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Lessing: crítica e criação

13 DEZEMBRO, 2016 | POR ISABELA GAGLIANONE

fragmento da escultura “Laocoonte”

A edição das Obras de Lessing (1729-1781) é um privilégio aos leitores brasileiros, pois dá a conhecer o
autor através da diversidade de facetas de seu trabalho. Como reunidos aqui, sob cuidadosa organização
de J. Guinsburg e Ingrid Dormien Koudela, as peças teatrais e ensaios críticos unificam-se enquanto
vertentes de uma reflexão estética profunda, que estabeleceu as diretrizes e parâmetros da reflexão
cultural crítica na Alemanha. A partir da leitura desse volume, pode-se pensar de outra maneira a
extensão do pensamento de Lessing enquanto crítico dos preceitos artísticos estabelecidos em sua época –
combate que muito influenciou as gerações filosóficas vindouras: “Considerado o fundador da
modernidade literária alemã e o pensador que abriu caminho para a filosofia pós-kantiana do idealismo,
Gotthold Ephraim Lessing é a figura de proa do Iluminismo germânico e do seu mais duradouro legado,
o Selbstdenken, o pensamento próprio – no sentido do indivíduo e da coletividade específica -, que, só a
partir dele se estabelece firmemente, como afirma Hannah Arendt. Sua presença crítica e criativa marcou
profundamente não apenas a discussão de ideias como sua textualização no plano da literatura de
invenção. Assim, além do ensaio, a poesia, a prosa de ficção e o teatro fixaram os traços profundos de
sua pena de escritor” – diz J. Guinsburg.

Sua crítica e sua criação, ao invés de fragmentos intelectuais, aqui mostram seus ecos mútuos e sua
nascente comum, o que enriquece sua compreensão como um todo.

em sua referência a Shakespeare. produto típico da cultura setecentista. Não por acaso. Lessing já ao final da adolescência fazia traduções de peças francesas. Nesta coletânea. direta do alemão para o português. na Carta 17. de diversas formas. seu trabalho criativo em teatro. por um lado era orientado para o universalismo das Luzes e. invocando a unidade de lugar. entre elas as de Marivaux e Voltaire. por suas inovadoras reflexões acerca do Laocoonte – o ensaio fundamental “Laocoonte ou Sobre as limites da pintura e da poesia”. e foi o introdutor de Diderot na Alemanha. Conforme analisa J. Guinsburg. para não falar de seus frutos na cena moderna. só estava imitando os gregos de forma exterior. opondo-se ao antissemitismo da época. de onde nascia uma teoria aforística do processo da dramaturgia alemã e uma orientação prática para a sua realização. que conciliava uma inteligência crítica aguda a uma notável capacidade inventiva. baixava psicológica e socialmente o efeito trágico dos píncaros aristotélicos e emblemáticos para o jogo dos sentimentos com os quais o homem comum. buscou preservar o estilo literário característico de Lessing. Ingrid Dormien Koudela. Lessing desenvolveu uma obra dramática inovadora sobre temas burgueses e de crítica de arte. que traduzia os conceitos centrais de Aristóteles terror e piedade por medo e compaixão e. por outro. entre a decadência dos regimes monárquicos e o nascimento das repúblicas modernas”. o Sábio. Situado no momento histórico. o espectador em geral pode identificar-se. Ainda segundo o crítico: “Para Lessing. feita por J. comenta: ‘O inglês alcança quase sempre a meta da tragédia por mais estranhos e peculiares que sejam os caminhos por ele escolhidos e o francês quase nunca atinge esse fim. a obra de crítica de dramaturgia de Lessing é representada pelos textos “Dramaturgia de Hamburgo” – acompanhada do comentário de Anatol Rosenfeld – e “O teatro do senhor Diderot”. O talento multifacetado de Lessing. isto é. “da transição entre a morte da tragédia e clássica e o desenvolvimento do drama burguês. o propósito da tragédia era . Lessing acreditava que esta. mantendo o ideal do teatro grego. o autor. Guinsburg. mas o próprio crescimento do gênero drama – mescla do cômico e do trágico que dominará a dramaturgia teatral do romantismo e do naturalismo.Publicada pela editora Perspectiva. esta é certamente a mais abrangente antologia de escritos do polímata alemão já publicada no Brasil. Guinsburg. a tolerância religiosa. entre o desaparecimento da poética e o florescimento da estética. por suas principais peças. tempo e ação a partir de Aristóteles. A tradução. foi. Daí inclusive sua extrema oposição a certas formulações que eram aventadas como base doutrinária de uma parcela da tragediografia francesa. e seu trabalho criativo em filosofia da arte. como Diderot e Voltaire o fizeram na França. Emília Galotti e Natã. Assim. precursor: sua distinção entre pintura e literatura antecipa conceitos estéticos modernos e sua dramaturgia antecipa não só o drama burguês. notadamente sóbrio. Samir Signeu e Gita K. Minna von Barnhelm. ainda que palmilhe os mais aplainados caminhos dos Antigos’”. tinha “uma atenção concentrada numa especificidade nacional. dizem os organizadores na nota de edição. à diferença dos frances. Reconhecido como um dos maiores representantes do Iluminismo europeu. defendeu.

por meio da catarse. Goethe e Schiller vão se levantar em busca de um teatro alemão independente daquele desenvolvido na vizinha França. por quem o príncipe se enamora. Segundo J. desejoso de tomá-la como esposa. então. é a “obra-prima do teatro lessinguiano. ele e seus contemporâneos defendiam o uso da razão e. em suas peças os nobres sentimentos trágicos descem de suas alturas ideais e passam a maleabilizar-se. o orgulho e a honra. compartilhavam um ideal de homem inspirado”. em sua tese de mestrado. tem que debater-se com o problema ético do embate entre a soberba. Segundo Otto Maria Carpeaux. é soberba. É da Alemanha. Das peças que compõem o volume aqui em questão. no sentimentalismo da psicologia do eu burguês. o major empobrecido encontra a menina rica e primeiro a despreza. O principal crítico do teatro francês do século XVII no Iluminismo Alemão. A linguagem vigorosa desvela personagens extremamente humanos e verossímeis. Emília. baseada na história da Virgínia romana narrada por Tito Lívio. a tragédia burguesa alemã. tragédia de . a seu próprio pedido. A expectativa do autor é de que o público ‘risse com a razão. porém também depara-se com seu próprio poder de sedução. que as principais e mais duras críticas ao teatro francês são formuladas e a busca por uma ruptura com esta forma de se pensar a tragédia começa a ser desenhada. que causa-lhe ainda mais temor: acaba morta por seu pai. e Minna declara […] sou grande amante da razão’”. mostrado como um regime político irracional. Guinsburg. erudição e sabedoria popular. Assim como a comédia Minna von Barnhelm mistura elementos trágicos. vê-se vítima do poder irrestrito e do assédio do soberano político. Esta empresa tem como um de seus principais fundamentos a unificação da Alemanha. A peça inverte os papéis entre os amantes. a tragédia Emília Galotti contém cenas surpreendentemente cômicas. a tragédia Emília Galotti. burgueses como nós”. A segunda peça. mas refletido. é nele também que aparecem os primeiros críticos com relação a esta postura. em disposições virtuosas.transformar em paixões. Era o ideal educativo iluminista”. De acordo com o historiador da filosofia Fabrício Gomes. defendida na Universidade Federal de Uberlândia em 2012 e intitulada “A tragédia e o trágico – Contornos de Aristóteles a Nietzsche“: “Se o século XVII francês é fecundo em discussões que tem o aristotelismo como fundamento. O drama passa a ser privado e familiar e surge. “O medo nasce da empatia com o sofrimento de personagens semelhantes a nós. diz o autor. é Lessing. Sob a égide da Aufklärung. Lessing via na obra de Shakespeare um modelo. A peça tem viés crítico quanto ao poder absolutista. reabilitado. porém não a ser imitado. Envolvendo literatura e dramaturgia. Mesmo na comédia. a Aufklärung. “A aparente atitude crítica de Lessing reside na óptica burguesa que enfoca seus valores. o caráter pedagógico de sua dramaturgia é preponderante. pela qual pretendeu o autor a exemplificar as suas teorias dramáticas. o major. sobretudo. Nomes como o de Lessing. porém com astúcia a menina se mostra deserdada e. que didaticamente ridiculariza tipos humanos. Winckelmann. pois. a primeira é a comédia Minna von Barnhelm ou A sorte do soldado.

no sentido fisiológico do termo. O pai pediu a um artesão que fabricasse outros dois anéis idênticos e os entregou aos filhos antes de morrer. aplicada na relação entre as três grandes religiões monoteístas. o judeu. através de Goethe e Schiller e da tradução de Shakespeare por Schlegel”. Ele foi originalmente convidado a ser o poeta da casa. que nesse caso representam as religiões. “se tornaria clássica na dramaturgia alemã. comentando o que lhe parecesse relevante. o sábio. na tese supracitada. homem sábio. segundo a qual. cristãos e judeus. aponta J. em plena época das Cruzadas. se a judaica. e não sabia a qual de seus três filhos deveria dá-lo em herança. rico e admirado por seu povo. aquele que o fosse. Natã. a fé ou a religião verdadeira. O sultão ouve dizer que Natã. Lessing é classicista. composta por alegorias que atualizam a universalidade da parábola dos Três Anéis. um pai era dono de uma anel mágico. Transpondo a parábola para a questão feita pelo sultão Saladino. fazendo reparos e sugestões ao que poderia ser melhorado e investindo na formação estética do público. Como os integrantes do grupo quisessem sua participação a todo custo. a cristã ou a muçulmana. em sua opinião. no século XII. Segundo Fabrício Gomes. Guisburg. propuseram-lhe o cargo de comentarista e crítico. o humanitarismo e a compaixão. que. em seguida foram a um juiz para solucionar a questão. porém declinou do convite. a publicação“introduziu um novo entendimento da catarse. mas em sua capacidade de cultivar a tolerância. para testar sua famosa sabedoria: pergunta-lhe então qual é. espécie de conselheiro literário e artístico. Uma segunda parte do livro é dedicada à produção crítica e teórica de Lessing. vista pelo autor como uma descarga. revelaram que Lessing foi mais crítico que criador – está muito mais perto dos franceses do que Shakespeare. mas nos irmãos: perguntou- lhes qual deles era verdadeiramente respeitado e amado aos olhos de seu povo. a ajudar na escolha do repertório. Constrangido pela delicadeza da situação. Este “diário de bordo” ganhou corpo como o conjunto de 104 comentários que veio a ser conhecido como Dramaturgia de Hamburgo. Trata-se de uma peça sobre a tolerância religiosa. Lessing passou a fazer um registro do dia a dia do Teatro Nacional. A Dramaturgia de Hamburgo é uma reunião de escritos críticos produzidos por Lessing quando foi convidado a fazer parte da nova empresa teatral de Hamburgo. “apesar de certas fraquezas da motivação psicológica. fornecendo peças inéditas. deveria considerar-se dono do anel verdadeiro.composição magistral”. O juiz deteve sua atenção não nos anéis. A parábola inverte a pretensão de verdade dos rivais. um poema dramático que foi o responsável pela introdução do verso livre – que. A narrativa se passa na cidade de Jerusalém. além de participar do júri de concursos de dramaturgia que estavam planejados como estímulo aos dramaturgos alemães. ou das culturas. que mantém um momentâneo e incerto equilíbrio de forças entre muçulmanos. A catarse seria responsável pela . irresoluta. fazer traduções e adaptações de textos e ceder suas peças para representação. que concedia a seu proprietário o poder de ser amado e respeitado por seu povo. tem vontade de conhecê-lo e manda chamá-lo a seu palácio. A terceira peça que o volume traz traduzida foi a última escrita pelo autor. Cada irmão acreditava- se proprietário do anel verdadeiro e os três travaram uma violenta disputa. para o crítico. publicada em 1769. Natã recorre à parábola dos anéis. A cidade é então governada pelo sultão Saladino. Natã responde que o problema principal não reside na verdade das religiões. mas à maneira de Voltaire do que à de Goethe”.

que participasse dos problemas da burguesia. comenta com precisão: “A comoção produzida pela tragédia. Winckelmann fundou a arqueologia como disciplina moderna. a reforma iluminista e neoclássica das artes dispara um retorno ‘autêntico’ e filológico à Antiguidade. Vendo seus desígnios em risco. sacerdote troiano. a tragédia contribui para o nosso amadurecimento e liberação moral”. que representa o bote de duas enormes serpentes a um homem adulto e dois jovens. visa. Ou seja. contribuindo literalmente para lançar as bases de uma grande literatura nacional num país que ainda sofria as consequências devastadoras da Guerra dos Trinta Anos”. trata-se de uma “obra de um homem comprometido com determinada política cultural. se tornou pedagogo nacional. vivamos emocionalmente a nossa própria condição. os deuses aliados à causa grega enviam do mar as duas serpentes que matam o sacerdote e em seus dois desafortunados filhos. a que ligava-se a ideia de progresso da nação. através de análises profundas sobre os textos e seus movimentos literários. Esse medo é. dos sentimentos. De acordo com Jorge Coli. Assim. cujas reflexões estéticas tornaram-se leituras obrigatórias na filosofia da arte. A escultura remete à cena também narrada por Virgílio. Anatol Rosenfeld. para Lessing a catarse que se dava não era a purgação. a profunda compaixão pelo outro. Na realidade. o autor. Não se trata da purificação das paixões. exigidos pela hora histórica”. que alerta seus compatriotas sobre o famoso cavalo de madeira no qual estavam escondidos os soldados gregos. A interpretação lessinguiana sugere “transformação das paixões em aptidões virtuosas”. De acordo com Anatol Rosenfeld. a tragédia amplia. presente nesta edição. como nos franceses. dever-se-ia propor uma tragédia para purgar cada tipo de sentimento. ou Sobre os limites da pintura e da poesia”. a catarse pensada por ele seria responsável por uma purificação ética”. recorrendo a todas as sutilezas da interpretação e análise filológicas. homem que. no ensaio “A aventura de Hamburgo”. através da crítica literária. suscitado e moderado. empenhando-se em prol de um teatro nacional e um teatro burguês. Produzindo em nós a ilusão (da realidade) e concomitante identificação com o mundo representado – conforme as teses fundamentais de Aristóteles -. . de todos os sentimentos porque. Lessing. Outro texto seminal incluído no volume é o ensaio “Laocoonte. a fins imediatos. antes de tudo. no Canto II da Eneida: trata-se de Laocoonte. no século 18. mas de uma certa sublimação. traça os aspectos fundamentais da ciência teatral. se assim fosse. durante o espetáculo: o temor e a compaixão. ao mesmo tempo.purgação pacífica dos sentimentos despertados pela tragédia. problemas dramatúrgicos. exercida assim em elevado nível. Note-se que o conceito aqui está sendo simplificado e oposto a um tipo de purificação. como até então era interpretado. através de uma riqueza de concepções. Nas páginas da Dramaturgia. ao mesmo tempo. do ciúme à inveja. aprofunda e elucida a compreensão da nossa existência de seres morais e faz com que. “em alto nível. O título refere-se ao grupo escultórico homônimo. ainda assim. era ainda esteta e historiador da arte. que debate. o ‘Laocoonte’ é centro de atenções dentro de um debate que envolveria Winckelmann e Lessing. generalizada. em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo: “Quando. reflui sobre nós mesmos como medo ante a humana condição e suas vicissitudes. Para o crítico.

A influência do ensaio sobre o pensamento estético alemão foi muito significativa. por ser uma arte espacial. a imaginação pode ouvi-lo gritar. Quanto mais pensamos para além. de dor. nem descer um degrau abaixo. Mas só é fecundo por si o que deixa jogo livre à imaginação. pois sugestivo. então não se pode mais distinguir de modo absoluto. e mostrar ao olho significa atar as asas da fantasia e obrigá-la – visto que ela não pode elevar-se acima da impressão sensível – a ocupar-se. dessa forma. portanto. mostrando que o domínio da literatura é a ‘ação’”. A literatura. como Novalis. na sua representação. apenas suspira. Além dele não há nada mais. em particular. Laocoonte suspira. Márcio Seligman-Silva mostra. Wincklemann (1717-1768). no entanto. J. que seja fecundo. no caso do Laocoonte. J. o que Lessing desejava era combater a literatura idílica. Quanto mais vemos. pois. e o pintor. Mas de todo o decurso de um afeto não há nenhum momento menos desprovido dessa vantagem do que o degrau mais elevado deste mesmo afeto. Se a imaginação é a ‘rainha das faculdades’ -. porém não nas artes plásticas. o mundo dos conceitos do das imagens. é uma arte temporal. se. não grita: “Se o artista pode utilizar. Negando a concepção em voga do ut pictura poesis horaciano. no entanto. “no fundo. e como ela foi criticada por Walter Benajmin. apreendida num só lance de olhar. além das quais teme encontrar a plenitude visível da expressão como sua fronteira. para não destruir a beleza dos traços. nem galgar um degrau acima. sem restos. consideradas. Segundo Anatol Rosenfeld. no artigo “Walter Benjamin e os sistemas de escritura“. da natureza sempre cambiante. renovador da crítica literária e do teatro na Alemanha. Lessing parte de uma afirmação do famoso historiador da arte. Se a escritura alfabética tradicional se articulava sobre a possibilidade de separação . F. ela não poderia. tanto mais devemos poder pensar além. é também um pensador inteiramente envolvido nas transformações trazidas pela filosofia das Luzes”. ele gritasse. que prolonga a imagem simultânea em uma sucessão de ações. em sua tese Origem do drama trágico alemão: “[…] a valorização da transgressão entre os gêneros das artes plásticas e das artes da palavra levada a cabo pela alegoria revela um Benjamin antípoda do projeto iluminista de separação estanque entre os gêneros artísticos tal como havia sido elaborado por Lessing no seu Laocoonte. Quando. Schlegel e Baudelaire o afirmavam -. O Laocoonte. precisa concentrar a sucessão de toda uma ação em um único momento. mas. A pintura. por outro lado. a dimensão histórica da canonização da concepção de Lessing. admirável autor dramático. mais desinteressante”. se. Lessing defende a existência de limites nítidos entre a poesia e a pintura. sem divisá-lo em estado mais suportável e. com imagens mais fracas. sim. suas obras são feitas não simplesmente para serem olhadas. Lessing afirma que os antigos defendiam a livre manifestação das paixões no teatro e na literatura. simultânea. sob o seu domínio. acerca da “nobre simplicidade e serena grandeza” das obras de arte antigas. esse único momento e somente a partir de um único ponto de vista. o que proibiria a exteriorização violenta de paixões e. longa e repetidamente contempladas: então é certo que aquele momento único e único ponto de vista desse único momento não podem ser escolhidos de maneira suficientemente fecunda.Lessing. tanto mais devemos crer que vemos. não mais do que um único momento.

. mas sobretudo instigante.entre a escritura. teórico e filósofo da arte. à dimensão intelectual incalculável de seu autor. ensaísta e crítico de teatro alemão. o som e o mundo. o livro”. resta saber em que medida o abalo desse modo de escrita implicaria também um questionamento do seu suporte por excelência. o dramaturgo. nítido porque coeso. Esta cuidadosa e ampla edição é uma preciosidade filosófica e literária por dar um contorno. um dos mais influentes pensadores estéticos. e uma das vozes que contribuíram com mais engenho no sentido de dotar de conteúdo o conceito de tolerância. Lessing. foi uma das figuras mais importantes da recepção alemã do pensamento ilustrado.