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POLUIÇÃO DA ÁGUA

Animais e humanos no Rio Dhaka em Bangladesh, 2013.

CAPÍTULO 20 OBJETIVOS

Neste capítulo você irá aprender:

● O que é poluição;
● Parâmetros que determinam a qualidade da água;
● As principais fontes de poluição da água e suas consequências para o
meio ambiente.
Poluição da Água

POLUIÇÃO DA ÁGUA
A QUALIDADE DA ÁGUA

O QUE É POLUIÇÃO DA ÁGUA?

De acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) são alterações físicas,
químicas e/ou biológicas que possam prejudicar a saúde, a segurança e bem-estar da
população, comprometer a fauna, flora e a utilização para recreação, comércio, indústrias e
geração de energia.
A poluição, portanto, pode ter origem física, química ou biológica, sendo que, em geral, a
adição de qualquer tipo dos poluentes que veremos neste capítulo altera muitas características
da água. Dessa maneira, conhecer como estes poluentes se comportam quando interagem com
a água é muito importante para sabermos lidar com as fontes de poluição.
A qualidade da água pode ser afetada pelas mais diversas atividades realizadas pelo
homem sejam elas domésticas, comerciais ou industriais e cada uma dessas atividades geram
poluentes característicos e para determinarmos se a água encontra-se poluída ou não, é
necessário utilizarmos alguns parâmetros estabelecidos pelo órgão nacional responsável.

PARÂMETROS DA QUALIDADE DA ÁGUA

O CONAMA estabelece limites de concentração de cada substância poluente e, neste


capítulo, vamos apresentar as principais substâncias encontradas e que estão presentes em
maior quantidade quando falamos de poluição das águas.
Os principais parâmetros de qualidade da água são:

Temperatura
Os organismos que vivem na água possuem limites de tolerância quanto à
temperatura: temperaturas ótimas para crescimento, temperatura preferida em
gradientes térmicos e limitações de temperatura para migração, desova e incubação do
ovo.
A elevação da temperatura em um corpo d'água geralmente é provocada por
despejos industriais (indústrias canavieiras, por exemplo) e usinas termoelétricas.

Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)


É a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica
biodegradável presente na água. Se a quantidade de matéria orgânica é baixa, as
bactérias decompositoras necessitarão de pequena quantidade de oxigênio para
decompô-la, então a DBO será baixa. Para ocorrer o processo de nutrição e, assim,
liberação de energia, há necessidade de que os organismos aeróbios respirem. Quando
esses microrganismos respiram, roubam uma certa quantidade de oxigênio, ou seja,

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provocam uma demanda de oxigênio.

Demanda Química de Oxigênio (DQO)

É a quantidade de oxigênio necessária para oxidação da matéria orgânica através


de um agente químico. Os valores da DQO normalmente são maiores que os da DBO. O
aumento da concentração de DQO num corpo d'água se deve principalmente a despejos
de origem industrial.
A DQO é um parâmetro muito importante para despejos de esgotos sanitários e de
efluentes industriais. A DQO é muito útil quando utilizada com a DBO para observar a
biodegradação de despejos.

Óleos e graxas

Os óleos e graxas são substâncias orgânicas de origem mineral, vegetal ou animal.


Estas substâncias geralmente são hidrocarbonetos, gorduras, ésteres, entre outros. São
raramente encontrados em águas naturais, normalmente vêm do despejo de resíduos
industriais, esgotos domésticos, efluentes de oficinas mecânicas, postos de gasolina,
estradas e vias públicas.
Os despejos de origem industrial são os que mais contribuem para o aumento de
matérias graxas na água. Dentre os despejos podemos citar os de refinarias, frigoríficos,
saboarias, etc. A presença de material graxo nos corpos d’água, além de acarretar
problemas de origem estética, diminui a área de contato entre a superfície da água e o ar
da atmosfera, impedindo, dessa maneira, a transferência do oxigênio da atmosfera para a
água.
Os óleos e graxas em seu processo de decomposição reduzem o oxigênio
dissolvido elevando a demanda bioquímica de oxigênio e a demanda química de oxigênio,
causando alteração no ecossistema aquático.

Oxigênio dissolvido

O CO2 e o O2 são os únicos gases que desempenham papel relevante em


processos biológicos, tais como a fotossíntese, a respiração e a decomposição da matéria
orgânica.
O oxigênio dissolvido é um dos principais parâmetros para controle dos níveis de
poluição das águas. Ele é fundamental para manter e verificar as condições aeróbicas
num curso d´água que recebe poluentes.
Altas concentrações de oxigênio dissolvido são indicadores da presença de seres
fotossintetizadores e baixos valores indicam a presença de matéria orgânica,
provavelmente originada de esgotos.

pH

Indica a condição de acidez, alcalinidade ou neutralidade da água. O pH pode ser


resultado de fatores naturais e antrópicos. Valores altos de pH (alcalino) de sistemas
hídricos pode estar associado à proliferação de vegetais em geral, pois com o aumento da

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fotossíntese há consumo de gás carbônico e, portanto, diminuição do ácido carbônico da


água e consequente aumento do pH.
A acidez no meio aquático (pH baixo) é causada principalmente pela presença de
CO2 e ácidos minerais. Quando um ácido reage com a água, o íon hidrogênio é liberado,
acidificando o meio. As variações do pH no meio aquático estão relacionadas, ainda, com
a dissolução de rochas (capítulo 7), absorção de gases da atmosfera, oxidação da matéria
orgânica e fotossíntese.

Série de nitrogênio

São diversas as fontes de nitrogênio nas águas naturais. Os esgotos sanitários


constituem em geral a principal fonte, lançando nas águas nitrogênio orgânico devido à
presença de proteínas e nitrogênio amoniacal (NH3), devido à hidrólise (capítulo 17) sofrida
pela ureia na água. Alguns efluentes industriais também colaboram para as descargas de
nitrogênio orgânico e amoniacal nas águas, como algumas indústrias químicas,
petroquímicas, siderúrgicas, farmacêuticas, de conservas alimentícias, matadouros,
frigoríficos e curtumes.
A atmosfera é outra fonte importante devido a diversos mecanismos: fixação
biológica desempenhada por bactérias e algas, que incorporam o nitrogênio atmosférico
em seus tecidos, contribuindo para a presença de nitrogênio orgânico nas águas e a
fixação química, reação que depende da presença de luz e colabora para a presença de
amônia e nitrato nas águas.
Nas áreas agrícolas, o escoamento da água da chuva pelos solos fertilizados
também contribui para a presença de diversas formas de nitrogênio.
Como visto, o nitrogênio pode ser encontrado nas águas nas formas de nitrogênio
orgânico, amoniacal, nitrito e nitrato (NO3). As duas primeiras chamam-se formas
reduzidas e as duas últimas, formas oxidadas. Pode-se associar a idade da poluição com
a relação entre as formas de nitrogênio. Ou seja, se for coletada uma amostra de água de
um rio poluído e as análises demonstrarem predominância das formas reduzidas significa
que o foco de poluição se encontra próximo. Se prevalecer nitrito e nitrato, ao contrário,
significa que as descargas de esgotos se encontram distantes.

Fosfatos

O lançamento de despejos ricos em fosfatos num curso d’água pode, em


ambientes com boa disponibilidade de nutrientes nitrogenados, estimular o crescimento
de micro e macro organismos fotossintetizadores, chegando até o desencadeamento de
florações indesejáveis e oportunistas, que podem diminuir a biodiversidade do ambiente
(eutrofização), tema que abordaremos mais adiante neste mesmo capítulo.

Bactérias

As bactérias do grupo coliforme são consideradas os principais indicadores de


contaminação fecal.
O grupo coliforme é formado por um número de bactérias que inclui os gêneros

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Klebsiella, Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria.


A determinação da concentração dos coliformes assume importância como
parâmetro indicador da existência de microrganismos patogênicos, responsáveis pela
transmissão de doenças como febre tifóide, febre paratifóide, disenteria bacilar e cólera.

FONTES E PROCESSOS DE POLUIÇÃO DA ÁGUA

EUTROFIZAÇÃO

A eutrofização é um evento associado ao aumento excessivo da produção de biomassa


de produtores primários, normalmente causado pelo aumento de nutrientes. Tal fenômeno pode
ser natural ou artificial (figura 02), sendo um processo lento e contínuo, resultante do aporte de
nutrientes trazidos pelas chuvas e águas superficiais que desgastam e lavam a superfície
terrestre. Em condição natural, sem que haja interferência das atividades humanas, lagos
profundos e com baixa produtividade biológica sofrem processo de transformação, tornando-se
rasos, com alta produtividade biológica enriquecida por nutrientes.
A eutrofização artificial é induzida pelo homem e pode ter diferentes origens, como:
efluentes domésticos, industriais e atividades agrícolas, incluindo ainda os efluentes de sistemas
de criação de organismos aquáticos. O crescimento demográfico e o aumento das atividades
industriais e da descarga de nutrientes nos sistemas aquáticos vêm acelerando sensivelmente a
evolução deste processo.

Figura 02. Processo de eutrofização.

Na maioria dos países em desenvolvimento, uma parte considerável do esgoto é lançada


sem tratamento prévio nos cursos de água. Esse amplo aporte de matéria orgânica e poluentes
apresenta-se como o principal responsável pela eutrofização de uma grande variedade de

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ambientes aquáticos, causando preocupação crescente pelo alto grau de poluição e


contaminação em que se encontram estes ambientes.
Quando os fertilizantes e outros nutrientes vegetais entram nas águas paradas de um lago
ou em um rio de águas lentas, causam um rápido crescimento de plantas superficiais,
especialmente das algas. À medida que essas plantas crescem, formam um tapete que pode
cobrir a superfície, isolando a água do oxigênio do ar. Sem o oxigênio, os peixes e outros animais
aquáticos desaparecem dessas águas.
O aumento das concentrações de nitrogênio e fósforo são as principais causas da
eutrofização em ecossistemas continentais. Com isso ocorre a diminuição na penetração de luz
e, desta maneira, a taxa de decomposição e consumo de oxigênio pelos organismos pode
ocasionar produção de metano e gás sulfídrico no sedimento. Entretanto, os nutrientes
disponibilizados na coluna d’água contribuirão novamente para a produção fitoplanctônica.
Nesse estágio, o ecossistema pode produzir mais matéria orgânica do que é capaz de consumir e
decompor, com profundas mudanças no metabolismo de todo o ecossistema e nas
concentrações de oxigênio nas camadas superiores, devido à decomposição bacteriana da
matéria orgânica no sedimento.

Figura 03. Efeito da contaminação por fertilizantes e detergentes nas águas.

A eutrofização é um dos maiores desastres ambientais que pode ocorrer num lago ou
reservatório. O enriquecimento com Nutrientes (P, N, C e outros) das águas conduz a uma
proliferação exagerada da flora aquática, ao ponto de prejudicar a fauna, obstruir condutos e
impedir a navegação.

ESGOTO DOMÉSTICO

As cargas poluidoras de origem doméstica referem-se aos pontos de lançamento de


esgotos, coletados em áreas urbanas pelos serviços de distribuição e tratamento de Águas e
Esgoto. São considerados como fontes pontuais de poluição direta dos cursos d’água (figura 4)
onde são lançados, podendo também afetar as águas subterrâneas e solos de forma indireta.

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Figura 04. Lançamento direto de esgoto em águas fluviais.

Os esgotos domésticos caracterizam-se pela grande quantidade de matéria orgânica


biodegradável, microrganismos (bactérias, vírus, etc.), nutrientes (nitrogênio e fósforo), óleos e
graxas, detergentes e metais, responsáveis por significativa redução do oxigênio nos cursos de
água, como resultado da estabilização pelas bactérias. Estes efluentes líquidos apresentam
ainda nutrientes e organismos patogênicos, que podem causar efeitos insalubres no corpo
receptor, dificultando, ou mesmo inviabilizando, o seu uso para outro fim.
As águas que compõem o esgoto doméstico compreendem as águas utilizadas para
higiene pessoal, cozimento e lavagem de alimentos e utensílios, além da água usada em vasos
sanitários.

ESGOTO INDUSTRIAL

As cargas poluidoras de origem industrial correspondem aos lançamentos de efluentes


líquidos diretamente nos rios e córregos, com ou sem tratamento prévio, e a vazamentos e má
disposição de lixo de resíduos tóxicos e compostos farmacêuticos (figura 05). Assim como as
cargas de origem doméstica, constituem fontes de poluição direta das águas superficiais onde
são lançadas, e indireta, de solos e águas subterrâneas.

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Figura 05. Contaminação da água subterrânea pela atividade industrial.

São considerados resíduos sólidos industriais os resíduos em estado sólido e semissólido


que resultam da atividade industrial, incluindo-se os lodos provenientes das instalações de
tratamento de águas residuais, aqueles gerados em equipamentos de controle de poluição, bem
como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede
pública de esgotos ou corpos d’água ou exijam, para isto, soluções economicamente inviáveis,
em face da melhor tecnologia disponível.
As águas residuais industriais apresentam uma grande variação tanto na sua composição
como na sua vazão, refletindo seus processos de produção. Delas originam-se: águas sanitárias:
efluentes de banheiro e cozinhas; águas de refrigeração: água utilizada para resfriamento; águas
de processos: águas que têm contato direto com a matéria-prima do produto processado.
As características das águas sanitárias são as mesmas dos esgotos domésticos. Já as
águas de resfriamento possuem impactos importantes que devem ser destacados.
Devemos considerar, ainda, a poluição térmica, pois, nos seres vivos, a temperatura
acelera o metabolismo, ou seja, acelera as atividades químicas que ocorrem nas células. A
aceleração do metabolismo provoca aumento da necessidade de oxigênio e, por conseguinte, da
aceleração do ritmo respiratório. Por outro lado, tais necessidades respiratórias ficam
comprometidas, porque a hemoglobina tem pouca afinidade com o oxigênio aquecido.
Combinada e reforçada com outras formas de poluição ela pode empobrecer o ambiente de
forma imprevisível. Estes mesmos impactos são observados devido aos efluentes de usinas
termelétricas. As águas de refrigeração são fontes potenciais de Cromo.
Outro tipo de poluição industrial é por Celulose: entre os poluentes da indústria de papel
estão a matéria orgânica e os compostos organoclorados que não são biodegradáveis e podem
ser incorporados à cadeia alimentar por serem tóxicos aos organismos vivos quando
ultrapassam determinadas concentrações. Na maioria dos casos, estes compostos químicos não
são detectados nas análises químicas comuns da água, mas são acumulados pelos moluscos

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bivalves e detectados nos seus tecidos, ou seja, devem ser utilizados bioindicadores para
detectá-los.
Curtume: na indústria de beneficiamento do couro, os principais poluentes são o Cromo
utilizado durante o curtimento do couro e a borra de tinta residual da fase de tingimento do couro.
Siderúrgica e Metalúrgica: do processo de produção dessas indústrias e da tecnologia
utilizada, decorre uma ampla variedade de substâncias que podem ser liberadas em seus
efluentes. Entre elas estão os sólidos em suspensão, fenóis, cianetos, amônia, fluoretos, óleos e
graxas, ácido sulfúrico, sulfato de ferro e metais pesados. Dentre essas substâncias, os metais
pesados merecem atenção especial, conforme vêm sendo tratados nos estudos e nas pesquisas
divulgadas nos últimos anos.
Metais pesados: através de despejos não controlados do homem no meio ambiente, altas
quantidades desses metais se somam às resultantes do intemperismo natural de rochas,
atingindo os corpos aquáticos (rios, aquíferos, etc.). A maior preocupação com os metais é a
bioacumulação destes pela flora e fauna aquática que acaba por atingir o homem, produzindo
efeitos subletais e letais, decorrentes de disfunções metabólicas.
Detergentes: substâncias tensoativas (reduzem a tensão entre dois líquidos, como
elementos de água e óleo, que perdem a capacidade de se manter separados.). Estas
substâncias podem permanecer armazenadas por tempo indefinido, sem se deteriorar. Os
detergentes impedem a decantação e a deposição de sedimentos e, como reduzem a tensão
superficial, permitem a formação de espuma na superfície da água. Tal fato impede o
desenvolvimento da vida aquática.

Figura 06. Transporte de poluentes na natureza.

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FERTILIZANTES E PESTICIDAS

As áreas agrícolas podem apresentar-se como fontes difusas de contaminação, a


depender das práticas agrícolas utilizadas. Os principais fatores que interferem na qualidade dos
recursos hídricos estão relacionados à preparação do terreno, aplicação de fertilizantes,
utilização de defensivos agrícolas e irrigação. A contaminação pode ocorrer por meio de águas
de deflúvios superficiais, de infiltração ou pelo material removido por erosão dos solos.
Os inseticidas quando usados de forma indevida, acumulam-se no solo e os animais se
alimentam da vegetação prosseguindo com o ciclo de contaminação. Com as chuvas, os
produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram no solo contaminando os
lençóis freáticos e acabam escorrendo para os rios, perpetuando a contaminação. Fertilizantes
sintéticos e agrotóxicos (inseticidas, fungicidas e herbicidas) poluem o solo e as águas dos rios,
onde intoxicam e matam diversos seres vivos dos ecossistemas.

Figura 07. Aplicação de pesticidas na agricultura.

Atualmente a agricultura é a fonte principal de poluição por nitrogênio. A entrada deste


nutriente num corpo d’água, a partir de uma zona agrícola, é função de diversos parâmetros,
como, por exemplo, a superfície da área de drenagem e o seu potencial para lavar nutrientes do
solo. O fósforo que atinge os sistemas aquáticos pode ter origem a partir de fertilização de solos
agrícolas, bem como de outras fontes já citadas anteriormente.

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Poluição da Água

Figura 08. Aplicação de pesticidas na agricultura.

Ao permanecerem no solo durante longos períodos, os pesticidas acabam por se infiltrar,


em profundidade, com a água das chuvas, atingindo os lençóis d'água subterrâneos. Os
pesticidas variam muito nas suas características físicas e químicas e sua solubilidade, mobilidade
e velocidade de degradação governam o seu potencial de contaminação das águas. Se sob
condições experimentais isto é possível prever com alguma exatidão, o mesmo já não acontece
quando se observam estes compostos em diferentes condições ambientais. Sabe-se que muitos
pesticidas se degradam rapidamente pela luz solar ou no solo. Porém, ao atingirem as águas
subterrâneas são capazes de persistir por longos períodos, devido à reduzida atividade
bacteriana, à ausência de luz solar, e à existência de baixas temperaturas nestas zonas
subsuperficiais.
No entanto, nem só os cursos d'água naturais e as águas subterrâneas estão sujeitas a
contaminações não intencionais pelos pesticidas. Em 1965, a detecção de DDT na água da
chuva caída sobre a cidade de Londres alertou a comunidade científica para a possibilidade
destes compostos químicos se distribuírem por todo o ambiente, sendo, neste caso, o ar o seu
meio de transporte. Esta hipótese, hoje confirmada, poderia explicar o aparecimento de resíduos
destes produtos em zonas jamais sujeitas a estes tipos de tratamentos e desprovidas de
indústrias para o seu fabrico. Após diversos trabalhos, concluiu-se que os compostos
organoclorados são transportados pelo ar e adsorvidos às partículas de poeiras que, conforme
as condições atmosféricas, podem viajar por distâncias mais ou menos longas.
A contaminação das cadeias alimentares, sejam aquáticas ou terrestres, é sempre
possível e facilitada pelo fato de os pesticidas terem, como característica fundamental, a
persistência no meio ambiente.

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Poluição da Água

OUTRAS FONTES DE POLUIÇÃO DA ÁGUA

Muitas são as formas de contaminação das águas superficiais e subterrâneas e, quando


pensamos no assunto, rapidamente nos vêm à mente alguns exemplos que são bastante
conhecidos por todos, como os diferentes tipos de esgoto já estudados, porém, precisamos
considerar que há outras fontes de poluição de águas que, apesar de não serem tão discutidas,
ocorrem tão frequentemente quanto as demais. Abaixo serão apresentadas algumas situações
e/ou atividades poluentes.

PETRÓLEO

O petróleo é uma substância formada por hidrocarbonetos, que são moléculas


constituídas por átomos de hidrogênio e carbono. Os combustíveis que conhecemos como
gasolina, querosene, parafina, diesel, etc. são derivados do petróleo.
O petróleo é formado ao longo de centenas de milhões de anos, a partir da decomposição
de matéria orgânica (animais, vegetais e algas), que foi aos poucos soterrada por sedimentos em
fundos de lagos ou oceanos. Esse petróleo fica aprisionado entre rochas sedimentares (ou em
alguns casos, entre camadas de rochas e camadas de sal) até ser extraído por meio de sondas
de alta tecnologia e, por fim, é armazenado em plataformas em alto mar enquanto aguarda o
transporte para o continente. O transporte até as refinarias ocorre através de navios-plataforma.
Acidentes com esses navios e explosões nas plataformas e tanques de armazenamento acabam
por lançar toneladas de litros de petróleo nos oceanos, afetando a qualidade das águas e
prejudicando a fauna e flora locais. Um derramamento de petróleo pode atingir dimensões
catastróficas, espalhando-se por quilômetros pelas águas até que finalmente possa ser contido.
A poluição causada pela exploração do petróleo traz graves consequências ao meio
ambiente. Entre elas, podemos citar a redução da circulação do oxigênio entre a atmosfera e a
água; a redução na capacidade de fotossíntese das algas, já que o óleo forma uma película
impedindo a incidência de luz na água; e a morte de aves e outros animais marinhos por
intoxicação, uma vez que esses animais acabam ingerindo acidentalmente a substância na
tentativa desesperada de limpar suas penas com seus bicos.

Figura 09. Resgate de ave contaminada por petróleo.

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Poluição da Água

ATERROS: SANITÁRIOS, CONTROLADOS E OS “LIXÕES”

Nas áreas urbanas, uma forma de contaminação muito comum de águas ocorre através
do descarte inadequado do lixo que produzimos diariamente em nossas residências.
Parte desse lixo é constituída por materiais inorgânicos como plásticos, vidro, alumínio,
papel, etc. Esses materiais podem e devem ser reciclados, de modo a reduzir o desperdício e
também o consumo de matérias primas utilizadas na fabricação desses itens, porém, o que se vê
é que boa parte deles acaba muitas vezes em lagos, rios e até mesmo em oceanos, prejudicando,
assim, a fauna e flora aquáticas e, em última instância, o próprio ser humano.
A outra parte do lixo doméstico é composta por matéria orgânica, ou seja, restos de
comidas e resíduos diversos. Essa matéria orgânica, com o passar dos dias e ao sofrer a
influência das condições climáticas, como sol e chuva, entra em decomposição liberando gases
tóxicos, como gás carbônico (CO2, metano (CH4) e sulfídrico (H2S), além de uma substância
altamente poluente chamada de chorume ou líquido percolado.
O chorume é um líquido viscoso e malcheiroso composto por elementos orgânicos, como
nitrogênio e carbono, e inorgânicos, como Cobre, Arsênio, Chumbo, Cromo e Mercúrio, entre
outros. Os solos e as águas (especialmente as subterrâneas) dos locais onde o lixo doméstico é
descartado recebem altas cargas dessa substância poluente.
O lixo recolhido pelas companhias de limpeza urbana é depositado em locais específicos
para isso. Esses depósitos são popularmente chamados de “lixão” ou aterro. No Brasil, três tipos
de depósitos de lixo doméstico são operados e é importante conhecer a diferença entre eles.
No lixão, os resíduos são depositados acima do solo e são deixados sem cobertura ou
tratamento.
No aterro controlado, o lixo depositado é coberto por camadas de terra, mas também não
recebe tratamento adequado.
Já o aterro sanitário conta com um sistema de drenos, barragens e estações de
tratamento.
Portanto, se compararmos os três locais que recebem o descarte do lixo doméstico,
podemos concluir que o aterro sanitário é aquele que possui a estrutura mais adequada para
conter a poluição dos corpos d’água. Além da forma como os aterros são operados, devemos
considerar que o tipo de relevo do terreno e as condições climáticas, como a alta ocorrência de
chuvas, colaboram para que o chorume se infiltre nos solos e atinja os lençóis freáticos.
É importante lembrar que além da reciclagem dos materiais citados acima, devemos
cuidar do nosso lixo e procurar os locais adequados para o descarte de determinados itens,
como medicamentos vencidos, pilhas e baterias, lâmpadas, objetos perfuro-cortantes, etc.
Verifique sempre na internet onde se encontra o posto de recebimento mais próximo da sua
residência e proceda com o descarte correto.
As imagens abaixam ilustram as principais diferenças entre o lixão, o aterro controlado e o
sanitário:

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Poluição da Água

Figura 10. Modelo de Aterro Sanitário.

Figura 11. Modelo de Aterro Controlado

Figura 12. Modelo de Lixão.

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Poluição da Água

MINERAÇÃO

A extração de recursos naturais por meio de mineração é uma atividade de grande


importância econômica para o Brasil, porém, precisamos considerar também seus impactos
negativos, que não são poucos. Aqui abordaremos apenas os impactos causados às águas, mas
sempre levando em consideração os demais.
A poluição de águas superficiais e subterrâneas é frequente em regiões onde ocorre a
exploração mineral. Os rejeitos produzidos pela mineração, muitas vezes estão contaminados por
elementos químicos tóxicos, os chamados metais pesados já citados anteriormente, como Cobre,
Zinco, Chumbo, Cádmio, Mercúrio, Níquel e Estanho que são pouco solúveis e tendem a gerar um
processo conhecido como drenagem ácida.
A drenagem ácida ocorre quando esses elementos tóxicos entram em contato com a
água e o oxigênio. Nesse momento, eles sofrem reações químicas e geram uma solução rica em
metais dissociados e ácido sulfúrico, que atingem os corpos hídricos da região, diminuindo o pH
das águas (causando acidificação) e tornando-as impróprias para o consumo por muito tempo,
mesmo após o encerramento da atividade de mineração.
A ingestão desses elementos tóxicos pelos animais aquáticos pode causar um processo
conhecido como bioacumulação, ou seja, a acumulação desses compostos tóxicos no organismo
e sua transferência para outros seres através da cadeia alimentar.
Substâncias químicas que persistem nos ambientes são conhecidas como Poluentes
Orgânicos Persistentes (POP) e um exemplo desse tipo de substância é o Mercúrio, com
frequência encontrado em peixes e facilmente transferido aos seres humanos por meio da
alimentação.
Muitas são as consequências que a poluição causada por mineração pode acarretar e a
sociedade deve estar preparada para lidar com elas. Podemos citar como exemplo um fato
recente ocorrido na história do Brasil, o desastre ambiental de Mariana, MG, no qual duas
barragens de rejeitos de mineração da Empresa Samarco se romperam, inundando a cidade
mineira de lama contaminada por metais pesados e dizimando a vida aquática no Rio Doce
assim como a vida de muitos moradores.
Devemos ressaltar que os impactos são tanto diretos, como no caso das pessoas que
morreram ou perderam suas residências e demais pertences ao serem atingidas pelo mar de
lama tóxica; quanto indiretos, no caso das pessoas que consomem a água e os animais do Rio
Doce e aqueles cuja atividade de subsistência está diretamente relacionada ao rio e adjacências,
como a pesca, agricultura e pecuária.

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Poluição da Água

Figura 13. Mar de lama e rejeitos do desastre de Mariana atinge litoral do Espírito Santo.

NECROCHORUME

Como já vimos neste capítulo, o lixo orgânico, em decomposição, produz uma substância
altamente tóxica chamada de chorume, que é responsável pela poluição de solos e lençóis
freáticos em regiões onde ocorre o descarte regular e irregular de grandes quantidades de lixo.
Igualmente, corpos de pessoas ou animais em decomposição produzem o necrochorume,
um líquido viscoso composto por água, sais minerais e substâncias tóxicas como a cadaverina e
a putrescina. O necrochorume pode conter, ainda, bactérias e vírus, causadores de doenças
contagiosas como hepatite, tuberculose e muitas outras.
Em cemitérios, por conta da grande quantidade de cadáveres enterrados, a
contaminação das águas subterrâneas por necrochorume é um problema frequente.
Com o objetivo de reduzir os danos ao Meio Ambiente e ao próprio ser humano, o Conselho
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) exige que os cemitérios sigam algumas medidas de
proteção para que possam obter a autorização de funcionamento. Entre essas medidas, é
necessário que seja mantida uma distância de no mínimo 1,5 metro entre a base das sepulturas e
os lençóis freáticos.
Além disso, esses locais devem contar com a presença de sistemas de drenagem e filtros
biológicos para tratar o necrochorume de maneira adequada. Não é permitida a construção de
cemitérios em Áreas de Proteção Ambiental.

O tema poluição das águas é bastante extenso e, portanto, impossível de ser esgotado em
apenas um capítulo. Desse modo, deixamos a proposta de que os alunos pesquisem os conceitos
introduzidos, bem como eventos ocorridos que envolvem a temática para que possam se
aprofundar mais nessa questão tão fundamental para nossa qualidade de vida e existência.

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Poluição da Água

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. QUAL O ÓRGÃO NACIONAL RESPONSÁVEL POR 10. OPINE: DE ACORDO COM QUE FOI VISTO EM AULA,
ESTABELECER LIMITES DE EMISSÃO DE POLUENTES NA NO CAPÍTULO, E PESQUISAS EM LIVROS E AFINS, VOCÊ DIRIA
ÁGUA? QUE AS LEIS AMBIENTAIS NO BRASIL SÃO EFICAZES?
2. QUANDO OS ORGANISMOS VIVOS PRESENTES NA 11. DE ACORDO COM O CAPÍTULO, PODEMOS VER QUE
ÁGUA RESPIRAM E “ROUBAM” O OXIGÊNIO, COMO A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS TAMBÉM OCORRE DE FORMA
CHAMAMOS ESTE PROCESSO? E SE SUBSTITUIRMOS A NATURAL, PORÉM, COM OS MAUS HÁBITOS HUMANOS,
RESPIRAÇÃO DESTES ORGANISMOS E USARMOS AGENTES ESTAMOS AUMENTANDO EXPONENCIALMENTE ESSA
QUÍMICOS PARA “ROUBAR” O OXIGÊNIO, QUAL SERIA O POLUIÇÃO E AFETANDO O MEIO AMBIENTE DE TAL FORMA
PROCESSO? QUE SERÁ IMPOSSÍVEL QUE MUITOS ORGANISMOS
3. QUAL A PRINCIPAL FONTE CAUSADORA DA SOBREVIVAM E ATÉ MESMO O SER HUMANO. EM GRUPO,
DIMINUIÇÃO DO PH (ACIDEZ)? COMO O PROCESSO DE DISCUTA E REDIJA SOBRE OS MEIOS POSSÍVEIS DE MUDAR
DIMINUIÇÃO DO PH DA ÁGUA ACONTECE? ESSA SITUAÇÃO. PENSE SE PUNIÇÕES MAIS SEVERAS AOS
4. UMA CRIANÇA FOI PARA O HOSPITAL COM INFRATORES SERIAM UMA BOA MEDIDA PARA MINIMIZAR OS
DISENTERIA APÓS BEBER ÁGUA DA TORNEIRA. O QUE PODE IMPACTOS DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS.
TER CAUSADO ISSO? 12. QUANTOS TIPOS DE DEPÓSITOS DE LIXO
5. AO ANALISARMOS UMA AMOSTRA DE ÁGUA DOMÉSTICO OPERAM NO BRASIL E COMO ELES SÃO
COLETADA DE UM RIO POLUÍDO ENCONTRAMOS A PRESENÇA CHAMADOS?
DE NITROGÊNIO ORGÂNICO E AMONIACAL. O QUE ISSO 13. APONTE QUAL SERIA O MODELO MAIS ADEQUADO
SIGNIFICA? PARA RECEBER O LIXO DOMÉSTICO E EXPLIQUE O PORQUÊ.
6. O LANÇAMENTO DE ESGOTO E FERTILIZANTES NA 14. EM GRUPO, PESQUISE E APRESENTE PARA A SALA
ÁGUA É NOCIVO PELO AUMENTO DE NUTRIENTES QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS ACIDENTES COM VAZAMENTOS
OCASIONANDO O DESENVOLVIMENTO NUMEROSO DE ALGAS. DE PETRÓLEO NO BRASIL E NO MUNDO. NÃO SE ESQUEÇA
COM ISSO CRIA-SE UMA CAMADA DESSES ORGANISMOS QUE DE PESQUISAR QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS IMPACTOS PARA
PREJUDICA A ENTRADA DE LUZ SOLAR E, POR CONSEGUINTE, OS ENVOLVIDOS E AS MEDIDAS ADOTADAS PARA REVERTÊ-
AFETA O PROCESSO DE FOTOSSÍNTESE. ESSE LOS.
ACONTECIMENTO, QUE DESENCADEIA A MORTE DE 15. PESQUISE NA INTERNET SOBRE O DESASTRE DE
DIVERSOS ORGANISMOS, É CONHECIDO COMO? MARIANA E INDIQUE QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS
CONSEQUÊNCIAS PARA O MEIO AMBIENTE E QUAIS MEDIDAS
A) EUTROFIZAÇÃO.
FORAM TOMADAS PARA MINIMIZAR OS IMPACTOS DO
B) BIOACUMULAÇÃO. DESASTRE.
C) REPRODUÇÃO. 16. EM GRUPO, FAÇA UMA SÍNTESE INTEGRATIVA DOS
PRINCIPAIS CONCEITOS ABORDADOS NO DECORRER DESTE
D) FERTILIZAÇÃO. CAPÍTULO. AO FINAL, APRESENTE SUA SÍNTESE PARA A SALA.
17. PESQUISE NA INTERNET OU EM BIBLIOTECAS
OUTRAS FORMAS DE POLUIÇÃO DA ÁGUA QUE NÃO FORAM
7. DISCUTA COM SEUS COLEGAS DE CLASSE QUAIS AS
MENCIONADAS NESTE CAPÍTULO, COMO POR EXEMPLO,
PRINCIPAIS FONTES DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS.
FONTES NATURAIS DE POLUIÇÃO, COMO A POLUIÇÃO A
8. DISCUTA EM CLASSE E RESSALTE AS IMPLICAÇÕES
PARTIR DAS ROCHAS FONTES DOS AQUÍFEROS E A POLUIÇÃO
DA POLUIÇÃO HÍDRICA. OBSERVE QUE MAIS DE UMA
CAUSADA A PARTIR DE VOLÁTEIS EMITIDOS POR FONTES
RESPOSTA É POSSÍVEL.
MAGMÁTICAS, COMO NO CASO DO PARQUE NACIONAL DE
9. DETERMINE POSSÍVEIS MEDIDAS PARA MINIMIZAR O
YELLOWSTONE, EUA.
PROCESSO DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS.

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Poluição da Água

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