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EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DO JÚRI DA

COMARCA DE SANTIAGO-RS

Processo nº XXXXXXXXXXX.

Recorrente: CARLOS DE OLIVEIRA

Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO

CARLOS DE OLIVEIRA, já qualificado nos autos do processo em


epígrafe, por intermédio de seus procuradores, não se conformando com a
decisão que o pronunciou, vem respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, Com fulcro no art. 581, IV, do Código de Processo Penal, interpor

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

Requer seja recebido e processado o presente recurso e, caso V. Exa.


entenda que deva ser mantida a decisão, que seja encaminhado, com as
inclusas razões, ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

Termos em que
Pede e aguarda Deferimento

Santiago/RS, 11 de Novembro de 2017.

GUILHERME D. DO CANTO

OAB XXXXXXXX
RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

RECORRENTE: CARLOS DE OLIVEIRA.

RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO.

Processo nº: XXXXXXXXXXX.

Egrégio Tribunal de Justiça,

Colenda Câmara.

Em que pese o indiscutível saber jurídico do Meritíssimo Juiz a quo,


impõe-se a reforma da respeitável sentença que pronunciou o recorrente, pelas
razões de fato e de direito a seguir expostas:

I. DOS FATOS

O Recorrente foi denunciado, processado e pronunciado como incurso no


art. 121, "caput", do CP.

II. DO DIREITO

Consta dos autos que o Recorrente foi abordado pela vítima, possuidora
de vasta folha de antecedentes criminais, que exigiu do primeiro a entrega sua
carteira e de aparelho telefônico.

Segundo o depoimento das testemunhas ANA CLÁUDIA PIVA e BRUNA


CORTÊS, o Recorrente entrou em luta corporal com a vítima, oportunidade em
que tomou a arma de fogo desta.

Todavia, mesmo após ter sido desarmado, a vítima ainda sacou um


estilete que portava e atacou o Recorrente.
Dessa forma, verifica-se que o Recorrente, em situação de iminente
perigo, agiu repelindo injusta e iminente agressão, tendo usado moderadamente
os meios próprios em reação imediata, buscando defender e proteger seu
patrimônio e sua própria vida, bem jurídico maior tutelado pela Carta Magna.

As testemunhas dos fatos corroboram e não deixam dúvidas sobre a


veracidade da alegação de que o Recorrente agiu em legítima defesa.

Dispõem os artigos 23 e 25, ambos do CP, respectivamente:

"Não há crime quando o agente pratica o fato:(...)

II - em legítima defesa;".

"Entende-se legítima defesa, quem, usando moderadamente


dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou
iminente, a direito seu ou de outrem".

Portanto, presentes estão os requisitos que autorizam a aplicação da


exclusão da ilicitude pela legítima defesa, fato que autoriza a decisão absolvição
sumária do recorrente, com fulcro no artigo 415, inciso IV do Código de
Processo Penal.

III. DO PEDIDO

Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso,


absolvendo-se sumariamente o recorrente, como medida de Justiça.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

Santiago/RS, 11 de Novembro de 2017.

GUILHERME D. DO CANTO
OAB XXXXXXX