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2004-2005

Genética
E
Melhoramento de
Plantas

25/11/2005

Por: Augusto Peixe


Novas ferramentas para apoio ao
2004-2005
melhoramento

-Cultura in vitro

-Melhoramento Assistido por


Marcadores (MAS)

-Transformação genética
2004-2005
Cultura in vitro e suas aplicações ao
Melhoramento de Plantas

-Micropropagação: Multiplicação comercial, limpeza


sanitária, selecção

-Haploidização in vitro: Produção de haploides

-Cultura de embriões: Hibridação inter-específica,


partenogénese

-Cultura de protoplastos: Produção de híbridos


somáticos e sementes artificiais

-Conservação de germoplasma: Uma questão de


espaço

-Variação somaclonal: Outra ferramenta em mutagénese


2004-2005
Micropropagação in vitro

Interesse da Técnica
¾Multiplicação conforme
-Limpeza sanitária
-Clonagem

¾Aumento da variabilidade
-Variação somaclonal
-Não transmissível sexualmente
-Sexualmente transmissível

¾Selecção in vitro
2004-2005
Limpeza Sanitária

Porque estão os ápices meristemáticos


livres de vírus?
• Os vírus difundem-se na planta
através do sistema vascular, que
não se encontra desenvolvido nos
Tecido livre de ápices meristemáticos
vírus
• Os processos de mitoses e
duplicação de cromossomas
competem com a replicação dos
vírus
• Os conteúdos elevados de auxinas
Partículas inibem a difusão dos vírus
virais • Os sistemas naturais de
encontradas
aqui
inactivação de vírus tem a sua
máxima expressão nas zonas
meristemáticas

Note Bem: A cultura de meristemas só por si não garante 100% de eliminação de vírus, toda a
descendência tem que ser testada O material vegetal sanitariamente limpo, pode ser rapidamente
reinfectado. A única solução de longa duração é a obtenção de resistência genética
2004-2005
Micropropagação conforme por evolução de gomos axilares.

A- O explante pode conter um


meristema isolado, um gomo
terminal ou axilar, uma extremidade
de um ramo, um fragmento de ramo
que possua pelo menos 1 gomo
axilar
B- Num meio pobre em citocininas o
meristema apical desenvolve-se sob
a forma de um eixo caulinar, sem
ramificações
C- Este eixo pode ser cortado em
fragmentos que permanecem sobre
o mesmo meio dando novos ramos
folhosos

D- Se o explant inicial é depositado num meio rico em citocininas, ou se a dominância apical não é
intensa, os axilares gomos desenvolvem-se, dando um eixo com ramificações secundárias, terciárias e
assim sucessivamente.
E- Os tufos de rebentos são então fragmentados e individualizados.
F- Os rebentos são transferidos se necessário para meio de alongamento afim de os preparar para a
fase de enraizamento
G- Os ramos podem ser agora transferidos para um meio neutro (S/hormonas) ou com auxinas para
enraizarem.
2004-2005

A
Taxas de
Multiplicação
in Vitro

B
Micropropagação por Formação de Rebentos Adventícios.
cios

2004-2005
A- O explant é constituído por um
fragmento de órgão, por uma
porção de tecido ou mesmo por
células isoladas (grãos de pólen,
protoplastos, etc.)
B- Os rebentos são neo-
formados (formados de novo) a
partir de células do explant
inicial.
C- Estes rebentos desenvolvem-
se em caules, geralmente sobre
um meio de alongamento
D- Pode acontecer no entanto
que as células do explant inicial
se dividam rapidamente e
formem, de maneira
desorganizada, um calo primário
ligado ao explant de partida
E- O calo primário pode ser subcultivado para promover o seu crescimento e
diferenciação celular
F- O calo forma rebentos sob um meio de indução apropriado
G- Todos os ramos obtidos são transferidos para um meio neutro ou enriquecido em
auxinas que provocam o posterior enraizamento.
A conformidade das plantas obtidas por este método, não pode ser garantida.
2004-2005
Embriogénese somática
APLICAÇÕES

Transferência
Estudos de genes
básicos de:
Produção clonal
Bioquímica
Biorreactores Conservação de
Histologia germoplasma
Anatomia Crio-conservação
Semente
Citologia s
artificiais
Desenvolvimento e
germinação

Plantas no campo
2004-2005
Micropropagação por Embriogénese Somática.

A- O explant de partida pode ser


um fragmento de órgão, de
tecido, ou células isoladas.
B- Forma-se um calo primário
(em órgãos) ou um micro-calo
(em células isoladas).
C- Subcultura de calo primário ou
de micro-calos
D- O calo pode dissociar-se e
multiplicar-se sob a forma de
suspensão celular

E- Em certas condições, as culturas celulares em meio líquido ou sólido organizam-se


em pequenos maciços de estruturas bipolares chamados embrióides, ou embriões
somáticos
F- Os embriões somáticos se desenvolvem directamente em plântulas com raiz como as
derivadas de uma semente.

Também neste caso, a conformidade das plantas obtidas, não pode ser
garantida.
Embriogénese Somática e Sementes

2004-2005
Artificiais
Sementes sintéticas ou artificiais, não são mais do que embriões somáticos
encapsulados. Frequentemente o alginato de sódio é utilizado para encapsular os
embriões. No entanto, mais recentemente, têm sido desenvolvidos novos géis, capazes
de auto-fractura. Até agora, a qualidade e uniformidade dos embriões têm sido os
principais constrangimentos da técnica.

O Alginato de Sódio é utilizado


para a produção das cápsulas
onde se incluem os embriões

Alguns exemplos de
sementes artificiais e da
germinação do embrião
2004-2005
Haploidização in vitro
Define-se como haplóide, todo o organismo
tecido ou célula, que possui o número gamético
de cromossomas característico da espécie
considerada.
De acordo com o grau de ploidia da planta mãe, podemos
distinguir:

-Monohaploides: são originados a partir de uma


planta diploide, possuem apenas um número (n) de
cromossomas e são por isso estéreis.

- Polihaploides: são originados a partir de plantas


poliploides. Possuem (xn) cromossomas e podem ser
estéreis ou férteis.
2004-2005
¾Potencialidades de Utilização

-Simplifica os estudos genéticos, quando se pretende conhecer tanto o valor


próprio de um gene como as interacções e as recombinações entre alelos : De
acordo com as leis de Mendel, quando do cruzamento de duas linhas parentais
diferindo em (n) pares de genes alelicos, o modelo de segregação de uma população
F2 será (2 n)2 . O modelo de segregação no caso dos haploides será unicamente (2 n) .
A haplodiploidização, permite estudar directamente os efeitos de aditividade e epistasia
cis.

-Obter rápidamente o estado homozigotico por duplicação espontânea ou


induzida do nº de cromossomas: Ainda que através das técnicas de
melhoramento clássicas, recorrendo a auto-polinização seja possível no caso das
plantas auto-compativeis, obter linhas puras, este processo revela-se bastante lento.
Através da cultura de anteras, haplóides podem ser obtidos num espaço de semanas
e através da duplicação de cromossomas, diplóides homozigóticos podem ser
obtidos em apenas uma geração. Isto é possivel mesmo em casos de auto-
incompatibildade

-Colocar em evidência mutações recessivas desde a primeira geração, após o


tratamento mutagénico: Em muitos casos as mutações afectam genes alelicos
recessivos e não se expressam fenotipicamente. A utilização de haplóides permite a
expressão destas mutações logo na primeira geração após aplicação do tratamento
mutagénico.
2004-2005
Exemplo do Espargo

Trata-se de uma planta dioica com um gene M que codifica para


o sexo. As plantas fem. são todas (mm) e as masc. (Mm),
sabendo-se que as plantas macho são mais produtivas e mais
precoces que as plantas fêmeas. Pelos métodos de hibridação
clássica, apenas se conseguiam obter 50% de machos na F1.
Através da haploidização podemos obter 100%.

Mm

Haplodiplodização
MM x mm

100% Mm
¾Vias De Obtenção de Haplóides In Vitro

2004-2005 -Androgénese

A androgénese in vitro, resulta de uma alteração do processo


normal de evolução do gametófito masculino da via gametofitica
para a via esporofitica, conduzindo à formação de um embrião ou
de um calo organogénico.

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Adaptado de Auge,R et Gibod,J. (1989)


2004-2005
-Ginogénese

A ginogénese, que constitui do ponto de vista prático uma


alternativa ao processo de androgénese, não conhece uma
expansão tão grande como a desta última, devido ao fracos
resultados que se têm obtido. De facto, só em 1976 San Noeum
conseguiu obter haplóides de cevada a partir da cultura in vitro de
óvulos não fecundados e desde então o nº de espécies onde a
técnica foi utilizada com sucesso é bastante limitada e não atinge
as taxas de sucesso, também conseguidas com a cultura de
anteras. De entre estas espécies saliente-se o trigo, a beterraba e
o girassol.

A técnica consiste em colocar in vitro óvulos isolados promovendo


a regeneração de novas plantas a plantas a partir de células (n)
do saco embrionário como a ooesfera, as sinergideas ou as
antipodas.
Cultura de protoplastos e Produção de
2004-2005
híbridos somáticos

Os protoplastos têm sido descritos como


células “nuas” pelo facto da sua parede
celular ter sido removida, seja por processos
mecânicos ou enzimáticos. Nos protoplastos
isolados a membrana plasmática encontra-se
totalmente exposta.

¾Potencialidade de utilização dos híbridos somáticos no


melhoramento

• Produção de novos cruzamentos intrerespecificos e intergenéricos, entre


plantas difíceis ou impossíveis de híbridar convencionalmente.
• Transferência de genes.
• Estudos da actividade dos genes citoplasmáticos e suas funções.
• Produção de combinações de genes nucleares e citoplasmáticos únicas.
2004-2005
Alguns resultados possíveis da fusão entre protoplastos de duas
espécies geneticamente diferentes

= cloroplastos

= mitocondrias
Fusão
= núcleo

Heterocrionte

cíbrido híbrido hibrido cíbrido