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RBRH – Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 19 n.

1 –Jan/Mar 2014, 229-242

Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia:
Experiências nas Ilhas de Belém/PA
Nircele da Silva Leal Veloso*, Ronaldo Lopes Rodrigues Mendes*
nircele@ig.com.br; rlrmendes@yahoo.com.br

Recebido: 05/08/12 - revisado: 22/05/13 - aceito: 12/09/13

RESUMO

A Amazônia, ironicamente conhecida como reserva de recursos hídricos, também é refém da falta de acesso à água
potável. O abastecimento de água nas ilhas de Belém é deficitário e a proposição de alternativas que venham garantir o
acesso digno à água de qualidade é um grande desafio. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é divulgar o panorama geral
das experiências de aproveitamento da água da chuva em regiões insulares da cidade de Belém. Para isso, realizou-se o ma-
peamento das iniciativas de aproveitamento da água da chuva nas ilhas próximas à capital. Perceberam-se casos variados
de aplicação da técnica: avançados ou rudimentares, em operação ou inoperantes, mostrando que apesar de improvável,
devido à abundância de água na região, a busca por escolhas de abastecimento potável é incisiva por parte dos ribeiros, que
almejam o fornecimento sustentável de água. Apesar de escassos, os estudos sobre a temática na região vêm contribuindo
para o aperfeiçoamento da prática. Espera-se que este estudo contribua com pesquisas futuras acerca da temática.

Palavras-chave: Aproveitamento da água chuva, Belém, Amazônia.

INTRODUÇÃO distribuição de água tratada, ou seja, apresentam
abastecimento deficitário, decorrente de dificulda-
des na oferta de água nos mananciais, em quantida-
O aproveitamento da água da chuva é uma de e/ou qualidade, ou com incapacidade dos siste-
técnica bastante difundida em regiões com sérios mas produtores.
problemas de escassez de água. Em ilhas, se torna Dessa forma, a gestão da água de chuva na
uma alternativa complementar em situações de ine- região, além de promover o manejo racional do
ficiência ou ausência de serviço de abastecimento. recurso, vem satisfazer necessidades locais, uma vez
Neste contexto, destaca-se o exemplo do arquipéla- que retira a população ribeirinha da situação de
go de Fernando de Noronha que, desde 1949, conta risco vivida em virtude do consumo de água inade-
com um sistema de captação e armazenamento de quada. A melhora da qualidade do recurso promove
água de chuva que fora construído pelas forças nor- avanços nas condições de vida e estimula o desen-
te-americanas (MAY, 2004). volvimento humano.
O abastecimento de água via recursos pluvi- Com isso, o objetivo desse trabalho é divul-
ais em regiões insulares da Amazônia é paradoxal. É gar o panorama geral das experiências e das pesqui-
inconcebível que uma localidade, reconhecida sas sobre o aproveitamento da água de chuva em
mundialmente como a maior reserva superficial de ilhas da cidade de Belém/PA, demonstrando a im-
água doce, sofra com problemas relacionados ao portância dessa alternativa de acesso à água potável
fornecimento de água. à população que vive em regiões insulares, apresen-
No cenário paraense o aproveitamento da tando proposições que possam contribuir com pes-
água da chuva se configura como forma de sanar a quisas futuras acerca da temática e apontando mais
carência do abastecimento das regiões insulares. uma forma de uso da água de chuva, uma vez que
Segundo recente levantamento da Agência Nacional existem inúmeros trabalhos nacionais que se desta-
das Águas — ANA (ANA, 2010), cerca de 60% dos cam nas variadas vertentes: potencial, viabilidade de
municípios paraenses são desprovidos de ampla utilização, novas tecnologias, reflexos dos sistemas
na saúde dos usuários, eficiência das barreiras sani-
tárias, metodologias de dimensionamento, aspectos
*
construtivos e uso em diferentes escalas e setores,
NUMA/Universidade Federal do Pará
entre eles: Gnadlinger (1999); May (2004); Giacchi-

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2007) KOUTSOYIANNIS et al. 2008. A seção seguinte descreve as iniciativas sidades potáveis. 2007. (CHANAN.Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia: Experiências nas Ilhas de Belém/PA ni et al. há relatos do uso da água da chuva no abastecimento de comunidades rurais situadas na Aproveitamento da água da chuva Ilha de Santiago. Portugal. Nos que se empregam superfícies impermeáveis tais EUA existem iniciativas em algumas regiões insula- como telhados. Apesar de ser uma técnica milenar. 2012). Jorge.. as casas tradicionais contêm sistemas de aproveitamento de água pluvial (OLIVEIRA. Faial e Corvo. OLIVEIRA. 2008). a. Em seguida são expostas as conclusões do NOLDS.” Na Grécia as iniciativas datam de 3500 anos fica sobre a temática. no arquipélago de Cabo Frio. Como barreira sanitária. Austrália.(2006).1998). no Para tal optou-se em realizar buscas em por. são exemplos de nações abastecimento das ilhas de Belém. Graciosa. nas Ilhas Celafônia e Creta. embasando a discussão das experiências en. tadoras à pesquisa. e rega de jardins. de tecnologias alternativas de aproveita- extensão. com capacidades de até 8500 m3. No Reino Unido desta- ca-se o uso nas Ilhas Turks e Caicos e Bermudas (UNEP. A água da chuva é colhida e ar- mazenada em tanques públicos e privados. Venezuela. Nela será possível que utilizam a água pluvial em diversas aplicações: compreender a necessidade dos ribeirinhos de pos. Andrade Neto chuva vem sendo utilizada pelas civilizações há mi- (2012). México. depois o armazenamento em reservató..C (KOUTSOYIANNIS et al. registro fotográfico datada de 850 a. Em Portugal. e a Pedra Moabita. A terceira seção se dedica a apresentar as formas de Irlanda. uma lógica simples e de fácil compreensão. conforme Fendrich (2002) captação de água de chuva. em serviços de lavagens suírem um sistema de abastecimento capaz de pro. O artigo está estruturado em cinco seções. (2007).VIGNESWARAN & encontradas em seis ilhas da cidade de Belém no KANDASAMY. lajes. leitura dos relatórios de pesquisa de sugere que as casas tenham captação de água de projetos. 2010) artigo. KOUTSOYIANNIS et al.) de uma cisterna que captava chuva dos telhados da 230 . lhares de anos. ALEXOPOULOS & LEOTSI- de um modelo de manejo da água precipitada. rios escavados desde 3. bem como a produção acadêmica e cientí. 2005. bem como nas outras Ilhas das Maldivas. Pinhel et al. SHAPIRO. desde os fins menos nobres. calçadas. Pico. 2008). Segundo Gnadlinger (2000). 2003). 2008). na Malásia (SHAA- O aproveitamento da água da chuva possui BAN & APPAN. até sua ingestão para suprir neces- ver água. Japão. desde o tais virtuais de instituições de ensino. Consiste na Grécia (SAZAKLI. Em ilhas. visitas in loco. pesquisa e século X. EUA. em NIDIS. entre outras como res. na África (BARROS et al. 2008). S. LI& REY- contradas. o descarte do primeiro fluxo de água (lavador do Sistemas de captação de água da chuva são telhado). 2004. praticamente a única fonte de abastecimento de rio(s) e posteriormente a distribuição.C. entre elas nas Ilhas Virgens e no Havaí (UNEP. Alemanha. 2008. Pará. Guisi & Ferreira (2007). FRAPORT AG. refere-se às tropas do império que consumiam água (Fonte: Mano.(2009). superfícies de captação.. tem-se a segunda parte que países desenvolvidos. os Aztecas e Mayas. Aproveitamento de águas pluviais é am- plamente utilizado em Malé. Grécia. 2008. há 2002). inclusive apresentando legisla- apresenta o conceito genérico de aproveitamento da ção forte sobre a questão (GNADLINGER.600 a. no Arquipélago dos Açores. Fatos históricos apontam que a água da M. o pri- meiro registro histórico sobre o aproveitamento da Figura 1 — Estrutura básica de um sistema genérico de água da chuva no Brasil. onde o rei Mesha dos Moabitas das iniciativas. já faziam uso. mais precisamente nas Ilhas de Santa Maria. água da chuva e o resgate histórico sobre a questão. “existem reservató- bancos de dados de periódicos de entidades fomen. aproveitamento da água da chuva. conforme água para um pequeno grupo de ilhas ao norte da Figura 1.C. chuva. associações nacionais e internacionais de mento da água da chuva no cultivo de alimentos. Oliveira.. bem como nos Ainda conforme Tomaz (2003). Atualmente a prática é muito difundida em Além desta introdução.. Tercei- ra.

A prática contribui para equa. a população é refém. 2006). na região urbana das ilhas. 2010). 2004) O abastecimento público de água de Belém é realizado pela Companhia de Saneamento do Pará — COSANPA e o Serviço Autônomo de Água e Esgo- to do Município de Belém — SAAEB. 75% através do sistema convencional de origem superficial e 25% por água subterrânea captada em poços (FENZL. que são expostas aos altos índices de degradação do A Ilha Grande também possui um sistema manancial causados pelos efeitos da urbanização. 2012). utilização da Programa Um Milhão de Cisternas. ídas (ASA. GNADLINGER. construída O Anuário Estatístico de Belém de 2012 a- no século XVIII. p. contam com sistemas públicos de abastecimento de ao nordestino. 2011. 2007). 2010. além do forneci- proveitamento da água da chuva se concentra na mento pela rede geral. ações de mobilização Social promovida pela Articu. Vários estudos já apontaram os de pessoas físicas.1 –Jan/Mar 2014. dentro e fora da propriedade. Outeiro e Cotijuba lação do Semiárido — ASA. 2013). captada na Ilha de Cotijuba (SILVA. oriundo dos aspectos rinhos da área rural das ilhas de Belém são a parcela hidroquímicos e geológicos da subsuperfície. (2004). o abastecimento por cionar os graves problemas de escassez de água que poços ou nascentes. JOVENTINO et al. que objetiva possibilitar. O abastecimento de água na região insular ocorre de forma não padronizada. ainda há uma parcela significativa da população que não tem acesso à água potável. que é presente massivamente região do semiárido. já apontava que a qualidade da água como grande entrave da gestão do abasteci- mento na Amazônia. e a cidade de Belém estar cercada por água doce. A maior limitação dessa fonte de captação é A iniciativa atualmente conta com a parceria a qualidade da água. P1MC. encomen- dado pela UNESCO. HELLER & CANEIRO. As construção de cisternas de placas. Abastecimento de água das ilhas belenenses Apesar da Amazônia ser detentora da maior disponibilidade de água doce per capita do mundo. a. destaca-se o consumo do rio. principalmente por se tratar de localidades da água. O conjunto apresenta-se 231 . Os ribei- O alto teor de Ferro. (ARAGÓN. de captação subterrâneo. que mesmo possuindo grandes volumes hídricos. de contestação do sistema é a qualidade da água. Assim sendo. pam cerca de 2/3 da superfície do município (BE- LÉM. 83-84. RBRH – Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 19 n. vários estudos já se preocuparam com a questão (SILVA. água na região insular de Belém. presentou como modalidades de abastecimento de A maioria das experiências brasileiras de a. Um estudo promovido em 2004.000 cisternas já foram constru. que ocu- Figura 2 — Sistema de captação subterrâneo Ilha Grande. BANDEIRA et al.. pode da população que mais sofre pelo déficit qualitativo ser considerado como fator que atenua a digestão da água. Desde 2003. 229-242 fortaleza de Santo Antônio de Ratones. agências de altos índices de Ferro nos aquíferos da região de cooperação e do governo federal. O grande ponto Belém (PICANÇO et al. MENDES & FERNANDES. ALMEIDA et al... já que é encontrado em quantidades acima relativamente próximas ao centro urbano de Belém. SOUZA et al. As Ilhas de Mosqueiro. é refém dos aspectos qualitativos.. igarapés e açudes. na Ilha de Santa Catarina. 2010). 2012. do limite estabelecido pelo padrão de potabilidade. ANA (2007). Nesse sentido.. (2002). o acesso à água potável por meio da água por poços subterrâneos (VELOSO. empresas privadas. (2004). Ilhas Jutuba e Paquetá são abastecidas por água proximadamente 420. uma das água da chuva e outros. A capital paraense possui 39 ilhas.

Grande. Segundo Pádua (2006). 2012. além de captar o recurso zadas ao longo do rio Guamá na porção sul do mu- sem qualidade comprovada ainda resulta em custos nicípio de Belém.2Km e beber. Jutuba. Acará.8Km do centro de Belém (BELEM. com o emprego dos recursos pluviais. por exemplo. Como o IBGE não disponibiliza dados isola- teiro. MENDES & mero de habitante. 2012). 232 . pontados como entraves à extensão de sistemas tra- trole do Ferro. 2012) apresentou o diagnóstico infraestrutura necessária para implantação e manu- do abastecimento de água para fins potáveis nas tenção de sistemas. 6 ilhas: Combú. 2012).731 habi- o caso da Ilha Nova (SOUZA. O estudo revelou que centralizados. que conta própria ou comprada) água extraída de poços não possuindo perfil financeiro suficiente para aqui- em localidades do município próximo. Alguns fatores podem ser a- A qualidade da água. Belém” (VELOSO. Os ribeirinhos compram re. água trazida do continente e para cozinhar. 2012). o nú- de água público em operação (FENZL. conforme figura 2. Ao extremo leste sos onde há combinação de duas ou mais fontes de encontram-se as Ilhas Jutuba. a proliferação de doenças de veiculação hídrica cipientes de 20 litros a R$2. “soluções alter- nativas de abastecimento de água para consumo humano. ou sição de outras possibilidades. porém inoperante. entregam porta a porta (ver Figura 3). Experiências de Aproveitamento da água da chuva nas ilhas de Belém Serão aqui descritas iniciativas inseridas em Figura 3 — Barqueiros vendendo água. A Ilhas Combú. Nova.12km e 9Km. que acarretam severos danos sociais. As Ilhas Combú e Murutucu estão de transporte. entre eles destacam-se baixa densidade chuva e desenvolvimento local: o caso das ilhas de demográfica das ilhas. separadas pelo igarapé Paciência. O Distrito Administrativo de Outeiro. FERNANDES. custos dos investimentos. como refere à água mineral. e (Fonte: GONÇALVES.086 na zona rural. jamais devem ser entendidas como solu- ções improvisadas ou destinadas apenas para a po- pulação de baixa renda e sim compreendida como mais uma opção de projeto”. é se inserem as ilhas investigadas. Com exceção das Ilhas de Mosqueiro e Ou. sejam eles centralizados ou des- Ilhas Grande e Murutucu. Cabe salientar que a água comprada. possui 38. 22. respectivamen- te. respectivamente. O estudo ainda constatou a existência de ca. gura 4 traz a localização. 2010). a 23. da área urbana da capital paraense. como demonstra o Quadro 1. Cerca de 45% adquirem (por nhas reféns do consumo de água inadequada. em pesquisas locais. Nesse contexto.2Km. (BELÉM. tantes. levantou-se. Murutucu.Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia: Experiências nas Ilhas de Belém/PA em bom estado de conservação. é questionável.00 de barqueiros que (VELOSO. a ainda obtida em pontos localizados na orla de Be. 20% dos moradores faz uso da água do rio para Tal situação coloca as comunidades ribeiri- beber e/ou cozinhar. é válido destacar as tecno- logias alternativas de abastecimento de água que são utilizadas nas ilhas de Belém. todas as demais não possuem abastecimento dos por ilha. recorrem às opções insus- lém. onde lação é suprida exclusivamente por água da chuva. para localizadas. Devido às especificidades das áreas insula- res. nem todas as formas de abastecimento de água são viáveis. A Fi- do rio. ou seja. compra de água mineral. apesar dos dispositivos de con. 2012). Grande e Murutucu distantes cerca de 6Km. Há ainda ocorrências onde 100% da popu. dispostas geograficamente uma ao lado da outra. Nova e Urubuoca abastecimento concomitantemente.) Urubuoca. dicionais de abastecimento para além do território A pesquisa “Aproveitamento da água da continental. 13. sendo 10. não se tentáveis. estão locali- Essa modalidade. como por exemplo.

Amostra Fonte Combú 985 100% Dergan (2006) Grande 288 79% Veloso (2012) Murutucu 529 87% Veloso (2012) Jutuba 182 100% Souza (2012) Nova 45 100% Souza (2012) Urubuoca 136 100% Souza (2012) As pesquisas de Veloso (2012) e Souza (2012) revelaram que a renda predominante entre Figura 5 — Cisterna na Ilha Grande. moldes das encontradas na região do semiárido Segundo o Anuário Estatístico de Belém.1mm/ano.338 domicílios que o DAOUT apresenta. Combú Grande Segundo dados do INMET.496 não tem acesso à rede geral de distribuição de entre a Sociedade Bíblica do Brasil — SBB. Diante dos impasses que a região enfrenta. entre os 6. Segundo Rosa (2011). localizada na cidade Figura 4 — Localização de localização das seis ilhas de Belém. nordestino. com a implantação do proje- animal (pesca de peixe e camarão). um bom índice para o aproveita- (Fonte:Guimarães. da estação pluviométrica número 82191.1 –Jan/Mar 2014. A primeira experiência registrada de apro- suem atividades peculiares para garantia do sustento veitamento da água da chuva. Uma delas é o grande índice pluvi- ométrico que a Amazônia possui. a média do potencial de Belém economia de água potável estimado para as 40 cida- des amazônicas pesquisadas é de 76%. Com isso. houve limita. o Ministé- 233 . Por se tratar de populações de regiões insu- lares com dinâmicas econômicas próprias. que pos. apresente padrões de quali- dade requeridos para sua ingestão. em regiões insulares da família. 229-242 água. 2013. obtidos a partir da série histórica do período 1961 a 1990. Ilha Nº hab. a precipitação pluviométrica foi analisadas neste trabalho. haja sistema de captação e armazenamento de água de vista o exercício dessas atividades constituir signifi. sendo que em 2. to “Água limpa é vida”. (2011) constatou que através do aprovei- Murutucu tamento da água da chuva. Tratava-se de uma ação multi-institucional 4. chuva era constituído pela coleta da água pelo te- cante parcela da renda das famílias. Jutuba há a necessidade de busca por opções de abasteci- Nova mento que contemplem todos moradores. ver Figura 5. Nos seus estudos. teoricamente lhado e a condução a uma cisterna construída nos não contabilizada pelos moradores. que ao mesmo tempo em que forneça água em quantidade Urubuoca suficiente à demanda. o ções da determinação da renda mensal efetiva. 2893. os ribeirinhos é de menos de um salário mínimo.619 não há canalização do recurso (BELÉM. é interessante explorar as poten- cialidades locais.) mento da água da chuva. Quadro 1 — População por ilha. foi em 2004.2012). com custos com- patíveis ao perfil econômico dos seus usuários e de acesso facilitado. RBRH – Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 19 n. tais como o extrativismo vegetal (açaí) e de Belém. Sede urbana Lima et al.

É um método que vem se mostrando é determinante na melhoria da qualidade da água 234 . que se dá através de calhas e tubos instalados nas casas. que atualmente não conta com o descar- Solar — SODIS. ção. Através desse. Figura 7 — Aplicação da técnica SODIS. 2011). promovido pela Cáritas Metropolitana de Belém — CAMEBE. com capacidade para 16. a alternativa utilizada para a a recomendação de inclusão de barreiras sanitárias desinfecção da água foi o Sistema de Desinfecção do sistema. O projeto consiste no armazenamento da água da chuva. nos períodos 2008 a 2011 e 2010 a 2011. que evidenciam EL. em áreas rurais (DANI. 2012. A Figura 7 mostra detalhes do procedimen- ma fora implantado para servir a comunidade em to. (Fonte: SOUZA. foi edificada na Ilha Grande e o siste. A postura possui semelhanças com estudos nismo desinfetante da água. Nas três ilhas. Limpa e Saudável”. tros de água. Atualmente. Em 2006. atuaram como parceiras da CAMEBE no desenvolvimento e acom- panhamento das atividades nas ilhas. de caso desenvolvidos no semiárido. Dom Helder e a Diaconia. da água pluvial. 2012. BERTHOLINI & que a inclusão de dispositivos automáticos de desvio BELLO. 2011. conforme Figura 6. foi desenvolvido o Projeto “Água em Casa. por oferecer baixos custos e facilidade de replica- A cisterna. a iniciativa visa implantar sistemas de coleta e tratamento de água da chuva para as famílias das ilhas de Belém que vivem com falta de disponibilidade de água potável. em estudos antropológicos e reflexos econô- dências atendidas pelo sistema de aproveitamento micos sobre a população. por meio do projeto “Sistema de captação e tratamento da água de chuva para atendimento de populações tradicio- nais em ilhas de Belém: avaliação de impactos de- correntes”. o projeto uma boa alternativa para pequenas comunidades. cerca de 370 morado. geral e a Escola de Ensino Fundamental São José. Segundo a CAMEBE (2007). o modelo encontra-se inoperante. segundo Souza (2012). sem descarte inicial. uma associação religiosa de direito privado. gicos. É pertinente comentar acerca de algumas res foram beneficiados. sobre a saúde dos moradores. apontada como tecnologia social útil como meca.000 li. que possui uma lógica simples sendo te do primeiro fluxo de água. aspectos epidemioló- dido para Ilha Nova. gico — CNPq e teve seu relatório final divulgado em (Fonte: GONÇALVES. das conclusões do relatório do projeto. na avaliação dos impactos lhas de Jutuba e Urubuoca e posteriormente expan. respectivamente.Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia: Experiências nas Ilhas de Belém/PA rio de Desenvolvimento Agrário — MDA. TAVARES et al. sem fins econômicos. Uma delas é Nessa iniciativa.) 2012.. vimento de tecnologias. forneceram apoio científico através de eixos de pesquisas focados no desenvol- O projeto inicialmente foi instalado nas I. 2001. O estudo fora financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnoló- Figura 6 — Sistema de coleta de água de chuva CAMEBE. que possui 100% de suas resi.) Instituições de ensino como o Instituto Fe- deral de Ciência e Tecnologia — IFPA e a Universi- dade da Amazônia — UNAMA.

Como fruto desses estudos. houve bém apresenta as expectativas sobre o aproveita. com pesquisadores da UFPA. em 2004. te de estudos futuros. (OLIVEIRA. O projeto.. dois filtros. de suas atividades para as ilhas Combú e Maracujá munidade do Periquitaquara. 2009). é financia- nizada pela associação de moradores da Ilha do do pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado Combú: a instalação de um sistema de captação da do Pará — FAPESPA e pelo CNPq e tem atuação nas água da chuva e distribuição via bomba submersa Ilhas Grande. A experiência nhas detêm. DAM/NUMA) e o Instituto de Tecnologia (Progra. potencialmente replicáveis. IFPA.1 –Jan/Mar 2014. bus- Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e cam promover o acesso à água aos ribeirinhos das Desenvolvimento Local da Amazônia — PPGE. A experiência vem a ser uma excelente fon. Secretaria Estadual de Meio Ambiente — SE- MA. se mostra uma grande contribuição no campo das A Universidade Federal do Pará — UFPA. 2011). tiva a água da chuva a fim de viabilizar o acesso de Na Ilha Murutucu. Murutucu. haja vista o péssimo estado de conservação. ainda em andamento. 2009). o modelo proposto abaste- ma de Engenharia Civil/ITEC). Visualmente percebem-se os aspectos téc- nicos não foram atendidos. comunidade Periquitaquara. que empenhada em propor través do Núcleo de Meio Ambiente (Programa de soluções simples. Na Ilha Grande. principalmente quanto aos parâmetros comunidades ribeirinhas amazônicas a água potável” bacteriológicos (SOUZA et al. ce cerca de 20 ribeirinhos e possui caixa d' água tém um estudo que visa “desenvolver modelos de superior de 500L e inferior de 310L e como barrei- sistemas de abastecimento e projetos construtivos de ras sanitárias quatro reservatórios de autolimpeza e habitações de interesse social usando como alterna. pois além de demonstrar a força que uma sociedade organizada possui. desde 2009. tam. ilhas de Belém. Tem-se ainda. em 2011. que fornece água para 12 235 . Atualmente não há procedimento de coleta de água. que abastecem mento de água da chuva que as populações ribeiri. Caixa d’água inferior A concepção desse projeto é controversa. Tecnologias Sociais. Há falhas construtivas e risco de proliferação de insetos. Figura 9 — Sistema-modelo na Ilha Grande. man. a. RBRH – Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 19 n. uma iniciativa orga. Tal inciativa estimulou a criação do Grupo de Pesquisa Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia. demonstrados na Figura 8. Em breve sofrerá expansão acoplada dentro do reservatório. que conta com um sis- tema de menor porte. de acordo com a Figura 9. a instalação de dois sistemas-modelo. em 2009. Reservatórios de autolimpeza Caixa d’água superior Filtro Figura 8 — Cisterna na Ilha Combú. (OLIVEIRA. coletivamente dois núcleos familiares. Percebe-se uma tentativa de replicação de modelo da experiência da Ilha Grande promovida pela SBB. localizado na co. 229-242 das cisternas.

a compra de mo no período de julho a novembro. visto que não água. a existência de casos iso- um filtro. O grupo de pesquisa supracitado evidencia a possibilidade de extensão do projeto para outras casas através do recente interesse da Caixa Econô- mica Federal em financiar a iniciativa (REZNIK. da UFPA. através do Quadro 2. conforme a lados de sistemas domésticos improvisados pelos Figura 10. no âmbito espacial das áreas insulares de Belém. Caixa d’água inferior Figura 10 — Sistema-modelo na Ilha Murutucu. mas sempre buscando a potabilidade. rantes. as limitações de deram principalmente quanto aos aspectos bacteriológicos. É mister destacar. Pela Caixa d’água superior Reservatórios de autolimpeza atuação. Como alternativa de abastecimento. em operação ou inope- tiva se consolide e possa estar concebida politica. a busca em outros municípios e na orla de foi possível realizar a pesquisa da qualidade da água Belém. há i- Atualmente. Apesar de rústica. poços. os estudos desenvolvidos e em andamento sobre a água da chuva. há dois reservatórios de autolimpeza. moradores. co. nesse período. Avançadas ou rudimentares. 236 .Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia: Experiências nas Ilhas de Belém/PA moradores. posto que atendeu parte das necessida- des de água potável da família em questão. foi realizado o monitoramento da qualidade da água oferecida pelos sistemas-modelos. Entre janeiro e junho de 2012. com qualidade aos ribeirinhos. duas caixas d'água de 310 l. inclusive. Figura 11 — Sistema de captação da água da chuva 2012). Como forma de sistematizar a produção a- cadêmica/científica sobre a temática apresenta-se Filtro sinteticamente. este domicílio recebeu posteriormente um sistema-modelo do grupo de pesquisas Aproveita- mento de Água da Chuva na Amazônia. para que assim a alterna. o GPAC está procurando aper. mos- mente entre a matriz de abastecimento de água de trando. esta iniciativa foi uma a- ção exitosa. 2012) Com esse levantamento foi possível perce- O estudo ainda recomendou a realização de ber que a região insular belenense apresenta varia- campanhas de coleta de água da chuva e dos siste. improvisado por moradores. Os resultados indicaram o CONCLUSÕES atendimento parcial dos padrões de potabilidade da água. o consumo de rios e igarapés. feiçoar o modelo proposto. das formas de abastecimento de água: extração em mas no período de menos incidência de chuva. númeras formas de aproveitamento da água pluvial. conforme Figura 11. (GONÇALVES. que há urgência no provimento de localidades com característica tão peculiares como a soluções que viabilizem o fornecimento de água região Amazônica.

AZEVEDO & Trabalho Acadêmico de Con- químicos e bacteriológicos em um sistema ASSUNÇÃO clusão em Tecnologia em alternativo de abastecimento com água (2012) Saneamento Ambiental/IFPA. se mostra uma estratégia que tecnicamente as soluções são semelhantes. simplicidade de opera- mo individualmente. Verifica-se ainda que a utilização da água Ao correlacionar a situação das ilhas bele- chuva em ilhas amazônicas. DIAS (no prelo. al Artigo Científico publicado ribeirinhas da (2012) em Novos Cadernos do NAEA. Elaboração de manual de operação de TRINDADE & Trabalho Acadêmico de Con- autogestão do sistema de captação e tra. organizações não governamentais. Sistema de captação e tratamento da água SOUZA (2012) Relatório Técnico Final. MARQUES & Trabalho Acadêmico de Con- ma de captação de água de chuva para CUNHA (2010) clusão em Tecnologia em atendimento a populações tradicionais em Saneamento Ambiental/IFPA. como sistema alternativo nenses com as de outros locais do mundo. com o improviso de alguns ção e manutenção do sistema. inteligente de gestão local. am a potencialidade do modelo: ausência de serviço to da água da chuva por vários atores sociais: entes público de abastecimento. Influência dos tipos de telhados na FERREIRA & Trabalho Acadêmico de Con- qualidade da água do sistema do NASCIMENTO clusão em Tecnologia em abastecimento de água pluvial localizados (2010) Saneamento Ambiental/IFPA. Influência do tempo de armazenamento FIALHO (2010) Trabalho Acadêmico de Con- na qualidade da água de chuva para clusão em Tecnologia em consumo humano. Amazônia brasileira e promoção da saúde: análise de modelo de intervenção e de gestão. acessibilidade. Título Autor (es) Especificação Água da chuva e desenvolvimento local: O VELOSO (2012) Dissertação de Mestra- caso do abastecimento das ilhas de Belém do/NUMA — UFPA Aproveitamento de águas pluviais para GONÇALVES Dissertação de Mestra- abastecimento em área rural na (2012) do/ITEC — UFPA Amazônia. RBRH – Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 19 n. 229-242 Quadro 2 — Produção acadêmica e científica sobre aproveitamento da água pluvial em ilhas de Belém. pluvial nas ilhas Jutuba. Belém-PA. previsão 2013) do/NUMA — UFPA va em comunidades insulares. Indicadores de sustentabilidade para sis. outros. entre moradores. Saneamento Ambiental/IFPA. To- 237 . instituições de ensino e até mes. Nova e Urubuoca- Belém-PA. Estudo de caso: ilhas Grande e Murutucu. Análise estatística dos parâmetros físicos. pré-disposição dos mo- ção de moradores. Alguns fatores evidenci- quisa é a constatação de iniciativas de aproveitamen.1 –Jan/Mar 2014. altos índices pluviométricos. associa. Outro fator importante observado na pes. verifica-se de abastecimento de água. ções das ilhas do município de Belém. os públicos. Dissertação de Mestra- temas de aproveitamento de água da chu. Pro- de chuva para atendimento de populações cesso: 576901/2088-3 CNPq tradicionais em ilhas de Belém: avaliação de impactos decorrentes Abastecimento de água em comunidades SOUZA et. na região insular de Belém Avaliação da qualidade da água em siste. disposição geográfica. ilhas do município de Belém. radores em buscar soluções. Saneamento Ambiental/IFPA. BARROS (2012) clusão em Tecnologia em tamento de água da chuva para popula.

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Belém. 242 . they have contributed to the development of this practice. some more sophis- ticated. We have mapped several different initiatives in that area. It is hoped that the present study will contribute to future research on this topic. Key-words: Utilization of rain water. These examples show that the people that live on river shores on these islands still have to seek a sustainable and quality water supply.Aproveitamento da Água da Chuva na Amazônia: Experiências nas Ilhas de Belém/PA their population. some very simple. In order to meet this challenge. some already ended. The formulation of new alternatives to insure universal access to quality water in these islands is a considerable challenge. Although the number of studies on the use of rain water in the region is small. Amazonia. in spite of the abundance of water in the region. this work presents an overview of experiments on rainwater use in the islands of Belém. some still in operation.