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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ (UESC)

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS (DCAA)


Disciplina – CONCEITOS BÁSICOS DE GEOGRAFIA (Licenciatura e Bacharelado)
Professora – Maria Cristina Rangel

CARGA HORÁRIA – 8 HORAS


AVALIAÇÃO – PRESENÇA – 3 PONTOS / APRESENTAÇÃO DE TRABALHO - 7
PONTOS (grupo de até 3 alunos)

Não se esqueçam de ler antes, olhar os mapas, observar, ouvir, fotografar, gravar,
perguntar...
TERRITÓRIO, PAISAGEM, LUGAR, REGIÃO...

ROTEIRO – RODOVIA JORGE AMADO – SENTIDO ITABUNA-ILHÉUS

1ª Parada – Makro/Mix/Atacadão/Cidadelle – o crescimento estendido de Ilhéus e o


crescimento contínuo de Itabuna – desafios no presente e futuro (Conurbação).
Verificar as conexões local-global, a porosidade das relações de poder local diante
dos novos processos econômicos ao comércio, serviços e comércio imobiliário. O
capital externo comandando o território, transformando os lugares, mudando a
paisagem.

A cidade de Itabuna cresce de forma contínua ao longo da Rodovia Jorge Amado (BR
415), sem considerar a divisão político-administrativa do município e adentra ao
município de Ilhéus.
Problemas: os serviços públicos municipais são oferecidos por Ilhéus, mas são
usufruídos por Itabuna. Ilhéus arrecada os impostos e precisa oferecer: transporte, energia
elétrica, segurança pública, água encanada, coleta de lixo, esgotamento sanitário, meios
de comunicação... O preço da terra sobe no eixo Ilhéus-Itabuna, dificultando o acesso a
terra por parte dos ilheenses (especulação imobiliária). Aumento do preço dos imóveis e
dos aluguéis. Aumento do congestionamento de carros na rodovia, principalmente quando
o carro coletor de lixo e da Skol estão passando.
Soluções: aumento do emprego na construção civil, comércio e serviços; aumento da
renda e do empreendedorismo de parcela da população. Aberturas de um café, sacolão,
padaria, antiquário, sorveteria, restaurantes, fazendas que vendem turismo rural...

Sem parar o ônibus ir observando: Horto Agrotropical, Biosementes, Doce da Mata,


Atacado Construções, Base Policial, venda de plantas ornamentais, casas, barcaças,
Arisba (Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas do Sul da Bahia), Ceplac e
Fazenda Horizonte (venda de comida, visita às barcaças, drinks). A desestruturação da
produção cacaueira (que não foi totalmente desestruturada) e a busca de novos caminhos,
novas possibilidades e construção de outros espaços.

2ª Parada - Ceplac - símbolo de uma época de grande valor comercial do cacau e de


grande produtividade, os funcionários da Ceplac continuam a trabalhar e a esperar
por novos conteúdos socioeconômicos que possam alavancar a vida dessa instituição.

3ª Parada – Fazenda Primavera - Velhas ruínas e novos conteúdos – o turismo


servindo para revitalizar espaços decadentes
Com a crise da cadeia produtiva do cacau na microrregião Ilhéus-Itabuna, as estruturas
criadas para dar forma à produção e circulação do cacau perderam um pouco do seu
conteúdo. Foi necessário imbuí-las de novos conteúdos, novas utilidades, e o turismo
rural é um deles. São articulações entre diferentes tempos históricos, entre formas e
conteúdos, ou entre fluxos e fixos:
"Os elementos fixos, fixados em cada lugar, permitem ações que modificam o próprio
lugar, fluxos novos ou renovados que recriam as condições ambientais e as condições
sociais, e redefinem cada lugar. Os fluxos são um resultado direto ou indireto das ações
e atravessam ou se instalam nos fixos, modificando a sua significação e o seu valor, ao
mesmo tempo em que, também, se modificam [...]" (SANTOS, 2006, p. 38).
Sem parar o ônibus ir observando: fazendas e seus equipamentos, Recanto do Marisco
(bar e restaurante), Sítio Renascer, Cabana do Gil, Ruraltec – A central das Mudas,
Cemitério...

4ª parada – Salobrinho - Condomínio Parque Universitário, UESC, Bairro


Salobrinho, posto de gasolina, bares e restaurantes - a universidade e a dinamização
socioeconômica do seu entorno. O novo e o antigo no lugar. As redes de universidades
estaduais baianas e suas influências territoriais. A diferença espacial entre o Salobrinho e
a UESC.
Sem parar o ônibus ir observando – Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Bahia - Campus Ilhéus e suas influências locacionais (pequenos
comércios), novos prédios e moradias; sítio Celebridade, posto Tigrão, Pátio Guincho,
Assembleia de Deus, Pensionato Universitário e sítio Betânia. No Banco da Vitória –
Resquícios históricos de uma sesmarias, Escola Samuel Rebouças, Retiro Nossa Senhora
do Carmo, Filé do Milho, Lojas de Material de Construção, Fazenda Porto Novo - a
especialização espacial da parte mais central do distrito – restaurantes, lanchonetes,
padarias churrascarias – após ver a fábrica HP, peixarias, barraquinhas de frutas. Depois
– Centro de Reabilitação Casa de Davi, Polimix, Plantas e Jardins, Marmoraria Ilhéus,
Nicolas Jardins, quadra poliesportiva, fábrica da Avatim – cheiros da terra, Projeto Minha
Casa Minha Vida...
Chegando a Ilhéus - Motel Encontro, Centro de Zoonoses, entrada para o bairro
Teotônilo Vilella (inicialmente uma ocupação irregular), Seminário São Jorge dos Ilhéus,
Centro de Treinamento de Líderes, Instituto de Teologia de Ilhéus, ocupação irregular da
área de mangue, rodoviária.
Em Ilhéus observar: as diferentes temporalidades, organização interna, as interações
espaciais, os agentes produtores do espaço urbano (proprietários, imobiliários,
incorporadores, Estado, população carente...)

5ª parada - Avenida Soares Lopes - os antigos casarões, novos conteúdos em velhas


estruturas, ruínas, reformas... Os condomínios verticais antigos e atuais, seus nomes,
símbolos.

Avenida Soares Lopes: do passado ao presente, o velho e o novo. As especializações


funcionais (clínicas médicas, odontológicas, de bem estar...) e a desconstrução da
“Avenida dos coronéis”.

6ª parada - Praia do Cristo - Oiteiro - a cidade portuária e colonial - a organização


interna da cidade – os traçados viários, as especializações funcionais, o sítio urbano, a
posição...).

Os atrativos turísticos mais expressivos para a condição de Ilhéus como centro de


turismo e como capital regional.
7ª parada - Centro - andaremos pelo centro - observaremos os equipamentos geográficos
que articulam o intraurbano ao interurbano, a cidade à região, o lugar ao mundo (redes:
igrejas, portos, aeroportos, lojas, bancos...). Igreja São Sebastião, Vesúvio, Quarteirão
Jorge Amado...

As interações espaciais no contexto da conurbação e da afirmação da aglomeração


Ilhéus – Itabuna (A complementaridade funcional das cidades de Ilhéus e Itabuna)
As marcações territoriais do poder - nome das ruas, prédios, monumentos...

Centro da cidade (Praça Dom Eduardo, Catedral de São Sebastião, Teatro Municipal,
Casa de Jorge Amado): o poder e suas marcações espaciais, o turismo e a revitalização
do espaço urbano, a articulação temporal e as escalar geográficas de análise. Conteúdos,
formas, processos, funções. Verificar o nome das ruas, relacionar o nome das ruas com
as marcações territoriais dos grupos de poder local.

Igrejas de Nossa Senhora da Vitória e Igreja de Nossa Senhora da Piedade: o poder


religioso e sua marcação/ordenação territorial no/do espaço urbano de Ilhéus. NSP –
Panóptico e explicitação do poder por meio da arquitetura e da posição geográfica da
igreja na cidade.

Porto Internacional de Ilhéus: articulação de diferentes escalas geográficas – Ilhéus


no mundo e o mundo em Ilhéus.

Praça Cairu: um dos principais nós urbanos da cidade de Ilhéus.

Avenida 2 de Julho: cais do antigo porto de Ilhéus / Baía do Pontal / Revitalização


urbana (gentrificacion).

Bairro do Pontal – Zona sul de Ilhéus (uma nova centralidade urbana?...).

Aeroporto Jorge Amado: conexões com outras cidades e metrópoles da rede urbana
brasileira.

Rodovia BA-001: conexões rodoviárias desde Bom Despacho/Nazaré até Porto


Seguro.

Condomínio horizontais: condomínios residenciais de médio/alto padrão. O lugar dos


grupos sociais de maior poder aquisitivo. A sociedade do condomínio – a “vida fica lá
fora” – a ausência do Estado na organização do espaço urbano e a concessão deste papel
ao setor privado, que delimita um espaço, segrega-o e estabelece regras específicas para
o grupo de condôminos. As ruas e praças, antes públicas, se tornam privadas, destinadas
aos “iguais”. Para alguns o condomínio é uma forma de sobrevivência diante da
incompetência (real, imaginária, programada) do Estado em garantir segurança e serviços
públicos; para outros é a perda do espaço da cidade, das ruas, das praças, do contato entre
as pessoas.
Bairro Nossa Senhora da Vitória: ocupação “ilegal” (1980) transformada em bairro.

Praia dos Milionários: turismo, especulação imobiliária e problemas ambientais


urbanos.

8ª parada – defronte ao Cidadelle. Depois retornar para Ilhéus, ir para o sentido norte
e analisar as especializações territoriais da cidade. Depois retorno para UESC.

Obs. Adaptação do roteiro feito pelo professor Gilmar Trindade


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ (UESC)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS (DCAA)

RELATÓRIO – AULA DE CAMPO – 4 DE OUTUBRO/2017

SOMENTE PARA OS ALUNOS DO BACHARELADO - 3 PONTOS DA


PRESENÇA E 7 PONTOS DO RELATÓRIO

Nome dos alunos Curso


BRUNA CARVALHO DAS VIRGENS Bacharelado em
Geografia

ORIENTAÇÕES

1 – O relatório poderá ser feita em até 3 alunos;

2 – Deverá ser digitado, espaço 1,5, letra times New Roman, justificado;

3 – Deverá ser entregue 27 de novembro de 2017;

4 – Ilustrar com fotografias (paisagens) e representações cartográficas - plantas;

5 – Seguir as normas da ABNT;

7 – Seguir o roteiro a seguir.

RELATÓRIO DE CAMPO – ILHÉUS (BA) E SEUS EIXOS DE


CRESCIMENTO

Nome dos alunos

RESUMO
1 INTRODUÇÃO

2 RELATOS DAS ATIVIDADES

1ª parada – Na primeira parada, descemos no Atacadão próximo ao Cidadelle e Makro.


Foi possível observar a presença de multinacionais no espaço físico e sua intervenção na
paisagem, bem como inferir as transformações do comércio local com a sua chegada.
Outro ponto destacado foi o crescimento estendido de Ilhéus em direção leste, estando
interligada à região ecúmena de Itabuna, entretanto pouco habitada pelos próprios
ilheenses, mas ainda sendo de responsabilidade da prefeitura realizar a manutenção do
espaço em termos de coleta de lixo, segurança pública, transporte, entre outros.

2ª parada – Na segunda parada foi minuciado sobre a CEPLAC (Departamento da


Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). Criado para “promover, estimular,
coordenar e executar programas e projetos de geração, difusão e transferência de
tecnologias para a cacauicultura e desenvolver ações com vistas à sustentação
agroeconômica das regiões produtoras de cacau”¹. A CEPLAC tem sofrido com a queda
da produção de cacau na região sul da Bahia. A falta de novas contratações e a
aposentadorias gradativas dos funcionários fazem com que a instituição de certa forma
decaia aos poucos.

3ª parada -

4ª parada -

5ª parada -

6ª parada -

7ª parada -

8ª parada -

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

4 REFERÊNCIAS (Usar minimamente 10 para fazer o relatório)


¹ http://www.ceplacpa.gov.br/site/?page_id=82