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BOMBEIO

MECÂNICO

Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha


Gustavo Vinicius Lorenço Moisés
Rutácio de Oliveira Costa
Selma Fontes de Araújo Andrade

Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
BOMBEIO
MECÂNICO
BOMBEIO
MECÂNICO

Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha


Gustavo Vinicius Lorenço Moisés
Rutácio de Oliveira Costa
Selma Fontes de Araújo Andrade
Co-Autores: Getúlio Moura Xavier
Colaboradores: Benno Waldemar Assmann
Edson Reiji Hirose
Nathalia Marassi Cianni

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Identificar os princípios e variáveis envolvidos no processo


de elevação artificial por Bombeio Mecânico;
• Reconhecer os procedimentos envolvendo o método de
elevação por Bombeio Mecânico;
• Reconhecer os equipamentos utilizados neste método
artificial de elevação;
• Identificar as falhas nos sistemas e reportar-se aos
profissionais e setores adequados.
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos


da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para
além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a
experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das
atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de


empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes
desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando


prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força
de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa


a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das
competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das


competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados
e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo


que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para
esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os
que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de
sucesso que ela é.

Programa Alta Competência


Agradecimentos

Os autores agradecem a Petrobras que lhes permitiu adquirir este


conhecimento e disseminá-lo a outros técnicos.
Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila


está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual


representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA

Autor

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

Objetivo Geral
• Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.
O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos


específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como
orientadores ao longo do estudo.

48

Capítulo 1

Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

Objetivo Específico
• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que


visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do


capítulo em questão.

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

mo está relacionada a 1.6. Bibliografi a Exercícios


1.4. 1.7. Gabarito
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
riscos elétricos e
Elétrica, 2007. aterramento de segurança? O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
_______________________________________________________________
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. 2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
_______________________________________________________________
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
Norma Petrobras N-2222. 2) Apresentamos,
Projeto de aterramentoa de
seguir, trechos
segurança de Normas Técnicas que
em unidades
marítimas. Comissão de abordam os cuidados
Normas Técnicas e critérios relacionados a riscos elétricos.
- CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato

Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
o caso: executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
e do tipo de
A) Risco Proteção
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. de incêndio e explosão
de estruturas B) Risco
contra descargas de contato (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
es durante toda atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento
na maioria das ( ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de
mantê-los sob projetadas e executadas de modo que seja possível operação.”
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http://
is, materiais ou 24 prevenir, por meios seguros,
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> os perigos de choque
- Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25
14 mar. 2008. elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
21 à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de
( ) of Lightining
NFPA 780. Standard for the Installation “Nas instalações elétricas
Protection Systems. de
áreas classificadas
National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
a maior fonte Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”
(...) devem ser adotados dispositivos de proteção,
sária, além das como alarme e seccionamento automático para
Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados
ole, a obediência br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai.sobretensões,
prevenir 2008. sobrecorrentes, falhas de
à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas


nça. isolamento, aquecimentos ou outras condições
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acessoanormais de operação.”
em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

( ) “Nas partes das instalações


Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fi elétricas
sob tensão, (...)
sica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.
durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for
julgado necessário à segurança, devem ser colocadas (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer
placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas riscos de choques elétricos.

e demais meios de sinalização que chamem a atenção (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um
equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
quanto ao risco.” houver falha no isolamento desse equipamento.
( ) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e (V) Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um
sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas “fio terra”.
3. Problemas operacionais, riscos e
cuidados com aterramento de segurança

T
odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano
de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,
geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os


Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas
mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção
definos
nições
sistemasestão disponíveis
de aterramento envolvidosno glossário.
nestes equipamentos.Ao longo dos
textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente
Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o
identifi cados, pois estão em destaque.
seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve
ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49


diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de choque elétrico
por contato indireto e de incêndio e explosão.

3.1. Problemas operacionais

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo


de aterramento são:

• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor


de 1Ohm, medido com multímetro DC (ohmímetro), como o máximo
admissível para resistência de contato.

Alta Competência Capítulo 3. Problemas operaciona

3.4. Glossário 3.5. Bibliografia

Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIAN
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma elétricos - inspeção e medição da re
corrente elétrica. Elétrica, 2007.

Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos
– Curso técnico de segurança do trab
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
NFPA 780. Standard for the Installation
Fire Protection Association, 2004.

Norma Petrobras N-2222. Projeto de


marítimas. Comissão de Normas Técn

Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instala


Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Pr


56 atmosféricas. Associação Brasileira d

Norma Regulamentadora NR-10. Seg


eletricidade. Ministério do Trabalho
www.mte.gov.br/legislacao/normas_
em: 14 mar. 2008.
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os 104


105

insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, 106


108

ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, 110


112

basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. 114


115

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

1.6. Bibliografia 1.7. Gabarito NÍVEL DE RUÍDO DB (A)

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
85
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes 86
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
87
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
88
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato 89
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
(B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e 90
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” 91
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento 92
automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de 93
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// operação.”
24 www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> - Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25 94
14 mar. 2008. trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de 95
NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
96
Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão
Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”

Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados 98
br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” 100
presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: 102
Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes 104
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.

(F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer


105
riscos de choques elétricos.
106
(V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo (V)


equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um


108
110

abordado Alta
deCompetência
um determinado item do capítulo. 112
“fio terra”.

(F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem


da corrente elétrica pelo corpo humano. 114 Capítulo 1. Riscos elét
115

Trazendo este conhecimento para a realid


observar alguns pontos que garantirão o
incêndio e explosão nos níveis definidos pela
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a durante o projeto da instalação, como por ex
primeira observação de um fenômeno relacionado
com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um • A escolha do tipo de aterramento fu
fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido ao ambiente;
um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de
atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome • A seleção dos dispositivos de proteção
dado à resina produzida por pinheiros que protege a
árvore de agressões externas. Após sofrer um processo
• A correta manutenção do sistema elét
semelhante à fossilização, ela se torna um material
duro e resistente.

O aterramento funcional do sist

14
?
Os riscos VoCÊ
elétricosSaBIa?
de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

Uma das principais substâncias removidas em poços de


como função permitir o funcion
e eficiente dos dispositivos de pro
sensibilização dos relés de proteçã

MÁXIMA EXPOSIÇÃO
“Importante” é um lembrete
petróleo pelo pig de limpeza é adas
parafina. questões
Devido às
baixas temperaturas do oceano, a parafina se acumula
essenciais do uma circulação de corrente para a
por anormalidades no sistema elétr
DIÁRIA PERMISSÍVEL
8 horas conteúdo tratadovirno capítulo.
nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
Observe no diagrama a seguir os principais ris
5 horas
à ocorrência de incêndio e explosão:
4 horas e 30 minutos
4 horas 1.1. Riscos de incêndio e explosão
3 horas e 30 minutos
Importante!
3 horas Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera
1 hora e 45 minutos
potencialmente explosiva por descarga descontrolada de
1 hora e 15 minutos
eletricidade estática.
1 hora
45 minutos atenÇÃo
35 minutos Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer
30 minutos instalaçãoÉ e muito
seu descontrole se traduz
importante que principalmente
você conheça em os
danos
25 minutos pessoais, procedimentos específicosoperacional.
materiais e de continuidade para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDo...

Recomendações gerais
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
• Lançadores e recebedores deverão ter suas
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos
4 horas
3 horas e 30 minutos
Importante!
3 horas
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos atenÇÃo
35 minutos
30 minutos Já a caixa de destaque
É muito “Resumindo”
importante que você conheçaé uma os versão compacta
procedimentos específicos para passagem de pig
25 minutos
20 minutos dos principais pontos
em poços abordados no capítulo.
na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDo...

Recomendações gerais

? VoCÊ SaBIa?
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
Uma das principais substâncias removidas em poços de
• Apóspelo
petróleo a retirada
pig dede um pig, inspecione
limpeza internamente
é a parafina. Devido às
MÁXIMA EXPOSIÇÃO o recebedor
baixas de pigs;
temperaturas do oceano, a parafina se acumula
DIÁRIA PERMISSÍVEL nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
8 horas • Lançadores e recebedores deverão ter suas
vir a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não


4 horas
3 horas e 30 minutos
Importante!
3 horas
2 horas e 40 minutos devem ser esquecidas.
É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos atenÇÃo
35 minutos
30 minutos É muito importante que você conheça os
25 minutos procedimentos específicos para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
tricos e o aterramento de segurança
8 minutos
7 minutos
reSUmInDo...

Recomendações gerais
dade do E&P, podemos
controle dos riscos de
Todos os recursos• Antes
didáticos presentes nesta apostila têm
do carregamento do pig, inspecione o
as normas de segurança
xemplo:
como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
uncional mais adequado
• Lançadores e recebedores deverão ter suas

o e controle;
Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

trico.

tema elétrico tem


namento confiável
oteção, através da
15
ão, quando existe
a terra, provocada
rico.

scos elétricos associados


Prefácio

Neste final da primeira década do século XXI, a PETROBRAS se


depara com um momento de transição, no qual se apresenta o
grande desafio de produzir as ricas jazidas encontradas na camada
pré-sal, alterando significativamente seu patamar de produção
de óleo e gás. No instante em que se prepara para este salto de
produção, é fundamental que o E&P disponha de uma força de
trabalho preparada para atender as demandas deste crescimento.

Ao mesmo tempo, fruto da distribuição etária de seus recursos


humanos, a companhia se encontra numa situação na qual uma nova
geração de empregados admitidos nos últimos 10 anos necessita
adquirir os conhecimentos acumulados por vários profissionais
experientes, muitos dos quais já se aproximando da aposentadoria.
Esta transmissão, não apenas de conhecimentos brutos, mas da
"maneira PETROBRAS" de projetar e operar campos de petróleo
no mar e em terra, que faz parte de nossa cultura organizacional, é
fundamental para o sucesso da companhia perante os desafios que
se apresentam.

Neste sentido, criou-se o Alta Competência - Programa corporativo


de Gestão de Competências Técnicas do E&P - que é formado por
um conjunto de projetos orientados para a concretização do objetivo
organizacional de Adequação da Força de Trabalho do E&P.

A atuação do Alta Competência na Área de Operação está


relacionada à própria origem do Programa, cuja criação se deu,
dentre outras razões, em função da necessidade de apoiar o Comitê
Funcional de Operação nas ações relativas à Adequação da Força de
Trabalho nesta área. Assim, para qualificar os Técnicos de Operação
nas atividades de produção relacionadas à Elevação e Escoamento
(EE) foram mapeadas as habilidades e competências necessárias
para o exercício destas tarefas na operação dos campos de petróleo
e gás. Para desenvolver os módulos de treinamento de EE, os
conhecimentos foram distribuídos entre especialistas nos diversos
temas específicos, espalhados por todo o Brasil.
Este esforço de mobilização da comunidade de EE, logrou
documentar seu conhecimento técnico e possibilitou a elaboração
de módulos de treinamento com alta qualidade, que buscam
capacitar os Técnicos de Operação nas atividades de Produção de
petróleo e gás.

Geraldo Spinelli
Gerente de Elevação e Escoamento
Sumário
Introdução 21

Capítulo 1 - Bombeio Mecânico


Objetivos 23
1. Bombeio Mecânico 25
1.1. Princípio de funcionamento do bombeio mecânico 25
1.2. Principais componentes 25
1.2.1. Vantagens 27
1.2.2. Desvantagens 28
1.2.3. Bomba de fundo 28
1.2.4. Coluna de hastes 30
1.2.5. Coluna de tubos 33
1.2.6. Unidade de bombeio 34
1.2.7. Esquema de cabeça de poço 36
1.2.8. Motor 39
1.3. Dimensionamento do sistema de BM 39
1.4. Operação e controle 41
1.5. Normas 43
1.6. Exercícios 44
1.7. Glossário 48
1.8. Bibliografia 49
1.9. Gabarito 50

Capítulo 2 - Bomba de fundo


Objetivos 53
2. Bomba de fundo 55
2.1. Princípio de funcionamento 57
2.2. Deslocamento volumétrico 58
2.2.1. Perda por escorregamento 60
2.3. Tipos de bombas de fundo 60
2.4. Nomenclatura API para bomba de fundo 63
2.5. Cuidados de manuseio 67
2.6. Exercícios 68
2.7. Glossário 70
2.8. Bibliografia 71
2.9. Gabarito 73
Capítulo 3 - Hastes de bombeio
Objetivos 75
3. Hastes de bombeio 77
3.1. Tipo de hastes 78
3.2. Fadiga nas hastes 82
3.3. Desgaste das hastes e tubos de produção 83
3.4. Instalação da coluna de hastes 87
3.5. Problemas operacionais 88
3.6. Segurança na operação 89
3.7. Cuidados e conservação 90
3.8. Haste polida 93
3.9. Exercícios 97
3.10. Glossário 100
3.11. Bibliografia 102
3.12. Gabarito 103

Capítulo 4 - Unidade de Bombeio


Objetivos 105
4. Unidade de Bombeio 107
4.1. Limitações mecânicas da UB 107
4.2. Componentes da UB 108
4.3. Tipos de unidade de bombeio 110
4.4. Balanceamento da unidade de bombeio 112
4.5. Motor da UB 114
4.6. Unidade de bombeio de longo curso mecânica 115
4.7. Unidade de bombeio de longo curso hidráulica 119
4.8. Exercícios 124
4.9. Glossário 126
4.10. Bibliografia 127
4.11. Gabarito 128
Capítulo 5 - Operação
Objetivos 131
5. Operação 133
5.1. Intervenção 134
5.1.1. Descida da coluna de produção e camisa da bomba 135
5.1.2. Descida da coluna de hastes 136
5.2. Acompanhamento operacional 137
5.2.1. Pressurização 140
5.2.2. Checagem de fundo 140
5.2.3. Balanceamento da unidade de bombeio 142
5.2.4. Pistoneio 144
5.2.5. Saque da coluna de hastes e da bomba de fundo 146
5.2.6. Troca de Gaxeta 151
5.2.7. Troca da haste polida 152
5.2.8. Troca do cabresto 154
5.2.9. Registro de nível 155
5.2.10. Carta dinamométrica 157
5.3. Elementos de controle 173
5.3.1. Poço automatizado 174
5.4. Segurança operacional 175
5.5. Exercícios 176
5.6. Glossário 180
5.7. Bibliografia 182
5.8. Gabarito 183
Introdução

O
Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em
que a energia é transmitida ao fluido através de uma bomba
de deslocamento positivo, do tipo alternativa, posicionada
no fundo do poço. O acionamento dessa bomba é provido por um
motor elétrico ou de combustão interna, localizado na superfície.
O movimento de rotação do motor é transformado em movimento
alternativo através de uma engrenagem conhecida como unidade de
bombeio (UB). A ligação entre a unidade de bombeio e a bomba de
fundo é feita através de uma coluna de barras de aço, denominadas
de hastes de bombeio.

É o método de elevação mais utilizado no mundo e na Petrobras 21


devido ao range de vazão aplicável (0 a 300 m³/d), ao baixo custo
operacional, à facilidade de diagnóstico de problemas e à robustez
de uma tecnologia consolidada.

CORPORATIVA
CORPORATIVA
Capítulo 1
Bombeio
Mecânico

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer o princípio de funcionamento do bombeio


mecânico.
• Reconhecer os principais componentes do sistema.
• Identificar as diferentes etapas relacionadas à operação e
controle.

CORPORATIVA
Alta Competência

24

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

1. Bombeio Mecânico

O
s métodos de elevação artificial representam o conjunto de
tecnologias aplicadas para fornecer a energia requerida pelo
sistema de produção e para reduzir a pressão de fluxo no
fundo do poço.

Dentre os métodos mais conhecidos no mundo destaca-se o Bombeio


Mecânico, aplicado predominantemente em poços terrestres, sendo
o método mais utilizado na Petrobras.

1.1. Princípio de funcionamento do bombeio mecânico

O Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em


que a energia é transmitida ao fluido através de uma bomba de
deslocamento positivo, do tipo alternativa, posicionada no fundo do 25
poço. O acionamento dessa bomba é provido por um motor elétrico
ou de combustão interna, localizado na superfície. O movimento
de rotação do motor é transformado em movimento alternativo
através de uma engrenagem conhecida como unidade de bombeio
(UB). A ligação entre a unidade de bombeio e a bomba de fundo
é feita através de uma coluna de barras de aço, denominadas de
hastes de bombeio.

1.2. Principais componentes

Os principais componentes do Bombeio Mecânico são:

• Bomba de fundo;

• Coluna de hastes;

• Coluna de tubos;

• Unidade de bombeio;

• Motor.

CORPORATIVA
Alta Competência

UB
Motor
Haste polida

Zona prod

Hastes
Zona prod

Tubos

Bomba

26

Principais componentes do sistema de bombeio mecânico

A ilustração acima apresenta uma visão geral dos principais


componentes de superfície e de subsuperfície do sistema de bombeio
mecânico.

Importante!
Outros componentes do BM são:

• de superfície: quadro de comando do motor,


variador de freqüência do motor, dispositivos de
conexão com a unidade de bombeio (mesa e ca-
bresto), sistema de vedação ou caixa de engaxe-
tamento (stuffing box), sensor de vazamento;

• de subsuperfície: âncora de tubulação, filtro,


separador de areia, separador de gás, guias de
haste.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

1.2.1. Vantagens

É o método de elevação mais utilizado no mundo e na Petrobras


porque tem os seguintes pontos fortes:

• Alta flexibilidade de adaptação às variações de vazão;

• Aplicável numa grande faixa de vazão (0 a 300 m³/d);

• Componentes padronizados;

• Custo operacional baixo;

• Fácil diagnóstico de problemas;

• Fácil manutenção; 27

• Pode ser instalado em locais sem eletrificação ou sem


infraestrutura de compressão de gás;

• Proporciona ao poço reduzida pressão de fluxo;

• Robusto;

• Simplicidade de instalação e de operação;

• Suporta alta temperatura;

• Tecnologia consolidada.

CORPORATIVA
Alta Competência

1.2.2. Desvantagens

Como desvantagens deste método em relação aos demais


disponíveis no mercado, citam-se os seguintes aspectos:

• Ineficiente para bombear fluidos viscosos;

• Inadequado para poços profundos;

• Problemático em poços tortuosos;

• Problemático em poços com muito gás;

• Problemático em poços com areia;

28 • Suscetível a falhas em ambientes corrosivos.

1.2.3. Bomba de fundo

A bomba de fundo é o componente que fornece energia ao fluido,


através do diferencial de pressão entre sua admissão e descarga.
Ela pertence à categoria das bombas de deslocamento positivo, do
tipo alternativa, e seus principais componentes são camisa, pistão e
válvulas, apresentados esquematicamente na ilustração abaixo.

Camisa Tubo de
produção

Esfera

Pistão
Válvula
de passeio
Sede

Válvula
de pé
Sede

Nipple de
Separador assentamento
de gás

Principais componentes da bomba de fundo

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

A camisa tem função de conduzir e conter os fluidos. O pistão


comprime os fluidos, transportando-os da zona de baixa pressão
(admissão da bomba) para a zona de alta pressão (descarga da
bomba). As válvulas são do tipo sede-esfera e impedem o fluxo
no sentido descendente. A coluna de hastes imprime ao pistão
o movimento alternativo responsável pela elevação do líquido.
A próxima ilustração apresenta uma seqüência do ciclo de
bombeamento, com as posições do pistão nos cursos ascendente e
descendente. Também são identificadas as pressões envolvidas no
funcionamento da bomba.

Ph

Ph Ph 29
Lp

Ph Pb Pb
Pb
Pb
Ps Ps Ps
Ps

Final do curso Início do curso Final do curso Início do curso


descendente ascendente ascendente descendente
Ph=Pb>Ps Ph>Pb=Ps Ph>Pb=Ps Ph=Pb>Ps

Onde:

Cor cinza = válvula fechada (fluido armazenado acima da válvula);

Cor branca = válvula aberta (fluido em fluxo pela válvula);

Ph = pressão hidrostática;

Pb = pressão na camisa da bomba;

CORPORATIVA
Alta Competência

Ps = pressão de sucção (decorrente da capacidade de alimentação do


poço);

LP = curso do pistão (estabelecido pela unidade de bombeio).

ATENÇÃO

Os materiais de fabricação da bomba devem ser


adequados aos fluidos do poço. Quando o ambiente
do poço é composto por fluidos corrosivos, é
necessário utilizar-se bombas com metalurgia
adequada para reduzir a incidência de falhas.

1.2.4. Coluna de hastes

30 Hastes são barras de aço que compõem uma coluna cuja função é
acionar a bomba, transmitindo para esta o movimento alternativo
proveniente da unidade de bombeio.

Sendo o elemento de ligação entre a unidade de bombeio e a bomba


de fundo; a coluna de hastes recebe todo o peso do fluido bombeado,
além de suportar seu próprio peso. A conexão entre as hastes é feita
por meio de luvas.

As hastes de bombeio convencionais são fabricadas com aços tratados


termicamente, de comprimento padronizado em 25 pés (7,62m), e
podem ser subdivididas em quatro partes:

Pino: extremidade com rosca, delimitada pela face de aperto da


haste;

Extremidade: porção de 30cm a partir do pino, na qual se encontra a


seção quadrada para encaixe da chave de enroscamento;

Corpo: toda a seção reta da haste;

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

Luva: elemento de conexão das hastes, de comprimento 10cm, com


extremidades tipo caixa. Para conectar hastes de dois diâmetros
existem as luvas de redução, que possuem roscas com diâmetros
diferentes.

Extremidade da haste de bombeio Luva de conexão

As ilustrações acima apresentam uma extremidade de haste de 31


bombeio, evidenciando seu pino ou rosca, e uma luva de conexão.

Extremidade tipo caixa Extremidade tipo pino

Extremidades de hastes de bombeio

Na ilustração anterior observam-se as extremidades de duas hastes


de bombeio, com extremidade tipo caixa (box end) e extremidade
tipo pino (pin end), e a luva de conexão.

As hastes são classificadas de acordo com o diâmetro, material e grau


de desgaste, conforme detalhado a seguir:

Diâmetros: 1pol ; ⅞pol ; ¾pol ; ⅝pol;

Grau: C; D; K; Especial (conforme a agressividade do fluido e cargas);

Grupo: 0; 1 ; 2 ; 3 (conforme o nível de desgaste do diâmetro da seção).

CORPORATIVA
Alta Competência

As luvas são classificadas quanto ao tipo (normal ou delgada) e ao


material (convencional – T; ou revestida – SM).

A coluna de hastes pode ser composta por até três diâmetros diferentes.
A utilização de hastes com diâmetros diferentes visa reduzir o peso da
coluna. As hastes da parte superior da coluna suportam mais peso e
têm diâmetro maior. As colunas compostas são identificadas por dois
numerais que representam o maior e o menor diâmetro, conforme
exemplos a seguir:

55 - coluna totalmente de ⅝pol;

65 - coluna composta de hastes de ¾pol e ⅝pol;

75 - coluna composta de hastes de ⅞pol, ¾pol, ⅝pol.

32
Além das hastes convencionais coluna de hastes do bombeio mecânico
também possui os seguintes componentes:

Hastes curtas (pony rod): servem para balancear o comprimento


da coluna, ajustando-o à profundidade da bomba. São do mesmo
diâmetro das hastes convencionais, com comprimentos que variam
de 2 (0,61m) a 12 pés (3,66m).

Hastes pesadas (sinker bar): são itens opcionais, que servem para dar
peso à coluna, evitando a flambagem. Têm o mesmo comprimento
das hastes convencionais, e diâmetros que variam de 1 ¼pol a 2pol.

Haste polida: elemento obrigatório da composição é a haste de ligação


da coluna à UB, que também tem a função de promover a vedação
através da caixa de engaxetamento (stuffing box). A haste polida
tem diâmetro uniforme, sendo 1 ¼pol e 1 ⅛pol os mais utilizados.
O comprimento da mesma depende do curso da UB e dos comprimentos
da camisa e do pistão, sendo os mais comuns: 11, 16 , 19, e 24 pés.
É fabricada em aços diferentes das hastes de bombeio (inoxidável,
liga 41XX etc.) e deve ter superfície de baixíssima rugosidade para
prolongar a vida útil das gaxetas do sistema de vedação.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

A seguir, serão vistas três fotografias, de diferentes aspectos das


hastes de bombeio. Na fotografia da esquerda estão as hastes
com suas luvas. No centro, o detalhe da extremidade das hastes,
evidenciando o quadrado para encaixe da chave de enroscamento.
Na direita podem ser vistas hastes estaleiradas horizontalmente,
numa operação de campo para instalação em poço. Ressalta-se
que os estaleiros de hastes devem ser providos de superfícies não
metálicas, de material como madeira ou borracha, para evitar
choques que podem resultar em trincas nas hastes.

Diferentes aspectos das hastes de bombeio 33

ATENÇÃO

O material de fabricação das hastes deve ser


adequado aos fluidos do poço onde elas serão
instaladas. No caso de ambiente com fluidos
corrosivos devem-se utilizar hastes de metalurgia
adequada ou revestidas com material resistente à
corrosão e ao atrito contra a tubulação.

Quando o atrito contra a tubulação é crítico, causando falhas na coluna


de hastes, são utilizadas guias ou centralizadores. Essas guias podem
ser moldadas ou acopladas às hastes e são de materiais plásticos, por
exemplo, o polietileno.

1.2.5. Coluna de tubos

A coluna de tubos tem as funções de conduzir os fluidos até a


superfície e sustentar a bomba de fundo.

Ela é composta por tubos de produção, conectados por luvas, e suas


principais características são:

CORPORATIVA
Alta Competência

• Comprimento: 9,3m (medida média);

• Diâmetro: 4 ½pol, 3 ½pol; 2 ⅞pol ; 2 ⅜pol; 1.66pol;

• Tipo: NU – normal up-set e EU – external up-set;

• Materiais: J55 ; N80 ; L80 (mais utilizados).

Os tubos reutilizados são classificados quanto à espessura de


parede residual nas seguintes categorias: amarelo; azul; verde;
vermelho (sucata).

Em caso de aplicação em ambientes corrosivos e/ou onde o atrito


das hastes for significativo, os tubos de produção podem ser
revestidos internamente com pinturas, resinas (epóxi) ou liners
(fibra de vidro ou polietileno).
34

1.2.6. Unidade de bombeio

A função básica da unidade de bombeio (UB) é converter o


movimento rotativo de alta velocidade do motor num movimento
vertical alternativo de baixa velocidade, a ser entregue a coluna
de hastes. Seu porte é determinado pela capacidade de torque
do seu principal componente (redutor) e pela capacidade de
carga estrutural.

A UB é caracterizada basicamente pelos seguintes parâmetros:

• Geometria da estrutura;

• Capacidade de torque;

• Capacidade estrutural;

• Curso máximo.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

A norma API SPEC 11E é a mais utilizada para classificar as unidades


de bombeio, segundo os parâmetros acima mencionados como
exemplificado a seguir:

C-320-213-120

Geometria convencional - C

Capacidade de torque = 320.000lbf.pol

Capacidade estrutural = 21.300lbf

Curso máximo = 120pol

A fotografia abaixo é um exemplo de unidade de bombeio de


geometria convencional, onde estão assinalados seus principais 35
componentes.

Viga oscilante Cabeça basculhante

Bielas Contra
pesos

Redutor Tripé

Manivela

Unidade de bombeio de geometria convencional

A seguir serão apresentadas as funcionalidade de cada componente


de uma unidade de bombeio convencional:

CORPORATIVA
Alta Competência

Redutor: engrenagens para redução da rotação que determina o


torque máximo que a unidade pode suportar;

Conjunto Biela-Manivela: a biela transmite o movimento da manivela


para a viga principal;

Contrapeso: componentes que são acoplados às manivelas e promo-


vem o balanceamento da unidade de bombeio;

Viga Oscilante: transmite o movimento alternativo do conjunto biela-


manivela ao conjunto de hastes;

Tripé: suporta as cargas axiais do sistema de bombeio;

Cabeça Basculante: suporta a haste polida por meio de dois cabos de


aço (cabresto) e da mesa do cabresto.
36

1.2.7. Esquema de cabeça de poço

A seguir, esquema de cabeça de poço do bombeio mecânico:

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

2
3

4
5
6

8
9

10

13 11

12

37
18
15
16

17
14

1 - Cabresto 10 - “Cachimbo”
2 - Clamp da haste polida 11 - Cabeça do poço
3 - Mesa do cabresto 12 - “Kero-test” do revestimento
4 - Haste - polida 13 - Válvula do revestimento
5 - Tampa do “stuffing-box” 14 - Válvula de retenção
6 - “Stuffing-box” (copo) 15 - Linha de fluxo
7 - Tê-de-fluxo 16 - Revestimento de produção
8 - “Kero-test” de produção 17 - Revestimentos intermediários
9 - Válvula de produção 18 - Válvula da linha de fluxo

Esquema de cabeça de poço de BM

Os principais componentes da cabeça de poço são:

Cabresto: equipamento responsável por transmitir o movimento


alternativo da cabeça basculante à coluna de hastes. Além disso,
suporta os esforços da coluna de hastes. É formado por cabos de
aço e por uma mesa com furo central que apóia o grampo (clamp) e
permite a passagem da haste polida;

CORPORATIVA
Alta Competência

Cabeça
basculhante

Lado Frente

Haste polida

Cabresto

Mesa
Cabresto do bombeio mecânico

Grampo ou “Clamp”: Conector entre a mesa e a haste polida;

38

Grampo ou "Clamp

Caixa de engaxetamento (stuffing box): é instalada logo acima do Tê


de bombeio, com o objetivo de prevenir o vazamento dos fluidos
produzidos em torno da haste polida;

Haste polida

Tampa

Caixa de gaxetas

Gaxeta

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

Tê de bombeio: equipamento de ligação entre o poço e linha de


produção / caixa de engaxetamento;

Válvula de retenção: equipamento instalado sobre um trecho curto


da linha de produção, para impedir que fluidos produzidos retornem
ao fundo do poço através do anular.

1.2.8. Motor

O sistema de bombeio mecânico é acionado através de motor de


indução elétrica, na maioria dos casos, ou de motor de combustão
interna, aplicado em áreas que não possuem rede elétrica. Esse
curso não aborda o conhecimento relativo à motores, porém é
importante ressaltar as seguintes características deste componente
do sistema de BM:

• Potência: a potência nominal é definida no projeto do sistema 39


de BM, sendo determinada pelo porte da instalação, decorrente
principalmente da vazão e da profundidade do poço;

• Corrente elétrica: é um parâmetro de acompanhamento do


funcionamento do sistema de BM, devendo haver um equilíbrio
entre os valores de pico de corrente que se observam nos cursos
ascendentes e descendentes;

• Rotação: a rotação nominal do motor determina o diâmetro da


polia que deve ser utilizada no mesmo para alcançar a rotação
desejada na polia do redutor.

1.3. Dimensionamento do sistema de BM

Para dimensionar os componentes do sistema de bombeio mecânico,


as seguintes informações sobre o poço são necessárias:

• Vazão bruta projetada pela atividade de reservatórios;

• Índice de produtividade do reservatório;

CORPORATIVA
Alta Competência

• Fração de água ou BSW (Basic Sediments and Water);

• Fração de gás ou RGO (Razão Gás-Óleo);

• Pressão de saturação do óleo;

• Profundidade dos canhoneados (topo e base);

• Fundo do poço;

• Perfil direcional do poço;

• Diâmetro do revestimento;

• Componentes agressivos dos fluidos produzidos (H2S, CO2, sais


40 dissolvidos, sais incrustantes etc.);

• Fração de sólidos nos fluidos produzidos;

• Temperatura dos fluidos no fundo do poço;

• Pressão do sistema de escoamento;

• Fonte de energia disponível.

O método convencional de dimensionamento do sistema de bombeio


mecânico é descrito na norma API RP11L.

A vazão nominal do sistema de BM, conhecida por capacidade de


bombeio (CB), é definida pelo diâmetro, curso e velocidade do pistão,
conforme detalhado a seguir:

CB = K.L.CPM

CB: capacidade de bombeio (m³/d);

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

K: área do pistão (com as devidas correções de unidades; ex: para


pistão de 1 ¾”, k=0,0568);

L: curso da UB (polegadas);

CPM: velocidade da UB (ciclos/minuto).

Está disponível no SINPEP (Sistema Integrado de Padronização


Eletrônica da Petrobras) o padrão de processo PP-1EP-00015, que
trata das diretrizes de projeto do método de bombeio mecânico.

1.4. Operação e controle

O Bombeio Mecânico é o método mais difundido no mundo,


contribuindo para isto sua simplicidade operacional e sua robustez.
41
Os parâmetros básicos de funcionamento deste sistema são o tamanho
do curso da haste polida e a velocidade de bombeamento, expressa
em ciclos por minuto.

As operações rotineiramente realizadas para acompanhamento e


controle de poços de BM são:

• Registro dinamométrico: conhecido por carta dinamométrica,


obtida por meio de dinamômetro móvel ou de célula de carga
na haste polida;

• Medição do nível de líquido no espaço anular: obtido por


sondador acústico;

• Medição da corrente do motor;

• Medição das pressões da linha de produção e do anular.

CORPORATIVA
Alta Competência

As operações de manutenção mais frequentes são:

• Substituição das gaxetas da caixa de engaxetamento;

• Substituição da haste polida;

• Substituição de cabresto;

• Verificação geral do funcionamento da UB;

• Substituição de correias do motor;

• Complementação do óleo do redutor;

• Lubrificação de mancais.
42
Através da carta dinamométrica e dos parâmetros geométricos da
unidade de bombeio, calcula-se o torque do redutor da UB. O controle
de torque é fundamental para o bom funcionamento do sistema e
para garantir o prolongamento da vida útil do redutor.

? VOCÊ SABIA?
Os sistemas de automação largamente utilizados
permitem controlar eficientemente um grande
número de poços, otimizando a operação e
reduzindo custos. Esses sistemas geralmente fazem
o registro da carga na haste polida, dos ciclos de
bombeio e da corrente do motor, e inserem estes
parâmetros em controladores lógicos programáveis
que informam as condições operacionais dos
componentes de fundo e da unidade de bombeio.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

1.5. Normas

Dentre as diversas normas que versam sobre os componentes do


sistema de bombeio mecânico, as principais são:

Normas Petrobras:

N-1885 - Unidade de bombeio;

N-2323 - Bomba de fundo;

N-2366 - Hastes de bombeio.

Normas internacionais:

API SPEC 11E - Specification for Pumping Units; 43

API SPEC 11AX - Specification for Subsurface Sucker Rod Pumps and
Fittings;

API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished
Rods, Couplings and Subcouplings);

API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker


Rod Pumping Systems (Conventional Units).

CORPORATIVA
Alta Competência

1.6. Exercícios

1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas


falsas.

( ) Os métodos de elevação artificial tem por objetivos o forne-


cimento de energia para o sistema de produção e a redução
de pressão de fluxo no fundo do poço.
( ) O Bombeio Mecânico é o método mais utilizado na Petro-
bras, aplicado em poços terrestres predominantemente.
( ) O acionamento da bomba de deslocamento positivo é feito
por um motor elétrico ou de combustão interna localizado
junto a bomba no fundo do poço.
( ) A medição do nível de líquido no espaço anular obtido por
sondador acústico é uma das operações de acompanhamen-
to e controle dos poços de BM.
44
( ) A otimização da operação e a redução de custos são metas
alcançadas pelos sistemas de automação e controle.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

2) Relacione a primeira coluna de acordo com as características da


segunda.

Componentes Características

( a ) Bomba de ( ) Sua função é conduzir os fluidos até a su-


fundo perfície e sustentar a bomba de fundo.
( b ) Coluna de ( ) Responsável por acionar o sistema de
hastes bombeio mecânico.
( c ) Coluna de Componente que fornece a energia ao
tubos ( ) fluido, através do diferencial de pressão
entre sua admissão e descarga.
( d ) Unidade de ( ) Sua função é converter o movimento
bombeio rotativo de alta velocidade do motor
num movimento vertical alternativo
de baixa velocidade, a ser entregue a
coluna de hastes. 45
( e ) Motor ( ) Barras de aço que formam uma
coluna cuja função é acionar a bomba,
transmitindo para esta o movimento
alternativo vindo da unidade de
bombeio.

3) A bomba de fundo do método Bombeio Mecânico é classificada


em que categoria:

( a ) Rotativa

( b ) Rotodinâmica

( c ) Deslocamento positivo

( d ) Centrífuga

CORPORATIVA
Alta Competência

4) Estimar a capacidade de bombeio

Dados:

• pistão com diâmetro de 1 ¾” (k=0.0568)

• curso da unidade de bombeio : 100 pol

• velocidade de bombeio : 10 cursos por minuto

_____________________________________________________________
____________________________________________________________

5) Cite três vantagens (ou pontos positivos) do método Bombeio Me-


cânico.

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

6) Cite três pontos negativos do método Bombeio Mecânico.


46
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

7) Cite as principais partes da bomba de fundo de Bombeio Mecânico.

________________________________________________________________

8) Cite as principais partes da unidade de bombeio (UB).

________________________________________________________________

9) A unidade de bombeio serve para:

( a ) Transmitir energia para a bomba de fundo.

( b ) Imprimir o movimento alternativo da coluna de hastes.

( c ) Transformar movimento rotativo em movimento alternativo.

( d ) Suportar o peso dos equipamentos de fundo e da coluna de


fluido do poço.

( e ) Todos as alternativas estão corretas.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

10) Responda às perguntas abaixo.

a) Defina com suas palavras o funcionamento do Bombeio


Mecânico?

____________________________________________________________
____________________________________________________________
______________________________________________________________

b) Quais as principais partes do Bombeio Mecânico?

____________________________________________________________
_____________________________________________________________

47

CORPORATIVA
Alta Competência

1.7. Glossário
BM - Bombeio Mecânico.

BSW - Basic Sediments and water.

Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e contenção


dos fluidos.

Canhoneado - orifício resultante de um disparo de canhão com a finalidade de


comunicar um poço revestido com o reservatório.

EU (External Upset) - nomenclatura API de rosca com ressalto, diâmetro externo da


rosca maior que o diâmetro do tubo.

Pony Road - uma haste mais curta que a habitual, normalmente colocada
abaixo da haste polida e utilizada para fazer uma haste seqüência de um
componente desejado.

RGO - Razão Gás-Óleo.


48
SINPEP - Sistema Integrado de Padronização Eletrônica da Petrobrás.

Sinker bar - hastes pesadas.

Stuffing box - caixa de engaxetamento.

UB - Unidade de Bombeio.

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

1.8. Bibliografia
ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo.
Apostila. Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras.


Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de


Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP.
Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www.


bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio


mecânico. Apostila Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras.


Natal, 1990.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod 49
Pumping Systems (Conventional Units).

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker
rods.

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods,
Couplings and Subcouplings).

Norma API SPEC 11E - Specification for Pumping Units.

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio,


movimentação e estocagem.

Norma Petrobras SINPEP. PP-1EP-00015. Diretrizes de Projetos para Bombeio


Mecânico.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila.


Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,
2005.

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>.


Acesso em: 30 mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes


Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP.
Relatório Petrobras. Natal, 2006.

CORPORATIVA
Alta Competência

1.9. Gabarito
1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas falsas.

( V ) Os métodos de elevação artificial têm por objetivos o fornecimento de


energia para o sistema de produção e a redução de pressão de fluxo no
fundo do poço.
( V ) O Bombeio Mecânico é o método mais utilizado na Petrobras, aplicado em
poços terrestres predominantemente.
(F) O acionamento da bomba de deslocamento positivo é feito por um
motor elétrico ou de combustão interna, localizado junto a bomba no
fundo do poço.
Justificativa: A bomba de deslocamento fica no fundo. Já o motor de
acionamento, localiza-se na superfície.
( V ) A medição do nível de líquido no espaço anular obtido por sondador
acústico é uma das operações de acompanhamento e controle dos poços
de BM.
( V ) A otimização da operação e a redução de custos são metas alcançadas
50 pelos sistemas de automação e controle.
2) Relacione a primeira coluna de acordo com as características da segunda.

Componentes Características

(a) Bomba de (c) Sua função é conduzir os fluidos até a superfície e


fundo sustentar a bomba de fundo.
(b) Coluna de ( e ) Responsável por acionar o sistema de bombeio
hastes mecânico.
(c) Coluna de ( a ) Componente que fornece a energia ao fluido,
tubos através do diferencial de pressão entre sua admissão
e descarga.
(d) Unidade de ( d ) Sua função é converter o movimento rotativo de
bombeio alta velocidade do motor num movimento vertical
alternativo de baixa velocidade, a ser entregue a coluna
de hastes.
(e) Motor ( b ) Barras de aço que formam uma coluna cuja função é
acionar a bomba, transmitindo para esta o movimento
alternativo vindo da unidade de bombeio.

3) A bomba de fundo do método Bombeio Mecânico é classificada em que


categoria:

( a ) Rotativa

( b ) Rotodinâmica

( c ) Deslocamento positivo

( d ) Centrífuga

CORPORATIVA
Capítulo 1. Conceitos básicos

4) Estimar a capacidade de bombeio

Dados:

• pistão com diâmetro de 1 ¾” (k=0.0568)

• curso da unidade de bombeio: 100pol

• velocidade de bombeio: 10 cursos por minutos

CB = K L CPM

CB= 0.0568 X 100 X 10 = 56.8 m3/d

5) Cite três vantagens (ou pontos positivos) do método Bombeio Mecânico.

• alta flexibilidade de adaptação às variações de vazão;

• aplicável numa grande faixa de vazão;

• componentes padronizados;

• custo operacional baixo;

• fácil diagnóstico de problemas;

• fácil manutenção; 51
• pode ser instalado em locais sem eletrificação ou sem infraestrutura de
compressão de gás;

• proporciona ao poço reduzida pressão de fluxo;

• robusto;

• simplicidade de instalação e de operação;

• suporta alta temperatura;

• tecnologia consolidada.

6) Cite três pontos negativos do método Bombeio Mecânico.

• ineficiente para bombear fluidos viscosos;

• inadequado para poços profundos;

• problemático em poços tortuosos;

• problemático em poços com muito gás;

• problemático em poços com areia;

• suscetível a falhas em ambientes corrosivos.

7) Cite as principais partes da bomba de fundo de Bombeio Mecânico

Camisa, pistão e válvulas.

8) Cite as principais partes da unidade de bombeio (UB)

Redutor, viga, cabeça, bielas, manivelas, contrapesos.

CORPORATIVA
Alta Competência

9) A unidade de bombeio serve para:

( a ) Transmitir energia para a bomba de fundo.

( b ) Imprimir o movimento alternativo da coluna de hastes.

( c ) Transformar movimento rotativo em movimento alternativo.

( d ) Suportar o peso dos equipamentos de fundo e da coluna de fluido do poço.

( e ) Todas as alternativas estão corretas.

10) Responda às perguntas abaixo.

a) Defina com suas palavras o funcionamento do Bombeio Mecânico?

A energia do motor gera um movimento alternativo na unidade de bombeio e


nas hastes. As hastes levam este movimento até a bomba no fundo do poço, que
bombeará o fluido até a estação coletora.

b) Quais as principais partes do Bombeio Mecânico?

Unidade de bombeio, motor, coluna de tubos, coluna de hastes, bomba de fundo


(subsuperfície).

52

CORPORATIVA
Capítulo 2
Bomba
de fundo

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer os diferentes componentes da bomba de fundo;


• Descrever o princípio de funcionamento da bomba de fundo;
• Identificar os diferentes tipos de bombas de fundo;
• Identificar as práticas recomendadas para a bomba de fundo.

CORPORATIVA
Alta Competência

54

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

2. Bomba de fundo

A
bomba de fundo utilizada no sistema de bombeio mecânico
é uma bomba alternativa de simples efeito, composta
basicamente de pistão, camisa e válvulas de passeio e de pé.

Ambos, camisa e pistão de uma bomba de fundo são simples tubos


produzidos com as tolerâncias permitidas nos diâmetros interno e
externo muito próximas. O diâmetro interno da camisa é exatamente
o diâmetro nominal da bomba. O diâmetro externo do pistão é o
diâmetro da camisa menos uma folga muito pequena, da ordem
de milésimos de polegada. Esta folga é determinada em função da
viscosidade do fluido produzido.

Tubo de 55
produção

Camisa

Pistão

Válvula de
passeio

Válvula de pé

Bomba de Fundo

CORPORATIVA
Alta Competência

As válvulas são consideradas o coração da bomba de fundo, pois uma


operação de bombeamento eficiente depende principalmente da
ação apropriada das válvulas de passeio e de pé. Elas são simples
check valves (válvulas que permitem a passagem do fluxo em um
único sentido) e operam segundo o princípio sede-esfera. As sedes
e as esferas são finamente trabalhadas para propiciar uma perfeita
vedação. Uma ação de selagem altamente confiável entre a sede e a
esfera é requerida devido aos altíssimos diferenciais de pressão aos
quais elas são submetidas.

ATENÇÃO

Pequenas imperfeições iniciais nas superfícies de


selagem ou danos posteriores devido à abrasão ou
corrosão podem causar um vazamento crescente de
líquido e uma rápida deterioração da ação da válvula.
56
Durante a operação da válvula, a esfera é periodicamente assentada
e desassentada da sede. As altas pressões atuantes na profundidade
da bomba fazem a esfera colidir contra a sede com altas forças de
impacto. Se não houver restrição ao movimento da bola, ela pode
mover-se, durante a subida, para fora da linha de centro do orifício
da sede. Assim, no fechamento, a bola bate em somente um lado da
sede o que resulta num excessivo desgaste para ambos, sede e esfera.
Para reduzir esses danos e aumentar a performance da válvula são
usadas gaiolas para guiar e restringir o movimento da bola, sem,
contudo, opor restrição ao fluxo de fluidos produzidos.

Conjunto sede e esfera

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

2.1. Princípio de funcionamento

As válvulas da bomba de fundo, são constituídas de sede e esfera e


funcionam por pressão. Assim, se a pressão abaixo da esfera for maior
que a pressão acima desta, a válvula abrirá. Se a pressão abaixo da
esfera for inferior à pressão acima dela, a válvula fechará. As pressões
na bomba variam em função do deslocamento do pistão. Quando
o pistão sobe, comprime o fluido acima da válvula de passeio, ao
mesmo tempo, a câmara entre as válvulas se expande.

A pressão maior acima da válvula de passeio do que abaixo desta faz


com que ela feche. A pressão entre as válvulas continua a cair até que
seja menor que a pressão na sucção. Quando isto ocorre, a válvula de
pé abre e permanece aberta até o final do curso ascendente.

57

Curso ascendente

No curso descendente as posições invertem, pois o deslocamento do


pistão para baixo acarretará o aumento da pressão na região entre as
válvulas, o que causará o fechamento da válvula de pé e a abertura
da válvula de passeio.

CORPORATIVA
Alta Competência

Curso descendente

Durante o ciclo de bombeio o pistão se desloca de um ponto morto


58
inferior, onde está o mais próximo possível da válvula de pé, até um
ponto morto superior, onde está o mais distante possível. A distância
entre estes dois pontos é denominada curso do pistão (Sp). A distância
mínima entre as válvulas, estando o pistão em repouso é denominada
espaço morto. Na prática, em poços com pouco ou nenhum gás
associado, é usual deixar este valor em aproximadamente 30cm.

2.2. Deslocamento volumétrico

O deslocamento volumétrico da bomba (PD) é o volume diário


deslocado pelo pistão da bomba de fundo.

A área do pistão da bomba de fundo corresponde à área do círculo.

onde dp é o diâmetro do pistão em polegadas. O volume deslocado


em cada ciclo, em polegadas cúbicas, corresponde ao volume do
cilindro.

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

onde Sp é dado em polegadas. Sendo N o número de ciclos por minuto,


podemos calcular o deslocamento volumétrico em pol3/dia

Convertendo o deslocamento volumétrico em m3/dia, chega-se à


seguinte expressão:

Resumindo: a vazão de produção do poço depende da geometria da


bomba de fundo e da velocidade de bombeio.

Podemos definir uma eficiência volumétrica (Ev) como sendo


a relação entre a vazão bruta de líquido (Qb) e o deslocamento
volumétrico (PD):
59

A eficiência volumétrica depende do fator volume de formação


das fases líquida e gasosa, da razão de solubilidade do gás no óleo
nas condições de pressão e temperatura de sucção, bem como da
capacidade do reservatório de alimentar a bomba. No final do curso
ascendente à bomba de fundo geralmente não contém somente fase
líquida, o que afeta diretamente a eficiência volumétrica.

Na ausência de gás, se instalarmos uma bomba de fundo abaixo dos


canhoneados com capacidade ligeiramente superior à vazão máxima
do reservatório, atingiremos, no equilíbrio, esta vazão.

Por vezes, entretanto, estudos de reservatório nos obrigam a produzir


o poço com vazões inferiores ao valor máximo para que se evite a
formação de cones de água ou de gás, ou ainda para prevenir danos
pela elevada produção de areia ou de finos. Neste caso, diz-se que o
poço tem limite de vazão. Devemos dimensionar o poço para produzir
aproximadamente a vazão limite.

CORPORATIVA
Alta Competência

Quando se produz um poço numa vazão inferior ao seu potencial


diz-se que se está produzindo com perda, sendo esta calculada
pela diferença entre a vazão atual e a vazão máxima ou o limite, se
houver. O ajuste da vazão para eliminar a perda é feito aumentando-
se o curso e/ou o número de ciclos por minuto, o que aumenta o
deslocamento volumétrico da bomba. Outra providência que pode
ser tomada quando a produção está muito abaixo da desejada é a
troca da bomba de fundo por uma de maior diâmetro.

2.2.1. Perda por escorregamento

Parte do fluido bombeado retorna (refluxo) para a sucção da bomba


através da folga que existe entre o pistão e a camisa. Esse fenômeno
é denominado escorregamento e depende do diferencial de pressão
sobre o pistão, da folga entre o pistão e a camisa, da viscosidade e do
comprimento do pistão.

60
2.3. Tipos de bombas de fundo

As bombas de fundo podem ser classificadas em dois grandes grupos:


tubulares e insertáveis.

Bomba tubular

É aquela cuja camisa é enroscada diretamente na coluna de


produção. Esse tipo de bomba é mais simples e robusto, e apresenta
a maior capacidade de bombeamento para um dado diâmetro de
tubulação.

Geralmente, utilizam-se dois nipples de extensão com diâmetro


intermediário entre o diâmetro interno da coluna de produção e o
diâmetro interno da camisa. O superior facilita o encamisamento do
pistão e o inferior é útil para acúmulo de detritos.

A válvula de pé é instalada num nipple de assentamento abaixo do


nipple de extensão inferior e é removível. Para isto, basta descer o
pistão até que o pescador, instalado na sua extremidade alcance a
válvula de pé. Em seguida, gira-se a coluna de hastes, enroscando o
pescador na rosca da válvula de pé. Concluída a operação, pode-se
retirar (manobrar) a coluna de hastes para acessar o pistão e a válvula
de pé na superfície.

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

A manobra da coluna de hastes permite apenas a troca do pistão


e da válvula de pé. Caso haja danos (por abrasão ou corrosão, por
exemplo) no pistão, provavelmente haverá necessidade de substituir
também a camisa.

Seguem os componentes da bomba tubular:

B 13 camisa de parede grossa C34 C11

C 11 gaiola aberta superior do pistão C22 V11

C 13 gaiola fechada do pistão N21


P21
C 16 gaiola da válvula de pé
C23

C 34 luva do tubo de produção


C25 C13
C 35 luva da camisa
C15 V11

N 13 nipple de assentamento
P31
N 21 nipple de extensão superior 61
N 22 nipple de extensão inferior C16
B13
P 21 pistão inteiriço V11

S17
P 31 pescador da válvula de pé S18
C35
S 13 anel do copo de assentamento S13

S14
S 14 porca do copo de assentamento N22 S16

S 16 acoplamento do copo de assentamento


C16
S 17 mandril de assentamento
V11
C34
S 18 copo de assentamento e vedação S22

N13
S 22 conjunto de assentamento mecânico
V 11 válvula, esfera e sede de passeio e de pé

Componentes da bomba de fundo tubular

Para troca completa da bomba de fundo é necessário manobrar


toda a coluna de produção, sendo esta a sua principal limitação.

CORPORATIVA
Alta Competência

Bomba insertável

É solidária à coluna de hastes. A coluna de produção deve ser


descida com um nipple de assentamento instalado na profundidade
onde será instalada a bomba. A bomba completa é descida
posteriormente na extremidade da coluna de hastes. Uma vez
atingida a profundidade do nipple de assentamento, o mecanismo
de assentamento deverá travar a bomba naquela posição e isolar
o espaço entre a bomba e o tubo.

Sua principal vantagem é poder ser completamente substituída


através de uma simples manobra da coluna de hastes. Essa vantagem
pode ser considerável, pois em poços rasos, a substituição da bomba
pode ser feita sem sonda e, em poços mais profundos, pode haver
uma economia considerável pela eliminação da manobra da coluna
de produção.
62
Como o diâmetro externo da bomba insertável está limitado ao
diâmetro interno do tubo, a sua capacidade de bombeamento é
menor que a da bomba tubular para uma mesma coluna de produção,
sendo esta a sua principal limitação.

Seguem os componentes da bomba insertável:

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

Símbolo API descrição B21

B 12 camisa de parede grossa G11

B 21 conector de haste do pistão


S11
B 22 bucha da válvula de pé
S12
C 12 gaiola aberta do pistão S13 R11

C 13 gaiola fechada do pistão S14


S15

C 14 gaiola da válvula de pé
C 31 nipple de extensão S31 C12

G 11 guia da haste do pistão


P21
P 12 bucha da válvula de passeio B12

P 21 pistão inteiriço
R 11 haste do pistão P21

S 11 mandril de assentamento
S 12 copo de assentamento e vedação 63
C13
C31
S 13 anel do copo de assentamento V11

P12
S 14 porca do corpo de assentamento
C14
S 15 bucha de assentamento V11

V 11 válvula, esfera e sede de passeio de pé B22

Componentes da bomba insertável

2.4. Nomenclatura API para bomba de fundo

A norma Petrobras N-2323- Produção de Petróleo – Bomba de fundo


tem como referência a norma API SPEC 11AX, acrescentando à
designação da bomba de fundo um código associado aos materiais
utilizados na fabricação de seus componentes.

Conforme a norma Petrobras citada, as bombas de fundo devem ser


designadas conforme indicado a seguir:

aa bbb c d e f gg h i j lll m

CORPORATIVA
Alta Competência

aa diâmetro nominal da coluna de produção:

20 - 2 ⅜pol (diâmetro externo);

25 - 2 ⅞pol (diâmetro externo);

30 - 3 ½pol (diâmetro externo);

40 - 4 ½pol (diâmetro externo).

bbb diâmetro nominal da bomba:

125 - 1 ¼pol (31,8mm);

150 - 1 ½pol (38,1mm);


64
175 - 1 ¾pol (44,5mm);

200 - 2pol (50,8mm);

225 - 2 ¼pol (57,2mm);

275 - 2 ¾pol (69,9mm);

325 - 3 ¼pol (82,55mm);

375 - 3 ¾pol (92,25mm).

c tipo de bomba:

T - tubular;

R - insertável.

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

d tipo de camisa:

H - parede espessa, pistão metálico;

W - parede fina, pistão metálico.

e localização do assentamento:

A - no topo (somente para tipo de bomba R).

f tipo de assentamento:

C - copo;

M - mecânico;
65
gg comprimento da camisa, em pés:

A norma API SPEC 11AX estabelece os comprimentos padronizados


para bombas insertáveis de 8 a 30 pés, de 2 em 2 pés; e para bombas
tubulares, de 6 a 16 pés, de 1 em 1 pé e de 18 a 30 pés de 2 em
2 pés. A norma N-2323 Produção de Petróleo - Bomba de Fundo
inclui os comprimentos de 34 pés a 36 pés.

h comprimento nominal do pistão, em pés:

Deve ser a partir de 2 pés de 1 em 1 pé.

i comprimento da extensão superior, em pés.

j comprimento da extensão inferior, em pés.

lll código da bomba de fundo.

m folga nominal entre pistão e camisa, em milésimos de polegada.

CORPORATIVA
Alta Competência

Exemplo: uma bomba insertável de 1 ¼in com 10ft de camisa do tipo


parede grossa e extensão superior de 2ft, sem extensão inferior, com
assentamento inferior tipo copo, para instalação em tubulação de 2
3/8in seria designada por 20-125RHBC 10-4-2-0.

Para especificação completa de uma bomba de fundo são necessárias


informações adicionais sobre os materiais de que serão feitas as
peças e a folga entre o pistão e a camisa. A norma Petrobras N-2323
- Produção de Petróleo – Bomba de fundo, define as combinações
possíveis de materiais padronizados que são selecionados em função
do ambiente do poço. A folga padrão entre o pistão e a camisa é
definida na norma como sendo de 0.003in.

Corrosividade Leve a moderada Severa


Salinidade (ppm) Menos de 10 000 Igual ou superior a 10 000
H2S (ppm) Menos de 100 Igual ou superior a 100
66 Ambiente
CO2 (ppm) Menos de 1 500 Igual ou superior a 1 500
Não Não
Abrasividade Abrasivo Abrasivo
abrasivo abrasivo
Menos Mais de Menos
ppm de Sólidos Mais de 100
de 100 100 de 100
Sugestão BF3 BF3 BF5 BF8
Opções de bombas de fundo conforme o ambiente de poço

As opções de bombas de fundo em função dos agentes agressivos


atuantes nos poços estão indicadas na tabela anterior. A escolha de
uma das opções dentre as alternativas apresentadas (BF3, BF5 e BF8)
deve ser efetuada com base na experiência operacional da Petrobras
e em aspectos de ordem econômica.

Os materiais dos principais componentes das bombas de fundo -


camisa, pistão e válvulas, devem ser aqueles padronizados conforme
indicado na próxima tabela.

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

Válvulas
Código Camisa Pistão Acessórios
(Sede/Esfera)
BF3 Aço baixa liga
cromado (A5)
Sede: Carbeto de
BF5 Latão Tungstênio C1
Aço metalizado Aço baixa liga
cromado (A2) Esfera:
por aspersão (B2) (A2)
Aço cromo Carbeto de Titânio
4/6 cromado C3
BF8
(A3)
Materiais das bombas de fundo

ATENÇÃO

A profundidade de assentamento limite é


determinada pela máxima tensão permissível
gerada na camisa da bomba que depende do
material de sua composição. 67

2.5. Cuidados de manuseio

As bombas de fundo devem ser armazenadas na horizontal com as


extremidades seladas e devem ser suportadas por apoios distantes
não mais que 8ft.

No transporte, todo cuidado para evitar quedas, choques, empenos,


entalhes ou quaisquer danos mecânicos que venham a comprometer
o perfeito funcionamento das bombas. Ao transportar bombas de
comprimento maior que 16ft devem ser utilizados suportes distantes
não mais que 8ft. Recomenda-se cuidado extra no transporte de
bombas de parede fina.

Ver mais detalhes na norma API RP 11AR.

CORPORATIVA
Alta Competência

2.6. Exercícios

1) Relacione os tipos de bombas de fundo da primeira coluna de acor-


do com suas características da segunda.
Bombas de fundo Componentes

( ) Para trocar o estator da bomba não é ne-


cessário manobra da coluna de produção.

( a ) Bomba de fundo ( ) Maior capacidade de bombeio para um


tubular dado diâmetro de produção.

( b ) Bomba de fundo ( ) Camisa é enroscada diretamente na co-


insertável luna de produção.

( ) Bomba completa é descida na extremi-


dade da coluna de hastes.
68
2) Marque V para as alternativas corretas e F para as alternativas falsas.

( ) As válvulas da bomba de fundo são constituídas de sede e


esfera funcionando por pressão. Quando a pressão abaixo
da esfera for maior que a pressão acima desta, a válvula
fechará.
( ) A perda de um poço é calculada pela diferença entre a va-
zão atual e a vazão máxima ou o limite, caso haja.
( ) Bomba tubular é aquela cuja camisa é enroscada diretamen-
te na coluna de produção.
( ) A principal vantagem da bomba de fundo insertável é a pos-
sibilidade de substituição completa através de uma simples
manobra da coluna de hastes.
( ) A principal limitação das bombas insertáveis é o fato de seu
diâmetro externo ser limitado ao diâmetro interno do tubo,
sendo assim, a sua capacidade de bombeamento é menor
que o da bomba tubular.

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

3) Interprete os códigos das seguintes bombas:

a) 25.2.25TH11.44.

_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________

b) 201.75RH12.4.2-BF5

_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
69
_____________________________________________________________
______________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________

4) Que cuidados devem ser observados no transporte das bombas de


fundo?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

CORPORATIVA
Alta Competência

2.7. Glossário
Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e contenção
dos fluidos.

Canhonedado - orifício resultante de um disparo de canhão com a finalidade de


comunicar um poço revestido com o reservatório.

Nipple de assentamento - conector de assentamento.

Nipple de extensão - possuem diâmetro interno levemente superior ao da camisa


e podem ser instalados entre a camisa e a válvula de pé, e logo acima da camisa.
O de baixo é utilizado para acumular detritos e o de cima para permitir a saída do
pistão da camisa.

70

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

2.8. Bibliografia
ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo.
Apostila Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras.


Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de


Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP.
Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www.


bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio


mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras.


Natal, 1990.
71
Norma API RP 11AR. Recommended Practice for Care an Use of Subsurface Pumps.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod
Pumping Systems (Conventional Units).

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker
rods.

Norma API SPEC 11 AX - Specification for Subsurface Sucker Rod Pumps and Fittings

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods,
Couplings and Subcouplings).

Norma Petrobras N-2323 - Produção de Petróleo - Bomba de fundo.

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio,


movimentação e estocagem.

Norma Petrobras N-2323 - Produção de Petróleo - Bomba de fundo.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila.


Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,
2005.

CORPORATIVA
Alta Competência

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>.


Acesso em: 30 mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes


Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP.
Relatório Petrobras. Natal, 2006.

72

CORPORATIVA
Capítulo 2. Bomba de fundo

2.9. Gabarito
1) Relacione os tipos de bombas de fundo da primeira coluna de acordo com suas
características da segunda.

Bombas de fundo Componentes

( b ) Para trocar o estator da bomba não é ne-


cessário manobra da coluna de produção.

( a ) Maior capacidade de bombeio para um


( a ) Bomba de fundo tubular dado diâmetro de produção.

( b ) Bomba de fundo insertável ( a ) Camisa é enroscada diretamente na colu-


na de produção

( b ) Bomba completa é descida na extremida-


de da coluna de hastes.

2) Marque V para as alternativas corretas e F para as alternativas falsas.

( F ) As válvulas da bomba de fundo são constituídas de sede e esfera funcionando


por pressão. Quando a pressão abaixo da esfera for maior que a pressão 73
acima desta, a válvula fechará.
Justificativa: Quando a pressão abaixo da esfera for maior que a acima, a
válvula abre.
( V ) A perda de um poço é calculada pela diferença entre a vazão atual e a
vazão máxima ou o limite, caso haja.
( V ) Bomba tubular é aquela cuja camisa é enroscada diretamente na coluna de
produção.
( V ) A principal vantagem da bomba de fundo insertável é a possibilidade
de substituição completa através de uma simples manobra da coluna
de hastes.
( V ) A principal limitação das bombas insertáveis é o fato de seu diâmetro
externo ser limitado ao diâmetro interno do tubo, sendo assim, a sua
capacidade de bombeamento é menor que o da bomba tubular.

3) Interprete os códigos das seguintes bombas:

a) 25.2.25TH11.44.

25 = diâmetro do tubo (2 7/8”)

2.25 = diâmetro da camisa da bomba (pol)

T = tubular

H = camisa inteiriça

11 = tamanho da camisa (pés)

4 = tamanho do pistão (pés)

4 = tamanho do niple extensão inferior (pés)

CORPORATIVA
Alta Competência

b) 201.75RH12.4.2-BF5

20 diâmetro do tubo (2 3/8”)

1.75 diâmetro da camisa da bomba (pol)

R = insertável

H = camisa inteiriça

12 = tamanho da camisa (pés)

4 = tamanho do pistão (pés)

2 = tamanho do niple extensão inferior (pés)

BF5 = para ambiente de poço corrosivo e abrasivo.

4) Que cuidados devem ser observados no transporte das bombas de fundo?

Tomar cuidado para evitar quedas, choques, empenos, entalhes ou quaisquer danos
mecânicos que venham a comprometer o perfeito funcionamento das bombas.

74

CORPORATIVA
Capítulo 3
Hastes de
bombeio

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer os diferentes tipos de hastes e acessórios e seu


princípio de funcionamento;
• Identificar os principais componentes e arranjos;
• Identificar os esforços na coluna de hastes;
• Explicar o processo de operação (partida, parada e ajustes);
• Reconhecer os problemas operacionais e os cuidados e
conservação.

CORPORATIVA
Alta Competência

76

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

3. Hastes de bombeio

A
coluna de hastes de bombeio é o elemento de ligação entre
o acionador de superfície e a bomba de fundo alternativa do
bombeio mecânico. Sua função é transmitir o movimento de
acionamento do equipamento de superfície (unidade de bombeio)
ao equipamento de fundo, bomba.

Num sistema de elevação BM, a coluna de haste suporta as cargas


axiais e transmite o movimento alternativo ao pistão da bomba. Se
o efeito da carga axial produz uma tensão que exceda o limite de
escoamento das hastes, ocorrerá a falha das mesmas. É necessário,
portanto, estudar os esforços a que as mesmas estarão submetidas
para definir o diâmetro e o grau do aço que os suportarão.

Entende-se por dimensionamento de uma coluna de hastes o 77


procedimento capaz de definir o material constitutivo das mesmas,
sua posição em relação à profundidade do poço, e também seu
comprimento.

As hastes são constituídas por aços especialmente escolhidos para


resistir aos esforços presentes na região onde são inseridas. A
composição do aço influencia diretamente as propriedades mecânicas
finais passíveis de serem alcançadas.

A American Petroleum Institute (API) desenvolveu uma classificação que


pode ser de grande valia durante o processo de seleção do material.

Tensão de Tensão de
Classificação
Escoamento Ruptura Aplicações
API
(psi) (psi)
Ambientes não corrosivos, esforços
C 65000 90000
pouco severos
Liga que possui 2% de Ni o que
D 65000 90000
confere maior resitência à corrosão
Em poços mais profundos, não deve
K 100000 120000
ser usada onde tenha H2S
T 160000
Diferentes aços de acordo com a classificação API

CORPORATIVA
Alta Competência

A tabela acima correlaciona três tipos diferentes de aços


(composições distintas), com algumas de suas respectivas
propriedades mecânicas e possíveis aplicações.

Convém frisar que o dimensionamento deve contemplar ainda


cargas inesperadas como as resultantes da entrada de areia e atrito
de partida.

3.1. Tipo de hastes

As hastes podem ser de 3 tipos:

a) Convencionais - são hastes fabricadas em padrões definidos


segundo a norma API SPEC 11B, em comprimentos de 25 pés, com
pontas reforçadas tipo pino-pino. São montadas no poço em série por
ligações rosqueadas por meio de luvas, formando a coluna de hastes,
em quantidade suficiente em função da profundidade em que a
78
bomba está instalada. São fornecidas também hastes de comprimentos
menores de um a dez pés para facilitar o balanceamento da coluna
de hastes e estas hastes são chamadas de pony rods.

Pino

Haste convencional com aplicação em BM

As hastes de bombeio têm diâmetro padronizado pelo instituto API,


de ½pol à 1 ⅛pol. Alguns dados relacionados ao diâmetro das hastes
podem ser contemplados na tabela abaixo:

Diâmetro (in) Área (in2) Peso (lb/pé)


½ 0.196 0.72
⅝ 0.307 1.13
¾ 0.442 1.63
⅞ 0.601 2.22
1 0.785 2.9
1⅛ 0.994 3.67
Diâmetros e áreas de hastes normais segundo a API

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Há também três tipos de luva para conexão de uma haste


convencional à outra: normal, delgadas, também denominadas
sinholle, e oversize.

As luvas são padronizadas pela norma API SPEC 11B e são


confeccionadas com aço especial grau T cuja tensão de ruptura
apresenta um valor da ordem de 160000 psi.

79
Luva para haste
de bombeio
convencional

b) Contínuas (Corod) - não possuem acoplamento e têm extensão de


3000 pés, e são cortadas ou soldadas a frio no caso de poços de maior
profundidade. São confeccionadas com aço especial com tensão de
escoamento superior à associada ao aço grau D.

As hastes contínuas necessitam de equipamento especial para sua


adequada instalação no poço, como pode ser contemplado na figura
a seguir.

CORPORATIVA
Alta Competência

Equipamento para instalação


das hastes contínuas
80
Esse tipo de haste ainda não foi empregado pela petrobras, em
função do elevado custo de fabricação, e, por outro lado, em
função dos elevados custos envolvidos no contrato de mão-de-obra
de manutenção especializada, que é usualmente disponibilizada
pelo fornecedor.

c) Ocas - são hastes semelhantes à haste de bombeio convencional,


porém construídas com um furo central que permite a circulação
de fluidos. Esse recurso permite a realização de operações de
injeção de fluidos sem que seja necessário interromper a operação
de produção.

Visando melhorar o processo de elevação, fluidos podem ser injetados


com diferentes objetivos como, a inibição de processos corrosivos, ou
ainda a inibição de qualquer processo que possa levar à formação
de incrustações. Um exemplo de semelhante processo seria a
parafinização, ou seja, a precipitação de hidrocarbonetos de elevado
peso molecular na entrada da bomba.

Além de permitir a circulação de fluidos, o uso de hastes ocas permite


a redução da tensão de torção devido ao maior diâmetro externo, e
ainda a redução do peso.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Alguns tipos de hastes ocas não têm ressalto nas luvas, promovendo
em última instância a redução da carga de contato das hastes com os
tubos. Isso permite a aplicação das mesmas nos processos de elevação
em poços direcionais.

A ilustração, abaixo, apresenta a secção transversal de uma luva


usada no encaixe entre hastes ocas.

81

Luva para a conexão


entre hastes ocas

Conexão da haste oca


PCPPRod 1500 / 2500
Coluna
de produção
Fluido
injetado Haste oca
tipo rosca rosca

Contato da ferramenta
de torque.
Nipple de conexão
oca tipo pino-pino

Petróleo Petróleo
produzido produzido

Princípio de funcionamento de uma haste oca

CORPORATIVA
Alta Competência

Importante!
As hastes no BM apresentam a função primordial de
estabelecer o contato mecânico entre os controles
de superfície e o pistão inserido na região onde se
encontra o fluido a ser bombeado.

A conexão entre duas hastes vizinhas é feita através


de luvas. Os tipos de luva empregadas nas operações
da Petrobras se encontram descritas na norma API
SPEC 11B.

As hastes podem ser contínuas ou não. No caso de


hastes contínuas não é necessário utilizar luvas. No
entanto, os elevados custos de aquisição e manuten-
ção têm restringido o uso de hastes contínuas em
aplicações de BM.
82
A parafinização e processos oxidativos comprome-
tem o rendimento do BM. Visando o aumento da
vida útil do sistema de bombeio pode ser interessan-
te a injeção de fluidos. Para tanto foram desenvolvi-
das as hastes ocas.

Numa aplicação BM, a tensão total aplicada sobre as hastes é resultado


da carga axial, e o alongamento é conseqüência da deformação
decorrente da aplicação desses esforços.

Se a tensão máxima nunca supera a tensão de escoamento do material


das hastes, as deformações decorrentes são elásticas e desaparecem
por completo assim que a tensão é removida. Por outro lado, se a
tensão aplicada supera o limite de escoamento do material, as
deformações serão de caráter permanente, ou seja, o material não
recupera a forma original com o passar do tempo.

3.2. Fadiga nas hastes

É sabido que componentes mecânicos sofrem processo de fadiga


quando submetidos a carregamentos cíclicos. Uma barra de aço
tracionada durante um determinado intervalo de tempo, e que logo
após o término do referido intervalo é comprimida está sujeita a um
carregamento desta natureza.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Variações repetitivas de tensão tendem a causar o desenvolvimento


de micro-fraturas que finalmente vêm a crescer formando uma
trinca. A trinca pode se propagar, resultando na falha do material.
A fadiga pode ocorrer mesmo quando a tensão máxima a que está
submetido o material é muito menor do que o limite de escoamento
do mesmo. Isso ocorre, porque as trincas se formam a partir da
concentração de tensões em torno de defeitos microscópicos, como,
por exemplo, imperfeições superficiais. A vida em fadiga depende da
amplitude da flutuação de tensões, da tensão média e da freqüência
de oscilação das tensões.

O acabamento superficial é muito importante na determinação da


vida útil do equipamento em fadiga, pois as micro-fraturas tendem
a se iniciar na superfície do material a partir das imperfeições
microscópicas existentes. Assim, uma peça de superfície mais lisa e
polida tem uma maior vida útil em fadiga do que uma peça cuja
superfície é rugosa e corroída.
83

As flutuações de tensões em aplicações BM decorrem da produção de


gás, do aumento de atrito devido à produção de areia, ou até mesmo
em virtude da ocorrência de “golfadas” de fluido.

No caso de poços desviados podem ocorrer variações de carga em


função de flutuações na velocidade de rotação das hastes. Essas
flutuações são determinadas pela flexão imprimida, uma vez que as
mesmas estão sendo inseridas de forma inclinada.

3.3. Desgaste das hastes e tubos de produção

O desgaste nas hastes e nos tubos em sistemas BM depende dos


seguintes fatores:

• Comprimento das hastes e dos tubos;

• Magnitude das cargas de contato entre hastes e tubos;

• Composição do fluido bombeado;

• Velocidade de rotação das hastes.

CORPORATIVA
Alta Competência

As cargas gravitacionais estão sempre orientadas de cima para


baixo. As cargas de torção, por sua vez, podem atuar de baixo para
cima, fato este que depende diretamente da geometria do poço.
Em trechos de ganho de ângulo, as hastes tocam a parte superior
da coluna de produção e nas seções de perda de ângulo as hastes
entram em contato com a parte de baixo da coluna de produção.

Mediante o emprego de centralizadores de hastes é possível


reduzir as cargas de torção. Deve-se determinar adequadamente
a quantidade de centralizadores visando a máxima redução das
cargas de torção eventualmente presentes, pois quanto menor a
carga aplicada, maior a vida útil das hastes.

84

Centralizadores típicos para o BM

A distribuição de tensões é ainda melhor quando se trata de hastes


contínuas ou com luvas non-upset, tornando-as indicadas nos casos
de poços desviados.

Além de contribuírem para a redução da carga oriunda do contato


entre as hastes e a coluna de bombeio, o uso de centralizadores
permite reduzir o desgaste decorrente do contato entre as hastes e
a coluna de produção, aumentando a vida útil do tubo, luvas, e das
hastes propriamente ditas.

A evolução do desgaste pode aumentar o campo de tensões a que


a haste está submetida, uma vez que o atrito reduz seu diâmetro
externo. Com aumento das tensões se eleva também a probabilidade
de propagação de trincas, aumentando o risco de falhas. Outra
conseqüência do desgaste igualmente possível consiste na perfuração
da coluna de produção. A ilustração, a seguir, mostra o desgaste do
tubo de aço de uma coluna BM.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Centralizador
Corpo da haste
Coluna de
produção

Coluna de Buraco
produção
Ranhura

Tempo

Desgaste de uma coluna BM

O processo de desgaste por cargas de contato é influenciado


pelo teor de areia, tipo de centralizador e intensidade da carga
de contato.

A taxa de desgaste cresce exponencialmente com o teor de 85


areia e linearmente com a carga de contato. Dessa forma, pode-
se dizer que a taxa de desgaste é muito mais sensível à areia
presente no fluido bombeado do que ao contato entre hastes e
a coluna de produção.

A geometria do poço influencia diretamente no processo de


desgaste. Costuma-se correlacionar a vida útil da coluna de
produção em função da variação de ângulo do poço a cada 30
metros, também denominada dog-leg severity.

Variações angulares superiores a 3o/30m reduzem a vida útil da


coluna para menos de dez meses, sendo nesses casos bastante
recomendável a utilização de centralizadores. Para variações
angulares superiores a 12o/30m a colocação de centralizadores não
é capaz de evitar os danos associados ao desgaste.

Os centralizadores de hastes podem ser divididos em dois grupos:

• Centralizadores com revestimento plástico;

• Centralizadores rotativos.

CORPORATIVA
Alta Competência

Os centralizadores com revestimento plástico são fixos às hastes e se


movimentam junto com as mesmas durante a operação. No caso dos
centralizadores rotativos, o mesmo permanece estático, permitindo
que a haste gire livremente.

Importante!
A coluna de produção em BM apresenta uma vida
útil limitada pela fadiga do material das hastes,
e também mediante o desgaste da coluna de
produção.

A fadiga resulta principalmente da presença de


defeitos superficiais e da atuação de flutuações no
carregamento a que as hastes estão submetidas.

86 A produção de gases, presença de areia, e golfadas


de fluido constituem fontes possíveis de flutuações
de tensões durante a operação.

O desgaste da coluna é decorrente do atrito


ocasionado pelo contato entre as hastes e o tubo
de aço da coluna. O desgaste é maior em poços
desviados, uma vez que a coluna se encontra
inclinada em relação à vertical, e neste caso pode
haver contato das hastes com a coluna.

O desgaste pode ser minimizado em poços


desviados com variações angulares inferior a 12º
/ 30m mediante a inserção de centralizadores. Os
centralizadores podem ser fixos (giram junto com
as hastes), ou rotativos (hastes giram na parte
interna do centralizador).

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

3.4. Instalação da coluna de hastes

Para instalação das hastes no poço, são utilizadas sondas de


produção (workover) ou guindaste.

A primeira haste é acoplada ao pistão do BM e as demais hastes


ligadas entre si até próximo à superfície. Nessa posição inserem-se
uma ou mais hastes curtas e, finalmente, a haste polida é acoplada a
todo o conjunto.

As hastes devem ser descidas preferencialmente uma de cada vez,


principalmente quando se tratar de haste grau API especial, de modo
a evitar trincas causadas por flexão durante a manobra.

O aperto das juntas roscadas deve seguir a tabela de deslocamento


circunferencial previsto no API RP 11BR.
87
A tabela, a seguir, consiste em parte dos dados contidos na norma API
RP 11BR. A faixa para o deslocamento circunferencial é determinada
fixando-se o diâmetro da haste e a composição (grau API) do aço
constituinte. Por exemplo, no caso de uma haste de diâmetro igual
a 15.9mm, constituída por um aço grau D, deve-se empregar um
deslocamento diferencial que varia na faixa entre 6.1 e 7.1mm.

Valores de deslocamento circunferencial da conexão das


hastes de bombeio
Todas as dimensões em polegadas seguidas pelo equivalente em mm

1 2 3
Haste nova Haste reutilizada
Diâmetro Grau D Graus C, D &K
da haste Valores de deslocamento Valores de deslocamento
Mínimo Máximo Mínimo Máximo
1/2 (12,7) 8/32 (4,8) 8/32 (6,3) 4/32 (3,2) 6/32 (4,8)
5/4 (15,9) 8/32 (6,3) 9/32 (7,1) 6/32 (4,8) 8/32 (6,3)
3/4 (19,1) 9/32 (7,1) 11/32 (8,7) 7/32 (5,6) 17/32 (6,7)
T/8 (22,2) 11/32 (8,7) 12/32 (9,5) 9/32 (7,1) 23/32 (9,1)
1 (25,4) 14/32 11,1) 16/32 (12,7) 12/32 (9,5) 14/32 (11,1)
1 1/8 (28,6) 18/32 (14,3) 21/32 (16,7) 16/32 (12,7) 19/32 (15,1)
Nota: os valores dos deslocamentos foram estabelecidos por meio de cálculos e testes com
strain gage.
Deslocamento circunferencial segundo a norma API RP 11BR

CORPORATIVA
Alta Competência

O deslocamento circunferencial é medido na prática como é


apresentado na ilustração abaixo.

Deslocamento
circunferencial
Linha vertical
medido
gravada

Medida de deslocamento circunferencial

Após a inserção das hastes deve-se ajustar o pistão na posição correta.


Isso pode ser alcançado através de um procedimento denominado
por balanceamento.

Durante o balanceamento empregam-se hastes curtas, conectadas


88 diretamente à haste polida. Deve-se calcular o espaço morto, e
comparar com o somatório dos comprimentos de todas as hastes
presentes.

Na prática, o espaço morto pode ser definido como a distância


mínima entre o pescador e a válvula de pé.

3.5. Problemas operacionais

As dificuldades presentes durante a operação são usualmente


dependentes da natureza do projeto.

Em poços desviados há risco de desgaste por atrito tanto nas


hastes como na coluna de produção, mesmo com aplicação de
centralizadores.

A própria utilização de centralizadores poderá ocasionar efeitos


colaterais indesejáveis como perda de carga excessiva ou o
aprisionamento da coluna de hastes na coluna de produção.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Problemas de corrosão podem ser previstos levando-se em conta


a natureza química do ambiente do poço e a compatibilidade do
material das hastes (grau API).

O balanceamento é igualmente um procedimento crítico.


Quando fenômenos conhecidos como “pancada” de fluido ou
batida de cabresto de UB forem observados, deve-se verificar o
balanceamento realizado.

A utilização de procedimentos e ferramentas adequadas para


montagem da coluna de produção previne a falha por trincas nas
luvas ou mesmo o desacoplamento das hastes fixadas durante a
operação. Por esses motivos, hastes com roscas defeituosas, empenos
ou ranhuras não devem ser utilizadas.

3.6. Segurança na operação


89
O maior risco envolvendo o conjunto de hastes de bombeio está
relacionado com o rompimento da coluna de hastes durante a
operação.

Em poços equipados com bombeio mecânico, o rompimento da coluna


de haste afeta basicamente o processo de elevação, não oferecendo
maiores riscos.

Durante a montagem da coluna no poço devem ser observados os


procedimentos de segurança previsto nos padrões.

A utilização de ferramentas adequadas e em boas condições


como elevadores, ganchos, chaves especiais, entre outras, são
fundamentais. Essas ferramentas devem ser inspecionadas
regularmente e reparadas ou substituídas em caso de dano ou
desgaste, principalmente elevadores e ganchos, para evitar a queda
da coluna de haste no poço.

CORPORATIVA
Alta Competência

3.7. Cuidados e conservação

Os principais cuidados a serem observados com hastes de bombeio


são no manuseio, armazenamento e preservação.

As hastes são fornecidas em feixes, embalados em conjuntos


de quatro a sete camadas, separadas entre si por espaçadores e
fixadas por meio de suportes. Essas embalagens são normalmente
feitas em madeira ou outro material macio, de modo a minimizar
a possibilidade de danos mecânicos nas hastes. Para proteção das
roscas são utilizados protetores feitos de plástico, especialmente
fabricados para essa finalidade.

É aconselhável que o transporte seja realizado nas caixas em cujas


hastes foram fornecidas, ou ainda se tiverem que ser transportadas
soltas, o feixe de hastes deverá ser colocado sobre espaçadores de
90 madeira. As camadas de hastes também devem ser separadas através
de suportes de madeira. Quando se transportam várias camadas
de hastes empilhadas, devem ser observados se os suportes entre
camadas estão alinhados verticalmente entre si.

Os suportes laterais não devem ter contato direto com as hastes. Usar
para isto calços de madeira.

Deve-se tomar especial cuidado ao cortar as amarras dos feixes para


não danificar a superfície das hastes.

Caso as hastes sejam armazenadas por longos períodos de tempo, é


recomendável a retirada periódica dos protetores para limpeza das
roscas e substituição da graxa de preservação, colocando novamente
os protetores de roscas.

As hastes devem ser despachadas sempre com protetores de roscas


nas extremidades. Caso seja observada alguma extremidade sem
protetor, deve-se realizar uma inspeção para detecção dos danos
eventualmente causados e então lubrificar novamente a rosca e
colocar o protetor novamente. Se for observada uma rosca danificada
ou golpeada, separar a haste oca para efetuar o reparo. As roscas e o
corpo das hastes nunca devem sofrer impactos.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Em movimentações utilizando-se o guindaste, convém empregar o


esquema apresentado na figura abaixo. Quando a movimentação
for com empilhadeira, recomenda-se a utilização de caixas metálicas
para dar rigidez ao conjunto, a fim de prevenir eventuais empenos
nas hastes.

Detalhes dos espaçadores montados no


feixe, entre cada camada de hastes
Linha de centro
Entalhe circular do conjunto

Haste Dispositivo metálico


(balança)
Centro de gravidade do
Ponto de feixe das hastes
Suporte do feixe içamento
de hastes Cabo

Feixe Ponto de
de hastes içamento

A B B B B A
Esquema para a movimentação de feixes de hastes

91

Preparação de feixes de hastes para movimentação com guindaste

Fora dessa embalagem as hastes nunca devem ser apoiadas


diretamente no solo. Pelo menos quatro suportes (barrotes de
madeira) transversais devem ser colocados como apoio em piso plano.
Eles servem adicionalmente para separar as camadas, devendo ser
alinhados verticalmente.

Os protetores de roscas das hastes e das luvas devem ser retirados


somente no momento da conexão para evitar danos por impacto,
principalmente na rosca pino.

CORPORATIVA
Alta Competência

As hastes retiradas ao serem descidas nos poços nunca devem ser


colocadas diretamente sobre a terra, e sim em estaleiros protegidos
por material antiabrasivo. Nesse contexto, é recomendável utilizar
separadores entre as camadas para evitar o contato direto entre
as hastes.

Adicionalmente, as hastes devem ser armazenadas isoladas sobre


berços com madeiras para não causar marcas e nem deformações
permanentes na superfície das hastes.

Sempre que uma coluna de hastes for removida de um poço, deve


ser acondicionada em caixas metálicas ou embalagens padronizadas
(feixes) e enviadas para limpeza e inspeção.

O elevador deve apresentar dimensões adequadas ao transporte das


hastes.
92
Todas as ferramentas utilizadas em cada tarefa devem ser organizadas
de acordo com os padrões da Petrobras e devem estar sempre em bom
estado. Elas devem ser inspecionadas periodicamente para verificar
o desgaste e repará-las ou substituí-las caso necessário. Além disso,
devem ser mantidas sempre limpas.

Quando forem retirados os protetores de roscas, as roscas devem


estar limpas e completamente secas.

Deve-se evitar a queda das hastes. A colisão com uma das extremidades
pode danificar a rosca. Nesse caso, deve-se descartá-la.

Durante a descida da coluna, atentar para que não ocorra a


“montagem” dos fios de rosca.

Durante a montagem da coluna de haste deve ser observado o


perfeito alinhamento da conexão entre pinos e luvas, de modo a não
danificar as roscas na operação.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

A vida útil em fadiga de uma coluna de hastes é drasticamente


reduzida em casos de instalação, manuseio ou operação inadequada.
Por esse motivo, antes da instalação da coluna de BM é fundamental
observar os cuidados descritos acima.

Importante!
Deve-se ter especial cuidado no manuseio das hastes
e luvas para que as mesmas não sofram danos mecâ-
nicos. Eles podem levar à fratura das mesmas duran-
te a operação, podendo causar acidentes.

Os cuidados com os elementos da coluna (hastes e lu-


vas) devem estar presentes no transporte, manuseio,
e instalação.

Deve-se ter especial atenção para que as hastes não


entrem em contato entre si. Por esse motivo é co-
93
mum empregar suportes de madeira.

As hastes e luvas armazenadas, bem como as ferra-


mentas empregadas em sua instalação devem ser pe-
riodicamente inspecionadas.

Durante a operação a etapa de balanceamento é cru-


cial. Efeitos como a “pancada” de fluido, ou batida
de cabresto de UB, indicam que a operação deve ser
interrompida e o balanceamento refeito.

3.8. Haste polida

A haste polida pode ser considerada como um acessório da coluna de


hastes. Consiste em uma barra de aço com extremidades de conexão
tipo pino-pino, padronizadas pela norma API SPEC 11B. Sua principal
função é prover a vedação na caixa de gaxetas, que contém os fluidos
produzidos pela coluna de produção.

CORPORATIVA
Alta Competência

A rugosidade da superfície deve apresentar um valor entre oito e trinta


e duas micro-polegadas. Essa qualidade de acabamento superficial
pode ser alcançada por polimento simples, via revestimentos com
deposição de cromo, ou através de revestimento metalizado por
aspersão térmica.

Pelo fato de ser um componente único, a haste polida possui variações


apenas de material e forma. Os diâmetros mais utilizados são 1 ¼”
e 1 ½”, e os comprimentos empregados com mais freqüência de
magnitude entre 16’ e 22’. A tabela abaixo apresenta alguns materiais
normalizados pela API.

Tipo Especificação Tensão de Ruptura


Aço carbono SAE 10XX (35≤XX≤50) 90.000 ≤ δr ≤ 120.000
Aço liga SAE 41XX (30 ≤ XX ≤ 40) 95.000 ≤ δr ≤ 160.000

Aço liga SAE 46XX (15 ≤XX ≤ 25) 95.000 ≤ δr ≤ 160.000


94 Especificações de material para hastes contínuas segundo a API

As composições dos aços são apresentadas de acordo com as regras


desenvolvidas pela sociedade americana de engenheiros automotivos
(SEA). Essas regras descrevem quais elementos de liga são os mais
importantes no aço, e qual a composição em percentual mássico de
carbono presente. A composição do carbono é indicada através dos
dois últimos dígitos presentes na sigla. Um aço 1010, por exemplo,
seria de acordo com a SEA um aço carbono (o carbono é o único
elemento presente além do ferro), cuja fração mássica apresenta um
valor igual a 0.10%.

A tensão de ruptura está relacionada à ductilidade do aço. Aços mais


dúcteis podem ser trabalhados com mais facilidade, sendo menos
resistente à deformação mecânica. Quanto maior a tensão de ruptura,
mais resistente à deformação plástica é o aço.

Os seguintes acessórios são utilizados junto com a haste polida:

• Luva de redução - utilizada para unir a haste polida à coluna


de hastes de bombeio;

• Grampo - utilizado para fixar a haste polida na mesa da


unidade de bombeio. Serve de acoplamento entre o conjunto
de acionamento e a coluna de hastes;

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

• Haste curta - utilizada para operação de manobra da coluna


de haste.

A norma API SPEC 11B padroniza as diversas variações de tamanho e


comprimento, de acordo com a coluna de hastes utilizada, conforme a
tabela abaixo. A haste polida é dimensionada e especificada durante
a elaboração do projeto da coluna de hastes, sendo registrada no
esquema mecânico do poço.

A seguir, tabela de dimensões da haste polida de acordo com a norma


API SPEC 11B.

Diâmetro das
Diâmetro da haste Diâmetro ex- hastes de
Comprimento (L) Diâmetro nominal
polida (OD) terno do corpo bombeio que
ft. ± 2 in. do pino da rosca
+ 0,005 - 0,010 in do pino Df podem ser
( m, ± 50mm) in (mm)
(+0.127-0.254 mm) in (mm) acopladas
in (mm)
8, 11, 16,22, 24, 26
(23.8)PR 5/8 (15,9)
95
15/16

1/1, (28.6) (2.438, 3.353, 4.877,


1 1/16 (27.0)PR 3/4 (19,1)
6.707, 7.315, 7.925)
1.250+ 0,005 -
0,010
(31.8, + 0,1270-
8, 11, 16,22, 24, 26 5/8 (15,9)
1/1, (28.6) 15/16
(23.8)PR 0.254)
(2.438, 3.353, 4.877
upset 1 1/16 (27.0)PR 1.500 + 0,005 -
6.707, 7.315, 7.925) 3/4 (19,1)
0,010
(38,1, 0,127,
0,254)
11, 16, 22, 24, 26,
30, 36
1 1/4 (31,8) (3.353, 4.877, 1 3/16 (30.2) PR - 7/8 (22,2))
6.707, 7.315, 7.925,
9.144,10.973)
11, 16, 22, 24, 26,
1.625, + 0,005 -
30, 36
0,010
1 1/4 (31,8) upset (3.353, 4.877 1 3/16(30.2) PR 7/8 (22,2)
(41.3. +0,127 -
6.707, 7.315, 7.925,
0.254)
9.144,10.973)
16, 22, 24, 26, 30, 36
1 1/2
(38,1) (4.877, 6.707, 7.315, 1 3/8, (34.9) PR - 1(25,4)
7.925, 9.144,10.973)
2.250, +0.015-
16, 22, 24, 26, 30, 36
0,015
1 1/2 (38,1) upset (4.877, 6.707, 7.315, 1 9/16, (39.7) PR 1 1/8 (28,6)
(57.2 +0,381-
7.25, 9.144,10.973)
0,381)
Dimensões da haste polida de acordo com a norma API SPEC 11B

CORPORATIVA
Alta Competência

Sempre que por qualquer motivo a haste polida for retirada,


deve ser inspecionada, visando a identificação de ranhuras ou
empenos. O desalinhamento da haste polida em relação a caixa
de gaxetas ou ranhuras na superfície da haste poderá causar
vazamentos de fluidos.

Antes de dar partida no sistema de elevação, verificar o balanceamento


da coluna de hastes, o alinhamento da haste polida em relação à
caixa de gaxetas e o aperto no preme-gaxetas.

Poderão ocorrer falhas nas ligações realizadas com os grampos,


ocasionando o escorregamento da haste polida, e em última instância
a redução do espaço morto.

Problemas de vazamentos pela caixa de gaxetas podem ser causados


pela utilização de haste polida defeituosa (com riscos ou empenos)
96 ou desalinhada.

O desalinhamento ou o aperto excessivo do preme-gaxetas pode


provocar a ruptura da haste polida.

Utilizar somente hastes polidas normalizadas pelo API e em boas


condições de uso para evitar rompimentos e vazamentos de fluidos.

A haste polida é fornecida em embalagem especial e com protetores


de rosca. Essas proteções devem ser retiradas apenas no momento da
instalação. Durante o manuseio e armazenamento, todos os cuidados
referentes à prevenção contra danos por empenos e choques devem
ser tomados.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

3.9. Exercícios

1) Qual a importância das hastes em um sistema BM?

_______________________________________________________________
________________________________________________________________

2) Completes as lacunas:

Nas aplicações em BM podemos encontrar hastes _______________,


_______________ e _______________.

As hastes _______________ são interessantes, pois permitem


a injeção de fluidos, e suportam menor carga. Já as hastes
_______________ são apenas aplicadas em poços desviados de ele-
vada variação angular. Nesses casos, o uso de _______________ se
mostra ineficiente.

3) Qual a função da haste polida? Por que ela deve ser polida?
97
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

4) Completes as lacunas:

Os _______________ foram desenvolvidos visando a redução


do desgaste da coluna de BM. Existem dois tipos no mercado,
_______________ e _______________. Os _______________ giram
junto com a coluna de hastes, ao passo que os _______________
se mantêm fixos, e permitem que a coluna de hastes gire em seu
interior.

CORPORATIVA
Alta Competência

5) Preencher as lacunas abaixo conforme as informações dadas:


(a) Falha ocasionada por flutuações ( ) luva
no carregamento durante a ope-
ração em BM
(b) Elemento responsável pela cone- ( ) balanceamento
xão entre duas hastes vizinhas.
(c) Procedimento usado para o ajuste ( ) haste polida
do espaço morto em sistemas BM
(d) Elemento responsável pela veda- ( ) centralizador
ção da caixa de gaxetas
(e) Elemento capaz de minimizar o ( ) fadiga
desgaste da coluna de produção
em poços não desviados.

6) Preencher as lacunas abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).

98 ( ) Para a confecção de hastes polidas em aplicações onde a


carga supera 120000Pa pode-se empregar um aço carbono
convencional.
( ) Areia e gases produzidos são fatores responsáveis pela flu-
tuação nas cargas atuantes na coluna de produção.
( ) Uma haste levemente danificada em sua superfície duran-
te o transporte até a região de instalação pode ser utiliza-
da sem problemas.
( ) O desgaste da coluna em poços desviados com variação an-
gular inferior a 20o/30m pode ser minimizado mediante a
inserção de centralizadores.
( ) Hastes contínuas apresentam sua aplicação limitada pelos
altos custos operacionais envolvidos.
7) Defina dois fatores determinantes para a vida em fadiga dos com-
ponentes de uma coluna de BM.

_______________________________________________________________
________________________________________________________________

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

8) Em que consiste o balanceamento de uma coluna de BM? Que


efeitos denunciam um balanceamento mal feito?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

9) Que cuidados deve-se ter no transporte e manuseio de hastes e


luvas? Por quê?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

99

CORPORATIVA
Alta Competência

3.10. Glossário
API - ou grau API. Escala hidrométrica idealizada pelo American Petroleum
Institute - API, juntamente com a National Bureau of Standards e utilizada para
medir a densidade relativa de líquidos.

Aspersão térmica - termo geral que engloba diversos processos de recobrimento


de superfícies.

Axial - colocado sobre ou em torno de um eixo de rotação, ou a ele referido.

BM - Bombeio Mecânico.

Cabresto de UB - equipamento responsável por transmitir o movimento alternativo


da cabeça basculante à coluna de hastes. Além disso, suporta os esforços da coluna
de hastes. É formado por cabos de aço e por uma mesa com furo central que apóia
o grampo (clamp) e permite a passagem da haste polida.

Coluna de produção - conjunto constituído pelo tubo de aço (tubing), estator,


hastes, e rotor.
100
Fios de rosca - filetes que compõem a rosca.

Grau API - composição dos elementos presentes no aço de acordo com regras
definidas pela associação americana de petróleo (API).

Grau do aço - composição dos elementos presentes no aço de acordo com regras
definidas pela associação americana de petróleo (API).

Dog-leg severity - variação do ângulo do poço a cada 30 metros.

Incrustações - precipitados sólidos depositados no interior da coluna de BM.

Luvas non-upset - luva que possui mesmo diâmetro que a haste, não possui
ressalto.

Oversize - luva com diâmetro superior ao da haste.

Pancada de fluido - choque entre o pistão da bomba e o nível de óleo no interior


da camisa no curso descendente.

Parafinização - precipitação de hidrocarbonetos de elevado peso molecular nas


superfícies presentes no interior da coluna de BM.

Pescador - equipamento que permite retirar a válvula de pé do fundo do poço pela


coluna de hastes.

Poço desviado - poço perfurado de maneira não vertical.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

Pony rods - uma haste mais curta que a habitual, normalmente colocada abaixo
da haste polida e utilizada para fazer uma haste seqüência de um componente
desejado.

Preme-gaxetas - equipamento da caixa de engaxetamento que permite aumentar


ou diminuir a interferência entre as gaxetas e a haste polida.

Rosca pino - rosca localizada na extremidade de uma haste de BM, e que permite
que esta se conecte mecanicamente a uma haste seguinte mediante a presença de
uma luva.

SAE 10XX (35≤XX≤50) - classificação segundo a SAE para um aço carbono, cuja
composição de carbono se encontra entre 0.35 e 0.50%.

SAE 41XX (30 ≤ XX ≤ 40) - classificação segundo a SAE para um aço cromo (Cr) –
molibdênio (Mo), cuja composição de carbono apresenta um valor entre 0.30 e
0.40%. Valores reportados para os teores de Cr e Mo seriam: Cr – (0.50%, 0.80%,
ou 0.95%), Mo – (0.12%, 0.20%, 0.25%, ou 0.30%).

SAE 46XX (15 ≤XX ≤ 25) - classificação segundo a SAE para um aço níquel-
molibdênio, cuja composição de carbono apresenta um valor entre 0.15 e 0.25 %.
Valores reportados para os teores de Ni e Mo seriam: Ni – (0.85% ou 1.82%), Mo
– (0.20% ou 0.25%).
101

Sinholle - luva delgada.

Tensão de Escoamento - tensão a partir da qual o material sofre deformação


permanente.

Tensão de Ruptura - tensão acima da qual o material sofre fratura devido à


propagação de trincas que se originam em defeitos microscópicos inerentes à sua
estrutura.

Válvula de pé - equipamento da bomba de fundo que permite o fluxo de fluidos


apenas em uma única direção.

Workover - intervenção.

CORPORATIVA
Alta Competência

3.11. Bibliografia
ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo.
Apostila. Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras.


Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de


Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP.
Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www.


bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio


mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Práticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras.


Natal, 1990.
102
Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod
Pumping Systems (Conventional Units).

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker
rods.

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods,
Couplings and Subcouplings)

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio,


movimentação e estocagem.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila.


Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,
2005.

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>.


Acesso em: 30 mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes


Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP.
Relatório Petrobras. Natal, 2006.

CORPORATIVA
Capítulo 3. Hastes de bombeio

3.12. Gabarito
1) Qual a importância das hastes em um sistema BM?

Transmitir o movimento alternativo da superfície para o pistão no fundo do poço.

2) Completes as lacunas:

Nas aplicações em BM podemos encontrar hastes convencionais, ocas e contínuas.


As hastes ocas são interessantes, pois permitem a injeção de fluidos, e suportam
menor carga. Já as hastes contínuas são apenas aplicadas em poços desviados
de elevada variação angular. Nesses casos, o uso de centralizadores se mostra
ineficiente.

3) Qual a função da haste polida? Por que ela deve ser polida?

Permite a vedação da caixa de gaxetas. Deve ser polida para lhe garantir uma
maior vida útil, pois a falha deste componente pode causar acidentes durante a
operação.

4) Completes as lacunas:

Os centralizadores foram desenvolvidos visando a redução do desgaste da coluna


de BM. Existem dois tipos no mercado, centralizadores rotativos e centralizadores 103
com revestimento plástico. Os centralizadores com revestimento plástico giram
junto com a coluna de hastes, ao passo que os centralizadores rotativos se mantêm
fixos, e permitem que a coluna de hastes gire em seu interior.

5) Preencher as lacunas abaixo conforme as informações dadas:

(a) Falha ocasionada por flutuações no (b) luva


carregamento durante a operação em BM
(b) Elemento responsável pela conexão entre duas (c) balanceamento
hastes vizinhas.
(c) Procedimento usado para o ajuste do espaço (d) haste polida
morto em sistemas BM
(d) Elemento responsável pela vedação da caixa de (e) centralizador
gaxetas
(e) Elemento capaz de minimizar o desgaste da (a) fadiga
coluna de produção em poços não desviados.

CORPORATIVA
Alta Competência

6) Preencher as lacunas abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).

(F) Para a confecção de hastes polidas em aplicações onde a carga supera


120000Pa pode-se empregar um aço carbono convencional.
Justificativa: para tensões acima de 120000Pa deve-se empregar aços
especiais, que contém elementos de liga capazes de produzir uma
microestrutura dura o suficiente de maneira a gerar tensões de ruptura
acima de 120000Pa. Exemplos de materiais para esse tipo de aplicação
seriam aços Cr – Mo (SAE – 41 XX), ou aços Ni – Mo (SAE 46 XX).
(V) Areia e gases produzidos são fatores responsáveis pela flutuação nas
cargas atuantes na coluna de produção.
(F) Uma haste levemente danificada em sua superfície durante o transporte
até a região de instalação pode ser utilizada sem problemas.
Justificativa: todas as hastes e luvas devem estar livres de defeitos
superficiais, pois estes reduzem a vida útil dos componentes. Dessa
forma, hastes e luvas defeituosas devem ser prontamente substituídas e
não devem ser em hipótese nenhuma utilizadas.
(F) O desgaste da coluna em poços desviados com variação angular inferior a
20o/30m pode ser minimizado mediante a inserção de centralizadores.
Justificativa: centralizadores podem ser empregados em poços de
variação angular inferior a 12o/30m. Nesses casos os centralizadores são
104 eficientes na redução do atrito entre a coluna de hastes de o tubo de
aço da coluna de produção.
(V) Hastes contínuas apresentam sua aplicação limitada pelos altos custos
operacionais envolvidos.

7) Defina dois fatores determinantes para a vida em fadiga dos componentes de


uma coluna de BM.

Flutuação das cargas atuantes e desgaste das hastes via contato com o tubo de
aço da coluna de produção.

8) Em que consiste o balanceamento de uma coluna de BM? Que efeitos denunciam


um balanceamento mal feito?

O balanceamento consiste no procedimento capaz de ajustar o espaço morto entre


a unidade de bombeio de uma bomba de BM. Este ajuste fino é possível mediante
a inserção de hastes curtas (pony rods), que estabelecem o contato entre a haste
polida e a coluna de hastes. Falhas no balanceamento podem ser reconhecidas
através de efeitos como a “pancada” de fluido e batida de cabresto.

9) Que cuidados deve-se ter no transporte e manuseio de hastes e luvas? Por quê?

Deve-se ter extremo cuidado para que não haja risco de danos superficiais nas hastes
e luvas. Tais processos reduzem significativamente a vida útil dos componentes de
BM, pois defeitos superficiais funcionam como sítios potenciais para a nucleação
e crescimento de trincas.

CORPORATIVA
Capítulo 4
Unidade de
Bombeio

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar as limitações mecânicas da UB, a nomenclatura


API para a mesma e sua cinemática;
• Reconhecer os elementos de controle;
• Descrever as unidades de bombeio de longo curso, tanto a
mecânica quanto a hidráulica.

CORPORATIVA
Alta Competência

106

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

4. Unidade de Bombeio

A
unidade de bombeamento (UB), usualmente chamada
Unidade de Bombeio, é o equipamento responsável pela
conversão do movimento rotativo fornecido pelo motor em
movimento alternativo da coluna de hastes. Os componentes de uma
UB típica são o redutor de velocidade (polia ou caixa de engrenagens),
contrapesos, biela, manivela, viga oscilante e cabeça basculante.

O acionamento do sistema é feito normalmente por um motor


elétrico operando com velocidade que pode variar de 500 a 1500rpm.
O motor se conecta a um sistema de polias ou caixa de engrenagens,
que reduz a velocidade e suporta o torque de bombeio. Na ausência
de suprimento confiável de energia elétrica, pode-se utilizar um
motor de combustão interna no lugar de um motor elétrico, embora
esse tipo de motor esteja praticamente em desuso.
107

A UB possui um sistema de biela-manivela que converte movimento


de rotação em movimento alternativo, que é transmitido até a coluna
de hastes através da viga oscilante. Um contrapeso ajustável regula a
carga imposta ao motor.

Todas as unidades de bombeio têm um sistema de balanceamento da


carga do poço, de modo a reduzir o esforço no motor e no redutor.

4.1. Limitações mecânicas da UB

As unidades de bombeamento são projetadas para operarem em


certa faixa de esforços e fornecer determinados cursos. Os principais
limites de projeto são:

• Capacidade estrutural: é a carga máxima que pode ser erguida


pela UB;

• Capacidade de torque: é o torque máximo que pode ser exigido


do eixo de saída do redutor, quando em operação;

CORPORATIVA
Alta Competência

• Curso máximo: é amplitude máxima do movimento alternativo


que a UB imprime à haste polida;

• Freqüência de bombeamento máxima: é a freqüência máxima


de bombeamento a que deve ser submetido o equipamento.
A norma API 11E determina que para redutores até API 320, a
freqüência máxima deve ser de 20cpm.

4.2. Componentes da UB

A estrutura de uma unidade de bombeio é composta por uma base,


tripé, viga principal, cabeça da UB, biela e manivela. A UB deve ser
provida de base metálica com prolongamento para instalação de
motor elétrico ou a combustão. O dispositivo de fixação do motor
deve prever um sistema para permitir esticar as correias e possibilitar,
também, o alinhamento das polias do motor e do redutor.
108
A seguir, temos uma ilustração dos componentes da unidade de
bombeio:

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

1 2 3 4 5 6
24

23

22

21

20
19
7
8

10

18 17 16 15 14 13 12 11

1 Viga equalizadora 13 Mancal manivela ou propulsor


2 Viga principal 14 Base do redutor
3 Plataforma de acesso ao mancal central 15 Plataforma de acesso ao redutor
4 Mancal central 16 Protetor de correias
5 Cabresto 17 Base do acionador
6 Cabeça da UB 18 Alavanca de freio
7
8
Mesa do cabresto
Escada
19
20
Grade de proteção
Polia do redutor
109
9 Tripé 21 Redutor
10 Base metálica (skid) 22 Biela ou braço
11 Manivela 23 Mancal lateral viga equalizadora
12 Contrapeso 24 Mancal equalizador

Componentes da unidade de bombeio

Segue abaixo a funcionalidade dos principais elementos da unidade


de bombeio:

• Viga principal é o elemento que determina a carga máxima que


pode suportar a unidade;

• A cabeça da UB está em uma das extremidades da viga principal e


suporta a haste polida por meio de dois cabos de aço (cabresto) e da
mesa do cabresto. A haste polida se move verticalmente, tangente ao
arco formado pela cabeça da UB;

• Manivela é o elemento ligado ao eixo de saída do redutor e que


determina os cursos possíveis de uma unidade;

• A biela transmite o movimento da manivela para a viga principal.


Está presa à viga principal através do mancal equalizador. O ponto
onde está conectada à manivela determina o curso da haste polida.

CORPORATIVA
Alta Competência

4.3. Tipos de unidade de bombeio

As unidades de bombeio são designadas conforme a norma API SPEC


11E pelo código A-BBBB-CCC-DDD, onde:

A é o tipo de unidade de bombeio que pode ser classificada como:

A - Balanceada a ar: a unidade de bombeio balanceada a ar emprega


ar comprimido para contrabalancear as cargas do poço, permite o
fácil balanceamento e é, em geral, utilizada em poços de alta vazão
e alta profundidade.

B
AC
A

110

C
Max. Min.
V U T
Bottom
Multi-
cylinder
of ST
enfine

AB
L

E
F R

Unidade de bombeio balanceada a Ar

B - Contrapesos no balancim: unidade de bombeio cujos


contrapesos são acoplados diretamente a viga principal,
representada normalmente por unidades de pequeno porte.

C - Convencional: a unidade tipo convencional é a de menor


custo e apresenta a mesma velocidade no curso descendente e
ascendente. Cada unidade de bombeio convencional possui um
conjunto de características geométricas (letras A, B, C, ..., X)
específicas que podem ser visualizadas na figura a seguir.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

D
C

K
M max. L min. J P N
A

H
Final
de curso
U
V R
S min.
E 800 mm

I F D

T B
G
Q

Unidade de bombeio tipo Convencional


111
M - Mark II: a unidade do tipo Mark II apresenta a característica
especial de realizar o curso ascendente de forma mais lenta que o
curso descendente. Por sua construção geométrica, para a mesma
condição de poço apresenta pico de torque inferior à unidade
convencional. O seu custo é ligeiramente superior (cerca de 2 a 10%
se compara a convencional).

P
K

W
M
X

Unidade de bombeio tipo Mark II

CORPORATIVA
Alta Competência

• BBBB é a capacidade ao torque (103lbf.in);

• CCC é a capacidade estrutural (102 bf.in);

• DDD é o curso máximo (in).

Para especificar completamente a unidade de bombeio são


necessárias informações adicionais como o tamanho da polia do
redutor, o efeito de contrabalanceio e os acessórios requeridos.

Exemplo: uma UB convencional que suporta até 228.000lbf.in de


torque no eixo do redutor, com capacidade estrutural de 21.300lbf e
com curso máximo de 86in é designada por C 228-213-86.

4.4. Balanceamento da unidade de bombeio


112
Toda a unidade de bombeio possui um desbalanceio estrutural.
O desbalanceio estrutural, conforme definição da API 11E, é a força
em lbf requerida na haste polida para segurar a viga principal na
horizontal, com as bielas desconectadas das manivelas. O valor do
desbalanceio estrutural é positivo quando a força na haste polida
está orientada para baixo, isto é, a cabeça da UB tende a subir. O valor
negativo ocorre quando a cabeça da UB tende a descer. O fabricante
tem a obrigação de registrar o valor do desbalanceio estrutural na
placa da UB.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

O balanceamento de uma unidade é conseguido ajustando-se a


posição e a quantidade de contrapesos na unidade de bombeio.
A maioria dos motores utilizados no bombeio mecânico são elétricos.
Uma maneira prática e largamente utilizada para balanceamento
de unidades consiste na medição dos picos de corrente no
curso ascendente e descendente. Se os picos de corrente forem
aproximadamente iguais a unidade está balanceada, uma vez que
a solicitação de carga "sentida" pelo eixo do motor é a soma das
cargas do poço, dos contrapesos e das perdas no equipamento de
superfície.Caso o pico de corrente seja maior no curso descendente,
pode-se afirmar que a unidade está com um efeito de contrapesos
em excesso. Nesse caso, os contrapesos deverão ser diminuídos e/ou
aproximados do eixo do redutor. Caso o pico de corrente seja maior
no curso ascendente, a unidade está sub-balanceada e o efeito dos
contrapesos deverá ser aumentado. Isso implica na utilização de
mais contrapesos e/ou no seu afastamento do eixo do redutor.

113
O cálculo da curva de torque em função da posição da manivela
utilizando as informações contidas em uma carta dinamométrica
de superfície também permite determinar se a unidade está ou não
balanceada. Na ilustração a seguir podemos visualizar o gráfico de
torque para uma unidade de bombeio balanceada. Outra maneira de
detectar o desbalanceio é por meio do ruído variável no motor.

Curva de torque

30142 30059
30.000

25.000
Torque (lbf.in)

20.000

15.000

10.000

5.000

0
-5.000

- 10.000

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260280 300 300 340 360
Ângulo da manivela (º)

Unidade de bombeio balanceada

CORPORATIVA
Alta Competência

4.5. Motor da UB

Os motores utilizados para acionar as UBs são do tipo diesel ou


elétrico, sendo este último o tipo mais comum devido à grandes
vantagens como menor custo operacional, menor ruído, maior
eficiência energética, maior durabilidade, controle mais fácil etc.

Os motores elétricos de indução podem ser de 6 pólos ou 8 pólos


que, na freqüência de 60hz, têm uma velocidade síncrona de
1200rpm e 900rpm, respectivamente.

O motor elétrico, em geral, custa cerca de 5% do preço da UB.


Especificar um motor com potência inferior à requerida pelo
sistema pode inviabilizar a operação do poço e desperdiçar todo o
investimento realizado.

114 O critério mais simplificado de escolha da potência nominal do


motor era baseado no seguinte:

Onde TUB é a capacidade de torque da UB e ωmax é avaliado em


condição de máxima freqüência de bombeio (20cpm).

O problema com esta aproximação é que superdimensionava


exageradamente o motor, fazendo cair o seu rendimento, daí a
necessidade de um critério um pouco mais aperfeiçoado.

Os motores elétricos são projetados para operar em carga nominal


aproximadamente constante. Nessas condições a temperatura de
operação permanece na faixa de valores admissíveis. Quando a carga
é variável, a corrente de alimentação do motor também varia, sendo
que a geração de calor varia conforme o quadrado da corrente. A
potência nominal do motor não é dada apenas pela potência média,
mas precisa ser multiplicada por um fator de carga cíclica para manter
a temperatura do motor dentro do valor de projeto.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

O torque líquido no eixo do redutor da UB varia significativamente


durante o ciclo de bombeio, demandando potência variável do motor
elétrico. O fator de carga cíclica depende da resposta do motor às
solicitações da carga.

Motor de baixo Motor de alto


Classe da UB escorregamento escorregamento
Nema C Nema D
I - Convencional 1,897 1,375
III – Mark II 1,517 1,100
Valores de CLF típicos para motores de UBs

A potência nominal do motor não é simplesmente igual à potência


na haste polida. Deve-se levar em conta, além do fator de carga
cíclica, a eficiência da UB e do sistema de transmissão de potência por
correias, e ainda uma potência extra, requerida durante a partida 115
para vencer a carga dinâmica e a inércia do sistema, incluindo o poço
e compensar eventuais imprecisões dos modelos adotados.

O rendimento da UB varia conforme o seu fator de utilização, mas


pode-se adotar, em projeto, um valor de aproximadamente 70%.

4.6. Unidade de bombeio de longo curso mecânica

A unidade de bombeio mecânico de longo curso com mecanismo


de acionamento mecânico por correias é conhecida pela marca
Rotaflex.

Essa unidade foi desenvolvida para atender poços profundos, de alta


vazão, ou poços com alto índice de falhas. O curso desta unidade
pode chegar a 306 polegadas e foi projetada para trabalhar com
baixas freqüências de bombeio.

Velocidades mais baixas e cursos maiores geralmente resultam em


menores cargas dinâmicas, expondo a coluna de hastes a menor
número de ciclos, o que pode diminuir a freqüência de falhas por
fadiga. Cursos maiores também são desejáveis, quando se bombeia
fluidos gaseificados, para aumentar a taxa de compressão da bomba
de fundo, reduzindo a possibilidade de bloqueio de gás.

CORPORATIVA
Alta Competência

Unidade de bombeio ROTAFLEX sendo instalada na UN-RNCE

Na ilustração anterior, observa-se uma unidade de bombeio Rotaflex


sendo instalada num poço terrestre da Bacia potiguar. A haste polida
116 é acionada por uma cinta flexível de alta resistência.

Geralmente, um motor elétrico aciona um redutor que, por sua vez,


aciona uma longa corrente a uma velocidade relativamente constante.
A corrente gira ao redor de uma roda dentada inferior que é fixada
ao redutor e também gira ao redor de uma roda dentada superior
que está montada no topo de um alto mastro.

Mastro

Cinta

Haste polida

Contrapesos

Mecanismo Redutor
de reversão

Unidade de bombeio ROTAFLEX - visão geral

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

Uma caixa de contrapesos que usa um mecanismo de acoplamento


deslizante é presa a um dos elos da corrente. Essa caixa de peso se
move com a corrente a uma velocidade relativamente constante, na
maior parte do curso ascendente e do curso descendente. Conforme o
elo da corrente entra em contato com a roda dentada superior e com
a roda dentada inferior, começa a viajar a uma velocidade vertical
mais lenta até que inverte o sentido de movimento e gradualmente
aumenta a velocidade vertical até que o elo esteja novamente a uma
velocidade vertical constante.

117
Detalhe do mecanismo de
reversão deslizante

Corrente

Roda dentada

ROTAFLEX - detalhe do sistema de acionamento

Enquanto a corrente viaja sempre a uma velocidade relativamente


constante, uma mudança rápida na velocidade vertical do acoplamento,
caixa de contrapesos e haste polida ocorre no início e final de cada
curso. A carga dos contrapesos contrabalança a carga na haste polida.
A caixa de contrapesos é conectada à mesa da haste polida através
de uma longa cinta flexível que se desloca alternativamente ao longo
de um rolo no topo do mastro. A cinta flexível absorve parte dos
esforços devido à mudança de sentido de movimento, introduzindo
vibrações amortecidas na haste polida.

CORPORATIVA
Alta Competência

Por construção o braço de alavanca sobre o eixo de saída do redutor


é constante, isto é, o fator de torque é constante e igual à metade do
diâmetro da roda dentada (raio de 16,8pol). Se a UB está balanceada
e a carta dinamométrica cheia, a carga no eixo do redutor é sempre
positiva, requerendo trabalho motor na maior parte do curso
ascendente e descendente. No ponto morto inferior e ponto morto
superior, quando a velocidade vertical é zero não é requerida potência,
pois o fator de torque é nulo.

A carga de contrapesos requerida para o balanceamento é a média


entre a carga máxima e mínima previstas. Desprezando-se as cargas
dinâmicas, este valor equivale ao peso da coluna de hastes no fluido
mais a metade do peso do fluido.

Nessas condições, desde que a carta dinamométrica esteja cheia, a


carga líquida percebida pelo redutor é a metade da carga de fluido,
118 tanto no curso ascendente quanto no curso descendente. Esse fato,
conjugado ao baixo valor do braço de alavanca sobre o eixo do
redutor implicam em valores de pico de torque muito mais baixos
do que os valores calculados para unidades convencionais e Mark II.
Ao comparar o torque desenvolvido num mesmo poço, obtemos os
valores apresentados na tabela a seguir.

Rotaflex Convencional Mark II


176,1 1128 974
Valores de torque de pico em Klbf.in

Porém, com enchimento parcial da bomba, durante boa parte do


curso descendente, a carga na haste polida será superior à carga de
contrapesos. O motor será acelerado e poderá passar a gerar energia
para a rede de forma bastante ineficiente. Assim, se a bomba não
enche completamente, recomenda-se a instalação de sistema de
controle de pump off.

Os motores elétricos trabalham mais eficientemente quando


próximos de sua carga nominal. A razão pela qual a unidade Rotaflex
é relativamente mais eficiente é devido ao fato do motor elétrico
ser mais uniformemente carregado, permitindo sua operação numa
faixa de alta eficiência na maior parte do tempo, desde que a unidade
esteja adequadamente balanceada.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

A unidade Rotaflex pode ser afastada do poço com facilidade,


permitindo a entrada da sonda.

O motor elétrico da Rotaflex pode ser acionado por variador de


freqüência, controlado por um controlador que pode trabalhar com
duas velocidades, sendo uma no curso descendente e outra no curso
ascendente, o que pode ser útil para bombear fluidos viscosos.

O sistema de freios dessa unidade de longo curso é do tipo manual


e automático, podendo este último ser acionado pelo sensor de
vibração ou comandado pelo controlador.

119

ROTAFLEX - Permitindo a entrada de SPT

4.7. Unidade de bombeio de longo curso hidráulica

A unidade de bombeio de longo curso com mecanismo de acionamento


hidráulico, conhecida pela marca Hydralift, foi desenvolvida para
atender poços profundos, de alta vazão, ou poços com alto índice de
falhas. Seu sistema hidráulico disponibiliza um curso de 360 polegadas,
portanto maior que o da Rotaflex, ocupando uma área menor que
as unidades convencionais, Mark II e Rotaflex. A carga requerida
para o acionamento alternativo da coluna de hastes atua sobre o
revestimento do poço. Essas características permitem, inclusive, sua
instalação em ambiente offshore.

CORPORATIVA
Alta Competência

Unidade de bombeio Hydralift

120 Na ilustração anterior é apresentada uma unidade Hydralift com curso


de 360 polegadas, com capacidade de carga de 36500lbf e freqüência
de até 6 ciclos de bombeio por minuto.

4 5 6
B

P1 + P2

3
A

P2
2 C

P1

Curso descendente (energia de recuperação)

A unidade hidráulica é composta de um motor elétrico (6) que aciona


uma bomba hidráulica (5) que por sua vez bombeia óleo para o cilindro
hidráulico (2), deslocando o pistão (3) que desloca a haste polida (1).
Um conjunto de acumuladores hidráulicos (4) pressurizados aproveita
a energia liberada durante o curso descendente.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

No curso ascendente a pressão acumulada nos acumuladores reduz o


esforço requerido pela bomba conforme a próxima ilustração.

Tal mecanismo, segundo o fabricante, melhora a eficiência energética


da unidade hidráulica.

4 5 6
B
P1 + P2

3
A

P3
2 C

P1 + P2 + P3

121
Curso ascendente

O pacote radiador (power pack) compreende motores elétricos,


bomba hidráulica, tanque, radiador, acumuladores e instrumentação
e controle, conforme apresentado na próxima ilustração. Cada
unidade pesa aproximadamente 8000lbf.

Power packs

CORPORATIVA
Alta Competência

O cilindro hidráulico de 10,8m é apresentado na imagem a ilustração.

122

Cilindro hidráulico

Devido ao enorme curso desenvolvido pela UB são requeridos


equipamentos especiais para instalação no poço:

• Bomba de fundo de camisa de 36ft mais 4ft de nipple de extensão.


Exemplo: 25-225-THM-36-4-2-2 BF-3-3;

• Haste polida metalizada 1 1/2 x 40ft;

• Haste de ligação tipo polida com 36ft para o acionamento do pistão


da bomba de fundo;

• Equipamento de dinamometria especial. Não é viável a


instalação de célula de carga na haste polida. A carga axial é
obtida a partir da pressão hidráulica, razão pela qual é necessário
um dinamômetro especial.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

Unidade hidráulica:

• 3m / 1,5m / 2,1m;

• 5,5 t, tanque de 700l;

• 06 acumuladores N2.

Cilindro hidráulico:

• 10,7m, 600Kg, 5000psi;

• válvula inversora e 08 furos para ajuste de curso;

• flange 3 1/8” x 5000psi.


123
Motor de 125 cv:

• à prova de explosão.

Pressão de trabalho de 80 a 130 kg/cm2.

CORPORATIVA
Alta Competência

4.8. Exercícios

1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A UB é o equipamento responsável pela conversão do movi-


mento rotativo fornecido pelo motor em movimento alter-
nativo da coluna de hastes.
( ) A amplitude máxima do movimento alternativo que a UB
imprime à haste polida é conhecida como curso máximo.
( ) No que diz respeito ao cálculo da curva de torque, o desba-
lanceio estrutural, conforme definição da API 11E, é a força
em Ibf requerida na haste polida para segurar a viga princi-
pal na vertical.
( ) Durante o procedimento de balanceamento, afastar os con-
trapesos do eixo redutor para aumentar o torque dos con-
trapesos e diminuir o torque líquido no curso ascendente,
124
é a ação necessária, quando os contrapesos estão próximos
demais.
( ) Os motores utilizados para o acionamento das UBs são do
tipo diesel e elétrico, sendo que o primeiro tipo é o mais
comum nas plantas de processo.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

2) Preencha a segunda coluna de acordo com os tipos de unidades de


bombeio da primeira coluna.

Tipos de UB Características
( ) A haste polida é acionada por uma
cinta flexível de alta resistência.
( ) Devido ao grande curso desenvolvido
pela UB, são requeridos equipamentos
especiais para a instalação do poço.
( ) A carga requerida para o acionamento
( a ) UB de longo
alternativo da coluna de hastes atua
curso mecânico
sobre o revestimento do poço. Uma
característica que permite, inclusive, a
( b ) UB de longo
instalação em ambiente offshore.
curso hidráulica
( ) Esta unidade é relativamente mais efi-
ciente devido ao fato do motor elétrico
ser mais uniformemente carregado.
125
( ) No curso ascendente a pressão acumu-
lada nos acumuladores reduz o esfor-
ço requerido pela bomba.

3) Complete as lacunas com os termos disponíveis abaixo.


a) As unidades de bombeio são projetadas para operarem em cer-
ta faixa de ____________ e fornecer determinados _________.
b) O dispositivo de fixação do motor na UB deve prever um siste-
ma para permitir esticar as correias e possibilitar, também, o ali-
nhamento das _________ do motor e do __________.
c) A unidade de bombeio balanceada a ar emprega ar comprimido
para contrabalançar a carga do peso, utilizada em poços de alta
_____________ e alta _______________.
d) A unidade de bombeio mecânico de longo curso foi desenvolvi-
da para atender poços ____________, de alta vazão, ou poços com
alto índice de ____________.
e) A vantagem da unidade de bombeio hidráulico é que seu sis-
tema disponibiliza um curso de 360 polegadas, portanto ________
que o das unidades de bombeio mecânico, ocupando uma área
_________.

falhas - maior - profundos - menor, polias - cursos -


redutor - esforços - profundidade - vazão

CORPORATIVA
Alta Competência

4.9. Glossário
API - ou grau API. Escala hidrométrica idealizada pelo American Petroleum
Institute - API, juntamente com a National Bureau of Standards e utilizada para
medir a densidade relativa de líquidos.

Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e contenção


dos fluidos.

Nipples de extensão - possuem diâmetro interno levemente superior ao da camisa


e podem ser instalados entre a camisa e a válvula de pé, e logo acima da camisa.
O de baixo é utilizado para acumular detritos e o de cima para permitir a saída do
pistão da camisa.

Offshore - marítimo.

Power pack (pacote radiador) - compreende motores elétricos, bomba hidráulica,


tanque, radiador, acumuladores e instrumentação e controle.

Pump off - técnica de controle da produção que consiste no desligamento do motor


126 da unidade de bombeio por um tempo pré-determinado.

UB - Unidade de Bombeio.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

4.10. Bibliografia
ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo.
Apostila. Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras.


Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de


Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP.
Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www.


bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio


mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2007.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod
Pumping Systems (Conventional Units).
127
Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker
rods.

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods,
Couplings and Subcouplings.

Norma API SPEC 11E - Specification for Pumping Units.

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio,


movimentação e estocagem.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras.


Natal, 1990.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila.


Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,
2005.

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>.


Acesso em: 30 de mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes


Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP.
Relatório Petrobras. Natal, 2006.

CORPORATIVA
Alta Competência

4.11. Gabarito
1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.

( V ) A UB é o equipamento responsável pela conversão do movimento rotativo


fornecido pelo motor em movimento alternativo da coluna de hastes.
( V ) A amplitude máxima do movimento alternativo que a UB imprime à haste
polida é conhecida como curso máximo.
(F) No que diz respeito ao cálculo da curva de torque, o desbalanceio estrutural,
conforme definição da API 11E, é a força em Ibf requerida na haste polida
para segurar a viga principal na vertical.
Justificativa: a viga principal precisa ficar segura na horizontal e não na
vertical.
( V ) Durante o procedimento de balanceamento, afastar os contrapesos do
eixo redutor para aumentar o torque dos contrapesos e diminuir o torque
líquido no curso ascendente, é a ação necessária, quando os contrapesos
estão próximos demais.
(F) Os motores utilizados para o acionamento das UBs são do tipo diesel
e elétrico, sendo que o primeiro tipo é o mais comum nas plantas de
128 processo.
Justificativa: os mais utilizados, são os motores de acionamento elétrico
devido a vantagens como menor custo operacional, menor ruído e maior
eficiência energética.

2) Preencha a segunda coluna de acordo com os tipos de unidades de bombeio da


primeira coluna.

Tipos de UB Características
(a) A haste polida é acionada por uma cinta flexível
de alta resistência.
(b) Devido ao grande curso desenvolvido pela UB,
são requeridos equipamentos especiais para a
instalação do poço.
( a ) UB de longo curso ( b ) A carga requerida para o acionamento alternativo
mecânico da coluna de hastes atua sobre o revestimento do
poço. Uma característica que permite, inclusive, a
( b ) UB de longo curso instalação em ambiente offshore.
hidráulica
(a) Esta unidade é relativamente mais eficiente
devido ao fato do motor elétrico ser mais
uniformemente carregado.
(b) No curso ascendente a pressão acumulada nos
acumuladores reduz o esforço requerido pela
bomba.

CORPORATIVA
Capítulo 4. Unidade de Bombeio

3) Complete as lacunas com os termos disponíveis abaixo.

a) As unidades de bombeio são projetadas para operarem em certa faixa de


esforços e fornecer determinados cursos.

b) O dispositivo de fixação do motor na UB deve prever um sistema para permitir


esticar as correias e possibilitar, também, o alinhamento das polias do motor e do
redutor.

c) A unidade de bombeio balanceada a ar emprega ar comprimido para contrabalançar


a carga do peso, utilizada em poços de alta vazão e alta profundidade.

d) A unidade de bombeio mecânico de longo curso foi desenvolvida para atender


poços profundos, de alta vazão, ou poços com alto índice de falhas.

e) A vantagem da unidade de bombeio hidráulico é que seu sistema disponibiliza


um curso de 360 polegadas, portanto maior que o das unidades de bombeio
mecânico, ocupando uma área menor.

129

CORPORATIVA
CORPORATIVA
Capítulo 5
Operação

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer os processos relacionados ao


acompanhamento operacional do sistema de Bombeio
Mecânico;
• Reconhecer as etapas do acompanhamento operacional;
• Identificar os componentes e acessórios do dinamômetro
mecânico;
• Identificar os problemas operacionais, os procedimentos
de segurança, conservação e manutenção do sistema de
Bombeio Mecânico.

CORPORATIVA
Alta Competência

132

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

5. Operação

P
ara manter a produção dos poços por bombeio mecânico,
faz-se necessário acompanhar as variáveis operacionais
medidas no poço como rotação do motor, carga e posição
da haste polida para garantir a segurança operacional, detectar
falhas de equipamentos, assim como garantir a eficiência na
operação do sistema.

O acompanhamento operacional dos poços é feito por meio:

• Registro dinamométrico: conhecido por carta dinamométrica,


obtida por meio de dinamômetro móvel ou de célula de carga
na haste polida;

• Medição do nível de líquido no espaço anular: obtido por 133


sondador acústico;

• Medição da corrente do motor;

• Medição das pressões da linha de produção e do anular.

Os parâmetros básicos de funcionamento desse sistema são o tamanho


do curso da haste polida e a velocidade de bombeamento, expressa
em ciclos por minuto. Para determinar a melhor configuração desses
parâmetros, o engenheiro de elevação leva em consideração as
informações adquiridas no acompanhamento operacional.

Para corrigir anomalias e falhas do sistema BM algumas operações de


manutenção são indicadas:

• Substituição das gaxetas da caixa de engaxetamento;

• Substituição da haste polida;

• Substituição de cabresto;

CORPORATIVA
Alta Competência

• Verificação geral do funcionamento da UB;

• Substituição de correias do motor;

• Complementação do óleo do redutor;

• Lubrificação de mancais.

Atualmente a automação de poços é uma grande aliada do controle


operacional dos poços, pois permite a análise das variáveis dos poços
na sala de controle, sem a necessidade de deslocamento do técnico
de operação para a locação do poço.

Quando não é possível solucionar o problema com a manutenção de


superfície, a equipe de operação indicará a necessidade de intervenção
no poço.
134

5.1. Intervenção

Ao se programar uma intervenção em um poço de BM, algumas


providências são necessárias para garantir uma instalação bem
sucedida.

Em primeiro lugar deve-se garantir que todos os adaptadores


necessários estejam à mão para fazer as seguintes conexões:

• Camisa da bomba à coluna de produção, se bomba tubular;

• Coluna à cabeça de produção;

• Pistão à coluna de hastes;

• Coluna de hastes à unidade de bombeio.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Outra providência de suma importância é a de se ter em mãos algumas


hastes curtas (pony rods) de comprimentos variados de modo que seja
possível efetuar o adequado balanceamento da coluna de hastes para
compensar as diferenças entre o comprimento da coluna de hastes e
a de produção.

A seguir, serão apresentadas as principais etapas de uma intervenção


de poços com BM.

5.1.1. Descida da coluna de produção e camisa da bomba

Antes de se iniciar a tarefa de descida devem ser tomados alguns


cuidados:

• Medir todas as partes que serão instaladas no fundo do poço


(camisa, acoplamentos, tubos e tê de produção);
135
• As roscas dos tubos (pino e rosca) devem ser limpas e
engraxadas.

Após essas medidas conecta-se então a camisa da bomba ao primeiro


tubo da coluna de produção.

Pode haver a necessidade da utilização de uma redução caso ocorra


uma das situações abaixo:

• A rosca do estator ser EU e a do rotor ser NU;

• Os diâmetros serem diferentes.

Em casos de poços com grande profundidade é recomendável a


utilização de âncora de torque.

Em casos de poços com presença de gás, pode-se utilizar um separador


de gás.

CORPORATIVA
Alta Competência

Na seqüência efetuamos as seguintes operações:

• Conectar os tubos e descer no poço até alcançarem a


profundidade desejada para o assentamento da bomba;

• Montar o tubing-hanger na cabeça de produção;

• Montar um adaptador flange rosca sobre a cabeça de


produção;

• Montar o tê de fluxo na parte superior da cabeça;

5.1.2. Descida da coluna de hastes

Para a operação de descida da coluna de hastes , após a troca do BOP


136 de coluna pelo BOP de haste, devemos efetuar os passos conforme
descrito a seguir:

• Soltar a válvula de pé, independente, dentro do poço (verificar


com atenção a posição dessa válvula ao soltá-la, onde as garras–
mandril de fixação ficam para baixo);

• Conectar o pistão à primeira haste, utilizando-se da redução


requerida quando necessário;

• Descer as hastes enroscando-as uma a uma com o torque


recomendado pelo fabricante;

• Observar a carga suportada pelo guincho até que esta diminua.


Nesse momento o pistão terá atingido a válvula de pé, apoiando-
se nessa;

• Eleve a haste lentamente e observando o ponto em que carga


deixa de crescer; neste momento toda a flambagem da coluna
de haste foi retirada;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

• Iniciar o balanceamento, repetitando espaço morto


definido pelo engenheiro de elevação. Este ajuste fino é
possível mediante a inserção de hastes curtas (pony rods),
que estabelecem o contato entre a haste polida e a coluna
de hastes.

• Assentar stuffing box e as gaxetas;

• Acoplar a haste polida à unidade de bombeio pelo cabresto.

Para determinar o correto espaçamento da coluna de hastes, é


necessário levar em consideração a elongação das hastes, função
do comprimento das hastes em repouso e da carga axial aplicada,
dilatação térmica das hastes. As hastes sofrerão um alongamento
adicional quando estiverem suportando o diferencial de pressão
máximo. O balanceamento deverá levar em conta também a distância
que há entre o fim do pistão e a válvula de pé. 137

5.2. Acompanhamento operacional

O acompanhamento da operação de poços BM normalmente é feito


através da análise da carta dinamométrica, testes de produção e de
registros de nível dinâmico, além de alguns procedimentos como
pressurização e checagem de fundo.

Os testes de produção permitem:

• Verificar se houve uma mudança súbita na eficiência de


bombeio, indicativa de problemas na bomba ou no sistema;

• Verificar se houve perda total de vazão indicando dano da


bomba, furo na coluna ou haste partida ou desenroscada;

• Acompanhar a evolução da eficiência de bombeio no tempo,


permitindo determinar se a bomba está sofrendo algum tipo de
desgaste.

CORPORATIVA
Alta Competência

As atividades de acompanhamento que permitem avaliar o


desempenho de um poço incluem a sistemática de diagnóstico. Os
dados coletados no campo precisam ser adequadamente interpretados
para que ações corretivas sejam tomadas ou que se possam alterar as
condições operacionais de tal forma a otimizar um poço segundo um
critério definido.

Os critérios de otimização podem variar conforme as circunstâncias e


as características do poço. Os critérios mais utilizados são econômicos,
tais como maximização da produção, maximização do tempo entre
falhas (MTBF), maximização do retorno de capital. O mais comum,
entretanto é estratégia de otimização combinada, ou seja, obter a
máxima produção com o mínimo MTBF possível para se obter essa
produção. Essa estratégia parte do princípio, comum a grande parte
dos poços, de que o reservatório não é afetado pela produção do
poço (o que exclui aqueles casos em que pode se formar cone ou haver
produção de areia em altas vazões) e que o preço do petróleo é tal
138
que permite pagar os custos de produção sem afetar sensivelmente a
rentabilidade do poço.

Um critério aprimorado seria o da obtenção do máximo resultado


econômico levando-se em conta, concomitantemente, ambos os
fatores, entretanto o MTBF é amplamente variável e dependente de
circunstâncias nem sempre controláveis.

No acompanhamento operacional dos poços, algumas rotinas


operacionais são executadas para garantir o correto funcionamento
do sistema de Bombeio Mecânico. Além disso, essas tarefas
asseguram a continuidade operacional e a segurança das pessoas e
dos equipamentos.

Para minimizar o efeito de vazamentos, as válvulas, as juntas e a


caixa de engaxetamento dos poços de Bombeio Mecânico devem
ser inspecionadas visualmente a cada visita ao poço. Qualquer
anormalidade deverá ser informada ao supervisor, segundo
procedimento específico de cada unidade operacional. Se o
vazamento detectado for da caixa de engaxetamento, as gaxetas
deverão ser trocadas.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

A continuidade operacional dos poços com Bombeio Mecânico


deverá ser verificada. Na unidade de bombeio, as anomalias poderão
ser identificadas por meio de:

• Verificação do funcionamento da unidade de bombeio;

• Análise do estado das correias de transmissão (motor/


redutor);

• Medição do nível de óleo no redutor;

• Percepção de ruídos estranhos ou trancos nos mancais e


redutor da UB;

• Averiguação do alinhamento e nivelamento da UB;


139
• Verificação do contrabalanceio;

• Inspeção dos prendedores da UB, garantindo que estão firmes


e bem distribuídos (mínimo 3);

• Análise das condições do cabresto;

• Teste do comportamento do freio;

• Verificação do limite de carga da UB.

Problemas operacionais dos poços poderão ser detectados por:

• Pressurização dos poços;

• Análise da carta dinamométrica de superfície;

• Checagem de fundo.

CORPORATIVA
Alta Competência

5.2.1. Pressurização

O procedimento de pressurização do poço permite a detecção de


anormalidades na bomba de fundo, além de constatar a eficiência
de bombeio. Para medir a pressão na coluna de produção, o
manômetro deve ser enroscado no “kero-test” de produção. Após
a instalação do medidor, a válvula do “kero-test” deverá ser aberta
para obtenção do registro de pressão inicial (pressão de bombeio
ou pressão de cabeça). Acompanhar o comportamento de registro
de pressão, após o fechamento da válvula de produção. Ao atingir
a pressão desejada (aproximadamente 20 kgf/cm2 ou outro limite
determinado pelo supervisor de produção), a válvula de produção
deverá ser aberta lentamente, despressurizando o poço para sua
linha de fluxo. Ao final, a válvula do “kero-test” deverá ser fechada
e o manômetro desenroscado.

140 Durante a pressurização, verifica-se se o engaxetamento suporta a


carga de pressão sem vazar. Se durante o teste for verificada queda de
pressão no curso ascendente, a válvula de passeio poderá estar vazando.
Já se a queda de pressão for ao curso descendente, pode sinalizar
bloqueio de gás na bomba ou se a perda for grande (considerando
uma pressurização de 20 e uma perda de aproximadamente 8kgf/cm2
ou mais), vazamento na válvula de pé.

Para saber da real situação da bomba de fundo, a detecção de


vazamentos em suas válvulas, inclusive da relação de forças em seus
cursos (contrabalanceio) será necessário o auxílio do dinamômetro.

5.2.2. Checagem de fundo

A checagem de fundo é indicada no caso em que o poço apresenta


vazamentos nas válvulas de pé e/ou passeio, e quando se constata
diminuição ou parada da produção. O procedimento simplificado
segue abaixo:

1. Parar a UB, freando-a antes de atingir o final do curso


descendente;

2. Grampear a haste polida com apoio no stuffing box;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

3. Liberar o freio e movimentar a UB, freando-a novamente, agora


com as manivelas paralelas aos braços equalizadores, ou seja, no final
do curso descendente – a UB ficou livre do peso das hastes;

4. Folgar o grampo de bombeio localizado acima da mesa do cabresto


e subi-lo na haste polida, apertando-o em seguida;

Importante!
Essa subida do grampo de bombeio ficará a critério
do operador ou orientação do Supervisor conforme
a situação do espaço-morto e da profundidade do
poço em questão.

5. Liberar o freio e movimentar a UB, retornando o peso das hastes


para a Unidade;
141
6. Liberar o grampo de apoio retirando-o da haste polida e reiniciar
o bombeio;

7. Verificar através da haste polida, segurando-a com a mão no final


do curso descendente, se há batida na válvula de pé.

Importante!
Caso não esteja checado o fundo, repetir a operação
sempre subindo o grampo de bombeio (espaço de
5cm) até comprovar a batida. Evitar batidas fortes
para não provocar danos no equipamento de
subsuperfície, principalmente em poços profundos
(superior a 800m), onde a enlogação (efeito elástico)
da coluna de hastes se torna maior devido ao seu
comprimento, podendo transmitir uma falsa potência
das batidas.

CORPORATIVA
Alta Competência

O tempo de checagem de fundo varia de poço para poço conforme


o problema apresentado, levando em consideração a característica
particular de produção de cada um. Portanto, esse tempo será
determinado pelo Supervisor ou pelo técnico de operação, conforme
o seu conhecimento e experiência.

Para retirar a batida de fundo, seguir o mesmo procedimento, sendo


que o grampo de bombeio volta ao seu ponto inicial ou ajustado de
acordo com o espaço-morto encontrado.

5.2.3. Balanceamento da unidade de bombeio

Para evitar esforços e desgastes desiguais nos equipamentos de


superfície da unidade de bombeio, as cargas no curso ascendente
devem ser iguais às cargas no curso descendente para garantir o
correto balanceamento da UB. A carga depende do peso da coluna
142 de hastes/bomba de fundo, fluido em deslocamento, curso da UB e
posicionamento dos contrapesos na manivela.

A UB possui um desbalanceio estrutural devido à sua forma


geométrica associada à distribuição dos pesos de seus componentes.
Para compensar o desbalanceio estrutural e a carga axial fornecida
pela haste polida foram adicionados à manivela contrapesos que
podem ser movimentados ao longo da manivela para permitir o
equilíbrio das cargas nos cursos ascendentes e descendentes. Se o
desbalanceamento for acentuado, além do desgaste prematuro dos
equipamentos, o motor poderá falhar prematuramente devido à
alteração da carga no ciclo de bombeio.

Em UBs com motor a diesel o desbalanceamento poderá ser percebido


pela diminuição forçada da rotação do motor no curso ascendente.
Os motores a diesel devem trabalhar em rotação constante.

Em UBs com motor elétrico, o desbalanceamento pode ser detectado


através do barulho emitido pelo motor, mas principalmente pelo
aumento da corrente no amperímetro ou através da curva de
torque que é calculada a partir da carta dinamométrica. Segue
abaixo, o exemplo de uma UB balanceada detectada a partir da
curva de torque.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Curva de torque

30142 30059
30.000

25.000

Torque (lbf.in)
20.000

15.000

10.000

5.000

0
-5.000

- 10.000

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260280 300 300 340 360
Ângulo da manivela (º)
Unidade de bombeio balanceada

Segue abaixo, um exemplo de UB desbalanceada detectada a partir


da curva de torque.

Curva de torque 143


80.000 80622
70.000 69448
60.000
50.000
Torque (lbf.in)

40.000
30.000
20.000
10.000
0
-10.000
-20.000

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300 320 340 360
Ângulo da Manivela (º)

Unidade de bombeio desbalanceada

Se for detectado o desbalanceamento da UB, o procedimento de


balanceamento deverá ser executado. Segue abaixo, uma simplificação
desse procedimento para maior compreensão do processo.

1. Verificar a segurança do freio da UB;

2. Parar a UB, freando-a com suas manivelas no sentido horizontal;

3. Desprender os contrapesos superiores das manivelas e deslocá-los


para a posição estipulada pelo engenheiro de operação;

CORPORATIVA
Alta Competência

4. Considerando que as manivelas em sentido horizontal, o contrapeso


da direita deverá estar situado no mesmo número do contrapeso da
esquerda;

5. Deslocados os contrapesos para a posição definida, prendê-los nas


manivelas, certificando-se disso antes de liberar o freio;

6. Movimentar a UB dando meio giro nas manivelas (180 graus)


passando os contrapesos que estavam em sentido inferior para
superior, ajustando-o as conforme necessário.

144 1 2
Giro das manivelas

Importante!
Após a execução do procedimento, deve-se verificar
o contrabalanceio resultante.

5.2.4. Pistoneio

O pistoneio consiste na execução por meio de guindaste do


movimento alternativo da coluna de hastes, que simula o
comportamento de uma unidade de bombeio. Ele tem como
principal função retificar ou confirmar anormalidades no
funcionamento dos equipamentos de subsuperfície.

1. Parar a UB, freando-a antes de atingir o final do curso


descendente;

2. Grampear a haste polida com apoio no stuffing box;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

3. Liberar o freio e movimentar a UB, freando-a novamente, agora


com as manivelas paralelas aos braços equalizadores, ou seja, no final
do curso descendente para liberar a UB do peso das hastes;

4. Retirar a mesa do cabresto da haste polida, liberando totalmente


a Unidade do poço;

5. Fechar a válvulas de produção e despressurizar o poço através do


“kero-test”;

6. Conectar um “pony” (haste curta de bombeio) no topo da haste


polida, usando uma luva ou redução, conforme os diâmetros dessas
hastes;

7. Posicionar o guindaste ou “sondinha” com a “Catarina” (gancho)


alinhada verticalmente ao poço, utilizando o elevador para suspender
a coluna de hastes; 145

Elevador de hastes

8. Retirar o grampo de apoio da haste polida e desenroscar o stuffing


box do tê de fluxo;

9. Elevar a coluna de hastes para o desencamisamento do pistão,


mantendo-o fora da camisa por 5 a 10min para liberação do gás do
interior da bomba;

CORPORATIVA
Alta Competência

10. Após o desencamisamento, checar fundo na primeira descida,


enroscar o stuffing Box no tê de fluxo, determinar um curso e
pistonear (movimento de subida e descida) até a reação do poço,
desde que não ultrapasse 30 minutos, tempo suficiente empregado
nessa operação.

Não havendo reação do poço, comunicar o Supervisor para que o


problema seja avaliado. Caso contrário, recompor a unidade de
bombeio ao poço e testar a eficiência da bomba de fundo através da
pressurização.

Importante!
Usar uma haste curta de bombeio de tamanho maior
para evitar que o elevador se choque com a cabeça
da UB durante o pistoneio.
146
5.2.5. Saque da coluna de hastes e da bomba de fundo

Se forem detectadas falhas nas válvulas de subsuperfície, na coluna


de hastes e na bomba de superfície, é possível retirar a coluna de
haste e trocar os equipamentos sem necessidade de intervenção
com a sonda. Para isso, é preciso solicitar o esquema mecânico do
poço em questão para conhecimento dos componentes instalados na
subsuperfície e para escolha das ferramentas que serão empregadas
nessa operação.

? VOCÊ SABIA?
O esquema mecânico, relatório de completação
feito pela sonda que equipou o poço, contém a
descrição de todos os equipamentos de subsuperfície
instalados no poço como o diâmetro e comprimento
da bomba, a definição se a bomba instalada é
insertável ou tubular, a quantidade de hastes
de bombeio e seu diâmetro, se “o pescador” foi
instalado e a profundidade de instalação da bomba,
entre outras informações do poço.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

1. Parar a UB, freando-a antes de atingir o final do curso


descendente;

2. Grampear a haste polida com apoio no stuffing box com o grampo


de apoio;

3. Liberar o freio e movimentar a UB, freando-a novamente, agora


com as manivelas paralelas aos braços equalizadores, ou seja, no final
do curso descendente para liberar a UB do peso das hastes;

4. Retirar o grampo de bombeio e soltar a mesa do cabresto da haste


polida;

5. Girar a cabeça da UB ou retirá-la da Unidade;

6. Fechar a válvula de produção e despressurizar o poço através do


147
“kero-test”;

7. Posicionar o guindaste ou “sondinha” alinhada ao eixo do poço,


conectar uma haste curta (pony) no topo da haste polida, engatar o
elevador no pony e suspender a coluna de hastes apenas o suficiente
para retirada do grampo de apoio;

8. Baixar a coluna de hastes apoiando-a no fundo (na válvula de pé);

9. Desconectar o stuffing box do tê de fluxo, retirá-lo da haste polida


e instalar o BOP (Blowout Prevent - interruptor de surgência).

CORPORATIVA
Alta Competência

148
10. Iniciar a retirada das hastes, se a bomba for insertável
(conjunto completo da bomba instalado na extremidade da
coluna de hastes). Se a bomba for tubular (camisa integrada na
coluna de produção e o pistão na coluna de hastes), prosseguir
com a pescaria da válvula de pé:

a) Verificar no esquema mecânico do poço se o pescador foi


instalado após a válvula de passeio;

b) Se o pescador não foi instalado, sacar a coluna de hastes, instalar


o pescador ao final da válvula de passeio, na extremidade inferior
do pistão e descer as hastes. Antes, porém, deve-se fazer uma
tentativa de pescar a válvula de pé, no caso de erro no esquema;

c) Com uma chave de tubo girar a haste polida no sentido horário


com 10 voltas completas, fazendo enroscar o pescador na válvula
de pé;

d) Dadas as voltas necessárias, retornar a chave (sentido anti-


horário) com o cuidado para que esta não escape da haste polida,
considerando esse retorno mínimo de 3 e no máximo 6 voltas, para
saber se a válvula foi pescada;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

e) Retirar a chave da haste polida e suspender a coluna de


hastes através do guindaste, ficando atento ao tranco de
desassentamento da válvula de pé de seu nipple;

? VOCÊ SABIA?
A válvula de pé pode ser sacada do fundo do poço
pela coluna de hastes por meio do equipamento
chamado pescador. A válvula de pé possui na sua
extremidade superior uma rosca e na inferior um
rasgo que permite assentá-la sobre o nipple acoplado
a coluna de produção.

Válvula-de-passeio

Gaiola
149

Mola

Pescador

Nipple

11. Iniciar a retirada das hastes, depositando-as sempre em ordem


de enroscamento sobre cavaletes até a retirada do pistão que virá
instalado na extremidade da coluna de hastes juntamente com o
“peixe” (válvula de pé);

CORPORATIVA
Alta Competência

12. “Fechar“ o poço pelo BOP para evitar uma possível surgência ou
deixar cair qualquer corpo estranho em seu interior;

13. Fazer manutenção – limpar, “quebrar” (desenroscar) as conexões


do pistão e das válvulas e substituir, se necessário, suas esferas e
sedes;

Importante!
Havendo ranhuras ou estragos no corpo do pistão,
comunicar-se com supervisor para apreciação desse
equipamento.

14. Abrir poço, verificando antes se não há pressão na coluna


de produção (através do “kero-test”) e soltar a válvula de pé,
independente, dentro do poço. Antes de soltar a válvula, verificar
150 com atenção a posição dessa válvula para que as garras (mandril de
fixação) fiquem voltadas para baixo;

15. Descer a coluna de hastes;

16. Retirar o BOP e instalar a caixa de engaxetamento;

17. Retornar a cabeça da UB à posição de bombeio e grampear o


cabresto na haste polida;

18. Abrir a válvula de produção, checar o espaço-morto e iniciar o


bombeio, observando o comportamento do poço, testando a eficiência
da bomba de fundo com um manômetro, através da pressurização.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

5.2.6. Troca de Gaxeta

A caixa de engaxetamento é um equipamento muito importante


na prevenção de vazamento de petróleo em poços com Bombeio
Mecânico, pois garante a estanqueidade do sistema de bombeio,
além de permitir o movimento alternativo da haste polida. É de suma
importância acompanhar o desgaste das gaxetas, que são anéis de
borracha responsáveis pela vedação da caixa de engaxetamento.
Se o desgaste das gaxetas for detectado, elas deverão ser trocadas.
Segue, como exemplo ilustrativo, a seqüência de passos para a troca
das gaxetas:

1. Parar e frear a UB;

2. Fechar a válvula de produção e despressurizar o poço (coluna de


produção e revestimento);
151
3. Abrir a caixa de engaxetamento, desenroscando sua tampa;

4. Retirar as gaxetas estragadas com uma chave de fenda ou


ferramenta similar;

5. Fazer um corte diagonal no corpo de cada gaxeta nova, conforme


figura abaixo:

Gaxeta cortada

Este corte facilita o encaixe sem perda de tempo e sem alterar o poder
de vedação, sendo arrumadas com os cortes para lados diferentes;

6. Encaixar as novas gaxetas e enroscar a tampa do “stuffing Box” com


mão, sem muito aperto;

CORPORATIVA
Alta Competência

7. Liberar o freio, abrir a válvula de produção e reiniciar o bombeio;

8. Aguardar a reação do poço e verificar o comportamento do novo


engaxetamento, folgando ou apertando a tampa do “stuffing box”
conforme necessário.

5.2.7. Troca da haste polida

A haste polida é o elemento de ligação entre os equipamentos de


superfície e subsuperfície, unidade de bombeio e a coluna de hastes,
respectivamente. Ela pode ser substituída por meio da própria
Unidade de Bombeio ou pelo uso de um guindaste.

Como exemplo, segue o procedimento simplificado para substituição


da haste polida com guindaste:

152
1. Parar a UB freando-a no final do curso descendente;

? VOCÊ SABIA?
No final do curso descendente, o grampo de
bombeio e o topo da haste ficam mais acessíveis
ao técnico de operação para execução de
procedimentos operacionais.

2. Fechar a válvula de produção e despressurizar a coluna e


revestimento de produção;

3. Posicionar o guindaste ou sonda alinhada ao poço com elevador


de hastes;

4. Conectar a haste curta (pony) no topo da haste polida;

5. Engatar o elevador no pony e suspender a coluna de hastes apenas


o suficiente para retirada do grampo de bombeio e da mesa do
cabresto;

6. Desenroscar o “stuffing box” do tê de fluxo;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

7. Elevar a coluna de hastes até expor toda haste polida e prender


a primeira haste de bombeio com outro elevador ou grampo e
desenroscar a haste polida da coluna de hastes;

8. Transferir o stuffing box e o espaçador da haste danificada para a


haste nova;

9. Conectar a nova haste polida, baixar a coluna de hastes, enroscar


o stuffing box no tê de fluxo e repor a mesa do cabresto e o grampo
de bombeio;

10. Abrir a válvula de produção, checar o espaço morto e reiniciar o


bombeio;

Importante!
Se o motivo de troca for desgaste (geralmente 153
ranhuras no curso da haste), esta poderá ser
reaproveitada invertendo sua posição, desde que
esse curso (área de contato com o engaxetamento)
esteja localizado a partir de um pouco mais do meio
da haste para uma de suas extremidades, onde será
utilizada a outra metade em bom estado.

Curso atual
Curso anterior na haste -
na haste - após inverter
parte com ranhuras a posição

Inversão da posição da haste polida

CORPORATIVA
Alta Competência

5.2.8. Troca do cabresto

Outro procedimento operacional é a troca do cabresto. Segue abaixo


a seqüência dos passos de maneira simplificada.

1. Parar a UB freando-a com a viga principal em sentido horizontal


(no meio do curso descendente);

2. Grampear a haste polida com apoio no stuffing box;

3. Movimentar a UB apenas o suficiente para transferir o peso das


hastes para o grampo de apoio;

4. Desprender o cabresto de sua mesa retirando os pinos de segurança


de suas laterais (não é necessário retirar a mesa da haste polida nem
o grampo de bombeio);
154

5. O técnico de operação deverá subir na viga principal e desparafusar


a chapa que prende o cabresto na cabeça da UB;

6. Soltar o cabresto deixando-o cair de maneira que não se choque


com os componentes da cabeça de produção;

7. Com auxílio de uma corda, elevar o novo cabresto prendendo-o


(sem apertar) na cabeça da UB;

8. Encaixar os terminais do cabresto na mesa e alinhar suas


extremidades;

9. Apertar os parafusos do prendedor do cabresto na cabeça da UB;

10. Liberar o freio da UB, transferindo o peso das hastes para o novo
cabresto;

11. Retirar o grampo de apoio e reiniciar o bombeio.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

5.2.9. Registro de nível

A mais tradicional forma de acompanhar um poço bombeado é


registrar o seu nível de líquido no espaço anular em condições de
operação. Se o que se deseja é maximizar a produção com o menor
MTBF possível, o que se quer é obter o menor nível dinâmico com
a menor velocidade de rotação possível. Obviamente, é necessário
acompanhar também a produção do poço através de testes de
produção para se verificar as condições operacionais da bomba, como
já foi dito.

Faz-se o registro de nível e o resultado é comparado com a profundidade


de assentamento da bomba. Se o nível de líquido registrado estiver
acima da profundidade de assentamento da bomba, aumenta-se a
rotação do motor. A técnica é eficaz, porém não leva em conta a
possibilidade de reduzir a rotação, coisa que sempre será necessária
em função da natural depleção do poço. 155

Assim, é comum encontrar poços com rotação desnecessariamente


excessiva. Só uma adequada confrontação do rendimento da bomba
permitiria diagnosticar uma condição de bombeio ineficiente. No
bombeio mecânico, a análise da carta dinamométrica permite a
detecção de eficiência de bombeio. Um sistema de controle automático
eficaz, deve necessariamente contemplar a detecção desta situação.

O principal propósito de se medir o nível de líquido no anular é


inferir a pressão de sucção da bomba. Quanto maior o nível, menor
a submergência e menor a pressão de sucção. Tanto menor a
pressão de sucção, menor a pressão de fluxo e maior o diferencial
de pressão a que está submetido o reservatório. Assim, consegue-
se obter a maior vazão possível para o poço quando se minimiza a
submergência ou se maximiza o nível dinâmico.

CORPORATIVA
Alta Competência

Para se obter o nível de líquido no anular, utiliza-se um registrador


sônico de nível denominado sonolog ou echometer. Um impacto de
pressão criado por um canhão de gás ou um cartucho de festim
disparado contra a válvula de acesso ao anular do poço provoca
um onda de som que viaja desde a superfície até o nível de líquido
sendo então refletida. Cada uma das reduções de seção do espaço
anular resultante da existência de luvas de conexão entre os tubos de
produção provoca reflexões de menor intensidade do que a reflexão
provocada pela superfície de líquido. O intervalo de tempo que o
som leva para percorrer o espaço entre as luvas está relacionado à
velocidade do som no gás. Uma maneira de determinar o nível de
fluido no anular é calcular a velocidade do som no gás, que é função
da pressão a que o gás está submetido e ao peso específico do gás, e
multiplicar pelo tempo decorrido entre o disparo e a reflexão principal.
Outra maneira é contar o número de reflexões intermediárias e
multiplicar pelo comprimento dos tubos de produção (padronizados
em 9,3 metros).
156

Apesar das limitações, o método de registro de nível dinâmico é


o mais utilizado e é certamente muito útil e prático. Não há tanta
necessidade de saber com precisão o nível, e sim saber se ele está mais
alto ou mais baixo. A informação qualitativa é a mais importante.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

5.2.10. Carta dinamométrica

Com o advento da automação de poços a carta dinamométrica de


superfície, curva da carga na haste polida versus deslocamento desta
(posição da haste polida) passou a ser acompanhada diariamente. A
partir da carta é possível obter várias informações de funcionamento
do poço, tais como:

• O estado da bomba;

• Falhas no pistão e válvulas da bomba de fundo;

• Rompimento de haste de bombeio;

• Furos em colunas de tubos;


157
• Acúmulo de parafina;

• Mudança de nível de fluido;

• Ajuste do stuffing-box (caixa de engaxetamento);

• O comprimento do curso da haste polida;

• O comprimento de curso mais adequado;

• O efeito do gás na bomba;

• O diâmetro do pistão mais adequado;

• Cargas na coluna de haste (peso, atrito, efeito de empuxo


etc.);

• Batida de haste;

• Batida de fluído e gás.

CORPORATIVA
Alta Competência

Antes de analisarmos as cartas dinamométricas e aprendermos a


identificar os problemas operacionais, faz-se necessário entender
o funcionamento do dinamômetro instrumento responsável pela
aquisição da carga na haste polida e do transdutor de posição.

Dinamômetro

O dinamômetro é um aparelho que mede as cargas que atuam na


haste polida, durante o ciclo de bombeio, de um poço produzido
pelo método de Bombeio Mecânico – BM.

Para poder receber as cargas, o dinamômetro deve ser acoplado na


haste polida, logo acima da mesa do cabresto. Para isso, é necessário
que seja instalado no poço, o dispositivo de acoplamento (peças
dinamométricas), que possibilita e facilita o encaixe do aparelho.
Esse dispositivo consiste de 3 partes: base superior, cilindro espaçador
e base inferior que é montado na haste polida como acessório
158
permanente.

Essas peças dinamométricas têm a função de possibilitar e facilitar o


encaixe do dinamômetro na haste polida, para que as cargas desta
possam ser transferidas para o aparelho. Para tanto, é importante
que essas peças estejam alinhadas, com a base inferior na posição
frontal (lado do entalhe), onde irá receber o dinamômetro.

Na ilustração, a seguir, podemos visualizar o acoplamento tipo do


dinamômetro em um poço não automatizado.

Clamp

Base superior
Cabo do cabresto

Cilindro espaçador

Base inferior

Mesa do cabresto

Haste polida

Acoplamento do dinamômetro em
poço não automatizado

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Em um poço automatizado, além dos equipamentos de acoplamento


que permitem a instalação de um dinamômetro manual, acima da
base superior, é instalado o dinamômetro eletrônico e uma terceira
base para isolar o dinamômetro do contato direto com o grampo.
Segue abaixo, a montagem padrão para instalação do dinamômetro
eletrônico em um poço automatizado.

159

Acoplamento do dinamômetro
eletrônico de um poço automatizado

CORPORATIVA
Alta Competência

Para traçar a carta dinamométrica manual deve-se:

• Traçar linha base (linha zero): a linha base é a linha de


referência, onde a carga é nula. Ela é fundamental para que se
possam medir as cargas das cartas traçadas. É interessante traçar
a linha base com o aparelho não acoplado ao poço. Caso não
seja possível, certificar-se que o dinamômetro esteja totalmente
liberado das cargas do poço;

• Acoplar o dinamômetro ao dispositivo (peças dinamométricas):

O aparelho dinamométrico e o dispositivo de acoplamento


foram projetados para que se possa efetuar o acoplamento
com segurança, sem a necessidade de parar o poço. Para tanto,
o técnico de operação deve estar posicionado em frente ao
dispositivo (peças dinamométricas), a uma altura adequada.
160 Alguns instantes antes da mesa do cabresto atingir a posição
mais baixa (ponto morto inferior) é necessário deslizar o
dinamômetro no espaço entre as peças dinamométricas (base
superior e base inferior).

ATENÇÃO

O acoplamento do dinamômetro ao dispositivo


também pode ser feito parando e freando a UB. Com a
UB parada, introduzir o dinamômetro no espaço entre
as peças dinamométricas. Feito isso, liberar o freio da
UB e recolocá-la em funcionamento.

Efetuar testes de estanqüeidade das válvulas de passeio e pé (cargas


estáticas):

• Teste da válvula de passeio: parar a UB (desligando o motor e


freando a UB), do meio para o final do curso ascendente. O freio deve
ser acionado suavemente para evitar vibrações. Em seguida traçar a
“carga estática máxima” na carta;

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

• Teste da válvula de pé: soltar o freio da UB; religar o motor e parar


a UB, desta vez, próximo ao final do curso descendente, tomando os
mesmos cuidados com relação ao freio. Em seguida, traçar a “carga
estática mínima”.

Importante!
É importante que o tempo de parada da UB seja o
mínimo possível, pois qualquer parada poderá afe-
tar significativamente o formato da carta do poço,
gerando uma informação totalmente falsa.

Após religar o poço, aguardar pelo menos o mesmo tempo de parada


para depois traçar a primeira carta (apenas um ciclo). Observar o
formato da carta. Aguardar mais 3 minutos e traçar a segunda carta
sobre a primeira (novamente apenas 1 ciclo). Comparar as duas cartas.
Caso estejam coincidentes, o poço já está em condições estabilizadas 161
e a carta representa a situação normal do poço.

Caso as duas cartas não estejam coincidentes, aguardar mais 3 minutos


e traçar a terceira carta sobre as anteriores e assim sucessivamente,
até que as duas últimas cartas coincidam.

Na operação e instalação do dinamômetro na haste polida do poço,


alguns cuidados são essenciais:

• Cabrestos compridos ou muito curtos podem causar acidentes.


O cabresto comprido, muito perto do stuffing-box, dificulta a
fixação do instrumento e pode ferir o técnico de operação.
O cabresto curto dificulta a colocação do aparelho no
dispositivo de acoplamento;

• Poços com batida de fluido, batida de fundo ou com pequenas


sobras (prisão), podem fazer o aparelho desprender-se, ferir o
técnico de operação e/ou danificar-se;

CORPORATIVA
Alta Competência

• Poços com cabeça de produção muito alta em relação à


sub-base, devem ser dotados de uma plataforma, para que o
técnico de operação fique no nível adequado e tenha o perfeito
equilíbrio na operação. Não operar o dinamômetro usando a
cabeça de produção como plataforma, pois o perigo de cair e
acidentar-se é muito grande;

• Se for traçar as cargas estáticas, antes de iniciar a operação,


verificar se o freio da UB está funcionando bem. Esse
procedimento evita falhas na operação (a UB deve ficar em uma
posição adequada);

• Não se deve operar em situações em que a haste esteja


empenada; cabresto desfiando; mesa inclinada; dispositivo de
aclopamento desgastado (o aparelho fica com dificulade para
acoplar); haste e/ou clamp batendo na cabeça da UB. Além de
162 causar um risco à segurança da operação, modifica sensivelmente
o diagrama da carta;

• Em qualquer fase da operação, com o aparelho na haste


polida e o poço funcionando, nunca ficar em frente ao mesmo.
O técnico de operação deve sempre fazer a operação ao lado
do aparelho. Esse procedimento evita que em caso do aparelho
desprender-se por qualquer situação, ou a haste polida partir, o
técnico de operação venha ser atingido;

• Conectar sempre a corrente de segurança do aparelho ao cabo


de aço do cabresto da UB.

Sensor de posição

A posição da haste polida é dada a partir da medição da posição


da viga oscilante por meio de alguns medidores como o encoder,
inclinômetro ou acelerômetro. A partir desses sensores é possível
determinar o ângulo da viga oscilante em relação ao tripé.
Na ilustração abaixo, segue o encoder medindo a posição da viga
oscilante.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Bombeio mecânico com sensor de posição tipo encoder

Uma outra maneira de obter a posição da haste é através da medição


da velocidade angular média do contrabalanço, que a partir de
uma aproximação senoidal, gera uma estimativa da posição da
haste. Para medir a velocidade angular do contrabalanço, uma 163
varinha magnetizada é posicionada de tal maneira que quando o
contrabalanço (metal) se aproxima da varinha, um pulso é gerado.
A partir de um trem de pulsos é possível determinar o período de
rotação do bombeio mecânico. Segue na ilustração abaixo, o sensor
de varinha no poço de bombeio mecânico.

Sensor varinha para medir a velocidade angular

CORPORATIVA
Alta Competência

Carta dinamométrica

Um carta dinamométrica é um gráfico que mostra a variação de um


conjunto de cargas em função do deslocamento da coluna de hastes.
Há dois tipos de carta dinamométrica: a Carta Dinamométrica de
Superfície (CDS) e a Carta Dinamométrica de Fundo (CDF). A diferença
entre elas está no conjunto de cargas que cada uma apresenta: a CDS
mostra as cargas que atuam na haste polida; enquanto a CDF exibe
as cargas exercidas na bomba de fundo.

As cargas da CDS são medidas por um dinamômetro ou por sensores.


As cargas da CDF também podem ser medidas por sensores. Porém,
devido ao ambiente altamente corrosivo a que a bomba está exposta,
o custo de se instalar e manter os sensores é quase sempre inviável,
fazendo-se necessários modelos matemáticos que calculem a CDF a
partir da CDS.
164
A seguir, serão apresentados os conceitos de CDS e CDF
detalhadamente para que se possa entender a importância desse
tipo de gráfico para uma rápida identificação de falhas no sistema
de bombeio mecânico.

a) Carta Dinamométrica de Superfície (CDS)

A carta dinamométrica de superfície (CDS) é um gráfico que


apresenta a variação da carga que atua na haste polida em função
do deslocamento da coluna de hastes durante os cursos ascendente
e descendente de um ciclo de bombeio. Um dinamômetro
instalado na unidade de bombeio permite registrar as forças
atuantes na extremidade superior da coluna de hastes durante o
seu deslocamento.

Uma CDS em condições ideais - isto é, em que a coluna de hastes é


rígida e inelástica, a velocidade de bombeamento é baixa o suficiente
para eliminar forças dinâmicas, o fluido bombeado é incompressível,
e todas as perdas de energia ao longo da coluna são desprezíveis – é
representada por um retângulo, como o que aparece na ilustração
1 (a). O ponto 1 representa o ponto morto inferior e o início do
curso ascendente. Nesse ponto, a carga atuante sobre a haste polida

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

é apenas o peso da coluna no fluido. A esse peso, soma-se a carga


do fluido, e ocorre a transferência da carga da válvula de pé para
a válvula de passeio quando esta se fecha, indicado pelo ponto 2.
Do ponto 2 ao 3, quando as hastes se deslocam do ponto inferior
ao ponto superior da coluna de produção, a carga permanece
constante. No ponto 3, o fluido acima do pistão é transferido para a
linha de produção, a válvula de passeio se abre e a carga volta ao seu
valor inicial, indicado pelo ponto 4. As hastes se deslocam, então, em
direção à posição inferior (ponto 4 ao ponto 1), também com carga
constante. Ao retornar ao ponto 1, um novo ciclo começa.
Carga na haste polida

Carga na haste polida


2 3 2 3

1 4 1 4
165
Posição da haste polida Posição da haste polida

(b) Carta dinamométrica com


(a) Carta dinamométrica ideal
alongamento das hastes

Ilustração 1. Formatos típicos de uma carta dinamométrica


de superfície ancorada (a) e não-ancorada (b)

A ilustração 1(b) mostra uma CDS em uma situação mais real. Ela
tem o formato de um paralelogramo, ao invés do retângulo, pois
a transferência de carga da válvula de pé para a válvula de passeio
(representada pela reta que liga o ponto 1 ao 2) e a transferência de
carga da válvula de passeio para a válvula de pé (representada pela
reta que liga o ponto 3 ao 4) ocorrem gradualmente em função do
alongamento das hastes.

Os formatos das CDS apresentadas nas ilustrações 1(a) e 1(b) são,


quase sempre, modificados devido às seguintes situações:

• Presença de cargas dinâmicas na haste geradas pela aceleração


do movimento da coluna de hastes;

• A compressibilidade dos fluidos pode afetar extremamente a


ação das válvulas de pé e passeio.

CORPORATIVA
Alta Competência

• Podem ocorrer problemas na subsuperfície que altere a


medição das cargas que atuam na haste polida;

• O movimento da haste polida e a operação da bomba de fundo


induzem ondas de tensão na coluna de hastes. Essas ondas,
transmitidas e refletidas na coluna de hastes, podem afetar
consideravelmente a medição da carga na haste polida.

• Outra alteração significativa na medição poderá ocorrer se a


freqüência dessas ondas coincidir com a freqüência fundamental
da coluna de hastes.

Essas situações podem ocorrer isoladamente ou combinadas entre si.


A ilustração 2 mostra as características de uma CDS real, considerando
que a bomba de fundo está em perfeita condição mecânica e que
não há interferência de gás.

166
Seis cargas básicas que podem ser determinadas a partir de uma carta
dinamométrica. Dentre elas, aparecem na ilustração 7:

• Carga zero (Base Line) - Carga que servirá como referência para
a medição de todas as outras cargas. Essa carga é obtida do
dinamômetro sem cargas;

• Carga da válvula de pé (SV Load) - Representa o peso das hastes


mergulhadas no fluido;

• Carga da válvula de passeio (TV Load) - Representa o peso das


hastes mergulhadas no fluido somado ao peso do fluido sobre
o pistão;

• Carga máxima na haste polida (Peak Polished Rod Load - PPRL) -


É a maior carga registrada durante o ciclo de bombeio. Equivale
a carga da válvula de passeio somada à maior carga dinâmica
sofrida no curso ascendente.

• Carga mínima na haste polida (Minimum Polished Rod Load -


MPRL) - É a menor carga registrada durante o ciclo de bombeio.
Equivale a carga da válvula de pé subtraída da maior carga
dinâmica sofrida no curso descendente.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Carga máxima na
Final do curso haste polida Final do cursos
descendente ascendente
Cursos ascendente

Carga na haste polida


Teste da válvula
de passeio

Peso do fluido
Teste da válvula
de pé

Curso descendente

Peso das hastes


no fluido
Carga mínima na
haste polida
Linha de carga zero
0
Curso da haste

Ilustração 2. Carta Dinamométrica (Thomas et. al, 2001)

b) Carta Dinamométrica de Fundo (CDF)

A carta dinamométrica de superfície (CDS) é uma representação 167


gráfica dos efeitos gerados pela carga atuante na bomba
de fundo após terem se propagado pela coluna de hastes.
O comportamento elástico da coluna de hastes durante a
propagação é adicionado à força de tração medida, fazendo
com que a CDS não represente o comportamento real da bomba
de fundo, sobretudo em poços profundos.

Para resolver esse problema, foi proposto um método analítico para


calcular os pares de posição e carga atuante na bomba de fundo
a partir dos pares de posição e força de tração na haste polida
durante o ciclo de bombeio, isto é, um método para calcular a Carta
Dinamométrica de Fundo (CDF) a partir da Carta Dinamométrica
de Superfície (CDS). A partir de então, a carta dinamométrica de
fundo tornou-se o principal recurso para se identificar problemas na
operação de bombeio.

CORPORATIVA
Alta Competência

c) Padrões de carta dinamométrica de fundo (CDF)

Seguem abaixo os principais padrões da carta dinamométrica para


identificação de problemas operacionais.

• Normal

A carta normal representa que o sistema de bombeio mecânico está


operando em uma condição esperada: alta eficiência volumétrica,
pressão de sucção baixa ou média, e baixa interferência de gás.

Quando a coluna de hastes está ancorada, a carta normal apresenta


o formato de um retângulo, como a ilustração 3(c). Caso contrário,
quando a coluna não está ancorada ou quando há problemas na
ancoragem, o efeito elástico da coluna faz com que a carta se pareça
com um paralelogramo, como o da ilustração 3(d). Outras variações
168 típicas no formato de uma carta normal são apresentadas também
na ilustração 3.

(a) (c)

(b) (d)
Ilustração 3. Padrões de Carta Dinamométrica de
Fundo Normal: (a) Normal com aceleração do Fluido;
(b) Normal com atrito; (c) Normal Ancorada;
(d) Normal Não-Ancorada

• Pancada de Fluido

A pancada de fluido representa o choque entre o pistão da bomba e o


nível de óleo no interior da camisa no curso descendente. Geralmente,
ocorre quando a bomba eleva uma quantidade de fluido superior
àquela que fluido reservatório para o poço, de forma que a camisa da
bomba não fique completamente cheia de fluido no curso ascendente,

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

como mostra a ilustração 4 (a). Isso faz com que a válvula de passeio
não se abra no início do curso descendente (ilustração 4(b)). Então,
quando o pistão atinge o fluido da camisa (ilustração 4(c)), há um
forte impacto, transmitido à superfície ao longo da coluna de hastes.
Formatos característicos de uma CDF com pancada de fluido podem
ser vistos na ilustração 4.

(a) (b)

(c) (d)
169

(e)

Ilustração 4. Padrões de Carta Dinamométrica de Fundo com


Pancada de Fluido: (a) Pancada de fluido suave com coluna
não-ancorada; (b) Pancada de fluido severa com coluna não-
ancorada; (c) Pancada de fluido severa com coluna ancorada;
(d) Pump-off completo (produção nula ou muito baixa) com
coluna ancorada; (e) Pump-off completo com coluna
não-ancorada

• Interferência de Gás

Quando há grande quantidade de gás associado ao óleo, o choque


entre o pistão e o nível do óleo é amortecido pelo gás no interior da
camisa, fazendo com que a carga seja transferida da válvula de passeio
para a válvula de pé suavemente durante o curso descendente, pois a
válvula de passeio só se abre após a compressão suficiente do fluido.

Os choques que ocorrem na pancada de fluido e de gás podem


resultar em uma operação de bombeio ineficiente e até causar danos
mecânicos no equipamento.

CORPORATIVA
Alta Competência

Formatos típicos de uma CDF com interferência de gás são


apresentados na ilustração 5. Na interferência de gás, a
ancoragem da coluna de tubos não influencia a forma da CDF
significativamente.

(a) (b)

(c)

Ilustração 5. Padrões de Carta Dinamométrica de Fundo com


170 Interferência de Gás: (a) Interferência de gás severa; (b) Interferência
de gás moderada; (c) Bloqueio de Gás

• Vazamento nas válvulas

O vazamento nas válvulas de pé e de passeio podem ser causadas


por desgaste na sede ou na esfera da válvula, por presença de
sujeira ou parafina. Elementos abrasivos como a areia e corrosivos
como o sal, o H2S e o CO2 podem causar ou aumentar o desgaste
das válvulas.

O vazamento na válvula de pé causa uma queda de pressão no curso


descendente. Quando o vazamento ocorre na válvula de passeio, a
queda de pressão aparece no curso ascendente. Em ambos os casos,
há queda na produção de óleo e elevação do nível dinâmico.

O vazamento na válvula de pé causa a descarga prematura da carga


sobre a válvula de passeio no curso ascendente e o atraso do retorno
dessa carga à válvula de pé no curso descendente. A forma típica de
uma carta com vazamento na válvula de pé aparece na ilustração
6(a). Devido à queda de pressão no curso descendente.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

O vazamento na válvula de passeio faz com que, durante o curso


ascendente, haja um atraso na transferência da carga do fluido sobre
o pistão para a válvula de passeio e com que haja uma descarga
prematura da carga de volta à válvula de pé, como pode ser visto na
ilustração 6(b).

O vazamento na válvula de passeio é mais freqüente que o vazamento


na válvula de pé.

(a) (b)

171

(c) (d)

(e) (f)

Ilustração 6. Padrões de Carta Dinamométrica de Fundo com


Vazamento nas Válvulas: (a, e) Vazamento severo na válvula de
pé; (b) Vazamento severo na válvula de passeio ou no pistão; (c)
Vazamento moderado na válvula de pé; (d) Vazamento moderado
na válvula de passeio ou no pistão; (f) Vazamento na válvula de
passeio com coluna não-ancorada

• Batidas na bomba

Batidas da bomba ocorrem somente em bombas insertáveis e são


causadas por espaçamento inadequado da bomba. A ilustração 7 (a)
mostra uma batida no fundo da bomba e a ilustração 7 (b) apresenta
uma batida no topo da bomba.

CORPORATIVA
Alta Competência

(a) (b)

Figura 7. Padrões de Carta Dinamométrica de Fundo com


Batisdas na Bomba: (a) Batida no fundo da bomba; (b)
Batida na parte superior da bomba

• Problemas na coluna ou no pistão

Outras condições de bombeio podem ser apresentadas por uma


CDF. Dentre elas, estão algumas exibidas na ilustração 8: ancoragem
ineficiente da coluna, pistão preso por areia e, até mesmo, ruptura
da coluna de hastes. Nesses dois últimos casos, a produção é nula.

172

(a) (b)

(c) (d)

Ilustração 8.Padrões de Carta Dinamométrica de Fundo


com outros problemas: (a, b) Ancoragem deficiente da
coluna de hastes; (c) Ruptura da coluna de hastes (não há
produção); (d) Pistão preso por areia

• Efeitos sobrepostos

As condições apresentadas de operação de bombeio que podem ser


determinadas pela CDF podem ocorrer isoladamente ou sobrepostas.
Os efeitos superpostos na CDF mais comuns estão relacionados
à interferência de gás e a problemas na bomba ou na coluna de
hastes. A ilustração 9 mostra uma carta vazamentos nas válvulas e
interferência de gás simultaneamente.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Ilustração 9. Exemplo de formato de CDF


com superposição de efeito

5.3. Elementos de controle

Para otimizar a produção de um poço com bombeio mecânico, a


velocidade de rotação do motor e o curso da unidade de bombeio
podem ser ajustados para maximizar a produção do BM.

A velocidade de rotação do motor pode ser controlada por meio de


um variador de freqüência ou pela alteração da relação de diâmetros 173
do sistema de polias entre o motor e o redutor da unidade de
bombeio.

A alteração do curso de bombeio pode ser aplicada para maximizar


ou minimizar a capacidade instalada para atender a alterações na
produção dos poços.

Quando o poço estiver operando com o menor cpm e o menor curso


disponível, e a capacidade instalada for maior que a capacidade de
produção do poço, a técnica denominada de pump-off poderá ser
aplicada. Essa técnica consiste em desligar o motor da unidade de
bombeio por um tempo pré-determinado denominado tempo de
espera ou iddle time. Esse tempo é necessário para elevar o nível
dinâmico por meio da alimentação do reservatório. Após esse
período, o motor volta a funcionar e o poço a produzir. Inicialmente
a carta dinamométrica tem característica de padrão normal. Com o
tempo, a carta começa a esvaziar, passando do padrão normal para
o padrão pancada de fluido. Para cada poço é definido o ponto de
pump-off, que define qual é o nível de pancada de fluido aceitável.
Se a carta esvaziar além do ponto definido, o motor é desligado
automaticamente.

CORPORATIVA
Alta Competência

5.3.1. Poço automatizado

A automação de poços de bombeio mecânico permite o


monitoramento e o controle dos poços bombeados à distância.

Em função da vazão de óleo e do tipo de completação, se determina


os elementos de controle e monitoração conforme descrito a seguir:

• Ajuste automático de cpm em função da carta dinamométrica,


sinalizando cpm máximo ou mínimo atingido;

• Controle de pump-off baseado na carta dinamométrica;

• Monitoração de corrente (digital);

174 • Monitoração do nível de óleo no redutor (digital);

• Monitoração do torque no eixo do redutor (software para


cálculo local);

• Telemetria de carga e posição X tempo;

• Determinação de vazão e nível dinâmico a partir da carta


dinamométrica de fundo (remotamente, uma vez ao dia);

• Tratamento de violações de carga;

• Monitoração digital do DPA (Dispositivo de Parada


Automática);

• Monitoração de vazamento da caixa de engaxetamento


(digital);

• Cálculo do torque no eixo do redutor a partir da carta


dinamométrica (software para cálculo remoto);

• Confirmação do poço ligado/desligado.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Poço automatizado

5.4. Segurança operacional

Em qualquer operação, saber identificar condições de riscos e como


contorná-los é essencial para a segurança pessoal, de terceiros e dos
equipamentos envolvidos. Alguns cuidados de manuseio do sistema
BM e aproximação do poço são extremamentes necessários, e devem
ser seguidos à risca na operação.
175

Ao chegar ao poço verificar visualmente o estado da UB. Deve-se


dar atenção especial à barulhos anormais em seus componentes
(motor e estrutura); altura da sub-base; vazamentos na cabeça
de produção; altura da cabeça de produção; tamanho e situação
do cabresto; temperatura do poço; presença de animais
peçonhentos e insetos; caixa elétrica e motor sem aterramento;
cabos elétricos desprotegidos.

Importante!
Cada Unidade de negócio possui procedimentos
específicos que devem ser seguidos na operação e
manutenção do sistema de bombeio mecânico. Os
exemplos utilizados nessa apostila são meramente
ilustrativos e não habilitam o operador a atuar
nos poços de Bombeio Mecânico. Faz-se necessário
treinamento nos padrões específicos para habilitar
o técnico de operação na execução de suas tarefas
diárias.

CORPORATIVA
Alta Competência

5.5. Exercícios

1) Identifique a única alternativa falsa no que diz respeito aos proces-


sos e etapas relacionadas ao acompanhamento operacional.

a) ( ) Os testes de produção permitem verificar se houve per-


da total de vazão indicando dano da bomba, furo na
coluna ou haste partida ou desenroscada.
( ) Os critérios de otimização podem variar conforme as cir-
cunstâncias e as características do poço.
( ) O critério de otimização mais comum, é a estratégia
de otimização combinada, ou seja, obter a máxima
produção com o máximo MTBF possível para se obter
essa produção.

b) ( ) O procedimento de pressurização do poço permite a de-


176 tecção de anormalidades na bomba de fundo, além de
constatar a eficiência de bombeio.
( ) A checagem de fundo é indicada no caso em que o poço
apresenta vazamento nas válvulas de pé e/ou passeio, e
quando se constata aumento ou parada da produção.
( ) Após a execução do procedimento de balanceamento,
deve-se verificar o contrabalanceio resultante.

c) ( ) É importante usar uma haste curta de bombeio de tama-


nho menor para evitar que o elevador se choque com a
cabeça da UB durante o pistoneio.
( ) É preciso se comunicar com o supervisor caso haja ra-
nhuras ou estragos no corpo do pistão durante o saque
da coluna de hastes e da bomba de fundo.
( ) Se o motivo da troca da haste polida for desgaste, esta
poderá ser reaproveitada invertendo a sua posição, desde
que este curso esteja localizado a partir de um pouco
mais do meio da haste para uma de suas extremidades,
onde será utilizada metade em bom estado.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

2) Assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas


falsas no que diz respeito aos processos relacionados a operacionali-
dade do dinamômetro.

( ) Para receber as cargas, o dinamômetro deve ser acoplado


na haste polida, logo acima da mesa do cabresto.
( ) O dispositivo de acoplamento consiste de três partes: a
base superior, o cilindro espaçador e a base inferior que é
montado na haste polida como acessório permanente.
( ) É importante que as peças do dispositivo de acoplamento
estejam alinhadas para facilitar o encaixe do dinamômetro
na haste polida.
( ) A única diferença entre um poço automatizado de um
poço não automatizado é que no primeiro caso, além dos
equipamentos de acoplamento, que permitem a instalação
de um dinamômetro manual, é instalado também, um
dinamômetro eletrônico. 177
( ) O tempo de parada da UB precisa ser o menor possível,
pois qualquer parada poderá afetar significativamente
o formato da carta do poço, gerando uma informação
totalmente falsa.
( ) O poço com BM automatizado possui um dinamômetro
eletrônico dedicado.
( ) O tempo de parada da UB não é importante, pois o formato
da carta do poço não é influenciada por esse parâmetro.

CORPORATIVA
Alta Competência

3) Complete as lacunas no que diz respeito a identificação dos pro-


blemas operacionais, dos procedimentos de segurança, da conserva-
ção e da manutenção do equipamento.

a) Para otimizar a produção de um poço com BM, a velocidade de


rotação do motor e o curso da ________ podem ser ajustados para
maximizar a produjção do BM.

b) A alteração do _____________ pode ser ampliada para maximi-


zar a capacidade instalada para atender as alterações na produ-
ção dos poços.

c) Quando o poço estiver operando com o menor COM e o menor


curso disponível e a capacidade instalada for maior que a capaci-
dade de produção do poço, a técnica denominada de ____________
poderá ser aplicada.

d) Em função da vazão de óleo e do tipo de __________, se deter-


mina os elementos de controle e monitoração.
178
e) Em qualquer operação, saber identificar _____________ e como
contorná-los é essencial para a segurança pessoal, de terceiros e
dos equipamentos envolvidos.

condições de risco - pump-off - completação


UB - curso de bombeio

4) Qual a função e como se troca a haste polida?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

5) Em que momento o grampo de bombeio e o topo da haste polida


ficam mais acessíveis ao técnico de operação para execução de pro-
cedimentos?

________________________________________________________________

6) Qual a forma mais tradicional de acompanhar um poço bombea-


do?

_______________________________________________________________
________________________________________________________________

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

7) Qual a importância da caixa de engaxetamento, na prevenção de


vazamento de petróleo em poços de Bombeio Mecânico?

_______________________________________________________________
________________________________________________________________

179

CORPORATIVA
Alta Competência

5.6. Glossário
Balanceamento - procedimento capaz de ajustar o espaço morto entre a Unidade
de Bombeio a bomba de fundo. Este ajuste fino é possível mediante a inserção de
hastes curtas (pony rods), que estabelecem o contato entre a haste polida e a coluna
de hastes.

BOP - Blowout Prevent - Interruptor de surgência.

BM - Bombeio Mecânico

CDF - Carta Dinamométrica de Fundo.

CDS - Carta Dinamométrica de Superfície.

Dilatação térmica - aumento do volume de um corpo ocasionado pelo seu


aquecimento.

DPA - Dispositivo de Parada Automática.

180 Echometer - equipamento que executa e analisa registro acústico.

EU (External Upset) - nomenclatura API de rosca com ressalto, diâmetro externo da


rosca maior que o diâmetro do tubo.

Iddle time (tempo de espera) - tempo necessário para elevar o nível dinâmico por
meio da alimentação do reservatório.

Kero-test - válvula da cabeça de produção que permite acesso a coluna de produção


e ao revestimento.

Mancal - suporte de apoio de eixos.

MTBF (Mean Time Between Failures) - tempo médio entre falhas.

MPRL - Minimum Polished Rod Load - carga mínima na haste polida.

Nipple - tubo curto usado para instalar equipamentos internos na coluna.

NU (Non upset) - nomenclatura API de rosca sem ressalto, diâmetro externo da


rosca igual ao diâmetro do tubo.

Pony rods - uma haste mais curta que a habitual, normalmente colocada abaixo
da haste polida e utilizada para fazer uma haste seqüência de um componente
desejado.

PPRL - Peak Polished Rod Load - carga máxima da haste polida.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

Pump-off - técnica de controle da produção que consiste no desligamento do motor


da unidade de bombeio por um tempo pré-determinado.

Senoidal - relativo à senóide; matemática curva plana que representa as variações


do seno quando o arco varia.

Software - qualquer programa ou conjunto de programas de computador.

Sonolog - equipamento que executa e analisa o registro acústico.

Stuffing-Box - caixa de engaxetamento.

Tubing-hanger - equipamento que se apóia na cabeça de produção de alguns tipos


de árvore de natal molhada ou na base adaptadora de produção de outros tipos de
árvore, com a finalidade de suportar o peso da coluna de produção.

UB - Unidade de Bombeio.

Válvula de pé - equipamento da bomba de fundo que permite o fluxo de fluidos


apenas em uma única direção.

181

CORPORATIVA
Alta Competência

5.7. Bibliografia
ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo.
Apostila. Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras.


Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de


Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP.
Campinas, SP, 2002.

Catálogo Norris. Disponível em: <www.norrisrods.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

Catálogo Tenaris. Disponível em: <www.tenaris.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www.


bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

CORRÊA, J. F. S., CartaPad - Cartas Dinamométricas Padrões. Apresentado no II


Seminário de Engenharia de Poços da Petrobras, Rio de Janeiro, 1998.
182
HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio
mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras.


Natal, 1990.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod
Pumping Systems (Conventional Units).

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker
rods.

Norma API SPEC 11B - Especification for sucker rods. Norma Petrobras N-2366 -
Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio,


movimentação e estocagem.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila.


Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,
2005.

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>.


Acesso em: 30 mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes


Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP.
Relatório Petrobras. Natal, 2006.

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

5.8. Gabarito
1) Identifique a única alternativa falsa no que diz respeito aos processos e etapas
relacionadas ao acompanhamento operacional.

a) ( ) Os testes de produção permitem verificar se houve perda total de


vazão indicando dano da bomba, furo na coluna ou haste partida ou
desenroscada;
( ) Os critérios de otimização podem variar conforme as circunstâncias e as
características do poço.
( F ) O critério de otimização mais comum, é a estratégia de otimização
combinada, ou seja, obter a máxima produção com o máximo MTBF
possível para se obter essa produção.
Justificativa: com tal estratégia, deseja-se obter a máxima produção
com o mínimo MTBF possível.

b) ( ) O procedimento de pressurização do poço permite a detecção de


anormalidades na bomba de fundo, além de constatar a eficiência de
bombeio.
( F ) A checagem de fundo é indicada no caso em que o poço apresenta 183
vazamento nas válvulas de pé e/ou passeio, e quando se constata
aumento ou parada da produção.
Justificativa: não quando se constata o aumento mas sim quando se
constata a diminuição ou perda da produção.
( ) Após a execução do procedimento de balanceamento, deve-se verificar
o contrabalanceio resultante.

c) ( F ) É importante usar uma haste curta de bombeio de tamanho menor


para evitar que o elevador se choque com a cabeça da UB durante o
pistoneio.
Justificativa: a haste curta precisa ser de tamanho maior e não
menor.
( ) É preciso se comunicar com o supervisor caso haja ranhuras ou estragos
no corpo do pistão durante o saque da coluna de hastes e da bomba
de fundo.
( ) Se o motivo da troca da haste polida for desgaste, esta poderá ser
reaproveitada invertendo a sua posição, desde que este curso esteja
localizado a partir de um pouco mais do meio da haste para uma de
suas extremidades, onde será utilizada metade em bom estado.

CORPORATIVA
Alta Competência

2) Assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas falsas no que


diz respeito aos processos relacionados a operacionalidade do dinamômetro.

( V ) Para receber as cargas, o dinamômetro deve ser acoplado na haste polida,


logo acima da mesa do cabresto.
( V ) O dispositivo de acoplamento consiste de três partes: a base superior, o
cilindro espaçador e a base inferior que é montado na haste polida como
acessório permanente.
( V ) É importante que as peças do dispositivo de acoplamento estejam alinhadas
para facilitar o encaixe do dinamômetro na haste polida.
(F) A única diferença entre um poço automatizado de um poço não
automatizado é que no primeiro caso, além dos equipamentos de
acoplamento, que permitem a instalação de um dinamômetro manual, é
instalado também, um dinamômetro eletrônico.
Justificativa: uma terceira base é instalada para isolar o dinamômetro do
contato direto com o grampo.
( V ) O tempo de parada da UB precisa ser o menor possível, pois qualquer
parada poderá afetar significativamente o formato da carta do poço,
gerando uma informação totalmente falsa.
( V ) O poço com BM automatizado possui um dinamômetro eletrônico
184 dedicado.
(F) O tempo de parada da UB não é importante, pois o formato da carta do
poço não é influenciada por esse parâmetro.
Justificativa: tempo de parada da UB precisa ser o menor possível, pois
qualquer parada poderá afetar significativamente o formato da carta do
poço, gerando uma informação totalmente falsa.

3) Complete as lacunas no que diz respeito a identificação dos problemas


operacionais, dos procedimentos de segurança, da conservação e da manutenção
do equipamento.

a) Para otimizar a produção de um poço com BM, a velocidade de rotação do motor


e o curso da UB podem ser ajustados para maximizar a produjção do BM.

b) A alteração do curso de bombeio pode ser ampliada para maximizar a capacidade


instalada para atender as alterações na produção dos poços.

c) Quando o poço estiver operando com o menor COM e o menor curso disponível e
a capacidade instalada for maior que a capacidade de produção do poço, a técnica
denominada de pump-off poderá ser aplicada.

d) Em função da vazão de óleo e do tipo de completação, se determina os elementos


de controle e monitoração.

e) Em qualquer operação, saber identificar condições de riscos e como contorná-los


é essencial para a segurança pessoal, de terceiros e dos equipamentos envolvidos.

condições de risco - pump-off - completação UB - curso de bombeio

CORPORATIVA
Capítulo 5. Operação

4) Qual a função e como se troca a haste polida?

A haste polida é o elemento de ligação entre os equipamentos de superfície e


sub-superfície, unidade de bombeio e a coluna de hastes, respectivamente. Ela
pode ser substituída por meio da própria Unidade de Bombeio ou pelo uso de um
guindaste.

5) Em que momento o grampo de bombeio e o topo da haste polida ficam mais


acessíveis ao técnico de operação para execução de procedimentos?

No final do curso descendente.

6) Qual a forma mais tradicional de acompanhar um poço bombeado?

Registrando o deu nível de líquido no espaço anular em condições de operação.

7) Qual a importância da caixa de engaxetamento, na prevenção de vazamento de


petróleo em poços de Bombeio Mecânico?

A garantia da estanqueidade do sistema de bombeio, além de permitir o


movimento alternativo da haste polida.

185

CORPORATIVA
Anotações

186
Anotações

Anotações

187
Anotações

188
Anotações

Anotações

189
Anotações

190
Anotações

Anotações

191
Anotações

192
Anotações

Anotações

193
Anotações

194
Anotações

Anotações

195