel Vicent Werecats ou shifters 1

Stray
Ficaram só oito castas/filhotes de mulheres werecats. . . E eu sou uma delas. Vejo-me como toda estudante graduada americana. Mas sou uma werecat, uma trocaformas, e vivo em dois mundos. Apesar das reservas de minha família e de meu orgulho, escapei à pressão de perpetuar minha espécie e fiz uma vida normal por minha conta. Até a noite em que um Extraviado atacou. Fui advertida a respeito dos Extraviados ,werecats sem Orgulho, constantemente em busca de alguém como eu: fêmea, atraente, e fértil. Afugentei-o, mas logo compreendi que dois de meus companheiros furtacor1 tinham desaparecido.

Refere-se aos tecidos e matérias que parecem mudar de cor conforme o ângulo que são vistas.
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Capítulo Um

No momento em que a porta abriu soube que uma briga seria inevitável. O mistério estava somente no fato de se seria eu quem daria os golpes ou quem os recebesse. O aroma me sacudiu quando deixei o confortável ar condicionado do hall do edifício pelo calor do verão central de Texas, ajustando a bolsa mais acima sobre meu ombro enquanto entortava os olhos para o pôr-do-sol. Um passo detrás de mim, encontrava-se minha companheira de quarto, Sammi, metendo o pau acerca da visão discriminatória das contribuições das mulheres à literatura do século dezenove que o professor convidado mostrou em sua conferência. Eu pensava em jogar advogado do diabo, só para fazê-la ficar com mais raiva, quando uma mudança na brisa da tarde me deteve onde estava, no degrau superior da entrada. Meu argumento ficou esquecido, congelada, explorando a zona para encontrar a fonte desse aroma inequívoco. Visualmente, não havia nada fora do comum: só pequenos grupos de estudantes de verão que falavam com sua maneira dos dormitórios. Estudantes humanos. Mas o que cheirava não era humano. Nem sequer se aproximava disso. Absorvida em seu discurso, Sammi não se deu conta de que eu tinha parado. Ela caminhava a minha direita amaldiçoando ruidosamente quando sua pasta escorregou de suas mãos para estalar na terra, deixando uma desordem de folhas soltas no piso. —Poderia me avisar à próxima vez que você for parar, Faythe,- Ela me acotovelou, dobrando-se logo para compilar as folhas caídas. Grunhidos e mais palavras -muito coloridas- se escutaram detrás, onde nosso acidente tinha provocado um engarrafamento no tráfego de pedestres. Os meninos do Lit não costumavam olhar por aonde iam; a maior parte caminha concentrada em um livro em vez de olhar o caminho. —Sinto muito. - Ajoelhei-me para lhe ajudar, tomando uma folha de papel em concreto antes que um estudante que se encontrava detrás a pisasse. As arrumando, tomava as folhas, seguindo a Sammi meio agachada na parede de tijolo da entrada. Ainda falando, ela fixou sua pasta no suporte e começou a reorganizar suas notas, totalmente ignorante do aroma, como sempre estavam os seres humanos. Ouvia apenas seu bate-papo incessante enquanto ela trabalhava. Os orifícios de meu nariz aspiraram mais desse aroma e voltei meu rosto para a

brisa. Ali. Passando o pátio, no beco que se encontrava entre o edifício de física e a sala de conferências. Meu punho agarrou as alças da bolsa e apertei os dentes. Não se supunha que ele estivesse aqui. Não se supunha que nenhum deles estivesse aqui. Meu pai tinha prometido isso. Sempre soube que eles me observavam, apesar de ter concordado com meu pai de que não interferissem em minha vida. Em uma ocasião, pude ver olhos muito brilhantes na multidão de um jogo de futebol, ou notei um perfil familiar na fila para pegar comida. E somente duas vezes em cinco anos captei a essência distintiva no ar, como o sabor de minha infância, doce e familiar, mas com um gosto amargo. O aroma era brandamente íntimo. E totalmente incômodo. Eram sutis, todas essas olhadas, essas indiretas de que minha vida não era tão privada como nós fingíamos que era. Os espiões de papai se colocavam entre multidões e sombras porque eles não queriam ser visto tanto como eu não queria vê-los. Mas este era diferente. Ele queria que o visse. Inclusive pior, ele não pertencia a meu pai. —… que suas idéias eram de algum modo menos importante porque ela tinha ovários em vez de testículo, chauvinistas. Isso é bárbaro. Alguém deveria… Faythe? Sammi me deu uma pequena cotovelada com seu caderno restaurado. —Está bem? Parece que acaba de ver um fantasma. Não, não tinha visto um fantasma. Tinha cheirado um gato. —Me esta doendo um pouco o estômago. - Fiz caretas para parecer convincente. —Vou deitar. Desculpar-te-ia com o grupo por mim? Ela franziu o cenho. —Faythe, esta era sua idéia. —Sei. - Cabeceie, pensando nos outros quatro candidatos do M.A. concentrados já em suas cópias do Love’s Labours Lost na biblioteca. diga a todos que ali estarei na próxima semana, prometo-o. —Está bem. - Ela disse encolhendo seus ombros sardentos. -É sua decisão. Segundos mais tarde, Sammi era somente outro estudante vestido de algodão na calçada, sem suspeitar que estivesse sob a espreita das sombras que se encontravam a pouco mais de trinta metros. Cruzei essa distancia através do pátio, lutando por não demonstrar a cólera que me carcomia. A uns metro da calçada, caminhe sobre o cordão, me dando tempo de pensar em um plano de ação. Ajoelhando-

me, observei dissimuladamente o beco, para olhar ao delinqüente. Isto não se supunha que acontecesse. Nunca, em meus vinte e três anos de vida, tinha escutado falar de um extraviado que conseguisse entrar tanto em nosso território sem ser bem-vindo. Isso simplesmente não era possível. Contudo, ele estava ali, apenas oculto da vista no beco. Como um covarde. Poderia ter chamado a meu pai para lhe informar do intruso. Devia havê-lo chamado provavelmente, ele enviaria o espião do dia para fazer-se cargo do problema. Mas chamando-o teria que suportar o discurso de meu pai, o que queria evitar a todo custo. Meu outro curso de ação era assustar ao estranho eu mesma então obedientemente informaria do incidente quando agarrasse a um dos que me observavam. Não era grande coisa. Extraviados eram solitários, e geralmente tão volúveis como cervos quando os enfrentava. Eles sempre fugiam dos gatos do Orgulho porque nós sempre trabalhávamos em pares, como mínimo. Exceto eu. Mas o extraviado não sabia que eu não tinha nenhum respaldo. Demônio provavelmente o tivesse. Graças à paranóia de meu pai, nunca estava realmente sozinha. É certo, não tinha visto hoje quem estava a meu serviço, mas isso não significava nada. Eu não podia descobri-lo sempre, mas alguém sempre estava aí. Havendo-se amarrado o sapato, pus-me de pé, uma vez tranqüilizada pelas medidas super protetoras de meu pai. Sacudi minha bolsa sobre o ombro e me dirigi para o beco, tentando parecer relaxada. Enquanto caminhava, joguei um olhar ao pátio, procurando meu respaldo oculto. Quem quer que o fosse, ele finalmente tinha aprendido a esconder-se. Perfeitamente. O sol se deslizou debaixo do horizonte enquanto me aproximava do beco. Em frente da sala de conferências, um farol automático cobrou vida, zumbindo brandamente. Detive-me no pálido círculo amarelo de luz que havia na calçada, tomando coragem. O extraviado provavelmente só tinha curiosidade, e iria apenas se desse conta de que o tinha visto. Mas se não o fizesse teria que assustálo de outra maneira, mais manual. A diferença da maioria de meus listrados companheiros felinos, eu sabia lutar; meu pai se encarregou disso. Infelizmente, nunca havia feito o salto da teoria à prática, exceto contra meus irmãos. É obvio me podia arrumar isso com eles, mas faz uns anos que não o fazia. E não sentia que fora um bom momento para provar minhas habilidades no mundo real. Não é muito tarde para chamar à cavalaria, pensei enquanto

acariciava o magro telefone celular em meu bolso. Mas o era. Cada vez que chamava a meu pai, ele tinha uma nova desculpa para que tivesse que ir a casa. Nesta ocasião, nem sequer precisava ter uma para fazê-lo. Tinha que solucionar o problema eu sozinha. Uma vez tomada à resolução, caminhei fora da luz e entrei na escuridão. Com o coração palpitante, entrei no beco, apertando minha bolsa como se fosse o cabo de uma espada. Ou possivelmente a ponta de uma manta de segurança. Farejei o ar. Ele ainda estava ali; podia cheirá-lo. Mas agora que estava mais perto da fonte, detectei algo raro em seu aroma, algo ainda mais estranho que o aroma de um extraviado tão dentro do território do Orgulho. Quem quer que fosse este delinqüente, ele não era dali. Havia uma matiz estrangeira distintiva em seu aroma. Exótico. Picante, comparado com o suave e familiar aroma dos gatos americanos. Meu pulso palpitou em minha garganta. Estrangeiro. Merda. Tinha na cabeça. Cavava em meu bolso procurando meu telefone quando algo chocou ruidosamente com a terra mais ao fundo no beco. Fiquei petrificada, tentando ver na escuridão, mas com meus olhos humanos, era uma causa perdida. Sem me deslocar, não podia ver nada mais que rasgos vagos e sombras muito escuras. Infelizmente, me mover não era uma opção nesse momento. Demoraria muito, e estaria indefesa durante o processo. Em minha forma humana. Joguei uma olhada detrás de mim, procurando sinais de vida no pátio. Estava vaziou, por isso podia observar. Não havia testemunhas potenciais; qualquer um que tivesse a metade do cérebro se encontrava estudando ou divertindo-se. Então… por que me encontrava jogando às escondidas com um extraviado não identificado? Com os músculos tensos e meus ouvidos alertas, comecei a entrar no beco. Dei quatro passos e me encontrei caminhando sobre uma raquete de tênis quebrada e tropeçando com um contêiner oxidado. Minha bolsa golpeou tão pesadamente a terra como minha cabeça se estrelou contra um lado do receptáculo de lixo, soando como um gongo de grande tamanho. Genial, Faythe pensei, com o ruído metálico ainda repercutindo em meus tímpanos. Agachei-me para recolher minha bolsa e captei um movimento. O extraviado em forma humana, por sorte, tinha saído da boca do beco para o estacionamento que se encontrava detrás da sala de conferências, com seus pés antinaturalmente silenciosos contra o asfalto. A pálida luz da lua brilhou em uma cabeça cheia de cachos

escuros, brilhando enquanto ele corria. O instinto eliminou meu medo e precaução. A adrenalina alagou minhas veias. Tirei-me a bolsa do ombro e transpassei o centro do beco. O estranho tinha fugido como tinha esperado, e a parte felina de meu cérebro me exigia segui-lo. Quando os ratos correm, os gatos os perseguem. Ao final do beco, detive-me, olhando fixamente o estacionamento. Estava vazio, só havia um Lincoln velho, com uma lanterna oxidada. O estranho se foi. Como diabos tinha conseguido chegar tão longe tão rápido? Uma sensação espinhosa começou na base de meu pescoço, levantando os cabelos minúsculos que se achavam ao longo de minha espinha. Cada luz segura do terreno se achava apagada. Supunha-se que eram automáticos como os que estavam no pátio. Sem o zumbido familiar e a tranqüilizadora inundação de luz incandescente, o estacionamento era um mar intacto de escuro asfalto, misteriosamente quieto e preocupantemente calmo. Com o coração palpitando, caminhei pelo beco, esperando pela metade ser golpeada por um raio ou atropelada por um trem. Nada aconteceu, mas não podia me tirar à sensação de que algo estava mau. Dava outro passo, com os olhos totalmente abertos para conseguir captar toda a luz possível. Seguia sem acontecer nada. Sentia-me absurda agora, perseguindo um estrangeiro por um beco escuro em meio da noite, como algum idiota em um mau filme de terror. Nestes filmes era a parte aonde as coisas sempre saíam mal. Uma mão peluda sairia das sombras e agarraria à curiosa heroína descerebrada pela garganta, rindo sadicamente enquanto ela perdia sua última respiração em um grito. A diferença entre os filmes e a realidade era que, na vida real, eu era o monstro peludo e o único grito que alguma vez dei, foi de raiva. Estava tão perto de chorar pedindo ajuda como de ser queimada por uma combustão espontânea. Se este particular menino mau não se deu conta disso ainda, ia levar uma surpresa muito grande. Encorajada por meu próprio bate-papo mental, tomei outro passo. O distintivo aroma estrangeiro caiu sobre mim, e meu pulso se desbocou, mas não vi o golpe vir. De repente, encontrava-me olhando a terra, dobrada pela dor de meu estômago e lutando por tomar a seguinte respiração. Minha bolsa caiu a meus pés. Um par negro de botas uso militar caminharam à vista e o aroma do extraviado se intensificou. Olhei-o bem a tempo para registrar seus olhos escuros e seu sorriso horripilante

e era hora de que aprendesse como os gatos do Orgulho tratavam aos intrusos. Seu punho fechado golpeou um lado do meu crânio. Espanhol? Estava bastante segura que não era um elogio. —Você deveria me agradecer realmente. Por sobre minha confusa visão. O golpe nunca chegou. Ele era um forasteiro. Meus dedos se enredaram em seus grossos cachos. O osso rangeu. Empurrei sua cabeça para baixo e levantei meu joelho. o mesmo digo. cuspindo um bocado de sangue no asfalto. irradiando um círculo que crescia. aterrada ao me dar conta que não podia. O aroma de sangue fresco saturou o ar e sorri. Retrocedeu seu braço outra vez. Algo quente e úmido empapava meu jeans.antes que seu punho direito me golpeasse. que lembranças… O estranho moveu de um puxão sua cabeça livre de meu apertão e se afastou me deixando vários cachos escuros como souvenir. mas não me movi o bastante rápido. decidi suportar o impacto. Ele retrocedeu seu punho para outro golpe. —Confie em mim. Meus braços voaram para bloquear o golpe. –Sim. Limpando o sangue de seu nariz quebrado. mas seu outro braço já se dirigia para mim. Os dois se conectaram. . Este era meu campus e o território de meu Orgulho. O mundo inteiro parecia girar ao meu redor.). Ah. Tentei esquivar o golpe. A feia risada que cacarejava sacudiu meu interior e me enfureceu. Seu punho esquerdo fechado golpeou o lado direito de meu peito. Sem fazer caso da dor em meu peito. mas esta vez eu estava preparada.ele disse. bem. —Fodida cadela!. ele aponto seu golpe seguinte a minha cara. pude ver que o estranho tirou algo de seu bolso enquanto amaldiçoava por debaixo em espanhol (algo que absolutamente não podia identificar. lancei-me à direita. foguetes se apagavam debaixo de minhas pálpebras. Soprei. Uma dor fresca explodiu a vida em minhas costelas. Sem poder me estabilizar o suficiente para me mover. parecido ao estrondo silenciado de um motor. atirando de um punhado de seu cabelo. Uma mão me retinha enquanto eu tentava me levantar.disse um pouco impressionada pelo dano que tinha causado. Agora tire seu sarnento traseiro daqui antes que dita que uma advertência não é suficiente! Em vez de me fazer caso. Ele agarrou meu braço tratou de me levar longe do abandonado . Minha cabeça palpitava com uma enxaqueca de meteoritos. É o melhor. um grunhido profundo saiu de sua garganta.

ele já estaria chegando ao México. dirigindo-se ao sul pela Rua Welch. Encontrava-se a uns cinco . Corri para o beco e tomei minha bolsa da terra. de lado. sabia. Recorda-me ao lar. Se fosse um dom gato em vez de uma gatinha. fazendo voar a bolsa. Segundos mais tarde. Mais sangue saiu de seu nariz. cavando em seu bolso enquanto ficava outra vez de pé. Odeio quando os homens não me temem. dolorida. Certamente depois disto papai teria que admitir que possa me cuidar sozinha. Rompeu em seu ouvido esquerdo. Sua cabeça se inclinou para trás.centro de estudantes. salpicando o estacionamento com gotas escuras.Olhei-o partir. Não funcionou. Bem. ocultar as contusões do Andrew seria muito mais difícil. estrelei meu punho livre contra seu crânio. e meu jeans manchados de sangue a horrorizaria. Maldição. minha mãe disse que nunca encontraria um uso para um grau em inglês. Sammi chegaria logo do grupo de estudo. Os passos do estranho se escutavam detrás. sem sequer jogar uma olhada. os pneus chiaram quando se transladou pelo terreno. Ele grunhiu e soltou meu braço. mas contente. Já! Queria vê-la golpeando com seu tolo avental e uma bolacha. teria que haver-se afastado de mim apavorado. cara com o monte-oculto-entre-sombras.murmurou perdidamente. Ele me olhou fixamente assombrado. Sem outra palavra. O estranho caiu sobre seu traseiro. tentei tirar meu braço de seu apertão de um puxão. —Adeus!. ele cruzou o estacionamento para o Lincoln. As obras completas do Shakespeare deram ao parecer um grande golpe. Aferrei a correia e me dei à volta. Sair com seres humanos podia ser uma verdadeira moléstia às vezes. lancei minha bolsa sobre o ombro e joguei uma olhada a meu relógio. Ofegando pelo esforço. Infelizmente. Avançando para evitar cair. Era para pensar. Depois do que lhe havia feito a sua cara. dá no mesmo. Era porque era uma garota. . dei a volta para o beco e me encontrei cara a cara com outro estranho. junto com minhas contusões a estrear. Zangada agora. —Cadela louca. Que demônios? Quando alguém se enfrentava a um gato do Orgulho. Ri. Ainda recordando o rosto mutilado do intruso. qualquer estranho em fosse de dois neurônios se afastaria o máximo possível dele. Tinha que me trocar antes que ela chegasse. uma mão cobria o lado de sua cabeça.

fiz valer meu pé direito. Grunhindo. Segundo ao mando de meu pai. Sabia com só olhá-lo que ele podia fazer verdadeiro dano.Ele se parou torpe mente e estendeu uma mão para me ajudar. quão último queria era atrair a atenção sobre mim. Seu braço me empurrou muito rápido para ser visto. em uma bolsa de lixo semiaberta. —Você viverá.metros. pôs seus olhos em branco e me levantou . Fixei meu olhar na sombra brilhante de seus olhos dourados. sou eu! —Sei quem demônios é. Marc. Marc. muito obrigado. e sua mão se envolveu ao redor de meu tornozelo esquerdo. -por que pensa que te golpeei com o pé?. tentando me alcançar. Afastei-lhe com uma palmada. estou sentada sobre as cascas de laranjas frescas. Seu calcanhar golpeou a esquina de uma gaveta de madeira e ele caiu sobre seu traseiro em uma caixa de cartão úmida —Faythe. ajustada a seus definidos peitorais. embora não tivesse nada em suas mãos. Caminhei lentamente para o Marc. . com o pulso palpitando em garganta. —Maldita seja.Avancei para ele com as mãos nos quadris. golpeando-o no peito. Fechei fortemente meus dentes para conter um chiado de fúria. —Não. . mas poucos deles tinham realmente idéia de em que mundo viviam. seu aroma me era tão familiar como o meu próprio. —Você quase rompe minhas costelas. cruzando seus braços sobre sua camiseta negra. deixando minha bolsa escorregar por meu braço para a terra. Quando a ignorei. Ele riu entre dentes. espremidas esta manhã. preparada para lhe deixar voar outra vez. ele tropeçou no beco. Não precise cheirar a este estranho para saber quem era. Ele levantou sua mão esquerda. me encrespando e formando punhos com minhas mãos. Aterrissei sobre meu traseiro seu lado. Ele me tirou de meus pés com um puxão. Ele não se moveu. Aproximei-me mais. Papai nunca tinha enviado ao Marc nestes cinco anos. apenas fora do alcance da pálida luz da lua e não podia ver nada salvo seus braços pendurando aos lados. Trocando meu peso para a perna esquerda. Os humanos sempre estavam querendo salvar o mundo.Retrocedi meu pé direito. Algo estava mau A tensão se arrastou por minhas costas.

E era um pouco agradável voltar a vê-lo. assim minha bolsa com os livros e caminhei para o final do beco. Franzi o cenho. embora nunca o tivesse admitido. -É tae kwon do2.disse incapaz de perdoá-lo por haver-se atrasado. E esta vez tinham se esquecido do seu trabalho. esposa em potência paquerando por um troféu. —Você é um bastardo sem valor. por quase uma década. Teria podido lhe dizer que perdiam o tempo. .Tínhamos treinado juntos. Ele havia feito isso desde que se lembrava. especialmente tolas. . Seus cachos escuros e seus exóticos olhos marrom dourado sempre lhe tinham ganhado mais atenção da que procurava. detive-me em frente do centro de estudantes sob o mesmo círculo de luz que tinha estado antes e girei para enfrentar O taekwondo. —A propósito. e você sabe muito bem. eu era o que estava em verdadeiro perigo. acionados por sua reclamação sussurrada. totalmente indiferente a meu apaixonado insulto. . Acredito que ele estaria a meio caminho em seu carro até que você conseguisse chegar. enquanto me limpava a polpa alaranjada da parte posterior de minhas calças.Ele sorriu. -É afortunado de que não tenha golpeado sua cara com meu pé. Perdendo a paciência. . —Só a um quarto de caminho. é época de emparelhamento. murmurando por debaixo de sua respiração em espanhol muito rápido para que entendesse. Ao parecer. Marc me seguia de perto. pensando na multidão de moças disponíveis com suas camisetas rosadas que riam nervosamente enquanto competiam para chamar sua atenção. também grafado Tae Kwon Do ou Taekwon-Do. é uma arte marcial coreana de defesa pessoal 2 . ao pátio vazio. —E você é uma cadela cruel. -De todos os modos. Gemi. a que se deve a rotina de kung fu? De um puxão liberei meu braço de seu apertão e caminhei detrás. embora não o queria ali em primeiro lugar.aferrando meu pulso. —Você o fez muito bem. Fui encurralado por um punhado da selvagem irmandade de mulheres na sala de refeição.Marc disse fazendo caretas. com meus quatro irmãos. As lembranças que tinha bloqueado com êxito estes anos caíram sobre mim. poderia fazer algo útil se estiver em perigo mortal. Dando-lhe as costas. —Somos todo um casal. Marc não se relacionava com mulheres humanas. Para isso papai te paga. Pelo menos estava em território familiar. Por que demorou tanto? Se vocês forem estar ao meu redor sem minha permissão. —Como saberia.

Não necessito que um emissário me faça conhecer sua mensagem. Ele franziu o cenho. —Ela não fugiu das bodas. . Se ela tinha decidido não casar-se. Ajustei minha bolsa ao ombro. . mas você é tão discreto como uma diva em uma reunião de Garotas Escoteiras. -Me alegro de verte também. Não vou.Minha expressão se endureceu. Ele sempre o tinha feito. Marc sorriu. quando ele agarrou meu braço. algo que ele esperava.Comecei a partir. sim. Sara tinha sua forma de pensar. e o resto só era mais irritante. —Ele me enviou para levá-la a casa. insinuante. mas somente porque ele me deixou fazê-lo. Os outros o obtiveram bastante bem. Era realmente tão menina? Demônios. —Não há razão para que seja tão grosseira. tudo o que eu havia feito era demonstrar que havia outra opção. —Não há razão para que esteja aqui. a meu Top vermelho e a meu cabelo recolhido. . Era sua eleição. surpreendida porque parecia um comentário ao azar. você não tem que estar uns passos atrás? Esqueceu como trabalhar de espião? Pelo menos tem que tentar ser discreto. Sara se tinha ido? Bem por ele. com seu rosto cuidadosamente inexpressivo. e seu significado era inequívoca do. Pestanejei.Apoiei minhas mãos nos quadris de meu desgastados jeans e o olhei. e completamente exasperante . e meu humor melhorou por lhe haver apagado seu sorriso. tentando que seus olhos fixos em mim não me afetassem. —Olhe se papai está zangado porque não convidei a ninguém à graduação. —Esquece-o. Mas se pensavam em me culpar porque ela queria mais da vida que um marido e meia dúzia de bebês. . pode dizer isso ele mesmo. —Vai a casa.disse.Lançou-me um olhar ofegante.Ei.Os olhos do Marc me queimavam como fogo ambarino. jogando uma olhada a minha barriga descoberta. —Sara se foi. . não importava onde estivéssemos ou quanto tempo tinha passado. Faythe. . assim seja. que pensassem em outra coisa. De um puxão me liberei. e cortei com uma mão a discussão. de maneira informal. Sempre era a mesma luta.ao Marc. — Só sigo ordens. sacudindo a cabeça. . grossas sobrancelhas sombreavam seus olhos. . É obvio que ele para. Algumas coisas nunca trocavam. Marc.

comigo arranhando-o e insultando-o. como se . todo o caminho. como se falar comigo o esgotasse e não fosse uma coisa realmente digna do esforço.cozinha. Sammi tinha retornado da biblioteca. Ela descarregou os livros sobre o balcão de nossa minúscula galeria. Mas não tinha sido um ser humano. Ao tempo que tinha trocado minhas calças perfumadas de fruta e tivesse guardado minha roupa e livros sem os que não podia ir. Ele não queria me violar. os grilos cantavam. onde se tinha instalado como se estivesse em sua casa.estalei. Embora tivesse me encantado opor-me. Eram uma dessas coisas que não trocavam como Marc. e suas palavras deixaram de sair. a qualquer homem humano. Marc me levaria a casa embora tivesse que me carregar ao ombro. não parecia mais importante que um montão de palito de dente. conservaria a dignidade. Finalmente tinha encontrado algo que a calasse. O mau era que não podia festejar ao redor e desfrutar do silêncio. Meu pulso salto.O que acontecia se ele tinha razão? Esse não era o ponto. Marc ria detrás de meu escritório. Papai tinha enviado ao Marc para assegurar-se que não fora a seguinte aquisição do extraviado. . O extraviado pensei. chiando sobre sua última teoria de conspiração. e sacudi a cabeça.—Pode apagar esse ar satisfeito de sua cara. . deixando sair minha negação à superfície. Então sabia que não haveria discussão nem nenhuma classe de negociação. Ela se deteve quando viu Marc. a cadeira de respaldo reto. porque o podia ler o que estava pensando em meu rosto. Ao redor de nós. Sara era miúda. não importava quão sujo jogasse. mas estava longe de ser débil. Seqüestraram-na. Nenhum ser humano poderia seqüestrar… . Marc lançou um suspiro exagerado. Debaixo dele. ele queria recolher a carga.Não havia necessidade de terminar a oração. -Isso não é possíveis. minhas mãos formaram punhos ao redor da correia de minha bolsa. —Ela não se foi. porque em última instância. Pelo menos. Era bastante graciosos. era por isso que Marc tinha vindo me buscar. enchendo o silêncio durante minha pausa enquanto tentava formular um pensamento coerente. —Você pensa ainda que me conhece o suficiente bem para poder ler minha mente. ele ganharia uma luta física. Ela teria destroçado a qualquer homem que lhe pusesse uma mão em cima.

ele estava bem. Ao menos. Não era fácil descrever o papel de Marc em minha vida. Sim. Marc.Ela brincava com a sua blusa. o que significava que pesaria uma tonelada. tinha sido meu confidente. e sua única reação foi uma piscada e uma careta de eu-sei-umsegredo. Genial.pudesse derrubar-se em qualquer momento. —Papai puxou a corrente. mas sua reação era exagerada.Era o mais perto que poderia chegar a uma explicação que Sammi acreditasse. Boa pergunta. assim que como o podia explicar. até o outono. . Tinha degradado ao Marc a chofer. Quando Marc se aproximou.. mas Marc provavelmente poderia levantá-lo com um só dedo. Sammi retrocedeu um passo. este é Marc Ramos. porque eu tinha pensado em uma explicação possível.disse. Mas ele poderia. —Voltarei no outono. Samantha. —Já está indo?. Ele não o faria. mas ele não pensa pagar a universidade a menos que passe o verão em casa.Isso deveria fazer. Marc riu outra vez e a cadeira golpeou pesadamente o piso enquanto ele ficava de pé para estreitar sua mão. obviamente te subestime. — Não pensei que poderia encontrar a alguém que falasse mais do que você o faz. Ele não faz muito esquentava minha cama. A boca de Sammia se abriu e voltou a fechar-se silenciosamente como se tentasse – e falhasse. chocando sua perna contra o bordo da mesa antes que lhe desse sua mão. minha companheira de quarto. jogando uma olhada ao redor do apartamento às várias pilhas de meus pertences já que não . De novo. . Sammi cabeceou lentamente. Por outro lado. com os olhos muito abertos.dizer algo inteligente. —Sammi. —Meu transporte. lhe jogando uma olhada.Ela deixou a pergunta aberta. Tinha embalado mais livros que roupa. porque isso chamaria a atenção.ela se arrumo para dizer ao ver minha mala aberta sobre o sofá. ele havia feito um hábito disso. inclinando a cadeira sobre suas duas pernas traseiras. —O que está acontecendo?. e isso não caberia em nenhuma definição de -amigoque ela entendesse.disse enquanto fechava a pressão os fechamentos da mala. Faythe. porque ele geralmente não cumpria nenhum. e até uma lembrança tenra. —E Marc seria…?. mas esse era seu problema. . —Estou impressionado. como se não me acreditasse. Pus meus olhos em branco. Ele pensava que era divertido. Bom. Sammi era apaixonada pelos melodramas.

sinto deixar esta confusão. passaria um tempo até que voltasse a cheirar a sã feminilidade de minha companheira com suas essências de ervas e borbulhas de cerejas. Marc me arrebatou a bolsa e se dirigiu para a porta principal. Abracei a Sammi. não estava sendo honesta com ela sobre quem era meu chofer. De verdade. assim. e eu sufoque um gemido. Marc dizia algo grosseiro a meu vizinho através do corredor. saindo do vestíbulo aberto. mas cheirá-la em minhas coisas teria sido totalmente outra. Pagam-nos no princípio do mês. agarrando minha mala.. não . No corredor. No que a meu pai se referia. Suspirei. e só o leve movimento de seus orifícios nasais o traiu enquanto provava meu aroma.Disse. Se meus pais conseguiam o que queriam. —E o que há com o Andrew? Senti o olhar do Marc sobre mim e mordi o lábio para não dizer algo que depois lamentaria. e obviamente parecia que os espiões de meu pai tampouco. Ele grunhiu. Assumindo que retornasse. repentinamente agradecida que Andrew e eu este. . -almoçássemos. Marc se tencionou. Pesada-a mescla do almíscar terroso do extraviado e o sangue ocultou facilmente o aroma suave do suor humano. e em minha cama. Mas por outro lado. eventualmente.disse. mandar-te-ei um cheque com minha metade do aluguel do próximo mês. Sempre sei que voltarei para o rancho eventualmente. —Sim.mais em seu apartamento que no meu. Não sabia realmente o que acontecia. tampouco.Exceto quando vou de casa. . não havia garantias. Tomei minhas chaves e o telefone celular da mesa. Não havia duvida em seu silêncio a respeito. respirando a fragrância floral de seu xampu. O persistente aroma do extraviado em mim era a única razão provável de que Marc não tivesse notado que Andrew ocupava… um lugar em minha vida. Posso deixar minhas coisas aqui até que volte? —Seguro. orgulho-me de mais tato que Sammi. Entretanto. Teria contado. soltando-a relutante.Disse. Ela sorriu mais confundida que triste e voltou seu olhar.havia feito a mala decidida do que ia levar. o que esperava? —Chamá-lo-ei. Perceber o aroma de um homem misturado com o meu era uma coisa. Não lhe tinha contado sobre meu novo namorado. apenas o suficiente ruidoso para que eu o ouça.. lhe jogando um último olhar ao apartamento —Por que será que os adeuses soam tão terminais?. —Estuda bastante pelas duas.

OH merda!-.350 km ao lado da pradaria do Texas para entrar nos exuberante bosque do leste. —Não o faria por todo o dinheiro do mundo. mantive a vários passos detrás dele.poderia tomar duas horas e meia. Quando passamos da estrada interestadual ao redor de Dallas à via rápida 175. E em caso que não notasse estes sinais sutis. inclusive com o Marc dirigindo. sua boca formando um gesto severo. deixando um incômodo silêncio. Meu punho se apertou ao redor da. A essa velocidade. Desforrou-se com o Andrew e comigo no automóvel. Ele agarrava o cabo da mala com os nódulos brancos pela tensão. e quando nos incorporamos no tráfico da via rápida. baixo e furioso.Os olhos do Marc cintilaram com um brilho de satisfação. Nada melhor que passar várias horas em um carro com um gato furioso. mas importante. Mas o que mais dizia dele era sua postura enquanto caminhava entre os carros estacionados. o ruído do tráfico diminuiu. caindo em peças separadas sobre .Embora a liberdade é algo que verdadeiramente valoro. Segui ao Marc através do corredor e sem nos dizer uma só palavra. Fora. e ainda sabia como me tirar de gonzo. cabo da porta de seu automóvel. Maldito seja! Cinco anos. inclusive mais poucas colinas e muitas milhas de auto-estrada vazia. Grandioso. como se ele não fora mais que um chofer para mim. mas sim sempre conseguem me arrastar. Deveria haver tomado mais de quatro. Olhei através de minha janela os campos iluminados pela luz da lua e os poços de azeite em desuso. . ia a trinta quilômetros por hora sobre o limite de velocidade. O nordeste do Texas tinha poucas árvores. Marc me lançou um olhar. Capítulo 2 À volta a casa da Universidade do Norte do Texas parecia interminável. O plástico rompendo-se. feroz e formal. Bem-vinda a minha vida. Seu passo era largo. -Me fale sobre o Andrew. firme e pesado. Sua cabeça e ombros estavam erguidos. muito suave para que qualquer outra pessoa o escutasse. tentando adivinhar seu humor enquanto partia pela calçada. É sozinho um detalhe. Marc me favoreceu com um grunhido. a viagem de Denton a Lufkin. . —Por que não? Envergonha-te dele?. quando avancei para caminhar a seu lado.porque queira ir.

minha mão para deixar descoberto o pedaço de aço que servia de base. Mas não podia dizer isso. força. —Não.Tirei um lenço da caixa que guardava no centro do console e limpei o sangue de minha palma com pequenas mas molestas sovadas. seu rosto inalterável. Como se verdadeiramente lhe importasse se Andrew se preocupa ou não. Ao assento do condutor lhe faltava o braço. Meu pequeno acidente não podia comparar-se ao dano que lhe havia feito a seu próprio automóvel a base de murros cheios de cólera. verdadeiramente não faria o caminho a casa mais suportável. embora isso tivesse sido genial. Embora tivesse sido muito divertido fazer que Marc escutasse enquanto falava com o Andrew. —Não vamos parar por umas quantas horas. e sua direção se parecia com um hexágono mais que a um círculo. nem meu gêmeo e tampouco meu pai. É meu namorado. Minha palma estava cheia de pequenos lunares de sangue e um profundo corte. De feito. se não se curavam antes.Sua voz era tensa. . logo depois do retorno à estrada antes que pudesse ler sua expressão. -vou esperar até que paremos por gasolina. —Não me envergonho dele. A qualquer com pelagem e garras. . Não lhe importava que o cabo estivesse quebrado. as atirando a meu pé junto com as demais. Não poderes de super-herói. e seus olhos se dirigiram a meu rosto rapidamente. muitos werecats morrem jovens. Marc olhou minha mão. e bom ouvido. —Não vai chamá-lo? Pensando. Tão pequenas feridas poderiam curar-se facilmente durante minha próxima transformação. abri e fechei meu telefone. em brigas por território ou por casais. Tirei as peças de plástico quebrado de meu colo e os atirei ao piso. Não o fará.Como é. Fui tirando uma por uma. Não se preocupará antes disso? Quase ri em voz alta frente a ele. —A qualquer ou só a mim?. Não minha consciência. Marc se esticou e eu olhei para outro lado. as pronunciadas linhas ao redor de sua boca se esticaram de outra maneira. junto com um melhor metabolismo. em algumas partes. —Só não quero falar dele. Marc. -Importa? —Suponho que não. limpando minha palma . mas umas quantas lascas entraram em minha palma como espinhos de cacto. Oops. Essa era uma das vantagens de passar a metade de sua vida em quatro patas.

Disse a palavra como se lhe desse asco. Intencionalmente. às que provavelmente nunca entenderei. ou inclusive que necessitássemos para ser protegidas. Igual a Marc. fazendo a hipótese de que já me passaria tudo ou que retornaria depois da graduação. pensando no grupo de garotas no pátio de refeição. Equivocavam-se. . não necessito que me proteja. —Esteve saindo com alguém? —Não. —De verdade pensa que isso é saudável?. e suponho que o fez. O dia depois da graduação inscrevi-me em dois cursos de verão. atire-o no piso. eu era considerada teimosa e egoísta por abandonar a minha comunidade e trocá-la por uma educação e uma vida por minha conta. O que precisava era viver por minha conta. A única notícia que meu pai recebeu foi à conta de meu Licenciamento em Arte para tutoria escolar. Eles me subestimavam. —O que há sobre você?.perguntei ainda irritada . sem consideração por nossos desejos a respeito de privacidade ou independência. quatro anos de pura manipulação. o que era grande parte de nosso problema. Logo pareceram especialmente surpreendidos quando lutei pela independência que eles me ensinaram a dirigir.e logo postulei para o programa de graduação sem dizer a ninguém. o fazia lhe pondo alma e coração. não estive saindo.porque o sangue já se deteve. Minha decisão de viver fora de Pride confundiu a toda a comunidade werecat. ensinaram-me a pensar bem as coisas e a me defender. Meus pais decidiram burlar-se de minha fase. Enquanto que um tomcat pode ser mais forte e o suficientemente crédulo em si mesmo para perseguir seus interesses. que era exatamente o que encontrei no campus. Guardando um sorriso ao pensar aonde queria colocar o lenço. Foi agradável durante os primeiros dez minutos. Sua pergunta era típica de sua mentalidade orgulhosa. Tudo o que fazia. Depois de tudo. voltou-se antiquado rapidamente. Eles pensaram que ganhariam a maior parte do tempo. Como demonstrei uma hora antes. mas não pude encontrar um que não implicasse que Marc se inclinasse. Ou por algo que quiséssemos. Revisei o automóvel procurando um lugar para pôr o lenço cheio de sangue.perguntei. Depois disso. fazendo uma nota mental para limpar toda a desordem que estava causando quando chegássemos a casa. Incluindo-me. O instinto mais forte de um tomcat era proteger a uma mulher sob qualquer custo. Marc nunca tinha sido acostumado às encontros casuais. Incluindo a meus pais. passei um ano extra como -não graduada.

Como se eu fora alguém para falar. . Marc abriu a porta. Não pode trocar isso. mas os gatos também o fazem. geralmente como advertência. . —Tenho um plano. que consistia em evitar a minha família tanto tempo como pudesse. Estava tão zangado que quase senti pena por seu volante. Justo quando meus olhos estavam começando a fechar-se de verdade. Mas lá de se o tivesse tomado ou não ação. Ignorou-me. —Jogo limpo com os outros meninos. Levantou lentamente e se . tirou um pé. já tinha falhado. Por uma vez. para lhe dar significado. Não pode trabalhar sempre para papai. Retorci-me em meu lugar para ver desafortunado cliente.Lançou-me um olhar. era um som que nenhum humano poderia fazer. sem importar quanto tempo te esconda em uma escola pretendendo ser humana. deslizando-se diante de outro cliente na linha para a única bomba disponível. fiquei dormindo. Sem dizer uma palavra. Um olhar muito zangado. não o é. -Minha vida pessoal não é de sua incumbência. O metal começou a romper-se. Grunhi profundo em minha garganta. Meu grande plano. e logo pôs o outro sobre o concreto. Baixou a velocidade para baixar a rampa e girou bruscamente para entrar em uma estação de serviço vinte e quatro horas. Algumas pessoas pensam que só os gatos grunhem. vendo sua mandíbula esticar-se e logo relaxar-se outra vez. Nas seguintes duas horas.Adverti-lhe.os dois vazios. Faythe. —Essa é uma rua de duplo sentido. . Seu rosto estava comicamente vermelho às luzes fluorescentes do teto que havia sobre ele.por suas perguntas. Comecei a responder. felizmente. -passaram anos. —Sua vida pessoal é o assunto de toda Pride. por costume e por necessidade.A mancha dourada em cada íris do Marc cintilou enquanto uns faróis passavam. Já não. Marc observou no espelho retrovisor. Marc. —Não. ignorando a estrada tão larga que me dava vontade de agarrar o volante. Segurando o volante ainda mais forte. Antes de dar dois passos já estava gritando. Marc moveu o volante para a direita e girou através de dois sulcos de estrada. Marc captou a advertência e permaneceu em silêncio. Mas isso não me detinha para dar um conselho que eu não podia seguir. Necessita um plano para sua vida.um homem fornido em calças ajustadas e uma camiseta largaarrebentando desde seu Volkswagen Passat e fechando a porta de seu automóvel de um golpe. seus gestos fazendo-se mais e mais animados com cada palavra. mas ele me cortou com um olhar.

perguntou. O Passat saiu do estacionamento ao mesmo tempo em que Marc levantava a tampa do combustível. provavelmente. -Ok. —Acredito que me estou resfriando. chamei o Andrew da sala de descanso para uma pessoa. . —Está bem?. Perguntava-lhe ao menino que vende revistas se preferia cogumelos ou pepperoni? Olhei meu relógio: 11:04 p. Marc deu um só passo para frente. evitando qualquer contato com o imundo assento do banho. —Por quê? Onde está?.Andrew disse como uma forma de responder seu telefone. Nenhuma pausa e nenhuma pergunta.De todas as formas.arrumou a camiseta negra. Marc assentiu cortesmente como em agradecimento. caminhei para a loja. lhe dando ao outro homem uma oportunidade para ver que tinha a textura suficiente para calá-lo. -Mas tomará um momento chegar até aqui. nem os agarraria.escutava-se um pouco estirado. —Trinta km ao norte do Waco. O imundo concreto parecia absorver o som de minha risada logo que saiu de minha garganta. . fechou a porta com raiva. Negando com a cabeça para o alto nível de testosterona que havia no ar. A menos que tenha medo de agarrar meus micróbios.m. —Que tal se formos comer uma pizza?. . Sorri. — Parece um pouco congestionado. e pôs o cinto. —Não me importam seus micróbios. —Nunca é muito cedo para comer pizza. mas falava como se continuasse a mesma conversação que levamos os quatro meses de nossa relação. Não muita sorte. Através do telefone pude escutar música a todo volume. Mas vai estar frio para quando estiver aí. Como se estivesse resfriado. que aparentemente podiam fazer vibrar as magras paredes do apartamento. O senso de humor do Andrew era . contudo. Eu pensava que era lindo. Embora não está afetando meu apetite. Nunca se incomodava em saudar. O outro homem retornou a seu automóvel. soando-a nariz. Enquanto Marc enchia o tanque. Estou morrendo de fome. Satisfeito. mas também me perguntava como respondia quando o número de outra pessoa aparecia em seu identificador de chamadas.É muito tarde para jantar e muito cedo para um aperitivo à meia-noite. Vou escolher uma grande.Olhei a parede coberta de sujeira procurando um anúncio o suficientemente limpo para me apoiar. Quando isso não funcionou.

mas provavelmente só era a imundície. Enquanto que pais normais discutiam a respeito de eleições eleitorais e dos interesses de outros.contagioso. os meus discutiam a respeito de expandir nossas linhas territoriais como lutar com intrusos. não em mim. e lutar por explicá-lo só piorava as coisas. —Assim que te retira da escola? —Ainda não. Ameaçou-me tirando o dinheiro se não passasse o verão em casa. mas o som era afogado. E possivelmente o resto do verão. Da perspectiva de um humano. porque sempre tinha sido mais fácil pretender que nunca tinha tido uma a tratar de explicar a dinâmica da família Sanders. No espelho. assim geralmente evitava o tema. Andrew tossiu. Via-me cansada. Por anos. evitei qualquer conversação que levasse a fazer perguntas sobre minha infância. -Fá-lo-ei pelo telefone amanhã. Estarei de volta em Setembro. Nunca reconhecia uma situação incômoda. —Acredito que vai ter que jantar sem mim hoje. Tampouco é que não pudesse deixar as brincadeiras de lado quando era necessário. que se derrubava em tensão como porcos em barro. E amanhã. Depende de quanto tempo . tais como minha repentina saída do campus. não tínhamos sentido. Não Andrew. Observei meu rosto no espelho rajado. Os humanos simplesmente não entendiam minha infância. como se tivesse coberto o microfone. como se minha ausência na escola não fora real enquanto tomava algum curso. —Assim que a misteriosa Faythe Sanders tem família.Envergonhei-me ante a idéia de me retirar. e sempre estava à espreita ao bordo de suas outras expressões. mas é sozinho pelo verão. E onde fica sua casa? Pensei o tempo suficiente para que ele não tivesse mencionado sobre minha resistência a responder. . Para que fora fácil estar perto dele. Mas seu sorriso era genuíno. De meninos. Eu aprendi a identificar animais por seu aroma e segui-los sem que percebessem minha presença. não como Marc. Possivelmente antes. Andrew sabia como levar bem as coisas. —Um rancho ao lado do bordo de Louisiana. Falar com ele nunca se sentia como trabalho. como o era com outras pessoas. quão único se tinha convertido em um requisito para ter namorado. os humanos aprendem a intercambiar compartilhar e fazer amigos. Disse finalmente. —Por quê? O que acontece? —Meu pai está furioso porque não convidei a minha família à graduação. Andrew riu.

Mas ele não o fazia. Meu estômago se retorceu ante a idéia de apresentar ao Andrew a meus pais. claro. .Andrew disse. Dou-te uma chamada de bom dia antes de minha primeira aula. Se as condições tivessem sido melhores. —Não há problema. Falamos amanhã. por certo. ok?. pensei. Possivelmente pudesse convencer ao Marc para comer algo em um desses restaurantes da estrada. Irei verte durante o momento livre entre as sessões do verão. Ou inclusive uma acalmada. —Seguro. Diabos. —Tenho-me que ir.tome fazer entrar em razão a papai. —Uhm.Olhei com remorso o banho. ok? —Bem. —Quatro hambúrgueres de queijo duplo com extra pepino japonês. mas saberia quando o conhecesse.disse deslizando-se sobre o assento do condutor com um rangido do couro. Estava procurando no porta-luvas uma chave de fenda quando o vi caminhando para mim da loja de hambúrgueres do lado. Não conhecia todos os gatos do país pessoalmente. Como se meu pai e eu tivéssemos tido uma conversação sensível alguma vez. o fazia atraente. -Mas duas delas são minhas. E ao Marc. por favor. sozinho. Agora tinha que dizer obrigado. .Ou algum outro animal pelo problema. Mas um olhar ao asqueroso piso tirou esse pensamento de minha cabeça. De novo no automóvel. O que. Mas lhe chamo logo. e Andrew era cem por cento humano. Mas não se preocupe os pais sempre me adoram. Pensei na pizza do Andrew com inveja. —Vou comer agora. . Primeiro falo com papai. . -Ou as granjeiras se levantam com o galo? —Não esta granjeira. Não temos galos. tivesse considerado a idéia de protestar por ser levada a casa contra minha vontade.Si. Não a menos que esteja escondendo pelagem e garras debaixo de suas calças Abercrombie. Marc não estava em nenhum lugar visível. Mas provavelmente teria que dizer.Pôs a bolsa em meu colo e pôs uma bebida em cada um dos porta copos que havia no centro do . —É bom sabê-lo. .disse. De repente não tinha tanta fome. Não meus pais. . me apoiando contra um lavabo como uma boneca de porcelana. Em uma mão carregava uma bolsa de papel cheia de gordura e na outra uma casa com as bebidas. Despedi-me e minhas tripas soaram enquanto me levantava.

Ele sabia ao que me referia. Por um momento. como a comodidade de levar posta minha camiseta favorita. Possivelmente o pensasse que era o ambiente. Com a mandíbula tensa. sim o admitir ante mim mesma. Não muito. A carne. comendo no caminho. provavelmente. mas quase. Abri a bolsa e coloquei o nariz nela. . minha forma preferida de comer um hambúrguer.console. retrocedendo em curva no estacionamento vazio. O som de diversão pura me colheu com a guarda baixa. Capítulo 3 Para o momento em que chegamos a casa eu estava realmente dormindo. Marc havia. . A carne era de churrasco. me apoiando no encosto enquanto o observava. Marc observou a mudança em minha expressão com decepção. E o estavam fazendo.disse sentindo que minhas bochechas se tingiam com culpa. estava de repente insípida e difícil de tragar. E dizendo a todos que tenho bulimia. e sorri. Logo começou a rir. pude sentir a velha confiança. e o sorriso morreu em meus lábios enquanto sua risada se ia apagando. —Obrigado. mas não pode correr de suas próprias lembranças. —Então como lhe dirige isso para comer o suficiente na escola e não parecer como um porco? —Da mesma maneira que fiz na secundária. Uma fragrância formada por quente vapor chegou a meu rosto e me fez água a boca. De todas as formas. não por muito tempo. escolhido este posto de gasolina só para que eu pudesse ter minha comida rápida favorita. logo outra vez na cafeteria. . Dava-lhe outra dentada a meu hambúrguer olhando ao pára-brisa enquanto ele punha primeira. Seus olhos se abriram um pouco mais por um segundo.Soprei fazendo a perfeita interpretação de um porco. quase nem me incomodando em mastigar antes de passar. . Quase sorriu. Logo recordei que não queria me sentir a gosto com ele.Terminei o primeiro hambúrguer. E seus olhos virtualmente brilharam quando se encontraram com meus.-—Carregando guloseimas. tão apetitosa segundos antes. pôs o automóvel em marcha. mas o rangido do cascalho e as sacudidas inconfundíveis do . Marc dirigiu outro olhar a meu rosto e saiu do estacionamento como se nos estivessem perseguindo.

Havia. olhando fixamente o grande desdobramento de estrelas enquanto abríamos o portão de ferro forjado. Nenhum dos outros era tão ostentoso exceto possivelmente Ryan. atrás do Volto que minha mãe que conduzia. Faz uns anos. percebiam depredadores naturais e reagiam com pânico. em uma explosão não usual de otimismo. Na parte superior havia uma S maiúscula que caía sobre a parte posterior. mas pitoresco ao claro da lua com sua pintura vermelha um pouco descascada e seu teto a duas águas. destinada a converter-se em feno quando a estação trocasse. Sorri ao passar pelo celeiro do campo do leste. E diretamente a seguir vinha à casa principal estirada através do pátio como um leão descansando. nosso rancho era sozinho de nome. Assim. Suspirei. Mas podia adivinhar. jogando uma olhada à casa de hóspedes. tentando identificar aos donos.dito ao Andrew que não tínhamos galos.carro em nosso meio-fio despertaram. aonde Marc vivia junto a outros três guardiões de meu pai. tinha passado verões inteiros jogando ali dentro. Incorporei-me. chutando portas e paredes. Nós não fomos o único Lazy S Ranch no país. que nunca vinha a casa voluntariamente. A erva chegava até a cintura nos campos que se encontravam ao leste e ao oeste da casa principal. era apenas o cavalo sentir o aroma dele ficava louco. nem nenhum tipo de gado porque quando os animais nos cheiravam. e não podia saber com certeza a que carro conduzia cada um de meus irmãos. Quando era pequena. como se estivesse descansando. mas a verdade é não podíamos os ter. Tinha-me ido por um longo tempo. vazio. brilhante à luz dos refletores tinha que ser do Michael. Não havia ninguém na casa. oculta da vida em geral e de minha mãe particularmente. Saí e olhei ao redor. Tiveram que lhe disparar ao pobre animal porque ninguém se pôde aproximar o bastante para sedá-lo. passando as férias de verão na universidade nos últimos dois anos. Ele se tinha ido quando . olhando fixamente através do pára-brisa a terra e as dependências que não tinha visto em anos. meu pai comprou um cavalo para meu irmão Owen. Marc estacionou no círculo do meio-fio. mas era o único que continha gatos em vez de gado. O sólido Porsche negro. Nada tinha trocado (ao menos nada que pudesse ver na escuridão). Marc apontou com um pequeno controle remoto ao visor e me girei sobre o assento para vê-lo fechar-se. nem sequer de Texas. O cascalho passava sob meus pés enquanto caminhava pelos carros alinhados. Todas as luzes estavam apagadas.

isso era uma opção. Owen era um vaqueiro frustrado de coração. enfrentando-os a ambos. havia em abundância para escolher sobre o assento dianteiro. e somente ele conduziria um carro de trabalho. que se estendia do grunge dos anos noventa até o hip-hop. O ar cheirava como meu pai. Eles provavelmente escutaram o carro a uma milha de distância. Mas se necessitasse evidência adicional. Fiz caretas. onde dava a volta à esquerda por hábito. por pilhas de papéis. Em uma esquina se encontrava um maciço escritório de carvalho. —Vá esperar no escritório-. O caminhão. disse Marc. sabia que eles podiam nos ouvir. não tinha dúvida sobre isso. mas não pude pensar em uma boa razão. mas não desordenado. com a poltrona de meu papai em um extremo. A minha direita havia uma zona com assentos ao redor de um tapete retangular: uma poltrona para dois perto de um sofá. surpreendida ao encontrar a cozinha escura e vazia. Isso não era necessário. porque assim como podia escutálos falar em sussurros em uma das habitações traseiras. que dividia a casa pela metade. mastigando e falando sobre uma e outra coisa com as bocas cheia. Só que não o quero muito seguido. Huh. cadernos e livros maiores arrumadas em perfeitos ângulos de .eu tinha apenas treze anos e não tinha retornado. novamente dentro do salão. saboreando a escuridão de um quarto sem janelas. -Direi a seu pai que estamos aqui. Em frente de mim estava o escritório de meu pai. através da porta principal. Considerei discutir com o Marc. Cruzei o corredor e entrei no reino paterno. A minha esquerda. e o café caro. tão limpo por dentro como sujo por fora. Ethan conduzia o conversível. como os móveis de couro. Usualmente todos os meninos transitavam ao redor da península ladrilhada. havia um comprido vestíbulo reto. Não tinha visto este último modelo. coberto. uma desordem de vasilhas de comida rápida e garrafas plásticas de soda vazias. assinalando o caminho como se pudesse havê-lo esquecido. por ele. madeira polida. Meus sapatos sapatearam quando caminhei pelo azulejo através da cozinha para a sala de refeição. assim que me conformei. terminando na porta de trás. ao olhar fixamente através da janela do condutor a coleção dos CDs. Vêem? Posso jogar a ser agradável quando quero. é obvio. um Dodge RAM de três quartos de tonelada. mas se parecia tanto ao último que me fez sorrir. Marc me levou através da porta principal dentro do salão. era do Owen.

Uma respiração quente acariciou meu pescoço. A maioria eram em agradecimento por seu trabalho solidário. Fez que desejasse coisas que minha forma humana não podia acomodar coisas que nem meu cérebro podia articular. A luz fluorescente cobrou vida dentro da vitrine.noventa graus. mas que meu coração e meu nariz reconheceram imediatamente. a prateleira de cristal me chamou a atenção e me aproximei para examiná-la. Girei a maçaneta da base. Girei-me para encontrar meu corpo entre a vitrine de cristal e alguém alto. isso despertou meus instintos e fez pulsar o eco de meu coração em minha garganta. Congelei-me. talvez carne de vaca. mas os da prateleira superiora se referiam ao reconhecimento de suas construções. os melhores. emolduradas por lábios que as palavras não alcançavam a descrever. e uma luz suave lavou o quarto. e picante. e algo substancioso. deixando as grossas esquinas em sombras. Ele se aproximou com outro rangido. mas acredito que poderia reinar por lá abaixo . Mas debaixo de tudo isso havia algo mais. duro e extremamente masculino. Sabão em barra. e fechei a porta. era um computador de avançada tecnologia. seu monitor de tela plana apontava para a cadeira do escritório. mostrando duas filas de dentes brancos perfeitos. pressionando brandamente até ouvir o clique do fechamento. —Você ainda tem o traseiro mais doce deste lado do Rio Grande. —E o que me diz sobre o outro lado? Ele fez caretas. equipada com o último em software elaborado. No outro lado se achava um abajur antigo com base de estanho. tentando interpretar o reflexo impreciso no vidro. Inalei seu aroma. Atrás do escritório. de forma que os troféus e as placas brilhassem. Os edifícios de meu pai honravam os horizontes de cinco cidades diferentes do EUA. algo selvagem. A madeira rangeu detrás. Jace. Cada prateleira estava iluminada de acima. e em minha opinião (obviamente parcial) melhorou a visão de cada ângulo. as palavras deslumbravam tanto que quase era impossível as ler. suavizante de tecido. para mostrar seus prêmios. e seus lábios escovaram o lóbulo de minha orelha. A um lado do escritório. Minha mãe a tinha pedido para meu pai. Elevei meu rosto para olhá-lo. Abri a porta do lado direito e acendi o minúsculo interruptor oculte em um extremo da prateleira. e eu sorri ao reconhecê-lo e sem fôlego pela antecipação. — Nunca estive ao sul do rio.

também. - Jace inclinou seu rosto para meu ouvido. Fechei os olhos quando ele inalava a longitude de meu pescoço, arrastando a ponta de sua língua ao longo de minha pele uma e outra vez. Tremi e ofeguei, ele respondeu com um gemido, pressionando seus quadris contra as minhas, mordiscando a carne da base de meu pescoço. —Solta agora mesmo a minha irmã! Jace assobiou em meu ouvido, e o ar fresco escovou meu estômago, onde, faz um segundo, tinha estado seu corpo. Abri os olhos. Meu irmão Michael estava em frente, sustentando ao Jace pela parte posterior do pescoço com seu comprido braço. —Eu sozinho a estava saudando. - Jace ronronou, me dirigindo seu sorriso preguiçoso. —Faze-os em sua língua. - Michael enunciou cuidadosa e lentamente cada palavra para assegurar-se de que lhe entendesse. Empurrou ao Jace a um lado, um pouco duro para estar brincando. Jace tropeçou, agarrando do bordo do escritório de papai. —Se eu fosse Marc, você me deixaria saudá-la apropriadamente. - Disse, com uma nota de ressentimento em sua voz. —Não havia nada apropriado em sua maneira de saudar. - Michael franziu o cenho, mas eu vislumbrei diversão detrás de sua severa carade-negocios. —Se você fosse Marc, ela te tivesse tirado de cima. Mas você não o é. —Se o fora, ela não nos teria deixado, em primeiro lugar. - Ele se girou nos dando as costas, deslizando-se para a porta com uma graça fluída que nenhum ser humano poderia duplicar. Ruborizei-me, pensando na promessa carnal de suas palavras ocasionais. Ninguém mais teria conseguido chegar tão longe com tal comentário, muito menos com essa saudação íntima, mas sinto saudades muito do Jace que tinha sido um confidente. Ou pior. Jace chegou tão longe porque eu secretamente suspeitava que tinha razão, que seu corpo podia fazer o que seus beijos e suas carícias em brincadeira insinuavam. E porque ele nunca o tentou de verdade. Nossa relação tinha sido sempre fundamentalmente platônica, uma zona segura para jogar a ligar, que Michael não podia ou não queria entender. Saltos altos ressonaram energicamente nos azulejos do vestíbulo, e me dei volta para a porta, me preparando para enfrentar a minha mãe. Ela caminhou para o escritório detendo-se brevemente na soleira da porta enquanto separava os braços em saudação. -Faythe, estamos contentes de te ter finalmente em casa.- Como se houvesse retornado para uma visita amistosa em vez de por uma operação de comando.

Minha mãe parecia exatamente como a recordava, desde seu curto cabelo cinza até suas calças da cor do carvão. Ela tinha um armário cheio deles, e pendurando ao lado tinha uma coleção de aventais de cozinha, com frases não-tão-divertidas impressas, como: -Te daria a receita, mas então teria que te matar. Ela se aproximou de mim, detendo-se quase imperceptivelmente quando se deu conta de que eu não ia aproximar-me para encontrá-la. Michael e Jace caminhavam detrás, fazendo o caminho de minha mãe, uma minúscula bolsa salva-vidas de estrogênio que se meneia entre as ondas de testosterona. Ela me abraçou, seu abraço trazia com ela o aroma de biscoitinhos caseiros, com canela e noz moscada moída. Quem cozinha com noz moscada em meio do verão? Somente minha versão de gatinha-bonita de minha mãe, um vestígio dos dias do June Cleaver de famílias intactas e emoções reprimidas. Por sobre seu ombro, observei ao Marc entrar, seguido por meu pai, que tirou um lenço de seu bolso para polir as lentes de seus óculos enquanto esperava pacientemente que minha mãe me deixasse ir. Papai era sempre o último em entrar em qualquer lado, assim ele podia fazerse cargo de todas as pessoas de uma vez. Alto, e ainda em forma a seus cinqüenta e seis anos, meu pai inspirava respeito a qualquer lugar onde fosse, e tudo de maneira natural. Ele nunca tinha tido que explicar por que as pessoas faziam o que ele queria, sua autoridade era inegável, e, a menos que estivesse em casa, indisputável. Franzi-lhe o cenho, me preparando para discutir em meu caso. —Papai o que…? Ele sorriu, me cortando a pergunta com um movimento de sua grossa mão. —Me dê primeiro um abraço, antes que deixemos que os negócios se misturem na família. Abracei-o, mas estava incômoda por sua declaração, porque o negócio era a família. Sempre. Não importava o muito que ele amasse criar edifícios formosos, nem quantos dias do ano estivesse fora, sua verdadeira paixão- o amor de sua vida- era o Orgulho (Pride). Somos sua família, alguns por sangue e outros, como Jace e Marc, por associação e emprego. Papai me soltou, deixando sua mão pesada em meu ombro enquanto se dirigia ao Jace. —Vá e descarrega o carro do Marc, por favor, e diga a todos que a

filha pródiga retornou.- Uma vez mais, isto era desnecessário; já todos sabiam que estava em casa. Era sozinho uma forma educada de desfazer-se do Jace. Tomei como um bom sinal. Se meu pai estivesse zangado ou transtornado, ele não teria atuado com tato. Ele teria dado ordens a gritos. Jace assentiu e se foi queixar-se. Marc fechou a sólida porta de carvalho detrás dele, cortando o zumbido de conversação masculina que provinha da parte posterior da casa. Repentinamente nervosa, limpei o suor de minhas mãos nas calças. Nunca me sentia cômoda no escritório de papai quando a porta estava fechada. A diferença do resto da casa, as paredes do escritório foram feitas com um sólido cimento que as fazia virtualmente a prova de som, inclusive para nós. Pelo menos em forma humana. A maioria das famílias utilizavam quartos como este para refugiar-se dos tornados ou como quartos seguros em caso de invasões locais. Meu pai o utilizava para isolar-se, uma grandiosa comodidade em uma casa cheia de gente dotada com o fino ouvido dos felinos. Marc se inclinou contra o marco da porta com as mãos nos bolsos, parecendo depravado. Não me enganavam. Papai não tinha esquecido fixar um guarda na porta do verão em que cumpri dezoito, e considerando o tempo que tomou me encontrar essa vez, ele provavelmente nunca o esqueceria. Minha mãe se sentou na poltrona de couro, acariciando o outro lado dela para que se sentasse Michael (não eu).Ele me deu uma olhada antes de sentar-se, e não pude evitar um pequeno sorriso. Michael era o que conseguiria se mesclar a um bailarino do Chippendale com um editor do Law Review3: uma cara formosa coroava seu corpo de atleta, vestido com um traje feito a medida, com prata e óculos de arame para ressaltar o efeito. Sério. Sua visão era perfeita, mas ele pensava que se parecia mais a um advogado com os óculos. E possivelmente a nosso pai, que lhe haviam prescrito lentes faz três anos. Papai se sentou em sua poltrona, de onde ele podia nos observar a cada um. E todos me olharam . Encolhendo meus ombros, sentei-me no sofá, sozinha. Joguei uma olhada para o Marc por ele não responder meu olhar. De novo, estava eu contra o mundo. Ou pelo menos, eu contra o Orgulho, que, infelizmente, era meu mundo. Respirei profundamente e retive o ar por um momento, logo o deixei ir tudo de uma vez. Hora de conseguir informação.
3

(revista de leis)

—Assim…, me diga o que aconteceu com a Sara. —Não sabemos muito ainda.-Disse minha mãe, cruzando um tornozelo sobre o outro. —Ela foi fazer compras ao centro de Atlanta e nunca voltou. Seu pai enviou ao Vic a casa para ajudar na busca, e ele prometeu nos manter informados.- Vic era o irmão da Sara, e um dos guardiões de meu pai. —Isso é tudo?- Não lhe fiz caso a minha mãe e franzi o cenho para meu pai. Isso não podia ser tudo o que sabiam —Até agora.- Papai assentiu, e notei que as raias cinza de sua cabeleira se alargaram da última vez que o tinha visto. -Das contas do cartão de crédito, sabem onde ela fez suas compras, e seus irmãos estiveram em todos os armazéns, perguntando discretamente aos vendedores. A maioria dos vendedores a recordavam, mas ninguém viu nada incomum. Bert tem a seus homens investigando, mas não encontraram nada mais. Bert era Humberto Di Carlos, pai de Sara, alfa de um dos territórios vizinhos. E um dos amigos mais próximos de meu pai. —Quanto tempo faz que ela se foi? —Da penúltima noite. —Assumo que perguntaram a Sean. Papai sacudiu negativamente a cabeça. —Ninguém o pode encontrar,- Marc adicionou, e girei para olhá-lo. —Ele estava ficando perto de Chattanooga, justo fora do território ao sudeste, mas agora seu apartamento está vazio. O proprietário disse que ele se mudo faz duas semanas. Encolhi-me, me dando volta de novo para o Michael e meus pais. —Assim, o que vamos fazer agora? —Nada.- A desaprovação desenhou linhas profundas na testa de meu pai; estava extremamente familiarizada com essa expressão. —Bert não pediu nossa ajuda. Sabemos estes detalhes somente porque Vic chamou ontem à noite. Franzi-lhe o cenho a meu pai. —Se não vai ajudar, por que me arrastou a casa da escola?- O silêncio saudou minha pergunta, e fui olhando de cara em cara, minha cólera lentamente crescendo, quente. Minha mãe evitava me olhar, mas Michael me observou fixamente. —O que está sugerindo?- ele me perguntou, seus olhos entrecerrados atrevendo-se a responder. —Quer que entremos sem ter sido convidados? Queria-o? Bert e Donna Di Carlos controlavam o território sudeste,

abrangendo tudo ao leste do rio Tombigbee em Alabama, e ao sul do rio Tennesse e rodeando o sul das Smokies. Meu pai era o alfa do território sul-central, que se encontrava do sul do rio Missouri e ao leste das Rockies, percorrendo todo o caminho até o Mississipi. A porção entre os dois territórios, não reclamada, do Mississipi estava considerada zona livre, onde os extraviados e os gatos monteses de qualquer linhagem podiam viver sem ter que pedir permissão. Meu pai e Humberto Di Carlo eram amigos, velhos amigos. Mas na comunidade dos werecats (homem-gato), apesar do forte que fora a amizade, os limites deviam ser respeitados, tão geográficos como pessoais. A violação de um limite territorial, inclusive com a intenção de ajudar, faria mais mal que bem, porque os Di Carlos – e o resto da comunidade werecat- veriam como um insulto. Nossa interferência minaria a autoridade de Humberto e faria que fora questionado sua liderança. Seria como anunciar ao mundo que não acreditávamos que o Orgulho do sudeste pudesse resolver por si mesmo seus problemas. Nenhum alfa podia deixar passar um insulto como esse. Queria que meu pai rompesse os limites de outro território do Orgulho, a risco de romper a paz, só para me tranqüilizar que se estava fazendo todo o possível? Só para que pudesse retornar rápido a minha vida? Hmm. Pensei. Embora meu pai estava decepcionado porque Humberto não tivesse procurado sua ajuda e conselho, sem o convite para fazê-lo, ele não tomaria nenhuma medida. Nossas regras eram mais velhas que a Constituição dos E. U.A. e foram escritos em pedra- quase literalmente, em várias montanhas. De acordo à tradição, os werecats procedem de colonos europeus que vieram ao novo mundo faz várias centenas de anos. É obvio, migramos a pé das selvas da América do Sul, mais que cruzar em navio o Atlântico. Por instinto, formamos territórios, e por necessidade esses territórios se sobrepuseram com as áreas ocupadas pelos seres humanos, nativos. Ao igual acontece freqüentemente com os limites dos humanos, nossas fronteiras seguiram linhas naturais de divisão: picos de montanhas, rios e lagos grandes. Durante os séculos, nossas linhas de divisão trocaram levemente de lugar com o desenvolvimento da paisagem, mas seguem sendo muitas originais. Essas linhas são à base da frágil estrutura que nos mantém civilizados. Para conservar essa civilização, papai não romperá os limites sem permissão, apesar de tudo.

Dirigi-me de novo para meu pai, me preparando para defender meu caso. —Se não houver nada que possamos fazer, me deixe voltar para a escola. A temporada apenas esta começado. Seu cenho franzido era impenetrável. —Você não vai voltar até que estejamos seguros de que está a salvo. —Eu estou a salvo.- Disse apertando os dentes, rogando que Marc não lhe houvesse dito sobre o extraviado do campus. Sim, meu pai o descobriria eventualmente; não havia forma de evitar isso. Mas esperava que ele não o descobrisse até que eu tivesse voltado para o campus e estivesse fora da linha de fogo. —Sean a seqüestrou.- Eu continuei. —Ele estava zangado porque ela aceitou a proposta do Kyle, ele está tentando que ela troque de opinião e volte com ele.- Como a maioria das fêmeas, Sara tinha tido vários pretendentes para escolher quando seus pais decidiram que já era tempo de que se casasse. Infelizmente, um dos que ela tinha rechaçado não se tomou bem as notícias. Sean tinha arrojado um ataque embaraçoso em público, logo se tinha ido do território em forma de protesto. —É horrível, dá medo, e é exasperante. Mas não tem nada que ver comigo. Começava a me aterrar a idéia de estar em casa todo o verão com nada em que ocupar meu tempo exceto ir à cidade de vez em quando a comprar comida. Se fosse afortunada. Tinha estado longe muito tempo para voltar a realizar as coisas que estava acostumado a fazer. —Faythe, conta o resto,- disse Marc. Cada um se girou para olhá-lo, me incluindo. Olhei-o fixamente, lhe pedindo com meus olhos que mantivera a boca fechada. Como de costume, ele não me fez conta. —Você sabe que não foi Sean. —Como ela sabe? A voz de meu pai soava profunda, encolerizada. Ele se deu conta claramente que lhe tinha oculto algo importante. Olhei ao Marc, ainda suplicando silenciosamente para que se calasse a boca. Só por esta vez. Papai nunca me deixaria ir fora de sua vista se ele se inteirava. Marc sacudiu negativamente a cabeça. —Um extraviado tentou apanhá-la no campus. —Sim, mas chutei seu traseiro invasor!-. Girei-me para enfrentar a meu pai. —Faythe!- minha mãe gritou, horrorizada mais por minha língua que pelo que tinha acontecido. —O que? É verdade, lhes diga, Marc,- exigi, me voltando

Mas não necessito seu amparo. porque ela nunca o necessitou. e tinha empurrado até os limites do que podia suportar. que caminhou diante da porta e se inclinou contra ela. —Sei que acredita que .. —Essas são velhas notícias. —Não estou fazendo ameaças papai. Teria que ter uma grua para movê-lo. Marc deu de ombros. o que importa? Sei que tem aos meninos me olhando.-papai disse. E ele esqueceu convenientemente mencionar onde estava enquanto eu chutava o traseiro do extraviado. —Sou o suficientemente velha para votar. —Faythe. Se não conseguia guardar meu temperamento. —Posso me cuidar sozinha. Rápido. Juro-o.Minha mãe nunca elevava a voz. —Alguma vez estou sozinha de todos os modos.. Demonstrei-o ontem à noite. —Por que demônios não?. seu tom é inaceitável..-disse papai. como ele havia feito comigo. —Não faça ameaças. —Você não vai a nenhum lado. mamãe. ficaria encerrada em minha habitação até que tivesse trinta. arrumando-se para encontrar problemas nos lugares mais inesperados. sou o suficientemente velha para tomar minhas próprias decisões. assim.A claustrofobia fechou minha garganta pelo simples pensamento de estar confinada no rancho por um período desconhecido de tempo.Um olhar em sua cara me disse que as coisas estavam indo rua abaixo. Não estou segura se estiverem para me proteger ou para me espiar. ninguém se tinha atrevido a desobedecer. Meu pai suspirou e encontrou meus olhos. a rebelião era meu único território a explorar. —Somente estamos tentando te proteger. E estou decidida a voltar para a escola. meus irmãos eram tipicamente ruidosos e revoltosos. Meu pai cabeceou ao Marc. até que eu nasci. Como meninos. Não.iradamente. Aparentemente. Não a tinha. mas nenhum deles pensou em desafiar a qualquer de nossos pais tão abertamente. totalmente impassível pelas notícias de minha primeira vitória em batalha. Considerei brevemente dizer aos outros isso. e maquinaria pesada.Juntei apertadamente às mãos em meu colo para evitar formar punhos que ele veria como sinal de agressividade. apesar de que me prometeu me dar privacidade. com os braços cruzados sobre seu peito. Faythe. e maldita seja. mas decidi que o segredo podia valer mais logo. o suficientemente velha para beber.

usando a velocidade que não tive a coragem de expor diante de meu pai. Papai cabeceou. Rodei meus olhos. tentando não mostrar a derrota em minha voz. Em minha habitação. vendo as novas barras de segurança em minha janela. preparando-se para me frear. Mas você não vai voltar para a escola. Por agora. Minha mão sobre o botão do volume pensando em baixá-lo. o que lhe faria admitir ao Marc que ele logo que tinha visto o extraviado. Pensavam que ia fugir e se prepararam para me deter. mas pude notar seu olhar em minhas costas quando andei com passos fortes para o corredor.. —Até que encontrem a Sara e quem quer que a tenha. Cruzei o piso em um instante. e Michael se sentou comodamente. parti para a saída custodiada. pus-me de pé. estou seguro que estariam felizes de fazê-lo. poderia ter razão. Ele deu uma olhada a meu pai. pensei. e Michael se parou. Faythe. Marc evitou meus olhos enquanto me sustentava a porta. só estou indo a minha habitação. a música ressonou a vida através dos alto-falantes que Marc tinha colocado para mim em meu décimo sétimo aniversário. como o fez meu pai. Ao menos não por agora. sei. e penso que com um pouco mais de treinamento. fechei de repente a porta e me inclinei contra ela. Já era tarde para ocultá-la em meu rosto. Ele olhou fixamente ao Marc detrás de mim e cabeceou outra vez. —Se relaxe. Com a espinha rígida e o queixo em alto.estalei. Também conhecida como minha cela da prisão. Furiosa por sua decisão. meus olhos vagando pelas paredes que não tinha visto em anos. Você poderia acelerar o processo nos dando uma descrição do sujeito. Maravilhoso. —Quanto tempo?.pode te cuidar sozinha. —Consegue a do Marc.Perguntei. Mas então escutei passos pesados no corredor perto de minha porta. Troquei de idéia. subi a música em lugar de baixá-la e me atirei sobre meu estômago na cama. Dei um passo adiante. Capítulo 4 . Se quiser aproveitar esta oportunidade para conseguir mais experiência com os meninos. Bem-vinda a casa. Quando pressionei o botão de aceso do estéreo.

gritei. —Segue zangada ou posso ter um abraço?. Minha desgraça não queria visitas. Não era sua culpa que Marc houvesse me trazido para casa. Meu nariz funciona melhor quando estou em forma de gato. Uma cabeça negra apareceu na habitação. e antes que pudesse pestanejar.. tecnicamente. não estou dentro. em uma imitação inconsciente da pose de minha mãe quando estava irritada. envolveu-me com seus largos braços. a que dizia que nada no mundo poderia lhe importar. Encolhi os ombros. como sabia que aconteceria. apoiando-se em seus cotovelos. me retornando a minha infância. nos . mas inclusive em duas pernas podia identificar o aroma de cada um de meus irmãos. senteime na cama. A pose era o suficientemente familiar para me fazer sentir um espasmos de nostalgia através de mim. minha bochecha apoiada a seu suave queixo. o suficiente para ser confundida com a de um menino. olhando à porta. mas não poderia percebê-lo por seu rosto angelical.Ethan se apoiou no marco da porta. A maçaneta girou. Apertou-me sozinho um pouco forte.. — Não pode dançar aqui cada vez que queira sozinho porque a trave da porta não funciona. Ethan era dois anos mais velho que eu. —Suma. E não só era seu queixo. Girei sobre meus calcanhares. para me demonstrar o muito que me tinha sentido saudades. Ethan.pus as mãos sobre meus quadris. seu inescapável otimismo crispava meus nervos. Ethan!. O arranhão se escutou outra vez. com covinhas. Luzia seu típico sorriso torcido. Sua atitude era contagiosa. quando passava todos os verão detrás do Jace e ele. Logo me balançou em um círculo completo enquanto eu me queixava. E rapidamente se negou a substituí-lo. e dei um salto enquanto a porta se abria. só em caso de que me deixassem jogar. E. mas agora me encontrava enfrentando a esse sorriso com outra própria do mesmo tipo. e me encontrei olhando uns olhos a penas um tom mais verde que meus. e largas e preciosas pestanas. Não podia evitá-lo. farejando o ar. —Diabos. com uma maçã a meio terminar na mão. sem me preocupar em ocultar a irritação em minha voz. Quando éramos meninos.. Deixou-me no piso brandamente. passávamos horas atirados na cama. olhos selvagens. —Não dançava.Papai tinha quebrado a trava a vez que me rebelei e tentei escapar pela janela. Quando éramos meninos. Ethan deixou sua maçã no suporte. nu da cintura para acima.Um suave arranhão se escutou no passadiço. sentou-se na cama e logo se deitou.perguntou. se não fora pela óbvia maturidade física.

—Olá.. como sujeira. mas pela razão equivocada. Deixou minha bagagem sobre o piso e agarrou a maçã do Ethan.arrastei-me fora da cama. muito dificilmente o fazia alguma vez. Era uma dessas coisas inúteis. Sorrindo. meu terceiro irmão. Escuros olhos se encontraram com os meus e um sorriso se formou em seu rosto.Estirei-me para a cabeceira da cama e agarrei um pequeno travesseiro para pô-la sobre meu colo. voltou à cadeira de meu escritório e se sentou com os braços cruzados sobre o encosto. Não impossível. Owen era nosso granjeiro. Minha mãe a comprou assumindo que eu gostaria porque tenho ovários.. Seus jeans estavam rasgados e permanentemente manchados. —Vê-te um pouco brilhante. —Sei que o faria. algo decorativo que não faziam nada mais que meter-se em seu caminho.disse Jace da porta. água fresca e trabalho duro.disse ainda sorrindo. escutei que estava em casa. muito dificilmente deixava de trabalhar alguma vez. —Acredita que te delataria?. Tratar de guardar rancor do Ethan era como tratar de agarrar uma volta com as mãos. Um suave som na porta me chamou a atenção. atirando o travesseiro a um lado. o que com o tempo converteu toda sua roupa em roupa de trabalho. Encontrou-se comigo no meio da habitação. me elevando em um abraço que poderia envergonhar a outros. —Assim. mas condenadamente difícil. É seu trabalho. -Já tem um plano de escape? —Como se fora a te dizer se o tivesse.Ethan perguntou com os olhos brilhando peraltas. Era o suficientemente alto como para que uma mecha de seu desordenado cabelo roçasse a parte mais alta do marco da porta. lento e doce como seu marcado acento do Texas.burlando da última namorada do Michael e nos rindo do último plano do Owen para esconder um mascote da mamãe.. Ou. deu uma grande mordida à maçã. e corri para ele. me agarrando o braço para ter uma melhor vista. —Não lhe estão alimentando aonde mora ?.perguntou. levava chapéu de vaqueiro e tudo. —vê-se bem para mim. —Owen!. Apoiado na soleira estava Owen.Não o negou e eu não pude encontrar nenhuma verdadeira indignação nele. o que significava que não se trocou ainda. do tipo que faz que sua coluna soe e fique sem respiração. Mas. Tinha razão.. irmã. Cheirava como a terra. . Usava-a quando precisava golpear algo. mais adequadamente. tudo em nome do amor fraternal.

as primeiras notas de —Senhorita Independente. Claramente tinha utilizado um golpe fatal. —Ela não é minha irmã. Ethan me tirou a língua também e se sentou no bordo da cama. —Ela não é uma mulher. -O que é isso de iniciar uma briga na escola?. Sentei-me junto ao Ethan e apoiei a cabeça sobre seu ombro.perguntou rodeando minha cintura com seu braço. Retorci-me no abraço do Owen para lhe tirar a língua.. Realmente surpreendente.. tratando de não encontrar seu ponto. E meus jeans não alcançavam meu umbigo. Seu fácil sorriso me mostrou brincadeira. cobrindo uma ferida imaginária. Cadela afortunada..Pôs seu braço ao redor de minha cintura e me abraçou com afeto. e mordeu a maçã outra vez.. Deu de ombros. —Deixem-na só antes que a assustem. De acordo. mas assim é como todos se vestem no campus durante o verão. Por Deus!.. subindo o volume para dar a meu pai todas as oportunidades de escutála através das paredes. —É diferente para os meninos. é nossa irmã.apoiou-se no escritório com uma mão no coração. não é como que não tivessem uma habitação para conversar. -Mas não se notaria tanto se usasse roupa mais moderna. Logo seu sorriso alcançou seus olhos. Faythe. um gesto tão suave e delicado como seu temperamento.disse Ethan.disse Jace enquanto terminava de mastigar um pedaço de maçã.—Está magra. No rádio.se escutou. roçando minha cabeça com sua barba...—Estou usando roupa moderna. —Além disso..Olhei-me para baixo. e sorri ante a ironia de escutá-la desde a prisão interna. olhando seu peito nu. mas seus olhos se encontraram com meus com tanta força para me fazer parar com duvida por um momento antes de lhe responder. Fazia calor. como dizendo que ele não fazia as regras.disse Owen arrastando as palavras. apoiando-se outra vez sobre minha parede. logo me deixou ir. E ajustada.disse. —Ouch!. Vivíamos no Texas. Owen me abraçou outra vez. —Alguma vez te disse sua mãe que não é de meninas meter-se com . Sorri ante o que lhe ia soltar. possivelmente minha camiseta era de corte baixo.Ethan ficou de pé para arranhar um ombro descoberto. pensei. —Não sou sua nada.Duplo nível. -Já sabe quão sensíveis podem ser as mulheres quando se trata de sua roupa.

Assustava-se com facilidade.. Passando debaixo do braço do Ethan. —Parece como que a encontrou. mas não fui o suficientemente rápida para interpretar seus gestos antes que se foram.. Sorri. movendo a cabeça em círculos ao redor de meu pescoço.Separei-me do Ethan. —Parece que você também encontrou um pouco. estirando minha camiseta para tampar o cardeal enquanto me sentava de novo na cama. Maravilhoso. mas eles não estavam falando. -Marc o tem fora jogando a ser o soldado direito. Entreabri os olhos. —Vic está procurando a Sara. mas sim me deu uma boa cãibra no pescoço.. —Papai deve estar verdadeiramente assustado por tudo isto. Como se soubesse. Uma amorfa mancha púrpura se formou em meu lado esquerdo. —Não foi nada. —Condenadamente certo. na parte baixa de minhas costelas. mas em realidade nunca maturam. Jace atirou a maçã no ar e a agarrou pelas costas.disse Jace.Não a tinha visto tão mal quando deixei o campus. Outra coisa estava passando. Não funcionou. meu desconforto temporariamente esquecido. Só uma briga.. Logo a conseqüência surgiu.disse Ethan. -Formoso.perguntei. Sammi nem sequer o tinha notado. -Marc pensa que foi o mesmo que tocou a Sara. —Simplesmente precioso.disse Jace. —Não pôde ter sido.. Mas o que disse foi. tratando de diminuir a tensão que se esteve acumulando desde que cheirei ao guia de ruas no campus. —Em nossa propriedade?.disse.meninos? Havia-o feito alguma vez. Os meninos podem crescer. seu olhar fixo em meu estômago. Ethan e Owen intercambiaram olhadas. olhei para baixo ao espaço entre minha camiseta e meus jeans. me parando para ter uma melhor vista no espelho. Só era um idiota intruso procurando um pouco de emoção. pensei. Odeio os segredos nos que não estou colocada. .Disse Owen. —Onde estão os outros?. e deixei minha mão sobre meu colo. —Isso escutei.Minhas sobrancelhas se arquearam em sinal de surpresa enquanto esfregava meu pescoço. Lançou o que ficava da maçã ao pote de lixo e levantou os dois punhos em sinal de vitória. —O que tem que o Parker? —Está por aqui...

.Ethan murmurou. logo começou a massagear meu pescoço na base do meu crânio. que. Jace só riu e esfregou com mas força até que relaxei outra vez. —Sim.. procurando os ângulos tensos. sim. Cuidadosamente para não devorá-lo.disse. movendo minha mão sobre a cama para alisar rugas que não me tinha notado antes.. Ele descendia dos Wildacts originais de Kentucky. ainda tratando de aliviar essa cãibra no músculo. logo me voltei para ver o Jace. —Não se agarre comigo. voltando-se da soleira para ver-me. sua camiseta dos Wildcats de Kentucky se estirou sobre seus ombros.. —Pode ficar. é obvio.levantou-se para fazer uma profunda e sarcástica reverência.. —Já veremos. Seu tato era firme e quente. Escutei até que ouvi a porta traseira fechar-se. Sorriu-me em resposta da cadeira de meu escritório. era mais que só um mascote. —Já sei. Eu amava caçar. Gemi com prazer. cuidadosamente para não me comprometer. —Bom.e não pude fazê-lo. -vamos caçar mais tarde. Mas em lugar de retornar à cadeira. se por acaso quer vir. Jace se recostou em minha cadeira de escritório. devolvi-lhe o sorriso. Grande surpresa. e ele sabia. e seus dedos se moviam com confiança. separando minha mão de minha bochecha. . Considerei jogá-lo de meu quarto para que pudesse fazer bico em privado.—Melhor vamos. mas logo voltou esses radiantes olhos azuis para mim.disse Owen. Mas se me mostrava muito ansiosa por ir. sem mostrar alguma inclinação por ir-se.. —Nada disto foi minha idéia. recolheu meu cabelo e o pôs sobre meu ombro. Até que comece a me aborrecer.disse. e certamente não podia ter um rumor assim flutuando ao redor.Inclinei minha cabeça para a esquerda. Não pude jogá-lo de meu quarto e ver o brilho de seus olhos desvanecer-se. Owen me deu um relaxado e conhecido sorriso e desapareceu no corredor. Em lugar disso. obrigado. logo me estiquei e ruborizei com vergonha. -supõese que vamos ajudar ao Parker. dando ao Ethan outro olhar. Owen lhe deu uma palmada no ombro e o arrastou para a porta. baixando-se da cama com uma mão ao redor do poste da esquina. sentou-se detrás de mim na cama.o brilho brincalhão mesclando-se com um pouco desse calor masculino de antes. sua majestade. pensariam que eu gostava de estar em casa.

. . tem que admitir que a idéia de que lhe vigiássemos era uma boa. Seu pai te deu cinco anos de liberdade. —Eu… me…cuido…sozinha. dizendo cada palavra com outro suave golpe. —Seu pai só está tratando de fazer o melhor. Não tem direito a interferir em minha vida. —Como? —Poderia ser um refém. —Para quem?. Não era como que o tivesse deixado a ele em particular.—Como vai?.Separei-me.. para um prisioneiro. soando muito pouco pormenorizado. Zanguei-me.Atirei-lhe o travesseiro uma vez mais. O rosto do Jace se obscureceu um pouco.. Os gatos machos eram imunes a minhas situações. Mas não te atreva a lhe dizer a papai.Depois do golpe final. Estou-me preparando para provar minha mão com a chantagem. —Para todos.Com nada mais que dizer. recorrendo a um clichê mutilado..Disse.Desafiei ao Jace lhe atirando esse estúpido travesseiro enquanto falava. voltando para quase lhe dar a cara. baixando para trabalhar em meus ombros. —O que é bom para o ganso nem sempre o é para a gansa. algo que tinha invejado toda minha vida adulta. —Não é um ave de curral. —Poderia ser pior. Suas mãos se detiveram por um momento.. -Marc nem sequer estava aí.disse Jace. Jace. —Não muito mal.perguntou. sorrindo enquanto arrumava uma mecha de meu cabelo sobre meu ombro. e meu padrasto nunca me deu nada mais que um mau momento. deixou suas mãos sobre seu colo. Não pôde entendêlo. —Pelo menos um refém tem esperança em um resgate. tampouco o tem meu pai. e eu as olhei para evitar seu olhar desanimado. seu fôlego desordenando meu cabelo enquanto ele suspirava. arrancando penugens imaginários de meu edredom enquanto ele se aproximava. —Um novo passatempo? Está-te cansando do ato de desaparecimento? —Que gracioso.riu brandamente. -Meu pai morreu quando tinha três. Por isso. depois de tudo o que aconteceu os últimos dias. massageando meus músculos através do magro algodão de minha camiseta. —Sei que o era. -Mas não estou brincando. —E de todas as formas. Por que isso não é suficiente?. inclusive quando levantou os braços para defender-se. deixei o travesseiro sobre meu colo e me sentei frente à Jace. Estava falando muito pessoalmente. Não ajudou.

Em realidade o fiz sabendo que nunca me tratariam como um adulto se me comportava como uma menina. —Hoje é diferente. Fora de prática? Um lento sorriso curvou meus lábios. -É minha. com seus olhos azuis brilhando.. —Então que quer fazer com sua vida? Minhas mãos se fecharam em um punho para maior comodidade... por que ninguém pode entender isso? Jace encolheu os ombros. Mas os velhos hábitos morrem lentamente. e o dia seguinte.Tratei de não fazer um bico. Ele queria correr. ele me seguiu com os olhos. pegando ao piso. meu coração preparando-se para aumentar o sangue que fluiria por meus músculos. assentiu como se me entendesse. Em lugar de rir. —Seu pai nunca mandou ao Marc. Trocou a uma posição mais cômoda. Ficou em cima de mim.—Porque minha vida não é a sua. Provavelmente o fazia. e meus olhos seguiram o movimento automaticamente.disse e seu rosto se obscureceu outra vez. —É um desafio?. Inclinei-me para frente em antecipação. O ar saiu de meus pulmões. afligido por meu amor à perseguição. certamente não seguiria trabalhando para meu pai.Os olhos do Jace brilharam enquanto caminhava para um lado da cama. seu corpo cobria todo o meu. Minha moléstia se foi. minhas palavras saíram com frustração. cabelo castanho. —Amanhã será igual. Deslizou a mão em seu murcho. Se Jace tivesse alguma meta a longo prazo. mas não o fez. Seus olhos se fecharam. —Está fora de prática agora. minha respiração aumentando profundamente. —Até hoje. —Vamos. e se recostou. —Estaria deslumbrado.. com nenhum lugar para estirar as pernas.perguntei. desavergonhada e presumida. tirando os sapatos um por um. até que Jace notou o problema.. Pôde. hoje é o mesmo.Tirando o elástico de meu cabelo. —Não.. Dirigi-lhe um sorriso. e lutei por substituí-lo por um comprido momento. —Até a árvore?. —Não há forma de que te tenha mantido em forma aí. enrugando meu edredom.disse.Meu pulso se acelerou com só pensar na carreira. Meus joelhos e cotovelos golpearam o piso com uma série rápido de golpes. —Nem tanto. Apoiou-se em um cotovelo. — Ainda não sei. saltei ao piso. —É um feito. e o assentiu.Endireitei-me. —Surpreenderte-ia. . Estava a meio caminho quando Jace me saltou por detrás.

. Mas agora era indeciso. Na rádio.. Meu coração se ajusto a seu ritmo cardíaco e minhas pernas se preparavam para correr. seria bom.. Seus dedos se abriram passo entre o bordo meu Top. compartilhando beijos castos e beliscões ao traseiro. —Sempre fui mais rápida que você. Mas pelo outro podia mentir em antecipação ao que ia vir. tinha caído em uma armadilha. e abri a boca para lhe exigir que se levante. Seus dedos me faziam cócegas fazendo tremer certas partes de meu corpo. com não mais significado que um abraço de um irmão. e escutei risadas e passos aproximando-se . e pesada no violão e os tambores. Como é. —Não tem vantagem. pode correr enquanto me carrega. Seu estômago era quente contra a curva da parte baixa de minhas costas. Por isso seja que fora. minha bochecha pressionado contra o piso. Jace e eu sempre tínhamos desfrutado de uma relação bastante casual e física. e agora estava imóvel. inclusive mais diferente que seu audaz sedutor saudação na habitação de papai. intensa. Bom. o que ele virtualmente era. escutando.me dando o espaço necessário só para respirar. seu toque era lento. Retorci-me debaixo dele e escutei o palpitar de seu coração. este era um novo tipo de toque.sussurrou em meu ouvido. Congelei-me. justo entre a costura de minha camiseta e a de meus jeans. A irritação surgiu em mim. quase tão arrogante que eu desfrutava de sua atenção. pensei. estavam tocando uma nova melodia. Provavelmente deveria. atuava com confiança em si mesmo. Antes. Por um lado podia brigar. — Voltei meu pescoço com a intenção de poder vê-lo. —Não necessito vantagem. conhecendo o Jace.sussurrou deslizando uma mão sobre meu quadril e para cima. mais confundida pela reação de meu corpo para ele que por algo que ele tivesse feito. possivelmente hoje era um pouco diferente a ontem depois de tudo. fascinada pela delicada sensação e por meus frustrados impulsos. —Só estou diminuindo a velocidade para dar uma oportunidade aos meninos. Mas em lugar de começar a correr. Lancei um grito apagado. rasgar o tapete em uma tentativa de conseguir liberdade. —Além disso. acariciando a pele sensível sobre minhas costelas e me roubando o fôlego. e uns quantos anos com prática limitada não são suficiente para te dar vantagem. como se esperasse que o parasse em algum momento. Mas esqueci as palavras quando senti o primeiro contato de seus dedos com minha pele nua.respirei.

-Diga isso outra vez. seu corpo sacudindo-se contra o meu. —A oportunidade de provar que não sou sozinho palavras. suas risadas mesclando-se com o coro de sons que definem de noite.ofeguei enrolada em minha luta.. Ethan e Owen tinham tomado turnos para -me atrasar me fazendo tropeçar ou me distraindo com coisas menos honoráveis. deve-me. tinham desaparecido entre as árvores. estava ansiosa por participar da caça. Maldita seja! Como pude esquecê-lo? De adolescentes..Seus dedos roçaram a taça de meu sutiã. e traiçoeira faísca de curiosidade. pagará. Quase não podia ouvi-los agora. Aparentemente agora tinham recorrido ao Jace para fazer o trabalho sujo.do pátio traseiro. Se não podia me liberar dele. —Talvez.disse. Mas minha voz foi mais grave do que tinha planejado... —Que tal uma aposta? —Perderia. -Mas se ganhar. —Oooh.Repeti o que ele havia dito. mas não foram mais à frente. Estavam-se dirigindo às árvores. e o contratempo em sua respiração me disse que o tinha notado. Não pode estar um pouco impressionada.. —Isso é um desafio? —É um feito. começariam a caça sem mim. seu nariz roçando minha pele. —É pura boca. Esperava que ele respondesse algo tipicamente lascivo -como que lavasse seu carro em um diminuto .disse tratando de não me retorcer. ainda escutando a outros. —Te dever o que? Sua voz se fez mais profunda e cresceu ainda contra mim. e riu. E tão interessante como a distração do Jace estava provando ser. Capítulo 5 Meu coração pulsou pela surpresa acompanhado de uma pequena.adverti-lhe. Não tinha estado perto de outro gato em anos e tinha esquecido quão bom era nosso balanço.. Ardendo de impaciência e montando uma cena.. retorci-me tratando de tirá-lo de cima. apesar de frustrada.ronronou. mas me montou com facilidade. —Qualquer liberdade que tome agora.

que sobressaía debaixo de meu armário. Ele sequer respirava. minha decisão estava tomada. mas me tinha dado uma oportunidade. considerou. deu três passos de joelhos para a porta e balançando-a e fechou.. pesado e totalmente imóvel enquanto seu pulso se acelerava esperando minha resposta. então duvidando. Perguntou. e se perdia? Preocupar-me-ia sobre o que aconteceria quando chegava esse caso.biquíni. deslizou lentamente um dedo por meu pescoço enquanto escovava por detrás do meu cabelo. a sustentando apertada à altura de seus joelhos. Mas tudo o que pude ver do Jace foi sua sombra. Estive tentada de rir como se fora uma brincadeira. Atirando de meu braço para frente e contra ele. —Algo que deseje. Tensa me voltei a lhe olhar sobre meu ombro. Vi penugens de pó debaixo de meu escritório e o bordo de um CD desaparecido faz tempo. Poderia pedir virtualmente algo. Jace ronronou em previsão. E meu corpo era um alto preço a pagar por um tropeço no momento equivocado. Só nomeia-o-. não podia estar falando a sério. —O que acontece?-. Mas não importava como me retorcesse. —Promete que não escapará? —.. logo se sentou e se apoiou . mas jamais o havia feito em uma aposta real.Ele envolveu sua mão ao redor de meu pulso direito. Mas Jace não ria. -Teme que vais perder? Quem. Sorri.Não faço promessas. Jace riu em silêncio. Perguntei-lhe. Jazia em cima de mim. Não podia deixá-lo passar. arrastando de novo seus suaves lábios por meu ouvido. eu? Nunca tinha perdido uma corrida contra ele. Mas se ganhava. me levante. em caso de que tentasse uma corrida pelo corredor. —O que obtenho se ganhar?-. que se estendia diante de mim e na sala através da porta aberta. mas estava totalmente despreparada para sua atual solicitude. Mas.Nenhuma mais. Jace não sabia. Sem dúvida eram só brincadeiras. . Começou a levantar-se. . Minha recompensa teria que ser enorme para que coincidisse com a que ele tinha renomado. não podia ver seu rosto. —Em primeiro lugar. emendei-me silenciosamente. ganharia. —Contente? Perguntei. Ele tinha algo que eu quisesse? A sombra de uma idéia se formava em minha cabeça.

—Sim-. Um abraço amistoso. alegre de que ele não pudesse ver minha cara. -De perder. Provavelmente nunca suspeitou que lhe daria bom uso. Bem. -Jurei-me a ele. Nós lutávamos nas esteiras do porão e dormíamos no sofá vendo velhos filmes de terror.Assenti. Convence a papai de que me deixe retornar à escola.perguntei. Boa pergunta. envolvendo seus braços ao redor de minha cintura. Tinha contado com que ele diria que não. Jace tinha jurado lealdade a meu pai quando se uniu ao Orgulho. Ao igual a todos os membros adotados pelo Orgulho. Pedir o impossível para então colocar em troca o que queria do primeiro momento. —Quero que tome meu lugar. como o calor de sua voz.Seus braços se distenderam. —Então. e seus braços ao redor de minha cintura se relaxaram uma vez mais. algo que deseje. e não me tinha decepcionado. Respirei fundo e contive o fôlego. Perguntou. —Tem medo?. Estive antes em seu colo. Inclusive compartilhamos um saco de dormir uma vez. . Alguma violação de seu juramento poria fim a sua associação com o .contra ela. Deixei que Jace me rebocasse em seu colo. —Peça outra coisa. me puxando para ele pelo braço que tinha cativo. —Quer dizer que não?. pensei. —De você ou de seu pai? Ri-me. Meu pai me tinha ensinado essa lição faz anos. esperando que Jace dissesse que sim e deixasse entrever alguma debilidade. —É o mesmo.Seu tom me invocava compreensão. em uma viagem de camping. o que me aposta?-. levantando seu queixo de meu ombro. Mas não posso ir contra as ordens. e de novo quando se converteu em um executor pouco antes que fosse à universidade. Não é para tanto. descansando minhas costas contra seu peito. molhada pelo frio banho de realidade. — Faythe sabe que não posso fazer isso. me dispondo a pôr meu recém incubado plano de fuga em movimento. A parte de trás de sua cabeça soou contra a porta. Ele moveu meu cabelo de lugar e apoiou seu queixo em meu ombro.. fazendo um pequeno som de alegria do profundo de sua garganta. Coooorreto. Jace ficou rígido contra mim. um gesto de alívio de que tivesse aceitado sua decisão. Nem sequer duvidou. Isto era só mais do mesmo. Sorri.

Suspirei com desilusão. Ele pensou que as recompensas valiam os riscos. Jace fez seu juramento a meu pai. e sem o reconhecimento ou a aceitação de outro Alfa. . Jace. pelo geral pela comissão de um crime. Extraviados não têm nenhum território aprovado. Nela. eu conseguirei suas chaves. minha mãe se negou a posar para uma foto familiar. Inclusive por mim. e nenhum amparo. tomei outro profundo fôlego. eram duas metades de uma mesma moeda e como tal não podem ser separadas. Ela tomou sua ausência de forma muito pessoal. — As chaves de minha casa? Inclinei minha cabeça para cima. e Jace não era nenhuma exceção. Depois de que Ryan se fora. Mas Jace não. porque a diferença da versão de rebelião adolescente de liberdade que eu tinha reclamado . mas o fez pelo Ethan.a classe onde Papai ainda pagava minha matrícula e o aluguel.centro. meu olhar se posou em uma velha fotografia de família que pendurava na parede. nenhum companheirismo. esfregando minha bochecha contra sua camisa como se tratasse de olhá-lo.do Orgulho. As chaves de . Depois de passar sobre meu escritório. O isolamento do Orgulho é o pior dos temores da maior parte dos gatos.era difícil de alcançar o verdadeiro isolamento social total. Um werecat é quem abandona seus direitos de nascimento no Orgulho. Ethan e Jace. Extraviados são poucos comuns. como se uma idéia me acabasse de ocorrer. ele não seria bem-vindo por nenhum dos outros. ou foi exilado dele. que nunca consideraria abandonar. Eles estão vulneráveis e sozinhos. algo que valesse a pena para pôr em risco meu corpo. e a maioria das vezes penso que tinha razão. se não por outra razão mais para estar perto do Ethan. Ryan era um daqueles poucos que queriam a independência o suficiente para abandonar a vida segura do Orgulho por uma existência livre e sem figuras de autoridade. Acredito que se sentia culpado por algo que nunca entendi. se ganhar. -Bem. cama. Como a ruptura de um juramento de lealdade. Apoiando minha cabeça contra seu peito.Não. luzindo brilhante e mais feliz do que em realidade nunca recordei ser. e armário. Essa era quão única tínhamos tomado. Ele sabia desde antes de seu décimo aniversário que queria servir a meu pai. e meus olhos percorreram minha habitação como se pretendesse tratar de pensar num prêmio alternativo. treze anos atrás -uma versão antiga de mim se situava entre o Ryan e Owen.

mas só ouvi o ritmo tranqüilo.disse ele finalmente. —Não. —Você não acredita-. —Sim. Sorri ao Jace. Provavelmente ele nunca o entenderia. Como um executor. inclusive de urina. Estiquei-me.Ele se deteve. Ele soprou.O que devo dizer. e para que ele considerasse pôr em perigo sua conexão ao Orgulho queria dizer que ele queria… que ele queria algo de mim muito. enquanto me debatia em como responder diante de nosso ouvinte secreto. agitando sua cabeça na compreensão súbita. e ele estava por cima da espionagem. Estava um pouco surpreendida pela maneira em que ele considerava sinceramente a minha petição. provavelmente para escutar melhor nossa conversação. que é estúpida ou só está louca? — Que sou uma adulta. Tudo o que tem que fazer é as deixar atiradas onde possa as apanhar. muito mau. . Ao final. decidi não importava. não deu nenhum sinal. Essa consideração foi suficiente para que reconsiderasse meu plano.E inclusive se não. e estável do Jace que respirava enquanto considerava minha oferta. Envolver as emoções era perigoso para nosso pequeno jogo. —Por que quer-?. estarei fazendo uma declaração. Tirei seus braços de minha cintura brandamente e voltei a me sentar frente a ele. Papai era a única pessoa da que me preocuparia. mas ao pior tinha escutado a diferença de outros. Só queria um pouco de liberdade. Do salão chegou o chiar das dobradiças e o sussurro da madeira deslizando-se através do tapete. de todos os modos? . —Eu diria mais bem que tirei as suas chaves. . Quase pude escutar a discussão entre o diabo em cima de um de seus ombros e o anjo que se abatia sobre o outro. . —Nós lhe voltaríamos a apanhar. mas eu poderia conseguir um fim de semana fora daqui. O que conduz ultimamente. Suas palavras se perderam no silêncio durante um momento. cravando seu olhar em meus olhos como se escovasse uma mecha de cabelo de meu rosto com suas quentes pontas dos dedos.Tomarei o que possa conseguir.seu carro-. para escutar algum som com o que pudesse identificar ao espião.Sabe. ainda rodeada por suas largas pernas. Se ele ouviu como se abria a porta. Jace tinha entregado sua palavra a meu pai muito seriamente. Não posso lhe ajudar a fugir de novo. —Quer demonstrar que é adulta roubando meu carro para uma escapada? Suspirei. . Alguém tinha aberto uma porta. . Não queria que ninguém saísse ferido.

significa… . esclareçamos então . eu não queria esclarecer. sem espaço para poder escapar a minha promessa.disse ele. teria que admitir que sempre. procurando meus olhos. Ele tomou meu queixo em sua mão.Uma estadia de uma só noite. E finalmente cabeceou. Era muito melhor na manipulação. Estava decepcionado e tratava de ocultá-lo. mas outra vez ele inclinou meu queixo elevando-a. -Mas homem.Avermelhei. huh? . deslizando sua mão devagar acima e abaixo sobre meu braço nu. como alguma vez ia fazer algo mais? —Se eu perder… Bem. — Fala de uma única vez verdade? . Sabia. Estava ganho dizer sim.. levantando meu rosto até que eu o olhasse.O que lhe ensinaram naquela escola? . e em realidade poderia sentir que minhas . Encontrava-se problemas ao olhá-lo. eu realmente não perdia. claramente adulado pensando que suas linhas proibidas era o que me deixava tão nervosa. e usei a oportunidade de praticar meu olhar inocente. Era um dom natural. Sim! — Assim chegará melhor se ganhar. .—Um pioneiro e é novo . Riu. —Não. Sorriu abertamente. me recordando que inclusive se perdia.Puxei meu queixo fora de seu alcance. evitando seus olhos.Já está se jogando atrás? —Seu tom era brincalhão. soltando-o para fora tudo em um fôlego. . Nunca tinha me considerado tímida até aquele momento. porque isso significa afirmar em voz alta que estava de acordo em fazê-lo oficial.joguei uma olhada longe. — Bem. Obriguei-me a encontrar seus olhos. —Não me retiro. O arrepio apareceu por toda parte.. havia-me feito essa classe de pergunta… Suficiente honestidade no momento. .ele tirou o sarro.. tratando de ordenar meus pensamentos. incluindo o Jace. reforçando minha resolução de ganhar a corrida.atirei da prega de minha camisa. Só esclareço. —Bem. — Sobre isso… . mas nossa aposta me havia feito reconsiderar várias coisas. mas outra vez seus olhos não estavam jogando. antes que aparecesse um galo. e se fosse realmente honesta comigo. e está em… Vacilou. E simplesmente não podia lhe olhar enquanto prometia dormir com ele. Era Jace.disse com sua mão justo em cima de meu cotovelo. .Perguntei. intensa? — Intensa.

. disse. Mas se dizia que não estaria rechaçando minha melhor possibilidade de fuga. Faythe. e todo mundo me conhecia perfeitamente para deixar suas chaves desatendidas.Uma vez. O nódulo do Jace seguiu a linha de minha mandíbula. logo se arrastou sob minha garganta ao oco entre minhas clavículas. para mim ao menos. seus olhos se tornaram como vidraças azuis. . e me senti baixa e pressionada. Ele deslizou um nódulo de cima a abaixo em meu rosto. a verdadeira razão de que alguma vez antes tivesse considerado seriamente ao Jace. Portanto.Como quiser de todos os modos. mas era só uma humana. pela mesma razão pela que tinha instalado barrotes na janela de meu quarto: Eu era um risco de fuga. Necessitava aquelas chaves. teria que vir detrás das rodas do automóvel de outra pessoa. Papai me mataria se começava algo com o Jace. . Ainda estou dentro . aí teremos bom material. recuperei minha determinação de ganhar. Escavando profundamente dentro de mim. de todos os modos –estava sujeita às mesmas tentações que o resto de meu gênero. Podemos esquecer tudo isto agora mesmo.Seriamente o considerei. Façamos a corrida fora.Eu só estava de brincadeira. —Perfeito. Vale sobre tudo humana. Não podia lhe ajudar. depende de você. E Jace era uma tentação. mesmo que considerar seriamente tivesse incomodado a meu pai? . no caminho. . —Não. mas meu pai tinha esclarecido desde o começo que Jace não era material de marido conveniente para sua única filha. Depois disso.Ruborizei-me outra vez. Podia ser a presença esmagante de Marc em minha vida. enviando uma onda fresca de tremores sobre mim. se for isso o que quer. que conduzi a algo menos que o matrimônio e muitos bebês. se eu queria a liberdade.Ele fez uma pausa. deixando um rastro frio em sua esteira. Abatime por dentro. E nenhum de meus pais entenderia uma relação. iluminadas do interior.bochechas se queimaram. . Não tinha nenhuma intenção de perder. inclinando sua cabeça abaixo para encontrar meus olhos. O sorriso do Jace iluminou todo seu rosto. me perguntando como sempre conseguia me enterrar tão profundamente no problema. . Realmente. mas seu tom melancólico me fez duvidar de suas palavras. Papai não me deixaria ter um carro. O melhor amigo do Ethan era um grande executor e virtualmente um membro da família. se for o que quer.

e fomos afortunados de que meus pais não nos tivessem ouvido.Burlei-me com minha recém encontrada confiança já fora de seu colo. mas faria uma corrida muito cênica. —Então será melhor que me agarre. Marc teria um ataque se eu perdia e mantinha minha parte do negócio. A erva me fazia cócegas nos pés descalços. Intencionalmente me tinha deixado passar de comprimento. . Merda. já que era temporário. Alguém mais se teria mostrado. Era cheia. Marc. Como estava segura de que não havia o jogo? Porque meu pai já me teria fechado no porão e convertido a chave no pó de aço.gemeu Jace. podia ouvir ainda ao Jace e Marc discutindo na casa detrás de mim. mas mais interessante foi o que escutei no bosque. desfrutando no sabor da liberdade. Mas era muito tarde. já estava perto da metade da sala e estava olhando para trás sobre meu ombro quando Marc saiu de seu esconderijo para bloquear o caminho do Jace. Contudo. —Você está nisso-. —Te mova. me teria detido a olhar a lua. Lunged Marc investiu para bloquear o rápido movimento do Jace para a direita. huh? . de repente estava terrivelmente impaciente por ter a meus pés ganhando as chaves do Jace e me absolvendo de qualquer obrigação com ele. Corri à máxima velocidade.Marc. com nada mais que . —Bom material. —Mas se ela ganhar…—Estou mais preocupado sobre se perder. Francamente. De pé na linha de árvores. o faz-. Os gatos têm assombrosos ouvidos. Nosso rancho e seus adjacentes vinte acres de bosques davam até o lado norte de Davy Crockett Florestal Nacional. Fui o suficiente mais devagar para me girar e trotar para trás. empurrei a porta de trás aberta e corri para as árvores. mas segui partindo. Apesar da pausa para abrir a porta. Deveria ter compreendido que o curioso era Marc. Não em uma casa como a nossa. o que não era necessário para a Mudança. Abati-me. Já não me cuidava do que ele pensasse. deixando fechar-se de repente a tela detrás de mim. onde tínhamos sorte de tomar banho em privado. Girando em volta. —Sim. E não haveria maneira de ocultar dele. lhes olhando inquieta fui. escapa. Os parafusos do Marc. Se não estivesse em uma corrida. Saltou a seus pés com uma velocidade e destreza que haveriam comocionado a um ser humano. e o sufocante ar noturno acariciava minha pele.

Com rapidez e sigilo natural chegou o poder da vida e a morte. Inclusive melhor que a maioria. o carro do Michael voltava à vida. e pinha de pinheiro. e embora Holly era modelo –sendo honestos uma boa modelo de passarela que passava a maior parte de seu tempo em Nova Iorque. ou sobre um roedor ou um pequeno coelho. logo deixe cair minha roupa interior sobre o pequeno montão de roupa sobre a erva. Obviamente. e poderíamos vê-los antes que eles nos vissem. ouvi os meninos tecendo-se entre as árvores. por isso eu entendia. Ambos os homens correram para mim. admitia minha curiosidade sobre como atuava reciprocamente com sua família normal. seguida do rangido de cascalho sob seus pneus e o aroma cortante dos gases de combustão.uma fronteira imaginária que separa os dois. De feito era um tipo de diversão. Compadecia suas obrigações e as respeitava. Trata-se igual a uma intoxicação de álcool nunca poderia igualar. Permiti-me um momento para a decepção de que minha volta não lhe houvesse dito mais a meu irmão mais velho. Muito agradável. diante da casa. Eles . Embora. e folhas caídas. humana. ocasionalmente saltava sobre algum outro. Jace arrebentou a porta de trás com o Marc sobre seus calcanhares enquanto eu ainda desabotoava minhas calças. e mais importante. Ele era o único tomcat que eu conhecia quem se casou com uma mulher humana. Os moços nunca se incomodaram com montões arrumados. a prudência exigia o emprego de precaução durante a estação turística. Michael tinha uma esposa. Detrás de mim. enquanto se aproximavam. É a liberdade de grama e árvores. Ia a casa. O que significava para mim era uma liberdade muito diferente do que poderia ganhar na sociedade civilizada. Paris. Mas nós podíamos ouvir e cheirar às pessoas muito antes que os víssemos. a liberdade da velocidade. Fiz uma pausa por um momento para desfrutar da vista de como a generosa luz da lua destacava o duro relevo de seu peito e as sombras debaixo de cada onda de seus abdominais. Deixei-lhes cair sobre o chão como tinha puxado a camisa sobre minha cabeça.a manutenção de seu matrimônio quando ela estava em casa requeria um delicado equilíbrio de segredos e de planejamento criativo. por isso realmente não era difícil de evitar o contato. que incluía os três meses do verão. mas só um momento. E isto era meu direito de nascimento. como um desigual jogo de observação No profundo do bosque. atirando de suas camisetas. Los Angeles. assim como a maior parte do outono. Quase merecia a pena ter sido arrastada até casa.

Meu impulso de me precipitar se passou. Veio uma onda de dor ondulada . estava pronta para relaxar e estirar minhas pernas no bosque. e começou sua própria Mudança. um a cada lado de mim. O alívio se precipitou sobre mim para aliviar a tensão ainda não tinha compreendido que havia sentido. Não era necessário. mas não fiz nenhum esforço para reconhecê-los. mas isto sinceramente ajuda e só toma um par de minutos. Caíram ao chão. reduzi todo o movimento e fechei meus olhos com concentração. tinha ganhado a corrida. mas esta dor não é suportável.abandonavam sua roupa dispersada por toda parte do pátio. Ninguém quer experimentar dor evitável. talvez o fazem os masoquistas. Não é para experimentar. ramos e espinhos que raspavam minha pele nua. se tinha o descaramento para tomá-lo. Tinha que recordar dar as graças ao Marc. Isto soa a uma página de Zen para Manequins. Sobre meus joelhos. Assim que os meninos estiveram fora de vista. não tínhamos nenhum vizinho próximo e nunca tínhamos visitantes humanos. Nua. Tenuamente. quem nos visitou tão poucas vezes que era o suficientemente fácil para nós para manter a nossos tomcats interiores em suas correias. O carro do Jace era meu. A mudança sempre começa para mim com um momento de relaxação tranqüila ou meditação. cobrindo os arbustos e às vezes pendurando dos ramos de árvore. ouvi sussurrar as folhas quando Marc e Jace entraram no bosque. mas não o recomendaria. tinha cruzado a linha dos arbustos. Assim como algumas notas tocadas no piano podem trazer a mente uma melodia. pinhas de pinheiro e de folha de molde chamavam o tomcat de dentro de mim. É somente um momento de minha mente para reconhecer e render-se ao que meu corpo quer. e no bosque. esquivei os ramos baixos da árvore mais próxima. com meu nariz a menos de sessenta centímetros da terra. distintos da esposa do Michael. um luxo que tinha omitido profundamente na escola. Com meu meio de fuga assegurado. Sim correto. Bom. Por sorte. aspirei às fragrâncias do bosque. por isso o aroma dos anos passados. Assim havia poucas vezes alguém ao redor para escandalizar-se por nosso comportamento. responde imediatamente o envio pelo corpo de mais que os sinais de dor necessária. de todos os modos. A mudança é possível durante momentos de estresse extremo. deixando ao ar perfumado de pinheiro provocar minha Mudança. Se seu cérebro não teve a oportunidade de adaptar-se ao que vem.

antes de passar a meu rosto. isto só tomou um instante antes de melhorar a sensação. estirei meu queixo para frente na medida em que podia. Minha espinha se arqueou e minhas articulações arrebentaram. e o pior com muito era sua intensidade. poderia ser reprimidos ou iniciado. a partir da primeira punhalada de dor aguda até a última persistente dor de ossos. Fazia um tempo quando a Mudança era algo regular. poderia antecipar. Com antecipação veio à aceitação. Recordando a minha mandíbula com força antes da primeira onda de dor que banhava meu rosto.e flutuou. as garras perfuraram a coberta do chão para agarrar a terra fragrante enquanto apresentei meu traseiro ao céu. dei-me conta de que. embora me pagavam com uma severa pena física por fazê-lo muito bem. Mas. em minha pele começou a germinar a pelagem como um formigamento em minhas costas. a diferença de outros processos biológicos. Era como ser rasgado aberto e reorganizado. A única coisa boa sobre a dor era sua brevidade. minha cauda se agitava devagar no ar. embora não tinha podido controlar minhas moléstias. a Mudança me dominou. e resultou ser suficiente. que fluiu a minhas extremidades e ao estômago. Quando renunciei a tentá-lo e relaxei. Não funcionou. Ao final. assinalando. justo quando estava começando a recuperar o fôlego. E. como dormir. ligeiramente curvos. não encaixava em meu novo corpo. mas de forma insuportável. a Mudança nascia através de mim. tomar banho. era uma parte normal de minha vida. anunciando a chegada da onda justo detrás dele. Ampliei minhas patas dianteiras. Com outros. Com a boca aberta. parecia que todos meus ossos tinham sido quebrados para permitir se curar mal. . ofegando enquanto minha mandíbula se apertava e avultava com o ingresso de novos dentes. minha Mudança inicial. Minha língua ardeu brevemente. como se centenas de diminutas coisinhas brotassem aumentando a coceira da base até a ponta arredondada. Por sorte. decidida a dominar a arte da Mudança. Somente apertei meus dentes enquanto minhas unhas se endureciam convertendo-se em garras. e comer. e muito fortes. Imediatamente depois de uma Mudança. Como uma adolescente. foi trazida pela puberdade. lutei para tratar de me preparar para cada fase quando viesse. por último. esticando os músculos e relaxando-se com um padrão não podia distinguir. mudanças normais físicas. sem sequer uma cápsula de Tylenol. só algo mais que fazia.

98m. Incluindo sua cauda. E passou muito tempo. isso não é muito impressionante. E poucas coisas sobre as que Marc saltava ao ataque alguma vez voltavam a levantar-se. o qual é magro. olhando Marc e Jace tristemente. em forma de gatos. A longitude e o peso variam com cada indivíduo. Marc era totalmente temível. um término usado para nos referir a leopardos ou jaguares melânicos. Capítulo 06 Para quando Marc e Jace se levantaram. Ele era uma massa de 108kg. Em resumo. ele estava sobre os se -1. Pesava um saudável -61kg-. mas nós sim. Finalmente satisfeito que tudo estava bem comigo. Muito tempo. tensos músculos. é obvio. a mesma pelagem curta. detendo-se várias vezes a inalar pelo nariz minha pelagem em lugares específicos. Preparado com sua própria transformação. estava pronta para saudá-los em quatro patas. ele esfregou sua bochecha contra a minha e mordeu meigamente meu pescoço.de pelagem negra lisa. cada um nas garras de sua própria mudança. as panteras negras não existem.de graça. Mas um gato de cento e trinta e cinco libras sempre consegue um segundo olhar — e usualmente um grito aterrorizado. completamente carente de raias ou manchas. mas em geral estamos em algum lado entre o tamanho de um jaguar e o de um leão entre pequeno e médio. Como humana. Mas se eu era impressionante como um gato. pensei. Trocava quando podia ou quando uma irresistível oportunidade se apresentava. não se pode comparar com o sentido de pertença que sentia cada vez que caçava com os membros de meu Orgulho. . com uma ampla concessão para curvas em uma mulher de minha altura. lustroso. temos. Todos nós. e uma vez para dar a meu nariz uma lambida rápida. de um negro sólido.Ausente na escola. já completada suas transformações. afiadas garras e mandíbulas o suficientemente poderosas para partir a parte de trás do crânio de um cervo com uma só dentada.. Marc me rodeou lentamente. Embora escapulir-se sem ser detectado através de um bosque com um enxame de seres humanos é um tipo de forma emocionante. Meu papai especulou que em forma de gato ocasionalmente fomos confundidos pelas chamadas -panteras negras-. independentemente de nossa coloração como humanos. simplesmente esperando para saltar ao ataque. como em minha viagem anual com a família da Sammi.

Marc caminhou pelo comprido de meu corpo. Jace se manteve a parte. À medida que a última parte do rugido do Marc se desvanecia de meus ouvidos. éramos parte de um tudo. três borrões escuros pairando no ar em frente a mim na terra com delicadeza . Exceto por um. Não tinha ouvido um rugido além do meu em anos. caudas virando-se em cima. Mas por outro lado. seguido pelo Owen e Ethan. Ambos se uniram a outros para me saudar. Em forma de gato. como foram às memórias . e ele era sua líder durante a ausência de meu papai. estavam respondendo a um chamado. Parker se abriu caminho por entre o mato. mas poucas vezes se incomodavam quando não havia necessidade. porque tal como algumas regra trocaram. Os meninos não trapaceavam. Jace nunca lhe teria ouvido vindo. folhas trituradas e profunda respiração. Jace lançou ao Ethan ao chão. E se teria terminado em um batimento do coração.Deixei-lhe. Só jogavam. Os gatos poderiam ser absolutamente silenciosos quando queriam. teria estado ensangüentado. Encontrei-me no centro de uma contorsionante e ronronante massa de pelagem negra e bigodes. bufando com sua pelagem parada de ponta. Mais profundo no bosque. deixando ao Marc sair-se com a sua. quando já não tinha importância quem tinha deixado a quem. como companheiros de ninhada. era substituído com os sons assinalando sua aproximação: ramos rompendo-se. quem caiu rodando sobre suas costas ao último segundo. outras permaneceram iguais. Então se sentou no chão em frente de mim e rugiu. e a meu redor. onde ele caiu de pé. A mescla de aromas pessoais foi reconfortante e estimulante. mas se tivesse sido real. nossas saudações eram muito físicas. e por que. Em instantes. Como gatos. a não ser no Jace. Ethan não aterrissou no chão. Parece como a uma série de balidos de sob tom. debaixo. As pautas sociais eram diferentes em forma de gato. simples graça. se tivesse sido a sério. cada um transformando-se pouco a pouco no seguinte. embora seja quase tão profundo e claramente felino. Marc tinha chamado. a travessa brincadeira se deteve assim que outros ficaram quietos em seus lugares para escutar. assim Jace nem o mordeu nem o cortou. Meu coração saltou por ouvi-lo. O nosso não é o rugido distintivo de um leão. aumentando e caindo em volume. deixando a sua cauda avançar lentamente através de minhas costas. ainda mais que como humanos. Ele apanhou a garganta do Ethan entre estendidas presas e a carne vulnerável do estômago de seu assaltante com garras traseiras expostas.

lancei-me entre árvores e saltei perto de ramos caídos. mordi o que se aproximou de minha boca. grosso. desde que era sua culpa que se enfocaram em mim em primeiro lugar.derrubando uma sobre outra em uma tentativa de conseguir minha atenção. saltei sobre um ramo que se estendia de um tronco vizinho. Meus ouvidos estavam alertas. apanhando e instantaneamente catalogando às diversas criaturas noturnas do bosque enquanto as passava. Marc bufou. mas não no bosque onde tinha crescido. me perseguindo pela emoção de velocidade. Ignorei-os a todos. o qual pensei que era quão mínimo podia fazer. Por diversão. as corujas ulularam. Marc veio em meu resgate. E desde que até o menor deles — Ethan — pesava mais que eu por -18. Meu pulso correndo a toda pressa. Dali. A orelha do Jace veio com o apenas perceptível aroma de maça verde que ele tinha terminado pelo Ethan. Ouvi-os detrás de mim. abri- . Talvez em um carro em um comprido trecho da estrada principal. e já que nunca fui alguém que deixasse passar uma oportunidade. E nunca em quatro patas. agarrando o tronco com minhas garras repetidas vezes. O mato se voltou grosso e verde. e os pinheiros se elevaram a mais de 30 metros de altura. enquanto meu coração pulsava a um ritmo sincopado contra minha caixa torácica. Em todas as partes haviam vidas e sons do bosque. os músculos de minhas pernas esticando-se e relaxando-se no que me propulsava para cima até que consegui um ramo baixo. Quando minha paciência minguou. Ele estava a vários centímetros de distância com seu pescoço estirado para frente e sua mandíbula aberta para expor um bocado de dentes afiados. enviando pequenas criaturas a fugir por diante de mim. Os ratos chiaram. Mas ninguém emprestou atenção a minhas advertências até que grunhi. lancei-me sobre o Parker e através de um magro arbusto de mato. orelhas esmagadas contra a parte superior de seu crânio. Funcionou. Ele não estava realmente zangado. Com um olhar ao chão debaixo. Obtive uma baforada de feno e chão seco enquanto mordia com cuidado a cauda do Owen. Todos os olhos estavam no Marc. e mesmo assim foram aprendizes lentos. escalei um carvalho largo. e não porque tivessem nenhuma esperança de me apanhar. A perseguição tinha começado. Ele simplesmente adotava uma postura exagerada para conseguir sua atenção. e girei para lhe olhar Do outro lado das costas de alguém. e as gambás caminharam balançando-se em busca de segurança. Certamente eles sabiam que não tinham nenhuma oportunidade. com as bétulas vermelhas perto.14 kg-.

A luz refletida dos olhos de uma potencial presa. que os . até que finalmente golpeei o chão. já correndo para então. em uma furiosa corrida pelo direito a controlar minha vida. As únicas coisas que persegui essa noite eram meus demônios pessoais. Era o instinto de um gato tentar apanhar algo que se movesse. como um gatinho saltando sobre um pedaço de corda arrastada através do piso. A minha direita. E havia arrastado minha corda por todo o bosque. e eu facilmente poderia distinguir as pelagens escuras de animais noturnos das sombras aconchegados em cada nicho e fenda. golpear o chão com minhas patas. mas não me detive para identificá-lo enquanto corria. Não outra vez. E não perderia. tive que admitir que ao menos por agora. e nós gostávamos dessa forma. virtualmente lhes desafiando a que viessem a me apanhar. Tínhamos o bosque a nossa inteira disposição. Pela primeira vez em anos. As folhas secas rangeram debaixo de minhas patas e os espinhos atiraram de minha pelagem enquanto corria a velocidade. Satisfeita de que tivesse provado meu ponto. Era o espírito carnívoro de tudo o que a tradição exigia que eu me convertesse. e cada músculo em meu corpo insistiu em que devia me deter ou sofrer um colapso. saltando de ramo em ramo. bufos e chiados que definiam ao bosque de noite. Meus perseguidores eram meus companheiros integrantes do Orgulho. a maioria sendo cervos. Desacelerei para me deter. senti o fôlego quente de meu passado na nuca. Meus olhos estavam perfeitamente adequados para vagar pelo bosque de noite. e só me caçavam porque corri. Os cães — e especialmente os gatos — sabiam evitar nosso território graças ao sistema obsessivamente organizado de marca do aroma do Marc. Eles aproveitavam as abundantes piscinas de luz de lua que se vertiam através das brechas no dossel de folhas e os ramos dos pinheiro pesadamente carregadas mais acima. Os meninos tinham ficado muito atrasados.me caminho para frente. fendas. Finalmente. e a única maneira a escapar era correr. escutando entre irregulares ofegos enquanto acalmava meu acelerado coração. fragrante. quando meus pulmões arderam. de árvore em árvore. eles me perseguiam. Melhor dizendo. sussurros. os demônios estavam só em minha cabeça. Nosso bosque era o lar para qualquer número de criaturas silvestres. meus pulmões apreciando o luxo de tal ar fresco. e a prova de sua busca se desvaneceu na sinfonia de pés sendo arrastados. e escondendo-se debaixo de cortinas de samambaia e mantas de hera venenosa. minhas patas doeram. Mas éramos os depredadores maiores ao redor em milhas. algo se arrastou debaixo de uma pilha de folhas.

segundo o caso. Não era meu rosto humano. A noite era minha portanto como o quisesse. Minha pelagem era negra sólida. Davame uma oportunidade para pensar. Tinha-lhe emprestado pouca atenção à direção enquanto corria. é obvio. Ainda cansada de minha corrida. Feliz. Joguei uma olhada ao redor. mas em forma de gato se viam normais. mas o reflexo balançando-se no arroio não era menos familiar. um som como um gorgolejo apanhou minha atenção. Minha própria cara me olhou de volta à luz da lua. quase amarelo à luz da lua. e finalmente tinha a privacidade que tinha procurado portanto tempo na escola. a centenas de milhas de casa. Assim que me pus a trabalhar em meus bigodes. e minhas orelhas se reanimaram — literalmente. O asseio sempre era relaxante. Levantei-me e escutei cuidadosamente. e não muito longe. golpeando cada vaga-lume que vi no caminho. mais tentando escapar dos gatos machos e meus demônios pessoais. Ao sudeste.poderia passá-los. nós nadamos muito bem e nós gostamos de pescar. Mas o som de água correndo era inconfundível. olhei com atenção abaixo na superfície ondulante. a forma era completamente diferente a de meus olhos humanos. Meus olhos eram da mesma cor em qualquer das duas formas: verde pálido. minhas pupilas eram rasgadas. quando o tinha procurado infrutiferamente por anos. girei em direção ao arroio e tomei meu tempo. que nunca poderia fazer sem algo com que ocupar minhas mãos. inclusive até comuns. meus ouvidos girando ao uníssono enquanto tratava de alcançar a direção do som. E a menos que algo tivesse trocado nos últimos dois anos. lambi a sujeira de minhas patas. o que fez mais difícil diferenciá-lo com cada momento passageiro. com covinhas e bochechas ligeiramente avermelhadas. sem marcas distintivas e nenhuma variação em cor exceto por bigodes. dando a meus ouvidos um bom golpe enquanto estava nisso. como um gato. Na escola meus amigos diziam que eram peculiares. Já podia cheirar a água rica em minerais. Ou as patas. No bordo da água. o arroio estava cheio de peixes virtualmente tropeçando um com o outro pela honra de encher meu estômago. Chateou-me que tivesse encontrado o que queria em meu pátio traseiro. Ali. Estava junto ao arroio. afundei-me no chão para descansar na base de um pinheiro. me dando conta inclusive da mudança mais diminuta das folhas na brisa quente de noite. É obvio. A diferença dos gatos domésticos. os quais se sobressaíam tão alarmantemente brancos contra o escuro fundo. em vez .

terminando meu impulso para frente e me levando para a direita. Um peso esmagante me abandonou. Marc me mordia brandamente cada vez que tentava puxar ou me pôr de pé. Marc baixou sua cara lentamente para a minha. mas até com meus olhos fechados teria sabido quem era. abrindo-se passo lentamente para meu único ombro exposto. Em duas pernas ou quatro. deixando só magros anéis de cor ao redor de largos discos negros. e muito rápido para ser uma tartaruga. aplacando a sede abrasadora que tinha provocado durante minha corrida rápida. Inclinei-me para frente e bebi água a lambeduras. conhecia melhor seu aroma que o meu e sabia de cor cada polegada de seu corpo. e parecemos ter uma taxa ainda mais alta que a maioria dos gatos grandes. Em términos singelos.de circulares. Foi um maldito grunhido excelente. em ambas as formas. Um movimento do arroio apanhou minha vista. e inclusive cada estria em suas íris. Golpeei o chão sobre meu lado. Baixo e ameaçador. Mas esses dias tinham ficado atrás. Quando tudo pareceu estar bem saltei — um sentimento não poderia expressar porque não tinha equivalente humano . Não vi nada exceto pelagem negra. mas o que saiu foi um grunhido. De noite. e muito sério. muito grande para ser uma rã. — Mas nunca golpeei a água. dilatavam-se quase em sua totalidade. Ao menos à luz do dia. me perguntando se eram tão brilhantes à luz da lua como o eram no sol. Algo chocou violentamente contra mim no ar. E líquido não era a única coisa que a corrida me havia dado. cada cicatriz. Baixa . Conhecia cada linha. pensei. tinha olhado fixamente esses olhos por horas. em minha opinião. Marc! Pensei. Os gatos têm uma taxa metabólica mais alta que a dos humanos. tão furiosa com o Marc como comigo mesma. Algo saiu rapidamente justo debaixo da superfície da água. Foste imobilizada duas vezes em menos de uma hora. Mas ele o ignorou com uma indiferença evidente para minha vontade que teria sido excepcionalmente . possivelmente devido às calorias gastas durante o processo de mudança. e nunca deixei de grunhir. Bom trabalho. por minha eleição. Resultou que o eram. Esfregou sua bochecha contra meus bigodes e minha cabeça. Faythe. Agachei-me bem ao chão. me dispondo a arremeter contra a água atrás de meu jantar. Ele estava me marcando com as . Trocar nos dá fome. de não ser pelo feito que ele o tinha aprendido de meu papai. De adolescente. Imediatamente.

O sangue fluía a minha boca. Já não. Açúcar e especiarias. Apanhada na jaula que formavam suas pernas e pressionada ao chão por seu peso. deixando sua perna traseira esquerda ao alcance de minha boca. Lancei-me. . com minhas garras perfurando a terra para me estabilizar. Em cada esquina sombreada de minha alma. eu não podia fazer nada exceto esperar a que acabasse. Nenhum absolutamente. E ele estava sendo muito suave. inclusive esperado. assobiando de dor e cólera. deu-se a volta. ameaçando me afogando se não tragava. e todo o agradável. deixei-me levar pelo instinto de mordê-lo até o osso. continuei com meu objetivo. Que estava muito longe da verdade. Neguei-me a deixá-lo ir. Jamais. e alimentar a raiva que crescia em cada osso de meu corpo. Ele não ia mais longe. mas isso não poderia ter estado mais longe do ponto. Depois de tudo. essa sou eu. da dor e a humilhação que desataria sobre ele à primeira oportunidade que encontrasse. ambos sabíamos. seria apropriado para mim lhe corresponder. Nesse caso. Meus dentes traseiros se afundaram através da pele. isso era o que eu queria dele.glândulas do olfato a cada lado de sua cara. de uma estranha e brandamente insistente maneira. ou inclusive uma noiva há muito tempo . Passei os segundos com pensamentos de vingança. Esfregando seu aroma pessoal em mim. Marc estava me reclamando para si como ele poderia reclamar o assento dianteiro ou a fatia maior de pizza. Meus dentes se afundaram em sua perna. e os limites de nossa propriedade. Grunhi. Marc grunhiu e tentou saltar longe. Sim. Seu comportamento teria sido perfeitamente aceitável. Tomei cada grama do autodomínio que tinha em encaixar pressão a seu osso. inclusive sedutor para um gato. por conseguinte não era sua para marcar. nossas matanças. O instinto Werecat nos conduzia a marcar nossos bens pessoais. se fosse sua companheira — uma esposa. Não me contive. Minhas presas aferravam sua perna. no músculo. se estivéssemos sendo completamente honestos. Marcar era uma declaração aberta de posse. A conseqüência era que lhe pertencia. Finalmente ele cometeu um engano. Isso. De direitos territoriais. Não obstante. Marc merecia meu melhor esforço. Mas não era sua companheira. Moveu-se mais abaixo para alcançar a zona de minhas costelas. em seu lugar. Odiava ser marcada. mas como não queria retroceder sobre mim por medo de que escapasse. O ponto era que ele não tinha nenhum direito de me marcar.

Se meu aroma não o convencia. . e eu era realmente boa para mostrar cólera. Marc coxeando. Ele farejou o ar enquanto se aproximava. sentou-se no chão a uns metros para limpar sua ferida. ele tinha que fazer o mesmo. grandes e negros. Atirei uma olhada depreciativa ao Marc.Marc me girou. Terminei fazendo uma exceção com ele. Enquanto lavava o sangue do Marc de meu rosto. Alguns podiam pensar que isso era doce. Ethan se aproximou de mim cuidadosamente. arrumando isso para agarrar tudo exceto minhas calcinhas. dando as costas a todos eles e saltei sobre um emaranhado de arbusto e trepadeiras. Estava muito cansada para correr. As vistas e sons que me tinham regozijado há meia hora. Movi-me querendo finalizar já a situação. e rugiu virtualmente em meu ouvido Mas não o deixei ir até que me mordiscou o ombro o suficientemente forte para me tirar sangue. o chiado de cada roedor parecia burlar-se de minha situação. e ele se refreou a me machucar um pouco. junto com a tranqüilidade que tinha ganhado em minha corrida pelo bosque. teria rido. e o caminho para retornar a casa era muito longo para meu gosto. Felizmente ele o notou. os bordes de suas peles se derretiam nas sombras. depois dei a volta. Rodeando as árvores. Tinha perdido o apetite. sem saber se ele se dava conta ou não. Os gatos podem comunicar a fúria em suas expressões assim como o fazem as pessoas. O ulular de cada coruja parecia me arreganhar. Eu podia jogar para sempre. detendo-se brevemente cada tanto para me olhar e grunhir. mas a abandonei ao final porque não tinha mãos e estava muito molesta para trocar de forma imediatamente. afundei meus dentes em minha pilha de roupa. agora alteravam meus nervos. Vacilei. Como estava. Eu pensava que ele tinha perdido o julgamento. aterrissando silenciosamente em uma cama de agulhas de pinheiro ao outro lado. mas era suficiente para me fazer entender. Eu lhe tinha dado uma mordida que potencialmente podia aleijar sua perna. Se pudesse. com essa peculiar flexibilidade felina. só podia ofegar. com a cabeça baixa. Tinha muita prática nisso. Os outros tomcats leais a papai tinham vindo a resgatar a sua mão direita de uma gatinha que tinha a metade de seu tamanho. e se Marc queria jogar comigo. incômoda deixando minha roupa interior exposta na grama. Quatro formas mais estalaram através do grosso mato. como se não estivesse de todo seguro que fora eu. um olhar a meus olhos o faria.

deixavam-se as portas abertas. debaixo desse minúsculo triângulo de tecido. e ele riu de novo por minha tentativa de um gesto muito humano. O único som. Mas como gata.repetiu. mas Jace era a tentação personificada. Se houvesse sido humano. Mas então. -Marc disse que ele me usaria como saco de boxe se voltava a entrar em sua habitação sem acompanhante outra . ele não teria que estar agitando minha roupa interior para que todo mundo a visse. E isto só melhorou quando Jace apareceu em minha porta agitando minhas calcinhas com um dedo. porque um gato não tem nenhum lugar onde guardar as chaves. mas bem obviamente.ele perguntou. Eu tinha fome e sede. Ainda enfurecida. ele não poderia confundir meu olhar com outra coisa que não fora luxúria. vestindo somente uma tanga escrita em negro. é obvio. além do assobio do ar condicionado através dos respiradouros. mas ele sozinho riu. que pode empurrar-se facilmente com as patas de gato. —Vêem. e sacudi minha cabeça. Funcionou. Assenti. Grunhi-lhe. Os azulejos se sentiam frios e suaves contra minhas patas. estava distanciada pelo limite das espécies.Felizmente. como se fora uma bandeira branca. saltei sobre a cama e me encolhi com a cauda envolta ao redor de meu corpo. —Quer elas de volta?. Sempre e quando alguém estivesse em casa. e o ar condicionado arrepiava meus sensíveis bigodes. e caminhei pelo corredor traseiro. Qualquer pessoa poderia ter ficado ridícula em tão pouco material. porque isso não seria jogar limpo. —Vêem por elas. era o ronco do refrigerador. Cheguei a minha habitação através da porta aberta e deixei cair minha roupa no tapete. Ele ficou na soleira da porta. embora tinha um são reconhecimento pelo que havia. e estava muito zangada para me transformar. Parcialmente. tentando parecer curiosa já que não podia lhe perguntar por que ele não podia trazer isso . Genial. Ele sabia que não o atacaria em forma humana. Também assumimos que qualquer pessoa tão estúpida para tentar entrar sem permissão merecia ser comida e que provavelmente ninguém sentiria saudades. Chutando abri a porta. e eu de repente me senti feliz de ser ainda uma gata. se as quer. Estou brincando. Soava estranhamente mecânico para meus ouvidos de gato. Jace era distante possibilidade do que teria que ter sido se eu não tivesse pelagem e garras. não necessitava mãos para abrir a porta de trás já que estava equipada com uma portinha.

mas apesar de passar séculos observando o processo. Aah. seus olhos brilhando sugestivamente.vez. e me levou mais tempo porque não podia deixar de pensar no Marc e dirigir minha fúria. aterrissando com uma delicadeza em quatro patas que nunca conseguiria ter com dois pés. Logo. A transformação a humano foi mais dura do que tinha que ter sido. realmente lhe fez mal na perna. —Troca de forma. Não teria podido lhe dizer Não. Mas teria sido bastante satisfatório lhe dar uma pequena cotovelada à porta e fechar-lhe na cara. É obvio que. o que me fazia estar simultaneamente faminta e furiosa. só significava que manteria seus olhos longe de mim. Ainda podia degustar seu sangue em minha boca. O que estava passando? Extraviados são humanos que se transformaram em homens-gato logo depois de ser arranhados ou mordidos por um de nós em forma de gato. ninguém pode explicar . Sim. uma combinação realmente bizarra. Inclinei minha cabeça. isso soava ao Marc. O último comentário do Jace estava em minha cabeça quando troquei.Disse —Sabe. machucando ao Marc.Ele fechou a porta sem esperar resposta.disse. Eu o havia feito a consciência. —Conseguir-te-ei algo de comer. Isso para ao menos duas provas litográficas. Jace fez uma careta. Não me importava muito os planos de meu pai para patrulhar o território. Soprei-lhe ar através de meu nariz e golpeei pesadamente o piso. bem dentro do limites de nosso território. Não todo arranhão ou mordida produz um homem-gato. Essa sou eu.. Ele sustentou minha calcinha. Sabia. Owen iria em seu lugar. —Seu pai vai estar furioso. —Ele não disse nada sobre se você vinha a minha habitação. Ou Parker. Supunha-se que Marc ia amanhã até Oklahoma para comprovar informação que recebemos ontem sobre um extraviado Pestanejei e bocejei. inadvertidamente tinha garantido que meu pai me estaria observando por um tempo.. lhe pisque os olhos um olho. tomando um extremo da roupa entre meus dentes. sorrindo. embora ele nunca o houvesse dito diante de mim. que eu soubesse. Ele havia dito que um extraviado foi visto em Oklahoma. sempre atenta em planejar o futuro. e me equilibrei. —É bem-vinda quando quiser. Faythe. Bom trabalho. nos últimos dois dias. atirando a roupa interior no piso.

Outros. como pertenciam ao sexo débil. por isso . por assim dizê-lo. Dado que não nasceram em nenhum Orgulho. Alguns homens-gato acreditam que o tamanho ou a gravidade da ferida é diretamente proporcional às possibilidades de -infecção-. entretanto. que eu saiba. os extraviados vivem miseravelmente. a maioria deles não pode reclamar nenhum território como próprio e não têm um sistema de suporte. Mas. mas se equivocou de espécie. Como de costume. e expõem um constante problema para o resto de nós. extraviados vivem isolados do resto. Minha teoria pessoal é que há algo na fisiologia das mulheres. Junto com os gatos selvagens. em seu sistema imunológico talvez. A mais popular delas foi à conjetura de um ancião ex—Alpha que sustentava que as mulheres. escutei falar de extraviadas fêmeas. são muito reais. está cheio de merda. que deixaram seu Orgulho de nascimento ou foram expulsos. a maioria da velha geração. Eu penso que esse homem velho em particular.com segurança o porquê disto. De menina. Mas há muitíssimas teorias a respeito. ou imaginaram. lutando para aceitar ou pôr fim a uma vida que nunca pediram. De acordo a sua teoria. caminhando dentro dos territórios livres. a ninguém importa um cominho o que eu pense. Mas até que possa comprová-lo. Os gatos extraviados. várias vezes. que consegue evitar que o -vírusdos homens-gato tome o controle de seus corpos. Tenho que reconhecer. E todos nós tínhamos ouvido contar a meu pai de sua famosa briga com um homem-urso. De qualquer maneira. a única coisa que sabemos com certeza sobre o contágio nos humanos é que só pode produzir se estivermos em forma de gato. Em todo aspecto. devido a seu tamanho real e força. vi uma vez a dois homens-pássaros voando através do brilhante céu azul muitos grandes. que em toda minha vida. acreditam que as possibilidades de transmissão estão mais relacionadas com determinadas fases da lua. não eram o suficientemente fortes para resistir à mudança inicial. Hollywood acertou nisso em relação à transmissão. Inclusive faz uns anos me encontrei com um homem-gato que dizia que o destino era o que determinava quem ingressaria em nossa família. e muitas das razões eram ridículas. quase todo mundo tinha uma teoria para explicar o torcido de gênero tão evidente nas transformações. justo como acontece nos filmes dos homens-lobo. Naturalmente. De longe. e quem não. o que não é provável que aconteça logo. as mulheres humanas não se transformavam em gatos. os homens-lobo são pura ficção.

E agora… volto a pensar no Marc… Maldição! No momento que estava pondo as calças pude cheirar carne cozinhando-se. acompanhado do crepitar da carne na frigideira. não? Caminhei pelo corredor descalça. já que a arte culinária do Jace se limitava a spaghetti e hambúrguer. Tinha que ser. Debaixo disso se encontravam os aromas usuais da cozinha: desinfetante. a maioria dos extraviados cruzavam os limites procuravam algo completamente diferente: vingança. Em realidade. os ingredientes favoritos de minha mãe. ou inclusive algumas respostas. o conselho territorial faz tempo que aprovou leis que proíbem aos extraviados cruzar as fronteiras. —Merda. Aspirei profundamente. Um sorriso se deslizou em meu rosto enquanto o olhava.não é estranho que às vezes cruzem a fronteira de nossa terra procurando um pouco de companhia. Jace voltou a se localizar frente à cozinha. separou-se da cozinha para a mesada. Marc sempre foi excepcional. e nada mais.e começou a cortar os tomates com uma faca de açougueiro com uma folha afiada de 15 cm. uma garota alguma vez se cansa de comer hambúrguer. contente de ver que se pôs um par de jeans. Hambúrguer. tentada pelo aroma da carne e as cebolas. gotejando um arco de óleo pelo chão que caía da espátula que sustentava em uma mão. sobre tudo. Infelizmente. com passos silencioso passei várias portas até chegar à cozinha. sem advertir minha presença. assim não foi uma surpresa para ninguém que o conhecesse. Deixou cair à espátula no balcão – sem o suporte de uma colher. O assobio fora de tom do Jace chegou a meus ouvidos.ele murmurou por debaixo. OH bom. Detive-me na porta.. Marc era a exceção. especialmente frente à inoxidável cozinha –forno de seis bocas de minha mãe. Sorrindo me deslizei em silencio a uma cadeira da mesa de café da manhã. Como conseqüência disso. Cobri-me a boca para tampar a risada quando as pequenas sementes e o suco vermelho se deslizaram pela bancada para o matagal mesclado de peles de cebola e folhas exteriores de alface descartadas. ainda assobiando . e não percebia aroma a molho de tomate. Enquanto o observava. Quando isso acontecia nossas forças de segurança estavam contentes de responder e escoltar aos extraviados de retorno à fronteira. misturado ligeiramente com os persistentes aromas de limão e romeiro. ou até uma porção do bolo territorial. Jace estava comicamente desconjuradofora do lugar frente a qualquer eletrodoméstico.

disse. Os aromas misturas de alho. Meu sorriso começou a desvanecerse.. em lugar do observado. pondo um punhado de rodelas do tomate torturado em um prato limpo. já que o goldfish é um peixe dourado. —Surpreende-me que meu pai não me de um aquário para viver dentro. Foi à cama faz uma hora. endro e vinagre me aguaram a boca. Uma gargalhada escapou de minha garganta e não pude detê-la. A cara que pôs foi quase suficiente para curar meu mau humor. minha voz cheia de sarcasmo.-disse.) 4 . onde está meu pai todo-poderoso?. —Eu não diria que observava cada movimento… —OH.Tomo uma fatia do embutido e começou a mastigá-la. -De qualquer maneira. me olhando com curiosidade..empilhando em um prato os hambúrgueres condimentadas cobertas de folhas de papel. Jace se deteve. —Vocês estiveram observando todos meus movimentos há anos. -Os meninos não estão convidados-. Agarrei a mesa com irritação...Terminou com os tomates e começou a cortar o presunto temperado.. Colocou o prato na mesa em minha frente e voltou para a mesa para terminar com o açougue dos tomates. Ele riu. mas acredito que tem que ver com o de ser observado. E meu pai não amaria ver-se descrito como velho. É tarde para os anciões. —OH. enquanto voltava a massacrar as verduras com a enorme faca. balançando o prato com uma mão. *(não encontrei o que significa. No silêncio que seguiu. por favor.Pus os olhos em branco. —Falando disso. —OH. —Alegra-me que esteja tão contente contigo mesma. —vai ter que compartilhar e jogar de ser agradável. típico para os aquários das casas. com ordens de manter nossos olhos em você.perguntei-lhe. Logo começou a girar graciosamente sobre um pé. beliscando um pedaço de carne. Olhei a quantidade de condimentos no balcão e a enorme pilha de hambúrgueres que tinha em frente. olhei com suspeita o presunto que tinha agarrado e a quantidade de tomate que Jace estava cortando. Jace —Nem o estou tentando. —Não me pode fazer engordar com uma só refeição.É obvio que sim. —Acaso tem medo de que o submeta? —Dificilmente.-disse. mas se deteve na metade do caminho. sua voz cheia de crítica. com os olhos bem abertos pela surpresa de me encontrar olhando-o. por que estava espiando? —Síndrome do Goldfish4. e não pude resistir à oportunidade de ser o observador uma vez.

encontrava-se a várias centenas de quilômetros de distância. Quando as linhas de batalha se desenhavam. Os meninos se foram aproximando um por um. E o que? Que ele resolvesse. com seu cabelo limpo e cheirando a xampu. os machos se mantinham unidos. que já se comeu a metade de seu primeiro hambúrguer quando se instalou na cadeira que se encontrava a meu lado. Risadas tensas e o arrasto de pés descalços sobre o piso precederam a entrada dos meninos à cozinha. Deixou uma pilha de pratos na mesa. começando com o Ethan. que ainda franzia o cenho da porta. Como sempre. e você arruinou a caça. fazendo caso omisso da tensão evidente. Parker se ajoelhou ao lado de minha cadeira.Não me tivesse importado comer com o Parker e meus irmãos. Infelizmente. espera. Ele sozinho o tinha procurado. Pus má cara. e eu sozinha ficava com minha grossa pelagem para me proteger da testosterona que lançava dardos e adagas. mas também têm fome. Eu não tinha arruinado a caça. Cruzou os braços sobre seu peito nu e se apoiou contra a parede. Era igual às que recebia de meu pai. evitando meus olhos. Enquanto os outros enchiam seus pratos. além de minha mãe. Marc coxeava.. e. com as bochechas avermelhadas. todos exceto Marc. moços. mas eu não fiz nenhum movimento para agarrar um. Jace me lançou um olhar severo. Olhei seu tornozelo esquerdo mas não podia ver a ferida porque o pé se achava envolto em ataduras de gaze branca que se estendiam por debaixo da prega dos jeans.Disse Jace. em diversos graus de despidos. especialmente agora. isso me pôs em guarda. justamente esse era motivo de minha volta a casa não programada. —Quanto . ou provavelmente as duas coisas. mas ele se deu volta para não ver. assim mantive a boca fechada. a mim não importava se não o voltava a ver por outros cinco anos. a gata mais próxima. olhando além de mim. Owen foi o único que fez justiça à frase -completamente vestido-. Os outros três se agruparam em torno dele. —Agarrem pratos. sorrindo-me. —Eles lhe estão dando um tempo para que te acalme. mas eles trariam o Marc. Não. mas não serviria de nada explicar ao Jace. Marc o tinha feito. Sara tinha desaparecido. O veado fresco teria sido agradável-.olhou-me com intenção-mas terá que ser hambúrguer esta vez. Assim que nos vamos sentar todos juntos como adultos civilizados e compartilhar a comida. Ele estava envergonhado ou zangado.

—Não só estava dançando. e Ethan riu abertamente. Marc o seguiu. —Vi-te no concerto. pude ter dado um passo ou dois. e o primeiro geralmente conduzia ao segundo. —Parece-me mais bem dois meses.faz que não nos vemos.admitiu Jace enquanto dirigia a comida a sua boca. ele estava dando voltas. tínhamos sido um casal em que um tipo de paixão é tão boa como outra. -Houve um baile? —Não. sabe.-Owen lhe disse desde seu assento. -Mas não estava fazendo a dança da chuva do Vic.Perguntou. Não encaixa precisamente na multidão de universitários. Não houve baile. Faythe?. Ele sorriu e deu de ombros.Jace me franzia o cenho. ou não? —Eu não te vi suando frente à cozinha. a ponto de asfixiar-se com o último bocado de seu primeiro hambúrguer.. —Ele estava suando?. Inclusive a tensão entre Marc e eu era familiar. arrasando sobre a comida rápida uma vez que meus pais se foram à cama e discutindo sobre quem tinha que limpar. passando uma mão por seus fios prateados prematuros. dois anos?. Parker ficou de pé e se inclinou para me dar um casto beijo na bochecha antes de ir preencher seu prato. desconcertado. . Observando ao redor da habitação. Sabia. me desafiando a contradizê-lo.Jace lhe respondeu com a boca cheia de comida. e por alguma razão sentiam a honra de obedecê-las. —Bom. Você sabe. —Quanto. Já nos tínhamos saudado como gatos. — Apertei carinhosamente seu ombro. tampouco recebia um cheque de pagamento em troca. Parker sorriu. mas era difícil recuperar o tempo perdido com um ronrono e uma lambida na bochecha. -Tinha ordens. Jace..Ethan me olhou para que o confirmasse.. Mas claro.me olhava com olhos brilhantes. coxeando um passo por diante de mim sem me olhar. mas sim o vi dançar. Encolhi-me de ombros. detive-me em cada um dos rostos familiares. Parker levantou uma sobrancelha. Eu lhe sorri. —Virá Burger King aqui. Todos sempre tinham ordens. Tínhamos brigado com tanta freqüência como havíamos feito amor.Disse enquanto mastigava. e por um longo momento se comeu em um tenso silêncio. —Bom. Eu não sentia essa obrigação. —Eu não vi nenhum suor. Era como nos velhos tempos.

parecia ser quão única considerava suas precauções desnecessárias. Estavam fechando filas. Marc estava parado em frente. A gravidade do desaparecimento de Sara me golpeou como um murro no estômago. sua comida aparentemente esquecida. mas e se eu estava equivocada? O que acontecia se Sean a tinha raptado? Se estiver tão louco para arrancá-la de seu próprio território. onde consideravam que pertencia.. tirei sua mão de meu ombro com uma palmada. Mas…e se não era isso? O que aconteceria se alguém a tivesse seqüestrado? Esse pensamento trocava tudo. além disso do insulto de ser incluída entre aqueles que necessitavam amparo. O som ressonou por toda a habitação por muito mais tempo do que eu pensava que devia ter. com cólera. fechando os vagões para proteger às mulheres e aos meninos. Mas ao citar ao Vic havia trazido para a mente a sua irmã. com um prato na outra mão. Tinha-me convencido a mim mesma que ela escapou. e. —Não me toque. . Outros olhavam abertamente. pesada e quente.Ele havia feito uma inofensiva referência a uma noite muito divertida de faz alguns verões. Poderia estar equivocada? Tinha suposto que meus pais se aproveitaram do ato de fuga de Sara como uma desculpa para levar a ovelha perdida de volta ao redil. entre meus irmãos e amigos de toda a vida. Eu estava em casa porque meus pais consideraram o ataque contra um Orgulho Americano do Norte como um ataque contra nós. O ar escapou de meus pulmões e comecei a ofegar. e que garantia havia em que não lhe faria mal? Uma mão se posou em meu ombro. perto do pânico. contendo as lágrimas. Envergonhada por estar a ponto de paralisar e ainda furiosa com o Marc. e preocupação nesses olhos que antes tinham mostrado somente ira. As bochechas do Marc avermelharam pela humilhação e seu olhar se endureceu. pedindo aos céus a tão necessária chuva.sussurrei-lhe com os dentes apertados. quando Vic dançou nu no pátio traseiro. o que me recordava o porquê me encontrava aqui. Olhei para cima. Seus olhos se abriram surpreendidos quando seu braço se limitou a pendurar a seu lado. Não tinha direito a tentar me acalmar depois da manobra que ele tinha empregado no bosque. olhando-o.

Meu punho açoitou em sua mandíbula. passando além de meia dúzia de portas fechadas. Afastei-me deles. Tropecei e me mantive em pé diante de outro para não perder o equilíbrio. O prato do Marc se estrelou contra a mesa. Olhei para o Marc. Capitulo 7 Girei-me para enfrentar ao Marc e encontrei a porta de minha habitação fechada. Seus dedos se fecharam ao redor de meu braço. queimou novas grandes pegadas na face de sua audácia. Tinha dado dois passos para a porta quando uma cálida. Eu queria estar sozinha. Além da capacidade do pensamento racional. Levou-me pelo corredor.Minha cadeira raspou duramente o piso quando a afastei da mesa. Ele o fez muito tarde. murmurei. Ele se precipitou fora da cozinha com uma mão apertando meu braço. Tinha que me afastar de todos eles. Owen ficou de pé. deixando que a queda de meu cabelo protegesse meu rosto. lancei-me para ele. minha mão direita fechando-se em um punho. subindo seu braço para deter o golpe. então lançou a meu dormitório com uma só mão. moendo meus ossos. pensei que ia intervir a meu favor. e inclusive com sua claudicação eu tinha que correr para manter o ritmo. moço-. Marc coxeou para trás. Um pepino japonês aterrissou sobre a toalha floral de minha mãe. Meu impulso me levou para a cama. -Desculpem. ele tinha envolvido uma mão ao redor . —Perdi o apetite. forte mão se fechou ao redor de meu pulso. tratando de me soltar de um puxão. mas um olhar do Marc o deteve a meio caminho. Gemi. A ira . sobre tudo do Marc. Comecei a assobiar. e caí sobre meu rosto. já chamuscando um caminho por minhas veias. odiando o som de debilidade apesar de havê-lo feito. onde golpeei as coxas contra o estribo. Eu não queria que me consolassem. Sua cabeça estalou para trás e para a esquerda. A única coisa pior que ter aos meninos como testemunhas de meu pequeno ataque de pânico seria aceitar seu consolo. Uma fatia de tomate pendurava do bordo levantado do prato. Mas antes que pudesse sequer considerar dar um segundo golpe. Todos os olhos estavam em mim quando me pus de pé.

Faythe. lutei por palavras o suficientemente afiadas para feri-lo. e por um instante. sem dúvida deixe-me saber. E não há em privado por aqui. —Surpreender-te-á bastante se pensar que isso foi um ataque-. —Que diabos está mal contigo?. Tratei de sacudir meus braços novamente para liberá-los. minha bruxa interna foi bastante feliz. mas seus punhos se apertaram ao redor de meus braços. —Além disso. Em realidade sabia que estavam fazendo porque ninguém estava falando. Cambaleei-me para trás. Lançar murros em frente do Orgulho completo era uma coisa quando tinha quinze. Este era uma . Marc suspirou. Então seu pé esquerdo golpeou o chão. a superfície de minha voz escondendo uma agitada corrente de fúria. no caso que não o tenha notado. Novamente. seu olhar fixo movendo-se entre meus olhos. Ele provavelmente queria me fazer acreditar que seu tornozelo era a única coisa que o incomodava. A dor parecia limpar a cabeça do Marc. —Se tiver um problema comigo. —Nunca volte a me pôr um dedo em cima-. me agarrando pelo pé de cama para recuperar meu balanço. Ele lutava visivelmente para assumir o controle de seu temperamento. Forte.. Então me separou de um empurrão. e ele piscou. —Você perdeu o direito de me tocar faz muito tempo. as douradas faíscas em seus olhos brilhando com fúria. e seus olhos recuperaram o foco. esculpindo sulcos frescos em meio de um enredo de cicatrizes sobrecarregadas no agarre por uma classe muito diferente de paixão. disse através de meus dentes apertados o suficientemente forte para me machucar. todo o caminho para minha cama. Mas então sua expressão se endureceu em cólera outra vez e suas mãos formaram punhos a seus lados. Em privado. quatro gatos machos logo que fazem o Orgulho inteiro. Tentei puxar para me liberar.de cada um de meus braços. e ele fez uma careta em óbvia agonia. Deu um passo adiante. Eles provavelmente nos estão escutando agora mesmo. seus rasgos retorcendo-se em dor. O dano passou velozmente por seu rosto. —Passou um longo tempo. mas é uma adulto agora.cuspi. Disse.disse ele. mas eu o conhecia melhor. me empurrando diante dele. assim começa a atuar como uma. Não pude resistir um pequeno silencioso deleite enquanto se estremecia. Desde que minhas garras agora não estavam disponíveis. Apertei o poste da cama em uma seção estreita de eixo. e aliviou seu peso sobre sua perna boa.

Todos temos mais classe que você. —Arruinei-o. e ele agarrou com a parte superior de minha penteadeira para sustentar-se. E embora nunca o dissesse. —Procurando uma forma de me religar contigo.Ele olhou para o piso. Não sou de ninguém. de feito. Não estávamos só falando por meu ´ataque´ na cozinha? Como fez para saltar a seu passo em falso no bosque? Qualquer outra pessoa tivesse aceitado suas desculpas e tivesse seguido adiante.. mas logo exalou brandamente e negou com a cabeça.. mais velho e muito mais agudo. porque não o lamento. —O que é que quer fazer. apoiando-se contra a porta fechada. Marc estava no correto. curvando seus dedos no tapete. E nenhum tomcat se sairia com a sua logo depois de me haver golpeado. -Bem. mas isso significa que tenho mais classe que você. — Cometi um engano. me arrastar de volta fora e me dar uma grande surra?.continuou ele. Ele pareceu tentado por um instante. Abri meus . porque eu não podia ver uma crosta emocional sem arranhá-la para ver se sangrava. suas palavras vieram mais rapidamente que as minhas. —O que quer que te diga. Marc? Que também o lamento?. Mas eu não era qualquer outro.. suas desculpas e sua repentina mudança de tema.fiz uma pausa e o negou com a cabeça. A dor em seus olhos sangrou em fúria com uma atemorizante rapidez. o buraco negro emocional. desafiando-o a que venha a me ensinar uma lição. Fechando meus olhos contei até dez em silêncio. Não tinha direito a me marcar. Quase me arranca o pé. surpreendida por ambas. esperando que quando abrisse meus olhos estivesse de volta em meu apartamento na Universidade. lamento-o. Não sou tua. Mas por uma vez. Ele estava aprendendo –e só cinco anos muito tarde. mas o fiz? Não. Eu o tinha insultado e o tinha envergonhado diante de seus subordinados membros do Orgulho.Comecei a lhe dizer que nós nunca estaríamos empatados enquanto eu estivesse sob arresto domiciliar quando ele era livre de ir e vir a seu desejo. longe do Marc. assim estamos empatados no que a mim concerne. —Eu só estava tratando de familiarizar. e você me fez ver isso. embora eu nunca o admitiria. —Você pode fingir que é um dos meninos tudo o que queira. —Você sabe o que quero Faythe. Qualquer outro pagaria por isso.Subi minha mandíbula ou cruzei meus braços sobre meu peito. Pisquei. ele não estava só zangado por ter sido golpeado.classe diferente de dor.

Fazer as regras durante a marcha. Logo. —Você segue as regras na escola sem pensar duas vezes. Ele tinha resumido exatamente meu problema. Mas parecíamos incapazes de discutir qualquer outra coisa. . Eu não me dobraria. —Você poderia dirigir as coisas da maneira que quisesse. disse ele. —Não tem que ser como é com seus pais-. Nada tinha trocado. e nada mais. —Não quero nenhuma regra absolutamente. sem que ninguém te diga o que tem que fazer. Nós somente tínhamos estado juntos por dois anos. disse. não sabia o que o faria. mas não dobrará as poucas que poderiam te fazer realmente feliz. me estremecendo enquanto sua cara se derrubava. Não por ninguém. que ele podia distinguir a tentação no ritmo de meu pulso e a vacilação na dificuldade de meu fôlego. mas tinha decidido faz muito tempo manter minhas garras fora de seu coração.. e odiei o fato que ele podia me escutar. a realidade me esbofeteou na frente e me dei conta que certamente poderia ter ao Marc pelo resto de minha vida se o quisesse. e em um ponto. —Há regras para tudo-. Mas ainda não era suficiente.olhos. Meu coração golpeou dolorosamente. Não por ele. elas sempre retornavam a que tinha ido mal entre nós e por que eu não estava desejosa de tentá-lo novamente. Não importava como começavam nossas conversações. pensei que estaríamos juntos para sempre. Insisti. Outra vez.disse.Ele fez uma pausa e eu neguei lentamente. disse ele. Este era o ponto aonde nossa velha discussão perdia sua vitalidade A parte aonde o rechaçava. Talvez deveria ter contado até quinze. —Poderíamos começar desde o zero. e nunca o seria. —Não quero fazer as regras.. e quase pude saborear sua desilusão no ar. Ele estava ainda me olhando. comprometendo-se em coisas que ele tinha jurado nunca trocariam. amarga como um chá sem açúcar e dolorosamente azeda. a seus meninos. Não é necessário que eu seja o que esteja a cargo. Marc tragou. Eu nem sequer o quero. Marcar seu corpo era uma coisa. esperando minha resposta. de repente cansada. Ele continuou como se eu não tivesse falado. —Não-. Mas agora ele estava me oferecendo mais do que nunca me tinha devotado. o qual ele tipicamente deixava desprotegido. —Nós não estamos tendo esta discussão de novo. A ele. mas tinham sido dois anos muito intensos. Se o ter quase tirado o pé de uma dentada não o pôs claro. —Vamos.

e meu pai o fazia ha sua maneira. Não era necessário que eu pensasse o que estava dizendo ele. Ou talvez ele sim entendia. e provavelmente não poderia dirigir. Talvez ele queria me atar a ele. Eu seria meu próprio chefe. e a uma vida que eu já tinha rechaçado. o antigo relógio de meu avô que pertencia a minha mãe repicou. e eu contei as badaladas. cada um vivendo suas próprias vidas a seu próprio modo. Mas se Marc estava no correto. Infelizmente. Seria me encadear de pés e mãos a uma responsabilidade que eu não queria. e Arkansas. As duas delas. De acordo às tradições. e não via um final à vista da que já tinha sido uma da noites mais largas de minha vida. era minha responsabilidade aparear-me com um homem qualificado para converter-se no novo Alfa do Orgulho. No vestíbulo. mas sim do Orgulho inteiro. só pensa no que estou dizendo. o me daria isso . Seguro. podia estar eu a cargo—que quando Papai passasse o Orgulho a ele. eles viviam em uma relativa paz sob o amparo do Alfa. cada gato no território um dia dependeria de mim para guiá-lo e mantê-lo a salvo. Dando-me o Orgulho não me daria à liberdade. meu pai tinha mais de trinta leais tomcats pulverizados ao longo do Texas. alguém capaz de pôr todos os problemas dos gatos a raia e mantê-los ali. Mas até então. Eles tinham jurado lealdade a seu Alfa e ao Orgulho do centro-sul. Marc pensou que estava me oferecendo um trato que eu não poderia rechaçar. as quais já estavam assentadas quando os primeiros colonos chegaram a América. Marc estava dizendo que se me casava com ele. mas viria a um alto preço: não seria só responsável por mim mesma. eu já sabia o que estava dizendo ele. e seu também. Eram às duas da manhã. Louisiana. seguros em sua habilidade de guiá-los e protegê-los. e estariam disponíveis para tarefas mais ativas quando surgisse a necessidade. teria a independência que sempre tinha querido. Sem contar seus sicários. E protegê-los ele o fazia—Papai era um maldito bom Alfa. E completamente não motivada para remediar a situação. —Você terá que lhes dar um líder algum dia. justo como Michael. Oklahoma.Faythe. —Você não pode liderá-los por . e partes de Kansas. você goste ou não. mas ele não entendia. salvo que a descrição do posto inclui uma tradução do prefacio Os Contos do Canterbury. eu estava horrivelmente pouco qualificada.Disse Marc ao final da última badalada.

—Não sei nada de defender um território. não é gracioso. —Que se supõe que significa isso?. —Somente me responda. Tiveste alguma vez uma aula de dança? Ou uma viaje de compras? Que tal uma manicura? Minha mão.Abrindo meus olhos. —Sabe. . seu seguro pode atuar bobamente. observei-o. Minha mente se rebelou contra a idéia de que Papai me tinha estado cultivando como sua substituição por anos e eu nunca me tinha dado conta. para ser uma garota esperta. insegura de como tomar a combinação comprimento/ofensa. esgotando meus olhos em frustração.você mesma. Marc me favoreceu com um sorriso condescendente. Conhece-me melhor que isso. se agarrou com força ao redor de um punhado de jeans. repicando meu pé com exagerada impaciência. —Não tenho idéia do que está falando. com ou sem você. e Marc expulsava a jorros seu usual palavreado com o ardor de um verdadeiro fanático. —Se isto for uma piada. —Você já sabe a maioria do que precisa saber.. —Ao demônio que não posso.disse bruscamente. Tinha estado tão preparada para discutir com ele que não havia realmente escutado o que ele estava dizendo. Ou o era? —Se cale e pensa-o por um minuto. Isso não era possível. A madeira chiou enquanto me apoiava sobre o poste da cama e esfregava minha testa. agarrando com força o pé de cama detrás de mim. Maldita seja! Detive-me. ainda se ele .Pus minhas mãos em meus quadris. —Não quero liderá-los. Tudo o que necessita agora é um pouco de experiência.. no mundo onde falava com equilíbrio e confiança. Esfreguei-me as pontas dos dedos sobre a polida nervura da madeira. Infelizmente. mas ele se assegurou que você tivesse voz e voto em cada decisão perto do Orgulho desde que tinha doze anos. lhe deixando ver à convicção em meu rosto. usando a sensação parar na realidade. tentando limpar uma densa névoa mental.Alguma vez tomou aula de dança? —Há um ponto nesta pergunta?. e não estou interessada em aprendê-lo. ainda outro de meus muitos motivos favoritos de queixa. Observando-me com uma irritante e presumida confiança. —E assim também seu pai.Ele apartou minha cadeira do escritório e se sentou.. Franzi o cenho. decididamente sem ter nenhuma manicura feita. Ele nunca promoveu seu interesse em algo frívolo. um dedo enganchando-se na presilha de meu cinturão.

—Porque passa isso?.Mas a compreensão veio enquanto perguntei. Seu pai não só quer que te case com o próximo Alfa. —E o que?.perguntei. . com bordos desiguais. treinando com os meninos? Eu estudei minhas unhas. Faythe. para meu simultâneo horror e deleite. —Ele te ensinou como lutar-. mas quantas tardes passaste em calças suadas.realmente não usava sua contribuição. como qualquer bom fiscal. -por que faria isso? Nenhum dos outros Alfas ensinam a suas filhas a brigar. evitar o aborrecimento na classe de Gramática Avançada não tinha sido nem sequer uma provocação. Minha primeira confrontação contra Ethan tinha demonstrado que ele estava no correto. Ele quer que você seja a próxima Alfa. curtas e mordiscadas. Marc nunca formulava uma pergunta.Lancei minhas mãos ao ar em exasperação. me voltando para ele à contra gosto. -Muitas para contar-. Marc se endireitou. As lições de treinamento tinham começado quando eu tinha dez anos e quis aprender karate com uma amiga da escola. a menos que ele já soubesse a resposta. Seus olhos se precipitaram de retorno aos meus. tentando medir minha reação. Ele procurou meus olhos. —Essas são as coisas que você deveria saber para liderar o Orgulho. —Você sabe os detalhes de cada tratado negociado pelo conselho desde que você teve sua primeira Mudança. claramente procurando em sua memória por outro exemplo para fundamentar sua atordoada teoria. —Quem te ensinou a controlar sua respiração quando corria a toda velocidade e como saltar ao ataque das árvores? Meu pai. —Qual é o ponto?. —O que a respeito da diplomacia do conselho? Gemi e percorri com o olhar o relógio em meu estéreo. Meu Papai não me deixaria. tão rápido como um relâmpago. Depois de escutar a dois Alfas negociar direitos de viagens inter-territoriais para seus filhos atados à universidade. Aparentemente o tempo realmente podia manter-se imóvel. Marc deixou seu olhar deslizar-se ao piso. Ele temia que eu realmente pudesse machucar a alguém. Você alguma vez usou um tutu. logo que fazendo uma pausa esta vez quando todo seu peso golpeou seu tornozelo ferido. e suas seguintes palavras só o confirmaram essa última e teimosa parte de meu cérebro. Não havia necessidade de dizê-lo em voz alta porque. Para sucedê-lo. Meu pai me tinha arrastado a pelo menos uma reunião de conselho por ano até que parti para a escola.

como se escutar a soletração em pequenas palavras o fizesse real. Papai . fixei meu olhar à deriva desde seu rosto até o tapete . -Meu treinamento como valentão foi muito rigoroso. mas sim porque minhas pernas se recusaram a seguir me sustentando. tinha sido substituída por uma inquietante calma. rastreando os diamantes incrustados um por um.. —Você sabe tudo o que eu sei. Estudei os familiares desenhos. Faythe. Eu tão pouco. Soava aturdida. Meus olhos retornaram a ele lentamente. como se as respostas a cada pergunta em minha cabeça devesse jazer oculta dentro do padrão. Considerei lhe recordar o direito de uma mulher de trocar de opinião. os seus cuidadosamente em branco. ou talvez drogada.Ele estava dando rodeios. Não posso acreditar que nunca te tenha dado conta. e ambos sabíamos. como beneficiaria isso ao Orgulho? Ele me estava ensinando a ser responsável. Subi o olhar para encontrá-lo me olhando fixamente com olhos abertos.Golpeou-me tudo ao mesmo tempo. — Quanto tempo o que? —Quanto tempo esteve Papai te preparando? Quanto tempo tinha quando te escolheu para mim? Oito? Nove? Ele teve a decência de ruborizar-se. e enquanto eu olhava. a surpresa em sua expressão raiando na incredulidade. Marc estudou a coleção dos CDs alinhadas ao lado do estéreo. Tudo o que ele havia dito era verdade.sussurrou Marc. —Todo este tempo pensei que você entendeu. Marc. Ainda observando ao Marc. ele nunca seria um Alfa. Mas então um golpe de entendimento ainda mais profundo me esbofeteou na cara.. tampando a verdade com uma grossa capa de merda. e minhas áreas de estudo freqüentemente coincidiram com as tuas. Meu Papai não estava me ensinando a ser independente. —Ele não me escolheu para você. Marc. Adormecida com o choque. Não absolutamente.. —Sim. e você já tem a experiência Ainda sem mim. sua ruborizada cara. mas não pensei que ajudaria. —Quanto tempo? Ele encontrou meus olhos. —Pensei que sabia o que ele queria e estava te recusando por principio geral. Depois de tudo. A qualidade aturdida de mim.Logo que reconheci minha própria voz. mas não era toda a verdade. —Você tem todas as mesmas aptidões. não pude encontrar. Você o fez. Mas se o faziam. —Não sou uma idiota. Estarei condenada. sentei-me na cama—não porque o quisesse.

como se eu deveria ter sabido melhor. Você não pode treinar a alguém para ser um Alfa. É obvio.o único homem elegível da casa durante meus anos de formação. e isso era exatamente o que Papai havia feito com o Marc. e a única maneira de obter isso era através de mim.Ouvi minha voz aumentar de tom mas parecia não poder detê-la. Ele tinha nascido para liderar. E o mais importante. —Ele não te estava treinando para proteger as fronteiras. mas ele tinha uma segunda intenção. Você sabe disso. Para ser seu valentão número um. escolhido. como assim também meu pai. forte. dava-me conta que meu pai me tinha conduzido para o Marc. como o sou para o Greg. Ele estava preparando para substituí-lo como Alfa. Sua negativa foi fervorosa e simples. Um Alfa tinha que ser rápido. com pouca informação para continuar. Mas ele tinha escolhido ao Marc. Observando aqueles olhos com bolinhas douradas. É obvio que eu sabia. Mas não poderia acreditar. Sempre soube que meu pai queria que me casasse com o Marc. Marc tinha tudo isso e mais. —Não foi assim. embora seus esforços estavam equivocados. e se supõe que cria que foi só uma coincidência?.era um que ele aprovava e havia. Ele diria algo para que voltássemos juntos. de feito. mas sim pelo bem do Orgulho. ele tinha que ter esse algo indefinido –semelhante ao carisma. Meu pai queria ao Marc como seu herdeiro. mas tinha assumido que ele estava tentando me fazer feliz. especialmente por mim. mas implacável quando tinha que sê-lo.escolheu meu namorado para ser seu valentão numero um. e muito bom sob pressão. Ele tinha assegurado que o homem mais próximo a mim. e Papai tinha garantido que seus talentos nunca passassem inadvertidos. Papai estava comprometido comigo. Porque tudo o que meu Papai fazia era . mas imensamente mais forteque levava a leais tomcats a ele e os mantinha verdadeiros ainda sob as piores circunstâncias. não para nos fazer felizes. Tinha que ser capaz de tomar decisões críticas rapidamente. Marc viu meus pensamentos em meu rosto e me negou isso com a cabeça lentamente. Você não pode ensinar a um gato a utilizar forças e instintos que não possui. —Não-. Nunca me ocorreu que porque eu era sua filha. -fui treinado para te ajudar e te apoiar. Ele era resolvido e equânime. isso era o que diria Marc. Mas talentos inerentes poderiam moldar-se se fossem agarrados o suficientemente cedo.

ainda o melhor macho Alfa não era bom sem uma consorte. seria como dizer que o universo é bastante grande. Infelizmente. o Alfa tem que ser um líder forte para . aterrorizada não por algo que me tenha golpeado na noite a não ser o crescer para ser justo como minha mãe. Você disse que nunca trocaria de idéia. para manter o segredo de nossa existência. a maioria dos Orgulho foram faz muito tempo atrás forçados a abandonar o instinto em pró da civilização da sociedade humana. Também foi a noite que fugi pela primeira vez. Dizer que a luta pelos direitos para emparelhar-se foi feroz e ensangüentada. cada gata escolhe a seu próprio marido. as células reprodutoras que levam o cromossomo E são mais mutáveis que aquelas que contêm o cromossomo X. Simplesmente põem. e não o tenho feito. o problema não radicava nas mulheres a não ser nos homens. E quase invariavelmente –fora através do instinto ou pelo condicionamento social enraizado. de acordo à lenda. as células que produziriam os fetos machos a nadar mais rápido que aquelas que produziriam às fêmeas. havia muito poucas gatas. Essa foi à noite em que ele me pediu que me casasse com ele. até com costumes civilizados em seu lugar e um sistema de suporte de valentões. deixei o meus olhos vagar. e tinha estragado o cuidadoso planejamento de meu pai.ela escolhe a alguém capaz de liderar seu Orgulho. Incluindo eu. Como humanos. Como eu o entendi. Eles caíram em um foto emoldurada sobre a penteadeira: Marc e eu em meu baile de graduação. nunca apartando seus olhos de meus. e a fiz faz anos. Em nosso Orgulho moderno. a cólera levando um sabor amargo a minhas palavras. Não há palavras para descrever o entendimento dessa magnitude. Mas nos gatos. —Eu tive uma eleição. Depois de tudo. Entretanto. Incapaz de lhe seguir sustentando o olhar. Nisso ele estava no correto. nosso ancestrais viviam como verdadeiros gatos.pelo bem do Orgulho. —Você sabe que nenhum de nós dois teve realmente alguma vez uma eleição. Felizmente. Isto dá como resultado uma média de cinco nascimentos de Tom machos por cada fêmea. ainda se não era bom para um individualmente. Faythe. Eu tinha partido. porque eu certamente não o fiz. —Você sabe que nos tendeu uma armadilha. com os maiores e fortes tons lutando pelo direito de emparelhar-se às gatas disponíveis.sussurrei. Minha mãe deve havê-la posto ali. Você é a que se foi. o gene de nossa descendência é determinado pelo cromossomo sexual doado pelo pai.. Séculos atrás. Marc franziu o cenho.

eu tinha partido. —Estupendo. —Diabos. Mas nada trocou. mas a linha de sua mandíbula se suavizou sozinho um pouquinho. Logo. e só porque ele me tinha trazido a casa não significava que ficaria.manter o respeito e a lealdade de seu Orgulho. mais confortável em terreno familiar. o assentiu. Quando lhe tinha pedido que escolhesse. finalmente. por favor. como se esperasse que me quebrasse e admitisse que estava mentindo. -Lamento o modo em que fui. Seus olhos olharam com a expressão ilegível que usava no trabalho. Como ele tinha particularizado.. Ele era uma triplo ameaça: Forte. Marc. e não sei por que pensei que isso poderia ter trocado.disse de repente. ainda no mundo moderno. tirando suas mãos do bolso com fingida exasperação. correto. Ele me tinha expulsado e tinha posto suas defesas. tão feliz.. Ele me observou por quase um minuto. Não conseguiria uma oportunidade de fazê-lo duas vezes. -vamos comer?-. —Você sempre foste teimosa. E lamento o de sua perna. Ele bufou. como meu pai. —Como chamas o retirar a mão de um tapa quando tratei de te reconfortar? —Mau julgamento?. um deles o meu. Girei a foto à versão viva. Marc. Marc teria sido um estupendo Alfa. mas Marc afundou pelo menos a mesma quantidade de corações. —Só tratemos de ser corteses um com o outro. Por contraste.Admiti. O Alfa débil não é Alfa por muito tempo. Ele abriu a porta e me fez gestos para que . não o faça mais difícil te recusando a me acreditar. O rosto de Helen pôde ter arrojado à água a mil navios. sua cara endurecendo-se com determinação. carismático e formoso. Sorri. pela primeira vez notando diminutas linhas da idade nas esquinas exteriores de seus olhos. me ruborizando com vergonha. compelida a me desculpar apesar de me haver recusado a fazê-lo antes. na foto. não era freqüentemente que eu admitia estar equivocada. Marc pôs de novo minha cadeira do escritório em seu lugar. assim. Marc. -Lamento-o. Já era hora. a que refletiam meus próprios sentimentos mas não revelavam nenhum dos seus. —Eu tampouco sei. —Nunca fui menos que corte contigo. ele tinha elegido ao Orgulho por sobre mim. parecia tão jovem.Ele não sorriu.

Quase tão agradável como me sentir respeitada. convencida de que estava indo por minha própria vontade. ok. —Sim. —Você vai me obrigar?. Acredito que eles tinham medo de perder um pé devido a meu mau humor. sentia-me mais cômoda em seu santuário que em qualquer outra habitação da fazenda.perguntei. encontro comodidade no familiar. Marc foi perdoado devido a sua ferida. Deixei aos meninos na cozinha e vaguei pelo escritório de meu pai. Capítulo 8 Comi dois hambúrgueres apesar da tensão.passasse diante dele. Era algo agradável que me tivessem medo por uma vez. Deixa de fazer bico. atiramos uma moeda de um quarto de dólar para ver quem tinha que limpar. Quando terminamos de comer. Quando era menina. Eu também estava aprendendo. assim vá comer. a pesar do enorme tomcat caminhando a minhas costas. —Ok. Owen perdeu contra a sorte do Jace e se meteu totalmente a lavar os pratos. não conhecia nenhum lugar mais cômodo para 5 Jogo de tabuleiro de corrida. Era escura e mantinha uma temperatura um pouco mas fria que o resto da casa e sempre me fazia lembrar as tardes que passava jogando Candy Land5 ou lendo as engraçadas pagina do jornal do domingo no colo de papai. —Eu já não estou com fome. está-o. Ou que imagino que se deve sentir. É difícil encher o apetite de um gato e inclusive dado pelo Jace não podia estragar um hambúrguer. Apesar de nossa tensa relação. de todos os modos. Vou.. —Se tiver que. Você está faminta. Ninguém me pediu para levantar um dedo. Ethan perdeu com o Parker e terminou passando um trapo pelos gabinetes e limpando a estufa. Marc coxeou para mim com um determinado final a seu assimétrico modo de andar.Escolhi no bordo de meu edredom. —Você vai. Como disse. . mas esta vez evitei seu agarre. Ele tratou de alcançar meu braço novamente. tratando de fazê-lo soar como uma piada. Sorri enquanto partia pelo vestíbulo.

tratando de determinar pelo som se alguma delas se quebrou. O aroma do couro me trouxe lembranças das incontáveis vezes nas que tinha sentado ali em anos passados. Mas isso tinha passado faz muitos anos. com meus joelhos enrolados tocando meu peito e minha cabeça recostada contra a cômoda almofada de couro. e muito tinha trocado após. Empurrei a mim mesma a . Com dois passos compridos. Claro. Entortei os olhos pelo repentino brilho de luz. —Merda. Estava quase dormida quando o suave estalo do fecho da porta me fez me pôr alerta imediatamente. escutando como meu pai tratava os negócios do conselho por telefone. Ainda procurando ao redor da mesa. —Relaxe. Marc. relaxando de alívio de todos os modos. meus dedos se chocaram contra o jogo de xadrez de mármore-ejade de meu pai. Eu tinha derramado geléia de minha bolacha na almofada uma vez quando tinha sete anos. As pontas de meus dedos tocaram um bloco de papel de notas e uma pequena e pesada figurinha esculpida de um gato. Outros passos sussurraram através do piso quanto à silhueta se aproximou.dormir que a cadeira favorita de papai e era onde estava neste momento. e ele tinha pendurado a chamada telefônica com um Alfa a metade do negócio só para me ajudar a limpá-lo. procurando desesperadamente nas sombras do quarto com meu coração a ponto de sair.de meu peito. minha mão ainda estava sobre o tabuleiro de xadrez. Lembro o aterrada que estava por quão importante havia em jogo . A madeira rangeu sob os pés nus de alguém. Não pude assegurar nada.resmunguei. Meus olhos voaram abertos. sou eu. Identifique seu aroma inclusive antes que falasse. Disse. esperando ter um melhor alcance. estire-me silenciosamente sobre meu estomago. Congelei-me. Ainda sentada onde estava. Deixei cair minha cabeça contra o braço da cadeira. Mas não podia encontrar o abajur. -por que demônios me seguiu até aqui ?. ainda procurando o abajur quando as ultima figuras caíram ao piso. procurando o interruptor do abajur sobre a mesa de cristal. arqueie um de meus braços. tombando a maioria das peças esculpidas à mão. Em vez do abajur. Sustentei meu fôlego. cheirando o ar. —Não estou segura de que essa seja uma razão para me relatar.Exigi lhe franzindo o cenho. Marc estava a meu lado e conecto o abajur. mas meus olhos humanos não podiam distinguir mais que a vaga silhueta de um homem que se formava com a débil luz que se derramava do vestíbulo..

Merda. Era uma rocha de jade.Minha voz estava áspera pelo sono e atordoada. cuja obra manual. deslize-me fora da cadeira para o chão para recolher as outras peças. com desconfiança... Não tinha nem idéia de que eu haveria feito para repor uma peça de xadrez esculpida especialmente para meu pai por um de seus sócios na China. Jace me disse isso. com as figurinhas de jade e mármore entre nós. —Não é sobre nós. —Supunha-se que ia a Oklahoma amanhã. —Não te segui. Danny Carver era um gato nascido em um dos Orgulhos do . tinha morrido uma década antes que eu nascesse. —O que disse ele? —Só que se supunha que tinhas que ir a olhar a prova litográfica de outro extraviado Sustentei uma peça branca de mármore contra a luz em busca de fendas.permanecer sentada e joguei um olhar ao relógio que estava sobre a porta. O Dr. —Bem. graças ao céu. balançando meus pés no piso.Pus a peça em uma esquina do tabuleiro de xadrez.A peça até estava em minha mão. Por que ia importar-me quem havia dado a prova litográfica? —Danny Carver. Meu pé direito tocou uma das peças de xadrez e me agachei para recolhê-la. —Eu sei. —Ao inferno que não o fez. —por quê? —Ele te disse quem chamou? Sacudi minha cabeça devagar. Eram quase às três da manhã e não podia recordar claramente porque tinha vindo ao escritório de Papai em vês de ir à cama. —Não posso tratar contigo duas vezes em uma noite. meu olhar mudando da peça ao Marc. ao lado de um cavalo de jade. Marc. Isso queria dizer que havia um corpo. —Preciso falar contigo. Congelei-me. um cavalo congelado no ato ao sacudir sua juba. E estava inteira. eu tinha enviado a estelar-se contra o piso. Marc se ajoelho frente a mim. como pequenos soldadinhos em um campo de batalha miniatura. porque não há nenhum nós. Rompi-me. esculpida como uma torre tradicional. minha mão se apertou contra a fria peça de mármore e encontrei temor em seus olhos. —Agora não.. O artesão. Carver. Dr.

minhas mãos estavam juntas em meu colo. Gemi e deixe cair minha mão em meu colo. cabeceie para que continuasse enquanto recolhia o peão e o localizava em um quadrado vazio na segunda fila. —Eles trouxeram um corpo parcialmente desmembrado ontem cedo.Pergunte outra vez.. Nós tínhamos esperado nunca ter que usar sua posição e tínhamos tido sorte ultimamente.Disse Marc. Meus olhos estavam pegos a seu rosto esperando pelo resto. Até agora. Carver foi promovido à ajudante principal do examinador medico do estado. Ele tinha sido uma espécie de reserva de ultimo minuto. —A polícia não podem entender o que foi que passou. Vic. então foi em realidade morta por um grande gato Montes. não em casa escutando sobre rapto e cadáveres. enquanto posava minha mão sobre a peça de um peão branco de barriga para baixo. que nos deu um conveniente par de olhos e ouvidos nesse lugar. Supunha-se que eu estivesse na escola estudando os clássicos. Depois de terminar sua faculdade. igual como aceitaria mas tarde ao Jace. Ou em alguma parte dos Estados Unidos. só para emergências. joguei uma olhada ao Marc. Desesperadamente não queria saber a resposta. —O que aconteceu?.Perguntei. -O que aconteceu com ela?. o trabalho como supervisor há meio tempo para meu pai como parte de um acordo que lhe permitia completar sua formação em medicina forense de uma escola em nosso território. Depois de quase dez anos no mesmo escritório. Mas não tomasse muito tempo medir os sinais de garras e mordidas e compreender que não há gatos selvagens tão grandes vagando na zona urbana de Oklahoma. vazia. Não sempre. Parker e vários outros gatos agora dispersados através do território. provavelmente esperando me economizar os dados . mas sua melhor conjetura até agora é que ela foi atacada por algum psicopata e foi deixada para morrer.Ocidente. ele tinha tomado um trabalho como ajudante do examinador medico em Oklahoma e meu pai com muito gosto o tinha aceitado como um membro adotado de nosso Orgulho. Quando me dava conta que tinha deixado de falar. mas não disse nada mais. Ele estava evitando os detalhes do crime. Esta estava entre as piores férias de verão que tenha tido alguma vez. Quando eu era menina. o Dr. Elevou uma de suas sobrancelhas para mim como um sinal de interrogação facial. mas faz muito tinha aprendido que a ignorância não era realmente boa.

Se precisar sabê-lo. Danny pensa que ele a violou. Sonora Ramos.. No Sul da América. Longe de encontrá-lo considerado. O gato selvagem que tinha invadido nosso território quinze anos atrás era culpado dos três. os rasgos delicadamente insinuados sobre sua cara polida de pedra. Meu fôlego se entupiu em minha garganta quando me afoguei em meu próprio horror. logo Mudando para lhe cortar a garganta. Um peão de jade escorrego de meus dedos. não desde que aconteceu com a mãe do Marc.. A mão do Marc saiu disparada quase muito rápido para vê-la e o peão caiu em sua palma antes que golpeasse o piso. encontrei-o molesto. O conselho territorial reconhecia sozinho três crimes como importantes. você não necessita… Joguei-lhe uma olhada aguda parando-o e deixando-o frio e me alegre de ver que ao menos um de meus velho truques ainda funcionava —Quantos anos tinha. mas havia uma nota em . —Quantos anos? —Faythe. pensei. sim. Esclareça minha garganta. peça de xadrez em minha mão. majestosa em seu traje branco e sua coroa. antes que Marc a arrebatasse de minha mão para guardá-la de novo sob as meias em sua gaveta superiora. Mas a expressão que eu via nela era a que eu tinha visto uma vez em uma fotografia. Ele nunca falava dela. assim não sábia nada além de seu nome e o sábia porque tinha escutado por acaso uma conversa privada entre meus pais. O primeiro era assassinato.Marc afasto seu olhar. olhando como cuidadosamente colocava o peão sobre o tabuleiro de xadrez igual aos outros. notando distraidamente que era a rainha de mármore.Meus olhos se fecharam com força enquanto cedia ante minha necessidade de me derrubar na negação. Nunca descobrimos seu verdadeiro nome. Essa pobre garota. Movi meu polegar pela fria.concretos. o segundo era infecção de um humano e o terceiro era divulgação a um humano. Essa classe de coisas não passavam em nosso território. eu preferia sabê-lo tudo de uma só vez. Ao menos. Mas não nos Estados e definitivamente não no território sul central. —Tinha marcas do tamanho de dedos em suas coxas e mais mesclas com sinais de garras em seu pescoço. mas alcançou a vislumbrar medo cru e ultraje em seus olhos antes que pudesse apartá-los. —Então o rasgo em seu estomago. para chamar sua atenção. Marc?—Dezenove. Ela estava sobre minha palma.

mas tinha sido muito tarde para Sonora Ramos. jazendo sozinho na cama de hóspedes. Ele matou a dois deles antes que o terceiro trocasse. é que sua presença no Texas do sul foi reportada no mesmo dia em que chegou. E você? Ele cabeceou. o agente encontrou ao Marc entre a cama de sua mãe e a parede. Mas me custava lhe acreditar. papai enviou seus três melhores agentes com instruções de encontrar ao intruso e escoltá-lo através da fronteira com tanta força como fora necessário. chamando minha atenção para ele. Ele tinha seu focinho enterrado no que ficava do estomago dela quando os agentes de papai o tinham encontrado. em forma de gato. então assim o chamávamos. no lar de uma viúva imigrante Mexicana. Quem poderia estar bem se enfrentando a uma lembrança tão gráfica do que lhe tinha acontecido a sua mãe? Estudei o rosto do Marc. Marc tinha despertado em algum ponto durante o ataque e tinha tratado de defender a sua mãe. Isso foi um incrível golpe de sorte. uma sombra do menino com cabelo escuro anelada e . Os agentes encontraram ao Jose. E se não tivesse passado. Com o Jose morto. —Sim. Ele tinha somente quatorze anos. —Estou bem. incluindo o feito de que Jose uso a sua vitima para satisfazer mas de uma classe de apetite. Jose entrou despercebido em nosso território depois de fugir de um Orgulho em algum lugar na América Central por cometer uns crimes nos que não podia sequer pensar. Logo que recebeu a chamada. O que nós podíamos dizer. mas pelo esforço se parecia mais como uma careta. a manhã depois que sua mãe morreu. mas Jose o tinha afastado com uma pata cheia de garras afiadas. Marc agitou uma peça de xadrez frente a meu nariz. As garras marcadas em seu peito estavam inchadas nos borde e infectadas… eram sinais seguros de que ele logo séria um de nós.seu bolso traseiro dirigida a 'Jose'. sangrando e inconsciente. Os detalhes do assalto eram misteriosamente similares ao que tinha passado à moça de Oklahoma. Marc teria morrido essa noite. Infelizmente uma simples escolta demonstrou estar por pouco muito longe e tarde. Jose tinha irrompido na casa do Marc e a tinha atacado enquanto ela dormia. —Está bem? Tratei de sorrir. Pura possibilidade. tomando consciência de repente do muito que tinha trocado desde o dia que nos conhecemos. se é que o mencionávamos alguma vez. O agente restante tirou um agora ferido Jose com algo mas que uns poucos arranhões que mostrar para seu problema. Ele parecia tão apavorado.

Muitas das vítimas não sobrevivem ao ataque inicial. Ele tinha chegado a Lazy S. e nada do que eu lhe fizesse passar se poderia comparar. e não disse nenhuma só palavra até ter passado uns dois meses no rancho. mas sim por praticidade. Tendo eu oito anos pude reconhecer nele a vontade de sobreviver no desafio tranqüilo de seus olhos e a dura linha de sua boca. no momento que os encontramos. Marc foi provavelmente. prosperou. Mas meus pais não podiam deixar ao Marc morrer. Exceto por ter visto morrer a sua mãe. logo eles abandonam a suas vítimas antes que saibam que não só vão sobreviver mas também se converterão em homens-gato. ele não só sobreviveu. Mas ao final. Só sobrevive o mais forte. o extraviado mais afortunado na história. Seu período de adaptação foi comprido e duro. contra as predições de todo o Conselho. Viram nele a oportunidade de investir a solidão e tragédia que define a vida de grande parte dos extraviados. e sua primeira transformação deixou a seu corpo em um choque severo. muitos deles nunca aprendem a ocultar sua existência dos seres humanos ou a controlar seus impulsos felinos. Infelizmente. Estes ataques vão perpetuando um ciclo que começou quando eles foram abandonados da mesma forma. Porque ele era muito jovem quando se infectou. Não permitia que ninguém se aproximasse dele ao princípio. que diziam que tinha visto coisa pior que o mundo podia oferecer. seus cachorrinhos também. muito poucos extraviados se alegram de nos ver. sem ter a oportunidade de aprender a respeito da vida dos homens-gato. Sentada frente a ele quinze anos mais tarde pensava em seu primeiro ano conosco. e outras morrem pouco depois. Trouxeram-no aqui e o cuidaram durante a enfermidade inicial que se produziu pelo arranhão. quando a maioria dos Alphas o teria deixado morrer.covinhas profundas. meus pais se sentiram responsáveis por ele. Na natureza. não por cruel indiferença. Eles nos acusam de destruir suas vidas e sustentam que não têm nenhum interesse de ser -governados- . quando uma mãe morre. o que faz muito importante para nós chegar até eles antes que suas ações exponham nossa existência à humanidade. Ele tinha razão. E enquanto alguns extraviados vivem e aprendem a sobreviver por si mesmos. Mas ele era um lutador. A maioria dos extraviados são criados por outros extraviados. com nada mais que uma mala puída e um triste cenho franzido. e como seu ataque se produziu em nosso território.

. —Não é minha culpa que não possa evitar mostrar o que pensa em seu rosto. mas sim de outros Orgulhos tentando expandir seus limites. é uma questão de classes.por manter o segredo que a população de extraviados explodiu. Eu gostasse ou não.espetei-lhe.Seus lábios se curvaram em um satisfeito sorriso. ao lado de seu marido. o trabalho de um guardião consistia em defender as fronteiras territoriais. —Eu quis ir. Por que papai o tinha enviado a investigar um caso como esse? Pensei. e repartindo a justiça necessária para aqueles que não querem seguir as regras. conduzam-nos a cuidar-se e ser hostis com gatos estranhos. As forças dos guardas do Orgulho agora revistam dedicar-se principalmente. pondo meus pés por debaixo para me sentar de pernas cruzadas sobre o bordo do tapete. furiosa com meu pai de novo. Principalmente.Ele fazia soar como algo fácil. porque a maioria dos membros do Conselho não têm interesse em deixá-los entrar. Para eles. recordei quão confundido estava e o muito que sentia saudades de sua mãe. os quais ainda não compreendem. Faz como um século. produziu-se uma mudança.Disse Marc. Olhando-o. De feito. retornando-a ao lugar que lhe correspondia.. —Deixa de ler minha mente. lógico. mas ele nunca se voltou atrás. Tampouco ajuda que seus instintos. a enfrentar-se a estes novos membros de nossa sociedade. Ainda aqueles poucos extraviados com os que mantemos um trato cordial não têm interesse em formar parte do Orgulho. especialmente para o Marc.. biologia e leis dos homens-gato. não dos humanos. ainda quando ao princípio foi verdadeiramente duro para todos nós.. Eles também monitoravam e controlavam a quão extraviados se convertiam em violentos e voláteis. —Estou lendo sua expressão. Mas recentemente na história. que não sabem de nossa existência. Os homens de meu pai tratavam aos novos gatos infectado à medida que chegavam a nossa atenção e administravam um curso rápido da história.por um Alpha. meu pai teve que dirigir um montão de críticas por trazer o Marc. mas não deixava de ser outro aviso de que ele me conhecia melhor que ninguém no mundo. A maioria das peças . Marc arrancou a rainha da palma de minha mão. Vários Orgulhos aprenderam a respeitar a maioria. limpando tudo atrás deles. Extraviados são considerados membros de segunda classe. Mas cada vez mais passam mais tempo evitando o ingresso de extraviados a nosso território.

Quando me dava conta que não ia dar mais informação voluntariamente. Franzi o cenho. —Não poderia ter sido um dos gatos de papai?. Olhei-a e me pareceu ver um pequeno sorriso nas vagas formas de seu rosto. porque enquanto ele era débil e virtualmente indefeso –só podia mover um quadrado por turno. Carver haver-se equivocado?. Ao contrário das mulheres que conhecia na vida real. Se a vida real fora como este jogo. Tanto aos gatos selvagens como ao extraviados tinha sido proibido entrar em nosso território por uma boa razão: eles eram usualmente imprevisíveis. fiz-lhe a pergunta óbvia. Seu trabalho era defender a seu marido a qualquer custo. Carver pôde cheirar ao bastardo em seu corpo? —Sim. ela era poderosa. ou possivelmente . pelo aroma. -Danny conhece todos os gatos do Orgulho sul-central. -Mas Danny disse que definitivamente era um extraviado. embora não pelo nome. Marc me franziu o cenho. A rainha era minha peça favorita. em seu exílio auto imposto. Esclareci minha garganta e me recostei na poltrona. ele já me haveria dito. entretanto. o que evitou que se rompessem. Marc sacudiu a cabeça. violentos. Não havia exceções à regra. Adivinho que todos fazem referência ao mesmo gato. —Suponho que o Dr. Ele disse que esta essência lhe resultava estrangeira. Se tivessem identificado ao assassino. Era uma cadela dura de vencer. arrastando o traseiro indefeso do Marc para o lar para seu próprio amparo. Centro-americana.ela era a jogadora mais forte sobre o tabuleiro. Ela tinha impactado totalmente sobre o chão. ainda para o Ryan.perguntei. era sempre mais fácil de dirigir a maldade que conhecia que a que não conhece.Tão terrorífica como encontrava a idéia de ter um assassino entre nós. Justo como eu.de xadrez tinham caído sobre o tapete. Tivemos outras duas provas litográficas sobre um extraviado desde Oklahoma na última semana e meia. —Não poderia o Dr. me fazendo saber que tinha lido o pensamento em meu rosto outra vez. sem restrições que a parasse . conservou-se obstinadamente inteira e ilesa. —E bem? Reconheceu seu aroma? Sacudiu negativamente a cabeça e eu não estava muito surpreendida. incontroláveis e muitas vezes. determinada a processar a conversa de novo para as pistas. eu teria a última palavra. Mas não a rainha.

Mas. Espreitavam e caçavam como gatos. Sabia. Seus limites territoriais trocavam constantemente. Os gatos da América do Sul eram um tipo de animal completamente diferente.sul-americana. Carver conhecia a diferença do aroma –provavelmente de origem genética. E os novos extraviados eram conhecidos por perder o controle de seus impulsos felinos.Respirei. Mas também reconheci a rápida retratação do Marc sobre a primeira teoria pelo que era. esperando que compreendesse o significado do que me estava dizendo. Eles não formaram conselhos. definida pela falta de estabilidade e a esperança de vida curta. só pode reclamar como próprio ao que pode defender. -É provável que seja a mesma coisa de sempre. a diferença do homem do saco. não reconhecem fronteiras políticas. Esse era um gato de selva. E ele estava seqüestrando gatas.Marc capturou meu olhar. mas matando humanas. —Sul-americano?. quer dizer. Algumas vezes acontece. mas muito reais. algum extraviado novo cruzou acidentalmente a fronteira e terminou em nossa terra. Era uma existência violenta e caótica. Assenti. Meu coração saltou de um medo que borde Ava ao terror. com o massacre de uma Alpha e a ascensão de um sucessor. o mundo tivesse avançado sem eles. o que significa que eles vivem mais como gatos de selva que como pessoas. Eles não . puro lixo. Sabe. Mas esta vez. O Dr.O olhar do Marc estava paralisado no rei de jade que se encontrava no meio do tabuleiro.de um gato nascido nos Estados Unidos de um gato de selva. e não sofreram negociações. eles eram muito. como se por umas quantas centenas de anos. —Sério? —Ele provavelmente se equivocou. não por seu comportamento humano.. ele perdeu o controle. Eles brigavam até a morte em forma regular só pelas duas coisas que lhes importavam: o direito a controlar o território e de governar outra geração de monstros selvagens. enquanto pensava no extraviado do campus. Com a selva úmida da Amazonas ao seu dispor. Às únicas regras que os gatos das selvas se submetiam eram às da natureza. Os gatos das selvas eram meu temor secreto. esgotando-se e expandindo-se. passando meus dedos nervosamente sobre a franja do bordo do tapete. matando sozinho porque tinham fome e perderam temporalmente o controle necessário para transformar-se e ir às compras. a maioria dos Orgulhos do hemisfério sul dão rédea solta a seus instintos felinos sobre sua humanidade. minha versão do homem do saco no armário.

A menina de Oklahoma foi assassinada por um monstro humano. É provável que só esteja sendo paranóico. eles trocavam para apartar a sua vítima e atacá-la.atacavam sobre duas pernas.Olhei para outro lado. -não tomei o café da manhã ainda. Não? Deu de ombros. sentei-me na cama. Quem pensaria que os pássaros sabiam como irritar a um gato com sono? Quando por fim me acalmei. dentro e fora.queixe-me em direção ao barulho.. sabe. Em troca. mas não queriam ir. mas não mais possível do que sua teoria de que fugiu. Precisamente porque era verdade. —Você acredita que está relacionado com a Sara. gemi pelas imagens do dia anterior que se reproduziam em minha mente como um filme silencioso em avançado rápido. Franziu o cenho. —Estou seguro que não é nada. —Você é bom em tudo. porque não podia olhá-lo aos olhos e dizer o que seguia. Ele não me respondeu. —Então por que me diz isso?.disse. Enterrei minha cabeça debaixo dos travesseiros. ultimamente não sinto que esteja ganhando seu dinheiro. —Para isso papai te paga. Eu estava disposta a deixá-lo passar. É possível.Conhecia-o o suficientemente bem para cair nisso. E à luz da lua. -Bom. Faythe. Marc. olhando suas próprias mãos. . Meus olhos . Era o trabalho de um gato de selva. Capitulo 9 Despertei em meu quarto pela primeira vez depois de dois anos. —Você é um grande guardião. não de um extraviado daqui. embora fora verdade. Respirei profundamente. desejando uma vez mais haver dormido durante a conversa inteira. grunhi mal humoradamente pela brilhante luz do sol e o alegre e incessante canto de um pássaro dos ramos do carvalho fora de minha janela. Marc se tinha ido. —Não em tudo. que acabava de ter os caninos e as garras ao seu dispor. ele sozinho me olhou com esses profundos olhos marrons. Quando levantei a vista. atravessados por linhas de ouro que só se viam muito de perto. E Marc sabia tão bem como eu. —Não sei.

em contraste com o excesso de gatos. Essa foto representava o futuro do Orgulho Americano.vagaram pelas paredes. menos de dois meses antes que eu fora à universidade. ordenado. filhos e sobrinhos dos Alfas que viviam no território. isto estava mau. nós somos muito. Com um suspiro. mas . A luz do sol não deveria golpear aquela parte do quarto até o meio-dia. a toda cor e brilhante esplendor. subindo pelo bordo como uma trepadeira de memórias. onde haviam mas livros que roupa. Agora havia oito de nós outra vez. experimentando minha vida como uma série de momentos congelados no tempo. Cada Alfa era o chefe do grupo familiar do território. Além disso cada Orgulho tinha entre vinte e quarenta gatos que também eram leais ao Alfa. limpo. Mostrava um grupo de oito garotas entre doze a vinte anos. tinha sido o dia da morte da avó. muito valiosas. Olhei as imagens. ficando no espelho sobre minha penteadeira onde várias fotografias estavam postas entre o cristal e o marco de carvalho. Minha mãe não tinha trocado nestes últimos anos. Meu estomago grunhiu. mas agora eu era a mais velha -por vários anos-. E por isso. irmãos. meu braço esquerdo estava ao redor de minha prima Abby e o direito ao redor… da Sara. nenhum alfa na história recente tinha engendrado mais de uma gata. todas com sorrisos grande e brilhante. porque nela estavam todas as gatas solteiras com idade de procriação do país inteiro. cada um estava protegido e governado por um Alfa do Orgulho. O nossa era um dos dez territórios nos Estados Unidos. as maiores se casaram e as menores tinham entrado na puberdade. estendidas sobre os dez territórios. A última vez que mamãe me tinha deixado dormir sem baixar a tomar o café da manhã. que consistia na companheira do Alfa e seus filhos -normalmente varões e a filha desejada – e um grupo de agentes leais. sobre tudo os tios. Isto não podia ser verdade. As dez e vinte e quatro. a qual era necessária para dar a luz à próxima geração. Jogue uma olhada ao despertador. Na foto eu estava parada no meio da fila dianteira. saí das cobertas e balancei minhas pernas no bordo da cama sobre um pedaço de luz solar que entrava pela janela. Infelizmente. Procurei em minha mala. como sempre anunciando suas demandas de primeira hora da manhã e me perguntei se Sara estaria tomando o café da manhã em qualquer parte onde ela estava. assim que algo tinha que estar mau. Nossas filas aumentaram e encolheram desde que se tirou a foto. havia uma foto tirada no rancho no verão em que tinha dezessete anos. No fundo do espelho. Espera.

—Faythe? Esta ai?. choco-se contra a parede e deixou um amassado nela. Traguei. alegre de não ter desabilitado minha secretaria de voz. Ah. A pessoa que chamava voltou a falar —Esta é a parte em que me pergunta que estava mau. Huh? Afaste o telefone e fique olhando-o fixamente como se fora o culpado da carência de sentido do que se escutava pelo auricular. Tire-me a camiseta de dormir e a pus sobre a cama. Mas mesmo assim a música seguia soando. Ou talvez eu somente estava me voltando paranóica. —Sim. tragava tudo de você. Nada. como se duas metades muito separadas de minha vida tivessem chocado. despertei esta manhã pensando que algo estava mal levou um momento saber que era. Eu me movi para agarrá-lo. E ali estava. Eu deveria havê-lo sabido. fazendo que fora impossível para eu pensar. então vesti a camiseta e os jeans que tinha levado no dia anterior. . Estava passando uma escova por meu enredado cabelo negro quando escuto o som polifônico de —Criminoso. como areias movediças.pus o telefone em meu ouvido sustentando-o com meu ombro. Era Andrew. Mas o abafadiço canto da Fiona Apple se fez mais forte. é como a usa-. Sacudi minha mala procurando a fonte da música.desde algum lugar detrás de mim. que lhe apanham até que não possa te mover. aqui estou. e um momento comprido passo antes que pudesse responder. A casa era uma armadilha. lancei a bolsa através do quarto. Grunhindo pela frustração. me estremecendo pelo seca que estava minha garganta. A papai gostaria. Dizia: —Não é a longitude da palavra. e muito menos falar. nem pensar e ao final te afoga em seu próprio pânico. exagerando o som congestionado de sua voz. -Olá? —Assim. era alguns centímetros de algo brilhante que se sobressaía debaixo de minha cama. Voltei à mala até que fico vazia.a preocupação incrementou a tonalidade do Andrew. —Faythe?. Ainda ofegando por minha frenética busca. afundei o botão para responder. me esmagando entre elas. Meu telefone. Onde tinha deixado meu telefone? Eu tinha chegado a casa faz aproximadamente doze horas e já tinha esquecido que tinha uma vida fora desta preguiçosa casa. O som de sua voz estando na casa de meus pais me desorientava e era vagamente incomodo.encontrei uma camisa de lycra azul pálida que serviria. A esquina da mala que estava reforçada de plástico. Esse era um dos perigos de vir a casa. cortando a Fiona na metade de uma silaba. Genial.

pelo telefone escutei o som de cobertas quando se moveu. . mas os olhos fixos do Marc me impediam . —Obrigado. aliviada de que ele não pudesse estar ali para ver o temor em meu rosto.. —Quantos que?. Tentei afastar meu olhar da foto. Merda.OH. Meu cérebro só funcionava quando tinha um pouco de cafeína. Ou talvez só refletiam a iluminação natalina que tinha sido usada como decoração para a festa.—Esta bem? —Sim. Uh… não tive tempo para dizer-lhe Mas vou perguntar. —Sei. pensei. Ele nunca sairia desta casa vivo. observando como as fotografias se burlavam de mim de vários pontos de meu próprio passado. —A comunicação se perdeu por um segundo. —O que disse seu papai de eu ir te visitar este verão? —OH. Eu sozinho era vagamente consciente de que Andrew seguia falando. —Huh?. só que acabei de despertar.afundei-me na cama.fique olhando a foto minha e do Marc em minha graduação. Isso é o que estava mau. como se não tivéssemos falado em meses em vez de tão só um dia.Obrigado? Bem. prefiro falar contigo que ir a aula. Meu resfriado pioro. Não tenho vontade de aprender algo hoje de todos os modos. —OH.Fiz rodar meus olhos por minha própria mentira. Seus olhos pareciam me seguir da foto. não. Falando com ele me sentia torpe. Ou qualquer outra conversa pensando-o bem. —Não soou meu alarme e perdi a primeira aula. Ele de verdade devia sentir-se mau se ainda estava na cama. até que o silêncio se alargou e me dava conta que era meu turno para falar. Estarei ai em três semanas. De todas as maneiras. eu não saberia que dizer ao Andrew. mas até depois de um galão de café.Peguei um punho a meu travesseiro. sou uma idiota. e cintilavam de entretenimento por minha idiota intenção de me concentrar no que Andrew me dizia. Não esperava com ânsias ter essa conversa com meu pai. contente por minha vitória sobre a imagem do Marc e de mim. -O que disse? —Pergunte-te quantos tem. —Quantos irmãos. e acredito que tenho um pouco de febre. —Bom. Genial.Dei a costa à foto. mas não importa. —Eu também.

estava no único lugar no que queria estar. Uh. ou sobre algo mais em realidade. Seus pais de verdade devem ter desejado uma garota Huh?. as palavras me falharam.não tinha nem idéia. Estou morrendo de fome. —Esta bem.franzi o cenho pela confusão. Talvez se tivesse divulgado mais como a meia-noite… mas ele não tinha nada que ver com a noite.. é uma idiota! Pensei enquanto pressionava o botão para finalizar a chamada. —Nem sequer tinha pensado no café da manhã. Congele-me.Disse. Isto ricocheteou contra um travesseiro e caiu ao chão. Posso te chamar mas tarde?.. Tinha que ser melhor. —Adeus —Adeus. —Passa algo Faythe? —Sim. Quando me agachei para recolhê-lo. Se isto tão só pudesse me proteger de minha vida também… -Tudo esta bem.. lance o telefone contra a cabeceira. Faythe. —Claro. Desgostosa.Eu não vi nenhuma razão para lhe explicar que Ryan estava PEA6 durante mais de uma década. porque certamente não podia fazer-se pior.. —Claro. muito preocupada com os passos do corredor para adicionar um pouco de sinceridade a minha resposta. Não devido a mim. outro jogo de passos soaram na frente de minha porta.disse finalmente. Melhor deveria procurar algo para comer.. Eu não sábia o que lhe responder. Eu era muito lenta. mas outra vez. Espero que se sinta melhor. Não. —Vou agradecer ao som de sua voz. quatro. —Isso é doce.Cheirei o ar tratando de identificar ao proprietário dos passos. Nada. coloque uma mão sobre meu rosto para proteger meus olhos da luz do sol. Wow. —Chamarei mais tarde. ou ao menos algo amistoso. até para minha vida. Isso sempre o tinha a seu favor. cheirando o ar.Acaso havia um tremor de dúvida em sua voz? Andrew não merecia ter dúvidas.Escutei uns passos apurados pelo corredor de meu quarto. Séria melhor quando voltasse para a Universidade. Eu sábia que tinha que dizer algo para tranqüilizá-lo. Tudo exceto um. —Ei!. e agarrei justo o 6 Perdido em Ação . —Quatro. é sozinho que sigo meio dormida.—OH.Seu tom era tão quente e agradável como a luz do sol na primavera. Andrew era tudo o que eu queria. me revolvendo por minha tola resposta. vá comer. Nada absolutamente.. mas não podia pensar em algo para lhe dizer.Disse Andrew.

Ouvi um estalo débil e o sussurro parou bruscamente. agarrando um prato descartável do montão. e logo me priva do emocionante. carinho. Atirei meu telefone na penteadeira e se deslizou pela mesa. mas séria necessário mais que uma fechadura para me deixar fora. agora brilhavam como se fora um abajur. As sombras do adorno no teto. O quarto estava mais brilhante. cada rosto no quarto estava sombria. Eu já estava no corredor antes que caísse no tapete. A luzes brilhavam nas bordas dobradas da mesa de cristal a jogo nas que estavam os prêmios atrás do escritório de meu pai. Eles a tinham fechado. Consegui ouvir resmungos que eram somente ininteligíveis. —Sempre tomamos o café da manhã sobre o piso do escritório agora?. Só um quarto na casa era capaz de bloquear o som tão bem. Seu nariz e olhos estavam vermelhos de chorar. Sem mim. Ele me arrasta até aqui outra vez. Porta de carvalho estúpida! Tentei girar a maçaneta com cuidado. Com meu ouvido apertado contra a porta do escritório.disse arqueando uma sobrancelha a meu pai. —Me recorde não subestimar seu guarda-roupa nunca mais. A ira fluiu por mim como a maré fria.disse minha mãe do assento de couro. mas ele só deu uma olhada a minha camisa e me levanto uma de suas sobrancelhas em troca. Seus passos continuaram até o fundo do corredor. Isso estava fodidamente bem.perguntei entrando sem ser convidada. me intumescendo.bastante do aroma para poder identificá-lo. porque minha mãe nunca comprava pratos descartáveis. Estes deveriam ter vindo da casa de hóspedes. agitando uma de suas mãos generosamente para a comida restante. —Pensamos que estava dormindo. Tudo se via diferente esta manhã a como se via a noite anterior. —Esta é uma festa exclusiva?.. Parker. Algo estava realmente mal.Disse . A fechadura se rompeu e abri a porta de repente para revelar sete rostos surpreendidos. Até em contraste com esta brilhante e alegre manhã. onde estava sentada ao lado do Owen. esforcei-me por ouvir algo. mas não dava volta. Sentei-me no chão entre o Ethan e Jace. Papai tinha chamado a uma reunião em seu escritório. Sussurros tensos se elevaram sobre o ranger da porta. estavam juntos ao redor de uma manta de piquenique com tão só os restos de seu café da manhã: duas fatias de torrada francesa. Boa tentativa. e foram substituídos pelo som de uma porta. ela dizia que eram o . um pequeno montão de toucinho e dois potes meio cheios de café.

mas ela não olhava aos meus olhos.disse ele me jogando um olhar de compaixão durante um instante antes de olhar de novo sua taça.joguei uma olhada a minha mãe. mas ele só olhava fixamente os miolos pegajosos de xarope sobre seu braço. Asqueroso! —Assim. Definitivamente não era um bom sinal. —Às dez da noite?. como as lâminas de barbear. . Provavelmente estava fingindo dormir enquanto me traziam para casa. —Ela foi a uma festa ontem à noite e nunca voltou. assim deveriam fazê-lo pelo caminho mas fácil. Seus pais queriam assegurar-se de que de verdade estava desaparecida antes de envolver a alguém mais. tratando de recordar o que eu tinha estado fazendo naquele exato momento. Meu olhar se nublou com as primeiras lágrimas que ameaçavam saindo. Sua taça tremeu em sua mão. Era café preto. —Fez dezessete o mês passado. Engasguei-me com um gole de café e pus minhas mãos em minha boca para não cuspir o que ficava. que estava uma hora adiantada à nossa. Baixei o café devagar e olhei ao Marc. o vou averiguar cedo ou tarde. -OH vamos. —Sabiam da noite passada e não me disseram isso? —Não.Abby e sua família viviam na Carolina do Norte. ela poderia ter desaparecido faz não menos de treze horas. — Ela é somente uma menina. Se só tivesse sido Jace.emblema da sociedade com tendência às coisas descartáveis.rezei silenciosamente para que os tivesse ouvido mal.disse minha mãe. Segundo minha rápidas matemática mentais. Jace era o perfeito para passar essa conta. taças de café e os matrimônios à força. Minha mão estava apertada ao redor de minha taça e a pus com cuidado sobre a manta.. —Chamaram-nos faz cinco horas. esmagá-la-ia. derramando café em suas calças que estavam sem engomar. —Abby?. nem Owen ou Parker. Pisquei tentando as afastar.perguntei esquecendo meu café da manhã. —Abby desapareceu. —Desde quando?. que acontece este piquenique?. Nem tampouco Marc. Owen tirou a taça com cuidado e ela nem sequer o olhou..Meu pai fez ranger um de seus nódulos. eu certamente poderia ter assumido que ele me estava jogando uma má brincadeira..Joguei uma olhada de minha mãe a meu pai. mas meus pais nunca ajudariam a algo assim.Jace se retorceu e o olhei fixamente.. Jace me deu uma taça e passei um bocado de toucinho com um gole de café morno. O anfitrião disse que ela abandonou a festa ao redor das dez e ninguém a viu após. sem importar o que lhe tivesse tentado arrancar de uma dentada. sabendo que se não soltava a taça. Quanto à informação secreta. Um bom caçador sempre pode descobrir ao animal mais fraco da manada.

ele me olhou com espera. Voltei-me e Ethan se queixo quando meu cabelo lhe pego no rosto.. Abby nunca tinha causado nenhum problema. escovando a ponta de seu queixo com os nódulos de sua mão. olhos negros e cabelo encaracolado escuro. E agora estava desaparecida. pensando no que ele me havia dito a noite anterior. Ela era uma boa moça. Minha mama a agradava como nunca me tinha agradado . mas mais alto que eu. Eu podia vê-lo. —Eles pediram ajuda?. que gostava. literalmente. com constituição media . sabendo que ninguém tinha uma resposta. Não. Talvez eles não deveriam lhe haver dito tampouco. a todos os que a conhecia. Abby Vadan era a sobrinha de minha mãe. mas era porque podia enviar a Abby a casa no primeiro sinal de problema. —O vamos averiguar. Ela era o único membro da família com o que me tinha mantido em contato na UNT. Eu já estava muito grande para acreditar que meu papai poderia fazer que tudo estivesse bem. mas tinha sido suficiente. —Quem esta fazendo isto?. —Obrigado Faythe. desapareceu.minha mãe me olhou com olhos ausentes pelo choque. querida. —Era mas baixo que Marc. —Um nariz quebrado. Olhei-o com simultânea esperança e dúvida. mas ainda queria desesperadamente que aquilo fora verdade.Exigi ao quarto em geral.Uma pequena indireta de sorriso apareceu em uma das esquina de sua boca. Com aroma como de estrangeiro… provavelmente um gato da selva.O olhei fixamente sem piscar.perguntou meu pai.papai sacudida a cabeça. Eu sempre pensava na Abby como minha irmã menor. —Convoquei ao conselho. Passa a descrição.. a única filha de seu irmão Rick e em uma comunidade com poucas mulheres.Joguei uma olhada ao Marc. e eles necessitam que alguém os recolha. Ignore-o. —Sim. surpreendida ao compreender que eu tinha estado dormindo quando Michael tinha chegado. fomos todas muito próximas apesar da distância. —Algo. Cabeceie. De verdade eu tinha falado com ela faz mais ou menos uma semana antes.Disse Papai. —por que não me despertaram? —Pensamos que foste tomar mal a notícia. Ele estava orgulhoso. Eles necessitassem uma descrição para começar.impaciente por mais informação. Eu deveria ter sabido que essa educação de aprender a dormir . —O avião de Di Carlo aterrissa a uma. mais?.. E então.Disse Michael detrás de mim.

—Quatro. -Faça o resto da chamadas pessoalmente. —E que passa com os pais de Abby?. —Falaremos da perna do Marc mais tarde..ofereceu-se Parker e papai assentiu.Marc piscou.Perguntou papai. Joguei um olhar aos restos frios do -piquenique dentro de casa-. recolhendo as sobras e geralmente subindo os nervos a todos. firme. Eu tratava com minhas emoções por um caminho passado de moda: destroçando coisas com meus dentes e garras. voltaria para me morder o traseiro. mas os meninos ficam em caso de que eles a encontrem.. —Isso foi um acidente Greg.perguntou mamãe. —Bem.Ah. -Isso é o que pensei. Eu não tinha herdado aquele problema em particular.Papai se deu a volta e se dirigiu ao corredor. Podia-se notar que a tinham alterado e o único modo que ela conhecia para tratar com emoções fortes era limpar tudo à vista. Vic ficara para ajudar a procurar a Sara.Disse Marc sem nem sequer dar uma olhada em minha direção. Eu não estava segura. Eu ainda tinha fome. seu olhar fixo.. com uma de suas mãos apoiadas no encosto de sua cadeira.. pensei. Teremos a casa cheia antes desta tarde. Ele era brusco de vez em quando. mas quase nunca grosseiro. —Ela acidentalmente mordeu sua perna atravessando o osso?. Por que só me olhava ? —O que?. assim espero não ter que lhes recordar como deve ser seu comportamento. ou preocupado pela Sara e Abby. Obrigado Michael.Não podia estar em problemas ainda. minha mãe revôo inutilmente ao redor do escritório. Quando meu pai se foi. Isso. Diabos. —Posso recolhê-los na caminhonete. Os meninos me olharam fixamente como se houvesse me tornado louca. Ela não podia fazer nada para ajudar. lhe dando sua taça a minha mãe. assim que eu nunca me tinha despido no escritório de meu . ao parecer pensava fazer as chamadas do telefone de seu quarto.Ele me estava olhando..com ruído incessante em um edifício cheio de apartamentos. Papai olhou ao Marc. Donna e dois dos meninos. mas permaneceu calado. —Quantos vêm?.. Eu acabava de me levantar. -Bert.Papai parou desculpando-se. —O tio Rick e a tia Melissa virão para encontrar-se com o conselho. isso queria dizer que estava realmente bravo comigo por morder ao Marc.Disse Michael alisando a fronte de outra de suas jaquetas de coleção quase idênticas. Tire-me a camiseta e a atire ao piso. Bem.

quando era um feito que eu tinha nascido assim. Mas minha mãe viveu em uma espécie de mundo de fantasia dos anos 1950 que até na maioria das casas humanas considerariam dissimulado. jeans e tênis. sua mandíbula estava completamente aberta.Disse arrastando as palavras.Gemeu minha mãe. Sorri.. isso era necessário?. Owen atravessou o grande montante de roupa tirada. Ainda totalmente vestido. Bem pelo.perguntou Michael. Ele levava uma camiseta. que era simplesmente natural.pai antes… mas eu tinha que estar nua para poder trocar. se alguém quer unir-se… —Eu vou-. —Realmente Faythe. O que não ia fazer. olhando seu conjunto pela primeira vez. A nudez era muito rotineira em uma casa cheia de werecats para ser considerada algo sexual. Ele não tirou nada. A gente pensaria que ela nunca me havia visto nua. —Katherine Faythe Sanders. inclusive se tivéssemos querido. —Voltarei . ela me havia visto nua em ocasiões incontáveis após. Ele ia incógnito como um humano normal. pondo sobre o escritório uma das cafeteiras para apoiar sua mão sobre seu quadril. quase sobre sua clavícula.para pele nua ao cruzar a linha entre o normal e uma excitação sexual. assim era uma intenção valida. —Meninos por favor não lhe dêem ânimos. mamãe. —Eles sozinho lhe dão força. Joguei uma olhada ao redor do quarto olhando aos meninos. —Eu vou caçar. ponha sua camisa de novo neste momento!. —Eu gostaria de ir.Cruzei meus braços sob meu sutiã. —Ela já é o suficiente selvagem sozinha. Tínhamo-nos visto uns aos outro nus. Menos para minha mãe. ele provavelmente desaprovava a maior parte de meu guarda-roupa. Realmente importava se tirava minha roupa na casa ou na grama? Minha mãe se voltou com uma cafeteira em cada mão. mas a tênue luz de entretenimento em seus olhos era inequívoca. a não ser que eu queria gastar a maior parte de meu tempo e dinheiro recondicionando meu guarda-roupa arruinado. Como papai. Nenhuma botas ou chapéu de vaqueiro. mas não os tinha detido tampouco. Parker rio a gargalhadas.. mas não tinha nenhum problema com a nudez. a roupa apertada ou pouca roupa intencionadamente sexy era mais apaixonante para os gatos que a nudez.disse Michael. não havia nenhuma forma prática de evitá-lo.. Isto criava todo um novo contexto – a particular classe de intimidade e a intenção erótica. A camisa do Ethan golpeou o piso um segundo antes que a do Jace.Uh-OH. Os três nomes. De feito. -mas estarei de encoberto para o Marc em Oklahoma.

Disse Owen. Caminhamos devagar até a porta principal. —prometo-o. mas eu não o tinha ouvido sair do escritório.. e não havia brincadeiras ou bondosos alardes sobre velocidade e agilidade. Os coros de Adeus Owen! Ressonaram através do vestíbulo..Abracei-o. -tenho que ir agora ou perderei meu vôo. apesar da fria brisa imprópria da estação e a luz do sol cintilando em nossa pele. mas ninguém se mostrava ansioso por chegar ao atalho através dele. Capitulo 10 O carro do Owen saiu da estrada justo quando me adiantei ao desfile de gatos em sair fora pela porta de trás.Corrigiu-me Marc.. talvez com o Abby. Minha mãe vinha justo detrás deles. para o bosque. mas não corremos esta vez. —Seja cuidadoso. nossa excursão poderia ter sido exultante. e mamãe requereu tempo de sua ralhação sobre a jovem anarquia para lhe dar um beijo. O rocio da manhã persistia nas zonas sombreadas do pátio. ele estava detrás de mim. Sorri-lhe e desabotoei minhas calças. Nós não estávamos de um humor brincalhão. Detrás de mim. Michael tinha razão. Os meninos desprendiam ira. Ele me deu um sorriso embevecido. —Acompanharei você ate lá fora. apertando-o com tanta força como o havia feito a noite anterior. como lâmpadas acesas de alta voltagem. Sob outras circunstâncias. —Para que era isso?furtivamente olhei a minha mãe e puxei-o para o corredor. nós raramente temos a oportunidade de caçar durante o dia. avermelhando de vergonha. um sorriso apareceu nas esquinas de sua boca. nós estávamos tão zangados que jogávamos fumaça. —Só disse que era uma possibilidade. Eu definitivamente ia ter que fazer algo com minhas habilidades de escutar. Graças a nossas variadas obrigações diárias. a porta do escritório se abriu e homens nus saíram do escritório para o corredor.Disse fechando a porta do escritório. Estavam preocupados com a .perguntei. —Serei cuidadoso. Saltei. -Marc pensa que o extraviado esta comprometido com a Sara e agora.amanhã e caçarei contigo esta bem? —Promete-me isso?. ou inclusive comparar quais eram as presas mais largas. Mas os verei amanhã. Ela me olhou com um cenho.

embora nunca os tinha experimentado pessoalmente. Até então. tratando de desmentir o que meu cérebro conhecia como um feito. rugi. Eu não tinha sido insultada. assim como psicológica. Não podia acreditar que fora uma coincidência. Já podia saborear o sangue. Apesar da transparente segurança do Marc. Rugir é realmente mais uma coisa de machos. eu sabia que as oportunidades de que as encontrássemos ilesas eram escassas. mas estavam também curando seu orgulho ferido. Tinha uma urgência. mas nesse momento não encontrei uma . Reconheci os sintomas. de afundar meus dentes em uma pele e rasgar a carne com minhas garras. e não com um pacífico soro veterinário de nunca . eu não podia acreditar que os assassinatos de humanos e os desaparecimentos das gatas não estivessem relacionados. um sabor escuro. Eram fortes. Estando de pé com minhas patas dianteiras recostadas em um pedaço enredado de hera. porque meu cérebro estava muito ocupado para reconhecer as moléstias. mas certamente que eu acreditava na justiça.Sara e Abby. uma necessidade física real. o conselho não pararia de caçar aos responsáveis até que fossem encontrados e eliminados. porque ninguém o havia feito nunca. Ou a alguém. dolorosa e larga que o mero rumor do que tinha acontecido seria suficiente para acautelar tal ocorrências no futuro. como um flashback de minhas papilas gustativas. Minha cauda se moveu nervosamente com esse pensamento. era um insulto que alguém temesse tão pouco ao conselho para invadir nosso território e roubar uma quarta parte de nossas mulheres solteiras. a não ser em uma maneira tão violenta. como quase nunca faço. como uma miragem de sangue obcecando a minha língua. eles tinham que queimar sua energia destrutiva. Mas estava assustada. E na vingança. mas em realidade podia senti-la em minha boca. Entrei em minha pele arrebentando com uma furiosa energia e a incontrolável urgência de ferir algo.despertar. Se qualquer das garotas resultava ferida. e não podia imaginar cooperando com seus captores se tinham alguma oportunidade para escapar. propulsando-o a um ritmo que nunca tinha experimentado antes e acalmando um tanto a dor. O pensar em alguém fazendo mal a Sara e Abby avivou minha Mudança. porque não importava quanto se esforçasse minha mãe por enganar-se a si mesmo. Tinha medo pela Sara e Abby. realmente assustada. pela primeira vez em minha vida. Realmente não me importava se alguém me temia ou não. Eles estavam impacientem por ter a oportunidade de vingar o insulto e destruir ao infrator no processo. Como protetores. Só que não podia recordar a que sabia o sangue. Luxúria de sangue.

expressão mais apropriada de minha indignação. tampouco o faria nenhum dos outros. Quando me tinha afastado uns trinta metros. Pensando na Sara e Abby. Com meus pensamentos em minha perdida amiga e prima. E sozinha. Cada pássaro trilando por cima me trazia nitidamente à mente a Abby. parei para descansar e beber do arroio. Joguei uma olhada ao que me rodeava. ouvi o rugido do Marc e soube que ia dirigido a mim. com seus tons de sopranos. Cada sombra mantinha a ameaça do desconhecido. apenas lhes joguei uma olhada. Deixei-lhes atrás sem pensar duas vezes nisso. E rápido. meu nariz . A luxúria de sangue parecia ser a solução para me distrair de meu medo. O som do bosque se burlava de meu medo. o bosque adquiriu uma sensação inteiramente nova. e seus seqüestradores não identificados. escutando. corri tão longe e tão rápido como pude. Ao sul. E me senti condenadamente bem por ser escutada por uma vez. um único ramo explodiu. e cada novo giro me levou longe de todo o seguro e familiar. Exausta. uma só. As brilhantes escama dos peixes cintilavam sob a superfície da água. onde antes só havia curiosidade e aventura. Ouvi precisamente isso. sem parar inclusive quando meus pulmões se moviam com esforço e meu pulso pulsava rapidamente. Eu estava começando a lhes entregar o controle de minhas emoções a uns sádicos extraviados que eu já tinha jogado a patadas uma vez… simplesmente não o faria. mas com sua claudicação. Isolada totalmente pela moleza ao redor. O temor e o medo estavam estragando minha corrida. Minha ira era diferente da sua e teria que ir dirigida para algo diferente. os meninos estavam ainda em várias fases da Mudança. e com minha cabeça de vantagem. só a uns poucos metros ao longe. algo que ao que pudesse perseguir. Cada suspiro do vento através das folhas soava como se alguém dissesse entre dentes —Sara-. ele nunca me alcançaria. sem ser capazes de responder a meu rugido. e então fazê-lo pedaços antes de devorá-lo. Esperava conseguir algo maior. acompanhada pelo sussurro de folhas assinalando a aproximação de algo grande. e embora tinha fome. Ele era normalmente o mais rápido dos gatos (machos). Congelei-me. vendo o mundo nos apagados verdes e azuis de minha visão felina. Tinha que conseguir controlar minhas emoções. convertendo ao refúgio de toda minha vida em um pesadelo vivente em que cada seco estalo eram passos de um estranho.

Dois deles. Especialmente quando vi o cervo atirando de umas folhas baixas. e o suficientemente perto a outros ramos para poder subir por elas até estar preparada para saltar. Desde minha nova altura. Minhas patas dianteiras golpearam primeiro. Um denso enredo de sarças me separava do cervo. me detendo por pouco tempo para me preparar a mim mesma antes de dar o seguinte salto. seguidas um instante mais tarde por minhas patas traseiras. meneando meus quartos traseiros para encontrar a posição correta. como um avanço do jogo que estava por vir. Agachei minhas patas traseiras. Um macho e uma fêmea. Perfeito. Saltei ao seguinte ramo. a fêmea se inclinou para baixo para mordiscar uma fibra de erva. procurando exatamente o ramo correto. Meus olhos enfocados no ramo baixo. estiquei-me.movendo-se quase imperceptivelmente enquanto eu farejava o ar. Encontrei uma sem problemas. suficientemente grossa para sustentar meu peso pelo menos em meio de sua longitude. . senti uma pontada de culpa por meu propósito de matar a mãe do Bambi. Eu estava contra o vento no momento. conseguindo um equilíbrio justamente correto. me reposicionei ligeiramente para uma melhor vista. podia ver o cervo em um pequeno claro por diante: uma fêmea de cor marrom claro e seu cervo. Por um momento. Por diante. Saltei. Soprando com alívio. suas costas polvilhada com manchas brancas. nos bloqueando a cada um a vista do outro. ameaçando me fazendo perder o equilíbrio. Lutei contra o pânico quando minha pata esquerda escorregou do ramo. Assumindo que o cervo não me escutasse e fugisse precipitadamente. e isto não me incomodou por muito tempo. Estava o suficientemente baixa para saltar sem escalála. e eles obviamente ainda não me tinham percebido. Não tinham nem idéia de que estavam em perigo. Enfoquei-me em minha presa desde atrás à medida que o vento levava seu aroma. A adrenalina aumentou repentinamente através de mim com o poder de centenas de taças de café. me apoiando em seus aromas. A sacudida química da cafeína não se podia comparar com a natural animação da caça. Agarrei o ramo com minhas garras traseiras. me congelando no lugar até que recuperei o equilíbrio. Cervos. felizmente inconsciente do que os poucos minutos seguintes trariam. em silêncio. Elevei a vista e olhei ao redor. estava ao menos parcialmente desmamado e provavelmente era o bastante velho para sobreviver por si só. mas tal era a maneira de viver no bosque. Se for o suficientemente velho para comer verduras. Com o coração palpitando.

silencioso ofego. e seu cervo se foi. eu estava sob controle. eu estava no ar e me aproximando depressa. Permanecendo de pé. Sua vida dependia inteiramente de meu capricho. me perguntando o que . ela se congelou. concentrei-me na comida à mão. arrastei-me silenciosamente para fora em um membro robusto. Quando minhas patas deixaram o ramo. O aroma do sangue e a carne fresca encheu claro. logo ao seguinte. alimentando a meu coração tal e como sem dúvida fazia meu sangue. deitei-me ao lado do cadáver ainda quente para limpar meu rosto e patas. A antecipação surgiu através de mim. Saltei ao ramo mais próximo. Bem. sem ninguém ante o que responder e nada que temer. Isto se acabou em minutos. Como a cabeça de gado se esfriava lentamente nas amplas sombras de um carvalho vermelho. Dirigi-me para a parte mais grossa para reduzir ao mínimo o ruído e a possibilidade de que eu agitasse uma folha solta e caísse em cima do cervo. Suficientemente perto. e eu não gostava dos desastres. Bebi a lambidas o sangue ainda gotejando desde seu pescoço. Começou a fugir precipitadamente. eu estava preparada para esfaquear. Arremeti para frente. olhando a minha presa de acima. Pela primeira vez desde que tinha chegado a casa. meu coração palpitando ferozmente. A cerva estava debaixo de mim e à esquerda. Estava morta. e então rasguei seu estômago com minhas garras e comecei a comer. Com as garras descobertas. alertada do perigo.Sua ignorância me excitou. mas era muito tarde. no caso de. e eu adorava o sentimento de poder que trazia o conhecimento. Pus-me de pé. O sangue se precipitava em minha boca a jorros. para segurar com meus dentes sua garganta. e a seguinte depois dessa. Isto tinha sido uma comida suja. empurrando a minha persistente luxúria de sangue à parte traseira de minha mente. asfixiando-a. Com meu apetite satisfeito por fim. imobilizando-a. levando minha respiração em um rápido. Certamente estaria satisfeita muito antes que o estivesse meu estômago. orientando minha queda para aterrissar nos quartos traseiros da mãe. Equilibrei-me. me recordando o que ainda precisava ser feito. sacudi ao cervo pela garganta. assim como seu coração bombeava sua vida para mim até que meus dentes apertaram sua garganta fechando-a. Não os figurados. Eu estava salivando. e certamente não os literais. Este ritmo estava acompanhado pela pressa da ira através de minhas veias como um segundo pulso. O impacto atirou a ambas contra o chão.

apoiado através de um braço. o vento agora levava meu aroma para os gatos . e doávamos as sobras aos pequenos carniceiros presentes em qualquer bosque. e famintos homens-gato. com um montão de sobras e sem a Tupperware7. o qual soube que devia ser laranja. Levava um colete de caça. O cervo não tinha tido oportunidade de fugir de mim. Ele estava tão assustando de mim como eu da arma.fazer com minha captura. espesso como a fumaça e forte como o sangue. mas o instinto me dizia que protegesse minha comida. Embora eles podiam me cheirar. os recicladores próprios da natureza. Eu podia cheirar seu medo. embora meus olhos felinos não podiam identificar a cor. De repente. nunca tinha visto um gato de meu tamanho fora do zoológico. a não ser com um único humano. eu não podia lhes cheirar . e a pele se sacudia ao pulsar a veia jugular de forma mais rápida. estava muito ocupado olhando boquiaberto ao cervo destroçado. Eu tinha querido uma perseguição. Mas esta vez eu estava sozinha. Eu estava cheia e certamente que não necessitava ao cervo morto. enfocando minhas orelhas e minha atenção em um seco rangido do mato do oeste. fiquei cara-a-cara não com um grupo de agitados. Provavelmente minha cauda. Então algo captou sua atenção. possivelmente mais. A não ser que ele tivesse estado na África. Entretanto quando o mato se abriu. não para ele. e estava claramente aterrorizado. Seus olhos se alargaram com compreensão. Passeei-me em frente dele por um par de minutos. Quando caçávamos em grupo. a qual parecia que não se podia manter quieta ainda quando eu estava nervosa. certamente atraídos pelo aroma de minha caça. e como não as necessitávamos para caçar. 7 (vasilha plástica) . indecisa. algo que respondia a proverbial chamada da selva e estava completamente além de meu controle. deixávamos pouco sobre o que nos preocupar. Mas não tinha dúvidas de que de que esta mataria a uma distância tão próxima. Poucos de nós tínhamos experiência com armas de fogo. Os meninos me tinham alcançado. entendi que espreitar das árvores tinha sido um engano. O aroma chamava a gritos a algo excitantemente primário em mim. não possuíamos nenhuma. Mas tinham que ser eles. porque qualquer outro animal teria deslocado longe do aroma de um grande gato. Ao princípio o caçador não me notou. A brisa tinha trocado. e levava um comprido rifle de caça. então me congelei. ácido como o suor. Não tinha nem idéia do tipo de arma que era. isto não tinha satisfeito a sede de sangue.

que se traduz no cérebro felino como uma coisa completamente diferente. bom. Observei-lhe cuidadosamente. Uma gota de suor se deslizou para baixo por seu nariz para pendurar no ar em cima de sua considerável barriga. O entusiasmo fazia cócegas através de mim. Bufei entre dentes. de entre todas as coisas. me pondo cômoda. irritada. pensando que era o único predador dos arredores. E porque a luxúria de sangue queria a ele. Algo mais como uma agressão carnal. e estava a ponto de atacar quando umas folhas mortas rangeram a minha direita. me preparando para saltar. seu pulso pulsando tão tentadoramente em sua garganta. Minha cauda se agitava rapidamente e com força. Ele provavelmente tinha estado rastreando a meu cervo. e porque fazia muito tempo que tinha perdido a habilidade para pensar com racionalidade humana. seus olhos me transmitindo uma advertência. porque isso é o que os gatos fazem. Meu cérebro felino estava muito concentrado para tratar com mais de uma questão de uma vez. Esmaguei isto longe. Meus bigodes se arquearam para frente quando cheirei em sua direção. fazendo alarde de 60cms de caninos superiores. Mas possivelmente não. Meneei meus quartos traseiros. simplesmente porque estava aqui. O acre fedor da urina humana saturou o ar. batalhando com instintos com os que eu nunca tinha estado em desacordo. E eu estava confundida e zangada. e tudo o que tinha conseguido era carne morta. Não tinha estado emprestando tanta atenção. só para ver como reagiria. ele não deveria ter perambulado por uma propriedade privada. agitando uma quase evidente nuvem de perigo no ar. Seus olhos se moveram rapidamente a minha cauda. que bem! Minhas orelhas se aplanaram contra minha cabeça. Mas este homem estava vivo. eu pensava que estava ainda na área de papai. pensei. Ao menos.ou ao menos algo excitante. embriagadora e irresistível. OH. E inclusive quando meu corpo estava preparado para fazer o que era natural para um gato. Estava-se preparando para correr. Minha pelagem se arrepiou e meus olhos se dilataram. me advertindo sobre crimes capitais. Marc saiu do mato e grunhiu. Seus músculos se esticaram. desviando minha atenção longe do caçador. OH. algum pequeno pensamento humano persistia na parte de atrás de minha mente. Algum caçador. O assunto mais urgente no momento era o caçador. Recostei-me em minhas patas traseiras e baixei o peito a terra. Dei um único passo para frente. Ele me estava .

Desde algum lugar a minhas costas. Seu dedo ficou ao redor do gatilho. Isto caiu com um som metálico em um montão de folhas próximo. Ele parecia bastante furioso. outras noventa centímetros mais. me deixando fria. Pisquei e sacudi minha cabeça. Era provavelmente o medo. O estalo do estrondo ressonou em minha cabeça. Senti como se tivessem sido muitos mais. interpondo-se entre o homem e sua arma. tratando de sacudir algum sentido em mim. fazendo voar o cabelo do homem para trás e piscar. Poderia pensar que ele teria que estar agradecido de estar vivo. farejando como se cheirasse algo interessante. Inferno. Mas Parker ainda tinha a cabeça em seu lugar. gritando como um louco. Ele se girou e começou a correr. Parker piscou com seus profundos olhos de cor avelã no caçador. que me dobrava em tamanho. A arma se disparou. exposta. Choraminguei e olhei fixamente . Outro segundo mais. o mesmo aroma que tinha mandado a meu sentido comum fugindo na cara do instinto. Caiu sobre o caçador. esmagando a arma a um lado como um gato com uma bola de linha. Quando isto não teve efeito. e Marc teria estado morto. Parker baixou sua cabeça lentamente para a cara do caçador. aturdida para cair na conta de que meros segundos tinham passado desde que a arma se disparou. Soprou. E teria sido minha culpa.grunhindo . Sacudindo-me. Parker permaneceu de pé no peito do homem. sentou-se. As folhas se balançaram a polegadas da folhagem que estava por cima do ombro do Marc. Isto tinha acontecido muito rápido para mim. A luxúria de sangue saía de meu corpo como água quente de uma banheira. saindo disparado através dos arbustos. Isso conseguiu o movimento do homem. lhe golpeando contra o chão. Oscilou o canhão para a cabeça do Marc. rugiu. Então ele deu um passo com graça para a terra. mas o humano não sabia disso. mas onde estava a gratidão? O grunhido zangado do Marc desviou minha atenção do estúpido caçador. e enquanto eu olhava. em um movimento muito lento para parecer real. voltei-me para o caçador. e Marc teria estado morto. O acre fedor da pólvora queimou meu nariz. Caçador Feroz recordou que tinha uma arma. Um movimento a minha esquerda foi captado por meus olhos e me voltei para ver. para que reagisse. Sr. e Marc lhe uniu. uma escura forma voou por diante de mim. Depois de jogar um olhar ao Marc. e em choque.

ao chão. eu estava horrorizada pelo que quase tinha feito. dever-te-ei algo. e mordeu a parte posterior de meu pescoço. Marc deixou ir meu pescoço e esbofeteou meu traseiro com sua pata dianteira. Fui queixa. Estava rodeada.começou Ethan. os outros me estavam esperando. onde Marc assinalou que queria que eu Trocasse ao esmagar meu traseiro de novo e sacudir sua cabeça para o Parker. soando mais canino que felino por um momento. Se Marc não o fazia primeiro. voltar a Trocar foi lento e doloroso. —Mas papai…. tratando de mostrar arrependimento.disse. deveria ter visto o que estava por vir. Assim fui. Com ambos. Eles me escoltaram todo o caminho até a linha de árvores. que já começava o processo. partindo justo detrás de mim. —Nenhuma palavra disto a ninguém. Outra vez. com um único lugar ao que ir. Ethan assentiu com a cabeça. e nenhum parecia pormenorizado. enquanto Parker flanqueava a minha esquerda. Ao tempo que tive acabado. Tinha estado a um fio de cometer o pecado imperdoável. o que significava que ele estava bastante de saco cheio . Mas eu quase havia feito justo isso. parecendo como se . Jace e Ethan saíram de meio de nenhuma parte. A cada um de vocês. o caçador e a luxúria de sangue. ainda olhando fixamente com dureza ao Ethan. se evadindo. -De acordo? Lentamente. Os gatos do Orgulho não atacam humanos. Inferno. Nem sequer os Extraviados atacam a humanos. enquanto que ninguém saia ferido. Marc lhe cortou com um grunhido. ainda grunhindo. minha cabeça pendurando baixa na postura própria de penitência. Sim. E a pior parte era saber que eles tinham todo o direito para estar furiosos comigo. forçando minha cabeça para baixo em submissão. Mordeu-me o suficientemente forte para me fazer sangrar.Fez uma pausa. Independentemente do que queira. Seus olhos eram ferozes. Marc agarrou meu braço e me levou arrastando. e ele permaneceu perto a minha direita. olhando fixamente a cada um dos outros um por um. —Eu me encarrego disto. —E se isto não é suficiente para você. se querem viver. e papai ia esfolar-me viva. O som morreu em minha garganta quando Marc andou com dificuldade para mim. eu estava furiosa comigo mesma. sempre que querer. —Disse que eu me ocuparia disto-. me impulsionando para frente.

atirou-me através da porta traseira. Fechei a gaveta de um golpe e me dava volta para enfrentá-lo. encolhendo-se de ombros para o Jace. Outra vez. -Farei isto para provar que não sou todo palavrório. eu logo que podia jogar a culpa a ele.queria vomitar. Estando ainda os dois nus. Interessante… —Jace? Jace sacudiu sua cabeça. Isto me incomodo. Parker assentiu com a cabeça sem vacilação. já estava me acostumando a que as pessoas tomassem essa posição. cobrindo a maioria das cicatrizes de garras dos últimos quinze anos. embora sua declaração estivesse dirigida ao Marc. Ele nunca tinha estado no lado mau de meu pai. Ele estava de pé diante da porta aberta de meu dormitório como evitando minha fuga. Zangada mas comigo mesma que com ele. corredor abaixo e a meu dormitório. Marc tinha seus braços cruzados sobre seu peito nu. —Não necessito um favor. mas isto se desvaneceu no instante que Marc por pouco me joga ao me arrastar e se voltou para a linha de árvores me rebocando.perguntou Marc. Recompensei-lhe com um agradecido movimento de cabeça e um vacilante sorriso. Ele provavelmente estava zangado porque Marc tinha interferido em nossa aposta. Olhei-lhe fixamente com decepção. abri de um puxão a gaveta superiora direito e saquei uma calcinha.disse. negando-se. —Parker?. acaso era eu . entre eu e a saída mais próxima. Capitulo 11 No momento em que cruzamos a porta. e tão satisfeita como eu estava com o resultado. doída mas não surpreendida. o que me fez perguntar se já tinha algo em mente. eu livrei meu braço do apertão do Marc e atravessei o quarto para a penteadeira. Eu estava começando a sentir um padrão de conduta. Mas eu nunca antes tinha visto alguém parecer tão de saco cheio como resultado de conseguir seu próprio desejo Marc me levou a rastros através do pátio para a casa com seus lábios rigidamente apertados com ira. que seria exatamente onde estaria se o pequeno suborno do Marc alguma vez saísse à luz. —O que seja que funcione.disse.Seus olhos me abrasavam.

recordava-me muito a quando fomos um casal. E seguro que ele tinha tirado minha cauda do fogo esta vez. este provavelmente não era um bom momento para fazer perguntas. minha voz com uma pesada dose de sinceridade. —Você o sente?. Seu passos se escutaram descendo pelo corredor e minha esperança de alguma intervenção se foi com eles. —Sinto muito. Mas já que este não era claramente o momento para fazer pressão a favor do tratamento igual de homens e mulheres. Odiava quando discutíamos nus. se eu fosse um gato já me poderiam ter tirado as garras das patas. Com o Marc os sussurros sempre são pior que os gritos. Especialmente quando eu sabia que não o merecia. Ser resgatada não era meu pão de cada dia de todos os modos. mas não podia me dar à volta para olhá-lo.disse. Sem esperar uma resposta me voltei e lhe dando as costas vesti uma calça curta abandonada de quando ia à escola. optei por uma desculpa. -Logo que conservo meu caráter como é agora mesmo. -É uma explicação inútil. isto quer dizer que esta tão zangado que não confia nem em si mesmo para gritar sem dizer coisas das quais depois se arrependerá. Eu gosto das boas discussões.o sussurro do outro lado do quarto. —Não te faça a simpática comigo Faythe. Mas odiava fazer algo mal. Se fosse um homem. sobre tudo com o Marc. passando uma de suas mãos por sua cabeça cheia de cachos escuros.outra vez com os sussurros. me impedindo de fazê-lo em primeiro lugar. E sabia que esta ia ser uma muito boa. —Será melhor que tenha uma boa explicação para esse pequeno desajuizado. não te incomode em dizê-la.adicione. mas depois de um minuto me acovardei. —Pensei que não queria uma explicação-. era seu modo de nos dar um pouco de privacidade. Ele havia feito coisas piores a quem tinha quebrado as regras. Ethan apareceu no corredor e encostou-se à porta sem nos olhar. Isto definitivamente não estava bem. e com elas toda minha autoridade. —Não importa.tão previsível ? Apertei minha mandíbula com força. Ah. Sustentei o olhar fixo e zangado do Marc todo o tempo que pude. bem. Porque você pensaria atacar a um humano? Coloquei meus pés nas calcinhas e as subi zangada por minhas pernas em uma série de movimentos desiguais. já estaria dolorida . Ele tinha razão. e o odiava mais mesmo que o estava justo a meu redor para vê-lo.cuspiu. com seus dentes apertados. Ou pior. Minhas mãos tremiam enquanto procurava em minha velha gaveta .

nada era melhor que uma desculpa.ele se apóio contra a parede. Os homens nus não representam uma ameaça. tentando olhá-lo só aos olhos. procurando qualquer desculpa para evitar olhá-lo. Agarrei uma camiseta do piso e pus por cima de minha cabeça. forçando a minhas mãos para que deixassem de tremer e cooperassem com um pouco de ajuda. Seus olhos.de sutiãs. Minha mala vazia que estava sobre o tapete debaixo do amassado em minha parede capto minha atenção. mas colocou a toalha ao redor de sua cintura. Enganchando o sutiã em seu lugar me dava à volta para olhá-lo.Melhor que isso? Em minha opinião. —o que quer que diga?. eu tomei uma toalha da prateleira do banho e a atire a ele. com exceção de meu olhar como se sua vista nu tivesse queimado minhas retinas. Girei-me bruscamente e com pisadas fortes me dirigi ao quarto de banho e abri a porta. Ele franziu o cenho. Só olhe seus olhos. Meu pulso saltou quando meus traidores olhos viajaram -ligeiramente. —Usa-a. ou vai -disse. tomando o peso de sua perna ferida. —E bem?. agarrei um sutiã ao azar e me pus isso. —Melhor?. como se não entendesse o que eu esperava que fizesse com ela. inspecionando seu tornozelo.perguntou. e me alegrei de que ele não pudesse ver em realidade quão alterada estava.por seu peito. Tomando um tempo para pensar. —Bom. Eles somente parecem vulneráveis. estendendo seus braços para minha aprovação. agarrei a bata de banho que pendurava atrás da porta. Sacudindo minha cabeça. —vais ter que fazer algo melhor que isso. agora fala. Marc nunca a poria. Eu mas bem havia lhe deixado pensar que não estava preocupada. Meus olhos vagaram pelo quarto. parecia que eu tivesse uma vantagem sobre o Marc pela primeira vez desde que cheguei a casa. Totalmente vestida. Meus olhos vagaram por seu corpo. olhando os velhos sinais de garras. pensei. mas a bata era de cor lavanda com um bordado de lírios púrpura e branco.passei pisando forte por diante dele agarrei rapidamente a mala —Danifique tudo e sinto muito.. pare. Marc agarrou a toalha e sacudindo-a jogo um olhar de brincadeira. mas quando meu olhar viajou a parte mas abaixo de seu estomago. para que não pensasse que eu era emocionalmente frágil. Nunca o farei outra vez -dirigi-me à . não importa quão alterados estejam.

não só porque o conselho tinha proibido a golpear as gatas. Esta não pode ser a primeira vez que tenha querido fazê-lo.vai um fio branco de uma camiseta das que tinha tirado da mala essa manhã e abri meus braços convidando-o a tomar seu melhor tiro. embora eu nem sequer havia tocado a mesa.. Assim como também fizeram com o pagamento do Marc. saia de meu quarto. Era mas bem -destruída-. Em uma ocasião memorável. a golpear algum sentido que entre em você. porque nunca tinha golpeado a uma mulher.em realidade não lhe faz justiça ao dano. ele tinha jogado a mesa de carvalho de minha mãe através do quarto e tinha caído contra uma parede deixando um amassado de cento e vinte centímetros de comprimento nela. —Parece como minha mãe -resmunguei sacudindo o sutiã e colocando-o na mala tirando uma cópia de Sentidos e Sensibilidade que tinha os borde das pagina dobrados. porque somente me olhou fixamente com seus braços cruzados sobre seu peito. e ele nunca o faria. meu papai tinha tirado meu dinheiro durante oito meses para ajudar a pagar a reparação. ele nunca me golpearia. Mas a imagem devia ficar arruinada graças ao sutiã que sustentava em meu punho. Papai me tinha culpado de ter tirado o Marc de suas casinhas a propósito. Mas a palavra -amassado. —Então me golpeie ou me xingue ou o que seja que faz com os tipos que cruzam a linha. Mas eu sábia fazer algo melhor que desafiá-lo. Eu não me ia converter em outra classe-de-garota. —Você a ir ? —Não. não sei se ele de verdade sabia. Marc suspirou e sacudiu sua cabeça devagar -O que vou fazer contigo Faythe?. ele faria algo para demonstrar que estou equivocada. Se eu dissesse que estou além de sua autoridade. Sua raiva de mim o tinha levado a apunhalar as paredes. A fúria brilhava em seus olhos e sua voz foi apenas audível. —OH vamos faze-o. Mas sobre tudo. —Você realmente me tenta a fazê-lo. sabe. Marc nunca me tinha golpeado. Dei-me a volta para olhá-lo. A mesa em realidade rompeu a parede e seus borde se viam na parede do quarto do outro lado. Eu intencionadamente não fazia caso de minha semelhança com minha mãe quando comecei a . E quando terminar. pensei. Assim era justo. arrancar as portas e a meter-se em brigas com outros gatos pela frustração. Nem sequer a uma que quase lhe tinha arrancado o pé.nenhuma maldita coisa.cama e abri a mala. só por levar o ponto.

—Graças a Deus . Estava alterada e frustrada. Quase desencardida. afastei-me do. toda mudança.resmungo sacudindo a cabeça. as lagrimas turvaram minha visão. Minha raiva se sentiu diferente. e eu sábia que ele tinha entendido – de uma experiência muito pessoal. respirando profundamente tentando me tranqüilizar. Quando as deixava vazias elas tendiam a formar punhos. preocupada com a Sara e Abby. tomando os livros e pondo-os sobre o escritório sem romper o contato com meus olhos. E minha pequena demonstração de central de abastecimento de água o arruinaria tudo. Em outro tempo não o teria deixado. Mas quando minha cabeça tocou seu ombro.desdobrar as pagina para manter minhas nervosas mãos ocupadas. Não deveria havê-lo deixado. —Bem. morder algo. fazendo que me tratassem com o mesmo respeito que eles dariam a um gato. eu me sentiria melhor. tratando de apagar as provas de meu arrebatamento emocional antes que o notasse. Sentime… produtiva. Os olhos do Marc me seguiram quando movi minha cópia do Beowulf à prateleira.dei um passo atrás para não ficar ao alcance de sua mão e fechei meus olhos enquanto as lembranças de culpa e confusão passavam através de mim. Deixeilhe. —Sinto-me mais como seu pai -disse o. Ele pôs seu braço através de meu ombro e me trouxe para ele. Então estendo Troquei. sua perna roçando a minha. —Sede de sangue?. me expondo como a . como se eu fisicamente pudesse empurrar as lagrimas dentro para que não saíssem.disse ele. Marc se sentou a meu lado na cama. Tive que estar de acordo.seus olhos se abrandaram quase imperceptivelmente. Pensei que se tão só pudesse esfaquear algo. eu não estava pensando. me afundando em minha cama pondo minhas mãos em meu colo. Cruzando outra vez o quarto com um montão de livros contra meu peito. —Era muito fácil. e assenti contendo minhas lágrimas. —O cervo não ajudo? —Não muito -pressionei as pontas de meus dedos contra meus pálpebras. o mesmo respeito que se dão um ao outro. —Eu não sei o que estava pensando. Trabalhei com tanta força para que cada um deles tomasse a sério. Afastei-me dele. Horrorizada. escapando para minhas bochechas. não é meu pai. Marc ficou em meu caminho. —Vamos Faythe. limpando furiosamente meu rosto com os punhos apertados. -me diga que passou ali.Perguntou.

Era uma mentira doce. —Você em realidade não o atacou.De todos os modos.ele apertou meus ombros e solucei em voz alta. com um de seus aventais aprendendo a diferença entre levedura em pó e bicarbonato de soda. Ninguém lhe acreditará. Procurei em seus olhos e o que encontrei não era desprezo. Recordei o medo que tinha visto em sua cara a noite anterior e sábia que entendia o meu. —Eu não estava somente zangada. estavam decididas a seguir saindo. e se aconteceu com elas. —Poderia ter sido pior -disse Marc pondo seu braço ao redor de meus ombros outra vez. Quando admiti que tinha sentido medo me senti humilhada. pode passar comigo. mas o pior do dano já se curou. um de nós poderia haver feito o mesmo. evite olhar seus olhos com medo de encontrar desprezo neles. tanto dando como recebendo. Nenhum deles tinha tão pouco autocontrole. porque por alguma razão estúpida. já estaria na cozinha ao lado de minha mãe. mas uma mentira entretanto. Todos queríamos despedaçar algo. Um pouco. Ele sábia o que eu sentia. estava assustada. isso ainda importava. provavelmente durante sua Mudança a humano novamente. . tudo o que ele tem é uma história louca sobre enormes panteras selvagens. elas poderiam haver escapado. Por sorte ele realmente não a necessitava mas. . mas não fiz caso do . me preparando para explicar. As palavras saíram de minha boca em uma onda. era entendimento. e ele não te viu Trocar. mas sim empatia real.Alguém seqüestrou a Abby e Sara. Esse pensamento só me fez chorar mais. sabemos como se sente.menina emocionalmente frágil que eles assumiam que eu tinha dentro.suspirei sentando reta enquanto limpava as lagrimas de meu rosto. Antes que me desse conta.sussurrei a ultima palavra envergonhada. Eu gostava mais quando ele estava zangado.Só pensei que se elas tivessem sido mas rápidas ou mas fortes. Suspirei. Mas então tive que olhar.Ele se toco a perna ferida e notei que a atadura não tinha sobrevivido a sua mudança. mas eu era terrível com a compaixão. Acredito que só tratava de me demonstrar a mim mesma se sou o suficiente rápida ou forte. E então somente perdi o controle. Eu sábia tratar com a raiva. O que importava? Já estava metida em problemas. uma vez que eram livres. A ferida estava inflamada. Tinha que ver o que ele pensava de mim.Marc sacudiu sua cabeça em negação. porque já havia sentido também. Deixei-lhe. Não compreensão intelectual. Ele estava mentindo. e se não tivéssemos estado ocupados te buscando. —Você não entende. Isto ou eu .

—Sei. deixe cair à camisa dobrada na cama.alcance de um puxão uma camiseta que pendurava do encosto da cama como uma bandeira branca que anunciava minha rendição. —Isso e porque eu gosto de te ter em dívida comigo. e eu o fuzilei com meu olhar. Gemendo em resignação. Maldito. 8 . A sua é uma falta. é que assumindo que possa te comportar a partir de agora. -Tudo o que digo. isso é seguro.agora sim soava mais como Marc. Airheads – Filme com Brendan Fraser.me por isso..não havia lhe feito tanto dano como pensava. assim realmente não há nada para contar. Quão irônico isso era? —É muito rápida para mim. com armas de brinquedo e obrigam o DJ Ian a tocar sua fita demo. —Isso não nos faz iguais. —Falando disso…. ninguém se fez mal. invadem a rádio KPPX. E Ethan provavelmente pediria algo grande em troca de seu pouco disposto silêncio. —Estas tratando de retornar a meu lado bom? — Você tem um lado bom?. —Em dívida?. mas meu papai vai matar.ele sorriu abertamente.Integrantes de uma banda de rock que não obtém atenção das gravadoras.meus olhos se estreitaram.alce a vista e o olhe suspeita. como impressionado apesar de ser mesmo. mentalmente pensando em ter uma dívida com o Marc em troca da ira de meu pai. especializada em rock. Dobrou a camisa. Ri com arrependimento.-depois de tudo. Mantém sua boca fechada com respeito ao caçador e eu não vou falar de você e dessa manada de Airheads8 na cafeteria. Falando de uma rocha e um lugar difícil9. tem razão. No Brasil foi chamado de Cabeças de Vento. Logo franziu o cenho. —O que? —Não há necessidade de lhe dizer sobre o caçador. provocando grande confusão e conquistando a simpatia de vários roqueiros. 9 "Talk about a rock and a hard place": deve ser uma espécie de frase de efeito.ele me olhou com uma sobrancelha elevada. não há nenhuma razão para mencionar algo que só quase passou. Eu o tinha marcado permanentemente como castigo porque ele tinha tratado de deixar seu aroma em mim. Mesmo assim isso lhe deixaria uma grande cicatriz. Eu devo ao Ethan e Parker por você.disse Marc e sustentei meu fôlego esperando.disse olhando-a ferida. assim mostrando suas duas mãos em posição de defesa. —Bom.—Eu diria que estamos igual. —E me deixe adivinhar… você faz isto porque é um menino tão agradável.

arranhamos. Eu tinha ouvido o que ele me havia dito e tinha entendido. Soltou minha mão e sua toalha se abriu um pouco deixando exposta uma ampla fatia de coxa nua. Ele tomo a mão que lhe ofereci e a manteve durante um momento.Seus olhos caíram para seu tornozelo que se encontrava entre nós sobre a cama. Olhei-o fixamente. como tratando de entender algo. Elas não podiam estar mortas. retorcemo-nos.—Estou de acordo. Mas não podia acreditá-lo. é possível que Abby e Sara estejam mortas. —Sim. seriamente pensei nisso e decidi que séria quase impossível fazê-lo sem atrair atenção não desejada. -Inclusive quando estamos em forma humana lutamos. uivamos e mordemos. Recorda quando Ethan fez vinte e um? Tomou a cinco de nós tirar suas chaves longe dele. intumescida. -me escute. A morte não era uma opção para a gente . Minhas mãos se apertaram ao redor do tecido de minha cama. Seus dedos eram quentes contra a minha mão e sua mão era comodamente familiar. Talvez com uma ferida de bala. -O que esta dizendo? —Digo que elas provavelmente foram incapacitadas. Sara e Abby não foram somente jogadas de costas à mala do carro de alguém. Faythe . ele poderia ter pedido muito mas. Eles não podem ter sido.ele soltou meus braços. deixando tudo enrugado. Seus olhos eram sombrios. Realmente. encontrei a mim mesma tratando de tragar meu próprio pulso.ele sorriu abertamente outra vez -Deveríamos nos estreitar as mãos?. estava preocupado. Sorri. Você sabe como é difícil apanhar a um gato. Todo o corpo me ardia. mas Marc não o noto. somos obstinados e lutamos quando estamos abandonados. . Somos fortes. mas seus olhos não se separaram de meus. Abby tinha apenas dezessete anos e Sara tão só vinte.Faythe. mesmo que eu tinha estado pensando a mesma coisa justo antes de ir de caça.. até na escuridão.encolhi-me de ombros. Ele estava olhando atentamente seu tornozelo ferido. Ou talvez só pensava me morder.. talvez pensando em me beijar a mão em vez de sacudi-la.Agarrou meus braços como se fora a me sacudir. —Você pensa que séria muito fácil submeter a um gato assustado? Inclusive quando é uma gata de dezessete anos? Pensei nisso. Ele recostou sua perna ferida sobre a cama e se virou para me olhar. seu cenho intenso.a marca de mordida em meu braço esquerdo garantia que eu nunca o esqueceria. não importa o que todos digam para que Wades e Di Carlos se sintam melhor. mas não estava zangado esta vez.

papai quer verte em seu escritório. Marc se levantou. —Só quero que esteja preparada.estalo Marc —Sim. mais preocupada com meu estomago que por minha cabeça. -Michael disse que os dez Alfas vêm. ou minha pele.jovem. Ao parecer todos querem saber como dirigiremos isto. Meu estomago grunhiu. como se acordasse do passado do tempo. me perguntando se tinha ouvido mal. agudos vieram do corredor e nos demos volta para ver como minha porta se abria.perguntou Marc alcançando seu jeans do piso onde tinham aterrissado. mas minha cabeça apenas se movia.assenti. Acredito que pensou que ser xingada pelos dois. surpreendida de ver que eram quase as três. Nós dificilmente tínhamos a assistência completa. —Vou recolher a Di Carlos.deu um puxão à toalha e esta caiu ao piso. Mas acontecia com gatos na selva cada dia. —Não trato de te assustar. Agora. —Agora?. inclusive em reuniões previstas. Levantei-me de um salto. mas voltarei em umas duas horas-.Se. — Mama esta montando todo um bufê na cozinha. Marc e eu tínhamos estado falando há séculos. tendo muito cuidado de não apartar o olhar de meu braço para evitar . Tive que estar de acordo. não era estranho que estivesse morta de fome. -Faythe.. isso soava a minha mãe. Dois golpes curtos. e recordei que eu não tinha comido nada porque tinha trocado de forma. Parecia como se pesasse vinte quilos. Os dez? Pensei. com uma mão que sustentava suas calças e a outra a toalha ao redor de sua cintura. —soubeste algo sobre quem vem?. -Onde vão ficar?. Marc e meu pai nas mesmas duas horas era um duro castigo para qualquer. me apressando a minha penteadeira. —Sim —Parker se apoiar contra o marco da porta. Ele me olhou com um pouco de compaixão. Quatro trazem suas mulheres e Nick Davidson vem com sua filha-.Parker empurro a porta para abri-la um pouco mais e atiro ao Marc um vulto de roupa. Parker apareceu sua cabeça afastando minha atenção do Marc e de pensamentos que não queria pensar. Wow.disse ele. Ou talvez minha corrida nos bosques tenha tomado mais do que tinha pensado. Ela diz que deveria comer antes que todos cheguem. Eram cada alfa de cada território do país. Jogue uma olhada a meu rádio relógio.

mas houve uma vê. meu primeiro verdadeiro confidente. Parker tossiu. Marc colocou rapidamente suas calças e subiu o zíper. desde muito antes que sua roupa tivesse algum negócio para ficar sobre o piso de meu dormitório. -Michael fez reservas para cada um na cidade. afastei meu olhar e aterrissaram sobre sua camisa enrugada e abandonada ao final de minha cama. Essa foi à última vez que ela tento fazer de mim toda uma senhorita. Meu primeiro namorado. Mas eu o . Davidson perguntou se Nikki pode ficar aqui. simplesmente se acrescenta a um físico já impressionante. e aqueles pontos masculinos me cativaram durante um momento. E essas eram as razões pelas que o odiava. Minha teoria era que gostava que eu as devolvesse. eu era uma fonte de frustração constante para ela. sobre tudo às meninas educadas como Nikki Davidson. Ele tinha sido meu primeiro em tudo. para ele que treina. Ele tinha estado atirando camisas ali durante anos. meu ruborizado estava sob controle. Para mim. Mas a lembrança só veio para mortificar minha débil força de vontade. meus olhos viajaram a seu corpo graças ao som. O cinturão de seu jeans deixou toda a curva dos ossos de sua cintura expostos. mas o Sr. mas não podia imaginar não o ter aqui cada vez que retornasse a casa. Ao menos abertamente. Marc era um desses homens naturalmente bem dotados. Mas era difícil me zangar . arrastando meus dedos ligeiramente sob seu estomago até que… bom não importa. ou aquelas ocasiões em que o fiz.olhá-lo fixamente . Ele me conhecia muito bem. com meus joelhos cortados e saias rasgadas. Odiava a arrogância do Marc e sua segurança de que cedo ou tarde eu lhe ia pedir que voltasse. que a maior parte das moças apaixonadas crescem odiando ao homem que tomou sua virgindade. Ele aproveitava qualquer ocasião que requeresse que eu procurasse sua atenção. Quando era menina.dei a volta para olhá-los outra vez. Eu poderia contar cada ondulação de seu abdômen. A camiseta perdida definitivamente ajudava a afastar a vista. faz muito tempo… Li em algum lugar. era ambos. Eu quase tinha esquecido que houve um tempo quando nós podíamos nos tocar um ao outro sem que um de nós se esticasse. Ela tinha recorrido à tática passivo-agressiva após. tentando disfarçar um sorriso por minha reação. —A mama gostara disso. meu primeiro beijo. Quando por fim pude fazê-lo. Minha mãe amava aos meninos. e havia feito em mais de uma ocasião em anos passados. Quando eu tinha nove anos fiz que o pulso da Laura Ashley explodisse com um dos fogos de artifícios do Ethan.

Não antes que colocasse uma camisa. Capitulo 12 Os seis metros de tapete que havia entre meu quarto e o escritório de meu pai. Quando eu ia porque queria era uma coisa. eu lhe devia até mais: lealdade toda minha vida. Cada passo que dava doía um pouco. mas quando me chamavam. e você não. Tampouco é que eu pensasse derramar algumas. Meu pai era mais que só meu pai. mas não havia nada pior que ser chamada ao escritório de papai. qual é o problema?. e a distância parecia inchar-se com cada doloroso palpitar de meu coração. O engano que eu tinha cometido no bosque poderia obter que alguém. E estava essa expressão sobre sua cara outra vez. até longe do rancho e da comunidade do Orgulho. Ele era meu Alfa. Perdi. minhas bochechas estava ardendo. ficasse assim. Ainda seu olhar estava mau. Tudo o que havia feito. Parker se tinha ido. inclusive meus irmãos fossem expulsos do Orgulho. Como Marc. isso não cambiária até que me casasse. Mas papai não me expulsaria. de todos os modos. —Eu troquei. eu lhe devia obediência e respeito a meu pai. mas a diferença do Marc. eu incluso não podia pensar com claridade até então. Precisava maturar. papai nunca gritava. Nunca. porque eu não estava segura se poderia lhe dar alguma. também. Suspire. secreta. com desejo. mais que o ultimo. sabendo que sua pergunta estava longe de ser retórica. aquele medo que eu tinha visto no dia anterior. teve que ser feito com a segurança que nossa existência secreta.pisquei. Eu tinha a mão sobre a maçaneta da porta e lutei contra o impulso de me dar a volta e olhá-lo. —Então. Eu o tinha estado olhando fixamente um pouquinho.. facilmente poderiam ter sido um caminho de carvões fervendo.abandonei a habitação antes que ele pudesse me pedir uma explicação. ao parecer. era completamente distinto. como a iluminação natalina em junho. como membro do Orgulho. coisa que tinha estado evitando os últimos anos. e porque eu fora uma moça.sua voz grossa. Quando eu era pequena. As gatas são muito valiosas para ser .conhecia. —Vê algo que você goste?. Não havia nada que me protegesse do calor dos olhos do Marc. Nunca havia sido. Marc. ele não ia estar comovido por minhas lagrimas. e eu não o havia nem notado. — Que eu goste do que vejo não é o problema.

se enxaguava. A casa era uma colagem de diferentes sons a meu redor. Ao menos até que elas tenham dado a luz a uma filha. um ponto branco sobre a lona de caos que era minha casa. respirei fundo e tentei outra vez.desprezadas por alguma razão. e o voltava a fazer. Eu não a teria ouvido de todos os modos. E o havia feito até agora. eu o podia ouvir cantarolando o tema da ilha do Gilligan enquanto se ensaboava. limpando balcões e esquentando o jantar. Mas diante de mim. Minha mãe vagava ao redor da cozinha. Ou talvez… por não ter convidado a ninguém à graduação.estalei e ele levantou suas sobrancelhas por meu tom. Eu sabia o que viria. mas quando ele me viu. papai não podia permitir-se me expulsar. em uma ditosa ignorância de minha confusão emocional. Mas Ethan nunca tinha sido castigado. Ao menos não como eu o tinha sido. Olhei fixamente a porta. —Pensei que isto era pela perna do Marc. —Por favor feche a porta Faythe. Mesmo assim pus minhas mãos sobre meu colo como uma boa menina. Esse não era um sinal bom.Eu tinha começado a dizer –o homem no bosque- . Fechei a porta e me sentei no sofá. tão surpreendida por sua petição que ao princípio eu não podia acreditar o que havia dito. —Sim. Papai fez retroceder a cadeira e ficou de pé. —O que?. Ethan estava na ducha. talvez? Mas isto definitivamente não era a fúria que eu estava esperando. postergando o inevitável para outros poucos segundos de dolorosa antecipação. Exasperação? Temor. Bati na porta e a abri sem esperar uma resposta. mas ele podia dirigir minha liberdade. Mas esse era o ponto. —Seu namorado da escola. o disse Adeus! E pendurou. que nenhum beco completamente escuro poderia igualar-se. Mas já tinham passado anos desde que meu pai acreditava nisto. eu sei quem é ele.. —Me fale sobre o Andrew. Papai estava sentado curvado sobre seu escritório falando por telefone. Não. papai. Algo poderia passar ali e ninguém saberia.parei ante ele. O santuário de concreto amuralhado de papai era de um modo tão assustadiço. era um esvazio auditivo. inclinando-se no escritório com ambas as mãos o me olhou com uma expressão que eu não pude identificar. Eu podia ouvir o que todos faziam em cada quarto da casa. Ethan estava acostumado a dizer que a espera para ser castigado é sempre pior que o castigo mesmo.

Não parecia que . Por que não pensei nisto? Estirei minha camisa para baixo. mas como um daqueles soldados de corda. —Você sabe que poderia evitar esta classe de confusões se não estivesse sempre metida em algum problema. Logo eu teria mais segredos arquivados que a CIA. o discurso sobre responsabilidade.disse . Olhei-o fixamente sabendo que ele respeitaria meu olhar fixo em seus olhos. Quando terminou com todos os nódulos de suas mãos. —Também me prometeu intimidade. Isto era tortura psicológica. —Prometi que não interferiria com sua vida. Merda. —E mantive minha promessa.Crack. tão devagar que depois dos primeiros. papai-.. considerando que tão só umas horas antes eu tinha estado neste mesmo quarto. Crack Fiz rodar meus olhos. ele contínuo com os que seguiam em seus dedos. subindo um de seus tornozelos para que descansasse em seu joelho.meus olhos olharam fixamente o primeiro dedo de sua mão direita enquanto o fazia ranger também. inclinei-me para frente esperando os seguintes. Funcionaram. como um sinal de admiração auditivo. A postura relaxada e a pausa larga eram ambas para me pôr nervosa. —Nunca discuta de semântica com um graduado em inglês .ele fez ranger seus nódulos um por um. Crack. Papai franziu o cenho com suas grandes sobrancelhas que obscureciam o olhar de seus olhos que eram tão verdes como os do Ethan. desejando de repente ter emprestado mais atenção à roupa que tinha agarrado. seguia dandose de cara muitas vezes contra o mesmo obstáculo. seu rosto impassível quando outro rangido pontuou sua resposta. —Não.ele cruzou o quarto tranqüilamente para sentar-se em uma poltrona. —Faz quanto tempo que estão saindo ? —Por que tenho o sentimento de que já conhece a resposta?perguntei jogando no tapete com os dedos de meus pés.mas então recordei que ele não sábia nada sobre aqueles pequenos enganos de julgamento e não tinha porque sabê-lo. Genial. era estranho. e não o fiz. —Tenho uma responsabilidade com todo Orgulho para assegurar sua segurança Faythe. —Não estou discutindo nada. —O que quer saber sobre o Andrew?. A discussão com meu pai era completamente insubstancial.Crack -Declaro feitos-.ou –minha aposta com o Jace. E me dava conta de que meus pés estavam nus. —Você me prometeu liberdade. terminando cada oração com um rangido..

ele me olhou com calma. —Você não somente pode escolher uma gato ao azar e reservar uma igreja.Minha cabeça começou a doer na perspectiva de refundir a discussão que tínhamos começado quando eu fiz dezessete anos. dava-me conta que a resistência era mais provável que a rendição.pudesse lhe ajudar. —Não tenho planos para me casar. —Não sabe. —Não. Se você gasta muito tempo com este Andrew. Mas não o tem. Eu pensava no.disse ainda com sua atitude serena —Eu não estava pensando nisso absolutamente. —Quão séria é sua relação com ele?.a irritação flamejou em meu peito. Meu pai me olhou com calma desde sua cadeira. Eu o tinha superado. Suspirando. outra opção séria tomada. me demonstrando o que eu não tinha e ele tinha muito. fortes. Paciência. então quando já não tivesse voz para discutir. E eu ia expressa-la serenamente. mas era o que estava pensando. e já estava cansada desta discussão. com espera. —Talvez não o engano-. —por quê? —Você sabe por que. é meu problema e minha opção. reconhecendo minha boa vontade a cooperar e pôs suas mãos sobre seu colo. Esses eram os únicos defeitos entre seus rasgos que eram firmes. outro caminho de minha vida séria escolhido sem meu consentimento. Suas perguntas intrometidas me tinham conduzido a tomar uma das mais importantes decisões em minha vida.Diabos. -O que quer saber sobre o Andrew? Ele assentiu. —Nem sequer estava falando de matrimônio. trazendo consigo uma diminuta faísca de coragem. por que tinha que soar tão razoável? E ele havia me feito pensar na palavra com M! Fechei meus olhos tentando juntar meus pensamentos e controlar meus nervos. Mas eu não ia longe a meio da noite. sua idade traída por seus fios brancos de cima de suas orelhas e as rugas nas esquinas de seus olhos. E assim. Eu não ia gritar ou montar uma cena.. Com maturidade Eu me partia. Ele claramente esperava que esta discussão fora como todas as demais: eu gritaria até ficar rouca. Só meu. Ele não pareceu preocupar-se de que minha cooperação se devesse mais ao cansaço que a qualquer sentido de respeito ou obrigação. ele diria o que estava pensando. Sua mudança de opinião. ele poderia pensar que tem algum futuro contigo. Não esta vez. como ardor de estomago. como havia feito .. assim não é justo que o engane.

tratando de impressioná-lo com minha postura tranqüila. Mas eu era um trato de pacote completo. Eu tinha aprendido de meus enganos. me advertindo que não pisasse muito mais longe nessa terra perigosa. Impulso a dúvida de minha mente. mesmo que já sábia o que ia dizer. —Ao inferno se não o for. —Do Orgulho. tudo ou nada. —Essa não é uma opção de vida para você. sem fazer caso da voz em minha cabeça que me dizia que. ou rugiria. encontrando seus olhos. Era realmente simples. —Não seja parva Faythe..no passado. Em troca ele negaria minha -petição.Estava nervosa. pus-me de pé e dei um passo ao centro do quarto.Sua voz era baixa. claramente tratando de decidir qual era a melhor mão de esmagar meus sonhos. amadurecida. como sempre. —Parto-me papai-. Quando isso não funcionasse –e certamente não ia fazer— ele ia me perseguir por todo o país se fosse necessário. —Ir ?-levanto uma sobrancelha. igual à emocionalmente que não podia ficar. Meu pai lutaria contra minha decisão.. ameaçadora. Estarei . Mas me alegre de que trocasse seu tom. Ele não gritaria. Saltei assustada pelo som repentino do ranger de um de seus dedos. —Somente vou. Suspirei.e proibiria que eu partisse . Esta vez eu ia estar parada audazmente na luz do dia. Crack. Sustentada pela raiva e a pressa embriagadora de rebelião. Quero viver sozinha em um dos territórios livres. essa era a parte difícil. porque este queria dizer que o finalmente tomava a sério. Como Ryan..Senti comichão por toda minha pele pelos nervos. cara a cara com meu pai e Alfa. debilidade e eu não podia me permitir parecer débil. mas este parecia ser um inútil por entrar no pacote equivocado. Tenho educação e uma boa cabeça sobre meus ombros. uma de suas mãos temperada sob seu queixo.disse cuidadosamente. Em seus olhos vi o que via em meu. porque ele não podia permitir-se me perder. O suficiente para parecer débil. E você me ensinou a me proteger. Quero ser uma gata Montes. ficando à frente de meu pai. Não necessito seu dinheiro. Eu sábia que intelectualmente.Ele sacudiu sua cabeça devagar. como se não estivesse seguro do que quis dizer.. —Não sou tola. ou ao menos tinha aprendido que ele esperava que eu os repetisse. Não era seu estilo. —Quero ir. Tudo o que tinha que fazer era lhe dizer que ia convencer ele de deixar ir. O Orgulho necessitava meu útero. eu tinha mordido muito mais do que realmente podia mastigar. Certamente.

Se ficasse de pé. mas durante um momento pensei que ficaria de pé. Depois de pensá-lo um momento. Mas ele parecia opor-se a fazê-lo pela mesma razão pela que Marc não gritava quando estava zangado. terei que te encerrar. Era uma questão de controle.sorri com cuidado. Olhei fixamente a meu pai. Seus olhos não deixaram os meus. O outro lado era tão forte como Marc.Minha cabeça parecia que flutuava. Ainda há um território livre ali certo?.Disse finalmente. as gravatas e o comportamento diplomático eram sozinho um lado de meu pai. mas papai o tinha tomado pessoal. mas a força e a velocidade de papai ... e estava o outro lado que me preocupava.E certamente eu podia ir ao terminal de ônibus. ele não tinha nenhuma razão para fazê-lo. Eu não tinha estado na jaula da última vez que tinha escapado.bem sozinha. —Não te estou pedindo permissão. —Não posso deixar que vá Faythe. Estava correndo de minha vida. do verão que tinha completado dezoito. talvez com perucas de cores e tatuagens falsas. Mas outra vez a voz em minha cabeça me chateou insistindo. A jaula. que tive que conter meu fôlego para lhe escutar. à intempérie pavimentada com cimento e escuridão constante alagaram minha mente. descansando seu queixo sobre elas. deveria haver feito desde pequena. Ou talvez Nevada. seus nódulos. a maior parte dos quais a tinha passado em quatro patas como protesto. estalaria e podia fazer algo que depois lamentaria. Mas eu o conhecia muito bem. Papai não pavoneava. eu não poderia fazê-lo agora. —Estarei no Mississipi. Eu não tinha estado correndo de papai essa vez. Franzindo o cenho misteriosamente. Se tentar deixar a propriedade. Ou ao menos algo que eu lamentaria. -inclusive se estivesse disposto a considerar algo temporal. estavam brancos pela tensão. afugentando minha euforia de ser rebelde. querendo acreditar que ele não dizia a sério. e mais ou menos igual de rápido. —Não falaremos mais disto. ele falou. Não antes que conheçamos o que passou a Abby e Sara. como se simplesmente estivesse atada com um cordão no meu pescoço. Os trajes de negócio. As lembranças de barras de aço. que não importava quanta diversão obtivera jogando de escapar até o Houdini teve que passar o desprezo. se por acaso quer te manter em contato. sua resposta foi tão suave. como a escola. meu pai sustentou suas mãos juntas. meu pai me tinha encerrado por quatorze dias. Uma vez que eles me tinham encontrado e me haviam arrastado de volta na SUV do Vic. A rebelião me dava bem.

Longe de ser uma figura decorativa. mas não importa o que eu faça ou diga. Cheirei a loção para barbear de papai. — Você não pensa isso. Eu…. como o aroma que fica nas mãos depois de tocar as moedas que tem em seu bolso. Então a verdadeira pergunta era… isto merece? E a resposta era… Diabos. Pode que não obtivesse nada se escapava. Mas tinha que dar o último tiro. Você não faria mal a seus irmãos. Capitulo 13 . minha resolução reforçada pelas lembranças da jaula e minha determinação a não vê-la outra vez. Se.disse. voltará cego e castrado. mas baixo isto. Devia muito a mim mesma. Diz que é urgente. em troca contínua me olhando com calma. Algo estava terrivelmente mal. Ele pensava que era uma brincadeira e ambos sabíamos.O telefone sobre seu escritório soou. -Mas te prometo isto. o piso úmido. — Você o pode tentar. e eu voltaria com o espírito quebrado e pronta para ficar em um quadrado enjaulada. mas o que senti foi frio..nunca consegui terminar a ameaça porque Michael quase arrancou a porta do escritório. Esfregando meus pés contra o suave tapete. papai. dei um passo para frente. Eu sabia o que arriscava. —Esta Owen no telefone para você. Era azedo. sim. Cedo ou tarde ele me agarraria.eram melhoradas graças há outros trinta anos suplementares de sabedoria e experiência.ao parecer ele não fez a pergunta se séria capaz ou não de fazer machuco ao Marc. Quem quer que envie por mimu. A palavra de meu pai era a palavra final. Pessoalmente se era necessário. E cheirei a angústia em seu suor. dava ordens. Eu poderia me fazer à forte e escapar. mas definitivamente não saberia sem antes tentá-lo. —Não me faça demonstrar isso papai. havia um débil aroma de algo metálico. mas ele não fez caso disso. e eu sabia que aconteceria se falhava. e fez que meu coração pulsasse mais rápido. meu pai era o Alfa tanto em nome como na prática. Ouvi seu frenético batimento de coração. papai sempre iria me buscar. mas nunca ordenava a ninguém fazer algo que ele não pudesse fazer por si mesmo.

Ia-se estar apanhada no escritório. isto me fazia parecer como uma covarde e uma menina. Ele se voltou nos dando às costas a ambos. pode que nunca reunisse suficiente coragem outra vez para manter meus argumentos de novo. Não era nenhuma das duas coisas. essa era a única maneira da que ia conseguir informação. Tinha-lhe desafiado por minha conta e risco. e meus dentes se fecharam juntos. Enquanto que tecnicamente era bastante efetivo. poderia fazer uma boa escuta às escondidas. Michael me deu uma cotovelada e assinalou com a cabeça ao sofá.perguntou papai. me deixando cair no sofá como a um cachorrinho travesso em uma pilha de jornais. olhei a meu pai. dirigindo-se ao Michael.—Sente-se. Papai se voltou a nos olhar com uma sobrancelha levantada. Michael arrumou a jaqueta de seu traje. Levantou-me pelos braços. Em lugar disso. Antes que pudesse me mover. Eu tinha aprendido fazia muito tempo que embora Michael oficialmente não trabalhava mais para meu pai. Sacudi minha cabeça. e a curiosidade e a preocupação pelo Owen tinha eclipsado temporalmente meu ardor por escapar. estaria tentada a escapar em meio da noite. ele varreu meus pés para trás para me fazer cair. com o celular em sua orelha. —Owen? O que encontrou?. A luz da vitrine banhava seus fortes rasgos. mas isto era só para aparentar. tratando de ouvir por cima a outra parte da conversação. mas Michael só deu de ombros para ele. A ansiedade do Michael era contagiosa. Tinha medo de me voltar atrás porque uma vez que o tivesse feito. o agudo estalo ressonou através de minha cabeça. pondo de relevo a tensão em seu . Fulminei-lhe com o olhar enquanto me esfregava as marcas de seus dedos em meus braços. De todas as formas. Captei uma imagem imprecisa de movimento quando os pés do Michael saíram disparados para trás de meus tornozelos. sorrindo. Não a deixe sair do sofá. —Está seguro?. tomava muito a sério suas ordens. então se acomodou no assento ao outro lado de mim como se estivéssemos sentados para o chá da tarde.disse meu pai no telefone. Minha costa golpeou o tapete com um doloroso e surdo ruído.ordenou papai. Faythe. Então. Ainda permanecendo de pé. como sempre havia feito antes. voltando para estar frente à curiosa vitrine assim que eu podia lhe ver de perfil.

disse Owen. É como a diferença é sabor entre uma Coca-cola e uma Pepsi: imperceptível se nunca bebeste nenhuma das duas. Nós temos uma identidade familiar específica —um aroma apóio. eu quase nunca notava a diferença em seu aroma. Marc me disse uma vez que os gatos do Orgulho revistam cheirar diferentes também para os Extraviados. e me incorporei mais reta. O que me deixa com um interessante pensamento enquanto meus olhos vêem por cima as fotos de família no escritório de meu pai: se Marc e eu tivéssemos dado a meus pais os netos que queria.meu pai me deu uma olhada. teriam sido homens-gato depois de tudo? Se Marc não tinha nascido com genes de homem-gato. -Mas ele poderia ser de todas as partes da área. só era uma parte de quem era. teriam herdado meu aroma de gato do Orgulho ou seu aroma de Extraviado? Em realidade. Extraviados têm um aroma distintivo. como poderia passá-los? Isto era fácil para mim de esquecer. Eles têm só o aroma felino dos homens-gato em geral. então se girou para estar frente à vitrine. —O que sobre a polícia?.perguntou papai. embora Marc ainda era — e sempre seria— um Extraviado. entretanto. como se isso pudesse me impedir de ouvir a resposta. eu detectaria a diferença imediatamente. esfregando meu tornozelo enquanto escutava mais de perto o lado da conversação do Owen. falou arrastando as palavras —Nenhuma duvida sobre isso. considerando quanto tempo tinha sido ele parte do Orgulho central do sul. mas inconfundível se está acostumado a uma e de repente a compara com um gole da outra.normalmente ilegível rosto. —Minha hipótese é que poderia ser brasileiro. —E o que sobre o aroma?. e o seu próprio especificamente. Era um gato da selva-. E assim como também o faria Owen. Mas com qualquer outro Extraviado. indubitavelmente um Extraviado. —Sim. Ele é indubitavelmente sul-americano. o que não me surpreendeu de ouvir. Eu não podia ler seu . o qual é facilmente distinto de um aroma de um gato nascido no Orgulho. o que nos deixa nos classificar como a um gato com parentes de sangue ou um gato solitário. se quer— trespassado através de nosso aroma individual que nos identificava. Meu pulso saltou. Isto não é possível com os Extraviados porque eles não têm um aroma apóio. Inferno. meu dolorido tornozelo esquecido. O couro rangeu enquanto eu me inclinava de lado no sofá.

Arrastei meus pés nus por cima do almofadão do sofá. Foi reportado aos meios como uma desmembração típica. de todos os modos. verdade? Pelo telefone se escutou como Owen revolvia mais papéis.* Papai caminhou ao redor de seu escritório e se afundou com cansaço em sua cadeira. Papai me olhou por cima de seu ombro.perguntou. Meu pai se esfregou o queixo em silencio por um momento. —Não sabem o que pensar. assim como em seu casaco. do outro lado da fronteira do Texas. assentindo com a cabeça para me deixar saber que ele também tinha captado o plural. Mais sons estáticos. Tudo nos últimos três dias. Justo como este. e então ferida e parcialmente… um… consumida. O detetive a cargo deste caso está convencido de que algum psicopata está escondendo a um jaguar como mascote e lhe deixa comer a suas vítimas. Papai nunca me deixaria ir agora. —Não acredito que haja alguma possibilidade de que você ou Danny me deixem jogar um olhar (a ela). abraçando meus joelhos contra meu peito enquanto me reclinava contra o braço do sofá. como se tal coisa. -…uma no Novo México faz três dias. Papai se esfregou a frente como se estivesse tratando de evitar uma dor de cabeça. Então Owen havia re tornado. não é como se tivéssemos algumas fontes de informação nos territórios livres. —Vítimas?. Duas gatas desaparecidas e duas humanas mortas. —Como não nos inteiramos disso? —Bom. Espera um segundo. -O do novo o México era outra garota? —Sim. em portales. -Há outras? Houve um rangido estático na linha. Eu inalei repentinamente. apartando a vista do mata-borrão de seu escritório. Mas nós provavelmente o teríamos omitido de todas as formas. me voltando no sofá para estar totalmente de frente com meu pai. ordenando montões de papéis em seu escritório. Um encarregado a encontrou em um beco. então a voz do Owen chegou alta e clara. A polícia está mantendo a perspectiva de gato calado para arrancar as confissões de bola de porca. papéis baralhando-se e uma apagada versão da distintiva e ressonante voz do doutor Carver. . papai-. —Ela era uma estudante de segundo curso na Universidade de novo México do oeste. mas a tensão em seus largos ombros era óbvia. Não é que ele tivesse que fazê-lo.rosto. pensei. Isto não podia estar acontecendo. Estuprada. tornando-se para diante com seus cotovelos no mata-borrão*.

Owen fez uma pausa enquanto o Dr. Papai se incorporou. Este Extraviado teria que ser um idiota para golpear duas vezes no mesmo estado. Se eu conhecia o Michael.disse Owen -Mas certamente que está louco. Estava furioso consigo mesmo. Se foram afortunadas. Danny provavelmente não terá acesso à vítima. Carver disse algo que eu não captei. Tinha ouvido cada palavra que Owen havia dito. Tem que ser o mesmo filho de puta. Já o comprovei. E lhe diga que mantenha seus olhos e ouvidos bem abertos. que era exatamente o que ele era. Meu coração doía pela Abby e Sara.—Poderia ter sido. —Assim. e por essas garotas humanas. e olhei para cima para encontrar a meu pai de pé em frente de seu escritório. pondo um antebraço contra o topo de seu escritório. —Se o fizer. A voz de papai estava tensa com a cólera. —Estou de acordo. em seu cérebro de advogado para um uso posterior. o que quer que faça?. —De obrigado ao Danny e vêem casa. silenciosamente rezando porque não o fizesse. me dando as costas. —Louco. -Mas papai. tornando-se para trás em sua cadeira. A cadeira do escritório rangeu. eu podia ouvi-lo na maneira em que remarcava cada palavra . E quando esses recursos se esgotassem. a possibilidade de que dois diferentes Extraviados psicopatas estejam operando o mesmo tempo com o mesmo Modo Operante é virtualmente nula. e estava arquivando-o longe. montando as ondas de informação como um surfista digital de primeira geração.Owen falou arrastando as palavras. —Só estava desejando ser capaz de confirmar minhas suspeitas. seu acento mais denso pela tensão. mas eu o conhecia melhor para pensar que ele tinha desligado. —E o que se o Extraviado golpeia de novo? Fechei meus olhos. navegaria pela Rede. sem dúvida. Joguei uma olhada ao Michael para o encontrar olhando fixamente ao tapete que havia entre nós. —O que sobre suas roupas? —Estou seguro de que está em poder da polícia. tendo usado cada recurso profissional ao seu dispor. mas foi enterrada esta manhã. que provavelmente nunca souberam o que as tinha golpeado. ele saberia tudo o que terei que saber sobre ambos os assassinatos ao final do dia. nós teríamos que ter sabido sobre ele antes . Mas se fosse estúpido. —Possivelmente é um idiota.interrompeu papai.

Pus meus pés no chão e comecei a me levantar. como se levasse o peso do que ia dizer só em sua expressão.papai lançou o telefone a seu suporte e o olhou fixamente. exceto me jogar atrás completamente.disse. Meu pai finalmente se virou para me olhar ao rosto. lento. estirando para baixo as mangas de sua jaqueta. —Livre do Orgulho não significa a verdadeira liberdade para você. Assim agarrei uma profunda inspiração e lancei meu argumento do sofá. mas ele me cortou. —Há um vôo de volta as nove. substituindo uma boa postura pela postura erguida que eu teria preferido. —Faythe. Seus ombros se elevaram e caíram com cada profunda respiração. também. enquanto se preparava para voltar-se cara-a-cara para outro problema: eu. e a gravidade de sua expressão fez que minha boca secasse. Estava zangado porque ele não se inteirou do Extraviado antes. . Tinha razão sobre isso. este não é um bom momento para suas atuações teatrais. —Vêem a casa. e pela garota de novo o México. minha ocasião era horrorosa. e firme. -Deveria estar em casa às onze. assenti com a cabeça. mas um olhar ao Michael congelou em meu lugar. suas palavras chegavam mais rápidas do usual.com ênfase. Com nervos e curiosidade apesar da minha determinação de me manter assim. —Não estou sendo teatral. Vou. Mas não havia nada que pudesse fazer sobre isso agora. Não se eu queria que ele alguma vez me tratasse como a um adulto.disse. Ele devia ter reconhecido a ira. -O que aconteceria se deixasse empreender seu próprio caminho em um território livre? Pensa . —Pára de discutir sem pensar e escuta o que realmente estou dizendo.Estou completamente a sério. E isso não era uma opção. Ele podia estar dizendo outra coisa que não fora o usual? Meu pai me olhava sobriamente. Ele seguiria ao pé da letra a ordem de papai até que não trocasse de instrução. fazendo o melhor que sei para projetar um respeitável tom de voz.disse Owen. e soube que estava contando silenciosamente em uma tentativa de controlar seu temperamento. Ouvi o batimento de seu coração. Comecei a discutir. —Muito bem.

rápido e forte Extraviado. de zangado a vermelho. A menos que eu estivesse disposta a lutar cada dia de minha vida. —Eu estava bem. eu não teria vida que merecesse à pena viver. Mas os Extraviados no Mississipi não pensarão duas vezes seus direitos. —Muito bem. e decidi me expressar de outro modo. Decisão feita. Não nos territórios livres. E meu aniversário. de qualquer maneira.Fez uma pausa. e não tenho que deixá-lo para conseguir um pouco de privacidade e independência. e tudo esteve bem.joguei uma olhada através da manta a meu irmão mais velho. Não havia frustração.Aqui. soou muito desesperado? -estive na escola durante cinco anos. Deixar o território não é a melhor idéia que tive nunca. um plano novo formando-se das cinzas de seu predecessor. esperando seu apoio. Se preocuparão do que vale. só que vivendo por minha própria conta . Como Michael. —Os meninos estiveram te vigiando por todos esses cincos anosele disse. franzindo o cenho como se eu me tivesse perdido algo realmente óbvio. e de como afetaria a sua posição entre os outros-. e demolidor para meu argumento. mas seu ponto de vista era espantosamente claro. -Tem razão. -Já te deu conta disto ou não. Podia viver a seiscentas milhas do rancho e ainda estar segura dentro dos limites territoriais. mas não fiz uma réplica. Não encontrou meus olhos. Mas e o que sobre o território central do sul? Pensei. Isto será justamente igual então. zanga . sua expressão ilegível. Irei a Oklahoma. Estava muito ocupada pensando. Mas meu pai claramente não estava de acordo. Papai agitou sua cabeça com lentidão. Preocupo-me com o que quer. Porque vou estar. Ainda serei um membro do Orgulho. Franzi o cenho como se não o entendesse. mas pude lhe ver pensando… —Passarei as férias no rancho. tem opções aqui. Mas é um território grande. E não era tão irracionável —ao menos em minha -tão-humilde opinião. mas isso é um total desperdício de recursos. E estarei bem. Um troféu para o maior.assenti em concessão sobre seu ponto.que os Extraviados respeitariam seus desejos? Ou que lhe deixariam sozinha?. pouco disposto a ficar de meu lado e contra nosso pai. E o Dia dos Pais. —Sim. Só em um território livre eu seria um vivente símbolo de status que respira.A cor de meu pai se fez mais profundo. Deveria lhe haver conhecido melhor. Ou Kansas. Olhou-me atentamente agora. Papai tinha mais terras do que sabia o que fazer com elas.

Faythe? —Se me escapar.. Eu nunca lhe tinha visto tão furioso. como se um Alpha me ameaçasse todos os dias. e o temor lhe fez fazer um ruído surdo a meu coração em meu peito. ele ameaçava me encerrando durante quase um ano. Eu não sabia se estava zangada ou assustada. Meu pai nunca me tinha ameaçado antes. —Você esta proibida absolutamente de deixar o rancho… Abri minha boca para lhe interromper. Olhei-lhe boquiaberta. porque ele finalmente me tinha tomado a sério.Sua voz era lenta e perigosa. Ou contente. Eu acabava de fazer vinte e três anos faz menos de um mês. se escolhe ir agora.disse papai. Mostrou seu sorriso de educada-companhia e voltou para sua poltrona. não como Alpha. —Porque o que vou dizer te não vem de um pai para sua filha. Bom. meu pulso disparado. intrusos aos que lhes tinha devotado a última oportunidade antes de devolver-lhe ao Marc. Terá sorte se vir à luz do dia por seu próximo aniversário-. —me escute atentamente. —… mas admito que não posso te parar se está determinada a ir. estava forçando a saída. Eu não estava forçando a entrada. de todos os modos. não exatamente a noventa centímetros de onde eu estava sentada. —Entretanto. quase um grunhido. com os olhos muito abertos. Certamente esse não era o plano para mim. suas palavras tão lentas e deliberadas como cada moderado passo para mim.e nenhuma faísca de determinação. —Entende o que estou dizendo. A eleição é tua.Tentei me manter indiferente minha expressão. Tinha-lhe ouvido empregar esse tom com uns poucos outros gatos. Inclusive se o perigo era só teórico. enviará aos meninos para me trazer de volta me arrastando pelo cabelo e me lançar à jaula. Vem de um Alpha para seu membro subordinado do Orgulho. arrumando a jaqueta de seu traje em seu lugar quando se . não era bom. Ele me olhou fixamente para baixo. e soube que ele podia ouvi-lo. mas levantou uma mão para me cortar. todos os quais tinham sido delinqüentes reincidentes. Definitivamente. e a pior parte era saber que não haveria liberdade de ação para manobrar porque seu aborrecimento provinha de sua preocupação por mim. enviarei a cada gato a minha disposição para te trazer de volta. Mas meu coração estava saltando pulsados inteiros em uma tentativa de acalmar-se. Ele não comprometeria minha segurança por nada.Agarrou uma respiração o suficientemente profunda para esticar os botões de sua camisa de vestir.

e se considerava muito forte para negociar consigo mesmo. acordarei uma supervisão de vinte e quatro horas ao dia até que tenha provado que se pode confiar em você. eu realmente não estava disposta a ferir meus irmãos. Nem sequer uma vez. se lhe tinha julgado corretamente. Sustentei minha respiração. finalmente em algo. Avancei lentamente para o bordo do sofá. lenta e doce. eu não podia recordar a meu pai fazer uma ameaça vazia. . suas mãos agarrando seu joelho. E eles me apanhariam. Mas seus polegares estavam movendo-se nervosamente. encerrar-me-á sob chave. Isso queria dizer algo. Sim. minha estadia na jaula podia alargar-se muito mais tempo do ano com o que me tinha ameaçado. e soube que havia dito a palavra mágica.sentou. —Prefiro minha forma de expressá-lo à tua. procurando sua opinião sobre as ameaças de nosso pai. A meu pai adorava negociar. Não queria dizer que ele estava atirando um farol. Mas isso podia significar que ele não estava tão seguro de si mesmo como parecia estar em sua capacidade para me encontrar se eu me largava. e eu suspeitava que se o fazia ir tão longe. Assumo que se disser que sim. isso é o que queria dizer. Deu de ombros. e tinha acumulado vários anos de experiência no mundo real após. Papai usaria cada recurso que tinha para me encontrar. não o meu. ao final. Ele cabeceou. da maneira em que a maior parte dos gatos desfrutavam da emoção de uma boa perseguição. Ainda tenta partir ? O fazia? Isso não conseguiria nada bom. — Está disposto a negociar? Arqueou uma sobrancelha. Tinha razão. mas sim. pensei. Entretanto. Desfrutava do processo dar-eceder coisas a contra gosto. Ou ao menos vários anos de experiência no campus da universidade. Meus olhos encontraram ao Michael. ele tinha razão. pensando. desejando que isso me fizesse parecer segura de mim mesma e alerta mais que como se eu pudesse fugir precipitadamente em qualquer momento. —E o que se disser que não? —Se pensar que é sincera. ele poderia pôr isso fácil para mim porque tinha visto a petição de negociação como um sinal de que eu me estava aproximando de aceitar meu lugar no Orgulho. Eu era uma menina a última vez que tinha escapado. Mas esse era seu engano. Ambos estávamos falando hipoteticamente… Um sorriso floresceu em meu rosto. aparentemente inseguro de que se tomar seriamente ou não papai. Mas durante toda minha vida. eu não teria essa sorte.

Minha esperança fraquejou. com um pouco de sorte. —Bem. considerando-o. tentando conseguir um pouco de tempo para pensar. se você esquecer sobre a supervisão constante até que revisemos a questão de que eu me mude mais adiante. Brinquei com meu relógio de pulso. mas o acompanhamento não é negociável. Logo. Tinha ouvido essa frase ao menos dúzias de vezes desde meu décimo segundo aniversário. —Estou de acordo em postergar minha decisão de ir até que Sara e Abby Sean encontradas. terá que pospor sua decisão até que possamos lhe encontrar e lhe pôr a disposição. mas não sou psíquica. mas terá que ser mais específica que isso. —Assim —para que conste— se estiver de acordo em esperar até que os seqüestradores e o intruso Sean agarrados e postos a disposição.disse meu pai. O que importava era que eu estava jogando a seu jogo favorito. -O que significa isso? —Fixa a última data.Não tive problema com isso porque estava de acordo com a teoria do Marc de que o gato da selva estava comprometido nos seqüestros. Logo que resisti ao desejo de pôr os olhos em branco. —Não tem que ser psíquica. a ira cintilou através de mim. e por um momento pensei que tinha ganhado. —Só explícita. Fiquei boquiaberta. —Mas eu não sei quando as encontraremos. —Seu acordo de pospor sua decisão é o suficientemente bom para te manter fora da jaula. A chave da negociação está em estipular os detalhes. —Então não .Meu pai se tornou para frente em sua cadeira. me jogando para frente para imitar sua postura. e troquei de lugar no sofá. Michael riu entre dentes. e apartei a vista de papai o tempo suficiente para lhe fulminar com o olhar. —vamos fixar a data de sua decisão para o dia depois de que tenha sido encontrada a última garota desaparecida. Então falou e compreendi quão idiota tinha sido pensando que me ia pôr isso fácil. em caso de que Sara e Abby Sean encontradas de forma separada ou alguém mais desapareça entre agora e então. seus olhos brilhando com antecipação. mas não importava. papai. E se encontrarmos às garotas antes que agarremos ao gato da selva. jogando o papel que me tinha proposto. Como parece?Boa tentativa. Ele veria através disso. esquecerá a supervisão de 24 horas ao dia? Voltou-se a sentar em sua cadeira. mas simplesmente assenti com a cabeça.—O que é que tem em mente?.

como se ele estivesse dirigindo a uma classe inteira de estudantes em vez de uma muito zangada filha. amassando o braço do sofá. Mas a segunda ronda começaria o suficientemente cedo. Nunca me tinha dado conta da privacidade no banheiro estivesse na pergunta. É obvio. Adorava me fazer sofrer! —Sobre a supervisão constante. —Creia ou não. Encolhi-me de ombros. porque já atuasse como meu pai ou meu Alpha. Fiz uma careta.O sorriso se foi. E não ia ceder na questão do cão guardião. a jaula não tem privacidade absolutamente… Nem ducha ou asseio apropriado Ele tinha um ponto. não te teria devotado privacidade absolutamente. e certamente não ia usá-la como moeda de mudança. me desabando contra o respaldo do sofá. Michael começou a protestar por meu tom. —Se não tivesse estado disposta a pospor sua decisão. e eu sabia que tinha perdido a última ronda. É uma sandice. cortando o protesto do Michael sem uma palavra. Não lhe empregaria se não fora assim. ninguém se tinha liberado por amaldiçoar ao Greg Sanders. E neste momento.Gritei. —Papai. —De qualquer maneira. —Não.concedeste nada! Ter-me-ia enjaulado inclusive se não tivesse estado de acordo pospondo minha decisão.. tenho-a a mim. Mas papai levantou a mão para silenciá-lo. Ele não tinha direito tampouco a fazê-lo. inclusive Jace tem a capacidade de concentrar-se somente no trabalho à mão. estava absolutamente sério. sempre está à jaula. Sou seu Alpha. mas o gesto casual pareceu alienígena vestido como meu pai em empate.Deu de ombros. —Sobre isso. Estou segura de que Jace teria estado contente de observar sua ducha para acautelar qualquer tentativa de subir pela janela do banho. se prefere esquecer sua primeira tentativa de negociação.Sua voz adquiriu um tom de instrução. é um compromisso.me disse. —Está . —Então não há nenhuma razão para que me espere. —Tem razão. como pode dizer algo como isso? —Não sou seu pai. assumindo que eu ficasse o tempo suficiente para lutá-la. -Outro princípio importante de uma negociação é saber quando tem a frigideira pela manga e quando a tem seu oponente. com privacidade no banheiro durante um período de provas? —De maneira nenhuma. Encolhi-me.Ele não podia ocultar a satisfação de sua cara.

a qual ele tinha aproximado de minha cama para chegar à comida.bem. Mas se enviar ao Marc a minha habitação de noite. Michael partiu para me tirar outro de meus direitos civis. Lambi uma migalha de queijo de páprica de meus dedos e agarrei outro sanduiche. —O que quer dizer? —Você sabe a que me refiro. —Assim. juro que sairá como um eunuco. O que acontecia a Declaração de Direitos? Mas aparentemente a faculdade de direito do Baylor não ensinava conceitos complicados como esses. me demorando nas linhas de seu peito. Papai assentiu com a cabeça. Pensaria que sua educação na faculdade de direito poderia ao menos lhe fazer duvidar.. Depois de que um terceiro grande homem em um traje escuro me perguntasse como estava levando a situação. Que você fez ?. Jace e eu retiramos a minha habitação com um prato cheio de comida do bufê de minha mãe. o prato de comida em minha frente. Do que ia o mundo? Capitulo 14 Jace começou com o primeiro turno de custódia do Faythe. —Nenhum problema.. Você ganha. a diversão que sentia levantava as esquinas de sua boca.Ele sacudia as migalhas de sua camisa.E com isso. e meus olhos seguiram sua mão.Jace me perguntou com a boca cheia de presunto e queijo envolto em pão de trigo. uma vez que ele retornasse do aeroporto com Di Carlos. Ele estava sentado na cadeira de meu escritório. -Faz os preparativos. Ethan tinha a mesma missão. —por que estou de canguru? É pela perna do Marc. Eu estava tombada em minha cama sobre meu estômago.Ele cheiro o ar em minha . Marc fica no turno de diaJogou uma olhada ao Michael. ou acaso Ethan te delatou sobre o que aconteceu ao tipo do bosque? —por quê? Tem algo melhor que fazer? —Nenhuma só coisa melhor no mundo. porque papai queria ao Marc para que o ajudasse a dar a bem-vinda aos Alphas e a trazê-los aqui o mais rápido possível. acompanhando ao Parker. -De acordo. Cada meia hora mais ou menos soava o timbre indicando a chegada de um Alpha com seu pequeno séquito. claramente visíveis através do fino algodão branco.

. Fiquei de costas. e ele fez um úmido som de estrangulamento.Encolhime de ombros. e Greg me esfolarará vivo e pendurará minha pelagem como aviso a outros para que não se metam com sua filha. -O disse que ficaria no território. -Mas cheira um pouco mal. fazendo-o esperar enquanto mastigava prolongando o suspense.. —Então. Cravei com um palito uma parte de melão decorado sobre um celofane verde. Maldição. dirá a seu pai sobre nossa aposta. próximo à asfixia pela comida em sua boca. Ri-me. Golpeeilhe as costas e me olhou furioso. tenho sorte que Marc não o tenha feito. sorrindo ante quão familiar nosso jogo casual se sentia.. -Boa tentativa. e esperei a que desse a primeira dentada antes de lhe responder. Junto com o Ethan. levando uma parte de queijo a sua boca. não lhe mencionei minha pequena vitória em nossa…. mas me concederam clemência em relação à vigilância do banho. Jace grunhiu impaciente me alcançando a lata da mesinha de luz. Ele escolheu outro sanduiche enquanto isso. —Então o que? Como é possível que tenha tido tempo de te colocar em outro problema entre ambos os casos? Essa era uma boa pergunta. Traguei. Seus olhos se abriram.Deu de ombros. Foi pela perna do Marc ou o caçador? —Nenhum dos dois. com a parte superior de minha cabeça contra a cabeceira. Apanhada de novo. —Já prometi a meu pai que esperaria até que encontremos a Sara e . —Papai não te mataria. —Merda.antes que pudesse terminar a oração.Eu ri. e me considerou o suficientemente resistente para correr com os meninos.disse. A mão direita do Jace tampou minha boca e ficou de joelhos escarranchado sobre meu estômago. Talvez deveria ir tomar um banho. ele saiu voando de sua cadeira. tínhamo-nos estado perseguindo e brigando uns com outros desde que eu tinha dez anos. Se pegasse meu automóvel. Afastei sua mão. Sentia saudades estar com pessoas que não se romperiam se jogava muito duro. —Acaso quer que me matem?. movendo a cama e o prato de comida. Ia ter que trabalhar em meu tempo de reação.direção. Bebi.exigiu em um murmúrio urgente. -me prometa que não irá. mas ele nem sequer esboçou um sorriso.. lançando-se sobre mim sem me dar tempo a nada mais exceto afastar meu sanduiche. fiz-lhe um gesto para que me desse a Coca-cola que compartilhávamos. E não se preocupe. sorrindo. deixando que seu cabelo castanho lhe cobrisse a frente. -Isso não é gracioso Faythe. —Eu disse a papai que deixaria o Orgulho. —Valeu a pena tentá-lo.

com as mãos . simulando que pensava.Sorri-lhe. -Mas ele não estava falando de uma só noite. Jace se deteve.Apoiei-me sobre um cotovelo e dei um empurrão com a mão livre. suponho que está apanhado comigo. Ele se relaxou e se sentou. Ri para dissimular o tremor que seu olhar esquentado produzia em meu corpo. se esse for o caso…. Ele apanhou várias uvas perdidas enquanto eu endireitava o prato e reacomodava os sanduiches.Sentei-me. —Ele o disse como ameaça. Sério. com brilho em seus olhos e uma parte de queijo em sua mão livre. se te levar mal…Sou seu castigo? Que fantástico que é o sistema punitivo! —Alegra-me que te divirta. —Certamente passar umas poucas horas comigo é melhor que uma noite na jaula.Deitei a seu lado.Abby. —Assim. fazendo tomar fôlego. e ri de verdade.. ele falava completamente a sério.se deixou cair sobre os travesseiros. —Como fez para que entrasse em razão? —Era isto.. Depois de tudo. —Poderia ser. O que disse exatamente? Inclinei minha cabeça.Empurrei as migalhas de minha colcha para o piso. —OH. —Bom. Passei duas semanas em um porão úmido e escuro.Ele fez uma careta. ou ter estadia permanente na jaula. É obvio. retrocedendo. Meses. com nada mais que uma lata velha de um privada e nem sequer uma revista para me distrair da fúria de meu fracasso. entrelaçando os dedos detrás de sua cabeça e me pisco os olhos um olho sugestivamente -… poderíamos passá-la bem as próximas horas. recuperando-se em uma posição sentada quase imediatamente. Sua mão roçou a minha quando colocou a fruta no prato e uma pequena faísca de excitação percorreu meu braço. —Seu pai estava exagerando.. Jace caiu de lado sobre a cama. como mínimo. notando que Jace tinha atirado a comida quando me atacou. Ele nunca encerrou a ninguém por mais de um par de semanas. sou eu ou a jaula.. Estamos falando de um comprido agrado. —Não.Jace abriu os olhos comicamente pela surpresa..Não estou segura de que isso fora a que meu pai tivesse em mente. Logo retomaremos o tema. . ele disse algo sobre deixar que me visse na ducha…. -Bom. vendo seu mau humor. a última vez que tinha escapado. essa fui eu. —Assim. —Definitivamente. Realmente.. colocando-se escarranchado sobre minhas coxas em lugar de meu estômago.

Queria pensar no que tivesse ocorrido se Marc não tivesse interferido. Jace se apoiou em um cotovelo. Além disso que implicaria ir contra as ordens diretas de meu pai.. Mas estar a sós com o Jace me fazia sentir audaz e valente. como se não importassem as . e Papai não perdoaria a nenhum de nós se inteirasse. E não era gracioso. queria me perder nesses olhos de novo. cada uma evitava que a outra se metesse em problemas.apoiadas sobre meu estômago. teria ganhado a aposta. que poderia atrair toda a força de sua ira sobre os dois. e me dava conta do que estava fazendo. —Não queria falar do feito que você tomasse minhas chaves. fingindo que me concentrava em sua aparência. Por não falar do que Marc poderia fazer. o padrão circular da colcha. atirei da manga para baixo. Mas de meu prêmio se houvesse ganhando nossa aposta pode dizer-se que é meu tema favorito em todo mundo neste momento. Jace me olhou como se soubesse o que estava pensando. De repente. Uma garota podia perder-se nesses olhos. vendo claramente meu lamentável ato.Sem pensar no que estava fazendo. Mas. Começar algo com o Jace seria como lhe cuspir na cara ao Marc. Queria a possibilidade de um pouco de emoção sem necessitar a permissão de ninguém para me divertir. meus olhos enfocados na curva definida de seus bíceps.. tão tentador como um tipo de fruto proibido? Jace estava começando a passar por cima de limites bem definidos. olhavame me atravessando com esses olhos cuja tonalidade era similar à sombra clara das taças de vinho de cobalto de minha mãe. entre nossos corpos. a ameaça de papai deixou de ser ameaçador. onde uma parte estava dobrada. e de repente encontrá-lo tão excitante. Tomou cada grama de autocontrole que possuía apartar o olhar. Seu pulso saltou logo que meus dedos tocaram sua pele. Como pude pensar no Jace só como um irmão portanto tempo. —Não ganhou. Embora pensava que não lutaria muito se alguém me desse um empurrão. Mortificada. se Marc não me tivesse detido.Recordei-lhe. tampouco. alcancei seu braço. —Pensei que não queria falar da aposta. com as mãos entrelaçadas fortemente. seu dedo riscava prazerosamente. ainda conhecendo as conseqüências. se o permitia. Mas isso seria abrir uma porta que não queria atravessar. Ele sorriu. que estava meio oculto pela manga da camisa. Queria lhes permitir a elas que averiguassem quão suave era seu cabelo e se seu peito era tão firme como parecia. —Você sabe.

amavelmente. mas não pude fazê-lo. me fazendo delicadas cócegas no estômago enquanto riscava o bordo da cintura da calça para o botão que havia debaixo de meu umbigo. E eu estava muito segura de que era a única… Jace pos uma mecha de cabelo detrás de minha orelha. Desde que estive com o Marc. como só Marc o tinha obtido antes. minha mão direita encontrou suas costas. —Eu poderia ter ganhado se não me tivessem retido. —Estava brincando. Ele gemeu em minha boca. bom para um pouco de paquera inofensiva e elevar o ego. Sábia que devia apartar a vista. vacilante. tão familiar e de algum jeito totalmente nova e estimulante. para meu pulso correr. me maravilhando em quão azuis eram seus olhos. Meus dedos se apertaram em sua roupa. e o beijo se tornou mais duro. . Jace. Seus lábios tocaram a minha brandamente enquanto sua mão se movia sobre a base de meu crânio. como se esperasse que o rechaçasse. Meu pulso se acelerou quando seus dedos seguiram o caminho desde meus cabelos para meu braço. —Eu não.. E eu desejava senti-la. Antes. Seu toque me enjoava. Algo tinha trocado a noite passada. Jace sempre tinha sido seguro. meu braço tentava aproximá-lo. Faz anos que não sentia esta classe de faísca. Com os olhos ainda fechados. Um estremecimento de emoção percorreu meu corpo com destino a todos os pontos nervosos do sul ao Equador.Disse.Disse. Jace tomou minha incapacidade para resistir como consentimento.. jogando com a idéia. Deteve-se na dobra de meu cotovelo antes de passar a minha cintura. Sempre tinham sido assim? Seguro que não. Deveria fazê-lo.. o que tivesse significado… Seus olhos brilhavam. E isso era muito difícil de resistir. profundo.conseqüências. pensei. enfrentando meus olhos. onde sua coluna se curvava sob a prega da camisa. ELE me beijou de novo. Fechei os olhos. —Exato. fazendo que inclinasse minha boca para me encontrar com ele. O que papai não sabe não pode me danificar. Por alguma razão. sua voz soava nostálgica. Seu toque dançava sobre minha pele. sua língua percorreu meus lábios enquanto sua mão alisava meu cabelo sobre o travesseiro.Ele me olhou. —Ah. respirando sua essência. Mas não o fiz. Aproximou seu rosto para mim. não o fiz. mas já não mais. mais relacionada com a luxúria que a lógica. sua mão se deteve ligeiramente mais do necessário sobre minha pele. Ele tinha trocado.

Marc empurrou fechando a porta. Marc se equilibrou sobre nós antes que pudéssemos nos sentar. atirando.Chegou ao botão e vacilou.. o que…? Ele me ignorou. porque nunca o tinha visto tão zangado. Arrastei-me até o bordo da cama. centrando sua ira no Jace. e justo ia empurrar o longe quando a porta de minha habitação bruscamente se abriu. -Marc. Contive a respiração. Tirou-me de cima do Jace e o lançou através da habitação para a parede. e esta vez ele se girou para mim. —Fora. esperando. A maçaneta da porta girou. e um pouco muito audaz. afundando sua língua em minha boca enquanto sua mão atirava brandamente da casa que rodeava ao botão. Jace era um intruso. amassando-a. Pura raiva ciumenta. Tinha entrado em um território que Marc ainda reclamava como próprio. Ethan lhe fez um gesto indicando ao Jace. dessa maneira. Marc tirou o afeto ao Ethan. —te cale. -Fique aí. Esse toque não era divertido. Ele não abandonaria completamente a seu melhor amigo. o que provocava todo o instinto violento . Tinha uma mão sobre seu peito. quem estava sentado no piso onde tinha caído. Logo ele me beijou de novo. mas ele levantou uma mão para me deter. Faythe. com medo de me mover e romper o feitiço. por acidente.Marc lhe gritou. —Marc…. antes que me desse conta de que tinha entrado. tinha escutado histórias sobre o que havia feito em nome de meu pai a extraviados e gatos selvagens que tinham transpassado os limites. afastando-se de minha boca. com cada músculo visivelmente tenso e tremendo de fúria..tentei de novo. era íntimo. mas Marc lhe fechou a porta na cara. parte dele dentro da habitação. Ethan não voltou a tentálo de novo. O que havia feito essa manhã foi tragado pela marca das costas do Jace na placa de gesso. —Fora daqui. mas a sombra de seus pés podia ver-se por debaixo da porta. impactando o batente da porta contra a parede com uma força surpreendente. Pus-me de joelhos sobre a cama enquanto os observava em estado de choque. Muito rápido. E fiquei. embora não tinha gritado. porque a expressão em seu rosto era de raiva. —Está ferido. Ethan apareceu na entrada da habitação e ia aproximar se ao Jace. Desde seu ponto de vista. Eu dava um coice. Ele tinha ido muito longe. Deixou minha boca vazia mas ainda aberta. O botão cedeu. e meus olhos se abriram.

E eu não queria piorar a situação.. -O ponto é que eu posso dirigi-lo sozinha. Voltou seu olhar ao Jace sem reconhecer uma palavra do que disse. irritada. Não necessito que você venha aqui rompendo a porta. Atirou para trás até que seus formosos olhos azuis o olharam. onde. meus dedos brincaram com o botão tentando passá-lo pelo estúpido buraco que não ajudava. não a te incomodar. Meu sangue ferveu. e meu temperamento golpeou as portas . Jace assentiu lentamente.. Ele já havia feito sua própria interpretação. Não havia uma boa maneira de terminar a oração. Com a cara avermelhada.. e certamente não o que ela faz. com seus olhos escuros e perigosos. Marc. e lhe dar minha versão não ia ajudar muito.Ele nunca apartou a vista do rosto semi-inconsciente do Jace. arrojando pessoas contra as paredes. A dor surgiu através da bruma da ira em seus olhos quando roçaram meu olhar. E essa foi minha eleição. —Mas ele não estava…. Coloquei as mãos em meus quadris. não é mútuo. -Já sou uma garota grande. ciumento. papai o enviou. vi-o encerrar sua dor como um encanador que retorce a válvula da água quente. mas já era muito tarde. -O que tem que te importar e o que eu diga.Pus minhas mãos nos bolsos para que não as visse tremer. E ela está fazendo um trabalho endemoniadamente bom nisso.Espetei-lhe. assim respirei profundamente e comecei de novo. e a mim. Ou não? —Não… não é teu assunto o que eu queira. —Está acordado? Entende o que estou dizendo?. meus shorts ainda estava desabotoados. e o movimento atraiu seu olhar para minha cintura. Não importa o que você pensa que sente por ela. —Você queria que ele te… tocasse? Queria-o? Eu sabia que estava cometendo um engano apesar de havê-lo feito. a irritação fluía substituindo rapidamente a confusão.que ele possuía. titubeando pela dor. Posso-me cuidar sozinha. e o vi ocultá-lo. meio desfocados —O que lhe disse que te faria se te encontrava sozinho com ela de novo? —Marc.me detive. Marc. dava-me conta. Em realidade. Finalmente o consegui. tomando um punhado do cabelo suave do Jace. e a cabeça do Marc girou lentamente em minha direção. Ela sozinho te está usando para voltar louco a seu pai. Marc ficou de cócoras no piso.perguntou-lhe. Não te quero aqui. —A te vigiar.

Minha mandíbula se fechou. e ele me assentiu. separei-a de meu caminho. —Eu disse que deixasse a porta aberta. Minha boca se secou. minhas furiosas palavra ficaram esquecidas com o olhar zangado de meu pai. Marc se deu a volta. pensei. em um tom civilizado. e Marc o pôs de pé. Joguei uma olhada ao Jace. do Alpha. Papai viu a nova marca do Jace em minha parede. parada ao final da cama. Agarrei-me ao poste da cama mais próximo. Tinha tido suficiente. Meu pé direito aterrissou na camisa que Marc tinha deixado antes. mas frio como a neve ártica. escovando as escamas secas de gesso de seus ombros. Graças a Deus que me tinha abotoado os shorts. Não é certo. Já chegamos a um entendimento. —Qual é o problema. O disse a sério. inclusive o discurso mais convincente imaginável seria esquecido em um instante se me caía de cara. Infelizmente. Marc soltou o cabelo do Jace e tomou seu queixo. Molesta. Sobre tudo porque o dizia de verdade. mas era suficiente para me fazer perder o equilíbrio no pés. assim que . Não podia deixar que ameaçasse a vida do Jace. —Está tudo bem?perguntou. ele ficou cara a cara com meu pai. e a mandíbula me doía por reter as palavras de irritação. Marc nunca fazia ameaça em vão. e logo olhou para onde me encontrava. Como meu pai. Se lhe puser uma mão em cima de novo. Ou neste caso. terá muito mais de que preocupar-se além de um coração destroçado. Mas o conhecia bem. —Não há nenhum problema. Sabia que tratar de raciocinar com o Marc antes que se acalmasse seria perigoso.. Tinha aprendido do mestre. Maldita seja seu temperamento.maltratadas de meu autocontrole. Jace? Jace assentiu. Marc?.exigiu papai. Estava justo tomando uma pausa para começar a gritar quando a porta se abriu. literalmente. o timbre da porta soou de novo. —E me permitam que lhes recorde que temos convidados.Para ressaltar seu comentário. Eu disse que não a tocasse . preparado para expulsar ao Ethan mais convincentemente esta vez. como se fora a chamar a atenção a um menino desobediente disse. Em troca. para todos os envolvidos. Economizar-lhe-ei a moléstia e o farei eu mesmo. Não sofri nada mais que um choque e uma profunda ira arraigada. me apoiando nele para não perder o equilíbrio ao me parar no chão. exigindo que o deixe sair. No chão.

Jace não me olhou ao sair. Ethan saiu detrás de meu pai e ajudou a seu melhor amigo a percorrer a sala. Ao princípio Marc tratou de me falar. com o punho fechado ao redor do cabo da porta. gotejando.. aparentemente esperando que lançasse um ataque.Não estava brincado. —Não planejei isto. Maravilhoso. Ethan. enrugada em uma bola. Faythe sempre é a culpado de tudo. apertando minhas mandíbulas para . Ficaria com o Marc então. isso só deixa ao Marc para te fazer companhia. sem incluir o irromper dentro e me arrastar. —Prefiro passar o resto do dia na jaula. —Isso pode arrumar-se. Logo deixei a água sair e correr para me lavar. mais perto da porta do que tinha esperado. Dei-me um profundo e quente banho e me encharquei até que se fez frio. Papai me observou com dureza. E aparentemente tinha decidido me torturar como castigo por meu papel no distúrbio. enterrando as unhas em uma parte bulbosa do poste da cama. —Não. seria mais fácil que ter a um de meus homens te vigiando. da tina.Disse.disse ele. com uma expressão completamente indecifrável. Tratei de ignorá-lo. Faythe. Correto. detendo-se de vez em quando para escutar.Respondeu. Genial. e Ethan está atendendo ao Jace. Enquanto me olhava cuidadosamente. mas Ethan me lançou um olhar zangado. desejando desesperadamente ter agarrado meus auriculares antes de me encerrar. leva-o a casa de hóspedes. Só queria falar contigo. —Lamento-o.assenti a meu pai. Ele ia e vinha em meu dormitório. ou talvez a pensar em um novo enfoque para me tirar do quarto de banho. agarrei uma muda de roupa e dava grandes passo longos dentro do quarto de banho. Papai me tinha concedido a clemência do banho.. como se tudo tivesse sido minha culpa. Agarrou-a. ele me culpava também. e bem diabos que eu ia usar . provavelmente devido ao instinto mais que à intenção. -De feito. -Bem. arrebatei a camisa do Marc do piso e a atirei a ele... Deveria ter chamado pensei. —Parker está a caminho para o aeroporto. açoitando a porta em sua cara. Capitulo 15 Logo que a porta se fechou detrás de meu pai.

—Eu gosto do Jace. Se. Meu punho se estrelou dentro da água. Quando o vi em cima de você dessa maneira. Ele simplesmente não sabe quando abandonar às vezes. curvando meus pés nas suaves e peludas fibras. Por cinco anos mais se isso for o que necessita. Ele tomaria até a mais hostil resposta de minha parte como um estímulo para seguir tratando. esperando. Odeio quando faz isso. Infelizmente. Arrebatei minha bata do gancho detrás da porta e me agasalhei dentro dela. foi tudo o que pude fazer para evitar lhe destroçar a cabeça. Diabos. —Sei. Deixei deslizar-se meu rosto dentro da água. —Não pude evitá-lo. até passeando-se. —Sei quando abandonar. Uma noite de observar a mim e ao Andrew seria mais do que Marc poderia tomar. justo como disse que o faria. mas eu já não estava disposta a aceitar isso como uma desculpa. Mas quando finalmente te der conta que tenho razão. —Sabe que sim. Mas não me está dizendo isso. tanto para escapar do falatório tenro do Marc para enxaguar meu cabelo. mas não se foi.evitar que as palavras saíssem. me recordando que ainda estava ali. e só subi quando tive que. salpicando espuma perfumada de framboesa por todo o piso.insistiu ele. Era algo bom que meu pai nunca o tivesse enviado a me espiar na escola.. certamente. nós somos gatos. Seu instinto possessivo realmente era tão profundo. você provavelmente pensa que eu tampouco. pensei. ou sair à superfície a respirar ou me afogar. Mmm. ou pelo resto do mês. pensei. Finalmente cansada de me esconder em meu próprio banho. Abandono quando meu coração me diz que não há possibilidade de êxito. Não com respeito a você. esse homem é teimoso. Marc esclareceu sua garganta. Algodão egípcio. . e Marc parecia ter esquecido isso. Ouvi-o desabar-se diante da porta de banho. mas eu o faço. Faythe. Tampouco você. ainda estarei aqui esperando. saí da tina e pisei no tapete lavanda do banho. Como se eu possivelmente pudesse havê-lo esquecido. Não ainda. Pelo menos minha mãe tinha conseguido uma coisa bem. Embora. tinha-o tentado. sabia que não estava exagerando. te tocando. não muito segura se devia estar adulada ou molesta por sua persistência. Pelo resto do dia. Em meu quarto. Ele deixo de falar. —…pode me ignorar tanto como queira. Mas também somos pessoas. e portanto sujeitos aos estranhos comportamentos impulsivos que vinham de ter pelagem e garras.

Necessitava ruído. Publicidade falsa. instalando-se em meus pés como chumbo e sobrecarregando-os. Algo o suficientemente ruidoso para bloquear seus batimentos de meu ouvido. A ducha? Não. sairia luzindo como um shar-pei. logo tive que parar e dar volta a minha camisa porque tinha posto ao reverso. Atando a bandagem de minha bata ao redor de minha cintura. Personagens. ou pelo menos respirar.Usando meu pé. Ficavam só cinco gatinhas de onde escolher. Logo que podia levantá-los. A privada Não. Meus olhos se posaram na cauda de um cabo que sobressaía de uma gaveta da penteadeira. Os homens falavam entre si em um tom silencioso e frenético por toda a casa. contra as ordens de papai. Mas não o fiz. Penteei meu cabelo enquanto o secava. ou quem mais tinha desaparecido. Se passava mais tempo na água. Sentir-me-ia bastante ridícula depois da terceira descarga consecutiva. Perfeito. Marc se tinha ido. Não escutei nada. assim. Estávamos todos em problemas se o tinha feito. Que agora? O terror alagou todo meu corpo. por um pequeno momento pelo menos. Curiosa. deixando só o perfume artificial a framboesas e meu fervente desejo de que Calgon tivesse-me levado longe. Não havia um Alfa no mundo que não destroçasse algo ou a qualquer que se parasse entre ele e sua esposa. Onde tinha ido? Certamente não me teria deixado sozinha. procurei no banheiro por algo ruidoso. nada do Marc. Meu secador de cabelo. até que não ficou nem um só cabelo úmido. e de algum jeito isso era pior que escutá-lo falar. aproximei-me sigilosamente à porta e pressionei meu ouvido contra ela. esperei ouvir o Marc falar de novo. Não queria saber o que estava mau. Bem. A água de banho se formou redemoinhos fora de minha vista. Uma mulher estava chorando em algum lugar perto da porta principal da casa. Podia escutar a respiração do Marc. Algo estava mau. Com os pés descalços. O carinho do Marc para . e realmente não o queria. pendurei a bata e me vesti a toda pressa. Quando desliguei o secador quase vinte minutos mais tarde. Minha hipótese seria Donna Di Caprio ou minha tia Melissa. Abri a porta e escaneei meu dormitório. as esposas dos Alfas. atirei da pequena alavanca cromada para abrir o deságüe. podia esquecer que ele estava ali. mas eu estava quase segura que a voz do Marc não estava entre elas. salvo que o seqüestrador tivesse trocado seu padrão e tivesse açoitado a uma das mães.

Por que todo mundo sempre estava indo-se pelos ramos. Só me diga. mas permaneci de pé. Ele fechou a porta. Assenti. Usei o reverso de meu pulso para fechar a tampa e tratei de apoiar a garrafa brandamente. mas caiu de lado. — Vic acaba de chamar. -Onde? Concentrei-me em . —Encontraram-na? Essas eram boas notícias. Marc não me tivesse deixado sem a permissão de meu pai e uma boa razão.disse ele.mim empalidecia em comparação com o que a maior parte dos Alfas sentiam por sua esposa. Cruzei meu dormitório lentamente. entrando sem permissão. Cruzando meus braços sobre meu peito. luzindo tão surpreso de ver-me como eu de vê-lo . A porta se abriu. —Marc disse que te encerrou no banheiro.Já estava cansada de rogar por respostas. Cruzei a habitação para minha penteadeira e tomei uma garrafa de loção. Não havia nada que meu pai não fizesse por minha mãe. Dei um passo atrás. tratando sem sorte de ler sua expressão. Olhei-o fixamente. —Posso vê-lo. Era Michael. — Enviou-te meu papai? A compaixão se filtrou dentro de seus olhos. esfregando meus cotovelos para ter algo que fazer com minhas mãos. dei outro passo para trás.. e estava alcançando a maçaneta da porta quando começou a girar sozinho. Algo estava mau. Encontraram a Sara. Tremiam-me as mãos quando extraí uma porção sobre minha palma. esperando ver o Marc. —Sabe que ele o fez. Nada absolutamente. papai entendeu.. como se eu fora uma flor muito delicada para suportar o que for que tivesse saído mal esta vez? Michael se inclinou contra a porta e tirou os óculos. —Estou fora agora. e tinha que ver com os sussurros que provinham da sala e a mulher chorando na cozinha. Posso entrar? —por quê? O que está mau? —Sente-se. Ele exalou brandamente enquanto inspecionava as lentes de seus inúteis óculos. e meu coração começou a palpitar. -O que aconteceu? —Vai sentar? —Não. Dei um passo para trás para lhe deixar espaço. o qual foi provavelmente o motivo pelo que papai não o tinha castigado pelo que havia feito ao Jace. deixando minhas mãos frias. a contra gosto. assim por que ele não deixava os óculos e me olhava? Percorreu-me um calafrio.

Irritada. Os bastardos a escoraram contra uma árvore em seu próprio pátio. —O que a respeito do Kyle?. Tentei alcançar mais loção através de minha penteadeira e derrubei uma garrafa de perfume sem abrir que minha mãe me tinha dado faz três anos no Natal. o que foi afortunado. esfregando a loção com movimentos rápidos e espasmódicos. Michael empossou seus óculos sobre seu nariz. —Está bem? Olhei ao Michael. Meus olhos lançaram dardos a sua cara enquanto tratava de dar sentido ao que havia dito. Deu três passos longe da porta. girei-a para cima e olhei a tampa. —Não. como uma boneca de tamanho real. logo duvidou. entrecerrando seus olhos com preocupação. Agitei-a e apertei novamente com o mesmo resultado. -Mamãe está ajudando com a Donna. Escoraram-na? Podia pensar em várias razões pelas quais Sara precisaria ser escorada. —Está-me escutando. Olhei para baixo a meus braços. —Adivinho que ninguém está bem justo agora. Esqueci-me de abri-la. e papai não quer que saiba até que chegue aqui. —Sabem seus pais? —Papai os disse em privado. Kyle necessitaria privacidade para expressar sua dor. voltei à loção sobre minha palma e apertei. —Não. Apertando meus olhos fechados contra as lágrimas. Seu vôo aterrissa em aproximadamente meia hora.Pus a loção novamente na penteadeira. Ou talvez eram cefaléias de tensão. —Em seu lar. . e não era porque havia dito -por favor bonito. mas eu não o podia escutar.Michael arrastou os pés pelo tapete. ainda fechada. trabalhando-a especialmente bem em meus cotovelos. O vidro não se rompeu. Faythe?. Quase tudo o que minha mãe escolhia para mim me dava enxaqueca. Eu estava o suficientemente hidratada. inclinando a cabeça para vê-los. não o estou fazendo.. quase surpreendida de me dar conta que ainda estava ali. mas só havia uma razão para trazê-la a casa. Tiveram que sedá-la. Os lábios do Michael seguiam movendo-se. e um aeroporto era dificilmente privado. —Não ainda. Está-o você? Ele negou com a cabeça.melar a loção por todo meu braço. porque soube sem nem sequer haver cheirado a essência me daria enxaqueca.perguntou ele. Diabos. mas nada saiu. Isso era provavelmente acertado.

—Não tenho muitos detalhes. Mas ter razão não se sentia bem. arrastando-se de volta para reclinar-se sobre a parede ao lado da porta. —Só me diga o que sabe. e esta vez sua mão encontrou o trinco. Eu tinha tido razão. —Sua roupa.—Como…?. lentamente. —Por favor.Isso funcionou. —Você disse ´bastardos´. Tinham tomado esforços especiais com a Sara porque ela era uma deles. Era justo como com as garotas humanas. Ou talvez só compreendeu finalmente que não assumiria realmente sua morte até que não o ouvisse em voz alta. Como sabem eles que havia mais de um? Michael deixou cair seus olhos e mediu procurando o trinco... como se preferisse partir que dizer algo mais. Eles a tinham violado e lhe tinham pegado na parte posterior do crânio.Fechei meus olhos e o tentei de novo. Ele assentiu. —Vic disse que podia cheirá-los nela. Não podia respirar. mas o único aroma que reconheceu foi do Sean Sean. empurrando suas mãos dentro dos bolsos de outro traje escuro. e abri meus olhos para vê-lo franzir o cenho firmemente. .. Ela era uma das nossas e a tinham matado. Michael. Linhas franzidas apareceram ao redor de sua boca. e não sem compaixão. Faythe. Faythe. —Você não precisa escutar os detalhes. Abri a boca e isso resolveu o problema. correto? Sacudiu lentamente a cabeça. Eles eram extraviados. Michael. Plural. tocando a prega de minha própria regata verde de tiras. —Eles lhe deram uma surra. Uma de nós. Sentia-se como a merda. —Ela era minha amiga. e preciso saber. mas não enchia meus pulmões. —Por favor. -O que fizeram a ela? —Não. O ar estava ali. —Vic os cheirou em sua roupa. como se necessitasse suporte.disse Michael. Sacudiu a cabeça. Tinha-me esquecido de respirar.murmurei. Logo a puseram em exposição. Meus punhos se apertaram ao redor do ar. Toda a parte de trás de sua cabeça estava destroçada. Por toda ela.disse. só que pior. Preciso saber. Logo a tinham levado a sua casa para que os irmãos a encontrassem. Pegaram-lhe na cabeça com algo duro.. —Não encontraram nenhuma roupa. Três deles. e sua cara se rabiscou quando as lágrimas distorceram minha visão. Pelo menos em parte. por uma vez. Não ajudará. Mas não disse nada.

e lutei para permanecer consciente. Por que não só compra um espartilho e uma sombrinha enquanto está nisso. —Ela está bem?. e tudo o que podia ver era o teto. Faythe? —Escutou a respeito da Sara?-. Segui com meu dedo o padrão do tapete. Minha visão se voltou cinza. Não acreditava em nada absolutamente nesse momento. apartando-se vários centímetros para evitar que o cabo lhe golpeasse as costas. —Encontraremo-la. mas não por eleição.. —Basta já. —Sim..Sua mandíbula se esticou.. Faythe. —Fica com ela.. apertando os músculos e liberando-os ritmicamente. Não o havia nem sequer escutado entrar. mas bem poderia havê-lo feito. Marc? . Meus joelhos se dobraram. evitando olhá-lo . assim assenti. -Talvez não devamos fazê-lo.. —Pode te sentar? Assenti e empurrei fora a mão que me ofereceu. e seus braços se foram. Michael se equilibrou para mim. Enquanto caí.disse Michael.perguntou Marc desde algum lugar fora de meu campo visual. A habitação se cambaleou. Não me tinha desacordado. Logo sua voz se suavizou. O cair ao piso ainda mostrava minha parte delicada de mulher que eles sempre estavam tratando de proteger. convulsionando através de meu como um ataque emocional. dever-me-ia ter sentado. Seu pai me disse. Michael tinha razão. me empurrando a mim mesma para me apoiar sobre a penteadeira. Ele pareceu necessitar que eu lhe acreditasse. Parece que eles a trarão para casa em um par e dias. as sobrancelhas franzidas com preocupação. Mas não lhe acreditei.girou-se para reunir-se comigo contra a penteadeira. De algum jeito ganhei. as paredes passaram voando por meus olhos. Ele pôs um braço debaixo de meus ombros antes que me chocasse contra o chão e brandamente me facilitou o resto do caminho para o piso. e ela estará bem. —Prometo-te que traremos Abby de volta. O fecho de minha porta se fechou brandamente e seus passos se desvaneceram enquanto a cara do Marc aparecia sobre a minha.Nauseias se apoderaram de meu estômago com um punho de ferro. perguntei. exceto em minha necessidade de vingança.disse bruscamente. Estava no chão. —O que vamos fazer. —Apanharemo-los. esfregando a parte dolorida detrás de minha cabeça.disse ele.

espera. enquanto tratava de averiguar o que fazer com elas. por isso esperei que Marc luzisse confundido. — Acredito que me mordi o lábio. mas ele já tinha visto o que queria. —Que diabos? Minhas mãos flutuaram ao redor de minha boca. Nem sequer teria sido notada se não fora . Seus olhos se ampliaram.—Greg quer que fique em seu quarto até que as coisas se acalmem um pouco. Retirei-o ensangüentado. em uma imitação grotesca de um sorriso. e tocou brandamente a ponta de um dente. e pela primeira vez visualizei minha falta de experiência de sicário como uma desvantagem real. Marc se sentou sobre seus joelhos e tomou meu queixo com uma mão. tremendo. mas minha visão não trocou. mas as palavras não saíram corretas. —Merda Santa. observando meu rosto no espelho. Ele sozinho gesticulou para o espelho. Faythe. Passei-me a língua com cuidado sobre os dentes superiores. me girando para que o enfrentasse.. inalando profundamente. Queria que eles pagassem com suas vidas. Queria que ele me dissesse como podia eu. Eu ainda vejo como um humano.disse. Algo afiado cravou meu lábio. também. -Meus dentes se sentem diferentes. mas não o fez. Não queria saber o que fazer com minhas mãos. Parei-me em frente da penteadeira. fazer pagar a esses filhos da puta pelo que tinham feito.Logo que podia entender o que havia dito. Só seus dentes. a repentina dor entrando em meus pensamentos. mas não antes que alguém tivesse a oportunidade de abri-los a cada um em rodelas e— Meu rosto palpitava. Marc se esticou a meu lado. Queria saber o que nós íamos fazer.. —Isso é impossível. e saboreei sangue. Como íamos encontrar aos monstros que mataram a Sara? E Como íamos assegurar que não matassem a Abby também? Queria informação prática. Seus dentes Trocaram. —Isso não é o que quero dizer. Minha boca parecia estranha. um plano de ação. Abri minha boca serviçalmente. pontas não tão desconhecidas.Não sabia como explicá-lo. —Seus olhos Trocaram.. Minha mandíbula estava alargada. Estremeci. fechando minhas pálpebras de repente contra o penetrante resplendor. ou como manter minha mente ocupada.Tomou minha cabeça em ambas as mãos e a voltou para a luz. —Está sangrando? Toquei minha boca com um dedo. Não...Minha boca massacrou as palavras. mas só ligeiramente. —Olhe você mesma. ofegando ao sentir fio.

ou as sutis variações de cor em cada matiz de verde. O efeito era muito estranho. embora realmente não me pareço com ela com minhas orelhas e nariz humano. assustada por minha própria aparência. Entretanto. Prova isto.pelos enormes caninos crescendo para baixo desde minha mandíbula superior e para cima da inferior.Não sei. mas tinha estado equivocada.. Marc não lhe encontrou a mais mínima graça. Não pude nem sequer fechar a boca. em lugar de curvas suaves. iluminando a sala quase insuportavelmente. A forma real de meus olhos não tinha trocado. Atirou do interruptor da parede. Como gato. a Mudança estava incompleta. Estremeci-me. Olhei ao Marc no espelho. e trouxe a minha mente imagens da deusa egípcia Bast. retrocedendo ligeiramente do espelho. me preparando para o asco que estava segura que veria em seu rosto. Mas como com minha mandíbula. Tinha vontades de rir pelo absurdo de minha própria aparência. Minhas íris eram extraordinárias. minha visão se manteve igual. e menos que atraente. Ele tinha razão. Novamente. E bastante malditamente tenebroso. limitando o fluxo de luz dentro de meus olhos. as minhas estava ovaladas e orientadas verticalmente. —Como demônios fez isso? —Não sei. A estranha combinação de características de humano e de gato era desorientadora. Inclinou-se para ver as mudanças mais de perto. e a luz . e os objetos eram nítidos inclusive à distância. Eram pupilas de gato. elas se estreitaram a frestas. Mas minhas pupilas não eram a parte mais assombrosa. e a luz se apagou. Mais que a normal forma redonda das pupilas de um humano. e ainda enquanto olhava. Eles estavam diferentes. Não era um boa prova para minha visão noturna porque o sol ainda estava alto. Ele olhava fascinado. mas não estava ali. já que um gato tinha poucas razões para olhar seu próprio reflexo. com bordos bicudos na parte superior e inferior. mas sim o haviam feito minhas pupilas e minhas íris. Só tinha visto meus olhos de gato duas ou três vezes. não tinha sido capaz de ver as pequenas bolinhas amarelas. —Olhe seus olhos. Sempre tinha pensado que a cor se mantinha igual em qualquer forma. Ainda via o espectro completo de cores visíveis para olhos humano. E certamente nunca tinha notado o vertiginoso padrão de estrias ecoando na forma de minha íris. —Aqui. por tudo o que meus olhos tinham trocado. Inclinei-me para o espelho até que meu nariz quase tocou o vidro.

mas levantei a mão para calá-lo. E só pareceu prudente me manter a salvo por debaixo de seu radar até que sua temperatura se esfriasse um pouco. E o que se não podia atuar ao mando? Pareceria uma idiota. Passei-me a língua sobre os dentes. Meu rosto doía de novo. Mas foi suficiente. como uma menina malcriada tratando de absorver toda a atenção em um dia de luto. Completamente. —Estava pensando no que eu gostaria de fazer a Sean e a seus cúmplices. Nas sombras pálidas da noite. disse. Capitulo 16 . em apagados tons de azul e verde. Parecia humana novamente.perguntou Marc. como uma dor de cabeça . me voltando para a janela de meu dormitório. brancas e marrons. —Ele tem suficiente do que encarregar-se assim como está. Tinham voltado para a normalidade. Encolhi-me de ombros outra vez e fechei meus olhos em concentração. e uma dúzia de sombras negras. Caso que isso alguma vez passasse. Depois de um momento. Marc abriu sua boca para discutir.se filtrava pelas frestas de minha persiana.Errr. —Pode trocá-los novamente?. Encolhi-me de ombros. ainda me olhando com assombrosa curiosidade. —Como fez isso?. e reconheci o ruído surdo do motor de uma caminhonete. Meu reflexo o confirmou. e de novo ele me entendeu. —Não escutei nunca de uma Mudança parcial. Embora certamente não era primeira em ter uma experiência como essa. Uns pneus rangeram sobre o cascalho. vi como um gato. Ou pior. —Seu pai não vai acreditaria nisto.. —Parker está de volta com o Kyle. em minha mandíbula e detrás de meus olhos. tratando de imaginar o sobreviver a dois interrogatórios em um dia. então meu rosto doeu e saboreei sangue. Fiz uma nota mental para perguntar por aí sobre isto uma vez que tudo voltasse para a normalidade. funcionou. —Eu tampouco.perguntou novamente. olhando ao redor de meu quarto com temor. Ou até que tivesse a oportunidade de roubar sua chave da jaula e ter uma cópia feita. Encolhi-me. —Visão de gato-.

Ele escolheu ao Michael. Meu pai nunca me deixaria ajudar. uma escura antecipação me emocionava. Por uma vez. porque isso é essencialmente o que era. ela se sentou na cozinha olhando fixamente a minha mãe com olhos desfocados e a boca aberta. mesmo que sábia que não devia alimentar minhas esperanças. que aceitou a atribuição com sua estóica dignidade habitual. O resto da tarde foi confusa. Agora que tinham minha descrição e o aroma de Sean como estado no lugar de partida e o assassinato da Sara para abastecer de combustível sua fúria. Quando eles encontrassem os captores –e os iam encontrar.os Alfas iam golpear com o poder do conselho. conscientes de suas expressões. Donna quis ir com ele. e a grama rangeu quando Parker e Kyle se aproximaram da casa. Uma calma lastimosa posou sobre a casa e ao redor de nós quando a morte de Sara começou a sumir-se. sob escolta. na porta principal repicavam vozes baixas. Um amargo e zangado velório. Umberto Di Carlo se foi ao aeroporto um pouco depois que Kyle chegou. Só os soluços inconsoláveis de sua mãe danificavam o incomodo silêncio. Marc e eu nos deslizamos na sala de estar a tempo para ver meu pai conduzir a um desconcertado Kyle pelo vestíbulo para seu escritório. mas ninguém se ofereceu para o trabalho. mas meia hora depois seu marido a tinha deixado. Nunca averigüei o que eles usaram para sedá-la. Os Alfas pareceram tranqüilos em seus trajes conservadores. agradeci que as paredes do escritório fossem de concreto extra-grosso. foi sem dizer uma palavra a ninguém. Mas sua tranqüilidade se parecia com a parte visível de um mar ao parecer tranqüilo. com todo o tranqüilo temor de um velório. Papai prometeu enviá-la há casa o dia seguinte. ocultando a agitada corrente sob a superfície do liso cristal. A mãe da Sara e minha tia Melissa . sussurrando entre eles sobre a tragédia de uma vida jovem desperdiçada.Duas portas de carro se fecharam de repente. mas ela não estava em forma para viajar. à espera de uma caça a grande escala. olhando um ao outro seriamente. Eu podia imaginar bastante bem a reação do Kyle sem necessidade de ouvi-lo. Eles tinham chegado juntos para combinar forças e ampliar a busca das gatas seqüestradas. Estava impactada pelo assassinato da Sara. pondo como exemplo a Sean e seus cúmplices e isto ficaria para sempre na memória dos Werecats. Os Alfas beberam a goles o brandy de papai em pequenos grupos no escritório e a sala de estar. Ele ia para casa arrumar o enterro de sua filha.

e isso não ia passar. aborrecida a morte com as manobras políticas que persistiam até nestas graves circunstâncias. Eles estavam pensando o que eu me esforçava por não admitir a mim mesma: se as gatas eram o objetivo. baixando meus ombros para parecer inacessível. Sara teria que ser enterrada em privado. não fiz nada. . tinha ouvido mais detalhes dos que deveria. seus pais anunciariam que tinha morrido em um acidente na Europa. mas meu nariz me disse que eles tinham trocado ao uísque em algum momento. Mas não estava preocupada. eles pareceram esquecer que eu estava até ali. quando um par de Alfas do norte passaram perto de minha cadeira. em caso de que alguém se fizesse de valente. justo como se esqueceram de Nikki. como outros. mas ninguém se aproximou de mim. Assim. em sua propriedade. As pessoas me jogava olhadas nervosas cada poucos minutos. Funcionou. enquanto minha mãe e outras duas pessoas mantinham suas taças de chá cheia. eu podia ser a seguinte. Subi meus joelhos até meu peito e as envolvi com meus braços. Ao princípio não emprestei atenção a sua mudança. porque sua morte não podia ser relatada à polícia. Diriam a seus amigos humanos e vizinhos que ela tinha ido ao estrangeiro para adaptar-se à vida de casada durante um tempo.e manteve um olho sobre mim em todo momento. em aproximadamente uma semana. mas não tive nem idéia de que fazer sobre isso. ao cabo de um momento. estava sentada em uma esquina da sala de estar por horas. Eles erigiriam um memorial e sustentariam um serviço público para ela em um cemitério local. Mas ao menos era o bastante amável para fazê-lo do outro lado do quarto. Não haveria nenhuma autópsia nem investigação. Exceto Marc. Eu estava segura que ela por acaso. dando a pá da multidão olhando os raios de sol. Eu tinha estado olhando como as traças se juntavam ao redor das luzes do pórtico dianteiro durante uma meia hora. Então.soluçavam na mesa da cozinha. Quando os sussurros e as olhadas fixas se acabaram. e todos me deixaram sozinha. Eles teriam que passar uma casa cheia de Alfas para me apanhar. com só oito anos de idade. Ele ainda estava no dever de -vigiar a Faythe. Eles ainda bebiam a goles de uns copos pequenos. seu rosto estava em choque e completamente branca. sem me olhar absolutamente. A pequena Nikki Davidson. sentei-me em uma poltrona perto da janela da sala de estar. Mas meus ouvidos se elevaram quando ouvi sua mudança de conversação às disposições do enterro da Sara e seus próprios projetos para atender. De feito.

Logo. sua futura existência era provisória. sua morte era um golpe devastador para todos.Disposições similares eram necessárias para qualquer gato do Orgulho que encontrasse um final violento.seu território provavelmente séria dividido entre seus vizinhos mais próximos. tudo tinha trocado. mas discutir isso com minha mãe teria sido inútil. sem esposa e nenhum menino. O pior de tudo era que seu penoso processo séria sempre sombreado pelas horrorosas circunstâncias do assassinato de sua filha. a conversação seguiu adiante a um assunto que ainda tinham que considerar: o futuro do território do sudeste. Isto era um modo terrível de tratar com tal perda. estava completamente além de seu controle. Em troca. Não muito depois de que meu pai fechasse a porta de seu escritório. por necessidade. Ainda estava escutando a discussão dos Alfas e olhando para a escuridão. . Não tinha nem idéia do que comia uma menina de oito anos. Eles não tinham saído passada a meia-noite. perguntei-me se meu pai me deixaria sair da casa o tempo suficiente para assistir ao enterro da Sara. mas como Sara era uma das poucas gatas. E como o território do sudeste agora não tinha uma herdeira para levar a seguinte geração. mas como todo o resto. Se Sara até vivesse. Depois de encher meu cérebro com as perguntas mais inquietantes que eu alguma vez tivesse acreditado possíveis. séria um território livre. sobre tudo para sua família. o ultimo Alfa chego e papai escoltou ao conselho inteiro a seu escritório. então me dirigi à cozinha. Provavelmente não. nem para pedir uma bandeja de comida ou bebida. Enquanto eles se foram. ou até reconhecer sua morte até o funeral. que publicamente não podia mostrar-se afligida. Kyle viveria o resto de sua vida como a maioria dos gatos: sozinho. nem para ir ao banho. ela um dia teria assumido de seu pai o território do Orgulho com o Kyle a seu lado. Uma vez que o pai de Sara morresse e eles não encontrassem uma gata que a substituísse –desumano como soava em meio de uma tragédia. minha mãe se ajoelho ao lado de minha cadeira. seus olhos ainda estavam inchados e vermelhos. os Alfas do norte se foram ao escritório de meu pai para encher seus copos. cruzando meus dedos para que Nikki gostasse da bolas de queijo portwine e os croquetes de salmão. e um pedaço. Mas com sua morte. Disse-me que estava a ponto de tirar o bufê e me perguntou se podia agarrar um prato de comida para Nikki Davidson enquanto ela acomodava a Donna em uma cama para visitas.

De caminho à cozinha, Ethan me abandonou no esvazio salão, me apoiando em um oco criado pelo enorme armário da baixela de minha mãe e a coluna perpendicular ao armário. Ele plantou uma palma sobre a parede e a outra sobre o gabinete, bloqueando minha fuga. Por um momento pensei em lhe golpear o traseiro, mas grunhi a idéia porque sábia que se causasse um problema, enquanto o conselho fosse convocado, eu poderia lhe dar um beijo de despedida à luz do sol por muito tempo. Ethan me olhou furiosamente em silencio durante quase um minuto, como tentando que a culpa me tirasse uma confissão. Quando se fez claro que eu não faria tal coisa, suspiro irritado e falou. -Jace queria que te dissesse que esta bem. Sua costa esta machucada e tem um golpe na cabeça, mas nada sério.- Seu rosto deixava claro que não se ofereceu para a missão. Torci um fio de meu cabelo ao redor de um de meus dedos, evitando seus olhos. -Bem. Moveu seus ombros, claramente incômodos na blusa de botões que se pôs por concessão a nossos importantes visitantes. - Estava preocupada com ele? —Claro que o estava.- Umas pontas de meu cabelo entraram em minha boca e as mastigue automaticamente. Eu estava preocupada com o Jace. Mas não sabia como melhorar a situação. Ethan grunhiu e separo meu cabelo de meu rosto, lhe dando um puxão brutal de boa maneira. -Jace pensa que te ama.- Sussurro, jogando uma olhada sobre seu ombro para assegurar-se que ninguém ouvisse por acaso. De repente encontrei meus pés nus fascinantes. Meu dedo gordo era como um dedo polegar em meu pé. Isto séria objetável se eu fosse um macaco, pensei, meneando ele de um lado ao outro. Meu dedo do meio do pé, era mas comprido que o primeiro. E os pequenos do final estavam terrivelmente mau invertebrados, apesar de que as uniões funcionavam bem, teoricamente. Ethan fez ranger seus dedos sob meu nariz .—Escutou-me Faythe? —Sim, te escutei.- Olhei ele aos olhos. Independentemente do que eu poderia ter sido, eu não era uma covarde. Mas não por carência de tentativa. —Não vou perguntar o que sente por ele, porque estou seguro de que conheço a resposta. Mas te direi isto. Desiluda ele, e fazê-lo logo, antes que isto se descontrole. Já o há fodido emocionalmente enganando-o. Arrepie-me; se eu tivesse tido pelagem estaria toda arrepiada até o

final. —Não o enganei.- Rompi-me, parando reta, alegro-me de que finalmente tinha algo que podia discutir legitimamente. —Ao inferno que não o fez.- Seus olhos arderam. —Ele me disse que o tinha deixado te beijar e escutei o que não disse ao Marc. Pisque, girando um ouvido para ele como se estivesse melhorando minha escuta. -O que não o disse ao Marc?- Bem, agora estava confundida. A lista de coisas que eu não havia dito era infinita, não importa quanto Marc me obrigasse a falar. —Ele lhe perguntou se quis que Jace te tocasse, e não disse não. Se houvesse dito que não, Jace saberia a verdade, mas como não o fez, ele pensa que tem uma possibilidade contigo. Mas se ele fizer um movimento mais, Marc o matara. Ele não séria capaz de controlar-se. E isso séria sua culpa.- Exalei, frustrada e zangada. —Não pode me culpar por algo que não disse e certamente não pode me nomear responsável por algo que faça Marc. Se tiver algum problema por seu comportamento, arruma-o com ele.- Joguei uma olhada longe, tocando um redemoinho no grão de madeira do armário da baixela. —Além disso, não deixei que Jace me beijasse.- Ethan começou a opor-se mas o cortei. -Bem, talvez o fiz durante um minuto, mas estive a ponto de apartá-lo quando Marc entrou.- Isso soava fraco inclusive para mim e Ethan não acreditou nem por um segundo. —Sinceramente Faythe, estou um pouco assustado pela necessidade de pensar no que minha irmã faz em privado. Mas ao parecer você não pensa nisso o suficiente. Estes não são gatos de casa com os que você brinca. Eles não são moços de colégio tampouco. Se você não lhes disser a verdade, a ambos, alguém vai sair fazendo-se danifico. E não será você.- Uma faísca de irritação flamejo em meu estomago, ligeiramente sufocada por um pouco de culpa. —Acima de tudo, não brinco com ninguém.- Joguei uma olhada longe de seu rosto, vacilando em admitir o resto. —E não estou segura de saber qual é a verdade. —Bom, averigua-o. Rápido.- Com isto, ele saiu pisando forte da sala de estar, onde eu podia ouvir o Jace e Parker tratando torpemente de consolar ao Kyle. Estava aliviada de que Jace estivesse bem. Eu realmente tinha estado preocupada com ele. Mas não tinha idéia de como eu poderia ter prevenido a raiva de caráter do Marc. Bem, talvez eu poderia ter afastado ao Jace um pouco mas logo, mas francamente, tinha-me cansado de ser nomeada responsável pela carência de controle do Marc. O que lhe importava o que eu fazia com o Jace? Absolutamente nada.

Mas ele havia feito pessoal e isso era o essencial. Eu começava a entender que no mundo real não importava nada mais. Ao redor das nove, minha mãe pôs a Nikki na cama de meu quarto e disse que eu podia pôr um colchão no piso ou dormir no sofá. Eu disse que dormiria na casa de hóspedes com os meninos e Ethan prometeu me jogar um olho, já que Marc tinha terminado seu turno de -vigiar a Faythe-. Mamãe só cabeceou. Acredito que ela ainda não tinha escutado sobre minhas ameaças de abandonar o Orgulho. Eu não a tinha visto ou escutado falar com papai do café da manhã. Uma hora depois, mamãe ficou sem o que fazer para manter sua mente afastada da tragédia. Ela tinha tirado o pó da casa inteira, tinha limpado o bufê e guardado as sobras, e havia feito suficiente chá e café para manter os banhos ocupados pelo resto do ano. Já que a cortesia lhe proibia passar o aspirador pelos pés de seus convidados, conformou-se com a tentativa de me voltar louca com perguntas néscias. Esta era sua segunda afeição favorita e uma que tinha aperfeiçoado faz anos. Soube do momento em que se sentou no sofá a meu lado, com sua bolsa de tricô, que esse era o momento perfeito para me retirar. Só que não sábia como levar a cabo minha fuga. -O que queria seu pai contigo esta tarde?- Perguntou, agarrando umas mechas de meu cabelo e colocando-os detrás de minha orelha. Afastando sua mão, joguei-lhe um olhar desesperada ao Ethan e Parker, onde eles estavam sentados ao outro lado do quarto, ainda estavam ao redor do Kyle, que agarrou uma garrafa quase vazia de uísque. Não pude me obrigar a olhar ao Jace. Não antes que soubesse que lhe dizer. —Faythe?- disse minha mãe e me dava à volta para olhá-la. -O que queria seu pai?- tratei de relaxar meus punhos enquanto a olhava passar uma mão por seu suave cabelo cinza, esmagando-o nos borde. Isso me fez querer sacudir minha cabeça como um cão molhado, até que eu ficasse tão diferente a ela como fora humanamente possível, considerando que tinha herdado seu nariz e suas maçãs do rosto. Queria mentir. Maldição, queria mentir, porque um dos objetivos maiores de minha vida era evitar falar de homens com minha mãe. Mas cedo ou tarde ela averiguaria a verdade. —Ele queria falar de meu namorado. —Seu namorado? —Seu nome é Andrew.- Olhei fixamente e com força ao Ethan enquanto respondia com meus dentes apertados, mas ele só sorriu abertamente e me fez um gesto com a mão. Ele pensava que o merecia.

Minha mãe colocou as mãos em sua bolsa, empurrando entre bolas de cores e agulhas gigantes com ambas as mãos. —Em que ano esta este moço? Mantêm curto e simples, pensei. Isso era o que Michael dizia a seus clientes antes que subissem ao estrado. —Ele não é um moço, mamãe. É um estudante graduado. No departamento de matemática. O quer da aula —A meninos?- Jogo-me um olhar com uma mão sobre seu coração, claramente horrorizada. Muito para ser simples, pensei, mentalmente abatida. —Não, universitários. —OH. Bem.- Sorriu com alívio cortes, procurando outra vez em sua bolsa. —Estava assustada de que de repente gostasse dos meninos. Esse era o código secreto de minha mãe para: - me alegro de que não pense te casar com esse homem, porque você sabe que não pode lhe dar nenhum bebe e séria mal condenar a um professor a uma vida sem meninos.- Nada era alguma vez simples com minha mãe, o que era estranho, porque ela parecia nunca pensar em nada complicado. —Você sabe que,- contínuo, tirando um pequeno vulto de linho azul pálido da bolsa. —Quando eu tinha sua idade, já tinha dois meninos e estava grávida do Owen. Fechei meus olhos assim ela não pôde ver como de longe havia os feito retroceder em minha cabeça. —Eu sei mamãe. Você e eu somos diferentes. Ela fez um som de desacordo e eu voltei a abrir meus olhos para ver como, cuidadosamente, desenrolava o pequeno vulto de linha. Este tomou uma forma vaga, curvada, frisando-se em um de seus joelhos. —Não somos tão diferentes como pensa, carinho. Sei, bem. Minha mãe era uma rebelde regular sem causa. —Claro, mamãe sou uma cópia de você. —Não há necessidade de ser sarcástica Faythe. Soprei com desdém e o som saiu cortado e áspero —Se Você realmente acredita nisso, então não somos nada parecidas. Ela suspiro, agarrando uma agulha larga, azul metálica em cada mão. —Estou tentando ter uma conversa séria contigo por uma vez. —Logo que posso conter meu entusiasmo- olhei como começou a fazer ponto-um e ponto-dois, ou o que seja que tinha que fazer para que os fios separados se mantivessem unidos. A forma desse pequeno vulto azul se via tão familiar… —Você sabe que, eu não nasci esposa e mãe.- Ela tomos ambas as

agulhas em uma mão por um momento, me olhando enquanto desenrolava mais fio. —Eu também tive sua idade. —E por sua própria admissão, já tinha um marido e dois filhos e meio.- Minha mãe franziu o cenho, baixando sua costura a seu colo. Com a desaprovação claramente visível nas linhas ao redor de sua boca, ela realmente se parecia comigo. Ou como me poderia ver dentro de um quarto de século, se minha vida não melhorasse drasticamente. —Realmente, Faythe. Meio menino? É essa uma boa maneira de te referir a seu irmão? —O que queria dizer é que não o tinha ainda. —Sei o que queria dizer.- rompeu-se, Tricotando com força. Olhei fixamente o fio com crescente horror. Eu sabia o que ela estava fazendo. Um sapato. Um pequeno, azul pálido sapatinho de bebe. Minha mãe era a Denis Rodman da sutileza. Uma professora artesã na arte da manipulação criativa. Sem dizer uma palavra, ela me tinha recordado uma vez mais que minha vida não seguia os rastros de suas normas, que me mostravam o que deveria estar pensando. -Realmente, você lhe dá muito pouco valor à vida. Particularmente à tua. —De que estas falando?- Determinada a ignorar o sapatinho de bebe a não ser que ela o mencionasse, encontrei seu olhar fixo. —Eu valoro minha vida, muito. —Então porque a desperdiça? Ouch! Joguei-lhe um olhar irritado ao Ethan, mas ele pretendia não ver-me. Sabia que estava fingindo porque não podia deixar de sorrir abertamente, inclusive quando Michael lhe deu uma cotovelada nas costelas. Eles supunham que estavam consolando ao aflito prometido. —Não estou desperdiçando minha vida, mamãe. Estou fazendo exatamente o que quero fazer. —Com seu nariz em um livro todo o dia? Minhas mãos se crisparam em punhos em meu colo. —Eu gosto dos livros. —Oculta-te detrás dos livros, como estava acostumado a te esconder detrás de minhas pernas.- Suas agulhas pulsaram juntas rapidamente, um som que tinha identificado cedo na vida como o ruído mais aborrecido do mundo. —Nunca me ocultei detrás de você e não me oculto detrás de meus livros. Suas mãos fizeram uma pausa e ela sorriu brandamente, como se recordasse algo doce de muito tempo atrás . -Ocultava-te detrás de mim

sempre que tínhamos visita até que teve cinco anos.- Deixe cair minha cabeça no encosto do sofá, olhando fixamente o teto. —Não o recordo. —Há muitas coisas que não recorda- disse, seus dedos movendo-se com rapidez outra vez. —Como que? —Como quando eu me sentava no conselho com seu pai. Levantei minha cabeça, estreitando meus olhos com suspeita. —Você se sentava no conselho? Ela resplandeceu, claramente agradada de ter conseguido minha atenção. —Sim, fiz. Eu era a única mulher. —por quê?- Tomei uma bola de linha de seu colo, olhando-o girar devagar em minha palma, com movimentos repetidos gradualmente se desenrolo. Era suave e peludo, o fazia cócegas em minha mão com uma sensação quase insuportavelmente agradável. —por que estava na câmara de vereadores?- perguntou e eu assenti. —Porque suas decisões eram importantes para mim e eu queria ter informação. —Papai te fez deixá-lo? Minha mãe riu. Ela em realidade jogo sua cabeça para trás e rio, recebendo olhadas do outro lado do quarto enquanto ela rompia a tensa superfície de pena silenciosa com um som de genuíno entretenimento. —Seu pai nunca me obrigou a fazer algo.- Murmurou, olhando ao redor discretamente para assegurar-se que ninguém se incomodou com seu arrebatamento. -Mas ele tratou de me convencer para que permanecesse no conselho. —Ele queria que ficasse?- não pude esconder a incredulidade em minha voz. Ela tinha voltado meu mundo inteiro ao reverso, sem ter nem idéia do impacto de suas palavras. Eu quase podia acreditar que o sol se elevaria amanhã para acender um céu púrpura e fazer brilhar a erva rosada. —É tão difícil de acreditar? Ele pensou que os Alfas precisavam ser atenuados por uma influência menos agressiva. Juntos, eles se irritam facilmente, sabe. —Eu sei.- Essa era a verdade para os homens em geral, em minha opinião. -por que não estava aí outra senhora no conselho? —Bom, não posso falar pelas outras mulheres, mas nenhuma delas parecia particularmente interessada em secas discussões políticas e negociações fronteiriças. Isso era compreensível. —Então, porque você saiu?

um braço do Ethan. Impulsionei a bola de linho. meu tom outra vez em meu fornecimento infinito de desdém. -Rompeu.. tinha enredado suas pernas com meu pé que levava o sapato desamarrado… minha tentativa infantil na justiça poética. mas você foi muito para qualquer deles. evitando seus olhos. —Ele estava ajudando a amarrar seu sapato. Tinha caído sobre suas costas. Recordava-o de maneira diferente. as agulhas pulsavam uma com a outra com maior velocidade e intensidade. —Eu não era tão má. sua única debilidade. mas não podia saber se vinha a meu resgate ou ao dele. Ele não queria me soltar o pé. Ele era o filho prodígio que nunca havia retornado. mas ela não escutaria minhas desculpas se não terminava a história por acaso. Tinha estado a ponto de perguntar sobre quando tinha pegado as mãos do Ryan no guidão de sua bicicleta. Quando se levanto. então eu lhe tinha dado uma patada no peito com meu pé livre.perguntei. baixando seu olhar a seu colo. —Que tal essa vez em que você pegou ao Ryan…?. mas só se não pensava nisso.ela parou. seus dedos voaram outra vez. até para meu pai. com seu rosto ardendo em ira. ele sábia que tínhamos tido o . Ele tinha dominado meu pé com suas mãos ao redor de meu tornozelo. Ele tinha oito e eu tinha seis anos. -Os meninos tendem a cuidar-se entre eles. Todos na casa o escutaram gritar. E seu nome era proibido. —Refere-te a nos criar ?. Ou falava disso. —Isso foi em defesa própria. Isso tinha sido um caso nítido de vingança justificável.—Tinha coisas mais importantes que fazer. Minha mãe não tinha mencionado o nome de seu segundo filho em dez anos. Ethan cruzou o quarto rapidamente. Ela podia lutar com sua decisão de deixar o Orgulho.Suas mãos se paralisaram outra vez enquanto seus olhos voltavam ao passado com um olhar tão melancólico que me doeu por ela. Encolhi-me. Ethan estirou seu braço tratando de parar a queda e escutamos um estalo que saiu de seu pulso. Um ou o outro. ao menos quão única conheço. Por que uma mulher que tinha servido no conselho queria deixar uma posição tão importante para trocar fraldas e preparar almoços para a escola? —A você. Depois de um momento. principalmente. Ryan era a kryptonita de minha mãe. Ela sorriu.

. E não. me deslizando com cuidado do sofá enquanto Ethan tratava de convencer a minha mãe de que ele não era capaz de montar um sanduiche de dois andares decente. Assenti. -O que?.bastante.ela o olhou e pôs suas mãos sobre seu colo. Deixamo-lo com o Michael. Ethan. —Ethan não há forma de que tenha fome depois de três viagens ao bufê. —Ele está bem. —Devo supor que quer fazer mais de um par Verdade?.Ela sorriu abertamente. Capitulo 17 —Espera-.os dedos de minha mãe não fizeram nenhuma pausa. alisando o cabelo sal-e-pimenta com uma mão. a luz da lua brilhando azul-branca em seus olhos enquanto se deteve a meu outro lado. —Né. Eu vi o princípio de um cenho sobre seu perfil justo antes que se desse a volta para confrontá-lo. Praker e Jace corriam vários passos detrás de mim.disse Jace..disse deixando cair no sofá a seu outro lado. respirando com dificuldade enquanto enroscava meus dedos dos pés no frio e suave pasto a metade de caminho entre a casa principal e a casa de hóspedes. Tira-lo e o atirei detrás da cabeça de minha mãe. Eu tinha tido medo do que veria em seu rosto. -Há mais dessas bolachas que fez ontem?. como a cautela. sustentando um já terminado sapatinho de bebe para que o visse. mas ele Luzia seu . Há várias vantagens de ser um gato que se encolhe a um menor grau em sua forma humana. —É tarde. —Não se supõe que vocês meninos devem ficar com o Kyle? Uma esquina da boca do Parker se curvou com diversão. —Ele se deprimirá logo de todas maneiras. Parker lhe deu um toque a meu ombro e uma sacudida de cabeça para o corredor. Parker me esquivou segundos antes que seu impulso nos tivesse golpeado aos dois para o chão. mas ele só alargo seu sorriso. No momento em que minha mãe se deu conta que me tinha ido eu estava correndo através do pátio traseiro com o Jace e Parker sobre meus calcanhares. Vá fazer um sanduíche se ainda tem fome.A minha esquerda.. muito melhor.perguntou ele. Depois do café da manhã e antes do meio da amanhã. ainda olhando meu rosto quando falou com mama. seus cabelos voando para trás pela persistente brisa noturna. comeu todas as bolachas esta manhã. mamãe. Desacelerei em uma parada brusca.

mas não porque estava feliz. Jace e Ethan subiram os degraus do alpendre ao trote e passaram a porta principal. —Acredito que uma bebedeira pode estar como deve ser esta noite. Jace não estava furioso. me dando espaço para manobrar.. e o outro ao redor do Ethan. Se ele tivesse tido caninos reais.. -Ou dois.. rondando entre as espessas sombras detrás de nós. claramente decididos a reclamar um . —Não me tente.Parker pôs um pesado braço ao redor de meus ombros. como se nada tivesse passado.disse Ethan. Não há melhor maneira de tratar com a tensão e a dor.. eu no sofá e ele em uma plataforma no piso.usual sorriso despreocupado. e sua voz era quase um grunhido. -É bemvindo a tentá-lo. Opus a seu conceito de terapia. está-los-ia cintilando para mim. isso é suficiente por agora. dando só um curto olhar em minha direção. —E de passagem. ambos estaríamos ficando ali. Ethan sorriu. —Bom.Ele não estava sorrindo. ele cairia inclusive mais duro. desejando que se preocupasse com seus próprios assuntos. meninos e garotas. O homem é um peso leve. —Necessito um gole. —Sim. Jace me passou trotando para alcançar ao Ethan. —Ele está de luto. Faythe. Diante de nós. mas mantive minha boca fechada porque não podia pensar em uma melhor maneira de agüentar. —Nós estivemos lhe dando uísque tão rápido como ele tomava.Parker apertou meu ombro.Seus olhos eram duros. também-. disse bruscamente. ou três. e o olhei agradecida. Ele estava ainda furioso por minha relação com o Jace. Minha mãe tinha arrumado a cama do Owen para o Kyle. murmurou. porque lhe tinha dado sua cama ao Michael de noite. disse. Parker era o melhor bebedor do mundo de todos os tempos. e agora que ele tinha crescido. você me deve. Além disso. Afastei-me dos outros. —Ok. me viria bem um gole-. tirando-se para frente com um passo rápido.. assim por que deveria estar ele? —Tem sorte que não tirei sua pele. —Conseqüência -..Ainda podia derrubá-lo. Largas sombras os seguiram enquanto se aproximavam da luz do alpendre da casa de hóspedes. Ethan fez caso omisso do braço do Parker. especialmente considerando o resultado de minha caçada essa manhã. Ele tinha tido um montão de prática. —Eu. Jace. certamente poderíamos fazer o favor. sua irritação muito mais que ter que interpor-se entre minha mãe e eu. Ethan e eu. Nos conduzindo para a casa de hóspedes no bordo da linha de árvores.

a qual mantiveram presa em reposições de comédias. Era um vício. Não tinha estado na casa de hóspedes após. o qual não era tão mau como parecia. Trarte-ei um gole. A luz no quarto do Marc estava acesa. Foi como ir ao acampamento do verão a cada vez que passava a porta -até que Marc e eu rompemos. e os únicos pratos na despensa eram descartáveis. —Sente-se. Os controles e caixas de DVD cobriam o chão da sala. porque não sabiam o que pendurar. Por costume. e burritos congelados. como verdadeiro cavalheiro que era. a que também se usava como um bar bem sortido. Eu nunca tinha sido capaz de passar a casa de hóspedes sem olhar a sua janela. Um par de anos atrás. auto destrutivo vício. e pelo que sei nunca tinha provado. É realmente difícil embebedar a um gato. ele estava ainda acordado. olhando para cima ao segundo andar. aromas que associava com os melhores momentos de minha vida. logo me seguiu dentro da sala de estar. a comida que minha mãe nunca servia. E embora os ocupantes às vezes trocavam. Um sem sentido. E o lugar inteiro cheirava a suor e a pizza velha. Os meninos mantinham a geladeira sortida com soda. filmes de ação ou ESPN. porque os meninos não podiam manter o tapete em uma forma decente.par de garrafas antes que Parker se aproximasse da ilha da cozinha. Não pude evitar sorrir. Persianas cobriam as janelas. Havia sempre copos vazios em cada superfície plana e roupa desprezada sobre o piso. fiz uma pausa com minha mão no velho corrimão de metal do alpendre.o ambiente se mantinha igual. A casa de hóspedes era pequena mas muito mais cálida e confortável que a casa principal. Os meninos bebiam um montão em suas noites livres. abriu a porta principal para mim. As paredes estavam com um branco sujo e quase completamente nuas. possivelmente nosso acelerado metabolismo. Os pisos tinham até as cicatrizes da madeira. Mas realmente há alguma outra classe? Parker. e os mais jovens vinham a substituí-los. Nenhuma só vez. queijo em palito. os meninos ocultaram uma obscenamente grande televisão de tela grande.enquanto os velhos reforços seguiam seu caminho. em quase cinco anos. Parker agitou uma mão no sofá contra a parede. . meus irmãos e eu nos havíamos feito bem-vindos a nos sentir em casa em qualquer momento que necessitássemos uma dose de comida lixo. Mas um olhar à sala de estar disse que nada tinha trocado. o qual faz também difícil manter o enjôo. Sempre desde que tínhamos tido idade suficiente para caminhar.

—Vocês meninos poderiam utilizar alguns móveis novos. vestindo só um par de jeans ajustados com os joelhos gastos. a madeira detrás de mim chiou. No bordo de minha visão. Ele tinha uma mão no bolso e a outra envolta ao redor do pescoço de uma garrafa vazia de cerveja. A luz e a lâmpada cortada no oco da escada jogava nos músculos que eu tinha visto desenvolver anos atrás. Eu tinha tido apenas dezoito quando rompemos. -Margarida nas rochas. Ri. riscadas pelas quatro largas e paralelas cicatrizes que o tinham levado a minha vida. —O que gosta?. Odiava que só vê-lo assim pudesse me afetar tão fortemente. ignorando minhas queixas de protesto.perguntou Parker. Todos na sala escutaram minha respiração áspera. e minhas palavras morreram em meus lábios. —Nah-. E ele não era o único. as almofadas estavam aplanadas na metade de sua espessura. com uma garrafa de tequila em uma mão e um copo pequeno na outra. e ainda sob sua influência era o homem mais educado que conhecia. —Como sabia isso?. Voltei-me e senti meu cabelo balançar-se em um arco atrás de mim. -Isso seguro seria uma vergonha. poderia ter levantado uma sobrancelha pela eleição de palavras. O sofá era de um estofo dos anos 1980 a quadros marrons-e-amarelos. e tinha sido muito . afundei-me à profundidade suficiente para posicionar meu umbigo várias polegadas por debaixo de meus joelhos. Minhas partes sensíveis se esticaram enquanto meus olhos se detiveram nas linhas de seu peito. Quando me sentei. seguindo-o com uma fatia de lima que logo tinha cortado..disse. -Levarnos-ia anos nos acostumar a algo novo. E o mais doce. disse Jace desde detrás da barra caseira do bar. Era tudo o que eu podia fazer para evitar me retorcer no sofá. sabendo que ele podia me escutar. Mas alguém mais respondeu por mim. Jace tragou seu primeiro gole. mas apenas o registrei.sussurrei. e odiava ainda mais que ele soubesse. sacudindo um miolo da casca da almofada antes de me sentar. e teriam que ser cegos para perder o rubor queimando minhas bochechas enquanto tomava o aroma do Marc do outro lado da sala. mas não com o Parker. Não podia arrastar minha atenção do Marc. Seu único vício era o álcool. Se Marc ou Jace me houvessem feito a mesma pergunta. Marc estava parado ao final das escadas. alinhando uma série de garrafas na desbotada bancada de fórmica. Antes que pudesse responder. logo arrebatou o gole que Ethan tinha servido para ele mesmo e o tirou de um gole também. Eu o vi. exceto pelo Owen. forte no sal.

Seu marido estava no Lazys nesse momento. Marc apartou primeiro o olhar. em parte porque não sabia como obter uma bebedeira sem luzir como uma alcoólica em frente de meus amigos. desmaiados da bebedeira no que ficava de seu living formal. rodeado por seus companheiros Alfas. Em uma conhecida ocasião. sentou-se em um tamborete na ilha. Como adolescentes. logo o completou com a Coca Cola de uma lata. agitando uma caixa de plástico transparente com menos de um gole de brilhante liquido verde no fundo. ele saberia que não tinha deixado o bar sozinha. Se Vic tinha sido testemunha da farra em meu aniversário.. o Sr. Ele respondeu a chamada de sua esposa no escritório de meu pai. Qual é sua segunda eleição? —Não sei. Faythe-. Estavam irremediavelmente inter relacionadas ao meu redor. Mas os meninos sim. Por má sorte. Assim não havia maneira que ele pudesse saber minha bebida preferida.Eu só tinha tomado um par de goles desde aquela noite no Hudson. Em uma larga frase quase histérica. cada um separados por menos de dezoito meses. também. é obvio. E eu. Parker era o maior de seis meninos.. Meu rubor se intensificou. Pierce acidentalmente apertou o botão de altofalante no exato momento equivocado. e só meu desespero por privacidade me tinha impedido de vê-lo. -Ficamos sem margarida. a filha de dez anos de ambos. era tudo o que ela podia dirigir no momento. não havia forma de que deveria havê-lo sabido. —Vic me disse um par de anos atrás. lhe derrubando a responsabilidade dos seis meninos a ele. Pierce chegou a casa para encontrar a seus seis filhos. os irmãos Pierce eram famosos por fazer passar um inferno a sua mãe. ela disse que a polida Caroline. e meus olhos o seguiram dentro da cozinha. o menor dos quais tinha quatorze. como dois diferentes tipos de parreiras lutando por estrangular a mesma pobre árvore. Pelo menos. Nunca tinha sido uma grande bebedora. Tinha sido uma idiota por pensar que minha vida na escola e minha vida no rancho estavam desconectadas. em particular Parker. Sem nem sequer um olhar em minha direção. e a sala inteira escutou a sua esposa. disse Parker. —Sinto muito.jovem para beber. impossível de ler. Ele tomou um copo de suco do escorredor de pratos e o encheu até a metade com uísque.Seu rosto estava completamente em branco. E Marc saberia. embora nesse momento não tinha nem idéia do por que papai seguia me incluindo. me dando as costas. —Ele te viu no Hudson em seu aniversário número vinte e um. a Sra. assistindo a uma reunião anual do Conselho. e .

minha anestesia liquida começou a fazer efeito. pela melhor parte de dez anos. Poderia dirigir o chá. para a luz. -O que é isto’ —Chá gelado Long Island. ou um cabelo flutuando na superfície? Não houve sorte. Por um momento. —O truque consiste em beber rapidamente.ele podia fazer o que quisesse com os varões. embora o sabor não conseguiu gostar . Pierce como guardião de fato foi desfazer-se dos três varões que tinham chegado à maior idade.. Parker tinha estado no rancho após. deveria prová-lo. Possivelmente a mancha no cristal. Sustentei o copo acima. Para ser cortês. cruzando o quarto para me dar um copo alto cheio com um líquido marrom de aspecto duvidoso. E posta em exibição. Mas não importava para onde olhasse. e recordei por que estava ali em primeiro lugar em lugar de dormir em minha própria cama. OH. Ele negociou justo nesse momento com os líderes de três outros territórios. para conter as lágrimas que ainda não tinha derramado. Cada vez que fechava meus olhos. Bebia para adormecer uma dor tão aguda que meu coração pulsava dolorosamente com cada golpe. tratando de afogar meus pensamentos e limpar as imagens sangrentas de minha mente. mas então meus olhos se posaram na vazia poltrona reclinável do Vic. O primeiro ato do Sr. desesperada por esquecer o modo em que morreu. e minha cabeça Pulsava com uma pressão quase paralisante. até inclusive para pestanejar. para que lhes ensinassem disciplina e responsabilidade. em lugar de olhar os ombros bronzeados de o Marc esticar-se e relaxar-se. E finalmente. Violada e assassinada. considerei pedir ao Parker em seu lugar um refresco comum. enquanto que os mantivera afastados dela. Sara. brilhantes e azuis e emoldurados por pestanas que não necessitavam rímel. Assim segui bebendo. via seu corpo como Michael o havia descrito. logo começar com outro. Tomei outro gole. os olhos da Sara me olhavam. fazendo acertos para que seus filhos servissem como reforços. teria sabido que a única coisa que um Chá Gelado Long Island tinha em comum com seu homônimo era a cor. e logo outro depois desse. . como se poderia estalar e terminar minha miséria de uma vez por todas. Tomei um gole e fiz uma cara mas consegui tragálo. se o tivesse olhado mesclar meu gole. Mas. procurando uma razão justificável para retorná-lo. depois de trinta minutos e três Gelados Long Island.disse Parker.

Tratou de igualar ao Marc tragou por gole mas não pôde fazê-lo. Não havia outra explicação lógica do por que poderia encontrar isso gracioso. Minha aposta era que arruinaria mais paredes de gesso. E menos até do que escutava. Se ele estava tomando para esquecer-se da Sara. mas minha concentração estava arruinada. estava fazendo um trabalho muito pobre disso. e ambos seriamente precisávamos relaxar. Para então. Ele não dirigia bem à ira e a tristeza. Marc simplesmente estava totalmente mal-humorado. e então foi quando me dava conta que estava bêbada. Ri bobamente. Parker e Ethan estavam falando. —…se não conseguir trazê-la de volta?. Jace se pegou à tequila e às rodelas de lima. muito pouco do que eu via o assimilava realmente. Nunca o tinha visto beber assim. Parker e Ethan carregaram ao Jace a sua habitação para dormir a linda da tequila. Em uma mão agarrava a garrafa do Jack Daniel´s10. não me importava. pensando que Jace o merecia por chamar o Kyle um peso leve. como se temesse o que poderiam fazer suas mãos se as deixava desocupadas. fiz-me incomodamente consciente de seus olhos sobre mim. Parker enviou ao Ethan à casa principal por um vidro de suco de laranja. Desmaiou desabado sobre a barra. Tinha provado diretamente vodca mas simplesmente não podia tragá-lo. O suco fez toda a diferença. só abria sua boca para tomar outro gole. com a garrafa ainda apertada em sua mão direita. e por um momento o observei. Molas 10 (uísque) . Logo ri de mim mesma por me haver rido bobamente. mas para então.perguntou Ethan. nunca o tinha visto tão triste. assim só recolhi uma frase aqui e ali. Marc se tinha instalado em uma desbotada e grumosa poltrona. Ignorando-o intencionalmente. e possivelmente se romperia um par de dedos no processo.Ao outro lado da sala. troquei a Chaves de fenda. e na outra apertava sua boina. Marc tinha abandonado seu copo junto com a Coca Cola e estava bebendo uísque diretamente da garrafa. Só na sala de estar com o Marc. Eventualmente. concentrei-me no que podia escutar acima das escadas. Em algum momento. esperando ver o sorriso familiar que ele usualmente tinha. Mas pelo menos eu era uma bêbada feliz. Mas ele nunca sorriu. e a bebedeira me preocupou até minha segunda taça. me olhando abertamente entre goles. as quais se mostravam ambas claramente nas linhas de seu rosto. Ele estava tão aborrecido como eu estava . Quando cuspi a primeiro baforada no piso.

Ele começou a dizer algo mais ao Ethan. Fiz. os quais assumi que eram os sapatos do Jace golpeando o chão. E muito sangrentos. Quando o quarto terminou de inclinar-se como a coberta de um navio no mar. —…não quero outro gole. mas apenas. sua voz foi seguida por dois sons secos. Queira esmurrar a merda fora de alguém. tratando de fazer que o piso parasse de girar enquanto esperava que ele se movesse. estava além de me importar aonde me sentasse. —…tenho uma idéia… Apartei meu olhar da escada quando os pés do Parker apareceram à vista. Em frente do banheiro. —Não te morderei-. —E todos pagarão… Uma porta se fechou em algum lugar acima. —Há muito espaço.Esse era Parker. seus homólogos digitais e quase de tamanho natural. Meu copo vazio se sentou no piso ao lado de . —Faremo-lo.metálicas gemeram enquanto eles baixavam ao Jace sobre sua cama. não pude recordar mais onde estava. vi que Marc tinha tomado meu lugar no sofá. Ou como caminhar. Suspirei e fiz rodar meus olhos. logo notou que meu copo estava vazio e em seu lugar virou em minha direção. disse... O que estava mal com um simples cordão? Quando retornei ao salão. quem parecia menos afetados pelo fluxo liberal do álcool. o que resultou ser uma má idéia. — Corra. cedi.disse Parker. —Esta vez. Detive-me no meio da sala. antes que vomite sobre você. Definitivamente Parker.Acariciou os quinze centímetros de almofadão puído entre ele e o braço do sofá. me olhando através de olhos entrecerrados. enquanto fazia o reconhecimento universal arrastando os pés -tenho que mijar-. Ethan e Parker. Ethan a contra gosto ajudou-me até a porta do banho disse que dali em adiante estava pelas minhas. estavam indiretamente tirando sua ira através de um videogame de boxe na enorme televisão. Para o momento que me dava conta que ele não ia fazer.Isso o obteve. Apartando meus olhos do simulado combate de morte.. Marc se moveu alguns centímetros para sua direita. Ele voltou a encher meu copo novamente e para o momento que tive que usar o quarto de banho. -…estamos muito tarde? —…outro gole?. amaldiçoei aos Strauss Levis por seu insanamente complicado sistema de botões e correspondentes buracos. -Bem. corra. e me desabei na almofada desocupada.

parecendo dizer mais do que minha boca alguma vez havia dito. Pisquei. também-. seu significado parecia 11 (jeans) . sem dúvida o resultado de sua declaração mais que do álcool. Enérgica. Minhas calças curtas terminavam a metade da coxa. Joguei um olhar a meu colo e me dava conta que nossas pernas se tocavam do joelho até o quadril. Ou talvez minha cabeça estava reta e a habitação estava girando. encontrei o som fascinante. e pude sentir o calor de sua pele contra a minha através da capa de mezclilla11 que cobriam suas pernas. Escutei o que estava dizendo. e algumas parte de meu cérebro inclusive o processaram. teimosa. inclusive depois de todos esses anos de separação. —Sim. minhas unhas curtas arranhando de ida e volta com o passar do áspero padrão escocês. e meus olhos estiveram à só uns centímetros dos seus. Minha mão esquerda descansava no braço do sofá. —Posso escutar o batimento de seu coração. Se só houvesse feito um pouco antes. Essa resultou ser realmente uma boa decisão..logo que podia falar. Seu queixo descansava em meu ombro. —Sou-o?. tratando de sustentar minha cabeça reta enquanto a vertigem reclamava minha atenção. tão familiar. —É tão formosa-. e pensei em pedir ao Parker que o enchesse mas decidi que se estava muito bêbada para fazê-lo e estava muito bêbada para tomar outro. Era a única coisa inteligente que havia feito em todo o dia. Ele já não parecia bêbado. Só porque eu havia feito um bom trabalho em conservar minha bebedeira não significava que ele o tivesse feito. Sentia-se tão bem. e cada palavra enviava uma tentadora baforada de fôlego contra minha orelha. Me girei lentamente para olhá-lo. sussurrou diretamente em meu ouvido.disse Marc. Uns poucos e completamente insignificantes centímetros. mas quase muito formosa para olhar. Seu fôlego era quente em minhas bochechas e em meus lábios. é-o. —Eu posso escutar os teus. como para assegurasse de que lhe entendia. e exasperante às vezes.meu pé. Meu pulso correu em minha garganta. me arrastando desde minha bêbada epifanía rítmica. Por alguma razão. O ritmo de minhas unhas repassando os temas surtos ecoando através de minha cabeça como o ritmo de um irremediável baterista falta de imaginação. nu à exceção da fina correia verde de algodão sustentando minha camisa. Mas nesse momento. Talvez não o estava. Ele falou lentamente.

a crua necessidade de tanto mais do que eu tinha para dar.Era verdade quando o disse. Maldita seja. e perigoso. algo estava mal com essa declaração. Algo que entendia. Eu entendia ao Marc. beijei-o também. e substancial. ele se manteria inteiro. Necessitava-o. a lembrança de algo seguro. —Preciso sentir algo real. e apaixonante. não podia alcançar a suficiente profundidade para me acalmar a mim mesma. e eu não só o deixei. mas por minha vida que não podia recordar o que era. —Eu te necessito. algo quente e forte que me ajudasse a esquecer e me fazer sentir a salvo.muito menos importante que o som de sua voz. e –assim me ajudar. e a excitante combinação de perigo e absoluta segurança formigou através . Ele estava pedindo minha ajuda. o milagre do álcool! Tudo o que tinha parecido tão terrível. e até bêbada me perguntava por que não me tinha dado conta antes. simplesmente não me importava. e meu peito se apertou. irremediavelmente complicado quando estava sóbria era de repente tão simples. a barba de vários dias arranhando meu ombro. E tudo o que tinha que fazer era admiti-lo. e eu gostei da sensação de poder que me dava. como o almíscar e o sabão sem perfume e algo mais. Algo estava mal com isso. um profundo retumbar atravessou-me. do desespero. quando a vida que conhecia se estava desmoronando a meus pés. O menos que podia fazer era lhe devolver o favor. provocando respostas em todos os lugares corretos. Necessito a você. Mas podia tentá-lo. Necessitava ao Marc... —E voltou.. —Voltei-. a sensação de força. também. me afogando em seu aroma. Escondi meu rosto em seu pescoço. aferrando-se desesperadamente. Ele me beijou. Ele cheirava como a masculinidade personificada. seus lábios roçando minha bochecha enquanto seus dedos se enredavam em torno dos meus. algo poderoso. Não só o queria. Alimentamo-nos um do outro com uma urgência surta da inanição. E nesse momento. Faythe. Necessitava algo familiar. Por mim. e deixá-lo fazer o mesmo por mim. Não podia tocar o suficiente dele. ele não se desmoronaria. muito menos por alguém cujo único propósito na vida era ser forte para todos os outros.queria dar-lhe Queria fazer tudo bem. Nunca tinha sido necessitada. o modo em que o aumento de ondulação de um terremoto às vezes suporia a ativação dos alarmes. Escutei a dor em sua voz. e bom. para enterrar minha dor em lembranças de prazer. Respirava a ele.disse ele. Necessitava a ele e à lembrança do que tínhamos sido. Não por ninguém. OH.disse ele.

E juntos somos explosivos. Ohhhh. isso tinha sido parte do problema. e as suas encontraram meu cabelo. seus polegares executando uma série complicada de movimentos no controlador até enquanto falava. frenéticos. Apartei ao Marc o suficiente para olhar a meu irmão. arredondando . Detivemo-nos no descanso na parte superior da escada. e para então ele estava impaciente. Um quarto. Sua habitação estava na frente da casa. Essa era uma idéia genial. Queríamos sentir. e o era. e nenhum dos dois queria pensar. teríamos que pensar. —Consigam um quarto. mas logo assentiu para mim como se algo tivesse sido decidido. acendendo todas as terminações nervosas de meu corpo. estalando a língua contra minha pele como se a fina carne que cobria minha jugular fora de um sabor só um pouco mais doce que todo o resto. mas a do Marc estava vazia. Beijamo-nos todo o caminho pelas escadas. e envolvi minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele empurrou minha cabeça para trás e beijou a longitude de minha garganta. Eram fogos artificiais no céu. Ele olhou decepcionado por um momento.de mim.solução a todos meus problemas. Pelo contrário. onde segurou meus quadris à parede com seu corpo enquanto me tirava à camisa. Pelo menos no momento. Havia uma coisa sido decidida? Antes que pudesse pensar nisso.Ethan se queixou do piso. Minhas mãos encontraram seu peito. esqueceram ate seus próprios nomes. arrojando-a ao chão. Tem que havê-lo sido. porque a sua também o era. nos perder em uma coisa totalmente consumidora. era parte da solução. a última a que chegamos. e eu entendia a razão. e estava justo acima. e logo que registrei o som do lento e regular som da respiração de sono. ou se queimaria ou não. perguntando se poderia dirigir a carga. algo o suficientemente poderoso para bloquear a realidade. quase um ofego. mas agora.. e só seu agarre no corrimão e ao redor de minha cintura nos mantinha avançando em lugar de cair ao piso de madeira dura. momentaneamente rompendo o feitiço. Antes. a respiração do Marc era quente e rápida. Tropeçando passamos o quarto que geralmente Vic compartilhava com o Jace. e a dor e o medo que indevidamente traria. duvidando um momento sobre meu pulso. Levantoume. Seus movimentos eram apressados. Ethan se voltou para o game. Minha habitação estava ocupada. Se vacilávamos. Sentia-me como um menino sustentando um rojão aceso. —Estamos tratando de nos concentrar aqui.

descansando sua cabeça sobre meu estômago enquanto se aferrava a mim. Fechei meus olhos e minhas próprias lágrimas se derramaram. Sem o Marc ali para reforçar. soltando mais angústia da que eu tivesse sabido que tinha. Fechei os olhos. Amarelas manchas cintilavam no profundo marrom de suas íris. Tive um só momento para pensar enquanto escutava seu zíper baixar e o suave roce do jeans contra a pele enquanto seu jeans faziam o mesmo. Ele se moveu contra mim. Então disse meu nome. Gemi. atando meu corpo ao chão enquanto minha cabeça flutuava longe por cima de meus ombros. O fino tecido tocou o piso antes que ele me levantasse e me lançasse sobre a cama. Nesse momento. Caindo de joelhos. não lugar para o medo. sua boca exigente. tudo ameaçou derrubando-se. não só . com sua quente língua sobre minha pele. —Eu. correndo por minhas bochechas para umedecer meus cabelos e seus lençóis. tremendo em silêncio. Mas então seu rosto apareceu sobre o meu. brilhando através de uma capa de lágrimas sem derramar. me concentrando no tato de suas mãos correndo por todo meu corpo. cedendo à pressão da indignação e o medo. Ofeguei ao senti-lo levantar meu peito. e dentro de mim. envolvendo minhas pernas ao redor dele. Empurrou brandamente meu mamilo. também. logo dentro de mim.minha coluna vertebral para poder alcançar sua orelha com minha língua. Marc tomou todo o espaço que havia. —Tenho medo-. Exalei. Ele me enchia. e tão real. em minha cabeça. logo que detendo-se para chutar a porta fechada antes de me posicionar brandamente sobre o piso. deslizando minha calcinha sobre meu quadril. Marc envolveu seus braços ao redor de minha cintura. minhas muralhas estavam desmoronando-se. sussurrei. Senti o duro que pulsava seu coração e soube que era verdade. atuava como uma âncora. enterrando as mãos em meu cabelo. pesado e quente. A madeira estava fria contra meus pés descalços. em meu coração. Suas mãos se arrastaram para baixo desde minha cintura. me desfazendo do impedimento de minhas calças curtas e a restrição de meu sutiã. minha cabeça arremessou para trás e meus olhos fechados. Apoiou-se em seus cotovelos e me olhou fixamente aos olhos. e de repente não houve lugar para a dor. levando tanto como podia dentro de sua boca. e seu peso caiu sobre mim. Gemeu enquanto carregava-me a sua habitação.

e isso era tudo . nossos aromas combinados me afligiram. embora seja temporário. mas seu sorriso nunca decaiu. muito mais. Meus dedos roçaram as linhas de seus braços. melando úmidas nervuras ao longo de sua coluna vertebral. abrindo minha boca. Empurrou dentro de mim. gritando. Minhas unhas esculpiram sulcos frescos em seus ombros. Estava sufocada no mero aroma da fome e a necessidade. pus uma mão sobre o peito do Marc. Alterou nosso ritmo.uma tonificante mescla dela.e nunca quis outra baforada de ar fresco. Ele sorriu. Ele enredou uma mão em meu cabelo e atirou minha cabeça para trás. tendo em conta meu recente aprofundamento em todas as coisas humanas e frágeis. eu não podia lhe fazer danifico. Marc igualava meu ritmo. Ele golpeou contra mim uma e outra vez. até o bordo. observando meu rosto enquanto desacelerava. tragando meus gritos de liberação e reclamando-os para si mesmo. mas também com lembranças do que tínhamos sido. desesperada por um toque mais. lutando pelo controle. logo para baixo por suas costas. Meus dedos se dobraram em seus quadris. lhe rogando com meus olhos que esperasse. um último impulso poderoso que nos traria paz a ambos. Apertei-o fortemente. acrescentando uma capa final ao cacho de aromas formando a base de minha luxúria. O agudo aroma penetrante do sangue encheu minhas fossas nasais. movendo-se mais profundo com cada golpe. Não ainda. Arqueei-me dentro dele. Vaiando. incitando-o enquanto me levantava para ir a seu encontro. Cada vez que nossos corpos se encontravam. Não estava preparada. Minhas unhas cortaram sua pele. Marc recordava o que eu gostava até melhor que eu. faíscas formigavam através de mim. Quando finalmente me lembrei de respirar de novo. Inclusive melhor. arqueou suas costas. e nossa. adicionei pressão. minha. Ele não podia me fazer danifico. aparentemente disposto a gastar sua energia contida sem romper nada. correndo por minhas terminações nervosas em violentas sacudidas de prazer limítrofes (países/territórios limítrofes) à dor. duro. para cima por cima de seus ombros. Seus lábios cobriram meus.consigo mesmo. Marc sabia o que eu necessitava. Necessitava muito. do que tinha renunciado. um rastro de satisfação brilhando em seus ainda úmidos olhos. Já ofegando. Quando cheguei a seus quadris. O aroma de sexo em si mesmo era quase suficiente para me levar.

Verdes segmentados números me olhavam na escuridão: 4:34 a. Cada vez que me movi.m. disse. profundo e depravado. ele tinha uma perna enrolada sobre a minha e um braço ao redor de minha cintura. como se fora tarde para algo cada vez que despertava. como se fora a despertar em qualquer momento. misericordiosamente muitos exaustos para pensar. baixei seu braço para a cama entre nós enquanto ele exalava. tão silencioso que quase não pude ouvir.sussurrou. E finalmente paralisou em cima de mim sua bochecha contra a minha. No momento que meus pés tocaram o chão. observando abaixo para . pensei. Estremeceu-se contra mim. Os números de meu relógio despertador eram vermelhos. —Amo-te. o que sempre me fez sentir ansiosa e apurada. seus lábios roçando minha orelha. Sua perna se deslizou da minha. Isso era estranho. logo que reprimindo um suspiro de alívio quando aliviei a pressão de minha bexiga. sua respiração se aliviava e suas pálpebras revoavam. —Não me deixe. me assegurando que ainda tinha um par de horas até o amanhecer. Mas agora. tomei gentilmente seu pulso entre meu polegar e meu dedo indicador. não podia fazer nada mais. Faythe. meus olhos voaram para o relógio. Quando veio seu seguinte fôlego. Faythe. Não tive sorte. Segundo o relógio. tinha tido talvez três horas e meia de sono depois de que Marc e eu paralisássemos sobre seus travesseiros. A cor.. Os números verdes eram calmantes e tranqüilizadores. obriguei-me a esperar através de dois torturantes e lentos fôlegos mais antes devagar e silenciosamente sair colchão e ainda por cima do piso. Agora olhe o que tem feito. ele tinha tratado de assegurar-se que não me escapasse. Mordendo o lábio concentradamente. Finalmente livre. ainda assim me cambaleei no magro bordo do pânico. tentei pela terceira vez conseguir me desenrolar do agarre pelo Marc sem despertá-lo. até dentro de mim.o que ele podia tomar. não a hora. mas o peso de seu braço sobre meu lado era ainda muito real. e pus uma mão sobre minha boca enquanto que Marc trocava de posição em seu sono. Até dormindo. estando nua na metade de seu dormitório. Grunhi. Elevei seu braço fora de meu estômago. Capitulo 18 Sustentando meu fôlego. gemendo dentro de minha boca. E logo.

a manhã tiraria a luz as conseqüências inevitáveis do que eu tinha feito.a relaxada cara do Marc dormindo. a incrível liberdade de deixar-se ir. o que a respeito do Andrew? Que diabos eu estava pensando? Não estava pensando em nada. Então não seria feliz. e uma onda fresca de pânico alagou meu corpo. A verdade era que tinha necessitado consolo. tampouco. Tão maravilhoso como isso tinha sido. Minha bexiga foi bastante insistente nessa última parte e me havia. Encontrei meu sutiã pendurando no cabo da porta do closet e minha calcinha aparecendo por debaixo da cama. e o tínhamos encontrado em cada um. E precisava urinar. Mas isso não era realmente certo. Vestida exceto por minha regata. registrei o quarto freneticamente com meus olhos mas não vi sinal da jaqueta verde que tinha posto depois de minha maratona sessão de banho no dia anterior. Infelizmente minhas roupas não estavam à vista. precisava me distanciar do problema _ Tinha tido que me vestir. Encontrei minhas calças curtas. Sim. Sua mão aterrissou no morno oco que meu quadril tinha ocupado momentos antes. feito. Merda. Marc grunhiu em seu sonho e rodou sobre seu lado. Mas desde que não retornasse logo depois de minha viagem ao banheiro _ para obter algum tipo de perspectiva. Eu precisava pensar. Mas não estava pronta para as enfrentar. de me dar completamente a alguém estando disposto a fazer o mesmo. Esse tinha sido também todo o ponto. obriguei-me a me concentrar na ordem dos acontecimentos da última noite. e também Marc. abandonando meu corpo à misericórdia dos hormônios e o álcool. Fechando com força meus olhos. Um artigo de minhas partes baixas e três mais para encontrar. despertar para me ocupar do assunto. Não justo agora. Ou ao Andrew. E se me machuca. Cada brilho de cor se sentiu como alguém golpeando duramente um punho através de meu peito para apertar o meu palpitante coração. Era a velha . Não vais estar feliz até que haja fodido não só sua vida mas também a de todos os outros. só poderia imaginar o que faria ao Jace. Tinha-lhe dado a meu cérebro a noite livre. Isso era abundantemente claro. Assim que onde diabos estavam minhas roupas? Olhei às escondidas cuidadosamente debaixo do bordo do lençol caído sobre uma das pernas do Marc e retorcida ao redor da outra. Agarrei o primeiro objeto que encontrei e me passei pela cabeça. E a pena.

cruzando meus dedos pelas barulhentas dobradiças. eficazmente escondendo minhas calças curtas. A porta se abriu. As sensações troaram sobre mim enquanto recordava ao Marc me pressionando contra a parede enquanto ele tirava minha regata sobre minha cabeça. O vestíbulo era mais como um grande retângulo. Ao princípio. porque tinha que usar o banheiro. e me deslizei para o vestíbulo de acima.negra regata do Aerosmith que Marc tinha usado no dia anterior. com as escadas subindo do centro e uma porta em cada uma de suas quatro paredes.disse ele. cobrindo a maior parte de meu rosto. mas nenhuma palavra seguiu seu nome. e a fria qualidade de sua voz deixou claro que não só se referia à regata. Meu estômago se apertou com temor e confusão. no piso entre o descanso e o quarto de banho.Comecei. —Você perdeu algo. A lembrança era ainda o suficientemente forte para mandar tremores ao longo de meu corpo. Essa era a que necessitava. . ele não me notou. para minhas aparentemente pernas nuas. jazia minha regata. Eu deixei de respirar. Ele me lançou ela. Completamente. mas teria que fazê-lo. Jace saiu. Alguém mais estava levantado. Imagens e sensações trovejaram sobre mim enquanto recordava ao Marc me pressionando contra a parede enquanto me tirava à regata pela cabeça. mas sua expressão se murchou quando seu olhar viajou por meu desgrenhado cabelo e pela frente da regata do Marc. Imediatamente. Ele se agachou a recolher minha jaqueta. Três das portas conduziam a dormitórios e a quarta era o quarto de banho. A lembrança era o suficientemente poderoso para mandar tremores ao longo de todo meu corpo. A regata era enorme para mim.ele provavelmente tinha pensado que estavam todos outros dormidos. Ainda cheirava a ele. Abri a porta facilmente. uma pilha enrugada de algodão verde provocando a lembrança de como chegou ali. Que diabos vou fazer a respeito do Marc? O som de água fluindo vindo do banheiro. —Jace…. Minha regata aterrissou em minha cabeça. congelou-me. O vestíbulo estava escuro. a três passos de minha refata. Ele sorriu quando viu meu rosto. e me estiquei. desesperada por explicar. e –como eu. Não me pude tirar isso até que escutei a porta de sua habitação fechando-se. E ali.

apesar de nossa aposta. Tive um pequeno momento de dúvida no assento do condutor da nova Pathfinder12 quando me ocorreu que Jace nunca me perdoaria por tomar seu carro. meus dedos gravitando sobre a chave do Wildcats de Kentucky. e soube o que fazer quando vi o que jazia desatendido no balcão. Mas tinha que ir a algum lugar. Duvidei por um momento. dirigi-me passando a casa. Assim o que importava realmente? Além disso. covarde. Ou que tão bom tinha sido. aliviada quando os faróis dianteiros iluminaram o caminhão do Owen. Mas ele alguma vez me perdoaria por dormir com o Marc tampouco. baixei o vidro para apertar o botão automático do portão. estacionado em seu espaço usual. porque tinha prometido aos dois. Eu tinha ganhado isso. Eu só precisava conduzir por ai e pensar. Não havia lugar onde eu pudesse dormir. Ele tinha chegado a casa sem nenhum dano. eles nunca saberiam que me tinha ido. e um muito bom. Mas então duvidei de novo. como são os enganos. Ao final do caminho de acesso. Tão devagar como pude. Não estava em casa por eleição. Logo tomei e saí correndo para a porta. Ao menos. mas nada tinha trocado. Tinha sentido. As chaves eram minhas. e não podia ficar para estar com o Marc mais do que podia para estar com o Jace. a ele e Papai que esperaria. Voltaria antes que alguém despertasse. Minha bexiga me suplicou entrar no quarto de banho. Tinha cometido um engano. Tinha que sair antes que Marc despertasse e queria falar. e pegajosos copos: as chaves do Jace. porque não poderia ter permanecido na casa de hóspedes de qualquer maneira. logo a da habitação do Marc. um braço caindo sobre um lado. Ou fazer qualquer outra coisa. não estava fugindo. Os aborrecíveis roncos do Ethan me receberam no último degrau. e com um pouco de sorte.Faythe. Ele jazia esparramado no sofá. não para o bem. Deixei cair minha regata ao piso e subi as escadas de dois em dois. olhei a porta do Jace. não importava que tão bem tinha funcionado. cascas de lima. mas não o podia fazer. Mais à frente do 12 ( carro Nissan Pathfinder) . Muito bom. Minha mente gritou com as possibilidades enquanto que meus olhos vagavam pelo quarto. entre um montão de garrafas vazias. Minha regata pendurando frouxa de um punho. entretanto. Não importava. Um round de sexo consolador não era suficiente para trocar isso.

retrocedendo cuidadosamente para a casa principal. devia lhes provar que tinha trocado. o aroma de feno fresco me recordava às horas passadas em companhia de Jane Austen. antes que meus nervos me falhassem. observando a casa principal como pensando o que fazer. Enfrentaria as conseqüências de minhas ações como o adulto que havia dito que era. dava-me conta que não os poderia culpar por não acreditar em mim. Sem mencionar ao Jace. que era mais adulta e sábia. A metade do caminho de acesso. Não tínhamos animais. observando o edifício externo na metade do acampo do Leste. o caminho interceptava com uma estrada principal. Ambas tinham sido na metade da noite. coloquei o carro de um golpe em reverso e apoiei meu pé nu sobre o acelerador. e dali. Seis. Charles . Olhei no espelho retrovisor. notei os sulcos que o caminhão do Owen tinha esculpido no pasto nas repetidas viagens ao celeiro. castelos. Tinha tomado esse caminho antes. Não podia enfrentar a ver o Marc novamente sem saber o que é o que lhe ia dizer. lutando em colchonetes. Assim durante o verão. mesas e qualquer outra coisa que nossa fértil imaginação pudesse visualizar. Não tinha ido ao celeiro em anos. Freei a Pathfinder. mas sempre tínhamos montões de feno até que Papai o vendeu como alimento de inverno. Eventualmente. usando o fardo como fortes.portão. Mas não podia fugir esta vez. Ainda precisava pensar. com a liberdade à vista. Em uma casa de varões. uma estreito caminho pavimentado separava nossa propriedade de um pequeno retalho de bosque. Se queria que tomassem a sério. Em ambas tinha sido apanhada.só que não ainda. em um automóvel roubado. Em ambas tinha estado fugindo. Sentada no final do caminho. Duas vezes. Nós tínhamos jogado ali de meninos. O celeiro. Estava ainda decidida a enfrentar meus medos. nem sequer só para pensar. Mas à medida que o portão principal se fazia menor no pára-brisa. Rapidamente. Várias milhas abaixo. se Jace estava de visita. jogávamos no celeiro. necessitava um lugar calmo para pensar e ler. todos os cinco. Tinha deixado de correr. Qualquer absolutamente. Ir só provaria que não o tinha feito. Até anos mais tarde. os outros cresceram para nosso campo de jogo de fardo. podia ir a qualquer lugar que quisesse. mas eu nunca o fiz. Tinha passado cada momento desde minha volta a casa tratando de convencer a minha família que tinha trocado. minha determinação começava a vacilar.

Desesperada pelo alívio. ou como mínimo uma aglomeração de mato. minha mãe e meu pai tinham começado a me empurrar para o Marc. ia envergonhar a mim mesma e a arruinar um perfeitamente bom short. Minha mão estava no cabo de uma pequena porta lateral. logo girei para o sujo caminho. Usando o espelho lateral para me guiar. O celeiro me tinha servido de refúgio antes. Não foi minha primeira eleição mas já não podia me dar o luxo de ser suscetível. e eu resistia. Dirigi-me para a árvore em uma corrida a fundo. Vários metros mais à frente. a menos que queria Trocar. Eles empurravam. mentalmente compondo uma desculpa para o Marc. Era como se o tempo se deteve no rancho. Detive-me seis metros em frente do celeiro. tomei meu tempo passeando de volta a Pathfinder. como se vivêssemos em alguma classe de zona estranha da nostalgia. Se não encontrava um banheiro logo. quando tinha dezesseis e estava interessada seriamente nos meninos da escola. procurei na escuridão algum lugar apropriado para me aliviar. Dois anos antes disso. e eles empurravam um pouco mais. O fino tronco da árvore não me proveu de muita coberta. deixando as chaves postas no contato e os faróis acesos. eles puseram o curso ao reverso. eles empurraram muito forte. Não seria capaz de ver muito bem. Com a pressão de minha bexiga aliviada. a ponto de abri-la. que tínhamos todas nossas vidas 13 (autores de livros) . sem instintos felinos ficando no caminho. logo que eles obtiveram o que queriam. entretanto. havia uma árvore de maçãs. já imaginando o aroma de feno. Abri a porta do automóvel e saí.Dickens e Louisa Mai Alcott13. e quase caí duas vezes quando meus pés escorregaram no frio rocio matutino. e eu realmente caí. retrocedi passando os sulcos do Owen e troquei a posição de reverso. Deus sabe que havia feito isso um montão no passado. E não saberia. mas com ninguém mais ao redor.o qual não queria. pequena mas baixo e belamente formado.justo em sua cama. me apoiando no volante para observar pelo pára-brisa por um momento em silêncio. nos dizendo que fôssemos mais devagar. e o faria novamente. eu só me escondia de minha própria humilhação. O pensamento sério era melhor em forma humana. Eventualmente. Nada tinha trocado. Especialmente esse verão infame cinco anos atrás. quando minha bexiga me deu uma advertência final.

Eles me encontraram. minhas mãos movendo-se automaticamente para defender meus olhos. Mas ele era um tomcat. coroando uma textura magra que quase o fazia parecer débil. Estava a menos de trinta centímetros da porta dupla do celeiro quando os focos dianteiros titilaram a minha esquerda. minha boca repentinamente seca. e as luzes se apagaram. o verão em que cumpri dezoito. e dormindo quando e onde a oportunidade se apresentava. Sean provavelmente poderia lançar seu limite muscular médio. e o miserável não se daria conta de seu engano até que ele estivesse já no ar. seus rasgos poucos definidos na cunha da noite entre os dois cônicos raios de luz. e caçando quando estava faminta. Assim. Enquanto meus olhos se ajustavam à escuridão. Preocupada com a bateria do Jace. Eu me dava conta de meu engano. Mas esta nova vinha em um segundo lugar. Dali em diante. a noite prévia a nossas bodas. O metal chiou em minha frente. tinha-me dado conta do que cederia pelo Marc: minha vida inteira. Eu simplesmente não soube . meu nariz veio ao resgate. voltei-lhe as costas ao celeiro. A contra gosto eles se enfocaram. a desculpa que devia ao Marc foi simplesmente à coisa mais difícil que alguma vez tive que compor. e nenhum tomcat era débil. escapuli-me de minha casa com minhas economias e tomei o conversível novo do Ethan então para uma viagem de duas semanas de auto conhecimento.para nos conhecer melhor. miserável. e porque ainda o amava. entrecerrando meus olhos na brilhante luz enquanto me desviava para a Pathfinder. confirmando a identidade que seu perfume já havia me dado conta. é obvio. Congelei-me. Sean. Tinha escutado Jace ligar seu automóvel? Com meus olhos aleijados pela luz. trataram de nos manter pajeados. distingui seu rosto. logo oscilaram. Mas para então. me cegando novamente. Um homem recostado sobre o capo do automóvel do Jace. Um cheiro do perfumado rocio matinal no ar me disse exatamente a quem tinha deixado me espiar. fora do cegador resplendor. Alarmada. ao menos até que eu fora o suficientemente grande para me casar. Sean tinha um proeminente nariz e um curto cabelo castanho claro. Um suor frio explodiu detrás de meus joelhos enquanto me apartava para a direita. saltei. como tinha visto meus companheiros de classe aplicar para a universidade e escolher suas futuras corridas. contra a parede e dentro do próximo quarto.

nisso. —Não. Salvo que. eu poderia quase acreditar que ele realmente o lamentava. disse. Minha mente correu enquanto uma ambiciosa idéia tomava forma.. Pisquei-lhe. Tampouco sorriu.disse. Ele só negou lentamente com a cabeça. E pelo olhar em seus olhos. —Os meninos estão a caminho. jogando uma olhada ao redor novamente enquanto secava minhas suarentas mãos na aba da regata do Marc..agarrei com força minhas mãos em punhos. Assim por que arriscar-se a entrar em território Alpha. Tinha-me posto em evidência. estava segura que poderia derrotá-lo por mim mesma. firmemente.Seus olhos voaram a meus pés. Ele estava mentindo. Se Sean estava sozinho. me preparando a lutar enquanto a adrenalina alagava minhas veias. Joguei uma olhada ao redor sem mover minha cabeça. Não vi nada fora do comum. Ele tinha que está-lo. Ele tinha vindo por mim. Sean cabeceou para o caminho sem me tirar a vista de cima nem um momento. Eles nem sequer sabem até que já foi. Como podia ser que uma casa cheia de Alphas não tivesse sabido que o inimigo estava na entrada-literalmente? —Por quanto tempo?.. um pequeno sorriso jogando em seus finos lábios. Minha voz soava obscenamente forte para mim no silêncio do amanhecer. eles não o estão. Arrastei outro passo para trás. —Sinto muito. Se Sean estava nervoso por alguém me escutar. Sean negou com a cabeça outra vez. -Desde onde? Cada minuto que o pudesse manter falando incrementava as probabilidades de que Marc despertasse para me encontrar ausente.ou encerrada. nada menos? Ele tinha que saber que não tinha nenhuma chance.. meu rosto branco pela confusão.. Faythe. procurando discretamente qualquer sinal de seus cúmplices. Preparado. confirmando minha suspeita. Exceto por Sean. -O bosque em frente de seu portão principal. —Esteve observando o rancho-. não deu sinal disso.disse ele finalmente. Certamente então se daria conta que não precisava ser protegida. Diabos. trazendo consigo uma sensação de terrífica determinação. meu pé deslizando-se através da arenosa sujeira. me precavendo que estava no correto mesmo que ele estava dizendo.sobre a propriedade privada de meu pai. —E descalça. Greg nunca te deixaria sair sozinha na metade da noite. —Suponho que não está aqui para te entregar? Disse mantendo-o à vista enquanto retrocedia devagar para a parede dianteira do celeiro.como arrumá-lo. .

pêra mau. Acredito que patrulhar nossa própria propriedade não tivesse sido tão má idéia depois e tudo. O terror se desdobrou em meu estômago e batalhei as nauseia. dava-me conta o que estava fazendo ele. Ele estava mantendo minha atenção enfocada nele. OH. e ele não pôde resistir tratar de obter o prêmio gordo. -menos de uma hora-. cortando meu grito antes que começasse. Ele tinha chegado depois que os outros Alphas se retiraram a seus hotéis e nos tínhamos ido à cama. Qualquer acordado me ouviria facilmente. Esta era definitivamente um extraviado da selva. alguns de nós dormindo bem pelas grandes quantidades de álcool. O teria jurado. Ele estava tão perto que seu fôlego bateu em meu cabelo. o descoberto sussurro de uma dura sola na apinhada sujeira. Ele apoiou ambos os cotovelos detrás do capô. A dor cravou minha coxa nua.Sean negou com a cabeça como se estivesse desiludido de mim. posando uma sapatilha vermelha sobre o pára-choque dianteiro. Alguém me ouviria gritar? Perguntei-me. A resposta a minha pergunta veio desde atrás de mim. -bom dia. e a primeira inundação de verdadeiro medo me lavou completamente. formigando e me lavando com água quente ao mesmo tempo. e meus olhos checaram automaticamente por amassados no automóvel novo do Jace. justo a plena vista. Mas logo freou no portão de entrada. claramente orgulhoso de si mesmo por evadir à câmara de vereadores inteiro.. desgastando meu plano até que não houve nada mais que um tolo impulso. estritamente olha-e-escuta. mas não estava segura dos que estavam dormindo profundamente. O tranqüilizante me queimou enquanto invadia meu sistema.perguntei. já temendo a resposta. mas ele não tinha estado ali um segundo antes.Ele sorriu abertamente. E muito tarde. . -Isto se supunha que seria reconhecimento. (em espanhol) Meu coração se cambaleou. Uma mão me cobriu a boca. Perto. e meu fôlego se entupiu em minha garganta. Meu coração golpeou dolorosamente enquanto minha própria dúvida reduzia minha confiança em mim mesma. desejando poder ver a casa principal desde minha posição. Sean era a distração. Sean trocou de posição contra o capô. —A ele?. como todos certamente estavam. Assim era como. mas não contra o que eu tinha lutado a outra noite. —Você poderia como mínimo havê-lo feito trabalhar por isso. e longe do que realmente importava. E o perfume estava mau.

tratando de propulsar minhas extremidades em ação. —Você é o extraviado-. ele soltou minha boca para segurar minha agora frouxa forma no assento. Cedendo ao pânico. Com meu próximo fôlego. ligeiramente surpreendida pela acalmada mas pastosa qualidade de minha própria voz. Chutei suas pernas. E nesse momento. Com os olhos abertos com terror. seu outro braço rodeando minha cintura. Minha cabeça pendurando para um lado. Minhas pernas penduravam frouxas. o tranqüilizante começou a fazer efeito. Estava aterrorizada por meu desamparo. vislumbrei a frente e para minha direita: a porta de um automóvel abrindo-se. sussurrei.sussurrou ele. me levando diante dele enquanto eu lutava. tinha-me posto à mercê de meu máximo temor. — Buenas noches. Mas nada passou. confundida quando minhas unhas não se afundaram na carne. -O gato da selva-. 14 (boa noite. com seu fôlego quente contra minha bochecha. Justo quando pensava que tinha alcançado o topo do mau julgamento. Por que diabos tinha deixado as chaves postas? A adrenalina correu através de mim. Enquanto que ele assentia. cheirei borracha e entendi: ele levava postas luvas finas e largas. Tudo o que pude ver então foi o capô da Pathfinder do Jace. usando o cinto de segurança para me manter direita. me deixando na escuridão. exceto pelo selvagem brilho nos olhos do estranho. onde Sean já não estava recostado. Sean se sentou atrás do volante com o carro já em marcha. ainda cravando as unhas em suas luvas.determinada a não me engasgar em meu próprio vômito. meus olhos se fecharam e recusaram abrir-se. Meus braços se voltaram pesados e caíram a meu lado. Dava-me meia volta e divisei fortes características espânicas. mi amor14 . cravei minhas unhas na mão sobre minha boca. aterrorizada da mão acariciando meu rosto e a voz em minha orelha. Foi à última coisa que escutei antes de perder a batalha com a consciência. No assento do acompanhante da Pathfinder. olhei fixamente através das lágrimas e minha nublada visão a meu seqüestrador enquanto ele se deslizava no assento junto ao mim. Mas inclusive antes que ele alcançasse o automóvel. meu amor em espanhol) . similares às do Marc. Meu captor me levantou do piso. Logo ele me balançou de volta. Ele tinha vindo preparado. Eu não podia fazer nada para deter ele de me colocar dentro do automóvel do Jace. pressionando minhas costas em seu peito. dava-me conta que tão desesperada se tornou minha situação. minha completa incapacidade para comandar meu próprio corpo. tinha-me surpreendido a mim mesma novamente.

provocando a lembrança da mão do Marc no mesmo lugar só horas antes. pressionei meus olhos fechando-os mais apertados. O toque do Marc havia me feito gritar tinha feito contorsionar em antecipação enquanto levantava meus quadris para encontrá-lo. e ainda estava recostada de lado na caminhonete. Meus dedos funcionavam mas o movimento disparava uma insuportável onda de espetadas ao longo de todo meu braço. (em espanhol) disse o extraviado. —Você me olhará eventualmente-. prazeroso era um conceito estrangeiro. Eu fechei meus olhos. Ele se ajoelhou a meu lado e tomou meu queixo em sua mão. desmaiei novamente. o teria encontrado prazeroso. Ele deslizou uma mão debaixo de meus shorts e acariciou minha coxa interior. Mas não se estava movendo. e a caminhonete se balançou. com a teoria que a resistência passiva era meu melhor disparo para sobreviver.despertei o suficiente para reconhecer o amontoamento e os sons da viagem pela estrada principal e para me dar conta que o sol tinha saído. . Meu braço direito estava completamente intumescido e impossível de mover. a luz era mais brilhante através do pára-brisa dianteiro. Minhas mãos estavam atadas atrás de minhas costas. sobre o piso de uma caminhonete comercial sem guichês. Sean e o extraviado.Algum tempo depois. Mas antes que pudesse checar essa teoria. o equivalente auditivo a um bom e quente molho. —Ela está acordada-. suas mãos me seguiram. Sob outras circunstâncias. mas em meu apuro atual. inclinando minha cabeça para cima de maneira que tivesse que olhá-lo a ele ou fechar meus olhos. O vinil chiou detrás de minha cabeça. não poderia dizê-lo. A próxima vez que despertei. mas não tinha ainda a força para testar minhas ataduras. Recostei-me sobre meu lado. esfolando meu braço sobre a toalha de mesa. Sacudi meu queixo de seu agarre e me escapuli para trás. E aparentemente esse único pequeno movimento captou a atenção de alguém. Sem alterar-se. o que esperava fora um estado temporário causado por estar jazendo sobre ele por muito tempo. Seu acento era quente.Entretanto quanto tempo depois. Dois homens estavam discutindo em Espanhol em frente do veículo. Tratei de mover os dedos de minha mão direita. O coração golpeando. preocupada porque ainda estava intumescida.

—Desfruto de uma provocação. Eu pude adivinhar isso. O extraviado tomou meu tornozelo no ar. —Logo. Sorrindo. também. minha gatito15..disse ele. Arqueei-me alto. Ele estava encantado. Me retirando o cabelo do rosto. tanto pelo contraste como pelo terror e a repulsão. seu quente e úmido fôlego sobre minha bochecha. Fechando brevemente meus olhos. mas me recusei a chorar. mas não teria sido minha melhor eleição de palavras. Minha teoria de resistência passiva se derreteu como neve em julho. Movi-me agitadamente. —E pelo que escutei.A mão do extraviado da selva enviava nauseia rodando através de mim. Logo tomei um fôlego profundo e chutei fora com minha perna esquerda. apontando a seu rosto. Ele me tinha chamado sua pequena gatinha. tentei me ver tão ameaçadora como esperava e soava. ele imobilizou meus tornozelos juntos. A fúria me deu coragem. Odiava que rissem de mim. Ele torceu minha perna para baixo e ao redor. -tira sua imunda mão de mim antes que lhe tire isso de uma dentada-.(gatinha em espanhol) O cordão arranhou minha pele enquanto ele enlaçou ao redor de meus tornozelos. mas me imobilizou com o peso de seu corpo. Estupendo. Detrás de mim agora. ele me apertou o suficientemente forte a coxa para aguar meus olhos. vi-o tirar um cilindro de cordão nylon de seu bolso. mas não estava disposta a lhe tirar os olhos de cima ao extraviado. tratando de liberar meus pés. disse uma silenciosa prece por velocidade e força.grunhi. Abri meus olhos para olhá-lo enfurecida. — Foda-se . Não fez nenhum bem. Sabia bastante espanhol para traduzir bastante isso. o extraviado se apoiou contra minhas pernas. Com uma mão. Me doía o pescoço por ter minha cabeça em alto. gatito. pressionando as partes dianteiras de minha coxa no áspero tapete dos joelhos até o quadril. sustentando meus pés no ar sobre minhas curvas. usando o efeito alavanca para me ventilar sobre meu estômago. você ainda promete ser o melhor. o suficientemente forte para morder dentro de minha carne. Maravilloso16. Absolutamente. Eu ainda lutei para liberar minhas pernas. Me esforçando para olhar por cima de meu ombro. Risadas chegaram a meus ouvidos. 15 16 (meu gatinha em espanhol) (maravilhoso em espanhol) .

Ele sorriu.ele agitou a agulha diante de meu rosto -—é a menor de suas preocupações. mas falei ao redor dele. mas tudo o que pude ver foi uma familiar sapatilha vermelha perto do bordo de meu campo visual. esta pequena espetada--. Traguei convulsivamente para me abster de vomitar. —Se me sedar outra vez. não mexicano. atando o cordão enquanto falava.Miguel golpeou o lado da seringa. —Primeiro de tudo.. -O que se isso é muito?. —E o segundo de tudo.. Tratei de me deter. Escutei velcro rasgar-se e o tinido distintivo do vidro sobre vidro.. —Aqui. mas o pior até estava por vir.disse Sean. mi amor (meu amor em espanhol). e Miguel se ajoelhou a meu lado para aceitar a seringa. — Nós estamos a meio caminho. Pero mi amigo (meu amigo em espanhol). mas não pude. Lutar se tinha convertido em uma resposta involuntária. assumindo que despertará para sentir a próxima. olhando fixamente a agulha. é brasileiro. assim estamos limitados ao inglês e ao espanhol em nossas conversações.—Você menosprezou a dose. sabendo que me machucaria muito antes que o cordão de nylon se rompesse.. O terror apertou meu estômago. Sua risada deixou dúvida pequena a respeito de seu significado..disse Sean desde algum lugar detrás de minha cabeça. e a vista me provocou arcadas por reflexo. Miguel olhou para cima. enviando calafrios por todo meu corpo. Estirei minha cabeça para olhar na direção de sua voz.Minha ameaça tivesse sido mais impressionante se não a houvesse dito com uma bochecha pressionada no imundo tapete comercial de uma caminhonete rendida. O pânico me agarrou com dedos de gelo. esperando fazer contato visual. O nó em minha garganta se sentia tão grande como um caroço de pêssego. Miguel riu longamente. aqui. —Enche outra seringa. Miguel agitou a agulha diante de meu rosto outra vez. uma grotesca paródia de alegria. —Então ela dormirá durante a melhor parte. como você diz. não entende português. A caminhonete se bamboleou novamente enquanto ele parou. estudando a dose. . meu traseiro. juro que o primeiro que farei quando despertar é chutar seu traseiro todo o caminho de volta a Rio Grande. A dor se disparou por minhas extremidades enquanto combatia minhas ataduras. Miguel.O interesse de Sean soou real.

você pode fazê-lo. acariciando meu cabelo como se fora um gato caseiro com necessidade de atenção. Miguel. as bravura não tinham funcionado. Estarei quieta. Ele golpeou a seringa uma última vez.. Capitulo 19 Fiquei recostada na quase escuridão. mas não estava por cima de implorar. não me faça amordaçar uma boca tão formosa. —Agora. mi amor (meu amor em espanhol). qualquer das quais haveriam feito estremecer a minha mãe. levando a de volta fora de minha vista. Juro-o. mas meus olhos humanos fazem muito menos eficiente o uso da luz disponível.. A dor se disparou para cima por minha perna instalando-se pelo comprido percorrido detrás de minha rótula. Miguel só sorriu. e tratei de me escapulir. —Por favor. Apertei meus dentes juntos contra minha ordinária linguagem. Ele sorriu. Como gato. Ok. Seu dedo se foi. Temo-me que não posso pôr muita confiança em suas palavras. Forcei-me para diante para mordê-lo mas meus dentes mastigaram no ar.Ele percorreu com seu dedo meu lábio inferior. Outra vez.Lhe cravou a agulha em minha coxa. . Algo frio e afiado escovou minha perna superior. sabendo que não ajudaria. e minha fúria e frustração. —Não moverei um músculo. Zangada e dolorida. —Por favor.aparentemente só para ver-me me pôr verde. Juro-o. sob as circunstâncias. Golpeei meu joelho contra algo duro. aterrorizada do que poderia ocorrer enquanto estivesse inconsciente. que tão divertido seria isso?. Ele envolveu sua mão ao redor de minha coxa para mantê-la quieta.—Não. —Você também jurou chutar meu traseiro de volta à fronteira. E outra vez seu rosto foi quão último vi.Deixei fugir um pouquinho de medo em minha voz. seus dedos rodeando perigosamente perto de minha zona proibida..Pisquei para cima a ele. —Por favor não. deixando só o persistente perfume de seu toque. não disposta a me mover até que meus olhos tivessem a oportunidade de adaptar-se. o que não foi difícil. gritei uma série de asquerosos palavrões. não teria tido problema para ver.

O quase silencio era horripilante. Não podia escutar nada mais que meus batimentos e os de Abby.Entrecerrei meus olhos na escuridão. Não havia. Nada passou. -Onde está? —por aqui. procurando rasgaduras. só para mim. mas o tranqüilizante me tinha deixado enjoada.marcas ou dores. Jaula? Ela estava em uma jaula? Meus olhos estavam começando a enfocar. aliviada de não encontrar não contabilizadas. em um porão. Aspirei ar quente e úmido. considerando tudo. Grandioso. Quando meus olhos se adaptaram à escuridão. Adicionava uma incapacidade para Trocar a minha crescente lista de razões para não permitir a ninguém nunca mais me sedar novamente. O que considerado. Era esse maldito tranqüilizante. Uma rápida verificação de cortes e contusões revelaram só um machucado fresco em meu joelho e as duas marcas de agulha que recordava ter recebido uma em cada coxa. e suspirei. Esperei por mais de um minuto. Troquei um cárcere por outro. Minhas mãos e pés estavam desatados. recostada em meu estômago. minha carne ainda marcada pelo cordão de nylon. agarrei as barras para manter o balanço . tratando de forçar a mudança em meu rosto. Tinha que sê-lo. Um colchão novo. —Abby?. —Faythe? Girei na direção da voz de minha prima. se podia adivinhar. sentei-me. Eu estava em uma jaula. e meu relógio se foi. De pé para ver melhor. voltei minha atenção ao nu colchão duplo debaixo de mim. Quando abri meus olhos. Era fino e barato mas se sentia novo e cheirava a limpo.Espera um minuto… Fechei meus olhos com concentração. como o haviam feito na tarde anterior em minha habitação. e vislumbrei uma dupla fileira de barras de metal. De repente aterrorizada pela lembrança do libidinoso olhar lascivo do Miguel. uma a vários centímetros da outra. disposta a que eles Trocassem. também. Tínhamos que estar sob a superfície ou em algum tipo de quarto reforçado de concreto para que o som externo fora silenciado tão eficazmente. percorri as mãos pela regata do Aerosmith do Marc e minhas calças curtas de jeans. Justo como o porão em casa. Não tinha estado livre por muito tempo. e quase caí sobre o colchão. Meus dedos formigavam. e meus pulsos e tornozelos se sentiam em carne viva quando os esfreguei. Na jaula em frente a sua. Satisfeita por minha condição física. vi só sombras vagamente definidas contra um fundo cinza turvo.

—Esperava que você pudesse me dizer. iluminado só pela luz natural filtrada por duas imundas janelas horizontais perto do teto baixo. O cabelo de Abby tinha crescido da última vez que a tinha visto. ou algo? —Não. Assim. que a faziam ver angustiada. ar úmido. Não estava segura se lhe dar as obrigado pelo que assumi era um elogio. O piso era cimento. ela podia passar por doze. troquei de tema. Ela ainda era pequena. era um porão. agora caía até a metade de suas costas em uma brilhante cortina vermelha de perfeitos cachos . —Está bem?. Quanto tempo estive inconsciente?Voltei-me lentamente em círculo. Trouxeram-lhe abaixo faz mais ou menos uma hora. golpeada e assustada.e magra. Suas roupas pareciam inteiras. Não enviaram eles uma nota de resgate. —estive melhor. —Não sei. Não havia muito para ver. Estava tão segura que eles estavam mentindo. meus olhos viam uma menina encerrada detrás de barras em um porão escuro. ela parecia ilesa. por isso posso dizer. Não acreditei que realmente lhe tivessem apanhado até que vi seu rosto. além do mancha roxa e as sacos debaixo de seus olhos. —Bem. Aos dezessete anos.pouco mais de um metro cinqüenta de altura. mais frio que quente. Uma contusão profunda danificava um dos lados de seu rosto.perguntei. com quase nenhuma curva da que poder falar. -O que querem?. e aspereza contra meus pés descalços. olhando ao redor ao pouco que podia ver de meu novo entorno. Felizmente. ou lhe explicar como-idiota que havia nadado justo dentro de sua rede. como está você?—Abby perguntou desde sua própria cela. Mas nada mais a respeito dela tinha trocado. uma raio púrpura estendendo-se desde debaixo de seu olho até o bordo de seu queixo. Uma regata levando seu mascote da escola e um par de calças curtas de jogging ajustados. Embora meu cérebro sabia que ela era quase um adulto. Talvez um pouco menos.quando a vertigem ameaçou me derrubando de novo.Neguei com a cabeça. Sim. talvez um metro cinqüenta longe da minha. Nem sequer algo assim como uma chamada Telefônica para tomar o crédito. —Nenhum contato absolutamente. Ela deu de ombros.. . Seus enormes olhos marrons estavam rodeados de escuros círculos. Mas ela já não estava sozinha. entrecerrando os olhos novamente enquanto a olhava por evidentes barras.Afundei-me no chão para me sentar com as pernas cruzadas. ou uma lista de demandas.

Parei-me para caminhar toda a longitude de minha cela. Temos que está-lo. —Alguma idéia de onde estamos? Abby negou com a cabeça. eles me apanharam ao redor das cinco da manhã. —Espera um minuto.Seus olhos se encontraram com os meus em pergunta. —Ontem à noite.. Que dia é hoje? —Quarta-feira. Impressionada comigo mesma. e se estiveram aqui contigo no crepúsculo ontem à noite. intimadamente familiarizada com a forma em que o tempo parecia às vezes manter-se quieto. —Só quarta-feira? De verdade?. Ela revoou os olhos. mas era de amanhã quando despertei aqui. —Eles seriam estúpidos para nos manter em qualquer dos territórios. —Assumindo que não estive inconsciente por mais de um dia. Estamos em uma das zonas livres.Joguei-lhe uma olhada. pensando em voz alta.me detendo metade do caminho.assenti. a geografia tinha resultado prática no mundo real.Sua decepção devorou em meu coração. Nem sequer estou segura de quanto tempo estive aqui.. —Você só estiveste aqui um dia e meio. não podemos estar a mais de seis ou oito horas de distância do rancho. em algum momento pouco depois do anoitecer. Tinham conseguido a Abby aproximadamente trinta e seis horas antes. —E o que? —Então. abri meus olhos e sorri a Abby. nada impressionada por minha rotina a Nancy Drew .de novo. —Não sei nada. fechei meus olhos para estudar o mapa dos Estados Unidos que tinha atribuído à memória de volta na preparatória. -Hoje é quarta-feira? —Sim. Mas ainda tinha que usar uma matriz mais ampla fora de classe. olhando além do meu. -Mississipi é o único ao que pudessem nos haver levado em menos de oito horas... mas isso pode ser em qualquer lugar. Seus olhos se ampliaram.disse. Suponho que meu professor tinha razão depois de tudo. ousando um pequeno sorriso. Uma linha de tempo começou a tomar forma em minha cabeça. Huh. Assim troquei de tema. —Sim. —Não realmente. mas não sabia como fazêlo melhor. —Não o pôde ter estado. obviamente sumida em seus pensamentos. sobrepondo-o com os limites territoriais que sabia de cor. —Apanharam-me a noite da segundafeira. E não partiram para ir detrás de você até…. .

—Que tão longe está o Mississipi do Lazy S?- perguntou Abby, Com seus olhos seguindo meus movimentos enquanto continuei caminhando. —Pode conduzir ao Jackson em mais ou menos seis horas e meia. Quanto tempo tomou chegar aqui? Ela deu de ombros. —Não tenho nem idéia. Eu estava dentro e fora da consciência. Mas se sentiu como um longo tempo. Franzi o cenho como se isso me houvesse dito algo importante. Não o fez, mas não vi razão para fazer buracos em minha credibilidade. – Acredito que estamos no Mississipi. Abby ficou calada por um momento, processando a informação nova. -Ok, assim de que maneira isso ajuda? Boa pergunta. Tomou quase um minuto inteiro chegar a uma resposta. —Saber que estamos no Mississipi significa que não tomará muito à cavalaria chegar aqui. A reunião de Conselho está tendo lugar agora no rancho.- Não grandioso, mas era o melhor que podia fazer. E compreender algo, por pequeno que seja, me fazia sentir útil. —O Conselho inteiro?- perguntou Abby, emocionada agora. -Meu papai? —Sim, e sua mamãe também.- Usei a regata do Marc para limpar o suor de meu rosto. Meu coração palpitou dolorosamente enquanto seu perfume disparava um discordante flashbacks da noite anterior. —Faythe?- Abby me observou, a preocupação pesando nas comissuras de sua boca. —Estava falando do Conselho…- apontou ela. Pisquei, esclarecendo minha cabeça tanto como minha visão. —Sim. Papai chamou uma reunião ontem. Ela parou, me seguindo desde detrás de suas próprias barras enquanto eu reassumia a caminhada com o passar da frente de minha jaula. -eles têm um plano? —Não sei. Eu não estava na reunião.- Eu simplesmente não pude lhe dizer que estava me embebedando e me deitando enquanto que os Alfas estavam tratando de averiguar como trazê-la de volta. Caminhamos em silêncio, e usei meu passo para medir o tamanho de minha jaula. Quatorze passos na parte dianteira, posicionando meus pés do calcanhar ao dedo. Por minha hipótese, a cela era de uns três metros de comprimento. Em sua jaula em frente da minha, Abby se agachou para sentar-se tipo ioga no piso, me observando com enormes e tristes olhos. —Abby? —Sim? Queria lhe perguntar sobre a Sara, mas estava completamente

perdida em uma maneira discreta de abordar o tema. Tinha estado esperando que ela tocasse no tema, e só podia pensar em duas razões do por que não o tinha feito. A primeira, e mais preferível, era que ela não sabia. Sara poderia ter morrido antes que eles agarrassem a Abby. De feito, a morte da Sara poderia ser inclusive pelo que tomaram a Abby. Um novo brinquedo para substituir o quebrado. A segunda possibilidade era muito mais inquietante. O que se Abby não tinha mencionado a Sara porque ela sabia exatamente o que lhe tinha passado e não estava preparada para falar disso ainda? O que se ela tinha visto o que fizeram a Sara? —Faythe?- disse Abby, empurrando um úmido e suarento cacho de sua frente. —Perdão. Me desconcentrei de novo.- Decidi não lhe perguntar pela Sara. Ela me diria o que sabia quando fora o momento oportuno. Para ela, não para mim. Abby levantou os joelhos a seu peito e as rodeou com seus braços. —Sim, bom, desconcentrar-se poderia ser de utilidade mais tarde.- Seus olhos se dirigiram a uma mancha no piso entre nossas jaulas, fazendo impossível me interpretar sua expressão. OH, não, pensei, me sentando em frente dela enquanto cheirava e se recusava a me olhar. Porque ela estava viva e aparentemente ilesa, eu tinha assumido que não a haviam tocado. Ao menos não ainda. Mas estava equivocada. Antes que pudesse tirar a coragem para lhe perguntar o que tinha ocorrido, a madeira rangeu por cima de nos, e seu enfoque subiu ao teto. O meu a seguiu automaticamente. Era o primeiro som que escutava do exterior do porão desde que recuperei a consciência. Sabia o que significava, mas Abby o disse por mim. —Alguém vem,-sussurrou, abraçando-se a si mesma em um gesto tão automático que estava segura que era inconsciente. Ela fugiu de mim sobre seu traseiro, pondo tanto espaço como foi possível entre ela e a porta da jaula. —Pretende que ainda está inconsciente, e lhe deixarão tranqüila por agora,- disse, com seus olhos amplos e brilhosos por lágrimas sem derramar. —O que quer dizer?- Levantei-me para agarrar as barras, o medo torcendo-se em meu estômago em nós. —Shh-, disse entre dentes. -te deite. E não te mova, não importa que. Estarei bem. Algo chiou em cima de nos: um pomo velho de porta girando. Não havia tempo de considerar a prudência de tomar ordens de

uma garota de dezessete anos. Não havia tempo de fazer nada exceto acessar. Escorregadias pelo suor dos nervos, minhas mãos se deslizaram pelas barras. Caí-me sobre o colchão justo quando a luz alagou o porão de uma porta aberta no alto de uma escada de madeira. Por um momento precioso, o quarto inteiro esteve iluminado, mas desde minha posição, vi só blocos de paredes carbonizadas e uma terceira, cela desocupada. Enquanto olhava com a fenda aberta de um olho, um par de botas apareceram no degrau superior. Não me eram familiares, como tampouco a voz que as acompanhava. —boa noite, Abby-gata.- Ele fechou a porta, e a luz se apagou, me cegando novamente até que meus olhos tiveram outra oportunidade de ajustar-se. Abby não respondeu. Não podia vê-la sem me mover, mas escutei seus sapatos deslizar-se pelo concreto enquanto ela continuava para o fundo de sua jaula, agora sobre seus pés. As botas pisaram em forte pela escada, partindo à vista debaixo de um Jean gasto e uma Lisa regata branca. O homem que as usava tinha o cabelo loiro ondulado e uma textura bastante robusta para esticar o material de sua regata. Ele era um tomcat, e definitivamente não um extraviado, apoiada em seu aroma. Mas tanto como tratei, não pude identificar seu Orgulho de nascimento. Sorriu sarcasticamente, torcendo sua boca em uma aterradora aproximação a um sorriso enquanto descia sobre o concreto. —Não vai dizer olá, Abby-gata? —Vai à merda, Eric. Quase me ri em voz alta. Nunca tinha escutado a minha prima amaldiçoar antes, mas ela o fez bem. Estava orgulhosa. —Agora, isso não foi muito agradável.- Eric tirou sua camisa, deixando-a cair justo no chão fora de sua jaula e meu coração doeu quando o olhar fixamente. –Teremos que trabalhar em suas maneiras. Ele procurou em seu bolso direito dianteiro e sacou uma chave, a qual usava para abrir o cadeado que mantinha a porta da jaula fechada. Não podia vê-lo agora, mas o chiado de metal sobre metal assalto meus ouvidos quando abriu a porta. Os batimentos do coração de Abby aumentaram e sabia que se estivesse em forma de gato, poderia cheirar seu pânico. O coração do Eric se acelerou também, mas de antecipação, mais que de medo.

—vai comportar te?- perguntou. Ela soprou. —E você? Ele riu, e um arrepiou me percorreu a coluna, fazendo que minha pelagem imaginária se arrepiasse. —Nunca, Abby-gata. —Deixa de me chamar assim. O metal soou como se ele tivesse girado a porta para fechá-la, mas não escutei que o fizesse. -O que você gostaria? —Eu gostaria que respirasse profundamente sob a água.- Abby soava assustada, como eu esperava, mas ela também soava desalentada, como se sua grande conversa devesse cobrir quão cansada e desesperada se sentia realmente. Estando ali escutando, sabia que sua rebelião não podia ir à além de palavras. Ela poderia ter lutado ao princípio, mas agora estava muito fraca. As botas do Eric avançaram pesadamente. A borracha ressonava contra o cimento enquanto Abby esquivava, ao parecer correndo para a porta. Ela sozinho tinha dado três passos quando escutei um grito, seguido por um som seco embotado e seu gemido de dor. Então não escutei mais que um par de agitados pulsados de coração e sua profunda respiração. Gire minha cabeça para uma melhor vista, mas Eric estava muito ocupado para notar meu movimento. Ele estava usando um punhado dos brilhantes cachos vermelhos do Abby para pressionar sua cara contra as barras. Assim é como conseguiu o machucado, pensei, a ira chamuscava um caminho desde meu coração baixando até as unhas dos dedos de meus pés. A mão livre do Eric se deslizou debaixo de sua camisa. Abby choramingo uma vez, logo sua mandíbula se tencionou enquanto apertava seus dentes. –Isso esta melhor.- disse ele em uma voz falsamente acalmada. –Vê, não é tão mau.- percorreu seu estomago com suas mãos e baixo até a cintura elástica de suas calças curtas de exercício. Abby ficou rígida e fechou seus olhos. Uma lagrima se escorrego por sua bochecha. Filho da puta! Não podia só ficar aí e ver, não importava o que ela houvesse dito. Sentei-me, com meus punhos apertados contra meu colo. –Afasta suas mãos dela.- sussurrei, lutando por soar acalmada e em controle, nenhum dos quais sentia realmente. A cabeça do Eric girou em minha direção, mas se repôs de sua surpresa rapidamente. –Olá, gatinha.- disse, visivelmente apertando seu agarre sobre o cabelo de minha prima.

—Não, Faythe- gemeu Abby, mas não fiz conta. Enquanto meu coração pulsasse, não podia me sentar aí e ver como alguém fazia danifico sem tentar ajudá-la. Usei as barras para me pôr de pé, lhe dando ao Eric meu melhor olhar de se coloque-com-alguém-de-seu-tamanho. –Solta-a. Agora. —E se não o faço?- sorriu abertamente, atirando de sua cabeça para trás. Abby ofego, e outra lagrima rodou por sua machucada bochecha. Grunhi, lhe mostrando ao Eric meus dentes humanos. –Cortarei sua garganta. —Isso será um pouco difícil com o longe que estas. —Então te aproxime e me dê uma boa oportunidade. Contraposto com um desafio pessoal, Eric não podia me rechaçar sem parecer um covarde. Finalmente concluí,-me apoiando em seu olhar, que seu ego poderia interpor-se no caminho de seu sentido comum. Tinha razão. Se, estava julgando a um livro por sua capa, mas Eric era um livro muito bem ilustrado, sem palavras largas para distrairse das bonitas imagens. Além disso, alguns estereótipos eram apoiados na verdade e minha aposta era que estava olhando a um presumido muito estúpido. O elástico estalou quando ele tiro suas mãos das calças de Abby. Ainda me olhando, arrasto-a do cabelo através da cela. Ela golpeou a parede longínqua às barras, mas esta vez seus braços levantados absorveram o impacto. No momento em que se afundou em seu colchão, esfregando-se seus novos machucados, ele já estava fechando a porta de sua jaula. Abby olhava dele a mim com olhos alargados, me sacudindo sua cabeça em uma advertência silenciosa. Os dois a ignoramos. Eric fechou o cadeado, me jogando um olhar lascivo e um sorriso lamacento. –Esperava que despertasse logo.- disse guardando a chave em seu bolso. —Tem sorte.- tratei de controlar meu agitado pulso, sabendo que ele podia ouvi-lo. Ao menos, ele poderia se incomodar em escutá-lo. -por que não te aproxima e vê até onde pode chegar com uma mulher de verdade? Ou só tem olhos para as meninas pequenas?- apesar de meu alarde, meu peito se apertou quando ele posou seus olhos sobre mim, atrasando-se em todos os lugares habituais. Sua apreciação mostrou

uma carência patética de imaginação. —Estas desejando-o?- disse, ainda a uns bons dois metros de minha jaula. –Não se preocupe, já chegara seu turno. Embora, não comigo. Miguel te quer sozinho para ele. Pressione-me contra as barras, tratando de tentá-lo a aproximar-se. Só necessitava uma boa oportunidade… -Tem medo? —Não de você gatinha.- lambeu seus lábios em apreciação à vista e trague para me silenciar. –Mas tenho um são respeito pelo Miguel. Aos gatos da selva não gostam da merda de outros em sua caixa de areia. Caixa de areia? Pensei. Não era de assombrar-se de que o tipo tivesse que jogar arrebata-e-agarra para obter um pouco de atenção. Adulada como me sentia pela descrição sobre mim como o sanitário de alguém, consegui manter minha resposta no assunto. –Soa-me como se fosse um gato-medroso. Os olhos do Eric se endureceram enquanto se aproximava um passo mais. –Falaremos amanhã e veremos quem esta assustado.- franziu-me o cenho, claramente tratando de me intimidar com sua altura e massa muscular. Ao parecer ele tinha tido êxito com essa tática no passado, porque parecia incapaz de entender porque não funcionava comigo. Olhei-o aos olhos sem piscar, deixando-o ver quão intrépida era. Não via nenhuma razão de temer a um homem que atacava meninas. Os homens como Eric escolhiam como vitima aos que não podiam defender-se; não tinha nada que fazer comigo se não houvesse barras entre nós. Infelizmente, isto queria dizer que ele provavelmente não se aproximaria o suficiente a mim para poder lhe roubar sua chave. —Mantém afastado de minha prima.- exigi, esperando enfurecê-lo por lhe ordenar algo, como um Alfa com um subordinado membro do Orgulho. Ainda fora de meu alcance, deu-me um sorriso insultante e recordou às pessoas que vão ao Zoológico a burlar-se dos leões através de um vidro de cristal . –Sinto muito, mas essa pequena gata é minha.disse Eric –A comprei e paguei por ela. Compro-a e pagou por ela? Um arrepiou fez tremer minha expressão e joguei uma olhada a Abby para me assegurar. -De que esta falando?- perguntei-lhe, mas sacudiu sua cabeça. Ela não sabia. —Descobri-lo-á- disse Eric –Escutei que é inteligente. Uma garota de universidade, verdade? Agora estas a um longo caminho do campus. Longe de casa, também.- começou a afastar-se e vi minha oportunidade de escapar escorregando-se por meus dedos. Desesperada, estalei minha língua, sacudindo minha cabeça com

Não o obtenha. Pouco surpreendida. –Vêem e demonstra que é um homem de verdade. Ou acaso não pode com um adulto? Eric grunhiu com sua cara em chamas pela raiva. Me olhando fixamente. justo a meu lado. Vozes e luz alagaram o porão quando ele empurro para abrir a porta. tem sabor de medo a mim. —Estúpida cadela!. Eric girou e controlo seus passos. —Recorda isto. minhas unhas eram afiadas e duras. para uma ferida tão pequena. Tinha-o obtido. Começou a sangrar. logo que me opondo ao impulso de aplaudir e dar saltos de felicidade. ele deslizou uma mão dentro da jaula e agarrou a parte traseira de minha cabeça. inclusive em forma humana e cortei quatro largos sulcos em sua bochecha. mas eles . Embora curtas. empurrando com força o lado esquerdo de meu rosto contra as barras.fingida compaixão.minha mão direita saiu disparada e passei minhas unhas descendo por toda a longitude de sua cara. Agora o tem justo onde queria. A dor explodiu em minha bochecha. Agradada. grunhiu profundamente em sua garganta. urgindo sua chegada à parte superior. Me estremecendo. —O que acontece?. Logo eu teria um machucado que combinaria com a da Abby.. -Toquei uma parte sensível? Seu punho se apertou. verdade Eric?disse desafiando-o a que me provasse o contrário. fiz um espetáculo lambendo devagar seu sangue das pontas de meus dedos. imitando a forma do machucado de Abby. Talvez ficasse uma cicatriz. deixe ao desprezo brilhar em meus olhos. tratando de separar meu rosto do frio aço.gritou. Eric era mais forte do que se via.perguntei. irradiando-se em todas as direções. Bom trabalho Faythe. Com olhos alargados. Ele uivou e soltou minha cabeça. dei um passo atrás fora de seu alcance enquanto ele punha uma de suas mãos contra sua bochecha arruinada. Pressiono o vulto de camisa de algodão sobre sua bochecha para absorver o sangue. Ele girou devagar e coloco suas mãos ao redor das barras de minha jaula. pensei. – Mmmm. Antes que pudesse reagir. Ao inferno se não havia feito bem. pensei. minhas palavras eram ásperas por ter minha mandíbula contra as barras. girando-se para agarrar sua camisa do chão. arrancando vários de meus cabelos da raiz – Você só terá que recordar quem será o primeiro em estar sobre você quando Miguel te tenha cravada ao piso. um por um. Em troca. –Não tem o necessário para ser Alfa. E havia muita dela. ligeiros e rápidos de uma vez. empurrei contra as barras com ambas as mãos.

então ele viveria para lhe dar a cara a meu pai e ao resto do conselho. Capitulo 20 —Não deveria haver feito isso . sua voz tremeu na ultima palavra. Usando as barras para me empurrar. não me surpreendi ao encontrá-la parada em frente de sua jaula. —Faythe esta acordada?. —Sua puta-gatinha o fez. —Arranhá-lo.perguntou outra voz e meu sorriso morreu sobre meu rosto. Fecha a porta. mas reconheceria a voz de meu irmão em todas partes. Um instante mais tarde. Não a tinha ouvido em dez anos. intumescida com a impressão e a traição. –Conseguiu o que merecia. —por que não?. mas não podia apartar minha atenção do patamar no alto das escadas. como fumaça no fogo. Ou talvez só sua língua. Não deveu arranhá-lo. Só me importava saber como infernos sair desta jaula para assim poder arrancar a garganta do Ryan. Tinha reconhecido essa outra voz. embora neste momento não me importava à resposta.ainda ajoelhada sobre o cimento nu. —Você o envergonhou e o zangou. —Não deveria haver feito o que?. Quis olhá-la. não podia ver o quarto acima das escadas. cortando a luz e as vozes.. Eu não podia mais que me desfrutar.alguém empurro fechando a porta do porão. Mas não importava o muito que tentasse.disse Abby. cruzei minha cela até a parede . Era Ryan. me concentrando em cada inalação e exalação até estar segura de poder falar coerentemente.perguntei. Aproxime-me de longínqua esquina de minha jaula.pararam bruscamente quando deu um passo através da soleira. seus olhos alargados pelo alarme.disse Miguel. voltei meu rosto para ela.. Caí de joelhos. Mas tinha escutado suficiente. com seu acento espesso pela raiva. o silêncio foi substituído por brincadeiras de brincadeira. —Você disse que não a tocasse. pressionando desesperadamente minha bochecha ainda palpitante contra as barras.disse Eric com fúria que permanecia em sua voz. —A menina é muito para você?.Perguntou Miguel entre um ataque de risada. Soltei lentamente o fôlego.

—E você? —Até agora. mas estava longe de estar frio no porão. Eric vira contra mim a próxima vez.Disse– e de todas maneiras. Abby se sentou em frente de mim. minha bochecha palpitava. —Está bem?. de feito. olhando sua bochecha. Mas ao menos não tinha nada quebrado. me olhando me tocar o rosto. as esquinas de sua boca se curvaram para suas sardentas bochechas. Não havia ar condicionado e eu estava pegajosa pelo suor. ¬—Ele realmente tinha sabor de medo. Eu viveria. mas estou tão feliz de que esteja aqui. Delicioso!. seus joelhos roçavam as barras.Esfregou seus braços para entrar em calor.. –Com certeza que foi.. Abby me deu um sorriso vacilante. sabendo que eu teria uma marca idêntica. –Brilhante. Por que não pensei nisso? —Ahhh. não lhes deixar me tocar. que era mais do que poderia dizerse do Eric. Inclusive enquanto falava. muito bem. A próxima vez. Uma nova raia se formava a menos de um centímetro da antiga.Sorri e me encolhi de ombros. Mas eu o havia tocado de volta.Sorri abertamente. –Lamento que lhe tenham apanhado.mais perto de sua jaula.perguntei. —Obrigado -Disse. golpeá-lo e tomar suas chaves. –Miguel é bastante mal sozinho. Ela rio. era o que em realidade tinha em mente. parece que Miguel não lhe deixará me tocar.Fiz uma reverência com uma de minhas mãos em meu queixo. em realidade. Sentei-me imitando sua posição. Genial. como se seu primeiro machucado tivesse desenvolvido uma sombra. –Além disso.franziu o cenho. —Devo supor que tem um plano? —Sim. me recordando que Eric. mas então seu rosto se compôs rapidamente. –Foi um pouco divertido. se alguma vez conseguia pôr minhas mãos outra vez sobre ele. —Não. havia-me tocado. Toquei minha bochecha com cautela. fingindo não estar completamente devastada com meu fracasso. Abby soprou. Nós simplesmente tínhamos que nos assegurar de que não houvesse uma próxima vez. Mas no momento de me levantar empalideci ao pensar em Sara e me perguntei se .Lambi meus lábios com a brincadeira. Isto também poderia ter sido o Grande Canhão. a falta de uma melhor resposta. –Esse não era meu objetivo. nada podia nos separar nem sequer duas filas de barras e um metro e meio de cimento nu. A sabedoria vem com os anos minha menina.

Empurrei meu cabelo úmido e fibroso fora de meu rosto. Então que diabos ele fazia aqui? Com o Ryan não havia nada que dizer. Pensar em minha família só me daria mais nostalgia. olhei fixamente o cimento.qualquer de nós viveria o suficiente para obter alguma sabedoria verdadeira. —Só Miguel e Eric. Michael não mentiria. uma cruel ironia. Não. Essas não eram exatamente boas notícias. Sean. Papai o deu ao Marc em troca. mas nunca tinha desenvolvido o instinto para usá-los corretamente. . E Ryan não violaria. pensei. —Quantos deles há?. Um par de meses depois Ryan chegou à maioridade e Michael deixou seu trabalho como agente para fazer advocacia à jornada completa. ele nunca pareceu preocupar-se por sua própria mediocridade. —Não. Vic haveria sentido seu aroma sobre ela. Ele sempre tinha sido diferente à maioria dos outros gatos. Ryan abandonou o Orgulho essa noite apesar dos gritos e as lagrimas que eu lhe tinha visto a minha mãe derramar pela primeira vez.Perguntei apartando meu olhar para que não pudesse ler minha expressão. porque se ele houvesse feito um contato físico. Não podia lhe perguntar se meu irmão –seu próprio primo— a tinha violado. meu pai não podia dar-lhe Ryan tão somente não tinha o que necessitava. Eric e… —Com o Ryan? Ela cabeceou solenemente. Infelizmente. —Só quatro pelo que sei. mas eram ainda melhores que essa alternativa. Ryan só traz a comida. estudando uma larga fenda a um par de metros da porta de minha jaula. E até seu dezoito aniversário. embora ele não cumprisse dezoito até o outro mês. —Ele não lhe…?. Abby olhava seu sapato. Ryan não havia tocado a Sara tampouco. com os melhores interesses do Orgulho em mente. Quatro. Ryan quis seu trabalho. raspando a sujeira da sola com sua bicuda unha cor rosa. tratando de fazer retroceder minhas lembranças ao mesmo tempo.Disse e exalei de alívio.Incapaz de terminar a pergunta. Miguel. Contei-os em minha cabeça. Graças a Deus. Tinha a força e a velocidade de um gato. considerando que estive a ponto de deixar a fazenda por mim mesma tão somente umas horas antes. Ou talvez Vic tivesse razão e Michael tinha mentido.

esperando ver as botas de trabalho do Miguel nas escadas. –Só vi um extraviado. mas necessitava comida. Giramos para o som. Começando com que diabos lhe tinha passado. Miguel. ainda iluminado. brigando com a raiva pelo posto de prioridade enquanto me dava conta que não tinha tomado o café da manhã. Meu estomago rugiu.Perguntou Abby. combinado com o aroma da comida me disse quem vinha.Admiti. Isso. Mas para um gato. Mas o olhei estreitamente e seu passo era tudo menos depravado. —Como lhe apanharam?. Ele não estava mais alto. como se não estivesse comendo o suficiente. Viase mais alto do que recordava e tomou um momento me dar conta como funcionava a ilusão óptica. Era o momento para uma pequena reunião familiar. Elevou a vista com espera. Ele sabia 17 (Atriz americana) . mas vi um par de desgastados tênis em troca. Queria respostas. Esta vez. Os olhos negros anteriormente brilhantes de meu irmão agora estavam nublados. a fome nunca deveria ser um problema. sem uma palavra de reconhecimento. Inclusive se não tinha dinheiro para comprar alimento. justo quando se abria a porta.—O que aconteceu ao outro gato da selva? O segundo extraviado? A testa de minha prima se enrugo com confusão. ele sempre podia caçar. —Fui uma estúpida. mas um fraco rangido no alto me salvou de lhe dar uma explicação. agarrei o aroma de vitela e cebola. Hmm. Ele deixo cair uma bolsa e uma garrafa no piso perto de minha jaula e caminhou diante de mim. com meu rosto vermelho pela vergonha. passando seu polegar por uma diminuta capa de pó. Meu pulso se acelerou com antecipação quando Ryan vinha descendo pelas escadas. Era possível que os dois crimes. Pus-me rígida. Cem perguntas se perseguiam a uma à outra em minha cabeça e mordi meu lábio para me impedir de gritar de repente. estava magro. Então porque se via como se estivesse em um comercial junto à Sally Struthers17? Ryan levava duas sacos de comida rápida em uma mão e duas garrafas plásticas de sprinwater na outra. Queria respostas e ele me ia dar isso De uma ou outra maneira. seu cabelo arenoso. desengonçado e sem vida. ambos os encargos por extraviados estrangeiros não estivessem conectados? Certamente não.

Inclusive se ela o pedia. Necessita energia para lutar. depois retornou para mim rapidamente. verdade? —Não graças a você. Golpear a uma mulher era razão para expulsão do Orgulho.. Bem. Ryan devia ter pensado isso também. enjaulada e violada. mas ela se afastou dele tudo o que pôde e ficou em uma esquina longínqua.. mas de bom grau me teria encerrado a mim mesma na jaula de meu pai neste momento. estava bastante segura que essa classe de crime justificaria uma pena de morte. Até .Com sua vista fixa folheou a jaula vazia que estava ao lado da minha.. sustentando-a para ela. As gatas Americanas eram protegidas e freqüentemente malcriadas pelos homens em sua vida. —Quão pior poderia ser?. —Não a deixaste ir tampouco. Meneou um dedo para mim. seus cachos ricochetearam ao redor de seu rosto. deslizou a bolsa entre duas barras. deixando cair seus olhos ao piso de cimento. agradada de vê-lo estremecer-se outra vez.cuspi. Os ombros estreitos do Ryan se relaxaram –Vamos Abby. —Eu não a toquei. Estava claramente preocupado pelo que tinha passado a Abby. –Você o disse. Não podia recordar a última vez que tinha querido ir a casa. Ele sofria a maior culpa.disse. Mas não o bastante para pará-lo. Inclusive se ela desse o primeiro golpe. —E a você o que te importa? —Tem razão.Agarrei a porta de minha jaula. —Isso não é o que quis dizer. Hambúrgueres. claramente exasperado. estou em greve de fome.Disse – Toma a comida. E embora eu nunca tinha escutado de uma gata violada antes. Na jaula do Abby. minhas mãos brancas pela tensão –Ela já foi seqüestrada. seja razoável.. Abby sacudiu sua cabeça. como tinha visto fazer a nossa mãe milhares de vezes e o gesto familiar me doeu pela saudade. Ele suspiro baixando seu braço –Só se sentirá pior quando estiver muito fraca para te mover.que tinha que me confrontar cedo ou tarde. – Ela está viva. Abby . –Toma o hambúrguer. Ryan se estremeceu com minha última palavra. Inclusive se ela merecia. Que original. Eu podia trabalhar com a culpa.Ryan se voltou para me fulminar com o olhar e sua testa enrugada –Será pior se ela brigar com eles.

talvez? Porque os vais necessitar quando romper cada um de seus dentes. Ryan afastou seu olhar outra vez. Ou me tecer um suéter. –Miguel o mataria se nos passasse algo. —Importa-lhe. —Tenho que ameaçar com uma greve de fome para que me fale?perguntei –Ou não te importaria se me Mato de fome eu mesma. –depois de que a convença de comer. emocionada com esse pequeno aprimoramento de informação. Levantei minhas sobrancelhas. seus braços cruzados sobre um peito quase plano. —Uma vítima das circunstâncias. é nosso encarregado? Como você conseguiu um trabalho assim? Respondendo um anúncio nos classificados? -procura-se… werecat com um cérebro pequeno e um coração muito menor. E francamente. Com má cara os levou a sua esquina. a meu alcance. me olhando mais envergonhado que assustado. muito medroso para ver meus olhos quando continuou. Deixou a garrafa onde estava. –Você é muito valiosa. empurrando-a entre duas de minhas barras sem me olhar aos olhos. eu tampouco era a classe de pessoa a que o fazia graça tomar ordens de outro sem um bom argumento. Ela se girou lhe dando as costas e nesse momento eu ri. —Obrigado.disse Abby. Mordi-me a língua para evitar lhe perguntar se lhe tinha prometido a Sara a mesma coisa. Isso é tudo. Exalei zangada. –Ele não te fará mal se fechar .disse Ryan. huh? E já que à miséria gosta da companhia decidiu entregar a sua irmã e a sua prima para que fossem assassinadas por um grupo de felinos assassinos em série? —Eles não vão matar te Faythe. para quando a quisesse. soando sinceramente aliviado. fazendo rodar seus olhos melodramaticamente quando empurrou suas mãos nos bolsos de seu andrajosos jeans.. toma a bolsa para que Ryan possa -tratarcomigo.Recebe benefícios? Odontológicos. Isso era melhor que nada. –Abby. Murmurando algo ininteligível.disse Ryan. Mas depois ela se adiantou vários passos e lhe arrebatou a bolsa e a garrafa. surpreendida por meu tom áspero..disse Ryan. Ryan franziu o cenho. –Estava no lugar equivocado no momento equivocado.tivesse deixado a minha mãe me chatear. Abby. sem abri-lo. onde os deixou cair sobre o colchão. —Então. Abby elevou seu olhar bruscamente. me tirando de minha festa privada de compaixão. Não podia lhe ajudar. —Tratarei contigo em um minuto. Ryan lhe deu uma patada a minha bolsa com seu pé.

deslizei-me arrastando meus pés. —Que se supõe que significa isso?. Que gracioso. me olhando com o cenho franzido como se eu deveria havê-lo sabido. –Nunca falei de você.Ryan sacudiu sua cabeça e recordou a um menino sacudindo um Etch Ao Sketch* para apagá-lo.fiz o melhor que pude para parecer curiosa em vez de zangada quando desci para o piso. as espremendo até que minhas mãos palpitaram. uniu as peças. eu só trato de ajudar. estava segura de que poderia acostumar-lhe —Não tive nada que ver com isto. expondo suas clavículas bem definidas. –Deve estar fodido. —Olhe. verdade? —Melhor que você. esperando me ver menos ameaçadora a meus pés..disse. arrastando a ponta de seu sapato sobre a fenda no piso.olhou fixamente seus pés.olhou-me fixamente com audácia pela primeira vez. selvagem ou do Orgulho que não saiba que Greg Sanders é a cabeça do conselho territorial. —Quem lhe falou sobre papai?. A superfície rugosa do cimento. Ryan deu de ombros e sua camisa se moveu até sua garganta. —Suponho que foi Eric. entre meus dentes apertados. extraviado. os seus estavam em branco. –Mas poderia ter sido qualquer. Não sabe o que ele quer. Ryan. mas quando Miguel averiguo sobre papai. —Ao menos trataste que detê-los? —Não se pode deter Miguel. Não há nenhum gato no país. tratando de agitar as barras.não tinha palavras o suficiente fortes para lhe dizer quão zangada estava. Quando finalmente encontrou meus olhos. Traída-o que me sentia.Como pode me vender a eles?. como se ele houvesse feito exatamente isso.exigi. —Merda. Meu coração subiu até minha garganta. bem? Este não é o momento para pôr problema. não podia pensar em um melhor momento para pôr problema. —Nada. Não faça as coisas mais difíceis do que têm que ser. —Como pode fazer isto?. – Cooperar?. Ryan. raspou .fechei de repente meu punho no piso e o lamentei quase imediatamente. agarrei as barras. Mas se aproximasse um pouco.tratando de me aproximar de meu irmão. movendo meus braços e minhas mãos de uma barra à outra. sentando-se em frente de mim.. tentou ?..disse. Não se moveram e isso me fez zangar-me.sua boca e coopera.assobiei. Furiosa.

Ou talvez Miguel não tinha estado compartilhando informação com seus comparsas. Ignorando-o. Deixou cair o guardanapo e esta rodou até parar em uma das barras. Enfurecida. parei-me de um salto e ele me imitou do outro lado das barras tomando automaticamente uma postura defensiva. sugerir uma opção alternativa? Realmente teria querido que entregasse a alguém mais em troca de você.. olhando-o fixamente com um grunhido esperando em minha garganta. —Como sabe que estamos no Mississipi? —Como sabe sobre a detenção domiciliar e a vigilância? Respondi.e o acaba de . —Além disso. deixando-a cortada e gotejando um pouco de sangue.sorriu com satisfação. mas minha raiva por ele não diminuiu. pensei que eles não conseguiriam outra oportunidade uma vez que foi a casa. Espera. lhe lançando o guardanapo lubrificado de sangue porque não tinha nada mais para lhe lançar.Minha cabeça se partia em dois. – Assim é minha culpa estar sentada em uma jaula em algum asqueroso porão do Mississipi?. Alguma vez chegou? Ele não sábia que tinha sido atacada? Ao que parece. então você tinha que escapulir só para provar que você gosta de desafiá-lo. talvez ainda mais jovem que Abby? Certamente que não.o bordo exterior de minha mão. eles nunca teriam tido uma segunda oportunidade. Miguel tinha a alguém te observando na escola. –E se tivesse ficado ali.grunhi.Ele sábia sobre o extraviado no campus? —Sim. esperando por uma oportunidade que nunca chegou. é um benefício às vezes disponível a aqueles de nós que estamos no topo da escala evolutiva. com seu punho que pendurava no ar como uma ameaça tácita. —Outra oportunidade? . com uma clara acusação na curva de sua boca.. eles não eram o grupo criminal mais organizado. como se supunha que tinha que fazer. —Raciocínio dedutivo. Ryan se encolheu como se nada disso importasse. Aproximou-se um passo com seus olhos entrecerrados pela suspeita. procurei em minha bolsa de comida por um guardanapo e a usei para cobrir minha ferida. Maravilhoso.. enquanto esquecia minha mão. Deixei a resposta em silencio para mim. —Que se supunha que fizesse. –Você primeiro. – Mas não podia fazê-lo verdade? Papai te pôs sob arresto domiciliar e supervisão às vinte e quatro horas. Mas então me congelei. O que foi que ele disse? Ryan apanhou o guardanapo na palma de sua mão e a esmagou.

que ainda prosperava depois de tantos anos. E ele tinha estado mentindo todo este tempo. –Tape-a.. Então deixou cair sua cabeça pela derrota. Dos agentes só Marc tinha o privilégio de obter informação sobre os planos do conselho e ele nunca falaria com o Ryan.exigi. –Raciocínio dedutivo.insistiu. para mim também. Mamãe tinha estado ajudando-o em segredo. Ryan. tinha sonhado sendo justo como Ryan. . –Então nos ajude. Não era de assombrar-se que não pudesse falar dele. Ryan. –Isto não tem nada que ver com o Marc. Não. acrescentei silenciosamente. Esclareceu sua garganta.equilibreime para ele.não pude resistir a um sorriso de satisfação. a confissão de meu irmão trazia com ela uma pergunta importante: Sabia mamãe o que Ryan estava fazendo? Havia só uma resposta possível. –Eu não sou o que manda. Mamãe sem dúvida estava fazendo o que ela pensava que era melhor para toda a família. Por anos. Além disso.disse. —Quase oito anos. principalmente de você e o menino de ouro. E fala. vigoroso e independente. Meus dedos roçaram a fronte de sua camisa e ele se afastou rapidamente fora de meu alcance. Tinha medo de incriminar-se a si mesmo. não tinha funcionado. sobrepronunciando cada palavra para assegurar-se de que o entendia. Ryan me franziu o cenho. Olhei-o fixamente. me afastando das barras para fulminá-lo com o olhar... Eu não te fiz isto. impotente? Isso era bastante fácil de acreditar. —Estas fazendo isto devido ao Marc? —Marc. Pisquei pela surpresa. olhando longe. Infelizmente para todos. tratando de convencer a seu segundo filho que retornasse a casa.Ryan rio amargamente e por um momento pensei que me tinha ladrado. esmagando meu peito contra as barras. absorvendo a verdade de sua declaração. Ela não tinha nem idéia. Fiz rodar meus olhos. Mas havia outra pessoa que tinha uma história de participação no conselho e em quem meu pai confiava… —Quanto tempo leva em contato com mamãe? Ryan se ruborizou e ao princípio pensei que se rechaçaria a responder. —Com quem estiveste falando?. um gesto abandonado da infância. —Assim ainda é um menino de mãe . Isto nem sequer tem que ver comigo. –Ela me manda dinheiro. mas já o tinha descoberto.. —Com ninguém. agarrada fora de apóio pela profundidade de sua raiva e ressentimento.confirmar.inclinou-se para frente. Não poderia nem deduzir seu próprio nome se não estivesse escrito em sua roupa interior.

Ele se voltou para a escada lentamente enquanto eu piscava confundida.desafiando-o a adotar uma postura de uma vez. —Que acredita que fará Miguel quando lhe disser que estiveste falando com seu mãe? Ryan só me olhou. tratando de inventar algo que dizer para convencer ele de nos ajudar. sua voz tranqüila. Detrás dele. Por favor. –Bom. Abby agarrou as barras de sua jaula com dedos diminutos. se me desculparem. Maldição. não importava o que fizesse agora. ele já havia feito sua . Faythe. não lhe importava nem um pouco que o apanhassem.choquei-me contra as barras outra vez. algo sobre a linha apertada de sua boca… —Ele sabe.disse. tratando de que retornasse a casa. Queria saber o que era que o conselho estava fazendo. esperando por sua resposta tão desesperada como eu. verdade?. consternada pelo desespero em minha voz. Ele sacudiu sua cabeça. Estava a ponto de me matar e eu disse que tinha conexões no território sul-central e uma fonte sobre o conselho. Ele tinha razão. minha lâmpada interior piscava à vida.disse. –Agora. estiveste usando a mamãe para espiar ao conselho. mas algo em sua expressão estava mau.Ryan escondeu suas mãos nos bolsos e se encolheu desculpando-se. Estou seguro de que teve uma manhã difícil e necessita a alguém com quem falar. mais longe de meu alcance.-Mas sábia que era inútil. –Papai poria um preço por minha cabeça. Ele disse que eles sentiriam minha falta se eu o perseguisse. machucando meu ombro e Ryan deu outro passo atrás. —Ela é a única razão pela que estou vivo. –Faz um par de semanas. Estremeceu-se com uma expressão amarga. Não me ocorreu nada. tenho que chamar mamãe. –Não tinha nenhuma opção. Seus ombros caíram quando seus olhos viajaram para encontrar-se com meus.—Não tenho a chave. Nem sequer mamãe poderia detê-lo. então diga a mamãe onde estamos. Ele não se preocupou por isso.. Sabe que o faria. filho da puta. E ela só estava tratando de te ajudar. Ryan -disse. –Não espie para eles. estava morto. resignada. escapei do Miguel em um bar no Novo México.. Fez isso sozinha. –Você. que extraviados vigiavam e quem deles tinha vigilância em cada território. –Abre as portas e nos deixe sair. —Não o faça. E não queria te trazer até eles. com os nódulos de seus dedos brancos. Mas ele queria informação. Miguel não me dará uma. Ryan.

—Você não pode lutar contra eles de todas as maneiras. —Não me importa o que disse. te fazer jogar seu jogo. terminando sua oração em minha cabeça. Bebi de minha garrafa de água. Faythe. que não posso. Não pode lutar contra eles se não o fizer.disse. Capitulo 21 Só com Abby novamente. a pesar do tentador aroma das cebolas na chapa. —É a único coisa para o que sirvo. já seja de meu pai ou do Miguel.disse ela. riscando um padrão formado redemoinhos na sujeira que ela tinha raspado da sola de seus sapatos. -Deveria comer isso. Não tinha dúvida que ele obteria o que merecia ao final. me olhando com olhos atormentados. mas comi de todas formas. Assim disse a única coisa que pude pensar para consolá-la.Ela jazia de barriga para baixo sobre seu colchão. subiu rapidamente as escadas e entrou no que assumi era a cozinha. não o perguntaria. ainda observando-a.me. Estava mais assustado de nosso pai que do Miguel. Sua outra mão pendurava sobre o concreto ao final do colchão. Ou de mim.Rasguei o hambúrguer novamente. Meu hambúrguer estava insípido. —Sei. pensei. —Eu gostaria de vê-lo tentar. não tem uso para eles. Tão mal como queria saber o que tinha passado. Come. com seu queixo apoiado sobre um braço. Miguel te matará se o pressionar muito. realmente não podia culpá-lo por isso. —Não estou faminta.. atirei-me sobre o colchão e desembrulhei meu hambúrguer. —Não o entende. -Ryan disse que somos muito valiosas. decidida a não meditar sobre a traição do Ryan. E não ia ajudar. —Se eles não podem fazer que coopere. e lhe matarão.. está. —O inferno.aliança. Agarrei uma batata frita da caixa . Como Sara. arremetendo para cortar a . Tinha que esperar a que ela tocasse no tema por sua conta.. imitando a uma espada de luta com um inimigo imaginário.disse a Abby entre bocado e bocado. fechando de repente a porta à escuridão e a nós.. -Disse. pretendendo que era a garganta do Miguel. Sem outra palavra.

. —O que quer dizer? —Isto não pode ser tudo.Sua voz se quebrou na última palavra. —Ele tem que saber que um truque como esse faria ao Conselho até mais determinado a encontrá-lo. Abby ampliou os olhos.garganta de meu oponente imaginário. E castigá-lo. tratando de lavar o nó na garganta junto com o último bocado de hambúrguer. .. Cuidando a pele de minha mão direita.perguntei. tocando brandamente minha pele lesada com um dedo. — Então o que acredita que eles querem realmente?. vi sua expressão crescer do medo ao terror enquanto mastigava. Mas não o fez. —Se este era seu magnífico plano. E ele não me tocará.Agitei minha maltratada mão ao redor do porão. mas ela parecia desesperada por informação. A hemorragia se deteve. meu apetite se foi. Vic a encontrou. Não sabe o que fez a Sara. Não estava preparada ainda para me contar. —Eles a levaram ao seu lar e a apoiaram contra uma árvore em seu próprio pátio traseiro. estarei sozinha com eles novamente. congelei-me. tampouco. limpando-a umidade de suas bochechas com as Palmas raiadas de pó. e lágrimas se formaram em seus olhos. como Miguel fez com essas garotas humanas. Ambiente duro. —Sim.Deixei minha caixa de batatas fritas na bolsa. Tomei outro gole de água. você não pode lutar com ele. Eles se divertiriam conosco. Enchi minha boca com a batata. Maldita seja. sei. Abby nem sequer tentou um sorriso. mas o bordo de minha palma era ainda uma sombra de cor vermelha furiosa. eles não necessitariam ao Ryan porque não lhes importaria o que o Conselho estivesse fazendo. Abby se sentou. -Faythe. vi ou lábio inferior tremer. —Como sabe? Duvidei. logo nos matariam. O sangue se drenou de seu rosto. —Se você morrer. —Não lhe darei a oportunidade.disse. e eu conhecia o sentimento. —Ele não me matará. esperando que ela continuasse. —Não foi suficiente matá-la? Por que teve que humilhá-la dessa maneira? Pobre de sua família… por que alguém faria algo assim? —Porque ele é sádico. sua boca formando um círculo silencioso. Ele pensa que é invencível. e até na penumbra. Mas não lhe importa. Meu coração palpitava. baixei a parte superior da bolsa de comida rápida e a joguei no canto mais afastado da jaula..

Ele passou por um montão de problemas para nos roubar. Owen foi investigar e se encontrou com outro assassinato que encaixava no mesmo padrão. —Sabia. soldados a um marco quadrado do mesmo material. e os lados restantes eram feitos de uma série de barras de alumínio de trinta centímetros . —vão nos matar. —E se lutarmos. O bloco de concreto da parede do porão servia como um lado do recinto.A mão de Abby se apertou ao redor do hambúrguer que tinha estado olhando.Onde Ryan disse que tinha conhecido ao Miguel. O metal estava soldado nas esquinas e atarraxados diretamente dentro dos carbonizados blocos do fundo. confundida. Ryan disse que somos muito valiosas para nos matar. Não intencionalmente de todos os modos. pensando na Sara. Os marcos estavam fixados ao piso com enormes parafusos de metal e assegurados com parafusos de mais de trinta centímetros de diâmetro. —Se Miguel procurava brinquedos descartáveis. que o fiz de novo. e ou atarraxadas ou soldadas a todos os três lados de . -Talvez perdeu os estribos. —Assim como a tua. —Não. Mas não o fez.Suspirei.. Eles não vão fazer . tratando de decidir quanto lhe dizer. Passou três dias antes no Novo México. quase tão brilhante para compensar as pequenas e sujas janelas.gemeu. e seu sorriso era radiante. estudando o recinto cuidadosamente. Por cima. —Sua lógica fede. —Eu sei. não sairemos. —Se não lutarmos. teria escolhido um par de garotas humanas. Abby se uniu.. tratando de não me impacientar com ela justo quando se estava abrindo. caminhei até o centro de minha cela com as mãos nos quadris. Caver recebeu o corpo de uma garota violada e assassinada por um gato. Sentindo-me um pouco melhor.Era meu turno de franzir o cenho. -Mas Miguel matou a Sara.. Abby. mas muito valiosas para que? Ou para quem? Abby franziu o cenho. Ela assentiu vigorosamente. Depois de um momento de vacilação. e se sentiu tão bem. poderíamos não sair vivas. apertando seu hambúrguer até que o suco da carne desceu por seu braço. mais pela risada que pela comida. um quase idêntico marco estava coberto com uma malha de aço. Um extraviado da selva. esse é justo meu ponto. Ri-me... —Que garotas humanas? Exalei lentamente. -O qual é exatamente pelo que disse de não lutar com ele. -O escritório do Dr.corrigi.

sentei-me no colchão e tomei outro gole de minha garrafa de água. Nenhuma barra cedeu. Qualquer tento de agarrar a malha destroçaria minhas mãos. Atirei de cada barra. mas tinha que provar. Nenhum se moveu. 18 (marca de café) . -Toma um pouco acostumar-se mas eles o esvaziam bastante freqüentemente.. —Checando por debilidades-. Era feita de uma só folha de aço. —O que está fazendo?. Não espantosamente ainda. -Isso é o que temia. Tendo esgotado todas minhas opções. o que passa quando preciso urinar? Abby amolgou amassou o pacote vazio de seu hambúrguer e o deixou cair na bolsa de papel. por isso podia ver. Podia alcançá-lo facilmente. o qual não era surpreendente. Abby sorriu compassiva. estudando a malha de aço. Era uma aposta arriscada. obstaculizando qualquer outra tentativa de escape que me pudesse ocorrer. mas a maldita coisa nem sequer rangeu. Sou bastante forte. Grandioso. —Necessita? —Sim. Vê? Seguindo o que assinalava seu dedo.Fiquei olhando dentro do recipiente com desgosto. Continuando. me fazendo caminho por toda a jaula até que as tinha provado a todas. O porão tinha um teto baixo. Caminhei penosamente até a esquina traseira da jaula e puxei o recipiente. Não gostam de cheirá-lo quando baixam aqui. perto dos dois metros e a parte superior de minha jaula estava talvez a quinze centímetros por debaixo. perfurada com fileiras e fileiras de imprecisos buracos em forma de diamante. —Então. mas sim. Pus meus braços através das barras da parede dianteira e atirei da fechadura. E cada bordo de cada buraco era afiado. provei com todos os parafusos que pude alcançar. olhei para cima. mas puxar da malha me faria mais mal que bem. vi uma recipiente vazio do Folgers18 de plástico justo por fora das barras na parte traseira de minha jaula. Muito afiado.. —Não os culpo. imobilizando meus pés contra o marco para me sustentar.alumínio e ao bloco de concreto da parede. Estava também feita de alumínio. Como último recurso. Tive que sustentá-lo de baixo porque era muito grosso para passá-lo com minhas mãos envoltas ao redor.perguntou Abby em torno de um bocado de hambúrguer. —Há uma lata de café ali atrás ao lado da parede.me secando o suor do rosto com a manga. —Só agüentarei.

mas não o fez. Se trouxer uma. Penso que me quer alerta e atemorizada. uma vez. não lhe darei oportunidade de usá-la. Ai. Ele deve saber que é só questão de tempo.. —Não acredito que me queira sedada. —Ele provavelmente conta te mantendo muito ocupada para lhe arrebatar a chave. Estava limpa e ainda cheirava a café. —-e terá que trazer a chave com ele ou deixar a porta aberta. pensei. Boa sorte com isso. Ele teve uma ampla oportunidade de fazer o que quisesse comigo enquanto estive inconsciente. lançando a lata à esquina com meu outro lixo. Sorri tristemente.. as pranchas soltas do piso rangeram novamente e minha cabeça girou para a escada antes de poder detê-la. —Você pode quase contar com isso. —Então só terei que me assegurar que não possa. e já estou atuando como um dos cães do . —Só porque ninguém me deu oportunidade. só estive aqui por umas horas. e estarei esperando uma agulha. Miguel vai querer unir-se a mim aqui. Perdeu isso agora. Vamos. em realidade. Wow.disse.Inclinei a lata vazia para meu nariz e cheirei. com óbvio cepticismo enquanto mascava uma murcha batata frita. —por que o faríamos?. O que usava então? —Uma coisa parecida a isto.—por quê? Não lhe permitirão sair para usar o quarto de banho. —O que se está equivocada? —A última vez ele teve o elemento surpresa. —Não escapou da jaula no rancho.disse. —Sei.. Ryan disse que você esteve em uma jaula por quase duas semanas. incomodamente consciente que o aroma de meu banho improvisado estava me fazendo água a boca.Bastardo doente. —O que se trouxer outro tranqüilizante? Pensei em voz alta. —Não podem nos manter aqui para sempre.Fiz uma pausa. —Obrigado. Mas salvo que me equivoque.rasgou o bordo superior de um saquinho de papel de sal e o derrubou sobre suas batatas fritas. —Cada vez que abra essa porta. Abby arrancou uma batata frita do saco. estará me dando uma oportunidade de escapar. -Têm que saber que nos escaparemos eventualmente. pensei. me recostando em meu colchão com minha garrafa de água. olhando-a comer. Poderia utilizar um pouco de café. adicionei em minha cabeça.. eventualmente. imaginando seu rosto coberto de sangue.. Além disso.

—Confia em mi. Suor fresco explodiu detrás de meus joelhos e em minha testa.. A água se derramou por meus dedos e sobre o colchão. E estava preparada para lutar. 19 (bom dia. Minha mão se apertou ao redor da garrafa de plástico. Muitos anos.disse Miguel. lutando para controlar os batimentos de meu coração. Maravilhoso. com um fino tremor em sua voz. —Carpe diem. logo um sorriso triste se estendeu por seu rosto. Enrosquei a tampa em minha garrafa e a deixei cair no colchão enquanto me parava sobre o concreto. mas a gata enjaulada estava ansiosa. Uma repentina inundação de luz da escada me pôs alerta imediatamente. sussurrou Abby. porque qualquer que entrasse no porão representava minha tentativa de liberdade. Inclusive se tinha que lutar por ela. A mulher em mim observava os degraus com terror. — Algum conselho? Abby se arrastou para trás sobre seu traseiro. Meus músculos se esticaram. É ele. chicas19 . me parando de ponto enquanto tratava de recordar a tradução em latim de —Agarrou ao gato pelas Pelotas. Suas palavras soaram exóticas e formosas. —Como sabe? O suave zum-zum de seu pulso se acelerou enquanto deixava cair às batatas novamente na bolsa de papel. Tinha minhas dúvidas.Marc me tinha ensinado isso anos atrás. —Como rasgar sua garganta? Ela me olhou com assombro. —É Miguel-. Abby levantou a vista. mas a imagem de sangue brotando do pescoço do Miguel era condenadamente atraente. Meu peito se apertou. Esqueci-me de minha necessidade do banho. aparentemente. a não ser o medo. garotas em espanhol) . -Isso poderia funcionar.murmurei.Pavlov . Eu tinha meus próprios planos. Só que minha resposta condicionada não era a salivação. Umas botas negras de trabalho apareceram sobre o degrau superior. — Buenos días. O rangido da porta abrindo-se interrompeu minha fantasia com uma dose de realidade. —Pensa em algo mais. em um extraordinário contraste com suas aparentes intenções. Mas não me importavam um nada suas intenções.

em te fazer esperar até que estivesse disposta a te castigar a você mesma só para terminar com isso de uma vez. meus olhos se reajustaram à penumbra. Infelizmente isso só parece passar nos filmes. com a esperança de escutá-lo tropeçar na escuridão e cair a sua morte. Diga-lhe ao Ryan que levante o .Capitulo 22 Miguel deu pancadas escada abaixo.. e Abby se deslizou pela parede para sentar-se com seus braços envoltos ao redor de seus joelhos. encarando a Abby. pretendendo considerar a pergunta. e sua pronúncia amadurecida com o distintivo ritmo de seu português nativo. Mas se esse era o caso. para prolongar minha angústia. Eu contive a respiração.disse Miguel. —Como gosta de seus alojamentos. mas simplesmente não funciona para mim. Wade?. —Suponho que estavam procurando a direta simplicidade com a decoração metal-econcreto.Ignorando meu estômago revolto. É muito ‘centro de detenção terceiro mundista’. como se queria passar através dela. Meu pai era o mestre. Ele baixou lentamente pelas escadas e estava segura que o fazia intencionalmente. porque eu tinha um montão de prática em esperar ansiosamente. Como assim também as instalações do banho. menina. olhei ao redor do porão. —Estarei visitando nossa nova convidada hoje.Voltou-lhe as costas..Cada palavra era seca e cuidadosamente dita. Abby deu uma olhada com olhos amplos e assustados e retrocedeu até golpear o bloco de concreto na parte traseira da jaula. Mas o pior é a comida. detendo-se a dois passos da porta de minha jaula. Para o momento em que ele tinha dado seu último passo. Ele se deteve ao pé da escada. a piada era dele. Inspirar o temor da antecipação era a especialidade de meu papai. E esperar ao Miguel tinha um benefício para mim que ele provavelmente nunca considerou. Srta. com seus passos pesados e pronunciados. e podia vê-lo bastante bem. Srta. e ainda não vi uma só taça de café. Não posso pensar com claridade na manhã sem uma boa dose de cafeína. — Não se preocupe. E o serviço à habitação aqui fede. Sanders? —Meus alojamentos?. —Como está esta noite. com sua Palmas plainas contra a parede. Ela olhou com os olhos entreabertos em frestas enquanto Miguel passeava lentamente para mim.

encontrei seus olhos. —Me alegro que o pense. Com uma risada afogada. O ferrolho se abriu de repente com um golpe seco e calou no oco de sua palma.disse. Sempre considerei meu senso de humor em grande medida subestimado. olhando fixamente sua virilha. Sim. Deixei meu sorriso desvanecer-se lentamente e baixei o tom. Vá-se a merda.. de todas as maneiras. apontando com absoluta confiança em ambas.. e destravou a jaula com um desnecessário duro girou da chave.. justo detrás da orelha. Miguel sorriu. mas se quiser um set de cicatrizes que coincidam com as do Eric. E só em caso que tivesse alguma dúvida a respeito de suas intenções. com os pés separados para manter o equilíbrio. por seu próprio risco. Pões uma mão sobre mim e nunca urinará de novo. mais genuinamente esta vez. —Está-me ameaçando? —Demônios que sim. Miguel fez uma pausa para assimilar minha postura defensiva. tirou uma pequena chave prateada do bolso dianteiro.Grunhi. minha postura e minha voz.Retrocedi ao centro da cela. . Colaborativo? Como muito civil. profundo e comprido. e os braços bem abertos para lhe dar a boas-vindas a meu alojamento. eu estava pensando em algo um pouquinho mais… colaborativo. Parecia depravado e crédulo.traseiro e faça algo decente. claramente divertido. Seus olhos se obscureceram e sua risada soou forçada. hora de ficar sério. -Mmm. Talvez um pouco de frango. Fazendo a um lado o medo e a dúvida de mim mesma. Miguel riu novamente. Se vir. com escuros olhos cintilantes não com temor a não ser com antecipação. o vulto em suas calças falou bastante claro. por isso é bom finalmente conhecer um fanático. como nenhuma humana poderia havê-lo feito. e não a terá de volta para o final do ano escolar. como se queria compartilhar a presidência de um comitê comigo. -Tão encantador como isso parece. —Não estou brincando esta vez. me deixe pensar. —Algo mais que possa fazer por você? Arranhei-me a cabeça. Ok. —Tenho a impressão que você não joga muito bem com outros. com um pouco de romeiro? Ele saberá a receita. -Meu pai me ensinou a desarmar a meu adversário a todo custo-independentemente da eleição de sua arma. quero dizer. é minha. -É muito graciosa. há uma coisa mais. com uma mão sujeita ao cadeado. venha dentro. gatinha.

—Isto vai ser uma diversão. tinha a tradução. mas estava condenadamente perto. Tem ao vira-lata tremendo em suas botas. Abby se escondeu a seu canto favorito e enterrou sua cabeça em suas mãos. Mantive meu olho na chave até que a empurrou profundamente dentro do bolso dianteiro direito de seus jeans. OH. O coração do Miguel se acelerou. Não o era. roubei um momento para tratar de forçar meu rosto em uma Mudança parcial. Ele estava virtualmente cantarolando com antecipação. O instinto me disse que me afastasse dele. Nada passou. Melhor manter minhas opções abertas. —Isto não tem que ser difícil. Crispei-me. olhei ao redor da jaula. me levando para trás pelos ombros. assumindo que meu problema era de natureza lingüística. -Isto não tem que ser difícil. Estirei-me. e tudo estaria bem uma vez que a tivesse.. meu amor. Pelo menos em teoria. desesperada por encontrar algo para usar como arma. não teria aonde mais ir.. Não era exatamente o grunhido de um gato. Ainda estava tratando de traduzir a frase nova quando se equilibrou. Ele havia dito algo como. correto. Ainda vendo-o em minha visão periférica. Faythe.Mas seu ansioso sorriso disse que estava mentindo. Que cortês. sim. como se o som só pudesse me salvar. E era sua última advertência. mas não era necessário que visse. Miguel abriu a porta e passou dentro. e a impaciência brilhou em seus olhos. logo a fechou e alcançou através dos barrotes a pôr novamente o cadeado. e meu estômago se fechou. esperando pacientemente enquanto eu resolvesse minha maneira de traduzi-lo. Enquanto procurei em meu cérebro por restos das aulas de espanhol da escola. apesar de minha tentativa de . Não havia nada exceto a vasilha de café de plástico e o colchão. Imobilizou-me com facilidade na única parede sólida da jaula. Detrás de mim. ele queria que resistisse. A chave era minha meta. mas lutei o impulso porque uma vez que chegasse à parede.saboreando a sensação das vibrações em minha garganta. Vê-la assim me fez querer matá-lo antes que houvesse inclusive posto uma mão sobre mim. Ela não podia evitar escutar. Para o momento em que me dava conta que meu rosto não Ia trocar por instrução. Miguel desprezou minha ameaça com um sorriso fácil. Miguel riu por dentro. Merda. Ele estava por obter seu desejo.apoiou-se contra a porta. Torci minha boca em uma horrível careta.

A dor explodiu em meu ombro. e o chamaremos um empate. Eu estava agradado de encontrar uma princesa puro sangue disposta a abrir as pernas a um febril gato desprestigiado.. Gritei. mas Miguel só riu friamente. Claramente. ofegando com minhas bochechas ainda pressionadas contra o concreto.disse. este não era um bom momento para mencionar que Marc já não era meu namorado. meu amor. gatinha?. —Você gosta de rude. O menino dourado. sei tudo a respeito de seu namorado. obviamente despertado por minha agonia. evitando habilmente o golpe. era só um engano de embriaguez. talvez? Meus olhos se abriram. Não me escutará gritar de novo. Com o objetivo cego. me torcendo o braço detrás das costas. puxou-me para frente.disse entre respirações rápidas e quase . Ele fez um show cheirando meu pescoço e detrás de minha orelha. Não de novo. Desde que Miguel pensava de outra maneira. farejando uma mecha úmida de meu cabelo. procurando sua virilha. chama-o Ryan. —Sim. Miguel se retorceu contra mim. sussurrou. —Deixe ir agora.. pensei. e que seu aroma em mim. Uma dor fresca se rasgou por meu ombro. Fechei os olhos. Pensei que era uma oferta bastante generosa. Ele riu.evitar ser apanhada. Empurrou-me de bloco contra os blocos de concreto. me queimando profundamente dentro da articulação. Miguel deu um passo para trás. empurrei meu cotovelo direito em suas costelas tão forte como pude. Tomei um fôlego curto. Em resposta. com seu sensual acento em desacordo com o repugnante de sua pergunta. —Ele te matará por isso. minha pele infestada de repulsão. fez-me girar. Miguel amaldiçoou em português e puxou meu braço esquerdo para cima. —Por toda você. Em seu lugar obtive uma bochecha esfolada.disse. Claramente irritado agora. e Miguel me levantou pelo cotovelo. me pressionando o corpo contra a parede. Seu amante mexicano. Em um único e terrivelmente rápido movimento. Miguel bramou com dor e surpresa. decidi não defraudá-lo.. —Você fede a extraviado. puxou meu braço direito bem para cima e segurou meu pulso ao bloco de concreto. chutei para trás e alcancei sua tíbia com meu calcanhar. Grunhindo. Agarrando meu braço esquerdo. atirei meu joelho fortemente para cima.. e eu ofeguei. Girei a cabeça bem a tempo de evitar um nariz quebrada. com o seu próprio.

me centrando em seus olhos. não me movi. Se eu ganhar. Apertei os lábios com um grunhido. Grandioso. Isso figurava. Assim por que não te rende agora e nos economiza o problema aos dois? Destilava seu fôlego ao longo de meu pescoço nu. Vêem por mim. determinada a não lhe dar a satisfação de me fazer sofrer. mas era mais rápido do que esperei. não tem nenhuma oportunidade. E meu braço esquerdo estava totalmente . deixando à antecipação brilhar neles abastecendo minha ira. Apesar de minha ameaça. Sua vontade de ter a chave. de todas maneiras porem havia coisas que temia mais que a minha própria morte. E dor fresca se disparou através de meu ombro. Isto é só preliminares. as mãos do Miguel se foram. Miguel se arrastou para trás três passos. junto com seu joelho. bela. Um psicopata. Mas esta vez não estava nem sequer tentada. Meu braço esquerdo caiu a meu lado. Tinha ao louco bastardo que gozava causando dor. irradiando por meu braço. —Pode fazer o melhor que isto. Seus olhos brilhavam. Rodando minha cabeça sobre os ombros. e me estremeci ao senti-lo. Necessitará suas duas mãos para me deter de te matar. e meu joelho estava ainda machucado pela viagem na caminhonete. um combate a morte em meu primeiro dia atrás das grades.não a propósito. quente e úmido. MINHA bochecha direita ardia. obrigando a minhas pernas a separar-se mais. Como é que quer. —Ainda se não poder. Não pensei que me mataria. então? Perguntou. e girei lentamente para enfrentá-lo. Maravilhoso. Detrás de mim. embalando meu braço lesado. Convencida que era um truque. tenho a você. De repente. deslizando seu joelho para minha virilha. Ou meus. o que não te deixa forma de conseguir te baixar as calças.de pânico enquanto que sua perna se deslizava entre minhas coxas. Se atreva a dar. estava realmente assustada. Algumas garotas têm toda a sorte. -Terá que me matar primeiro-. Tinha sabido que Miguel seria forte. —Vamos. Muito rápido. Respirei profundo. —Se não o fizer primeiro. fiz um inventário de minhas diversas dores e moléstias enquanto estirava meu pescoço. Ele deu outros dois passos. —E você a mim. Não havia estúpidos atletas para Faythe. disse. -Isto não é problema. bela. Agora por que isso soava tão familiar? Era quase a mesma aposta que me tinha metido nesta confusão em primeiro lugar.

Lástima que não tinha podido obter a Mudança parcial. orvalhando saliva rosa pelo concreto. adotei minha postura de briga. mas a maioria era dele. Algo dela era minha. Infelizmente. Arremeti para frente. Não acredito que nem sequer me viu mover. Mas tentei machucar ao Miguel. mantido contra meu lado para a estabilidade. Esta vez meu punho esquerdo estava baixo e rígido. —Você puta louca!. Meu pulso direito.inutilizado. Eu o estava entretendo. inspecionei o machuco em minha mão. Ficou boquiaberto olhando para mim. meu braço direito ainda funcionava. Felizmente. elas tinham a pais. com olhos amplos em choque e ira. Miguel me olhou divertido. saboreando. Abraçando meu braço ferido a meu estômago. e nunca em minha vida tinha estado mais feliz de admitir que tinha razão. Bom. golpeou de frente esse repugnante sorriso. eu. É obvio que nunca tratei de machucá-lo. a caso que pudesse evitar me romper algum dedo. Tinha golpeado ao Ethan inumeráveis vezes e nunca me tinha ferido. surpreendida pelo muito que doía. Tinha ferido primeiro. provavelmente por um comprido tempo. justo como me tinha ensinado papai. Sim. Agitei minha mão. o qual não era surpreendente. E isso me arrebentava. namorados e agentes para as proteger. Gotejou sangue de seus dedos que jorrou ao piso. para os dois. com um feio sorriso torcendo sua boca. Começando para frente. Poderia realmente ter usado uns poucos centímetros mais de dentes. rodado enquanto voava. Olhando-o com cautela entre dois dedos. mais ou menos como me ensinou papai. Por que era uma puta cada vez que dava o primeiro golpe? Limpou-se as mãos nos jeans. suas mãos . podia arranhar e morder.cuspiu Miguel. Passei rapidamente minha língua por eles. aplaudindo uma mão a sua boca para cobrir um lábio partido e dois dentes quebrados. a fase de surpresa passou bastante rápido. Olhando ao Miguel com receio. ele não esperava que lhe lançasse algum golpe real. lhe dando uma gargalhada. Franzi o cenho. Miguel se cambaleou atrás para os barrotes. ambos os punhos em alto com meus joelhos dobrados e meus pés separados. Três de meus nódulos estavam cortados e manchados com sangue. A maioria das gatas não tinham razão para aprender a lutar. Mas meu pai pensou que eu deveria ser capaz de minha própria defesa. Ao parecer. E como último recurso. e sempre estavam meus pés.

A chave. Miguel se inclinou. com olhos marrons amplos e ansiosos. considerando brevemente a dança de vitória que Ethan me ensinou o ano em que jogou futebol infantil. forçando meus dedos dentro de seu bolso. Miguel se voltou a olhá-la. Movi meus dedos. Não foi uma grande patada. Troquei para diante para um ângulo melhor. dirigime à chave. -Tratarei contigo quando terminar com-ugh!.disse Abby. Pela extremidade do olho. Limpei-me a planta do pé no bordo do colchão. Que insultante. Caiu de costas. chutando-o na cara. Mas vários homens em minha vida me asseguraram que quase qualquer patada na virilha é bastante efetiva. menina. com os olhos ardentes de fúria e logo que enfocados. e em seu lugar. Determinada. agarrando-se a si mesmo enquanto girava um pouco longe de mim. e a ira se estava pondo no caminho de sua concentração. Rodando meus quadris. mas funcionou. arremetendo para a esquerda a tempo para evadir outro golpe. com o que eu esperava fora um nariz quebrado. porque suas mãos estavam tampando a ferida. Sentei-me em sua perna direita com minha perna com o joelho pressionando a lesada virilha. Fui cuidadosa de usar o interior de meu pé para proteger meus dedos descalços. Não pude alcançar a chave.estavam fechadas em punhos. Esse incômodo ângulo embotou minha força. vi-a parada no frente de sua jaula. saltando sobre o colchão. e manchado com o suficiente sangue para ameaçar meu equilíbrio. açoitei minha perna direita ao redor novamente. Miguel soltou seu torcida nariz. —Ele quis dizer que gosta de golpear as garotas. Já era hora que algo fora a minha maneira. com um punho em alto. mas só a empurrei mais profundo. Disparou sua mão direita detrás de .. —Pensei que esta era sua idéia de jogos preliminares. Ou talvez inclusive no me considerava uma ameaça séria.gritou. empurrei minha mão mais dentro. Ele deve ter estado bastante impressionado para tirar os olhos de um oponente. —Você te cala. Não poderia dizer. Esquivei-o para a direita. Finalmente o havia desconcentrado. E então cometi meu engano crítico: tirei meus olhos de sua cara. -O que está mau?. teria necessitado um par de sapatos com ponta dura.perguntei. Para uma grande patada.. Mas meu pé estava bastante dolorido. Mas então Miguel gemeu. Estava muito apertado.Cortei sua ameaça com uma patada na virilha. A ponta de meu dedo meio roçou algo duro e liso. agitando o punho a Abby. Parecia como um boxeador transtornado.

e para esse então eu tinha pouca resistência que oferecer. e meu braço direito estava ainda entupido em seu bolso..tratei de ignorar as pulsações em meu rosto. Meu ombro lesado golpeou o chão e gritei.minha cabeça. Com sua mão livre em meu quadril. Sorrindo. pegos ao sangue seco. e gotejando mais sangue em meu rosto e regata.. Tratei de esmagar sua mão fora. Verbalmente. girando-o ao redor de sua palma. Miguel me olhou lascivamente. Miguel forçou meus pulsos de volta ao colchão. já não apreciava meu engenho. As luzes flutuavam em frente de meus olhos. —Realmente?. Ele levou seu braço direito para trás e me deu um murro na bochecha. me pegando a seu peito. A dor explodiu em meu rosto. Com meus dedos oscilando no ar acima de meu estômago e meus pulsos apanhados em sua mão esquerda. Lutei para liberar minhas mãos. arrancou minha mão de seu bolso e atirou meus braços sobre minha cabeça. Usando seu agarre em meu cabelo para fazer alavanca. atraiu-me para baixo. e logo o soltou. Agarrou um punhado de meu cabelo. mas ao parecer. de mim. Ao menos física.disse. Com lágrimas nos olhos. -tive quase suficiente de sua boca. mas seguro não se sentia assim. se não te importar. -Tomarei a parte superior. mas meu braço esquerdo não se moveria. tironeando meu pescoço para expor minha garganta. Saia. —Comparado com meu pai. e me atirou as mãos para diante. gata. . me manchando com sangue. demônios. Sentou-se escarranchado sobre meus quadris. empurrou-me para a esquerda e rodou em cima. Terminamos sobre o colchão. -Importa-me. —Não te adule. —Tivesse pensado que estaria mais aborrecido por meus punhos. Abri e fechei a mandíbula para me assegurar que não estava quebrada. comigo abaixo. Meu rosto ainda estava intacto. falando entre dentes apertados contra a agonia no ombro e o pânico no peito. Segurou meus pulsos ao colchão com uma mão. gatinha. pegas como um menino.Traguei-me um soluço. Deu a meu cabelo um puxão selvagem.Empurrou minha camisa para cima por meu estômago. Vários cabelos se foram com sua mão. poderia ter discutido toda a noite. Puxou minha cabeça para trás. babando um rastro de sangue desde meu queixo até o centro de minha camisa enquanto se reposicionava sobre mim. mordi-me o lábio para evitar gritar novamente enquanto ele propulsava meu braço lesado.

huh?. e meu corpo rogava por alívio. Não. no mesmo lado de meu rosto.disse. e essa vez nem sequer o vi vir. ocultando a bochecha arroxeada contra meu braço em caso que ele desse outro golpe. —Prefiro te fazer pagar por meu nariz. Para manter desperta. —OH. Definitivamente uma habilidade tenebrosa. Olhou para mim. Deu-me outro murro. Não preferiria subir as escadas e lamber suas feridas? Talvez fazer um pacote gelado para sua virilha?. Os olhos do Miguel se entrecerraram e se sentou reto. e não podia viver com a violação.. entretanto. ou a violação ou a morte. com as aletas do nariz cintilando com fúria. Minha cabeça se sacudiu de lado. para que perdesse a concentração de novo. Ele não cairia com isso duas vezes. a pesar da dor em meu ombro. arrastando o cinto de minha calcinha junto com o passeio. Mas não podia fazer o favor. de feito. enquanto ele descia de um puxão meu zíper. Porá em risco sua vida cada vez que abra a boca.. Fiz eu? Infernos que não. Uma mulher inteligente se calaria.Estava tratando de voltá-lo o suficiente louco. a qual se deslizou até a metade de meu quadril. —Não se esqueça de seus dentes. Minha visão se obscureceu e por vários segundos não senti nada. não pensava que isso fora divertido. E foi ainda menos divertido quando baixou o outro lado. Formaram-se lágrimas imediatamente. me rogando por tomar o caminho fácil de saída por uma vez e manter minha boca fechada.—Não está mal para uma garota. O lado esquerdo de meu rosto se sentia quente e inchado. Seu rosto se voltou arroxeado de fúria. —Vejamos se acredita que isto é divertido.Desabotoou meu shorts com um dedo farpado. vamos. A inteligência está sobre valorada de todas as maneiras..disse. Passando a língua sobre os recentes irregulares dentes frontais. Meu rosto estava cheio de dor. -terminei de jogar. pulsando com uma agonia própria. . isso já não é gracioso. Era. correndo quando pisquei. Talvez deveria ter deixado as coisas como estavam. -Isso é por meus dentes. —Ok. Traguei densamente enquanto meu pulso trovejava em meus ouvidos. mas de algum jeito em harmonia com meu ombro.Puxou uma das pernas de meu short.grunhi. Mas não havia caminho fácil. Mas logo a visão e a dor retornaram bramando enquanto ganhava a batalha da consciência. ainda tratando de liberar meus braços. deixei a dor sumir o controle e bloquear tudo inclusive a dor.. puta. Ele nem sequer se deu conta.

Mas logo que meu pé deixou o piso. por-me-ia voluntariamente um cinturão de castidade. Não podia baixá-los mais enquanto estivesse sentado em minhas pernas. Em um minuto eu estava de pé. Miguel era um filho da puta resistente. logo na outra. Ou isso foi o que pensei. E esperando que o peso do Miguel caísse sobre mim novamente. Parecia desfrutar do passeio. Não houve essa sorte. nesse ponto. mas não necessitava muito depois daquela última patada. ainda respirando. Se conseguia me baixar novamente. Agachou-se para alcançar meu short. Inclinou-se para frente. Empurrei-o no peito com ambos os pés. Caiu de costas em chão. Sua cabeça golpeou o concreto com um prometedor ruído surdo. Felizmente.Presa do pânico. seriamente reconsiderando a dança de vitória do Ethan. Não tinha o efeito alavanca para lhe pôr muito poder a minha estocada. escarranchado na parte baixa de minhas coxas. ele me varreu o outro por debaixo de mim. e ficou primeiro em um joelho. Mas não o fez. começou a gritar tudo de novo. Ele finalmente tinha tido suficiente. o que fez revolver-se a meu estômago. Miguel jazia imóvel no piso. de feito. Mentalmente cruzei meus dedos enquanto me sentava. Meus dentes estalaram juntos o suficientemente forte para sacudir meu cérebro. e ao próximo estava horizontal sobre minhas costas. e eu subi ambos os joelhos a sua virilha. Aterrissei em meu traseiro no bordo do colchão. . Meu braço esquerdo se afastou de minha cintura antes de poder detê-lo. Em realidade. Atirei novamente meu pé para trás para chutá-lo uma última vez na virilha. chutei e corcoveei. e tinha recebido dois golpes na virilha. Mas estava ferido. topou-se com um inconveniente quando meu short estavam pela metade da coxa. com a esperança que estivesse inconsciente. Estava sangrando pelo nariz e a boca. Apressei-me a me pôr de pé e puxei meu short de volta a seu lugar. queria que tivesse que trabalhar tão duro como a segunda vez mais ou menos. abotoando-os com um olho no Miguel. e vi minha oportunidade. Soltou meus pulsos para agarrar a virilha novamente. e a dor que tinha decrescido a uma moléstia persistente. pelo menos no momento. mas não podia levantar-se sem liberar minhas mãos. logo caí sobre minhas costas. com seu peso ameaçando esmagar meus pulsos. Miguel esperou apertado. para estar segura que sua arma favorita estaria fora de serviço por um tempo. Sem dúvida tinha tido suficiente. tratando de ventilá-lo fora de minhas pernas. reaprendendo como respirar.

Estava segura de que Miguel não tinha tido tanta sorte. Ele se estava indo. de todos os modos. Adorável. . com soluços que sacudiam meu corpo com a força suficiente para golpear minha cabeça contra o concreto. Meu estômago. que eu umedeci na ponta com água. Não podia olhar a Abby. e soube que tinha perdido minha oportunidade.O metal raspou o metal. Capitulo 23 Descia o sol em meu primeiro dia atrás das grades. agora com matizes de arco íris. rodei sobre meu braço são e saltei sobre os pés. respirando entrecortadamente e incapaz de me mover. Cheguei a ele tão rápido como pude. Felizmente os resultados foram que nada se quebrou. Cavei através dos restos de meu almoço. a fechadura se fechou. E eu sem meu xampu depois de um inventário cuidadoso do resto de meu corpo. engatinhei até o colchão e chorei até que o sono veio em meu resgate. Exausta mas desesperada. absorvendo meu impulso para diante e golpeando o ar de meus pulmões. aconchegada ao redor da agonia de meu abdômen. Tratei de correr a mão pelo cabelo. Não pude evitá-lo. Eu não podia fazer muito a respeito de meu cabelo sem uma água quente de ducha. a avaliação das diversas lesões que competem pela atenção. Miguel tinha a porta aberta. Dobrei-me e caí de costas ao piso. Chiando pela dor de meu ombro. Grite com raiva e frustração. o que significava que teria que abrir a porta. Corri por ela. como era meu pé direito. era muito sensível ao tato. mas meus dedos ficaram apanhados no sangue seco do Miguel de um par de centímetros de meu couro cabeludo. Nem sequer podia abrir meus olhos. sentei-me em meu colchão no rápido desvanecimento a luz do dia. encontrei um guardanapo de papel não utilizado. Chorei. Meu ombro esquerdo gritou em sinal de protesto e meu rosto se sentia o suficientemente pronto para um exame da Food and Drug Administration. Bom. embora soube que estava coxeando pelo ritmo sincopado de seus pés sobre a escada. Deu-me um murro no estômago. mas seu punho estava ali para encontrar-se comigo. e escutei o estalo da fechadura aberta. mas ao menos pude limpar o resto da sujeira. sustentando meu braço direito contra meu lado. Enquanto jazia no piso. a maior parte dela. Não o vi ir-se.

De feito. nunca mais. Os dentes do Miguel se racharam em três lugares. Inferno. Eu não tinha nenhuma dúvida a respeito. atado. a limpeza nos nódulos. agarrei o café que pode descartar-se e olhei dentro. Miguel não era estúpido. O guardanapo se desfez em minha mão. Logo. como ser seqüestrados. evitando a bochecha esquerda por completo. Mais de boa sorte. mas os cortes as feridas pequenas e já formadas crostas. Urinar em uma lata era mais que outro em uma série de desumanas humilhações a ser suportado. sedado. à busca de cada gota de sangue Esfarelei em mim. Aborrecida. Uma vez que sanasse. Eu não o daria sem uma briga. arranhou-se o resto apagado com as unhas. não tinha outro motivo de vida. com movimentos curtos e medidos destinado a evitar movimentos desnecessários. e eu estava bastante segura de que traria o Eric à próxima vez. me disse.Perguntei-lhe.esta vez sem prévio aviso.A parte de trás de minha mão direita estava torcida e com uma crosta de sangue seca. eu não era nada mais para o Miguel que uma coisa de uso. Não era mais psicótico. a provas e golpeado ao redor de alguns mais. Não houve romeiro. a detenção domiciliar não parecia tão terrível. O resto de meu corpo se congelou como minha cabeça se voltou para a escada. Não é meu melhor dia. Depois de vários minutos de trabalho lento. Minha tensão aliviada e meu estômago grunhiu. assim comecei ali. mas sim inclusive era melhor que o KFC outro hambúrguer. Sobreviveste à coisa pior. meu pensamento se dirigiu a mais um problema imediato: tinha que usar o banho. A jarra de plástico sacudiu em minhas mãos. Ainda não. continuando. Sem o benefício de um espelho. me descobri que a própria perda de meu sangue foi menor. Com a grande ameaça para guisar no fundo de minha mente. onde estava minha prima dormindo em seu colchão. pus-me em meu rosto e o pescoço. olhei à jaula de Abby. mas não havia muito que pudesse fazer frente a dois dos homens de uma vez. —Se lhe pedir bem. pode acender a luz?. tratando o . Quase tinha falado eu mesmo usando o frasco de café quando se abriu a porta do porão . Com a mão razoavelmente limpa. Eu não estava disposta a dar outro golpe em defesa de minha honra. Ao vê-la. mas desesperada. Tão limpo como poderia conseguir sem uma ducha. Felizmente. mas não ajuda. dava-me conta que tinha razão. tive que explorar minha pele com os dedos. a penitenciária do estado estava começando a ver-se bem. o aroma de frango frito deu ao Ryan distancia quase imediatamente. em geral. matar-me-ia.

No resplendor sobrecarregado débil. Sorriu-me.Ryan me olhou do degrau mais baixo.Pela manhã. Inclusive sem um espelho. sem deixar de olhar ao meu rosto. Ryan acionou o interruptor. a luz era pouco aduladora. —Você deve ver o outro tipo. a inspeção de minhas lesões com o cenho franzido de preocupação. que fizesse algo para me ajudar em lugar de dar sermão sobre minha aquiescência. Ryan se deteve no terceiro passo. Evidentemente. Pelo menos há uma alta. Meu pulso saltou. Ele esteve pisando ao redor de duas horas. Mas eu sabia . compreendi seu alarme. Se não for um pouco mais fácil de tratar quando voltar.. —Linda. a celebração de duas sacos de comida rápida. como uma meia lua sobre o púrpura . —Quase-. Deixou cair à comida no chão e chegou através dos barrotes a sua vez meu rosto para a luz. Eu pestanejei por sua confusão por um momento.melhor para que o som fora agradável deixou cair o recipiente de café no chão. em seu colchão. Mas em lugar de devolver o sorriso. E com o punho do Miguel. Se ele estava realmente preocupado comigo.Abby pegava a ele.. ao chegar a uma passo em frente de minha jaula. que significa Posso ir a casa. Faythe-.. viu o bordo de minha bochecha torcida na parte inferior de minha visão. —Só dizer o que. por favor. —Ele e Sean vão atrás de outra primeira menina . olhando para onde ela estava sentado com as pernas cruzadas. —Bom. -me deixe ouvir as palavras mágicas. ele não sei se necessitara realmente então.Por favor. abria-se para mim com horror. Sorriu-me ante a idéia da cara mutilada do Miguel. disse.eu espetei. assinalando o queixo de seu alcance. —Significa que vou ir a casa?. por favor.. Dava um passo atrás. e Abby sem fôlego. Ryan.Em português e fazer a todos os outros miseráveis. — Miguel esta furioso. furiosa por muito mais que a incapacidade de meu irmão para dizer exatamente o que queria dizer. em maldições . Bom. Jogou a cara para a direita. . mas logo me lembrei de meu rosto se chocar com a parede. —Ele está falando sobre a sua substituição . perguntando-se se isso era ainda possível. —Vê-se pior do que se sente-. Muito. —Devia me haver escutado . de novo. Que bom que não foi em vão. disse Ryan. Duas vezes. por favor. . porque te vê como uma merda.

. Eu não tenho uma chave. assim date pressa. assim bem poderia consegui-lo de uma vez. Se voltou de costas para as barras. ignorando seu insulto a favor de seu ponto atual. merda. vá. Agachou-se para recolher as sacos. Ryan pôs os olhos em mim e partiu para a cela da Abby. Ryan tirou uma bolsa de papel através dos barrotes da jaula. mas eu só o olhei fixamente. e não vai trocar nada.Ele fez um gesto com a mão na lata de café vazia. mas eu estava diante dele com meus braços cruzados por debaixo dos seios. —Pegue a comida. mas que tem esta forma de levar a cabo o pior nas pessoas . vê? O cooperativa que é Abby.—Só dizer que me vai matar. espetou. —Isso é correto. —Olhe. —Quero ir ao quarto de banho. muito covarde para fazer frente a meus olhos. Não acredito que o faria de propósito.Deu de ombros. —Não poderia ajudar embora quisesse. —Sim. Sentouse frente à parede posterior da jaula. Me tinha esquecido.Abriu seu punho e deixou cair à bolsa no chão. e olhou a Abby. nega-se a aceitá-lo. -Bem. —Date a volta.. mastigando algo rangente. —Sim. bom.. Isso é o melhor que posso fazer. Sentia a garganta grossa quando me traguei. . —Não me está escutando. Ryan soprou com impaciência. A situação não ia melhorar. Morte marca o fim da dor e a humilhação. —Feliz-. Faythe. —Agora. Ele poderia. Miguel não confia em você. —Quero que termine. a indignidade de urinar em uma lata não era algo que pensei que nunca teria que repetir -. ao primeiro parecer surpreso logo contente quando ela tomou sem resistência. -Fez isto antes.. Muito bem. Deslizou-se a bolsa na jaula.. Sacudiu meu jantar como se fora uma caixa do Nine leve. se precisa urinar a lata vazia .Não me incomodei em esconder a irritação de minha voz. por isso por que não? —Tenho que ir ao banheiro. mas cativeiro só marca o início da mesma. OH.Ryan deu de ombros. —Então. Eu nem sequer o olhei. deixando o resto a minha imaginação muito fértil. A menos que decidiu deixar você pode sentar-se por um tempo .. inclinei-me para arrancar o filtro de carbono do chão. é para você. vou fazer ali. Carrancuda.

—O senador. cuidando de não tocar a comida. Ouvi a descarga e cheirava baunilha e sabão como Ryan lavou as mãos. -Deu de ombros. —Suponho que não tem qualquer desinfetante para as mãos?disse-lhe. —Vou escrever a meu senador -.Fiz. —Há um pano molhado na bolsa-. Eu peguei outro guardanapo da bolsa de hambúrgueres para limpar. uma metade de milho e uma bolacha. frente a mim e a Abby. —Obrigado. e minhas horas são desumanas. que supostamente se escondia um pequeno quarto de banho.Ryan levava uma garrafa de água de cada um dos dois bolsos nos lados de sua calça cáqui largas. que deixe cair na lata também.Procurei através da bolsa até que o encontrei.. disse Abby. meus olhos pegos à escada. Deu-lhe uma a mim e o jogou outro na jaula da Abby e sobre seu colchão. inclusive atrás das grades. disse dando um bocado no frango. mas não há motivos para queixarse -. Não há manteiga. Isso é bom. Enquanto está nisso. Haviam inclusive nos dado dinheiro. Mas isso só teria uma insistência em minha vergonha. Quando retornou. a minha direita. Coloquei a tampa PAC na minha garrafa.. Levar o recipiente ao Ryan foi um exercício de degradação.deslizei a lata de café através das barras ao Ryan. Meu coração se agitou e me perguntava qual de . a maçaneta da porta chiou como resultou. e tomou com ambas as mãos. limpei minhas mãos. Dois peitos de frango frito. Por cima de minha cabeça e. inclusive limpava as manchas de sangue da última vez com o Miguel. sentou-se no chão frente à jaula vazia. . agora em frente a mim com um frango a medo uma mão. tratando de cobrir minha humilhação com sarcasmo. Bom. as batatas e molho de carne. —Alegra-me que esteja contente. Uma menina tem suas normas. —Estas condições de detenção são espantosas. o disse. Sinto muito. —Não. -Levava a lata através de uma porta debaixo das escadas. digo que meu salário é inferior ao mínimo dos salários. Abriu a garrafa e tragou a metade de seu conteúdo em um gole comprido. Depois e abrir o pacote de papel de prata. e o considerou brevemente aos dois conectar seus ouvidos. Então me inundei em minha comida. assim como pude. contendo as Palmas para cima para a inspeção. —Não é tão bom como mamãe. sem sal.

—Olá. Só vim saudar a Faythe. —Como me vejo? —Igual ao inferno. É Sean. Assenti. Só queria falar com a Sara. sou apenas eu . -Olá. e eu estiquei de novo. Pensei. em espera de alguma pista sobre o que estava a ponto de acontecer. Como não me dei conta disso? —Como está. Isso fez dois de nós. Apoiei as mãos nos quadris.Perguntei-lhe. em busca do Ryan em assombro. Sua mandíbula tensa e a umidade brilhava em seus olhos.Perguntei-lhe como Ryan sacudiu a cabeça . A saudação de qualidade relaxada me deu calafrios.Pus minha comida a um lado e de pé. Não tinha medo de Sean. Sapatilhas de lona Vermelha apareceram no degrau superior. recordando o som autêntico de pesar em sua voz no rancho. disse. —O que sabe?. perguntou-se. Faythe-. —Assustou-me . Faythe. Essa era a jaula da Sara.. rasgando os olhos da jaula vazia para olhar a minha. Pensei que fosse o Eric por um minuto. disse Ryan. —Não.. Sean encolheu de ombros. Eu pensava que entendia o motivo de Sean para arrebatar Sara. Seu olhar se posou na jaula a minha direita como passou. Alguma necessidade? —Nada. colocando as mãos nos bolsos. Sean-. Mas então recordei que tinha sido seu aroma em toda Sara. –Sua voz soava estranha. —Ei.. colocando as mãos nos bolsos da calça Ryan expos —Nunca quis que nada disto acontecesse.nossos seqüestradores teria que fazer frente este momento. -Isso o resume. Mas matá-la. —Correu o resto do caminho pelas escadas e voltou os olhos para mim. Espécie de oco.. Comecei a relaxar. e vi desaparecer a tensão de seu rosto. Sean deteve. —Sim-. reservando a curiosidade melhor de mim. inclinando-se desde o quinto passo para uma melhor vista do porão. OH. minhas mãos curvadas nos punhos aos lados. Exalou profundamente. Eu não sabia que tinha planejado nada disto. mas ele deu de ombros e ficou de pé. —Vamos para baixo. O que significa que provavelmente não deveria ser. -O que quis dizer a passar?.disse Ryan. e o feito de que não havia tocado Abby.? —Nada. merda. —Sinto-o muito tudo isto-. -Ryan. Olhei ao Ryan.

Sean se encolheu. para ela poder me escutar sem que seus pais lhe sussurrassem ao ouvido.. Por um momento. —Eu sei que soa mal. Sean. olhando para mim. —Sei. parecia ofendido. por fim mostrando um pouco de vergonha. ajudando a nós seqüestrar ?Sean baixou os olhos. — Você teve seu seqüestro pelo que poderia propor a ela? —Não podia manter a incredulidade de minha voz. ninguém falava. o que ocorra primeiro ... mas que diabos significava isso? Como se pode comprar a uma pessoa? —Você comprou Sara?. entretanto. como Abby tratei de absorver o que havia dito. Estremecia-me como se um laminado aterrador me atravessasse. Não fiz conta.Seu rosto era inquietantemente composto. ainda tratando de entender.. Faythe. Eric tinha dito que comprou Abby. Pisquei. como se eu o envergonhara de fazer a pergunta.. —Você disse que soaria mal. -por que deixou levar? —Eu . Ryan se esfregou a frente. Assenti com a cabeça. —Ele a olhou brevemente sobre seu ombro.. Logo chiou. -Isso parece mal. —Você pagou pela Sara. Ryan lançou as mãos no ar na exasperação. —Soa fodidamente terrível. Prometi meu trabalho. – Quem vai comprar? Como Quanto lhe custa?—Nada. É justo -. Que estava mal em muitos aspectos.Fez uma pausa para me olhar aos olhos durante um segundo antes de inclinar a cabeça e olhando a de novo. cachos voando.Lutei para manter a voz acalmada e uniforme.freneticamente a mim de trás de Sean. Parecia como se tivesse sido arreganhado por beber da garrafa de leite.Sean passou a mão por seu cabelo castanho murcho. Abby assentiu com a cabeça histericamente. olhou para baixo--que não foi como eu planejei. -Tenho que trabalhar para ele durante dois anos. a indignação enrijecendo seu rosto. eu não tinha dinheiro. ou até que esteja de acordo em que minha dívida está paga. Eu só queria falar com ela a sós. mas nunca significou que queria que acontecesse isso. Detrás dele. né?—Sim-. sem sequer uma faísca de compreensão. -Maldita seja. —Eu não paguei dinheiro. ao igual o Eric fez pela Abby.Perguntei-lhe. isto vai soar mal. articulando uma espécie de alerta a mim. também. por isso surpreendeu a minha pele . Caralho. mas era muito tarde para colher nenhuma simpatia. olhando-o fixamente. mas lhe comprei. —Ela tem razão. Comprou-lhe.

eu disse. Não posso esperar que entendam. puxando a bolsa de comida rápida de volta em meu colo. Ele tinha razão. atrás dele no que as barras me permitiu isso. —Assim que você lhe prometeu seus serviços. —Sean. como a satisfação que eu finalmente entendi. disse Abby. —Eu . O que aconteceu? Ele franziu o cenho. e que se deixássemos que se ia. mas Miguel disse que seu orgulho estava procurando. Ele se recostou na escada. e ele sabe que não há saída. —Sean não é hoje tão quente . suplicando para mim entender o que tinha feito. —É isso o que está fazendo? —Sentei-me na base das barras. —Pensei que talvez estava tratando de voar. —Bonito-.. . —Assim que me dava conta. — Sinto muito. —Assim mato-a a sua vez. Sean um passo para a jaula. dando uma portada ao sair. Está atuando como se fora a soltar esse último pingo de prudência em qualquer momento. -Muito mau. —Tratei de lhes advertir.Ele me olhou. que havia a sua vez nos pegar.ele a pegou bem a tempo --outro listrado. Não era uma pergunta. Você sabe ele teria feito. logo a ela. — Ele me olhou para confirmação. —Eu não estou seguro. mas seus olhos tinham muita dor para arrancar um gesto tão desenvolvido. Pode que tenha estado detrás de você. Mas eu não sabia quem era. mas eu não sabia o que dizer. —Quando se inteirou. Por um preço . por que não a deixou ir? Deu de ombros...estava formigando.-. espere-. Ele deu a volta e subiu as escadas. sacudindo a cabeça para mim como se fora minha culpa. -Havia-me prometi nada. Seu pai teria tido que me matar. Mas Sara gostava de mim. magros braços cruzados sobre o peito. Assentiu com entusiasmo. —Sim-..Ryan disse. Não deveria ter vindo aqui. com os olhos intenso. O conjunto de bola de neve. Ou talvez sabendo que está e que vai tomar. Fiz-me soltar das barras. —Eu queria. já o respaldo para as escadas. E eu não tinha idéia que ia bloquear até a Sara . —Ela escolheu ao Kyle só porque seus pais gostavam mais. E Miguel lhe disse que podia me conseguir um tempo a sós com ela. Por dois anos. nem como esperava para pagar minha dívida. Sei que o fez. como se eu não queria arrancar sua garganta. tratando de aparentar calma. Mas não o fez esperar.

Simplesmente não estava aqui para detê-lo. assim nunca me encontrei com ele. que não podia deixá-la ir. lhe rogando que a deixasse ir a casa. e eu escutei parte dela da cozinha. assim. mas eu não falo português. E rompeu o nariz. sem tocar a comida em meu colo. Segundo ele. você sabe. —Lhe disse o muito que a amava e lhe pediu que se casasse com ele em lugar do Kyle. —Escutei ao Miguel falando com ele por telefone. Minha cabeça de repente se surpreendeu. Ryan suspirou e se sentou. Foi antes que eu chegasse aqui. —Luiz. — Michael disse que o aroma do Sean era tudo sobre ela. deixaram-me e Sean aqui com a Sara. Deixou a porta aberta. -Isso foi antes. desmoronando-se entre seus pequenos dedos. Talvez o faziam. quando .—Ele merece-. —Se ele sentisse tão culpado. como se essas coisas passassem todos os dias. de todos os modos. e se reduziram a três de cada cinco. disse Abby. -De todos os modos. O vi de cima choramingar e disse que Miguel estava no certo. disse Ryan. Sean passou todo o tempo aqui com ela. ouvi-a chorar. Fique boquiaberta por meu irmão. Depois.. mas Eric disse que é outro extraviado da selva. E não estou seguro de que podia ter. mas ela não cumpriria com os olhos -. Quando Eric e Miguel se foram abby-olhou a ela. Fechou a porta ao sair. tratando de trabalhar seu Dom Mágico Juan. acusando a de mentir a ele. e me lembro pensando que se foi para sempre. —Ele não o permitiu. Os dois se voltaram a olhá-la. ao parecer resignado a uma larga explicação. concordou com tudo o que pediu e lhe disse que o amava. mas suspeito que estava muito assustada para dizer que não..disse..encolheu-se com seus estreitos ombros.Ryan encontrou meus olhos. Ela disse todas as coisas corretas. Sean completamente assustado ao cabo.. bom. acredito que ele estaria de acordo com você-. O gato Miguel o enviou detrás de você. Celebrouse uma bolacha fechada em uma mão. —Cinco? Quem é o quinto? -Mas eu estava bastante seguro de que já sabia que eu já o conhecia. Ryan sacudiu a cabeça para limpar-se.. inclusive -o amor feito-. —Sim. por que os deixou matá-la?-. surpreendida pela maneira informal com a que tagarelava as notícias de que outro assassino andava a solto. Perguntei-lhe.

Minha respiração se conteve em minha garganta. disse Ryan. —Pensavam que estava inconsciente. tratou de gritar. Logo que o viu. Ainda estava inconsciente quando Eric baixou para seu turno. O silêncio caiu sobre nós como uma manta pesada. Sabia pela tensão em seus braços e a curvatura de seu espinha que estava revivendo os últimos momentos da Sara. Inclusive em forma humana se movia com a graça e a flexibilidade de um gato. Abraçou-se.Abby sussurrou. mas ele era muito forte. mas ouvi-la dizê-lo era diferente.Suas palavras soavam afogadas. Voltei-me lentamente para ela. —Sara gritou e chorou. e eu não podia deixar de lhe acreditar. Ela não se calava.. Ela arranhou o chão quando a tirou da esquina.voltaram com Abby. Disse que se não podia encontrar a Sean ao amanhecer. Ele rasgo sua roupa em pedaços. As lágrimas se deslizaram em silencio pelo rosto da Abby e nos deu as costas aos dois. Tratei de falar com ela mas não respondeu. como se estivesse tratando e falhando em mantê-las dentro.Abby chorava de novo.disse Abby. Tinha tido a sensação de que ela tinha sido testemunha da morte da Sara. se aconchegou em um canto.. tratando de cobrir-se com partes de sua camisa. encrespo-se em posição fetal sobre o colchão. por isso a estrangulo até que desmaiou. mas em lugar de me esquentar. iria atrás pela Hailey para lhe dar uma lição. Ela só chorava por sua mamãe. e tossi para expulsá-la. balançando-se para frente e para trás enquanto falava. com a esperança de que tinha entendido mal. seu relato enfatizado por choramingações. Sara estava morta. deu-me calafrios. Suas palavras se filtravam por debaixo da manta de silêncio como uma corrente de ar frio. Então Miguel voltou a baixar. —Miguel baixou primeiro. Soltei uma exclamação de horror. gritando. mas despertou ao final. Ela tinha abandonado sua comida para consolar-se em seu canto favorito do colchão. mas no momento em que o encontrei e o levei a rastros. Depois. mas ela tinha só treze anos de idade. Ab-. A irmã pequena de Sean estava sobre a estatura de Abby. —Sinto-o muito. e eu queria lhe dizer que se . Ela-.. Tinha lágrimas nos olhos. mas tinha perdido sua voz. Ela tratou de jogá-lo fora. —Vi o que fizeram com ela. —Busquei-o em todos os bares da cidade. Miguel arrebentou de raiva. sua postura era tão expressiva como os olhos da maioria das pessoas.

mas não me atrevi a dizê-lo. Não queria ouvir nada mais. Mas logo lhe tocou o rosto. escutando chorar a Abby. Gritou-lhe em espanhol. -Minha vida . Miguel se desencaminhou então. e ela se equilibrou sobre ele. alegando uma expressão estóica com evidente dificuldade. Golpeou-a no rosto com o dorso de sua dura mão e ela se foi voando através da jaula.Tirei a tampa de minha vasilha de purê de batatas e cavei dentro com minha colher. e sabia exatamente como se sentia. Quando terminou. Quando os soluços de Abby se desvaneceram em um soluço silencioso. olhei ao Ryan para encontrá-lo olhando fixamente o chão. recolheu-a -deixou-a em seus pés como um manequim. Havia tanto sangue. —Devia ter se despedido dela-.disse.. depois de escutar o relato da Abby. Mas parecia precisar tirar o de seu organismo. Tudo o que podia fazer era trocar de tema... ficamos imóveis. Seus braços só penduraram ali por um segundo. deveria. —Bom. disse Ryan. Mordeu seu dedo. faz um par de horas -. -chamaste a mamãe?. mas não lhe importava. que não tinha que dizer nada mais. Ryan parecia doente. —Ah. Eu queria consolá-la. temendo a resposta mesmo que fiz a pergunta. Ryan esclareceu sua garganta.. suas palavras tão afogadas pelos soluços que logo que podia entendê-la.. —Sim. e ele grito. —Ela esta muito aborrecida. ou algo assim. -Tinha medo de que ele viesse por mim se sabia que eu estava acordada. ele me repreendeu. Ele só o permitiu. mas tinha que fazer algo com minhas mãos. Atirou de sua mão. Nem sequer sabia como lutar contra as minhas. Parecia que logo que podia mover-se.. mas não podia. —Abby. e houve um terrível rangido. o sangue jorrando por seu queixo. —Sara mantinha golpeando sua cabeça no concreto como se estivesse tratando de eliminar-se a si mesmo. Eu tinha perdido o apetite. Não havia nada que pudesse dizer para salva-la de suas lembranças.Eu não sabia o que lhe dizer. Dirigiu um dedo por sua bochecha. a luz ao final do túnel.detivera. Era boa nisso. e ela só o olhou. disse Abby.. —Choro-me no ouvido durante vinte minutos porque se sentia culpada pela última conversa que ambas tiveram.Traguei água de minha garrafa. então se deslizou até o chão. Sua cabeça golpeou em uma das barras sobre o colchão. Durante vários minutos. —Eu não podia chorar por ela-. Mas era melhor que pensar na Sara. Ela não podia falar mais para então.

como todos os outros. Faythe. E eu tinha sido estúpida e injusta. Não a recomendo. Coloquei o extremo funcional de minha colher na vasilha semi-vazia de batatas. —Em primeiro lugar.disse. nas férias de sua residência permanente em a ilha feliz. Mas se ela se sentia culpada por suas recriminações sobre o Andrew. um pendente emocional escorregadio. trocou de tema completamente. —Se alguma vez a vir de novo. Mas ela não era débil. Ryan. Deixei silenciosamente o cabo de plástico na bolsa.Mas mamãe chorando por mim tomou por surpresa. apesar de suas próprias advertências de que Miguel poderia me matar. minha voz inicialmente suave com pesar. Eu sempre tinha pensado que minha mãe era fraca porque não tinha força evidente. -por que eu? Ryan sorriu. eu tinha suposto que minha mãe ficou apanhada em sua vida. e todos meus defeitos incluídos. A culpa é um ciclo vicioso. como se realmente nunca lhe tivesse ocorrido que eu não poderia ver nossa mãe de novo. agora me sentia culpado por enquadrá-la como uma modelo fêmea-cadela de 1950. era só humilde. na verdade. Toda minha vida. eu não fingi Somente ia ao estábulo a . Sabia que estaria transtornada. Antes que pudesse decidir como responder a sua falsa ilusão. —Dir-te-ei o que. coloquei ambos a um lado para poder concentrar toda minha energia em queimar um buraco através da testa do Ryan com meu olhar. vou pedir lhe desculpas. Bem. porque sem mim não haveria próxima geração do Orgulho sulcentral.. e minha colher se quebrou pela metade. Ela tinha tido o poder e o rechaçou. e simplesmente não me dava conta de que não foi porque não tivesse tido qualquer outra opção adequada para uma mulher. Da confusão franziu suas sobrancelhas juntas. desfrutando de meu desconforto. não era quão única tinha estado pensando em nossa última conversa. —Não vai perguntar me a respeito do Marc? Estique-me involuntariamente. em realidade devia sentir saudades.pessoal não é nenhum de seus negócios. E. Entretanto. -Mamãe me disse que os dois tiveram uma espécie de reunião a noite antes que fugisse. Tranqüila. Não à futura mãe. deu-lhe a volta a minha teoria pela asa. a não ser a mim.. Tinha tido muito tempo para refletir sobre o que havia dito a respeito de estar no Conselho e sobre que meu pai nunca fez que ela fizesse nada. Às vezes eu suspeitava que Ryan simplesmente visitava o mundo real. satisfeita de deixar sua marca detrás da cena.

Sorri.Agarrei as batatas de novo. satisfeita de mim mesma por lhe haver dado um bom giro a um engano incrivelmente estúpido. Marc sabia a respeito da aposta. e possível hemorragia interna em seu abdômen. Bebi muito.Perguntei-lhe quando pude falar.. Maldito seja. —Sim.Ryan me disparou um sorriso maligno. as revolvendo sem propósito enquanto eu falava. e que havia dito a verdade. meu peso me derrubando quase literalmente. três costelas quebradas.Perguntei-lhe. É uma lástima o que aconteceu a ele. —Entretanto. sempre gostei desse menino. —Nariz quebrado. mandíbula quebrada..Minha voz saiu em um pequeno e atemorizado sussurro. esteve perto o maldito. e tive que baixar a comida com outro gole de água enquanto golpeava meu próprio peito.esclarecer minha mente e tratar de ganhar uma nova perspectiva.. todos em um pé. eu deveria escrever discursos para o presidente. —Ele disse que você dormir com o Marc foi um engano. Ryan se burlou.. Provavelmente pensou que tinha dirigido por minha conta. —Jace disse que bebi muito?. Maldita seja. Mamãe disse que se requereu três dos outros meninos para arrastar a seu amorzinho fora do Jace. Quase me afogava com meu autocomplacente bocado. —Sabe. —Não. E a coisa com o Marc foi um engano. minha culpabilidade crescendo. Não por dormir com o Marc. —Uma nova perspectiva sobre por que te deitou com o Marc depois de ignorá-lo durante cinco anos? —Não. direto aos braços abertos de meus seqüestradores que esperavam.. Bastante .disse Ryan. Marc! Foi tudo minha culpa. Foi isso. e sabia que tinha direito a reclamar as chaves do Jace. E que Jace me tinha dado os meios. dois olhos roxos. sabichão. Mas ele não sabia que eu não tinha fugido. sem deixar de sorrir. e quatro dedos quebrados. Comoção cerebral. —Que tão grave é?. Só uma ordem direta de papai manteve a paz-. e deixei cair às batatas para limpar o suor de minhas mãos em minhas calças curtas. isso é o que Jace disse. Minhas mãos ficaram frias. Ou ao menos uma versão da mesma. temendo a resposta. mas sim por tomar o carro do Jace. —Somente necessitava um pouco de ar fresco.Tomei um bocado de purê de batata. —Por favor me diga que Marc não o Mato. Ryan marcou as lesões com seus dedos. satisfeita de ter confeccionado meu ponto. e com cada um.

Entretanto. o que significa que sob nenhuma circunstância podemos nos permitir a nós mesmos ser examinados por um médico humano. os analgésicos não durariam muito tempo devido a nosso alto metabolismo. Ao parecer. imaginando ao Jace deitado no dormitório de hóspedes.Eu estava gritando no momento em que terminei. Ele só me olhou. O Dr. mas não o fez. —Eu não estou para nada surpreso. Ryan?. Ele nos tiraria daqui nem que tivesse que mastigar as grades para as abrir com seus próprios dentes. Gemi. Felizmente para nós. -É você um extraviado. É obvio. os tranqüilizantes. Carver me explicou uma vez que nosso sangue é diferente do sangue humano. Para evitar a intromissão das escolas e governos locais. se fosse humano. —Não posso acreditar nisto-. poderia ter sido pior. —Seriamente?. Não pude evitá-lo. esperando que meu irmão saísse do porão. encaixotado em um corpo engessado e enganchado a uma IV (via intravenosa).Exigi. a recuperação do Jace procederia sem pessoal de um hospital que atendendo a todas suas necessidades. a diferença é bastante óbvia para ser observada por qualquer técnico de laboratório competente. disse em voz baixa. Entretanto. e inclusive a comida. Ryan não respondeu. como o álcool. Marc poderia havê-lo matado. o que me diz uma vez mais o pouco que se pode esperar de extraviados!. Carver esta disponível em situações de emergência para os membros do Orgulho sul central. me obrigando a permanecer sentada. Que mais se pode esperar de um extraviado? Meu temperamento encolerizou. —Porque Marc tem um inferno de muito mais valor do que você demonstraste ultimamente. mas aparentemente os bodes assassinos de cima eram até pior companhia. e sabia que tinha que me morder a língua. Marc sempre foi um bruto. Devido ao risco de exposição. vários Orgulhos alegam que suas crenças religiosas os proíbem de tratamento médico. Carver. A primeira vista mais honra também. graças ao Dr. Tinha tido suficiente de seu ciúmes e sua covarde choramingarão. Mastiguei um bocado insípido de frango. Não podia ir ao hospital pela mesma razão que a morte da Sara não podia ser informada à polícia: a evidência médica. seus ossos se curariam diretamente e haveria medicamento para a dor.grave para que ele estivesse no hospital. Mas não o fiz. por nenhuma razão que poderia ter renomeado. o Dr. meneando minha cabeça em negação.Ryan arqueou as sobrancelhas. Imaginei ele olhando o . Sem dúvida estava zangado.

que cobria a carnosidade do frango em minha boca.chão com os cotovelos nos joelhos. seu rosto torcido de tanto chorar e sua postura rígida. Sua negativa a fazer contato visual confirmou minha suspeita de que havia algo que não me estava dizendo. —Não comece. —Ela é para o Miguel. Ryan franziu o cenho. —Quem. a outra em Kentucky. não poderia pôr algo tão repugnante como a pele frita em óleo abundante. Mas não minta. Mas sim. cavando através dela para o segundo peito de frango. Vi Ryan da extremidade de meu olho. tratando de parecer como se realmente não me preocupasse sua resposta. Só me diga para quem é ela. Tomou uma pedra do concreto. e visualizei que a alargava. Ele era tão desorientado que logo que poderia funcionar. decidi provar um novo método de lhe surrupiar informação -estratégia direta. não importa quão faminta estivesse. Sabe que não posso dizer. apenas diga-o. Miguel não me diria isso.Agarrei a bolsa de papel branco. em forma de gato comia carne crua e carne de órgãos. —Não é como se possa contar a mais alguém -.Perguntei-lhe.Cuidadosamente cortei a pele de meu frango. Não sei. se você não trabalhar melhor. se não quer me dizer. então? Luiz?. olhando a minha comida enquanto falava.Perguntei-lhe. É para você?. —Assim. por quem irão depois Eric e Miguel?. —Inferno não. —por que não?. Mas o tom despreocupado se ajustava a minha pergunta assim como a camisa do Marc ficava.Ryan gritou. tratando de parecer casual. Deixe cair o peito de frango na bolsa. Quando Ryan parecia tranqüilo de novo. —por que não?. Sim.. Ryan. Inclusive o mais mínimo indício me podia ajudar a eliminar uma. uma no Missouri. Só havia duas gatas mais dentro de uma distância de condução razoável no Mississipi. Cada garota tem seus limites. Como se isso fora a me motivar! —Além disso. Algo que eu precisava saber. Abby o olhou. ambos cruzam os meus. não me diga quem é. não é para mim!. —Eu não estou mentindo. mas sim pela sensação dos . passando por despreocupada. disse. mas ele só movia sua cabeça. quase sem tocá-la. mas não como humana.Ryan disse bruscamente. para consumi-la toda. —Vamos. -Bem. não sei-. inquieto não pela comida que tinha enviado em seu caminho.Meu estômago se apertou. enquanto deixei cair à pele cheia de gordura na bolsa. Ele se irritou. logo a mim. o sexo pela força e a pele de aves de curral.

E nesse momento me dava conta de algo importante: eu sabia mais sobre os planos do Miguel do que Ryan sabia. —por que ia estar fora do alcance do Conselho. Ryan ficou de pé diante de mim. Estava a ponto de conseguir más notícias. A . enquanto Miguel não estivesse. Isso era novo. e tão furiosa como estava com ele. e o único mais perigoso que um gato zangado é um louco. Faythe. merda. Merda. Um certo Alpha do Amazonas que quer uma companheira e esta disposto a pagar em grande. Talvez o fazia. —Acredito que não me diz por que tem a intenção de me matar. Era meu pior pesadelo. e me alterou. olhando a Abby. como se sua vida dependesse de sua resposta. Certamente sabia que era só temporário. Tinha a cara cheia de desprezo. se quero ser honesta. ao menos segundo sua própria perspectiva enviesada. Meu irmão tinha razão em uma coisa: que em realidade tinham sido obrigados a trabalhar para o Miguel. Um preguiçoso. E Eric. Com cuidado de não usar meu braço esquerdo lesado. sim. Podia ir-se.Ele passou uma mão por seu cabelo loiro e se reuniu com meus olhos. Literalmente. mas me mordi a língua e o olhei. mas não pude evitá-lo. eu sabia. disse. -Olhe. E Sean. Eu não o disse por que tinha medo de que aceitasse minha sugestão se pensava que era possível. com a esperança de obter mais informação. e estou seguro de que não viverei uma hora passado esse ponto. Faythe. covarde. Ryan não tem a mente de um criminoso. Mordi-me o lábio. merda. e estaria fora do país inclusive antes que se desse conta de que tinha deixado a casa. De verdade acreditava que foste seguir aqui para sempre? É inteligente. Ryan?. Ela estava vendo meu irmão através de seus avermelhados olhos. dor de cabeça. -OH. ingênuo. OH. Minhas mãos caíram em meu colo.. pus-me de pé e me aproximo da grade. enquanto que meu cérebro competiu o suficientemente rápido para me dar em um instante.De feito. vamos. era melhor companhia que Miguel. me negando a assinalar que ele sempre podia fugir. os ombros caídos pela resignação.Minha voz era grave e perigosa. Conhecia o Ryan o suficiente para reconhecer sua linguagem corporal. geladas. você não é a única com problemas. Mas não um criminoso. Sabia que ia dizer algo terrível. Sean parecia como se fora a sucumbir à pressão em qualquer momento. não vai necessitar me. Talvez a minha também fazia.pêlos elevando-se em minha nuca. Ouvi-a. merda. —Uma vez que ele esteja fora do alcance do conselho. Tinha medo de que nos deixasse.. — Ele tem um comprador. —Pensei que lhe era útil-.

Logo os mataria. Tinha utilizado a Sean para ir atrás da Sara. A possibilidade óbvia era que eu compartilhava algum tipo de processo de pensamento perverso com ele. mas não pude evitá-lo. Ao igual a mim. ou Miguel fazia uma estupidez. Mas nunca pensou em deixar a Sean conservá-la. As destilações pareciam contar os segundos de ansioso silêncio que passavam. seus olhos muito abertos. De algum jeito tinha desenvolvido a capacidade de pensar como o inimigo. e ele saltou. mas sim porque Sean o fazia. Isso. A captura de nós era muito problema para algo em pequena escala. Eric e Sean para nos levar ao Brasil. Para descobrir o resto do que precisava saber. Mas o mais alarmante para mim foi à probabilidade de que Marc e meu pai tinham razão: sem me dar conta. É obvio. tratando de diminuir o pulso e manter o pânico fora de meus olhos. Miguel usaria ao Ryan. Gritei. Olhei ao Ryan. quem poderia reprovar-lhe —Quando?-. e Miguel necessitava ajuda. teria apertado seu pescoço até que seus . Apertei as barras tão forte que quase podia as ouvir ranger. Se eu tinha razão.desvantagem de menino mau lhe tinha impedido de ver a verdade sobre o regime do Miguel. Em um canto do porão. tinha sido treinada para levar o Orgulho. Só queria ser uma sobrevivente. embora sendo realista meus dedos se quebrariam muito antes que as barras de metal sólido o fizessem. O único problema? Eu não queria ser uma líder. tratando de não assustá-lo com a força de meu olhar e a intensidade de minha voz. porque teriam que ser bastante poderosos para convencer ao Miguel de seqüestrar a várias gatas americanas.Perguntei-lhe. se não podia sair desta maldita jaula. não que poderia me guardar disso. que caía a um crescente atoleiro no chão. Tinha que ter ao menos dois compradores. em particular. caso que tivessem algum. uma vantagem definitiva para qualquer líder. E estava disposta a assumir que os tinham. Ryan?. e talvez três ou quatro. E eu sabia que não era estúpido. Sara tinha sido comprada e paga antes que Miguel cruzasse a fronteira dos EUA Assim tinham a Abby. a água gotejava de um tubo com furos. Mas ambos os papéis estavam fora da questão. Eu não tinha a intenção de lhe gritar. Então. e à terceira menina. me impulsionando a dizer algo. ele escolheu esse momento para ficar por completo pouco comunicativo. Mas. provavelmente com a ajuda dos compradores e seus leais Tomcats. Se pudesse ter chegado a ele nesse momento. o que dizia de mim que entendesse a forma em que a mente do Miguel trabalha? Nada no que queira pensar. —Quando se irão. Miguel não só tinha um comprador esperando na América do Sul. não porque queria a Sara.

—Não. assim que fui com o que esperava era uma resposta segura. e têm um plano para fazer a captura em algum momento depois do anoitecer. ele não viria abaixo até que tivesse à garota nova. Fiz os cálculos em minha cabeça. Não posso fazê-lo. mas tinha sentido.Eu já sabia que não lhe importa um cominho a minha. Mamãe? Levariam a mamãe para vingar-se do Ryan? Menino. —Ele me mataria. —Chama mamãe. Eu estava em meu rol! Ryan sacudiu a cabeça outra vez. Além disso. e vamos todos de noite. em vez de desespero. como se negasse a existência de vozes em sua cabeça. disse. -Têm a vocês-. nunca seriam capazes de aproximarse a ela. Pode detê-lo e salvar sua própria vida. ou ao menos aproximar-se a mim com a chave. não levarão a mamãe. Mamãe em troca não.. ou que cheirou algo. Somente chama mamãe e lhe diga que viu algo. não o fará. Não vão perder tanto tempo e energia em vingança.. Dois dias. Faythe. Vão voltar para a manhã seguinte. O que quereriam com uma gata que tinha passado a idade de ter filhos? —Ryan. Mas como? Necessitava que Miguel me desse uma oportunidade. Outro giro positivo.eu disse. e seria um herói-. Tinha que fazer que abrisse a jaula. Isso é tudo o que necessita. —Sinto muito. Miguel disse que depois iria por mamãe se te ajudava. Mas sem dúvida era uma ameaça vazia. — Estarão indo-se na manhã. Ir pela irmã de Sean era horrível. Eu não o permitirei. Tinha aproximadamente quarenta e oito horas para nos tirar daqui. —Não. Lhe diga que acredita que estamos aqui.Ryan se encontrou com o corrimão e olhou a seu redor como se surpreendesse ao ver a escada detrás dele. Não podia me permitir o luxo de esperar tanto tempo. —Você pode detê-lo. e que têm que mandar a alguém a comprová-lo. Mas segundo Ryan. Tratei de projetar confiança em minha voz. já que com qualquer poderia ter sido certo. Moveu-se para trás. Ou talvez sua consciência. Jogou uma olhada à escada.olhos saíssem de sua cabeça. Não estava segura de se estava falando do Miguel ou de papai. por ser tão idiota. obviamente atento aos passos..Ele sacudiu a cabeça como um menino pequeno negando que houvesse feito o atoleiro no chão. sabiam onde estava sua lealdade. para as escadas. . Ryan. colocando a cabeça para apanhar seus olhos. ou nos pôr em contato com o Conselho.

logo abriu a porta e entrou na cozinha. Dois dias. Ryan ajusto seus ombros. Não havia nenhuma outra explicação para minha má sorte. Sem voltar-se. agradecemos a Deus pelas pequenas coisas. especialmente quando são tudo o que se tem. caí de repente. apesar da escuridão fora. A porta se fechou com o som de um clique final. Mas me dava conta de que ainda podia vê-la bastante bem. Era suficiente para me fazer uma idéia de que classe de monstro tinha sido em minha vida anterior. Vai trocar de idéia. E o único membro de minha família que o sábia. No teto. olhando com desinteresse os restos de minha comida. Frenética. nos deixando sozinhas de novo. e deixe seu cadáver como bocado para os gatos da selva? Ficou tenso.movendo-se para trás o primeiro degrau. pensei. Estava pegajosa pelo suor e me doía por toda parte. -Realmente quer que tenham essa oportunidade com mamãe? Como demônios se supõe que devo responder a isso? Sabia no fundo que nunca conseguiriam estar o suficientemente perto para raptála. Ao menos esta vez deixou a luz acesa. pensei. ajudava a meus captores em vez de mim. fique sobre minhas costas no colchão porque era a única posição cômoda que pude encontrar. isto tinha que ser o carma. —Assim vais deixar que Miguel lhe mate. Meu estomago ameaçava devolver minha ultima comida. fiz uma chamada a seu sentido de auto-preservação. mas Ryan tinha pensado o mesmo de mim. e todos sabíamos a forma em que se pôs pelo chãos essa teoria. só uma lâmpada de setenta e cinco watt iluminava nossas celas do porão com claridade deprimente. Tem que fazê-lo. Leu a resposta em meu rosto. . e me deixei cair no bordo do colchão. Capitulo 24 Depois que Ryan se fora. logo que registrei o terror em bruto em seu rosto. Sério. e lhe tremeu a mão no trinco. e nos deu as costas a mim e a Abby. subindo os degraus de dois em dois. Algumas vezes. Tinha dois dias para escapar desta jaula soldada em alumínio antes que Miguel me vendesse como uma combinação de brinquedo/ bebe de sexo fabricado para um gato Brasileiro da selva. em grande parte não digerida. Olhei por cima a Abby.

dormi. me perguntando qual da vida de meus amigos estavam a ponto de arruinar. tivesse-me despertado com uma luz do dia tão débil e escura para fazer algo mais que ver o vago contorno das formas na escuridão.Mas se eu estava desanimada. Espera. quer escutar meu brilhante novo plano?. Pensando no Marc e no Jace. os roncos agradáveis de Abby interromperam meu sono. pensei. E eles teriam . que se acabava de despertar. Tinha estado assim desde que Ryan se foi. –Ei. Fora. Ab. Depois de me haver agradado com ao menos uma hora de amarga auto-compaixão. mas era impossível alcançá-la para mim. Cedo ou tarde. Ou talvez o era. Se ele não podia aproximar-se a nós. Abby estava realmente desanimada.não conseguiria nos tirar de nossas jaulas. me perguntando se ela tinha decidido reclamar seu posto no conselho agora que suas decisões uma vez mais afetavam diretamente sua vida e o futuro do Orgulho. E embora ele não era o suficientemente estúpido para entregar sua vida ao Miguel sem lutar. Estava sentada no bordo de seu colchão olhando fixamente a um nada. Se não fora pela lâmpada sobre minha cabeça. Sentia como se tivesse que consolá-la. Estava desesperada por acreditá-lo. com as imagens da cara mutilada do Miguel dançando em minha cabeça como uma das fadas de açúcar do Tchaikovsky. determinada a começar o novo dia com uma dose de otimismo. não poderia nos sedar. Emocionada. mas poderia torcer os planos do Miguel. Inveje-lhe a inconsciência que trazia o sonho. Ryan nunca tinha sido um bom lutador. Certamente o sedativo se desvaneceu de meu sistema. talvez essa não era uma tão má idéia. Pensando em tudo. seus cachos úmidos pelo suor se estendiam detrás dela. Pensando no preocupado e zangado que deveria estar meu pai. despertei no mesmo triste porão que tinha visto pela primeira vez faz vinte e quatro horas. mas não tinha nada que dizer. Mas até depois desse doce sonho. Pensando em minha mãe. Queria acreditar que meu irmão cambiária de opinião. levando-se qualquer esperança de um resgate com ele. mas seus esforços eram tão vãos como minha própria busca de uma chave. sentei-me e me gire para olhar a Abby. Estava muito ocupada pensando. teria que Trocar sozinha para ser capaz de ver. os primeiros raios de sol lutavam por penetrar as asquerosas janelas. Sem ela. gasta pela fantasia de sorvete de uva e ar condicionado. E pensei no Eric e Miguel. Graças a Deus por esse lâmpada.

desejando mais que nada poder lhe dar um abraço. Não há nenhuma forma de que Miguel possa me obrigar a voltar para minha forma humana.Pensei que riria.sua testa se enrugo pela confusão. Abby soluçou mais alto e se lançou de boca a baixo sobre o colchão. merda. Estava em branco. não pode entrar na jaula. Assim… voltávamos para o plano numero dois. só para ter algo que fazer. sua expressão era de puro desespero.Afasto seu olhar envergonhado. Ela sozinho tinha que superar seu problema. —Sim. talvez não é exatamente um plano brilhante. ou ao menos sorriria. Abby. terei muito tempo para atacá-lo antes que termine a Mudança. —Isso é tudo? —Sim. não posso. Bem. Aproxime-me dela tanto como minha jaula me permitia. E se for bastante estúpido para entrar em sua forma humana e logo trata de Trocar. e isso que eu digo . Ela se sentou. mas não é razão para chorar.que estar loucos para tratar de levar duas completamente conscientes e iracundas gatas na parte traseira de uma caminhonete. Abby esfrego seus olhos com sono e se empurro a se mesma em uma posição sentada. Estou muito alterada ou cansada ou algo. mas seu rosto não mostrava nenhuma convicção. Mas não pude fazê-lo. Franzi o cenho. É simplesmente brilhante.sorri –Trocar. ponho-se a chorar. assim tratei de Trocar. Isso é tudo. —Claro que pode. seus cachos estavam aderidos a suas bochechas úmidas. Era muito para ter uma terceira vez de graça. —Não se preocupe por isso. Juntas nos tínhamos excluído de meus planos de fuga. —Não. –Aconteceu-me um par de vezes antes. procurando desesperadamente em meu cérebro uma terceira idéia brilhante.. Tudo o que precisa é te acalmar e te concentrar. —Trocar?. Pode fazer isso por mim? Assentiu. –Não posso fazê-lo. Ela não podia trocar e eu não podia tirar de alguém uma chave. –Se tivermos garras e presas. Mas em troca. Fechei meus olhos. —Trocar. –Bem. . Não posso acreditar que não o tivesse pensado antes. Despertei em meio da noite e não pude voltar a dormir. não acredito que eles tentem algo. Ponho-me nervosa ou alterada e não posso Trocar. Sua testa estava contraída pelo medo. E se eu Trocar primeiro. –Suponho.

Isto só funcionária se ela se relaxava. me pondo com cuidado sobre minhas mãos e joelhos.Falei lentamente. fome e susto. Só sábia que minha boca estava seca. a tensão que se albergava em seus rasgos era uma mascara de medo e pavor.depois de um momento de vacilação e uma nervosa olhada à escada. Minha Mudança tinha começado. Sorri tratando de animá-la. agora quero que comece pelos dedos de seus pés e suba relaxando cada parte de seu corpo. mas sua postura traio sua mentira. —Esta pronta?. tão automática que meu corpo fez o que lhe dizia.tirei minha roupa e deixe a um lado. não estavam relaxados.. –Esclarece sua mente completamente e tente não pensar em nada que não seja o processo da Mudança. —Não há problema. Em vez de temer à dor. Meu ombro esquerdo gritava em protesto. trocando para me apoiar em meu braço direito. já que o exercício obviamente não lhe estava ajudando.Assentiu com gratidão. começa a visualizar sua Mudança. mantendo minha voz suave. Estremeci-me. para somar ao cansaço. mas eu não estava convencida.. –Relaxa seus pés. —Bem. Quão último ela precisava era uma razão para sentir-se envergonhada. Pensei em parar. Ela ainda se via bastante nervosa. –Agora segue com suas pernas. tratando de me relaxar com a esperança de que ela o fizesse também. Agachada sobre suas mãos e joelhos. mas tinha medo de que admitir o fracasso a transtornasse até mais. rechaçando-se a carregar meu peso. Relaxa suas panturrilhas e coxas. E provavelmente desidratada. —Quando todo seu corpo estiver relaxado.disse. logo seus tornozelos e contínua. Merda. Seus pés se sentem relaxados? —Isso acredito. lhe dê à bem-vinda porque é…. -O que te parece se o faço contigo? —Obrigado. dobrando-a com cuidado sobre uma esquina de seu colchão.. Suspire. tratando de não demonstrar compaixão em minha expressão.não pude seguir falando. obviamente tratando de relaxar-se.tirou sua roupa.. jogou-me uma olhada.perguntei. —Pode sentir seus músculos afrouxando-se? —Sim.Ela não tinha sorrido desde que tinha vivido o assassinato da Sara e vi em seus olhos úmidos pelas lágrimas que ela esperava morrer do mesmo modo. —Bom. Suspirei. Abby cabeceou. Se não estava segura. Minha rotina era tão inculcada. mesmo . Bem?—Sacudida de cabeça outra vez.

que meu cérebro não se referia a isto. Eu poderia me deter, mas doeria mais que deixá-lo terminar. Assim fiz meu melhor esforço por deixá-lo continuar e que meu corpo o assumisse pouco a pouco. Infelizmente era mas fácil dizê-lo que fazê-lo. Nunca tinha Trocado com uma ferida séria e não tinha nem idéia de que doeria tanto. As primeiras etapas era a agonia como nunca a tinha experimentado. Meu corpo se rasgava literalmente, ligamento por ligamento, união por união. Era uma coisa fazer meus ligamentos e uniões sãos, mas outra completamente distinta para meu ombro ferido. Estava em fogo, minha ferida ardia pelas mudanças físicas aos que era forçada. A dor se alivio quando as últimas etapas de minha Mudança vinham e se foram, enquanto várias partes de meu corpo se adaptavam a seu lugar. No momento que terminou, meu ombro palpitou com a dor embotada de uma velha ferida. Estire-me, provando minha nova configuração de músculos e ossos. Para meu assombro, meu ombro se sentia muito melhor. Estava longe de estar curado, mas agora podia suportar meu próprio peso. Marc tinha mencionado que um pouco parecido lhe tinha acontecido uma vez, mas nunca tinha pensado muito nisso após. Sua teoria era que os músculos e ossos que se moviam durante a Mudança, começavam a curar-se automaticamente quando eram reacomodados em suas novas posições. Genial, pensei contente por meu descobrimento. Agora vestida, Abby me estava olhando, sua expressão era uma mescla de inveja e temor. –Faz que se veja muito fácil, como se nem sequer doesse. Soprei por meu nariz, sabendo que ela me entenderia. Doía terrivelmente, não importava como se visse. Dobrando meu focinho, arqueie meus bigodes para frente, logo para trás para estendê-los completamente sobre meu rosto. Logo estendi minhas patas dianteiras tão longe como pude, com meu traseiro no ar. Depois de me estirar, joguei uma olhada ao redor a meu entorno, vendo o porão pela primeira vez em quatro patas. Pelo geral eu gostava dos primeiros minutos em forma de gato, porque cada imagem e aroma que conhecia de cor como humano se sentiam como se fora a primeira vê, muito novos e diferentes para meus sentidos de gato. Mas esta vez meu corpo felino se sentia torpe e fora de lugar no porão, onde nada se removia e nada crescia. Nenhum roedor se apressava através de meu campo de visão.

Nenhum ramo ou rocha se sentia em minhas patas e nenhum cadillo 20 aferrava-se na suave pele sobre meu ventre. Não havia nenhuma brisa, nem sequer o frio artificial de um ar condicionado. E embora eu podia ouvir os sons de civilização que vinham da casa sobre mim, comparado com o preservado bosque de papai, minha prisão subterrânea era misteriosamente tranqüila, e tão má, como só um hábitat artificial poderia ser. Experimentando como gato, o porão era um fossa revestido de concreto, poluído por humanos. Era um assalto a meus sentidos. O piso era áspero contra minhas patas, como caminhar sobre papel de lixa. De cima veio o som de uma risada enlatada; alguém se tinha levantado e estava vendo televisão. As barras que me rodeavam cheiravam a metal e ao aroma pessoal de todos os que as haviam tocado recentemente. Mas o aroma que mais preponderava era o do sangue. Era da Sara e vinha da jaula vazia a minha direita. Nenhuma quantidade de lavagens poderia disfarçar o aroma do sangue de um gato e o que mais me assusto foi saber que a maioria do sangue derramado tinha sido eliminada com o colchão. O que alcançava a cheirar era sozinho uma parte do que Sara tinha perdido, com sua vida. Haviam outros aromas, é obvio, como a inquietante combinação do Marc e Miguel. Eu cheirava como ambos, não importava em que me convertesse, seus aromas estavam sobre mim, e não desapareceriam completamente até minha seguinte ducha. Abby cheirava como talco de bebê, desodorante perfumado, certamente de faz já vários dias e a algo jovem e feminino, muito próprio dela. Mas o aroma que mais prevalecia nela era o aroma distintivo azedo do medo. Miguel havia dito que gostava do aroma do medo, o que me havia dito mais do que precisava saber sobre ele. Os gatos espreitam e caçam por vários motivos, incluindo a pratica, o ócio e como desculpa para socializar. Mas só matávamos por alimento ou em defesa própria. O aroma de medo não faz nada para melhorar nosso apetite, tampouco é um afrodisíaco. O fetiche do Miguel com o medo pertencia a sua metade humana, não a sua metade felina. Era algo que ele tinha em comum com incontáveis internos da prisão em todo mundo, mas com nenhum gato no zoológico. Ele era um monstro humano, ao que um idiota tinha armado com
(Garotas aqui na Colômbia os chamam cadillos, são estas bolinhas que se pegam às calças quando se caminha na ferva.)
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dentes e garras mortais. Eu gostaria de pôr minhas mãos sobre o gato responsável pela primeira Mudança do Miguel, pensei. Mas conhecendo o Miguel, esse gato provavelmente já estava descansando em paz ou em pedaços, em algum lugar em meio da selva. Além do sangue e o medo, identifiquei o aroma residual de minha própria urina no contêiner de café. Como gato, o aroma não me ofendeu no mais mínimo. Era uma parte natural de minha própria biologia, a diferença do aroma metálico das barras e o persistente aroma de óleo derramado. Mas o único aroma no que estava interessada nesse momento vinha da bolsa branca de papel que se encontrava na esquina. Os restos de minha comida da noite anterior. Não era suficiente, mas era melhor que nada. Segurei com força o fundo da bolsa com meus dentes e sacudi minha cabeça, dispersando os restos do peito de frango restante e o lixo. Como gato não me incomodei pela pele, embora eu não era particularmente aficionada à cobertura extra rangente. Em menos tempo que o que tomou Trocar comi o frango, a pele e tudo. Até um par de ossos também. Depois de minha comida, sentei-me sobre meu traseiro, limpando meu rosto e patas. Não estava cheia mas entretanto não havia nada mais. —Quer um pouco mais?- perguntou Abby, sustentando seu segundo peito de frango entre seu dedo polegar e índice. Deveria ter sacudido minha cabeça. Não era justo tomar seu jantar só porque ela não tinha sido capaz de Trocar. Mas como eu havia feito, necessitava alimento. E ela não parecia querê-lo. Pisque-lhe e incline minha cabeça para um lado. Estas segura? —Sim, toma-o.Deslizou seu peito entre as barras, clandestinamente. Conseguiu ficar a um pé e meio de minha jaula. Caminhei pesadamente até a parede dianteira de minha cela e me deitei sobre meu estomago, estendendo minha pata dianteira entre as duas barras. Faltava um pouco. Estendendo minhas garras arremeti contra o peito, gire minha cabeça a um lado e fechei de repente meu ouvido contra as barras enquanto afundava minhas garras na carne. Doeu, mas funcionou. Empurrei minha comida com o passar do piso até minha jaula, logo me lancei sobre ela. Não durou mais que a primeira. Ronronei olhando fixamente a Abby.

—De nada.- Disse. Molas metálicas gemeram no alto e a madeira rangeu. Alguém acabava de sair da cama. Me apoiando na pele pálida do Ryan e os escuros círculos sob seus olhos, estava disposta a apostar que ele não tinha dormido em um par de dias. E se ele dizia a verdade, Miguel e Sean já estavam provavelmente a caminho. Isso deixava uma só possibilidade. Eric. Em sua cela, Abby olhou fixamente o teto, esquecendo o que estava ocorrendo na cela. Ela tinha reconhecido o som dos passos do Miguel antes, mas esta vez ela não tinha ouvido nada. Em duas pernas, nosso ouvido era muito melhor que o de um humano, mas não era nada comparado com o de um gato. Como gato, eu podia ouvir freqüências que foram além da gama superior de um humano, ou até um cão. Grunhi brandamente e Abby me jogo uma olhada. -O que acontece? Assinale o teto com meu focinho. —Ouviu algo?- perguntou e eu cabeceie. —Alguém vem? Rodando minhas orelhas, localize a direção do som e escutei cuidadosamente. Ouvi passos pesados, depois água correndo. Eric estava tomando uma ducha. Sem como dizê-lo mais especificamente, de acordo com sacudir minha cabeça. —Graças ao céu.- ela respiro, olhando o teto com cautela. Não estava de acordo. Nós não podíamos escapar sem uma chave, e as horas que passávamos desejando uma oportunidade não nos fazia nenhum bem. Necessitávamos ao Eric para abrir nossas jaulas. Preferivelmente a minha. Escutei como a ducha corria por vários minutos, rodando ocasionalmente minhas orelhas para me assegurar de que Ryan continuava vendo televisão. Ou que estava conectada, ao menos. Não o tinha escutado entrar ou deixar a sala de estar, mas era tudo o que necessitava para conhecer sua posição na casa. A água parou e Eric saiu da ducha. Se ele tomar um tempo para secar-se bem, não estava segura; segundos mas tarde estava no outro quarto, procurando roupa limpa, me apoiando no som do roce entre madeira quando ele abriu e colidiu as gavetas do armário. Bem, momento para a ação. Sentei-me direita e aplanei meus ouvidos sobre minha cabeça, me dispondo a criar um bom rugido. Isto era em quão único podia pensar para atraí-lo abaixo e embora ainda não sábia como fazer para que abrisse minha jaula, decidi tomar

as coisas com um passo de uma vez. Começando com o rugido. Tinha que ser o bastante ruidoso como para que Eric o ouvisse, mas não o bastante ruidoso para alarmar aos vizinhos. O volume era sempre uma chamada de atenção pela possibilidade de ser ouvido pelos humanos. Mas quando estava preparada, não tive que fazer nenhum ruído absolutamente. Os passos giraram para o que assumi era a cozinha e fechei minha boca, escutando. Eric fez uma pausa, possivelmente no refrigerador, logo continuou para a porta do porão. Aparentemente gostava de uma pequena diversão como primeira coisa na manhã. Que afortunadas. Olhando fixamente os passos, grunhi para advertir a Abby. Ela me jogou uma olhada, logo seguiu meu olhar, seus olhos vagaram ao redor e sua postura se voltou tensa. A porta se abriu e ela salto ficando de pé. Rápido. Alegrei-me ao ver que ela ainda tinha um pouco de energia, já que eu tinha comido a metade de seu jantar. E já que não estava segura de que poderia afastar o dela pela segunda vez. —bom dia garotas,- chamou Eric do alto das escadas. —Sabem que é de amanhã, verdade?- nenhuma das duas respondeu, ele fez uma pausa para apagar a luz e então descendeu pelas escadas. Não me importou. Podia ver na escuridão muito melhor que ele. Mas Abby respirava tão duro e rápido que me preocupou. Eric parou em seco ao pé das escadas, me olhando fixamente enquanto uma gota de água caía da ponta de um de seus cabelos ainda molhado. Em menos de um segundo, sua cara troco do medo à surpresa antes de adaptar-se finalmente a um sorriso divertido. As duas primeiras expressões estavam mais próximas ao que ele sentia realmente e nenhuma demonstração de dentes brancos e perfeitos podia me convencer do contrário, inclusive se suas presas fossem maiores que as minhas. Mas não o eram. Nem muito menos. Ele cheirava a fresco e limpo, como a sabão, xampu barato e creme dental com sabor a hortelã. Isso me ofuscou. A pele de minha cabeça se arrepio em grupos rígidos, emaranhados pelo suor e o sangue seco, embora eu tinha tido pele quando tinha obtido uma ou outra substância. Não tinha escovado meus dentes em aproximadamente trinta e seis

horas e nunca tinha necessitado mais de uma ducha em toda minha vida. Em uma palavra, sentia-me horrível. Na parte de acima, certamente horrível era um repelente anti-violação. Mas inclusive se não o era, seguro como o inferno se o eram. Passeie através da frente de minha jaula, me devolvendo cada vez que chegava à parede oposta, fazendo uma pausa de tanto em tanto para lhe grunhir. Os olhos do Eric me seguiram. Obviamente procurando algo inteligente para dizer e não lhe ocorria nada. Que surpresa. —A pele te senta bem, Faythe,- disse finalmente. As garras me sentam melhor, pensei, olhando os quatro compridos, arranhões encontrados que baixavam da esquina de seu olho esquerdo até seu queixo. Lambi meu focinho, contente com minha obra manual. Eric deu uns passos adiante, como se tivesse encontrado um contrabando de coragem oculta e queria usá-lo tudo em uma farra descuidada de gastos. Mas ficou afastado de minhas barras. Procurou em seu bolso direito dianteiro e sacou uma pequena chave prateada, sustentando-a para que a visse. –Como vejo sua jaula toda coberta por guardanapos e ossos de frango, não acredito que esteja preparada para uma visita, acredito que melhor irei visitar sua pequena prima esta manhã. Ela é mais meu tipo. Aos covardes sempre gostam das jovens, pequenas e necessitadas, pensei, desejando poder expressar meu insulto. Mas tudo o que podia fazer era olhar. Com cada passo que Eric dava para ela, Abby se afastava mais, até que golpeou a parede. Sacudiu sua cabeça devagar, com seus punhos diminutos apertados a seus lados e seus olhos amplos de terror. Ela me jogou uma olhada e lhe grunhi, não a ela, se não ao Eric. Ele se deteve dois passos de sua jaula, voltando-se para me olhar. -O que passa gatinha? Esta ciumenta? Isso esta muito mal, já que não me deu uma muito cálida bem-vinda a ultima vez- Tocou os arranhões sobre sua bochecha e poderia jurar que ele sábia que eu estava sorrindo. Soprei para ele, a centímetros da parede dianteira de barras. —Sim, vi o que fez ao Miguel,- Disse. – Estas muito orgulhosa de você mesma verdade? Suponho que te deu conta que por agora ele se deu por vencido contigo. Trocou-te por um modelo mais recente. Esperava que ele dissesse o nome da garota que estavam perseguindo ou ao menos que me desse uma indireta, mas não o fez. Embora me fez saber que ela era mais jovem que eu. Eu era a gata solteira com mais idade no país. Saber que eles voltariam na manhã me disse mais do que Eric havia feito.

por óbvias razões. Mas não até que Troque outra vez. Eu sabia o que queria dizer e sabia que era mentira. —Sim. –É obvio. com seu tom artificialmente exasperado. pode olhar. Preferiria ter uma moça que não lhe faça trabalhar muito. Grunhi outra vez e de novo ele me jogo uma olhada. eu ficava nua e vulnerável. pensei. não há nenhuma forma de que possa me deter. Mas como eu havia dito. Você. claramente desinteressado em uma resposta honesta. fora do óbvio. Mas enquanto tenha garras e uma cauda. Lhe tinha ocorrido algo.. Ao parecer Miguel não o tinha tampouco. Essas garras se vêem muito afiadas. Terá que Trocar se quer fazer o trato comigo. Contínua. o qual não era um grande problema quando estava rodeada dos membros de meu próprio Orgulho. Não estava disposta a Trocar até conhecer exatamente o que ele tinha em mente. literalmente. Mas com o Eric como minha única companhia. Eric cavou a fechadura da jaula da Abby sobre sua mão. –Sei que é uma boa prima maior e que você gostaria de economizar a Abby mas dor. Se realmente gostasse do desafio estaria caminhando para minha jaula em vez da Abby. Ele estava dizendo que se Trocava de novo poderia detê-lo? Inclinei minha cabeça para um lado O que quer dizer? —Pensou que era desumano?perguntou. isso não era menos que suicida. ele sozinho não tinha o material para ser Alfa. Maldito insignificante filho de puta! É obvio.—Digo que ele provavelmente queira contigo. e essas presas poderiam fazer um verdadeiro dano. —O que?. se entender o que quero dizer. mostrei-lhe que meus dente eram muito afiados também. –Não veja se não quer fazê-lo. —Um trato simples. eu gosto de morder e chutar meu queijo. A mim. Bocejando. isto saiu como um grunhido e um malditamente bom. E estou disposto pôr minha parte. Incline minha cabeça para o outro lado.disse. —Sabe. por outra parte. Fique ali com suas patas sobre seus ouvidos a ver que bem funciona.perguntou Eric. O que? Meus ouvidos se levantaram. Depois de Trocar. Mas não em forma de gato. já que eu estava em forma de gato. mas é preguiçoso de coração. por ela. Tem que haver uma forma de negociar sem palavras. lhe dando golpes a seu relógio de forma .

Sorriu com ignorância. Inclusive se Eric não conseguia me fazer danifico. –Não o faça Faythe- . Troque outra vez e estará de acordo jogando um pouco e deixar sozinha a Abby. Eric sorriu e meu estomago se retorceu. mas não deveria sê-lo. Ela não desejaria que isso acontecesse com alguém mais.significativa. Outra vez. os machucados do Miguel não seriam nada humilhantes em comparação. Ela era somente uma menina e era forte. –Bem. Eu não podia me sentar e escutar enquanto ele violava a minha prima. O que acontecia isto era tudo minha culpa e não tinha nada que ver com o Miguel? O que acontecia desafiar a masculinidade do Eric e humilhá-lo em frente de outros havia feito que se provasse algo a si mesmo? Merda. então cabeceie. Isso certamente era algo que Miguel faria. Ele poderia enviar ao Eric para me debilitar. –Dar-te-ei um minuto para que decida . agora estava sentada em sua esquina favorita com seus joelhos contra seu peito. Grunhi-lhe uma última vez. tinha razão. logo que ocultando um sorriso quando aproximava a chave até sua palma. Não séria tão mau para mim como para ela. Ela ainda não me olhava aos olhos. estaria muito cansada por tentar rechaçá-lo. E pela primeira vez.disse Eric. para ele séria uma situação de só ganho. vacile. Estava claramente aterrorizada. meu coração me doía enquanto olhava a Abby. – Espero que aprecie o que sua prima faz por você. Agora Troca de novo.Contou Eric olhando seu relógio.disse. convencido de que tinha ganhado. Isso esperava.. Mas uma horripilante possibilidade me carcomia o cérebro. não o demonstrou. Por agora. Sim ele me entendeu. Que demônios lhe tinha ocorrido? Miguel havia dito que Eric não podia me tocar.. Como tinha trocado isso? Ou estava Eric estava tomando vantagem da ausência de seu chefe? Talvez Miguel lhe tinha dado ao Eric uma oportunidade para me romper antes de desistir completamente. seis. Com uma boca como a minha. É uma prima maravilhosa. Ou pode te sentar sobre seu traseiro com sua cauda ao redor e escutar o muito que gosta sua prima. Abby rechaçava me olhar. assim eu estaria muito cansada para resistir quando ele voltasse. cinco…. Isso era tudo o que ela tinha que escutar. Ela é uma gritã sabe. É mais. Matar-te-ei se tiver a oportunidade. quem necessitava inimigos mortais? —Sete. se Eric saía ferido. —Temos um trato? Por um momento. Mas ela não me pediria fazê-lo. —Trinta segundos.ele olhou a Abby sobre seu ombro.

A diferença do Miguel não lhe importava se estava acordada ou não. nua e tremendo. Meu corpo não tomaria mais estresse e depravação sem sérias conseqüências. Ainda ofegando por minha Mudança. não intencionalmente. Eric se aproximou até pôr suas mãos sobre as barras. inclusive se conseguia perguntar-lhe Assim Troquei sobre o áspero chão enquanto ele olhava. Eric não me deu tempo para me recuperar. Mas eu realmente tinha que fazê-lo. Ao final da primeira fase. mas sábia que ele me obrigaria a fazê-lo. em uma forma de dizê-lo. Não me daria nenhuma possibilidade de atacá-lo. Considerei reverter o processo. mas eu não podia saltar em meio da Mudança mas do que podiam me brotar asas de mariposa e voar longe. ele iria pelo Abby. Minha melhor oportunidade séria quando ele se encerrasse comigo. inclusive em meio do verão. tratando de manter o equilíbrio. que era o que eu tinha querido em primeiro lugar. Se eu pudesse me haver equilibrado sobre ele. E porque uma vez que o tivesse tentado e falhado em matá-lo. Já tinha dado minha palavra. Desesperadamente não queria desmaiar com o Eric em minha jaula. ele teria que abrir a porta para entrar. Queria intimidade para minha Mudança. Estava muito esgotada para manter minha temperatura corporal. Abriu a fechadura e a porta antes que me tivesse parado. Ele sabia que estava a salvo. . lutei por permanecer de pé. haveria feito. esperando que ele não compreendesse o que havia feito até que fora muito tarde. Sustentei meus braços a ambos os lados. Como desmaiar. Fechou a porta e saltei quando a fechadura rangeu ao fechar-se. Não estava segura de que ele tão sequer esperasse a que recuperasse o conhecimento. –Faz antes que troque de opinião. só para me castigar. Ele não era tão rápido como Miguel. Enquanto isso. De todos os modos. mas estava cansada e débil. E porque não tinha tido um sono decente em dias.Sussurro –Não tem porque fazer isto. O suficiente como para que ele desse a volta rapidamente para a saída. porque tinha Trocado duas vezes sem água e muito pouco alimento. Ao final não o fiz porque sábia que não funcionária. De todos os modos. comendo-se com os olhos cada uma das fases de minha Mudança quando foram chegando. E quando uma oportunidade bate na porta… Eric se aproximou a minha jaula ainda fora de meu alcance. ajoelhei-me no chão. Minha visão se obscureceu e minha cabeça caiu sobre meu peito.

limpei o frio suor de meu rosto com ambas as mãos. as regras do jogo…—Começou. de todos os modos. e me encolhi. Concentrei-me nos cachos da Abby e a seguinte vez que ele tomo meu braço. Passaram vários segundos incômodos. Abandonar-te-ei para que te esmurre contra as barras e Abby e eu poderemos solucionar o nosso.—Estas bem?.. Sim. eu sábia que seus olhos eram a menor de minhas preocupações. Mas todas as regras eram sozinhas para mim. claramente agradado. Assim tinha que escolher meu momento com cuidado. Não pude evitá-lo. Eric me jogou uma olhada de advertência e grunhiu. cruzando meus braços sobre meus peitos. sairei daqui. Incômodos para ele. Imaginei.ri-me. Imaginei o afortunada que era ao ter um violador com regras de jogo. O um ou o outro. mas não sábia que fazer. deixe-o. só tinha uma oportunidade contra ele. Finalmente. Ajudo-me a esclarecer minha mente e me forçou a me concentrar. —Há regras?. seu primeiro golpe contra mim provavelmente me deixaria pasmada. Se a perdia. O Trocar de novo tinha ajudado até mais com minha ferida. Seus olhos vagaram por meu corpo. –Terminemos com isto. Minhas veias bombeavam. —Assim temos um trato? Cabeceie de novo. —Estou bem. Pelo fraco que estava. seus dedos estavam em seus ouvidos. Eu somente estava cansada e zangada. o que fizesse ao Abby séria . porque não havia mais que pudesse fazer. —Se você me golpear ou me arranha ou me atira algo dessa merda que fez ao Miguel. E se não estava mau. logo me dava conta que não tinha onde limpá-lo. como se minha cooperação lhe surpreendesse e não estava disposta a lhe mostrar o processo. Não tinha a força suficiente para golpeá-lo e lhe fazer danifico. pôs uma cara resolvida e me puxo para frente de meu cotovelo esquerdo. Meu momento inclusive no tinha chegado. dispersando a raiva por todo meu corpo. —Entendeu-me?. mas a invasão ainda me zangava. Verdade Abby-gata? Joguei-lhe uma olhada.perguntou. Podia provar seu creme dental e cheirar seu xampu. E a raiva se sentia bem. Ele parecia não saber o que fazer agora. mas tinha suas costas para nós. mas que afetado pela preocupação de quão débil estava. assim Eric se deu a volta para mim. e se o tentasse e falhasse. —Bem. Beijo-me e eu somente fique ali parada.perguntou e cabeceie. Flexionei meu braço liberando-o por instinto e me surpreendi ao compreender que a dor de meu ombro não estava tão mal. ela não respondeu. Nenhum dos dois se moveu.

Tinha que descobrir como Trocar meus dentes… Fechei meus olhos para me concentrar. Vamos. Isto era uma degradação absoluta. Eric desabotôo suas calças e esse diminuto sussurro percorreu meu corpo como o rugido de um motor. Tinha que derrubá-lo com um só golpe. mas com a suficiente para me deixar uma marca. com o único propósito de me humilhar e romper minha vontade. Se meu momento não chegava logo. Precisava me concentre ou ia fazer que isto fora pior para as duas. Eu poderia havêlo feito. Minhas mãos ré frisaram em punhos a meus lados. outra vez tratando de forçar uma Mudança. Eric estava obviamente ignorando meus esforços e minha frustração crescente. dor. de todos os modos. isso sei que o poria endemoniadamente furioso. Odiava ser marcada. E isso me zangava. Troquem. Suas mãos vagaram. olhei fixamente a cabeça da Abby. apesar de minha determinação a fazer o que fora para manter a Abby a salvo. Ele empurrou seu jeans para baixo sem separar sua boca de meu pescoço. tratando de ter presente a razão pela que não me rendia sem lutar. não com a suficiente força para romper minha pele. Não o bastante rápido. maldição. até que fiquei apanhada entre seu corpo e as barras. Algo menos que um golpe de morte não estaria o bastante bem. Nada passou. séria muito tarde. Ele caminhou comigo para trás. Mas o pior de tudo era o vulto duro em seu jeans. até com dentes humanos. tão profundo para me engasgar. Minhas unhas se enterraram em minha Palmas. Mas não entendia isto. Meus olhos se abriram de repente. Isto não ajudou. Eu estava perdendo o controle. Ele me estava marcando. Eu conhecia a dor e sabia como tratar com isso. Fechei meus olhos. Logo que consiga resistir ao impulso de lhe morder a língua.minha culpa. . Isto estava indo muito longe. espremendo e cravando. uma advertência de que as piores coisas estavam por vir. fazendo todo o possível para ignorar a mão do Eric acariciando meu traseiro enquanto tratava de trocar somente meu rosto. A intrusão rompeu os vestígios de minha concentração como uma tocha gretando uma fina capa de gelo. mas não o fiz porque isso não o teria matado. Sua língua se arrastou descendo por meu pescoço. Empurrou com sua língua em minha boca. Isto palpitou contra meu estomago através do jeans. Zangada e mortificada até mais. sua boca ainda beijando a minha boca. Seus dentes beliscaram o lóbulo de minha orelha. Causou-me. Embora.

Fiz a única coisa em que pude pensar para distraí-lo. Isto exigia toda minha atenção. Apertei meus punhos outra vez. A palpitação em meu rosto fez crescer um grito em minha garganta. tinha que abrir minha boca. Eu ia ter meu momento depois de tudo. porque começou a levantar a vista para mi. enquanto os ossos de meu rosto trocavam. Por que os meninos estavam sempre tão dispostos a acreditar no poder de seu magnetismo sexual. tomando fôlegos curtos e baixos quando a dor em meu rosto alcançou seu ápice. só se ele não o notava antes que terminasse. Tinha que separar minhas mandíbulas. sempre tão iludidos. provocando mas sangue em minha Palmas. mas meus lábios se curvaram em um sorriso.Uma sacudida familiar de dor puxou de minha mandíbula. Ela começou a dar volta para nós. Meu coração salto e me pus rígida. merda. logo pensou melhor não olhar e enterrou seu rosto entre suas mãos. Me abati. Eric empurrou sua cueca para baixo com uma só mão. Tomei tudo o que tinha para me impedir de empurrá-lo longe e arruinar minha melhor oportunidade para terminar com ele. Era bom sabê-lo. . Mas estava agradecida pela dor. Estava passando. Fúria ardente e intensa concentração.. Meninos. E deveria havê-lo ouvido. uma ferida de bala não poderia ser mas dolorosa. Outro rangido ressonou desde minha mandíbula e Abby ficou rígida onde estava sentada. feliz de por fim ter encontrado a chave para provocar a Mudança parcial. A Mudança parcial.sussurro Eric contra meu pescoço. pensei. A dor era mais intensa que a última vez. Empurrei meu peito para frente. pensei. Ele ronronou e sua boca viajo para inundar-se em meu mamilo. a agonia era muito intensa. e ao menos de minha perspectiva. Como um cérebro. Seus dedos se deslizaram por minha coxa desnuda. OH. inclusive quando todas as provas demonstravam que não tinham nem um pouco? Acreditava que alguns homens realmente nasciam com um ego enorme. Não tem nem idéia. – Estas se pondo tensa. mas ele confundiu meu estremecimento com um de prazer. para compensar a carência de um membro necessário. O que acontecia Eric tinha ouvido isso? Ele estava muito mais próximo à fonte do ruído que Abby. Senti várias fendas diminutas. Manteve minha mente afastada das mãos e a boca do Eric. Apertei meus dentes contra a dor. —se relaxe. esta Mudança era mas completa.

chocandose contra meus lados e quadris em forma ineficaz. esmaguei sua traquéia com meu paladar. e a nova monstruosidade de meu rosto era muito eficiente. Eric tratou de gritar mas só pôde emitir um gorjeio borbulhante. vertendo-se em minha boca desde seu pescoço. Tomei uma milésima de segundo para desfrutar de sua comoção e medo. e ele não merecia minha piedade. Ou talvez foi o sabor carnal da justiça. afogando-o pouco a pouco enquanto sangrava. . Capitulo 25 O sangue nunca foi tão doce como o do Eric nesse momento. que sobressaía de uma forma ou outra do rosto humano. Ele resistiu por uns segundos. em realidade. Embora lhe tinha rasgado a pele. Eu sábia o que tinha que fazer com ele. Nossos olhos se encontraram. Meu momento finalmente tinha chegado. descendo pelo caminho que nasce em seu cérebro. esta transformação era muito mais completa. mas poderia adivinhar que tinha um focinho sem cabelo e o nariz de gato. mas cada um de meus olhos teriam assustado a muitos homens. ao perfurar sua veia jugular. combinada com minhas maltratadas bochechas. Resisti ao impulso de golpeá-lo. Só me interessava à eficiência. confundindo meu ofego com um som de prazer. Levantou minha perna. enredando-a ao redor de sua cintura enquanto se pressionava contra mim. não lhe tinha quebrado o pescoço. Dois dias atrás. minha boca não se teria aberto de maneira tão ampla. Agora. Deslize minha perna de novo para o piso. pensei. Eric se congelou com meu mamilo ainda em sua boca. Eric colocou uma mão sob meu joelho esquerda. E então. O que seja que fosse. Não tinha nem idéia de como se viam. agitando os braços violentamente. Por sorte. lancei-me para sua garganta. Ele se levantou devagar. Felizmente. Em troca. Grunhi em advertência. Não precisava golpeá-lo nunca mais. Não podia ver a mim mesma. Ofeguei. Isso tivesse sido uma morte foto instantânea. tão acima como abaixo. Eric gemeu ao redor de meu mamilo. Não era uma imagem bonita. estar bonita nunca me tinha importado tão pouco. sentindo presas completas e um jogo inteiro de dentes bicudos.A dor diminuiu e percorri meus dentes com minha língua. em minha primeira mudança parcial. era maravilhoso.

comecei a compartilhar seu horror. —Abby-. ofegantes respirações chamaram minha atenção.Eric pasmou uma última vez. E uma vez. Ah. Mas não pude enunciar palavras com minhas mandíbulas de gato. A dor foi pior sem o resto de meu corpo para simpatizar com sua própria agonia. Quando meus olhos se encontraram com os dela. Quando estive segura de que estava morto. Deixando-o cair. entre as árvores. Pegajoso pelo sangue. como se pensasse que as sombras lhe tivessem jogado uma brincadeira a seus . abri minha boca. O estado de choque ainda não tinha chegado. Estava agradecida por minha nova habilidade. Coelhos. para então eu já sustentava seu peso com meus braços ao redor de sua caixa torácica. e horrível experiência de minha vida. como negando o que via. Dei. Cervos. esperando vê-lo mover-se. Tudo parecia estar bem. o que realmente não foi de muita ajuda. por isso saiu uma curta cadeia de vocais. mas podia pensar com a suficiente claridade para saber que em qualquer momento viria. emitiu um pequeno guincho e saltou detrás das barras. forçando a meu rosto a trocar. sim. Ela meu olhou na escuridão e suspirou pelo alívio. agora recordo o lado mau disto. Observei o peito do Eric.a costa a Abby e me concentrei. inarticuladas sem sentido. As mandíbulas de gato me tiram o dom verbal dos habitantes do planeta Terra. limpei-me o sangue da boca com o braço. mas se foi rápido. lancei-o sobre o colchão a meus pés. Entretanto. Breves. movendo sua cabeça lentamente de um lado a outro. sou eu. Girando. já que esta me tinha salvado do que certamente tivesse sido a mais humilhante. verifiquei os resultados com minhas mãos e a língua. também. escutando o som de minha respiração. Abby me olhava com os olhos abertos pelo espanto. movendo-se por um momento sob a própria inércia. que tinham pouco em comum com seu nome. e não era tão ingênua para pensar que não sofreria conseqüências por isso. Mas nunca tinha tomado a vida de alguém com a habilidade de raciocinar. Percorrendo meu rosto com as mãos. Fiquei olhando-o. Quando terminou. desejava não ter que ver nunca meu rosto meio transformado. Seu peso era grotesco e fracamente nauseantes. Não o fez. mas normal. —Abby. Girei meus olhos gradualmente na direção dos sons. Sua cabeça se desabou para trás. uma vaca que de algum jeito tinha entrado na propriedade de meu pai. Nunca tinha matado antes a uma pessoa. sim. por mais pobre que essa habilidade fosse usada.

Mas só uma. mas bem. e inundei minha mão no outro bolso para achar a outra chave. Que decepção. mas eram lágrimas de alívio e agradecia poder as ver.perguntou. Eric tinha aberto sua jaula mas não a minha. Eric só tinha aberto minha jaula.perguntou Abby. —Há só uma. envolvendo as barras com suas mãos de novo.. empurrei até abrir a porta. —Morto. —E Eric?. sem chave. Não esta vez. sem penugem. É incrível quão rápido se converte em habitual. Sentei-me no colchão perto do corpo do Eric. Sean e Ryan diziam que não tinham as chaves. Os olhos de Abby observavam a chave enquanto eu a tirava de minha fechadura.Sussurrei.olhos antes. e definitivamente. E esta vez. —Sim. assim. e essa idéia não podia descartarse. tentando recordar. mas estava vazio. e eu tinha caído em sua armadilha .. Tratei na dela.. —Está bem?. —Não entendo. Tinha que me limpar antes de poder me vestir. talvez tivesse razão. Contendo a respiração. e te tirarei daqui. Um pouco suja.Eric me tinha enganado. sua voz gritã pelo desespero.disse.. Ou possivelmente começar a escutar um tema musical de alguma filme que trate sobre escapamentos da prisão. Chave em mão. A luz em seus olhos morreu. Atirei do metal aberto e o encerrei em meu punho. Ela assentiu. A primeira vez. —Possivelmente funcione nas duas portas. por um olhar de confusão.disse. -Onde está a outra chave? Ele tinha que tê-la se baixou aqui por mim. Pensei.disse.. Ela rompeu a chorar pela segunda vez em menos de uma hora. coloquei meus braços entre os barrotes e abri a fechadura. como um alarme soando a todo volume ou ar fresco que soprasse meu suarento e pegajoso cabelo detrás de meu rosto. Sentia que algo teria que ter passado. fazendo o possível por ignorar as manchas de sangue em sua camisa e meu corpo nu. —me dê um minuto. e se moveu para a porta para esperar. A minha. Sem troco nem moedas. Eu o entendia muito bem. Miguel tinha aberto a minha mas não a dela. Contive a chave em meu punho esquerdo.* Mas não passou nada. logo a meu peito empapado de sangue. Coloquei a mão no bolso direito e encontrei uma chave. Logo caminhei cruzando a soleira. mas não havia forma de fazê-la funcionar. —Ele não desceu por você.Joguei-lhe um olhar a minha pilha de roupa.

olhei seu corpo. se não fora porque me dava má impressão tocar um cadáver. e estou muito mais forte agora. dava-me conta de que poderia haver uma possibilidade. Ele somente simulou que estava aqui por isso para que eu tentasse te proteger e assim pudesse me oferecer seu pequeno trato. Logo me vestirei e irei procurar sua chave. sem soltar seus barrotes. as pessoas não tem respostas psicológicas pela lembrança desse engano trinta e duas horas depois. Portanto. encolhi-me de ombros.. Ou sim? Dei volta na minha roupa e a chave do banho que se encontrava debaixo das escadas. -O que está fazendo? Abby perguntou. Ele não trouxe sua chave porque vinha por você. aspirando com profundidade. Ryan a cheirará no instante que abra a porta. e não toda foi a minha cabeça. mas me conformei olhando meus pés em seu lugar.perguntou. em realidadede que dormir com ele talvez não tivesse sido má idéia. Tivesse-lhe dado uma patada na cabeça. Ou um martelo. o que dizia isso sobre mim.(homem das cavernas) Faythe. que tinha caído em seu engano? Não tanto como sua morte em minhas mãos dizia sobre ele. cética.Eric era um imbecil. caminhei rodeando-o em meu caminho para examinar minhas roupas. —O que?. Cuidando que não toque minha pele manchada. Possuía uma inteligência verdadeiramente deficiente. Burlada por um Neandertal. . Até que o sangue que descia por meu torso me chamou a atenção. podia-se perceber o aroma seco do sangue do Miguel. até para repeti-lo um par de vezes. -O que aconteceu? —Ele te uso para chegar a mim. aspirando-o profundamente. —O que fará com ele? Sorrindo. O aroma do Marc fez que meu coração palpitasse e meu sangue corresse.completamente. —me limpando. Voltando para minha jaula. e tive que fechar os olhos. Mas o melhor de tudo. a camisa ainda cheirava ao Marc. Pela primeira vez. Se for acima sem me haver lavado o sangue. —Eu poderia tratá-lo como a um menino. assim que minha camisa e minhas calças curtas estavam bastante limpas. deleitei-me com o material em meu nariz. ainda um que eu tinha criado. Ela sorriu timidamente. que idiota é! Queria me golpear a testa. Assinalei com a cabeça para o Eric. Eu tinha bloqueado a maioria das salpicaduras com meu próprio corpo. Isso simplesmente não acontecia. Porque embora um engano pode ser divertido. Então. uma pequena possibilidade.microscópica.

Deixei correr tão pouca água como fosse possível. juntando suas mãos em minhas costas. assim fiz o melhor que pude sem um. O quarto de banho não era mais que uma privada e um lavabo baixo. parei-me sobre o desbotado linóleo e facilitei o fechar da porta detrás de mim.perguntei-lhe. —O que aconteceu?. Detive-me. Uma toalha úmida repousava sobre a parte posterior da peça de banho. mas não chegaram. Minha palma umedeceu no trinco. Não havia ninguém mais no porão. Subi dois degraus. e eu fui para as escadas. assim posso chamar papai. e te tirarei daqui. Só vou procurar a outra chave.. e parecia limpa. porque isso significa que não faço cadáveres ambulantes. No último degrau. debaixo das escadas. Girei o cabo. um padrão de flores de videira se deslizava pelo piso e debaixo de uma mesa lotada. de cartão impressos. Não havia espelho. Aferrou-se a mim. e um telefone.Ela me deixou ir. até que ao enxaguar minhas mãos estivessem limpas. Ainda estava cansada e faminta. sequei-me com a toalha e me vesti.como aviso.-rogou. Ao terminar. Ensaboei minhas mãos com o sabão de essência de baunilha e lavei meu rosto uma e outra vez. Era melhor que a cafeína. com a facilidade e o sigilo de um gato. Eric ainda estava morto em minha cela aberta. Ela me deu um sorriso vacilante e o gesto de um polegar para cima. Abby olhava quando abri a porta. dentro de um espaço muito pequeno como para que coubessem duas pessoas. —Não te deixaria aqui por nada no mundo. cheirando demais a baunilha. —me dê cinco minutos. meu coração pulsava tão forte que não podia dizer se as dobradiças chiaram e empurrei a porta. Mas estava determinada a me tirar todo o sangue. já que podia ver o sangue. Meu corpo foi mais fácil. —Promete-o? —Juro. —Por favor. temendo que Ryan pudesse ouvi-la e saber que algo estava mau. depois me encerrei no banheiro. Voltarei. pulsei o interruptor da luz e olhei a Abby uma última vez. a pesar do risco. antes de desaparecer sob o armário . Abracei-a através dos barrotes. o que era bom. e eu acomodei seu cabelo. Abby. Sob meus pés. —Não me deixe. afastando o de seu rosto. mas a adrenalina me fazia continuar. logo abri o grifo de água. Baixei a tampa do banheiro e apoiei a roupa. Podia perceber sua ansiedade. Assentiu. esperando o som dos passos do Ryan. procurando ao redor a fonte de sua preocupação. —De acordo.

suas cortinas de renda fino abertas expor uma rua residencial estranhamente perfeita. procurando a chave apesar dos pratos sujos e a comida abandonada. cativada pela ordinária cena de serenidade suburbana. Deslizei-me para o marco da porta em caso que se desse a volta. Agora estava vazio. Por cima da pia. A música se deteve. A minha esquerda havia um arco de entrada. Meu pulso saltou. havia outro arco idêntico. depositei-o em um bolso dianteiro de meus shorts e me girei para a sala de estar. telefone equivocado. me inclinando sobre uma pilha de pratos sujos para olhar pela janela. Esfregou-se a cara com uma mão enquanto com a outra procurava o telefone. O lugar de estacionamento estava vazio. mas achei um celular. Mas ainda sem uma promessa não poderia havê-la deixado assim como não pude permitir que Eric a machucasse. mais à frente havia um pequeno hall de entrada e a porta em frente. Logo. polifônica do Bad Boys21. Tinha.prometido a Abby que não a deixaria. justo em frente da porta do porão. gnomos de jardim. que conduzia ao que deveria ter sido uma sala de refeição. ainda meio dormido. É meu agora. Aproximei-me em silencio a mesa. Uma versão digital. A caminhonete não estava. pensei. -Olá?. paralisada no lugar. a bastante velocidade do caminho da entrada a casa. Ryan não estava à vista. Alguém tinha um estranho senso de humor. com calçadas. Ryan gemeu e se sentou no sofá me dando as costas. Escaneei a mesa. Enquanto observava. Na sala de estar. Pus minha mão dentro do bolso. mas meus olhos se dirigiram à porta do porão. e nunca rompo minhas promessas. procurando o celular desesperadamente. E escutei. Sean e Miguel se foram. a menos de um metro e meio. Olhando pela janela. e de correio com formas de pássaros e celeiros. Merda. chio. sintonizando um show de notícias da manhã. A minha direita. Não estava aí. O sofá estava em frente de mim e a televisão estava ligada.da cozinha. havia uma janela. O telefone soou quando eu estava a escasso centímetros da entrada. um carro se aproximou. Tive-o no momento que soava pela segunda vez e pressionei o botão de finalizar chamada. conduzindo à sala de estar. com a bateria carregada e recebendo um forte sinal.Ryan perguntou. passando de comprimento. tinha a liberdade em meu rosto. -por que não o escreveu a primeira vez? Ou ao menos tivesse esperado a estar mais perto para chamar pedindo indicações sobre a 21 Filme com Will Smith . Nada aconteceu.

fui para a porta do porão e a abri o suficiente para me deslizar através dela. Ela sentiu. —Preparado? Muito bem. de acordo.perguntou. perdi uma barra. —Encontrou a chave?. Mas não posso matá-lo. E estava muito segura que ninguém mais chamaria o Ryan. lancei o fôlego que tinha estado contendo por quase dois minutos. com o rosto ansioso e os olhos brilhantes.Levantei o telefone.direção. assim ainda havia tempo. Chama o Conselho. -Genial. Tinha que estar falando com Sean. Encontra-se a 135 quilômetros ao sudoeste de São Luis. com gelada acusação em seus olhos.. —Faythe?..Embora não estava sentindo o laço familiar nesse . —Ainda não. E Ryan segue acima. —E o que? —Ele não foi de muita ajuda. —Sim. tinha ouvido tudo o que necessitava.sussurrou Abby.. Mas encontra uma fodida lapiseira esta vez. literalmente.Do degrau mais alto controlei a recepção do celular. Poderia ter dormido umas quantas horas mais. —Porque é seu irmão. Olhando a tela. —Por isso. como se entendesse.. mas não estariam aí até dentro de umas horas. Ryan pendurou o telefone com uma maldição e um grunhido. No quarto degrau. e eu congelei minha respiração. sou eu. logo a fechei o mais silenciosamente possível. e para o sexto. Ou a mamãe. Estavam indo pela Cabeça. Um minuto mais tarde. Duas barras. Me dê um segundo.Outra pausa. Deve estar sobre a rota 55 até… Escutei quieta. Deitou-se apoiando a cabeça sobre o braço do sofá e em uns segundos estava roncando. Aliviada. porque não lhe falaria assim com o Miguel. —Não posso. —Não podemos permitir que o faça. Corri o resto do caminho para o piso e me aproximei da jaula do Abby. baixei lentamente um os degraus. Em pontas de pé. —Acredito que é do Eric. já não tinha recepção. a cidade se chama Oak Hill. Era momento de seguir meu caminho. —Exato. —De acordo. Ela me olhou. Não tem sinal aqui embaixo. Ele fez uma pausa. mas o que passa se não o faz? O que aconteceria se chamar o Miguel. Ela sorriu. ou sim? Ele possivelmente troque de idéia agora que estou fora. e eles retornam antes que possa te tirar daqui? O pânico cruzou seu rosto. mas encontrei isto. Que classe.

e ninguém atende. Ela suspirou. Estremeceu-se. Não podia permitir que isso ocorresse. Mas eu não tinha nada que oferecer. —O Conselho poderia. . Mas date pressa.Fiz uma pausa para dar ênfase. ainda aberta.Inclinei-me. a milhares de quilômetros de casa. procurando algum tipo de garantia. posso conseguir que as duas saiamos daqui. aguardando-a uma nova existência como propriedade pessoal de algum Alpha sádico no meio da selva. —Sim. junto à chave e o celular.Envolvi minhas mãos ao redor das dela nas barras e apertei brandamente. Mas temos que nos apurar.Cabeceei para minha jaula. e não penso mover o corpo. —Então. comprando com amigas e falando por telefone. debaixo das escadas. —Tratarei. Está de acordo esperando? Ela ficou olhando.perguntou Abby.Vai pôr ele aí com o Eric? Encolhi-me de ombros. Não quer que paguem pelo que lhe fizeram ? E a Sara? Ela não duvidou. necessito que faça uma coisa mais. Ela franziu o cenho. sem ter idéia de que em umas horas possivelmente estivesse encerrada. Quero que sofram como a fizeram sofrer . jamais os encontraremos. .. sim. —Eu digo que terá que castigar de acordo ao delito. -Mas também porque necessitamos de sua cooperação. -Demônios. -por quê? —Se Sean e Miguel chamam. e eu estava segura de saber no que ela estava pensando.. E a mim. —Podemos detê-lo?. Então darão a volta e retornarão. Tinha tido medo de lhe falar sobre isto. —A quem? —Carissa Taylor. —Se pode me esperar até que encerre ao Ryan. —Pô-lo-ia em uma jaula vazia. Era horripilante saber que Carissa estava seguindo a rotina de sua vida.Disse. possivelmente antes que encontremos a chave. mas a isca está esperando na minha. qual é o plano? Sorri. aliviada por seu entusiasmo. tomei minha fechadura do piso e a acomodei em meu bolso. eles saberão que algo aconteceu. acredito que sei como podem apanhá-lo também. A expressão em seu rosto de boneca de porcelana era o suficientemente dura para me assustar. a dúvida desenhando seu cenho franzido em uma careta. Ou escaparão. Abby. E…. —Eu sei a quem Miguel persegue agora. indo para o banho. —Ei..momento. Abby enrugou a frente em sinal de desagrado. E se eles fugirem.

lágrimas reais . onde demônios está Faythe?. De acordo? Assentiu. Mas ele não ia. também os tímpanos do ouvido. -OH.—O que? —Grita. que demônios acontece?. Caralho. assinala ao Eric. o que me preocupava em nome de sua recuperação. fechando com seus punhos as barras. ela realmente gritou. Sua alegria inicial tinha fugido ante o primeiro sinal do mau gênio de meu irmão.. Grita tão forte como pode. Era uma onda tão expansiva de som que ressonava até em minha bexiga e provavelmente em todos os cães surpreendidos da vizinhança. Era perfeito. Menino. _ Agora. rompia os vidros. Vá. -Onde está Faythe? Não. Ela encontrou a forma de tirar fora todo seu medo e dor. mentalmente insistindo-o a seguir. -me diga quando quer que o faça. Ela apontou para minha jaula com sua mão direita tremente. —OH. —Abby. merda.demandou. com seu rosto apavorado e pálido. Abby gritou. provavelmente porque a arte estava imitando sua vida real. observando a porta da jaula e o corpo que jazia no colchão. Quase tropeçando com seus próprios pés em sua pressa por averiguar o que acontecia. A outra pressionava sua boca com verdadeiro horror. . pensei. agora me diga onde demônios está! Abby saltou quando ele gritou. —O que grite?. sua mão pendurava livremente a seu lado. -Foi. —Abby. Eu estava impressionada.Sua boca se curvou em um sorriso vacilante. —Sim.girou-se para Abby.Sussurrou. —Eles irão detrás de minha mãe. Quando Ryan venha e te perguntei que acontece. Cumpria com qualquer clichê em um livreto: era horripilante. ainda fora de minha vista. Vá ver.perguntou de novo.Ryan gritou. Ela retrocedeu e sacudiu sua cabeça. pensei. Ela não estava desfrutando de sua atuação de tudo. Ryan se deu conta do que via lentamente. O som de passos sobre o piso se escutou antes que ela fechasse a boca. Coloquei-me dentro do banho e quase fechei a porta. Vá olhar ao Eric. —me responda!. aproximando-se a sua jaula com pesados. ameaçadores passos. Eu me encarregarei do resto. Ryan abriu violentamente a porta e se precipitou pelas escadas. deixando uma pequena abertura só o suficiente para poder ver com um olho.

Não podia lhe permitir que chamasse. continuando. como se o cúmplice ferido fosse um grande inconveniente para sua apertada agenda cheia de programas de televisão. pensei. Permiti que a porta se abrisse um pouco mais. A porta se abriu meio centímetro. Grunhindo. Eu coloquei e fechei a fechadura. pequena cadela.Ela apontou ao corpo sobre o colchão. agradecida porque ela tivesse ainda a claridade mental para redirigir a atenção do Ryan.. Furiosos. Empurrei de novo ao Ryan. —Está fingindo. girando-se. Deslizei meus pés brandamente sobre o concreto. Suas mãos. Observando a tela. Voltou a olhar ao Eric e minha mão se apertou na fechadura. Preparei a fechadura com a mão direita. Ele não soube que estava aqui até que fechei a jaula. Tropeçou e caiu sobre o Eric.Exclamou. o Sony do Ryan tinha um sinal decente.. chutei-o dirigindo meu pé direito para seu peito e lhe dei com toda a reserva de energia que conservava no corpo. a diferença do Nokia do Eric.Ele disse entrecerrando os olhos como se não pudesse me concentrar na pequena tela. me dando as costas. Genial. com os músculos do pescoço avultados pela tensão. elevando-o para que o visse. genial. equilibrou-se para a porta. Eu ainda tinha que fechar o ferrolho. No momento em que atravessou a entrada. Empurrou. -OH. chamar um médico?Levantou as mãos no ar. no sujo colchão. contra sua vontade. —Não pode ter sinal aqui embaixo. —Ela me deixou aqui..Ryan murmurou. Ryan se afastou do Eric e se aproximou das barras.Ele tirou seu telefone celular do bolso. mas eu já me tinha afastado de seu alcance. Ryan ficou de pé. —Acredito que ainda respira.. Ryan se cambaleou. —Você. Que se supõe que tenho que fazer. Ryan se dirigiu dando passo longos a minha jaula. Ajoelhou-se perto do corpo. comecei a me mover. — Fale com seu traseiro. Tinha vantagem tanto em tamanho como em força. .começavam a aparecer em seus olhos. sobre o pescoço destroçado do Eric. Boa garota. —Não. Observou com horror o cadáver diante dele. Eu não podia contê-lo. Ele golpeou as barras com seu ombro. Sua negação simples e desesperada. tive o desagrado de ver que. Três barras. O som de um clique decisivo rompeu o silêncio. tratando de decidir onde era melhor tomar o pulso. –Fez de propósito. —Você acredita tão inteligente…. um centímetro mais.

Ele assentiu. sorrindo com suficiência. abracei a Abby uma vez mais e saltei para as escadas. —Te faça revisar os olhos.O disse. e lhe sorri triunfante. quando Michel respondeu o telefone. —Entretanto.Logo depois de um momento de indecisão. —Olá? —Ei. Ryan. —Pode garantir que viverei? —Posso tentá-lo. fucei na geladeira. me mostrando o celular para que pudesse inspecionar a tela. decidindo que não me importava . Minha boca estava cheia dos restos do burrito de alguém. Por isso é que papai não pôde te fazer guardião. Os gritos de meu irmão de fúria e derrota me seguiram todo o caminho para a cozinha.. e ele olhou o telefone.. -Três barras. por favor. Tenho que fazer uma chamada. Por um preço. —Este é o motivo pelo qual não lhe pode arrumar isso sozinho. Ajuda. Michael. Capitulo 26 Marquei a linha pessoal de meu pai enquanto subia as escadas. e apertei o botão SEND (mandar) da cozinha.. Enquanto o telefone soava. arrancando-lhe antes que tivesse oportunidade de reagir.Ele vacilou. Detive-me para lhe dar um momento para pensar sobre sua difícil situação. -me deixe falar com papai.Disse. Presumindo de minha própria satisfação. como teria que haver feito antes. -O que quer? —Cooperação. Seus olhos se entrecerraram. sou eu. -me desculpe um momento. Ryan. Uma oportunidade para te redimir a você mesmo.por que diabos estava ele respondendo o telefone de nosso pai de todas maneiras? Tomei outro bocado e abri uma lata de refresco.. —As únicas barras que vejo são as de metal. claramente pesando suas opções. estaria disposta a falar com ele em seu nome. Ou ignora seu instinto ou não o tem. E soube pela resignação em seu rosto que tinha chegado à mesma conclusão que eu. se disser as palavras mágicas. ao redor de um bocado de carne fria e feijões.A dúvida cruzou seu rosto. Dei um salto para diante. Meu irmão jurou em voz baixa e eu lhe sorri..Aproximou sua mão à jaula.. tomei o celular do Eric de meu bolso e o substituí com o do Ryan.disse. e por que te afastará de sua própria miséria.

e Michael estava de volta. finalmente. Logo. como se Michael não soubesse bem como responder. a alguém mais em seu extremo da conexão. O Dr. —Eu e Abby. mas estou por tirá-la —Está… bem? —Penso que o estará.. Não queria deixar sozinha a Abby para ir olhar. em algum lugar do Mississipi. em brilhantes números de bronze..Empurrei o último de meu burrito em minha boca e o mastiguei todo o caminho pela cozinha vazio e fora da porta principal. mas se perguntar a mim. sempre e quando alguém viesse a me recolher.. -O que há a respeito de você? Eles--. e soube que ele estava falando com alguém mais.Deteve-se e começou de novo. mas ainda estava elaborando uma explicação para minhas .Perguntou-me. não podia distinguir bem o que nenhuma das duas dizia. Espera um minuto. Quase tinha decidido ir perguntar a um vizinho. Carver provavelmente dirá que necessita terapia. como tampouco queria perder tempo trotando até a esquina.perguntou Michael.Escutei uma porta fechar-se. Houve silencio na linha por um momento. —Onde está?. e embora podia ver um sinal de rua em cada esquina. pela linha. Realmente. —Está bem? O que aconteceu? Deixaram-lhe ir? —Uma pergunta de cada vez. —Em primeiro lugar. o que lhe havia dito. Logo. Não pôde lutar contra eles. ela poderia usar uma bom saco de boxe. Um de nossos captores resultou ser um descerebrado e tomei vantagem. e te conseguirei a direção. Michael exalou com alívio e um segundo depois o ouvi. Uma pluma raspou o papel enquanto começou a tomar notas. 104. Um pouco golpeadas e famintas. O número da casa aparecia no suporte dianteiro do alpendre.com quem falasse. Do alpendre.A casa estava na metade do estábulo.. -vá procurar a papai. mas isso talvez salvou sua vida. mas basicamente bem. Já tem a direção? —Trabalhando nisso. revolver papéis.Tomei um comprido gole de refresco e senti a meu corpo lhe dar a bem-vinda à cafeína como um soldado de volta em casa da guerra. —Bem. —Faythe? Onde diabos está?. Estava no 104 algo Ú alguma rua. Ela está encerrada abaixo. —Quais somos nós?. estamos bem. —Você estas…? —Estou bem. olhei de acima a abaixo a vereda por um sinal de rua enquanto Michael transmitia. com alívio evidente em sua voz. —Em algum lugar do Mississipi.Sua voz atenuada. Agora.

e escutei a tensão em sua voz. sou eu. Ele esperava o pior. — Quero que saiba isso. Faythe. -Faythe? É realmente você? —Sim. Só saí para ir ao estábulo a pensar. Estava reunido com o Conselho. ela quer falar contigo. Lancei o envelope de volta à caixa de correio e fui dentro. preciso falar com papai. —Estou bem. —Espera. Está com Abby. Outra pausa enquanto o telefone trocou de mãos. Era bom que sentiam saudades.Os nervos se apertaram em meu peito enquanto falava. —Está realmente bem?. —Não estava fugindo. mas pelo menos me daria algum aviso. uma vez que a excitação tinha passado. ter uma conversação normal e acalmada com meu pai. —me diga o que aconteceu. —Ele está vindo. atraquei quatro pedaços em minha boca. papai. Logo escutei a voz de meu pai. Miguel não deve ter revisado o correio em toda a semana. Só uma. quando notei a caixa de correio.. aqui vem.a direção ao Michael. Crystal Springs. parecido à parede da casa justo ao lado da porta.disse. e resolvi.feridas e o feito de que não soubesse onde estava.. logo que pausando para mastigá-los antes de tragá-los.. Papai. Um ferrolho único não o faria muito bem se Miguel retornava antes que fôssemos. soletrando o nome da cidade para assegurar-se que a tinha entendido bem. e não pude evitar sorrir.Algo arranhou contra o microfone do telefone no outro extremo da conexão. —Ele sim. Mississipi. salvo uma catástrofe. Ele já está na outra linha. no Douglas Circle 104. Li.-. fechando a porta detrás de mim. Arranhei-me a testa. Rasgando a bolsa para abri-la. Era uma dessas velhas coisas de ferro trabalhado. Agora.Detive-me ao lado da geladeira novamente e enganchei um pacote sem abrir de embutidos. tratando de decidir por onde começar. Houve a mais elementar das pausas enquanto inalava. Eles podem estar aí em uma hora e meia. e me leu isso de volta a mim enquanto a anotava. O primeiro sobre que tomei. para ver como se sente sem a carga emocional de costume. Michael tem a direção. Temos cinco homens em Louisiana. claramente armando-se de valor para escutar os detalhes. estava dirigido ao Ocupante. me apoiando no balcão para me sustentar. —Escuta. Ele exalou com alívio. . Ele o tinha coberto. e as duas estão bem. E estava cheio. mandando ao grupo mais próximo de busca em seu caminho.. Michael. empurrando-os com mais refresco.perguntou papai.

Miguel é o gato da selva que eles cheiraram na Sara.Fechei meus olhos. e me engasguei com um gole de refresco. E não estou em condições de ser vista em público. para refrear-me no último segundo. apesar da voz de dissensão em minha cabeça gritando que corra longe tão rápido como pudesse.disse. uma estação de gás. —por quê? Está ferida?. enquanto que haja muita gente ao redor no caso. —Está segura que estará a salvo até que os meninos cheguem ali? —Tão a salvo como estaria em qualquer outro lugar. —Quais são eles? —Sabe a respeito de Sean. disse.. mas não veio. —Bem. Inalando profundamente.Detive-me na metade da sílaba. –Você está em um perigo imediato? —Não acredito. papai.Sua voz estava tensa pela ira. esperando sua reação. Não importa agora. Estarei maldito-. Ele está a cargo. Tendo estabelecido que a ameaça imediata se terminou. mas não penso que podemos estar seguros disso ainda. e não deveriam estar de volta até manhã. mas ele está morto agora. voltou sua atenção para o próximo curso de ação. suave.. —Só machucada-.disse.. e os outros dois já se foram quando escapei. e soube que se sentou detrás de seu escritório. -Miguel deve havê-lo matado. Assim continuei. —O gato da selva. disse. lutando com a indecisão.—Podemos falar disso mais tarde. -O que há a sobre o quinto? .Fiz uma pausa. -Rasguei a garganta de um tipo de uma dentada e encerrei a outro no porão. -Mas estou descalça. algo que possam encontrar. Teria que lhe dizer tudo eventualmente.disse. Ele tinha algo que dizer mas o estava guardando para um melhor momento. consolada quando exalou com alívio. —Ainda estou procurando a chave da jaula da Abby. por uma vez não dirigida a mim. —Quero que tome a Abby e vão ao edifício público mais próximo. e havia outro chamado Eric. R--. e muito controlada. mas o que tanto seria prático pelo telefone. Luiz é o gato com o que lutei no campus. mas ninguém o viu em um par de dias. Uma loja.. interrompendo-o. —Não vi ao extraviado com o que lutei no campus.Uma cadeira rangeu. —Não fica ninguém aqui a quem temer. e estou segura que meu rosto parece como o inferno. —Não nos podemos ir ainda. Nunca antes tinha escutado a meu pai amaldiçoar.. segui adiante com a informação necessária. Sua exalação foi larga. ou algo o suficientemente forte para romper a fechadura. e sabia que tinha suas emoções sob controle.

—Não digo que não deva ser castigado. —Eu sei. só sou eu agora.disse meu pai. enquanto considerava o que lhe havia dito. -Ryan-. Não me detive olhar. —Suponho que conheço o gato em questão?. revolvendo o lixo em mesinhas auxiliares feitas de caixas de frutas usadas. —Estive tentada de lhe arrancar a língua eu mesma.. e não passou por isso voluntariamente. O temperamento de meu papai era como a lava. revolvendo entre pacotes vazios de doce e moedas soltas no penteadeira.. Qualquer que não conhecesse meu pai poderia ter assumido que estava tranqüilo porque sua voz era calma. Ele esvaziou a sala enquanto eu terminava o almoço e drenava a lata de refresco. Só estou dizendo que nada desta idéia foi sua idéia. e o suficientemente quente para incinerar algo em seu caminho. —Ele não queria estar para nada comprometido. Já falei tudo isso com ele. atirei meu lixo e enxagüei minhas mãos na pia. e ele acreditou. deveria saber algumas coisas. ele não tinha chaves. -Mas antes que ditas o que fazer com ele. . —Que coisas’ A sala de estar não tinha contribuído nenhuma chave.Pus as mãos em cima dos olhos. Por costume. Eles lhe disseram que iriam detrás da mamãe. —Só cooperou com o Miguel para salvar sua própria vida. Por quê? —Só te assegure que ninguém possa te ouvir.Duvidei.disse.Abri a segunda porta e inalei novamente. pensando em minha mãe. seu quarto era um desastre.disse papai enquanto eu escaneava a sala de estar. -É Ryan. e te direi o resto.. —Está sozinho? —Posso está-lo. Como Miguel.disse. —Isso não é desculpa. com sua voz tão tranqüila e dura como uma pedra polida. Logo fui à busca da chave da jaula da Abby.Empurrei minhas mãos entre o assento do sofá e o respaldo.. O descobrir a respeito do Ryan a mataria.Abri a primeira porta da esquerda e inalei profundamente..Atirei puídos almofadões de sofá ao piso. —Eles poderiam nunca ter chegado a sua mãe. Eu o conhecia melhor. movendo-se lento mas inflexível. Só pelo aroma. Ryan deveria haver. —Sim…Ryan. e a de mamãe... Bingo.. um corredor levava a outras quatro portas mais. mas à direita.. como se isso me refugiasse de sua reação. soube que tinha encontrado o quarto de Sean. Tomaria uma eternidade à busca.. —Ok. Silêncio. tratando de sentir a chave.

podemos usá-lo. —Atrás de quem estão?.pelo menos outros dois Orgulhos demandariam o sangue de meu irmão.Um estranho chiado me encontrou os ouvidos através do telefone enquanto me agachava a procurar um pequeno pote de lixo atrás da penteadeira. mas logo o entendi: Papai estava chiando os dentes.perguntou papai. apresseime antes de perder os nervos. —Papai. eles seguirão adiante.. lancei o cesto a um lado.. E talvez poderíamos nunca apanhá-los. não soube o que estava escutando. A menos que eu lhe desse uma suficientemente boa razão para não… —Ele ainda está em contato com o Miguel e Sean.. Ainda se meu pai estivesse disposto a perdoar a vida do Ryan e não parecia isso. Não importava que tão pouco tivesse participado Ryan e por que. Um casaco de peles. Se eles chamarem e ele não responder. Mas se podemos obter que ele responda como se nada tivesse passado. Ao princípio. —O que tinha em mente? Caí sobre meu traseiro no tapete imundo.disse. mas sustentei minha língua. e correrão. se o conselho estiver disposto a deixá-lo viver. A cadeira de papai chiou enquanto se sentou de repente. dava uma pausa e saltei no lado profundo da piscina. . —Para agarrá-los. outra indicação da forma de vida temporária que sua organização estava destinada a ter. —Sabe aonde vão? —Sei. duas das quatro gavetas estavam vazias. Eles querem uma garota mais.ladrou na linha. e podemos estar ali esperando-os. Sua imaginação era por longe mais capaz que a minha com respeito a isso. lançando a roupa ao piso. — Sean e Miguel estão checando com ele por telefone. Ou talvez deveria lhe permitir ao Ryan ter a honra… Um por um. em caso que a chave tivesse caído dentro. —Usá-lo para que?. já que só de estar envolto era suficiente. e aqui estava ele perguntando minha opinião. com sua voz apenas audível. O lado de meu pai. Frustrada. -continua. aturdida por sua resposta. Não esperava que meu pai se preocupasse com o que eu pensasse.O que me recordava que ainda não lhe havia dito para o que nos queriam. Haveria tempo de explicar isso mais tarde.soltei. Respirava. Papai certamente não necessitava nenhuma sugestão do que fazer com os traidores. abri as gavetas do Miguel. pensei. Felizmente. saberão que algo passa.

Meu pai tratou de interromper mas o cortei. -É muito perigoso. —Eles estão indo detrás da Carissa. Iria atrás deles por minha própria conta. Não podia deixar que Miguel escapasse. e não tem a experiência. E sabia como obtê-la. mas estão dirigindo. preciso saber que estas pondo sobre a mesa. se era possível que um som pudesse ser escuro. papai. que nunca ninguém desafiava ate agora. E quero guiar a caçada.. —Promete não decidir nada até que me tenha escutado até o final-. mas tinha uma oportunidade muito melhor com a ajuda de meu pai. Tive a experiência para enrolar ao Ryan e trazê-lo abaixo pelas escadas e encerrá-lo. Agora.. —Está tratando de negociar comigo? Cruzei meus dedos e nadei um pouquinho mais profundo. ajoelhada ao lado da mesinha de noite para revolver através de revistas para adultos e pacotes de chicote. Mais troco em moedas. um fita cassete de áudio da . preparada para ter minha solicitude denegada.Esvaziei o conteúdo da gaveta da mesinha de noite sobre a cama.Meu pulso amassava enquanto esperava por sua resposta. Meu pai suspirou. —Se estamos negociando. me apoiando contra a penteadeira vazia. esperando ter aprendido algo da última vez que regateei com meu pai. Me diga detrás de quem estão e logo resume seu plano.. —Sim. e o revolvi com um dedo. —Bem-. e farei o que seja necessário para te convencer. Trabalharei com um companheiro e com todos os meninos que queira mandar comigo.Agora soava cansado.. —Faythe?. ainda quando ele não estava ali para vê-lo.Duvidei. Só me dê uma oportunidade.-me empurrando longe da cômoda. desesperada por me fazer ouvir. -me diga onde estão indo.sua voz era dura e escura. Não estava decepcionada.Sustentei meu fôlego. se tinha que fazê-lo. Não depois do que tinha tratado de fazer a mim. logo. —por quê? Eu também quero apanhá-los.. Tive a experiência para matar ao Eric e sair de minha cela. —Não. Não depois do que havia feito a Sara e a Abby. mais doces e envoltórios chiclete. Rápido. —Tive a experiência para lutar contra Miguel e salvar minha própria vida. Faythe. tomei uma posição firme. disse.Era seu tom de negócios. e tomará todo o dia chegar ali. —Tenho um plano. Uma pausa. -Mereço minha tentativa com o Miguel. —Está disposto a negociar com o Ryan?.

ao Oak Hill. expulsei as pílulas dentro da garrafa novamente e fechei a tampa. nem sequer. Outra respiração profunda. Faythe. papai. agitei duas pastilhas sobre a palma de minha mão e pisquei. talvez dois ou quatro centímetros mais baixa. —Ele só necessita do seu cheiro para saber que lhe estão tendendo uma . —Não vou lhe dar outra oportunidade contigo.A cadeira do escritório chiou. É inteligente. Se não o fizer. —Sim você simplesmente translada a Carissa a um lugar seguro. —Só me escute até o final. Fiz uma pausa. e um cilindro de cordão de náilon. nunca verá o Miguel. Continua com isso. e nunca estará seguro. Mississipi.. Os melhores e os mais rápidos. —Não.Falei sobre sua última objeção.Agarrei uma pequena garrafa de Tylenol do lixo sobre a cama e arrebentei a tampa para abri-la. Isso são pelo menos nove horas de viagem em automóvel. Parker. ele seguirá adiante. —Está dando voltas. mas tampouco saberá isso.linguagem espanhola. que esteve ali. Hmm. Evidentemente Miguel tinha descoberto um pouco mais forte que o álcool para escapar de sua exigente vida de saqueador contemporâneo. Ele terá um plano. —Crystal Springs. e soube que estava sobre seus pés. Missouri. E seu cabelo é o suficientemente escuro para ver-se negro na noite. e um sussurro de páginas dobrando-se. Não eram Tylenol. E qualquer que você possa levar ali a tempo. -Os meninos estarão justo ali.. continuando. Onde tinha visto isso antes? —Quando se foram? —Em algum momento esta manhã. mas Miguel não saberá isso. se ele quiser. Meu pai suspirou como se estivesse testando sua paciência.. Sabe que os irmãos Di Carlo quererão ter uma oportunidade com o homem que matou a Sara. O que tinha em mente? Com o telefone apertado contra meu ombro. se estiver disposto a negociar com ele. O meu é um pouquinho mais largo. Papai tinha aberto seu confiável Atlas. Ethan. Absolutamente não. E certamente não eram de venda sem receita. Meu ombro e bochecha pulsavam fracamente. mas não era nada que um par de pastilhas de gel não pudessem arrumar. Ryan lhe pode dizer isso exatamente. —Carissa é mais ou menos de minha altura. E Deus sabe que Tio Rick quererá justiça para Abby. Tomando uma respiração profunda. Ele se sentará fora e esperará a que ela saia sozinha. um golpe. Marc. deixei cair o recipiente sobre a cama.

deixará a escola e treinará para te fazer cargo do Orgulho? —Bom. —Nada eu gostaria mais-. As plumas caíram pela brecha. Estou pronta para me comprometer.eu desfrutava negociando. Papai riu. É isso o que quer ainda?.. —Não é o suficientemente bom. Diabos. e soube que já não estava falando com meu pai. Deixei-me cair sobre a cama desfeita. —Cinco anos. Tomará ao menos esse tempo te treinar. Infelizmente. com sua voz cautelosamente otimista. Para o momento que se aproxime o suficiente para reconhecer minha essência debaixo da dela. Um segundo não.disse sem um segundo de vacilação. sobre tudo se eu não gosto. Diabos. Odeio quando meus pais têm razão. uma vez. —Não. mas rugiu minha irritação só de pensar no que Miguel fazia. Ok. e te dou cinco anos para a escola. Era mais fácil dizê-lo que fazê-lo. É muito risco. a chave para negociar com meu pai era esconder meu desespero. Para castigá-lo. aceito deixar a escola por no próximo ano e trabalhar para você. —Ele poderia-. —Esteve tratando de fazer tomar um rol ativo no Orgulho desde que era uma menina. -Isso é muito tempo. Eu realmente tinha esperado não ter que usá-la. rasgando até abrir a costura de uma das pontas enquanto esperava que meu pai mordesse a isca. embora não pudesse vê-lo. aí é aonde vem à parte do compromisso. os meninos já estarão sobre ele. Se te deixo pôr a armadilha. Faria algo para detê-lo. Ele só há dito não. até agora bastante bem. Dois anos.armadilha.. que –justo como meu pai.Esbocei um sorriso sigiloso e me dava conta. Era o momento de jogar minha carta de triunfo.tirei meus nervos e minha frustração no travesseiro do Miguel. o suficientemente cômodo com a situação para relaxar-se fisicamente. —Bem. a meu modo. máximo. Sua cadeira chiou de novo enquanto se sentava novamente. no que ainda estava tratando de fazer. e sob as circunstâncias soou bastante estranho. flutuando até o piso até me fazer cócegas nos pés descalços. —Se me permite pôr a armadilha. com mais de um pequeno alarme. -Mas estarei usando a roupa e o perfume da Carissa.. disse. reunindo minha determinação. —De maneira nenhuma. .Neguei com a cabeça. admiti. – Deixe-me ver se entendi. a modo de prova. O Alfa tinha chegado.

Estou aqui.Um comichão me passou como um raio por todo o corpo. —Três anos. Ou talvez algum dos guardas. Pôs-se a rir . —Ficará à vista todo o tempo? —É obvio. onde o tinha atirado quando me golpeou a necessidade de dançar. Você pode pôr marcha nisso? —Estou seguro que posso. com os olhos fechados. Sempre tinha querido lhe dizer isso a meu pai.Fez uma pausa. e Marc pode ser meu companheiro na caça. jazendo na cama do Miguel. soprei ar pelo nariz. para que tudo pareça normal. —Sim. Ruborizando-me pela vergonha. já que isto envolve a seus Orgulhos também. Revoltante. .. as mãos cruzadas sobre o estômago enquanto se reclinava em sua cadeira. Perdão.. E os Taylors. Necessito que um dos irmãos da Carissa fique e ajude. —Sim. —Faythe? Olhei novamente ao telefone do Eric. e escutei o que soava como uma caneta golpeando contra o escritório.Mais papéis revolvendo-se. agarrei-o e o sustentei de retorno contra minha orelha. É isso um sim?. mas minha vida privada não é parte do trato. Sem Uma negociação bem-sucedida com meu pai era quase tão bom como outra oportunidade de chutar o traseiro do Miguel. Mas acredito que posso convencê-los. e você tem uma maldita sorte de consegui-la. Toma-o ou deixa-o. -Feito. Quase podia vê-lo pensando.Sustentei o fôlego. esperando sua resposta. caiu o telefone. repassando o plano em minha mente. assinalando com os dedos e tudo. —É essa sua oferta final? —Sim. As duas em uma? Melhor que Natal. aparentemente divertido por minha tentativa de ser intransigente com ele. -Boa tentativa.. -os meninos deveriam estar ai te recolhendo em somente uma hora mais ou menos. —Farei que Michael faça os acertos. -Isso caso que possa conseguir que Umberto e Rick vão. Todos estarão voando fora do Aeroporto Municipal de Jackson no primeiro vôo disponível. Necessita algo mais de mim? Duvidei. Farei as reservas.Ajoelhei-me no chão e olhei debaixo da cama mas não encontrei nada mais que uma terrivelmente grossa acumulação de pó.A estática rangeu em meu ouvido enquanto ele ligava o altofalante. Parei-me frente ao espelho fazendo a dança de vitória do Ethan.. Dar-te-ei dois anos e meio. E dará ao Marc outra oportunidade.

e não deveria ter que ver o Miguel novamente. —Vê-lo-á em uma hora. Mas tinha progredido muito em conquistar meus medos para dar marcha atrás agora. —Seguro. A chave da Abby estava no bolso . Era um quarto de banho. Ok. Só um seg. A última coisa que precisava era que papai lesse algo em minha solicitude. e vários CDs sem etiquetas. porque a superfície inteira estava coberta de um pegajoso filme marrom que cheirava a doce. Tinha que ser a do Eric. Muito forte. que passou comprido a favor da última porta restante.. logo trazê-la novamente ao rancho de carro. —Dir-lhes-ei que você disse isso. —OH.Traguei densamente. —Papai?.Tomei um par de jeans apoiados no respaldo da cadeira do escritório do Eric.—Grandioso. —Sim? Fiz uma pausa.. Obrigado papai. em caminho ao Mississipi.. Meu pulso se acelerou. Ao menos. —Pode lhes dizer que é mútuo.Marc estava com o grupo de busca mais próximo. Ela já tinha passado por muito. não havia um elogio maior que lhe dissessem que foi forte. —Um dos meninos pode deixar ao resto de vocês no aeroporto. apartando lápis. repensando o que estava por dizer. selos. Apareci pela gaveta do escritório do Eric. disse.Vindo de um gato. Ele estava aprendendo. —OH. me tirando com suavidade de meus pensamentos.perguntei. lançando roupa da cômoda do Eric. e me alegrava que meu pai não pudesse ouvir o batimento de meu coração pelo telefone. —O que acontece a Abby?. registrando-a só com os olhos.Deixei a habitação do Miguel e provei a outra porta. e meu nariz confirmou minha hipótese. Seus pais estão bastante ansiosos por vê-la. clipes.. A chave não estava na pegajosa pulverização de lixo.Fiz uma pausa frente à mesinha de noite.. —Posso falar com o Marc? —Ele não está aqui. —Preciso falar com o Ryan agora-. ainda se ela queria ir. Ela é algo mais.Papai deixou o significado de suas palavras suspenso no ar para que eu fizesse o que quisesse com ele. não pensava que pudesse. mental ou fisicamente. tratando de esconder meu simultâneo alívio e decepção. Minha melhor hipótese era que Eric tinha derramado refresco e não se incomodou em limpá-lo.. A velocidade e a força são nossos recursos mais valorados. Não podíamos levá-la.

.Não me incomodei em lhe perguntar a meu pai porque sabia que ele estaria de acordo comigo. Olhei fixamente o corpo do Eric. —Assumindo que não dita te matar eu mesma. —Abby.Disse meu pai. Enquanto me ajoelhava para pôr o telefone do Eric no degrau. Mas se você vacila e faz que percamos a oportunidade de apanhá-los. como se fora a explorar. Miguel está chamando o Ryan. a seguir pesquei o telefone do Ryan do outro. e abri a porta do porão de um empurrão com o telefone em uma mão e a chave na outra. Parei-me junto a meu irmão. Seus olhos brilhavam petulantes. —Deixar-me-ia aqui para que morra?. encontrei-a.desde meu bolso. Parada com o Nokia do Eric pressionando minha orelha uma vez mais. soaram as primeiras notas do Bad Boys. ao Miguel não. Capitulo 27 —Papai.falava com um telefone e o outro o tinha afastado. —Não. —Ele diz que… Ryan me cortou a frase com um movimento impaciente de sua mão. -Tivesse deixado que Miguel me vendesse ao melhor pagador? . — Diga lhe que se nos seguir o jogo.O rosto do Ryan dizia claramente que não me acreditava. ainda se a papai importa sua vida. mas necessito mais que isso. —Esse é o som dedicado ao Miguel-. Detive-me no quarto degrau. Bad Boys seguia soando.. e tomei o tempo de outra abreviada dança de vitória com a chave apertada em meu punho. Ryan o confirmou por mim. -Isso é tudo o que posso lhe prometer neste momento. Diabos. com tom presunçoso disse —Não me mataria. E te deixarei aqui encerrado para que ele possa te encontrar. Viverá se cooperar. Quero sair da jaula. não podia ser minha mãe. Logo corri todo o caminho pelo corredor. através da sala e da cozinha. checando meu sinal para estar segura que não tinha perdido a conexão com meu pai. O código de Área não era familiar. com o braço estendido.. —Papai fez sua oferta. —Escutei-o. e ele seguiu meu olhar.dianteiro direito. Até agora bem.gritei no minuto que meu pé tocou o primeiro degrau. e em uns segundos Miguel foi desviado para a caixa de voz. deixá-lo-ei viver. Só conhecia outra possibilidade. coloquei a chave em um bolso.

Isso fez me perguntar de que mais eu era capaz. prometendo lhe chamar se algo acontecia. Sem estirar uma garra. —Já o disse. A Abby.Ryan cruzou os braços sobre seu peito. Mas tem que dizer a papai que fui coagido* (ameaçado). —Quero sair daqui.. logo baixei rapidamente as escadas para dar o outro ao Ryan. Ryan apoiou a testa nos barrotes e respondeu o telefone. dava-me a volta e lhe sussurrei adeus a meu pai. Ryan. —O que quer que faça?. —Seu sentido de orientação é tão pobre que não compreendo como encontrou o caminho para sair do ventre de sua mãe. obrigado. -Olá?Esperava que Miguel ouvisse enjôo em sua voz em lugar da derrota que eu percebia. Só contínua indo para o norte até que veja um sinal de… Quando estava segura de que não haveria problemas. guardando o telefone em seu bolso. Reprimi as vontades de saltar por minha sorte e retornei em pontas de pé à escada. Se ele suspeitar algo.Baixei os degraus e deixei sair a Abby. Sua pose era relaxada.Deixei o celular do Eric no quarto piso para que não perdesse sinal. —Não. —Estava dormindo. mencionei-lhe que a deixaria sair logo que Ryan pendurasse. .. .. Era tempo de devolver os golpes. usando o celular do Miguel. Era Sean. —Juro que Sean é um idiota..Disse no último minuto em um arrebatamento de bom sentido.. —Está bem. Do outro lado da linha veio a resposta. O mesmo se tenta ficar com o telefone uma vez que termine de falar.. -Já. a oferta se anula. —Que adorável imagem. considerando-o.Ryan pôs os olhos em branco quando lhe disse algo sobre perder uma saída. mas uma gota de suor rodou lentamente de sua frente. —Toma-o ou deixa-o. olhando sua jaula vazio com desgosto e temor. Mas não podia me arriscar à possibilidade que Sean ou Miguel pudessem me ouvir quando abrisse a jaula.Sua voz tremia enquanto o dedo polegar se aproximava do botão OK. fez bem. não podia culpá-la. como se pensasse que tinha vantagem. mas sabia que estava impaciente. e seu telefone continuava soando.eu disse.Disse Ryan. Ela assentiu. Tinha-me medo. tinha assustado a meu irmão mais do que o tinha obtido meu pai em vinte e oito anos.Disse. —Responde o telefone e atua com normalidade.

—Tem razão. Não era essa a reação que esperava. É muito… horrível. —Faythe. Faythe. . Papai tem uma equipe a caminho. —Sei o que está insinuando é que nunca esteve indefeso.. É mais. A menos que eu dita chutar seu traseiro enquanto que esteja encerrado e indefeso. Alcancei-a na cozinha. —Prefiro ficar de pé. Compreendo-o. —Sinto muito. Como diabos tinha passado de ser uma fugitiva habitual a aconselhar a minha prima que ficasse? Ela vacilou.. Eric.Gemeu Ryan.. Mas não posso deixar que te perca sozinha.. Mas ao final fechei a boca porque ele tinha razão. -Há um montão de comida no congelador. Sua família está lá esperando por você. e até onde eu sabia. agarrei seu braço para detê-la. apoiado na parte frontal da jaula. Foi-se. está-te equivocando seriamente. —Genial. Por que não te faz um bom café da manhã? Ficou me olhando como se lhe tivesse sugerido que voltasse para a jaula. Não os faça preocupar-se mais do que já o hão feito escapando você sozinha. só tinha olhado ao Eric uma vez. Ryan rio enquanto tirava o celular de seu bolso. —Vai bastante bem. toda uma reunião familiar.Empurrei uma cadeira da cozinha para ela e a olhou como se a fora a tragar inteira. em algum sentido da palavra.Estendi minha mão para que me desse seu telefone. por um comprido tempo. Abby. não posso ficar aqui. Sentia-o por ela.. —Está bem. Ele não estava indefeso. —Sente-se por um minuto. me pedindo com seus enormes. se pode suportar o desastre que há na cozinha.—Seguro. que aqui há uma ampla evidência disso. Temos que esperá-los. encantadores olhos marrons que não a fizesse ficar. Sorrindo. e um dos meninos te levará ao rancho. voltei-me para Abby. mas permaneci firme. embora ele mesmo o dissesse.Ele não se moveu desde que tinha posto o cadeado em seu lugar. Temos que sair. Vamos. —Marc e os meninos estarão aqui em menos de uma hora.Disse a meio caminho da escada. seria melhor não ter esse conhecimento.Assenti indo às escadas. Abby. considerando lhe dar um sermão. Olhei-o.. E acredito. —Não posso ficar. —Não se pode pedir nada melhor que isso.

Segunda porta à direita. —Cruzando a sala de estar e o hall. —Sente-se melhor?. como se enquanto que estivéssemos nesta casa.Girou sobre seus calcanhares. não me importa. Ela tinha o direito de chorar por sua inocência perdida sozinha.Ela apoiou as mãos no respaldar da cadeira. como se fora um menino que se nega a falar de seus pesadelos por temor a que se façam realidade. para mim. ficarei. Tínhamos compartilhado um montão de coisas juntas no último par de dias. com uma expressão de desejo desesperado. chutando a cadeira a minha frente para a mesa.Ela não podia ir-se sem um escolta. —Não. os quais pôs a esquentar no microondas. mas não estava disposta a retornar ao porão.Cabeceei para o refrigerador. mas de algum jeito falar sobre isso não me parecia bem.. seria um inferno para todos os envoltos. — Se sirva você mesma. não fôssemos realmente livres. Especialmente. soluços se uniram ao ritmo da corrente da água. pendurando até a metade de suas costas em úmidos cachos.. Ela escolheu três burritos congelados como café da manhã. Abby ficou olhando a janela enquanto comia. Sentamo-nos em silêncio enquanto até que o cronômetro soou. Todo meu instinto. Mas não o fiz. Graças a Deus. Do momento no que tinha acessado trabalhar para meu pai. Não posso te assegurar quão limpo estará. Sabia como se sentia. Abby entrou na cozinha.perguntei. —Está bem. Estava a ponto de ameaçá-la voltando-a para encerrar quando ela cedeu com um suspiro exagerado. porque lhe havia dito a papai que esperaríamos pelos guardas e nunca é aconselhável romper sua palavra frente a um Alpha. —Só limpa. Só que nossos pesadelos já o tinham feito. e se algo lhe acontecia enquanto eu a vigiava. dizia-me que tomasse sua mão e corresse tão longe como pudesse. —Enquanto que haja sabão e água quente. ainda irritada comigo. Desejei poder estar em outra parte para lhe dar mais privacidade. Ela vestia a mesma roupa mas cheirava a sabão e seu cabelo estava limpo. E faminta. O único tipo que soube que havia . ela estava oficialmente sob meu amparo. Mas me darei uma ducha. então eu a olhava mastigar enquanto procurava algo que dizer. Realmente não queria detê-la fisicamente depois de tudo o que lhe tinha acontecido.. e um pouco depois. tão humano como felino. A chuva se escutou um minuto depois. Dez minutos depois. Como se Miguel pudesse retornar em qualquer instante e nos encerrar abaixo.

Abby arrojou sua comida à mesa. Ele tentou espiar a frente. Não ainda. Meu coração palpitava acelerado. mas eu sozinho podia olhá-los. Marc me olhou e me indicou com a cabeça que o ajudasse a dirigi-la. Mas não o fez. golpeando sobre o linóleo. Ela foi lentamente para a sala de estar. sua última mordida a meio caminho para sua boca. uma porta de auto se abriu. um motor grunhiu quando um veículo se aproximou da casa. como se tivesse descoberto uma nova reserva de lágrimas. A porta principal se abriu. Não podia ser ele. Luzes retangulares gêmeas iluminaram a parede.Abby voou me passando e se lançou aos braços do Marc. —Faythe?. aferrando-se a seu pescoço como um macaco. mas não pude ver quem. Contive o ar em meus pulmões e esperei a que o carro passasse. Marc disse meu nome. não me importaria. mas não tão rápido. mas ela estava presa a ele. Minha cabeça girou. Alguém afastou os braços da Abby do pescoço do Marc. chorando. Fora. Sua mão tremia de terror. Queria olhar fora da janela mas não podia fazê-lo sem me expor a mim mesma.feito isso caminhava com claudicação permanente e dentadura postiça. Abby se paralisou. porque não podia apartar meus olhos dos seus. Sua voz me aplacou como uma onda de frio ártico. a luz do sol se refletia no cromo que brilhava através da janela da porta de entrada. Sua cadeira caiu. seguida de outra mais. Fora. Incluindo seus caninos. —Estamos aqui. Deteve-se no estacionamento. Depois disso.Marc me chamou de novo.olhou-me do outro lado da habitação. congelada no lugar. Não se deteve quando errou ao prato. Meus braços penduravam bamboleantes em meus lados. os dedos me formigavam. A adrenalina subia por minhas veias preparando meu corpo para lutar. Quando ele esteve livre – Abby agora estava obstinada a outra pessoa. Passos pesados ressonavam sobre os degraus do alpendre. Estava intumescida. em pleno estado de choque. Não lhes permitiria me pôr às mãos em cima de novo. Marc era rápido. Olhei pela janela mas não podia vê-lo ainda. salpicando os retângulos de luz com fragmentos com sombras. Olhei o relógio. . Ficou de pé rapidamente. Não enquanto respirasse. Seus olhos nunca abandonaram a porta principal. extinguindo as chamas de fúria destinadas especialmente ao Miguel.. Não voltaria para a jaula.. Seguia sem poder me mover.

ou dúvida. Mas quando se apartou. olhando meus olhos enquanto eu me deslizava por cima de seu corpo. anunciando a promessa de perigo. Ele me manteve rodeada com seus braços. E o tinha feito. assim é como o fez. mais verdes do que recordava. Assim que o fiz. e por um comprido momento nenhum de nós se moveu. Só que já não estava segura de querê-la. possivelmente me soltaria. A única coisa da que estava segura que queria era apoiar minha cabeça em seu peito e escutar o batimento de seu coração. Só que esta vez eu tinha intenções de voltar. Seu punho se fechou ao redor da mecha. O que está esperando? Logo compreendi. e seus olhos brilhavam. como se temesse me fazer danifico. Talvez até finalmente se convencesse de que não o amava. Marc levantou uma mecha de meu cabelo. e pude ver o conflito fazendo estragos em seu interior. com lágrimas em seus olhos brilhantes. Ele pensava que eu tinha fugido dele de novo sem uma palavra de despedida. muito lentamente. e eu soube o que queria. Ele vacilou.O que acontece? Pensei.. como o fiz cinco anos atrás. eu o tivesse ferido. Se via algo disso. Marc inclinou meu rosto para o sei. Não o vi mover-se. Joguei uma olhada para ver seu habitual sorriso cintilante. minha bochecha até pressionando sua camisa. estava em seus braços. Ri. —O que lhe têm feito?. embora só fora para lhe explicar. Era a oportunidade que tinha estado esperando. Baixou-me devagar. em troca. meus pés penduravam a uns quantos centímetros do piso enquanto me apertava tão forte para me romper a coluna. Ele estava procurando rechaço. ele me devolveu o sorriso. mas bem senti o ar deslocando-se na esteira que deixava. o cheirou. Era mútuo. Eu lhe sorri vacilante. Nuvens tormentosas apareceram em seus olhos escuros. ele me beijou gentilmente. o suficientemente baixo para que . Ele pensava que eu o tinha deixado. —Como demônios chegou aqui tão rápido?.Disse Ethan. Ao seguinte momento. —Ele quase destrói o carro de papai. Foi soltando meu cabelo da um dedo por vez. esperando minha permissão. não muito surpreendida. lutando com cada movimento para manter o controle.perguntei-lhe. como se. Ele estava feliz de verme. —Ele conduziu a mais de cento e sessenta quilômetros por hora quase todo o caminho de Louisiana. Assenti-lhe. em seu rosto ficou gravado a dor. reclamando minha atenção para si mesmo.sussurrou.

Ele se inclinou e me farejou o rosto e o pescoço.Tirei a parte dianteira de minha camisa. Depois de todos estes anos em que ele me perseguia e eu fugia. —Posso cheirá-los sobre você. Parker levou a todo mundo ao alpendre banhado pela luz do sol. —Nada. Ele está abaixo com o Ryan. Só me diga que têm feito e os matarei. Um dos aromas que percebeu era do Eric. Ele teria ido mais longe. e tratava de ocultá-lo. até a si mesmo.Seus olhos se abriram pela surpresa e continuei. Esperava mais raiva ou desgosto. Bom. com os olhos ainda cativos em meu olhar. Ethan gaguejou uma objeção. —Este outro pertence ao Miguel. mas não vi nada. mas tampouco estava preparada para que ele deixasse de tentá-lo. Ele não entendia que eu preferia morrer antes de me entregar a eles. —Fora. em estado de choque e doente de temor. O repentino medo irracional de que possivelmente ele não me quisesse agora me deixou paralisada.Marc ordenou aos outros. e assenti ao Ethan. se em realidade. que tinha sacrificado meu corpo por minha vida. e calculo. empurrando-o até poder olhá-lo aos olhos.. tratando de me levar dentro de muita miséria. Ele não estava louco. esperando o pior. -vai ter que te somar à fila. —Fora. São dois. —Eles aprenderam uma lição. Ele pensava que eu lhes tinha permitido me ter.toquei o lado de meu pescoço. em um simples e agonizante instante. Faythe. o menos. Tão baixo que não estava segura se o tinha escutado ou. agora.. a camisa em realidade era do Marc. Ele estava ferido. Olhei ao Marc.. ele deixou de respirar faz uma hora.ninguém mais pudesse ouvi-lo. mas o detive. Em um instante. Aproximadamente. ele finalmente me deixaria porque não podia aceitar o que ele pensava que tinha acontecido. —E este outro aroma…. negando-se a me deixar sozinha com o Marc sem minha permissão. quando mordi seu pescoço.. Pus-me rígida e me separei dele. o pânico me consumiu. . E nesse momento me dava conta que não queria que ele me deixasse. Talvez não estivesse pronta para estar com ele completamente. Isso foi o que fizeram. tinha lido seus lábios. Matá-los-ei. rígida pelo sangue seca.. Marc. Não por mim. —Ainda não terminei com ele.Marc ordenou de novo. logo fechou a porta nos dirigindo um olhar interrogante. mas não era momento de cair em tecnicismos. Rodeou-me completamente como a maré. onde Miguel tinha deixado sua distintiva essência selvagem.Disse enquanto a compreensão me empapava.. e está aqui também. —Posso cheirá-los. fria e clara.

Várias. Todos meus guardas favoritos estavam pressentem e a minha disposição. -O que é tão gracioso? —Nada. Owen. sim. Em forma de gato. Tomei nota de cada um à medida que ingressavam. vai ter uma chamativa semelhança ao cadáver de abaixo.. —Em um minuto. pesava mais de trezentos quilogramas e mais de dois metros. com ombros tão amplos que deveria ter que atravessar muitas portas de lado. Chutar traseiros é surpreendentemente terapêutico.Detive-me. observei o que me rodeava. assentando um inventário mental dos corpos a minhas ordens. seguida de minha primeira equipe de guardas. Mas não seria uma boa maneira de começar minha primeira missão. Já que em sua forma humana era menor-meio apenas menos de dois metros. Da porta principal. ele era o maior que tinha conhecido pessoalmente. Sentir-se-ia muito bem lhe permitir me sustentar. logo o empurrei em forma gentil. e Abby entrou. Especialmente se supõe que estou a cargo. incluindo a cauda. e Parker. por favor. Se sabia dele. —Bem-vindo a meu mundo. —Só me alegra que esteja aqui.Disse. mas ele me franziu o cenho.. lutando com as vontades de subir a ele como Abby o tinha feito.Dei um passo atrás em seus braços. Ele parecia mais um caminhoneiro mais que um guarda-costas. As pessoas em geral daria uma olhada ao Lucas e caminhariam por outro lado. Em troca. O homem que resgatou ao Marc dos braços da Abby resultou ser seu irmão maior. —Alguma outra pergunta? —Em realidade. teria que me retratar de havê-lo descrito como inteligente. divertida por sua expressão de assombro. —estive dizendo isso por anos mas ninguém me escuta. .. —Está realmente bem? —Melhor que nunca.Mas quando o fizer. incluindo a minha equipe..Beijou-me de novo. especialmente se cruzavam com ele de noite..Lucas era o suficientemente grande para me perguntar se Miguel sabia do irmão da Abby quando a seqüestrou. conformei-me com um beijo mais e. Marc abriu a porta traseira. chorar enquanto acaricia meu cabelo. Excetuando ao Jace. —Acredito que será melhor que os deixemos entrar. papai tinha enviado ao Ethan.Ri-me. na verdade. Lucas Wade. -Deixa entrar os meninos. e ele riu. Junto com o Marc e Lucas. Ele elevou meu rosto. e o deixei.

—O que passa moços?. depois de jogar uma olhada a seus companheiros de força de segurança. falando com a sala em geral. Eles ainda não sabiam da mudança parcial. enquanto me divertia pelo olhar de admiração que recebi. —Como diabos fez para que ele se aproximasse de você quando estava em forma de gato? Gemi. —O que eu escutei.Disse. me ruborizando. -Já. um pouco presunçosa.perguntei.Depois de uma ronda rápida de abraços e saudações. —Bom. é que somos companheiros. mas temos que saber. e tomei um gole da lata. —A que hora temos que estar no aeroporto? —Nosso vôo sai às duas e meia. dava-me conta de que vários dos meninos me olhavam com atenção.já. Owen esclareceu sua garganta. cruzando os braços sobre seu peito de uma forma familiar. Sorri-lhe agradecida. mas não estivessem muito seguros de como começar. se te quer pôr detalhista… —O que quero é sair daqui. O que acontece é que você não gosta da idéia de me ter como chefe.Ele deixou de falar para confirmar. —É uma longa história. esperando que alguém começasse a falar. tirando uma fresca lata de Coca do refrigerador.disse Parker. Papai disse que você atravessou a garganta de um tipo…. Ri-me e Ethan se apoiou em um gabinete. Supõe-se que devo falar sobre o plano. —Não é que duvidemos de suas habilidades ou nem nada pelo estilo.. Sua teoria é que te deu um bom golpe na cabeça. e eu assenti. Os olhos do Marc brilharam de diversão. Parker franziu o cenho.. de pé nessa forma. ele mencionou algo sobre que você sofria alucinações de competência e responsabilidade. sei. -Levar-nos-á a menos . OH. e eu me encontrei com que todos me olhavam. Tinha estado assim. pensei. —Eu também. Faythe. Quando tudo isto termine. —Assumo que papai lhes comunicou minha idéia. Ethan respondeu. imediatamente me senti segura. -Bom. me recordem que tenho algo interessante que lhes mostrar.Realmente queria tomar sua mão. como se queriam me perguntar algo.. a primeira vez que me convidou a sair.apoiou-se na pia da cozinha.. mas o brilho de curiosidade nos olhos do Ethan só cresceu.Brincou. Seis pares de olhos me seguiam e dei um passo adiante para começar minha primeira exposição.

Ethan riu. Fechei os olhos.Joguei uma olhada ao relógio sobre a pia. —vai ter que fazer o melhor que isso.Afundei-me em uma cadeira. Ele procurou em seu bolso esquerdo traseiro e tirou minha carteira. —Segurança. e Marc o olhou. Olhei-o com olhos entreabertos. Talvez tivesse estado impressionada de mim mesma. -Obrigado. sem ocultar minha suspeita.. eu resgatei a mim mesma. -Isso nos deixa três horas para deixar este lugar limpo. deixando uma marca do tamanho do punho de um menino.. Tomei seu queixo e girei seu rosto para que me enfrentasse. Não vi a marca de sua mordida no tipo morto do porão. Maldita seja!Chutei uma cadeira vazia com o pé nu. Merda. e haverá testemunhas ao redor que evitem que possa negá-lo depois. —Espera sentado--lhe disse com um sorriso. mas Marc ainda parecia ferido. —Temos que ir perto da uma. não deveria me . —Se tiver algo mais que dizer. Como um vôo inesperado. -por que tem minha carteira? A dor brilhou em seus olhos por um instante. —Vim a te resgatar. Isso era exatamente o tipo de planejamento avançado que eu ia ter que aprender para obter êxito em meu novo trabalho. —Uma da madrugada. e necessitamos outra hora para passar pela segurança. Ao trabalho. suas mãos em meus joelhos. Mas o dirá um destes dias.Seu sorriso era irritantemente de suficiência e críptica. —Porque seu pai me ensinou faz anos a estar preparado para qualquer complicação. —O que acontece?. e eu soube que o que fora que me dissesse agora seria sozinho em parte verdade.-por quê? —Porque é verdade. Não tenho nenhum documento.meia hora chegar ao aeroporto.. se não me estivesse pulsando o dedo gordo do pé. -me diga que me ama. Ela voou pela habitação e se estrelou na parede. Marc ficou de cócoras em frente a mim. Ele fez uma careta para o público. em realidade. O que pode ser melhor que isso? —Se não recordar mal. diga-o.. Tomei com os olhos abertos.perguntou Abby. já em duelo pelo fracasso de minha primeira missão. Correto.. tratando de recordar que tinha estado dizendo antes.Mas já o estavam fazendo. orientando o diálogo.Disse Parker. logo se tinha ido. E. —Não posso voar. —Está bem.

Ethan deu de ombros. —Provavelmente tem que haver um armazém perto. pensando na língua do Eric em minha boca. sem compromisso. -Mas. Agora estava vendo de primeira mão tudo o que envolvia 22 Título do próximo livro .-disse. Sabia. Eu sempre soube que ser um guarda às vezes significava ter que sujar as mãos. mas Marc me deteve. mas saber algo nem sempre significava que o compreende.. mas sabia que lhe incomodava.. Abby tomou seu braço e o levou fora pela porta da frente e baixando os degraus. ou um WalMart. Esta não é a primeira morte de um trapaceiro -rogue 22 que vejo. por que não nos deixa dirigir a limpeza? —Você? Limpar?. —Que não tira o pó muito seguido não significa que não saiba como me enfrentar a um cadáver. também.Fingi estar em estado de choque. Leva a Abby contigo. procurando elementos de limpeza.surpreender. uh… que tipo de roupa? E que número? —Vamos.. você irá. com seu habitual sorriso agora triste e quebradiço.Acrescentei depois de pensá-lo. Consegue o que se necessite para limpar. —Parker. todos eles sabiam melhor que eu o que tinham que fazer. —Suponho que não. Owen se ajoelhou em frente da pia. e traz roupas novas para mim e Abby. —Faythe. Parker. —Viu como está o lugar no que vive?. mas nunca pensei sobre o que significava para o Marc e os meninos.. Encontrou com um cilindro de sacos de lixo negros e nada mais.Ele riu.Murmurou. Enquanto que a van de meu pai abandonava o estacionamento. E a mim também. —A menos que pense que possa atravessar a segurança do aeroporto banhada em sangue. esperando que uma coisa tão normal como ir às compras a fizesse sentir melhor.Parker franziu o cenho com incerteza. Ethan agarrou varias sacos de lixo e guiou ao resto dos meninos ao porão.. com uma mão no coração.. Embora eu estivesse a cargo. —Quer apostar que o menino da mamãe não estará feliz de nos ver? —Vão suave com ele. olhando minha camisa. sei que necessitamos.Grunhiu. —Não há sequer uma bucha. Alguém terá que ir às compras. —Quer que compre roupa?. comecei a segui-lo. -É hora de tosquiar a ovelha negra da família. Marc não o mencionaria de novo.Disse.Elevando os olhos. —Ainda o necessitamos.Baixei a vista para minha roupa arruinada. —Está bem. sabe. E escovas de dentes. se tivermos sorte.

Prometa-me isso —Juro-o por minhas nove vidas. —Sim. embora rara vez o fazia sozinho. me entregando uma bolsa de resíduos da pilha que havia sobre a mesa. mas sabia que não tinha terminado. —Era velha de todos os modos. de uma maneira o suficientemente dura para dissuadir a quem queria seguir esse caminho.Tomei a bolsa e me dirigi para a sala de estar. estritamente falando. já seja selvagem. Existia extraviados honoráveis. como assassinar ou transformarse em frente de um humano. Esses términos denotavam o status social. Eric e Sean eram trapaceiros porque tinham seqüestrado. Por necessidade. suponho que provavelmente sabe o que está fazendo. Um trapaceiro era qualquer gato culpado de romper a lei do Orgulho. Suponho que tenho que esquecer de que me devolva à camisa. E havia criminosos entre os gatos nascidos naturalmente. Usualmente ao Marc levava tempo.. pensando-o melhor. Ryan era um trapaceiro também. sei. Se tinha sorte. esse gato estava condenado. não? —Sinto muito. . os trapaceiros eram tratados com rapidez. ou do Orgulho. Ponha sua roupa aqui quando as tirar. Logo. Entretanto. Se um trapaceiro era tão estúpido para equivocar-se duas vezes.. —Sei. —E deveria tomar uma ducha.Ele assentiu. girei-me de novo para ele. Mas ninguém recebia mais de uma advertência. -Isso significa que não pode tocá-lo. —Ei. mas não diziam nada sobre seu comportamento. e em algumas zonas liberadas.tratar a um trapaceiro.Concedi. seria um pescoço quebrado. Marc faria um exemplo com ele. violado e assassinado. Miguel. como Marc. extraviado. Olhou o sangue em meu peito. se o delito era especialmente brutal.. você não deveria tratar com isto depois do que passaste.Marc deixou de falar abruptamente. Marc? —Sim? —Não esqueça que papai fez um trato com o Ryan. como Eric. Luiz. —Além disso. mas não estava convencida. E. Marc o tiraria do jogo. Marc era o único que dirigia aos trapaceiros. desordem.. Deu de ombros. —Obrigado. porque tinha ajudado. papai usualmente se conformava com uma advertência: uma cicatriz que deformasse ou incapacite. Em nosso território. pelo geral. e nos liberaremos dela com todo o resto. A menos que a ofensa fosse séria.Seu sorriso se transformou em um olhar sério que da que não tinha que me cuidar.

De jogo.Ri-me. Meu ombro esquerdo palpitava de maneira aborrecida com meu pulso. Mas o pior de tudo era meu rosto. e uma cadeia de marcas roxas adornavam meu pulso como um bracelete. com pétalas rosadas em forma de nódulos. Agora todo o lado esquerdo de meu rosto estava inchado e machucado. Maldito Miguel. OH. cada um teria seu turno para matá-lo.era mais que suficiente para me levar às lágrimas. Assassinar ao Eric não havia feito chorar. Olhou fixamente meu reflexo no espelho e retorci meu cabelo em uma segunda toalha. um arroxeado em forma de cravo (flor) se estendia pelo lado esquerdo de meu estomago. Debaixo da toalha. Isso tivesse sido fantástico. não podia nem imaginar o mal que me deveria ter visto antes. mais escuro sobre minha bochecha. era de um púrpura escuro. Estava muito sensível para tocá-lo. ultimo-o em joalheria fina para mulheres maltratadas. nós não tínhamos nove vidas. se minha Mudança recente tinha ajudado a curar minha bochecha e meu ombro. Mas olhar fixamente no espelho ao fruto de amor entre -Rocky Balboa23 e Os smurfes24. Não eram bonitas. Capitulo 28 Parker e Abby ainda não haviam retornado até com a roupa quando saí da ducha. onde personagens azuis viviam em um vila . Tinha evitado me olhar até agora. tratando de ignorar as lágrimas que queriam sair. Se ele tivesse nove vidas. mas finalmente tive que admitir que era uma covarde. Especialmente no caso do Miguel. como também o estavam as costelas nessa parte de meu corpo. Depois de tudo tinha conseguido minhas cicatrizes de guerra e sábia muito bem como poderiam ver-se. Ser maltratada pelo Miguel não havia me feito chorar. Meus olhos se umedeceram e os fechei com força. bom. Me inteirar que Marc quase tinha golpeado ao Jace até a morte não havia me feito chorar. —Tratei de descobrir como te fazer chorar por mais de vinte anos 23 24 Personagem feito por Silvestre Stallone Desenho. como se elas não existissem se não as deixava cair. de uma feia cor morado-azulada. Não. assim que me abriguei em uma grande toalha branca e a assegure com um gancho de alfinete que encontrei no quarto de banho. Teríamos que nos conformar fazendo-o bem a primeira vez.

Eu poderia ou satisfazer minha vaidade ou conservar minha percepção de profundidade. atirando uma lâmina de barbear imunda do lavabo à bolsa. porque embora um dentista poderia substituir o dente humano caído.disse sarcástica mente deveria ficar e . vê-te genial. —Tenho que limpar o banho. E por algum milagre. limpando meu rosto com um trapo de banho que estava em sua maioria limpo. mas era uma área onde nenhuma mulher tinha direito a chegar. Várias vezes. —Ele disse que te sustentaria uma vez que ele estivesse de novo em pé. não existia. —Tudo o que tinhas que fazer era apontar a meu rosto. Abri meus olhos e encontrei os seu no espelho. Sentia-me como uma idiota. Ao menos. —Sinto-me terrível. Não deveria ter tomado suas chaves. Ethan se encolheu. chorando por uns quantos machucados. não importava quanto ela valorasse sua igualdade e afirmasse sua independência. –Era uma brincadeira. —Isso parece interessante . Estava de pé detrás de mim. não para um gato que se supunha. com uma bolsa de lixo meio cheia em uma mão. —Tem sentido. —Imobilizado? Merda. me empurrando para a porta. mas não podia fazer nada. ele não perdeu nenhum dente. —Mas não em meu rosto.disse Ethan. —passei meus dedos por meu cabelo úmido. Nada que uns poucos meses imobilizado não possam arrumar.Comparada com o Jace. Por favor. mas não podia fazer ambas de uma vez. —Ele esta bem. — disse Ethan. procurando um modo de cobrir o lado esquerdo de meu rosto sem comprometer minha visão. Agora vá chatear a alguém mais. Seus braços e pernas estão bem. Essas eram as melhores notícias que tinha escutado até agora. —ele deixou cair à bolsa e me girou pelos ombros. —Franzi-lhe o cenho. Pus minha cabeça sobre seu ombro e lhe deixe me sustentar enquanto chorava. –Além disso —disse ele . poliste-te o bastante. Faythe. Como podia não ter perguntado pelo Jace? —Como esta ele? —afaste-me do Ethan. —Quantas vezes me viu com um nariz quebrada ou um olho arroxeado?—Perguntou Ethan. —Ninguém me disse algo sobre imobilizá-lo. Uma cara machucada era sempre diferente para uma mulher que para um homem. Não se podia fazer nada com os dentes quebrados em forma de gato. Gemi. a parte artificial não sairia durante a Mudança. —Bom. acariciando meu cabelo. assim pode te dar um bom golpe ou dois. mas mamãe me teria matado. Ethan sorriu com gravidade. arrumando-o e reorganizando-o. Não tive sorte.

— Ele paro de falar. me olhando de relance. grandes de lixo estavam amontoados contra a parede da cozinha. Ethan grunhiu enquanto abria sua bolsa de lixo. –Acredito que escutou ao Marc me chamando. —Não discutirei sobre isso. sorri abertamente. —Eric ainda esta no porão. Cavando uma mão detrás de meu ouvido. O corpo. cabeceando para a pilha de sacos abertas. Marc Rio baixo. Só estamos interpretando às Merry Maids26. mas quando saí. A identificação do Eric. Contra a parede oposta estavam apoiadas. sua roupa e sapatos. —O que há nas que estão abertas? —Algo que poderia expô-los ou identificá-los. —disse Marc desde detrás de mim. -O resto o jogaremos no lixeiro público mais próximo. Seu papai enviou ao Michael esta noite com outra equipe para ordenar as coisas grandes. De todos os modos a transformação era incrível. desmontar e eliminar as jaulas. realmente asquerosos em algumas parte. não havia nenhuma lata de soda ou casca de pizza à vista. O piso e os móveis estavam ainda poeirentos. mas nunca em minha vida tinha estado tão feliz de me equivocar. —ele pôs um braço ao redor de meus ombros e me apertou.Por favor me diga que não puseram seu corpo também em uma bolsa. cada monte tinha forma irregulares e estava fechada com uma tira de cabo branco. —Talvez deveria ficar e ajudar. fingindo escutar algo. — Alguma vez viu novelas românticas? Sorri. Tinha sérias dúvidas sobre a capacidade para limpar dos meninos. —Marc enumero os detalhes com seus 25 26 (limpa vidros) (Criadas Alegres) . todas seus coisas pessoais. Esses era um de meus filmes favoritos e ele sabia. O Lobo vem para limpar meu desastre? —Mas bem a Pantera Rosa. Não temos tempo para fazer esse tipo de limpeza. os colchões. apesar da confiança do Marc. Tinha passado menos de meia hora no quarto de banho. —Essas são para queimar. três sacos abertas e meio cheia. fora disso não havia mais que uma garrafa do Windex25 em toda a casa. Náuseas revolveram meu estomago .olhar. —me deixe adivinhar. —Você enterraste muitos corpos. Oito sacos negras. e o deixe com seu trabalho. —Viu muitas filmes.

Para mim ela tinha elegido um par de jeans baixos e uma camiseta vermelha escura. onde joguei uma olhada pelo cristal para a rua. ou me conhecia melhor do que pensava. O proprietário pode fazer o que quiser com eles.escutando. —Vamos. —Já voltaram. Não funciono. já quase terminam vocês? —Mas ou menos. –Obrigado. aparentemente quase… normal. que ao ar fresco. . —Isso acredito. —Disse -O que acontece aos móveis? —Eles queimaram todos os colchões. incluindo os de acima e deixaram os pouco móveis que há. ele se deu a volta aproximando-se à janela da cozinha. Ele se encolheu. — sorriu amplamente. Joguei uma olhada ao Parker com uma sobrancelha levantada. uma barra de pão. Sua boca calou aberta e seu gemido me seguiu através da cozinha até a entrada. —Sério? Escute que o tecido de toalha estava de moda este ano. sorrindo por algo que Parker havia dito e abri a porta a tempo para ajudá-la com os sacos do Wal-Mart que tinha em cada mão. Por fim. Ela deixo cair uma bolsa com provisões para limpar ao lado do marco da porta e a conduzi ao quarto do Sean para nos trocar. onde Ethan estava ainda ocupado. —Brinque.mas creditei sua melhoria mais à casa cheia de gatos familiares. um litro de leite. tratando de pôr uma cara severa.dedos como se fossem uma lista de comestíveis. Roupa. —Vejo-me melhor sem ele. Uma bolsa de açúcar. tomei a bolsa que ele me oferecia. —A regra numero um para limpar um lugar de um incidente é… nunca eliminar o corpo a plena luz do dia. Abby me seguiu até o quarto de banho. Abby subiu pela escada dianteira. Mas estamos esperando ao Parker e…. vê-te muito bem em algodão Egípcio. Minha prima tinha um gosto decente. o cadáver no porão… Ele sorriu abertamente. Com exceção de sua mão com um golpe da minha. Sorrindo. a qual vi que tinham coberto com um quadrado de cartão. —Bem. —Assim. Necessito um pouco de roupa. com amplas mangas até os ombros. —Ela me roçou ao entrar na casa.. –Ela sozinho precisava sair. caso que seu aroma lhe incomodasse menos que o do Miguel ou Eric. enganchando um de seus dedos sob o bordo superior de minha toalha. —Tratarei de recordá-lo. Isso.

mas a mim se escorrego por meus congênitos dedos de manteiga e caiu ao piso arrebentando-se.. –Se já estão vestidas. Lucas Rio. se não fora pelos amassados que deixou Faythe na parede. Digo para mim porque Abby apanhou a sua com a facilidade de nove anos como catcher27. –Bem.. –Olhe—Disse. Parker e Owen montaram os sacos de lixo na parte traseira da caminhonete de doze passageiros de papai enquanto Ethan recolhia as provisões de limpeza e para uma comprovação de última hora para assegurar-se de que não tínhamos passado nada por alto. me dando uma caixa de sapatos..) . –Tivemos que adivinhar seu número. –Obrigado. Abby me sorriu com compreensão através do espelho. apoiandose contra o marco da porta. Enquanto todos se empilhavam dentro da caminhonete. — Igual a você ao atirar pedras. —Não há problema.ele lanço uma lata de spray para o pó a Abby e uma garrafa de limpa pisos para mim. que lança a bola. No corredor. O cenho perpétuo do Ryan se acentuou muito mais quando olhou fixamente as limitações para seu transporte: sólidas as pontas de aço tanto em seus pulsos como nos tornozelos. essa é sem dúvida uma forma de fazê-lo. mas acredito que você gostara do estilo. Deveria ter sabido que era melhor não me olhar no maldito espelho. —Eles poderiam recuperar seu depósito de segurança. cada uma unida a uma pequena corrente do mesmo material atada ao redor de sua cintura. Levantou a tampa para encontrar um par de tênis Reeboks brancos com pontos vermelhos e negros. Abby e eu nos pusemos a trabalhar e meia hora mas tarde Marc declaro oficialmente que a casa estava limpa.Disse Lucas. pelo refrigerador. 27 (jogador de beisebol. Há uma esponja na cozinha. um assobio acompanhava o som de um par de passos pesados. Atamos nossos novos sapatos juntas. –Adivinhou bem. –Apanhem-no. Estará bem usar sapatos outra vez. Marc e eu estávamos no porão. assim estava feliz. e imediatamente me senti culpada por minha autocompaixão. sabendo que ela tinha passado por algo muito pior. Até que me olhei no espelho.disse. Os seus eram com pontos rosa e roxo.replique. olhando como Lucas preparava a transferência do prisioneiro. —Eram sozinho meio numero maior. façam algo útil.Meu cabelo negro se via muito bem contra o vermelho..

E Ryan sabia. Lucas tinha maior possibilidade de intimidar ao Ryan até a submissão sem levantar um dedo. Salvo que o oficial .Ordenou Lucas. Capitulo 29 Owen nos levou até o Aeroporto Internacional Jackson. –Só pensa nisso antes de tão sequer te arranhar a você mesmo sem permissão. Ao menos até agora. para casos de emergência. ambos os óbvios. os pulsos juntos. mas sabiamente estava exercendo seu direito de permanecer em silêncio. —O corpo de um gato pode agüentar muito dano sem morrer realmente. A sola de borracha ressonaram contra o cimento quando Ryan deu um passo para frente para obedecer. Marc tinha escolhido ao Lucas porque como irmão de Abby. As pontas se fecharam sobre os pulsos de meu irmão com um rangido metálico. Não podíamos nos permitir que um estagiário notasse o homem fraco e esgotado encadeado de pés e mãos dentro da caminhonete registrada de meu pai. estacionando em uma área de pagamento por hora quase vazia mais que na zona de carga cheia de gente. Marc tinha escolhido ao Lucas como o guarda de transporte por dois motivos. E já que cada dedo levantado contra Ryan punha em perigo nossa possibilidade de apanhar ao Miguel. ele tinha mais razões que qualquer para querer ao Ryan morto.. Esse era o modo do Marc de assustar a merda que vivia dentro de meu irmão.Este sistema de refreamento era um do par que se mantinha na parte traseira da caminhonete.Disse Lucas tão profundo como o estrondo da mesma terra. Nunca tinha visto que os usassem antes. ainda mudo. Essa era também a única vingança que qualquer de nós teria até que Ryan perdesse sua utilidade. Ryan trago e assentiu. rara vez tínhamos a oportunidade de levar de volta a alguém vivo. necessitávamos para permanecer conscientes e cooperadores. Ryan não se via particularmente agradecido de ser o primeiro. —Ponha ambas as mãos através das barras. Mas rangidos seguiram quando Lucas abriu a jaula e os tornozelos do prisioneiro juntos. Ele se via tanto assustado como irritado. Mas sobre tudo. Como o gato maior que qualquer de nós tivesse visto alguma vez.

sob pena de uma viagem incômoda a casa. Lucas deu ao Ryan uma última advertência. Mississipi. a Saint Louis. Os noventa minutos da Saint Louis a Oak Hill significavam que não chegaríamos à cidade natal da Carissa até ao redor das oito da noite. passaríamos o resto da noite no cárcere. Infelizmente. Então fechou a porta corrediça sobre os protestos do Ryan de que ele não era violento. Owen saiu do estacionamento. Logo lhe deu uma palmada ao capô da caminhonete como ao lado de um cavalo. e Abby nos disse adeus movendo sua mão com sua cabeça pendurando fora da janela dianteira. mas tínhamos que tomar o que pudéssemos. de todos os lugares. que ganharíamos em Sean e Miguel pelo menos por uma hora e meia. enquanto Lucas reposicionava ao Ryan na segunda fila. Marc. Parker. Lucas a saudou de volta até que Owen dobrou na esquina e a caminhonete saiu de vista. Lucas disse adeus a sua irmã e advertiu ao Owen que não se fizesse deter. incluindo o pouco espaço que seu cadáver triturado ocuparia em uma bolsa de lixo se ele só espirrava na Abby antes de chegar ao rancho. desde que nenhum dos dois parecia saber ler um mapa. punha a nosso tempo de vôo com a Delta Airlines em quase quatro horas exatas. Ela tinha seu telefone celular. porque a única . Sim. Provavelmente mais. tratando de encontrar uma explicação adequada antes que papai chegasse a pagar a fiança para sair. Para então. com as luzes de freio nos fazendo intermitências. e a parada de quarenta minutos em Cincinnati. para gritar forte. Ethan. Paramo-nos na fila da bilheteria para mostrar nossas identificações a um empregado passado de cafeína repicando em um teclado que não podíamos ver. todos tínhamos escutado suficiente de suas choramingações a respeito de ser forçado a trabalhar para o Miguel. onde Abby pudesse chegar a ele do assento dianteiro de passageiros. Papai os tinha comprado por telefone logo que se assegurou quem estaria conduzindo de volta com Abby e Ryan. não havia vôos diretos desde Jackson. e ninguém estava mais feliz que eu de ser separada de seu gemido nasal por uma folha de trilho de aço e vidros polarizados. Isso não nos deixava muito tempo para nos preparar. e eu ficamos no lote de estacionamento. e poderia pô-lo em sua boca se Miguel chamava. melhor evitar aos humanos por completo. Nossos tickets já estavam reservados e pagos.enviado a investigar pensasse que estávamos levando a cabo orgias e escravidão. Mas Ryan nos tinha assegurado.

oportunidade de agarrá-los estava em Oak Hill. Mas esta vez era diferente. converti-me no afortunado objeto de várias olhadas suspeitas dos guardas esperando ao outro lado do posto de segurança. deixando claro que estava com ele por opção. como se dissesse que compartilhava minha dor. e estava segura que não acreditaria em nenhuma palavra do que dissessem os meninos. mas rara vez da boa classe. Normalmente. Podia escutar a seu coração pulsar fortemente e soube que já estava planejando o melhor curso de ação. Por que uma jovem mulher a quem havia obviamente recebido essa classe de golpes viajava sozinha com vários homens enormes e nenhuma bagagem? Nem sequer uma carteira. salvo a verdade. Sorri-lhe também e assenti. se o guarda decidia dar problemas. Mas não tinha razões para saber isso. Dado que nenhum de nós tinha bagagem para controlar ou para levar. a mão do guarda foi instantaneamente à culatra de sua pistola. seus pés separados em uma distância cômoda. Eles estavam olhando fixamente meu rosto. observando ao guarda olhar ao Lucas. Esperei desesperadamente que não perguntasse. . porque não podia pensar em uma boa explicação. com sua mão livre colocada casualmente no bolso de seus jeans. Somente que não para ele. Assim fiz a única coisa que me veio à mente: Tomei a mão do Marc na minhas e me encostei mais perto dele. onde uma fila de turistas impaciente esperava para caminhar através do detector de metais. arrastando para diante um pé de uma vez. Nós somos o problema. O guarda mais velho me deu um sorriso compassivo. e quando passei o detector de metais sem problemas. Apesar de minha linguagem corporal depravada. Ele parecia relaxado. Marc se esticou. e todos sabíamos. A meu lado. Ele cheirava problemas. o guarda mais próximo me observou. Enquanto estávamos parados. Missouri. Quando Marc me uniu ao outro lado. quando Lucas se aproximou do detector de metais. Olhei ao Marc tão discretamente como pude. Lucas sempre chamava a atenção. Eu fui primeira de nosso grupo na fila. tivesse-os ignorado. esperando que seguisse para minha porta de embarque. logo Parker. e não estava de tudo equivocado. logo Ethan.porem eu o conhecia melhor. o guarda franziu o cenho e perambulou mais perto. parei a um lado a esperar. sabendo que meu particular tipo de dor lhe daria certamente um ataque ao coração ao pobre velho. assumindo que olhavam à maioria das mulheres jovens da mesma maneira. Em lugar disso. para o caso de irmos direto do balcão de tickets ao terminal.

poderia ter pensado que ele estava cantarolando. armados com celulares e computadores portáteis. Entretanto. vinte . junto com o zumbido dos passageiros da noite: um exército de autômatos corporativos. ele estaria preparado e disposto a destroçar ao Miguel tão logo o veja. Ele sorriu e apertou minha mão enquanto nos dirigíamos a encontrar nossa porta. essa última parte era minha própria culpa. os irmãos Di Carlo deveriam ter descido do avião em uma porta vizinha. Isso tivesse sido desonroso. deixou-nos ir. ele era grande e temível. dormitei em momentos. porque Marc não cantarolava. Mas enquanto que Lucas podia dirigir qualquer problema que aparecesse em seu caminho. Se não fosse meu primo. apesar de toda a cafeína. Em cada etapa de nossa viagem. mas nenhum pareceu surpreso quando o desconfiado guarda escolheu ao Lucas para ser revisado à mão. mas nem sequer eu podia culpar ao guarda por escolhê-lo. as terrivelmente alegres assistentes de vôo. Se. seu nariz havendo-se curado torcida a última vez que p rompeu. porque bebi 0. Receberam-nos fila detrás fila de ocupadas cadeiras de plástica moldagem. sentia-me mais como um zumbi que como uma muda formas quando desci do avião no Missouri.Por algum milagre. determinados a apoderar do mundo da sala juntas de uma vez. Mas definitivamente não cantarolava. e às vezes amaldiçoava em espanhol quando estava realmente de saco cheio . Lucas era alguém em quem eu também manteria um olho. É obvio. Ele se submeteu a revisto sem queixa. e se não o tivesse conhecido melhor. Senti a tensão rodar fora do Marc como a névoa frente a uma brisa. Sim.700 litros da Coca Cola no Jackson. e meio litro de café no Cincinnati. De acordo com o itinerário que Michael nos tinha dado. E se. tratando de compensar o sono infestado de pesadelos da noite anterior. e muito baixo para ele. ele poderia ter quebrado o pescoço do guarda entre o polegar e o índice. Não surpreendeu a nenhum de nós. graças à turbulência. e as persistentes demanda de minha bexiga. nunca ia procurando algum. As buscas manuais se levavam a cabo supostamente ao azar. nenhum de nós disparou o detector de metais. e golpeava. Infelizmente nunca obtive mais de noventa minutos consecutivos de descanso. demonstrando um nível de paciência que poderia ter surpreendido a qualquer que não o conhecesse. Ele resmungava. Mas isso deve ter sido minha imaginação. Quando o guarda não encontrou nenhuma razão para deter o Lucas. a porta estava cheia. Quando aterrissamos em Saint Louis.

sussurrou contra minha bochecha em vacilantes sílabas separadas por molhadas e ofegantes respirações. Azuis como o oceano só consegue ter quando está muito longe para ver a terra. como se consolasse a um menino com o joelho machucado.minutos antes. ambos eram inquietantes e hipnotizantes. sussurrando palavras privadas de condolência enquanto que o . Estava a ponto de seguir a meu nariz para o aroma de comida frita e açúcar refinada quando meus olhos se posaram em uma cara familiar na multidão. Supunha-se que eles iriam esperar por nós. Ele me liberou do agarre pelo Vic e tomou meu lugar. Ele Luzia como o inferno. murmurei. golpeando ao Vic e ao Anthony nos ombros em um verdadeiro desdobramento masculino de compaixão. Era quase mais do que eu podia suportar com cortesia. de um vôo com escala de Atlanta. senti que o sustentava. lhe suplicando desesperadamente. Vic se aproximou de mim com os braços bem abertos. Os da Sara tinham sido quase idênticos. e o homem que se abatia sobre o ombro do Vic estava vestido igual a ele. imediatamente acordada. Vic era uma metade mais alto que eu.. Ele enterrou sua cabeça em meu cabelo. mas quando nos abraçamos. Não tinha visto ao Anthony Di Carlo em quase uma década. —Ela se merecia algo melhor. mas inclusive se nunca o tivesse visto novamente. Era roupa de funeral. e lhe pisquei. com seu corpo tremendo contra mim. os olhos injetados em sangue brilharam brevemente quando se encontraram com meus. Sua cabeça girou com a relutância que fala de profunda pena e cansaço. e um par de calças negras ajustadas que roçavam a parte superior de sapatos de vestir lustrados. —Ei sei-.. desabotoada no pescoço. por ajuda. A enrugada roupa de viagem se aferravam a um marco bem definido: uma branca camisa de botões. Os outros meninos nos rodearam em um casulo vivente de apoio. —Vic!. Ou como se tranqüilizasse a um gato assustado. seus olhos aumentados pelas lágrimas. A barba de dois dias salpicava a metade inferior de sua cara e seu grosso cabelo castanho provavelmente não tinha visto um pente desde algum tempo antes que seu queixo se encontrou pela última vez com uma navalha.gritei. sem palavras. Parker encontrou meus olhos sobre o ombro do Vic. Faythe. —Apanharemo-los.Minha mão se moveu automaticamente a acariciar sua cabeça. mas não vi sinal deles. com o ritmo espasmódico de soluços sem restrição. não esqueceria esses olhos. e era tudo o que podia fazer para permanecer parados.

criando um caminho aberto em um lobby bastante cheio. mais que o reconhecimento de seu próprio medo. A maioria necessitou só um olhar a nosso grupo para decidir que prefeririam comprar um souvenir ou tomar uma taça antes que alugar um automóvel. Genial. muito baixo para que qualquer pessoa além de nós o escutássemos. Olhei-o. A gente se apartou para nos evitar. mas ele estava olhando às pessoas na fila de aluguel. ninguém se aproximou de me oferecer ajuda ou compaixão. Deram-nos olhadas dissimuladas. e segui seu exemplo por costume. estou aprendendo. Detivemo-nos o final da fila. Atrás do balcão o empregado acossado levava uma etiqueta branca na que podia ler-se: Por favor seja paciente.irmão da Sara lutava visivelmente para serenar-se. mas indubitavelmente os assustou. Depois de menos de dois minutos. A diferença não era algo que qualquer humano tivesse notado conscientemente. No lobby principal. nos tocando a todos longe da porta. E isso estava bem para nós. ofegando abertamente quando viram meu rosto golpeado. Devemos ter sido todo um espetáculo: seis grandes homens angustiados e uma jovem mulher com um rosto golpeado. ele assentiu com a cabeça para a cabine de aluguel de autos Herz e uma fila de pessoas conversando e comendo em uma máquina vendedora de doces. Seus corpos pareciam escapulir-se para frente com cada passo grácil. mas de repente tudo se sentiu diferente. Marc se fez cargo. Várias pessoas de amplos olhos jogaram uma olhada para trás a nós em curtos e nervosos olhares. o único cliente que ficava era o que estava sendo atendido. Suas desculpas para deixar a fila eram um mecanismo de defesa que lhes permitia conservar uma fatia de auto-estima. Os executores em busca de sangue não são bons para ser . Eles se moviam mais como gatos que como pessoas. Tomou minha mão. Os pés dos meninos não faziam nenhum ruído no piso. Sorri para mim mesma quando um homem em traje de negócios genérico negro saiu da fila em frente de nos para andar para o banheiro. ainda assim. Os humanos nunca estavam dispostos a acreditar o que seus instintos tinham que dizer a respeito da natureza das bestas que eles tinham enfrentado recentemente. Graças a Deus. Grunhiu. apertando-a enquanto caminhávamos. Não assombrava que as pessoas olhassem. com o Marc e Parker à cabeça. Ninguém disse nada nem fez nenhum movimento declarado.

—Consegue algo com ar condicionado. Logicamente. Ou ao menos. Preocupava-me que a caminhonete fosse muito pequena. -Farei o que posso.Esse foi Ethan. sabia que meu problema era que estava nervosa. Mas ele tampouco ajudava. Por sorte. Não podia unir meus pensamentos sem um pouco mais de cafeína em meu sistema. duvidava que soubesse que era uma rádio via satélite. mas tinha perdido seus privilégios sobre o volante no caminho a Mississipi. Parker dirigiu. Tínhamos estado no caminho menos de cinqüenta minutos quando a perna direita do Marc começou a saltar incontrolavelmente. podemos ser curiosos ou apáticos. Depois de ter viajado com ele inumeráveis vezes. deixando cair o segundo tento fracassado no cesto de lixo. apertei os dentes.. Alternativamente. Mas não pacientes.pacientes. Café. que estava dormitando e aparentemente aborrecido. Tinha alugado uma minivan padrão para Sete passageiros. e eu passava com os copos fumegantes de café isolados por bandejas de cartão ao mesmo tempo em que Parker tomava posse de um conjunto de chaves de carro. a fila de Seattle se movia mais rápido que a de Hertz. Necessitava café. Pus minha mão sobre sua . sim. —E rádio via satélite. Quando o empregado em treinamento levava a cabo a terceira cópia de um formulário de seguro. que pensava que a vida sem música não tinha sentido. Olhei-o e me sorriu. eu diria que tinha mais possibilidades de sobreviver a outro enfrentamento com o Miguel do que teria com o Marc conduzindo oitenta quilômetros. O que estava bem para mim. Marc era o mais rápido. especialmente considerando a nuvem de nervos que o rodeava como um casulo. Ethan abandonou sua decepção quase em seguida quando Marc ameaçou com encontrar um novo e criativo compartimento (leia-se seu traseiro) para seus auriculares. porque era o condutor mais confiável.. Parker grunhiu. mas Lucas me recordou que nós não planejávamos voltar com Sean ou Miguel. Marc golpeou o ombro do Parker. não com o suficiente deles para necessitar um assento extra. não pelo imbecil do balcão. logo que contendo o desejo de falar com o gerente.Pelo olhar de sua cara. Ele tinha deixado seu MP3 na casa do Jace. com assentos de couro e duas portas corrediças . Assim que uma caminhonete de sete passageiros funcionaria. mas seu joelho se seguia movendo.

Sentou-se a minha direita. e as manchas amarelas de seus olhos pareciam brilhar. Marc me deixou ir. Não importava que acontecesse ao redor ou quão zangada estivesse com ele. O que constituía o motivo pelo qual tinha ido tão longe dele e portanto tempo. Mas não fez. —Algum conhece o número do celular do Ryan?. de alguma maneira mais quente. Uma vez que ele me dirigia esse olhar. havia dado resultado. As aletas se seu nariz cresceram ao aspirar meu aroma. Era um olhar que não via a tempo. Nem sequer um conceito. —Vocês poderia dois por favor deixar de fazer isso?. Se tivesse sido qualquer outro. mas bom. Sua perna deixo de ricochetear. Esta. me dando uma cotovelada nas costelas. com seus dedos nos ouvidos. Se não o tivesse feito. e era tão intensa que quase me assustou. Os telefones não são muito úteis a respeito. Meu corpo respondia ao dele sem consultar a meu cérebro.coxa. mas sua língua estava em minha boca antes que eu pudesse emitir algum som. olhando a outros. O número que figurava na tela não me era familiar. meninos. O telefone do Eric estava soando em meu bolso.disse Parker. sempre passava o mesmo. resistir deixava de ser uma opção. . -Levantem a mão aqueles que sabem que Ryan tinha um telefone celular antes desta manhã. voltou-se mais profunda.. Marc tinha interpretado mal a intenção de meu toque. e não sabia se respondê-lo ou não. Meu rosto ficou vermelho e ri. -Muito bem.Disse.Ninguém levantou a mão.. me teria resultado impossível sustentar nosso rompimento. mas se tomava ao Parker a sério. e sua boca encontrou a minha antes que pudesse me dar conta do que ele tinha em mente. Mas igual não queria. igual a seus olhos.perguntei. Marc houvesse voltado a grunhir. Desde meu bolso. Teria que felicitá-lo – logo que recuperasse a habilidade de falar. ele tinha encontrado uma nova saída para sua energia. Ethan me olhou como se tivesse falado em outro idioma. e seu sorriso trocou. —Sério. Ele finalmente tinha encontrado uma maneira de me calar.disse Ethan Bruscamente. Tirei o celular e o olhei como se este pudesse me dizer que fazer. e olhei o espelho retrovisor para encontrar ao Parker me devolvendo o olhar. Não poderia haver resistido embora queria. Inclinou-se para mim. Mas meu sorriso se congelou quando as primeiras do tom do celular Nokia chegaram a meus ouvidos. Marc se afastou o suficiente para lhe grunhir.

—Sei. —Agora! Seis mãos procuraram em seus bolsos por seus celulares. Disse que estão aproximadamente e duas horas de Oak Hill. me sentindo estranhamente cálida e confusa. —Era Ryan. embora ele não pudesse ver-me.. tendo em . —Bem. e não sabemos quem foi. Tinha o número de papai guardado sob o nome de –chefe. —Faythe? —Sim. Meu coração pulsou um pouco mais forte. —Já te ameacei o suficiente para toda uma vida. Recorda? Teria que me ameaçar . Só poderiam havê-lo dito. assim não cruzarão na estrada.Seu tom era de negócios.. -Olá.Brian era um dos irmãos de Carissa. Só tome cuidado. Ponha ao Marc ao telefone assim posso ameaçá-lo esfolando-o vivo se algo te passar. Viram? Não tenho paciência. Brian estará ali para te deixar entrar. você ganha. e traguei. Carissa e sua mãe se foram com quatro guardas esta tarde. mas vem em sentido contrário. -OH. —Justifica-se o dizer duas vezes. escutando. -Bem.Ninguém se moveu.Espetei. Seu pai quer falar contigo. Já falaste com os Taylors? —Sim. ela está aqui. Marc ganhou. —Bem. Está tudo esclarecido.Marc me deu o telefone.Suspirou e imaginei como se aprofundavam as linhas de expressão em seu rosto enquanto franzia o cenho em seu escritório. e não saberme se estava me voltando louca. Prometo-lhe isso. sou Marc. -Tem o número do celular do Ryan? Alguém chamou o ao telefone do Eric. —Já me disse isso. papai. Ri-me.Fez um pausa. Assenti. —Bem.Outra pausa.—Está bem.. e o telefone de Eric deixou de soar. Isso parece genial... —Que alguém chame papai. Demônios. -Grego. Ninguém sabe. Ele está no rancho. Sorri. Seu pai estava no rancho com os outros Alphas. -Fá-lo-ei. —Eu estou a cargo. Preparado? —Não pude escutar a papai sobre o ruído da estrada. Ele está feliz pela oportunidade de ficar e ajudar. —Ryan teve uma chamada do Miguel. papai.Ele poderia haver adivinhado.. Tomei o celular. papai? —Se cuide. sua mão sobre a Boquilha. Estaremos ali em uma hora.. —O que disse? —Só estava controlando.

—Olá. logo Ryan me falou com ouvido. E por um momento pensei que o estrondo baixo era por meu estômago que se preparava para exalar. Ryan disse que Miguel havia deixado uma mensagem para você. atravessar o telefone e te retorcer o pescoço? Acredito que está bastante seguro. —Só larga-o. A voz de meu pai retornou à linha. —Obrigado. Escutei sons ásperos no telefone quando trocou de mãos. —Sim. Mas antes que pudesse dizer algo. me fazendo difícil respirar. assim não mate o mensageiro sim? —Que acredita que vou fazer. O que vou dizer te é Um encontro direta: disse que vai golpear te até que lhe suplique piedade. —Não se preocupe. Deveria? —Não o escutei.Fez uma pausa. Logo me dava conta que era Marc que grunhia. —Aqui está. As palavras não podia me danificar. eu disse a papai que não quereria escutar isto. me passe com ele. sentir-me-ia melhor.Disse Ryan. —Sempre pede a um que faça o impossível. —Não sei..minha conta destino. Mas que demônios. —Sinto muito. e logo te violar até que sangre. —Sim.. O medo se aferrou a meus pulmões. e talvez se me fazia zangar-me. Apertei a mão do Marc e tentei manter a voz firme. mas Ryan diz que não é bonito. Faythe. —Escuta. mas aparentemente eu era a minoria. Genial. e eu tinha o meu com o braço escandido para salvar meu ouvido. Não pensei que fosse tão gracioso. —Tentá-lo-ei. Quase . Minha boca se secou. O telefone calou no chão do escritório de papai. -Isso é muito reconfortante. Marc riu e imitou o gesto de lhe retorcer a alguém o pescoço. ao menos até que chegue a casa. Quer ouvir? Um nó no estômago apertou a lasanha do aeroporto. Ryan uivava de dor. um golpe forte soou em meu ouvido. e muitas vezes as faço acontecer. Ele teria que pensar melhor ao passar uma mensagem assim. ameaçando com expulsá-la. O que disse? —Que você pagaria pelo que fez a seu rosto. Assim que deixa de preocupar-se. com uma expressão tão feroz que não pude encontrar seus olhos.

Oak Hill era uma cidade pequena. Ou algo pior. este calvário se acabaria. e eles viviam no extremo norte dela. Meio século antes. Não tivemos problemas em encontrar a casa da Carissa. Capitulo 30 Eram quase as oito para o momento em que chegamos a Oak Hill. Estará bem. E de uma maneira ou outra. Essa sou eu. Parker girou à direita fora da estrada 19 para um poeirento caminho privado simplesmente sinalizado como Quebrada 12. Agora possuíam uma das maiores superfícies da zona. especialmente em seu próprio . O sol poente lançava raios rosados através de céu e de largas sombras no chão. e que com ela viria Miguel. Mas esse hábito estava a ponto de trocar. e havia muito de ambos nos abundantes bosques do Missouri. exalando no telefone. Os Taylor e seus guardas eram os únicos residentes da quebrada 12. Não foi até que cortamos que me dava conta de que deveria lhe haver dito que o queria. assim não comece a duvidar de você mesma agora. porque um segundo muito tarde com o Miguel significaria a morte. os Taylors se obstinado a sua propriedade. Quase três quilômetros depois de passar o último bairro residencial. -Talvez agora pensará um pouco antes de abrir a boca à próxima vez. eles entesouravam seu espaço e sua privacidade. Só recorda permanecer à vista dos moços e conserva os olhos e os ouvidos bem abertos. —Obrigado. Como nós. —Ele advertiu-me.funcionou. quando todos outros na zona estavam vendendo largos pedaços de bens raízes para um rápido lucro. Você sabe o que está fazendo. -vou deixar te agora assim pode te concentrar. —Ele esgotou toda minha paciência e deveria sabê-lo melhor. em uma propriedade de seiscentos acres densamente mastreados. que tinha estado em sua família por gerações. Meu coração se afundou quando me dava conta de quantas vezes essa palavras poder-se-iam ter aplicado a mim. embora nenhum de nós tinha estado ali em anos. nos alertando a todos que a noite estava perto. sempre um segundo muito tarde quando algo importa. Meu pai tomou uma profunda respiração.Disse papai. papai.

ainda se nosso plano se vinha abaixo. com um zombador sorriso sugestivo na comissura de sua boca. A casa estava posicionada sessenta metros atrás do caminho em uma larga e verde grama com um caminho de tijolos de flores alinhadas. A porta se fechou detrás de nós. em primeiro lugar. arrastando-o para trás como um menino rebocando . mas provavelmente chamado Colheita de Outono. o bosque se estendia tanto como o que podia ver. olhando pelo vidro traseiro. Era do Renascimento Grego com tijolos vermelhos. A porta da garagem se abriu quando entramos no caminho.Lucas agarrou ao Marc pelo cinturão enquanto passava. e vermelhos do norte.e outras largas quantidades de espécies como alcornoques. a porta dirigia à casa aberta. uma ampla e plana fachada e a característica frente empenada. como a família que a tinha habitado por mais de um século. —lhe dê um descanso. muito jovem para ter acompanhado a seu pai ao rancho. pilares estreitos brancos. isso é um pouco horripilante. a casa dos Taylors apareceu sobre o lado direito do caminho. não em uma posição muito digna para alguém clamando estar a cargo. deixando ver um espaço vazio ao lado de um sedan antigo de alta categoria. olmos.. pintado de bege.Com segurança. na parte superior de uma pequena crista a oitocentos metros da estrada. Parker entrou na garagem e desligou o motor. uma mescla de carvalhos-brancos. Detrás desta. arces. fresnos. —Ok. Um dos irmãos da Carissa saiu. escarlate. Brian.bosque privado. Vários minutos depois que giramos.disse Ethan. Era formosa. alagando a garagem com luz de um pequeno quarto de lavagem. ou algo igual de pretensioso. Aterrissei sobre meu traseiro no cimento..assegurei-lhe. tanto em suas linhas retas e fortes como em seu isolamento arborizado. —Ei. —É só Brian. nogueiras e cedros vermelhos. negros.Parker saiu e lhe estreitou a mão enquanto que o resto de nós escalava um em cima de outro em uma pilha enredada.. a casa se erguia alta e orgulhosa. Marc me levantou por minhas mãos e me pressionou contra o lado da caminhonete. cada um tratando de ser o primeiro em sair da lotada caminhonete.. em negócios do conselho. . Contra o exuberante fundo verde. —Papai disse que estaria aqui para nos permitir entrar. Estava em seus vinte anos. mas o suficientemente maior e experimentado para nos ajudar a apanhar ao Miguel.

Para o momento em que se voltou para o Brian. Essas são boas probabilidades. e havia vários gatos que consideravam sua responsabilidade pessoal domar a infame harpia. parecia o oposto.um carro. —Ela disse que te dissesse obrigado pela advertência. obrigado. Dr. mas logo sua cara foi só de negócios. Além disso. Venham dentro e me permitam lhes mostrar tudo. —Como está Carissa?—Ok. Especialmente eu. -Temo-los superados em número por quatro a um. Ela está um pouquinho tirada das casinhas por tudo isto.. o lugar ideal para uma festa . O interior da casa era tão moderno e cômodo como o exterior era imponente e formoso. Ele não tinha muito uso para essa de todos os modos. como se estivéssemos no nível de primeiros nomes. entretanto. era só sua mão esquerda. todos os meninos pensavam que nos conheciam bem. Mas não pude evitar .Brian nos levou pelo quarto de lavado e dentro de uma ampla e limpa cozinha. E boa sorte. do que eu entendia. —Como está. Em realidade. —Estou bem.. fluindo em um salão a desnível. Ele estava bem.perguntou. Ele era amável e ao parecer genuinamente preocupado por mim. ele tinha abandonado seu sorriso em favor de uma expressão séria que dirigia para expressar tanto competência como perigo de uma vez.. Carver foi capaz de lhe endireitar os dedos com mínimas complicações. Marc não via favoráveis as tentativas de -me domesticar-.Tomei sua mão e fiz contato visual.ou um massacre.. Mark me sorriu amplamente e me piscou o olho. Devido a que a proporção de gatas com respeito a gatos era tão baixa.disse e eu assenti. O esquema do piso era aberto e acolhedor. Depois de uma ronda de golpes masculinos. Além da cozinha estava a sala de refeição. como os tinha descoberto um gato memorável do nordeste. Não era presunçoso ou descarado. Faythe?. ainda os que tínhamos visto uma vez ou duas.Soltei-me de sua mão. Tampouco eu. —Acredito que sim. Mas Brian Taylor não parecia dos atrevidos para mim. mas não espero muitos problemas. entretanto. Eu teria sido feliz de poder tirar qualquer delas. dominada pelos eletrodomésticos de aço inoxidável e uma espaçosa ilha surgindo de muito ladrilhos brancos. Havia-me feito uma grande reputação por escolher a universidade em vez do casamento com o Marc. adiantei-me e Brian estendeu sua mão. atapetado em um impecável branco de corte Bereberé. Isso era compreensível. Ele provavelmente pensava que o estávamos. —Obrigado.

cheirando a jovem. Brian assentiu. usei o sabão da Carissa. Todo o tempo.Essa cortesia em particular era em caso que precisássemos Trocar. Há muito para comer no refrigerador. haveria muito de onde escolher.deformando as pétalas de um grande desenho de margarida.chamou Lucas. com o pescoço já profundo na geladeira.disse.. Ela dormiu com estas a última noite. pus-me os pijamas da Carissa. estávamos muito longe da civilização à grande escala para ter que nos preocupar com testemunhas humanas. A regata era uma camiseta sem mangas rosa. assim ainda cheiram a ela. Enquanto estava nisso.imaginar que tão mau se veria um atoleiro de sangue contra uma laje tão impecavelmente branca. ou deveria procurar algo mais? Levei-me a regata de noite ao rosto. Limpa. —Necessitam algo mais? —Não.. E julgando pela monstruosidade extra larga. Usei o quarto de banho do primeiro andar para tomar banho.disse Marc. Ou empapando o tapete. o que significava que estava levando melhor que eu. —Estas são para você. pondo a mão sobre uma pilha de roupa perfeitamente dobrada sobre a mesa do salão. —Bem.. com um toque de perfume floral e creme facial hidratante. Ainda não tinha conhecido a um gato cujo refrigerador não estivesse bem abastecido. e seca.Disse Brian. Estava um pouco ajustada no busto. -É perfeito. ele só se via ligeiramente tenso. tratando de lavar tanto de minha própria essência como fora possível. que era uma boa possibilidade. e o xampu. não vão procurar algo para comer e põem à corrente ao Brian sobre o plano enquanto eu me transformo na Carissa? —Nenhum problema. a lavagem facial. para salvar aos Taylors de uma conta enorme de limpeza e uma larga explicação às autoridades às que o serviço de limpeza não duvidaria em chamar. Ou o ruído. Felizmente. deixando a regata novamente na pilha. com centenas de diminutas flores brancas idênticas a . Cheirava a Carissa: jovem e saudável. sustentada com umas correias atadas nos ombros. isto deveria ser suficiente. de aço inoxidável de lado a lado. e para credito dele.mas funcionaria. exceto por meu cabelo úmido. assim sirvam-se do que queiram... As calças faziam par com a camiseta: rosados. —por que vocês. Eu me estava começando a pôr realmente nervosa. Isso funcionará. Deveríamos nos assegurar e matar ao Miguel e Sean fora. meninos. —Seu papai mencionou que necessitava um pouco de roupa da Carissa.

enxaguou-o. —Aonde vai. ele só tinha tido sorte. eu gostava do suave e soltos que ficavam as calças. Não trocaste tanto. Ele nunca esquecia nada. assim que uma ampla franja de meu estômago se via no meio. —Come rápido. Quando levantei meu segundo sanduiche. Assim era como ele tinha agarrado às outras três gatas. Tanto como odiava admiti-lo.disse Ethan. Marc.. Menino. —Não posso acreditar que recordasse isto. e maionese real.Dei outra dentada. Várias fatias de presunto. repassamos o plano pela última vez.disse Ethan através de um bocado de presunto e queijo suíço em centeio. Meu rancor para o rosa provinha do carinho que minha mãe tinha por ele. Talvez se viessem em vermelho… Mas esse era um pensamento para outro momento. em um pão de trigo inteiro. Você nem sequer tem algo rosa. Limpadores quem rara vez levantavam uma pata em casa. Ele tragou e sustentou um prato carregado com dois sanduíche e um montículo de salada de batatas de loja.. Por agora. Meu sanduíche favorito de todos os tempos. —Não o fará. se tivesse seguido . e o pôs dentro da máquina de lavar louça. Mamãe ia incomodar se quando descobrisse que ela tinha um exército inteiro do Srs. —Pode me agradecer depois. os meninos tinham limpado tudo salvo meus pratos.Recolhi um bocado de salada de batatas. cada parte do caminho através de um Ú outra variação de sanduiche de presunto e queijo. Marc. ainda com o cordão apertado. mas não estavam mau. embora comigo. E pagariam por meu silêncio. A forma mais fácil de tentar ao Miguel para ir detrás da Carissa seria pô-la fora ao ar livre e sozinha. o que não era tão fantástico como soava. só come. Marc assobiou quando saí do quarto de banho. queijo provolone. Ethan agarrou meu prato. Para o momento em que tinha terminado o primeiro sanduíche.que se estendia no peito... -Talvez o faça. —Não o fiz. enquanto que os últimos brilhos de luz caíam do céu. -Marc o preparou. ele estava no certo. É obvio. Não eram tão boas como as feitas em casa. não fica muito tempo. Até?. pagariam? As oito e quarenta. A camiseta terminava justo em cima de meu umbigo e as calças abaixo de meus quadris. Os meninos estavam reunidos ao redor da larga ilha da cozinha. -por que não dorme com coisas como essas? Dei-lhe um olhar reservado. Entretanto.Ok. —Obrigado. tomate. -Obrigado.Dei uma dentada.

tendo passado os últimos dois dias sob a observação próxima de qualquer ao redor dela. e eu contava com o feito que explicaria a estrutura dos Taylors ao Miguel. Assim que uma viagem curta em sua própria propriedade seria inócuo. A informação interna de Sean e Ryan nos tinha feito em conta desde o começo. era essencialmente um bangalô de três dormitórios. Em realidade. como a chamavam. Mas agora. nunca tivessem tido uma oportunidade comigo. A cabana. Mas só em caso que um solitário passeio pelo bosque se visse suspeito. Assim que como a faríamos disponível sem lhes avisar a respeito da armadilha? Onde poderíamos enviá-la com poucos talvez só um guarda-costas. graças ao Ryan. sem levantar suas suspeitas? O desenho das terras dos Taylors havia provido a solução: enviaríamo-la à cabana. Eles tinham uma casa própria em um claro mais ou menos a quatrocentos metros detrás da casa principal. Tinha perfeito sentido. . Sean sabia a respeito da cabana. Correriam. Sean saberia. renovado e com conexão de eletricidade em algum momento nos anos setenta. seria muito óbvio. entusiasmadamente bem-vinda em ambas. os guardiões do território da região central não viviam no pátio traseiro de seus Alfas. Ainda compreensível. mas isso estava a ponto de trocar. ela provavelmente passava muito tempo ali. Ele estava ali para acompanhar a Carissa-. E a melhor parte é que nenhuma das duas casas era visível da outra. Nenhuma das outras gatas ignoraria uma ordem direta de seu pai. só para poder relaxar-se ao redor de alguém além de seus pais. agora que já era quase um adulto. exceto pelo muito usado caminho a pé do edifício principal. e ainda se Miguel não sabia isso com segurança. A diferença dos homens de meu pai. e sob ordens de não sair sozinhas. considerando que tão encerrada se devia sentir. e provavelmente nunca os apanharíamos.as ordens de meu pai. tínhamos ao Brian. ela tinha passado grande parte de sua juventude vagando de ida e volta entre sua casa e a cabana. Ele saberia que todas as gatas estavam rodeadas de irmãos e guardiões. Estava completamente rodeada por bosques. Mandar a Carissa. Miguel sabia que todos os Orgulhos estavam em alerta.a uma larga caminhada por ela mesma. Sean e Miguel saberiam que estavam sendo enganados. Se a infância da Carissa foi um pouco parecida com a minha.

Vic. Mas Brian pertencia à propriedade dos Taylors. Ethan. eles podiam ver muito mais longe no ar do que podiam sobre o chão. Se tivéssemos usado a algum dos outros meninos. assim seria quase impossível para Sean e Miguel ter uma visão clara de meu rosto. mas assumiria que os Taylors tinham chamado algum respaldo extra para proteger a sua filha. na parte da propriedade mais afastada da estrada. e seria uma escolta perfeitamente acreditável para sua irmã. e Parker Vic. . Primeiro. os quais estavam todos em modo silencio. Salvo que cheirasse ao Marc. Cada Orgulho no país sabia que Marc nunca tomaria outra atribuição até me haver encontrado. Segundo. Os gatos viam muito bem na escuridão mas não viam muito longe. Esse era nosso sinal para deixar a casa. suas essências.tão longe de caminho como fora prático. Brian e eu esperaríamos na casa principal até que escutássemos de um dos meninos em forma humana que Miguel e Sean tinham aparecido. tínhamos decidido que Anthony. a melhor visão está no meio da fila. O plano era que meus homens se escondessem nas árvores com o passar do caminho. Como os escutaríamos? Bem. de cima.para manter a aparência de uma presença defensiva forte. seriam mais difíceis de capturar para o Miguel e Sean. Sean saberia imediatamente que algo estava mau. Depois de vários minutos de discussão. Realmente. e Marc Trocariam a forma de gato. a escuridão me ajudaria mais que a eles. Sean reconheceria todas as outras. Assim não importava que forma tomassem. alguns em forma humana e alguns em forma de gato. Ainda se algum dos dois tinha Trocado. Havia duas razões para os elevados esconderijos. Parker. e Lucas cada um programou o número do Eric em seus telefones celulares. assim estaríamos preparados para enfrentar aos seqüestradores em qualquer de suas formas. Logo que qualquer deles visse qualquer dos trapaceiros. porque a sua era a única essência que Miguel reconheceria. Brian já tinha desenroscado a lâmpada do alpendre traseiro. não poderiam aproximá-lo suficiente para ter um bom olhar de mim ou um bom cheiro sem alertar pelo menos a um dos meninos. Assim tínhamos que mantê-lo e seu aroma. e Lucas ficariam em forma humana. não muito perto mas não muito longe. não sei como as pessoas alguma vez fizeram algo nos dias anteriores à Internet e os telefones celulares. Marc tomaria uma árvore bem atrás no caminho. chamar-me-ia e deixaria o telefone soar uma vez logo penduraria.

manter-no-iam imóvel para interrogálo. Ou muito alto. Tínhamos que tirar o irmão maior fora da cena.atuar como que nada estava mal enquanto caminhávamos. Novamente. esperando que Miguel me equilibrasse. Brian e eu faríamos algum ruído enquanto destravássemos a porta traseira. Logo. Havia dois deles. entre outras coisas. e os quais eram os compradores da Sul americanos. Brian e eu adoçaríamos a isca um pouquinho. Isso seria um pouco difícil porque Miguel estava mais que familiarizado com minha voz. meu -irmão maior. de novo esperando ser equilibrada. Lucas. Lucas e Vic haviam feito um trato. e esperávamos que se eles pensavam que eu tinha só uma escolta. esperando que Miguel e Sean atacassem. e Parker se lançariam das árvores. a idéia era que Brian corresse adiante para a cabana a qual deixaríamos sem luz. e para enfocar a atenção dos meninos maus em nós mais que em qualquer atividade que estivesse tomando lugar sobre suas cabeças. Isto era para dar a meus homens uma advertência de que estávamos indo. graças a minha grande boca agarrei que tinha que tomar cuidado de não falar muito.Uma vez que recebêssemos a chamada. De qualquer maneira. Logo que o primeiro menino mau se mostrasse. uma vez que tivéssemos nossas respostas. Vic. Perambularia sozinha. entraria na cabana e veria TV com o Brian. pensariam que as probabilidades de vitória estavam em sua esquina. Essa seria a parte difícil . ou decidiríamos competir para ver quem chegava primeiro ao alpendre do bangalô. por isso saberiam que estava vazia deixando-me só no caminho por poucos minutos. Ainda precisávamos saber exatamente que tinha passado com o Luiz. Cercaríamos uma brincadeira feito de corre que te pego. Vic tomaria o controle se Sean . rindo e brincando em nosso caminho para a cabana. meus meninos tinham minha permissão para golpeá-los até a morte com tanto entusiasmo como quisessem. Juntos. Só que esta vez eu sabia o que estava vindo e estaria preparada para esquivar a agulha. ainda se fosse por poucos minutos. Se eles ainda não tomavam a isca. Logo. Se nenhum dos gatos se mostrou para o momento em que chegássemos à metade do caminho para a cabana. Nós estávamos assumindo que Sean e Miguel tentariam algo similar ao modo em que me pescaram dois dias antes: agarrar-me fora de guarda e me sedar.e eu cruzaríamos o pátio traseiro e tomaríamos o caminho a pé.

entretanto ali estava eu. em cujo caso esperávamos o ter respirando por seu pescoço antes que ele tivesse a oportunidade de farejar os arredores. Estaria bastante satisfeita se podia terminar a noite sem requerer um literal. desde que ele tinha sido a razão pela que Sara tinha sido o objetivo. Ethan me deu uma cotovelada nas costelas. Esta era nossa oportunidade. o que se alguém saía ferido? Seria minha culpa. Ele estava muito entusiasmado para sentar-se. Lucas teria carta branca. Marc.aparecia sozinho. mas se havia alguma dúvida a respeito a isso quando o momento chegasse. feliz dia. Quando os meninos estiveram em posição. e se foram ao bosque a Trocar e encontrar bons esconderijos. mas não pude reunir nenhuma faísca de orgulho por ter pensado no plano que tínhamos acordado. seria a que teriam que culpar porque estava a cargo. a importância do que estávamos por fazer me golpeou com a força de um gancho de direita de pesos pesados. Parker. Ele estava seguro de que poderia tomar ao gato da selva por ele mesmo. Tudo era minha idéia. logo foram escolher árvores onde pudessem subir facilmente em duas pernas. O único a quem seu ponto de esconderijo era visível da casa principal era Parker. Etha e Anthony sairiam em forma de gato a procurar a qualquer que não tivesse aparecido. sentei-me no chão lajeado da cozinha. os outros dois tinham minha permissão para saltar. O que acontecia se não funcionava? Ou pior. Brian passeava frente à mesa de refeição. todos entrariam em ação. Vic e Lucas checaram duplamente seus telefones. Mas se Miguel me atacava por ele mesmo. A oito e quarenta e cinco. e levantei a vista para ver que o congresso estava terminado. enterrada nela até o pescoço. Enquanto Marc recitava sua parte do plano. Olhei-os pela janela na porta traseira até que desapareceram no caminho. Era hora de ir-se. Se ambos os trapaceiros eram o suficientemente estúpidos para mostrar-se de uma vez. junto com a minha. Deixamos a caminhonete na garagem com a hipótese que Miguel nunca a veria salvo que forçasse a entrada. Anthony. Esta era exatamente o tipo de responsabilidade que tinha ido à escola para evitar. Se algo ia mal. Nossa única oportunidade. com minhas costas contra a lava-louça e o telefone do Eric em meu colo. OH. Ethan e Marc puseram suas roupas na caminhonete. Estava aterrorizada. . pelo menos nominalmente. Só me olhá-lo punha nervosa. Mas pelo menos era meu enterro figurativo.

Tinha entregado os próximos dois anos e meio de minha vida. Não sou boa ficando aquieta. também. escondendo meus piores temores entre as escuras e irregulares forma. Odiava esperar. Ele tinha sussurrado. Diabos. como exigindo ser liberado. Não estava segura de por que sussurrava. que hora têm?. e estava ansiosa de compartilhar a riqueza com o Miguel. Mas o que passava se algum dos outros telefones tinha morrido? O que acontecia se saía a checar e Miguel me via? Arruinaria a armadilha completa. Olhei ao relógio de novo. Assim que nada estava mal com o telefone. minha palmas se umedeceram e as calças começaram a pegar-se me às pernas. Tomei uma respiração profunda. que não .disse Brian. através da habitação e em uma esquina. estava petrificada. a cozinha era uma guarida de sombras. Estava totalmente carregada quando o encontrei e só tinha perdido a metade da potência disponível após. Funcionava bem. Tinha acendido várias luzes no andar de acima e um abajur na frente da cozinha para que Miguel pensasse que havia alguém em casa. conscientes de que cada gota de suor molhando a roupa emprestada-me fazia cheirar menos como Carissa e mais como eu mesma. como gritar na igreja. O relógio funcionava mal. olhava o relógio digital na tela do telefone celular. tamanhos e cores. Brian me olhou com compaixão. Quase emocionada. Tratei de me relaxar. Olhei o telefone novamente. Mas quando os minutos se estenderam a meia hora. —Nove e trinta e cinco. exceto se sentia mal fazer ruído na escuridão. checando a bateria. Meu coração pulsava contra a caixa torácica. Cada minuto ou algo assim. e talvez inclusive cheirar meu medo. Cada vez que olhava estava segura que deveria ter passado outro quarto de hora. de todos os modos. Sorrilhe de volta. Mas agora que quase tinha chegado a hora. Por que estava tão nervosa? Tinha-lhe suplicado a papai por uma oportunidade para apanhar ao Miguel. Tinha que ser isso.Pelos primeiros quinze minutos.. Mas com apenas um abajur preso. tampouco. tratando de diminuir meu pulso acelerado. Brian. quase. Melhor sentar-se quieto e esperar. —Ei. Meu corpo era um tesouro de marcas roxas. Sabia que podia escutar o batimento de meu coração.sussurrei. mas nunca o fazia. tratando de aparentar que nada estava mau. Irreverente. de todas as formas. estive bem. Não quando estou consciente.

Não fez nenhum movimento para parar-se. e eu me voltei para a porta traseira. Voltei-me para ele. acelerei. agarrei o pomo com ambas as mãos suarentas. entrei em pânico porque não podia destravar a fechadura. tropeçando com dois passos de apoio para aterrissar com seu traseiro no piso desnivelado do salão. Nem sequer me tinha dado conta que estava funcionando até que parou. Nuvens espessas escondiam a lua. Empurrei-o com ambas as mãos. Marc. Algo se quebrou. Corri para ele. Melodramática? Eu? Seguro que não. Plástico rangeu quando ele pisou no telefone do Eric onde eu o tinha deixado cair. Girei o pomo da porta mas nada passou. Minha cabeça se inclinou para o pátio traseiro. Tudo no que podia pensar era que alguém no lado norte do caminho tinha sido ferido. O ar condicionado se desligou. com o sigilo totalmente esquecido. Aterrissei sobre . Duro. espera!. —Faythe. Ignorei-o.estava a ponto de tomar uma pausa do passeio pelo caminho e dentro das garras da morte. Saltei fora do alpendre traseiro e aterrissei com minhas pernas já bombeando. Meu pescoço soou mas logo que registrei o som. me triturando as mãos no processo. Agarrando a parte superior do marco de metal. Com meu coração martelando. Por que não tínhamos destravado as portas? Brian me agarrou por ombro. nos deixando em um silêncio total. Meus pés empurraram contra a terra. Empurrei a porta de tormenta para abri-la. lutando contra a mesma gravidade. Em um instante estava de pé. Quando me aproximei do cerco. e a porta se abriu para mim. Ele se cambaleou para trás. gravemente. Atirei em sentido horário. A fechadura se arrebentou também. lanceime por acima.gritou Brian. nove metros adiante. Uivei de raiva. voando pelo jardim. só para ser cortado um segundo depois. Enquanto levantava o telefone para comprovar a hora novamente. Passos golpeavam sobre os ladrilhos detrás de mim. e só tinha a luz que se filtrava da janela superior para poder ver. correndo para a porta traseira. Vinha do norte. vaiando. um único gorjeio em miado de dor perfurou a quietude. Era-me suficiente para poder distinguir a parte superior da cadeia de elos da cerca. Marc estava no lado norte. o som débil debaixo do rugido de meu pulso em meus ouvidos. Soltoume. com as mãos levantadas em frente de seu peito. e de repente não escutei nada mais que meu próprio pulso.

Antes que me pudesse dar volta. reconheci-o. levantando os pêlos de meu braço. Conhecia sua voz. com minha dor eclipsada por meu temor pelo Marc e terror do que pudesse encontrar. Congelei-me. Não tinha que vê-lo ou cheirá-lo para saber quem era e me dar conta de meu engano. Suas orelhas jaziam planas contra sua cabeça. aterrissando ao alcance das mãos do homem que se supunha eu tinha que apanhar. —boa noite. usando sua mão livre para arrancar meus dedos da mão ao redor de meu pescoço. apertou meu pescoço lentamente. O pânico alagou minha corrente sanguínea. seu ronrono. Ainda meio cegada pela escuridão e com apenas um moderado melhor sentido do olfato. Parei-me rapidamente. Endireitei-as lentamente. meu amor. Ele parou no bordo do bosque. Uma afiada sensação de revoada consumiu meu estômago. cálida e úmida. Ainda podia respirar.disse. com um agarre como o ferro. me dirigindo ao caminho. Tinha-me tropeçado com meus próprios pés. Faythe. Era definitivamente Marc. Ele me estava grunhindo. Miguel. Queixei-me pela surpresa.meus pés. A quatro metros do cerco. tropecei-me com meus sapatos muitos grandes e caí de cara contra a terra. Grunhiu de novo. -Indo de incógnito esta noite?. Era Marc. baixo e ameaçador. O impacto do choque esticou seu caminho por minhas pernas. Ofeguei. o profundo rugido de um felino retumbou das árvores a minha esquerda. estava correndo novamente. seu rugido. três metros no caminho. e estava felizmente ileso. como em advertência.. Sua cauda se sacudia lentamente contra o chão. As pupilas refletivos cintilavam para mim quando piscava. O som rodou por minha pele. com as pontas apontando a cada lado.Claramente desinteressado em minha resposta. como se as mariposas em meu ventre tivessem asas de navalha. Brilhante. e até seu grunhido. Franzi-lhe o cenho com confusão. minhas mãos voando automaticamente para tratar de fazer alavanca para me soltar. uma mão se envolveu ao redor de meu pescoço. Assim por que me estava grunhindo? A grama rangeu detrás de mim. Antes que o formigamento desaparecesse de meus dedos do pé. com ambos os joelhos dobrados. tirando a fragrante grama talhada de meus antebraços com minhas mãos cobertas de sangue e sujeira. o que . Mas antes que pudesse dar outro passo. revolvendo as folhas secas dos últimos anos.

Desde minha nova posição podia ver o Marc no bordo esquerdo de minha visão. de todos os modos. seu agarre poderia ter sido o suficientemente bom para me estrangular. e minha traquéia começou a fechar-se.Miguel gritou quase diretamente em meu ouvido. e Vic deu um passo adiante. meu amor. meneando sua cauda pelo chão lentamente. . Um último foda-se antes de morrer. Mas Miguel era um werecat. e me encolhi longe do repentino som ensurdecedor. olhando além de mim a quem tinha caído das árvores. seus lábios roçando meu cabelo. arrasto-me com ele no centro do caminho. —Saiam!. e seu agarre era o suficientemente bom para partir meu pescoço com um único e afiado girou. Marc ao lado do bosque. —Quem são?. Parker agora se encontrava no caminho diante de mim. me negando a responder. com raiva. Capitulo 31 A cauda do Marc tremeu. Miguel me agarrou pelo braço esquerdo com sua mão livre. Marc grunhiu em direção ao Vic. Não ainda. saiam agora! Enquanto observava. um feito de sombras na noite. Os olhos do Marc se deslizaram para um lado. Se quiserem a sua gatinha com vida.significava que ele não tinha intenção de me matar. Para um humano. apertando sua sujeição sobre meu pescoço ao mesmo tempo. —Sei que todos estão ali. Mas tomaria uma garganta cortada a um pescoço quebrado qualquer dia. Podia dirigir o ser estrangulada.Apertou seus dedos. –Quem são eles? Sacudi minha cabeça tanto como pude com minha garganta em seu agarre. —Há mais. Vic caiu no caminho a cinqüenta pés detrás do Parker. Ao menos desse modo chegaria a sangrar por todos seus sapatos. ou pelo menos dar a oportunidade ao Marc para equilibrarse. minha orelha esquerda seguia zumbindo. justo por diante de nós e fora de minha vista. Fez-me girar para trás e para um lado.Miguel sussurrou. O estrangulamento era o suficientemente lento para que uma boa cotovelada a seu intestino ou um pisão em seu pé pudesse lançá-lo fora de balanço. e uma coisa pesada golpeou o terreno a minha direita.

-Lucas. sabia a resposta. te una a nós!. enfocados justo por cima e detrás de mim. e sua voz fez claro por que Eric e Sean tinham seguido suas ordens. mas só posso pensar em uma coisa que temos em comum. por isso não faria nenhum bem mentir. Um suave. A mão ao redor de minha garganta apertou ainda mais. sobre minha cintura..ordenou Miguel. ainda grunhindo. e senti ao Miguel torcer-se para jogar uma olhada detrás de nós. Brian tinha trocado. Anthony se tinha ido. assim como a sua única filha. Mas Marc se manteve firme.chamei-lhe. -Brian. Ele só esmagaria minha . Seu grito de morte foi o que me atraiu fora. -Retrocede.Miguel perguntou. Em seu lugar. porque esta tinha sido minha idéia. onde estava Anthony? Mas logo que pensei a pergunta. Isso é o que lhe tinha levado tanto tempo. Passou um momento em silêncio. vêem fora. curto. —por aí com seus amigos.Sua mão livre se deslizou por meu braço esquerdo. A sua não era uma voz para ser ignorado. e ao redor de meu quadril. Onde está Ethan? E nessa questão. e era minha culpa. caminhando lentamente e com cuidado. Di Carlo agora tinham perdido a seu filho mais novo. e Brian cumpriu.Miguel chamou. Seus olhos eram esferas de luz refletida. Lucas apareceu à vista. Minha estúpida. acariciando minha bochecha com sua mão livre. —Esta é uma boa reunião. seu dedo polegar as imitando no outro lado. Meu coração saltou dolorosamente quando o vi aproximar-se. logo soaram passos ao redor de uma curva pronunciada na direção da cabana. estúpida idéia. -que gritou seu nome? Já sabia a respeito do Brian. Talvez o faria. Marc deu um passo adiante. fazendo minhas respirações curtas e pouco profundas. afrouxando seu agarre sobre meu pescoço. grunhindo enquanto se movia cuidadosamente por diante de nós para colocar-se entre o Marc e Parker. seus dedos forçando meu queixo para acima.Miguel ordenou.Miguel ajustou seu apertão em meu pescoço.disse —Somente Lucas. Já não estava me estrangulando mais. suas unhas bicudas se cravaram em minha pele à esquerda de minha traquéia. grave grunhido se introduziu em meus ouvidos. verdade?. —E o da casa?. mas minha voz saiu rouca. por isso desembaraço minha garganta e tentei outra vez. -Brian. —Lucas. precisamente quando Lucas se uniu a eles. Não se incomodaria em romper meu pescoço agora. —Não quer que lhe aconteça nada a sua gatinha. como se temesse que qualquer movimento repentino sobressaltasse ao Miguel e me matasse.

Gosta de jovens e bonitas. -Onde está Luiz? —Isso está melhor-. Como os extraviados.Vic perguntou. —Para quem trabalham?.A delícia ressonou em sua voz. digamos?. . Que diabos? Estava Miguel sob o engano de que sua grande frase ecológica fazia a seu negócio legítimo? Ou honorável? Ou valioso? Tão diferentes como os Orgulhos dos EUA eram dos do Centro e Sul a América.Perguntou Lucas. Me perguntei como cheguei a esta profundidade em seu território sem ser descoberto. me deixe te fazer uma pergunta..O acento do Miguel era cortante em meu ouvido. —Ele é teu amigo?.. caminhando lentamente para o bordo extremo do caminho. Ele estava muito feliz com sua eleição de palavras. Mas nunca deixou de grunhir. Mas não insultem sua própria inteligência. não? Os olhos do Marc brilharam em mim. O queixo do Miguel arranhou meu pescoço enquanto falava. como a modo de desculpa. Me perguntei onde esta Sean. Lucas franziu o cenho. —por que fazer perguntas tolas?. sem esperar uma resposta. —Em lugar de responder. —O que quer?. Distribuidores independentes. —Quem te contratou? —Nossa lista de clientes é confidencial. Como se o que fez alguma vez poderia ser definido por esse benigno término. tinham um par de coisas em comum. e meu peito se apertou. ele tem um gosto pelas mulheres humanas. Me perguntei onde está Luiz. pedindo respostas que já têm.garganta.Ele contínuo. e deu um passo atrás. E cruas. Simplesmente não sabíamos o suficiente a respeito do Luiz. Um gosto. Sem alterar-se.. Isso não me ajudaria entretanto. —Sim. se o fazia. soando legitimamente satisfeito pela nova investigação. Parker tentou de novo. Somos distribuidores independentes. -Meu irmão e meu sócio de negócios. —Trabalhamos para ninguém. Ou a rasgaria por completo. É obvio. Eles sabiam dos assassinatos humanos.. -tiveram problemas com os seres humanos? Qualquer mulher que falte? Qualquer corpo encontrado parcialmente consumido? Porque Luiz tem um. Certo. os meninos se encarregariam brevemente dele. E faz três dias o enviei a um projeto em seu território. Todos sabíamos a respeito deles.. Projeto? Estava falando da moça assassinada em Oklahoma? Miguel tinha ordenado atacar a uma mulher humana? Ou mulheres? Por quê? Parker e Vic intercambiaram um olhar.Parker perguntou com voz tirante com tensão. -me pergunte o que aconteceu com seu outro gato no bosque. disse Miguel.

Em minha angústia. Quando Vic contínuo. -Mas se a touca de novo.. Nunca. a verdade é que era um extraviado. Ele apertou. e as lágrimas empanaram minha visão. Apertou sua mão direita ao redor de meu pescoço. meu amor. Tem minha palavra. Moí os ossos juntos. e vi a mentira em seus olhos. —Segue o rastro dos corpos. Não lhe importavam as respostas enigmáticas do Miguel. quase horrorizada ao escutar um pequeno rangido quando um de seus ossos se fraturo. um cidadão de segunda classe. mas seu agarre em meu pescoço me deteve. tocou a pele nua. Miguel riu contra minha bochecha. apertando seu pulso enquanto que puxei. mas nunca o convidariam a sua mesa. Ele só se preocupava com conseguir me afastar do Miguel para poder vingar a sua irmã e a seu irmão. e tratei de mover de um puxão longe minha cabeça. Cada vez que ele falha. —Tome cuidado. assim quando cavou meu peito. —Não me deixassem ir sem ela.Sua mão direita inclinou meu queixo para o Vic. Seus -clientespoderiam estar dispostos a deixá-lo fazer seu trabalho sujo. e minha pele ficou de arrepiada com repulsão. assim tomar minha oportunidade com a cadela-. Sua língua se deslizou em minha orelha esquerda.Sua respiração metendo-se em meu ouvido enquanto tratava desesperadamente de aspirar uma própria. apertei seu pulso duramente. . Não lhe importavam Luiz e suas mulheres humanas. juro-te que te rasgarei separando uma peça de cada vez e te mostrar os pedaços à medida que saiam.ele disse. haverá um novo. Nós não lhe deixaremos ir.. -Tem razão. —Alguma idéia de onde podemos encontrar ao Luiz?. Não viu sua cara?.Fez uma pausa. Não de dor. -Já tive minhas mãos sobre todas partes nela. —Quer a verdade?. —Sabe que não lhe deixaremos ir com ela. Mas se deixar que se vá.Vic perguntou com voz fria e dura.Isto veio do Parker. vamos fazer o de maneira rápida e fácil. Miguel voltou a rir. com ódio.Isso foi suficiente para o Vic.Não importa quão importante Miguel pensava que era. enquanto que sua mão esquerda se deslizou debaixo da blusa de pescoço da Carissa e através de minhas costelas machucadas. Não me tinha posto um sutiã devido aos suspensórios finos. mas sim de humilhação e pelas primeiras chamas infantis de fúria verdadeira. e Miguel ofegou. e de repente não podia respirar. tampouco. sacudindo seu peito contra minhas costas. Queria que Miguel sofresse. Agarrei sua mão de debaixo de minha camisa. e ele não estava sozinho. logo que pude ouvi-lo. Nenhuma dor.

despedindo-o no momento para fazer frente à Vic. e estavam claramente perdendo a paciência. O braço esquerdo do Miguel se perdeu de vista. mas inclusive com a escassa luz vi os músculos de sua mandíbula avultar-se. suponho que Sara significou algo para você.sussurrou. —Sabe que me cuspiu na cara? E me mordeu? Vic grunhiu. lutando para não hiperventilar agora que podia respirar outra vez. mas não afrouxo seu apertão. —Algumas estão muito assustadas para resistir absolutamente. envolvendo seu braço ao redor de minha caixa torácica. empurrando meu lóbulo da orelha com o nariz. Ao Miguel gostava de forçar uma reação em mim. seu fôlego me roçando o pescoço. mas Miguel só riu entre dentes. já que o grande homem tem bastante da Abby.Seu acento engrossando-se enquanto suas palavras se apressavam juntas. Essa pequena gatinha era algo especial. era uma grande aproximação para alguém em dois pés. os cachos vermelhos. Mas então. como sua Sara. mas essas são em sua maioria as garotas humanas. eu também o fazia. —Sim. Seu polegar roçou a parte inferior de meu peito através da camisa de dormir. qual era a sua? Os dentes do Vic chiaram juntos. —Se esta gata pertencer a ele. não? A fúria brilho nos olhos do Vic. Pressiono-me mais ajustadamente contra ele. Ou suponho que agora é nossa Sara. cada uma tem seu próprio estilo.Miguel se estremeceu. Cravou suas unhas em meu pescoço. Marc açoitava sua cauda para frente e para trás pelo chão em advertência. mas Miguel não parecia dar-se conta. Gostava. É você o extraviado que cheirei por toda parte dela? E quero dizer por toda parte. -É esta sua gatinha?perguntou-lhe. porque uma garganta humana não poderia produzir um tom tão grave. Acredito que é por isso . Marc bufou e deu um passo adiante. e Parker lhe pôs uma mão de advertência para acalmá-lo. Algumas lutam até o final. em segundos rompendo através de minha pele. Atraí tanto ar como pude. —Não respirara de novo até que me deixe ir.continuou Miguel. e não pude evitar um estremecimento. Assim que o deixei ir. Estavam à espera de uma oportunidade com o Miguel. Entretanto. mas não havia nada que fazer até que Miguel liberasse minha garganta. sem fazer caso de seu pulso lesado. —Cada menina é especial. Não era o mesmo som que Marc fazia. —Bom. Marc grunhiu e balançou pouco a pouco. e sua outra mão se relaxou ao redor de meu pescoço. Ele não respondeu.. é obvio.

enquanto Miguel se centrava no Lucas. —Não te aproxime muito. Não quero ter que romper o pescoço de sua gata. Suas bochechas avermelhadas pela indignação. lhe vou devolver isso Usada. por medo de que ao menor movimento de meu estômago fora a aproximar sua mão mais abaixo.que ao Luiz gosta. Mas colocar uma mão por minha calça o fez. —Se eu não gostar de minha amostra grátis. . agora olhando aos cinco facilmente à vista.disse.que fazem muito ruído ao princípio.disse. Ao menos não antes que acabe com ela.. Intacta.Ele deslizou sua mão livre por meu estômago e por debaixo da cintura baixa de minhas calças emprestadas. -Mas eu te digo o que. inclusive no bordo de sua visão. e chorando e tratando de arrastarse.chocou seus quadris em mim. mas Miguel captou o movimento. sua pelagem resplandecente em um raio de lua brilhante por causa de uma abertura nas nuvens. assobiando. Não é assim. Apertei minhas mãos ao redor do material lateral das calças da Carissa. Miguel se voltou para o Marc. Seu agarre forçou meu queixo ainda mas acima enquanto seus lábios roçaram minha orelha. meu amor*? Sim. Saltou a um lado e aterrissou sem problemas nas quatro patas. Deu vários passos deslizando-se para nós. Então há outras . a vários pés dos meninos no caminho. Os braços do Lucas se avultaram quando apertou suas grandes mãos em punhos. E Abby era jovem. Mas uma vez que recebem um bom empurrão. não fica nada pelo que valha a pena lutar. extraviados estamos acostumados a bens de segunda mão. Mas por outro lado.como a pequena Abby.Muito doce. estava equivocado. e tomei respirações pouco profundas.. Somente a lembrança de lutar por respirar me impediu de tirar sua mão eu mesma. e teria perdido o equilíbrio se ele não tivesse estado me sustentando -do tipo de date por vencida. Marc faz muito tempo tinha desenvolvido calos emocionais. —Uh-uh. cuidadoso de seu pulso lesado. Marc bufou. arqueando seu lombo enquanto sacudia sua cauda furiosamente. é obvio. pensei. não é assim? Se Miguel pensou que podia incomodar ao Marc com comentários sarcásticos sobre seu patrimônio. Seus dedos suspensos justo sobre meu osso púbico. Marc se deslizou silenciosamente para frente. agora falando com o Marc. e os comentários como esse nem sequer o perturbavam. Sua morte. Muito doce*. —Ela e eu temos assuntos pendentes.

Olhei fixamente ao Marc. tanto superiores como inferiores. O aroma era cortante e próximo. Ficando absolutamente quieto. Os bigodes do Marc se moveram quando inalou . Marc tinha assustado ao Miguel. Suas unhas se afundaram em minha pele fazendo estalar uma sensação arrepiante. Não minha atenção.Perguntou Miguel. Um momento de . por acidente. Sua postura. e eu não ia deixar que me levasse. Estava tramando algo. fazendo todo o possível para manter minha atenção. A do Miguel. —Nervoso. mas do que? —Um movimento e está morta. enquanto seus bigodes se arqueavam para frente. justo debaixo de meu ombro. Era bom saber que Miguel não era insensível ao medo. Marc se agachou no chão. Estava observando. gatinho?. apertando com bastante força para machucar. ostentando suas largas presas brancas. e que não estava disposto a me matar ainda. a pesar da dor que deveu lhe haver causado. Mas Marc nunca fazia nada sem uma razão. Mas seu agarre se afrouxo quase imediatamente. e pude respirar de novo. inclusive se ninguém mais entendia seus motivos. A mão direita do Miguel apertou ao redor de minha garganta. esperando a oportunidade para atacar. Tínhamos chegado a um ponto morto. confundida porque seus movimentos pareciam inúteis e aterrados. Marc atiro bruscamente de sua cauda. E morto por acidente não é muito diferente de morto a propósito. como um baile de reféns durante um roubo a um banco. Tinha sido um espasmo. espera. As folhas rangiam enquanto que ele as atravessava sob suas garras. estava quase segura disso. rindo-se entre dentes do que lhe parecia nervosa indecisão por parte do Marc.disse Miguel. reunindo-se no oco de minha clavícula. Que demônios estava fazendo? Marc bufou uma vez mais. Ambos se vêem mais ou menos da mesma maneira ao final. movendo nada mais que seus olhos. Estava tratando de distrair ao Miguel. Tirou a mão de minhas calças e a envolveu ao redor de meu braço. poderia fazê-lo de todos os modos. Mas seus olhos nunca deixaram os meus. Miguel não ia deixar ir. Mas se Marc o empurrava muito longe. seguida imediatamente por uma dor aguda e escuridão nos borde de minha visão.Cheirando meu sangue. Assim que algo tinha que trocar. Não. terminando de jogar. Seus ouvidos esmagados contra sua cabeça. cuja mão inadvertidamente apertou ao redor de minha garganta. agora que Marc ia claramente a sério. O sangue gotejava por meu pescoço.

Suas orelhas se elevaram. Elevo-se rapidamente em um mais forte. E enquanto sua confiança decaía. mas isso não importava. ninguém se moveu ou fez ruído. Estava preparado. —Linda gatinha—Me sussurrou Miguel. Marc assentiu ao Vic. Por fim estava assustado. Alguém perto a nós. Só para me assegurar. Ele tinha entendido. Ficou rígido contra minhas costas e escutei os batimentos de seu coração. Ao princípio pensei que Miguel estava movendo seus pés. Sua cabeça se moveu bruscamente à direita. tratando de olhar sobre seu ombro esquerdo. profundo e suave. Ele não podia ver nada sem girar suas costas para os outros. De novo me devolveu o sinal. Familiar porque era Ethan e aterrador porque estava irritado. Estava dividindo sua atenção entre o Marc. Ia conseguir uma oportunidade contra ele.calma nos envolveu enquanto Marc e Miguel se confrontavam. Brian e Ethan. saindo . —Os dentes do Miguel se afundaram na ponta de minha orelha esquerda e me estremeci quando devorou. Um grunhido começou detrás de mim. fiz-o outra vez. quem troto fora do caminho. A distração do Marc tinha funcionado. deixando a mim sem atenção. ou lhe arranco a orelha. justo como tinha passado na jaula do porão. Pisque-lhe duas vezes. afastando-se lentamente do Ethan. procurando detrás do Ethan por algo que me tinha perdido. Esperaria meu movimento. Miguel me girou com ele. Sua cabeça se afasto da minha enquanto se dava a volta. As folhas rangeram detrás de mim. ignorando os gatos que não tinham Trocado agora que eram claramente a menor ameaça. —Disse Miguel. Que porta? Pensei. Ele sábia que estava tratando de lhe dizer algo. mas então alguém ofego. Perfeito. ressuscitando um sinal que tínhamos estabelecido quando fomos meninos. conhecia muito mais ao Ethan. porque estava rodeado. tratando de me comunicar com ele através de meus olhos. Assim como conhecia o Marc. Podia senti-lo. Pisco-me uma vez em resposta. acabando em um rugido de ira que era tão familiar como aterrador. —Abre-a agora. mas isto não estava tão bom a como ia ficar. Apertei meus punhos e os desapertei a meus lados enquanto troquei minha atenção para meu irmão. sua concentração começou a escorregar-se. —Abre a porta. Miguel se congelou. Meu próprio pulso se acelero. Joguei uma olhada ao Marc. logo atrás à esquerda.

Aspirei entrecortadamente. assim guardei a opinião para mim mesma. Não acreditava que ele pudesse levar a cabo tal ameaça em forma humana. Agarrei um dos dedos que estava ao redor de minha garganta com minha mão direita e entre sua virilha com a esquerda. —Lentamente daremos a volta para a casa e se algum de vocês se faz o heróico. pensei. Eu podia vê-lo na cara do Vic. Miguel gritou em . eu sábia o que aconteceria se ocorria. Mas o que agarrei foi muito mais doloroso… para o Miguel. Ele tomou outro passo e outro. fechando minha garganta completamente durante um momento aterrador. sua pele se mesclou na escuridão do bosque.—Disse Miguel. seus braços flexionados e os dentes apertados. Ofegando. tentando não desafiar ao Miguel enquanto tivesse pela garganta. arrancar-lhe-ei a cabeça. Ethan se afastou para um lado devagar. tropecei-me. –Agora fique ao lado do gato. eu estaria fora de seu alcance. Não outra vez. A cerca tinha uma porta. Os meninos viram como nos afastávamos. Agarrou o momento. Atirei para trás com minha mão direita e apertei com minha esquerda. Miguel aumento seu já doloroso apertão sobre minha garganta. Por que demônios tinha saltado sobre a cerca se tinha uma porta? Miguel deixou minha orelha. Vários dolorosos minutos mais tarde. me impulsionando a atuar. com suas mãos em punhos. Eu não iria com o Miguel. Ele fecharia a porta. Assentiu-me como resposta. Marc assentiu para o bordo de minha visão e os passos do Vic se escutaram mas perto até que esteve a minha vista à frente de nós. parou-se ao lado do Marc.rapidamente fora de minha vista. O extraviado. Tinha que fazer algo e o tinha que fazer agora. me teria na caminhonete e iria. Deu um passo atrás. Assenti para meu irmão. A adrenalina chamuscava por minhas veias. nocautear-me-ia. Sem afastar os olhos do Miguel. Em uns momentos. desesperada por ar. me arrastando com ele. mas até uma pequena tentativa séria suficiente para que me aniquilasse. Miguel e eu estávamos à só uns passos da cerca. O metal rangeu detrás de mim e entendi o que tinha pedido Miguel. Levantou-me pelo pescoço. movendo-se pouco a pouco para frente conosco. A inclinação da cabeça do Miguel me dizia que ele estava olhando ao Marc e aos meninos em vez do Ethan. Não podia deixar que me levasse até a casa.

Por fim se acabou. e comecei a tocá-lo para averiguar o que ia mal. me enchendo como um menino morto de fome em um banquete. Ele me abraçou. Eu sabia que estava pensando na Sara. Miguel ainda tinha seus dedos cravados em minha garganta. Ethan correu para nós. Durante um comprido momento. mas bem escutasse. Olhei para cima e vi a cara do Vic iluminada pela luz da lua. Tomei sua mão e me levantou me pondo de pé. O metal rangeu quando Ethan o empurrou para o chão. como se quebrava seu dedo. sua boca estava aberta a só uns centímetros da garganta do criminoso. Quer olhar? Miguel estava estendido sobre a terra. Miguel saberia o que o Orgulho Americano fazia com seus inimigos. seu focinho estava sobre o estomago do gato da selva. Me girou com cuidado. —O que?—Minha voz saiu chiando. me balançando com cuidado. Desesperada por respirar. E finalmente me deixou ir. O lamento do Miguel terminou em um gorgojeio afogado. Seu chiado se elevou em um tom mais alto que a fila do ouvido humano. No interior. como se tivesse laringite. devagar e se inclino para me sussurrar ao ouvido. –Eles o farão agora. Ethan estava sentado ao lado da cabeça do Miguel. um par . a uns passos de distância. cortando o pouco ar que podia aspirar. onde o sangue corria de quatro feridas de profundas espetadas. Traguei ar por minha boca. sua pele era inconfundível na noite quando salto para mim. Fora disso me sentia bem no exterior. Sentia meu pescoço inchado e escorregadio. acariciando ligeiramente meu cabelo. aderia-me a ele. parando a vários metros de nós. —Quer olhar?—Perguntou Vic. soando notavelmente parecido ao uivo de um gato. Nós o tínhamos apanhado e uma vez que conseguíssemos respostas. Ethan saltou. Mas se tinha acabado. O grito do Miguel se elevou no silêncio. Cada fôlego me doía.meu ouvido um instante antes que eu sentisse. rompi-lhe dois dedos mais. Uma mão apareceu diante de meu rosto. Marc estava parado ao lado dele. ofegando por ar. como se estivesse tragando fogo. expandindo uma larga seção de cerca. Meu sangue. Estava liso pelo sangue. Apertei mais em sua virilha e senti que algo estalou. fique imóvel sobre meu estomago. Abrigue meus braços ao redor de seu pescoço. minha garganta me doía como o inferno. Seus dedos reabriram as feridas de meu pescoço. A luz da lua cintilava em seus olhos. alegre de compartilhar minha simultânea pena e alívio com alguém que o entendia claramente. Deixe-me cair na terra.

Eu queria vê-lo. violada e com cicatrizes psicológicas. ainda ao Vic enquanto olhava fixamente ao Miguel com horror. quem já me estava olhando. –Não pode fazê-lo até. seu corpo se estremeceu. mas não havia tempo para golpeá-lo até a morte. Ele o merecia. Realmente não havia nenhuma outra opção. —O que? O que esta mau?—Perguntei. Aí estava ele. Compartilharam a matança. A cara da Sara apareceu em minha mente. piscando pelo medo e lhe devolvi o olhar fixamente. machucada. me dando a volta para olhar ao Vic. como o tínhamos planejado. Não havia tempo para prolongá-lo e fazê-lo insuportável. O som . Miguel me olhou. Precisamos saber onde esta Luiz e quem os contrato. Eu tinha comido mais cervos selvagens que tortas de aniversário. Agora ele estava necessitado diante de mim. Nós olhamos. seus olhos azuis brilhavam para mim desde minha própria memória. –Ele não pode falar. esperando minha resposta. parado sobre o corpo de seu inimigo. Vic tinha razão. E asqueroso. –Eles não podem fazê-lo até. —Sua garganta esta rasgada. assim que os meninos se conformaram com só fazê-lo doloroso. Temos que lhe fazer perguntas. mas nunca tinha visto nada como a morte do Miguel em toda minha vida. que a havia desfigurado e a tinha exposto para que seus irmãos a encontrassem. Vi Abby. Eu o tinha ganhado. Conscientemente. Assenti. O homem que tinha roubado a inocência de Abby e tinha arruinado sua vida. estudei com cuidado seu pescoço à luz da lua. Ele sábia que terminaria assim. —Quer olhar?—Perguntou de novo Vic e Marc se deu a volta para me olhar. Já que nenhum deles tinha Trocado. suas pernas convulsionaram. —Não!—gritei. seus olhos estavam amplos pela compreensão. Sua garganta estava destroçada e disforme.a cada lado de seu pomo do Adão. Marc rugiu pela vitória. será muito tarde. Quando olhar. —Troquei meu olhar ao Marc. Eu me tinha criado no Orgulho. Não estava segura como tão sequer respirava. Dei-me a volta para o homem na terra. Lucas e Vic queriam ter um pouco do Miguel. Logo estará morto de todos os modos. Se eles forem fazêlo. mas merece sofrer antes de morrer. o homem que tinha matado a Sara. a honra foi do Marc e Ethan. Em poucos minutos. —A satisfação e o pesar combatiam por controlar sua expressão. tem que fazê-lo agora. Marc sacudiu devagar sua cabeça.

embora sem lugar a dúvidas asqueroso. Vic prendeu meu cabelo enquanto vomitava. . Deixou cair uma parte de carne sobre a terra ao lado de sua vitima. —O que?—Vic se inclinou para meu rosto. Era inquietamente meticuloso. A coluna do Miguel se dobrou. Ethan arrancou outra parte. —Me tire daqui. Sangue que saía das feridas. Marc rasgou o estomago do Miguel com seus dentes. Quatro raias apareceram na camiseta do Miguel. arrancando a camisa e a pele juntas. Marc grunhiu e deslizou uma garra através do estomago do Miguel. e lhe fez desejar a meu gato interior ter o privilégio de rugir junto a ele. Não queria ter sonhos de meu namorado tirando as vísceras a alguém.era triunfante. Isto me recordou de um modo surrealista. deixando-o cair ao lado do Miguel. em um ângulo de noventa graus com os primeiros quatro. Mas isso era tudo o que podia ver. Não havia espaço em meu cérebro ao lado das obras completas do Shakespeare para as cinco formas do Marc para torturar a seu inimigo que finalmente morrera. Precisava esquecer os últimos dois dias. Lucas deu um passo sobre seu pulso esquerda fraturada e Parker parou sobre a direita. Era uma ameaça eliminada. Agora. Apagá-los totalmente de minha memória. isso era o que necessitava. Os jorros de sangue negro avermelhado saíram. empapando o material quase imediatamente. Meu punho se apertou ao redor de sua camisa. –Escutou-me. agressivo e primitivo. Marc deu um passo atrás e Ethan tomou seu turno. Isto provocou instintivamente a meu próprio coração. Eu estava bem até que Marc uso seus dentes para tirar os intestinos do Miguel de seu estomago. Ele era uma classe diferente de presa. acredito que ela precisa descansar. fluindo para alimentar o caminho de terra com sua força de vida. Escutei-o dirigir-se aos meninos sobre minhas costas. seu olhar ainda enfocava no espetáculo detrás de mim. Não eram devoradores de homens e Miguel não era uma comida. —sussurrei. Miguel se revolveu outra vez e gemeu. Sim. Algo como tratamento de eletro choques. nem sequer ao Miguel. elevando-o do chão enquanto se lamentava e tentava esquivar a dor. Quando a ultima nota gloriosa se dispersou no bosque. já havia visto suficiente da tortura e vingança. Eles não se tragavam nem um pedaço. Me tire daqui. afogando-se em seu próprio sangue. segurando-o. – Envolve-o. de minha própria aversão à pele de frango. cruzando as feridas frescas com quatro feridas próprias. Descansar.

Violou-a quando estava com vida. Quando se foi. Encontrei seus olhos e vi neles o que queria ver no Marc mas sabia que nunca encontraria nos seus. logo rodeamos ao Miguel e aos gatos e me ajudo a passar sobre a cerca no chão. —disse. Estava chorando e me suplicava que não o fizesse ir até que Miguel exalasse seu último fôlego de vida. o tempo seguia fazendo tic tac em sua velocidade normal. mas eram pequenos bastardos pegajosos. quem olhava atentamente com fascinação. –Vamos. tratando de esfregar longe de mim cada molécula do aroma do Miguel. logo a mutilo até a morte. mas gorgojeios e algo escorregadio. Dava um passo para trás. Parker tampouco queria olhar. O tempo era uma grande . Ethan tinha convexo uma seção inteira dela. Seus olhos me rogavam que o deixasse ficar. mas lhe dei uma olhada ao relógio e me dava conta que não importava quão largos haviam me feito os minutos nos que Miguel me tinha como refém. Não podia acreditar que ainda fora o mesmo dia. o som de algo deslizando-se que não desejava identificar. —Só ponha sua cabeça contra meu ombro e fecha os olhos. não importava quantas vezes me ensaboasse e lavasse.—Faythe… Parei-me reta. Parker tomo meu braço. só por ser cortes. Ele me dirigiu e passamos ao Brian. rechaçando-o. que se aderiam a mim como um aroma emocional. Parker ficou a meu lado todo o tempo. Agora ele esta pagando. tomei uma ducha no banheiro debaixo das escadas. Quando finalmente saí da ducha. —por que quereria olhar isto?—Perguntei ao Vic. Detrás de mim escutei. tratando de me atrair para seus braços. tratei de lavar minhas lembranças. Não queria formar parte disso. Dentro. OH. Não podia discutir contra seu ponto de vista. como se não fora necessário perguntar. assim só tive que andar através do metal destroçado. não importava a força com o que o tentasse. mas tampouco podia vê-lo. tragando a bílis que ficava em minha garganta. Ele me olhou com uma insuportável dor e confusão. Faythe. Parker me estava esperando com a roupa que ele e Abby tinham comprado essa manhã. levar-te-ei dentro. limpando o vomito de minha boca com a frente da camisa da Carissa enquanto examinava a cara do Vic. Fique sob a água até que saiu fria. —Porque isto é o que fez a ela. mantendo seu corpo entre mim e a cena que nunca esqueceria.

Sentia-me tão atraente como o monstro do Frankenstein.—sob a vista a seu café. Tinha acrescentado um pescoço arroxeado e quatro sinais frescos de espetadas a meu sortido de golpes e marcas. como também Sean. Marc me informo enquanto te estava banhando. E agora isto me dizia que menos de duas horas tinham passado desde que tínhamos entrado no caminho de entrada dos Taylor. Estávamos em meados de Junho e eu estava usando jeans largos. com creme francesa importada. Tinha-me tomado banho durante quase meia hora. Marc não pôde saber que ele estava em perigo até que tinha sido demasiado tarde. mas não podia parar de tremer. Eram às dez e trinta.perguntei. os primeiros muito curtos e o segundo muito compridos. —Estão limpando. Isso proporcionava minha vida em momentos bons e em momentos maus. medindo minha vida eternamente no tic de centenas de mãos. —Já terminaram. Sean em quatro pernas e Miguel em duas.perguntei. bebendo o café Gourmet da Sra. como se esperasse ler o futuro de uma taça de ervas de chá. —Sim. era-o. Taylor. Mas havia algo mais que queria saber. Parker e eu nos sentamos na barra da cozinha.. Então deu uma boa olhada a meu rosto e decidiu que me merecia algo melhor. —OH. Ele sabia ao que me referia. mas sem seu grito como advertência. Mas seu esforço não foi desgastado em Sean. Perguntei-me como séria limpar um corpo desentranhado. —Não deveriam ter terminado já?. Marc tinha tomado a Sean em silêncio. -Foi Anthony?.deu-me a versão enredada respeitando meu esgotamento e a impressão extra. atirando-o ao chão.—Anthony morreu. quem não havia feito nem um só movimento para defender-se. E quase tão bem amada. Não queria saber quão mau era. ele realmente me responderia. mas não estava segura de querer escutar a resposta. Anthony só tinha tido tempo de fazer um pequeno som antes de morrer. mas tive medo de que se perguntava. claramente tendo a intenção de me perguntar ao que me referia. sustentando a taça em minhas mãos para as esquentar. Ao parecer. utilizando os anos de treinamento e experiência. Eles tinha vindo para nós do norte.—Parker me contou o que sábia e –como o cavalheiro que era. ele estava preparado para morrer e Marc acreditava que Sean . —isso tinha sentido. Sean se tinha jogado sobre o Anthony do ramo de uma árvore próxima.disse Parker.constante. As sobrancelhas do Parker se arquearam como sinais de interrogação e abriu sua boca. o toc de mil pêndulos.

todos se tinham tomado banho e se vestiram e ninguém disse nenhuma palavra por que eu tinha gasto toda a água quente. ambos. Depois de inspecionar a cena do incidente uma última vez. mais vezes do normal.tinha atacado ao Anthony só para assegurar seu próprio destino. Escutei com minha taça ainda entre minhas mãos. abrigando-o com cuidado e colocando seus membros em uma posição cômoda. mas os Taylor não viam razão para complicar as coisas com o . Infelizmente. Ele parecia estar mantendo-se firme notavelmente bem. Regra numero um para limpar uma cena de incidente: levar todos os cadáveres em um mesmo veículo de modo que se ambos os carros são retidos. a cerca tinha passado à história. Logo me asseguro que não tinha esquecido nada. teria que encontrar como romper minha promessa. mas Taylor rechaçou seu dinheiro. para estar com seu irmão. de repente agradecida de que Marc estivesse ao redor para fazer o que não estava disposta a fazer. Isso evitaria as dores ao Anthony. O corpo de Sean tinha recebido o mesmo tratamento. incluindo meu vomito e Marc me assegurou que a primeira boa chuva se encarregaria do que lhes tinha faltado. Eles haviam dito que uma cerca era um pequeno preço a pagar por assegurar a segurança de sua filha e liberá-los do homem responsável por tantos problemas. Vic queria fazê-lo. Papai se tinha devotado a pagar por ela. era Lucas. mas tanto Marc como eu. Não poderia fazê-lo. menos pessoas serão apanhadas com cadáveres. Marc disse que estávamos preparados para ir. Uma hora mais tarde. Alguém tinha distribuído um montão de folhas para cobrir todas as provas de violência. Eu sozinho não poderia fazê-lo. Por isso foi que ninguém viajou com o cadáveres exceto o condutor. Eles tinham envolvido o corpo do Miguel e suas várias partes em um plástico negro da garagem. rechaçamos sua decisão. Mas o tinham que levar também na caminhonete branca. impedindo o ataque do Marc e quase obtendo que me matassem. Marc tinha ido logo pelo Miguel estendo me tinha posto entre eles. Lucas lhe deu várias voltas ao vulto com fita e colocou ao Miguel na parte traseira de sua própria caminhonete de fuga. Pensava que o termino problema era um pouco modesto. quem neste caso. Se meu treinamento implicasse algo do que havia lhe feito ao Miguel. a qual Vic tinha encontrado estacionada abaixo do caminho. mas chegaria um ponto em que sua pena começaria a afundá-lo e não estaria atrás do volante quando acontecesse.

O que se lhe dava era uma nova anedota que contar. Seu nariz era o que mais rápido se curou. —Eu não. Lancei tudo sobre a terra. Ele não acreditava que eu pudesse me concentrar no feito se estava ocupada falando.perguntou-me Jace.. Mas tinha notícias para ele: Eu sempre estou ocupada falando. mas eu sabia que era somente uma estratégia. não o desejaria. movendo meu bispo de lugar. Eu teria amado ter seis semanas de descanso.verdadeiro. Jace se pôs a rir. —Mate-o disse. Se só pudesse conseguir meu outro bispo de novo…-me Acredite. Jace tomou com muito boa atitude. quando pensei que não voltaria a sorrir. —Sim. movendo minha rainha até deixá-la atrás do bispo. e logo fez uma careta.Ele moveu um peão. Disse que essa perda lhe dava caráter. Ele já tinha armado uma história para provar nas ingênuas mulheres a próxima vez . Acredito que salpiquei os sapatos de Vic. um dos menores deles nunca voltaria a ser o mesmo. Sorri. Ele moveu seu cavalo para bloquear meu bispo -Desejaria ter estado ali. E realmente. já tinham passado algumas semanas desde aquela noite.perguntei-lhe. Tinha transcorrido o suficiente tempo como para que fosse possível rir disso. Mas olhe o que conseguiu por isso. —Bom. considerando a alternativa…. Carver tinha ficado como nova. adiantando-o um espaço para ameaçar ao único cavalo que ficava. —Já passaram quatro semanas. Os dedos de seus pés não tiveram tanta sorte. e graças ao Dr. assim que eu estava como de costume. —Quantas vezes pode uma garota desculpar-se?. não foi algo bonito. agarrando o peito. Quem era eu para julgar? Capitulo 32 —Realmente vomitou?.Olhei minhas peças capturadas. Era capaz de sentar-se e tinha insistido em que jogássemos xadrez enquanto falávamos. —Nunca deveria ter tomado seu carro. Tivesse sido uma pena arruinar o rosto do Jace com um nariz torcido. ficam sozinho dois mais.Fez um gesto assinalando todo seu corpo. alinhadas ao lado do tabuleiro. —Não..

Roupa de trabalho. Eu estava esperando a que se saísse sozinho do sapato.Desenlacei minhas mãos e me inclinei para frente. o conselho estava convencido de que outro extraviado tinha eliminado o problema por nós.que Ethan e ele fossem de bar em bar.. em linha diagonal para o rei do Jace. Se não o por volta logo. Marc o estava dirigindo bem. ainda tinha seu olhar. Ninguém disse que ele era original. vestido com jeans e uma regata negra. Duas de suas costelas se quebrou bastante mal. uma rapariga em apuros e um bebê em um carrinho. Era difícil. mas ele sabia o que eu queria dizer. Felizmente.perguntei. tomaria eu mesma e o arrancaria.Disse. pondo as mãos detrás de minha cabeça. —Só desperta quando tiver pensado em algo. Carver se negava a deixá-lo solto no mundo até que não se curassem. não tínhamos visto nem escutado algo sobre o Luiz.. —Cheque mate.Recostei-me na cadeira. -me dê um minuto e encontrarei outro movimento. -É um gato da selva?. mais que nada porque um lado de minha cama cheirava a ele muito seguido. Era meu castigo por ter tomado as chaves. Ele estava feliz.. Também havia um rumor circulando entre os gatos . —Eu o fiz. —Merda. Logo chamaram. e incomodava como uma lasca cravada. Era Luiz? Desde que tínhamos liberado o mundo do Miguel.. apesar de duplicar as patrulhas nos territórios reclamados. Até então. E duas semanas mais para trabalhar em sua história. ainda antes de ter capturado Miguel. movendo meu pobre e sobre explorada rainha a seu lugar de descanso final. -O que aconteceu? —Há um extraviado no sul da Louisiana. era meu trabalho lhe fazer companhia. Fiquei gelada. Devido a que não se soube de vítimas da garota de Oklahoma. e o Dr. O argumento envolvia um trem fora de controle. —Quem ganhou? Girei como um tronco para encontrar ao Marc na entrada. jogando o feito de sua eleição. -Tome todo o tempo que necessite. sempre e quando não consistisse em tirar a roupa. Tinha-o contra a parede com meu bispo e meu cavalo cercando-o. Também era um castigo para o Marc. Genial.Gemeu Jace. com o coração pulsando em meus ouvidos. Papai finalmente se viu forçado a admitir que o temperamento do Marc estava fora de controle.

-O que seu pai não saiba não pode danificá-lo. . -Jace..selvagens que dizia que Luiz tinha deixado o país depois de ouvir o que tinha acontecido ao Miguel. Me traga alguns colares. enquanto que não tivesse que voltar a vêlo. me aprisionando antes que pudesse me levantar. —Obrigado. conservando seu sorriso fácil e brilhante. e lhe diga que estou aborrecido. Marc sacudiu a cabeça. talvez exemplo da contribuição que a cultura espanhola acrescentou à cultura negra de Louisiana. Então só me traga um pouco de jambalaya. Ele estava franzindo o sobrecenho. -Doer-te-á se tento passar a fatura a ele pela viagem. Jace. —Está seguro?. —Ficaremos para passar a noite? —Em Nova Orleans? Demônios. é da antiga variedade dos extraviados norte-americanos. É nosso se o quisermos. estamos em julho. -Localiza ao Ethan quando sair.voltou-se para o tabuleiro e começou a localizar as peças. Jambalaya é uma espécie de paelha típica de Nova Orleans.reino moída. curry e Cayena também moída 28 . sim. —Vai. se puder.28 Sorri e rodei os olhos. —Posso ficar e te chutar o traseiro nos feitos se o preferir. Ri-me.Despediu-me com um movimento de sua mão. Sim? —Não há problema. Eu não sabia qual poderia ser a verdade.Ele me sorriu. —E o que? —E.. presunto cru.do .. Mardi Gras e em1 de fevereiro. —Não. tratando de me tranqüilizar.Ele colocou a valise sobre a cama. Ele franziu o cenho de novo. lagostins e muita pimenta: pimenta . sei. mas quando se deu conta de que o olhava. —Ouça. -OH.Ele sorriu. Trar-te-ei um pouco de jambalaya. sorriu. Marc me seguiu até minha habitação e tomou meu blusão do armário. —E se o apanhamos esta tarde? Ele me agarrou pela cintura e me puxou ao lado da mala. Fiz que girássemos e me coloquei escarranchada sobre sua cintura. como posso permitir isso?.perguntei-lhe. em que os principais ingredientes são. —Você gostaria de visitar Nova Orleans? Joguei uma olhada ao Jace. —Seguro. —Vá e se divirta. além do típico arroz: frango. não me importava realmente. —Sei.

Mas na parte de trás. Que demônios? Logo meus olhos se assentaram sobre um livro de texto de técnicas de escritura. Puxou-me e me beijou. até que meu rosto se sentiu normal quando o tocava. tudo em letras maiúsculas. tinha voltado para a universidade para recolher minhas coisas. Tinha quatro pequenas meia lua correndo em linha vertical. de Turiúa. —E é muito afortunado. Parei-me ao final de minha cama e abri a valise. e recordei.—O que acontece? —É formosa. e tratar de explicar minha decisão ao Andrew. pensei. Eu odiava aos trascendentalistas. frente à outra fila que já estava em seu lugar. colocando minha Palmas sobre seu peito. minha mão encontrou o último livro que ficava. Minha bochecha tinha sanado bem. Depois que meu rosto cicatrizasse. magra. dei. pouco depois de que parti. mas meu pescoço ficou marcado. logo me pôs de costas. —Tem razão.E não o tinha feito. emprestando muito pouca atenção do que tomava e do que deixava atrás. Agora. Com um suspiro.. —Nunca disse o contrário.. estava o nome do Andrew Wallace. levantando a tampa. Ruborizei-me. Por que tinha a cópia do Walden do Andrew? Tinha dado meu próprio exemplar logo que terminei de sobreviver ao curso que o . Mas ele não estava ali. parada frente à bagagem. Era uma edição de bolso. dava-me conta de que nunca tinha desempacotado. dizer adeus a Sammi. mas sim não podia deixar das observar sem recordar essa noite. Provavelmente tinha empacotado um dos livros da Sammi por engano. Tinha-me negado a me olhar ao espelho por semanas. e não era minha. —Ponha a empacotar.uma saudação chorosa a Sammi e arrojei meus pertences em várias malas e caixas.. retirou-se da universidade sem nenhuma explicação. em uma clara escritura à mão.Disse. Ao final da mala. Assim que me olhava ao espelho cada vez menos. comecei a tirar os livros. justo à esquerda de meu esôfago.Sorriu-me uma última vez e se foi a sua casa de hóspedes a empacotar sua própria mala. Era Waldir. Não era que fosse tão vaidosa para pensar que tinham quebrado minha imagem. me surpreendendo ao descobrir que já estava cheia… de livros. alinhando-os em minha estante de quatro por vez. Confundida por sua ausência. Prefiro a experiência natural de quatro patas antes que ler sobre isso.

—Não se esqueça de seu Documento.Deixou sua bolsa sobre o tapete e se inclinou para recolher um sutiã que eu tinha deixado cair. —Ei. logo deu a volta. como se algo lhe tivesse ocorrido. —O que é o que acontece com as mulheres e sua bagagem?. Marc se apoiou no marco da porta.Atirou o sutiã por cima de seu ombro e guardou uma regata em minha mala. —Tira-o fora. —Que coisa? . Suspirou. —Não vai ter tempo para ler. Nem sequer vais ter tempo para dormir se saio com a minha. Estava olhando o livro. —Não há problema. e estava intrigada. —Não está pronta ainda?. Dissecada. com uma bolsa na mão. Parecia-me que era algum tipo de flor tropical. vê o que quero dizer? Está perdendo tempo a guardar coisas como esta.requeria.Roguei-lhe. acomodando-o na estante com os outros. já que seu aviso conduziu a outro pensamento.. e não deveria tomar muito tempo arrojar alguns objetos à mala. deixa a roupa interior fora. —Agora. com o coração na garganta. tratando de decidir que fazer com ele. Não tinha idéia de que ao Andrew gostasse das flores tropicais. roçando seus lábios com um beijo e rodeando sua cintura com meus braços.Sacudiu sua cabeça. Aqui.. —Me diga. De feito. Marc? —Sim? —Me diga por que na verdade tinha minha carteira aquele dia no Mississipi.. -Mas tampouco pode levar isso. fazendo estalar sua língua em forma de brincadeira desaprovadora. a flor de Andrew já esquecida. igual à primeira vez que lhe tinha perguntado. me deixe te ajudar. Tinha preciosas pétalas de uma cor rosa pálido e uma sombra escura no meio.dirigiu-se para a porta.Não tem que levar tudo o que possuis. talvez uma orquídea. Marc se ruborizou. com o rosto ainda vermelho..Tiroume o magro volume das mãos. —Tomei sua carteira porque sua camisa não me entrava no bolso.Sorriu. se te economizar um pouco de tempo. Possivelmente havia muitas coisas que eu não sabia sobre o Andrew… —O que é isso? Fechei o livro de repente e o dava volta. Era uma flor. uma flor imprensada.. Ri-me.. Franzi o cenho. —Obrigada. Huh. quando uma coisa entupida entre duas páginas me chamou a atenção.

perguntei. —Aquele primeiro dia em que foi.. e eu morria da risada. —Eu a ouvi.Marc saltou para trás. a garota sempre levanta o pé. pensando no pobre Jace. Marc. Não fiz isso. —Disse-o. -Tem-me. —Acredito que a resposta apropriada é: Eu também te amo.Olhou ao redor da habitação vazia.Não podia controlar a risada. —Depois. me deixando detrás com um olhar assombrado.disse. -Onde diabos está todo mundo?. é .—Promete que não rirá?.Jace disse da habitação do Ethan. do tipo onde.perguntou desde algum lugar localizado à esquerda de minha porta. Foi um bom beijo. Estou apanhada. logo saltou e correu para a sala. com um ruído surdo. Vim aqui. Pavoneou-se para mim e me beijou de novo. Não o pode negar agora. —Está bem. mas já sabe isso. em frente da porta. Mas quando seu pai me pôs em grupo de busca. —Sim. Assenti de novo. —Por que cheirava a mim?. passou de comprimento a porta de minha habitação em seu caminho para o outro lado da casa. Seu passos se aproximavam de novo.Ele me olhou.. procurando testemunhas. onde se estava recuperando.. necessitei algo menor. a decepção enchendo seu rosto.perguntou. Abriu os olhos e apertou a mandíbula. preparando para comer minhas palavras. mas… —Sei. quando me afastei encontrei seus olhos. é estúpido. e sua carteira estava no armário. Está apanhada. encontrei sua camisa no piso da sala. e não há ninguém aqui para ouvilo. É uma grande dor em meu traseiro. Cinco anos de solidão lhe tinham ensinado uma lição. —Ela finalmente o diz. eu não podia pensar com claridade. pensei.Parei-me nas pontas de pé para beijá-lo. E o disse. Ele riu. e eu assenti. Levei-a comigo todo o dia porque tinha seu aroma. —Sim. procurando em meu rosto desprezo ou diversão.. -Obrigado por ser estúpido por mim. nos filmes. mas não os encontraria. e me sacudiu brandamente pelos ombros. Assim que tomei. sei que é algo estúpido. —Amem !. Tudo o que podia fazer era gritar e golpear coisas. —Amo-te. Mas não havia nenhuma razão para lhe advertir. Enquanto não diga a palavra com M. —Há uma testemunha. Ele sorriu. mas te amo.

a seus olhos. o que fará comigo. —Assim. Sim. Não ainda ao menos. Felizmente.pergunteilhe. Pela primeira vez em minha vida. porque não era estúpida por estar apaixonada. olhando para cima. e em sua maior parte. Mas foi um beijo malditamente bom. o trabalho diário emprestava. —Vamos. Me caiu o queixo. o dever nos chama. respondia a alguém além de mim mesma. minha nova responsabilidade tinha um privilégio impressionante: todos os traseiros que podia chutar. —Te pôr a trabalhar. agora que me apanhaste?. Ele sorriu. e aparentemente tem o número de minha casa. —Isso é tudo? Ele assentiu. Como uma garota que se auto respeitava podia dizer não a isso? FIM . mulher! O dever nos chama.obvio.

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